O Corpo Fala sem Palavras

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Full text

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So bre o s Auto re s:

Pie rre We il: Do uto r e m Psic o lo g ia p e la Unive rsid a d e d e Pa ris, Pro fe sso r na Unive rsid a d e d e Mina s G e ra is, Dire to r d o C e nto d e Psic o lo g ia Ap lic a d a – RJ, Esp e c ia lista e m Psic o te ra p ia d e G rup o e Psic o d ra ma e a uto r d e vá rio s livro s e d ita d o s e m d ive rso s p a íse s, inc luind o o c o nhe c id o b e st-se lle r “ Re la ç õ e s Huma na s na Fa mília e no Tra b a lho ” .

Ro la nd To m pa ko w: Pro fe sso r d e C o munic a ç õ e s d o s C urso s d e Ad ministra ç ã o d e Emp re sa s d a Fund a ç ã o G e túlio Va rg a s – RJ, a rtista g rá fic o , té c nic o e m Info rmá tic a Visua l, jo rna lista , a sse sso r d e Info rmá tic a e m ma rke ting d e vá ria s Emp re sa s e c o o rd e na d o r d o s re g istro s d e C iné sic a d o g rup o d e Pe sq uisa s c he fia d o p e lo p ro fe sso r Pie rre We il.

So bre a Dig ita liza ç ã o de sta O bra :

Esta o b ra fo i d ig ita liza d a p a ra p ro p o rc io na r d e ma ne ira to ta lme nte g ra tuita o b e ne fíc io d e sua le itura à q ue le s q ue nã o p o d e m c o mp rá -la o u à q ue le s q ue ne c e ssita m d e me io s e le trô nic o s p a ra le r. De ssa fo rma , a ve nd a d e ste e -livro o u me smo a sua tro c a p o r q ua lq ue r c o ntra p re sta ç ã o é to ta lme nte c o nd e ná ve l e m q ua lq ue r c irc unstâ nc ia . A g e ne ro sid a d e é a ma rc a d a d istrib uiç ã o , p o rta nto :

Distribua e ste livro livre me nte !

Se vo c ê tira r a lg um p ro ve ito d e sta o b ra , c o nsid e re se ria me nte a p o ssib ilid a d e d e a d q uirir o o rig ina l.

Inc e ntive o a uto r e a public a ç ã o de no va s o bra s!

“ Pa ra to d o s o s Tra nsp a re nte s”

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Piieerrrree WWeellee RRoollaanndd TToommppaakkooww

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O Corpo Fa la se m Pa la vra s

PELA LING UAG EM DO C O RPO , VO C Ê DIZ MUITAS C O ISAS AO S O UTRO S.

E ELES TÊM MUITAS C O ISAS A DIZER PARA VO C Ê.

TAMBÉM NO SSO C O RPO É ANTES DE TUDO UM C ENTRO DE INFO RMAÇ Õ ES PARA NÓ S M ESMO S.

É UMA LING UAG EM Q UE NÃO MENTE, E C UJA ESTRUTURA É DEMO NSTRADA NAS PÁG INAS Q UE VO C Ê TEM AG O RA EM SUAS MÃO S.

ELAS DARÃO A VO C Ê UMA NO VA DIMENSÃO NA C O MUNIC AÇ ÃO PESSO AL.

HO MEM O U MULHER, JO VEM O U MADURO , C ASADO O U SO LTEIRO , Q UALQ UER Q UE SEJA SUA PRO FISSÃO O U FUNÇ ÃO -ESTE LIVRO FO I ESC RITO PARA TO DO SER HUMANO .

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Po r que e ste Livro é "Dife re nte "?

Po rq ue tra ta d e um a sp e c to d o c o mp o rta me nto huma no q ue

nã o p o de se r tra nsmitido sa tisfa to ria me nte p o r me ra s p a la vra s - a ind a

q ue , d e p o is d e e sc rita s, fo sse m c o mp le me nta d a s p o r ilustra ç õ e s e m p a ra le lo .

Te nta r le r o te xto se m o s d e se nho s se ria c o mo nã o o lha r p a ra a te la d o c ine ma , a p e na s o uvind o a s p a la vra s d o s a rtista s d o filme .

O e nre d o se p e rd e ria .

E te nta r o lha r a p e na s o s d e se nho s se ria c o nte mp la r a te la c o m o so m d e slig a d o .

Junto s, fo rma m uma unid a d e d e c o munic a ç ã o inte nsa , c la ra , simp le s - e a té d ive rtid a !

Q ue e sp é c ie d e lite ra tura é isso ?

Em re la ç ã o a o te ma q ue a b o rd a , e ste livro c o nstitui um ousa d o a va nç o na fro nte ira d a Info rmá tic a mo d e rna , a lia nd o a té c nic a d e tra b a lho e m g rup o à c ria tivid a d e "c o p y-a rt" p a ra o b te r uma o b ra to ta lme nte unific a d a .

O te ma a b ra ng e a c o munic a ç ã o p sic o sso má tic a inc o nsc ie nte d o p ró p rio le ito r - e p o r isso o fa sc ina , d ive rte , d e sa fia e e sc la re c e a o me smo te mp o !

Pa ra ta nto , fo i p re c iso unir o p sic ó lo g o a o a rtista , a mb o s e sc rito re s e e d uc a d o re s. Entã o o c o njunto (unid a d e -te xto -a rte ) d e c a d a c a p ítulo e ra p la ne ja d o e m c o mum p e lo s d o is a uto re s, e o te xto e sc rito p o r um, re fund id o p e lo o utro e e ntã o te sta d o e re e xa mina d o e m c o njunto . Este p ro c e d ime nto e ra re p e tid o a té se o b te r uma me nsa g e m se mâ ntic a una

c o m o s de se nho s. Este s p o r sua ve z e ra m ta mb é m tra ç a d o s e

re tra ç a d o s ta nto p e lo Pie rre c o mo p e lo Ro la nd , a té a sua fina liza ç ã o p o r e ste último .

Ne ste inte nso tra b a lho d e e q uip e , c o nc e ssõ e s mútua s tive ra m d e se r fe ita s. O a rtista te ve d e d isc ip lina r a té c e rto p o nto o se u e stilo ve rb a l jo c o so , o q ue ne m se mp re c o nse g uiu. O c ie ntista p o r sua ve z te ve , muito a c o ntra g o sto , d e a rrisc a r o se u b o m c o nc e ito junto a se us c o le g a s.

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Prime ira Pa rte :

PRINCÍPIO S

C APÍTULO 1

Convite a um Pa sse io

Ante s de ma is na da , fo lhe ie um p o uc o e ste livro ! — Vo c ê va i p a sse a r de b a lã o o u de dirig íve l. - É ma is fá c il usa r o a lfa b e to do q ue de sc o b ri-lo . - Vo c ê c o nhe c e rá trê s a nima is q ue vã o fa ze r p a rte do se u vo c a b ulá rio de c a da dia !

Alg ué m à sua fre nte c ruza o u d e sc ruza o s b ra ç o s, mud a a p o siç ã o d o p é e sq ue rd o o u vira a s p a lma s d a s mã o s p a ra c ima . Tud o isso sã o g e sto s inc o nsc ie nte s e q ue , p o r isso me smo , se re la c io na m c o m o q ue se p a ssa no íntimo d a s p e sso a s.

Q ue r sa b e r o q ue sig nific a m?

Pro nto ? Entã o vo c ê p o d e c o me ç a r a le itura .

Vo c ê no to u d ua s c o isa s: q ue há uma p o rç ã o d e d e se nho s e m e stilo a le g re , e q ue o te xto à s ve ze s te m tre c ho s e m le tra s ma io re s, à s ve ze s e m me no re s.

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1. Se q uise r, vo c ê p o d e a p re c ia r o te xto p o r a lto , numa le itura d e p a ssa te mp o .

Ba sta le r a p e na s o te xto e m le tra ma io r, c o mo a c ima , sa lta nd o o s p a rá g ra fo s c o mo e ste (Ve rific a rá c o mo , d e p o is d a última p a la vra e m le tra ma io r - ne ste e xe mp lo , fo i a p a la vra "p a ssa te mp o " - se mp re se rá p o ssíve l c o ntinua r o fluxo d a s id é ia s, re inic ia nd o se m p a usa a le itura no tre c ho se g uinte e m le tra ma io r).

E vo c ê p o d e rá e nte nd e r a s ilustra ç õ e s se m se p re o c up a r d e fa ze r d isso um e stud o , e nq ua nto nó s, o s a uto re s, le va re mo s vo c ê a p a sse io p o r no va s e fa sc ina nte s no ç õ e s d o c o mp o rta me nto huma no .

Me smo le nd o a ssim, vo c ê va i se surp re e nd e r c o m a q ua ntid a d e d e g e sto s q ue c o nse g uirá d e c ifra r no fim d a le itura .

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Ta lve z vo c ê p e nse q ue e ssa a p re nd iza g e m um ta nto a é re a se ja d ifíc il o u tra b a lho sa . Entã o c a b e a p e rg unta :

VO C Ê SABE ANDAR DE BIC IC LETA?

No p rinc íp io , vo c ê te ve (o u te rá ) a imp re ssã o q ue nã o é fá c il tra nsfo rma r o s se us re fle xo s, c o nd ic io na d o s a o s se us há b ito s d e p e d e stre , na s re a ç õ e s inc o nsc ie nte s d o c ic lista . Ma s,

p a ra a p re nd e r a c o o rd e na r a lg uns d o s mo vime nto s b á sic o s, e xiste o tric ic lo . Ne le vo c ê nã o te m p ro b le ma d e e q uilib ra r-se .

O e q uilíb rio p o d e se r a p re nd id o numa p a tine te , se m te r q ue a p re nd e r a p e d a la r.

E vo c ê d e c e rto nã o fa z q ue stã o d e se r lo g o c ic lista ac ro -b á tic o d e c irc o ; b a sta -lhe o p ra ze r d e sa b e r p e d a la r a le g re me nte p e lo p a rq ue . Da í e m d ia nte , se u d e se mb a ra ç o a ume nta rá se m vo c ê se ntir, c o m a p rá tic a .

Po is b e m, a b so rve r no ssa ma té ria se rá se me lha nte a isso , c o m uma d ife re nç a imp o rta nte : vo c ê nã o va i se ntir c a nsa ç o - ne m físic o ne m me nta l.

O PRO G RESSO SERÁ RÁPIDO

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inte re sse q ue se ntir p e lo a ssunto .

C O MO FO I Q UE APRENDEMO S A LER?

