VIABILIDADE DE AUTOMAÇÃO NO PROCESSO DE CARGA DE VAGÃO EM UMA INDÚSTRIA DE CERÂMICA VERMELHA

Livre

0
2
15
9 months ago
Preview
Full text

  VIABILIDADE DE AUTOMAđấO NO PROCESSO DE CARGA DE VAGÃO EM UMA INDÚSTRIA DE CERÂMICA VERMELHA FÁBIO ALEXANDRINI - fabalex@unidavi.edu.br

  UNIDAVI - IFC RIO DO SUL

  BRUNO COLATTO LORENZETTI - bclorenzetti@gmail.com

  UNIVERSIDADE PARA O DEVENVOLVIMENTO DO ALTO VALE DO ITAJAÍ - UNIDAVI

  ANDRÉIA PASQUALINI - apasqualini@unidavi.edu.br

  UNIVERSIDADE PARA O DEVENVOLVIMENTO DO ALTO VALE DO ITAJAÍ - UNIDAVI

  CHARLES ROBERTO HASSE - charles@unidavi.edu.br

  UNIVERSIDADE PARA O DEVENVOLVIMENTO DO ALTO VALE DO ITAJAÍ - UNIDAVI

  JOSE ERNESTO DE FÁVERI - faveri@unidavi.edu.br

  UNIVERSIDADE PARA O DEVENVOLVIMENTO DO ALTO VALE DO ITAJAÍ - UNIDAVI

  Resumo: O PRESENTE TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO FOI ELABORADO NA

  EMPRESA CERÂMICA LORENZETTI EM POUSO REDONDO NO ESTADO DE SANTA CATARINA. COM A ALTA COMPETITIVIDADE DE MERCADO, OS CLIENTES PASSARAM A SER MAIS EXIGENTES NA QUESTÃO DA QUALIDADE, PPREÇOS E PRAZOS DE ENTREGA, E AS EMPRESAS POR SUA

  VEZ, TIVERAM QUE BUSCAR INOVAđỏES E SOLUđỏES A FIM DE REDUZIR CUSTOS, MELHORAR O PROCESSO, GARANTIR A QUALIDADE E CONSEGUIR MAIOR AGILIDADE NO PRAZO DE ENTREGA, PARA QUE ASSIM MELHORE SEUS RESULTADOS, A FIM DE GARANTIR O CRESCIMENTO E GANHO DE MERCADO. A ANÁLISE ECONÔMICA DE

INVESTIMENTOS POSSIBILITA

  INVESTIMENTO, PERMITINDO VERIFICAR SE O PROJETO SERÁ VIÁVEL, DEMONSTRANDO SUA RENTABILIDADE E TEMPO DE RETORNO. A EMPRESA ANALISA ADQUIRIR UM AUTOMATISMO PARA REDUZIR SEUS CUSTOS. COM A AQUISIđấO DO AUTOMATISMO HÁ UMA REDUđấO NO NUMERO DE COLABORADORES NO SETOR, PORÉM ESTES SERÃO REMANEJADOS PARA OUTRAS FUNđỏES, EM SETORES ONDE FALTA MấO DE OBRA, DEVIDA A ESCASSEZ DO MERCADO. OS RESULTADOS APONTAM QUE O PROJETO DE INVESTIMENTO É VIÁVEL E ATINGE A

  EXPECTATIVA DO INVESTIDOR. AS TÉCNICAS DE ANÁLISE DA

  VIABILIDADE MOSTRAM QUE O PROJETO APRESENTA UM VALOR PRESENTE LÍQUIDO DE R$ 1.212.693,43, ÍNDICE DE LUCRATIVIDADE DE R$ 1,634, TAXA INTERNA DE RETORNO DE 29,02% E PAYBACK DE 2,48 ANOS (30 MESES). CONCLUI-SE QUE POR MEIO DA ANÁLISE ECONÔMICA

FICA MAIS SEGURO REALIZAR UM INVESTIMENTO PLANEJANDO.

  

Palavras-chaves: AUTOMAđấO DA PRODUđấO, ESTUDO DE VIABILIDADE, PROJETO

DE INVESTIMENTO, ENGENHARIA DE PRODUđấO.

Área: 3 - GESTÃO ECONÔMICA Sub-Área: 3.4 - GESTÃO DE INVESTIMENTOS

  

FEASIBILITY OF AUTOMATION IN THE PROCESS OF

WAGON LOAD IN AN INDUSTRY OF CERAMIC RED

Abstract: THIS STUDY COURSE CONCLUSION WAS ELABORATE AT CERÂMICA

  LORENZETTI, LOCATED IN POUSO REDONDO-SC. WITH A HIGHLY COMPETITIVE MARKET, CUSTOMERS HAVE BECOME MORE DEMANDING

  IN THE QUESTION OF QUALITY, PRICES AND DELIVERY TIMES, AND COMPANIES IN TTURN HAD TO SEEK INNOVATIONS AND SOLUTIONS TO REDUCE COSTS, IMPROVE THE PROCESS, ENSURE QUALITY AND ACHIEVE GREATER AGILITY IN DELIVERY, SO THAT WE IMPROVE THEIR RESULTS IN ORDER TO ENSURE GROWTH AND GAIN MARKET SHARE. THE ECONOMIC ANALYSIS OF INVESTMENTS ALLOWS YOU TO VIEW AN

  INVESTMENT PROJECT, ALLOWING YOU TO CHECK IF THE PROJECT IS VIABLE, DEMONSTRATING ITS PROFITABILITY AND TURNAROUND TIME. THE COMPANY HAS A PROPOSAL TO ACQUIRE AN AUTOMATION TO REDUCE THEIR COSTS. WITH THE ACQUISITION OF AUTOMATION THERE

