CABEAMENTO ESTRUTURADO INFRA-ESTRUTURA E PROJETO DE REDES

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   ATUALIZADA CABEAMENTO ESTRUTURADO

  INFRA-ESTRUTURA E PROJETO DE REDES Autor: Rodrigo Moreno Marques

  

INTRODUđấO ....................................................................................................................................

1.1 – Redes de Computadores .........................................................................................................

1.3 – Rede Local de Computadores (LAN)

1.5 – Futuro das LANs: o cabeamento estruturado será substituído pelas redes sem fio?....

UNIDADE II - MATERIAIS EMPREGADOS EM CABEAMENTO ESTRUTURADO .......................

2.2 – Acessórios para cabeamento metálico................................................................................

2.4 – Fibras óticas e acessórios ....................................................................................................

2.6 – Racks.......................................................................................................................................

3.1 – Conexão transparente (pino-a-pino) ....................................................................................

3.3 – Conectorização de cabos de 25 pares .................................................................................

UNIDADE IV – TRANSMISSÃO ÓTICA EM REDE LOCAL ............................................................

4.2 – Janelas Óticas de Transmissão............................................................................................

4.4 – Opções de meio para 10 Gigabit Ethernet ...........................................................................

4.6 – Fontes de luz em equipamentos óticos ...............................................................................

  .................................... – Commercial Building Standards For Telecommunications Pathways and Spaces 5.2 – EIA/TIA 569-A ....... – Administration Standard for the Telecommunications Infrastructure of Commercial Buildings 5.3 – EIA/TIA 606-A

  • – Commercial Building Telecomunications Cabling Standard 5.1 – EIA/TIA 568-B

  ...

UNIDADE VI - NORMA TÉCNICA ABNT NBR 14565 .....................................................................

6.2 – Identificação ...........................................................................................................................

6.4 – Projeto de cabeamento estruturado.....................................................................................

7.1 – Emenda por Fusão .................................................................................................................

UNIDADE VIII - TESTE E CERTIFICAđấO EM CABEAMENTO ESTRUTURADO........................

8.2 – Equipamento certificador de enlaces com cabos de pares trançados.............................

8.4 – OTDR – Optical Time Domain Reflectometer ....................................................................

SITES NA INTERNET.....................................................................................................................

  INTRODUđấO

  As redes de computadores e, em especial, as redes locais (LAN -

  Local Area Networks) são hoje

  parte da realidade de qualquer corporação que faça uso da informática como ferramenta de trabalho. Seu largo emprego em grandes e pequenas empresas foi impulsionado em grande parte pela gradativa redução dos custos de equipamentos de informática e pelo advento da tecnologia Ethernet. Com esta tecnologia, difundida principalmente nos anos 90, as então promissoras redes locais Token Ring foram rapidamente substituídas pela nova concorrente, bem mais rápida, confiável, robusta e com custos cada vez mais atraentes. Essa e outras modernas tecnologias exigiram mudanças nas técnicas de cabeamento existentes. Até então, o cabeamento em edifícios comerciais era constituído por vários tipos de cabos incompatíveis entre si, cada um deles adequado a uma aplicação específica como: transmissão de voz, dados, imagem, sistemas de automação e controle, sistemas de segurança, etc. Era necessário que o conceito e as tecnologias de cabeamento interno fossem redefinidos para adequação as novas e futuras aplicações. Para atender esta demanda, em 1991 os organismos norte-americanos Aliança de Indústrias de Eletrônicos (EIA) e Associação de Industrias de Telecomunicações (TIA) publicaram a norma EIA/TIA 568, que trazia pela primeira vez o conceito de cabeamento estruturado e a especificação dos cabos de pares trançados

  categoria 3.

  Os boletins técnicos (TSB – Technical Systems Bulletin) que complementaram essa norma foram reunidos na norma EIA/TIA 568-A lançada em 1995, onde aparecia a descrição dos cabos

  

categoria 4 e 5. A Organização Internacional para Padronização (ISO – International Orgazation

for Standardization) também editou a sua versão sobre o tema em 1995 (ISO/IEC 11801).

  A norma NBR 14565 da ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas), cuja primeira versão é de 2000, já nasceu desatualizada pois reconhecia no máximo os cabos categoria 5 enquanto o mercado já adotava os cabos categoria 5e (

  extended). Em 2001 os americanos aprovaram um

  adendo à sua norma que padronizava o cabeamento

  categoria 5e e eliminava a categoria 5. Em

  2002 eles normatizaram o cabeamento categoria 6a (augmented), enquanto a ISO concebia a inovadora categoria 7. No ano de 2007 foi publicada a segunda edição da norma brasileira que deixou de ter a cara dos documentos americanos e passou a se basear nas normas da ISO, inclusive em relação a nova categoria 7.

  Essa norma brasileira trouxe a vantagem de reconhecer as categorias de cabos já adotadas internacionalmente. Porém, esse documento tem alguns pontos negativos. Em primeiro lugar, não trouxe um modelo de projeto como o que existia na versão anterior. Além disso, o documento se preocupa demais com complexas equações matemáticas (referentes aos limites de certificação de cabeamento) que pouco interessam para os profissionais de projeto e execução de infra- estruturas de redes. Não quero aqui menosprezar o estudo do teste e da certificação de

  cabling,

  muito antes pelo contrário. Conhecer profundamente esse assunto é fundamental, o que se mostra pouco útil é centrar a discussão em abstratas equações matemáticas . Hoje o que se discute no mundo do cabeamento é o uso dos cabos categoria 6 e 6a e sobretudo a grande briga de mercado que existirá em torno dos surpreendentes cabos

  categoria 7,

  reconhecidos pelo organismo internacional ISO mas ainda não aprovados pela EIA/TIA americana. E as fibras óticas? Onde entram nesse embate que envolve fabricantes de cabos e equipamentos, projetistas, instaladores e usuários desses sistemas? São estes alguns dos temas que iremos discutir a partir de agora nos vários capítulos dessa apostila.

  Vamos lá. Mas antes vamos conhecer a definição de REDE INTERNA ESTRUTURADA de acordo com a norma da ABNT lançada em 2000:

  

"Entende-se por rede interna estruturada aquela que é projetada de

modo a prover uma infra-estrutura que permita evolução e

flexibilidade para serviços de telecomunicações, sejam de voz, dados,

imagem, sonorização, controle de iluminação, sensores de fumaça,

controle de acesso, sistemas de segurança, controles ambientais (ar-

condicionado e ventilação) e outros.

Considerando-se a quantidade e a complexidade destes sistemas, é

imprescindível a implementação de um sistema que satisfaça as

necessidades iniciais e futuras em telecomunicações e que garanta a

possibilidade de reconfiguração ou mudanças imediatas, sem a

necessidade de obras civis adicionais".

  Essa definição da ABNT exprime os principais objetivos da implantação de um sistema de cabeamento estruturado, que podem ser resumidos em quatro princípios básicos:

  • Garantir que o cabeamento atenda a critérios técnicos e de desempenho mínimos necessários;
  • Convergir todos os serviços de telecomunicações internos, incluindo voz e vídeo, para um mesmo padrão de cabeamento capaz de suportar todos eles;
  • Implantar um cabeamento dimensionado para suportar a evolução futura dos sistemas de telecomunicações, como, por exemplo, aumento de velocidade de transmissão de dados em redes locais. Evita-se assim, a troca do cabeamento existente cada vez que for adotado um novo padrão de rede para transmissão de dados, voz, imagem, etc;
  • Evitar a necessidade de modificações no cabeamento em caso de mudança do lay-out dos escritórios e áreas de trabalho.

  De maneira similar, a nova edição da norma da ABNT de 2007 estabelece como sendo seu escopo "

  um cabeamento genérico para uso nas dependências de um único ou um conjunto de

edifícios em um campus", cobrindo cabeamento metálico e ótico, sendo o cabeamento concebido

  para suporte de serviços de voz, dados, texto, imagem e vídeo. Essa norma não cobre os requisitos de proteção e segurança elétrica, proteção contra incêndio e compatibilidade eletromagnética.

  Objetivo dessa apostila

  Este trabalho tem por objetivo apresentar uma introdução as redes locais de computadores, com ênfase nos meios físicos guiados (cabos e todos os seus variados acessórios), alguns conceitos básicos relativos aos sinais em redes, além de reunir de forma resumida os principais aspectos teóricos, normativos e práticos que envolvem o projeto e a implantação de cabeamento estruturado em ambientes corporativos, bem como de infra-estrutura de redes em geral. Não é intenção do autor que este texto substitua as normas originais.

  O autor

  Técnico em Eletrônica pelo Colégio Técnico da UFMG (1988), o Eng. Eletricista Rodrigo Moreno Marques graduou-se na Escola de Engenharia UFMG em 1997. Trabalhou durante cinco anos com redes locais, equipamentos de conectividade, cabeamento estruturado e integração de sistemas. Especialista em Engenharia de Telecomunicações pelo Centro de Pesquisas e Desenvolvimento em Eng. Elétrica da UFMG (2001) e especialista em Design Instrucional para Ensino a Distância pela Universidade Federal de Itajubá (2008). Atuou na empresa Telemar/Oi por seis anos no desenvolvimento de soluções para transmissão de dados, voz e imagens em redes MAN e WAN corporativas. Desde 2001 dedica-se a docência em cursos de graduação e cursos técnicos na área de tecnologia da informação, redes de computadores, telecomunicações e gestão de TI. Atualmente é professor da Universidade FUMEC e das FaculdadeS Estácio de Sá e Inforium, além de prestar consultorias e ministrar treinamentos eventuais para empresas. Desde 2008 cursa mestrado em Ciência da Informação na Escola de Ciência da Informação da UFMG.

  Suas pesquisas voltam-se para as políticas de informação e comunicação, dentro da linha de gestão da informação e do conhecimento. Contatos: rodrigomorenomarques@yahoo.com.br

  UNIDADE I - REDE LOCAL DE COMPUTADORES E OUTROS CONCEITOS BÁSICOS 1.1 – Redes de Computadores

  Uma rede de computadores é composta por equipamentos processadores interligados entre si através de um sistema de comunicação de dados para, principalmente, permitir a troca de informações. Além de estações de trabalho (

  workstation) dos usuários, estas redes permitem que

  sejam interligados outros dispositivos compartilhados, de forma a permitir que os recursos disponíveis sejam melhor aproveitados. Alguns exemplos:

  • Vários usuários de uma rede podem utilizar uma mesma impressora compartilhada, evitando- se que cada computador tenha uma impressora dedicada;
  • Todos os usuários podem acessar um único servidor de banco de dados com back-up periódico, liberando as estações de armazenando local sem cópia de segurança,
  • Todos os usuários podem originar e receber ligações telefônicas através dos microcomputadores da rede dotados de kit multimídia através de um computador "servidor de voz". Esta máquina irá acolher as chamadas internas e externas e distribuí-las aos destinatários, que poderão atende-las on line ou armazena-las eletronicamente.

  As redes de computadores são projetadas para fornecer uma transferência de dados ágil e rápida entre os equipamentos, além de permitir que os vários usuários acessem bancos de dados compartilhados, executando consultas e modificações nestas bases de dados de forma controlada. Dentre outras aplicações, as redes permitem também que sejam definidos nomes de usuários e senhas para que cada um deles tenha acesso limitado aos recursos disponíveis, podendo ler, criar e/ou modificar apenas aqueles dados ou programas bem definidos, de acordo com a função/cargo que cada um deles ocupa na corporação. As redes de computadores podem ser classificadas como LAN, MAN ou WAN. Pode-se caracterizar uma LAN (

  local area network) ou rede local como sendo uma rede que

  permite a interconexão de equipamentos de comunicação de dados numa pequena região. De fato, tal definição é bastante vaga principalmente no que diz respeito às distâncias envolvidas. Em geral, nos dias de hoje, costuma-se considerar “pequena região” distâncias entre 100m e 25 Km, muito embora as limitações associadas às técnicas utilizadas em redes locais não imponham limites a essas distâncias. Outras características típicas encontradas e comumente associadas a redes locais são: altas taxas de transmissão (10 Mbps, 100 Mbps, 1 Gbps ou 10 Gbps) e baixas

  • 8 -11

  taxas de erro (de 10 a 10 ). É importante notar que os termos “pequena região”, “altas taxas de transmissão” ou “baixas taxas de erro” são susceptíveis à evolução tecnológica; os valores que associamos a estes termos estão ligados à tecnologia atual e certamente não serão mais os mesmos dentro de poucos anos. Outra característica dessas redes é que elas são, em geral, de propriedade privada. As redes MAN (

  metropolitan area networks), ou redes metropolitanas, são aquelas cujos enlaces

  estão situados dentro dos limites de uma cidade. As redes WAN ( wide area networks) são redes

  

de grande abrangência e podem interligar computadores localizados em diferentes cidades ou

  entre países distintos. Em geral, tanto as MAN quanto as WAN empregam infra-estrutura alugada de empresas de telecomunicações para implementação de seus enlaces. Sobretudo por questões de custo dos enlaces alugados, em geral em MANs e WANs as taxas de transmissão contratadas são bem mais baixas do que aquelas das redes locais, sendo usual a oferta de links a partir de 64kbps e seus múltiplos (Nx64kbps até 2Mbps), 34Mbps, Nx155Mbps e, mais recentemente, estão sendo oferecidos pelo mercado de telecom enlaces privativos com 10Mbps, 100Mbps ou Gbps.

  1.2 – Enlaces de Comunicação e Topologias físicas

  As linhas de transmissão de dados ou canais de comunicação, também conhecidas como

  enlaces

  (ou

  links) de comunicação, podem ter duas classificações (configurações) físicas básicas:

Ligação ponto-a-ponto: Caracteriza-se pela presença de apenas dois pontos de comunicação,

um em cada extremidade do enlace. o o

  1 Enlace

  2 Enlace ponto-a-ponto ponto-a-ponto

  

Figura: Dois links ponto-a-ponto

Ligação multiponto: Caracteriza-se pela presença de três ou mais dispositivos de comunicação

que podem utilizar o mesmo enlace.

  Enlace multiponto

  

Figura: Um link multiponto

  Basicamente, a

  topologia física de uma rede representa a forma com que seus componentes

  (estações de trabalho, servidores, impressoras, etc.) estão conectados e caracteriza o caminho de comunicação entre os elementos da rede. A correta definição da topologia física a ser adotada é um dos aspectos mais importantes no projeto de uma LAN, afetando aspectos como performance (velocidade de transmissão de dados), custos, disponibilidade (tempos de interrupção para manutenção) e administração/gerência.

  Simplificadamente podemos dizer que as topologias físicas de rede mais empregadas em redes locais (LAN) são: anel, barramento e estrela.

  

Topologia em anel: Na topologia em anel as estações se interligam através de um meio

transmissão (ponto-a-ponto ou multiponto) formando uma caminho totalmente fechado.

Topologia em barramento: Esta topologia apresenta sempre uma configuração multiponto, onde

  as estações se conectam ao mesmo meio de transmissão, que forma um caminho não fechado, com duas extremidades onde são instalados os terminadores de rede (ou casadores de impedância).

  

Topologia em estrela: Na topologia em estrela cada estação de trabalho se conecta a um ponto

de concentração da rede, que em geral é um equipamento ( hub ou switch).

Topologia em árvore: é composta por várias sub-redes em estrela ligadas a um ou mais

  equipamentos concentradores através de enlaces de maior taxa de transmissão. Esse tipo enlace que interconecta as sub-redes é conhecido como

   backbone ou “espinha dorsal da rede”.

  1.3 – Rede Local de Computadores (LAN)

  Atualmente as topologias mais empregadas em redes locais de computadores (LAN) são as topologias em estrela e em árvore. Os equipamentos concentradores são os switches.

   (a) Anel ponto-a-ponto (b) Anel multiponto (c) Rede em barramento (d) Rede em estrela (e) Rede em árvore

Figura: Topologias Físicas

  Os primeiros sistemas de computação a possuírem acessos interativos de usuários a um grande computador central (

  mainframe) basearam-se na interface serial RS-232. Neste sistema todo

  processamento e armazenamento de dados é realizado pelo mainframe e os terminais de acesso são usados somente para entrada e saída de informações a serem processadas no

  mainframe.

  A evolução dos sistemas trouxe as redes locais Token Ring em anel e barramento (desenvolvidas pela IBM), cujas estações autônomas (com capacidade de processamento e armazenamento) conectam-se em geral através de cabo coaxial. Estas implementações apresentam a grande desvantagem de serem vulneráveis a desconexão acidental do cabo coaxial (o que interrompe o tráfego de dados em toda a rede), além de serem limitadas a uma velocidade máxima de 16 Mbps.

  A topologia em estrela elimina este risco, uma vez que a interrupção em um dos cabos de pares trançados irá afetar apenas a estação conectada através deste cabo. Na topologia em árvore, há o risco de rompimento de um

  backbone, o que pode isolar um grupo de estações dos servidores

  localizados em outro ambiente. Além disso, o equipamento concentrador empregado nas redes da família Ethernet ( hub ou switch) pode estar sujeito a uma pane, o que poderá interromper o funcionamento de toda a rede. Dentro os defeitos As mais modernas redes locais da família Ethernet não adotam mais o cabo coaxial. Empregam- se fibras óticas e principalmente cabos de pares trançados, que podem ser revestidos de uma malha para blindagem eletromagnética (FTP) ou sem blindagem (UTP –

  unshilded twisted pair),

  sendo este último o mais comum. Apesar de mais cara do que as suas antecessoras, a infra- estrutura em estrela ou árvore com cabos de pares trançados permitiu o aumento da banda disponível para transmissões, o que será discutido nas próximas unidades. Todas as questões relativas as topologias de redes apresentadas até aqui se referem ao conceito de topologia física, ou seja, a maneira como os elementos da rede estão fisicamente conectados, incluindo encaminhamento de cabos, conexão de equipamentos, etc. Outro conceito diferente deste é o da

  topologia lógica, relativo a forma como os dados trafegam na rede,

  independente de sua topologia física, isto é, independente dos tipos de cabos que interligam os equipamentos e do desenho dos caminhos formados por estas conexões. Para entender melhor a diferença entre topologia física e topologia lógica podemos usar o exemplo de uma rede local Ethernet implementada com hubs: sua topologia física é do tipo estrela, mas sob o ponto de vista das aplicações (tráfego dos dados,

  softwares ou programas) seu funcionamento é do tipo barramento.

  1.4 – Componentes da LAN

  A chamada infra-estrutura de uma rede local é composta basicamente por três tipos de componentes:

  • Equipamentos (hardware) ativos;
  • Equipamentos (hardware) passivos; • Sistema operacional de rede (software de rede).

  1.4.1 - Equipamentos ativos

  Este tipo de hardware é composto por equipamentos que se conectam a rede (estações de trabalho, servidores, impressoras, etc.) ou servem para permitir a conexão das estações de trabalho à rede (

  hubs, switches, etc.). Os principais equipamentos ativos são:

Estações de trabalho: são os microcomputadores conectados, usados pelos usuários para

acessar a rede local.

  

Servidores: são computadores dotados de maior capacidade de processamento, memória e

  espaço em disco que executam aplicações específicas como por exemplo: TIPO DE SERVIDOR APLICAđỏES . Banco de dados Armazenamento de dados Servidor de administração Gerenciamento de usuários, senhas e direitos de acesso Servidor de impressão Gerenciamento de filas de impressão Servidor web Gerenciamento de acesso a Internet Servidor de e-mail Gerenciamento de correio eletrônico

  

Equipamentos concentradores: são equipamentos (em geral hubs ou switches) que permitem a

  comunicação entre os computadores. Os

  hubs e switches são dispositivos concentradores,

  responsáveis por centralizar a distribuição dos quadros de dados em redes fisicamente ligadas em estrela ou árvore, sendo dotados de portas para conexão de cada computador. A função básica do

  hub é a de repetidor multiportas. Ele é responsável por replicar para todas

  as suas portas as informações recebidas em qualquer uma destas. Por exemplo, se uma máquina tenta enviar um quadro de dados para uma outra, todas as demais máquinas da rede recebem também esse quadro de dados, como ilustrado abaixo. Nota-se que o envio de um quadro ocupa todo o barramento do

  hub, impedindo outras transmissões simultâneas.

  

Figura: Funcionamento básico do hub:

REPETIDOR MULTIPORTAS

  O

  

hub opera na camada física do modelo OSI. Ele não tem como interpretar os quadros de dados

  que está enviando ou recebendo e, por isso, ele não tem a capacidade de saber os endereços MAC das placas de redes dos computadores ligados a ele. Já os switches têm a função básica de chaveador (comutador) multiportas. Eles enviam os quadros de dados somente para a portas de destino corretamente endereçadas. Com isso, esse dispositivo consegue aumentar o desempenho da rede, já não ocupará todo o barramento da rede e mais de uma comunicação poderá ser estabelecida simultaneamente, desde que as comunicações não envolvam portas de origem ou destino que já estejam sendo usadas.

  

Figura: Funcionamento básico do switch:

CHAVEADOR MULTIPORTAS

  Os switches conseguem enviar quadros diretamente para as portas de destino porque eles são dispositivos que “aprendem”. Quando um switch recebe quadros de dados em suas portas, ele lê cada campo de endereço MAC de origem dos quadros e registra esses endereços em uma tabela interna (memória RAM, volátil), associando cada um destes MAC a sua respectiva porta de entrada. Assim, quando o switch recebe um quadro para ser retransmitido, antes do envio ele lê o endereço MAC de destino daquele pacote e consulta sua tabela para enviar o quadro somente para a porta devida. Assim como ocorre com os hubs, os switches são classificados de acordo com a sua velocidade de operação (10 Mbps, 100 Mbps, 1 Gbps, 10 Gbps). Estes equipamentos são especificados de acordo com a quantidade de portas que eles possuem, a taxa de transmissão (em bps) de cada uma delas e suas respectivas interfaces e conectores, dentre outros parâmetros técnicos que irão definir seu desempenho, inclusive algum sistema operacional que esteja ali embarcado.

  

Placas de rede: as placas de rede são instaladas em cada computador que será conectado à

  rede. As placas de rede são responsáveis pela troca de dados entre cada computador e o(s) equipamento(s) concentrador(es). As placas de rede não devem ser confundidas com as

  placas

de fax/modem que se destinam a conexões entre micros (ou aparelhos de fax) através da Rede

  de Telefonia Fixa Comutada (RTFC), ou seja, através de conexões discadas via concessionárias de telefonia fixa.

  1.4.2 - Dispositivos passivos

  Passivos são aqueles dispositivos que não são alimentados por energia elétrica. São os componentes do meio físico (cabos, conectores, tomadas, etc.) empregados para transporte de dados entre computadores e demais equipamentos ativos da rede. São também exemplos de dispositivos passivos: fibras óticas, painéis de conexão ( patch panels), blocos de conexão, distribuidores óticos, racks (armários de telecomunicações), etc.

  1.4.3 - Sistema operacional de rede

  São os programas desenvolvidos em linguagem computacional que permitem o controle dos usuários da rede, as aplicações ou tarefas que cada um deles pode executar, como por exemplo: acesso/modificações em banco de dados, impressão de arquivos, correio eletrônico (

  e-mail),

  acesso a Internet, etc. As permissões de acesso são definidas por profissionais especiais, chamados de "administradores da rede", de acordo com o cargo ou função de cada usuário. Atualmente vemos que os sistemas operacionais da Microsoft estão perdendo espaço para o Linux. A evolução do mercado de tecnologia da informação (TI) mostra claramente que o domínio do Windows está se enfraquecendo cada vez mais e dando lugar às plataformas livres de código aberto.

  1.5 – Futuro das LANs: o cabeamento estruturado será substituído pelas redes sem fio?

  Com a expansão cada vez maior das redes locais sem fio Wi-Fi (IEEE 802.11), das novas redes

  

a a

  Wi-Max (IEEE 802.16), além da telefonia de 3 e 4 gerações, muito se tem questionado se as redes que empregam o meio físico aéreo irão substituir as redes baseadas nos meios físicos guiados (cabos). Existem três fortes motivos para crer que as redes sem fio não irão substituir todas as aplicações que são implementadas em cabos de pares metálicos ou cabos de fibras óticas, conforme explicamos a seguir.

  Velocidade das redes locais cabeadas e aéreas

  Até pouco tempo as redes sem fio IEEE 802.11b suportavam no máximo uma velocidade de

  11Mbps, quando as enlaces da família IEEE 802.3 em cabos metálicos já atingiam 100Mbps por um preço relativamente baixo. Atualmente os padrões Wi-Fi IEEE 802.3a e 802.3g podem atingir

  54Mbps (de maneira compartilhada, sem garantia de velocidade nos links) e o padrão Wi-Max

  IEEE 802.16 estabelece um suporte a canais de até dezenas de Mbps. Nota-se que a evolução das redes wireless está trazendo um aumento nas suas taxas de transmissão, mas estas velocidades ainda estão bem distantes nas taxas 1Gbps e 10Gbps que podem ser implantadas em cabos de pares trançados ou fibras óticas por um preço relativamente baixo.

  Por esse motivo é fácil supor que as redes cabeadas ainda dominarão os cenários onde as aplicações exigem alto desempenho, como por exemplo em backbones, conexões de servidores e dispositivos de storage (armazenamento).

  Segurança nas redes locais cabeadas e aéreas

  Não existe rede que seja 100% segura e qualquer tipo de rede está sujeita a ataques, invasões e sabotagens. Tudo que se faz na área de segurança de redes, incluindo a adoção de firewalls ou sistemas de detecção de intrusos (IDS –

   Intruder Detection System), se destina a diminuir o risco de dados, mas sem a pretensão de ser totalmente eficaz.

  Em uma rede baseada em cabos, invasões podem se dar através de algum

  hacker “presencial”

  que tem acesso a uma das portas de um switch/hub da LAN ou através de algum

  hacker “remoto”

  que acessa a rede local através da Internet. Por outro lado, as redes sem fio trazem uma vulnerabilidade a mais: o

   hacker pode captar o sinal aéreo da rede e invadi-la sem que seja

  preciso se conectar fisicamente a um switch/hub dessa LAN. E isso aumenta muito a insegurança dos sistemas wireless. Os defensores das redes sem fio alegam que é possível estabelecer uma política se segurança boa, através de ferramentas de gerenciamento de usuários e senhas, filtros de MAC, criptografias, autenticações, servidores do tipo RADIUS, alocação dinâmica de endereçamento IP, protocolos como WPA2-Enterprise, WEP dinâmico com 802.1X+EAP, dentro outras. Porém, não é difícil concluir que todas essas medidas são fundamentais quando se adota um meio físico aberto como o meio aéreo, por ser ele muito mais vulnerável do que os cabos que conseguem limitar a propagação dos sinais por caminhos fechados.