Ho uve q ue m a p re nd e sse o va lo r d a s le tra s d o a lfa b e to , ma s nã o a s d e c o ro u to d a s d e uma só ve z; à me d id a q ue fo i c o nhe c e nd o a s p rime ira s le tra s, fixo u o se u va lo r na me nte p o r me io d a s c urta s p a la vra s b e m simp le s d a c a rtilha .

De p o is, nã o p re c iso u ma is d e la . Re c o nhe c e u, d e p ro nto , o s fo -ne ma s já se us c o nhe c id o s, ma s a rruma d o s e m o rd e m d ife re nte na s no va s p a la vra s. Assim, sa b e nd o q ue "b o " e "c a ", ne sta o rd e m, sig nific a "b o -c a ", d e sc o b riu q ue , tro c a d a a p o siç ã o d a s d ua s síla b a s, o c o njunto "c a " e "b o " sig nific a "c a -b o ". Ne sta fa se , já e ntro u o "mé to d o g lo b a l" d e le itura , ho je usa d o e m to d a p a rte .

É o mé to d o se g uid o ne ste livro . Ba sta q ue a s p rime ira s "p a la vra s" se ja m simp le s, e a s sua s "le tra s" p o uc a s e c la ra s.

O sig nific a d o d e sta s p rime ira s "p a la vra s" p o uc o imp o rta , ne m inte re ssa se sã o a p re nd id a s, p o r e xe mp lo , e m o rd e m a lfa b é tic a .

Sã o , a c ima d e tud o , me ro ma te ria l d id á tic o , e mb o ra c o nstitua m, d e c e rto , uma e sp é c ie d e vo c a b ulá rio p a ra o p rinc ip ia nte . Ma s, à m e d id a q ue o le ito r a va nç a r na le itura , p e rc e b e rá o q ue o c o rp o fa la p e lo me smo "mé to d o g lo b a l".

DIC IO NÁRIO SERVE?

Um "DIC IO NÁRIO TO TAL", a ind a q ue fo sse e xe q üíve l, d ific ilme nte b a sta ria p a ra vo c ê a p re nd e r a "le r" a s a titud e s c o rp o ra is.

Se ria c o mo se , e m ve z d a c a rtilha , usá sse mo s uma c o le ç ã o c o mp le ta d e to d a s a s a ssina tura s e m c he q ue s e xiste nte s no s Ba nc o s d o Pa ís, e o b rig á sse mo s uma c ria nç a a a p re nd e r a le r c o m a q uilo . Pa ra c o me ç a r, e m q ue o rd e m c la ssific a r a q ue la mo nta nha d e risc o s ma is o u me no s e ma ra nha d o s?

VAI SER MAIS FÁC IL DO Q UE VO C Ê PENSA!

Aind a ma is d ifíc il q ue e sta ima g iná ria a tivid a d e c o m "c he q ue s p a ra a p re nd e r a le r" é o p e sa d o tra b a lho d e p e sq uisa a na lític a d a ling ua g e m d o c o rp o , e m o p o siç ã o à le ve sínte se d id á tic a d e ste livro .

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Bird whiste ll e stima e m 2.500 a 5.000 - e à s ve ze s a té 10.000 "b its" (unid a d e s simp le s) - o núme ro d e sina is info rma tivo s q ue flue m, PO R SEG UNDO , e ntre d ua s p e sso a s. Isto , e vid e nte me nte , inc lui to d a s a s mud a nç a s q ue p o ssa m, e m g ra u mínimo , se r d isc e rnid a s p o r a p a re lho s re g istra d o re s d e a lte ra ç õ e s na s fa ixa s p e rc e b id a s c o mo so m, ima g e m, te mp e ra tura , ta to , o d o r c o rp o ra l e tc .

Ma s nã o é o no sso c a so , p o d e fic a r tra nq üilo .

Sa b e r o sig nific a d o d o s g e sto s e a titud e s d o Ho me m (a no va C iê nc ia d a C INÉSIC A) é b a sic a me nte simp le s.

Ma s nã o é fá c il c he g a r a té e ssa b a se , ta l a q ua ntid a d e d e " a ssina tura s" q ue lhe e sc o nd e m o se u " a lfa b e to ". Pre c isa mo s ir d e va g a r.

Entã o p o r q ue nã o d ive rtirmo -no s ne sta c a minha d a ? Ela no s d a rá uma e sp lê nd id a o p o rtunid a d e d e e nte nd e r me lho r a to d o mund o .

O DESAFIO AO S TRÊS ANIMAIS

A se g uir va mo s c o nhe c e r o sig nific a d o d e um símb o lo a ntiq üíssimo q ue o le ito r nunc a ma is e sq ue c e rá .

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C APÍTULO 2

O s Sím bo lo s

Símb o lo s, fe rra me nta s da me nte . - Um símb o lo a ntig o dá -no s a e strutura psic o sso má tic a do ho me m e da ling ua g e m do no sso c o rp o . - Va mo s c o nhe c e r o b o i o fe re c e ndo -lhe um p ra to de b o lo . - O le ã o q ue

e stufa e e nc o lhe . - A á g uia de mo to c ic le ta . Prime iro c o nta c to do

le ito r c o m a e vidê nc ia de um c o nflito e ntre dua s e xp re ssõ e s c o rp o ra is simultâ ne a s, ma s o p o sta s!

O REALCE DAS PARTES DO CO RPO

De sd e te mp o s ime mo ria is, usa mo s símb o lo s - me nsa g e ns sinté tic a s d e sig nific a d o c o nve nc io na l. Sã o c o mo fe rra me nta s e sp e c ia liza d a s q ue a inte lig ê nc ia huma na c ria e p ro c ura p a d ro niza r p a ra fa c ilita r a sua p ró p ria ta re fa - a ime nsa e inc a nsá ve l ta re fa d e c o mp re e nd e r.

A c a ra c te rístic a d o mina nte d o símb o lo é fug ir d a p a la vra o u fra se , e sc rita p o r e xte nso . Fra se já é g rup o d e símb o lo s (p a la vra s), p o r sua ve z ta mb é m c o mp o sta s d e símb o lo s (le tra s) d e fug a ze s vib ra ç õ e s so no ra s. E tud o isso suje ito a um c ó d ig o g ra ma tic a l d e o rig e m e mp íric a e la stra d o c o m a ine vitá ve l imp re c isã o se mâ ntic a , e sp e c ia lme nte a d e te rio ra ç ã o d o sig nific a d o p e rc e b id o a tra vé s d e g e ra ç õ e s.

Jo hn Wa llis, c ria nd o a q ue le "o ito d e ita d o " (°°), re so lve u o p ro b le ma d a tra nsmissã o inc o nfund íve l d o c o nc e ito d o infinito . E Re nê De sc a rte s sinte tizo u a ind a ma is a já sinté tic a no ta ç ã o a lg é b ric a , e sc re ve nd o x no lug a r d e xxx - e is a lg uns e xe mp lo s re c e nte s.

Já o uso d a s p ró p ria s le tra s se p e rd e no s p rimó rd io s d a s c iviliza ç õ e s - ma s p o d e mo s re c ua r a ind a ma is no Te mp o :

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a nte s q ue

o g ua rd a d e trâ nsito no s p e g ue a va nç a nd o a q ue le sina l ve rme lho !

Sim, ve m d e lo ng e , d a no ite d o s te mp o s, o sig nific a d o d e muita s c o isa s. Aq ue le c a rro d o C o rp o d e Bo mb e iro s fo i p inta d o ho je - ma s o simb o lismo d a sua p intura no s fa la uma ling ua g e m tã o a ntig a c o mo o p ró p rio fo g o . Tã o a ntig a c o mo a ling ua g e m d o s no sso s g e sto s, d a s no ssa s a titud e s e m re la ç ã o a o me io q ue , ne ste livro , te nta mo s d e c o d ific a r.

Use mo s, e ntã o , um símb o lo : p o d e mo s c o mp a ra r o c o rp o huma no a uma e sfing e ; sim - à q ue la e sfing e d o s e g íp c io s

o u d o s a ssírio s. C o mo , p o r e xe mp lo , a d e sta ilustra ç ã o (Esfing e a ssíria d e Kho rsa b a d , c ha ma d a Ke rub ).

Um a g ra m á tic a a ntig a pa ra a m a is a ntig a ling ua g e m

A Esfing e e ra c o mp o sta d e q ua tro p a rte s:

C O RPO DE BO I TÓ RAX DE LEÃO ASAS DE ÁG UIA C ABEÇ A DE HO MEM

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* Pa ra o s inte re ssa do s na funda me nta ç ã o histó ric a e c ie ntífic a :

c o nsulta r o livro "Esfing e , Estrutura e Misté rio do Ho me m (Pie rre We il;

Ed ito ra Vo ze s, Pe tró p o lis).

O me smo e sq ue ma p o d e se r mo stra d o a ssim (p a ra to rna r a ma té ria e m e stud o ma is le ve e a jud a r a fixa r o p e nsa me nto d o le ito r):

Este e sq ue ma p o d e se r a p lic a d o fa c ilme nte à e xp re ssã o c o rp o ra l. Va mo s, e ntã o , utiliza r o ve lho símb o lo c o mo se fo sse uma e sp é c ie d e p ro to g ra má tic a - o u, p a ra se rmo s ma is mo d e sto s - d e mini g ra má tic a d a ling ua g e m d o c o rp o .

O Bo i, q ua nd o c o lo c a d o e m e vid ê nc ia na no ssa e xp re ssã o c o rp o ra l, te nd e a se tra d uzir p o r uma a c e ntua ç ã o d o a b d ô me n. A p e sso a a va nç a o a b dô me n; isto se e nc o ntra e m g e nte q ue g o sta d e b o a s re fe iç õ e s, q ue se se nta à vo nta d e d ia nte d e uma fa rta me sa d e ja nta r.

No p la no se xua l te mo s o fa mo so re q ue b ra r d a s mulhe re s b ra sile ira s e ha va ia na s; é uma p ro vo c a ç ã o p a ra o s ho me ns. Este s, p o r sua ve z, e ng a nc ha m o s p o le g a re s no c into , c o m o s o utro s d e d o s a p o nta d o s p a ra o s ó rg ã o s g e nita is; é uma ma ne ira d e se o fe re c e r...

G ra má tic a é p a ra se r usa d a . E q ue re mo s q ue o le ito r a p re nd a a le r o q ue o s c o rp o s d o s se us se me lha nte s fa la m d ia nte d o s se us o lho s.

Va mo s, p o is, a o s " d e ve re s d e c a sa ".

