RESUMO O presente artigo trata da análise da gestão do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU),

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CURSO DE MESTRADO EM ADMINISTRAÇÃO ÁREA DE CONCENTRAÇÃO:

GESTÃO ESTRATÉGICA DAS ORGANIZAÇÕES

TÍTULO: A MUDANÇA DA MODALIDADE DE LANÇAMENTO DO IPTU NO MUNICÍPIO DE FLORIANÓPOLIS: IMPLICAÇÕES ADMINISTRATIVAS-FISCAIS.

AUTOR: BERNADETE RACTZ LIMA

RESUMO

O presente artigotrata da análise da gestão do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), verificando, em particular, os aspectos administrativos-fiscais relevantes e que possibilitem a modificação na modalidade do lançamento do imposto. A pesquisa utilizou-se do método hipotético-dedutivo, caracterizando-se como um estudo de caso, permitindo uma análise detalhada sobre a gestão e o processo de lançamento do IPTU no Município de Florianópolis no exercício de 2004. O resultado apresentado é fruto da pesquisa efetuada em bibliografia e nos dados obtidos e avaliados referente à Administração Tributária Municipal. O referencial teórico permeou a área de estudo da Administração Tributária, especificamente no que se refere à tributação municipal do IPTU. Com base nesta análise foi possível elencar os aspectos administrativos-fiscais relevantes ao redesenho do modelo de lançamento do IPTU. Considerando as dificuldades que o Município enfrenta para administrar o imposto, é apresentado, como sustentação ao modelo de lançamento por homologação do IPTU, elaborado por ocasião do Programa de Modernização da Administração Tributária Municipal (PMAT), experiências em outras localidades sobre a tributação da propriedade imobiliária, trazendo como paradigma o lançamento do Imposto Territorial Rural (ITR), imposto de competência da União. A sistemática do novo modelo de lançamento desloca a Administração Tributária Municipal para a atividade de controle dos atos praticados pelos contribuintes, onde a apuração e o pagamento do imposto serão efetuados pelo proprietário, possuidor ou detentor do domínio útil de bens imóveis. Fatores relevantes para a definição do novo modelo de lançamento do IPTU foram examinados e a proposta apresenta-se como solução viável para avançar no grau de qualificação e atualização das informações fiscais, possibilitando dinamismo na arrecadação, como também, procura melhorar a qualidade do sistema tributário municipal.

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ABSTRACT

The present article is about the analysis of the Urban, Territorial and Building Tax (IPTU) management, verifying specifically the important administratives-fiscal aspects that make possible the modification in the modality of the Tax enactment. The research made use of the hypothetical-deductive method, being characterized as a case study, allowing a detailed analysis on the management and the enactment process of the Tax (IPTU) in the Municipal district of Florianópolis during the 2004 administration.The presented result is consequence of the research made in bibliography and in the data obtained and accessed regarding the Municipal Tributary Administration. The theoretical referencees permeated the Tributary Administration area of study, specifically in what it refers to the municipal taxation of IPTU (Urban Territorial and Building Tax). Based in this analysis it was possible to list the administrative-fiscal aspects important to the redrawing of the IPTU model enactment. Considering the difficulties that the Municipal district faces to administer the tax, and in order to back (support) the new enactment model through the approval of the tax (IPTU) which was elaborated by occasion of the Tributary Administration Modernization Program (PMAT), this study presents experiences lived in other cities regarding the taxation of the real estate, bringing as a paradigm the enactment of the Rural Territorial Tax (ITR) which is Federal Government responsability. The systematic of the new enactment model shifts the Municipal Tributary Administration duties to the controlling activity of acts practiced by the taxpayers, where the counting and the payment of the tax will be made by the property owner, possessor or detainer of the useful domain of real estates. Important aspects for the definition of the new enactment model of the tax (IPTU) were examined and the proposal comes as viable solution to make improvements in the qualification degree and in the fiscal information updating, making the collecting more dynamic. This present proposal also tries to improve the quality of the Municipal Tributary System.

Key-Words: Urban, Territorial and Building Tax (IPTU). Enactment Modalities. Municipal Tributary Administration.

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INTRODUÇÃO

A capacidade dos Municípios cumprirem suas atribuições constitucionais e atingir o bem comum e suas finalidades essenciais, executando as obras e serviços públicos e implementando políticas públicas, está diretamente relacionada com os recursos financeiros disponíveis. O setor público é regido por um orçamento que fixa despesas e prevê receitas. Esses recursos podem ser obtidos por meio do seu poder impositivo para instituir tributos garantidos pelo texto constitucional. Dentre os tributos de competência municipal, certamente uma das principais fontes de receita própria é o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU).

