Boletim Radar 19 - Redes Elétricas Inteligentes no Brasil: A Necessidade de uma Avaliação Adequada de Custos e Benefícios

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  Uma vez que não existe uma Classificação Nacional de Atividade Econômica (CNAE) única que agrupe os fornecedores de produtos de defesa, os autores adotam o critério da “lista de compras”, que partedas aquisições de produtos de defesa para identificar as empresas que seriam, em última análise, aquelas que constituem o núcleo da indústria de defesa do país. Assim, mais uma vez, o Radar mantém o padrão de divulgação de pesquisas em andamento no instituto, contribuindo para o debate público dos temas colocados e a formulação de políticas de desenvolvimentoeconômico e social para o país.

ISSN: 2177-1855

  Uma vez que não existe uma Classificação Nacional de Atividade Econômica (CNAE) única que agrupe os fornecedores de produtos de defesa, os autores adotam o critério da “lista de compras”, que partedas aquisições de produtos de defesa para identificar as empresas que seriam, em última análise, aquelas que constituem o núcleo da indústria de defesa do país. Assim, mais uma vez, o Radar mantém o padrão de divulgação de pesquisas em andamento no instituto, contribuindo para o debate público dos temas colocados e a formulação de políticas de desenvolvimentoeconômico e social para o país.

1 INtRodução

  Além disso, a aplicação de um mero controle do fluxo de insumos, no Brasil, tornou o processo de compras ainda maisengessado por formalidades burocráticas – por exemplo, o Brasil tem o maior número de requisitos para a habilitação de fornecedores em uma abrangente amostra de países feita por Carpineti, Piga e Zanza (2006). Como será visto adiante, há muito mais a se comemorar com esta nova lei, e a experiência da implementação do Regime Diferenciado de Contratações Públicas (RDC) por um período bem definido e emum conjunto de obras restrito será importante para se avaliar a conveniência de estender o RDC, com eventuais modificações, para a contratação de obras no dia a dia do Estado.

2 PRINcIPaIs coNtRIbuIções da LeI N 1.46/011 .1 eficiência processual e formas de contratação

  Cabe, no entanto, contextualizar que o advento da Lei n 8.666/1993 foi resultado de uma revisão da lei anterior, com vistas a reduzir as brechas existentes que propiciavam a corrupção em licitações e contratações públicas,em uma discussão que sucedeu os escândalos que levaram ao impeachment do presidente de seu cliente – e as taxas que ela cobrará dele serão menores se o risco for menor. Ele cria o Catálogo Eletrônico de Padronização, que conterá:especificações de bens, serviços e obras; requisitos de habilitação de licitantes, conforme o objeto da licitação; modelos de instrumentos convocatórios, minutas de contratos, termos de referência e projetos-referências; eoutros documentos necessários ao procedimento de licitação que possam ser padronizados (110).

3.1 Eficiência processual e formas de contratação

  Isto deve representarum aumento do poder monopsônico do Estado, a viabilização de políticas de fomento a inovação e desenvolvimento sustentável, a racionalização dos procedimentos, ganhos de escala e eliminação do problema de bem público naelaboração de editais e melhor monitoramento dos esquemas de divisão de mercado e cartelização em mercados de produtos específicos. Isto requer um esforço de qualificação de pessoal e um arcabouço de advocacia da concorrência e de estratégias de uso do poder do Estado com funções de políticaindustrial, mais bem coordenado que as atuais iniciativas individuais de ministérios como Saúde, Ciência eTecnologia e Desenvolvimento, Indústria e Comércio.

2 METODOLOGIA

  Uma vez que não existe uma Classificação Nacional de AtividadesEconômicas (CNAE) única que agrupe as fornecedoras de produtos de defesa, os estudos setoriais precisam construir recortes que permitam a identificação mais precisa possível das firmas que compõem a indústria. A2 perspectiva adotada neste trabalho é a do critério de “lista de compras”, o qual parte das aquisições de produtosde defesa para assim identificar as empresas fornecedoras destes bens, que seriam, em última análise, aquelas que constituem o núcleo da indústria de defesa de um país.

3 FORNECEDORES DE PRODUTOS DE DEFESA: ANÁLISES PRELIMINARES

  A associação entre os valores empenhados por CNPJ e os dados da Rais para a Unidade daFederação (UF) onde estão localizadas as firmas indica que 90% dos valores despendidos pelo órgão em análise com produtos típicos de defesa são destinados a empresas de apenas quatro estados: São Paulo (39%); Rio de Janeiro(28%); Minas Gerais (24%); e Rio Grande do Sul (3%). Buscando somar-se a estestrabalhos, aqui são sumariadas, apenas para as empresas industriais, as participações de fornecedoras em termos de número de firmas, bem como de valores empenhados em termos da intensidade tecnológica – apartir do critério da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), atribuído pela CNAE das empresas.

