FACULDADE DE ARQUITETURA E URBANISMO

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UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA

FACULDADE DE ARQUITETURA E URBANISMO

  

DEPARTAMENTO DE PROJETO, EXPRESSấO E REPRESENTAđấO EM ARQUITETURA E URBANISMO

PROFESSOR FREDERICO FLÓSCULO PINHEIRO BARRETO

  

BRASÍLIA (2000)

  PRÁTICA PROFISSIONAL DA ARQUITETURA E URBANISMO PROFESSOR RESPONSÁVEL: ARQ. FREDERICO FLÓSCULO PINHEIRO BARRETO

  PARTE 2 ELEMENTOS DA LEGISLAđấO PROFISSIONAL LEI Nº 5.194, DE 24 DE DEZEMBRO DE 1966 ESTA LEI É A REFERÊNCIA BÁSICA

  Regula o exercício das profissões de Engenheiro,

  PARA PRATICAMENTE TODA A

  Arquiteto e Engenheiro-Agrônomo, e dá outras

  LEGISLAđấO PROFISSIONAL COMUM providências.

  A ARQUITETOS, ENGENHEIROS, AGRÔNOMOS, GEÓLOGOS, GEÓGRAFOS E METEOROLOGISTAS

  O Presidente da República Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: O Congresso Nacional decreta: TÍTULO I

  Do Exercício Profissional da Engenharia, da Arquitetura e da Agronomia

  CAPÍTULO I

  Das Atividades Profissionais

  Seção I

  Caracterização e Exercício das Profissões

  Art. 1º- As profissões de engenheiro, arquiteto e engenheiro-agrônomo são caracterizadas pelas relações

  O QUÊ CARACTERIZA BASICAMENTE AS PROFISSÕES

  de interesse social e humano que importem na realização

REGULAMENTADAS PELA LEI 5.194

  dos seguintes empreendimentos:

  ? O QUÊ TERIAM ELAS EM COMUM ?

  a) aproveitamento e utilização de recursos naturais;

  b) meios de locomoção e comunicações;

  c) edificações, serviços e equipamentos urbanos, rurais e regionais, nos seus aspectos técnicos e artísticos; d) instalações e meios de acesso a costas, cursos, e massas de água e extensões terrestres;

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  Art. 2º- O exercício, no País, da profissão de engenheiro, arquiteto ou engenheiro-agrônomo, observadas as condições de capacidade e demais exigências legais, é assegurado:

  A QUEM É ASSEGURADO O EXERCÍCIO DAS PROFISSÕES

REGULAMENTADAS PELA LEI 5.194

  a) aos que possuam, devidamente registrado, diploma de

  / 66 ?

  faculdade ou escola superior de Engenharia, Arquitetura ou Agronomia, oficiais ou reconhecidas, existentes no país;

  b) aos que possuam, devidamente revalidado e

  PESSOAS FORMADAS EM OUTROS PAÍSES PODEM EXERCER SUAS

  registrado no País, diploma de faculdade ou escola

  PROFISSÕES DE ARQUITETO /

  estrangeira de ensino superior de Engenharia,

  ENGENHEIRO / AGRÔNOMO, ETC,

  Arquitetura ou Agronomia, bem como os que tenham

  NO BRASIL ? HÁ RECIPROCIDADE ?

  esse exercício amparado por convênios estrangeiros de

  

  intecâmbio ;

  c) aos estrangeiros contratados que, a critério dos 1 Conselhos Federal e Regionais de Engenharia,

  O amparo aos diplomados por Convênios Culturais entre a República Federativa do Brasil e outros países foi normatizado na Resolução nº 180, de 10 de julho de 1969, do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia. Deve-se observar que a documentação devidamente legalizada e em língua estrangeira deve ser apresentada traduzida por tradutor público juramentado. Para o caso dos países participantes do MERCOSUL e de tratados equivalentes, a tradução oficial desde o espanhol tem sido dispensada. O estrangeiro diplomado deve também apresentar prova de autorização para permanência definitiva no país. Os títulos dados por outros países podem variar de denominação. As Câmaras Especializadas analisam os currículos e o título profissional do registro será o que constar no diploma - ou adaptado para o título mais semelhante em uso no Brasil.

  VER TAMBÉM O ARTIGO 59, § 3º. A Decisão Normativa nº 003, de 31 de maio de 1982 substituiu a prova de autorização de permanência definitiva no país pela apresentação da Carteira de Identidade Provisória (deveria chamar-se Carteira Provisória de Identidade) expedida pelo Departamento de Polícia Federal, do Ministério da Justiça, o que faculta a expedição de um Cartão de Registro Provisório no CREA em que for solicitado. O prazo de validade desse Cartão coincide com o prazo da “Identidade Provisória” da Polícia Federal. A A Decisão Normativa nº 022, de 25 de abril de 1986, estabeleceu um outro benefício ao profissional estrangeiro com visto temporário de permanência no país: uma Carteira de Identidade Profissional de Estrangeiro com Visto Temporário (sendo o nº de CPF obrigatório para os casos de permanência acima de 12 meses). A Decisão Normativa nº 012, de 07 de dezembro de 1983 criou matrizes que contêm os elementos básicos dos currículos profissionais brasileiros nas áreas da engenharia, Arquitetura e Agronomia, para facilitar o cotejamento dos conteúdos ou programas curriculares dos cursos estrangeiros. Esses profissionais derão também apresentar o atestado do exame de equivalência emitido pela comissão universitária que os processou, quando do pedido de reconhecimento de seus diplomas nas universidades brasileiras. Nos CREAs esse trabalho é geralmente executados pelos conselheiros regionais representantes das Instituições de Ensino Superior. Cabe observar que as matrizes estipuladas por essa Decisão Normativa estão desatualizadas, e que o procedimento adotado é a comparação com o currículo mínimo vigente para cada área de formação profissional.

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  Arquitetura e Agronomia, considerada a escassez de profissionais de determinada especialidade e o interesse nacional, tenham seus títulos registrados

   temporariamente .

  Parágrafo Único - O exercício das atividades de engenheiro, arquiteto e engenheiro-agrônomo é garantido, obedecidos os limites das respectivas licenças

  

  e excluídas as expedidas, a título precário , até a publicação desta Lei, aos que, nesta data, estejam registrados nos Conselhos Regionais. Seção II

  Do Uso do Título Profissional HÁ A POSSIBILIDADE DE OS

  Art. 3º - São reservadas exclusivamente aos

PROFISSIONAIS ADQUIRIREM

  profissionais referidos nesta Lei as denominações de

  NOVAS DENOMINAđỏES E ATRIBUIđỏES DEPOIS DE

  engenheiro, arquiteto ou engenheiro-agronômo,

  GRADUADOS ?

  acrescidas, obrigatóriamente, das características de sua formação básica. § único - As qualificações de que trata este Artigo poderão ser acompanhadas de designações outras referentes a cursos de especialização, aperfeiçoamento e

  HÁ A POSSIBILIDADE DE AS pós-graduação. PALAVRAS “ENGENHEIRO” OU “ENGENHARIA”, “ARQUITETO” OU

  “ARQUITETURA”, “AGRÔNOMO” OU “AGRONOMIA” SEREM

  Art. 4º - As qualificações de engenheiro, arquiteto ou

  UTILIZADAS NA DENOMINAđấO DE

  engenheiro-agrônomo só podem ser acrescidas à

  PESSOA JURÍDICA ?

  denominação de pessoa jurídica composta

  EM QUE CIRCUNSTÂNCIAS O USO

  exclusivamente de profissionais que possuam tais

  DESSAS PALAVRAS POR PESSOA títulos. JURÍDICA NÃO PODE OCORRER ?

  Art. 5º - Só poderá ter em sua denominação as palavras

  engenharia, arquitetura ou agronomia a firma

  comercial ou industrial cuja diretoria for composta, em sua maioria, de profissionais registrados nos Conselhos

   2 Regionais .

  A Resolução nº 295, de 25 de julho de 1984, dispôs sobre o registro de profissional estrangeiro portador de visto temporário. Este deve comprovar a existência de contrato de trabalho ou de prestação de serviço a entidade de direito público, entre outras exigências. Esse registro é limitado ao prazo máximo de dois anos. O profissional estrangeiro deve ter “assistente” brasileiro, da mesma graduação 3 profissional. Nova contratações implicam em novos registros.

  A Resolução nº 202, de 1º de julho de 1971 vedou aos CREAs a expedição de licença a título 4 precário.

  A redação deste Artigo 5º tem gerado dúvidas, dado que não explicita de os profissionais devem ser

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  Seção III

  Do Exercício Ilegal da Profissão

  Art. 6º - Exerce ilegalmente a profissão de engenheiro, arquiteto ou engenheiro-agrônomo: a) a pessoa física ou jurídica que realizar atos ou prestar serviços, públicos ou privados, reservados aos profissionais de que trata esta Lei e que não possua registro nos Conselhos Regionais;

  É POSSÍVEL QUE UM ARQUITETO

  b) o profissional que se incumbir de atividades estranhas OU UM ENGENHEIRO VENHA A

  EXERCER ILEGALMENTE A

  às atribuições discriminadas em seu registro;

  PRÓPRIA PROFISSÃO ? COMO ?

  c) o profissional que emprestar seu nome a pessoas, firmas, organizações ou empresas executoras de obras e serviços sem sua real participação nos trabalhos delas;

  d) o profissional que, suspenso de seu exercício, continue em atividade;

  É POSSÍVEL QUE UMA PESSOA JURÍDICA - UMA FIRMA OU EMPRESA, ETC - VENHA A

  e) a firma, organização ou sociedade que, na qualidade

  EXERCER ILEGALMENTE ALGUMA DAS PROFISSÕES

  de pessoa jurídica, exercer atribuições reservadas aos

REGULAMENTADAS PELA LEI 5.194

  profissionais da engenharia, da arquitetura e da

  ?

  agronomia, com infringência do disposto no parágrafo único do Artigo 8º desta Lei. Seção IV

  Atribuições Profissionais e Coordenação de suas QUAL O CONJUNTO BÁSICO DAS ATRIBUIđỏES PROFISSIONAIS

  Atividades COMUNS A ESTAS PROFISSÕES REGULAMENTADAS ?

  Art. 7º - As atividades e atribuições profissionais do engenheiro, do arquiteto e do engenheiro-agrônomo consistem em:

  a) desempenho de cargos, funções e comissões em entidades estatais, paraestatais, autárquicas, de economia mista e privada;

  b) planejamento ou projeto, em geral, de regiões, zonas, cidades, obras, estruturas, transportes, explorações de recursos naturais e desenvolvimento da produção industrial e agropecuária;

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  c) estudos, projetos, análises, avaliações, vistorias, perícias, pareceres e divulgação técnica;

  O ENSINO DA ARQUITETURA É

  d) ensino, pesquisas, experimentação e ensaios ;

  ATRIBUIđấO EXCLUSIVA DE ARQUITETOS ? E A PESQUISA E A REALIZAđấO DE

  e) fiscalização de obras e serviços técnicos;

  “ENSAIOS” ? O CONJUNTO DE ATIVIDADES

  f) direção de obras e serviços técnicos;

  CITADAS DESCREVE ADEQUADAMENTE PROFISSÕES COMO A DA ARQUITETURA ?

  g) execução de obras e serviços técnicos;

  h) produção técnica especializada, industrial ou agropecuária. § único - Os engenheiros, arquitetos ou engenheiros- agrônomos poderão exercer qualquer outra atividade que, por sua natureza, se inclua no âmbito das suas profissões.

  POR QUÊ AS ATIVIDADES DE “a” A “f” DO ARTIGO 7º SÃO DE

  Art. 8º - As atividades e atribuições enunciadas nas

  COMPETÊNCIA EXCLUSIVA DE

  alíneas “a”, “b”, “c”, “d”, “e” e “f” do Artigo anterior

  PESSOAS FÍSICAS ?

  são da competência de pessoas físicas, para tanto legalmente habilitadas. § único - As pessoas jurídicas e organizações estatais só

  QUAL A CONDIđấO poderão exercer as atividades discriminadas no Art. FUNDAMENTAL PARA QUE UMA PESSOA JURÍDICA ATUE NAS

  7º, com exceção das contidas na alínea “a”, com a

  ÁREAS DE ARQUITETURA E

  participação efetiva e autoria declarada de profissional

  ENGENHARIA ?

  legalmente habilitado e registrado pelo Conselho

  POR QUÊ AS ATIVIDADES DE

  Regional, assegurados os direitos que esta Lei lhe

  EXECUđấO DE OBRAS E confere. SERVIÇOS TÉCNICOS, E DE PRODUđấO TÉCNICA

  ESPECIALIZADA PODERÃO SER

  Art. 9º - As atividades enunciadas nas alíneas “g” e “h”

  EXERCIDAS INDISTINTAMENTE POR PROFISSIONAIS OU POR

  do Art. 7º, observados os preceitos desta Lei, poderão

  PESSOAS JURÍDICAS ?

  ser exercidas indistintamente por profissionais ou por pessoas jurídicas.

  POR QUÊ O CONFEA DEVE

  Art. 10 - Cabe às Congregações das escolas e faculdades

MANTER REGISTROS SOBRE OS

  de engenharia, arquitetura e agronomia indicar, ao

  CURSOS, CURRÍCULOS E

  Conselho Federal, em função dos títulos apreciados

  TÍTULOS CONCEDIDOS PELAS FACULDADES ?

  através da formação profissional, em termos genéricos,

   5 as características dos profissionais por ela diplomados .

  Esse é aspecto fundamental da relação entre a formação e a prática profissional. As escolas e faculdades obedecem a “currículos mínimos”, que, por definição podem ser ampliados. Os currículos mínimos subsidiam a definição de cada área profissional, bem como o perfil desse profissional (o “quê” é, por exemplo, um arquiteto brasileiro, quais os seus conhecimentos assegurados pela aplicação efetiva do currículo mínimo nos Cursos de Graduação em Arquitetura, o “quê” ele pode fazer como

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  Art. 11 - O Conselho Federal organizará e manterá atualizada a relação dos títulos concedidos pelas escolas e faculdades, bem como seus cursos e currículos, com a indicação das suas características.

  Art. 12 - Na União, nos Estados e nos Municípios, nas

  HÁ CARGOS NO SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL / ESTADUAL /

  entidades autárquicas, paraestatais e de economia mista,

MUNICIPAL EXCLUSIVOS DE

  os cargos e funções que exijam conhecimentos de

  PROFISSIONAIS HABILITADOS ?

  engenharia, arquitetura e agronomia, relacionados conforme o disposto na alínea “g” do Art. 27, somente

  OS ESTUDOS E PROJETOS DE

  poderão ser exercidos por profissionais habilitados de

  ARQUITETURA REALIZADOS POR UM acordo com esta Lei.

  TALENTOSO PRATICANTE TERÃO

  VALOR JURÍDICO INERENTE (AO MÉRITO DE SUA OBRA) ?

  Art. 13 - Os estudos, plantas, projetos, laudos e qualquer

  E COMO FICARIAM OS GRANDES ARQUITETOS SEM “FORMAL”

  outro trabalho de engenharia, de arquitetura e

  FORMAđấO UNIVERSITÁRIA, COMO

  agronomia, quer público, quer particular, somente

  LE CORBUSIER ?

  poderão ser submetidos ao julgamento das autoridades competentes e só terão valor jurídico quando seus

  E esse é um poder que pode ser polêmico, pois, ao ampliar os seus respectivos currículos, as escolas e faculdades podem alterar o delicado equilíbrio mantido pela regulamentação, entre as atribuições das diferentes profissões. A regulamentação acaba por condicionar os currículos .

  As profissões ficam, a princípio, “engessadas” desde seus currículos de graduação. Por quê ? Não se “pode”, por exemplo (e isso é argumento meu, pelo qual me responsabilizo), dar ênfase “excessiva”, através de disciplinas de graduação específicas e inseridas no currículo pleno de um certo curso de graduação, à capacidade de o arquiteto, por exemplo, calcular e executar grandes estruturas, pois isto é atribuição do Engenheiro Civil, bem como com respeito ao projetar e calcular instalações mecânicas ou elétricas (e essas últimas a partir de determinado limiar de carga e tipo de tensão), pois são atribuições do Engenheiro Mecânico / Eletricista. Do mesmo modo, os Engenheiros não “podem” ter em seus currículos as disciplinas de projeto arquitetônico, planejamento urbano, paisagismo, história da arquitetura etc. E, entre as Engenharias ocorre o mesmo, apesar de haver, entre as engenharias mais “antigas” (como a Engenharia Civil e a Agronomia), leques de atribuições muito mais amplo que as “novas engenharias” (como a Engenharia de Pesca, a Industrial, a de Produção). Se o próprio processo de transformação das profissões exigir novas disciplinas que incidam em novas atribuições - sobretudo aquelas de cunho “tecnológico”, essas mudanças terão que ser acordadas pelas partes interessadas - em última instância, pelo CONFEA. É notável como as Engenharias devem, necessariamente, possuir currículos de grande dinamismo, ajustáveis às demandas sociais e às mudanças tecnológicas. As Engenharias são, no Brasil, sinônimo de “área tecnológica”, e o arquiteto, misto de “Sociólogo / Técnico / Artista”, na definição de Lúcio Costa, tem visto os cursos de Graduação em Arquitetura e Urbanismo ocorrerem em meio aos “Centros Universitários de Tecnologia”, bem como aos “Centros Universitários de Humanidades” (caso da UnB). É difícil avaliar, mas já se pode falar, há algum tempo, de uma franca “tecnologização” dos cursos de Graduação em Arquitetura e Urbanismo brasileiros, em detrimento das “humanidades” que marcaram a evolução da profissão desde o Renascimento Europeu, e que são a distinção profissional do arquiteto. Como veremos na discussão da Resolução 218/73, a estrutura curricular dos cursos de Graduação em Arquitetura e Urbanismo são a base “genética” tanto da formação quanto das atribuições profissionais do arquiteto. Sua discussão deve envolver: a) as transformações julgadas necessárias e / ou por que passa a profissão, e; b) o desempenho desse currículo frente aos objetivos da formação e da prática

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  autores forem profissionais habilitados de acordo com esta Lei. Art. 14 - Nos trabalhos gráficos, especificações,

  EM QUALQUER CIRCUNSTÂNCIA O

  orçamentos, pareceres, laudos e atos judiciais ou

PROFISSIONAL DEVE SER CITADO

  administrativos, é obrigatória, além da assinatura, NOS TRABALHOS QUE EXIGEM A SUA

  HABILITAđấO, MESMO PARA O

  precedida do nome da empresa, sociedade, instituição ou

  SERVIÇO PÚBLICO ?

  firma a que interessarem, a menção explícita do

COMO DEVE SER FEITA ESSA

  profissional que os subescrever e do número da carteira

  CITAđấO ? referida no Art. 56.

  Art. 15 - São nulos de pleno direito os contratos referentes a qualquer ramo da engenharia, arquitetura ou da agronomia, inclusive a elaboração de projeto, direção

  HÁ ALGUMA VALIDADE JURÍDICA

  ou execução de obras, quando firmados por entidade

  NOS ATOS PRATICADOS POR PROFISSIONAIS NÃO

  pública ou particular com pessoa física ou jurídica não

  HABILITADOS ?

  legalmente habilitada a praticar a atividade nos termos desta Lei. Art. 16 - Enquanto durar a execução de obras, É OBRIGATốRIA A COLOCAđấO DE

PLACAS IDENTIFICADORAS DOS

  instalações e serviços de qualquer natureza, é obrigatória

  PROFISSIONAIS AUTORES E

  a colocação e manutenção de placas visíveis e legíveis

  EXECUTORES NAS OBRAS ? O QUÊ DEVEM CONTER ?

  ao público, contendo o nome do autor e co-autores do

  QUANDO RETIRÁ-LAS ?

  projeto, em todos os seus aspectos técnicos e artísticos, assim como os dos responsáveis pela execução dos

   6 trabalhos .

  A Resolução 250, de 16 de dezembro de 1977, regula o tipo e uso de placas de identificação do exercício profissional em obras, instalações e serviços de engenharia, arquitetura e agronomia. As placas deverão obrigatoriamente permanecer na obra, instalação ou serviço, durante toda a sua duração. Devem ter área mínima de 1,00 m2; devem conter, obrigatoriamente: 1- Nome do autor ou co-autores do projeto ou projetos, de cordo com o seu registro no Conselho Regional; 2- Nome do responsável ou responsáveis técnicos pela execução da obra, instalação ou serviço, de acordo com o seu registro no Conselho Regional; 3- Atividades específicas pelas quais o profissional ou profissionais são responsáveis; 4- Título profissional, número da carteira profissional e região do registro dos profissionais;

5- Nome da empresa executora da obra, instalação ou serviço, se houver, de acordo com o seu registro no Conselho Regional.

  Observe-se que, quando o mesmo profissional participar como autor e executor da obra, o seu nome poderá ser inscrito uma única vez, indicadas as suas responsabilidades. A Resolução impõe que “o nome da empresa que participar da obra, instalação ou serviço, não poderá constar da placa de identificação do exercício profissional em maior destaque qie o conferido aos autores do projeto ou responsáveis técnicos pela execução, tanto pelo tipo, quanto pela cor e tamanho das letras que a placa contiver” (Art. 5º). “O fornecimento das placas é da obrigação dos profissionais que participem do projeto e da execução da obra, instalação ou serviço, cabendo a colocação e conservação das mesmas ao responsável técnico pela execução” (Art. 6º). A não-colocação de placa de identificação é infração à Lei 5.194 / 66. Observe-se que o autor do projeto ou responsável técnico pode colocar, se o desejar, placa individual,

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  Capítulo II

  DA RESPONSABILIDADE E AUTORIA HÁ A POSSIBILIDADE DE ỀAQUISIđấOỂ DE DIREITO

AUTORAL DE PROJETO POR

  Art. 17 - Os direitos de autoria de um plano ou projeto

  PESSOA JURÍDICA OU PESSOA FÍSICA QUE NÃO O ELABOROU ?

  de engenharia, arquitetura ou agronomia, respeitadas as

  POSSO “VENDER” OU PERDER A

  relações contratuais entre o autor e outros interessados,

  MINHA AUTORIA ?

   são do profissional que os elaborar .

  QUEM PODE REALIZAR ALTERAđỏES NUM PROJETO OU

  § - Cabem ao profissional que os tenha elaborado os

PLANO ORIGINAL DE

  prêmios ou distinções honoríficas concedidas a projetos,

  ARQUITETURA ? planos, obras ou serviços técnicos . A OBRA DE ARQUITETURA PODE PERMANECER “INTOCADA”, SE

  Art. 18 - As alterações do projeto ou plano original só ESSA FOR A VONTADE DO

  ARQUITETO ?

  poderão ser feitas pelo profissional que o tenha

  EM QUE CONDIđỏES UM OUTRO elaborado.

  PROFISSIONAL PODE REALIZAR ALTERAđỏES EM PROJETO OU

PLANO ORIGINAL DE

  § único - Estando impedido ou recusando-se o autor do

  ARQUITETURA ?

  projeto ou plano original a prestar sua colaboração profissional, comprovada a solicitação, as alterações ou

  A CO-AUTORIA DE PROJETO

  modificações poderão ser feitas por outro profissional

  EXISTE A PARTIR DE QUE MOMENTO ?

  habilitado, a quem caberá a responsabilidade pelo

  ELA PODE SER “ASSUMIDA” projeto ou plano modificado.

  ISOLADAMENTE POR UM CHEFE DE EQUIPE ?

  Art. 19 - Quando a concepção geral que caracteriza um plano ou projeto for elaborada em conjunto por

UM CHEFE DE EQUIPE PODE

  profissionais legalmente habilitados, todos serão ASSINAR “SOZINHO” OS

PROJETOS COMO UM TODO,

  considerados co-autores do projeto, com os direitos e

  DISPENSANDO A ASSINATURA deveres correspondentes.

  DOS COLABORADORES ? A PARTIR DE QUE MOMENTO A

  Art. 20 - Os profissionais ou organizações de técnicos

  RESPONSABILIDADE TÉCNICA É

  especializados que colaborarem numa parte do projeto,

APURADA, QUANDO (MAIS DE UM)

  deverão ser mencionados explicitamente como autores

  PROFISSIONAIS SE SUCEDEM NA EXECUđấO DE OBRA ?

  da parte que lhes tiver sido confiada, tornando-se mister que todos os documentos, como plantas, desenhos, cálculos, pareceres, relatórios, análises, normas,

  O “SOLITÁRIO AUTOR DE PROJETO” AO CONVOCAR

  especificações e outros documentos relativos ao projeto,

  COLEGAS PARA TAREFAS sejam por eles assinados.

  RELACIONADAS AO DESENVOLVIMENTO TÉCNICO DO PROJETO CONTINUA “SOLITÁRIO”

  § único - A responsabilidade técnica pela ampliação,

  COMO AUTOR E RESPONSÁVEL

  prosseguimento ou conclusão de qualquer POR TODO O TRABALHO ? empreendimento de engenharia, arquitetura ou agronomia caberá ao profissional ou entidade registrada que aceitar esse encargo, sendo-lhe, também, atribuída a 7 responsabilidade das obras, devendo o Conselho Federal

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  adotar resolução quanto às responsabilidades das partes já executadas ou concluídas por outros profissionais. Art. 21 - Sempre que o autor do projeto convocar, para o desempenho do seu encargo, o concurso de

  PODE-SE NEGAR, EM ALGUMA CONDIđấO, O

  profissionais da organização de profissionais,

  ACOMPANHAMENTO A OBRA

  especializados e legalmente habilitados, serão estes

  PELO(S) AUTOR(ES) DO PROJETO ?

  havidos como co-responsáveis na parte que lhes diga

   respeito .

   HÁ PROFISSIONAIS QUE PARTILHAM

  Art. 22 - Ao autor do projeto ou a seus prepostos é

  COM O AUTOR DO PROJETO O DIREITO INALIENÁVEL DO

  assegurado o direito de acompanhar a execução da obra,

  ACOMPANHAMENTO DA EXECUđấO

  de modo a garantir a sua realização, de acordo com as

  DE OBRA ?

  condições, especificações e demais pormenores técnicos nele estabelecidos. § único - Terão o direito assegurado neste Artigo, o autor do projeto, na parte que lhe diga respeito, e os profissionais especializados que participarem, como co-

   8 responsáveis, na sua elaboração .

  A Lei 6.496, de 7 de dezembro de 1977, e a Resolução nº 307, de 28 de fevereiro de 1986, estabeleceram claramente as condições de registro dos profissionais com respeito a sua responsabilidade técnica - e, solidariamente, com relação a obras intelectuais - através da Anotação de 9 Responsabilidade Técnica. Desenvolvemos a seguir seção sobre esa matéria.

  De acordo com a Resolução 213, de 10 de novembro de 1972, “preposto é o profissional de nível superior designado pelo autor ou pelo co-responsável pela elaboração de projeto, especificação ou detalhe técnico para representá-los na execução dos trabalhos”, podendo ser também um técnico de nível médio, caso os trabalhos estejam a ser realizados na Região em que estiver residindo o autor ou co-responsável. O preposto é o especialíssimo fiscal que representa o autor do projeto, e desempenha um papel que exige discernimento, pois pode ser origem de acusações contra modificações indevidas - ou não compreendidas por ele - no projeto, bem como ser acusado de negligência, caso o projeto executado apresente falha técnica ou de fidelidade ao projeto. De qualquer modo, a “atividade de preposto” deverá ser precedida de anotação de sua designação no Conselho Regional em cuja jurisdição estiverem sendo realizados os serviços ou obras. Os executores devem receber cópia autenticada dessa designação. 10 A Resolução nº 221, de 29 de agosto de 1974, dispôs sobre esse Artigo 22, fazendo indicações sobre o acompanhamento pelo autor, ou pelos autores ou co-autores, do projeto de execução da obra respectiva de Engenharia, Arquitetura ou Agronomia: Art. 1º - Ao autor, autores ou co-autores é assegurado o direito de acompanhar a execução da obra respectiva de Engenharia, Arquitetura ou Agronomia, de modo que, a seu término, possam ser emitidas declarações de que a mesma foi realizada de acordo com o projeto ou com as alterações aprovadas pelas partes interessadas. Art. 2º - As condições em que se esenvolverá o acompanhamento da obra deverão ser tratadas previamente pelas partes interessadas. § único - A inexistência de entendimento entre as partes interessadas exonera o autor, autores ou co- autores do projeto, de sua responsabilidade, quanto à fidelidade da execução da obra, não excetuada, porém a responsabilidade quanto a erro técnico no projeto por eles elaborado. Art. 3º - Cabe ao autor, autores ou co-autores a instituição de equipes que, de acordo com as cracterísticas da obra, se tornem necessárias a seu acompanhamento. Art. 4º - A presente Resolução entre em vigor na data de sua publicação.

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  Art. 23 - Os Conselhos Regionais criarão registros de

  HÁ ALGUMA FORMA DE SALVAGUARDAR, PELO REGISTRO DE

  autoria de planos e projetos, para salvaguarda dos

   AUTORIA, OS PLANOS E PROJETOS direitos autorais dos profissionais que o desejarem .

  DOS PROFISSIONAIS ?

  Título II

  Da Fiscalização do Exercício das Profissões

  Capítulo I

  Dos Órgãos Fiscalizadores

  Art. 24 - A aplicação do que dispõe esta Lei, a

  A QUEM COMPETE A FISCALIZACÃO

  verificação e fiscalização do exercício e atividades das DO EXERCÍCIO PROFISIONAL DA

  ENGENHARIA, DA ARQUITETURA E

  profissões nela reguladas serão exercidas por um

  DA AGRONOMIA ?

  Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e

  QUAL O PODER (E O SENTIDO) DESSA FISCALIZAđấO ?

  Agronomia (CONFEA), e Conselhos Regionais de

DE QUE FORMA ELA INTERESSA AO

  Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CREA),

  PROFISSIONAL ?

   DE QUE FORMA ELA INTERESSA À organizados de forma a assegurarem unidade de ação .

  COMUNIDADE ?

  Art. 25 - Mantidos os já existentes, o Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia promoverá a instalação, nos Estados, Distrito Federal e Territórios

  É POSSễVEL A CRIAđấO DE UM

  Federais, dos Conselhos Regionais necessários à

  “SEGUNDO CREA” NO DISTRITO

  execução desta Lei, podendo, a ação de qualquer deles,

  FEDERAL OU EM OUTRO ESTADO ?

   estender-se a mais de um Estado .

  § 1º - A proposta de criação de novos Conselhos 11 Regionais será feita pela maioria das entidades de classe,

  A Resolução nº 260, de 21 de abril de 1979, estabeleceu normas para o registro de obras intelectuais no CONFEA. A Resolução nº 317, de 31 de outubro de 1986, dispôs sobre o importante tema do Registro de Acervo 12 Técnico dos profissionais. Esse tema é tratado em seção específica neste trabalho, adiante.

  O sistema CONFEA CREAs foi eximido de supervisão ministerial pelo Decreto nº 93.617, de 21 de 13 novembro de 1986. Essa supervisão era exercida pelo Ministério do Trabalho Os Conselhos Regionais eram identificados por “números da região”, que seguiam (até certo ponto) a ordem de sua criação, até 1977, quando a existência de CREAs em quase todos os Estados mostrou a inconveniência do sistema “numérico”; a partir daquele ano, cada Conselho Regional passou a ser identificado pela sigla oficial da unidade da Federação onde está situada a sua sede e sobre a qual exerce jurisdição: CREA-DF; CREA-RJ; CREA-SP, etc (Resolução nº 251, de 16 de dezembro de 1977). No caso da criação de novos Estados federados após a Constituição de 1988 (como o de Tocantins, que desmembrado de Goiás), o CONFEA resolveu, pela Resolução nº 328, de 14 de dezembro de 1988, denominar o CREA de Goiás como CREA de Goiás e do Tocantins (CREA- GO/TO), a partir da instalação do novo Estado do Tocantins. Pela Resolução nº 372, de 16 de dezembro de 1992, foi finalmente criado o CREA de Tocantins, voltando o CREA de Goiás a sua denominação anterior. Já a Resolução nº 371, de 16 de dezembro de 1992 criou o CREA do Amapá

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  escolas ou faculdades com sede na nova Região, cabendo aos Conselhos atingidos pela iniciativa opinar e encaminhar a proposta à aprovação do Conselho Federal.

  § 2º - Cada unidade da Federação só poderá ficar na jurisdição de um Conselho Regional. § 3º - A sede dos Conselhos Regionais será no Distrito Federal, em capital de Estado ou de Território Federal.

  Capítulo II

  Do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia

  Seção I

  Da Instituição do Conselho e suas Atribuições O CONSELHO FEDERAL PODE ANULAR ATOS DE CONSELHO

  Art. 26 - O Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura

  REGIONAL ? EM QUE CONDICÃO ?

  e Agronomia (CONFEA) é a instância superior da fiscalização do exercício profissional da engenharia, da arquitetura e da agronomia.

  PODE O PROFISSIONAL OU PESSOA

  Art. 27 - São atribuições do Conselho Federal:

  INTERESSADA RECORRER AO CONSELHO FEDERAL, CONTRA ATO DO CONSELHO REGIONAL ?

  a) organizar seu regimento interno e estabelecer normas gerais para os regimentos dos Conselhos Regionais; b) homologar os regimentos internos organizados pelos Conselhos Regionais;

  COM QUE FINALIDADE O CONSELHO FEDERAL BAIXA RESOLUđỏES ?

  c) exeminar e decidir em última instância os assuntos relativos ao exercício das profissões de engenharia, arquitetura e agronomia, podendo anular qualquer ato que não esteja de acordo com a presente Lei; d) tomar conhecimento e dirimir quaisquer dúvidas suscitadas nos Conselhos Regionais ; e) julgar em última instância os recursos sobre registros, decisões e penalidades impostas pelos Conselhos Regionais;

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  f) baixar e fazer publicar as resoluções previstas para a regulamentação e execução da presentes Lei, e, ouvidos os Conselhos Regionais, resolver os casos omissos;

  g) relacionar os cargos e funções dos serviços estatais,

  O CONSELHO FEDERAL PODE

  paraestatais, autárquicos e de economia mista, para cujo

  RELACIONAR CARGOS E FUNđỏES PRIVATIVOS DOS PROFISSIONAIS E

  exercício seja necessário o título de engenheiro,

  ỀINTERFERIRỂ NA ORGANIZAđấO

  arquiteto ou engenheiro-agrônomo;

  DOS ÓRGÃOS PÚBLICOS, NESSE ASPECTO ?

  h) incorporar ao seu balancete de receita e despesa os dos Coselhos Regionais; i) enviar aos Conselhos Regionais cópia do expediente encaminhado ao Tribunal de Contas, até 30 (trinta) dias após a remessa;

OS CONSELHOS REGIONAIS PODEM

  j) publicar anualmente a realção de títulos, cursos e

  DEFINIR COM INDEPENDÊNCIA AS CONDIđỏES DE REPRESENTACấO

  escolas de ensino superior, assim como, periodicamente,

  DAS ENTIDADES DE CLASSE A NÍVEL

  a relação de profissionais habilitados;

  LOCAL (NOS PRÓPRIOS CREAs) ?

  k) fixar, ouvido o respectivo Conselho Regional, as condições para que as entidades de classe da região

  QUAL A BASE PARA A DETERMINAđấO DA COMPOSIđấO

  tenham nele direito a representação;

  DAS REPRESENTAđỏES DAS PROFISSÕES NOS CONSELHOS REGIONAIS ?

  l) promover, pelo menos uma vez por ano, as reuniões

  QUEM A ESTABELECE ?

  de representantes dos Conselhos Federal e Regionais

  

  previstas no Art. 53 desta Lei ; m) examinar e aprovar a proporção das representações dos grupos profissionais nos Conselhos Regionais;

  OS CONSELHOS REGIONAIS PODEM FIXAR OS VALORES DAS TAXAS, DAS ANUIDADES, DAS MULTAS A SEREM

  n) julgar, em grau de recurso, as infrações do Código de

  APLICADAS / COBRADAS, EM CUMPRIMENTO À LEI ?

  Ética Profissional do engenheiro, arquiteto e engenheiro- agrônomo, elaborado pelas entidades de classe; o) aprovar ou não as propostas de criação de novos 14 Conselhos Regionais;

  A Resolução nº 301, de 23 de novembro de 1984, regulamentou as reuniões de Representantes do CONFEA e dos CREAs, que têm por objetivo “o estudo e estabelecimento de providências que assegurem e aperfeiçoem a regulamentação do exercício profissional sob fiscalização do Sistema CONFEA / CREAs”. Essa Resolução fixou os seguintes temas, permanentes: a) atribuições profissionais; b) exercício e registro de profissionais e pessoas jurídicas; c) responsabilidade e ética profissional; d) fiscalização do exercício das profissões; e) funcionamento dos Conselhos; f) administração dos Conselhos. São três as modalidades de reuniões: 1) Reunião de Coordenadores de Câmaras Especializadas (todo mês de abril, na sede do CONFEA, embora itinere); 2) Reunião dos Conselheiros do Conselho Federal e Regionais (em julho de cada ano, na sede do CONFEA); 3) Reunião de Presidentes dos Conselhos Federal e Regionais (por convocação do Presidente do CONFEA ou de metade dos Presidentes dos

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  p) fixar e alterar as anuidades, emolumentos e taxas a pagar pelos profissionais e pessoas jurídicas referidos no Art. 63; q) autorizar o presidente a adquirir, onerar ou, mediante licitação, alienar bens imóveis. § único - Nas questões relativas a atribuições

  AS ATRIBUIđỏES ESPECễFICAS

  profissionais, a decisão do Conselho Federal só será DOS PROFISSIONAIS SÃO

  “CLÁUSULAS PÉTREAS”, OU tomada com o mínimo de 12 (doze) votos favoráveis. PODEM SER ALTERADAS PELO CONSELHO FEDERAL?

  EM QUE CONDIđấO

  Art. 28 - Constituem renda do Conselho Federal:

  DELIBERATIVA ?

  I- quinze por cento do produto da arrecadação prevista

  DE ONDE PROVÊM A MAIOR PARTE

  nos itens I a IV do Art. 35 ; DOS RECURSOS DO CONFEA ?

  COMO SÃO APLICADOS ESSES

  II - doações, legados, juros e receitas patrimoniais;

  RECURSOS ?

  III - subvenções; IV- outros rendimentos eventuais.

  Seção II

  POR QUÊ HÁ MAIORIA DE

  Da Composição e Organização

  ENGENHEIROS NA COMPOSIđấO DO CONSELHO FEDERAL ? POR QUÊ A REPRESENTAđấO DA

  Art. 29 - O Conselho Federal será constituido por 18

  ENGENHARIA É ESTABELECIDA EM “TERMOS GENÉRICOS” ?

  (dezoito) membros, brasileiros, diplomados em engenharia, arquitetura ou agronomia, habilitados de acordo com esta Lei, obedecida a seguinte

  

  composição :

  a) 15 (quinze) representantes de grupos profissionais, sendo 9 (nove) engenheiros representantes de modalidades de engenharia estabelecida em termos genéricos pelo Conselho Federal, no mínimo de 3 (três) modalidades), de maneira a corresponderem às

  POR QUÊ HÁ CONSELHEIROS

  formações técnicas constantes nos registros nele

  FEDERAIS REPRESENTANTES DAS ESCOLAS DE ARQUITETURA,

  existentes; 3 (três) arquitetos e 3 (três) engenheiros-

  ENGENHARIA E AGRONOMIA ?

  agrônomos;

15 A Resolução nº 335, de 27 de outubro de 1989, estabeleceu que os CREAs serão constituídos por

  “brasileiros diplomados por curso superior de engenharia, Arquitetura, Agronomia, Geologia,

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  b) 1 (um) representante das escolas de engenharia, 1 (um) representante das escolas de arquitetura e 1 (um) representante das escolas de agronomia.

  § 1º - Cada membro do Conselho Federal terá 1 (um) suplente.

  O PRESIDENTE DO CONSELHO

  § 2º - O presidente do Conselho Federal será eleito, por

  FEDERAL É ELEITO POR QUEM, NA

   maioria absoluta, dentre os seus membros .

  ATUALIDADE ? E OS PRESIDENTES DOS CONSELHOS REGIONAIS ?

  § 3º - A vaga do representante nomeado presidente do Conselho (Federal) será preenchida por seu suplente.

  COMO FUNCIONA ESSA ELEIđấO DE CONSELHEIROS FEDERAIS “EM

  Art. 30 - Os representantes dos grupos profissionais

  FORMA DE RODÍZIO” ?

  referidos na alínea “a” do Art. 29 e seus suplentes serão eleitos pelas respectivas entidades de classe registradas nas regiões, em assembléias especialmente convocadas para este fim pelos Conselhos Regionais, cabendo a cada região indicar, em forma de rodízio, um membro do

  QUEM ELEGE O CONSELHEIRO FEDERAL REPRESENTANTE DE Conselho Federal.

  UM DETERMINADO GRUPO PROFISSIONAL, DADA UMA CERTA REGIÃO INDICADA PELO

  § único - Os representantes das entidades de classe nas

  “RODÍZIO” ?

  assembléias referidas neste Artigo serão por elas eleitos, na forma dos respectivos estatutos.

  QUEM ELEGE O CONSELHEIRO

  Art. 31 - Os representantes das escolas ou faculdades e

FEDERAL REPRESENTANTE DAS

  seus suplentes serão eleitos por maioria absoluta de

  ESCOLAS DE ARQUITETURA BRASILEIRAS ?

  votos em assembléia dos delegados de cada grupo profissional, designados pelas respectivas Congregações. Art. 32 - Os mandatos dos membros do Conselho Federal e do Presidente serão de 3 (três) anos.

  O QUE SIGNIFICA A “RENOVACÃO PELO TERÇO” DOS MEMBROS DO

  § único - O Conselho Federal se renovará anualmente

  CONSELHO FEDERAL ? pelo terço de seus membros. 16 Capítulo III Pela Lei nº 8.195, os Presidentes dos Conselhos Federal e regionais de Engenharia, Arquitetura e Agronomia passam a ser eleitos pelo voto direto e secreto dos profissionais registrados e em dia com suas obrigações com os citados Conselhos, podendo candidatar-se profissionais brasileiros de acordo com a Lei 5.194. A Resolução nº 375, de 15 de abril de 1993, definiu o regulamento das eleições para Presidente dos Conselhos Federal e Regionais de Engenharia, Arquitetura e Agronomia. Esse regulamento tem sido revisto a cada eleição (como em 1996).

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  DOS CONSELHOS REGIONAIS DE ENGENHARIA, ARQUITETURA E AGRONOMIA

  Seção I Da Instituição dos Conselhos Regionais e suas Atribuições

  OS CONSELHOS REGIONAIS TÊM AUTONOMIA EM RELAđấO AO

  Art. 33 - Os Conselhos Regionais de Engenharia,

  CONFEA PARA A FISCALIZAđấO DO EXERCÍCIO DAS PROFISSÕES

  Arquitetura e Agronomia (CREA) são órgãos de

  REGULAMENTADAS ?

  fiscalização do exercício das profissões de engenharia, arquitetura e agronomia, em suas regiões. Art. 34 - São atribuições dos Conselhos Regionais:

  a) elaborar e alterar seu regimento interno, submetendo- o à homologação do Conselho Federal;

  O QUE SÃO AS “CÂMARAS ESPECIALIZADAS” DOS CONSELHOS

  b) criar as Câmaras Especializadas atendendo as REGIONAIS ? condições de mais eficiência da fiscalização estabelecida na presente Lei;

  c) examinar reclamações e representações acerca de registros; d) julgar e decidir, em grau de recurso, os processos de infração da presente Lei e do Código de Ética, enviados pelas Câmaras Especializadas;

  EM QUÊ SE FUNDAMENTA O DIREITO DE MULTAR E PENALIZAR ATRIBUÍDO

  e) julgar, em grau de recurso, os processos de imposição

  AOS CONSELHOS REGIONAIS ? UMA ENTIDADE DE CLASSE, COMO

  de penalidades e multas;

  UM SINDICATO TERIA ESSE MESMO DIREITO ?

  f) organizar o sistema de fiscalização do exercício das

  A QUEM O CONSELHO REGIONAL

  profissões reguladas pela presente Lei;

  PODE MULTAR OU PENALIZAR ?

  g) publicar relatórios de seus trabalhos e relações dos profissionais e firmas registradas; h) examinar os requerimentos e processos de registro em geral, expedindo as carteiras profissionais ou documentos de registro;

  COMO PODERIA UMA ESCOLA OU FACULDADE DE ARQUITETURA COLABORAR COM UM CONSELHO

  i) sugerir ao Conselho Federal medidas necessárias à

  REGIONAL ?

  regularidade dos serviços e à fiscalização do exercício

  POR QUÊ O FARIA ?

  das profissões reguladas nesta Lei; j) agir, com a colaboração das entidades de classe e das

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  agronomia, nos assuntos relacionados com a presente Lei; k) cumprir e fazer cumprir a presente Lei, as resoluções baixadas pelo Conselho Federal, bem como expedir atos

  O QUE SÃO AS ”INSPETORIAS”

  que para isso julguem necessários;

  CRIADAS POR CONSELHOS REGIONAIS ? POR QUÊ AS CRIARIA ?

  l) criar inspetorias e nomear inspetores especiais para maior eficiência da fiscalização;

  QUE TIPO DE CASO COMUM A DUAS

  m) deliberar sobre assuntos de interesse geral e

  OU MAIS ESPECIALIZAđỏES

  administrativo, e sobre os casos comuns a duas ou mais

  PROFISSIONAIS PODEM OCORRER E MERECER A DELIBERAđấO POR

  especializações profissionais;

  PARTE DE CONSELHO REGIONAL ?

  n) julgar, decidir ou dirimir as questões da atribuição ou competência das Câmaras Especializadas referidas no Art. 45, quando não possuir o Conselho Regional O QUE OCORRE QUANDO HÁ

  QUESTÕES RELACIONADAS A UMA

  número suficiente de profissionais do mesmo grupo para

  ESPECIALIDADE PROFISSIONAL constituir a rspectiva Câmara, como estabelece do Art.

  “SEM-CÂMARA” NUM CREA ?

  48; o) organizar, disciplinar e manter atualizado o registro dos profissionais e pessoas jurídicas que, nos termos desta Lei, se inscrevam para exercer atividades de engenharia, arquitetura ou agronomia, na Região; p) organizar e manter atualizado o registro das entidades

UMA ESCOLA DE ARQUITETURA

  de classe referidas no Art. 62 e das escolas e faculdades

  DEVE SE “REGISTRAR NO CREA” PARA FUNCIONAR ?

  que, de acordo com esta Lei, devam participar da eleição de representantes destinada a compor o Conselho Regional e o Conselho Federal; q) organizar, regulamentar e manter o registro de projetos e planos a que se refere o Art. 23;

  COM QUE FINALIDADE O CONSELHO REGIONAL REGISTRA AS TABELAS BÁSICAS DE HONORÁRIOS

  r) registrar as tabelas básicas de honorários profissionais

  ELABORADAS PELOS ÓRGÃOS DE

  elaboradas pelos órgãos de classe ;

  CLASSE ?

  s) autorizar o presidente (do Conselho Regional) a

  COM QUE RECURSOS SÃO

  adquirir, onerar ou, mediante licitação, alienar bens

  ADMINSTRADOS OS CONSELHOS imóveis.

  REGIONAIS? COMO SÃO APLICADOS ESSES

  Art. 35 - Constituem rendas dos Conselhos Regionais:

  RECURSOS ?

  I- anuidades cobradas de profissionais e pessoas jurídicas;

  II- taxas de expedição de carteiras profissionais e

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  III - emolumentos sobre registros, vistos e outros procedimentos;

  IV- quatro quintos da arrecadação da taxa instituída pela Lei nº 6.496, de 7 de dezembro de 1977; V - multas aplicadas em conformidade com esta Lei e

  SE PARTE DA RENDA LÍQUIDA DOS

  com a Lei nº 6.496, de 7 de dezembro de 1977;

CONSELHOS REGIONAIS PODE SER

  INVESTIDA NO APERFEIÇOAMENTO

  VI- doações, legados, juros e receitas patrimoniais;

  “TÉCNICO E CULTURAL” DOS PROFISSIONAIS, COMO AS

ENTIDADES DE CLASSE OU UM

  VII- subvenções;

  GRUPO DETERMINADO DE PROFISSIONAIS PODEM TOMAR A

  INICIATIVA DE SUA APLICACÃO ? VIII- outros rendimentos eventuais.

  Art. 36 - Os Conselhos Regionais recolherão ao Conselho Federal, até o dia trinta do mês subseqüente ao da arrecadação, a quota de participação estabelecida no

  QUAL É A COMPOSIđấO BÁSICA DOS item I do Art. 28.

  CREAs ?

  § único - Os Conselhos Regionais poderão destinar parte de sua renda líquida, proveniente da arrecadação das multas, a medidas que objetivem o aperfeiçoamento COMO SÃO ELEITOS OS

REPRESENTANTES DAS

  técnico e cultural do engenheiro, do arquiteto e do

  FACULDADES JUNTO AO CREA ?

   engenheiro-agrônomo .

  COMO SÃO ELEITOS OS REPRESENTANTES DAS

  Seção II

  ENTIDADES DE CLASSE JUNTO AO CREA ?

  Da Composição e Organização

  HAVERIA SENTIDO NUMA REPRESENTAđấO DE ESTUDANTES ?

  Art. 37 - Os Conselhos Regionais serão constituidos por

HAVERIA SENTIDO NUMA

  brasileiros diplomados em curso superior, legalmente

  REPRESENTAđấO DE

  habilitados de acordo com a presente Lei, obedecida a

  “CONSUMIDORES DE SERVIÇOS”

  seguinte composição:

  ?

  a) um presidente, eleito por maioria absoluta pelos membros do Conselho, com mandato de 3 (três) anos; b) um representante de cada escola ou faculdade de engenharia, arquitetura ou agronomia com sede na

   17 Região ; Essa redação foi dada pela lei nº 6619, publicada no dou de 19/12/78. A Resolução nº 187, de 30 de janeiro de 1970, do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia, disciplinou essa 18 aplicação - que é interpretada como facultativa.