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Este s sã o c o rp o s fa la nd o c o mo se a s p a la vra s fo sse m g ra va d a s e m p la c a s d e b ro nze . Sã o d urá ve is mo nume nto s a o b o i. Fá c e is d e ma is? c o nc o rd a mo s. Ma s, se fo rmo s re a lme nte p e rsp ic a ze s, d e ntro d e p o uc o s minuto s d e sc o b rire mo s q ue o utro s c o rpo s to ma m, dura nte c e rto te mp o ,

a q ue la s me sma s a titud e s c o rre sp o nd e nte s à vid a instintiva e ve g e ta tiva !

É a q ue le jo ve m ma g ro q ue (sinc e ra me nte o u nã o ) re c usa o te rc e iro p ra to (o u se rá o q ua rto ? ) e q ue , dura nte um insta nte , a va nç a o a b d ô me n, ilustra nd o o m o tivo d a re c usa - a b a rrig a sup o sta me nte re p le ta !

Ma s, e i-lo um minuto ma is ta rd e , a b a rrig a e nc o lhid a , ma s o s p o le g a re s no c into ! É b e m c a p a z d e a c e ita r o p ra to . E a jo ve m, q ue a nte s a nd a va me io e nc o lhid a , sa i re q ue b ra nd o d ura nte uns d o is o u trê s p a sso s, a nte s d e vo lta r a o se u ritmo usua l. E a ssim a mb o s, na q ue le b re ve e nc o ntro , mo stra ra m, e m ling ua g e m d o c o rp o , o q ue se p a ssa va na e sfe ra d a sua vid a instintiva e ve g e ta tiva .

O Le ã o se e vid e nc ia p e lo tó ra x o nd e re sid e o c o ra ç ã o ; é o c e ntro d a e mo ç ã o . O s e sp e c ia lista s e m e xp re ssã o c o rp o ra l, so b re tud o o s c o re ó g ra fo s, o c o nsid e ra m c o mo o c e ntro d o EU.

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e sta mo s e m p re se nç a d e uma p re p o nde râ nc ia do EU. Sã o p e sso a s va id o sa s, e g o c ê ntric a s e e xtre ma me nte na rc isista s; o u q ue na q ue le

mo me nto q ue re m se imp o r.

2. Ao c o ntrá rio , q ua nd o o tó ra x e stá e nc o lhido , e sta mo s e m p re se nç a d e uma p e sso a c ujo EU e stá diminuído ; sã o p e sso a s tímid a s, sub missa s, re tra íd a s o u q ue na q ue le mo me nto se se nte m d o mina d a s p e la situa ç ã o .

3. Um tó ra x e m p o stura no rma l sig nific a um EU e q uilib ra do .

C o mo na "liç ã o " a nte rio r, ta mb é m a q ui a s p e sso a s se situa m e ntre o s d o is e xtre mo s. Po r um la d o , o "ho me m fo rte " d o c irc o se se nte na o b rig a ç ã o p ro fissio na l d e e xib ir-se a to do mo me nto d e p e ito e stufa d o ; p o r o utro la d o , o b se rve mo s a q ue le fra nzino mo to rista p a rtic ula r d ia nte d o se u a nta g o nista d o c a minhã o q ue a c a b a d e a ma rro ta r-lhe o c a rrinho ! Te m o se u ra ro e b re ve mo me nto d e p o stura d e hip e rtro fia d o EU.

(14)

Bip o la rid a d e Vitó ria -De rro ta : p a ra um d o s mo to c ic lista s, sua má q uina é símb o lo d e p o d e r so b re o me io -a mb ie nte so c ia l; p a ra o o utro , é re je iç ã o - na d a d e se ja d a so c ie d a d e d e c o nsumo se nã o a q ue le símb o lo d e p o d e r d e fug a d a me sma . A me sma b ip o la rid a d e é a c e ntua d a e ntre o no b re b ritâ nic o q ue tro ta rumo a o so c ia lme nte inve já ve l ma ssa c re d a ra p o sa e o g a rimp e iro q ue na d a a c ho u no d e se rto . O u a d ife re nç a e ntre o ra p ^z, q ua nd o so litá rio e q ua nd o b e m a c o mp a nha d o .

O b se rve o tó ra x, o ra c o nve xo , o ra c ô nc a vo . Va sta me nte e xa g e ra d o na c a ric a tura d id á tic a , nã o d e ixa d e to ma r e sta s me sma s p o siç õ e s, e m mo vime nto s muito ma is d isc re to s e p a ssa g e iro s, na vid a re a l.

Po d e mo s o b se rva r ta mb é m o e sta d o e mo c io na l d a p e sso a o lha nd o a te nta me nte p a ra o se u tó ra x:

1. Aume nto d a re sp ira ç ã o sig nific a te nsã o e fo rte e mo ç ã o . 2. Susp iro s sã o ind ic a d o re s d e a nsie d a d e e a ng ústia .

3. C a so a p e sso a e stive r a p e na s le ve me nte ve stid a , p o d e -se o b se rva r o p a lp ita r d o c o ra ç ã o ; o a ume nto d o ritmo c a rd ía c o é ta mb é m ind ic a d o r d e fo rte e mo ç ã o .

A re sp ira ç ã o é c o ma nd a d a p o r um c e ntro c e re b ra l; é no rma lme nte ritma d a e c o m d e te rmina d a a mp litud e (e ntra se mp re uma me sma q ua ntid a d e d e a r, d e c a d a ve z, no s p ulmõ e s). Ma s a vo nta d e d o ind ivíd uo p o d e mo d ific a r o s se us p ró p rio s mo vime nto s re sp ira tó rio s, d e sd e a b ra d ip né ia (d iminuiç ã o ) a té a ta q uip né ia (a ume nto d e fre q üê nc ia d o s mo vime nto s). E a a mp litud e p o d e va ria r d e sup e rfic ia l a té p ro fund a (o susp iro é um c ic lo insp ira ç ã o -e xp ira ç ã o d e a mp litud e nitid a me nte ma io r q ue o s a nte c e d e nte s).

Da í, c o nfo rme a s c irc unstâ nc ia s, nã o c o nvé m q ue a inte nç ã o d o o b se rva d o r se ja p e rc e b id a p e lo o b se rva d o - e le p o d e mo d ific a r d e p ro p ó sito o se u ritmo re sp ira tó rio (É um re c urso c o mume nte usa d o e m me d ic ina : o d o uto r o ste nsiva me nte to ma o p ulso d o p a c ie nte p a ra e xa me d a s b a tid a s c a rd ía c a s, ma s na re a lid a d e c o m p le ta o e xa me o lha nd o , d e so sla io , o mo vime nto to rá c ic o se m q ue o p a c ie nte o p e rc e b a ).

O mo vime nto insp ira tó rio é a tivo . Ne le e ntra e m a ç ã o o d ia fra g ma (músc ulo c ô nc a vo q ue se p a ra o tó ra x d o a b d ô me n), o s inte rc o sta is, a s c o ste la s e c e rto s músc ulo s a b d o mina is. O mo vime nto e xp ira tó rio é p a ssivo . Te m um te mp o ma is lo ng o q ue o p rime iro , na p ro p o rç ã o d e 10 p a ra 16, a p ro xima d a me nte . Na mulhe r, a lé m d o d ia fra g ma , a re sp ira ç ã o é a c io na d a ma is p e la s c o ste la s e músc ulo s inte rc o sta is. Da í se re m ma is p e rc e p tíve is na movime nta ç ã o ma is nítid a d o tó ra x.

(15)

a b d o mina l.

A re sp ira ç ã o ma sc ulina é , e m mé d ia , d e 16 a 20 mo vime nto s c o mp le to s (insp ira ç ã o e e xp ira ç ã o ) p o r minuto . Esta no rmo p né ia é d e fre q üê nc ia ma io r na mulhe r, e a ind a ma io r na c ria nç a .

C uid a d o , p o is, p a ra nã o fa ze r inte rp re ta ç õ e s p re c ip ita d a s. Exe mp lo : Alg ué m p a ssa um lo ng o p e río d o d e b ruç a d o so b re p a p e la d a numa e sc riva ninha b a ixa . Ei-lo , p e rio d ic a me nte , c o mo q ue susp ira nd o . Nã o e stá e sc re ve nd o c o isa s triste s: é a p e na s c a rb o xie mo g lo b ina e m e xc e sso a c umula d a no p la sma d o se u sa ng ue . Aq ue le susp iro é c o mo uma vá lvua d a p a ne la d e p re ssã o c hia nd o ; só q ue , e m ve z d e va p o r, é g á s c a rb ô nic o .

A Ág uia , re p re se nta d a p e la c a b e ç a , no s ind ic a o e sta d o d e c o ntro le d o c o rp o p e la me nte .

1. C a b e ç a e rg uid a sig nific a hip e rtro fia d o c o ntro le me nta l.

2. Ao c o ntrá rio , c a b e ç a b a ixa sig nific a q ue o ind ivíd uo é c o ntro la d o p e lo s e stímulo s e xte rno s.

3. C a b e ç a e m p o siç ã o no rma l ind ic a um c o ntro le no rma l d a me nte .

Re e xa mine o le ito r a ilustra ç ã o d o s d o is mo to c ic lista s - a p o siç ã o d a c a b e ç a d iz a me sma c o isa q ue a d o tó ra x, re fo rç a nd o ha rmo nic a me nte a me nsa g e m d o c o rp o .

O e xe rc íc io n. 3 é , p o rta nto , ó b vio . Nó s, o c id e nta is, e sta mo s infinita me nte ma is ha b itua d o s a o b se rva r e xp re ssõ e s na c a b e ç a d o q ue no re sta nte d o c o rp o d a s p e sso a s.

No sso re tra to , no s d o c ume nto s q ue no s id e ntific a m, nã o inc lui o c o rp o , e a d e sc riç ã o p o r e sc rito te nta d e finir-no s p o r d e ta lhe s fa c ia is - nã o c ita , ja ma is, o ta ma nho d o no sso p é o u (a ind a b e m, e m ta nto s c a so s!) d a no ssa c intura !

(16)

O rie nte p e rc e b e ma is a ling ua g e m d o c o rp o d o q ue nó s, inte g ra nd o e m G e sta lt o q ue nó s, ne ste e stud o , b usc a mo s re c o nstruir d e fra g me nto s d e Esfing e .

Ma s vo lte mo s, mo d e sta me nte , a o e xe rc íc io d a "á g uia ".

Po r e xe mp lo : na s mo e d a s d a s c ultura s o c id e nta is d e to d o s o s te mp o s e nc o ntra re mo s ma is ma te ria l d id á tic o p a ra no s tre ina r a o b se rva ç ã o e mb o ta d a : o s p e rfis d o s mo na rc a s nunc a e stã o c a b isb a ixo s; a sua a titud e é d e mo stra r q ue e nxe rg a m lo ng e , d o mina nd o o futuro !

