UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA – UDESC CENTRO DE ARTES – CEART PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ARTES VISUAIS

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ENSINO E APRENDIZAGEM EM ARTES VISUAIS:

ADULTOS COM SễNDROME DE DOWN EM INTERAđấO

Orientadora: Profa. Dra. Neli Klix Freitas FLORIANÓPOLIS – SC 2012

UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA – UDESC CENTRO DE ARTES – CEART PROGRAMA DE PốS-GRADUAđấO EM ARTES VISUAIS HELENE PARASKEVI ANASTASIOU ENSINO E APRENDIZAGEM EM ARTES VISUAIS: ADULTOS COM SễNDROME DE DOWN EM INTERAđấO

  Dissertação de Mestrado elaborada junto ao Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais do CEART/UDESC, para obtenção do título de Mestre em Artes Visuais. Orientadora: Profa. Dra. Neli Klix Freitas

  FLORIANÓPOLIS – SC 2012

  • – 2012 168 p. : il. 30 cm Orientadora: Profa. Dra. Neli Klix Freitas Bibligorafia: p.160-165 Dissertação (mestrado)
  • – Universidade do Estado de Santa Catarina,

    Centro de Artes, Mestrado em artes Visuais, Florianópolis, 2012.

  • 1.Arte<
  • – estudo e ensino. 2. Síndrome de Down. 3. Educação

    especial. I. Freitas, Neli Klix. II. Universidade do Estado de Santa

    Catarina. Mestrado em Artes Visuais. III.Título CDD: 707 – 20 ed.

  Ficha catalográfica elaborada pela biblioteca Central da UDESC A534e Anastasiou, Helene Paraskevi Ensino e aprendizagem em artes visuais : adultos com síndrome de down em interação / Helene Paraskevi Anastasiou.

HELENE PARASKEVI ANASTASIOU ENSINO E APRENDIZAGEM EM ARTES VISUAIS: ADULTOS COM SễNDROME DE DOWN EM INTERAđấO

  Dissertação de Mestrado elaborada junto ao Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais do CEART/ UDESC, para obtenção do título de Mestre em Artes Visuais, na linha de pesquisa Ensino das Artes Visuais.

  Banca examinadora:

  Orientador: ___________________________________________________ Profa. Dra. Neli Klix Freitas (CEART/UDESC)

  Membro: ____________________________________________________ Profa. Dra. Maria Lúcia Batezat Duarte (CEART/UDESC)

  Membro: _____________________________________________________ Profa. Dra. Elisabeth Müller Seraphim Prosser (EMBAP)

  AGRADECIMENTOS

  Primeiramente gostaria de agradecer à professora Dra. Neli Klix Freitas que me guiou pelo caminho da pesquisa, com paciência e sabedoria. Pessoa que servirá de exemplo profissional em minha jornada.

  Às professoras Dra. Maria Lúcia Batezat Duarte, que me acompanhou durante a graduação e a pós-graduação, sempre incentivando a busca por novas formas de trabalhar o ensino de Artes e a Dra. Elisabeth Müller Seraphim Prosser, que foi minha primeira professora de metodologia da pesquisa, que despertou em mim o desejo de buscar novos conhecimentos através da pesquisa em Arte. Todas essas importantes pessoas contribuíram de forma significativa no meu processo de aprendizagem do ensino e na realização dessa pesquisa.

  À Universidade do Estado de Santa Catarina e ao CEART e seus professores que possibilitaram o acesso ao mestrado, proporcionando novos conhecimentos e novas maneiras de rever conteúdos que precisavam ser investigados. À bolsa Capes que recebi como auxílio financeiro para a efetivação dessa pesquisa.

  À ONG Amigo Down e todos seus participantes por sua generosidade e disponibilidade.

  À minha família por todo o apoio e disponibilidade.

