SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE DE ALAGOAS SUPERINTENDÊNCIA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE DIRETORIA DE ANÁLISE DA SITUAÇÃO DE SAÚDE

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  DIRETORIA DE ANÁLISE DA SITUAđấO DE SAÚDE

  SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE DE ALAGOAS SUPERINTENDÊNCIA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE

  

SAÚDE ALAGOAS

ANÁLISE DA SITUAđấO DE SAÚDE

  Maceió

  • – AL 2011

  

GOVERNADOR DO ESTADO

Teotonio Brandão Vilela Filho

  

VICE-GOVERNADOR

José Thomaz Nonô

SECRETÁRIO DE ESTADO DE SAÚDE

Alexandre de Melo Toledo

  

SECRETÁRIO ADJUNTO DE ESTADO DA SAÚDE

Jorge Villas Bôas

CHEFE DE GABINETE

Carlos Palmeira Lopes Villanova

  

SUPERINTENDÊNCIA DE VIGILÂNCIA À SAÚDE

Sandra Tenório Accioly Canuto

DIRETORIA DE ANÁLISE DA SITUAđấO DE SAÚDE

Alessandra Pereira Viana

  

DIRETORIA DE LABORATÓRIO DE SAÚDE PÚBLICA

Telma Machado Lisboa Pinheiro

DIRETORIA DE PROMOđấO DA SAÚDE

Eliana Cavalcante Padilha

  

DIRETORIA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE AMBIENTAL

Maria Elisabeth Vieira da Rocha

DIRETORIA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE DO TRABALHADOR

Gardênia Souza Freitas de Santana

  

DIRETORIA DE VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA

Cleide Maria da Silva Moreira

DIRETORIA DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA

Paulo Bezerra Nunes

  2011 – Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas Todos os direitos reservados.

É permitida a reprodução parcial ou total desta obra, desde que citada a fonte e que não

seja para venda ou para qualquer fim comercial.

A responsabilidade pelos direitos autorais de textos e imagens desta obra é de seus

autores e suas respectivas Áreas Técnicas.

Este editorial pode ser acessado na íntegra no site da Secretaria de Estado da Saúde:

http://www.saude.al.gov.br Tiragem: Ano III (Vol. I)

  • – 150 exemplares

  Elaboração, edição e distribuição: SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE DE ALAGOAS - SESAU Superintendência de Vigilância em Saúde - SUVISA Diretoria de Análise da Situação de Saúde - DIASS Coordenação Técnica, Produção e Organização: DIASS Avenida da Paz, nº 1068. Salas: 201 202 e 203

  • – Jaraguá CEP: 57022-050 – Maceió/ Alagoas

  Capa, Projeto Gráfico e Diagramação e Revisão: David Silva de Lima - DIASS

  

SUMÁRIO

  

  

  

  

  

  

  

  

  

  

  

  

  

  

  

  

  

  

  

  

  

  

  

  

  

  ELABORADORES Saúde Alagoas: Análise da Situação de Saúde Capítulo 1 – Perfil demográfico, social e ambiental de Alagoas.

  Rívia Rose da Silva Machado; Alessandra Pereira Viana; Herbert Charles Silva Barros; Anderson Brandão Leite .

  Capítulo 2 – Nascer em Alagoas

  Syrlene Medeiros Patriota; Merielle de Souza Almeida; Alessandra Pereira Viana; Rivia Rose da silva Machado; Anderson Brandão Leite.

  Capítulo 3 – Saúde Materno Infantil no Estado de Alagoas

  Herbert Charles Silva Barros; Anderson Brandão Leite; Syrlene Medeiros Patriota.

  Capítulo 4 – Perfil de morbidade – SIH e SINAN

  Bruno de Souza Lopes; Rívia Rose da Silva Machado; Alessandra Pereira Viana; Anderson Brandão Leite .

  Capítulo 5 – Mortalidade em Alagoas (População Geral) Anderson Brandão Leite; Alessandra Pereira Viana. Capítulo 6 – Mortalidade infantil em Alagoas Adehilde Maria Santos Kessels; Cecília Vila Verde. Capítulo 7 – Saúde da Mulher

  Walkiria Taveiros

  Capítulo 8 – Saúde do Homem

  Marcos César Martins de Castro

  Capítulo 9 – Saúde do Idoso

  Elisabeth Toledo Lima Aguiar

  Capítulo 10 – Controle de Agravos não Transmissíveis ou Fatores Ambientais

  Cleide Moreira; Charles Nunes e Silva; Isolda Maria Wanderley Couto Lima; Celso Tavares; Carmen Lúcia Samico; José Lourenço das Brotas Neto; Jean Lúcia dos Santos; Fabíula Maria Tormena; Flavia dos Santos; Luciana França.

  APRESENTAđấO

  A Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas apresenta o livro Saúde

  

Alagoas 2010: Análise da Situação de Saúde, publicação elaborada e organizada

  pela Diretoria de Análise da Situação de Saúde, que marca nosso compromisso em produzir e disseminar informações sobre a situação de saúde do nosso estado. Um dos objetivos mais relevantes da presente publicação é valorizar o uso dos dados secundários já disponíveis nos sistemas de informações da Vigilância em Saúde, e apesar de não ser o objetivo inicial, buscar com isso, o desenvolvimento e aperfeiçoamento dos sistemas utilizados na análise.

  Outros objetivos que vão igualmente contribuir para o processo de consolidação do SUS no estado são: o estabelecimento de uma linha de base para um permanente monitoramento de indicadores relevantes da saúde da população alagoana; a ampliação da possibilidade de projetar cenários futuros com base nas análises de tendências e de séries temporais; a retroalimentação aos gestores e usuários desses sistemas de informações; e a divulgação, para os pesquisadores da área de saúde coletiva e para a própria sociedade sobre o estado de saúde e sanitário do estado.

  Enfim, este livro contribui para demonstrar o potencial da análise de situação de saúde no âmbito do SUS, como uma das bases de construção de uma saúde coletiva que se vale das evidências geradas a partir da prática da epidemiologia nos serviços de saúde.

  Por fim, destaco a importância das análises aqui produzidas e tendo certeza do impacto de sua divulgação ao gerar informações e subsídios fundamentais para o aperfeiçoamento da gestão do SUS.

  Alexandre de Melo Toledo Secretário de Estado da Saúde de Alagoas

1. DEMOGRAFIA E FATORES SOCIOECONÔMICOS DE ALAGOAS

  CONHECENDO O ESTADO

  Alagoas ocupa uma área de 27.767 km², que representa 0,32% do território brasileiro. Penúltimobrasileiro em área (mais extenso apenas que Sergipe), e 4º em densidade demográfica, atrás apenas do Distrito Federal, Rio de Janeiro e São Paulo. É um dos maiores produtores de Está situado a leste da

  O território pertencente ao estado é banhado por rios como o São Francisco, o Mundaú e o Paraíba do Meio. É um território característico do Nordeste brasileiro: ao lado de um litoral esplendoroso, que chama a atenção do setor turístico para seu aproveitamento, o interior do estado apresenta clima semi-árido. O clima predominante é caracterizado, portanto, como tropical, semi-árido na maior parte de seu território. As temperaturas médias anuais são superiores a 24°C e os índices de pluviosidade são inferiores a 1000 mm na região de semi-aridez.

  Os tipos de vegetação ocorrentes em Alagoas diversificam-se desde a planície litorânea, com o surgimento de mangues, passando pela faixa estreita de floresta tropical (região da Zona da Mata) em direção ao interior, onde a caatinga predomina, no chamado Agreste, constituindo a maior parcela das divisões do território por tipo de vegetação.

  A organização da assistência à saúde dentro do território estadual acompanha o desenho da regionalização, graduando os níveis de complexidade das ações e serviços de saúde, entre Microrregiões de Saúde (MRS), Regiões de Saúde (RS) e Macrorregiões de Saúde (MaRS), de acordo com definições estabelecidas na NOAS 01/01 (PDR, 2002).

  O Plano Diretor de Regionalização - PDR representa o desenho final do processo de identificação e reconhecimento das RS, em suas diferentes formas, em cada estado e no Distrito Federal. No estado de Alagoas, o PDR elaborado no ano de 2002, ainda vigente, contempla 02 MaRS (figura 01) e 05 RS (figura 02) que agregam 13 MRS (figura 03). A programação Pactuada Integrada

  • – PPI, que visa explicitar os pactos de referência entre municípios, foi um dos instrumentos que subsidiou as referências ambulatoriais e hospitalares conformando os módulos assistenciais, os municípios - sede de Região e municípios – pólo de MaRS.
Figura 01 – Macrorregiões de Saúde de Alagoas, 2010.

  Figura 02 – Regiões de Saúde de Alagoas, 2010. Figura 03 – Microrregiões de Saúde de Alagoas, 2010.

  Com o advento do Pacto pela Saúde em 2006 (Portaria nº399/GM), a

  • – regionalização é definida como o eixo estruturante de uma de suas três dimensões o Pacto pela Gestão do SUS, devendo orientar o processo de identificação e construção de RS e definir responsabilidades sanitárias de cada ente federado para a gestão solidária do SUS.

  Em 2007, como conseqüência do Pacto pela Saúde, Alagoas inicia o processo de implantação dos Colegiados de Gestão Regional

  • – CGR. Os CGR utilizam um espaço de pactuação e negociação entre gestores que convivem numa mesma realidade e que mantêm uma relação num processo de desenvolvimento da assistência à saúde num determinado espaço regional, as RS.

  A atualização do PDR vem ocorrendo desde 2008, e atualmente, a nova gestão, entendendo que o estado tem o papel de coordenador da regionalização, prossegue com o processo a luz do Pacto pela Gestão, reconhecendo a identificação das interações regionais já existentes, contemplando modelos de atenção mais adequados aos objetivos da regionalização.

  O estado é formado por 102 municípios (Tabela 01) e os mais populosos são Maceió (932748 hab.), Arapiraca (214006 hab.), Palmeira dos Índios (70368 hab.), Rio Largo (68481 hab.), União dos Palmares (62358 hab.), Penedo (60378 hab.), São Miguel dos Campos (54577 hab.), Coruripe (52130 hab.) e Campo Alegre (50816 hab.) (IBGE, 2010).

  Tabela 01 Organização Político Administrativa do Estado de Alagoas, 2010. Estado de Alagoas Nº de Municípios 102 População residente 3.120.494

Macrorregião de Saúde 1ª Macrorregião de Saúde 2ª Macrorregião de Saúde

  (Maceió) (Arapiraca) Nº de Municípios

  54

  48 População residente 2.078.669 1.041.825

Região de Saúde 1ª Região 2ª Região 5ª Região 3ª Região 4ª Região

  (Maceió) (S. M. Campos) (U. dos Palmares) (S. do Ipanema) (Arapiraca) Nº de Municípios

  27

  15

  12

  24

  24 População residente 1.436.777 415.666 226.226 408.212 633.613 Fonte: PDR, 2002 (Regionalização); IBGE, 2010 (Contagem populacional – Censo).

  INDICADORES E DADOS BÁSICOS

  Os Indicadores e Dados Básicos para a Saúde/RIPSA traz em sua publicação mais recente (2009), alguns dados para Alagoas, Nordeste e Brasil. Alguns indicadores foram atualizados com dados disponibilizados pelo IBGE, porém outros seguem conforme informações do IDB 2009. Os indicadores e seus resultados são listados abaixo (Quadro 01):

  Quadro 01 Indicadores e Dados Básicos/ Demográficos e Socioeconômicos. Indicadores Alagoas Nordeste Brasil Taxa de crescimento da população

  1,01 1,07 1,17 (% de incremento 2001 a 2010) Grau de urbanização

  73,60 73,10 84,40 (% da população urbana, 2010) Índice de envelhecimento

  30,40 38,68 44,82 (Nº de pessoas com 60 anos e mais de idade por 100 pessoas <15 anos, 2010) Razão de dependência

  61,40 58,40 53,50 (Pop. da faixa etária economicamente dependente <15 anos e >60 anos, 2010) Taxa de fecundidade total, 2008

  2,30 2,10 1,80 Taxa bruta de natalidade, 2008

  18,40 16,60 15,40 Esperança de vida ao nascer, 2009

  67,60 70,40 73,10 (Número de anos) Taxa de analfabetismo 2008

  26,00¹ 19,00 10,00 (% na população de 15 anos e mais) Produto interno bruto (PIB) per capita (R$) ano de referência: 2000

  5.767,00 6.664,00 14.056,00 (Segundo população de 2007) Proporção de pobres

  59,00² 52,00 31,00 (% da população com renda familiar per capita de até meio salário mínino, 2008) Taxa de desemprego

  7,00 8,00 7,00 (% da população com renda familiar per capita de até meio salário mínimo, 2008) Taxa de trabalho infantil

  13,00 14,00 10,00 (% da população de 10 a 14 anos que se encontra trabalhando, 2008) Fonte: DATASUS/IBGE/IDB, 2009.

  ¹Alagoas detém a maior taxa de analfabetismo da região Nordeste e do Brasil. ²Alagoas detém a maior proporção de pobres (população com renda familiar per capita de até meio salário mínino da Região Nordeste e do Brasil).

TAXA DE FECUNDIDADE

  A despeito da taxa de fecundidade, apresenta-se ainda elevada (2,3 filhos/mulher), quando comparada às médias do Brasil e Nordeste (respectivamente, 1,8 e 2,1 filhos/mulher) (PNAD, 2009).

  Na Pesquisa Nacional sobre Demografia e Saúde - PNDS, realizada, em 1996, pela Sociedade Civil Bem-Estar Familiar no Brasil - BEMFAM, observou-se uma intensificação do número de mulheres usuárias de métodos anticoncepcionais em todo País. Constatou-se, sobretudo, uma elevada incidência de esterilizações nas Regiões Nordeste, Norte e Centro-Oeste. Este fato pode estar contribuindo para a redução da taxa de fecundidade na população.

  Considerando as MRS, verifica-se que todas apresentam resultados das taxas específicas semelhantes a do estado, apresentando a maior taxa na faixa etária de 20 a 24 anos. Assim como no estado, a segunda faixa etária com maior taxa é de 25 a 29 anos, com exceção das 2ª e 3ª MRS, onde se observa a faixa etária de 15 a 19 anos (Figura 04). Analisando as proporções, verifica-se que as 2ª e 3ª MRS apresentam diferença significativa no número filhos entre adolescentes (15-19 anos) quando comparado com o resto do estado (p<0,05).

  Fonte: SINASC/ DATASUS/ IBGE, Tabulados em 05.07.11 (Sujeito a alterações) Figura 04

  1ª MRS 2ª MRS 3ª MRS 4ª MRS 5ª MRS 6ª MRS 7ª MRS 8ª MRS 9ª MRS 10ª MRS 11ª MRS 12ª MRS 13ª MRS 15 a 19 anos 76,94 107,34 80,04 78,44 64,76 82,75 79,08 78,40 64,07 87,88 90,91 92,66 79,02 20 a 24 anos 98,77 138,25 100,20 117,78 108,32 129,99 128,70 135,35 117,33 121,72 125,22 130,89 112,53 25 a 29 anos 78,44 88,99 68,75 90,66 97,39 109,61 111,37 98,93 98,74 95,55 91,25 97,55 79,51

30 a 34 anos 52,40 41,67 39,39 54,90 68,15 67,25 72,18 74,54 67,35 54,99 59,53 49,30 47,28

  35 a 39 anos 26,23 22,75 20,19 26,55 35,38 47,74 45,58 49,05 37,03 32,75 30,79 29,01 23,28 40 a 44 anos 6,14 10,07 6,79 11,33 11,52 17,88 16,13 18,82 11,44 8,27 11,53 7,55 7,13 45 a 49 anos 0,53 0,29 0,50 0,93 0,69 2,24 2,19 1,28 1,00 0,50 1,14 2,96 0,34

  0,00 20,00 40,00 60,00 80,00 100,00

  120,00 140,00 N as ci d o s vi vo s/ mil mu lh e re s

  • Taxa específica de fecundidade (por mil mulheres), segundo Microrregião de Saúde de Alagoas e faixa etária, 2010.

CRESCIMENTO POPULACIONAL

  Alagoas apresentou, no período de 2000 a 2010 uma redução na taxa média geométrica de crescimento anual (de 1,31 para 1,01), tendo a menor taxa desde 1960 (Figura 05) (IBGE, 2010).

  A taxa de crescimento de Alagoas apresenta-se compatível a do Nordeste (1,07%) e a do Brasil (1,17%), quando comparadas (Figura 06).

  3,00 ) (%

  2,36 to 2,50

  2,24 2,18 men

  2,00 ci es cr

  1,31 e 1,50 d ia

  1,01 1,00 méd

  R² = 0,870 xa

  0,50 Ta

  0,00 1960/1970 1970/1980 1980/1991 1991/2000 2000/2010 Fonte: DATASUS/IBGE, Censo Demográfico 1960/2010 Figura 05 - Taxa média geométrica de crescimento anual da população residente em Alagoas - 1960/2010.

  1,40 %) (

  1,17 1,20 to n

  1,07 e

  1,01 1,00 im sc

  0,80 re c e

  0,60 d ia d

  0,40 é m

  0,20 xa Ta

  0,00 Brasil Nordeste Alagoas

  Fonte: DATASUS/IBGE

Figura 06 - Taxa média geométrica de crescimento anual da população residente no Brasil, Nordeste e em Alagoas – 2010. Em todo o mundo, as taxas de fecundidade diminuem, as populações envelhecem e observa-se um crescimento no fenômeno da urbanização também no Estado. Em Alagoas, a população urbana passou de 68,0% em 2000 para 73,6% em 2010, semelhante a do Nordeste (73,1%) e abaixo do Brasil (84,4%). Avaliando o crescimento urbano da população em uma série histórica com dados dos últimos

  2

  censos do IBGE, observa-se uma tendência significativa de crescimento (R =0,987) (Figura 07).

  80,00 70,00 73,6

  ) 68,0

  (% 60,00 a R² = 0,987

  

58,5

50,00 an

  49,2 rb u

  40,00 o çã

  30,00 la u p

  20,00 o P

  10,00 0,00 1980 1991 2000 2010

  Fonte: IBGE, Censo Demográfico: 1980, 1991, 2000 e 2010 Figura 07

  • Percentual de crescimento urbano da população residente em Alagoas – 1980/2010.

  A Rede Urbana pode ser entendida como um conjunto de centros que se articulam funcionalmente. Esse conjunto de cidades se modificou e ficou mais complexo com o decorrer do tempo, impulsionado por uma série de transformações ligadas a industrialização e as inovações trazidas pelo meio técnico-científico (SOUZA & COSTA, 2010).

  Segundo Moraes (2008), o crescimento urbano pode provocar nas cidades, que não estão preparadas para isto, o acúmulo de infinidades de problemas. A expansão demográfica desenfreada unida à ausência de planejamento para receber esta expansão, reflete-se em conseqüente ampliação do perímetro urbano das cidades. Estas, na maioria das vezes, não possuem legislações específicas para absorver este crescimento e não estão preparadas para o aumento da densidade populacional na ocupação do solo, vindo a acarretar profundas modificações sociais e estruturais no espaço urbano. Disto decorre uma série de problemas, entre os quais podemos citar a favelização das cidades, os problemas de trânsito e transporte, de saneamento, de educação, de saúde, entre tantos outros.

  ÍNDICE DE ENVELHECIMENTO E RAZÃO DE DEPENDÊNCIA

  A razão entre idosos e jovens, representada pelo índice de envelhecimento, é de 30,40%, menor que a média do Nordeste (38,68%) e do Brasil (44,82%). Valores baixos indicam ainda a presença de mais jovens na população, caracterizando uma transição demográfica inicial.

  Quando avaliado em uma série histórica, os dados apontam o aumento desse índice ao longo do tempo, o que retrata a participação crescente de idosos em relação aos jovens na população alagoana e a redução dos níveis de fecundidade com o aumento da esperança de vida dos idosos (Figura 08).

  Fonte: DATASUS/IBGE Figura 08 Índice de envelhecimento da população de Alagoas. 1980/2010.

  A razão de dependência representa a proporção do segmento etário da população definido como economicamente dependente, os menores de 15 anos e os 60 ou mais anos de idade, e o segmento etário potencialmente produtivo, entre 15 e 59 anos de idade. Observa-se em Alagoas um valor elevado (61,4%) quando comparado aos valores médios do Nordeste (58,4%) e do Brasil (53,5%). Valores elevados estão diretamente relacionados com a alta taxa de fecundidade.

  Apesar da razão de dependência estar elevada quando comparada ao Nordeste e Brasil, em uma análise temporal realizada com dados do IBGE de 1980 a 2010, observa-se uma redução significativa desta razão (R

  2 =0,995) (Figura 09).

  Convém ressaltar que a razão de dependência em 1980 (103,9%) reflete o menor número da população economicamente ativa com faixa etária de >15 a 59 anos nesse período, além da alta taxa de fecundidade.

  13,98 15,93 20,59 30,40

  R² = 0,902 0,00 5,00

  10,00 15,00 20,00 25,00 30,00 35,00

  1980 1991 2000 2010 Ín d ic e d e En vel h ec imen to (% ) Fonte: DATASUS/IBGE Figura 09

  • Razão de dependência, população da faixa etária economicamente dependente <15 anos e >60 anos, Alagoas. 1980/2010.

  A taxa bruta de natalidade em 2008, de 18,4/1.000 habitantes é a mais alta da Região Nordeste e está associada às condições socioeconômicas precárias e a aspectos culturais da população. Porém, avaliando uma série histórica de 2006 a 2010, observa-se uma redução significativa (R² = 0,949) dessa taxa (Figura 10).

  Fonte: SINASC, tabulado em 09/05/2011 Figura 10 Taxa bruta de natalidade na população residente em Alagoas. 2006/2010.

  103,9 87,5 73,3 61,4

  R² = 0,995 0,00 20,00

  40,00 60,00 80,00 100,00

  120,00 1980 1991 2000 2010

  R azã o d e d ep en d ên ci a (% ) 18,9 18,6

TAXA BRUTA DE NATALIDADE

  18,4 17,6 17,2

  R² = 0,949 16,00 16,50 17,00 17,50 18,00 18,50 19,00 19,50

  2006 2007 2008 2009 2010 Tax a br uta de N at al ida de (%) Analisando a taxa bruta de natalidade por MRS de saúde obtida nos anos de 2006 a 2010, observa-se que as taxas diminuem em 2010 na maioria das MRS, são elas: 1ª, 2ª, 3ª, 4ª, 5ª, 7ª, 9ª, 10ª, 11ª, 12ª e 13ª (Quadro 02).

  

Quadro 02 - Taxa bruta de natalidade por microrregião de saúde em Alagoas. 2006/2010.

  

Microrregiões de Saúde 2006 2007 2008 2009 2010

1ª MRS 17,1 16,9 17,4 16,7 16,2 2ª MRS 20,3 19,7 19,6 18,2 19,1 3ª MRS 20,6 20,0 18,6 17,0 15,3 4ª MRS 19,5 19,8 20,0 17,6 17,1 5ª MRS 19,4 18,4 18,2 18,3 17,5 6ª MRS 19,9 20,3 20,1 19,1 19,4 7ª MRS 20,2 21,2 20,5 19,6 19,5 8ª MRS 19,1 19,3 20,4 18,5 19,2 9ª MRS 18,6 18,5 18,0 17,1 17,1 10ª MRS 19,6 19,2 18,5 17,9 17,7 11ª MRS 22,0 20,8 18,9 18,5 18,2 12ª MRS 24,2 21,7 18,6 18,7 17,6 13ª MRS 22,1 20,7 19,3 17,8 16,6

  Fonte: SINASC, tabulado em 09/05/2011 ESPERANÇA DE VIDA AO NASCER

  A esperança de vida ao nascer aumentou no período de 1991 (59,72 anos) a 2009 (67,6 anos), que corresponde a 7,88 anos a mais, sendo o terceiro melhor Estado em desempenho do Nordeste, ficando atrás apenas de Pernambuco (8,33 anos) e Sergipe (8,18 anos) (IBGE).

  Em projeção populacional realizada pelo IBGE, nos anos de 2006 a 2010, a população feminina apresenta maior esperança de vida ao nascer que a masculina (Tabela 02). Ao observar o ano de 2010, as mulheres possuem 7,99 anos a mais que os homens em esperança de vida.

  Tabela 02

  • – Esperança de Vida ao nascer por sexo, segundo projeção populacional de Alagoas: 2006-2010.

  SEXOS ESPERANÇA DE VIDA AO NASCER 2006 2007 2008 2009 2010 MULHERES 70,46 70,87 71,28 71,69 72,09 HOMENS 62,45 62,86 63,28 63,69 64,10 AMBOS

  66,36 66,77 67,18 67,59 68,00 Fonte: IBGE/DPE/COPIS.

TAXA DE MORTALIDADE

  A análise da evolução da mortalidade permite acompanhar as mudanças no perfil epidemiológico de uma população por meio dos aspectos da sua estrutura, dos níveis e da sua tendência.

  A taxa de mortalidade geral em Alagoas apresentou uma tendência crescente

  2

  (R =0,737) entre 2006 e 2010, passando de 5,3 para 5,9 por mil habitantes no período, evidenciando um aumento significativo (Figura 11).

  6,00 )

  5,9 5,90

  (% e 5,80 ad

  R² = 0,737 id

  5,70 5,6 5,6 al rt

  5,60 o M

  5,5 5,50 e d

  5,40 ta

  5,3 ru

  5,30 b xa

  5,20 Ta

  5,10 5,00 2006 2007 2008 2009 2010

  Fonte: SIM, tabulado em 01.06.11 Figura 11 Taxa bruta de mortalidade na população residente em Alagoas.

  

2006/2010 .

  Analisando as taxas brutas de mortalidade por MRS, obtida nos anos de 2006 a 2010, observa-se que as mesmas apresentam maior tendência de crescimento nas 1ª, 8ª e 10ª MRS (Figura 12).

  13ª Microrregião

  TB M ( % )

  1,0 2,0 3,0 4,0 5,0 6,0

  2006 2007 2008 2009 2010 TB M ( % )

  8ª Microrregião R² = 0,402 5,0

  5,5 6,0 6,5 2006 2007 2008 2009 2010

  TB M ( % )

  9ª Microrregião R² = 0,941 5,0

  5,2 5,4 5,6 5,8 6,0 6,2 6,4 2006 2007 2008 2009 2010

  10ª Microrregião R² = 0,034 0,0

  TB M ( % )

  2,0 4,0 6,0 8,0

  2006 2007 2008 2009 2010 TB M ( % )

  11ª Microrregião R² = 0,487 0,0

  2,0 4,0 6,0 8,0

  2006 2007 2008 2009 2010 TB M ( % )

  12ª Microrregião R² = 0,003 4,4

  4,6 4,8 5,0 5,2 5,4 5,6 5,8 2006 2007 2008 2009 2010

  TB M ( % )

  7ª Microrregião R² = 0,728 0,0

  5,1 5,1 5,2 5,2 5,3 2006 2007 2008 2009 2010

  Fonte: SIM, tabulado em 01.06.11 Figura 12

  2006 2007 2008 2009 2010 TB M ( % )

  Chama à atenção a taxa bruta de mortalidade por MRS quando avaliada em uma série histórica de 2008 a 2010, onde a 3ª, 11ª, 12ª e 13ª apresentam uma forte tendência de crescimento, quando comparadas as outras MRS. Já a 8ª MRS, apresenta tendência decrescente no período avaliado (Figura 13).

  R² = 0,916 5,0 5,5 6,0 6,5 2006 2007 2008 2009 2010

  TB M ( % )

  1ª Microrregião R² = 0,209 4,0

  4,2 4,4 4,6 4,8 5,0 5,2 5,4 2006 2007 2008 2009 2010

  TB M ( % )

  2ª Microrregião R² = 0,181 0,0

  1,0 2,0 3,0 4,0 5,0 6,0

  3ª Microrregião R² = 0,214 4,8

  6ª Microrregião R² = 0,225 5,0

  5,0 5,2 5,4 5,6 5,8 2006 2007 2008 2009 2010

  TB M ( % )

  4ª Microrregião R² = 0,428 4,8

  5,0 5,2 5,4 5,6 5,8 6,0

  2006 2007 2008 2009 2010 TB M ( % )

  5ª Microrregião R² = 0,275 0,0

  1,0 2,0 3,0 4,0 5,0 2006 2007 2008 2009 2010

  TB M ( % )

  • Taxa bruta de mortalidade na população residente em Alagoas por microrregião de saúde. 2006/2010.

  1ª Microrregião 2ª Microrregião 3ª Microrregião 6,4 4,9 5,2

  4,8 6,2 )

  ) 5,0 ) 4,7

  % % % ( (

  ( 4,6

  M M M 6,0

  4,8 TB TB TB

  4,5 R² = 0,747 R² = 0,932 4,4

  R² = 0,214 5,8 4,6 4,3

  5,6 4,2 4,4 2008 2009 2010 2008 2009 2010 2008 2009 2010 4ª Microrregião 5ª Microrregião 6ª Microrregião

  5,8 5,0 6,0 4,8 5,8

  ) 5,6 ) )

  4,6 5,6 %

  % % (

( (

M 5,4 4,4

M M

  5,4 TB

TB TB

  R² = 0,616 4,2 5,2 R² = 0,874 5,0 4,0 5,2

  R² = 0,022 4,8 3,8 5,0 4,6 3,6 2008 2009 2010 2008 2009 2010 2008 2009 2010

  7ª Microrregião 9ª Microrregião 8ª Microrregião

  6,5 5,2 5,6 5,5

  ) 5,2

) )

% % % 6,0

  5,5 (

( (

  R² = 0,663 M

M M

  5,1 5,4 TB TB TB

  R² = 0,192 5,4 5,5 R² = 0,527 5,1

  5,3 5,0 5,3 5,0 2008 2009 2010 2008 2009 2010 2008 2009 2010

  11ª Microrregião 10ª Microrregião 12ª Microrregião

  6,5 6,2 6,2 6,0

  ) 6,0

  ) 6,1 ) %

  % % (

  ( (

  5,8 M M

  M 5,5 6,0

  R² = 0,967 TB TB

  TB R² = 0,999 5,6

  R² = 0,746 5,0 5,9

  5,4 5,2 5,8 4,5 2008 2009 2010

  2008 2009 2010 2008 2009 2010 13ª Microrregião

  5,8 5,6 )

  5,4 % (

  5,2 M TB

  R² = 0,985 5,0 4,8 4,6 4,4 2008 2009 2010

  Fonte: SIM, tabulado em 01.06.11

Figura 13 - Taxa bruta de mortalidade na população residente em Alagoas por microrregião

de saúde. 2008/2010.

  INDICADORES SOCIOECONÔMICOS

  Quanto aos indicadores socioeconômicos destaca-se o PIB per capita com valor de R$ 6.227,50, menor que a média da região (R$ 7.487,55) e menos da metade do valor nacional (R$ 15.989,75) (IBGE, 2008). Valores muito baixos assinalam, em geral, a existência de segmentos sociais com precárias condições de vida. Esta situação se observa na proporção de pobres do estado, em que pese à redução que ocorreu nos últimos anos, ainda 59% da população tem renda familiar mensal per capita de até meio salário mínimo.

  POPULAđấO A população de Alagoas pelo censo IBGE (2010) foi de 3.120.494 habitantes.

  Comparando as populações nos últimos censos de 2000 e 2010, observa-se que houve um aumento, acompanhando o crescimento do Nordeste e do Brasil (Figura 14).

  250.000.000 200.000.000 150.000.000 100.000.000

  50.000.000 Brasil Nordeste Alagoas 2000 169.799.170 47.741.711 2.822.621 2010 190.755.799 53.081.950 3.120.494

  Fonte: DATASUS/IBGE Figura 14 – População geral do Brasil, Nordeste e Alagoas. 2000 – 2010.

  Dentre os municípios que compõem o estado, 93 (91,2%) possuem população inferior a 50.000 habitantes (Quadro 03), os quais são pequenos municípios com pouca capacidade de produção de receita própria, cuja atuação do poder público é ainda assistencialista.

  Quadro 03 Distribuição dos municípios segundo tamanho da população.

  Alagoas, 2009.

  PORTE DO MUNICÍPIO NÚMERO DE MUNICÍPIOS % (Nº de habitantes) Até 5.000

  5 4,90 5.001 - 10.000 22 21,60 10.001 - 20.000 35 34,31 20.001 - 50.000 31 30,39 50.001 - 100.000 07 6,86 > 100.000 02 1,96 Total

  102 100,00 Fonte: DATASUS/IBGE

  Analisando as 13 MRS de saúde, observa-se um maior incremento da população nas MRS 1ª e 5ª (Quadro 04), onde estão localizados os municípios de Maceió e Arapiraca, respectivamente, que são os maiores municípios em população e com melhores características socioeconômicas do Estado, o que consequentemente corrobora com o processo de urbanização, pressionando os serviços de saúde, especialmente por parte das populações pobres que vivem nas periferias. A 10ª MRS foi a única que apresentou uma redução da população quando comparada os dois censos (2000

  • – 2010) (Figura 15).

  Quadro 04

  • – População residente em Alagoas por microrregião de Saúde. 2010.

  MICRORREGIÕES DE SAÚDE 2000 2010 1ª MRS 1.029.734 1.200.686 2ª MRS 143.377 155.760 3ª MRS 141.545 167.278 4ª MRS 120.125 126.925 5ª MRS 403.721 447.015 6ª MRS 91.017 95.465 7ª MRS 141.607 151.869 8ª MRS 155.221 160.878 9ª MRS 186.213 186.598 10ª MRS 82.102 80.331 11ª MRS 142.326 148.447 12ª MRS 72.238 77.779 13ª MRS 113.395 121.463 Total 2.822.621 3.120.494

  Fonte: DATASUS/IBGE Ao avaliar a população de Alagoas, segundo sexo, em uma série histórica de 1980 a 2010, observa-se que estatisticamente as populações feminina e masculina possuem uma tendência significativa de crescimento (respectivamente, R² = 0,980 e R² = 0,973) (Figura 15). Porém, quando estas populações são comparadas, ambas apresentam tendências de crescimento semelhantes.

  1800000 R² = 0,980 1600000

  R² = 0,973 1400000 o

  1200000 çã la

  1000000 u p o

  800000 P

  600000 400000 200000 1980 1991 2000 2010

  

Masculino Feminino

Fonte: DATASUS/IBGE

  Figura 15 População residente me Alagoas, segundo sexo. 1980/2010.

  A razão de sexos em Alagoas no ano de 2010 (94,0%) assemelha-se a do Nordeste (95,3%) e do Brasil (96,0%). Analisando a razão de sexos na população de Alagoas, série histórica de 1980 a 2010, verifica-se que o número de homens para cada 100 mulheres vem diminuindo com o passar dos anos (R² = 0,806) (Figura 16).

  Os índices apresentados podem ser atribuídos à violência. Estudos apontam para a existência de um crescimento real da violência, em particular das mortes por homicídios, desde finais da década de 1970. Esse crescimento vem sendo observado, na maioria das capitais brasileiras, com taxas mais elevadas entre os jovens e na população masculina (PERES & SANTOS, 2005).

  Fonte: DATASUS/IBGE Figura 16 Razão de sexos na população de Alagoas. 1980/2010.

  Com relação à faixa etária da população do Estado no ano de 2010, observa- se que o maior número e proporção de pessoas são no grupo de 20 a 29 anos (18,0%), o grupo etário de 60 anos e mais representa 8,9% da população (Figura 17). Em relação ao grande contingente de população jovem no estado, destaca-se o fato de que este é público-alvo para uma gama de estratégias necessárias e/ou intencionais, pois, efetivamente pressionam para criação de novos postos de trabalho, novas opções de lazer e estão expostos às mais elevadas taxas de morbidade por mudanças nos padrões de consumo e comportamento não saudáveis (tabagismo, alcoolismo, sedentarismo, obesidade, estresse) e mortalidade por causas externas, impulsionada pelo aumento da violência. Além disso, 53,48% das internações por gravidez, parto e puerpério, em 2009, ocorreram nesta faixa etária.

  96,0 95,6 95,5 94,0

  R² = 0,806 92,5 93,0 93,5 94,0 94,5 95,0 95,5 96,0 96,5

  1980 1991 2000 2010 R az ão d e se xo s (% ) Fonte: DATASUS/IBGE Figura 17 Proporção da População residente em Alagoas por faixa etária. 2010.

  A distribuição da população por grupos etários é demonstrada e comparada, com dados dos censos do IBGE de 1991 e 2010, respectivamente, nas figuras 18 e 19, e evidenciam um leve crescimento da população de 60 anos e mais (a proporção de idosos em Alagoas aumentou, neste período, de 6,4% para 8,9%), a redução da proporção de menores de 15 anos de 40,26% para 29,17% um acentuado aumento na população de 20 a 29 anos, além da redução na faixa etária de 0 a 9 anos. As mudanças na composição etária evidenciam um envelhecimento populacional.

  O crescimento da população idosa brasileira tem provocado alterações profundas na sociedade. Este impacto, que deverá ser ainda maior no futuro, é sentido na economia, no mercado de trabalho, nas relações familiares e no sistema de saúde (PICCINI et al., 2006). O idoso consome mais serviços de saúde, as internações são mais freqüentes e o tempo de ocupação do leito é maior. Em geral, os idosos são acometidos por doenças crônicas e múltiplas. Segundo Loyola e cols. (2004), entre os idosos, as três maiores taxas de internação são insuficiência cardíaca, bronquite/enfisema/outras doenças pulmonares obstrutivas crônicas e pneumonias.

  1,7% 7,0% 9,6% 10,8%

  10,0% 18,0% 14,7% 11,4%

  7,9% 8,9% 0,0% 2,0% 4,0% 6,0% 8,0% 10,0%

  12,0% 14,0% 16,0% 18,0% 20,0%

  < 01 1 a 4 5 a 9 10 a 14 15 a 19 20 a 29 30 a 39 40 a 49 50 a 59 ≥ 60 P ro p o ão d a p o p u la çã o (% ) Faixa etária (anos)

  ≥ 80 75 a 79 70 a 74 65 a 69 60 a 64 55 a 59 50 a 54 45 a 49 40 a 44 35 a 39 30 a 34 25 a 29 20 a 24 15 a 19 10 a 14 5 a 9 ≤ 4 200000 150000 100000 50000 50000 100000 150000 200000

  

Homens Mulheres

Fonte: DATASUS/IBGE Figura 18

  • Pirâmide etária da população de Alagoas, segundo Censo 1991.

  ≥ 80 75 a 79 70 a 74 65 a 69 60 a 64 55 a 59 50 a 54 45 a 49 40 a 44 35 a 39 30 a 34 25 a 29 20 a 24 15 a 19 10 a 14 5 a 9 ≤ 4 200000 150000 100000 50000 50000 100000 150000 200000

  

Homens Mulheres

Fonte: DATASUS/IBGE Figura 19

  • Pirâmide etária da população de Alagoas, segundo Censo 2010.

  CONSIDERAđỏES FINAIS

  A radical transformação do padrão demográfico corresponde a uma das mais importantes modificações estruturais verificadas em Alagoas, com reduções na taxa de crescimento populacional e alterações na estrutura etária, com crescimento mais lento do número de crianças e adolescentes, paralelamente a um aumento da população em idade ativa e de pessoas idosas. Com aumento da população idosa, faz-se necessário a unificação de condutas que possam subsidiar a implementação e a qualificação das ações na assistência à saúde do idoso.

  Ignorar a evolução e as contradições do processo de mudanças demográficas constitui uma grave lacuna na capacidade de reflexão sobre as condições de vida e reprodução da população brasileira e, em especial, de seus contingentes mais pobres. Além disso, dificulta a utilização de instrumentais adequados para a formulação de políticas e dispêndios de recursos socialmente eficazes.

  REFERÊNCIAS

  ALAGOAS. Secretaria de Estado da Saúde

  • – Plano Diretor de Regionalização da Atenção à Saúde do Estado de Alagoas, Alagoas, 2002.

  INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). Censo 2010. Disponível em: <http:// www.ibge.gov.br>. Acesso em: maio. 2011.

  INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio, 2009. Disponível em: <http://www.ibge.gov.br/estadosat/perfil.php?sigla=al>. Acesso em: maio. 2011.

  INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). PIB do estado de Alagoas 2008. Disponível em: <http:// www.ibge.gov.br>. Acesso em: maio. 2011.

  INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). Indicadores Sociodemográficos e de Saúde no Brasil. 2009 PERES MFT, SANTOS PC. Mortalidade por homicídios no Brasil na década de 90: o papel das armas de fogo. Revista de Saúde Pública. 39(1):58-66; 2005.

  SOUZA EG, COSTA VA. O processo da urbanização brasileira. Dinâmica dos espaços urbanos e rurais. 2010. PICCINI RX, FACCHINI LA, TOMASI E, THUMÉ E, SILVEIRA DS, SIQUEIRA FV, RODRIGUES MA. Necessidades de saúde comuns aos idosos: efetividade na oferta e utilização em atenção básica à saúde. Ciência & Saúde Coletiva. 11(3):657-667; 2006.

LOYOLA FILHO AI, MATOS DL. GIATTI L, AFRADIQUE ME, PEIXOTO SV, LIMA-

  COSTA MF. Causas de internações hospitalares entre idosos brasileiros no âmbito do Sistema Único de Saúde. Revista de Epidemiologia e Serviços de Saúde. 13(4):229-238; 2004.

2. NASCER EM ALAGOAS

  Os dados sobre nascimentos são importantes, tanto sob o aspecto demográfico, quanto de saúde por possibilitarem a construção de diversos indicadores, tais como as taxas de natalidade e de fecundidade, e a análise da situação de saúde (IBGE, 2009). Esses indicadores são úteis nas atividades de vigilância epidemiológica, planejamento e avaliação de políticas de saúde.

  Para esta análise foram coletados dados do SIM, SINASC e DATASUS, abrangendo o período de 2000 a 2010, considerando número e condições de nascimento expressas pelos indicadores de prematuridade, baixo peso ao nascer, acesso ao pré-natal e assistência ao parto.

  Desde a década de 1990 com a implantação do SINASC tornou-se possível a obtenção de informações mais fidedignas, que permitem retratar a situação dos nascimentos, e esses dados têm melhorado em cobertura e qualidade com o passar dos anos. Entretanto, vale ressaltar que ainda existe um caminho muito longo a ser percorrido na busca de informações mais completas e consistentes.

QUANTOS NASCEM

  O número de nascidos vivos vem apresentando redução no estado, seguindo a tendência do Nordeste e do Brasil (Figura 01). Em 2010 foram registrados 53.594 NV em Alagoas o que demonstra uma redução de 16,05% quando comparado ao ano de 2000 (63.844 NV).

  3.400.000 960.000 66.000 3.200.000 920.000 62.000 3.000.000 880.000

  58.000 2.800.000 840.000 54.000

  R² = 0,811 R² = 0,855 R² = 0,904 2.600.000 800.000 50.000

  Fonte: DATASUS, em 09/06/2011 Figura 01 - Tendência de nascidos vivos no Brasil, Nordeste e Alagoas. 2000 a 2009.

  Analisando essa tendência segundo MRS destacam-se as 2ª e 7ª com reduções menos significativas, enquanto a 3ª MRS apresentou a maior redução no número de nascimentos (Tabela 01).

  Tabela 01 Nascidos vivos segundo Microrregião de Saúde, Alagoas - 2000 a 2010. MICRORREGIÃO DE SAÚDE 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 22.048 22.284 21.789 21.729 20.950 21.288 20.205 20.397 20.834 20.259 19.474 2.901 3.373 3.287 3.070 2.812 2.791 3.037 2.971 3.093 2.890 2.978 3.696 3.708 3.751 3.475 3.369 3.446 3.135 3.049 3.010 2.783 2.551 2.732 2.628 2.401 2.605 2.326 2.564 2.452 2.499 2.559 2.267 2.170 9.860 9.867 9.076 8.966 8.326 8.706 8.482 8.161 8.055 8.166 7.811 2.642 2.495 2.267 2.135 2.039 2.023 1.925 1.980 1.972 1.881 1.853

  2.677 2.682 2.601 2.461 2.263 2.199 3.041 3.215 3.167 3.058 2.965 3.731 3.817 3.741 3.505 3.351 3.303 3.204 3.279 3.264 2.974 3.088 4.104 3.920 3.802 3.575 3.376 3.530 3.451 3.414 3.447 3.277 3.198

  10ª 1.833 1.985 1.973 1.941 1.666 1.674 1.638 1.609 1.537 1.487 1.422 11ª 3.559 3.727 3.628 3.424 3.031 3.218 3.104 2.936 2.880 2.830 2.698 12ª 1.651 1.690 1.617 1.509 1.330 1.381 1.562 1.376 1.444 1.459 1.372 13ª 2.410 2.768 2.631 2.767 2.628 2.688 2.549 2.409 2.386 2.232 2.014

  ALAGOAS 63.844 64.944 62.564 61.162 57.467 58.811 57.785 57.295 57.648 55.563 53.594 Fonte: Sinasc, em 09/05/2011

ONDE NASCEM

  Entre 1996 e 2006, a cobertura do parto hospitalar no Brasil cresceu de 91% para 98%, e do parto assistido por profissionais qualificados (médico e/ou enfermeiro), subiu de 87% para 98%. Este crescimento foi mais acentuado na área rural (DINIZ, 2009).

  Em 2009 no Brasil 97,86% dos partos ocorreram em ambiente hospitalar, com índice semelhante no Nordeste (97,05%), e um pouco mais elevado em Alagoas (98,30%). No estado essa taxa manteve-se elevada em 2010 (98,56%) sendo que a 7ª e 8ª MRS apresentaram os menores índices (Figura 02).

  100,0

  1

  5

  6 ,9

  2

  9 98,0

  9

  

2

,7 ,4 ,5

,2

  ,0

  99 ,9

,9

  2

  2

  99

  99

  99

  8

  99 99 98 ,0 98 ,6 ,3

  96,0

  98

  97

  97 94,0

  4 ,0 92,0

  94

  7 ,9 90,0

  91 88,0 86,0

MRS MRS MRS MRS MRS MRS MRS MRS MRS MRS MRS MRS MRS

  01

  02

  03

  04

  05

  

06

  07

  08

  09

  10

  11

  12

  13 Fonte: Sinasc, em 01/06/2010.

  Figura 02 Proporção de partos hospitalares por Microrregião de Saúde, Alagoas - 2010 Ao observar o crescimento dos partos hospitalares ocorridos de 2000 a 2010

(Figura 03), verifica-se que em 2001 o índice (94,42%) mostra a menor cobertura

alcançada no estado, em 2009 apresenta uma variação de 1,95% acima da média

(96,35%) mantendo-se crescente em 2010 (2,70% acima da média).

  100,0 99,0 )

  98,0 (%

  97,0 ão

  R² = 0,754 o

  96,0 p ro

  95,0 P

  94,0 93,0 92,0

  2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 Fonte: Sinasc, em 07/07/2010.

   Figura 03 Tendência de partos hospitalares, Alagoas – 2000 a 2010 COMO NASCEM CESAREANA

  O parto normal em sua fisiologia traz uma série de vantagens à mãe e ao recém-nascido, entretanto o aumento de nascimentos por parto cesárea é crescente em todas as Regiões do Brasil, com comportamento semelhante em Alagoas

  (Figuras 04), ultrapassando em muito o índice (15%) considerado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como partos em que uma intervenção seja benéfica na assistência à mãe ou ao recém-nascido.

  60,0 50,0 40,0

  áreo R² = 0,975 es C

  30,0 o art P

  20,0 %

  10,0 0,0 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010

  Fonte: Sinasc, em 31/05/2011 Figura 04

Tendência de partos cesáreas em Alagoas, 2000 a 2010.

  No Brasil, o uso da cesárea é mal regulado nos serviços públicos e não regulado no setor privado, onde alcançou 80,8% dos nascimentos em 2006 (BARROS, 2005). Em 2009, 50.05% dos nascidos vivos no Brasil nasceram de parto cesáreo, no Nordeste a porcentagem foi de 41,22% e em Alagoas 47,70%.

  Na avaliação por MRS evidencia-se maior proporção de partos cesárea na 1ª

(68,2%), 9ª (53,2%) e 3ª (50,4%) e menor na 6ª (29,1%), porém o crescimento desse tipo de parto evidencia-se em todas as MRS (Figura 05). Fonte: Sinasc, em 11/05/2011 Figura 05 Tendência de partos cesáreos por MRS de residência, Alagoas - 2000 a 2010.

