O Corpo Fala sem Palavras

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  A d o r a m o s L e r : A d o r a m o s L e r :

O C O R P O F A L A O C O R P O F A L A P P i i e e r r r r e e W W e e l l e e R R o o l l a a n n d d T T o o m m p p a a k k o o w w

  O © ® O © ®

  B R B R

So bre o s Auto re s:

  : Do uto r e m Psic o lo g ia p e la Unive rsid a d e d e Pa ris, Pro fe sso r na

  Pie rre We il

  Unive rsid a d e d e Mina s G e ra is, Dire to r d o C e nto d e Psic o lo g ia Ap lic a d a – RJ, Esp e c ia lista e m Psic o te ra p ia d e G rup o e Psic o d ra ma e a uto r d e vá rio s livro s e d ita d o s e m d ive rso s p a íse s, inc luind o o c o nhe c id o b e st- se lle r “ Re la ç õ e s Huma na s na Fa mília e no Tra b a lho ” .

  : Pro fe sso r d e C o munic a ç õ e s d o s C urso s d e

  Ro la nd To m pa ko w

  Ad ministra ç ã o d e Emp re sa s d a Fund a ç ã o G e túlio Va rg a s – RJ, a rtista g rá fic o , té c nic o e m Info rmá tic a Visua l, jo rna lista , a sse sso r d e Info rmá tic a e m ma rke ting d e vá ria s Emp re sa s e c o o rd e na d o r d o s re g istro s d e C iné sic a d o g rup o d e Pe sq uisa s c he fia d o p e lo p ro fe sso r Pie rre We il.

  

So bre a Dig ita liza ç ã o de sta O bra :

  Esta o b ra fo i d ig ita liza d a p a ra p ro p o rc io na r d e ma ne ira to ta lme nte g ra tuita o b e ne fíc io d e sua le itura à q ue le s q ue nã o p o d e m c o mp rá -la o u à q ue le s q ue ne c e ssita m d e me io s e le trô nic o s p a ra le r. De ssa fo rma , a ve nd a d e ste e -livro o u me smo a sua tro c a p o r q ua lq ue r c o ntra p re sta ç ã o é to ta lme nte c o nd e ná ve l e m q ua lq ue r c irc unstâ nc ia . A g e ne ro sid a d e é a ma rc a d a d istrib uiç ã o , p o rta nto :

  

Distribua e ste livro livre me nte !

O Corpo Fa la se m Pa la vra s

  PELA LING UAG EM DO C O RPO , VO C Ê DIZ MUITAS C O ISAS AO S O UTRO S. E ELES TÊM MUITAS C O ISAS A DIZER PARA VO C Ê. TAMBÉM NO SSO C O RPO É ANTES DE TUDO UM C ENTRO DE INFO RMAÇ Õ ES PARA NÓ S M ESMO S. É UMA LING UAG EM Q UE NÃO MENTE, E C UJA ESTRUTURA É DEMO NSTRADA NAS PÁG INAS Q UE VO C Ê TEM AG O RA EM SUAS MÃO S. ELAS DARÃO A VO C Ê UMA NO VA DIMENSÃO NA C O MUNIC AÇ ÃO PESSO AL. HO MEM O U MULHER, JO VEM O U MADURO , C ASADO O U SO LTEIRO ,

  Q UALQ UER Q UE SEJA SUA PRO FISSÃO O U FUNÇ ÃO -ESTE LIVRO FO I ESC RITO PARA TO DO SER HUMANO .

  PO IS TO DO SER HUMANO TEM Q UE LIDAR C O NSIG O MESMO E C O M O S O UTRO S.

  

Po r que e ste Livro é "Dife re nte "?

  Po rq ue tra ta d e um a sp e c to d o c o mp o rta me nto huma no q ue

  

nã o p o de se r tra nsmitido sa tisfa to ria me nte p o r me ra s p a la vra s - a ind a

  q ue , d e p o is d e e sc rita s, fo sse m c o mp le me nta d a s p o r ilustra ç õ e s e m p a ra le lo .

  Te nta r le r o te xto se m o s d e se nho s se ria c o mo nã o o lha r p a ra a te la d o c ine ma , a p e na s o uvind o a s p a la vra s d o s a rtista s d o filme . O e nre d o se p e rd e ria . E te nta r o lha r a p e na s o s d e se nho s se ria c o nte mp la r a te la c o m o so m d e slig a d o . Junto s, fo rma m uma unid a d e d e c o munic a ç ã o inte nsa , c la ra , simp le s - e a té d ive rtid a ! Q ue e sp é c ie d e lite ra tura é isso ? Em re la ç ã o a o te ma q ue a b o rd a , e ste livro c o nstitui um ousa d o a va nç o na fro nte ira d a Info rmá tic a mo d e rna , a lia nd o a té c nic a d e tra b a lho e m g rup o à c ria tivid a d e "c o p y-a rt" p a ra o b te r uma o b ra to ta lme nte unific a d a .

  O te ma a b ra ng e a c o munic a ç ã o p sic o sso má tic a inc o nsc ie nte d o p ró p rio le ito r - e p o r isso o fa sc ina , d ive rte , d e sa fia e e sc la re c e a o me smo te mp o !

  Pa ra ta nto , fo i p re c iso unir o p sic ó lo g o a o a rtista , a mb o s e sc rito re s e e d uc a d o re s. Entã o o c o njunto (unid a d e -te xto -a rte ) d e c a d a c a p ítulo e ra p la ne ja d o e m c o mum p e lo s d o is a uto re s, e o te xto e sc rito p o r um, re fund id o p e lo o utro e e ntã o te sta d o e re e xa mina d o e m c o njunto . Este p ro c e d ime nto e ra re p e tid o a té se o b te r uma me nsa g e m se mâ ntic a una

  

c o m o s de se nho s. Este s p o r sua ve z e ra m ta mb é m tra ç a d o s e

  re tra ç a d o s ta nto p e lo Pie rre c o mo p e lo Ro la nd , a té a sua fina liza ç ã o p o r e ste último .

  Ne ste inte nso tra b a lho d e e q uip e , c o nc e ssõ e s mútua s tive ra m d e se r fe ita s. O a rtista te ve d e d isc ip lina r a té c e rto p o nto o se u e stilo ve rb a l jo c o so , o q ue ne m se mp re c o nse g uiu. O c ie ntista p o r sua ve z te ve , muito a c o ntra g o sto , d e a rrisc a r o se u b o m c o nc e ito junto a se us c o le g a s.

  Ma s c o mo o mo stra Mc Luha n, a ve lha d id á tic a " e x-c a the d ra " c e d e u lug a r à c o munic a ç ã o d ire ta d a re a lid a d e . Q ue e sta rá d ia nte d o s

Prime ira Pa rte : PRINCÍPIO S

  

C APÍTULO 1

Convite a um Pa sse io

Ante s de ma is na da , fo lhe ie um p o uc o e ste livro ! — Vo c ê va i

p a sse a r de b a lã o o u de dirig íve l. - É ma is fá c il usa r o a lfa b e to do q ue

de sc o b ri-lo . - Vo c ê c o nhe c e rá trê s a nima is q ue vã o fa ze r p a rte do se u

vo c a b ulá rio de c a da dia !

  Alg ué m à sua fre nte c ruza o u d e sc ruza o s b ra ç o s, mud a a p o siç ã o d o p é e sq ue rd o o u vira a s p a lma s d a s mã o s p a ra c ima . Tud o isso sã o g e sto s inc o nsc ie nte s e q ue , p o r isso me smo , se re la c io na m c o m o q ue se p a ssa no íntimo d a s p e sso a s.

  Q ue r sa b e r o q ue sig nific a m? Pro nto ? Entã o vo c ê p o d e c o me ç a r a le itura .

  Vo c ê no to u d ua s c o isa s: q ue há uma p o rç ã o d e d e se nho s e m e stilo a le g re , e q ue o te xto à s ve ze s te m tre c ho s e m le tra s ma io re s, à s

  1. Se q uise r, vo c ê p o d e a p re c ia r o te xto p o r a lto , numa le itura d e p a ssa te mp o . Ba sta le r a p e na s o te xto e m le tra ma io r, c o mo a c ima , sa lta nd o o s p a rá g ra fo s c o mo e ste (Ve rific a rá c o mo , d e p o is d a última p a la vra e m le tra ma io r - ne ste e xe mp lo , fo i a p a la vra "p a ssa te mp o " - se mp re se rá p o ssíve l c o ntinua r o fluxo d a s id é ia s, re inic ia nd o se m p a usa a le itura no tre c ho se g uinte e m le tra ma io r).

  E vo c ê p o d e rá e nte nd e r a s ilustra ç õ e s se m se p re o c up a r d e fa ze r d isso um e stud o , e nq ua nto nó s, o s a uto re s, le va re mo s vo c ê a p a sse io p o r no va s e fa sc ina nte s no ç õ e s d o c o mp o rta me nto huma no .

  Me smo le nd o a ssim, vo c ê va i se surp re e nd e r c o m a q ua ntid a d e d e g e sto s q ue c o nse g uirá d e c ifra r no fim d a le itura .

  2. Vo c ê p o d e le r p a ra a p re nde r e m ve z d e a p e na s c o nhe c e r.

  Ta lve z vo c ê p e nse q ue e ssa a p re nd iza g e m um ta nto a é re a se ja d ifíc il o u tra b a lho sa . Entã o c a b e a p e rg unta :

  VO C Ê SABE ANDAR DE BIC IC LETA? No p rinc íp io , vo c ê te ve (o u te rá ) a imp re ssã o q ue nã o é fá c il tra nsfo rma r o s se us re fle xo s, c o nd ic io na d o s a o s se us há b ito s d e p e d e stre , na s re a ç õ e s inc o nsc ie nte s d o c ic lista . Ma s, p a ra a p re nd e r a c o o rd e na r a lg uns d o s mo vime nto s b á sic o s, e xiste o tric ic lo . Ne le vo c ê nã o te m p ro b le ma d e e q uilib ra r-se .

  O e q uilíb rio p o d e se r a p re nd id o numa p a tine te , se m te r q ue a p re nd e r a p e d a la r. E vo c ê d e c e rto nã o fa z q ue stã o d e se r lo g o c ic lista ac ro -b á tic o d e c irc o ; b a sta -lhe o p ra ze r d e sa b e r p e d a la r a le g re me nte p e lo p a rq ue . Da í e m d ia nte , se u d e se mb a ra ç o a ume nta rá se m vo c ê se ntir, c o m a p rá tic a .

  Po is b e m, a b so rve r no ssa ma té ria se rá se me lha nte a isso , c o m uma d ife re nç a imp o rta nte : vo c ê nã o va i se ntir c a nsa ç o - ne m físic o inte re sse q ue se ntir p e lo a ssunto .

  C O MO FO I Q UE APRENDEMO S A LER?

  Ho uve q ue m a p re nd e sse o va lo r d a s le tra s d o a lfa b e to , ma s nã o a s d e c o ro u to d a s d e uma só ve z; à me d id a q ue fo i c o nhe c e nd o a s p rime ira s le tra s, fixo u o se u va lo r na me nte p o r me io d a s c urta s p a la vra s b e m simp le s d a c a rtilha .

  De p o is, nã o p re c iso u ma is d e la . Re c o nhe c e u, d e p ro nto , o s fo - ne ma s já se us c o nhe c id o s, ma s a rruma d o s e m o rd e m d ife re nte na s no va s p a la vra s. Assim, sa b e nd o q ue "b o " e "c a ", ne sta o rd e m, sig nific a "b o -c a ", d e sc o b riu q ue , tro c a d a a p o siç ã o d a s d ua s síla b a s, o c o njunto "c a " e "b o " sig nific a "c a -b o ". Ne sta fa se , já e ntro u o "mé to d o g lo b a l" d e le itura , ho je usa d o e m to d a p a rte .

  É o mé to d o se g uid o ne ste livro . Ba sta q ue a s p rime ira s "p a la vra s" se ja m simp le s, e a s sua s "le tra s" p o uc a s e c la ra s. O sig nific a d o d e sta s p rime ira s "p a la vra s" p o uc o imp o rta , ne m inte re ssa se sã o a p re nd id a s, p o r e xe mp lo , e m o rd e m a lfa b é tic a . Sã o , a c ima d e tud o , me ro ma te ria l d id á tic o , e mb o ra c o nstitua m, d e c e rto , uma e sp é c ie d e vo c a b ulá rio p a ra o p rinc ip ia nte . Ma s, à m e d id a q ue o le ito r a va nç a r na le itura , p e rc e b e rá o q ue o c o rp o fa la p e lo me smo "mé to d o g lo b a l".

  DIC IO NÁRIO SERVE?

  Um "DIC IO NÁRIO TO TAL", a ind a q ue fo sse e xe q üíve l, d ific ilme nte b a sta ria p a ra vo c ê a p re nd e r a "le r" a s a titud e s c o rp o ra is. Se ria c o mo se , e m ve z d a c a rtilha , usá sse mo s uma c o le ç ã o c o mp le ta d e to d a s a s a ssina tura s e m c he q ue s e xiste nte s no s Ba nc o s d o

  Pa ís, e o b rig á sse mo s uma c ria nç a a a p re nd e r a le r c o m a q uilo . Pa ra c o me ç a r, e m q ue o rd e m c la ssific a r a q ue la mo nta nha d e risc o s ma is o u me no s e ma ra nha d o s?

  VAI SER MAIS FÁC IL DO Q UE VO C Ê PENSA!

  Aind a ma is d ifíc il q ue e sta ima g iná ria a tivid a d e c o m "c he q ue s

  Bird whiste ll e stima e m 2.500 a 5.000 - e à s ve ze s a té 10.000 "b its" (unid a d e s simp le s) - o núme ro d e sina is info rma tivo s q ue flue m, PO R SEG UNDO , e ntre d ua s p e sso a s. Isto , e vid e nte me nte , inc lui to d a s a s mud a nç a s q ue p o ssa m, e m g ra u mínimo , se r d isc e rnid a s p o r a p a re lho s re g istra d o re s d e a lte ra ç õ e s na s fa ixa s p e rc e b id a s c o mo so m, ima g e m, te mp e ra tura , ta to , o d o r c o rp o ra l e tc .

  Ma s nã o é o no sso c a so , p o d e fic a r tra nq üilo . Sa b e r o sig nific a d o d o s g e sto s e a titud e s d o Ho me m (a no va C iê nc ia d a C INÉSIC A) é b a sic a me nte simp le s.

  Ma s nã o é fá c il c he g a r a té e ssa b a se , ta l a q ua ntid a d e d e " a ssina tura s" q ue lhe e sc o nd e m o se u " a lfa b e to ". Pre c isa mo s ir d e va g a r. Entã o p o r q ue nã o d ive rtirmo -no s ne sta c a minha d a ? Ela no s d a rá uma e sp lê nd id a o p o rtunid a d e d e e nte nd e r me lho r a to d o mund o .

  O DESAFIO AO S TRÊS ANIMAIS

  A se g uir va mo s c o nhe c e r o sig nific a d o d e um símb o lo a ntiq üíssimo q ue o le ito r nunc a ma is e sq ue c e rá .

  E trê s b ic ho s d e e stima ç ã o q ue p ro va ve lme nte vã o fa ze r p a rte d o no sso vo c a b ulá rio p a ra o re sto d a vid a . Va mo s d e sa fiá -lo s no c a p ítulo se g uinte .

  

C APÍTULO 2

O s Sím bo lo s

Símb o lo s, fe rra me nta s da me nte . - Um símb o lo a ntig o dá -no s a

e strutura psic o sso má tic a do ho me m e da ling ua g e m do no sso c o rp o . -

  

Va mo s c o nhe c e r o b o i o fe re c e ndo -lhe um p ra to de b o lo . - O le ã o q ue

e stufa e e nc o lhe . - A á g uia de mo to c ic le ta . Prime iro c o nta c to do

le ito r c o m a e vidê nc ia de um c o nflito e ntre dua s e xp re ssõ e s c o rp o ra is

simultâ ne a s, ma s o p o sta s!

  O REALCE DAS PARTES DO CO RPO

  De sd e te mp o s ime mo ria is, usa mo s símb o lo s - me nsa g e ns sinté tic a s d e sig nific a d o c o nve nc io na l. Sã o c o mo fe rra me nta s e sp e c ia liza d a s q ue a inte lig ê nc ia huma na c ria e p ro c ura p a d ro niza r p a ra fa c ilita r a sua p ró p ria ta re fa - a ime nsa e inc a nsá ve l ta re fa d e c o mp re e nd e r.

  A c a ra c te rístic a d o mina nte d o símb o lo é fug ir d a p a la vra o u fra se , e sc rita p o r e xte nso . Fra se já é g rup o d e símb o lo s (p a la vra s), p o r sua ve z ta mb é m c o mp o sta s d e símb o lo s (le tra s) d e fug a ze s vib ra ç õ e s so no ra s. E tud o isso suje ito a um c ó d ig o g ra ma tic a l d e o rig e m e mp íric a e la stra d o c o m a ine vitá ve l imp re c isã o se mâ ntic a , e sp e c ia lme nte a d e te rio ra ç ã o d o sig nific a d o p e rc e b id o a tra vé s d e g e ra ç õ e s.

  Jo hn Wa llis, c ria nd o a q ue le "o ito d e ita d o " (°°), re so lve u o p ro b le ma d a tra nsmissã o inc o nfund íve l d o c o nc e ito d o infinito . E Re nê De sc a rte s sinte tizo u a ind a ma is a já sinté tic a no ta ç ã o a lg é b ric a , e sc re ve nd o x no lug a r d e xxx - e is a lg uns e xe mp lo s re c e nte s.

  Já o uso d a s p ró p ria s le tra s se p e rd e no s p rimó rd io s d a s c iviliza ç õ e s - ma s p o d e mo s re c ua r a ind a ma is no Te mp o : Eis um p e lud o Ho me m d a s C a ve rna s p e rc e b e nd o um fruto ve rme lho , ma d uro , d e sta c a nd o -se viva me nte d a e sc ura fo lha g e m d o fund o ! O u o sa ng ue b ro ta nd o ve rme lho d e uma fe rid a ! O u o rub ro fo g o a me a ç a d o r, a la stra nd o -se no c a p inza l se c o ! Em ling ua g e m d a Te o ria a nte s q ue o g ua rd a d e trâ nsito no s p e g ue a va nç a nd o a q ue le sina l ve rme lho !

  Sim, ve m d e lo ng e , d a no ite d o s te mp o s, o sig nific a d o d e muita s c o isa s. Aq ue le c a rro d o C o rp o d e Bo mb e iro s fo i p inta d o ho je - ma s o simb o lismo d a sua p intura no s fa la uma ling ua g e m tã o a ntig a c o mo o p ró p rio fo g o . Tã o a ntig a c o mo a ling ua g e m d o s no sso s g e sto s, d a s no ssa s a titud e s e m re la ç ã o a o me io q ue , ne ste livro , te nta mo s d e c o d ific a r.

  Use mo s, e ntã o , um símb o lo : p o d e mo s c o mp a ra r o c o rp o huma no a uma e sfing e ; sim - à q ue la e sfing e d o s e g íp c io s o u d o s a ssírio s. C o mo , p o r e xe mp lo , a d e sta ilustra ç ã o (Esfing e a ssíria d e Kho rsa b a d , c ha ma d a Ke rub ).

  Um a g ra m á tic a a ntig a pa ra a m a is a ntig a ling ua g e m

  A Esfing e e ra c o mp o sta d e q ua tro p a rte s: C O RPO DE BO I TÓ RAX DE LEÃO ASAS DE ÁG UIA C ABEÇ A DE

  HO MEM O ra , e xiste uma tra d iç ã o muito a ntig a * se g und o a q ua l c a d a uma d e sta s p a rte s re p re se nta uma p a rte d o físic o d o ho me m e ta mb é m a sua c o rre sp o nd ê nc ia p sic o ló g ic a ! Esta s c o rre sp o nd ê nc ia s p sic o ló g ic a s nã o mud a ra m muito , a té na Psic o lo g ia mo d e rna . Eis o e sq ue ma d e sta tra d iç ã o :

  • Pa ra o s inte re ssa do s na funda me nta ç ã o histó ric a e c ie ntífic a :

  

c o nsulta r o livro "Esfing e , Estrutura e Misté rio do Ho me m (Pie rre We il;

Ed ito ra Vo ze s, Pe tró p o lis).

  O me smo e sq ue ma p o d e se r mo stra d o a ssim (p a ra to rna r a ma té ria e m e stud o ma is le ve e a jud a r a fixa r o p e nsa me nto d o le ito r): Este e sq ue ma p o d e se r a p lic a d o fa c ilme nte à e xp re ssã o c o rp o ra l. Va mo s, e ntã o , utiliza r o ve lho símb o lo c o mo se fo sse uma e sp é c ie d e p ro to g ra má tic a - o u, p a ra se rmo s ma is mo d e sto s - d e mini g ra má tic a d a ling ua g e m d o c o rp o .

  O Bo i, q ua nd o c o lo c a d o e m e vid ê nc ia na no ssa e xp re ssã o c o rp o ra l, te nd e a se tra d uzir p o r uma a c e ntua ç ã o d o a b d ô me n. A p e sso a a va nç a o a b dô me n; isto se e nc o ntra e m g e nte q ue g o sta d e b o a s re fe iç õ e s, q ue se se nta à vo nta d e d ia nte d e uma fa rta me sa d e ja nta r.

  No p la no se xua l te mo s o fa mo so re q ue b ra r d a s mulhe re s b ra sile ira s e ha va ia na s; é uma p ro vo c a ç ã o p a ra o s ho me ns. Este s, p o r sua ve z, e ng a nc ha m o s p o le g a re s no c into , c o m o s o utro s d e d o s a p o nta d o s p a ra o s ó rg ã o s g e nita is; é uma ma ne ira d e se o fe re c e r...

  G ra má tic a é p a ra se r usa d a . E q ue re mo s q ue o le ito r a p re nd a a le r o q ue o s c o rp o s d o s se us se me lha nte s fa la m d ia nte d o s se us o lho s. Va mo s, p o is, a o s " d e ve re s d e c a sa ". na p ró xima re uniã o so c ia l, "o b se rve o b o i"! Ha ve rá

  Exe rc íc io n. 1:

  Este s sã o c o rp o s fa la nd o c o mo se a s p a la vra s fo sse m g ra va d a s e m p la c a s d e b ro nze . Sã o d urá ve is mo nume nto s a o b o i. Fá c e is d e ma is? c o nc o rd a mo s. Ma s, se fo rmo s re a lme nte p e rsp ic a ze s, d e ntro d e p o uc o s minuto s d e sc o b rire mo s q ue o utro s c o rpo s to ma m, dura nte c e rto te mp o , a q ue la s me sma s a titud e s c o rre sp o nd e nte s à vid a instintiva e ve g e ta tiva !

  É a q ue le jo ve m ma g ro q ue (sinc e ra me nte o u nã o ) re c usa o te rc e iro p ra to (o u se rá o q ua rto ? ) e q ue , dura nte um insta nte , a va nç a o a b d ô me n, ilustra nd o o m o tivo d a re c usa - a b a rrig a sup o sta me nte re p le ta !

  Ma s, e i-lo um minuto ma is ta rd e , a b a rrig a e nc o lhid a , ma s o s p o le g a re s no c into ! É b e m c a p a z d e a c e ita r o p ra to . E a jo ve m, q ue a nte s a nd a va me io e nc o lhid a , sa i re q ue b ra nd o d ura nte uns d o is o u trê s p a sso s, a nte s d e vo lta r a o se u ritmo usua l. E a ssim a mb o s, na q ue le b re ve e nc o ntro , mo stra ra m, e m ling ua g e m d o c o rp o , o q ue se p a ssa va na e sfe ra d a sua vid a instintiva e ve g e ta tiva . e sta mo s e m p re se nç a d e uma p re p o nde râ nc ia do EU. Sã o p e sso a s va id o sa s, e g o c ê ntric a s e e xtre ma me nte na rc isista s; o u q ue na q ue le

  mo me nto q ue re m se imp o r.

  2. Ao c o ntrá rio , q ua nd o o tó ra x e stá e nc o lhido , e sta mo s e m p re se nç a d e uma p e sso a c ujo EU e stá diminuído ; sã o p e sso a s tímid a s, sub missa s, re tra íd a s o u q ue na q ue le mo me nto se se nte m d o mina d a s p e la situa ç ã o .

  3. Um tó ra x e m p o stura no rma l sig nific a um EU e q uilib ra do .

  C o mo na "liç ã o " a nte rio r, ta mb é m a q ui a s p e sso a s se situa m e ntre o s d o is e xtre mo s. Po r um la d o , o "ho me m fo rte " d o c irc o se se nte na o b rig a ç ã o p ro fissio na l d e e xib ir-se a to do mo me nto d e p e ito e stufa d o ; p o r o utro la d o , o b se rve mo s a q ue le fra nzino mo to rista p a rtic ula r d ia nte d o se u a nta g o nista d o c a minhã o q ue a c a b a d e a ma rro ta r-lhe o c a rrinho ! Te m o se u ra ro e b re ve mo me nto d e p o stura d e hip e rtro fia d o EU.

  Va mo s, p o is, a o e xe rc íc io n. 2: Pro c ure re c o nhe c e r a q ue la p o stura . C o nve rse , p o r e xe mp lo , c o m um a mig o , fa ze nd o c o m q ue e le re la te a lg uma p ro e za o u suc e sso c o nc e rne nte à sua vid a e mo c io na l e o b se rve a mo d ific a ç ã o p a ra ma io r ê nfa se d a sua re g iã o to rá c ic a . "O b se rve o Le ã o !"

  Bip o la rid a d e Vitó ria -De rro ta : p a ra um d o s mo to c ic lista s, sua má q uina é símb o lo d e p o d e r so b re o me io -a mb ie nte so c ia l; p a ra o o utro , é re je iç ã o - na d a d e se ja d a so c ie d a d e d e c o nsumo se nã o a q ue le símb o lo d e p o d e r d e fug a d a me sma . A me sma b ip o la rid a d e é a c e ntua d a e ntre o no b re b ritâ nic o q ue tro ta rumo a o so c ia lme nte inve já ve l ma ssa c re d a ra p o sa e o g a rimp e iro q ue na d a a c ho u no d e se rto . O u a d ife re nç a e ntre o ra p ^z, q ua nd o so litá rio e q ua nd o b e m a c o mp a nha d o .

  O b se rve o tó ra x, o ra c o nve xo , o ra c ô nc a vo . Va sta me nte e xa g e ra d o na c a ric a tura d id á tic a , nã o d e ixa d e to ma r e sta s me sma s p o siç õ e s, e m mo vime nto s muito ma is d isc re to s e p a ssa g e iro s, na vid a re a l.

  Po d e mo s o b se rva r ta mb é m o e sta d o e mo c io na l d a p e sso a o lha nd o a te nta me nte p a ra o se u tó ra x:

  1. Aume nto d a re sp ira ç ã o sig nific a te nsã o e fo rte e mo ç ã o .

  2. Susp iro s sã o ind ic a d o re s d e a nsie d a d e e a ng ústia .

  3. C a so a p e sso a e stive r a p e na s le ve me nte ve stid a , p o d e -se o b se rva r o p a lp ita r d o c o ra ç ã o ; o a ume nto d o ritmo c a rd ía c o é ta mb é m ind ic a d o r d e fo rte e mo ç ã o .

  A re sp ira ç ã o é c o ma nd a d a p o r um c e ntro c e re b ra l; é no rma lme nte ritma d a e c o m d e te rmina d a a mp litud e (e ntra se mp re uma me sma q ua ntid a d e d e a r, d e c a d a ve z, no s p ulmõ e s). Ma s a vo nta d e d o ind ivíd uo p o d e mo d ific a r o s se us p ró p rio s mo vime nto s re sp ira tó rio s, d e sd e a b ra d ip né ia (d iminuiç ã o ) a té a ta q uip né ia (a ume nto d e fre q üê nc ia d o s mo vime nto s). E a a mp litud e p o d e va ria r d e sup e rfic ia l a té p ro fund a (o susp iro é um c ic lo insp ira ç ã o -e xp ira ç ã o d e a mp litud e nitid a me nte ma io r q ue o s a nte c e d e nte s).

  Da í, c o nfo rme a s c irc unstâ nc ia s, nã o c o nvé m q ue a inte nç ã o d o o b se rva d o r se ja p e rc e b id a p e lo o b se rva d o - e le p o d e mo d ific a r d e p ro p ó sito o se u ritmo re sp ira tó rio (É um re c urso c o mume nte usa d o e m me d ic ina : o d o uto r o ste nsiva me nte to ma o p ulso d o p a c ie nte p a ra e xa me d a s b a tid a s c a rd ía c a s, ma s na re a lid a d e c o m p le ta o e xa me o lha nd o , d e so sla io , o mo vime nto to rá c ic o se m q ue o p a c ie nte o p e rc e b a ).

  O mo vime nto insp ira tó rio é a tivo . Ne le e ntra e m a ç ã o o d ia fra g ma (músc ulo c ô nc a vo q ue se p a ra o tó ra x d o a b d ô me n), o s inte rc o sta is, a s c o ste la s e c e rto s músc ulo s a b d o mina is. O mo vime nto e xp ira tó rio é p a ssivo . Te m um te mp o ma is lo ng o q ue o p rime iro , na a b d o mina l.

  A re sp ira ç ã o ma sc ulina é , e m mé d ia , d e 16 a 20 mo vime nto s c o mp le to s (insp ira ç ã o e e xp ira ç ã o ) p o r minuto . Esta no rmo p né ia é d e fre q üê nc ia ma io r na mulhe r, e a ind a ma io r na c ria nç a .

  C uid a d o , p o is, p a ra nã o fa ze r inte rp re ta ç õ e s p re c ip ita d a s. Exe mp lo : Alg ué m p a ssa um lo ng o p e río d o d e b ruç a d o so b re p a p e la d a numa e sc riva ninha b a ixa . Ei-lo , p e rio d ic a me nte , c o mo q ue susp ira nd o .

  Nã o e stá e sc re ve nd o c o isa s triste s: é a p e na s c a rb o xie mo g lo b ina e m e xc e sso a c umula d a no p la sma d o se u sa ng ue . Aq ue le susp iro é c o mo uma vá lvua d a p a ne la d e p re ssã o c hia nd o ; só q ue , e m ve z d e va p o r, é g á s c a rb ô nic o . re p re se nta d a p e la c a b e ç a , no s ind ic a o e sta d o d e

  A Ág uia , c o ntro le d o c o rp o p e la me nte .

  1. C a b e ç a e rg uid a sig nific a hip e rtro fia d o c o ntro le me nta l.

  2. Ao c o ntrá rio , c a b e ç a b a ixa sig nific a q ue o ind ivíd uo é c o ntro la d o p e lo s e stímulo s e xte rno s.

  3. C a b e ç a e m p o siç ã o no rma l ind ic a um c o ntro le no rma l d a me nte .

  Re e xa mine o le ito r a ilustra ç ã o d o s d o is mo to c ic lista s - a p o siç ã o d a c a b e ç a d iz a me sma c o isa q ue a d o tó ra x, re fo rç a nd o ha rmo nic a me nte a me nsa g e m d o c o rp o .

  O e xe rc íc io n. 3 é , p o rta nto , ó b vio . Nó s, o c id e nta is, e sta mo s infinita me nte ma is ha b itua d o s a o b se rva r e xp re ssõ e s na c a b e ç a d o q ue no re sta nte d o c o rp o d a s p e sso a s.

  No sso re tra to , no s d o c ume nto s q ue no s id e ntific a m, nã o inc lui o c o rp o , e a d e sc riç ã o p o r e sc rito te nta d e finir-no s p o r d e ta lhe s fa c ia is - nã o c ita , ja ma is, o ta ma nho d o no sso p é o u (a ind a b e m, e m ta nto s O rie nte p e rc e b e ma is a ling ua g e m d o c o rp o d o q ue nó s, inte g ra nd o e m G e sta lt o q ue nó s, ne ste e stud o , b usc a mo s re c o nstruir d e fra g me nto s d e Esfing e .

  Ma s vo lte mo s, mo d e sta me nte , a o e xe rc íc io d a "á g uia ". Po r e xe mp lo : na s mo e d a s d a s c ultura s o c id e nta is d e to d o s o s te mp o s e nc o ntra re mo s ma is ma te ria l d id á tic o p a ra no s tre ina r a o b se rva ç ã o e mb o ta d a : o s p e rfis d o s mo na rc a s nunc a e stã o c a b isb a ixo s; a sua a titud e é d e mo stra r q ue e nxe rg a m lo ng e , d o mina nd o o futuro !

  O b se rve se mp re a a titud e d a c a b e ç a , se q uise r p e rc e b e r a inte nsid a d e d o d o mínio inte le c tua l e e sp iritua l d a q ue la me nte , na q ue le

  insta nte , a p ro va nd o o u re je ita nd o a s e mo ç õ e s e instinto s d o se u c o rp o .

  O lhe mo s d e no vo e sta ilustra ç ã o q ue e stud a mo s a o " o b se rva r o b o i", isto é , a p a rte re fe re nte à vid a instintiva e ve g e ta tiva . Ha vía mo s no ta d o o re a lc e d a p a rte a b d o mina l, d ize nd o d a a p ro va ç ã o , na q ue la e sfe ra , d a a lime nta ç ã o . A "á g uia " d iz a me sma c o isa ; a c a b e ç a so rrid e nte e a te nta a va nç a e m d ire ç ã o a o p ra to . A me nte , p o rta nto , a p ro va ta mb é m, e m p rinc íp io , a o fe re nd a e e d uc a d a me nte ma nd a a p e na s b ra ç o s e mã o s e xe rc e r o g e sto d e re c usa "d e c a so p e nsa d o ".

