UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS SOCIAIS MESTRADO EM CIÊNCIAS SOCIAIS CRISTIANA SILVA CERQUEIRA

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  UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS

  PROGRAMA DE PốS-GRADUAđấO EM CIÊNCIAS SOCIAIS MESTRADO EM CIÊNCIAS SOCIAIS

  

PERFIS E PERCEPđỏES DE ASSESSORES PARLAMENTARES DA

ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO MARANHÃO.

  São Luís

  PERFIS E PERCEPđỏES DE ASSESSORES PARLAMENTARES DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO MARANHÃO

  Dissertação de Mestrado apresentada ao Programa de Pós Graduação em Ciências Sociais da Universidade Federal do Maranhão para obtenção do título de Mestre em Ciências Sociais.

  a a

  Orientadora: Prof . Dr . Eliana Tavares dos Reis.

  São Luís

  

CRISTIANA SILVA CERQUEIRA

PERFIS E PERCEPđỏES DE ASSESSORES PARLAMENTARES DA

ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO MARANHÃO

  Dissertação de Mestrado apresentada ao Programa de Pós Graduação em Ciências Sociais da Universidade Federal do Maranhão para obtenção do título de Mestre em Ciências Sociais.

  Aprovada em : 23/10/2013.

  BANCA EXAMINADORA ___________________________________

  a a

Prof . Dr . Eliana Tavares do Reis (Orientadora)

  Doutora em CiênciaPolítica Universidade Federal do Maranhão

  _________________________________

  

Prof. Dr. Igor Gastal Grill

  Doutor em Ciência Política Universidade Federal do Maranhão

  ___________________________________

  

Prof. Dr. Gamaliel da Silva Carreiro

  Doutor em Sociologia Universidade Federal do Maranhão

  Ao meu filho, Waldinar Neto, com muito

  

AGRADECIMENTOS

Chegar até aqui não foi uma tarefa fácil! E, quando digo isto não me refiro apenas aos ‘calvários’ teóricos, metodológicos e intelectuais inerentes a todo

  mestrando; refiro-me a cada batalha enfrentada e vencida, embora com sequelas, em todas as dificuldades pessoais que a vida me impôs, especialmente neste período.

  Esta é uma bela vitória, sem dúvida. E, justamente esta vitória só foi possível por ter tido como suporte e alicerce o infinito amor de um DEUS que ama, ampara, cuida e prepara.

  Dedico este trabalho aos meus pais. Quero agradecer aos exemplos de caráter, retidão, cidadania e honra que recebi deles: GRAÇA CIRÍACO e WALDINAR CERQUEIRA. Obrigada, meus amores, pela certeza do amor incondicional, do respeito e da cumplicidade de vocês.

  Ao meu filho, Waldinar Neto, por me ensinar diariamente como se constrói um amor infinito, verdadeiro e puro. As minhas irmãs Graziana e Naldiana pelo amor verdadeiro. Minha

  Neguinha, obrigado por ter salvado minha vida, por ser meu porto, minha muleta e minha escada. Aos meus sobrinhos Renara, Marcelle, Rafael, Ana Luiza e Luiz Davi por me prepararem todos os dias na função e ofício de ser Mãe.

  A Graça Targino por ser minha mãe, comadre e exemplos de disciplina e verdade. Aos meus compadres Daniel Ferreira e Douglas Brazil. Dr. Daniel obrigada por salvar minha vida algumas vezes e por ter me entregue o presente que

  Deus mandou, meu filho. Doug, muito obrigada por segurar minha mão e a barra TODAS as vezes que eu precisei.

  À Vanderléia, babá do meu filho, que sem ela boa parte deste processo teria sido muito mais dificultado. Ao corpo de professores do PPGCSoc/UFMA, em especial a Arleth

  Borges e Igor Grill, pessoas e profissionais que muito admiro e que se fizeram importantes referências para minha formação.Arleth, obrigada pelos exemplos de generosidade e doação a seus alunos. Professor Igor, serei eternamente grata por seus direcionamentos primorosos em sala de aula, na qualificação e em nosso

  Ao professor Gamaliel Carreiro pelas orientações salutares na banca de qualificação. Quero registrar ainda minha gratidão as minhas amigas e companheiras de curso Andréa Gonçalves,Sariza Caetano e Michelle Louzeiro, pelo auxílio, pelo carinho e pela amizade.

  Aos colegas de trabalho Ana Paula e Arthur Roberth pela torcida e pela dedicação em suprir minha ausência todas as vezes que se fizeram necessárias. A Laura pela consideração e carinho.

  Agradeço ainda ao meu chefe, deputado Raimundo Louro pela compreensão, paciência e por todas as concessões necessárias para o alcance desta vitória.

  Por fim, quero gratular com o coração cheio de carinho e respeito à professora e minha orientadora Eliana Tavares dos Reis pelo perfeito gerenciamento de minhas deficiências e talentos. Pelo nível sempre crescente de exigências que me fizeram compreender o correto “pensar sociológico” e por ter me ensinadoe treinado o verdadeiro “olhar científico”. Sem seu auxílio e empenho, certamente este trabalho não teria sido concluído.

  Só a especialização estrita permitirá que o trabalhador científico experimente por uma vez, e certamente não mais que por uma vez, a satisfação de dizer a si mesmo: desta vez consegui algo que permanecerá. [...] Com efeito, para o homem, enquanto homem, nada tem valor a menos que ele possa fazê-lo com paixão. (Max Weber) “A vigilância epistemológica impõe-se, particularmente, no caso das ciências do homem nas quais a separação entre a opinião comum e o discurso científico é mais imprecisa do que alhures [...] a familiaridade do universo social constitui, para o sociólogo, o obstáculo epistemológico por excelência [...] O sociólogo nunca conseguirá acabar com a sociologia espontânea e deve se impor uma polêmica incessante contra as evidências ofuscantes que proporcionam, sem grandes esforços, a ilusão do saber imediato e de sua riqueza insuperável”.

  

RESUMO

A presente dissertação procura apreender os perfis sociais, políticos e profissionais

do corpo de assessorias parlamentares da Assembleia Legislativa do Estado do

Maranhão, especificamente na composição da décima sétima legislatura, e, por

outro lado, o modo como concebem as suas inserções. Mediante a análise de 57

(cinquenta e sete) questionários com vinte e cinco questões, abertas e fechadas, foi

possível perceber a tradução de determinadas propriedades e atributos dos

assessores em posições ocupadas nos gabinetes e em posicionamentos acerca das

suas atividades e expectativas.

  

Palavras-chave: Poder Legislativo. Assessoria Parlamentar. Profissionalização

Política.

  

ABSTRACT

This dissertation aims to apprehend the social, political and professional profile of the

advisory staff in the Legislative Assembly of the State of Maranhão, especially in the

composition of the Seventeenth Legislative and the way they see their insertions.

Through the analysis of 57 (Fifty-seven) questionnaires with twenty five opened and

closed questions it was possible to see the translation of certain properties and

attributes of advisers in positions held in the offices and positions about their

activities and expectations.

  Keywords: Legislature. Parliamentary Advisory. Professionalization Policy

  ALEMA

  • – Assembléia Legislativa do Estado do Maranhão CIPA DEM
  • – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes – Democratas DENARC
  • – Departamento de Narcóticos EMATER GEDEMA
  • – Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural –

  Grupo de Esposas de Deputados do Estado do Maranhão PCB

  • – Partido Comunista Brasileiro PCdoB
  • – Partido Comunista do Brasil
  • – Partido da Causa Operária PDT
  • – Partido Democrático Trabalhista PEN
  • – Partido Ecológico Nacional PHS
  • – Partido Humanista Da Solidariedade PMDB
  • – Partido do Movimento Democrático Brasileiro PMN
  • – Partido da Mobilização Nacional PP
  • – Partido Progressista PPL
  • – Partido Pátria Livre PPS
  • – Partido Popular Socialista PR
  • – Partido Da República PRB
  • – Partido Republicano Brasileiro PRTB
  • – : Partido Renovador Trabalhista Brasileiro PSB
  • – Partido Socialista Brasileiro PSC
  • – Partido Social Cristão PSD
  • – Partido Social Democrático PSDB
  • – Partido da Social Democracia Brasileira PSDC PSL PSOL PSTU PT PTB
  • >– Partido Social Democrata Cristão
  • – Partido Social Liberal –Partido Socialismo E Liberdade –Partido Socialista Dos Trabalhadores Unificado –Partido dos Trabalhadores –Partido Trabalhista Brasileiro –Partido Trabalhista Cristão

  PTC

  PTdoB PTN PV RI SMA SMS SMS

  • –Partido Trabalhista Do Brasil –Partido Trabalhista Nacional –Partido Verde –Regimento Interno –Secretaria Municipal de Administração (RJ)
  • –Secretaria Municipal de Saúde (RJ)
  • Short message servisse, que em português significa serviço de mensagens curtas

  LISTA DE ILUSTRAđỏES

  Quadro 01: Funções nos Gabinetes .............................................................................. 36 Figura 01: Organograma ............................................................................................... 36 Gráfico 01: Distribuição geral das profissões dos parlamentares .................................. 37 Quadro 02: Profissões dos Parlamentares por Bancada .............................................. 38 Quadro 03: Retorno de Questionários .......................................................................... 42 Quadro 04: Profissão do Pai dos Assessores/Partido ................................................... 42 Quadro 05: Bairros de Residência dos Assessores/Partido .......................................... 44 Quadro 06: Grau de Escolarização dos Assessores/Partido e Parlamentar ................. 47 Quadro 07: Cursos Superiores dos Assessores ............................................................ 48 Quadro 08: Parentes dos Assessores na Política ......................................................... 50 Quadro 09: Participação em Movimentos Sociais ......................................................... 55 Quadro 10: Atuação em Movimentos Sociais................................................................ 55 Quadro 11: Participação Político-Partidária .................................................................. 58 Quadro 12: Pretensões Políticas ................................................................................... 63 Quadro 13: Atuação na ALEMA .................................................................................... 65 Quadro 14:Período e circunstância que conheceu o parlamentar para o qual trabalha 72 Quadro 15: Motivações de pretensões políticas............................................................ 77 Quadro 16: Maiores Dificuldades no Exercício da Função ............................................ 79 Quadro 17: Maiores Gratificações no Exercício da Função .......................................... 81 Quadro 18: Qualidades e Contribuições para o Exercício da Função ........................... 83 Quadro 19: O Que Entende por Política ........................................................................ 85

  SUMÁRIO

  1 INTRODUđấO ................................................................................................... 13

  2 PROCESSOS HISTốRICOS DE PROFISSIONALIZAđấO E REPRESENTAđấO POLễTICA .......................................................................... 19

  2.1 Como se compõem as assessorias na Assembléia Legislativa do Maranhão ........................................................................................................... 33

  

2.2 Perfil Social, Político e Profissional do Pessoal Político da ALEMA ........... 41

  3 PERSPECTIVAS DA ATUAđấO E CONCEPđỏES DE POLễTICA DOS ASSESSORES PARLAMENTARES .................................................................. 77

  

4 CONSIDERAđỏES FINAIS ............................................................................... 90

REFERÊNCIAS .................................................................................................. 95 APÊNDICE A- QUESTIONÁRIO ........................................................................ 89 ANEXOS ............................................................................................................. 101

  O presente trabalho examina alguns aspectos concernentes à composição do pessoal político de gabinetes parlamentares no âmbito da Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão (ALEMA), visando observar a relação entre os perfis sociais, políticos e profissionais dos assessores e concepções de política neste domínio específico.

  Mesmo que esta dissertação não trate de questões relativas à formação ou caracterização do Estado, o universo pode ser situado numa discussão mais geral sobre a consolidação do modelo ocidental de Estado e racionalização das atividades políticas. Como demonstrou Weber (2009), ao longo dos séculos houve a afirmação de uma “vocação para a política” profissionalizada, capaz de alavancar um infindável contingente de atividades dentro do espaço político, gerando o surgimento de um segmento de profissionais que se empenha na luta política, levado pelos interesses mais diversos, que vão desde a aquisição de proventos até movidos por conteúdos morais.

  A importância da formação de equipes políticas especializadas resulta da necessidade de sustentação das empresas políticas e de seus dirigentes; ou seja, de fazer persistir as máquinas partidárias que disputam entre si não apenas a consecução de metas objetivas, mas, sobretudo, a rivalidade pelo controle das distribuições de empregos e vantagens (materiais e simbólicas) que garantem a sua persistência. Exemplificado na separação entre funcionários de carreira e

  1

  funcionários políticos , esse processo criou uma enorme quantidade de trabalhadores do Estado, que se encontram subordinados à gerência dos dirigentes, isto é, os políticos que apreendem o poder de distribuir cargos.

  Nesta linha, Bourdieu (2009a) demonstrou como o campo político é constituído como um espaço de gestão de produtos políticos, problemas, programas, análises, comentários, conceitos, acontecimentos, entre os quais os cidadãos comuns fazem escolhas em função de suas posições e disposições sociais. Para ele, a complexidade das relações sociais de reconhecimentos e concorrências entre 1 profissionais que monopolizam as regras, o pensável, enfim, as fronteiras que

  Para Weber (2009), o corpo de funcionários públicos de carreira tem origem na evolução de exigências imperiosas, de ordem técnica exclusiva. [...] Ele aponta para os “funcionários políticos” como sendo, regra geral, reconhecíveis externamente por p oder “colocá-los em disponibilidade”. distinguem este campo fazem dos seus produtos menos compreensíveis e distantes daqueles que não participam do jogo, ou que são, simplesmente, consumidores. A especialização do campo político exige de seus profissionais uma atenção específica, que se volta ao discernimento da organização e da relação inerente à lógica do “jogo político”. Tal jogo é praticado através de oposições e distinções, com vistas ao trabalho de “representação” ou, graças às certificações de posse dos atributos necessários, do “direito de falar e de agir em nome de uma parte ou da totalida de dos profanos” (BOURDIEU, 1996a).

  No entanto, outros elementos devem ser levados em conta quando a análise é focada em um universo histórico diferente daquele que inspirou Weber e Bourdieu. Logo, a separação entre profissionais e profanos nem sempre é tão nítida ou implica em exigências não necessariamente relacionadas à especialização ou burocratização de funcionários, como nos moldes ocidentais.

  Entendemos que é através da perspectiva weberiana que conseguiremos

  2

  detectar que o Estado brasileiro tem como característica histórica predominante sua “dimensão neopatrimonial”. Para Schwartzman (2007, p. 11), essa dimensão “é uma forma de dominação política gerada no processo de transição para a modernidade com o passivo de uma burocracia administrativa pesada e uma “sociedade civil” fraca e pouco articulada”.

  Neste sentido, é preciso considerar aspectos relacionados à formação histórica do Estado brasileiro que, como muito já foi demonstrado, é marcado por questões que envolvem a relação entre Estado e sociedade, visto que, no Brasil, sua caracterização - ou construção ainda em formação - vem se realizando através dos séculos por uma “burocracia estatal” carregada, morosa e inábil. No entendimento de Schwartzman (2007), resultamos, portanto, numa sociedade com características históricas de posse de funções, órgãos e rendas públicas, além do conformismo com a maneira autoritária de agir do Estado.

  [...] um sistema burocrático e administrativo que denominamos, para seguir a tradição weberiana, de neopatrimonialismo, e que é caracterizada pela apropriação de funções, órgãos e rendas públicas por setores privados, que permanecem, no entanto subordinados e dependentes do poder central, formando aquilo que Raymundo F aoro chamou de “estamento burocrático”. Quando este tipo de administração se moderniza, e segmentos do antigo 2 estamento burocrático vão-se profissionalizando e burocratizando, surge uma segunda característica do Estado brasileiro, que é o despotismo burocrático. (SCHWARTZMAN, 2007, p. 10-11) Analisamos, desta maneira que, a ‘naturalização’ de algumas práticas - como as “trocas de favores”, “atendimento de pedidos”, “indicação ou efetivação de empregos em ‘cargos comissionados’”- observadas e citadas por Carvalho (1997), compõem o alicerce da construção de práticas políticas contemporâneas toleráveis e admissíveis pela sociedade brasileira, como o

  ‘clientelismo’, por exemplo (CARVALHO, 1997, p. 02). Porém, esses elementos podem ser melhor testados e observados em estudos mais localizados. Como sugere Grill e Reis (2013, p. 228) para a análise das lideranças e carreiras políticas, podem-se considerar

  : “o exercício da representação categorial [...] e da mediação efetiva por cadeia de relações pessoais”; o “capital simbólico personalizado, a reputação ou notoriedade e o capital institucionalizado, a investidura ou delegação por meio de partidos e famílias” (GRILL, 2013; REIS, p.228)

  ; “a importância dos processos de profissionalização [...] e da constituição de um métier via socialização em diferentes domínios, aprendizagem de papeis e aquisição de um savoir-

  faire” (GRILL, 2013; REIS, p.228);

  e, finalmente, os mecanismos de formação de um âmbito especializado e restrito, característico da delimitação de uma profissão, e práticas discursivas de denegação identitária, isto é, que fixam concepções naturalizadas de vocação, que a firmam como primazia do desinteresse e que se apoiam na associação com a dedicação a uma ‘arte’, ‘missão’, ‘serviços’, ‘doação’, etc (GRILL, 2013; REIS, p.228).

  Os elementos acima citados têm efeitos também sobre as lógicas (sociológicas) de composição das equipes políticas. Ainda que não tenha sido possível operacionalizar tantas dimensões, procuramos observar, para a construção deste trabalho, quais os recursos sociais, políticos e profissionais detidos pelos assessores? Como esses recursos se traduzem não somente na constituição de gabinetes dos parlamentares, mas também se relacionam com o próprio perfil das lideranças políticas e das bancadas partidárias? Como essas características se traduzem em concepções políticas e profissionais? Tais respostas permitem apontar aspectos importantes da própria dinâmica política maranhense.

  Vale ressaltar aqui que aos deputados estaduais maranhenses não é exigido uma norma específica de imposição, ou um manual para a composição de semelhanças no que diz respeito às ações, atividades e responsabilidades dos assessores que, mesmo estando em partidos diferentes e que poderiam ser considerados antagônicos, detêm recursos, posições e concebem suas atividades de modo bastante similar.

  Nestas circunstâncias é relevante investigarmos as características específicas das equipes de assessores, relacionando-as com aquelas dos próprios representantes e das composições partidárias. Observar-se-ão as bases da posição desses agentes (equipes políticas) no âmbito do trabalho político (no sentido weberiano, mas com aspectos distintivos no universo de análise em pauta, como as intenções e interações políticas, o peso das redes de relação, entre outros aspectos que vão além da mera competência técnica).

  Como instrumento de coleta de dados, optamos pela aplicação de questionários, sem identificação direta do informante. Tal escolha foi baseada no fato do pertencimento da mestranda ao universo de pesquisa, o que trouxe obstáculos, mas também benefícios à pesquisa. Isto é, o exercício necessário para um olhar distanciado do objeto, o desfazer-se das pré-noções e o descolamento do meio a ser pesquisado, mesmo sendo parte dele, impôs-nos a aplicação de técnicas metodológicas específicas.

  Por vivenciarmos diariamente os “códigos de conduta” da instituição e sermos figuras conhecidas entre “colegas de profissão”, previmos que tal proximidade, especificamente na aplicação desta pesquisa, seria um impedimento ou barreira a ser transposta para uma confiável consecução das informações. Desta forma, foi necessária a contratação de uma estagiária, aluna da graduação em Ciências Sociais da UFMA, para a aplicação dos questionários.

  Com vinte e cinco questões, nosso questionário (Apêndice A) contemplou perguntas desde o grau de instrução dos indivíduos, passando por elucidações sobre suas atuações em movimentos sociais e/ou político-partidários e pretensões políticas, até suas concepções sobre “política” e atuação profissional. A aplicação dos questionários se deu no período de agosto a novembro de 2012, havendo uma pausa no período compreendido entre o final do mês de setembro e início do mês de outubro, em decorrência das eleições municipais daquele ano.

  É comum no cotidiano da ALEMA o deslocamento dos assessores ao interior do Estado para o desenvolvimento de trabalhos “junto às bases”. Esse apoiado(s) pelo(s) parlamentar(es), visto que, em muitos casos, os deputados apoiam mais de um candidato e têm mais de um município como base política.

  Segundo relato da estudante que aplicou os questionários, muitos dos assessores dos gabinetes demonstraram resistência para responder às perguntas. Em alguns casos, alegava-se total falta de tempo, noutros faltava a permissão do parlamentar na resposta/devolução dos questionários e, em alguns casos, havia a nítida falta de interesse dos pesquisados.

  A Assembleia Legislativa do Maranhão conta com quarenta e dois parlamentares, sendo a distribuição dos gabinetes composta por dois corredores: a ala ‘A’ Eurico Ribeiro, mais conhecida como a ala do posto médico, e a ala ‘B’ Mauro Bezerra, ala do Grupo de Esposas de Deputados do Estado do Maranhão (GEDEMA), perfazendo um total de vinte e um gabinetes por ala.

  A dinâmica de aplicação dos questionários foi realizada numa frequência que variou de duas a três vezes por semana e, em quase todas as ocasiões, a própria estagiária transcreveu as respostas nos questionários. Nos casos em que não foi possível localizar os assessores, a estudante deixou os questionários disponibilizados para que os próprios agentes respondessem-no e a recolha fosse feita posteriormente.

  Dos cento e cinquenta questionários distribuídos, retornaram apenas cinquenta e sete (57), perfazendo um total de trinta e oito por cento de devolução (38%). Porém, cabe destacar que a representatividade no tocante aos gabinetes é de 51% (cinquenta e um por cento), o que equivale a dizer que temos material capaz de nos mostrar com segurança as regularidades ou discrepâncias do universo estudado. Não que esses números representem obrigatoriamente um dado estatístico contundente, mas, neste sentido, foi possível conquistar um número significativo para a c omposição da “coleção de casos”, os quais alicerçam este trabalho. No tocante à estruturação do texto, para uma melhor apreensão das informações, optamos por, no primeiro capitulo, apresentar algumas formulações teóricas e empíricas que contribuem para a construção do objeto de pesquisa; no segundo capitulo são expostos dados sobre as carreiras profissionais dos parlamentares e das bancadas, mas, principalmente, são tratadas as informações referentes aos assessores, elementos importantes para a análise dos perfis das pais; o bairro de suas residências; suas atuações em movimentos sociais quais fossem: religioso, cultural ou político; suas filiações partidárias anteriores e atual; se já pleitearam cargos eletivos; se possuem pretensões políticas partidárias e se possuem parentes que atuam ou já atuaram no meio político. Somam-se a essas, a explicitação de dados sobre o tempo, período e/ou circunstância em que se deu a aproximação com o parlamentar para o qual trabalha; se já havia trabalhado anteriormente na ALEMA; se em gabinetes ou em outros setores; qual vínculo empregatício é praticado e sobre o papel desempenhado na esfera de sua equipe.

  Já no capítulo 3 são focalizadas as dificuldades e gratificações percebidas pelos entrevistados no que se refere o exercício do cargo que ocupam e função que desenvolvem; como identificam suas principais qualidades e contribuições que acreditam oferecer para o pleno exercício de suas funções; o que entendem por política e quais as atividades exercidas anteriormente à ocupação do cargo atual. A análise desses posicionamentos permitiu observar a recorrência de padrões que possibilita o entendimento das regularidades no universo estudado quanto aos sentidos de vocação e missão; de condições de trabalho, administração de relações e fatores externos; de gratificações materiais e relativas às causas e aos reconhecimentos buscados; e em termos de qualificações técnicas, ético-morais,

  3 .

  militantes e “temperamentais” percebidas

  3

  

2 PROCESSOS HISTốRICOS DE PROFISSIONALIZAđấO E REPRESENTAđấO

POLÍTICA

  O ponto de partida mais geral para a análise são as considerações de Weber (2009) sobre a constituição do Estado Moderno, a partir de processos e lutas pela legitimação de relações de dominação (que, como em todas as relações desse tipo, está fundada na condição dos dominados reconhecerem a autoridade reivindicada pelos dominadores), com base no monopólio da violência física legítima.

  O desenvolvimento da função pública, segundo Weber, já abordada na introdução desta dissertação, exige maior qualificação do corpo de trabalho que, para o fiel desenvolvimento da função pública, passou a demandar profissionais intelectuais especializados e qualificados, que se preparam para o desenvolvimento satisfatório de suas tarefas profissionais. Essa característica transformou a necessidade de exercício da atividade política com base numa lógic a de ‘empresas’ e que exige qualificações. A partir do entendimento de Weber (2009), no advento da empresa política, observa-se que esta, em todos os lugares e esferas, se apresenta como uma empresa de interesses. Na prática, os cidadãos com direito a voto dividem-se em elementos “politicamente ativos ou passivos”, para os quais a organização política em partidos políticos é fundamental no que concerne à existência de chefes e seguidores. Enquanto elementos ativos, esses sujeitos buscam recrutar, livremente, militantes. Por outro lado, a existência de um corpo eleitoral que pode ser classificado como elementos “politicamente passivos”, oferece o volume necessário para o objetivo central que é ganhar o embate eleitoral.

