UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ NúCLEO DE MEDICINA TROPICAL

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UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ

NúCLEO DE MEDICINA TROPICAL

O COMPORTAMENTO CLÍNICO-CARDIOLÓGICO , ELET RO CA RDIO G R ÁFICO

E RADIOLÓGICO DO TÓRAX DE PACIENTE S C O M LE PTO SPIROSE

  

INTERNA DOS NO HOSPITAL UNIVERSITÁRIO J O Ã O D E B A RRO S B ARRETO,

NO PE RÍODO DE 2002-2003 , BELÉM-P ARÁ.

  C O l \

1 P O R T A M E N T O C L ÍN IC O -C A R D IO L Ó G IC O , E L E T R O C A R D IO G R Á F IC O o

  

E R A D IO L Ó G IC O D O T Ó R A X D E P A C IE N T E S C O M L E P T O S P IR O S E ,

  

I N T E R N A D O S N O H O S P IT A L U N IV E R S IT Á R IO JO Ã O D E B A R R O S B A R R E T O ,

N O P E R ÍO D O D E 2002-2003 , B E L É M -P A R Á .

  Dissertação apresentada - ao Cur s o de P ós Graduação em Doenças Tropicais do Nú c le o d e Medicina Tropical da Universidade F ederal d o Pará (UFPA) , como requisito para obtençã o d o grau de Mestre em Doenças Tropicais. Área de co n centração: Clí n ica das Doenças Tropicai s .

  

Orien t ador: Prof. D r . Eduardo Augusto da Silva Costa D a d os Int er n a ci o na is de Ca t a log a ção na Publica çã o (C

  IP) Souza , P a ul o Fer n a nd o Pim e n ta d e O co m po r ta m e - nt o c l í ni co ca rdi o l óg i co , e l e tro ca rdi og r á fi co e r a dioló g i co do tórax de

paciente s com l e pt osp ir ose int e rn a d os n o Ho s pi t al U ni ve r s it á r i o J oão d e B a rr o s B a rr e to , n o

pe r íodo de 200

  2 2003 , Bel - ém P ar á Paul o Fer nando Pim e nt a d e So u za . - B e l é m : [ s . n . ] , 2004 . I

  • 81

  f. : il . ; 30cm .

  

Dissertaç ã o (Mest r - ado e m D oe n ças T r o pi ca i s) Nú c l eo d e M e di c in a T ro p i c a l , U n ivers id a d e

Fe d era l d o Pa r á , 2 4 .

  Bib l iogra f ia : 5 f .

  C O M P O R T A M E N T O C L ÍN lC O -C A R D IO L Ó G

  I C O , E L E T R O C A R D

  IO G R Á F IC O o

E R A D IO L Ó G IC O D O T Ó R A X D E P A C IE N T E S C O M L E P T O S P IR O S E ,

  

I N T E R N A D O S N O H O S P IT A L U N IV E R S IT Á R IO JO Ã O D E B A R R O S B A R R E T O ,

N O P E R ÍO D O D E 2002-2003 , B E L É M -P A R Á .

  • Dissertação apresentada ao Curso de Pós Graduação em Doenças Tro p icais d o Núc l eo de Medicina T r opi ca l d a U n iversi d a d e Federal do Pará (U FP

  A), como requisito pa r a obtenção do g rau d e M es tr e e m Doenças Tropicais. Área de Con c entra ção : C l ínic a das Doença s Trop i cai s .

  

Prof . Dr . E du a rd o A u gusto da Si l va Costa (Orientador ) .

  

(CCS / UFPA)

P rofa . Dr a . Maria Rita de Cáss i a Costa Monteiro (T i tular )

  (NMT

  

I UF P

  A) Pro

f. Dr . José L u is Fema n de s Vieira (T itular )

  

(CCS / U F PA)

Prof. D r a. Rita Catari n a Medeiros de Souza (Titular)

( N MT / UFPA )

  

A D e u s, por no s conceder a oportunidade de contempl ar u m d ia novo , repleto de a pre n di za d os

e desco b r im e n t o s.

  

A o Prof. D r . Ed uard o Au g u s t o d a S i l va Cos ta , p e l os ensi n amentos , sugest õ es , di s p oni b ili d a d e

e orientação q u e pe rmi t ir a m a r ea li zação d este tra b a lh o.

  

Aos professores D r. José Lu i s Feman d es Vieira, Dra. Maria Rita de Cás sia C osta Monteiro e

Dr a . Rita Catar in a Me d e i ros de So u za, membros da banca examinadora , pela s valiosas

contribuições ao traba l ho

À Profa. Dra. Ermeli n da Mouti n ho da Cruz , pela atenção dispen s ad a e orientaçõe s so b re o

tema em questão.

  

Ao Prof. Dr. Manoel B arbosa Rezende , que contribuiu com s eu s co nhec i men tos so br e a

d o ença pesquisada.

  

Ao Dr . Francisco Carlos Lopes de Mesquita , Chefe de Clínica d e D oe n ças Infecciosas e

Parasitarias do Hospital Universitário João de Barro s Barreto , p e la sua atenção ,

disponibilidade e orien t ações sobre coleta de dados e ética em pesqui s a em sere s h uma n os.

  

Ao Prof. Paulo Sergio , do Centro de Educação , pela importante orient aç ã o so b re a re da ção do

te x to apresentado.

  

À Dra . Mônica da Rocha Fadul , médica v eterinár i a , da Vi g ilân c ia E pid emio l ógica do Centro

d e Controle de Zoonoses da S E SMA , que colaborou com as informa ções re f ere n te a doença

em nossa região .

  

À Dra . Maria L uiza e D r. E d v aldo Carlo s L oureiro , da Seçã o de B ac ter io l ogia d o Ins ti tu t o

Ev andro Chaga s , que contribu í ram c om s eu s ensinam e n t o s s obre a doen ça p esquisa d a.

  

À Sra. Elizabeth Silva Pereira Costa, esposa de nosso orientad o r , que em s u a residê n cia

s empre no s recepcionou com corte s ia , do me s mo modo , se nd o p restat iv a co m orientações

so bre in fo rmática.

À S r a N a z ar é Aragão e Sra Fátima Mota da Divisão d e A rqu ivo Médic o e Es tat ís t ica , DAME ,

do Hos pital U niversitário João de Barro s Barreto , qu e pe rm itiram a re a l iz a ção da pesquisa

neste se t or , e por serem muito prestativa s e profi s sion ais du rante o m e u t ra b alho.

  Aos co l eg a s , mestrando s, pelo a p oio , a mi zade , companheiri s m o e incentivo que me acom p a n h aram durante t o d o o c u rso .

  Aos professo r es e f un c i o n ários d o Núc l eo d e Me d ic i na Tr op i c al d a Univers id a d e Fe d eral do Pará , pela ate n ção e d ispon ibi li d a d e d u rante todo o períod o d o c ur so.

  

Aos médicos , enfe r meiros e funcionários do Hosp i tal U ni ve r s i t ár io J oão de B arros B arreto ,

pela colabo r ação na c ap tação e informações dos paciente s int e rn a d os par a a pe s q uisa.

  

Às Dras. He rl a Ca r la Nascimento Baptist a e Raquel d e J es u s Pir es Br i t o pela co l aboração na

captação e co le ta d e dad os d o s paciente s.

  

Aos me u s p a r e nt es, em especial à min h a mãe Altair e à m i nh a es po sa M il e na, p elo incentivo ,

apoio e compree n são d a d istância não desejada , porém , nece ss á ria par a a r ealização desta

t are f a .

  " Fel i z o homem que acha sabedor i a , e o homem que adquire conhecimento ;

porque melho r é o lucro que ela dá do qu e o da p r ata ,

e melhor a sua r enda do que o o uro ma is [ m o " (pROV É RB

  I OS 3 .

  13 , 14) . A leptospirose apresenta alt a preval ê n c ia em n ossa r e gi ã o. É um a d oença infecciosa ,

mult is sistêmica , que acomete vários órgãos e o envolvimento c ard í ac o é fr e q ü e n te,

co n stit u i nd o a tualmente uma da s pr i ncipai s ca u s a s de mor t e d os por ta d ores desta afecção. O

o bj e t i v o do trabalho foi avaliar o comportamento clínico- c ardi o lógi co, el e t ro c a r diográfico e

radiológico d o t óra x de pacientes c om diagnó s tico c línic o -epidem i ol ógico d e le p tospi r ose na

fas e ag ud a e e m ambient e hospitalar . Para este propósito , foi realizado u m e s tud o tr an sve r sal

com 41 paci ente s, sei s do s e x o feminino e 3 5 do se x o ma s cul i no , co m i d a d es entre 15 e 78

a n os, in ternad os no Hospital Univer s itário João de Barros Barr e t o, n o perí o d o d e feverei r o de

2002 aj un ho d e 2003 . O s part i cipante s d o estudo s ubmeteram- s e à an a mn es e e exame c l ínico ,

co m ê nfase ao aparelho cardiovascular , realizaram de um a tr ê s e let r o ca rd i o gramas , uma

rad i og raf i a do tóra x e e x am es laborat or iai s de rot i na . Anali s ando- se os acha d os clínicos ,

  37

(90,2%) a pre s entaram s ina is e s int o mas c ompatívei s com en v ol v iment o miocá rd ico. As

anorma l i d a de s eletrocard i o gr áfi cas ocorreram em 20 c a sos , c orre s pondend o a 4 8 , 7 % do total .

O nível m é d i o de potássio foi de 3 , 8 meq / l . A maioria das alteraç õ e s fo r a m r eve r síveis e , a

princi pal , correspondeu ao s upradesnivelament o de s egmento ST , s em d i fer ença es t astís t ica

signific a n t e ( p > , 05) entre elas . N os 37 enfermo s que apre s entaram s in tomas e si n ais

suges t ivos de c omprometim e nto c a r díaco , não houve diferença est a tí s ti ca sig n ificativa (p >

  , 5 ) entre os e letr o cardiograma s n o rmai s e o s alterados . E m a pena s o i to in d iví du os houve

anor m a lidades r adiológicas (19 , 5%) , sendo que o aumento di s creto d o ve n tríc u lo e s querd o

com in filtrad o inter s ticial na s ba s e s pulmonare s foi o p r incip a l a c had o , com diferença

es t a t í st ic a s igni fi cante ( p < , 05) entre outro s tipo s de i nfiltrado s pulmon a re s. Po r tanto, neste

estudo , os pr i n c ipa is a c h a do s c línico s foram : hepatom e gal i a e dispn éi a ; e l et r oc a r d iográficos:

s u p r a desn í vel de s egmento S T e taquicardia sinu s al c om r e versão na mai o r i a dos casos e

radio l ógicos : au m ent o ve ntri c ular esquerdo discreto com i n fi ltrad o pu l m onar nas b ases .

  • Leptospirosis has presented a high prevalence in o ur re gi o n. lt is an i nfecti o u s, m ulti

    system di s ease which affects various organs and frequent ly s tr ikes the heart , a c tu al l y bei n g

    one of the main causes of death among it s carriers . T h e objective of s u c h pap er was to

    evalua te the behaviour c linical-cardiolo gic , eletr oca rd iographic and th orax radiologic

    fmdi n gs of patients w ith c linical-epidemiol og i c al diag n osis of lept osp ir osis in its acute

    p h ase , in a hospital place . For this rea s on , i t was performed a transv e r sal study with 41

    patie n - - ts six female s and

  3 5 male s a ges 15 to 78 , admitted at H os p ital Universitário João d e Barro s Barreto , during the pe r i o d offe bru ary , 2002 to june , 2

  03. The participants

of such s tud y h av e been s ubmitted t o anam n es i s and c linical e x amina t i o n , with emphasis

  • on the car d io va scul a r sys t e m a nd h ave performed one to thr ee e l et r ocar d iograms , one

  

thorax r a d iog raph y and laborat o r y r o utin e exa m inations. When the c lin i ca l fm d i n gs w e re

anal y sed , 3 7 ( 9 , 2%) pr esen t e d s i gns and s y mptom s c ompatibl e to t h e m y oca rd ium in v olvement . The elet r o ca rdi ograp hi c a b normalities occurr e d in

  2 0 c ases, corr e s p on d ing to 48 . 7 % of the to t a l . T h e ave r age l evei of potassium was 3. 8 meq / l . Mo s t al ter atio n s were

reversible an d t h e m ai n one corresponded to a super-unlevelin g of the ST seg men t , without

statistica l sig n ific an t di f f e re nce (p , 05) between them. As fo r th e 3

  7 in d ivi dual who >

presented s y mptoms and signs suggesting a cardiac i n vo l vem en t, t he re was no significa n t

statistical d iffe ren ce (p > , 05) among the normal and altered eletro ca rd iogr am s . In only

eigth in d ividua i s t h ere we r e radiologic abnormalities (19 . 5 % ) , b e ing the slig ht growth of

the left ventr i culum with l ung interticial i n f iltrate in i t s ba s i s w a s th e m ain fm d ing , wi t h

significant statistical difference (p < , 05) among other kind s of lung infiltr atio n . Hence, in

thi s paper , the principal c linical fmdi n gs we r e: h epat o me g alia an d dis p nea;

  • e letrocardiographic s: s uper unle v elin g o f the ST seg men t and si nu sal t a q uica r dia with

  

re v er s ion in most cases and ; radiologic s: di s creet left v entriculum g r ow th wit h lun g

in f iltration in its basi s.

  

F i g ur a 1 - Coração aberto pelo ventrículo esquerdo : m iocárdio conge s t o e s u fusões

h e m o rrágicas.

  

F i g ura 2 - Miocardite na leptospirose: infi l trad o de mono n u c 1eares e e dema inten so e m

coração hum a n o.