  É a ima g e m p e rfe ita d e um d ile ma . Va mo s, no s d e se nho s se g uinte s, e limina r e ssa c o ntra d iç ã o e o b te r d ua s c o nc o rd â nc ia s to ta is e ntre o s c o mp o ne nte s d a me nsa g e m to ta l.

  Ba sta mo d ific a r b ra ç o s O u e ntã o a "á g uia " e mã o s se m me xe r no mo stra rá d e sa p ro va ç ã o na re sto : c a b e ç a , me mb ro s

  á g uia " a p ro va e m p rinc íp io , ma s d isc o rd a na p rá tic a ; d o mina o "b o i", num c o nflito muito c o mum d e se o b se rva r. E d e mo nstra mo s, no s último s d e se nho s, a s d ua s so luç õ e s b ip o la rme nte o p o sta s - a c e ita ç ã o o u re je iç ã o - ma s a mb a s a g o ra se m c o ntra d iç ã o e ntre o s c a mp o s p sic o ló g ic o s e m jo g o ! *

  O le ito r, a e sta a ltura , já e stá a ssusta d o . Pe rc e b e q ue lid a mo s, p o ssive lme nte , c o m um a lfa b e to d e c o mp o ne nte s b á sic o s simp le s, ma s c o m um núme ro infinito d e p e rmuta s e c o mb ina ç õ e s, d a d a s a s ig ua lme nte infinita s va ria ç õ e s d e inte nsid a d e d e infinita s e xp re ssõ e s c o rp o ra is q ue , p o r sua ve z, p o d e m se r c o nc o rd a nte s o u a nta g ô nic a s e va ria r no te mp o , e ntre o fug a z e o c o nsta nte .

  Le mb re -se p o ré m q ue nó s, e stud a nte s, so mo s fe ito s d a me sma

  ma té ria q ue a ma té ria so b e studo !

  Entã o , p o r q ue nã o e nte nd e r-no s a nó s me smo s? Use mo s a c a b e ç a ! Uma b o a ma ne ira d e usa rmo s a c a b e ç a e stá so b o título se g uinte , o u se ja : Uma p a usa p a ra o le ito r.

  

C APÍTULO 3

Pe rc e be r e m ve z de O lha r

Uma p a usa p a ra o le ito r. - Nã o só o la tim é líng ua mo rta ; a

ling ua g e m do c o rp o ta mb é m, se a p e na s e studa da e m livro . - C o nvite

p a ra fe c ha r e sta s p á g ina s e o lha r se a s b o lsa s e stã o no s c o lo s da s

mulhe re s. - Erra r p o uc o imp o rta ; o imp o rta nte é vo c ê se ha b itua r a

p e rc e b e r e m ve z de a p e na s o lha r!

  UMA PAUSA PARA O LEITO R

  C o mo to d a g e nte , nó s - Pie rre e Ro la nd - se ntimo s à s ve ze s sa ud a d e d o s no sso s te mp o s d e infâ nc ia . Me no s d a q ue la s ho ra s d e to rtura le nta , c ha ma d a a ula s d e la tim.

  Ho je d o mina mo s (b e m, ra zo a ve lme nte o u ma is o u me no s; d e p e nd e ) o ing lê s, a le mã o , fra nc ê s e p o rtug uê s, o q ue p o r sua ve z p e rmite a rrisc a r o e sp a nho l e a d ivinha r p a rc ia lme nte o se ntid o d e um p a rá g ra fo simp le s e m ita lia no , o u a té me smo uma le g e nd a d e fo to g ra fia e m ho la nd ê s. Ma s nã o no s p e ç a m p a ra d e c ifra r uma insc riç ã o la tina !

  Eis a ra zã o : Ja ma is tive mo s o p ra ze r d e o uvir a lg ué m a no sso la d o re c la ma r

  

e m la tim a c e rve ja q ue o g a rç o m e sq ue c e ra de lhe tra ze r! Po rq ue , se

  a ssim fo sse , ta mb é m o b se rva ría mo s o g a rç o m tra ze nd o a c e rve ja . E a ssim d a ria p a ra d e d uzir o sig nific a d o d a q ue la me nsa g e m ve rb a l (Q ua nto à visua l, ta l c o mo re p re se nta d a no d e se nho a c ima , a té g a rç o m q ue nã o sa b e la tim d á p a ra p e rc e b e r a lg uma c o isa !) Esta ría mo s a b so rve nd o d o a mb ie nte a p re se nç a viva d e ma is uma líng ua e m ve z d e te nta r re ssusc itá -la d e túmulo s fe ito s d e p a p e l e tinta .

  Ning ué m c o nse g ue a p e rc e p ç ã o flue nte d e uma líng ua se a p e na s a e stud a e m livro s. Me smo e m se tra ta nd o d a únic a líng ua

  O b se rve mo s: no d e se nho à e sq ue rd a e la a ind a e stá c o m a b o lsa no c o lo . Sua a titud e físic a d iz: Aind a nã o e sto u à vo nta d e ! No d e se nho se g uinte , já la rg o u a b o lsa no so fá . C o m isto d iz: já a d q uiri c o nfia nç a no a mb ie nte ; já e sto u me se ntind o à vo nta d e !

  (Pa usa . Ap la uso s. O s a uto re s sã o viva me nte c ump rime nta d o s p e lo le ito r.) Fa ç a , e ntã o , o le ito r uma p a usa na le itura . To rne a fo lhe a r, p o r um o u d o is minuto s, a s p á g ina s a nte rio re s. Isto o a jud a rá a fixa r ma is c o nsc ie nte me nte o q ue a b so rve u; a s q ua tro p a rte s d a e sfing e . (E q ue no s p e rd o e o uso d e tã o a rc a ic o símb o lo , ma s c o mo mé to d o mne mô nic o a ind a func io na me lho r q ue d ize r to d a ho ra : Vid a Instintiva e Ve g e ta tiva , Vid a Me nta l, o u C o nsc iê nc ia e Do mínio e tc . - nã o a c ha m? )

  De p o is p o nha e m p rá tic a o q ue a p re nd e u! Fa ç a o q ue nó s fize mo s. O b se rve . À sua vo lta , a ling ua g e m mud a d a s a titud e s c o rp o ra is p ro sse g ue , c o nsta nte me nte , c o m to d a a e lo q üê nc ia d a p ró p ria Vid a q ue fa la d a s sua s re la ç õ e s huma na s. Mais a d ia nte , e nc o ntra rá p o rme no re s, ma s o imp o rta nte é , a g o ra , a c o stuma r-se a o b se rva r.

  Pro c ure c la ssific a r d e ntro d o e sq ue ma b á sic o a p re se nta d o o q ue se p a ssa à sua vo lta ! Tra te d e d e c ifra r a s sua s e sfing e s e d ivirta -se ! Uma a d ve rtê nc ia : Vo c ê va i e rra r! Voc ê d e sc o b re lo g o d e iníc io d ua s p e sso a s, se nta d a s uma d ia nte d a o utra , numa re uniã o so c ia l. Estã o d e sc o ntra íd a s, me rg ulha d a s e m c o nve rsa mutua me nte a tra e nte . Instintiva me nte c ruza m e d e sc ruza m p e rna s, to ma m d ive rsa s p o siç õ e s d e b ra ç o s e tó ra x, uma p ra tic a m e nte imita nd o a o utra . Isto se m d úvid a é sina l d e simp a tia e ntre a mb a s. E te m ma is, q ue m p rime iro mo d ific a r a p o siç ã o (lo g o a se g uir imita d a p e la o utra ) é o líd e r mo me ntâ ne o d a c o nve rsa .

  Entã o vo c ê , surp re so e e ntusia sma d o p e la fa c ilid a d e inic ia l c o m q ue p a ssa a p e rc e b e r e ste s fe nô me no s, va i e rra r! Ac o nte c e u c o m o Ro la nd , num c o q ue te l muito c o nc o rrid o d e d ire ç ã o , fing ind o nã o p e rc e b e r o p e q ue no inc id e nte .

  Ho me m d e sinte re ssa d o na q ue la jo ve m a p o nto d e se r g ro sse iro ! Eg o c ê ntric o ! Ma l-e d uc a d o !

  Be m, na ve rd a d e ho uve o se g uinte : e le c he g o u a murmura r e ntre d e nte s p a ra a jo ve m (q ue e ra a se nho ra d e le ) a p a la vra " c a lç a s", a nte s d e a g ir d a q ue la ma ne ira . Po rq ue e sta va e stre a nd o um p a r d a q ue la s c a lç a s mo d e rna s a p e rta d a s; a mb o s já ha via m p e rc e b id o uns e sta lo s e m c e rta s c o stura s e stra té g ic a s e simp le sme nte e ra p o r d e ma is a rrisc a d o a b a ixa r-se !

  Erra r é na tura l; é e rra nd o q ue se a p re nd e . Vo c ê e stá e m te rra e stra nha ; se u vo c a b ulá rio é re strito ; se us (e no sso s!) c o nhe c ime nto s d a e strutura d a q ue la ling ua g e m sã o a ind a p o uc o s. A re g ra é : USE o q ue vo c ê sa b e e nã o se p re o c up e c o m a p e rfe iç ã o imp o ssíve l!

  Vo c ê só nã o p o d e se a rvo ra r e m p ro fe sso r d a q ue la líng ua a ind a e stra nha . Ma s p ra tiq ue a le g re me nte q ue o re sulta do é c e rto ! Vo c ê já sa b e , p e lo me no s, q ue nã o c o nvé m te nta r, d ig a mo s, ve nd e r um se g uro p a ra a q ue la se nho ra e nq ua nto e la nã o la rg a r a b o lsa d o c o lo !

  

C APITULO 4

Aná lise de um So rriso

A c a b e ç a . - A ime nsa imp o rtâ nc ia da re g iã o o c ula r. - Ava nç a mo s

muito na no ssa c a p a c ida de de a ná lise : Já so ma mo s e sub tra ímo s

p o rme no re s simp le s p a ra disting uir e ntre trê s so rriso s de sa g ra dá ve is. -

C inc o a ze ro é o e sc o re do so rriso q ue nã o e nc o ntro u o p o siç ã o no se u

p ró p rio ro sto .

  ANÁLISE DE UM SO RRISO

  Entã o , d e vo lta à s no ssa s p á g ina s? Esp e ra mo s sinc e ra me nte q ue te nha a p ro ve ita d o b e m a p a usa tre ina nd o a sua a c uid a d e d e o b se rva d o r. Nã o se p re o c up e se p o uc o e nte nde u d o q ue p e rc e b e u; o imp o rta nte fo i p e rc e b e r c o nsc ie nte me nte o q ue a nte s se us o lho s a p e na s e nvia va m a o se u a rq uivo me nta l, se m c ó p ia p a ra o De p a rta me nto d e Pe sq uisa q ue vo c ê te m no se u inte rio r "á g uia ".

  Vo c ê p e rc e b e u a titud e s d o c o rp o inte iro e c e rta me nte nã o d e ixo u d e o b se rva r a s e xp re ssõ e s d o s ro sto s. Re to me mo s e ntã o o no sso a le g re e stud o .

  Na p ró p ria c a b e ç a te mo s re p re se nta d o s o s trê s a nima is: O b o i, re p re se nta d o p e la b o c a p o r o nd e e ntra m o s a lime nto s. O le ã o , re p re se nta d o p e lo na riz o nd e e ntra o o xig ê nio o s

  pa ra p ulmõ e s.

  A á g uia , re p re se nta d a p e lo s o lho s q ue sã o o e sp e lho d a me nte . A re g iã o o c ula r é d e ime nsa imp o rtâ nc ia e xp re ssiva ; re ve la , c o mo to d o s sa b e m, a a titud e d a me nte . Q ue m nã o é c a p a z d e fa ze r uma lista ma is o u me no s ne ste s te rmo s?

  So b ra nc e lha s a b a ixa d a s: c o nc e ntra ç ã o , re fle xã o , se rie d a d e ; So b ra nc e lha s le va nta d a s: surp re sa , e sp a nto , a le g ria ;

  O lho s b rilha nte s: e ntusia smo , a le g ria ; O lho s b a ç o s: d e sâ nimo , triste za . O u e ntã o a lg o p a re c id o c o m isto q ua nto a o s lá b io s: Arq ue a d o s p a ra c ima : p ra ze r, a le g ria , sa tisfa ç ã o ; Arq ue a d o s p a ra b a ixo : d e sp ra ze r, triste za , insa tisfa ç ã o ; Em b ic o : d úvid a , c o ntra rie d a d e , ra iva .

  Po is b e m, é e xa ta me nte o q ue q ue re mo s tra nsmitir a o le ito r: só c o m lista s d e p a la vra s q ua se na d a e sc la re c e mo s! A a b und â nc ia d e e xp re ssõ e s p o ssíve is a q ua lq ue r ro sto fa z-no s so rrir d a s p o b re s c o mb ina ç õ e s c o nve nc io na is d e me ro s vinte e p o uc o s c a ra c te re s tip o g rá fic o s.

  VAMO S SO RRIR?

  So rrir, c o mo ? C e rta me nte nã o d e ste d e se nho ; o q ue a li e stá a c o nte c e nd o é ma ld a d e ! No e nta nto to d o s ne le e stã o so rrind o , to d o s tê m o s c a nto s d a b o c a e m c urva a sc e nd e nte !

  Ana lise mo s. Q ua l é a c a ra c te rístic a p rinc ip a l d a um so rriso , a sua no ta d o mina nte ? C a nto s d a b o c a p a ra c ima ? Muito b e m; e ntã o va mo s ma rc a r e sse p o rme no r c o m um sina l p o sitivo (+). Ma s va mo s ma rc a r ta mb é m a s o utra s c a ra c te rístic a s. Usa re mo s o me smo sina l (+), q ua nd o e stive re m e m ha rmo nia c o m a d o mina nte . E ma rc a re mo s a s d isc o rd a nte s c o m um sina l ne g a tivo (-).

  A. C a nto c urva p a ra c ima : b a sic a me nte um so rriso .

  B. C o sta s e nc urva d a s; c a b e ç a e nc o lhid a e ntre o mb ro s: a titud e d e a nima l à e sp re ita d e inimig o ; a g re ssivid a d e . C . Músc ulo o rb ic ula r d a s p á lp e b ra s c o ntra íd o : o b se rva ç ã o a g ud a , firme .

  D. Lá b io s c o mp rimid o s: p ro p ó sito firme .

  E. Q ue ixo a p o ia d o na s mã o s: e sp e ra firme , p a c ie nte , d e sa fia d o ra .

  Re sulta do : 4 ne g a tivo s X 1 po sitivo , ne ste so rriso - m a lda de .

  A. Me io so rriso unila te ra l.

  B. Diste nsã o d o músc ulo o rb ic ula r ma is c o ntra ç ã o d o fro nta l: surp re sa ma is d e sa p ro va ç ã o . C . Músc ulo s e le va d o re s d o lá b io sup e rio r, zig o má tic o s, b uc ina d o r e risó rius e m c o ntra ç ã o : a ma rg ura ; d e um só la d o : a ma rg ura te mp e ra d a c o m se nso d e futilid a d e .

  Re sulta do : 2,5 ne g a tivo s X 0,5 po sitivo , ne ste so rriso - re sig na ç ã o .

  A. C a nto c urvo d o so rriso b á sic o .

  B. Tó ra x sa lie nta d o : o rg ulho , sup e rio rid a d e . C . Ma xila r infe rio r sa lie nta d o : d e sa p ro va ç ã o , p o r se r c o mb ina d o c o m

  E. O rb ic ula r c o ntra íd o c o m b ina nd o c o m :

  F: Fro nta l c o ntra íd o p a ra c ima : c e nsura G . Tro nc o inc lina d o p a ra trá s: d e sa p ro va ç ã o .

  Re sulta do : 6 ne g a tivo s X 1 po sitivo , ne ste so rriso - de spre zo .

  Puxa ! Nã o e nc o ntra mo s uma únic a ha rmo nia p a ra a d o mina nte so rriso -b á sic o ! Há um to ta l g e ra l d e 12,5 sina is ne g a tivo s d isc o rd a nd o d e a p e na s 2,5 sina is p o sitivo s d o te ma d o mina nte "so rriso ".

  A e sta a ltura , se ria muito útil a o le ito r to rna r a le r e sta a ná lise . Re c o nhe c e mo s q ue é muita ma te má tic a e m se g uid a ; fa ç a o utra p a usa , fe c he o livro e d ê uma vo lta lá fo ra se nã o e stive r c ho ve nd o .

  Ma s, a o re c o me ç a r a le itura , no sso p e d id o c o ntinua d e p é .

  To me mo s o me smo ro sto e o me smo so rriso bá sic o . Co m a

c a be ç a me lho r po sic io na da , o o lha r c la ro , o s lá bio s a be rto s e a mã o

nã o ma is no que ixo e , sim, o fe re c e ndo uma bo a g o rje ta ; e e sta mo s

c o m 5 po sitivo s X 0 ne g a tivo s!

  Q ue r c o mp re e nd e r isto a ind a ma is c la ra me nte ? Entã o to me um p e d a ç o d e p a p e l d e se d a , p a p e l " ve g e ta l" o u q ua lq ue r o utro b e m tra nsp a re nte . C o m um lá p is, d e c a lq ue a p e na s a c a b e ç a d o d e se nho a c ima .

  A se g uir, vo lte p a ra a p á g ina 51 e p o nha se u d e se nho p o r c ima d o so rriso -ma ld a d e . Ac e rte a p o siç ã o p e lo na riz e c a nto d a b o c a ,

  e vo c ê no ta rá me lho r o q ue fo i d ito a c ima .

  Ap ro ve ite p a ra d e c a lc a r ta mb é m o d e se nho d o so rriso -ma ld a d e imp re sso na p á g ina 51, e use a me sma té c nic a d e e stud o c o mp a ra tivo p o r sup e rp o siç ã o , c o lo c a nd o e ste no vo d e c a lq ue so b re o d e se nho d o so rriso b o m, a o a lto d e sta p á g ina .

  

C APÍTULO 5

Ha rm o nia e De sa rm o nia

O nde e ntra um b re ve e studo p a ra p ia no , a do is de do s só . - O

le ito r já p e rc e b e u a ma t e má tic a da disc o rdâ nc ia do so rriso ; a do p ia no

  

é de o ito ve rsus no ve ! - O ho me m e stá p sic o fisio lo g ic a me nte "a fina do "

p a ra se ntir isso na músic a ; p o r q ue nã o na ling ua g e m do c o rp o ?

  Até a q ui no s va le mo s d o s no sso s o lho s p a ra e xa mina r a ma té ria so b e stud o . Use mo s a g o ra o o uvid o e m trê s simp le s e xp e riê nc ia s c o m um te c la d o so no ro .

  Lá no fund o d o no sso o uvid o te m o c a ra c o l a ud itivo . Sua e strutura é ta l q ua l a d e um p ia no , ma s inc rive lme nte minia turiza d o e e nro la d o e m e sp ira l. O nd e no sso p ia no o ste nta uma s vinte d úzia s d e c o rd a s, no sso c a ra c o l te m c e rc a d e 24.000. É tã o me no r q ue a te nsã o d a s c o rd a s d e um p ia no c o mum te ria d e se r a fro uxa d a numa p ro p o rç ã o d e 1 p a ra 100.000.000, se o usá sse mo s p ro d uzir um c a ra c o l a ud itivo a rtific ia l p a ra tra nsp la nte c irúrg ic o e m sé c ulo s futuro s.

  Sua s c o rd a s ma is fina s, p a ra a p e rc e p ç ã o d o s so ns ma is a g ud o s, sã o ma is c urta s (c o isa d e um vig é simo d e milíme tro ) d o q ue a s ma is e sp e ssa s, p a ra o s g ra ve s, q ue a lc a nç a m c e rc a d e me io milíme tro .

  Assim a s p rime ira s p o d e m c a p ta r vib ra ç õ e s na fre q üê nc ia d e 20.000 ve ze s p o r se g und o ; à me d id a q ue a va nç a mo s c a ra c o l a d e ntro , e nc o ntra mo s c o rd a s c a d a ve z ma is lo ng a s, a té c he g a r à s q ue e stã o a fina d a s p a ra so ns g ra ve s d e 16 c ic lo s p o r se g und o . Isto re p re se nta uma a mp litud e d e uma s 12 o ita va s (um p ia no d e c o nc e rto te m a p e na s d e 7 a 7 e me ia o ita va s).

  Ho je e m d ia já é me no s usua l te r p ia no e m c a sa . Ma s te m no c lub e , o u na s lo ja s music a is; e o le ito r nã o p re c isa sa b e r to c a r p ia no p a ra fa ze r a s e xp e riê nc ia s q ue p a ssa mo s a d e sc re ve r:

  Prime iro , lo c a lize a te c la dó . É fá c il d e a c ha r; b e m no me io d o inc luind o na c o nta g e m a q ue to c o u). Eis o se g uinte , ma is a g ud o .

  To q ue -o .

  Vib ra rá 522 ve ze s p o r se g und o . Ag o ra a p rime ira e xp e riê nc ia : To q ue a s d ua s te c la s d e sc rita s, a o me smo te mp o ! Vo c ê a c a b a d e o b te r um a c o rd e p e rfe ito : um so m muito p uro e a g ra d á ve l. Ma s re p a re no a sp e c to ma te má tic o : 522 é o do b ro e xa to de

  261!

  Va mo s à se g und a e xp e riê nc ia :

  2 To q ue , simulta ne a me nte , o e o m i (o mi é a 3 te c la à d ire ita , c o nta nd o o d ó c o mo p rime ira ).

  É o utro a c o rd e a g ra d á ve l! Q ua l a p ro p o rç ã o ma te má tic a ? As vib ra ç õ e s a g o ra sã o 261 e

  328.88, o u se ja , na p ro p o rç ã o d e 4 p a ra 5! re p re se nta o le ito r d e p o is d a se g und a e xp e riê nc ia ; a c a b a d e d e sc o b rir q ue d á p a ra p ia nista e o e xp re ssa p e la ling ua g e m d a sua a titud e c o rp o ra l!)

  E a te rc e ira e última e xp e riê nc ia ? To q ue , a o me smo te mp o , a s d ua s te c la s a d ja c e nte s e (b a sta um d e d o só , b e m no risc o q ue d ivid e uma d a o utra ).

  Nã o g o sto u? Po is é , junto u 261 c o m 292.98 c ic lo s p o r se g und o ; d o is núme ro s na p ro p o rç ã o d e 8 p a ra 9. Junta mo s d o is so ns d isc o rd a nte s e ntre si.

  Lá d e ntro d o se u o uvid o inte rno , g rup o s mic ro sc ó p ic o s d e fib ra s d e te c id o c o njuntivo vib ra ra m e m unísso no c o m a s c o rd a s d o p ia no . A se nsa ç ã o fo i tra nsmitid a p e lo s ne rvo s p a ra o c é re b ro e vo c ê to mo u c o nhe c ime nto d e a lg o d e sa g ra d á ve l na e xp e riê nc ia núme ro 3, e nq ua nto o s so ns o uvid o s na e xp e riê nc ia núme ro 1 e na núme ro 2 c o nta ra m c o m a a p ro va ç ã o c o nsc ie nte d o se u EU. Vo c ê e sta va de

  a c o rdo c o m o s a c o rd e s!

  Ac a b a mo s d e d e mo nstra r um fa to : o se r huma no e stá fisio lo g ic a me nte "a fina d o " p a ra d isting uir e ntre ha rmo nia e d e sa rmo nia . A c iê nc ia re g istra , d e fa to , e ssa ve rd a d e p sic o fisio ló g ic a no c a mp o d a p e rc e p ç ã o huma na . Se d ua s no ta s music a is vib ra m a o me smo te mp o se m q ue sua fre q üê nc ia c o rre sp o nd a a p ro p o rç õ e s ma te má tic a s simp le s (c o mo 1:2 o u 4:5), o Ho me m re g istra e ssa vib ra ç ã o c o mo disc o rda nte !

  Q ua nto à s fre q üê nc ia s q ue usa mo s e m no ssa e xp e riê nc ia , c ump re re g istra r q ue e sta s nã o e stã o a ind a unive rsa lme nte p a d ro niza d a s; a ssim o d e Hã nd e l e ra d e 504 c p s, ma s o C o ve nt G a rd e n O p e ra Ho use , e m 1876, c he g o u a a d o ta r 540 - q ua se um se mito m ma is a g ud o ; 522 c p s e stá ma is d e a c o rd o c o m a p re se nte c ultura o c id e nta l.

  Se ja q ua l fo r a fre q üê nc ia d o mina nte , c o stuma -se d ivid ir uma o ita va e m d o ze se mito ns, q ue sã o d ivid id o s e m p ro p o rç ã o fixa e ntre si, p o r c o nve niê nc ia p rá tic a .

  Te ría mo s uma p ro p o rç ã o ma te má tic a muito ma is p ura , utiliza nd o a c ha ma d a e sc a la d ia tô nic a (1, 9/ 5, 5/ 4, 4/ 3, 3/ 2, 5/ 8, 15/ 8, 2.), ma s nã o se p re sta muito a o uso na p rá tic a , p o is a s no ta s e mitid a s se ria m d ife re nte s a o mud a rmo s d e tô nic a (a no ta a q ui simb o liza d a p e lo 1).

  Da í, a p ro xima ç ã o b a se a d a num te c la d o re a l q ue usa mo s e m no ssa s e xp e riê nc ia s 2 e 3; o s va lo re s 4 x 5,04 e 8 x 9,01 se ria m ma is c o rre to s p a ra o s a c o rd e s c ita d o s, ma s o no sso o uvid o "p e rd o a " e a c e ita b e m a d ife re nç a c e nte sima l - ta lve z p o r a vid e z d e ha rmo nia num mund o d isso na nte !

  

C APÍTULO 6

C o m po rta m e nto Inte rpe sso a l

C o mp o rta me nto inte rp e sso a l: Já va mo s a p lic a r numa re uniã o

so c ia l a q ue la s c o ntinha s simp le s q ue fize mo s no fa ro e ste so rride nte e no

p ia no de c a uda . - O le ito r dá o utro p a sso imp o rta nte à fre nte ; se b ra ç o ,

na riz o u mã o é le tra , o c o njunto fo rma p a la vra !

  CO MPO RTAMENTO INTERPESSO AL As "le tra s" que fo rm a m a s "pa la vra s"

  Ap re se nta mo s a Vo c ê , le ito r, a s no ssa s d e sc ulp a s, se lhe p a re c e u q ue sa ímo s d e ma is d o a ssunto . Q ue m sa b e q ua nta s a titud e s c o rp o ra is vo c ê o b se rvo u d ura nte a q ue la p a usa ? Ta lve z a lg o a ssim?

  E nó s, e m ve z d e e luc id a rmo s sua s o b se rva ç õ e s, le va mo s vo c ê p rime iro a uma c e na d e fa ro e ste e , d e p o is, a um p ia no ! Entã o e stá b e m; va mo s e xa mina r suc inta me nte e ste d e se nho . C o me c e mo s p o r e stud a r, ind ivid ua lme nte , c a d a p e sso a re p re se nta d a .

  HARMO NIA E DESARMO NIA Va mo s, p rime iro , d e finir isso ? Ha rmo nia é disp o siç ã o b e m o rde na da e ntre a s p a rte s d e um

  to d o ; c o nc ó rd ia ; c o nc o rd â nc ia .

  De sa rmo nia é má disp o siç ã o d a s p a rte s d e um to d o ; d isc o rd â nc ia .

  E a g o ra , mã o s à o b ra : va mo s a na lisa r c a d a p e sso a c o mo se fo sse uma p a la vra e q uisé sse mo s sa b e r d e q ue le tra s e la é c o mp o sta . a ) A mulhe r de p é , à e sq ue rda . Está "d e p é a trá s". Ne la , q ua se tud o ha rmo niza - c o nc o rd a - c o m e sta a titude

  O o utro b ra ç o , d e mã o fe c ha d a , le va o c ig a rro o ma is p a ra trá s p o ssíve l; a titud e d e q ue m nã o q ue r c e d e r um o b je to q ue a li se g ura , o u a té me smo a rre me ssá -lo , e nq ua nto re c ua , so b re um a g re sso r: re c uo so b p ro te sto .

  A c a b e ç a e m re c uo , e d e " na riz le va nta d o ", c o nfirma ," e m á g uia ", a d e sa p ro va ç ã o no níve l d o p e nsa me nto c o nsc ie nte . C o ntud o , mo stra um so rriso (" se c o "; a p e na s o s músc ulo s b e m p ró ximo s d a a b e rtura o ra l e ntra ra m e m jo g o ). C o nc lusã o ó b via : é um so rriso p o r e d uc a ç ã o ; a ling ua g e m b á sic a , q ue é a d o c o rp o , nã o ha rmo niza c o m q ue o so rriso

  te nta d ize r.

  Se ma rc a rmo s "p o sitivo " (+), o u me lho r, "ma is o u me no s" (±) a me nsa g e m "o fic ia l" - tra nsmitid a vo lunta ria me nte , "d e c a so p e nsa d o " - te mo s q ue ma rc a r to d o o re sto e m o p o siç ã o , c o m sina l ne g a tivo (-).

  O b se rve - to d o o re sto ha rmo niza e ntre si, p o rq ue é tudo ne g a tivo . b ) O ho me m, de p é dia nte de la . G o sta d e si me smo . Ne le , sim

  ,

  tud o d iz: a uto -sa tisfa ç ã o , a uto-a p ro va ç ã o ! Po siç ã o d e firme za e iníc io d e a va nç o na s p e rna s: c o nfia e m si p ró p rio , "sa b e o nde p isa ".

  Tó ra x e m e vid ê nc ia : se nte a sua p ró p ria imp o rtâ nc ia . Até o s d e d o s d a s mã o s a p o nta m "o le ã o ". C a b e ç a : a titud e d e q ue m "e stá p o r c ima " (c o mb ina nd o c o m o tó ra x: o rg ulho ). Pro c ure no ta r isto na ilustra ç ã o , q ue e stá na p á g ina se g uinte . c ) O ho me m se nta d o . Está inte re ssa d o na mulhe r. Sua a titud e e xp re ssa a ç ã o , to ta lme nte vo lta d a p a ra e la (De se nho na p á g ina 67). O tro nc o , a va nç a d o p a ra a fre nte , d iz: q ue ro a va nç a r. A c a b e ç a , ide m. Pe rna s c ruza d a s, de se mb a ra ç o ; um d o s p é s a va nç a p a ra e la . A mã o d ire ita a p ó ia-se no símb o lo d e de se mb a ra ç o c ita d o ; isto ta mb é m a c o nte c e c o m o c o to ve lo e sq ue rd o . A mã o e sq ue rd a c o mo q ue a fa sta o c o p o imp a c ie nte me nte d a sua fre nte : e stá inte re ssa do na o p o ne nte e nã o na b e b ida ! Simb o liza ta mb é m e sc o nde r o se u p ró p rio ro sto d e te rc e iro s - nã o q ue r q ue ning ué m se me ta na c o nve rsa ! Ta mb é m ne sta fig ura , p o d e mo s a ssina la r p o nto s p o sitivo s - tud o c o nc o rd a e ntre si, numa ó b via d e mo nstra ç ã o d e sinc e rid a d e d e p ro p ó sito . d ) A mulhe r se nta da . Está

  a c e ita ç ã o , c o nc o rdâ nc ia .

  As p e rna s, ta mb é m c ruza d a s, e sp e lha m a p o siç ã o d a s d o se u p a rc e iro , ma s d e fo rma ma is b ra nd a (Ap o sta mo s q ue e la a d o to u e ssa p o siç ã o lo g o e m se g uid a à d e le !). Ac e ita ç ã o , c o nc o rd â nc ia .

  Mo stra a s p a lma s d a s mã o s p a ra c ima : Ac e ita ç ã o , c o nc o rd â nc ia . Se g und o Dr. A.E. Sc he fle n, um d o s c ie ntista s q ue e stud a e ssa ma té ria : "Se mp re q ue uma mulhe r mo stra a p a lma d a mã o , e stá c o rte ja nd o vo c ê - q ue r e la o sa ib a o u nã o ".

  Isto , e m se ntid o la to ; p ro c ura - o u c o nc o rd a c o m - um e nc o ntro , um p a rc e iro , me smo q ue a inte nç ã o se ja a p e na s o p ra ze r d e uma c o munic a ç ã o ve rb a l a g ra d á ve l.

  A c a b e ç a - o ra , o le ito r já te m p rá tic a b a sta nte p a ra re c o nhe c e r q ue c o nc o rd a ta mb é m. Tud o p o sitivo ta m b é m a q ui - na d a d e sto a d a inte nç ã o c la ra d a me nsa g e m: a c e ita ç ã o , c o nc o rd â nc ia .

  C UIDADO , LEITO R!

  Po sitivo - é b o m le mb ra r - a q ui nã o q ue r d ize r "c e rto ", ne m ne g a tivo "e rra d o "! Nã o há julg a me nto é tic o nisto ! Le mb re -se q ue ma rc a mo s p o sitivo , d e sa íd a , o sina l ó b vio , fo rma l (p o d e ria se r a p a la vra "sim", p ro nunc ia d a e m vo z a lta ), e ne g a tivo tud o q ue fo r c o ntrá rio (o c o rp o d ize nd o nã o ). O u, a lg ué m d ize nd o "nã o " e m vo z a lta , isto se ria o p o sitivo , e o c o rp o , d ize nd o " sim", se ria ne g a tivo (ne g a ndo o q ue e stá se nd o d ito e m vo z a lta ).

