Pontifícia Universidade Católica de Goiás – PUC Goiânia – 2011

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Wanderley Azevedo de Brito

  1 - Número de Matrículas na Educação Básica, por etapas e 72 modalidades de ensino e segundo a região geográfica e a Unidade da Federação 73 Dependência Administrativa, segundo a Região Geográfica e a Unidade daFederação – 2009Tabela n. 9 - Taxa de frequência líquida a estabelecimento de ensino da 83 população residente de 6 a 17 anos de idade, por grupos de idade e nível deensino (%)Tabela n.

ENSINO MÉDIO PÚBLICO: FORMAđấO HUMANA OU PARA O MERCADO?

  1 - Número de Matrículas na Educação Básica, por etapas e 72 modalidades de ensino e segundo a região geográfica e a Unidade da Federação 73 Dependência Administrativa, segundo a Região Geográfica e a Unidade daFederação – 2009Tabela n. 9 - Taxa de frequência líquida a estabelecimento de ensino da 83 população residente de 6 a 17 anos de idade, por grupos de idade e nível deensino (%)Tabela n.

R E S U M O

  O presente trabalho é resultado de uma pesquisa desenvolvida entre 2009 e 2011, noPrograma de Pós-Graduação em Educação, como exigência para a defesa de Tese deDoutorado pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás – PUC-GO. Os resultados indicam que o Ensino Médio público propedêutico continua excluído do conjunto de reformas estruturais do sistemaeducativo, sustentado por um modelo socioeconômico que promove a subordinação e a precarização da classe trabalhadora ao capital, a partir do aumento da extração da maisvalia.

ABSTRACT

  The present work is the result of a research conducted between 2009 and 2011 during the Graduate Program in Education; it was a requirement for the defense of PhD thesisat Catholic University of Goiás - GO-PUC. Materialist dialectics was chosen as a method that guides the present study.

SUMÁRIO

  A partir daí objetiva-se construir uma matriz que reúna as principais características desse sujeito A etapa seguinte é construir uma matriz de categorias de dimensões de conhecimentos requeridos pelo mercado de trabalho, de modo a permitir ao trabalhadorestudante do Ensino Médio público propedêutico evidenciar o seu nível de acesso a esses conhecimentos. A menos que se introduzam transformações profundas no atual modelo deEnsino Médio no Brasil, as condições de vida da classe trabalhadora indicam a manutenção das grandes disparidades de acesso ao mercado de trabalho entre a minoriasócio-economicamente rica e a maioria de jovens brasileiros formada por trabalhadores excluídos do sistema produtivo.

Introdução

  Pode-se mencionar também o compromisso para a elevação gradual da taxa de conclusão média dos cursostécnicos de nível médio na rede federal de educação profissional, científica e tecnológica, a partir de estratégias como o aumento de programas de assistênciaestudantil e de mecanismos de mobilidade acadêmica (BRASIL, 2011a, p. 6, 7, 13 e 14). A força de trabalho assalariado possui a faculdade de criar um novo valor, com a particularidade de que este é maior do que a própria força de trabalho, pois ocapitalista obriga o trabalhador a trabalhar além do tempo necessário com o objetivo de reproduzir o valor de sua força de trabalho.

E DEMANDAS DA SOCIEDADE Introdução

  Resumindo, pode-se afirmar que, com médias entre 7,1 e7,2 anos de estudo uma pessoa não conclui o Ensino Fundamental, pois este nível escolar requer 9 anos de estudo para completá-lo, sem repetência, segundo Lei Nº11.274, de 6 de Fevereiro de 2006, que altera o Artigo 32 da Lei N o 9.394, de 20 de dezembro de 1996 e estabelece a duração de nove (9) anos para o Ensino Fundamental(BRASIL, 2010c). 17 - Idade e anos de escolaridade adequados para ocálculo de IAIA ANOS DE 9 1 10 2 11 3 12 4 13 5 14 6 15 7 16 8 Fonte: UNICEF/2009 O Índice de Adequação Idade-Anos de Escolaridade do Fundo das NaçõesUnidas para a Infância – UNICEF, indicador que também pode utilizar diferentes cortes de escolaridade, tem como foco o Ensino Fundamental de oito (8) anos de escolaridadepara o corte de 9 a 16 anos.

Avaliação Comparada – PISA, por exemplo

  23 - Estoque de empregos formais por setor de atividade econômica - Goiás: 2008-2009 Com o objetivo de conhecer melhor a realidade do mercado de trabalho goiano, vale a pena também observar na Tabela 24 a remuneração média do trabalhador dessaunidade da federação, a valores de dezembro de 2009. Isso quer dizer que a estrutura produtiva da Para compreender essa contradição é importante aqui tomar a categoria qualificação do trabalhador na concepção de Bruno (1996, p. 92): “é qualificada a forçade trabalho capaz de realizar as tarefas decorrentes de determinado patamar tecnológico e de uma forma de organização do processo de trabalho”.

DADOS Introdução

  No ano de 2008, a Síntese dos Indicadores Sociais (IBGE, 2009) mostrou que a média de anos de estudo da população de 15 anos e mais, no caso das pessoas de corbranca (8,3) havia uma vantagem de quase dois anos em relação a pretos (6,7) e pardos(6,5). Como se observa, na opinião de 56% dos trabalhadores, o nível de acesso a esse conjunto de conhecimento teve variação entre as notas 6 e 8, constituindo-se amaior parte do grupo pesquisado, pois se forem somadas as notas atribuídas por eles entre 1 e 5 da escala gradiente, chega-se a conclusão que somente 36%, avaliaramnegativamente o acesso a esses conhecimentos.