O Imposto Predial e Territorial Urbano-IPTU, mantido pela vigente Constituição Federal de 1988, resultou da fusão dos impostos: territorial urbano e predial, operada pela então EC no 18 de 1965. É um imposto, de competência dos Municípios e do Distrito Federal, incidente sobre a propriedade predial e territorial urbana, que tem como fato gerador a propriedade, o domínio útil ou a posse de bem imóvel - por natureza ou por acessão física, localizado na zona urbana do Município, e tem por base de cálculo o valor venal dos imóveis.

O IPTU é tributo, não vinculado a uma atuação estatal, de competência privativa dos Municípios, estatuído no inciso I do art. 156 da Constituição Federal de 1988. Tributo de relevância no sistema tributário nacional, pois constitui fonte permanente de recursos financeiros aos Municípios, representando uma fatia importante do total da arrecadação própria dos entes públicos.

Fixadas estas premissas, e para que o IPTU possa ser constituído e exigido administrativamente ou por meio de execução judicial, faz-se necessária uma etapa inicial, que consiste de um procedimento administrativo, regrado, vinculado e obrigatório, denominado lançamento.

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nascida à obrigação tributária, ela está desprovida de exigibilidade, ficando o sujeito passivo desobrigado a efetuar o pagamento do imposto.

A importância desse estudo decorre da necessidade na modernização das Administrações Tributárias dos Municípios, que poderá possibilitar maior agilidade e confiabilidade na arrecadação do IPTU, importante fonte de receita tributária municipal. Verifica-se que as Administrações Tributárias defrontam-se com dificuldades continuadas na atualização de dados cadastrais e com constantes reclamações de contribuintes relativas a recadastramentos mal conduzidos; discordâncias quanto aos valores dos imóveis constantes da Planta de Valores Genéricos; processos de reclamação demorados, dentre outros. Por outro lado, tem de se salientar as limitações de pessoal, equipamentos, sistemas, intercâmbio de informações e escassez de recursos financeiros do setor público, aliado ao crescente crescimento das cidades. Faz-se, então, necessário pensar em formas e procedimentos para resolver os problemas apontados, visando tornar a gestão do IPTU ágil e eficiente.

Tem-se, então, como relevante nesta pesquisa, a possibilidade de contribuir com as Administrações Tributárias Municipais, apresentando uma visão geral de como o IPTU vem sendo gerido e quais as principais causas que levam a má administração do imposto, além de alertar os administradores públicos para o fato de que o lançamento de ofício não é a única modalidade existente para o lançamento do IPTU.

DESENVOLVIMENTO

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na lei), satisfazer o direito do credor, sob pena de serem desencadeados os procedimentos tendentes à cobrança via constrição judicial. Neste aspecto, esclarece Amaro (2004, p. 323) que:

Nestes casos, não obstante se tenha tido o nascimento da obrigação tributária, com a realização do fato gerador (por exemplo, alguém deter a propriedade de certo imóvel urbano construído), o indivíduo só será compelível ao pagamento do tributo pertinente (IPTU) se (e a partir de quando) o sujeito ativo (Município) efetivar o ato formal previsto em lei, para a determinação do valor do tributo, dele cientificando o sujeito passivo. Antes da consecução desse ato, embora nascida à obrigação tributária, ela está desprovida de exigibilidade.

O lançamento é o meio adequado de que dispõe a administração tributária para formalizar e constituir o crédito tributário. Cabe lembrar, que foi reservado constitucionalmente, a Lei Complementar o vínculo introdutor das normas gerais sobre o lançamento dos tributos. Nenhum outro veículo normativo poderá introduzir formas de lançamento ou crédito tributário no ordenamento jurídico. Neste contexto, a lei complementar que estabelece a forma de lançamento é o Código Tributário Nacional, Lei nº 5.172/66, que dispõe sobre as modalidades de lançamentos.

O CTN acolheu três modalidades de lançamento: lançamento direto ou de ofício, lançamento por declaração e lançamento por homologação. A fonte inspiradora destas espécies reside no grau de colaboração do administrado, na realização do ato de lançamento. No lançamento direto, a participação é inexistente, uma vez que todas as providências preparatórias são feitas pela Administração. Na segunda, colaboram ambas as partes, visando os resultados finais do lançamento. Na última modalidade, quase todo o trabalho é cometido ao contribuinte, limitando-se, o fisco, a homologar os atos por ele praticados. (AMARO, 2004)

Para Borges (1981, p. 393), o lançamento de ofício é “[...] aquele realizado independentemente das operações de quantificação do débito pelo sujeito passivo, ou nos casos que este as efetua de forma insuficiente”.

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É o caso típico do lançamento do IPTU, como bem sintetiza Machado (2004): “As entidades da Administração Tributária, nos casos as Prefeituras, dispõem de cadastro de imóveis e com base neste efetuam, anualmente, o lançamento do tributo, notificando os respectivos contribuintes para o seu pagamento”.

