Aula 8 Tintas Aplicações

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  TINTAS Aplicações e Patologias

  Prof. Dra. Eliana Cristina Barreto Monteiro

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  1 APLICAđỏES Alvenaria Madeira

  Concreto Metais

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  2 PREPARO DO SUBSTRATO A superfície deverá estar firme, curada, limpa, seca, isenta de

   poeira, óleo, gordura, sabão, mofo, ceras e ou graxa. As Graxas, óleos e agentes desmoldantes, deverão ser removidos com solução de água e detergente neutro; Todas as e ou partes soltas ou mal aderidas devem ser

   eliminadas através de raspagem ou escavação da superfície; Todas as fissuras e imperfeições profundas das paredes

   devem ser corrigidas com massa acrílica em superfícies externas ou internas ou com massa PVA em superfícies internas; Paredes mofadas devem ser raspadas e a seguir lavadas com

   uma solução de água e água sanitária (1:1) e a seguir lavadas e enxaguadas com água potável; No caso de repintura sobre superfícies brilhantes, o brilho

   deve ser eliminado com uma lixa fina.

PREPARO DE SUBSTRATO

  CONCRETO E ARGAMASSAS

  Concreto e reboco - Aguardar pelo menos 30 dias para cura total. Sobre rebocos fracos, deve-se aplicar o fundo preparador de paredes para aumentar a coesão das partículas da superfície, evitando problemas de má aderência e descascamento. Quando essas superfícies tiverem absorções diferenciadas, deverá ser aplicado um selador acrílico pigmentado para uniformizar a absorção. O concreto deve estar seco, limpo, isento de pó, sujeira, óleo e agentes desmoldantes.

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PREPARO DE SUBSTRATO

  MADEIRAS

  Deve ser limpa, aparelhada, seca e isenta de óleos, graxas, sujeiras ou outros contaminantes. Um procedimento aconselhável é selar a parte traseira e os cantos da madeira antes de instalá-la, para evitar a penetração de umidade por esse lado. Uma cuidadosa vedação de furos, frestas, junções é necessária para prevenir infiltrações de água de chuva.

5 PREPARO DE SUBSTRATO

  FERRO E AÇO

  Materiais muito vulneráveis à corrosão. Devem ser removidos todos os contaminantes que possam interferir na aderência máxima do revestimento, inclusive a ferrugem; o processo de preparo depende do tipo e concentração dos contaminantes e as exigências específicas de cada tipo de tinta. Alguns tipos de tinta têm uma boa aderência somente quando a superfície é preparada com jateamento abrasivo, que produz um perfil rugoso.

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  ALUMÍNIO

  É um metal facilmente atacado por ácidos ou álcalis, e sua preparação deve constar de uma limpeza com solventes para eliminar óleo, gordura, graxas, ou outros contaminantes. Aplicar inicialmente um primer de ancoragem para garantir uma perfeita aderência do sistema de pintura.

  Indicado como base de aderência para metais não ferrosos (alumínio, cobre, galvanizados e aço inox ) e também para outras superfícies lisas como fibra de vidro, azulejos, PVC e vidro.

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PREPARO DE SUBSTRATO

  AÇO/FERRO GALVANIZADO

  É um metal ferroso com uma camada de zinco, usado para dar proteção à corrosão por mecanismos físicos e químicos, portanto, não é o ferro que será pintado, mas sim zinco, que é um metal alcalino. As superfícies galvanizadas devem ser limpas, secas e livres de contaminantes. Um primer específico para este tipo de superfície, também denominado primer de aderência, deve ser aplicado inicialmente.

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PREPARO DE SUBSTRATO

  PISOS

  Só podem ser pintados os tipos porosos, pois pisos vitrificados (concreto liso, ladrilhos, etc.) não proporcionam boa aderência. O piso deverá estar limpo e seco, isento de impregnações (óleo, graxa, cera, etc.). Pisos de concreto liso (cimento queimado) podem ser submetidos a um tratamento prévio com solução de ácido muriático e água (1:1), que terá a finalidade de abrir porosidade na superfície. Após esse tratamento, o piso deve ser enxaguado, seco e então pintado.

PREPARO DE SUBSTRATO

  São, em sua maioria, muito absorventes e sujeitas à contaminação pela poeira residual, proveniente da operação de lixamento. Para garantir boa aderência do acabamento a ser aplicado, é fundamental, após o lixamento, a máxima remoção do pó residual produzido. Em seguida, deve ser aplicado um selador acrílico, que penetrará e selará a massa. A própria tinta de acabamento poderá ser utilizada diretamente sobre a superfície emassada, desde que a 1ª demão, servindo de seladora, seja aplicada com maior diluição. Acabamentos à base de água devem ser diluídos, como regra, de 20 a 80% por volume. Acabamentos à óleo ou sintéticos devem ser diluídos na condição máxima recomendada, conforme o método de aplicação e solvente.