  Tud o e nte nd id o ? Entã o va mo s a d ia nte :

  

C APÍTULO 7

O rig e ns Antig a s do s G e sto s de Ho je

Q ua ndo e m g rup o , no ssa ling ua g e m c o rp o ra l a nse ia p o r a firma r o

no sso e u. - Va mo s junta r "p a la vra s " - e a p e rc e p ç ã o de la s se rá

a p re ndiza g e m, o u me lho r, re a p re ndiza g e m? - O va lo rfilo g e né tic o do s

g e sto s a ntig o s; o u a p ro va de c o mo no sso vo vô p ré -histó ric o e sc a p o u

de le va r uma p e dra da da e le ita do se u c o ra ç ã o p o r nã o e sp e ra r p e la

inve nç ã o da p a la vra fa la da .

  O Q UE HA DE CO MUM ENTRE AS PESSO AS?

  Exa mina mo s q ua tro ind ivíd uo s. Po d e mo s a firma r q ue to d o s tê m e m c o mum p re c isa me nte isto : c a d a q ua l ze la p e la sua ind ivid ua lid a d e , p e la p e rso na lid a d e q ue lhe é p ró p ria .

  E de mo nstra sua â nsia de p re se rvá -la !

  Ne m p re c isa mo s a na lisa r lo ng a me nte c o mp o ne nte s d e e xp re ssã o fa c ia l (d e p ro p ó sito , a q ue la a b und â nc ia d e ó c ulo s e c a b e lo s). A ling ua g e m d o c o rp o fo i c o e re nte , fo i ha rmô nic a c o m o d e se jo d e c a d a

  

EU ind ivid ua l numa d a d a situa ç ã o , ta nto no níve l c o nsc ie nte c o mo no s

  o utro s c o mp o ne nte s d a "e sfing e " (À únic a e xc e ç ã o a p a re nte -o so rriso e m a ) - re to rna re mo s ma is a d ia nte ).

  C a d a um p re se rvo u o se u EU, na a titud e me nta l (e c o rp o ra l) d e se ja d a , c o nsc ie nte me nte o u nã o ! Isto , num se ntid o muito re a l, é a p ró p ria so b re vivê nc ia d o EU d e c a d a um d e nó s, a o lo ng o d o e ixo -te mp o d a no ssa e xistê nc ia . Ma s o s ind ivíd uo s e stud a d o s nã o e sta va m iso la d o s e m q ua tro p ro ve rb ia is ilha s d e se rta s! Fo rma ra m p a re s, e sta va m e m g rup o . O ra , q ue m e stá num g rup o , se mp re influe nc ia o c o mp o rta me nto d e ste e , p o r sua ve z, ta mb é m é p o r e le influe nc ia d o . É o q ue e stud a re mo s a se g uir p o rq ue a na lisa r uma p e sso a d e c a d a ve z e na d a ma is é c o mo ve rific a r a s le tra s d e uma só p a la vra . Fa lta ve r a fra se e m q ue a p a la vra e stá !

  VAMO S JUNTAR "PALAVRAS" Há uma inte ra ç ã o c o nsta nte , q ua nd o fo rma mo s g rup o s huma no s.

  Vo lte mo s a o no sso e xe mp lo :

  À e sq ue rd a o g rup o a ) - b ), ta l c o mo o vimo s. À d ire ita , nó s d isso lve mo s o ve rniz d a c iviliza ç ã o d o c a sa l. Entã o a ling ua g e m d o c o rp o se to rno u a c e ntua d a , p a sso u d o g e sto à a ç ã o . O c o mp o rta me nto inte rp e sso a l é ine q uívo c o ; é a a g re ssã o e d e fe sa , visíve is no s me smo s g e sto s, p o ré m d inâ mic o s, d e sinib id o s.

  O g rup o a ) - b ) é ne g a tivo (-), é d isc o rd a nte . Esse s d o is e stã o e m

  DESAC O RDO !

  Na e sc a la d e va lo re s d a vid a , a a uto p re se rva ç ã o o c up a o p rime iro lug a r - é so b re vivê nc ia a nte s d o p ra ze r. Q ue re mo s se g ura nç a p a ra te rmo s a tra nq üila p a z, p re c isa mo s d e p a z. p a ra ma nte r o a mo r e vic e -ve rsa ; q ua nd o inse g uro s, fic a mo s a nsio so s.

  Em to do c o mp o rta me nto inte rp e sso a l e nc o ntra mo s a titud e s físic a s e me nta is c uja fina lid a d e é e vita r a a nsie da de d e um "Nã o !" a o no sso EU, o u d e o b te r a se g ura nç a d e um "Sim!" c o nc o rd a nd o c o m o q ue so mo s. Existimo s, a firma nd o no ssa id e ntid a d e , no ssa e xistê nc ia - e vive mo s a vig iá -la inc o nsc ie nte me nte (o u, me smo , c o nsc ie nte me nte ) a nsio so s, q ua nd o e m g rup o .

  Assim, o ho me m b ) a nse ia p o r impo r o se u EU. Ne m p re c isa mo s sa b e r q ua l fo i a c o nve rsa . De c e rto é um d e sse s suje ito s ma ç a nte s q ue só fa la d e le p ró p rio , se m q ue re r sa b e r se o p a rc e iro e stá inte re ssa d o no a ssunto . Fa z um p a p e l d e líd e r d ita to ria l e a mulhe r a ) re siste , a o lho s visto s, a e ssa ne g a ç ã o d a sua p ró p ria imp o rtâ nc ia !

  No níve l c o nsc ie nte , tra nsmite um so rriso e d uc a d o , p o is, ta mb é m

  

ne ste níve l, a nse ia p o r a firma r-se (Pe sso a e d uc a d a , d e c la sse , sa b e

fing ir a p ro va ç ã o d ia nte d o s c o nviva s).

  Ve ja mo s, a g o ra , o g rup o c ) - d ); va mo s ig ua lme nte re tira r-lhe o ve rniz inib itó rio . Mud e mo s to d a inte nç ã o -já sub e nte nd id a na mud a ling ua g e m d a q ue le s c o rp o s - e m a ç ã o d e sinib id a :

  Se rá p re c iso g a sta r p a la vra s p a ra c o nc luir q ue o g rup o c ) - d ) é p o sitivo (+), é ha rmô nic o ? Nã o se p e rc e b e lo g o e stã o DE

  q ue AC O RDO ?

  PERCEPđấO DO TO DO X PARTES

  o p ia no ? e m a titud e d e c é tic a e

  E (le itor

  imp a c ie nte e xp e c ta tiva : q ue ixo a p o ia d o na mã o , o b se rva nd o -no s c o m a c a b e ç a la te ra lme nte d e svia d a , so b ra nc e lha s - ma s nã o p á lp e b ra s - b e m le va nta d a s, d e d o s d o s p é s "ma rte la nd o na me sma te c la " ...)•

  Be m, nã o no s iría mo s d a r o tra b a lho d e a rra sta r um p ia no d e c o nc e rto p a ra d e ntro d e sta s p á g ina s, se fo sse so me nte p a ra intro d uzir a no ç ã o d e ha rmo nia . Q uise mo s, e ntre muito s e xe mp lo s p o ssíve is, c ita r um b e m c la ro . Ma s o te ma a g o ra é sua

  p e rc e p ç ã o !

  Exe mp lo d e e missã o d e me nsa g e ns (so no ra s) simultâ ne a s (a c o rd e s) e q ue e ste ja m mutua me nte e m c o nflito (d isc o rd â nc ia so no ra ):

  Isto se ria o "Q uê ". A p a rte imp o rta nte é a g o ra , o "C o mo ": É a re c e p ç ã o d a me nsa g e m c o mo um to d o ma is a p e rc e p ç ã o d a d isso nâ nc ia o u ha rmo nia d a s sua s p a rte s p o r um disp o sitivo

  p sic o fisio ló g ic o !

  Exe mp lo d a re c e p ç ã o , so b o a sp e c to fisio ló g ic o : um o ssinho c ha ma d o e strib o ; é um só lid o tra nsmitind o a um líq uid o (linfa ) d o c a ra c o l a ud itivo a s vib ra ç õ e s d e uma mistura d e g a se s (a r).

  Exe mp lo da p e rc e p ç ã o , so b o a sp e c to d o EU: o ma e stro , re g e nd o a e missã o c o njunta d e so ns d e o ite nta instrume nto s sinfô nic o s e , simulta ne a me nte , p e rc e b e nd o a d ife re nç a d e me io to m e ntre d o is vio lino s. no s d e slo c a mo s, o d o re s, c o rre nte za d e a r...

  Nã o re sistimo s a ma is um e xe mp lo : te mo s c e rc a d e 1.500 "c o rp o s la me la re s" no p e ritô nio , na s p a re d e s d a s g ra nd e s a rté ria s, no s re ve stime nto s d e músc ulo s e p rinc ip a lme nte na p a rte p ro fun- d a d a p e le . C a d a uma é um p a c o tinho d e lâ mina s c o njuntiva s, te nd o a o c e ntro um ne rvo . De slo c a nd o -se o te c id o , a linfa q ue se a c ha e ntre a s lâ mina s te m a sua p re ssã o mo d ific a d a , o q ue é tra nsmitid o a o ne rvo . Assim a "á g uia " e m nó s sa b e q ua nd o a lg o no s d e slo c a a p e le , e ta mb é m o "b o i" to ma p ro vid ê nc ia s a d ministra tiva s d e ntro d e nó s, d e c uja na ture za ne m se q ue r no s d a mo s c o nta !

  Q ue r d ize r, e ntã o , d o no sso c é re b ro - e sp e c ia lme nte d o s milhõ e s d e info rma ç õ e s d a no ssa me mó ria - nã o c o nstitui e le o má ximo e ntre o s a p a re lho s b io ló g ic o s d e p e rc e p ç ã o e c o nse q üe nte re a ç ã o e m vá rio s níve is?

  Pe rc e pç õ e s a ntig a s e re c e nte s

  Há um núme ro ime nso d e a ç õ e s - re a ç õ e s p ro g ra ma d a s no no sso siste ma ne rvo so - q ue é , e le p ró p rio , no sso siste ma d e p e rc e p ç ã o . Muita s p e rc e p ç õ e s sã o inc o nsc ie nte s, a nte rio re s a té à p ró p ria e sp é c ie , c o mo , p o r e xe mp lo , o s q ue g o ve rna m o s no sso s mo vime nto s inte stina is.

  O utro s sã o tã o re c e nte s c o mo a se nsib iliza ç ã o d o le ito r à s p o stura s d o s c o rp o s d o s se us a mig o s, d ura nte um c o q ue te l, e q ue a ind a e stã o na fa se d a a p re nd iza g e m.

  O u se rá re a p re ndiza g e m?

  A FALA DO S G ESTO S ANTIG O S

  A mulhe r a ) d o no sso e stud o a nte rio r uso u o me smo g e sto a nsio so d e ste no sso a nte p a ssa d o a ), num c a p inza l situa d o a milhõ e s d e a no s a nte s d a To rre d e Ba b e l d a s líng ua s fa la d a s. E, c e rta me nte , no sso a nte p a ssa d o b ) p e rc e b e u muito b e m o q ue a ) q ue ria tra nsmitir!

  Me smo p o rq ue , se a ssim nã o fo sse , p e lo me no s um d o s d o is te ria d e ixa d o d e se r no sso a nte p a ssa d o na q ue la me sma ho ra e , ta lve z, nã o e stivé sse mo s a q ui p a ra c o nta r a histó ria !

  E, se m a p e d ra na mã o ? O lhe a a nsie d a d e d e b ), mo stra nd o a s mã o s se m a rma s, p a ra c o nse g uir so b re vive r à s re la ç õ e s inte rp e sso a is a )

  • b )!

  Se rá p re c iso d ize r q ue , d ia nte d e um p ro jé til e ng a tilha d o e m no ssa d ire ç ã o , o símb o lo p a c ífic o d e sub missã o é a té ho je e mitid o e

  p e rc e b ido d a me sma fo rma ?

  VIVER É PERC EBER

  So b q ue fo rma p e rc e b e mo s no ssa p ró p ria e xistê nc ia , o no sso EU? Nã o é , p o rve ntura , c o mo uma ime nsa so ma d e c o nhe c ime nto s, isto é , d e info rma ç õ e s? De p e rc e p ç õ e s? E o so b re vive r? Nã o é o re a g ir e m

  ha rmo nia c o m o q ue fo r ne c e ssá rio p a ra isso ?

  É o c a so d a q ue le no sso ho me m p rimitivo , le mb ra nd o -se d e e xp e riê nc ia s p e sso a is a nte rio re s so b o título "ve rme lho ": fo g e d o inc ê nd io d o c a p inza l q ue re c o nhe c e nã o c o mb ina r c o m o se u b e m - e sta r físic o . Ma s a va nç a rumo à ma ç ã , p o rq ue sa b e q ue e sta rá d e

  

a c o rdo c o m a s e xig ê nc ia s d o se u p a la d a r. Fo g o + p e le = disc ó rdia .

  Ma ç ã + b o c a = c o nc o rdâ nc ia , ha rmo nia .

  Esse nc ia l à p ró p ria filo g e nia , nã o no s fa lta m e xe mp lo s d e c a p a c id a d e d e d isc e rnime nto a té na s ma nife sta ç õ e s ma is p rimitiva s d a vid a . To d o s sa b e m q ue , p o nd o -se um fe ijã o p a ra g e rmina r numa c a ixinha na q ua l fize mo s um o rifíc io la te ra l, a p la ntinha se e ste nd e rá

  se mp re na d ire ç ã o d a q ue la fre sta d e luz.

  Ta lve z "Vid a " e "Nã o -Vid a " ne m se ja m d e finiç õ e s a b so luta s; um vírus é "vivo " no se ntid o d e sua c a p a c id a d e d e multip lic a r-se e re p ro d uzir a sua p ró p ria e sp é c ie e na d a ma is - o p rime iro p a sso d o e sta d o ina nima d o a o a nima d o . É p a rtíc ula inc rive lme nte p e q ue na d e ma té ria (p o r e xe mp lo : o vírus d a fe b re a fto sa te m a p e na s 0.000.000.8 c m d e d iâ me tro ; numa únic a c é lula d e um c e nté simo d e milíme tro d e d iâ me tro c a b e ria m ma is d e 50 milhõ e s d e vírus d e p o lio mie lite ).

  C o ntud o , a té o vírus sa b e "d isting uir" (me nsa g e m q uímic a q ue se ja , o q ue é a nte s c la ssific a ç ã o d o q ue uma e xp lic a ç ã o ) e ntre o a mb ie nte fa vo rá ve l o u d e sfa vo rá ve l à sua a ç ã o re p ro d uto ra .

  Re a g e , inc o nsc ie nte me nte q ue se ja , à info rma ç ã o

  inc o nsc ie nte me nte re c e b id a . Ma s a disc e rniu, d e a lg uma fo rma ! Em re sumo - tud o o q ue vive p o ssui a c a ra c te rístic a d e d isc e rnime nto e isto é e sse nc ia l à sua p ró p ria e xistê nc ia .

  O ra , o ho me m é um se r a lta me nte p e rc e p tivo e , c e rta me nte , p e rc e b e o s se us se me lha nte s. C o mo nã o ha ve ria d e p e rc e b e r-lhe s a d ife re nç a e ntre a a titud e fa vo rá ve l, ne utra o u fra nc a me nte d e sfa vo rá ve l a o se u

  

EU? E d e q ue ma ne ira , se nã o p e la p e rc e p ç ã o d a ling ua g e m d o c o rp o -

  a nte s q ue inve nta sse m a s g ra má tic a s e o s d ic io ná rio s?

  

C APÍTULO 8

Inte rme zzo 1

O ho me m é p ro g ra ma do p a ra disc e rnir, ma s o há b ito de a te nta r

p a ra a s fe rra me nta s-símb o lo s, c ha ma da s p a la vra s, a fa sto u-o da

p e rc e p ç ã o c o nsc ie nte to ta l ime dia ta do "a q ui e a g o ra ". - Simp a tia e

a ntip a tia , uma p o ssíve l c a p a c ida de re sidua l de ste tip o de p e rc e p ç ã o .

  Aviso a o le ito r: Este c a p ítulo é c urtinho p a ra le vá -lo e m b o a ve lo c ida de a o c a p ítulo se g uinte ! O HO MEM É PRO G RAMADO PARA DISC ERNIR

  Nã o se rá líc ito sup o r q ue um fe nô me no c o nsta nte tã o a ntig o c o mo a p ró p ria vid a te nha , ta l q ua l o c a ra c o l a ud itivo o u o s c irc uito s d e me mó ria d o c é re b ro , ta mb é m a sua p ro g ra ma ç ã o p sic o físic a ? Em o utra s p a la vra s, q ue o há b ito d e so b re vive r te nha c o nd ic io na d o o s re fle xo s q ue lhe sã o p e rtine nte s?

  E q ue nã o ma is usa mo s c o nsc ie nte me nte e sta no ssa fa c uld a d e , simp le sme nte p o r te rmo s a d q uirid o o há b ito d o símb o lo -p a la vra e m ve z d a p e rc e p ç ã o d ire ta ?

  O silvíc o la so b re vive na ma ta p o rq ue c he ira d e lo ng e o nd e e nc o ntra rá o ria c ho p a ra b e b e r. Nó s p re c isa mo s d e um ma p a , d e b ússo la , g uia , se ta ind ic a d o ra , p a ra nã o mo rre rmo s d e se d e na me sma flo re sta !

  SIMPATIA E ANTIPATIA

  Nã o e sta rá a í a e xp lic a ç ã o d e p a rte d a s c a usa s d e simp a tia e a ntip a tia q ue se ntimo s d ia nte d e no va s re la ç õ e s huma na s? Q ua nd o a ling ua g e m d o c o rp o d e a lg ué m no s tra nsmite c o nflito c o m o s no sso s inte re sse s, q ue m sa b e o p e rc e b a mo s e m níve l inc o nsc ie nte d e fo rma ne g a tiva (-)? Isto , a p e sa r d a s p a la vra s c o m q ue no s p ro c ura a g ra d a r, ine rte , nã o re sp o nd e a o no sso a p e rto d e mã o s c o m ig ua l a p e rto !

  PRO NTO PARA UMA CO NCLUSÃO FINAL?

  O b rig a d o , le ito r, q ue no s a c o mp a nho u a té a q ui, c a rre g a nd o p ia no , g e nte re je ita nd o b o lo , g e nte d a id a d e d a p e - d ra , b ic ho s e b a nd id o s - a g o ra e stá na ho ra d e a p a nha rmo s o p rê mio d o s no sso s e sfo rç o s! Ag o ra , junto s, p o d e mo s suc umb ir à te nta ç ã o d e a rrisc a rmo s

  e sb o ç a r uma te o ria de Pe rc e p ç ã o Huma na !

  E isto c o m p le no c o nhe c ime nto d e c a usa ! Ei-la , re sumid a e m a p e na s

  4

  p rinc íp io s b á sic o s:

  PRINC ÍPIO S DA TEO RIA DE INFO RMAÇ ÃO E PERC EPÇ ÃO C INÉSIC A DE P. WEIL E R. TO MPAKO W

  

C APÍTULO 9

Q ua tro Princ ípio s Bá sic o s

O s q ua tro p rinc íp io s q ue p e rmitirã o a o le ito r um e nte ndime nto

ma is c o mp le to da ling ua g e m do c o rp o huma no . - Ma is uma p a usa p a ra

a p re nde r c o mo func io na m na p rá tic a .

  • - Um p rime iro e xe mp lo de do is c a na is de tra nsmissã o simultâ ne a de q ua tro me nsa g e ns. - O utro e xe mp lo , já c o m o ito c a na is.
  • - O utro a viso a o le ito r: O p io r já p a sso u; de p o is da s p rime iras

    p á g ina s de ste c a p ítulo tudo va i fic a ndo c a da ve z ma is simp le s -a liá s o

    le ito r no ta rá p e sso a lme nte q ue p e rc e b e r a ling ua g e m do c o rp o é b e m

    ma is fá c il do q ue e sc re ve r so b re e la !

  Q ue ta l vo c ê re le r o s q ua tro p rinc íp io s? Afina l, isso é fe ito á lg e b ra . Muito c e rto , ma s muito c o nd e nsa d o e , p o rta nto , ind ig e sto .

  E q ue ta l ma is uma p a usa , d e d ic a d a a um b re ve e xe rc íc io p rá tic o c o m um a mig o ? Ve ja c o mo e sse s Princ íp io s fic a m lo g o c la ro s:

  O LHE CO MO É BASICAMENTE SIMPLES:

  Vo c ê , o le ito r, é a fig ura a ). A se ta ho rizo nta l e ntre se u ro sto e o ro sto d o se u a mig o b ) é a c o munic a ç ã o c o nsc ie nte e ntre a mb o s:

  1. C O MUNIC AÇ ÃO DE a ), EMITIDA C O NSC IENTEMENTE, ALC ANÇ A b ): Vo c ê a c a b a d e c o nta r a e le o q ue Vo c ê e stá e stud a nd o no no sso livro .

  2. C O MUNIC AÇ ÃO DE b ), EMITIDA C O NSC IENTEMENTE, ALC ANÇ A a ): Ele re sp o nd e u q ue isso d e ve se r fo rmid á ve l e ta mb é m e mitiu c o nsc ie nte me nte um so rriso (+) q ue vo c ê ta mb é m p e rc e b e u.

  3. MAIS UMA C O MUNIC AÇ ÃO C O NSC IENTE DE a ) ALC ANÇ A b ): É o se u o lha r, q ue p o r um insta nte se fixa na p o siç ã o d o s b ra ç o s d e b ) (se ta inc lina d a ).

  4. AG O RA, UMA C O MUNIC AÇ ÃO INC O NSC IENTE PARTE DE b ) E

  

ALC ANÇ A a ): A me nsa g e m d a re sistê nc ia à sua c o munic a ç ã o (-) é

  e mitid a p e lo s b ra ç o s c ruza d o s de b ) e p e rc e b id a p o r a ). No c a so d e a ) se r me smo vo c ê , é c la ro q ue a p e rc e p ç ã o é c o nsc ie nte , e mb o ra a e missã o nã o o se ja , p o is vo c ê já e stá se nsib iliza d o à ling ua g e m d o c o rp o , e nq ua nto se u a mig o ne m p e rc e b e q ue e le e stá e mitind o p o sitivo (+) c o m a s p a la vras e o so rriso , ma s ne g a tivo (-) c o m o s b ra ç o s (e a p o siç ã o d e re c uo d o tó ra x - d o "le ã o " - se ntime nto - e xp re ssa nd o d úvid a ).

  Na re a lid a d e - le mb re -se - um se r huma no iso la d o nã o p o d e , o b via me nte , mo stra r sua s re la ç õ e s huma na s c o mp le ta s. E ma is d e um já é g rup o ; e ntã o há inte ra ç ã o . O d ia g ra ma a c ima já é ma is re a l; a se ta ho rizo nta l d e c ima mo stra o níve l c o -c o nsc ie nte q ue já e stud a mo s, ma s te m o c o - inc o nsc ie nte (c o mo q ua nd o o líd e r mud a a p o siç ã o d o s b ra ç o s e o lid e ra d o o imita se m se ntir) e ma is a s influê nc ia s c o nsc ie nte - inc o nsc ie nte , q ue r mútua s (se ta s inc lina d a s), q ue r ind ivid ua is (se ta s ve rtic a is; c o nfo rme Anne A. Sc hütze nb e rg e r).

  O utra c o isa : Nã o e xiste um só níve l inc o nsc ie nte e , sim, vá rio s, c o mo to d o p sic ó lo g o e p siq uia tra sa b e m. Ma s a g e nte fa z uma fo rç a lo uc a p a ra ma nte r um livro simp le s e p rá tic o . Entã o nã o va mo s q ue re r e xib ir c ultura inutilme nte .

  O q ue inte re ssa é se rmo s p rá tic o s. Fa ze r c o m q ue a s p e sso a s se

  

e nte nda m me lho r, c o m ma is c la re za e suc e sso . O mund o te m se d e

  d isso . Nã o va mo s re so lve r a situa ç ã o d o mund o , ma s p o d e mo s tra ze r o no sso mo d e sto c o p o d e á g ua ; nã o e sta mo s a b so luta me nte sub e stima nd o o le ito r, ma s nã o q ue re mo s q ue se e ng a sg ue !

  

C APÍTULO 10

A Ene rg ia no C o rpo Hum a no

A vida é um fluxo c o nsta nte de e ne rg ia e a ling ua g e m do c o rp o é

a ling ua g e m da vida ; lo g o te mo s q ue c o nhe c e r a e ne rg ia e m nó s. - Po r

isso va mo s b o ta r uma se rp e nte numa FLEC HA. - O c o nsumo de e ne rg ia

de c a da "a nima l" no sso . - O nde e stá o p a ine l de c o ntro le da e sfing e ?

  A ENERG IA EM NÓ S

  Se o lha rmo s a te nta me nte a s inúme ra s e sfing e s a ntig a s, p e rc e b e mo s e m muita s a re p re se nta ç ã o d e um a nima l a ma is. É a SERPENTE!

  Ap a re nte me nte insig nific a nte , ma is p a re c e um o rna me nto usa d o na te sta , o u no má ximo um p e q ue no d istintivo , c o mo no b o né d e um p o lic ia l fa rd a d o d o s no sso s d ia s. Assim, nã o d e sp e rta ma io r a te nç ã o a o le ig o c uja p e rc e p ç ã o é ma is fa c ilme nte c e ntra d a no s e le me nto s ma is ó b vio s d a e sfing e . Isto p o d e , a liá s, te r sid o inte nc io na l p o r p a rte d o s a ntig o s sa c e rd o te s, p o r nã o q ue re re m a tra ir a a te nç ã o - ta lve z d e sre sp e ito sa - d o s fié is p a ra a SERPENTE URAEUS, q ue re p re se nta ria a ma io r fo rç a d o Unive rso : a ENERG IA!

  No to u, na fig ura a c ima , a c o b rinha na te sta d a c a b e ç a huma na ? A se rp e nte é b e m visíve l ne ste e xe mp lo . Tra ta -se d e uma e sfing e hitita - um p o vo d a Ásia Me no r, d e sa p a re c id o há milê nio s.

  É p ro vá ve l q ue o le ito r e stra nhe o d e se nho . Esta mo s, a fina l, a c o stuma d o s à p a d ro niza ç ã o e m no ssa c ultura d e p ro d uç ã o e m ma ssa . No mund o inte iro , a s c a ra c te rístic a s d e no ssa s lâ mina s d e

  Ma s o s a ntig o s nã o usa va m linha s d e mo nta g e m e o s c o mp o ne nte s d a s e sfing e s e g íp c ia s, a ssíria s, p e rsa s, hitita s, fe níc ia s, g re g a s e tc , va ria va m muito . Assim, o le ito r já p e rc e b e u q ue o e sc ulto r hitita d o no sso e xe mp lo p o uc a o u ne nhuma imp o rtâ nc ia d e u a o b o i, ma s c a p ric ho u ta nto no le ã o q ue lhe c o nc e d e u a té uma c a b e ç a p a rtic ula r! Ve ja m só q ue imp o rtâ nc ia d o "EU" na ling ua g e m d a q ue le c o rp o simb ó lic o !

  Esta va ria ç ã o d e núme ro e d e d e sta q ue d e e le me nto s - p o ssive lme nte re la c io na d a c o m o q ue Pia g e t c ha ma ria d e "C e ntra ç õ e s d e Pe rc e p ç ã o " d ife re nte s - p o d e ta mb é m te r re la ç ã o c o m fa se s e vo lutiva s d e c o nc e ito s c o smo ló g ic o s e p sic o sso má tic o s a tra vé s d o s te mp o s e d o s c o nte xto s c ultura is vig e nte s.

  Me smo a ssim, no mo d e lo ma is a ntig o c o nhe c id o - o e g íp c io -já a se rp e nte e stá p re se nte a fre q üe nte me nte re a p a re c e e m g ra nd e núme ro d e e xe mp la re s p o ste rio re s.

  C o mo a se rp e nte , a e ne rg ia a ssume to d a s a s fo rma s p o ssíve is. C o mp a rá ve l à q ue le a nima l q ue se "tra nsfo rma " o u "re no v a ", a o mud a r a p e le (a sua fo rma e xte rna ), ta mb é m a e ne rg ia se tra nsfo rma : q ua lq ue r g e sto d o c o rp o vivo , d e sd e o le va nta r d e um p e so a té o me ro a to d e ra c io c ina r, g a sta e ne rg ia ; o e stud o b io q uímic o d o me ta b o lismo me d e -lhe a inte nsid a d e e o ritmo . Fo rç a , p o r d e finiç ã o , é e ne rg ia a p lic a d a ! E, c o mo a o nd ula ç ã o d a se rp e nte , ta mb é m a e ne rg ia p o d e se r re p re se nta d a c o mo uma p ulsa ç ã o , um ritmo o u vib ra ç ã o c o nsta nte . Po is ta nto fa z c o nsid e ra rmo s no sso

  20

  18

  c o ra ç ã o (100.000 b a tid a s p o r d ia ), o s ra io s g a ma (10 a 2 x 10 vib ra ç õ e s p o r se g und o ), o s c ic lo s d a s e sta ç õ e s d o a no o u d a c o rre nte e lé tric a d a b a te ria d o no sso c a rro - tud o p o d e se r re p re se nta d o e m g rá fic o s q ue tê m, c o mo c a ra c te rístic a b á sic a , uma linha o nd ula tó ria :

  Ma s, e mb o ra a se rp e nte se d e slo q ue o nd ula nd o , sua d ire ç ã o e c a minho p e rc o rrid o s p o d e m se r ind ic a d o s p o r uma se ta c o nve nc io na l (O c o rre m -no s, lo g o , o s e xe mp lo s d o e le tro e nc e fa lo g ra ma e d o "e ixo d o X" c a rte sia no ).

  Te mo s, e ntã o , na uniã o d e sse s d o is e le me nto s, um símb o lo a ma is

  CO MO FUNCIO NA?

  Ta l c o mo a e le tric id a d e d a b a te ria d o se u c a rro , a e ne rg ia d o se u c o rp o é a rma ze na d a so b fo rma q uímic a . Sua s c ha ve s d a ig niç ã o e stã o a o a lc a nc e d a mã o - p e rd ã o , d a p a ta d o b o i e d o le ã o e d a g a rra d a á g uia . Uma g ra nd e p a rte d a sua e ne rg ia e m p o te nc ia l e stá g ua rd a d a c o mo re se rva na g o rd ura , p re se nte no s músc ulo s e so b fo rma d e g li- c o g ê nio p a ra uso d o s me smo s no fíg a d o .

  Alé m d e ste , o utra s g lâ nd ula s e nd ó c rina s (g ô na d a s, sup ra -re na is, p â nc re a s, tire ó id e e p ituitá ria ) sã o ve rd a d e iro s a rma zé ns d e e ne rg ia p a ra fins e sp e c ífic o s. A g lâ nd ula -me stra é a p ituitá ria ; e m lig a ç ã o d ire ta c o m o hip o tá la mo , p o r sua ve z lig a d o a o c ó rte x, a tiva a s d e ma is g lâ nd ula s c ita d a s p o r me io d o s se us c ha ma d o s ho rmô nio s tró p ic o s.

  A PARTE DO BO I

  O b o i é um g ra nd e c o nsumid o r d e c o rre nte , d e sd e o tra b a lho c o nsta nte d o s músc ulo s q ue nã o e stã o suje ito s à vo nta d e c o nsc ie nte a té a s d e ma is o p e ra ç õ e s p ura me nte instintiva s: re sp ira ç ã o , d ig e stã o e d istrib uiç ã o d o s p ró p rio s p ro d uto s e ne rg é tic o s d a me sma , func io na me nto d o siste ma re p ro d uto r d a e sp é c ie d e sd e a c ó p ula a té a a ma me nta ç ã o (p e río d o e m q ue , na fê me a , tra b a lha um só b o i p a ra ma nte r d ua s e sfing e s). E a ssim p o r d ia nte .

  Q ue m nã o e stá a c o stuma d o a o me rg ulho livre e m p le no o c e a no fic a c o m me d o me smo , p o r ma is q ue minta a si p ró p rio o u a o s ing ê nuo s ha b ita nte s d e te rra firme a q ue m, d e p o is, imp ing e a s sua s histó ria s d e p e sc a d o r. Te nso , ne rvo so , d e sp e rd iç a nd o e ne rg ia , re sp ira nd o ma is d e p re ssa , g a sta o a r to d o e m muito me no s te mp o d o q ue o tra nq üilo me rg ulha d o r ve te ra no .

  Assim, a e mo ç ã o p o d e c o nsumir uma "p a rte d e le ã o " me smo , c o nta g ia nd o b o i e á g uia c o m sua p re o c up a ç ã o . É o q ue no ta mo s na ling ua g e m d o c o rp o , q ua nd o a e ne rg ia c o me ç a a fluir c o m inte nsid a d e . Há d e sd e a re sp ira ç ã o e o p ulso ma is a c e le ra d o s a té a s mud a nç a s na vo z, no o lha r, no tô nus musc ula r e na d ire ç ã o to ma d a p e la s p a rte s d o c o rp o . O b se rve mo s so b re tud o a s e xtre mid a d e s d o s me mb ro s q ue p a ssa m a e xp re ssa r nitid a me nte o tip o d e a ç ã o ime d ia to d e se ja d o p e lo le ã o .

  A PARTE DA ÁG UIA

  Nã o é muito g ra nd e ; é o me mb ro ma is mo ç o d a fa mília e o s o utro s b ic ho s nã o c o stuma m d e ixa r so b ra r muita e ne rg ia p a ra a á g uia o b te r info rma ç õ e s ve rd a d e ira s e c o mp le ta s a re sp e ito d o se u mund o .