  Com o ensejo da democratização do direito ao voto, notou-se a necessidade de atração das massas e afirmou-se a percepção da conveniência em se movimentar o maior número de grupos com aparência democrática, organizar comitês em cada bairro, manter continuidade de ação e burocratizar o conjunto, culminando, desta maneira, no crescente número de empregados remunerados pelas comissões locais que, dentro em pouco, agruparam e organizaram boa parte dos eleitores. Tal transformação eleva os principais intermediários políticos em dirigentes da política partidária.

  Ao longo dos séculos, Weber observou ocorrer a formação da ‘vocação para a política’, abordada não como uma essência, mas fundamentada no resultado de processos históricos e concorrência entre agentes que afirmam seus atributos como legítimos e conseguem a aquiescência dos demais. Sua profissionalização, alavancando um contingente quase infindável de atividades dentro do campo, promove o surgimento de profissionais que se empenham na luta política, e cujos interesses variam desde a aquisição de proventos até o conteúdo moral para suas vidas.

  Há profissionais políticos de vários tipos ao longo do tempo: desde os que fazem da política uma espécie de atividade secundária (pois tinham condições materiais), como os me mbros de partidos políticos ou “homens de confiança” do chefe, que só atuam quando acionados, até aos que vivem da política como sua profissão. Neste caso, o recrutamento não plutocrático do pessoal político envolveu necessariamente a condição da organização ou instituição política assegurar-lhe ganhos regulares e garantidos.

  No século XIX, por exemplo, os notáveis apelaram para o auxílio das suas esposas, depois recrutaram secretários pagos com sua fortuna, chamaram pessoal específico para viabilizar a circulação de jornais, que compravam com o intuito de divulgar seus posicionamentos e, com este embrião da especialização, alguns eleitos paulatinamente tornavam-se chefes de empresas (PHÉLIPPEAU, 2009). Contudo, são os partidos políticos que vão demarcar uma mudança significativa nesse processo a partir do qual o pessoal político poderá “viver da política”, nos termos weberianos.

  A empresa política, por exemplo, sustenta- se com “tantos empregos que permitem repartir os dividendos da vitória política, mas que oferecem também um formidável instrumento aos profissionais da política para agilizar suas capacidades de ação. Longe de simplesmente executar as ordens dos seus superiores, esses atores jogam um papel essencial na vida política” (PHÉLIPPEAU, 2009, p.102).

  Outro ponto que merece destaque neste contexto são as mesclas de atuação política, sobretudo as atribuídas como peculiares durante a formação do Estado brasileiro. Conforme pesquisado e destacado por Carvalho (1997), uma das formas de exercício no ‘jogo político’ são as práticas naturalizadas deste campo, onde as “trocas de favores”, “atendimento de pedidos”, “indicação ou efetivação de empregos em ‘cargos comissionados’”, configuram práticas de “clientelismo”. Para

  De modo geral, indica um tipo de relação entre atores políticos que envolve concessão de benefícios públicos, na forma de empregos, benefícios fiscais, isenções, em troca de apoio político, sobretudo na forma de voto. [...] Clientelismo seria um atributo variável de sistemas políticos macro e coronelismo, no sentido sistêmico [...] Clientelismo assemelha-se na amplitude de seu uso, ao conceito de mandonismo. Ele é o mandonismo visto de ponto de vista bilateral. [...] As relações clientelísticas [...] dispensam a presença do coronel, pois ela se dá entre o governo, ou políticos, e setores pobres da população. Deputados trocam votos por empregos e serviços públicos que conseguem graças à sua capacidade de influir sobre o Poder Executivo. (CARVALHO, 1997, p. 02)

  Nos nossos dias, as compensações outorgadas pelos chefes consistem no desenvolvimento da economia, ou seja, em gratificações. São atividades de toda monta em partidos, jornais, cooperativas, sindicatos ou administração pública - distribuídas através dos chefes de partidos a seus aliados e/ou correligionários em função de serviços prestados. Assim, vemos que as lutas partidárias não são apenas lutas para a consecução de metas objetivas. A par disso, são, sobremaneira, rivalidades para o alcance do controle da distribuição de empregos e vantagens. Desta forma, tornam-se aos olhos de seus aderentes uma espécie de trampolim personificado, que lhes agraciará quando na garantia de um futuro promissor.

  A profissionalização política, entendida como hibridação de saberes complementares, dominados pelos agentes com perfis diferenciados (notáveis, militantes, experts e tecnocratas), características que até aí compreendiam eleitos ocupantes das mais altas esferas políticas de decisão contemporâneas [...], encontra assim um prolongamento direto do lado dos seus auxiliares. Como os seus empregadores, eles combinam diferentes saberes que são conciliados ao favor do lento processo de profissionalização política: saberes notabilizáreis relacionais e clientelares, saberes militantes ligados à fabricação de um olhar político, e saberes relacionados à técnica parlamentar vinculada ao domínio das rotinas e regulamentos das assembleias. (PHELIPPEAU, 2009, p. 104).

  Neste sentido, dialogando com Weber (2009), Grill (2006) aciona as análises das Ciências Sociais como ferramenta para a compreensão dos processos e posicionamentos próprios à profissionalização no meio político. Através de trabalhos e pesquisas, ele retoma uma agenda de estudos de elites políticas, a qual está ass ociada a uma “genealogia consagrada”, estudada por Mario Grynspan, que parte dos ‘fundadores’ Gaetano Mosca, Vilfredo Pareto e Robert Michels (‘1ª. geração’) [que] contaramos debates entre os chamados ‘monistas’ ou ‘elitistas’, cuja ‘expressão maior’ é o sociólogo americano Charles Wrigth Mills, versus ‘pluralistas’ ou ‘elitistas democráticos’, simbolizados pelo cientista político Robert Dahl (‘2.ª geração’). Por fim, auxiliaram a ritualização acadêmica da apresentação destes autores, situando-os em um continum evolutivo, e as traduções, comentários e exegeses que reforçaram

  Assim, Grill (2006) propõe o exame dos agentes políticos de acordo com suas características, as quais são determinantes na aproximação ou afastamento num espaço de concorrências.

  De forma simplificada: “num polo estão as “elites”, os “profissionais” e as “lideranças”, noutro polo, encontram-se a “massa”, os “profanos”, “amadores” ou “não-especialistas”". Isto posto, para a teoria das elites, observamos que o “caráter inexorável de qualquer organização política [está em] precisar contar com o governo de uma mino ria exercido sobre uma maioria” (GRILL, 2006, p.74).

  Grill (2006, p.77) também discute a importância da Sociologia Política francesa, constituída a partir do esquema analítico de Pierre Bourdieu, para se entender a “passagem da ordem política dominada pelos notáveis para aquela em que concorrem empresas políticas em um mercado eleitoral, no qual os agentes usam meios pacíficos e racionais, delineia um quadro no qual os indivíduos passam a “viver da política”

  [...] As noções de empresa, mercado e concorrência, tributárias da obra de Max Weber e sistematizadas por Joseph Schumpeter, permitiram a problematização das “teses elitistas”, chamando a atenção para o fato que o espaço político possui autonomia relativa, e consequentemente a independência dos representantes também é relativa. Deve-se ao que se convencionou chamar de “sociologia política francesa”, principalmente aos trabalhos de Daniel Gaxie (1977, 1980 e 1989) e Michel Offerlé (1989 e 1999), inspirados na obra de Pierre Bourdieu, a sofisticação da abordagem que sustenta a autonomia relativa dos “homens políticos”. Os mesmos fundiram em um só referencial analítico a analogia entre mercado político e mercado econômico com a teoria dos campos, dos capitais e das homologias. Assim, o voto é caracterizado como uma transação que implica simultaneamente uma relação com o mundo social, condicionada pela posição e pelas disposições sociais dos agentes, e uma relação com o mercado político, marcada pelas percepções e crenças acerca dos concorrentes em disputa. Há uma adequação mais ou menos estável construída no imbricamento da história pessoal do eleitor e das transformações do mercado político (GAXIE, 1989 apud GRILL, 2006, p. 77- 78)

  Para Bourdieu (2009a), o “campo político” é um espaço de gestação de produtos políticos, problemas, programas, análises, comentários, conceitos, acontecimentos, entre os quais os cidadãos comuns fazem escolhas em função das suas posições e disposições sociais (desigualmente constituídas).

  Bourdieu (2009a, p. 179) apresenta a complexidade das relações sociais que constituem o campo político e que fazem dos seus produtos (“discurso-jogo” de um programa, plataforma, monção ou resolução...) menos compreensíveis em relação àqueles que não participam do jogo e não partilham da “aderência ao princípio das oposições, as quais suscitam os debates geradores desses membros”.

  Assim, esse autor vem nos convidar a pensar o campo político como um espaço que exerce um forte efeito de seleção, censura e limitação, exercidos pelos participantes autorizados a se manifestarem no universo do discurso político. Desta forma, observam-se as leis que regem a entrada nesse campo. Quem são os legitimadores e quem são os legitimados que atuam no universo do pensável politicamente e no “espaço finito dos discursos susceptíveis de serem produzidos e reproduzidos nos limites da problemática política”, como o espaço das tomadas de posição?

  A p rática da “representação política” é complexa por transferir poder do mandante ao mandatário e suas legitimações e condicionantes (BOURDIEU, 2004), visto que ela se realiza justamente na representação instituída do grupo representado, simbolizado, e que passa a existir objetivamente com aquele que o nomeia: o representante. Nessa relação circular,

  “a raiz da ilusão que, no limite, permite ao porta-voz ser considerado e considerar-se causa sui, já que ele é a causa do que o investe de poderes, não existiria se ele não estivesse ali para encarná-lo

  ” (BOURDIEU, 2004, p. 189).

Nessas situações, observa- se que o “fetichismo político” é o processo

  pelo qual os indivíduos se constituem enquanto grupo, mas perdendo o controle sobre o grupo no e pelo qual se constituem. Ou melhor, os dominantes existem sempre, ao passo que os dominados só existem quando se mobilizam ou se munem de instrumentos de representação. A idolatria política reside justamente no fato de que o valor que existe na personagem política aparece como uma propriedade objetiva pessoal, um encontro, um carisma definido como uma espécie de poder que parece ter origem em si mesmo.

  Assim, outro ato de delegação é aquele pelo qual a instituição constituída como a igreja, partido, etc., por exemplo - concede um mandato a um indivíduo, na medida em que, a maioria dos atos de delegação, os mandantes passam autonomia ao mandatário - nem que seja pelo simples fato de que, muitas vezes, ignoram as questões que o mandatário terá de responder.

  A autoconsagração do mandatário abordada por Bourdieu (2004) nos remete a Geertz (2001), quando relatava que, na era do estado-teatro, a um espírito justo. Ou seja, o rei também era um ator político, poder entre poderes, assim como o signo entre signos. Era o culto do rei que o criava, que o elevava de senhor a ícone, isto porque sem o drama do estado-teatro, a imagem de divindade composta não podia sequer formar-se. No entanto, a frequência, a riqueza, a escala dos dramas e a medida da impressão que causavam no mundo era, por sua vez, dependente da extensão e da diversidade das lealdades políticas que podiam ser mobilizadas para pô-las em prática. Tal mobilização de homens, perícias, bens e conhecimento, era a tarefa primordial e a arte primeira da arte de governar, a capacidade de que dependia, no aspecto material, a supremacia. Paradoxalmente, quanto mais alguém se aproximasse da representação do poder, tanto maior era seu distanciamento da máquina que o controlava.

  A usurpação do mandatário, quando remetida à autoconsagração, deve ser necessariamente modesta. Por essa razão é que todos os dirigentes partidários procuram, sempre que possível, remeterem-se a um ar de família, pois, como observa Bourdieu (2004), as propriedades da posição social em proveito da pessoa só são possíveis na medida em que é dissimulado: essa é a própria definição de que supõe o reconhecimento, ou seja, o desconhecimento da violência que se exerce através dele. Logo, a violência simbólica só pode ser exercida com uma espécie de cumplicidade concedida, pelo efeito de desconhecimento que a denegação estimula àqueles sobre os quais se exerce a violência. Ou melhor, os agentes resguardados de poder reduzem a si mesmos os valores universais, apropriam-se dos valores, requisitando a eles próprios a moral, o que abrange, portanto, as noções de Deus, de verdade, sabedoria, de povo, mensagem, liberdade e etc. e as transformam em sinônimo de si mesmos; e se autoconsagram no limite entre eles e os simples “profanos”. O principal mérito deste exemplo se consagra no fato de os mandatários não serem cínicos, de serem envolvidos pelo jogo a ponto de acreditarem realmente no que fazem.

  Quando o corpo de mandatário s- o corpo sacerdotal, o partido, etc.- afirma suas tendências próprias, os interesses do aparelho prevalece sobre os interesses dos mandatários individuais, por essa razão, estes deixam de ser responsáveis perante os mandantes para se tornarem responsáveis perante o aparelho e só a partir daí já não é mais possível compreender as propriedades e as práticas dos mandatários sem passar por um conhecimento do aparelho. Neste confiáveis, confiáveis no sentido de não possuírem nada que lhes permita opor ao aparelho.

  Desta maneira, a luta dos profissionais políticos vem assumir a forma de uma luta pelo poder propriamente simbólico de fazer ver e crer, de predizer e de prescrever, de conhecer e de reconhecer, que é ao mesmo tempo uma luta pelo poder sobre os “poderes políticos”. Legitimamente e, por excelência os agentes desta luta são os partidos políticos, organizações de combate especialmente ordenados em vista a conduzirem esta forma “sublimada de guerra civil”, que busca mobilizar o maior contingente possível de agentes compartilhando da mesma visão do mundo social.

  O jogo no seio do campo político exige preparação especial de seus partícipes, pois o “habitus” (BOURDIEU, 2009a), na estrutura bourdiana do “campo políti co”, está subjetivamente indissociável da relação direta com os mandantes, e é assim determinada através das tomadas de posição por intermédio dos constrangimentos e dos interesses associados a uma determinada posição nesse mesmo

  “campo”.

  Isto faz com o que tantas ações, e não só as do funcionário identificado com a sua função, se apresentem como cerimonias por meio das quais os agentes – que nem por isso são atores desempenhando papéis- entram na pele da personagem social que deles se espera e que eles esperam de si próprios (é a vocação), e isto pela força desta coincidência imediata e total do habitus e do hábito que se faz o verdadeiro monge. (BOURDIEU, 2009a, p. 87)

  Todo o “campo político”, Bourdieu (2009a), tende a se organizar em torno das oposições entre dois polos, o que não significa que as propriedades dos grupos em posições polares são invariantes que, esses só ocorrem na relação com o campo determinado e/ou por meio desta relação. Assim, o campo político é definido relacionalmente, através do jogo das oposições e das distinções. Portanto, é no seio dos partidos políticos que a lógica das oposições internas se pode manifestar de modo mais claro, pois a simples “corrente de ideias” não perfaz um movimento político senão quando tais ideias são reconhecidas no exterior do círculo de profissionais. Desta forma, Bourdieu (2009a) aponta o campo político como o lugar de disputa pelo poder, praticada através de uma concorrência pelos profanos, ou melhor, pelo monopólio do direito de falar e de agir em nome de uma parte ou da totalidade de profanos

  Assim, “o campo político é uma forma de capital simbólico” (BOURDIEU,

  2009a, p. 187), que possui inúmeras competências firmadas nas operações de crédito pelas quais seus autores conferem o poder simbólico àquele que existe porque aquele que lhe está sujeito crê que ele existe. Dialogando com Weber (2009), Bourdieu (2009a) reafirma o “carisma” como sendo o produto do credo, da crença da obediência, assim, o homem político encontra a força da confiança num grupo que nele confia. Desta maneira, o capital específico do chefe depende da “representação, opinião e crença como um homem de honra”.

  Os tipos de capital político, como o capital pessoal de notável se realiza em produto de acumulação lenta e contínua, e o capital pessoal heroico ou profético se dá através do produto do “carisma” como definido por Weber (2009), onde a acumulação inicial se dá na força de mobilização realizada pelo agente ao longo do tempo.

  Vemos que à medida que a política se profissionaliza e que os partidos se burocratizam, a luta pelo poder político de mobilização tende cada vez mais a se tornar uma competição em nível de como o resultado da concorrência pelo poder sobre o aparelho ao qual se desenrola a escolha daqueles que poderão entrar na luta pela conquista dos profanos. Quanto à objetivação do poder político, podemos observar uma “independência relativa” perante a sansão eleitoral, onde os partidos são levados muitas vezes a sacrificar seu programa para se manterem no poder ou simplesmente para existirem. (WEBER, 2009)

  A lógica do campo político é composta por exigências estratégicas com amarrações a valores de fidelidade, delegação integral onde o desprovimento de capital econômico e cultural resulta numa maior dependência em relação ao partido, pois partidos que reivindicam a defesa das massas populares geralmente procuram obedecer à lógica de concorrência entre os profissionais, e certos “habitus”, encontram sua condição na luta pelas condições de sua realização, com desenvolvimento dentro da lógica do aparelho.

  O uso das dimensões de análise discutidas acima no presente trabalho deve, no entanto levar em conta outros aspectos que relativizam a aplicação imediata das ideias de “campo”, “habitus”, “capital”, etc. como base para os estudos sobre sociologia política no Brasil. Uma vez que é necessária a.

  [...] transposição de dificuldades que decorrem tanto das condições contextos cujas práticas sociais não raro são orientadas por referenciais e princípios de legitimação exógenos, como das condições de importação dos esquemas analíticos das ciências sociais. [...] o uso de esquemas de raciocínio por analogia, particularmente quando está em pauta alguma concepção de ciências sociais enquanto “aplicação de conceitos”, como uso metafórico ou alusivo de determinadas noções, muitas vezes como trunfo de distinção erudita. (CORADINI ; REIS, 2012, p. 12 ; 14).

  Pontuamos, pois, que somente é possível realizar uma análise mais fiel às condições e lógicas próprias à dinâmica investigada quando se considera as questões que circundam, margeiam e mesclam aquilo que é geralmente designado como “política”. Visto que:

  [...] aquilo que geralmente é designado como ‘política’ deve ser ponderado apoiando-se nas lógicas autóctones e não por analogia às definições dos centros ocidentais para os quais, quase sempre, refere-se a um tipo de atividade atrelada ao campo da representação política. O mesmo se aplica a outras noções correlatas, como aquelas de engajamento e militância (CORADINI; REIS, 2012, p. 13).

  Por exemplo, compreendemos quando Bourdieu (2009b) nos mostra que a conversão do capital de notoriedade acumulado com a profissão permite certo capital cultural ou domínio da eloquência, conjeturando para um exercício constante de conversão e acumulação de capital de relações sociais. Ou seja, para que se mantenha no poder a figura do líder deve exercitar contínuos investimentos em interações individualizadas, sendo aconselhável neste sentido, uma divisão entre os capitais político e pessoal. No entanto, Coradini (2006) aprofunda a reflexão de modo mais apropriado aos processos eleitorais em dinâmicas como a brasileira em que há

  “diferentes lógicas presentes no processo eleitoral, que incluem tanto relações personificadas como de representação categorial” e, para as quais, a ideia de liderança é importante, pois remete a uma situação em que

  [...] mesmo para o capital político associativo ou por delegação não se pode pressupor alguma afinidade automática com a política eleitoral, daí a presença do “líder” e as diferentes composições de seus princípios e critérios de excelência. Além disso, os usos eleitorais de vínculos gerados em relações profissionais, por definição, são personificados. (CORADINI, 2006, p. 270)

  Nos embates político-eleitorais, por exemplo, o que observamos com clareza são as tentativas de alguns candidatos em converter suas práticas profissionais e, obviamente, o acionamento de sua rede de relações profissionais personificada, integrando- as à “política”. Assim, promovem as relações profissionais e cotidianas como eminentemente políticas. A redefinição das relações com a apresentação do candidato como o vin culado a determinado “exercício profissional”,

  . Como esclareceu Grill (2008, p. 67)

  mas como uma espécie de “líder” [...] a escolha de determinada ocupação é condicionada por uma série de disposições e relações de origem e sua reconversão para a política depende mais de uma multiplicidade de outros recursos herdados ou adquiridos pelos agentes do que do treinamento, da formação ou do exercício profissional.

  Assim, segundo Coradini (2006), as relações profissionais se confundem e significam apenas um ingrediente a mais no conjunto de bases de recursos sociais, geralmente quando se inicia a carreira política. A formação de líderes, em nome de uma determinada profissão, é inversamente proporcional ao seu exercício efetivo, que pode acontecer nas mais diversas modalidades, desde a ocupação de cargos públicos em nome da profissão até a ocupação de determinada competência e/ou em nome de alguma causa, vinculando-se apenas àquelas atividades mais propícias à formação de lideranças. Tais ações por sua vez, envolvem a disponibilidade de recursos, as lógicas e códigos sociais cujo intercâmbio necessita a mudança de significado.

  É preciso observar mais diretamente outras dimensões de análise para que consigamos avançar no estudo da dinâmica política no Maranhão em um universo específico que é justamente da composição das assessorias parlamentares.

  Landé (1977) emprega a noção de rede como forma de alianças políticas que têm como lógica de sustentação o princípio de reciprocidade. Como vimos, são necessárias que as redes sejam limitadas para efeito de estudos. Isso se torna possível por meio do detalhamento das alianças diádicas que podem ser realizadas entre pessoas de status iguais ou diferentes, assim limitam a rede a um tamanho controlável no tempo e espaço.

  Já Mayer (1987) desenvolveu a noção de quase-grupos para pensar a rede como uma estrutura limitada, caracterizada como um conjunto finito de interconexões que se origina de um “ego”. O ego em função de mobilizações políticas específicas, estrutura “conjuntos de ação” baseados em várias formas de elos, pois a interconexão pode estar baseada nas relações desde as patronais, parentesco, partido, amizade até religiões e etc. Mayer (1987) ao estudar as relações entre líderes e seguidores, se baseia também na noção de

  “facções” como Para Mayer (1987, p. 149) [...] as facções são vagamente ordenadas, suas bases de arregimentação são estruturalmente diversas e tornam-se manifestas por meio de uma interconexão de autoridade pessoal entre líder e seguidor e se baseiam muito mais em transações que em questões de princípios.

  Tais noções nos orientam a buscar uma caracterização da estrutura social; a partir das relações que formam essa estrutura social e são sustentadas por uma convergência de interesses ou, pelo menos, “pela limitação dos conflitos que possam surgir da divergência de interesses”. Há casos, inclusive, onde a estrutura poderia ser definida por um único critério, tal como numa tribo na qual “a estrutura social inteira baseia-se em uma rede de relações de pessoa a pessoa, estabelecida por meio de conexões genealógicas.”

  A articulação que o ego mantém com as diversas pessoas que identifica o contexto de classe acha- se ao longo das “ramificações” que podem consistir em mais de uma conexão. Como numa espécie de teia, a articulação entre o conjunto de um ego e a rede, que se espalha por todas as direções, é dada pelo fato de que as conexões “laterais” entre outras unidades no conjunto são ao mesmo tempo elementos de outros conjuntos que estão centrados nesta unidade.

  Deste modo, como esclarece Grill (2006, p. 24-25), noções desse tipo são importante quando se investiga: [...] situações históricas em que a lógica da mobilização política não se dá predominantemente via grupos dotados de uniformidade ou via categorias (linhagens, clãs, castas, profissão, corporação, região, etc.), mas majoritariamente por meio de quase-grupo (MAYER, 1987) ou cadeias de líderes-seguidores (LANDÉ, 1977a, 1977b), no quais o conjunto de indivíduos possui como elemento de aproximação apenas a ligação com um ego (líder), que maximiza um conjunto de ação com fins pragmáticos (vencer uma eleição, por exemplo).

  Quando se fala nas características de um “conjunto de ação” eleitoral vemos que este é envolvido numa grande variedade de bases para a formação de interconexões, onde os critérios se valem de parentesco, partido político, religião, grupo de trabalho, etc. Porém, em quaisquer que sejam as bases “externas” das conexões que venham perfazer um conjunto com as ramificações que liga o candidato ao eleitor, o conteúdo é, na esmagadora maioria das vezes, o apoio político ao candidato. Isto posto, podemos afirmar que os “conjuntos de ação” são formados por conexões derivadas de variados campos sociais, mas, sendo criações do ego visando um objetivo específico.