  

F ig - u ra 3 F ibrilaçã o atrial em pa cie nt e c o m 7 dia s de doença. Eletrocardio gr ama I: fi br il a çã o

at ri al e e le t r oc ardiograma 2: r e v e rs ã o co m d igital à sinusal

  F igura 4 - R it m o j unci o nal em p acie nt e com 13 dias de doença . E letrocardi o grama 1 : r it m o junciona l e e l etroca rd iogr ama 2: reversão es p ontânea à ritmo s inu s al .

  

F igura 5 - Bl o q ue i o d e ramo d ireito em paciente com 6 dias de doença que e v oluiu para ó bi to

e rea l izo u exame a n a t o mopat o l ógico com foco de abscesso miocárdico .

  F i gura 6 - B lo qu ei o atr io v e ntricu l ar de 1 grau em paciente com 15 dias de d o en ça . Elet r oca rdi og ram a 1 : b loq u eio a tr ioven t ric u lar de 1 grau e eletrocardiograma 2: normal .

  

F - igura 7 Bl oqueio de ramo dire i to em paciente com 9 dias de doença que evoluiu pa r a ó bit o .

E letrocardiog r ama 1 : b loqueio de ramo direito e eletrocardiograma 2 : normal

Fi g ura 8 - Supradesnível de ST em paciente com 8 dias de doença. Eletrocard i o gr am as 1 e 2:

s upradesnível de ST antero-septal e eletrocardiograma 3: normalização .

  

Tabela 1 - L etalidade por lepto s piro s e no H os pit a l Universitári o João de Barr os B ar reto ,

1992-2001 .

  

T abela 2 - Pr ev al ê n c i a de mio c ard ite n a le p tospi r ose no Hospital U ni versitário J o ã o de Barr os

Barreto , 1992-200 1 .

  

Tabela 3 - N úm e r o d e cas o s d e m iocardite na leptospiro se , por critério d iag nó s t ico , no

H os pital Universitário J oão d e B arros Barreto , 1992-2001 .

  • Tabela 4 Perfi l d os p ac i e nt es i n ter n ados no Hospital U n iversi tá rio João de Bar ros Barret o - co m diagnóstico c l ínico epide m - iológico de lept os pir ose , 2002 2003 .

  

T abel a 5 - Achados c l ínico-card i ológicos de paci e nt es com leptospirose atendid os n o

H os p i - tal U niversitário João de Barros Barreto , no pe r í o d o de 2002 2003.

6 Pacientes com alterações eletrocardio g r á f icas ate n di d os no Hosp it al Universitário - Tabel a João de Barro s Barreto , 2002-2003 .

  

T abela 7 - Distribuição de freqüência p o r t i p o d e a lt e r açã o e let roca d iográfica em paciente s

c o m leptospiro s e participante s d o es tud o.

  • T abela 8 Aspectos evolutivo s d os p ac i e n tes porta do res de leptospirose com alteraç õ es

    e le t r oc ardiográf i ca s, internad os n o H o s pita l U ni ve r sitár i o J oão d e B ar r os B - ar r eto , 2002 2003 .

    T abe la

  9 - E letroc ar dio gra ma d e p ac ien t e s co m l e p tospi r ose com si n ais e s intomas de

m ioc ardi t e int e rnad os no Hos pit a l U ni vers it ár i o Jo ão d e Barr os B a rr - eto , no p eríodo de 2002

2003 .

  

suMÁRIo

•••• • •••• • • • ••• • • ••• • o • ••••••••• • •••••••• •• •••••••••••

  12 INTRODUđấO 1 .

  1

  13 A G E NT E E TIOLÓGI CO 1 .2 AS P E CTOS EPIDEM I OLÓGICOS..

  14 \ .

  4

  1

  8 AS P E C T OS CLÍNICOS oo o o o . ooo. . . .. . . . . ... .

  \ .

  5 D

  I A GN Ó ST I C O o o o o ..... . .. . . . . . ... . ... . . ... ... ..... .. . .. .. .......

  20

  2

  3

  5 OB JETIV O o . ' o o o o o

  3 CASUÍSTICA E MÉTODOS

  36

6 C O N C L U SÃ O

  66 R E FE R Ê N C IA S

  67 A leptospirose é uma doença infecciosa aguda , f ebr i l , g enerali za d a e potencialmente

grave , com agressão à determinado s órgão s, e s peci a lm e nte figa d o , r i n s , coração , músculos

esqueléticos e sistema nervoso central . o c o rrência mund ia l , exce t o nas

É uma zoonose de

regiões polares , que acomete homens , animai s dom és tico s e selvage n s (MA R TINS ;

e t a I . , 1 9 9 6 ) . CASTrN E RAS , 1994 ; LÜMAR Em estudo s de soroprevalência , há indicação de que a infecç ão é com u m no m u n d o

t o do . A maior pre v alência é em países tropicai s em de s en vo l vi m ento , como o Brasil ,

geralmente associada ao intenso crescimento da população urbana e a fal t a d e sa n eame n to

básico (PLANK ; DEAN , 2000) .

  Sil v a e t a i . ( 2002) realizaram estudo de prevalência de antic o rp os ant i lep tos p i r a e m

catadore s de lixo do município de Santarém . Da s 70 pe ss oa s re s iden tes n o lixão , q u e

l e p t o s p i r o s e , realizaram exames soro lógicos para 36 amostra s foram r eat ivas e 3 4 não r e ativa s . Concluíram que a prevalência neste grupo foi 5

  1 , 4 %.

  A doença é transmitida ao homem por contato direto ou i nd i ret o co m a n i mais

portadores que eliminam o agente etiológico , as l e p t o s p i r a s , através da urin a (F A RR A R ,

1995) .

l e p t o s p i r o s e

  N a maioria (90%) dos casos de a e vo luç ão é b e ni g na (MA R TINS ;

CASTINEIRAS , 1994) , entretanto , de acordo com a região geográfica e o so r ot ip o

predominante , a letal idade pode chegar até 40% nas forma s clín i cas mai s g ra ves , res ult a nd o

em grande impacto s ocial e econômico (BRASIL , 2003) . Ne s te a s pect o , as pr i n ci p ais caus a s

de morte podem ser atribuídas as complicações como: insuficiência rena l e r es p i ra tó r ia , o agen t e etiológico é uma bactér i a helicoidal (espiroqueta ) , aeróbica , f le xível, móvel,

c om extremidades em for m a d e gancho, constituídas por um corpo cit o p lasmático e um

ax óstilo ou fi l amento axia l. O cito p lasma é envolvido po r um a memb r ana citoplasmática e

uma c amada de peptidoglicano. O axóstilo é constituído p or dois fl agelos responsáveis por

s u a motilidade (NOLETO; ANDRADE ; DUART L e p t o s p i r a L . i n t e r r o g a n s L .

  E, 198 3 ) .

  Pertence ao gênero (L . ) , que ap res en ta duas espécie s: a e a b i f l e x a .

  São bactérias cultiváveis em meios artifi ciais , e os ma is empregados são os de

F l e t c h e r e de Stuart , ou o meio E M J H (E lli ng-Hausen-Mc C u c l - lough Jonhson-Harris) e

cresce m em pH de 6 , 8 a 7 , 8 e em temperatura d e i n cubação d e 2 8- 30° C, com tempo médio de

qua tr o se m a nas (ALEXANDER , 1986). L . i n t e r r o g a n s l e p t o s p i r a s A englob a a s patogênica s pa ra o homem, animais domésticos e se l va gen s. ubd i vidida em

  2 3 sorogr u pos que , por s ua vez, são d ivididos em mais de 220 É s A u t u m n a l i s , C a n í c o l a soroti p os ou s oro va re s. As p a to gênicas ma is co mu ns p ar a o hom e m são a I c t e r o h a e m o r r h a g i a e , e a e a que c ostum a prod u zi r as formas mais graves da doença

é a L . i c t e r o h a e m o r r h a g i a e . As mais f reqü e nte s no Br asil e na Amazônia são a L .

i c t e r o h a e m o r r h a g i e L . c o p e n h a g e n i . e a C ada um a d el a s te m seu(s) ho spe d eiro(s) preferencial (ais) , ai nd a qu e um a espécie anima l pos s a albe rg a r u m ou ma is so r ova r es ( B RITO, 2000).

  Aprese n ta cur t a sobrevivência em á g ua sa lga da e e m solo s e co, sendo sensível à luz

solar forte, q ue a d e s t r oe em pouco temp o. P o de s obr e vi ver n o a mb i e nte, até 180 dias, desde

que haja elevada um i dade , pro t eç ão con t ra os r a ios s o l are s e p H n e utr o ou levemente alcalino

e t a i . ,

  (LOMAR 1 996 ; BRA S I L, 2 003 ).

  Os pri n c i pai s reser v at ó ri os d o ag ent e e ti ológico sã o os ratos domésticos que , ao se i n fectarem não desenvolvem a doenç a e tomam-s e p o rt a d ores, a lb e r ga n do a l e p t o s p i r a nos

r in s , e lim i n a nd o - a viva no a m biente , contaminando a água , o s ol o e os a l i m entos

O rato de esgoto , R a t t u s n o v e r g i c u s , de st a c a- se p o r ser portador da L . i c t e r o h a e m o r r a g h i a e , a mai s patogênica par a o homem. A s l e p t o s p i r a s m ultipli cam - se nos

rins destes animais , sem cau s ar dano s , às v e z e s por toda a v ida , p o d e n do e l i m i n ar cerca de

dezoito m i l l e p t o s p i r a s em cada 3 m L de micção , e a ta x a d e i n f ecç ão h um a n a relaciona - se com a qu a n t id a d e do age nt e que e s te s animais el im inam ( E D E L W E

  IS S , 1991) . Animais domé s tico s c omo cãe s e gato s , podem também t ran smi ti r a d oença ao homem

pela uri n a . O homem é o último ho s pedeiro , poi s a s leptospira s e l i min a d as p ela urina não são

i n fecta n tes , p or qu e são destruídas no pH urinário e anticorpos p r esente s ( BR ASIL , 2003).

  A via de tran s mis s ão ao homem pod e s er p e l a ex po s i ção dir e t a , a menos comum ,

através do contato di r eto c om sang u e , tecido s e u r ina do s anima is. A t r a n smissão por via

indireta , mais comum , ocorre pelo contato com a á gua ou o s ol o ú m i d o e lamacento ,

c o ntaminados com a urina do s animais infect a do s . Outros m eios são a ingestão de água e

alimentos contaminados . Re s salte-se que a tran s mis sã o e ntre pe sso as é rara ( BR ASIL , 2003).

  A penetração do micr o organi s mo se dá a t ravé s d a pele le s ada , muc os a d a boca, na ri na e

o Lhos , bem como atravé s da pele ínte g ra quando i m e r s a po r lon go p e r ío d o d e tempo em água co ntaminada ( F ARR , 1995) . Os fatores d e r i s c o para a doença demonstram que , n os c a s o s n otif i ca d os , as maio r es

freqüências têm sido encontradas e ntre indivíduos do s e x o masculino , na f ai x a e t á r ia d e 20 a

35 anos (LOMAR e t a I . , 1 9 9 6 ) .

  As categorias profissionais de maior risco nos países desenvolvidos s ão o s t r a balhad or e s

de esgotos , lavoura , pecuária e os garis. E m no ss a r eg i ão a maio r parte d os casos ocorre em

pessoas que moram em locais com precárias condições de saneamento e e x po si çã o à urina d e

roedores (NEPAI , 2002) .

  A distribuição da doença tem caráter sazonal , sendo endêmi c a e tomando- s e e p i d ê m ica

no s períodos chuvosos, quando aumenta a infestação de roedores. Ocorre tanto e m á r ea rural

quanto urbana , sendo esta última decorrente da aglomeração de pe s soa s d e b aix a re n da ,

mo r ando à beira de córregos, sem saneamento básico e condições de higi e ne , coabitand o co m

roedores (LOMAR e t a I . , 1 9 9 6 ) .

  No Brasil , tem sido relatada com maior freqüência nos E stados de Sã o Paul o , R io d e Janeiro , Pemambuco , Rio Grande do Norte, Paraná e Pará. No período de 199 1 a 2000 , fo ram

notificados 34 . 142 casos da doença no paí s, com média anual de 3 . 414 caso s, vari and o e ntr e

1 . 728 (1993) e 5 . 579 (1996) episódios. Neste mesmo período ocorreram 3 . 27 4 ó b itos, co m média de 327 óbitos / ano , correspondendo

  à taxa de letalidade média d e 10 , 2 % ( BR A SI L , 2003) .

  A Amazônia apresenta alta endemicidade , com maior número de ca s o s n o pe rí o d o d e

maior precipitação pluvial , o qual se estende do [mal do mês de dezembro até o i n ício d o mês

d e maio sendo , portanto, as fortes chuvas e as enchentes delas de c orrente s , g r a ndes

facilitadores da contaminação (CORREA, 1991).

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  Anos Gráfico 1 - Número de casos de leptospiro s e no Es t a d o do Pará, 1997-2002 , Fonte: S i stema de informação na c ional d e agravos notificáveis,

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  Mun i c i pios Gráfi c o 2 - Número de casos de leptospirose , por município , no Estado do Pará ,

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  8 9 - 1996 Fonte : Sistema de informação nacional de agra v os notificá v eis

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Coelho e t a i . (2000) determinaram o perfil epidemiológico da leptospiro s e no período

de 1994 a 1998 , nos distritos administrativos do município de Belém , Pará , a partir da análi s e

de 1 . 506 casos confirmados de leptospirose , procedentes do Hospital U ni v ersitário João d e

BarrosBarreto. Os autores concluíram que , neste período , ocorreram 98 óbitos , com letalidade

significativa de 6 , 51 % , sendo o distrito administrativo do Guamá (DAGU A ) , referente ao s

bairrosdo Guamá , Jurunas, Cremação , Canudos , Terra Firme e Condor) , no ano de 1996 , o que

apresentou o maior número de casos (608) , correspondendo a 40 , 3%. l e p t o s p i r a s

  Após penetrarem na corrente sanguínea , as rapidamente alcançam ór gão s

como o figado, os rins, o coração e o músculo esquelético. Para explicar o mecani s mo pelo

qual as lesões ocorrem , algumas hipóteses foram formuladas , a saber: a espiroqueta s eria a

responsável pela agressão , porém , tem sido demonstrado que na fase septicêmica o s parasito s

desintegram-se e , ainda assim , há continuação da patologia vascular . Outra possibilidade é

decorrente de fatores imunes , entretanto , na fase septicêmica , antes do aparec i mento d os

anticorpos específicos já existem lesões parenquimatosas; a última seria pela pre s en ç a d e

endotoxina mas , nenhuma toxina tem sido encontrada como causadora do processo

patogênico (DUARTE e t a I . , 1 9 9 2 ) . e t a I .