  É muito c o mum, p o r e xe mp lo , o le ã o tira r d o se u a rq uivo a ima g e m d e , d ig a mo s, a á g uia ma te rna , c o m se us e nsina me nto s d o

  Esta d ivisã o d a e ne rg ia p ro va ve lme nte e xp lic a p o r q ue , no s ma is d ive rso s c ulto s, o je jum e a a b ste nç ã o se xua l sã o le va d o s e m tã o a lta c o nta . De slig ue m -se a s c ha ve s d e ig niç ã o d o b o i e d o le ã o e a me nte p o d e re c e b e r ma is e ne rg ia . Nã o a p a g a vo c ê a s luze s d o c a rro p a ra q ue , na q ue la ma d rug a d a e sc ura e fria , a b a te ria te nha e ne rg ia b a sta nte p a ra o mo to r p e g a r lo g o ?

  O C O NTRO LE DA ENERG IA

  Ma s, e na e sfing e huma na ? O nd e e stã o a s c ha ve s d e c o ntro le d o fluxo e ne rg é tic o c ujo s e fe ito s p e rc e b e mo s na ling ua g e m d o c o rp o ? Esta mo s na fro nte ira d o c o nhe c ime nto a tua l, e m á re a d a s ma is re c e nte s p e sq uisa s.

  Se vo c ê e stive r na C a lifó rnia , ta lve z o Dr. La wre nc e Pinne o , d o Sta nfo rd Re se a rc h Institute , p e rmita q ue vo c ê a p e rte um b o tã o no p a ine l d e um c o mp uta d o r, já p ro g ra ma d o p a ra e mitir um d e te rmina d o fluxo d e e ne rg ia so b a fo rma d e imp ulso s e lé tric o s. Este s a lc a nç a m minúsc ula s e le tro sso nd a s, p o r sua ve z e nfia d a s no c é re b ro d o ma c a c o "Bruno " q ue te m o b ra ç o d ire ito no rma lme nte imó ve l, a le ija d o .

  Ma s b a sta a p e rta r o b o tã o ; na q ue le p o nto d o c é re b ro d o ma c a c o a o rd e m é re c e b id a , "e nte nd ida " (d e sc o d ific a d a ) e p a ssa d a a d ia nte , p e lo s ne rvo s d o b ra ç o . mo vime nto s ta nto e m a nima is c o mo e m se re s huma no s. Em te mp o : o c é re b ro nã o se nte d o r; a fina so nd a me tá lic a é , e m si, imp e rc e p tíve l e já se c o me ç a a sub stituir o s c a b o s p o r uma p e q ue na a nte na c o stura d a so b o c o uro c a b e lud o , re c e b e nd o o sina l e mitid o p e lo c o mp uta d o r p o r me io d e o nd a s c urta s.

  So luç ã o p a ra c a so s p a ta ló g ic o s, e nsino p ro g ra ma d o o u 1984 d e O rwe ll? Uma só c ib e rné tic a so b d ua s fo rma s e xte rna s - o c o mp uta d o r, irmã o ma is mo ç o d o ho me m?

  Ve ja mo s. No sso d e se nho mo stra trê s p o nto s o nd e , p o r me io d e so nd a s e lé tric a s, p e sq uisa d o re s me xe ra m c o m o Bo i e o Le ã o : Ba sto u lig a r o u d e slig a r o fluxo d e e ne rg ia p a ra q ue o c o rp o d o p a c ie nte re sp o nd e sse ime d ia ta me nte , ma nife sta nd o o u e limina nd o a a titud e p sic o fisio ló g ic a c o rre sp o nd e nte .

  Alé m d isso , p a re c e ha ve r d ua s "c ha ve s g e ra is" ne ssa á re a q ue o p e sq uisa d o r suíç o He ss c ha ma d e siste ma e rg o tró p ic o (inc ita nd o à a tivid a d e ) e tro fo tró p ic o (inc ita nd o à p a ssivid a d e ). p rurid o s filo só fic o s.

  Te rá a p e na s a s instruç õ e s d e uso d o "vo c a b ulá rio ", no q ua l vo c ê e nc o ntra rá uma sé rie d e a titud e s c o rp o ra is e o se u sig nific a d o .

  

C APÍTULO 11

  

INTERMEZZO 2

Va mo s a p lic a r e m c he io o q ue já a p re nde mo s. - Re g ra s p a ra uso

do vo c a b ulá rio a se g uir e p o rq ue nó s, c o m a ma is sé ria da s inte nç õ e s,

fize mo s a s c a ric a tura s q ue vo c ê te rá q ue a na lisa r ne le .

  VAMO S APLIC AR O Q UE APRENDEMO S?

  Vo c ê e nc o ntra rá , na s p á g ina s se g uinte s, uma p o rç ã o d e e xe mp lo s d e a titud e s c o rp o ra is, a c o mp a nha d o s d o s se us sig nific a d o s. Pa re c e um d ic io ná rio o u, a nte s, um d e sse s p e q ue no s vo c a b ulá rio s b á sic o s p a ra turista s, c o m a s e xp re ssõ e s ma is usa d a s numa líng ua q ue lhe é p o uc o fa milia r. Ma s, se rá me smo ? Q ue re g ra s te re mo s q ue se g uir p a ra usá -lo c o rre ta me nte ?

  Le mb re -se se mp re q ue

  • sua simp le s p re se nç a , c o mo o b se rva d o r, já mo d ific a rá a ling ua g e m d o o b se rva d o ;
  • na situa ç ã o re a l um le ã o urra , sa c o d e a jub a , é a ma re lo , te m c he iro d e le ã o . No p a p e l imp re sso vo c ê já viu q ue nã o te m na d a d isso . C a b e rá a vo c ê , le ito r, tra d uzir a liç ã o simp lific a d a e m p le nitud e d a vid a ;
  • to d a a situa ç ã o d e ve se r vista no se u c o nte xto . Po r d e sp ir-se e m p úb lic o , vo c ê p o d e se r o u c o nd e na d o , o u e lo g ia d o (se o fe z p a ra , a tira nd o -se d e um c a is, sa lva r a lg ué m d e a fo g a me nto )!

  Isso tud o va mo s e xp lic a r lo g o a se g uir, a nte s d e vo c ê c o me ç a r a usa r o vo c a b ulá rio , p o is d o c o ntrá rio a sua e fic iê nc ia d iminuirá na p rá tic a .

  O utra s no ç õ e s surg irã o , ta is c o mo a p e rc e p ç ã o c o nsc ie nte

  • d a d ire ç ã o e inte nsid a d e d o fluxo d a e ne rg ia , e d a te nsã o c a usa d a p e lo s se us b lo q ue io s;
  • d o núme ro d e p o nto s d e c o nta to e ne rg é tic o inte rno s e e xte rno s (se te p o nto s, no má ximo , p a ra um c o p o d e c e rve ja e trinta p a ra o ma is sub lime a mo r!);
  • d a s d istâ nc ia s, no e sp a ç o , e ntre a s p e sso a s, lig a d a s à no ç ã o d e te rritó rio ;
c ump rime nto s, e m Tó q uio , nã o te r a me no r se me lha nç a c o m a s d o Rio d e Ja ne iro , e mb o ra a mb o s te nha m va lo r d e so b re vivê nc ia , p o is p re se rv a m o EU na so c ie d a d e .

  Ta is no ç õ e s, a mig o le ito r, surg irã o e se rã o tra ta d a s na SEG UNDA PARTE, c a p ítulo s 14 e 15, d e p o is d o vo c a b ulá rio . Po r e nq ua nto , o q ue c ita mo s já se rá sufic ie nte p a ra se u rá p id o p ro g re sso .

  ANTES, PO RÉM, ESTE AVISO C UIDADO ! C ARIC ATURAS!

  A re p ro d uç ã o p ic tó ric a c o nve nc io na l (fo to s, d e se nho s " a c a d ê mic o s") é c o mo o so l: To rna TUDO c la ro . Entã o a g e nte tud o . d e ma is. Ma s to d o s nó s p e rc e b e mo s muito me no s d o q ue ve mo s; a me nsa g e m fic a d iluíd a . É o c a so d e ste d e se nho (d e c a lc a d o d e um fla g ra nte fo to g rá fic o ):

  Te m me nsa g e ns visua is d e ma is, c o mp e tind o e ntre si, a c la ma r p e la no ssa a te nç ã o . Ve mo s tud o , ma s só re g istra mo s c o nsc ie nte me nte o q ue no s inte re ssa : o a má ve l le ito r "e nxe rg a " p e lo me no s e sse p a rá g ra fo inte iro d e uma só ve z. Entã o p o r q ue se rá q ue se us o lho s a c o mp a nha m, a o s sa lto s se ntid o d o p a rá g ra fo se g uinte , e mb o ra já o te nha "visto " a nte s, a o "ve r" a p á g ina inte ira , d e p o is d e vira r a fo lha a nte rio r. E fe c ha rá o livro ! Assim, o le ito r a p re c ia d o r d e a na to mia fe minina a o b se rva rá me lho r d o q ue o e sta mp a d o d a s ro up a s (ma s q ue se rã o o lha d a s c o m a te nç ã o p o r um le ito r q ue a s c o sture ) e ne nhum d o s d o is o lha rá c o m ta nto inte re sse o s c a nud o s d e re fre sc o c o mo um le ito r fa b ric a nte d o s me smo s.

  Já a c a ric a tura é c o mo uma le nte : p o d e fo c a liza r a luz num só p o nto d e c a d a ve z g a nha nd o e m

  inte nsida de o q ue p e rd e e m e xte nsã o .

  Va mo s mo stra r a me sma c e na a nte rio r, ma s e m c a ric a tura : Fic a ra m só a s me nsa g e ns c la ra s d o c o rp o : a p e sso a d a d ire ita fa ze nd o b a g unç a e a o utra d ize nd o c o m o ro sto : "G o ste i!", ma s c o m o tro nc o inc lina d o e a mã o a fa sta nd o o se u c o p o d e re fre sc o : "Nã o c o mp a rtilho d e sse a b uso ; so u uma p e sso a e d uc a d a q ue q ue r e sta r tra nsmitid o .

  E se tre ina rá a fo c a liza r o e sse nc ia l na s a titud e s c o rp o ra is a o se u re d o r, na vid a re a l! Vo c ê va i fic a r surp re so c o m a ra p id e z c o m q ue sua "p e rc e p ç ã o c iné sic a " va i c re sc e r!

  TRÊS REG RAS PARA USO DO VO C ABULÁRIO

  Te mo s trê s fa to re s a le va r e m c o nta :

  1. No ssa pró pria pre se nç a

  Re p a re no d e se nho : o "turista " inva d iu o "te rritó rio " a lhe io . Emitiu, e le p ró p rio , a me nsa g e m: "so u um intruso , um vo ye ur g ro sse iro !" Um g rup o d e d ua s p e sso a s ma is um o b se rva d o r é um g rup o d e trê s p e sso a s c o m to d a s a s mo d ific a ç õ e s d e c o mp o rta me nto inte rp e sso a l d a í re sulta nte s.

  2. Nã o po de m o s re duzir g e nte viva a e strutura s mo rta s se m pe rde r a lg o de e sse nc ia l, que é a pró pria vida !

  Na mo ra d o c o nte mp la d o d ura nte um minuto a fo to d a sua e le ita ; re tra to q ue c o nsid e ra "ig ua lzinho a e la "... Ac o nte c e q ue o o lho huma no p isc a no rma lme nte 10 ve ze s p o r minuto . O d o re tra to , e vid e nte me nte , ne m uma só ve z; nã o

  Se u mo vime nto é rá p id o o u le nto , he sita nte o u d o mina nte ? Po r q ue fe z a q ue le g e sto ? Está a le g re o u triste ? Isto no s le va d ire ta me nte a o ite m ma is imp o rta nte q ue é o

  Va mo s e xp lic a r isso c o m uma histó ria e m q ua tro q ua d rinho s: Eis a lg ué m (A) c ruza nd o d e fe nsiva me nte o s b ra ç o s. Po r q uê ? O se u o p o ne nte (B) e stá q ue re nd o c o nve nc ê -lo d e uma no vid a d e q ua lq ue r; vo c ê sa b e d isso p o rq ue vo c ê p ró p rio é a fig ura d a e sq ue rd a d o d e se nho (o u, p e lo me no s, está p re se nte à c o nve rsa ). E vo c ê , p e la s re sp o sta s ve rb a is d e le , p e la e xp re ssã o d o ro sto e inc lina ç ã o p a ra trá s d o c o rp o , sa b e q ue e le nã o e stá de a c o rdo c o m o q ue e stá se nd o d ito .

  Eis q ue e le ja c o nc o rd a p a rc ia lme nte ; nã o e stá ma is te nso . E o s b ra ç o s c ruza d o s? Nã o sã o d e fe sa d o EU? Nã o sã o "d o c o ntra "? Sim, ma s a g o ra é d e fe sa ne c e ssá ria p a ra o iso la me nto d e lib e ra tivo . Pa ra a lib e rd a d e d e d e c id ir. E o júri q ue se re tira , a p ó s o uvir o s fa to s, e tra nc a a p o rta p a ra d e lib e ra r e m p a rtic ula r.

  Te m ho ra q ue a Esfing e d e to d o s nó s p re c isa te r vid a p riva d a , p re c isa d e um b io mb o , p a ra q ue a á g uia , le ã o e b o i e ntre m e m

  Ag o ra , no sso o p o ne nte já e stá p ra tic a me nte c o nve nc id o . Fa lta - lhe , so me nte , a e xp e riê nc ia p e sso a l d a no vid a d e , p o r isso o le ã o a ind a c ruza o s b ra ç o s, ma s se m te nsã o ; a s mã o s fro uxa s, d e d o s e stic a d o s e e ntre a b e rto s, e m re p o uso .

  Re p a re m o e sp a ç o o c up a d o . Entro u, sub misso , no "te rritó rio " d o líd e r, a va nç a nd o no e sp a ç o d a me sa rumo a o o utro ! Está fic a nd o "d o no sso la d o "!

  Alg uns d ia s d e p o is: "A" fic o u d e c id id a me nte d o la do d e " B" (Entã o p ro c ura ta mb é m se nta r a o la do d o se u líd e r). C la ro q ue ne sse inte rva lo d e sc ruzo u o s b ra ç o s.

  Eis o s d o is, unido s; " B" a g o ra va i te nta r c o nve nc e r " C ". E "A" e stá

  o utra ve z de b ra ç o s c ruza do s!

  Ma s a g o ra (p e la sua p o siç ã o , q ue r no e sp a ç o , q ue r na inc lina ç ã o d o tro nc o e m d ire ç ã o a o líd e r d o g rup o ) o s se us no vo s se ntime nto s e stã o se nd o d e fe nd id o s! (Nã o va i se r d ifíc il; re p a re m o s p é s d e "A" e "C " numa c o nc o rd â nc ia c o -inc o nsc ie nte .)

  C re mo s q ue c o m e sse e xe mp lo to rna mo s c la ro q ue nã o b a sta

  Isto e sta ria e rra d o . Se ria ig ua la r a fo to g ra fia (q ue ne m p isc a ) c o m a p e sso a viva q ue , siste ma a b e rto q ue é , "re c e b e c o ntínua s info rma ç õ e s d o me io e xte rio r e d e d e ntro d e si me smo , c o mp a ra -a s, d e lib e ra e re a g e ".

  A c a d a insta nte q ue p a ssa so mo s a lg ué m já um p o uc o d ife re nte ... C o nsid e re mo s se mp re o c o nte xto d a situa ç ã o . Nã o b a sta o "q ue ", há d e se ve r o "c o mo ", o "q ua nd o ", o "o nd e ", o "p o rq uê "...

Se g unda Pa rte : APLIC AÇ Õ ES PRÁTIC AS

  

C APITULO 12

Vo c a bulá rio Prá tic o

Ag o ra lhe da mo s a o p o rtunida de de a fina r a inda ma is a sua

p e rc e p ç ã o . — Po de rá sa b e r ta mb é m de q ue ma ne ira o c o rp o e xp re ssa

a lg uma s da s p rinc ip a is e mo ç õ e s huma na s. -O u, a o c o ntrá rio , o q ue

sig nific a , e m se p a ra do , g ra nde núme ro de : "e ne rg e ma s " c o mp o ne nte s

do s "se ma nte ma s".

  No s d e se nho s g ra nd e s q ue vo c ê e nc o ntra rá d a q ui e m d ia nte , usa mo s uma té c nic a d e "b a lõ e s", ta l c o mo na s histó ria s e m q ua d rinho s. Só q ue a "fa la " nã o sa i d a s b o c a s d o s p e rso na g e ns. É o p é , a mã o , a so b ra nc e lha q ue "d iz" a lg uma c o isa .

  C a da p a rte d o c o rp o huma no fa la e xa ta me nte isso - a sua p a rte (C a d a "sig nific a nte " d iz o se u "sig nific a d o " - c o mo d iria Sa ussure ).

  FALA O TO DO

  O título g e ra l, no a lto d e c a d a d e se nho , é simp le sme nte o se ntid o g e ra l d o c o njunto d e "o p iniõ e s ind ivid ua is" d e c a d a p a rte d o c o rp o .

  TERNURA

  Te mo s a q ui d ua s p a rte s q ue e mite m se us " b a lõ e s-le g e nd a ", e mb o ra nã o te nha m b o c a p a ra fa la r. Sã o o s RO STO S e a s MÃO S. O s ro sto s e xp re ssa m se ntime nto s q ue p o d e mo s c ha ma r d e

  

e nle vo , c o nte nta me nto , b e a titude , tra nq üilida de a mo ro sa , e nc a nto ,

e tc . C o mo a mb o s o ste nta m e mo ç ã o id ê ntic a , o se ntime nto é mútuo .

  Assim, DIZEM: g o sto ! E c o mo o lha m um p a ra o o utro , a mb o s d ize m a me sma c o isa . As d ua s mã o s d e la e a e sq ue rd a d e le , p e lo fa to d e p e rc o rre re m o

  C o ntud o , a a usê nc ia d e c o nta to e ntre a s d ua s re g iõ e s a b d o mina is mo stra q ue o "b o i" nã o e stá "fa la nd o " e m se xo : é e mo ç ã o -" le ã o " a lia d a a o a p re ç o -" á g uia ".

  Diz Fre ud q ue a te rnura é um re sulta d o d e sub lima ç ã o d a e ne rg ia ; no e xe mp lo d a e sfing e , é a "se rp e nte " q ue so b e no níve l d o c o ra ç ã o .

  RESISTÊNC IA PASSIVA, TEIMO SIA

  (EXPEC TATIVA DE C O NTINUIDADE DA INSATISFAÇ ÃO PRESENTE) A inc lina ç ã o d o c o rp o fa la se mp re . No c a so , é c o ntrá ria a q ue m q ue r q ue e ste ja d ia nte d o s no sso s d o is p e rso na g e ns; lo g o , te mo s uma c la ra REJEIÇ ÃO e m ling ua g e m d o c o rp o .

  Ha b itue -se , le ito r, a p e rc e b e r a inc lina ç ã o d o c o rp o d a s p e sso a s c o m q ue m c o nve rsa . Se e stá inc lina d o p a ra trá s, ve ja o c o nte xto : p o d e e sta r simp le sme nte re la xa nd o , c o nfo rta ve lme nte d e sc a nsa d o .

  Po d e e sta r "d ig e rind o " o q ue o le ito r e stá p ro c ura nd o inc ulc a r ne le . Ma s se e stá d e músc ulo s te nso s, te mo s re sistê nc ia , re je iç ã o .

  Bra ç o s p ro te g e ndo o "Le ã o " (id e ntid a d e e mo tiva ), o b je to s de fe nde ndo o "b o i" (so b re vivê nc ia ), já é c la ro p a ra o le ito r.

  No vid a d e é o p é a nc o ra do ; p ro c ure o b se rvá -lo q ua nd o a lg ué m te ima e m ma nte r o se u p o nto d e vista numa d isc ussã o .

  Se r um se r huma no e stá inte re ssa do e m a lg ué m o u a lg o , a inc lina ç ã o d o se u c o rp o te nd e a mo stra r na tura lme nte e sta sua inc lina ç ã o e mo c io na l.

  Ma s, se a "á g uia " a visa q ue ta l a ç ã o a d e sc o b e rto nã o é c o nve nie nte e m d a d a s c irc unstâ nc ia s, o ho me m te nta re p rimir a ling ua g e m d o c o rp o . Te nta , ma s o se u inte re sse re a p a re c e na d ire ç ã o d o o lha r.

  Vo c ê p re c isa e sta r a le rta p a ra p e rc e b e r e sse s o lha re s - p o d e m d ura r a p e na s uma fra ç ã o d e se g und o .

  DESINTERESSE

  A inc lina ç ã o d o c o rp o a g o ra é c o ntrá ria , ma s o ho me m d e sinte re ssa d o e stá "à vo nta d e "; se us músc ulo s nã o a p re se nta m te nsã o . "BO I" d o rmita nd o , rumina nd o , se m se p re o c up a r c o m e mo ç ã o a lg uma .

  Re tra ime nto d a " se rp e nte ". C o mp a re o s d o is e xe mp lo s d e d e sinte re sse c o m o s d e ma is p e rso na g e ns. Se m e xc e ç ã o , d e mo nstra m, no s se us c o rp o s ma is te nso s, na s sua s mã o s e ro sto s, um mund o d e e mo ç õ e s. Te nte c o mp re e nd e r o

  AVIDEZ (O RIG EM: FRUSTRAÇ ÃO O RAL)

  A b o c a é se nsíve l a o p ra ze r, à sa tisfa ç ã o , p o is o se io ma te rno - o u a ma ma d e ira - sa tisfa z o s a nse io s d e to d o se r huma no e m sua fa se d e la c te nte .

  Fo i o q ue o le ito r já p e rc e b e u, a o e xa mina r a te nta me nte o d e se nho a nte rio r, no c a so d a p e sso a q ue , d ia nte d e uma a ng ústia , re g re ssa inc o nsc ie nte me nte a um e sta d o infa ntil.

  Q ua nd o uma d a s mã o s, p e rto d a b o c a , "d iz": PREC ISO SATISFAZER O "EU", p ro c ure p e rc e b e r o q ue d ize m a s o utra s e xtre mid a d e s d o c o rp o , ma is o p e ito e nc o lhid o o u e stufa d o ; se mp re há uma me nsa g e m q ue mo stra a re la ç ã o d o g e sto c o m o c o nte xto . C o mo o d a o utra mã o , d ize nd o : PREC ISO DO C O LAR AQ UI!

  As p e sso a s q ue se nte m a c o mp ulsã o d e g a sta r a sua e ne rg ia e m

  (DE C O NFIRMAÇ ÃO DA SATISFAÇ ÃO ESPERADA) No iníc io d e ste " vo c a b ulá rio ", so b o título ATENÇ ÃO , INTERESSE, já vimo s a inc lina ç ã o d o c o rp o e d ire ç ã o d o o lha r q ue aq ui re a p a re c e . E no c a p ítulo 4 d a p rime ira p a rte d e ste livro , o b se rva mo s na q ue la c e na d e fa ro e ste o ho me m d o "so rriso ma u" c o m o q ue ixo a p o ia d o na s mã o s, e m a titud e d e e xp e c ta tiva . To rne o le ito r a e xa mina r o d e se nho a c ima : to d o s o s p a rtic ip a nte s d a re uniã o mo stra m a q ue la inc lina ç ã o p a ra a fre nte , e , na fig ura d o me io , o a p o io d a s d ua s mã o s a o q ue ixo é b e m e vid e nte .

  To d o s o s ro sto s e stã o so rrid e nte s - e sp e ra m ma nte r-se sa tisfe ito s (a o c o ntrá rio d o s ro sto s e m RESISTÊNC IA PASSIVA, e sp e ra nd o ma nte r-se e nc o ntra mo s p a is e xc e ssiva me nte se ve ro s. O p e ito (o EU) a d e sc o b e rto (ho me m à d ire ita ) mo stra to ta l re c e p tivid a d e .

  O "EU"

  O "EU" é e xp re sso p e lo p o sic io na me nto d o tó ra x, c o nfo rme já vimo s a nte rio rme nte . No insta nte e m q ue a lg ué m d á muita imp o rtâ nc ia a si p ró p rio , a "Se rp e nte " d a Ene rg ia e stá no níve l d o "EU-LEÃO ".

  C o nvé m le mb ra r q ue e sta s a titud e s, q ua nd o ma is o u me no s p e rma ne nte s, sã o fá c e is d e o b se rva r. Ma s o c o rp o fa la se mp re no Ind ic a tivo Pre se nte , no "a q ui e a g o ra ", e o q ue d iz p o d e d ura r a p e na s um b re ve insta nte .

  C o mp a re o q ue vimo s no d e se nho a nte rio r c o m e ste s d o is p e rso na g e ns. O c o nte xto é o utro , ma s a e strutura d a s me nsa g e ns é b a sic a me nte a me sma . O nd e a d a ma a risto c rá tic a e sta va so lid a me nte a p o ia d a na p o ltro na , o c a va lhe iro c o nvid a d o ma nté m o s p é s e m a titud e d e só lid o a p o io . C a b e ç a , tro nc o , me mb ro s se g ue m p a ra le lo s simila re s; ta nto fa z, p o r e xe mp lo , a mã o d a p e sso a q ue d o mina o e nc o ntro "d ize r":

  Re p a re o le ito r c o mo o c o rp o fa la d e fo rma nitid a me nte d ife re nte , q ua nd o , a c usa ndo , mo stra um se ntime nto ESTÁTIC O (um

  

PO NTO d e vista ; PO NTO é lo c a l d e PARADA), o u e ntã o , a me a ç a ndo ,

  um se ntime nto DINÂMIC O (uma LINHA d e a ç ã o ; LINHA é a lg o a SEG UIR!] No p rime iro c a so , a a titud e é p a ra da (d e d o a c usa d o r p a ra d o , mã o e sq ue rd a "d o se ntime nto " c he g a nd o a APO IAR a a titud e físic a

  (mã o na me sa ). Este último p o rme no r e stá d e a c o rd o c o m o p rinc íp io d e G re e ne q ue e stud a re mo s ma is a d ia nte ne ste c a p ítulo .

  No o utro c a so , re p a re no d ina mismo d o d e d o e ste nd id o !

  Ne sta e mo ç ã o q ue c ha ma mo s d e Re c e io , o fluxo e ne rg é tic o ("SERPENTE") c o me ç a a se d ivid ir e m d ire ç õ e s o p o sta s. No s e xe mp lo s a c ima , uma p a rte MÍNIMA d o c o rp o é c o nsc ie nte me nte e xp o sta a o p e rig o p a ra "e sp io na r o inimig o ", e nq ua nto o "g ro sso d a tro p a " e stá p ro nto p a ra uma re tira d a .

  To rna mo s a le mb ra r: isto é c a ric a tura d id á tic a ! É inte re ssa nte o b se rva r e ste s p o rme no re s q ua nd o a lg ué m e stá d ia nte d e um d ile ma ,

  Na e sc a la p ro g re ssiva re c e io -me do -p a vo r, a d ivisã o e ne rg é tic a e m d ire ç õ e s o p o sta s va i se a c e ntua nd o a té o me d o inte nso ; há um c urto -c irc uito d a "Se rp e nte ": a e ne rg ia é g a sta a o me smo te mp o e m mo vime nto s d e q ue re r (a va nç o ) e nã o p o d e r (re c uo ). No p a vo r, o s trê s inc o nsc ie nte s a p a vo ra d o s a g e m c o nc a te na d o s p o r me ro re fle xo .

  O c o rp o fa la o q ue a me nte c o nté m. No s c a so s a c ima , a ma io ria d o s le ito re s d e c e rto re c o nhe c e a g o ra q ue , me smo a nte s d e e stud a r no sso livro , já p e rc e b ia d e a lg uma fo rma (me no s c o nsc ie nte q ue fo sse ) o sig nific a d o c o ntid o na s a titud e s d o d e se nho . É o ro sto d o no sso o p o ne nte mo stra nd o c o nte nta me nto e nq ua nto no s e nc a ra c o m firme za : mo stra inte re sse a má ve l e m nó s.

  Pe lo ra c io c ínio a lg é b ric o , ma is c o m ma is d á ma is; e ntã o tro q ue mo s o s sina is: me no s c o m me no s te m q ue d a r me no s! O o lha r q ue

  SENSUALIDADE

  Na mo ç a a o a lto , d e mã o e ste nd id a p a lma p a ra c ima (a titud e p e d inte ), o d e se jo se nsua l p o d e se r o u nã o c o nsc ie nte . Na ma io ria d a s a titud e s q ue o le ito r o b se rva rá na p rá tic a , se rá d e c e rto inc o nsc ie nte me smo .

  O a c a ric ia r d e p ê lo s é o utra fa la inc o nsc ie nte d o "b o i". Po r isso , q ua nd o a s p e sso a s a c a ric ia m d istra id a me nte um g a tinho o u a p e lúc ia d ê um so fá , d e mo nstra m se u d e se jo inc o nsc ie nte d e c o nta to se nsua l.

  A fa la inc o nsc ie nte d o c o rp o d a mo ç a d o rmind o fo i o b se rva d a e m p e sso a s se xua lme nte re p rimid a s.

  INVEJA

  O d e se jo inc o nsc ie nte d e c o nta to se nsua l, visto no d e se nho a nte rio r, a q ui a p a re c e na fig ura d a d ire ita , no último p la no . As d ua s re a ç õ e s b ip o la rme nte o p o sta s, c a usa d a s p e lo se ntime nto d e inve ja , a p a re c e m na p o siç ã o d o tó ra x: e nq ua nto o ho me m à e sq ue rd a no d e se nho se diminui a o c o mp a ra r-se c o m o d o no d a la nc ha , a se nho ra d o c e ntro e ng ra nde c e o se u EU.

  DESC O NFIANÇ A

  (REJEIÇ ÃO INTRANQ ÜILA DE C O NTATO HUMANO ) Re p a re o le ito r na fig ura d o p sic ó tic o d ia nte d a e nfe rme ira . Se us b ra ç o s e p e rna s fo rma m uma G RADE p ro te to ra q ue d iz: Ning ué m e ntra

  (e e u nã o p o sso o u nã o q ue ro sa ir)!

  MUTISMO

  Muita s ve ze s a c o nte c e q ue , numa c o nve rsa , nã o p o d e mo s o u nã o q ue re mo s e xte rna r no sso s se ntime nto s. Isto ta mb é m é e xp re sso p e lo no sso c o rp o .

  PERSUASÃO

  (ESFO RÇ O DE...)

  Um e studo de ta lha do do de se nho de c e rto disp e nsa ma io re s c o me ntá rio s.

  SAIR

  (DE UMA DADA STTUAÇ ÃO ) Se rá inte re ssa nte p a ra o le ito r e stud a r ta mb é m, e m se p a ra do , so me nte a s p o siç õ e s d o s p é s ne ste d e se nho . Dire ç ã o d o p é ind ic a d ire ç ã o d a inte nç ã o d e lo c o mo ve r-se , d e c he g a r-se a o q ue inte re ssa

  PRO TEđấO

  O b se rvo u o s p é s d o c a sa l se nta d o ? Ap o nta m -se mutua me nte ! A mã o e sq ue rd a d a mo ç a (mã o "d o se ntime nto ") p re nd e a d e le ! C o m a d ire ita , e la p uxa o b ra ç o d ire ito d e le

  "d ize nd o " a o "o utro ": q ue ro se r p ro te g id a p e lo MEU p a rc e iro ! Pro c ure no ta r c o mo é c o mum um ho me m fa ze r um g e sto inc o nsc ie nte d e p ro te ç ã o q ua lq ue r à sua c o mp a nhe ira , q ua nd o a lg um p o ssíve l riva l se a p ro xima , e , so b re tud o , p ro c ure no ta r e sse g e sto d e p ro te ç ã o no SEU c a so , q ua nd o e m c irc unstâ nc ia s id ê ntic a s!

  DESAFIO O d e sa fio é uma c o nsta nte no no sso p re se nte c o nte xto c ultura l.

  Te mo s q ue "p a ssa r à fre nte "; é p re c iso "c o lo c a r o s o utro s no s se us lug a re s"! Jo ue r de s c o úde s e m fra nc ê s, Elle nb o g e nra um e m a le mã o ,

  

e lb o wro o m e m ing lê s (tud o isso , lite ra lme nte , se re fe re a o e sp a ç o p a ra

  c o to ve lo s), é a a titud e físic a c o rre sp o nd e nte q ue a lc a nç o u fo ro s d e ling ua g e m ve rb a l!

  REG RESSÃO

  (A UM ESTADO INFANTIL) To d o s nó s te mo s mo me nto s d e re g re ssã o na vid a . C a rna va l, fute b o l, b rinc a d e ira s d e sa lã o , sã o e xe mp lo s ma is c o rriq ue iro s.

  O s p sic a na lista s e o s c ie ntista s d o c o mp o rta me nto no s a p o nta m, no e nta nto , e xe mp lo s ma is ine sp e ra d o s: Do rmir, vo lta nd o à p o siç ã o fe ta l; a ninha r-se c o mo uma c ria nç a p e q ue na no c o lo d a p e sso a a ma d a e , numa d a s re a ç õ e s à frustra ç ã o , fa ze r "ma nha " (b a te r o p é , xing a r e tc ).

  LING UAG EM DO S O BJETO S

  (ESC O LHA DE...) O BJETO TAMBÉM FALA!

  To do e q ua lq ue r o b je to re la c io na do c o m p e sso a s a dq uire uma ling ua g e m p ró p ria . Exib ir uma Me rc e de s fa la ! Emp unha r uma g a rra fa de uísq ue e sc o c ê s le g ítimo o u ve stir fa rda de c o rp o de b o mb e iro s fa la ! Ve ja , na s fig ura s da s mo ç a s a c ima , o q ue "dize m" sua s a titude s re la c io na da s c o m o s o b je to s q ue p re fe re m ma nuse a r!