  IS A REDUCTION IN THE NUMBER OF EMPLOYEES IN THE SECTOR, BUT THESE WILL BE REASSIGNED TO OTHER POSITIONS, IN SECTORS WHERE LABOR SHORTAGE, DUE TO A SHORTAGE IN THE MARKET. THE RESULTS

  INDICATE THAT THE INVESTMENT PROJECT IS FEASIBLE AND ACHIEVES THE EXPECTATION OF THE INVESTOR. THE TECHNICAL FEASIBILITY ANALYSIS SHOW THAT THE PROJECT HAS A NET PRESENT VALUE OF R $ 1,212,693.43, PROFITABILITY INDEX OF R $ 1.634, INTERNAL RATE OF RETURN OF 29.02% AND PAYBACK OF 2.48 YEARS (30 MONTHS). IT IS CONCLUDED THAT THROUGH ECONOMIC ANALYSIS IS SAFEST

PLANNING TO MAKE AN INVESTMENT.

  Keyword: PRODUCTION AUTOMATION, FEASIBILITY STUDY, PROJECT INVESTMENT, PRODUCTION ENGINEERING.

  1 Introdução

  A crescente competitividade entre as empresas, com o acirramento das disputas comerciais, é uma imposição inegável de novos tempos, fazendo surgir mudanças cada vez mais visíveis em nossos dias, acarretando na criação de um ambiente de muita pressão por melhorias, racionalização e resultados positivos, torna-se desafiador gerenciar organizações adaptando-se constantemente a novas situações para continuar competitiva. Como o mercado da construção civil está aquecido e de constante ascensão, a empresa Cerâmica Lorenzetti LTDA vem crescendo e inovando, na busca de se manter competitiva neste setor tão concorrido. Com este crescimento que vem ocorrendo, alguns processos estão se tornando obsoletos e gerando gargalos de produção. Contudo, para não desacelerar este crescimento, está sendo investido na compra de um equipamento automatizado, para assim, garantir a satisfação do cliente. Tendo em vista esta situação, este trabalho tem a finalidade de analisar a viabilidade de automação no processo de carga da empresa Lorenzett. a fim de aumentar a produtividade através da automação do processo, reduzindo os custos e melhorando a qualidade. Produzindo cerca de 4.000.000 de peças por mês, dividida entre blocos estruturais e de vedação de diversas dimensões, maiores informações sobre a empresa e produtos podem ser obtidas no site HTTP://www.ceramicalorenzetti.com.br.

  2 Administração Financeira

  A administração financeira é a administração dos recursos financeiros. De acordo com Lemes Jr., Rigo e Cherobim (2010, p. 04), administração financeira é a arte e a ciência de administrar recursos financeiros para maximizar a riqueza dos acionistas.

  A administração financeira tem como objetivo principal maximização do lucro. Ela tem o papel de elaborar planejamentos, definir metas, e utilizar corretamente os recursos da entidade. Esta área administrativa é muito importante, pois é a base para a gestão dos negócios. O principal objetivo das decisões financeiras é de ter a maior rentabilidade possível sobre o investimento realizado. Lemes Jr., Rigo e Cherobim (2010, p. 03), complementam que, a função financeira, de modo geral, está organizada em duas áreas: gerência financeira e controladoria A gerência financeira abrange atividades de administração de caixa, crédito e cobrança, risco, câmbio, investimento, financiamento, planejamento e controle financeiro, relacionamento com acionistas e investidores e relacionamentos com bancos. A controladoria engloba atividades de administração de custos e preços, auditoria interna, avaliação de desempenho, contabilidade, orçamento, controle patrimonial, planejamento tributário, relatórios gerenciais e sistemas de informação financeira. Percebe-se que a função financeira tem a função de planejar o investimento, analisar os riscos, decidir sobre opções de financiamento, avaliar o desempenho empresarial, além de elaborar relatórios gerenciais.

2.1 Decisões Financeiras

  As decisões financeiras são de grande importância para a continuidade da empresa. Segundo Lemes Jr, Rigo e Cherobim (2010, p. 7), a obtenção de recursos diz respeito às decisões de financiamento, e sua utilização, às decisões de investimento

  • – e com resultados positivos. É importante ter os recursos para investir e saber como aplicá-los. Sendo assim, as decisões financeiras são classificadas em três aspectos: de investimento, de financiamento e de destinação do lucro. Entende-se como investimento todo o desembolso realizado com o objetivo de ganhar algum lucro. Contudo, se faz necessário saber o momento oportuno para decidir.
De acordo com Lemes Jr., Rigo e Cherobim (2010, p. 7), o investimento é toda a aplicação de capital em algum ativo, tangível ou não, para obter determinado retorno futuro. Um investimento pode ser a criação de uma nova empresa ou implantação de um projeto em uma já existente, por exemplo. Souza e Clemente (2001, p. 19) ressaltam que “a decisão de investir é de natureza complexa, porque muitos fatores, inclusive de ordem pessoal, entram em cena”. A Figura 1 ilustra os reflexos da decisão de investir.

  Figura 1 – A Decisão de Investir.

  Fonte: Adaptado SOUZA e CLEMENTE, (2001).