  Cinco (1996) demonstraram , por técnica de imunoensaio , a associação de n ív ei s l e p t o s p i r a s , - elevados de TNF a com a severidade da doença. O peptidoglicano da parede celular das ativa macrófagos para produção de TNF-a que induziriam a adesão de polimorfonucleares às células endoteliais.

  De qualquer modo , a alteração básica é uma vasculite infecciosa em que na fa s e

  

primáriode capilare s. As jun çõ e s end o t e liai s e n c ontrando-se s eparada s e as fenest ra çõe s

l e p t o s p i r a s , alargadas , proporcionam o e x travasamento de células in f lamatória s , hem áci a s e

junto com a necrose da s célula s endoteliais . E sta injúri a v as c ular acarr e t a e d e m a e diátese

hemorrágica , o s quais podem ser considerados como man i festaç õ e s pre co ce s d a d oe n ça

  As le s õe s celulares sã o decorrente s do mesmo mecani s mo qu e atu a , i n icia lm ente , na

membranacelular , e também da hipoxemia dependente do dano va s cular , dand o o r ige m à s

alteraçõe s hemodinâmicas e metabólicas , passando a representar n o vo s fa t o r es pat ogênico s

l e p t o s p i r a , As manifestações da doença podem ser determinadas por qualquer so r o t i p o d a L . c o p e n h a g e n i e L . i c t e r o h a e m o r r a g h i a e e t a i . , 1 9 9 6 ) . porém, as formas clínicas mais graves são mais evidentes com os s orotip os d a (LüMAR

  Com período de incubação, em média , de 3 a 13 dias , e extremos d e 1 a

  2 4 di a s , a

doença pode se apresentar com quadro s leve s , moderad o s e grav es e l eva r ao óbi t o A forma ictérica raramente é bifásica . Na fase septicêmica podem ocorr e r si n ais e

sintomasmais intensos , com destaque às mialgias , principalmente na s panturrilha s, dur a nte a s

duas primeiras semana s , prostração , icterícia marcante de tonalidade a laran j ad a (icte r ícia rubínica)com início entre o 3 ° e 7 ° dia s de doença e hepatomegalia em at é 70 % d os casos. A A evolução d a do e n ça é div i d i d a em duas fases. A fase de l e p tos p i r osemia que pode

durar de quatro a sete d ias, c a r a c te rizando-se por febre elevada d e início súbito, calafrios ,

mialgias princi p alme n t e na s panturrilha s, cefaléia , e em alguns caso s qu eixas gástricas podem

s er referidas. A seguir, há um p eríodo de defervescência de um a d ois dias, quando então há

regressão dos si n to m as. Po s ter io rmen te, a febre recrudesce , porém , em níveis menores. Este

período , que pode durar de 4 a 30 dias , é denominado de f ase imune, com produção de

anticorpos, diminuição d a le p tosp i rosemia e excreção de l e p t o s p i r a s na urina. Pode ainda

ocorrer meningite, pneumonia, miocardite, fenômenos hem o rr ágicos, insuficiência renal ,

hepática e respiratória , podendo levar ao óbito do pac i ente (E D EL WEISS , 1991).

  A leptospirose apresenta-se sob duas formas c l í n i c as: a anictérica e a ictérica . A

forma anictérica ocorre em 90% a 95% dos ca s os , apre s en ta as manifestações clínicas já

mencionadas anteriormente , na fase septicêmica. Pode ha v e r hepatomegalia , hemorragia

dige s tiva , epistaxe, dor torácica , tosse seca ou produti v a , confusão mental, alucinações e

s inais de irritação meníngea . Em seguida , o paciente ev olu i para a fase imune com

recrudescimento do quadro , com ou sem agravamento , i n c l ui nd o a meningite, manifestações

respiratórias , cardíacas e oculares (uveíte) . - Ressalte se que , n e sta forma , a insuficiência renal

aguda é rara (REZENDE e t a i . , 1 9 9 7 ) .

  As alterações cardíacas con s eqüente s d a mio c ard i te podem se expressar por

in s uficiência cardíaca , choque cardiogênic o ou arr it m i as . As alterações pulmonares

manifestam-se por quadros de pneumon i te in t e rstici al he m orrágica podendo ocorrer

in s uficiência respiratória com hipoxemia decorrente s de edema e e xtravasamento de sangue

ao interstí c io. O s fenômenos hemorr á gico s sã o fr eqüen tes p o d e nd o ocorrer petéquias,

e quimoses , hematêmese , melena , enterroragia s, hemopt i ses e hem orragia pul m onar maciça

  A partir da terceira ou quarta semana de doença o s sintom as começam a desaparecer progressivamente (NOLETO; ANDRADE; DUARTE , 1983). o diagnóstico da leptospirose deve ser baseado nas man ifestações clínicas ( mi a lgia s,

principalmente nas panturrilhas, cefaléia , febre e calafrio s ) , no s a n tecedentes epidemiológico s

  

(ex posição a enchentes ou coleções hídricas contaminadas , esgo t os e fossas) , nas ati v idad es

de risco (coleta de lixo, trabalhos em esgotos e áreas a lagad as) e na presença de animai s

  • infectados nos locais freqüentados pelo paciente. A c re sc ent e se os resultados de e x ame s laboratoriais específicos e inespecíficos (NEPAI , 2002).

  Os exames específicos dependem da fase evolutiva d a d oença . Se o paciente e s ti v er l e p t o s p i r a s

na primeira semana ou fase de leptospirosemia , a s podem ser visualizada s no

s angue através de exame direto, pode ser realizada h e mo cult ur a , e a inoculação do material

biológ i co em animais de laboratório. Há também o tes t e de ELISA ( " enzime-liked

immunosorbente assay " ) IgM , que é um método s e n s í ve l e específico , detectando anticorpos

já na primeira semana da doença , apesar de s ua utiliza ção se r restrita a alguns laboratórios

l e p t o s p i r a s

de referência. Na segunda semana ou fase i mune , a s podem ser encontradas na

urina , sendo indicada a cultura de urina ou a i nocu l aç ão . Em nossa cidade , Belém-Pará , o s

métodos mais utilizados são a macroaglutinação e a m icr oaglut i n ação para pesquisa de

anticorpos (BRASIL , 2003).

  Os e x ames inespecíficos são importante s p ara o d i a gnóstico e acompanhamento

clínico da doença. Pode-se encontrar ' no hemo grama: l e uco ci t ose com neutrofilia e desvio a principalmente a bilirrub i na d i r e t

  a, p r ot ei n úria, hem atú ria, a u mento nos tempos de

protrombina e trombina e do s ní v e is de f ibrinog ê n io; asp art ato aminotransfe r ase (AST) e

alaninaaminotransfera s e ( AL T) normais o u aumentad o s d e 3 a 5 vezes o valor de referência ,

sendo os valores de AST maiore s que A LT e fosf ata se alc alina a umen ta d a (EDEL WEISS ,

1991) . o Ministér i o da Saúde- F unasa (BRASIL , 2003) e stabelece cri té rios de diagnósticos, através da defmição de cas o, como segue :

  a) indivíduo com febre , mialgia s , c efaléia , ass ociado s c o m s u f u são conjuntival, náuseas ou vômito s, icterícia , fenômeno s hemorrágic os, a l t e r ações hepáticas , renais e vasculares , compatívei s com lept o spir o se ictér i ca ( d oe n ça d e Weil).

  b) indivíduo com sinais ou sintomas de proce s so i nfec ci o so i n específ i co, com antecedentes ep i demi o lógic os sugestiv os, nos ú l ti m o s 3 0 d ias anteriores à data de início do s sint o m a s .

  • todo caso suspe i to com s inais ou s intom as ine s pecífi cos ass o cia d os as alterações

    nas funções hepáticas , renais o u vasculare s e ante ce dente s epidem io l ó g icos q ue , por algum

    motivo , não tenha colhido material para e x ames l a borato r ia is e s pec íficos, ou estes tenham

    resultado não reagente com amo s tra únic a coletada antes do s ét i m o dia d e doença.
  • todo caso suspeito com o me s mo vín cul o epid e miol

  ógico de um caso já

  

exame específico , ou estes tenham resultado não reagente com amo s t ra ú nica co l eta d a

antes do sétimo dia de doença.

  São consideradas a presença de s inais e s intoma s clí ni cos co mp atíveis , associados a um ou mais dos seguintes resultados de exame s labora t o riais:

  • soroconversão na microaglutinação, aumento ou dim i nuiçã o , d e 4 vezes ou

    mais, nos títulos entre as amostras sanguíneas coletadas com i nte rva l os d e 14 a 21 dias;

  • imunohistoquímico positivo para leptospirose em paci e nt es s u speitos q u e evoluíram para óbito.

  o diagnóstico diferencial pode ser estabelecido na s f o r ma s an ic t é r ic a s com viroses

em geral , principalmente , a síndrome gripal , a dengue e han tav i r o se, a apen d icite aguda ,

s epticemias , colecistite s, febre tifóide , malária , piel o ne f rite a gud

  a, meningi t e , febres

hemorrágicas e toxoplasmose . Nas formas ictéricas com a f ebr e t ifóide, colangite,

coledocolitíase , febre amarela, hepatites , malária por

  P . f a l c í p a r u m , se pt icemi a s e síndrome hemorrágica pe l o vírus Hantan ( E DEL WE

I SS , 1991) . A l e t a l idade é maior em pacient es ic t érico s e c om in s u f ic iê n c ia r e n a l (Doença de

Wei l ) , co m t axas que variam de 5 a 20 % , entretanto , na s fo r mas ma is g r aves , que evol u em

c o m di sf un ção de m últi p los órgãos e s i stemas , pode c hegar a ta x as de até 40 %. A l é m d isso , a

t ax a d e l e tal i da de p ode au m en ta r em pacien t es com idade acima de 50 an os , co m o tip o d e

s orova r i n fec t a nt e e com o momento d o diag n ó s tico e do t r atamento . C o m a u t il i za ção da

di á li se p e ritone a l , a ins u ficiência renal de i xo u de s er a pri n cipal causa de m o rte , a ssi m , o u t r os

fa t o r es p assa r am a estar i m plica d o s no óbito dos pacientes , como a s compl i ca çõ e s c ard íacas e

e t a I . , 1 9 9 6 ) . as h e m o rra g i as p ulm onares (LOMAR t r atamento deve s er precoce , s endo a hidratação um procedim e nt o f u n dam ental . o

  

Repo s i ção d e pot ássio em caso de h i p o p otassemia , diurético s tipo f urosemida em c asos de

i n s u ficiênc i a re n al agu d a oligú r ica e diá l ise nos ca s o s em que há i n s ufi c i ê n ci a re n al

d esco mp e n sa d a . u so d e a n ti b ióticos pode ser válido até o quarto dia de doen ç a , co m peni ci lin a G o

cris t a lin a . N ão d evem ser utilizados medicamentos que contenham ác i d o acet i l- s ali cílico ,

l e p t o s p i r o s e

p o rque aument a m os r iscos de sangrame n to. As pe s soa s com s em i cter í c i a p od em

se r t r a t a da s em domicílio e aq u ela s ic t éricas devem s er internada s (MA R T

  I NS ; CA S T r NE

IR AS,

  19

  9 4 ). A profilaxia deve ser basea d a n o controle da população de roedor es , redu ção d o risco A profilaxia com antibi ó tico s e stá indi c ada apena s p a ra p ess oa s q u e f r eqüe n tarão

ambientes possivelmente contaminado s. Neste c aso , usa- s e a do x i c ilin a 200 mg / d ia em

intervalossemanais ou penicilina G benzatina 1 . 200 . 000 U em dua s injeç õe s com int e r va l o d e

cinco dias (PLANK ; DEAN , 2000) .

  Em relação à imunização , a vacina apresenta poucos sorotipo s d e l e p t o s p i r a s i n at i vas

com grande capacidade imunogênica , mas , não disponível no Brasil . Para os a nim ais e l a evita

a doença, mas não impede a infecção e nem a transmissão ao homem a tr avés d a ur in a

  A miocardite decorrente da leptospirose é considerada com o afecçã o infl a m a t ó ri a qu e

acometem os miócitos , o inter s tício , a vasculatura e o pericárdio e fa z e m part e d as

cardiomiopatias inflamatórias. Sua etiologia é infecciosa cau s a p o r ba c t é ri as , as leptospi r a s

Caracterizam-se por um s ubstrato histopatol ó gico co m i nfiltr a d o ce lul ar misto e

necrose de miócitos adjacentes às células inflamatórias . Este process o, que re s ult a e m l esão

do s miócitos cardíacos , pode progredir à miocardiopatia dilatada ( FE R NA ND ES ; MA D Y ,

1998 ; COTRAN; K U MAR ; COL L INS , 2000).

