UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS FACULDADE DE LETRAS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM LETRAS E LINGUÍSTICA BRENO DIAS OLIVEIRA

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UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS FACULDADE DE LETRAS PROGRAMA DE PốS-GRADUAđấO EM LETRAS E LINGUễSTICA BRENO DIAS OLIVEIRA A ABORDAGEM INTERCULTURAL PARA O ENSINO DE LÍNGUA INGLESA NO ENSINO MÉDIO

BRENO DIAS OLIVEIRA A ABORDAGEM INTERCULTURAL PARA O ENSINO DE LÍNGUA INGLESA NO ENSINO MÉDIO

  Maceió2012 Dissertação apresentada ao Programa de Pós-graduação em Letras e Linguística, Universidade Federal de Alagoas,como requisito parcial para obtenção do grau de Mestre em Linguística. Orientador: Prof.

Bibliotecária Responsável: Fabiana Camargo dos Santos O48a Oliveira, Breno Dias

  A abordagem intercultural para o ensino de língua inglesa no ensino médio / Breno Dias Oliveira. CDU: 802.0:371.13 A Afonso e Jamilda, pais queridos, por terem me ensinado disciplina e perseverança.

AGRADECIMENTOS

  Aos professores e professoras da Coordenação de Linguagens do IFBA, campus Salvador, que me ajudaram de tantas formas durante a realização deste trabalho.À colega e amiga Socorro e seus alunos de Química pela abertura de espírito e solicitude em momentos de trabalho colaborativo.À colega e amiga Catiane, pelas conversas e ajudas em todos os momentos que precisei. Assim, em uma definição de cultura bastante rica, eleaponta que esta é uma [...] forma evolutiva de vida de um grupo de pessoas que consiste em um conjunto compartilhado de práticas associadas a um conjunto compartilhadode produtos, baseado em um conjunto compartilhado de visões de mundo e estabelecidas em um contexto social específico (MORAN, 2001, p. 24).

Um dos aspectos que torna a tarefa de definir cultura tão difícil é porque ao mesmo tempo em que algo que nos ‘aproxima’, há também algo que nos ‘distancia’: por um lado

  Partindo da concepção de que língua, muito além de um código, envolve prática social de criação e interpretação de sentidos, penso que entender a natureza da relação entre língua ecultura seja fundamental para o processo de ensino e aprendizagem de línguas adicionais. Assim, entendo que é preciso que asaulas de inglês propiciem questionamentos sobre essas ideias e sobre o caráter apaziguador e amigável que muitas vezes permeia o ensino de inglês por meio de crítica a valoresamericanos e ocidentais normalmente importados com a língua.

Para que a “curiosidade ingênua seja superada pela curiosidade epistemológica”

  Tal visão reforça o argumento de que o ensino de LE deve estar pautado naconcepção de comunicação humana além de produção e envio de mensagens gramaticalmente corretas e troca de informação cultural, mas um processo que envolve percepção einterpretação de diferentes contextos culturais por meio de quadros referenciais distintos. Para isso, Byram(1997) aponta que a vida contemporânea faz com que quase todos estejam em contato com pessoas de diferentes línguas e culturas e que, por isso, o ensino de LE deve entender que: [...] é preciso uma evolução para dar conta dos efeitos afetivos e cognitivos do engajamento com a outridade, do encontro com pessoas de diferentesidentidades culturais e valores e comportamentos sociais.

Figura 1 – Fatores da interação intercultural

Habilidadesde interpretar e relacionar Conhecimento Educação Atitudesde si e do outro; da interação educação política; relativizar a si mesmo; em nível individual e social consciência cultural crítica valorizar o outro Habilidadesde descobrir e interagir (BYRAM, 1997)

Figura 2 – Fatores da interação intercultural revisitados

  Clandinin e Connelly (2011) tratam das tensões de envolvimento e distanciamento do pesquisador narrativo com a experiência da pesquisa e de como os textos de campo podem ajudá-lo no movimento de ir e vir, de A partir daí, iniciaram-se múltiplos ciclos de revisões dos memos de pesquisa e das interpretações de aulas e de questionários sob a perspectiva intercultural dos autoressupracitados. Essa constatação me diz que eu preciso aprimorarprofissionalmente e manter uma linha de atuação docente que explore diretamente e aprofunde as relações entre língua e cultura durante o processo de ensino e aprendizagem de Num olhar atento às justificativas dadas às contribuições de abordar aspectos culturais em aulas de inglês, percebi que havia diferenças que se agrupavam de duas formas.