  A coorte de cesáreas eletivas entre 37 e 39 semanas em 19 centros acompanhada por Tita e cols. (2009) mostra aumento significante de complicações respiratórias, necessidade de ventilação mecânica, sepsis neonatal e hipoglicemia, mesmo entre os recém-nascidos maiores de 37 semanas de idade gestacional. Assim, observa-se que altos índices de cesáreas contribuem para a maior necessidade de recursos terapêuticos, onerando os serviços de saúde.

  20,0 30,0 40,0 2000 2002 2004 2006 2008 2010

  20,0 30,0 40,0 50,0

  2000 2002 2004 2006 2008 2010 MRS 12 R² = 0,960 10,0

  20,0 30,0 40,0 50,0

  MRS 11 R² = 0,820 0,0 10,0

  20,0 30,0 40,0 2000 2002 2004 2006 2008 2010

  2000 2002 2004 2006 2008 2010 MRS 10 R² = 0,917 10,0

  20,0 30,0 40,0 50,0

  MRS 09 R² = 0,914 10,0

  MRS 08 R² = 0,968 20,0 30,0 40,0 50,0 60,0 2000 2002 2004 2006 2008 2010

  2000 2002 2004 2006 2008 2010 MRS 07 R² = 0,966 10,0

  R² = 0,935 20,0 30,0 40,0 50,0 60,0 70,0 2000 2002 2004 2006 2008 2010

  10,0 20,0 30,0 40,0

  MRS 06 R² = 0,948 0,0

  MRS 05 R² = 0,923 10,0 15,0 20,0 25,0 30,0 2000 2002 2004 2006 2008 2010

  MRS 04 R² = 0,981 15,0 25,0 35,0 45,0 55,0 2000 2002 2004 2006 2008 2010

  25,0 35,0 45,0 2000 2002 2004 2006 2008 2010

  MRS 03 R² = 0,677 15,0

  MRS 02 R² = 0,933 10,0 20,0 30,0 40,0 50,0 2000 2002 2004 2006 2008 2010

  25,0 35,0 45,0 2000 2002 2004 2006 2008 2010

  MRS 1 R² = 0,907 5,0 15,0

  2000 2002 2004 2006 2008 2010 MRS 13

  PRÉ-NATAL

  Desde 2000, a recomendação do Ministério da Saúde é de que a gestante realize, no mínimo 6 consultas de pré-natal e as inicie tão logo comece a gravidez. Entretanto, não existe informação disponível no SINASC que possibilite avaliar o momento do início do pré-natal (IBGE, 2009).

  De acordo com a última Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde - PNDS (2006) o acesso à assistência pré-natal pode ser considerado universal. Nos cinco anos anteriores às duas pesquisas (1996 e 2006), a porcentagem de mulheres que não realizou nenhuma consulta durante sua última gravidez caiu de 14% para 1%, redução que ocorreu tanto na área urbana quanto rural. A PNDS (2006) mostrou que 77% das mulheres fizeram no mínimo seis consultas de pré-natal. O percentual de mulheres que compareceu a 7 ou mais consultas de pré-natal no país cresceu de 47%, em 1996, para 61% em 2006. (DINIZ, 2009).

  Em Alagoas a proporção das gestantes que não realizaram nenhuma consulta de pré-natal caiu de 19,97% em 2000 para 2,91% em 2010, contudo, esta proporção ainda apresenta-se maior que a média do Brasil. Mulheres com 4 a 6 consultas aumentou de 22,45% para 43,44%. A realização de 7 ou mais consultas de pré-natal teve menor aumento passando de 39,85% em 2000 para 43,07% em 2010, o que pode caracterizar a captação tardia ou perda da continuidade do pré-natal (Tabela 02) .

  Tabela 02 Proporção de consultas pré-natal. Alagoas, 2000 a 2010.

  

Nº DE CONSULTAS 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010

Nenhuma

  19,97 15,78 12,66 8,68 6,78 5,43 4,07 3,23 2,45 2,23 2,91 1 a 3

  15,61 15,57 14,03 12,67 11,78 11,05 10,44 10,12 9,46 9,77 9,31 4 a 6

  22,45 23,64 27,97 31,74 35,09 37,22 39,86 42,56 42,43 43,36 43,44 7 e +

  39,85 43,15 43,33 44,51 43,08 44,19 44,05 42,47 43,97 42,98 43,07

  • Exclui as ocorrências sem informação sobre o número de consultas realizadas Fonte: Sinasc, em 17/05/2011

  Analisando o numero de consultas de pré-natal nas MRS no ano de 2010, destaca-se a 11ª com a maior proporção de gestantes sem consultas de pré-natal (17,94%) embora também apresente a maior proporção com 7 ou mais consultas (58,00%) (Figura 06). Entre os municípios quem compõem essa MRS, observa-se que o pior desempenho na captação da gestante ocorreu em Branquinha (25,63%) e União dos Palmares (23,43%), considerando-se 7 ou mais consultas de pré-natal o desempenho foi semelhante em todos os municípios dessa MRS.

  Fonte: Sinasc, em 17/05/2011 Figura 06 Proporção do número de Consultas de pré-natal segundo MRS, Alagoas - 2010 ADOLESCÊNCIA

  30 483

  100% MRS 01 MRS 02 MRS 03 MRS 04 MRS 05 MRS 06 MRS 07 MRS 08 MRS 09 MRS 10 MRS 11 MRS 12 MRS 13 P ro p o ão n º d e co n su lt as Microrregião de Saúde

  20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90%

  543 701 0% 10%

  1073 1060 1352 604 1562

  942 807 3285 467

  25 1852 318 369 236 478 192 305 307 260 144 180 180 168 7482 1445 1135 981 3756 1128 1484 1616 1488 620 468 597 1097 9589 1110

  48

  55

  No Brasil as taxas de fecundidade por idade têm diminuído substancialmente nos últimos anos, e a média geral para todas as mulheres é de 1,9 filhos nascidos vivos. Em Alagoas essa taxa é de 2,7 que apesar de ter sofrido redução ainda se mantém alta (IDB, 2009).

  39

  77

  35

  87 44 129

  63

  447

  Alagoas apresentou queda na ocorrência de gestação entre adolescentes (< 19 anos), em 2000 a taxa de mães dessa faixa etária era de 25,99% reduzindo para 24,29% em 2010. Observando redução mais acentuada a partir de 2007. Essa redução é pequena quando comparado ao Nordeste e ao Brasil, que apresentaram respectivamente em 2000 taxa de 26,14% e 23,40% reduzindo em 2009 para 22,58% e 19,95% (Figura 07).

  

7 e + 4-6 vezes 1-3 vezes Nenhuma As possíveis repercussões psico-sociais acarretadas pela gravidez na adolescência pode resultar no abandono escolar, sendo que o retorno aos estudos se dá em menores proporções, tornando difícil a profissionalização com agravamento das condições de vida de pessoas já em situação econômica desfavorável.

  A faixa etária materna não deve ser encarada como um fator meramente biológico que, isoladamente, pode acarretar complicações para a mãe e seu filho. Destaca-se que mais importante do que a idade, seriam as condições de vida e saúde das gestantes, principalmente, a qualidade da assistência obstétrica no pré- natal e no parto (AZEVEDO et al., 2002).

  29,0 27,0 25,0

  R² = 0,496 23,0 R² = 0,900 21,0 R² = 0,975 19,0

  17,0 15,0 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009

Brasil Nordeste Alagoas

  Fonte: Sinasc/DATASUS, em 07/06/2011 Figura 07

  • Tendência temporal de gestação na adolescência, Brasil, Nordeste e Alagoas, 2000 a 2009.

  Apesar da redução da taxa de gravidez na adolescência, em 2010 foram

registradas 13.024 gestantes com idade menor que 19 anos, entre estas 821

(6,30%) eram menores de 14 anos. Relacionando ao tipo de parto 42,22% das mães

adolescentes tiveram parto cesárea. Observando o número de consultas de pré-

natal 15,30% das adolescentes fizeram apenas 3 ou menos consultas, índice maior

que o ocorrido na população geral de gestantes (12,22%).

  40,0 35,0

  9 7 ,0

  8 ,1

  4 4 ,0

  8

  3

  3

  7 30,0

  3 ,5

  3 1 ,0

  3

  2

  3

  3

  1 ,6 1 ,6 ,3

  3 ,2

  9

  9

  6

  9 ,2

  4

  9

  9

  2

  2

  2 8 2 ,7

  25,0

  2 ,1 ,3

  1

  2

  7

  9

  7

  5 ,1

  2

  6 ,4

  2

  6 6 ,0

  2 ,6

  5

  2

  5

  6

  3

  4

  2 ,5 9 ,5

  5

  2 2 ,8

  3

  3

  3 ,5 20,0 ,1

2 ,9

  2

  2

  2

  2 2 ,3

  1

  2 ,6

  2

  6

  2

  1

  2

  2 ,3

  2

  9

  1 15,0 10,0

  5,0 0,0

MRS 01 MRS 02 MRS 03 MRS 04 MRS 05 MRS 06 MRS 07 MRS 08 MRS 09 MRS 10 MRS 11 MRS 12 MRS 13

  

2000 2010

Fonte: Sinasc, tabulado em 16/05/2011 Figura 08 Mães de 10 a 19 anos segundo MRS de residência, Alagoas - 2000 e 2010.

  Analisando o indicador gestação em adolescentes, observa-se que houve

aumento deste, quando comparado os anos 2000 e 2010, nas 6ª, 7ª, 8ª e 11ª MRS

(Figura 08), sendo a ultima com o maior aumento (2,59%) e coincidentemente a

região que apresentou o pior desempenho na captação de gestantes para o pré-

natal.

  PREMATURIDADE

  Apesar da maioria dos indicadores de saúde no Brasil mostrar progressos, alguns demonstram piora. A taxa de prematuridade no Brasil para o ano de 1998 foi de 4,8% e para o ano de 2001 foi de 5,9% (COELHO, 2004).

  Diferente do observado no Brasil e no Nordeste, Alagoas não apresenta tendência de crescimento em sua taxa de prematuridade (Figura 09). Entretanto, deve-se considerar que 3,1% dos nascidos vivos no estado não possuem informação da idade gestacional, e grande número de mulheres não sabem informar a data da última menstruação (DUM), estimando-se a idade gestacional do recém- nascido através do exame físico, que tende a aumentar a idade gestacional em até duas semanas.

  8,0 7,0 %) ( e 6,0 ad d ri u

  5,0 at m re P e

  4,0 d xa Ta

  3,0 2,0 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 Brasil

  6,60 6,29 6,24 6,27 6,44 6,50 6,56 6,52 6,80 6,96 Nordeste 6,18 5,54 5,31 5,18 5,47 5,55 5,56 5,34 5,69 5,75 Alagoas 4,83 3,86 4,09 3,81 3,73 4,31 4,70 4,61 4,47 4,04

  Fonte: DATASUS/ Sinasc/SIM, em 06/07/2011 Figura 09

  • Taxa de Prematuridade, Brasil, Nordeste e Alagoas – 2000 a 2010

  A taxa de prematuridade avalia de forma indireta a disponibilidade de ações de saúde nos níveis de atenção para saúde materno-infantil refletindo a qualidade da promoção, prevenção, diagnóstico precoce e tratamento.

  A situação da prematuridade observada por MRS em 2010 mostra a 1ª (6,12%), 2ª (6,37%) e 10ª (4,97%) com percentuais acima do observado no estado (Tabela 03), sendo identificado que alguns municípios possuem taxas bem superiores: Pindoba (13,16%), Barra de Santo Antonio (12,50%), Jacuípe (8,65%), Barra de São Miguel (8,45%) e Porto de Pedras (8,21%).

  Tabela 03 - Taxa Prematuridade por MRS de residência, Alagoas - 2000 a 2010.

  MICRORREGIÃO DE 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 SAÚDE 5,07 4,78 5,52 5,14 4,95 5,67 5,90 5,60 5,83 5,38 6,19

   3,66 3,28 3,25 4,14 3,78 4,33 3,43 3,84 3,55 4,42 5,42

   6,54 4,92 3,40 3,47 3,93 4,54 3,93 4,21 4,10 4,63 4,54

   1,62 1,91 5,56 5,93 5,64 4,67 5,92 3,77 3,49 2,76 2,88

   3,40 3,41 3,21 2,46 2,74 3,15 3,31 3,32 2,59 2,14 2,59

   3,38 2,63 3,16 3,73 3,36 3,88 3,24 3,42 2,57 2,82 3,90

   1,46 1,78 2,49 1,70 1,28 1,68 4,11 4,51 3,73 2,95 3,87

   8,42 3,35 3,41 1,82 2,16 4,34 7,55 8,59 8,20 5,35 3,73

   4,59 3,00 2,43 2,11 1,76 2,62 3,43 3,76 2,92 3,08 4,10

   15,11 4,93 3,12 2,45 2,68 3,67 2,96 2,90 2,58 4,20 5,01

  10ª 1,45 1,44 2,02 2,28 2,07 2,68 2,85 2,50 3,34 2,43 2,54

  11ª 4,03 8,83 7,56 7,13 5,06 4,45 4,97 3,95 4,32 3,26 4,61

  12ª 8,80 3,83 3,19 3,50 3,85 3,66 4,31 3,92 4,03 3,58 4,68

  13ª ALAGOAS 4,83 3,86 4,09 3,81 3,73 4,31 4,70 4,61 4,47 4,04 4,62

  Fonte: Sinasc, em 12/05/2011

  Prematuros Cesário

  3

  1

  2

  8 ,7

  4

  3

  1 ,1

  4

  3

  4 ,0

  6

  3

  6 ,2

  9 ,0

  2

  5

  4

  2 ,3

  5

  4

  7 ,6

  6

  5

  2 ,7

  7 0,0 10,0

  20,0 30,0 40,0 50,0 60,0 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010

  P ro p o ão (%) Período (anos)

  6 ,4

  9

  A contribuição das intervenções médicas, como as cesarianas, para o aumento dos nascimentos pré-termo tem sido bastante discutida no Brasil: enquanto alguns estudos mostram uma associação, outros indicam que o nascimento pré-termo aumentou igualmente entre os nascimentos por cesariana ou por parto vaginal (VICTORA, 2011). No estado apesar do crescente índice de cesárea não se observa aumento da taxa de prematuridade. (Figura 10).

  4 ,3

  Fonte: SINASC, em 11/05/2011 Figura 10

  A proporção de prematuridade entre os partos cesáreos em 2000 foi de 5,7% e em 2010 de 5,1%, enquanto que entre os partos vaginais em 2000 a proporção de prematuros foi de 4,6% e em 2010 de 4,3% (Figura 11).

  4 ,8

  3

  3 ,8

  6

  4 ,0

  9

  3 ,8

  1

  3 ,7

  3

  1

  3 ,0

  4 ,7 4 ,6

  1

  4 ,4

  7

  4 ,0

  4

  4 ,6

  2

  2

  2 ,1

  2

  2

  • Proporção de partos cesáreos e nascidos vivos prematuros, Alagoas, 2000 a 2010.

  7,0 6,0 5,0

  ) 4,0

   (% ão o 3,0 p ro P

  2,0 1,0 0,0 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 prematuros (vaginal) 4,64 3,66 3,56 3,35 3,21 3,48 4,53 4,42 4,46 4,01 4,35

prematuros (Cesário) 5,66 4,65 5,70 5,07 4,95 6,01 5,56 5,26 4,80 4,30 5,13

Fonte: SINASC, em 11/05/2011

  Figura 11

  • Proporção de prematuros por tipo de parto (Vaginal/Cesáreo). Alagoas, 2000 a 2010.

  Entre os prematuros a ocorrência de partos cesáreos foi maior e vem apresentando uma tendência de crescimento, diante do aumento das taxas de cesáreas nos últimos dez anos, esse evento merece melhor investigação (Figura 12).

  100% 90% 80% 70% o

  60% ix E o

  50% d lo tu

  40%

  30% 20% 10% 0%

  2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 Cesário 25,8 27,7 36,6 37,9 41,1 47,2 41,2 43,3 44,2 49,4 56,9 Vaginal 74,2 72,3 63,4 62,1 58,9 52,8 58,8 56,7 55,8 50,6 43,1 Fonte: SINASC, em 31/05/2011

  Figura 12

  • Proporção de partos vaginal e cesáreo entre os prematuros, Alagoas - 2000 a 2010.

BAIXO PESO

  O Baixo Peso ao Nascer (BPN) tem sido utilizado como forte indicador das condições de saúde da população, por ser o determinante mais importante das chances do recém-nascido de sobreviver (ARAÚJO &

  SANT‟ANA, 2003). Entretanto temos como paradoxo um grande número de óbitos fetais com peso maior que 2500g.

  Alagoas no ano de 2010 registrou 538 óbitos fetais, dos quais 27,7% ocorreram em fetos com peso maior que 2.500 gramas. Destaca-se a 10ª MRS com 53,3% dos óbitos fetais ocorridos em maiores de 2.500 gramas e a 11ª MRS com 44,4%.

  A prevalência de baixo peso ao nascer no estado em 2009 (7,59 %) foi semelhante à do Nordeste (7,73%) e do Brasil (8,41%). Esta taxa em países desenvolvidos é de 6%. Estratificando a condição de baixo peso em: extremo baixo peso (< 1000g), muito baixo peso (1000g a 1499g) e baixo peso (1500g a 2499g) observa-se comportamento semelhante (Figura 13).

  8,0 7,11 7,0

  6,52 6,51 6,0 5,0

  (%) a ci n 4,0 va re P

  3,0 2,0 0,73 1,0 0,65

  0,59 0,57 0,56 0,49 0,0

  <1000g 1000 a 1499 g 1500 a 2499 g Peso

  Fonte: SINASC, em 02/06/2011 Figura 13 - Baixo peso ao nascer - Brasil, Nordeste e Alagoas em 2009.

  10,0 9,09 8,74

  9,0 8,47 8,16 8,07

  8,0 7,65 7,18 7,5

  7,00 6,98 6,87 6,82 7,0

  6,58 )

  5,97 6,0 (% ão

  5,0 o p

  4,0 ro P

  3,0 2,0 1,0 0,0

  1ª 2ª 3ª 4ª 5ª 6ª 7ª 8ª 9ª 10ª 11ª 12ª 13ª Microrregiões de Saúde

  Fonte:SINASC, em 02/06/2011 Figura 14

  • Baixo peso ao nascer por MRS. Alagoas - 2010. Em vermelho encontra-se traçada a média da proporção de nascidos vivos com baixo peso ao nascer.

  De acordo com o índice de baixo peso ao nascer (2010) quando avaliado por MRS (Figura 14), a 1ª, 3ª, 4ª, 5ª, 9ª e 13ª MRS destacam-se com taxas superiores à média do estado.

  APGAR

  Cerca de 25% dos óbitos perinatais e grande número de seqüelas em bebês decorrem da asfixia intraparto, sobretudo em crianças com peso adequado ao nascer e em gravidez de baixo risco, demonstrando o seu grande potencial de prevenção. (LAWN et al., 2009).

  Em Alagoas, dos nascidos vivos em 2010 com baixo peso ao nascer, 28,0% tiveram Apgar menor que 7 no 1º minuto de vida; entre os RN com adequado peso ao nascer, essa proporção foi de 13,2% (p<0,05). Deve-se ressaltar também que 9,45% dos nascidos vivos não tiveram Apgar informado na declaração de nascimento, esta não completitude dessa variável também ocorre em grande parte nos partos operatórios (4,18%), destaque para as 6ª, 8ª, 13ª, 10ª e 7ª MRS, com respectivamente 37,00%, 51,34%, 57,23%, 72,07% e 80,82% da variável sem informação.

  O alto percentual de asfixia durante o trabalho de parto possivelmente esta associado a falhas no manejo obstétrico e no atendimento ao recém-nascido na sala de parto. É importante ressaltar as conseqüências da asfixia, que quando não leva ao óbito, pode resultar em crianças com seqüelas graves, com comprometimento da qualidade de vida e, que muitas vezes podem evoluir para óbito nos primeiros 5 anos de vida (BARROS et al., 1987).

  Em Alagoas 14,28 % (2010) dos nascidos vivos tiveram Apgar menor que 7 no 1º minuto de vida e destes, 2,02% permaneceram com Apgar menor que 7 no 5º minuto.

  A análise por MRS, considerando o local de ocorrência do nascimento mostra que a 2ª, 10ª, 11ª e 12ª MRS tiveram o pior desempenho na assistência imediata ao recém-nascido (Figura 15). A ausência de informação do Apgar na declaração de nascimento é alarmante, principalmente considerando que 98% dos partos ocorreram em ambiente hospitalar. Destaca-se a 7ª MRS com 74,60% de Apgar sem informação, seguida da 10ª MRS (66,89%), 8ª MRS (52,63%) 13ª MRS (45,76%) e a 11ª MRS (32,94%).

  100% 1,5 1,7 2,4

  1,8 2,6 1,6 1,3 2,0

  2,1 2,3 2,6 3,3 3,0

  90% 9,6 8,0 10,8

  80% 14,6 6,2

  70% 29,1 )

  60% 13,8 (%

  12,5 15,6 ão 17,7 14,5 50% 14,8 o 11,0 p

  47,54 40% ro

  31,38 P 24,28 27,57

  30% 9,58

  20% 19,26 6,25 5,47

  10% 4,19 3,76 2,48 1,54 1,14

  0% 1ª 2ª 3ª 4ª 5ª 6ª 7ª 8ª 9ª 10ª 11ª 12ª 13ª Microrregião de Saúde

  

Apgar 5º minuto (<7) Apgar 1º minuto (<7) % Não Informado

Fonte: SINASC / em 10/06/2011 Figura 15 Proporção de Apgar menor que 7 no primeiro e quinto minuto de vida. Alagoas, 2010. CONSIDERAđỏES FINAIS

  Apesar da redução do número de nascimentos, Alagoas ainda mantém uma taxa de natalidade superior a média do Brasil. Desses nascimentos 24,30% foram de mães adolescentes, que embora apresente redução, se mantém acima da média do nordeste e do Brasil. Destaca-se que 15,30% das mães adolescentes não realizaram pré-natal.

  Ao longo do tempo, observa-se melhora na cobertura do pré-natal, no entanto o número de gestantes que realizaram 7 ou mais consultas ainda é baixo, considerando que esse acompanhamento deve ser mantido até o momento do parto.

  No estado a elevada ocorrência de partos operatórios, embora não demonstre relação com o aumento da prematuridade, deve ser observada com maior rigor pela possibilidade de intervenções desnecessárias levando à maior risco materno e neonatal.

  Alagoas apresentou boa cobertura na assistência hospitalar ao parto, no entanto, é preciso avaliar a qualidade da assistência diante da ocorrência de 27,7% dos óbitos fetais serem em maiores de 2500g, e 14,28% dos nascidos vivos terem apresentado Apgar menor que 7 no primeiro minuto de vida, e 9,45% não terem o Apgar informado na declaração de nascimento.

  REFERÊNCIAS

  AZEVEDO GD, FREITAS RAOJ, FREITAS AKMSO, ARAÚJO ACPF, SOARES EMMS, MARANHÃO TMO. Efeitos da idade materna sobre os resultados perinatais. Rev Bras Ginecol Obstetr. 24:181-185; 2002. BARROS FC, VICTORA CG, BARROS AJD, et al. The challenge of reducing neonatal mortality in middle-income countries: findings from three Brazilian birth cohorts, 1982-1993-2004. Lancet. 365:847-854; 2005. BARROS, FC; VICTORA, CG; VAUGHAN, JP. Causas de mortalidade perinatal em Pelotas. Rev. saúde pública. 21(4):310-316; 1987.

  VICTORA CG, AQUINO EML, LEAL MC, MONTEIRO CA, BARROS FC, SZWARCWALD CL. Saúde de mães e crianças no Brasil: progressos e desafios. THE LANCET. London, p.32-46, maio. 2011. Disponivel em: http://download.thelancet.com/flatcontentassets/pdfs/brazil/brazilpor2.pdf

  IBGE-Indicadores Sociodemográficos e de Saúde no Brasil 2009. Lawn JE, Kerber K, Enweronu-Laryea C, Massee Bateman O. Newborn survival in low resource settings--are we delivering? An International Journal of Obstetrics and Gynaecology. 116 (Suppl. 1): 49-59; 2009. Ministério da Saúde. PNDS 2006. Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde da Criança e da Mulher. Brasília; Ministério da Saúde, 2008.

  ARAÚJO SG, SANT‟ANA DMG. Relação entre a idade materna e o peso ao nascer: um estudo da gravidez na adolescência no município de Umuarama, PR, Brasil,2003.

  DINIZ SG. Gênero, saúde materna e o paradoxo perinatal. Rev. bras. crescimento desenvolv. hum. 19(2); 2009. TITA ATN, et al. Timing of elective repeat cesarean delivery at term and neonatal outcomes. N Engl J Med. 360(2):111-120; 2009.

  

3. PERFIL DA SAÚDE MATERNO-INFANTIL EM

ALAGOAS

  ORGANIZAđấO DOS SERVIđOS DE SAÚDE

  O Estado de Alagoas está dividido em duas MaRS

  • – Maceió e Arapiraca – com a MaRS de Maceió concentrando 52,9% dos municípios alagoanos e 66,6% da população residente no estado. Com base nos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), a população beneficiária exclusivamente do Sistema Único de Saúde (SUS) no estado, corresponde a 92% da população total, variando nas micro e MaRS.

  A rede primária de saúde em Alagoas conta com 32 equipes de Agentes Comunitários de Saúde, 758 equipes de Saúde da Família, 544 equipes de Saúde Bucal (modalidade 01), 29 equipes de Saúde da Família e 24 de Saúde Bucal em Comunidades Quilombolas ou Assentadas, 28 equipes de Agentes Comunitários de Saúde e Saúde Bucal (14 para cada tipo de modalidade), 33 Núcleos de Apoio à Saúde da Família e um total de 5.438 Agentes Comunitários de Saúde, os quais variam segundo a regionalização do estado (Figura 01).

  A estrutura da rede primária de saúde faz com que o estado possua uma cobertura da Estratégia de Saúde da Família, de 73,45%, variando conforme as MaRS, regiões e MRS de saúde (Figura 02). Ainda assim, a atenção primária não atua com resolutividade, ocasionando a procura pelos serviços especializados que se encontram desestruturados, causando uma superlotação nos serviços de urgência/emergência, evidenciando a desarticulação dos serviços de atenção à saúde. Das 13 sedes de MRS de saúde (MRS), 06 (46,1%) oferecem serviços de alta complexidade em geral: Maceió, Arapiraca, Palmeira dos Índios, São Miguel dos Campos, Santana do Ipanema e Coruripe. O estado possui uma rede assistencial heterogênea de serviços de saúde, com maior concentração na 1ª Macro, dificultando assim o acesso da população ao sistema. Assim, a 1ª Macro possui a maior parte dos leitos de UCI e UTI Neonatal, de obstetrícia clínica e cirúrgica, de ginecologia, e de pediatria clínica e cirúrgica (Figura 03). Somente os leitos de UTI pediátrica estão distribuídos na mesma proporcionalidade (50,0%) entre as duas MaRS. As MRS de Porto Calvo, União dos Palmares, Viçosa, Joaquim Gomes e Penedo (1ª Macro) e Pão de Açúcar e Delmiro Gouveia (2ª Macro) não dispõem de leitos de UCI e UTI Neonatal.

  13 NASF 01

  20

  6 EACS + ESB 02

  8

  6 EACS + ESB 01

  8 206

ACS (EACS)

  204 2.217

ACS (ESF)

  2.811

  12 ESB 01 Quilomb./Assent.

  12

  17 ESF Quilomb./Assent.

  12 211 ESB 01

  333 309 ESF

  449

  19 EACS

  13

  • 500 1.000 1.500 2.000 2.500 3.000

  Quantidade 2ª Macro 1ª Macro Fonte: SIAB/SESAU. Dados sujeitos a alterações.

  Figura 01

  • Distribuição da atenção primária à saúde em Alagoas, segundo as macrorregiões de saúde, 2011.
ALAGOAS 73,45%

  1ª Macro 63,30%

  1ª Região 51,79% 1ª Micro 42,64% 2ª Micro

  104,80% 10ª Micro

  85,75% 2ª Região

  89,44% 3ª Micro

  75,67% 4ª Micro

  97,52% 13ª Micro

  99,97% 5ª Região

  88,35% 11ª Micro

  85,34% 12ª Micro

  94,08% 2ª Macro

  93,72% 3ª Região

  87,63% 6ª Micro

  98,60% 7ª Micro

  91,15% 8ª Micro

  77,81% 4ª Região

  97,63% 5ª Micro

  95,15% 9ª Micro

  103,57% 0,00% 20,00% 40,00% 60,00% 80,00% 100,00% 120,00%

  Cobertura (%) Fonte: SIAB/SESAU. Dados sujeitos a alterações. Figura 02

  • Coberturas da Estratégia de Saúde da Família em Alagoas, segundo as macrorregiões, regiões e microrregiões de saúde, 2011.

  5 Pediatria Cirúrgica

  63 418 Pediatria Clínica

  672

  9 Ginecologia

  45 127 Obstetrícia Cirúrgica

  321

292

Obstetrícia Clínica

  318

  6 UTI Pediátrica

  6

  14 UCI Neo

  95

  18 UTI Neo

  28 100 200 300 400 500 600 700 800

  Quantidade

2ª Macro 1ª Macro

Fonte: SCNES/DATASUS/MS. Dados sujeitos a alterações.

  Figura 03

  • Distribuição de leitos destinados à Saúde Materno-Infantil em Alagoas, segundo as macrorregiões de saúde, 2011.

  NASCIMENTOS

  Observa-se ao longo dos anos, uma redução no número de nascidos vivos em Alagoas, sendo essa redução de 7,25%, entre 2006 e 2010, caindo de 57.785 nascimentos em 2006, para 53.594 em 2010. As reduções nas MRS variou de 1,94% (2ª MRS) a 20,99% (13ª MRS) no mesmo período.

  Por meio da análise de tendência, verifica-se que o número de nascidos vivos

  2

  em Alagoas apresenta uma forte tendência decrescente (R =0,796) (Figura 04). As

  2 MRS que apresentaram os decréscimos mais significativos foram: 3ª (R =0,914), 9ª

  2

  2

  2

  2 (R =0,797), 10ª (R =0,987), 11ª (R =0,952) e 12ª (R =0,936).

  60.000 s 58.000 ivo

  V 56.000 s o id

  54.000 sc Na

  52.000 R² = 0,796 50.000

  2006 2007 2008 2009 2010 Fonte: SINASC/SUVISA/SESAU. Dados sujeitos a alterações.

  Figura 04

  • Tendência temporal do número de nascidos vivos em Alagoas, entre 2006 e 2010.

  Ainda em relação ao número de nascidos vivos, destacam-se os municípios de Campestre, o qual não apresentou variação no período, Olho d‟Água Grande, cujo decréscimo foi de 50,78%, e Olho d‟Água do Casado, que apresentou crescimento de 27,66%. Um total de 32 (31,4%) municípios vem apresentando aumento no número de nascidos vivos.

  Quanto ao número de natimortos, em Alagoas observa-se redução de 3,98% entre 2006 e 2010, caindo de 1.132 casos (2006) para 1.087 (2010). Entre as MRS, houve desde aumento de natimortos (5,66% na 2ª MRS) a quedas acentuadas (30,0% na 10ª MRS). Ausência de variação foi observada apenas na 12ª MRS.

  Os municípios de Olho d‟Água Grande e Minador do Negrão alcançaram 100% de redução de natimortos no período, enquanto que Jaramataia, Batalha, Campestre e Branquinha apresentaram percentuais muito elevados de aumento, sendo respectivamente 500%, 400%, 300% e 250%.

  Alagoas vem experimentando redução (1,55%) nas taxas de prematuridade entre 2006 (4,64%) e 2010 (4,57%). A 4ª MRS apresentou a maior redução, quando comparada às demais, sendo a mesma de 51,33%. Observa-se ainda, que a 4ª MRS foi a única que apresentou redução da taxa de prematuridade em todos os municípios de sua abrangência, os quais variaram de 32,64% (Piaçabuçu) a 83,52% (São Brás) (Figura 05). A figura 05 demonstra ainda que a 10ª MRS apresenta aumento de 70,04% nas taxas de prematuridade, com o município de Chã Preta apresentando o maior aumento no estado (923,73%), passando de 0,7% em 2006 para 6,8% em 2010.

  Micro 10 80,00 Micro 02 70,04

  58,10 60,00 40,00 Micro 06

  Micro 09 Micro 03 ) 20,64

  19,92 Micro 13 15,59

  % Micro 01

   ( 20,00 8,32 o

  4,95 çã ia

  0,00 ar

  V ALAGOAS Micro 07 Micro 12 Micro 11

  • 1,55
  • 2>5,41
  • >10,88 Micro 05
  • 2>40,00 Micro 04 Micro 08
  • 6
  • 51,33 -50,52 Fonte: SINASC/SUVISA/SESAU. Dados sujeitos a alterações.

  Figura 05

  • Evolução das taxas de prematuridade, segundo as microrregiões de saúde de Alagoas, entre 2006 e 2010.

  Observa-se no estado, ao longo dos anos, uma acentuada elevação nas taxas de parto cesáreo (R²=0,980), em detrimento ao parto vaginal (R²=0,978) (Figura 06). Alagoas apresentou em 2010 uma taxa de cesariana de 52,9%, muito acima dos 15% preconizados pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Em 2010, a maior taxa de parto cesáreo foi na 1ª MRS (68,2%), enquanto que a menor taxa foi observada na 8ª MRS (34,0%).

  Quando analisado o quantitativo de partos cesáreos e as taxas de prematuridade (tanto em parto cesáreo, quanto no vaginal), observa-se que ao longo dos anos, mesmo sem grandes variações na taxa de prematuros, o número de cesáreas é crescente. No entanto, até 2008, a ocorrência de prematuros era maior entre os partos vaginais, indicando que as gestantes acorriam às unidades de saúde em período expulsivo, no entanto, em 2010 o número de prematuros é maior entre os partos cesáreos (Figura 07), sugerindo que está havendo antecipação do parto.

  Q u an ti d ad e

Vaginal Cesáreo

  40

  1000 1200 1400 1600 1800 2006 2007 2008 2009 2010

  200 400 600 800

  

1176 1172

1138 1453

  1479 1165 1099 1162

  Vaginal Cesáreo Linear (Vaginal) Linear (Cesáreo) 1658 1540

  70 2006 2007 2008 2009 2010 Ta xa (% )

  60

  50

  30

  20

  10

  R² = 0,978 R² = 0,980

  • Número de nascimentos prematuros segundo o tipo de parto, em residentes de Alagoas, entre 2006 e 2010.

  Apesar da redução nas taxas de nascidos vivos de mães adolescentes, no grupo com idades de 10 a 14 anos as taxas estão aumentando, passando de 1,21%

  A taxa de nascidos vivos de mães com 10 a 19 anos de idade caiu 6,36% em Alagoas entre 2006 e 2010 e tal redução foi observada em quase todas as MRS, destacando-se com as maiores quedas, as MRS 9ª e 7ª (19,81% e 13,71%, respectivamente). As 2ª, 3ª e 10ª MRS foram as únicas que apresentaram aumento, sendo na última, observada a maior taxa (3,4%).

  Figura 07

  Fonte: SINASC/SUVISA/SESAU. Dados sujeitos a alterações.

  Figura 06

  Fonte: SINASC/SUVISA/SESAU. Dados sujeitos a alterações.

  • Tendência temporal das taxas de parto cesáreo em Alagoas, entre 2006 e 2010.
em 2006 para 1,53% em 2010, representando assim, um incremento de 26,4% no período.

  As taxas de nascidos vivos com baixo peso ao nascer não estão sofrendo variações importantes em Alagoas, e passou de 5,01% em 2006 para 5,18% em 2010. Quando considerado apenas o ano de 2010, observa-se grande variação entre as MRS (variação de 1,69% a 19,72%). As maiores taxas foram observadas nas 4ª (19,72%), 12ª (14,29%), 10ª (13,15%) e 6ª (10,69%) MRS, enquanto que as 13ª e 1ª MRS apresentaram as menores taxas (1,69% e 1,92%, respectivamente) (Figura 08).

  A taxa de extremo baixo peso ao nascer (<1.000g) em 2010, foi de 6,47%, e destacam-se negativamente as 6ª, 13ª, 11ª e 7ª MRS, com taxas de 11,28%, 9,84%, 7,45% e 7,18%, respectivamente (Figura 09).

  ALAGOAS 5,18 Micro 01 1,92 Micro 02 7,56 Micro 03 5,29 Micro 04

  19,72 Micro 05 3,43 Micro 06 10,69 Micro 07 4,72 Micro 08 5,99 Micro 09 8,57 Micro 10

  13,15 Micro 11 4,89 Micro 12

  14,29 Micro 13 1,69 0,00 2,00 4,00 6,00 8,00 10,00 12,00 14,00 16,00 18,00 20,00

  Taxa (%) Fonte: SINASC/SUVISA/SESAU. Dados sujeitos a alterações. Figura 08

  • Taxas de nascidos vivos com baixo peso ao nascer, segundo as microrregiões de saúde de Alagoas, em 2010.
Fonte: SINASC/SUVISA/SESAU. Dados sujeitos a alterações.

  Figura 09

  • Taxas de extremo baixo peso, muito baixo peso e baixo peso ao nascer, segundo as microrregiões de saúde de Alagoas, em 2010.

  Em 2010, 14,4% dos nascidos vivos em Alagoas tinham Índice de Apgar no 1º minuto até 07, caindo para 2,1% no 5º minuto. Quando verificados os índices segundo as MRS, observa-se que a 6ª MRS apresenta o pior índice no primeiro minuto (29,1%), porém apresenta a melhor evolução no quinto minuto, uma vez que 91,7% dos nascidos vivos melhoram a vitalidade no quinto minuto (Figura 10). O menor percentual de melhora foi observado na 5ª MRS, com 73,2% das crianças aumentando o índice no quinto minuto.

  Um dado observado é o elevado percentual (9,21%) de nascimentos cuja Declaração de Nascido Vivo (DNV) não possuía a informação dos Índices de Apgar (tanto no 1º quanto no 5º minutos), sendo maior essa proporção nas 7ª, 6ª, 4ª, 1ª e 8ª MRS, as quais apresentam percentuais muito elevados (47,54%, 31,38%, 27,57%, 24,28% e 19,26%, respectivamente) (Figura 11). Destacam-se com os menores percentuais de falta da informação as 9ª (1,14%), 12ª (1,54%) e 13ª (2,48%) MRS.

  9,84 4,17 7,45 5,15 5,04 5,66 7,18 11,28 6,44 4,22 6,28 6,25 6,36 6,47 6,56 13,54 6,21 12,37 6,20 7,08 8,21 7,52 7,54 11,45 11,21 7,21 7,15 7,80 83,61 82,29 86,34 82,47 88,76 87,26 84,62 81,20 86,03 84,34 82,51 86,54 86,48 85,73 0,00 20,00 40,00 60,00 80,00 100,00 Micro 13

  Micro 12 Micro 11 Micro 10 Micro 09 Micro 08 Micro 07 Micro 06 Micro 05 Micro 04 Micro 03 Micro 02 Micro 01

  ALAGOAS Taxa (%)

  

0g a 999g 1000g a 1499g 1500g a 2499g ALAGOAS

Apgar Não Informado (%)

  0,00 5,00 10,00 15,00 20,00 25,00 30,00 35,00 40,00 45,00 50,00 Micro 13 Micro 12 Micro 11 Micro 10 Micro 09 Micro 08 Micro 07 Micro 06 Micro 05 Micro 04 Micro 03 Micro 02 Micro 01

  3,0 3,3 2,0 2,3

  9,58 6,25 24,28 9,21

  47,54 31,38 5,47 27,57

  3,76 4,19 1,14 19,26

  Apgar 5º minuto (≤7) Apgar 1º minuto (≤7) 2,48 1,54

  ALAGOAS

Nascidos Vivos (%)

  Micro 12 Micro 11 Micro 10 Micro 09 Micro 08 Micro 07 Micro 06 Micro 05 Micro 04 Micro 03 Micro 02 Micro 01

  1,6 2,1 0,0 5,0 10,0 15,0 20,0 25,0 30,0 Micro 13

  2,6 1,7 1,5 2,4

  Fonte: SINASC/SUVISA/SESAU. Dados sujeitos a alterações.

  1,8 2,1 1,3 2,6

  14,8 17,7 14,4

  29,1 11,0 14,5 15,6

  12,5 8,0 9,6

  10,8 13,8 6,2 14,6

  Figura 11

  Fonte: SINASC/SUVISA/SESAU. Dados sujeitos a alterações.

  Figura 10

  • Índices de Apgar nos primeiro e quinto minutos nos nascidos vivos, segundo as microrregiões de saúde de Alagoas, em 2010.
  • Proporção de falta de informação do Índice de Apgar nas DNV em Alagoas, em 2010.
O número de nascidos vivos de mães que não fizeram nenhuma consulta de

  2

  pré-natal está com moderada tendência de queda em Alagoas (R =0,5243), no entanto, a proporção em 2010 foi maior que em 2008 e 2009, sinalizando que medidas devem ser adotadas com vistas ao acesso e acolhimento das gestantes ao pré-natal (Figura 12). A proporção de 01 a 03 consultas de pré-natal também

  2

  encontra-se em declínio no estado (R =0,7846) (Figura 13), tendo como conseqüência, o aumento das proporções de nascidos vivos cujas mães realizaram

  2

  de 04 a 06 consultas (R =0,7509) (Figura 14). Para a realização de sete ou mais consultas, não há variação significante ao longo dos anos.

  4,5 4,1 4,0 3,5 3,2

  ) (% 3,0

  2,9 s

  2,5 ivo 2,5

  V s 2,2 o 2,0 id sc

  1,5 Na

  1,0 R² = 0,524 0,5

  0,0 2006 2007 2008 2009 2010 Fonte: SINASC/SUVISA/SESAU. Dados sujeitos a alterações.

  Figura 12

  • Tendência temporal da não realização de consultas de pré-natal nas gestantes de Alagoas, entre 2006 e 2010.

  10,6 10,4 10,4 10,2

  10,1 )

  10,0 (% s

  9,8 9,8 ivo

  V 9,6 s o id

  9,4 9,5 sc

  9,3 9,2 Na

  9,0 R² = 0,784 8,8

  8,6 2006 2007 2008 2009 2010 Fonte: SINASC/SUVISA/SESAU. Dados sujeitos a alterações.

  Figura 13

  • Tendência temporal da realização de 01 a 03 consultas de pré-natal nas gestantes de Alagoas, entre 2006 e 2010.
Fonte: SINASC/SUVISA/SESAU. Dados sujeitos a alterações.

  Figura 14

  • Tendência temporal da realização de 04 a 06 consultas de pré- natal nas gestantes de Alagoas, entre 2006 e 2010.

  ASSISTÊNCIA AMBULATORIAL E HOSPITALAR

  Na assistência à mulher com vistas à prevenção do câncer de colo do útero, observa-se em Alagoas a redução anual no número de exames citopatológicos cérvico-vaginais entre 2008 e 2010 (R²=0,8994), sendo essa redução de 3,09% entre 2008 e 2009, e de 11,96% entre 2009 e 2010 (Figura 15). Quanto à coleta de amostras para a realização do exame citopatológico, observa-se em 2010 uma redução de 15,0% no número de amostras coletadas entre 2009 e 2010, sendo examinadas 97,6% das amostras.

  No cálculo da razão de exames citopatológicos cérvico-vaginais em mulheres de 20 a 59 anos, cuja meta é de 0,3 ou 30%, verifica-se que em Alagoas nenhuma MRS alcançou a meta em 2010. A maior razão foi observada na 13ª MRS (0,25 ou 25%) e a menor na 3ª (0,06 ou 6%) (Figura 16).

  39,9 42,6 42,4 43,4

  43,4 R² = 0,750 37,0 38,0 39,0 40,0 41,0 42,0 43,0 44,0 45,0 2006 2007 2008 2009 2010

  Na sc id o s

  V ivo s (% )

  165000 160000 155000 150000 e ad 145000

  R² = 0,899 d ti an

  140000 u Q

  135000 130000 125000 120000

  2008 2009 2010 Fonte: SIA/DATASUS/MS. Dados sujeitos a alterações.

  Figura 15

  • Quantitativo de exames citopatológicos cérvico-vaginais em mulheres de 20 a 59 anos de idade. Alagoas, 2010.

  ALAGOAS 0,16 Micro 01

  0,15 Micro 02 0,16 Micro 03

  0,06 Micro 04 0,20 Micro 05

  0,21 Micro 06 0,17 Micro 07

  0,19 Micro 08 0,17 Micro 09

  0,14 Micro 10 0,16 Micro 11 0,12

  Micro 12 0,16 Micro 13

  0,25 0,00 0,05 0,10 0,15 0,20 0,25 Razão de exames citopatológicos Fonte: SIA/DATASUS/MS. Dados sujeitos a alterações. Figura 16

  • Razão de exames citopatológicos cérvico-vaginais em mulheres de 20 a 59 anos de idade, segundo as microrregiões de saúde de Alagoas, em 2010.

  A realização de VDRL para diagnóstico de sífilis na população geral aumentou 18,5% entre 2008 e 2009, porém caiu 7,6% entre 2009 e 2010. A realização do exame, especificamente em gestantes, apresentou maior variação, uma vez que entre 2008 e 2009 o aumento foi de apenas 3,4% e a redução entre 2009 e 2010 foi de 13,6%, o que nos remete à qualidade da assistência no pré-natal.

  Do total de exames de VDRL em gestantes do estado em 2010, realizados segundo as MRS, as maiores proporções foram nas 1ª (26,6%), 11ª (15,6%), 9ª (11,1%) e 13ª (10,0%) MRS. Os menores percentuais foram observados nas 6ª (0,6%) e 2ª (0,9%) MRS.

  Considerando cada MaRS, verifica-se que a 1ª Macro (Maceió) realizou em 2010, as maiores proporções de exames laboratoriais e de imagem, demonstrando a maior oferta de serviços nessa Macro (Figura 17). Vale ressaltar que os testes de gravidez sob código 02.02.05.025-4, cujo financiamento é por meio do Piso da Atenção Básica (PAB), só representaram 10,8% no estado, sendo os 89,2% restantes realizados por meio do código 02.02.06.021-7, cujo financiamento é da Média e Alta Complexidade (MAC).

  42,0%

  VDRL 58,0% 24,0%

  VDRL Gestante 76,0% 48,0% Teste de Gravidez (PAB)

  52,0% 39,1% Teste de Gravidez (MAC) 60,9%

  24,9% ELISA Anti-HIV 1 e Anti-HIV 2 75,1% 28,5%

  USG Obstétrica 71,5%

20,4%

USG Mamária bilat.

  79,6%

20,7%

USG Transvaginal

  79,3% 13,3% Mamografia unilat.

  86,7% 32,3% Mamografia bilat. rastreamento 67,7%

  0,0% 20,0% 40,0% 60,0% 80,0% 100,0% Quantidade

  

2ª Macro 1ª Macro

Fonte: SIA/DATASUS/MS. Dados sujeitos a alterações.

  Figura 17

  • Distribuição de exames laboratoriais e de imagem relacionados à Saúde Materno-Infantil em Alagoas, realizados segundo as macrorregiões de saúde, 2010.

  Apesar da 2ª Macro realizar coletas de 32,3% das amostras para a realização de exames de triagem neonatal, todos os exames são realizados somente na 1ª Macro (Maceió). Um outro dado relevante é que, apesar de terem sido realizadas no estado, 31.663 coletas de amostra para exames de triagem neonatal, no Sistema de Informações Ambulatoriais (SIA) consta a realização de 43.166 exames de dosagem de fenilalanina, TSH ou T4 e detecção da variante da hemoglobina (02.02.11.006-0), em 2010, ou seja, 36,3% mais exames que amostras coletadas, o que merece maiores avaliações.

