INTRODUÇÃO ÀS REDES SOCIAIS: STANLEY MILGRAM E OS SEIS GRAUS DE SEPARAÇÃO

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  PROF. FREDERICO FLÓSCULO PINHEIRO BARRETO SEMESTRE 2011/1

  INTRODUđấO ầS REDES SOCIAIS: STANLEY

MILGRAM E OS SEIS GRAUS DE SEPARAđấO

  Texto e Ilustrações: Prof. Frederico Flósculo Pinheiro Barreto 1. APRESENTAđấO.

  O psicólogo social Stanley Milgram é uma espécie de lenda para a história da ciência da psicologia social, por seus experimentos inteligentes – incisivos, inesperados, poderíamos também dizer -, que marcaram a sua época (os anos 1960, em especial). Milgram pensava fora da caixa, o que pode ser dever ao fato de não ser graduado em Psicologia, de acordo com os cânones da época. Formado em Ciência Política, apaixonou-se por Psicologia Social e doutorou-se nessa área (por Harvard) em 1960, aos 27 anos.

  Nestas Notas de Aula vamos examinar uma de suas pesquisas, que visava inicialmente estudar o comportamento de ajuda das pessoas a um pesquisador, auxiliando-o a encontrar 2 pessoas identificadas através de cartas. O modo como Milgram concebeu (ou “desenhou” a pesquisa)

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  tornou possível a descoberta de um número “médio” de pessoas a intermediar essa busca, toda feita pelos correios. As conclusões que foram derivadas dos achados dessa singela pesquisa – em si mesma um exemplo de delineamento de grande engenhosidade – contribuíram para o início de dezenas de outras pesquisas, relacionadas à organização de comunidades, das redes sociais, assim como da grande “rede global” que associa todos os seres humanos, de um modo que, menos óbvio na década de 1960, é de difícil contestação nesta segunda década do Século 21, mais de 50 anos depois do experimento de Milgram.

  Milgram foi também responsável pela devastadora descoberta de maleabilidade das pessoas diante de situações em que optavam por submeter-se a uma figura de autoridade, num experimento notável, em que pessoas comuns era solicitadas a ministrar choques elétricos de crescente grau de severidade dos danos a uma determinada pessoa (um ator que, na verdade, nada sofria), em função dos “erros” que ela cometia, num teste forjado. A maioria das pessoas obedecia docilmente às ordens de Milgram, de impor choques terríveis ao ator, até que ele perdesse os sentidos, aos gritos de desespero. Essa docilidade foi imediatamente

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  reminiscente dos horrores ocorridos durante a liderança nazista da Alemanha (1932-1945), quando a maioria do povo associou-se paulatinamente a um programa de genocídio e de ódio racial contra judeus e outros povos não-alemães (ou, mais amplamente, não-arianos). A escalada da violência racial dos auto-proclamados germânicos contra a população civil de pessoas de descendência judia – nascidos na Alemanha por dezenas de gerações- impressiona até hoje a todos os que estudam a história desse episódio de ódio, pois provocou a morte de aproximadamente seis milhões de pessoas, de judeus europeus, sobretudo ao longo da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), de forma sistemática, quase ordeira, como um programa cumprido de forma quase rotineira por centenas de milhares soldados e oficiais militares, por burocratas e dirigentes de governos locais (inclusive franceses, poloneses, italianos, tchecos, etc., sob as ordens do comando nazista de ocupação das nações européias). Esse episódio é conhecido como o Holocausto, palavra de origem grega que significa queima total (hólos, total; kaustós, queima), e ainda choca a todos os que tomam conhecimento de que tenha sido patrocinado pelo Estado Alemão (Nazista), como política de governo.

  Obs: Esse experimento de Milgram é tratado em outras Notas de Aula (Stanley Milgram e o Experimento de Obediência a Figuras de Autoridade).

  O objetivo de Milgram era de descobrir como as redes sociais reais se estruturavam, e é interessante notas que o seu experimento fundador não se voltou para as redes sociais locais, centradas em uma pessoa, em uma família, ou em uma vizinhança. Ele pensou na rede social de todo um país, no caso os Estados Unidos da América do Norte. Todos nós conhecemos “alguém que conhece alguém”. Por exemplo, eu (E) conheço um professor (P) que trabalhou com um assessor (A) de um poderoso ministro (PM) que despachava com o ainda mais poderoso Presidente da República (PP). Posso representar essa cadeia de ligações da seguinte forma: E → P → A →

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  PM → PP. Olhando assim, não estou tão longe do poderoso Presidente da República. Talvez eu ainda possa sentir o calor de sua mão quando o poderoso ministro a aperta, cumprimentando a seguir seu assessor que cumprimenta o professor que me cumprimenta. Ou possa, como humilde cidadão, transmitir minha humilde gripe ao meu amigo professor, a apertar-lhe a mão, e ter meu vírus diligentemente conduzido por assessores e ministros até que um ou dois dias depois, a República espirre diante das câmeras de televisão.