  RESUMO

  Esta pesquisa objetiva realizar atividades de ensino e aprendizagem de Artes Visuais com pessoas adultas que tem síndrome de Down em ambiente não formal de ensino. Busca apontar e investigar formas de mediação necessárias e possíveis no ensino da arte para estes sujeitos, a importância das interações grupais na aprendizagem, as expectativas institucionais e o envolvimento familiar neste processo.Para isso realizou-se esta pesquisa com sete participantes adultos com síndrome de Down, com idades entre 16 e 29 anos, que freqüentam a ONG Amigo Down, em Santa Catarina. A pesquisa envolveu aulas semanais, tendo sido realizados um total de vinte e cinco encontros até dezembro de 2011, nos quais foram abordados conceitos, linguagens e atividades de Artes Visuais. Como procedimento metodológico escolheu-se a pesquisa-ação, considerando que esta metodologia tem a função de diagnosticar uma situação e iniciar uma ação que consiste em acompanhar, observar e conferir sentido, buscando soluções para os possíveis problemas, sendo que os participantes são vistos como seres sociais e históricos, inseridos em contextos sociais, com seu percurso de vida. O recolhimento dos dados, iniciado em Março de 2011, foi registrado em vídeo, seguindo-se os preceitos éticos. Ao filmar as aulas, se obteve um vasto material que foi revisado e analisado, possibilitando a verificação de verbalizações e de atividades realizadas, bem como questões específicas da aprendizagem dos participantes. Os dados foram agrupados em quatro eixos, observando-se a ordem cronológica das atividades realizadas: desenho e contação de história, tópicos sobre arte, colagem e pintura, filmagem e fotografia.Os dados foram analisados observando-se características do método da Análise de Conteúdo, segundo Bardin (1977). Foi realizada a categorização com procedimentos a priori, tendo sido delimitadas duas categorias: aprendizagens significativas e interações grupais, cada uma com quatro subcategorias. Constatou-se que, no início das atividades houve maior incidência da categoria aprendizagens significativas, revelando movimentos individuais em direção à aprendizagem. No decorrer das atividades, houve maior incidência da categoria interações grupais, denotando a construção grupal de novos conhecimentos. Entretanto, no final das atividades verificou-se uma volta da incidência da categoria aprendizagens significativas revelando que, durante o processo, houve aprendizagem individual e grupal. Os resultados permitem identificar características de aprendizagem dos participantes, a importância das interações grupais e a investigação de formas de mediação possíveis nas ações educativas ao longo dos encontros, dentre outros tópicos relacionados com o papel do mediador, com a dinâmica da inclusão e da exclusão, ressaltando a importância de novas investigações sobre ensino e aprendizagem de pessoas com Síndrome de Down.

  Palavras- chave: ensino de arte, aprendizagem, Síndrome de Down.

  

ABSTRACT

This research aims to accomplish Visual Arts teaching and learning activities involving adults with Down ’s syndrome in a non-formal teaching ambient. It seeks

  to determine and investigate the necessary and possible mediation ways in the art teaching for these subjects and also the importance of group interactions for learning. It also seeks to determine the institutional expectations for teaching and production of these subjects and the family involvement in this process. For this reason, this research was conducted with seven adults with Down's syndrome, aged between 16 and 29 years, attending the NGO "Amigo Down", in Santa Catarina - Brazil. The research involved weekly classes, with a total of 25 meetings until December 201, in which concepts, languages and Visual Arts activities were covered. The data collection started in March 2011 and was recorded on video, according to all ethical principles. When recording the lessons, a vast amount of material was obtained which was reviewed and analyzed, enabling the verification of the verbal communication and the activities, as well as the specific participants’ learning. The research-action was chosen as a practical procedure, considering that this methodology has the function to diagnose a situation and begin an action that consists in following, observing and searching for solutions for the possible problems. The participants are seen as being embedded in social and historical social contexts, with their life path, and were observed in an educational proposal considering the elements that characterize meaningful learning in visual arts, the role and importance of group interactions for learning, as well as the particularities of individual learning. The data was analyzed observing the characteristics of the Content Analysis method, according to Bardin (1977). The division into categories was performed a priori, having been defined two categories of analysis: meaningful learning and group interactions, each with four subcategories. It was found that at the beginning of the activities category higher incidence of significant learning, revealing individual moves toward learning. During the activities category higher incidence of group interactions, group showing the construction of new knowledge. However, the activities at the end there was a return of incidence of the significant category learning showing that, during the learning process was individual and group. The results allow to identify learning characteristics of participants, the importance of group interactions and investigation of possible forms of mediation in educational activities throughout the sessions, among other topics related to the role of mediator, with the dynamics of inclusion and exclusion emphasizing the importance new research into teaching and learning of people with Down Syndrome.