O b se rve se mp re a a titud e d a c a b e ç a , se q uise r p e rc e b e r a inte nsid a d e d o d o mínio inte le c tua l e e sp iritua l d a q ue la me nte , na q ue le

insta nte , a p ro va nd o o u re je ita nd o a s e mo ç õ e s e instinto s d o se u c o rp o .

O lhe mo s d e no vo e sta ilustra ç ã o q ue e stud a mo s a o " o b se rva r o b o i", isto é , a p a rte re fe re nte à vid a instintiva e ve g e ta tiva . Ha vía mo s no ta d o o re a lc e d a p a rte a b d o mina l, d ize nd o d a a p ro va ç ã o , na q ue la e sfe ra , d a a lime nta ç ã o . A "á g uia " d iz a me sma c o isa ; a c a b e ç a so rrid e nte e a te nta a va nç a e m d ire ç ã o a o p ra to . A me nte , p o rta nto , a p ro va ta mb é m, e m p rinc íp io , a o fe re nd a e e d uc a d a me nte ma nd a a p e na s b ra ç o s e mã o s e xe rc e r o g e sto d e re c usa "d e c a so p e nsa d o ".

É a ima g e m p e rfe ita d e um d ile ma .

Va mo s, no s d e se nho s se g uinte s, e limina r e ssa c o ntra d iç ã o e o b te r d ua s c o nc o rd â nc ia s to ta is e ntre o s c o mp o ne nte s d a me nsa g e m to ta l.

Ba sta mo d ific a r b ra ç o s O u e ntã o a "á g uia " e mã o s se m me xe r no mo stra rá d e sa p ro va ç ã o na re sto : c a b e ç a , me mb ro s p o siç ã o e e xp re ssã o d a sup e rio re s e a b d ô me n c a b e ç a , e d o a va nç o d ize m: a c e ita ç ã o ! a b d o mina l p a ssa mo s a o re c uo g e ra l:

re je iç ã o !

PERMUTAS E CO MBINAÇÕ ES EM INTERAÇÕ ES CO NSTANTES

(17)

á g uia " a p ro va e m p rinc íp io , ma s d isc o rd a na p rá tic a ; d o mina o "b o i", num c o nflito muito c o mum d e se o b se rva r. E d e mo nstra mo s, no s último s d e se nho s, a s d ua s so luç õ e s b ip o la rme nte o p o sta s - a c e ita ç ã o o u re je iç ã o - ma s a mb a s a g o ra se m c o ntra d iç ã o e ntre o s c a mp o s p sic o ló g ic o s e m jo g o ! *

O le ito r, a e sta a ltura , já e stá a ssusta d o . Pe rc e b e q ue lid a mo s, p o ssive lme nte , c o m um a lfa b e to d e c o mp o ne nte s b á sic o s simp le s, ma s c o m um núme ro infinito d e p e rmuta s e c o mb ina ç õ e s, d a d a s a s ig ua lme nte infinita s va ria ç õ e s d e inte nsid a d e d e infinita s e xp re ssõ e s c o rp o ra is q ue , p o r sua ve z, p o d e m se r c o nc o rd a nte s o u a nta g ô nic a s e va ria r no te mp o , e ntre o fug a z e o c o nsta nte .

Le mb re -se p o ré m q ue nó s, e stud a nte s, so mo s fe ito s d a me sma ma té ria q ue a ma té ria so b e studo !

Entã o , p o r q ue nã o e nte nd e r-no s a nó s me smo s? Use mo s a c a b e ç a !

(18)

C APÍTULO 3

Pe rc e be r e m ve z de O lha r

Uma p a usa p a ra o le ito r. - Nã o só o la tim é líng ua mo rta ; a ling ua g e m do c o rp o ta mb é m, se a p e na s e studa da e m livro . - C o nvite p a ra fe c ha r e sta s p á g ina s e o lha r se a s b o lsa s e stã o no s c o lo s da s mulhe re s. - Erra r p o uc o imp o rta ; o imp o rta nte é vo c ê se ha b itua r a p e rc e b e r e m ve z de a p e na s o lha r!

UMA PAUSA PARA O LEITO R

C o mo to d a g e nte , nó s - Pie rre e Ro la nd - se ntimo s à s ve ze s sa ud a d e d o s no sso s te mp o s d e infâ nc ia . Me no s d a q ue la s ho ra s d e to rtura le nta , c ha ma d a a ula s d e la tim.

Ho je d o mina mo s (b e m, ra zo a ve lme nte o u ma is o u me no s; d e p e nd e ) o ing lê s, a le mã o , fra nc ê s e p o rtug uê s, o q ue p o r sua ve z p e rmite a rrisc a r o e sp a nho l e a d ivinha r p a rc ia lme nte o se ntid o d e um p a rá g ra fo simp le s e m ita lia no , o u a té me smo uma le g e nd a d e fo to g ra fia e m ho la nd ê s. Ma s nã o no s p e ç a m p a ra d e c ifra r uma insc riç ã o la tina !

Eis a ra zã o :

Ja ma is tive mo s o p ra ze r d e o uvir a lg ué m a no sso la d o re c la ma r

e m la tim a c e rve ja q ue o g a rç o m e sq ue c e ra de lhe tra ze r! Po rq ue , se

a ssim fo sse , ta mb é m o b se rva ría mo s o g a rç o m tra ze nd o a c e rve ja . E a ssim d a ria p a ra d e d uzir o sig nific a d o d a q ue la me nsa g e m ve rb a l (Q ua nto à visua l, ta l c o mo re p re se nta d a no d e se nho a c ima ,

a té g a rç o m q ue nã o sa b e la tim d á p a ra p e rc e b e r a lg uma c o isa !) Esta ría mo s a b so rve nd o d o a mb ie nte a p re se nç a viva d e ma is uma líng ua e m ve z d e te nta r re ssusc itá -la d e túmulo s fe ito s d e p a p e l e tinta .

(19)

O b se rve mo s: no d e se nho à e sq ue rd a e la a ind a e stá c o m a b o lsa no c o lo . Sua a titud e físic a d iz: Aind a nã o e sto u à vo nta d e ! No d e se nho se g uinte , já la rg o u a b o lsa no so fá . C o m isto d iz: já a d q uiri c o nfia nç a no a mb ie nte ; já e sto u me se ntind o à vo nta d e !

(Pa usa . Ap la uso s. O s a uto re s sã o viva me nte c ump rime nta d o s p e lo le ito r.)

Fa ç a , e ntã o , o le ito r uma p a usa na le itura . To rne a fo lhe a r, p o r um o u d o is minuto s, a s p á g ina s a nte rio re s. Isto o a jud a rá a fixa r ma is c o nsc ie nte me nte o q ue a b so rve u; a s q ua tro p a rte s d a e sfing e . (E q ue no s p e rd o e o uso d e tã o a rc a ic o símb o lo , ma s c o mo mé to d o mne mô nic o a ind a func io na me lho r q ue d ize r to d a ho ra : Vid a Instintiva e Ve g e ta tiva , Vid a Me nta l, o u C o nsc iê nc ia e Do mínio e tc . - nã o a c ha m? )

De p o is p o nha e m p rá tic a o q ue a p re nd e u! Fa ç a o q ue nó s fize mo s. O b se rve .

À sua vo lta , a ling ua g e m mud a d a s a titud e s c o rp o ra is p ro sse g ue , c o nsta nte me nte , c o m to d a a e lo q üê nc ia d a p ró p ria Vid a q ue fa la d a s sua s re la ç õ e s huma na s. Mais a d ia nte , e nc o ntra rá p o rme no re s, ma s o imp o rta nte é , a g o ra , a c o stuma r-se a o b se rva r.

Pro c ure c la ssific a r d e ntro d o e sq ue ma b á sic o a p re se nta d o o q ue se p a ssa à sua vo lta ! Tra te d e d e c ifra r a s sua s e sfing e s e d ivirta -se !

Uma a d ve rtê nc ia : Vo c ê va i e rra r! Voc ê d e sc o b re lo g o d e iníc io d ua s p e sso a s, se nta d a s uma d ia nte d a o utra , numa re uniã o so c ia l. Estã o d e sc o ntra íd a s, me rg ulha d a s e m c o nve rsa mutua me nte a tra e nte . Instintiva me nte c ruza m e d e sc ruza m p e rna s, to ma m d ive rsa s p o siç õ e s d e b ra ç o s e tó ra x, uma p ra tic a m e nte imita nd o a o utra . Isto se m d úvid a é sina l d e simp a tia e ntre a mb a s. E te m ma is, q ue m p rime iro mo d ific a r a p o siç ã o (lo g o a se g uir imita d a p e la o utra ) é o líd e r mo me ntâ ne o d a c o nve rsa .

Entã o vo c ê , surp re so e e ntusia sma d o p e la fa c ilid a d e inic ia l c o m q ue p a ssa a p e rc e b e r e ste s fe nô me no s, va i e rra r!

(20)

d ire ç ã o , fing ind o nã o p e rc e b e r o p e q ue no inc id e nte .

Ho me m d e sinte re ssa d o na q ue la jo ve m a p o nto d e se r g ro sse iro ! Eg o c ê ntric o ! Ma l-e d uc a d o !

Be m, na ve rd a d e ho uve o se g uinte : e le c he g o u a murmura r e ntre d e nte s p a ra a jo ve m (q ue e ra a se nho ra d e le ) a p a la vra " c a lç a s", a nte s d e a g ir d a q ue la ma ne ira . Po rq ue e sta va e stre a nd o um p a r d a q ue la s c a lç a s mo d e rna s a p e rta d a s; a mb o s já ha via m p e rc e b id o uns e sta lo s e m c e rta s c o stura s e stra té g ic a s e simp le sme nte e ra p o r d e ma is a rrisc a d o a b a ixa r-se !

Erra r é na tura l; é e rra nd o q ue se a p re nd e . Vo c ê e stá e m te rra e stra nha ; se u vo c a b ulá rio é re strito ; se us (e no sso s!) c o nhe c ime nto s d a e strutura d a q ue la ling ua g e m sã o a ind a p o uc o s. A re g ra é : USE o q ue vo c ê sa b e e nã o se p re o c up e c o m a p e rfe iç ã o imp o ssíve l!