  Milgram pensou em um experimento que poderia lhe dar indicações sobre o número de ligações entre pessoas que seria necessário para conectar duas pessoas selecionadas aleatoriamente. Seria possível que um tal circuito existisse, em todos os casos?

  Os 6 graus de conexão foram descobertos em 1967 por Stanley Milgram – que, na verdade, nunca usou essa exata expressão, tornada famosa por uma peça de teatro do começo da década de 1990 -, um professor de Harvard que transformou o conceito em algo central no estudo de nossa interconectividade social.

  A problematização que levou Milgram a esse experimento – que denominou The Small World Problem (O Problema do Pequeno Mundo) – parece ter vindo dos tempos em que estudava Ciência Política, por influência de estudiosos (o cientista político Ithiel de Sola Poll e o matemático Manfred Kochen) da Universidade de Paris, que visitou, na década de 1950. Nos estudos sobre

  Contatos e Influências esses estudiosos lançam os fundamentos do estudo das redes sociais, e deixaram vários problemas em aberto, um deles o do número médio de contatos para que toda uma rede social fosse “varrida”.

  2. O EXPERIMENTO QUE MEDIU O TAMANHO DO MUNDO SOCIAL

  Milgram foi um dos mais criativos pesquisadores da psicologia experimental e é famoso pela série de experimentos altamente

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  controversos acerca do conflito entre a obediência à autoridade e a consciência pessoal. Seu campo de interesses era bem amplo e logo voltou-se para a estrutura da nossa rede social, talvez devido ao intenso e articulado criticismo dirigido a ele.

  Qual seria a distância social entre o Führer e o mais humilde dos alemães? Quantas pessoas poderiam levar uma mensagem desde o mais humilde dos alemães, até o FÜhrer, numa cadeia de pessoas que se conheciam, duas a duas, mas não três a três?

  A questão colocada por Milgram era simples: quantas pessoas existiriam “entre” duas pessoas quaisquer, num país tão grande quanto os EUA? Ou seja: quantas pessoas formam a cadeia de conhecidos entre si, dois a dois, que formaria o contato entre duas pessoas quaisquer nesse País, em média?

  A primeira escolha de Milgram:

  a) as pessoas “Fim” da corrente de contatos seriam de sua confiança, previamente contatados: uma senhora, esposa de um estudante, moradora da cidade de Sharon, Massachusetts, e um corretor, morador de Boston;

  b) as pessoas “Começo” da corrente – na verdade, localidades, pois não selecionaria as pessoas, moradoras de Wichita, Kansas, e de Omaha, Nebraska.

  Antes de fazer sua pesquisa, Milgram chegou a perguntar, por curiosidade, o que seus colegas pesquisadores achavam do caso. Quantas pessoas estariam envolvidas numa tal corrente? Centenas, disseram alguns.

  O procedimento de Milgram foi o seguinte: ele enviou cartas a 160 pessoas selecionadas aleatoriamente, moradores de Wichita e Omaha. Em cada carta, Milgram explicava o propósito de seu estudo, e convidava a pessoa a colaborar.

PROF. FREDERICO FLÓSCULO PINHEIRO BARRETO SEMESTRE 2011/1 Omaha, Nebraska Wichita, Kansas Sharon, Massachusetts Boston, Massachusetts

  Era uma pesquisa que despertava a curiosidade das pessoas, pois elas desempenhariam um papel de “Correios”, encaminhando uma inusitada correspondência através... dos Correios. Como veremos adiante, a regra que esse “Correio de Participantes” deveria seguir era, essencialmente, a de que eles somente deveriam encaminhar a correspondência recebida a uma pessoa CONHECIDA sua (conhecimento pessoal, e nunca indireto, remoto) mas que tivesse maiores chances que ela de, por sua vez, CONHECER pessoalmente o Destinatário Final. Parecia um divertido jogo.

  Em termos mais formais: tratava-se de enviar essa mesma carta, com a mudança do envelope por um envelope interno (havia dez envelopes internos assim), com a postagem paga, para a pessoa Fim. Além disso, ele enviava um foto da pessoa “Fim”, seu nome e endereço, e algumas informações biográficas. Dentro da carta ia ainda um conjunto de dez cartões postais – como veremos nas instruções seguintes, esse número (dez) era totalmente arriscado.