  Refletindo sobre o curso das rivalidades no âmbito das disputas políticas, Landé (1997) nos remete aos interesses comunitários e nos mostra como a legitimidade dos cargos comunitários é firmada quando uma sociedade é mais firmemente unida. No entanto, os aspectos do faccionalismo não devem ser negligenciados visto que uma das metas de cada facção é justamente o alcance de benefícios para seus líderes e seus correligionários, desta forma, obviamente, deve frustrar os esforços das facções rivais, provocando com clareza seus oponentes de maneira a fazê-los ressentidos a ponto de tentarem uma reviravolta, pois a forma hostil de reciprocidade é expressa pelo princípio da vingança.

  Como assinala Kuschnir (2000, p.8), estudar o sistema político numa sociedade específica se torna em um dos meios singulares com a compreensão da natureza das instituições nela firmada:

  O parlamentar é uma peça central nessas relações, atuando como um mediador de alianças e intérprete cultural entre esses diferentes domínios do campo político. [...] O êxito do político é proporcional à sua capacidade de articular esse vínculo com o eleitor de modo a fazê-lo sentir que compartilha seus valores, projetos e dramas e, ao mesmo tempo, é alguém diferente, que pode trazer soluções de mundos distantes de sua realidade. Em algum nível, todos os vereadores são prestadores de serviço à população. A assistência faz parte do cotidiano dos parlamentares e, além da doação ou troca de bens materiais, envolve também as esferas cultural e simbólica da vida social.

  A ideia contemplada por Grill (2006 e 2008) e Kuschnir (2000) auxilia sobre a persistência de práticas e lógicas políticas que enfatizam a legitimação das mediações nas mais diversas esferas do poder político. O que chama atenção neste contexto são as semelhanças e continuidades “mesmo quando aparentam rupturas e substituição de forças políticas”.

  No mito, o deputado tem o poder supremo de restabelecer a vida. É capaz de curar, interromper a dor, saciar a fome, estancar o frio. Tem poder porque tem acesso, isto é, os meios necessários para percorrer os caminhos que levam à resolução dos problemas. (KUSCHNIR, 2000, p. 23)

  O que vemos é a influência das atribuições no desempenho das carreiras políticas, ainda que no exercício de cargos e/ou funções não eletivas, como suporte legitimador para a participação dos “esquemas”, ou melhor, a indicação é o ‘passaporte’ para o reconhecimento coletivo de capacidade. Ou seja, de todo modo, os assessores parlamentares, mesmo os que não desempenham funções junto à ‘bases’ são reconhecidamente parte dos “micro e macros mecanismos”.

  O líder político seria um manipulador da contradição entre racionalidades. Assim sendo, as formas de expressão da “liderança” estão ligadas aos “incentivos [...], estímulos que permitem a um líder usar os serviços das pessoas que estão perseguindo fins distintos daqueles do líder” (BAILEY, 1988, p.73). Tipos de incentivos e “estilos de lideranças” são formados por meio desta combinação de estratégias, recursos e condicionantes. (GRILL, 2006, p. 82) Esses mediadores entre os Silveira e a comunidade acabam tendo sua própria cota de status e poder diferenciado, sendo capazes de influenciar o destino da comunidade de acordo com seus próprios valores. Os Silveira, por sua posição nesse sistema, são os detentores por excelência desses atributos, mas, através de alianças como essas, são capazes de transmitir um pouco de sua própria influência aos outros membros de sua rede.

  (KUSCHNIR, 2000, p. 115) Desta forma, as concepções de política, fundamentada no princípio da reciprocidade, também baseiam os trabalhos de Kuschnir (2000), sobretudo quando aborda o cotidiano da política a partir das redes, relações, conexões e interconexões entres os agentes públicos, populares e de assessores que são acionados para o cumprimento dos intentos dos agentes políticos pesquisados. Material fundamental na elaboração do pensar a abertura do leque de dimensões que nos fundamenta em nossa pesquisa e nos auxilia no aprimoramento de nosso trabalho.

  Em nossa pesquisa, por exemplo, observamos que, de modo geral, há certo desleixo quanto à priorização das qualidades técnicas dos profissionais a serem contratados. Visto as contratações de assessores serem prioritariamente realizadas a partir de suas condições de atuação [ou potenciais condições] como mediadores entre o parlamentar e seus ‘clientes’. Uma ação naturalizada visto a ausência de regras, normas e/ou legislações que obriguem ou venham reger as contratações do pessoal de gabinete. Ao se voltar um pouco mais no tempo, mais precisamente ao segundo império, é possível encontrar também referências à concepção de que o deputado deve atuar como uma espécie de procurador daqueles que contribuíram para elegê-lo. (BEZERRA, 1999).

  No contexto da pesquisa de Bezerra (1999), as futuras eleições comumente geram nos parlamentares a necessidade de julgarem o valor de suas ações em termos das repercussões eleitorais que estas trazem junto aos seus eleitores. Não obstante, uma maneira de ser visto como forma de controle democrático de atuação que possibilitará seu entendimento como ferramenta de

  avaliação dos benefícios que são gerados e proporcionados. Fazendo desta maneira, da atuação do parlamentar uma espécie de orientação, principalmente, para suas bases. Ou seja, a preocupação do parlamentar dirigida aos laços é sobremaneira uma forma de expressar a verdadeira necessidade de entendimento numa referência estreitada não apenas às questões da obtenção de votos. Novamente, o acionamento do assessor funciona como forma de se fazer ‘onipresente’, afim de ‘dar suporte’ a todos os seus possíveis futuros apoiadores, ou melhor, tanto às bases já conquistadas, como as prospectadas.

  Assim, as configurações e reconfigurações nas redes de relações são acionadas toda vez que a preocupação do parlamentar for o estabelecimento e manutenção de vínculos que possam ser convertidos em votos, assim, as questões da política local são pensadas e operadas na lógica dos “grupos” que se opõem ou coligam-se. E é na figura do assessor e no cumprimento de suas funções que tais questões são também possíveis de serem realizadas.

  [...] é somente sob a condição de se assumir um ponto de vista não institucional a respeito da atuação de prefeitos e parlamentares que se pode trazer à luz relações, práticas e concepções instituídas em torno de seus interesses pela obtenção de recursos públicos [...] é possível revelar e tornar compreensível certas forças sociais presentes no universo político que vinculam estes profissionais entre si e a outros agentes sociais. (BEZERRA, 2001, p. 02)

  Especificamente na questão da ‘seleção’ do corpo de trabalho para atuação nos gabinetes parlamentares é possível observar em nossa pesquisa dados que falam por si, ou seja, em 43,86% dos casos é detectado assessores com algum grau de parentesco com ‘lideranças políticas’ ou ‘agentes’ que atuam, de alguma maneira, no campo da política. Em também 43,86% dos casos afirmam participar de movimentos sociais e 38,60% participam de movimentos político-partidários. De forma simples, é observável uma conexão nas redes de relações entre contratantes e contratados em boa parcela dos arguidos.

  Como praticamente todos os outros assessores, ambas começaram ajudando informalmente na campanha, sendo efetivadas depois da eleição. [...] A participação na campanha é uma espécie de estágio em que o futuro assessor pode mostrar (ou não) se tem essas qualidades. Sua performance é avaliada pelo número de votos conquistados na região que “trabalha”. [...] A contratação de assessores está relacionada à sua posição de mediadores [...] o grupo é formado justamente por pessoas que têm a capacidade de colocar um bom número de moradores [...] Essas pessoas têm, por si só, uma “liderança” sobre o seu próprio grupo. (KUSCHINIR, 2000, p. 79-80)

  Certamente, alguns dos assessores podem ter sido contratados como ponto de manobra que assegurem- na intensão de proporcionar um sentimento de segurança- aos parlamentares um sentido de ‘fidelização do cliente’. Possivelmente, est a seja uma maneira de recompensa ou retribuição ou fidelização das ‘bases’ de forma a proporcionar ao contratado uma espécie de ‘poder simbólico’ ou ‘prestígio’.

  [...] que a troca de benefícios e apoio constitui um momento de uma relação mais ampla entre as pessoas envolvidas e institui obrigações morais que se estendem no tempo. [...] Assim, ao se centrar a atenção na troca de benefícios públicos por apoio e voto, ignora-se que a mesma ocorre num contexto complexo onde estão em jogo também a busca de prestígio, poder e o cumprimento de obrigações formais e morais. (BEZERRA, 2001, p. 02) Da perspectiva eleitoral, o apoio político do prefeito e do vereador é essencial para uma parcela significativa dos parlamentares [...] Apesar da legislação assegurar ao parlamentar o direito de ser eleito em todo o Estado, o que opera na prática, como tem sido apontado por alguns autores, é uma forma de distritalização do voto. (BEZERRA, 2001, p. 07).

  A lógica do ‘jogo político’ é perspicaz, ágil e hábil. Desde a concessão para participação deste jogo, passando por sua permanência, até a indicação de um sucessor é uma trajetória singular em cada caso, forma de concepção e em cada região. Mesmo no seio de um corpo único como a ALEMA é impossível não se observar os mais variad os e diversos modos de se ‘fazer política’.

  Portanto, as dimensões, noções e apontamentos analíticos mais gerais e sobre a dinâmica política em contextos específicos, suscitam pistas sobre as lógicas do recrutamento e da atuação de assessores contrastantes com o princípio burocrático e profissionalizado apresentado por Weber (2009) (na sua forma pura), perpassando pela evolução e/ou desenvolvimento de práticas políticas as quais se consolidam enquanto ‘ferramentas’ possíveis e fundamentais para o jogo político.

  Visando indicar pistas dos condicionantes do recrutamento de assessores parlamentares na Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão (ALEMA), neste capítulo são apresentadas, no primeiro momento, algumas informações de caráter mais prescritivo, ou seja, como a própria instituição institui (ou não) a seleção e funções exercidas nas equipes políticas para, no segundo momento, situar os perfis sociais e políticos dos agentes examinados em relação às bancadas partidárias e

  Do ponto de vista formal, a décima sétima legislatura da ALEMA proporciona uma multiplicidade de ângulos de observação. O Regimento Interno (RI), revisado e reformulado em 2011, não apresenta em nenhum título, seção, capítulo, artigo, alínea ou inciso instruções de como a assessoria parlamentar deve ser realizada ou composta. Quando citamos ‘assessoria parlamentar’ nos referimos aos trabalhos realizados exclusivamente pelos cargos comissionados ou servidores lotados nos gabinetes dos parlamentares.

  O RI da ALEMA versa sobre assessoramento/assessor mais especificamente quando trata dos recursos disponibilizados pela casa parlamentar no que se refere a assessores e assessoramento realizado por técnico-legislativos especializados nas atividades a serem realizadas através das Comissões Parlamentares de modo geral, no Capítulo III, Título II, Seção X; e ainda versa sobre assessoria quando se refere à Administração e Economia Interna; Serviços Administrativos no Título XIII, Capítulo I, Parágrafo Único, inciso IV.

  Assim, observamos que aos deputados estaduais é facultada uma norma específica, ou tradição ou ritual que lhe imponha qualquer que seja uma norma a ser seguido. Nesta monta, exatamente por não haver uma norma específica quando em suas composições, existe um múltiplo leque de variedades quanto ao recrutamento destas. A observação da dinâmica de composição das assessorias na ALEMA nos permitiu constatar que há aquelas só com cargos comissionados e com cargos comissionados mais servidores. Existem cargos comissionados que já pertenceram a inúmeros deputados na mesma ou em legislaturas anteriores, há ainda as assessorias herdadas dos políticos da família, as assessorias compostas só por assessores recrutados no métier do parlamentar- com sentido específico de pertencerem vínculos estreitados com o parlamentar- ou combinadas com servidores, que, nestes casos, atuam como uma espécie de guia para os novatos, auxiliando nos trânsitos, trâmites e prazos das preposições parlamentares.

  Do ponto de vista prático, os servidores e os cargos comissionados no seio da ALEMA são identificados e distinguidos da forma que segue. Grosso modo, são considerados servidores os indivíduos que ingressaram à ALEMA até 1988, regidos pelo Estatuto do Servidor, cuja permanência independe do presidente eleito ou deputado. Os cargos comissionados são os postos ocupados depois da promulgação e publicação da lei que garante estabilidade aos servidores, para

  EMENDA CONSTITUCIONAL No 003/90

  Acrescenta ao art. 7o do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias os parágrafos e 2o com a seguinte redação:‘‘Art.7o - ......,...

  § 1o- Fica assegurado aos então servidores na data da promulgação desta Lei, o direito ao aproveitamento no cargo de acordo com a sua qualificação profissional.

  § 2o - Terão preferência ao acesso dos cargos existentes, os servidores aludidos no parágrafo anterior. MANDA, portanto, a todas as autoridades a quem o conhecimento e execução da presente Emenda Constitucional pertencerem, que a cumpram e a façam cumprir na forma em que se encontra redigida. O SENHOR PRIMEIRO SECRETÁRIO DA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO MARANHÃO, a faça imprimir, publicar e correr. PLENÁRIO DEPUTADO “GERVÁSIO SANTOS” DO PALÁCIO “MANOELBEQUIMÃO”, em São Luís, 05 de dezembro de 1990. IVAR SALDANHA Presidente KLEBER CARVALHO BRANCO Primeiro Secretário JUSCELINO REZENDE Segundo Secretário. (MARANHÃO, 2011, p.70).

  Ainda tendo como fonte privilegiada de análise a observação direta da divisão do trabalho no âmbito das equipes, pode-se indicar a dedicação dos assessores ao atendimento na ALEMA ou junto das “bases”. Não raro, o assessor parece atuar como extensão do deputado, representando-o de maneira a crer e de fazer crer que as questões que a ele forem expostas também terão chegado ao conhecimento do parlamentar de tal maneira que, dependendo do nível de vínculo de identificação entre assessor e assessorado, represente ao eleitor uma homogeneização da figura. Ou seja, uma das funções do assessor que atende no âmbito das “bases” é proporcionar aos clientes-eleitores a “confiança” de que estar em contato com ele seria como estar com o deputado. É exatamente aí que observamos uma possível brecha política para que o assessor alimente anseios de uma carreira político-partidária própria. Pois, há casos relatando sobre as pretensões político-partidárias e a aspiração de uma carreira política-eleitoral o que, nestes casos, aponta para o uso do prestígio quando nas atuações de intermediação como ferramenta de prospecção, conquista ou “fidelização” eleitoral.

  Para a apreensão das funções e critérios de seleção do pessoal político (assessores parlamentares no Maranhão), é preciso tentar mapear os diferentes tipos de recursos e competências dos agentes e da composição das equipes atuante nos diferentes gabinetes, numa tentativa de apresentar um quadro geral das funções declaradas como função de tarefas em nossa pesquisa, apresentamos o quadro que segue: Quadro 1

  • – Funções nos gabinetes

  FUNđấO

  T CdoB P SD EM MDB

  V TB EN DT RB SC R SB SL SDB Secretária Motorista Técnico Parlament ar Chefe de Gabinete Assessor de Comunica ção/ Imprensa Articulaçã o Política Recepção Digitador Assessori a Jurídica Assessor no interior Outros Não Informou

  Fonte do autor Como forma de ilustração e com o intento de facilitar a compreensão, segue abaixo organograma (Figura 1) das funções desenvolvidas nos gabinetes parlamentares da ALEMA.

  Figura 1: Organograma Funcional dos Gabinetes

  

PARLAMENTAR

ASSESSOR DE CHEFE DE ASSESSOR COMUNICAđấO GABINETE JURÍDICO ASSESSOR TÉCNICO ASSESSOR NO

  ESPECIAL

  INTERIOR Assim, nestas circunstâncias é relevante, antes de cotejar as características específicas dos assessores, situar o perfil das composições partidárias, para logo depois, relacioná-los às propriedades gerais das equipes. Observar-se-á as singularidades das bases do lugar desses funcionários (assessores) na divisão do trabalho político das empresas de dominação (Weber, 2002).

  Apresentamos neste ponto do trabalho a distribuição partidária e das profissões dos parlamentares que compõem a décima sétima legislatura da ALEMA. (ver gráfico 1 e Quadro 2). Gráfico 1: Distribuição geral das profissões dos parlamentares

  Fonte do autor

  Profissões PT PCdoB PMDB PDT PSD PP PSB DEM PV PSL PPS PSDB PEN PTB PSC PHS PRB PR PMN Advogado

  1

  1

  1

  2

  1

  1

  1

  1 Empresário

  1

  2

  1

  1

  1

  1

  1 Médico

  3

  1

  2

  1

  

1

  1 Enfermeira

  1

  

1

Engenheiro

  1

  1 Administrador

  1

  1

  1

  1 Economista

  1 Jornalista

  2 Servidor Público

  1 Arquiteta

  1 Não informado

  1

  1 Fonte do autor

  Com base nos dados acima, podemos observar no âmbito da ALEMA na legislatura atual (2011 a 2015) a preponderância dos profissionais da saúde (são dez médicos e uma enfermeira), de advogados (nove) e de empresários (oito), concentrando juntas 62% das profissões dos parlamentares maranhenses, contra 38% de profissões variadas. É importante ressaltar que não há uma regularidade em termos de posição ideológica dos partidos e que seria necessário um trabalho específico para demonstrar os usos das relações profissionais como recurso eleitoral, considerando que tais usos podem ser variados e multifacetados, tal como indicou Coradini, (2006, p. 269):

  [...], ou seja, conforme os princípios e regras em voga nas disputas políticas, com forte afinidade com, por exemplo, determinadas profissões pode favorecer o acesso aos cargos públicos [...] as condições de uso e conversão de vínculos profissionais em capital político, supõe a compatibilização de diferentes códigos e lógicas sociais [...] isso porque não se trata de uso das profissões para alguma modalidade de representação categorial, seja sindical, corporativa, ou de outro tipo qualquer, mas de vínculos individualizados com os eleitores em potencial, originalmente de outra natureza a serem convertidos eleitoralmente.

  A importância da profissão (vinculada à formação superior) seja como certidão de excelência profissional, base para a formação de redes de interdependência ou independência financeira (entre outras), indica a valorização desse recurso para o jogo político.

  Os dados do gráfico 1 e do quadro 2 dizem respeito aos 42 deputados estaduais da ALEMA. Ocorre que se obtiveram informações (questionários respondidos) somente para 22 dos parlamentares que, de modo bastante direto e simplificado, podem ser caracterizados da forma que segue: a) O Partido dos Trabalhadores (PT) possui na atual legislatura três representantes. Uma professora; um funcionário público federal e um ‘advogado-bancário-professor’, este último com a maior qualificação: título de mestre em Políticas Públicas, conquistado junto a UFMA.

  b) O representante do Partic Comunista do Brasil (PCdoB) em nossa pesquisa é um jovem parlamentar, advogado, filho de políticos. A mãe é prefeita de Matões (MA) e o pai já foi deputado e secretário da Casa Civil no Governo Jackson Lago.

  c) O Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) possui em nossos estudos dois representantes. Um é graduado em Administração de Empresas e Gestão de Recursos Humanos, trabalhou como assessor parlamentar na ALEMA e no Senado Federal e atuou ainda nos tempos de estudante como diretor de imprensa da UMES. A outra é médica com “base eleitoral” no município de Santa Inês. É esposa do ex-prefeito deste município.

  d) O Partido Democrático Trabalhista (PDT) só participou de nossa pesquisa com um único parlamentar. Este é advogado, foi vereador por três mandatos consecutivos na cidade de Imperatriz e foi ainda secretário Estadual de Minas e Energia no período de 2005 a 2006.

  e) O Partido Social Democrático (PSD) possui dois representantes no parlamento estadual. Ambos são parlamentares de primeiro mandato. Um tem o cargo como “herança” do pai que já exerceu vários mandatos no parlamento estadual, já foi prefeito da cidade de Alto Alegre do Pindaré e secretário estadual de Minas Energia. O outro é médico oftalmologista, natural do estado de Mato Grosso, mas, radicado na região tocantina, especificamente no município de Imperatriz. Já foi candidato anteriormente, mas, só no pleito de 2010 logrou êxito.

  f) O Partido Progressista (PP) é representado em nossos estudos pelo administrador de empresas e deputado estadual de vários mandatos. Já foi presidente de seu partido.

  g) O Partido Socialista Brasileiro (PSB) possui dois representantes no legislativo e em nossa pesquisa. Uma é médica; esposa de médico e ex- prefeito da cidade de Caxias. Outro é advogado, foi secretário estadual de h) O Democratas (DEM) vem representado em nossos estudos pelo parlamentar que é médico e com sua principal “base eleitoral” no município de Imperatriz. É deputado de terceiro mandato. i) Os representantes do Partido Verde (PV) são: um já foi deputado estadual por duas vezes, foi prefeito dos municípios de Santa Luzia do Paruá e Nova Olinda e é funcionário aposentado da Secretaria Estadual de Fazenda. O outro é advogado especialista em direito tributário e processo do trabalho. j) O representante do Partido Social Liberal (PSL) em nossa pesquisa é engenheiro de pesca, professor de Educação e Tecnologia de Pesca do

  IFMA, foi conselheiro do Conselho Estadual das Minas Energia e Meio Ambiente, foi diretor operacional da Cooperativa de Pescadores Artesanais do Maranhão e em 2006 foi eleito suplente de deputado estadual. k) A representante do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) em nossa pesquisa é arquiteta e urbanista, formada pela UNB e Bacharel em Direito pelo CEUMA. Tem especializações em Economia Política de Urbanização e Finanças para Empresas Privadas. Exerce seu segundo mandato e na condição de suplente exerceu a função de deputada em 2005. É filha do ex-prefeito de São Luís. l) O único representante do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) em nossa pesquisa é um parlamentar de vários mandatos, inclusive já foi presidente da ALEMA. m) O Partido Social Cristão (PSC) vem representado em nossa pesquisa por um parlamentar que foi suplente na legislatura passada e exerceu a função de secretário adjunto de Articulação Política no período compreendido entre 2007 e 2010. n) O parlamentar representante do Partido Republicano Brasileiro (PRB) na ALEMA é um jovem empresário, eleito para o segundo mandato. Auto denomina- se como ‘deputado play’ ou ‘o play’ fazendo alusão ao que seria ‘playboy’. Desconhecemos as razões que o motiva para assumir e incorporar tal denominação. Polêmico, dentre seus maiores embates estão o relacionados com a MERCK (indústria farmacêutica que, segundo industrialização produziam poluentes que atingiam diretamente a população vizinha à indústria localizada a Vila Ivar Saldanha). o) O parlamentar do Partido Ecológico Nacional (PEN) já foi presidente estadual do partido pelo qual se elegeu, o PR. É graduado em Administração de Empresas e Marketing Organizacional. Foi secretário Municipal de Articulação e Desenvolvimento Metropolitano de São Luís. p) O único representante do Partido Da República (PR) no legislativo maranhense é empresário e pecuarista. Tem experiência no campo político desde a captação de sufrágio para terceiros, ou seja, atuado como “líder político” de sua região até atuações enquanto prefeito do município de Pedreiras. Foi ainda gerente da regional de Pedreiras e subchefe da Casa Civil, no mandato do ex-governador Jackson Lago e permaneceu quando Roseana Sarney assumiu em 2009. Assim, o que notamos é que, na maioria dos casos, não é observado grande vínculo ou forte ligação entre a profissão dos parlamentares e o perfil dos assessores selecionados para atuarem em seus gabinetes. Exceto no caso explicitado mais adiante no caso de assessor ‘recrutado’ dentro dos movimentos sindicais, como no caso do deputado Bira do Pindaré, onde um assessor estabeleceu vínculo em convívio com o parlamentar no sindicato dos bancários.

  Como foi mencionado no início, uma vez indicado alguns aspectos referentes aos políticos, cabe agora aprofundar na apresentação das propriedades sociais, políticas e profissionais das suas equipes parlamentares.