34 Baixa intensidade Média-baixa intensidade Média-alta intensidade Alta intensidade

  30 RadarEm relação ao número de firmas, as empresas de alta e média-alta tecnologia representam 46% das firmas industriais fornecedoras de produtos de defesa no Brasil. O gráfico 3 e ográfico 4 são definitivos ao indicar que as demandas do MD têm tido sucesso em selecionar como fornecedoras e alocar mais recursos para um núcleo da indústria de defesa que é marcado por um potencial tecnológicorelevante, ao menos no período considerado e para as compras atendidas por firmas industriais.

75 Firmas importadoras industriais do setor de defesa

  Uma vez que os dados do MDIC indicam que neste ano23.537 empresas nacionais fizeram ao menos uma operação de exportação, a representatividade em termos de valores exportados de um conjunto de 116 firmas merece atenção, ainda que considerada a ressalva sobre apossibilidade de os itens exportados pelas empresas serem na verdade decorrentes de outras unidades de negócio das firmas, e não diretamente do segmento defesa. Ainda de acordo com McMillan (1995), os leilões acarretam outras vantagens: são mais transparentes e justos; geram receitas substanciais para ogoverno sem a introdução de “peso-morto” na atividade econômica; atribuem licenças de forma mais rápida e menos custosa para o governo; e podem ser elaborados de maneira a incorporar amplo leque de objetivospara políticas públicas.

2 TEORIA DOS LEILÕES: PRINCIPAIS CONCEITOS

  Além disso, Klemperer (2002) também afirma que o modelo escolhido deve desestimular condutas anticompetitivas, tais como: a coordenação entre competidores – seja de preços, seja de quantidades, ou ambos –, tambémchamada de colusão; a imposição de barreiras à entrada de novos participantes; e a utilização de práticas predatórias. (2011) afirmam que não somente o formato dos leilões está ao alcance do regulador para a promoção da concorrência, mas também medidas como reservas de blocos de espectro para determinados tipos de concorrentes, limites de espectro para cada participante (spectrum caps), desconto nos lances para alguns tipos de concorrentes,entre outras.

3 LIđỏES DO CASO BRASILEIRO

  Entre as regras destas licitações, estava o impedimento que uma empresa pudesse vencer mais que um lote das áreas mais rentáveis e mais que um lote das áreas menos atrativas, de forma que nenhum grupoeconômico, ao final dos certames, ficou com mais que dois dos lotes postos à venda. Portanto, emborase possa afirmar que os objetivos principais do governo eram maximizar a arrecadação de recursos e alocar as autorizações de uso de forma eficiente, sob a perspectiva econômica, também houve preocupação em evitar aconcentração de mercado e garantir a existência de vários competidores, ainda que de caráter regionalizado.

2. Embora BCP e BSE fossem consórcios formalmente independentes, estes eram constituídos pelas mesmas empresas, com idêntico percentual de participação de cada uma destas. Na prática, formavam um grupo econômico único

  De outro lado, a ausência de interesse dos competidores mais prováveis e mais fortes – dispondo de base de clientes em serviço, infraestrutura instalada,melhores informações, marca consolidada, entre outras vantagens – afastou potenciais entrantes das rodadas subsequentes, até mesmo com a redução da área de abrangência de cada lote. O leilão de 2007, referente às autorizações de uso das frequências para os serviços de 3G, ocorreu em contexto em que omercado estava se organizando em torno de quatro grupos de serviços móveis com abrangência nacional, em fase final de consolidação: Vivo, Claro, Tim e Oi.

50 Tim

  A última licitação a ser examinada no caso brasileiro é a de 2010, por meio da qual foram vendidos os direitos de uso da banda H – também de 20 MHz. TABELA 3Preços mínimos e preços pagos pela Nextel no leilão da banda H (2010) (Em R$ milhões) LotesPreço mínimo Preço pago Lote 1 (BA, ES, RJ e SE) 317 342 Lote 2 (AC, DF, GO, MT, MS, PR, RO, RS, SC e TO) 300 324Lote 3 (RMSP, AM, AP, PA, MA e RR) 176 190 Lote 4 (interior de SP, AL, CE, PB, PE, PI e RN) 150 162Lote 11 (MG) 75 78 Fonte: Anatel.

4 ASPECTOS RELEVANTES DAS LICITAđỏES PREVISTAS PARA 2012

  A ABRADEE, em um projeto dentro doprograma de incentivo à P&D da Aneel, realizou um estudo sobre o tema, no qual os ganhos com a diminuição de perdas técnicas e comerciais, além de uma melhor qualidade do serviço de fornecimento de eletricidade, seriamsuficientes para tornar os investimentos viáveis, em três cenários de implantação diferentes: um conservador; um moderado; e um acelerado. Enquanto concessionárias se beneficiam com menores perdas e a possibilidade de adiamento de investimentos na expansão da rede, consumidores têm a promessa de redução de sua conta de energia elétrica e de um melhorserviço de fornecimento de eletricidade.

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