  O risco de interferências das redes aéreas

  Enlaces óticos baseados em fibra ótica não sofrem interferências de sinais, o que é uma grande vantagem desse meio físico. Os cabos UTP podem sofrer interferências eletromagnéticas dos sinais elétricos internos nos cabos ou de sinais externos. Para combater esse risco as normas estabelecem cabos com proteções (blindagens) e outros detalhes construtivos que evitam ou minimizam esse problema. Também é possível reduzir esse inconveniente através da adequada separação física dos cabos de dados das possíveis fontes de interferência eletromagnética.

  Porém, no cenário das redes sem fio a interferência é um problema freqüente e de solução muitas vezes complexa ou inviável. Isso se deve ao fato que a grande maioria das redes Wi-Fi empregam faixas de frequências liberadas para uso sem necessidade de licenciamento junto a Anatel (2,4GHz e 5,8GHz). Essa liberdade de uso faz com que redes W-Fi vizinhas concorram entre si no uso do espectro de frequências e eventualmente disputem a mesma faixa. Torna ainda mais complicado o problema a existência de outros dispositivos que também usam as frequências livres, como os telefones fixos sem fio e alguns aparelhos de controle remoto especiais. As interferências entre os canais de comunicação dos controladores de vôo e as estações de rádio demonstram a complexidade desse fato, assim como a briga pelo uso do espectro estabelecida entre as empresas de radiodifusão e as operadoras de telefonia celular.

  Concluindo

  Podemos concluir, portanto, que a expansão da tecnologia sem fio se dará em redes onde não há grande preocupação com sua segurança, onde não é necessária alta velocidade de transmissão digital e onde não há interferências entre sistemas adjacentes. Nos sistemas críticos, com informações confidenciais, restritas ou estratégicas e nos locais onde existe o risco de interferência, os cabos metálicos e óticos ainda reinarão por bastante tempo com certeza.

  1.6 – Conceitos básicos em redes de computadores e telecomunicações Sinal analógico: É o sinal que têm variação contínua ao longo do tempo

  Exemplos: voz humana, música de LPs, fita K7 ou VHS, filme fotográfico, todos os filmes que passam nas grandes salas de cinema, sinais em automação industrial: variações de temperatura e pressão, sinal de TV aberta, rádio FM e todas as propagações de sinais no ar (transmissão dos sistemas

  wireless, ou sem fio) Figura: sinal analógico periódico senoidal Figura: sinal analógico não periódico Sinal digital: É o sinal que tem variação não contínua (discreta), ou seja, em níveis fixos pré- estabelecidos.

  Exemplos: música digital (CD, WAV, MP3), DVD, fotografia digital, filmes digitais, arquivos texto, banco de dados, comunicação entre computadores nas redes locais

   Figura: sinal digital binário Figura: sinal digital não binário Período, Amplitude, Frequência, Fase e um sinal

  Os dois gráficos abaixo ilustram os conceitos de período (T, tempo) e amplitude (neste exemplo em Volts) em uma onda senoidal e em uma onda retangular. Período é uma medida de tempo e sua unidade é o segundo.

  

Figura: Amplitude e frequência em uma onda senoidal

e em uma onda retangular Frequência é uma unidade que mede quantos ciclos por segundo um sinal periódico varia ao longo de um tempo. A unidade que se adota é o Hertz (Hz). Um Hertz equivale a um ciclo por segundo. Matematicamente temos uma relação entre período (T, tempo) e frequência (f) dada pela fórmula:

  1

  onde:

  f = frequência (Hz) f

  =

  = período (segundos)

  T T O gráfico (b) abaixo mostra a variação de amplitude de um sinal em relação ao sinal do gráfico (a).

  O gráfico (c) ilustra a variação de frequência de um sinal em relação ao primeiro sinal (a). O gráfico (d) ilustra a variação da fase de um sinal em relação ao sinal original (a).

  

Figura: variação de amplitude (b), frequência (c) e fase (d)

em relação a uma onda senoidal original (a)

Bit, byte, bps e seus múltiplos

  A matemática e a lógica binária dos equipamentos digitais empregam apenas dois tipos de sinais: ZERO (nível baixo) e UM (nível alto). Eletronicamente, o ZERO (nível baixo) pode ser representado pela inexistência de voltagem (zero volt) e o UM (nível alto) pode ser representado uma voltagem definida (5 volts, por exemplo). Dessa maneira, toda informação digital é composta por

  bits ‘0’ e ‘1’. Oito bits agrupados formam um conjunto que chamamos de byte.

  Volts

  Sinal digital:

  tempo

  Representação binária

  0 1 1 0 1 0 0 1

  do sinal digital acima:

  8 bits formam 1 BYTE

  No caso da medida de

  tamanho de arquivo ou espaço para armazenamento em unidades de

  armazenamento (disco, fitas, memórias, etc) usamos as seguintes unidades:

  Medida do tamanho de um byte ( B) , kbyte ( kB) , Unidade arquivo ou espaço para Megabyte ( MB) , usada em armazenamento Gigabyte ( GB) , etc. Os múltiplos usados neste caso, por se tratar de sistema binário, se baseiam em potência de 2

  10

  20

  20

  (2 , 2 , 3 , etc) e não na potência de 10 do sistema decimal que estamos acostumados a usar

  1

  2

  3

  no nosso dia a dia (10 , 10 , 10 , etc). Portanto, os múltiplos usados para TAMANHO DE ARQUIVO são:

  10

  kbyte = kbyte = 2 bytes = 1.024 bytes

  20

  megabyte = Mbyte = 2 bytes = 1.048.576 bytes

  30

  gigabyte = Gbyte = 2 bytes = 1.073.741.824 bytes Exemplos: 1,44 kbytes = 1,44 x 1.024 bytes = 1.474,6 bytes 700 MBytes = 700 x 1.048.576 bytes = 734.003.200 bytes

  80 Gbytes = 180 x 1.073.741.824 bytes = 85.899.345.920 bytes No caso da medida de

  velocidade de transmissão de bits nas redes de computadores e nos

  sistemas de telecomunicações digitais adotamos outras unidades que são:

  Velocidade de Bits por segundo transmissão de sinais Unidade

  ( bps) , kbps, Mbps, Gbps digitais, ou seja, taxa de usada em transmissão digital

  1

  2

  3 Neste caso os múltiplos são os tradicionais múltiplos de 10 do sistema decimal (10 , 10 , 10 , ... ).

  Portanto, os múltiplos usados em VELOCIDADE (bps) são:

  3 Quilobits por segundo = kbps = 1.000 bps = 10 bps

  6 Megabits por segundo = Mbps = 1.000.000 bps = 10 bps

  9 Gigabits por segundo = Gbps = 1.000.000.000 bps = 10 bps

  Exemplos: 64kbps = 64 x 1.000 bps = 64.000 bps 100Mbps = 100 x 1.000.000 bps = 100.000.000 bps

  1 Gbps = 1 x 1.000.000.000 bps = 1.000.000.000 bps Portanto, sempre que quisermos representar velocidade de transmissão digital, devemos usar as unidades listadas acima. São exemplos dessa aplicação:

  • Especificação de velocidade de portas em switches da família Ethernet (100Mbps, 1Gbps, etc.)
  • Especificação de velocidade em planos e contratos de acesso à Internet (1Mbps, 2Mbps, etc.) As únicas exceções a essa regra são as velocidades de navegação na Internet informadas por alguns medidores on-line. Nesses casos, é possível encontrar: bits por segundo ou bytes por segundo. Atenção e cuidado!!!

  A NATUREZA DO SINAL DIGITAL

  Os sinais digitais são formados por um somatório de ondas senoidais de frequências distintas. A figura abaixo ilustra o somatório do sinal (a) de frequência

   f com o sinal (b) de frequência 3f, o que

  dá origem ao sinal (c), que já pode ser considerado eletronicamente como uma boa aproximação de um sinal digital binário. Destes gráficos podemos extrair dois conceitos importantes que serão explicados na seção seguinte:

  

Figura: a soma das senóides (a) e (b) produz a senóide (c),

que já é uma boa aproximação de uma onda retangular

  Quando adicionamos componentes de frequência maior ao somatório, a onda digital se aproxima cada vez mais de uma onda digital ideal quadrada. A figura (a) abaixo ilustra um somatório onde foi incluída a componente senoidal com frequência

  5f e a na figura (b) vemos a inclusão do

  componente com frequência igual a 7f. A figura (c) ilustra o caso ideal, apenas teórico, onde estão presentes infinitos componentes de frequência, o que torna a onda perfeitamente quadrada.

  

Figura:a soma de harmônicos de frequências maiores produz

uma onda cada vez mais próxima da onda ideal retangular

  BANDA PASSANTE E LARGURA DE BANDA

  Banda Passante representa o intervalo de frequências (frequência inicial até a frequência final) de um sinal. A banda passante de um sinal também é conhecida como faixa de frequências ou espectro de frequências do sinal. Unidade de medida adotada: Hertz (Hz). Largura de Banda, que também tem o Hertz (Hz) como unidade de medida, representa o tamanho do intervalo de frequências do sinal, que é calculado através da fórmula matemática:

  L (Hz) = frequência final – frequência inicial Conhecer estes dois parâmetros, medidos em Hertz (Hz), é de fundamental importância, tendo em vista que os sinais são formados por um somatório de ondas de frequências distintas e estas devem estar contidas no intervalo definido pela banda passante do meio de transmissão a ser empregado.

  O gráfico abaixo ilustra esses dois conceitos.

1.0 Ganho

  Frequência f f i f L

  

Figura: Curva típica de ganho de um meio de transmissão

  A partir da figura acima podemos afirmar que: Banda Passante: de fi a ff Largura de Banda: L = ff – fi

  Exemplo: para o sinal de voz humana Banda passante do sinal = de 300Hz a 3.400Hz Largura de banda do sinal = 3.400 – 300Hz = 3.100Hz

  Os parâmetros largura de banda e banda passante também são aplicados quando tratamos dos meios físicos de transmissão (cabos metálicos, fibras óticas ou meio aéreo). Simplificadamente, podemos dizer que cada meio físico de transmissão tem sua banda passante e sua uma largura de banda. Cabos metálicos são adequados para transmissão de sinais de baixa frequência e têm largura de banda estreita, enquanto as fibras óticas são mais adequadas para sinais com frequências maiores e têm largura de banda maior. Quanto maior a largura de banda (Hz) de um meio físico, maior será a seu suporte a taxas de transmissão digitais (bps) elevadas.

  ESPECTRO ELETROMAGNÉTICO DE FREQUÊNCIAS

  A figura abaixo mostra as faixas de frequências e larguras de banda dos diversos tipos de sinais e meios físicos empregados nos sistemas de telecomunicações.

  Exemplo 1: NOS MEIOS AÉREOS

  ROTEADOR WIRELESS COM INTERFACE ADSL, FABRICANTE: D-LINK, MODELO: DI-624S O fabricante D-link desenvolveu o roteador wireless DI-624S (servidor de acesso à Internet sem fio) que possibilita o compartilhamento de uma conexão à Internet ADSL com várias estações através do meio aéreo Wi-Fi, situadas até 100metros em ambiente interno ou 400 metros em ambiente externo. O equipamento funciona na faixa não licenciada conhecida popularmente como

  2.4GHz. Nota-se nas especificações abaixo que o equipamento pode operar em frequências definidas pelo padrão americano ou pelo padrão europeu. No primeiro caso pode-se ter até 11 canais de comunicação simultâneos e no segundo caso é possível estabelecimento de 13 canais ao mesmo tempo.

  Servidor de Acesso a Internet sem fio Modelo: DI-624S Fabricante: D-Link

  Especificações: Padrão americano: 2,412 a 2,462 GHz

  Faixa de Frequências: Padrão europeu : 2,412 a 2,472 GHz Padrão americano: (2,462 – 2,412) GHz = 0,050 GHz

  Largura de Banda: Padrão europeu : (2,472 – 2,412) GHz = 0,060 GHz

  Velocidade de transmissão digital 54Mbps

  Exemplo 2: NOS MEIOS METÁLICOS DE REDE EXTERNA

  O gráfico abaixo ilustra as faixas de passagem e larguras de bandas nos canais de voz e dados da tecnologia ADSL, empregada por exemplo no produto Velox: Podemos notar no gráfico acima as diferentes faixas de frequências e larguras de banda do canal de voz (POTS), do canal de upload ( upstream) e do canal de download (downstream). Essa tecnologia permite velocidade de transmissão de dados assimétrica de até 8Mbps para download e 512Kbps para upload. Tudo isso dentre de uma faixa de frequências que vai até 1.000KHz, ou seja, até apenas 1MHz.

  Exemplo 3: NOS CABOS METÁLICOS EMPREGADOS EM CABEAMENTO ESTRUTURADO

  A seção 2.3 da Unidade II a seguir descreve os cabos metálicos adotados em cabeamento estruturado. É importante conhecer as diversas categorias usadas para classificar esses cabos, suas respectivas larguras de banda em MHz e suas aplicações.

  UNIDADE II - MATERIAIS EMPREGADOS EM CABEAMENTO ESTRUTURADO 2.1 – Cabos metálicos Cabo coaxial

  As últimas versões das normas internacionais para cabeamento estruturado e a norma brasileira da ABNT não recomendam o emprego dos cabos coaxiais em redes locais. Cada vez torna-se mais escassa a existência deste cabo em LANs, mesmo nas mais antigas. O cabo coaxial possui em um fio central para transmissão de sinais e uma blindagem que envolve este fio sem toca-lo. A blindagem, se devidamente aterrada, fornece proteção deste contra interferências eletromagnéticas, além de servir como referência elétrica para os sinais.

  Figura: Cabo coaxial

  Apesar de são serem mais admitidos pelas atuais normas de cabeamento estruturado, esse tipo de cabo ainda encontra aplicações fora desse escopo:

  • Descidas de antenas (seja para rede de dados, voz ou imagem)
  • Redes externas de TV a cabo
  • Equipamentos de áudio

  Cabo par trançado não blindado (UTP – unshilded twisted pair)

  Os cabos UTP são compostos de pares de fios trançados não blindados de 100 Ohms. Em geral, podem ter 4, 25 ou 50 pares, de acordo com sua aplicação, conforme será apresentado a frente. Por não serem protegidos contra intempéries (sol, água, etc.), não podem ser empregados em redes externas. Além disso, caso instalados em ambiente externo, os cabos metálicos poderiam propagar correntes elétricos induzidas por descargas atmosféricas. A medida que os cabos UTP e seus acessórios foram evoluindo, eles foram sendo classificados em

  categorias conforme suas características e performance, o que será discutido adiante.

   Figura: Cabo UTP (4 pares), categoria 5e. Figura: Cabo UTP (4 pares), categoria 6.

  Cabo par trançado blindado (STP, FTP, ScTP e SSTP)

  Os cabos classificados como blindados são revestidos por uma lâmina ou malha metálica que os protegem contra interferências eletromagnéticas externas. Os cabos blindados são recomendados para locais onde existe risco de que campos eletromagnéticos perturbem o sinal da rede introduzindo erros nas transmissões. Esse tipo de cabo deve ser empregado principalmente em locais críticos, como aeroportos ou hospitais, onde uma interferência de sinal pode gerar grandes transtornos ou mesmo o risco de morte. O emprego de cabos blindados exige que todos os demais acessórios (conectores, tomadas, etc.) sejam também blindados, o que irá garantir a efetiva proteção dos sinais contra interferências e ruídos externos. Por não serem protegidos contra intempéries (sol, água, etc.), não podem ser empregados em enlaces externos. Dentre as fontes externas de interferência eletromagnética que afetam as redes locais podemos citar: motores em geral, reatores de lâmpadas fluorescentes, circuitos de energia elétrica de alta ou baixa tensão (127/220 volts), descargas elétricas nas proximidades dos cabos, etc. Vale a pena destacar que o que produz o campo eletromagnético interferente é sempre uma variação de corrente. Portanto, uma corrente contínua (DC -

  direct current) com as de pilhas ou baterias não irá gerar campos eletromagnéticos.

  A norma EIA/TIA 568-A de 1995 adotou a sigla STP (

  Shilded Twisted Pair) para designar o cabo

  blindado criado pela IBM, que possuía dois pares trançados blindados individualmente mais uma blindagem geral. Esse tipo de cabo deixou de ser reconhecido pelas normas mais recentes, pois era muito volumoso e tinha apenas dois pares. As normas atuais empregam uma nomenclatura que foi bem recebida e adotada pelo mercado: chama-se de FTP (

  Foil Twisted Pair) o cabo de quatro pares blindado através de uma lâmina de

  alumínio que envolve todos os pares do cabo, enquanto o ScTP ( Screened Twisted Pair) emprega não uma lâmina de alumínio, mas uma malha metálica em sua blindagem. Na nova norma para cabos categoria 7, já aprovada pela ISO, mas ainda não pela EIA/TIA, é especificado um o novo cabo SSTP (

  Shilded Screened Twisted Pair), também chamado de S/FTP

  (

  

Screened Foil Twisted Pair), que possui uma blindagem laminada individual para cada um dos

  seus 4 pares de fios, além de uma blindagem em malha que envolve todo o grupo de fios, o que exigirá novos tipos de conectores macho e fêmea, incompatíveis com o consagrado padrão RJ-45. Muitos profissionais duvidam que esse novo sistema vai realmente “colar”, acreditando que as fibras óticas irão ser uma opção melhor em relação ao sistema categoria 7. O futuro dirá qual a solução vai ganhar essa briga.

   Fig: Cabo FTP (4 pares) categoria 5 Fig: o novo cabo SSTP categoria 7 da ISO

Figura: o novo e completo conector dos sistemas categoria 7. Fabricante Siemon

  Cabos sólidos versus cabos flexíveis

  Os cabos de pares trançados blindados e não blindados podem ser sólidos ou flexíveis. Os cabos sólidos são adequados para as terminações IDC (

  Insulation Displacement Connection) das

  tomadas fêmeas ou blocos de conexão. Os cabos flexíveis são adequados para conectorização com o conector RJ-45 macho.

  2.2 – Acessórios para cabeamento metálico Conectores

  Os cabos coaxiais (já em desuso) empregam como terminação mecânica principalmente os conectores BNC. Os cabos par trançado empregam os conectores modulares de 8 vias (comercialmente conhecidos como conectores RJ-45). No caso de cabos blindados (STP) emprega-se conectores RJ-45 com blindagem.

  Figura: Conectores BNC para cabos coaxiais Figura: Conector RJ-45 para cabo par trançado Tomadas (outlets)

  As tomadas modulares de 8 vias (comercialmente conhecidas como tomadas RJ-45) são empregadas na terminação de cabos par trançado e podem ser blindadas (para cabos STP) ou não blindadas (para cabos UTP). Os pares UTP são conectados nas tomadas através de contatos do tipo IDC, que dispensam o trabalho de descasca-los. As tomadas devem atender os critérios para transmissão (categoria) para o qual a rede está dimensionada.

  (a) (b) (c) (d)

  Figura: Tomadas modulares de oito vias (tomadas RJ-45) (a) Blindada – Fab.: Panduit, (b) Não blindada – Fab.: Panduit, (c) Não blindada – Fab.: Fibracem, (d) Não blindada – Fab.: Reichle & De-Massari

  Painéis de conexão (patch panels)

  Os painéis de conexão são empregados para terminação dos cabos em pontos de concentração do cabeamento. São construídos no padrão 19" de largura para permitir instalação em racks de comunicação de dados. Trata-se de uma peça dotada de tomadas modulares de oito vias (tomadas RJ-45) com contados IDC. A Figura abaixo ilustra um patch panel de 48 portas RJ-45. Comercialmente encontram-se principalmente painéis com 24 e 48 portas. Cada conjunto de 24 portas ocupa no rack 4,4 cm de altura, o que foi definido pelos fabricantes de armários como sendo 01 (uma)

  unidade de altura. São utilizados com cabos telefônicos (cabos CI) ou cabos par

  trançado. As tomadas dos painéis devem atender os critérios para transmissão (categoria) para o qual a rede está dimensionada.

  Figura: um patch panels de 24 portas RJ-45 e outro de 48 portas – Fabricante: Panduit Figura: componentes básicos de um link

  Blocos de conexão

  Os blocos de conexão permitem a conexão dos cabos primários (

  backbone) com os cabos

  secundários (cabeamento horizontal) e podem ser empregados na concentração, consolidação ou transição de cabos, conforme será definido quando estivermos apresentando as normas de cabeamento estruturado. Empregam o sistema IDC para conectorização de cabos. São utilizados com cabos telefônicos (cabos CI) ou cabos par trançado e apresentam maior economia se comparados com o uso de patch panels. Comercialmente são encontrados blocos de conexão para 8, 10, 25, 50, 100, 200, 300, e 900 pares. Os blocos de conexão são conhecidos como

  blocos 110 e estão disponíveis em geral em módulos de 50, 100, 200, 300 e 900 pares e empregam o conector 110 com contatos IDC.

  Os blocos de conexão e sobretudo seus acessórios (conectores e cordões de manobra) devem atender os critérios para transmissão (categoria) para o qual a rede está dimensionada. Podem ser fixados em racks, painéis de madeira ou diretamente na parede.

  (a) (b)

  Figura: Sistema 110 (a) Bloco de conexão 110 de 100 pares, (b) Conector 110 tipo IDC ( 5 e 4 pares)

  Cordões de conexão (patch cords)

  Os patch cords são cabos par trançado conectorizados em ambas as extremidades e podem ter conectores RJ-45 (para tomada ou patch panel) ou 110 (para bloco 110). São usados para fazer as conexões entre:

  • Os painéis de conexão e os equipamentos ativos dentro dos racks
  • As tomadas nas áreas de trabalho e os computadores • Os blocos de conexão, entre as redes primárias e secundárias.

  Os cordões de conexão, além de serem flexíveis, devem atender os critérios para transmissão (categoria) para o qual a rede está dimensionada. Admite-se a confecção manual de patch cords, com alicate de crimpar conectores RJ-45, somente para cabeamentos de categoria 5 ou 5e. Os patch cords categoria 6 devem ser comprados prontos de fábrica para evitar o risco de perdas elevadas que iriam interferir nas transmissões de dados, sobretudo em taxas de transmissão mais elevadas.

  

Figura: Cordão de conexão (patch cord) com conectores RJ-45

2.3 – A classificação dos materiais metálicos em categorias e classes

  Categoria 1 e 2 – Essas antigas categorias não são mais aceitas pelas normas atualmente. Foram usadas em redes telefônicas e nas primeiras redes locais de computadores como a Arcnet (2,5Mbps) e a Token Ring (4Mbps). Categoria 3 - Utiliza cabos com pares de fios trançados sólidos de bitola 24 AWG. Estes cabos são utilizados para transmissão de sinais até

16 MHz. Essa categoria foi concebida originalmente

  para transmissão em até 10Mbps (Ethernet). Ainda hoje é aceita pelas normas, mas somente nas redes que são para uso exclusivo de telefonia convencional, nunca para redes de dados, imagem ou vídeo. Categoria 4 - Essa categoria, que não é mais aceita pelas normas, utilizava cabos com pares de fios trançados sólidos de bitola 22 ou 24 AWG e

   suportava transmissão até uma largura de banda

  de

20 MHz. Essa categoria era compatível com a rede Ethernet original (10Mbps) e com a segunda geração Token Ring (16Mbps), ambas já superadas atualmente.

  Categoria 5 - Também eliminada das normas atuais, essa categoria utilizava cabos com pares de fios trançados sem blindagem de bitola 22 ou 24 AWG e suportava transmissão até uma largura de banda de

  100 MHz. A categoria 5 foi originalmente concebida para aplicações em Fast

  Ethernet 100BaseTX (100Mbps), mas o padrão Gigabit Ethernet (1000BaseT), desenvolvido posteriormente, foi projetado com suporte ao cabeamento com esta categoria. Categoria 5e ( Enhanced) – Utiliza cabos com pares de fios trançados sem blindagem de bitola 22 ou 24 AWG. Admite transmissões até uma largura de banda de

  100MHz, mas com parâmetros de

  performance e especificações de desempenho mais rigorosas. Apesar do padrão Gigabit Ethernet (1000BaseT) ter sido desenvolvido para os cabos categoria 5, a adoção da categoria 5e representa um risco menor de erros se comparada com a 5. Segundo as normas atuais, a

  

categoria 5e é o padrão mínimo para transmissão de dados em redes de computadores e nenhuma LAN deve ser projetada ou executada com cabos que tenham categoria inferior a essa. Categoria 6 – Esta especificação norte-americana foi aprovada em Junho de 2002 com o código ANSI/TIA/EIA 568-B.2-1-2002. São especificações ainda mais rigorosas em relação a performance para uma largura de banda que vai até

  250MHz. Em geral, o cabo categoria 6 possui

  um elemento interno para separação dos pares e por isso o diâmetro externo do cabo é um pouco maior do que as categorias 5 e 5e. A origem da categoria 6 está ligada a indústria de switches, que tentou sem sucesso estabelecer um segundo padrão Gigabit Ethernet (conhecido como 1000BaseTX e criado em 2001) para concorrer com o 1000BaseT. A eletrônica 1000BaseTX apresentava hardware com eletrônica mais barata do que a concorrente 1000BaseT, porém a tecnologia 1000BaseTX exigia um meio físico com largura de banda igual a 250MHz, ou seja, exigia que os cabos fossem categoria 6. Como a arquitetura 1000BaseTX perdeu essa briga de mercado, admite-se hoje que redes Gigabit (1000BaseT) rodem em cabos de categoria 5e. Porém, nesse caso a adoção da categoria 6 representará um risco menor de erros, se comparada com a categoria 5e. Em 2006, quando foi publicado o padrão 10GBaseT (10Gbps, conforme a norma IEEE 802.3an), estabeleceu-se que a categoria 6 poderia ser usada nessa tecnologia, mas com as seguintes ressalvas. Em primeiro lugar, admitiu-se o uso dos cabos UTP (não blindados) de categoria 6, desde que eles não ultrapassem 55m, o que representou uma exceção a regra dos 100m, que era histórica na evolução dos cabos de pares trançados. Como opção, ficou permitido ter cabos categoria 6 em links 10Gbps com até 100m de comprimento, desde que eles sejam do tipo blindado (FTP), o que elimina os problemas de interferência entre cabos.

  

FIGURA: Detalhe do conector RJ-45 categoria 5 (figura esquerda) e do categoria 6 (figura direita).