  A Resolução nº 289, de 29 de dezembro de 1983, estabeleceu os critérios de registro das Instituições

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  c) representantes diretos das entidades de classe de engenheiro, arquiteto ou engenheiro-agrônomo, registradas na Região, em conformidade com o Art. 62. § único - Cada membro do Conselho terá um suplente. Art. 38 - Os representantes das escolas e faculdades e seus respectivos suplentes serão indicados por suas Congregações. Art. 39 - Os representantes das entidades de classe e respectivos suplentes serão eleitos por aquelas entidades

   na forma de seus estatutos . agronomia devem obrigatoriamente apresentar, quando de sua posse e sob pena de perder o mandato de conselheiro e representante da Instituição de Ensino Superior junto ao CREA de sua região - e a cada três anos, portanto - a cópia do currículo pleno dos respectivos cursos ministrados. Isso permite a verificação periódica do que efetivamente está sendo ministrado nos cursos de Graduação (embora não se tenha conhecimento de medidas tomadas pelo Sistema CONFEA / CREAs quanto a 19 “impropriedades” que venham a ser constatadas nos currículos plenos, por essa via).

  A Resolução nº 292, de 29 de junho de 1984, estabeleceu os critérios de registro de Entidades de Classe nos CREAs, bem como “as condições para que neles se façam representar”. Está em estudo pelo CONFEA, com consulta a todos os CREAs (como tem ocorrido com as Resoluções, de um modo geral), uma nova Resolução a esse respeito. Atualmente, as exigências são de que a entidade prove ter objetivo relacionado diretamente com as atividades das profissões abrangidas pelo Sistema CONFEA / CREAs; possuir, no mínimo 30 profissionais de nível superior, residentes e com exercício profissional efetivo na região de atuação do CREA, e que sejam do mesmo grupo profissional e estejam quites com o respectivo conselho Regional; ou possuir, no mínimo 60 associados, profissionais de nível superior residentes e com exercício profissional efetivo na região de atuação do CREA, quando reúna sócios de mais de um grupo ou categoria profissional e que estejam quites com o respectivo CREA, entre outras provas necessárias ao registro. A entidade deve provar, para obter a homologação junto ao CONFEA, de seu registro, que funciona efetivamente e de forma contínua nos últimos 3 anos anteriores ao pedido; que possua, no mínimo, âmbito municipal; que não seja constituída de associados vinculados a um único grupo empresarial ou a uma única especialização; que seus sócios efetivos sejam, exclusivamente, profissionais pertencentes aos grupo ou categorias da Engenharia, da Arquitetura ou da Agronomia; que não faça restrição à entrada de sócios que tenham a mesma formação profissional dos associados, exceção feita aos sindicatos (onde os representante das classes “patronais” -no caso dos sindicatos de trabalhadores - ou os representantes das classes trabalhadoras - no caso dos sindicatos patronais - estão, via-de-regra e por definição, excluídos). Parte das discussões atuais sobre essas regras centra fogo sobre a efetiva representatividade de algumas Entidades de Classe. Algumas não realizam eleições para a sua representação junto aos CREAs, e algumas podem ser “fantasmas’, esvaziadas de associados. Também se critica a possibilidade de haver contagem repetitiva de associados e de tolerância do CREAs quanto ao cumprimento de seus estatutos (via-de-regra os associados das Entidades de Classe devem estar quites com suas obrigações frente a essas). De qualquer modo, o número total de representantes de cada categoria profissional nos CREAs é proporcional ao universo de profissionais registrados e em dia com o Conselho Regional; no interior de cada categoria é discutida a repartição de suas vagas de representação, frente aos critérios de regularidade dos associados de cada entidade de classe e seu número fina.

  PRÁTICA PROFISSIONAL DA ARQUITETURA E URBANISMO PROFESSOR RESPONSÁVEL: ARQ. FREDERICO FLÓSCULO PINHEIRO BARRETO COMO SE DELIBERA ACERCA DA

  Art. 40 - O número de conselheiros representativos das

  DISTRIBUIđấO DE VAGAS ENTRE AS

  entidades de classe será fixado nos respectivos

  ENTIDADES DE CLASSE E ENTRE AS MODALIDADES PROFISSIONAIS ?

  Conselhos Regionais, assegurados o mínimo de um representante por entidade de classe e a proporcionalidade entre os representantes das diferentes categorias profissionais.

  Art. 41 - A proporcionalidade dos representantes de cada categoria profissional será estabelecida em face dos números totais dos registros no Conselho Regional, de engenheiros das modalidades genéricas previstas na alínea “a” do Art. 29, de arquitetos e de engenheiros- agrônomos, que houver em cada Região, cabendo a cada entidade de classe registrada no Conselho Regional um número de representantes proporcional à quantidade de seus associados, assegurando o mínimo de um representante por entidade.

  § único - A proporcionalidade de que trata este Artigo será submetida à prévia aprovação do Conselho Federal.

  O QUÊ SIGNIFICA O FUNCIONAMENTO “EM PLENO” DOS

  Art. 42 - Os Conselhos Regionais funcionarão em pleno

  CONSELHOS REGIONAIS ?

  e para os assuntos específicos, organizados em Câmaras Especializadas correspondentes às seguintes categorias profissionais: engenharia nas modalidades correspondentes às formações técnicas referidas na alínea “a” do Art. 29, arquitetura e agronomia.

  Art. 43 - O mandato dos conselheiros regionais será de 3

  O QUÊ SIGNIFICA A RENOVAđấO

  (três) anos e se renovará anualmente pelo terço de seus

  EM UM TERÇO, NOS CONSELHOS REGIONAIS ?

  membros.

  O CREA-DF TEM INSPETORIAS ?

  Art. 44 - Cada Conselho Regional terá inspetorias, para ONDE ? fins de fiscalização, nas cidades ou zonas onde se

   fizerem necessárias .

  Capítulo IV 20 DAS CÂMARAS ESPECIALIZADAS

  A Resolução nº 195, de 31 de julho de 1970, do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia, regulamentou a criação de Inspetorias nas suas respectivas jurisdições. Essa resolução impõe que cada Inspetoria deva ser composta por três Inspetores, todos profissionais habilitados e de nível superior, impondo ainda que o exercício da função de Inspetor seja honorífico. Disso resulta que

  PRÁTICA PROFISSIONAL DA ARQUITETURA E URBANISMO PROFESSOR RESPONSÁVEL: ARQ. FREDERICO FLÓSCULO PINHEIRO BARRETO

  Seção I Da Instituição das Câmaras e suas Atribuições Art. 45 - As Câmaras Especializadas são os órgãos dos Conselhos Regionais encarregados de julgar e decidir sobre os assuntos de fiscalização pertinentes às respectivas especializações profissionais e infrações do Código de Ética.

  EM QUE INSTÂNCIA DOS CREAs SE

  Art. 46 - São atribuições das Câmaras Especializadas:

  DELIBERA SOBRE AS INFRACÕES DA ÉTICA PROFISSIONAL ?

  a) julgar os casos de infração da presente Lei, no âmbito

  QUEM APLICA, NOS CREAs, AS

  de sua competência profissional específica;

  MULTAS E PENALIDADES ? QUEM APRECIA E JULGA OS

  b) julgar as infrações do Código de Ética;

  PEDIDOS DE REGISTRO DE PROFISSIONAIS, DAS FIRMAS, DAS

  c) aplicar as penalidades e multas previstas; ENTIDADES DE DIREITO PÚBLICO,

  DAS ENTIDADES DE CLASSE E DAS ESCOLAS E FACULDADES ?

  d) apreciar e julgar pedidos de registro de profissionais, das firmas, das entidades de direito público, das

  É POSSÍVEL ELABORAR NORMAS ESPECÍFICAS, VÁLIDAS JUNTO AOS

  entidades de classe e das escolas e faculdades na Região;

  CREAs, PARA A FISCALIZAđấO PROFISSIONAL ESPECÍFICA DA PRÁTICA DA ARQUITETURA ?

  e) elaborar as normas para a fiscalização das respectivas especializações profissionais; f) opinar sobre os assuntos de interesse comum de duas ou mais especializações profissionais, encaminhando-os ao Conselho Regional. Seção II Da Composição e Organização Art. 47 - As Câmaras Especializadas serão constituídas pelos conselheiros regionais .

  AS CÂMARAS ESPECIALIZADAS DE ARQUITETURA SÃO COMPOSTAS

  § único - Em cada Câmara haverá um membro, eleito

  SOMENTE POR ARQUITETOS ?

  pelo Conselho Federal, representando as demais categorias profissionais.

  QUAL A CONDIđấO MễNIMA PARA A

  Art 48 - Será constituída Câmara Especializada desde

  CRIAđấO DE UMA CÂMARA

  que entre os conselheiros regionais haja um mínimo de 3

  ESPECIALIZADA DE UMA DETERMINADA MODALIDADE (três) do mesmo grupo profissional.

  PROFISSIONAL ?

  Capítulo V

  PRÁTICA PROFISSIONAL DA ARQUITETURA E URBANISMO PROFESSOR RESPONSÁVEL: ARQ. FREDERICO FLÓSCULO PINHEIRO BARRETO A QUEM CABE REPRESENTAR OS

  Art. 49 - Aos Presidentes dos Conselhos Federal e

  CREAs EM JUÍZO ?

  Regionais compete, além da direção do respectivo Conselho, sua representação em juízo.

  EM QUE CIRCUNSTÂNCIAS PODE OCORRER A PERDA AUTOMÁTICA DE

  Art. 50 - O conselheiro federal ou regional que durante 1

MANDATO, POR CONSELHEIRO

  (um) ano faltar, sem licença prévia, a 6 (seis) sessões

  REGIONAL ?

  consecutivas ou não, perderá automaticamente o mandato, passando a este ser exercido, em caráter efetivo, pelo respectivo suplente. O QUÊ SIGNIFICA SER O MANDATO

  DOS CONSELHEIROS “HONORÍFICO” ?

  Art. 51 - O mandato dos presidentes e dos conselheiros será honorífico. Art. 52 - O exercício da função de membro dos Conselhos por espaço de tempo não inferior a dois terços do respectivo mandato será considerado serviço relevante prestado à nação. § 1º - O Conselho Federal concederá aos que se acharem nas condições deste Artigo o certificado de serviço relevante, independentemente de requerimento do interessado, dentro de 12 (doze) meses contados a partir da comunicação dos Conselhos. § 2º - VETADO (pelo sr. Presidente da República e

  POR QUÊ O PARÁGRAFO mantido pelo Congresso Nacional. Rezava:Será

SEGUNDO DO ART. 52, DA LEI

  considerado como serviço público efetivo, para efeito 5.194 / 66, FOI VETADO PELO PRESIDENTE DA REPÚBLICA ? de aposentadoria e disponibilidade, o tempo de serviço como Presidente ou Conselheiro, vedada porém a contagem cumulativa com o tempo exercido em cargo público).

  Art. 53 - Os representantes dos Conselho Federal e

OCORREM EFETIVAMENTE

  Regionais reunir-se-ão pelo menos uma vez por ano

  REUNIÕES ANUAIS ENVOLVENDO

  para, conjuntamente, estudar e estabelecer providências

  TODOS OS CONSELHOS REGIONAIS E O CONSELHO

  que assegurem ou aperfeiçoem a aplicação da presente

  FEDERAL ?

  Lei, devendo o Congresso Federal remeter aos Conselhos Regionais, com a devida antecedência, o

   21 temário respectivo .

  Esse encontro anual tem ocorrido através da “SEMANA OFICIAL DA ENGENHARIA, DA ARQUITETURA E DA AGRONOMIA”, cuja denominação e formato foram estabelecidos pela Resolução nº 233, de 19 de setembro de 1975. Essas “SEMANAS” são enumeradas a partir de 1940, quando o Conselho Federal instituiu a Semana Oficial do Engenheiro. Neste ano de 1997 será realizada a 55ª SEMANA. A Resolução nº 233 / 75 faz considerandos sobre “a alta necessidade de serem congregados os profissionais das áreas de Engenharia, Arquitetura e Agronomia, a fim de facilitar a

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  Art. 54 - Aos Conselhos Regionais é cometido o encargo de dirimir qualquer dúvida ou omissão sobre a aplicação desta Lei, com recurso ex-officio, de efeito suspensivo, para o Conselho Federal, ao qual compete decidir, em última instância, em caráter geral. Título III Do Registro e Fiscalização Profissional Art. 55 - Os profissionais habilitados na forma

  QUAL A CONDIđấO FORMAL

  estabelecida nesta Lei só poderão exercer a profissão

  IMPOSTA PELA LEI PARA O EXERCÍCIO DAS PROFISSÕES

  após o registro no Conselho Regional sob cuja jurisdição

  REGULAMENTADAS ? se achar o local de sua atividade .

  Art. 56 - Aos profissionais registrados de acordo com esta Lei será fornecida carteira profissional, conforme modelo adotado pelo Conselho Federal, contendo o número do registro, a natureza do título, especialização e

   todos os elementos necessários à sua identificação .

  § 1º - A expedição da carteira a que se refere o presente Artigo fica sujeita a taxa que for arbitrada pelo Conselho Federal.

  A “CARTEIRA DO CREA” VALE COMO DOCUMENTO DE IDENTIDADE ?

  § 2º - A carteira profissional, para os efeitos desta Lei, substituirá o diploma, valerá como documento de

   identidade e terá fé pública .

  “a natureza técnica, científica, artística e cultural da reunião desses profissionais, possibilitando melhor apreciação do desenvolvimento nacional em sentido mais amplo. No Distrito Federal e nas demais “regiões” são realizadas Encontros locais, onde são eleitos representantes junto à SEMANA OFICIAL. No ano de 1996 foram eleitos três representantes, sendo “representantes dos profissionais” (escolhidos entre os profissionais sem mandato no Conselho) e um representante escolhido entre os Conselheiros do CREA-DF. Ao Encontro local tem sido facultado o envio de “teses” sobre diversos temas pautados pela Comissão Organizadora (geralmente seguindo a pauta de temas nacional), que devem ser assinadas por um número mínimo de profissionais - podendo 22 ser ainda aceitas em condições indicadas a cada Encontro.

  A Resolução nº 274, de 24 de abril de 1982 padronizou a “exigência de fotografia” nos documentos de identificação profissional, no formato 3 x 4 cm (havia exigências dos mais diferentes formatos) e sem exigência adicional quanto ao vestuário do profissional (embora não possa ter a cabeça coberta em nenhuma hipótese, evitando-se as folclóricas fotografias com chapéus e bonés os mais diversos e até mesmo o encobrimento da cabeça, dificultando a identificação ...); essa Resolução aboliu ainda a exigência da publicação da perda da Carteira Profissional na imprensa, bastando a declaração de perda / inutilização / extravio pelo interessado, a partir de então. O formato atual da Carteira de Identidade Profissional foi definido pela Resolução nº 283, 24 de 23 agosto de 1983.

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  § 3º - Para a emissão da carteira profissional, os Conselhos Regionais deverão exigir do interessado a prova de habilitação profissional e de identidade, bem como outros elementos julgados convenientes, de acordo com instruções baixadas pelo Conselho Federal.

  PODE-SE OBTER REGISTRO PROVISÓRIO ENQUANTO O DIPLOMA

  Art. 57 - Os diplomados por escolas ou faculdades de

  ESTÁ EM PROCESSO DE EXPEDIđấO ?

  Engenharia, Arquitetura ou Agronomia, oficiais ou reconhecidas, cujos diplomas não tenham sido registrados, mas estejam em processamento na repartição federal competente, poderão exercer as

  COMO É FEITO O CONTROLE DAS

  respectivas profissões mediante registro provisório no

  PESSOAS FÍSICAS QUE DESEJAM

24 Conselho Regional .

  EXERCER A SUA PROFISSÃO EM VÁRIOS ESTADOS BRASILEIROS ?

  Art. 59 - Se o profissional, firma ou organização, registrado em qualquer Conselho Regional, exercer

  I - PUBLICAđỏES ,

  INCLUSIVE EM DIÁRIOS E PERIốDICOS DE DIVULGAđấO ESPECễFICA OU ORDINÁRIA ;

  II - LIVROS , MONOGRAFIAS , ARTIGOS E OUTROS DOCUMENTOS RELATIVOS À MATÉRIA DE ENSINO ;

  III - laudos e / ou pareceres referentes a avaliações, vistorias, consultorias, auditorias e perícias judiciais ou extra-judiciais;

  IV - orçamentos e especificações para quaisquer fins; V - laudos, atestados, certificados, resultados ou relatórios relativos à fiscalização de obras ou serviços, ensaios, análises, experimentos, pesquisas, prospecções, padronizações, mensurações e controle de qualidade, receituário técnico;

  VI - planejamentos, programas, planos, anteprojetos e projetos;

  VII - pareceres sobre estudos de previabilidade e de viabilidade técnico-econômica;

  VIII - documentos de caráter técnico que integrem processos licitatórios;

  IX - ANÚNCIOS PUBLICITÁRIOS RELATIVOS À OFERTA DE TRABALHOS TÉCNICOS DE PROFISSIONAIS , EM ốRGấOS DE DIVULGAđấO OU QUALQUER TIPO DE PROPAGANDA ; X - outros trabalhos técnicos não especificados nos itens anteriores.

  (EM NEGRITO OS ITENS MAIS DESCUMPRIDOS, POR DESINFORMAđấO, PELOS PROFISSIONAIS. A Resolução 282 / 83 coloca ainda, em seu Art. 2º, que “os infratores da presente Resolução estão sujeitos às penalidades previstas na alínea “c” do Art. 73 da Lei nº 5.194, de 24 de dezembro de 1966, 24 e demais cominações legais”.

  O Registro Provisório, segundo a Resolução nº 168, de 17 de maio de 1968, do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia, tem validade por 180 dias, renovável por período idêntico. O Registro Provisório somente pode ser solicitado no Conselho Regional em cuja Região esteja sediada a escola, faculdade, instituto ou estabelecimento de grau médio expedidores do diploma. Contudo, de posse do diploma, o profissional não é “obrigado” a registrar-se somente na Região onde se localiza a faculdade em que se formou: seu resgistro pode ser feito definitivamente em qualquer região em que deseje radicar-se, podendo atuar nas demais regiões mediante a solicitação do “visto”. Esclareça-se que todos os requerimentos feitos a Conselho regional devem ser remetidos a seu Presidente, por ofício. Até 1971, alguns Conselhos Regionais estavam emitindo “licenças a título precário”, a pessoas físicas ou jurídicas que não cumpriam as exigências da habilitação - sobretudo a graduação em curso regular de Arquitetura ou de Engenharia. O CONFEA, em Resolução de 1º de julho de 1971, vedou aos

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  atividade em outra região, ficará obrigado a visar, nela, o

25 AS PESSOAS JURÍDICAS seu registro .

  (FIRMAS, EMPRESAS) COM ATIVIDADES NAS ÁREAS DE

  Capítulo II

  ARQUITETURA, ENGENHARIA E AGRONOMIA DEVEM SER REGISTRADAS NOS CREAs ?

  Do Registro de Firmas e Entidades Art. 59 - As firmas, sociedades, associações, companhias, cooperativas e empresas em geral, que se organizarem para executar obras ou serviços relacionados na forma estabelecida nesta Lei, só poderão

  COMO SE VERIFICA SE A DENOMINAđấO DAS PESSOAS

  iniciar suas atividades depois de promoverem o

  JURÍDICAS É CONDIZENTE CM A

  competente registro nos Conselhos Regionais, bem

  QUALIFICAđấO DE SEUS COMPONENTES ?

  como o dos profissionais do seu quadro técnico.

  OS CREAs PODEM EXIGIR DOS ốRGấOS PÚBLICOS INFORMAđỏES

  § 1º - O registro de firmas, sociedades, associações, SOBRE O SEU FUNCIONAMENTO,

SOBRE OS PROFISSIONAIS DE QUE

  companhias, cooperativas e empresas em geral só será

  SE SERVE, PARA O DESEMPENHO DE

  concedido se sua denominação for realmente condizente

  ATIVIDADES NA ÁREA DE ARQUITETURA ?

  com sua finalidade qualificação dos seus componentes.

25 A concessão do “Visto” pode se dar na carteira profissional ou no cartão de registro provisório. O

  profissional deve apresentar: a) carteira profissional ou cartão do registro provisório (em original e fotocópia, para certificação); b) prova de quitação da anuidade (em original e fotocópia, para certificação); c) duas fotos 3 x 4 cm. Está previsto, além disso, o pagamento de taxa específica, de registro do Visto - que é dispensada quando o pagamento da anuidade for feito no Conselho Regional em que se está solicitando o visto. O visto pode ser obtido para tantas regiões quantas deseje o profissional, ficando submetido ao pagamento de uma única anuidade - cuja comprovação de pagamento deverá, anualmente, enviar aos Conselhos Regionais nos quais tem registrado o seu visto. Quando o profissional é também responsável técnico por pessoa jurídica, a concessão de visto a esta se dá por processo independente. O Conselho Regional que concedeu o visto comunicará ao Conselho Regional de “origem” do profissional, que procedeu a essa concessão. Caso haja o cancelamento do registro de origem do profissional, o(s) visto(s) que obtiver fica(m) sem validade.

  Quanto às pessoas jurídicas (esp. Empresas), a elas também é obrigatório o “visto” - de acordo com o regulamentado pela Resolução nº 265, de 15 de dezembro de 1979 -, quando registradas em qualquer CREA e for exercer as suas atividades em caráter temporário em outra Região - definida como a unidade da federação sobre a qual um determinado Conselho Regional exerce fiscalização. O visto das pessoas jurídicas está limitado a 180 dias e limitado ao exercício em que a certidão de registro for expedida (ou seja, vale no máximo até o dia 31 de dezembro de cada ano, e limitada a 180 dias; pode ainda se estender ao exercício segunte, caso o prazo limite de 180 dias não tenha sido esgotado e a firma comprove que não pode reaizar integralmente sua atividade). O visto de pessoas jurídicas é improrrogável e um novo visto somente pode ser solicitado após 180 dias de encerramento das atividades registradas anteriormente no mesmo CREA. Essa limitação é regra importante para conter, num mínimo, a participação de empresas de “fora” nas licitações e concorrências havidas numa certa unidade da federação e referentes a uma certa área profissional - sobretudo a competitiva Construção Civil. Aliás, essa Resolução 265 / 79 foi elaborada e publicada simultaneamente com a Resolução 266, de 15 de dezembro de 1979, que dispõe sobre a expedição de certidões às pesoas jurídicas pelos CREAs. Essas certidões são documentos essenciais

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  § 2º - As entidades estatais, paraestatais, autárquicas e de economia mista que tenham atividade na engenharia, na arquitetura ou na agronomia, ou que se utilizem dos trabalhos de profissionais dessas categorias, são obrigadas, sem qualquer ônus, a fornecer aos Conselhos Regionais todos os elementos necessários à verificação e fiscalização da presente Lei.

  § 3º - O Conselho Federal estabelecerá, em resoluções, os requisitos que as firmas ou demais organizações previstas neste Artigo deverão preencher para o seu

   registro .

  O QUÊ SIGNIFICA O REGISTRO E A ANOTAđấO OBRIGATORIAMENTE

  Art. 60 - Toda e qualquer firma ou organização que,

FEITA PELAS FIRMAS, EMPRESAS,

  embora não enquadrada no Artigo anterior, tenha

  ÓRGÃOS PÚBLICOS, ETC, DE SEUS PROFISSIONAIS (DAS ÁREAS

  alguma seção ligada ao exercício profissional da

  TÉCNICAS) ?

  Engenharia, Arquitetura e Agronomia, na forma estabelecida nesta Lei, é obrigada a requerer o seu registro e a anotação dos profissionais, legalmente

   habilitados, delas encarregados .

  É POSSÍVEL QUE UMA EMPRESA SEDIADA EM BRASÍLIA MANTENHA

  Art. 61 - Quando os serviços forem executados em

  OBRAS E SERVIÇOS EM RONDÔNIA UTILIZANDO-SE APENAS OS

  lugares distantes da sede da entidade, deverá esta manter

  PROFISSIONAIS “DA SEDE” DESSA

  junto a cada um dos serviços um profissional

  EMPRESA ?

   26 devidamente habilitado naquela jurisdição .

  Através da Resolução 209, de 1º de setembro de 1972, o CONFEA regulamentou o registro de pessoas jurídicas estrangeiras, que somente poderão exercer atividade relacionada à engenharia, arquitetura ou agronomia no território nacional se consorciada com pessoa jurídica brasileira. O prazo de permanência é objeto de anotação junto ao Conselho Regional. O registro vai depender ainda da capacidade da empresa brasileira consorciada assimilar a experiência técnica que objetiva o consórcio. Com o MERCOSUL, novas regras estão em definição, envolvendo os paíes signatários. Através da Resolução nº 299, de 23 de novembro de 1984, o CONFEA discriminou significativo de empresas industriais enquadráveis neste Artigo 59 e no Art. 60. CÂMARA DE VALORES IMOBILIÁRIOS A Decisão Normativa nº 006, de 26 de agosto de 1982, dispôs que as sociedades intituladas “Câmaras de Valores Imobiliários” / “Bolsa de Avaliação de Imóveis” ou assemelhados, desde que envolvam em seus objetivos a avaliação de imóveis ou outras atividades inerentes às atribuições dos profissionais da Engenharia, da Arquitetura ou da Agronomia, ficam obrigadas a registrar-se nos CREAs e submetidas à 27 sua fiscalização.

  Lei nº 6.839, de 30 OUT 1980: Art. 1º - O registro de empresas e a anotação dos profissionais legalmente habilitados, delas encarregados, serão obrigatórios nas entidades competentes para a fiscalização do exercício das diversas profissões, em razão da atividade básica ou em relação àquela pela qual prestem serviços a terceiros. Art. 2º - Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação. 28 Art. 3º - Revogam-se as disposições em contrário.

  PESSOA JURÍDICA: PROFISSIONAL RESIDENTE

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  Art. 62 - Os membros dos Conselhos Regionais só poderão ser eleitos pelas entidades de classe que estiverem previamente registradas no Conselho em cuja jurisdição tenham sede.

  § 1º - Para obterem registro, as entidades referidas neste

  QUAL A CONDIđấO MễNIMA PARA

  Artigo deverão estar legalizadas, ter objetivos definidos

UMA ENTIDADE DE CLASSE SER

  permanentes, contar no mínimo trinta associados

  REGISTRADA NOS CREAs ?

  engenheiros, arquitetos ou engenheiros-agrônomos e satisfazer as exigências que forem estabelecidas pelo Conselho Regional. § 2º - Quando a entidade reunir associados engenheiros, arquitetos e engenheiros-agrônomos, em conjunto, o limite mínimo referido no parágrafo anterior deverá ser de sessenta.

  Capítulo III DAS ANUIDADES, EMOLUMENTOS E TAXAS Art. 63 - Os profissionais e pessoas jurídicas registrados

  A ANUIDADE A SER PAGA AOS CREAs É OBRIGATORIA ?

  de conformidade com o que preceitua a presente Lei são obrigados ao pagamento de uma anuidade ao Conselho

  A ANUIDADE PODE SER PAGA EM QUALQUER DOS CREAs ?

  Regional a cuja jurisdição pertencerem. § 1º - A anuidade a que se refere este Artigo será devida a partir de 1º de janeiro de cada ano (nova redação dada pela Lei 6.619/78 - D.O.U., 19 DEZ 1978).

  Nesses Estados abrem representações que - em alguns casos - não registram junto ao CREA. Essas representações ficam a cargo de funcionários seus que fazem o lobby atrator de serviços e obras. Quando as conseguem, e de porte do visto (o que inclui necessariamente o visto de seus profissionais responsáveis técnicos), registram as ARTs, ficando os seus técnicos como “visitantes” dessas obras e serviços assim captados. Isso tem como conseqüências: a) a esporadicidade da efetiva participação dos profissionais responsáveis técnicos, sediados em outro Estado; b) a “colonização” dos Estados em que obtêm o visto, pois os profissionais residentes e que poderiam prestar assistência efetiva às obras e serviços, não são contratados.

  A Decisão Normativa nº 008, de 30 de junho de 1983 dispôs que “a pessoa jurídica que requer registro em qualquer Conselho Regional deve apresentar Responsável Técnico que mantenha residência em local que, a critério do CREA, torne praticável a sua participação efetiva nas atividades que a pessoa jurídica pretenda exercer na jurisdição do respectivo órgão regional”.

  Essa Resolução fortaleceu a tese de que a expansão de empresas (pessoas jurídicas) deve ocorrer com a

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  § 2º - O pagamento da anuidade após 31 de março terá o acréscimo de vinte por cento, a título de mora, quando efetuado no mesmo exercício (ibidem). § 3º - A anuidade paga após o exercício respectivo terá o seu valor atualizado para o vigente a época do pagamento, acrescido de vinte por cento, a título de mora (ibidem).

  Art. 64 - Será automaticamente cancelado o registro do

  NÃO PAGAR AS ANUIDADES, DEPOIS DE REGISTRADO, TEM ALGUMA

  profissional ou da pessoa jurídica que deixar de efetuar o

  CONSEQUÊNCIA PARA O

  pagamanto da anuidade, a que estiver sujeito, durante 2

  PROFISSIONAL ?

  (dois) anos consecutivos sem prejuízo da

   obrigatoriedade do pagamento da dívida .

  Parágrafo Único - O profissional ou pessoa jurídica que

  COMO O PROFISSIONAL

  tiver seu registro cancelado nos termos deste Artigo, se

  INADIMPLENTE E QUE TEVE O SEU

  desenvolver qualquer atividade regulada nesta Lei,

  REGISTRO CANCELADO PODE REGULARIZAR SUA SITUAđấO JUNTO

  estará exercendo ilegalmente a profissão, podendo

  AOS CREAs ?

  reabilitar-se mediante novo registro, satisfeitas, além das anuidades em débito, as multas que lhe tenham sido impostas e os demais emolumentos e taxas regulamentares.

  Art. 65 - Toda vez que o profissional diplomado apresentar a um Conselho Regional sua carteira para o competente “visto” e registro, deverá fazer prova de ter pago a sua anuidade na Região de origem ou naquela onde passar a residir. Art. 66 - O pagamento da anuidade devida por profissional ou pessoa jurídica somente será aceito após verificada a ausência de quaisquer débitos concernentes a multas, emolumentos, taxas ou anuidades de exercícios anteriores. Art. 67 - Embora legalmente registrado, só será considerado no legítimo exercício da profissão e atividades de que trata a presente Lei o profisional ou pessoa jurídica que esteja em dia com o pagamento da 29 respectiva anuidade.

  A Resolução nº 306, de 28 de fevereiro de 1986, isenta o profissional comprovadamente carente, quando do primeiro registro, do pagamento da anuidade relativa ao correspondente exercício. Considera “profissional carente aquele que não dispõe de rendimento bruto, de qualquer natureza, de valor máximo mensal igual ao Salário Mínimo Profissional (6 salários mínimos ordinários para 6 horas

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  Art. 68 - As autoridades administrativas ou judiciárias,

  OS ÓRGÃOS PÚBLICOS PODEM SER

  as repartições estatais, paraestatais, autárquicas ou de

  IMPEDIDOS DE RECEBER OS SERVIÇOS TÉCNICOS DE PESSOA

  economia mista não receberão estudos, projetos, laudos,

  JURÍDICA OU FÍSICA INADIMPLENTE

  perícias, arbitramentos e quaisquer outros trabalhos, sem

  COM O CREA ?

  que os autores, profissionais ou pessoas jurídicas, façam

  E SE SEUS FUNCIONÁRIOS,

  prova de estar em dia com o pagamento da respectiva

  ENGENHEIROS, ARQUITETOS OU AGRÔNOMOS, ESTIVEREM

  anuidade.

  INADIMPLENTES, QUAL A CONSEQÜÊNCIA IMEDIATA?

  Art. 69 - Só poderão ser admitidos nas concorrências públicas para obras ou serviços técnicos e para concursos de projetos, profissionais e pessoas jurídicas que apresentarem prova de quitação de débito ou visto do Conselho Regional da jurisdição onde a obra, o

   serviço técnico ou projeto deva ser executado .

  Art. 70 - O Conselho Federal baixará resoluções estabelecendo o Regimento de Custas e, periodicamente, quando julgar oportuno, promoverá sua revisão.

  Título IV

DAS PENALIDADES

  Art. 71 - As penalidades aplicáveis por infração da presente Lei são as seguintes, de acordo com a gravidade da falta:

  a) advertência reservada;

QUAIS AS PENALIDADES QUE

  b) censura pública;

  PODEM SER IMPOSTAS AOS PROFISSIONAIS ?

  c) multa;

  d) suspensão temporária do registro profissional;

  POR QUAIS RAZÕES ESSAS PENALIDADES PODEM SER

  e) cancelamento definitivo do registro.

  IMPOSTAS ?

  Parágrafo único - As penalidades para cada grupo profissional serão impostas pelas respectivas Câmaras

  QUAL A PENA MÁXIMA POR

  INFRAđấO DO CốDIGO DE ÉTICA

  Especializadas ou, na falta destas, pelos Conselhos

  PROFISSIONAL ? Regionais .

  Art. 72 - As penas de advertência reservada e de censura pública são aplicáveis aos profissionais que deixarem de cumprir disposições do Código de Ética, tendo em vista a gravidade da falta e os casos de reincidência, a critério das respectivas Câmaras Especializadas.

30 A Resolução nº 266, de 15 de dezembro de 1979, regulamentou a expedição de Certidões visando o

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  Art. 73 - As multas são estipuladas em função do maior valor de referência fixada pelo Poder Executivo e terão os seguintes valores, desprezadas as frações de um cruzeiro: a) de um a três décimos do valor de referência, aos infratores dos Arts. 17 e 58 e das disposições para as quais não haja indicação expressa de penalidade;

  POR QUÊ OCORRE ESSA GRADAđấO

  b) de três a seis décimos do valor de referência, às

  DE MULTAS ?

  pessoas físicas, por infração da alínea “b” do Art. 6º, dos Arts. 13, 14 e 55 ou do parágrafo único do Art. 64; A QUE INFRAđỏES CORRESPONDE

  CADA CLASSE DE MULTAS ?

  c) de meio a um valor de referência, às pessoas jurídicas, por infração dos Arts. 13, 14, 59 e 60 e parágrafo único do Art. 64;

  d) de meio a um valor de referência, às pessoas físicas, por infração das alíneas “a”, “c” e “d” do Art. 6º; e) de meio a três valores de referência, às pessoas

   .

  jurídicas, por infração do Art. 6º Parágrafo único - As multas referidas neste Artigo serão

  A NOVA REINCIDÊNCIA DE aplicadas em dobro nos casos de reincidência. DETERMINADAS INFRAđỏES PODE LEVAR À SUSPENSÃO TEMPORÁRIA

  DO EXERCÍCIO PROFISSIONAL ?

  Art. 74 - Nos casos de nova reincidência das infrações previstas no Artigo anterior, alíneas “c”, “d” e “e”, será

  QUE INFRAđỏES SấO ESSAS ?

  imposta, a critério das Câmaras Especializadas, suspensão temporária do exercício profissional, por prazos variáveis de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos e, pelos Conselhos Regionais, em pleno, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos.

  PODE HAVER CANCELAMENTO DO REGISTRO DE PROFISSIONAL POR MÁ

  Art. 75 - O cancelamento do registro será efetuado por

  CONDUTA PÚBLICA, POR COMPORTAMENTO

  má conduta pública e escândalos praticados pelo

  ESCANDALOSO ?

  profissional ou sua condenação definitiva por crime

  0 QUÊ SERIA ISSO ? considerado infamante . O QUÊ É UM “CRIME

  INFAMANTE” ?

  Art. 76 - As pessoas não habilitadas que exercerem as profissões reguladas nesta Lei, independentemente da multa estabelecida, estão sujeitas às penalidades previstas na Lei de Contravenções Penais.

  Art. 77 - São competentes para lavrar autos de infração

  OS CONSELHEIROS DOS CREAs PODEM LAVRAR AUTOS DE

  ds disposições a que se refere a presente Lei os

  INFRAđấO, PODEM EXERCER

  funcionários designados para este fim pelos Conselhos

  ATIVAMENTE A FISCALIZAđấO DO

  Regionais de Engenharia, Arquitetura e Agronomia nas

  EXERCÍCIO PROFISSIONAL ? respectivas Regiões.

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  Art. 78 - Das penalidades impostas pelas Câmaras Especializadas, poderá o interessado, dentro do prazo de

CABE RECURSO DAS PENALIDADES

  60 (sessenta) dias, contados da data da notificação,

  IMPOSTAS PELAS CÂMARAS ESPECIALIZADAS ?

  interpor recurso que terá efeito suspensivo, para o Conselho Regional e, no mesmo prazo, deste para o Conselho Federal.

  § 1º - Não se efetuando o pagamento das multas, amigavelmente, estas serão cobradas por via executiva .

  O NÃO PAGAMENTO DAS MULTAS

IMPOSTAS TEM QUAIS

  § 2º - Os autos de infração, depois de julgados CONSEQÜÊNCIAS ? definitivamente contra o infrator, constituem títulos de

   dívida líquida e certa .

  Art. 79 - O profissional punido por falta de registro não poderá obter a carteira profissional, sem antes efetuar o pagamento das multas em que houver incorrido.

  Título V

  DAS DISPOSIđỏES GERAIS

  Art. 80 - Os Conselhos Federal e Regionais de

  OS CONSELHOS FEDERAL E

  Engenharia, Arquitetura e Agronomia, autarquias

  REGIONAIS SÃO ÓRGÃOS

  dotadas de personalidade jurídica de direito público,

  PÚBLICOS OU ÓRGÃOS “DE CLASSE”, “PERTENCENTES AOS

  constituem serviço público federal, gozando os seus

  PROFISSIONAIS” ?

  bens, rendas e serviços de imunidade tributária total (Art. 31, inciso V, alínea “a” da Constituição Federal) e franquia postal e telegráfica.

  Art. 81 - Nenhum profissional poderá exercer funções eletivas em conselhos por mais de dois períodos

   32 sucessivos .

  A Resolução 270, de 19 de junho de 1981, dispôs sobre a inscrição da Dívida Ativa da Fazenda 33 Pública nos CREAs. As inscrições na Dívida Ativa dizem respeito a anuidades e a multas.

  A Decisão Normativa nº 027, de 27 de novembro de 1987 esclareceu que o Artigo 81, da Lei 5.194 / 66 somente se aplica aos mandatos de Conselheiros, não havendo limitações de reeleição para cargos de Diretoria e Comissões. Os mandatos de natureza diversa não se somam (por exemplo, um profissional que tenha sido Conselheiro Regional ou Federal após dois mandatos consecutivos como Conselheiro Regional ou Federal pode ser eleito para a Presidência de CREA ou do CONFEA; ou ainda: pode ter sido Conselheiro Regional por dois mandatos consecutivos e vir a ser Conselheiro Federal por até dois mandatos consecutivos). A substituição de Conselheiro Efetivo por Conselheiro Suplente caracteriza o mandato desta último como efetivo, para todos os efeitos. Após dois mandatos sucessivos na titularidade, o profissional não pode ser reconduzido como suplente - pois pode, a qualaquer momento assumir a titularidade, o que caracterizaria um terceiro mandato. O interstício de

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  Art. 82 - VETADO (pelo sr. Presidente da República e

  mantido pelo Congresso Nacional. Rezava: “As remunerações iniciais dos engenheiros, arquitetos e POR QUÊ O ARTIGO 82, DA LEI 5.194 / engenheiros-agrônomos, qualquer que seja a fonte

  66 FOI VETADO PELO PRESIDENTE DA REPÚBLICA ? pagadora, não poderão ser inferiores a 6 (seis) vezes o salário mínimo da respectiva região”. O Supremo Tribunal Federal, in Diário da Justiça de 13/03/68, na Representação nº 745-DF, declarou não se aplicar o dispositivo ao pessoal regido pelo Estatuto dos Funcionários Públicos, por ser inconstitucional.

  OS PROFISSIONAIS PODEM CONCORRER ENTRE SI, Deveria ter sido, a iniciativa da Lei, do Presidente da

34 OFERECENDO EXPLICITAMENTE OS República e não foi essa a sua origem .

  PREÇOS DE SEUS SERVIÇOS, BUSCANDO OFERECER PREÇOS

MAIS BAIXOS QUE OS

  Art. 83 - Os trabalhos profissionais relativos a projetos

  CONCORRENTES ?

  não poderão ser sujeitos a concorrência de preço,

   devendo, quando for o caso ser objeto de concurso . de renovação do terço), e de três anos para Presidente (equivalente ao período de renovação da Presidência). O Conselheiro suplente pode ser reconduzido sem limitações, desde que por dois períodos 34 sucessivos não tenha eventualmente substituído o Conselheiro Efetivo.

  Apesar do veto a esse Artigo, feito em 1967, a Resolução nº 309 (de 27 de junho de 1986, que dispõe sobre o cumprimento do Salário Mínimo Profissional) faz referência a ele, de forma irregular, embora “bem intencionada”. De qualquer forma, a referência a esse Artigo não prejudicou totalmente a Resolução 309 / 86, que se baseia na Lei nº 4.950-A, que instituiu o Salário Mínimo Profissional do engenheiro, do Arquiteto e do Agrônomo, embora ela apresente falhas sérias devido à reiterada citação 35 desse Artigo 82, vetado.

  Revogado pela Lei 8.666/93. A Lei 8.220, de 4 de setembro de 1991, havia criado a obrigatoriedade de abertura de concurso de projetos arquitetônicos para edifícios públicos do Governo Federal. Apesar de assinada por Collor de Mello, foi uma Lei que acenou com um princípio fundamental, pelo qual as entidades de classe dos arquitetos sempre lutaram. A seguir, transcreveu-se seu texto, para conhecimento:

  EI N DISPÕE SOBRE A OBRIGATORIEDADE DE ABERTURA DE CONCURSO DE PROJETOS L 8.220 : “ º ARQUITETÔNICOS PARA EDIFÍCIOS PÚBLICOS DO GOVERNO FEDERAL E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS ”.

  O P RESIDENTE DA R EPÚBLICA , AÇO SABER QUE O ONGRESSO ACIONAL DECRETA E EU SANCIONO A SEGUINTE EI

  F C N L : A RT - N ENHUM PROJETO ARQUITETÔNICO PARA EDIFICAđấO DE EDIFễCIOS PÚBLICOS DA . 1º A DMINISTRAđấO F EDERAL D

  IRETA , I NDIRETA E F UNDAđỏES MANTIDAS PELA U NIÃO , SERÁ LEVADO A EFEITO SEM ABERTURA DE CONCURSO A PROFISSIONAIS REGISTRADOS NOS C ONSELHOS R EGIONAIS ESPECÍFICOS .

  A - RT - E

  

XCETUAM SE OS PROJETOS ARQUITETÔNICOS FEITOS POR PROFISSIONAIS DOS QUADROS OFICIAIS

. 2º

  DAS REPARTIđỏES DO G OVERNO F EDERAL , ARQUITETOS OU ENGENHEIROS , REGISTRADOS NOS C ONSELHOS R EGIONAIS DA CATEGORIA .

  RT S OMISSÕES ULGADORAS SERÃO INTEGRADAS OBRIGATORIAMENTE POR UM REPRESENTANTE A - A C J , , . 3º DO ONSELHO EDERAL DE NGENHARIA RQUITETURA E GRONOMIA C F E , A A .

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  Art. 84 - O graduado por estabelecimento de ensino

  O SISTEMA CONFEA / CREAs É

  agrícola ou industrial de grau médio, oficial ou

COMPOSTO SOMENTE POR

  reconhecido, cujo diploma ou certificado esteja

PROFISSIONAIS GRADUADOS EM

  INSTITUIđỏES DE ENSINO SUPERIOR

  registrado nas repartições competentes, só poderá

  ?

  exercer suas funções ou atividades após registro nos Conselhos Regionais. Parágrafo único - As atribuições do graduado referido neste Artigo serão regulamentadas pelo Conselho Federal, tendo em vista seus currículos e graus de escolaridade. Art. 85 - As entidades que contratarem profissionais nos termos da alínea “c” do Art. 2º, são obrigadas a manter, junto a eles, um assistente brasileiro do ramo QUE PROFISSIONAIS SÃO ESSES,

  QUE DEVEM TER UM ASSISTENTE profissional respectivo. BRASILEIRO PARA O SEU EXERCÍCIO PROFISSIONAL NO BRASIL ?

  O QUÊ SIGNIFICA ESSE

  Título VI

  “ASSISTENTE” ?

  Das Disposições Transitórias Art. 86 - São assegurados aos atuais profissionais de Engenharia, Arquitetura e Agronomia e aos que se encontrem matriculados nas escolas respectivas, na data da publicação desta Lei, os direitos até então usufruídos A RT - E STA L EI ENTRA EM VIGOR NA DATA DE SUA PUBLICAđấO .

  . 5º A - RT - R EVOGAM SE AS DISPOSIđỏES EM CONTRÁRIO . . 6º

  A legislação atual não impõe o instrumento do concurso público de projetos (há quem diga que, pelo menos não os proíbe, mas a proibição seria absurda). A Lei 8.220 / 91 gerou polêmica acerca de sua aplicação (seria criado um novo órgão público somente para a tarefa, nada pequena, de organizar concursos públicos de projetos para toda a área do Executivo Federal ? Ou essa atribuição seria dada ao

  IAB, que há cerca de oito décadas atua em sua organização, mas que é entidade de direito privado - apesar de ter organizado ou auxiliado na organização de praticamente todos os concursos públicos de projetos de arquitetura e urbanismo, inclusive o de Brasília - ? O ritual dos concursos públicos não burocratizaria a ação governamental ? Ainda houve o questionamento de que a Lei 8.220 / 91 praticamente “entregava” aos arquitetos o direito de projetar edifícios públicos na área do Executivo Federal: por várias razões os engenheiros civis projetam edifícios (inclusive por ser uma sua atribuição legal), e, dado o treinamento específico do profissional arquiteto, era “certo” que somente arquitetos arrebatariam as oportunidades de projeto. Com a Lei 8.666 / 93, prevaleceu a “desburocratização” e a conformidade do procedimento de contratação de serviços de projetos arquitetônicos aos demais procedimentos de licitação, onde o preço é dado essencial para a adjudicação). Neste momento está em estudo - com grande responsabilidade entregue ao IAB - Direção Nacional, a reforma de aspectos da Lei 8.666 / 93, em torno de argumentação que pondera fatores quantitativos (preço / aspectos de

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  e que venham de qualquer forma ser atingidos por suas disposições. Parágrafo único - Fica estabelecido o prazo de 12 (doze) meses, a contar da publicação desta Lei, para os interessados promoverem a devida anotação dos registros dos Conselhos Regionais. Art. 87 - Os membros atuais do Conselho Federal e Regionais completarão os mandatos para os quais foram eleitos. Parágrafo único - Os atuais presidentes dos Conselhos Federal e Regionais completarão seus mandatos, ficando o presidente do primeiro desses Conselhos com o caráter de membro do mesmo. Art. 88 - O Conselho Federal baixará resoluções, dentro de 60 (sessenta) dias a partir da data da presente Lei, destinadas a completar a composição dos Conselhos Federal e Regionais. Art. 89 - Na constituição do primeiro Conselho Federal após a publicação desta Lei serão escolhidos por meio de sorteio as Regiões e grupos profissionais que as representarão. Art. 90 - Os Conselhos Federal e Regionais, completados na forma desta Lei, terão o prazo de 180 (cento e oitenta) dias, após a posse, para elaborar seus regimentos internos, vigorando até a expiração deste prazo, os regulamentos e resoluções vigentes no que não colidam com os dispositivos da presente Lei. Art. 91 - Esta Lei entre em vigor na data de sua publicação. Art. 92 - Revogam-se as disposições em contrário. Brasília, 24 DEZ 1966; 145º da Independência e 78º da República. HUMBERTO DE ALENCAR CASTELO BRANCO L. G. do Nascimento e Silva

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  PARTE 2 ELEMENTOS DA LEGISLAđấO PROFISSIONAL CÓDIGO DE ÉTICA PROFISSIONAL DO ENGENHEIRO, DO ARQUITETO E DO ENGENHEIRO-AGRÔNOMO COMENTÁRIO: A ESTRUTURA DO NOSSO CÓDIGO DE ÉTICA

  O nosso Código de Ética é extremamente simples - à primeira vista de sua apresentação -, se comparado com os Códigos de Ética de outras profissões, como as do Advogado, do Médico, do Enfermeiro, do Administrador, etc. Todos esses códigos de ética se alongam em considerações sobre as “casuísticas” mais comuns ao exercício da profissão, e acabam por descrevê-las, reconheçamos, de forma rica - em especial, a nosso ver, nos dispositivos dos códigos de ética do Advogado e do Médico -, permitindo que um grande número de situações “limite” do exercício profissional possa ser previsto, sem ambigüidade (ou de modo a minimizar a ambigüidade existente em toda situação “limite” entre o que é ou não ético para as profissões). Se compararmos esses diferentes códigos, perceberemos que existe um “núcleo comum”, sobretudo em torno da questão da investidura POR QUÊ UMA PROFISSÃO

  DEVE TER UM CÓDIGO DE

  profissional - o fato de que o título profissional nos

  ÉTICA ? dá responsabilidade pública, crédito e conceito social, prévio e independente de nossas pessoas “naturais” até o momento em que representamos a QUAIS OS ASSUNTOS QUE profissão, estamos investidos da profissão. Daí em DEVEM diante, para o cliente, que significa a sociedade, OBRIGATORIAMENTE

  ESTAR CONTIDOS NUM nós significamos a profissão. A representação adequada ou não dessa prerrogativa passa a ser CÓDIGO DE ÉTICA questão coletiva, e nos obrigamos a responder por PROFISSIONAL ? nossa conduta perante o colegiado dos profissionais.

  EXISTEM OUTROS “TIPOS DE CÓDIGOS DE ÉTICA”

  UM ÚNICO ARTIGO PARA O CÓDIGO DE QUE NÃO OS DO “TIPO ÉTICA ?

  PROFISSIONAL” ? De um ponto de vista muito restrito e primário,

  todos os códigos de ética poderiam ter um único artigo: “deve-se ter conduta ética” (ou: “não se deve agir mal”; “nenhum prejuízo ou

  injustiça deve ser dado a/ cometido contra qualquer outra pessoa através do exercício profissional”; ou ainda: “ajas com os outros como crês que devam agir contigo” etc). Evita-se, no entanto, confundir “ética” com “moral”: esta última, com fundamentos nos costumes, teria pelo menos uma conotação pejorativa, da norma arbitrária, subjetiva, “cultural”. Em busca do respeito à convenção, pretendendo trazer

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  objetividade e isenção às suas instâncias de representação formal, é raro que as corporações profissionais admitam que realizem julgamentos ou sanções “morais”.