PROF. FREDERICO FLÓSCULO PINHEIRO BARRETO SEMESTRE 2011/1 FOTOGRAFIA E CARTÕES POSTAIS PARA DADOS DA PESSOA-ALVO ACOMPANHAMENTO ENVELOPES PARA O NOVO CARTA DE APRESENTAđấO ENCAMINHAMENTO DA COM INSTRUđỏES DOCUMENTAđấO DA PESQUISA O ENVELOPE DE MILGRAM

  A seguir instruía o prospectivo participante (a pessoa “Começo”) a seguir quatro diretivas: (a) “escreva seu nome na tabela que está no final desta folha, de modo que a pessoa a quem você destinará esta carta saiba em que ordem ela estará ao receber essas mesmas instruções”;

  (b) retire um dos cartões postais e mantenha os demais na carta que encaminhará; coloque seu nome e endereço e envie o cartão [que já estava com a postagem paga, endereçado à Universidade de Harvard]; este cartão permitirá que nós acompanhemos o percurso da carta que enviará;

  (c) retire um dos envelopes grandes, que vão dobrados no interior deste que lhe chegou; coloque toda a documentação, inclusive esta folha de papel, em seu interior, e descarte o envelope externo recebido por você;

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  (d) examine a fotografia, o nome, o endereço e os dados biográficos da pessoa que deve receber a presente documentação; se você a conhece pessoalmente, mande todo o conjunto diretamente para ela; se não a conhece pessoalmente, envie toda a documentação para uma pessoa que você conhece pessoalmente (um amigo, um parente, um cliente), e que provavelmente conhece a pessoa da foto.

OMAHA, SHARON, NEBRASKA MASSACHUSETTS 160 PESSOAS

  2 PESSOAS DA CONFIANÇA DE ESCOLHIDAS MILGRAM... ALEATORIAMENTE BOSTON, MASSACHUSETTS WICHITA, KANSAS

  3. OS RISCOS DO DELINEAMENTO ADOTADO Evidentemente, esse delineamento tinha importantes riscos.

  Imagine se a pessoa “Começo” não conhecia a pessoa da foto (“Fim”), mas, para azar de Milgram, conhecia alguém que achava parecido, mas do outro lado do País? Bastava ela desconsiderar o endereço que Milgran lhe dera (por quê esse pesquisador me daria esse endereço, se o que ele quer é que

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  eu mande para alguém que eu posso conhecer?) e o pacote da pesquisa seguiria um tortuoso caminho.

  Imagine se a pessoa “Começo” decidisse pregar uma peça em Milgram, e mostrar como essas coisas podiam acabar rápido na América, e aproveitasse o endereço, e enviasse imediatamente todo o pacote com a documentação, diretamente para o endereço da pessoa “Fim” – que ela, pessoa “Começo”, não conhecia de forma alguma?

  Para evitar essas duas possibilidades, com uma boa margem de erro e especulação a permanecer latentes, Milgram deveria ter somente fornecido a CIDADE (Sharon, Massachusetts; ou Boston), e insistido que a pessoa “Fim” realmente morava LÁ.

  Outros riscos havia no número de envelopes de postagem paga que enviaria no pacote. Se o número de pessoas fosse superior a 10 (dez) ou ao número desses envelopes, a décima-primeira pessoa (intermediária) na cadeia deveria arcar com as despesas de postagem, caso não fosse a pessoa “Fim”; o mesmo se repetiria com a décima-terceira pessoa, e assim por diante. Um grande número de pessoas na corrente que se formasse implicaria no aumento da possibilidade de sua interrupção: sempre haveria alguém, ao longo de uma corrente formada por dez – ou cem pessoas, como seus colegas chegaram a sugerir – que interromperia a seqüência do envio. O QUE EU TENHO A VER COM ISSO?

  A realidade mostrou-se generosa e surpreendente.

  4. RESPOSTAS: A MÉDIA OBTIDA DE 5,5 INTERMEDIÁRIOS A mais curta e rápida das conexões estabeleceu-se em uma semana, com apenas duas pessoas a intermediar a passagem da documentação da primeira pessoa (“Começo”) para a última pessoa (“Fim”). Compreensivelmente, foi o mais curto de todos: o tempo de chegada era proporcional ao número de intermediários.

PROF. FREDERICO FLÓSCULO PINHEIRO BARRETO SEMESTRE 2011/1 ESTE HOMEM... ESTA MULHER..

VOCÊ OS CONHECE? SABERIA COMO OS ENCONTRAR, SE QUISESSE?