  A diferença de posicionamento dos fios faz com que a interferência na categoria 6 seja menor.

  Categoria 6a – Aprovada em fevereiro de 2008 (padrão EIA/TIA 568-B.2-10), na categoria 6a (o “a” vem de

  augmented) está definida uma largura de banda de 500MHz para o cabo de pares

  trançados. Essa categoria permite que as novas redes 10Gbps sejam implementadas com cabos de pares trançados não blindados (UTP) em até 100m, superando a barreira dos 55m que foi imposta para os cabos UTP de categoria 6 nessa velocidade. Categoria 7 – essa categoria, ainda não reconhecida pelas normas norte-americanas EIA/TIA, já se encontra padronizada pelo organismo europeu ISO na norma 11801 (classe F). Nessa categoria a largura de banda disponível é de

  600MHz e não se admitem cabos não blindados. Os

  cabos de pares trançados categoria 7 apresentam obrigatoriamente uma blindagem laminada para cada um dos seus quatro pares, além de uma blindagem em malha que envolve o conjunto dos quatro pares. Esse novo sistema torna os cabos categoria 7 mais espaçosos e menos maleáveis, além de obrigar a adoção de novos conectores/tomadas blindados diferentes dos padrões RJ-45 e

  IDC, o que tornará a conectorização mais complexa e crítica. A nova norma brasileira NBR 14565 de 2007 já incorporou a possibilidade de adoção dos cabos dessa categoria.

  O que significa AWG?

  O AWG – American Eire Gauge é uma norma norte-americana que define medidas para os diâmetros de condutores (cobre, alumínio e outros). Quanto maior o valor numérico em AWG, menor será o diâmetro do condutor, conforme mostra a tabela abaixo.

  

Valor em AWG Diâmetro de cada fio

condutor de cobre (mm) 19 0,91 22 0,64 23 0,57 24 0,51 26 0,41

  Categoria (EIA/TIA) X Classe (ISO)

  O organismo padronizador internacional ISO –

   International Organization for Standardization,

  sediado na Europa, estabelece uma classificação dos cabos metálicos similar a apresentada acima, mas ele usa o termo

  classe em lugar de categoria, conforme mostra a tabela abaixo: Classificação EIA/TIA (Americana) Classificação ISO (internacional)

  Categoria 3 Classe C Categoria 5 Classe D

  Categoria 5e Não normatizada pela ISO Categoria 6 Classe E

  Categoria 7 ainda não publicada pela EIA/TIA Classe F

  2.4 – Fibras óticas e acessórios Fibras óticas

  As fibras óticas são condutores de sinais que trazem em lugar dos fios de cobre, microdutos de sílica (SiO ) rigorosamente fabricados. Ao contrário de sinais elétricos, as fibras óticas conduzem

  2

  sinais de luz, que podem ser emitidos por um diodo

  laser ou um diodo emissor de luz (LED – Light Emitter Diode).

  As principais vantagens da adoção de fibras óticas em cabeamento estruturado são:

  • Por conduzirem sinais luminosos (e não sinais elétricos), as fibras óticas possuem a vantagem de serem imunes a interferências eletromagnéticas • Permitem implantação de links mais extensos do que os cabos de cobre.
  • As fibras óticas são meios físicos que possuem maior largura de banda (em Hertz), mas na prática a taxa de transmissão (bps) de um link de REDE LOCAL depende de outros fatores, conforme será discutido a frente.

  O princípio básico da propagação do sinal de luz nas fibras óticas é a reflexão interna total da luz. Uma fibra ótica é composta por um microduto de sílica (núcleo da fibra) envolvido por outro microduto de sílica concêntrico (casca da fibra). A

  dopagem do núcleo (com Boro, Germânio ou

  Fósforo por exemplo) faz com que seu índice de refração seja maior do que o índice de refração da casca, permitindo que um feixe luminoso lançado na extremidade da fibra se propague até a outra ponta confinado no núcleo, refletindo-se sucessivamente na casca. As fibras mais empregadas em redes locais são as multimodo (MM – Multimode) e as monomodo (SM –

  Single Mode). As fibras multimodo (MM) possuem um maior diâmetro do núcleo

  (tipicamente 62,5 ou 50 μm) o que faz com que existam nele muitos modos de propagação da luz, causando atrasos nesta propagação e perdas por dispersão. O sinal luminoso nas fibras monomodo (SM), tendo em vista o seu reduzido diâmetro do núcleo (tipicamente 10 ou 8,5

  μm), possui praticamente apenas um único modo de propagação, garantindo uma maior eficiência nas transmissões e permitindo um alcance maior. As soluções baseadas em fibras SM são mais caras do que aquelas onde se empregam fibras MM.

  C Ú N S A C ELEMENTO O LE C A S DE PRO (φ (φ = 1 = 2

  6 2 5 ,5 μ m T ) m ) μ EđấO (a) (b)

Figura: Fibra Multimodo (MM)

  

(a) Corte transversal, (b) Corte longitudinal com a

representação de diferentes modo de propagação

EL N EM Ú C C A ENTOS DE PROTEđấO L S C E A O ( ( φ = φ = 1

   8 5 2 ,5 μ

   μ m m ) ) (a) (b)

Figura: Fibra Monomodo (SM)

  

(a) Corte transversal, (b) Corte longitudinal com a

representação de um modo de propagação

  Por serem muito frágeis, as fibras óticas são revestidas por diferentes camadas protetoras. A primeira camada é o chamado revestimento primário ou cobertura da fibra. Envolvendo o revestimento primário das fibras existem outras camadas que compõe também a estrutura de proteção. As fibras do tipo

  loose são envolvidas dentro do cabo por um gel que as protege contra

  umidade (a água ataca a sílica das fibras), sendo portanto recomendadas para uso externo em instalações aéreas ou subterrâneas. Além da proteção contra umidade, o gel permite mobilidade das fibras dentro do cabo sem perda da resistência contra forças externas que poderiam danifica- las, aumentando sua proteção física contra rompimento. Como o gel empregado é altamente inflamável, a fibra "geleiada" não pode ser empregada em ambientes internos. As fibras do tipo

  

tight possuem outras estruturas de proteção (como kevlar, por exemplo) sem gel e são indicadas

  para instalações internas. Já existem atualmente modernos cabos de fibras óticas

   sem gel para

  instalação em ambientes externos, que podem ser submetidos a intempéries climáticas sem que as fibras se danifiquem. Os cabos óticos reúnem as fibras geralmente em pares, pois um enlace ótico emprega no mínimo duas fibras: RX para recepção e TX para transmissão. É comum o lançamento de cabos com número de fibras superior ao necessário, para servirem de reserva no caso do rompimento de alguma(s) desta(s) ou expansões futuras. Para confecção dos cordões de conexão óticos empregam-se os cordões óticos monofibra ou duplex.

  

(a) (b) (c)

Figura: Fibras óticas

(a) Cabo loose, (b) Cabo tight, (c) Cordões tight duplex (esquerda) e monofibra (direita)

  A adoção de fibras óticas apresenta algumas desvantagens em relação ao emprego de meios metálicos. Dentre elas podemos citar:

  • O custo mais alto dos cabos de fibras óticas e seus acessórios;
  • O custo mais alto da conectorização e/ou fusão das fibras, procedimento este que depende de caros equipamentos, mão de obra técnica especializada;
  • O custo mais alto dos equipamentos de rede local (switches, por exemplo) com interfaces

  óticas, se comparado com o custo de interfaces elétricas com conectores RJ-45;

  • O custo mais alto do reparo de um link ou cordão ótico rompido, o que exigiria a execução de uma emenda mecânica provisória e/ou execução de uma fusão ótica definitiva, o que acarreta em um maior tempo de indisponibilidade do enlace.

  É comum encontrar técnicos de campo fazendo a avaliação da integridade de um enlace ótico através do exame visual do sinal na extremidade do link ativo. Este procedimento deve ser evitado pelo risco de se expor os olhos a fonte de luz do tipo laser, adotada em alguns equipamentos óticos. O correto procedimento requer o emprego do equipamento Power Metter descrito na Unidade VI.

  Conectores óticos e demais acessórios para terminação de enlaces óticos

  A instalação de um conector ótico não é feita diretamente em uma fibra de um cabo ótico já lançado, pois instalar um conector em uma fibra é um trabalho demorado e que requer muita habilidade e prática. Em geral, os instaladores preferem um procedimento mais prático: compram pedaços de fibra já conectorizados (chamadas extensões óticas ou

  pigtails), fazem a fusão

  (emenda) de cada um dos pigtails com uma fibra do cabo e adotam uma caixa para proteção das emendas (chamada terminador ótico, TO). As extensões óticas fundidas com as fibras também podem ser acomodadas nos chamados distribuidores internos óticos (DIO), que possuem conectores fixos e que precisarão (na ativação dos links com os switches) de cordões de conexão óticos, que são conectorizados em ambas as extremidades. Os conectores óticos são componentes que estão em constante evolução, com o desenvolvimento de novos padrões que tentam conseguir menores perdas no acoplamento ótico, dimensões menores (para que ocupem menos espaço nos equipamentos) e custo mais baixo. São exemplos das novas gerações de conectores óticos os modelos MTRJ e LC, que já são encontrados em várias linhas de switches de diferentes fabricantes. Originalmente a norma EIA/TIA 568 especificava o conector ótico cilíndrico ST, que hoje já não é mais recomendado. Algum tempo depois, para se adequar a norma européia ISO/IEC 11801, a norma americana passou a especificar adicionalmente o conector retangular SC, que foi largamente adotado pelo mercado durante muitos anos. Em sua última revisão, a norma EIA/TIA passou a aceitar, além do SC, cinco novos conectores do tipo SFF-

  Smal Form Factor (fator de forma pequena), como por exemplo os modelos MTRJ e LC.

  Antigos conectores óticos ST Conectores óticos SC Conectores óticos LC Comparação: tamanhos dos conectores SC e LC Conector ótico MTRJ duplex Extensões óticas (pigtails)

  São fibras óticas pré-conectorizados (em apenas uma das extremidades) e flexíveis para uso interno, podendo ser fornecidas com duas fibras (duplex) ou uma fibra (simplex), com comprimento que pode variar de 1,0 a 3,0 metros. As extensões óticas são utilizadas na terminação de cabos óticos onde são fundidas com as fibras destes. Essas fusões são então armazenadas em acessórios como terminadores óticos (TO) ou distribuidores internos óticos (DIO).

  Cordões óticos

  São cabos de fibras óticas pré-conectorizados (em ambas as extremidades) e flexíveis para uso interno. Podem ser fornecidos com 2 fibras (duplex) ou 1 fibra (simplex), com seu comprimento varia de 1,0 a 3,0 metros . Estes cordões se destinam a interligação de equipamentos óticos com as fibras instaladas nos DIO.

  

Figura: Cordão ótico monofibra ST (acima) e cordão ótico monofibra SC (abaixo)

Terminadores óticos (TO) e distribuidores internos óticos (DIO)

  As fusões das extensões óticas ( pigtails) com as fibras dos cabos óticos devem ser acomodadas e protegidas em terminadores óticos (TO) ou distribuidores internos óticos (DIO). Estas peças possuem também espaço para acomodação de uma reserva de fibras para a necessidade eventual de realização de novas fusões.

  Os TO têm uma capacidade de acomodar um número menor de fibras (em geral de 6 a 12) e são fixados nas paredes. Os DIO têm uma capacidade maior de fibras (12, 24, ou 48, por exemplo) e podem ser feitos para instalação em parede ou em racks em padrão 19", onde ocupam geralmente de uma a quatro unidades de altura, ou seja 4,4 a 17,6 cm.

  Mas a grande diferença entre TO e DIO não é a capacidade de acomodar mais ou menos fibras. O terminador ótico terá como saídas algumas extensões óticas conectorizadas, flexíveis, do tipo “macho” que serão ligadas aos switches ou ficarão desconectadas, enroladas ou penduradas no TO. Já no DIO, os

  pigtails fundidos com as fibras do cabo serão do tipo “fêmea” e ficarão fixos na estrutura interna do DIO. A conexão das portas óticas dos switches aos conectores fêmea do DIO se dá através de cordões óticos, que são conectorizados em ambas as extremidades. Os DIO podem ser fornecidos pelos fabricantes já dotados de extensões óticas conectorizadas, o que geralmente não ocorre no fornecimento de terminadores óticos.

  

Figura: Terminador ótico (TO) – Fabricante: Fibracem

(a) (b)

Figura: Distribuidores Internos Óticos (DIO) – Fabricante: Fibracem

  

(a) Modelo tipo gaveta padrão 19" para rack, (b) Modelo para fixação em parede

Cabo de F.O.

  As fibras óticas do cabo são As fibras óticas do cabo são fundidas diretamente nas fundidas com extensões óticas extensões óticas, sem uso pré-conectorizadas de cordões óticos Cabo de F.O.

  Extensões Óticas (Pig Tails) Conectores óticos

  Cordões óticos Switch com interfaces óticas Switch com interfaces óticas

  Figura:exemplo de emprego do DIO Figura: exemplo de emprego do TO

  

Uma dúvida conceitual muito comum: Nas redes LOCAIS (LANs) adotar fibras

óticas em lugar de cabos UTP significa aumentar a velocidade de transmissão

digital (bps) do enlace?

  A resposta é NÃO. A simples troca do meio físico metálico por fibras óticas praticamente não altera a taxa de transmissão digital (bps) de um link. Para aumentar a velocidade de transmissão de bits devemos trocar as interfaces (

  hardware) dos switches e placas de redes por interfaces

  com maior velocidade. E hoje o mercado oferece switches de alta velocidade tanto para sinais óticos e cabos de fibras óticas, quanto para sinais elétricos e cabos de pares metálicos. Vamos entender esse mito e o por que muitos se enganam ao acreditar que somente conseguimos alta velocidade de transmissão nos enlaces de rede local que adotam fibras óticas. É correto afirmar que os sinais luminosos viajam nas fibras com velocidades maiores do que a corrente elétrica nos cabos UTP. Todo cabo UTP traz consigo um dado do fabricante: trata-se de um índice chamado NVP que representa a velocidade de transmissão do sinal elétrico naquele

  8

  cabo em comparação com a velocidade de propagação da luz ( m/s). Em geral o NVP

  c = 3x10

  dos cabos UTP ficam em torno de 0,7 (70% da velocidade da luz), o que significa que a velocidade do sinal elétrico nos cabos metálicos é cerca de 30% menor do que a velocidade da luz. Porém, é importante notar que essa diferença é na prática para as LANs atuais quase insignificante, pois o gargalo dos sistemas é a velocidade com que os equipamentos de rede conseguem produzir seus bits e injeta-los nos cabos (10Mbps, 100Mpbs, 1Gbps ou 10Gbps). Existe na eletrônica digital o chamado "

  bit time" (tempo de duração de um bit): quanto mais curto o

  intervalo de tempo que dura um bit, mais rápido será o sistema. Também existem diversos tipos de codificação de sinais digitais adotados em diferentes arquiteturas de redes. Essas são as principais questões que afetam a velocidade em bps de um link. Por outro lado, a adoção de fibra ou cabo UTP pouca diferença trará nessa taxa de transmissão digital, exceto se a troca do cabo UTP for decorrente do seu uso em desacordo com as normas vigentes. Outro aspecto técnico que contribui para gerar confusão sobre esse assunto é a afirmativa - correta - que as fibras têm largura de banda maior (em Hertz) do que os cabos UTP e por isso tem capacidade de transmissão digital (bps) maior. Sim, essa afirmativa está correta, porém no atual cenário das

  REDES LOCAIS DA FAMÍLIA ETHERNET (IEEE 802.3) as maiores taxas de

  transmissão disponíveis comercialmente (1Gbps e 10Gbps) podem ser obtidas com o uso de meios físicos óticos ou metálicos, de acordo com normas técnicas já estabelecidas. Concluindo, podemos afirmar que o critério para adoção de fibras óticas em um projeto de rede local não é a necessidade de maiores taxas de bps, mas sim outras questões como: a distância excessiva do link, o risco de interferência eletromagnética e a possibilidade de exposição do cabo a ambientes externos ou intempéries. Porém, é importante destacar que no caso da adoção das F.O. haverá maiores custos com os cabos e acessórios de cabeamento, bem como com os equipamentos ativos de rede, sejam eles switches óticos, placas de rede óticas ou conversores de mídia (conversores eletro-óticos ou transceivers), além de um maior custo com mão de obra especializada para instalação e reparo de links óticos.

  2.5 – Espelhos e caixas de sobrepor

  Os espelhos para parede são em geral modulares para permitir a instalação de conectores metálicos ou óticos. São fornecidos em tamanho 2x4" e 4x4". Os espelhos para piso são normalmente confeccionados em latão e podem ter formato circular.

   a) (b) (c)

Figura: Espelhos para parede e piso

(a) Espelhos – Fab.: Panduit, (b) Esp. 2x4 horizontais – Fab.: AMP (b) (c) Esp. para piso – Fab.: Fibracem

  As caixas de sobrepor são fixadas na parede ou piso através de parafusos e buchas. Podem acomodar de uma ou mais tomadas RJ-45.

  (a) (b)

  

Figura: Caixas de sobrepor com tomadas RJ-45

(a) Fabricante.: Reichle & De-Massari, (b) Fabricante: Fibracem

2.6 – Racks

  A especificação de racks para telecomunicações deve explicitar claramente se ele é aberto ou fechado, sua largura (sempre padrão 19"), profundidade e altura (especificada em

  unidades de

altura). Cada unidade de altura corresponde a 4,4cm e equivale ao espaço ocupado por patch

panel de 24 portas ou um equipamento ativo de 12 ou 24 portas. Podem empregadas também

  réguas de tomadas universais (2P+T), guias de cabos e bandejas, de acordo com a aplicação do rack.

  Rack fechado

  O rack fechado padrão 19" é utilizado para o acondicionamento de equipamentos e acessórios em áreas de usuários ou em outros locais onde os equipamentos de rede precisem ficar protegidos. É fornecido geralmente com 2 planos de fixação e tanto a porta frontal (com ou sem chave), quanto as laterais e tampa traseira são totalmente removíveis, facilitando a instalação e manutenção dos equipamentos instalados. Os dois planos de fixação podem ser fornecidos com furos rosqueados, não havendo neste caso necessidade de parafusos com porcas gaiola.

  Rack aberto tipo coluna Rack aberto para acomodação de equipamentos e acessórios padrão 19". Bracket articulado (wall rack)

  Acessório aberto de fixação em parede para acondicionamento de acessórios e equipamentos padrão 19", com articulação em uma das laterais para facilitar a instalação e/ou manutenção.

  

(a) (b) (c) (d)

Figura: Racks padrão 19" – Fabricante: Triunfo

(a) Rack fechado 44 unidades de altura, (b) Mini-racks fechados,

(c) Racks abertos tipo coluna, (d) Bracket articulada (wall rack)

  Guia de cabos

  Acessório padrão 19" utilizado para organizar cabos em racks e gabinetes, especialmente em instalações de maior porte e facilitando a operação e manutenção. Podem ter uma ou duas unidades de altura.

  

Figura: Guias de cabos fechados, uma unidade de altura

  UNIDADE III Ố CONECTORIZAđấO DE CABOS UTP/STP E SINALIZAđấO EM LANs 3.1 – Conexão transparente (pino-a-pino)

  As tomadas RJ-45 devem ser instaladas em local protegido e podem, opcionalmente, ter uma janela deslizante para proteção dos contados. A conectorização dos fios condutores nas tomadas deve seguir a identificação de cada fabricante. Nos conectores RJ-45 (conectores modulares de oito vias – CM8V), os fios podem ser distribuídos de duas formas (padrão T568A ou T568B), conforme figuras e tabelas abaixo. Importante destacar que em uma mesma rede local todas as tomadas devem seguir o padrão (T568A ou T568B), mas nunca os dois na mesma LAN. Esclarecendo melhor: adotamos apenas o padrão T568A em todas as tomadas de uma rede ou apenas o padrão T568B em todas as tomadas da rede, o que vai garantir uma

  conexão pino-a- pino (conexão transparente) em todos os enlaces da LAN.

  

Figura: As duas opções para conectorização de tomadas de telecomunicação

  

Figura: Pinagem da conexão transparente, também conhecida como pino-a-pino

3.2 – Sinalização em rede Ethernet/Fast Ethernet, conexão transparente vs cross-over

  7 Branco - Marrom

  8 Marrom PAR 4 PAR 3 PAR 1 PAR 2

  1 2 3 4 5 6 7 8 1 2 3 4 5 6 7 8

  Pino Cabo

  1 Branco - Verde

  2 Verde

  3 Branco - Laranja

  4 Azul

  5 Branco - Azul

  6 Laranja

  8 Marrom PAR 4 PAR 3 PAR 1 PAR 2

  6 Laranja

  1 2 3 4 5 6 7 8 1 2 3 4 5 6 7 8

  Pino Cabo

  1 Branco-Verde

  2 Verde

  3 Branco-Laranja

  4 Azul

  5 Branco- Azul

  6 Laranja

  7 Branco- Marrom

  7 Branco- Marrom

  5 Branco- Azul

  Primeiramente, vamos entender a conexão entre as portas normais de um hub com as placas de rede dos micros. Todas as portas normais de um hub possuem uma inversão interna dos pares de fios responsáveis pela recepção e transmissão dos sinais. Como as placas de rede dos micros não possuem essa inversão, a comunicação destas com as portas normais do hub torna-se possível, pois os pinos da transmissão de um lado (TD) estarão conectados aos pinos da recepção (RD) do outro lado e vice-versa. Para entender essa questão, lembrarmos que os cabos de pares trançados são cabos cuja conectorização é do tipo pino-a-pino ( conexão transparente).

  2 Verde

  

Figura: Detalhe da comunicação micro-hub com cabo transparente e a inversão interna do hub.

  Porém, caso tenhamos que ligar dois micros em uma conexão ponto-a-ponto ou caso tenhamos que ligar dois hubs (cascateamento de hubs), percebemos que poderá haver conflito na comunicação caso os pinos de transmissão (TD) em uma ponta estejam conectados aos pinos TD da outra ponta e os pinos de recepção (RD) em uma ponta estejam conectados aos pinos RD da outra extremidade. Neste caso precisamos de alguma maneira fazer inversões na conexão dos pinos de TD e RD, inversão esta conhecida como

  conexão cruzada ou conexão cross-over.

  A figura abaixo mostra uma conexão inadequada, uma vez que foram empregadas em ambas as extremidades do

  link portas de hubs com inversão interna. Observe que, nesta situação a

  transmissão de um hub (TD) está conectada a transmissão do outro hub, assim como as duas recepções (RD).

  1 2 3 4 5 6 7 8

  T568 A Pino Cabo

  1 Branco - Verde

  3 Branco - Laranja

  4 Azul

  4 Azul

  5 Branco - Azul

  6 Laranja

  7 Branco - Marrom

  8 Marrom PAR 4 PAR 3 PAR 1 PAR 2

  1 2 3 4 5 6 7 8

  T568 A Pino Cabo

  1 Branco-Verde

  2 Verde

  3 Branco-Laranja

  8 Marrom PAR 4 PAR 3 PAR 1 PAR 2

  

Figura: Detalhe de uma conexão inadequada entre dois hubs através de suas portas usuais.

  É comum encontrarmos nos hubs uma porta “especial” chamada

  uplink (em geral é a última

  porta)

  , que repete o mesmo sinal da sua porta adjacente, porém sem a inversão dos sinais RD/TD

  das portas usuais. Portanto, para se conectar dois hubs, deve-se empregar em um lado do enlace uma porta normal (com inversão) e do outro uma porta uplink (sem inversão). É importante notar que não é possível empregar simultaneamente uma porta

  uplink e a sua adjacente, ou seja, um

  hub com 12 portas convencionais e uma

  uplink pode ter 12 micros conectados em suas portas

  normais ou somente 11 micros, caso assa porta de uplink esteja sendo usada para um cascateamento com outro hub. Uma alternativa tecnológica que tem o mesmo efeito é encontrada em alguns modelos de hubs que não possuem uma porta especial para o cascateamento

  , mas uma tecla uplink ao lado da

  sua última porta. Esta tecla ativa ou desativa a inversão desta última porta do hub, que pode ter, portanto, duas funções, dependendo da posição da tecla. Existe ainda a alternativa de se usar um

  cabo cross-over. No cabo cross-over, empregamos o

  padrão de conectorização T568A em uma das pontas do cabo e o padrão T568B na outra. Dessa forma, os pinos 1 e 2 são invertidos com os pinos 3 e 6. Neste caso, a conectorização do cabo UTP/STP em uma de suas extremidades é feita de modo a inverter os sinais de transmissão e recepção, permitindo que a comunicação consiga ser estabelecida entre duas portas usuais ou duas portas uplink.

  

Figura: Ligação hub-hub através de duas portas usuais com o emprego do cabo cross-over.

  8 Marrom PAR 4 PAR 1

  6 Laranja

  6 Verde

  7 Branco-Marrom

  8 Marrom PAR 4 PAR 2 PAR 1 PAR 3

  1 2 3 4 5 6 7 1 2 3 4 5 6 7 Pino Cabo

  1 Branco - Verde

  2 Verde

  3 Branco - Laranja

  4 Azul

  5 Branco - Azul

  7 Branco - Marrom

  4 Azul

  8 Marrom PAR 4 PAR 3 PAR 1 PAR 2

  1 2 3 4 5 6 7 1 2 3 4 5 6 7 Pino Cabo

  1 Branco-Laranja

  2 Laranja

  3 Branco-Verde

  4 Azul

  5 Branco-Azul

  6 Verde

  7 Branco-Marrom

  5 Branco-Azul

  3 Branco-Verde

  1 Branco - Verde

  

Figura: Pinagem da conexão cross-over, também chamada de conexão cruzada

Considerações importantes

  1 Branco-Laranja

  1 2 3 4 5 6 7 T568 B Pino Cabo

  8 Marrom PAR 4 PAR 3 PAR 1 PAR 2

  7 Branco - Marrom

  6 Laranja

  5 Branco - Azul

  4 Azul

  3 Branco - Laranja

  2 Verde

  2 Laranja

  1 2 3 4 5 6 7 T568 A Pino Cabo

  • Não se recomenda que a conexão cross-over seja implementada nos enlaces

  configurar eletronicamente de forma automática cada uma de suas portas para trabalhar como RD ou TD, em função do sinal detectado em cada uma delas.