(21)

C APITULO 4

Aná lise de um So rriso

A c a b e ç a . - A ime nsa imp o rtâ nc ia da re g iã o o c ula r. - Ava nç a mo s muito na no ssa c a p a c ida de de a ná lise : Já so ma mo s e sub tra ímo s

p o rme no re s simp le s p a ra disting uir e ntre trê s so rriso s de sa g ra dá ve is. -

C inc o a ze ro é o e sc o re do so rriso q ue nã o e nc o ntro u o p o siç ã o no se u p ró p rio ro sto .

ANÁLISE DE UM SO RRISO

Entã o , d e vo lta à s no ssa s p á g ina s? Esp e ra mo s sinc e ra me nte q ue te nha a p ro ve ita d o b e m a p a usa tre ina nd o a sua a c uid a d e d e o b se rva d o r. Nã o se p re o c up e se p o uc o e nte nde u d o q ue p e rc e b e u; o imp o rta nte fo i p e rc e b e r c o nsc ie nte me nte o q ue a nte s se us o lho s a p e na s e nvia va m a o se u a rq uivo me nta l, se m c ó p ia p a ra o De p a rta me nto d e Pe sq uisa q ue vo c ê te m no se u inte rio r "á g uia ".

Vo c ê p e rc e b e u a titud e s d o c o rp o inte iro e c e rta me nte nã o d e ixo u d e o b se rva r a s e xp re ssõ e s d o s ro sto s. Re to me mo s e ntã o o no sso a le g re e stud o .

Na p ró p ria c a b e ç a te mo s re p re se nta d o s o s trê s a nima is:

O b o i, re p re se nta d o p e la b o c a p o r o nd e e ntra m o s a lime nto s. O le ã o , re p re se nta d o p e lo na riz o nd e e ntra o o xig ê nio pa ra o s p ulmõ e s.

A á g uia , re p re se nta d a p e lo s o lho s q ue sã o o e sp e lho d a me nte . A re g iã o o c ula r é d e ime nsa imp o rtâ nc ia e xp re ssiva ; re ve la , c o mo to d o s sa b e m, a a titud e d a me nte . Q ue m nã o é c a p a z d e fa ze r uma lista ma is o u me no s ne ste s te rmo s?

So b ra nc e lha s a b a ixa d a s: c o nc e ntra ç ã o , re fle xã o , se rie d a d e ; So b ra nc e lha s le va nta d a s: surp re sa , e sp a nto , a le g ria ;

O lho s b rilha nte s: e ntusia smo , a le g ria ; O lho s b a ç o s: d e sâ nimo , triste za .

O u e ntã o a lg o p a re c id o c o m isto q ua nto a o s lá b io s:

Arq ue a d o s p a ra c ima : p ra ze r, a le g ria , sa tisfa ç ã o ; Arq ue a d o s p a ra b a ixo : d e sp ra ze r, triste za , insa tisfa ç ã o ; Em b ic o : d úvid a , c o ntra rie d a d e , ra iva .

(22)

Po is b e m, é e xa ta me nte o q ue q ue re mo s tra nsmitir a o le ito r: só c o m lista s d e p a la vra s q ua se na d a e sc la re c e mo s! A a b und â nc ia d e e xp re ssõ e s p o ssíve is a q ua lq ue r ro sto fa z-no s so rrir d a s p o b re s c o mb ina ç õ e s c o nve nc io na is d e me ro s vinte e p o uc o s c a ra c te re s tip o g rá fic o s.

VAMO S SO RRIR?

So rrir, c o mo ? C e rta me nte nã o d e ste d e se nho ; o q ue a li e stá a c o nte c e nd o é ma ld a d e ! No e nta nto to d o s ne le e stã o so rrind o , to d o s tê m o s c a nto s d a b o c a e m c urva a sc e nd e nte !

Ana lise mo s. Q ua l é a c a ra c te rístic a p rinc ip a l d a um so rriso , a sua no ta d o mina nte ? C a nto s d a b o c a p a ra c ima ?

Muito b e m; e ntã o va mo s ma rc a r e sse p o rme no r c o m um sina l p o sitivo (+). Ma s va mo s ma rc a r ta mb é m a s o utra s c a ra c te rístic a s. Usa re mo s o me smo sina l (+), q ua nd o e stive re m e m ha rmo nia c o m a d o mina nte . E ma rc a re mo s a s d isc o rd a nte s c o m um sina l ne g a tivo (-).

A. C a nto c urva p a ra c ima : b a sic a me nte um so rriso .

B. C o sta s e nc urva d a s; c a b e ç a e nc o lhid a e ntre o mb ro s: a titud e d e a nima l à e sp re ita d e inimig o ; a g re ssivid a d e .

C . Músc ulo o rb ic ula r d a s p á lp e b ra s c o ntra íd o : o b se rva ç ã o a g ud a , firme .

D. Lá b io s c o mp rimid o s: p ro p ó sito firme .

(23)

Re sulta do : 4 ne g a tivo s X 1 po sitivo , ne ste so rriso - m a lda de .

A. Me io so rriso unila te ra l.

B. Diste nsã o d o músc ulo o rb ic ula r ma is c o ntra ç ã o d o fro nta l: surp re sa ma is d e sa p ro va ç ã o .

C . Músc ulo s e le va d o re s d o lá b io sup e rio r, zig o má tic o s, b uc ina d o r e risó rius e m c o ntra ç ã o : a ma rg ura ; d e um só la d o : a ma rg ura te mp e ra d a c o m se nso d e futilid a d e .

Re sulta do : 2,5 ne g a tivo s X 0,5 po sitivo , ne ste so rriso - re sig na ç ã o .

A. C a nto c urvo d o so rriso b á sic o .

B. Tó ra x sa lie nta d o : o rg ulho , sup e rio rid a d e .

C . Ma xila r infe rio r sa lie nta d o : d e sa p ro va ç ã o , p o r se r c o mb ina d o c o m

(24)

E. O rb ic ula r c o ntra íd o c o m b ina nd o c o m :

F: Fro nta l c o ntra íd o p a ra c ima : c e nsura G . Tro nc o inc lina d o p a ra trá s: d e sa p ro va ç ã o .

Re sulta do : 6 ne g a tivo s X 1 po sitivo , ne ste so rriso - de spre zo .

Puxa ! Nã o e nc o ntra mo s uma únic a ha rmo nia p a ra a d o mina nte so rriso -b á sic o ! Há um to ta l g e ra l d e 12,5 sina is ne g a tivo s d isc o rd a nd o d e a p e na s 2,5 sina is p o sitivo s d o te ma d o mina nte "so rriso ".

(25)

To me mo s o me smo ro sto e o me smo so rriso bá sic o . Co m a c a be ç a me lho r po sic io na da , o o lha r c la ro , o s lá bio s a be rto s e a mã o nã o ma is no que ixo e , sim, o fe re c e ndo uma bo a g o rje ta ; e e sta mo s c o m 5 po sitivo s X 0 ne g a tivo s!

Q ue r c o mp re e nd e r isto a ind a ma is c la ra me nte ? Entã o to me um p e d a ç o d e p a p e l d e se d a , p a p e l " ve g e ta l" o u q ua lq ue r o utro b e m tra nsp a re nte . C o m um lá p is, d e c a lq ue a p e na s a c a b e ç a d o d e se nho a c ima .

A se g uir, vo lte p a ra a p á g ina 51 e p o nha se u d e se nho p o r c ima d o so rriso -ma ld a d e . Ac e rte a p o siç ã o p e lo na riz e c a nto d a b o c a , e

vo c ê no ta rá me lho r o q ue fo i d ito a c ima .

(26)

C APÍTULO 5

Ha rm o nia e De sa rm o nia

O nde e ntra um b re ve e studo p a ra p ia no , a do is de do s só . - O le ito r já p e rc e b e u a ma t e má tic a da disc o rdâ nc ia do so rriso ; a do p ia no é de o ito ve rsus no ve ! - O ho me m e stá p sic o fisio lo g ic a me nte "a fina do " p a ra se ntir isso na músic a ; p o r q ue nã o na ling ua g e m do c o rp o ?

Até a q ui no s va le mo s d o s no sso s o lho s p a ra e xa mina r a ma té ria so b e stud o . Use mo s a g o ra o o uvid o e m trê s simp le s e xp e riê nc ia s c o m um te c la d o so no ro .

Lá no fund o d o no sso o uvid o te m o c a ra c o l a ud itivo . Sua e strutura é ta l q ua l a d e um p ia no , ma s inc rive lme nte minia turiza d o e e nro la d o e m e sp ira l. O nd e no sso p ia no o ste nta uma s vinte d úzia s d e c o rd a s, no sso c a ra c o l te m c e rc a d e 24.000. É tã o me no r q ue a te nsã o d a s c o rd a s d e um p ia no c o mum te ria d e se r a fro uxa d a numa p ro p o rç ã o d e 1 p a ra 100.000.000, se o usá sse mo s p ro d uzir um c a ra c o l a ud itivo a rtific ia l p a ra tra nsp la nte c irúrg ic o e m sé c ulo s futuro s.

Sua s c o rd a s ma is fina s, p a ra a p e rc e p ç ã o d o s so ns ma is a g ud o s, sã o ma is c urta s (c o isa d e um vig é simo d e milíme tro ) d o q ue a s ma is e sp e ssa s, p a ra o s g ra ve s, q ue a lc a nç a m c e rc a d e me io milíme tro .

Assim a s p rime ira s p o d e m c a p ta r vib ra ç õ e s na fre q üê nc ia d e 20.000 ve ze s p o r se g und o ; à me d id a q ue a va nç a mo s c a ra c o l a d e ntro , e nc o ntra mo s c o rd a s c a d a ve z ma is lo ng a s, a té c he g a r à s q ue e stã o a fina d a s p a ra so ns g ra ve s d e 16 c ic lo s p o r se g und o . Isto re p re se nta uma a mp litud e d e uma s 12 o ita va s (um p ia no d e c o nc e rto te m a p e na s d e 7 a 7 e me ia o ita va s).

Ho je e m d ia já é me no s usua l te r p ia no e m c a sa . Ma s te m no c lub e , o u na s lo ja s music a is; e o le ito r nã o p re c isa sa b e r to c a r p ia no p a ra fa ze r a s e xp e riê nc ia s q ue p a ssa mo s a d e sc re ve r:

Prime iro , lo c a lize a te c la dó . É fá c il d e a c ha r; b e m no me io d o te c la d o . É a te c la b ra nc a à e sq ue rd a d e um g rup o d e d ua s p re ta s.

To q ue -a .

Aq ue le so m vib ra rá 261 ve ze s p o r se g und o .

(27)

inc luind o na c o nta g e m a q ue to c o u). Eis o se g uinte , ma is a g ud o . To q ue -o .