  SUPERFÍCIES EMASSADAS

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PREPARO DE SUBSTRATO

  Devem ser cuidadosamente limpam, com a total destruição destas colônias. Para tanto, deve-se escovar a superfície, e, a seguir, lavá-la com uma solução de água potável e água sanitária (1:1), deixando agir por cerca de 30 minutos, após o que a superfície deve ser novamente lavada com água potável, aguardando a completa secagem antes de iniciar a pintura.

  SUPERFÍCIES MOFADAS

  Não oferecem boa base para pintura, tornando-se necessário uma raspagem completa seguida de aplicação do fundo preparador de paredes.

  SUPERFÍCIES CAIADAS

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PREPARO DE SUBSTRATO

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PREPARO DE SUBSTRATO

  FIBROCIMENTO (telhas e placas)

  As Telhas de Fibrocimento só podem ser pintadas com tinta acrílica à base de água, pois as outras tintas a base de solvente não tem aderência no produto. Deve ser aplicado selador acrílico. Até seis meses após a instalação do telhado é recomendado pintar as duas faces das telhas a fim de diminuir dilatação diferenciais devido à umidade.

  Jamais pinte apenas a face inferior, pois pode contribuir para a formação de fungos e bolor. Isso ocorre devido a porosidade da telha, que tende a concentrar água, fazendo com que a tinta funcione como um isolante, impedido a “respiração” do produto

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14 APLICAđỏES

  PREVENđấO DE CORROSấO ATRAVES DA PINTURA SAN FRANCISCO PONTE GOLDEM GATE

  15 CÁLCULO DA QUANTIDADE DE TINTA Quantidade de Produto = área total x n° de demãos

  Rendimento por galão

  Multiplica-se a altura (h) de cada parede por seu comprimento, somando, acha a área total.

  Área de portas e janelas que não forem pintadas, devem ser

  EQUIVALÊNCIA subtraídas da área total. 1 latão = 18 litros 1 latão = 5 galões 1 galão = 3,6 litros

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  16 PROBLEMAS Secagem Diferente Pode ser decorrente da baixa temperatura (abaixo de 15°C) ou excessiva umidade relativa do ar, provocando o retardamento da secagem. Também o preparo incorreto de superfícies com contaminantes, como óleo, cera, graxas, etc., prejudica a eficiência do produto.

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  17 PROBLEMAS Cobertura Deficiente Pode ser causada pela diluição excessiva, não homogeneização do produto no ato da aplicação ou utilização de solvente inadequado.

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  19 PROBLEMAS Dificuldade de Aplicação

  Durante a aplicação, o produto pode se tornar pesado, se a diluição for insuficiente. A dificuldade de alastramento pode, ainda, ser decorrente da aplicação de camadas muito finas. Além destas, podem acontecer dificuldades em decorrência da reação química devido, principalmente, ao armazenamento prolongado ou incorreto do produto.

  • Eflorescência
  • Calcinação/Saponificação
  • Manchas Amarelas •Bolhas
  • Desagregamento
  • Fissuras
  • Mofo
  • Escorrimento
  • Enrugamento

  20 PROBLEMAS QUE PODEM OCORRER

  21 EFLORESCÊNCIA

  Aparecem manchas esbranquiçadas na superfície pintada.

  Causas Quando a tinta é aplicada sobre reboco úmido ou devido a infiltração. Ocorre a migração de umidade do interior para o exterior, em paredes de reboco novo ou velho, cimento, fibro-cimento, tijolos, etc, carregando sais solúveis.

  Correções Eliminar a existência de infiltrações. Aguardar a secagem da superfície, raspá-la, aplicar uma demão de tinta Em caso de reboco novo deve-se aguardar sua cura (mínimo 30 dias)

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  EFLORESCÊNCIA

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  22 CALCINAđấO/SAPONIFICAđấO

  É observada pelo aparecimento de manchas na superfície pintada, provocando a destruição e o descascamento do filme da tinta látex (calcinação) ou o retardamento da secagem em esmaltes sintéticos e tintas a óleo, resultando em uma superfície pegajosa (saponificação).

  Causas Aplicação do produto sobre superfície alcalina (cal ou reboco não curado) na presença de umidade. Essa alcalinidade reage com a acidez de alguns tipos de veículos (resina).

  Correção Raspar, escovar ou lixar a superfície eliminando partes soltas. Aplicar o

  23 acabamento.