  MDI / MDIX Autodetection. Desta maneira, o equipamento tem a capacidade de

  cross-over), a mesma deverá ser implementada em um dos patch cords (cordões de conexão para manobra) daquele enlace.

  necessário fazer uma conexão cruzada (

  cabos permanentes. Desta maneira, caso seja

  conexão transparente em todos os seus

  permanentes de uma rede local. O ideal é que toda a rede tenha apenas o padrão de

  • Os switches fabricados atualmente em geral fazem a auto-detecção do tipo de sinal que está sendo recebido pelas portas. Esse recurso é chamado nos catálogos e manuais em inglês de
  • A sinalização descrita na seção 3.2 refere-se a tecnologias Ethernet 10Mbps (padrão IEEE

  802.3 também chamado de 10BaseT) e Fast Ethernet 100Mbps (padrão IEEE 802.3u ou 100BaseT). Para os enlaces Gigabit Ethernet existem dois tipos de sinalização que são bem diferentes daquela apresentada na seção 3.2: são eles o padrão 1000BaseT e o padrão 1000BaseTX. A seção 3.4 discute detalhadamente estas duas sinalizações, suas respectivas codificações, larguras de banda e meios físicos adequados para cada uma delas.

  3.3 – Conectorização de cabos de 25 pares

  Os cabos de 25 pares aceitos pelas normas de cabeamento estruturado possuem um padrão de cores diferente daquele usado nos cabos de 4 pares. A tabela abaixo apresenta esse código de cores e a seqüência de conectorização a ser adotada nos blocos de corte ou patch panel.

  3.4 – Sinalizações em redes Gigabit Ethernet e respectivas categorias de cabos

O texto dessa seção, baseia-se em um artigo de José Maurício Santos Pinheiro, Professor

Universitário, Projetista e Gestor de Redes, membro da BICSI, Aureside, IEC e autor de livros.

Disponível em: www.projetoderedes.com.br/artigos/artigo_cabeamento_para_gigabit_ethernet.php

  O Gigabit Ethernet é um padrão que foi criado para aumentar o desempenho de redes locais baseadas nos protocolos Ethernet e Fast Ethernet, utilizando o mesmo formato de frame (IEEE 802.3), os mesmos métodos de codificação e de controle de fluxo e o método CSMA/CD para o controle de acesso em redes half-duplex. A comunicação no padrão Gigabit Ethernet pode ser feita seguindo dois padrões: O 1000Base-T e o 1000Base-TX. Os dois utilizam todos os pares do cabo de par trançado. Nesse caso, a rede pode operar tanto no modo full-duplex, onde os dois lados podem transmitir dados simultaneamente nos pares, quanto no modo half-duplex, sendo dois pares para transmissão e dois para recepção. O que determina o uso de um modo ou outro são os elementos constituintes da infra-estrutura da rede (ativos e passivos).

  Padrão 1000BASE-T

  Inicialmente, a especificação 1000BASE-T foi escrita para operar sobre cabeamento UTP categoria 5. Para atingir a performance solicitada, a sinalização do padrão requer a utilização dos quatro pares trançados do cabo, utilizando um esquema de codificação PAM (Phase Amplitude Modulation) nível 5, para transmitir um espectro não filtrado de 125MHz em canais full-duplex, conforme a especificação da ISO/IEC 11801 e ANSI/EIA/TIA-568-B.

  Essa especificação utilizando a categoria 5 se destina ao cabeamento horizontal e da área de trabalho, desde que os enlaces sejam aprovados em testes adicionais de Perda de Retorno e ELFEXT, segundo a norma ANSI/EIA/TIA-568-B, uma vez que no Gigabit Ethernet, cada um dos quatro pares do cabo deve suportar uma taxa efetiva de 250Mbps em cada direção e simultaneamente, até uma distância de 100m, garantindo que a taxa de erros de bit (BER) fique

  • 10 abaixo de 10 .

  Para prover maior margem de segurança no atendimento aos requisitos dessa tecnologia mesmo no pior caso, ou seja, com quatro conexões (2 patch panels, 1 ponto de consolidação e 1 tomada de telecomunicação), foi elaborado o adendo conhecido como categoria 5e (Enhanced).

  

Figura: Padrão 1000BASE-T

  1000BASE-TX

  Trata-se do padrão Gigabit Ethernet sobre cabeamento UTP, só que usando uma eletrônica cerca de 75% menos complexa do que a utilizada no padrão 1000Base-T. O padrão trafega a 500Mbps em cada par, sendo dois pares para cada sentido de transmissão.

  

Figura: Padrão 1000BASE-TX

1000BASE-T versus 1000BASE-TX

  Quando instalamos um cabo Cat. 5e, ele trabalha na frequência até 100MHz para a transmissão de dados, podendo alcançar 1Gbps utilizando quatro pares. Já os cabos CAT6 e CAT7, por exemplo, trabalham em frequências de 200/250MHz e 500/600MHz, respectivamente, para transmitir dados, alcançando os mesmos 1Gbps e utilizando também os mesmos quatro pares.

  Para a transmissão a 1Gbps pode-se utilizar qualquer um dos dois padrões (1000base-T ou 1000base-TX). Nesse caso, estará sendo definindo também o tipo de cabeamento que será utilizado, ou seja, para redes com cabeamento CAT5e recomenda-se utilizar o padrão 1000base-T e em redes com cabeamento CAT6 ou CAT7, o padrão mais recomendado é o 1000base-TX.

  A diferença básica entre um e outro está na eletrônica envolvida, pois para uma porta 1000baseT todos os pares devem transmitir e receber simultaneamente. Já para o padrão 1000baseTX apenas dois pares transmitem e outros dois recebem, isso torna a eletrônica mais simples e barata, apesar de estarmos falando de frequências diferentes.

  Resumindo, no padrão 1000baseT, o passivo é mais barato (cabos CAT5e) e o ativo mais complexo (eletrônicos) e caro; para o padrão 1000baseTX, o passivo é mais caro (cabos CAT6 ou CAT7) e o ativo mais barato.

  Problemas de Conexão

  A flexibilidade do padrão 1000Base-T possibilita uma migração relativamente simples das redes Ethernet e Fast Ethernet, já que é possível aproveitar a infra-estrutura de cabeamento existente. Como o 1000Base-T utiliza uma taxa transmissão menor por cada par, permite que o cabo seja de categoria 5e. Já o 1000Base-TX exige que o cabo seja, pelo menos, categoria 6. Na verdade, pouca coisa muda na infra-estrutura. Deve-se observar apenas que, apesar dos cabos serem os mesmos (Cat 5, Cat 5e ou superior), o padrão faz uso intensivo da capacidade de transmissão e por isso detalhes como o comprimento da parte destrançada do cabo para o encaixe do conector, o nível de interferência no ambiente (ruído EMI/RFI), rotas de cabos muito longas, etc. são mais críticos para manter a performance solicitada pela rede. As possíveis causas para uma conexão Gigabit não operar dentro da taxa efetiva de 1Gbps podem estar ligadas às condições do cabeamento existente entre os pontos de conexão, uma vez que as conexões requerem cabos e acessórios de rede instalados segundo as normas de cabeamento para redes de comunicação. Por exemplo, os patch cords e seus conectores também devem seguir a categoria do cabo utilizado. Outro detalhe importante diz respeito a pinagem dos conectores. O padrão 1000Base-T utiliza quatro pares do cabo de rede, diferentemente dos padrões Ethernet 10Base-T e Fast Ethernet 100Base-TX que utilizam apenas dois pares. Como a seqüência das cores dos conectores do cabo é a mesma, seguindo o padrão 568A ou 568B, é importante verificar se não existem condutores rompidos ou mau contato nos conectores e ao longo da conexão. Esse teste de continuidade pode ser feito utilizando-se um simples multímetro na escala de ohms.

  E o cabos cross-over para enlaces Gigabit Ethernet elétricos?

  A partir da discussão apresentada, podemos entender porque não é preciso usar cabo cruzado nas redes 1000BaseT (adota-se cabo direto, ou seja, pino-a-pino) e porque foi definido o cabo com a configuração abaixo para as redes 1000BaseTX.

  

Figura: cabo cross-over para redes 1000BaseTX

  Pergunta: Na prática, atualmente, qual é a tecnologia Gigabit mais recomendada?

  Na prática, quem ganhou a briga de mercado foi o padrão Gigabit 1000BaseT e hoje em dia quase todas as redes que trabalham nessa velocidade adotam essa eletrônica. Praticamente ninguém mais fala no padrão 1000BaseTX ou tenta vender ativos que sigam esse padrão, pois seriam equipamentos incompatíveis com o restante do parque que está instalado mundialmente.

  Porém, alguns fabricantes ainda colocam por engano a especificação 1000BaseTX em catálogos técnicos de equipamentos Gigabit Ethernet que são na verdade 1000BaseT. Provavelmente esse desacerto se deve a confusão com o consagrado padrão Fast Ethernet, que foi chamado de 100BaseTX. De qualquer maneira, é possível detectar esse tipo de engano quando o catálogo do fabricante traz a seguinte contradição: diz que o padrão é 1000BaseTX mas informa ser compatível com cabos categoria 5 ou 5e. Dessa forma, matamos a charada: se o fabricante alega que o switch é Gigabit Ethernet e compatível com cabos de categoria 5 ou 5e, ele não pode ser 1000BaseTX, mas será provavelmente um equipamento 1000BaseT.

  UNIDADE IV – TRANSMISSÃO ÓTICA EM REDE LOCAL 4.1 – Espectro de frequências do sinal de luz

  Todos os sinais empregados em telecomunicações e redes de computadores são compostos pelo somatório de ondas periódicas senoidais (analógicas). Mesmo a composição dos sinais digitais, como os que são adotados nas atuais redes locais da família Ethernet, também é baseada no somatório de ondas periódicas senoidais (analógicas).

  O que caracteriza e difere cada um dos sinais eletromagnéticos adotados em telecomunicações e redes de computadores é seu espectro de frequências, ou seja, a faixa de frequência dos sinais periódicos senoidais que compõe aquele sinal. Esse princípio, que pode ser demonstrado matematicamente pela teoria conhecida como Série de Fourier, é um dos mais importantes para se entender o processo de sinalização, modulação e codificação dos sinais de redes. O que a física chama de onda luminosa ou raio de luz é uma onda eletromagnética que tem uma frequência que pode estar na faixa de 405 a 790 THz (terahertz), o que equivale a comprimentos de onda de 740 a 380 nm (nanometros), conforme ilustram as figuras abaixo. O que difere as cores dos raios de luz é, portanto, sua frequência.

  

Figura: Espectro contínuo de cores (a escala indica o comprimento de onda em nm):

Cor Comprimento de onda Frequência ~

  6

  2

  5

  7

4 n m

  4

  8 - 4 - ~

  5 T H z

  6 2 -

  5 - ~

  7 4 n m ~

  4

  8

  4

  5 T H z ~

  5

  9

  6

  2 5 n m ~

  5 1 -

  4 8 - T H z ~ 5 - 9 -

  6

  2 5 n m ~

  5

  1

  4

  8 T H z ~ ~

  5

  5

  6 5 m m ~ ~ - -

  6

  5 5 -

  5

  9 - 9 n n

  5

  5

  3

  3

  5

  5

  1 T T H H z z

  1

  5 - - ~ ~

  5

  5

  5

  6

  6

  

5

5 n n m - m - ~ ~

  6

  6

  5

  5

  3 T T H H z z ~

  3

  4

  8

  5 - - 5 n m ~

  6

  2

  6 T H z ~

  4

  8

  5 5 n m ~

  6

  2 - -

  6 T H z

  ~ ~

  4 4 n m m ~ ~ - -

  4

  4

  4 4 -

  8

  8

  

5

- 5 n

  6

  6

  8

  8

  6

  6

  2 ~ - ~ -

  2 T T H H z z

  3

  3

  8

  8

  4 4 n n m m ~ ~ - -

  4

  4

  7

  7

  9

  9

  6

  6

  8 T T H H z z

Figura: Cores do espectro visível:

  8

  Abaixo da frequência da luz vermelha temos os raios infra-vermelhos, largamente empregados nos controle remotos de eletrodomésticos e sensores de presença em portas de elevadores. Acima da frequência da luz violeta temos os raios ultra-violetas, tão conhecidos pelos danos de causam a pele humana.

  Embora a palavra 'luz' seja muito utilizada para designar o sinal ótico nas fibras, ela a rigor não é adequada, pois alguns desses sistemas em redes de computadores operam fora da região visível do espectro, ou seja, em faixas de frequência onde o olho humano é insensível.

  2008 Rodrigo Moreno Marques - Reprodução permitida, desde que citada a fonte.

  42

  4.2 – Janelas Óticas de Transmissão

  O que chamamos de

  janelas óticas de transmissão são as frequências adotadas nas fontes de

  luz dos equipamentos óticos para redes, sejam switches, placas de rede ou conversores eletro- óticos. Para cada frequência do sinal, existe um comprimento de onda equivalente. Existem três principais janelas óticas adotadas nos equipamentos de rede local da família Ethernet (IEEE 802.3). São elas:

  FREQÜÊNCIA (teraherz) COMPRIMENTO DE ONDA 12 1550 nm 194 x 10 = 194 THz 12 1310 nm 229 x 10 = 229 THz 12 850 nm 353 x 10 = 353 THz

  Todos os três comprimentos de onda citados estão na parte de infravermelho do espectro de frequências, abaixo da parte da luz visível (aproximadamente 405 a 790 THz). É importante notar que toda a literatura técnica e os manuais dos equipamentos adotam o comprimento de onda em nanometros para designar as janelas de transmissão. Para se calcular a frequência equivalente para cada um dos comprimentos de onda emprega-se a relação abaixo:

  c λ = f onde: c = velocidade da luz (300.000.000m/s) f = freqüência da onda (Hz) = comprimento da onda (m)

  λ

  Para cada tipo de sinal ótico existe uma fibra ótica que trará o melhor desempenho possível naquele comprimento de onda, conforme ilustra o gráfico a seguir. Para entender o gráfico basta notar que no

  eixo x temos os possíveis comprimentos de onda do sinal (estão em micrometros e

  não em namometros) e no

  eixo y temos a atenuação do sinal em (decibéis, dB). A curva sinuosa

  do gráfico mostra o comprimento de onda x atenuação ao longo dessa faixa de frequências. A parte superior do gráfico traz os materiais que compõe as diferentes fontes de luz e receptores óticos, de acordo com as siglas da tabela periódica de elementos químicos.

  2008 Rodrigo Moreno Marques - Reprodução permitida, desde que citada a fonte.

  43 São exemplos de padrões de janelas óticas adotadas em switches de rede locais:

  IEEE 802.3z 1000BASESX (S=SHORT, ou seja, λ curto = 850nm)

  IEEE 802.3z 1000BASELX (L=LONG, ou seja, λ longo = 1310nm) Simplificadamente, podemos dizer que a perda (atenuação) é menor em comprimentos de ondas maiores, permitindo maiores velocidades de dados por distâncias maiores, embora o gráfico acima mostre uma não linearidade acentuada na faixa de 1400nm, o que dificulta que essa faixa de frequência seja usada nos hardwares convencionais de rede local.

  Entender o conceito de janela ótica de transmissão é fundamental para o profissional de redes uma vez que essa característica é determinante na especificação dos equipamentos ativos de rede óticos, pois afetará o alcance e a velocidade de transmissão do link, bem como seu custo.

  2008 Rodrigo Moreno Marques - Reprodução permitida, desde que citada a fonte.

  44 As seções a seguir apresentam as principais janelas óticas de transmissão para sistemas Gigabit Ethernet e 10Gigabit Ethernet e os meios físicos recomendados com seus respectivos alcances máximos.

  4.3 – Opções de meio para tecnologia Gigabit Ethernet 5km 550m

  1270 a 1355 nm

  550m

  770 a 860 nm

  275m 100m 25m

  (escala logarítmica) Fonte: Stallings, 2005. 4.4 – Opções de meio para 10 Gigabit Ethernet (escala logarítmica) Fonte: Stallings, 2005.

  2008 Rodrigo Moreno Marques - Reprodução permitida, desde que citada a fonte.

  45

  4.5 – Especificação de fabricantes de fibras

  Com muita frequência os fabricantes de fibras óticas e seus acessórios passivos desenvolvem cabos e materiais que superam os limites mínimos estabelecidos pelos órgãos padronizadores internacionais. Os gráficos abaixo ilustram os alcances máximos em metros das fibras multimodo LazrSPEED do fabricante SYSTMAX, em duas velocidades distintas: 1Gbps e a 10Gbps. Os gráficos ilustram as Fibras LazrSPEED 550, LazrSPEED 300 e LazrSPEE 150, comparando-as com o desempenho das fibras genéricas com núcleo de 50 μm e com núcleo de 62,5 μm.

  Fonte: SYSTIMAX

  A tabela abaixo traz informações sobre as fibras SYSTMAX com maior riqueza de detalhes. Nesta tabela é possível ver 5 (cinco) tipos de fibras e a distância máxima em cada uma delas em função do tipo de

  aplicações suportadas (primeira coluna da tabela), ou seja, em função do tipo de switch e das placas de rede empregadas na rede.

  Fonte: SYSTIMAX 2008 Rodrigo Moreno Marques - Reprodução permitida, desde que citada a fonte.

  46 Como exemplo adicional de um tipo de fibra que supera os limites mínimos das normas, temos a fibra TeraSPEED da SYSTMAX. O traço vermelho no gráfico abaixo (curva TeraSPEED Loss) ilustra que essa fibra especial pode operar também na faixa de 1280nm a 1625nm. Neste caso não ocorrem nessa faixa (o gráfico chama de banda E) as perdas de sinal das fibras convencionais, representadas pelo pico de atenuação na curva preta (curva Convencional Fiber Loss).

  Fonte: SYSTIMAX

  Outro exemplo de fibra com desempenho acima dos padrões já normatizados é a fibra LazrSPEED 550 da Systimax, que é suporta enlaces 10Gbps em links de até 550m (250m a mais do que a norma estabelece) usando como fonte de luz os modernos diodos VCSEL (850nm).

  4.6 – Fontes de luz em equipamentos óticos

  Dois tipos diferentes de fonte de luz são usados nos sistemas de fibra ótica: o diodo emissor de luz (LED –

   Light Emitting Diode) e o diodo de injeção a laser (ILD – Injection Laser Diode). Os dois

  são dispositivos semicondutores que emitem um raio de luz quando se aplica uma voltagem. O LED é mais barato e opera em um intervalo de temperaturas maior. O ILD, que opera com o principio do laser, é mais eficiente e pode sustentar velocidades de dados mais altas, como será explicado a seguir.

  Existe um relacionamento entre o comprimento de onda empregado, o tipo de transmissão e a velocidade de dados que pode ser alcançada. O modo único e o multimodo podem admitir vários comprimentos de onda de luz diferentes e podem empregar uma fonte de luz por laser ou LED. A maioria das aplicações locais atualmente utiliza fontes de luz com LED na janela de 850nm. Embora essa combinação seja relativamente barata, ela limita a distância a ser alcançada pelo enlace. Os sistemas que atingem velocidades de dados mais altas e distâncias maiores em geral usam fonte baseada em LED ou laser a 1300nm. As fontes que operam em 1550nm são fontes laser mais caras, mas que permitem os maiores alcances em termos de distância.

  Podemos dizer que existem quatro principais vantagens dos lasers em relação aos LEDs:

  • Emitem maior potência luminosa
  • Possuem largura espectral menor
  • Permitem um melhor acoplamento ótico entre fonte e fibra e entre fibra e fotodetector
  • Possibilitam taxas de transmissão digital maiores 2008 Rodrigo Moreno Marques - Reprodução permitida, desde que citada a fonte.

  47

  • Menor durabilidade
  • São sensíveis ao aumento de temperatura o que exige que os equipamentos tenham circuitos para controle de temperatura
  • Trata-se de uma interface em geral mais cara

  2008 Rodrigo Moreno Marques - Reprodução permitida, desde que citada a fonte.

  48 770 790 810 830 850 (nm)

  Pot ênc ia de s d a Laser: 1 nm LED: 36 nm 770 790 810 830 850 (nm)

  Pot ênc ia de s d a Laser: 1 nm LED: 36 nm

  As principais desvantagens dos lasers em relação aos LEDs são:

  

Figura: Comparação entre a largura espectral do laser e do LED (valores típicos)

  A máxima eficiência de uma conexão ótica ocorreria em uma transmissão se toda a luz gerada por uma fonte entrasse no núcleo da fibra. Na recepção a eficiência máxima se daria se toda a luz da fibra fosse captada pelo fotodetector. Como os raios de luz não são paralelos, grande parte deles se perde por não se confinarem no núcleo da fibra. Para medir essa característica existe o parâmetro eficiência de acoplamento. Como a luz dos lasers é uma luz altamente focalizada, ao contrário da luz dos LEDs, o acoplamento ótico é bem maior nos sistemas baseados em lasers.

  A tecnologia mais avançada em termos de fonte luminosa para equipamentos de rede é o diodo laser chamado de VCSEL - Vertical Cavity Surface-Emitting. Esse tipo de fonte luminosa de última geração apresenta como principais características: alta eficiência no acoplamento ótico, feixes de saída circulares, baixo consumo de potência, altas taxas de modulação e baixo custo.

  UNIDADE V - NORMAS AMERICANAS EIA/TIA

  As normas americana e européia para cabeamento estruturado são muito similares. A principal exceção refere-se aos cabos CAT 5e (que aparecem na norma americana, mas não na européia, pois essa pulou do CAT 5 direto para o CAT 6) e dos cabos CAT 7 (que já são reconhecidos pela norma européia ISO 11801, mas ainda encontram-se em processo de padronização nos EUA).

  As principais normas americanas para cabeamento estruturado são:

  EIA/TIA 568-B: Commercial Building Telecomunications Cabling Standard

  Essa norma de 2001 é a revisão da norma EIA/TIA 568-A de 1995. Os documentos foram reunidos em três volumes:

  EIA/TIA 568-B.1: General Requirements

  Essa norma e seus adendos trazem os requerimentos gerais para o cabeamento em edifícios comerciais, como: meios metálicos blindados e não blindados, incluindo categoria 6, fibras óticas, aterramento de sistemas com cabos blindados, dentre outros.

  EIA/TIA 568-B.2: Balanced Twisted Pair Cabling Components

  Essa norma e seus adendos referem-se aos cabos de pares trançados e seus componentes, incluindo parâmetros mínimos para certificação, até a categoria 6 (adendo EIA/TIA 568-B.2.1)

  EIA/TIA 568-B.3: Optical Fiber Cabling Components Standard

  Esse terceiro volume e seu adendo trazem as especificações dos componentes do cabeamento ótico, incluindo as fibras multimodo com suporte a 10Gbps em até 300m na janela ótica 850nm.

  

EIA/TIA 569-A: Commercial Building Standards For Telecommunications Pathways and

Spaces

  Padroniza a infra-estrutura que será projetada e construída incluindo: espaços físicos como: salas, áreas, caminhos onde os cabos estarão acomodados.

  

EIA/TIA 606-A: Administration Standard for the Telecommunications. Infrastructure of

Commercial Buildings.

  Especifica padrões para a administração da infra-estrutura de telecomunicações como: cores externas de cabos, identificação de cabos lançados (etiquetas), identificação a ser adotada nas plantas dos projetos e documentação do

cabling (as-built).

  Passamos agora a listar as principais diretrizes estabelecidas pelos documentos EIA/TIA.

  2008 Rodrigo Moreno Marques - Reprodução permitida, desde que citada a fonte.

  49

  5.1 – EIA/TIA 568-B Commercial Building Telecomunications Cabling Standard

  • Finalidade dessa norma: - Especificar um sistema de cabeamento genérico para prédios comerciais.
    • Respaldar um ambiente de produtos e fornecedores múltiplos, com compatibilidade entre eles.
    • Especificar um cabeamento que suporte qualquer aplicação (voz, dados, imagem, vídeo) - Estabelecer requisitos de desempenho mínimos.

  Essa norma especifica:

  • Requerimentos mínimos para cabeamento de telecomunicações, dentro ou entre edifícios comerciais em um ambiente tipo campus.
  • Requerimentos do cabeamento (características dos materiais e propriedades físicas).
  • Distâncias do cabeamento.
  • Tipos de conectores.
  • Topologia.

  Um cabeamento estruturado é aquele que atende as normas em relação a:

  • Topologia física - Identificação de meios.
  • Distâncias dentro dos limites, em função do tipo de cabo metálico ou ótico.
  • Interfaces de conexão.
  • Requisitos de desempenho de acordo com todos os testes de certificação padronizados.

  Principais vantagens da adoção das normas do cabeamento estruturado.

  • Suporte para as tecnologias atuais e futuras.
  • Melhor desempenho, sobretudo em aplicações que exijam alta taxa de transmissão digital (bps) e baixa taxa de erros.
  • Flexibilidade para mudanças de lay-out do ambiente de trabalho (modificações e adições rápidas de novas estações na rede)

  Elementos de um cabeamento estruturado: o Norma EIA/TIA 568B Norma NBR14565 Fig. N Horizontal Cabling Cabeamento secundário Fig. ( 1)

  Cabeamento primário Fig. (

  Backbone Cabling 2)

  Área de trabalho Fig. (

  Work Area 3)

  Telecommunications room Armário de telecomunicações Fig. ( 4)

  Sala de equipamentos Fig. (

  Equipment room 5)

  Sala de entrada de telecomunicações Fig. (

  Entrance Facilities 6) 2008 Rodrigo Moreno Marques - Reprodução permitida, desde que citada a fonte.

  50

  CABEAMENTO HORIZONTAL: - Vai desde a área de trabalho até a sala de telecomunicações.

  • O cabeamento horizontal inclui: - Cabo.
  • Saída/Conector na área de trabalho.
  • Terminações mecânicas.
  • Patch cords ou jumpers na sala de telecomunicações.
  • Pode incluir um ponto de consolidação ou saídas de múltiplos usuários (

  MUTO - Multi User Telecommunications Outlet), o que a Furukawa chama de MUTOA - Multi User Telecommunications Outlet Assembly

  Topologia do cabeamento horizontal:

  • Topologia tipo estrela - Cada ponto de telecomunicações deve estar conectado a uma sala de telecomunicações.
  • O cabeamento deve terminar na sala de telecom do mesmo andar de cada área de trabalho.
  • No cabeamento horizontal é permitido somente um ponto de consolidação de cabos

  Distâncias máximas admitidas no cabeamento horizontal:

  • Existem dois conceitos em relação ao cabeamento horizontal: link permanente e link canal
  • O link permanente vai desde o patch panel até a tomada RJ-45 na área de trabalho, mas não inclui os cordões de conexão. Máximo de 90 m para cabos metálicos de pares trançados (rígidos).
  • O link canal inclui mais dez metros de cordões de conexão, sendo um de até 5 metros na área de trabalho e outro de até 5 metros no armário de telecomunicações, incluindo jumper se houver.
  • Quando se utiliza uma saída de múltiplos usuários (MUTO) as distâncias são outras, conforme será apresentado a frente.