  Para melhor situar as informações acerca dos assessores, as colunas dos quadros que seguem se referem à bancada partidária e ao parlamentar a que estão vinculados (respectivamente) e a quantidade de questionários retornaram para estudo. Sendo assim, os dados correspondem a seguinte distribuição de assessores (Ver quadro 3): Quadro 03: Retorno de questionários

  Francisca Primo => 4 Edson Araújo=> 6 Cleide Coutinho=> 4 HemetérioWeba =>2 Bira do Pindaré=> 4 Marcelo Tavares => 5 Edilázio Júnior=> 2 Zé Carlos => 2

  Gardênia Castelo=>4 Roberto Costa => 1 André Fufuca=> 1 Raimundo Louro =>3 VianeyBringel=> 2 Dr. Pádua=> 2

  Carlinhos Amorim => 3 Léo Cunha => 3 Marcos Caldas=> 2 Jota Pinto => 2

  PC do B: PP: DEM: PTB:

  Rubens Júnior=> 1 Hélio Soares=> 1 Antônio Pereira=> 1 Manoel Ribeiro=> 2 Fonte do autor. Total de questionários retornados (assessores) = 57

  Para a localização das origens sociais dos agentes investigados, serão apresentadas basicamente informações sobre as profissões do pai (Quadro 4) e dos bairros (Quadro 5) nos quais residem os assessores. Quadro 04: Profissão do pai dos assessores/partido

  

PARTIDO PROFISSÃO DOS PAIS QUANTIDADE

  Trabalhador Rural

  3 Comerciante

  2 Bancário

  1 PT Fotógrafo

  1 Oficial da Marinha

  1 Pedagogo

  1 Motorista

  1 PC do B Piloto

  1 PP Comerciante

  1 Agricultor

  1 PSD Desembargador

  1 Advogado

  1 DEM Profissional Liberal

  1 Empresário

  1 PMDB Funcionário Público

  1 Engenheiro Civil

  1 Autônomo

  1 PV Fotógrafo

  1 Policial

  1 Marinheiro

  1 Não Informou

  1 Func. Público

  1 Pecuarista

  1 Empresário

  1 PSDB Agente Policial

  1 Pescador

  1 Empresário

  1 PSL Motorista

  1 Secretário

  1 Marítimo

  1 Bancário

  1 Pescador

  1 Empresário

  1 PSB Comerciante

  2 Marceneiro

  1 PEN Comerciante

  1 Vigilante

  1 Não Informou

  1 Mestre de Obras

  1 PDT Trabalhador Rural

  1 Não Informou

  1 PRB Motorista

  1 Operário

  1 PSC Comerciante

  1 Func. Público

  1 Empresário

  1 Empresário

  1 PR Topógrafo

  1 Funcionário Público

  1 Fonte do autor No PT, as profissões declaradas dos pais são dois trabalhadores rurais, dois comerciantes, um pedagogo, um oficial da marinha, um motorista, um fotógrafo, um lavrador e um bancário. O assessor do PC do B é filho de piloto de avião. A assessora do PP é filha de comerciante. O PSD traz um perfil de assessores onde há um filho de agricultor, um filho de desembargador e um filho de advogado e ex- prefeito no interior.

  Administrador

  1 A assessora do DEM é filha de profissional liberal. O PMDB possui um perfil onde seus assessores são: um é filho de empresário, um de oficial de justiça e um de engenheiro civil. Já no PV as profissões declaradas dos pais são: policial, fotógrafo, comerciário e autônomo. O PTB tem assessores filhos de um auditor fiscal e outro de um administrador de empresas. O PEN apresenta enquanto variante as profissões dos pais sendo uma filha de comerciante aposentado e a outra não informou.

  O PDT é composto por assessores filhos um de mestre de obras, outro de trabalhador rural e um não informou. No PRB os assessores são filhos de um operário e o outro de um motorista. O PSC possui assessores filhos de um vigilante, outro de empresário e outro de comerciante. O PR tem assessores que são filhos de um topógrafo, de um funcionário público aposentado e de um empresário. O PSB traz um perfil de assessores, onde um é filho de marceneiro, dois de funcionários públicos, um bancário, um administrador, um comerciante, um empresário, um pescador e um marinheiro. O PSDB é composto por filho de funcionário público; empresário; pecuarista e um não respondeu. Quadro 05: Bairros de residência dos assessores/partido

  BAIRROS DE PT PCdoB PP PSD DEM PMDB PV PTB PEN PDT PRB PSC PR PSB PSL PSDB RESIDÊNCIA São

  2 Raimundo

  Bequimão

  1

  1 Turu

  1

  1

  1

  1

  1

  1

  1 Maiobão

  1

  1 São Marcos

  1 Cidade

  1 Operária

  Angelim

  1

  1 Recanto do

  1 Vinhais

  Monte

  1

  1 Castelo

  Não

  1 Informou

  Habitacional

  1 Turu

  Centro

  1

  1

  1 Cohatrac

  1

  1 Farol do

  1

  1 Araçagy

  Cohafuma

  1

  Cohama

  1

  1

  1 Olho D'água

  1 Maranhão

  1 Novo

  Anil

  1 Planalto

  1 Vinhais

  Maracanã

  1 Vila Ivar

  1 Saldanha

  Filipinho

  1 João Paulo

  1 Sá Viana

  1 Liberdade

  1 Calhau

  1 São

  1

  1 Francisco

  Parque

  1 Vitória

  Renascença

  1 Humberto

  1 Campos

  Jd. Eldorado

  1 Areinha

  1 Planalto

  1 Pingão

  Barramares

  1 Fonte do autor No PT, os bairros onde moram os assessores são: dois no São

  Raimundo, um no Bequimão, um no Turu, um no Maiobão, um no Angelim, um no São Marcos, um na Cidade Operária, um no Recanto do Vinhais e um no Monte Castelo. O assessor do PC do B não informou. O assessor do PP mora no Habitacional Turu. Os assessores do PSD moram no Centro, Cohatrac e no Farol do Araçagy. O assessor do DEM mora no Turu. Os assessores do PMDB moram no Cohafuma, Cohatrac e Ponta do Farol. O PV tem assessores que residem nos bairros Cohama, Bequimão, Maiobão e Turu. Os assessores do PTB residem nos bairros Olho D’água e Angelim. O PEN tem assessores que moram no Maranhão Novo e no Monte Castelo. O PDT tem um perfil de funcionários que moram nos bairros Turu, Anil e Planalto Vinhais. Já o PRB tem assessores que moram no Maracanã e Vila Ivar Saldanha. Os assessores do PSC residem no Filipinho, João Paulo e Sá Viana. O PR é comporto por assessores que moram nos bairros Cohama, Liberdade e Turu. Já os assessores que compões as duas assessorias do

  PSB residem nos bairros Calhau, Araçagy, Centro e São Francisco; Parque Vitória, Renascença e Turu; um reside no município de Humberto de Campos e outro não informou. O PSDB tem assessores que residem na Cohama, São Francisco e Barramares.

  Portanto, no caso do PT, dos dez questionários que voltaram apenas dois entrevistados residem em bairros considerados de classe média-alta/alta, Turu e

São Marcos. Todos os outros são considerados bairros de classe “média-média” ou classe “média-baixa”, justamente os filhos de pais com profissões que não exigem

  titulação escolar. No caso do PSD o entrevistado que é filho de desembargador, por exemplo, reside no Farol Araçagy. O PMDB especificamente neste caso, aponta para uma origem alta em sua totalidade, assim como os assessores do PSDB. Uma ressalva se faz no caso do PDT, que apesar das profissões declaradas dos pais serem de origem mais modesta, as residências dos assessores são localizadas em bairros considerados bem localizados no espaço urbano de São Luís. Na outra ponta, podemos citar o exemplo do PRB, onde os pais destes assessores exercem e/ou exerceram profissões manuais, como motorista e operário, e em ambos os casos as residências destes são localizadas em bairros considerados populares, como a Vila Ivar Saldanha e o Maracanã.

  Assim, vislumbramos uma possibilidade de conexão entre a profissão dos genitores e o bairro de residência dos arguidos, porém, ainda não é possível definir seus acessos com os parlamentares a partir destas variantes.

  Para identificar o perfil social e profissional dos assessores, é necessário indicar o grau de formação escolar (Quadro 6) que possuem e, para aqueles que obtiveram títulos superiores, sistematizar os cursos universitários que seguiram. Quadro 06: grau de escolarização dos assessores/partido e parlamentar

  PÓS- PARTIDO PARLAMENTAR FUNDAMENTAL MÉDIO SUPERIOR GRADUAđấO

  Francisca Primo

  4 PT Bira do Pindaré

  2

  2

  1 Zé Carlos

  1 Rubens Júnior

  PC do B

  1

  1 PP Hélio Soares André Fufuca

  1 PSD Dr. Pádua

  1

  1 DEM Antônio Pereira

  1 Roberto Costa

  1

  1 PMDB VianeyBringel

  1 HemetérioWeba

  2 PV Edilázio Júnior

  2 PTB Manoel Ribeiro

  2

  1 PEN Jota Pinto

  1

  3 PDT Carlos Amorim

  1 PRB Marcos Caldas

  1

  1 PSC Léo Cunha

  1

  1

  2 PR Raimundo Louro

  1 PSB Cleide Coutinho

  2

  2

  2 Marcelo Tavares

  1

  2 PSL Edson Araújo

  3

  3 Gardênia

  PSDB

  3

  1 Castelo

  Fonte do autor

  Quadro 07: Cursos superiores dos assessores

  Assessores PARLAMENTAR com curso Curso PARTIDO superior

  Enfermagem Direito

  Francisca Primo

  4 Administração Comunicação

  Bira do Pindaré Comunicação (PT)

  2 Administração Zé Carlos Direito

  2 Jornalismo (PC do B) Rubens Júnio

  1 Direito Secretariado

  (PP) Hélio Soares

  1 executivo (PSD) André Fufuca

  1 Direito Dr. Pádua

  1 Direito (DEM) Antônio Pereira

  1 Direito (PMDB) Roberto Costa

  1 Fisioterapia VianeyBringel Direito

  2 ADM.- RH Administração

  (PV) HemetérioWeba

  2 Recursos Humanos Direito

  Jota Pinto (PEN)

  2 Técnico em Planejamento

  Administração (PDT) Carlinhos Amorim

  3 Pedagogia Direito

  (PRB) Marcos Caldas

  1 Administração Administração

  (PSC) Léo Cunha

  2 Pedagogia Pedagogia

  (PR) Raimundo Louro Direito

  3 Contabilidade Direito

  Cleide Coutinho Administração (PSB)

  4 Economia Educação Física

  Marcelo Tavares Direito

  4 Biblioteconomia Administração

  Edson Araújo Biologia (PSL)

  3 Direito Direito

  Gardênia Castelo Contabilidade

  4 (PSDB) Jornalismo psicologia

  Fonte do autor Isto posto, o que temos são perfis de assessorias majoritariamente com formação superior (77,2%). Destes, 68,19% têm suas graduações nos cursos de profissões que parecem ajustadas aos saberes valorizados no exercício das atividades parlamentares.

  Vejamos. A assessoria da deputada Francisca Primo (PT) é composta por uma enfermeira, um advogado, um administrador e um comunicólogo. Bira do Pindaré (PT) um administrador e um comunicólogo. Zé Carlos (PT) um advogado e uma jornalista. Ou seja, a bancada do PT apresenta-se como uma equipe à princípio com formação técnica, focada ao exercício parlamentar. Seria necessário um estudo ainda mais detalhado para captar o uso (ou não) de conhecimentos considerados “técnicas” na atuação efetiva dos assessores.

  A assessoria do deputado Rubens Júnior (PC do B) é feita também por um profissional do direito e de Hélio Soares (PP) por uma profissional graduada em Secretariado Executivo. Os deputados André Fufuca e Dr. Pádua, ambos do PSD têm em suas equipes advogados, assim como Antônio Pereira (DEM). A assessora do deputado Roberto Costa (PMDB) é fisioterapeuta. Já a assessoria da deputada VianeyBringel (PMDB) é mais focada nas estritas atividades do gabinete parlamentar, um é administrador o outro é advogado. Também assim é a composição da assessoria parlamentar do deputado HemetérioWeba (PV) -onde seus assessores são administradores, sendo que um é habilitado em Recursos Humanos- e do Jota Pinto (PEN)

  • – onde suas assessoras são graduadas em Direito e outra é Técnica em Planejamento.

  Carlos Amorim (PDT), Léo Cunha (PSC), Marcos Caldas (PRB) e Raimundo Louro (PR) têm em comum na composição de suas assessorias os profissionais graduados em Direito, Pedagogia e Administração, a diferença fica por conta que na assessoria de Raimundo Louro na qual há mais um assessor formado em contabilidade.

  Já as equipes dos deputados Cleide Coutinho e Marcelo Tavares, apesar de ambos pertencerem ao mesmo partido político, o PSB, suas assessorias são bem diversificadas, visto a única interseção estar em ambas possuírem um profissional de Direito.

  As assessorias dos deputados Edson Araújo (PSL) e Gardênia Castelo (PSDB) não fogem a máxima que contempla as áreas mais afinadas as atividades parlamentares como os profissionais de Direito, Administração, Jornalismo, Contabilidade. O ponto curioso fica por conta da função do biólogo no gabinete do

  1

  1 Sem parente Dr. Pádua

  1 PP Hélio Soares Não

  Informou

  1 Não se Aplica * Não se

  Aplica

  André Fufuca Com parente

  1 Tio

  1 Vereador

  Com parente

  Não se Aplica * Não se

  1 Irmão

  1 Ass. Parl.

  Federal

  1 Sem parente

  1 DEM Antônio Pereira Com parente

  1 Cunhado

  1 Não Informou

  Aplica

  1 PC do B Rubens Júnior Com parente

  Portanto, assim como há profissões que poderiam apontar para uma qualificação mais técnica nas equipes, não só há muitos assessores sem curso universitário e, entre aqueles que possuem cursos superiores, há um número significativo daqueles cuja formação não se relaciona imediatamente com os saberes exigidos (enfermeira, fisioterapeuta, biólogo, psicólogo...). O que pode indicar um recrutamento baseado em outros princípios ou um uso variado dessas inserções profissionais.

  2 Sem parente

  A atuação em equipes políticas pode estar relacionada a contatos prévios com o mundo da política (como pela origem em uma família com vínculos ou contatos políticos) ou, a partir do envolvimento com os parlamentares, com determinadas atividades e com a linguagem legislativa, os agentes podem desenvolver gostos ou até mesmo ambições na concorrência por postos eletivos. Os dados que seguem suscitam algumas pistas neste sentido.(quadro 8)

  Quadro 08: Parentes dos assessores na política

  PARTIDO PARLAMENTAR REDES DE

RELAđỏES QUANTIDADE PARENTESCO QUANTIDADE

TIPO DE

  ATUAđấO QUANTIDADE PT

  Francisca Primo Com parente

  2 Irmão

  1 Vereadores

  2 Irmão

  1 Sem parente

  1 Bira do Pindaré Com parente

  1 Irmã

  1 Vereador

  1 Sem parente

  3 Zé Carlos Com parente

  1 Pai

  1 Sec. Adj. De Educação

  • Sem parente
  • PSD
  • Sem parente

  Sem parente

  2 Vereador

  Não se Aplica * Não se Aplica * Sem parente

  2 PDT Carlos Amorim Com parente

  1 Primo

  1 Candidato a Prefeito

  1 Sem parente

  2 PRB Marcos Caldas Com parente

  1 Irmão

  1 Sem parente

  3 Sem parente Irmã

  1 Ass.

  Parlamentar

  1 PSC Léo Cunha Com parente

  Não se Aplica * Não se Aplica * Sem parente

  3 PR Raimundo Louro Com parente

  1 Pai

  1 Deputado

  1 PEN Jota Pinto Com parente

  Parlamentar

  PMDB

  1 Sem parente

  Roberto Costa Com parente

  1 Cunhado

  1 Ass. Jurídico

  1 Sem parente VianeyBringel

  Com parente

  1 Pai

  1 Não Informou

  1 PV HemetérioWeba

  2 Ass.

  Com parente 1 1o, 3o e 4o graus não especificados

  4 Planejamento e execução de ações públicas

  4 Não Informou

  1 Edilázio Júnior Com parente

  Não se Aplica * Não se

  Aplica

  2 PTB Manoel Ribeiro Com parente

  2 Irmão

  1 Fonte do autor Dos cinquenta e sete entrevistados, 40,36% declararam que possuem parentes atuando, de alguma maneira, em domínios político. A grande maioria destes, 43,48%, é parente de vereadores. Fica explícito nesta passagem que, de alguma maneira, os assessores recrutados, em 40,36% dos casos, pode ter sido através de contatos e relações no meio político, visto que boa parte dos vereadores, sobretudo no interior do estado, atua como um ‘líder político’, com boa “base eleitoral”. É bem provável que exista uma espécie de recompensa, troca de favores, fidelização ou prospecção à “cabos eleitorais”, mas os dados não permitem afirmar isso ou venham consistir sustentação empírica.

  Vice-prefeito

  1 Vereador

  Agricultura

  2 Sec.

  10 Sem parente

  2 Órg. Públicos

  2 Não informou

  2 PSDB Gardênia Castelo Com parente

  1 Vereador

  4 Primo e Irmão

  1 Sem parente

  1 Prefeito

  2 Tio

  1 PSL Edson Araújo Com parente

  3 Irmão e Pai

  1 Sem parente

  1 Sem parente

  1 Candidato a Prefeito

  2 Primo

  1 Marcelo Tavares Com parente

  1 Deputada

  2 Tia

  1 Sem parente

  1 Vereadora

  2 Mãe

  Com parente

  1 PSB Cleide Coutinho

  2 Vereador

  2 Irmão

  1 Seis dos assessores do PT não têm parentes na política, quatro declararam que sim, sendo: um é primo de políticos, um é irmão, um é filho de político e um não declarou o parentesco. Os cargos exercidos pelos parentes são três vereadores, sendo um filiado ao do PT, um ao PR e um ao PSD; e um secretário de educação do município de Guimarães, este filiado ao DEM. O assessor do PC do B informa que não possui parentes na política. E o do PP absteve-se. Já no PSD dois assessores afirmam ter parentes atuando na política. Um é primo de vereador do qual não sabe a que partido pertence e o outro é irmão do que ele declarou ser “adjunto na câmara dos deputados”, filiado ao PP. A assessora do DEM é cunhada de político vinculado ao PC do B, porém não declara qual atuação deste. Os assessores do PMDB têm parentes que atuam na política da seguinte maneira: um é cunhado de um assessor jurídico sem partido; um é filho de alguém que atua na política, mas não especificou como atua, parente este filiado ao PSD.

  Quanto aos parentescos no meio político dos assessores do PV, dois afirmam não possuírem, um não respondeu e um afirma ter quatro parentes atuando no meio político. Sendo estes parente s em “primeiro, terceiro e quarto grau. Atuam no planejamento e execução de ações públicas”. Estes são filiados ao PV, PPS, DEM e PDT. Os assessores do PTB têm parentes na política, ambos são irmãos que também são assessores políticos, porém não informaram em que esfera. As duas assessoras do PEN afirmam não terem parentes atuando no campo político. Dos três entrevistados do PDT apenas um tem parente atuando no campo político, ele relata que um “primo de segundo grau” pleiteava à época o cargo de prefeito pelo PHS, porém, não informou em qual município concorria.

  Dos assessores do PRB, um deles afirma não possuir parentes no meio político, outro declara ter dois parentes: um irmão e outro parentesco não especificado, sendo que o primeiro a época da aplicação dos questionários concorria ao cargo de vereador, enquanto o último exerce o cargo de assessor especial legislativo. Em ambos os casos não especifica os locais de atuação, porém, todos filiados ao PP. Dos assessores do PSC, um deles afirma não ter parentes atuando no campo político, enquanto os outros dois abstiveram-se. Já os assessores do PR apenas um deles afirma ter parentes atuando na política. Este possui o pai e dois irmãos. Cujas atuações são deputado, vereador e vice-prefeito. Seus parentes estão vinculados aos partidos políticos PRB, PSDC e PR.

  Dos nove assessores do PSB, cinco assessores declaram não terem parentes no campo político, enquanto quatro afirmam que possuem parentes atuando na política, sendo assim descrito: “a mãe”, “a deputada é minha tia”; meu “primo de segundo grau” e o que declarou que “o irmão e o pai que foi vereador com vinte anos de mandato”. Estes parentes atuaram e/ ou atuam como: “já foi vereadora”; “deputada”; “candidato a prefeito no interior” e “o pai já foi vereador e o irmão na secretaria patrimonial do município”. Os partidos aos quais estes parentes são filiados, um é ao PSB, quanto aos outros acreditamos que os entrevistados não tenham entendido a pergunta, visto que não responderam coerentemente.

  Já dos seis os assessores do PSL, apenas dois têm parentes atuando na política: um é sobrinho de um prefeito filiado ao PSB e o outro tem um primo e um irmão que são vereadores, sendo um do PMN e outro do PMDB. Dois assessores do PSDB afirmam ter parentes atuando de alguma forma na área política, porém, sem especificar o grau de parentesco; responderam: “um, secretário de agricultura” e “dez pessoas, trabalhando em órgãos públicos”, ambos não especificaram se seus parentes são filiados a partido político nem quais seriam.

  A abordagem subsequente é referente à participação e atuação dos assessores em movimentos sociais. Como veremos a seguir 38,60% dos entrevistados participam de alguma maneira em movimentos sociais, sejam estes sindicais, religiosos, culturais e/ou político-partidários. 50, 88% deles afirmam categoricamente que não participam de nenhum tipo ou modalidade de movimentos sociais, enquanto 5,27% omitiram esta informação. Com relação aos sinalizaram afirmativamente, suas atuações são explicitadas no quadro 9 e 10, da forma que se segue. Quadro 09: Participação Em Movimentos Sociais

PARTIDO PARLAMENTAR Participa Não Participa Não Informou

  Francisca Primo

  1

  3 PT Bira do Pindaré

  4 Zé Carlos

  1

  1 PC do B Rubens Júnior

  1 PP

  1 Hélio Soares

  1 André Fufuca

  PSD

  Dr. Pádua

  2 DEM Antônio Pereira

  1

  1 Roberto Costa

  PMDB

  2 VianeyBringel

  1

  1 HemetérioWeba

  PV

  Edilázio Júnior

  1

  1 PTB

  2 Manoel Ribeiro

  PEN

  2 Jota Pinto

  PDT

  Carlinhos Amorim

  2

  1 PRB Marcos Caldas

  1

  1 PSC

  1

  2 Léo Cunha

  PR

  1

  2 Raimundo Louro Cleide Coutinho

  4 PSB Marcelo Tavares

  3

  2 PSL

  2

  4 Edson Araújo

  PSDB

  2

  2 GardêniaCastelo

  Fonte do autor

  4 Quadro 10

  • – Atuação em Movimentos sociais

  ATUAđấO EM MOVIMENTOS PT PcdoB PP PSD DEM PMDB PV PTB PEN PDT PRB PSC PR PSB PSL PSDB SOCIAIS

  Líder comunitário

  2 Sec. Combate Racismo

  1 (PT)

  Conselho Tutelar

  1 Movimento Estudantil

  2

  1 Não Informou

  1

  1

  1

  1 Igreja Católica

  1 PC do B de Axixá

  1 Religioso

  1 Político- partidário 4

  1

  1

  1

  1

  1 Produtor Cultural (PT)

  1 Movimento de Greve

  1 (EMATER)

  Igreja Evangélica

  1

  1

  1 Movimento Cultural

  2 Não Especificado

  1

  1 Não se Aplica*

  3

  1

  2

  3

  1

  2

  2

  2

  6

  4

  2 Fonte do autor Dos assessores do PT, sete já participaram ou participam de movimentos sociais sendo que dois declararam-se líderes comunitários, três foram do movimento estudantil, um da secretaria de combate ao racismo dentro do próprio partido e um do conselho tutelar. O assessor do PC do B participa de movimento social desde 1979, mas não informou se movimento religioso, cultural, comunitário e/ou estudantil.

  O assessor do PP nunca participou de movimentos sociais. No PSD apenas um declarou participar de movimento social cuja participação se dá através de engajamento junto a Igreja Católica. Já o assessor do DEM afirma participar de movimentos sociais com foco político visto que é militante do PC do B em Axixá. O PMDB traz assessores que declararam não participar de movimentos sociais. No PV dois participam ou já participaram de movimentos sociais, sendo um no movimento religioso e outro no movimento político partidário; um não respondeu e ou nunca participou.

  Os assessores do PTB participam e/ou participaram de movimentos sociais, um através da produção cultural no PT e o outro se limitou a responder apenas “no período atual”. Já os assessores do PEN afirmam que nunca participaram de movimentos sociais. Dos assessores do PDT um não respondeu; um afirma ter participado do movimento estudantil e hoje atua na pastoral da juventude, em movimentos populares ruralistas e sindicais; e um diz participar de movimentos políticos partidários.

  O PRB apenas um declara ter participado de movimentos sociais como a greve dos servidores da EMATER em 1997 e atualmente participa do movimento de renovação carismática da Igreja Católica. Já dos assessores do PSC penas um afirma participar de movimento social, este, através da Igreja Evangélica. E dos assessores do PR também um único declara participar de movimentos sociais, este

  O PSB apresenta assessores onde seis deles declararam que não participam de movimentos sociais, enquanto três afirmaram positivamente e declararam atuar da seguinte maneira: no “centro cultural Tribo Folia, acontece durante todo o ano tá com 10 anos”; “religioso, igreja evangélica” e “participação em movimentos culturais (folclore)”.

  Dos assessores do PSL quatro afirmam não participar de movimentos sociais, enquanto dois declararam participar de movimentos sociais, um como membro da Igreja Evangélica e um outro como sendo o exercício de sua função, “assessor parlamentar”.