  As maiores proporções de internações de mulheres em idade fértil (10 a 49 anos) no estado, em 2010, segundo capítulos do CID-10, foi devido à gravidez, parto e puerpério (Cap. XV), seguido das doenças do aparelho geniturinário (Cap. XIV), doenças do aparelho digestivo (Cap. XI), neoplasias (Cap. II) e doenças infecciosas e parasitárias (Cap. I) (Figura 18).

  Quando calculadas as taxas de internação geral segundo as MRS de residência, verifica-se que as maiores taxas foram nas 7ª (9,57%), 11ª (9,55%), 6ª (9,35%), 2ª (8,95%) e 12ª (8,61%) (Figura 19).

  Observando-se as taxas de internação para cada capítulo do CID-10 segundo as MRS de residência, e considerando-se as três mais altas taxas, verifica-se a maior ocorrência de internações de mulheres da 11ª MRS, na maioria dos grupos de causas (Quadro 02). Tal fato merece atenção, uma vez que pode indicar falta de acesso e mesmo de resolutividade da Atenção Primária à Saúde na MRS, sobrecarregando a Assistência de Média e Alta Complexidade.

  Cap. XII 1,48% Cap. XIX 1,48% Cap. V

  1,63% Cap. IX 2,03% Cap. X

  2,48% Outros 3,30% Cap. I 4,23% Cap. II 4,96%

  Cap. XI 5,27% Cap. XIV 7,29% Cap. XV

  65,86% 0,00% 10,00% 20,00% 30,00% 40,00% 50,00% 60,00% 70,00% Proporção de internação (%) Fonte: SIH/DATASUS/MS. Dados sujeitos a alterações. Figura 18

  • Proporção de internação de mulheres em idade fértil, segundo os capítulos CID-10. Alagoas, 2010.
Fonte: SIH/DATASUS/MS. Dados sujeitos a alterações.

  Figura 19

  • Taxas de internação geral de mulheres em idade fértil, segundo as microrregiões de saúde de Alagoas, em 2010.

  Quadro 02

  • Maiores taxas de internação segundo capítulos CID-10, por microrregiões de saúde de Alagoas, em 2010.

  CAP. CID-10 TAXA DE INTERNAđấO 1ª LUGAR 2ª LUGAR 3ª LUGAR CAP. I 7ª MRS 5ª MRS 11ª MRS CAP. II 9ª MRS 13ª MRS 11ª MRS CAP. III 8ª MRS 6ª MRS 7ª e 13ª MRS CAP. IV 6ª MRS 10ª MRS 11ª MRS CAP. V 1ª MRS 10ª MRS 5ª e 9ª MRS CAP. IX 11ª MRS 5ª MRS 13ª MRS CAP. X 10ª MRS 7ª MRS 6ª MRS CAP. XI 9ª MRS 11ª MRS 6ª MRS CAP. XII 7ª MRS 13ª MRS 11ª MRS CAP. XIV 12ª MRS 11ª MRS 7ª MRS CAP. XV 2ª MRS 6ª MRS 8ª MRS CAP. XIX 5ª MRS 11ª MRS 4ª MRS

  Fonte: SIH/DATASUS/MS. Dados sujeitos a alterações.

  8,34 8,61 9,55 8,59

  8,59 8,10 9,57 9,35

  8,05 8,09 7,66 8,95

  6,90 7,86

0,00 1,00 2,00 3,00 4,00 5,00 6,00 7,00 8,00 9,00 10,00

Micro 13

  Micro 12 Micro 11 Micro 10 Micro 09 Micro 08 Micro 07 Micro 06 Micro 05 Micro 04 Micro 03 Micro 02 Micro 01

  ALAGOAS

Taxa (%)

  Quase a totalidade dos partos realizados em Alagoas em 2010 ocorreu no ambiente hospitalar (98,6%), sendo o maior percentual observado na 13ª MRS (99,9%) e o menor na 7ª MRS (92,0%) (Figura 20). Merece consideração a 8ª MRS que realizou 2,17% dos partos no ambiente domiciliar.

  Fonte: SIH/DATASUS/MS. Dados sujeitos a alterações.

  Figura 20

  • Proporção de partos hospitalares, segundo as microrregiões de saúde de residência em Alagoas, em 2010.

  Entre 2008 e 2010, o número de internações em obstetrícia cresceu 7,0% em Alagoas, porém, quando consideradas as MRS, observam-se aumento somente nas 1ª (23,2%), 5ª (15,3%), 3ª (8,0%) e 7ª (3,9%). Nas demais MRS, há reduções que variam de 3,8% (4ª MRS) a 81,7% (12ª MRS) (Figura 21).

  A observação em Alagoas, da redução do número de nascidos vivos e de natimortos, e o aumento do número de internações obstétricas, fazem crer que esse aumento de internações em obstetrícia é decorrente de abortos realizados.

  Correlacionando o número de internações e o montante financeiro utilizado no estado para tal, observa-se que o custo aumentou 3,4 vezes mais que o aumento de internações (24,1% contra 7,0%). Essa desproporcionalidade entre variação de internações e variação de custo financeiro também pode ser observada em algumas MRS. Considerando apenas aquelas em que o aumento dos custos financeiros foi maior que o aumento no número de internações, observa-se que a média desse aumento foi de 2,9 vezes.

  99,9 97,4 99,6 99,1

  97,6 94,0 92,0 98,9

  99,5 98,0 99,2 99,0

  99,7 98,6 80,0 82,0 84,0 86,0 88,0 90,0 92,0 94,0 96,0 98,0 100,0 Micro 13

  Micro 12 Micro 11 Micro 10 Micro 09 Micro 08 Micro 07 Micro 06 Micro 05 Micro 04 Micro 03 Micro 02 Micro 01

  ALAGOAS

Taxa (%)

  Na 1ª MRS o custo das internações aumentou quase duas vezes (40,8% contra 23,2%); nas 5ª e 8ª MRS o aumento foi, respectivamente, 2,4 e 2,9 vezes maior (38,1% contra 15,6%; e 45,1% contra 15,3%). O maior extremo foi observado na 7ª MRS, na qual o custo foi 4,2 vezes maior (16,5% contra 3,9%).

  Ora, se o aumento de custos foi, em média, 2,9 vezes maior que as internações em algumas MRS, naquelas em que houve redução no número de internações, a redução dos custos deveriam, em tese, seguir a mesma tendência, fato este que não foi observado, pois, a média de redução foi de apenas 0,7 vez. Merece destaque a 9ª MRS, pois, apesar de haver redução de 11,1% no número de internações, o custo total só foi reduzido em 1,1% (Figura 22).

  40,0 Micro 01 23,2 Micro 05

  Micro 08

15,6 15,3

20,0 Micro 03

  ALAGOAS Micro 07 8,0

  7,0 3,9 0,0 Micro 04

  • 3,8 Micro 09

  %) -20,0 (

  • 11,1

  o Micro 13 Micro 11

  çã Micro 06

  • 20,4
  • 21,4

  ia Micro 02 ar -26,3

  • 40,0

  V

  • 31,5 Micro 10
  • 60,0
  • 80,0

  Micro 12

  • 81,7
  • 100,0 Fonte: SIH/DATASUS/MS. Dados sujeitos a alterações.

  Figura 21

  • Evolução das internações em obstetrícia, segundo as microrregiões de saúde de Alagoas, entre 2008 e 2010.

  60,0 Micro 08 Micro 01 Micro 05 45,1

  40,8 38,1 40,0 Micro 03

  ALAGOAS 25,9 24,1 Micro 07

  16,5 20,0 0,0

  %) Micro 09 Micro 04

   ( o

  • 1,1
  • 2,5

  Micro 13

  • 20,0

  çã Micro 11 ia

  • 10,4 Micro 06
  • 14,7

  ar Micro 02

  V -19,0

  • 23,4
  • 40,0

  Micro 10

  • 41,4
  • 60,0
  • 80,0

  Micro 12

  • 80,0
  • 100,0 Fonte: SIH/DATASUS/MS. Dados sujeitos a alterações.

  Figura 22

  • Evolução do custo financeiro para internações em obstetrícia, segundo as microrregiões de saúde de Alagoas, entre 2008 e 2010.

  Em 2008, a Secretaria de Estado da Saúde implantou o Programa de

  

Implementação da Rede de Atenção Materno-Infantil do Estado de Alagoas

  (PROMATER), por meio da Portaria SESAU nº 164, de 30 de maio de 2008, com o intuito de estruturar e fortalecer a rede de assistência materno-infantil nas 13 MRS de saúde do estado, visando garantir o acesso à rede de forma universal, com equidade no atendimento e foco na melhoria da qualidade da assistência ao parto, redução da morbimortalidade materna e neonatal precoce e tardia, além da incidência de abortos evitáveis.

  Assim, o PROMATER está implantado em 25 maternidades no estado, sendo 17 (68,0%) na 1ª MaRS (05 em Maceió e 01 em cada dos seguintes municípios: Atalaia, Boca da Mata, Coruripe, Joaquim Gomes, Murici, São Luiz do Quitunde, São Miguel dos Campos, Penedo, Porto Calvo, Teotônio Vilela, União dos Palmares e Viçosa) e 08 (32,0%) na 2ª MaRS (02 em Arapiraca e 01 em cada dos municípios a seguir: Batalha, Delmiro Gouveia, Palmeira dos Índios, Pão de Açúcar, Piranhas e São José da Tapera).

  Observando-se o aporte de recursos financeiros por meio do PROMATER e as reduções nas internações obstétricas nas 2ª, 4ª, 6ª, 9ª, 10ª, 11ª, 12ª e 13ª MRS, evidencia-se a necessidade de maiores avaliações quanto à estrutura e o fortalecimento da assistência materno-infantil nas referidas MRS, especialmente na

  12ª, uma vez que vem apresentando redução de 81,7% nas internações em obstetrícia.

  MORTALIDADE

  No estado, a taxa de mortalidade fetal, não sofreu variação ao longo dos últimos cinco anos. Considerando as MRS, somente a 1ª apresentou uma leve tendência de crescimento desta taxa (R²=0,603).

  Entre os nascidos vivos, as causas que determinaram uma maior frequência de óbitos infantis foram aquelas codificadas no capítulo XVI (Algumas afecções originadas no período perinatal), seguida do capítulo XVII (Malformações congênitas, deformidades e anomalias cromossômicas) (Figura 23).

  Considerando os componentes da mortalidade infantil, observa-se que o período mais afetado pelo capítulo XVI (Algumas afecções originadas no período perinatal) foi o neonatal (83,8%). Quando analisado cada componente isoladamente, verifica-se que o neonatal precoce é responsável por 86,0% dos óbitos, enquanto que o neonatal tardio responde por 75,2% dos mesmos (Figura 24). Observando o componente pós-neonatal, verifica-se uma menor frequência de óbitos gerados por causas codificadas no capítulo XVI, sendo observado neste componente uma maior influência das causas existentes nos capítulos I (Algumas doenças infecciosas e parasitárias) e X (Doenças do aparelho respiratório). Vale destacar que as doenças codificadas nos capítulos I e X foram inexpressivas quando considerado o período neonatal precoce (Figura 24).

  IX 0,55%

  XI 0,65%

  II 0,65%

  VI 0,76%

  • -10)

  XX 1,20%

  ID C

  III 1,53% ( s

  IV lo 2,07% u ít

  XVIII 2,18% ap C

  X 7,52% I 8,29%

  XVII 14,07%

  XVI 60,09% 0,00% 10,00% 20,00% 30,00% 40,00% 50,00% 60,00%

  Proporção de óbitos (%) Fonte: SIM/SUVISA/SESAU. Dados sujeitos a alterações. Figura 23

  • Proporção de óbitos infantis segundo grupo de causas (Cap. CID-10), Alagoas, 2010.

  85,97% 90,00% 80,00%

  75,20% 70,00% 60,00% 50,00% 40,00% 30,00%

  24,00% 23,55% 22,53% 18,40%

  16,00% 16,38% 20,00%

  11,62% 9,56% 10,00%

  0,80% 0,20% 0,00% NEONATAL PRECOCE NEONATAL TARDIO PÓS NEONATAL

  CAP. I CAP. X CAP. XVI CAP. XVII Fonte: SIM/SUVISA/SESAU. Dados sujeitos a alterações.

  Figura 24

  • Proporção de óbitos infantis segundos seus componentes por capítulos CID-10 mais frequentes. Alagoas, 2010.

  Em 2010, independente da causa, os óbitos infantis ocorreram em maior proporção no período de vida correspondente ao componente neonatal precoce (Figura 25), ratificando assim a necessidade de envidar esforços na atenção à gestante e ao recém-nato em seus primeiros dias de vida.

  No período avaliado, observa-se que a taxa de mortalidade infantil (TMI) apresenta uma forte tendência de queda (R²=0,839), com uma redução de 20,1% entre os extremos do período (Figura 26).

  PÓS NEONATAL 31,95% NEONATAL TARDIO 13,63%

NEONATAL PRECOCE

  54,42% 0,00% 10,00% 20,00% 30,00% 40,00% 50,00% 60,00% Fonte: SIM/SUVISA/SESAU. Dados sujeitos a alterações.

  Figura 25 – Proporção de óbitos infantis segundo seus componentes.

  Alagoas, 2010. Fonte: SIM/SINASC/SUVISA/SESAU. Dados sujeitos a alterações.

  Figura 26

  • Tendência temporal da Taxa de Mortalidade Infantil (TMI) em Alagoas, entre 2006 e 2010.

  Avaliando o histórico da TMI no estado por MRS, verifica-se nos últimos cinco anos, que a tendência de queda observada em Alagoas foi devido às reduções observadas nas 1ª, 4ª, 5ª, 7ª, 9ª e 10ª MRS (R²= 0,863; R²= 0,766; R²= 0,689; R²= 0,608; R²= 0,503; e R²= 0,890, respectivamente). Destacam-se, neste contexto, as 10ª e 1ª MRS, uma vez que apresentam maiores tendências de declínio da TMI. As únicas MRS que apresentaram alguma tendência de aumento na TMI durante todo o período avaliado foram as 13ª e 11ª, contudo, esta tendência, quando considerado os últimos cinco anos, é pouco expressiva, porém, quando observado os últimos três anos, apresentam tendência de crescimento importante em suas TMI (R²=0,933 na 13ª e R²=0,648 na 11ª MRS).

  Em 2010, observa-se uma variação de 45,8% entre a maior e a menor TMI, segundo as MRS. A maior TMI foi observada na 13ª MRS (23,83 óbitos/1.000 nascidos vivos) enquanto que a menor ocorreu na 4ª (12,90 óbitos/1.000 nascidos vivos) (Figura 27), sendo a primeira, aquela que apresenta a maior tendência de crescimento da TMI nos últimos três anos.

  21,42 21,59 18,65 19,15

  17,11 R² = 0,839 16,00 17,00 18,00 19,00 20,00 21,00 22,00 23,00

  2006 2007 2008 2009 2010 TM I (

  1 .0 n as ci d o s v iv o s)

  ALAGOAS 17,11 Micro 01 15,97 Micro 02

  14,78 Micro 03 13,33 Micro 04 12,90

  Micro 05 17,67 Micro 06

  20,51 Micro 07 19,56 Micro 08

  18,78 Micro 09 17,51 Micro 10 16,17 Micro 11

  21,13 Micro 12 17,49 Micro 13

  23,83 0,00 5,00 10,00 15,00 20,00 25,00 30,00 TMI (óbitos/1.000 nascidos vivos) Fonte: SIM/SINASC/SUVISA/SESAU. Dados sujeitos a alterações. Figura 27

  • – Taxa de Mortalidade Infantil (TMI) segundo microrregiões de saúde. Alagoas, 2010.

  As maiores proporções de óbitos de mulheres em idade fértil segundo grupo de causas (capítulos do CID-10), em 2010, foram devido às causas externas de morbidade e mortalidade (Cap. XX), seguido das doenças do aparelho circulatório (Cap. IX), neoplasias (Cap. II) e doenças infecciosas e parasitárias (Cap. I) (Figura 28). Ainda no mesmo período, observou-se a maior Taxa de Mortalidade de Mulheres em Idade Fértil (TMMIF) na 11ª MRS (139,85 óbitos/100.000 MIF), seguida da 1ª (132,37 óbitos/100.000 MIF) e da 10ª (120,37 óbitos/100.000 MIF). Destaca-se com a mais baixa TMMIF do estado a 6ª MRS (55,44 óbitos/100.000 MIF) (Figura 29).

  XVII 0,74%

  III 0,98%

  V 1,39%

  XIII 1,48%

  VI 1,64%

  XIV 1,72%

  • -10)

  XV 2,30%

  ID (C s

  X 5,66% lo u

  IV 5,66% ít ap

  XI 6,48% C

  XVIII 6,89% I 6,97%

  II 17,56%

  IX 19,61%

  XX 20,75% 0,00% 5,00% 10,00% 15,00% 20,00% 25,00%

  Proporção de óbitos (%) Fonte: SIM/SUVISA/SESAU. Dados sujeitos a alterações. Figura 28

  • Proporção de óbitos de mulher em idade fértil segundo grupo de causas (Cap. CID-10). Alagoas, 2010.

  ALAGOAS 116,86 Micro 01 132,37 Micro 02 103,24

  Micro 03 107,77 Micro 04 101,99 Micro 05 114,27

  Micro 06 55,44 Micro 07 101,25 Micro 08 99,87

  Micro 09 105,88 Micro 10 120,37 Micro 11

  139,85 Micro 12 98,80 Micro 13 94,36

  0,0 25,0 50,0 75,0 100,0 125,0 150,0 TMMIF (óbitos/100.000 MIF) Fonte: SIM/SUVISA/SESAU. Dados sujeitos a alterações. Figura 29

  • Taxa de Mortalidade de Mulher em Idade Fértil

  (TMMIF) segundo grupo de causas (Cap. CID-10). Alagoas, 2010. Considerando os últimos cinco anos, observa-se que, proporcionalmente, ocorreram mais óbitos devido a causas maternas entre as mulheres com faixa etária de 30 a 39 anos (35,34%) (Figura 30). Considerando somente o ano de 2010, além de não ter ocorrido óbitos na faixa etária de 40 a 49 anos, a maior proporção de óbitos por causas maternas ocorreu na faixa etária de 20 a 29 anos (39,29%) (Figura 31).

  40 a 49 10,34% 30 a 39 35,34% 20 a 29

  32,76% 10 a 19 21,55% 0,00% 10,00% 20,00% 30,00% 40,00%

  Fonte: SIM/SUVISA/SESAU. Dados sujeitos a alterações.

  Figura 30

  • Proporção de mortalidade por causas maternas segundo faixa etária em Alagoas, entre 2006 e 2010.

  30 a 39 32,14% 20 a 29

  39,29% 10 a 19 28,57% 0,00% 10,00% 20,00% 30,00% 40,00% 50,00%

  Fonte: SIM/SUVISA/SESAU. Dados sujeitos a alterações.

  Figura 31

  • Proporção de mortalidade por causas maternas segundo faixa etária. Alagoas, 2010.

  Observando ainda as causas de óbito materno em relação à idade das mulheres, chamam a atenção os óbitos ocorridos tendo como causa problemas hipertensivos, uma vez que ocorreram apenas entre mulheres jovens (21 a 28 anos). Este fato sugere que esteja ocorrendo uma dificuldade no âmbito da atenção primária à saúde, tanto no diagnóstico da Doença Hipertensiva Específica da Gravidez (DHEG) como no acompanhamento das gestantes acometidas.

  A Razão de Mortalidade Materna (RMM) observada no estado, em 2010, foi de 52,24 (óbitos/100.000 nascidos vivos). A MRS que apresentou a menor RMM foi a 2ª (33,58 óbitos/100.000), enquanto que a maior ocorreu na 9ª (125,08 óbitos/100.000) (Figura 32). A variação ocorrida entre as MRS que apresentaram os valores mais extremos foi de 70,4%. Não foi evidenciada mortalidade materna nas 4ª, 7ª e 13ª MRS, pelo menos no que se refere às causas codificadas no capítulo

XV. Não foram consideradas as demais causas incluídas nos capítulos I, II, IV, V e

  XII, que porventura possam ter relação com o período gestacional, devido à inconsistência dos dados encontrados no Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM).

  Micro 01

56,49

Micro 02 33,58 Micro 03 78,40 Micro 05 51,21 Micro 06

  107,93 Micro 08 64,77 Micro 09

  125,08 Micro 11 37,06 Micro 12

  72,89 ALAGOAS 52,24 0,00 20,00 40,00 60,00 80,00 100,00 120,00 140,00

  

RMM (óbitos/100.000 nascidos vivos)

Fonte: SIM/SINASC/SUVISA/SESAU. Dados sujeitos a alterações.

  Figura 32

  • Razão de Mortalidade Materna (RMM) segundo microrregiões de saúde. Alagoas, 2010.

  CONSIDERAđỏES FINAIS

  Conclui-se, portanto, que na 1ª Macro (Maceió) existe uma grande concentração da população, da estrutura física e dos serviços ofertados. Algumas MRS de saúde não são autônomas nas ações de média complexidade, apresentando inclusive deficiência nas ações da atenção primária. Alguns municípios demonstram vazios na oferta da assistência materno-infantil em vários aspectos. Na área de planejamento familiar, praticamente não há histórico de produção, uma vez que em 2010 só houve 06 atendimentos clínicos para indicação, fornecimento e inserção do Dispositivo Intra-Uterino (DIU). A Assistência à gestante de alto risco é ofertada apenas na MaRS de Maceió com elevado índice de cesariana. Assim, é imperiosa a reorganização desta linha de cuidado, para que o estado obtenha melhores indicadores na área materno-infantil.

4. MORBIDADE EM ALAGOAS

  As condições de saúde e doença não acontecem casualmente, são determinadas por um processo permanente e dinâmico de interação de diversos fatores relacionados com a qualidade de vida. Em decorrência de condições ambientais, sanitárias e sociais desiguais, algumas doenças transmissíveis antigas ressurgem, outras persistem e outras doenças e agravos incorporam-se ao cenário epidemiológico.

  O perfil de adoecimento está se modificando e o padrão já não é o mesmo. Observa-se uma redução da incidência de doenças transmissíveis e aumento das doenças crônico-degenerativas e de causas externas. Esse processo vem ocorrendo de forma contínua nas últimas décadas, sobretudo a partir da segunda metade do século passado.

  Lebrão (1995) diz que os dados de morbidade são mais reveladores que os de mortalidade, uma vez que estes mostram o quadro de saúde como ela é. Eles representam as condições de saúde de uma população com muito mais sensibilidade que as taxas de óbitos.

  A concentração de internações em determinados grupos de causas sugere correlações com os contextos econômicos e sociais, servindo para analisar variações populacionais, geográficas e temporais na distribuição proporcional das internações hospitalares, por grupos de causas, identificando situações de desigualdade e tendências que demandem ações e estudos específicos. Pode ser utilizada, ainda, para subsidiar processos de planejamento, gestão e avaliação de políticas públicas voltadas para a assistência médico-hospitalar (Florianópolis, 2009).

  Conforme Vera Martins (1994) e Lebrão et al (1997) apud Reis (2003) apesar das limitações impostas pela baixa qualidade de seus dados, por não processar a totalidade das internações ocorridas e por ser um sistema basicamente com finalidade administrativa, ressalta-se a importância do SIH-SUS como fonte de dados bastante útil para avaliação dos serviços hospitalares, estudos epidemiológicos e atividades de vigilância em saúde.

  Nesta avaliação utilizaram-se as bases de dados do Sistema de Informação Hospitalar – SIH da rede do SUS.

  Em Alagoas, no ano de 2010, foram realizadas 183.152 internações na rede do SUS. Destas, a maior proporção (29,4%) está relacionada à gravidez, parto e puerpério. Isto se justifica pelo fato de que no Estado os partos são realizados em sua maioria nos hospitais.

  Das 183.152 internações analisadas, 64.522 (35,2%) foram de pacientes do sexo masculino e 118.630 (64,8%) foram de pacientes do sexo feminino, mas, se excluídos os diagnósticos do grupo de gravidez, parto e puerpério, esse percentual reduz para 50,0%. Para os homens as três causas mais importantes foram: doenças do aparelho respiratório, doenças infecciosas e parasitárias e as doenças do aparelho digestivo. Para as mulheres, excluídas as causas por Gravidez, parto e puerpério, as três mais importantes foram: doenças infecciosas e parasitárias, doenças do aparelho respiratório e doenças do aparelho geniturinário (Figura 01).

  Ressalta-se na figura 01 que 70,3% das internações por causas externas e 69,1% por transtornos mentais são em homens; e 70,3% das internações por neoplasias e 66,5% por doenças do aparelho geniturinário são em mulheres.

59 VIII.Doenças do ouvido e da apófise mastóide

  42 346

  XXI. Contatos com serviços de saúde 288 453

  III. Doenças sangue órgãos hemat e transt imunitár 318 484

  XVIII.Sint sinais e achad anorm ex clín e laborat 381 481

  VI. Doenças do sistema nervoso 663 573

  XVII.Malf cong deformid e anomalias cromossômicas 703 732

  VII. Doenças do olho e anexos 604 1084

  XIII.Doenças sist osteomuscular e tec conjuntivo

1549

1993

  XII. Doenças da pele e do tecido subcutâneo

1424

2160

  XVI. Algumas afec originadas no período perinatal 2389 2935

  IV. Doenças endócrinas nutricionais e metabólicas 2477

1738

  V. Transtornos mentais e comportamentais 3889 5967

  II. Neoplasias (tumores) 2518 2793

  XIX e XX. Causas externas 6554 7674

  XIV. Doenças do aparelho geniturinário 3861 6301

  IX. Doenças do aparelho circulatório 6334 7291

  XI. Doenças do aparelho digestivo 7462 10411

  X. Doenças do aparelho respiratório 11776 11192

  I. Algumas doenças infecciosas e parasitárias 11290

  2000 4000 6000 8000 10000 12000 14000

Fem Masc

Fonte: SIH/DATASUS

  Figura 01 Número de internações segundo causas (CID 10) e sexo. Alagoas, 2010.

  As taxas de internação hospitalar foram maiores nos grupos etários de menor de 1 ano (23,5%), de 70-79 (10,6%) e no grupo de 80 ou mais anos (13,5%). Quanto aos grupos de idade, percebe-se que as internações foram mais freqüentes no de 10 a 59 anos, com 64,9% do total. (Tabela 01).

  Os dados referentes às causas de internação por grupo etário, excluída as internações por gravidez, parto e puerpério, mostram que as doenças do aparelho respiratório (37,1%) e as doenças infecciosas e parasitárias (30,1%) são mais freqüentes no grupo de 0 a 9 anos. No Grupo de 10 a 59 anos sobressaem as doenças do aparelho digestivo (15,1%) e as doenças do aparelho geniturinário (13,1%). No grupo de 60 anos e mais prevalecem as doenças do aparelho circulatório (26,7%) e as doenças do aparelho respiratório (11,3%) (Tabelas 01 e 02).

  Tabela 01 Número de internações segundo causas (CID-10) e faixa etária. Alagoas, 2010. FAIXA ETÁRIA (anos) CAPÍTULO (CID-10) < 01 01 a 04 05 a 09 10 a 14 15 a 19 20 a 29 30 a 39 40 a 49 50 a 59 60 a 69 70 a 79 > 80 TOTAL

CAP. I 3.079 5.853 2.659 1.509 947 1.707 1.435 1.264 1.212 1.248 932 637 22.482

CAP. II

  90 257 191 200 275 750 1.578 2.295 1.268 904 509 168 8.485

  42

  52

  32

  53

  55 86 117 105

  55

  91

  45 38 771

  CAP. III

CAP. IV 218 359 181 120 117 247 372 524 811 1.032 864 567 5.412

CAP. V

  1

  3 33 264 1.292 1.525 1.410 757 294

  43 5 5.627

  CAP. VI

  89

  83

  76

  68 46 109 116 143 118 116 121 59 1.144

  CAP VII

  15

  6

  10

  8

  12

  21

  30 73 231 467 353 110 1.336

  CAP. VIII

  4

  9

  5

  17

  12

  16

  16

  10

  5

  3

  3 1 101

  CAP. IX

  38

  34 66 115 182 545 835 1.492 2.437 2.860 2.514 1.517 12.635

  

CAP. X 3.842 7.203 3.229 1.458 522 817 644 755 805 1.058 995 859 22.187

  236 1.013 941 664 616 2.173 2.228 2.182 1.950 1.515 845 390 14.753

  CAP. XI CAP. XII

  49 152 137 145 237 539 558 533 477 321 181 88 3.417

  CAP. XIII

  5 64 270 303 177 327 389 355 313 217 138 75 2.633

  CAP. XIV

  82 544 591 444 555 2.576 2.307 1.495 1.110 977 617 237 11.535

  CAP. XV

  2 1.108 13.387 28.482 9.809 1.171

  3 1 0 53.963

  CAP. XVI 4.471

  5

  3

  1

  12

  32

  11

  6

  3

  1 4 4.549

  CAP. XVII 143 307 206 141

  60 146 100

  80

  43

  34

  11 5 1.276

  CAP. XVIII

  8

  17

  27

  38 56 229 112 101 72 103

  61 41 865

  CAP. XIX

  52 353 948 934 816 1.708 1.381 947 740 571 452 354 9.256

  CAP. XX

  1

  2

  4

  7

  7

  10

  11

  19

  18

  9

  3

  91 CAP. XXI

  64

  22

  15

  17

  21

  66 94 106

  92

  97

  34 6 634

  

Total 12.530 16.336 9.594 7.376 18.376 41.875 23.667 15.058 12.518 11.930 8.728 5.164 183.152

1ª causa de internação* 2ª causa de internação

  • Exclui-se as internações classificadas por Gravidez, Parto e Puerpério (CAP. XV) Fonte: SIH/DATASUS

  Tabela 02 Principais causas de internação (CID-10) por grupo etário. Alagoas, 2010. GRUPO ETÁRIO (anos) 1ở CAUSA DE INTERNAđấO 2ở CAUSA DE INTERNAđấO 0 a 9 Doenças do aparelho respiratório Doenças infecciosas e parasitárias 10 a 59 - Geral Doenças do aparelho digestivo Doenças do aparelho geniturinário 10 a 59 - Homens Causas externas Doenças do aparelho digestivo 10 a 59 - Mulheres Doenças do aparelho geniturinário Doenças do aparelho digestivo > 60 Doenças do aparelho circulatório Doenças do aparelho respiratório

  Fonte: SIH/DATASUS

  Ao destacar as três principais causas de internações, excluídas as do capítulo

  XV (CID-10: gravidez, parto e puerpério), as doenças infecciosas e parasitárias ocuparam a 1ª posição sendo responsável por 17,4% (22.482) das hospitalizações. As doenças do aparelho respiratório ocuparam a 2ª posição, com 17,1% (22.187) das internações e as doenças do aparelho digestivo ocuparam a 3ª posição com 11,4% (17.753) (Tabela 03). Ao analisar as internações ocorridas por MRS de saúde observa-se que seguem o padrão de internação no Estado, exceto as 1ª, 3ª, 4ª, 6ª, 10ª e 12ª MRS que tem como 1ª causa as doenças do aparelho respiratório e as 3ª, 8ª e 11ª que tem como 2ª causas as doenças do aparelho digestivo.

  Na avaliação dos últimos cinco anos observa-se que cerca de um terço das internações realizadas no SUS refere-se ao atendimento a gestante (CID-10: Cap.

  XV

  • – Gravidez, Parto e Puerpério), embora, ao longo do período avaliado, observa- se uma redução significativa (R² = 0,932). Dentre as dez principais causas de internamento observadas no período, apenas as Doenças Endócrinas, Nutricionais e Metabólicas apresentaram uma leve tendencia de aumento (R² = 0,473) (Figura 02).

  Tabela 03

  • Distribuição das internações hospitalares por causas (Cap. CID-10) e microrregião de saúde de residência. Alagoas, 2010.

  

MICRORREGIÃO DE SAÚDE

CAPÍTULO AL (CID-10)

  

1ª 2ª 3ª 4ª 5ª 6ª 7ª 8ª 9ª 10ª 11ª 12ª 13ª

  6.285 1.004 850 695 5.324 665 2.129 715 1.266 544 1.377 531 1.097 22.482

  CAP. I

  3.937 300 404 200 1.211 264 205 266 630 141 446 152 329 8.485

  CAP. II

  186

  30

  48 31 146

  44

  57

  59

  58

  20

  33

  30 29 771

  CAP. III

CAP. IV 1.125 407 419 438 675 394 528 163 321 232 290 141 279 5.412

CAP. V 3.619 145 223

  99 581 52 100 115 289 79 143

  92 90 5.627

  CAP. VI 479

  40

  32 35 103 41 106

  33

  68

  35

  40

  54 78 1.144

  CAP VII 726

  22

  26 65 251

  36

  18

  25

  69

  12

  63

  4 19 1.336

  29

  7

  3

  2

  19

  4

  6

  5

  7

  4

  5

  3 7 101

  CAP. VIII

CAP. IX 3.928 570 796 543 2.419 314 787 490 818 363 695 284 628 12.635

CAP. X 8.675 983 1.117 984 3.683 689 1.134 435 1.180 673 910 662 1.062 22.187

CAP. XI 4.354 711 959 626 2.573 614 654 589 1.149 419 919 395 791 14.753

  1.524 92 269 83 156 92 344

  55

  90 30 253 93 336 3.417

  CAP. XII

  1.068 143 111 63 587

  40

  75 61 119 31 220

  53 62 2.633

  CAP. XIII

CAP. XIV 3.869 660 740 429 1.698 414 727 431 643 258 746 367 553 11.535

CAP. XV 19.358 3.223 2.639 2.442 7.305 1.911 2.829 3.140 3.378 1.566 2.783 1.354 2.035 53.963

CAP. XVI 2.002 292 203 205 566

  97 129 152 286 164 176 132 145 4.549

  CAP. XVII 510

  63 100 26 187

  40

  50

  61

  74

  18

  67

  32 48 1.276 284

  57

  67 41 129

  10

  50

  27

  21

  11

  22 21 125 865

  CAP. XVIII

  3.259 352 497 429 1.978 252 387 376 619 118 520 161 308 9.256

  CAP. XIX CAP. XX

  57

  3

  3

  6

  9

  1

  1

  2

  1

  1

  3

  1

  3

  91 CAP. XXI 370

  10

  24

  24

  48

  9

  18

  17

  31

  17

  43

  12 11 634 65.644 9.114 9.530 7.466 29.648 5.983 10.334 7.217 11.117 4.736 9.754 4.574 8.035 183.152

  Total 1ª causa de internação 2ª causa de internação

  • Exclui-se as internações classificadas por Gravidez, Parto e Puerpério (CAP. XV) Fonte: SIH/DATASUS

  Fonte: SIH/DATASUS.

  11.535 R² = 0,656

  22.187 R² = 0,559

  10.000 20.000 30.000 40.000 50.000 60.000

  2006 2007 2008 2009 2010 Doenças do Aparelho Respiratório

  15.039 15.498 13.336 13.514 14.753

  R² = 0,178 10.000 20.000 30.000 40.000 50.000 60.000

  2006 2007 2008 2009 2010 Doenças do Aparelho Digestivo

  13.208 13.703 11.795 10.688

  10.000 20.000 30.000 40.000 50.000 60.000

  2006 2007 2008 2009 2010 Transtornos Mentais e Comportamentais

  2006 2007 2008 2009 2010 Doenças do Aparelho Geniturinário

  11.020 10.533 8.171 9.417 9.347

  R² = 0,399 10.000 20.000 30.000 40.000 50.000 60.000

  2006 2007 2008 2009 2010 Causas Externas (Cap. XIX e XX)

  60.770 60.480 56.580 54.985

  53.963 R² = 0,932

  10.000 20.000 30.000 40.000 50.000 60.000

  24.051 24.415 23.328 23.988

  10.000 20.000 30.000 40.000 50.000 60.000

  Figura 02 Distribuição das internações segundo causas (CID 10 – principais causas).

  10.000 20.000 30.000 40.000 50.000 60.000

  Alagoas, 2006 a 2010.

  24.081 23.019 23.649 20.725

  22.482 R² = 0,442

  10.000 20.000 30.000 40.000 50.000 60.000

  2006 2007 2008 2009 2010 Algumas Doenças Infecciosas e Parasitárias

  9.220 10.309 7.291 7.784

  8.485 R² = 0,280

  2006 2007 2008 2009 2010 Neoplasias

  5.627 R² = 0,296

  5.255 5.251 5.227 5.563 5.412

  R² = 0,473 10.000 20.000 30.000 40.000 50.000 60.000

  2006 2007 2008 2009 2010 Doenças Endócrinas, Nutricionais e Metabólicas

  13.972 14.410 11.702 13.017

  12.635 R² = 0,356

  10.000 20.000 30.000 40.000 50.000 60.000

  2006 2007 2008 2009 2010 Doenças do Aparelho Circulatório

  6.487 5.780 6.552 6.080

  2006 2007 2008 2009 2010 Gravidez, Parto e Puerpério

  30 28 105 1.979 Total 6.285 1.004 850 695 5.324 665 2.129 715 1.266 544 1.377 531 1.097 22.482

  6 4 173 Dengue (Dengue clássico) 314

  26

  41

  18 32 680 Outras doenças bacterianas 1.222 138 130 123 668 260 569 168 143 121 183 80 313 4.118 Sífilis congênita

  93

  11

  11

  3

  12

  12

  1

  3

  7

  10

  13 8 92 1.305 25 210 183 269 8 222 44 57 2.750 Febre hemorrágica devida ao vírus da dengue

  18

  68

  1

  10

  7

  21

  1

  5

  12

  1

  8

  1 3 138 Outras doenças infecciosas e parasitárias 761 103 119 82 436

  54

  66 66 126

  3

  39

  15

  Nas Tabelas 04, 05 e 06 estão apresentados os principais diagnósticos de doenças infecciosas e parasitárias para as internações por MRS, sexo e faixa etária. Observa-se que as doenças infecciosas e parasitárias internaram mais pessoas do sexo masculino e 51,5% das internações ocorreram em crianças de 0 a 9 anos. A maioria dos diagnósticos das internações foi por diarréia/gastroenterite de origem infecciosa e outras doença infecciosas intestinais (54,9%), sendo padrão em todas as MRS.

  4

  Este quadro é compatível com a situação social e ambiental da população de Alagoas, onde o CENSO 2000 detectou que apenas 60,9% da população tem abastecimento de água, 24,1% tem acesso as instalações sanitárias e 65,9% têm acesso a coleta de lixo. Mesmo com a melhora observada a cada ano estas condições de saneamento ainda são precárias, pois levam uma parcela significativa da população ao consumo de água de má qualidade e ao depósito dos esgotos de suas residências em rios, valas, mares ou outros lugares inadequados.

  Segundo registros da Eco- 92 “aproximadamente 80% de todas as doenças de origem hídrica e mais de um terço das mortes em países em desenvolvimento são causadas pelo consumo de água contaminada".

  

Tabela 04 - Distribuição dos principais diagnósticos das doenças Infecciosas e parasitárias (Cap. CID-

10) por microrregião de saúde. Alagoas, 2010.

  Algumas doenças infecciosas e parasitárias Microrregião de Saúde 1ª 2ª 3ª 4ª 5ª 6ª 7ª 8ª 9ª 10ª 11ª 12ª 13ª AL

  Diarréia e gastroenterite* 2.179 334 463 35 1.676 238 212 171 318 109 222 80 222 6.259 Outras doenças infecciosas intestinais 1.160 350 39 330 1.116 75 1.042 100 349 264 652 261 357 6.095 Tuberculose 165

  15

  19

  6

  8

  2

  2

  1

  6

  6

  10

  12 4 250 Hanseníase

  30

  1

  1

  2

  1

  1

  3

  1

  40 Septicemia 293

  38

  51

  17

  82

  • Origem Infecciosa Presumível Fonte: SIH/DATASUS

  

Tabela 05 - Distribuição dos principais diagnósticos das doenças Infecciosas e parasitárias

(Cap. CID-10) por sexo. Alagoas, 2010.

  6

  33

  39

  43

  57

  94

  90

  40 Septicemia 173

  3

  4

  6

  34

  11

  2

  1

  4

  2

  1

  13 2 250 Hanseníase

  32

  37

  34

  39

  62

  14 2 138 Doença pelo vírus da imunodeficiência humana

  Fonte: SIH/DATASUS

  41 90 104 117 168 178 158 86 1.588 Total 3.079 5.853 2.659 1.509 947 1.707 1.435 1.264 1.212 1.248 932 637 22.482

  9 1 391 Outras doenças infecciosas e parasitárias 70 271 196 109

  28

  7 80 140 102

  1

  7

  13

  3

  11

  28 16 680 Outras doenças bacterianas 407 703 437 307 194 358 278 303 305 338 277 211 4.118 Sífilis congênita 171

  12

  30

  14

  19

  18

  8

  10

  Dengue (Dengue clássico) 59 208 385 358 337 485 328 243 161 124 47 15 2.750 Febre hemorrágica devida ao vírus da dengue

  1 173

  1

  48

  35

  

ALGUMAS DOENÇAS INFECCIOSAS E PARASITÁRIAS MASC FEM TOTAL

Diarréia e gastroenterite de origem infecciosa presumível 3.130 3.129 6.259

Outras doenças infecciosas intestinais 3.024 3.071 6.095

Tuberculose

  1 a

   1

  5 a

  1

  

4

  

1

  

1

a

   9

  5 a

   4

  Algumas doenças infecciosas e parasitárias Faixa etária (anos) <1

  2 a

  

Tabela 06 - Distribuição dos principais diagnósticos das doenças Infecciosas e parasitárias (Cap. CID-10) por

faixa etária. Alagoas, 2010.

  11.290 11.192 22.482 Fonte: SIH/DATASUS

  45 93 138

Doença pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV) 247 144 391

Outras doenças infecciosas e parasitárias 827 761 1.588

Total

  Febre hemorrágica devida ao vírus da dengue

  Sífilis congênita 88 85 173

Dengue (dengue clássico) 1.188 1.562 2.750

  40 Septicemia 396 284 680

Outras doenças bacterianas 2.151 1.967 4.118

  16

  24

  170 80 250 Hanseníase

  9

   2

  9

  9

  2

  2

  4

  4

  Diarréia e gastroenterite 1.104 2.415 844 350 135 283 201 182 204 235 188 118 6.259 Outras doenças infecciosas intestinais 1.078 2.139 673 302 166 305 266 218 255 287 221 185 6.095 Tuberculose

  8 Total

  9 >

   7

  7 a

   6

  9

  6 a

  9

   5

  5 a

  9

   4

  4 a

  9

   3

  3 a

  As Tabelas 07, 08 e 09 mostram que os principais diagnósticos de internação para as doenças do aparelho respiratório foram a Pneumonia (68,2%) seguida da Asma (10,6%). Esta situação se repete em todas as MRS de saúde, exceto na 9ª e 11ª onde o 2º lugar é a bronquite/efisema. As doenças atingiram mais o sexo masculino e as faixas etárias de 0 a 9 anos (64,3%).

  Segundo César (1997) as infecções respiratórias agudas são responsáveis por um terço das mortes e metade das hospitalizações e consultas médicas entre menores de cinco anos nos países em desenvolvimento. A pneumonia, sua mais grave conseqüência, mata cerca de 800 crianças a cada hora, com 53% desses óbitos ocorrendo no período pós-neonatal. Estas hospitalizações por pneumonia estão associadas à classe social, renda familiar e escolaridade dos pais.

  

Tabela 07 - Distribuição dos principais diagnósticos das doenças do aparelho respiratório (Cap. CID-10) por

microrregião de saúde de residência. Alagoas, 2010.

  Microrregião de Saúde Doenças do aparelho respiratório 1ª 2ª 3 ª 4 ª 5 ª 6 ª 7 ª 8 ª 9 ª 10 ª 11 ª 12 ª 13 ª AL

  Faringite aguda e amigdalite aguda

  1

  2

  82

  1

  6

  4

  7 1 104 Laringite e traqueíte agudas

  52

  1

  5 3 350

  4

  6

  5

  11

  1

  1

  2 3 444 Outras infecções agudas das vias aéreas superiores

  16

  3

  2

  1

  26

  29

  5

  8

  6

  1 10 107 Influenza (Gripe)

  43

  2

  1

  53

  17

  2

  2

  8

  46

  3

  12 3 192 Pneumonia 6.915 767 674 788 2.042 454 677 275 559 329 607 466 591 15.144 Bronquite aguda e bronquiolite aguda

  45

  8

  4

  6

  82

  2

  5

  6

  32

  2

  3

  2 8 205 Sinusite crônica

  4

  1

  1

  10

  1

  1

  1

  1

  20 Outras doenças do nariz e dos seios paranasais

  42

  4

  9

  6

  41

  2

  3

  7

  3

  1 3 121 Doenças crônicas das amígdalas e das adenóides 429

  27

  61 53 243

  35

  20

  30

  38

  70

  61 12 26 1.105 Outras doenças do trato respiratório superior

  40

  2

  5

  3

  28

  11

  1

  10

  32

  3

  1 1 137 Bronquite enfisema* 142 14 135 44 282

  23

  76 29 168 23 112 22 169 1.239 Asma 640 132 173 58 308 89 257 49 145 110 63 132 203 2.359 Bronquiectasia

  1

  3

  4 Pneumoconiose

  3

  3 Outras doenças do aparelho respiratório 306

  20

  46 19 133

  21

  80 23 188

  55

  47 12 53 1.003 Total 8.675 983 1.117 984 3.683 689 1.134 435 1.180 673 910 662 1.062 22.187

  1ª causa de internação 2ª causa de internação

  • e outras doenças pulmonares obstrutivas crônicas Fonte: SIH/DATASUS
  • e outras doenças pulmonares obstrutivas crônicas Fonte: SIH/DATASUS

  

Tabela 08 - Distribuição dos principais diagnósticos das doenças do aparelho

respiratório (Cap. CID-10) por sexo. Alagoas, 2010.

  13

  4

  2

  5

  1

  20 Outras doenças do nariz e dos seios

  paranasais

  3

  22

  4

  19

  25

  20

  7

  10 2 121

  Doenças crônicas das amígdalas e das adenóides

  316 495 197

  39

  4

  Sinusite crônica

  9

  Bronquite aguda e bronquiolite aguda

  18

  21

  21

  14

  19

  20 15 192

  Pneumonia

  3.236 5.542 2.198 982 262 430 348 395 383 479 460 429 15.144

  84

  3 5 205

  61

  26

  5

  2

  1

  5

  5

  8

  35

  9

  9

  2

  77 96 118 144 111 99 2.359

  Bronquiectasia

  1

  1

  2

  4 Pneumoconiose

  1

  3 Outras doenças do aparelho respiratório

  52

  74

  99

  35

  34

  56

  92

  72

  96 92 130 130 93 1.003

  71

  Asma 294 844 324 129

  4 1 1.105

  9

  Outras doenças do trato respiratório superior

  14

  29

  13

  15

  7

  21

  11

  5

  33 73 130 237 242 194 1.239

  8

  3 2 137

  Bronquite enfisema

  69 154

  62

  21

  4

  20

  16

  4

  

DOENÇAS DO APARELHO RESPIRATÓRIO MASC FEM TOTAL

Faringite aguda e amigdalite aguda

   2

   1

  4

  1

  5 a

   1

  9

  2 a

  9

   9

  3 a

   39

  4 a

   4

  9

  5 a

   5

  9

  1 a

  5 a

   6

  1.214 1.145 2.359 Bronquiectasia

  43 61 104

Laringite e traqueíte agudas 214 230 444

Outras infecções agudas das vias aéreas superiores

  53 54 107 Influenza (Gripe) 109 83 192 Pneumonia

  8.103 7.041 15.144 Bronquite aguda e bronquiolite aguda 115 90 205 Sinusite crônica

  12

  8

  20 Outras doenças do nariz e dos seios paranasais

  66 55 121

Doenças crônicas das amígdalas e das adenóides 588 517 1.105

Outras doenças do trato respiratório superior

  70 67 137

Bronquite enfisema* 631 608 1.239

Asma

  2

   4

  2

  4 Pneumoconiose

  1

  2

  3 Outras doenças do aparelho respiratório 555 448 1.003 Total 11.776 10.411 22.187

  

Tabela 09 - Distribuição dos principais diagnósticos das doenças do aparelho respiratório (Cap. CID-

10) por faixa etária. Alagoas, 2010.