  L

1 L

  Área de Trabalho Armário de

  2 X

  Telecomunicações

  Elementos do cabeamento horizontal

  Legenda: L Cordão de Conexão na área de trabalho = 5 metros

  1 L Cordão de Conexão mais fio jumper (se houver) até o switch = 5 metros

  2 Conexão cruzada

  X Ponto Telecomunicações (tomada)

  Cabo de pares trançados (máximo 90 metros) ou fibra ótica (max. 90metros)

  Cabos reconhecidos para o cabeamento horizontal: - Cabo com quatro pares de fios, trançados, 100 Ω (UTP, FTP, ScTP) conforme EIATIA 568 B.2.

  • Cabo com dois pares de fios, trançados, 150 Ω. Trata-se do cabo STP criado pela IBM, reconhecido pela norma EIATIA 568 B.2, mas que não é recomendado. Será retirado da norma em breve.
  • Cabo de fibra ótica multimodo de 62.5/125 μm ou 50/125 μm, conforme EIA/TIA 568 B.3

  Exigências:

  • No mínimo dois pontos por área de trabalho: um deve ser UTP de 100 ohms de quatro pares (recomenda-se no mínimo Cat. 5e). O segundo ponto pode ser qualquer um dos meios reconhecidos: cabo de pares trançados ou cabo de fibra ótica.

  2008 Rodrigo Moreno Marques - Reprodução permitida, desde que citada a fonte.

  51

  CABEAMENTO BACKBONE - Também conhecido como cabeamento primário.

  • É definido como a interconexão entre salas de telecomunicações, sala de equipamentos e entrada de serviços. Também inclui cabeamento entre edifícios. O Cabeamento backbone Inclui: - Cabos.
  • Conexões cruzadas principais e intermediárias.
  • Terminações mecânicas.
  • Patch cords ou jumpers usados para conexões cruzadas entre cabeamentos principais.

  Cabos reconhecidos para o cabeamento backbone:

  • Cabo de pares trançados UTP de 100 Ω, conforme TIA/EIA 568 B.2

  μm ou 50/125μm, conforme especifica a norma

  • Cabo de fibra ótica multímodo de 62.5/125 EIA/TIA 568 B.3
  • Cabo de fibra ótica monomodo de 10/125 μm ou 8/125 μm, conforme especifica a norma EIA/TIA 568 B.3

  Distâncias máximas admitidas no cabeamento backbone: - UTP: 800 metros para transmissão de voz e 90 metros para aplicações de dados.

  • Fibra ótica multímodo: até no máximo 2000 metros.
  • Fibra ótica monomodo: até no máximo 3000 metros.

  D A CCH PT EF CCP

  Legenda: EF: Entrada de Facilidades

  C CCP: Conexão cruzada principal CCI: Conexão cruzada intermediária

  D B CCH: Conexão cruzada horizontal PT: Ponto de Telecomunicações

PT CCH CCI

  Distâncias máximas no cabeamento backbone, em função de cada trecho do diagrama acima:

  MEIO FÍSICO A B C D

  Par trançado 800m 300m 500m 90m Fibra ótica MM 62,5/125 ou MM 50/125 2000m 300m 1700m 90m Fibra ótica SM 10/125 ou 8/125 3000m 300m 2700m 90m 2008 Rodrigo Moreno Marques - Reprodução permitida, desde que citada a fonte.

  52

  

CABEAMENTO

HORIZONTAL

CCH CCH CCH CCH CCH CCH

CABEAMENTO BACKBONE

  Distâncias máximas UTP (voz): 500 m FO MM: 1700 m FO SM: 2700 m

  Distâncias máximas UTP (dados): 90 m UTP (voz): 800 m FO MM: 2000 m FO SM: 3000 m Cabos de manobra max 20m

  UTP (voz): 300 m FO MM: 300 m FO SM: 300 m

  PCC opciona l Max. 90 m Distâncias máximas

  SE SE SE SE SE SE

  2008 Rodrigo Moreno Marques - Reprodução permitida, desde que citada a fonte.

  53 O diagrama abaixo é uma representação da topologia com as distâncias máximas por trecho:

  CCP CCI

  x x x x x x x x

  ÁREA DE TRABALHO ÁREA DE TRABALHO

  ÁREA DE TRABALHO ÁREA DE TRABALHO

  ÁREA DE TRABALHO ÁREA DE TRABALHO

  Legenda SE: Sala de equipamentos ou rack CCH: Conexão cruzada horizontal CCI: Conexão cruzada intermediária CCP: Conexão cruzada principal PCC: Ponto de consolidação de cabos (opcional)

  SE

  SE

  2008 Rodrigo Moreno Marques - Reprodução permitida, desde que citada a fonte.

  Switch Patch panel Patch cord RJ-45

  O t ra ç o po n ti lh a do i n di ca o R A C K

  Patch panel do cabeamento backbone

  Switch Patch panel do cabeamento horizontal

  Cabeamento Backbone Cabeamento Horizontal

  O t ra ç o po n ti lh a do i n di ca o R A C K

  Patch panel do cabeamento backbone

  Switch Patch panel do cabeamento horizontal

  O t ra ç o p o n til h a d o in d ic a o R A C K

  INTE RCONE XÃO COM UM PATCH PANEL NO RA CK Cabos de 4 pares

  Switch Patch panel Tomadas RJ-45 Patch cord RJ-45

  54

  O t ra ç o p o n til h a d o in d ic a o R A C K

  INTE RCONE XÃO COM UM PATCH PANEL NO RA CK Cabos de 4 pares

  Switch Patch panel Patch cord RJ-45

  Switch Patch panel Tomadas RJ-45 Patch cord RJ-45

  disponibilizado para o cabeamento horizontal ou vertical, através de patch cords ou jumpers. Pode empregar patch panels ou blocos 110 IDC. Primeiro exemplo de conexão cruzada: solução que permite manobras para cabeamento horizontal ou para backbone. Com manobras com patch cords é possível jogar o sinal de dados (do switch) para o cabeamento horizontal ou para o cabeamento backbone. Também é possível conectar uma tomada a um switch de outro andar através do backbone.

  

CONEXÃO CRUZADA (CROSS-CONNECT): permite mudar o tipo de serviço a ser

  Exemplo de interconexão simples:

  INTERCONEXÃO: é a conexão direta do hardware com o cabeamento horizontal.

  É importante entender alguns conceitos que se aplicam a implementação dos backbones em redes locais estruturadas: INTERCONEXÃO, CONEXÃO CRUZADA e PONTO DE CONSILIDADAđấO DE CABOS.

  Cabeamento Backbone Cabeamento Horizontal Segundo exemplo de conexão cruzada: cabeamento integrado para dados e voz. Com manobras com patch cords é possível jogar sinal de dados (do switch) ou de voz (ramal do PABX) para cada tomada RJ-45 das áreas de trabalho

  K K Switch Switch

  C C A A o R o R ca ca

  Patch panel de ramais Patch panel de ramais Patch panel de ramais Patch panel de ramais di di n n o i o i d d a a lh lh ti ti n n po po o o ç ç

  Patch panel de tomadas Patch panel de tomadas

PABX PABX

  ra ra t t O O

  Tomada RJ-45 Tomada RJ-45

  Terceiro exemplo de conexão cruzada: espelhamento de portas de um switch. O espelhamento visa poupar as portas dos switches do desgaste de manobras freqüentes.

  Switch Switch K C A R o a

  Patch panel Patch panel ic d in o d a

  Patch cord RJ-45 Patch cord RJ-45 h til n o

  Patch panel Patch panel p o ç ra t O

  CONEXÃO CRUZADA COM DOIS PATCH PANELS NO

  RACK (ESPELHAMENTO

  Cabos de 4 pares

  DE PORTAS)

  Tomadas RJ-45 2008 Rodrigo Moreno Marques - Reprodução permitida, desde que citada a fonte.

  55

  2008 Rodrigo Moreno Marques - Reprodução permitida, desde que citada a fonte.

  56 PONTO DE CONSOLIDAđấO DE CABOS (PCC): de acordo com as normas de cabeamento

  estruturado, o que define o PCC – Ponto de Consolidação de Cabos é a mudança da capacidade dos cabos (quantidade de pares) em um determinado trecho. No exemplo abaixo um trecho do cabeamento horizontal usa cabos de 25 pares e o outro trecho usa vários cabos de 4 pares.

  De acordo com as normas de cabeamento internacionais e nacionais, não pode haver conexão cruzada no PCC.

  Bloco de conexão 110 Switch Patch cord

  RJ-45 Patch cord 110 Switch

  Patch panel Tomadas RJ-45

  INTERCONEXÃO COM UM PATCH PANEL NO RACK

  PONTO DE CONSOLIDAđấO COM BLOCO DE CONEXÃO 110

  INSTALADO NO CABEAMENTO HORIZONTAL

  Cabos de 25 pares Cabos de 4 pares

  O t ra ç o p o n til h a d o in d ic a o R A C K

  Área de Trabalho: - A área de trabalho abrange desde a tomada de parede até o equipamento do usuário.

  2

  • Deve haver no mínimo duas tomadas de telecomunicações para cada 10m
  • Deve haver no mínimo duas tomadas para cada área de trabalho - Cabeamento projetado para facilitar mudanças, adições e remanejamentos.
  • Saída/Conector 100 ohms UTP, FTP ou ScTP - O cabo deve terminar em uma tomada modular de oito posições (RJ-45).

  Conectorização de tomadas e conectores RJ-45 A conexão deve ser transparente, pino-a-pino.

  Admite-se o padrão T568A ou T568B, desde que um só padrão seja adotado em toda a rede. A seqüência de cores é igual em todas as normas (americana, européia e brasileira)

  Cabos de Conexão (patch cords): - O comprimento máximo para os patch cords é de 5m.

  • Devem ser feitos com cabos flexíveis e não com cabos rígidos.
  • Patch Cords ou Jumpers devem atender os requisitos de desempenho da TIA-EIA 568 B.2 e B.3 2008 Rodrigo Moreno Marques - Reprodução permitida, desde que citada a fonte.

  57

  Cabeamento em Escritórios Abertos (MUTO - Multi User Telecomunication Outlet).

  Esse tipo de solução, reconhecida pela norma, prevê que o cabeamento horizontal comece no armário de telecomunicações e termine em uma caixa única com várias tomadas, de onde partirão os patch cords para as áreas de trabalho que poderão ter até 22 metros, conforme tabela a seguir. É uma boa solução para instalações onde movimentações freqüentes são previstas.

  Cabeamento Horizontal Armário de Área de Trabalho

  Telecomunicações (distâncias conforme tabela)

  L

1 Patch cords

  L

  1

  maiores (conf. tabela)

  L

  2 L

  1 X MUTO

  Os comprimentos máximos admitidos na solução MUTO são:

  Patch cord 24 AWG Patch cord 26 AWG Cabo Horizontal Comprimento Comprimento Comprimento Comprimento comprimento máximo de soma de máximo de soma de máximo na área de máximo na área de máximo (m) todos os patch todos os patch trabalho (m) trabalho (m) cords (m) cords (m)

90 5 10 4 8

  

85 9 14 7 11

80 13 18 11 15

75 17 22 14 18

70 22 27 17 21

  A solução MUTO deve atender as seguintes especificações: - Cada MUTO deve fornecer serviço a no máximo 12 áreas de trabalho.

  • Deve ser facilmente acessível e não estar localizado em um piso ou teto falso.
  • Deve ficar instalado permanentemente.
  • Ainda que a distância ao MUTO seja menor que 70m, o comprimento máximo do cabo de conexão (patch cord) da estação não deverá passar de 22m para 24 AWG ou 17m para 26 AWG.
  • A distância máxima nunca deverá ser maior que os 100m.
  • Qualquer combinação de comprimento em cabos horizontais, cabos da área de trabalho, cabos de conexão e cabos de equipamento é aceita.
  • A distância máxima nunca deve ultrapassar os 100m.

  2008 Rodrigo Moreno Marques - Reprodução permitida, desde que citada a fonte.

  58

  Ponto de consolidação de cabos:

  O ponto de consolidação de cabos leva os cabos horizontais (em geral de 25 pares) que partem da sala de telecomunicações até um bloco de conexão 110 onde eles são conectorizados. Neste local são usados patch cords com conectores 110 para fazer a conexão com um segundo trecho com cabeamento horizontal, implementado com cabos de 4 pares que atingirão as tomadas nas áreas de trabalho. É uma boa solução quando se prevê mudanças na localização das áreas de trabalho, pois se for preciso alterar o lay-out, somente é refeito o trecho do cabeamento que atinge as tomadas (cabos de 4 pares).

  • Não é uma emenda. Deve empregar contatos IDC com blocos de conexão sistema 110.
  • NUNCA em ponto de consolidação pode haver conexão cruzada.
  • Não é permitido mais que um ponto de consolidação entre cada lance de cabo.
  • O ponto de consolidação não pode ser colocado a mais de 15m da Sala de Telecomunicações.
  • Cada ponto de consolidação deve dar serviço a no máximo 12 áreas de trabalho.
  • Deve ser completamente acessível, não pode estar sob piso falso ou sobre o forro.
  • Deve ficar instalado permanentemente.
  • A distância do enlace está limitada a 90m (+ 10m de cabo de conexão ou patch cord).

  Sala de telecomunicações, compartimento de telecomunicações: - Área exclusiva dentro de um edifício para equipamentos de telecomunicações.

  • Sua função principal é a terminação do cabeamento horizontal e vertical (principal).
  • Todas as conexões entre os cabos horizontais e verticais devem ser conexões cruzadas.
  • As conexões dos cabos de equipamento ao cabeamento horizontal ou vertical podem ser interconexões ou conexões cruzadas.
  • Deve ser projetada de acordo com a TIA/EIA-569-A.

  Sala de Equipamentos:

  • Diferencia-se de uma sala de telecomunicações devido a complexidade dos equipamentos que contém: switches, servidores, banco de dados, etc.
  • Deve estar em um ambiente controlado.
  • Deve ser projetada de acordo com a TIA/EIA-569-A.

  Entrada de Serviços:

  • Consiste nos cabos, acessórios de conexão, dispositivos de proteção e demais equipamentos necessários para conectar o edifício à serviços externos das operadoras de telecom.
  • Proteção elétrica estabelecida pelos códigos elétricos aplicáveis.
  • Deve ser projetada de acordo com a TIA/EIA-569-A.

  Precauções no manuseio dos cabos durante a instalação: - Evitar tensões no cabo.

  • Os cabos não devem ser lançados em grupos muito apertados.
  • Não estrangular os cabos com abraçadeiras

  Destrançamento dos pares:

  • no máximo 1/2" para o cabo CAT 5e, ou seja, aproximadamente 13mm
  • no máximo 3" para os cabos da CAT 3 nas aplicações de voz, ou seja, aproximadamente 7,6mm

  Tensão máxima a ser aplicada no lançamento de cabos: - 11,34Kgf. (25lbf). Patch Cords: - Devem ser implementados com cabos flexíveis.

  • Devem ser pelo menos da mesma categoria do cabeamento horizontal.
  • Não devem ser montados em campo.
  • O cabo "drain" do cabo ScTP deverá estar aterrado conforme especifica a TIA/EIA 607.

  2008 Rodrigo Moreno Marques - Reprodução permitida, desde que citada a fonte.

  59

  Testes realizados na certificação dos enlaces de pares metálicos:

  • Mapa de fios ( wire map).
  • Comprimento ( length).
  • Resistência ( resistance)
  • Capacitância (

  capacitance)

  • Impedância (

  impedance)

  • Atenuação ( insertion loss)
  • Perdas por retorno ( Return Loss).
  • Atraso de propagação ( Propagation Delay).
  • Diferença dos atrasos de propagação ( Skew Delay).
  • Testes de diafonia, ou seja interferência (

  crosstalk):

  • NEXT (

  near end crosstalk)

  • PSNEXT ( power sum NEXT)
  • ELFEXT ( equal level far end crosstalk).
  • PSELFEXT. (

  power sum ELFEXT)

  • Relação atenuação-diafonia (ACR - Attenuation to crosstalk relation) (*)
  • PSACR (

  power sum ACR) (*) (*) Os testes ACR e PSACR são especificados na norma ISO, mas não na norma EIA/TIA.

  Categorias Reconhecidas pelas normas EIA/TIA: - Categoria 3, somente para aplicações de voz.

  • Categoria 5e
  • Categoria 6
  • Categoria 6a As Categorias 1, 2, 4 e 5 não são reconhecidas pelas normas atuais, portanto suas especificações de desempenho não estão especificadas. As características de transmissão de Cat5 estão no anexo “N” da norma, somente como referência para instalações já existentes. A categoria 3 é reconhecida em aplicações que sejam exclusivamente de voz (telefonia), não devendo ser adotada caso haja interesse em um cabeamento que suporte qualquer tipo de aplicação, incluindo dados, som, imagem e vídeo. A categoria 5e é reconhecida pelas normas EIA/TIA, mas não é reconhecida pelas normas ISO. Para maiores detalhes desse assunto, veja a Unidade II dessa apostila.

  Parâmetros Elétricos Normatizados

  A tecnologia de tratamento dos sinais digitais Ethernet (10Mbps) e Fast Ethernet (100Mbps) é relativamente robusta e em geral, o meio físico não é responsável por erros de transmissão, exceto quando erros bem grosseiros são cometidos na escolha de materiais ou na instalação do cabeamento estruturado.

  Porém, com a adoção cada vez mais comum de enlaces locais Gigabit Ethernet (1000BaseT), tornou-se imprescindível que o cabeamento estruturado seja implementado em conformidade com as normas e a certificação dos links passou a ser imperativa. Tendo em vista que as tecnologias Gigabit Ethernet são mais sensíveis ao meio físico, cada vez mais se torna comum encontrarmos altas taxas de erro nesse tipo de link, por motivos que podem ser: especificação de materiais inadequada, técnica de conectorização indevida, lançamento de cabos incorreto ou falta de certificação dos parâmetros elétricos.

  2008 Rodrigo Moreno Marques - Reprodução permitida, desde que citada a fonte.

  60 A chamada certificação de cabeamento estruturado deve ser feita para se sejam atendidos principalmente os seguintes critérios:

  • Os sinais digitais têm que chegar a extremidade oposta dos cabos com força suficiente para superar os efeitos da atenuação do meio físico de cobre
  • Fontes de ruído não podem atrapalhar as recepções de sinais
  • Sinais não podem atrasar além dos limites de tempo estabelecidos
  • Os sinais enviados simultaneamente nos quatro pares de uma extremidade de um cabo devem chegar na outra extremidade com pequena diferença de atraso entre eles, ou seja, os sinais dos quatro pares devem chegar quase simultaneamente.

  Para que os critérios acima sejam atendidos, as normas estabelecem vários parâmetros que devem ser medidos durante a certificação dos links UTP/ScTP, para que se avalie se cada um dos enlaces está dentro dos limites admitidos. Vamos conhecer cada um desses parâmetros.

  1 – Mapa de fios (wiremap)

  Esse teste apresenta uma resposta gráfica que ilustra a conectorização feita nas extremidades do enlace e se existem fios não conectados, em curto-circuito, rompidos, pares cruzados ou invertidos.

  2 – Comprimento (lenght)

  Existem duas medidas de comprimento que podem ser feitas durante a certificação, cada uma delas com um limite máximo admissível, dado em metros:

  • Link canal (channel link): admite-se 90m de cabo horizontal e mais 10m para acessórios de conexão (patch cords na área de trabalho, conectores/tomadas, ponto de transição ou consolidação opcional, patch cords na sala de telecomunicações).
  • Link Permanente (permanent link): admite 90m de cabo horizontal, incluindo a conectorização em cada extremidade e um ponto de transição ou consolidação opcional. Nesse teste não se incluem os patch cords em cada extremidade do enlace. Na prática executa-se o teste com os cabos de prova que acompanham o equipamento de certificação e os equipamentos "subtraem" esses comprimentos na apresentação dos resultados.

  Na certificação de rede, esse parâmetro e os outros a seguir são medidos individualmente para cada um dos pares do cabo metálico.

  3 – Resistência (resistance)

  Trata-se da medida da resistência elétrica de um meio condutor a passagem da corrente contínua (CC), medida em ohms ( Ω). Representa a dificuldade que esse meio tem em conduzir essa corrente elétrica. Isso significa que quanto menor a resistência de um cabo de cobre, melhor será ele para aplicação nas redes locais. Quanto maior for o comprimento um cabo metálico, maior será sua resistência e quanto maior for sua bitola (diâmetro da seção condutora), menor será sua resistência. A resistência de cada par de fios metálicos deve ser menor do que 20 Ω.

  4 – Capacitância (capacitance)

  A capacitância mostra a quantidade de energia de campo elétrico que pode ser armazenada entre dois condutores de um mesmo par de fios. Sua unidade é dada fios metálicos deve possuir uma capacitância menor do que 66 pF/m (sessenta e seis picofarads por metro) se o cabo for de categoria 6.

  2008 Rodrigo Moreno Marques - Reprodução permitida, desde que citada a fonte.

  61

  5 – Impedância característica (impedance)

  A impedância característica é uma medida que depende de um conjunto de parâmetros físicos de um condutor: resistência, indutância, capacitância e condutância. Os cabos UTP são fabricados com impedância que idealmente deve ser 100 Ω. O perfeito “casamento de impedância” no meio físico (incluindo cabos e suas conexões) vai garantir menores perdas de retorno (perdas por reflexão de sinal). Na prática, na certificação de cabos, cada par de fios metálicos dever possuir uma impedância entre 85 e 115 Ω.

  6 – Atenuação (insertion loss)

  Atenuação ou perda por inserção ( insertion loss) é a perda de potência de um sinal transmitido ao longo de um cabo, medida em dB (decibéis), em geral causada pelas perdas resistivas ao longo dos fios condutores e nas conexões. É importantíssimo notar que a atenuação de um sinal no cabo metálico é proporcional a sua frequência (medida em Hertz, Hz), ou seja, quanto maior for frequência da componente do sinal, maior será sua atenuação. Vale a pena lembrar que os sinais digitais são compostos por somatórios de sinais senoidais periódicos de diferentes frequências. Podemos concluir, portanto, que os cabos metálicos são adequados para transmissão de sinais de “baixas” frequências. As “altas” frequências, por serem atenuadas demasiadamente, acabam sendo “filtradas” pelo cabo, ou seja, não atingem a extremidade oposta do link metálico.

  Na certificação de links, a atenuação deve ser medida para cada par de fios, em toda a faixa de frequência definida de acordo com a categoria do cabo. Exemplos: para categoria 5 e 5e a atenuação é medida até 100MHz e para categoria 6 a atenuação é medida até 250MHz. O resultado é mostrado graficamente em toda a faixa de frequência testada e registra o pior caso e a respectiva frequência de ocorrência.

  ATENUAđấO 7 – Perda de Retorno (return loss)

  As perdas de retorno ocorrem principalmente por causa do mau casamento de impedância entre o cabo e os conectores/tomadas e do mau casamento entre conectores e tomadas. Essa deficiência prejudica o acoplamento nas conexões e faz com que parte do sinal, ao chegar em uma conexão, seja refletida. A perda de retorno representa a razão, em decibéis, dentre a tensão refletida e a tensão incidente, por isso, quanto maior seu valor, melhor. A perda de retorno varia sensivelmente com a frequência de um sinal e por isso deve ser amostrada na certificação ao longo de toda faixa de frequência definida pela categoria do cabo. Perdas de retorno também podem ocorrer, em menor escala, devido a anomalias na impedância característica do cabo ao longo da sua extensão.

  PERDAS DE RETORNO 2008 Rodrigo Moreno Marques - Reprodução permitida, desde que citada a fonte.

  62

  8 – Atraso de Propagação (propagation delay)

  É o tempo que o sinal gasta para ser transmitido ao longo do enlace par metálico, medido em ns (nanosegundos) em cada par de fios. Esse parâmetro é importante pois os sistemas têm que saber qual é o tempo máximo que um sinal levará para atingir os pontos mais distantes da rede local. Esse tempo de ida e volta do sinal entre os pontos mais distantes da rede define qual é o tempo que uma estação deve aguardar após uma transmissão, antes de iniciar um novo envio de quadro. Nesse intervalo de espera pode chegar um sinal de colisão da rede ou pode não chegar sinal algum. Se não chegar sinal algum significa que não houve colisão e um novo quadro pode ser transmitido.

  Para que essa medida seja feita de forma adequada na certificação, o profissional deve configurar no equipamento certificador, antes dos testes, a velocidade de propagação nominal (NVP–

  

Nominal Velocity Propagation) do cabo, parâmetro esse que é fornecido pelo fabricante. O NVP é

  um valor numérico que representa uma porcentagem da velocidade do sinal no cabo em relação a velocidade da luz no vácuo (300.000.000 m/s). Tipicamente esse valor é igual a 69% da velocidade da luz, mas pode haver variação em função da técnica de fabricação adotada na produção dos cabos de pares trançados.

  O parâmetro atraso de propagação tem também outra aplicação: é através dessa medida que o certificador estabelece também qual é o comprimento de cada par de fios.

  t t

  o

  1

  ž Delay

  9 – Atraso de Propagação Relativo (skew delay)

  É uma medida em ns (nanosegundos) da diferença no atraso de propagação do sinal entre cada um dos quatro pares de fios. Isso é importante principalmente nos enlaces 1000BaseT, onde um sinal é transmitido através do uso simultâneo dos quatro pares do cabo. O receptor só conseguirá reconstruir corretamente e interpretar o sinal original se os sinais em cada par chegarem praticamente ao mesmo tempo. Por esse motivo o atraso de propagação relativo deve se o menor possível.

  t

  1 t

  3 t

  2 t

  4 t

  Skew delay = t - t

  4

  1 ž 2008 Rodrigo Moreno Marques - Reprodução permitida, desde que citada a fonte.