  A taxa de respostas (na verdade, de sucesso quanto ao encontro do destinatário) obtida por Milgram foi muito elevada: 26,25%! Ou seja: das 160 correspondências enviadas inicialmente, 42 encontraram os dois amigos de Milgram – a viúva e o corretor. A contagem do número de pessoas que intermediou essa passagem do pacote de correspondência de mão em mão foi reveladora. Alguns dos “percursos” envolveram até 12 intermediários – ou seja, pelo menos 2 pessoas PAGARAM para tocar adiante o jogo de encontrar o destinatário. Em média, o número de pessoas que intermediou cada “percurso” foi de 5,5.

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  Se arredondarmos para 6, chegaremos ao número mágico, dos SEIS GRAUS DE SEPARAđấO. Embora pareça meio mágico, mas o que Milgram encontrou foi um valor médio de contatos intermediários entre duas pessoas quaisquer em uma rede social gigantesca: a sociedade norte- americana.

  5. SEIS GRAUS DE SEPARAđấO SUGEREM O QUE A VOCÊ? Em 1991, o dramaturgista John Guare publicou e fez encenar a peça de teatro intitulada Six Degrees of Separation. Em uma das principais falas, o protagonista disserta:

  “Todas as pessoas neste Planeta estão separadas por apenas seis outras. Seis graus de separação. Entre cada um de nós e todos os outros, nesse nosso Planeta. O Presidente dos Estados Unidos. Um gondoleiro veneziano. Não falo apenas dos grandes nomes, das pessoas famosas. Falo de todos, de qualquer um. Um nativo das florestas tropicais. Um habitante da Terra do Fogo. Um Esquimó. Eu estou conectado com todas as pessoas desse planeta por uma trilha formada por seis pessoas. É algo... que tem sua profundidade, é um pensamento comovedor. É como... se toda pessoa fosse essa porta, uma nova porta que se abre para mundos totalmente novos”.

  Evidentemente, o estudo original de Milgram não aspira a essa validade “universal” e somente pode ser entendido no estrito âmbito dessa pesquisa. Estranhamente, não houve replicações desse experimento.

  Contudo, o dramaturgista Guare espicaça a nossa imaginação. A humanidade é mesmo uma grande rede social, com mais de SEIS BILHÕES de nodos? Essa rede poderia ter algum tipo de contato entre todos os seus membros? Quanto tempo em média um contato assim levaria, em média? Talvez o amigo de Milgram, que estimou que haveria 100 Graus de Separação dissesse: a média dos contatos numa rede como essas é de anos. Ou era, antes da Internet. Esta é uma pesquisa por ser feita.

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  6. O MUNDO É UM PEQUENO MUNDO Barabási estudou os links entre as páginas – todas as páginas – existentes em 2003, no domínio da Universidade de Notre Dame (norte- americana). Essa universidade tinha 300.000 páginas à época. Ele descobriu que o número de “cliques que deveria ser dado em média para ir de uma página à outra era de 19 (dezenove). O experimento de Barabási na Universidade de Notre Dame dificilmente pode ser generalizado para a World Wide Web de sua época, e muito menos para a atual, apenas 8 anos depois. Na várias “fases” da Web pode-se constatar que as “explosões” de criação de páginas ocorriam sem que as políticas de comercialização e de criação de interconexões preferenciais estivessem presentes como hoje.

  Políticas comerciais e de criação de preferências de nodos mais poderosos, atrativos e populares podem reduzir dramaticamente a distância de todos a um “núcleo” para o qual convergem os “cliques”. Claro, alamos aqui não somente da estrutura, mas do comportamento da rede. Devemos nos surpreender, acima de tudo, com a possibilidade de que possa mesmo haver um caminho nessa rede de seres humanos que, teoricamente, nos ligue, a todos. Para pertencer à rede da Humanidade, a condição é bem simples: basta uma conexão.

  O matemático Manfred Kochen, citado anteriormente, já havia compreendido uma importante associação entre o número de pessoas que são minimamente suficientes para “varrer” (ou seja, percorrer sistematicamente, caminho a caminho efetivamente praticado pelo exame) toda uma densa rede social e o grau de organização de uma sociedade. A sociedade organizada, deduz-se do argumento de Kochen, estabelece constrangimentos estruturais para que os número de intermediários não seja “o mínimo de dois”.

  Essa medida dos DOIS INTERMEDIÁRIOS foi encontrada por Kocher ao estudar redes sociais com ligações interpessoais “aleatórias”, sem qualquer constrangimento quanto às “compartimentalizações” da rede. As

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  compartimentalizações são todos os nossos pequenos – ou não tão pequenos – apartheids de classe social, gênero, idade, sexo, corporação de trabalho, etc. Faz sentido? De qualquer modo, não encontrei estudos que associassem teorias sobre a compartimentação social e os graus de separação entre as pessoas, em nossas sociedades atuais – ou em modelos sociais (teóricos).

  7. REFERÊNCIAS

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