  Doenças do aparelho respiratório Faixa etária (anos) <1

  1 a

  6 a

  9

  23

  2

  26

  21

  17 10 444

  Outras infecções agudas das vias aéreas superiores

  14

  19

  7

  6

  37

  16

  3

  7

  10

  6

  7 10 107

  Influenza (Gripe)

  12

  33

  71

  7 a

  12

   7

  9 >

  8 Total Faringite aguda e amigdalite aguda

  3

  35

  20

  13

  8

  8

  48

  1

  1

  2 1 104

  Laringite e traqueíte agudas

  42

  78

  32

  29

  

Total 3.842 7.203 3.229 1.458 522 817 644 755 805 1.058 995 859 22.187

Fonte: SIH/DATASUS

  REFERÊNCIAS

  CÉSAR JA, VICTORA CG, SANTOS IS, BARROS FC, ALBERNAZ EP, OLIVEIRA LM, FLORES JÁ, HORTA BL, WEIDERPASS E, HALPERN R. Hospitalização por pneumonia: influência de fatores socioeconômicos e gestacionais em uma coorte de crianças no Sul do Brasil. Revista de Saúde Pública. 31(1):53-61; 1997.

  Florianópolis. Prefeitura Municipal. Secretaria Municipal de Saúde. Diagnóstico Situacional das Condições de Saúde de Crianças de 0 a 9 Anos em Florianópolis, 2009. 35 p.

  LEBRAO, ML. Estudos de morbidade: usos e limites. Revista Saúde e Sociedade. 4(1-2):51-57; 1995.

  REIS, AC et al. Morbidade Hospitalar por causas violentas e qualidade dos dados

  • – em 2001. Centro Latino-Americano de Estudos de Violência e Saúde Jorge Careli CLAVES, Rio de Janeiro, Boletim n 10, jun/jul. 2003.

5. MORTALIDADE EM ALAGOAS - População Geral -

  O Sistema de informações sobre a Mortalidade (SIM) foi criado em 1979, sendo o mais antigo sistema de informação existente no Ministério da Saúde (MS). O SIM permite identificar as principais causas de mortes registradas nos municípios e no estado.

  Esse capítulo faz uma análise descritiva dos dados de mortalidade contidos no SIM no período de 2006 a 2010. Identificaram-se no estudo as principais causas de óbitos, sua distribuição pelas regiões sanitárias e os diferentes riscos de morrer entre homens e mulheres e seus ciclos de vida (faixa etária). Para a classificação das causas de óbito foram utilizados os capítulos da CID10 e a lista de categorias de causas de morte proposta pela Organização Mundial de Saúde. As taxas de mortalidades foram calculadas pelo método direto, sendo tomada como padrão a população do censo de 2010.

  Para a análise da mortalidade, o indicador mais utilizado foi o da proporção de óbitos por grupo de causa (mortalidade proporcional por causa definida em relação ao total dos óbitos ocorridos no período). Foram considerados para fins dessa análise os mais relevantes grupos de causas e esses foram cruzados, com dados de idade, sexo e MRS, permitindo uma análise acurada da incidência etária de óbitos e sua distribuição por sexo e região, daí o resultado foi a obtenção de uma visão clara dos problemas de saúde mais relevantes para o estado.

  Nos últimos cinco anos (2006-2010), analisando-se, tanto o período quanto cada ano isoladamente, o Grupo de Causas (GC) que compõe o capítulo

  IX do CID-10 (Doenças do Aparelho Circulatório) figurou como o maior responsável pelos óbitos ocorridos entre os alagoanos (Figura 01; Tabela 01). Entretanto, desde 2007, este GC vem apresentando uma queda significativa na sua contribuição entre as causas de óbitos no estado (Figura 02), fato que coincidi com a implantação da Política Nacional de Promoção da Saúde e, consequentemente, o financiamento de projetos para este fim. Porém, este GC ainda representa a principal causa de óbitos no estado (Tabela 01).

  I 4.213

  XI 4.667

  • -10

  XVI

6.441

  ID C P.

  XVIII 6.737 A C r

  X o 6.784 p o

  IV 6.808 çã ca ifi

  II 7.876 ss la C

  

XX 15.139

  IX 23.061 Demais Capítulos

  4.890 5.000 10.000 15.000 20.000 25.000 Frequência

  Fonte: SIM/SESAU/DIASS Dados tabulados em 05-06-11 (Sujeitos a alterações) Figura 01 - Frequência de óbitos por Grupo de Causas (CID-10) no Estado de Alagoas, 2006-2010.

  

Tabela 01 - Frequência de óbitos por Grupo de Causas (CID-10) segundo ano de ocorrência, Estado de

Alagoas, 2006-2010.

  PERÍODO (%) GRUPO DE CAUSAS 2006 2007 2008 2009 2010 Total (CAP. CID-10)

CAPÍTULO I 953 (5,87) 898 (5,19) 786 (4,61) 803 (4,52) 773 (4,23) 4.213 (4,86)

CAPÍTULO II 1.431 (8,82) 1.550 (8,96) 1.560 (9,15) 1.640 (9,23) 1.695 (9,28) 7.876 (9,09)

CAPÍTULO IV 1.259 (7,76) 1.380 (7,97) 1.308 (7,67) 1.400 (7,88) 1.461 (8,00) 6.808 (7,86)

CAPÍTULO IX 4.175 (25,73) 4.806 (27,77) 4.705 (27,59) 4.733 (26,63) 4.642 (25,43) 23.061 (26,62)

CAPÍTULO X 1.102 (6,79) 1.338 (7,73) 1.400 (8,21) 1.457 (8,20) 1.487 (8,14) 6.784 (7,83)

CAPÍTULO XI 813 (5,01) 880 (5,08) 948 (5,56) 992 (5,58) 1.034 (5,66) 4.667 (5,39)

CAPÍTULO XVI 1.355 (8,35) 1.343 (7,76) 1.278 (7,50) 1.313 (7,39) 1.152 (6,31) 6.441 (7,44)

CAPÍTULO XVIII 1.581 (9,74) 1.147 (6,63) 1.096 (6,43) 1.329 (7,48) 1.584 (8,68) 6.737 (7,78)

CAPÍTULO XX 2.722 (16,78) 3.002 (17,34) 2.963 (17,38) 3.056 (17,19) 3.396 (18,60) 15.139 (17,48)

DEMAIS CAPÍTULOS 835 (5,15) 964 (5,57) 1.007 (5,91) 1.051 (5,91) 1.033 (5,66) 4.890 (5,65)

TOTAL 16.226 (100,00) 17.308 (100,00) 17.051 (100,00) 17.774 (100,00) 18.257 (100,00) 86.616 (100,00)

  Fonte: SIM/SESAU/DIASS Dados tabulados em 05-06-11 (Sujeitos a alterações)

  Fonte: SIM/SESAU/DIASS Dados tabulados em 05-06-11 (Sujeitos a alterações) Figura 02 - Tendência temporal da Taxa de Mortalidade Proporcional (TMP) por Doenças do aparelho circulatório no Estado de Alagoas, 2007-2010.

  O segundo GC de óbitos mais frequente no estado refere-se às causas codificadas no capítulo XX (Causas externas de morbidade e mortalidade). Vale ressaltar que, quando comparado com o GC responsável pelo terceiro maior número de óbitos no estado (Capítulo II

  • – Neoplasias), as causas externas representam aproximadamente 50% a mais de óbitos (Figura 01). Outro fato que chama a atenção, com relação aos óbitos ocorridos devido as causas codificadas no capítulo XX, é a desproporção encontrada entre os sexos dos indivíduos, uma vez que quase 90% dos óbitos registrados refere-se a indivíduos do sexo masculino (Figura 03).

  Fonte: SIM/SESAU/DIASS Dados tabulados em 05-06-11 (Sujeitos a alterações) Figura 03 - Frequencia de mortalidade proporcional por Grupo de Causas (CID-10) e sexo, no Estado de Alagoas, 2006-2010.

  27,77% 27,60% 26,63% 25,45%

  R² = 0,921 24,00 25,00 26,00 27,00 28,00 29,00 2007 2008 2009 2010

  TM P (% ) 2.724 12.000 13.471 3.909 2.952 3.450 3.592 3.598 3.160 2.416 2.143 11.061 1.668 3.966 3.856 3.333 3.144 2.806 1.507 1.797

  0% 10% 20% 30% 40% 50% 60% 70% 80% 90% 100% Demais Capítulos

  X XVIII

  XVI

  XI I Frequência proporcional (%) Cla ss if ic ão p o r CAP . CID -10

  Mas Fem

IX XX

  Entre os CG de óbitos existentes (CAP. CID-10), as neoplasias (Capítulo

  II) apresentaram a mais forte tendência de crescimento, apesar do pouco aumento da proporção observada a cada ano (Figura 04).

  R² = 0,964 9,40 9,20

  9,30% 9,22% 9,00 9,15%

  8,95% 8,80 8,82% 8,60

  8,40 2006 2007 2008 2009 2010 Fonte: SIM/SESAU/DIASS Dados tabulados em 05-06-11 (Sujeitos a alterações) Figura 04 - Tendência temporal da Taxa de Mortalidade Proporcional (TMP) por neoplasias no Estado de Alagoas, 2007-2010.

  Considerando as MRS que compõem o estado, as duas primeiras causas mais frequentes de óbitos observadas ocorrem devido às Doenças do aparelho circulatório, variando de 24,2% (5ª MRS) a 33,0% (4ª MRS), seguida das Causas externas de morbidade e mortalidade, que variaram de 20,2% (2ª MRS) a 12,0% (10ª MRS) (Tabela 02). Quando considerado o terceiro GC de óbitos mais freqüente no estado, observa-se uma diferença dos mesmos conforme a MRS avaliada (Figura 05). Entre estes GC observados, destaca-se o capítulo

  XVIII do CID-10 (Sintomas, sinais e achados anormais de exames clínicos e de laboratório), observado em cinco MRS (5ª, 7ª, 9ª, 11ª, 12ª). Vale ressaltar que este grupo refere-se aos óbitos com causas mal definidas. Outro aspecto importante a ser considerado é a alta freqüência de óbitos por afecções originadas no período perinatal, este GC foi observado como o terceiro mais freqüente em quatro MRS (4ª, 6ª, 8ª, e 13ª), ou seja, nestas MRS a terceira causa de óbitos mais frequente acomete apenas crianças menores de um ano.

  GRUPO DE CAUSAS (CAP. CID-10) FREQUÊNCIA POR MICRORREGIÃO DE SAÚDE (%) 1ª 2ª 3ª 4ª 5ª 6ª 7ª 8ª 9ª 10ª 11ª 12ª 13ª

CAPÍTULO IX 25,71 29,80 27,66 33,05 24,22 28,62 31,55 31,61 26,51 27,83 25,08 28,67 27,05

CAPÍTULO XX 20,21 12,58 15,74 13,85 17,94 14,29 15,00 14,64 14,00 12,04 15,87 13,75 19,79

CAPÍTULO II 10,72 6,25 8,69 6,87 7,13 8,67 10,22 8,84 8,90 7,46 7,07 7,02 7,72

CAPÍTULO X 9,24 7,66 8,54 5,61 5,44 8,07 5,81 6,98 8,26 9,04 6,64 8,10 7,00

CAPÍTULO IV 7,72 10,15 9,31 8,51 6,42 7,92 8,37 7,52 7,25 10,17 9,84 8,29 7,35

CAPÍTULO XVI 6,02 8,28 7,31 9,49 8,58 12,03 4,69 9,30 7,97 6,63 6,43 6,07 8,69

CAPÍTULO XI 5,87 5,32 6,97 4,36 4,86 3,81 3,00 4,17 4,91 6,54 5,37 5,98 6,16

CAPÍTULO I 5,19 4,41 4,97 3,48 3,91 4,16 3,78 4,52 4,43 7,58 6,39 5,56 4,13

CAPÍTULO XVIII 3,13 9,47 5,51 9,28 16,74 6,57 12,71 7,40 12,86 6,83 13,16 10,92 5,50

CAPÍTULO XIV 1,69 0,96 1,15 0,88 0,86 1,50 0,66 1,27 1,38 1,33 0,59 1,41 1,97

DEMAIS CAPÍTULOS 4,50 5,12 4,15 4,61 3,91 4,36 4,22 3,76 3,53 4,54 3,57 4,24 4,63

  

Tabela 02- Frequência de óbitos proporcional por Grupo de Causas (CID-10), segundo microrregião de saúde

  • – Estado de Alagoas, 2006-2010.

  Fonte: SIM/SESAU/DIASS Dados tabulados em 05-06-11 (Sujeitos a alterações) Fonte: SIM/SESAU/DIASS Dados tabulados em 05-06-11 (Sujeitos a alterações)

Figura 05 – Terceira maior causa de óbito de acordo com Grupo de Causas (GC), segundo Microrregião

de Saúde, Alagoas, 2006-2010.

  Atualmente o Ministério da Saúde estabelece como limite aceitável um percentual de 10% de óbitos com causas mal definidas. Em Alagoas, apesar da taxa de mortalidade proporcional por este tipo de causa encontra-se abaixo do limite aceitável, não se observa melhoria ao longo do período, e ainda, nota-se que a partir de 2007 há uma forte tendência de crescimento da referida taxa no estado (R² = 0,822) (Figura 06).

  12,00 10,00 R² = 0,822 8,00

  9,74 8,62 7,46

  6,00 6,42 6,63 4,00

  2,00 0,00 2006 2007 2008 2009 2010

  Fonte: SIM/SESAU/DIASS Dados tabulados em 05-06-11 (Sujeitos a alterações)

Figura 06 - Tendência temporal da Taxa de Mortalidade Proporcional (TMP) por causa de

óbito mal definida (CAP. XVIII – CID-10) no Estado de Alagoas, 2006-2010. Destaque em

vermelho para o período de 2007 a 2010 com respectiva linha de tendência.

  As 4ª, 7ª, 9ª e 11ª MRS apresentaram no período uma tendência de crescimento na TMP por causas mal definidas (Figura 07). A 5ª MRS apresentou no período as piores TMP por causas mal definidas do estado, uma vez que a mesma nunca esteve abaixo de 15% (Figura 08). Merecem destaque as 2ª, 3ª, 6ª e 12ª MRS por apresentarem tendências decrescentes em suas taxas (Figura 09). A MRS que apresentou as menores taxas durante o período avaliado foi a 1ª, na qual se observou uma queda acentuada entre 2006 e 2007, porém, observando o restante do período, verifica-se uma tendência de crescimento nesta TMP (R² = 0,541) (Figura 10). As 8ª, 10ª e 13ª MRS apresentaram grande coeficiente de variação na TMP por causa mal definida durante o período avaliado (8ª: 41,51%; 10ª: 61,57%; e 13ª: 48,94%), ou seja, a cada ano a TMP por causas mal definidas sofreu grande variação, sendo assim, não apresentando qualquer tipo de tendência.

  4ª Microrregião de Saúde 7ª Microrregião de Saúde 15,00 20,00 R² = 0,635

  R² = 0,401 15,00 10,00 12,28 15,72

  9,49 10,00 10,89 7,84

  8,40 11,13 7,25 5,00

  8,79 8,44 5,00 0,00 0,00

  

2006 2007 2008 2009 2010 2006 2007 2008 2009 2010

9ª Microrregião de Saúde 11ª Microrregião de Saúde

  R² = 0,588 R² = 0,513 20,00 20,00 15,00 18,37 15,00 18,16

  16,72 15,99 10,00 10,00 12,71

  11,18 10,26 9,85

  5,00 5,00 7,43 7,36 0,00 0,00

2006 2007 2008 2009 2010 2006 2007 2008 2009 2010

  Fonte: SIM/SESAU/DIASS Dados tabulados em 05-06-11 (Sujeitos a alterações) Figura 07 - Tendência temporal da Taxa de Mortalidade Proporcional (TMP) por causa de óbito mal definida (CAP. XVIII – CID-10) segundo microrregião de saúde no Estado de Alagoas, 2006-2010.

  19,00 18,00 18,21 17,00

  17,20 R² = 0,026 16,00

  16,38 15,00 15,98 15,46 14,00

  13,00

2006 2007 2008 2009 2010

Fonte: SIM/SESAU/DIASS Dados tabulados em 05-06-11 (Sujeitos a alterações) Figura 08 - Tendência temporal da Taxa de Mortalidade Proporcional (TMP) por causa de óbito mal definida (CAP. XVIII – CID-10) na 5ª Microrregião de Saúde no Estado de Alagoas, 2006-2010.

  2ª Microrregião de Saúde 3ª Microrregião de Saúde 20,00 15,00 15,00

  R² = 0,887 10,00 11,88 R² = 0,753 14,16

  10,00 11,30 11,30 5,00 6,66

  5,00 3,94 4,67

  3,63 4,43 2,57 0,00 0,00

  

2006 2007 2008 2009 2010 2006 2007 2008 2009 2010

6ª Microrregião de Saúde 12ª Microrregião de Saúde

  10,00 15,00 8,00 14,00 8,72 R² = 0,648

  R² = 0,645 12,27 10,00 8,11

  6,00 10,51 9,77

  5,82 5,81 4,00 4,82

  5,00 5,56 2,00 0,00 0,00

  

2006 2007 2008 2009 2010 2006 2007 2008 2009 2010

Fonte: SIM/SESAU/DIASS Dados tabulados em 05-06-11 (Sujeitos a alterações) Figura 09 - Tendência temporal da Taxa de Mortalidade Proporcional (TMP) por

causa de óbito mal definida (CAP. XVIII – CID-10) segundo Microrregião de Saúde no

Estado de Alagoas, 2006-2010.

  8,00 7,00 6,00 6,70 5,00 4,00

  R² = 0,541 3,00 3,01 2,00

  

2,17

1,97 2,01 1,00

  0,00 2006 2007 2008 2009 2010 Fonte: SIM/SESAU/DIASS Dados tabulados em 05-06-11 (Sujeitos a alterações)

Figura 10 - Tendência temporal da Taxa de Mortalidade Proporcional (TMP) por causa de óbito

mal definida (CAP. XVIII – CID-10) na 1ª Microrregião de Saúde no Estado de Alagoas, 2006- 2010. Destaque em vermelho para o período de 2007 a 2010 com respectiva linha de tendência.

  Apesar de algumas MRS apresentarem como terceira causa de óbitos mais frequente aquelas codificadas no capítulo XVI (Algumas afecções originadas no período perinatal), observa-se no estado de Alagoas uma forte tendência de redução na TMP por este GC (Figura 11), o que reflete de alguma forma na melhoria das condições assistenciais ao pré-natal, parto e/ou ao recém-nascido. Comparando a TMP observada em 2006 com a verificada em 2010, observa-se que no estado uma redução de 24,0% na taxa de óbitos

  2 definidos por este GC (p<0,05; X = 52,77).

  9,00 R² = 0,896 8,00

  7,00 8,35 7,76 7,49

  7,39 6,00 6,31 5,00

  4,00 3,00 2,00 1,00 0,00

2006 2007 2008 2009 2010

  Fonte: SIM/SESAU/DIASS Dados tabulados em 05-06-11 (Sujeitos a alterações)

Figura 11 - Tendência temporal da Taxa de Mortalidade Proporcional (TMP) por causa de

óbito devido a algumas afecções originadas no período perinatal (CAP. XVI – CID-10) no

Estado de Alagoas, 2006-2010.

  Apresentaram tendência de crescimento em suas TMP no estado de Alagoas os GC correspondentes a Doenças do aparelho digestivo (R² = 0,859), Doenças do aparelho respiratório (R² = 0,690) e Causas externas de morbidade e mortalidade (R² = 0,659) (Figura 12). Entre os GC considerados (CAP. CID- 10), observa-se que o capítulo I, onde estão incluídas as doenças infecciosas e parasitárias, apresentou a mais forte tendência de declínio na TMP no período (Figura 13). As TMP por causas de óbitos classificadas no capítulo IV, que se referem às doenças endócrinas, nutricionais e metabólicas, não apresentam tendência de crescimento nem de declínio quando observados os últimos cinco anos (Figura 14).

  

Doenças do aparelho digestivo Doenças do aparelho respiratório Causas externas de morbidade e

mortalidade 6,00 10,00

  R² = 0,659 19,00 8,00 8,21

  5,50 8,20 8,15

5,66 18,00

  18,59 6,00 7,73 5,56 5,58 6,79

  17,00 4,00 5,00

  17,34 17,38 17,20 R² = 0,859 R² = 0,690 16,78

  5,08 16,00 5,01 2,00

  4,50 0,00 15,00 2006 2007 2008 2009 2010 2006 2007 2008 2009 2010 2006 2007 2008 2009 2010 Fonte: SIM/SESAU/DIASS Dados tabulados em 05-06-11 (Sujeitos a alterações)

  

Figura 12 - Tendência temporal da Taxa de Mortalidade Proporcional (TMP) segundo Grupo de

causas de óbito no Estado de Alagoas, 2006-2010.

  7,00 6,00 5,00 5,87

  5,27 4,00 4,52 4,61

  4,24 3,00 2,00

  R² = 0,922 1,00 0,00 2006 2007 2008 2009 2010

  Fonte: SIM/SESAU/DIASS Dados tabulados em 05-06-11 (Sujeitos a alterações) Figura 13 - Tendência temporal da Taxa de Mortalidade Proporcional (TMP) por causa de óbito devido a doenças infecciosas e parasitárias (CAP. I

  • – CID-10) no Estado de Alagoas, 2006-2010.

  8,20 R² = 0,196 8,00

  8,00 7,97 7,80

  7,88 7,76 7,60

  7,67 7,40 2006 2007 2008 2009 2010

  Fonte: SIM/SESAU/DIASS Dados tabulados em 05-06-11 (Sujeitos a alterações) Figura 14 - Tendência temporal da Taxa de Mortalidade Proporcional (TMP) por causa de óbito devido a doenças endócrinas, nutricionais e metabólicas (CAP. IV – CID-10) no Estado de Alagoas, 2006-2010.

  • – Analisando a distribuição da média de Mortalidade Porporcional (2006

  2010), segundo faixa etária, e considerando a classificação de Nelson Moraes descrita em 1959, verifica-se que o Estado apresenta um nilvel de saúde elevado.

  70,00 60,00 %) (

  50,00 al n io rc o 40,00 p ro P e

  30,00 ad id al rt

  20,00 o M

  10,00 0,00 < 01 01 a 04 05 a 19 20 a 49 >50 Total

  6,65 1,11 4,72 24,34 63,19 Fonte: SIM/SESAU/DIASS Dados tabulados em 05-06-11 (Sujeitos a alterações) Figura 15

  • – Curva de Mortalidade Proporcional por faixa etária, Estado de Alagoas, 2006-2010.

  Estratificando ainda mais a faixa etária, a fim de aumentar a sensibilidade da análise, verifica-se que a distribuição da média da mortalidade proporcional dos últimos cinco anos continua semelhante a curva de nível elevado de saúde, não fosse pela elevada proporção de óbitos ocorridas entre indivíduos da faixa etária de 20 a 29 anos (Figura 16). No entanto, observa-se claramente que a proporção de óbitos nesta faixa etária é bastante influenciada pela elevada mortalidade do grupo em questão por Causas Externas de Morbidade e de Mortalidade, facilmente visualizada na figura 17.

  Fonte: SIM/SESAU/DIASS Dados tabulados em 05-06-11 (Sujeitos a alterações) Figura 16 - Mortalidade Proporcional por faixa etária no Estado de Alagoas, 2006-2010.

  Fonte: SIM/SESAU/DIASS Dados tabulados em 05-06-11 (Sujeitos a alterações) Figura 17 - Mortalidade Proporcional por Causas Externas de Morbidade e de Mortalidade (CAP. XX – CID-10) segundo faixa etária, Estado de Alagoas, 2006-2010.

  < 01 01-04 05-09 10-14 15-19 20-29 30-39 40-49 50-59 60-69 70-79 > 80 Total 6,39 1,07 0,68 0,80 3,05 8,08 6,89 8,43 11,3 14,1 16,3 19,0 0,00 2,00 4,00 6,00 8,00 10,00

  12,00 14,00 16,00 18,00 20,00

  M o rt al id ad e P ro p o rc io n al ( %)

< 01 01-04 05-09 10-14 15-19 20-29 30-39 40-49 50-59 60-69 70-79 > 80

Cap 20 0,30 1,28 1,44 2,05 13,8 35,4 19,6 11,5 6,64 3,69 2,17 2,00

  0,00 5,00 10,00 15,00 20,00 25,00 30,00 35,00 40,00

  M o rt al id ad e P ro p o rc io n al ( %) As Doenças Endócrinas, Nutricionais e Metabólicas, bem como as do aparelho Circulatório, Respiratório e Geniturinário apresentam comportamente semelhante, com maiores proporções de óbitos ocorrendo entre as faixas etárias mais avançadas. Contudo, observa-se que há uma ocorrência de óbito entre os menores de quatro anos que merece ser considerada quando avaliadas as Doenças Endócrinas, Nutricionais e Metabólicas e as Doenças do Aparelho Respiratório (Figura 18).

  As Doenças Infecciosas e Parasitárias apresentam um padrão de mortalidade peculiar quando comparada aos demais Grupos de Causas, uma vez que é a única que possui proporções de menores de ano semelhantes as faixas etárias acima de 40 anos de idade (Figura 19). Já as Neoplasias e as Doenças do Aparelho Digestivo iniciam o aumento na proporção de óbitos na faixa etária de 20 a 29 anos, atingindo suas maiores proporções entre os indivíduos de 50 a 79 anos (Figura 20).

  Fonte: SIM/SESAU/DIASS Dados tabulados em 05-06-11 (Sujeitos a alterações) Figura 18 - Mortalidade Proporcional por faixa etária segundo Grupo de Causas de Óbito (CAPÍTULOS – CID-10), Estado de Alagoas, 2006-2010.

  < 01 01-04 05-09 10-14 15-19 20-29 30-39 40-49 50-59 60-69 70-79 > 80 Cap 04 2,89 1,00 0,29 0,16 0,31 1,15 2,39 5,26 12,3 21,7 25,4 26,9 0,00 5,00

  10,00 15,00 20,00 25,00 30,00 35,00

  M o rta lid ad e P ro p o rc io n al (% ) Doenças Endócrinas, Nutricionais e Metabólicas < 01 01-04 05-09 10-14 15-19 20-29 30-39 40-49 50-59 60-69 70-79 > 80 Cap 09 0,23 0,16 0,14 0,27 0,49 1,46 2,80 7,10 13,8 19,9 24,7 28,6

  0,00 5,00 10,00 15,00 20,00 25,00 30,00 35,00

  M o rta lid ad e P ro p o rc io n al (% ) Doenças do Aparelho Circulatório < 01 01-04 05-09 10-14 15-19 20-29 30-39 40-49 50-59 60-69 70-79 > 80 Cap 10

  5,50 2,39 0,77 0,65 0,96 2,00 3,27 5,64 9,77 14,8 21,5 32,7 0,00 5,00

  10,00 15,00 20,00 25,00 30,00 35,00

  M o rta lid ad e P ro p o rc io n al (% ) Doenças do Aparelho Respiratório < 01 01-04 05-09 10-14 15-19 20-29 30-39 40-49 50-59 60-69 70-79 > 80 Cap 14 0,60 0,77 0,77 0,86 0,86 4,90 5,50 10,1 14,8 16,7 20,7 23,2

  0,00 5,00 10,00 15,00 20,00 25,00 30,00 35,00

  M o rta lid ad e P ro p o rc io n al (% ) Doenças do Aparelho Geniturinário

  • 1,00 1,00 3,00 5,00 7,00 9,00

  Fonte: SIM/SESAU/DIASS Dados tabulados em 05-06-11 (Sujeitos a alterações) Figura 19 - Mortalidade Proporcional por Algumas Doenças Infecciosas e Parasitárias (CAP. I – CID-10) segundo faixa etária, Estado de Alagoas, 2006-2010.

  Fonte: SIM/SESAU/DIASS Dados tabulados em 05-06-11 (Sujeitos a alterações) Figura 20 - Mortalidade Proporcional por faixa etária segundo Grupo de Causas de Óbito (CAPÍTULOS – CID-10), Estado de Alagoas, 2006-2010.

  Analisando a Mortalidade Proporcional de acordo com o GC de óbitos mais frequentes em cada faixa etária, observa-se que apenas três Grupos se destacam no estado. No período avaliado, constatou-se que entre os menores de um ano, a maior proporção de óbitos ocorreu devido a Algumas Afecções originadas no Período Perinatal (CAP. XVI

  < 01 01-04 05-09 10-14 15-19 20-29 30-39 40-49 50-59 60-69 70-79 > 80

Cap 01 14,07 3,08 1,26 1,16 1,30 5,84 9,66 12,08 13,12 13,14 12,50 12,76

  11,00 13,00 15,00

  Mo rt al id ad e P ro p o rc io n al ( % ) < 01 01-04 05-09 10-14 15-19 20-29 30-39 40-49 50-59 60-69 70-79 > 80 Cap 02

  0,24 0,84 0,89 1,14 1,08 2,77 5,55 11,0 18,1 21,3 21,0 15,8 0,00 5,00

  10,00 15,00 20,00 25,00

  M o rta lid ad e P ro p o rc io n al (% ) Neoplasias < 01 01-04 05-09 10-14 15-19 20-29 30-39 40-49 50-59 60-69 70-79 > 80 Cap 11 0,90 0,30 0,24 0,32 0,71 3,13 9,41 15,9 19,4 19,1 16,9 13,5

  0,00 5,00 10,00 15,00 20,00 25,00

  M o rta lid ad e P ro p o rc io n al (% ) Doenças do Aparelho Digestivo

  • – CID-10). Considerando as faixas existentes entre 1 e 49 anos, observa-se que a maior porporção de óbitos foi devido à Causas Externas de Morbidade e de Mortalidade (CAP. XX – CID-10).

  Apenas a partir de 50 anos, a maior proporção de óbitos ocorreu pela ação de Doenças do Aparelho Circulatório (CAP. IX

  • – CID-10) (Figura 21), vista neste estudo como a causa de óbito mais frequente no estado (Tabela 01).

  90,00 80,00 )

  70,00 (% al n

  60,00 io rc o p 50,00 ro P

  40,00 e ad

  30,00 lid rta o 20,00 M

  10,00 0,00 < 01 01-04 05-09 10-14 15-19 20-29 30-39 40-49 50-59 60-69 70-79 > 80 CAP IX

  0,98 3,88 5,58 8,93 4,31 4,80 10,82 22,40 32,71 37,66 40,46 40,21 CAP XVI 58,14 0,43 0,17 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,00 0,01 0,00 0,00 CAP XX 0,83 20,91 36,89 44,81 79,30 76,69 49,74 23,83 10,27 4,56 2,33 1,84 Fonte: SIM/SESAU/DIASS

  Dados tabulados em 05-06-11 (Sujeitos a alterações) Figura 21 - Mortalidade Proporcional de acordo com o Grupo de Causas de Óbito (CAPÍTULOS – CID-10) mais frequente em cada faixa etária, Estado de Alagoas, 2006-2010.

6. MORTALIDADE INFANTIL EM ALAGOAS

  A mortalidade infantil resulta de uma complexa rede de determinantes e, apesar do reconhecimento dessa rede distais como a pobreza, refletidos no ambiente hostil e na baixa escolaridade materna, o enfoque nos fatores proximais permite o direcionamento das ações do setor saúde, àqueles passíveis de

  1

  intervenção. Estudos têm demonstrado a importância de intervenções na redução da mortalidade infantil em todo o país, com destaque especial para as ações dos serviços de saúde. Segundo a Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde

  • – CID 10, a mortalidade infantil é definida como o número de óbitos que ocorrem entre o nascimento e 11 meses e vinte nove dias

  2

  para cada mil nascidos vivos em um determinado ano (OMS, 2004). O risco de morte varia ao longo do primeiro ano de vida, especialmente quando se consideram as causas da mortalidade e seus respectivos fatores determinantes. Tal situação é demonstrada de forma mais evidente quando se analisa a mortalidade infantil a

  3

  partir dos seus componentes neonatal e pós-neonatal. O componente neonatal começa com o nascimento e termina aos 28 dias completos. Esse período compreende as mortes neonatais precoces, que ocorrem durante os primeiros sete dias de vida, e as mortes neonatais tardias, que acontecem entre o sétimo e vigésimo oitavo dia de vida. O componente pós-neonatal compreende a faixa etária

  4 de 29 a 364 dias de vida completos (figura 01).

  

Figura 01. Componentes da Mortalidade Infantil A redução da mortalidade infantil é ainda um desafio para os serviços de saúde e a sociedade como um todo. Faz parte das Metas do Desenvolvimento do Milênio, compromisso assumido pelos países integrantes da Organização das Nações Unidas (ONU), do qual o Brasil é signatário, para o combate à pobreza, à fome, às doenças, ao analfabetismo, à degradação do meio ambiente e à discriminação contra a mulher, visando ao alcance de patamares mais dignos de vida para a população, uma vez que a mortalidade infantil reflete as condições de

  5 vida da sociedade (UNITED NATIONS, 2000).

  A mortalidade infantil pode ser classificada, segundo grupo de causas, em: evitáveis, não evitáveis, mal-definidas e demais causas. As causas de mortes evitáveis ou redutíveis são aquelas preveníveis, total ou parcialmente, por ações efetivas dos serviços de saúde que estejam acessíveis em um determinado local e época. Essas causas estão classificadas como: causas redutíveis por imunopreveníveis; por adequada atenção e controle da gravidez; por adequada

  6 atenção ao parto; por ações de prevenção, diagnóstico e tratamento precoce.

  Diversos estudos permitem classificar o valor da taxa como alto (50 por mil nascidos vivos ou mais), médio (20 a 49) e baixo (menos de 20). Valores abaixo de 10 por mil são encontrados em vários países, mas deve-se considerar que taxas reduzidas podem estar encobrindo deficiências nos serviços de saúde e de

  6 informação em saúde e más condições de vida em segmentos sociais específicos.

  A mortalidade infantil pode ser calculada pelo método direto

  • – utilizando-se os dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) e do Sistema de Informação sobre Nascidos Vivos (SINASC), quando as coberturas do SIM forem superiores a 80% dos óbitos estimados e a do SINASC 90% dos nascimentos estimados; ou pelo método indireto
  • – realização de estimativas por técnicas demográficas especiais, geralmente realizadas pelo IBGE, que podem oferecer boa aproximação da probabilidade de morte no primeiro ano de vida. Convém ressaltar que as estimativas podem envolver dificuldades metodológicas e imprecisões inerentes às técnicas utilizadas cujos pressupostos podem não se cumprir por mudanças na dinâmica demográfica, sendo maior no caso de pequenas

  7 populações.

  Em municípios de pequeno porte populacional, grande variações na taxa são causadas por apenas um óbito. Por isso, recomenda-se o uso do número absoluto de óbitos para o monitoramento da mortalidade infantil em municípios com menos de

  80 mil habitantes. Mas, para garantir comparações do risco de morrer no primeiro ano de vida entre municípios de portes diferentes, se faz necessário o uso da taxa

  8

  de mortalidade infantil. Em Alagoas, apenas dois municípios têm mais de 80 mil habitantes: Maceió e Arapiraca.

  Alagoas está incluído entre os 19 estados em que o Ministério analisa a taxa de mortalidade infantil pelo método indireto. Apenas nos estados do Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso do Sul e o Distrito Federal é que se utiliza o cálculo pelos dados do SIM e do SINASC.

  No estado, como no país, a redução da taxa de mortalidade infantil pode estar relacionada com a ampliação dos serviços de saneamento básico, da oferta dos serviços de saúde e da atenção básica, a implantação de programas voltados para a saúde da mulher e da criança, o aumento das coberturas vacinais e a queda da fecundidade.

  No período de 2006 a 2010 observou-se de acordo com o SIM Estadual em Alagoas uma redução da taxa de mortalidade infantil de 18,2%, reduzindo de 21,4/1000 nascidos vivos em 2006 para 17,5/1000 nascidos vivos em 2010 (dados sujeitos a revisão).

  Os resultados a serem apresentados são provenientes do banco de dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), gerenciados pelo Núcleo de Sistemas de Informações da Secretária de Estado da Saúde de Alagoas.

  Em 2000, a taxa de mortalidade infantil era de 30,8 por mil nascidos vivos. Em 2010, a taxa foi de aproximadamente 17,5 por mil nascidos vivos (Figura 02). A redução foi de 43,2% sendo observado que essa redução conduziu-se de maneira acelerada entre os anos de 2006 a 2010.

  35,00 s) vo vi

  30,00 s o d ci

  25,00 as n .0 20,00

  1 r o p s 15,00 ito b

  10,00 xa Ta

  5,00 0,00 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 TMI 30,80 31,80 30,20 27,30 24,20 24,20 21,40 21,60 18,70 19,10 17,50

  Neo Precoce 13,50 13,00 12,40 10,80 10,50 11,50 9,90 10,10 9,40 9,50 9,10 Neo Tardio 3,60 3,60 4,30 3,20 2,90 3,00 3,00 3,80 2,90 2,30 2,70 Pós-Neonatal 13,70 15,20 13,50 13,40 10,80 9,60 8,60 7,80 6,40 7,30 5,70

  Fonte: SIM/SES/AL em 17/06/2011. *Dados sujeito a revisão

Figura 02. Taxa de mortalidade infantil segundo componentes. Alagoas, 2000-2010*

  A mortalidade nos primeiros dias de vida exprime a intrincada união de fatores biológicos, socioeconômicos e assistenciais, relacionados à atenção à gestante e ao recém-nascido fazendo com que o óbito neonatal passe a ser o principal componente da mortalidade infantil, responsável por mais da metade dos óbitos no primeiro ano de vida. É um indicador negativo da saúde e no Brasil, apresenta níveis elevados não compatíveis com o seu potencial econômico e tecnológico, visto que na maioria das circunstâncias é considerado evitável pela utilização de tecnologias disponíveis.

  As causas evitáveis contribuíram de forma significante em 2010, revelando condições de precariedade no acesso e na qualidade dos serviços oferecidos à população (Figura 03). Observa-se neste período baixo percentual de causas mal definidas, entretanto, não se pode deixar de considerar as prováveis sub- notificações e/ou sub-registros de óbitos menores de um ano devido a falta de assistência médica para a constatação do óbito, a existência de cemitérios

  9 clandestinos e a perda dos dados durante o fluxo das declarações de óbitos.

  63% 22% 12%

  3% Evitáveis Não Evitáveis Mal Definidas Demais Causas de Óbitos Fonte: SIM/SES/AL em 17/06/2011. *Dados sujeito a revisão

  

Figura 03. Proporção de óbitos em menores de 1 ano segundo grupamento de causas.

  Alagoas, 2010.

  A 'morte evitável', na maior parte dos casos, revela condições que raramente ou nunca deveriam evoluir para óbito, sugerindo a precariedade no acesso em tempo oportuno a serviços qualificados de saúde, e decorrem de uma combinação de fatores biológicos, sociais, culturais e de falhas do sistema de saúde. Na análise desses óbitos observa-se que as ações de prevenção, diagnóstico e tratamento precoce (RADTP) se constituem em maioria absoluta das falhas que contribuíram para o óbito, sinalizando que a gestante e ou o recém-nascido estão buscando ou sendo atendidos tardiamente (Figura 4).

  As intervenções dirigidas à sua redução dependem, portanto, de mudanças estruturais relacionadas às condições de vida da população, assim como de ações diretas definidas pelas políticas públicas de saúde resultantes da investigação das causas dos óbitos apontando as principais falhas e aplicação das medidas corretivas.

  33% 12%

9%

  7% 0,20%

RIP RACG RAAP RADTP RIPOS

  Fonte: SIM/SES/AL em 17/06/2011.*Dados sujeito a revisão RIP - Redutíveis por imunoprevenção.

  RACG - Redutíveis por adequado controle da gravidez. RAAP - Redutíveis por adequada atenção ao parto. RADTP - Redutíveis por ações de prevenção, diagnóstico e tratamento precoce . RIPOS - Redutíveis através de parceria com outros setores.

  

Figura 04. Proporção de óbitos em menores de 1 ano por causas evitáveis segundo

grupamento dessas causas. Alagoas, 2010*

  Em relação às características maternas, a idade da mãe é fator importante na mortalidade neonatal entretanto, há controvérsias se os extremos da idade reprodutiva feminina agregam o maior conjunto de fatores associados à mortalidade infantil, e se para filhos de mães abaixo dos 20 anos e a partir dos 35 anos de idade

  10

  há evidências de maiores chances de ocorrência do óbito infantil. Em Alagoas, avaliando-se a mortalidade infantil no período de 2006 a 2010 identifica-se a maior proporção de óbito infantil na faixa etária materna compreendida entre 20 e 30 anos, seguida da faixa etária de 10 a 19 anos. (Tabela 01) Destaca-se o grande número de Declarações de Óbito sem informações acerca da idade materna indicando a necessidade de implementação das ações que promovam uma melhor completitude dos dados.

  

Tabela 01. Número absoluto e Proporção de óbito em menores de 1 ano, segundo idade materna.

  Alagoas, 2010.

  2006 2007 2008 2009 2010 Idade Materna n % n % n % n % n %

Não Informado 424 34,08 423 34,06 316 29,23 349 32,71 290 31,39

10 a 19 244 19,61 237 19,08 224 20,72 173 16,21 187 20,24

20 a 30 421 33,84 439 35,35 416 38,48 411 38,52 330 35,71

31 a 40 141 11,33 123 9,90 113 10,45 126 11,81 103 11,15

41 a + 14 1,13 20 1,61 12 1,11 8 0,75 14 1,52

Total 1244 100,00 1242 100,00 1081 100,00 1067 100,00 924 100,00

  Fonte: SIM/SES/AL em 17/06/2011.*Dados sujeito à revisão

  A menor duração da gestação também contribui com risco de óbito, sendo esse quase 50 vezes maior para as crianças com menos de 28 semanas de gestação, tornando a prematuridade um dos fatores mais importantes para a mortalidade neonatal. A prematuridade e as infecções neonatais, além de contribuírem para a elevação dos índices de mortalidade neonatal, comprometem a

  11

  qualidade de vida dos sobreviventes, com pesado ônus familiar e social. Em Alagoas, no período analisado, observa-se maior número de óbitos entre os prematuros (menores de 37 semanas de gestação). Vale salientar o número elevado de óbitos com idade gestacional não informada (Tabela 02).

  

Tabela 02. Número absoluto e Proporção de óbitos em menores de 1 ano, segundo Semanas de

Gestação. Alagoas 2010

  2006 2007 2008 2009 2010 TEMPO GESTAđấO SEMANAS ( ) n % n % n % n % n % Menos 22 18 1,45 17 1,37 31 2,87 15 1,41 18 1,95

22 a 27 112 9,00 106 8,53 108 9,99 103 9,65 103 11,15

28 a 31 164 13,18 159 12,80 121 11,19 133 12,46 139 15,04

32 a 36 214 17,20 211 16,99 245 22,66 346 32,43 204 22,08

37 a 41 302 24,28 328 26,41 252 23,31 250 23,43 207 22,40

42 e +

  20 1,61 22 1,77 31 2,87 24 2,25 19 2,06

Não Informado 414 33,28 399 32,13 293 27,10 196 18,37 234 25,32

Total 1244 100,00 1242 100,00 1081 100,00 1067 100,00 924 100,00

  Fonte: SIM/SES/AL em 17/06/2011.*Dados sujeito à revisão

  Avaliando os óbitos infantis em 2010 identifica-se que as principais causas estão relacionadas ao período perinatal (Tabela 03), destacando as quatro principais que somam 36,25% dos óbitos nesta faixa etária: síndrome de angustia respiratória do recém-nascido, sepse bacteriana do recém-nascido, infecção perinatal e feto e recém-nascido afetado por complicações maternas na gravidez.

  

Tabela 03- Principais causas de óbitos em menores de 1 ano. Alagoas – 2010*

PRINCIPAIS CAUSAS DE ÓBITOS EM MENORES DE 1 ANO Nº % Hipoplasia e displasia do pulmão

  05 0,54 Gastrosquise 06 0,65 Recém-nascido afetado por complicação no trabalho de parto 06 0,65 Hidrocefalia congênita 07 0,76 Enterocolite necrotizante recém-nascido 08 0,87 Anencefalia 10 1,08 Desnutrição protéico-calórica 15 1,62 Causas mal definidas 16 1,73 Septicemia no período pós neonatal 24 2,60 Malformação congênita múltipla 26 2,81 Síndrome de aspiração meconial 28 3,03 Feto recém-nascido afetado por complicação placentária ou cordão umbilical 28 3,03 Malformação cardíaca 32 3,46 Diarréia e gastroenterite origem infecciosa presumida 36 3,90 Prematuridade 38 4,11 Hipóxia neonatal 38 4,11 Pneumonia bacteriana 47 5,09 Feto recém-nascido afetado por complicações maternas na gravidez 60 6,49 Infecção perinatal 66 7,14 Septicemia bacteriana do recém-nascido 77 8,33

Síndrome da angustia respiratória do recém-nascido 132 14,29

  Fonte: SIM/ SES/ AL. *Dados sujeitos a revisão, tabulados em 17/06/2011.

  A partir de uma análise da situação de saúde da mulher e da criança e tomando como referência o Pacto Nacional para a Redução da Mortalidade Materna e Infantil, o Governo de Alagoas em articulação com os 102 municípios alagoanos adotou o Plano de Ação voltado à redução da mortalidade materna e infantil selecionando 14 municípios prioritários (Figura 05) para a implantação inicial das ações desse Plano a partir de critérios populacionais, número absoluto de óbito infantil e dimensionamento de impacto.

  

Figura 05. Óbitos em menores de 1 ano segundo município de residência. Alagoas - 2010

  Desse modo, considerando que Alagoas ainda apresenta uma mortalidade infantil elevada, em sua grande maioria por causa evitáveis, e que a precariedade na qualidade das informações nas declarações de óbitos dificulta a análise fidedigna da situação de saúde, se faz necessário implementar ações visando melhorar a qualidade na assistência materno e infantil assim como das informações dos Sistemas de Mortalidade Infantil e de Nascidos Vivos.

  REFERÊNCIAS

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  ISSN 0102-3098. doi: 10.1590/S0102-30982010000100012. SILVA, AAM. Mortalidade infantil e baixo peso ao nascer em cidades do Nordeste e Sudeste, Brasil. Rev. Saúde Pública [online]. 2003, vol.37, n.6, pp. 693-698. ISSN 0034-8910. doi: 10.1590/S0034-89102003000600002.

  Brasil. Ministério da Saúde. Manual dos comitês de prevenção do óbito infantil e fetal, 2004,60p (A. Normas e Manuais Técnicos). Brasília, Ministério da Saúde.

7. SAÚDE DA MULHER

7.1 PRINCIPAIS CAUSAS DE INTERNAđấO

  A análise da ocorrência de internações hospitalares segundo os grupos de causa (CID-10) nos ajuda a compreender a saúde das mulheres, pois espelha sua demanda por atenção médica, o que reflete em alguma medida das necessidades de saúde desta população (Minas Gerais, 2010).

  Em 2010 foram registradas 88.400 internações SUS em pessoas do sexo feminino de 10 a 59 anos, o que corresponde a uma taxa de 75,2 internações por mil mulheres.

  A avaliação das internações deste grupo etário mostra que o capítulo formado pela gravidez, parto e puerpério são as causas mais comuns de internações em mulheres de 10 a 59 anos (Figura 01). Considerando estas, associadas as doenças do aparelho geniturinário e as doenças do aparelho digestivo, observa-se que juntos estes grupos de causas são responsáveis por cerca de 74% de todas as internações entre as mulheres desta faixa etária (Tabela 01).

  Ainda analisando a figura 1, observa-se que 74% de internações por doenças do aparelho geniturinário e digestivos podem estar associados a falta de um sistema de saúde organizado e estruturado, em que a Atenção Primária como ordenadora do sistema, assuma sua missão de resolver os problemas de 80% da população. Sem resolutividade das ações nas unidades básicas de saúde as mulheres são encaminhadas para média e/ou alta complexidade com recidivas de problemas crônicos.