  A Figura 1 representa os passos que a empresa segue antes de investir. Nota-se que se recursos de capital forem positivos, poderão ser aplicados em um determinado investimento, o que poderá resultar em ganhos para a organização se for devidamente aplicado. Souza e Clemente (2001, p. 19), relatam que, “a decisão de investir depende do retorno esperado: quanto maiores forem os ganhos futuros que podem ser obtidos de certo investimento, tanto mais atraente esse investimento parecerá para qualquer investidor. A análise do risco é fundamental, pois é necessário ter um planejamento de tudo antes de ser colocado em prática. Keelling (2002, p. 53) ainda argumenta que, antes de se envolverem em um projeto, proprietários, patrocinadores e potenciais financiadores desejarão certificar-se da viabilidade do projeto, avaliar a possibilidade de ameaça ao resultado desejado e considerar as conseqüências de risco potencial ao projeto e certifica-se de sua administrabilidade. Os riscos ainda podem ser oriundos de outros aspectos como, fatores econômicos e financeiros. Para Chiavenato (2004), o risco financeiro caracteriza-se quando não se obtém a remuneração do investimento. Por sua vez o risco econômico, é a incerteza relativa aos resultados futuros a serem obtidos no mercado de atuação. Portanto, é possível compreender que os riscos são diversos, e oriundos de vários fatores, sejam eles econômicos ou financeiros, e se não analisados corretamente antes da efetivação do projeto, pode comprometer a estabilidade da organização.

2.2 Retorno do Investimento

  Quando a empresa realiza investimentos almeja que tenha o retorno esperado. Segundo Souza (2003, p. 158), o retorno representa o ganho total ou prejuízo observado pelos proprietários de determinado investimento, durante certo período de tempo.

  Bernardi (2003, p. 272) esclarece que, o objetivo da empresa é uma continuidade saudável ao longo do tempo e o aumento de seu valor intrínseco. Esses objetivos são possíveis por aumento do patrimônio e pela expectativa de retornos futuros, propiciada por investimentos, ainda complementa que, ninguém investe capital buscando um lucro, e sim um retorno adequado para o investimento, o que varia em razão de vários fatores, como a remuneração de mercado e habitual do ramo, tipo de negócio, ramo de atividade, riscos empresariais envolvidos, atratividade do negócio, riscos conjunturais, grau de estabilidade no país. As empresas procuram investir, não para ter um lucro, e sim para ter um retorno ideal para o investimento realizado. Mas, em algumas vezes este retorno pode variar, decorrentes de vários aspectos oriundos do mercado de atuação.

  Kassai et al. (2000, p. 14) ainda observa que, a identificação de redução nos níveis normais de retorno de investimento de uma empresa pode representar indícios de problemas de incompatibilidade entre os níveis de resultados diante dos respectivos investimentos.

  Figura 2 – Etapas de elaboração para o projeto de investimento.

  Fonte: Adaptado SANTOS, (2001).

  Portanto, os investimentos devem ser realizados, mas, devem ser analisados pelos gestores, revisando todos os aspectos necessários antes da sua efetiva implementação. Para que um investimento traga resultados positivos aos negócios é preciso que este seja elaborado com precaução, tomando atitudes corretas e dentro de um planejamento pré-estabelecido. É por meio de um projeto investimento que o investidor tem a visão geral das possibilidades do negócio, demonstrando, quais as chances de viabilidade. Para Cavalcanti e Plantullo, (2007. p. 38), a análise e elaboração de projetos pode ser definida como sendo um conjunto de técnicas de análise e decisão que permitem a comparação, de forma metodológica e científica, entre os mais diversos resultados obtidos pela tomada de decisões referentes a alternativas diferenciadas. Brito (2006, p.17) define projeto como um documento que visa em última instância, produzir bens e/ou serviços. É o planejamento da unidade produtiva. Tem função determinada. Brito (2006, p. 19) ainda destaca que os objetivos de se fazer um projeto são: criar, expandir, modernizar, relocalizar, fundir, incorporar, mudar de atividade, sanear financeiramente e redimensionar o capital de giro permanente. Para se elaborar um projeto de investimento é necessário ter todas as informações relevantes para a sua implementação, tais como os materiais necessários, custos de produção, entre outros. Para que um projeto de investimento aponte a viabilidade do novo negócio é necessário ter conhecimento dos principais aspectos de elaboração e os procedimentos a serem seguidos. A figura a seguir mostra as principais etapas de elaboração para o projeto de investimento. As etapas de elaboração de projetos mostram os pontos que deve ser seguidos para o sucesso do empreendimento. Para isso, é necessário um planejamento prévio, no qual são especificados todos os detalhes a serem seguidos para que sejam alcançados os objetivos traçados..

2.3Viabilidade Econômica

  A viabilidade econômica de um projeto é determinada por fatores externos e internos e se estes fatores não forem bem planejados podem afetar gravemente a continuidade dos negócios. Para chegar ao resultado final são analisados vários fatores essenciais que influenciam diretamente no desempenho do projeto. Woiler e Mathias (2007, p. 35) comentam que devem ser analisados a quantidade demandada, preço de venda, canais de distribuição (e a forma de estoque destes canais), descontos, etc. A análise de mercado é um dos primeiros aspectos a serem considerados no projeto. Finnerty (1999, p. 35) ressalta que os estudos de viabilidade são verificados a partir de uma análise de produtos concorrentes e seus custos de produção relativos; uma análise do ciclo de vida esperado da produção do projeto; volume de vendas esperado; e preços projetados, e uma análise do impacto potencial da obsolescência tecnológica. Dentre os estudos existem um ponto importante que é a localização do empreendimento, pois influencia a questão comercial e de produção. Para Woiler e Mathias (2007, p. 35), a escolha da localização dependerá de diversos fatores, tais como o mercado, a escala pretendida, considerações técnicas, etc. Verifica-se que uma análise detalhada dos aspectos econômicos é primordial para qualquer empresa, pois um estudo minucioso revela quais são as chances do novo negócio ter a prosperidade desejada, isto é, ser rentável. A viabilidade técnica do projeto é determinada pela capacidade de produção. Segundo Woiler e Mathias (2007, p. 35), os aspectos técnicos envolvem as considerações referentes à seleção entre os diversos processos de produção, à engenharia do projeto, ao arranjo físico dos equipamentos na fábrica etc. Finnerty (1999, p. 33) argumenta que deve ser realizado um extenso trabalho de engenharia para verificar os processos tecnológicos e o projeto da instalação proposta. Portanto, a viabilidade técnica preocupa-se com os processos de produção e as mudanças tecnológicas do investimento. Por isso, faz-se necessário a avaliação da necessidade produtiva, bem como a análise das projeções de venda.