  Por fim, o PSDB traz assessores onde dois deles afirmam não participarem de movimentos sociais, enquanto os outros dois afirmam participar de movimentos de 2007 a 2009, sem especificar em que área e outro não respondeu como atua ou atuou.

  No tocante a participação político-partidária eleitoral temos que, em 38,60% são filiados a partidos políticos. Mais da metade, 54,39% dos assessores não possuem filiações partidárias e 7,02% abstiveram-se em responder a esta indagação. Como veremos a seguir, dos 38,60%, a grande maioria. Perfazendo 27,27% dos assessores são filiados ao PT; filiados ao DEM, PHS e ao PDT são 9,09%, cada partido e filiados ao PP, PTB, PSC, PR, PSB, PSL, PSB, PSDB e ao PV possuem 4,54% cada um.

  Bom, independente disto, o que se segue são quadros que pontuam sobre participação e atuação dos assessores da ALEMA junto a partidos políticos e suas pretensões políticas-eleitorais. (Quadro 11)

  • Já concorreu em eleições
  • Já concorreu em eleições

  Sem Filiação

  Sem Filiação

  1 Nunca concorreu em Eleições

  1 Vianei Bringel Com Filiação

  1 Não Informou

  Já concorreu em eleições

  1 Sem Filiação

  1 Nunca concorreu em Eleições

  1 PV HemetérioWeba

  Com Filiação

  Sem Filiação

  2 Nunca concorreu em Eleições

  2 Edilázio Júnior Com Filiação

  1 PV Já concorreu em eleições

  1 Nunca concorreu em Eleições

  1 PMDB Roberto Costa

  2 PTB Manoel Ribeiro Com Filiação

  2 PT- 1; PTB-1

  Já concorreu em eleições Sem Filiação Nunca concorreu em Eleições

  2 PEN Jota Pinto

  Com Filiação

  Sem Filiação

  2 Nunca concorreu em Eleições

  2 PDT Carlos Amorim Com Filiação

  3 PDT- 2; PHS- 1

  Já concorreu em eleições

  2 Sem Filiação Nunca concorreu em Eleições

  1 PRB Marcos Caldas Com Filiação

  Sem Filiação

  2 Nunca concorreu em Eleições

  Com Filiação

  Sem Filiação Nunca concorreu em Eleições

  2 PSC Léo Cunha PSC

  Sem Filiação

  Quadro 11- Participação político-partidária

  PARTIDO PARLAMENTAR PARTICIPAđấO POLÍTICO- PARTIDÁRIA

QUANTIDADE PARTIDO

FILIADO

  ATUAđấO POLễTICO- PARTIDÁRIA-ELEITORAL QUANTIDADE PT

  Francisca Primo Com Filiação

  Sem Filiação

  4 Nunca concorreu em Eleições

  4 Filiação Atual Bira do Pindaré

  Com Filiação

  4 PT- 4 Já concorreu em eleições

  Sem Filiação Nunca concorreu em Eleições

  4 Filiação Atual

  4 Zé Carlos Com Filiação

  1 PT Já concorreu em eleições

  1 Nunca concorreu em Eleições

  1 DEM Já concorreu em eleições

  2 Filiação Atual

  1 PC do B Rubens Júnior Com Filiação

  1 DEM Já concorreu em eleições

  Sem Filiação Nunca concorreu em Eleições

  1 PP Hélio Soares Com Filiação

  1 PP Já concorreu em eleições

  Não Informou Sem Filiação Nunca concorreu em Eleições

  PSD

  André Fufuca Com Filiação

  Sem Filiação Nunca concorreu em Eleições

  1 Não Informou

  1 Dr. Pádua Com Filiação Já concorreu em eleições Sem Filiação

  2 Nunca concorreu em Eleições

  2 DEM Antônio Pereira Com Filiação

  • Já concorreu em eleições
  • Já concorreu em eleições
  • Já concorreu em eleições
  • Já concorreu em eleições

  3 Sem Filiação

  2 Nunca concorreu em Eleições

  1 Com Filiação

  2 Já concorreu em eleições

  PR Raimundo Louro PHS-

  2 Sem Filiação 1 1;PR-1 Nunca concorreu em Eleições Com Filiação Já concorreu em eleições

  • Cleide Coutinho

  4 Sem Filiação

  4 Nunca concorreu em Eleições

  PSB

  1 Com Filiação

  1 Já concorreu em eleições Marcelo Tavares PSB

  4 Sem Filiação

  4 Nunca concorreu em Eleições Com Filiação

  1

  1 Já concorreu em eleições

  PSL Edson Araújo Sem Filiação PSL

  3 Nunca concorreu em Eleições

  5 Não Informou

  2 Com Filiação

  2 Já concorreu em eleições PSB-

  PSDB Gardênia Castelo Sem Filiação

  1 1;PSDB-1

  Nunca concorreu em Eleições

  4 Não Informou

  1 Fonte do autor Quando pensamos as filiações partidárias, especialmente no caso específico do Partido dos Trabalhadores, o que nos chama a atenção é que tendo o

  PT uma tradição de engajamento, ainda assim, apenas a metade dos assessores tem filiação partidária, ou seja, cinco assessores não têm filiação alguma. Os que declaram sua filiação, todas, obviamente, são junto ao partido dos trabalhadores. O assessor do PC do B é filiado ao DEM. O assessor do PP diz ser filiada ao próprio PP. Já os assessores do PSD não são filiados a partidos políticos, assim como o assessor do DEM. No PMDB os assessores afirmam não ter filiação alguma, um não declara filiação partidária; e um é filiado ao DEM, mas antes, no período de 2003 a 2011 fora filiado ao PTB. No PV três deles não são e nem nunca foram filiados a partidos políticos. Um hoje é filiado ao PV, mas já pertenceu ao PDT. Os assessores do PTB são filiados a partidos políticos, um ao PT o outro ao PTB. Já os assessores do PEN não são nem nunca foram filiados a partidos políticos.

  Os assessores do PDT afirmam que são filiados a partidos políticos sendo dois ao PDT e um ao PHS. Os partidos que já foram filiados são: um não foi filiado a partido político anteriormente; um já pertenceu ao PSB no período de 1996 a 2000; e um já foi do MDB, PMDB e PSDB. No PRB os assessores dizem não serem filiados a partidos políticos. O PSC apresenta apenas um assessor que se declara filiado a partido político, ao próprio PSC. Já o PR tem dois assessores filiados, um ao PHS e outro ao próprio PR. Das duas assessorias do PSB, apenas um assessor afirma ser filiado, neste caso ao próprio PSB. Dos seis assessores do PSL apenas um é filiado, também este ao partido do parlamentar ao qual presta serviços. E, no PSDB, dois deles são filiados um ao partido da chefe e outro ao PSB.

  Ao recortarmos as possíveis vinculações prévias dos assessores ao mundo político, seja por influência familiar e/ou engajamentos em movimentos sociais ou partidários, visamos indicar algumas pistas para entender as entradas dos agentes nos gabinetes parlamentares.

  Das três assessorias do PT, as equipes de Bira do Pindaré e Francisca Primo apresentam assessores com atuação em movimentos sociais e políticos partidários. Outra similaridade entre as assessorias do Partido dos Trabalhadores é que em todas elas existem pelo menos um assessor com parentes atuando no espaço político. Outro ponto é que, com exceção da assessoria de Francisca Primo, todas as outras possuem assessores filiados ao próprio PT.

  As equipes dos parlamentares do PSD possuem as seguintes similaridades: seus assessores não são filiados a partidos políticos e em ambas há assessores com parentes atuando, de alguma maneira, na política. A diferença encontrada é apenas no tocante a participação em movimentos sociais, visto que o assessor do André Fufuca afirma participar de movimentos ligados a igreja católica.

  Entre as assessorias do PMDB os pontos em comum estão em ambas não possuírem assessores com atuação em movimentos sociais e possuírem parentes atuando na política. A exceção está na assessoria de VianeyBringel possuir uma assessor filiado a DEM.

  As equipes do PV apresentam similaridade na questão dos movimentos sociais, visto que as duas possuem assessores que participam destes. Apenas a equipe de Edilázio Júnior tem assessor filiado a partido político, este ao PDT. No tocante aos parentes atuando na política, só um assessor de HemetérioWeba afirma possuir, porém, não especifica como atuam esses parentes.

  As equipes que compõem as assessorias do PSB apresentam discrepâncias quanto à atuação em movimentos sociais, visto só a equipe de Marcelo Tavares apresenta assessores ligados a movimentos, neste caso específico, dois assessores são ligados a movimentos culturais. Outro ponto divergente é que também só na equipe de Marcelo há assessor filiado a partido político, neste caso ao PSB. A única interseção no caso das assessorias do PSB concerne em ambas possuírem assessores com parentes atuando no campo Assim, observamos que independente da corrente política adotada pelos partidos ao qual pertencem os parlamentares se impõe de maneira livre quando o assunto é o recrutamento de suas equipes. Como vimos, muitos podem ter realizado sua seleção a partir do próprio partido, ou de movimentos sociais ao qual por ventura possam pertencer ou simplesmente recorrer a sua base de relações pessoais, parentais e/ou políticas para comporem suas assessorias.

  De um modo geral, são diversificadas as composições, consequentemente, as atuações das equipes de assessores. Regimentalmente todas elas são compostas por dezenove cargos que vão desde os cargos de secretária e motorista, até os cargos de técnico legislativo especial. Porém, nem todas as colocações são exercidas apenas no âmbito da ALEMA. Há assessores que atuam só nas “bases”, os que atuam só na ALEMA e os que atuam em ambos e, existem ainda os que atuam como uma espécie de consultores políticos e que não atuam diretamente em nenhuma das áreas supracitadas. Uma de suas principais funções é viabilizar e/ou estreitar a relação entre prefeitos, vereadores e “líderes” políticos com o deputado. Analisam cenários locais e sugerem posturas e modos de atuação ao parlamentar. Vale ressaltar que esta figura “profissional” não compõe a maioria das assessorias, pelo menos ao que se refere à execução dos saberes na prática das funções exercidas.

  Basicamente é mais comum observamos a divisão do trabalho da seguinte maneira: A secretária, responsável por agendamento de atendimentos e recepção do público. O motorista. O office boy. O assessor jurídico é responsável por toda a demanda jurídica que lhe for designada, digo isto, pois as demandas veem desde assuntos ligados diretamente ao parlamentar até recomendações de atendimento para auxílio em questões particulares de eleitores, entidades ou classes. O assessor de comunicação responsável pela divulgação das ações do parlamentar através de releases, notas, atualização de site, publicação de ‘jornal

  5

  , além da manutenção e alimentação das redes sociais e etc. O carta branca’ assessor político responsável pelo acompanhamento quando no andamento dos 5 processos e solicitações junto às secretarias e em todas as esferas de poder onde

  Publicação sem periodicidade determinada com matérias sobre a atuação do parlamentar e divulgação de assuntos que promovam positivamente o parlamentar. houver demanda, acompanhar em consultas ou internações os eleitores que chegam das “bases”. O chefe de gabinete é, de maneira geral, a figura de relação mais estreitada com o parlamentar A ele cabe os assuntos de maior segurança; é dele a responsabilidade de revisar e opinar sobre todo o material publicitário e jornalístico; é responsável pela compra de material de escritório, contratação de pessoal e todas as ações de alçada de um recursos humanos; supervisionar e orientar as atuações dos demais; representar o parlamentar em reuniões ou em eventos público e políticos, não raro sua atuação ser conjunta ou mesmo acumulada com as funções do assessor político. Aliás, o acumulo de funções é corriqueiro no corpo das assessorias parlamentares.

  Quadro 12: Pretensões Políticas

  Com Pretensões

  Sem Pretensões

  PMDB Roberto Costa

  1 Com Pretensões

  Sem Pretensões

  DEM Antônio Pereira

  Não Informou Com Pretensões

  Dr. Pádua Sem Pretensões

  Não Informou Com Pretensões

  André Fufuca Sem Pretensões

  PSD

  Sem Pretensões Não Informou

  PARTIDO PARLAMENTAR PRETENSÕES POLÍTICAS QUANTIDADE PT

  PP Hélio Soares

  Com Pretensões

  Sem Pretensões Não Informou

  PC do B Rubens Júnior

  2 Com Pretensões

  1 Zé Carlos Sem Pretensões

  3 Com Pretensões

  2 Bira do Pindaré Sem Pretensões

  2 Com Pretensões

  Francisca Primo Sem Pretensões

  1 Com Pretensões

  1 Sem Pretensões Vianei Bringel

  1 Com Pretensões

  2 Sem Pretensões HemetérioWeba

  Com Pretensões

  PV

  1 Sem Pretensões Edilázio Júnior

  1 Com Pretensões

  2 Sem Pretensões

  PTB Manoel Ribeiro

  Com Pretensões

  2 Sem Pretensões

  PEN Jota Pinto

  Com Pretensões Sem Pretensões

  1 PDT Carlos Amorim Com Pretensões

  2 Sem Pretensões

  1 PRB Marcos Caldas Não Informou

  1 Sem Pretensões

  3 PSC Léo Cunha Com Pretensões

  Sem Pretensões

  1 PR Raimundo Louro Com Pretensões

  2

  4 Sem Pretensões

  Cleide Coutinho Com Pretensões

  PSB

  Marcelo Tavares

  3 Sem Pretensões

  Com Pretensões

  3 Sem Pretensões PSL Edson Araújo

  3 Com Pretensões

  4 Sem Pretensões PSDB Gardênia Castelo

  Com Pretensões

  1 Sem Pretensões PDT

  Carlos Amorim

  2 Com Pretensões

  1 Sem Pretensões PRB

  Marcos Caldas

  1 Não Informou

  3 Sem Pretensões PSC Léo Cunha

  Com Pretensões

  Sem Pretensões

  1 PR Raimundo Louro . Com Pretensões

  2 Sem Pretensões

  3 PSL Edson Araújo Com Pretensões

  3 Sem Pretensões

  4 PSDB Gardênia Castelo Com Pretensões

  Fonte do autor No tocante as pretensões políticas (Quadro 12), com 64,91% a grande maioria dos assessores afirmam não terem pretensões eleitorais. 24,56% afirmam possuírem o desejo de, futuramente, ingressar a carreira política-eleitoral. E, 10,53% negação a pergunta, quanto a abstenção dela. É possível a hipótese de negação ou ‘sonegação’ a esta informação por medo de represália do chefe? Receio a rechaças? Teriam alguns parlamentares ojeriza a assessores que agrupem condições que possam ser vistas enquanto ameaça ao posto? Bom, são indagações sem resposta concisa nesta pesquisa, mas que, de alguma maneira representam um dado.

  O quadro 13 vem apresentar uma espécie de mapa das atuações dos assessores da ALEMA, como podemos visualizar a seguir.

  Quadro 13: Atuação na ALEMA

  0 Não

  1 PSD André Fufuca

  Sim Não se Aplica

  Cargo Comissionado Sim

  Não Informou

  Não se Aplica

  Servidor Não

  1 Não Informou

  1 Não Dr. Pádua

  Sim

  1 Elis de Almeida Cargo Comissionado

  1 Sim Não se

  Aplica Servidor

  1 Não

  1 Não Informou

  2 PMDB Roberto Costa

  1 Não Informou

  Sim Não se Aplica

  Cargo Comissionado

  1 Sim Não se

  Aplica Servidor

  Não

  1 Não Informou

  0 Não

  1 VianeyBringel Sim

  1 Mauro Jorge Cargo Comissionado

  2 Sim Não se

  Aplica Servidor

  Não

  1 Não Informou

  0 Não

  1 Não

  Não

  PARTIDO PARLAMENTAR TRABALHOU ANTERIORMENTE NA ALEMA? COM QUAL PARLAMENTAR? VÍNCULO EMPREGATÍCIO EXERCÍCIO OU FUNđấO FORA DE GABINETE SETOR PT

  3 Zé Carlos Sim

  Francisca Primo Sim

  1 Lima Cargo Comissionado

  3 Sim Não se

  Aplica Servidor

  1 Não

  3 Não Informou

  0 Não

  4 Bira do Pindaré Sim

  1 Dutra Cargo Comissionado

  4 Sim

  1 Articulação Política

  Servidor Não

  3 Não Informou

  0 Não

  Não se Aplica Cargo Comissionado

  Aplica Servidor

  Aplica Servidor

  Sim Não se

  Não se Aplica Cargo Comissionado

  1 PP Hélio Soares Sim

  0 Não

  1 Não Informou

  Não

  1 Sim Não se

  2 Sim Não se

  Não se Aplica Cargo Comissionado

  2 PCDO B Rubens Jr. Sim

  0 Não

  2 Não Informou

  Não

  Aplica Servidor

  1 PV HemetérioWeba

  Sim Não se Aplica

  2 Sim Não se

  2 PDT Carlinhos Amorim Sim

  2 Aderson Lago Cargo Comissionado

  2 Sim

  1 Divisão Legislativa

  Servidor

  1 Não

  1 Não Informou Outro

  0 Não

  2 PRB Marcos Caldas Sim

  Não se Aplica Cargo Comissionado

  Aplica Servidor

  2 Outro

  Não

  2 Outro

  0 Não

  2 PSC Léo Cunha

  Sim

  2 Penaldon Jorge - 2 Cargo Comissionado

  3 Sim Não se

  Aplica Servidor

  Não

  1 Outro

  0 Não

  0 Não

  Não

  Cargo Comissionado

  2 Não Informou

  2 Sim Não se

  Aplica Servidor

  Não

  2 Não Informou

  0 Não

  2 Edilázio Júnior Sim

  Não se Aplica Cargo Comissionado

  2 Sim Não se

  Aplica Servidor

  Não

  0 Não

  Aplica Servidor

  2 PTB Manoel Ribeiro

  Sim

  1 Helena Heluy Cargo Comissionado

  1 Sim Não se

  Aplica Servidor

  Não

  1 Outro

  1 Não

  2 PEN Jota Pinto Sim

  Não se Aplica Cargo Comissionado

  2 Sim Não se

  3 Fonte do autor PR Raimundo Louro

  Sim

  6 Outro

  3 Presidência

  PSL Edson Araújo

  Sim Não se Aplica

  Cargo Comissionado

  4 Sim Não se

  Aplica Servidor

  1 Não

  1 Não

  5 Não Informou

  6 PSDB Gardênia Castelo Sim

  1 Edivaldo Holanda Cargo Comissionado

  3 Sim

  1 Assessoria, não especificado

  Servidor Não

  3 Outro

  1 Não

  0 Não

  Não

  1 Fátima Vieira Cargo Comissionado

  Cargo Comissionado

  2 Sim Não se

  Aplica Servidor

  Não

  2 Outro

  1 Não

  3 PSB Cleide Coutinho

  Sim Não se Aplica

  4 Sim Não se

  2 Cerimonial Servidor

  Aplica Servidor

  Não

  4 Não Informou

  0 Não

  4 Marcelo Tavares Sim

  Não se Aplica Cargo Comissionado

  4 Sim

  3 Dos dez assessores que trabalham com os parlamentares petistas, dois já trabalhavam anteriormente no parlamento, sendo que um com o deputado Domingos Dutra, no período entre 1993-1994; e outro com os deputados Guterres, Lima e J. Genésio, este último trabalha como assessor no âmbito da ALEMA desde 1982.

  O vinculo empregatício se dá sendo nove através de cargo comissionado de livre exoneração e um servidor efetivo. Destes apenas um já exerceu função na ALEMA fora dos gabinetes, declarou ser lotado na articulação política, setor hoje inexistente. O quadro de funcionários é assim declarado: um assessor parlamentar, um assessor administrativo, um assessor, um digitador, um ‘articulação política’, um técnico parlamentar, um recepcionista, dois assessores de comunicação e um que declara fazer “de tudo um pouco de motorista a assistente”.

  As atividades exercidas antes do exercício de assessor parlamentar eram as seguintes: um Técnico em Enfermagem; um Jornalista; um Comerciante; um Vistoriador de Seguro de Automóveis; uma Conselheira Tutelar, Técnico Administrativo, operadora de caixa e doméstica; um vendia chocolates artesanais que produzidos pela mãe, venda de produtos de revista, assessoria de comunicação de sindicatos; um comércio e professor; um trabalhou na prefeitura de Guimarães, Paço do Lumiar e no Partido dos Trabalhadores, PT Regional; um sempre trabalhou com assessoria de comunicação em empresas públicas e privadas. Também realizou trabalhos vinculados a pesquisas científicas; outro é técnico em contabilidade, motorista da superintendência da Caixa Econômica Federal.

  O assessor do PC do B afirma que nunca trabalhou na ALEMA antes, exerce cargo comissionado, a circunstância que exerceu contato com o parlamentar foi no âmbito do governo estadual e junto a movimentos sociais, não especificados. Segundo o entrevistado, ele acumula as funções de comunicação, marketing e articulação política. E, antes da atual função trabalhou com

  “comunicação, imagem, secretário de estado, assessor de governador, comercial e administrativo na iniciativa priva da”.

  O assessor parlamentar do PP nunca trabalhou anteriormente na ALEMA. Não responde sobre seu vínculo empregatício como também não informa qual função de atuação dentro do gabinete. Exerceu anteriormente a função de auxiliar administrativo.

  Dos assessores do PSD, apenas um deles já trabalhou anteriormente na parlamentares, mas, só citou Elis de Almeida. Os outros, um é cargo comissionado e o outro não declarou, ambos não trabalharam anteriormente no parlamento estadual. As atuações dentro da equipe são as seguintes: um é secretária; um assessor (técnico parlamentar) e o outro declara ser técnico parlamentar para a elaboração de projetos, indicações e acompanhamento de processos. As atividades exercidas antes da atual um não declarou, um foi funcionários da “TV Mirante, CAF (casa de agricultura familiar), procuradoria geral do município, projeto saúde na escola” e um “já trabalha há 25 anos na casa, com outros deputados, inclusive com alguns que já morreram”.

  A assessoria do DEM afirma que nunca trabalhou na ALEMA antes da oportunidade atual. Aparentemente não compreendeu a pergunta sobre seu vínculo empregatício e declara atuar como assessora. Afirma já ter trabalhado como secretária e na elaboração de projetos.

  Da assessoria do PMDB, dois declaram nunca antes ter trabalhado na ALEMA, enquanto que um deles afirma já ter trabalhado anteriormente com o deputado Mauro Jorge. Os três exercem função enquanto cargo comissionado e nunca trabalharam fora do âmbito de gabinetes parlamentares.

  Dos assessores do PV, nenhum dos quatro trabalhou anteriormente na ALEMA anteriormente, todos são cargos comissionados e nunca, nenhum deles, exerceu função fora dos gabinetes. Hoje estas equipes são compostas desta forma: “Serviços Burocráticos”; “Assessoria de comunicação- atendimento da imprensa, produção de vídeos etc. Redes sociais; atendimento, serviços de expediente e coordenador parlamentar”. Das funções que já exerceram antes de serem assessores f oram: “assessoria de imprensa, publicidade, reportagem”; “secretária de escritório de advocacia”; “repórter fotográfico” e um não respondeu.

  Da assessoria do PTB, um afirma que nunca havia trabalhado na ALEMA, o outro trabalhou no período de 2002 a 2010 com Helena Heluy. Os vínculos empregatícios declarados são: um é cargo comissionado e outro se declara

  “cargo requisitado”. Nenhum deles exerceu atividade fora dos gabinetes. As funções que hoje exercem são: um é assessor parlamentar o outro

  “comunicação”. As atividades exercidas anteriormente eram de um “mercado tradicional” e da outra “produtora, secretaria executiva da secretaria de município, supervisora de projetos, etc.

  ”. Já assessoria parlamentar do PEN afirma que elas jamais trabalharam gabinetes. Ambas têm vínculo empregatício como cargo comissionado. Atualmente atuam da seguinte maneira: uma como “assessora parlamentar- organizar reuniões, atendimento ao público, etc” e a outra como “chefe gabinete- organizar agenda deputado, elaborar expedientes como oficio, memorando, requerimentos, dentre outras atividades inerentes ao cargo e função”. As funções que exerciam anteriormente foram assim declaradas: uma

  “no ramo da enfermagem e indústria” e a outra como “chefe departamento jurídico de um órgão estadual”. Dois dos assessores do PDT afirmam já terem trabalhado anteriormente na ALEMA visto que um é servidor efetivo e outro trabalha desde 2001 e já foi assessor dos deputados Coroba e Aderson Lago. Dois são cargos comissionados. Sendo que, obviamente, o único que já trabalhou fora de gabinete foi o servidor efetivo que atuou no setor de “divisão legislativa” como “administrador” em “vários períodos”. Atualmente suas funções são assim divididas: 1- assistente legislativo; 1- assessoramento político; 1- assistente técnico parlamentar. E suas funções anteriores eram as seguintes: administrador na área de marketing, técnico em informática, elaborador de projetos e captação de recursos, operador de sistemas; comerciário e hoje é advogado; dirigente de empresa assessoramento de gestão.