  Na análise macroscópica , a miocardite na lepto s pirose pode e s tar pre s ent e e m a t é 50%

dos casos e pode-se encontrar petéquias , foco s de hemorrag i a no epicárdi o , en d ocárdio ,

  F ig ur a 1: Coração aberto pelo ve ntrículo es querdo : miocárdio congesto e suf us õ e s he mo rr á gicas. e t a I . , 1 9 8 3 .

  Fonte : NüLETü e t a I .

  Mei r a (1965) referiu que a miocardite em paciente s co m lep tospi r ose e t a I . ca r act e rizava-se p elo aumento de peso do órgão . E m estudo retrospec t ivo , He rd y

(1993) relata que de 14 casos de lepto s pirose com miocardite e e v o l uçã o fa t a l , quat ro

pacientesapresentaram aumento de peso do coração e m mais de 400 gramas e e m

  11 observou-sedilatação dos ventrículos direito e esquerdo . Em relação aos estudos histológicos há demonstração de pronunciado edema

intersticial e infiltrado inflamatório (Figura 4) , áreas de degeneração , fragmentação e

necrose de fibras miocárdicas (MIGUEL JUNIüR , 1977 ; BRAUNW ALD , 1997 ; SILVA

1974 APUD GONÇALVES, 1989). e t a l . ( l 9 8 7 ) Brito refere que a arterite coronaria aguda ocorreu em 70% dos vinte

pacientes com leptospirose , afetando os ramos principais das coronárias , com tumefação e

edema subendotelial . Este processo pode ocasionar destruição da parede dos vasos (HERDY

e t a I . , 1 9 9 3 ) .

  Figura 2: Miocardite na leptospirose: infiltrado de mononucleares e edema inten s o em coração humano . lnfiltrado inflamatór io p o d e t a mb é m es ta r pr ese nt e n o inte ri or e ao r e d o r d o siste ma 1 9 8 7 ) . de condução , justificando os distúrbios de condu ç ão o co rrido s ( BR

  IT O e t a i . , e t a i

  Herdy (1986) obs e rv a ram e m no v e pa c iente s qu e fa l eceram p or lept o sp ir o s e ,

extensas áreas de necrose miocárdica , dos quais , dois mostraram s ina is c o rr es p o nd e n tes no

eletrocardiograma.

  De modo geral , os sinai s e s intoma s cardio v a s culare s na s m ioca r dit e s i n fecci os a s são

i nespecíficos e as conseqüência s c línica s dependem da e x ten s ã o e d o n ú me r o de le s õe s ,

p o rém , se uma simples e pequen a le sã o loc a li z ar- s e no s i s tema d e co ndu ção , pod e acar r eta r

profundas conseqüências (CAN E SlN ; BARR E TO , 1998).

  Os pacientes podem ser as s intomático s , quando ocorre ap e na s um a i n fl am ação focal , ou

podem ter quadros de insuficiência cardíaca fatal , dev i do a miocardit e di f u sa. Embo r a o

comprometimento cardíaco seja subclínico na ma i oria dos pacient es com d oe n ç a s in feccio s a s

agudas, podem ocorrer fadiga , palpitaçõe s , dispnéia , dor pr e cordial , hip ofo n es e d e

  I a bul ha e a galope por4 bulha (HURST , 1993 ; ST E lN , 1 996 ; BRAUNWA L D ; WYNE , 199 7 ) .

  As manifestações c línica s o correm até a s egund a s emana d e evo lu ção da doença ,

co rrespondendo ao aparecimento de s inais e s intomas de i n s u f ici ê nc ia car d í a ca e arrit m ia

  • A presença de miocardite agud a na lepto s pirose oc orre f r e qü e nt e m ente na forma ícter o

  

como nos pacientes com icterí c ia e i n suf i c i ê n c i a r e n al e nív ei s d e ur éia maior que] 00 md / dl e

e t a I . , e t a I . , 1 9 9 1 ) . de creati n i n a maior que 3 , 0 m g/ dl ( GONÇ ALVES

  19 89 ; ESC O STEGUY Se o s sinais e sintom as d e in s u f i c i ê n cia ca rd í a ca e a rr i tm ias não forem expressivos , eles

ficarão o b scurecidos pelo quadro c línic o mult iss ist ê mi co dec o rre n te d o pr ocesso infeccioso

e t a I . ,

  ( MEI R A 1965 ; SILVA , 1995 ; S TE

  

IN ,

  1 99 6; BR AUNWAL D ; WYNE , 1997).

E ntretanto , pode haver caso s de p aci ente s a ssi nt o máti cos co m exame físico normal (W ATI e t

e t a I . , 1 9 9 6 ) . a l . , 1990 ; CONSTANS

  E ntre os sinai s e sintoma s que p o dem se r e n co nt r ado s e m p o rtad o r es de leptospirose e mi o carditeestão presente s : a ict e r íc i e t a I . , e t a

  a, os de in s uf ic i ê n c ia r e nal , a dor p r eco rd ial , a dispnéia e

I . ,

arritr n ias(MACHADO 1995 ; RA J

  IV 1 996) . A h i po fo ne se d e bul h as, referida por e t a ! .

Silva ap u d Gonçalve s (1989) e a t a quicardi a c itada p o r Herd y (1993) foram sinais

fr equentesem seu s e s tudo s.

  A his t ó ri a natural do envolvimento cardíaco n a leptospiro s e é variável . Pode haver co mpletaregressão , mas , na s f orma s g r av e s da l e pto s pi ro s

  e, 5 0 a 10 % dos casos apresentam

arritrnias , insuficiência cardía c a e m o rte s úb ita , o u ai nd a , evo l ução prog r essiva para o

e t a I . , 1 9 9 3 ; dese n volvimento de miocardiopati a dilatada e m até

  40 % d os casos (HU R ST S TE

  IN , 1996 ; BRAUNWA L D ; WYN e t a I

E, 1997 ; C AN ESI N ; BARR ET O , 199 8 ).

  De Biase ( 1987 ), na Itália , fi z era m o r e lat o d e caso de u m p acie n te com 49 anos de

idade , por t a d o r da doença de W e il , qu e no qu a rto dia d e do en ç a de senvolve u ins u ficiência

ca rd í aca , evoluindo para c h o que c ardi o g ê ni co e ó bito .

  Artigou e t a I . (1986 ) relataram , na Fr a n ç a , o caso d e um p acie n te com 44 anos de idade

c om diagn ó stico de leptospirose , que evoluiu co m c h o que car d io g ê n ico e a p ós t erapêutica

  

p ac i e nt e d esen volveu insuficiência cardíaca congestiva. Co n c lu íram qu e a p esar de existir

r ela to de uma boa recuperação clínica nos paciente s acometido s d e miocardite por

le pto s piro ,es t e caso evoluiu para cardiomiopatia dilatad a.

  Kunnar (1999) relatou cinco pacientes com lepto s p írose e m a n ifestações clínicas de

in uficiê n c i a cardíaca como dispnéia , edema agudo de pu l m ão , hip o t e n são arterial e choque ,

havendo recuperação em todos os casos. a miocardite por leptospírose são obser v ad as a l tera ções ele t rocardiográficas que podem se r encontradas entre 48% a

  71 , 4% do s ca s o s (WATT , 1990; ESCOSTEGUY e t a i . , 1994; SAC RAMENTO e t a l . , 2 0 0 2 ) .

  Mei r a e t a i .

  (1965) descreveram que as an o r malidade s eletroca rd iográficas em

porta dor es de leptospirose são diversa s, como : t a qu icardia , ex t r a ssisto l es, fibrilação atrial ,

blo queio atrioventricular de 1 grau , bloqueio d e ramo dire i to , so br ec a rg a de câmaras,

a l te raç õ es de repolarização ventricular e elev a ção de segment o ST .

  E ntre estas anormalidades as que apr es entar a m maio r f reqü ê n cia foram: bloqueio

atrioven tricular de 1 grau , altera ç õe s de r e p ola ri za ção v entri c ul ar e fibrilação atrial

(G O NÇ ALV E S e t a l . , 1989 ; ESCOS TE G UY e t a i . ,

  1 99 1; R AJIV e t a i . , 1 9 9 4 ; SAC R AME N T O e t a i . , 2 0 0 2 ) .

  Est ud os demonstram que achado s alterado s no e l etrocardiograma d estes i n divíduos tem caráte r t r ans it ór i o (MIG U EL JUNIOR , 1977 ; C O STA , 1987 ; R A JIV e t a I . , 1 9 9 4 ) .

  e t a I De Biase (1987 ) e m r e lato d e c a so de p aci en t e co m 49 anos q ue ap r esentou

evolução fatal de miocardite p o r lept os pi rose, de sc r ev eu a s alt erações elet r ocardiográficas

encontradas , como taquicardi a s inu sa l , in ve r s ão d e ond a T e m par e d e i nfer i o r e depressão de

segmento ST nas derivaç õe s de V4 a V6 , qu e ev oluiu e m três dia s par a fibrilação atrial com

respostaventricular rápida .

  Nos pacie nt es com leptospi r ose , os eletrocardiogramas c o m s ua s res p ectivas

i rr eg ular i d a d es , foram r egistrado s entre o 5 ° e o 29 ° dia s d e doen ç a (C O STA , 198

7 ; MACHA DO e t a I . , 1995) , entretan t o , e x istem casos que podem s er ob s er v ad os en tr e o 4

  8 ° dia até 05 ° mês d e evolução da doença ( M Á GROVA ; SRAMKOV A , 19 7 2).

  Ram e Chadra (1985 ) r e lat a ram quatr o c a s o s de pa c iente s com d iagnóstico de

lepto s pirose ictér i ca grave , na s quai s as altera çõ e s e le troc ardi og r áficas p resen t es foram

el e vação do segmento ST d e

  VI a V 3, que s e normal i zaram ra p i d a m e nt e com o início da

terapia e com a recuperação do s trê s pa c ientes , ape s ar d e um ó b i t o n a s p r i m eiras horas de

admissão . O s autore s con c luíram que na fase da leptospiro s emi a h á sev era vasculite com

e d ema e o b strução t r ans i tória , podend o ocor r e r esp a sm o art e rial co r o nar ia n o de forma

tra n s it óriae reversível .

  Kirch n er (2001) de sc reveu o caso de um paciente ma s culin o , co m

  3 9 anos d e i d a d e ,

c om l eptospirose , que desenv o lveu bloqueio atrio v entric u la r d e 3° gra u , com posterior

recuperação eletrocardiográfica ap ós o tratamento .

  Não foram encontrada s , at é o momento , alt e raç ões ele t ro lí tic a s que justificasse as a normalidade s no traçado eletrocardiogr á fico ( MACHADO e t a I . , 1 995 ; SAC R AMENTO e t a i . , 2002 ).

  

me s mo m o d o , He r d y e t a i . ( 1986 ) de s creveu que em trê s pa ci ente s co m n ec r ose miocárdica

( histo pat o l óg i co) , as anormalidade s no eletrocardiograma e s ti v eram pr es en t e s em d ois casos.

  

D e m o n s traram , p ortanto , que não h á uma correlação absoluta , p o i s nem t o d a alte r ação

hi s topat ol ógicaevidenciou altera ç õe s no eletrocardiogram a.

  Go n ça l ves et aI . ( 1 989) relatou que no s pac ie ntes que fo r a m ao óbito , 50%

aprese n ta r a m a r ritmia como: bloqueio de ramo di r eito , bloqueio atrio ve ntr i cula r d e 1 grau e

fi bril ação at ri a l . En tre tanto , pacien t e s com fibrilação atrial apre s entar a m maior

com pr o m e tim ento sistêmico , com maiore s nevei s de transaminas es e d e c r e at i nin a

  O s a s p ec t os ra d io l ógico s de sei s pacientes , de um total de 12 co m le pt os pir ose , fo ram c o nstit u í d as d

  e: opaci d ades di s semi n adas n os dois campo s pulmonare s e aum e n to , embora 1 9 6 5 ) . e t a i . , di s creto , d a área cardíaca na maioria dos ca s o s (MEIR A e t a i .

  Ar t igou (1986) relataram um ca s o de pac i ente com 44 a n os d e id a d e em que o e s t u do r a di o l ógico apresentou edema pulmonar e aumento de área c ardí aca.

  Escos t eg u y e t a i . (199 1 ) fIZeram a r e visão da s radio g raf i a s d e t ó r ax d e 31 pacientes

p o rta d o r es d e le p tospirose. Houve aumento d o índice c a rdiotorácico e m ci n co casos (16 , 1 %) ,

s end o três d os d ez pacientes com diagnóstico de mi o card ite ( 30 %) e d ois dos 21 pacientes

s ema r e f e r i d a p atologia (9 , 5%) , com diferença não significativa . Con c luír a m , p orta n to , que o

est ud o r a di o l óg i co não se mostrou eficaz para a detecção do s portadores de m i o car dit e.

  Herdy e t a i ( 1993) demon s traram em 12 paciente s com e v olu ção fata l p o r l eptospi r ose

  

Tabela 1 - L etal i d ade por Le p tospirose , n o Hospi t a l U n iversitá r io João de Barr os B a rr e to ,

199 2 -

  6 4 , % 199

  60

  7 7 , 7 % 2001

  91

  00

  2

  4 4 , 6 %

  86

  9

  9

  19

  14 1 , 6 %

  8 132

  148

  2 01 .

  12 7 , 9 % 1997

  152

  16 8 , 6 % 1996

  5 185

  21 1 ,1% 199

  208

  16 10 , 5 % 1 994

  3

  15

  13 8 , 4 % 1993

  155

  Número Número Coe fic ie nt e Anos Casos Óbito s Le talid a d e 1992

  2 3 , 3 % Neste me s m o per ío d o , ocorre r am 1 9 casos d e miocardite , correspondendo ao va l o r m é di o de 1 , 4 % de ca s o s a n ua i s (T ab ela 2).

  

Tabela 2 - Pre v al ê nci a d e mioca rd ite n a l e pt os p i ro se , Hospita l U n i ve r s itário João de Barr os

Barreto , 1992- 2 00 l .