  Key-words: Art Teaching, Learning, Down Syndrome

  Pontuamos novamente que essa pesquisa foi realizada em uma ONG, cuja missão é proporcionar possibilidades de aprimoramento e interação para pessoas com Síndrome de Down em idade não escolar. Assim, foi possível efetivar o processo de aprendizagem pretendido, com pessoas em idade adulta, que apresentam essa síndrome e que se reúnem diariamente no espaço dessa instituição. A ONG ofereceu o espaço e apoio à pesquisa na figura de seus representantes.

  A metodologia da pesquisa utilizada foi a da pesquisa-ação: um grupo de pessoas com Síndrome de Down reuniu-se com a pesquisadora, em atividades semanais, para efetivar uma aprendizagem em Artes Visuais, buscando assim novos conhecimentos e habilidades para lidar com o mundo à sua volta, repleto de cultura e de imagens, para cuja leitura das atividades pretendiam contribuir aumentando o repertório dos sujeitos e instrumentalizando-os para uma maior integração ao mundo que os cerca.

  Retomamos aqui Vygotsky (1984; 1987; 2003) que diz que o processo de internalização da cultura não é passivo, mas de transformação. Assim, quando as pessoas atribuem significado às ações de um indivíduo, isso lhe possibilita significar suas próprias ações, desenvolvendo a capacidade da utilização dos meios simbólicos de forma a torná-los intérpretes do mundo e comunicadores com os outros homens.

  Foram utilizados elementos da proposta de ensino de Artes de Ana Mae Barbosa: buscou-se introduzir conceitos importantes e estratégias para a leitura de imagens, apresentaram imagens da história da arte, treinaram a leitura e investigação dessas imagens em diversos momentos e experenciaram a realização de atividades e a produção das próprias imagens em diversas linguagens da arte.

  Segundo Barbosa (2007, p. 23), o fazer e o ver Arte são processos importantes para a sobrevivência no mundo cotidiano, pois elaboram a habilidade de partir do conhecido para “modificá-lo de acordo com o contexto e a necessidade”.

  Conforme descrito, o planejamento inicial previsto para oito encontros acabou se estendendo para vinte e cinco, pois foi preciso respeitar o tempo necessário para a assimilação dos conteúdos apresentados ao grupo. O critério utilizado para delimitar o número de encontros realizados foi esse respeito ao tempo que o grupo necessitou. Assim, manteve-se a programação de conteúdos e atividades e o processo durou até a efetivação desses. Refere-se, nesse momento, Larrosa (2004, p. 160) que discorre sobre a experiência, e a importância de uma outra forma de vivê-la ao propor:

  Suspender o automatismo da ação, cultivar a atenção e a delicadeza, abrir os olhos e os ouvidos, falar sobre o que nos acontece, aprender a lentidão, escutar os outros, cultivar a arte do encontro, calar muito, ter paciência e dar-se tempo e espaço.

  Percebemos também a importância da motivação do grupo para a efetivação da aprendizagem. No caso desta pesquisa, observamos que o grupo mostrou-se inicialmente bastante motivado com a utilização da história. O lúdico (ludo do latim ludus significa “jogo, brinquedo”) parece atrair e encantar as pessoas. É uma ligação com a cultura e movimenta a imaginação abrindo pontes para novos conhecimentos.

  Ao mostrarmos as imagens de arte, buscamos criar um jogo, uma forma de olhar com atenção e descobrir coisas novas. Podíamos ver formas escondidas nas imagens, achar essas formas, compartilhar com o grupo, e a descoberta tornou-se uma brincadeira.

  Buscou-se também iniciar uma nova maneira de olhar para a estética das imagens e de produzi-las. Depois de buscar nas imagens apresentadas o que estava escondido, procurou-se no seu entorno o que poderia ser bonito, ser interessante para o olhar e que estava camuflado no ambiente, nas pessoas e nos objetos.

  O grupo mostrou-se receptivo às propostas apresentadas e durante as atividades, sendo que, ao final dos encontros, pôde-se observar o aproveitamento e a aprendizagem de vários dos conteúdos apresentados.

  Um desafio, no entanto, que pode ter prejudicado o aproveitamento individual, foi relativo à frequência. Durante vários encontros, alguns dos participantes não estavam presentes. Atribui-se essa ocorrência ao fato do local da realização da pesquisa não ser uma escola regular, onde a presença é obrigatória. Assim, em quase todos os encontros, um ou mais participantes não estavam presentes.