  Como as bruxas, as sanções morais não são “crença” das corporações profissionais

  da atualidade - mas que existem, existem. Os códigos de ética são códigos de conduta, da melhor conduta desejada para todos os profissionais, conduta de excelência, e espelham a dimensão de moralidade da profissão. E esta existe como um dado da própria formação das profissões - tanto como imposição das próprias condições de convivência e aceitação “no grupo”, quanto das próprias formas pelas quais os profissionais “se reconhecem” e que são exigidas para que se dê o “reconhecimento” recíproco. E essas condições e formas não são estáticas, se transformam no tempo. Além disso, é evidente que os códigos de ética

  são também formulados para ser utilizados por alguém (por profissionais, por seus

  QUAIS AS RELAđỏES DE clientes, subordinados, ou pelos representantes

  INTERESSE PROFISSIONAL E da corporação) em defesa de seus interesses, de SOCIAL A SEREM algum modo feridos pela conduta de

  NECESSARIAMENTE profissional. Daí vem a especificamente a PREVISTAS EM UM CÓDIGO necessidade de sua codificação, dessa ética, da

  DE ÉTICA PROFISSIONAL ? questão da conduta formal (do grego ηθιχη, ou ética).

  UM CÓDIGO DE ÉTICA DEVE “REFERENCIAR-SE”

  RELAđỏES ÉTICAS ENTRE OS DIRETAMENTE AOS

  PARTICIPANTES DA PRÁTICA PROBLEMAS CONSTATADOS PROFISSIONAL NA PRÁTICA PROFISSIONAL,

  A “casuística” prevista em nosso código se OU DEVE SER MONTADO A refere sobretudo às relações entre colegas

  PARTIR DE PRINCÍPIOS

  (Arts. 3º, 4º e 5º), entre profissional e

  GENÉRICOS E QUE

  empregado / empregador (Arts. 7º e 8º),

  POSSUIRIAM AMPLAS bem como entre profissional e cliente (Art. REFERÊNCIAS PARA A SUA

  7º), que são as relações fundamentais a serem

  APLICAđấO ? consideradas em qualquer código de ética profissional. Observa-se que o Art. 6º é extremamente importante - o que parece deter um tipo de especificidade “elucidadora” do caráter das áreas profissionais envolvidas -, mas tem redação considerada ainda pouco esclarecedora de sua aplicação, regulando, no entanto, todo o conjunto das relações citadas acima. Os Arts. 1º, 2º e 9º são genéricos (referem-se à humanidade, à honorabilidade das profissões e à própria legislação profissional) mas são passíveis de citação em enquadramentos éticos de gravidade.

  O QUESTIONAMENTO DO CÓDIGO DE ÉTICA PROFISSIONAL Vai nos interessar aqui o questionamento do próprio Código de Ética, num exame preliminar das relações que os princípios nele elencados guardam entre si, bem como das possíveis “áreas cegas” existentes. De alguns pontos de vista, questionar o próprio Código de Ética Profissional pode incorrer em uma situação limite da própria ética. Mas interessa saber que o Código de

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  permanente atualização e aperfeiçoamento - o que, sem o exercício da crítica, é francamente impraticável.

  Uma coisa é certa: a norma existente - se responde a necessidade real - tanto indica o

  que se pretende que ocorra, de um modo positivo e transformador da realidade, quanto indica, pelo menos em parte, o que essa realidade abriga de negativo. Normas dessa natureza devem também ser lidas contra seu contexto: acabam por espelhar fatos que se deseja evitar e que têm toda a possibilidade de ocorrer - e ocorrem. Normas dessa natureza são “guias” (nos dois sentidos) da Prática Profissional. O aluno deve ainda atentar para o fato de que, se: toda Lei é passível de interpretações divergentes e depende da compreensão de cada caso de sua aplicação - e por isso é que há JUÍZES DE DIREITO -, um código de ética para ser utilizado em um tribunal de profissionais, todos eles “colegas” (e a palavra “colega” significa

  A APLICAđấO DO

  “regido pela mesma Lei, ”), então: a CÓDIGO DE ÉTICA PODE clareza das prescrições e a necessidade dos limites

  • - CO LEGIS

  GERAR ATRITOS E que devem ser impostos se tornam os problemas

  INSATISFACÃO ENTRE OS mais importantes colocados à sua compreensão e PROFISSIONAIS ? aplicação fundamentada.

  E, evidentemente, existe ainda um componente OS PROFISSIONAIS

  político envolvido, queiramos ou não: desde a sua

  PODEM ISENTA E elaboração até a sua aplicação, a questão da ética LEGITIMAMENTE profissional depende fundamentalmente da forma

  JULGAR (ETICAMENTE) pela qual as profissões estabelecem o “seu” pacto OS PRÓPRIOS COLEGAS ?

  ético, se estão dispostas a arcar com o (sempre elevado) preço de manter seus princípios, e se, em QUE TIPO DE BENEFÍCIO especial, possuem uma “cultura ética” - isto é de SE PODE OBTER E QUEM valores que privilegiam o interesse coletivo sobre o

  MAIS SE BENEFICIARIA individual, o público sobre o privado, o social sobre COM A EXPLICITAđấO E o pessoal - coerente com a prática profissional.

  A APLICAđấO DOS

  A ética profissional é diferente da ética de uma

  PRINCÍPIOS DA PRÁTICA

  pessoa, deve-se insistir, que pode até “calar” quando

  PROFISSIONAL ? não concorda com algo que vê praticado. Quando a representação da profissão é chamada a dizer algo sobre a conduta de seus membros, ela deve posicionar-se - do contrário ela passa a quebrar o próprio princípio, ou dever, de correção, que a credencia.

  ALGUMAS “FRONTEIRAS” DA ÉTICA PROFISSIONAL Finalmente é necessário compreender algumas das principais “situações-limite” que devem ser discutidas pelos profissionais diante do atual referencial ético, e no estágio presente de prática das profissões. De um modo geral, algumas das “grandes fronteiras” da ética profissional estão relacionadas a: a) O CORPORATIVISMO, que significa, a princípio, a atitude de defesa dos profissionais e de sua “corporação” - suas entidades, sua legislação, seus interesses, etc. Pode-se dizer que todas as entidades profissionais são “corporativas”, nesse sentido preliminar. Da mesma forma, um sistema multi-profissional como o formado pelo CONFEA / CREAs, constituído por entidades, é corporativo. Por outro lado, o

  PRÁTICA PROFISSIONAL DA ARQUITETURA E URBANISMO PROFESSOR RESPONSÁVEL: ARQ. FREDERICO FLÓSCULO PINHEIRO BARRETO encobre interesses anti-sociais (como exemplo e princípio: a conquista / manutenção

  / ampliação de privilégios além daqueles estritamente necessários para o exercício da profissão se caracterizaria, a nosso ver, como conjunto “anti-social”, desequilibrado e anti-democrático de interesses corporativos), ou, de outra forma, se dá em detrimento

  de interesses sociais gerais (por exemplo, quando uma certa categoria profissional

  “boicota” a prestação de serviços públicos em sua área de atuação, para a comunidade, por antagonismo político com um gabinete de governo etc). Nesse último sentido, o corporativISMO é uma forma de quebra do pacto de confiança entre a “corporação” e a comunidade. O corporativismo é uma “fronteira da ética”

  profissional porque tanto a defesa de interesses profissionais legítimos quanto a conquista de privilégios específicos e de legitimidade contestável têm a possibilidade de se confundir em aspectos fundamentais da prática e da legislação profissionais.

  Não se pode deixar de lado a constatação de que o “ambiente institucional brasileiro” é repleto de relações desequilibradas entre diferentes “corporações” (os advogados, por exemplo, têm seus direitos profissionais afirmados especificamente a partir da própria Constituição Brasileira de 1988). A situação do “ambiente institucional” reflete desequiíbrios mais profundos, da própria estrutura social e econômica do país.

  As próprias corporações podem se envolver em pactos silenciosos (aos ouvidos da comunidade), em que há a “barganha” de privilégios: “NÓS aprofundamos e

  ampliamos os privilégios em NOSSO campo de interesses, e VÓS, no VOSSO”.

  Quem ganha e quem perde com isso ? Necessariamente, esse é um “jogo de soma zero”, ou seja: se alguém ganha, outro alguém perde. Sempre perdem os que ficam “de fora” dos pactos corporativos, ou seja: a maioria da população, sem privilégios e vendo crescer à sua volta o muro das restrições legais e das oportunidades para a sua iniciativa. Essa atitude existente no pacto entre corporações é essencialmente

  corrompedora: a barganha de privilégios entre corporações tem sempre sua contrapartida “interna”: dentro das próprias corporações pode ocorrer de “sub- setores” arvorarem para si “sub-privilégios” (e assim, regressivamente, até

  atingirmos o nível das relações entre os núcleos de trabalho e os profissionais, microcosmo em que alguns efetivamente lutam para obter e manter privilégios pessoais, sobretudo frente a áreas de atuação profissional do próprio poder público, onde a quebra dos princípios éticos é da maior gravidade).

  PRÁTICA PROFISSIONAL DA ARQUITETURA E URBANISMO PROFESSOR RESPONSÁVEL: ARQ. FREDERICO FLÓSCULO PINHEIRO BARRETO

  Como exemplos que dividem os profissionais em temas “corporativistas” com diferentes âmbitos, estão as questões dos Concursos Públicos de

  O QUÊ É O Projeto de Arquitetura (a sua obrigatoriedade

  CORPORATIVISMO para os novos edifícios públicos etc), a criação PROFISSIONAL ? de “Conselhos Federais e Regionais de

  Arquitetura” (separando-se a arquitetura do PODE HAVER VANTAGENS

  Sistema CONFEA / CREAs), bem como, em EM UMA ATITUDE

  Brasília, o privilégio dado ao arquiteto Oscar CORPORATIVISTA ?

  Niemeyer - em Portaria de setor federal do Patrimônio Histórico e Artístico - para ser o

  SÃO CORPORATIVAS OU único possível autor dos novos edifícios do Eixo

  TÊM CONTEÚDO ÉTICO AS Monumental do Plano Piloto (desde seu

  PÉROLAS DA SABEDORIA Tombamento), entre outros pontos polêmicos.

  POPULAR TAIS COMO: “CABRITO BOM NÃO BERRA”

  ... “BOA ROMARIA FAZ QUEM EM SUA CASA FICA EM PAZ”

  ... “EM BRIGA DE MARIDO E MULHER ...” ETC ?

  É POSSÍVEL TORNAR A PRÓPRIA PROFISSÃO E AS

  INSTITUIđỏES PROFISSIONAIS REFÉNS DE

  INTERESSES ANTI-ÉTICOS ?

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  b) A COMPETIđấO ENTRE OS PROFISSIONAIS (E OS DEMAIS): apesar de a “livre concorrência” entre os que ofertam seus produtos e serviços no “livre mercado” ser um dos fundamentos da economia capitalista - e o nosso país é capitalista, até

  prova em contrário -, a concorrência no mercado das profissões regulamentadas (num

  sentido amplo, como no caso das profissões da Medicina, da Advocacia, da Contabilidade, da Engenharia, da Arquitetura, da Agronomia etc) é formalmente restrita aos profissionais considerados habilitados pra o seu

  EXISTEM CONDICÕES exercício.

  “ADEQUADAS” DE Essas restrições se fundamentam no argumento de

  COMPETIđấO

  que o seu exercício exige treinamento

  PROFISSIONAL ?

   profissional específico para que não haja dano

   ou dolo a quem quer que contrate ou se

  DEVE HAVER UMA ÉTICA

  beneficie dos serviços desses profissionais. É bem

  DA COMPETIđấO verdade que o mesmo poderia ser dito dos que PROFISSIONAL OU SERIA produzem e vendem alimentos, dos que são

  INTERFERIR NAS LEIS DO encarregados da segurança pública ou dirigem os MERCADO PROFISSIONAL ? automóveis particulares e os ônibus do transporte coletivo - entre inúmeras outras atividades que não

  UMA ÉTICA DA são “liberais”, “de nível superior” ou possuem leis COMPETIđấO exclusivas para a sua regulamentação, e que podem

  PROFISSIONAL SERIA ALGO provocar danos e dolos às pessoas.

  QUE SOMENTE De qualquer modo, o controle dessas profissões, no

  INTERESSARIA AOS Brasil, é exercido pelos próprios profissionais,

  “FRACOS E através das autarquias específicas encarregadas da

  INCOMPETENTES”, QUE fiscalização do seu exercício, criadas pelas mesmas NÃO SUPORTAM AS

  Leis que regulam as próprias profissões. A CONDIđỏES ỀREAISỂ DE competição “legal” entre os profissionais nas áreas

  COMPETIđấO NO regulamentadas da Engenharia, Arquitetura e MERCADO DE TRABALHO ?

  Agronomia exige a consideração de diversas combinações das atribuições formais desses QUAL OS PAPÉIS QUE OS profissionais, de seus objetos de trabalho e das

  ÓRGÃOS PÚBLICOS características “do mercado” real de cada um dos DESEMPENHAM JUNTO AO produtos e serviços reconhecidos como adequados

  MERCADO PROFISSIONAL, ao exercício profissional.

  A PARTIR DO MOMENTO Se tomarmos o edifício (esp. em área urbana

  EM QUE PASSAM A legalizada) como um produto, veremos que as COMPETIR POR atribuições dos Engenheiros Civis e dos Arquitetos

  TRABALHOS são as mesmas, na prática. Arquitetos e PROFISSIONAIS

  Engenheiros Civis concorrem entre si pela REMUNERADOS ? produção de pelo menos um produto - o edifício. E ambos concorrem, no “mercado real”, com pessoas não-habilitadas, que prestam praticamente os 36 mesmos serviços que o Arquiteto e o Engenheiro em determinados tipos de edifícios e

  Dano: “1- mal ou ofensa pessoal, prejuízo moral; 2- prejuízo material causado a alguém pela 37 deterioriação ou inutilização de bens seus” (Aurélio); Dolo - “1- qualquer ato consciente com que alguém induz, mantém ou confirma outrem em erro; má-

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  subsistemas da edificação (e nem sempre os de maior simplicidade e associados às populações de baixa renda). A partir dessa resumida apresentação, tem-se que a concorrência entre os profissionais (e os “demais”, considerada somente no produto-edifício) ainda é uma das fronteiras da ética profissional, pois:

  • não há nenhuma diferença prática entre o “projeto de edificação” (atribuição dos

  Engenheiros Civis) e o “projeto de arquitetura” (atribuição dos Arquitetos), havendo ainda o freqüente uso da palavra ARQUITETURA por alguns Civis em sua propaganda profissional, sem que haja coibição (deve haver);

  • o Sistema CONFEA/CREAs ainda não conseguiu dar seqüência efetiva ao cumprimento da Lei no que se refere à eliminação total do acobertamento profissional (que se dá, entre outras situações, quando um profissional aceita legalizar com o seu nome e registro, o projeto de arquitetura ou de edificações feito por pessoa não habilitada); a ineficiência dos recursos e estratégias de fiscalização até agora empregados tem gerado situações de franca impunidade tanto de alguns profissionais (os que não foram denunciados ou flagrados), quanto de pessoas não- habilitadas (idem);
  • ao mesmo tempo em que a Lei 5.194 / 66 (em seu Art. 83) e o Código de Ética dos profissionais (Resolução 205 / 71, em seu Art. 5º) proibem a concorrência de

  preços entre profissionais, a Lei 8.666 / 93 (a Lei das Licitações) impõe a concorrência de preços, configurando uma situação de evidente contradição para a

  conduta profissional - que é evidentemente aceita, pois a maioria dos profissionais já participou de processo licitatório que inclui a explicitação de preços. Torna-se,

  no mínimo, contraditório censurar um profissional que enuncia e negocia privadamente os preços de seus serviços quando isso é praticado como norma legal pelo próprio poder público;

  • finalmente (e longe de explorar adequada e exaustivamente o problema proposto), deve-se ponderar que as restrições impostas ao mercado profissional - na forma da legislação que o restringe formalmente aos profissionais habilitados - não se fizeram satisfatórias para as comunidades de baixa renda, que não têm recursos para contratar Arquiteto ou Engenheiro visando sua prestação de serviços profissionais.

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  Resolução nº 205, de 30 de setembro de 1971 Adota o Código de Ética Profissional.

  O Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia, usando das atribuições que lhe confere a Lei nº 5.194, de 24 de dezembro de 1966; Considerando ser imperativo para a disciplina profissional a adoção do Código de Ética do Engenheiro, do Arquiteto e do Engenheiro-Agrônomo, RESOLVE: Art. 1º - Adotar o Código de Ética Profissional do Engenheiro, do Arquiteto e do Engenheiro-Agrônomo, anexo à presente Resolução, elaborado pelas entidades de classes na forma previstas na letra “n” do Art. 27 da Lei nº 5.194, de 24 de dezembro de 1966.

  Art. 2º - O Código de Ética Profissional do Engenheiro, do Arquiteto e do Engenheiro-Agrônomo, para os efeitos do Art. 27,letra “n”, Art. 34, letra “d”, Arts. 45 e 46, letra “b” e Art. 72, da Lei nº 5.194/66, obriga a todos os profissionais da Engenharia, da Arquitetura e da Agronomia, e entra em vigor na data de sua publicação no Diário Oficial da União.

  Art. 3º - Revogam-se as disposições em contrário. Rio de Janeiro, 30 de setembro de 1971 FAUSTO AITA GAI Presidente NILDO DA SILVA PEIXOTO 1º Secretário

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  30 º DE 1971

  À ESOLUđấO N DE DE SETEMBRO ANEXO R 205,

  SÃO DEVERES DOS PROFISSIONAIS DA ENGENHARIA, DA ARQUITETURA E DA AGRONOMIA:

  1º - INTERESSAR-SE PELO BEM PÚBLICO E COM TAL FINALIDADE CONTRIBUIR COM SEUS CONHECIMENTOS, CAPACIDADE E EXPERIÊNCIA PARA MELHOR SERVIR À HUMANIDADE. 2º - CONSIDERAR A PROFISSÃO COMO ALTO TÍTULO DE HONRA E NÃO PRATICAR NEM PERMITIR A PRÁTICA DE ATOS QUE COMPROMETAM A SUA DIGNIDADE. 3º - NÃO COMETER OU CONTRIBUIR PARA QUE SE COMETAM INJUSTIÇAS CONTRA COLEGAS. 4º - NÃO PRATICAR QUALQUER ATO QUE, DIRETA OU INDIRETAMENTE, POSSA PREJUDICAR LEGÍTIMOS INTERESSES DE OUTROS PROFISSIONAIS. 5º - NÃO SOLICITAR NEM SUBMETER PROPOSTAS CONTENDO CONDIđỏES QUE CONSTITUAM COMPETIđấO POR SERVIđOS PROFISSIONAIS . 6º - ATUAR DENTRO DA MELHOR TÉCNICA E DO MAIS ELEVADO ESPÍRITO PÚBLICO, DEVENDO, QUANDO CONSULTOR, LIMITAR SEUS PARECERES ÀS MATÉRIAS ESPECÍFICAS QUE TENHAM SIDO OBJETO DA CONSULTA. 7º - EXERCER O TRABALHO PROFISSIONAL COM LEALDADE, DEDICAđấO E HONESTIDADE PARA COM SEUS CLIENTES E EMPREGADORES OU CHEFES, E COM ESPÍRITO DE JUSTIÇA E EQÜIDADE PARA

  PRÁTICA PROFISSIONAL DA ARQUITETURA E URBANISMO PROFESSOR RESPONSÁVEL: ARQ. FREDERICO FLÓSCULO PINHEIRO BARRETO

  8º - TER SEMPRE EM VISTA O BEM-ESTAR E O PROGRESSO FUNCIONAL DOS SEUS EMPREGADOS OU SUBORDINADOS E TRATÁ- LOS COM RETIDÃO, JUSTIÇA E HUMANIDADE . 9ử - COLOCAR-SE A PAR DA LEGISLAđấO QUE REGE O EXERCÍCIO PROFISSIONAL DA ENGENHARIA, DA ARQUITETURA E DA AGRONOMIA, VISANDO A CUMPRI-LA CORRETAMENTE E COLABORAR PARA SUA ATUALIZAđấO E APERFEIđOAMENTO. GUIA DO PROFISSIONAL DA ENGENHARIA, DA ARQUITETURA E DA AGRONOMIA PARA APLICAđấO DO CốDIGO DE ÉTICA (anexo da Resolução 205 / 71).

  Art. 1º - Interessar-se pelo bem público e com tal finalidade contribuir com seus conhecimentos, capacidade e experiência para melhor servir à humanidade. Em conexão com o cumprimento deste Artigo, deve o profissional: a) cooperar para o progresso da coletividade, trazendo

  VOCÊ É CAPAZ DE CITAR

  seu concurso intelectual e material para as obras de

  PROFISSIONAIS QUE CONHEÇA

  cultura, ilustração técnica, ciência aplicada e

  PESSOALMENTE OU ATRAVÉS DE OUTRAS REFERÊNCIAS, QUE

  investigação científica.

  “ENCARNEM” ALGUM DOS

  b) despender o máximo de seus esforços no sentido de

  PRINCÍPIOS “a” e “b” CONEXOS AO

  auxiliar a coletividade na compreensão correta dos

  ART. 1º ?

  aspectos técnicos e assuntos relativos à profissão e seu exercício.

  c) não se expressar publicamente sobre assuntos técnicos sem estar devidamente capacitado para tal e, quando solicitado a emitir sua opinião somente fazê-lo com conhecimento da finalidade da solicitação e se em benefício da coletividade.

  ART. 2º- QUAIS OS ATOS QUE

  Art. 2º - Considerar a profissão como alto título de

  PODERIAM COMPROMETER A

  honra e não praticar nem permitir a prática de atos que

  DIGNIDADE DA PROFISSÃO ? comprometam a sua dignidade.

  PRÁTICA PROFISSIONAL DA ARQUITETURA E URBANISMO PROFESSOR RESPONSÁVEL: ARQ. FREDERICO FLÓSCULO PINHEIRO BARRETO

  Em conexão com o cumprimento deste Artigo, deve o profissional :

  ART. 2º, a: VOCÊ IMAGINA E / OU CONHECE FORMAS CONCRETAS

  a) cooperar para o progresso da profissão, mediante o PARA A REALIZAđấO DESSE

  IMPORTANTE PRINCÍPIO DE ÉTICA

  intercâmbio de informações sobre seus conhecimentos e

  PROFISSIONAL ?

  tirocínio, e contribuição de trabalho às associações de

  ART. 2º, b: VOCÊ IMAGINA E / OU

  classe, escolas e órgãos de divulgação técnica e

  CONHECE INICIATIVAS DAS científica. ENTIDADES DE CLASSE DOS ARQUITETOS ?

  b) prestigiar as entidades de classe, contribuindo, sempre

  O QUÊ FAZEM, NESSE SENTIDO, AS

  que solicitado, para o sucesso de suas iniciativas em

  DEMAIS PROFISSÕES ?

  proveito da profissão, dos profissionais e da

  ART. 2º, c: AO LONGO DA HISTÓRIA coletividade.

  DAS PROFISSÕES, TODOS OS

  c) não nomear nem contribuir para que se nomeiem

PROFISSIONAIS ERAM

  “HABILITADOS” ?

  pessoas que não tenham a necessária habilitação

  HÁ VIDA INTELIGENTE ENTRE OS profissional para cargos rigorosamente técnicos .

  QUE ACREDITAM QUE “ASSIM COMO O CARISMA, O TALENTO É

  d) não se associar a qualquer empreendimento de caráter

  INATO” ?

  duvidoso ou que não se coadune com os princípios da ética .

  e) não aceitar tarefas para as quais não esteja preparado

  ART. 2º, d: QUE TIPO DE

  ou que não se ajustem às disposições vigentes, ou que

EMPREENDIMENTO PODERIA SER

  ainda possam prestar-se à malícia ou dolo. CLASSIFICADO DESSA FORMA ?

  f) não subscrever, não expedir, nem contribuir para que

  ART. 2º, e: QUE TIPO DE TAREFAS

  se expeçam títulos, diplomas, licenças ou atestados de

  SERIAM ESSAS, A SEU VER ?

  idoneidade profissional, senão a pessoas que preencham os requisitos indispensáveis para exercer a profissão.

  ART. 2º, g: VOCÊ APROVA O TIPO DE PUBLICIDADE REALIZADA PELOS

  g) realizar de maneira digna a publicidade que efetue de

  PROFISSIONAIS EM JORNAIS ?

  sua empresa ou atividade profissional, impedindo toda e

  QUAIS AS CONDIđỏES EXIGIDAS PARA A PUBLICIDADE

  qualquer manifestação que possa comprometer o

  PROFISSIONAL, OFICIALMENTE ? conceito de sua profissão ou de colegas.

  h) não utilizar sua posição para obter vantagens

  ART. 2ử, h: EM QUE SITUAđỏES PODE O PROFISSIONAL TER PODER

  pessoais, quando ocupar um cargo ou função em sua

  E OCASIÃO PARA TIRAR organização profissional .

  VANTAGENS ILÍCITAS DE SUA POSIđấO ? O QUE O IMPEDIRIA DE AGIR DESSA

  Art. 3º - Não cometer ou contribuir para que se

  FORMA ? cometam injustiças contra colegas.

  Em conexão com o cumprimento deste Artigo, deve o

  ART. 3ử- EM QUE CONDIđỏES SE CARACTERIZA O COMETIMENTO DE

  profissional:

  INJUSTIÇAS CONTRA COLEGAS ?

  a) não prejudicar, de maneira falsa ou maliciosa, direta

  ART. 3º, a,b: COMO AGIR QUANDO

  ou indiretamente, a reputação, a situação ou atividade de EXISTE O FALSO OU MALICIOSO

  ATAQUE ầ PRốPRIA REPUTAđấO ? um colega.

  COMO AGIR DE FORMA A

  b) não criticar de maneira desleal os trabalhos de outro

  RESGUARDAR E ASSEGURAR A CRÍTICA, DE MODO

  profissional ou as determinações do que tenha

  FUNDAMENTADO E LEAL ? atribuições superiores.

  c) não se interpor entre outros profissionais e seus

  ART. 3ử, c: FEITA SOLICITAđấO

  clientes sem ser solicitada sua intervenção e, neste caso,

DESSA ORDEM, ELA PODE SER

  evitar, na medida do possível, que se cometa injustiça. CAUSA DE INJUSTIÇA ?

  COMO ?

  PRÁTICA PROFISSIONAL DA ARQUITETURA E URBANISMO PROFESSOR RESPONSÁVEL: ARQ. FREDERICO FLÓSCULO PINHEIRO BARRETO 4º- COMO SE PODE DEFINIR SE OS

  Art. 4º - Não praticar qualquer ato que, direta ou

INTERESSES DESTE OU DAQUELE

  indiretamente, possa prejudicar legítimos interesses de PROFISSIONAL SÃO EFETIVAMENTE

  LEGÍTIMOS ? outros profissionais.

  Em conexão com o cumprimento deste Artigo, deve o profissional:

  ART. 4º, a: QUANDO SE FAZ NECESSÁRIA A CITAđấO E / OU A AUTORIZAđấO EXPRESSA DE

  a) não se aproveitar nem concorrer para que se

  PROFISSIONAL COM RELAđấO AO PRODUTO DO SEU TRABALHO ?

  aproveitem de idéias, planos ou projetos de autoria de outros profissionais, sem a necessária citação ou autorização expressa.

  b) não injuriar outro profissional, nem criticar de

  ART. 4º, b: HÁ CANAIS FORMAIS

  maneira desprimorosa sua atuação ou a de entidades de

  PARA O ENCAMINHAMENTO DE CRÍTICAS / DENÚNCIAS CONTRA

  classe .

  PROFISSIONAIS OU ENTIDADES ?

  c) não substituir profissional em trabalho já iniciado, sem seu conhecimento prévio.

  ART. 4º, c: COMO FORMALIZAR

  d) não solicitar nem pleitear cargo desempenhado por

  SUBSTITUIđỏES EM SITUAđỏES DE

  outro profissional .

  LITÍGIO ENVOLVENDO

  e) não procurar suplantar outro profissional depois de ter

  PROFISSIONAL ?

  este tomado providências para a obtenção de emprego ou serviço.

  ART. 4º,d,e,f: EXISTEM PROCEDIMENTOS LEGAIS E

  f) não tentar obter emprego ou serviço à base de

  FORMAIS QUE REGULEM A

  menores salários ou honorários, nem pelo

  CONCORRÊNCIA PROFISSIONAL ? desmerecimento da capacidade alheia.

  g) não rever ou corrigir o trabalho de outro profissional, salvo com o consentimento deste e sempre após o

  ART. 4º, g,h: COMO CONCILIAR término de suas funções.

  ESSES PRINCÍPIOS COM A

  h) não intervir num projeto em detrimento de outros

  DINÂMICA (E AS TENSÕES) DO TRABALHO EM EQUIPE

  profissionais que já tenham atuado ativamente em sua

  (ESPECIALMENTE NAS “GRANDES elaboração, tendo presentes os preceitos legais vigentes.

  EQUIPES”) ?

  Art. 5º - Não solicitar nem submeter propostas contendo

  ART. 5º, a,b: COMO SE QUALIFICA A

  condições que constituam competição por serviços

  RELAđấO PROFISSIONAL COM CLIENTE QUE PROVOCA, PARA SEU

  profissionais.

  PROVEITO, A CONCORRÊNCIA

  Em conexão com o cumprimento deste Artigo, deve o

  PRIVADA DE PREÇOS ENTRE PROFISSIONAIS ?

  profissional:

  E COM AQUELE COLEGA PROFISSIONAL QUE PROCEDE DA MESMA FORMA ?

  a) não competir por meio de reduções de remuneração ou qualquer outra forma de concessão .

  b) não propor serviços com redução de preços, após

  ART. 5º, c: AFINAL, AS TABELAS DE HONORÁRIOS RECOMENDADAS

  haver conhecido propostas de outros profissionais.

  PELAS ENTIDADES DEVEM OU NÃO

  c) manter-se atualizado quanto a tabela de honorários,

  SER SEGUIDAS ?

  salários e dados de custo recomendados pelos órgãos de EXISTEM TABELAS “PARTICULARES”

  ?

  classe competentes e adotá-los como base para serviços profissionais.

  6º- EXISTEM REFERÊNCIAS OBJETIVAS PARA A DEFINIđấO E

  Art. 6º - Atuar dentro da melhor técnica e do mais PRÁTICA COMPROVADA DA “MELHOR

  TÉCNICA” ?

  elevado espírito público, devendo, quando Consultor,

  PRÁTICA PROFISSIONAL DA ARQUITETURA E URBANISMO PROFESSOR RESPONSÁVEL: ARQ. FREDERICO FLÓSCULO PINHEIRO BARRETO

  limitar seus pareceres às matérias específicas que tenham sido objeto da consulta. ART. 6º, a: O QUÊ PODE SER UM

  “CONSULTOR INDEPENDENTE” ?

  Em conexão com o cumprimento deste Artigo, deve o

  O QUE VOCÊ CONHECE COMO SENDO O INSTRUMENTAL E RECURSOS DA

  profissional:

IMPARCIALIDADE PROFISSIONAL NA

  ARQUITETURA ? O QUÊ SIGNIFICARIA

  a) na qualidade de consultor, perito ou árbitro

  ISSO ?

  independente, agir com absoluta imparcialidade e não

  ART. 6º, b: COMO DELIMITAR A

  levar em conta nenhuma consideração de ordem pessoal

  “ÁREA DO PARECER”, DE MODO A .

  NÃO SE PRONUNCIAR

  IMPROPRIAMENTE ?

  b) quando servir em julgamento, perícia ou comissão

  HÁ “COMISSÕES OU TRABALHOS

  técnica, somente expressar sua opinião se baseada em

  DE ALTO RISCO PROFISSIONAL OU ÉTICO” ?

  conhecimentos adequados e convicção honesta.

  HÁ ALGUMA PRÁTICA

  c) não atuar como consultor sem o conhecimento dos

  PROFISSIONAL QUE ATINJA O

  profissionais encarregados diretamente do serviço. LIMITE DO DITO: “EM TERRA DE

  CEGO QUEM TEM UM OLHO É REI

  d) se atuar como consultor em outro país, observar as

  ?

  normas nele vigentes sobre conduta profissional ou - no

  6ử, c - HÁ ALGUMA FUNđấO

  caso da inexistência de normas específicas - adotar as

PROFISSIONAL QUE CORRESPONDA

  estabelecidas pela FMOI (Fédération Mondiale des

  AO DE “AUDITOR DE TRABALHOS PROFISSIONAIS” ? Organisations d’Ingenieurs ).

  e) por serviços prestados em outro país, não utilizar

  7º- AS QUALIDADES DA “LEALDADE,

  nenhum processo de promoção, publicidade ou

  DEDICAđấO E HONESTIDADEỂ NAS

  divulgação diverso do que for admitido pelas normas do

  RELAđỏES CITADAS SấO FORMAIS OU NÃO ?

  referido país.

  HÁ LIMITES IMPESSOAIS PARA A RELAđấO PESSOAL INEVITÁVEL NO CAMPO PROFISSIONAL ?

  Art. 7º - Exercer o trabalho profissional com lealdade, dedicação e honestidade para com seus clientes e empregadores ou chefes, e com espírito de justiça e

  7º, a - COMO O MÉDICO E O ADVOGADO, O ARQUITETO DEVE SE

  eqüidade para com os contratantes e empreiteiros .

ABSTER DE PRONUNCIAR-SE

  Em conexão com o cumprimento deste Artigo, deve o ACERCA DE ỀINFORMAđấO

  PROFISSIONAL SOBRE CLIENTE” ?

  profissional:

  COMO SE CARACTERIZARIA O “SIGILO PROFISSIONAL EM ARQUITETURA” ?

  a) considerar como confidencial toda informação técnica, financeira ou de outra natureza, que obtenha sobre os interesses de seu cliente ou empregador.

  7º, b - DE QUE FORMA PODE SER ANTI-ÉTICO RECEBER, PELO MESMO

  b) receber somente de uma única fonte honorários ou

  SERVIÇO PRESTADO, HONORÁRIOS

  compensações pelo mesmo serviço prestado, salvo se,

  DE MAIS DE UMA FONTE ?

  para proceder de modo diverso, tiver havido

  7º, c - POR QUÊ EMPREITEIROS, consentimento de todas as partes interessadas.

FORNECEDORES OU OUTROS

  c) não receber de empreiteiros, fornecedores ou de

  RELACIONADOS A TRANSAđấO OFERECERIAM FAVORECIMENTOS ?

  entidades relacionadas com a transação em causa,

  POR QUÊ ESSAS OFERTAS SÃO ANTI-

  comissões, descontos, serviços ou outro favorecimento,

  ÉTICAS ? 7º, d,e - É POSSÍVEL INCLUIR EM

  nem apresentar qualquer proposta nesse sentido.

CONTRATOS DE TRABALHO

  d) prevenir seu empregador, colega interessado ou CLÁUSULAS CAUTELARES DE

  “QUEBRA DE CONFIANÇA” ?

  cliente das conseqüências que possam advir do não

  A RELAđấO DE CONFIANđA acolhimento de parecer ou projeto de sua autoria. PRESSUPÕE RECIPROCIDADE ?

  e) não praticar quaisquer atos que possam comprometer a confiança que lhe é depositada pelo seu cliente ou

  PRÁTICA PROFISSIONAL DA ARQUITETURA E URBANISMO PROFESSOR RESPONSÁVEL: ARQ. FREDERICO FLÓSCULO PINHEIRO BARRETO

  Art. 8º - Ter sempre em vista o bem-estar e o progresso

  8º- QUE TIPO DE COMPROMISSO

  funcional de seus empregados ou subordinados e tratá-

  IMPLICA A EXPRESSÃO “TER EM los com retidão, justiça e humanidade.

  VISTA” ?

  Em conexão com o cumprimento deste Artigo, deve o profissional: a) facilitar e estimular a atividade funcional de seus

  8º, a - DE QUE MODO PODE SER CARACTERIZADOS E DENUNCIADOS

  empregados, não criando obstáculos aos seus anseios de

  A ỀDIFICULTAđấOỂ E O promoção e melhoria. DESESTễMULO ầ PROMOđấO E MELHORIA DOS PROFISSIONAIS,

  b) defender o princípio de fixar para seus subordinados

  COMO ATITUDE ANTI-ÉTICA ?

  ou empregados, sem distinção, salários adequados à

  8º, b - DE QUE MODO OS

  responsabilidade, à eficiência e ao grau de perfeição do

  DIRIGENTES PRIVADOS E OS serviço que executem. DIRIGENTES PÚBLICOS, EM SUAS RESPECTIVAS ÁREAS, ADOTAM

  c) reconhecer e respeitar os direitos de seus empregados

  CRITÉRIOS OBJETIVOS E TÊM

  ou subordinados no que concerne às liberdades civis,

  EFETIVO PODER PARA PROMOVER individuais, políticas, de pensamento e de associação.

  ESSE CRITÉRIO DE JUSTIÇA SALARIAL ?

  d) não utilizar sua condição de empregador ou chefe para desrespeitar a dignidade de subordinado seu, nem 8º, c - DE QUE MODO A LIBERDADE

DE PENSAMENTO PODE SER

  para induzir um profissional a infringir qualquer

  PRINCÍPIO ANTAGÔNICO AOS dispositivo deste Código .

  PRECEITOS DE “LEALDADE E DEDICAđấOỂ AOS EMPREGADORES E CLIENTES ?

  Art. 9º - Colocar-se a par da legislação que rege o

  8ử, d - DE QUE MODO, RELAđỏES ENTRE “SUPERIOR E INFERIOR

  exercício profissional da Engenharia, da Arquitetura e da

  HIERÁRQUICOS”, E MESMO A

  Agronomia, visando cumpri-la corretamente e colaborar

  RELAđấO ENTRE PROFESSOR E ALUNO, NUM ESCOLA

  para sua atualização e aperfeiçoamento.

  PROFISSIONAL, SÃO PLENAMENTE

  Em conexão com o cumprimento deste Artigo, deve o

  ENQUADRÁVEL NESSE PRINCÍPIO ÉTICO ?

  profissional :

  ART. 9º - ERRAR POR

  a) manter-se em dia com a legislação vigente e procurar

  “DESCONHECER A LEI” OU O CÓDIGO DE ÉTICA É ACEITÁVEL ?

  difundi-la, a fim de que seja prestigiado e defendido o legítimo exercício da profissão.

  ART. 9º A - VOCÊ SABE O QUE

  b) procurar colaborar com os órgãos incumbidos da

  PENSAM - E COMO AGEM - OS ATUAIS REPRESENTANTES DAS

  aplicação da Lei de regulamentação do exercício

ENTIDADES NO CREA-DF, NO IAB-

  profissional e promover, pelo seu voto nas entidades de

DF, NO SADF, NA FNA, NO CONFEA,

  classe, a melhor composição daqueles órgãos. NA FPA, NA UIA ? OU MESMO NA

  FAUUnB, COMO ENTIDADE, SOBRE

  c) ter sempre presente que as infrações deste Código de

  A PRÁTICA PROFISSIONAL ?

  Ética serão julgadas pelas Câmaras Especializadas E O QUE PENSAM E FAZEM AS

  ORGANIZAđỏES LOCAIS E

  instituídas nos Conselhos Regionais de Engenharia,

NACIONAIS DOS ESTUDANTES DE

  Arquitetura e Agronomia - CREAs - cabendo recurso

  ARQUITETURA ?

  E, ACIMA, MUITO ACIMA DE TUDO, O

  para os referidos Conselhos Regionais e, em última

  QUÊ AFINAL VOCÊ PENSA E FAZ, NO

  instância, para o CONFEA - Conselho Federal de

  SEU HUMILDE CAMPO DE AđấO E QUESTIONAMENTO, SOBRE A SUA

  Engenharia, Arquitetura e Agronomia - conforme dispõe

  FUTURA PROFISSÃO ? a legislação vigente.

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   ỀEXPLICANDO UM POUCO OS PROCESSOS DE INFRAđấOỂ (UMA APRESENTAđấO PRELIMINAR QUE AVANđA ALÉM DOS ASPECTOS ÉTICOS)

  O fundamento de todos os procedimentos específicos do exercício profissional da Engenharia, da Arquitetura e da Agronomia está na Lei 5.194 / 66. A definição da “infração” de qualquer aspecto do exercício profissional deve encontrar nela amparo, sobretudo os de natureza ética.

  O processamento de infrações não se restringe ao comportamento ético dos profissionais, mas atinge um universo bem mais amplo de eventos, relacionados, por exemplo, à regularidade das obras e serviços ou das empresas / empreendimentos que devam contar com profissionais habilitados, entre outros aspectos contemplados pela Lei 5.194 / 66. No caso dos profissionais, todas as infrações que cometam terão, necessariamente, conseqüências éticas - o que não tem implicado em seu julgamento formal em todos os casos de infração à legislação profissional. Nem sempre a infração do profissional se torna um caso para o julgamento ético, embora devesse - até pelo desconhecimento e/ou descumprimento da legislação profissional e do Código de Ética. Esse julgamento formal é realizado, em geral, nos casos de denúncias contra profissionais feitas por seus clientes, por outros profissionais e mesmo pela autoridade pública, com claras evidências de desvio de conduta pelo profissional denunciado. Erros técnicos graves, com prejuízo ao patrimônio de terceiros, danos pessoais e mortes podem acarretar penalizações extremas - e podem ainda depender de perícias e de conclusão de julgamento do profissional pelo Poder Judiciário. As infrações não se restringem aos erros profissionais: quaisquer cidadão ou organização podem ser autuados, na medida em que descumpram a legislação do exercício profissional. Nesses casos, as infrações mais comuns são relacionadas ao exercício ilegal da profissão de Engenheiro, Arquiteto ou Engenheiro-Agrônomo.

  Esse é aspecto fundamental do sistema profissional perante a sociedade. O sistema profissional não é concebido para “defender o profissional”, mas para auxiliar o Estado na fiscalização de profissões que empenham grande responsabilidade social em suas realizações. Todo o aparato regulamentador tem como objetivo “defender a sociedade”, num sentido amplo, do interesse coletivo, de modo algum no interesse estrito da corporação de profissionais.

  Apresenta-se aos CREAs denúncias de clientes contra profissionais em campos que tem remota ligação com a questão ética, relacionadas a especificidades do cumprimento de contratos e até mesmo desavenças pessoais. Grande parte desse tipo de questão deve ser tratada pela justiça comum, de pequenas causas, sendo o sistema profissional desprovido de competência para efetivamente solucioná-las.

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  O advento do Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078 / 90) representa imenso avanço no campo da defesa dos interesses da sociedade contra os maus prestadores de serviços. Seu conhecimento deve ampliar a consciência da importância dos atos profissionais e da sua responsabilidade perante a comunidade.

  Vale ter conhecimento de alguns elementos dos processos de infração, como se originam e se desenvolvem no interior dos CREAs. Apresentamos a seguir uma súmula da Resolução 207, de 28 de janeiro de 1972, do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia, que dispõe sobre os processos de infração, definindo ainda o quê é “reincidência” e “nova reincidência”.

  • Os processos de infração tem origem nos Conselhos Regionais de Engenharia, Arquitetura e Agronomia - CREAs. São apresentados de diferentes formas: a) através de relatórios circunstanciados - AUTOS DE INFRAđấO - feitos pela Fiscalização do Conselho Regional (exercida por funcionários do próprio CREA, que têm esse poder com base no Art. 77 da Lei 5.194, que diz: “são competentes para lavrar autos de

  infração das disposições a que se refere a presente Lei, os funcionários designados para esse fim pelos Conselhos Regionais de Engenharia, Arquitetura e Agronomia nas respectivas regiões”) e que devem ser assinados pelo infrator ou por duas

  testemunhas; b) por denúncia de Conselheiro Regional (sendo seu circunstanciamento mais genérico, e não dispensando a necessária diligência e apuração da denúncia, eventualmente feita pela própria Fiscalização do CREA) e; c) por denúncia de terceiro devidamente identificado, com firma reconhecida (podendo ser ou não um profissional habilitado). Essas denúncias envolvem todo o espectro da regulamentação profissional, e devem ser bem fundamentadas: a falsa acusação contra um profissional

   ou contra qualquer outra pessoa física ou jurídica tem conseqüências legais severas .

  • Toda denúncia deve ser formulada por escrito, detalhando a ocorrência, oferecendo dados para a sua apuração e, eventualmente, julgamento. Há denúncias que podem ser rejeitadas preliminarmente, seja por se tratar de assunto que ultrapasse (ou simplesmente não atinja) a competência do Conselho Regional, seja por sua apresentação e fundamentação inconsistente.
  • A falta de assinatura do infrator ou de testemunhas no Relatório da Fiscalização não invalida o Auto de Infração. Ou seja: o funcionário que lavra o Auto de Infração tem a fé do Conselho Regional, e seu registro será acatado para o início do processo de apuração. Caso seja inconsistente o Auto de infração, o funcionário do Conselho Regional poderá ser punido - a não ser que prove ter sido enganado, de algum modo.
  • A capitulação da infração - ou seja, a sua classificação, o que implica também sua aceitação ou rejeição -, a aplicação de penalidade e a lavratura do Auto de Infração serão determinadas pelo Coordenador da Câmara Especializada.
  • Cabe observar que a maioria dos CREAs tem pelos menos as Câmaras
  • 38 Especializadas de Arquitetura, Engenharia Civil, Agronomia, Engenharia Elétrica e

      Ver, por exemplo o Art. 339 do Código Penal, que diz: “ DAR CAUSA A INSTAURAđấO DE INVESTIGAđấO POLICIAL OU DE PROCESSO JUDICIAL CONTRA ALGUÉM ,

      IMPUTANDO LHE CRIME DE QUE O SABE INOCENTE PENA RECLUSÃO DE DOIS A OITO ANOS E MULTA

    • : , , .

      A PENA É AUMENTADA DE SEXTA PARTE , SE O AGENTE SE SERVE DE ANONIMATO OU DE NOME §1º-

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      Engenharia Mecânica; no caso do DF, soma-se a de Engenharia Florestal (e está em estágio de Comissão Permanente o grupo da Engenharia de Segurança do Trabalho, da qual podem fazer parte arquitetos, caso portem o título de especialização em

    39 Engenharia de Segurança do Trabalho ).

    • Quando não existir a Câmara Especializada competente, o próprio Presidente do CREA exercerá essas atribuições.
    • Uma vez lavrado o Auto de Infração, o Conselho Regional deve notificar o infrator para que: a) efetue o pagamento da multa no prazo de 10 dias, se for o caso, ou; b) oferecer defesa da infração, no mesmo prazo. Esse envio de cópia do Auto de Infração ao interessado (possível infrator), é feito por meio de registro postal (a correspondência é registrada, havendo controle de sua entrega a tempo). Caso o infrator se negue a receber o Auto de Infração ou obstruir o seu recebimento, essa atitude será também registrada, e o processo prosseguirá. PRAZO DE DEFESA
    • A Resolução nº 391, 17 de março de 1995 dispôs que o prazo para defesa contar- se-á a partir da entrega comprovada ao autuado do Auto de Infração. Eliminou a obrigação de publicação no Diário Oficial dos autuados semana a semana.
    • Caso o infrator não apresente defesa nem pague a multa, será considerado revel - ou seja, será julgado a partir dos dados do Auto de Infração, bem como dos elementos obtidos mediante apuração. Em alguns casos, a critério do Coordenador da Câmara, o prazo para a apresentação de defesa poderá ser prorrogado por mais 10 dias.
    • Caso o possível infrator apresente defesa, o processo será relatado (analisado e tomadas as eventuais providências para a apuração) por membro (Conselheiro) da Câmara Especializada; inexistindo Câmara Especializada, o julgamento será feito diretamente do Plenário (conjunto de todos os Conselheiros) do Conselho Regional - indicado seu membro para proceder ao relato.
    • Feito o julgamento ao nível da Câmara, e considerado culpado, o infrator será notificado a pagar a multa ou, dentro do prazo de 60 dias contados a partir da data da notificação da decisão da Câmara, interpor recurso ao Conselho Regional.
    • Da decisão do Conselho Regional cabe ainda recurso ao Conselho Federal, dentro do prazo de 60 dias - também contados a partir da data de notificação da decisão do Conselho Regional.
    • Esses recursos tem efeito suspensivo: durante sua apreciação são suspensas quaisquer providências de cobrança da multa - o que não impede que, a qualquer tempo do prazo de recurso, o infrator solucione seu débito junto ao Conselho Regional. Com o pagamento, o processo é arquivado.
    • O infrator não pode recorrer diretamente ao Conselho Federal: seu encaminhamento deve ser feito pelo Conselho Regional, devidamente instruído (analisado), dentro de 30 dias contados a partir do ingresso, pelo infrator, de seu recurso. Caso não seja atendido esse prazo, o infrator pode se remeter diretamente ao Conselho Regional, solicitando a avocação do processo - ou seja, sua compulsória remessa para a apreciação pelo Conselho Federal.
    • Julgado o recurso, os autos baixarão para o Conselho Regional executar a decisão, não cabendo recurso administrativo dessa decisão do Conselho Regional (o infrator
    • 39 deverá, se o desejar, representar junto à Justiça Federal).

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      , será

    • A multa que não for paga amigavelmente, transitada a decisão em julgado inscrita na Dívida Ativa e cobrável por via executiva.
    • Se a infração apurada constituir violação do Código Penal ou da Lei de Contravenções Penais, o Presidente do CONFEA deve comunicar o assunto à autoridade competente.
    • Observe-se que a persistência de uma infração por prazo superior a 15 dias, contado da última notificação, autoriza que o CREA lavre novo Auto de Infração, se o infrator não tiver apresentado defesa. A apresentação de defesa ou de recurso têm o “efeito suspensivo” também nesse sentido.
    • Reincidência: se o infrator praticar novamente ato pelo qual foi condenado, transitada em julgado uma infração, dá-se a sua reincidência. Também se considera reincidência a infração ocorrida em outra obra, serviço ou atividade técnica, desde que capitulada ao mesmo dispositivo legal daquela transitada em julgado.
    • Nova reincidência: considera-se ainda a nova infração como “nova reincidência”, caso a reincidência transite em julgado, e o infrator repetir a falta incriminada. A multa aplicável ao caso de uma “nova reincidência é igual à da reincidência - podendo ainda ser imposta, pelas Câmara Especializada, a suspensão temporária do exercício profissional por prazos variáveis de 6 meses a 2 anos e, pelos Conselhos Regionais, em Plenário, suspensão de 2 a 5 anos do exercício profissional.

    ACOBERTAMENTO PROFISSIONAL

      A Decisão Normativa nº 007, de 29 de abril de 1983 dispôs que nos casos de nova reincidência de acobertamento profissional, esses profissionais acobertadores poderão ser punidos com a suspensão temporária do exercício profissional por seis meses a cinco anos (na forma do Art. 74 da Lei 5.194 / 66). Essa deliberação consta do carimbo aposto aos Autos de Infração nos casos de acobertamento profissional.