  2 2 , 3 %

  98 132

  4 3 , %

  1

  9

  99

  86

  20

  1

  00

  91

  1 1 , 1 % 2 001

  60

  2 3 , 3 % Total

  1370

  9

  8 1 , 7 %

  Anos Casos leptospirose Casos Miocardite Pre v alênc ia (%) 1992

  185

  15

  5 1 , 6 % 1993

  153

  2 1 , 3 % 1994

  20

  8 2 , 9 % 1 995

  3 1 , 6 %

  14

  19

  9

  6 152 1 , 6 %

  1

  99

  7

  19 1 , 4 % Fonte:pesquisa do autor O s critérios de d i a gnós t ico d a mi oc ardit e n a le p tos p i r ose , após ob s er v a çã o d os

pr o ntuário s , foram : arritmi a e m 14 ( au sc ult a e e letr oca rd iograma) , insufi ciê ncia car d í aca e m

d o i s, e ainda , trê s c asos d i agn os t ic ad os co m o mi o cardi te não especificada ( Tabela 3 ).

  

C ritério D iagnós t ico T ip o

A rri t m ia

  Clínico / ECG* Fo nt e: p es qu isa d o autor

  • e l e tr ocar d iograma **i n s u f i c i ê n C i aca rd íaca congestiva .

  Analisar o comport a m en t o clín i co - ca rdi o l ógico , e 1 etr o ca r di og rá f ico e ra d iológico , de

pacientes portadore s de lept os pir ose , int e rn a d os n o Hos p i t al U niver s itári o J oão d e B a rr os

Barreto , na cidade de Bel é m-Par á , n o p e ríod o d e 2002 a 2

  00 3 .

  C A SU ÍST IC A E M É T O D O S

  3 3 .

1 TI PO D E ESTU D O

  R ea l i zou- se nes t e trabalh o um e stud o des cr i t ivo- an alí t ico o b se r vacional do tipo tra n sve r s al .

  

Foi de f mida como t odo s o s pacient es internado s com diagn ó stico c lí nico-epi d emiológico

d e le p to s piro se, no p eríodo de fe v ereiro de 200 2 a j unho d e 2003 , n o H ospital Universitário J oão d e B a rr os B arreto .

  Es t a pe s qui sa de senvolve u- se no Hospi t al Universitário João de Barr o s B ar r eto, vi n cul a do ao S i s t e ma Ú n ico d e Saúde (SUS) , no serviço de Doenças I nfecc io sa s e Pa ra sitárias (DIP) ,

l o ca li z ad o na s depe n dências das enfermarias do 3 ° andar , na unidade de te r ap ia i ntensiva e no

seto rde h e mod i ál ise .

b ) ter a ssi n a d o o t ermo de consentimen t o para particip a r d o e s tud o , a p ós esclarecime n to

ve rb a l so b re o s objet i vos e metodologia do trabalho em foco;

  3 .

6 PROCEDIM E N T O S 3 .

  6 .

  1 Captação dos pacientes O s paciente s, pr oce den tes d e quai s qu er r eg i ões d o Es tad o do Pará , foram atendidos

at r avés da central d e leitos d o S US , co m so li ci ta ção prévia de leito para efetivação do

internamento .

  Nos setor es d e em e r gê n c i a , na unid a d e d e t er a pia i n t e nsi v a , nas enfermarias da DIP e

co m o s méd i c os e e nferm e ir os d os set o re s , d eix am os no sso nú m ero telefônico de contato ,

pa ra que hou v e ss e co mun icação l o g o qu e i nd iví d uos com o d iagnóstico de leptosp i rose ,

foss eminternad os.

  Independentemente , o aut o r reali zo u vis ita s p e r ió dica s , no Hos p ital , a procu r a destes paciente s.

  3 . 6 .

  2 Convite e transmissão das informações aos participante s do e s tud o O conv i te à par t ic i pa ção na pes qu isa e o repasse d as informações foram realizado s pelo

pr ó prio autor durante o p e rí o d o d o tr a b a lh o , d e fo r ma o b je t iva e lin guagem si m ple s, para o

fá cil entendimento d os p ac i e nt es o u d e s eu s r es p o n s áv eis quand o estes não pudessem se

co municar . Estes i n fo rm es a b o rdavam as p ec t os gerais da d oen ça , tais como : e t iolog i a ,

  3 . 6 .

3 T e r mo de auto r ização

  Fo i ex pli c ad o ao pac i ente ou res p o n sáv el a man e ir a como seriam realizada s a s etapa s

d os e x ame s e a in f orma çã o d os r es ult a d os d os ex am es , o caráter voluntário e gratuito da

pa rticipaçãoe a neces s idade d e au to ri z a ção a tr avés da a ssinatu r a d e u m d ocumento .

  Ao s que concordaram em par t i ci par d a p es qui s a foi solicita d o que assinas s em um termode autorização (ANE

  X O B ) .

3.6.4 Obten ç ã o d as i n formações

  Para obtenção das informaçõe s foram utili z ada s a s va r iá v eis especificadas para a p e squisa , como seguem :

a) Exa m e c l í n ico-cardiológico

  A travé s de um que s t ioná ri o p a dr ão pr é -e s tab e l ec id o , foram coletados dado s

e pidemiológicos e c lín i cos , d e anamne s e e e x ame fis i c o , c o m especi a l ênfase ao aparelho

c ardiovascular , constando d e 5 8 i t e n s d e p e r g unta s, r es p os ta s e exa m e clínico , como seguem

  ;

I. Nome

  2. Endereço ; 3 . Telefone ; 4 . Idade ;

5. Se x o ;

  6 . Data da internaçã o; 7 . Matrí c ula no hospital ; 8 . T emp o d e evolu ção d e d oe n ç

  a:

  • 9. Doença cardíaca pr é ex istente: Foram excluídos do e s tudo aqueles pacientes portadores de card i op a tia s co n gê n i t as e

    adquiridascomo na s doença s valvulares , nas hiperten s i v a s e na s d ec orr e n tes d e ateroscle r o s e

    coro n a r iana , identificadas pela história clínica , e xame f í s ico e eltrocardio g r a ma n o m o m e nt o

    da ent r evista .

  10 . Contato com animai s : E n t r e os principais animais suspeitos de s erem portadore s, em que o hom em p ossa te r s i d oco n ta m inado , estiveram incluídos o s rato s de esg o to.

  11 . Contato com água : Foram incluída s água s suspeita s de contaminação como a s de fossas , esgotos , e n c h e n tes , solo úmido ou lama.

  12 . Febre: Qua n do oco r reu uma elevação da temperatura corporal acima de 37 , 7 ° C , ve r ifi cad a n a regiãoaxi l ar .

13. Calafrio s : Caracterizado s por sensa ç ão de frio e tremore s generalizado s.

  14 . Icterícia: Quando exis t iu coloraç ã o amarelada da pele e mucosa s .

  15 . Petéquia s: D ef m idas como a erupção de manchas hemorrágicas puntif o rm es .

  16 . Equimo s es: Definidas c om o a erupção de manchas hemorrá g ica s mai s ex ten s a s .

  17 . Hemorragia conjuntival

  18 . Mialgias: Defmidas como dores em quaisquer dos grupos musculares localizados no tóra x , abdômen , membros e principalmente nas panturrilhas.

19. Cefaléia: Quando ocorreu dor de cabeça.

  20 . Convulsões: Caracterizadas por acessos generalizados de contrações involuntárias dos músculos esqueléticosestriados.

  21 . Síncope: Defmidas como a perda transitória da consciência acompanhada de palidez, hipotensão arteriale sudorese .

  22. Palpitações : Descrita como a consciência dos batimentos cardíacos.

  23. Dispnéia: Defmidas como a sensação de falta de ar .

  24. Dor torácica: Defmidas como sensação dolorosa na região do tórax.

  25. Tosse: Na presença de expiração explosiva , na qual o ar é violentamente expulso dos pulmões atravésda glote.

  26 . Hemoptise: Caracterizada pela eliminação de sangue através da boca , de origem subglótica .

27. Hematêmese: Descrita como vômitos de sangue.

  28 . Melena: Quando houvesse evacuação contendo sangue digerido.

  29. Hematúria: Defmidas como eliminação de sangue na urina.

  30. Poliúria: Quando ocorresse aumento do volume urinário nas 24 horas.

31.0Iigúria: Ca r acterizada pela diminuição do volume urinário abaixo de 400 ml nas 24 horas.

  32. Colúria: Eliminação de urina de cor escura.

  33. Dor abdominal: Observada através da sensação de dor na região abdominal .

  34. Vômitos :

Caracterizado por ato reflexo decorrente da expulsão do conteúdo gástrico pela boca.

  35. Diarré i

a: Quando apresentasse evacuação de fezes de consistência diminuída.

  36. Freqüência respiratória: Considerou-se como o normal , em indivíduo em repouso, a freqüência entr e 16 a 20 movimentosrespiratórios por minuto.

  37. Tiragem intercostal : Caracterizado por retração inspiratória que pode ser observada nos espaço s int e rc os t a i s , nasfossas supraventriculares ou infrac1aviculares , observadas na inspeção.

  38 . Amplitude respiratória :

  39. Ausculta pulmonar: Realizada para o conhecimento dos ruídos respiratórios normais ou patológico s , a t ravé s daausculta dos pulmões.

  40. Forma do abdômen: Pela definição do tipo de abdômen em relação a sua forma , realizada através da inspeção.

  41 . Palpação do abdômen: Realizada com as mãos es p a l madas, para análise de tensão , sensibilidade ou de v i sceromega l ias.

  42. Ausculta do abdômen: Tendo como fmalidades: a p ercepção de borborigmos e o diagnóstico de aneurisma abdominal , estenoses arteriais e fistu l as arterio-venosas pela constatação de sopro s.

  43 . Nível de consciência: Composta pela observação do estado da consciência como: consciente , semi c on sc iente e inconsciente.

  44. Rigidez de nuca: Pe l a dificuldade de f l exão passiva ou ativa do pescoço.

  45. Motricidade: Avaliados at r avés da movime n tação ativa ou passiva dos membro s, com a finalidade d e pesquisara preservação da força muscular.

  46 . Abaulamento precordia l : Pela observação de aumentos da região precordial , quando realizada atra v é s d a inspeção.

  47. Depressão precordial:

  48. Ictus cordi s: Observado pelo le v antamento periódi c o da zona de projeção da pont a d o co r ação , sincrânicocom a s ístole cardíaca.

  49. Jugulare s : Através da inspeção da turgescência de jugulares fisiológicas ou p a t o lóg i ca s, com o pacienteem decúbito dorsal .

50. Aorta torácica: A avaliação foi realizada através da palpação na fúrcula esternaI .

  51 . Pulsos periféricos: Analisado s como os batimento s percebidos pelos dedos , a o palpar-se um a a rt é ria superficial .

  52. F rêmitos cardíaco: Quando ocorreu uma sensação tátil de tremulação percebida ao palpar-s e a reg iã o precord i al .

  53. Ritmo cardíaco: Defmido pela maneira de sucessão dos batimentos. O ritmo regular evidencia ca d ê nci a

rítmicacom batimentos iguais, separados por intervalos iguais, dentro de uma freqü ê n c ia em

repousode 60 a 80 por minuto. Havendo irregularidade , se diz arrítmico

  54 . Sopros cardíaco: E fetuado através da auscultação da região precordial , pode-se perceber , qu a nd o presente s, a sensação auditiva da turbulência da corrente sanguínea no cora ç ão .

  55. Atritos precordiais: Defmidos pela auscultação da região precordial como ruídos áspero s, de ra s p a ge m e

  56. Bulhas cardíacas: Quando realizada atra v é s da au s culta da região precordial s ão id e ntifi c ada s a prim e ira

bulhae o pequeno silêncio, a segunda bulha e o grande silêncio, que s ão fi s iológica s o u da s

terceirasou quartas bulha s , estas patológicas .

  57 . Pressão arterial sistêmica: Realizada através do esfigmomanômetro , com a fmalidade de med iç õe s d os n íveis tensionais,defmidas como faixas de normalidade entre 120 x 80 mmHg e 140 x 90 mm Hg.

  58. Edema : Defmido como a tumefação dos tecidos moles devido a expan s ão an o rmal do vo lume líquidointersticial , podendo ser localizado ou generalizado (ZARCO , 1976 ; SO UZA , 1 995 ).

  Foram considerado s como critério s clínicos para o diagnóstico d e e n volvi m e nt o cardíaco a presença de (ZARCO , 1976 ; SILVA , 1995 ; SOUZ A 1995 ; C HE

  I TL

  IN ;

SOKüLüW; McLLROY, 1996; BAUGHMAN ; HRUBAN , 1998 ; GO L DMAN ;

BRA U NW ALD , 2000) : a) bradicardia: freqüência cardíaca menor que 60 bpm ;

  b) taquicardia: freqüência cardíaca maior que 100 bpm , na ausência d e febre ;

  c) arritmia cardíaca : presença de batimentos cardíacos com alteraçõe s s eja na formação ou na condução do estímulo elétrico.

  d) insuficiência cardíaca: caracterizada pela presença de sintoma s com o: di s pné i a ,

ortopnéia e de sinais como: edemas , hepatomegalia , t urges c ência da s jugulare s e à au s cu l ta

3 3 ritmosde galope pela presença de 3 ou 4 bulhas e estertore s creptantes pulmonare s .

  Coube ao pesquisador deste estudo a realização dos exames clínicos-cardiológico . Foram realizadas avaliações com intervalo de 2 dias , no período de uma se mana , co nsiderando-se o dia da internação como o dia da primeira avaliação.