  Já os assessores do PRB afirmam que são cargos comissionados e nunca exerceram função fora do gabinete, além de não terem trabalhado anteriormente no âmbito da ALEMA. As funções que exercem são assim declaradas: uma diz

  “chefia de gabinete” e o outro “gabinete Dep. Marcos Caldas/ exerço funções de secretariado e assemelhados”. Das atividades exercidas anteriormente, declaram: “extensionista rural, assessora regional e estadual EMATER-MA, chefe de gabinete na EMATER, NEPE E FUNAC

  ” e “digitador na área de telefonia no processo de instalação de telefones”. Dois dos assessores do PSC afirmam já terem trabalhado anteriormente na ALEMA, ambos no gabinete do ex-deputado Penaldon Jorge e no mesmo período, 2007-2010. Todos são cargos comissionados e nunca trabalharam fora do ambiente de gabinete. As funções que exercem atualmente são assim expostas: “assessoria de comunicação, realizando atividade de dimensão das ações do parlamentar na mídia em geral”; “gabinete- chefia de gabinete- assistir ao deputado em suas representações políticas e sociais revisar e encaminhar os atos administrativos do gabinete, encaminhar, revisar e controlar o documento e a pelos patrimônios do gabinete” e “motorista”. Anteriormente exerciam as funções de “redator publicitário, redator de jornal impresso, diretor executivo de jornalismo/ rádio FM”; “gerente administrativo” e “vereador”.

  Já na assessoria do PR apenas um assessor afirma já ter trabalhado anteriormente na ALEMA, no “segundo semestre de 2010 no gabinete da deputada Fátima Vieira”, porém, todos são categóricos em afirmar que nunca exerceram função fora dos gabinetes parlamentares. Sobre as atividades que exercem no gabinete, assim afirmaram: “Assessoria pessoal”; “na comunicação, nas redes sociais e no site do deputado” e um não respondeu. Quanto às atividades desenvolvidas anteriormente, responderam: “recepcionista/atendente de protocolo”; “professor de ensino superior” e “SMA/SMS [secretaria municipal de administração e secretaria municipal de saúde, sem especificar os municípios] e assessor secretário de saúde da cidade do Rio de Janeiro”.

  O PSB tem uma assessoria composta por sete cargos comissionados e dois abstiveram-se a pergunta. Apenas dois dos nove assessores já trabalharam anteriormente na ALEMA, um “na diretoria, como técnico, em 2009” e um no “cerimonial, como coordenador no período de 2009 a 2010”. Atualmente declaram exercer as seguintes funções: “assessora de gabinete”; “assessora parlamentar, toda logística que envolve o deputado, desde um discurso à ir à tribuna”; “assessor”; “recepção”; “ele apoia o deputado no interior Humberto de Campos, representando- o”; “assessor”; “ gabinete, assessor” e “gabinete, assessor, parlamentar” e um não respondeu. As atividades que exerciam anteriormente foram assim expostas: “Assessor de planejamento do estado do MA, diretor de órgão estadual, conselheiro de

  órgãos estaduais e secretario municipal”; “oficial da presidência do Tribunal de Justiça. Advogada em um contrato na Defensoria Pública do Estado do MA”; “Banco do Brasil (setor de juízo atendimento)”; “gerente de operação da Telemar, área de

  call center p

  or 12 anos”; “secretária, chefe de gabinete, coordenador de CIPA, coordenador de cerimonial, assessor parlamentar”; “representante de medicamentos”; “gestor de frota em empresa privada”; “concursado do estado” e “no setor administrativo da casa civil”.

  Os assessores do PSL declararam que nenhum já havia trabalhado anteriormente na ALEMA. Quatro são cargos comissionados, um diz ser servidor efetivo e um diz ser “parceiro no interior”. Todos afirmam não terem praticado as seguintes funções: “sou assessor do deputado”; “secretário executivo”; “assessoria deputado”; “administrativo”; “função assessor parlamentar” e “sou um parceiro que fica no interior candidato a prefeito que fica no interior candidato a prefeito e a representação do deputado lá”. Das atividades que exerceram anteriormente, afirmam que foram: “advogado”; “nenhuma outra função”; “administrador”; “jogador de futebol/profissional”; “presidente da colônia dos pescadores

  , serralheiro” e “não pratiquei nenhuma outra ocupação”. Dos quatro assessores do PSDB, apenas um trabalhou anteriormente na

  ALEMA, no gabinete do deputado Edivaldo Holanda “desde janeiro de 2007”. Três declararam ser cargo comissionado enquanto um se absteve. Um deles afirma já ter trabalhado fora do âmbito de gabinetes parlamentares como assessor, em 2008, mas, não especifica em qual setor. Com relação às atividades que desempenham dois não respondeu, um diz fazer a “comunicação” e um diz exercer a função de “chefe de gabinete”. As atividades que exerciam antes eram de “designer gráfico”; “gerencia operacional de portos e elaboração de projetos sociais e econômicos” e dois não responderam.

  A seguir, são observados os períodos e circunstâncias que proporcionaram o encontro entre os assessores e os parlamentares para o qual trabalham (Anexo B). Aqui, objetivou-se captar as redes de relações mais usuais de ‘estreitamento de laços’ que fossem capazes de apontar as circunstâncias que pudessem promover o ‘recrutamento’ de uma equipe de assessoramento parlamentar no âmbito da ALEMA. (Ver quadro 14) Quadro 14: Período e circunstância que conheceu o parlamentar para o qual trabalha

  Quantos Grau de Período / Bancada Parlamentar anos Instrução Circunstância conhece

  Superior 10 anos Não Informou Superior 02 anos ALEMA

  Francisca Primo Superior 02 anos Não Informou

  PT Superior 12 anos Não Informou

  Do movimento Médio 07 anos partidário

  Bira do Pindaré

  Foi estagiária do Superior 06 anos

  Sindicato dos Bancários Superior 12 anos "diariamente"

  Médio 10 anos Não Informou Zé Carlos

  Processo de seleção Superior 02 anos convencional

  PC do B Rubens Júnior Superior 05 anos Não Informou Superior 15 anos Não Informou

  PSD Dr. Pádua Médio 02 anos "diariamente"

  DEM Antônio Pereira Superior 06 anos "horário das sessões" "Em 2010, atividades

  Roberto Costa Superior 03 anos profissionais" PMDB

  Especialista 25 anos Não Informou VianeyBringel

  Superior 02 anos "2010" HemetérioWeba Superior 10 anos Campanha política

  PV Médio 02 anos Não Informou

  Edilázio Júnior Médio 05 anos Não Informou Médio 10 anos "circunstância familiar"

  PTB Manoel Ribeiro Médio 03 anos Não Informou

  Especialista 02 anos Não Informou PEN Jota Pinto

  "circunstância de Superior 12 anos amizade"

  "através de seu chefe Especialista 02 anos de gabinete"

  "profissionalidade pela PDT Carlos Amorim Especialista 03 anos

  ALEMA" "processo político

  Especialista 10 anos eleitoral" Médio 06 anos Não Informou

  PRB Marcos Caldas "Rede de

  Especialista 15 anos relacionamento familiar e de trabalho" "Quando o mesmo

  Especialista 05 anos assumiu como suplente" PSC Léo Cunha

  Médio 02 anos Não Informou "Ele foi suplente do

  Superior 04 anos Penaldon"

  Raimundo PR Superior 35 anos "familiar"

  "no período final do Superior 02 anos mandato da Dep.

  Fátima" "Quando ele foi prefeito

  Superior 10 anos de Pedreiras" desde o "tenho grau de

  Superior nascimento parentesco" "na minha cidade, em

  Superior 30 anos Cleide Coutinho

  Caxias" Especialista 10 anos "o tempo todo" Especialista 40 anos "líder estudantil" Especialista 06 anos "desde 2005"

  PSB "Trabalhando nas

  Superior 03 anos comunidades culturais" Marcelo Tavares

  "Trabalhos associados Superior 04 anos a minha função"

  Especialista 20 anos Não Informou Médio 05 anos "Convívio do dia-a-dia" Médio 05 anos "Período Matutino"

  Superior 10 anos "Política" PSL Edson Araújo Médio 03 anos "desde 2010"

  Superior 06 anos Não Informou Médio 02 anos Não Informou

  Superior 12 anos "semanal" Superior Infância Não Informou

  Gardênia PSDB

  Castelo Superior 02 anos Não Informou Superior 20 anos Não Informou

  Como vimos 33,33% dos entrevistados não informaram período ou circunstância onde estabeleceram contato com o parlamentar para o qual trabalham, porém, neste caso, a omissão desta informação, assim em larga escala, um terço, também representa um dado importante. Fato que é ainda mais curioso visto que destes, 70,59% afirmam conhecer os parlamentares há mais de cinco anos. Em circunstâncias políticas, tais como “movimento partidário” ou “campanha política”, somam 8,77%. Em situações em decorrência de trabalhos na ALEMA, em condições diversas, são 22,80%. Em ocasiões de trabalho, amizade e/ou familiar são 17,54%. Em 1,75% dos casos os assessores foram contratados através de seleção convencional. 15,81 são respostas evasivas ou por não compreenderem a pergunta, ou por ser mais simples para ‘não responde-la’.

  Como vimos, os condicionantes do recrutamento dos assessores parlamentares na Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão (ALEMA), neste momento do trabalho foram expostas de uma maneira mais objetivista. As informações foram abordadas atendendo um caráter prescritivo desde o trato institucional desta Casa Legislativa referente à seleção das equipes políticas, até as concepções dos componentes que formam estas equipes.

  Assim, podemos observar que em vários aspectos apresentados referentes aos políticos, há em muitos exemplos pelo menos uma forma de intersecção entre o parlamentar e uma parte de sua equipe de assessores. O que quero dizer com isso é que em pelo menos uma variante pesquisada conseguiremos encontrar alguma afinidade de relação que potencialmente possa ter possibilitado e/ou facilitado o ingresso do assessor ao “time” do assessorado.

  Pois vejamos, 40,36% tem em algum grau, parentes atuando, de alguma maneira, em domínios políticos. 38,60% dos entrevistados participam de alguma modalidade de movimentos sociais, sejam religiosos, sindicais, político-partidários e/ou de classe. E, 70,59% dos assessores pesquisados declararam conhecer o parlamentar para o qual trabalha há mais de cinco anos; o que denota uma aproximação maior que o período desta legislatura. Vale ressaltar neste momento que 17,54% destes têm ligação com o parlamentar para o qual trabalham por ocasião de trabalho, amizade, e /ou familiar.

  Outro ponto a ser explicitado neste momento do nosso trabalho é que, apesar de 77,20% dos arguidos terem declarado possuírem graduação, isso não implica obrigatoriamente que tais qualificações sejam a determinante das funções que assumem. Pois vejamos, há casos exemplares como os de equipes como da deputada Francisca Primos (PT) onde atua uma enfermeira como assessora e um bacharel em administração atuando como digitador; na equipe do deputado Roberto Costa (PMDB) atua uma fisioterapeuta como assessora; na assessoria do deputado Zé Carlos (PT) um bacharel em direito atua como motorista; no grupo de trabalho do deputado Manoel Ribeiro (PTB) a pessoa que responde pela assessoria de comunicação declara ter apenas o ensino médio; o assessor da equipe do deputado Léo Cunha que exerce a função de chefe de gabinete, sendo sua graduação em assessor graduado em pedagogia, cursa direito mas exerce funções ligadas a comunicação, visto que este é o responsável pela atualização do site e da fan page do parlamentar, além de acompanhar ações através de SMS, recuperar as atuações do parlamentar registradas por áudio e vídeo e enviá-las para os canais de TV do interior.

  Estas informações abordadas neste capítulo de maneira mais objetivista servem de alicerce para a compreensão das questões subjetivistas abordadas no capítulo a seguir, pois, é neste momento que apreenderemos com segurança sobre como os assessores da ALEMA, nesta legislatura, compreendem suas interseções institucionais, suas gratificações materiais e simbólicas, além de suas compreensões gerais sobre o que vem a ser política.

  

3 PERSPECTIVAS DA ATUAđấO E CONCEPđỏES DE POLễTICA DOS

ASSESSORES PARLAMENTARES

  Este capítulo tem por objetivo apresentar algumas concepções dos agentes que formam as assessorias parlamentares acerca das atividades desenvolvidas no âmbito da ALEMA e da política. Seguimos aqui a perspectiva bourdieusiana, que é preciso romper e, ao mesmo tempo, assimilar as abordagens objetivistas e subjetivistas que, de certo modo, correspondem às adesões envolvidas ou pretensamente distanciadas de análise. Ou seja, a primeira “informa a crença na perspectiva de exterioridade (e transcendência) com relação aos objetos de estudo

  [e] geralmente é ativado um arsenal de métodos, classificações, teorias e conceitos como garantidores da isenção ou objet ividade das explicações oferecidas”; já a segunda “remete tanto às tomadas de posição explícitas sobre determinados temas e embates como às incorporações irrefletidas (nas formulações produzidas) de objetos de luta e identificação que animam os universos i nvestigados” (REIS, 2007, p. 03).

  Por esse motivo, a exposição dos perfis dos agentes segue o tratamento das suas percepções, não como forma de complementação, mas para relacioná-los entre si e observá-los no âmbito de um espaço relacional de forças. Neste sentido, as respostas às questões mais qualitativas do questionário (Anexo A) foram agrupadas visando observar as aproximações e diferenciações dos posicionamentos explicitados. (Ver Quadro 15) Quadro 15: Motivações de Pretensões Políticas

  Motivações Número %

  Vocação Pessoal 2 15,38% Missão de servir a uma causa 7 53,86% Especialização na Política 4 30,76%

  Total 13 100%

  Fonte do autor

  Como podemos observar, a maioria dos entrevistados que respondeu a esta pergunta, 53,86% declarou que teve como maior motivação para o ingresso à manifestações estão relacionadas com a busca de algum tipo de especialização política e, por fim, 15,38% seriam impulsionados por uma vocação pessoal. O quadro a seguir é uma abordagem acerca das dificuldades apontadas pelos arguidos no desenvolvimento das atividades diárias no âmbito da ALEMA.

  De modo a exemplificar as classificações deste quadro, temos as transcrições das percepções expostas pelos pesquisados quando versavam sobre suas motivações para um possível à carreira político-partidária.

  Por “vocação pessoal”, temos os assessores dos deputados Francisca Primo (PT), enfermeira que justifica sua motivação para a carreira política, porque “desde criança sempre liderou alguma coisa”, e Raimundo Louro (PR), graduado em pedagogia que aponta como motivação o anseio de “ver suas ideias sendo exercidas pelo executivo”.

  As motivações expostas, classificadas por “missão de servir a uma causa”, são as apresentadas pelos assessores dos deputados Francisca Primo (PT), graduado em Direito, que apresenta sua motivação como sendo “trabalhar em comunidades e gostar da interação com o povo”; pelo assessor da deputada Vianey Bringel (PMDB), quando justifica que quer

  “ajudar as pessoas mais necessitadas”; um componente da equipe do deputado Raimundo Louro (PR), bacharel em Direito fundamenta sua motivação na “redução das desigualdades sociais”. Dois assessores do deputado Marcelo Tavares também expõem suas motivações, aqui classificadas como “missão de servir a uma causa”. São elas: a chefe de gabinete, graduada em Biblioteconomia, quando diz que sua motivação é “trabalhar pela cultura do Estado”; e um assessor que desenvolve trabalhos como “base no interior”, quando re lata “poder ajudar sua cidade”. Por fim, os assessores do deputado Edson

  Araújo (PSL), um graduado em Direito aponta suas causas por uma maneira de “mudar a forma em que políticos usam e mostrar/fazer o que realmente é necessidade do povo”; o outro membro da equipe é graduado em Administração e exerce função de secretário executivo, este fundamenta sua excitação no desejo pelo “trabalho pelo social”.

  E, por “especialização política”, temos os assessores dos deputados Carlos Amorim (PDT), graduado em Direito, que fundamenta seus anseios por considerar “a política [como sendo] a ciência de mudança [que] é através da política que mudamos a sociedade”; o outro assessor formado em Administração, que do Brasil”. Na equipe do deputado Bira do Pindaré tem um membro que possui ensino médio, desenvolve atividade como recepcionista e fundamenta sua motivação pelo anseio em ser “vereadora em sua cidade, Guimarães (MA)”. E, por fim, o assessor do deputado Edson Araújo, graduado em Biologia, que desenvolve atividades no interior, se fundamenta na “necessidade do município ter uma boa representação”, o que denota um anseio em se tornar ou vereador ou prefeito de um município não especificado.

  O quadro 16 vem trazer as percepções dos assessores enquanto dificuldades enfrentadas no exercício e desempenho de suas funções (Anexo C).

  Quadro 16: Dificuldades no Exercício da Função

  Dificuldade Número %

  Condições de trabalho 11 40,74% Administrar relações 10 37,03% Fatores externos 6 22,23%

  Total 27 100%

  Fonte do autor Quando perguntados sobre as maiores dificuldades que os assessores perceberiam para o desenvolvimento das suas atividades, 40,74% deles apontaram como maior dificuldade as condições de trabalho. Logo em seguida, com percentual bem próximo, aparece como problema as questões referentes à administração das relações, com 37,03%, e com 22,23% dos respondentes apontam como maior dificuldade os fatores externos.

  Para exemplificar tais classificações, pontuamos alguns relatos como forma de ilustração. Assim, temos em “Condições de trabalho” que os assessores dos deputados Zé Carlos (PT), que relatou que “no aspecto comunicacional, é difícil trabalhar com acesso limitado à internet, por exemplo. Só esta questão já causa diversos problemas na minha rotina profissional. O campo político, em si, também agrega muitas demandas, mas não as encaro como dificuldades e sim como a engrenagem de que preciso para exercer a função de assessora”. Do deputado Dr. Pádua aponta como dificuldade “realizar as atividades no tempo esperado". A equipe do deputado Antônio Pereira (DEM) relata "a incapacidade que temos de atender a

  "pouco espaço e o movimento de muitas pessoas, o que dificulta a concentração". O assessor do deputado Carlos Amorim (PDT) limita em expressar suas dificuldades quando relata apenas “estrutura”. E o assessor Léo Cunha em apontar apenas “salário”. Outro assessor insatisfeito com as condições de trabalho é o da deputada Gardênia Castelo, que afirma: “gabinete pequeno, [com] falta de interesse de alguns colegas de trabalho [e] comprometimento”. Por fim, podemos trazer ainda para exemplificar esta classificação o assessor da Cleide Coutinho (PSB), que reclama da falta de “comunicação com os assessores do interior”.

  Em “Administrar relações” apresentamos como exemplos desta classificação as afirmações dos assessores dos deputados Bira do Pindaré (PT), que relata ter “dificuldades com o trato com o público em geral, como o mau humor”. Do deputado Hemetério Weba (PV) aponta como dificuldade o “relacionamento com alguns veículos”. O assessor do Carlos Amorim relata como dificuldade a “falta de reconhecimento profissional”. Na equipe do deputado Edson Araújo, um assessor aponta como entrave a “intolerância de pessoas ligadas ao meio”. No gabinete da deputada Cleide Coutinho (PSB) há um assessor que destaca o “tratamento com o público que quer sempre procurar atendimento e solução de cara. Clientelística. Normalmente, o público não pede a solicitação de algo coletivo". E no gabinete do deputado Marcelo Tavares (PSB) há um assessor que relata suas dificuldades na “incompreensão de algumas pessoas”.

  Para ilustrar a classificação “Fatores externos” temos os relatos de assessores como o da equipe do deputado Léo Cunha, que afirma haver

  "parcialidade de alguns veículos ligados a determinados grupos políticos, e que trabalham na "divulgação" apenas destes". No gabinete da deputada Cleide Coutinho (PSB), um assessor afirma que a “burocracia do sistema é ter que lidar com órgãos públicos e, às vezes, por ser oposição, o trabalho é pior, mais dificultado". Na equipe do deputado Edson Araújo, um assessor se refere à dificuldade na questão do “horário de chegada devido ao trânsito”. Também no tocante ao trânsito, assinala outro assessor do mesmo deputado quando diz:

  “transporte e distância entre minha cidade”.

  No quadro 17 são expostas as maiores gratificações (Anexo D) apontadas pelos assessores da ALEMA. Quadro 17: Gratificações no Exercício Da Função

  Gratificação Número %

  Financeira 3 6,38%

  Servir a causa 14 29,78% Reconhecimento 10 21,30% Relações

  6 12,76% Realização profissional 14 29,78%

  Total 47 100%

  Fonte do autor No agrupamento das respostas, neste ponto do trabalho, vimos que os assessores têm como as maiores gratificações a realização profissional e o serviço em prol da causa, com 29,78% cada variante. Com 21,30% estão os assessores que apontam como maior bonificação o reconhecimento de seus esforços na execução de suas atividades. Mais de trinta e sete por cento apontam, pelo quadro acima, sentirem dificuldade na administração das relações e, curiosamente com 12,76% estão os assessores que apontam como maior recompensa justamente as relações. Já 21,30% destacam o reconhecimento como recompensa e 6,38% declaram como bonificação de seus esforços nos trabalhos que desenvolvem o retorno financeiro.

  Com o escopo de ilustrar tais classificações, apresentamos alguns relatos como forma de exemplificação. Desta forma, temos as justificativas que se enquadram na classificação de “recompensa financeira”:

  O assessor do deputado Hemetério Weba (PV) aponta como recompensa “ter uma ocupação, se sentir útil”. O membro da equipe do Marcelo Tavares (PSB) relata que só “o fato de ter um emprego e estar trabalhando, só isso”, já lhe faz gratificado. Outro exemplo é um assessor da Gardênia Castelo (PSDB), quando resume sua justificativa em apenas “um bom salário”.

  As justificativas para a classific ação “Servir a uma causa” são os exemplos encontrados no gabinete da deputada Francisca Primo (PT), quando afirmam “poder sentir como cidadão que, através da política, podem eleger alguns que façam proveitos, que ajudem a população em geral e contribuam para a cidadania dos excluídos e saber que este é o diferencial”; há também o relato do assessor do Bira do Pindaré (PT), que aponta sua satisfação em "trabalhar todos os dias para defender os trabalhadores, a população maranhense. Ter ainda a convicção de que meu voto valeu a pena, pois tenho um representante da minha comunidade que dá voz ao povo na Casa Legislativa do Maranhão". Na assessoria do deputado Marcos Caldas (PRB), um membro diz: "É conseguir atingir os objetivos sociais nas minhas intervenções" e outro aponta como "Prestar serviços diferenciados para prestar serviços direcionados para o povo (mesmo que indiretamente)". O assessor do Marcelo Tavares define sua gratificação como sendo "poder beneficiar as pessoas da área rural da cidade de Humberto de Campos"; e, por fim, o relato do assessor do Edson Araújo, que afirma estar satisfeito por “poder ajudar as pessoas da minha cidade”.

  Os exemplos que podem ser citados e classificados enquanto “reconhecimento” são:

  O assessor do Hélio Soares (PP), quando explicita "Poder aplicar o que aprendi com as teorias, estar atuando dentro da área, enfim, fazendo o que gosto"; o assessor da Vianey Bringel (PMDB), quando relata “ver o material publicado ter boa repercussão”. Uma assessora do Jota Pinto (PEN), quando aponta “receber sempre elogios quanto à sua educação no tratamento com todas as pessoas que chegam ao gabinete”. O assessor do Léo Cunha (PSC) relata como sendo gratificante quando sente “satisfação de um trabalho bem feito”. O componente da equipe da Cleide Coutinho (PSB) fica satisfeito ao “contribuir com a necessidade do gabinete ter conhecido mais como funciona a política”. E ainda o assessor da Gardênia Castelo (PSDB), que fica feliz “como assessor de comunicação por produzir informações”.

  Para exemp lificar a classificação “relações”, temos os depoimentos que se seguem:

  Na assessoria do Bira do Pindaré (PT) um diz se sentir gratificado ao “trabalhar em um ambiente com pessoas agradáveis” e outra ao “conhecer pessoas... ajudar de uma forma ou de outra quem visita o gabinete, até mesmo ouvindo- o. Ajudar no mandato do deputado, que é brilhante e sério”. A equipe do Dr. Pádua (PSD) fica feliz ao “poder conviver bem com as pessoas, ser tratada bem pelos políticos e por outras pessoas”. O assessor do Edilázio Júnior (PV) se sente recompensado ao “trabalhar com uma equipe unida e um chefe calmo e compreensivo”.