Ocorre o lançamento por declaração quando se identifica a atuação conjunta do fisco e do contribuinte, em que o último apresenta, por força de previsão legal, declarações e informações, e o primeiro aprecia e processa os dados, expedindo ao final, a notificação de lançamento, na qual consta o valor devido e a data limite para o pagamento.

O lançamento por homologação é a modalidade que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao contribuinte o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa. Opera-se pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade exercida pelo obrigado, expressamente a homologa, podendo ainda, ocorrer à homologação de forma tácita pelo decurso do prazo de 5 (cinco) anos. O Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), o Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS), o Imposto de Renda da Pessoa Física e Jurídica (IRPFJ) e o Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR), oferecem exemplos típicos de impostos cuja legislação específica adota essa modalidade de lançamento.

Nogueira (1989) chama a atenção para o fato de que o legislador brasileiro vem adotando, cada vez mais, esse método de lançamento.

Fantozzi citado por Xavier (2002, p. 10), observa que, tradicionalmente, o lançamento se reportava a um esquema de aplicação da norma tributária pela

[...] qual a Administração fiscal tomava a iniciativa de determinar o montante do tributo devido por cada contribuinte individualmente considerado, exigindo o respectivo pagamento. A verdade é que esta prática de lançamento não corresponde à realidade dos tempos modernos, em que não só os impostos indiretos, mas a generalidades dos tributos são arrecadados independentemente de uma prévia atuação do fisco.

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entidade tributante, tornou-se viva realidade dos dias atuais. A maior parte dos tributos, hoje, segue o modelo do direito continental europeu, estando cometidos ao sujeito passivo da obrigação tributária.

Para Derzi (2002), muitas são as razões de ordem econômica, política ou jurídica, que justificam este fenômeno. Entre elas a autora cita algumas, como o despreparo do aparato administrativo de cobrança do tributo, o seu elevado custo, a impossibilidade de se conhecerem os dados necessários para a efetivação do lançamento, a agilização na arrecadação dos tributos e a proteção da intimidade.

Entretanto, qualquer que seja a forma de lançamento utilizada pela Administração Tributária, é a “[...] lei da pessoa estatal competente que optará tecnicamente pela modalidade do procedimento para lançar” (DERZI, 2002, p. 825).

Assim, quando da instituição em lei de seus tributos, cabe aos entes federados, União, aos Estados e aos Municípios, escolherem a melhor alternativa dentre os procedimentos estipulados no CTN para o lançamento de seus tributos.

Embora existem, outras modalidades de lançamentos, prevista no Código Tributário Nacional, o Município de Florianópolis, como os demais municípios brasileiros, tem adotado o lançamento direto ou de ofício para constituir o crédito tributário do IPTU, ou seja, é realizado diretamente pela Administração Tributária.

A Administração Tributária do Município de Florianópolis, para realizar o lançamento do IPTU, necessita conhecer o universo dos dados e fatos passíveis de terem a qualidade de “fatos geradores” para o lançamento do tributo, buscando no Cadastro Imobiliário Fiscal e na Planta de Valores Genéricos, as informações que compõe os elementos, que nos termos da lei municipal, constituem matéria tributável pelo IPTU.

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Embora o Cadastro Imobiliário seja elemento essencial para o desenvolvimento dos procedimentos administrativos do lançamento, a condição atual do cadastro, gerenciada pelo Município, nem sempre é adequada para o desempenho potencial das funções fiscais e administrativas, face ao crescimento urbano existente.

Neste contexto, passamos a elencar alguns aspectos administrativo-fiscais que consideramos mais relevantes, observados na gestão do IPTU/2004 do Município de Florianópolis, que sugerem a mudança na modalidade do lançamento:

- Verifica-se no Município de Florianópolis, quando da preparação para o lançamento anual, que são notificados somente os contribuintes constantes do Cadastro Imobiliário. Nestes casos, aproveitando os ensinamentos de Amaro (2004), para os demais proprietários de imóveis no Município não inclusos no cadastro, não obstante tenha tido o nascimento da obrigação tributária, ela estará desprovida de exigibilidade por inexistência do ato formal do lançamento;

- o contribuinte não participa efetivamente no processo de lançamento direto ou de ofício, sendo tarefa exclusiva da administração tributária municipal;

- constatamos, no período estudado, ausência de uma política de atualização sistemática das informações do cadastro imobiliário, ocasionando a falta de controle sobre o crescimento do Município, como conseqüência, o Município informal não é conhecido. Verificou-se, quando da preparação para o lançamento anual, que somente são notificados os contribuintes constantes do Cadastro Imobiliário. Nestes casos, para os demais proprietários de imóveis no Município, não obstante tenha tido o nascimento da obrigação tributária, ela estará desprovida de exigibilidade por inexistência do ato formal do lançamento;