  E letrocard iogram a

  b) eletrocardiograma consiste no registro gráfico dos potenciais elétricos produzidos , em o

associaçãocom o batimento cardíaco. Estes potenciais elétricos surgem do sistema nervoso do

coraçãoe a sua condução produz uma pequena corrente elétrica que se espalha pelo corpo e

assimpode ser registrada . Foi realizado através de um eletrocardiógrafo , aparelho de marca

EcafIx- Funbec 6, forrnecido pelo hospital onde a pesquisa foi conduzida , com velocidade de

inscriçãode 25 mm / segundo e amplitude de 10 mm, com aumento e registro da atividade

elétrica pelo deslocamento da agulha em um papel quadriculado termossensíve1 . Para o

procedimento, foram obedecidas as seguintes etapas (GOLDMAN, 1976 ; GHORA YA E B ;

MENEGHELO , 1997; DUBIN; LINDNER, 1999): a) foi conectado o cabo dos eletrodos no aparelho, o cabo do aparelho em uma corrente elétrica , e cabo do fio terra para evitar interferências; b) o paciente ficou deitado e relaxado;

  c) foi aplicado gel condutor na pele, para haver um bom contato e facilitar a captação elétricapara proporcionar um bom registro; d) foi colocado os cinco eletrodos, sendo um em cada membro e um na região

precordial, este devendo ser movimentado por seis vezes de posição, nos espaços intercostais

da região precordial padronizados;

  e) foi efetuado o registro das 12 derivações cardíacas: seis periféricas (DI, D2 , D3 , AVR,AVL e AVF) e seis precordias (VI, V2 , V3, V4, V5, e V6) Foram estabelecidos como critérios eletrocardiográficos para o diagnóstico de

envolvimento cardíaco a presença de (GOLDMAN, 1976; CONWAY, 1987; SOUZA , 1995 ;

  CARNEIRO , 1992) : a) alterações s ign i ficativa s na repolari z ação ventricular ;

  b) qualquer tipo de arritmia cardíaca , como as e x tra s si s tole s, bl o qu ei o s a tr iov entriculare s de 1 °, 2 ° ou 3 ° graus , bloqueio s de ramo e s qu e rd o ou direit o, d esde q ue de s apareçamcom o seguimento evolutivo do s pacientes ; c ) taqu ica rdia : f requ ê ncia cardíaca maior que 100 bpm ; d) bradicardia : f reqüência cardíaca menor que 60 bpm ; e ) qualquer da s alteraçõe s acima , desde que não e s tejam a ssoc iad as com hip o pota s semia ou hiperpotassemia.

  O e x ame eletrocardiográfico foi efetuado pelo pesquisador dest e es tud o. Todos realizaram eletrocardiograma , com intervalo de 2 d i a s, n o per ío d o d e uma se mana , considerando-se o dia da internação como o dia do prime i ro e x am

  e, e m p a ra l elo ao ex ame c línico-card i ol ó gic o A interpretação eletrocardiográfica foi efetuada por um cardi o logista qu e n ão t eve c onh ec im e nto prévi o do s dado s c línicos do s pacientes (AN E XO D).

c) R ad iografia d e tórax

  A radiografia é a imagem de projeção do s raios que atravessam o corp o e o fo r ma t o d as

es tru t ura s depende da inc i d ê n c ia da direção dos raio s. O fe ix e de ra i o s atra v e ssa o i nd iví d uo

no sentido póstero-anterior (incidência PA) ou antero-posterior ( i ncid ê ncia A P ) . Nes t e mét o d o

são avaliados o tamanho cardíaco , a s câmara s cardíacas , os vaso s da ba s e e a ci r c ul ação

pulmonar . Para repr o duzir essas dimensões , o tórax do paciente deve ficar afa s tad o d a fo n te

d os raios entr e

  1 , 5 e 2 , 0 me t ros . A partir deste retiram-se algun s índi ces os qua is s ã o des c ritos a s e g uir ( MAGA L HÃES , 1992):

  

tr ansversodo c oração é uma m e dida linear entre a s projeções dos dois ponto s ma is extre mo s

da silhueta , nas cur v a s atrial d i reita e ventricular esquerda. O diâmetro intern o do t ó r ax é uma

medida linear feita à altura do ponto mais superior da hemicúpula dia f ragmática dir e it a. A

di v i sã odo diâmetro t ran s verso cardíaco pelo diâmetro interno do tóra x , d ev e e s ta r em to m o

de 0 , 5 , isto é , o di â m e tro t r ans v er s o do c o r a çã o se r ia igual a metade do d iâ metr o interno d o tórax .

  F oram con si derados como critérios radiológicos para o diagnóstico de en vo l vi m ento ca rdíaco(CONWAY , 1987 ; MAGALHÃ E S , 1992 ; GHORAYEB ; M E N E G HE LO ,

  1

  99 7 ) : a ) aumento da área cardíaca ; b ) aumento do desenho va s cular pulmonar .

  O s exame s radiológicos f o ram realizado s pelo técnico e com o e quip a ment o d o pr ó pri o hospital .

  A análise radiológica foi de responsabilidade do radiologista do ho s p i tal , qu e n ão t eve co nhe c iment o pré v io do s dados clínicos do s pacientes (ANEXO E).

  Os exame s laboratoriai s foram solicitados no momento da inte r naç ã o pel o m é d ico d o

H os pitalresponsáv e l pelo pa c iente , fazendo parte da rotina do próprio se r viço , como seg u em :

he m og rama , a s partato aminotran s ferase (AS T), alanina aminotran sferas e (AL T) , uré i a ,

c r ea tinina , sódi o, potá s sio , coagulograma , glicemia e sorologia (AN E

  XO F) . A Sorologia , pela microaglutinacão , foi realizada pelo Instituto E va ndro Chag as. As informações foram codificadas e digitadas em um banco de dados e os resultados

obtidosforam avaliados através do teste estatístico do Qui-Quadrado (X2) e teste t de Student,

paracomparação entre duas proporções, sendo considerado significância estatística a nível de

5%.

  Este estudo foi submetido e aprovado pelos Comitês de Ética em Pesquisa envolvendo

SeresHumanos do Núcleo de Medicina Tropical - NMTIUFPA (ANEXO G) e do Hospital

UniversitárioJoão de Barros Barreto (ANEXO H), como requisito básico para realização de coletade dados. A tabela 4 mostra que a população estudada foi constituída de 4 1 pacientes com - diagnóstico clín i co epidemiológico de leptospirose.

  Do total , seis eram do sexo feminino , correspondendo a 14 , 6%, e 35 do sexo masculino , correspondendo a 85 , 4% (p < , 05) .

  ± A idade média foi 36 ,

  5 15 , 6 anos , com mínimo de 15 e máximo de 78 anos. O tempo médio de doença foi de 9 , 2 ± 3 dias, com intervalo de 5 a 17 dias.

  • O s aspectos . clínico cardiológicos , elet r ocardiográficos e radiológicos dos participante s do estudo encontram-se descritos nos itens a seguir .

  4 1 Dos pacientes examinados , 37 apresentaram sinais e sintomas suge s ti v o s de

co mprometimento cardíaco. Dentre estes , os predominantes foram a hepatome g alia c o m

a

percentual de 51 , 3% e a dispnéia com 48 , 6% , e as menores incidências foram a pre s ença de 4

bulha e a hipofonese de bulhas , que corresponderam ao percentual de 2 ,

  7 % (Tabela 5 ) .

  • Di s t ri buição dos pa ci ente s por idade , se x o e dia s de doen ç a , co m dia gnóstico

  1

  4

  8

  1

  1

  7

  3

  1

  11

  12

  09

  10

  05

  6

  D ias d e D oen ça

  • 08

  M M M F

  M

  M M

  M

  M F

  M M M F M M

  F F

  M M

  M M

  M

  M M

  M M M M

  M

  08

  13

  10

  06

  10

  07

  09

  10

  05

  07

  13

  12

  13

  08

  1

  1

  06

  08

  3

  1

  7

  7

  1

  06

  05

  05

  08

  5

  1

  08

  11

  M

M

  F

  

M

M

  4

  26

  19

  18

  38

  42

  48

  32

  24

  5

  2

  30

  7

  1

  1

  5

  5

  4

  26

  7

  4

  8

  7

  VMC CACA OSA A R MC A P S RO M J AV J CN N F D C M M FC ESB ASLO GMCS J D M CAP W B S ESS HBR ZNL AOS Id ad e

  RSC E OA J TL R N DO F A F M AMS EMS WSG MVR C J F L S J C D S C R P J R C BJ PS CALC CEAC WM R JASA PCPN

  20 2 - 2003 N om e

  de lepto s pirose , no H o s pital Universitário João de Barr os B ar ret o ,

  T abela 4

  3

  33

  34 S exo M M M M M

  22

  8

  2

  16

  36

  7

  6

  1

  3

  4

  4

  20

  25

  18

  42

  21

  44

  2

  6

  66

  32

  2

  7

  5

  1

  30

  30

  40

  06

  

T a bela - 5 - : Achados c l i ni co car di o l ógi c os d e p ac ientes com lept o spiro s e a t end i d os no

Hosp i tal Universitário João de Barros Barreto , no período de

2 -

  00

  2

  20 3 .

  

As p ectos N um e r o F r eq u ência

C l í n icos %

d e casos

  H e p a t o me g al i a

  19 51 ,

  3 48 ,

  6 Di s pn éia

  18 D o rt o r ác ic a

  10

  2 7 ,

  10 Este r to r e s pulm o nar es 2 7 ,

  Freq . cardíac a ele v ad a

  9

  2 4 ,3 P a lpit açõ e s

  5

  1 3 ,

  5 a

  3 bu l h a 5 13,5 Ri t m o irre g ular

  8 ,

  1

  3

  2 5 ,

  4 Ju g ular es túrgida s a

  4 bulh a

  1 2 ,

  7 H ip o f o ne se de bulha s

  1 2 ,

  7

  37 Total de casos 10 ,0

  

Tabela 6: Dis t ribuição do s 20 participantes com alte r ações eletrocardiográfica s , de

acordo com número de ECG e níveis de potássio , inter n a d o s no Ho s pital U ni v er s itári - o João de Barros Barreto , 2002 2003.

  Número Níveis de E CG de potás s i o o rn e F.C .

  03 3 , 5 m e q / l A. R .C. M.

  03 3 , 8 meq / l

  03 4 , 1 meq / l A. P . S.

  P . C . P . N.

  03 4 , 5 me q / l J . C . N .

  3 3 , 6 meq / l C . A.A.

  3 3 , 5 m e q / l R . O. M.

  03 3 , 9 m eq / l G. M .C . S.

  3 3 , 7 m eq / l O . S.

  A.

  3 4 , 0 m eq / l A . S.L . O .

  3 3 , 5 m e q / l V.M . C .

  3 3 , 7 m e q / l C . M . M.

  3 3 , 5 m e q / l N.F . D .

  3 l . D . M .

  3, 7 m eq / l

  3 3 , 6 meq / l

  2 4 , 1 m e q / l l .A .

  • C . A .P .

  V.

  2 3 , 6 m e q /

  I E .S . B .

  3 3 , 9 m e q / l

A. S.A.

  01 3 , 8 m e q / l E. S .S.

  • l .

  3 4 ,2 m e q /

  I W .B. S.

  01 3 , 8 m e q / l

  • E CO: eletrocardiograma.
  • >Óbito .
  • Óbito e ex am e anatomopatológico .

  • Tabel a 7: Di s tribuição d os t i p os d e al te r ações e l et r ocar di og r áfi c a presente s em pa c iente s

  com l eptos p i r os e , in ter n a d os n o H os p i t al U n i ver s it á ri o João d e Barros Barreto , 2002-2003.

  Tip o d e A lt e raç ã o F % SpS T

  5 25 , % TS 4 20 , 0% Bav 1 °

  3 15 , 0% ESSV 2 10,0% BRD 2 10 , 0% ARV

  1 5 , 0% R j 1 5 , % FA 1 5 , 0% EV 1 5 , 0%

  T o tal 20 100,0% Sp SI : s upradesn í vel de ST ; TS : ta qu ica rdi a sinu sa l ; B av 1 ° : bl o qu eio a tr iovent r icu l ar de 1 grau ; ESSV: ext r assisto l es s upra ve ntri c ula res ; BRD : bl oqu ei o d e ramo direito ; l arização ; R j : r i t m o jun c i o naJ ; FA: f ibril ação at r ial;

  ARV: alteração de repo : e x t r assi s to le ventricu lar .

  E

  V

  T ab ela- 8 : A s p ec to s evolutivos dos pacientes portadores de leptospirose co m a lt e rações eletrocardiográficas , internados no Hospital João de Barros Barret o, 20

  02 2003 - T ip od e alteração N ú m e r o d e E vo lu çã o n o p erí o d o es tu d a d o casos R eve r são P e r sis ten t e Ó b ito

  Sp sr 5 4 (espontânea)

  1

  1 TS 4 4 (espontânea) O O BA V 1 ° . gra u 3 3 (espontânea) O O

  ESSV 2 1 (espontânea)

  1 O BRD

  2 1 ( espontânea) O

  2 1 1 (espontânea) O O EV

  1 1 (espontânea) O O ARV RJ

  1 1 (espontânea) O O 1 1 (medicação) O O FA

  

BAV: bl o queio atrioventricular ; TS : taquicardia sinusal; E SSV : extrassi s toles s upr ave n tri -

cular e s ; A R V: alteração de repolarização ventricular; RJ - : ritmo juncional ; Sp .ST: su p ra des n ível d e S T; FA : fibrilação atrial ; E

  V : extrassistole ventricular; BRD : b l o que io de ramo direito .

  T abela-9 : E l e tr o cardiog r ama de pacientes co m lept os pir ose co m si n ai s e s intoma s s u ge s ti v os de miocardite , inter n a d os n o Hospi tal U n ive r si t ário João de Barr os Barr eto ,

  • 2002

  20 3 .