Vib ra rá 522 ve ze s p o r se g und o . Ag o ra a p rime ira e xp e riê nc ia :

To q ue a s d ua s te c la s d e sc rita s, a o me smo te mp o !

Vo c ê a c a b a d e o b te r um a c o rd e p e rfe ito : um so m muito p uro e a g ra d á ve l. Ma s re p a re no a sp e c to ma te má tic o : 522 é o do b ro e xa to de 261!

Va mo s à se g und a e xp e riê nc ia :

To q ue , simulta ne a me nte , o e o m i (o mi é a 32 te c la à d ire ita ,

c o nta nd o o d ó c o mo p rime ira ). É o utro a c o rd e a g ra d á ve l!

Q ua l a p ro p o rç ã o ma te má tic a ? As vib ra ç õ e s a g o ra sã o 261 e 328.88, o u se ja , na p ro p o rç ã o d e 4 p a ra 5!

(28)

re p re se nta o le ito r d e p o is d a se g und a e xp e riê nc ia ; a c a b a d e d e sc o b rir q ue d á p a ra p ia nista e o e xp re ssa p e la ling ua g e m d a sua a titud e c o rp o ra l!)

E a te rc e ira e última e xp e riê nc ia ?

To q ue , a o me smo te mp o , a s d ua s te c la s a d ja c e nte s e

(b a sta um d e d o só , b e m no risc o q ue d ivid e uma d a o utra ).

Nã o g o sto u? Po is é , junto u 261 c o m 292.98 c ic lo s p o r se g und o ; d o is núme ro s na p ro p o rç ã o d e 8 p a ra 9. Junta mo s d o is so ns d isc o rd a nte s e ntre si.

Lá d e ntro d o se u o uvid o inte rno , g rup o s mic ro sc ó p ic o s d e fib ra s d e te c id o c o njuntivo vib ra ra m e m unísso no c o m a s c o rd a s d o p ia no . A se nsa ç ã o fo i tra nsmitid a p e lo s ne rvo s p a ra o c é re b ro e vo c ê to mo u c o nhe c ime nto d e a lg o d e sa g ra d á ve l na e xp e riê nc ia núme ro 3, e nq ua nto o s so ns o uvid o s na e xp e riê nc ia núme ro 1 e na núme ro 2 c o nta ra m c o m a a p ro va ç ã o c o nsc ie nte d o se u EU. Vo c ê e sta va de a c o rdo c o m o s a c o rd e s!

Ac a b a mo s d e d e mo nstra r um fa to : o se r huma no e stá fisio lo g ic a me nte "a fina d o " p a ra d isting uir e ntre ha rmo nia e d e sa rmo nia .

(29)

Q ua nto à s fre q üê nc ia s q ue usa mo s e m no ssa e xp e riê nc ia , c ump re re g istra r q ue e sta s nã o e stã o a ind a unive rsa lme nte p a d ro niza d a s; a ssim o d e Hã nd e l e ra d e 504 c p s, ma s o C o ve nt G a rd e n O p e ra Ho use , e m 1876, c he g o u a a d o ta r 540 - q ua se um se mito m ma is a g ud o ; 522 c p s e stá ma is d e a c o rd o c o m a p re se nte c ultura o c id e nta l.

Se ja q ua l fo r a fre q üê nc ia d o mina nte , c o stuma -se d ivid ir uma o ita va e m d o ze se mito ns, q ue sã o d ivid id o s e m p ro p o rç ã o fixa e ntre si, p o r c o nve niê nc ia p rá tic a .

Te ría mo s uma p ro p o rç ã o ma te má tic a muito ma is p ura , utiliza nd o a c ha ma d a e sc a la d ia tô nic a (1, 9/ 5, 5/ 4, 4/ 3, 3/ 2, 5/ 8, 15/ 8, 2.), ma s nã o se p re sta muito a o uso na p rá tic a , p o is a s no ta s e mitid a s se ria m d ife re nte s a o mud a rmo s d e tô nic a (a no ta a q ui simb o liza d a p e lo 1).

(30)

C APÍTULO 6

C o m po rta m e nto Inte rpe sso a l

C o mp o rta me nto inte rp e sso a l: Já va mo s a p lic a r numa re uniã o so c ia l a q ue la s c o ntinha s simp le s q ue fize mo s no fa ro e ste so rride nte e no p ia no de c a uda . - O le ito r dá o utro p a sso imp o rta nte à fre nte ; se b ra ç o , na riz o u mã o é le tra , o c o njunto fo rma p a la vra !

CO MPO RTAMENTO INTERPESSO AL As "le tra s" que fo rm a m a s "pa la vra s"

Ap re se nta mo s a Vo c ê , le ito r, a s no ssa s d e sc ulp a s, se lhe p a re c e u q ue sa ímo s d e ma is d o a ssunto . Q ue m sa b e q ua nta s a titud e s c o rp o ra is vo c ê o b se rvo u d ura nte a q ue la p a usa ? Ta lve z a lg o a ssim?

E nó s, e m ve z d e e luc id a rmo s sua s o b se rva ç õ e s, le va mo s vo c ê p rime iro a uma c e na d e fa ro e ste e , d e p o is, a um p ia no !

Entã o e stá b e m; va mo s e xa mina r suc inta me nte e ste d e se nho . C o me c e mo s p o r e stud a r, ind ivid ua lme nte , c a d a p e sso a re p re se nta d a .

HARMO NIA E DESARMO NIA Va mo s, p rime iro , d e finir isso ?

Ha rmo nia é disp o siç ã o b e m o rde na da e ntre a s p a rte s d e um

to d o ; c o nc ó rd ia ; c o nc o rd â nc ia .

De sa rmo nia é má disp o siç ã o d a s p a rte s d e um to d o ;

d isc o rd â nc ia .

E a g o ra , mã o s à o b ra : va mo s a na lisa r c a d a p e sso a c o mo se fo sse uma p a la vra e q uisé sse mo s sa b e r d e q ue le tra s e la é c o mp o sta .

a ) A mulhe r de p é , à e sq ue rda . Está "d e p é a trá s".

Ne la , q ua se tud o ha rmo niza - c o nc o rd a - c o m e sta a titude

(re p a re a p a la vra a titude q ue ta nto te m sig nific a d o físic o c o mo p sic o ló g ic o )!

O c o rp o inc lina d o p a ra trá s: re c uo , re je iç ã o , a fa sta me nto !

(31)

O o utro b ra ç o , d e mã o fe c ha d a , le va o c ig a rro o ma is p a ra trá s p o ssíve l; a titud e d e q ue m nã o q ue r c e d e r um o b je to q ue a li se g ura , o u a té me smo a rre me ssá -lo , e nq ua nto re c ua , so b re um a g re sso r: re c uo so b p ro te sto .

A c a b e ç a e m re c uo , e d e " na riz le va nta d o ", c o nfirma ," e m á g uia ", a d e sa p ro va ç ã o no níve l d o p e nsa me nto c o nsc ie nte .

C o ntud o , mo stra um so rriso (" se c o "; a p e na s o s músc ulo s b e m p ró ximo s d a a b e rtura o ra l e ntra ra m e m jo g o ).

C o nc lusã o ó b via : é um so rriso p o r e d uc a ç ã o ; a ling ua g e m b á sic a , q ue é a d o c o rp o , nã o ha rmo niza c o m q ue o so rriso te nta d ize r.

Se ma rc a rmo s "p o sitivo " (+), o u me lho r, "ma is o u

me no s" (±) a me nsa g e m "o fic ia l" - tra nsmitid a vo lunta ria me nte , "d e c a so p e nsa d o " - te mo s q ue ma rc a r to d o o re sto e m o p o siç ã o , c o m sina l ne g a tivo (-).

O b se rve - to d o o re sto ha rmo niza e ntre si, p o rq ue é tudo

ne g a tivo .

b ) O ho me m, de p é dia nte de la . G o sta d e si me smo . Ne le , sim,

tud o d iz: a uto -sa tisfa ç ã o , a uto-a p ro va ç ã o !

Po siç ã o d e firme za e iníc io d e a va nç o na s p e rna s: c o nfia e m si p ró p rio , "sa b e o nde p isa ".

Tó ra x e m e vid ê nc ia : se nte a sua p ró p ria imp o rtâ nc ia . Até o s d e d o s d a s mã o s a p o nta m "o le ã o ".

C a b e ç a : a titud e d e q ue m "e stá p o r c ima " (c o mb ina nd o c o m o tó ra x: o rg ulho ).

Pro c ure no ta r isto na ilustra ç ã o , q ue e stá na p á g ina se g uinte.

(32)

c ) O ho me m se nta d o . Está inte re ssa d o na mulhe r. Sua a titud e e xp re ssa a ç ã o , to ta lme nte vo lta d a p a ra e la (De se nho na p á g ina 67).

O tro nc o , a va nç a d o p a ra a fre nte , d iz: q ue ro a va nç a r.

A c a b e ç a , ide m.

Pe rna s c ruza d a s, de se mb a ra ç o ; um d o s p é s a va nç a p a ra e la . A mã o d ire ita a p ó ia-se no símb o lo d e de se mb a ra ç o c ita d o ; isto ta mb é m a c o nte c e c o m o c o to ve lo e sq ue rd o .

A mã o e sq ue rd a c o mo q ue a fa sta o c o p o imp a c ie nte me nte d a sua fre nte : e stá inte re ssa do na o p o ne nte e nã o na b e b ida !

Simb o liza ta mb é m e sc o nde r o se u p ró p rio ro sto d e te rc e iro s - nã o q ue r q ue ning ué m se me ta na c o nve rsa !

Ta mb é m ne sta fig ura , p o d e mo s a ssina la r p o nto s p o sitivo s - tud o c o nc o rd a e ntre si, numa ó b via d e mo nstra ç ã o d e sinc e rid a d e d e p ro p ó sito .

d ) A mulhe r se nta da . Está

a d o ra nd o a situa ç ã o . Ac e ita a lid e ra nç a d o se u p a rc e iro . G o sta d o q ue e stá a c o nte c e nd o (De se nho na p á g ina 68).

(33)

a c e ita ç ã o , c o nc o rdâ nc ia .

As p e rna s, ta mb é m c ruza d a s, e sp e lha m a p o siç ã o d a s d o se u p a rc e iro , ma s d e fo rma ma is b ra nd a (Ap o sta mo s q ue e la a d o to u e ssa p o siç ã o lo g o e m se g uid a à d e le !). Ac e ita ç ã o , c o nc o rd â nc ia .