  23 CALCINAđấO/SAPONIFICAđấO

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  25 MANCHAS AMARELAS

  Causas Disposição sobre a película de tinta de gordura, óleo ou alcatrão.

  Correções Lavar a superfície com uma solução a 10% de amoníaco em água ou utilizar detergente com esse agente.

  26 MANCHAS AMARELAS

  27 BOLHAS

  Causas 1) Repintura sobre tinta de má qualidade. 2) Não eliminação da poeira, após o lixamento da massa corrida. 3) Diluição insuficiente da tinta.

  Correção Lixar e raspar as partes soltar, eliminar o pó, aplicar uma demão de líquido selador para interiores e repintar.

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  DESAGREGAMENTO

  Destruição da pintura (esfarelar), destacando-se da superfície juntamente com partes do reboco. Causa Aplicação direta do produto sobre reboco novo, não curado, por um período mínimo de 30 dias.

  Correção Raspar as partes soltas, efetuar a correção do reboco. Repintar.

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  28 DESAGREGAMENTO

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  29 FISSURAS

  Causas Aplicação do produto sobre resíduos de soda cáustica ou removedor.

  Correções Remover a pintura. Resíduos de soda cáustica: Lavar com água. Resíduos de removedor: Lavar com Solvente. Aguardar a secagem e repintar.

  30 MOFO

  Aparecimento de manchas nas superfícies de cor e odor característico. Causas É causado por ambientes excessivamente úmidos e/ou quentes, com pouca circulação de ar ou pouco iluminado, que favorecem o desenvolvimento dos microrganismos, que se nutrem nas superfícies onde proliferam.

  Correções Corrige-se o problema lavando a superfície com uma solução de água sanitária diluída 1:1 em água potável.

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  31 ESCORRIMENTO

  Causas Pode ser causado por excessiva, diluição, aplicação não uniforme, utilização de solvente muito lento, repintura sobre a primeira demão ainda úmida ou temperatura muito baixa.

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  32 ENRUGAMENTO :

  Enrugamento Este problema ocorre quando a camada de tinta se torna muito espessa devido a aplicação excessiva de produto, seja em uma demão ou sucessivas demãos, quando a temperatura no momento da pintura se encontrava alta ou, ainda, quando se utiliza solvente diverso de aguarrás como diluente de esmalte sintético.

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IMPACTO AMBIENTAL

  Principais Insumos

  • Energia, água, matérias primas e produtos auxiliares.
  • Principais interferências do meio Emissões atmosféricas e resíduos.

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  34 IMPACTO AMBIENTAL Principais Insumos Energia •

  No segmento de tintas e vernizes utiliza-se energia elétrica em instalações e maquinários para dispersão, mistura, moagem e enlatamento.

  Água

  • O uso descontrolado deste insumo pode levar à crescente degradação das reservas, apontando para a necessidade urgente de adoção de uma política racional de consumo.

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  35 IMPACTO AMBIENTAL Principais Insumos Matérias primas e produtos auxiliares •

  Várias destas matérias-primas possuem propriedades tóxicas, irritantes e corrosivas o que torna essencial o conhecimento de seus efeitos potenciais sobre a saúde humana e meio ambiente, assim como sobre os procedimentos emergenciais em caso de derramamentos acidentais, contaminações e intoxicações.

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IMPACTO AMBIENTAL

  Principais Interferências do Meio

  Emissões atmosféricas

  Compostos Orgânicos Voláteis (VOC) ‘‘Composto orgânico que participa de reações

  A redução dessa fotoquímicas na atmosfera’’. emissão é uma das principais metas

  Emissões durante todas as etapas do processo de

  37 da indústria.

  fabricação;

37 IMPACTO AMBIENTAL

  Principais Interferências do Meio

  Resíduos

  a) Base d’água

  b) Base solvente 

   Embalagens de Insumos Água

   Solvente

    Sólidos em suspensão Sólidos em suspensão

   Material Filtrante

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38 INOVAđỏES

  Pinturas á base d´agua A tinta à base d’água permite reduzir em até 90% a quantidade de solventes orgânicos voláteis que são emitidos na atmosfera. Esta nova tecnologia favorece também os profissionais da área de pintura, por proporcionar uma redução considerável da contaminação atmosférica do local de trabalho.

  39 INOVAđỏES Pinturas Elastoméricas As pinturas elastoméricas são uma nova geração de polímeros.

2 Fornecem uma barreira a água, ao gás CO , gerando

  permeabilidade aos vapores internos do substrato e acomodam- se as movimentações, conseguem manter a flexibilidade, mesmo com mudanças de temperaturas externas. Sua durabilidade é estimada em 10 anos.