       ERRO TÉCNICO

      A Decisão Normativa nº 019, de 21 de junho de 1985, definiu que, nos casos em que se constatem “a ocorrência de incidentes que caracterizem a possibilidade de haver ocorrido Erro Técnico nas áreas de Engenharia, Arquitetura e Agronomia” os CREAs devem realizar sindicância para apurar efetivamente os fatos, “utilizando-se de todos os serviços admissíveis independentes de outras providências policiais ou judiciais”, e isso após de agirem da seguinte forma: a) quando o Erro Técnico for decorrente da negligência do profissional, este deve ser prontamente autuado por acobertamento (Lei 5.194, Art. 6º, alínea “c”); b) quando o Erro Técnico é decorrente de incapacidade, imperícia ou outro fator qualquer, deverá ser aguardado o trânsito em julgado, proferida na justiça comum, para em seguida os CREAs se manifestarem publicamente de acordo com as 40 conclusões obtidas pela sindicância.

      “Transitar em julgado” significa ter-se decisão definitiva, a apuração final de uma sentença. O trânsito em julgado pode ocorrer mesmo nos níveis mais singelos de julgamento, na medida em que o

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      ☺

       MEDALHA DO MÉRITO

      Na Resolução 356, de 14 de julho de 1991, o CONFEA considerou a “necessidade de o Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia homenagear os profissionais do Sistema, Entidades de Classe, Instituições de Ensino e Personalidades Nacionais que, pelas suas ações se notabilizaram em prol da Engenharia, da Arquitetura e da Agronomia, nas modalidades discriminadas na Resolução 348/90”. A Medalha do Mérito é concedida anualmente, até um limite de doze - número que pode ser circunstanciadamente alterado. Não há a obrigação de concessão de Medalhas de mérito a todos os Grupos Profissionais. Complementarmente à Medalha, pode ser feita a inscrição no Livro do Mérito do Sistema CONFEA / CREAs (até vinte e cinco nomes de profissionais já falecidos). As indicações podem ser feitas pelos CREAs, pelas entidades nacionais, estaduais ou municipais, e pelas Instituições de Ensino, até cada mês de julho à Comissão do Mérito - que é composta por quatro membros e um Chanceler. Não se pode conceder a homenagem a profissional julgado e punido por infração ao Código de Etica. A Medalha é entregue pessoalmente ao agraciado, em Sessão Solene. Por motivo justificado, a entrega poderá ser prorrogada por até um ano. Caso esse prazo de esgote, será considerado declinante da homenagem, que será cancelada em livro próprio. Este ex-homenageado não poderá receber qualquer distinção futura do CONFEA.

       SOBRE A PRESCRIđấO DA PUNIBILIDADE DO PROFISSIONAL

      Lei nº 6.838, de 29 OUT 1980 Dispõe sobre o prazo prescricional de profissional liberal, por falta sujeita a processo disciplinar, a ser aplicada por órgão competente.

      O Presidente da República, Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. 1º - A punibilidade de profissional liberal, por falta sujeita a processo disciplinar, através de órgãos em que esteja inscrito, prescreve em 5 (cinco) anos, contados a partir da verificação do fato respectivo.

      Art. 2º - O conhecimento expresso ou a notificação feita diretamente ao profissional faltoso interrompe o prazo prescricional de que trata o Artigo anterior.

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      Parágrafo único - O conhecimento expresso ou notificação de que trata este Artigo ensejará defesa escrita ou a termo, a partir de quando recomeçará a fluir novo prazo prescricional. Art. 3º - Todo processo disciplinar parado há mais de 3 (três) anos, pendente de despacho ou julgamento, será arquivado ex officio, ou a requerimento da parte interessada. Art. 4º - O prazo prescricional, ora fixado, começa a correr, para as faltas já cometidas e os processos iniciados, a partir da vigência da presente Lei.

      Art. 5º - A presente Lei entrará em vigor 45 (quarenta e cinco) dias após sua publicação. Art. 6º - Revogam-se as disposições em contrário. JOÃO FIGUEIREDO Murillo Macêdo

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       A ÉTICA DO TRABALHO E A ÉTICA DA AVENTURA Existe uma ética do trabalho, como existe uma ética da aventura. Assim, o indivíduo do tipo trabalhador só atribuirá valor moral positivo às ações que sente ânimo de praticar e, inversamente, terá por imorais e detestáveis as qualidades próprias do aventureiro - audácia, imprevidência, irresponsabilidade, instabilidade, vagabundagem - tudo, enfim, quanto se relacione como a concepção espaçosa do mundo, característica desse tipo. Por outro lado, as energias e esforços que se dirigem a uma recompensa imediata são enaltecidos pelos aventureiros; as energias que visam à estabilidade, à paz, à segurança pessoal e os esforços sem perspectiva de rápido proveito material passam, ao contrário, por viciosos e desprezíveis para eles. Nada lhes parece mais estúpido e mesquinho que o ideal do trabalhador.”

      Sérgio Buarque de Holanda, in Raízes do Brasil, 1936.

      QUAIS AS DIFERENÇAS ENTRE AS ÉTICAS DO “TRABALHADOR” E DO AVENTUREIRO, NA VISÃO DE SÉRGIO BUARQUE DE HOLANDA ? ESSA METÁFORA TERIA, A SEU VER, ALGUM REBATIMENTO

      PARA A PRÁTICA PROFISSIONAL DA ARQUITETURA, OU SE TRATA DE UM ARGUMENTO MORAL INÓCUO, OU DE RELAđấO INAPROPRIADA COM A PRÁTICA PROFISSIONAL ?

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      PARTE 2 ELEMENTOS DA LEGISLAđấO PROFISSIONAL

      ATRIBUIđỏES PROFISSIONAIS: ANÁLISE DA RESOLUđấO Nử 218 / 73 A Resolução nº 218, de 29 e junho de 1973, é referência fundamental para o estabelecimento do “Estatuto”de cada profissão englobada pelo sistema CONFEA / CREAs. Ela veio em substituição a 47 (quarenta e sete) resoluções anteriores, que buscavam definir as atribuições de cada profissão, mas que tinham os inconvenientes dos formatos diversos de classificação das atividades e a assistematicidade de sua terminologia e convenções. Nessa Resolução vem apresentada a definição formal do que cada profissão

      básicamente é, para os efeitos da aplicação da Lei 5.194 / 66, para a fiscalização do

      exercício profissional e, em especial, para a definição das “fronteiras’ entre as profissões, suas exclusividades e “inclusividades” - o que não impediu que se revelassem importantes sobreposições entre as suas atribuições características, com a concorrência (ou “sombreamento”) entre atribuições profissionais, gerando dúvidas e ambigüidades que até o momento perduram.

      RESOLUđấO Nử 218, DE 29 DE JUNHO DE 1973 Discrimina atividades das diferentes modalidades profissionais da Engenharia, Arquitetura e Agronomia.

      O Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia, usando das atribuições que lhe conferem as letras “d” e “f”, parágrafo único do Artigo 27 da Lei nº 5.194, de 24 de dezembro de 1966, Considerando que o Artigo 7º da Lei nº 5.194 / 66 refere-se às atividades profissionais do engenheiro, do arquiteto e do engenheiro agrônomo, em termos genéricos; Considerando a necessidade de discriminar atividades das diferentes modalidades profissionais da Engenharia, Arquitetura e Agronomia em nível superior e em nível médio, para fins da fiscalização de seu exercício profissional, e atendendo ao disposto na alínea “b” do Artigo 6º e parágrafo único do Artigo 84 da Lei 5.194, de 24 de dezembro de 1966, RESOLVE: ARTIGO 1ử- PARA EFEITO DE FISCALIZAđấO DO EXERCễCIO

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      ENGENHARIA, ARQUITETURA E AGRONOMIA EM NÍVEL SUPERIOR E EM NÍVEL MÉDIO, FICAM DESIGNADAS AS SEGUINTES ATIVIDADES: ο ATIVIDADE 01 - SUPERVISấO, COORDENAđấO E ORIENTAđấO

      TÉCNICA; ο ATIVIDADE 02 - ESTUDO, PLANEJAMENTO, PROJETO E

      ESPECIFICAđấO; ο ATIVIDADE 03 - ESTUDO DE VIABILIDADE TÉCNICO-ECONÔMICA; ο ATIVIDADE 04 - ASSISTÊNCIA, ASSESSORIA E CONSULTORIA; ο ATIVIDADE 05 - DIREđấO DE OBRA E SERVIđO TÉCNICO; ο ATIVIDADE 06 - VISTORIA, PERễCIA, AVALIAđấO, ARBITRAMENTO,

      LAUDO, PARECER TÉCNICO; ο ATIVIDADE 07 - DESEMPENHO DE CARGO E FUNđấO TÉCNICA; ο ATIVIDADE 08 - ENSINO, PESQUISA, ANÁLISE, EXPERIMENTAđấO,

      ENSAIO E DIVULGAđấO TÉCNICA; ο ATIVIDADE 09 - ELABORAđấO DE ORđAMENTO; ο ATIVIDADE 10 - PADRONIZAđấO, MENSURAđấO E CONTROLE DE

      QUALIDADE; ο ATIVIDADE 11 - EXECUđấO DE OBRA E SERVIđO TÉCNICO; ο ATIVIDADE 12 - FISCALIZAđấO DE OBRA E SERVIđO TÉCNICO; ο ATIVIDADE 13 - PRODUđấO TÉCNICA ESPECIALIZADA; ο ATIVIDADE 14 - CONDUđấO DE TRABALHO TÉCNICO; ο ATIVIDADE 15 - CONDUđấO DE EQUIPE DE INSTALAđấO,

      MONTAGEM, OPERAđấO, REPARO OU MANUTENđấO; ο ATIVIDADE 16 - EXECUđấO DE INSTALAđấO, MONTAGEM E REPARO; ο ATIVIDADE 17 - OPERAđấO E MANUTENđấO DE EQUIPAMENTO E

      INSTALAđấO; ο ATIVIDADE 18 - EXECUđấO DE DESENHO TÉCNICO.

      QUAIS AS ARTIGO 2º- COMPETE AO ARQUITETO OU

      ATIVIDADES QUE

      ENGENHEIRO-ARQUITETO:

      COMPETEM AO

      I - O DESEMPENHO DAS ATIVIDADES 01 A 18 DO

      ARQUITETO ? ARTIGO 1ử DESTA RESOLUđấO REFERENTES A

      QUAIS AS

      EDIFICAđỏES, CONJUNTOS ARQUITETÔNICOS E

      “PALAVRAS-CHAVE”

      MONUMENTOS; ARQUITETURA PAISAGÍSTICA E DE

      DA PROFISSÃO ?

      INTERIORES; PLANEJAMENTO FÍSICO, LOCAL, URBANO E REGIONAL; SEUS SERVIÇOS AFINS E CORRELATOS.

      ARTIGO 3º - COMPETE AO ENGENHEIRO AERONÁUTICO: I - O DESEMPENHO DAS ATIVIDADES 01 A 18 DO ARTIGO 1º DESTA RESOLUđấO REFERENTES A AERONAVES, SEUS SISTEMAS E SEUS COMPONENTES; MÁQUINAS, MOTORES E EQUIPAMENTOS;

      INSTALAđỏES INDUSTRIAIS E MECÂNICAS RELACIONADAS ầ

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      TRÁFEGO E SERVIđOS DE COMUNICAđấO DE TRANSPORTE AÉREO; SEUS SERVIÇOS AFINS OU CORRELATOS. ARTIGO 4º - COMPETE AO ENGENHEIRO AGRIMENSOR: I - O DESEMPENHO DAS ATIVIDADES 01 A 18 DO ARTIGO 1º DESTA

       RESOLUđấO REFERENTES A LEVANTAMENTOS TOPOGRÁFICOS ,

      

      

       BATIMÉTRICOS , GEODÉSICOS E AEROFOTOGRAMÉTRICOS ,

      LOCAđấO DE: A) LOTEAMENTOS; B) SISTEMAS DE SANEAMENTO,

      IRRIGAđấO E DRENAGEM; C) TRAđADOS DE CIDADES; D) ESTRADAS, SEUS SERVIÇOS AFINS OU CORRELATOS;

      II - O DESEMPENHO DAS ATIVIDADES 06 A 12 E 14 A 18 DO ARTIGO 1º DESTA RESOLUđấO REFERENTE A ARRUAMENTOS, ESTRADAS E OBRAS HIDRÁULICAS; SEUS SERVIÇOS AFINS E CORRELATOS.

      

      : ARTIGO 5º - COMPETE AO ENGENHEIRO AGRÔNOMO I - O DESEMPENHO DAS ATIVIDADES 01 A 18 DO ARTIGO 1º DESTA RESOLUđấO, REFERENTES A ENGENHARIA RURAL; CONSTRUđỏES 41 PARA FINS RURAIS E SUAS INSTALAđỏES COMPLEMENTARES;

      Topografia é a descrição do topos, do lugar, como técnica de levantamento e representação de uma área indicando todos os acidentes e objetos que se encontrem em sua superfície. Dois tipos de representação são especialmente considerados: a planimetria (levantamento topográfico que fornece a projeção horizontal desses acidentes e objetos - sobretudo de sua poligonal ou de pontos relevantes do terreno em estudo) e a altimetria (ou hipsometria, levantamento topográfico das altitudes dos pontos de um terreno); os planejadores físicos - entre os quais os arquitetos -, geralmente trabalham com 42 representações planialtimétricas, que reúnem os dois tipos de levantamento.

      Batimetria é o levantamento do relevo do fundo de uma área oceânica, lacustre, fluvial etc, bem 43 como a representação gráfica desse relevo.

      Geodésia (ou geodesia) é o estudo da das dimensões da Terra ou de parte de sua superfície, que fundamenta topografias envolvendo grandes distâncias, em que a curvatura do planeta deve ser 44 necessariamente considerada.

      Aerofotogrametria é um tipo de “fotogrametria” (ou fotocartografia), que é a técnica de determinação da altimetria, nos levantamento cartográficos, por meio de pares de fotografias tiradas simultaneamente por duas câmaras mantidas a distância constante uma da outra. Na aerofotogrametria as fotos são 45 tiradas de aeronave.

      A Resolução nº 256, de 27 de maio de 1979 criou ainda o Engenheiro Agrícola, que pode realizar as atividades 01 a 18 da Resolução 218, tendo como palavras-chave: ỀAPLICAđấO DE CONHECIMENTOS TECNOLốGICOS PARA A SOLUđấO DE PROBLEMAS RELACIONADOS ầ PRODUđấO AGRễCOLAỂ envolvendo ỀENERGIA, TRANSPORTE, SISTEMAS ESTRUTURAIS E EQUIPAMENTOS, NAS ÁREAS DE SOLO E ÁGUASỂ; ỀCONSTRUđỏES PARA FINS RURAISỂ; ỀELETRIFICAđấOỂ; ỀMÁQUINAS E IMPLEMENTOS AGRễCOLASỂ; “PROCESSAMENTO E ARMAZENAMENTO DE PRODUTOS AGRÍCOLAS”; “CONTROLE DE POLUđấO EM MEIO RURALỂ. Observa-se que a “coincidência” de atribuições com o Engenheiro Agrônomo é total. A Resolução 256 / 78 estabelece ainda que os engenheiros agrícolas integrarão o “grupo ou categoria da agronomia na modalidade agronomia” (Art. 3º). Outra profissão incluída na modalidade agronomia, pela Resolução 269, de 20 de março de 1981, foi a de Meteorologista, cujo exercício profissional fora regulamentado pela Lei nº 6.835, de 14 de outubro de 1980. Outra profissão incluída na modalidade agronomia, pela Resolução 279, de 15 de junho de 1983 é a Engenharia de Pesca, que tem como palavras-chave : “APROVEITAMENTO DOS RECURSOS NATURAIS AUễCOLASỂ; ỀA CULTURA E A UTILIZAđấO DA RIQUEZA BIOLốGICA DOS

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      IRRIGAđấO E DRENAGEM PARA FINS AGRễCOLAS; FITOTECNIA E ZOOTECNIA; MELHORAMENTO ANIMAL E VEGETAL; RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS; ECOLOGIA, AGROMETEOROLOGIA; DEFESA SANITÁRIA; QUÍMICA AGRÍCOLA; ALIMENTOS; TECNOLOGIA DE TRANSFORMAđấO (AđÚCAR, AMIDO, ốLEOS, LATICễNIOS, VINHOS E DESTILADOS); BENEFICIAMENTO E CONSERVAđấO DOS PRODUTOS

      

       ANIMAIS E VEGETAIS; ZIMOTECNIA ; AGROPECUÁRIA; EDAFOLOGIA ;

      FERTILIZANTES E CORRETIVOS; PROCESSO DE CULTURA E DE

       UTILIZAđấO DO SOLO; MICROBIOLOGIA AGRễCOLA; BIOMETRIA ;

      PARQUES E JARDINS; MECANIZAđấO NA AGRICULTURA; IMPLEMENTOS

      

       AGRễCOLAS; NUTRIđấO ANIMAL; AGROSTOLOGIA ; BROMATOLOGIA

      E RAđỏES; ECONOMIA RURAL E CRÉDITO RURAL; SEUS SERVIđOS AFINS E CORRELATOS. ARTIGO 6º - COMPETE AO ENGENHEIRO CARTÓGRAFO OU AO

      ENGENHEIRO DE GEODÉSIA E TOPOGRAFIA OU AO ENGENHEIRO

    51 GEÓGRAFO :

      I - O DESEMPENHO DAS ATIVIDADES 01 A 12 E 14 A 18 DO ARTIGO 1º DESTA RESOLUđấO REFERENTES A LEVANTAMENTO TOPOGRÁFICOS, BATIMÉTRICOS, GEODÉSICOS E AEROFOTOGRAMÉTRICOS; ELABORAđấO DE CARTAS GEOGRÁFICAS; SEUS SERVIđOS AFINS E CORRELATOS.

      ARTIGO 7º - COMPETE AO ENGENHEIRO CIVIL OU ENGENHEIRO DE

      FORTIFICAđấO E CONSTRUđấO:

      I - O DESEMPENHO DAS ATIVIDADES 01 A 18 DESTA RESOLUđấO 46 RELATIVAS A EDIFICAđỏES, ESTRADAS, PISTAS DE ROLAMENTO E 47 Zimotecnia é a técnica de provocar, dirigir e estudar a fermentação.

      Edafologia (ou pedologia) é a ciência que estuda os solos, sua origem, composição, propriedades e 48 evolução.

      Biometria é a ciência que estuda a mensuração dos seres vivos, estudando estatisticamente atributos 49 biológicos quantitativos pertinentes às populações de seres vivos.

      Agrostologia é a ciência que estuda as plantas da família das gramíneas; sua descrição é a 50 agrostografia. 51 Bromatologia é a ciência que estuda os alimentos.

      O Engenheiro-Geógrafo é diferente do Bacharel ou licenciado em Geografia. A Resolução nº 323, de 26 de junho de 1987, dispôs sobre o registro de Geógrafo nos CREAs. Esse registro passa a ser concedido aos portadores de diploma de geógrafo ou de bacharel em Geografia ou em Geografia e História e ainda: I - aos licenciados em Geografia ou em Geografia e História, legalmente habilitados, e que na data de 28 de junho de 1979 estavam: a) com contrato de trabalho como Geógrafo em órgão da administração direta ou indireta ou em entidade privada; b) exercendo a docência universitária e; II - todos aqueles que, em 28 de junho de 1979, estavam comprovadamente exercendo, há cinco anos ou mais, atividades profissionais de Geógrafo. A Resolução nº 323, de 26 de junho de 1987, dispôs sobre o registro de Geógrafo nos CREAs. Esse registro passa a ser concedido aos portadores de diploma de geógrafo ou de bacharel em Geografia ou em Geografia e História e ainda: I - aos licenciados em Geografia ou em Geografia e História, legalmente habilitados, e que na data de 28 de junho de 1979 estavam: a) com contrato de trabalho como Geógrafo em órgão da administração direta ou indireta ou em entidade privada; b) exercendo a docência universitária e; II - todos aqueles que, em 28 de junho de 1979, estavam comprovadamente exercendo, há cinco anos ou mais, atividades profissionais de Geógrafo.

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      QUAIS AS ATIVIDADES QUE AEROPORTOS; SISTEMAS DE TRANSPORTES, DE

      COMPETEM AO ABASTECIMENTO DE ÁGUA E DE SANEAMENTO;

       ENGENHEIRO CIVIL ?

      PORTOS, RIOS, CANAIS, BARRAGENS E DIQUES ; QUAIS AS

      DRENAGEM E IRRIGAđấO; PONTES E GRANDES “PALAVRAS-CHAVE” ESTRUTURAS; SEUS SERVIÇOS AFINS E CORRELATOS.

      DA PROFISSÃO ? ARTIGO 8º - COMPETE AO ENGENHEIRO

    53 ELETRICISTA OU AO ENGENHEIRO ELETRICISTA,

      MODALIDADE ELETROTÉCNICA:

      I - O DESEMPENHO DAS ATIVIDADES 1 A 18 DO ARTIGO 1º DESTA RESOLUđấO REFERENTES ầ GERAđấO, TRANSMISSấO, DISTRIBUIđấO E UTILIZAđấO DA ENERGIA ELÉTRICA; EQUIPAMENTOS, MATERIAIS E MÁQUINAS ELÉTRICAS; SISTEMAS DE MEDIđấO E CONTROLE ELÉTRICOS; SEUS SERVIÇOS AFINS E CORRELATOS.

       OU AO

      ARTIGO 9º - COMPETE AO ENGENHEIRO ELETRÔNICO

      ENGENHEIRO ELETRICISTA, MODALIDADE ELETRÔNICA OU AO ENGENHEIRO DE COMUNICAđấO:

      I - O DESEMPENHO DAS ATIVIDADES 1 A 18 DO ARTIGO 1º DESTA RESOLUđấO REFERENTES A MATERIAIS ELÉTRICOS E ELETRÔNICOS; EQUIPAMENTOS ELETRÔNICOS EM GERAL; SISTEMAS DE COMUNICAđấO E TELECOMUNICAđỏES; SISTEMAS DE MEDIđấO E CONTROLE ELÉTRICO E ELETRÔNICO; SEUS SERVIÇOS AFINS E CORRELATOS.

      ARTIGO 10 - COMPETE AO ENGENHEIRO FLORESTAL: I - O DESEMPENHO DAS ATIVIDADES 1 A 18 DO ARTIGO 1º DESTA RESOLUđấO REFERENTES A ENGENHARIA RURAL; CONSTRUđấO PARA FINS FLORESTAIS E SUAS INSTALAđỏES COMPLEMENTARES;

    55 SILVIMETRIA E INVENTÁRIO FLORESTAL; MELHORAMENTO

      FLORESTAL; RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS; ECOLOGIA, CLIMATOLOGIA, DEFESA SANITÁRIA FLORESTAL; PRODUTOS FLORESTAIS, SUA TECNOLOGIA E SUA INDUSTRIALIZAđấO; 52 EDAFOLOGIA; PROCESSOS DE UTILIZAđấO DE SOLO E DE FLORESTA;

      Barragens e diques pertencem à categoria maior das “represas”, construções destinadas a conter as águas de rios, transbordos de lagos, etc. Grosso modo, as barragens são construções com materiais naturais (terra, rocha, madeira etc) e os diques são construções com comportas, em concreto, podendo 53 ainda utilizar estruturas metálicas.

      Não posso deixar de salientar o erro comum de se chamar o Engenheiro Eletricista de “Engenheiro Elétrico”. A denominação “Engenheiro Eletricista” é diretamente derivada de “eletricismo”, palavra 54 que denomina o conjunto dos fenômenos elétricos.

      Eletrônica é a parte da Física dedicada ao estudo do comportamento de circuitos elétricos que contenham válvulas, semicondutores, transdutores etc, ou à fabricação de tais circuitos. A Resolução nº 380, de 17 de dezembro de 1993, discriminou as atribuições provisórias dos Engenheiros de Computação ou Engenheiros Eletricistas com ênfase em Computação, conferindo-lhes as atribuições deste Art. 9º, acrescidas das palavras-chave “ANÁLISE DE SISTEMAS COMPUTACIONAIS, SEUS SERVIÇOS AFINS E CORRELATOS”.

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      ORDENAMENTO E MANEJO FLORESTAL; MECANIZAđấO NA FLORESTA;

      IMPLEMENTOS FLORESTAIS; ECONOMIA E CRÉDITO RURAL PARA FINS FLORESTAIS; SEUS SERVIÇOS AFINS E CORRELATOS. ARTIGO 11 - COMPETE AO ENGENHEIRO GEÓLOGO OU GEÓLOGO: I - O DESEMPENHO DAS ATIVIDADES DE QUE TRATA A LEI Nº 4.076, DE

       23 DE JUNHO DE 1962 .

      ARTIGO 12 - COMPETE AO ENGENHEIRO MECÂNICO OU AO

      ENGENHEIRO MECÂNICO E DE AUTOMÓVEIS OU AO ENGENHEIRO MECÂNICO E DE ARMAMENTO OU AO ENGENHEIRO DE AUTOMÓVEIS OU AO ENGENHEIRO INDUSTRIAL, MODALIDADE MECÂNICA:

      I - O DESEMPENHO DAS ATIVIDADES 1 A 18 DO ARTIGO 1º DESTA RESOLUđấO REFERENTES A PROCESSOS MECÂNICOS, MÁQUINAS EM GERAL; INSTALAđỏES INDUSTRIAIS E MECÂNICAS; EQUIPAMENTOS MECÂNICOS E ELETRO-MECÂNICOS; VEÍCULOS AUTOMOTORES; SISTEMAS DE PRODUđấO, DE TRANSMISSấO E DE UTILIZAđấO DO CALOR; SISTEMAS DE REFRIGERAđấO E DE AR CONDICIONADO; SEUS SERVIÇOS AFINS E CORRELATOS.

       ARTIGO 13 - COMPETE AO ENGENHEIRO METALURGISTA OU AO ENGENHEIRO INDUSTRIAL E DE METALURGIA OU AO ENGENHEIRO

    INDUSTRIAL, MODALIDADE METALURGIA:

      I - O DESEMPENHO DAS ATIVIDADES 1 A 18 DO ARTIGO 1º DESTA RESOLUđấO REFERENTES A PROCESSOS METALÚRGICOS,

      INSTALAđỏES E EQUIPAMENTOS DESTINADOS ầ INDÚSTRIA METALÚRGICA, BENEFICIAMENTO DE MINÉRIOS; PRODUTOS METALÚRGICOS; SEUS SERVIÇOS AFINS E CORRELATOS.

      ARTIGO 14 - COMPETE AO ENGENHEIRO DE MINAS: I - O DESEMPENHO DAS ATIVIDADES 1 A 18 DO ARTIGO 1º DESTA RESOLUđấO REFERENTES A PROSPECđấO E ầ PESQUISA MINERAL; 56 LAVRA DE MINAS; CAPTAđấO DE ÁGUA SUBTERRÂNEA;

      A Lei 4.076 / 62 coloca em seu Art. 6º que “são da competência do geólogo ou engenheiro geólogo:

      a) trabalhos topográficos e geodésicos; b) levantamentos geológicos, geoquímicos e geofísicos; c) estudos relativos às ciências da Terra; d) trabalhos de prospecção e pesquisa para cubação de jazidas e determinação de seu valor econômico; e) ensino das ciências geológicas nos estabelecimentos de ensino secundário e superior; f) assuntos legais relacionados com suas especialidades; g) perícias e arbitramentos referentes às matérias das alíneas anteriores.” Também o parágrafo único do Art. 6º da Lei 4.076 / 62 estabelece que o disposto no item IX, Art. 16, do Decreto Lei nº 1.985, de 29 de janeiro de 1940 (o Código de Minas) é de competência do geólogo ou engenheiro geólogo, referente a análise técnica de minas. Há, nesse item, referência direta à 57 competência do Engenheiro de Minas.

      Metalurgia (do grego , metallourgeia = “trabalho de metais”) é o conjunto de tratamentos físicos e químicos a que se submetem os minerais para a extração de metais, de forma purificada e beneficiada - também significando, mais modernamente, as técnicas de construção de estruturas metálicas, embora

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      BENEFICIAMENTO DE MINÉRIOS E ABERTURA DE VIAS SUBTERRÂNEAS; SEUS SERVIÇOS AFINS E CORRELATOS. ARTIGO 15 - COMPETE AO ENGENHEIRO NAVAL: I - O DESEMPENHO DAS ATIVIDADES 1 A 18 DO ARTIGO 1º DESTA RESOLUđấO REFERENTES A EMBARCAđỏES E SEUS COMPONENTES; MÁQUINAS, MOTORES E EQUIPAMENTOS; INSTALAđỏES INDUSTRIAIS E MECÂNICAS RELACIONADAS À MODALIDADE; DIQUES E PORTA-BATÉIS; OPERAđấO, TRÁFEGO E SERVIđOS DE COMUNICAđấO DE TRANSPORTE HIDROVIÁRIO; SEUS SERVIÇOS AFINS E CORRELATOS. ARTIGO 16 - COMPETE AO ENGENHEIRO DE PETRÓLEO: I - O DESEMPENHO DAS ATIVIDADES 1 A 18 DO ARTIGO 1º DESTA RESOLUđấO REFERENTES AO DIMENSIONAMENTO, AVALIAđấO E EXPLORAđấO DE JAZIDAS PETROLễFERAS, TRANSPORTE E

      INDUSTRIALIZAđấO DO PETRốLEO; SEUS SERVIđOS AFINS E CORRELATOS. ARTIGO 17 - COMPETE AO ENGENHEIRO QUÍMICO OU AO

      ENGENHEIRO INDUSTRIAL, MODALIDADE QUÍMICA:

      I - O DESEMPENHO DAS ATIVIDADES 1 A 18 DO ARTIGO 1º DESTA RESOLUđấO REFERENTES ầ INDÚSTRIA QUễMICA E PETROQUễMICA E DE ALIMENTOS; PRODUTOS QUÍMICOS; TRATAMENTO DE ÁGUA E

      INSTALAđỏES DE TRATAMENTO DE ÁGUA INDUSTRIAL E DE REJEITOS INDUSTRIAIS; SEUS SERVIÇOS AFINS E CORRELATOS.

       ARTIGO 18 - COMPETE AO ENGENHEIRO SANITARISTA :

      I - O DESEMPENHO DAS ATIVIDADES 1 A 18 DO ARTIGO 1º DESTA RESOLUđấO REFERENTES AO CONTROLE SANITÁRIO DO AMBIENTE; 58 CAPTAđấO E DISTRIBUIđấO DE ÁGUA; TRATAMENTO DE ÁGUA,

      A Resolução nº 310, de 23 de julho de 1986, à vista de Resoluções do Conselho Federal de Educação, dos anos de 1976 e 1977 (que reestabeleceram o currículo do Curso de Graduação em Engenharia Sanitária), reajustou a discriminação das atribuições do Engenheiro Sanitarista, que passou a ter as seguintes palavras-chave: “SISTEMAS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA, INCLUINDO CAPTAđấO, ADUđấO, RESERVAđấO, DISTRIBUIđấO E TRATAMENTO DE ÁGUAỂ; ỀSISTEMAS DE DISTRIBUIđấO DE EXCRETAS E DE ÁGUAS RESIDUÁRIAS (ESGOTO) EM SOLUđỏES INDIVIDUAIS OU SISTEMAS DE ESGOTOS, INCLUINDO TRATAMENTOỂ; “COLETA, TRANSPORTE E TRATAMENTO DE RESÍDUOS SÓLIDOS (LIXO)”; “CONTROLE SANITÁRIO DO AMBIENTE, INCLUINDO O CONTROLE DE POLUIđấO AMBIENTALỂ; “CONTROLE DE VETORES BIOLÓGICOS TRANSMISSORES DE DOENÇAS (ARTRÓPODES E ROEDORES DE IMPORTÂNCIA PARA A SAÚDE PÚBLICA)Ể; ỀINSTALAđỏES PREDIAIS HIDRO-SANITÁRIASỂ; ỀSANEAMENTO DE EDIFICAđỏES E LOCAIS PÚBLICOS, TAIS COMO PISCINAS, PARQUES E ÁREAS DE LAZER, RECREAđấO E ESPORTE EM GERALỂ; “SANEAMENTO DOS ALIMENTOS”. O que impressiona é tanto a imensa importância formal desse profissional, quanto o que está efetivamente ocorrendo - desde meados da década de 80, com o fortalecimento da legislação ambiental e a exigência sistemática dos Estudos / Relatórios de Impacto Ambiental para determindos empreendimentos de ocupação territorial / urbana / rural - com a concorrência de profissionais que não possuem a formação legalmente necessária para realizar determinados trabalhos. Há algo de podre no

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      ESGOTO E RESÍDUOS; CONTROLE DE POLUIÇÀO; DRENAGEM; HIGIENE E CONFORTO DE AMBIENTE; SEUS SERVIÇOS AFINS E CORRELATOS. ARTIGO 19 - COMPETE AO ENGENHEIRO TECNÓLOGO DE ALIMENTOS: I - O DESEMPENHO DAS ATIVIDADES 1 A 18 DO ARTIGO 1º DESTA RESOLUđấO REFERENTES ầ INDÚSTRIA DE ALIMENTOS; ACONDICIONAMENTO, PRESERVAđấO, DISTRIBUIđấO, TRANSPORTE E ABASTECIMENTO DE PRODUTOS ALIMENTARES; SEUS SERVIÇOS AFINS E CORRELATOS. ARTIGO 20 - COMPETE AO ENGENHEIRO TÊXTIL: I - O DESEMPENHO DAS ATIVIDADES 01 A 18 DO ARTIGO 1º DESTA RESOLUđấO REFERENTES ầ INDÚSTRIA TÊXTIL; PRODUTOS TÊXTEIS; SEUS SERVIÇOS AFINS E CORRELATOS. ARTIGO 21- COMPETE AO URBANISTA: I - O DESEMPENHO DAS ATIVIDADES 01 A 12 E 14 A 18 DO ARTIGO 1º DESTA RESOLUđấO, REFERENTE A DESENVOLVIMENTO URBANO E

      REGIONAL, PAISAGISMO E TRÂNSITO; SEUS SERVIÇOS AFINS E

    59 CORRELATOS.

      ARTIGO 22 - COMPETE AO ENGENHEIRO DE OPERAđấO: I - O DESEMPENHO DAS ATIVIDADES 09 A 18 DO ARTIGO 1º DESTA RESOLUđấO, CIRCUNSCRITAS AO ÂMBITO DAS RESPECTIVAS MODALIDADES PROFISSIONAIS;

      II - AS RELACIONADAS NOS NÚMEROS 06 A 08 DO ARTIGO 1º DESTA RESOLUđấO, DESDE QUE ENQUADRADAS NO DESEMPENHO DAS

       59 ATIVIDADES REFERIDAS NO ITEM I DESTE ARTIGO .

      Lúcio Costa, em entrevista dada ao jornalista Jayme Maurício publicada na seção Itinerário das Artes do jornal carioca Correio da Manhã, de 15 de junho de 1957, fez colocação sobre o Curso de Urbanismo da Faculdade Nacional de Arquitetura que vale a pena ser conhecida (ou relembrada): “Muita coisa poderá ser feita num curso de urbanismo; há outras porém que devem ser evitadas e, entre elas, as erradamente desejadas garantias legais para os portadores do diploma do curso, no sentido de somente a eles serem facultadas oficialmente as tarefas de urbanismo. O diploma conferido pelo Curso seria um título apenas - não deve ter qualquer outra vantagem, sobretudo se for limitadora do exercício da profissão”. 60 Deve-se considerar que o Engenheiro de Produção foi ainda outra nova modalidade profissional introduzida por Resolução posterior, a de nº 235, de 9 de outubro de 1975. Suas atribuições envolvem as atividades 01 a 18 da Resolução 218, tendo como palavras-chave: “PROCEDIMENTOS NA FABRICAđấO INDUSTRIALỂ; ỀMÉTODOS E SEQưÊNCIAS DE PRODUđấO INDUSTRIAL EM GERAL E AO PRODUTO INDUSTRIALIZADO”. Deve-se considerar que o Engenheiro de Materiais foi ainda outra modalidade profissional introduzida por Resolução posterior, a de nº 241, de 31 de julho de 1976. Suas atribuições envolvem as atividades 01 a 18 da Resolução 218, tendo como palavras-chave: “PROCEDIMENTOS TECNOLốGICOS NA FABRICAđấO DE MATERIAIS PARA A INDÚSTRIA E SUAS TRANSFORMAđỏES INDUSTRIAISỂ; ỀUTILIZAđấO DAS INSTALAđỏES E EQUIPAMENTOS DESTINADOS A ESSA PRODUđấO INDUSTRIAL ESPECIALIZADAỂ.

      PRÁTICA PROFISSIONAL DA ARQUITETURA E URBANISMO PROFESSOR RESPONSÁVEL: ARQ. FREDERICO FLÓSCULO PINHEIRO BARRETO

      ARTIGO 23 - COMPETE AO TÉCNICO DE NÍVEL SUPERIOR OU

    61 TECNÓLOGO :

      I - O DESEMPENHO DAS ATIVIDADES 09 A 18 DO ARTIGO 1º DESTA RESOLUđấO, CIRCUNSCRITAS AO ÂMBITO DAS RESPECTIVAS MODALIDADES PROFISSIONAIS;

      II - AS RELACIONADAS NOS NÚMEROS 06 A 08 DO ARTIGO 1º DESTA RESOLUđấO, DESDE QUE ENQUADRADAS NO DESEMPENHO DAS ATIVIDADES REFERIDAS NO ITEM I DESTE ARTIGO.

       ARTIGO 24 - COMPETE AO TÉCNICO DE GRAU MÉDIO :

      I - O DESEMPENHO DAS ATIVIDADES 14 A 18 DO ARTIGO 1º DESTA RESOLUđấO, CIRCUNSCRITAS AO ÂMBITO DAS RESPECTIVAS MODALIDADES PROFISSIONAIS;

      II - AS RELACIONADAS NOS NÚMEROS 07 A 12 DO ARTIGO 1º DESTA RESOLUđấO, DESDE QUE ENQUADRADAS NO DESEMPENHO DAS ATIVIDADES REFERIDAS NO ITEM I DESTE ARTIGO.

      ARTIGO 25 - NENHUM PROFISSIONAL PODERÁ DESEMPENHAR ATIVIDADES ALÉM DAQUELAS QUE LHE COMPETEM, PELAS CARACTERÍSTICAS DE SEU CURRÍCULO ESCOLAR, CONSIDERADAS EM CADA CASO, APENAS, AS DISCIPLINAS QUE CONTRIBUEM PARA A GRADUAđấO PROFISSIONAL, SALVO OUTRAS QUE LHE SEJAM ACRESCIDAS EM CURSO DE PốS-GRADUAđấO, NA MESMA

    63 MODALIDADE .

      modalidades com a indústria gera inúmeras situações de conflito em termos de atribuições com praticamente todas as profissões descritas na Resolução 218. Em especial, os termos “ENGENHARIA DE OPERAđấOỂ e ỀENGENHARIA DE PRODUđấOỂ são extremamente genéricos (e ambắguos entre sí, quase sinônimos), e poderiam abranger todas as engenharias - o que tornaria a regulamentação muito mais simples. A Resolução nº 288, de 7 de dezembro de 1983 explicita ainda que “a estrutura dos cursos de engenharia estabelece seis grandes áreas ( a saber: CIVIL, MECÂNICA, ELÉTRICA, METALÚRGICA, MINAS e QUÍMICA), podendo advir de cada uma as formações em Engenharia de Produção e em Engenharia Industrial”. Essa resolução buscou equiparar os Engenheiros de Produção e Industriais aos Engenheiros das respectivas “grandes áreas” de origem - de produção / 61 indústria.

      A Resolução nº 313, de 26 de setembro de 1986, dispôs sobre o exercício profissional dos tecnólogos das áreas “submetidas à regulamentação e fiscalização instituídas pela Lei nº5.194”. Os tecnólogos foram enquadrados nas “grandes áreas da engenharia” (Agronomia, Civil, Elétrica, Mecânica, Minas e Química), embora a Resolução dê abertura para a absorção de modalidades de 62 Tecnólogos no Grupo ou Categoria da Arquitetura.

      Desenvolvemos a seguir uma seção de referência à legislação que se aplica aos Técnicos de Segundo Grau, em especial na área de Edificações (ou Arquitetura e Engenharia). Esse Artigo 24 foi regulamentado, iniciamente, pela Resolução nº 262, de 28 de julho de 1979, que considera “a conveniência de se deixarem bem explícitas as atribuições concedidas aos técnicos de 2º grau ... e a necessidade de discriminar as atividades pertinentes às diferentes habilitações desses 63 profissionais”.

      PRÁTICA PROFISSIONAL DA ARQUITETURA E URBAN CONDICIONAM (E

      ISMO PROFESSOR RESPONSÁVEL: ARQ. FREDERICO FLÓSCULO PINHEIRO BARRETO

      COMO SÃO CONDICIONADOS),

      CONSIDERANDO-SE AS ATRIBUIđỏES

      PARÁGRAFO ÚNICO - SERÃO DISCRIMINADAS NO PROFISSIONAIS DA REGISTRO PROFISSIONAL AS ATIVIDADES

      RESOLUđấO 218 / 73 CONSTANTES DESTA RESOLUđấO.

      ? ARTIGO 26 - AO JÁ DIPLOMADO APLICAR-SE-Á UM

      QUE ATRIBUIđỏES DOS SEGUINTES CRITÉRIOS:

      PODEM ADVIR DOS I - ÀQUELE QUE ESTIVER REGISTRADO, É

      CURSOS DE PÓS- RECONHECIDA A COMPETÊNCIA CONCEDIDA EM

      GRADUAđấO ? SEU REGISTRO, SALVO SE AS RESULTANTES DESTA RESOLUđấO FOREM MAIS AMPLAS, OBEDECIDO NESTE CASO, O DISPOSTO NO ARTIGO 25 DESTA RESOLUđấO.

      II - ÀQUELE QUE AINDA NÃO ESTIVER REGISTRADO, É RECONHECIDA A COMPETÊNCIA RESULTANTE DOS CRITÉRIOS EM VIGOR ANTES DA

      VIGÊNCIA DESTA RESOLUđấO, COM A RESALVA DO INCISO I DESTE ARTIGO. PARÁGRAFO ÚNICO - AO ALUNO MATRICULADO ATÉ A DATA DA PRESENTE RESOLUđấO, APLICAR-SE-Á, QUANDO DIPLOMADO, O CRITÉRIO DO ITEM II DESTE ARTIGO. ARTIGO 27 - A PRESENTE RESOLUđấO ENTRA EM VIGOR NA DATA DE SUA PUBLICAđấO. ARTIGO 28 - REVOGAM-SE AS RESOLUđỏES DE Nử 4, 26, 30, 43, 49, 51, 53, 55, 56, 57, 58, 59, 67, 68, 71, 72, 74, 76, 78, 79, 80, 81, 82, 89, 95, 96, 108, 111, 113, 120, 121, 124, 130, 132, 135, 139, 145, 147, 157, 178, 184, 185, 186, 197, 199, 208 E 212 E AS DEMAIS DISPOSIđỏES EM CONTRÁRIO. RIO DE JANEIRO, 29 DE JUNHO DE 1973 PROF. FAUSTO AITA GAI - PRESIDENTE ENGº CLÓVIS GONÇALVES DOS SANTOS - 1º SECRETÁRIO

      COMENTÁRIOS ầ RESOLUđấO 218 / 73 Não se pode deixar de notar como as ementas de cada profissão são aparentadas com as ementas das disciplinas universitárias das disciplinas dos cursos de graduação universitária.

      acredite advirem (ou efetivamente advenham) de cursos de pós-graduação que concluiu, na área de Arquitetura e Urbanismo. Uma importante pós-graduação tem sido No caso dos Cursos de Especialização em Arquitetura ou de Mestrado em Planejamento Urbano, a Universidade de Brasília contabiliza diversos colegas engenheiros que neles foram aceitos e os concluíram com êxito, embora em pequeno número. Esses cursos não implicam, em tese, na possibilidade de o engenheiro pós-graduado poder usar a palavra ARQUITETURA em seus trabalhos

      PRÁTICA PROFISSIONAL DA ARQUITETURA E URBANISMO PROFESSOR RESPONSÁVEL: ARQ. FREDERICO FLÓSCULO PINHEIRO BARRETO

      Na verdade, as definições contidas na Resolução 218 / 73 contém as PALAVRAS- CHAVE de cada profissão, e geram (ou deveriam gerar) diretrizes para a reformulação dos currículos dos cursos de graduação universitários. As palavras- chave são os objetos das profissões, as referências convencionadas pelo Sistema CONFEA / CREAs de sua identidade como campo de trabalho.

      A Resolução foi organizada pela combinação entre um “eixo de atividades” comuns à maioria das profissões que define, e um “eixo de palavras-chave”, formando uma matriz, onde cada atividade deve ser entendida como aplicada ao campo de ação compreendido pela palavra-chave, e cada palavra-chave deve ser compreendida como área de atuação profissional que se desdobra em até “dezoito conjuntos de atividades”. As combinações próprias entre cada palavra-chave e cada atividade gera o grande conjunto de atribuições de cada profissão. Além disso, cada profissão recebe a denominação genérica de “modalidade”, o que subentende uma classificação subjecente, em áreas “de edificações”, “mecânica”, “elétrica / eletrônica”, “agronômica”, que corresponde, lato senso, ao grupo universitário das “tecnologias”. As sucessivas mudanças curriculares geram alguns problemas quando do registro profissional - sobretudo quanto à inscrição, no registro do profissional, das atribuições de que está cometido, à luz da Resolução nº 218 / 73. Em 1976, como exemplo, o Conselho Federal de Educação (através de sua Resolução nº 48 / 76) reformulou os currículos das áreas de Engenharia, o que gerou o registro com restrições dos profissionais formados na nova grade curricular. Foi necessário que uma Decisão Normativa do CONFEA (a de nº 013, de 7 de abril de 1984) afirmasse que “há perfeita correlação entre as matérias profissionalizantes dos currículos das seis áreas da Engenharia, estabelecidos pela Resolução nº 48 / 76, do conselho Federal de Educação, e as atribuições corrspondentes, consignadas na Resolução nº 218 / 73, do CONFEA”. A partir daí, os profissionais atingidos (que tiveram restrições em seus registros profissionais) solicitaram a revisão dos termos de seus registros.

      O “SOMBREAMENTO” ENTRE AS PROFISSÕES DO SISTEMA CONFEA / CREAs

      Se bem observarmos, as palavras-chave de cada profissão, veremos que há muitos

      

      casos de “coincidência ” entre seus objetos, como nos casos: Ễ da Arquitetura e da Engenharia Civil, em torno da palavra-chave ỀEDIFICAđấOỂ;

    • da Arquitetura e da Engenharia de Agrimensura, em torno das palavras-chave
    • 64 ỀLOCAđấO DO TRAđADO DE CIDADESỂ e ỀCONJUNTOS

        Essa coincidência é também chamada, no jargão das reuniões multi-profissionais do Sistema

        PRÁTICA PROFISSIONAL DA ARQUITETURA E URBANISMO PROFESSOR RESPONSÁVEL: ARQ. FREDERICO FLÓSCULO PINHEIRO BARRETO

        ARQUITETÔNICOS E MONUMENTOS” e “PLANEJAMENTO FÍSICO, LOCAL, URBANO E REGIONAL”;

      • da Arquitetura, Engenharia Civil e Engenharia Elétrica em torno da palavra-chave

        ỀUTILIZAđấO DA ENERGIA ELÉTRICAỂ na construção e em edificações - coincidência que acaba por atingir todas as profissões que, de algum modo utilizem em seus objetos de trabalho a energia elétrica;

      • da Arquitetura e do Urbanismo (que aparece como área profissional apontada como distinta no Art. 21 da Resolução 218), com respeito às palavras-chave “DESENVOLVIMENTO URBANO E REGIONAL”, “PAISAGISMO”.
      • da Engenharia Civil e da Engenharia Sanitária em torno das palavras-chave

        ỀCAPTAđấO E DISTRIBUIđấO DE ÁGUAỂ (o que envolve também a engenharia de Minas e a Geologia); “CONTROLE SANITÁRIO DO AMBIENTEỂ; ỀCONTROLE DE POLUIđấOỂ (o que envolve também a Agronomia e a engenharia florestal); ”TRATAMENTO D’ÁGUA, ESGOTOS E RESÍDUOS” (o que envolve também a Engenharia química); “DRENAGEM”; “HIGIENE E CONFORTO DE AMBIENTE (o que envolve também a Arquitetura);

      • da Engenharia Civil e do Urbanismo, com respeito às palavras-chave “TRÂNSITO” e “SISTEMA DE TRANSPORTES”.

        Ễ da Engenharia Civil e da Agronomia, em torno da palavra-chave ỀIRRIGAđấO E DRENAGEMỂ - bem como das palavras-chave ỀEDIFICAđỏESỂ (E.Civil) e ỀCONSTRUđỏES PARA FINS RURAISỂ, o que inclui na coincidência a própria Arquitetura;

      • da Engenharia Civil e da Engenharia Mecânica em torno das palavras-chave

        “PROCESSOS MECÂNICOS”, “MÁQUINAS EM GERAL”, na construção e em edificações - coincidência que acaba por atingir todas as profissões que, de algum modo, especifiquem e operem algum tipo de máquina ou processo mecânico em seus objetos de trabalho.