  C ULPA

  (SENTIMENTO DE...) É o sup e re g o d e Fre ud , lo c a liza d o no níve l d a Ág uia , q ue fa z c o m q ue a c irc ula ç ã o d a e ne rg ia e ste ja inib id a e m re la ç ã o a tud o q ue te m re la ç ã o c o m a ling ua g e m; é o mo d o inc o nsc ie nte d a p uniç ã o muito fre q üe nte e m p e sso a s q ue fo ra m muito c a stig a d a s na infâ nc ia .

  Ma s ne m p o r isso to d a a p e sso a q ue se e nc o lhe se nte -se c ulp a d a d e a lg uma c o isa ! Ante s d e suc umb irmo s à te nta ç ã o d e d o g ma tiza r e m te rmo s d e ste vo c a b ulá rio é b o m le mb ra r o q ue d ize m te r a c o nte c id o e m

  Vie na :

  Entã o o Me stre , d e lib e ra d a me nte , re tira o c ha ruto d a b o c a , c o nte mp la -o p e nsa tivo e d iz: "Se nho re s! Existe m mo me nto s na vid a d e um Ho me m e m q ue um c ha ruto é APENAS UM C HARUTO !"

  TENSÃO

  (STRESS, ANSIEDADE) C o nvé m um c o me ntá rio e xte nso . Te nsã o , no Ho me m, é isto : q ue ha via e ntre o "c é re b ro , ó rg ã o c o rp o ra l e c e na d a a ç ã o " d a vid a me nta l, e o s se us sub stra to s fisio ló g ic o s. Po r isso , d a í e m d ia nte , a p rá tic a p sic a na lític a c o nc e ntro u-se p rinc ip a lme nte na s re la ç õ e s intra p síq uic a s.

  Ma s, c o me ç a nd o ta lve z c o m Re ic h, q ue c ha mo u a a te nç ã o so b re a LING UAG EM DO C O RPO , o misté rio c o me ç o u a c e d e r. Surg iu a a ná lise e ne rg é tic a d e Lo we n, a te ra p ia G e sta lt d e Pe rl e muita s o utra s. Assim, G re e ne e c o la b o ra d o re s (1970) o b tive ra m d a d o s sufic ie nte s p a ra fo rmula r o

  Este p rinc íp io se a p lic a p e rfe ita me nte no q ue a c ima d isse mo s e d e se nha mo s: Pa ra a mud a nç a me nta l-e mo c io na l d o no sso c a ç a d o r, q ue d e re p e nte p e rc e b e o a lvo , te mo s a ime d ia ta mud a nç a físic a d o e sta d o d o s se us músc ulo s, re -te sa nd o o a rc o .

  Va mo s tra d uzir a q ue le "Princ íp io d e G re e ne " p a ra o no sso (ma is le ve , p o ré m me no s p re c iso ) e stilo d id á tic o ? Ma s, o q ue a c o nte c e u c o m no sso silvíc o la d o d e se nho , e nq ua nto le mo s isso ? nã o ma is a p re se nta m a q ue la te nsã o má xima q ue b lo q ue a ra p o r UM

  

MO MENTO o livre fluxo d a e ne rg ia , e nq ua nto se c o nc e ntra ra na ta re fa

d e a p o nta r c o m p re c isã o p a ra o a lvo .

  Tud o isso fo i q ua se insta ntâ ne o . Ne nhum "p rimitivo " de mo ra na

  p o siç ã o de a rc o te nso , frustra ndo -se de a tira r!

  A sua te nsã o é na tura l, ve m e VAI. É rítmic a , c o mo to d o fluxo e ne rg é tic o no rma l no unive rso .

  ALVO FIXO É NO VIDADE

  O ra , isto se mp re fo i a ssim, a té q ue c he g o u a c iviliza ç ã o , c o m uma no vid a d e na histó ria d a e vo luç ã o : o s a lvo s fixo s. Ma is a a nsie d a d e d e ma ntê -lo s so b a no ssa mira c o nsta nte !

  Eis a a nsie d a d e , a "te nsã o " d e no sso s d ia s. Nã o surg e e d e sa p a re c e , no va ivé m na tura l. Ve m e FIC A.

  É o a lvo fixo d e to d a uma c o le ç ã o d e re g ra s d e c o nd uta id e a l p a ra a vid a inte ira q ue , d e sd e a infâ nc ia , no s fo i inc ulc a d a na á g uia e g ua rd a d a no b o i e no le ã o . Só q ue ne m G uilhe rme Te ll a c e rta ria na q ue la ma ç ã na c a b e ç a d o filho a vid a inte ira - b ra ç o c a nsa d o tre me e há se mp re um ve ntinho p a ra a tra p a lha r.

  • Ac e rto u no c e ntro ? Te m p rê mio !
  • Ac e rto u fo ra d o c e ntro ? É c rime ; te m c a stig o ! Fic a mo s te nso s. O b o i e stá ind ó c il, c utuc a o le ã o c o m o s c hifre s.

  O instinto q ue r se g uir o c o stume iro imp ulso na tura l d o a lvo mo me ntâ ne o e e sq ue c e r o a ssunto .

  Ma s a á g uia nã o d e ixa . Entã o o s músc ulo s c o rre sp o nd e nte s à a ç ã o frustra d a p e rma ne c e m te nso s, se ja no s o mb ro s, no s ma xila re s, na s c o sta s o u no s va so s e m q ue flue m o s líq uid o s d o c o rp o ., Te mo s uma situa ç ã o b io físic a e b io q uímic a a no rma l. É "STRESS".

  Q ua nto a o re sulta d o , o s e ng e nhe iro s já tê m a p a la vra a d e q ua d a : é "STRESS-C O RRO SIO N". A g e nte se "ró i p o r d e ntro ".

  Ro e r a s unha s: ha ve rá uma fo rma ma is c la ra d o c o rp o d ize r "e sto u me ro e nd o "? Ale xa nd re Lo we n, um mé d ic o no rte -a me ric a no , insp ira d o no s tra b a lho s d e d isc íp ulo d issid e nte d e Fre ud , Wilhe lm Re ic h, a p re se nto u uma e xp lic a ç ã o muito lúc id a d e c o mo se insta la uma te nsã o musc ula r. Pa ra isto , e le le mb ra p rime iro o s p rinc íp io s fund a me nta is q ue re g e m o q ue Fre ud c ha mo u d e "a p a re lho p síq uic o ".

  Fre ud , p o r mo tivo s d e a ná lise e d e p e sq uisa , se p a ro u a rtific ia lme nte a vid a p síq uic a d a vid a fisio ló g ic a e se c o nc e ntro u so b re a q ue la .

  É d o c o rp o q ue ve m, se g und o Fre ud , a o rig e m d e no sso "Eg o " a nima l, q ue é o "ID", isto é , o s imp ulso s ta is c o mo c o me r, b e b e r, d e fe c a r, urina r, te r re la ç õ e s se xua is. Pro c ura m g a ra ntir a no ssa so b re vivê nc ia p e sso a l e a d a e sp é c ie .

  Ma s o me io e , ma is p a rtic ula rme nte , a so c ie d a d e b lo q ue ia m d e sc a rg a , p ro vo c a nd o uma te nsã o musc ula r. É a te nsã o d o e sfínc te r d a no ssa b e xig a , e nq ua nto p ro c ura mo s, a flito s, um b a nhe iro d e so c up a d o ...

  O s p a is q ue sã o o s p rinc ip a is a g e nte s d e re p re ssã o o u a d ia me nto d e sta s d e sc a rg a s p a ssa m a o s p o uc o s a se r " intro je ta d o s", isto é , p a ssa mo s a a ssumir nó s me smo s o p a p e l d e le s; e le s p a ssa m a e xistir e m nó s. Em ve z d e ma mã e d ize r: "Nã o d e fe q ue na s c a lç a s o u nã o urine na c a ma ", há uma vo z inte rio r q ue no s imp e d e d e o fa ze r. Esta vo z inte rio r, q ue se to rna inc o nsc ie nte , é o q ue Fre ud c ha mo u d e sup e re g o .

  C a b e a o Eg o c iviliza d o a p a zig ua r e sta luta e ntre o Id e o mund o e xte rio r d e um la d o , e o sup e re g o inte rio r d o o utro . O ra , c a d a ve z q ue a á g uia imp e d e o b o i d e a g ir, a e ne rg ia se a c umula no músc ulo a nta g ô nic o a o q ue o b e d e c e ria a o b o i. Po d e mo s d ize r q ue a se rp e nte -e ne rg ia se e nro la , te nsa , num nó musc ula r, ma s nã o a d e ixa m d a r o b o te .

  Assim, to d a te nsã o musc ula r c rô nic a , to d a p o stura o u e xp re ssã o fo rç a d a p e rma ne nte q ue se tra d uz e m ling ua g e m "fixa " d o c o rp o , é uma e xp re ssã o c o rp o ra l d e sup e re g o q ue c o nse g uiu se imp o r na q ue la s c irc unstâ nc ia s.

  E, e vid e nte me nte , to d a te nsã o , p o stura o u e xp re ssã o fo rç a d a p a ssa g e ira ind ic a c o m p re c isã o c ro no mé tric a a d ura ç ã o d o d o mínio d o sup e re g o na q ue le c o nte xto .

  A a ná lise " b io e ne rg é tic a " d o Lo we n c o nsiste justa me nte e m fa ze r uma ve rd a d e ira p sic a ná lise p sic o sso má tic a q ue a b ra ng e a o me smo te mp o o c o rp o e a me nte ; d e sb lo q ue a r uma te nsã o musc ula r c o nsiste a lg uma s no c a p ítulo 16. Po r e nq ua nto , c o nvé m c o ntinua rmo s e ste já lo ng o c o me ntá rio so b re a te nsã o , só p a ra me lho r e nte nd e r-lhe o s e fe ito s na ling ua g e m d o s g e sto s inc o nsc ie nte s.

  O S SINAIS DA ESFING E

  Já vimo s q ue , na s te nsõ e s p a ssa g e ira s na tura is d o ritmo d a vid a , a e ne rg ia é lo g o a p lic a d a d ire ta me nte o nd e a p ro va mo s (Ta mb é m p o d e se r a p lic a d a simb o lic a me nte . O e fe ito é simila r).

  Ma s p e rma ne c e b lo q ue a d a q ua nd o no s a ng ustia mo s: a luz ve rme lha te m q ue se r re sp e ita d a ! Te mo s, a ssim, trê s situa ç õ e s d e trá fe g o p a ra a no ssa e ne rg ia :

  C a na liza mo s no sso fluxo d e e ne rg ia no ra mo "b o m". A te nsã o fo i "c o nstrutiva ". Tra nsfo rmo u-se numa a ç ã o a p ro va d a e se g uimo s a d ia nte . O silvíc o la d isp a ro u a fle c ha . Isto ta mb é m se a p lic a q ua nd o c o nsid e ra mo s a a ç ã o inc o mp le ta , ma s c o nstituind o um p a sso na d ire ç ã o c e rta : O silvíc o la e stá c o nte nte p o rq ue a c a b o u d e fa b ric a r o se u a rc o e sua s fle c ha s e , no mo me nto , nã o te m fo me !

  EM LING UAG EM DO C O RPO : a usê nc ia d e sina is d e te nsã o

  musc ula r c o nsta nte , p o stura s no rma is, g e sto s fluid o s, ha rmô nic o s, e xp re ssã o d e re p o uso o u c o nte nta me nto , d e sc o ntra ç ã o .

  2. LUZ VERMELHA (Ma s c o m uma rua zinha la te ra l de simp e dida , p e rmitindo um de svio a nte s do sina l fe c ha do .)

  Blo q ue io d e p o uc a d ura ç ã o e / o u inte nsid a d e . De svia mo s no ssa e ne rg ia p a ra um c a na l p a ra le lo . É o murro na me sa p a ra nã o a ma ssa r a c a ra d e sse suje ito a í!

  Do e u um p o uc o (o q ue fo i um "b o m" c a stig o p o r se rmo s q ua se tã o "ma us" c o mo e le ) ma s a d o r p a sso u; e vita mo s o q ue é "ma u", e isto fo i "b o m".

  EM LING UAG EM DO C O RPO : Atitud e s a g re ssiva s (o u a uto - a g re ssiva s) p o r o c a siã o d o c o nte xto fa vo rá ve l à sua e xp a nsã o .

  3. LUZ VERMELHA MESMO

(Rua zinha la te ra l já e ntup ida , p o r c a p a c ida de insufic ie nte .)

  Blo q ue io p e rtina z e / o u inte nso . A e ne rg ia e xtra va sa , c a usa nd o sinto ma s p e rtina ze s e / o u inte nso s na s a titud e s c o rp o ra is. De p o sto e e xila d o na Ho la nd a , o a ltivo Ex-Imp e ra d o r G uilhe rme II d a Ale ma nha (c uja se ve ra e d uc a ç ã o o d e ixa ra c o nvic to , d e sd e a infâ nc ia , d e q ue lhe c a b ia o p a p e l vita líc io e ina lie ná ve l d e d irig ir a q ue la na ç ã o ) p a sso u o re sto d o s se us d ia s ra c ha nd o le nha . Ta lve z p o r

  Po d e mo s, a g o ra , vo lta r à a p re se nta ç ã o d o no sso vo c a b ulá rio p e lo s d e se nho s c o m e ne rg e ma s tra nsfo rma d o s e m b a lõ e s-te xto .

  O Q UINTO PRINCIPIO

  Ag o ra , a mig o le ito r, vo c ê me smo já c he g o u à c o nc lusã o d e q ue a ling ua g e m d o c o rp o te m uma e strutura d e te rmina d a ; p o d e mo s e sta b e le c e r ma is um p rinc íp io !

  Le mb ra -se d o s q ua tro p rinc íp io s d o c a p ítulo 9, no fim d a p rime ira p a rte ? Era m o "C O MO " a c o isa func io na va . Ag o ra , ve ja mo s o q uinto p rinc íp io , o u se ja , o "Q UÊ" d a C iné sic a :

  É o q ue va mo s e luc id a r a se g uir:

  ENERG EMAS E SEMANTEMAS

  Le mb ra -se d o c a p ítulo 6, q ua nd o b ra ç o , na riz o u mã o a ind a e ra m c o mp a ra d o s a "le tra s" d a "p a la vra " d o c o rp o ? Vo c ê a ind a e sta va no iníc io d a sua re a lfa b e tiza ç ã o c iné sic a ! Ag o ra vo c ê já "sa b e le r".

  Bra ç o , na riz o u mã o d ize m p a la vra s, o u a té fra se s inte ira s. So ma d a s, fo rma m um se ntid o g e ra l q ue , p o r p e rc e p ç ã o d ire ta , um o b se rva d o r tre ina d o e nte nd e na sua to ta lida de e

  insta nta ne a me nte !

  Em ling ua g e m d a TEO RIA DA INFO RMAÇ ÃO E PERC EPÇ ÃO ESTÉTIC A (A. Mo le s), d iría mo s q ue vo c ê junto u MO RFEMAS (unid a d e s ne utra s, me nsa g e ns b á sic a s) p a ra fo rma r um SEMANTEMA (a unid a d e - me nsa g e m b á sic a q ue , e q ua c io na nd o se us mo rfe ma s c o mp o ne nte s, e mite um c o nc e ito c o mp le to ).

  Ta l c o mo o na ufra g o d e sta ilha d e se rta , q ue junto u o s p a uzinho s e c o q uinho s iso la d o s (mo rfe ma s) p a ra fo rma r o se ma nte ma " SO S" e m c ó d ig o mo rse .

  Em ling ua g e m d a TEO RIA DA PERC EPÇ ÃO C INÉ-SIC A (P. We il. E R.

  C o m isso , vo c ê o b te ve : HARMO NIC O S SEMANTEMAS DISC O RDANTES

  Po r e xe mp lo : As ha rmô nic a s sã o se mp re me nsa g e ns ma is fo rte s (o s fluxo s e ne rg é tic o s sã o num me smo se ntid o , se m inte rfe rê nc ia e ntre si, e há uma p o te nc ia liza ç ã o e le va d a ). Po r isso ta mb é m sã o ma is fá c e is d e

  A p o siç ã o d a s mã o s e m a titud e d e "me d á !" é id ê ntic a no s d o is c a va lhe iro s d a p rime ira fila , ma s o p a r d e "e ne rg e ma s" d o c a va lhe iro e né rg ic o é "e sc rito " c o m nitid e z e m b ruta is le tra s d e c a rta z d e c irc o .

  Já o se nho r a stê nic o , e m p rime iro p la no , e mitiu o se u "me d á " e m le trinha s d e b ula d e re mé d io . Ne m se q ue r le va nto u sua s " a nte na s e misso ra s" d o c o lo ; só viro u, inc o nsc ie nte me nte , a s p a lma s d a s mã o s p a ra c ima . É e ne rg e ma tã o d e b ilme nte e mitid o q ue a g e nte se p e rg unta c o mo te ve e ne rg ia b a sta nte p a ra ir a té o te a tro !

  Q ua nto à "c a lig ra fia " é simp le s: G e nte o b e sa , re umá tic a , se m vig o r, se mo ve ma l; já é a p ró p ria ling ua g e m d o c o rp o e m se ma nte ma s d isc o rd a nte s c o ntínuo s. Enq ua nto isso , a q ue le q ue é físic a e me nta lme nte d e sinib id o a p re se nta sua "me nte sã no se u c o rp o sã o ". Entã o tra nsmite c o m nitid e z (e , infe lizme nte p a ra nó s p rinc ip ia nte s, c o m a q ue la ra p id e z d a a g ilid a d e p sic o mo to ra p e rfe ita )! Ma s é uma nitid e z se m a mb ig üid a d e , e né rg ic a e c la ra ; sina l e mitid o c o m a lta p o tê nc ia , se m ruíd o d e fund o .

  So b re tud o a s p e sso a s c uja p o stura é g ra c io sa , na tura l, id ê ntic a à d o s silvíc o la s, o b tid a p e la TÉC NIC A ALEXANDER, RO LFE e o utra s, tra nsmite m a s ma is sutis g ra d a ç õ e s c o m a ma is "a lta fid e lid a d e ", p o is sã o d e um vig o r ma is sa ud á ve l; ve re mo s isto no c a p ítulo 17.

  TREINE CO M CUIDADO ; NÃO BRINQ UE CO M O S SENTIMENTO S DO S O UTRO S!

  C o nvé m tre ina r d ura nte a lg uns d ia s, c o m a a jud a d a p e sso a MAIS BEM HUMO RADA e MAIS EXTRO VERTIDA d o c írc ulo d o s se us a mig o s. E só d ura nte uns p o uc o s insta nte s, p a ra nã o fe rir-lhe o s se ntime nto s. É a ssim:

  Po nha m -se à vo nta d e e p uxe m um a ssunto q ua lq ue r d isc utíve l, p o ré m a me no . C o me c e m a d e b a tê -lo c o m na tura lid a d e . A me d id a q ue , d ia nte d a sua a rg ume nta ç ã o , se u a mig o o u sua a mig a re c ua r o tro nc o , c ruza r o s b ra ç o s, tra nç a r a s p e rna s e tc ,

  INTERRO MPA a sua p ró p ria a rg ume nta ç ã o e

  ALEG REMENTE a p o nte -lhe o g e sto e m q ue stã o , c ita nd o -o e m vo z a lta , b e m c o mo o se u sig nific a d o .

  Ve rá q ue , p ro va ve lme nte , mud a rá d e p o siç ã o . C o ntinue o c o me ntá rio ("O ra , me u a mig o ! Vo c ê d e sc ruzo u o s b ra ç o s, ma s a p o nto u o c o to ve lo na minha d ire ç ã o ! Vo c ê c o ntinua a se r c o ntra , he m? ").

  SUSPENDA a sé rie c o ntínua d e p o is d a te rc e ira o u q ua rta d e sc o d ific a ç ã o ! Do c o ntrá rio , vo c ê p o rá e m sé rio risc o a sua a miza d e ; um inc o nsc ie nte ma g o a d o é se mp re d ifíc il d e se r c o nse rta d o e o le ig o , te nta nd o , p o d e p io ra r o c a so !

  E INSISTA p a ra q ue e le fa ç a a me sma c o isa c o m vo c ê s, e m inte ra ç ã o mútua c o nsc ie nte e d ive rtid a .

  Assim, c o m p o uc a s d o se s C URTAS e ntre a mig o s sinc e ro s d e e sp írito e sp o rtivo , to d o s se b e ne fic ia rã o e d a rã o uma s b o a s risa d a s.

  NUNC A fa ç a isso c o m uma p e sso a d e me nta lid a d e me no s

  e vo luíd a , inse g ura d e si, o u ma l humo ra d a . Vo c ê irá ma g o á -la , "b rinc a nd o " c o m se us se ntime nto s. Se ria o d ie nto .

  Po r o utro la d o , se NÃO tre ina r, se rá b e m me no s e fic ie nte . Te rá a p e na s lid o um livro d ive rtid o a ma is. Po uc o s d ia s, c o m tre ino s d e uns p o uc o s minuto s p o r d ia , b a sta m!

  E DEPO IS?

  De p o is, vo c ê , p e la sua c a p a c id a d e d e e nte nd e r intima me nte o s se us se me lha nte s, te rá a d q uirid o a q ue la sup e rio rid a d e d e q ue m "já sa b e le r" me lho r q ue o s o utro s. vo c ê se a rre p e nd e rá d e c a usa r um a b o rre c ime nto o nd e , c o m um p o uc o ma is d e ta to e um p o uc o me no s d e e g o ísmo , vo c ê te ria d a d o e re c e b id o a a le g ria d e um b o m e nte nd ime nto mútuo .

  Po rq ue , p a ra b rig a r, c o nvé m p e nsa r d ua s ve ze s; ma s p a ra o a mo r d e ve se mp re ha ve r um e sp a ç o d e te mp o d isp o níve l d e ime d ia to . O q ue no s le va a o c a p ítulo se g uinte !

  

C APÍTULO 13

O Am o r e sua Expre ssã o C o rpo ra l

  1. As Me nsa g e ns Individua is O q ue é o a mo r? — C o mo a ma mo s a s c o isa s? — E a s pe sso a s? - A huma nida de nã o é um c lub e .

  UMA PAUSA PARA O AMO R

  E p o r q ue nã o ? Ha ve rá a lg o d e me lho r d o q ue o a mo r? Me re c e mo s, o le ito r e nó s, uma p a usa na s no ssa s liç õ e s d e g ra má tic a (p a la vra ho rríve l!); e ntã o d e d iq ue mo s e sta s p á g ina s a o a mo r.

  O q ue é o a m o r? No d e se nho a c ima , um e sq ue ma simp le s p a ra te nta r a re sp o sta :

  • Ama o ra c io c ínio , o sa b e r, a sa tisfa ç ã o d a sua c urio sid a d e . É re a lista , fo g e d a ilusã o . E p ro c ura e nxe rg a r lo ng e . Q ue r o "C ERTO ". "USA A C ABEÇ A"...

  A ÁG UIA

  Um c o ng re sso d e sá b io s d isc utind o p rinc íp io s d e ma te má tic a é , na q ue le mo me nto , um b a nd o d e á g uia s.

  Um c o njunto music a l o u uma a c a d e mia d e p o e ta s é , no mo me nto d e e xe rc e r a q ue la s a tivid a d e s, um b a nd o d e le õ e s. O - Ama o s p ra ze re s simp le s, a q ue le s q ue sã o imp o rta nte s

  BO I

  p a ra a so b re vivê nc ia d o se r huma no : re sp ira r o b o m a r, fa ze r b a te r b e m o sa ng ue , d o rmir c o mo d a me nte , b e b e r e c o me r b e m, d e fe nd e r b e m o c o rp o d e to d o s o s p e rig o s físic o s e c a p ric ha r no s a to s d e e xc ita ç ã o , c ó p ula , fe c und a ç ã o , p a rto , a ma me nta ç ã o e tc , q ue visa m à c o ntinuid a d e d a fa mília huma na so b re a te rra .

  Pa ra isso tra b a lha "c o mo um b o i", e m mil ta re fa s. Ma s, e m sínte se , a ma a p e na s a so b re vivê nc ia físic a , o "BO M", p a ra um sa c o d e p e le c he io d e p ro to p la sma q ue a á g uia re g istra e o le ã o se nte c o mo se nd o Do uto r Fula no o u Se nho rita Sic ra na ...

  Q ua lq ue r suje ito , e nq ua nto c o me , b e b e , p ro c ria (o u p e lo me no s fing e q ue p ro c ria ), re sp ira , p isc a , se c o c a , d á um ta p a o u ro nc a , func io na d e b o i.

  CO MO AMAMO S AS CO ISAS?

  Ó b vio e simp le s. Q ua nd o a á g uia e m nó s a rma uma e q ua ç ã o , p e g a mo s um p a p e l e lá p is e va mo s à s fó rmula s. No sso le ã o va i tira r uma so ne c a e o b o i a p e na s e xig e a p o ltro na c ô mo d a e q ue nã o p ra tiq ue mo s á lg e b ra d e p o is d e um ja nta r e xa g e ra d o - se nã o no s c a stig a rá c o m so no lê nc ia inte rfe rind o no s c á lc ulo s!

  E q ua nd o o le ã o e m nó s se e xta sia d ia nte d e um b o nito sa p a to na vitrina ? Rug e no o uvid o d a á g uia a té e sta fa ze r o c á lc ulo d o p re ç o d o sa p a to ve rsus d e sp e sa s ma is ne c e ssá ria s.

  Se ve nc e r a b rig a , fa lta só o b o i c o nc o rd a r q ue o sa p a to e ste ja c ô mo d o no p é . Do c o ntrá rio , na d a fe ito - b o i e á g uia , tra b a lha d o re s d a s fro nte ira s d a vid a , sã o muito ma is a uto ritá rio s d o q ue o frustra d o p la yb o y d o

  E CO MO AMAMO S AS PESSO AS? - o b o i d iz "e sto u p re c isa nd o ". Am o r de bo i Mo stra intume sc ime nto , se c re ç ã o , se nsa ç ã o d e d e se jo físic o .

  A á g uia , se mp re d e se jo sa d e no vo s a c o nte c ime nto s a re g istra r, c o nc o rd a e m p rinc íp io ; só p e sa e julg a a s inc o nve niê nc ia s e p o d e muito b e m c o nc o rd a r c o m o "d e se jo d a c a rne ".

  Se o le ã o nã o se ma nife sta , te mo s o a to g e nita l se m g ra ç a d a p ro stituiç ã o , d o e stup ro o u simila r. E se o le ã o a p ro va , d ig a mo s, o la d o e sté tic o ? O me smo a to c o me rc ia l já p o d e te r a lg um e nc a nto - a fina l há le õ e s e ste ta s se xua lme nte frustra d o s q ue p a g a m só p a ra a ssistir a " strip-te a se s", o u fo lhe a r re vista s p o rno g rá fic a s.

  C o mo a ma sturb a ç ã o so litá ria , nã o c he g a a se r um g ra nd e ma l, ma s é um b e m inc o mp le to ; p ã o se c o , se m ma nte ig a .

  • o le ã o , q ue surg iu muito ma is ta rd e na e vo luç ã o ,

  Am o r de le ã o q ue r se r o fisc a l d o b o i.

  Ro mâ ntic o e imp re ssio ná ve l, é o g ra nd e se ntime nta l. Ama p la to nic a me nte . É a te rnura mútua , q ue d isp e nsa o u a nte c e d e , a c o mp a nha e p e rma ne c e a p ó s a sa tisfa ç ã o d o s instinto s; é o q ue há d e no b re , c a rinho so e b e lo no a mo r. É c a p a z d e c a stid a d e - re je ita nd o o insiste nte

  La me nta mo s info rma r q ue e sse b ic ho nã o a ma , na a c e p ç ã o se ntime nta l d a p a la vra . Ap e na s a p re c ia . Julg a . E c a lc ula o nd e e stá o se u inte re sse . Se insistirmo s na q ue le ve rb o : a ma sim, ma s id é ia s a b stra ta s, id e a is, p ro je to s; nunc a a d o c e p risã o d e um q ue nte e c he iro so a b ra ç o . Po rq ue vo a a lto , d ista nte , me rg ulha no p a ssa d o p a ra c o mp a ra r, no futuro p a ra a c e rta r - o p re se nte é se mp re um p ro b le ma p a ra c o o rd e na r, p a ra fisc a liza r, p a ra se r juiz, te r juízo ...

  Juiz d e re g a ta nã o p e g a e m re mo .

  VAMO S AMAR?

  Dulc iné ia a ma Ro d rig o . Po r na ture za , e la te m um le ã o q ue é e no rme . Ma s q ue re c e b e u, d e sd e a infâ nc ia , mil a d ve rtê nc ia s d a sua á g uia c o ntra b o is so lto s. E a á g uia d e la c o ntinua re c e b e nd o mil info rma ç õ e s a tua is d e mulhe re s q ue se d e ra m ma l c o m isso .

  Entã o , e mb o ra te nha p ra tic a d o o s ritua is so c ia lme nte e xig id o s q ue a á g uia c o nhe c e c o mo c a sa me nto (e o b o i nã o e nte nd e ), na Dulc iné ia vive e tre me um le ã o a ssusta d o . Ta lve z a á g uia ta mb é m! d e c a sa , ma s...

  C e le ste a ma And ro c le s. A e sfing e d e la te m uma á g uia e xc e le nte q ue e nxe rg a tud o me smo e um b o i fa b ulo so d e p o te nte . Ma s, p ro c ura nd o o a mo r, o le ã o d e la p iso u num e sp inho , na s d ista nte s e e sq ue c id a s p a isa g e ns d a sua infâ nc ia .

  Este e sp inho c o ntinua e nc ra va d o . C a d a ve z q ue á g uia e b o i (nã o imp o rta q ue m te ve a id é ia p rime iro ) c ha ma o le ã o p a ra p a rtic ip a r d a fe sta , o c o ita d o , na ho ra d o e ntusia smo , va i d e a rra stã o , ma s nã o c o nse g ue se d ive rtir d ire ito .

  E, c o mo é le ã o , mo rd e ! C e le ste , ma l d e b o i sa tisfe ito , b rig a c o m o e le ito d a q ue la no ite - c o mo já b rig o u c o m ta nto s o utro s. Se nã o fo i e la q ue inve nto u a lib e rd a d e se xua l nã o se imp o rta ria d e tê -lo sid o . O q ue , a liá s, nã o lhe te m se rvid o d e na d a a té a g o ra .

  C o nse g uirá Ând ro c le s re tira r o e sp inho d a p a ta d a C e le ste ? Vo lte m na p ró xima se ma na a e ste te a tro , q ue o e sp e tá c ulo c o ntinua ... E a ssim, q ua nto s e q ua nto s c a so s há d e a juste a p e na s p a rc ia l?

  Exp e rime nte o le ito r, c la ssific a nd o o s se us c a so s d e a mo r. Dê no me s a o s b ic ho s!

  EXISTE O AMO R CO MPLETO ?

  C la ro q ue sim! Ba sta a una nimid a d e e m ve z d o vo to d e d o is te rç o s, o u me smo d e um te rç o re b e ld e a fa ze r a sua o p o siç ã o zinha

  c a da um a p ro va nd o , re sp e ita nd o , a p re c ia nd o , c o nfia nd o no s

o utro s c inc o ! Ama m unid o s, p e rma ne c e m unid o s, a p e sa r d a - o u a nte s

p o r c a usa d a lib e rd a d e !

  Esta é inc lusive a ve rd a d e ira lib e rd a d e se xua l, é a únic a q ue re sulta e m mo no g a mia livre e vo luntá ria (p e lo me no s e nq ua nto d ura r a uniã o d o s se is).

  Dá vo nta d e d e c o mp a ra r c o m a Suíç a , o nd e c a d a c id a d ã o é milita r; c o nvo c a d o uns p o uc o s d ia s p o r a no , le va se u a rma me nto p a ra c a sa . É o p o rte livre d e a rma s p a ra to d o s - e ne m p o r isso a q ue le s re lo jo e iro s to d o s a nd a m p a sse a nd o d e fuzil na mã o .

  Nó s, o s a uto re s, g a ra ntimo s, p e la no ssa o b se rva ç ã o p e sso a l, q ue p re fe re m o g ua rd a -c huva .

  Po d e se r q ue um d ia isso a c a b e p o r lá , ma s p o r e nq ua nto é o u nã o é sina l d e ha rmo nia , d e p a z inte rio r? Pa z e m lib e rd a d e é o q ue o Amo r C o mp le to e xig e d o s se us p a rtic ip a nte s. O le ã o d e ita d o , tra nq üilo , a o la d o d o b o i - é o u nã o é uma visã o d o p a ra íso ?

  Fa ze mo s vo to s q ue a trind a d e Ra zã o -Emo ç ã o -Instinto d o le ito r se ja una , p a ra q ue c o nhe ç a a Ve rda de , q ue é Amo r. E a Ve rd a d e o lib e rta rá . ling ua g e m d o a mo r - p a rc ia l o u to ta l, fug a z o u c o nsta nte , imp lo ra nd o o u c o nc e d e nd o , frustra d o o u sa tisfe ito .

  Esta rá p re se nte a o s se us o lho s.

  Na b a rrig a e xa g e ra d a d o b o i ma l a sse sso ra d o p e lo le ã o frustra d o d e a mo r. Na a c a ric ia nte mã o d a ve lha q ue a fa g a o g a to no c o lo , no lug a r d a c a b e ç a d o ne to q ue p a rtiu p a ra a g ue rra q ue e stá na mo d a . No p e ito d o mo ç o , o EU e nfe ita d o d e c a misa c o lo rid a , o u d o p é d a mo ç a , a p o nta nd o d isc re ta me nte p a ra o se u e sc o lhid o ... E é b o m q ue a ssim se ja , p o rq ue a huma nid a d e nã o é um c lub e o nd e e sc o lhe mo s se r só c io s e sim uma fa mília na q ua l e ntra mo s a o na sc e r. Po d e mo s re sc ind ir no ssa q ua lid a d e d e só c io s, ma s nã o d e p a re nte s; e ntã o é b o m q ue a g e nte se e nte nd a b e m. E nã o é isto o q ue o le ito r e nó s p re te nd e mo s?