- informações cadastrais inconsistentes, o que ocasionou o cancelamento de aproximadamente 4.976 executivos fiscais, por erro de identificação do sujeito passivo no período de 1999 a 2004;

- a legislação tributária municipal é omissa na fixação de prazos de intervalos para revisão dos valores venais dos imóveis;

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- comparamos os valores de mercado de imóveis transacionados no período estudado com o valor utilizado pelo Município para compor a base de cálculo do imposto e verificamos que a administração tributária municipal apresenta dificuldades em gerar avaliações que reflitam o valor de mercado dos imóveis, ocasionando a falta de uniformidade nas avaliações. A última avaliação da PVG no Município foi realizada com o intervalo de 12 anos da última revisão, o que leva os valores ali fixados perderem referência com o valor de mercado do bem imóvel. Os valores utilizados para base de cálculo do IPTU, demonstram a falta de isonomia no lançamento entre contribuintes e ainda a possibilidade em ampliar o potencial da receita tributária;

- restrição legal do Supremo Tribunal Federal, limitando a atualização da base de cálculo do IPTU apenas aos índices de correção monetária. É de competência do poder executivo apurar o valor venal dos bens imóveis para proceder ao lançamento. Todavia, a revisão dos valores ficaram condicionados a aprovação de lei pela Câmara de Vereadores, politizando esta atividade, que é de cunho essencialmente técnico;

- a modalidade do lançamento de ofício retira da administração municipal, um elemento básico para a eficácia do controle tributário, ou seja, a possibilidade de caracterizar a inadimplência por descumprimento da obrigação tributária; e

- contribuinte inconformado com o lançamento reclama, administrativamente, do valor total do imposto;

Com o crescimento urbano do Município e o aumento do número de contribuintes para administrar, associado ao avanço tecnológico, a Administração Tributária Municipal de Florianópolis, buscou na elaboração de um projeto de lei, alterar a forma do lançamento do IPTU, de ofício ou direto, utilizado atualmente para a modalidade de lançamento por homologação, buscando assim, procedimentos que viabilizassem a gestão do imposto, tentando simplificar a estrutura deste, como também, facilitar a arrecadação e, principalmente, atualizar a base de dados cadastrais.

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denominado de autodeterminação, que segue a modalidade do lançamento por homologação adotado no Código Tributário Nacional.

O modelo proposto no projeto de lei do lançamento por homologação do IPTU, no Município de Florianópolis, é uma inovação comparada aos demais Municípios brasileiros, que desde sua instituição, tem mantido a forma tradicional do lançamento direto ou de ofício.

Por meio de ações de modernização sob o aspecto da gestão fiscal, o Município pode otimizar o desempenho do lançamento, fiscalização e arrecadação, visando a obtenção de resultados mais efetivos e eficientes. A modernização da estrutura da Secretaria de Finanças vem se concretizando através de investimentos de razoável porte em novas tecnologias de gestão, na aquisição de equipamentos e na qualificação de pessoal, com apoio do Programa de Modernização da Administração Tributária (PMAT) e de Gestão dos Setores Sociais Básicos financiados pelo BNDES.

O PMAT foi constituído de amplo conjunto de ações, dentre elas a reformulação da Legislação Tributária. Neste segmento, cabe destacar o projeto de lei complementar do IPTU.

O projeto de Lei Complementar disciplinando o IPTU, instituiu o lançamento por homologação, como forma de constituir o crédito tributário. Esta solução, proposta pela Administração Tributária Municipal, é compartilhada por Derzi (2002) que entende ser viável a alteração da forma de lançamento do IPTU. Enfatiza a tributarista, que tributos cobrados em massa e que dependem da apuração complexa de valores, não podem depender de lançamento de ofício. Ao contrário, o lançamento por homologação é uma alternativa para a aplicação das leis em massa, à qual tem o legislador recorrido em outros tributos, como no Imposto Territorial Rural, no Imposto de Renda, nos Impostos Sobre Serviços, nos Impostos sobre a Circulação de Mercadorias, e outros.

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As Fichas Cadastrais de Pessoas Físicas ou Jurídicas serão preenchidas anualmente pelo contribuinte, ou transmitidas pela internet mediante utilização do programa SEFINET1

. Deverão ser prestadas informações contendo os dados do contribuinte, o vínculo existente em relação ao bem, o número do registro, o valor de mercado e as informações relativas ao seu imóvel, como: área do lote; área construída; tipo de construção e utilização; localização e características da região em que se situa o imóvel; oferta de equipamentos urbanos e outros critérios a serem utilizados nas avaliações imobiliárias de valorização ou desvalorização, bem como quaisquer outras alterações ocorridas que possam modificar o valor venal.