      • da Engenharia Civil e da Engenharia Química (além da Engenharia de Petróleo), em torno das palavras-chave “tratamento d’água industrial e de rejeitos industriais”;
      • da Engenharia Civil e da Engenharia Aeronáutica, em torno de “AEROPORTOS” e “INFRA-ESTRUTURA AERONÁUTICA”;
      • da Engenharia Aeronáutica e da Engenharia Eletrônica em torno de “SISTEMAS

        DE COMUNICAđấO E TELECOMUNICAđấOỂ e ỀSERVIđOS DE COMUNICAđấO DE TRANSPORTE AÉREOỂ;

      • da Engenharia de Minas e da Engenharia Geológica (ou Geologia), bem como da

        Engenharia de Petróleo e da Engenharia Metalúrgica, em torno das palavras-chave ỀPROSPECđấO E PESQUISA MINERALỂ; ỀLAVRA DE MINÉRIOSỂ; “BENEFICIAMENTO DE MINÉRIOS”

      • da Engenharia de Agrimensura e da Engenharia Cartográfica (ou de Geodésia e

        Topografia ou de Geografia) e da Engenharia Geológica (ou Geologia) em torno das palavras-chave “LEVANTAMENTO TOPOGRÁFICO” e “GEODÉSIA”;

      • da Agronomia e da Engenharia Florestal, em torno das palavras-chave

        “ENGENHARIA RURAL”; “RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS”; ỀECOLOGIAỂ; ỀUTILIZAđấO DE SOLOỂ, para citar algumas óbvias;

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      • da Agronomia e da Engenharia Química, em torno das palavras-chave

        “INDÚSTRIA PETROQUÍMICA E DE ALIMENTOS”; “PRODUTOS QUÍMICOS”

      • da Engenharia de Agrimensura e da Engenharia Cartográfica (ou de Geodésia e

        Topografia ou de Geografia), em torno da quase totalidade de suas palavras-chave;

        UM EXEMPLO DE PARTILHA DETALHADA DE UMA ÁREA DE ATIVIDADE PROFISSIONAL REPLETA DE “SOMBREAMENTOS”: O CASO DO PARCELAMENTO DO SOLO URBANO

        Como exemplo notável das situações geradas pelo formalismo das atribuições profisionais, comentamos a regulamentação definida pelo Sistema CONFEA / CREAs acerca das atividades profissionais relacionadas ao PARCELAMENTO URBANO. A Decisão Normativa nº 047, de 16 de dezembro de 1992, dispôs sobre as atividades de Parcelamento do Solo Urbano. Essa Decisão Normativa indica claramente a dependência entre as atribuições profissionais e as disciplinas constantes (e seus conteúdos) dos currículos acadêmicos das profissões regulamentadas. Cada atividade relacionada ao Parcelamento do Solo Urbano é sistematicamente cotejada com a fundamentação legal que ampara a inclusão de cada profissão nessas atividades detalhadas. Mas ocorrem algumas determinações francamente estranhas, como a exclusão do Arquiteto (e dessa sub-espécie, o Urbanista) do levantamento

        

        aerofotogramétrico ; da inclusão de engenheiros eletricistas nos serviços topográficos e no desmembramento e remembramento de lotes, da exclusão do urbanista do projeto geométrico dos parcelamentos, em especial; bem como a inclusão do engenheiro civil em praticamente todas as atividades de parcelamento do solo urbano. Os civis aparecem aqui como “os profissionais” desse tipo de empreendimento, com vantagens sobre todos os demais, esmagadoramente.

        E, de acordo com as regras que se vem acolhendo para o julgamento das competências profissionais, cria-se um importante precedente para que se relativize a verdadeira

        identidade de trabalho profissional multidisciplinar que nada menos é que o próprio projeto urbanístico.

        Na verdade, o que se vê plenamente recolocado é esse tipo de projeto, de modo a convertê-lo numa série de aspectos técnicos isolados.

        Ora, se o parcelamento do solo urbano é operação fundamental para o projeto urbanístico, a Decisão Normativa nº 47 / 92 acabou por retalhar esse tipo de projeto entre profissionais que têm formação extremamente limitada para sua concepção integral.

        Está aí tudo menos a integralidade do projeto de urbanismo, decomposto em peças de um modo mais adequado à sua retalhação, de modo mais adequado ao ajuste de cada aspecto técnico às atribuições paulatinamente acumuladas por algumas profissões no âmbito do próprio Sistema CONFEA / CREAs. Essa leitura do resultado do tipo de composição realizada na Decisão Normativa nº 47 / 92, entre as atribuições profissionais, faz constatar que a regulamentação 65 profissional pode ser fundamentadamente distorcida.

        Exclusão que, no caso específico da FAUUnB, apresenta ainda o irônico paradoxo de ter-se centrado

        PRÁTICA PROFISSIONAL DA ARQUITETURA E URBANISMO PROFESSOR RESPONSÁVEL: ARQ. FREDERICO FLÓSCULO PINHEIRO BARRETO

        Isso é afirmado por que as definições das profissões, suas palavras-chave e seus desdobramentos - sobretudo quanto: a) às “afinidades” entre as áreas profissionais, seus objetos e campos conquistados, e; b) a interpretação dos próprios currículos universitários - podem conduzir a interpretações divergentes, mais ou menos inclusivas, ao ponto de se ter definições de atribuições fundamentada mas artificialmente detalhadas, a partir da regulamentação acumulada. No ambiente político do sistema, ocorre ainda de a inclusão ou exclusão de uma profissão do exercício uma determinada atividade identificada - de agum modo cogitada ou redescoberta, como é o caso - passa a também ser uma questão de poder, de conquista de área de atuação, “em benefício dos profissionais”.

        A “engenharia” da negociação entre as atribuições profissionais parece ter atingido seu “ponto máximo” nessa Decisão Normativa 47 / 92, extremamente detalhada.

        O nível de detalhamento (contrastante em relação às demais decisões normativas) trai a importância do tema, sobretudo para as grandes empresas, empreiteiras e sub- empreiteiras, pois as obras de parcelamento e urbanização envolvem significativos capitais (sobretudo os de origem pública), e é cada vez mais rara a ocorrência dos parcelamentos e urbanizações realizadas por proprietários isolados de solo peri-

        

        urbano, com recursos próprios - o que é indício de ordenamento da administração pública. Mas a Decisão Normativa 47 / 92, que pretende organizar a concorrência profissional nesse mercado (dos “parcelamentos do solo urbano”), acaba por desfocar a questão profissional que está por trás das concepções urbanas, de um modo integral. De forma resumida, as atividades relacionadas ao Parcelamento do Solo Urbano e os respectivos profissionais que podem desenvolvê-las, são as seguintes: a) LAUDOS TÉCNICOS para atender à Lei 6.466, Art. 3º, Parágrafo Único (de acordo com / e a depender do tipo de laudo, o Engenheiro Civil, o Arquiteto ou Engenheiro

        Arquiteto, o Engenheiro de Fortificações e Construção, o Geógrafo, o Engenheiro

        Geógrafo, o Agrimensor, o Sanitarista, o Geólogo, o Engenheiro Geólogo, o Industrial, o Mecânico, o Eletricista, o Florestal, o Agrônomo, o Agrícola, o Engenheiro de Minas, o Cartógrafo, de Geodésia e Topografia, o Urbanista - e este, como o Arquiteto, apenas no laudo específico que atesta se o terreno objeto do loteamento tem ou não declividade igual ou inferior a 30%);

        b) SERVIÇOS TOPOGRÁFICOS (o Engenheiro Civil, o Arquiteto ou Engenheiro

        Arquiteto, o Engenheiro de Fortificações e Construção, o Agrimensor, o Sanitarista, o

        Geógrafo, o Engenheiro Geógrafo, o Geólogo, o Industrial, o Mecânico-Eletricista, o Eletricista, o Florestal, o Agrônomo, o Agrícola, o Engenheiro de Minas, o Cartógrafo, de Geodésia e Topografia, o Urbanista, o Tecnólogo em Topografia, os Técnicos em Agrimensura, em Estradas, em Saneamento);

        c) LEVANTAMENTO AEROFOTOGRAMÉTRICO (o Engenheiro Civil, o Agrimensor, o 66 Cartógrafo, de Geodésia e Topografia, Geógrafo, Engenheiro Geógrafo, o Agrônomo,

        Nesse sentido, é notável a ocorrência dos “loteamentos irregulares” à volta do Plano Piloto de Brasília, desde meados da década de 80, realizado em glebas privadas e em glebas públicas, sem a

        PRÁTICA PROFISSIONAL DA ARQUITETURA E URBANISMO PROFESSOR RESPONSÁVEL: ARQ. FREDERICO FLÓSCULO PINHEIRO BARRETO

        o Agrícola, o Florestal, o Geólogo, o Engenheiro Geólogo - o Arquiteto e o Urbanista

        estão fora do levantamento aerofotogramétrico);

        d) PLANEJAMENTO GERAL BÁSICO / PROJETO DE LOTEAMENTO - tem dois itens: d.1) PLANEJAMENTO GERAL BÁSICO PROJETO DE LOTEAMENTO PROPRIAMENTE DITO

        /

        (o Engenheiro Civil, o Arquiteto ou Engenheiro Arquiteto, o Engenheiro de Fortificações e Construção, o Urbanista); d.2) DESMEMBRAMENTO OU REMEMBRAMENTO - que consistem na subdivisão da

        gleba em lotes ou na junção de lotes, respectivamente, desde que não implique na abertura de novas vias e logradouros públicos, nem o prolongamento, modificação ou ampliação dos já existentes (o Engenheiro Civil, o Arquiteto ou Engenheiro Arquiteto, o Engenheiro de Fortificações e Construção, o Agrimensor, o Geógrafo, o

        Engenheiro Geógrafo, o Industrial, o Mecânico-eletricista, o Eletricista, o Agrônomo, o Agrícola, o Florestal, o Geólogo, o Engenheiro Geólogo, o de Minas, o Cartógrafo, o de Geodésia e Topografia, o Urbanista, o Tecnólogo em Topografia, o Técnico em Agrimensura);

        e) PAISAGISMO - tem dois itens: e.1) PAISAGISMO PROPRIAMENTE DITO (Arquiteto ou Engenheiro Arquiteto,

        Urbanista)

        e.2) PARQUES E JARDINS (Engenheiro Florestal, Agrônomo, Arquiteto ou Engenheiro

        Arquiteto, Urbanista);

        f) SONDAGENS GEOTÉCNICAS (Engenheiro Civil, Engenheiro de Fortificações e Construção, de Minas, Geólogo, Engenheiro Geólogo);

        g) OBRAS DE TERRA E CONTENđỏES (Engenheiro Civil, Engenheiro de Fortificações e Construção, de Minas, Agrimensor);

        h) OBRAS DE ARTE ESTRUTURAS FUNDAđỏES E ESTRUTURAS DE CONTENđỏES

        , ,

        (Engenheiro Civil, Engenheiro de Fortificações e Construção); i) SISTEMA VIÁRIO - tem dois itens: i.1)

        (Engenheiro Civil, Engenheiro de

        TRAÇADO GEOMÉTRICO / PROJETO GEOMÉTRICO

        Fortificações e Construção, Agrimensor, Arquiteto ou Engenheiro Arquiteto - o

        Urbanista está fora do projeto geométrico);

        i.2) PAVIMENTAđấO (Engenheiro Civil, Engenheiro de Fortificações e Construção, Agrimensor); j) SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA (Engenheiro Civil, Engenheiro de Fortificações e Construção, Agrimensor, Engenheiro Mecânico-eletricista, Eletricista, Sanitarista); l)

        (Engenheiro Civil, Engenheiro

        SISTEMAS DE ESGOTO CLOACAL E ESGOTO PLUVIAL

        de Fortificações e Construção, Sanitarista); m) SISTEMA DE DISTRIBUIđấO DE ENERGIA ELÉTRICA (Engenheiro Mecânico- eletricista, Eletricista).

        PRÁTICA PROFISSIONAL DA ARQUITETURA E URBANISMO PROFESSOR RESPONSÁVEL: ARQ. FREDERICO FLÓSCULO PINHEIRO BARRETO

        O CONTRÁRIO DO ỀSOMBREAMENTOỂ: ÁREAS DE ATRIBUIđỏES PARTILHADAS PELAS PROFISSÕES

        Ễ AS ỀPERễCIAS E AVALIAđỏESỂ SấO EXEMPLO IMPORTANTE DE ATIVIDADES PARTILHADAS ENTRE AS PROFISSÕES E QUE NÃO PARTICIPAM DOS CURSOS DE GRADUAđấO EM ARQUITETURA E ENGENHARIA.

      • A PRINCIPAL DISPUTA DESSE CAMPO SE DÁ COM A CATEGORIA DOS

        CORRETORES DE IMÓVEIS, PROFISSÃO REGULAMENTADA, MAS SEM FORMAđấO UNIVERSITÁRIA IMPOSTA COMO REQUISITO PARA A SUA PRÁTICA.

        Dispõe a Resolução 345, de 27 de julho de 1990 que as atividades de as vistorias, perícias, avaliações e arbitramentos relativos a bens móveis e imóveis, suas partes integrantes e pertences, máquinas e instalações industriais, obras e serviços de utilidade pública, recursos naturais e bens e direitos que, de qualquer forma, para a sua existência ou utilização, são de atribuição privativa dos Engenheiros - em suas diversas especialidade -, bem como dos Arquitetos, dos Agrônomos, dos Geólogos, dos Geógrafos e dos Meteorologistas. A referida Resolução 345 / 90, declara ainda que são nulas de pleno direito as perícias e avaliações e demais procedimentos indicados no Art. 2º, quando efetivados por pessoas físicas ou jurídicas não registradas nos CREAs, devendo, tais trabalhos, ser objeto de Anotação de Responsabilidade Técnica - ART. Vamos examinar a Lei nº 7.270/73, que fundamenta a participação de peritos em investigações judiciais.

        A FORMACÃO ESPECIALIZADA DO PERITO NAS INSTÂNCIAS DE DIREITO - Lei nº 7.270, de 10 DEZ 1984

        Acrescenta parágrafos ao Artigos 145 da Lei nº 5.869, de 11 de janeiro de 1973 - Código de Processo Civil.

        SE OS PROFISSIONAIS NÃO “APRENDEM NAS ESCOLAS” A

        O Presidente da República,

        SEREM PERITOS E AVALIADORES,

        Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu AONDE APRENDERÃO, ENTÃO ? sanciono a seguinte Lei: Art. 1º - O Artigo 145 da Lei nº 5869 de 11 de janeiro de 1973 - Código de Processo Civil, passa a vigorar acrescido de 3 (três) parágrafos, com a seguinte redação: Art. 145 (...)

        PRÁTICA PROFISSIONAL DA ARQUITETURA E URBANISMO PROFESSOR RESPONSÁVEL: ARQ. FREDERICO FLÓSCULO PINHEIRO BARRETO

        § 1º - Os peritos serão escolhidos entre profissionais de COMO SÃO ESCOLHIDOS OS

        PERITOS QUE ATUARÃO JUNTO À

        nível universitário, devidamente incritos no órgão de

        JUSTIÇA ?

        classe competente, respeitado o disposto no Capítulo VI,

        DE QUE FORMA O CREA ACABA Seção VII, deste Código. PARTICIPANDO NA NOEMAđấO DE PERITOS ?

        § 2º - Os peritos comprovarão sua especialidade na

      EM EM LOCALIDADES DISTANTES,

        matéria sobre que deverão opinar, mediante certidão do

      ONDE PODE OCORRER DE

        INEXISTIR ESPECIALISTAS, COMO órgão profissional em que estiverem inscritos.

        SÃO ESCOLHIDOS OS PERITOS ?

        § 3º - Nas localidades onde não houver profissionais qualificados que preencham os requisitos dos parágrafos anteriores, a indicação dos peritos será de livre escolha do juiz.

        Art. 2º - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Art. 3º - Revogam-se as disposições em contrário. JOÃO FIGUEIREDO Ibrahim Abi-Ackel

      • A “ENGENHARIA DE SEGURANÇA DO TRABALHO” PODE SER

        EXERCIDA POR QUALQUER PROFISSIONAL DE ARQUITETURA OU ENGENHARIA, DESDE QUE FAđA CURSO DE ESPECIALIZAđấO RECONHECIDO, EM INSTITUIđấO AUTORIZADA (NấO NECESSARIAMENTE UNIVERSITÁRIA).

        Um importante caso de aquisição de atribuições profissionais específicas através de curso de pós-graduação é o da Engenharia de Segurança do Trabalho. De acordo com a Resolução nº 359, de 31 de julho de 1991, o exercício dessa área profissional pode ser realizado por: I - Engenheiro ou Arquiteto, portador de certificado de conclusão de curso de especialização, a nível de pós-graduação, em Engenharia de Segurança do Trabalho;

        II - Ao portador de certificado de curso de especialização em Engenharia de Segurança do Trabalho, realizado em caráter prioritário pelo Ministério do Trabalho;

        III - Ao portador de registro de Engenharia de Segurança do Trabalho, expedido pelo Ministério do Trabalho, dentro de 180 dias da extinção do curso referido no item anterior.

        Essa Resolução especifica o que foi disposto pela Lei nº 7.410, de 27 de novembro de 1985, cerca da “especialização de Engenheiros e Arquitetos em Engenharia de Segurança do Trabalho”, bem como sobre “a profissão de Técnico de Segurança do Trabalho”. Um outro Decreto do Poder Executivo (nº 92.530, de 9 de abril de 1986)

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        VIR A SER “ENGENHEIRO DE

        10.Inspecionar locais de trabalho no que se relaciona com a Segurança do Trabalho, delimitando áreas de periculosidade;

        9. Projetar sistemas de proteção contra incêndios, coordenar atividades de combate a incêndio e de salvamento e elaborar planos para emergências e catástrofes;

        8. Estudar instalações, máquinas e equipamentos, identificando seus pontos de risco e projetando dispositivos de segurança;

        POR ESSA MODALIDADE PROFISSIONAL.

        CONSIDERANDO O QUE É “PRODUZIDO”

        TIPO DE ENGENHEIRO,

        COMENTE AS ATRIBUIđỏES DESSE

        SEGURANÇA DO TRABALHO ?

        UM ARQUITETO PODE

        especialização, bem como para que o CONFEA definisse as atividades desses profissionais. O Arquiteto que concluir esse curso de especialização passa a poder também usar o título de Engenheiro de Segurança do Trabalho (Art. 1º, § único da citada Resolução). O registro, concluído o curso de especialização, é específico (e obrigatório para o exercício de suas atribuições), e é feito nas Carteiras Profissionais já expedidas. Essa é uma importante área profissional, que nasce de interesses concorrentes, natos ao próprio sistema multi-profissional representado pelo CONFEA / CREAs. Segundo a Resolução 359 / 91, as atividades do Engenheiro de Segurança do Trabalho são as seguintes:

        SEGURANÇA DO TRABALHO ?

        O QUÊ FAZ O PROFISSIONAL DA ENGENHARIA DE

        7. Elaborar projetos de sistemas de segurança e assessorar a elaboração de projetos de obras, instalação e equipamentos, opinando do ponto de vista da Engenharia de Segurança;

        6. Propor políticas, programas, normas e regulamentos de Segurança do Trabalho, zelando por sua observância;

        5. Analisar riscos, acidentes e falhas, investigando causas, propondo medidas preventivas e corretivas e orientando trabalhos estatísticos, inclusive com respeito a custo;

        4. Vistoriar, avaliar, realizar perícias, arbitrar, emitir parecer, laudos técnicos e indicar medidas de controle sobre grau de exposição a agentes agressivos de riscos físicos, químicos e biológicos, tais como poluentes atmosféricos, ruídos, calor, radiação em geral e pressões anormais, caracterizando as atividades, operações e locais insalubres e perigosos;

        3. Planejar e desenvolver a implantação de técnicas relativas a gerenciamento e controle de riscos;

        2. Estudar as condições de segurança dos locais de trabalho e as instalações e equipamentos, com vistas especialmente aos problemas de controle de risco, controle de poluição, higiene do trabalho, ergonomia, proteção contra incêndio e saneamento;

        1. Supervisionar, coordenar e orientar tecnicamente os serviços de Engenharia de Segurança do Trabalho;

        11.Especificar, controlar e fiscalizar sistemas de proteção coletiva e equipamentos de segurança, inclusive os de proteção individual e os de proteção contra incêndio,

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        12.Opinar e participar da especificação para a aquisição de substâncias e equipamentos cuja manipulação, armazenamento, transporte ou funcionamento possam apresentar riscos, acompanhando o controle do recebimento e da expedição;

        13.Elaborar planos destinados a criar e desenvolver a prevenção de acidentes, promovendo a instalação de comissões e assessorando-lhes o funcionamento;

        14.Orientar o treinamento específico de Segurança no Trabalho e assessorar a elaboração de programas de treinamento geral, no que diz respeito à Segurança do Trabalho;

        15.Acompanhar a execução de obras e serviços decorrentes da adoção de medidas de segurança, quando a complexidade dos trabalhos assim o exigir;

        16.Colaborar na fixação de requisitos de aptidão para o exercício de funções, apontando para os riscos decorrentes desses exercícios;

        17.Propor medidas preventivas no campo da Segurança do Trabalho, em face do conhecimento da natureza e gravidade das lesões provenientes do acidente de trabalho, incluídas as doenças do trabalho;

        18.Informar aos trabalhadores e à comunidade, diretamente ou por meio de seus representantes, as condições que possam trazer danos a sua integridade e as medidas que eliminam ou atenuam estes riscos e que deverão ser tomadas.

        A EXISTÊNCIA DE CARGOS PRIVATIVOS DE PROFISSIONAIS NO SERVIÇO PÚBLICO

        Existem cargos públicos que são privativos de profissionais habilitados: cargos

        técnicos, cujo desempenho exige capacidade técnica associada à responsabilidade técnica. A discriminação desses cargos são do interesse de todas as profissões

        regulamentadas, da Medicina à Advocacia, à Arquitetura, à Contabilidade etc. TODAS têm seus “cargos privativos. O exemplo mais notável é o dos formados em Direito: a profissão de Advogado (à qual o graduado em Direito somente tem acesso através do Exame de Ordem, ministrado pela Ordem dos Advogados do Brasil) é a única profissão cuja regulamentação nasce diretamente da Constituição Federal (Art. 133). O exercício de praticamente todos os cargos de todo um Poder da República - o Judiciário - é privativo de graduados em Direito, devendo-se ainda considerar “estatutos profissionais” significativamente distintos para as posições do Juiz, do Desembargador, do Procurador, do Promotor, do Delegado (em várias situações), do Consultor Jurídico (também disposto especificamente na Constituição Federal), do Advogado Geral da União, do Defensor Público, além do próprio Advogado, entre outros. Isso ocorre por que o Advogado, para a nossa formação nacional, é quase- encarnação da Lei e instrumento fundamental de sua aplicação. É profissão associada ao ordenamento do próprio Estado Brasileiro.

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        Para as carreiras “técnicas”, em geral (e incluem-se aí os médicos, os arquitetos, os engenheiros, as demais UM CERTO DIA, UM

        “profissões liberais”, enfim), os planos de carreira e PROFESSOR DE seu estatuto profissional é muito mais simples.

        ARQUITETURA Se há exigências com relação aos cargos técnicos em

        PERGUNTOU SE O organizações públicas, o mesmo ocorre com relação CARGO DE “DIRETOR DE

        às organizações privadas, quando da existência de UMA ESCOLA DE

        “diretorias técnicas” quando, em seus estatutos ARQUITETURA” organizacionais, contrato social ou outros documentos

        DEVERIA SER discriminadores / comprovadores de suas atividades, NECESSARIAMENTE houver a necessidade do desempenho de função

        OCUPADO POR UM técnica específica, numa determinada posição formal ARQUITETO. (o cargo) nessas organizações. Na análise dessa função técnica são decisivas as definições da

        SEGUNDO A LEI - E Resolução 218 / 73. SEGUNDO ALGO QUE

        O Sistema CONFEA / CREAs tem elaborado TODOS POSSUEM significativa quantidade de Resoluções e Decisões

        IGUALMENTE (POIS normativas sobre o assunto - a maior parte delas se NINGUÉM RECUSA A SI referindo a cargos específicos em órgãos específicos. DOSES INDUSTRIAIS DE

        Vamos citar duas delas: TAL QUALIDADE), O

        “BOM SENSO”, O QUÊ SE DEVE RESPONDER AO

        Ễ RESOLUđấO Nử 366, DE 8 DE JULHO DE NOSSO BOM PROFESSOR

        1992 ?

        Relaciona dos cargos e funções de serviços da administração direta e indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, para cujo exercício seja necessário conhecimento técnico específico. O Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia, usando das atribuições que lhe conferem os Artigos 24 e 27, alínea “f”, da Lei nº 5.194, de 24 de dezembro de 1966, CONSIDERANDO que de acordo com o Art. 12 da da Lei nº 5.194, de 24 de dezembro de 1966, somente profissionais habilitados da Engenharia, Arquitetura e Agronomia poderão exercer cargos e funções que exijam conhecimentos destas profissões nos órgãos de administração direta e indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios; CONSIDERANDO que, de conformidade com a alínea “g” do Art. 27 da mesma Lei, cabe ao CONFEA relacionar estes cargos e funções; CONSIDERANDO que a estrutura organizacional da administração direta e indireta da União, dos Estados e dos Municípios brasileiros é pouco estável pela dinâmica exigida, sofrendo modificações periódicas; CONSIDERANDO que esta circunstância obrigou o Conselho Federal a modificar periodicamente suas normas, para atender a cada alteração verificada na estrutura administrativa dos órgãos governamentais; CONSIDERANDO que, na forma do parágrafo 2º do Art. 59 da citada Lei, as

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        e dos Municípios são obrigadas a fornecer aos Conselhos Regionais todos os elementos necessários à verificação da fiscalização instituída pela Lei 5.194/66; CONSIDERANDO que os Conselhos Regionais podem relacionar, no âmbito de suas jurisdições, baseados na Lei 5.194, de 24 de dezembro de 1966, e legislação complementar, os cargos e funções, comissionados ou não, da administração direta e indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, privativos dos profissionais do Sistema CONFEA / CREAs, RESOLVE: Art. 1º - os cargos e funções, comissionados ou não, da administração direta e indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, para cujo exercício se exijam conhecimentos técnicos específicos do Grupo ou Categoria da Engenharia, da Arquitetura e da Agronomia são privativos dos profissionais registrados nos Conselhos Regionais de Engenharia, Arquitetura e Agronomia, nos termos da Lei nº 5.194, de 24 de dezembro de 1966, e legislação posterior. Parágrafo Único - Os cargos a que se refere este Artigo são aqueles cujo desempenho consiste no desenvolvimento de quaisquer das seguintes atividades ligadas à área e que dependem de habilitação técnica:

      • Supervisão, coordenação e orientação técnica;
      • Estudo, planejamento, projeto e especificação;
      • Estudo de viabilidade técnico-econômica;
      • Assistência, assessoria e consultoria;
      • Direção de obras e serviço técnico;
      • Vistoria, perícia, avaliação, arbitramento, laudo e parecer técnico;
      • Desempenho de cargo e função técnica;
      • Ensino, pesquisa, análise, experimentação, ensaio e divulgação técnica e extensão;
      • Elaboração de orçamento técnico;
      • Padronização, mensuração e controle de qualidade;
      • Execução de obra e serviço técnico;
      • Fiscalização de obra e serviço técnico;
      • Produção técnica especializada;
      • Condução de trabalho técnico;

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      • Condução de equipe de instalação, montagem, operação, reparo ou manutenção;
      • Execução de Instalação, montagem e reparo;
      • Operação, manutenção e instalação do equipamento; - Execução de desenho técnico. Art. 2º - O CONFEA, através de Decisão Normativa, relacionará os cargos e funções privativas dos profissionais de que trata a Lei nº 5.194 / 66, existentes nos órgãos Federais. Art. 3º - Caberá aos CREAs, através de Atos, relacionar os cargos e funções privativos dos profissionais da Engenharia, Arquitetura, Agronomia e Geociências, a nível Estadual e Municipal, encaminhando-os ao CONFEA para homologação. Art. 4º - A presente Resolução entrará em vigor na data de sua publicação. Art. 5º- Fica revogada a Resolução nº 287 / 83 do CONFEA e demais disposições em contrário. Brasília, 8 de julho de 1992

        Frederico V.M. Bussinger - Presidente Roberto Py Gomes da Silveira - 1º Secretário

      • CARGOS NA SUDENE A Decisão Normativa nº 016, de 02 de janeiro de 1985, relacionou os cargos privativos de profissionais com bastante detalhe, desde as assessorias da Superintendência até as Chefias de Divisão. A Decisão Normativa nº 017, também de 02 de janeiro de 1985, relacionou os os cargos privativos de profissionais com o mesmo detalhamento, desde o cargo de Superintendente Adjunto da Superintendência Adjunta de Operações até as Chefias de Divisão.

        OUTRAS DISPOSIđỏES SURGIDAS DAS NECESSIDADES SENTIDAS POR SETORES PROFISSIONAIS ESPECÍFICOS, DE DELIMITAR SUAS ATRIBUIđỏES

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        O Sistema CONFEA / CREAs tem elaborado dezenas de Resoluções e Decisões

         Normativas - além dos inúmeros despachos e acórdãos relacionados, acerca de

        situações de atuação profissional não-explicitadas pela regulamentação até então vigente. Tanto os próprios profissionais e suas entidades são ciosos do

        HÁ SENTIDO EM esclarecimento de suas áreas de atuação (são as “REALIZAR UM regras do “jogo” mais fundamentadamente aceitas),

        MAPEAMENTO quanto o surgimento de possibilidades de práticas SISTEMÁTICO DO das profissões (como nas áreas das tecnologias

        MERCADO DE TRABALHO emergentes, da informática, das telecomunicações, REAL / FORMAL” DO da engenharia genética etc) provocam o

        ARQUITETOS E DOS posicionamento do Sistema CONFEA / CREAs. DEMAIS PROFISSIONAIS ?

        Há, evidentemente, um componente fortíssimo, essencial, de disputa por mercados de trabalho - O QUÊ SERIA UM TAL atividades que, no passado, eram relegadas a

        MAPEAMENTO DO “técnicos sem formação universitária”, e até mesmo

        MERCADO, A SEU VER, E a curiosos (como no caso das atividades de QUAIS AS SUAS manutenção de automóveis), enfim atividades pouco

        CONSEQÜÊNCIAS PARA A valorizadas segundo critérios do passado, podem LEGISLAđấO ganhar importância para setores profissionais

        PROFISSIONAL ? específicos. Vejamos, a seguir, algumas dessas decisões específicas:

      • AGRÔNOMO E A SILVICULTURA A Decisão Normativa nº 001, de 24 de julho de 1981 dispôs que cabem ao Engenheiro Agrônomo as atribuições concernentes à Silvicultura, dado que “é matéria constante de sua formação profissional, na forma do Currículo Mínimo estabelecido pelo Conselho Federal de Educação”.
      • COMPETÊNCIA NAS CALDEIRAS Decisão Normativa nº 029, de 27 de maio de 1988, estabelece a competência dos Engenheiros Mecânicos e Engenheiros Navais - bem como dos Engenheiros Civis que possuam as atribuições do Art. 28 do Decreto Federal nº 23.569 / 33, e desde que tenham cursado as disciplinas “Termodinânica e Suas Aplicações” e “Transferência

        de Calor” (ou “outras com denominações distintas mas que sejam consideradas

        equivalentes por seu conteúdo programático) - no que se refere à Inspeção e Manutenção de Caldeiras e Projeto de Casa de Caldeiras. Quem faz a análise dos conteúdos programáticos das disciplinas, para efeito de equivalência, em caso de dúvida ? As Câmaras Especializadas ou o Plenário do CREA.

      • A QUESTÃO DAS BARRAGENS DE TERRA A Decisão Normativa nº 031, de 14 de dezembro de 1988, esclareceu aos CREAs que os Engenheiros Agrônomos e os Engenheiros Agrícolas podem exercer, dentro de
      • 67 suas atribuições, as atividades de projeto e execução de barragens de terra, que não

          “Acórdão” é a decisão proferida por tribunais coletivos (como o Plenário dos Conselhos Federal e Regionais), quando do jugamento de sentença, em grau de recurso. Acórdãos são decisões formais de

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          excedam a cinco metros de altura, exclusivamente para fins agrícolas. É importante observar que as palavras-chave “BARRAGENS” e “DIQUES” estão contidas nas competências do Engenheiro Civil (Art. 7º da Resolução 218). Ễ A QUESTấO DAS ATRIBUIđỏES REFERENTES AOS PROJETOS,

          EXECUđấO E MANUTENđấO DE CENTRAL DE GÁS A Decisão Normativa nº 032, de 14 de dezembro de 1988, estabeleceu que o Sistema CONFEA / CREAs consideraria três tipos de “Centrais de Gás”, com a finalidade de definir os profissionais que teriam atribuições para o seu projeto, execução e manutenção, a saber: a) Centrais de Gás de distribuição em edificações - que caberiam a Engenheiros Civis, de Fortificações e ARQUITETOS; b) Centrais de Gás de distribuição em redes urbanas subterrâneas - que caberiam a Engenheiros Mecânicos, Engenheiros Químicos e Engenheiros Industriais das modalidades Mecânica e Química; c) Centrais de Gás de Produção, Transformação, Armazenamento e Distribuição - que caberiam aos Engenheiros Metalurgistas e Engenheiros Industriais da modalidade Metalurgia.

          A VIGÊNCIA DAS ATRIBUIđỏES ANTERIORES ầ RESOLUđấO 218 / 73

          A Decisão Normativa nº 030, de 26 de agosto de 1988, definiu que “aos profissionais diplomados antes da vigência da Resolução nº 218, será permitida a anotação das atribuições profissionais conjuntas da legislação anterior, sem prejuízo das atribuições decorrentes dos critérios fixados pela mesma Resolução, com as restrições oriundas do currículo cumprido”. Estas restrições se dão nos casos em que o currículo cumprido for insuficiente para a total incorporação das atribuições da Resolução 218.

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          TEXTO CRÍTICO (SOBRE O SISTEMA CONFEA/CREAs)

          ο DIMENSÕES PROFISSIONAIS, DISCIPLINARES E POLÍTICAS DAS

           ATRIBUIđỏES PROFISSIONAIS FORMAIS

          A mostra feita anteriormente, sobre os “sombreamentos” entre as profissões, é representativa dos conflitos que existem nas próprias definições formais das profissões e que acabam por se refletir - de um modo sempre tratado com cautela em todas as instâncias do sistema CONFEA / CREAs - nas relações entre os profissionais

        • e na sua prática. Há interessantes dimensões colocadas a partir dos “sombreamentos”, que devem nos levar a uma melhor compreensão da inerente instabilidade existente em qualquer área de atividade humana e de como, a cada conjuntura do desenvolvimento social e econômico, as profissões se veêm diante de desafios que se coordenam em aspectos

          profissionais propriamente ditos, disciplinares (no sentido de envolver o saber e a

          formação desenvolvida e apropriada pela prática profissional) e políticas (pois essas profissões são agentes vivos de transformação social, cultural, econômica e, essencialmente, política).

          ο O PAPEL DUAL DOS SISTEMAS DE PROFISSÕES As definições dessas profissões, em sua maioria, não saíram inteiramente da “imaginação” dos redatores das sucessivas Resoluções do CONFEA ou dos acordos essencialmente políticos que conduziram a elas, mas sobretudo da história dessas profissões - em especial de sua evolução ao longo do século XX. As palavras-chave dos respectivos campos de atuação são, de certo modo, territórios “conquistados” e reconhecidos reciprocamente. Esse sentido de “conquista” é importante para compreender: a) de que modo a legislação profissional acaba por criar reservas privilegiadas de mercado profissional baseando-se num modelo legal de fiscalização, e; b) de que modo as profissões, ao se transformarem, continuadamente serão expostas às tensões existentes nesse modelo regulamentador. Sistemas profissionais como o existente na área de engenharia e arquitetura guardam importantes contradições tanto “externas” - com respeito ao seu papel dual de guardião das atribuições profissionais, por um lado, e de autoridade pública responsável por proteger os interesses da comunidade frente a desvios éticos dos próprios profissionais, por outro (o que não exclui a responsabilidade de pronunciar- se perante a sociedade e suas instituições sobre os assuntos de natureza técnica e de interesse nacional que possam ser contraditórios com os interesses de parte dos grupos profissionais) - quanto “internas”. As contradições internas dizem respeito, em especial, à resolução dos conflitos que surgem entre os grupos profissionais, por razões diretamente ligadas à prática das 68 profissões (em especial a luta pela reserva de novos campos de atuação emergentes e

          PRÁTICA PROFISSIONAL DA ARQUITETURA E URBANISMO PROFESSOR RESPONSÁVEL: ARQ. FREDERICO FLÓSCULO PINHEIRO BARRETO

          a conquistar, bem como as eventuais redefinições de campos em litígio histórico entre as profissões) e / ou por razões políticas. Nesse último aspecto deve-se considerar que o conjunto dos profissionais envolvidos é representativo de classes sociais que dominam a cena social e econômica do país e que têm o papel de direção e execução em setores fundamentais da economia. Deve- se considerar que o reforço da grande “área tecnológica” a determinadas programas de políticas nacionais é de importância que não deve ser subestimada. Disso resultam tensões entre visões “conservadoras” e “não-conservadoras”, e ainda entre programas de interesse do empresariado e dos trabalhadores, repetindo no interior do sistema profissional confrontos entre pontos de vista presentes na política nacional.

          ο A “VISÃO CONSERVADORA” DO SISTEMA CONFEA-CREAs Pode-se caracterizar como “conservadora” as posições político-profissionais que propugnam pela manutenção e pelo fortalecimento do status das profissões regulamentadas, no sentido de somente poderem ser praticadas por profissionais que tenham determinado curso superior (ou de nível médio) - posição ainda associada à existência de um sistema de Conselhos profissionais, dirigido efetivamente por parte desses grupos profissionais (os que têm curso superior), e que regulamenta as próprias profissões, dispondo à sociedade sobre o que pode ou não se dar no âmbito do exercício das profissões que jurisdiciona. É interessante observar que essa visão “conservadora” é, em parte, antagônica aos interesses do empresariado, das grandes empresas, dado que fortalece o Acervo Técnico do profissional, impede que as empresas “herdem” o registro de trabalho de seus profissionais e trabalhadores depois que se retiram de empresas. Outro eixo de antagonismo é representado pelo caráter potencialmente representativo dos profissionais através das entidades de classe, pulverizando as tentativas de apropriação política do sistema CONFEA-CREAs pelas classes “patronais”. As composições dos Conselhos Federal e Regionais são muito dinâmicas, renovam-se em um terço todos os anos, e permitem intensa troca de experiências e de recomposição de interesses entre grupos profissionais, entidades e as “teses” acerca dos assuntos em pauta nos Conselhos. O sistema CONFEA-CREAs pode efetivamente fiscalizar as empresas, examinar as relações de caráter profissional no seu âmbito de atuação, agir de forma decisiva para que se corrijam distorções da prática profissional.

          Particularmente, tendo a ser “conservador”, no âmbito colocado, entendendo que em muitos pontos o atual sistema tem capacidade de ação social e política positiva para a sociedade brasileira, e que essa plena capacidade ainda está longe de ser atingida.

          ο A VISÃO “NÃO-CONSERVADORA” Pode-se caracterizar como “não-conservadoras” as posições político-profissionais que buscam (em diferentes combinações): a) descartorizar o exercício profissional, eliminando o controle das profissões pelos próprios profissionais, e permitir o livre exercício das profissões, atribuindo-se à Lei comum - em especial o Código de Defesa

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          profissões; b) transferir para as entidades de classes (como o IAB, os sindicatos, os Clubes de Engenharia etc) o eventual papel cartorial que deve ser desempenhado no sentido do registro dos profissionais, das idéias, dos trabalhos; as entidades desempenhariam ainda, nessa visão, “papéis oficiais” no sentido de serem promotoras dos concursos públicos e instâncias de julgamento ético dos profissionais; c) desatrelar cada profissão dos “plenários multiprofissionais” que são dominados pelas profissões majoritárias - como é o caso das Engenharias, e da Engenharia Civil, em especial; o novo “consórcio das profissões” se destinaria apenas a servir como instância cerimonial e de eventual discussão das pendências entre as profissões, com vistas a acordos amigáveis (o CONFEA, em especial, não seria instância de deliberação final sobre os assuntos profissionais, mas sim a justiça comum).

          Tem-se apontado para a possibilidade de que tais mudanças teriam no sentido de fragilizar o sistema profissional, muito antes de esse se ver efetivamente fortalecido e maturado. Em parte, alguns dos “novos experimentos” somente reproduziriam o “cartório” hoje visto no sistema CONFEA-CREAs ao nível de algumas entidades. Outro aspecto particularmente importante é que a fragmentação do sistema efetivamente eliminaria a rica possibilidade (formal) do convívio e da integração tanto entre áreas profissionais que inegavelmente atuam no mesmo campo de atividades, quanto entre as áreas profissionais que tem o potencial de oferecer novas visões dos problemas entre sociedade e tecnologias - e de servirem como tertius (terceira força, terceira opinião, terceiro julgador) entre pendências inter-profissionais.

          ο MAIS ALGUMA REFLEXÃO SOBRE A VISÃO “NÃO-CONSERVADORA” A fragmentação das organizações sociais é conseqüência inconfessada dos que defendem o “liberalismo” (no sentido de um mínimo de regulamentação estatal e máxima liberdade de ação da iniciativa privada) na organização econômica e social.

          Descartorizar é uma das palavras-chave desse tipo de visão, embutida em concepções que podem chegar a negar princípios básicos da própria organização social.

          Como exemplo disso são as políticas do “Estado Mínimo”, reduzir as funções centrais da sociedade à fiscalização tributária, à defesa territorial e à diplomacia. O “Estado Mínimo” não deve prestar serviços que podem ser prestados pela iniciativa privada, como serviços de saúde, de educação, de produção de determinados bens (como combustíveis, medicamentos etc), e até mesmo relativos à segurança pública. A iniciativa privada, naturalmente organizada pelos mecanismos de mercado, pela concorrência entre iguais fornecedores de bens e serviços, ofertaria bens e serviços de melhor qualidade e a preços mais baixos que o Estado através dos órgãos estatais. O problema é que os mecanismos de mercado apresentam algumas importantes imperfeições: setores da iniciativa privada podem se articular em grandes corporações (trusts), definir preços e limitar a concorrência (além de eliminar devastadoramente os concorrentes); a iniciativa privada, movida pelo lucro, não se responsabiliza pela prestação de serviços aos que não podem pagar por eles - e não realiza, por definição, pois é privada, forma coletivizada de distribuição de renda; a orientação radicalizada da sociedade por interesses de lucratividade é fundamentalmente desequilibrada, pois realiza continuadamente a concentração da renda e a formação de mecanismos de defesa dos que detêm os recursos econômicos acumulados. O “Estado Mínimo”, portanto, é inerentemente anti-social, e acaba por proteger os interesses de minorias extremamente poderosas, nos sentidos econômico, político e

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          propriedade privada, a iniciativa privada é praticamente eliminada, e a sociedade perde em pluralidade, liberdade e capacidade deliberativa. Então, ao que parece, no centro dessas duas utopias radicais que herdamos dos séculos

          XVIII e XIX, está a questão básica da participação popular - ou da ampliação da participação do maior número de interessados - na gestão tanto dos negócios públicos quanto dos negócios privados, a partir de determinados limiares de ação. Está a compreensão de que as sociedades não podem cometer o erro de transferir a responsabilidade pela determinação de seu modelo a uma “racionalidade externa” aos desejos de seus próprios membros (a mecanismos como os de “mercado”, ou de “leis da história”, como se procurou superar no passado a imposição do “direito divino” da monarquia e da igreja).

          Regulamentar ou desregulamentar não pode ser colocado de forma simplista, como

          uma questão que antepõe “modernidade” e “arcaísmo”, mas como questão diretamente relacionada com o contrato social a ser continuadamente discutido e

           renovado pela participação de todos os interessados .

          É necessária a aproximação crítica tanto das propostas “regula-mentadoras” quanto das “desregulamentadoras”, entendendo que há princípios subjacentes que qualquer

          tomada de partido deve respeitar. Para o caso brasileiro deve-se considerar os

          princípios constituintes da própria sociedade, entre os quais os de:

        • SOBERAN
        • CIDADANIA ;
        • DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA ;
        • VALORES SOCIAIS DO TRABALHO E DA LIVRE INICIATIVA ;

           • PLURALISMO POLÍTICO .

          A essa matriz de princípios está ligada, sem dúvida, a organização das profissões. Deve-se considerá-la como sub-tema de outros temas maiores, como a organização social do trabalho e, ainda da própria organização econômica e política das sociedades. Desse ponto de vista, não há porque considerar que os sistemas profissionais devam se manter como estão, indefinidamente.

          E essa é uma “colocação fraca” diante de outra, que considera que é a própria transformação das profissões e de seus interesses que deve impor as diretrizes das organizações futuras.

          ο AS TENSỏES CRIADAS PELAS TRANSFORMAđỏES DAS REFERÊNCIAS PROFISSIONAIS

          Outra classe de tensões nasce da própria evolução das profissões, dada em grande parte pela “novidade” dos problemas a elas colocados na atualidade (muitos dos quais “provocados” pelas próprias atividades de ocupação territorial e de mudanças nas 69 condições de vida das populações pela via tecnológica). Merece consideração o

          Nas discussões havidas quando da elaboração do Código de Edificações do DF, em 1996, colocou-se que a melhor regulamentação é tautológica, repete o que as pessoas praticam ao construirem de forma Então, para quê regulamentar ? Para que se compreenda que há “segura, higiênica, que lhes agrade”. a possibilidade de agir de outro modo e assim mudar o que anteriormente se acordou (que é renovado como referência), e para que se defenda os interesses de quem não sabe construir e é forçado a 70 consumir o que outro realizou, para os seus próprios interesses (e lhe é dado como referência).

          PRÁTICA PROFISSIONAL DA ARQUITETURA E URBANISMO PROFESSOR RESPONSÁVEL: ARQ. FREDERICO FLÓSCULO PINHEIRO BARRETO

          crescimento da importância dada nas últimas décadas - no mundo, com repercussões mais ou menos recentes no Brasil - à proteção e à segurança no trabalho, bem como à proteção do meio ambiente a a busca de alternativas de desenvolvimento que minimizem o impacto ambiental das atividades humanas. A “área tecnológica” (tanto das atividades econômicas quanto profissionais) se caracteriza historicamente por seu “desenvolvimentismo”, por sua ênfase na expansão dos recursos e, sobretudo da ampliação das possibilidades de exploração e transformação dos recursos naturais, na ocupação, na construção, na “formação do

          

          mundo ”, movida por motivação empreendedora que se revela, em determinados casos, predadora dos recursos naturais e humanos. A consciência social e política que lentamente vem se formando - de valorização da qualidade de vida associada à boa qualidade do meio ambiente e ao equilíbrio psíquico e físico; de necessária participação popular no processo de gestão da sociedade e de suas instituições; de relativização dos termos da exploração econômica “irrefreável” dos recursos naturais; de respeito e promoção dos interesses das minorias historicamente marginalizadas - impõe novos contornos aos limites das atribuições profissionais formais. A capacidade de perceber as mudanças necessárias à organização das profissões pode ser ainda mais lenta que a capacidade de criar novas oportunidades - que em si mesmas são as “mudanças”. Isso pode vir a significar o completo “redesenho” das atuais profissões no próximo século. O caso das engenharias, como campo profissional essencialmente “tecnológico” é digno de análise, dado o seu desmembramento em amplo leque de modalidades: a cada novo ramo ou sub-ramo da área profissional de tecnologia aplicada que surge, mais uma modalidade de engenharia vem à luz. Isso é compreensível, na medida em que os novos campos profissionais são efetivamente especializações da área tecnológica, e o desenvolvimento apresentado pelas tecnologias é característica básica da etapa civilizatória iniciada (queiramos ou não) com a “Revolução Industrial”. Entre as engenharias há abordagens dos mesmos problemas de forma disciplinarmente contraditórias: a abordagem do engenheiro sanitarista e do agrônomo com relação ao meio ambiente e ao processo de urbanização pode guardar diferenças fundamentais, reveladoras dos modos pelos quais percebem os problemas.

           Há uma geração de engenheiros de “diversas modalidades ” que vem mostrando

          significativa politização associada a uma (auto)formação técnica sofisticada acerca da questão ambiental, por exemplo, e que representa a possibilidade de efetiva atualização e reflexão das profissões tecnológicas sobre seu papel e modo de ação. Muitas das “tecnologias alternativas” têm deixado de ser utopias nascidas a partir dos 71 anos 60, e passam a ser consideradas seriamente na atual década, em termos

          Uma das etimologias latinas da palavra “mundo” a indica como o “lugar limpo, ocupado pelo homem, lugar urbanizado”. É interessante anotar, que a palavra inglesa world tem significado etimológico assemelhado, embora origem diversa (significa “a era do homem, o tempo do homem / o 72 lugar do homem”).

          Por esse ponto de vista, os “centros de excelência” da área de engenharia estão hoje nas áreas públicas (e nalguns casos, entre os prestadores de serviços à área pública) das instituições de meio

          PRÁTICA PROFISSIONAL DA ARQUITETURA E URBANISMO PROFESSOR RESPONSÁVEL: ARQ. FREDERICO FLÓSCULO PINHEIRO BARRETO

          executivos, como a vida em comunidades rurais auto-sustentadas, ou a “condominialização” das áreas urbanas carentes. O próprio fortalecimento do município, das prefeituras, como conseqüência fundamental da Constituição brasileira de 1988, leva a um novo contexto os programas de desenvolvimento nacional - que influenciaram fortemente os currículos de graduação nas décadas de 70 e 80. Por outro lado, os grandes e caros projetos nacionais (“obras do tamanho do Brasil”) são fortemente criticados a partir de uma visão local, circunstanciada, que implica em novas formas de atuação profissional, atentas às questões de longo prazo e capazes de trabalhar diretamente com as comunidades.

          ο PERFIS PROFISSIONAIS “EMERGENTES” (HÁ PELO MENOS UMAS DUAS DÉCADAS)

          Dizia-se, há pelos menos duas décadas passadas, que o modelo tecnocrático, centralista e autoritário, de atuação do engenheiro e do arquiteto estaria “à beira do colapso”, e o profissional liberal ou associado ao “grande escritório / ateliê” seria substituído pelo profissional “cooperativado” - ou, mais modernamente, que trabalha em “rede”, acessado à distância por seus clientes e coordenadores de projetos e obras. Essa possibilidade a realizar-se deve produzir, é razoável pensar, a desconcentração dos profissionais desde os grandes centros para os centros urbanos de médio e pequeno portes. As mudanças não param aí: deve-se considerar o crescente nível de informação e de exigência de contingentes da população que mal participavam das oportunidades de consumo dos serviços dos profissionais. Os direitos do consumidor de serviços se somam à evolução de mercados de trabalho profissional extremamente competitivos, em que o tradicional fator “custo” é ponderado frente à correção do trabalho frente a um novo grupo de variáveis (como o baixo impacto ambiental, a segurança e a privacidade individual, a consideração das diferenças e necessidades pessoais, e mesmo a personalização da relação profissional-cliente - mas, acredito, de modo diferente da relação entre o médico-de-família e as famílias de seu bairro, para referir uma imagem do profissional liberal tradicional - entre muitas outras variáveis). A indicação da necessidade de mudanças - e de tomar a iniciativa para empreendê-las

        • é evidente quanto à questão da habitação e do habitat urbano e rural das populações de renda baixa ou quase nula, contingente que envolve cerca de um terço (ou o dobro, se considerarmos as rendas familiares de até seis salários mínimos) da população brasileira. A área tecnológica muito pouco teve a dizer sobre o movimento dos sem-terra, e na atualidade sua participação no estudo desse importante movimento social é quase nula. No entanto, o movimento dos sem-terra é modo de encaminhar soluções para problemas básicos do país. As comunidades têm buscado na auto-construção em parceria com algumas prefeituras e organizações não-governamentais alternativas que se revelam eficientes, envolvendo poucos profissionais habilitados. Contudo, a maior parte dessas populações está francamente desorganizada e sua situação de desamparo ainda é amplamente ignorada pelas formas existentes de organização profissional.