  Me smo p o rq ue a a tua l ling ua g e m ve rb a l - q ua lq ue r q ue se ja o id io ma e p o r ma is q ue se e sme re m o s tra d uto re s - nã o no s p a re c e func io na r muito b e m c o mo instrume nto d e e nte nd ime nto e ntre o s Ho me ns...

  

C APÍTULO 14

O Am o r e sua Expre ssã o C o rpo ra l

  2. A Tro c a Ene rg é tic a

  Em q ue se tra ta da e strutura do a mo r e simila re s, e a e ne rg ia no a mo r c o nta p o nto s.

  AMO R C o nside re mo s p o r um mo me nto c a da "a nima l" no sso c o mo um

"EU" se p a ra do . C a da um de le s e nte nde , a p ro va e a ssimila to ta lme nte o

fluxo e ne rg é tic o re c e b ido do s o utro s c inc o (Pa ra to rna r isso c la ro ,

e sta b e le c e mo s a c o mp le me nta ç ã o se xua l no s símb o lo s a nima is de ste

de se nho ).

  Entã o , a o p e rc e b e r o e ntusia smo c o mq ue sua me nsa g e m p e sso a l

é re sp o ndida p e lo s o utro s c inc o , C ADA UM do s se is inc o nsc ie nte s c o mo

q ue se de sinib e , se REALIMENTA de sta s re sp o sta s ime dia ta s (Pa lma s do

a uditó rio , re a lime nta ndo o "EU" de um a to r, p o de da r uma idé ia dista nte

d isto ).

  É a se nsa ç ã o de ÊXTASE, de EXPERIÊNC IA SUBLIME, p o is o fluxo da

Ene rg ia é re c ip ro c a me nte e stimula do , p o te nc ia liza ndo -se de insta nte a

insta nte !

  A ESTRUTURA DO AMO R E SIMILARES

  O d e se nho a nte rio r mo stro u a e strutura e sse nc ia l d o a mo r e ntre d o is p a rc e iro s, e le va d a à sua p o tê nc ia má xima . Va mo s to rna r isso b e m c la ro :

  Um a só pe sso a

  Pa ra q ue vo c ê , le ito r, e ste ja "b e m" c o nsig o p ró p rio (isto é , se m c o nflito s inte rno s, sa tisfe ito c o nsig o , "a ma nd o -se " d e ntro d a justa me d id a ), b a sta isso :

  Sã o , p o rta nto , SEIS p o nto s d e c o nta c to ; se is p o nto s d e imp a c to p a ra o fluxo d a Ene rg ia vita l. E a ling ua g e m d o c o rp o se e xp re ssa rá p o r e le .

  EXEMPLO 1

  A SETA PARTE DO BO I E ALC ANÇ A A ÁG UIA O b o i se nte -se à vo nta d e p a ra p e d ir à á g uia q ue vo c ê tire o sa p a to a p e rta d o . A á g uia nã o se g ue o p re c o nc e ito q ue lhe ne g a ria e ste d ire ito na p re se nç a d e o utra s p e sso a s. C o nc o rd a p a c ific a me nte .

  A ling ua g e m d o c o rp o d iz: "Sinto -me à vo nta d e !"

  EXEMPLO 2

  A SETA PARTE DA ÁG UIA E ALC ANÇ A O BO I A ling ua g e m d o c o rp o d iz: "Esto u sa tisfe ito p o r e sc o lhe r d o s ma le s o me no r" (so b ra nc e lha s: lig e ira c o ntra rie d a d e ; so rriso : tud o b e m!) C o mo vimo s, o De p a rta me nto d a RAZÃO e o De p a rta me nto d o

  INSTINTO g o sta m um d o o utro , d e ntro d o no sso p e rso na g e m. Entã o , e m ve z d e d ua s se ta s p a ra le la s é ma is simp le s usa r uma d e d ua s p o nta s no s d ia g ra ma s q ue d e mo nstra m a tra ç ã o mútua , c o nc o rd â nc ia , "fe e d b a c k" ha rmô nic o (o u " Io ve b a c k", c o mo a g o ra p re fe re MO RENO , o "p a i" d o Psic o d ra ma ):

  E c re mo s q ue fic o u b e m c la ro q ue sa o e m núme ro d e SEIS o s p o nto s d e imp a c to p a ra o fluxo d a e ne rg ia vita l e ntre a no ssa jo ve m e irre q uie ta RAZÃO inte lig e nte , no sso (ra ra me nte ma d uro ) EU e mo tivo e no sso s b io lo g ic a me nte a n-tiq üíssimo s INSTINTO S q ue g ua rd a m a tra d iç ã o d a e sp é c ie .

  C o lo q ue mo s d ua s p e sso a s e stra nha s, uma d e c a d a la d o d e um muro : c a d a uma , a ind a a ssim a so ma to ta l só a lc a nç a , e vid e nte me nte , um má ximo d e DO ZE p o nto s. (É só c o nta r p o nta s d e fle c ha no d e se nho !)

  Aliá s e sse to ta l ne m e xiste e sim d o is sub to ta is se is e se is, p o is o muro imp e d e a so ma , c o mo já ha vía mo s visto a nte rio rme nte .

  INTENSIDADE C RESC ENTE DA HARMO NIA

  Sup o nha mo s, a g o ra , o muro p a rc ia lme nte d e mo lid o , e o s d o is a d mira nd o c a d a q ua l o s c o nhe c ime nto s d e , d ig a mo s, g e o me tria a na lític a d o p a rc e iro . As Ág uia s e stã o e m ha rmo nia :

  C o nte a s fle c ha s, le ito r; a so ma " d o ze " é imp o ssíve l! O u sã o se is d e c a d a la d o , o u sã o no mínimo c a to rze ! E a ssim p o r d ia nte , a té c he g a r a trinta !

  Nã o va mo s tira r a o le ito r o p ra ze r d e p e g a r, e le p ró p rio , d e um lá p is e tra ç a r ma is lig a ç õ e s; q ue re mo s q ue sinta p e sso a lme nte o p ra ze r d e d e sc o b rir c o mo a inte nsid a d e d e Re la ç õ e s Huma na s c re sc e q ua nd o a g e nte se e nte nd e c a d a ve z me lho r. É o e xe rc íc io q ue re c o me nd a mo s a e sta a ltura !

  Q ua nd o um d o s a uto re s - o Pie rre - te ve a q ue le mo me nto d e íntima e c lo sã o me nta l, ind e sc ritíve l e m sua to ta lid a d e insta ntâ ne a , q ue lhe re ve lo u a hip ó te se d a Esfing e c o mo fó rmula d o ho me m, o s tip o , a a p ro va ç ã o "c um la ud e " d a te se (SO RBO NNE, 1972).

  Q ua nd o o o utro a uto r - o Ro la nd - te ve se me lha nte e c lo sã o me nta l a re sp e ito d a Po te nc ia liza ç ã o Estrutura l d a Atra ç ã o Amo ro sa , o s re sulta d o s ime d ia to s fo ra m id ê ntic o s - uma sa tisfa ç ã o ind e sc ritíve l (e uma se ma na d e a le g re insô nia !). Q ua nto a o s re sulta d o s a lo ng o p ra zo é c e d o d e ma is p a ra se d ize r, p o rq ue é uma p e sso a muito d isp e rsiva , d e ssa s q ue fic a m fe lize s q ua nd o d isp a ra m se ta s e ne rg é tic a s e m to d a s a s d ire ç õ e s...

  A DESCO BERTA DE AMO R

  C a b e rá , a ssim, a o EU d o le ito r d e sc o b rir q ua nd o e sta c re sc e nte p o te nc ia liza ç ã o e ne rg é tic a , à me d id a q ue fo r a ume nta nd o d e e xp o e nte numé ric o , p a sse a me re c e r, DA PARTE d o se u EU, o no me d e

  AMO Rl É c o isa muito p e sso a l.

  Jo sé d iz: - AMO a minha c o le ç ã o d e se lo s! Ma ria c o me nta : - Jo sé mo stra INTERESSE p e lo s se lo s! E Antô nio d e c id e : - Se lo s sã o o PASSATEMPO d e Jo sé ! Se lo s? Me ro s o b je to s! Está b e m, le ito r, e o a c a sa la me nto e xtá tic o d e d o is p a rc e iro s a mo ro so s, na sua p ró p ria o p iniã o , e na d o s o utro s? "AMO R? " "INTERESSE? " "PASSATEMPO ? " Pa ra q ue a c la ssific a ç ã o fo sse justa , ta lve z se ria p re c iso ve rific a r o nd e a s se ta s e ne rg é tic a s b a te m no s a lvo s, e m a mb o s o s p a rc e iro s. E te sta r c ie ntific a me nte , o b je tiva me nte , milha re s d e c a sa is; c o nta r ma is se ta s d o q ue já fo ra m d isp a ra d a s p o r to d o s o s índ io s d e Ho llywo o d e c o nse g uir re sp o sta s fra nc a s so b re o q ue e le s c ha ma m sua s uniõ e s!

  Te ría mo s ve rd a d e s e sta tístic a s so b re o se ntid o se mâ ntic o d a s p a la vra s Amo r, Inte re sse e Pa ssa te mp o , ma s q ue ne m p o r isso le va ria m a g a ra ntia d e se re m a c e ita s e mo tiva me nte p e lo Jo sé d o s se lo s. C o mo

  Esta mo s mo stra nd o q ue d ize r "a p o nta d a se ta " é e q uiva le nte a d ize r " a lvo q ue e la a ma ", o u "q ue r se fixa r". O u "p o nto visa d o p e la Ene rg ia " ig ua l a " p o nto d e imp a c to a lc a nç a d o ".

  O u e m tra d uç ã o me no s ríg id a : "Po nta de Se ta " d iz "Eu g o sto " (o u a p re c io , q ue ro , d e se jo , a p ro vo , a mo , me sinto b e m, a tra íd o , e tc .)- Mil sinô nimo s p o ssíve is, q ue stã o d e INTENSIDADE, a p e na s.

  Lo g o , A a ma B. Se rá isto Amo r? Está b e m, o b o i nã o e stá so zinho ; fa lto u c o nta r a s se ta s inte rna s. Va mo s lá : A "a ma " B e le va d o à te rc e ira p o tê nc ia (A a ma B).

  3 Se rá isto a mo r?

  Afina l, sã o trê s p o nto s d e imp a c to d e Ene rg ia ! Q ue a c ha o le ito r? a titud e d e nã o -uniã o .

  E o MURO p sic o ló g ic o d a re je iç ã o ma nife sta d a p e la mulhe r. Aind a q ue e xista m, o s se is p o nto s d e la se ria m um sub to ta l imp o ssíve l d e unir a o s d o p a rc e iro . Le mb re -se d o s trê s e ne rg e ma s "nã o " d a p á g . 36!

  Entã o , p a ra q ue p a la vra s c o mo Te rnura , Amiza d e , Amo r ma te rna l e simiPa re s e nc o ntre m o se u c o rre sp o nd e nte na fa la d o c o rp o , p a re c e q ue é uma q ue stã o d e núme ro d e p o nto s d e lig a ç ã o , d e p re fe rê nc ia e m

  " lo ve -b a c k" (d iría mo s, e m p o rtug uê s, " a mo r - d e vo lta ", o u "re fle xo a p ro b a tó rio "); ma is inte nsida de (no níve l d e o rig e m o u sub lima d o s!).

  Amo r ma te rna l a ssim p o d e a lc a nç a r 30 p o nto s, só q ue na á re a d o b o i a lig a ç ã o d o p ra ze r mútuo d o c o nta c to a p re se nta um fluxo sua ve e muito tra nq üilo d e e ne rg ia . - A vo lta g e m é b e m me no s inte nsa d o q ue a q ue la vio le nta d o a to g e nita l c o m o se u c urto -c irc uito fina l, é o q ue ta lve z d iria um e le tric ista ! O b se rve o EU d o tó ra x c urva d o p a ra d e ntro , e a s d ua s c urva s, c o mo um p a r d e p a rê nte sis, inc luind o -se uma à o utra . C a d a Eu se id e ntific a c o m o se u p a rc e iro , o ma te rna l p ro te g e nd o o filia l.

  Be m, isto a fina l nã o é um livro so b re o Amo r; se o le ito r a g o ra já p e rc e b e u q ue no s d e se nho s a nte rio re s d o vo c a b ulá rio ta mb é m é p o ssíve l p e rc e b e r p o nto s d e imp a c to e ne rg é tic o , no ssa fina lid a d e fo i c ump rid a . Vid a Ve g e ta tiva - fe liz (c o m o so sse g o , a p o ltro na ma c ia e um b o m ja nta r p a ra d ig e rir; se lo b o i nã o c o me ), e so me nte a á g uia e o le ã o , a lé m d e d a r e re c e b e r ha rmo nia inte rna , la nç a m um fluxo "a mo ro so " e ne rg é tic o p a ra fo ra , e m d ire ç ã o a o se lo .

  Este e mite uma ima g e m visua l d e vo lta , ma s isto se ria uma se ta d ife re nte , SEM A C O BRINHA, a ssunto já ultra p a ssa d o a p ó s o s c a p ítulo s inic ia is. Ene rg ia vita l d o Se lo p a ra Jo sé é q ue nã o : Se lo nã o d á "fe e d b a c k", é ine rte .

  C e rve ja ta mb é m nã o e mite , o b via me nte , "fe e d b a c k" vita l, ma s b o i b e b e . Lo g o , fe lic id a d e ma te ria l d á no má ximo no ve p o nto s! C o nte - o s no d e se nho ! (Aind a se rã o no ve no último c o p o , ma s a vo lta g e m va i c a ind o e a í é me lho r c ha ma r isso d e c o nte nta me nto o u sa tisfa ç ã o ).

  Essa s lig a ç õ e s e ne rg é tic a s é q ue d ã o " vid a " a o s g e sto s d a ling ua g e m d o c o rp o - c o mo a tud o ma is no Unive rso . Pe g ue mo s uma mo lé c ula d e á g ua (H2O , o u se ja , d o is á to mo s d e hid ro g ê nio e um d e o xig ê nio ): e te mo s se is p o nto s ind isc utíve is! O u se ja : Ta l q ua l o Ho me m! Isto , se a mb o s e stã o e m e sta d o d e p a z inte rio r, o u se ja , e m e q uilíb rio , "tud o b e m". E "tud o b e m" se rá p o r nó s p e rc e b id o na s a titud e s!

  No s c o nflito s inte rno s muito inte nso s, q ua nd o o s "b ic ho s" d a "e sfing e " já nã o se c o munic a m ma is, o Ho me m e ntra a té e m "e sta d o d e c ho q ue ", d e sinte g ra nd o a p e rso na lid a d e . E isto fic a

  AMO R À PRO FISSÃO PO DE SALTAR AO S O LHO S Po d e mo s o b se rva r isso muito b e m na c o mp e tê nc ia p ro fissio na l.

  O ho me m q ue d e sc o b riu sua vo c a ç ã o mo stra -o e m ling ua g e m d o c o rp o , na s sua s a titud e s d e b o m â nimo , a te nç ã o , de sc o ntra ç ã o ,

  

ritmo e ne rg ic a me nte p ro dutivo de g e sto s p re c iso s se m de sp e rdíc io de

e ne rg ia d o ind ivíd uo c o nte nte c o nsig o me smo , e p o uc o lig a ndo se o

e xp e die nte já a c a b o u!

  O q ue e stá na p ro fissã o e rra d a e xp re ssa rá a o o b se rva d o r a te nto , e m ling ua g e m d o c o rp o , o de sâ nimo , a a te nç ã o diminuída , a te nsã o ,

  

o s g e sto s imp re c iso s, de sp e rdiç a ndo Ene rg ia , d o ind ivíd uo d e sc o nte nte

c o nsig o p ró p rio , e q ue e stá se mp re p re o c up a do c o m a ho ra da sa ída .

  Se , a e sta a ltura , o a mig o le ito r já se tre ino u b a sta nte na no ssa ma té ria e m e stud o (o Vo c a b ulá rio é p a ra se r usa do d ia ria me nte e nã o só p a ra se r a p re c ia d o p e la le itura !), p o d e rá se m muita d ific uld a d e p e rc e b e r isso e m to rno d e si e a té e m si p ró p rio .

  Se u p ro fe sso r, se u filho , se us c he fe s, c o le g a s o u sub o rd ina d o s; a d a tilo g ra fa d a q ue le e sc ritó rio d o te rc e iro a nd a r o u a g a rç o ne te q ue lhe se rve o so rve te - a li vo c ê p e rc e b e rá d e c e rto a lg uma c o isa !

  C la ro q ue , na susp e ita d e p ro fissã o e rra d a , é p re c iso o b se rva r a s me sma s p e sso a s fo ra d o a mb ie nte p ro fissio na l. Se o s sinto ma s d e de sâ nimo , a te nç ã o diminuída , e tc , sumire m lá fo ra , p o d e se r p ro fissã o e rra d a (Po d e ria se r ta mb é m um c o nflito inte rno p ro ve nie nte d e o utra s c a usa s, p síq uic a s o u a té me smo físic a s).

  Ma s, se te mo s a q ue le s sinto ma s d a vo c a ç ã o c e rta mo stra nd o q ue g o sta d o q ue fa z, p o d e a p o sta r q ue vo c ê , p o r p e rc e p ç ã o d ire ta ,

  

C APITULO 15

Fro nte ira s Invisíve is

Vo c ê ta lve z nã o e sp e ra o q ue se rá re ve la do ne ste c a p ítulo : o se u

e u nã o é limita do p e la sua p e le ; a s fro nte ira s do se u c o rp o sã o invisíve is.

  • - Vo c ê va i c o nhe c ê -la s a g o ra .

  Q ua l é o limite d o no sso EU? Fre ud , e m "Eu e o Id ", d isse q ue no ssa p e le e ra o limite e ntre o e g o e o mund o e xte rio r. É me lho r c o nc e b e r e sta no ssa p e rife ria físic a c o mo a p e na s um limite d e sc ritivo d o Unive rso , o u me lho r, e ntre o Unive rso d o la d o d e fo ra e d o la d o d e d e ntro d e nó s. No sso EU inc lui o Exte rio r.

  Ve ja mo s: a so lid ã o , d e ntro d e nó s, se m c o nta c to c o m o e xte rio r, é te rríve l. Q ue m q ue r se r He le n Ke lle r, a fa mo sa c e g a surd o -mud a ? Nã o p re c isa mo s ir tã o lo ng e - q ue m q ue r fic a r numa ilha d e se rta , ma s d e se rta me smo ? Há ho ra s q ue é tã o b o m uma inva -sã o zinha d o no sso te rritó rio ! E o utra s ho ra s há , e m q ue a me ra inva sã o d e no ssa s á g ua s te rrito ria is já é um a b o rre c ime nto d o s ma io re s; q ue re mo s o u se ja , a d istâ nc ia id e a l e ntre o s se us c o mp o ne nte s ind ivid ua is, p a ra a s d ive rsa s ma nife sta ç õ e s d a vid a e m c o mum.

  No re ino a nima l, a te rrito ria lid a d e a p re se nta muita s funç õ e s vita is, d e sd e o s re fle xo s ne c e ssá rio s p a ra se e sc o nd e r d o inimig o a té surp re e nd e r a p re sa , c o munic a r-se o u re p ro d uzir a e sp é c ie . Em suma , ma nté m o g rup o c o e so , e p o r isso vivo .

  O e sp a ç o so c ia l e p e sso a l huma no , e a no ssa p e rc e p ç ã o d o me smo , é a ssunto d e um c o njunto d e o b se rva ç õ e s e te o ria s d a no ssa c iê nc ia q ue Ed wa rd Ha ll, um d o s se us no tá ve is p io ne iro s, b a tizo u d e "p ro xe mic s" e m ing lê s; é c iê nc ia tã o re c e nte q ue a ind a nã o há p a la vra simp le s, c o rre nte e m no ssa líng ua , q ue lhe tra d uza o se ntid o .

  Esta " c iê nc ia d a s d istâ nc ia s" c o nd iz p e rfe ita me nte c o m o p rinc íp io g e ra l q ue já e stud a mo s, e q ue é b á sic o p a ra c o mp re e nd e rmo s a ling ua g e m d o no sso c o rp o :

  Só p o d e mo s e sta r livre s d e " stre ss" q ua nd o c a da a titude p síq uic a no ssa é a c o mp a nha d a d a sua c o rre sp o nd e nte a titude físic a ide a l. E e sta última inc lui a distâ nc ia ide a l e ntre nó s e o s o utro s! Q ue re mo s e sta r p ró ximo s d o c o p o , d o livro o u d a b o c a d a p e sso a a ma d a , q ua nd o te mo s se d e d e b e b e r, sa b e r o u a ma r. No ssa te nsã o a ume nta p ro g re ssiva me nte a o lo ng o d o e ixo -te mp o e nq ua nto a d istâ nc ia no s se p a ra d o q ue q ue re mo s.

  Fic a mo s p e rturb a d o s, te nso s - nã o e sta mo s ma is e m p a z c o m o s c o mp o ne nte s d a so ma inte rna d o s se is p o nto s, q ue e stud a mo s no c a p ítulo a nte rio r.

  Assim c o mo q ue re mo s diminuir d istâ nc ia s, q ua nd o a isto no s imp e le o d e se jo d o mo me nto (c o nsc ie nte o u nã o !), ta mb é m d e se ja mo s

  a ume nta r e ssa s d istâ nc ia s q ua nd o o utro s se ntime nto s no s d o mina m.

  Q ue re mo s e sta r dista nte s d o c o p o , d o livro o u d a b o c a d a p e sso a a ma d a , q ua nd o e sta mo s fa rto s d e b e b e r, d e sa b e r o u d e a ma r (o u q ua nd o o utra e mo ç ã o ma is p o d e ro sa to ma c o nta d e nó s).

  RESSENSIBILIZAÇ ÃO AO O BVIO SIMPLES

  Q ue o p a c ie nte le ito r no s p e rd o e o tre c ho a c ima q ue a té p a re c e um mic ro fe stiva l d e lite ra tura d o "ó b vio uiva nte "! Ma s - q ue fa ze r? É a p ró p ria e strutura b á sic a d a ling ua g e m d o c o rp o huma no q ue é d e um ó b vio insiste nte , ta l a sua simp lic id a d e !

  Entã o a c o nte c e q ue o le ito r a p e na s se re sse nsib iliza c o nsc ie nte me nte . Re d e sc o b re c o no sc o fa to s q ue lo g o p e rc e b e se re m -lhe e xtre ma m e nte fa milia re s. Lo g o a se g uir, re e nc o ntra e sta s a titud e s a o o b se rva r a si p ró p rio e o s o utro s, me smo no s me no re s g e sto s!

  E O Ó BVIO NÃO TÃO SIMPLES?

  Já a p re nd e mo s a c ha má -lo d e se ma nte ma d isc o rd a nte no c a p ítulo 12. É a ling ua g e m d o s c o nflito s e ntre e mo ç õ e s, d e ntro d o me smo ind ivíd uo . Tra ta -se d e a titud e s p sic o físic a s típ ic a s d e no ssa c ultura , e q ue a p a re c e m inc o nsc ie nte me nte na s ma nife sta ç õ e s d e inva sã o d o te rritó rio p e sso a l.

  O c a va lhe iro b ) so rri hip o c rita me nte p a ra o insiste nte c a va lhe iro c ) q ue lhe e stá inva d ind o o te rritó rio físic o e me nta l. Ma s o c o to ve lo e sq ue rd o d e b ) d iz: "q ue ro d istâ nc ia d e vo c ê !"

  Se u b ra ç o d ire ito d iz: "e sto u inte re ssa d o na p e sso a a ). E te m ma is: a p e rna d ire ita d e b ) - a "d a ra zã o " - c ruza p o r c ima d a e sq ue rd a - a d a e mo ç ã o - p re nd e nd o a a ç ã o e mo tiva d e lo c o mo ve r-se d e a c o rd o c o m o se u d e se jo d o mo me nto . E a mb a s, e sta nd o c ruza d a s, a p e na s re p e te m o g e sto d e d o b ra r o s b ra ç o s so b re o p e ito (já tã o no sso c o nhe c id o ), q ue o c a va lhe iro b ) ha via e xe c uta d o (ta mb é m inc o nsc ie nte me nte ) mo me nto s a nte s, a o d a r-se c o nta d a sua re p ulsa a nte a inva sã o d e c ).

  C e na s d e sse g ê ne ro se re p e te m c o nsta nte me nte ; há inva sõ e s d e te rritó rio s p o r to d a p a rte . Esta d o s inva d e m Esta d o s, Te rro rista s inva d e m a viõ e s, um ô nib us a c a b a d e inva d ir a ma la d o no sso fusc a e a te le visã o inva d e a no ssa á g uia , hip no tiza no sso le ã o e imo b iliza no sso b o i d ia nte d o se u ra lo ming a u d e b a na lid a d e s p rimá ria s e vio lê nc ia s tã o a g o sto

  A C ULTURA DA LEI DO MAIS FO RTE

  Nã o me no sp re za mo s a s le g ítima s c o nq uista s d o Ho me m no d o mínio d o s c ha ma d o s Dire ito s Na tura is. Existe m. Ma s q ue d ife re nç a ho uve e ntre C a rta g o d e struíd a , C o ve ntry a rra sa d a , o u a s ruína s d e An Lo c , no Vie tnã (o nd e , d ize m, uma s se is c a sa s so b ra ra m d a c id a d e inte ira , só q ue se m te lha d o s)? Pa ra a s vítima s, ne nhuma !

  A d ife re nç a e stá a p e na s na s d a ta s e m q ue fo ra m inva d id a s p e la Le i d o ma is fo rte ...

  O PO DER EM BUSC A DO BEM Ma s nã o p re c isa mo s ir a o s e xe mp lo s q ue te nha m re sulta d o s triste s.

  Me smo no s e mp re e nd ime nto s q ue no s tra ze m o s ma is ind isc utíve is b e ne fíc io s, se mp re há o p o d e r c o e rc itivo d o ma is fo rte , q ue d e a lg uma fo rma imp õ e o u p e rsua d e a o s d e ma is a fa ze r-lhe a vo nta d e , a a lc a nç a r-lhe o s o b je tivos. E se lhe tirá sse mo s o ve rniz so c ia l, te ría mo s o c a o s, a a na rq uia - e a me sma Le i d o ma is fo rte , muito ma is b ruta l. A Esp a d a d a Justiç a é a d e fe sa imp re sc ind íve l d a sua Ba la nç a . G a ra nte a O rd e m.

  A a lte rna tiva o p o sta ? Se ria a uniã o vo luntá ria p o r e ntusiá stic o a p re ç o mútuo - ta nto o a p re ç o inte rp e sso a l c o mo o d e o b je tivo s e m c o mum.

  Be lo , ma s ra ro - a lg uns c a sa is, a lg uns g rup o s p e q ue no s d e tra b a lho a q ui e a c o lá . Po rq ue , e m ve z d e g e ne ra liza ç ã o , e xig e d isc e rnime nto . E a mo r. d o b o m d isc e rnime nto q ue a c ima c ita mo s.

  Já sa b e mo s q ue o ho me m é o únic o a nima l tã o a g re ssivo q ue ma ta d e lib e ra d a me nte o s d a sua p ró p ria e sp é c ie , e a C iê nc ia a ind a b usc a e m vã o uma e xp lic a ç ã o p a ra e ssa e xc e ç ã o . Ho me ns e mine nte s q ue d e d ic a ra m o má ximo d o s se us e sfo rç o s d e fe nd e m a s hip ó te se s ma is d ive rsa s. Assim, Ro b e rt Ard re y ind a g a d o no sso p a ssa d o p ré - histó ric o d e c a ç a d o re s q ue fa vo re c ia o s ma is a p to s a d e rra ma r sa ng ue ; De smo nd Mo rris a p o nta a s imp o siç õ e s c iviliza d a s q ue no s frustra m o s instinto s, e nq ua nto Ko nra d Lo re nz e xa mina o d e c línio d o s instinto s p rimitivo s q ue o utro ra te ria m inib id o no ssa a g re ssivid a d e . E Tia g o Me no r, na sua Ep ísto la Unive rsa l, c a p . 4, simp le sme nte no s a p o nta o he d o nismo q ue no s to rna d e ma sia d a me nte c o mp la c e nte s c o m nó s me smo s.

  Se ja c o mo fo r, so mo s a g re ssivo s c o mo e sp é c ie . E c o mo ind ivíd uo s? Inva d imo s mutua me nte no sso s te rritó rio s; e ntã o va mo s p ro c ura r d isc e rnir isso d e fo rma p rá tic a , e d e ntro d o no sso te ma .

  EXPERIMENTE DISC ERNIR TERRITÓ RIO S

  Te nte , vo c ê me smo , p e sq uisa r isso um p o uc o - uma e xp e riê nc ia p e sso a l va le p o r mil p a la vra s! Po r e xe mp lo : Se nte -se à me sa , d e fro nte d e a lg ué m. Vo c ê , e se u o p o ne nte , tê m ta re fa s ind ivid ua is a e xe c uta r; e ntã o c a d a um te m, d ig a mo s, c a d e rno s, b lo c o s, livro s d e c o nsulta , p o is vo c ê s vã o e stud a r ma té ria s d ife re nte s, p a ra q ue e le nã o q ue ira p re sta r a te nç ã o c o nsc ie nte a vo c ê .

  Ta mb é m p o d e se r uma re fe iç ã o - vo c ê simp le sme nte se a c o mo d a à me sa d e um e stra nho , num re sta ura nte sup e rlo ta d o q ua lq ue r.

  Vo c ê é a ), c o m se us o b je tivo s a ). A linha p o ntilha d a (ima g iná ria ) re p re se nta o limite no rma l e ntre se u te rritó rio e o d o se u o p o ne nte b ) c o m se us p e rte nc e s b ).

  Ap ó s a lg uns minuto s, c o me c e a e xp e rime nta r a le i d o ma is fo rte , e

  "d istra id a rne nte ", p o uc o a p o uc o , inva d a o te rritó rio d e le c o m

  

se us o b je to s. Fa ç a isso d e mo d o q ue e le , a b so rto na sua p ró p ria

a tivid a d e , na d a p e rc e b a c o nsc ie nte me nte .

  C he g a rá a o c a siã o e m q ue , d ig a mo s, se u ma ç o d e c ig a rro s e ste ja tã o p ró ximo d o c a minho usua lme nte p e rc o rrid o p e la s mã o s e b ra ç o s d e b ), q ue e ste re a g irá . Emb o ra c o ntinue "d e slig a d o ", ime rso e m se us p ró p rio s p e nsa me nto s (o u c o m a a te nç ã o vo lta d a p a ra uma tro c a ne utra d e p a la vra s c o m vo c ê ), irá e mp urra r o o b je to inva so r d e vo lta , a tra vé s d a linha d ivisó ria .

  Se vo c ê se c o nd uzir c o m ha b ilid a d e , e sta re a ç ã o d o se u o p o ne nte se rá inc o nsc ie nte . E vo c ê a c a b a d e d e te rmina r o ta ma nho d e um te rritó rio ind ivid ua l.

  Ma s vo c ê o b te ve a p e na s uma me d id a e stá tic a d e a c o rd o c o m a s c irc unstâ nc ia s d o mo me nto . Me io te mp o d e me sa , p a ra se r e xa to . O s a rq uite to s - e sse s g ê nio s frustra d o s q ue se vê e m o b rig a d o s a p ro d uzir "c o njug a d o s c o m kitc he ne tte " p o rq ue d ific ilme nte lhe s e nc o me nd a m p e sq uisa s d e e sp a ç o huma no - tê m d e c o nfo rma r-se e m la nç a r mã o d e e xte nsa s c o mp ila ç õ e s d e "Te rritó rio s" huma no s, ta b e la d o s p o r a uto rid a d e s c o mo Ne ufe rt e C o rb usie r. Entã o p o d e m fic a r sa b e nd o q ua nto s c e ntíme tro s c úb ic o s d e ve m se r o c up a d o s p o r um ho me m se nta d o à e sc riva ninha , p o r um g a rç o m c o nd uzind o uma b a nd e ja , o u p o r d ua s p e sso a s c ruza nd o -se a o a tra ve ssa r uma p o rta .

  So luç õ e s e stá tic a s e g e ne ra liza d a s. Q ue , p o r isso me smo , nã o a g ra d a m a ning ué m e m p a rtic ula r - é a imp e sso a lid a d e fria e c o rre ta d o s q ua rto s d e ho te l e d o s g ra nd e s e sc ritó rio s na sua rig id e z mo d ula d a

  O b se rve a re a ç ã o , p e la ling ua g e m d o s o b je to s: Vo c ê c o lo c a o

  

se u c inze iro dife re nte na sua me sa , ma rc a nd o o se u te rritó rio na q ue le

e sc ritó rio .

  É uma fo rma inc o nsc ie nte d e te nta r id e ntific a r o se u Eu. Exp e rime nte c he g a r a nte s d o iníc io d o e xp e d ie nte e tro c a r o s p e rso na liza d o s c inze iro s, p o rta -lá p is, p e so s d e p a p é is o u o b je to s simila re s d e d ua s me sa s c o ntíg ua s!

  A o b se rva ç ã o d a s re a ç õ e s c iné sic a s e ve rb a is (e m se ma nte ma s p e rfe ita me nte ha rmô nic o s e nítid o s) d o s d o no s d o s o b je to s se rá d e c e rto muito instrutivo p a ra o se u e stud o d o s g e sto s huma no s...