  Algumas Doenças Infecciosas e Parasitárias Neoplasias 8.000 5.000

  5.907 3.795 4.072 4.119 6.000 4.916

  4.000 5.311 3.000 3.527

  4.000 3.355 4.555 4.542

  2.000 2.000 1.000

  R² = 0,124 R² = 0,346

2006 2007 2008 2009 2010 2006 2007 2008 2009 2010

Doenças Endócrinas, Nutricionais e Metabólicas Transtornos Mentais e Comportamentais

  1.139 1.140 1.150 2.000 1.115

  1.905 1.127 1.892 1.900

  1.100 1.783 1.800

  1.050 1.700 1.000

  1.013 1.679 1.618 1.600 950 1.500 R² = 0,000 R² = 0,305

  900 1.400

2006 2007 2008 2009 2010 2006 2007 2008 2009 2010

Doenças do Aparelho Circulatório Doenças do Aparelho Respiratório

  4.000 2.800 2.731

  3.322 2.700 2.960 2.643

  2.807 3.000 3.238

  2.611 2.600 2.632 2.000

  2.500 2.446 2.491 2.400

  1.000 2.300 R² = 0,448

  R² = 0,974 2.200

2006 2007 2008 2009 2010 2006 2007 2008 2009 2010

  Doenças do Aparelho Digestivo Doenças da Pele e do Tecido Subcutâneo 6.000

  2.000 5.605 5.500

  1.488 1.493 5.276 1.387 5.183 1.500

  5.194 1.086 5.000

  1.000 4.747 4.500

  695 500 R² = 0,854 R² = 0,128

  4.000

2006 2007 2008 2009 2010 2006 2007 2008 2009 2010

Doenças do Aparelho Geniturinário Causas externas (Cap. XIX e XX)

  2.000 10.000 9.123 1.701 1.564

  7.709 8.000 8.611 1.500

  6.571 1.526 1.409 6.000

  6.275 1.287 1.000 4.000

  500 2.000 R² = 0,780 R² = 0,047

2006 2007 2008 2009 2010 2006 2007 2008 2009 2010

  Fonte: SIH/DATASUS Figura 01

  • Distribuição das internações na população feminina (10 a 59 anos), segundo causas (CID 10). Alagoas, 2006 a 2010.
Ao analisar as internações ocorridas por microrregiões de saúde observa-se uma semelhança em relação ao padrão de internação no Estado. Como primeira causa de internação em todas as microrregiões tem-se as ocorridas por gravidez, parto e puerpério. Como segunda causa diferem do Estado as 5ª e 7ª microrregiões (doenças infecciosas e parasitárias) e as 6ª, 8ª, 9ª e 10 ª (doenças do aparelho digestivo) (Tabela 01).

  Ainda analisando a tabela 1, percebe-se que o padrão de causas das internações mudam dependendo da microrregião de saúde, destacando-se as por gravidez, parto e puerpério como primeira causa de internação em todas as microrregiões. Observando a 1ª, 2ª, 3ª, 4ª 11ª, 12ª e 13ª prevalecem as doenças do aparelho geniturinário, estas causas de internação podem estar associadas a problemas relacionadas a gravidez, parto e puérperio como as infecções genitais e unárias: vaginites, vaginoses, aminiorrexe prematura, infecção urinária e DTS que não foram tratadas ou tratadas inadequadamente no Pré-Natal ou infecções adquiridas na maternidade, como rotura artificial das membranas amnióticas e toques genitais repetidos no trabalho de parto, bem como procedimentos não assépticos para realização do parto. Podendo-se interrogar no aspecto qualidade da atenção pré-natal, parto e nascimento.

  Verifica-se que a nas 5ª e 7ª microrregiões incidem as doenças infecciosas e parasitárias, as quais podem ser influenciadas por deficiência dos hábitos de higiene, falta de água tratada, coleta de lixo, tratamento de esgotos e saneamento ambiental, além da baixa escolaridade, aspecto que favorece a falta de auto- cuidado por parte da própria população. Convém salientar que o Estado de Alagoas apresenta baixos indicadores socioeconômicos e de desenvolvimento humano, não sendo estes específicos para as microrregiões acima citadas. Vale ressaltar que, a sede da 5ª microrregião é o município de Arapiraca, sendo ainda sede da 2ª Macrorregião, o qual merece destaque devido ao seu considerável crescimento econômico, estando atualmente entre as cidades que mais crescem no país.

  Constata-se, que o grupo de causas das doenças do aparelho digestivo figura como a segunda maior responsável pelas internações nas 6ª, 8ª, 9ª e 10ª MRS, podendo este fato encontrar-se relacionado ao estresse feminino, a alimentação inadequada, ao tabagismo, ao consumo de álcool e a ansiedade.

  Tabela 01

  • Distribuição das internações hospitalares por causas (Cap. CID-10) e microrregião de saúde de residência. Alagoas, 2010.

  MICRORREGIÃO DE SAÚDE CAPÍTULO AL (CID-10) 1ª 2ª 3ª 4ª 5ª 6ª 7ª 8ª 9ª 10ª 11ª 12ª 13ª

  845 150 177 109 1.105 151 524 181 261 72 267 111 166 4.119

  CAP. I

  2.142 183 243 145 684 156 128 150 403 101 252 96 233 4.916

  CAP. II

  86

  15

  18

  7

  44

  19

  22

  36

  17

  5

  15

  8 16 308

  CAP. III CAP. IV 208

  96

  78 62 167 104 118

  34

  63

  46

  80

  27 57 1.140

  CAP. V 996

  50

  65 28 188

  14

  31

  36

  76

  33

  49

  28 24 1.618

  CAP. VI 115

  6

  10

  6

  37

  9

  10

  11

  8

  11

  11

  11 15 260

  CAP VII

  95

  3

  6

  5

  29

  6

  2

  4

  9

  1 4 164

  13

  2

  3

  1

  11

  3

  1

  3

  2

  1

  2

  4

  46 CAP. VIII

  CAP. IX 931 133 128

  90 519 67 143 97 214 86 189 64 146 2.807

  CAP. X 719 115 143

  67 469 116 206 47 164 112

  90 66 132 2.446

  

CAP. XI 1.418 254 380 183 925 222 268 259 460 145 366 109 287 5.276

  707 30 107

  43

  44 39 170

  19

  20 12 126 45 131 1.493

  CAP. XII

  271

  32

  28 16 166

  4

  18

  11

  32

  5

  87

  11 19 700

  CAP. XIII

CAP. XIV 2.147 412 439 260 966 202 457 240 294 141 477 246 290 6.571

CAP. XV 19.357 3.222 2.639 2.441 7.305 1.911 2.829 3.140 3.378 1.566 2.783 1.354 2.035 53.960

CAP. XVI

  17

  1

  1

  2

  1

  6

  14

  6

  3

  2

  2

  55 CAP. XVII 148

  23

  49

  4

  29

  7

  7

  14

  14

  7

  12

  10 10 334 142

  22

  14

  12

  48

  4

  13

  5

  5

  7

  12

  12 82 378

  CAP. XVIII

  636

  61

  71 67 283

  18

  67

  49

  91

  24

  87

  31 51 1.536

  CAP. XIX CAP. XX

  21

  1

  2

  2

  1

  1

  28 CAP. XXI 146

  3

  5

  12

  20

  5

  3

  10

  12

  11

  14

  2 2 245 31.160 4.813 4.604 3.559 13.041 3.057 5.018 4.351 5.538 2.393 4.927 2.236 3.703 88.400

  Total 1ª causa de internação 2ª causa de internação Fonte: SIH/DATASUS

  Entre as mulheres de 10 a 59 anos, a maior parte das internações ocorre na faixa etária de 20 a 49 anos (74,2%). Examinando-se os grupos de causas nas diferentes faixas etárias verifica-se, principalmente quando avaliada o segundo grupo de causas mais frequente, uma diferença na motivação da internação para cada faixa (Tabela 02). Observa-se claramente que entre as mulheres em idade fértil (10 a 49 anos) a principal causa de internação corresponde as causas incluídas no Capítulo XV (CID-10), ou seja, estão relacionadas com a gravidez, parto e puerpério. No grupo de mulheres entre 50 e 59 anos, as doenças do aparelho circulatório foi o grupo de causas que geraram maior número de internações (Tabela 02).

  Entre os principais fatores de risco para doenças cardiovasculares estão a hipertensão arterial e a diabetes mellitus, que levam ao infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral (AVC). Parte dessas complicações poderiam ser evitadas com ações de promoção da saúde e com um adequado acompanhamento das mulheres pela atenção primária de saúde.

  Tabela 02

  • Número de internações segundo causas (CID 10) e faixa etária. Alagoas, 2010.

  

Faixa etária (anos)

  9

  9

  9 CAPÍTULO (CID-10)

   1

   4

   5 Total a a a

  1

  2

  5 CAP. I 1.238 2.226 655 4.119

CAP. II 207 3.853 856 4.916

  73 202 33 308

  CAP. III

CAP. IV 129 572 439 1.140

CAP. V

  67 1.267 284 1.618 58 147 55 260

  CAP. VI CAP VII

  8 44 112 164

  CAP. VIII

  14

  29

  3

  46 141 1.522 1.144 2.807

  CAP. IX

CAP. X 978 1.057 411 2.446

CAP. XI 543 3.775 958 5.276

  223 988 282 1.493

  CAP. XII

CAP. XIII 119 402 179 700

  571 5.398 602 6.571

  CAP. XIV

  14.495 39.462 3 53.960

  CAP. XV CAP. XVI

  12

  43

  55 CAP. XVII 73 230 31 334 45 301 32 378

  CAP. XVIII

CAP. XIX 317 896 323 1.536

  2

  14

  12

  28 CAP. XX

  CAP. XXI

  19 169 57 245

  

Total 19.332 62.597 6.471 88.400

1ª causa de internação 2ª causa de internação

  Fonte: SIH/DATASUS

  Nas Tabelas 03 e 04 observam-se os principais diagnósticos responsáveis por internação contidos no grupo de causas Gravidez, parto e puerpério (Capítulo XV: CID-10) segundo, respectivamente, MRS e faixa etária.

  Observa-se que o grupo de causas gravidez, parto e puerpério geraram a maior demanda de internações entre as mulheres da faixa etária de 20 a 49 anos (73,1%). A maioria das internações ocorreu por parto único espontâneo (44,6%), sendo padrão em todas as microrregiões.

  A análise da tabela 04 permite observar que em Alagoas, a gravidez na adolescência (10 a 19 anos) continua em patamares elevados (26,9%), acima da média nacional de 20,0%.

  Dentre as internações ocorridas por algum diagnósticos agrupados no capítulo

  XV (53.960 internações), vale ressaltar que 4.300 (7,9%) apresentam relação com o aborto, fato que chama a atenção e preocupa, uma vez que podem estar relacionados à abortos inseguros, ou seja, provocados antes da mulher ingressar a maternidade, de forma clandestina ou autoprovocada. Os dados observados apontam para a necessidade de melhoraria das ações do Planejamento Familiar no Estado.

  

Tabela 03 - Distribuição dos principais motivos de internações por gravidez, parto e puerpério (Cap. CID-10) por

microrregião de saúde. Alagoas, 2010.

  Microrregião de Saúde Motivo de internação 1ª 2ª 3 ª 4 ª 5 ª 6 ª 7 ª 8 ª 9 ª 10 ª 11 ª 12 ª 13 ª AL Aborto espontâneo (O03) 1.265 122 116 187

  5 2 135 52 247 99 142 58 38 2.468

  Aborto por razões médicas e legais (O04)

  1

  1

  2 Gravidezes que terminam em aborto (O00 - O08*) 791

  60

  75 22 265

  74 93 191

  42

  27

  71 23 96 1.830

  Edema proteinúria e transtornos hipertensivos na

  620

  83

  92 35 120

  43

  30

  41

  38

  45

  52 33 54 1.286

  gravidez, no parto e puerpério (O10 - O16) Placenta prévia (O44); Descolamento prematuro da placenta (O45); 276

  30

  27

  3

  39

  1

  3

  3

  7

  14

  21

  14 6 444

  Hemorragia anteparto NCOP** (O46) Outros motivos de assistência à mãe ligados ao feto e cavidade amniótica por possíveis 3.465 491 315 149 413

  84

  31

  91 86 124 160 126 97 5.632

  problemas relativos ao parto (O30 – O48***) Trabalho de parto obstruído (O64 – O66) 1.501 177 206

  33 797 222

  2

  65

  78

  66 71 108 297 3.623

  Hemorragia pós-parto (O72)

  12

  5

  1

  4

  1

  1

  2

  5

  2

  1

  34 Outras complicações da gravidez e do parto 4.852 533 527 761 1.843 183 935 888 1.380 377 651 379 456 13.765

  

Parto único espontâneo (O80) 6.210 1.678 1.257 1.173 3.756 1.268 1.574 1.781 1.476 792 1.581 591 975 24.112

Complicações predominantemente relacionadas com o puerpério (O85 – O92); 364

  43

  23

  74

  67

  33

  26

  28

  23

  19

  29

  20 15 764

  Outras afecções obstétricas NCOP (O95 – O99)

Total 19.357 3.222 2.639 2.441 7.305 1.911 2.829 3.140 3.378 1.566 2.783 1.354 2.035 53.960

1ª causa de internação 2ª causa de internação

  • Exclui-se os códigos O03 e O04
    • Não Classificadas em outra parte
      • Exclui-se os códigos O44, O45 e O46 Fonte: SIH/DATASUS

  

Tabela 04 - Distribuição dos principais diagnósticos das internações por gravidez, parto e puerpério (Cap. CID-

10) por faixa etária. Alagoas, 2010.

   Faixa etária (anos)

  9

  9

  9 Motivo de internação

   1

   4

   5 Total a a a

  1

  2

  5 Aborto espontâneo (O03)

  573 1.895 2.468

  Aborto por razões médicas e legais (O04)

  2

  2 Gravidezes que terminam em aborto (O00 - O08*) 424 1.405 1 1.830

  

Edema proteinúria e transtornos hipertensivos na gravidez, no parto e puerpério (O10 - O16) 354 932 1.286

Placenta prévia (O44);

  48 396 444

  Descolamento prematuro da placenta (O45); Hemorragia anteparto NCOP** (O46) Outros motivos de assistência à mãe ligados ao feto e cavidade amniótica por possíveis problemas relativos ao

  1.277 4.355 5.632

  parto (O30 – O48***) Trabalho de parto obstruído (O64 – O66)

  920 2.703 3.623

  Hemorragia pós-parto (O72)

  8

  26

  34 Outras complicações da gravidez e do parto 3.251 10.514 0 13.765

  Parto único espontâneo (O80)

  7.424 16.688 0 24.112

  Complicações predominantemente relacionadas com o puerpério (O85 – O92);

  216 546 2 764

  Outras afecções obstétricas NCOP (O95 – O99) Total 14.495 39.462 3 53.960 1ª causa de internação 2ª causa de internação

  • Excluem-se os códigos O03 e O04
    • Não Classificadas em outra parte
      • Excluem-se os códigos O44, O45 e O46 Fonte: SIH/DATASUS

  Nas tabelas 05 e 06 estão apresentados os principais diagnósticos de doenças do aparelho geniturinário que geraram necessidade de internações, segundo, respectivamente, MRS e faixa etária. Observa-se que as doenças do aparelho geniturinário internaram mais mulheres da faixa etária de 20 a 49 anos (82,1%). Entre as MRS, a maior parte das internações foram necessárias devido ao diagnóstico de prolapso genital feminino (36,2%), exceto nas 4ª e 6ª MRS, onde observou-se respectivamente salpingite e coforite e outras doenças do aparelho geniturinário. O grande número de casos de internações provocadas por prolapso genital feminino (2.238 internações: 36,2%) sugere uma condução inadequada do parto normal, podendo o mesmo estar sendo realizado por profissionais não habilitados para a função.

  Existem algumas evidências que o número alarmante de internações por problemas geniturinário (82,1%) possa estar relacionado a baixa qualidade do pré- natal, em especial ao tratamento inadequado das infecções genitais e urinárias.

  

Tabela 05 - Distribuição dos principais diagnósticos das doenças do aparelho geniturinário (Cap. CID-10) por

microrregião de saúde. Alagoas, 2010.

  Microrregião de Saúde Motivo de internação 1ª 2ª 3 ª 4 ª 5 ª 6 ª 7 ª 8 ª 9 ª 10 ª 11 ª 12 ª 13 ª AL Síndrome nefrítica aguda (N00);

  7

  2

  1

  3

  2

  17

  4

  13

  1

  3

  3

  56 Síndrome nefrítica rapidamente progressiva (N01)

  Outras doenças glomerulares (N00 – N08*)

  22

  5

  3

  7

  3

  4

  2

  1

  19

  2

  4

  72 Doenças renais túbulo intersticiais (N10 – N16)

  51

  12

  42

  10

  45

  4

  10

  16

  20

  5

  22 29 3 269

  Insuficiência renal (N17 – N19)

  281

  38

  23

  20

  89

  8

  4

  17

  34

  19

  17 12 19 581

  Urolitíase (N20 – N23)

  29

  8

  23

  9

  76

  8

  12

  11

  16

  1

  2 4 16 215

  Cistite (N30)

  15

  21

  8

  2

  7

  1

  9

  3

  10

  1

  1

  78 Outras doenças do aparelho urinário (N30 – N39**) 154

  48 45 9 226

  82

  74

  38

  53

  13

  8 13 57 820

  Doenças da mama (N60 – N64)

  138

  14

  18

  3

  27

  3

  7

  1

  6

  2

  4 8 8 239

  Salpingite e ooforite (N70)

  81

  8

  4

  88

  26

  1

  1

  7

  11

  16

  31 3 8 285

  Doença inflamatória do colo do útero (N72)

  3

  1

  1

  5 Outras doenças inflamatórias dos órgãos pélvicos

  74

  4

  16

  11

  20

  15

  65

  5

  20

  8

  7 3 6 254

  femininos (N70 – N77***) Endometriose (N80)

  52

  1

  4

  2

  33

  4

  3

  4

  2

  31 19 3 158

  Prolapso genital feminino (N81)

  811 183 205 38 313 47 175

  97 48 48 208 91 115 2.379

  Transtornos não inflamatórios do ovário, da trompa

  128

  19

  20

  34

  71

  15

  69

  20

  57

  5

  19 13 18 488

  de Falópio e do ligamento largo (N83) Transtornos da menstruação (N91 e N92)

  1

  1

  2

  2

  9

  15 Transtornos da menopausa e perimenopausa (N95)

  1

  1

  2 Infertilidade feminina (N97)

  6

  6 Outros transtornos do aparelho geniturinário (N99) 294

  49

  29

  28

  21

  7

  6

  13 9 11 108 45 29 649

  

Total 2.147 412 439 260 966 202 457 240 294 141 477 246 290 6.571

1ª causa de internação 2ª causa de internação

  • Excluem-se os códigos N00 e N01
    • Exclui-se o código N30
      • Excluem-se os códigos N70 e N72 Fonte: SIH/DATASUS

  

Tabela 06 - Distribuição dos principais diagnósticos das doenças do aparelho geniturinário (Cap. CID-

10) por faixa etária. Alagoas, 2010.

   Faixa etária (anos)

  9

  9

  9 Motivo de internação

   1

   4

   5 Total a a a

  1

  2

  5 Síndrome nefrítica aguda (N00);

  33

  21

  2

  56 Síndrome nefrítica rapidamente progressiva (N01)

  Outras doenças glomerulares (N00 – N08*)

  41

  26

  5

  72 Doenças renais túbulo intersticiais (N10 – N16) 79 164 26 269

  Insuficiência renal (N17 – N19)

  33 353 195 581

  • – N23) Urolitíase (N20

  28 153 34 215

  Cistite (N30)

  14

  54

  10

  78 Outras doenças do aparelho urinário (N30 – N39**) 171 585 64 820

  Doenças da mama (N60 – N64)

  39 180 20 239

  Salpingite e ooforite (N70)

  14 266 5 285

  Doença inflamatória do colo do útero (N72)

  4

  1

  5 Outras doenças inflamatórias dos órgãos pélvicos femininos (N70 – N77***) 36 207 11 254

  Endometriose (N80)

  6 134 18 158

  Prolapso genital feminino (N81)

  7 2.238 134 2.379

  Transtornos não inflamatórios do ovário, da trompa de Falópio e do ligamento largo (N83)

  39 429 20 488

  Transtornos da menstruação (N91 e N92)

  2

  10

  3

  15 Transtornos da menopausa e perimenopausa (N95)

  1

  1

  2 Infertilidade feminina (N97)

  6

  6 Outros transtornos do aparelho geniturinário (N99) 28 568 53 649

  Total

  571 5.398 602 6.571

  1ª causa de internação 2ª causa de internação

  • Excluem-se os códigos N00 e N01
    • Exclui-se o código N30
      • Excluem-se os códigos N70 e N72 Fonte: SIH/DATASUS

6.2 MORTALIDADE

  Observando o padrão de óbitos em todas as MRS de saúde, constata-se números relevantes de óbito na faixa etária de 20 a 49 anos, pode-se inferir que as mulheres morrem na faixa etária de sua vida reprodutiva no aspecto da maternidade e de inserção ao mercado de trabalho (Figura 06).

  100% 90%

  

19

  29 101

  37 80%

  41

  29 846

  37

  12 404

  24

  54

  20

  39 70% 60% 50%

  

35

40%

  139

  56

  43

  35

  14

  48

  54 1.062 490

  27 30%

  65

  32

  24 20%

  

14

10%

  30

  9

  7

  3 6 160

  68

  7

  7

  4

  3

  2 0% MRS MRS MRS MRS MRS MRS MRS MRS MRS MRS MRS MRS MRS AL

  01

  02

  03

  04

  05

  06

  

07

  08

  09

  10

  11

  12

  13 10 a 19 20 a 49 50 a 59 Fonte: SIM, tabulados em 02.06.2011 Figura 06

  • Proporção de óbitos da população feminina por microrregião de saúde de alagoas, segundo faixa etária. 2010.

  Alguns indicadores de saúde costumam medir e exemplificar certas tendências e o grau de desenvolvimento socioeconômico do país ou estado, alguns indicadores atuais mostram transformações importantes no perfil da saúde da mulher, enquanto outros indicam a persistência de desigualdades estruturais.

  Fatores como violência doméstica e doenças causadas por ausência de saneamento, rede de esgoto sanitário, serviço de coleta de lixo inadequada, ingestão de água sem tratamento, alimentação inadequada, baixos índices de escolaridade, ou o analfabetismo, mudança no estilo de vida das mulheres, são aspectos a serem considerados para o aparecimento de patologias e consequentemente a morte.

  Destacam-se as principais causas de mortalidade materna nesta faixa etária, hemorragias, hipertensão, infecções puerperais, e doenças do aparelho circulatório complicadas pela gravidez, parto, puerpério e aborto. Supõem que em 92% dos casos estes óbitos poderiam ser evitados. Ressaltam- se também as principais causas de mortes femininas como as cardiovasculares, seguidas de neoplasias.

  Observando os óbitos na população feminina por MRS, tem-se como as principais causas capítulos II e IX que correspondem, respectivamente, as neoplasias e doenças do aparelho circulatório,. Dentre as neoplasias mais frequentes entre as mulheres, estão o câncer de mama e do colo do útero. As causas externas aparecem como a 3ª causa de óbito mais frequente no Estado (Quadro 03). Verificar-se que as doenças do aparelho circulatório são responsáveis por impacto expressivo na mortalidade da população feminina, provavelmente isto se explica pelas mudanças de hábitos, aliadas ao estresse gerado pelo estilo de vida do mundo moderno, contribuindo assim para que as doenças crônico-degenerativas estejam entre as principais causas de morte na população feminina. Tipo de alimentação, sedentarismo, tabagismo, álcool, sobrecarga de responsabilidade, como o aumento considerável do número de mulheres chefes de família, competitividade, assédio moral e sexual no mundo de trabalho são fatores com relevância destacada na mudança do perfil epidemiológico da saúde da mulher.

  Observando a tendência temporal das causas de óbito na população feminina no estado chama a atenção o crescimento dos óbitos por neoplasias, uma vez que a este apresenta a maior dependência entre o tempo e o aumento no número de casos (Figura 07).

  CAPÍTULO (CID-10) FREQÜÊNCIA POR MICRORREGIÃO DE SAÚDE (%) AL 1ª 2ª 3ª 4ª 5ª 6ª 7ª 8ª 9ª 10ª 11ª 12ª 13ª

CAP. I 7,08 2,25 5,88 5,63 4,07 3,45 2,94 3,75 5,00 9,09 4,96 11,36 3,90 5,86

CAP. II 24,06 11,24 18,63 21,13 16,30 10,34 16,18 15,00 11,00 10,91 17,36 20,45 22,08 19,80

CAP. III 0,52 2,25 0,98 1,41 0,74 - - - 1,00 - - - - 0,58

CAP. IV 7,50 13,48 8,82 4,23 7,04 10,34 10,29 13,75 5,00 10,91 8,26 4,55 5,19 7,89

CAP. V 0,94 2,25 - - 1,48 - - - 2,00 - 1,65 - - 0,92

CAP. VI 1,35 - 0,98 - 2,22 3,45 1,47 - 1,00 1,82 - - - 1,16

CAP. IX 22,92 30,34 30,39 23,94 19,63 31,03 35,29 26,25 30,00 29,09 28,93 22,73 25,97 24,83

CAP. X 7,71 11,24 7,84 4,23 4,07 3,45 4,41 6,25 5,00 7,27 3,31 6,82 6,49 6,58

CAP. XI 6,15 8,99 9,80 1,41 7,41 6,90 - 3,75 6,00 14,55 10,74 11,36 14,29 7,07

CAP. XII 0,21 - - 1,41 0,37 - - - - - - - - 0,19

CAP. XIII 1,25 - 1,96 2,82 0,37 - 1,47 1,25 - - 0,83 - - 0,97

CAP. XIV 2,71 1,12 - - 1,85 - - 2,50 1,00 - - 6,82 1,30 1,89

CAP. XV 1,25 1,12 1,96 - 1,48 6,90 - 2,50 4,00 - 0,83 2,27 - 1,40

CAP. XVII 0,73 1,12 - - 0,37 3,45 - - - - - - - 0,48

CAP. XVIII 2,92 4,49 2,94 11,27 12,22 13,79 11,76 15,00 18,00 7,27 10,74 2,27 6,49 6,82

CAP. XX 12,71 10,11 9,80 22,54 20,37 6,90 16,18 10,00 11,00 9,09 12,40 11,36 14,29 13,55

  Quadro 03

  • Frequência de óbitos na população feminina por Microrregião de saúde – AL, segundo causa, 2010.

  Fonte: SIM, tabulados em 02.06.2011.

  2006 2007 2008 2009 2010 Fr e q u e n ci a (% ) Sintomas, sinais e achados anormais em exames clínicos e delaboratório

  7,06 7,08 6,58 R² = 0,573

  0,00 2,00 4,00 6,00 8,00 10,00

  6,08 5,94 6,82 R² = 0,252

  Causas externas de morbidade e mortalidade 9,52 5,59

  Fr eq u en ci a( % )

  12,00 14,00 16,00 2006 2007 2008 2009 2010

  0,00 2,00 4,00 6,00 8,00 10,00

  10,81 11,94 13,54 R² = 0,150

  Doenças do aparelho digestivo 12,33 11,95

  

Fr

eq

u

en

ci

a(

%

)

  0,00 1,00 2,00 3,00 4,00 5,00 6,00 7,00 8,00 2006 2007 2008 2009 2010

  6,46 5,12 7,11 R² = 0,480

  Doenças do aparelho respiratório 4,95 5,23

  Fr eq u en ci a( % )

  0,00 1,00 2,00 3,00 4,00 5,00 6,00 7,00 8,00 2006 2007 2008 2009 2010

  Doenças do aparelho circulatório 5,29 6,00

  Fonte: SIM, tabulados em 02.06.2011 Figura 07

  2006 2007 2008 2009 2010

Fr

eq

u

en

ci

a(

%

)

  7,66 8,11 5,54 7,18

  5,85 R² = 0,407 0,00 2,00 4,00 6,00 8,00 10,00

  2006 2007 2008 2009 2010 Fr eq u en ci a( % )

  Algumas doenças infecciosas e parasitárias 17,51 18,52

  19,88 19,28 19,78 R² = 0,716

  16,00 17,00 18,00 19,00 20,00 21,00

  Neoplasias 7,71 9,39

  2006 2007 2008 2009 2010

Fr

eq

u

en

ci

a(

%

)

  7,60 8,11 7,93 R² = 0,034

  0,00 2,00 4,00 6,00 8,00 10,00

  2006 2007 2008 2009 2010 Fr eq u en ci a( % )

  Doenças endócrinas nutricionais e metabólicas 27,98 27,09

  28,41 27,86 24,81 R² = 0,379

  22,00 23,00 24,00 25,00 26,00 27,00 28,00 29,00

  • Frequência de óbitos na população feminina (10 a 59 anos), segundo causa (CID 10). Alagoas 2006 – 2010.

8. SAÚDE DO HOMEM

8.1 IMPLANTAđấO E IMPLEMENTAđấO DA POLễTICA NACIONAL DA SAÚDE DO HOMEM 8.1.1 O Programa e suas ações.

  A Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (PNAISH) foi desenvolvida em parceria entre gestores do SUS, sociedades científicas, sociedade civil organizada, pesquisadores, acadêmicos e agências de cooperação internacional e aprovada através da portaria Nº 1944 do DIÁRIO OFICIAL

  • – 28 de agosto de 2009 que regulamenta e estabelece os princípios e diretrizes para uma adequada atenção à saúde do homem brasileiro. Formulada para promover ações de saúde que contribuam significativamente para compreensão da realidade singular masculina nos seus diversos contextos socioculturais e político-econômicos, está alinhada a Política Nacional de Atenção Básica
  • – porta de entrada do Sistema único de Sa&uacut
  • –, particularmente com suas estratégias de humanização na busca do fortalecimento das ações e dos serviços disponibilizados para população. No fundo, a Política traduz um longo anseio da sociedade ao reconhecer que os agravos do sexo masculino constituem verdadeiros problemas de saúde pública.

  O Núcleo de Atenção à Saúde do Homem tem suas ações desenvolvidas desde o ano de 2009. Atualmente, conta com 01 profissional médico como coordenador do programa. As ações desenvolvidas seguem as diretrizes do Plano de Ação Nacional e das Portarias nº 1.945 e nº 1.946 de 27 de agosto de 2009, que traz como primeira prioridade a implantação da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem.

  O Plano de Ação Nacional (2009-2011) possui nove Eixos a seguir especificados:

  

Eixo I: Implantação da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do

Homem

  Inserindo estratégias e ações voltadas para saúde do homem nos Planos de Saúde Estaduais e Municipais

  Eixo II: Promoção de saúde

  Elaborar estratégias que visem aumentar a demanda dos homens aos serviços de saúde.

  Eixo III: Informação e comunicação

  Sensibilizar os homens e suas famílias, incentivando o auto cuidado e hábitos saudáveis, através de ações de informação, educação e comunicação.

  Eixo IV: Participação, relações institucionais e controle social

  Trabalhar com a Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa

  • – SGEP para associar as ações governamentais com as da sociedade civil organizada, a fim de efetivar a atenção integral à saúde do homem.

  Eixo V: Implantação e expansão do sistema de atenção à saúde do homem

  Fortalecer a atenção básica e melhorar o atendimento, a qualidade e a resolubilidade dos serviços de saúde.

  Eixo VI: Qualificação de profissionais da saúde

  • – Trabalhar com a Secretaria de Gestão do Trabalho e Educação na Saúde SGTES em estratégias de educação permanente dos trabalhadores do SUS.

  Eixo VII: Insumos, equipamentos e recursos humanos

  • – Trabalhar com a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Informação em Saúde SCTIE e a Secretaria de Vigilância em Saúde
  • – SVS para avaliar recursos humanos, equipamentos e insumos (incluindo medicamentos) para garantir a adequada atenção à população masculina.

  Eixo VIII: Sistemas de informação

  Analisar de forma articulada com as demais áreas técnicas do Ministério da Saúde os sistemas de informação.

  Eixo IX: Avaliação do Projeto-piloto

  Realizar estudos e pesquisas que contribuam para a melhoria das ações através do monitoramento da Política, com o auxílio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Informação em Saúde – SCTIE. O início da implantação da Política no Estado de Alagoas foi em agosto de 2009 através do convite aos 102 gestores de saúde dos municípios alagoanos para participação do evento de sensibilização “I Seminário - POLÍTICA NACIONAL DE

  ATENđấO INTEGRAL ầ SAÚDE DO HOMEM

  ” realizado com o as parcerias de áreas da Atenção Básica da Secretária Estadual de Saúde de Alagoas - SESAU e da Sociedade Alagoana de Urologia. Para maior divulgação da Política foram realizadas entrevistas em jornais de grande circulação, em programa jornalístico de TV, divulgação das campanhas publicitárias em rádio e televisão e distribuição de material educativo para incentivar o auto cuidado e hábitos saudáveis nos homens e em suas famílias.

  Elaboração em dezembro de 2009 do Plano de Ação Estadual que foi posteriormente aprovado pela área técnica da Saúde do Homem do Ministério da Saúde associado à avaliação contínua dos indicadores de saúde de morbi- mortalidade de agravos que acometem o homem são outras ações desenvolvidas pelo Núcleo da Saúde do Homem.

8.1.2. Epidemiologia e diagnóstico

  Vários estudos comparativos, entre homens e mulheres, têm comprovado o fato de que os homens são mais vulneráveis às doenças, sobretudo às enfermidades graves e crônicas, e que morrem mais precocemente que as mulheres (NARDI et al., 2007). A despeito da maior vulnerabilidade e das altas taxas de morbi- mortalidade, os homens não buscam, como as mulheres, os serviços de atenção básica.

  Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística o total da população residente do Brasil, em 2010, temos 52.325.466 homens na faixa etária entre 20 e 59 anos no Brasil.

  A cada três pessoas que morrem no Brasil, duas são homens. A cada cinco pessoas que morrem de 20 a 30 anos, quatro são homens. De acordo com a publicação Saúde Brasil 2007, os homens representam quase 60% das mortes no país. Das 1.003.350 mortes ocorridas em 2005, 582.311 foram de pessoas do sexo masculino – 57,8% do total.

  Os dados do IBGE de 2010 mostram que no Estado de Alagoas residam 770.029 homens na faixa etária de 20-59 anos que é a população alvo da PNAISH. Em geral a mortalidade na população masculina é a maior em todos os ciclos da vida. Esta desigualdade decorre dos processos de socialização e de atitudes comportamentais, entre os quais se inserem a não percepção, ou mesmo, o maior negligenciamento com o auto-cuidado com a saúde, e a própria subjetividade masculina pela qual esse cuidado é atividade própria do universo feminino. Associados a esses fatores, agregam-se atividades laborais típicas do sexo masculino e a maneira de exercê-las que incorporam riscos cumulativos potencializadores de condições crônicas. Adiciona-se ainda a exposição maior dos homens às violências e acidentes decorrentes das agressividades do mundo masculino e que os tornam vítimas de seus próprios comportamentos. Isto é notório e é evidenciado pela maior magnitude dos óbitos por causas externas na população masculina, sobretudo entre os jovens. (Minas Gerais, 2010).

  Em 2010 foram registradas 30.470 internações SUS em pessoas do sexo masculino de 10 a 59 anos, o que corresponde a uma taxa de 27,7 internações por mil homens.

  A avaliação das internações deste grupo etário mostra que o capítulo formado pelas causas externas são as causas mais comum de internações em homens de 10 a 59 anos (Figura 01). Estas, associadas as doenças do aparelho digestivo e as doenças infecciosas e parasitárias são responsáveis por cerca de 44% de todas as internações no grupo avaliado (Tabela 01).

  Ao analisar as internações ocorridas por MRS de saúde observa-se uma divergência ao padrão de internação no Estado. A 1ª MRS tem como primeira causa de internações os transtornos mentais e comportamentais; as 2ª, 3ª, 6ª, 9ª, 10ª, 11ª, 12ª e 13ª MRS as doenças do aparelho digestivo; as 4ª, 5ª e 8ª as causas externas; e a 7ª as doenças infecciosas e parasitárias. Como segunda causa o perfil também e bastante diferenciado entre as MRS (Tabela 01).

  Doenças endócrinas, nutricionais e metabólicas

  2006 2007 2008 2009 2010 Neoplasias

  1.841 2.026 1.720 1.711

  1.916 R² = 0,038 500 1.000

  1.500 2.000 2.500 2006 2007 2008 2009 2010

  Doenças do aparelho geniturinário 1.676 1.759

  1.051 1.315 1.450 R² = 0,247

  500 1.000 1.500 2.000

  1.121 1.080 975 1.097

  2.400 2.450 2.500 2.550 2.600 2.650 2.700 2.750

  1.164 R² = 0,053 850 900 950 1.000

  1.050 1.100 1.150 1.200

  2006 2007 2008 2009 2010 Doenças do sistema osteomuscular e do tecido conjuntivo

  925 995 906 1.128

  1.051 R² = 0,442 200 400 600 800

  1.000 1.200 2006 2007 2008 2009 2010

  2006 2007 2008 2009 2010 Doenças do aparelho respiratório

  2.683 2.514 2.555 R² = 0,425

  Fonte: SIH/DATASUS Figura 01

  3.476 3.797 4.079 3.759

  6.125 5.633 4.334 5.174

  5.016 R² = 0,395 1.000 2.000 3.000 4.000 5.000 6.000 7.000 2006 2007 2008 2009 2010

  Causas externas (Cap. XIX e XX) 4.852 4.955

  4.165 4.228 4.537 R² = 0,363

  1.000 2.000 3.000 4.000 5.000 6.000

  2006 2007 2008 2009 2010 Doenças do aparelho digestivo

  3.955 R² = 0,407 3.000 3.200 3.400 3.600 3.800 4.000 4.200 2006 2007 2008 2009 2010

  Doenças do aparelho circulatório 2.628 2.674

  Algumas doenças infecciosas e parasitárias 4.179 3.780

  4.250 3.967 3.663 R² = 0,282

  3.200 3.400 3.600 3.800 4.000 4.200 4.400 2006 2007 2008 2009 2010

  Transtornos mentais e comportamentais 3.104 2.995

  2.288 2.673 2.799 R² = 0,214

  500 1.000 1.500 2.000 2.500 3.000 3.500 2006 2007 2008 2009 2010

  • Distribuição das internações em homens (10 a 59 anos), segundo causas (CID 10). Alagoas, 2006 a 2010.

  Tabela 01

  • Distribuição das internações hospitalares por causas (Cap. CID-10) e microrregião de saúde de residência. Alagoas, 2010.

  MICRORREGIÃO DE SAÚDE CAPÍTULO AL (CID-10) 1ª 2ª 3ª 4ª 5ª 6ª 7ª 8ª 9ª 10ª 11ª 12ª 13ª

  CAP. I 1.067 169 123 114 983 143 425 123 230

  89 218 81 190 3.955

  CAP. II 752

  59

  88 22 171

  36

  26

  38

  95

  15

  79

  28 41 1.450

  CAP. III

  55

  8

  9

  8

  21

  11

  17

  6

  11

  3

  5

  6 3 163

  CAP. IV 217 101 102

  88 101 77 121

  26

  55

  20

  56

  26 61 1.051

  CAP. V 2.385

  87 135 71 369

  37

  62 74 197

  42

  82

  60 62 3.663

  CAP. VI 151

  12

  11

  9

  33

  8

  38

  3

  31

  5

  13

  5 21 340

  CAP VII 126

  3

  4

  10

  37

  3

  3

  10

  2 13 211

  CAP. VIII

  12

  2

  1

  3

  1

  1

  3

  3

  2

  1

  1

  30 CAP. IX 1.101 113 174 88 444 54 127 85 158 91 174 64 126 2.799

  CAP. X 806 133 141

  86 471 128 199 40 158 75 102 69 147 2.555

  

CAP. XI 1.394 227 307 226 723 166 204 140 319 129 291 131 280 4.537

CAP. XII 472

  32

  78

  22

  49

  22

  87

  20

  26

  9

  62

  21 96 996

  CAP. XIII 469

  58

  44 28 268

  23

  37

  32

  57

  8

  90

  23 27 1.164

  CAP. XIV 630

  88 151 78 295 66 112 84 134

  34

  90 48 106 1.916

  CAP. XVI

  2

  3

  2

  7 CAP. XVII

  79

  11

  18

  7

  34

  5

  19

  16

  16

  4

  13

  2 12 236

  CAP. XVIII

  57

  13

  32

  19

  47

  5

  16

  8

  4

  4

  3 22 230

  CAP. XIX 1.776 160 272 241 1.113 155 185 201 315

  65 251 76 180 4.990

  CAP. XX

  15

  3

  1

  3

  1

  1

  1

  1

  26 CAP. XXI

  70

  4

  12

  4

  16

  1

  11

  4

  8

  1

  15

  1 4 151

  

Total 11.636 1.283 1.704 1.123 5.183 938 1.691 906 1.828 595 1.559 644 1.380 30.470

1ª causa de internação 2ª causa de internação

  Fonte: SIH/DATASUS

  A maior parte das internações neste grupo acontece na faixa etária de 20 a 49 anos (59,0%). Ao se examinar as causas entre os grupos de idade verifica-se que elas são diferentes. No grupo de 10 a 19 e de 20 a 49 anos a primeira causa de internação são as causas externas, já no de 50 a 59 anos são as doenças do aparelho circulatório (Tabela 02).

  Tabela 02

  • Número de internações segundo causas (CID 10) e faixa etária. Alagoas, 2010.

  

Faixa etária (anos)

  9

  9

  9 CAPÍTULO (CID-10)

   1

   4

   5 Total a a a

  1

  2

  5 CAP. I 1.218 2.180 557 3.955

CAP. II 268 770 412 1.450

CAP. III

  35 106 22 163

  

CAP. IV 108 571 372 1.051

CAP. V 230 2.960 473 3.663

CAP. VI

  56 221 63 340

CAP VII

  12 80 119 211

CAP. VIII

  15

  13

  2

  30 CAP. IX 156 1.350 1.293 2.799

  

CAP. X 1.002 1.159 394 2.555

CAP. XI 737 2.808 992 4.537

CAP. XII 159 642 195 996

CAP. XIII 361 669 134 1.164

CAP. XIV 428 980 508 1.916

CAP. XVI

  1

  6

  7 CAP. XVII 128

  96 12 236

CAP. XVIII

  49 141 40 230

  

CAP. XIX 1.433 3.140 417 4.990

CAP. XX

  5

  14

  7

  26 CAP. XXI

  19

  97 35 151

  

Total 6.420 18.003 6.047 30.470

1ª causa de internação 2ª causa de internação

  Fonte: SIH/DATASUS

  Nas Tabelas 03 e 04 estão apresentados os principais diagnósticos de causas externas para as internações por MRS de saúde e faixa etária. Observa-se que as causas externas internaram mais homens da faixa etária de 20 a 49 anos (62,8%). A maioria dos diagnósticos das internações foi por fratura de outros ossos dos membros (74,1%), sendo padrão em todas as MRS.

  

Tabela 03 - Distribuição dos principais diagnósticos das internações por causas externas (Cap. CID-10) por

microrregião de saúde. Alagoas, 2010.

  Microrregião de Saúde Motivo de internação 1ª 2ª 3 ª 4 ª 5 ª 6 ª 7 ª 8 ª 9 ª 10 ª 11 ª 12 ª 13 ª AL Fratura do crânio e dos ossos da face

  41

  4

  9

  8

  56

  9

  3

  10

  13

  1

  9 3 9 175

  Fratura do pescoço tórax ou pelve

  44

  5

  3

  2

  23

  1

  3

  7

  6

  2 4 10 110

  Fratura do fêmur

  29

  11

  17

  48

  8

  14

  10

  12

  4

  4 1 10 168

  Fratura de outros ossos dos membros 674 75 101 121 482

  65 91 57 128 17 147 30 32 2.020

  Fraturas envolvendo múltiplas regiões do

  5

  3

  10

  2

  1

  3

  1

  1

  26

  corpo Luxações entorse distensão reg esp e múlt

  39

  4

  8

  14

  52

  10

  6

  10

  12

  1 3 7 166

  corpo Traumatismo do olho e da órbita ocular

  3

  1

  4 Traumatismo intracraniano 186

  8 24 11 111

  15

  16

  27

  33

  16

  28 5 29 509 106

  5

  32

  17

  74

  15

  11

  18

  28

  4

  10 4 21 345

  Traumatismo de outros órgãos internos Lesões esmag amput traumát reg esp e múlt

  14

  2

  3

  16

  2

  5

  3

  11

  1

  2

  6

  65

  corpo Outr traum reg espec não espec e múltipl

  450

  40 54 19 133

  16

  21

  39

  45

  12

  37 14 32 912

  corpo Efeitos corpo estranho através de orifício nat

  11

  1

  1

  1

  1

  15 Queimadura e corrosões

  18

  6

  7

  3

  28

  1

  1

  4

  3

  1

  1

  1

  3

  77 Envenenamento por drogas e substâncias

  2

  1

  1

  5

  2

  1

  1

  1

  1

  15

  biológ Efeitos tóxicos subst origem princ não medicin

  38

  8

  8

  1

  2

  2

  2

  1

  2

  5

  8

  77 Outros efeitos e não espec de causas externas

  24

  4

  2

  2

  1

  1

  1

  3

  38 Cert compl prec traum compl cirúrg ass méd

  82

  8

  9

  18

  58

  9

  10

  15

  14

  2

  6 5 6 242

  NCOP Seqüel traum enven e outr conseq causas

  10

  1

  2

  7

  1

  1

  1

  1

  1

  1

  26

  extern Agressões

  1

  1 Todas as outras causas externas

  15

  2

  1

  3

  1

  1

  1

  1

  25 Total 1.791 160 275 242 1.116 155 186 201 316 66 251 76 181 5.016

  1ª causa de internação 2ª causa de internação Fonte: SIH/DATASUS

  

Tabela 04 - Distribuição dos principais diagnósticos das internações por causas externas (Cap. CID-10)

por faixa etária. Alagoas, 2010.

   Faixa etária (anos)

  9

  9

  9 Motivo de internação

   1

   4

   5 Total a a a

  1

  2

  5 Fratura do crânio e dos ossos da face

  36 133 6 175

  Fratura do pescoço tórax ou pelve

  19

  80 11 110

  Fratura do fêmur

  56

  97 15 168

  Fratura de outros ossos dos membros 783 1.079 158 2.020 Fraturas envolvendo múltiplas regiões do corpo

  4

  19

  3

  26 Luxações entorse distensão reg esp e múlt corpo 28 125 13 166

  Traumatismo do olho e da órbita ocular

  2

  2

  4 Traumatismo intracraniano 83 386 40 509

  Traumatismo de outros órgãos internos

  73 245 27 345

  Lesões esmag amput traumát reg esp e múlt corpo

  13

  45

  7

  65 Outr traum reg espec não espec e múltipl corpo 244 594 74 912

  Efeitos corpo estranho através de orifício nat

  1

  12

  2

  15 Queimadura e corrosões

  12

  61

  4

  77 Envenenamento por drogas e substâncias biológ

  1

  14

  15 Efeitos tóxicos subst origem princ não medicin

  17

  47

  13

  77 Outros efeitos e não espec de causas externas

  11

  24

  3

  38 Cert compl prec traum compl cirúrg ass méd NCOP 39 163 40 242

  Seqüel traum enven e outr conseq causas extern

  11

  14

  1

  26 Agressões

  1

  1 Todas as outras causas externas

  4

  14

  7

  25 1.438 3.154 424 5.016

  Total 1ª causa de internação 2ª causa de internação Fonte: SIH/DATASUS

  Nas Tabelas 05 e 06 estão apresentados os principais diagnósticos de doenças do aparelho digestivo para as internações por MRS de saúde e faixa etária. Observa-se que as doenças do aparelho digestivo internaram mais homens da faixa etária de 20 a 49 anos (61,8%). A maioria dos diagnósticos das internações foi por hérnia inguinal (27,1%), sendo padrão em todas as MRS, exceto nas 6ª (gastrite e duodenite), 10ª e 13ª (outras hérnias).

  

Tabela 05 - Distribuição dos principais diagnósticos das doenças do aparelho digestivo (Cap. CID-10) por

microrregião de saúde. Alagoas, 2010.