O projeto fixou a obrigatoriedade no prazo de 60 dias de sua ocorrência, para comunicação das seguintes alterações: desmembramento ou amembramento, regular ou de fato; transmissão por alienação da propriedade ou dos direitos a ela inerentes, a qualquer título; sucessão causa mortis; cessão de direitos; ajuste de promessa de compra e venda; aumento de área construída e realização de benfeitorias que possam alterar o valor venal do imóvel.

Cabe esclarecer que a obrigação de inscrever-se no Cadastro Municipal de Contribuintes atinge todas as pessoas físicas e jurídicas que detenham a propriedade de imóveis, inclusive as pessoas imunes e isentas à tributação do imposto, por tratar-se apenas de um cumprimento a uma obrigação acessória. É extensiva esta obrigatoriedade, ainda, aos condomínios em edifícios residenciais ou comerciais, aos consórcios de sociedade, aos clubes e fundos mútuos de investimentos, às repartições consulares de caráter permanente, às representações permanentes de órgãos internacionais e aos serviços notariais e de registro público.

As informações cadastrais prestadas pelos contribuintes integrarão o Cadastro Imobiliário do Município, este administrado pela Secretaria Municipal de Finanças, que poderá, a qualquer tempo, solicitar outras informações visando à atualização.

A base de cálculo do IPTU no modelo proposto é o valor venal do imóvel, e será apurada anualmente de acordo com os seguintes critérios: com base na declaração do contribuinte ou ainda por estimativa fiscal ou avaliação cadastral na falta de entrega do Documento de Apuração, bem como de subavaliação ou prestação de informações inexatas.

1 As fichas cadastrais poderão ser preenchidas pelo

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O modelo define o valor venal como aquele que o bem alcançaria caso fosse posto à venda em condições normais de mercado. O valor venal do imóvel estimado, não afasta avaliação contraditória.

Em um primeiro momento, a apuração e o pagamento do IPTU serão realizados pelos contribuintes, independentes de prévio procedimento da administração tributárias, onde haverá a entrega, obrigatoriamente, em cada ano, do Documento de Informação e Apuração do IPTU (DIA), correspondente a cada imóvel, declarando o valor venal do imóvel que servirá de base de cálculo para a determinação do imposto correspondente ao exercício.

O contribuinte declarará, por meio do Documento de Informação e Apuração do IPTU (DIA), o valor venal do imóvel que servirá de base de cálculo para a determinação do imposto correspondente ao exercício a que se referir o documento de informação.

Existe previsão no projeto de lei proposto que o valor venal declarado pelo contribuinte, por meio do Documento de Informação e Apuração do IPTU, será considerado auto-avaliação para fins de apuração e exigência do imposto, independente de nova notificação ao sujeito passivo. Isto quer dizer que a declaração apresentada tem a prerrogativa de formalizar o crédito tributário, conferindo ao fisco, um instrumento hábil para a imediata inscrição em dívida ativa do crédito denunciado pelo contribuinte e não pago.

Neste sentido, o Supremo Tribunal Federal (STF) por meio da RT nº 720/312 e, também, no Agravo de Instrumento nº 217.280-5 passou a acolher a possibilidade de que possa ser inscrita em dívida ativa, com vistas a sua posterior execução, crédito tributário “autolançado”, considerado como tal àqueles apenas declarados, independente de qualquer ato formal de lançamento por parte da autoridade administrativa, passando desta forma, a Fazenda Pública dispor de um título executivo, que lhe permite ingressar com a ação competente de execução tendente a obter a satisfação do seu direito.

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do bem e sua localização e tantos outros a serem definidos pelos técnicos da administração municipal.

A atividade de seleção de sujeitos passivos pode ser entendida como um processo de inteligência fiscal, possibilitando apontar indicadores para tomada de decisões, indicando desta forma, quais os contribuintes que serão submetidos a algum tipo de verificação fiscal, de modo que se atinja um nível razoável de cumprimento de obrigações tributárias.

Depois da utilização dos critérios de seleção e nos casos em que o valor venal declarado e recolhido pelo contribuinte não coincidir ou de qualquer modo for incompatível com o constante no cadastro imobiliário, será a respectiva declaração encaminhada, de ofício, à Comissão de Avaliação e sendo apuradas irregularidades, o órgão lançador procederá à determinação da base de cálculo e ao lançamento de ofício do imposto, por estimativa fiscal ou avaliação cadastral, sendo emitidas notificações de lançamentos suplementares. A seqüência dos procedimentos seguirá a ordem do modelo atual, ou seja, notificação do lançamento, cientificação ao contribuinte, estabelecimento de prazo para pagamento ou reclamação. Este sistema viabiliza mecanismos de recolhimento do imposto ou parte dele, sendo que a reclamação interposta pelo contribuinte será da diferença do valor notificado de ofício.