  TERRITÓ RIO NÃO TEM LIMITES RÍG IDO S

  Le mb ra -se d o s d e se nho s d e Ro me u e Julie ta , no iníc io d e ste c a p ítulo ? No sso he ró i q uis, e m d a d a s c irc unstâ nc ia s, d istâ nc ia mínima e m re la ç ã o à q ue le b a lc ã o . Mud a nd o o c o nte xto , p re fe riu d istâ nc ia má xima e ntre o te rritó rio d o s C a p ule to s e sua p ró p ria p e le .

  C o nsid e re , e ntã o , sua e xp e riê nc ia d a me sa c o m um o c up a nte q ue lhe se ja p e sso a lme nte d e sc o nhe c id o , ma s d e ntro d e um c o nte xto d ife re nte : um re sta ura nte q ua se va zio . ta ma nho d e me ia me sa - na no ssa c ultura d a le i d o ma is fo rte , a té a me ra o c up a ç ã o d a me sa vizinha já se rá um a to g e ra d o r d e te nsã o mo me ntâ ne a ; é p o ssíve l a me a ç a a o a to d e so b re vivê nc ia q ue é o a lime nta r-se !

  Re p a re , le ito r, q ue nó s e sc re ve mo s "C o nsid e re ...", e nã o "Fa ç a ..." e ssa e xp e riê nc ia . Q ua nd o e ste te xto a ind a e sta va e m fa se d e te ste , um me mb ro d o no sso g rup o (a lto , fo rte e imp ulsivo ) q uis surp re e nd e r-no s c o m uma p e sq uisa e sta tístic a d a s re a ç õ e s e nc o ntra d a s e sa iu e m c a mp o , se nta nd o -se à me sa d e d e sc o nhe c id o s. Po r a za r d e le , um d o s c a va lhe iro s te sta d o s e ra o G e re nte G e ra l d e C ré d ito d e um Ba nc o no q ua l no sso a mig o p re te nd ia o b te r um fina nc ia me nto - o q ue e ste a p e na s d e sc o b riu no d ia se g uinte , a o p e ne tra r-lhe o utro te rritó rio - d e sta ve z, o imp o ne nte g a b ine te d o Ba nc o !

  Po is é ; to d o e nc o ntro huma no re sulta e m inte ra ç ã o mútua e mo c io na l. Até o mo me nto d e imp rimir-se e sta s p á g ina s, a ind a nã o ho uve a q ue le fina nc ia me nto ...

  EXPERIMENTE MEDIR TERRITÓ RIO S!

  Vo c ê e stá no sa g uã o d e um e d ifíc io , imp a c ie nte me nte a g ua rd a nd o o e sva zia me nto d o e le va d o r sup e rlo ta d o q ue a c a b a d e d e sc e r.

  C o mo e ssa g e nte d e mo ra a sa ir! Vo c ê g o sta ria q ue a q ue la ma ssa c o mp a c ta sa ísse "e m b lo c o ", d e uma só ve z. Em te rmo s ma is té c nic o s: q ue , d e se mb a rc a nd o , ma nte ria a q ue la te rrito ria lid a d e d e nsa , d e so c up a d o ra p id a me nte o e le va d o r q ue vo c ê q ue r to ma r! te rritó rio . O c a va lhe iro c ) já c o me ç a a a nd a r, p o is se ntiu-se sa tisfe ito c o m o q ue p e rc e b e u à sua fre nte : a re c up e ra ç ã o da p a rte dia nte ira do se u e sp a ç o p e sso a l.

  Enq ua nto isso - e o te mp o va i p a ssa nd o p a ra d e sg o sto d e q ue m e sp e ra d o la d o d e fo ra - o p a ssa g e iro d), a ind a de ntro d a á re a d e inva sã o mútua fo rç a d a , nã o da rá o p rime iro p a sso , e nq ua nto nã o p e rc e b e r o re a p a re c ime nto d o se u p ró p rio te rritó rio d ia nte iro ! Re e xa mine o d e se nho d a p á g ina 231!

  E vo c ê , le ito r? Pe rc e b e u c o mo voc ê a g o ra p o d e no ta r -e me d ir -

  

c o nsc ie nte me nte o s limite s d a s "á g ua s te rrito ria is huma na s", ta nto sua s

  c o mo a s d o s o utro s?

  FATO RES BÁSICO S DA TERRITO RIALIDADE HUMANA

  Pe sso a s e m b usc a d e (o u suje ito s a ) intimida de {inte ra ç ã o to ta l) c e d e m se us "d ire ito s te rrito ria is".

  Se ja p a ra a b ra ç a re m -se a mo ro sa me nte o u p a ra b rig a r - é a d istâ nc ia q ue va i d e ze ro a p o uc o s p a lmo s, e q ue é me no r d o q ue o

  te rritó rio ne utro , o u p e sso a l, d o ind ivíd uo se m inte ra ç ã o c o m o utro s.

  Este p ro va ve lme nte e vo luiu d a p e rc e p ç ã o d a se g ura nç a p e sso a l q ue c o nsiste e m ma nte r uma d istâ nc ia mínima p a ra e sq uiva r-se d e um a ta q ue súb ito d o vizinho . É fá c il o b se rva r isto , p o r e xe mp lo , e m p á ssa ro s e nfile ira d o s num fio d e te le fo ne .

  A d istâ nc ia so c ia l, o u d e inte ra ç ã o c o m re se rva s (e m o p o siç ã o à inte ra ç ã o to ta l, íntima ), o sc ila b a sta nte , nã o só p e lo g ra u va riá ve l d o um e stra nho o u a Ba nd e ira Na c io na l; q ue ro up a s o ste nta r, e m q ue lo c a l e o c a siã o ; c o m q ua is ute nsílio s le va r q ue a lime nto s à b o c a , e tc . Te m se u va lo r d e a c e ita ç ã o (lo g o , d e so b re vivê nc ia ). Tud o isso é inc rive lme nte va ria d o . Po r e xe mp lo , a d istâ nc ia e ntre g e nte na fila

  é d ife re nte e ntre , d ig a mo s, uma c id a d e p e q ue na d o inte rio r d o s Esta d o s Unid o s e uma me tró p o le la tina c o mo o Rio d e

  Ja ne iro . Esta d istâ nc ia so c ia l c re sc e a té c o nfund ir-se c o m a

  

distâ nc ia fo rma l o u c e rimo nia l (o ra d o r - a ud iê nc ia ; sa c e rd o te - fié is,

  c he fe d e Esta d o - p o vo , e tc ), ta mb é m e vid e nte me nte va riá ve l no s mo ld e s d a a nte rio r.

  Pa ra q ue m q uise r a p ro fund a r-se ma is ne sta q ue stã o d e te rritó rio q ue c o nstitui uma d a s d ime nsõ e s-c ha ve d e no ssa vid a so c ia l, re c o me nd a mo s a le itura d e "The Sile nt La ng ua g e " (Fa wc e tt Pu- b lic a tio ns, Inc .) e "The Hid d e n Dime nsio n" (Do ub le d a y a nd C o ., U.S.A.) d e Ed wa rd Ha ll, e "Pe rso na l Sp a c e " (Pre ntic e -Ha ll Inc . U.S.A.), d e Ro b e rt So mme r. O b ra s p io ne ira s d e rig o ro sa a ná lise c ie ntífic a , d e te xto c la ro e fa sc ina nte , p o d e mo s c o nfirma r-lhe s p le na me nte o c o nte úd o a té o a lc a nc e p e rmitid o p e la s no ssa s mo d e sta s o b se rva ç õ e s p e sso a is e m vá ria s p a rte s d a s Amé ric a s, d a Euro p a e d a Ásia .

  O S LIMITES E VO C Ê Be m, c re mo s te r d a d o uma no ç ã o suc inta d o s limite s d o no sso EU.

  Da q ui e m d ia nte é c o m vo c ê - o b se rve e a p liq ue sua s no va s no ç õ e s d e te rrito ria lid a d e .

  Vo c ê p o d e rá a té se e sp a nta r c o m a nitid e z c o m q ue p a ssa rá a p e rc e b e r a funç ã o d a s d istâ nc ia s. Ve rá um o lha r ne utro se tra nsfo rma r e m a le rta , d e d o s ine rte s c o me ç a r ne rvo sa me nte a b ulir c õ m o b je to s, o u um c o rp o inte iro e nrije c e r sutilme nte a nte uma d ife re nç a d e me io p a sso a me no s d e d istâ nc ia . E sa b e rá q ue o utro me io p a sso a d ia nte irá tra ze r uma inte nsific a ç ã o a ind a ma is nítid a d e a nta g o nismo .

  O u, p e lo c o ntrá rio , no ta rá o s sina is d e a c e ita ç ã o , e c o mo se to rna rã o ma is nítid o s à me no r d istâ nc ia . Se e m a lg um p o nto d a a p ro xima ç ã o p e sso a l c e ssa re m d e se mo stra r, ta mb é m isto se rá e nte nd id o p o r vo c ê - c o mo o no vo limite d a q ue le mo me nto . ning ué m, c o nd uzir-se c o m um a c e rto inve já ve l.

  Pa ra a jud a r o le ito r a fixa r me lho r sua s no va s no ç õ e s d o s limite s d o

  

EU - ta nto d o se u p ró p rio c o mo o d o s o utro s - ve re mo s, na s p á g ina s a

  se g uir, ma is a lg uns de se nho s d e se ma nte ma s no g ê ne ro d a s ilustra ç õ e s d o "vo c a b ulá rio " d o c a p ítulo 12.

  • INVASÃO DE TERRITÓ RIO

  1

  (UMA SEQ ÜÊNC IA DE...) To d o s o s e ne rg e ma s d o s d e se nho s d e ste livro fo ra m d e lib e ra d a me nte o b se rva d o s, re g istra d o s e c la ssific a d o s d ura nte um mínimo d e c inc o a no s. No ta mo s-lhe o re a p a re c ime nto c o nsta nte e m d a d a s c irc unstâ nc ia s, e vimo s q ue o ra e ra m g e sto s inte nso s, a mp lo s e d e d ura ç ã o sufic ie nte p a ra uma fá c il p e rc e p ç ã o , o ra e ra m fra c o s, milimé tric o s e d e sa p a re c ia m numa fra ç ã o d e se g und o . Q ue stã o , e vid e nte me nte , d o c o nte xto d e c a d a o b se rva ç ã o .

  Po r isso , a o re p re se nta rmo s e m d e se nho s e xtre ma me nte simp lific a d o s o s se ma nte ma s q ue o le ito r já a b so rve u, o s c o lo c a mo s se mp re e m c o nte xto muito nítid o . O q ue ne m se mp re a c o nte c e no d ia - a -d ia re a l, c o m sua q ua ntid a d e fa ntá stic a d e c o munic a ç õ e s inte rna s e e xte rna s d e c a d a insta nte . Ma s há se mp re situa ç õ e s c la ra s a o b se rva r.

  C o mo e sta a c ima , q ue se d e se nro lo u a nte no sso s o lho s. De mo ro u O ITO SEG UNDO S - d ura nte to d o e sse te mp o o ma rc e ne iro fic o u na a titud e d o d e se nho .

  Q uinze p e sso a s e sta va m p re se nte s na q ue le e sc ritó rio ; o ito se re c o rd a va m d e tê -lo visto se nta r-se no ta mp o d a me sa , q ua nd o isto lhe s fo i p e rg unta d o C INC O MINUTO S DEPO IS, e ne nhuma ha via p e rc e b id o o s d e ma is e ne rg e ma s...

  • INVASÃO DE TERRITÓ RIO

  2

  (FINAL DA SEQ ÜÊNC IA) Esta é a c e na se g uinte à d o d e se nho a nte rio r. Ime d ia ta me nte a p ó s o s o ito se g und o s q ue d uro u a q ue la inva sã o , o no sso a mig o ma rc e ne iro , a nte a sile nc io sa a titud e c o rp o ra l d a

  REJEIÇ ÃO TO TAL p o r p a rte d o se u c lie nte , "mud o u d e a titude ".

  Prime iro , p a ro u d e b a la nç a r a p e rna p ro vo c a d o ra me nte e m d ire ç ã o a o o p o ne nte , tã o lo g o e ste ha via g ira d o a sua c a d e ira p a ra fic a r d e c o sta s p a ra o ma rc e ne iro . Lo g o a se g uir d e ixo u-se e sc o rre g a r d e c ima d a e sc riva ninha , e nq ua nto simulta ne a me nte lib e rto u a mã o d ire ita , p o is a sua e sq ue rd a le va nto u-se a té a sua c a b e ç a , re tiro u a b o ina e a g ua rd o u no b o lso . Aind a , simulta ne a me nte , se u e g o d e sinflo u-se : o tó ra x c urvo u-se p a ra d e ntro .

  Ao me smo te mp o , o se u c o rp o inte iro c o me ç o u a d o b ra r-se d e a c o rd o c o m sua no va a titud e me nta l, a té fic a r c o m o mo stra o d e se nho d a p á g ina se g uinte .

  O iníc io d a a ç ã o d e d o b ra r o c o rp o c o inc id iu c o m o iníc io d a sua me nsa g e m ve rb a l - "Vo u ve r se ..."; a o p ro nunc ia r-lhe a s última s p a la vra s

  • "... ta b e m a ssim, c he fe ? " e is q ue a s sua s mã o s e ntre la ç a ra m o s d e d o s e m a titud e p re c á ria !

  Da s o ito p e sso a s q ue , e ntre vista d a s c inc o minuto s d e p o is e q ue se re c o rd a va m d a a titud e ma is insó lita d o d e se nho a nte rio r, NENHUMA re g istro u c o nsc ie nte me nte na me mó ria o q ue se d e se nro lo u no s se is se g und o s a c ima d e sc rito s -a p e na s um d o s Auto re s q ue se a c ha va p re se nte re g istro u a mb o s o s se ma nte ma s no s se us d e ta lhe s a q ui re p ro d uzid o s. C o nte xto : O ma rc e ne iro vinha tra b a lha nd o há q ua tro se ma na s e m insta la ç õ e s d e p a re d e s d ivisó ria s e a rmá rio s na q ue le a mb ie nte ; p e sso a a le g re e e xtro ve rtid a , e mb o ra o c a sio na lme nte "a b usa d a ", a sua p re se nç a e a titud e s já nã o c ha ma va m a a te nç ã o d o g rup o , no q ua l g o za va d e a c e ita ç ã o p a rc ia l. No d e se nho se g uinte , ve re mo s uma c a ra c te rístic a d e uma situa ç ã o d e a c e ita ç ã o ma is íntima : um g rup o d e a mig o s.

  G RUPO

  (UNIÃO AMISTO SA EM...) Este se ma nte ma q ue , a liá s, p o d e mo s c ha ma r d e SEMANTEMA

  HARMÔ NIC O G RUPAL, é fá c il d e se r o b se rva d o . Pe rma ne c e d ura nte te mp o b a sta nte lo ng o e , p a ra q ue se ma nife ste c la ra me nte , b a sta o c o nte xto se g uinte : so fá s o u b a nc o s c o mp rid o s, o u c a d e ira s e p o ltro na s fá c e is d e se re m d e slo c a d o s; um a mb ie nte a le g re , d e sc o ntra íd o d e re uniã o so c ia l ma is o u me no s p ro lo ng a d a e a p re se nç a d e d ive rso s G RUPO S DISTINTO S, d e p e sso a s ma is lig a d a s e ntre si d o q ue c o m o s d e ma is g rup o s p re se nte s.

  No iníc io , p e rma ne c e rã o ma is e stre ita me nte a g rup a d o s o s q ue já tra ze m e ste há b ito a nte rio r; à me d id a q ue a fe sta p ro sse g ue , p o d e m fo rma r-se no vo s a g rup a me nto s c a usa d o s p o r no va s simp a tia s, d e sc o b e rta s d e inte re sse s e m c o mum e tc . Ma s SEMPRE se p o d e no ta r isso p e la s a titud e s c o rp o ra is. O b se rve o s limite s d e c a d a g rup o ! O d e se nho a c ima mo stra c o mo d e te rminá -lo s - sã o a s p e rna s c ruza d a s c o m o p é a p o nta nd o p a ra DENTRO d o g rup o a mig o , d a s p e sso a s na s d ua s e xtre mid a d e s d o s me smo s.

  DENTRO d e ste s limite s, o s te rritó rio s p e sso a is se fund e m SEMPRE. No d e se nho se g uinte , uma histó ria e m trê s c e na s suc e ssiva s: a fusã o d e d o is te rritó rio s p e sso a is d e ma ne ira um ta nto vio le nta .

  O b se rva mo -la e m to d o s o s e ne rg e ma s d o d e se nho ; le vo u me no s d e d o is minuto s d a p rime ira à última c e na e re sulto u numa tro c a ine sp e ra d a d e lid e ra nç a !

  INVASÃO DE TERRITÓ RIO

  (C O M TRO C A INC O NSC IENTE DE LIDERANÇ A)

  No ho me m a p a ixo na do q ue a q ui o b se rva mo s, a e ne rg ia e stá

lo c a liza da no níve l do le ã o . Ma s q ua ndo a mulhe r "c e de u" sub ita me nte ,

fo i ELA q ue mo stro u q ue re r do miná -lo - q ua ndo , na re a lida de , e la

p ró p ria e sta va se ndo do mina da p e lo súb ito de sp e rta r do b o i de la

me sma .

  Até o nde p o de mo s do mina r e ssa s no ssa s a titude s c o rp o ra is? Esta

p e rg unta me re c e , no mínimo , um c a p ítulo inte iro . E o a ssunto do

c a p ítulo se g uinte .

  

C APÍTULO 16

Po de m o s Do m ina r a Ling ua g e m do no sso C o rpo ?

A p le na c o nsc iê nc ia . — O ho me m nã o c o nse g ue e sc o nde r sua

ling ua g e m inc o nsc ie nte de um o b se rva do r a visa do ... e ne m me smo

de le me smo !

  O HO MEM CO NSCIENTE

  Disse mo s no fina l d o c a p ítulo a nte rio r q ue vo c ê a té p o d e ria fic a r e sp a nta d o c o m a nitid e z d a sua no va p e rc e p ç ã o c o nsc ie nte . O le ito r, a p ó s a q ue la le itura , p ra tic o u um p o uc o . O lho u c o nsc ie nte me nte o q ue se p a ssa va a o se u re d o r. Entã o se m d úvid a p e rc e b e u c o m c la re za c e rta s inte nç õ e s e mo tiva s na s inte ra ç õ e s p ra tic a d a s d ia nte d e se us o lho s. Essa p e rc e p ç ã o fo i c o ntínua ? Nã o ! Ac o nte c ia inte rmite nte me nte . Às ve ze s vo c ê a s p e rc e b ia p le na me nte , o utra s ve ze s, e m situa ç ã o id ê ntic a , vo c ê a p e na s no ta va a s e xp re ssõ e s sup e rfic ia is d e se mp re . tã o imp o rta nte q ue me re c e e sse d e sta q ue : O HO MEM NAO C O NSEG UE DO MINAR A LING UAG EM

  INC O NSC IENTE DO SEU C O RPO ! E p o r q ue nã o ? PO R Q UE ELE NÃO VAI ALÉM DO ESTÁG IO 4 DA SUA PO SSÍVEL

  EVO LUÇ ÃO ! As e xc e ç õ e s à re g ra sã o tã o ra ra s, q ue e m na d a influe m na a b und â nc ia d a s me nsa g e ns d o s c o rp o s à no ssa vo lta .

  Pa ra o le ito r fa milia riza d o c o m a p sic o lo g ia d a p o ssíve l e vo luç ã o d o Ho me m, ta l c o mo a e nc a ra C usp e nsky, isto nã o c o nstitui surp re sa . Simp lifiq ue -se o c o nc e ito o usp e nskia no d e ntro d o s p a râ me tro s d a no ssa e sfing e , e , p o r me ra e xtra p o la ç ã o ló g ic a , a e sc a la surg e c o mo e xp o re mo s a d ia nte .

  Va mo s re sumir e c o me nta r e sse s Está d io s, e uma p o rç ã o d e c o isa s inte re ssa nte s vã o a c o nte c e r c o m vo c ê :

  1. Vo c ê nã o va i re sistir a o d e se jo d e id e ntific a r o se u p ró p rio Está d io e vo lutivo . Isto se rá p e rfe ita me nte p o ssíve l, e a té q ua se ime d ia to , me smo se vo c ê e stive r no Está d io 1 (Re p a re no ve rb o re sistir: é típ ic o d e ste e stá d io d o Ho me m).

  2. Vo c ê se se ntirá te nta d o a id e ntific a r o e stá d io a lc a nç a d o p o r o utro s. Este se u d e se jo d e c o mp a ra ç ã o é , a liá s, ine re nte a o p ró p rio

  Está d io 2. C o ntud o , e nq ua nto a li p e rma ne c e r, o s re sulta d o s q ue vo c ê o b te rá nã o te rã o b a se só lid a (o ve rb o se ntir é p a la vra -c ha ve d o n. 2).

  3. Vo c ê a p re nde rá q ue o ê xito d a s sua s te nta tiva s d o ite m a nte rio r d e p e nd e rá d o g ra u a lc a nç a d o ne sta Esc a la . Ag o ra , o s re sulta d o s d a s sua s c la ssific a ç õ e s d o s o utro s e m g ra us c o me ç a m a me re c e r c o nfia nç a (a p re nd e r, a ind a q ue c o m p o b re za d e d ime nsõ e s, é c a ra c te rístic a d o n. 3).

  4. Vo c ê sa b e rá o p o rq uê d a imp o ssib ilid a d e g e ra l d e re p re ssã o d o se u p ró p rio c o rp o - q ua nto ma is a d o s o utro s.

  A p e rc e p ç ã o é o núc le o d o núme ro 5 (Aviso a o le ito r a ssusta d o : isto nã o q ue r d ize r q ue é p re c iso ha ve r a lc a nç a d o e sse Está d io d e fo rma p e rma ne nte p a ra te r se us mo me nto s p a ssa g e iro s d e p e rc e p ç ã o d ire ta c o nsc ie nte ).

  6. Vo c ê p o d e rá , ta lve z, a lc a nç a r um mo me nto d e p le na c o nsc iê nc ia o b je tiva d e c o mo , e m te o ria , se ntir-se d ia nte d a p o ssib ilid a d e d e p e rc e p ç ã o dire ta c o nsc ie nte e c o ntínua , se m se r a b a la d o na sua e ssê nc ia p e lo o b se rva d o .

  De sc ulp e a a p a rê nc ia intric a d a d o q ue vo c ê le u; e sta mo s to rtura nd o -o c o m fe rra me nta s d e p e nsa me nto s c ha ma d a s "p a la vra s". Sã o d e c a rp inte iro , e a s usa mo s e m c irurg ia d e vivisse ç ã o d e um Pe nsa me nto ! No te , p o r fa vo r, q ue , na fa se 6, a p e rc e p ç ã o a c ima d e sc rita nã o p re c isa d e "p a la vra s".

  7. Po r uma e sp é c ie ind e sc ritíve l d e d isc e rnime nto intuitivo , "Einse he n", "insig ht", o u c o mo q ue ira ro tulá -lo , é p o ssíve l q ue vo c ê c o nsig a te r uma id é ia d ista nte , c a p a z d e vislumb ra r o Está d io 7.

  ESTÁG IO 1

  O núme ro 1 é o q ue p o d e mo s c ha ma r d e "o ho me m -b o i". Ne le , a sa tisfa ç ã o d o s instinto s p re p o nd e ra .

  Ante s q ue o le ito r se a p re sse a so rrir c o m sup e rio rid a d e : núme ro 1 nã o é só o "c o milã o ", o "fa rrista " o u o "b rig ã o ", q ue o ho me m n. 2 o u 3 a ssim c la ssific a c o m d e sd é m a nte ta l d e se q uilíb rio ma lsã o d e p e rso na lid a d e .

  Um b e lo e sp é c ime d e a tle ta o u silvíc o la é um p e rfe ito b o i "a d ulto " . Só q ue , a o c o ntrá rio d o "c o milã o " e tc , a ind a nã o vive e m c o nflito inte rno c o m se us o utro s "a nima is" d e filo g ê ne se ma is re c e nte . Este s a ind a re sp e ita m se u irmã o ma is ve lho . Se us p ro b le ma s sã o d e ina d a p ta ç ã o a "a lvo s fixo s".

  Ma nuse ia a vid a me nte se u fic há rio inte rio r, se ntind o o ra inte nsa a le g ria , o ra p ro fund o d e se sp e ro . Já o c o nhe c e mo s b e m d a s p á g ina s a nte rio re s.

  ESTÁG IO 3

  O núme ro 3 é o " ho me m -á g uia ". Ne le ma nd a a ra zã o . O p e nsa me nto na sua o p iniã o é sup e rio r a o se ntime nto , e e ste me lho r q ue o s instinto s. O q ue a té c e rto p o nto é ind isc utíve l.

  Ma s p e nsa q ue o mo ra d o r d e c ima é sup e rio r a o d e b a ixo , e a mb o s se julg a m me lho re s d o q ue a q ue le c o -p ro p rie tá rio e nc a rre g a d o d o p ré d io , lá no p o rã o .

  Nã o re sp e ita m o irmã o ma is ve lho . A ra ra ha rmo nia p le na e inte nsa e ntre o s trê s inc o nsc ie nte s é se mp re d e c urta d ura ç ã o ; no rma lme nte d ã o -se ma l, e c a d a q ua l ma nife sta isso livre me nte p e la le i d o q ue fo r ma is fo rte e m d a d o mo me nto .

  Essa é a e xp lic a ç ã o d o p o rq uê d e a ling ua g e m d o c o rp o ma nife sta r-se d e fo rma irre p rimíve l! Eis, ta lve z, um a rg ume nto a fa vo r d e S. Tia g o (...d e o nd e vê m a s g ue rra s e p e le ja s e ntre nó s? Po rve ntura nã o vê m d a s vo ssa s p re fe rê nc ia s q ue no s vo sso s me mb ro s g ue rre ia m? ). O q ue c a ra c te riza o s ind ivíd uo s é p o r isso me smo típ ic o d a c o le tivid a d e .

  Le mb re -se q ue ne sta ling ua g e m p sic o fisio ló g ic a é c o mum DO IS "b ic ho s" lid e ra re m o mo vime nto c iné sic o c o ntra um te rc e iro (se ma nte ma s d isc o rd a nte s). Se r mino ria , c o nfo rme o c o nte xto d a q ue le insta nte , a c o nte c e a q ua lq ue r um d o s trê s.

  Te mo s e ntã o a lg o a ssim c o mo uma d e mo c ra c ia se m C o nstituiç ã o , um re ina d o se m Imp e ra d o r, uma c iê nc ia se m mé to d o o u um o rg a no g ra ma se m c he fe !

  Nã o há ning ué m à TESTA d o ne g ó c io ? E vo c ê , le ito r? No mínimo , vo c ê é Está d io 4 - p e lo me no s, d ura nte o te mp o q ue lê e p o nd e ra e sta s q ue stõ e s (Fo ra d e sta s p á g ina s, vo c ê é q ue m sa b e ...). Vo c ê já va i p o r q uê !

  Ma s vo c ê , c o mo nó s, nã o é p e rfe ito , nã o é ? Entã o : G ASTANDO ENERG IA NO S NO SSO S USUAIS C O NFLITO S INTERNO S

  " Nã o d á p a ra fa ze r o re tra to d o b o i d o vizinho , q ua nd o o d a g e nte fa z o s no sso s fund ilho s d e a lvo !"

  A C ABEÇ A DA ESFING E ESTÁG IO 4

  Dura nte inc o ntá ve is a no s, a Vid a e vo luiu le nta me nte d o se u níve l instintivo p a ra o e mo tivo d e me mó ria ma is re c e nte , e só d e p o is ve io a luz d a Ra zã o . Ma s, c o mo vimo s, e ste s trê s e stá d io s p o uc o re a liza ra m d e b o m e m te rmo s d e e le va ç ã o , d a d a a sua d e sa rmo nia .

  Da í, no no sso símb o lo d a e sfing e , o no vo sig nific a d o d a c a b e ç a d a me sma . É o Está g io 4. O Ho me m c o me ç a a to ma r c o nsc iê nc ia , e m se p a ra do , d a e strutura trip la d a sua p ró p ria unid a d e . C o me ç a a sa b e r q ue e le é ma is d o q ue um, d o is, o u me smo trê s b ic ho s e m d e sa rmo nia , d e sd e q ue c o nsig a fic a r à te sta d e le s. De sp e rta ne le um EU d ife re nte d o me ro c o le c io na d o r se ntime nta l d e info rma ç õ e s q ue é o le ã o .

  O Ho me m, ne ste Está g io d a sua e vo luç ã o p sic o ló g ic a , já é re a lme nte um p o uc o sup e rio r a o s a nte rio re s. To rno u-se ma is mo d e sto , ma is re a lista , e c o nse q üe nte me nte muito ma is inte lig e nte . Ne m p o r isso fic o u me no s vita l, me no s a mo ro so o u me no s inte le c tua l. Ma s, so b re tud o , e sta rá inte nsa me nte inte re ssa d o e m a d q uirir uma unid a d e ma is ha rmô nic a - e m p o te nc ia liza r ha rmo nic a me nte a e strutura q ue a c a b a d e p e rc e b e r.

  Este Está d io te nd e a tra nsfo rma r-se se m ma is d e lo ng a no

  ESTÁG IO 5

  No 5, o Ho me m, já c o m p le na p e rc e p ç ã o c o nsc ie nte d a a ç ã o e inte ra ç ã o c o nsta nte s d o q ue , na p rá tic a , re p re se nta trê s "EUS" e m c o nflito , te nta p ô r o ne g ó c io e m o rd e m.

  Se no ta r q ue isto , e m c o nta c to d ire to c o m o s trê s ind isc ip lina d o s, nã o d á re sulta d o p e rma ne nte (q ue m influe nc ia um g rup o , ta mb é m é p o r e le influe nc ia d o !), ta lve z c o nsig a e vo luir a té o

  ESTÁG IO 6

  C he fe te m q ue ma nte r c e rta d istâ nc ia p a ra te r p le na c o nsc iê nc ia o b je tiva d o q ue se fa z, e d o q ue d e ve se r fe ito . Q ue m c o nse g uir c he fia r-se a ssim a si p ró p rio a ma io r p a rte d o te mp o , a lc a nç o u o 6. Pe rc e b e nd o a no ssa p ró p ria ha rmo nia (q ue é p ra tic a me nte ine xiste nte na no ssa c ultura a tua l), ta mb é m a sua ling ua g e m d o c o rp o se rá d e ha rmo nia insusp e ita . Te rá e xtra o rd iná rio vig o r c o ntro la d o , p o is a e le va d a p o rc e nta g e m d e Ene rg ia vita l d e sp e rd iç a d a no s Está d io s infe rio re s a g o ra fluirá no c o njunto ha rmô nic o d a s sua s a titud e s.

  ESTÁG IO 7

  E nã o no s p e rg unte q ua l a sua ling ua g e m c o rp o ra l. Q ue m já viu p e sso a lme nte um Ho me m a ssim - se é q ue e xiste o u e xistiu - é fa vo r e nsiná -lo a nó s!

  UM PARALELISMO A CO MPREENDER

  Pe d imo s d e sc ulp a a to d o le ito r a q ue m isso d e u a imp re ssã o q ue p ro c ura mo s ve stir uma fria e strutura p ro g re ssiva d o p e nsa me nto ló g ic o c o m um ma nto d e c á lid o mistic ismo .

  Nã o é a ssim q ue fa ze mo s C iê nc ia ; re sp e ita m -se a s re g ra s d a b usc a d o Sa b e r. Busc a mo s - isto sim - fo c a liza r um p o ssíve l p a ra le lismo intuitivo .

  Ta lve z te nha ha vid o a p e na s isto : Ho me ns inte lig e nte s, d e é p o c a s a ind a nã o d e sc o b e rta s d o Pa ssa d o - p o ssive lme nte o s me smo s q ue no s d e ra m a Esfing e - fo rmula ra m d o utrina s filo só fic a s. C o mo , p o r e xe mp lo , e ssa Esc a la p ro g re ssiva , já e ntã o d e c e rto o b se rvá ve l d e 1 a 4. E a c o isa p a sso u a se r e nc a ra d a c o mo Do g ma , o u C re nç a o u Fé e tc , c o m o c o rre r d o te mp o .

  Te nte o le ito r c o nve nc e r um silvíc o la tro p ic a l q ue uns c inq üe nta litro s d e á g ua p o d e m muito b e m ra c ha r-lhe a c a b e ç a d e um só g o lp e ! Ac re d ita rá ? Só se c o nse g uir tra ze r-lhe uma p e d ra d e g e lo d e c inq üe nta q uilo s.

  Se o e ve nto nã o se re p e tir, q ue p ro b a b ilid a d e vo c ê c a lc ula p a ra q ue sua d e sc riç ã o se ja a c e ita p e lo s b isne to s d e le ? Po r ma is q ue c a d a p a i a me a c e o s filho s c o m p e na s e te rna s se d uvid a re m d e sua p a la vra , o u a histó ria te rá q ue se r d o g ma tiza d a e m

  C re nç a à e sp e ra d e uma Se g und a Vind a d o mila g re , o u se rá c o nsid e ra d a c re nd ic e ind ig na d e me re c e r fé . No te -se : ne sta c o mp a ra ç ã o nã o d isc utimo s se o "g e lo ", e m si, é ve rd a d e . Ap e na s fo c a liza mo s o p ro b le ma d e a c e ita r a hip ó te se d e sua e xistê nc ia p o r c o mo hip ó te se e m te mp o s muito re mo to s.

  Ve ja mo s - nã o é ra zo á ve l q ue , e ntã o , a ling ua g e m d o c o rp o te nha sid o me lho r e nte nd id a ? Afina l, to do s o s se ma nte ma s d a me sma ha via m p re c e d id o à inve nç ã o d o s se us re sp e c tivo s re g istro s ve rb a is. Prime iro a c o isa , d e p o is o ró tulo .