  2.4 Fluxo de Caixa

  Para realizar um projeto de investimento é necessário verificar todas as entradas e saídas de dinheiro da empresa. As análises devem ser consistentes e ser baseadas em dados exatos, para tanto, faz-se necessário à utilização de um método denominado como fluxo de caixa, onde este demonstra todas as movimentações financeiras realizadas pela instituição. Santos (2001, p. 57) conceitua que, o fluxo de caixa é um instrumento de planejamento financeiro que tem por objetivo fornecer estimativas da situação do caixa da empresa em determinado período de tempo à frente. O fluxo de caixa é fundamental para a empresa, pois ele informa a entidade todas as entradas e saídas de caixa, o que é importante para ter conhecimento do que a empresa pode gastar, investir ou economizar. Neste sentido, Bernardi (2003, p. 286) relata que, somente com uma programação financeira bem estruturada e um fluxo de caixa, a empresa pode administrar o caixa, detectando, antecipadamente apertos ou folgas de caixa, para preparar-se adequadamente e tomar ações corretivas com direcionamento. Portanto, ter um controle financeiro por meio de um fluxo de caixa é fundamental para o bom desempenho das organizações, pois assim é possível visualizar as entradas e saídas de caixa, dando maior credibilidade às informações.

  2.5 Analise de Projetos de Investimento

  A decisão de optar em realizar um investimento, parte da idéia de se multiplicar o capital investido.

  “[...]investimento é o montante líquido a ser aplicado no projeto, já considerados os diversos ajustes necessários para contemplar os financiamentos gerados por recursos não onerosos, tais como: fornecedores, salários a pagar ou tributos a pagar, ativos que serão utilizados mediante operações de arrendamento mercantil e recursos obtidos com a possível venda de equipamentos a serem substituídos.”(GROPPELLI e NIKBAKHT, 2010, p. 168) Muitas vezes, o investidor tem um ótimo nicho de mercado, possui capital para investir ou percebe uma oportunidade de crescer; contudo, para se ter a certeza da rentabilidade desse novo negócio faz-se necessário a análise da viabilidade do projeto de investimentos. Segundo Santos (2001, p. 144), o objetivo básico da análise de investimento é avaliar uma alternativa de ação ou escolher a mais atrativa entre várias, usando métodos quantitativos. Para Souza (2003, p. 68), o investimento constitui a troca de algo certo (recursos econômicos) por algo incerto (fluxo de caixa a serem gerados pelo investimento futuro). A Figura 04 evidencia os processos antes e depois da decisão de investir.

  Figura 4 – Decisões de Investimentos.

  Fonte: Adaptado KASSAI et al. (2000).

  A Figura 4 refere-se às atividades de antes e depois de um projeto de investimento. Primeiramente são realizadas atividades de análise da viabilidade econômica de projetos, utilizando dados monetários de matemática financeira. Por meio desta análise, tem-se segurança para tomar a decisão de investimento. Finalmente, depois de realizado o investimento, a contabilidade como instrumento de apoio, analisará os resultados obtidos para verificar se a decisão tomada teve o retorno esperado ou não Antes que se faça qualquer tipo de investimento é imprescindível a análise da viabilidade, pois ela aponta os pontos fortes e fracos do novo projeto. As técnicas quantitativas para análise de investimentos dão suporte e credibilidade para a tomada de decisão. Para Marquezan (2006, p. 04), a TMA - Taxa Mínima de Atratividade pode ser entendida como o retorno que o investidor espera pelo capital que está empregado em determinado investimento, traduzido a uma taxa percentual sobre o próprio investimento, por um determinado espaço de tempo. A taxa mínima de atratividade basicamente significa o mínimo que o investidor ganha em outros investimentos. Portanto, ela é a referência para a tomada de decisão. Os novos projetos somente serão vantajosos se renderem acima da TMA.

2.6Métodos quantitativos para analise de investimentos

  As técnicas de análise de investimentos existem para facilitar a tomada de decisão relacionada à viabilidade econômica de projetos. Os principais métodos determinísticos para a análise de investimentos são: valor presente líquido, índice de lucratividade, taxa interna de retorno e o payback. Tais métodos são apresentados a seguir. De acordo com Santos (2001, p. 155), o VPL Método do Valor Presente Liquido de um investimento é igual ao valor presente do fluxo de caixa líquido, sendo, portanto, um valor monetário que representa a diferença entre as entradas e saídas de caixa a valor presente. Segundo Kassai et al.(2000, p. 61), o VPL reflete a riqueza em valores monetários do investimento medida pela diferença entre o valor presente das entradas de caixa e o valor presente das saídas de caixa, a uma determinada taxa de desconto. Já o resultado negativo mostra que o projeto não está alcançando o padrão de ganhos e, assim, provocará uma perda de capital se implementado. (HELFERT, 1997, p. 195). A Figura 05 apresenta a fórmula para o cálculo do VPL.