Nas situações onde não ocorrer entrega da declaração por parte do contribuinte, o órgão lançador procederá de ofício o lançamento do imposto, com base nos dados cadastrais existentes, aplicando as penalidades previstas na legislação. Somente para estes casos, ou ainda, quando constatado subavaliação ou prestação de informações inexatas, incorretas ou fraudulentas, será utilizado valores estimados, constantes da PVG. Cabe salientar que a PVG não integrará a base de cálculo do imposto e funcionará, como hoje ocorre, com as Pautas do IPI e do ICMS, que não são aplicadas de forma genérica a toda população, e sim, para casos especiais.

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Dispõe, ainda, que os valores constantes da PVG serão atualizados com base na variação nominal do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo e corrigidos, alterados e revistos, a cada 2 anos, em razão das decisões da Comissão de Revisão de Valores Imobiliários.

A retificação do DIA-IPTU deverá ocorrer antes de iniciado o procedimento de lançamento de ofício, tendo a mesma natureza da declaração originariamente apresentada. Para isto a SEFIN estabelecerá as hipóteses de admissibilidade e os procedimentos aplicáveis à retificação da declaração. A oportunidade para reparação de quaisquer erros cometidos pelo declarante deve ser prevista na regulamentação do imposto, a fim de assegurar aos contribuintes formas de corrigir a declaração. Segundo o art. 138 do CTN, a denúncia espontânea da infração acompanhada, se for o caso, do pagamento do tributo e dos juros de mora exclui a responsabilidade pelo ilícito praticado.

Dispõe o Projeto que a apuração e o recolhimento do imposto na forma antecipada, sem o prévio exame da autoridade tributária, extingue o crédito tributário sob condição resolutória da ulterior homologação pela autoridade administrativa. Significa que a administração tributária homologará os atos praticados pelo contribuinte de forma expressa ou tácita, para que se cumpra a exigência formal da imprescindível existência do lançamento. De forma expressa quando praticada por ato de autoridade competente, afirmando estar de acordo com a apuração realizada pela contribuinte, ou tácita que ocorre pelo decurso do prazo de que dispõe o fisco para fazer a homologação.

CARACTERÍSTICAS DO NOVO MODELO DE LANÇAMENTO DO IPTU

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forma prevista em lei, sem aguardar qualquer participação ou exame prévio da Administração Tributária.

O modelo proposto poderá resultar na simplificação da estrutura da gestão do imposto, no que diz respeito ao lançamento e ao recolhimento do tributo, assumindo, o contribuinte, a função de agente participativo no processo de lançamento do IPTU.

A Administração Tributária Municipal é carente de informações sobre o proprietário, possuidor ou detentor do domínio útil. Por meio desse modelo, ocorrerá a atualização cadastral de forma continuada e com menor custo e erros em relação aos produzidos por recadastramentos terceirizados. Dessa forma, este modelo tem a virtude de conferir ao Cadastro Imobiliário duas características essenciais: auto-aperfeiçoamento das informações cadastrais e o dinamismo na arrecadação.

As informações declaradas pelos contribuintes serão de grande importância para a gestão do tributo, contribuindo para o conhecimento do Município, possibilitando o planejamento tributário do IPTU, no que diz respeito à atualização das informações cadastrais, dos valores dos imóveis, da estimativa da PVG, do estudo da aplicação das alíquotas, bem como sua utilização extrafiscal, visando a reordenação do solo urbano e a função social da propriedade.

O recebimento das informações mediante declarações, expressará a verdade material declarada pelo contribuinte, até que o fisco prove em contrário. Deste modo, o documento de informação e apuração do IPTU, em relação ao lançamento efetuado de ofício pelo fisco, tem maior eficácia, no sentido de que representa a confissão pelo próprio contribuinte do crédito tributário, o que limita a discussão judicial sobre tal crédito.

Informações obtidas pelas declarações, como o CPF do contribuinte e a matrícula do imóvel, além da atualização cadastral, possibilitarão o intercâmbio de informações fiscais com a Receita Federal e a integração com os Cartórios de Registro dos imóveis, favorecendo o controle das informações.

Pode-se afirmar, com base em Bordin (2003), que as medidas de simplificação da estrutura de impostos e de fortalecimento dos órgãos de fiscalização e controle, contribuem para a redução da evasão fiscal e conseqüente elevação do nível de receita fiscal.

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período do exercício anterior, conforme dados obtidos na SEFIN. Este incremento se deu pela implantação do Projeto ISSNET, que é um sistema eletrônico de declaração do Imposto sobre Serviços, por meio do qual todos os contribuintes estabelecidos no Município devem declarar os serviços prestados ou tomados.