          PRÁTICA PROFISSIONAL DA ARQUITETURA E URBANISMO PROFESSOR RESPONSÁVEL: ARQ. FREDERICO FLÓSCULO PINHEIRO BARRETO

          PARTE 2 ELEMENTOS DA LEGISLAđấO PROFISSIONAL UMA ANÁLISE DA RELAđấO ENTRE AS ATRIBUIđỏES PROFISSIONAIS E O CURRễCULO MễNIMO DO CURSO DE GRADUAđấO EM

           ARQUITETURA E URBANISMO DA UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA

          Como vimos nos termos da Lei 5.194/66 e da Resolução 218/73, as atribuições profissionais são calcadas nos conhecimentos obtidos ao longo do Curso de Graduação nas diversas áreas profissionais englobadas pelo Sistema CONFEA / CREAs. O currículo mínimo de cada curso de graduação tanto determina quanto é determinado pelo conjunto de atribuições que se convencionou para cada profissão: determina por que o currículo mínimo “informa” o legislador acerca dos conhecimentos que o cidadão deve dominar para o pleno exercício da profissão; é determinado por que não se admite como válido o currículo mínimo que enseje a aquisição pelo profissional, de atribuições cativas de outra área profissional regulamentada. A situação existente pode ser kafkiana, na medida em que os graduandos são privados de diversas possibilidades de composição curricular, que os tornariam mais aptos tanto a competir quanto a cooperar em equipes multidisciplinares mais amplas, na prática profissional. Dados os currículos de graduação vigentes, os graduandos de uma área profissional são entregues a uma certa indigência intelectual nas áreas tecnológicas (ou prática, num sentido amplo) que sejam dominadas por outra área profissional: arquitetos e agrônomos, por exemplo, não portam currículos mínimos que ampliem sua capacidade de cálculo estrutural além de situações de relativa simplicidade (ainda que essas situações de grande simplicidade, como - por exemplo - os edifícios de pequeno a médio portes, as habitações uni / multifamiliares com sistemas construtivos convencionais etc, representem a maior parte da demanda por serviços profissionais). O absurdo do limites curriculares chega a ameaçar o ensino da informática nas áreas profissionais, pois essa área tecnológica envolve “atribuições” que se tenta fixar para os engenheiros da área de eletrônica, entre outras situações. É certo que os currículos mínimos de graduação - bem como as legislações que buscam detalhar as atribuições profissionais - serão continuadamente desafiados pelas evidências da realidade do mercado profissional, pelas demandas sociais a serem atendidas e pela inavaliável dinâmica das áreas de conhecimento envolvidas. Esse desafio é traduzido pelo debate do estabelecimento do “perfil profissional” do arquiteto, do engenheiro, do agrônomo, entre outros. Por perfil profissional pode-se 73 entender, simultânea ou isoladamente:

          Essa análise é da inteira responsabilidade do professor da disciplina, e não se baseia em convenção arbitrada pelos colegiados universitários, mas pretende estabelecer um quadro de relações entre as

          PRÁTICA PROFISSIONAL DA ARQUITETURA E URBANISMO PROFESSOR RESPONSÁVEL: ARQ. FREDERICO FLÓSCULO PINHEIRO BARRETO

          a) o “produto” a ser desenvolvido, na forma de um profissional formalmente apto à prática de sua profissão; b) o conjunto de áreas de atuação profissional definidas pelas entidades e pelos profissionais como as que lhes interessa desenvolver e/ou que são emergentes no mercado de trabalho profissional de curto / médio / logo prazos;

          c) o conjunto de qualidades / qualificações (de ordens ética, política, técnica, artística etc) que constituem o núcleo de identidade profissional, que dão significado

          e direção ao quadro formal de atribuições profissionais definidoras da própria

          profissão - mas que não se constituem necessáriamente em “disciplinas”, mas são diretrizes da educação e da conduta na formação e na prática profissional, configurando os atributos do que se denomina o “papel social do profissional” ou, por outra abordagem, a “imagem pública do profissional”. Essas qualidades / qualificações têm raízes na história da profissão e na cultura profissional. A discussão do perfil profissional que é dado pelos cursos de graduação é polêmica, e os arquitetos dividem-se frente aos vários aspectos de sua formação técnica e de sua formação humanista e artística - não tanto quanto ao fato de esses aspectos deverem comparecer na formação do arquiteto, mas com relação ao modo como compareceriam. “Mais ou menos informação / ênfase” nessa ou naquela área disciplinar, com essa ou aquela intenção de forjar o profissional e determinar o escopo de seu trabalho; “especialização ou grau de generalidade” dos conhecimentos mínimos necessários; “capacidade técnica ou capacidade crítica”, “esta ou aquela

          escola de pensamento / prática / ideologia ”, entre outras, são algumas das (para certos pontos de vista, falsas) questões que sobrevoam essas discussões.

          O que se tem como consenso construido na atualidade é um certo “pacto generalista” para a formação do arquiteto, em torno da atividade que é convencionada como essencial para praticamente todas as posições conhecidas acerca do perfil profissional:

          o projeto (cuja acepção é também objeto de polêmica). O currículo mínimo vigente retrata esse pacto, passível de alterações.

          Deve-se considerar também o “efeito cumulativo” do aprendizado de determinadas atribuições profissionais. A habilitação para o projeto arquitetônico e urbanístico é adquirida, em tese, ao longo de várias disciplinas - sobretudo no “grupo-tronco” dos currículos de graduação em arquitetura, relacionado ao projeto de arquitetura, de urbanismo, de paisagismo etc. Tem-se aí a distinção entre o problema “pedagógico” e o “didático” do ensino de arquitetura: o primeiro diz respeito às grandes estratégias de ensino e preparação para a prática profissional deduzidas de um determinado perfil profissional; o segundo diz respeito aos métodos e técnicas de ensino adotados nas disciplinas e entre o conjunto de disciplinas. No ensino de projeto articula-se a totalidade dos conhecimentos arrolados pelo currículo (“projeto é síntese”) e faz do ensino de arquitetura um caso especial dentre as situações existentes de ensino superior. Desta forma, recomenda-se que não se faça tratar a discussão da relação entre a proposta (ou a estratégia) pedagógica, as técnicas (ou táticas) didáticas associadas ao currículo mínimo, e as atribuições profissionais de um modo “unívoco”, sem se considerar as ricas interrelações entre as áreas de conhecimento necessárias à formação do arquiteto, existentes no próprio currículo mínimo vigente. Isso é distinto de uma outra análise, que se pode fazer sobre o quê ocorre nesta escola

          PRÁTICA PROFISSIONAL DA ARQUITETURA E URBANISMO PROFESSOR RESPONSÁVEL: ARQ. FREDERICO FLÓSCULO PINHEIRO BARRETO

          efetivamente o curso ministrado habilita, frente ao universo de possibilidades de prática profissional. A seguir dispomos dois conjuntos de diagramas: um primeiro destinado a expor a organização atual das disciplinas obrigatórias do Curso de Graduação em Arquitetura e Urbanismo da UnB, por Departamento universitário; e um segundo conjunto composto por “matrizes de interrelação” entre cada disciplina obrigatória e as “atividades profissionais” listadas na Resolução 218 / 73. Evidentemente, quaisquer alterações no Currículo Mínimo do curso de graduação podem ser consideradas por essa matriz de análise. O quê obtemos com ela ?

        • Uma “ponderação” da importância das disciplinas em termos de uma estrita

          “formação profissionalizante”, buscando identificar as disciplinas que formalmente estão incumbidas pela habilitação em cada uma das atividades profissionais definidas na legislação; deduz-se das matrizes que cada atividade profissional é fundamentada em mais de uma disciplina - afinal, as atividades profissionais são conceituadas genericamente, prestando-se à classificação das situações existentes em dezenas de profissões de nível superior e médio;

        • Algo como um instrumento de discussão (e avaliação) do modo pelo qual cada disciplina listada efetivamente desempenha o papel que dela espera a legislação profissional. Dado que o quadro de interrelações proposto não é “oficial”, o efetivo compromisso das disciplinas com as atividades listadas pode ser parcialmente contestado - mas sempre restará um conjunto mínimo e necessário de atividades direta e indiscutivelmente relacionado a cada disciplina. Há espaço tanto para a interpretação dessa interrelação pelo professor responsável pela disciplina, quanto para o estabelecimento de procedimentos didáticos específicos para o seu ministério, desse ponto de vista profissionalizante.

          Por outro lado, essas matrizes não expõem outros objetivos da formação do arquiteto, relacionados ao que se chama amplamente de seu perfil profissional. Esses objetivos poderiam ser arrolados em termos de sua “capacidade crítica”, “expressão artística”, “criatividade orientada por temas”, “capacidade / habilitação retrospectiva”, entre outros (a discutir, pois essa definição exige conceituação precisa). Perante outros critérios, a ponderação possível pode alterar-se dramaticamente: o exercício da “capacidade crítica” pode (compreensivelmente) ser reivindicado por algumas disciplinas da área de Teoria e História, por exemplo. Importa colocar que temos adiante algumas “imagens” do que formalmente é a “estrutura de formação do arquiteto”, neste momento. Essas estruturas acadêmicas devem colocar sem a menor ambigüidade a proposta de perfil profissional do arquiteto que está a ser formado. E “algo” será formado a partir dessa estrutura formal. Ressalta-se a importância de discutirmos continuadamente tanto o que essas estruturas têm como potencial, como o quê essas estruturas realmente produzem, mapeando a relação entre as instituições formadoras e o conjunto de situações da prática profissional.

          

        PRÁTICA PROFISSIONAL DA ARQUITETURA E URBANISMO

        PROFESSOR RESPONSÁVEL: ARQ. FREDERICO FLÓSCULO PINHEIRO BARRETO

        PROJETO ARQUITETÔNICO 1 PROJETO ARQUITETÔNICO 2 DESENHO E PLÁSTICA 1 DESENHO ARQUITETÔNICO

          SISTEMAS CONSTRUTIVOS MATEMÁTICA 1

          INTRODUđấO ầ ARQUITETURA E URBANISMO DESENHO E PLÁSTICA CONDICIONANTE 1 ANÁLISE DE AMBIENTAIS CONFORTO TÉRMICO AMBIENTAL CONFORTO AMBIENTAL LUMINOSO INSTALAđỏES E EQUIPAMENTOS INFRA- ESTRUTURA URBANA ESTATÍSTICA APLICADA ESTÁGIO SUPERVISIONAD O EM OBRAS SISTEMAS ESTRUTURAIS NA ARQUITETURA INTRODUđấO À SOCIOLOGIA HISTÓRIA DA ARQUITETURA E DA ARTE 1 SISTEMAS ESTRUTURAIS EM CONCRETO ARMADO HISTÓRIA DA ARQUITETURA E DA ARTE 2 ARQUITETURA E URBANISMO DA SOCIEDADE INDUSTRIAL ARQUITETURA E URBANISMO DO BRASIL CONTEMPORÂNEO ARQUITETURA E URBANISMO DO BRASIL COLÔNIA E IMPÉRIO ARQUITETURA E URBANISMO DA ATUALIDADE ENSAIO TEÓRICO SISTEMAS ESTRUTURAIS EM AÇO SISTEMAS ESTRUTURAIS EM MADEIRA CONFORTO SONORO MATERIAIS DE CONSTRUđấO TÉCNICAS DE CONSTRUđấO ESTÁGIO SUPERVISIONAD O DE PROJETOS PROJETO DE URBANISMO 1 PROJETO DE URBANISMO 2 PROJETO DE DIPLOMAđấO 1 PROJETO DE DIPLOMAđấO ARQUITETURA 2 PROJETO DE LINGUAGEM E EXPRESSÃO PROJETO DE ARQUITETURA EDIFÍCIOS EM ALTURA PROJETO DE ARQUITETURA GRANDES VÃOS PROJETO DE ARQUITETURA FUNđỏES COMPLEXAS ESPAÇO EXPRESSÃO E SIGNIFICADO GEOMETRIA CONSTRUTIVA PROJETO PAISAGÍSTICO 1 1 2

          3

          4 5 6 7

          8

          9

          10

          PRÁTICA PROFISSIONAL DA ARQUITETURA E URBANISMO CONTEÚDO NECESSARIAMENTE LIGADO À PROFESSOR RESPONSÁVEL: ARQ. FREDERICO FLÓSCULO PINHEIRO BARRETO ATIVID ADE C ONTEÚDO PARCIALLMENTE LIGADO À ATIVIDADE PROFISSIONAL PROFISSIONAL

          89 ATIVID ADE C ONTEÚDO EVENTUALMENTE LIGADO À CONT EÚDO SEM LIGAđấO COM A PRO FISSIONAL ESPECÍFICA PROFISSIONAL ATIVIDADE

        ATIVIDADES PROFISSIONAIS

          RESOLUđấO 218 / 73 01 - SUPERVISÃO, COORDENAđấO E 02 - ESTUDO, PLANEJAMENTO, PROJETO E ESPECIFICAđấO 03 - ESTUDO DE VIABILIDADE TÉCNICO-ECONÔMICA 04 - ASSISTÊNCIA, ASSESSORIA E CONSULTORIA 05 - DIREđấO DE OBRA E SERVIÇO TÉCNICO 06 - VISTORIA, PERÍCIA, AVALIAđấO, ARBITRAMENTO, 07 - DESEMPENHO DE CARGO E FUNđấO TÉCNICA 08 - ENSINO, PESQUISA, ANÁLISE, EXPERIMENTAđấO, ENSAIO E DIVULGAđấO 09 - ELABORAđấO DE ORÇAMENTO 10 - PADRONIZAđấO, MENSURAđấO E CONTROLE DE 11 - EXECUđấO DE OBRA E SERVIÇO TÉCNICO 12 - FISCALIZAđấO DE OBRA E SERVIÇO TÉCNICO 13 - PRODUđấO TÉCNICA ESPECIALIZADA 14 - CONDUđấO DE TRABALHO TÉCNICO 15 - CONDUđấO DE EQUIPE DE

          INSTALAđấO, MONTAGEM, OPERAđấO, REPARO OU 16 - EXECUđấO DE

          INSTALAđấO, MONTAGEM E 17 - OPERAđấO E

          PRÁTICA PROFISSIONAL DA ARQUITETURA E URBANISMO CONTEÚDO NECESSARIAMENTE LIGADO À PROFESSOR RESPONSÁVEL: ARQ. FREDERICO FLÓSCULO PINHEIRO BARRETO ATIVIDADE CONTEÚDO PARCIALLMENTE LIGADO À ATIVIDADE PROFISSIONAL PROFISSIONAL

          90 ATIVIDADE CONTEÚDO EVENTUALMENTE LIGADO À CONTEÚDO SEM LIGAđấO COM A PROFISSIONAL ESPECÍFICA PROFISSIONAL ATIVIDADE

        ATIVIDADES PROFISSIONAIS

          RESOLUđấO 218 / 73 01 - SUPERVISÃO, COORDENAđấO E 02 - ESTUDO, PLANEJAMENTO, PROJETO E ESPECIFICAđấO 03 - ESTUDO DE VIABILIDADE TÉCNICO-ECONÔMICA 04 - ASSISTÊNCIA, ASSESSORIA E CONSULTORIA 05 - DIREđấO DE OBRA E SERVIÇO TÉCNICO 06 - VISTORIA, PERÍCIA, AVALIAđấO, ARBITRAMENTO, 07 - DESEMPENHO DE CARGO E FUNđấO TÉCNICA 08 - ENSINO, PESQUISA, ANÁLISE, EXPERIMENTAđấO, ENSAIO E DIVULGAđấO 09 - ELABORAđấO DE ORÇAMENTO 10 - PADRONIZAđấO, MENSURAđấO E CONTROLE DE 11 - EXECUđấO DE OBRA E SERVIÇO TÉCNICO 12 - FISCALIZAđấO DE OBRA E SERVIÇO TÉCNICO 13 - PRODUđấO TÉCNICA ESPECIALIZADA 14 - CONDUđấO DE TRABALHO TÉCNICO 15 - CONDUđấO DE EQUIPE DE

          INSTALAđấO, MONTAGEM, OPERAđấO, REPARO OU 16 - EXECUđấO DE

          INSTALAđấO, MONTAGEM E 17 - OPERAđấO E

          PRÁTICA PROFISSIONAL DA ARQUITETURA E URBANISMO CONTEÚDO NECESSARIAMENTE LIGADO À PROFESSOR RESPONSÁVEL: ARQ. FREDERICO FLÓSCULO PINHEIRO BARRETO ATIVIDADE CONTEÚDO PARCIALLMENTE LIGADO À ATIVIDADE PROFISSIONAL PROFISSIONAL

          91 ATIVIDADE CONTEÚDO EVENTUALMENTE LIGADO À CONTEÚDO SEM LIGAđấO COM A PROFISSIONAL ESPECÍFICA PROFISSIONAL ATIVIDADE

        ATIVIDADES PROFISSIONAIS

          RESOLUđấO 218 / 73 01 - SUPERVISÃO, COORDENAđấO E 02 - ESTUDO, PLANEJAMENTO, PROJETO E ESPECIFICAđấO 03 - ESTUDO DE VIABILIDADE TÉCNICO-ECONÔMICA 04 - ASSISTÊNCIA, ASSESSORIA E CONSULTORIA 05 - DIREđấO DE OBRA E SERVIÇO TÉCNICO 06 - VISTORIA, PERÍCIA, AVALIAđấO, ARBITRAMENTO, 07 - DESEMPENHO DE CARGO E FUNđấO TÉCNICA 08 - ENSINO, PESQUISA, ANÁLISE, EXPERIMENTAđấO, ENSAIO E DIVULGAđấO 09 - ELABORAđấO DE ORÇAMENTO 10 - PADRONIZAđấO, MENSURAđấO E CONTROLE DE 11 - EXECUđấO DE OBRA E SERVIÇO TÉCNICO 12 - FISCALIZAđấO DE OBRA E SERVIÇO TÉCNICO 13 - PRODUđấO TÉCNICA ESPECIALIZADA 14 - CONDUđấO DE TRABALHO TÉCNICO 15 - CONDUđấO DE EQUIPE DE

          INSTALAđấO, MONTAGEM, OPERAđấO, REPARO OU 16 - EXECUđấO DE

          INSTALAđấO, MONTAGEM E 17 - OPERAđấO E

          CONTEÚDO NECESSARIAMENTE LIGADO À ATIVIDADE PROFISSIONAL PRÁTICA PROFISSIONAL DA ARQUITETURA E URBANISMO PROFESSOR RESPONSÁVEL: ARQ. FREDERICO FLÓSCULO PINHEIRO BARRETO CONTEÚDO EVENTUALMENTE LIGADO À ATIVIDADE CONTEÚDO PARCIALLMENTE LIGADO À PROFISSIONAL

          92 ATIVIDADE PROFISSIONAL ESPECÍFICA CONTEÚDO SEM LIGAđấO COM A PROFISSIONAL ATIVIDADE

        ATIVIDADES PROFISSIONAIS

          RESOLUđấO 218 / 73 01 - SUPERVISÃO, COORDENAđấO E 02 - ESTUDO, PLANEJAMENTO, PROJETO E ESPECIFICAđấO 03 - ESTUDO DE VIABILIDADE TÉCNICO-ECONÔMICA 04 - ASSISTÊNCIA, ASSESSORIA E CONSULTORIA 05 - DIREđấO DE OBRA E SERVIÇO TÉCNICO 06 - VISTORIA, PERÍCIA, AVALIAđấO, ARBITRAMENTO, 07 - DESEMPENHO DE CARGO E FUNđấO TÉCNICA 08 - ENSINO, PESQUISA, ANÁLISE, EXPERIMENTAđấO, ENSAIO E DIVULGAđấO 09 - ELABORAđấO DE ORÇAMENTO 10 - PADRONIZAđấO, MENSURAđấO E CONTROLE DE 11 - EXECUđấO DE OBRA E SERVIÇO TÉCNICO 12 - FISCALIZAđấO DE OBRA E SERVIÇO TÉCNICO 13 - PRODUđấO TÉCNICA ESPECIALIZADA 14 - CONDUđấO DE TRABALHO TÉCNICO 15 - CONDUđấO DE EQUIPE DE

          INSTALAđấO, MONTAGEM, OPERAđấO, REPARO OU 16 - EXECUđấO DE

          INSTALAđấO, MONTAGEM E 17 - OPERAđấO E MANUTENđấO DE

          CONTEÚDO NECESSARIAMENTE LIGADO À ATIVIDADE PROFISSIONAL PRÁTICA PROFISSIONAL DA ARQUITETURA E URBANISMO PROFESSOR RESPONSÁVEL: ARQ. FREDERICO FLÓSCULO PINHEIRO BARRETO CONTEÚDO EVENTUALMENTE LIGADO À ATIVIDADE CONTEÚDO PARCIALLMENTE LIGADO À PROFISSIONAL

          93 ATIVIDADE PROFISSIONAL ESPECÍFICA CONTEÚDO SEM LIGAđấO COM A PROFISSIONAL ATIVIDADE

        ATIVIDADES PROFISSIONAIS

          RESOLUđấO 218 / 73 01 - SUPERVISÃO, COORDENAđấO E 02 - ESTUDO, PLANEJAMENTO, PROJETO E ESPECIFICAđấO 03 - ESTUDO DE VIABILIDADE TÉCNICO-ECONÔMICA 04 - ASSISTÊNCIA, ASSESSORIA E CONSULTORIA 05 - DIREđấO DE OBRA E SERVIÇO TÉCNICO 06 - VISTORIA, PERÍCIA, AVALIAđấO, ARBITRAMENTO, 07 - DESEMPENHO DE CARGO E FUNđấO TÉCNICA 08 - ENSINO, PESQUISA, ANÁLISE, EXPERIMENTAđấO, ENSAIO E DIVULGAđấO 09 - ELABORAđấO DE ORÇAMENTO 10 - PADRONIZAđấO, MENSURAđấO E CONTROLE DE 11 - EXECUđấO DE OBRA E SERVIÇO TÉCNICO 12 - FISCALIZAđấO DE OBRA E SERVIÇO TÉCNICO 13 - PRODUđấO TÉCNICA ESPECIALIZADA 14 - CONDUđấO DE TRABALHO TÉCNICO 15 - CONDUđấO DE EQUIPE DE

          INSTALAđấO, MONTAGEM, OPERAđấO, REPARO OU 16 - EXECUđấO DE

          INSTALAđấO, MONTAGEM E 17 - OPERAđấO E MANUTENđấO DE

          PRÁTICA PROFISSIONAL DA ARQUITETURA E URBANISMO PROFESSOR RESPONSÁVEL: ARQ. FREDERICO FLÓSCULO PINHEIRO BARRETO

          94 PARTE 2 ELEMENTOS DA LEGISLAđấO PROFISSIONAL ART ANOTAđấO DE RESPONSABILIDADE TÉCNICA

          A ANOTAđấO DE RESPONSABILIDADE TÉCNICA ( ART ) FOI INSTITUIDA PELA LEI 6.496, DE 7 DE DEZEMBRO DE 1997, E CONSISTE EM UM IMPORTANTE - E OBRIGATÓRIO - REGISTRO DE TODOS OS ATOS PROFISSIONAIS QUE SE DÊEM MEDIANTE CONTRATO DE PRESTAđấO DE SERVIđOS PROFISSIONAIS.

          ISSO INCLUI, NA FORMA DA ỀART DE CARGO E FUNđấOỂ, OS CONTRATOS DE TRABALHO, OS CARGOS E FUNđỏES PÚBLICAS. TODOS OS EVENTOS FORMAIS DA VIDA PROFISSIONAL DEVEM SER ANOTADOS. QUAL A “VANTAGEM” ? A VANTAGEM É A DE O PROFISSIONAL CONSTITUIR, NOS CREAs, UM CONJUNTO DE DADOS QUE, DESDE QUE CORRETA E FUNDAMENTADAMENTE REGISTRADOS, SÃO O SEU ACERVO TÉCNICO. O ACERVO TÉCNICO DO PROFISSIONAL É SEU PATRIMÔNIO, É INTRANSFERÍVEL, E COMPROVA O CONJUNTO DE TRABALHOS REALIZADOS, CARGOS E FUNđỏES OCUPADAS, DE MODO SEGURO E COM A FÉ PÚBLICA DE QUE GOZAM OS CONSELHOS REGIONAIS.

          APRESENTA-SE A SEGUIR OS PRINCIPAIS DOCUMENTOS LEGAIS QUE AMPARAM E ORIENTAM O INSTRUMENTO DA ANOTAđấO DE RESPONSABILIDADE TÉCNICA: Lei nº 6.496, de 7 de dezembro de 1977 Institui a “Anotação de Responsabilidade Técnica” na prestação de serviços de Engenharia, de Arquitetura e Agronomia; autoriza a criação, pelo Conselho Federal de

          O QUÊ ESTÁ

          Engenharia, Arquitetura e Agronomia - CONFEA, de uma

          SUBMETIDO À

          Mútua de Assistência Profissional e dá outras

          ANOTAđấO DE

          providências

          RESPONSABILIDADE TÉCNICA ?

          O Presidente da República, Faço saber que o congresso Nacional decreta e eu sanciono a presente Lei: Art. 1º - Todo contrato, escrito ou verbal, para a execução de obras ou prestação de quaisquer serviços profissionais referentes à Engenharia, à Arquitetura e à Agronomia fica sujeito à “Anotação de Responsabilidade Técnica” (ART).

          

        PRÁTICA PROFISSIONAL DA ARQUITETURA E URBANISMO

        PROFESSOR RESPONSÁVEL: ARQ. FREDERICO FLÓSCULO PINHEIRO BARRETO

          95 O QUÊ A ANOTAđấO

          Art. 2º - A ART define para os efeitos legais os

          DE

          responsáveis técnicos pelo empreendimento de

          RESPONSABILIDADE engenharia, arquitetura e agronomia. TÉCNICA DEFINE, EM TERMOS DE EFETIVA

          § 1º - A ART será efetuada pelo profissional ou pela

          RESPONSABILIDADE ?

          empresa no Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CREA), de acordo com

        QUEM DEVE EFETUAR

          Resolução própria do Conselho Federal de Engenharia,

          A ART NO CREA ? Arquitetura e Agronomia (CONFEA). QUEM DEFINE OS

          § 2º - O CONFEA fixará os critérios e os valores das

          CRITÉRIOS E taxas da ART ad referendum do Ministro do Trabalho.

          VALORES A SEREM COBRADOS, COMO

          Art. 3º - A falta da ART sujeitará o profissional ou a

          REFERÊNCIA, PARA A

          empresa à multa prevista na alínea “a” do Art. 73 da Lei

           ART ? .

          nº 5.194, de 24 DEZ 1966, e demais cominações legais

          O MINISTÉRIO DO

          Art. 4º - O CONFEA fica autorizado a criar, nas

        TRABALHO PODE

          condições estabelecidas nesta Lei, uma Mútua de

          DISCORDAR E FAZER

          Assistência dos Profissionais da Engenharia, Arquitetura e

          REVER OS CRITÉRIOS

          Agronomia, sob sua fiscalização, registrados nos

        75 E VALORES CREAs .

          ARBITRADOS PELO CONFEA PARA A ART ?

          § 1º - A Mútua, vinculada diretamente ao CONFEA, terá personalidade jurídica e patrimônios próprios, sede em

          QUAIS AS Brasília e representações junto aos CREAs. CONSEQÜÊNCIAS PELA OMISSÃO DA

          § 2º - O regimento da Mútua será submetido à aprovação

          ANOTAđấO DE do Ministro do Trabalho, pelo CONFEA. RESPONSABILIDADE TÉCNICA ?

          Art. 5º - A Mútua será administrada por uma direção executiva, composta de 5 (cinco) membros, sendo 3 (três)

          POR QUÊ A CRIAđấO DE UMA “MÚTUA DE ASSISTÊNCIA DOS

          indicados pelo CONFEA e 2 (dois) pelos CREAs, na

        76 PROFISSIONAIS DA forma a ser fixada no regimento .

          ENGENHARIA, DA ARQUITETURA E AGRNOMIA FAZ PARTE DA “LEI DA ART”, 74 A LEI Nº 6.96/77 ?

        Deve-se observar uma importante (e freqüente) conseqüência pouco considerada por alguns profissionais: os

        contratos que celebrem com clientes quaisquer podem ser objeto de pendência junto aos CREAs, especialmente: a)

        nos casos da fiscalização da regularidade de obras (em obras sem Responsável Técnico atuante e/ou sem a devida

        Anotação de Responsabilidade Técnica, ocorre a autuação do proprietário por exercício ilegal da profissão de

        Arquiteto ou Engenheiro, além das penalizações impostas ao profissional omisso, de natureza ética), e; b) nos

        casos de denúncia ética contra profissional Arquiteto ou Engenheiro, em geral pelo descumprimento dos termos do

        contrato escrito ou verbal celebrado pelas partes. Em ambos os casos, o profissional fica em posição vulnerável, e

        75 sujeito a sançao ética pelo desconhecimento / descumprimento da legislação profissional.

          

        A MÚTUA foi formalmente criada pela Resolução nº252, de 17 de dezembro de 1977, como entidade com

        personalidade de direito privado e patrimônio próprio, com sede em Brasília e representação junto aos CREAs e,

        76 ainda., sob a fiscalização do CONFEA e a ele diretamente subordinada.

          

        A Resolução nº 273, de 4 de janeiro de 1982, dispôs sobre a forma de escolha dos membros da Diretoria da

          

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          96 Art. 6º - O regimento determinará as modalidades da indicação e as funções de cada membro

          da diretoria executiva, bem como o modo de substituição, em seus impedimentos e faltas, cabendo ao CONFEA a indicação do Diretor-Presidente e aos outros Diretores a escolha, entre si, dos ocupantes das demais funções. Art. 7o - Os mandatos da diretoria executiva terão duração de 3 (três) anos, sendo gratuito o exercício das funções correspondentes.

          Art. 8º - Os membros da diretoria executiva somente poderão ser destituídos por decisão do CONFEA, tomada em reunião secreta, especialmente convocada para esse fim, e por maioria de 2/3 (dois terços) dos membros do Plenário.

          Art. 9º - Os membros da diretoria executiva tomarão posse perante o CONFEA. Art. 10 - O patrimônio da Mútua será aplicado em títulos dos Governo Federal e Estaduais ou por eles garantidos, Carteiras de Poupança, garantidas pelo Banco Nacional da Habitação (BNH), Obrigações do Tesouro Nacional, imóveis e outras aplicações facultadas por Lei para órgão da mesma natureza.

          Parágrafo único - Para aquisição e alienação de imóveis haverá prévia autorização do Ministro do Trabalho. Art. 11 - Constituirão renda da Mútua: I - 1/5 (um quinto) da taxa de ART;

          II - uma contribuição dos associados, cobrada anual ou parceladamente e recolhida, simultaneamente, com a devida aos CREAs;

          III - doações, legados e quaisquer valores adventícios, bem como outras fontes de renda eventualmente instituídas em Lei;

          IV - outros rendimentos patrimoniais. § 1º - A inscrição do profissional na Mútua dar-se-á com o pagamento da primeira contribuição, quando será preenchida pelo profissional sua ficha de cadastro geral, e atualizada nos pagamentos subseqüentes, nos moldes a serem estabelecidos por Resolução do CONFEA. § 2º - A inscrição na Mútua é pessoal e independente de inscrição profissional e os benefícios só poderão ser pagos após decorrido 1 (um) ano de pagamento da primeira contribuição.

          

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          97 Art. 12 - A Mútua, na forma do regimento e de acordo

          com suas disponibilidades, assegurará os seguintes benefícios e prestações:

          QUEM PODE INSCREVER- SE E PARTICIPAR DA MÚTUA DE PROFISSIONAIS

          I - auxílios pecuniários, temporários e reembolsáveis, aos

          ?

          associados comprovadamente necessitados, por falta eventual de trabalho ou invalidez ocasional;

          PESSOAS NÃO-

          II - pecúlio aos cônjuges supérstites e filhos menores

          REGISTRADAS NO SISTEMA CONFEA / CREAs

          associados;

        PODEM PARTICIPAR DESSA

          III - bolsas de estudos aos filhos de associados carentes de

          “MÚTUA” ?

          recursos ou a candidatos a escolas de Engenharia, de Arquitetura ou de Agronomia, nas mesmas condiçòes de

          O QUÊ FAZ ESSA MÚTUA ?

          carência;

          DE ONDE VÊM SEUS

          IV - assistência médica, hospitalar e dentária, aos

          RECURSOS ?

          associados e seus dependentes, sem caráter obrigatório, desde que reembolsável, ainda que parcialmente;

          COMO SÃO GASTOS ? V- auxílio funeral. A QUEM PRESTA CONTAS ?

          § 1º - A Mútua poderá financiar, exclusivamente para seus

          HÁ A POSSIBILIDADE DE

          associados, planos de férias no país e / ou de seguros de

          CORRUPđấO NA GESTấO vida, acidentes ou outros, mediante contratação. DESSA MÚTUA ?

          § 2º - Visando à satisfação do mercado de trabalho e à

          VOCÊ CONHECE A

          racionalização dos benefícios contidos no item I deste

          PRESTAÇÀO DE SERVIÇOS DE ỀCOLOCAđấO

          Artigo, a mútua poderá manter serviços de colocação de

          PROFISSIONAL” DOS mão-de-obra de profissionais, seus associados. PROFISSIONAIS (EVENTUALMENTE

          § 3º - O valor pecuniário das prestações assistenciais

        DESEMPREGADOS) NO

          variará até o limite máximo constante da tabela a ser

        MERCADO DE TRABALHO

          aprovada pelo CONFEA, nunca superior à do Instituto PELA MÚTUA ? Nacional de Previdência Social (INPS).

          ESSA PRESTAđấO DE SERVIđOS DE COLOCAđấO

          § 4º - O auxílio mensal será concedido, em dinheiro, por

          PROFISSIONAL É EFETIVA

          períodos não superiores a 12 (doze) meses, desde que

          E DIVULGADA ?

          comprovada a evidente necessidade para a sobrevivência

          UMA ORGANIZAđấO do associado ou de sua família. DESSA NATUREZA É ADEQUADA E EFICIENTE

          § 5º - As bolsas serão sempre reembolsáveis ao fim do

          PARA A PRESTAđấO DESSE

          curso, com juros e correção monetária, fixados pelo

          TIPO DE SERVIÇO PARA OS

          CONFEA (que se torna assim autoridade econômica) PROFISSIONAIS ? § 6º - A ajuda farmacêutica, sempre reembolsável, ainda que parcialmente, poderá ser concedida, em caráter excepcional, desde que comprovada a impossibilidade momentânea de o associado arcar com o ônus decorrente. § 7º - Os benefícios serão concedidos proporcionalmente às necessidades do assistido, e os pecúlios em ração das contribuições do associado.

          § 8º - A Mútua poderá estabelecer convênios com entidades previdenciárias, assistenciais, de

          

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          98 Art. 13 - Ao CONFEA incumbirá, na forma do regimento:

          I - A supervisão do funcionamento da Mútua;

          II - a fiscalização e aprovação do balanço, balancete, orçamento e da prestação de contas da diretoria executiva da Mútua;

          III - a elaboração e aprovação do regimento da Mútua;

          IV - a indicação de 3 (três) membros da diretoria executiva; V - a fixação da remuneração do pessoal empregado pela Mútua;

          VI - a indicação do diretor-presidente da Mútua;

          VII - a fixação, no regimento, da contribuição prevista no item II do Artigo 11; VIII - a solução dos casos omissos ou das divergências na aplicação desta Lei.

          Art. 14 - Aos CREAs, e na forma do que for estabelecido

          JÁ OCORREU DE OS CREAs SE

          no regimento, incumbirá:

          RECUSAREM A RECOLHER A ARRECADAđấO PREVISTA (UM QUINTO DE TODAS AS

          I - recolher à tesouraria da Mútua, mensalmente, a

          ARTs DO PAÍS) PARA A MANUTENÇÀO DA MÚTUA ?

          arrecadação da taxa prevista nos itens I e II do Artigo 11 da presente Lei;

          JÁ OCORREU INTERVENđấO

          II - indicar os 2 (dois) membros da diretoria executiva, na

          DO CONFEA NA MÚTUA ? forma a ser fixada pelo regimento. O QUÊ ACONTECEU, O QUÊ GEROU

          Art. 15 - Qualquer irregularidade na arrecadação, na

          ESSA INTERVENđấO ?

          concessão de benefícios ou no funcionamento da Mútua, ensejará a intervenção do CONFEA, para restabelecer a

          SERIA CABÍVEL O

          normalidade, ou do Ministro do Trabalho, quando se fizer

          MINISTRO DO necessária. TRABALHO TAMBÉM

        INTERVIR, NO CASO DE

          Art. 16 - No caso de dissolução da Mútua, seus bens,

          IRREGULARIDADES ?

          valores e obrigações serão assimilados pelo CONFEA, ressalvados os direitos dos associados. Parágrafo único - O CONFEA e os CREAs responderão,

          CASO A MÚTUA SEJA

          solidariamente, pelo déficit ou dívida da Mútua, na

          MAL ADMINISTRADA, hipótese de sua insolvência. QUEM RESPONDE POR SEUS DÉFICITIS E

          Art. 17 - De qualquer ato da diretoria executiva da Mútua

          DÍVIDAS ? caberá recurso, com efeito suspensivo, ao CONFEA. QUAL O PAPEL DO MINISTRO DO

          Art. 18 - De toda e qualquer decisão do CONFEA

        TRABALHO, NO CASO

          referente à organização, administração e fiscalização da

        DE CONTENCIOSO

          Mútua caberá recurso, com efeito suspensivo, ao Ministro

          ENTRE A DIREđấO DO do Trabalho.

          CONFEA E DA MÚTUA ?

          

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          99

          própria Mútua poderão nela se inscrever, mediante condições estabelecidas no Regimento, para obtenção dos benefícios previstos nesta Lei. Art. 20 - Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário. Brasília, 7 CEZ 1977, 156º da Independência e 89º da República ERNESTO GEISEL Arnaldo Prieto

          

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          100

          CONSELHO FEDERAL DE ENGENHARIA, ARQUITETURA E AGRONOMIA RESOLUđấO Nử 307, DE 28 DE FEVEREIRO DE 1986 Dispõe sobre a Anotação de Responsabilidade Técnica - ART e dá outras providências.

          O Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia, no uso das atribuições que lhe confere a letra “f” do Art. 27 da Lei nº 5.194, de 24 de dezembro de 1966, e o §1º do Art. 2º da Lei nº 6.496, de 7 de dezembro de 1977, CONSIDERANDO que, na forma do Artigo 2º da Lei nº 6.496, de 7 de dezembro de 1977, a ART define, para todos os efeitos legais, os responsáveis técnicos pelos empreendimentos da Engenharia, da Arquitetura e da Agronomia; CONSIDERANDO que, para esse efeito, há necessidade de disciplinar a Anotação de Responsabilidade Técnica pelo exercício de toda e qualquer atividade que implique ou exija a participação efetiva de profissional habilitado; CONSIDERANDO a necessidade de disciplinar o registro da Anotação de Responsabilidade Técnica; CONSIDERANDO a necessidade de padronizar os formuários de ART a nível nacional, RESOLVE: Art. 1º - Todo contrato escrito ou verbal para a execução de obras ou prestação de quaisquer serviços profissionais referentes à Engenharia, Arquitetura e à Agronomia fica sujeita à ANOTAđấO DE RESPONSABILIDADE TÉCNICA (ART), no Conselho Regional em cuja

           jurisdição for exercida a respectiva atividade .

          § único - A prorrogação, o aditamento, a modificação de objetivo ou qualquer outra alteração contratual, que envolva obras ou prestação de serviços de Engenharia, Arquitetura e Agronomia, gerará a obrigatoriedade de ART complementar, vinculada à ART original.

        77 Então, ATENđấO: qualquer contrato, ESCRITO OU VERBAL; e ainda: quaisquer serviços profissionais, seja:

          

        consultorias, visita específica, perícia, estudo, pesquisa - até mesmo as aulas de engenharia, arquitetura ou

        agronomia ! Deve-se ter claro que, na execução de uma obra ou elaboração de projetos, a ART cobre a totalidade

        dos atos profissionais previstos no contrato celebrado. Mas os profissionais devem ficar atentos para os “pequenos

        serviços”, pois mesmo esses são cabíveis de ART.

        Quando é feito o registro em ART, o profissional garante simultaneamente o registro de seu trabalho, podendo

        comprová-lo, e garante o termo de qualidade do que realiza perante o seu cliente ou empregador. A ART deve ser

        verdadeira, deve se referir a trabalho efetivamente contratado. Declaração falsa em ART é crime. Utilização

        maliciosa de ART (como no caso de o profissional insinuar responsabilidade que não teve, junto a terceiros,

        através dessa anotação, ou insinuar a realização de algo não realizado), também. Além de representar grave falta

        ética profissional.

        A maior parte dos problemas relacionados à ética profissional na relação com clientes e / ou empregadores pode

          

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          101

          Art. 2º - A ART define, para os efeitos legais, os responsáveis técnicos pela execução de obras ou prestação de quaisquer serviços de Engenharia, Arquitetura e Agronomia, objeto do contrato.

          DE ACORDO COM A RESOLUđấO Nử 307 / 86, O QUÊ É A ỀANOTAđấO DE

          § 1º- Quando o contrato englobar atividades diversas no

          RESPONSABILIDADE TÉCNICA

          campo da Engenharia, da Arquitetura e da Agronomia e no

          COMPLEMENTAR” ?

          caso de co-autoria ou co-responsabilidade, a ART deverá ser desdobrada, através de tantos formulários quantos

          QUANTAS ARTSs

           COMPLEMENTARES DEVEM forem os profissionais envolvidos na obra ou serviço .

          SER FEITAS, COM VÍNCULO A UMA ART

          § 2º - A substituição, a qualquer tempo, de um ou mais

          ORIGINAL / INICIAL ?

          responsáveis técnicos pelas obras ou serviços previstos no

          CASO SE TRATE DA contrato, obrigará a nova ART vinculada à ART original. ANOTAđấO DE UM CONTRATO DE TRABALHO

          Art. 3º - Nenhuma obra ou serviço poderá ter início sem a QUE ENVOLVA MUITOS

        PROFISSIONAIS, DEVE-SE

          competente Anotação de Responsabilidade Técnica, nos

          ANOTAR A PARTICIPAđấO DE termos desta Resolução.

          TODOS OU APENAS DO PRINCIPAL RESPONSÁVEL PELA COORDENAđấO /

          § único - O disposto neste Artigo aplica-se igualmente a

           CONDUđấO DO TRABALHO ? todo empreendimento de propriedade de seu executor .

          ALÉM DAS ALTERAđỏES

          Art. 4º - O preenchimento do formulário de ART pela obra

          CONTRATUAIS, TAMBÉM SE ANOTA EM ART

          ou serviço é de responsabilidade do profissional, o qual,

          COMPLEMENTAR A

          quando for contratado, recolherá também a taxa

          SUBSTITUIđấO DE UM OU

           respectiva .

          MAIS RESPONSÁVEIS TÉCNICOS ?

          ISSO É OBRIGATÓRIO ? É LEGAL INICIAR OBRA OU QUALQUER OUTRO SERVIÇO PROFISSIONAL CONTRATADO SEM REALIZAR A ANOTAđấO DE RESPONSABILIDADE TÉCNICA ?

          78 OU SEJA: JAMAIS FALTARÁ ESPAÇO PARA REALIZAR O MAIS CORRETO REGISTRO DA

        PARTICIPAđấO DE TODOS E QUAISQUER PROFISSIONAIS QUE COLABORARAM, A

        QUALQUER TEMPO, PARA QUALQUER OBRA, PROJETO OU OUTRO SERVIÇO TÉCNICO.

          

        É INACREDITÁVEL, MAS AINDA HÁ PROFISSIONAIS QUE ỀECONOMIZAMỂ A INFORMAđấO QUE

        DEVE SER DADA ATRAVÉS DA ART, E NÃO INCLUEM TODOS OS PROFISSIONAIS ENVOLVIDOS;

        ESSA ATITUDE ACABA POR SUBTRAIR-LHES ACERVO TÉCNICO, PREJUDICANDO-OS, ALÉM DE

        79 SER UM REGISTRO QUE NÃO CONDIZ COM A VERDADE.

          

        Ou seja, o arquiteto ou o engenheiro que executar, dirigindo pessoalmente as obras de sua propriedade, deve

        80 proceder à Anotação de Responsbilidade Técnica de projeto e obra.

          

        Ou seja, o arquiteto ou o engenheiro deve incluir no contrato de trabalho entre particulares o valor

        correspondente (ou previsto) para o pagamento da(s) ART(s) necessárias para a regularização das obras ou

        serviços sob sua responsabilidade. Se não considerar segura a previsão, caso haja a possibilidade de o contrato

          

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          102 DE QUEM É, A PRINCÍPIO, A

          § único - Quando a obra ou serviço for objeto de contrato RESPONSABILIDADE DO

          PREENCHIMENTO DA ART E

          com pessoa jurídica, a esta cabe a responsabilidade pelo

          DO PAGAMENTO DA

           recolhimento da taxa de ART .

          RESPECTIVA TAXA ? O PAGAMENTO E TAXAS,

          Art. 5º - O desempenho de cargo ou função técnica, seja

          EMOLUMENTOS E OUTROS

          por nomeação, ocupação ou contrato de trabalho, tanto em

          CUSTOS PODEM SER

          entidade pública quanto privada, obriga a Anotação de

          ATRIBUIDOS AO CONTRATANTE, NO

          Responsabilidade Técnica no CREA em cuja jurisdição

          CONTRATO DE TRABALHO ?

           for exercida a atividade .

          QUANDO O CONTRATO DE

          § único - A alteração do cargo ou função técnica obriga à

          TRABALHO É FEITO COM

           PESSOA JURÍDICA, A QUEM nova ART .

          CABE O RECOLHIMENTO DA TAXA DA ART ?

          Art. 6º - A anotação de Responsabilidade Técnica será feita mediante formulário próprio, fornecido pelos “APENAS” DESEMPENHAR UM

          CARGO TÉCNICO, SEJA EM Conselhos Regionais. ÓRGÃO PÚBLICO, SEJA EM FIRMA PRIVADA, OBRIGA À ANOTAđấO DE

          Art. 7º - Os valores das taxas devidas pelas ARTs são

          RESPONSABILIDADE TÉCNICA objeto de Resolução específica do CONFEA. DESSE CARGO OU FUNđấO ?

          Art. 8º - Serão consideradas nulas as Anotações de

          SE SOU CHEFE DE

          Responsabilidade Técnica quando, a qualquer tempo;

          UMA SEđấO DE PROJETOS E PASSO

          I - verificar-se a inexatidão de quaisquer dados nela

          SER DIRETOR DE

          constantes;

          DIVISÃO DE ÁREA TÉCNICA, ESSA MUDANÇA DEVE SER ANOTADA NA FORMA DA ART ?

          81 Ou seja, quando o arquiteto ou o engenheiro celebrar contrato com pessoa jurídica (empresas, órgãos do governo

        etc), sobretudo no caso de ser empregado dessa pessoa jurídica - pois seu contrato de trabalho se dá, certamente,

        para que desenvolva trabalhos técnicos e por esses se responsabilize, na medida de suas atribuições ou dos termos

        contratuais - é a pessoa jurídica que tem a obrigação de pagar a taxa da ART. É absolutamente desacabido o

        desconto salarial ou de qualquer outra forma, por pessoa jurídica contratante, sobre o valor pactuado em contrato,

        82 visando o ressarcimento pelo pagamento da taxa da ART.

          

        Ou seja, se o arquiteto ou engenheiro foi contratado, como autônomo ou como empregado, em cargo técnico,

        função técnica, em posição que implica no desempenho de suas atribuições profissionais, tem-se que essa situação

        deve ser registrada através de ART.

        Essa medida é fundamental para a preservação dos direitos e interesses tanto do profissional quanto do empregador

        ou contratante, vale repetir. É notável que a maioria dos órgãos públicos não proceda, simplesmente, ao sistematico

        registro de seus profissionais - pelo menos essa é a situação atual. Não se tem dados sobre o descumprimento desse

        registro nas empresas construtoras e nos escritórios de projeto, mas é provável que ocorra na mesma proporção.

        Esse descumprimento está freqüentemente associado à ocorrência de irregularidades com relação à ocupação de

        cargos e funções técnicas privativos de arquitetos e / ou engenheiros. Em alguns órgãos públicos ocorre de pessoas

        não qualificadas serem nomeadas politicamente para cargos ou funções técnicas. Solução: a denúncia à

        83 fiscalização do CREA, às Câmaras Especializadas competentes, à Presidência do CREA.

          

        PRÁTICA PROFISSIONAL DA ARQUITETURA E URBANISMO

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          103

          II - o Conselho Regional verificar incompatibilidade entre as atividades técnicas desenvolvidas e as atribuições

          UMA ANOTAđấO DE

          profissionais dos responsáveis técnicos respectivos;

          RESPONSABILIDADE TÉCNICA PODE SER

          III - for caracterizado o exercício ilegal da profissão, em

          ANULADA ? qualquer outra de suas formas. EM QUE CASOS?

          Art. 9º - A falta de Anotação de Responsabilidade Técnica sujeitará o profissional ou a empresa contratada à

          O FORMULÁRIO DA

          multa prevista na alínea “a” do Artigo 73 da Lei nº 5.194,

          ART É PADRONIZADO

          de 24 de dezembro de 1966, e demais cominações legais,

          NACIONALMENTE ? sem prejuízo dos valores devidos.

          Art. 10 - O formulário da ART passa a ser padronizado em todo o território nacional, conforme

           modelo anexo .

          § 1º - Fica estabelecido o prazo de 180 (cento e oitenta) dias para os Conselhos Regionais procederem aos ajustes e encaminharem sugestões conclusivas sobre o modelo-padrão, referido neste Artigo, até o prazo limite de 31 de dezembro de 1987. Art. 11 - A presente Resolução entra em vigor na data de sua publicação. Art. 12 - Fica revogada a Resolução nº 257, de 19 de setembro de 1978, e demais disposições em contrário.