  Por fim, dos exemplos classificados como “reconhecimento profissional”, podemos citar o do colaborador do deputado Zé Carlos, quando relata que pode “mostrar que além de motorista pode exercer outras funções”. A equipe do Raimundo Louro (PR) afirma estar satisfeita ao “ver o trabalho do deputado na rede

  “atender ao público, garantindo informações claras e objetivas”. E relatos mais explícitos como os da equipe do Edson Araújo (PSL), quando dizem: “ter o trabalho reconhecido”; “reconhecimento do meu trabalho” e “ter reconhecimento do meu trabalho”.

  No quadro 18 são explicitados, segundo a visão dos pesquisados (Anexo

  E), quais os requisitos qualitativos e contribuições para o exercício das funções que desempenham.

  Quadro 18: Qualidades e Contribuições para o Exercício da Função

  Qualidades e Contribuições Número %

  Técnicas/Profissionais 13 28,90% Ético-morais 4 8,88% Advindas da Militância 4 8,88% Ligados ao Temperamento Pessoal 24 53,34%

  Total 45 100%

  Fonte do autor Os assessores pesquisados, em sua grande maioria, 53,34% acreditam que para desempenhar as funções que ocupam devem possuir uma personalidade com características, como paciência, tranquilidade e várias outras ligadas ao temperamento pessoal. Já 28,90% dos entrevistados sinalizam que as habilidades técnicas/profissionais são as maiores qualidades e contribuições de um assessor. E, com 8,88% cada variante, estão as qualidades “ético-morais” e as “advindas da militância”.

  Assim, como forma de exemplificar cada classificação, temos em “Técnicas/ Profissionais” exemplos trazidos quando o assessor do Zé Carlos (PT) re lata que “possuir uma formação acadêmica. Procuro adequar o meu aprendizado ao dia a dia, buscando sempre adaptar o saber científico ao pragmático. Assim, realizo as minhas contribuições. Dado diferente do que deve ser encarado por qualquer profissional da

  área". A equipe do Dr. Pádua quando afirma ter “experiência ampla com processos, conhecimentos específicos para projetos diversos". Um membro da assessoria do Hemetério Weba (PV) quando aponta “contribuir para o bom andamento do gabinete” e outro da mesma equipe relata “promover a imagem positiva do cliente”. Na classificação “Ético-morais”, como exemplo temos o assessor do assessor do Bira do Pindaré (PT) quando relata que tem que se “ter seriedade com o seu compromisso e participação”. Membro da equipe de Cleide Coutinho (PSB) quando aponta que é necessária a “contribuição para a sociedade, pensando sempre no coletivo. Neste caso o município de Caxias em mais foco”.

  Quando em “Advindas da Militância” os exemplos são a do assessor de Rubens Júnior quando d iz que é preciso “presença permanente nas questões políticas do Maranhão”. O assessor de Marcelo Tavares que diz que é preciso “ajudar contra a carência e a pobreza do município”. A equipe de Vianey Bringel quando relata que "o nosso trabalho diário é bem dinâmico, a cada dia aparece sempre algo novo e o que vejo como contribuição necessária é sempre buscar e reivindicar as melhorias coletivas ou sempre ajudando de alguma forma direta ou indiretamente". E a assessora do Bira do Pindaré quando afirma ser preciso “experiência em movimentos sociais”.

  E, na classificação “Ligados ao Temperamento Pessoal” para ilustrar os depoimentos desta classificação, temos os assessores do deputado Bira do Pindaré (PT) que relata "atender as pessoas bem, de ter ouvido elogios das pessoas, de sair com respostas, com explicações concretas sob cada assunto desejado". Assessoria do Edilázio Júnior quando diz ser necessário um temperamento “tranquilo, reservado e empenhado”. Do deputado Jota Pinto quando aponta como contribuição e qualidade se ter "educação, responsabilidade, assiduidade e sempre que possível maior eficiência para desenvolver minhas atividades diárias". E, na assessoria da Cleide Coutinho, um assessor apresenta como contribuição a "franqueza, habilidade e conhecimento das funções que exerce junto ao gabinete".

  Por fim, a título de apreender as percepções e entendimento sobre política, perguntamos a estes profissionais que atuam diretamente neste exercício o que eles compreendem sobre o que é política. No quadro 19, as informações fornecidas foram agrupadas. Quadro 19: Concepções sobre a política.

  Concepção de Política Número %

  Idealista/Baseada na moral Cívica 23 51,10% Realista/ Cínica 7 15,56% Pessimista/ Crítica 2 4,45% Formal/Institucional 13 28,89%

  Total 45 100%

  Fonte do autor O agrupamento das respostas do quadro dezenove é feito de maneira a visualizarmos, sobretudo através do prisma do “capital cultural”, a concepção dos assessores ao que se refere ao termo “política”. A grande maioria, 51,10% tem uma percepção política idealista, com base numa moral cívica. 28,89% entendem o termo política de maneira formal, institucional. 15,56% a apreendem de maneira realista e por vezes, até cínica. E, apenas 4,45% dos assessores da ALEMA a concebem de maneira pessimista e/ou crítica.

  Quando pensamos os perfis dos assessores parlamentares da Assembleia Legislativa do Maranhão, a partir das respostas, sobretudo as de caráter qualitativo, acreditamos não ser possível trabalharmos enfaticamente quanto ao caráter técnico destas equipes. Visto que, como vimos, existem qualificações que não condizem exatamente com o perfil das funções demandadas em um gabinete parlamentar.

  Deste modo, o que temos a seguir é a caracterização de três casos exemplares, visto estes reunirem todos os requisitos para as classificações apresentadas no quadro dezenove. São eles:

  Perfil 01

  Como exemplo do perfil 01, temos um assessor da equipe da deputada Gardênia Castelo, do PSDB. Este assessor é nascido em 26 de Abril de 1954, formou-se em jornalismo em 1986 e possui uma especialização feita em 2008. Mora no bairro Barramares, em São Luís. Não participa de nenhum tipo de movimento político, religioso ou cultural, mas declara ser filiado ao PSB. Nunca concorreu a cargos eletivos e com política de maneira indireta, visto serem servidores em órgãos públicos e serem vinculados a partidos políticos. Conhece a parlamentar para o qual trabalha há 20 anos; não trabalhou anteriormente na ALEMA; exerce cargo comissionado, assessor de comunicação.

  Declara não existirem dificuldades no exercício de suas funções; sua maior gratificação é “produzir informações” e, acredita que suas maiores qualidades e contribuições para o exercício de suas funções é “ter uma visão mais técnica sobre os aspectos políticos”. Sobre sua percepção de política, afirma entender “o suficiente para não vender meu voto e para não votar em políticos fisiológicos”.

  Perfil 02

  Para exemplificar o perfil 02, temos uma assessora do deputado Bira do Pindaré, do PT. Esta assessora é nascida em 27 de Abril de 1989, graduada em

  Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Faculdade São Luís, em 2011; é filha de motorista e reside no bairro Angelim Velho. Possui/possuiu participação em movimentos estudantis do Liceu Maranhense e Coordenação da Executiva Nacional dos Estudantes de Comunicação Social. Não possui filiação partidária, nunca concorreu a cargos eleitorais nem possui pretensões político- eleitorais. Afirma não possuir parentes atuando no campo político. Conhece o parlamentar para o qual trabalha há seis anos e, firmou contato com este através de estágio realizado junto ao Sindicato dos Bancários, há dois anos e meio. Hoje exerce assessoria de comunicação no gabinete do deputado para o qual trabalha.

  As maiores dificuldades encontradas por ela, para a execução de seus trabalhos é “acompanhar a história sendo escrita por capachos da família Sarney, Lobão, Cafeteira, Milhomem e etc. sem que haja priorização do povo”. Para ela, as maiores gratificações são “trabalhar todos os dias para defender os trabalhadores, a população maranhense. Ter, ainda, a convicção de que meu voto valeu a pena, pois tenho um representante da minha comunidade que dá voz ao povo na Casa Legislativa do Maranhão”. Em sua concepção, as maiores qualidades e contribuições acredita oferecer são “acompanhar e fiscalizar o andamento das preposições do Deputado Bira, que beneficia o povo e os trabalhadores”

  Compreende a política como sendo “a arte de agregar pessoas, ideias a fim de melhorara a situação do grupo”.

  Perfil 03

  Como exemplificação do perfil 03, temos uma assessora do deputado Jota Pinto, do PEN. A assessora é nascida em 04 de julho, mas não especificou o ano de nascimento. É técnica em planejamento, possui especialização ambiental, realizada em 2003; mora no bairro Maranhão Novo. Não possui participação em movimentos sociais. Nunca concorreu a cargos políticos-eleitorais, nem pretensões políticas. Afirma não possuir parentes atuando na política. Conhece o parlamentar com o qual trabalha há 02 anos. Exerce cargo comissionado e atua como chefe de gabinete. Não declarou nem período ou circunstância as quais estabeleceu contato com o parlamentar. Não trabalhou anteriormente na ALEMA.

  As maiores dificuldades encontradas por ela é ter que “dizer não ou não poder resolver problemas” que não dependem apenas dela. Aponta como as maiores gratificações “receber sempre elogios” quanto a sua educação no tratamento com todas as pessoas que chegam ao gabinete. Acredita que as principais qualidades e contribuições para a execução do cargo que ocupa é “educação, responsabilidade, assiduidade e sempre que possível maior eficiência para desenvolver as atividades diárias”.

  Compreende a política como send o “toda atividade de determinado grupo que se junta para tomar decisões, toda decisão tomada entre grupo de pessoas considero um modo de fazer política”. Assim, ainda com o intento de continuar a dinâmica adotada nos quadros anteriores, selecionamos e apresentamos a seguir declarações separadas pelas classificações adotadas. É o que segue.

Como exemplos de concepções “idealistas/baseadas numa moral cívica”, podem citar o que disse o assessor do deputado Zé Carlos (PT): "A partir de nosso

  nascimento a exercitamos a política. Passamos a nossa vida inteira passando por alfabetização político. Hoje compreendo que política é a forma como os seres humanos se organizam, partindo de sua autonomia, para terem seus interesses defendidos e garantidos, em sua coletividade. Elegemos nossos representantes do assessor do Rubens Júnior (PC do B), quando diz: "Forma de desenvolvimento da estrutura social e financeira da população, espaço de definição da atualização das condutas públicas". Na equipe do Hélio Soares (PP), citamos o exemplo do assessor que externa conceber a política desta forma: "No meu ponto de vista política nos remete a um conjunto de ações e a elas atreladas. Organização, administração, liberdade e, principalmente a vontade de trabalhar em prol do bem comum de uma comunidade, buscando o desenvolvimento por meio das políticas públicas e do desenvolvimento sustentável". E, ainda citamos a concepção que o assessor da Gardênia Castelo (PSDB) tem por política de maneira Idealista, baseada numa moral cívica, vejamos: "Política é a forma que o político (deputado, vereador, governador, presidente) tem para fazer e beneficiar o bem comum, a população de modo em geral como, por exemplo, serviços e benefícios para um município ou bairro”.

  Para exemplificar as respostas classificadas como “realista/cínica” expomos as declarações do assessor do Dr. Pádua (PSD) quando diz: "Política no Brasil pode ter muitos significados, eu continuo acreditando que é a única esperança de um país diferente. Mas é preciso abandonar antigas práticas". O depoimento do colaborador do Léo Cunha quando afirma: "É a arte de "negociar" a fim de conseguir a viabilização dos benefícios que melhorem a vida da população em geral. É o trabalho em prol do bem comum”. Outro exemplo que deve ser exposto é a afirmação do assessor Marcelo Tavares (PSB), ao expor sua concepção sobre política da seguinte maneira: "É ter dentro de um processo democrático contribuição do desenvolvimento de uma região. A política envolve tudo e todos, até numa conversa se faz política". E ainda a declaração do assessor da Gardênia Castelo quando afiança sua concepção de política como “o suficiente para não vender meu voto e para não votar em políticos fisiológicos”.

  Neste momento, apresentamos as respostas classificadas como “pessimista/crítica”. Assim, temos a resposta do assessor do Dr. Pádua (PSD) quando diz que "A política é poder mandar e ter um poder. Na verdade, eu não sei o que é, não gosto de me meter nessas coisas". E componente da equipe do Hemetério Weba (PV) quando aponta a política como sendo "um mal necessário enquanto a participação da sociedade for omissa".

  E, das respostas classificadas como “formal/institucional” podemos relatam: a) "Participação popular nas decisões do Estado"; b) "A arte de agregar pessoas, ideias a fim de melhorar a situação do grupo" e c) "É uma ciência que estuda as relações de poder entre pessoas e estado". É possível ainda apresentar as declarações do assessor do Marcos Caldas (PRB) quando afirma conceber a política como o "ato ou efeito de participação cidadã consciente que além de ser responsável pelo seu projeto pessoal de vida, é igualmente responsável pela construção coletiva da sociedade de forma a garantir direitos como a qualidade de vida e, portanto, o dever de participar do destino da sociedade". E ainda o assessor da Vianey Bringel (PMDB) que tem a política como "o significado muito abrangente e está em geral relacionado com aquilo que diz respeito ao espaço político".

  Buscamos, através deste trabalho, por um lado, apreender os perfis sociais, políticos e profissionais do corpo de assessorias parlamentares da Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão, especificamente na composição da décima sétima legislatura, e, por outro lado, o modo como concebem as suas inserções. Assim, foi possível perceber a tradução de determinadas propriedades e atributos dos assessores em posições ocupadas nos gabinetes e em posicionamentos acerca das suas atividades e expectativas.

  Nosso universo de pesquisa foi situado numa discussão geral quando levamos em consideração a consolidação do modelo ocidental de Estado e racionalização das atividades políticas. Em tal modelo, descrito por Max Weber, tem- se a afirmação tanto do funcionário de carreira, definido por suas competências técnicas e sentidos de dignidade profissional, como do funcionário político, orientado por suas vinculações políticas, partidárias e ideológicas, que minimizam as exigências de qualificação, mas impõem a instabilidade no desempenho dos seus cargos.

  No entanto, no universo tratado nessa dissertação, situado numa realidade histórica diferente daquelas que inspiraram autores como Weber e Pierre Bourdieu e sua equipe (na descrição do processo de profissionalização e especialização política na França), a ideia de especialização (técnica) e de filiação (pessoal, afetiva, ideológica etc.) se confundem, sendo até mesmo possível afirmar a preponderância da segunda.

  Dito de outro modo é preciso levar em conta que a separação entre “profissionais” e “profanos” nem sempre é tão nítida ou implica em exigências relacionadas à especialização ou burocratização de funcionários como nos moldes ocidentais. Exatamente por isso foi necessário um investimento com relação à localização de aspectos pertinentes especificamente à formação do Estado brasileiro, permitindo situar alguns elementos mais gerais, que estão na gênese do funcionamento de dinâmicas políticas regionais.

  É ainda importante ressaltar que não queremos fazer uma comparação entre o “modelo ocidental” e o “nosso”, declarando a superioridade do primeiro (“moderno”) e inferioridade do segundo (“atraso”), mas somente situar as importa elementos de grandes centros (europeu e americano) de produção (linguagens, modelos de instituição, saberes, etc.).

  Muitas das interpretações do Brasil foram calcadas nas explicações weberianas. Como demonstrado por Schuwartzman (2007) e Carvalho (1997), historicamente, através dos séculos, o Estado nacional tem sido formado e caracterizado como marcado por uma “burocracia estatal” morosa e inábil. Antes deles, Faoro definiu o

  “tipo de dominação patrimonial” decorrente do transplante do aparato estatal Português, que permite a formação de um “capitalismo de Estado” sem as bases racionais do capitalismo industrial. Outros autores também afirmaram a inexistência de fronteiras entre o público e o privado, assim como outros elementos.

  No entanto, para o desenvolvimento do nosso estudo mais específico, outras análises foram utilizadas para melhor demarcar as dimensões da pesquisa, como os trabalhos de Grill (2013), Kuschnir (2000) e Bezerra (1999). Essas pesquisas ajudam na formação de um quadro interpretativo relevante, no entanto, elas tratam principalmente do ponto de vista dos perfis e atuação dos parlamentares. Nosso maior desafio foi justamente romper com o “senso comum” e desenvolver este trabalho através do prisma das Ciências Sociais propriamente dita, sobretudo, pelas caraterísticas de originalidade propostas por esta dissertação.

  Assim, para a maior compressão do objeto, buscamos observar as bases de posições desses agentes (equipes políticas) no âmbito do trabalho político. Para tanto, aplicamos um questionário com vinte e cinco questões que contemplava uma investigação desde os investimentos culturais destes assessores, passando por elucidações sobre suas atuações em movimentos sociais e/ou político-partidários e pretensões políticas, até suas concepções sobre “política” e sua atuação profissional. O resultado foi o mapeamento dos diferentes tipos de recursos e competências quanto à composição das equipes atuantes nos diferentes gabinetes; e análise dos posicionamentos que permitiram a observação de recorrências de padrões no que se refere aos sentidos atribuídos pelos agentes.

  Para localizar as origens sociais dos agentes investigados, utilizamos informações sobre a profissão do pai e os bairros nos quais residem estes assessores. Como vimos no segundo capítulo, há conexões entre a profissão dos pais e o bairro de residência dos arguidos, porém, o que veio definir os acessos aos parlamentares foram as questões concernentes aos contatos prévios com o mundo da política e com o “meio” do parlamentar para o qual o assessor trabalha.

  Constatamos, desta maneira, que grande parte dos selecionados é oriundo dos serviços prestados durante a campanha eleitoral; ou dos vínculos familiares com parlamentares ou com contatos (“lideranças”) destes deputados. Foi observado que todos os assessores recrutados possuem contatos e relações no meio político. Tal afirmação é baseada nos dados que trazem 40,36% com parentes atuando, de alguma maneira, no campo político; 43,85% com participação em movimentos sociais e 38,60% com participação ativa em movimentos partidários.

  Deste modo, podemos observar que, independente da corrente político- ideológica dos partidos ao qual pertencem os parlamentares, a definição dos componentes das equipes é orientada por critérios variados e não necessariamente excludentes. Isto é, podem pesar contatos prévios com o parlamentar (vínculos afetivos, ideológicos, sociabilidades, etc.), acordos entre parlamentares, retribuições de favores, capacidades técnicas ou práticas, etc.

  Como são diversificadas as composições e, logicamente, suas atuações, as equipes são compostas por dezenove cargos. Majoritariamente são compostas por membros que possuem nível superior (77,20%), porém, vale ressaltar que, como vimos, nem sempre os investimentos escolares correspondem à aplicação direta destes saberes às funções que desempenham.

  O terceiro capítulo foi dedicado à apreensão das interpretações e concepções dos assessores acerca do trabalho que desenvolvem, ou seja, buscamos coletar informações que nos apresentassem como os assessores da ALEMA, na atual legislatura, compreendem suas intersecções institucionais, suas gratificações materiais e simbólicas, e, ainda, suas percepções gerais sobre a “política”.

  Para tanto, agrupamos e padronizamos as respostas oferecidas pelos entrevistados às perguntas do questionário aplicado, de caráter mais qualitativo, o que resultou na sistematização de perspectivas centradas em ideias de vocação e missão; de condições de trabalho, administração de relações e fatores externos; de gratificações materiais e relativas às causas e os reconhecimentos buscados; e em termos de qualificações técnicas, ético- morais, militantes e “temperamentais” observáveis.

  Quando interrogados sobre as motivações para o ingresso no “mundo dos gabinetes”, algumas respostas explicitaram basicamente sentimentos de “vocação pessoal”; “missão de servir a uma causa” e “especialização política”. Sentimentos compartilhad os por assessores que fazem parte tanto de equipes “de situação” quanto de “oposição”, de “esquerda” e “direita”. Na questão relacionada às “dificuldades no exercício da função”, observamos que 19,3% dos que responderam a esta pergunta ressaltaram as

  “condições de trabalho” como principal obstáculo enfrentado. Para a grande maioria dos assessores da ALEMA, a maior gratificação no exercício de suas funções está relacionada ao sentimento de estarem “servindo a uma causa”, as quais estão estreitadas a um ente ndimento que parte do desempenho de “ações de cidadania através da política”. Esse tipo de posicionamento foi explicitado tanto por um perfil mais militante, como o caso do assessor do PT, que é enfático quando relata a satisfação em trabalhar “todos os dias para defender os trabalhadores”; como em partidos como o PRB, em que um dos assessores do parlamentar filiado a esta agremiação afirma como maior gratificação “conseguir atingir seus objetivos sociais”.

  Vimos ainda que as maiores “qualidades e contribuições” para o desempenho da função de assessor parlamentar, segundo eles próprios, estão ligadas ao “temperamento pessoal”. O que denota para um entendimento que nem os próprios assessores reivindicam algum sentido de especialização técnica, ou seja, de investimentos na qualificação e aquisição de saberes exigidos ou apropriados ao exercício das funções de assessor parlamentar. Vale ressaltar que o “temperamento” é sublinhado como um trunfo para o êxito nas suas atividades.

  Através dos depoimentos coletados, constatamos que para os assessores o mais importante é a construção e a consolidação da confiança mútua, como afirma, por exemplo, uma assessora do parlamentar pertencente ao PEN, quando comenta sobre a contribuição e qualidade que os assessores devem te r: “educação, responsabilidade...”. A questão da responsabilidade está intimamente ligada ao fiel cumprimento de suas funções, de modo a garantir cumplicidade e consonância entre as atividades desenvolvidas pelo assessorado e seus assessores.

  Por fim, constatamos que a grande maioria dos assessores define a “política” a partir de uma base “idealista”, sustentada numa “moral cívica”. Há um encontro entre origens sociais relativamente baixas, de um modo geral, de um baixo especializações), preponderante desencontro entre as formações e os cargos ocupados, eventual pertencimento aos partidos diferentes daquele no qual é filiado e o parlamentar para o qual trabalha, presença de assessores não filiados aos partidos dos seus assessorados, e a significativa ênfase nas relações pessoais ou alianças, nos contatos anteriores com o parlamentar e nas concepções subjetivistas e personificadas da sua atuação.

  Tais aspectos podem servir de pistas para apontar tanto para a baixa profissionalização das atividades de assessorias, como para a fraca institucionalização desse domínio de atuação política. Podem indicar a existência de lógicas de pessoalidade, princípios de reciprocidade e pluralidade de registros na seleção, práticas e concepções políticas e profissionais dos agentes estudados.

  

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  APÊNDICE A- QUESTIONÁRIO

UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO

PROGRAMA DE PốS-GRADUAđấO EM CIÊNCIAS SOCIAIS

  

MESTRANDA: CRISTIANA CERQUEIRA

ORIENTADORA: PROF A

  

. DR

A . ELIANA T. DOS REIS

  

PESQUISA: ESTUDO DO PERFIL DAS ASSESSORIAS POLÍTICAS NO ÂMBITO

ALEMA.

  

GABINETE DO DEPUTADO___________________

  Solicitamos que, por gentileza, responda às questões abaixo e contribua para a realização desta pesquisa que é de caráter exclusivamente acadêmico. A identificação do seu nome é opcional, podendo ficar anônimo se assim o desejar. Agradecemos desde já a sua colaboração!