  63

  10 – Testes de diafonia ou interferência (crosstalk):

  Os sinais elétricos em cada par de fios sofrem interferências eletromagnéticas dos sinais que se propagam nos pares adjacentes. Essa interferência é conhecida como diafonia ou

  crosstalk. O

  efeito da diafonia é mais acentuado principalmente em altas frequências, o que torna esse problema crítico nas aplicações de alta taxa de transmissão digital. O trançamento dos pares de fios visa minimizar o efeito da diafonia através do cancelamento das ondas eletromagnéticas. Por esse motivo, durante as conectorizações, deve-se destrançar minimamente os pares de fios. Seis tipos de testes são realizados para avaliar o efeito da diafonia dos cabos UTP, FTP e ScTP: NEXT (

  near end crosstalk), PSNEXT (power sum NEXT), ELFEXT (equal level far end crosstalk),

  PSELFEXT. ( power sum ELFEXT), relação atenuação-diafonia (ACR - Attenuation to crosstalk

  

relation) e PSACR (power sum ACR). Os testes ACR e PSACR são normatizados pelo organismo

ISO, mas não pela EIA/TIA.

  Em todos esses testes de diafonia o equipamento de certificação exibe uma saída gráfica com toda a faixa de frequência testada e registra o pior caso, para cada um dos pares e as respectivas frequências de ocorrência.

  10.1 – NEXT (near end crosstalk) e FEXT (far end crosstalk)

  Para medição desse parâmetro injeta-se um sinal em um par de fios e mede-se o ruído gerado em cada par vizinho, ao longo de toda a faixa de frequência do cabo. A medição do ruído feita na mesma extremidade do cabo que foi usada para injeção do sinal, é chamada de NEXT –

  near end

crosstalk, ou seja, diafonia na ponta mais próxima, relativa ao sinal transmitido. A medição do

  ruído feita na extremidade do cabo oposta àquela usada para injeção do sinal é chamada de FEXT – far end crosstalk, ou seja, diafonia na ponta mais distante, relativa ao sinal transmitido.

  Os testes NEXT e FEXT avaliam a interferência de sinal entre pares de fios, o que é aplicável na sinalização das redes locais Ethernet e Fast Ethernet, que empregam apenas dois pares de fios do cabo UTP, sendo um par para transmissão e outro par para recepção. Isso nos dá seis combinações possíveis de interferências NEXT mais seis combinações possíveis para o FEXT:

  Par 1 interferindo no par 2 Par 1 interferindo no par 3 Par 1 interferindo no par 4 Par 2 interferindo no par 3 Par 2 interferindo no par 4 Par 3 interferindo no par 4

  NEXT 2008 Rodrigo Moreno Marques - Reprodução permitida, desde que citada a fonte.

  64

FEXT FEXT

  A medida do FEXT exige aparelhos de certificação mais sofisticados, pois a interferência medida na ponta mais distante em geral sofre os efeitos da atenuação e assume baixos valores. Quanto maior o comprimento do enlace que está sendo testado, menor será o valor FEXT medido. Esse efeito nos obriga a executar um outro teste conhecido como ELFEXT, explicado a seguir.

  A figura abaixo mostra a saída gráfica de um texte NEXT ao longo de toda a sua faixa de frequências, que nesse exemplo é 100MHz.

  Gráfico NEXT em um cabo categoria 5 (até 100MHz).

  2008 Rodrigo Moreno Marques - Reprodução permitida, desde que citada a fonte.

  65

  10.2 – ELFEXT (equal level far end crosstalk).

  Como alternativa para se obter medidas mais significativas de FEXT é preciso que se compense os efeitos da atenuação do ruído que estamos tentando medir na ponta mais distante do cabo. Essa atenuação é compensada pelo teste conhecido como ELFEXT -

  equal level far end crosstalk,

  ou diafonia na ponta distante com nível equalizado. O ELFEXT é um tipo de FEXT, não em relação ao sinal original transmitido, mas sim relativo ao sinal atenuado recebido na ponta remota. Essa técnica fornece o mesmo resultado independente do comprimento do enlace.

  ELFEXT medido na ponta distante, relativo ao sinal atenuado recebido

  10.3 – PSNEXT (power sum NEXT) e PSFEXT (power sum FEXT)

  Já é comum o uso de equipamentos que empregam sinalização baseada na transmissão de dados nos quatro pares de fios simultaneamente, como nas redes Gigabit Ethernet 1000BaseT e 1000BaseTX. Essa situação exige, portanto, a realização dos testes power sum NEXT (PSNEXT) e

  

power sum FEXT (PSFEXT), que avaliam a interferência simultânea de três pares de fios no

  quarto par, o que nos fornece quatro combinações de interferência para NEXT e quatro combinações para FEXT: Par 1, sofrendo interferência simultânea dos pares 2, 3 e 4 Par 2, sofrendo interferência simultânea dos pares 1, 3 e 4 Par 3, sofrendo interferência simultânea dos pares 1, 2 e 3 Par 4, sofrendo interferência simultânea dos pares 1, 2 e 3

  PSNEXT 2008 Rodrigo Moreno Marques - Reprodução permitida, desde que citada a fonte.

  66

  10.4 – PSELFEXT (power sum ELFEXT)

  Assim como no

  power sum NEXT e power sum FEXT, o teste PSELFEXT é o power sum para o

  ELFFEXT, ou seja, o ELFEXT passa a ser medido não apenas de um par para outro, mas em grupos de 3 pares interferindo em um quarto par, até completar todas as quatro combinações de interferência possíveis.

  10.5 – Relação atenuação-diafonia (ACR - Attenuation to crosstalk relation) (*)

  Esse parâmetro mostra uma relação entre atenuação e a diafonia ( crosstalk). Dessa forma, conseguimos relacionar o nível do sinal recebido com o nível de ruído. Para cada combinação de pares é informado o nível de ACR ao longo da faixa de frequências adequada. O parâmetro ACR não é medido pelo equipamento certificador, mas é deduzido dos testes NEXT e atenuação, através da seguinte relação matemática: ACR = NEXT Ố ATENUAđấO. No gráfico abaixo podemos ver, ao longo da faixa de frequência que vai até 100MHz, três curvas: curva NEXT, curva de atenuação e a curva do ACR. Note que a curva ACR é obtida fazendo-se ponto-a-ponto a subtração do valor de NEXT do valor de atenuação.

  10.6 – PSACR (power sum ACR) (*)

  Power sum ACR também é outro parâmetro não medido, mas deduzido de outros testes. No caso do PSACR temos a relação atenuação-diafonia (ACR) produzida por cada grupo de 3 pares que afetam simultaneamente um quarto par. Existem, portanto, quatro combinações possíveis para avaliação desse parâmetro.

  10.7 – Alien crosstalk (diafonia externa)

  Esse parâmetro representa as interferências nos pares de um cabo geradas por pares de fios de outro cabo adjacente. Trata-se da medida de NEXT em pares de fios de cabos diferentes. Esse tipo de interferência nos faz concluir que é extremamente prejudicial para o cabeamento que o conjunto de cabos esteja estrangulado com abraçadeiras, ficando os cabos demasiadamente próximos uns dos outros.

  2008 Rodrigo Moreno Marques - Reprodução permitida, desde que citada a fonte.

  67

  Valores normatizados

  As normas de cabeamento são responsáveis por descrever cada um dos testes de certificação aqui apresentados e estabelecer os seus respectivos limites de aceitabilidade. Para os testes feitos ao longo de toda a faixa de frequências do cabo, existem valores limites para algumas amostras de frequência pré-definidas. As tabelas abaixo exemplificam os limites de alguns testes feitos em uma faixa de frequência que vai até 250MHz, que é a faixa para os cabos CAT 6, conforme estabelecido no documento EIA/TIA 568-B.2.1.

  Parâmetros mínimos para testes em link canal: Parâmetros mínimos para testes em link permanente: 2008 Rodrigo Moreno Marques - Reprodução permitida, desde que citada a fonte.

  68

  5.2 – EIA/TIA 569-A – Commercial Building Standards For Telecommunications Pathways and Spaces Finalidade:

  • Padronizar as práticas de projeto e construção específicas que darão suporte aos meios de transmissão e aos equipamentos de telecomunicações.

  Escopo: - Limita-se aos aspectos de telecomunicações no projeto e construção de edifícios comerciais.

  • A norma não cobre os aspectos de segurança no projeto do edifício.

  Rotas de Cabeamento Horizontal:

  • Instalações para o roteamento do cabo desde a sala de telecomunicações até a área de trabalho.

  As rotas de cabeamento horizontal incluem: - Malha de Piso (duto sob o piso).

  • Piso Elevado (piso falso).
  • Tubo Conduíte.
  • Leito para cabos (bandejas ou eletrocalhas).
  • Rotas de teto falso / forro falso.
  • Rotas perimetrais.

  Malha de Piso (Duto sob o piso): - Consiste na distribuição de dutos embutidos no concreto.

  • De forma retangular, possui várias opções de tamanho, com ou sem inserções pré- determinadas.

  Piso Elevado (piso falso): - Consiste em painéis modulares de piso apoiados por pedestais. Tipos: - Suspenso.

  • Posição livre.
  • "Cornerlock ".

  Tubo Conduíte: - Eletrodutos metálicos/condulete.

  • Eletrodutos metálicos flexíveis (tipo sealtube).
  • Eletrodutos de PVC rígido.

  Utilizar tubo conduíte (eletroduto) em rotas horizontais somente quando: - A localização do ponto é permanente.

  • A densidade do cabeamento é baixa.
  • Não se requer flexibilidade.

  Projeto com Tubo Conduíte: - Qualquer lançamento de conduíte não deve servir mais de três saídas.

  • Nenhum segmento deverá ser maior que 30 metros ou conter mais que dois ângulos de 90° sem uma caixa de passagem.

  Caixas de Passagem: - Usadas para localizar cabos.

  • Colocadas em uma seção acessível e reta de conduíte.
  • Não devem ser utilizadas para emendas de cabos ou em lugares onde existam ângulos.

  2008 Rodrigo Moreno Marques - Reprodução permitida, desde que citada a fonte.

  69

  Leito para cabo (eletrocalha): - Estruturas rígidas para a contenção de cabos para telecomunicações.

  • A altura mínima de acesso deve ser de 30cm (12") sobre a mesma.

  Rotas de Teto Falso - Projeto:

  • As placas do forro falso devem ser móveis e instaladas a uma altura máxima de 3,35 m (11 pés) acima do piso.
  • Áreas de teto falso inacessíveis não devem ser utilizadas como rotas de distribuição.

  Rotas de Teto Falso - Projeto: - Os elementos de suporte do teto falso não devem ser o meio de suporte dos cabos.

  • O cabo não deve cair diretamente sobre as placas do teto falso.

  Rotas Perimetrais - Tipos: - Duto (Canaleta) para superfície não metálico.

  • Duto tipo moldura.
  • Duto (Canaleta) multi-canal

  Rotas Perimetrais - Capacidade: - Oscila entre 30% e 60% da capacidade máxima dependendo do raio de curvatura do cabo. Rotas de Cabeamento Vertical: - Consistem em rotas dentro e entre edifícios.

  • Podem ser verticais ou horizontais.

  Rotas dentro do edifício: - Consistem em conduítes (dutos contínuos), dutos de interligação entre pavimentos e "shafts".

  • Conectam a entrada de serviços ou sala de equipamentos às salas de telecomunicações.
  • Não devem ser colocadas nas colunas dos elevadores.

  Rotas dentro do edifício - Projeto:

  • Deve-se dispor de um conduíte de 4" para cada 5.000 m2 de área útil mais dois conduítes adicionais para crescimento ou reserva.
  • Devem estar apropriadamente equipadas com bloqueios (fire stop) contra fogo.

  Rotas entre edifícios: - Interconexão de edifícios, como por exemplo em ambientes tipo campus.

  • Podem ser: Subterrâneas.

  Diretamente Enterradas. Aéreas. Túneis ou Galerias.

  Rotas entre edifícios - Projeto: - Devem ser resistentes à corrosão.

  • As rotas metálicas devem estar aterradas.
  • A separação das instalações elétricas deve seguir os códigos de segurança aplicáveis.

  Área de Trabalho:

  • Espaços em um edifício onde os ocupantes interagem com seus equipamentos de telecomunicações.
  • Saídas para telecomunicações.
  • Tipicamente uma caixa de parede de 2"x 4".
  • No mínimo uma caixa com 2 pontos por estação de trabalho.
  • Para propósitos de projeto, o espaço destinado por área de trabalho é de 10 metros quadrados.
  • Dimensões propostas para a instalação de saídas nos móveis modulares:
  • Comprimento: de 67,82 a 69,85 mm
  • Altura: de 34,17 a 35,68 mm
  • Profundidade: 22,35 mm 2008 Rodrigo Moreno Marques - Reprodução permitida, desde que citada a fonte.

  70

  Sala de Telecomunicações: - Ponto de transição entre as rotas horizontal e vertical.

  • Deve estar o mais próxima possível do centro da área que está servindo.
  • As rotas horizontais devem terminar na sala de telecomunicações localizada no mesmo andar da área que está servindo.
  • O espaço deve ser dedicado EXCLUSIVAMENTE as funções de telecomunicações.
  • Os equipamentos não relacionados com telecomunicações não devem ser instalados dentro, passar através ou entrar na sala.
  • Deve haver no mínimo uma sala de telecomunicações por andar, é requerida uma adicional se as distâncias excedem os 90 metros.
  • Múltiplas salas de telecomunicações em um único andar devem ser interconectadas por um conduíte de no mínimo 3" ou equivalente.
  • Deve dispor de iluminação, energia elétrica e HVAC (Heating, Ventilation and Air Conditioning).

  Sala de Equipamentos: - Espaço centralizado para equipamentos de telecomunicações.

  • Evite lugares que possam limitar a expansão.
  • Deve ser projetada com uma área mínima de 14 metros quadrados.
  • Deve conectar-se a rota do cabeamento vertical.
  • Deve dispor de iluminação, energia elétrica e HVAC (Heating, Ventilation and Air Conditioning).

  Entrada de Serviço (Ponto de Demarcação): - Local ou espaço destinado a entrada de serviços de telecomunicações ao edifício.

  • Pode conter rotas de cabeamento vertical a outros edifícios em ambientes tipo campus.

  Métodos básicos para entrada de cabos ao edifício: - Dutos Subterrâneos.

  • Diretamente enterrado.
  • Tunéis ou galerias.
  • Aéreo.

  Dutos Subterrâneos: - Consistem em conduítes, dutos rígidos ou corrugados ou galerias subterrâneas.

  • Todos os conduítes devem ser de 4 polegadas.
  • A profundidade é determinada pelas normas locais.
  • É desejável que a inclinação de deságüe não seja menor que 10cm para cada 30m.

  Diretamente Enterrados: - Os cabos de serviço são enterrados sem proteção adicional.

  • Realizado por meio de escavadeiras, sondas de perfuração e abridores de valas.

  Aéreo: - Consiste em distribuição aérea por postes através de cabos de apoio. Outras considerações:

  Ponto de entrada: - Ponto de penetração do concreto na parede.

  • Deve ser utilizada somente uma rota de conduíte ou luva metálica de 4 polegadas.
  • O conduíte deve penetrar no mínimo 60cm (24") abaixo da superfície (concreto) - O conduíte deve ter uma inclinação para o exterior.

  Espaço para a entrada de serviços: - Provê espaço para a terminação do cabo de entrada e do cabeamento vertical.

  • Deve ser situado o mais perto possível do ponto de demarcação do edifício.

  2008 Rodrigo Moreno Marques - Reprodução permitida, desde que citada a fonte.

  71

  • - - - - 22

  2008 Rodrigo Moreno Marques - Reprodução permitida, desde que citada a fonte.

  72 Ocupação dos dutos

  A tabela abaixo traz o número máximo de cabos a ser usado em projetos de cabeamento, em função do diâmetro dos cabos e dos dutos empregados. Essa ocupação irá deixar grande parte do duto disponível para remanejamento de cabos em expansões futuras. Notem as duas colunas que mais nos interessam, que são aquelas aplicáveis aos cabos de categoria 5, 5e e categoria 6.

  ELETRODUTO NUMERO MÁXIMO DE CABOS Diâmetro do cabo (mm) Diâmetro interno (mm) Dimensão comercial (polegadas) 3,3 4,6 5,6 6,1 7,4 7,9 9,4 13,5 15,8 17,8

  15,8 1/2

  1 1 0 0 0 0 0 0 0 0 20,9 3/4 6 5 4 3 2 2 1 0 0 0 26,6 1 8 8 7 6 3 3 2 1 0 0 35,1 1 1/4

  16 14 12 10 6 4 3 1 1 1 40,9 1 1/2 20 18 16 15 7 6 4 2 1 1 52,5 2 30 26 22 20 14 12 7 4 3 2 62,7 2 1/2 45 40 36 30 17 14 12 6 3 3 77,9 3 70 60 50 40 20 20 17 7 6 6 90,1 3 1/2 - -

  12 7 6 102,3 4 - - - - - - 30 14 12 7

  Categoria

  5 ou 5e

  Categoria

  6

  

5.3 – EIA/TIA 606-A – Administration Standard for the Telecommunications Infrastructure of

Commercial Buildings Finalidade: - Fornece um padrão de administração uniforme.

  • Independente do tipo de aplicação.

  Áreas a serem administradas: - Terminações.

  • Meios (cabos de cobre e fibra ótica).
  • Rotas.
  • Espaços.
  • Aterramentos.

  Apresentação da informação: - Etiquetas.

  • Registros.
  • Relatórios.
  • Plantas.
  • Ordens de trabalho.

  A identificação deve ser realizada de alguma das seguintes formas: - Etiquetas individuais firmemente presas aos elementos.

  • Marcação direta no elemento.

  Registros: - Série de informações relacionadas a um elemento específico.

  • Inclui identificadores e conexões.

  Identificadores: - Vinculado a um elemento para referenciá-lo a seu registro correspondente.

  • - Exemplos: - Cxxx (Ca
  • TCxxx (Sala de telecomunicações).
  • WAxxx (Área de trabalho).
  • Cdxxx (Conduíte).
  • Pode ser codificado ou não codificado: - J0001.
  • J3A-C17-05.

  Enlaces: - Conexões lógicas entre os identificadores e os registros.

  • Pontos onde a informação está localizada.
  • Referência cruzada para outra informação relacionada.

  Informação requerida:

  • Identificador de cabo: C000
  • Tipo de cabo: 4-pr UTP, Cat3
  • Enlaces requeridos:
  • Registro de Terminação: J3A-C17-0005
  • Registro da rota: CD34
  • Informação opcional: - Comprimento do cabo: 50 metros.
  • Outros enlaces:
  • Registros de equipamento: PC1583 2008 Rodrigo Moreno Marques - Reprodução permitida, desde que citada a fonte.

  73

  Relatórios: - Apresentam informação selecionada de vários registros.

  • Podem ser gerados a partir um conjunto de registros ou de vários registros relacionados.

  Relatório conceitual:

  • Cabo ID: C0001
  • Rota: CD34
  • Posição de terminação 1:J0001
  • Posição de terminação 2:3A-C17-001
  • Espaço 1:D306
  • Espaço 2:3A
  • Tipo de cabo: Cat3 UTP - Comprimento do cabo: 50 metros.

  Plantas:

  • Utilizadas para ilustrar etapas diferentes de planejamento e instalação: - Conceitual.
  • Instalação.
  • Registro.

  Ordens de trabalho: - Documentam as operações necessárias para implementar as mudanças.

  • Devem listar tanto o pessoal responsável pelas operações físicas, como aqueles responsáveis por atualizar a documentação.

  Identificação de espaços: - Todos os espaços devem ser rotulados.

  • Recomenda-se que as etiquetas sejam fixadas na entrada de cada espaço.

  Relatórios de Rotas:

  • Recomenda-se listar todas as rotas; seus tipos, capacidade de preenchimento, carga e conteúdo.

  Relatórios de Espaço: - Recomenda-se listar todos os espaços, seus tipos e localização. Plantas: - Mostram a localização e tamanho das rotas e espaços.

  • Deve constar a identificação de cada rota e espaço representado.

  Rotulação do cabo: - Os cabos verticais e horizontais devem ser etiquetados em cada extremo.

  • A identificação em localizações intermediárias pode ser considerada.
  • Recomendam-se etiquetas adesivas ao invés da marcação diretamente no cabo.

  Etiquetas de Terminação:

  • Acessórios de terminação (por exemplo: patch panels) devem seretiquetados com um único tipo de identificador.
  • Cada posição de terminação deve também ser identificada com um único tipo de identificador.

  Relatórios de cabos: - Recomenda-se listar todos os cabos, seus tipos e posições de terminação.

  2008 Rodrigo Moreno Marques - Reprodução permitida, desde que citada a fonte.

  74

  Relatório de "cross-connect": - Recomenda-se listar cada espaço e os "cross-connects" que contém. Plantas: - Indica a rota de todos os cabos.

  • A planta deve mostrar as localizações de todas as tomadas para telecomunicações.
  • Indica a localização de todos os pontos de transição.

  Há três tipos básicos de etiquetas: - Adesivas.

  • De Inserção.
  • Outras.

  Etiquetas adesivas: - Disponíveis pré-impressas, para impressoras matriciais, jato de tinta ou laser.

  • Devem ser escolhidos materiais projetados para o ambiente específico.
  • Utilizar etiquetas auto-lamináveis para envolver ao redor do cabo.

  Etiquetas de Inserção: - Devem estar presas firmemente sob condições normais de operação. Outras etiquetas: - Etiquetas de amarração.

  • Código de barras.

  Memorial Técnico O conteúdo do memorial técnico deverá contemplar: - Dados do integrador e dados gerais do projeto.

  • Índice do conteúdo.
  • Breve descrição de um sistema de cabeamento estruturado, com descrição de subsistemas e resumo descritivo geral, Normas de Projeto como: 568B (Cabeamento em edifícios Comerciais)/TSB67 (Provas de Cabeamento)/606 (Identificação).
  • Justificação e dados gerais completos do Projeto (incluindo número total e tipo de saídas de voz/dados FTP/UTP/FO); Enlaces, no caso dos meios físicos de enlaces como UTP/STP/FO especificar marcas.
  • Descrição do Projeto.
  • Diagrama de blocos do Projeto.
  • Diagrama Esquemático de Conexões.
  • Diagrama Esquemático de Enlaces (Trajetos, Canalizações e Cabeamentos, Backbone, Verticais e Horizontais).
  • Diagrama de Distribuição na sala de telecomunicações principal e secundárias (ou fotografias finais de Racks/Gabinetes/Distribuidores). Caso seja um "re-cabeamento" ou reorganização, sugerimos fotos de "Antes" e "Depois".
  • Planos de Distribuição em planta, devidamente identificados (Power Point, AutoCAD, etc).
  • Tabela de Administração de Nós (Voz/Dados) correspondente segundo as plantas.
  • Provas de Cabeamento com Scanner (Como sugestão e por ser a que mostra mais amplamente os parâmetros de prova do Cabeamento: CAT6 Chan full Autotest) para Cabeamento com UTP/FTP e Tabela correspondente a provas de atenuação com Fibra Ótica.
  • Relação Final de Materiais com o código de produto correspondente Panduit.
  • Anexos: Informação / Folha Técnica de Produtos, Fotografias com detalhes de Instalações, Melhorias de Projeto, Anotações ou Observações especiais relacionadas a instalação.

  2008 Rodrigo Moreno Marques - Reprodução permitida, desde que citada a fonte.

  75

  UNIDADE VI - NORMA TÉCNICA ABNT NBR 14565 ABNT NBR 14565 - Procedimento Básico para Elaboração de Projetos de Cabeamento de Telecomunicações para Rede Interna Estruturada

  Essa norma tem como objetivo estabelecer os critérios mínimos para elaboração de projetos de rede interna estruturada de telecomunicações, em edificações de uso comercial, independente do seu porte. Esta norma se aplica a implantação de uma rede interna estruturada em edifícios ou conjunto de edifícios situados dentro de um mesmo terreno.

  A norma apresentada nessa seção é a versão publicada em 2001, substituída posteriormente pela versão de 2007. Apesar de desatualizado, o documento da ABNT do ano 2001 aqui apresentado tem dois principais méritos: o esquema de identificação proposto é extremamente simples e bem elaborado e, além disso, a norma brasileira traz um conjunto de plantas que ilustram um projeto completo em cabeamento estruturado.

  6.1 – Definições

  Segundo a NBR 14565, um sistema de Cabeamento Estruturado é composto por sete elementos principais, ilustrados na figura abaixo. 1. Área de trabalho (ATR)

  2. Rede secundária

  3. Armário de telecomunicações (AT)

  4. Rede primária

  5. Sala de equipamentos (SEQ)

  6. Sala de entrada de telecomunicações (SET)

  7. Cabo de interligação externa

  PT

  3

  2 ATR 4º PT PCC

  AT

1 PT

  3º AT 2º

  4 PT AT

2 ATR

  3 4º PT

  1 AT PT 1º AT

  

AT TÉRREO

  SEQ

  5

4 AT

  

AT AT

4 TÉRREO

  AT SEQ SET 5 6

  7 Figura: Principais elementos de um sistema de Cabeamento Estruturado 2008 Rodrigo Moreno Marques - Reprodução permitida, desde que citada a fonte.

  76

  

Área de trabalho (ATR): É uma área dentro de uma edificação que possui pontos de

  telecomunicações e energia elétrica onde estão conectados os equipamentos dos usuários. Os componentes de cabeamento entre a tomada de telecomunicações e a estação de trabalho devem ser simples, baratos e permitam flexibilidade de deslocamento, sem comprometer a conexão física.

  

Rede secundária (Cabeamento Horizontal segundo a norma EIA/TIA 568): Compreende os

  meios de transmissão (cabos, tomadas, etc.) que vão desde a tomada de telecomunicações na área de trabalho até o dispositivo de conexão instalado no armário de telecomunicações do andar.

  

Armário de telecomunicações (AT): É o espaço destinado a transição entre a rede primária e a

  secundária, dotados de blocos de conexão ou patch panels, podendo abrigar equipamento ativos.

  

Rede primária (Backbone segundo a norma EIA/TIA 568): Consiste nos meios de transmissão

  utilizados para interligar os armários de telecomunicações à sala de equipamentos ou sala de entrada de telecomunicações. Um cabo da rede primária pode ser classificado como

  cabo primário de primeiro nível ou de segundo nível.

  

Sala de equipamentos (SEQ): É o local onde se abrigam os equipamentos de telecomunicações.

Sala de entrada de telecomunicações (SET): É o espaço no edifício destinado à receber o cabo

  de entrada de concessionárias e onde são ligadas as redes primárias intra e inter edifícios, podendo também acomodar equipamentos ativos de telecomunicações. Admite-se a localização da SEQ no mesmo ambiente ocupado pela SET.