O modelo de lançamento proposto confere dinamismo na arrecadação, pela antecipação do recolhimento do IPTU pelo contribuinte, que apura o imposto e recolhe aos cofres municipais, independentemente de qualquer notificação de lançamento.

Com a adoção da modalidade de lançamento por homologação é possível que se tenha elevação do nível de receita. Este sistema gera na sociedade uma percepção de alto risco para o não cumprimento voluntário que, se identificado pelo sistema auditor, além do pagamento do imposto, sofrerá todas as penalidades legais.

Visando assegurar que o contribuinte não seja prejudicado em sua atividade de colaboração com o fisco e, trazendo os ensinamentos de Horvath (1991), é muito importante que o comando legal tenha dispositivos para oportunizar a reparação de quaisquer erros voluntários, cometidos pelos contribuintes, em prestar as informações, que são as chamadas declarações retificadoras.

O sistema de lançamento por homologação, além de permitir que o cadastro imobiliário fiscal cumpra sua função tributária de apoio sem elevar os custos, tem a vantagem de caracterizar como inadimplentes, os contribuintes que não cumprirem com suas obrigações acessórias, de apresentar as declarações e, principalmente, quando do não pagamento do tributo. Cabe salientar que o descumprimento de obrigações tributárias implica em multas. Este sistema de sanção visa auxiliar a administração tributária a atingir os objetivos propostos. Por outro lado, trata-se de conscientizar o contribuinte de que o cumprimento espontâneo da obrigação, mediante a apresentação da declaração no prazo, é menos oneroso que o não cumprimento.

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Da mesma forma, ocorrendo declarações inexatas que importe em redução do tributo sem a devida comprovação do fato, efetuará de ofício o lançamento complementar do imposto.

O contribuinte poderá recorrer do lançamento complementar ao Conselho Municipal de Contribuintes, sendo que a discussão do processo versará apenas sobre a diferença do imposto, nos casos onde o contribuinte já recolherá antecipadamente parte do imposto pela modalidade de homologação.

O sistema atual foi concebido com foco no imóvel, não armazenando, por exemplo, dados históricos do contribuinte relacionado ao período de sua efetiva propriedade, não contemplando desta forma as informações sobre a cadeia dominial dos imóveis, ficando registrado no sistema somente a última alteração cadastral. A nova proposta tem foco no contribuinte, ou seja, na formação de um Cadastro de Contribuintes Municipais, passando o Cadastro Imobiliário a ser um complemento deste.

Desta forma, e com a implantação da Declaração por parte do contribuinte, acredita-se que os riscos de execuções judiciais em nome de não contribuinte do imposto acredita-serão totalmente reduzidos, face à própria declaração deste.

O próprio sistema é o facilitador da seleção dos contribuintes, separando-os por grupos como imunes, isentos, comerciais, residenciais, podendo classificá-los, ainda, pelo tipo de utilização: hotelaria; clubes associativos; agências bancárias etc., colaborando na auditoria.

É possível ainda que o custo da atualização cadastral venha a ser reduzido. As informações obtidas pelo sistema inteligente conduzirão a ações de fiscalizações dirigidas. Já o custo anual do lançamento de ofício deixará de existir.

Cabe salientar que mudanças deste porte devem ser realizadas de forma gradativa, principalmente no que se refere à adequação da tecnologia de informação, já que o sistema de tributos municipais (STM), não tem capacidade de suportar o modelo proposto. Recentemente, foi implementado o ISSNET, que é um sistema eletrônico de Declaração do Imposto sobre Serviços. Embora o sistema ainda esteja em fase de implementação, tem-se mostrado viável aos novos mecanismos de controle dos contribuintes, assegurando maior eficiência em sua atuação, proporcionando, também, maior justiça fiscal.

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precisarão acompanhar a evolução tecnológica de informática e de comunicação, a fim de instituir novos modelos operacionais para redução de custos, auxiliando no controle do descumprimento de obrigações e na redução dos níveis de evasão fiscal, promovendo uma maior seguridade nas relações fisco/contribuinte, principalmente na agilização, captação e processamento e integração de informações, assim como, na simplificação dos processos de lançamento e arrecadação, a fim de atender às novas exigências da sociedade.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Tendo em vista as crescentes pressões políticas, é preciso legitimar as ações governamentais na área tributária. A adoção de uma política participativa na gestão do IPTU poderá auxiliar no desenvolvimento sustentável do Município. É necessário e urgente que os administradores dispensem maior atenção à gestão de seus tributos.