  O á ra b e d o d e se rto nã o tinha p a re d e s p a ra se d e fe nd e r, e ntã o se u o lha r d e c e rto se firma va fro nta lme nte so b re o e stra nho q ue a li se a p ro xima va d e le .

  C e rta me nte p o r isso c o nsid e ra a té ho je , inc o nsc ie nte me nte , uma o fe nsa o c a minha r, o mb ro a o mb ro , d o e stra ng e iro q ue , a o me smo te mp o , te nte d isc utir um ne g ó c io c o m e le se m e nc a rá -lo d e fre nte . Ling ua g e m d o c o rp o e ra fo rç o sa me nte a p a la vra d e o rd e m a o ra ia r a ma nhã d a huma nid a d e .

  Entã o p o ssive lme nte o me d ita r d e a ntig o s filó so fo s e nve re d o u p e lo me smo c a minho d e ra c io c ínio e m p ro g re ssã o line a r d a no ssa Esc a la . E, d a d e c a d ê nc ia d a sua C ultura , a p e na s re sto u-no s o a sp e c to e so té ric o q ue , e le va d o a Do g ma , no s fe re p o r isso me smo c o mo d ista nte d a ve rd a d e p e sq uisá ve l c o m o s no sso s re c urso s d e ho je .

  CHAVES PARA O S O UVIDO S DO HO MEM

  Se ja c o mo fo r, uma Esc a la d e Va lo re s c o mo e sta é mo d e lo ind isp e nsá ve l p a ra a b rir ma is e ma is no ssa c a p a c id a d e d e p e rc e p ç ã o d ire ta c o nsc ie nte . Q ue , p o r sua ve z, é o únic o "o uvid o inte rno " q ue p o ssuímo s, p a ra e sc uta r re a lme nte o q ue a vid a no s d iz. Esta se e xp re ssa ma l p e la tra d uç ã o d e me ra s p a la vra s limita d a s p o r g ra má tic a s (e q ue , p o r isso , limita m o s p e nsa me nto s ne le s b a se a d o s).

  É p re c iso o uvir a Vid a na sua ling ua g e m na tura l, q ue na sc e u d a p ró p ria p e rc e p ç ã o d ire ta , p a ra , só a ssim, se ntir-lhe a riq ue za e ha rmo nia . A ling ua g e m d o se u p ró p rio c o rp o !

  Be e tho ve n surd o , le nd o sua p ró p ria p a rtitura d ura nte um C o nc e ito se u - e is o Ho me m!

  EXPERIMENTE AG O RA!

  Esta ling ua g e m sile nc io sa d o c o rp o q ue muita s ve ze s c o ntra d iz a p a la vra fa la d a ma s d iz a ve rd a d e nua e c rua é , c o mo vo c ê já d e ve te r p e rc e b id o , c o mp le ta me nte inc o nsc ie nte .

  Eis um e xe rc íc io p a ra c o mp ro va r isto ; fa ç a o e xe rc íc io já , se m p e nsa r: Pa re já na p o siç ã o e m q ue vo c ê e stá , se m mo d ific a r um g e sto ; se m e ng a no q ue vo c ê na re a lid a d e nã o tinha c o nsc iê nc ia d a s sua s p o stura s! É o q ue a c o nte c e c o m to d o mund o .

  No iníc io d e ste sé c ulo , já G urd jie ff a firma va q ue e sta mo s to d o s a d o rme c id o s, c o mo se e stivé sse mo s hip no tiza d o s. Po d e mo s e sta r a d o rme c id o s no níve l d o b o i, d o mina d o s p e lo s no sso s instinto s; no d o le ã o , d o mina d o s p e lo s no sso s se ntime nto s, no d a á g uia , d o mina d o s p e lo s no sso s p e nsa me nto s. O q ue c o rre sp o nd e à p o ssib ilid a d e d e se rmo s, p o r e xe mp lo , b ruta is (b o i), histé ric o s (le ã o ) o u fa ná tic o s (á g uia ).

  PENSAR É ESTAR CO NSC IENTE?

  Muito s a c re d ita m q ue , q ua nd o e stã o p e nsa nd o , e stã o c o nsc ie nte s! G ra nd e e ng a no , o s p e nsa me nto s ta mb é m no s d o mina m: a me lho r p ro va é q ue é e xtre ma me nte d ifíc il p a ra r d e p e nsa r. Eis uma o utra e xp e riê nc ia d o me smo a uto r; c o mp ro va nd o isto : te nte se c o nc e ntra r num re ló g io a fim d e o uvir se u b a rulhinho ; e m p o uc o s se g und o s vo c ê nã o o o uve , p o is o s se us p e nsa me nto s o imp e d ira m!

  Assim é ta mb é m a ling ua g e m d o no sso c o rp o . E p o ssíve l to rna rmo -no s c o nsc ie nte s d a s no ssa s p o stura s e q ue re rmo s c o ntro lá -la s. Ma s só c o nse g uire mo s isso d ura nte a lg uns se g und o s o u no má ximo minuto s, d a d o o Está d io e vo lutivo e m q ue no s a c ha mo s. No e nta nto , c o mo é g ra nd e o núme ro d e me nsa g e ns c o rp o ra is q ue p o d e mo s e nte nd e r c la ra me nte ne ste s tã o b re ve s insta nte s! p ró p ria s mã o s. Isto c o nsiste e m se r nã o so me nte c o nsc ie nte d o s se us trê s " a nima is", ma s a ind a d o miná -lo s, d irig i-lo s. E d irig i-lo s c o rre sp o nd e a c a na liza r a e ne rg ia , a se rp e nte d a e sfing e , no níve l q ue se q uise r. Sã o muito ra ro s o s ho me ns q ue c o nse g uira m isto .

  A p sic a ná lise - e ta mb é m a s e sc o la s inic iá tic a s, c o mo p o r e xe mp lo a Io g a - se mp re a lme ja ra m isto : d e se nvo lve r o Ho me m C o nsc ie nte (Io g a e m sâ nsc rito q ue r d ize r uniã o !).

  Nã o d e sa nime , le ito r, p o r nã o se r um Ho me m C o nsc ie nte c o mp le to ! O lhe o p e rig o d o s a lvo s fixo s! To me o e xe mp lo d o sá b io silvíc o la q ue d e sc o nhe c e a úlc e ra d uo d e na l d e fund o ne rvo so . Vo c ê nã o sa b e ne m a tira r d e a rc o e fle c ha c o mo e le , ma s só p re p a ra r um p e d a ç o d e ma d e ira p a ra se rvir d e a rc o já é um ó timo a lvo d o mo me nto .

  E vo c ê te m fe ito e xa ta me nte isso . C o nfro nte o q ue p e rc e b e a g o ra c o m a q ue la c a p a c id a d e b e m ma is limita d a d e e nte nd e r a si p ró p rio e a o s o utro s q ue vo c ê tinha a nte s d e c o me ç a r a le r e ste livro , e ve ja o q ua nto já p ro g re d iu!

  Viu c o mo vo c ê nã o e sta va c o nsc ie nte d isso ?

  

C APÍTULO 17

Mé to do s de Mo dific a ç ã o Psic o sso m á tic a do Ho m e m

Da Muda nç a do C o rp o à Muda nç a da Pe sso a .

  DA MUDANÇ A DO C O RPO À MUDANÇ A DA PESSO A

  Até a g o ra fa la mo s so b re a ling ua g e m d o no sso c o rp o . Vimo s o q ua nto o no sso c o rp o e xp re ssa o s no sso s p e nsa me nto s, a s no ssa s e mo ç õ e s e a s no ssa s re a ç õ e s instintiva s.

  Po d e mo s a g o ra fa ze r uma p e rg unta : Se o no sso c o rp o e xp re ssa a no ssa p e rso na lid a d e , se rá q ue , mud a nd o c e rto s a sp e c to s c o rp o ra is, p o d e re mo s mud a r a lg o no no sso se r me nta l, e mo c io na l e instintivo ? Se re mo s uma "e sfing e " d ife re nte ? A re sp o sta " sim" é ó b via , na s a lte ra ç õ e s d o e q uilíb rio q ua ntita tivo e ntre o s c o mp o ne nte s d o no sso c o rp o . O e xe mp lo c lá ssic o : q ue a c o nte c e se e ng o rd a mo s d e ma is?

  Esp e ra mo s o e le va d o r o nd e , a nte s, sub ía mo s a le g re me nte um o u d o is la nc e s d e e sc a d a e a c a b a mo s p o r e vita r a nd a r e m c o mp a nhia d e c o le g a s q ue fa ze m isso , p o is no s e nve rg o nha mo s d a no ssa re sp ira ç ã o o fe g a nte p o r tã o p o uc o e sfo rç o .

  De d e ntro d o s no sso s a mp lo s a uto mó ve is, a p o nta mo s c o m d e sp re zo o á g il c a rrinho e sp o rtivo , e mb o ra se c re ta me nte inve je mo s se u a le g re mo to rista - a b a rrig a d e le c a b e se m p ro b le ma s na q ue le e sp a ç o o nd e a no ssa se a p e rta ria c o ntra o vo la nte d a d ire ç ã o !

  G o rd o s d e ma is, p e rd e mo s, no mínimo , a sinc e rid a d e . E, d ia nte d a a ng ústia c o nsta nte q ua nd o e m g rup o , re a g imo s, o u fug ind o ("nã o g o sto d e ir à p ra ia , p re firo fic a r le nd o "), o u a g re d ind o ("nã o va le m na d a , e sse s c a rrinho s-e sp o rte !")

  Ma s b a sta p a ssa r a a lime nta r-se ra c io na lme nte , p e rd e r o e xc e sso d o p e so , e a p e rso na lid a d e a ntig a vo lta .

  Dá -se o me smo , muda ndo a s p o stura s c o rp o ra is?

  Se rá q ue , a lte ra nd o -se a q ua lid a d e a p e na s d o e q uilíb rio g e o mé tric o d a no ssa e strutura físic a , isto influi na no ssa me nte ? Se , d e sa nima d o s, fic a mo s c a b isb a ixo s, se rá q ue no s se ntire mo s ma is c o nfia nte s, se e rg ue mo s o ro sto ? (Exp e rime nte a g o ra , se p ud e r - c o m a lg ué m q ue e ste ja triste , o u, se fo r o c a so , c o nsig o me smo !)

  Lo g o no s le mb ra mo s d a fa mo sa a firma ç ã o d o filó so fo Pa sc a l q ue d izia : " Ajo e lha -te e c re rá s". Ele q ue ria d ize r q ue a no ssa p o stura físic a influe nc ia a no ssa me nte ; a o no s a jo e lha rmo s, a d q uirimo s uma a titud e me nta l d e p re c e , d e humild a d e , d e intro ve rsã o , d e sub missã o d e to d o s e ste s fa to re s q ue no s ind uze m a um c o mp o rta me nto re lig io so .

  Lo rd Ba d e n-Po we ll, o fund a d o r d o e sc o tismo , re c o me nd a va a o s se us me nino s, q ua nd o e le s e stive sse m triste s e d e p rimid o s, so rrir.

  Afirma va e le q ue , so rrind o , se c o nse g uia , q ua se a uto ma tic a me nte , re mo ve r o e sta d o d e triste za . Exp e rime nte , le ito r, e xp e rime nte ! Esse livro nã o é p a ra se le r. E p a ra se a g ir!

  Re a lme nte d e sd e a ma is re mo ta a ntig üid a d e tê m sid o d e se nvo lvid o s mé to d o s e té c nic a s q ue e fe tiva me nte c o nse g ue m mud a r muito d o s no sso s e sta d o s e mo c io na is e me smo a ting ir a p ró p ria e strutura d a no ssa p e rso na lid a d e to ta l. Va mo s d e sc re ve r suc inta me nte a lg uns d e ste s mé to d o s.

  A Io g a

  É p ro va ve lme nte o mé to d o ma is a ntig o q ue se c o nhe c e p a ra e d uc a ç ã o d a no ssa p e rso na lid a d e inte g ra l. Nó s o c id e nta is só o uvimo s fa la r na Ha ta Io g a e p e nsa mo s q ue a Io g a é a p e na s uma g iná stic a ; muito p e lo c o ntrá rio . As d ife re nte s e sp é c ie s d e Io g a visa m to d a s e la s a fa ze r e vo luir a no ssa p e rso na lida d e p o r inte iro .

  O s se us p re ssup o sto s b á sic o s p o d e ria m se r re sumid o s d a se g uinte fo rma :

  • Nó s so mo s a d o rme c id o s. Nã o te mo s c o nsc iê nc ia ne m d o no sso c o rp o e d a s p o stura s q ue a d o ta mo s, ne m d a s e mo ç õ e s e d o d e sg a ste q ue c a usa m no no sso o rg a nismo q ua nd o ne g a tiva s, ne m d o s no sso s p e nsa me nto s.
  • Pa ra a c o rd a r, p re c isa mo s p rime iro d e sc o b rir o no sso c o rp o , sub me tê -lo a uma sé rie d e e xe rc íc io s e so b re tud o d e p o stura s, o b se rva r o q ue se p a ssa na no ssa vid a instintiva , e mo c io na l e me nta l, d e ntro d e no sso te mp lo físic o .
  • Este s e xe rc íc io s e p o stura s no s a jud a m a d e sc o b rir no sso EU, isto é , e ste "a lg ué m" e m nó s, q ue p o d e o b se rva r, c o nhe c e r e d e sc re ve r. É o Está d io 4 d o C a p ítulo a nte rio r.
  • A me d id a q ue nó s no s to rna mo s c o nsc ie nte s d e nó s me smo s, p o d e mo s p a ssa r a c o ntro la r e c o nd uzir a nó s me smo s. Po d e mo s, a tra vé s d e ste d o mínio , a d q uirir uma p a z inte rio r e me smo c he g a r a e sta d o s p rivile g ia d o s simb o liza d o s p e lo s ro sto s d o s Bud a s.
  • Existe d e ntro d e nó s uma e ne rg ia q ue p o d e mo s p a ssa r a c o ntro la r p ro g re ssiva me nte .

  A Io g a te m sid o fo nte d e insp ira ç ã o d e g ra nd e p a rte d a s e sc o la s e so té ric a s, d a C a b a la he b ra ic a e d o Ze n-Bud ismo , a ssim c o mo d e inúme ra s té c nic a s mo d e rna s d e Inte g ra ç ã o Psic o sso má tic a e d e Psic o te ra p ia .

  A Da nç a

  Enq ua nto a Io g a se b a se ia e sse nc ia lme nte e m c ria r uma ne utra liza ç ã o d o c o rp o , p ro vo c a nd o o silê nc io d a a usê nc ia d e p rinc ip io e sse nc ia l é b a se a d o no Yin-Ya ng d o Ta o ísmo , isto é , na s fo rç a s p o sitiva s e ne g a tiva s d a na ture za ; c o nsiste e m a d o ta r c o nsta nte me nte , p a ra c a d a mo vime nto , o se u mo vime nto o p o sto , d e ta l mo d o q ue o c o rp o e a me nte se e nc o ntra m se mp re e m mo vime nto , ta l c o mo a s o nd a s d o ma r. O Ta i C hi se fa z a o a r livre , se m músic a .

  A d a nç a é um instrume nto p o d e ro so d e Ed uc a ç ã o , p o is lid a a o me smo te mp o c o m a s trê s d ime nsõ e s unive rsa is: Te mp o , Esp a ç o , Ene rg ia . Eis um e sq ue ma d e La b a n:

  Assim, p o r e xe mp lo : o mb ro s - ro ta ç ã o - fo rte - rá p id a o mb ro s - ro ta ç ã o - lig e ira - rá p id a o mb ro s - ro ta ç ã o - fo rte - le nta o mb ro s - ro ta ç ã o - lig e ira - le nta

  Ac re sc e nte -se a isto d e sd e o ritmo re sp ira tó rio a té a e xp re ssã o d o ro sto d o d a nç a rino , ma is o ritmo , o e sp a ç o e o te mp o p e rc o rrid o s, e te mo s a p e na s um únic o e fug id io c o mp o ne nte se mâ ntic o mínimo ; um se ma nte ma .

  É e xa ta me nte o no vo mund o d e ling ua g e m nã o -ve rb a l q ue o le ito r e stá e stud a nd o . Um g e sto p o d e se r a mp lo o u c urto , le nto o u rá p id o e tc . Pa ra nó s, o s a uto re s, a d ife re nç a e ntre a d a nç a e a s a titud e s físic a s d e c a d a mo me nto d e to d o s nó s é a p e na s isto : a ling ua g e m é a me sma ; só q ue d e se nvo lvid o mé to d o s e té c nic a s c o m a s se g uinte s fina lid a d e s:

  • Lib e rta r p e sso a s d a s te nsõ e s musc ula re s c a usa d a s p e la a ng ústia e a nsie d a d e p ro ve nie nte s e m g e ra l d e e xc e sso d e o b je tivo s a a lc a nç a r, c o nflito s d e p a p é is so c ia is, se ntime nto s d e c ulp a b ilid a d e .
  • De sc a nsa r e re c up e ra r e ne rg ia s d e p o is d e e sfo rç o físic o e me nta l p ro lo ng a d o .
  • Pre p a ra r o te rre no p a ra d o rmir, no s c a so s d e insô nia . A té c nic a ma is c o rriq ue ira é a se g uinte : - De ita r no c hã o o u numa c a ma d ura .
  • O s b ra ç o s a o lo ng o d o c o rp o .
  • Asp ira r o a r a té o má ximo d a c a p a c id a d e p ulmo na r;
  • Re te r o a r e nq ua nto se fa z te nsã o c o m to d o s o s músc ulo s d o c o rp o , inc lusive d o p é , d o p e sc o ç o , d o q ue ixo e d a s so b ra nc e lha s.
  • So lta r o a r d o s p ulmõ e s e re la xa r o s músc ulo s a o me smo te mp o .
  • Evita r p e nsa r.
  • O c o rp o c a lmo e a me nte re la xa d a .
  • Se tive r d ific uld a d e e m e vita r d e p e nsa r, ima g ina r-se numa p ra ia c o m o ma r e o c é u a zuis.
  • Fic a r a ssim d ura nte uns vinte minuto s. Existe m mé to d o s ma is so fistic a d o s c o m fins p sic o te rá p ic o s, c o mo p o r e xe mp lo o "Tra ining " a utó g e no d e Sc hulz.

  Eis uns d a d o s e sta tístic o s mo stra nd o o q ua nto uma mo d ific a ç ã o d a te nsã o d o no sso c o rp o p o d e me lho ra r a no ssa situa ç ã o p sic o sso má tic a ; o s d a d o s q ue d a mo s a se g uir fo ra m o b tid o s a p ó s d o is a no s d e o b se rva ç ã o e m p e sso a s c o m o s q ua d ro s ma is d ive rso s, ta is c o mo : p e rturb a ç õ e s va so mo to ra s, a fe c ç õ e s c a rd ía c a s p sic o sso má tic a s,

  Em me lho ra ...........................162 o u 37% Me smo e m c a so s d e insta b ilid a d e , a g ita ç ã o e imp ulsivid a d e d e a d o le sc e nte s p sic o p á tic o s, o mé to d o te m -se re ve la d o b a sta nte e fic ie nte .

  O Judô JU (c e d e r, sua vid a d e ) e DO (d o utrina , p rinc íp io ) é ma is d o q ue

  té c nic a d e d e fe sa p e sso a l o u e sp o rte . É um me io d e d e se nvo lve r, ma is ha rmo nic a me nte , no sso se r inte g ra l.

  A e xp lic a ç ã o é ig ua lme nte simp le s: a p re nd e nd o a d e svia r a fo rç a b ruta a ta c a nte e m d ire ç ã o q ue lhe ne utra liza o e fe ito ma lé fic o , a d q uirimo s c o nfia nç a tra nq üila e m nó s me smo s. E isto p e la s p o stura s me nta is e físic a s te c nic a me nte a d e q ua d a s a ta l fim!

  Ma is p a rtic ula rme nte o Aiki-Do te m p o r o b je tivo , c o mo o a firma o Me stre Na ka zo no , d e Tó q uio , "ino c ula r no s se us a d e p to s o a mo r e a b e le za q ue e xiste m e m to d a vid a huma na e re a liza r a p e rma nê nc ia d a p a z no mund o ". O p o nto d e p a rtid a , ne sta via fund a me nta l, se fa z e stud a nd o a te o ria e a p rá tic a d o s mo vime nto s.

  MO DIFICAđấO TERAPÊUTICA DAS ATITUDES C O RPO RAIS E MENTAIS

  Alg uns mé to d o s se d e se nvo lve ra m d ura nte e ste sé c ulo e ma is p a rtic ula rme nte na última d é c a d a no s Esta d o s Unid o s, na Ing la te rra e e m Isra e l.

  Assim, um isra e le nse , Mo she Fe ld e nkra is, d e se nvo lve u uma te o ria e um mé to d o se g und o o q ua l no s p o d e mo s a p e rfe iç o a r simulta ne a me nte no s p la no s d a s se nsa ç õ e s d a s e mo ç õ e s e d a me nte , a p a rtir d o mo vime nto .

  A c o rre ç ã o d o mo vime nto é , se g und o e le , a me lho r via , p o rq ue o siste ma ne rvo so se o c up a p rinc ip a lme nte d o mo vime nto e q ue o mo vime nto e stá na ba se d e to d a to ma d a d e c o nsc iê nc ia . Atra vé s d e sua c a p a c id a d e d e ro ta ç ã o d a c o luna ve rte b ra l e m c inc o minuto s.

  A Té c nic a de Ale xa nde r F.M. Ale xa nd e r, a ustra lia no , e m to rno d e 1900, p e rd e u a vo z.

  Ne nhum tra ta me nto mé d ic o d a va re sulta d o . Ele susp e ito u q ue a lg um me c a nismo vo c a l e stive sse e m jo g o . O b se rva nd o -se d ia ria me nte d ia nte d e um e sp e lho , ve rific o u a o s p o uc o s q ue o se u c o rp o inte iro e sta va e nvo lvid o , re la c io na d o a p o stura s ina d e q ua d a s.

  Mo nto u um Instituto e m Lo nd re s, o nd e e nsino u o se u mé to d o a milha re s d e p e sso a s c o m p ro b le ma s d e p o stura c o mo a to re s, d a nç a rino s, músic o s e a tle ta s, a ssim c o mo p a c ie nte s c o m p ro b le ma s p si-c o sso má tic o s e m g e ra l. Nã o se tra ta d e "e xe rc íc io s", ma s d e uma a p re nd iza g e m d o uso a d e q ua d o d o c o rp o . O s p rinc ip a is instrume nto s sã o um e sp e lho , uma me sa e uma c a d e ira . Tra ta -se d e e nc o ntra r no vo s há b ito s e p o stura s e d e se to rna r c o nsc ie nte d a s p o te nc ia lid a d e s d e c a d a um.

  Um d o s e le me nto s p rinc ip a is d a Té c nic a d e Ale xa nd e r é o e nc o ntro d o uso c o rre to d o c e ntro d e g ra vid a d e ; e is c o mo muita s p e sso a s c o mp õ e m o se u c e ntro d e g ra vid a d e :

  Disto re sulta m ma lfo rma ç õ e s físic a s, te nsõ e s d e músc ulo s d o rsa is, a b d o mina is" o u o utra s, e um ma l-e sta r c o m re p e rc ussõ e s so b re o e sta d o g e ra l d e humo r.

  Em e ng e nha ria e me d ic ina , isto é "stre ss", o u se ja , te nsã o .

  Eis c o mo se a p re se nta uma p e sso a d e p o is d e se te r sub me tid o à té c nic a d e Ale xa nd e r. Nã o há "stre ss", e sim re p o uso , ha rmo nia . mo vime nto s livre s, d e livre c irc ula ç ã o , d e livre c o munic a ç ã o , ta nto d o p o nto d e vista c o rp o ra l c o mo d a e xp re ssã o e mo c io na l. Só c o m um e q uilíb rio musc ula r é q ue se p o d e te r c o munic a ç ã o vita l inte ira me nte livre ; a e ne rg ia e o s fluid o s vita is p o d e m c irc ula r livre me nte . Fa z-se isto a tra vé s d a a d e q ua ç ã o d o c o rp o a uma linha d e c e ntro d e g ra vid a d e e m re la ç ã o à a tra ç ã o te rre stre ; um "Ro lfe r" c o lo c a a s d ife re nte s p a rte s d o c o rp o na sua de vid a p o siç ã o , e m d e z se ssõ e s. O té c nic o re c o nhe c e só p o r o lha r q ua nta s " liç õ e s" uma p e sso a re c e b e u.

  A te o ria e m q ue se b a se ia m e sta s té c nic a s é simp le s: No sso c o rp o , e nq ua nto vivo , nunc a fic a "p a ra d o ". G rup o s d e músc ulo s o p o sto s e stã o se mp re e m a ç ã o mutua me nte e xc lusiva , q ua nd o e sta mo s a p a re nte me nte imó ve is, d e p é . C o rrig e m c o nsta nte me nte a no ssa ve rtic a lid a d e - a ssim c o mo , a o vo la nte d e um c a rro , se mp re fo rç a mo s a d ire ç ã o o ra p a ra um o ra p a ra o utro la d o . O ra , b a sta um d e slo c a me nto c o nsta nte d e um e le me nto e strutura l - d ig a mo s, a c a b e ç a , o u a p é lvis - e e sse s me smo s músc ulo s fic a m o c up a do s o te mp o to d o c o m a ta re fa d e uma c o rre ç ã o unila te ra l. C o mo se , d ia nte d e um d e fe ito na susp e nsã o d ia nte ira , o vo la nte " p uxa sse " p a ra um la d o só .

  Entã o o c o rp o " fa la " c o m a b o c a to rta - c o mo a lg ué m c o munic a nd o -se o ra lme nte , ma s d e b o c a tra uma tiza d a - q ue é a e xa ta a na lo g ia d o q ue re a lme nte a c o nte c e u!

  A psic o te ra pia C o rpo ra l

  Uma p sic o te ra p e uta no rte -a me ric a na , lia na C hurg in, p ro c uro u re a liza r uma sínte se e ntre a té c nic a de Ro lf e Ale xa nd e r e uma té c nic a d e p sic o te ra p ia e m g rup o c ha ma d a "G e sta lt-Te ra p ia ". A G e sta lt-Te ra p ia c o nsiste e m c o lo c a r a s p e sso a s d ia nte d a s sua s g ra nd e s c o ntra d iç õ e s e te nsõ e s, re c o nstituind o o q ue se c ha ma e m p sic o lo g ia a re la ç ã o "Fig ura -Fund o ", o u c o mp le ta nd o "Fig ura s ina c a b a d a s"; ta mb é m c o mo e m p sic a ná lise , se fa z a c a tá rsis d e e mo ç õ e s re p rimid a s. lia na C hurg in d e sc o b riu, a o p ro c ura r d e sfa ze r "nó s" musc ula re s d e te nsã o , q ue c e rta s p e sso a s c o me ç a va m ime d ia ta me nte a a sso c ia r a re fe rid a te nsã o c o m a c o nte c ime nto s p a ssa d o s o u a re vivê -lo s. Esta d e sc o b e rta lhe p e rmitiu e la b o ra r um mé to d o q ue c o nsiste e m p ro vo c a r ve rd a d e ira s c a tá rsis e re vivê nc ia s d e a c o nte c ime nto s a ntig o s, a tra vé s d e ma ssa g e m d ire ta d e p a rte s musc ula re s e m te nsã o , o u a p a rtir d e simp le s g e sto s e ste re o tip a d o s. Po r e xe mp lo , o se ntime nto d e c ulp a e stá muita s ve ze s lo c a liza d o no s músc ulo s d o rsa is. Fe ld e n-kra is já tinha no ta d o q ue to d a e mo ç ã o ne g a tiva se "insc re ve " no s músc ulo s e xte nso re s d o rsa is.

  Tud o se p a ssa c o mo se , d ura nte a infâ nc ia , c ic lo s e ne rg é tic o s ho uve sse m sid o inte rro mp id o s, lo c a liza nd o -se e ntã o no s músc ulo s e c o rre sp o nd e nd o a g e sto s ina c a b a d o s. Po r e xe mp lo , se c a d a ve z q ue uma c ria nç a q uise r c ho ra r o s p a is a imp e d ire m, o s se us músc ulo s d o ma xila r infe rio r fic a m te nso s.

  Um d e nó s a ssistiu a c e na d e a d ulto s c ho ra nd o , simp le sme nte p e la ma ssa g e m q ue lia na C hurg in fe z na s a rtic ula ç õ e s d o s se us ma xila re s. O se ntime nto q ue tinha m é q ue e sta va m a c ho ra r to d a s a s lá g rima s q ue nã o ve rte ra m d ura nte a vid a inte ira !

  Ta l é a ne c e ssid a d e unive rsa l huma na d e a mo r: o triste a p e lo q ue é a fo me d e a mo r, e xp re sso na a nc e stra l fa la d o c o rp o - a lá g rima - fo i re p rimid o "c o m suc e sso "... ma s q ue m p o d e rá d ize r à c usta d e q ua nto so frime nto ne uró tic o , q ue r p a ra a vítima , q ue r p a ra o se u g rup o d e re la ç õ e s huma na s?

  

C O NC LUSÃO

A Unida de do Se r

  O le ito r se m d úvid a , já p e rc e b e u a q ua ntid a d e imp re ssio na nte d e g e nte q ue , d e uma o u o utra fo rma , c o la b o ro u p a ra to rna r e ste livro p o ssíve l.

  G e nte q ue to mo u a titud e s c o rp o ra is d ia nte d o s Auto re s, g e stic ula nd o , va ria nd o de e xp re ssã o . De mo nstra nd o sua s e mo ç õ e s d e c a d a insta nte , numa suc e ssã o c o ntínua d e mo rfe ma s c iné tic o s. Tud o isso a c o mp a nha d o d e p a la vra s fa la d a s, q ue o ra c o nc o rd a va m, o ra to ta lme nte c o ntra d izia m o q ue o c o rp o no s c o munic a va .

  (C o me ntá rio d e um re viso r, a o le r isto , e q ue fize mo s q ue stã o d e inc luir: " De e ne rg e ma e m e ne rg e ma o mo rfe m a e nc he o p a p o !") , O a sse nto va g o , à d ire ita d o s Auto re s, já é p a ra o a mig o le ito r to ma r o se u lug a r. Ag o ra , d e c e rto , ta mb é m já sa b e le r um se ma nte ma d e sse s!

  Se ja mo s d e sp re te nsio so s: nã o so mo s me lho re s d o q ue o le ito r, ne m ning ué m. Vo c ê e stá c e rc a d o d a q ue le s me smo s c o la b o ra d o re s: a p ró p ria huma nid a d e . Po r isso p o d e rá a d q uirir o s me smo s c o nhe c ime nto s, e a té ultra p a ssa r-no s fa c ilme nte , se a ssim o d e se ja r. Q ue stã o d e te mp o , inte re sse , p a c iê nc ia e mé to d o .

  Fo i o q ue a c o nte c e u c o no sc o . Exp o sto s a o s me smo s g e sto s e a titud e s q ue to d o mund o , a c umula m o s o a c e rvo d e info rma ç õ e s c iné sic a s d o ho me m c o nte mp o râ ne o . Ap e na s e sta d ife re nç a : no ssa s a tivid a d e s p ro fissio na is já e xig ia m uma e sp e c ia liza ç ã o c re sc e nte na O BSERVAÇ ÃO E C O MPREENSÃO d a s a titud e s huma na s, na á re a d e C O MUNIC AÇ Õ ES. Fo i o p a p e l so c ia l d o p sic ó lo g o , d o p sic o te ra p e uta , d o a uto r d e te ste s e p e sq uisa s e d o p ro fe sso r d e fa c uld a d e , DESC O DIFIC AÇ ÃO ESTRUTURAL d o s g e sto s.

  O b se rva ç ã o , a ná lise , c la ssific a ç ã o , p e sq uisa c o mp a ra tiva e uma e xa ustiva c o mp ro va ç ã o , utiliza nd o re c urso s d a p sic o lo g ia a p lic a d a , no s p e rmitiu e ste s re g istro s d e se ma nte ma s c iné sic o s, e vislumb ra r-lhe a e strutura e ne rg é tic a (Se tud o isso no s c o nfe re a lg uma a uto rid a d e , q ue se ja a d e d e c la ra r q ue ma l to c a mo s d e le ve a sup e rfíc ie d a ma té ria e m q ue stã o !).

  Ag o ra , ima g ine -se o le ito r o q ue nã o fo i o e fe ito c umula tivo , e m nó s, d o c o nta c to c o m a s e mo ç õ e s d e ta nta g e nte ! Ne sta inte ra ç ã o c o ntínua , q ua nta ve rific a ç ã o c re sc e nte d a s â nsia s d o Ho me m! Eis o se u d e no mina d o r c o mum:

  A ÂNSIA DE PRESERVAR O "EU"

  É uma c o nsta nte . Do mina nte d e mil g e sto s e a titud e s d e to d o s, to ma to d a s a s fo rma s ima g iná ve is e m to d a s a s fo rma s d a Vid a . Esta â nsia e m c a d a um d e nó s c o nsiste e m e limina r a s d úvid a s, c o ntra d iç õ e s e c o nflito s q ue re sulta m e m te nsõ e s musc ula re s e d e sg a ste inútil d e Ene rg ia .

  Ajud a r o le ito r, a tra vé s d e me lho re s c o munic a ç õ e s, a a p ro xima r- se c a d a ve z ma is d e sse id e a l nunc a a lc a nç a d o q ue é a sua p ró p ria unid a d e - e a unid a d e inte rp e sso a l -fo i o o b je tivo último d e sse livro .

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