  Tem-se: Fc0 = Fluxo de Caixa Inicial FCn = Fluxo de Caixa Futuro i = Taxa Mínima de Atratividade

  Figura 5 – Fórmula do Valor Presente Líquido - VPL.

  A fórmula indica que se o VPL for maior que zero, o projeto deve ser implantado, caso não for, ele deve ser rejeitado devido apresentar desvantagens. O Método do IL - Índice de lucratividade mede a relação entre as receitas e despesas do projeto em valor presente. O índice de lucratividade é um indicador de aceitação ou rejeição de projetos (...). É medido por meio da relação entre o valor presente dos fluxos de caixa positivos (entradas) e o valor presente dos fluxos de caixa negativos (saídas), usando-se como taxa de desconto a taxa mínima de atratividade do projeto (TMA). Esse índice indica o retorno apurado para cada 1,00 investido, em moeda atualizada pela taxa de atratividade.” (KASSAI, 2000, p. 78). A Figura 06 representa a fórmula para a realização do cálculo do Índice de Lucratividade - IL:

  Tem-se: Fc0 = Fluxo de Caixa Inicial FCn = Fluxo de Caixa Futuro i = Taxa Mínima de Atratividade

  Figura 6 – Fórmula do Índice de Lucratividade - IL.

  Em relação à aceitação de um projeto, Groppelli e Nikbakht (2010, p. 138), ressaltam ainda que, o método do IL está intimamente relacionado com a bordagem do VPL. De fato, se o valor presente líquido de um projeto for positivo, o IL será maior que 1. Por outro lado, se o valor presente líquido for negativo, o projeto terá um IL menor que 1. O índice de lucratividade tem o objetivo de aprovar ou rejeitar o projeto de investimento com base na relação entre uma unidade de caixa. Ele mede a eficiência do projeto para cada unidade de investimento. A TIR taxa interna de retorno avalia a rentabilidade de um projeto de investimento. Segundo kassai et al. (2000, p. 66), ela representa a taxa de desconto que iguala, num único momento, os fluxos de entrada com os de saída de caixa. Em outras palavras, é a taxa que produz um VPL igual a zero. Motta e Calôba (2002, p. 116) exemplificam que, dada uma alternativa de investimento, se a taxa de retorno, calculada, for maior que a taxa mínima de atratividade do mercado, a alternativa merece consideração. Caso contrário, a alternativa será rejeitada. A Figura 07 apresenta a fórmula para o cálculo do TIR.

  Tem-se: Fc0 = Fluxo de Caixa Inicial FCn = Fluxo de Caixa Futuro i = Taxa Interna de Retorno

  Figura 7 – Fórmula da Taxa Interna de Retorno - TIR.

  Ao calcular a taxa interna de retorno o investidor verifica se o resultado é maior que a taxa mínima de outra opção de investimento. Uma TIR maior que a TMA mostra que o projeto é lucrativo, ou seja, apresenta um VPL maior que zero. Método Payback

  • – Duration, o payback mostra o tempo em que o capital investido será recuperado, ele é uma medida de risco, pois evidencia tempo de viabilidade mínima do projeto. Segundo Souza (2003, p. 74), o período de payback é um indicador que mostra o prazo de retorno
do investimento total de recursos financeiros aplicados no empreendimento. Esse método é útil na análise de projetos, para a mensuração do risco. Weston e Brigham (2000, p. 547 apud Souza, 2003, p.74) destaca que, o payback fornece um indício de risco e liquidez do projeto. Um longo payback representa que os valores investidos serão comprometidos por muitos anos e que os fluxos de caixa são provavelmente mais arriscados. A Figura 08 apresenta a fórmula para o cálculo do payback.

  Tem-se: Fc0 = Fluxo de Caixa Inicial FCn = Fluxo de Caixa Futuro i = Taxa Mínima de Atratividade

  Figura 8 – Fórmula do Payback – Duration.

  O payback além de poder ser descontado, poderá ter uma ramificação que é o payback-duration. O payback descontado é obtido por meio dos valores descontados dos fluxos de caixa pela taxa mínima de atratividade. Helfert (1997, p. 202), complementa que, esta medida estabelece a vida mínima necessária para um investimento operar como esperado e, ainda, atender ao padrão de ganhos da análise do valor presente. Em outras palavras o payback descontado é atingido no ponto específico quando o valor presente positivo acumulado das entradas se iguala ao valor presente negativo acumulado de todos os desembolsos.

3 Projeto de Investimento

  As empresas têm como um dos seus objetivos, a expansão de seus horizontes, no sentido de crescer no mercado em que atua e oferecer produtos e serviços diferenciados e de qualidade aos seus clientes. Para que tais metas sejam alcançadas é necessário que a organização esteja sempre atualizada nos processos administrativos, comerciais e produtivos. O ramo da construção civil está em constante expansão e com isso as empresas do setor cerâmico se mantem forte no mercado, onde para conseguir acompanhar o crescimento e a busca cada vez maior pela qualidade, as empresas vêm investindo em suas fabricas. Outro fator que leva a este investimento é a escassez de mão de obra.

  Figura 9 Figura 10 – Automatismo de carga – Robô Paletizador.