  

Cabo de interligação externa: Cabo que interliga o distribuidor geral de telecomunicações (DGT)

aos distribuidores intermediários (DI) em outros edificações que fazem parte da mesma rede.

  Além destes sete elementos principais, a norma da ABNT define também outros termos:

  

Ponto de telecomunicações (PT): Dispositivo onde estão terminadas as facilidades de

telecomunicações que atendem a uma área de trabalho.

Ponto de consolidação de cabos (PCC): Local no cabeamento secundário, sem conexão

  cruzada, onde poderá ocorrer mudança da capacidade do cabo (número de pares), visando flexibilidade.

  

Ponto de transição de cabos (PTC): Local no cabeamento secundário, onde há uma mudança

no tipo de cabo (um cabo redondo é conectado a um cabo chato, para facilitar a instalação).

Distribuidor geral de telecomunicações (DGT) - Distribuidor onde são terminados os cabos da

  rede primária ( backbone) de primeiro nível. Localiza-se na sala de equipamentos (SEQ) ou sala de entrada de telecomunicações (SET).

  Distribuidor secundário (DS): Distribuidor que interliga os cabos primários aos secundários. Distribuidor intermediário (DI): Distribuidor que pode ser instalado entre o DGT e os DS

Ponto de terminação de rede (PTR) - É o ponto de conexão física da rede de uma operadora

  (concessionária), localizado na propriedade imóvel do usuário, que permite o acesso individual a serviços de telecomunicações.

  Cabo primário de primeiro nível: Cabo que interliga o DGT aos DS ou DI. Cabo primário de segundo nível: Cabo que interliga o DI ao DS.

  2008 Rodrigo Moreno Marques - Reprodução permitida, desde que citada a fonte.

  77

  6.2 – Identificação

  Conforme definido na norma da ABNT, a identificação de cabos, pontos de telecomunicações e blocos é feita de acordo com a tabela abaixo. Na tabela, o caractere W deverá ser substituído pela classificação do cabo: primário (P), secundário (S) ou interligação (I). O caractere Y deverá ser substituído pelo tipo de construção do cabo: UTP (U), STP (S) ou fibra ótica (Fo).

  

Tabela: Simbologia de Cabeamento Estruturado

2008 Rodrigo Moreno Marques - Reprodução permitida, desde que citada a fonte.

  78

  

Tabela (continuação): Simbologia de Cabeamento Estruturado

2008 Rodrigo Moreno Marques - Reprodução permitida, desde que citada a fonte.

  79

  6.3 – Materiais empregados

  Seguem a seguir algumas especificações complementares dos materiais a serem adotados, conforme norma NBR 14565.

  Cordões de Conexão

  Os cordões de conexão devem ser flexíveis e os comprimentos admitidos para os mesmos devem seguir os critérios já apresentados.

  Tomadas de telecomunicações e conectores

  As tomadas RJ-45 devem ser instaladas em local protegido e podem, opcionalmente, ter uma janela deslizante para proteção dos contados. A conectorização dos fios condutores nas tomadas deve seguir a identificação de cada fabricante. Nos conectores RJ-45 (conectores modulares de oito vias – CM8V), os fios podem ser distribuídos de duas formas: padrão de conectorização T568A ou T568B.

  Dispositivos de conexão

  Encontra-se no mercado dispositivos de conexão ( patch panels e blocos de conexão) com diferentes capacidades de portas ou pares. O emprego de cada um deles depende da sua aplicação específica. Os dispositivos de conexão são utilizados para estabelecer a conexão entre os seguintes elementos de rede:

  • entre uma rede primária e uma rede secundária
  • entre uma rede primária e uma rede de interligação de outra edificação
  • entre um equipamento ativo e uma rede primária
  • entre um equipamento ativo e uma rede secundária
  • entre uma tomada de telecomunicação e uma rede secundária
  • conectar um PTC ou PCC
  • entre o PTR e a rede primária

  Cabos

  A opção pelo uso de cabos metálicos ou óticos é feita em função de: topologia, interferências ou desempenho dos pontos a que se pretende comunicar. Apesar dos cabos óticos proporcionarem um desempenho bem superior aos cabos metálicos, o custo desta solução e dos equipamentos envolvidos é bem maior.

  A tabela abaixo especifica os comprimentos máximos de links. Em relação aos comprimentos admitidos para os cordões de conexão, valem as regras citadas na seção Projeto da Rede Secundária apresentada adiante.

  2008 Rodrigo Moreno Marques - Reprodução permitida, desde que citada a fonte.

  80 MEIO CATEGORIA FREQUÊNCIA COMPRIMENTO MÁXIMO (metros) MHz

  REDE PRIMÁRIA REDE SECUNDÁRIA STP 300 800 (depende da UTP 3

  16

  90 aplicação) UTP 4

  20

  90

  90 UTP 5 100

  90

  90 FIBRA MM 62,5/125 μm 2000 90

  • FIBRA SM

  μm 3000 90 8,5/125

  • Tabela: Comprimentos máximos admitidos para cabos de rede interna estruturada

  6.4 – Projeto de cabeamento estruturado Generalidades

  Um projeto de cabeamento estruturado é elaborado mediante a seguinte seqüência básica:

  • Projeto da cabeamento interno secundário;
  • Projeto da cabeamento interno primário;
  • Projeto da cabeamento de interligação;
  • Detalhes construtivos; • Simbologia e notas. Devem fazer parte deste projeto desenhos específicos, contendo:
  • Planta e corte esquemático das tubulações de entrada, primárias, secundárias e cabos primários e secundários;
  • Identificação dos cabos primários e secundários conforme simbologia e identificação;
  • Indicação do comprimento dos lances de cabos primários, no corte esquemático;
  • Os tipos de dispositivos de conexão utilizados;
  • Localização das caixas intermediárias;
  • Detalhes dos armários de telecomunicações, da sala de equipamentos, ponto de terminação de rede e do ponto de telecomunicação e outros elementos que devem ser especificados no projeto de caminhos e espaços de telecomunicações.

  Além destes, podemos destacar também os seguintes conteúdos necessários nos projetos:

  • Localização da SEQ, DGT e dos AT
  • Planta contendo todos os pavimentos, indicando a distribuição dos pontos de telecomunicações
  • Determinação dos caminhos a serem seguidos pelos cabos da rede secundária
  • Definição da prumada da rede primária
  • Planta de situação ou implantação 2008 Rodrigo Moreno Marques - Reprodução permitida, desde que citada a fonte.

  81

  O projeto deverá conter informações claras com os seguintes objetivos:

  • Auxiliar a interpretação do projeto durante a sua execução e análise posterior
  • Identificar com clareza e exatidão cada um dos componentes de rede
  • Permitir facilidade de gerenciamento futuro Na norma NBR 14565, é admitida a possibilidade de adoção do conceito de cabeamento distribuído ou centralizado. Na topologia de cabeamento distribuído, a rede secundária (horizontal) se concentra nos armários de telecomunicações (em cada andar ou departamento) dotados de equipamentos ativos (

  hubs ou

switches). Cada equipamento destes racks, por sua vez, é conectado a outro(s) equipamento(s)

  na sala de equipamentos ou CPD.

  

CPD - Centro de Processamento de Dados

Servidores de Aplicações

Ilustração do autor, e A não consta na norma NBR 14565 Backbon e C Backbone B ... ... ... ... ackbon ... ... ... ... B Estações de Trabalho Estações de Trabalho Departamento A Departamento B

... ... ... ...

Estações de Trabalho Departamento C

  

Figura: Cabeamento distribuído

  O conceito de cabeamento centralizado refere-se a concentração dos equipamentos ativos da rede do prédio ou conjunto de prédios anexos em uma única sala de equipamentos, sendo este o ponto de origem de todos os cabos que terão como destino os pontos de telecomunicações, sem passar por equipamentos ativos intermediários.

  CPD - Centro de Processamento de Dados Servidores de Aplicações Ilustração do autor, não consta na norma Backbon e A NBR 14565 one C Backbone B ... ... ... ... ackb ... ... ... ... B Estações de Trabalho Estações de Trabalho Departamento A Departamento B ... ... ... ... Estações de Trabalho Departamento C

  

Figura: Cabeamento centralizado

2008 Rodrigo Moreno Marques - Reprodução permitida, desde que citada a fonte.

  82

  A tabela abaixo apresenta de maneira simplificada uma comparação entre a topologia centralizada e a distribuída.

  

Topologia Centralizada Topologia Distribuída

  Maior custo de cabos e infra-estrutura Menor custo de cabos e infra-estrutura A interrupção de um cabo afeta apenas um micro A interrupção de um backbone afeta vários micros Menor risco de congestionamentos nos cabos Maior risco de congestionamento dos backbones Menor

  "diâmetro máximo da rede" Maior "diâmetro máximo da rede"

  Ocupação de portas de switch otimizada, mais Ocupação de portas com sobras nos departamentos, econômica menos econômica

  Projeto de rede secundária

  Conforme ilustra o diagrama abaixo, os principais elementos que constituem o projeto da rede secundária são:

  • Blocos de conexão
  • Painéis de conexão
  • Cabos • Tomadas de telecomunicações
  • Cordões de conexão

  L

  2 L

1 L

  3 Cabeamento secundário

  X Área de Trabalho

  Armário de Telecomunicações

  LEGENDA

  L Cordão de Conexão

  1 L Cordão de Conexão (Identificado) ou fio jumper

  2 L Cordão de Conexão de equipamento (Identificado) ou fio

  3 jumper

  X Conexão Entre Redes com Jumper ou Cordão de Conexão

  Terminação Mecânica (Blocos / Painéis de Conexão) Ponto / Tomada de Telecomunicações

  P Ponto de Consolidação de Cabos (opcional)

  Cabo UTP ou STP de 4 pares 2008 Rodrigo Moreno Marques - Reprodução permitida, desde que citada a fonte.

  83

  • A rede secundária deve ter topologia em estrela, cujo centro fica localizado no armário de telecomunicações do andar.
  • A rede secundária pode ter no máximo um ponto de consolidação de cabo localizado entre o armário de telecomunicações e o ponto de telecomunicações, desde que esteja a mais de 15 m de distância do AT.
  • Não é admitida nenhuma emenda no cabo.
  • Para cada área de trabalho de 10m
    • O primeiro cabo deverá ser UTP 4 pares, categoria 3 ou superior.
    • O segundo cabo deverá ser suportado por no mínimo um dos seguintes meios: cabo UTP 4 pares (cat. 3 ou superior), cabo blindado ou cabo de fibra ótica multimodo

  • O comprimento máximo admitido para cada enlace de cabeamento metálico na rede secundária é 100m, assim distribuídos:
    • O comprimento máximo do cabo, contando desde o dispositivo de terminação do cabeamento secundário, instalado no armário de telecomunicações até o ponto de telecomunicações instalado na área de trabalho, deve ser 90m.
    • 7,0m são utilizados no armário de telecomunicações do andar como cordão de conexão entre blocos da rede secundária com a primária, e entre esta com os equipamentos ativos.
    • 3,0m são reservados para conectar o equipamento usuário ao ponto de telecomunicações instalado na área de trabalho.
    • Admite-se a alteração dos dois últimos comprimentos, desde que se mantenham os parâmetros de testes aceitáveis.

  • As etiquetas identificadoras para tomadas de telecomunicações instaladas deverão adotar o padrão de nomenclatura definido para
  • Os cabos secundários instalados deverão trazer nas duas extremidades etiquetas conforme o padrão de nomenclatura definido para identificação nas pontas de cada cabo. Em projeto adota-se o padrão definido no tem para

  2008 Rodrigo Moreno Marques - Reprodução permitida, desde que citada a fonte.

  84 As principais especificações para projeto de redes secundárias são:

  2

  , devem ser previstos no mínimo 02 (dois) pontos de telecomunicações, configurados da seguinte forma:

  

Figura: Distâncias admitidas para rede secundária

  ponto de telecomunicações. Em projeto adota-se o mesmo padrão.

  trecho de cabo secundário ou equivalente para cabo de fibra ótica.

  • Cordões de conexão e patch cords fazem parte da rede secundária, porém não são mostrados em projeto de planta. Eles aparecem normalmente nos detalhes dos armários de telecomunicações.
  • PLANTAS BAIXAS: as plantas baixas de cada andar fazem parte integrante de um projeto de cabeamento estruturado. A planta baixa apresenta uma vista superior do pavimento e a localização dos pontos de telecomunicações, cabos, dutos, caixas de passagem, etc.

  

Figura: Planta baixa (exemplo)

2008 Rodrigo Moreno Marques - Reprodução permitida, desde que citada a fonte.

  85

  Projeto de rede primária

  Os principais elementos que constituem o projeto da rede primária são:

  • Blocos e painéis de conexão
  • Cabos e barra de aterramento,
  • Sumário dos pontos em cada pavimento
  • Interconexão dos armários de telecomunicações
  • Identificação dos cabos
  • Comprimento dos lances dos cabos (CL)

  

ÁREA DE ÁREA DE ÁREA DE ÁREA DE ÁREA DE ÁREA DE

TRABALHO TRABALHO TRABALHO TRABALHO TRABALHO TRABALHO

REDE

PCC l opciona SECUNDÁRIA

DS DS DS DS DS DS

  

x x x x x x

  AT AT AT AT AT AT

  o REDE

2 PRIMÁRIA

  Nível (

  C) o

  DI

  1 x

  Nível (

  A)

  SEQ

  o

1 Nível (

  B) AT: Armário de telecomunicações DI: Distribuidor intermediário DS: Distribuidor secundário

  DG x

  DGT: Distribuidor geral de

  SEQ

  telecomunicações SEQ: Sala de equipamentos PCC: Ponto de consolidação de cabos

  

Figura: Principais elementos da rede primária

2008 Rodrigo Moreno Marques - Reprodução permitida, desde que citada a fonte.

  86

  • Deverá ser empregada topologia em estrela, cujo ponto central poderá ser a sala do distribuidor geral de telecomunicações ou a sala de equipamentos.
  • Poderão ser empregados os seguintes cabos na rede primária:
    • Cabo UTP 100 ohms
    • Cabo STP 150 ohms
    • Cabo de fibra ótica MM
    • Cabo de fibra ótica SM

  • Recomenda-se instalação do distribuidor geral de telecomunicações no centro a área a ser atendida para facilitar a distribuição de cabos.
  • Os comprimentos máximos admitidos para cada enlace da rede primária estão mostrados na tabela abaixo (válidos somente para transmissão de voz em cabo UTP ou dados em cabos óticos). As distâncias estabelecidas na tabela 3 admitem um acréscimo de 20 m de cabo destinado ao uso de cordões de conexão ou fio jumper.

  • Identificação de cabos primários instalados deve seguir o padrão definido para identificação

  • Para se definir a capacidade (quantidade de pares) dos cabos primários, divide-se a quantidade de pontos acumulados no armário de telecomunicações pelo fator 0,7.
  • Para o sumário dos pontos de telecomunicações em cada pavimento, adota-se o padrão:

  • A contagem dos cabos deve seguir os seguintes critérios:
    • O cabo distribuído no armário de telecomunicações mais afastado recebe a contagem iniciada em 1 e terminará em 25
    • O próximo cabo receberá a contagem que se iniciará em 26 e terminará em 50 e assim sucessivamente
    • À medida que se aproxima do distribuidor geral de telecomunicações a contagem do cabo aumenta

  • Diagrama unifilar - Consiste em mostrar esquematicamente os meios físicos e os cabos que partem do distribuidor geral de telecomunicações ou da sala de equipamentos atingindo os armários de telecomunicações no pavimento. As extremidades destes cabos devem ser conectadas em blocos ou painéis de conexão, localizados nos armários de telecomunicações e distribuidor geral de telecomunicações.

  2008 Rodrigo Moreno Marques - Reprodução permitida, desde que citada a fonte.

  87 As principais especificações para projeto da rede secundária são:

  Comprimentos máximos admitidos para rede primária (válidos somente para transmissão de voz em cabo UTP ou dados em cabos óticos)

  Tipo de cabo Trecho A Trecho B Trecho C UTP 800 m 500 m 300 m F.O. Multimodo 2000 m 500 m 1500 m F.O. Monomodo 3000 m 500 m 2500 m

  Nota do autor: No caso de emprego de cabos UTP/STP para transmissão de dados, a distância máxima admitida é 90m.

  

Tabela: Distâncias admitidas para rede primária

  nas pontas de cada cabo. Em projeto adota-se o padrão definido para trecho de cabo primário ou equivalente para cabo de fibra ótica.

  A B C D

  onde: A é a previsão de demanda para serviço de voz B é a quantidade ideal de pares para atender a demanda de voz C é a previsão de demanda para outros serviços D é a quantidade ideal de pares para atender a demanda de outros serviços

  • Cada pavimento pode ser conectado aos de acima e aos de baixo através de cabos, de acordo com a demanda desejada. Devem ser representados todos os cabos que partem dos armários de telecomunicações, até a área de trabalho.

  

Figura: Diagrama unifilar simplificado, sem identificações

2008 Rodrigo Moreno Marques - Reprodução permitida, desde que citada a fonte.

  88

  

Figura: Diagrama unifilar detalhado (exemplo)

2008 Rodrigo Moreno Marques - Reprodução permitida, desde que citada a fonte.

  89 O projeto da rede primária deve contemplar desenho(s) dos armários de telecomunicações, incluindo ocupação com a rede secundária, primária e equipamentos ativos (caso existam). A figura abaixo exemplifica um armário de telecomunicações cujos elementos estão montados em prancha de madeira.

  Nota do autor: podem ser empregados também racks (abertos ou fechados) já descritos.

  

Figura:Armário de telecomunicações (exemplo)

  • O projeto da rede primaria deve contemplar desenho da sala de equipamentos com o seu

  lay-out, ocupação com cabos primários, ponto de terminação de rede da concessionária e equipamentos ativos (caso existam).

  Proteção elétrica

  A sala de entrada de telecomunicações, a sala de equipamentos e os armários de telecomunicações devem conter uma barra de vinculação de cobre estanhado em sua superfície, com 6mm de espessura, 50mm de largura e comprimento de acordo com a necessidade de vinculação.

  A barra de vinculação instalada no PTR da sala de entrada de telecomunicações deve ser interligada à barra do sistema de aterramento geral do prédio ou a um aterramento exclusivo,

  2 através de uma cordoalha de cobre de 25 mm .

  A barra de vinculação deve ser fixada no DGT da sala de equipamentos e armários de telecomunicações, e de modo que fique isolada. As barras de vinculação devem estar o mais próximo possível dos pontos de conexão, de modo a minimizar distâncias. Caso seja necessário, pode ser instalada mais de uma barra de vinculação no mesmo compartimento.

  2008 Rodrigo Moreno Marques - Reprodução permitida, desde que citada a fonte.

  90 Todas as barras de vinculação devem ser interligadas entre si, através de uma cordoalha de 10

  2 mm .

  2. A seção transversal de um condutor de vinculação deve ser de, no mínimo, 10 mm .

  Todos os condutores de vinculação devem ser de cobre e com capa isolante. Os cabos com blindagem devem ter suas terminações vinculadas às barras de vinculação e nos condutores de vinculação nas estações de trabalho.

  Cada ramificação do caminho secundário que parte do armário de telecomunicações deve conter um condutor de vinculação acessível em todas estações de trabalho. As tomadas de telecomunicações devem ser vinculadas a esse condutor. Todos os condutores de vinculação das estações de trabalho devem ser conectados à barra de vinculação do armário de telecomunicações através de um conector tipo TMA estanhado.

  Quando da necessidade de interligação de edifícios com aterramento distinto, é recomendável que esta interligação seja uma fibra ótica. Caso a interligação seja feita com cabos metálicos, deve ser projetado um sistema de proteção adequado, com utilização de dispositivo de proteção contra sobretensões e sobrecorrentes, a fim de assegurar a integridade total dos equipamentos e pessoas contra surtos elétricos.

  Administração da rede interna estruturada

  Chama-se administração de um sistema de cabeamento estruturado, todas as etiquetas, placas de identificação, planta dos pavimentos, cortes esquemáticos dos caminhos e espaços, da rede primária e secundária, tabelas e detalhes construtivos inscritos no projeto, memorial descritivo de rede interna, banco de dados que contenham um histórico, programa de computador, documentação técnica e/ou documentação de caminhos que possibilitem a manutenção e inclusão de pontos de cabeamento, sem a necessidade de repasse verbal de informações.

  Simbologia de Rede de Telecomunicação: BAP Barra de Aterramento Principal BATxxx Barra de Aterramento de Telecomunicação BCIxxx Bloco ou painel de Conexão cruzada Intermediária BCPxxx Bloco ou Painel de Conexão cruzada Principal BCSxxx Bloco de Conexão cruzada do cabeamento Secundário BICxxx Bloco ou painel de Interconexão BVxxx Barra de Vinculação CAxxx Cabo de Aterramento CCxxx Cabo de Cobre CFoxxx Cabo de Fibra ótica CPYxxx Cabo Primário CSYxxx Cabo Secundário CVxxx Condutor de Vinculação Exxx Emenda (mecânica, torção ou fusão) PCCxxx Ponto de Consolidação de Cabos PPxxx Porta ou Painel de Conexão PTCxxx Ponto de Transição de cabos PTRxxx Ponto de Terminação de Rede PTxxx Ponto de Telecomunicações 2008 Rodrigo Moreno Marques - Reprodução permitida, desde que citada a fonte.

  91

  2008 Rodrigo Moreno Marques - Reprodução permitida, desde que citada a fonte.

  andar de um único edifício proveniente da porta 02 do primeiro painel ou do 1

  Ex. 04: Uma indicação em planta de cabos secundários, saindo do armário para as tomadas de telecomunicações no 2º andar.

  (CB3-SEQ4) AT4

  Ex. 03: Uma indicação em planta da terceira bandeja do 4º andar para um armário de telecomunicações no próprio andar.

  1, irá receber duas identificações, sendo uma na extremidade da área de trabalho em que ela chega e outra no painel de conexões a que está ligada. ATR 002 na etiqueta do painel ou bloco de conexões e PT05002 na área de trabalho.

  o

  bloco de conexões no armário de telecomunicações n

  o

  o

  92 Simbologia para identificações dos componentes de caminhos e espaços:

  02 localizados no 5

  o

  Ex. 02: O cabo secundário de 4 pares UTP ligado no ponto de telecomunicações n

  andar do prédio 2. AT001 – A6 – P2

  o

  Ex. 01: Placa de sinalização instalada na porta de um armário de telecomunicações no 6

  Exemplos de identificação:

  ATRxxx Área de Trabalho ATxxx Armário de Telecomunicações Axxx Andar ou pavimento CBxxx Caminho em Bandeja de cabos ou eletrocalha aberta CCCxxx Caixa de Consolidação de Cabos CCPxxx Caminho para Cabeamento Primário CCSxxx Caminho para Cabeamento Secundário CPSxxx Caixa de Passagem Subterrânea CPxxx Caixa de Passagem CSxxx Caixa de Saída CSxxx Caixa Subterrânea CTCxxx Caixa de Transição de Cabos CTxxx Caixa de Tomada Cxxx Caminho em conduite, eletroduto ou canaleta EAxxx Entrada de Antena PCxxx Ponto de Consolidação PExxx Poço de Elevação Pxxx Prédio SEQxxx Sala de Equipamentos SETxxx Sala de Entrada de Telecomunicações TExxx Tubulação de Entrada TIxxx Tubulação de Interligação

  (4 x CSU4P) 02 005 a 008 Todos os itens citados devem possuir tabelas memoriais detalhadas para uso futuro.

  2008 Rodrigo Moreno Marques - Reprodução permitida, desde que citada a fonte.

  Azul Púrpura Marrom Azul Verde Branca

  ET

  Para a Concessionária

  Laranja

  Bloco de conexão cruzada Meio de transmissão

  BCC SEQ BCI SEQI Legenda:

  Cabeamento primário entre prédios (campus)

  Marrom

  Cabeamento primário 1º nível

  Branca

  Cabeamento primário 2º nível Cabeamento secundário

  93 Todas as terminações utilizadas devem estar codificadas por cores que identifiquem prontamente

  SEQI BCI AT

  Púrpura amarela (*) Nota

  Azul Branca Cinza Cinza Azul

  Tomada de telecomunicações

  (Campus) Marron Terminação de saída e entrada dos prédios de um Campus Miscelâneas e circuitos especiais Amarela Circuitos auxiliares, circuitos pontes em redes de barramento. Etc.

  Rede Primaria 2º nível Cinza Etiquetas em painéis e blocos de conexão intermediário e o painel de conexão a rede secundaria Rede Secundaria Azul Etiquetas em painéis e blocos de conexão e nas outras terminações, tomada e ponto de consolidação de cabos Rede interna cabeamento primário

  PTR sala de entrada de telecomunicações Conexão com a rede pública de telecomunicações Verde Etiquetas na sala de equipamentos ou armário de telecomunicações Equipamentos (PABX, Ativos instalados em bastidores, etc.) Púrpura Etiquetas em painéis ou blocos de conexão de acesso interconectados aos equipamentos Rede Primaria Branca Etiquetas em painéis ou blocos de conexão

  IDENTIFICAđấO COMENTÁRIOS Cabo de entrada de Telecomunicações Laranja Esta identificação e feita através de etiquetas, nos blocos de terminação no

  TIPOS DE TERMINAđấO COR DE

  a origem dos meios de transmissão conectados a esta de acordo com a tabela e na figura a seguir.

  Blocos de conexão da Concessionária (*) Nota: Terminação de circuito especial - pode ser conectado a qualquer outra cor.

  UNIDADE VII - EMENDAS EM FIBRAS ÓTICAS

  Existem dois tipos básicos de emendas que podem ser efetuadas em cabos óticos: emenda por fusão ou emenda mecânica.

  7.1 Emenda por Fusão

  Neste tipo de emenda primeiramente as duas pontas das fibras devem ser limpas e CLIVADAS. A CLIVAGEM é o processo de corte com precisão da ponta da fibra ótica. É efetuada a partir de um pequeno ferimento na casca da fibra ótica (risco), sendo depois é tracionada e curvada sob o risco. Assim o ferimento se propaga uniformemente pela estrutura cristalina da fibra. Como este processo pode gerar arestas na face clivada, a qualidade de uma clivagem deve ser observada com microscópio e, caso não esteja satisfatória, deve ser refeita antes da fusão. Existem algumas ferramentas de precisão com as quais consegue-se uma clivagem de alta qualidade e de forma bem eficiente.