          Brasília, 28 de fevereiro de 1986 LUIS CARLOS DOS SANTOS - Presidente ANTONIO AUGUSTO RIBEIRO DE ARAÚJO - 1º Secretário

        84 A Resolução nº 322, de 29 de maio de 1987, alterou a redação do Artigo 10 e seus parágrafos, da Resolução 307

          

        / 86, dispondo que”após a aprovação do modelo-padrão, poderá o CONFEA encarregar-se de sua impressão e

        distribuição aos CREAs, rateando o seu custo entre cada CREA, a Mútua e o próprio CONFEA, na proporção das

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          104

        OUTRAS RESOLUđỏES E DECISỏES NORMATIVAS DO CONFEA,

        RELACIONADAS COM A ANOTAđấO DE RESPONSABILIDADE TÉCNICA

        O PROBLEMA DOS TRABALHOS INICIADOS OU CONCLUÍDOS SEM A

        PARTICIPAđấO EFETIVA DE RESPONSÁVEL TÉCNICO:

          A Resolução nº 229, de 27 de junho de 1975 dispõe sobre a regularização dos trabalhos de Engenharia, Arquitetura e Agronomia iniciados ou concluídos sem a presença efetiva de responsável técnico.

          O Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia, no uso das atribuições que lhe confere a letra “f” do Artigo 27 da Lei nº 5.194, de 24 de dezembro de 1966, Considerando a necessidade de estabelecer normas para regularização de trabalhos de Engenharia, Arquitetura e Agronomia iniciados ou eventualmente concluídos sem a participação efetiva de responsabilidade técnica por profissional devidamente habilitado; Considerando que tais trabalhos podem ameaçar a segurança pública, afetando o prestígio das profissões do Engenheiro, do Arquiteto e do Engenheiro Agrônomo, que são caracterizadas por realizações de interesse social e humano, RESOLVE: Art. 1º - Constatada a existência de emprendimento de Engenharia, Arquitetura ou Agronomia, iniciado sem a participação efetiva de responsável técnico habilitado, o Conselho Regional da jurisdição deverá requerer, administrativa ou judicialmente, as medidas que visem a: I - impedir o prosseguimento da obra ou serviço ou uso do que foi concluído; II - averiguar as condições técnicas da obra ou serviços realizados.

          Art. 2º - A critério de cada Conselho Regional, os trabalhos que estejam sendo ilegalmente realizados em sua jurisdição poderão ser regularizados ainda que já em curso a medida judicial. Art. 3º - Para regularização do empreendimento no Conselho Regional, deverá o interessado apresentar: I - os projetos respectivos nos quais conste o levantamento das etapas já efetuadas e das que serão executadas com a participação de responsável técnico;

          II - relatório elaborado pelo responsável técnico no qual comprove que vistoriou minuciosamente o empreendimento, com a justificativa de que os trabalhos já concluídos apresentam condições técnicas para seu aproveitamento.

          Art. 4º - As providências enunciadas nos artigos anteriores não isentam os intervinientes nos trabalhos sem participação do responsável técnico das cominações legais impostas pela Lei n 5.194, de 24 de dezembro de 1966.

          

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          105

          Art. 5º - A presente Resolução entre em vigor na data de sua publicação, ficando revogadas as disposições em contrário. Rio de Janeiro, 27 de junho de 1975 Prof. FAUSTO AITA GAI - Presidente Engử HEITOR DE ASSUMPđấO S. FILHO - 1ử Secretário

          ART FORA DE ÉPOCA

          A Resolução nº 394, de 17 de março de 1995 dispôs sobre os procedimentos para registro de Anotação de Responsabilidade Técnica de atividade que não se fez na época devida. O interessado deverá requerer esse registro, por escrito, junto ao CREA em cuja jurisdição foi exercida a atividade. Esse requerimento deverá ser analisado administrativamente pela Câmara Especializada da modalidade do profissional. No requerimento, o profissional deve especificar formalmente a sua participação na atividade e a que título participou.

          É fundamental observar que a atividade a registrar deverá estar condizente com as atribuições do profissional requerente, à época de sua realização. O profissional deverá apresentar a ART (que somente terá seu valor recolhido após a aprovação do requerimento na Câmara) e documento comprobatório da real participação do profissional na atividade - por documento comprobatórios dessa real participação entendem-se projetos, atestados de execução, contratos, ordens de serviço, portarias, correspondências, diários de obra, declaração de testemunhas e outros. Observo que os documentos apresentados podem acarretar a exigência de novas comprovações, caso se apresentem insubsistentes, pouco consistentes como prova. Caso o profissional seja registrado em outro CREA e não possua o necessário visto no Estado em que realizou a atividade, pode estar sujeito à multa prevista na alínea “a” da Lei 5.194. O profissional será considerado infrator caso solicite registro de atividade não condizente com as suas atribuições profissionais. Será ainda autuado e impedido de regularizar a atividade quando a atividade requerida para registro tiver sido executada em data anterior ao seu registro em CREA, ou quando, à época da realização da atividade, estiver com seu registro cancelado ou suspenso. O valor dessa ART será calculado com base no valor atualizado da atividade, à época do seu registro - o requerente poderá apresentar o contrato que contenha efetivamente o “valor histórico” contratado; caso não o possua, a própria Câmara estimará esse valor, utilizando Tabela de Honorários relativos a obras ou serviços das entidades de classe, ou as que o próprio CREA adote.

          

        AS ENTIDADES DE CLASSE TÊM DIRETO A DEZ POR CENTO DAS ARTS, EM

        DETERMINADOS CASOS.

          A Resolução nº 376, de 28 de setembro de 1993, dispôs sobre a celebração de Convênios entre os CREAs e as Entidades de Classe, com o objetivo de operarem juntos a fiscalização da aplicação da Lei nº 6.496 / 77 (que instituiu a ART - Anotação de Responsabilidade Técnica). Através desses Convênios, as Entidades de Classe conveniadas poderiam receber até 10% (dez

          

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          106

          fazer a Anotação de contrato a seu encargo indicarem, em campo próprio do formulário da ART, o nome da Entidade de Classe conveniada. Caso o profissional não faça tal indicação, os (até) 10% seriam rateados entre todas as entidades conveniadas.

          RATEIO DOS “10% DA ART ENTRE AS ENTIDADES Resolução nº 389, 16/12/94, revoga a possibilidade de rateio dos 10% da ART entre as entidades, caso o profissional não defina a entidade para a qual os está destinando.

          As entidades deveriam prestar relatórios períodicos (em período a ser definido em Ato de cada CREA, a ser submetido ao CONFEA), detalhados, acerca das atividades que efetivamente desenvolveu em prol da fiscalização do cumprimento da Lei da ART.

          Na prática esses convênios tem funcionado de modo ainda precário, pois ainda (até esta data de março de 1997) não foi implementada a criação desse campo específico, de indicação da Entidade de Classe (para que receba os 10% a que teria direito por ocasião da Anotação pelo profissional). Por outro lado, são poucas as entidades que têm prestado efetivamente relatórios sobre suas atividades quanto à fiscalização da Lei da ART, desde 1993. Esses convênios comportam termos extremamente adequados às possibilidades de fiscalização da Lei da ART, podendo ocorrer diversas modalidades de colaboração com o CREAs. A verdade é que o universo a ser fiscalizado é muito grande, e os CREAs não têm condições de exercer fiscalização plena de todo esse universo, dentro dos recursos disponíveis. Daí resulta a responsabilidade de todos os profissionais e entidades de classe com o cumprimento da Lei (e não somente com relação à Anotação de Responsabilidade Técnica, mas do exercício ilegal das profissões regulamentadas e aos aspectos éticos da prática profissional, sobretudo). Não deixa de merecer reflexão a iniciativa do CONFEa no sentido de “atrair” as Entidades de Classe com a o oferta de 10% dos recursos obtidos através das ARTs, para que cooperem com a fiscalização da Lei - quando isso é obrigação dessas Entidades. Não deixa de merecer reflexão o fato de as entidades se organizarem sistematicamente para a eleição de seus Conselheiros representantes junto aos CREAs e, por outro lado, de serem efetivamente responsáveis por poucas denúncias de irregularidades no descumprimento da legislação vigente.

          

        DETALHANDO O CUMPRIMENTO DA OBRIGAđấO DE ANOTAđấO DE

        RESPONSABILIDADE TÉCNICA PELAS ATIVIDADES PROFISSIONAIS

          O CONFEA tem definido em diversas Resoluções os termos da Anotação de Responsabilidade Técnicas em casos sobre os quais pairam dúvidas eventuais. Vale citar, por exemplo, a Resolução nº 377, de 28 de setembro de 1993, que dispõe sobre a ART de serviços de Aviação Agrícola (que responde à pergunta: “devem os serviços de Aviação

          

        Agrícola, que efetuam a aplicação de agrotóxicos e insumos agrícolas sobre as extensões

        cultivadas, serem objeto de ART ? O exercício dessa atividade tem algum aspecto técnico

        relevante ?).

          ART DE CARGO OU FUNđấO TÉCNICA

          Decisão Normativa nº 028, de 27 de maio de 1988 dispôe sobre a obrigatoriedade da ART pelo desempenho de cargo ou função técnica - seja por nomeação, ocupação ou contrato de trabalho, tanto em entidade pública quanto em entidade privada -, como de responsabilidade e

          

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          107 ANUIDADE

          Sucessivas Resoluções do CONFEA têm fixado os valores das anuidades para pessoas físicas e jurídicas. A última, nº 382, de 28 de junho de 1994, fixou-as em Unidades Fiscais do Imposto de Renda - UFIRs. O profissional de nível superior tem anuidade fixada entre os limites mínimo e máximo de 72,00 a 88,00 UFIRs; O profissional de nível médio tem anuidade fixada entre os limites mínimo e máximo de 36,00 a 44,00 UFIRs. Prevê descontos para o pagamento até 31 de janeiro de cada ano (20%), até 28 de fevereiro (15%) e até 31 de março (10%), podendo ainda ser paga em três parcelas, com vencimento nessas datas. No caso de registros de pessoa física ao longo do ano, o valor da anuidade é calculado em duodécimos. No caso de pessoa jurídica, o valor da anuidade variará com as faixas definidas de Capital Social (são sete faixas, calculadas em UFIR, variando, a anuidade, globalmente, desde 88 até 715 UFIRs). No caso de registros de pessoa jurídica ao longo do ano, o valor da anuidade é calculado em duodécimos.

          TAXAS, MULTAS E EMOLUMENTOS

          Sucessivas Resoluções do CONFEA têm fixado os valores das taxas, multas e emolumentos. A última, nº 384, de 28 de junho de 1994, fixou-as em Unidades Fiscais do Imposto de Renda - UFIRs.

          As Taxas de ARTs são fixadas por classes de contratos firmados pelos profissionais (são oito faixas, e variam, globalmente, de 15 a 530 UFIRs). Essa Resolução também instituiu uma taxa especial “a”, que varia entre 0,5 e 15 UFIRs a serem enquadradas nos seguintes casos: a) vinculação, por co-autoria ou co-responsabilidade, total ou parcial, a uma ou mais ART já registrada; b) elaboração de projetos, direção e execução de obras ou serviços para entidades beneficentes, reconhecidas como de utilidade pública, que tenham sido realizadas por profissionais em caráter filantrópico;

          c) desempenho de atividades privativas dos profissionais da Engenharia, da Arquitetura, da Agronomia ou afins, em instituição pública oficial, com a qual o profissional mantenha vínculo empregatício; d) nomeações ou contratos de trabalho para desempenho de cargo ou função técnica em entidade pública ou privada.

          OU SEJA: AS TAXAS PARA O REGISTRO DOS ATOS MAIS CORRIQUEIROS TORNARAM-SE MUITO BAIXAS, ACESSÍVEIS A TODOS OS PROFISSIONAIS. A IMPORTÂNCIA DESSES REGISTROS ATRAVÉS DA ART É IMENSA PARA O ACERVO DO PROFISSIONAL. ESPECIALMENTE NO INễCIO, NA CELEBRAđấO DOS CONTRATOS, QUANDO “TUDO SÃO FLORES”, A ART DE QUALQUER CONTRATO ENTRE O PROFISSIONAL E ENTIDADE PÚBLICA OU PRIVADA DEVE RECEBER A ASSINATURA DO PRONCIPAL RESPONSÁVEL PELA ENTIDADE.

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          108

          COM ESSA ASSINATURA, SERÁ INEGÁVEL O VÍNCULO E A EVIDÊNCIA DA PARTICIPAđấO DO PROFISSIONAL NO TRABALHO A QUE SE REFERIR A CONTRATAđấO.

          ALÉM DISSO, O CONTRATO E O SERVIÇO FICAM REGISTRADOS NO CREA,

          VALENDO COMO COMPROVAđấO, A QUALQUER TEMPO, DO CURRễCULO DO PROFISSIONAL.

          VALE AINDA LEMBRAR QUE, SE O PROFISSIONAL ESTÁ EM ÓRGÃO OU EMPRESA, PÚBLICA OU PRIVADA, A CADA PROMOđấO, A CADA MUDANđA FORMAL DE FUNđấO, A CADA NOVO ENCARGO, SE ADQUIRIR O SAUDÁVEL HÁBITO DE REGISTRAR NO CREA A SUA MOVIMENTAđấO, FICA COM O CURRÍCULO REGISTRADO E SUA RESPONSABILIDADE PERFEITAMENTE DELIMITADA, A CADA MOMENTO.

          SE AINDA NÃO SE CONVECEU, LEMBRE-SE DE QUE O REGISTRO DESSES E DOS DEMAIS ATOS PROFISSIONAIS FORMAIS É OBRIGATÓRIO, TANTO PARA O PROFISSIONAL, QUANTO PARA A INSTITUIđấO PARA QUE TRABALHA.

          As Taxas e emolumentos devidos por Inscrições e Registros de Pessoas Físicas têm como valor máximo 35 (trinta e cinco) UFIRs; As Taxas e emolumentos devidos por Expedições de Carteiras Profissionais com Cédula de Identidade têm como valor máximo 23 (vinte e três) UFIRs - sendo que a segunda via pode custar até 35 (trinta e cinco) UFIRs; As Taxas e emolumentos devidos por Certidões ( de Registro e quitação de Pessoa Física, de Acervo Técnico e quaisquer outros documentos e anotações) têm como valor máximo 23 (vinte e três) UFIRs.

          As multas estipuladas nas alíneas “a” a “d” do Art. 73 e no Art. 3º da Lei 6.496 (Lei da ART) variam, em função da alínea, globalmente, de 13 a 1343 UFIRs. Além disso é vedado aos CREAs a criação de quaisquer outros ônus, além dos estabelecidos na Resolução nº 384, de 28 de junho de 1994, bem como a modificação dos critérios nela estabelecidos.

          A Resolução nº 385, de 28 de junho de 1994 definiu as as taxas e emolumentos a serem pagos por pessoas jurídicas aos CREAs. As taxas de ART devidas por pessoas jurídicas por obras ou serviços se competência privativa de profissionais do grupo da engenharia, da arquitetura ou da agronomia (ou das atividades afins) variam de acordo com oito classes de contratos, podendo atingir, globalmente, de 15 a 530 UFIR. Somente podem ser recolhidas aos CREAs por pessoas jurídicas habilitadas (registradas). Há casos - como alternativa, desde que “mediante justificativa devidamente comprovada do CREA que a solicitar - em que o CONFEA pode estabelecer uma taxa de ART única para as pessoas jurídicas, que varie entre 15 (quinze) a 75 (setenta e cinco) UFIR.

          

        O TIPO DE JUSTIFICATIVA NÃO ESTÁ EXPLICITADA, MAS NÃO PARECE

        JUSTO INEXISTIR ESSA ALTERNATIVA PARA AS PESSOAS FÍSICAS.

          

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          Também, para as pessoas jurídicas, fica instituída uma taxa especial “a”, que varia entre 0,5 a

          15 UFIR, para os seguintes casos:

          a) vinculação por co-autoria ou co-responsabilidade, total ou parcial, a mais de uma ART já registrada; b) elaboração de projetos, direção e execução de obras e serviços para entidades beneficentes, reconhecidas como de utilidade pública, que tenham sido realizadas por profissionais em caráter filantrópico;

          c) desempenho de atividades privativas profissionais da engenharia, arquitetura e agronomia ou afins, em instituição pública oficial, com a qual o profissional mantenha vínculo empregatício; d) nomeações ou contratos de trabalho para desempenho de cargo ou função técnica em entidade pública ou privada. Outras situações relacionadas às pessoas jurídicas podem receber o benefício dessa taxa especial “a”, desde previamente homologadas pelo CONFEA. Também fica instituída a taxa especial “b”, que varia entre 0,5 a 15 UFIRs, nos casos de ARTs de projetos, direção e execução de cada moradia econômica (observados critérios de enquadramento por cada conselho Regional). As taxas pela inscrição de pessoa jurídica (matriz ou filial ou firma temporária) e pela emissão de certidões a pessoas jurídicas (registro / quitação ou quaisquer outros documentos e anotações) são de, respectivamente 68 (sessenta e oito) e 23 (vinte e três) UFIRs. As multas estipuladas para pessoas jurídicas são exatamente as mesmas estipuladas para as pessoas físicas.

          ISSO NấO DEIXA DE GUARDAR CONTRADIđấO COM A RELAđấO ENTRE OS QUANTITATIVOS DE CAPITAL SOCIAL E DE CAPACIDADE DE PRODUđấO ENTRE AS DUAS SITUAđỏES.

          OU SEJA: AS MULTAS PELO DESCUMPRIMENTO DA LEI DO EXERCÍCIO PROFISSIONAL POR GRANDES EMPRESAS (E QUANTO MAIOR O SEU CAPITAL) DEVERIA SER MAIS QUE PROPORCIONAL À SUA FAIXA DE CAPITAL SOCIAL.

          INTERESSA OBSERVAR QUE SÃO EXATAMENTE AS GRANDES EMPRESAS AS QUE CONCENTRAM AS OPORTUNIDADES DE TRABALHO (E A EXPLORAđấO DOS PROFISSIONAIS COMO TRABALHADORES ASSALARIADOS), BEM COMO EXIBEM O DOMÍNIO DAS ESTATÍSTICAS DE ACIDENTES DE TRABALHO NAS ÁREAS TECNOLÓGICAS.

          O REGISTRO DE EMPRESAS MINERADORAS

          A Decisão Normativa nº 014, de 25 de julho de 1984, dispôs sobre o registro de empresas de mineração, e a Anotação de Responsabilidade Técnica a que estão obrigadas. A Decisão Normativa nº 015, de 02 de janeiro de 1985, dispôs sobre a obrigação de Anotação de Responsabilidade Técnica dos serviços de concretagem - que era repudiada pelas empresas, alegando que havia “bitributação” ou dupla incidência da ART, dado que já haviam recolhido a ART pela obra que receberia o concreto produzido.

          A QUESTÃO DA INFORMÁTICA

          A Decisão Normativa nº 033, de 09 de março de 1990, estabeleceu a obrigatoriedade do registro das empresas que prestam serviços de manutenção em equipamentos de informática. Essa decisão foi acordada com a Associação Brasileira da Indústria de Computadores e Periféricos (ABICOMP). Tanto as pessoas jurídicas “sede” quanto suas filiais, empresas sub- contratadas e postos de manutenção que possuam CGC devem ser registradas nos CREAs. As

          

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          obrigadas ao registro. Os contratos são considerados em duas classes: a) de tempo indeterminado - que obrigam à realização de Anotação de Responsabilidade Técnica, e novas ARTs quando houver alteração contratual referente, por exemplo, a novos equipamentos; b) de tempo determinado - que obrigam à realização de Anotação de Responsabilidade Técnica na sua assinatura e a cada prorrogação.

          AVALIAđỏES E PERễCIAS

          A Decisão Normativa nº 034, de 09 de maio de 1990, considerando que “as perícias e avaliações de bens móveis e imóveis, suas partes integrantes e pertencentes, máquinas e instalações industriais, obras, serviços, bens e direitos é matéria essencialmente técnica e que exige qualificação específica”, compreendeu como atribuição privativa “dos Engenheiros em suas diversas especialidades, dos ARQUITETOS, dos Engenheiros Agrônomos, dos Geólogos, dos Geógrafos e dos Meteorologistas, as vistorias, perícias, avaliações e arbitramentos relativos a bens imóveis e móveis, suas partes integrantes e pertences, máquinas e instalações industriais, obras e serviços de utilidade pública, recursos naturais e bens e direitos que, de qualquer forma, para a sua existência ou instalação, sejam atribuições dessas profissões”. As perícias e avaliações feitas por pessoas físicas ou jurídicas não registradas nos CREAs são consideradas nulas de pleno direito, além de sujeitas à responsabilização penal e administrativa por exercício ilegal de profissão. As perícias e avaliações são também, obrigatoriamente, objeto de Anotação de Responsabilidade Técnica.

          ELEVADORES E ESCADAS ROLANTES

          A Decisão Normativa nº 036, de 31 de julho de 1991, estabeleceu que as atividades de projeto, fabricação, instalação ou montagem, manutenção (prestação de serviços com ou sem fornecimento de material e sem alteração de projeto) e laudos técnicos de equipamentos eletromecânicos dos tipos “elevador”, “escada rolante” e similares, somente poderão ser executados sob a responsabilidade técnica de profissional autônomo ou empresa habilitados e registrados no CREA. Os profissionais Engenheiros Mecânicos (e demais profissionais da área da Mecânica, inclusive os Técnicos de 2º Grau dessa área, mas somente pelas atividades de “manutenção de elevadores e escadas rolantes”) são os designados como habilitados pelo conjunto dessas atividades, que recolhem ARTs por diversas modalidades de contratos de prestação de serviços.

          AS CONCESSIONÁRIAS DE VEÍCULOS

          A Decisão Normativa nº 039, de 08 de julho de 1992, fixou critérios para a fiscalização de empresas concessionárias de veículos automotores - dado que funcionam como agentes dos fabricantes de veículos, no que se refere à assistência técnica. O registro das empresas concessionárias de veículos junto aos CREAs tornou-se obrigatório, e somente profissionais habilitados (certamente da área de Mecânica, incluídos os Técnicos de 2º Grau) têm atribuições para assumir a responsabilidade técnica dessas empresas. Observa-se que essa Resolução não

          

        determinou o recolhimento de ART para os contratos, nas modalidades já previstas para

          elevadores, concretagem, aviação agrícola, etc, ordenando aos CREAs apenas a manutenção de cadastro atualizado das concessionárias que atuam em sua região.

          ATIVIDADES DE RETÍFICA

          A Decisão Normativa nº 040, de 08 de julho de 1992, dispôs sobre a fiscalização das atividades ligadas à retífica de motores e reparo e regulagens de bombas injetoras de combustível em motores diesel. As pessoas jurídicas que realizam tais atividades devem se registrar , a critério

          

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          obrigatoriedade de registro. Ou seja: é a única atividade até então regulamentada, que pode

          

        ser tratada de modos diametralmente opostos, por Conselhos Regionais Distintos. Prevê a

        sujeição das atividades de retífica e regulagens ao recolhimento de ART (o que não é

        explicitado no caso das empresas concessionárias de veículos).

          MANUTENđấO DE VEễCULOS DE TRANSPORTE RODOVIÁRIO COLETIVO

          A Decisão Normativa nº 041, de 08 de julho de 1992, dispôs sobre a fiscalização das atividades de manutenção de veículos de transporte rodoviário coletivo. As pessoas jurídicas que realizam tais atividades ficam obrigadas a registrar-se nos CREAs, e a recolher ART por seus contratos (o que não é explicitado no caso das empresas concessionárias de veículos). É interessante observar a especificidade da demanda a que atendeu essa Decisão Normativa 042 / 92: por quê

          a manutenção dos veículos de transporte coletivo urbano não foi incluída ou citada ?

        CONDICIONADORES DE AR

          A Decisão Normativa nº 042, de 08 de julho de 1992, dispõe sobre a fiscalização das atividades de instalação e manutenção de sistemas de condicionadores de ar e de frigorificação. As pessoas jurídicas que exercem essas atividades ficam obrigadas ao registro nos CREAs, devendo apresentar profissional responsável técnico em seus quadros (que pode abranger Técnico de 2º Grau, a depender da deliberação de Câmara Especializada de Engenharia Industrial - ou equivalente). Seus contratos, escritos ou verbais, devem ser objeto de Anotação de Responsabilidade Técnica.

          INDÚSTRIA NAVAL

          A Decisão Normativa nº 043, de 21 de agosto de 1992, dispõe sobre a obrigatoriedade de registro de empresas do ramo da indústria naval nos CREAs. Observa “o descumprimento quase que generalizado da legislação vigente”, profissional, nesse ramo industrial. As pessoas jurídicas que exercem essas atividades ficam obrigadas ao registro nos CREAs - podendo ser dispensadas em casos específicos, relacionados ao porte das embarcações. Podem ser responsáveis técnicos dessas empresas os engenheiros navais ou os “construtores navais”, licenciados segundo uma certa Resolução do CONFEA, de 1946 (nº 49).

          VASOS SOB PRESSÃO

          A Decisão Normativa nº 045, de 16 de dezembro de 1992, dispôs sobre a fiscalização dos serviços técnicos de geradores de vapor e vasos sob pressão (em especial caldeiras e redes de vapor), que passam a ser enquadradas como atividades de engenharia somente podendo ser executadas sob a responsabilidade técnica de profissional legalmente habilitado - Engenheiros Mecânicos, e sem prejuízo da Decisão Normativa nº 29, que estendia a outros profissionais a atribuição do projeto, execução e manutenção de casa de caldeiras. As pessoas jurídicas que exercem essas atividades ficam obrigadas ao registro nos CREAs e a recolher ART por seus contratos.

          BIODIGESTORES E GASEIFICADORES

          A Decisão Normativa nº 046, de 16 de dezembro de 1992, dispôs sobre a fiscalização dos serviços técnicos Gaseificadores e Biodigestores, que passam a ser enquadradas como atividades de engenharia somente podendo ser executadas sob a responsabilidade técnica de profissional legalmente habilitado - Engenheiros Mecânicos, sendo que os Engenheiros Agrônomos, Agrícolas , alé dos Mecânicos, podem ainda se responsabilizar pela construção,

          

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          produção de gás para consumo doméstico e / ou fins agrícolas explorados comercialmente A critério da Câmara Especializada de Engenharia Industrial e Agronomia, os Técnicos de 2º grau podem ser responsáveis pela manutenção desses equipamentos (a depender do seu porte). As pessoas jurídicas que exercem essas atividades ficam obrigadas ao registro nos CREAs e a recolher ART por seus contratos.

          COMENTÁRIO SOBRE O SISTEMA DE FISCALIZAđấO CONFEA / CREAs

          É importante observar que o conjunto da regulamentação profissional tem tendido a centrar-se na fiscalização de pessoas jurídicas, e de modo a especificar e detalhar o âmbito de abrangência do sistema de fiscalização. O universo de atividades a ser fiscalizado já é tão abrangente, que se pode afirmar estar essa função, no sistema, em “permanente colapso”, não se conseguindo efetivamente exercitar a fiscalização sistemática de toda a vastidão de eventos sob a jurisidição do Sistema CONFEA / CREAs. Essa expansão do universo de atividades a fiscalizar tem ocorrido sob a pressão de grupos profissionais específicos - que continuadamente “detectam” situações passíveis de restrições quanto à atuação indiscriminada de outros profissionais e de empresas não registradas e que não possuem profissionais considerados habilitados. A “eterna vigilância” tem seu preço, e cada vez mais se percebem nuances na realidade, no conjunto das atividades de nossa sociedade urbana e em industrialização, em que a regulamentação profissional tem o potencial de intervir. Com isso o sistema acumula opositores à sua ação, ao mesmo tempo em que sua própria capacidade de fiscalização (que faz gerar as engrenagens das autuações que trazem a renda das multas, bem como as engrenagens dos registros obrigatórios, que trazem a renda das anuidades e das ARTs) é objeto de uma política que pode ser qualificada como “indecisa”: os recursos alocados para as atividades-fim do Sistema são modestos e conservadores, e se observa que, pelo predomínio da Engenharia Civil nas representações, a maior parte do esforço fiscalizador se concentra exatamente na área de construção civil - que dificilmente pode ser caracterizada como a área de maior expansão tecnológica. A pouca eficiência da fiscalização nas demais áreas das Engenharias / Tecnologias gera situações de impunidade e desigualdade: efetivamente algumas áreas são mais fiscalizadas que outras, dados os recursos escassos alocados para essa atividade fim; efetivamente há setores de atividades que acabam por ser “beneficiados” por serem menos acionados para o cumprimento da ampla gama de regulamentações a que estão sujeitos. Dessa forma o Sistema acaba sendo “vitimado” por sua própria amplitude e composição conservadora, que não é reorganizada segundo suas finalidades, mas segundo rígidos critérios de proporcionalidade - que, cedo ou tarde, serão questionados em termos de seus “resultados”, não se eliminando a hipótese de que esse questionamento se dará em instâncias políticas mais amplas. Também deve ser observado que a ênfase nas pessoas jurídicas, que se verifica no corpo regulamentador mais recente (desde meados da década de 80), apresenta pelo menos um impasse interessante: o fato de não haver nenhum aspecto ético relacionado a empresas, firmas, órgãos públicos. Isso se baseia na concepção de que “a ética diz respeito à conduta da pessoa, do indivíduo”. Na situação atual, caso uma empresa se utilize sistematicamente de maios anti- éticos para atuar, ela tem como recurso recorrente a “eliminação” dos profissionais que venham a ser punidos, e a contratação de novos profissionais para dar continuidade a seus expedientes, caso compreendam e aceitem esse estilo administrativo.

          

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        Não há infração ética para as empresas, seus registros não podem ser suspensos ou

        cancelados em nome da ética profissional. Esse problema é um limite importante para o

          estágio atual de organização do sistema multiprofissional.

          

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          114 PARTE 2 ELEMENTOS DA LEGISLAđấO PROFISSIONAL SALÁRIO MÍNIMO PROFISSIONAL DO ENGENHEIRO, DO ARQUITETO E DO AGRÔNOMO. LEI Nº 4.950 - A, DE 22 DE ABRIL DE 1966

          Temos, arquitetos e engenheiros, Lei que assegura o pagamento de Salário Mínimo Profissional, aplicável sobre os contratos de trabalho, prestação de serviços etc, em que sejamos CONTRATADOS.

          A Lei 4.950 - A / 66 define o valor mínimo de SEIS SALÁRIOS MÍNIMOS PARA SEIS HORAS DE TRABALHO. Essa carga horária serve como referência para contratações de Arquitetos e Engenheiros.

          Essa definição não impede que sejamos contratados para trabalhar mais de seis horas: muitos contratos definem OITO HORAS como carga de trabalho diária (até o máximo de 44 horas semanais, definidos pela Constituição Federal). As duas horas excedentes (perdão: 8 - 6 = DOIS), são computadas como HORAS EXTRAORDINÁRIAS. A própria Constituição Federal determina que a Hora Extraordinária de trabalho terá remuneração superior em 50% (cinqüenta por cento) à remuneração da Hora Ordinária - e, no caso do arquiteto e do engenheiro, são SEIS as HORAS ORDINÁRIAS de trabalho. Disso resulta que o Salário Mínimo Profissional para o arquiteto e para o engenheiro, referente a OITO HORAS DE TRABALHO contratuais (no Serviço Público e no setor privado) é de NOVE SALÁRIOS MÍNIMOS “ordinários”. Na redação da Lei, de 1966, isso levava a uma correspondência de apenas oito salários mínimos ordinários. Deve ficar claro que:

          a) o Salário Mínimo é relativo ao mês de trabalho;

          b) o profissional deve impor as melhores condições contratuais para a definição de seu salário, e somente se deve admitir o Salário Mínimo Profissional para casos extremos, no início da carreira: o Salário Mínimo Profissional é, efetivamente, o MÍNIMO;

          c) a HORA TÉCNICA PROFISSIONAL não deve ser derivada das proporções do Salário Mínimo Profissional, pois não se trata de cálculo que tenha como padrão uma relação contratual permanente. Recomenda-se ao prestador de serviços a definição de HORA TÉCNICA

          PROFISSIONAL entre 0,5 (zero vírgula cinco) e 1,5 (um vírgula cinco) Salários Mínimos ordinários. LEI Nº 4.950 - A, DE 22 DE ABRIL DE 1966 Dispõe sobre a remuneração de profissionais diplomados em Engenharia, Química, Arquitetura, Agronomia e Veterinária.

          

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          115 Art. 1º - O salário mínimo dos diplomados pelos cursos regulares superiores mantidos pela Escola de Engenharia, de Química, de Arquitetura, de Agronomia e de Veterinária é o fixado pela presente Lei. Art. 2º - O salário mínimo fixado pela presente Lei é a remuneração mínima obrigatória

        por serviços prestados pelos profissionais definidos no Artigo 1º, com relação de emprego

        ou função, qualquer que seja a fonte pagadora. Art. 3º - Para os efeitos desta Lei, as atividades ou tarefas desempenhadas pelos profissionais enumerados no Art. 1º são classificadas em:

          a) atividades ou tarefas com exigência de 6 (seis) horas diárias de serviço; b) atividades ou tarefas com exigência de mais de 6 (seis) horas diárias de serviço.

        Parágrafo único - a jornada de trabalho é fixada no contrato de trabalho ou determinação

        legal vigente.

          Art. 4º - Para os efeitos desta Lei, os profisionais citados no Art. 1º são classificados em:

          

        a) diplomados pelos cursos regulares superiores mantidos pelas Escolas de Engenharia, de

        Química, de Arquitetura, de Agronomia e de Veterinária com curso universitário de 4 (quatro) anos ou mais;

          

        b) diplomados pelos cursos regulares superiores mantidos pelas Escolas de Engenharia, de

        Química, de Arquitetura, de Agronomia e de Veterinária com curso universitário de menos de 4 (quatro) anos; Art. 5º - Para a execução das atividades e tarefas classificadas na alínea “a” do Art. 3º, fica fixado o salário-base mínimo de 6 (seis) vezes o maior salário mínimo comum vigente no País, para os profissionais relacionados na alínea “a” do Art. 4º, e de 5 (cinco) vezes o maior salário mínimo comum vigente no País, para os profissionais da alínea “b” do Art. 4º. Art. 6º - Para a execução de atividades e tarefas classificads na alínea “b” do Art. 3º, a fixação do salário-base mínimo será feita tomando-se por base o custo da hora fixado no Art. 5º desta Lei, acrescidas de 25 % (vinte e cinco por cento) as horas excedentes às 6 (seis) diárias de serviço. Art. 7º - A remuneração do trabalho noturno será feita na base da remuneração do trabalho diurno, acrescida de 25 % (vinte e cinco por cento). Art. 8º - Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário. AURO DE MOURA ANDRADE Presidente do Senado Federal.

          

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          116 PARTE 2 ELEMENTOS DA LEGISLAđấO PROFISSIONAL ATOS DO CREA - DF

          O Artigo 34 da Lei 5.194 dá poderes aos Conselhos Regionais para “cumprir e fazer cumprir a presente Lei, as resoluções

          baixadas pelo Conselho Federal, bem como expedir atos que para isso julguem necessários”.

          Desde 1978 foram baixados 21 Atos pelo CREA-DF, que devem ser conhecidos pelos profissionais que trabalharão no Distrito Federal. Disso segue que, ao trabalhar em outro Estado do país, o profissional deve buscar conhecer esses instrumentos normativos das profissões. Pretende-se adicionar a esta seção alguns dos principais Atos emitidos por outros CREAs (em especial dos CREAs dos Estados de Minas Gerais, Goiás, Tocantins, Bahia, São Paulo e Rio de Janeiro). Deve merecer atenção dos arquitetos os Atos 1, 3, 4, 10, 12, 13, 16, 19 e 21. A seguir, a súmula dos atos - que precede os textos integrais.

          SÚMULA DOS ATOS DO CREA-DF ASSUNTO

          ATO Nº

          1 Delimita o número de ARTs por profissional (25), definindo também o critério dos 7.500 m2 por profissional, e dá outras providências.

          2 Cria os órgãos auxiliares do Plenário e dá outras providências.

          3 Dispõe sobre a anotação na Carteira Profissional do vínculo com pessoas jurídicas para fins de consultoria e responsabilidade técnica, e dá outras providências.

          4 Dispõe sobre anotações de cursos de pós-graduação na carteiras profissionais e dá outras providências.

          5 Cria Comissão Especial (“com a finalidade de estudar sobre a conveniência da participação do CREA/DF em órgão deliberativos vinculados ao Governo do Distrito Federal e cujas atividades estejam afetas às áreas profissionais sob fiscalização do CREA/DF”).

          6 Regulamenta o uso do Livro de Ordem, instituído pelo CONFEA, através da Decisão CR-724/82 (sic), e dá outras providências.

        7 Cria Comissão Especial (“com a finalidade de acompanhar as modificações da Lei nº 5.194/66”) e dá outras providências.

          8 Cria Comissão Especial (“com a finalidade de promover ação esclarecedora junto a estudantes e recém-formados, nas áreas profissionais

          

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          117 providências.

          9 Adota medidas para assegurar a participação efetiva dos profissionais legalmente habilitados na programação e execução de serviços ligados às atividades agrícolas, pecuárias, florestais, de pesca, meteorológicas e agroindustriais.

          10 Dispõe quanto à expedição de Certidões de Acervo Técnico nos termos da Resolução nº 230/75, do CONFEA, e dá outras providências.

          11 Dispõe sobre a Anotação de Responsabilidade Técnica de serviços de assistência técnica na área Agronômica e Florestal que envolvam a emissão de Receita Agronômica.

          12 Dispõe sobre obrigatoriedade de registro no CREA/DF de pessoas físicas, jurídicas e dá outras providências.

          13 Dispõe sobre os impedimentos éticos dos profissionais da Engenharia, Arquitetura, agronomia e das demais profissões jurisdicionadas ao CREA/DF, e dá outras providências.

          14 Dispõe sobre concessão de registro e anotações nas carteiras profissionais referentes à Engenharia de Segurança do Trabalho, e dá outras providências.

          15 O ATO Nº 15, DO CREA/DF, de 13 de julho de 1990, FOI REVOGADO PELO ATO DE NÚMERO 21.

          16 Dispõe sobre Anotação de Responsabilidade Técnica - ART a ser efetivada por relação mensal de obras ou serviços que menciona, e dá outras providências.

          17 Dispõe sobre a fiscalização do exercício profissional e Anotação de Responsabilidade Técnica - ART referente à Engenharia de Segurança do Trabalho e dá outras providências.

          18 Dispõe sobre as normas procedimentos para contagem de faltas dos Conselheiros às Sessões do plenário e das Câmaras Especializadas e dá outras providências.

          19 Dispõe sobre a regularização dos trabalhos de engenharia, arquitetura e agronomia iniciados ou concluídos sem a participação efetiva de profissional habilitado.

          20 Dispõe sobre registro de pessoas jurídicas que prestam serviços em máquinas de escritório e respectiva Anotação de Responsabilidade Técnica e dá outras providências.

          21 Dispõe sobre expedição de certidão de registro e quitação de pessoas jurídicas e dá outras providências.

          

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          118 ATOS DO CREA - DF

          CONSELHO REGIONAL DE ENGENHARIA, ARQUITETURA E AGRONOMIA DO DISTRITO FEDERAL

        85 Ato nº 21, de 8 de junho de 1994

          Dispõe sobre expedição de certidão de registro e quitação de pessoas jurídicas e dá outras providências. O Plenário do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Distrito Federal - CREA/DF, no uso de suas atribuições legais e regimentais, CONSIDERANDO que a Resolução nº 266, de 15 de dezembro de 1969, do CONFEA, normatizou em caráter geral sobre a expedição de certidões de registro e quitação de pessoas jurídicas pelos CREAs; CONSIDERANDO as peculiaridades próprias de cada região no tocante às condições das atividades desenvolvidas; CONSIDERANDO as excepcionalidades suscitadas em casos submetidos a apreciação dos plenários dos Conselhos Regionais; CONSIDERANDO que devem contar das certidões de registro e quitação das pessoas jurídicas o nome e demais dados profissionais do ou dos seus Responsáveis Técnicos, resolve: Art. 1º - As certidões de Registro e Quitação de Pessoa Jurídica somente serão preenchidas após o preenchimento do Cadastro Anual dos Profissionais responsáveis técnicos e dos demais integrantes do respectivo quadro técnico. Art. 2º - o preenchimento do Cadastro Anual do Profissional deverá ser instruído com os seguintes documentos, que serão utilizados separada ou simultaneamente, se for o caso: a) Comprovante de Anotação na Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS), através da apresentação do documento em original ou, alternativamente, Relação de Empregados referente ao último pagamento do FGTS, comprovando a continuidade do vínculo empregatício, quando se tratar de profissional empregado; b) Recibos de Pagamento a Autônomo (RPA), comprovando o recebimento da remuneraçào nos últimos 60 (sessenta) dias, acompanhados dos respectivos DIFs (Documentos de Informações Fiscais) autenticados na Secretaria da Receita Federal, correspondentes ao imposto sobre a renda retido na fonte, naqueles períodos, quando se tratar de profissional com contrato de prestação de serviços, sem vínculo empregatício;

          c) Certidão da respectiva Junta Comercial expedida nos últimos 60 (sessenta) dias, comprovando a vinculação do profissional à pessoa jurídica ou última alteração contratual, quando esta datar dos últimos 12 (doze) meses, em se tratando de sócio.

          85

          

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          119

          Art. 3º - Em todas as certidões de Registro e Quitação expedidas para pessoas jurídicas que tenham dentre os seus responsáveis técnicos um que lhes seja comum, deverá constar, em caixa alta e negrito, após e abaixo da palavra “CERTIDÃO”, e no final do texto, a seguinte observação: “VEDADA, POR FORÇA DO ARTIGO 336 DO CÓDIGOPENAL E ARTIGOS 90 E 94 DA

          

        LEI 8.666, DE 21 DE JULHO DE 1993, A PARTICIPAđấO EM LICITAđấO OU A

        APRESENTAđấO DE PROPOSTA ONDE LICITE A SEGUINTE PESSOA JURễDICA:

        (NOMEAR), SENDO PERMITIDA A PARTICIPAđấO QUANDO AS MESMA SE

        CONSORCIAREM ENTRE SI”.

          Parágrafo Único - Sendo, o profissional responsável técnico por pessoa jurídica, servidor ou empregado da Administração Pública, direta ou indireta, deverá constar da certidão, na mesma forma do caput, a expressão:

          

        ỀVEDADA A PARTICIPAđấO EM LICITAđấO OU A APRESENTAđấO DE PROPOSTA

        JUNTO A: (NOMEAR O ÓRGÃO SOCIEDADE OU EMPRESA)”.

          Art. 4º - Após a expedição da certidão de registro e quitação, ficam as pessoas jurídicas obrigadas a informar ao CREA/DF, no prazo de 10 (dez) dias, as alterações havidas em relação aos seus responsáveis técnicos ou ao seu quadro técnico, procedendo à renovação dos cadastros, se for o caso.

          Art. 5º - O Departamento de Documentação do CREA/DF deverá providenciar as medidas necessárias ao perfeito controle do cadastro dos profissionais, bem como a verificação dos dados constantes nas anotações do profissional com relação às pessoas jurídicas. Art. 6º - Este Ato entra em vigor na data de sua publicação, revogando-se o Ato nº 15/89 e demais disposições em contrário.

          Engº PETTERSON SÁVIO CARDOSO - Presidente Engº VITOR COUTO CAVALCANTI - 1º Secretário

          9

          

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          120

          CONSELHO REGIONAL DE ENGENHARIA, ARQUITETURA E AGRONOMIA DO DISTRITO FEDERAL

        86 Ato nº20, de 9 de março de 1994

          Dispõe sobre registro de pessoas jurídicas que prestam serviços em máquinas de escritório e respectiva Anotação de Responsabilidade Técnica e dá outras providências. (NÃO TRANSCREVI).

          9 CONSELHO REGIONAL DE ENGENHARIA, ARQUITETURA E AGRONOMIA DO DISTRITO FEDERAL

        87 Ato nº19, de 14 de dezembro de 1993

          Dispõe sobre a regularização dos trabalhos de engenharia, arquitetura e agronomia iniciados ou concluídos sem a participação efetiva de profissional habilitado. O Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Distrito Federal - CREA/DF, no uso das atribuições que lhe confere a Lei nº 5.194, de 24 de dezembro de 1966; CONSIDERANDO a necessidade de estabelecer normas para regularização de trabalhos de engenharia, Arquitetura e Agronomia iniciados ou eventualmente concluídos sem a participação efetiva de Responsável Técnico devidamente habilitado; CONSIDERANDO que trabalhos e serviços iniciados ou eventualmente concluídos sem a participação efetiva de Responsável Técnico legalmente habilitado podem ameçar a segurança pública, afetando o prestígio das profissões do Engenheiro, do Arquiteto e do Agrônomo, que são caracterizadas por realizações de interesse social e humano, resolve: Art. 1º - Constatada a existência de empreendimento de engenharia, arquitetura ou agronomia iniciado sem a participação efetiva de Responsável Técnico habilitado, Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Distrito Federal - CREA/DF, poderá requerer, administrativa ou judicialmente, as medidas que visem: I - impedir o prosseguimento da obra ou serviço, ou o uso do que foi concluído;

          II - averiguar as condições técnicas da obra ou serviços realizados; Art. 2º - As atividades, trabalhos ou empreendimentos que estejam sendo ilegalmente realizados poderão ser regularizados por profissional, junto ao CREA/DF, ainda que já em curso a medida judicial ou administrativa. Art. 3º - Para regularização deverá o interessado apresentar: I - requerimento, assinado por profissional habilitado, solicitando a regularização;

          II - A.R.T. preenchida pelo profissional que está assuminso a Responsabilidade Técnica;

          86

          

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          III - os projetos respectivos, exigidos pela postura municipal, na forma indicada pela ABNT, nos quais consta o levantamento das etapas já efetuadas e das que serão executadas com a participação do responsável técnico;

          IV - Laudo Técnico de vistoria, elaborado pelo Responsável Técnico, detalhando as condições antecedentes do empreendimento, sua solidez, segurança e condições técnicas para seu aproveitamento e as etapas necessárias à sua finalização, com declaração de que assume a responsabilidade técnica tanto pelas etapas já executadas quanto pelas etapas a executar.

          Parágrafo Único - Deverão constar dos documentos de que trata este Artigo: nome, título, número da carteira do profissional responsável pela regularização, e sua assinatura, assim como o nome e assinatura do contratante. Art. 4º - As providências enunciadas nos Artigos anteriores não isentam os intervenientes nos trabalhos sem participação de Responsável Técnico das cominações legais impostas pela Lei nº 5.194, de 24 de dezembro de 1966, e demais normas vigentes. Art. 5º - O presente Ato entre em vigor na data de sua publicação, ficando revogadas as disposições em contrário.

          Engº FRANCISCO MACHADO DA SILVA - Presidente

          9 CONSELHO REGIONAL DE ENGENHARIA, ARQUITETURA E AGRONOMIA DO DISTRITO FEDERAL

        88 Ato nº18, de 13 de maio de 1992

          Dispõe sobre as normas procedimentos para contagem de faltas dos Conselheiros às Sessões do plenário e das Câmaras Especializadas e dá outras providências. O Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Distrito Federal - CREA/DF, no uso das atribuições que lhe confere a Lei nº 5.194, de 24 de dezembro de 1966, e por seu Regimento Interno, e; CONSIDERANDO o disposto no Artigo 50 da referida Lei; CONSIDERANDO a necessidade de normatizar o assunto para plena aplicação das sanções previstas na norma jurídica de regência, resolve: Art. 1º - O Conselheiro do CREA/DF que durante 1 (um) ano faltar, sem licença prévia, a 6 (seis) Sessões Plenárias ou 6 (seis) reuniões de Câmaras, consecutivas ou não, perderá automaticamente o mandato, passando este a ser exercido, em caráter efetivo, pelo respectivo Suplente.

          

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          122

          § 1º- Para contagem das faltas serão computadas, cumulativamente, aquelas ocorridas em sessões ou reuniões ordinárias e extraordinárias, realizadas, conforme o caso, pelo Plenário ou pela Câmara Especializada que o Conselheiro integrar. § 2º- Será considerado como período de 1 (um) ano o espaço de tempo compreendido entre 2 de janeiro e 31 de dezembro do exercício fluente, independentemente da data de início do mandato. Art. 2º - O conselheiro impedido de comparecer à Sessão Plenária Ordinária ou Extraordinária, deverá comunicar, com antecedência mínima de 24 horas, esse fato à Presidência, através de justificativa escrita, indicando as razões de seu impedimento. Parágrafo Único - Recebido o documento, o Presidente fará, oficialmente, convocação do Conselheiro Suplente, indicando dia e horário da Sessão ou Reunião a que deve este comparecer.

          Art. 3º - O Conselheiro que faltar à Sessão Plenária ou à Reunião de Câmara por motivo superveniente e imprevisível, poderá fazer a justificativa escrita no prazo máximo de 3 (três) dias após. § 1º - Compete ao Presidente do CREA/DF julgar a justificativa da falta à Sessão Plenária, e ao Coordenador da Câmara quando a falta for relativa à Reunião da Câmara Especializada.

          § 2º - O limite de faltas justificadas fica estabelecido em 50% (cinqüenta por cento) do máximo

           .

          de faltas admitidas no Artigo 1º (primeiro) § 3º - Atingido o limite de faltas justificadas, ou indeferida a justificativa pelo Presidente do CREA/DF, caberá a Comissão de Ética emitir parecer e voto para decisão do Plenário.

          § 4º - O pedido de licença de 30 (trinta) ou mais dias, quando for o caso, deverá ser solicitado e fundamentado, por escrito, à Presidência. § 5º - Para efeito da contagem de tempo de serviço (Diploma de Serviços Relevantes) as faltas são computadas. Art. 4º - O Conselheiro indicado como Representante do Conselho junto à Câmara Especializada não terá anotação de falta nesta, desde que verifique e despache, em data posterior, os processos discutidos naquela reunião. Art. 5º - Serão computadas as faltas dos Conselheiros Suplentes quando sejam oficial e adredemente convocados para substituir o Conselheiro efetivo. Art. 6º - O controle das faltas em Reunião das Câmaras Especializadas será efetuado pelo respectivo Coordenador, e as das Sessões do Plenário pelo Presidente do CREA/DF.