A pesquisa permitiu atestar, no concernente à questão legal, que é possível a adoção da modalidade do lançamento por homologação para a exigência do IPTU. O legislador constitucional, considerando o grau de importância deste instituto, determinou que sua regulamentação fosse objeto de lei complementar. O Código Tributário Nacional é o único veículo introdutor normativo, no ordenamento jurídico, que estabelece as formas de lançamento, acolhendo três modalidades de lançamentos: o lançamento direto ou de ofício, o lançamento por declaração e o lançamento por homologação. Assim, quando da instituição em lei de seus tributos, cabe aos Municípios, na pessoa chefe do poder executivo, escolherem tecnicamente, a melhor alternativa dentre os procedimentos estipulados na referida lei para lançar os seus tributos.

O problema da arrecadação tributária não é solucionado através do simples aumento de alíquotas ou da instituição de outros tributos, mas sim, do aperfeiçoamento do mecanismo de tributação existente, possibilitando o aproveitamento da base fiscal existente e inexplorada, por meio do aumento do nível de eficiência fiscal e de arrecadação.

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informações cadastrais, facilitando a Administração Tributária Municipal explorar o potencial da receita das bases de cálculo existentes no município.

Dessa forma, as atenções devem estar voltadas para a criação das condições propícias à implantação e ao aperfeiçoamento das capacidades normativas do novo modelo, numa abordagem que contemple de modo integral, equacionar as dificuldades fiscais e administrativas aqui selecionadas. Há, entretanto, nítidos espaços de atuação sobre as referidas causas, nos quais é possível desenvolver-se, no âmbito municipal, projetos de receita com a implantação do novo modelo de lançamento, que ajudem a criar precondições para o desenvolvimento de políticas públicas de redução dos déficits sociais acumulados em áreas como saúde, saneamento, educação, assistência social, gestão da cidade, entre outras.

Investir na modernização da Administração Tributária Municipal é um caminho para que, não apenas aumente a receita tributária própria e a capacidade de autofinanciamento, mas também, que melhore a qualidade do sistema tributário municipal.

REFERÊNCIAS

AMARO, Luciano. Direito Tributário Brasileiro. 10. ed. São Paulo: Saraiva, 2004. BORDIN, Luís Carlos Vitali. O fisco e a nova ordem tributária. Estudos Econômicos-Fiscais DEE, Porto Alegre: Governo do Estado do RS, Secretaria da Fazenda, ano 9, nº 42, 2003.

BORGES, José Souto Maior. Lançamento Tributário. Rio de Janeiro: Forense, 1981. BRASIL. Código Tributário Nacional. 29. ed. São Paulo: Saraiva, 2000.

CARVALHO, Paulo de Barros. Curso de Direito Tributário. 14. ed. São Paulo: Saraiva, 2002.

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HORVATH, Estevão. La Autoliquidación Tributaria. Tese de Doutoramento apresentada à Universidade Autônoma de Madrid. São Paulo: Ed. Dialética, 1991. No prelo.

MACHADO, Hugo de Brito. Curso de Direito Tributário. 25. ed. São Paulo: Malheiros, 2004.

NOGUEIRA, Ruy Barbosa. Curso de Direito Tributário. 9. ed. São Paulo: Saraiva, 1989.

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A capacidade dos Municípios cumprirem suas atribuições constitucionais e atingir o bem comum e suas finalidades essenciais, executando as obras e serviços públicos e implementando políticas públicas, está diretamente relacionada com os recursos financeiros disponíveis. O setor público é regido por um orçamento que fixa despesas e prevê receitas. Esses recursos podem ser obtidos por meio do seu poder impositivo para instituir tributos garantidos pelo texto constitucional. Dentre os tributos de competência municipal, certamente uma das principais fontes de receita própria é o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU).

O CTN acolheu três modalidades de lançamento: lançamento direto ou de ofício, lançamento por declaração e lançamento por homologação. A fonte inspiradora destas espécies reside no grau de colaboração do administrado, na realização do ato de lançamento. No lançamento direto, a participação é inexistente, uma vez que todas as providências preparatórias são feitas pela Administração. Na segunda, colaboram ambas as partes, visando os resultados finais do lançamento. Na última modalidade, quase todo o trabalho é cometido ao contribuinte, limitando-se, o fisco, a homologar os atos por ele praticados.

Com o crescimento urbano do Município e o aumento do número de contribuintes para administrar, associado ao avanço tecnológico, a Administração Tributária Municipal de Florianópolis, buscou na elaboração de um projeto de lei, alterar a forma do lançamento do IPTU, de ofício ou direto utilizado atualmente para a modalidade de lançamento por homologação, buscando assim, procedimentos que viabilizassem a gestão do imposto, tentando simplificar a estrutura deste, como também, facilitar a arrecadação e, principalmente, atualizar a base de dados cadastrais.

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alternativa para a aplicação das leis em massa, à qual tem o legislador recorrido em outros tributos, como no Imposto Territorial Rural, no Imposto de Renda, nos Impostos Sobre Serviços, nos Impostos sobre a Circulação de Mercadorias, e outros.

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