River’s End?(Anexo H)

  Mais adiante, quando se questionava o fato de 99% dos produtos que compramos durarem apenas seis meses, tentei suscitar reflexão nos alunos e Marisa levantou uma questãofundamental no que se refere a consumo: ela falou diretamente de interesses capitalistas que interferem na vida útil dos produtos que adquirimos: Eu: E por que que a gente age dessa forma? A partir dos dados,fatos e eventos mostrados no vídeo e por meio da análise de exemplos do dia a dia, eu e os alunos conseguimos, ao menos por alguns instantes, nos deslocar e olhar de fora, ir além dosenso comum e trazer à tona imperativos globais que influenciam nossa forma de pensar e agir e dos quais muitas vezes não estamos conscientes.

Apesar de eu considerar o tema “valores familiares” rico e pertinente, eu imagino possíveis razões para os alunos não terem

  Levando em conta o mundo globalizado em que vivemos e no qual o inglês é o idioma que conduz as relações de globalização, entendo queum processo de ensino e aprendizado de inglês que promova respeito, aceitação e consciência sobre valores ofereça aos alunos um sentido de comunidade e interação inerente à existênciahumana. Penso, por exemplo, que (1) os alunos desenvolveram uma novaconcepção de aprendizado de inglês: uma concepção que os ajudou a enxergar o estrangeiro com olhos de maior respeito e aceitação e a entender que o aprendizado da língua vai além deaspectos de vocabulário a gramática, mas está permeado por questões políticas, culturais e ideológicas.

REFERÊNCIAS

  Representações de professores de inglês como língua estrangeira sobre suas identidades profissionais: uma proposta de reconstrução. Pesquisa Narrativa: experiências e história na pesquisa qualitativa ; tradução: Grupo de Pesquisa Narrativa e Educação de Professores ILEEL/UFU.

FANTINI, A. E. A Central Concern: Developing Intercultural Competence. Adaptado em parte do Report by the “Intercultural Communicative Competence Task Force,” World

  A formação pré-serviço de professores de língua inglesa em uma sociedade emprocesso de digitação. Programa de Estudos Pós-Graduados em Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem - LAEL, PUC-SP, 2006.

MENDES, E . A perspectiva intercultural no ensino de línguas: uma relação “entre-culturas”

  Incluindo as diferenças, resgatando o coletivo: novas perspectivas multiculturais no ensino de línguas estrangeiras. Recortes interculturais na sala de aula de línguas estrangeiras .

Not the Queen’s English. Newsweek. New York, v. 145, n. 10, p. 40-45, Mar. 7, 2005

  QUESTIONÁRIO 01 Data: _ _ _ _ / _ _ _ _ / 2011 Nome: _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ Turma: _ _ _ _ _ _ _ _ _Caro estudante, gostaríamos de contar com a sua ajuda respondendo algumas perguntas a respeito do processo deensino e aprendizagem de inglês. Lembre-se que não há respostas “certas” ou “erradas”: a melhor resposta é a que mais se aproxima do que vocêconsidera adequado!

III – Complete as frases abaixo com sua opinião. Tente escrever aquilo que primeiro lhe vem à mente

  Uma coisa que eu gosto muito nas aulas de inglês é quando _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ porque _ _ __ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ 9. Para mim, a pessoa que fala inglês muito bem é uma pessoa _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ porque _ __ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ 10.

ANEXO D – Texto India’s Slumdog Ragpickers. India’s Slumdog Ragpickers

  By Michael Simon July 6, 2010Welcome to the garbage dumps of India, where recycling isn’t a sustainable choice, but a mortal imperative. However, for some of the poorest people in the developing world, recycling often isn’t a choice, but a necessity of life.

ANEXO E – Texto sobre famílias na Índia

  It is a group composed of a number of family units living in separaterooms of the same house. In spite of the numerous changes and adaptations to a pseudo-Western culture and a move toward the nuclear family among themiddle and upper classes, the modified extended family is preferred and continues to prevail in modern India (Chekki 1996; Mullatti 1995; Segal 1998).

ANEXO F

  Textos disponíveis em < http://www.aneki.com .> Acesso em 14 dez 2010. Top 10 Countires with the Largest Economy Country GDP1.

Countries with the Highest Recycling Rates

Country Percentage of Waste Recycled<> Switzerland 1 Switzerland 52% 2 Austria 49.7% 3 Germany 48% 4 Netherlands 46% 5 Norway 40% 6 Sweden 34% 7 United States 31.5% Source: BBC

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