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  40 INOVAđỏES Nanopartículas

  Na forma nanométrica, as partículas adquirem colorações que vão do vermelho ao violeta, em decorrência de fenômenos quânticos.

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  41 INOVAđỏES Pinturas em pó

  As principais vantagens da tinta em pó em relação à tinta líquida é que são totalmente isentas de solventes, reduzindo drasticamente os riscos de combustão e as perdas do processo são praticamente mínimas (até 98% do pó pode ser reciclado, dependendo do sistema de recuperação) e, assim, não agride o meio ambiente

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TINTAS ESPECIAIS

  Especiais: Resistentes ao calor;

   Retardadoras de combustão;

   Indicadoras de temperatura;

   Anticondensação;

   Inibidoras de desenvolvimento de organismos;

   Luminescentes (fluorescentes e fosforescentes).

   43

43 ESCOLHA DE CORES

  :

  Cores Quentes Vermelho Laranja

  44 Amarelo

  44 VERMELHO A mais excitante das cores, estimula os jogos, dinamismo, ação, energia e impulso. Pode levar À violência, inquietação e aumenta da pressão Sanguínea. Ambientes com essa cor dão sensação que o tempo passa mais rápido.

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  46 LARANJA Considerada como um subvermelho, dificulta conciliar o raciocínio e a emoção. É a cor mais radiante.

  47 AMARELO A cor que mais estimula intelecto, e criatividade.

  Representa o Sol, princípios da vida, e luzes de emergência – alerta.

  48 Verde Violeta Azul

  Escolha de Cores Cores Frias:

  Preto

  Branco

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  VERDE Cor transitória entre a quente e fria. É tido como uma cor de harmonia e equilíbrio. Exige menos esforços nos músculos, diminui a ansiedade, re- fresca e restaura.

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  49 AZUL Causa impressão que o tempo passa mais lenta- mente. Acalma, seda, faz diminuir a pressão sanguínea. Nos ambientes, dão a sensação de maior profundidade.

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  50 VIOLETA Relacionada ao misticismo, mistura entre vermelho e azul (carne e espírito).

  51 BRANCO É a luz total, somatório de todas as cores. Promove aproximação, sugere libertação, pureza, higiene e ausência de perigo.

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  52 PRETO Representa distanciamento, autoridade, e disciplina. Cinza, marrom-escuro, azul-marinho, geram grande tendência à depressão. Ambiente escuro passa a impressão de que é menor em volume.

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  53 A COR NO AMBIENTE Encurtando o Ambiente.

  Ex: para uma sala retangular muito comprida,pinte s paredes menores com uma cor mais escura.

  Destacando Objetos. Aplique uma cor intensa ou contrastante na parede de fundo.

  Alargando o Corredor. Pinte as extremidades do corredor (paredes menores) e o teto com uma cor mais escura do que a das paredes que acompanham o sentido do corredor.

  54 A COR NO AMBIENTE Para encurtar paredes

  A COR NO AMBIENTE Para alongar paredes

  A COR NO AMBIENTE Para alongar paredes

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  A COR NO AMBIENTE Para rebaixar o teto

  A COR NO AMBIENTE Para elevar o teto

  São cores menos intensas, que lembram montanhas, flores secas, tons de madeira, tramas xadrez. São indicadas para quem busca espaços mais pessoais e aconchegantes.

  ACONCHEGANTES

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60 Envolvem, protegem e dão a sensação de segurança e intimidade.

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61 FRESCAS

  Proporcionam luminosidade e a sensação do frescor de frutas cítricas aos ambientes. São cores em que, claramente, percebe-se a mistura com o branco, tornando-as mais frias. Elas nos remetem a campos de alfazema, primavera, dias de

  Sol. São indicadas para iluminar principalmente ambientes internos, diminuindo assim a quantidade de luz artificial.

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  63 CALMAS

  Serenidade, suavidade e equilíbrio resumem algumas sensações causadas por estas cores. Nelas são percebidas tonalidades neutras que lembram campos de trigo, bosques escondidos, fotografias antigas, navegar em águas calmas.

  São indicadas para quem busca tranqüilidade e harmonia.

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65 VIBRANTES

  Vida, calor, frio, ousada são alguns dos sentimentos proporcionados por esta coleção. São cores bastante intensas e menos luminosas. Alguns destes tons oferecem o ar tropical, outros o frio das geleiras. São indicadas para quem busca personalizar, contrastar ou destacar espaços e objetos.

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  67 MERCADO – COMO É VENDIDO? EQUIVALÊNCIA 1 latão = 18 litros 1 latão = 5 galões 1 galão = 3,6 litros

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68 CURIOSIDADES

  • Feng Shui (Vento e água)

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70 PINTANDO O SETE

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