  Microrregião de Saúde Motivo de internação 1ª 2ª 3 ª 4 ª 5 ª 6 ª 7 ª 8 ª 9 ª 10 ª 11 ª 12 ª 13 ª AL Outros transtornos dentes e estruturas suporte

  5

  1

  5

  1

  12 Outr doenç cavidade oral glând saliv e maxilar

  9

  2

  1

  17

  2

  31

  Úlcera gástrica e duodenal

  10

  4

  4

  3

  4

  2

  22

  2

  10

  1

  8

  70 Gastrite e duodenite

  25

  22 26 23 127

  44

  31

  19

  18

  8

  5 7 13 368

  Outras doenças do esôfago, estômago e

  13

  3

  2

  6

  1

  3

  2

  3

  6

  13

  2

  54

  duodeno Doenças do apêndice 157

  30 18 29 102

  10

  16

  10

  31

  9

  26 12 30 480

  Hérnia inguinal 452

  77 85 63 152

  41

  56

  31

  67

  33

  93 46 38 1.234

  Outras hérnias 270

  37

  91

  36

  87

  36

  34

  22

  48

  44

  80 38 96 919

  3

  3 Doença de Crohn e colite ulcerativa

  Ileo paralítico e obstrução intestinal s/hérnia

  17

  1

  4

  1

  13

  1

  3

  3

  2

  4

  9

  2

  5

  65 Doença diverticular do intestino

  4

  1

  1

  6 Outras doenças dos intestinos e peritônio 118

  11

  16

  4

  15

  2

  2

  8

  27

  8

  9 7 12 239

  Doença alcoólica do fígado

  21

  7

  6

  21

  15

  2

  6

  23

  2 10 11 124

  Outras doenças do fígado 107

  17

  16

  2

  56

  5

  11

  12

  20

  7

  11 9 14 287

  Colelitíase e colecistite

  84

  5

  20

  16

  33

  14

  9

  14

  40

  4

  20 5 15 279

  Pancreatite aguda e outras doenças do pâncreas

  7

  3

  2

  1

  5

  4

  1

  1

  1

  25 Outras doenças do aparelho digestivo

  92

  16

  12

  25

  88

  7

  11

  11

  24

  3

  14 2 36 341

  

Total 1.394 227 307 226 723 166 204 140 319 129 291 131 280 4.537

1ª causa de internação 2ª causa de internação

  Fonte: SIH/DATASUS

  

Tabela 06 - Distribuição dos principais diagnósticos das doenças do aparelho digestivo (Cap. CID-10)

por faixa etária. Alagoas, 2010.

   Faixa etária (anos)

  9

  9

  9 Motivo de internação

   1

   4

   5 Total a a a

  1

  2

  5 Outros transtornos dentes e estruturas suporte

  3

  9

  12 Outr doenç cavidade oral glând saliv e maxilar

  9

  21

  1

  31

  Úlcera gástrica e duodenal

  4

  46

  20

  70 Gastrite e duodenite 34 260 74 368

  Outras doenças do esôfago, estômago e duodeno

  9

  29

  16

  54 Doenças do apêndice 225 240 15 480

  Hérnia inguinal

  177 740 317 1.234

  Outras hérnias

  174 568 177 919

  Doença de Crohn e colite ulcerativa

  1

  2

  3 Ileo paralítico e obstrução intestinal s/hérnia

  14

  31

  20

  65 Doença diverticular do intestino

  1

  4

  1

  6 Outras doenças dos intestinos e peritônio 29 167 43 239

  Doença alcoólica do fígado

  3

  92 29 124

  Outras doenças do fígado

  18 173 96 287

  Colelitíase e colecistite

  10 192 77 279

  Pancreatite aguda e outras doenças do pâncreas

  3

  13

  9

  25 Outras doenças do aparelho digestivo 23 221 97 341

  Total

  737 2.808 992 4.537

  1ª causa de internação 2ª causa de internação Fonte: SIH/DATASUS

  As causas externas de mortalidade, onde o predomínio dos óbitos do sexo masculino é devastador. A violência, por exemplo, faz o dobro de vítimas em homens em relação às mulheres, e ao triplo se considerarmos a faixa de 20-39 anos. Em Alagoas é a principal causa de mortalidade nos homens de 20-49 anos.

  Os homens são responsáveis por pelo menos seis de cada dez óbitos por doenças do aparelho cardiorrespiratório e no conjunto esta é uma faixa etária em que a mortalidade masculina é pelo menos o dobro da feminina.

  8.1.3. Câncer de próstata.

  No Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens (atrás apenas do câncer de pele não-melanoma). Em valores absolutos, é o sexto tipo mais comum no mundo e o mais prevalente em homens, representando cerca de 10% do total de cânceres. Sua taxa de incidência é cerca de seis vezes maior nos países desenvolvidos em comparação aos países em desenvolvimento.

  Mais do que qualquer outro tipo, é considerado um câncer da terceira idade, já que cerca de três quartos dos casos no mundo ocorrem a partir dos 65 anos. O aumento observado nas taxas de incidência no Brasil pode ser parcialmente justificado pela evolução dos métodos diagnósticos (exames), pela melhoria na qualidade dos sistemas de informação do país e pelo aumento na expectativa de vida.

  Alguns desses tumores podem crescer de forma rápida, espalhando-se para outros órgãos e podendo levar à morte. A grande maioria, porém, cresce de forma tão lenta (leva cerca de 15 anos para atingir 1 cm³) que não chega a dar sinais durante a vida e nem a ameaçar a saúde do homem.

  ALAGOAS / MACEIÓ

  Dados do DATASUS mostram que no ano de 2008 ocorreram 135 óbitos por câncer de próstata e em 2010 ocorreram 64 internações hospitalares por câncer de próstata.

  O Instituto Nacional de Câncer estimou para 2010, 450 novos casos para Alagoas, isto é uma incidência 28,8/100.000 homens novos casos de câncer, em homens, segundo localização primária.

  8.1.4. Os Indicadores:

  Em 2010 foi realizada a pactuação de prioridades, objetivos, metas e indicadores do pacto pela saúde, nas dimensões pela vida e de gestão, para o biênio 2010-2011 com os 102 municípios alagoanos. A Saúde do Homem está responsável por 02 indicadores:

  Número de estados e municípios selecionados com estratégias e ações voltadas para a saúde do homem inseridas nos Planos de Saúde Estaduais e Municipais. Em 2009 foi Implantada no Estado de Alagoas e em sua capital, sendo pactuados na CIB para implantação em 2010 os municípios de Arapiraca e Palmeira dos Índios, sendo essa implantação realizada com sucesso (quadro 01).

  Quadro 01 – Metas pactuadas entre Estado e Municípios de Alagoas.

  META ESTADUAL NễVEL DE PACTUAđấO 2010 2011 E/Capital

  2

4 Número de cirurgias prostatectomia suprapúbica, em relação ao ano

  anterior. Tendo como referência inicial o ano de 2008 pactuamos aumento de 10% ao ano.

  O número de prostatectomias suprapúbicas no Estado de Alagoas em 2010 alcançou sua meta, sendo realizadas 104 cirurgias no período de janeiro a dezembro. A meta estadual proposta foi de 57 cirurgias baseado no aumento de 10% de cirurgias realizadas em 2007(49 cirurgias), conforme orientação do Ministério da Saúde. No ano de 2009 foram realizadas 62 cirurgias. Em 2010 com relação 2007-2009 houve um aumento de 112% e 67% respectivamente.

  A tendência do indicador no estado é crescente e com tendência a melhora devido ao aumento do número de diagnósticos precoce do câncer de próstata. Com relação as cirurgias realizadas no Brasil, ocorreu uma diminuição do número total de cirurgias 10.417 em 2009 e em 2010 9.468 cirurgias. Em 80,39% dos municípios de Alagoas as metas foram atingidas. Meta estadual: 57; Meta municipal: 71

  A recomposição na tabela de procedimentos, eventos para divulgação da Saúde do Homem realizado pelos Núcleos Estadual e Municipais e reuniões conjuntas com a Sociedade Brasileira de Urologia - ALAGOAS foram estratégias importantes para o sucesso do programa em Alagoas.

  A existência de outros procedimentos como por via endoscópica para o tratamento do câncer de próstata pode dificultar a quantificação dos pacientes tratados cirurgicamente e recomendamos aos municípios que a metas futuras sejam baseada também no número de homens residentes.

  Implementar ações para prevenção, diagnóstico e tratamento de patologia do trato genital masculino, ampliando em 20% a realização de exames para o câncer de próstata. Em Alagoas o número de exames de PSA, que são específicos para diagnóstico do câncer de próstata, segundo DATASUS foi de 26.868(2008), 37.317(2009), 39.078(2010). A ampliação foi 38% em 2009 e 45% em 2010 quando comparados com o ano 2008.

  CONSIDERAđỏES FINAIS

  O foco da área de atenção à saúde masculina é o grupo de 20-59 anos tendo esse grupo grande contato com faixas etárias limites e com a população feminina tendo assim grande importância nas ações de saúde. Para implantação e implementação da política no Estado de Alagoas é necessário grande mobilização para garantir o direito social à saúde tornando assim os homens protagonistas de demandas que consolidem seus direitos de cidadania.

  REFERÊNCIAS

  FIGUEIREDO W. Assistência à saúde dos homens: um desafio para os serviços de atenção primária. Ciênc. Saúde Coletiva 2005; 10:105-9

  IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

  • – Censos Demográficos e Contagem Populacional para os anos intercensitários. Estimativas preliminares dos totais populacionais, estratificados por idade e sexo pelo MS/SE/DATASUS. Minas Gerais, Secretaria de Estado de Saúde, Superintendência de Epidemiologia, 2010. Análise da situação de saúde de Minas Gerais. MINISTERIO DA SAÚDE. Secretaria de Políticas de Saúde. Departamento de Formulação de Políticas de Saúde
  • – Políticas de Saúde. Metodologia de Formulação, Brasília, 1998 MINISTÉRIO DA SAÚDE. Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Ações Programáticas Estratég
  • – Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher: Princípios e diretrizes, Brasília, 2004 MINISTÉRIO DA SAÚDE. Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico - Vigitel Brasil 2007. Estimativas sobre freqüência e Distribuição sócio-demográfica de fatores de risco e proteção para doenças crônicas nas capitais dos 26 Estados brasileiros e no Distrito Federal em 2007. Secretaria de Vigilância em Saúde. Série G. Estatística e Informação em Saúde. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações

  Programáticas Estratégicas - Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa. Brasília, 2006

  NARDI A, GLINA S, FAVORITO LA. Primeiro Estudo Epidemiológico sobre Câncer de Pênis no Brasil, International Braz J Urol., v. 33, p. 1-7, 2007 ORGANIZAđấO MUNDIAL DA SAÚDE

  • – OMS. Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde, Décima Revisão, 1996.

9. SAÚDE DO IDOSO

  A saúde da população idosa também pode ser avaliada utilizando-se indicadores de morbidade hospitalar. Conhecer o perfil da morbidade hospitalar sob a ótica das principais causas que levaram a internação torna-se uma fonte de informação fundamental para o planejamento de saúde, uma vez que as demandas desta população por assistência médica são expressivas e para o seu atendimento é necessário um crescente aumento dos gastos públicos com internações hospitalares (Lima-Costa, 2004). Em 2010 foram registradas 25.822 internações de idosos (60 anos ou mais) pelo SUS, o que corresponde a uma taxa de internação de 93,3 /

  00 .

  Os Idosos já representam 10,7% da população brasileira, e no Nordeste são 10,2%. Em Alagoas, os idosos são 8,8% da população geral do estado (DATASUS, 2010), respondendo por 8,36% (Pacto Online 2010) das hospitalizações por fratura de fêmur. A transição epidemiológica traz um novo perfil de alta morbidade por doenças crônico-degenerativas, com impacto direto nos serviços de saúde.

  A avaliação das internações deste grupo etário mostra que o capítulo formado pelas doenças do aparelho circulatório são as causas mais comuns de internações nos idosos (Figura 01). Estas, associadas às doenças do aparelho respiratório e as doenças infecciosas e parasitárias são responsáveis por cerca de 48% de todas as internações nesta faixa etária (Tabela 01). A maior ocorrência de doenças crônicas nessa fase da vida, muitas vezes com maior gravidade e intensidade, repercute na maior utilização de serviços hospitalares por idosos. As causas de internação mais comuns entre idosos correspondem a doenças cuja ocorrência e agravamento podem ser minimizados com a adoção individual de novos hábitos de vida

  • – redução do tabagismo e do consumo excessivo de álcool; dieta com baixo teor de gordura; prática rotineira de atividade física e/ou por intervenções dos serviços de saúde; atividades educativas; campanhas de vacinação contra gripe; atendimento domiciliar; entre outras. O diagnóstico precoce, a promoção à saúde e a prevenção nos outros ciclos da vida influenciam diretamente o processo de envelhecimento.

  O Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde (SIH- SUS) disponibiliza um grande banco de dados sobre as internações hospitalares. Tal sistema registra as internações custeadas pelo SUS, tendo como instrumento básico a autorização de internação hospitalar (AIH). O SIH-SUS possibilita a construção de importantes indicadores, que são úteis para a monitoração e avaliação da assistência à saúde, da estrutura dos serviços de saúde e da política médico- assistencial (Loyola Filho, 2004).

IX. Doenças do aparelho circulatório

I. Algumas doenças infecciosas e parasitárias

IV. Doenças endócrinas nutricionais e metabólicas

  XIX. causas externas R² = 0,056 200

  R² = 0,000

1050

1100

1150

1200

1250

1300

1350

1400

2006 2007 2008 2009 2010

  1000 1500 2000 2006 2007 2008 2009 2010

  R² = 0,324

500

1000

1500

2000

2006 2007 2008 2009 2010

  1000 1500 2000 2500 3000 2006 2007 2008 2009 2010

  XI. Doenças do aparelho digestivo R² = 0,945 500

  XIV. Doenças do aparelho geniturinário R² = 0,328 500

  R² = 0,448

2300

2400

2500

2600

2700

2800

2900

3000

3100

  2006 2007 2008 2009 2010

  2600 2700 2800 2900 3000 3100 3200 3300

  X. Doenças do aparelho respiratório R² = 0,069 2500

  2006 2007 2008 2009 2010

  R² = 0,653

1000

2000

3000

4000

5000

  R² = 0,365 6000 6500 7000 7500 8000 8500 2006 2007 2008 2009 2010

  2006 2007 2008 2009 2010

II. Neoplasias (tumores)

VII. Doenças do olho e anexos

  2006 2007 2008 2009 2010

  XIII.Doenças sist osteomuscular e tec ido conjuntivo

  R² = 0,656

200

400

600

800

1000

  2006 2007 2008 2009 2010

  400 600 800 1000

  Fonte: SIH/DATASUS Figura 01

  • Distribuição das internações segundo causas (CID 10). Alagoas, 2006 a 2010.
Ao analisar as internações ocorridas por microrregiões de saúde observa-se uma semelhança em relação ao padrão de internação no Estado no que diz respeito a primeira causa, sendo em todas as microrregiões as doenças do aparelho circulatório. Como segunda causa difere do Estado as 1ª (neoplasias); 2ª, 4ª, e 10ª (doenças endócrinas, nutricionais e metabólicas); e 5ª, 6ª, 7ª, 8ª (doenças infecciosas e parasitárias (Tabela 01).

  Tabela 01

  • Distribuição das internações hospitalares por causas (Cap. CID-10) e microrregião de saúde de residência. Alagoas, 2010.

  CAPÍTULO (CID- MICRORREGIÃO DE SAÚDE AL 10) 1ª 2ª 3ª 4ª 5ª 6ª 7ª 8ª 9ª 10ª 11ª 12ª 13ª CAP. I 339 138 120 107 743 145 397 173 227

  85 124 72 147 2817

  CAP. II 765

  38

  50 28 287

  62

  35 41 104

  22

  78

  20 51 1581

  CAP. III

  26

  4

  19

  11

  49

  7

  10

  10

  10

  5

  7

  10 6 174

  CAP. IV 457 157 192 246 299 139 257

  85 177 134 123 63 134 2463

  CAP. V 237

  7

  23

  22

  1

  7

  5

  16

  4

  12

  4 4 342

  CAP. VI 121

  10

  5

  3

  12

  19

  34

  6

  14

  15

  10

  32 15 296

  CAP VII 486

  16

  15 49 183

  29

  13

  16

  48

  8

  44

  4 19 930

  CAP. VIII

  5

  1

  1

  7 CAP. IX 1854 316 483 362 1443 188 513 303 441 185 307 147 349 6891

  CAP. X 625

  96 269 149 453 114 215 122 300 118 143 109 199 2912

  CAP. XI 736

  95 171 156 538 109 115 125 269 75 142 82 137 2750

  CAP. XII 252

  10

  60

  15

  25

  23

  64

  10

  14

  5

  46

  12 54 590

  CAP. XIII 167

  15

  18 11 114

  8

  16

  10

  23

  11

  17

  8 12 430

  CAP. XIV 630

  83 103 60 264

  75

  89 75 155 46 118

  35 98 1831

  CAP. XV

  1

  1 CAP. XVI

  2

  1

  1

  1

  1

  2

  8 CAP. XVII

  20

  1

  1

  11

  3

  1

  4

  1

  4

  2

  2

  50 CAP. XVIII

  67

  18

  16

  9

  29

  1

  11

  10

  11

  3

  6

  6 18 205

  CAP. XIX 434

  44

  78 47 326

  49

  68 70 122

  18

  61

  25 35 1377

  CAP. XX

  17

  2

  5

  5

  1

  30 CAP. XXI

  81

  1

  6

  8

  11

  3

  4

  3

  8

  2

  5

  4 1 137

  

Total 7316 1050 1629 1268 4820 976 1850 1065 1944 739 1248 636 1281 25822

1ª causa de internação 2ª causa de internação

  Fonte: SIH/DATASUS

  A maior parte das internações neste grupo acontece no sexo feminino (51,3%) e na faixa etária de 60 a 69 anos (46,2%). Ao se examinar as causas entre os grupos de idade verifica-se que elas são semelhantes em relação a primeira causa de internação (Tabelas 02 e 03).

  Tabela 02

  • Número de internações segundo causas (CID 10) e sexo. Alagoas, 2010.

  

CAPÍTULO CID-10 MASC FEM TOTAL

CAP. I 1210 1607 2817

CAP. II 776 805 1581

CAP. III

  71 103 174

CAP. IV 1026 1437 2463

CAP. V 223 119 342

CAP. VI 175 121 296

CAP VII 374 556 930

CAP. VIII

  3

  4

  7 CAP. IX 3459 3432 6891

CAP. X 1424 1488 2912

CAP. XI 1496 1254 2750

CAP. XII 252 338 590

CAP. XIII 156 274 430

CAP. XIV 1086 745 1831

CAP. XV

  1

  1 CAP. XVI

  5

  3

  8 CAP. XVII

  30

  20

  50 CAP. XVIII 117 88 205

CAP. XIX 603 774 1377

CAP. XX

  15

  15

  30 CAP. XXI

  68 69 137

Total 12569 13253 25822

1ª causa de internação 2ª causa de internação

  Fonte: SIH/DATASUS

  Tabela 03

  • Número de internações segundo causas (CID 10) e faixa etária. Alagoas, 2010.

  CAPÍTULO (CID-10) FAIXA ETÁRIA (ANOS)

  9

  9

   6

   7

  80 a a Total

  60

  70 CAP. I 1248 932 637 2817

CAP. II 904 509 168 1581

CAP. III

  91

  45 38 174

CAP. IV 1032 864 567 2463

CAP. V 294

  43 5 342 CAP. VI 116 121 59 296

CAP VII 467 353 110 930

CAP. VIII

  3

  3

  1

  7 CAP. IX 2860 2514 1517 6891

CAP. X 1058 995 859 2912

CAP. XI 1515 845 390 2750

CAP. XII 321 181 88 590 CAP. XIII 217 138 75 430

CAP. XIV 977 617 237 1831

CAP. XV

  1

  1 CAP. XVI

  3

  1

  4

  8 CAP. XVII

  34

  11

  5

  50 CAP. XVIII 103

  61 41 205

CAP. XIX 571 452 354 1377

CAP. XX

  18

  9

  3

  30 CAP. XXI

  97

  34 6 137

Total 11930 8728 5164 25822

1ª causa de internação

  2ª causa de internação Fonte: SIH/DATASUS

  Nas Tabelas 04, 05 e 06 estão apresentados os principais diagnósticos de doenças do aparelho circulatório para as internações por microrregião de saúde, sexo e faixa etária. Observa-se que as doenças do aparelho circulatório internaram mais pessoas do sexo masculino (50,1%) e 41,5% das internações ocorreram nas pessoas de 60 a 69 anos. A maioria dos diagnósticos das internações foi por insuficiência cardíaca (28,1%), divergindo em algumas microrregiões do padrão estadual.

  

Tabela 04 - Distribuição dos principais diagnósticos das doenças do aparelho circulatório (Cap. CID-0) por

microrregião de saúde. Alagoas, 2010.

  MICRORREGIÃO DE SAÚDE DOENÇAS DO APARELHO CIRCULATÓRIO 1ª 2ª 3ª 4ª 5ª 6ª 7ª 8ª 9ª 10ª 11ª 12ª 13ª AL

  Febre reumática aguda

  8

  1

  2

  3

  1

  15 Doença reumática crônica do coração

  9

  1

  2

  2

  1

  1

  16 Hipertensão essencial (primária)

  79

  65

  38 9 165

  1

  84

  26

  52

  17

  6

  22 89 653 Outras doenças hipertensivas

  17

  12 5 120

  60 30 105

  6

  12

  15

  17

  6 4 409 Infarto agudo do miocárdio

  87

  11

  18

  14

  25

  5

  6

  7

  16

  3

  5

  7 6 210 Outras doenças isquêmicas do coração 306

  21

  59 12 113

  20

  21

  29

  62

  7

  26

  11 27 714 Embolia pulmonar

  8

  1

  3

  1

  1

  1

  15 Transtornos de condução e arritmias

  85

  2

  9

  10

  24

  1

  1

  2

  10

  3

  9

  2 6 164 cardíacas Insuficiência cardíaca 297 72 177 68 475 83 191 105 159 81 100

  43 87 1938 Outras doenças do coração 226

  7

  11

  7

  11

  4

  2

  9

  11

  4

  21

  16 36 365 Hemorragia intracraniana

  58

  3

  76

  13

  1

  1

  2

  3

  1

  1

  2 15 176 Infarto cerebral

  7

  4

  2

  4

  1

  13

  1

  32 Acidente vascular cerebral não 390 98 131 17 464

  30 79 100

  76

  36

  63

  24 55 1563 específico, hemorrágico ou isquêmico Outras doenças cerebrovasculares

  8

  1

  18

  1

  1

  29 Arteroesclerose

  3

  1

  2

  3

  7

  3

  1

  1

  1

  22 Outras doenças vasculares periféricas

  55

  6

  4

  1

  2

  2

  3

  7

  6

  4

  6

  7 2 105 Embolia e trombose arteriais

  24

  2

  1

  5

  5

  2

  2

  4

  1

  3

  49 Outras doenças das artérias, arteríolas e 113

  8

  7

  16

  9

  7

  1

  3

  5

  5

  37

  5 10 226 capilares Flebite tromboflebite embolia e

  15

  1

  2

  2

  16

  6

  1

  1

  1

  3

  48 trombose venosa Veias varicosas das extremidades

  40

  4

  4

  20

  4

  5

  6

  2

  6

  91 inferiores Hemorróidas

  16

  1

  6

  4

  1

  2

  1

  3

  2

  1

  2

  39 Outras doenças do aparelho circulatório

  3

  1

  1

  1

  1

  2

  3

  12 Total 1854 316 483 362 1443 188 513 303 441 185 307 147 349 6891

  1ª causa de internação 2ª causa de internação Fonte: SIH/DATASUS

  Tabela 05 - Distribuição dos principais diagnósticos das doenças do aparelho circulatório (Cap. CID-10) por sexo. Alagoas, 2010.

  DOENÇAS DO APARELHO CIRCULATÓRIO MASC FEM TOTAL Febre reumática aguda

  8

  7

  15 Doença reumática crônica do coração

  8

  8

  16 Hipertensão essencial (primária) 262 391 653 Outras doenças hipertensivas 159 250 409 Infarto agudo do miocárdio 130 80 210 Outras doenças isquêmicas do coração 371 343 714 Embolia pulmonar

  4

  11

  15 Transtornos de condução e arritmias cardíacas

  75 89 164 Insuficiência cardíaca 1060 878 1938 Outras doenças do coração 199 166 365 Hemorragia intracraniana

  85 91 176 Infarto cerebral

  22

  10

  32 Acidente vascular cerebral não específico, 793 770 1563 hemorrágico ou isquêmico Outras doenças cerebrovasculares

  15

  14

  29 Arteroesclerose

  12

  10

  22 Outras doenças vasculares periféricas

  49 56 105 Embolia e trombose arteriais

  23

  26

  49 Outras doenças das artérias arteríolas e capilares 106 120 226 Flebite tromboflebite embolia e trombose venosa

  25

  23

  48 Veias varicosas das extremidades inferiores

  26

  65

  91 Hemorróidas

  17

  22

  39 Outras doenças do aparelho circulatório

  10

  2

  12 Total 3459 3432 6891 1ª causa de internação

  2ª causa de internação Fonte: SIH/DATASUS

  Tabela 06 - Distribuição dos principais diagnósticos das doenças do aparelho circulatório (Cap.

  CID-10) por faixa etária. Alagoas, 2010.

  FAIXA ETÁRIA (ANOS)

  9

  9 l DOENÇAS DO APARELHO CIRCULATÓRIO

  80

   6

   7 ta a a ≥ to

  60

  70 Febre reumática aguda

  8

  6

  1

  15 Doença reumática crônica do coração

  10

  5

  1

  16 Hipertensão essencial (primária) 297 214 142 653 Outras doenças hipertensivas 162 160 87 409 Infarto agudo do miocárdio 119

  65 26 210 Outras doenças isquêmicas do coração 420 228 66 714 Embolia pulmonar

  7

  5

  3

  15 Transtornos de condução e arritmias cardíacas

  83

  52 29 164 Insuficiência cardíaca 693 754 491 1938 Outras doenças do coração 174 120 71 365 Hemorragia intracraniana

  58

  71 47 176 Infarto cerebral

  12

  15

  5

  32 Acidente vascular cerebral não específico, 527 598 438 1563 hemorrágico ou isquêmico Outras doenças cerebrovasculares

  12

  11

  6

  29 Arteroesclerose

  6

  10

  6

  22 Outras doenças vasculares periféricas

  42

  39 24 105 Embolia e trombose arteriais

  21

  13

  15

  49 Outras doenças das artérias arteríolas e capilares 101

  93 32 226 Flebite tromboflebite embolia e trombose venosa

  19

  19

  10

  48 Veias varicosas das extremidades inferiores

  54

  24

  13

  91 Hemorróidas

  27

  10

  2

  39 Outras doenças do aparelho circulatório

  8

  2

  2

  12 Total 2860 2514 1517 6891 1ª causa de internação

  2ª causa de internação Fonte: SIH/DATASUS

  Nas Tabelas 07, 08 e 09 estão apresentados os principais diagnósticos de doenças do aparelho respiratório para as internações por microrregião de saúde, sexo e faixa etária. Observa-se que as doenças do aparelho respiratório internaram mais pessoas do sexo feminino (51,1%) e 36,3% das internações ocorreram em pessoas de 60 a 69 anos. A maioria dos diagnósticos das internações foi por pneumonias (46,9%), sendo padrão em todas as microrregiões (exceto na 9ª).

  

Tabela 07 - Distribuição dos principais diagnósticos das doenças do aparelho respiratório (Cap. CID-10) por

microrregião de saúde. Alagoas, 2010.

  21

  1ª causa de internação 2ª causa de internação Fonte: SIH/DATASUS

  625 96 269 149 453 114 215 122 300 118 143 109 199 2912

  Total

  3 21 353

  12

  7

  62

  13

  24

  10

  67

  9

  3

  

DOENÇAS DO APARELHO RESPIRATÓRIO MASC FEM TOTAL

Faringite aguda e amigdalite aguda

  3 Outras doenças do aparelho respiratório 101

  2

  1

  Bronquiectasia

  28 22 354

  18

  29

  40

  17

  36

  18

  69

  1

  Tabela 08 - Distribuição dos principais diagnósticos das doenças do aparelho respiratório (Cap. CID-10) por sexo. Alagoas, 2010.

  3

  16

  1

  1424 1488 2912 1ª causa de internação 2ª causa de internação

  3 Outras doenças do aparelho respiratório 168 185 353 Total

  1

  2

  175 179 354 Bronquiectasia

  344 329 673 Asma

  13 Bronquite enfisema e outras doenças pulmonares obstrução crônica

  10

  3

  1 Outras doenças do trato respiratório superior

  1

  2 Doenças crônicas das amígdalas e das adenóides

  1

  1 Outras doenças do nariz e dos seios paranasais

  3 Laringite e traqueíte agudas

  1

  16 Sinusite crônica

  10

  6

  54 Pneumonia 666 702 1368 Bronquite aguda e bronquiolite aguda

  26

  28

  23 Influenza [gripe]

  11

  12

  48 Outras infecções agudas das vias aéreas superiores

  30

  18

  9

  51

  DOENÇAS DO APARELHO RESPIRATÓRIO MICRORREGIÃO DE SAÚDE 1ª 2ª 3 ª 4 ª 5 ª 6 ª 7 ª 8 ª 9 ª 10 ª 11 ª 12 ª 13 ª AL Faringite aguda e amigdalite aguda

  21

  76

  64

  54 Pneumonia 339 68 148 98 142 57 103

  2

  4

  7

  1

  2

  3

  12

  1

  1

  23 Influenza (Gripe)

  76

  2

  1

  2

  11

  1

  6

  48 Outras infecções agudas das vias aéreas superiores

  1

  1

  46

  3 Laringite e traqueíte agudas

  1

  2

  57

  58 82 1368

  Asma

  1

  16 71 673

  34

  14

  50 24 115

  14

  87 41 101

  6

  13 Bronquite enfisema* 100

  4

  5

  2

  2

  1 Outras doenças do trato respiratório superior

  2 Doenças crônicas das amígdalas e das adenóides

  Bronquite aguda e bronquiolite aguda

  1

  1

  1 Outras doenças do nariz e dos seios paranasais

  1

  16 Sinusite crônica

  1

  1

  2

  1

  5

  1

  2

  3

  Fonte: SIH/DATASUS

  

Tabela 09 - Distribuição dos principais diagnósticos das doenças do aparelho respiratório (Cap.

  CID-10) por faixa etária. Alagoas, 2010.

  FAIXA ETÁRIA (ANOS)

  9

  9 l DOENÇAS DO APARELHO RESPIRATÓRIO

  80

   6

   7 ta a a ≥ to

  60

  70 Faringite aguda e amigdalite aguda

  2

  1

  3 Laringite e traqueíte agudas

  21

  17

  10

  48 Outras infecções agudas das vias aéreas super

  6

  7

  10

  23 Influenza [gripe]

  19

  20

  15

  54 Pneumonia 479 460 429 1368 Bronquite aguda e bronquiolite aguda

  8

  3

  5

  16 Sinusite crônica

  1

  1 Outras doenças do nariz e dos seios paranasais

  2

  2 Doenças crônicas das amígdalas e das adenóides

  1

  1 Outras doenças do trato respiratório superior

  8

  3

  2

  13 Bronquite enfisema e outras doenças pulmonares 237 242 194 673 obstrução crônica Asma

  144 111 99 354 Bronquiectasia

  1

  2

  3 Outras doenças do aparelho respiratório 130 130 93 353 Total 1058 995 859 2912 1ª causa de internação

  2ª causa de internação Fonte: SIH/DATASUS

  REFERÊNCIAS:

LIMA E COSTA MF, GUERRA HL, BARRETO SM, GUIMARÃES RM. Diagnóstico da

situação de saúde da população idosa brasileira: um estudo da mortalidade e das

internações hospitalares públicas. Inf Epidemiol SUS 2000, vol. 9, pp. 23-41.

LOYOLA FILHO AL, MATOS DL, GIATTI L, AFRADIQUE ME, PEIXOTO SV, LIMA-COSTA

MF. Epidemiologia e Serviços de Saúde 2004; 13 (4) : 229 - 238

DATASUS, 2010. Disponível em:

http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/tabcgi.exe?ibge/cnv/popuf.def Acessado em 13/07/11.

Pacto Online, SESAU, 2010. Disponível em: www2.saude.al.gov.br/pactoonline. Acessado

em 13/07/11.

10. DOENÇAS TRANSMISSÍVEIS

10.1 LEISHMANIOSE VISCERAL EM ALAGOAS

  A leishmaniose visceral (LV), conhecida popularmente como

calazar, é uma endemia em franca expansão pelo país. Em Alagoas

foram confirmados 265 casos entre os anos de 2005 a 2010 (Tabela 01),

sendo 2005 o ano com maior registro de casos (Figura 01).

  

Tabela 01 - Distribuição de casos de LV por região de saúde entre os anos de 2005 a 2010, em

Alagoas.

  Ano Região de Saúde Total 2005 2006 2007 2008 2009 2010 1ª Região

  56

  48

  

31

  30

  35 30 230 2ª Região

  1

  1

  

1

  3 3ª Região

  2

  3

  

3

  3

  2

  7

  20 4ª Região

  1

  3

  

1

  3

  1

  1

  10 5ª Região

  

1

  1

  2 Total

  60

  55

  

37

  36

  38 39 265 Fonte: SINAN / AL (dados tabulados em 05 de abril de 2011)

  70

  60

  50

  40

  30

  20

  10 2005 2006 2007 2008 2009 2010 Ano

  Fonte: SINAN / AL (dados tabulados em 05 de abril de 2011) Figura 01 - Número de casos confirmados de LV por região de saúde entre os anos de 2005 a 2010, em Alagoas. Distribuída nas cinco RS do Estado, a Região 1 apresenta o maior registro de casos e a Região 3 o maior número de municípios com ocorrência de casos (Figura 02). Tem ocorrido com maior freqüência na zona rural do agreste e sertão. Atualmente a área endêmica é composta por 38 municípios, sendo um classificado como de transmissão intensa, dois de transmissão moderada, 35 com transmissão esporádica e 64 sem transmissão (Figura 03). MARAGOGÍ

  BARRASET DE SÃO MIGUEL ROT EIRO SÃO MIGUEL DOS CAMPOS TEOTÔNIO VILELA JUNQUEIRO C OR U R IPE FELIZ DESERTO PIAÇABUÇÚ PENEDO IGREJA NOVA PORTO REAL DO COLÉGIO SÃO BRAZ CAMPO GRANDE OLHO D

  ’ÁGUA GRANDE

FEIRA

GRANDE

ARAPIRACA

GIRAU DO PONCIANO BELO MONTE PÃO DE AÇÚCAR PALESTINA JACARÉ DOS HOMENS MONTEI RÓPOLIS OLHO D ’ÁGUA DAS FLORES PIRANHAS MATA GRANDE OLIVENÇA DOIS RIACHOS SÃO JOSÉ DA TAPERA SENADOR RUI PALMEIRA SANTANA DO IPANEMA MARAVILHA OURO BRANCO CANAPÍ INHAPÍ CARNEIROS POÇO DAS TRINCHEIRAS BATALHA JARAMATAIA LAGOA DA CANOA LIMOEIRO DE ANADIA TAQUA RANA ANADIA BOCA DA MATA MARIBONDO ATALAIA PILAR SATUBA RIO LARGO MURICÍ SÃO LUIS DO QUITUNDE

  PORTO DE PEDRAS PORTO CALVO JACUÍPE JUNDIÁ COLÔNIADE LEOPOLDINA IBATEGUARA SÃO JOSÉ DA LAJE MAT RIZ DE CAMARAGIBE JOAQUIM GOMES UNIÃO DOS PALMARES SANTANA DO MUNDAÚ MESSIAS

FLEXEIRAS BARRA DE SANTO ANTONIO

PASSO DE CAMARAGIBE

  PARIPUEIRA BRANQUINHA CAPELA CAJUEIRO VIÇOSA PAUL O PALMEIRA DOS ÍNDIOS

  

IGACÍ

ESTRELA DE ALAGOAS MINADOR DO NEGRÃO CACIMBINHAS MAJOR ISIDORO CRAÍBAS MAR VERMELHO TANQUE D ’ARCA BELÉM CHÃ PRETA QUEBRANGULO

  TRAIPÚ SÃO SEBAST IÃO CAMPO ALEGRE SANTA LUZIA DO NORTE MACEIÓ J. DA PRAIA PINDOBA JACINTO NOVO LINO CAMPESTRE

  COITÉ DO NÓIA

  S. M. MILAGRES OLHO D ’ÁGUA DO CASADO DELMIRO GOVEIA ÁGUA BRANCA PARICONHA JAPARATINGA

COQUEIRO SECO MARECHAL DEODORO

  221 casos 9 casos 3 casos 2 casos 1 caso

  Fonte: SINAN / AL (dados tabulados em 05 de abril de 2011) Figura 02 - Distribuição de casos de LV por município em Alagoas (2005 – 2010).

  Transmissão intensa (01 município) Transmissão moderada (02 municípios) Transmissão esporádica (35 municípios) Sem transmissão (64 municípios)

  Figura 03 - Classificação dos municípios alagoanos de acordo com a média de casos dos anos de 2008, 2009 e 2010.

  Em Maceió ocorreram 221 casos nos seis anos avaliados, mostrando redução nos últimos anos. Durante os anos de 2005 a 2010 foram confirmados 13 óbitos, sendo a

  Região 3 e 4 com o maior freqüência (3 óbitos cada), demonstrando fragilidade na assistência (diagnóstico e tratamento) ao paciente com LV nestas regiões.

  Quando se compara a taxa de letalidade ao número de casos que ocorreram em cada ano, pode-se observar que mesmo com a diminuição do número de casos a taxa de letalidade não diminui (Figura 04).

  70

  10

  9

  60

  8

  50

  7

  6

  40

  5

  30

  4

  3

  20

  2

  10 1

2005 2006 2007 2008 2009 2010

  

Casos Letaliade

Figura 04 - Total de casos e taxa de letalidade da LV em Alagoas (2005 – 2010).

  CONSIDERAđỏES FINAIS Em Alagoas a escassez de recursos e a atual falta de infra-estrutura dos

serviços de saúde, especialmente no que concerne ao diagnóstico da infecção por

  

Leishmania chagasi, na população canina e humana, tornam as atuais medidas de

controle pouco factíveis. Esse quadro vem se constituindo como um paradigma,

favorecendo a perpetuação do ciclo vicioso entre pobreza e doença em muitos

estados brasileiros, nos quais a LV permanece como mais uma doença

negligenciada.

10.2 LEPTOSPIROSE EM ALAGOAS

  A Leptospirose é uma doença endêmica no estado, ocorrendo normalmente nas concentrações populacionais de baixa renda, residentes à beira de córregos, em locais desprovidos de saneamento básico (em condições, inadequadas de higiene e habitação) coabitando com roedores infectados (que aí encontram água, abrigo e alimentos). A presença de água, lixo e roedores contaminados predispõem à ocorrência de casos humanos da doença. No inverno, quando aumentam as precipitações pluviométricas, em decorrência das chuvas, provocando enchentes, ocorrem picos epidêmicos da doença, aumentando a incidência de casos humanos. É uma zoonose de alta importância devido aos prejuízos que acarreta, não só a saúde pública, face à alta incidência de casos humanos, como também na economia, em virtude do alto custo hospitalar dos pacientes, da perda de dias de trabalho e das alterações na esfera reprodutiva dos animais infectados.

  O principal reservatório da doença são os roedores domésticos (ratazana, rato de telhado e camundongo) que ao se contaminarem não desenvolvem a doença e tornam-se portadores, albergando a Leptospira nos rins e eliminando-a viva no meio ambiente, contaminando desta forma, água, solo e alimentos. A infecção humana resulta da exposição direta ou indireta à urina de animais infectados. A penetração da Leptospira dá-se através da pele lesada ou das mucosas da boca, narinas e olhos. Pode também ocorrer através da pele íntegra quando imersa em água por longo tempo. O contato com água e lama contaminadas demonstra a importância do elo hídrico na transmissão da doença ao homem, pois a leptospira dela depende para sobreviver.

  A doença é endêmica no Estado, ocorrendo normalmente nas concentrações populacionais de baixa renda, residentes à beira de córregos, em locais desprovidos de saneamento básico (em condições, inadequadas de higiene e habitação) coabitando com roedores infectados (que aí encontram água, abrigo e alimentos). A presença de água, lixo e roedores contaminados predispõem à ocorrência de casos humanos da doença. No inverno, quando aumentam as precipitações pluviométricas, em decorrência das chuvas, provocando enchentes, ocorrem picos epidêmicos da doença, aumentando a incidência de casos humanos.

  O início dos sintomas pode ocorrer de 1 a 30 dias após contato com a bactéria, mas em média é de 7 a 14 dias. A leptospirose pode ocasionar sintomas leves como febre de início súbito, dor de cabeça, mal estar, anorexia, náusea, vômitos e dores musculares, principalmente dor em panturrilha, frequentemente rotulada como “síndrome gripal” – ou acarretar sintomas graves como febre alta, calafrios, dor de cabeça intensa. Dores musculares, além da dor em panturrilha, podem ocorrer nos músculos da coxa, das costas e no abdômen, dor ocular, tosse seca, icterícia (pele amarela) e hemorragias (principalmente nasal), alterações do volume urinário e urina escura.

  O tratamento da leptospirose consiste no uso de antibióticos e medicamento de suporte, que devem ser iniciados precocemente para evitar complicações da doença.

  Em Alagoas, no período de 2006 a 2010, foram notificados 426 casos suspeitos de Leptospirose com confirmação de 276, com média de 55 casos/ano. A maior frequência foi verificada nos anos 2006 (78 Casos), 2008 (78 Casos), 2009 (79 casos) e 2010 (70 Casos).

  Há notificações de casos confirmados em 41 municípios, sendo que Maceió concentra 70% dos casos. Segundo análise da figura 01 evidencia o aumento gradativo de casos confirmados de Leptospirose, a partir de meados de abril, culminando com o período junho/julho em decorrência de mais intensa precipitação pluviométrica e consequentemente maior contato das pessoas com águas de enchentes ou alagamentos.

  80

  70

  60 s

  50 so ca

  40 e d º

30 N

  20

  10 Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Confirmado Descartado

Figura 01 - Casos de Leptospirose Notificados e Confirmados, Segundo Mês de ocorrência.

  Alagoas . 2006 a 2010.

  No quadro 01, evidencia-se um maior número de casos notificados de pacientes do sexo masculino no ano de 2010, na1ª RS. No ano de 2009, na 2ª RS, os casos notificados relacionam-se ao tipo de trabalho e habitação em regiões ribeirinhas.

  Quadro 01 – Casos notificados de Leptospirose por Sexo, segundo Região de Saúde e Ano.

  Alagoas, 2006 a 2010.

  2006 2007 2008 2009 2010 REGIÃO Fem Masc Fem Masc Fem Masc Fem Masc Fem Masc

  19

  62

  8

  53

  20

  65

  20

  69

  23

  79 1ª Região

  1

  2

  1

  10

  1

  5 2ª Região

  1

  5

  3

  1

  2

  1

  1 3ª Região

  1

  2

  2

  3

  3

  3

  2

  1

  4 4ª Região

  2

  6

  1

  5

  1

  5

  12

  20 5ª Região

  23

  75

  11

  59

  30

  73

  21

  87 37 109 TOTAL Fonte: SINAN/DIVEP/DIV. ZOONOSES No quadro 02 verifica-se a predominância do sexo masculino na 1ª RS.

  Quadro 02

  • – Frequência por Sexo de Casos Confirmados de Leptospirose, segundo Região de Saúde por ano. Alagoas 2006 a 2010 .

  REGIÃO Masculino Feminino Total 1º Região 124 38 162 2ª Região 3ª Região

  10

  2

  12 4ª Região

  4

  2

  6 5ª Região

  12

  4

  16 Fonte: SINAN/DIVEP/DIV. ZOONOSES

  Observa-se que a faixa etária mais atingida foi a de 20 a 39 anos, na 1ª RS em decorrência da contaminação verificar-se principalmente nos locais de trabalho (quadro 03).

  Quadro 03 – Freqüência de Casos confirmados por faixa etária, por Região de Saúde, segundo Ano.

  Alagoas2006 a 2010.

  

REGIÃO < 1 ano 1-4 5-9 10-19 20-39 40-59 > 60

1º Região

  2

  2

  6 56 146

  71

  12 2ª Região

  3

  3 3ª Região

  2

  4

  4 4ª Região

  1

  7

  3

  2 5ª Região

  1

  6

  14

  7

  1 TOTAL

  2

  2

  7 68 174

  85

  15 Fonte: SINAN/DIVEP/DIV. ZOONOSES

  Avaliando a distribuição de casos demonstrada no mapa 1, verificamos uma maior concentração de casos confirmados foi na 1ª regional de saúde, seguida da 5ª apresentando uma maior incidência no Município de Maceió, que tem ligação pela característica de municípios ribeirinhos, de grande concentração populacional ou condições inadequadas de saneamento básico.

  „As demais regionais registraram uma quantidade menor de municípios com ocorrência de casos confirmados da doença. JOSÉ SÃO N OVO JUNDIÁ DA LEOPOLDINA IB ATEGUARA MARAGOGÍ CAMPESTRE JACUÍPE LINO

MATA GRANDE

  CANAPÍ BRANCO OURO DE LAJE MATRIZ CALVO PORTO PARICONHA B RANCA ÁGUA OLHO INHAPÍ MARAVILHA MUNDAÚ TRINCHEIRAS

POÇO DAS C HÃ PRETA BRANQUINHA F LEXEIRAS

SANTANA MINADOR SANTANA DO DOS PALMARES PORTO UNIÃO GOMES

  5 JOAQUIM CAMARAGIBE LUIS SÃO DO PEDRAS DE S. M. MILAGRES JAPARATINGA DELMIRO SEN ADOR MURIC Í GOVEIA DO CA SADO ESTRELA D ’ÁGUA

  3 QUEBRANGULO PASSO DE CAMARAGIBE DA TAPERA D MAR SÃO JOSÉ PINDOBA PARIPUEIRA RUI PALMEIRA NEGRÃO CARNEIROS PAULO BARRA DE SANTO ANTONIO FLORES DO IPANEMA DO QUITUNDE OLHO ALAGOAS DAS ’ÁGUA OLIVENÇ A

RIACHOS PALMEIRA CAPELA

DOIS MAJOR TANQUE CACIMBINHAS DE DOS

IGAC Í

ÍNDIOS

JACINTO VERMELHO VIÇOSA CAJUEIRO MESSIAS ATA LAIA RIO LAR GO PIRANHAS PÃO DE AÇÚCAR PALESTINA RÓPOLIS MONT EI BELÉM MARIBONDO JACARÉ CRAÍB AS DO SANTA L UZIA DO NORTE HOMENS ANADIA BOCA DA COQUEIRO SECO DOS BATALHA JARAMATAIA NÓIA ISID ORO D ’ARCA MACEIÓ

COITÉ

LIMOEIRO MARECHAL DEODORO TAQUA RANA MATA PILAR SATUBA

  1 MONTE ALEGRE BARRA D E SÃO MIGUEL BELO GIRAU CAMPO TRAIPÚ PONC IANO CAMPOS DO

  4 ARAPIRACA CAMPO CANOA LAGOA SÃO MIGUEL DA DOS GRANDE F EIR A ROTEIRO SÃO TEOTÔNIO DE ANADIA JUNQUEIRO MUNICÍPIOS COM CASOS CONFIRMADOS - 41 ( 40%) GR ANDE J. DA PRAIA BRAZ SÃO GRAND E D ’ÁGUA OLHO fonte: SESAU / DIVEP / SINAN / Núcleo de Zoonoses

IGREJA

SEBA STIÃO

NOVA

VILEL A CORURIPE COLÉGIO PENEDO PORTO REAL DO PIAÇABUÇÚ FELIZ DESERTO

  2 MAPA 1 - Distribuição dos casos confirmados de Leptospirose por região de saúde, período 2006 a 201 0. ALAGOAS

  No período exposto na tabela 01, evidencia-se que o percentual de 84% dos casos confirmados de leptospirose em Alagoas encontra-se na 1ª RS. A maior incidência nesta região deve-se ao fato da grande concentração populacional e a presença de municípios ribeirinhos.