  Nesse processo, destacamos também a importância da retomada, em cada encontro, dos conteúdos trabalhados anteriormente. Assim, em todas as vezes que o grupo se reunia, a mediadora retomava o que havia sido trabalhado no encontro anterior. Percebemos que essa ação do perguntar ao grupo o que foi feito anteriormente e lembrar em grupo o que não se conseguia lembrar sozinho, auxiliava a fixação do conteúdo.

  Assim, podemos retomar os quatro principais elementos que auxiliaram no processo de ensino-aprendizagem do grupo que participou dessa pesquisa: 1- Ter paciência, respeitar o tempo do grupo e de cada um na efetivação das atividades e nas resposta aos questionamentos. 2- Retomar sempre que possível, e quando necessário, conteúdos apresentados anteriormente, explicando-os várias vezes e de formas diferentes. 3- Buscar motivar o grupo para a realização das atividades; no caso dessa pesquisa foi utilizada a possibilidade lúdica da arte. 4- Estimular o grupo a fazer trocas relativas à sua aprendizagem e entendimento sempre que possível. É importante destacar que os encontros foram realizados com uma hora de duração. Observou-se que esse tempo possibilitava que o grupo não cansasse da atividade. Entretanto, questiona-se se encontros de duração maior apresentariam um desafio para a mediação.

  Mesmo assim, percebeu-se que quando as atividades envolviam passeios pelo pátio em busca de imagens, caminhar ao ar livre estimulava os participantes, que relutavam em retornar à sala de aula.

  A coleta de dados foi gravada em vídeo, como relatado anteriormente. Isso gerou um material extenso e rico utilizado na análise de dados. No entanto, devido ao tempo existente para a efetivação da pesquisa de mestrado, foram realizadas escolhas dentro do material coletado. Assim, embora esta etapa da pesquisa se encontre concluída, os dados e estudos pontuam possibilidades de trabalho com outras análises e desdobramentos futuros.

  Na pesquisa realizada, destaques são percebidos: o grupo interage de forma amistosa e afetiva, entre si, com seus familiares e frequentadores da ONG. No entanto, parece haver um receio em participar do mundo fora da instituição, no caso desta pesquisa, a ONG. Questiona-se então: onde eles se sentem aceitos? De onde vem o preconceito e a rejeição? As experiências relatadas pelos participantes durante os encontros, ou mesmo antes ou após os encontros revelam situações em que são confrontados com sua diferença, mesmo dentro de suas famílias. Mas também percebem os olhares, os gestos, a forma como são tratados por outros. Embora exista incentivo da ONG para que procurem entrar no mundo do trabalho, todos os componentes do grupo relatam não sentir inclinação para dar esse passo.

  Quando questionados sobre suas razões, respondem apenas que não querem, não têm vontade, mas logo em seguida um deles relata a ação de um parente que o chama de “burro”. Então, se esse tipo de situação se apresenta dentro da própria família, como pode ser desafiador o mundo “lá fora”, quando não terão ninguém para quem recorrer.

  Ao nos defrontarmos com essa situação no grupo, propusemos uma reflexão em conjunto sobre o que significa o termo “burro” e a situação relatada por um dos participantes. Para isso, utilizamos a inteligência intrapessoal dos sujeitos da pesquisa com alguns questionamentos: Será que é inteligente agredir verbalmente a família, os amigos? Quem é a pessoa que está sendo inadequada neste cenário? Por que as pessoas se agridem? Que outras formas podem escolher para resolver esta questão?

  Esses questionamentos foram apresentados e a situação se reconfigurou. Eles refletiram sobre as questões e as elaboraram. Parecem ter resolvido algo momentaneamente, mas o desafio que se apresenta é muito maior.

  Como a inclusão ocorre quando é tão difícil aceitar a diferença? Porque o diferente tem que ser motivo de agressividade, de sarcasmo e não de adaptação e abertura de possibilidades? Como proporcionar possibilidades para que essas pessoas se sintam incluídas, ou pelo menos mais fortes, para encarar novas situações de interação e os desafios advindos dessas vivências?