Mo stra a s p a lma s d a s mã o s p a ra c ima : Ac e ita ç ã o , c o nc o rd â nc ia . Se g und o Dr. A.E. Sc he fle n, um d o s c ie ntista s q ue e stud a e ssa ma té ria : "Se mp re q ue uma mulhe r mo stra a p a lma d a mã o , e stá c o rte ja nd o vo c ê - q ue r e la o sa ib a o u nã o ".

Isto , e m se ntid o la to ; p ro c ura - o u c o nc o rd a c o m - um e nc o ntro , um p a rc e iro , me smo q ue a inte nç ã o se ja a p e na s o p ra ze r d e uma c o munic a ç ã o ve rb a l a g ra d á ve l.

A c a b e ç a - o ra , o le ito r já te m p rá tic a b a sta nte p a ra re c o nhe c e r q ue c o nc o rd a ta mb é m.

Tud o p o sitivo ta m b é m a q ui - na d a d e sto a d a inte nç ã o c la ra d a me nsa g e m: a c e ita ç ã o , c o nc o rd â nc ia .

C UIDADO , LEITO R!

Po sitivo - é b o m le mb ra r - a q ui nã o q ue r d ize r "c e rto ", ne m ne g a tivo "e rra d o "! Nã o há julg a me nto é tic o nisto ! Le mb re -se q ue ma rc a mo s p o sitivo , d e sa íd a , o sina l ó b vio , fo rma l (p o d e ria se r a p a la vra "sim", p ro nunc ia d a e m vo z a lta ), e ne g a tivo tud o q ue fo r c o ntrá rio (o c o rp o d ize nd o nã o ). O u, a lg ué m d ize nd o "nã o " e m vo z a lta , isto se ria o p o sitivo , e o c o rp o , d ize nd o " sim", se ria ne g a tivo (ne g a ndo o q ue e stá se nd o d ito e m vo z a lta ).

(34)

C APÍTULO 7

O rig e ns Antig a s do s G e sto s de Ho je

Q ua ndo e m g rup o , no ssa ling ua g e m c o rp o ra l a nse ia p o r a firma r o no sso e u. - Va mo s junta r "p a la vra s " - e a p e rc e p ç ã o de la s se rá a p re ndiza g e m, o u me lho r, re a p re ndiza g e m? - O va lo rfilo g e né tic o do s g e sto s a ntig o s; o u a p ro va de c o mo no sso vo vô p ré -histó ric o e sc a p o u de le va r uma p e dra da da e le ita do se u c o ra ç ã o p o r nã o e sp e ra r p e la inve nç ã o da p a la vra fa la da .

O Q UE HA DE CO MUM ENTRE AS PESSO AS?

Exa mina mo s q ua tro ind ivíd uo s. Po d e mo s a firma r q ue to d o s tê m e m c o mum p re c isa me nte isto : c a d a q ua l ze la p e la sua ind ivid ua lid a d e , p e la p e rso na lid a d e q ue lhe é p ró p ria .

E de mo nstra sua â nsia de p re se rvá -la !

Ne m p re c isa mo s a na lisa r lo ng a me nte c o mp o ne nte s d e e xp re ssã o fa c ia l (d e p ro p ó sito , a q ue la a b und â nc ia d e ó c ulo s e c a b e lo s). A ling ua g e m d o c o rp o fo i c o e re nte , fo i ha rmô nic a c o m o d e se jo d e c a d a

EU ind ivid ua l numa d a d a situa ç ã o , ta nto no níve l c o nsc ie nte c o mo no s o utro s c o mp o ne nte s d a "e sfing e " (À únic a e xc e ç ã o a p a re nte -o so rriso e m a ) - re to rna re mo s ma is a d ia nte ).

C a d a um p re se rvo u o se u EU, na a titud e me nta l (e c o rp o ra l)

d e se ja d a , c o nsc ie nte me nte o u nã o !

Isto , num se ntid o muito re a l, é a p ró p ria so b re vivê nc ia d o EU d e c a d a um d e nó s, a o lo ng o d o e ixo -te mp o d a no ssa e xistê nc ia .

Ma s o s ind ivíd uo s e stud a d o s nã o e sta va m iso la d o s e m q ua tro p ro ve rb ia is ilha s d e se rta s!

Fo rma ra m p a re s, e sta va m e m g rup o .

O ra , q ue m e stá num g rup o , se mp re influe nc ia o c o mp o rta me nto d e ste e , p o r sua ve z, ta mb é m é p o r e le influe nc ia d o . É o q ue e stud a re mo s a se g uir p o rq ue a na lisa r uma p e sso a d e c a d a ve z e na d a ma is é c o mo ve rific a r a s le tra s d e uma só p a la vra . Fa lta ve r a fra se e m q ue a p a la vra e stá !

VAMO S JUNTAR "PALAVRAS"

(35)

À e sq ue rd a o g rup o a ) - b ), ta l c o mo o vimo s. À d ire ita , nó s d isso lve mo s o ve rniz d a c iviliza ç ã o d o c a sa l. Entã o a ling ua g e m d o c o rp o se to rno u a c e ntua d a , p a sso u d o g e sto à a ç ã o . O c o mp o rta me nto inte rp e sso a l é ine q uívo c o ; é a a g re ssã o e d e fe sa , visíve is no s me smo s g e sto s, p o ré m d inâ mic o s, d e sinib id o s.

O g rup o a ) - b ) é ne g a tivo (-), é d isc o rd a nte . Esse s d o is e stã o e m

DESAC O RDO !

Na e sc a la d e va lo re s d a vid a , a a uto p re se rva ç ã o o c up a o p rime iro lug a r - é so b re vivê nc ia a nte s d o p ra ze r. Q ue re mo s se g ura nç a p a ra te rmo s a tra nq üila p a z, p re c isa mo s d e p a z. p a ra ma nte r o a mo r e vic e -ve rsa ; q ua nd o inse g uro s, fic a mo s a nsio so s.

Em to do c o mp o rta me nto inte rp e sso a l e nc o ntra mo s a titud e s

físic a s e me nta is c uja fina lid a d e é e vita r a a nsie da de d e um "Nã o !" a o no sso EU, o u d e o b te r a se g ura nç a d e um "Sim!" c o nc o rd a nd o c o m o q ue so mo s. Existimo s, a firma nd o no ssa

id e ntid a d e , no ssa e xistê nc ia - e vive mo s a vig iá -la inc o nsc ie nte me nte (o u, me smo , c o nsc ie nte me nte ) a nsio so s, q ua nd o e m g rup o .

Assim, o ho me m b ) a nse ia p o r impo r o se u EU. Ne m p re c isa mo s sa b e r q ua l fo i a c o nve rsa . De c e rto é um d e sse s suje ito s ma ç a nte s q ue só fa la d e le p ró p rio , se m q ue re r sa b e r se o p a rc e iro e stá inte re ssa d o no a ssunto . Fa z um p a p e l d e líd e r d ita to ria l e a mulhe r a ) re siste , a o lho s visto s, a e ssa ne g a ç ã o d a sua p ró p ria imp o rtâ nc ia !

No níve l c o nsc ie nte , tra nsmite um so rriso e d uc a d o , p o is, ta mb é m

ne ste níve l, a nse ia p o r a firma r-se (Pe sso a e d uc a d a , d e c la sse , sa b e

fing ir a p ro va ç ã o d ia nte d o s c o nviva s).

(36)

Se rá p re c iso g a sta r p a la vra s p a ra c o nc luir q ue o g rup o c ) - d ) é p o sitivo (+), é ha rmô nic o ? Nã o se p e rc e b e lo g o q ue e stã o DE AC O RDO ?

PERCEPÇÃO DO TO DO X PARTES

E o p ia no ? (le itor e m a titud e d e c é tic a e imp a c ie nte e xp e c ta tiva : q ue ixo a p o ia d o na mã o , o b se rva nd o -no s c o m a c a b e ç a la te ra lme nte d e svia d a , so b ra nc e lha s - ma s nã o p á lp e b ra s - b e m le va nta d a s, d e d o s d o s p é s "ma rte la nd o na me sma te c la " ...)•

Be m, nã o no s iría mo s d a r o tra b a lho d e

a rra sta r um p ia no d e c o nc e rto p a ra d e ntro d e sta s p á g ina s, se fo sse so me nte p a ra intro d uzir a no ç ã o d e ha rmo nia . Q uise mo s, e ntre muito s e xe mp lo s p o ssíve is, c ita r um b e m c la ro . Ma s o te ma a g o ra é sua

p e rc e p ç ã o !

Exe mp lo d e e missã o d e me nsa g e ns (so no ra s) simultâ ne a s (a c o rd e s) e q ue e ste ja m mutua me nte e m c o nflito (d isc o rd â nc ia so no ra ):

Isto se ria o "Q uê ".

A p a rte imp o rta nte é a g o ra , o "C o mo ":

É a re c e p ç ã o d a me nsa g e m c o mo um to d o ma is a p e rc e p ç ã o

d a d isso nâ nc ia o u ha rmo nia d a s sua s p a rte s p o r um disp o sitivo p sic o fisio ló g ic o !

Exe mp lo d a re c e p ç ã o , so b o a sp e c to fisio ló g ic o : um o ssinho c ha ma d o e strib o ; é um só lid o tra nsmitind o a um líq uid o (linfa ) d o c a ra c o l a ud itivo a s vib ra ç õ e s d e uma mistura d e g a se s (a r).

Exe mp lo da p e rc e p ç ã o , so b o a sp e c to d o EU: o ma e stro , re g e nd o a e missã o c o njunta d e so ns d e o ite nta instrume nto s sinfô nic o s e , simulta ne a me nte , p e rc e b e nd o a d ife re nç a d e me io to m e ntre d o is vio lino s.

O s dispo sitivo s sã o m uito s

(37)

no s d e slo c a mo s, o d o re s, c o rre nte za d e a r...

Nã o re sistimo s a ma is um e xe mp lo : te mo s c e rc a d e 1.500 "c o rp o s la me la re s" no p e ritô nio , na s p a re d e s d a s g ra nd e s a rté ria s, no s re ve stime nto s d e músc ulo s e p rinc ip a lme nte na p a rte p ro fun-

d a d a p e le . C a d a uma é um p a c o tinho d e lâ mina s c o njuntiva s, te nd o a o c e ntro um ne rvo . De slo c a nd o -se o te c id o , a linfa q ue se a c ha e ntre a s lâ mina s te m a sua p re ssã o mo d ific a d a , o q ue é tra nsmitid o a o ne rvo . Assim a "á g uia " e m nó s sa b e q ua nd o a lg o no s d e slo c a a p e le , e ta mb é m o "b o i" to ma p ro vid ê nc ia s a d ministra tiva s d e ntro d e nó s, d e c uja na ture za ne m se q ue r no s d a mo s c o nta !

