Repositório UFAL: A funcionalidade do trabalho improdutivo para a reprodução do sistema capitalista

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SISTEMA CAPITALISTA

  Dissertação apresentada ao programa dePós-Graduação em Serviço Social daFaculdade de Serviço Social daUniversidade Federal de Alagoas, como pré- requisito para obtenção do grau demestre em Serviço Social. Orientadora: Prof.ª Dr.ª Reivan Marinho de SouzaMaceió-AL 2014 À minha mãe e a pequena Luanda, que me mostram todos os dias o significadodo “amor incondicional”.À gordinha, minha vó, quantas saudades!

AGRADECIMENTOS

  O que ele produz para si próprioé o salário; e a seda, o ouro, o palácio, reduzem-se para ele a uma determinadaquantidade de meios de vida, talvez a uma camisola de algodão, a uns cobres, aum quarto numa cave. E o operário, que, durante doze horas, tece, fia, perfura,torneia, constrói, cava, talha a pedra e a transporta, etc., — valerão para ele essasdoze horas de tecelagem, de fiação, de trabalho com o berbequim ou com o torno,de pedreiro, cavador ou canteiro, como manifestação da sua vida, como vida?

RESUMO

  Com o propósito de explicitar a gênese e a expansão das atividadesimprodutivas dentro e fora do espaço fabril, bem como de que modo elas contribuem, funcionalmente, para a dinâmica sociorreprodutiva do capital recorreu-se a pesquisa bibliográfica, mediante resgate histórico das primeiras formas capitalistas de organização do processo produtivo até as mais contemporâneas. Assim, com base em Marx, entende-se que o trabalho abstrato materializa-se em trabalho produtivo, aquele cuja funçãoprecípua é a produção de mais-valia; e o trabalho improdutivo, que não produz-valia.

ABSTRACT

  Diferente das postulações que afirmam o fim da centralidade do trabalho, entendemos que apenas o trabalho é capaz de produzir o conteúdo material dariqueza social (produção dos bens de consumo e dos bens de produção), por isso presente em qualquer forma de sociabilidade e imprescindível para o mundo doshomens. Apresentamos o trabalho como a categoriabasilar, protoforma originária do ser social e por isso presente em todas as formações sociais, pois, mediante essa relação entre o homem e a natureza, sãogerados os meios de produção e de subsistência imprescindíveis para cada sociedade, ou seja, como produtor de valor de uso, o trabalho concreto será umanecessidade eterna da humanidade.

Neste capítulo serão apresentados os fundamentos ontológicos do trabalho

  Cada uma dessas forças de trabalho individuais é a mesma força de trabalho do homem como a outra, à medida que possui o caráter de uma forçamédia de trabalho social, e opera como tal força de trabalho socialmente média, contanto que na produção de uma mercadoria não consuma mais que o trabalho em média necessário ou tempo detrabalho socialmente necessário. Continua explicando que: Ainda que se trate de trabalho assalariado, ainda que o valor dos serviços seja determinado e regulado pelas leis do salário, trata-sede troca de trabalho por dinheiro enquanto dinheiro (meio de circulação) e não de troca de trabalho por dinheiro enquanto capital:neste caso, a troca (entre trabalho e dinheiro) não passa de "dispêndio de renda".

IMPRODUTIVO NO CAPITALISMO CONTEMPORÂNEO

  Se um trabalhador utilizasse significativamente mais tempo na produção de uma mercadoria do que o socialmente exigido, se otempo de trabalho individualmente necessário se desviasse significadamente do tempo de trabalho socialmente necessário outempo de trabalho médio, seu trabalho não contaria como trabalho médio nem sua força de trabalho como força de trabalho média. Aliás, como a força de trabalho precária não mantém relações duráveis com as mesmas empresas, ela não recebe a formação e o treinamento que conservam ouaumentam as qualificações da força de trabalho estável, o que condena a deteriorar as suas capacidades e portanto a conduz para tipos de empregos piores.

REESTRUTURAđấO PRODUTIVA PốS ANOS 1980

  Mas o preço de seu trabalho é determinado pelo valor de sua força detrabalho, portanto por seus custos de produção, enquanto o exército dessa força de trabalho enquanto tensão, dispêndio de força edesgaste, como no caso de qualquer outro trabalhador assalariado, não é de modo algum limitado pelo valor de sua força de trabalho. Verificamos que no momento em que o capitalista é libertado do trabalho manual quando a produção torna-se verdadeiramente capitalista, eletransfere as funções de supervisão e gerência para um grupo especial de trabalhadores, que passam a exercer o controle sobre outros trabalhadores, numcontexto de oposição entre o trabalho manual e o trabalho intelectual.

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