  Tabela 01

  • – Comparativos de casos notificados e confirmados de Leptospirose nos anos 2006/2010 por região de saúde.

  REGIÃO DE SAÚDE NOTIFICADOS CONFIRMADOS 1ª Região 418 295 2ª Região

  20

  06 3ª Região

  14

  10 4ª Região

  21

  13 5ª Região

  52

  29 TOTAL 525 353 Fonte: SINAN/DIVEP/DIV. ZOONOSES

  Taxa de Letalidade no período de 2006 a 2010 Destaca-se, na figura 02, a redução do percentual de óbitos na 1ª RS.

  Nas 2ª, 3ª e 4ª RS, não houve registro de ocorrência de óbitos no período, tendo em vista que nas mencionadas regiões ocorreram menor precipitação pluviométrica.

  2010 2009 5ª região 4ª Região

  2008 3ª região 2ª Região 1ª Região 2007

  2006 0,00% 2,00% 4,00% 6,00% 8,00% 10,00% 12,00% 14,00% 16,00% Fonte: SINAN/DIVEP/DIV. ZOONOSES Figura 02 – Percentual de Óbitos por Leptospirose, segundo região de saúde e ano.

  Alagoas, 2006 a 2010.

10.3 DOENđAS DE VEICULAđấO HễDRICA

10.3.1 FEBRE TIFÓIDE EM ALAGOAS

  A situação da Febre Tifóide no Estado de Alagoas retrata que no período de 2006 ate 2010 foram notificados 153 casos suspeitos, sendo 119 (78%) confirmados e os demais descartados (22%); dos casos confirmados 52% foram pelo critério clínico-epidemiológico, 45% por laboratório e 3% foi ignorado/branco (Figura 01).

  40

  37

  35

  34

  34

  33

  35

  29

  30

  24 s

  25 22 o as

  20 C º.

  15

  12 N

  11

  10

  5 2006 2007 2008 2009 2010 Notificado Confirmado Fonte; SINAN/SES/AL, Dados tabulados em 20/06/2011.

  

Figura 01 - Casos Notificados e Confirmados por Febre Tifóide, Segundo

Ano de Ocorrência, Alagoas, 2006 a 2010.

  Nesse período, considerando os 102 municípios alagoanos, verificou-se que em 36 (35%) ocorreu a notificação do agravo e em 29 (28%) municípios houve a confirmação. No estado, o coeficiente de incidência por Febre Tifóide apresentou uma tendência crescente, variando de 0,8 em 2006 a 1,0/100.000 habitantes no ano de 2008 (ano de maior número de casos confirmados, do período). A predominância dos casos se deu na 5 ª Região com 11,3 / , seguida 3ª Região com 7,2 / e a

  0000 0000 menor ocorreu na 2ª Região com 1,3 / 0000 de incidência (Figura 02).

  • 2,00 4,00 6,00 8,00 10,00 12,00 REGIÃO 01 REGIAO 02 REGIAO 03 REGIAO 04 REGIAO 05

  Fonte; SINAN/SES/AL, Dados tabulados em 20/06/2011.

  

Figura 02 - Incidência (/100000 Hab) por Febre Tifóide, Segundo Região de

Saúde, Alagoas, 2006 a 2010.

  Em relação aos municípios que registraram casos positivos para Febre Tifóide no período, predominou Flexeiras com 73,2 /

  0000

  (5ª RS), seguido de Cajueiro com 38,4 / 0000 e Capela 34,6 / 0000 (ambos da 1ª RS) e, por último, União dos Palmares (5ª RS) com apenas 1,6 / 0000 habitantes (Figura 03).

  11,27

TRINCHEIRAS BATALHA

  D’ÁGUA DO CASADO PIRANHAS DELMIRO GOVEIA ÁGUA BRANCA PARICONHA MATA GRANDE OLIVENÇA DOIS RIACHOS SÃO JOSÉ

  6,34 1,27 7,23 2,21

  5 Inc - 1 a 4,9 Inc - 5 a 9,9 Inc - 10 a 14,9

  3

BARRA DE SANTO ANTONIO

DA TAPERA

  VERMELHO TANQUE D ’ARCA BELÉM CHÃ PRETA QUEBRANGULO TRAIPÚ SÃO SEBASTIÃO CAMPO ALEGRE

  

IGACÍ

ESTRELA DE ALAGOAS MINADOR DO NEGRÃO CACIMBINHAS MAJOR ISIDORO CRAÍBAS MAR

  1

  2

  PARIPUEIRA PASSO DE CAMARAGIBE BRANQUINHA CAPELA CAJUEIRO VIÇOSA PAULO PALMEIRA DOS ÍNDIOS

COQUEIRO SECO

  4

  JARAMATAIA LAGOA DA CANOA LIMOEIRO DE ANADIA TAQUA RANA ANADIA BOCA DA MATA MARIBONDO ATALAIA PILAR SATUBA RIO LARGO MURICÍ SÃO LUIS DO QUITUNDE PORTO DE PEDRAS PORTO CALVO MARAGOGÍ JACUÍPE JUNDIÁ LEOPOLDINA IBATEGUARA SÃO JOSÉ DA LAJE JAPARATINGA MATRIZ DE CAMARAGIBE JOAQUIM GOMES UNIÃO DOS PALMARES SANTANA DO MUNDAÚ MESSIAS FLEXEIRAS

  Inc - 15 e Mais Sem Registro Confirmado

  INCIDÊNCIA POR 100000 HAB Fonte: SINAN/SES/AL Figura 03 – Incidência de Febre tifóide nos Municípios de Alagoas. 2010.

  SENADOR RUI PALMEIRA SANTANA DO IPANEMA MARAVILHA OURO BRANCO CANAPÍ INHAPÍ CARNEIROS POÇO DAS

  COLÉGIO SÃO BRAZ CAMPO GRANDE OLHO D ’ÁGUA GRANDE

FEIRA

GRANDE

ARAPIRACA

GIRAU DO PONCIANO BELO MONTE PÃO DE AÇÚCAR PALESTINA JACARÉ DOS HOMENS MONTEI RÓPOLIS OLHO D ’ÁGUA DAS FLORES OLHO

  MARECHAL DEODORO BARRA DE SÃO MIGUEL ROTEIRO SÃO MIGUEL DOS CAMPOS TEOTÔNIO VILELA JUNQUEIRO CORURIPE FELIZ DESERTO PIAÇABUÇÚ PENEDO IGREJA NOVA PORTO REAL DO

  SANTA LUZIA DO NORTE MACEIÓ J. DA PRAIA S. M. MILAGRES PINDOBA JACINTO NOVO LINO CAMPESTRE COITÉ DO NÓIA Do

  s casos confirmados do agravo, segundo o sexo, predominou o masculino com 82 (69%). Esta situação também é observada na maioria das doenças de veiculação hídrica (Figura 04).

  90

  82

  80

  70

  60

  50

  37

  40

  30

  20

10 Masculino Feminino Fonte: SINAN/SES/AL, Dados tabulados em 20/06/2011.

  Figura 04 - Casos por Febre Tifóide, Segundo Sexo, Alagoas, 2006 a 2010.

  A faixa etária mais atingida foi a de 25 a 34 anos com 35 casos (29,4%), seguida de 5 a 14 com 26,1% e de 15 a 24 anos com 24,4% (Figura 05).

  65 e+

  1 55-64 2 45-54

  9 35-44 11 25-34

  35 15-24 29 5 a 14

  31 1 a 4

  1

  5

  10

  15

  20

  25

  30

  35

  40 Fonte: SINAN/SES/AL, Dados tabulados em 20/06/2011.

  

Figura 05 - Casos por Febre Tifóide, Segundo Faixa Etária, Alagoas, 2006 a 2010. Considerando todo o período avaliado (2006 - 2010), apenas em 2010 foram registrados óbitos por Febre Tifóide, sendo um indivíduo procedente da 1ª RS, município de Maceió, sexo masculino, pertencente a faixa etária entre 15 a 24 anos; e o outro da 4ª Região, município de Arapiraca, sexo feminino, pertencente a faixa entre 5 a 14 anos

  No período analisado a rede hospitalar internou um total de 78 pacientes, procedentes de 27 municípios alagoanos. A morbidade predominou no ano 2008, com 20 internações, seguida de 2009 com 16. A 1ª RS foi a que mais apresentou necessidade de internação, é a RS com maior número de municípios. A 3ª. Região ficou em segundo lugar com 15 internações e em municípios (7). Em relação à procedência, Maceió foi o município que mais internou com 23,1%, seguido de Água Branca com 6,4% (Tabela 02).

  3 Santana do Ipanema - 2 - -

  1

  8 Arapiraca - - -

  2

  3 1 -

  2

  4ª RS

  1

  2 São José da Tapera - - 1 - -

  1

  1 Girau do Ponciano - - -

  2

  1 Mata Grande - -

  1

  2 Jacaré dos Homens - - -

  2

  1 Inhapi - - -

  5 Delmiro Gouveia - - 1 -

  5 -

  1 Estrela de Alagoas - - 1 - -

  1

  15

  7 Joaquim Gomes - 1 - -

  15

  16

  20

  12

  15

  1 Total

  1 União dos Palmares 1 - - -

  1 Murici - 1 - -

  3 1 -

  1 Igaci 1 - - -

  3

  1 Flexeiras

  11 Branquinha - - 1 -

  5 2 -

  4

  5ª RS

  4

  1 3 - -

  1 Palmeira dos Índios

  Água Branca - -

  4

  

Tabela 02 - Internações por Região de Saúde/Município Segundo Lista Morbidade, CID-10: Febre

Tifóide e Paratifóide, Alagoas, 2006- 2010.

  1

  3 Marechal Deodoro 1 - 1 -

  18 Maragogi - - 3 - -

  1

  3

  8

  1

  5

  2 Maceió

  2 Capela - - 1 -

  1

  2

  1 Cajueiro - - -

  41 Barra de SantoAntônio 1 - - -

  8

  5

  18

  2

  8

  Fonte: Ministério da Saúde - Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS) Nota: Situação da base de dados nacional em 01/04/2011 sujeita as novas atualizações RS/Municipio 2006 2007 2008 2009 2010 total 1ª RS

  2 Matriz de Camaragibe - -

  2

  8

  1

  1

  2

  3ª RS -

  1

  1 São Brás 1 - - -

  1

  1 Junqueiro - -

  3 Coruripe - - 1 -

  1

  3 Pilar - - -

  1 -

  2ª RS

  1

  3 Viçosa - - 1 - -

  1 2 - -

  3 São Luís do Quitunde -

  1 Rio Largo 1 - 2 - -

  2 Porto Calvo - - 1 - -

  2

  78 Segundo os dados do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS), o sexo masculino predominou com 58% das internações (Figura 06).

  50 58%

  45

  40 42%

  35

  30

  25

  20

  15

  10

5 Masc Fem Fonte: SIH/SUS/MS, Dados tabulados em 20/06/2011.

  

Figura 06 - Internações por Febre Tifóide, Segundo Sexo, Alagoas, 2006 a

2010.

  Na morbidade a faixa etária que mais internou foi a de 20 a 29 anos com 14 (17,9%), seguida de 5 a 9 com 15,4% e a de 15 a 19 anos com 12,8% das internações. Situação semelhante aos casos confirmados e registrados no SINAN em que, a soma dos percentuais das faixas etárias produtivas (15 a 19 e de 20 a 29 anos), também teve um percentual elevado com 30,8% dos internados (Figura 07).

  80a e mais

  2 70 - 79a 1 60 - 69a

  4 50 - 59a 5 40 - 49a

  

6

30 - 39a 9 20 - 29a

  14 15 - 19a 10 10 - 14a

  5 5 - 9a 12 1 - 4a

  8 Menor 1a

  2

  2

  4

  6

  8

  10

  12

  14

  16 Fonte: SIH/SUS/MS, Dados tabulados em 20/06/2011.

  

Figura 07 - Internações por Febre Tifóide, Segundo Faixa Etária, Alagoas,

2006 a 2010.

  CONSIDERAđỏES FINAIS

  A contínua falta de notificação e de solicitação de material clínico para identificação do agente etiológico condiciona a uma fragilidade do sistema e o despreparo de alguns profissionais para lidar com este agravo. Necessário se faz que sejam implementadas medidas de gestão das três esferas de governo, passando pela capacitação dos profissionais e estruturação dos setores, até às medidas de controle nas unidades municipais de saúde.

10.3.2 DOENÇAS TRANSMITIDAS POR ALIMENTOS (DTA) EM ALAGOAS NOTIFICAđấO

  A ocorrência de surtos é de notificação compulsória e normatizada por portarias específicas, sendo dever de todo cidadão comunicar à autoridade sanitária a ocorrência de surto de DTA. A notificação é obrigatória para médicos e outros profissionais de saúde no exercício da profissão, bem como aos responsáveis por organizações e estabelecimentos públicos e particulares de saúde. O SINAN/SES/AL, em sua completitude é responsável pelo banco de dados das DTAs tendo a sua inclusão no sistema a partir de 2007.

  A intervenção e a indicação de medidas sanitárias para a prevenção e controle de surto de DTA devem se apoiar em legislação específica do Ministério da Saúde, da Agência Nacional da Vigilância Sanitária e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, que podem ser complementadas com os códigos sanitários de níveis estadual e municipal, no que concerne à vigilância sanitária do ambiente, produção de bens e prestação de serviços de interesse da saúde pública, bem como das vigilâncias zoo e fitossanitária.

  As medidas sanitárias indicadas para controle de um surto de DTA devem ser submetidas ao acompanhamento pela autoridade competente e responsável pela lavratura de termo legal próprio.

  Apesar da comprovada relação de varias doenças com a ingestão de alimentos contaminados, e do elevado número de surtos em algumas regiões do estado pouco se conhece da real magnitude do problema, devido à precariedade das informações Epidemiológicas das Doenças Transmitidas por Alimentos

  • – VE-
DTA, diante da complexidade desse problema e da fragmentação e desarticulação das ações entre as áreas envolvidas não podemos informar uma estatística da real situação em nosso Alagoas.

  AVALIAđấO EPIDEMIOLốGICA DAS DTA ’s POR REGIÕES DE SAÚDE 2006 a 2010.

  Os surtos de DTA são causados por inúmeros agentes etiológicos e se expressam por um grande elenco de manifestações clinicas. Não há, portanto definições pré-estabelecidas de caso, como existem para doenças compulsórias.

  Analisando e distribuindo os dados entre as 5 RS onde observou-se que entre 2007 a 2010 foram detectados e notificados 842 casos de DTA, apresentando uma maior prevalência na 1º RS (Figura 01). CAMPESTRE JACUÍPE

  IBATEGUARA MARAGOGÍ SÃO NOVO JUNDIÁ 5ª REGIÃO JOSÉ DA COLÔNIADE LINO

MATA GRANDE

  LAJE LEOPOLDINA MATRIZ CALVO PORTO CANAPÍ BRANCO CAMARAGIBE OURO UNIÃO DOS PALMARES SANTANA JOAQUIM GOMES JAPARATINGA DE DO UNIÃO PORTO DE PARICONHA MUNDAÚ ÁGUA INHAPÍ

MARAVILHA DOS PALMARES

POÇO DAS FLEXEIRAS PEDRAS BRANCA CHÃ PRETA BRANQUINHA TRINCHEIRAS SÃO MINADOR DO LUIS S. M. MILAGRES DELMIRO SENADOR MURICÍ GOVEIA RUI PALMEIRA CASADO ESTRELA D ’ÁGUA DO IPANEMA OLHO DO SANTANA QUEBRANGULO PASSO DE CAMARAGIBE

RIACHOS PALMEIRA CAPELA

DOIS MESSIAS NEGRÃO DO QUITUNDE CAJUEIRO

CARNEIROS PAULO BARRA DE SANTO ANTONIO

  CACIMBINHAS DE ALAGOAS

DOS

JACINTO VIÇOSA SÃO JOSÉ OLHO

ÍNDIOS

PIRANHAS DA TAPERA D ’ÁGUA OLIVENÇA MAR PARIPUEIRA FLORES DAS ISIDORO D SATUBA MACEIÓ MAJOR TANQUE

IGACÍ

VERMELHO PINDOBA ATALAIA RIO LARGO RÓPOLIS MONTEI BELÉM MARIBONDO JACARÉ CRAÍBAS DO SANTA LUZIA DO NORTE

COITÉ

’ARCA PÃO DE AÇÚCAR HOMENS DOS JARAMATAIA

NÓIA

TAQUA PILAR RANA ANADIA 1ª REGIÃO BATALHA BOCA DA COQUEIRO SECO MACEIÓ PALESTINA MATA LIMOEIRO MARECHAL DEODORO

ARAPIRACA DE ANADIA

  MONTE DO ALEGRE BARRASET DE SÃO MIGUEL BELO GIRAU CAMPO PONCIANO CANOA DA JUNQUEIRO CAMPOS DOS SANTANA DO IPANEMA FEIRA TRAIPÚ GRANDE ROTEIRO GRANDE CAMPO SÃO TEOTÔNIO D OLHO SEBASTIÃO VILELA J. DA PRAIA BRAZ SÃO GRANDE ’ÁGUA CORURIP E

IGREJA

NOVA

4ª REGIÃO PORTO COLÉGIO REAL DO ARAPIRACA PENEDO 2ª REGIÃO FELIZ DESERTO PIAÇABUÇÚ SÃO MIGUEL DOS CAMPOS

3 SÃO MIGUEL ª REGIÃO LAGOA

  Municípios com Surto de DTA

Figura 01 - Área de surto de DTA por regiões de saúde. Alagoas, 2006-2010.

  Analisando os gráficos não podemos deixar de ressaltar que nos municípios de Maceió, Maragogi, Arapiraca, União dos Palmares, Palmeira dos Indios, Rio largo, Marechal Deodoro e Penedo foram realizados uma capacitação em vigilância epidemiológica das doenças transmitidas por alimentos. Entretanto, observa-se que em algumas regiões, embora os profissionais responsáveis tenham sidos capacitados, observa-se ainda uma sub-notificação no que se refere à identificação e investigação dos surtos.

  No ano de 2007 ocorreram surtos na 1ª e 2ª RS, sendo 03 no município de Maceió e 02 em Penedo. Em 2008, ocorreu um surto em Maceió (1ª RS) e outro em Palmeira dos Índios (4ª RS). No ano de 2009, observou-se que ocorreram 02 surtos na 2ª região, um no município de Coruripe e outro em Penedo; os dados também nos revelam que foram detectados um surto em Maceió e outro em Joaquim Gomes (5ª RS). Já no ano de 2010, foram identificados surtos na 1ª, 2ª e 4ª região, observando-se que o maior índice foi detectado na cidade de Roteiro, onde foram notificados quatro surtos (Tabela 01). Nas demais regiões ocorreram a notificação de um surto, ressaltando que a Cidade de Roteiro não participou da capacitação em vigilância epidemiológica das doenças transmitidas por alimentos, que foi ministrada pela equipe de Vigilância Epidemiológica e Vigilância Sanitária Estadual.

  01 02 -

  20 Fonte: SINAM/SES/AL 15/6/211

  07

  06

  02

  05

  05 Total

  01

  03

  05 Novembro - - - - - Dezembro 01 -

  02

  

Tabela 01 - Surto de DTA ocorridos nas Regiões de Saúde de Alagoas, segundo mês e ano. 2007-

2010.

  02 Agosto - - - - - Setembro - - - - - Outubro

  01

  03 Julho 01 - -

  01

  01 Maio - - - - - Junho 01 01 -

  04 Março - - - - - Abril - - 01 -

  04

  Janeiro - - - - - Fevereiro - - -

  MESES PERÍODO 2007 2008 2009 2010 Total

  Analisando a figura 02 podemos indicar Maceió com sendo o município que no período de 2007 a 2010 apresentou o maior índice de notificação, seguida de Roteiro, Penedo, Arapiraca, Coruripe, Joaquim Gomes, Passo de Camaragibe, Palmeira dos Índios e Marechal Deodoro.

  Arapiraca

  1

  1

4 Coruripe

  1 Joaquim Gomes Maceió

  2 Marechal Deodoro Palmeira dos Indios

  1 Passo de Camaragibe

  8

  1 Penedo

  1 Roteiro Figura 02 Surto de DTA, segundo município de residência.

  Alagoas, 2007 a 2010.

  

No período de 2007 a 2010 as notificações de casos individuais envolvidos por

  surtos de DTA apresentaram uma oscilação (tabela 02). Do total de 842, Maceió apresentou 81% dos surtos, seguido de Palmeira dos Índios 11,4%, Penedo 2,61% e Roteiro 2,61%, Joaquim Gomes 0,83%, Coruripe 0,59% e Arapiraca 0,35%, perfazendo um total de 100%.

  

Tabela 02 - Número de casos individuais envolvidos nos 20 surtos de DTA por municipio de

notificação em Alagoas. 2006 a 2010.

  Informação 2007 2008 2009 2010 Total

  3

  3 Arapiraca

  5

  5 Coruripe

  7

  7 Joaquim Gomes 615

  2

  36 34 687 Maceió

  96

  96 Palmeira dos Índios

  12

  10

  22 Penedo

  22

  22 Roteiro 627

  98

  58 59 842 Total

  Fonte: SINAM/SES/AL 15/6/211 Obs.: A inexistência de dados no ano de 2006 e devido a inclusão das DTAs no SINAN a partir de 2007.

  Os números demonstram que a maioria dos casos acometidos por DTA esta presente em Maceió, dentre outros fatores que podemos citar como sendo fator responsável pelo aumento das DTAs estão a globalização e a falta de tempo de muitas pessoas em se deslocarem para fazer uma alimentação saudável, passando a utilizar alimentos que são ofertados nas ruas com um total descontrole de higienização.

  Ao analisar os dados, segundo número de notificações, observa-se que o ano de 2010 apresentou o maior número de casos notificados. Quando avaliados segundo critérios de confirmação, o critério clínico epidemiológico aparece como o principal para confirmação dos casos (tabela 03).

  Tabela 03 – Número de notificações, segundo critério de confirmação Alagoas 2007 a 2010. Laboratorial Clínico -

Ano Clínico Epidemiológico Clínico Laboratorial Total

hematológico

  2007

  2

  

1

  1

  4 2008

  1

  2 2009

  2

  

2

  1

  5 2010

  1

  

1

  3

  7 Total

  6

  

4

  5

  18 Fonte: SISAN/NET. Atualizado em 10/06/2011 Obs.: A inexistência de dados no ano de 2006 é devido à inclusão das DTA ‟s no SINAN a partir de 2007.

  MORTALIDADE

  As dificuldades de identificar no sistema de notificação de mortalidade o SIM os registros de óbitos por doenças transmitidas por alimentos ocorre principalmente pela dificuldade de cruzar o banco de dados com as notificações específicas, devido o registro ser feito de forma geral utilizando o CID 10 por gastroenterite de origem infecciosa presumível. Pelas informações disponíveis a mortalidade e a letalidade são baixas, dependendo das condições dos pacientes, do agente etiológico envolvido e do acesso aos serviços de saúde. Ressalta-se sua importância no grupo etário de menores de 5 anos, em decorrência da elevada mortalidade por diarréia nesse grupo, como também nos imunodeprimidos e idosos. No período ocorreram 19 óbitos por DTA, predominando o CID A04. 9 (Infecc intestinal bacter NE) com sete fatalidades, seguidos dos CID‟s A04.7 (Enterocolite dev Clostridium difficile) e A05.9 (Intox alimentar bacter NE) com três ocorrências, cada. No ano de 2007 houve a maior concentração dos óbitos (Tabela 04).

  

Tabela 04 - Número de Óbitos, segundo CID-10. ALAGOAS, 2006 a 2010.

  CID10 4C Cap 01 2006 2007 2008 2009 2010* Total Infeccões NE por salmonela

  1

  1 Enterocolite devida a Clostridium difficile

  1

  1

  1

  3 Infeccão intestinal bacteriana NE

  2

  3

  2

  7 Botulismo

  1

  1 Intox. alimentar devido a Clostridium perfringens

  2

  2 Intox. alimentar bacteriana NE

  2

  1

  3 Amebíase NE

  1

  1 Enterite por rotavírus

  1

  1 Total

  5

  7

  4

  3

  19 Fonte: SIN/SES/AL. Atualizado em 10/06/2011 CONSIDERAđỏES FINAIS

  Os surtos ocorreram principalmente em restaurantes, lanchonetes e refeitórios. Foram causados por múltiplos alimentos, alimentos mistos e carnes vermelhas, onde a Escherichia coli, seguida de Staphylococcus coagulase e

Salmonella spp. foram os agentes etiológicos mais identificados nos surtos de DTA.

Observa-se também que o aumento das notificações estão relacionados com a implantação da VE-DTA nas Secretarias Municipais de Saúde. Recomendações:

  • Aprimoramento da qualidade das investigações dos surtos;
  • Implantar a VE-DTA nos demais municípios;
  • Capacitar os técnicos municipais para notificarem os casos/surtos; • Intensificar as ações educativas junto aos estabelecimentos de alimentos.

10.3.3 SITUAđấO DA CốLERA EM ALAGOAS NOTIFICAđấO

  No período de 2006 a 2010 as notificações compulsórias pelo agravo apresentaram diminuição conforme dados do SINAN, sendo os 39 suspeitos descartados para a cólera. Em 2006 apresentou a maior notificação (26 suspeitos), com decréscimo nos anos seguintes. Predominou a Região 01 com 48,7% dos registros, seguida da Região 05 com 25,6% das notificações. Os municípios que mais notificaram foram: Atalaia e Teotônio Vilela com 23,1%, cada (Tabela 01).

  

Tabela 01 - Número de casos de cólera notificados segundo região de saúde, município de

residência e ano de notificação. Alagoas, 2006 a 2010.

  Reg/Mun Res - AL 2006 2007 2008 2009 2010 Total Not Conf Not Conf Not Conf Not Conf Not Conf Not Conf 1ª RS 11 - 5 - 1 - 1 - 1 - 19 - Atalaia 6 - 3 - - - - - - - 9 - Maceio - -

  

2 - - -

1 - - - 3 - Maragogi 5 - - - - - - - - - 5 - Marechal Deodoro - - - -

  1 - - - 1 - 2 - 2ª RS 9 - - - - - - - - - 9 - Teotonio Vilela 9 - - - - - - - - - 9 - 4ª RS 1 - - - - - - - - - 1 - Palmeira dos Índios 1 - - - - - - - - - 1 - 5ª RS 5 - - - 1 - - - 4 - 10 - Jundia - - - - - - - - 3 - 3 - Murici - - - -

  1 - - - - - 1 - Santana do Mundau - - - - - - - - 1 - 1 - Sao Jose da Laje

  5 - - - - - - - - - 5 - Total

  26 - 5 - 2 - 1 - 5 - 39 - Fonte: Sinan/SES/AL Dados tabulados em 20/06/2011

PERFIL DA MORBIDADE

  Nos anos de 2006 a 2007 não ocorreram internações por suspeita de cólera, segundo Lista de Morbidade do DATASUS/MS. Já no período de 2008 a 2010 apresentou um total de 81 internações com a suspeita do agravo, sendo 61 só no ano de 2008. A Região 01 predominou com 34,6% das internações, seguida Região 04 com 32,1%. Os municípios com os maiores percentuais foram: Palmeira dos Índios (27,2%), Maceió (21,0%) e Teotônio Vilela (19,8%). Analisando as internações e realizando as investigações epidemiológicas, todos os casos foram descartados para cólera (Tabela 02).

  

Tabela 02 - Morbidade Hospitalar do SUS por cólera (Lista Morb CID-10), segundo local

de residência e ano de ocorrência - Alagoas, 2008 a 2010.

  Região de Saúde / Município 2008 2009 2010 Total 1ª RS

  15

  7

  6

  28 1 - - Cajueiro

  1

  1 - - Japaratinga

  1 Maceió

  6

  5

  6

  17

  5

  2 - Maragogi

  7 Pilar 1 - -

  1 Viçosa

  1 - -

  1 2ª RS

  17

  2

  2

  21

  1

- 1 - Anadia

Campo Alegre 1 -

  1

  2

  1 - - Penedo

  1

  1 - - Piaçabuçu

  1

  16 - - Teotônio Vilela

  16 3ª RS 1 -

  1

  2 Canapi

  1 - -

  1

  • Delmiro Gouveia

  1

  1

  25

  1 - 4ª RS

  26 Arapiraca 1 - -

  1

  1 - - Igaci

  1

  1

- - Limoeiro de Anadia

1 22 -

  • Palmeira dos Índios

  22 Tanque d'Arca - 1 -

  1

  3

  1 - 5ª RS

  4

  1 - Branquinha 1 - 2 -

  • Joaquim Gomes

  2 Murici

  1 - 1 - Total

  61

  11

  9

  81 Fonte: Ministério da Saúde - Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS) Notas: Situação da base de dados nacional em 01/04/2011 sujeita as novas atualizações.

   CONSIDERAđỏES FINAIS

  O objetivo da prevenção e controle da cólera tem sido alcançado, pois as ações integradas das vigilâncias, do laboratório e da assistência, somando a participação das equipes municipais têm sido eficiente no monitoramento do agravo.

  No entanto, outras medidas saneadoras são de fundamental importância para evitar a volta deste agravo e de outras doenças decorrentes da veiculação hídrica no Estado, a exemplo de: distribuição de água potável para a população, saneamento básico, destino adequado do lixo e dejetos e a educação em saúde.

  Diante da migração dos haitianos para o Brasil o Ministério da Saúde elaborou Nota Técnica com recomendações aos Estados e municípios, abordando as ações de relevância, a seguir: 1. Vigilância, 2. Laboratório, 3. Outras medidas e 4. Cuidados gerais para prevenção de cólera.

10.4 SITUAđấO DAS DOENđAS DIARRÉICAS AGUDAS EM ALAGOAS

  A diarréia ainda é uma doença muito comum em nosso país, principalmente nas Regiões Norte e Nordeste e nos locais onde há precariedade nas condições sanitárias, o que ocorre em várias localidades de Alagoas. No Brasil, assim como em Alagoas as doenças diarréicas estão entre os mais expressivos problemas de saúde publica, onde se constituem uma das principais causas de morbimortalidade no país, e necessita de intervenções das autoridades sanitárias.

  As dificuldades em vigiar as doenças diarréicas decorrem fundamentalmente de dois fatores: a falta de notificação dos surtos ao serviço local de saúde por parte dos profissionais e da população mais carente que está acostumada a conviver com casos de diarréia e por isso não lhe dá a devida importância, considerando-a acontecimento banal na vida das pessoas. Essa idéia é freqüente inclusive entre os próprios profissionais de saúde, que só se preocupam com a diarréia em situação de surtos ou epidemias que chamem muito a atenção dos rádios, jornais e televisão.

  MONITORIZAđấO DAS DOENđAS DIARRÉICAS AGUDAS

  Monitorizar é observar, registrar e analisar ao longo do tempo determinadas características dos casos da doença. Na monitorização das doenças diarréicas foram priorizadas cinco dessas características: idade, procedência (local de residência), data dos primeiros sintomas, data do atendimento, tipo de tratamento (Plano A - para pacientes sem desidratação; Plano B - para pacientes com desidratação leve ou moderada e o Plano C - para pacientes com desidratação grave). Independente do tipo de diarréia as conseqüências pelo inadequado tratamento ou acompanhamento são: desidratação, desnutrição, internações com elevados custos, perda de horas de trabalho, redução da renda familiar, transtornos de ordem pessoal, etc.

  A Monitorização das Doenças Diarréicas Agudas

  • – MDDA é uma atividade de grande importância no controle e na prevenção das diarréias, pois quando bem
realizada, fornece informações para que as medidas sejam adotadas em tempo hábil, a fim de evitar o agravamento dos casos e, consequentemente, os óbitos.

  Em Alagoas, a MDDA está implantada nos 102 municípios, com 806 unidades de saúde que atendem casos de diarréia e 770 monitoram as doenças diarréicas agudas.

  De 2006 a 2010 foram registrados 396.834 casos de diarréia através do Impresso II (consolidado semanal utilizado na MDDA), conforme mostra o diagrama de controle que apresenta o limite superior, a incidência média mensal e a incidência mensal das diarréias em 2010. Observam-se variações e elevação de casos a partir de abril, voltando a reduzir em agosto, mostrando uma sazonalidade no período chuvoso (figura 01).

  18.000 16.000 13.826

  14.000 s

  12.000 o as c

  10.000 de º N

  8.000 7.213 6.698

  6.740 6.587 7.298 7.473

  6.000 6.143 5.127

  4.848 5.753 4.573 4.000 2.000

  • 1

  2

  3

  4

  5

  6

  7

  8

  9

  10

  11

  12 Meses MÉDIA Limite Máximo Casos Diarréia 2010 Fonte: MDDA / DIVEP / SESAU. Atualizado em 17/06/2011.

  Figura 01 – Diagrama de controle de diarréia - MDDA de 2001 a 2009, Alagoas 2010.

  A faixa etária mais atingida foi 10 anos e mais com 156.739 casos (39,50%), seguida de 1 a 4 anos com 127.186 (32,05%) e < de 1 ano com 66.566 (16,77%). As faixas etárias menores de um ano e de um a quatro anos são susceptíveis às doenças diarréicas agudas devido ao desmame precoce, alimentação inadequada condições de higiene e outro fatores. Em relação ao manejo adequado ao paciente com diarréia, dos casos registrados, o Plano de tratamento A (diarréia sem desidratação) foi o mais utilizado com 259.151(65,30%) casos, seguido do B (diarréia com desidratação moderada) com 83.663 (21,08%). O plano C (diarréia com desidratação grave) foi utilizado em 40.690 (10,25%) pacientes. (tabela 01)

  Tabela 01

  • – Casos de diarréia segundo faixa etária e plano de tratamento. Alagoas, 2006 a 2010.

  Região de Saúde Características 1ª 2ª 3ª 4ª 5ª (n = 122.005) (n = 71.963) (n = 54.927) (n = 95.116) (n = 52.823) TIPO DE TRATAMENTO

A 79.196 41.610 36.790 73.858 27.697

B 24.561 16.587 13.540 13.006 15.969

C 15.003 7.166 4.221 5.592 8.708

Outros 2.682 1.657 206 2.263 258

Ignorado 563 4.943 170 397 191

FAIXA ETÁRIA

< 01 19.973 11.063 10.050 16.430 9.050

01 a 04 39.396 22.581 18.522 29.148 17.539

05 a 09 13.634 6.793 5.709 11.131 5.729

> 10 47.878 31.242 19.998 37.546 20.075

Ign 1.124 284 648 861 430

Fonte: MDDA / DIVEP / SESAU. Atualizado em 17/06/2011.

  PERFIL DA MORBIDADE DAS DIARRÉIAS

  As internações vêm apresentando perfil decrescente (figura 02). De acordo com dados da Morbidade Hospitalar do SUS (SIH/SUS), de 2006 a 2010 foram registradas 70.682 internações por diarréia (CID-10 4C CAP 01). Do total de internações, 15.107(21,73%) foi na faixa etária menor de um ano e 23.860 (33,76%) de 1 a 4 anos grupos mais vulneráveis às doenças diarréicas agudas devido ao desmame precoce, alimentação inadequada, condições de higiene e outro fatores. A faixa etária acima de 60 anos teve 7.463 casos (10,56%). Analisando as internações, observa-se que 35.452 (50,16%) foram de pacientes do sexo masculino e 35.230 (49,84%) do sexo feminino. Quanto à raça/cor, a mais atingida foi a parda com 53,61% dos casos.

  Fonte. DATASUS (SIH/SUS). (Atualizado em 15/06/2011)

Figura 02 – Internações por diarréia. Alagoas 2006 a 2010.

  PERFIL DA MORTALIDADE DAS DIARRÉIAS

  De acordo com dados do SIM (Sistema de informação da mortalidade), os óbitos vem apresentando dados decrescentes. De 2006 a 2010 foram registrados 756 óbitos por diarréia (CID10 4C CAP 01

  • – A00 a A009). A faixa etária mais atingida foram os menores de um ano com 343 (45,37%) casos, seguida dos maiores de 50 anos com 284 (37,57%), conforme figura 03. Do total de óbitos, observa-se que 416 (55,03%) foram do sexo masculino e 340 (44,97%) do sexo feminino. Em relação à raça/cor, 400 (52,91%) registros foram da cor parda.

  Fonte: SIM/SESAU. Atualizado em 15/06/2011 Figura 03 – Óbitos por diarréia: geral, < de 1 ano e acima de 50 anos.

  Alagoas.2006 a 2010.

  2000 4000 6000 8000

  10000 12000 14000 16000 18000 2006 2007 2008 2009 2010

  INTERNAđỏES 50 100

  150 200 250 2006 2007 2008 2009 2010 todas as idades < de 1 ano > de 50 anos

  AVALIAđấO DAS DIARRÉIAS DE ACORDO COM AS REGIỏES DE SAÚDE 1ª REGIÃO

  De 2006 a 2010 foram registrados 122.005 casos de diarréia, destes, 47.878 (39,24%) foram na faixa etária de mais de 10 anos, 39.396 (32,29%) de 1 a 4 anos e 19.973 (16,37%) em menores de um ano. O plano de tratamento mais utilizado foi o “A” com 79.196 (64,91%), seguido do “B” com 24.561(20,13%) e o “C” com 15.003 (12,30%). Observa-se uma elevação do plano C, a partir de 2009, em virtude de a população procurar com maior freqüência os pronto atendimentos e nem sempre a prescrição condiz com o quadro clínico do paciente (figuras 04 e 05).

  14000 20000 18000

  12000 16000

  10000 S

  14000 S O O S S 12000

  8000 A

  A C 10000

   C E E

  6000 D

  D 8000

  º º N

  N 4000 6000 4000

  2000 2000

  2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011

  < 1ano 1 a 4 5 a 9 10 +

  IGN A B C OUTROS

  IGN Fonte: MDDA / DIVEP / SESAU. Atualizado em 17/06/2011. Fonte: MDDA / DIVEP / SESAU. Atualizado em 17/06/2011.

  

Figura 04 – Casos de diarréia segundo faixa Figura 05 – Casos de diarréia segundo plano

etária. 1ª Região de Alagoas. 2006 a 2010. de tratamento. 1ª Região de Alagoas. 2006 a

2010.

  Em relação a morbidade, de acordo com dados do DATASUS (SIH/SUS), foram registrados, 25.690 internações por diarréia, correspondendo a 36% do total do Estado. A mortalidade apresentou 228 óbitos por diarréia. A morbimortalidade vem apresentando redução significativa ao longo dos últimos cinco anos (tabela 02).

  

Tabela 02 – Dados de morbimortalidade por diarréia. 1ª Região de Saúde de Alagoas, 2006 a 2010.

  INFORMAđấO 2006 2007 2008 2009 2010

  INTERNAđấO 6741 5614 4845 4076 4414 ÓBITOS

  57

  59

  39

  36

  37 Fonte: SIM/DATASUS (SIH/SUS). Atualizado em 15/06/2011

  2ª REGIÃO

  De 2006 a 2010 foram registrados 71.963 casos de diarréia, destes, 31.242 (43,41%) foram na faixa etária de mais de 10 anos, 22.581 (31,38%) de 1 a 4 anos e 11.063 (15,37%) em menores de um ano. O plano de tratamento mais utilizado foi o “A” com 41.610 (57,82%), seguido do “B” com 16.587(23,05%) e o “C” com 7.166 (9,96%). Observa-se aumento do plano C e uma queda do A, em 2010, devido à grande procura da população pelo pronto atendimento. Esse dado não nos mostra a realidade da forma grave da doença em virtude dos equívocos nas prescrições e registros (figuras 06 e 07).

  8000 12000 7000 10000 6000

  S S

  8000 O

  5000 O S S A A

   C 4000 6000

   C E E D D

  3000 º

  º N 4000

  N 2000

  2000 1000 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011

  < 1ano 1 a 4 5 a 9 10 +

  IGN A B C OUTROS

  IGN Fonte: MDDA / DIVEP / SESAU. Atualizado em 17/06/2011. Fonte: MDDA / DIVEP / SESAU. Atualizado em 17/06/2011.

  

Figura 06 – Casos de diarréia segundo Figura 07 – Casos de diarréia segundo plano

faixa etária. 2ª Região de Alagoas. 2006 a de tratamento. 2ª Região de Alagoas. 2006 a

2010. 2010.

  Em relação a morbidade, de acordo com dados do DATASUS(SIH/SUS), foram registrados, 9.450 internações por diarréia, correspondendo a 13% do total do Estado. A mortalidade apresentou 106 óbitos por diarréia. A morbimortalidade vem apresentando redução significativa ao longo dos últimos cinco anos (tabela 03).

  

Tabela 03 – Dados de morbimortalidade por diarréia, 2ª Região de Saúde de Alagoas, 2006 a 2010.

  INFORMAđấO 2006 2007 2008 2009 2010

  INTERNAđấO 2213 1984 2050 1708 1450 ÓBITOS

  30

  24

  18

  20

  14 Fonte: SIM/DATASUS (SIH/SUS). Atualizado em 15/06/2011

  3ª REGIÃO De 2006 a 2010 foram registrados 54.927 casos de diarréia, destes, 19.998 (36,41%)

foram na faixa etária de mais de 10 anos, 18.522 (33,72%) de 1 a 4 anos e 10.050 (18,30%)

em menores de um ano. O plano de tratamento mais utilizado foi o “A” com 36.790

(67,00%), seguido do “B” com 13.540 (24,65%) e o “C” com 4.221 (7,68%). No período, os

registros de casos de diarréia apresentaram redução em virtude da subnotificação dos

casos. (figura 08 e 09).

  7000 6000 5000

  S O S 4000

  A C E 3000

  D º N 2000 1000

  2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 < 1ano 1 a 4 5 a 9 10 +

  IGN Fonte: MDDA / DIVEP / SESAU. Atualizado em 17/06/2011. Fonte: MDDA / DIVEP / SESAU. Atualizado em 17/06/2011.

  Figura 09 – Casos de diarréia segundo plano Figura 08 – Casos de diarréia segundo faixa de tratamento 3ª Região de Alagoas. 2006 a etária. 3ª Região de Alagoas. 2006 a 2010. 2010.

  Em relação a morbidade, de acordo com dados do DATASUS(SIH/SUS), foram registrados, 11.017 internações por diarréia, correspondendo a 16% do total do Estado. A mortalidade apresentou 156 óbitos por diarréia. A morbimortalidade vem apresentando redução significativa ao longo dos últimos cinco anos (tabela 04).

  Tabela 04 – Dados de morbimortalidade por diarréia. 3ª Região de Saúde de Alagoas, 2006 a 2010.

  INFORMAđấO 2006 2007 2008 2009 2010

  INTERNAđấO 2443 2323 2273 2133 1845 ÓBITOS

  37

  40

  31

  28

  20 Fonte: SIM/DATASUS (SIH/SUS). Atualizado em 15/06/2011

  4ª REGIÃO

  De 2006 a 2010 foram registrados 95.116 casos de diarréia, destes, 37.546 (39,47%) foram na faixa etária de mais de 10 anos, 29.148 (30,64%) de 1 a 4 anos e 16.430 (17,27%) em menores de um ano. O plano de tratamento mais utilizado foi o “A” com 73.858 (77,65%), seguido do “B” com 13. 006 (13,67%) e o “C” com 5.592 (5,88%). O dado do plano C não condiz com a realidade do número de casos da forma grave da diarréia, em virtude da hidratação venosa ser prescrita pelos profissionais em qualquer fase da doença (figura 10 e 11).

  9000 18000 8000 16000 7000 14000

  S S

  6000 12000

  O O S S

  5000 A 10000 A C C

  E 4000 E 8000 D D º º

  3000 6000

  N N 2000

  4000 1000 2000 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011

  < 1ano 1 a 4 5 a 9 10 +

  IGN A B C OUTROS

  IGN Fonte: MDDA / DIVEP / SESAU. Atualizado em 17/06/2011. Fonte: MDDA / DIVEP / SESAU. Atualizado em 17/06/2011.

  Figura 11 – Casos de diarréia segundo plano Figura 10

  • – Casos de diarréia segundo faixa de tratamento. 4ª Região de Alagoas. 2006 a etária. 4ª Região de Alagoas. 2006 a 2010.

  2010.

  Em relação a morbidade, de acordo com dados do DATASUS(SIH/SUS), foram registrados, 18.201 internações por diarréia, correspondendo a 26% do total do Estado. A mortalidade apresentou 197 óbitos por diarréia. A morbimortalidade vem apresentando redução significativa ao longo dos últimos cinco anos (tabela 05).

  Tabela 05 – Dados de morbimortalidade por diarréia. 4ª Região de Saúde de Alagoas, 2006 a 2010.

  INFORMAđấO 2006 2007 2008 2009 2010

  INTERNAđấO 4067 3774 3768 3129 3463 ÓBITOS

  58

  40

  41

  34

  24 Fonte: SIM/DATASUS (SIH/SUS). Atualizado em 15/06/2011.

  5ª REGIÃO

  De 2006 a 2010 foram registrados 52.823 casos de diarréia, destes, 20.075 (38,00%) foram na faixa etária de mais de 10 anos, 17.539 (33,20%) de 1 a 4 anos e 9.050 (17,13%) em menores de um ano. O plano de tratamento mais utilizado foi o “A” com 27.697 (52,43%), seguido do “B” com 15.969(30,23%) e o “C” com 8.708 (16,49%). Observa-se uma elevação em 2010, devido as enchentes que atingiram a região, provocando um aumento de 33,5% no número de casos (figura 12 e 13).

  6000 7000 6000

  5000 5000

  S S

  4000 O O S S

  4000 A A

  3000 C

   C E E

  3000 D D º º

  2000 N N

  2000 1000 1000 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011

  < 1ano 1 a 4 5 a 9 10 +

  IGN A B C OUTROS

  IGN Fonte: MDDA / DIVEP / SESAU. Atualizado em 17/06/2011. Fonte: MDDA / DIVEP / SESAU. Atualizado em 17/06/2011.

  

Figura 12 – Casos de diarréia segundo Figura 13 – Casos de diarréia segundo plano

faixa etária. 5ª região de Alagoas. 2006 a de tratamento. 5ª região de Alagoas. 2006 a

2010. 2010.

  Em relação a morbidade, de acordo com dados do DATASUS(SIH/SUS), foram registrados, 6.369 internações por diarréia, correspondendo a 9% do total do Estado. A mortalidade apresentou 69 óbitos por diarréia. A morbimortalidade vem apresentando redução significativa ao longo dos últimos cinco anos (tabela 06).

  

Tabela 06 – Dados de morbimortalidade por diarréia. 5ª Região de Saúde de Alagoas, 2006 a 2010.

  INFORMAđấO 2006 2007 2008 2009 2010

  INTERNAđấO 1412 1169 1243 1330 1215 ÓBITOS

  16

  18

  11

  14

  10 Fonte: SIM/DATASUS (SIH/SUS). Atualizado em 15/06/2011.

  CONSIDERAđỏES FINAIS:

  Os dados apontam para a importância da monitorização das diarréias, traduzidos pela redução da incidência de casos, da internação hospitalar e da mortalidade.

  Alguns desafios ainda necessitam ser superados. É preciso maior compromisso dos profissionais na assistência e notificação dos casos de diarréia; priorização da terapia de reidratação oral nas unidades de saúde.

  Com a implementação dessas ações é possível um maior controle dessas doenças reduzindo custos do Sistema Único de Saúde, e, o que é mais importante, salvar vidas com ações tão simples.

  Conclui-se que a MDDA se justifica na medida em que nos fornece o conhecimento da situação local e auxilia nas intervenções necessárias para controlar ou resolver o problema. Outras ações como: o uso do hipoclorito de sódio, da Terapia de Reidratação Oral (TRO), incentivo ao aleitamento materno, melhorias de saneamento básico, cumprimento do calendário vacinal e orientações à população, são fundamentais para que se possa ter sucesso na solução dos problemas.

10.5 SITUAđấO DA ESQUISTOSSOMOSE EM ALAGOAS

  A Esquistossomose é uma doença infecciosa parasitária causada por vermes do gênero Schistosoma mansoni que habita preferencialmente os vasos sanguíneos do fígado e intestino do homem (hospedeiro definitivo), cuja evolução clínica pode variar desde forma assintomática até extremamente graves, como: hepatoesplenomegalia, hipertensão portal e varizes de esôfago. Nas formas ectópicas a neuroesquistossomose se destaca. Seu ciclo evolutivo passa necessariamente pelo hospedeiro intermediário, caramujos de água doce, do gênero Biomphalaria.