Q ue r d ize r, e ntã o , d o no sso c é re b ro - e sp e c ia lme nte d o s milhõ e s d e info rma ç õ e s d a no ssa me mó ria - nã o c o nstitui e le o má ximo e ntre o s a p a re lho s b io ló g ic o s d e p e rc e p ç ã o e c o nse q üe nte re a ç ã o e m vá rio s níve is?

Pe rc e pç õ e s a ntig a s e re c e nte s

Há um núme ro ime nso d e a ç õ e s - re a ç õ e s p ro g ra ma d a s no no sso siste ma ne rvo so - q ue é , e le p ró p rio , no sso siste ma d e p e rc e p ç ã o . Muita s p e rc e p ç õ e s sã o inc o nsc ie nte s, a nte rio re s a té à p ró p ria e sp é c ie , c o mo , p o r e xe mp lo , o s q ue g o ve rna m o s no sso s mo vime nto s inte stina is.

O utro s sã o tã o re c e nte s c o mo a se nsib iliza ç ã o d o le ito r à s p o stura s d o s c o rp o s d o s se us a mig o s, d ura nte um c o q ue te l, e q ue a ind a e stã o na fa se d a a p re nd iza g e m.

O u se rá re a p re ndiza g e m?

A FALA DO S G ESTO S ANTIG O S

A mulhe r a ) d o no sso e stud o a nte rio r uso u o me smo g e sto a nsio so d e ste no sso a nte p a ssa d o a ), num c a p inza l situa d o a milhõ e s d e a no s a nte s d a To rre d e Ba b e l d a s líng ua s fa la d a s. E, c e rta me nte , no sso a nte p a ssa d o b ) p e rc e b e u muito b e m o q ue a ) q ue ria tra nsmitir!

(38)

E, se m a p e d ra na mã o ? O lhe a a nsie d a d e d e b ), mo stra nd o a s mã o s se m a rma s, p a ra c o nse g uir so b re vive r à s re la ç õ e s inte rp e sso a is a ) - b )!

Se rá p re c iso d ize r q ue , d ia nte d e um p ro jé til e ng a tilha d o e m no ssa d ire ç ã o , o símb o lo p a c ífic o d e sub missã o é a té ho je e mitid o e

p e rc e b ido d a me sma fo rma ?

VIVER É PERC EBER

So b q ue fo rma p e rc e b e mo s no ssa p ró p ria e xistê nc ia , o no sso EU?

Nã o é , p o rve ntura , c o mo uma ime nsa so ma d e c o nhe c ime nto s, isto é , d e info rma ç õ e s? De p e rc e p ç õ e s? E o so b re vive r? Nã o é o re a g ir e m

ha rmo nia c o m o q ue fo r ne c e ssá rio p a ra isso ?

É o c a so d a q ue le no sso ho me m p rimitivo , le mb ra nd o -se d e e xp e riê nc ia s p e sso a is a nte rio re s so b o título "ve rme lho ": fo g e d o inc ê nd io d o c a p inza l q ue re c o nhe c e nã o c o mb ina r c o m o se u b e m -e sta r físic o . Ma s a va nç a rumo à ma ç ã , p o rq u-e sa b -e q u-e -e sta rá d e

a c o rdo c o m a s e xig ê nc ia s d o se u p a la d a r. Fo g o + p e le = disc ó rdia .

Ma ç ã + b o c a = c o nc o rdâ nc ia , ha rmo nia .

Esse nc ia l à p ró p ria filo g e nia , nã o no s fa lta m e xe mp lo s d e c a p a c id a d e d e d isc e rnime nto a té na s ma nife sta ç õ e s ma is p rimitiva s d a vid a . To d o s sa b e m q ue , p o nd o -se um fe ijã o p a ra g e rmina r numa c a ixinha na q ua l fize mo s um o rifíc io la te ra l, a p la ntinha se e ste nd e rá

se mp re na d ire ç ã o d a q ue la fre sta d e luz.

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Ta lve z "Vid a " e "Nã o -Vid a " ne m se ja m d e finiç õ e s a b so luta s; um vírus é "vivo " no se ntid o d e sua c a p a c id a d e d e multip lic a r-se e re p ro d uzir a sua p ró p ria e sp é c ie e na d a ma is - o p rime iro p a sso d o e sta d o ina nima d o a o a nima d o . É p a rtíc ula inc rive lme nte p e q ue na d e ma té ria (p o r e xe mp lo : o vírus d a fe b re a fto sa te m a p e na s 0.000.000.8 c m d e d iâ me tro ; numa únic a c é lula d e um c e nté simo d e milíme tro d e d iâ me tro c a b e ria m ma is d e 50 milhõ e s d e vírus d e p o lio mie lite ).

C o ntud o , a té o vírus sa b e "d isting uir" (me nsa g e m q uímic a q ue se ja , o q ue é a nte s c la ssific a ç ã o d o q ue uma e xp lic a ç ã o ) e ntre o a mb ie nte fa vo rá ve l o u d e sfa vo rá ve l à sua a ç ã o re p ro d uto ra .

Re a g e , inc o nsc ie nte me nte q ue se ja , à info rma ç ã o

inc o nsc ie nte me nte re c e b id a . Ma s a disc e rniu, d e a lg uma fo rma !

Em re sumo - tud o o q ue vive p o ssui a c a ra c te rístic a d e d isc e rnime nto e isto é e sse nc ia l à sua p ró p ria e xistê nc ia .

O ra , o ho me m é um se r a lta me nte p e rc e p tivo e , c e rta me nte , p e rc e b e o s se us se me lha nte s. C o mo nã o ha ve ria d e p e rc e b e r-lhe s a d ife re nç a e ntre

a a titud e fa vo rá ve l, ne utra o u fra nc a me nte d e sfa vo rá ve l a o se u

EU? E d e q ue ma ne ira , se nã o p e la p e rc e p ç ã o d a ling ua g e m d o c o rp o -

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C APÍTULO 8

Inte rme zzo 1

O ho me m é p ro g ra ma do p a ra disc e rnir, ma s o há b ito de a te nta r p a ra a s fe rra me nta s-símb o lo s, c ha ma da s p a la vra s, a fa sto u-o da p e rc e p ç ã o c o nsc ie nte to ta l ime dia ta do "a q ui e a g o ra ". - Simp a tia e a ntip a tia , uma p o ssíve l c a p a c ida de re sidua l de ste tip o de p e rc e p ç ã o .

Aviso a o le ito r: Este c a p ítulo é c urtinho p a ra le vá -lo e m b o a ve lo c ida de a o c a p ítulo se g uinte !

O HO MEM É PRO G RAMADO PARA DISC ERNIR

Nã o se rá líc ito sup o r q ue um fe nô me no c o nsta nte tã o a ntig o c o mo a p ró p ria vid a te nha , ta l q ua l o c a ra c o l a ud itivo o u o s c irc uito s d e me mó ria d o c é re b ro , ta mb é m a sua p ro g ra ma ç ã o p sic o físic a ? Em o utra s p a la vra s, q ue o há b ito d e so b re vive r te nha c o nd ic io na d o o s re fle xo s q ue lhe sã o p e rtine nte s?

E q ue nã o ma is usa mo s c o nsc ie nte me nte e sta no ssa fa c uld a d e ,

simp le sme nte p o r te rmo s a d q uirid o o há b ito d o símb o lo -p a la vra

e m ve z d a p e rc e p ç ã o d ire ta ?

O silvíc o la so b re vive na ma ta p o rq ue c he ira d e lo ng e o nd e e nc o ntra rá o ria c ho p a ra b e b e r. Nó s p re c isa mo s d e um ma p a , d e b ússo la , g uia , se ta ind ic a d o ra , p a ra nã o mo rre rmo s d e se d e na me sma flo re sta !

SIMPATIA E ANTIPATIA

Nã o e sta rá a í a e xp lic a ç ã o d e p a rte d a s c a usa s d e simp a tia e a ntip a tia q ue se ntimo s d ia nte d e no va s re la ç õ e s huma na s? Q ua nd o a ling ua g e m d o c o rp o d e a lg ué m no s tra nsmite c o nflito c o m o s no sso s inte re sse s, q ue m sa b e o p e rc e b a mo s e m níve l inc o nsc ie nte d e fo rma ne g a tiva (-)? Isto , a p e sa r d a s p a la vra s c o m q ue no s p ro c ura a g ra d a r, o u o se u so rriso (+)? Se ntimo s a d e sa rmo nia (+ -)? Le mb re mo -no s d o so rriso d a q ue la g e nte ruim, d a c e na d e fa ro e ste q ue nã o no s a g ra d o u d e sa íd a !

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ine rte , nã o re sp o nd e a o no sso a p e rto d e mã o s c o m ig ua l a p e rto !

PRO NTO PARA UMA CO NCLUSÃO FINAL?

O b rig a d o , le ito r, q ue no s a c o mp a nho u a té a q ui, c a rre g a nd o p ia no , g e nte re je ita nd o b o lo , g e nte d a id a d e d a p e -

d ra , b ic ho s e b a nd id o s - a g o ra e stá na ho ra d e a p a nha rmo s o p rê mio d o s no sso s e sfo rç o s!

Ag o ra , junto s, p o d e mo s suc umb ir à te nta ç ã o d e a rrisc a rmo s

e sb o ç a r uma te o ria de Pe rc e p ç ã o Huma na !

E isto c o m p le no c o nhe c ime nto d e c a usa ! Ei-la , re sumid a e m a p e na s

4

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C APÍTULO 9

Q ua tro Princ ípio s Bá sic o s

O s q ua tro p rinc íp io s q ue p e rmitirã o a o le ito r um e nte ndime nto ma is c o mp le to da ling ua g e m do c o rp o huma no . - Ma is uma p a usa p a ra a p re nde r c o mo func io na m na p rá tic a .

- Um p rime iro e xe mp lo de do is c a na is de tra nsmissã o simultâ ne a de q ua tro me nsa g e ns. - O utro e xe mp lo , já c o m o ito c a na is.

- O utro a viso a o le ito r: O p io r já p a sso u; de p o is da s p rime iras p á g ina s de ste c a p ítulo tudo va i fic a ndo c a da ve z ma is simp le s -a liá s o le ito r no ta rá p e sso a lme nte q ue p e rc e b e r a ling ua g e m do c o rp o é b e m ma is fá c il do q ue e sc re ve r so b re e la !

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