  Em seguida são introduzidas numa máquina (chamada máquina de fusão) para serem alinhadas com precisão e serem submetidas a um arco voltaico que eleva a temperatura nas faces das fibras, provocando o seu derretimento e soldagem. O arco voltaico é obtido a partir de uma diferença de potencial aplicada sobre dois eletrodos. Após a fusão, a fibra é revestida por um "tubete" metálico ou similar com a função de oferecer resistência mecânica à emenda, protegendo-a contra quebras e fraturas.

  Após a proteção, a fibra emendada é acomodada em terminadores óticos, distribuidores internos óticos ou caixas de emendas. Estas peças podem ser de vários tipos de acordo com a aplicação e o número de fibras. Podem ser para instalação aérea, para instalação em rack padrão 19”, parede, etc.

  

Figura: Equipamento de fusão ótica com visor de cristal líquido

Fabricante: FIBRACEM

2008 Rodrigo Moreno Marques - Reprodução permitida, desde que citada a fonte.

  94

  7.2 Emenda Mecânica

  Este tipo de emenda é baseado no alinhamento das fibras através de estruturas mecânicas. São dispositivos dotados de travas para que a fibra não se mova no interior da emenda e contém líquidos entre as fibras, chamados líquidos casadores de índice e refração, que tem a função de diminuir as perdas de Fresnel (reflexão). Assim como na emenda por fusão, antes do processo de emenda mecânica as fibras também devem ser limpas e clivadas. Este tipo de emenda possui custo relativamente barato, mas pode se deteriorar com o tempo. Recomenda-se o emprego desta solução somente em casos emergenciais ou temporários.

  

Figura: Emenda mecânica

Fabricante: AMP

2008 Rodrigo Moreno Marques - Reprodução permitida, desde que citada a fonte.

  95

  UNIDADE VIII - TESTE E CERTIFICAđấO EM CABEAMENTO ESTRUTURADO 8.1 Equipamento mapeador de fios (TEST LED) Testes e resultados:

  Este tipo de equipamento realiza basicamente dois testes:

  • Continuidade de cada um dos 8 fios do cabo par trançado e blindagem (se houver); - Possível inversão de pares decorrente de conectorização errada. Os resultados são apresentados através de LEDs coloridos.

  Custo: Baixo.

  Figura: Testador de Cabos Fabricante: LANtest 2008 Rodrigo Moreno Marques - Reprodução permitida, desde que citada a fonte.

  96

  8.2 – Equipamento certificador de enlaces com cabos de pares trançados Módulos:

  Este tipo de equipamento possui dois módulos: um injetor de sinais e uma CPU com visor, teclado alfanumérico e memória.

  Testes e resultados:

  Os testes realizados pelos certificadores de cabeamento e a aceitação dos resultados são definidos pelas normas que especificam as características técnicas e performance mínimas de cada categoria de cabo. Antes executar os testes é necessário selecionar o tipo de cabo, sua categoria, a norma aplicável, bem como o tipo de link (permanente ou canal).

  Os testes exigidos pelas normas mais recentes, válidos para cabeamento categoria 6 são: - Mapa de fios ( wire map).

  • Comprimento ( length).
  • Resistência (

  resistance)

  • Capacitância ( capacitance)
  • Impedância (

  impedance)

  • Atenuação ( insertion loss)
  • Perdas por retorno ( Return Loss).
  • Atraso de propagação ( Propagation Delay).
  • Diferença dos atrasos de propagação ( Skew Delay).
  • Testes de diafonia, ou seja, interferência (

  crosstalk):

  • NEXT (

  near end crosstalk)

  • PSNEXT ( power sum NEXT)
  • ELFEXT ( equal level far end crosstalk).
  • PSELFEXT. (

  power sum ELFEXT)

  • Relação atenuação-diafonia (ACR - Attenuation to crosstalk relation) (*)
  • PSACR (

  power sum ACR) (*) (*) Os testes ACR e PSACR são especificados na norma ISO, mas não na norma EIA/TIA.

  Características básicas deste tipo de equipamento:

  • Armazenamento em memória de 500 testes ou mais com de identificação dos links
  • Saída USB para descarga dos relatórios em microcomputad>- Seleção do tipo e categoria do
  • Seleção da norma aplicável
  • Seleção de link permanente ou link canal
  • Seleção dos testes a serem realizados ou "autoteste" completo
  • Visor cristal líquido para visualização dos resultados numéricos e gráficos
  • Testes bidirecionais (não é necessário inversão de CPU/injetor em cada teste)
  • Funcionamento através de baterias recarregáveis ou fonte AC 2008 Rodrigo Moreno Marques - Reprodução permitida, desde que citada a fonte.

  97 A tabela abaixo apresenta alguns modelos encontrados no marcado em dezembro de 2006:

  Imagem Fabricante Modelo e descrição DTX É o mais avançado equipamento de FLUKE certificação da gama Fluke NETWORKS Networks. O Modelo DTX-1800 é o único que garante testes 10GB

WIRESCOPE PRO 2006

  Este equipamento estará disponível AGILENT brevemente e promete tornar-se no Technologies mais rápido e avançado certificador de cablagem do mercado.

LANTEK 7G

  Primeiro equipamento de

  IDEAL certificação do mundo a testar até Industries 1GHz.

  WIRESCOPE 350 Único equipamento de certificação AGILENT de cablagem estruturada em CAT6 Technologies com manuseamento por "touch Screen".

  LANTEK 6a Primeiro equipamento de

  IDEAL certificação do mundo desenhado Industries especificamente para certificar cablagens CAT6a (augmented).

  2008 Rodrigo Moreno Marques - Reprodução permitida, desde que citada a fonte.

  98

  

Exemplo de relatório de certificação de enlace UTP

Enlace categoria 5e

PENTASCANNER+ CABLE CERTIFICATION REPORT FIAT AUTOMÓVEIS DO BRASIL

  • CAT5 Channel Autotest Circuit ID: PT 05 Date: 09 Jan 01 Test Result: PASS Cable Type: Cat 5 UTP Link Performance: NVP: 72 Owner: OPEN 5 LTDA Gauge: Serial Number: 38P95FB5105 Manufacturer: Inj. Ser. Num: 38T96J00202 Connector:

  SW Version: V05.00 User: Building: Floor: Closet: Rack: Hub: Slot: Port: Test Expected Results Actual Test Results

  • Wire Map | Near: 12345678 | Near: 12345678 Skew (nS):5 | Far: 12345678 | Far: 12345678
  • | | Pr 12 Pr 36 Pr 45 Pr 78 | | -------- -------- -------- -------- Length m| 0.0 - 100.0 | 46.2 46.0 45.5 45.1 Prop. Delay nS| 0 - 32767 | 214 213 211 209 Impedance ohms| 80 - 125 | 108 109 110 110

  Resistance ohms| 0.0 - 18.8 | 7.8 7.8 7.5 7.7 Capacitance pF| 10 - 5600 | 2299 1966 2113 2004 Attenuation dB| Cat 5 Channel | 8.9 9.1 8.7 8.6 Freq MHz| | 96.0 98.0 98.0 100.0 Limit dB| | 23.5 23.7 23.7 24.0 Return Loss | | PentaScanner+ dB| | Freq MHz| - | Limit dB| | Injector dB| | Freq MHz| - | Limit dB| |

  • Test | 12/36 12/45 12/78 36/45 36/78 45/78
    • | ----- ----- ----- ----- ----- ----- NEXT Cat 5 Channel+0.0 | PentaScanner+ dB| 34.7 37.7 37.3 32.6 32.2 43.6 Freq ( 1.0-100.0) MHz| 96.1 98.3 88.7 82.7 93.1 66.7 Limit dB| 27.4 27.2 28.0 28.5 27.6 30.1 Injector dB| 39.2 45.8 39.7 36.5 36.6 41.9

  Freq ( 1.0-100.0) MHz| 60.6 66.6 61.4 93.2 93.2 92.8 Limit dB| 30.8 30.1 30.7 27.6 27.6 27.6 ACR Derived | PentaScanner+ dB| 26.0 28.8 29.1 24.9 23.8 36.4 Freq MHz| 96.0 99.0 89.0 83.0 93.0 92.0 Limit dB| 3.9 3.4 5.4 7.0 4.5 4.7 Injector dB| 32.6 37.6 32.9 27.7 28.2 33.8 Freq MHz| 99.0 89.0 89.0 100.0 93.0 93.0 Limit dB| 3.4 5.4 5.4 3.1 4.5 4.5

  • Signature: ________________________________________ Date: ______________ 2008 Rodrigo Moreno Marques - Reprodução permitida, desde que citada a fonte.

  99

  

Exemplo de relatório de certificação de enlace UTP

Enlace categoria 6 – RELATÓRIO SINTÉTICO

Nome do trabalho: EST. DE SA-TI Data do relatório:24/10/2006

Cliente: Faculdade Estacio de Sá

  Versão do S/W:3.201

Resumo

Todos os Cabos Par Trançado Coax/Twinax Fibra Personalizado

  52

  52 Aprovado : 52 Aprovado : 52 Aprovado : 0 Aprovado : 0 Aprovado : 0 Reprovado : 0 Reprovado : 0 Reprovado : 0 Reprovado : 0 Reprovado : 0 Comp. Total: Comp. Total: Comp. Total: Comp. Total: Comp. Total: 1114.6m 1114.6m 0.0m 0.0m 0.0m

  

APROVADO

  

ID do Cabo1: PT-01 Tipo de Cabo: Cat6-250 UTP Perm Padrão do Teste: TIA/EIA-568-B

  

ID do Cabo2: TOMADA NVP 0.68c Faixa de Frequência: 1-250 MHz

Instrumento de Teste:Lantek Dados do Teste: 11/10/2006

  Operador:: FRANCISCO

  LT8600[549011/549017]

  Hora do Teste:: 14:07:46 Versão do F/W:V2.600 Contratante:: Empresa:: Testes Resultado Pior Pares Limite Margem

  Mapa de Fios APROVADO 12345678 N/D 12345678 N/D Atenuação APROVADO 8.0dB @ 245.0MHz 5,4 < 30.3dB +22.3dB Comprimento APROVADO 20.4m 7,8 < 90.0m +69.6m NEXT APROVADO 36.8dB @ 234.0MHz 7,8-3,6 > 36.0dB +0.8dB Resistência CC APROVADO

5.8Ohm 5,4 < 20.0Ohm +14.2Ohm

  Impedância APROVADO 104.9Ohm 7,8 85.0 - 115.0Ohm +10.1Ohm Perda de Retorno APROVADO 13.7dB @ 228.0MHz 3,6 &gt; 10.6dB +3.1dB Atraso de Propagação APROVADO 120.9ns 5,4 510.0ns +389.1ns ACR APROVADO 29.6dB @ 234.0MHz 3,6 &gt;= 6.5dB +23.1dB Capacitância APROVADO 48.70pF 5,4 &lt; 66.00pF +17.3pF ELFEXT APROVADO 25.4dB @ 246.0MHz 5,4-3,6 &gt; 16.5dB +8.9dB Área de Margem APROVADO 0.9dB

  0.9 N/D N/D Power Sum ACR APROVADO 28.6dB @ 234.0MHz 3,6 &gt; 3.5dB +25.1dB Power Sum ELFEXT APROVADO 24.9dB @ 246.0MHz 3,6 &gt; 13.5dB +11.4dB Power Sum NEXT APROVADO 35.8dB @ 234.0MHz 3,6 &gt; 33.0dB +2.8dB

  2008 Rodrigo Moreno Marques - Reprodução permitida, desde que citada a fonte. 100

  

Exemplo de relatório de certificação de enlace UTP

Enlace categoria 6 – RELATÓRIO ANALÍTICO

Nome do trabalho: EST. DE SA-TI Data do relatório:24/10/2006

Cliente: Faculdade Estacio de Sá

  Versão do S/W:3.201

Resumo

Todos os Cabos Par Trançado Coax/Twinax Fibra Personalizado

  52

  52 Aprovado : 52 Aprovado : 52 Aprovado : 0 Aprovado : 0 Aprovado : 0 Reprovado : 0 Reprovado : 0 Reprovado : 0 Reprovado : 0 Reprovado : 0 Comp. Total: Comp. Total: Comp. Total: Comp. Total: Comp. Total: 1114.6m 1114.6m 0.0m 0.0m 0.0m

  

APROVADO

Padrão do Teste:

  ID do Cabo1: PT-01 Tipo de Cabo: Cat6-250 UTP Perm

TIA/EIA-568-B

  ID do Cabo2: Faixa de Frequência: 1- NVP 0.68c

  TOMADA 250 MHz

  Instrumento de Teste:Lantek Dados do Teste: Operador:: FRANCISCO

  11/10/2006 LT8600[549011/549017] Hora do Teste:: Versão do F/W:V2.600 Contratante:: 14:07:46

  Empresa::

Mapa de Fios: APROVADO

UP 1 2 3 4 5 6 7 8

  | | | | | | | |

UR 1 2 3 4 5 6 7 8

Pares (NVP)

  7,8(0.68) 3,6(0.68) 5,4(0.68) 1,2(0.68) Teste

  Limite Resultado 20.4m 20.6m 21.4m 21.2m &lt; 90.0m Aprovado

  Comprimento Atraso de 116.1ns 116.7ns 120.9ns 119.8ns &lt; 510.0ns Aprovado

  Propagação 104.9 104.9 102.8 103.5 85.0 - 115.0 Aprovado

  Impedância

Ohm Ohm Ohm Ohm Ohm

  Resistência CC

  4.4 Ohm

  5.2 Ohm

  5.8 Ohm

  5.2 Ohm &lt; 20.0 Ohm Aprovado 47.8pF/m 47.6pF/m 48.7pF/m 48.3pF/m &lt; 66.0pF/m Aprovado Capacitância

  0.9dB N/D Aprovado

  Área de Margem

NEXT: APROVADO

Pares UP/UR Resultado Pior Limite Margem

  2008 Rodrigo Moreno Marques - Reprodução permitida, desde que citada a fonte. 101

  5,4-1,2 UR Aprovado 50.6dB @ 244.50MHz &gt; 35.6dB 15.0dB 3,6-1,2 UR Aprovado 42.2dB @ 224.50MHz &gt; 36.3dB 5.9dB 3,6-5,4 UR Aprovado 42.8dB @ 231.00MHz &gt; 36.1dB 6.7dB 7,8-1,2 UR Aprovado 49.6dB @ 201.50MHz &gt; 37.1dB 12.5dB 7,8-5,4 UR Aprovado 41.3dB @ 250.00MHz &gt; 35.3dB 6.0dB 7,8-3,6 UR Aprovado 36.8dB @ 234.00MHz &gt; 36.0dB 0.8dB 5,4-1,2 UP Aprovado 46.1dB @ 245.00MHz &gt; 35.6dB 10.5dB 3,6-1,2 UP Aprovado 37.6dB @ 235.00MHz &gt; 35.9dB 1.7dB 3,6-5,4 UP Aprovado 44.2dB @ 236.50MHz &gt; 35.9dB 8.3dB 7,8-1,2 UP Aprovado 48.9dB @ 201.50MHz &gt; 37.1dB 11.8dB 7,8-5,4 UP Aprovado 37.5dB @ 250.00MHz &gt; 35.3dB 2.2dB 7,8-3,6 UP Aprovado 42.9dB @ 238.50MHz &gt; 35.8dB 7.1dB

  

Perda de Retorno: APROVADO

Pares UP/UR Resultado Pior Limite Margem

1,2 UR Aprovado 20.4dB @ 168.00MHz &gt; 11.9dB 8.5dB 5,4 UR Aprovado 15.1dB @ 236.50MHz &gt; 10.4dB 4.7dB 3,6 UR Aprovado 14.2dB @ 246.00MHz &gt; 10.2dB 4.0dB 7,8 UR Aprovado 17.2dB @ 229.00MHz &gt; 10.6dB 6.6dB 1,2 UP Aprovado 20.4dB @ 168.00MHz &gt; 11.9dB 8.5dB 5,4 UP Aprovado 15.2dB @ 237.50MHz &gt; 10.4dB 4.8dB 3,6 UP Aprovado 13.7dB @ 228.00MHz &gt; 10.6dB 3.1dB 7,8 UP Aprovado 16.1dB @ 229.50MHz &gt; 10.6dB 5.5dB

  

Atenuação: APROVADO

Pares Resultado Pior Limite Margem

1,2 Aprovado 7.3dB @ 246.50MHz &lt; 30.4dB 23.1dB 5,4 Aprovado 8.0dB @ 245.00MHz &lt; 30.3dB 22.3dB 3,6 Aprovado 7.8dB @ 246.00MHz &lt; 30.4dB 22.6dB 7,8 Aprovado 7.5dB @ 246.00MHz &lt; 30.4dB 22.9dB

  2008 Rodrigo Moreno Marques - Reprodução permitida, desde que citada a fonte. 102

  

ACR: APROVADO

Pares UP/UR Resultado Pior Limite Margem

1,2 UR Aprovado 35.3dB &gt;= 7.5dB 27.8dB 5,4 UR Aprovado 33.7dB &gt;= 4.6dB 29.1dB 3,6 UR Aprovado 29.6dB &gt;= 6.5dB 23.1dB 7,8 UR Aprovado 29.9dB &gt;= 6.5dB 23.4dB 1,2 UP Aprovado 30.6dB &gt;= 6.4dB 24.2dB 5,4 UP Aprovado 29.9dB &gt;= 4.8dB 25.1dB 3,6 UP Aprovado 30.3dB &gt;= 6.4dB 23.9dB 7,8 UP Aprovado 30.5dB &gt;= 4.6dB 25.9dB

  

ELFEXT: APROVADO

Pares UP/UR Resultado Pior Limite Margem

1,2-5,4 UP Aprovado 35.7dB @ 235.00MHz &gt; 17.0dB 18.7dB 1,2-3,6 UP Aprovado 34.9dB @ 247.50MHz &gt; 16.4dB 18.5dB 1,2-7,8 UP Aprovado 41.4dB @ 220.00MHz &gt; 17.6dB 23.8dB 5,4-1,2 UP Aprovado 36.6dB @ 233.00MHz &gt; 17.1dB 19.5dB 5,4-3,6 UP Aprovado 25.4dB @ 246.00MHz &gt; 16.5dB 8.9dB 5,4-7,8 UP Aprovado 37.0dB @ 235.00MHz &gt; 17.0dB 20.0dB 3,6-1,2 UP Aprovado 34.0dB @ 214.00MHz &gt; 17.9dB 16.1dB 3,6-5,4 UP Aprovado 25.4dB @ 249.50MHz &gt; 16.3dB 9.1dB 3,6-7,8 UP Aprovado 40.5dB @ 232.50MHz &gt; 17.1dB 23.4dB 7,8-1,2 UP Aprovado 39.8dB @ 249.50MHz &gt; 16.3dB 23.5dB 7,8-5,4 UP Aprovado 36.3dB @ 235.00MHz &gt; 17.0dB 19.3dB 7,8-3,6 UP Aprovado 42.9dB @ 250.00MHz &gt; 16.2dB 26.7dB

  

Power Sum ACR: APROVADO

Pares UP/UR Resultado Pior Limite Margem

1,2 UR Aprovado 34.9dB &gt;= 4.5dB 30.4dB 5,4 UR Aprovado 32.3dB &gt;= 2.8dB 29.5dB 3,6 UR Aprovado 28.6dB &gt;= 3.5dB 25.1dB 7,8 UR Aprovado 28.9dB &gt;= 2.8dB 26.1dB 1,2 UP Aprovado 30.2dB &gt;= 2.2dB 28.0dB 5,4 UP Aprovado 29.3dB &gt;= 3.3dB 26.0dB 3,6 UP Aprovado 29.2dB &gt;= 3.4dB 25.8dB 7,8 UP Aprovado 29.5dB &gt;= 1.6dB 27.9dB

  2008 Rodrigo Moreno Marques - Reprodução permitida, desde que citada a fonte. 103

  

Power Sum ELFEXT: APROVADO

Pares UP/UR Resultado Pior Limite Margem

1,2 UP Aprovado 32.0dB @ 215.00MHz &gt;= 14.8dB 17.2dB 5,4 UP Aprovado 24.9dB @ 249.50MHz &gt;= 13.3dB 11.6dB 3,6 UP Aprovado 24.9dB @ 246.00MHz &gt;= 13.5dB 11.4dB 7,8 UP Aprovado 35.1dB @ 235.00MHz &gt;= 14.0dB 21.1dB

  

Power Sum NEXT: APROVADO

Pares UP/UR Resultado Pior Limite Margem

1,2 UR Aprovado 41.8dB @ 224.50MHz &gt; 33.3dB 8.5dB 5,4 UR Aprovado 39.7dB @ 240.50MHz &gt; 32.7dB 7.0dB 3,6 UR Aprovado 35.8dB @ 234.00MHz &gt; 33.0dB 2.8dB 7,8 UR Aprovado 35.9dB @ 240.00MHz &gt; 32.8dB 3.1dB 1,2 UP Aprovado 37.3dB @ 245.00MHz &gt; 32.6dB 4.7dB 5,4 UP Aprovado 36.7dB @ 235.50MHz &gt; 32.9dB 3.8dB 3,6 UP Aprovado 36.5dB @ 235.00MHz &gt; 32.9dB 3.6dB 7,8 UP Aprovado 36.5dB @ 250.00MHz &gt; 32.3dB 4.2dB

  2008 Rodrigo Moreno Marques - Reprodução permitida, desde que citada a fonte. 104

  8.3 – Power Metter: Equipamento de medição de atenuação luminosa em fibras óticas Módulos:

  A solução se compõe de dois módulos:

  • - Injetor de sinal (LED ou laser); - Medidor de potência luminosa. Teste:

  Mede em uma extremidade da fibra a potência de um sinal luminoso injetado por um módulo na outra extremidade. A diferença entre a potência medida e a potência emitida permite conhecer a atenuação do sinal luminoso no link. A ausência de sinal medido indica que a fibra está rompida. É necessária a inversão do injetor e medidor para teste de propagação do sinal em ambas as direções em cada fibra do cabo ótico. A atenuação máxima admitida

  Fig: Modelos da MICROTEST

  é definida pelas normas de cabeamento estruturado.

  Resultados:

  A atenuação em dB (unidirecional) é mostrada em um visor de cristal líquido. Não existe memória para armazenamento dos resultados.

  Adaptadores:

  Deve-se empregar adaptadores para conectores óticos SC, ST, FC, etc, de acordo com o enlace que está sendo testado.

  Custo: Alto.

  2008 Rodrigo Moreno Marques - Reprodução permitida, desde que citada a fonte. 105

  8.4 OTDR – Optical Time Domain Reflectometer Testes e resultados:

  O Reflectômetro Ótico no Domínio do Tempo (OTDR) injeta pulsos laser nas fibras óticas e mede as reflexões da luz ao longo de todo enlace (incluindo pequenas reflexões em conectores e emendas do link) em função do tempo. As características da luz refletida permitem determinar de forma precisa a atenuação ao longo do comprimento linear da fibra, em seus conectores e nas emendas. Uma saída gráfica em uma tela de cristal líquido (colorida ou monocromática) permite a visualização de uma curva que representa a atenuação (eixo Y) em função do comprimento linear da fibra (eixo X).

  Características básicas:

  • Compatível com fibras multimodo, monomodo, etc;

  Compatível com conectores ST, SC, FC, etc; -

  • Os resultados podem ser armazenados em memória ou outras mídias (disquetes), bem como descarregados diretamente em microcomputadores; Resolução de perdas (típica): ± 0,01 dB; -
  • Resolução de distâncias (típica): até 25 cm;

  Distâncias de trabalho (típicas): Fibra SM: 10m a 240 Km; - Fibra MM: 10m a 40 Km;

  Bateria de Ni-Cd com autonomia típica de 4 a 8 horas; - Sistemas operacionais residentes, como por exemplo Microsoft Windows CE; - Interfaces para conexão de teclados, cartões PCMCIA, placas de rede local, impressoras, etc; -

  Custo: Muito alto.

  

Figura: OTDR NetTek (esquerda) com monitor colorido e Mini-OTDR TFS3031 (direita) com

monitor monocromático. Fabricante: Tektronix

2008 Rodrigo Moreno Marques - Reprodução permitida, desde que citada a fonte. 106

  

Figura: Exemplo de saída gráfica do OTDR NetTek da Tektronix

2008 Rodrigo Moreno Marques - Reprodução permitida, desde que citada a fonte. 107

  REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

  • STALLINGS, Willian, Redes e Sistemas de comunicação de dados – Projetos e Aplicações Corporativas, Rio de Janeiro, Campus, 2005.
  • TANENBAUM, Andrew S., Redes de Computadores, Rio de Janeiro, Editora Campus, tradução da a

  4 Ed., 2003

  • COELHO, Paulo Eustáquio. Projetos de Redes Locais com Cabeamento Estruturado. 1a ed. Belo Horizonte: Instituto OnLine, 2003
  • NETO, Vicente Soares &amp; outros. Telecomunicações - Redes de Alta Velocidade - Cabeamento Estruturado. 5a. Edição. São Paulo: Editora Érica.
  • TORRES, Gabriel, Redes de Computadores – Curso Completo, Rio de Janeiro, Axcel Books do a

  Brasil Editora Ltda, 1 Ed., 2001

  • ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas, NBR 14565 – Procedimento básico para

  elaboração de projetos de cabeamento de telecomunicações para rede interna estruturada, Rio de

  Janeiro, ABNT, edições de 2000 (primeira versão) e 2007 (segunda versão)

  • SOARES, L. F. G., Lemos, G e Colcher, S., Das LANs, MANs e WANs às Redes ATM, Rio de a

  Janeiro, 2 Ed, 1995

  • FURUKAWA – Material do treinamento Furukawa Certified Professional:

  MF-101 – Introdução a Tecnologia de Redes MF-102 – Acessórios e Equipamentos para Redes MF-103 – Cabeamento Estruturado Metálico MF-104 – Cabeamento Estruturado Ótico

  • PINHEIRO, J. M. S. Cabeamento para Gigabit Ethernet. Disponível em: http://www.projetoderedes.com.br/artigos/artigo_cabeamento_para_gigabit_ethernet.php. Acesso em: 28 Jan 2007.

SITES NA INTERNET

  

  Fabricantes:

  www.belden.com.br www.fibracem.com.br www.nexans.com.br www.siemon.com www.suttleonline.com www.systimax.com

  Comércio:

   www.multiredebh.com.br www.cabosul.com.br

  Aquisição de normas técnicas internacionais:

   www.ihs.com www.ptglatina.com

  2008 Rodrigo Moreno Marques - Reprodução permitida, desde que citada a fonte. 108

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