          89

          

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          123

          § 1º - A centralização visando controlar o somatório das faltas será efetuada pela Presidência através da respectiva Secretaria. § 2º - Incumbe aos Coordenadores de Câmaras encaminhar, mensalmente, ao Presidente do CREA/DF, os registros de faltas para fins do parágrafo anterior. Art. 7º - Para a verificação e contagem das faltas haverá livro de presença que deverá ser assinado pelo Conselheiro. § 1º - A presença do Representante do Plenário do Conselho na Câmara Especializada é

           computada para efeito de quórum .

          § 2º - No horário fixado para início da Sessão ou Reunião havendo quórum, pelo número de assinaturas no livro, o Presidente ou o Coordenador fará a abertura e ao final dela assentará os nomes dos ausentes; inexistindo quórum no horário previsto o dirigente fará a abertura e, imediatamente, o encerramento, assentando no livro os nomes dos ausentes.

          Art. 8º - Verificado que o Conselheiro poderá atingir ou suplantar o limite legal de faltas, o presidente, antes da declaração de perda do mandato, comunicará, por escrito: a) ao Conselheiro faltoso, da sanção em que poderá incorrer;

          b) à Entidade que o Conselheiro representa, solicitando manifestação da mesma, face à norma que disciplina o assunto; § 1º - Não havendo pronunciamento da entidade que o Conselheiro representa, o Presidente, ouvida a Comissão de Ética, através de portaria, fará a declaração de perda do mandato. § 2º - A portaria será encaminhada ao Conselheiro faltoso para, querendo apresentar em 15 (quinze) dias, pedido de revisão ou recurso dirigido ao plenário do Conselho, devidamente fundamentado e acompanhado das provas que tiver. § 3º- Recebido o pedido de revisão ou recurso, será o mesmo processado e distribuído a um Conselheiro-Relator que deverá apresentar parecer e voto na primeira Sessão Ordinária que se realizar após a distribuição, para decisão do Plenário. § 4º - O pedido de revisão ou recurso terá efeito suspensivo. § 5 - A falta de pedido de revisão ou recurso, no prazo fixado, importará na consolidação da declaração de perda do mandato. Art. 9 - Mantida a declaração de perda do mandato será, imediatamente, convocado o respectivo Conselheiro Suplente para assumir o mandato na condição de efetivo. Parágrafo Único - A Entidade representada pelo Conselheiro que perdeu o mandato será

           90 convocada a indicar o Conselheiro Suplente para cumprir o restante do mandato .

          

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          124 Art. 10 - Este Ato entra em vigor nesta data, revogadas as disposições em contrário.

          HENRIQUE LUDUVICE - Presidente ANTONIO DE PÁDUA L. PEREIRA - 2º Secretário

          9 CONSELHO REGIONAL DE ENGENHARIA, ARQUITETURA E AGRONOMIA DO DISTRITO FEDERAL

        92 Ato nº17, de 12 de outubro de 1990

          Dispõe sobre a fiscalização do exercício profissional e Anotação de Responsabilidade Técnica - ART referente à Engenharia de Segurança do Trabalho e dá outras providências. O Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Distrito Federal - CREA/DF, no uso de suas atribuições legais, e; CONSIDERANDO as disposições do Capítulo V do Título II, da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, com a redação dada pela Lei nº 6.514, de 22 de dezembro de 1977, especialmente o seu Artigo 200, assim como das normas regulamentadoras baixadas pelo Ministério do Trabalho e Previdência Social; CONSIDERANDO as disposições da Lei 7.410, de 27 de novembro de 1985, que determinam exclusividade aos Engenheiros de Segurança do Trabalho para o exercício de determinadas atribuições; CONSIDERANDO que na forma da Lei nº 6.496, de 7 de dezembro de 1977, a ART é o instrumento que esclarece e define os responsáveis técnicos, para os efeitos legais, no tocante à prestação de serviços profissionais da Engenharia, resolve; Art. 1º - As empresas privadas, inclusive firmas individuais, órgãos públicos do Poder Executivo (administração direta e indireta) e dos poderes Legislativo e Judiciário obrigadas ao cumprimento das normas regulamentadoras da Consolidação das Leis do Trabalho referentes aos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho serão fiscalizadas pelo CREA/DF na área da Engenharia de Segurança do Trabalho. Art. 2º - Os Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho, na área sob fiscalização do CREA/DF, deverão ter responsável(eis) técnico(s) devidamente habilitado(s), na quantidade exigida pela Norma Regulamentadora prevista na CLT. Art. 3º - O desempenho das atividades de Engenheiro de Segurança do Trabalho nos Serviços 91 Especializados obriga a Anotação de Responsabilidade Técnica - ART.

          

        Esse parágrafo parece mal redigido, e pode dar a entender que se trata do Conselheiro que era Suplente quando

        da perda do mandato pelo “primeiro Titular”. Outra interpretação cabível é de que se trata do sucessor do Suplente

          

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          125

          § 1º - O preenchimento do formulário da ART pela prestação de serviços é de responsabilidade do profissional contratado que recolherá, também a taxa respectiva. § 2º - Quando houver contrato entre pessoas jurídicas para prestação de Serviços Especializados de Segurança do Trabalho, caberá à prestadora de serviços recolher a taxa de ART. Art. 4º - São atividades exclusivas de Engenheiro de Segurança do Trabalho aquelas descritas no Art. 4º da Resolução nº 325, de 27 de novembro de 1987, do CONFEA. Parágrafo Único - São também da competência do Engenheiro de Segurança do Trabalho, quando integrantes dos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho, as atividades fixadas nas Normas Regulamentadoras baixadas pelo Ministério do Trabalho e Previdência Social. Art. 5º - Aplica-se a este ATO as disposições concernentes ao “Livro de Ordem”, cabendo ao Engenheiro de Segurança do Trabalho fazer as anotações que entender relevantes e necessárias ao desempenho correto de suas atividades. Art. 6º - O Engenheiro de Segurança do Trabalho deverá dedicar, no mínimo, 03 (três) horas diárias para as suas atividades nos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho, sendo-lhe vedado o exercício de outras atividades durante aquele horário. Parágrafo Único - Cada Engenheiro de Segurança do Trabalho poderá ter, no máximo, sob sua responsabilidade técnica 03 (três) Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho. Art. 7º - O Serviço de Fiscalização do CREA/DF emitirá Auto de Infração e notificação àqueles que estiverem agindo em desacordo com o presente ATO. Art. 8º - O CREA/DF, em atendimento a despacho do Coordenador da Câmara Especializada, comunicará ao órgão do Ministério do Trabalho e Previdência Social encarregado de fiscalizar o cumprimento das Normas Regulamentadoras relativas à Segurança e Medicina do Trabalho as irregularidades encontradas pelo seu Serviço de Fiscalização. Art. 9º - Os casos omissos serão resolvidos pelo Plenário do CREA/DF. Art. 10 - Esta ATO entre em vigor nesta data, revogadas as disposições em contrário. HENRIQUE LUDUVICE - Presidente GERMANO GALLER - Secretário Ad Hoc.

          9

          

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          126

          CONSELHO REGIONAL DE ENGENHARIA, ARQUITETURA E AGRONOMIA DO DISTRITO FEDERAL

        93 Ato nº16, de 23 de setembro de 1990

          Dispõe sobre Anotação de Responsabilidade Técnica - ART a ser efetivada por relação mensal de obras ou serviços que menciona, e dá outras providências. O Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Distrito Federal - CREA/DF, no uso de suas atribuições legais, e; CONSIDERANDO que a Lei nº 6.496, de 7 de dezembro de 1977, estabelece que quaisquer contratos para execução de obras ou prestação de serviços profissionais referentes à Engenharia, Arquitetura e Agronomia ficam sujeitos à Anotação de Responsabilidade Técnica - ART; CONSIDERANDO que o Acervo Técnico dos profissionais é comprovado pelas ARTs; CONSIDERANDO que existem vários tipos de obras e serviços repetitivos e de curta duração, de baixo valor e em grande número, dificultando o preenchimento e a tramitação dos formulários de ART; CONSIDERANDO a necessidade de desburocratizar os procedimentos internos e externos visando maximizar a relação de custos / benefícios das partes; CONSIDERANDO a existência de várias deliberações e decisões das Câmaras Especializadas que merecem ser padronizadas em favor da comunidade como um todo; RESOLVE: Art. 1º - As Anotações de Responsabilidade Técnica - ARTs de contratos, escritos ou verbais, para a execução de obras ou prestação de serviços profissionais referentes à Engenharia, Arquitetura e Agronomia relacionadas na forma do presente Ato poderão ser efetivadas mensalmente, em um único formulário acompanhado da “Relação de Serviços e Obras”. § 1º - A “Relação de Serviços e Obras” deverá obedecer ao modelo padronizado que passa a fazer parte integrante do presente Ato como Anexo I. § 2 º - Do formulário de ART deverá constar as expressões: 1. no campo relativo ao contratante: “Relação do Período .... a ....”; 2. no campo relativo à localização: “Diversos”.

          § 3º - Havendo interesse de uma das partes contratantes poderá ser efetivada ART individual.

          

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          Art. 2º - O encaminhamento da “Relação de Serviços e Obras” e do formulário da ART e o recolhimento das taxas deverão ser efetuados até o 15º (décimo quinto) dia dos mês subseqüente ao da contratação dos serviços ou obras. § 1º - A taxa de recolhimento será obtida pelo somatório das taxas individuais relativas a cada contrato, na forma da Resolução própria do CONFEA.

          § 2º - A taxa de recolhimento relativa a serviços avulsos será cobrada com base de cálculo no total da soma dos valores dos serviços. Art. 3º - O preenchimento do formulário de ART mensal e seu encaminhamento ao CREA/DF é de competência do profissional responsável técnico, que deverá assinar, também, a “Relação de Serviços e Obras”. Parágrafo Único - O pagamento das taxas é de responsabilidade do contratado, pessoa física ou jurídica, na forma prevista por Resolução do CONFEA. Art. 4º - No caso de obras ou serviços sub-contratados, deverá o Responsável Técnico pela contratante principal exigir das sub-contratadas a apresentação do comprovante da respectiva ART. Art. 5º - Verificado o descumprimento de normas da Lei 6.496 e da Resolução própria do CONFEA serão emitidos os Autos de Notificação e Infração contra os infratores do Art. 1º da citada Lei. Parágrafo Único - Quando se tratar de infração aos Artigos 3º e 4º ou outros dopresente Ato e não previstos em legislação própria, serão iniciados processos por infração ao Código de Ética Profissional contra o Responsável Técnico do contratante principal e o da sua sub-contratada. Art. 6º - O cadastramento das ARTs e das Relações de Serviços e Obras, bem como a juntada de outros documentos a eles referentes e guarda dos processos é da competência do Serviço de Registro e Cadastro, que o fará escrevendo nas capas processuais os termos de: 1 - Interessado: CREA/DF e o nome da sub-contratada; 2 - Assunto: ARTs por Relação de Serviços e Obras, indicando mês e ano. Art. 7º - Integram o prsente Ato como passíveis de procedimentos nele previstos contratos referentes às seguintes obras ou serviços:

          1. Instalação, manutenção ou assistência técnica de sistemas de alarme ou de proteção contra incêndios (hidrantes, extintores, sprinklers, detecção e alarme);

          2. Instalação, manutenção ou assistência técnica de portas ou prtões automáticos (eletrônicos, elétricos, mecânicos ou misto);

          3. Manutenção e assistência técnica em equipamentos odontológicos, médicos e hospitalares;

          4. Manutenção e assistência técnica de equipamentos e sistemas de emissão de sinais de rádio, de sons e imagens e textos;

          

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          5. Manutenção e assistência técnica de intercomunicadores, de qualquer tipo; e equipamentos de sistemas destinados à recepção de sons, imagens e textos;

          6. Manutenção e assistência técnica de tetos, divisórias ou esquadrias estruturais;

          7. Manutenção e assistência técnica de esteiras, escadas rolantes, elevadores, monta-cargas e equipamentos de transporte vertical;

          8. Manutenção e assistência técnica de máquinas, motores e equipamentos de qualquer natureza, inclusive agrícolas e florestais;

          9. Manutenção e assistência técnica de centrais privadas de comutação telefônica (CPCTs - PABX, KS);

          10. Manutenção e assistência técnica de parques, jardins ou áreas gramadas;

          11. Manutenção e assistência técnica em equipamentos de ar condicionado;

          12. Instalação, montagem, reparo, manutenção e assistência técnica de equipamentos e máquinas de escritório, sejam mecânicas, elétricas, eletro-mecânicas ou eletrônicas, como: máquinas de escrever, calcular, copiadoras, fotostáticas, xerográficas ou heliográficas, arquivos, micro-computadores e outros assemelhados;

          13. Manutenção e assistência técnica de luminosos e placares eletrônicos;

          14. Fornecimento e aplicação de concreto usinado;

          15. Produção e fornecimento de sementes e mudas certificadas;

          16. Ensaios tecnológicos de materiais;

          17. Ensaios, análise, classificação e certificação de materiais ou produtos de origem vegetal ou mineral, inclusive solos, exceto sondagens;

          18. Aplicação de defensivos em produtos armazenados ou por aeronaves em campos plantados;

          19. Outros serviços técnicos a critério das Câmaras Especializadas desde que atendam aos conceitos como: de curta duração, baixo valor individual, repetitivos. Art. 8º - O presente Ato entra em vigor nesta data, revogadas as disposições em contrário. Engº Civil WALMOR ZEREDO - Presidente em Exercício Engº Eletricista ANTÔNIO DE PÁDUA LOURES PEREIRA - 2º Secretário

          9 O ATO Nº 15, DO CREA/DF, de 13 de julho de 1990, FOI REVOGADO PELO ATO DE NÚMERO 21.

          

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          9 CONSELHO REGIONAL DE ENGENHARIA, ARQUITETURA E AGRONOMIA DO DISTRITO FEDERAL

        94 Ato nº14, de 12 de outubro de 1988

          Dispõe sobre concessão de registro e anotações nas carteiras profissionais referentes à Engenharia de Segurança do Trabalho, e dá outras providências. (NÃO TRANSCREVI).

          9 CONSELHO REGIONAL DE ENGENHARIA, ARQUITETURA E AGRONOMIA DO DISTRITO FEDERAL

        95 Ato nº13, de 10 de agosto de 1988

          Dispõe sobre os impedimentos éticos dos profissionais da Engenharia, Arquitetura, agronomia e das demais profissões jurisdicionadas ao CREA/DF, e dá outras providências. O Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Distrito Federal - CREA/DF, no uso das atribuições conferidas pelo Art. 34, letra “k”, da Lei 5.194 / 66 e; CONSIDERANDO as disposições contidas no Código de Ética Profissional aprovado pela Resolução nº 205 do CONFEA e, especialmente, os seus Artigos 2º - alíneas “g” e “h” - e 4º - alíneas “c” e “d”, assim como, em legislação esparsa, RESOLVE: Art. 1º - Os profissionais da Engenharia, Arquitetura, Agronomia e, ou, das demais profissões jurisdicionadas ao CREA, que exerçam mandato, cargo, emprego ou função em entidades da Administração Pública, direta ou indireta, empresas públicas, sociedades de economia mista ou fundações instituídas pelo Poder Público ou colegiados que tenham como suas as atribuições de examinar, aprovar ou rejeitas propostas e, ou, projetos pertinentes a qualquer atividade daquelas profissões, devam abster-se de: a) patrocinar interesses de terceiros através da apresentação de estudos, planos, projetos ou qualquer outro trabalho técnico, ao exame e julgamento do órgão ao qual esteja vinculado; b) executar serviços ou obras, como profissional autônomo ou como empregado de pessoa jurídica de direito privado para o órgão ao qual esteja vinculado; c) apresentar-se como Responsável Técnico de terceiros em procedimentos licitatórios de obras ou serviços perante o órgão ao qual esteja vinculado;

        94 Publicado no D.O.U. de 12 de dezembro de 1988. A Resolução nº 325, de 27 de novembro de 1987, foi

          

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          130

          d) agenciar, angariar ou captar serviços ou obras, por si ou interposta pessoa, junto ao órgão ao qual esteja vinculado. Art. 2º - Os profissionais que exerçam mandato, cargo, emprego, função, seja por eleição, designação ou contratação cujo exercício profissional se faça em órgão que tenha como atribuição o exame ou julgamento de estudos, projetos, ou o exercício da fiscalização de serviços ou obras, deverão de imediato proceder à ART do cargo e função no CREA/DF, bem como proceder à baixa no caso de destituição forçada ou voluntária. Art. 3º - A desobediência às determinações contidas nos Artigos 1º e 2º deste Ato implicará na lavratura contra o profissional do competente auto de infração e notificação por infringência do Código de Ética ou de Lei específica, se for o caso. Art. 4º - O CREA/DF dará conhecimento deste Ato a todas as entidades de sua jurisdição que se enquadrem nas indicações do Art. 1º deste Ato, solicitando a relação dos profissionais de nível superior e médio lotados nos órgãos de exame ou julgamento de projetos de obras ou serviços da sua área de atuação ou responsáveis pela fiscalização de sua execução. Art. 5º - O presente Ato entrará em vigor na data de sua publicação, devendo ser encaminhado ao CONFEA para verificação e homologação. HENRIQUE LUDUVICE - PresidenteTOMAZ SORIANO DE SOUZA - 1º Secretário

          9 CONSELHO REGIONAL DE ENGENHARIA, ARQUITETURA E AGRONOMIA DO DISTRITO FEDERAL

        96 Ato nº12, de 30 de setembro de 1986

          Dispõe sobre obrigatoriedade de registro no CREA/DF de pessoas físicas, jurídicas e dá outras providências. O Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Distrito Federal - CREA/DF, no uso das atribuições que lhe são conferidas pelas alíneas “f” e “k” do Artigo 34 da Lei 5.194, de 24 de dezembro de 1966, e; CONSIDERANDO que a Rsolução 230 obriga às empresas que EXECUTEM obras ou prestem serviços de Engenharia, Arquitetura ou Agronomia a que se registrem nos CREAs; CONSIDERANDO que tem havido dúvidas no tocante ao registro das empresas subcontratantes de obras e serviços dados às características dos trabalhos que prestam, e;

          

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          131

          CONSIDERANDO, ainda, que cabe aos CREAs, na sua ação fiscalizadora, distinguir quais os serviços rudimentares quais os efetivamente TÉCNICOS, para o efeito de exigir o registro, RESOLVE: Art. 1º - A pessoa física ou jurídica que se constitua para prestar serviços ou executar obra ou que exerça qualquer atividade ligada ao exercício das profissões jurisdicionadas ao CREA/DF, é obrigada ao registro neste órgão na forma da legislação em vigor. Parágrafo Único - Todas as atividades definidas no Artigo 1º da Resolução 218/77 do CONFEA, são consideradas como integrantes dos termos “serviços ou obras” para fins de fiscalização e obrigação do registro. Art. 2º - São consideradas como serviços ou obras das profissões jurisdicionadas ao CREA/DF, dentre outros, os seguintes:

          1. Sondagem;

          2. Fundações em geral; escavações de tubulões a céu aberto, ar comprimido e outros;

          3. Corte, dobragem e colocação de ferro ou aço em formas de concreto armado;

          4. Escoramento e formas de concreto armado e protendido;

          5. Fornecimento e aplicação de concreto;

          6. Premoldados de concreto armado e protendido;

          7. Estruturas de alvenaria armada, de concreto armado ou protendido, metálicas e de madeiras;

          8. Demolições de estruturas;

          9. Atiramento (sic) de cortinas e muros;

          10. Recuperação de fundações e estruturas, inclusive com colas de resina epoxi;

          11. Esquadrias metálicas e estruturais;

          12. Coberturas auto-portantes;

          13. Instalações elétricas, de pára-raios, hidráulico-sanitárias e de gás central;

          14. Instalações telefônicas de intercomunicadores;

          15. Instalações coletivas de som e de vídeo;

          16. Instalação de estação de radiodifusão;

          17. Instalação de sistema de comunicações, seus equipamentos e redes;

          18. Instalação de centros de processamento de dados, incluindo suas interligações com outros

          

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          19. Geração de energia elétrica;

          20. Instalação de subestações de energia elétrica;

          21. Instalação de linhas de transmissão e de distribuição;

          22. Instalações automáticas contra incêndio, alarme e detecção;

          23. Instalações anti-incêndio, incluindo extintores e sua recarga;

          24. Instalações mecânicas, inclusive hospitalares, de ar condicionado, ar comprimido, vapor, vácuo, central de água gelada, oxigênio, incineradores, lixo, elevadores, escadas rolantes e monta-cargas;

          25. Instalação de estações e redes de tratamento de água e esgoto;

          26. Instalação de bombas de gasolina;

          27. Impermeabilização e seus tratamentos, proteção térmica e mecânica;

          28. Aplicação de concreto leve (celular);

          29. Tratamento acústico;

          

          30. Terraplenagem, escavação mecânica, transportes com “scrapers” ou similares, e compactação de terrenos;

          

          31. Desmonte de rochas e detonações ;

          32. Pavimentação asfáltica, em concreto rígido e de intertravados;

          33. Fornecimento e aplicação de massa asfáltica;

          34. Fornecimento e aplicação de blocos intertravados para pavimentação;

          35. Urbanização, redes de captação de água, meio-fio, calçadas e passeios, sinalização horizontal e vertical, plantio de árvores ornamentais, ajardinamento e plantio de grama;

          36. Dragagem;

          37. Produção de sementes e mudas, inclusive de plantas ornamentais;

          38. Pesquisa e assistência técnica agropecuária;

          39. Produção de corretivos, fertilizantes, inoculantes, biofertilizantes e estimulantes, orientação técnica na sua comercialização e aplicação;

          40. Produção de defensivos agrícolas e agrotóxicos, orientação técnica na sua comercialização e 97 aplicação;

          

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          41. Fabricação de máquinas e implementos agropecuários;

          42. Mecanização e motomecanização agrícola;

          43. Industrialização e armazenagem de produtos agropecuários;

          44. Operações de crédito rural, adequação às normas e instrução de processos para a sua obtenção;

          45. Operação com aquisição e empréstimo do Governo Federal de produtos agropecuários;

          46. Produção de alimentos para animais;

          47. Instalações rurais;

          48. Classificação e padronização de produtos de origem vegetal;

          49. Florestamento e reflorestamento, e; 50. Aviação agrícola.

          Art. 3º - Excluem-se da obrigatoriedade mencionada no Artigo 1º deste ATO os serviços e obras relacionados a:

          1. Colocação de esquadrias metálicas não-estruturais;

          2. Colocação de forros de gesso e metálicos sem necessidade de estruturas especiais de suporte;

          3. Fornecimento e colocação de vidros, divisórias, pisos de cerâmica, mármores, vinílicos e outros;

          4. Serviços de revestimento e pintura que não alterem o projeto original;

          5. Conserto de eletrodomésticos, e; 6. Conserto de automóveis que não incluam retífica.

          Art. 4º - Compete às Câmaras Especializadas relacionar e definir sobre a obrigatoriedade ou não de registro no CREA/DF de pessoas físicas ou jurídicas que executem outros tipos de obras ou serviços técnicos não especificados nos Artigos 2º e 3º do presente ATO. Art. 5º - É obrigatória a ART de todo e qualquer tipo de contrato para prestação de serviços e realização de obras dentre as especificadas no Artigo 2º do presente ATO, na forma da Lei nº 6.496/77. Art. 6º - O presente ATO entrará em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário, especialmente a DECISÃO nº 07/74, de 12 de setembro de 1974, do CREA/DF.

          Engº Civil DANILO SILI BORGES - Presidente

          

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          134

          9 CONSELHO REGIONAL DE ENGENHARIA, ARQUITETURA E AGRONOMIA DO DISTRITO FEDERAL

        99 Ato nº11, de 14 de agosto de 1985

          Dispõe sobre a Anotação de Responsabilidade Técnica de serviços de assistência técnica na área Agronômica e Florestal que envolvam a emissão de Receita Agronômica. (NÃO TRANSCREVI).

          9 CONSELHO REGIONAL DE ENGENHARIA, ARQUITETURA E AGRONOMIA DO DISTRITO FEDERAL

          

          Ato nº10, de 10 de outubro de 1984 Dispõe quanto à expedição de Certidões de Acervo Técnico nos termos da Resolução nº 230/75, do CONFEA, e dá outras providências.

          O Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Distrito Federal - CREA/DF, no uso das atribuições que lhe confere o Artigo 34, alínea “k” da Lei 5.194, de 24 de dezembro de 1966, e; CONSIDERANDO que a Resolução nº 230, de 31 / 07 / 75 do CONFEA, que dispõe sobre o Acervo Técnico dos profissionais e das pessoas jurídicas, delega aos Conselhos Regionais competência para certificar o acervo técnico do profissional; CONSIDERANDO a necessidade de uniformizar os critérios, neste Regional, com vista à expedição de certidão de Acervo Técnico; CONSIDERANDO a necessidade de fixar a rotina e definir sobre quais documentos deve o CREA/DF se basear para expedir a Certidão de Acervo Técnico, RESOLVE: Art. 1º - O Acervo Técnico do profissional, definido no Art. 1º da Resolução nº 230, de 31 / 07 / 75, será certificado pelo CREA/DF, como previsto no Art. 4º desta mesma Resolução, à vista dos seguintes documentos: I - Anotação de Responsabilidade Técnica devidamente preenchida, quitada e com a respectiva 99 baixa.

          Sem indicação data de sua publicação no D.O.U.; aprovado na 230ª Reunião Plenária do CREA/DF, de

          

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          135

          II - Demais documentos complementares da ART necessários à melhor caracterização da obra, serviço ou atividade, a saber:

          II.1 - Contrato e Aditivo, se houver;

          II.2 - Diário de Obras ou livro de ordem, ou similar;

          III.3 - Atestado de conclusão ou termo de recebimento das obras ou serviços ou atividades contratadas, emitido pelo órgão público contratante e assinado por um profissional devidamente habilitado;

          II.4 - Atestado de conclusão emitido por profissional habilitado, autônomo, credenciado pelo CREA/DF, especificamente para esta atividade, e remunerado diretamente pelo interessado, quando o contratante, proprietário da obra ou serviço, for pessoa jurídica de direito privado ou pessoa física.

          Parágrafo Único - Dos atestados referidos nos itens II.3 e II.4, deverão constar os elementos identificadores e dados quantitativos e qualificativos da atividade, obra ou serviço, a saber: a) local de situação do objeto contratual;

          b) nome do contratante;

          c) número do contrato;

          d) valores finais do contrato, representado pela soma do valor inicial e dos adicionais;

          e) detalhes técnicos e medições;

          f) período de execução; data de início e conclusão;

          g) pessoa jurídica executora da atividade;

          h) Responsável(eis) Técnico(s) pela execução da atividade, contante(s) da(s) ART(s); i) Responsável(eis) Técnico(s) pela fiscalização da atividade, contante(s) da(s) ART(s); Art. 2º - Quando o pedido de Ceridão for somente para declaração de que determinada obra, serviço ou atividade estão com a ART efetivada, deverá ficar explícito na Certidão a ressalva de que nada consta no CREA quanto à efetiva execução da obra, serviço ou atividade. Art. 3º - Na Certidão deverá constar todos os elementos caracterizadores da atividade, obra ou serviço constante da ART e de seus documentos complementares constantes do item II, do Artigo 1º, sem que seja desvirtuado o seu real teor. Art. 4º - Nos casos de dúvidas ou discrepâncias entre dois ou mais documentos complementares da ART, deverá o CREA/DF exigir a sua confirmação mediante apresentação dos projetos, cadastros ou quaisquer outros elementos capazes de possibilitar uma perfeita fidelidade das características da atividade, obra ou serviço.

          

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          Art. 5º - Para expedição de Certidão de Acervo Técnico referente às atividades, obras ou serviços, executados sob o regime de sub-empreitada, deverá o contrato da sub-empreitada estar devidamente anotado no CREA-DF. Art. 6º - Serão, obrigatoriamente, examinados e apreciados pelas respectivas câmaras Especializadas os requerimentos de Certidão de Acervo Técnico em que: I - faltar documentos caracterizadores, mencionados no Artigo 1º;

          II - houver, na solicitação ou em qualquer outro documento caracterizador, a inclusão de novos profissionais nas atividades, obras ou serviços em execução ou já concluídos e que não constam da ART original. Art. 7º - A ART de novos Responsáveis Técnicos em atividades, obras ou serviços em execução ou já concluídos, só poderá ser efetivada após os requerimentos de inclusão serem, devidamente, apreciados analisados pelas Câmara Especializadas respectivas. § 1º - O requerimento para inclusão de novos Responsáveis Técnicos em atividades, obras ou serviços em execução ou já concluídos, para efeitos deste Artigo, deverão vir acompanhados de elementos comprobatórios da efetiva participação do profissional, a saber: I - Cópia da Carteira Profissional, de Trabalho, ou de contrato que comprove que o profissional pertença ao quadro de técnicos da executora da atividade, obras ou serviço;

          II - Declaração do Responsável Técnico pela atividade, obra ou serviço, de que o requerente teve participação integral na mesma, juntamente com ele, para aquelas já incluídas;

          III - Declaração do Contratante da atividade, obra ou serviço, de que aquele profissional participou real e ativamente da mesma, para aquelas já concluídas;

          IV - Cópias do Diário de Obras ou livro de ordem ou similar, que comprovem a participação efetiva do profissional na atividade, obra ou serviço; V - Termo de Compromisso assinado pelo interessado e pelos Responsáveis Técnicos iniciais e pela Contratada ou pelo contratante, na forma do modelo anexo a este Ato, para obras ou serviços em andamento. § 2º - A exclusivo critério da Câmara Especializada, os documentos constantes do §1º podem ser dispensados, substituídos por outros ou ainda poderão ser exigidos outros complementares que se fizerem necessários para a perfeita caracterização da participação do profissional. Art. 8º - As Certidões de Acervo Técnico serão sempre fornecidas em nomo do profissional que as requerer, obedecidos os pré-requisitos constantes deste Ato. Art. 9º - Não poderão, em hipótese alguma ser fornecidas Certidões de Acervo Técnico para empresas ou pessoas jurídicas. Parágrafo Único - No caso de pessoa jurídica solicitar ao CREA/DF a comprovação de sua participação em atividade, obra ou serviço devidamente registrada neste Conselho, será fornecido um ATESTADO de que consta do Acervo Técnico do Profissional, RT da referida

          

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          Art. 10 - A documentação para expedição de Certidão de Acervo Técnico será arquivada num processo específico em nome de cada profissional que a requerer. Art. 11 - Os casos omissos do presente Ato serão resolvidos pela Câmara Especializada, ad referendum do Plenário. Art. 12 - Este Ato entre em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário. Engº Civil DANILO SILI BORGES - Presidente Engº Civil RONILDO DIVINO DE MENEZES - Secretário

          9 Ato nº 9, de 10 de outubro de 1984 - aprovado na Reunião Plenária nº 222, de 10/10/84 Adota medidas para assegurar a participação efetiva dos profissionais legalmente habilitados na programação e execução de serviços ligados às atividades agrícolas, pecuárias, florestais, de pesca, meteorológicas e agroindustriais. (NÃO TRANSCREVI).

          9 Ato nº 8, de 13 de junho de 1984 - sem referência quanto à aprovação e publicação.

          Cria Comissão Especial (“com a finalidade de promover ação esclarecedora junto a estudantes e recém-formados, nas áreas profissionais fiscalizadas pelo CREA, quanto à Legislação

           Profissional”) e dá outras providências . (NÃO TRANSCREVI).

          9 Ato nº 7, de 13 de junho de 1984 - sem referência quanto à aprovação e publicação.

          Cria Comissão Especial (“com a finalidade de acompanhar as modificações da Lei nº

          

          5.194/66”) e dá outras providências .(NÃO TRANSCREVI)

          9 101 Ato nº 6, de 9 de maio de 1984 - sem referência quanto à aprovação e publicação.

          

        Dessa Comissão Especial participou o professor Benamy Turkienicz, do Instituto de Arquitetura e Urbanismo

        da UnB, bem como o Geólogo Almir Neves de Figueiredo, o Engº Mecânico Reynaldo Turquetti Filho e o Engº 102 Agrônomo Sertório Ribeiro Fernandes Leão.

          

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          Regulamenta o uso do Livro de Ordem, instituído pelo CONFEA, através da Decisão CR-

           724/82 (sic), e dá outras providências .

          O Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Distrito Federal - CREA/DF, no uso das atribuições que lhe são conferidas pelo Artigo 34, letra “f” da Lei 5.194, de 24.12.1966, e considerando os termos da Decisão nº CR-274/82 (sic), de 30 de julho de 1982, do CONFEA, que institui o “Livro de Ordem”; RESOLVE: Art. 1º - Estabelecer e regulamentar o uso do Livro de Ordem, como instrumento de fiscalização, para toda obra ou serviço na área de jurisdição do CREA/DF. Art. 2º - O Livro de Ordem é a memória escrita dos trabalhos desenvolvidos na obra ou serviço se servirá de subsídio para: I - futuros empreendimentos;

          II - avaliar motivos eventuais de falhas técnicas, gastos imprevistos e acidentes de trabalho;

          III - assegurar o cumprimento das instruções técnicas e administrativas transmitidas;

          IV - comprovar autoria de trabalhos; V - dirimir dúvidas quanto à orientação técnica dada à obra ou serviço. Art. 3º - O Livro de Ordem objetiva conformar juntamente com a ART a efetiva participação do(s) profissional(is) na direção dos trabalhos da obra ou serviço e permitir a verificação da medida dessa participação, principalmente para a expedição de Atestados de Acervo Técnico. Art. 4º - O Livro de Ordem deverá conter o registro obrigatório, por parte do Responsável Técnico pela obra ou serviço, das ocorrências relevantes do empreendimento. § 1º - Serão obrigatóriamente registrados no Livro de Ordem:

          1. As datas de início e previsão da conclusão da obra ou serviço;

          2. Data do início e conclusão e cada etapa da obra;

          3. Posição física do empreendimento no dia de visita;

          4. Orientação de execução, mediante a determinação de providências relevantes para o cumprimento dos projetos e especificações;

          5. Nomes de empreiteiras ou sub-empreiteiras, caracterizando as atividades e seus encargos, datas de início e conclusão das mesmas e números das ARTs respectivas;

          6. Problemas referentes a serviços de terceiros, não sujeitos à ingerência do Responsável Técnico;

          7. Acidentes e danos materiais ocorridos durante os trabalhos;

          8. Os períodos de interrupção dos trabalhos e seus motivos;

          9. Outros fatos e observações que, a juízo ou conveniência do Responsável Técnicopelo empreendimento, devam ser registrados. § 2º - Todos os relatos de visitas serão datados e assinados pelo Responsável Técnico da obra ou serviço. § 3º - Aquele que receber a orientação de execução registrada pelo Responsável Técnico, deverá assinar, tomando ciência. § 4º - A data de encerramento do Livro de Ordem será a de solicitação da BAIXA por conclusão do empreendimento, por distrato ou por outro motivo cabível.

          

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          Art. 5º - O uso do Livro de Ordem constituir-se-á em obrigação do Responsável Técnico pelo empreendimento, o qual o manterá permanentemente no local do mesmo durante todo o período de suas atividades. § 1º (sic) - É facultado aos autores dos projetos efetuarem suas anotações no Livro de Ordem do Responsável Técnico pelo empreendimento, datando-as e assinando-as.

          Art. 6º - O Livro de Ordem, devidamente numerado, terá modelo pedronizado e será distribuído gratuitamente, mediante recibo, na oportunidade em que for(em) efetuada(s) a(s) ART(s) no CREA/DF. Este Livro de Ordem será entregue diretamente ao RT ou seu procurador.

          Art. 7º - A fiscalização do CREA-DF, ao visitar a obra ou serviço, registrará sua visita no Livro de Ordem e recolherá as primeiras vias já preenchidas do mesmo, anexando-as em seus Relatórios.

          § 1º - As primeiras vias do Livro de Ordem não recolhidas pela Fiscalização serão devolvidas ao CREA/DF, junto ao pedido de BAIXA da obra ou serviço respectivo. § 2º - As segundas e terceiras vias serão retidas pelo RT e pelo proprietário do empreendimento, respectivamente. § 3º - Após visadas pelo Serviço de Fiscalização, as primeiras vias serão encaminhadas ao Serviço de Registro e Cadastro para fins de anexação às ARTs ali arquivadas.

          Art. 8º - Os modelos já existentes, tais como Boletim Diário - Livro de Ocorrências Diárias - Diário de Ocorrências - Diário de Obras - Cadernetas de Obras, etc; em uso pelas empresas privadas, órgãos públicos ou autônomos, serão igualmente considerados LIVRO DE ORDEM, desde que cumpram as exigências deste ATO e tenham seus termos de abertura visados pelo CREA/DF, quando da Anotação da ART (sic).

          Art. 9º - A falta do Livro de Ordem no local da obra ou serviço, bem como a dos respectivos registros e providências estabelecidos em seu texto e neste ATO serão considerados como infração ao Artigo 9º do CÓDIGO DE ÉTICA PROFISSIONAL DO ENGENHEIRO, DO ARQUITETO E DO ENGENHEIRO AGRÔNOMO, com aplicação das penalidades previstas nos Artigos 72 e 73 da Lei 5.194, de 24.12.66.

          Art. 10 - Os casos omissos serão dirimidos pelo Plenário do CREA-DF. Art. 11 - O presente ATO entrará em vigor na data de sua publicação.

          Engº Civil DANILO SILI BORGES - Presidente Engº Civil RONILDO DIVINO DE MENEZES - 2º Secretário

          9 Ato nº 5, de 3 de maio de 1984 - sem referência quanto à aprovação e publicação.

          Cria Comissão Especial (“com a finalidade de estudar sobre a conveniência da participação do CREA/DF em órgão deliberativos vinculados ao Governo do Distrito Federal e cujas atividades

          

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          estejam afetas às áreas profissionais sob fiscalização do CREA/DF”) . (NÃO TRANSCREVI).

          9 Ato nº 4, de 19 de setembro de 1983 Dispõe sobre anotações de cursos de pós-graduação na carteiras profissionais e dá outras providências. O Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Distrito Federal - CREA/DF, no uso das atribuições que lhe são conferidas pelo Artigo 34 da Lei 5.194, de 24.12.1966, CONSIDERANDO que as qualificações profissionais podem ser acrescidas de anotações referentes a cursos de pós-graduação, CONSIDERANDO que as carteiras profissionais são elementos probatórios do registro individual e vem espelhar a real situacão de seu portador, CONSIDERANDO as decisões do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia - CONFEA, através das deliberações nº 052 e 78/78, CONSIDERANDO a decisão da COMISSÃO DE NORMAS E PROCEDIMENTOS DO CREA/DF em sua reunião de 20 de junho de 1983, RESOLVE: Art. 1º- A anotação dos cursos de pós-graduação será efetuada em carteiras profissionais a requerimento do interessado. Art. 2º- O requerimento será instruído com:

          a) original do diploma ou certificado, expedido por instituição de ensino autorizada e reconhecida.

          b) histórico escolar do profissional, referente ao curso específico, com menções e cargas horárias. § 1º - O diploma ou certificado deverá estar registrado nos órgãos competentes do sistema de ensino, na forma da Lei. § 2º - O curso específico deverá se referir a um dos níveis de: I - Especialização;

          II - Aperfeiçoamento;

          III - Mestrado; IV - Doutorado.

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        Dessa Comissão Especial participou o arquiteto Rogério Crvalho de Mello Franco, bem como o Engº de Minas,

        Metalurgia e Civil João da Cruz Pimenta, o Engº Civil Luciano de Campos Xavier, o Engº Civil Ronildo Divino

          

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          Art. 3º - O curso específico deverá ser autorizado e conhecido pela autoridade de ensino competente, cumpridas as formalidades impostas pelo Conselho de Educação respectivo. Art. 4º - A anotação somente será efetuada após verificada a compatibilidade entre os cursos de graduação e pós-graduação. Art. 5º - Compete às Câmaras Especializadas a apreciação e julgamento do pedido, admitidos os recursos na forma da Lei nº 5.194, de 24 de dezembro de 1966. Art. 6º - Os casos omissos serão resolvidos pelo Plenário do Conselho Regional, ad referendum do Conselho Federal. Art. 7º - Este Ato entra em vigor nesta data, revogadas as disposições em contrário. Engº Civil DANILO SILI BORGES - Presidente Engº Civil VALTER PEDROSA DE AMORIM - 1º Secretário

          9 Ato nº 3, de 19 de setembro de 1983 Dispõe sobre a anotação na Carteira Profissional do vínculo com pessoas jurídicas para fins de consultoria e responsabilidade técnica, e dá outras providências. (Não há a fórmula de abertura dispondo das atribuições conferidas pela Lei) CONSIDERANDO que é fornecida Carteira Profissional àqueles registrados na forma da Lei no 5.194/66, da qual deverá constar número de registro, natureza do título, especializações e todos os elementos perfeitamente necessários à identificação do portador; CONSIDERANDO que o Acervo Técnico profissional será certificado pelo Conselho Regional de acordo com as anotações registradas, inclusive, na carteira profissional; CONSIDERANDO que a responsabilidade técnica do profissional extingue-se a partir de determinadas situações; como seja, cessação do vínculo contratual, a transferência de local de trabalho, etc; CONSIDERANDO que um profissional somente pode ser responsável técnico por uma única pessoa jurídica, além de sua firma individual; e que excepcionalmente, a critério do Plenário do Conselho Regional poderá ser-lhe permitido responsabilizar-se tecnicamente por 03 (três) pessoas jurídica, além de sua firma individual; CONSIDERANDO a possibilidade de um profissional ser responsável técnico por uma ou mais pessoas jurídicas na Jurisdição de um Conselho Regional e também por outras pessoas jurídicas na jurisdição de outro Conselho, fora do controle dos mesmos, sendo necessário conter a acumulação de tais responsabilidades, RESOLVE:

          

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          Art. 1º - O profissional que pretenda atuar como consultor ou responsável técnico por pessoa jurídica na jurisdição do CREA/DF, terá anotada esta condição na sua carteira profissional (caderneta) ou cartão de registro provisório. Art. 2º - A anotação será efetivada após o deferimento pela autoridade competente, e dela constará a denominação da pessoa jurídica e a data da respectiva aprovação.

          Art. 3º - Havendo cancelamento do registro profissional fica automaticamente sem efeito a anotação. Art. 4º - O Serviço de Registro e Cadastro do CREA/DF, após proceder a anotação, transmitirá, no prazo de 05 (cinco) dias, aos demais Conselheiros Regionais onde o profissional possuir registro principal ou secundário, as seguintes informações: I - Nome do Profissional;

          II - Número do Registro e da Carteira ou Cartão;

          III - Denominação e Razão Social da pessoa jurídica; IV - Data da anotação. Art. 5º - Cessando o vínculo de consultoria ou responsabilidade técnica entre o profissional e a pessoa jurídica, o Serviço de Registro e Cadatro do CREA/DF fará a devida anotação e comunicará o fato, na forma do Artigo anterior, aos demais Conselhos Regionais. Art. 6º - O presente Ato entra em vigor na data de sua publicação. Art. 7º - Revogam-se as disposições em contrário. Engº Civil DANILO SILI BORGES - Presidente Engº Civil VALTER PEDROSA DE AMORIM - 1º Secretário

          9 Ato nº 2, de 19 de setembro de 1983.

          (Não há a fórmula de abertura dispondo do assunto e das atribuições conferidas pela Lei). O CONSELHO DE ENGENHARIA, ARQUITETURA E AGRONOMIA DO DISTRITO FEDERAL, NO USO DE SUAS ATRIBUIđỏES ESTABELECIDAS EM SEU REGIMENTO

          INTERNO, e; CONSIDERANDO a necessidade de uma atuação colegiada dos Conselheiros de forma a ensejar uma participação efetiva nos assuntos a serem equacionados e decididos; CONSIDERANDO que pra a consecução deste objetivo é imprescindível a implantação de órgão auxiliares do Plenário e das Câmaras Especializadas, RESOLVE:

          

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          143

          Art. 1º - Fical instituídas as Comissões de:

        • Ética;
        • Planejamento e Finanças;
        • Normas e Procedimentos;
        • Relações Públicas; • Tomada de Contas. Art. 2º - À Comissão de Ética cabe:

          a) Apuração das inrações à Ética Profissional do Engenheiro, do Arquiteto e do Engenheiro Agrônomo, quando solicitado pelas Câmaras Especializadas.

          b) Promover em comum acordo com a Comissão de Relações Públicas a divulgação do Código de Ética Profissional. Art. 3º - À Comissão de Planejamento e Finanças cabe: a) Emitir precer sobre o Orçamento apresentado pela Presidência.

          b) Acompanhar a execução orçamentária, emitindo parecer em pedidos de reforços, suplementações ou transferências de verbas encaminhados ao Conselho pelo Presidente.

          c) Opinar quanto à aplicação de disponibilidades financeiras não-constantes do orçamento.

          d) Estudar assuntos afins que lhe sejam encaminhados. Art. 4º - À Comissão de Normas e Procedimentos cabe: a) Colaborar com o Presidente na elaboração de Atos e Decisões Normativas.

          b) Coligir as decisões genéricas das Câmaras Especializadas e do Plenário, procurando uniformizá-los.

          c) Apresentar minuta de Atos Normativos às Câmaras Especializadas, objetivando definir redaçãoprovisória a ser submetida ao Plenário.

          d) Preparar redação consolidada das sugestões apresentadas pelas Câmaras Especializadas em anteprojeto de Resoluções, oriundas do CONFEA, para a devida apreciação do Plenário e posterior encaminhamento das sugestões ao CONFEA. Art. 5º - À Comissão de Comunicação Social cabe:

          a) Planejar campanhas de esclarecimento, inclusive palestras e mesas redondas nas Escolas de Engenharia, Arquitetura e Agronomia e Associações de Classe, na Região.

          b) Planejar as festividades da Semana do Engenheiro, Arquiteto e Agrônomo.

          c) Sugerir medidas para aprimorar o atendimento ao público, especialmente aos profissionais, bem como as relações com outras entidades.

          d) Estudar assuntos afins que sejam encaminhados. Art. 6º - À Comissão de Tomada de Contas cabe:

          a) Dar parecer sobre a prestação de contas da Presidência; b) Estudar assuntos afins que lhe sejam encaminhados. Art. 7º - Cada Comissão será constituída por 3 (três) Conselheiros escolhidos pelo Plenário. Parágrafo Único - As deliberações poderão ser tomadas com a presença das maioria dos seus membros. Art. 8º - O Coordenador de cada Comissão será o membro mais antigo no CREA.

          

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          144

          Parágrafo Único - Na ausência do Coordenador, assumirá a direção dos trabalhos o membro da Comissão mais antigo no CREA. Art. 9º - O mandato das Comissões coincidirá com o mandato da Diretoria do CREA. Sua constituição será feita por eleição direta em plenário, permitida a recondução dos seus membros. Parágrafo Único - Quando da primeira eleição para constituição das Comissões, o mandato será restrito ao prazo de mandato da atual Diretoria. Arq. MILTON PERNAMBUCO DA ROCHA - Presidente

          9 Ato nº 1, de 11 de maio de 1978 - aprovado na 153ª Reunião Ordinária do CREA/DF, realizada em 10 de maio de 1978; publicado no D.O.U. de 30 / 05 / 78.

          O Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Distrito Federal - CREA/DF, no uso das atribuições que lhe confere as letras “f” e “k” do Artigo 34 da Lei 5.194, de 24 de dezembro de 1966; CONSIDERANDO que cabe aos Conselhos Regionais organizar o sistema de fiscalização do exercício das profissões reguldas pela Lei nº 5.194 / 66; CONSIDERANDO a necessidade de prevenir e coibir o acobertamento; CONSIDERANDO que cabe ao CREA/DF, como autarquia de disciplina e fiscalização do exercício da engenharia, da Arquitetura e da Agronomia, no âmbito do Distrito Federal, zelar pela segurança da coletividade em conexão com o governo local; CONSIDERANDO o decidido pelo Tribunal Federal de Recursos no AMS nº 69.401 - SP e MAS nº 76.722 - RS, RESOLVE: Art. 1º - As Anotações de Responsabilidade Técnica (ART) exigidas pelo Artigo 1º da Lei nº 6.496 de 7 / 12/ 77, referentes a contratos de execução de edificações quando sob a responsabilidade técnica de um mesmo profissional, somente serão efetivadas até o máximo de 25 (vinte e cinco) unidades de construção em andamento, salvo o disposto no Artigo 2º deste Ato.

          § 1º (sic) - Sempre que, no seu conjunto, a soma das áreas em construção atingir a 7.500 m2 (sete mil e quinhentos metros quadrados) sob a responsabilidade do mesmo profissional, de igual modo ficará ele impedido de efetuar novas Anotações de Responsabilidade Técnica (ART) até que comprove a sua capacidade material de prestar assistência técnica às obras, nos termos do Artigo 2º do presente Ato.

          

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          Art. 2º - Ultrapassados os quantitativos fixados pelo Artigo anterior, a responsabilidade técnica só será anotada após provar o profissional, perante a Câmara Especializada respectiva, através de informações e dados quanto à forma como realiza a direção, administração e assistência técnica, que está em condições de prestar efetiva assistência às novas obras que pretenda anotar.

          Art. 3º - Para controle das obras em andamento simultâneo, o profissional ou firma deverá requerer ao Conselho a baixa de sua responsabilidade técnica sempre que houver a efetiva entrega da obra, ou quando, mesmo com a obra em andamento, for cancelada a sua prestação dessa responsabilidade.

          § 1º - Sempre que houver a efetiva entrega da obra, o pedido de baixa deverá ter a concordância do proprietário. § 2º - Estando a obra em andamento, o proprietário será intimado, sob pena de autuação, a anotar o nome do novo responsável técnico no prazo de 5 (cinco) dias a partir do recebimento da intimação. § 3º - Os pedidos de baixa serão deferidos pelo Chefe de Fiscalização após as diligências que entender necessárias.

          Art. 4 - No caso de pessoa jurídica com mais de um responsável técnico, aplicar-se-á a cada um, individualmente, o disposto no presente ATO. Art. 5º - A implantação dos procedimentos administrativos para a aplicação do presente ATO será feita por rotina a ser fixada pelo sr. Presidente, em Ato próprio. Art. 6º - O CREA somente prestará informações a respeito do número de obras anotadas qundo a solicitação partir do profissional ou Pessoa Jurídica diretamente interessados. Art. 7º - Os quantitativos fixados no presente ATO só começarão a ser contados a partir de sua vigência, desprezadas as obras já anotadas anteriormente. Art. 8º - O presente ATO entrará em vigor 90 (noventa) dia após a sua publicação no Diário Oficial da União, revogada a Decisão nº 3 / 66 e as demais disposições em contrário.

          Arq. MILTON PERNAMBUCO DA ROCHA - Presidente

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