AQUISIÇÃO DE FONOLOGIA: A INFLUÊNCIA DO ACENTO E O PREENCHIMENTO DE UNIDADES PROSÓDICAS EM DADOS DE FALA DE DUAS CRIANÇAS ENTRE 1;0.4 E 2;1.10 DE IDADE, EM CONTATO COM O PORTUGUÊS BRASILEIRO FALADO EM ALAGOAS E PERNAMBUCO

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UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS FACULDADE DE LETRAS

UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS FACULDADE DE LETRASPROGRAMA DE PốS-GRADUAđấO EM LETRAS E LINGUễSTICA AQUISIđấO DE FONOLOGIA: A INFLUÊNCIA DO ACENTO E O PREENCHIMENTO DE UNIDADES PROSÓDICAS EM DADOS DEFALA DE DUAS CRIANÇAS ENTRE 1;0.4 E 2;1.10 DE IDADE, EM CONTATO COM O PORTUGUÊS BRASILEIRO FALADO EM Luzia Miscow da Cruz PayãoMaceió

ALAGOAS E PERNAMBUCO

Luzia Miscow da Cruz PayãoMaceió 2010

LUZIA MISCOW DA CRUZ PAYÃO AQUISIđấO DE FONOLOGIA: A INFLUÊNCIA DO ACENTO E O PREENCHIMENTO DE UNIDADES PROSÓDICAS EM DADOS DE FALA DE DUAS CRIANÇAS ENTRE 1;0.4 E 2;1.10 DE IDADE, EM CONTATO COM O PORTUGUÊS BRASILEIRO FALADO EM ALAGOAS E PERNAMBUCO

  Tese apresentada ao Programa dePós-Graduação em Letras e Linguística da Universidade Federal de Alagoascomo requisito final para obtenção do grau de Doutor em Linguística. Orientadora: Profa.

Catalogação na fonte Universidade Federal de Alagoas Biblioteca Central Divisão de Tratamento Técnico

  Aquisição de fonologia : a influiência do acento e o preenchimento de unidades prosódicas em dados de fala de duas crianças entre 1;0.4 e 2;1.10 de idade, emcontato com o português brasileiro falado em Alagoas e Pernambuco / Luzia Miscow da Cruz Payão. Observou-se, no entanto, a tendência para o preenchimento da estrutura silábica e a diferenciaçãode classes segmentais na sílaba tônica e na pós-tônica, sob influência do predomínio de palavras com o padrão de acento troqueu.

Glide

  Observa-se, no trecho apresentado a seguir, a tentativa de S1 (1;5) para repetir o enunciado da mãe e, afinal, o seu êxito, utilizando-se também do verbo tome numa situação similar de oferecer o brinquedo a alguém, como ilustra o Episódio 1:Episódio 1S1 (1;5), a mãe e o pai no chão da sala de sua casa explorando as peças de Lego, os objetos e os animais sendo retirados da caixa de brinquedos. Segundo a hierarquia da fonologia prosódica de Nespor e Vogel (1986), a tarefa de interpretação fonológica ocorre a partir dos constituintes prosódicossuperiores, como o enunciado, a frase entonacional, a frase fonológica e o grupo clítico, nos quais ocorre o mapeamento da estrutura gramatical não-fonológica, querdizer, de estrutura especificamente morfossintática e semântica.

Filler-sounds são sequências segmentais que não constituem

  Quanto à habilidade de produção, Menn e Stoel-Gammon (1997) comentam que a prática aumenta o controle e a precisão dos movimentos que os bebêsrealizam, moldando o trato vocal para a produção de sons e sequências de sons, tornando-os mais automáticos e fáceis de executar na produção inicial das palavras. Quando se observa a produção de [tw] ‘Téo’ por uma criança, S1 de 1;2.3 de idade, referindo-se a um animal familiar, evidenciam-se as operações dereconhecimento semântico e fonológico que identificam o léxico pertinente, organizando a ordenação e combinação de sons em palavra que remeteespecificamente ao conceito correspondente.

Us, também se levam em conta fatores não sintáticos, mas de relações lógico-semânticas, condições fonológicas e pragmáticas presentes

  Portanto, é uma sílaba “Concluindo, a relação entre o fluxo contínuo de sons de fala e a estrutura interna para esse fluxo é o relacionamento que existe entre a produção fonética final de uma dada cadeia e a análise dessa cadeia emtermos do conjunto de interações entre os subsistemas da fonologia e entre os componentes da gramática. Os modelos fonológicos, de Nespor e Vogel (1986), que preconiza a hierarquia prosódica, e o da geometria de traços, de Clements e Hume (1995), queexplica a hierarquia dos traços na constituição dos segmentos, podem ser relacionados para este estudo a fim de fundamentar e justificar a organização inicialda fonologia da língua pela criança.

Laura, uma

  É interessante observar que os segmentos // e // realizados para essa palavra partilham o traço de classe principal [+soante] e o traço de ponto de articulação [-anterior], e se diferenciam pelotraço [±nasal], de acordo com Matzenauer (2009), que relaciona a Escala deRobustez de traços para consoantes (CLEMENTS, 2009, p. Segundo Ferreira-Gonçalves (2009, p. 222), o padrão acentual trocaico passa a dominar no transcorrer da aquisição devido à frequência, embora aponte, a partirdos dados de estudo longitudinal, a emergência de pés troqueus e iambos no início da aquisição e inter-relaciona as restrições métricas, de traços e de estruturasilábica na aquisição do sistema acentual.

Tabela 15. Classificação das palavras produzidas quanto ao nº de sílabas e à acentuação, S2 – 1;6.28~1;7

  Na sílaba acentuada do pé binário nota-se maior diversidade de segmentos consonantais, embora se observasse a presença de segmento com traço marcado[+contínuo], introduzindo segmento fricativo / /, em sílaba pós-tônica do pé binário nos dados da primeira coleta de S2 (1;6.3), como exemplificam pássaro [ pa.] e isso [ i.], presentes na Tabela 11. Em relação às primeiras fricativas a serem introduzidas nas produções de S2, estas foram as labiais /f/ e /v/ em palavras monossilábicas [vẽ] vem (1;6.3), [fo] foi (1;6.18) e a coronal [–anterior] //, substituindo a coronal [+anterior] /s/, como ilustram as produções [ pa.] e [i.] para pássaro e isso (1;6.3).

Tabela 16. Inventário segmental das sílabas conforme a posição acentual nas palavras, S2 – 1;6.28~1;7

  Há dependência entre a escala de sonoridade dos segmentos e a formação da estrutura silábica, estabelecendo, desse modo, arelação entre uma dada sílaba e o acento que nela se situa, destacando-a das demais sílabas de uma palavra. Esse comportamento de preenchimento segmental diferenciado entre a sílaba tônica e a pós-tônica pode sugerir uma fase de definição do pé métrico, naqual a predominância de vogal ou da consoante pode refletir funções específicas desses segmentos nas sílabas que compõem o pé.

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