  A transmissão se dá na água de rios, açudes e outras coleções hídricas, por intermédio das cercarias liberadas pelo caramujo. Em contato com o homem ocorre a penetração da cercaria pela pele, percorre a corrente sanguínea e/ou linfática passa pelo coração e pulmão, retorna (ao coração e pulmão), onde são lançados a vários órgãos, preferencialmente ao fígado. Logo após migram para veias portas e mesentéricas.

  No Brasil, estima-se que aproximadamente três milhões de pessoas estejam parasitadas pelo Schistosoma mansoni e a região de maior prevalência é a Nordeste, onde Alagoas se destaca, juntamente, com Pernambuco, Sergipe e Bahia como Estados hiper-endêmicos para o agravo.

  Em Alagoas, aproximadamente dois milhões de pessoas vivem sob risco da doença em áreas endêmicas.

  CONDIđỏES AMBIENTAIS

  O Estado de Alagoas, situado no nordeste brasileiro, composto de 102 municípios, possui um contingente de 3.127.557 habitantes, distribuídos em 27.818,5 km2. As condições sócio-econômicas são desfavoráveis ao controle do agravo. De acordo com dados do IBGE, Censo 2010, 78,5% da população tem canalização interna para abastecimento de água ligada à rede geral e apenas 33% dos domicílios possuem instalações sanitárias (ligado à rede geral de esgoto ou pluvial, fossa séptica ou rudimentar). Associado a estes aspectos, o Estado apresenta 69% de seus municípios compreendendo a área endêmica de esquistossomose, com concentração de formas graves e mortalidade atribuída à doença.

  Os dados demonstram que dos 102 municípios, 70 são considerados endêmicos (figura 01). MATA GRANDE CANAPÍ BRANCO OURO DE JOSÉ LAJE SÃO MARAGOGÍ DA LEOPOLDINA IBATEGUARA CAMPESTRE NOVO JUNDIÁ LINO MATRIZ CALVO JACUÍPE PORTO PARICONHA BRANCA POÇO DAS CHÃ PRETA ÁGUA OLHO INHAPÍ MARAVILHA MUNDAÚ TRINCHEIRAS SANTANA QUEBRANGULO PASSO DE CAMARAGIBE MINADOR DO SANTANA DO BRANQUINHA DOS PALMARES PORTO UNIÃO GOMES

  5 JOAQUIM CAMARAGIBE FLEXEIRAS LUIS SÃO S. M. MILAGRES PEDRAS DE JAPARATINGA DELMIRO DO IPANEMA MURICÍ D

  3 SENADOR DO QUITUNDE GOVEIA CASADO RIACHOS ESTRELA PALMEIRA ’ÁGUA RUI PALMEIRA NEGRÃO DO DOIS MESSIAS DA TAPERA D OLIVENÇA SÃO JOSÉ OLHO CARNEIROS CAPELA BARRA DE SANTO ANTONIO CACIMBINHAS DE DOS ALAGOAS JACINTO ÍNDIOS PAULO VIÇOSA PINDOBA PARIPUEIRA CAJUEIRO PIRANHAS FLORES DAS

’ÁGUA MAR

ISIDORO D MAJOR TANQUE IGACÍ VERMELHO ATALAIA RIO LARGO

  1 MACEIÓ PÃO DE AÇÚCAR HOMENS COQUEIRO SECO RÓPOLIS MONTEI BELÉM MARIBONDO JACARÉ CRAÍBAS DOS

JARAMATAIA NÓIA

COITÉ DO PILAR TAQUA RANA ’ARCA SATUBA SANTA LUZIA DO NORTE PALESTINA BATALHA MATA LIMOEIRO MARECHAL DEODORO ANADIA BOCA DA MONTE DO BARRA DE SÃO MIGUEL BELO TRAIPÚ

PONCIANO

GIRAU CAMPO

  4 ARAPIRACA CANOA LAGOA SÃO MIGUEL DA DOS GRANDE FEIRA ROTEIRO DE ANADIA JUNQUEIRO ALEGRE CAMPOS Área endêmica - 70 municípios

D

OLHO

GRANDE SÃO TEOTÔNIO CAMPO SEBASTIÃO VILELA J. DA PRAIA

BRAZ

SÃO

GRANDE

’ÁGUA CORURIPE IGREJA NOVA

  2 Área indene - 32 municípios PORTO COLÉGIO PENEDO REAL DO PIAÇABUÇÚ FELIZ DESERTO

Figura 01 - Área endêmica da Esquistossomose por regiões de saúde, Alagoas 2010.

  O Estado é rico em recursos hídricos, e têm nas bacias dos Rios Mundaú e Paraíba os principais focos do agravo. Das doenças de veiculação hídrica, a esquistossomose é a de maior importância epidemiológica por sua magnitude e transcendência.

PERFIL DA MORBIDADE

  No período de 2006 a 2010 as internações pelo agravo apresentaram diminuição (figura 02). Do total de 162, Maceió apresentou 15,43% das internações, seguido de União dos Palmares com 11,73% e Rio Largo 9,88. A faixa etária predominante foi acima de 30 anos com 79,6%. Analisando as internações, observa- se que 53,1% foram de pacientes do sexo masculino. Em relação a raça/cor, 54,5% dos casos eram pardas.

  60

  57

  50 s

  50 çõe

  40 na er

  30

  23

  22 nt i

  20 de º N

  10

  10 2006 2007 2008 2009 2010

  Ano de ocorrência Nº de internações

1 Fonte: SIH/SUS/DATASUS; 2010( ) parcial. Atualizado em 10/06/2011

  

Figura 02 – Nº de internações por esquistossomose em Alagoas. 2006 a 2010

  Os dados comparativos dos últimos cinco anos mostram manutenção da prevalência em torno de 8 a 10%, (figura 03) ainda considerada alta quando comparados com os dados do Brasil que está em torno de 5,6%.

  300000

  10

8,73 8,35 8,81

8,11

  9 250000 s

  8 7,23 do

  7 200000 ia za li

  6 nc ea

  150000

  5 r va

  4 es re

  100000 m

  P

  3 xa E

  2 50000 1 2006 2007 2008 2009 2010

  EXAMES PREVALÊNCIA Fonte: SISPCE/DIVEP/SESAU. Atualizado em 13/06/2011 Figura 03 – Prevalência da esquistossomose em Alagoas. 2006 a 2010.

  MORTALIDADE

  A mortalidade vem apresentando dados oscilantes (figura 04). Dos 225 óbitos, 77,8% foram na faixa etária acima de 50 anos, 50,7% eram do sexo masculino e 49,3% da cor parda. Do total de óbitos, 26,7% residiam em Maceió e 5,5% em União dos Palmares.

  70

  58

  60

  51

  45

  44

  50 os it

  40 ób

  30 de

  27 º N

  20

  10 2006 2007 2008 2009 2010 Ano de ocorrência

  Nº de internações Fonte: SIM/SESAU. Atualizado em 10/06/2011 Figura 04

  • – Nº de óbitos por esquistossomose em Alagoas. 2006 a 2010

  NOTIFICAđấO

  Nas notificações, as limitações da ficha de investigação e o entendimento equivocado por parte de algumas vigilâncias municipais, mostram a notificação de casos em 2007 e 2008 (tabela 01) que não se encaixam nos critérios da Portaria nº 05 de 21/2/2006, revisada e publicada em 31/08/2010 como Portaria nº 2.472 que define a relação de doenças, agravos e eventos em saúde pública de notificação compulsória, e de acordo com o Art.3º, § 2º “Os casos de esquistossomose nas

  

áreas endêmicas serão registrados no Sistema de Informação do Programa de

  Vigilância e Controle da Esquistossomose

  • – SISPCE e os casos de formas graves deverão ser registrados no Sinan, sendo que nas áreas não endêmicas todos os casos devem ser registrados no Sinan”. Em 2010, houve melhoria nas notificações das formas graves atendidas no Hospital Universitário compreendendo 20% das notificações (conforme dados do SINAN).

  Tabela 01

  • Número de notificações da esquistossomose em Alagoas. 2006 a 2010

  

INFORMAđấO 2006 2007 2008 2009 2010¹

  • *NOTIFICAđấO

  

51 173 120

  46

  89 Fonte: *SINAN NET. Atualizado em 10/06/2011 RESULTADO DAS AđỏES PACTUADAS:

  De 2006 a 2010, foi pactuada a realização de 1.154.286 exames de coproscopia para diagnóstico da esquistossomose. Foram realizados 1.021.581, alcançando um percentual de 88,50% dos quais, 83.674 foram positivos, mostrando uma prevalência de 8,19%. Dos positivos, 6.048 apresentaram alta carga parasitária (acima de 17 ovos/grama/fezes), destes, 14,6% foram do município de Capela, 13,9% de União dos Palmares e 13,8% de Cajueiro. As faixas etárias que apresentaram maiores positividades foram de 5 a 14 anos com 48,3% dos casos, seguido de 15 a 49 anos com 45,0%. Com a implementação dos inquéritos coproscópicos anualmente e a detecção precoce dos portadores vem apresentado uma grande melhoria no sentido de tratar em tempo hábil, evitando desta forma que evoluam para as formas graves.

  Em relação ao tratamento dos positivos, a meta é tratar 90% dos portadores de S. mansoni diagnosticados. No período em análise, 84,40% dos positivos foram tratados.

  AVALIAđấO EPIDEMIOLốGICA DA ESQUISTOSSOMOSE POR REGIỏES DE SAÚDE. ALAGOAS, 2006 a 2010. 1ª REGIÃO DE SAÚDE Composta de 27 municípios, todos fazem parte da área endêmica.

  De 2006 a 2010, foi pactuada a realização de 403.087 exames de coproscopia. Foram realizados 369.659, alcançando um percentual de 91,70% com

  

32.641 positivos, dando uma prevalência de 8,83 para a região. Foram tratados

  87,51% dos portadores. Os dados comparativos dos últimos cinco anos mostram manutenção da prevalência em torno de 6 a 11%, (figura 05) .

  120000

  12

  11 10,7 9,2 100000

  10 s

  9,26 6,8 do 80000

  8 ia za li nc ea

  60000

  6 r va es re

  40000

  4 m

  P xa E 20000

  2 2006 2007 2008 2009 2010 EXAMES PREVALÊNCIA

  Fonte: SISPCE/DIVEP/SESAU. Atualizado em 13/06/2011 Figura 05 – Evolução da prevalência da esquistossomose. 1ª R.S. 2006 a 2010

  A bacia do rio Paraíba é o principal foco de transmissão do agravo na região, com município apresentando prevalência acima de 20%, no caso de Cajueiro, que em 2010 apresentou prevalência de 23,10%.

  As internações vêm apresentando perfil decrescente, enquanto os óbitos vêm mantendo o perfil (tabela 02).

  

Tabela 02 – Dados de morbimortalidade por esquistossomose na 1ª região de saúde. 2006 a 2010.

  

INFORMAđấO 2006 2007 2008 2009 2010

  INTERNAđấO

  09

  

10

  03

  02

  02 ÓBITOS

  09

  

09

  07

  09

  04 Fonte: SIH/SUS/DATASUS. Atualizado em 13/06/2011 2ª REGIÃO DE SAÚDE

  Composta de 15 municípios, dos quais, 14 fazem parte da área endêmica para esquistossomose. De 2006 a 2010, foi pactuada a realização de 231.735 exames de coproscopia. Foram realizados 211.635, alcançando um percentual de 91,33%, com

  

15.622 positivos, dando uma prevalência de 7,38% para a região. Foram tratados

  87,09% dos positivos. Os dados comparativos dos últimos cinco anos mostram manutenção da prevalência em torno de 6 a 8%, (figura 06).

  7,7 60000

  7,8 7,5 7,5

  7,6 50000 s

  7,4 7,3 do

  7,2 40000 ia za

  6,54 li

  7 nc ea

  30000 6,8 r va

  6,6 es re

  20000 m

  P 6,4 xa E

  6,2 10000 6 5,8

  

2006 2007 2008 2009 2010

EXAMES PREVALÊNCIA Fonte: SISPCE/DIVEP/SESAU. Atualizado em 13/06/2011

  Figura 06 – Evolução da prevalência da esquistossomose. 2ª RS. 2006 a 2010

  As internações vêm apresentando dados decrescentes, enquanto os óbitos vêm mantendo o perfil (tabela 03).

  

Tabela 03 – Dados de morbimortalidade por esquistossomose na 2ª região de saúde. 2006 a 2010.

  

INFORMAđấO 2006 2007 2008 2009 2010

  INTERNAđấO

  05

  03

  01

  01

  01 ÓBITOS

  05

  05

  04

  04

  05 Fonte: SIH/SUS/DATASUS. Atualizado em 13/06/2011 3ª REGIÃO DE SAÚDE

  Área indene para esquistossomose em virtude de não haver registro de transmissão da doença. Os casos importados das áreas endêmicas devem ser detectados e tratados precocemente para evitar a introdução de focos novos da doença. Por esse motivo, nas áreas indenes a esquistossomose é de notificação compulsória. Os casos notificados devem ser investigados. A investigação visa identificar se o caso é autóctone ou importado em relação ao município onde ele foi investigado. De 2006 a 2010 foram notificados na região, 26 casos de esquistossomose. Foram registrados cinco internações e seis óbitos (tabela 04)

  Tabela 04 – Dados de morbimortalidade por esquistossomose na 3ª região de saúde. 2006 a 2010.

  

INFORMAđấO 2006 2007 2008 2009 2010

NOTIFICAđấO

  08

  03

  04

  11 INTERNAđấO

  01

  01

  01

  01

  01 ÓBITOS

  02

  01

  01

  02 Fonte: SIM/DATASUS (SIH/SUS)/SINAN. Atualizados em 17/06/2011 4ª REGIÃO DE SAÚDE

  Composta de 24 municípios, destes, 17 fazem parte da área endêmica para esquistossomose. De 2006 a 2010, foi pactuada a realização de 238.169 exames de coproscopia. Foram realizados 213.602, alcançando um percentual de 88,85%, com

  

9.789 positivos, dando uma prevalência de 4,58 para a região. Foram tratados

  84,26% dos positivos. Os dados comparativos dos últimos cinco anos mostram manutenção da prevalência em torno de 3 a 5%, (figura 07), chegando à média nacional quando comparados com os dados do Brasil que está em torno de 5,6%

  60000

  6 4,9

  

4,8 5,1

3,74 50000

  5 4,3 s ado 40000

  4 ia iz al ênc

  30000

  3 al re ev es

  20000

  2 Pr am Ex

  10000

  1

  1

  2

  3

  4

  5 EXAMES PREVALÊNCIA Fonte: SISPCE/DIVEP/SESAU. Atualizado em 13/06/2011 Figura 07 – Evolução da prevalência da esquistossomose. 4ª RS. 2006 a 2010

  As internações vêm mantendo perfil decrescente, enquanto os óbitos vêm apresentando um discreto crescimento (tabela 05).

  Tabela 05 – dados de morbimortalidade por esquistossomose na 4ª região de saúde. 2006 a 2010.

  Fonte: SISPCE/DIVEP/SESAU. Atualizado em 13/06/2011 Figura 08 – Evolução da prevalência da esquistossomose. 5ª RS. 2006 a 2010 A bacia do rio Mundaú é o principal foco de transmissão do agravo na região.

  12 P re va nc ia

  10

  8

  6

  4

  2

  5 E xa m es r ea li za do s

  4

  3

  2

  1

  8,03 10,3 10,8 10,6 10,6 10000 20000 30000 40000 50000 60000 70000

  As internações vêm apresentando perfil decrescente, enquanto os óbitos vêm mantendo o perfil (tabela 06).

  dos positivos. Os dados comparativos dos últimos cinco anos mostram manutenção da prevalência em torno de 8 a 11%, (figura 08).

  

INFORMAđấO 2006 2007 2008 2009 2010

  

positivos, dando uma prevalência de 10,24% para a região. Foram tratados 80,00%

  De 2006 a 2010, foi pactuada a realização 283.562 exames de coproscopia. Foram realizados 229.556, alcançando um percentual de 80,95% com 23.502

  Composta de 12 municípios, todos fazendo parte da área endêmica para esquistossomose.

  06 Fonte: SIH/SUS/DATASUS. Atualizado em 13/06/2011 5ª REGIÃO DE SAÚDE

  09

  07

  04

  06

  01 ÓBITOS

  01

  02

  04

  06

  INTERNAđấO

  EXAMES PREVALÊNCIA

  Tabela 06 Dados de morbimortalidade por esquistossomose na 5ª região de saúde. 2006 a 2010.

  

INFORMAđấO 2006 2007 2008 2009 2010

  INTERNAđấO

  09

  09

  05

  05

  03 ÓBITOS

  09

  07

  08

  05

  03 Fonte: SIH/SUS/DATASUS. Atualizado em 13/06/2011 CONSIDERAđỏES FINAIS

  Ao analisarmos o conjunto dessas informações, observamos que um dos objetivos da prevenção e controle do agravo tem sido alcançado, pois a prevalência vem apresentando redução significativa ao longo dos anos. No entanto, apesar da redução ao longo dos anos a prevalência do estado permanece, nos últimos 5 anos, estável em torno de 8,5%, ainda considerada elevada em relação ao Brasil que está com média de 5,6%.

  Percebemos que estes índices poderiam estar bem menos elevados se considerarmos o contingente humano total disponibilizado pelos 70 municípios da área endêmica, que viabiliza uma parte operacional do programa. Mas sabemos que são exíguas as medidas duradouras para o controle da esquistossomose, que têm como suporte elementar, o saneamento básico, o destino adequado do lixo e dejetos e a educação em saúde.

10.6 SITUAđấO DA DOENđA DE CHAGAS EM ALAGOAS

  A Doença de Chagas é uma doença infecciosa, causada pelo protozoário

  

Trypanossoma cruzi, que evolui em duas fases distintas, uma inicial aguda, com

  sinais e sintomas inespecíficos quando presente e outra crônica, com comprometimento cardíaco ou digestivo.

  As formas habituais de transmissão da doença de Chagas para o homem são: a vetorial, a transfusional, a transplacentária (vertical ou congênita) e, mais recentemente, a transmissão pela via oral, pela ingestão de alimentos contaminados pelo T. cruzi. Mecanismos de transmissão menos comuns envolvem acidentes de laboratório, manejo de animais infectados, transplante de órgãos sólidos e leite materno.

  A área de risco para transmissão da doença de chagas em Alagoas é composta de 30 municípios de Alto Risco, 25 de Médio Risco e 47 de Baixo Risco. (Figura 01).

  Alto Risco (30 municípios) Médio Risco (25 municípios) Baixo Risco (47 municípios)

  Fonte: PCDCh/SESAU Figura 01 Estratificação dos municípios, segundo risco de transmissão para Doença de Chagas.

  Alagoas, 2010.

  No período de 2006 a 2010, foram notificados no Sinan 466 casos de chagas agudo, destes, 16 (3,43%) foram confirmados. A 1ª Região de Saúde foi a que apresentou o maior número de notificações, com 196 casos (42,06%), seguida da 3ª e 4ª com 127 (27,25%), 2ª com 13 (2,79%) e 5ª com 3 (0,64%). Foram confirmados casos na 1ª, 2ª e 4ª RS com 7, 5 e 4 casos respectivamente (Tabela 01).

  Durante o período analisado foram registradas 77 internações hospitalares por doença de Chagas. Observa-se que o maior número de internações ocorreu na 1ª RS (45 registros: 56,25% em relação ao estado), na qual se observa em destaque o município de Maceió, apresentado 29 registros de internações no período (64,44% em relação a RS) (Tabela 02).

  • Casos Notificados e confirmados de Doença de Chagas Aguda, segundo Região e Município de Residência. Alagoas 2006 a 2010.

  4 Arapiraca

  15

  1

  9

  1

  37

  33

  1 33 1 127

  1

  1

  1 Belém

  1

  1

  1

  1 Coité do Nóia

  17

  24

  1

  1 REGIAO 04

  12 São Jose da Tapera

  1 Craibas

  6 Pariconha

  25

  4

  54 Inhapi

  2

  2 Ouro Branco

  4

  4 Pão de Açúcar

  6

  6

  6

  6 Piranhas

  2

  2 Poço das Trincheiras

  2

  3

  5 Santana do Ipanema

  4

  2

  41

  7

  3

  1

  28

  9

  3

  41 Taquarana

  1

  1 Traipu

  1

  1 REGIAO 05

  2

  2 Tanque d'Arca

  3 Joaquim Gomes

  2

  2 União dos Palmares

  1

  1 Total

  67

  7 61 4 109 1 137

  2 92 2 466

  1

  2

  1

  1

  4

  2

  1

  2

  16

  1 Estrela de Alagoas

  1

  1

  1 Girau do Ponciano

  2 Palmeira dos Índios

  5

  5 Lagoa da Canoa

  1

  7

  4

  3

  15 Mar Vermelho

  2

  22

  2 Delmiro Gouveia

  Tabela 01

  1 Matriz de Camaragibe

  27

  1

  27

  35

  62

  1 30 181

  2 Marechal Deodoro

  1

  1

  2

  1 Paulo Jacinto

  1

  1

  1

  1 São Luis do Quitunde

  1

  1

  1

  2 Maceió

  1 Japaratinga

  1 São Miguel dos Milagres

  1 31 0 196

  Fonte: SINAN/DIVEP/SESAU REGIÃO / MUNICÍPIO 2006 2007 2008 2009 2010 TOTAL NOT CONF NOT CONF NOT CONF NOT CONF NOT CONF NOT CONF

  REGIÃO 01

  33

  3

  31

  3

  35

  66

  7 Atalaia

  1

  2

  2 Barra de Santo Antonio

  1

  1 Cajueiro

  1

  1

  1

  1 Capela

  2

  1

  2

  37 21 0 127 Água Branca

  1

  4

  1

  9

  5 REGIAO 03

  13

  21

  35

  6

  3

  14

  8

  28 Batalha

  3

  1

  4 Canapi

  1

  1 Carneiros

  1

  4

  1 Viçosa

  5

  2

  2

  2

  2 REGIAO 02

  6

  3

  2

  1

  1

  1 São Miguel dos Campos

  13

  5 Anadia

  1

  1

  2 Boca da Mata

  1

  1 São Brás

  1

  16

  

Tabela 02 – Distribuição de Internações Hospitalares por Doença de Chagas, segundo Regional e

Município de residência. Alagoas 2006 a 2010.

  5

  1

  2 Palmeira dos Índios

  2

  1 Maribondo

  1

  1 Limoeiro de Anadia

  1

  1 Jaramataia

  1

  6 Estrela de Alagoas

  1

  1

  15 Arapiraca

  1

  10

  1

  3

  2 Região 04

  1

  1

  2 Santana do Ipanema

  2

  2 Olho d'Água das Flores

  1 Quebrangulo

  1

  1

  2 São José da Laje

  9

  9

  39

  9

  14

  2 Total

  1

  1

  1 União dos Palmares

  1

  1

  2 São Sebastião

  1

  1 Murici

  1

  1 Flexeiras

  1

  7 Colônia Leopoldina

  4

  1

  2

  1 Região 05

  1

  1

  1 Mata Grande

  REGIÃO / MUNICÍPIO 2006 2007 2008 2009 2010 Total Região 01

  1 Maceió

  5 Matriz de Camaragibe

  1

  3

  1

  29 Marechal Deodoro

  2

  5

  11

  4

  7

  1

  1 Passo de Camaragibe

  1 Cajueiro

  1

  2 Barra de São Miguel

  1

  1

  45 Atalaia

  7

  6

  17

  7

  8

  1

  1

  1

  2

  7 Canapi

  2

  1

  4

  1 Região 03

  1

  1 São Miguel dos Campos

  1

  1 Piaçabuçu

  1

  3 Boca da Mata

  1

  1

  6 Anadia

  1

  4

  1

  2 Região 02

  2

  1 Rio Largo

  1

  1 Porto de Pedras

  1

  2 Pindoba

  80 Fonte: Ministério da Saúde - Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS). Dados tabulados em 08/04/2011

  50 100 150 200 250 300

  4

  19 17 106

  16

  29

  25

  24 5ª Região

  5

  5

  3

  8

  3

  12 4ª Região

  4

  2

  2

  Quanto à letalidade por Doença de Chagas Aguda e Crônica, conforme figura 02, a 1ª RS apresentou o maior número de casos (278 óbitos: 61,1%), seguida da 5ª com 106 óbitos (23,3%), 2ª com 35 (7,7%), 4ª com 24 (5,3%) e 3ª com 12 (2,6%).

  35 3ª Região

  4

  8

  11

  4

  8

  54 61 278 2ª Região

  60

  56

  47

  2006 2007 2008 2009 2010 Total 1ª Região

  Fonte: SINAN/DIVEP/SESAU Figura 03

  Conforme as figuras 03 e 04, no período analisado, a Doença de Chagas Aguda teve maior ocorrência na faixa etária de 45-54 anos (60%) e quando se considera a diferença entre sexo, 60% dos casos acomete o feminino.

  Fonte: SIM/DIVEP/SESAU Figura 02

  • – Óbito por Doença de Chagas Aguda e Crônica, segundo Região de Saúde e Ano. Alagoas, 2006-2010.
  • – Percentual de Casos Confirmados de Doença de Chagas Aguda, segundo faixa etária. Alagoas 2006-2010.

  Masculino 40% Feminino 60% Fonte: SINAN/DIVEP/SESAU

Figura 04 – Percentual de Casos

Confirmados de Doença de Chagas,

segundo sexo. Alagoas, 2006-2010.

  No tocante as ações de Controle vetorial da Doença de Chagas, conforme Tabela 03, o número de pesquisas de Triatomíneos em Unidades Domiciliares realizadas em 2010 teve um discreto aumento em relação aos anos anteriores, e dentre as RS, a 3ª obteve o maior aumento.

  

Tabela 03 - Número de pesquisas de Triatomíneos em Unidades Domiciliares pactuadas e alcançadas,

segundo Região e município. Alagoas 2006-2010.

  2006 2007 2008 2009 2010 REGIÃO / MUNICÍPIO PAC. ALC. PAC. ALC. PAC. ALC. PAC. ALC. PAC. ALC.

  

REGIÃO 01 7.133 3.815 7.254 4.305 7.429 4.265 7.429 4.702 6.750 5.979

Atalaia 1.537 133 1.537 501 2.006 1.006 2.006 440 1.500 901

Cajueiro 649 396 667 114 600 149 600 319 600 313

Capela 1.198 740 1.312 1.314 1.300 702 1.300 1.593 1.300 1.425

Chã Preta 527 518 487 213 487 448 487 500 600 551

Paulo Jacinto 778 120 855 158 850 581 850

  17 850 829

Pindoba 320 217 386 232 386 174 386 420 400 344

Viçosa 2.124 1.691 2.000 1.773 1.800 1.205 1.800 1.413 1.500 1.616

REGIAO 02 3.000 3.691 2.550 1.472 2.550 1.120 2.550 2.299 3.000 2.174

Anadia 1.500 1.916 1.000 1.307 1.000 1.120 1.000 2.299 1.500 2.004

Boca da Mata 1.500 1.775 1.550 165 1.550 1.550 1.500 170

REGIAO 03 53.071 19.386 53.010 21.856 50.005 14.562 50.005 22.604 49.112 31.808

Água Branca 2.006

  17 2.006 2.006 1.006 2.006 440 1.998 1.408

Batalha 1.011 278 1.000 1.000 1.000 410 1.445 726 Belo Monte 892 972 800 25 800 800 367 977 358

Canapi 4.587 4.587 383 4.587 422 4.587 753 3.452 983

Carneiros 1.136 1.136 1.136 1.136 190 1.003 631

Delmiro Gouveia 3.581 4.071 3.580 4.054 3.580 1.497 3.580 1.618 3.573 3.866

Dois Riachos 1.540 1.164 2.000 1.878 2.000 824 2.000 2.038 2.207 2.218

Inhapi 2.021 1.533 2.000 2.121 2.000 924 2.000 790 2.329 2.168

Jacaré dos Homens 429 131 400 400 400 549 347 1.149

Maravilha 1.851 148 1.851 1.852 1.852 735 1.631 1.428 Fonte: PCDCh/DIVEP/SESAU CONSIDERAđỏES FINAIS

  Considerando os dados apresentados, quanto à distribuição geográfica da doença de

Chagas no Estado, nota-se uma maior concentração na 1ª RS necessitando dos gestores

municipais dessa região uma prioridade para o desenvolvimento de ações de: controle

vetorial, diagnóstico em tempo hábil das formas aguda e indeterminada evitando as formas

graves e óbitos, tratamento adequado dos pacientes acometidos e medidas de prevenção

efetivas e oportunas.

  

Mata Grande 2.865 1.975 2.500 2.167 2.500 2.090 2.500 2.001 2.505 2.960

Monteirópolis 782 938 780 955 780 292 780 1.065 1.015 1.228

Olho D agua das Flores 1.147 590 1.147 733 1.147 1.245 1.147 1.268 1.420 1.095

Olho D agua do Casado 593

  4 593 593 593 132 594 717 Olivença 1.530 95 1.530 1.610 938 409 938 1.812 838 1.148 Ouro Branco 726

  2 726 726 726 351 1.060 595 Palestina 490 490 490 490 20 544

  98 Pão de Açúcar 5.000 1.477 5.000 3.661 5.000 3.317 5.000 1.571 4.600 1.018

Pariconha 2.322 277 2.322 572 2.322 309 2.322 680 2.336 1.078

Piranhas 4.783 69 4.783 4.783 4.783 265 1.722 391

Poço das Trincheiras 3.414 641 3.414 384 1.000 274 1.000 282 1.503 637

Santana do Ipanema 5.806 2.822 5.806 1.429 5.806 845 5.806 2.936 6.623 3.048

São Jose da Tapera 3.474 1.691 3.474 1.720 3.474 1.108 3.474 1.812 3.824 2.123

Senador Rui Palmeira 1.085 491 1.085 164 1.085 1.085 519 1.360 737

REGIAO 04 42.026 36.724 47.320 33.932 33.805 37.739 33.805 33.266 47.800 35.872

Arapiraca 9.273 14.636 16.000 12.650 16.000 15.980 16.000 11.790 16.000 15.800

Belém 1.288 1.978 1.374 1.753 1.500 1.962 1.500 1.631 1.500 2.336

Cacimbinhas 710 279 600 39 600 295 600 747 1.000 939 Campo Grande 1.404 1.404 1.404 1.404 1.400 Coite do Noia 2.821 2.177 2.821 96 2.821 2.971 2.821 1.927 2.800 2.803 Craíbas 1.354 2.243 1.500 344 1.500 1.500 1.500

Estrela de Alagoas 1.574 1.385 1.132 1.476 1.132 1.756 1.132 1.205 1.200 898

Feira Grande 1.000 625 1.000 334 1.000 139 1.000 1.000 141

Girau do Ponciano 2.500 2.500 2.500 2.500 2.500

Igaci 3.556 2.636 3.000 1.742 3.000 610 3.000 900 2.000 1.164

Jaramataia 500 472 500 661 500 618 500 761 600 397

Lagoa da Canoa 1.500 639 1.500

  97 1.500 1.328 1.500 986 1.500 1.055

Limoeiro de Anadia 5.267 3.868 5.000 5.767 5.000 3.779 5.000 4.595 5.000 3.712

Major Isidoro 1.673 711 1.500 951 1.500 761 1.500 1.029 1.500 1.017

Mar Vermelho 537 746 581 550 474 550 940 800 639

Maribondo 696 50 550 344 1.500 515 1.500 874 1.000 584

Minador do Negrão 240 240 240 240 212 300 306

Palmeira dos Índios 2.409 2.416 2.848 2.901 2.500 3.240 2.500 3.077 3.000 1.875

Quebrangulo 1.166 857 712 923 900 1.022 900 1.080 900 927

Tanque d'Arca 1.058 226 1.058 273 1.058 917 1.058 613 800 926

Taquarana 1.500 780 1.500 958 1.500 1.372 1.500 899 1.500 323

TOTAL 105.230 63.616 110.134 61.565 93.789 57.686 93.789 62.871 106.662 75.833

10.7 SITUAđấO DA RAIVA EM ALAGOAS

  No período de 2006 a 2010, a situação epidemiológica da Raiva em Alagoas é de aparente controle e tranqüilidade o humano decorrente da agressão por morcego em cidadão adulto no município de Porto de Pedras, nenhum caso notificado de Raiva Animal. É a culminância da evolução das coberturas vacinais de cães e gatos (responsáveis por 95% dos casos de Raiva Humana em Alagoas) refletida na figura 01, demonstrativo da relação cobertura vacinal/casos de Raiva humana no período de 1980 a 1990 (7.3), de 1991 a 2010 (11) 2006 a 2010 (0.2%).

  120 100 97 99 94 93 92

  89 85 90 86 84 84 83

  78

  78

  80

  76

  75

  65

  60 67 71

  61

  60 61 64 56 61 57

  56

  57

56 Nº casos

  40

  3 % Cobertura

  20

  13

  11

  11

  5

  6

  7

  7

  5

  5

  5

  2

  1

  

2

  1

  5

  5

  4

  1

  2

  1

  1 0 0

  • 80

  85

  90

  95

  

00

  05

  10

  19

  19

  19

  19

  20

  20

  20 Ano de Notificaçao

  • Por determinação do MS, Alagoas não realizou campanha de vacinação em 2010.

  Figura 01 - Cobertura vacinal canina e nº de óbitos por Raiva Humana em Alagoas 1980 – 2010.

  A descentralização do tratamento profilático antirrábico humano, acrescida da evolução qualitativa do atendimento (resultante de capacitações anuais e do monitoramento da fichas do atendimento) contribuíram para a redução de casos de RAIVA HUMANA (tabela 01), considerando-se que, de 1980 a 1990, 29 óbitos humanos resultaram de erros de prescrição do tratamento profilático antirrábico humano.

  Tabela 01

  • – Número de tratamentos profiláticos antirrábico humano por região de saúde em Alagoas, no período de 2007 a 2010.

  Ano REGIÃO DE SAÚDE 2007 2008 2009 2010 Total de atendimentos

1ª RS 5.714 6.317 6.767 2.601

2ª RS 2.202 2.140 2.133 1.123

3ª RS 963 1.072 1.244 655

4ª RS 2.667 3.311 3.380 1.553

5ª RS 731 597 663 294

  Tratamento indicado 4, 5, 6, 7

1ª RS 5.264 5.896 6.379 2.329

2ª RS 1.912 1.925 1.904 992

3ª RS 804 939 1.096 551

4ª RS 2.142 2.752 3.117 1.429

5ª RS 573 514 614 273

  Tratamento sem interrupção

1ª RS 4.084 4.518 4.700 1.817

2ª RS 1.522 1.379 1.382 585

3ª RS 606 716 749 304

4ª RS 1.191 1.126 1.607 401

5ª RS 356 290 360 150

  A transmissão do RABDOVIRUS para o homem independe de áreas geográficas, sexo, raça e idade. O RABDOVIRUS é democrático; independente de qualquer fator climático, geográfico, etário cumpre sua missão de infectar igualmente homens, mulheres, velhos e crianças. Ou seja, qualquer organismo de mamífero é igualmente suscetível ao vírus da Raiva necessitando apenas de uma porta de entrada (mordedura, arranhadura e lambedura). Eventuais diferenças em relação ao percentual de óbitos são casuais, comportamentais, não apresentando nenhum valor significativo para análises que contribuem para o controle da doença. A divulgação massiva das medidas preventivas para o controle da Raiva (vacinação de 100% da população canina domiciliável, vacinação imediata de 100% das pessoas agredidas por mamíferos) e a prescrição correta do tratamento profilático antirrábica humana constituem as ferramentas capazes de manter a situação de aparente controle e tranqüilidade alcançada no período 2006/2010, impedindo o retorno de Alagoas à condição de Área Epidemiológica silenciosa de alto risco para a RAIVA.

  Objetivando sistematizar e efetivar ações para o controle da RAIVA o Ministério da Saúde através da PAVS determinou:

  Indicador: Monitorar a circulação do vírus da Raiva na população canina com envio de amostras de cães com suspeita de doença neurológica para diagnóstico laboratorial.

  Este indicador sistematiza o rastreamento da circulação da RABDOVÍRUS agilizando o bloqueio de focos. Alagoas, em 2010, enviou apenas 4.4% de amostras para laboratório. Somente 05 municípios enviaram amostras. Questionamos a obrigatoriedade dos municípios enviarem um número de amostras/ano. Os municípios deveriam mandar 100% de amostras de cães suspeitos de doença neurológica, para tanto deveriam ser capacitadas a detectar cães com problemas neurológicos, encaminhá-las para eutanásia e colheita de amostras. Se o município capacitado não detectar nenhum cão com suspeita de problema neurológico não deve ser obrigado a enviar nenhuma amostra.

  Indicador: Realizar esquema profilático pós exposição de vacinação contra Raiva em todas as pessoas que forem agredidas por morcego. O não cumprimento da meta do indicador implica na possibilidade do paciente ir a óbito por RAIVA, tendo em vista que toda agressão por morcego é muito grave, o instrumento mais eficaz para a transmissão da RAIVA.

  Em 2010, 05 municípios não alcançaram a meta. Foram avisados da gravidade da situação e orientados tecnicamente. Indicador: Vacinar a população canina na Campanha de Vacinação Antirrábica (80% de cobertura vacinal canina). Ver tabela 1. Em 2010, após 10 anos atingindo a meta recomendada, a cobertura vacinal em Alagoas foi de 0% em conseqüência da suspensão das CAMPANHAS

  ANTIRRÁBICAS pelo Ministério da Saúde. As vacinas liberadas para uso pelo Ministério da Agricultura, produzidas pelo laboratório BIOVET, provocaram um número inusitado de acidentes pós vacinais graves, com elevado número de óbitos.

  Em decorrência, a população canina e felina de Alagoas está desprotegida, abrindo o caminho para casos de RAIVA CANINA, Felina e óbitos humanos.

  Indicador: Monitorar a circulação do vírus na população de Morcegos, com ENVIO DE AMOSTRAS de morcegos com suspeita de doença neurológica para diagnóstico laboratorial.

  O monitoramento de circulação viral em morcegos é importante para realizar as ações de controle, prevenção e controle que permitam quebrar a cadeia de transmissibilidade para o homem.

  No ano de 2010 nenhuma amostra de morcegos foi enviada para diagnóstico laboratorial. Evidentemente, o município deve mandar apenas amostras de morcegos com problemas neurológicos. No entanto deve-se desconfiar da ausência absoluta de amostras de morcegos com problemas neurológicos. O mais provável é que os municípios não compreenderam a seriedade e importância desta ação para proteger a população humana de contaminação com a RABDOVÍRUS. À guisa de advertência, lembramos que o último óbito humano por RAIVA resultou da agressão de um morcego com problemas neurológicos.

  Indicador: Notificar e investigar Epizootias de primatas não humanos (PNH) eqüinos, aves e animais silvestres. A aplicação do indicador permite, de forma oportuna a implementação de medidas de prevenção e controle de epizootias que podem preceder a ocorrência de doenças em humanos.

  Nenhum município notificou evento de epizootia, o que sugere a incapacidade dos municípios de detectar tais ocorrências, exigindo da SESAU formular caminhos para capacitá-los.

10.8 SITUAđấO DO DENGUE EM ALAGOAS

  A dengue é problema de saúde pública em Alagoas desde 1986, constituindo- se na sua mais importante endemia. A partir de 2002, com a circulação simultânea de três sorotipos virais, elevados índices de infestação predial pelo Ae. aegypti e um grande número de susceptíveis, instalou-se o padrão de transmissão hiperendêmica. Essa modalidade de transmissão implica aumento da freqüência das formas graves da arbovirose e, conseqüentemente, da letalidade, o que se concretizou em 2003, com o registro de internações em UTI e das quatro primeiras mortes no Estado.

  As ações de controle da dengue estão implantadas nos 102 municípios e 19 deles foram definidos como prioritários, pois atendem aos critérios estabelecidos pelo Programa Nacional de Controle da Dengue (PNCD): capital do Estado e sua região metropolitana, população igual ou superior a 50 000 habitantes e municípios com risco de introdução do DENV4 (portos e núcleos de turismo).

  Circulam simultaneamente no Estado três sorotipos, DENV-1, DENV-2 e DENV-3, introduzidos respectivamente em 1986, 1991 e 2002. Em 2009 predominou a circulação dos sorotipos 2 e 3 e em 2010 prevaleceram os sorotipos 1 e 2, o que justifica a epidemia em 2010, pois o DENV-1 não circulava em Alagoas há muito, o que determinou a formação de um enorme estoque de susceptíveis ao sorotipo, levando à ocorrência da maior epidemia registrada no Estado.

  Em 2010, foram confirmados 45.792 casos de dengue em Alagoas, um aumento de 1.108,6% em relação a 2009, sendo 85% dos casos nos 19 municípios prioritários.

  Há registro de casos em todas as semanas epidemiológicas e todos os municípios notificaram. Cerca de 10% deles foram confirmados laboratorialmente, o que é aceitável em uma situação epidêmica. A análise por regionais e municípios, considerando-se a situação espacial e socioeconômica, permite aventar que a incidência de alguns deles não corresponde à realidade.

  A incidência em 2010 foi 1.467/100 000 habitantes, considerada alta, de acordo com os critérios do PNCD (>300 casos por 100 mil habitantes - alta; entre 100 e 300 casos - média e baixa se < 100 casos por 100 000). Na análise por RS, a 1ª Região, a da Capital, destaca-se como a de maior coeficiente de incidência nos quatro primeiros anos observados (Figura 01), seguida pela 4ª RS, cuja sede é Arapiraca.

  2500 2000 1500 1000

  500 2006 2007 2008 2009 2010 1ª Região 185 440 553 202 1805 2ª Região 22 425 297

  40 406 3ª Região 28 151 336 23 615 4ª Região 48 230 406 77 2358 5ª Região 20 268

  98 43 312 Fonte: SINAN

  • – DIVEP / SESAU, dados tabulados em 06/06/2011.

  Figura 01

  • Taxa de Incidência de casos confirmados de dengue

  (por 100 mil habitantes), segundo Região de Saúde, Alagoas, 2006 a 2010.

  O sexo feminino foi o mais acometido, em todo o período analisado, exceto em 2009, na 2ª Região (Tabela 01), e a faixa etária mais acometida foi a de 20 a 34 anos, seguida da faixa de 35 a 49 (Tabela 02).

  Tabela 1 Distribuição dos casos de dengue por sexo e ano de notificação. Alagoas, 2006 a 2010. 2006 2007 2008 2009 2010 Região de Saúde Masc. Fem. Masc. Fem. Masc. Fem. Masc. Fem. Masc. Fem.

  

1ª Região 1.145 1.468 2.823 3.501 3.473 4.477 1.361 1.580 11.750 14.190

2ª Região 40 46 719 962 504 725

  91 75 691 995 3ª Região

  52 66 255 377 509 878

  39 55 1.077 1.434

4ª Região 100 197 558 888 1.083 1.490 185 303 6.421 8.514

5ª Região

  18 23 219 328 109 115

  47 53 308 399

Alagoas 1.355 1.800 4.574 6.056 5.678 7.685 1.723 2.066 20.247 25.532

  Fonte: SINAN / DIVEP – SESAU (Dados tabulados em 06/06/2011).

  Tabela 2 Distribuição dos casos de dengue por faixa etária. Alagoas, 2007 à 2010. REGIÃO DE SAÚDE FAIXA ETÁRIA < 1 01 a 04 05 a 09 10 a 14 15 a 19 20 a 34 35 a 49 50 a 64 65 a 79 > 80 TOTAL

1ª Região 818 2.241 3.837 4.792 5.173 14.149 7.465 3.495 893 156 43.019

2ª Região

  Figura 02 – Taxa de letalidade (%) por dengue grave, segundo Região de Saúde, Alagoas, 2006 a 2010.

  30

  25

  20

  15

  10

  5

  8 4ª Região 18,18 10,53 14,29 13,46 5ª Região 17,65 16,67 5,55

  2006 2007 2008 2009 2010 1ª Região 17,24 7,65 6,19 4,55 7,61 2ª Região 33,33 13,79 3,7 3ª Região 20 4,44

  Fonte: Planilha paralela de Acompanhamento das Formas Graves de Dengue, em Alagoas (dados tabulados em 06/06/2011).

  80 255 463 526 603 1.544 842 338

  Em 2010 ocorreram 320 casos graves, com 26 deles evoluindo desfavoravelmente, determinando uma taxa de letalidade de 8,12%. No período, houve registro de mortes em todos os anos na 1ª Região, enquanto que na 4ª Região elas só não ocorreram em 2006. A maior letalidade, 33,33%, ocorreu na 2ª Região, em 2007 (Figura 02).

  

Alagoas 1.564 4.649 7.588 8.496 8.756 22.725 12.017 5.714 1.582 277 73.368

Fonte: SINAN / DIVEP – SESAU (Dados tabulados em 06/06/2011).

  35 7 1.578

  47 66 151 186 214 475 268 129

  

4ª Região 443 1.624 2.530 2.386 2.292 5.351 2.784 1.451 467 71 19.399

5ª Região

  25 4.618

  3ª Região 176 463 607 606 474 1.206 658 301 102

  85 18 4.754

  35 O Ae. aegypti infesta 100% dos municípios e a média da infestação predial do Estado é maior nos anos de 2009 e 2010 (Figura 03). Os principais depósitos que mantém os índices de infestação estadual são aqueles utilizados para armazenamento de água para consumo doméstico (Tipo A2), e os pequenos depósitos móveis como os vasos de plantas (Tipo B) (Figura 04).

  1,71 1,80 1,52 1,60

  1,45 1,43 1,40

  1,19 1,20 1,00 0,80 0,60 0,40 0,20 0,00

  2006 2007 2008 2009 2010 Fonte SISFAD

  • – DIVEP / SESAU

  Figura 03 – Índice de Infestação Predial médico do Estado de Alagoas (2006 a 2010).

  80

  70

  60 A1 A2

  50 B

  40 C

  30 D1 D2

  20 E

  10 2006 2007 2008 2009 2010

A1-Depósito de água elevado; A2-Depósito de água ao nível do solo; B-Depósitos móveis (vasos, garrafas, etc.); C-

Depósitos fixos (tanques, calhas, etc.); D1-Pneus e outros materiais rodantes; D2-Lixo; E-Naturais (Plantas, buracos em

rochas, carapaças de animais, etc.) Fonte SISFAD

  • – DIVEP / SESAU

  Figura 04 Tipos de depósitos predominantes no Estado de Alagoas (2006 a 2010).

  CONSIDERAđỏES FINAIS A grande epidemia de 2010 deveu-se especialmente à reintrodução do DENV-1.

  Se o controle vetorial tivesse sendo realizado de forma eficaz, o excesso de chuvas, a coleta deficiente de resíduos, a precariedade do abastecimento d‟água e todos os outros micro e macrodeterminantes, não seriam sozinhos capazes de determinar um evento desta magnitude.

  As altas taxas de letalidades ocorridas no período indica necessidade da melhoria da assistência ao paciente, garantindo atendimento oportuno com classificação de risco e acompanhamento até a cura. A investigação imediata dos casos graves e óbitos suspeitos é fundamental para assegurar um encerramento oportuno dos casos e identificar os fatores determinantes.

  Ações de integração para garantir a coleta de amostras laboratoriais nas unidades de saúde, permitindo a realização de exames confirmatórios (sorologia, NS1, isolamento viral e PCR) de acordo com as orientações da DIVEP/SESAU para monitoramento e em todos os casos graves, sendo importante também, aumentar a oferta de hemograma para acompanhamento dos pacientes nos ambulatórios da Assistência Primária e Secundária.

  Nos pequenos municípios uma excelente alternativa é a formação de consórcios, com a centralização dos exames e entrega imediata dos resultados à custa da utilização de motocicletas e telefones.

  A mobilização social constitui o maior desafio ao PNCD. Os tipos de criadouros predominantes demonstram necessidades de políticas para regularização do fornecimento de água e coleta e processamento de lixo, além das ações de educação em saúde para população e profissionais de saúde.

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