  Tendo ciência deste cenário, a Cerâmica Lorenzetti LTDA investe constantemente na automação dos processos produtivos. Varias etapas já são automatizadas no processo como na extrusão, corte, secagem e queima dos produtos. Nesta etapa a empresa avalia o investimento de um automatismo para o setor de carga de vagão que atualmente é feito manualmente por 4 colaboradores por turno, em 3 turnos, além de 4 colaboradores que cobrem as folgas dos demais, tendo em vista que cada colaborador trabalha 6 dias e folga 2 dias, totalizando 16 colaboradores neste setor. O automatismo é composto pela torre descarregadora, três mesas transportadoras e o robô paletizador, conforme Figura 9. A Torre Descarregadora retira os blocos das vagonetas e os transfere para a Mesa A. A Mesa A transporta os blocos para a Mesa B. A Mesa B por sua vez transporta os blocos para a Mesa C. A Mesa C forma os pacotes que são encaminhados para o Robô Paletizador, que forma a carga do vagão. Segundo o fabricante, todo o equipamento tem consumo de 36,57KW/h e necessita de apena 1 operador por turno. O Robô Paletizador é o equipamento que dita a produtividade do automatismo, este tem a capacidade de carga de 200Kg por ciclo. O robô transporta 26 pacotes de 40 blocos e 24 pacotes de 32 blocos para formar 1 vagão. Indiferentemente do tamanho do pacote, tempo de transporte é idêntico. A capacidade de carregamento do automatismo é de 120 vagões/dia, porem a produção atual esta limitada em aproximadamente 73 vagões/dia.

3.1 Análise do Projeto de Investimento

  Atualmente o setor conta com 16 colaboradores, divididos em 4 operadores por turno, e outros 4 colaboradores que cobrem as folgas dos demais, pois a empresa trabalha de segunda a segunda, durante os 365 dias do ano e os colaboradores trabalham 6 dias e descansam 2 dias. O setor tem capacidade produtiva de 4.000.000 de peças por mês, com uma média de carregamento de 73 vagões/ dia.

  Tabela 1 - Capacidade produtiva do setor Peças / Horas / Peças / Dias / Peças / Produto Vagões / Hora Vagões Dia Dia Ano Mês Peças / Ano Tijolo 3,46 1808 21 131.507 365 4.000.000 48.000.000

  A capacidade produtiva do setor é de 48 milhões de peças/ano (131.507 x 365). Para o calculo da produção ano, multiplica-se a produção diária pelo número de dias no ano. Em seguida, divide-se a produção anual por 12 meses.

  Tabela 2 - Custos com salários e encargos Turno Colaboradores Unit. (R$) Mensal (R$) Anual (R$) Diurno 8 3.378,35 27.026,80 324.321,60 Noturno

  4 3.869,35 15.477,40 185.728,80 Misto (1/3 Noturno 2/3 Diurno) 4 3.542,02 14.168,07 170.016,80

  TOTAL 56.672,27 680.067,20

  Atualmente o setor tem um custo mensal de R$56.672,27 entre salários e encargos. Os valores referentes a linha Diurno, representam os gastos com os colaboradores que trabalham no 1º e no 2º turno, os valores referentes a linha Noturno, representam os gastos com os colaboradores que trabalham no 3º turno, onde é acrescido adicional noturno sobre o salario, os valores referentes a linha Misto fazem referencia aos trabalhadores que cobrem as folgas dos demais. O gasto anual com o período Diurno é de R$324.321,60 (8 x 3.378,35 x 12), para a obtenção deste valor foi multiplicada a quantidade de colaboradores pelo gasto unitário mensal, em seguida, multiplicado por 12 meses. Este procedimento é aplicado às demais. Anualmente o setor tem custo de R$9.760,00 com EPIs, dentre estes R$9.360,00 (1440 x 6,50) são com luvas e R$400,00 (16 x 25) são com calçados de segurança. Cada colaborador utiliza em média 20 pares de luvas por mês e apenas um calçado de segurança por ano, Esse gasto de luvas é elevado devido ao contato direto com o produto.

  Tabela 3 - Custos com EPIs

  

EPI Qtde. (Pçs / ano) Custo Unit. (R$) Custo Mensal (R$) Custo anual (R$)

Luva 1440 6,50 780,00 9.360,00

Calçado

  16 25,00 33,33 400,00 TOTAL 813,33 9.760,00

  O setor tem custo mensal de R$57.485,60 (56.672,27 + 813,33) e anual de R$689.827,20 (680.067,20 + 9.760,00).

  Tabela 4 - Custos do Setor Categoria Custo Mensal (R$) Custo anual (R$) Salários e Encargos 56.672,27 680.067,20 EPIs

  813,33 9.760,00 TOTAL 57.485,60 689.827,20

  O custo de aquisição do automatismo corresponde a R$742.000,00. O equipamento irá operar durante 21 horas por dia devido a parada do operador para intervalo de 1 hora em cada turno. A capacidade de carregamento do automatismo é de 120 vagões/dia, porem a produção atual esta limitada em aproximadamente 73 vagões/dia, como está representado na tabela 1.

  O automatismo necessita de 1 operador por turno, porem serão necessários 4 colaboradores, pois a empresa trabalha de segunda a segunda, e os colaboradores trabalham 6 dias e descansam 2 dias.

  Tabela 5 - Custos com salários e encargos previsto Turno Colaboradores Unit. (R$) Mensal (R$) Anual (R$) Diurno 2 3.378,35 6.756,70 81.080,40 Noturno

  1 3.869,35 3.869,35 46.432,20 Misto (1/3 Noturno 2/3 Diurno) 1 3.542,02 3.542,02 42.504,20

  TOTAL 14.168,07 170.016,80

  Com a aquisição do automatismo prevê-se quo o setor terá um custo mensal de R$14.168,07 entre salários e encargos. Os valores referentes a linha Diurno, representam os gastos com os colaboradores que trabalham no 1º e no 2º turno, os valores referentes a linha Noturno, representam os gastos com o colaborador que trabalha no 3º turno, onde é acrescido adicional noturno sobre o salario, os valores referentes a linha Misto fazem referencia ao trabalhador que cobre as folgas dos demais. O gasto anual com o período Diurno será de R$81.080,40 (2 x 3.378,35 x 12), para a obtenção deste valor foi multiplicada a quantidade de colaboradores pelo gasto unitário mensal, em seguida, multiplicado por 12 meses. Este procedimento é aplicado às demais.