  L ep tosp irose com sin ais e sin tom as su gestivos d e M iocard ite Al t erado

  2 54 , % Normal

  1

  7 45 , 9 % T ot a l

  = P va lor , 1265

  .. A~~ V L

  Figura 5 - W . B . S . Bloqueio de ramo direito. Dias de doença: 6 dias.

  Ev olução : Óbito na 1 a semana de internação .

Ex ame anatomopatológico (macroscopia) : foco de absce ss o mi ocá rd i c o.

  E l et r ocar di ogr am a

3 I O S

  I l i

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N orm al . P r = 160 m s .

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Tabela: 10 - A lterações radiológicas nos pac i e n tes com l eptos p irose i n ternado s n o H os p ital

U ni ve r s itário J o ão d e Barro s Ba r reto , 2002 - 2003. Tipo de al t eração F re q üência %

  VE > + e li p e m b ases

  5 62 , 5 %

  VE > + e Iip d if u s o , moderado 1 12 , 5 %

  V E> + e I i p di f u so , acen tuado 1 12 , 5 %

  V E>+ e I i p a u s en te

  1 12 , 5 % T o t a l 8 100 %

  F igu ra 10 -

AFM. Ventrículo esquerdo com discreto aumento e infiltrado pulmonar

moderado e difuso.

  A cas u ís t i c a des t e e s tudo foi constituída de 41 pacientes com diagnóstic o c l í n - ico epidemiológico de l e pt os pi rose, se ndo 35 do se x o masculino (85 , 4 %) e s ei s d o s e xo fe m ini n o

  

(14 , 6%) , (p < 0,05). A ida d e médi a foi 36 , 5 anos e tempo médio de doença de 9 , 2 d ias. Est e s

a s pecto s estão de a cordo com a l i t era tur a p es qui s ada , quando ha m ai or ex p os i ção n esta fai x a

etária e sexo e o te mp o e m que o co rr e a procura dos enfermo s à assist ê n ci a m é dic a .

  A maioria do s a ut o r es r e f ere m qu e o s s inai s e s intoma s de mi oc ard i t e ( i ns u fic i ência

cardíaca e ar r i tm ia) são in especí fico s , ob s curecidos e algumas veze s au s en tes , d ec o r r e nt e d o

quadro clí n ico mu lti ss i stê mi co da l e pto s pir o se (S

  I LVA , 1995 ; M E

  IRA , 1996 ; S TEIN , 1996 ; BRAUNW ALD; WYNE, 1

  9

  9 7 ; W ATI, 1990 ; CA N E SIN ; BARR ET O , 1998 ). Nes t e es tud o 3 7 i ndi ví du os apre s entaram s inais e sintomas suge s ti vos d e en volvi m e nt o miocárdico , e os d e m aior fre qü ê n cia for a m a hep a tomeg a lia e m 5 1,

  3 % , a d is pn éia em 4 8 , 6 % e a dor to r ácica e m

  2 7 , 0%, res ul t ad os s im i lare s ao trabalho de Rajiv et aI . ( 19 96). D eve se r

ressal t ado que est a s a l te raçõ es podem e s tar pr e sentes t a nto no envolv i m e nt o m i ocá rdi co ,

como também , na patolog i a d e ba se que é a lepto s p i to se .

  E ntret an to , si n ais físi c os cardi o va s cul a res específicos como freqü ê ncia c a rdíac a e l eva d a a observadas em nove casos , 3 bulh a e m c in co, ritmo c ardíaco irr e gular e m t r ês e tu r g escênc i a

jugular em d ois , foram i mp or t a nt es para elu c idar o diagnóstic o tanto d e in s u fi ci ê n cia car d íaca

como de arr it mias. P orta nt o , pe r ce be- s e qu e a se mi o l o gia b e m conduzid a po d e evidenciar

alterações significativas par a esta b e l ec iment o d o di ag n óst ic o ( S O UZA , 1995 ) . e t a I Mig u el J u n i o r (

  1

  9 77 ) e Raj i v ( 1996) refer e m qu e as manife s ta çõ e s clí ni cas d o

envolvimento miocá rd ico a co nt e c e r a m na f a s e de lepto s piros e mia da d o e nça. E s te período

  

e t a i .

  T rabalh o r ealizado por Gonç al ves (1 989 ) referiu q u e o pr i n c ipal a c had o d o e t a i . com p ro m e t i ment o miocá r dico foi a hipofo n ese de b u lhas, e Escosteguy (19 9 1) rela t ou est e d ado em

  1 , 7% d os casos. Contra d itoriamente , neste estudo , em a pena s 2, 7 0% dos

p acien t es es ta altera ção est eve presente . Es t e fato pode ser justificado pela pr es en ça d e fator e s

extraca rd í ac os que p o dem mod i f i car a i n tensidade das bulhas como : espessura da p a r e d e

torácica , b ra d icard i a , p re s e n ç a de ruídos adventícios e posição do co r a ç ã o n a cavi d a d e

t orácica, si tuações que dificultam a sua caracterização (ZARCO , 1976) .

  Dos

  4 1 p ac iente s e s tudados , a s anormalidades eletrocardiográfica s e s tav a m pr ese nt es e t a i em 20, co r r e s p o ndendo a 48 , 7% , resultado semelhante ao estudo de Gonçal ves (1 98 9) e o e mpr eg o d e t es t e estat í sti c o paramétrico , neste grupo , não demonstr o u d iferença

significat i va (p > , 05) e m relação ao número de dias de doença , idade e sexo, qua nd o

co m pa r a d os ao t o t a l do s ca s o s .

  Entre es t as alteraçõe s, o supra d esnível de seg m ento ST foi a ma is p reva l e nt e e observa d a em c inc o p a ci ent es: quatro localizados na parede septal (VI , e t a i . e t a I . ( 2 0 0 2 ) , V2 e V 3) e u m n a parede i n fe ri or (D2, D 3 , e A

  VF ). T odavia , Gon ç alves (1989) , Sacrament o

Escosteg u y e t a i . (1 991 ) e Wa tt (1990 ) refer e m que as alterações mais frequ ê n t e s e nc o n t r ad a s

em seus t r a ba l ho s f oram a f ibrilação atrial , altera ç ões d e repolariza ç ã o e bl o q ueio

atrioven t ric ular d e

1 ° . grau , res ultados estes não s i milare s com e ste estudo .

  As el e va çõ es d o segmento ST são conseqüências do proce sso i nf lamat ó r io,

correspon dend o a uma á rea d e edema intersticial no miocárd i o ou a arterite co r o n ár i a co m

e t a I . ,

obstruções l o c ali z adas na art é ria descend e nt e anterior ou na artéria c oronári a d i r ei t a (BRITO

  19 87 ). Esta região é perigo s a por aparecerem focos de automa tis m o ectóp ic o desenca d e and o arri tmia s ( SO UZA, 1995) . O s bloqueio s atrioventriculares de grau mais avançado , de 2 ° ou de 3 ° grau s , n ão fora m

reg i st rados ne s ta p es qui s a e estão de acordo com os dados da literatura , em que h á referê n cia

d e apenas um ca s o de bloqueio atrioventricular de 3° grau, citado por Kirchner (200 1).

  V á rios autor es referem qu e a maioria das alterações eletrocardiográfica s são t ran sitó ri as ,

d ados se melhant es ao s observado s nos pacientes avaliados neste estudo . Es ta car ac t e r ística

p o d e se r ex plicad a p e la resolução , na maioria das vezes , do processo inflam a t ó ri o se m caus ar

d a n o permanente (KIRCHN E R , 2001 ; RAJIV e t a ! . , 1994 ; RAM ; CHADRA ,

  1 985 ; C OS TA,

  1

  9 87 ; M

  I GUEL JUNIOR , 1977) . Entretanto , em dois casos ainda persistiram a s al te ra ções ,

sem n o rmalização n o período da pesquisa (Tabela 8). Resultados semelhant es fo r a m d esc r itos

por Mág ro v a ; Sramko v a ( 197 2) que relataram di s túrbios eletrocardiográfi cos na fase ta r dia da

d oença , in c lu s iv e at é o quinto mê s .

  

D os três d o ente s que faleceram , dois apresentaram bloqueio de ram o dir e it o (Ta b e l a

8 ) .

  

E n t r e t a nt o, esta alteração não e steve diretamente relacionada à causa do óbito , p o rqu e es t e

d esfecho foi decorr e nte de hemorragias dige s tiva e insuficiência renal . E m u m d eles foi

rea l iz a d o e x ame a natomopatol ó gico (macroscópico) que mostrou: hem o rr agia d igestiva ,

icte r ícia , edem a pulmonar l e ve e foco de abscesso mi o cárdico (Tabela 6 ) . Es t es ac h a d os

co ndi z em com os trabalhos reali z ados por E scosteguy e t a i . (1991) .

  S e g undo Machado e t a ! . (1995) e Sacramento e t a i . ( 2002 ) , a s a n o rm a l i d a d es

eletroc a r diográfica s não apr es entaram alterações correspondentes com o s n íveis d e potás s i o .

  N es t e e studo obteve-se resultados s imilare s , o nde o s nível médio foi 3 , 8 m e q / I (Ta b ela 6) ,

co n fi r m ando não haver implicações decorrente s das alteraçõe s deste eletr ó lito , co m o ca u s a

dos d is túrbio s eletrocardiográfic o s.

  C ontraditoriamente, a taquicardia sinusal foi encontrada em tod os os c aso s estu d a d os e t a i .

p or He rd y (1993) , no entanto , n e ste trabalh o , e s ta ocorr ê n c ia fo i d e 20 % . A

  

diagnós t ico, esta dev a s e r rigorosamente dissociada de fatores secundários que a p rovoq u em

como fe br e , desidrat aç ão, ansiedade e dor , f reqüentes nos ind i vídu os p orta d o r es de

leptospirose .

  = Neste estudo nã o ho uv e diferença significativa (p , 1265) e m r e lação aos

eletrocardiogr am as al t era do s e no r mais , no grupo de pacientes portadores de lepto s p i ro se com

sintomas e sinais sugestivos d e c omprometimento miocárdico ( tabela 9) . A ex p licação para

este fato é de qu e pa c i en t es com miocardite podem ter ele t rocardiogramas n o rma is q uan d o o

processo inf l a mat ório é pe queno ou focal ou já tenha ocorrido absorçã o d o ma t erial

extravasado ( BR AU N W A LD ; WYNNE , 1 997). e t a i .

  Escos t eg u y (

  1

  9

  9 1 ) descreveram que do s 31 pacientes com lept os pir ose, o í n dice

cardiotorácico e steve a u m en t ad o em 16, 1% . E ste estudo apresentou resultad os se m elhantes,

em que o au m en t o d o ve n trí cu lo e s querdo esteve presente em apenas oito , c o r res p ondendo a

  19 , 5% dos d oe n tes (T abel a 10).

  Este a sp ect o d e v e-se ao aumento de volume do coração decorrente d e acentu ado e d ema e t a i . , intersticial ocasiona nd o d il ata ção d e c â maras , já justificados no trabalh o d e Herdy infi l trado pulmonar deve-se ao ac en tuado aumento da permeab i lidade c ap ilar com o

saída de p l asma e hemá ci as para a lu z al v eolar - , constituindo se em uma pn e um opa ti a

hemorrágica.

  A alteração radiológ i ca pr i n c ip a l foi o a um e nto v e n t ricula r e s querd o de gr a u d iscreto

associado com infi l trado i nte rstici a l pul m o na r na s base s em c inco ca s o s, c o r r e s p ondendo a

62 , 5% , com diferença signifi c a ti va ( p < ,

( 1 9 6 5 ) .

05 ) em relação a os dema i s ac hado s. Da d os semelhantes foram obti d os por M eir a e t a i .

  Nesta pes q uisa , a i nten si d a d e do infiltrado foi vari á vel , independente d o a u mento

  

v ariab ili dade ser ex p lica d a pel a po s terior absor ç ão do material i n f l a m atório ex tr av asado ,

( 2 0 0 0 ) . fe n ô m e n o es t e j á i nterpretado por B r it o e t a i .

  A análise do desenho vasc ular pulm o nar f i cou pr e judicada pela pr esença de inf i ltrado in t ersticia l p ulm o nar .

  Pôde -s e perceber que ho u ve d ific uldad es em se es t a bel ece r o di agnost ico cl í n ico d e

envo l vi m e nto c ard ía c o, p e lo fato d e q ue a l gu n s s in a i s e s int o m as foram de co rrente s ta nto na

lep tos p i ro se co mo d a miocardite . Do m es m o m o d o , o exa m e r a d i ol ógico d o t ó r ax , e m a p enas

8 casos (1 9 . 5 %) , e videnciou a l terações s u gestivas de s t e com prom e t i m en t o. E n t r e tant o , o elet r oca rd i o g ram a identificou 20 p ac i e nt es (

  48 , 7 %) co m a l te r aç õ es compat íve i s com mioca rdit e, s endo que estas a n or m al id a des são ine s p ec í f i cas .

  A pe sa r de h a ver conhecime n to de qu e n ão exis te p a dr ão i d ea l d e d iagn ó st ico p ara o

co mpr o metiment o miocárdico , i n cl uind o a bi ó p sia qu e apr es ent a b ai x a se n si b ilidad e , os

exa m es c l í nico -c a r diológicos e o e l et r ocard i og r a ma pod e m co n sti t u ir- se d e ferr am en ta s

i m po r ta nt es para de f i n i ç ão do s casos de m i ocar d i t e.

  A idade média foi d e 3 7 , 5 a n os e o sexo predom i nant e foi o masculino entre os pacientes com alterações eletroca rd iog r áficas O valor médio de potássio foi d e 3, 8 meq/l . Os principais achados clínicos nos p ac i e nt es es tudad os fo r am h e p atomega li a e dispnéia , e em menor frequência a 4 a . bulh a e a h i p ofo n ese de bulha s.