  

QUESTÕES:

  1. Qual a data do seu nascimento?______________________________

  2. Sexo? F M

  3. Informações sobre escolarização: Ensino Fundamental. Instituições de ensino e ano?_______________ Ensino Médio. Instituições de ensino e ano?_____________________ Ensino Superior? Instituições de ensino e ano?___________________ Especialização. Área e ano? _______________________

  Mestrado. Área e ano? _______________________ Doutorado. Área e ano? ______________________

  4. Qual a profissão do seu pai (mesmo que o mesmo seja aposentado ou falecido)? ______________________________________________________________

  5. Em que Bairro o/a Sr(a) reside?_____________________________________

  6. Possui ou possuiu alguma participação em algum tipo de movimento político, religioso ou cultural? Sim Não.

  7. Em caso positivo, quais e em que período? ______________________________________________________________ ______________________________________________________________

  8. Qual a sua atual filiação partidária? ______________________________________________________________ ______________________________________________________________

  ______________________________________________________________

  10. O/A Sr (a) já concorreu a algum cargo de mandato político e/ou político eleitoral? Sim Não

  11. Em caso afirmativo: Quando? __________ Por qual partido concorreu?_____________ Para que cargo?________________________ Qual resultado obtido?_____________________

  12. O/A Sr (a) tem pretenções de seguir a carreira política eleitoral? Sim Não

  13. Em caso positivo, qual sua maior motivação? ______________________________________________________________ ______________________________________________________________ ______________________________________________________________

  14. O/A Sr(a) possui parentes que trabalham de alguma forma com a política? Sim Não

  14.1 Em caso positivo, quantos e qual o grau de parentesco? ______________________________________________________________ ______________________________________________________________

  14.2 Como eles atuam? ______________________________________________________________ ______________________________________________________________

  14.3 Estão vinculados a que partidos ou políticos? ______________________________________________________________ ______________________________________________________________

  15. Há quanto tempo o/a Sr(a) conhece o deputado para o qual trabalha? ______________________________________________________________

  16. Você já trabalhou na ALEMA antes de trabalhar com o atual deputado? Sim Não Em caso afirmativo: Para qual(ais) deputado(s)?______________________ Em qual(ais) período(s)?_________________________________________

  17. Em que período e circunstâncias estabeleceram contato com o atual deputado? ______________________________________________________________

  18. Você é servidor ou cargo comissionado?_______________________________

  19. Já exerceu função nesta casa legislativa fora de gabinetes? Sim Não Em caso afirmativo: Qual setor?_____________ Qual função?____________

  20. Qual o seu setor e atividades que desempenha no Gabinete? ______________________________________________________________ ______________________________________________________________

  21. Quais as maiores dificuldades encontradas no exercício das suas funções? ______________________________________________________________ ______________________________________________________________

  22. E quais são as suas maiores gratificações? ______________________________________________________________ ______________________________________________________________

  23. Quais as principais qualidades e contribuições que o/a Sr(a) acredita ter para o exercício das suas Funções? ______________________________________________________________ ______________________________________________________________

  24. O que o/a Sr (a) entende por política? ______________________________________________________________

  25. O/A Sr(a) poderia informar outras atividades profissionais que desempenhou anteriormente à ocupação do presente cargo? ______________________________________________________________

  ANEXOS

  ANEXO A - QUADRO DE RESPOSTAS: MOTIVAđỏES DE PRETENSỏES POLễTICAS Atividade Motivações em

Bancada Parlamentar Graduação desenvolvida na seguir a carreira

ALEMA política

  "Desde criança Enfermagem Assessor Técnico sempre liderei alguma coisa"

  Francisca Primo

  "Por trabalhar com comunidades e PT

  Direito Assessor Técnico gostar da interação com o povo."

  "Para vereadora na Bira do

  Ensino Méio Recepção minha cidade Pindaré

  (Guimarães)" Vianey

  PMDB Direito Assessor Técnico "Ajudar as pessoas Bringel mais necessitadas"

  "Presidente do Administração Assessor Técnico

  Brasil" "A política é a

  Carlos PDT ciência de mudança

  Amorim Direito Assessor Político é através da política que mudamos a sociedade"

  "A redução das Direito Assessor Pessoal desigualdades sociais"

  Raimundo PR

  Louro "Ver minhas ideias

  Pedagogia Assessor Técnico sendo exercidas pelo executivo" "Trabalhar pela

  Biblioteconomia Chefe de Gabinete cultura do Estado" Marcelo

  PSB Tavares

  "Poder ajudar Gestão Hoteleira Base no interior minha cidade"

  "Mudar a forma em que políticos usam e mostrar/fazer o

  Direito Assessor Jurídico que realmente é necessidade do povo"

  PSL Edson Araújo Secretário "Trabalho pelo

  Administração Executivo social"

  "Necessidade do Biologia Base no interior município ter uma boa representação"

  

ANEXO B - QUADRO DE RESPOSTA: PERÍODO E CIRCUNSTÂNCIA QUE CONHECEU

O PARLAMENTAR PARA O QUAL TRABALHA Grau de Quantos anos Período / Bancada Parlamentar Instrução conhece Circunstância

  Superior 10 anos Não Informou Superior 02 anos ALEMA

  Francisca Primo

  Superior 02 anos Não Informou Superior 12 anos Não Informou

  Do movimento Médio 07 anos partidário

  Superior 15 anos Campanha política PT

  Bira do Pindaré

  Foi estagiária do Superior 06 anos

  Sindicato dos Bancários Superior 12 anos "diariamente"

  Médio 10 anos Não Informou Zé Carlos

  Processo de seleção Superior 02 anos convencional

  Rubens PC do B Superior 05 anos Não Informou

  Júnior Superior 15 anos Não Informou

  PSD Dr. Padua Médio 02 anos "diariamente"

  Antônio DEM Superior 06 anos "horário das sessões"

  Pereira Roberto "Em 2010, atividades

  Superior 03 anos Costa profissionais"

  PMDB Especialista 25 anos Não Informou

  Vianey Bringel

  Superior 02 anos "2010" Hemetério

  Superior 10 anos Campanha política Weba

  PV Médio 02 anos Não Informou

  Edilázio Júnior

  Médio 05 anos Não Informou Médio 10 anos "circunstância familiar"

  Manoel PTB

  Ribeiro Médio 03 anos Não Informou

  Especialista 02 anos Não Informou PEN Jota Pinto

  "circunstância de Superior 12 anos amizade"

  "através de seu chefe Especialista 02 anos de gabinete"

  Carlos PDT

  Amorim "profissionalidade pela

  Especialista 03 anos ALEMA"

  "processo político Especialista 10 anos eleitoral"

  Médio 06 anos Não Informou Marcos

  PRB "Rede de

  Caldas Especialista 15 anos relacionamento familiar e de trabalho"

  "Quando o mesmo Especialista 05 anos assumiu como suplente"

  PSC Léo Cunha Médio 02 anos Não Informou

  "Ele foi suplente do Superior 04 anos

  Penaldon" Superior 35 anos "familiar"

  "no período final do Raimundo

  PR Superior 02 anos mandato da Dep.

  Louro Fátima"

  "Quando ele foi prefeito Superior 10 anos de Pedreiras" desde o "tenho grau de

  Superior nascimento parentesco" "na minha cidade, em

  Cleide Superior 30 anos

  Coutinho Caxias"

  Especialista 10 anos "o tempo todo" Especialista 40 anos "líder estudantil" Especialista 06 anos "desde 2005"

  PSB "Trabalhando nas

  Superior 03 anos comunidades culturais" Marcelo

  Tavares "Trabalhos associados

  Superior 04 anos a minha função" Especialista 20 anos Não Informou

  Médio 05 anos "Convívio do dia a dia" Médio 05 anos "Período Matutino"

  Superior 10 anos "Política" Edson

  PSL Médio 03 anos "desde 2010" Araújo

  Superior 06 anos Não Informou Médio 02 anos Não Informou

  Superior 12 anos "semanal" Superior Infância Não Informou

  Gardênia PSDB

  Castelo Superior 02 anos Não Informou

  

ANEXO C - QUADRO DE RESPOSTAS: MAIORES DIFICULDADES NO EXERCÍCIO DA

FUNđấO Grau de Bancada Parlamentar Dificuldades Instrução

  Superior "Nenhuma" "Tudo bem! Consigo resolver o Superior que é de minha competência" Superior "Nenhuma" "Dificuldades com o trato com

  Médio o público em geral como mau humor" Superior "Nenhuma" "Acompanhar a história sendo escrita por capachos da família Superior Sarney, Lobão, Cafeteira,

  Bira do Milhomem e etc. Sem que haja Pindaré priorização do povo"

  "Há um descrédito quando se fala que trabalha com política e trata esse assunto com Superior seriedade é difícil. Tirar o senso comum de política da cabeça das pessoas" Médio "Relacionamento"

  "No aspecto comunicacional, é difícil trabalhar com acesso limitado à internet, por exemplo. Só esta questão já causa diversos problemas na minha rotina profissional. O

  Zé Carlos Superior campo político, em si, também agrega muitas demandas, mas não as encaro como dificuldades e sim como a engrenagem de que preciso para exercer a função de assessora"

  Rubens "Falta de cordialidade entre os PC do B Superior Júnior deputados de oposição" "A experiência nos faz superar

  

PP Hélio Soares Especialista as dificuldades sem maiores

problemas" André Superior "Nenhuma dificuldade"

  Fufuca PSD "Realizar as atividades no Dr. Pádua Superior

  Médio "Nenhuma"

Antônio "A incapacidade que temos de

DEM Superior Pereira atender a todos"

  "Pouco espaço e o movimento Roberto Superior de muitas pessoas, o que Costa dificulta a concentração" PMDB

  

Vianey "Não vejo dificuldade no

Superior

Bringel exercício de minhas funções"

"relacionamento com alguns

  Superior veículos" Hemetério PV

  Weba Superior "Nenhuma" Médio "Nenhuma" Manoel

  PTB Ribeiro Médio "Não tive nenhuma dificuldade" "Dizer não ou não poder resolver problemas que não Especialista dependem só da minha pessoa"

  "Acredito que seja as vezes não conseguir resolver todos PEN Jota Pinto os problemas como por exemplo um atendimento que Superior não teve êxito por as vezes o deputado encontrar-se em reunião ou fora do gabinete ou em viagem, as pessoas não entendem e se aborrecem"

  "A falta de reconhecimento Especialista profissional" Carlos

  PDT "Participação em projetos que Amorim Especialista possam beneficiar" Especialista "Estrutura"

  Marcos PRB Médio "Nenhuma" Caldas "Parcialidade dfe alguns veículos ligados a Especialista determinados grupos políticos, e que trabalham na PSC Léo Cunha

  "divulgação" apenas destes" Médio "Salário" Superior "Não tem" Superior "Nenhuma"

  "Comunicação com Superior assessores do interior" PSB Cleide Superior Assuntos relacionados a lei Coutinho "A burocracia do sistema ter que lhe dar com órgãos Especialista públicos e as vezes por ser oposição o trabalho é pior, mais dificultado"

  "O tratamento com o público que quer sempre procurar atendimento e solução de Especialista cara. Clientelística. Normalmente o público não pede a solicitação de algo coletivo" Especialista "Nenhuma"

  Superior "Não existem dificuldades" Superior "Ainda não encontrei" Marcelo "A distância dificulta o contato

  Tavares Especialista dos representantes da capital com os do interior" "Incompreensão de algumas

  Médio pessoas" "Horário de chegada devido ao Médio trânsito" Superior "Tranquilo"

  Médio "Não encontro dificuldades" Edson PSL "Intolerância de pessoas

  Araújo Superior ligadas ao meio" Médio "Não Há"

  "Transporte e distância entre Superior minha cidade" "Gabinete pequeno, falta de

  Superior interesse de alguns colegas de Gardênia trabalho, comprometimento" PSDB

  Castelo Superior "Não Há"

  

ANEXO D - QUADRO DE RESPOSTAS: MAIORES GRATIFICAđỏES NO EXERCễCIO

DA FUNđấO Grau de Bancada Parlamentar Gratificações Instrução

  "Adicional por tempo de serviço Francisca Superior previsto no estatuto do servidor Primo público" "Poder sentir como cidadão que através da política podemos eleger alguns que faça

  Superior proveitos que ajudem a população e, geral e contribuir para a cidadania dos excluídos e saber que é o diferencial" "Trabalhar todos os dias para defender os trabalhadores, a população maranhense. Ter, PT ainda, a convicção de que meu Superior voto valeu a pena, pois tenho

  Bira do um representante da minha Pindaré comunidade que dá voz ao povo na Casa Legislativa do Maranhão"

  "Trabalhar em um ambiente Superior com pessoas agradáveis" "Nossa! Conhecer pessoas...

  Ajudar de uma forma ou de outra quem visita o gabinete até Médio membro ouvindo-o. Ajudar no mandato do deputado que é brilhante e sério"

  "Trabalhamos em um espaço pequeno, com vários profissionais. O fluxo de visibilidade também é grande. O que deveria ser encarado como aspecto negativo é visto por mim com algo gratificante. Especialista Explico: em lugares onde se tem pouco espaço, exercitar o

  Zé Carlos desempenho coletivo das ações é algo que pode ser muito positivo, quando se tem uma boa equipe.Também tenho aprendido muito sobre o nosso cenário político" "Mostrar que além de motorista

  Médio posso exercer outras funções" Rubens PC do B Superior "Financeira?"

  Júnior "Poder aplicar o que aprendi com as teorias, estar atuando PP Hélio Soares Especialista dentro da área, enfim, fazendo o que gosto"

  "Poder conviver bem com as Médio pessoas, ser tratada bem pelos políticos e outras pessoas" PSD Dr. Pádua

  "Aprendizagem. A cada dia Superior adquiro mais conhecimento"

Antônio "Resolver os problemas de

  DEM Superior Pereira quem nos procura"

Roberto “Aprender coisas novas todos

  Superior Costa os dias" "Ajuda que contribui para o desenvolvimento dos municípios do nosso Estado PMDB Superior que precisam de Vianey desenvolvimento para a Bringel comunidade do mesmo" "Desempenhar as minhas

  Especialista funções com ênfase" "Ver o material publicado ter Superior boa repercussão" Hemetério

  Weba "Ter uma ocupação, me sentir Superior PV

  útil' "Trabalhar com uma equipe Edilázio Médio unida e um chefe calmo e

  Júnior compreensivo"

  "Trabalhar com uma equipe Médio unida" Manoel

  PTB Médio "Ajudar o povo do meu Estado" Ribeiro "Receber sempre elogios e Superior saber que no final do dia seu objetivo foi comprido" "Receber sempre elogios

  PEN Jota Pinto quanto a minha educação no Especialista tratamento com todas as pessoas que chegam ao gabinete" Especialista "O serviço público na verdade serve a sociedade" Carlos

  PDT "As mobilizações populares.

  Amorim Especialista Ex.: Manifestações" Especialista "Aprendizado político"

  "É conseguir atingir os objetivos Especialista sociais nas minhas intervenções" Marcos

  PRB "Prestar serviços diferenciados Caldas para prestar serviços

  Médio direcionados para o povo (mesmo que indiretamente)" "Satisfação de um trabalho bem

  Superior feito" Médio "Sensação de dever cumprido" "Poder levar ao conhecimento

  PSC Léo Cunha da população a atuação do Especialista deputado e busca das melhorias em prol no nosso

  Estado" Raimundo PR Especialista "Ver o trabalho do deputado na

Louro rede mundial de computadores"

  Especialista "Atender ao público, garantindo informações claras e objetivas" "A visão de que a política o poder ser utilizada em tudo,

  Especialista porque tudo na vida é política. Cleide Poder ter a oportunidade de ter

  Coutinho PSB esse conhecimento" "Contribuir com a necessidade

  Superior do gabinete em ter conhecido mais como funciona a política"

Marcelo "O fato de ter um emprego e

Médio

Tavares estar trabalhando. Só isso!"

  "Poder beneficiar as pessoas da Especialista área rural da cidade de Humberto de Campos" "De alguma forma estou

  Superior ajudando o Estado" "Ajudar no desenvolvimento do Superior nosso Estado" "Contribuir para o bom

  Especialista desempenho do deputado em seu mandato" "Poder ajudar as pessoas da Superior minha cidade" Médio "Ter o trabalho reconhecido"

  "Lidar com o povo e conhecer a Superior realidade de fato e de verdade" Edson

  PSL "Reconhecimento do meu Araújo Médio trabalho" "Ter reconhecimento do meu

  Superior trabalho" "Reconhecimento do meu Médio trabalho" "Como assessor de

  Especialista comunicação, produzir Gardênia PSDB informações"

  Castelo Superior "Um salário bom"

  ANEXO E - QUADRO DE RESPOSTAS: QUALIDADES E CONTRIBUIđỏES PARA O EXERCễCIO DA FUNđấO Grau de Qualidades e contribuições acredita ter Bancada Parlamentar Instrução para o exercício de suas funções "Contribuindo para o excelente trabalho que Superior a deputada exerce nesta casa" Francisca

  "Disponibilidade de sempre somar com Primo Superior todos" Superior "Dedicação, compromisso, disposição e etc"

  "De atender as pessoas bem, de ter ouvido elogios das pessoas, de sair com respostas, Médio com explicações concretas sob cada assunto desejado" Superior "Experiencia com movimentos sociais"

  Bira do Pindaré "Acompanhar e fiscalizar o andamento das PT

  Superior proposições, do Deputado Bira, que beneficia o povo e os trabalhadores" "Ter seriedade com o seu compromisso, Superior participação" Médio "Ajudando o máximo os colegas de gabinete"

  "Possuo uma formação acadêmica. Procuro adequar o meu aprendizado ao dia a dia, Zé Carlos buscando sempre adaptar o saber científico

  Especialista ao pragmático. Assim, realizo as minhas contribuições. Dado diferente do que deve ser encarado por qualquer profissional da área"

  Rubens "Presença permanente nas questões PC do B Superior Júnio políticas do Maranhão" PP Hélio Soares Especialista "Compromisso com as funções que me foram delegadas, humildade para aprender o que não sei. Empatia para uma relação interpessoal saudável" PSD Dr. Pádua

  Superior "Tenho experiência ampla com processos, conhecimentos específicos para projetos diversos"

  Médio "Ser reconhecida como uma boa secretária.

  Pelo esforço, pontualidade" DEM Antônio Pereira

  Superior "Estabelecer um diálogo mais consciente com pessoas" PMDB

  Vianey Bringel Especialista "Conhecimento na área política" Superior

  O nosso trabalho diário é bem dinâmico, a cada dia aparece sempre algo novo e o que vejo como contribuição necessária é sempre buscar e reivindicar as melhorias coletivas ou sempre ajudando de alguma forma direta ou indiretamente.

  PV Hemetério Weba Superior

  "Contribuir para o bom andamento do gabinete" Superior "Promover a imagem positiva do cliente" Edilázio

  Júnior Médio "Tranquilo, reservada e empenhada" PTB Manoel

  Ribeiro Médio "Participação ativa" PEN Jota Pinto Especialista

  "Educação, responsabilidade, assiduidade e sempre que possível maior eficiência para desenvolver minhas atividades diárias" Superior

  "Responsabilidade, assiduidade e educação, fazendo o melhor para o bom andamento do gabinete" PDT

  Carlos Amorim Especialista "Conhecimento político-administrativo" Especialista "Detectar os problemas sociais" Especialista "Assessoramento para o exercício de atividade parlamentar" PRB Marcos Caldas Médio

  "Pontualidade e seriedade; executar as tarefas com responsabilidade" Especialista "Ser útil e corresponder às expectativas do público atendido. Contribuindo para a conquista de direitos no exercício da cidadania consciente" PSC Léo Cunha

  Especialista "Bom relacionamento com os demais profissionais da imprensa, a fim de colaborarem no sentido de divulgar nosso trabalho" Superior

  "Paciência, humildade, simpatia, organização" PR Raimundo

  Louro Especialista "Divulgação das atividades parlamentares do deputado"

  PSB Cleide Coutinho Superior

  "Ajudar a deputada no sentido de suas necessidades" Especialista "Contribuição para a sociedade, pensando sempre no coletivo. Neste caso o município de Caxias em mais foco"

  Especialista "Franqueza, habilidade e conhecimento das funções que exerce junto ao gabinete" Marcelo Tavares

  Especialista "Curso de especialização e experiência no serviço público" Superior "Conhecimento de leis" Especialista

  "Ajudar contra a carência e a pobreza do município" Médio "Organização" PSL

  Edson Araújo Médio "Compromisso e empenho" Superior "Tranquilidade" Médio "Tenho uma ótima condição de trabalho" Superior "Saber escutar os anseios do povo carentes" Médio "Paciência e tranquilidade" Superior

  "Ter um relacionamento diante da população de sua cidade" PSDB Gardênia

  Castelo Superior "Paciência"

  ANEXO E - Quadro de Respostas: Concepção Sobre Política Grau de Qualidades e contribuições acredita Bancada Parlamentar Instrução ter para o exercício de suas funções

  "É um movimento que envolve pessoas Superior de ambos os sexos lutando pelas causas sociais"

  "A política partidária deixa muito a desejar. A ideia é ter uma forma de organizar a sociedade em seus

  Francisca Primo diversos âmbitos evitando que chegue Superior a um caos. É isso que torna tão complexa a política na atualidade, encontra-se bastante deteriorada, precisando urgentemente de uma reforma."

  "Eu acho que política denomina Médio organização, direção e administração de nações e estados."

  "Participação popular nas decisões do Superior

  Estado" Bira do Pindaré

  PT "A arte de agregar pessoas, ideias a fim

  Superior de melhorar a situação do grupo" "É uma ciência que estuda as relações

  Superior de poder entre pessoas e estado" "É muito linda quando se quer fazer

  Médio para o bem de todos." "A partir de nosso nascimento a exercitamos a política. Passamos a nossa vida inteira passando por alfabetização político. Hoje compreendo

  Zé Carlos que política é a forma como os seres Especialista humanos se organizam, partindo de sua autonomia, para terem seus interesses defendidos e garantidos, em sua coletividade. Elegemos nossos representantes através do voto, portanto".

  "Forma de desenvolvimento da estrutura social e financeira da PC do B Rubens Júnior Superior população, espaço de definição da atualização das condutas públicas"

  "No meu ponto de vista política nos remete a um conjunto de ações e a elas atreladas. Organização, administração, liberdade e, principalmente a vontade

  PP Hélio Soares Especialista de trabalhar em prol do bem comum de uma comunidade, buscando o desenvolvimento por meio das políticas públicas e do desenvolvimento sustentável"

  "Política no Brasil pode ter muitos significados, eu continuo acreditando PSD Dr. Pádua Superior antigas práticas" Médio

  "A política é poder mandar e ter um poder. Na verdade, eu não sei o que é, não gosto de me meter nessas coisas"

  Especialista "É uma ciência das relações socioeconômicas e sociais"

  Especialista "Meio pelo qual o cidadão exerce a democracia"

  Raimundo Louro

  "A arte de administrar uma cidade, estado e país" PRB

  Médio ´'Quase nada" Superior

  "É a arte de "negociar" a fim de conseguir a viabilização dos benefícios que melhorem a vida da população em geral. É o trabalho em prol do bem comum."

  PSC Lé Cunha Especialista

  Especialista "É o ato ou efeito de participação cidadã consciente que além de ser responsável pelo seu projeto pessoal de vida, é igualmente responsável pela construção coletiva da sociedade de forma a garantir direitos como a qualidade de vida e, portanto, o dever de participar do destino da sociedade"

  "Tipo de função que visa melhorar a condição de visa do povo em todos os aspectos"

  PRB Marcos Caldas Médio

  Especialista "Único exercício democrático de manifestação e organização do estado de direito"

  DEM Antônio Pereira Superior "Política é presenciar as questões de forma consciente que venha a ajudar a resolver problemas..."

  "É a atividade mais importante existente na sociedade, é a arte da transformação da sociedade"

  PDT Carlos Amorim Especialista

  Superior "A política, ao meu ver, é a ciência que busca estabelecer mecanismos quer permitam a construção coletiva do bem comum."

  Especialista "Considero toda atividade de determinado grupo que se junta para tomar decisões, toda decisão tomada entre grupos de pessoas considero um modo de fazer política"

  "É uma ação partida de que desenvolve o nosso país" PEN Jota Pinto

  "Um mal necessário enquanto a participação da sociedade for omissa" PTB Manoel Ribeiro Médio

  Weba Superior

  PV Hemetério

  PMDB Vianey Bringel Superior "O significado de política é muito abrangente e está em geral relacionado com aquilo que diz respeito ao espaço político"

  Superior "É saber governar, tendo consciência dos direitos e deveres do Estado ou da Especialista "É a ciência que organiza a administração das nações e estados"

  PSB Cleide Coutinho

  Superior "A política é a forma de enxergar as necessidades do povo"

  "Política é a forma que o político (deputado, vereador, governador, presidente) tem para fazer e beneficiar o bem comum, a população de modo em geral como por exemplo serviços e benefícios para um município ou bairro."

  Castelo Superior

  PSDB Gardênia

  Superior "Reivindicar o direito do povo e da população, para que as pessoas sejam reconhecidas"

  Médio "A política é uma forma de exercer benefícios para a sociedade"

  Superior "É um objeto criado para agraciar a nação, um arcabouço de métodos que infelizmente está sendo usado por muitos para tirarem proveitos sobre pessoas que não possuem muita instrução"

  Médio "Política para mim é uma forma de se conhecer várias outras formas de se comandar uma cidade"

  Médio "Entendo que a política é a segunda força do povo"

  Superior "Compromisso com a população no sentido de trazer melhoras para sua vida"

  Médio "É a base de tudo que rege o mundo" PSL Edson Araújo

  Especialista "É ter dentro de um processo democrático contribuição do desenvolvimento de uma região. A política envolve tudo e todos, até numa conversa se faz política"

  Superior "Conjunto de normas e ações para o bem estar da sociedade"

  Especialista "saber conviver com seus pares em benefício da população"

  Marcelo Tavares

  Especialista "Ciência que estuda organização, funcionamento e direitos do Estado"

  Especialista "É ela que rege tudo no nosso dia a dia, o que você pode ou não pode fazer. Ela que rege a nossa vida mais do que gostaríamos"

  Superior "Conjunto de leis que regem a vida dos cidadãos"

  Especialista "O suficiente para não vender meu voto e para não votar em políticos fisiológicos"

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