  Tabela 6 - Custos com EPIs previsto

EPI Qtde. (Pçs / ano) Custo Unit. (R$) Custo Mensal (R$) Custo anual (R$)

  Luva 48 6,50 26,00 312,00 Calçado 4 25,00 8,33 100,00

  TOTAL 34,33 412,00

  Estima-se que o setor terá custo anual de R$412,00 com EPIs, dentre estes R$312,00 (48 x 6,50) são com luvas e R$100,00 (4 x 25) são com calçados de segurança. Cada colaborador utilizara em média 1 par de luva por mês e apenas um calçado de segurança por ano.

  Tabela 7 - Custos com energia elétrica do Setor Equipamento KW/h Horas / Dia Dias / Ano KW/h / ano R$ / KW/h Custo Anual (R$) Compressor de AR 1,57 21 365 12.045 0,199375 2.401,47 Motores do Equipamento 35,00

  21 365 268.275 0,199375 53.487,33 Total

  55.888,80 Com a implantação do automatismo teremos aumento no custo de energia elétrica no setor. Sendo que o compressor de ar consumirá 1,57KW/h e os motores elétricos do equipamento consumirão

  35KW/h, segundo dados do fornecedor. Logo, tem-se um aumento no consumo anual de 280.320KW/h (12.045 + 268.275). O custo da energia elétrica para a empresa é de R$0,199375KW/h, portanto estima-se um aumento nas contas da empresa em R$55.888,80.

  Outro custo que aumentara para a empresa será com a manutenção do equipamento, que é estimado pelo fornecedor em R$3.600,00 por ano.

  Tabela 8 - Custos previstos do Setor Categoria Custo Mensal (R$) Custo anual (R$) Salários e Encargos 14.168,07 170.016,80 EPIs

  412,00 34,33 Energia elétrica 4.657,40 55.888,80 Manutenção

  3.600,00

300,00

TOTAL 19.159,80 229.917,60

  É previsto que o setor terá um custo mensal de R$19.159,80 (14.168,07 + 34,33 + 4657,40 + 300,00) e anual de R$229.917,60 (170.016,80 + 412,00 + 55.888,0 + 3.600,00). Para a aquisição do automatismo será necessário um financiamento para pagamento do valor a ser investido. Diante disto, foi verificado que o melhor financiamento é proposto pela Caixa Econômica Federal através do FINAME, o qual é o financiamento de maquinas e equipamentos. A taxa de juros estabelecida pela Caixa Econômica federal é de 3,00% ao ano mais o acréscimo da taxa referencial (TR), entretanto, não foi considerado para elaboração do fluxo de caixa, pois seu percentual é muito pequeno e variável, o que depende da economia. Esta linha de empréstimo financia até 100% do investimento, o que foi decisivo para a empresa optar por esta modalidade, além da baixa taxa de juros e o prazo do financiamento. O valor financiado será de R$ 742.000,00. A Tabela 9 mostra o valor das parcelas referentes ao financiamento do automatismo. O financiamento pode ser feito em 60 parcelas com 6 meses de carência, com prestações conforme tabela a seguir, totalizando uma média anual de aproximadamente R$160.970,37.

3.2 Fluxo de Caixa e Análise de Viabilidade

  Para a criação do fluxo de caixa estimou-se apenas os gastos que sofreram alterações na empresa, pois se trata de apenas um equipamento, onde seu resultado é visto na redução dos custos do setor gerado pelo mesmo, além do fato de que a produção não aumentará devido há outros setores gargalos que impedem este aumento. A empresa já estuda futuros investimentos para eliminar estes gargalos e este investimento já esta projetado para atender o futuro aumento da produção.

  Tabela 9 – Fluxo de Caixa anual do Investimento Variáveis Valores (R$) Custo Atual 689.827,20 (-) Custo Estimado (229.917,60) (-) Despesas Financeiras (160.970,37) (=) Redução Prevista 298.939,23

  O projeto obterá grande redução de custos. Tendo em vista que não haverá aumento na produção tampouco na alteração dos custos até o final do pagamento do investimento, o retorno anual até o quinto período é idêntico. Com esta redução, podemos calcular qual a redução no custo do produto. Para isso temos os seguintes dados: Custo Atual = R$0,28 / Pç (dado fornecido pela empresa)

  Produção anual

  • – 48.000.000 Peças Redução com o investimento = R$298.989,23 Redução (%) = (298.989,23 / 48.000.000) / 0,28 Redução = 2,224% no custo final do produto ficando em R$0,2738 por unidade produzida. A partir das projeções do fluxo de caixa tem-se o cálculo dos indicadores de viabilidade. A Tabela 11 apresenta o fluxo de caixa projetado do investimento para os próximos 5 anos, atualizado ao valor presente líquido da versão otimista, isto é, sem se considerar dispêndios secundários.

  Tabela 10 – Fluxo de Caixa do Investimento Atualizado ao Valor Presente Ano Fluxos de Caixa Fluxos de Caixa Líquido

  • 742.000,00 -742.000,00 1 298.939,23 278.341,93 2 298.939,23 259.163,80 3 298.939,23 241.307,08 4 298.939,23 224.680,71 5 298.939,23 209.199,91 TMA 7,40% a.a.