  As alterações eletrocardiográficas e nc on tr ad a s co m m aior freqüê n cia foram o

supradesnível de segmento ST e taqui c a rdi a s inu sa l , e em m e n o r pro p o r ção o ritmo juncional ,

f ibrilação atrial e extrassistole ventricular .

  Nos traçados e l etrocardiográficos evol u tivos houve reversão espontânea na maioria d os

casos , sendo que em apenas um foi n ecessá r io o uso d e me d icação endovenosa para c o rreção

da arritm ia.

  Nos três pacientes que evoluíram pa r a o ó bit o, as a l te r ações eletrocardiográfica s e ram do tipo bloqueio de ramo direito em d o i s e s u pra d es n ível d e ST em um .

  O aumento ventricular esquerdo d e gra u d iscreto associa d o a infi l t r ado pulmonar

intersticial nas bases foram os principa i s ac h a d os rad i o l ógicos n os p acie n tes com leptospir o se.

  As alterações clínico-cardiológicas, observa d as em 90 , 2% d a população em e s tud o ,

foram de difícil caracterização de envo l vimen t o car d íaco , pois os s in tomas e sinais presentes

podem se decorrentes tanto da leptospi r ose como da miocardi t e .

  As alterações radio l ógicas do tórax , oco r ri d as em apenas 19 , 5 % dos casos , p o uc o e lucidaram o diagnóstico de comprometimento cardíaco.

  As alterações elet r ocardiográficas , descritas em 48 , 7% dos doente s, promo v era m um

melhor reconhecimento do envolvirne n to m iocárdico n a leptospi r ose , quando comparadas à s A LEXAN DER , A . D . Leptospirose. In: BR AUDE, A. 1 . ; D A VIS ,

  C. E . ; F l E R E R , J .: In fectiou s D iseases an d M e d ical M icrob iolog y. 2th ed. W . B . P hi l a d e l phia: Saunder s , 1986 .

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U n i v er s id ad e F ed eral d o P ará

N ú cle o d e M ed icin a T rop ical

C u rso d e P ós -G rad u ação em D oen ças T rop icai s

H osp ital U n iver sitário João d e B arro s B arreto

  U n id ad e d e R eferên cia E sp ec i a li z ad a e m D o en ça s In feccio s a s e P aras i tár i a s A Le p tospirose é uma doença infecciosa causada por um a b a c té r ia chama d a l e p t o s p i r a . Estas bac t é r ias e s tão pre s ent e s em alguns animais c o mo os c ães , os ga t os e principalmen t e os ratos d e e s goto , e s ão eliminadas pela urina destes anim ais . O homem a dqu i r e a do e n ç a ao entrar em contato com a urina de s te s a ni m ais , através

de águas ou so l os con taminado s . T ambém , aquelas pessoas que trabalham em esgo t os , fossas ,

os catadores de lixo e os que m o ram em lugares com a presença de rato s , apr ese n tam maio r

chance de ter a i n fecção .

  É no período de c hu v a s que aumenta o número de doentes , devid o o h om e m an d ar descalço em so l o ú m i d o e lama c ent o ou em água s de enchentes . As l e p t o s p i r a s penetra m no organismo através da pele ou da boca - e d i ss em inam se pelo sangue para a maiori a do s ó r gãos . As pessoas com a doe n ça p o d e m apr es entar forte dor d e cabeça , fe br e , ca l afrios , dor intensa nos músculos da p e rna , pele d e c or amarelada , urina escura e sangram entos. A doença p ode s er g ra ve e oc a s ionar o óbito . Por isso, a p reve n ção é i mp o rt a nte como: dar o destino ade q uado d o li xo , n ão b a nh ar-

se nas valas , igara p és ou pi sc in as s u s peita s d e e s tar contaminadas com a u r in a d e r atos e

limp á r a residência u sa nd o de s inf e t a nt es ácido s .

  

U n iversid ad e F ed eral d o P ará

N ú cleo d e M ed i c in a T rop ical

C u rso d e P ó s -G rad u ação e m D oen ças T rop icai s

H os p i t a l U n iversitário João d e B arros B arr e t o

  

U n id ad e d e R eferên cia E s p e cializad a em D oen ças In feccio s a s e P arasitá r ia s

Estamos desenvolvendo um pr oje t o d e pe s qui s a i ntitul a do " O co mp or ta me n to c l - ínico

cardiológico, eletrocar d iográfico e radiol óg ico do tóra x de paci e n tes co m l ep t os pir ose

internados no Hospital Universitá ri o J oão d e Barros Barreto , n o perí - o d o d e 2002 2003,

Belém-Pará " , e gostaria m os d e co n t ar com s eu apoio , par a melhor co nh ece rm os as a l te r ações

que esta infecção provoca no coração, e assi m a judar no tratament o d a d oença.

  A sua participação é a d e pe rmi tir a real i z a ç ã o d e ex am es cardiológicos com o exa m e do médico, o eletrocardiograma e a ra di og r afia d e tór ax. No momento da avaliação m é d ica se r á preenchida uma f i c h a c l ín ic a co m se u s d a d os

pessoais e os sintomas que esta ap r esen t a nd o, al ém da reali z aç ão d e e l e tr ocard i ogramas e

radiografia de tórax.

  Ao fmal dos exames , você será informa d o d os res ul ta d os o b ti d os em cada um de l es. Todas a s informações aq u i presta d as se r ã o co n fi d e n ciais e a qualquer momento você poderá aba n donar o estu d o sem ne nh uma perda ou p e na li da de.

  Com isto , você estará con t ri b uin d o para o av an ço d o co nh eci m ento científico e com o escla r ecimento das alterações cardiovasculares d ecor re nt e s de s ta in fecção.

  

Declaro ter recebido esclarecimento sobre a pesquisa e concor d o por minha livre e espontânea

vontade em participar , for n ece nd o i n formações sobre minha pessoa , que constarão em uma

ficha clínica , as quais só poderão ser utilizadas em relatórios e p u blicações científica s .

  Univer s idad e Federal do Pará Nú c leo de Medicina Tropical C ur s o de Pós-Graduação em Doenças Tropicais

E: 02 .

10. C O NTATO C OM A NIM A

2. N Ã O

  IM 2 . NÃO

  2. NÃO

  13. CALAF R

  I O S : O 1 . S

  I M 2 . NÃO

  14. ICTE R ÍC

  I A: O 1 . S

  IM 2 . NÃO 1 5 . PETÉ Q U lA S: O 1 . S

  IMO SE S : O 1 . SIM

  1 6 . E Q U

  Hospital Universitário João de Barros Barreto Se r v i ç o de Doen ç a s Infecciosas e Parasitárias

  2. NÃO

  1 7 . HE MOR R A G

  I A : O

  IM 2 . NÃO C O NJUNTIV AL 18 . CEFALÉlA :

  O 1 . S

  IM 2 . NÃO

  IM

  1 . S

  1

  5. SOLO ÚMIDO QUADRO CLíNICO

  01 . N OM

  I D A D

  E:

  03. SE

  XO: O J .

  MA S CUL

  INO 4 . TE L EF ON E :

  05. EN D E R EÇ O :

  06. DATA D A

  I NTE R NAđấ O : _/ _ / _ 7 . MAT R ÍCULA HO S PI TAL: _ ANT E CE DE NT ES

  08. TE MPO D E EV OL Uđấ O D A DO E NÇA: O D

  I AS

  09. DO E N ÇA CA RDÍA CA PR É - E

  XIST E NT E : O J . SIM 2 . NÃO

  I S: O QUAL? O : J . RA T O 11 . C O NTAT O C OM ÁG UA: O

  1 . SIM

  QUAL? O : J . E SGO T O

  2 . FOSSA

  3. E NCH E N TE 4 . LA M A

2. FE BR

E: O

1. S

  1 . SIM 20 . CONVULSÃ O : O

  2. NÃO 21 . SÍNCOPE : O

  1. SIM 2 . NÃO 1 . SIM

22. DISPNÉIA : O

  2. NÃO 1 . SIM

  23. PALPITAđấO: O 2 . NÃO 1 . SIM 2 4 . DOR T OR ÁCI C

  A: D 2 . NÃO

3. DORSA L

  4. PRECORDIAL 25 . TOSSE: O I . SIM 2 . NÃO

  26. HEM OP TISE:

  O I . SIM

  2. NÃO 1 . SI M

  27. MELENA : O 2 . NÃO I . SIM

  28. HEMA TÊMESE: D 2 . NÃO 1 . SIM

  29. HEMATÚRIA: O

  2. NÃO 1 . SIM

  30. PO L IÚ RI A : O 2 . NÃO

  31 . COLÚ RI

  A: O 1 . SI M

  2. NÃO 32 . OLIGÚRIA: 1 . SIM

  O

  2. NÃO 1 . SIM 33 . D OR ABDO M

  INAL: D 2 . NÃO 34 . DIA R RÉ

  I A: 1 . SIM O 2 . NÃO

  1 . SIM 35 . VÔMITO : O

  2. NÃO 1 . SIM

  36. EDEMA : O 2 . NÃO EXAME FíSICO I . PULMONAR

  37 . FREQÜÊN C

  IA R E SPIRATÓR I A : MR J MIN.

  1 . SIM

  38. TIRAGEM: O 2 . NÃ O

  39 . A M PLITU D E R E SPIR AT ÓRI

A: O

  I. NORMAL 2 . DIMI NUÍ D A

  3.AUMENTA DO

  40. MU R MU RI A VE S

  IC U LA R :

  3.AUMENTA DO

  4 1 . ESTERTO R ES :

  3.C R EPTANTES 11 . ABDÔMEN

  42. FORMA:

  43. VISCEROMEGAL

  IA :

  44. R uíDOS HID R O A ÉRE OS :

  111 NEUROLÓGICO .

  45 . N ÍV EL C ONSC I ÊNCIA : O

1 . SIM

  4

6. RI G

  I D EZ D E N U C

  A: 2 .NÃO 1 . N ORM AL

  2. AL TE RADA E M MMSS

  4 7 . MAT RI C

  IDAD E : 3 . O U TRO S

  4. AL TE RADA E M MMlJ

  IV . C ARDIOVASCULA R 48 . A B AULA M E NT O S PR E C ORDIA L: D

  2. NÃO

  4

  9. D E PR E SSÕ E S P R ECO RDI A L : O

1 . S

  I M

  2. NÃO 50 .

  ICT U S : O 1 . N ORMAL 2 . D E SVIA D O 3 . A U M E NTADO 51 . J U G UL AR E S : O 1 . N ORMA L

  2. TÚR G

  IDAS

52. A OR TA: O 1 . N ORMA L 2. PALP Á V E L NA FÚ R CU LA.

  2 . DIMIN U ÍDOS MM1J

  5 3 . P ULS O S: O

  1. N ORMA L 3 . DIMIN uí DO S M M SS

  4. A U S E NT E MMll 5 . AU S E N TE MM SS

1 . S

  IM

  5 4 . F R É MI T OS : O 2 . NÃO 55 . RITMO C A R DÍAC O : 1 . R E G U LAR 2 .

  IRR E GULAR O

  5 6 . S O PROS CA R DÍ AC O S : O 1 . PR E S E NTE 2 . AU S E NT E T

  

I PO:

1 . S

  IM

  5 7 . AT R

  I T O S: O

  2. NÃO

  58. B UL H AS CA RDÍAC A S : O 1 . N ORMO F O NÉT

  I CAS 2 . HIPO F ON ÉT

  I CA 8 3 . HIP E R F ON ÉT

  I CA

1 . S

  IM

  5 9.

  3 B U L H A C AR DÍ ACA: O 8 2 . NÃO

  4 B UL HA C AR DÍ AC

  A:

1 . SIM

2 . NÃO 61 . PR ESSÃ OART E RlAL __ x __ MMHg 6 2 . TE MP E R ATU R A ° C 63 . F R E Q ÜÊNC

  O 60 .

  I A C A R DÍ ACA __ b prn

  

U n iversid ad e F ed eral d o P ará

N ú cleo d e M ed icin a T rop ical

C u rso d e P ós-G rad u ação em D oen ças T rop icais

H osp ital U n iversitário João d e B arros B arreto

  

U n id ad e d e R eferên cia E sp ecializad a em D oen ças In fecciosas e P arasitárias

~onne---------------- - ---- --- -- - - - - - --- ------- - --- -- ----------------------- FtC J ----------- - --- -- -------- - -

  Data inte r nação: - -- --- / ------ / ------ Dias / Doen ç

  a- - -------------- E CC J ( n O ) d ata: - ----- / ------ / --- - --

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  I O C ARDI TE NA l E P T OSPIROSE HUMANA NA A MA Z6NI A . Estudo de c aso s real iz ado no Hospita l J oão de Barros Barre to

  Pes q ui sado r r esponsável : PAU L O FERNANDO PIMENTA DE SOUZ A Instituiçêo responsável . NÚCL E O DE M E D

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  • • • .. MIOCARDITE NA LEPTOSPIROSE HUMANA NA AMAZÓNIA . Estudo de

  casos realizado no Hospital João de Barros Barreto" - , protocolo nO52 1 9 6 / 9 6

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  01 CEP, consideran d o a s n o rm as es t abe l e ci das n a R esol u ção do CNS , esla

- Com issã o de Ética mani f es t a se por aprovar o mesmo .

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D IV IS Ã O D E P E S Q U IS A E E X T E N S Ã O

A Comissão de Étic a em Pesqui s a anali so u n o d ia 16 . 04 .

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P orta d or es d e L e p s t op iro s e , elaborado pelos mestrandos I s maelino Mauro ' J une s Ma g n o

A P R O V A D O c o m au torização

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d e sen v olvê-Io como Projeto de Pesquisa nesta Instituição

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