  Um caminho possível parece ser fortalecer a confiança em si mesmo, em sua capacidade de realizar coisas novas, de aprender, de perceber, significar, realizar e refletir para enfrentar as situações. Parecem abertos a essas experiências, mas existe ainda uma zona de insegurança na qual estão atuando.

  Para isso, buscamos reconhecer suas capacidades e facilidades, pensando na teoria de inteligências múltiplas de Gardner. A capacidade de reconhecer rostos é bastante acentuada. Percebe-se isso ao trabalhar com a colagem. Ao folhear as revistas, alguns participantes do processo imediatamente começavam a relatar quem é cada pessoa que podiam ver nas imagens. A proposta de procurar pessoas diferentes parece abordar a todos, pois cada ser é único e diferente do outro. Pessoas que estão expostas na mídia são conhecidas por eles até o último detalhe: quem são, o que fazem, o que acontece na vida delas naquele momento. Também sofrem em conjunto com os dramas alheios. A empatia demonstra ser um ponto forte do grupo, contribuindo também para o processo de aprendizagem na medida em que socializam seu entendimento e percepções uns com os outros.

  A cultura aparece como uma das bases para o processo de aprendizado. Vivências anteriores, percepção de si e do seu entorno, tornam-se motivos para a efetivação do aprendizado, como quando o grupo pede para fazer um presente para o dia dos pais.

  Assim, a vivência desta pesquisa trouxe-nos a possibilidade de ampliar os saberes teórico-práticos sobre ação educativa, em ambiente não-formal de ensino, com pessoas com Síndrome de Down acima da idade escolar. Assim como vivenciar e analisar possibilidades e estratégias de ensino e aprendizagem nesse contexto para esses sujeitos, bem como a análise da importância do grupo para a aprendizagem e desenvolvimento de todos e de cada um, adotando e analisando as formas de mediação possíveis nas ações educativas com estes sujeitos e apreendendo com elas.

  Como pesquisadora e educadora, deixo registrada a importância do espaço para a pesquisa cedido pela ONG, a alegria de lidar com esse grupo e com o processo de pesquisa, incluindo definição de objetivos ou metas, formas de efetivação das mesmas, coleta e análise de dados e estudos sistemáticos. Além disto, destaco o contínuo, progressivo e eficaz processo de orientação, o desafio das aprendizagens feitas e sistematizadas, além da síntese aqui apresentada, que conforme citado, não significa fechar, acabar um trabalho, mas sim pontua possibilidades de trabalho com outras análises e desdobramentos futuros.

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UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA – UDESC CENTRO DE CIÊNCIAS AGROVETERINÁRIAS – CAV PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS AGRÁRIAS MESTRADO EM PRODUÇÃO VEGETAL ROSÂNGELA TEIXEIRA
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UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA – UDESC CENTRO DE CIÊNCIAS AGROVETERINÁRIAS – CAV PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS AGRÁRIAS MESTRADO EM PRODUÇÃO VEGETAL
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UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA – UDESC CENTRO DE CIÊNCIAS AGROVETERINÁRIAS - CAV PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS AGRÁRIAS MESTRADO EM PRODUÇÃO VEGETAL
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UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA – UDESC CENTRO DE CIÊNCIAS AGROVETERINÁRIAS – CAV PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS AGRÁRIAS MESTRADO EM PRODUÇÃO VEGETAL
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UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA – UDESC CENTRO DE CIÊNCIAS AGROVETERINÁRIAS – CAV PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS AGRÁRIAS MESTRADO EM PRODUÇÃO VEGETAL
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UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA – UDESC CENTRO DE CIÊNCIAS AGROVETERINÁRIAS – CAV PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS AGRÁRIAS MESTRADO EM PRODUÇÃO VEGETAL
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UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA CENTRO DE ARTES - CEART PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM TEATRO
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UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA – UDESC CENTRO DE ARTES -CEART PROGRAMA DE POS-GRADUAÇAO EM TEATRO – MESTRADO PPGT
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UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA – UDESC CENTRO DE ARTES PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM TEATRO- MESTRADO LIGIA FERREIRA
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UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA – UDESC CENTRO DE ARTES - CEART PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM TEATRO - PPGT MESTRADO EM TEATRO
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UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA – UDESC CENTRO DE ARTES – CEART PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ARTES VISUAIS TALITA GABRIELA ROBLES ESQUIVEL
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