VPL R$ 1.212.693,43

  IL R$ 1,634 TIR 29,02% a.a. Payback 2,48 anos

  Considerando a Taxa Mínima de Atratividade, o projeto é viável. A TMA adotada de 7,4% a.a. é próxima a Taxa SELIC e representa a remuneração mínima que o investidor pretende ganhar. O Valor Presente Líquido (VPL) é positivo no valor de R$ 1.212.693,43, isto significa que o valor do fluxo de caixa líquido ao final de 5 anos, atualizado a valor presente, representa este montante. Para o investidor é um projeto altamente lucrativo, uma vez que dará um retorno maior de um milhão de reais. O Índice de Lucratividade (IL) é de R$ R$ 1,634, isto representa que o projeto é viável, pois para cada R$ 1,00 investido, o retorno se mostrou mais de 60%. A Taxa Interna de Retorno (TIR) é de 29,02%a.a., portanto o projeto é rentável em relação à TMA de 7,4% a.a. Deste modo, percebe-se que o projeto apresenta uma remuneração sobre o capital investido de quase 30% ao ano, ou seja, é muito maior do que muitas opções de investimento oferecidas no mercado financeiro. O payback-duration é de 2,48 anos (30 meses). Logo o projeto tem o seu retorno em tempo aceitável, isto é, logo nos primeiros anos em que for realizado o investimento, espera-se que o projeto já tenha o retorno do capital investido.

4 Considerações Finais

  Toda empresa possui o objetivo de crescer no mercado, aumentar os seus lucros e ter a sua marca reconhecida. Para conseguir se destacar no mercado se faz necessário que as organizações invistam e façam seu capital render cada vez mais. Para isto, se faz necessário o planejamento empresarial para investimentos em máquinas e equipamentos, inovação tecnológica, compra de terrenos, ou até abertura de filiais e franquias. As formas de investimentos são inúmeras, contudo, antes de realizar qualquer desembolso é importante verificar a viabilidade do investimento. Muitas vezes o gestor de uma organização percebe que determinado investimento pode vir a se transformar em lucros para sua empresa, porém, devido a incertezas acaba optando por não realizar qualquer desembolso. Sabe-se, entretanto, que por intermédio de um estudo da viabilidade econômica, o gestor empresa pode ter a certeza se o projeto será viável ou não. Por meio das técnicas de análise da viabilidade econômica projetam-se alguns resultados, os quais são determinantes para a realização do investimento. Com elas, consegue-se saber as projeções de lucro, viabilidade operacional, remuneração de capital e tempo de retorno. Sendo assim, o objetivo geral deste trabalho foi analisar um projeto de investimento em uma empresa cerâmica vermelha da cidade de Pouso Redondo. A empresa objetiva adquirir um automatismo para reduzir custos e para que atenda a demanda futura. Com a aquisição do automatismo há uma redução no numero de colaboradores no setor, porém estes funcionários serão remanejados para outras funções, em setores onde falta mão de obra, devida a escassez do mercado. Os resultados apontam que o projeto de investimento é viável e atinge a expectativa do investidor. As técnicas de análise da viabilidade mostram que o projeto apresenta um valor presente líquido de R$ 1.212.693,43, índice de lucratividade de R$ 1,634, taxa interna de retorno de 29,02% e payback de 2,48 anos (30 meses). Conclui-se que por meio da análise econômica fica mais seguro realizar um investimento planejando. Pois, quando gestor decide investir sem que haja um estudo prévio, não terá noção se o investimento tem viabilidade aceitável sem prejudicar a estabilidade da organização.

5 Referências

  BERNARDI, Luiz Antonio. Manual de Empreendedorismo e Gestão: Fundamentos, BRAGA, Roberto: Fundamentos e Técnicas de Administração Financeira. São Brasil, 2004. BRITO, Paulo. Análise e Viabilidade de Projetos de Investimentos. São Paulo: CHIAVENATO, Idalberto. Empreendedorismo: dando asas ao espírito FINNERTY, John D; TRIESCHMANN, Carlos Henrique (Tradução de). Project formação de Preços. São Paulo: Atlas, 2006. GROPPELLI, Angélico A; NIKBAKHT, Ehsan. Adminstração Financeira. São HELFERT, Erich A. Técnicas de Análise de Financeira: Um Guia Prático para, 1997. KASSAI, José Roberto; KASSAI, Sílvia; SANTOS, Ariovaldo dos; ASSAF NETO, KEELLING, Ralph. Gestão de Projetos: uma abordagem global. São Paulo: LEMES JUNIOR, Antônio Barbosa; RIGO, Cláudio Miessa; CHEROBIM, Ana Paula MAGNOLI, Demétrio; ARAÚJO, Regina. Projeto de Ensino de Geografia. Editora Moderna. 2003. MARQUEZAN, Luíz Henrique Figueira. Análise de Investimentos. Revista, 2006. MATHIAS, Washington Franco; WOILER, Samsão. Projetos. São Paulo: Atlas, 2007 MOTTA, Regis da Rocha; Calôba, Guilherme Marques. Análise de Investimentos: 2002. SANTOS, Edno Oliveira de. Administração Financeira da Pequena e Média SANVICENTE, Antônio Zoratto. Adminstração Financeira. São Paulo: Atlas, 1987. São Paulo: IOB Thomson, 2006. SOUZA, Acilon Batista. Projetos de Investimentos de Capital: Elaboração, Análise SOUZA, Alceu; CLEMENTE, Ademir. Decisões Financeiras e Análise de Instimento e Tomada de decisão em projetos Industriais. São Paulo. Atlas. 2003.

Novo documento