UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA – UDESC CENTRO DE CIÊNCIAS AGROVETERINÁRIAS – CAV PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIA ANIMAL – PPGCA

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UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA – UDESC CENTRO DE CIÊNCIAS AGROVETERINÁRIAS – CAV

  Os tratamentos consistiram na combinação de duas frequências de pastejo (altura das plantas no pré-pastejo de 90 e 120cm) e duas severidades de desfolha (50 e 70% de remoção da altura de entrada). Assim,as seguintes variáveis foram avaliadas por meio da técnica de perfilhos marcados: taxa de aparecimento de folhas (TApF), taxa de alongamento de folhas (TAF), taxa de senescênciafoliar (TSF), taxa de alongamento de colmo mais pseudocolmo (TACP), número de folhas vivas (NFV) e em expansão (NFE), comprimento médio de colmo mais pseudocolmo(CMCP).

GISELLE REGINA RODOLFO

  Os tratamentos consistiram na combinação de duas frequências de pastejo (altura das plantas no pré-pastejo de 90 e 120cm) e duas severidades de desfolha (50 e 70% de remoção da altura de entrada). Assim,as seguintes variáveis foram avaliadas por meio da técnica de perfilhos marcados: taxa de aparecimento de folhas (TApF), taxa de alongamento de folhas (TAF), taxa de senescênciafoliar (TSF), taxa de alongamento de colmo mais pseudocolmo (TACP), número de folhas vivas (NFV) e em expansão (NFE), comprimento médio de colmo mais pseudocolmo(CMCP).

1 INTRODUđấO

  Deresz (2001) conduziu experimento com capim-elefante com altura de resíduo pós-pastejo em torno de 90-100 cm e, segundo o mesmo autor, o sistema de manejo adotado pela Embrapa Gado de Leite é de resíduo na faixa de 80 a 100cm de altura, enquanto o sistema de produção de leite da ESALQ, em Piracicaba-SP, adota altura de resíduo na faixa de 40 a 50 cm. A frequência e a severidade de desfolhação são ferramentas-chave para um manejo eficiente no controle da estrutura do dossel de gramíneas forrageiras e devido a complexidadedo sistema de produção de pastagens se faz necessário o ajuste da combinação de frequências e severidades adequadas a cada espécie vegetal de forma a otimizar seu uso.

2 MATERIAIS E MÉTODOS

  Figura 9 - Imagem de satélite da área experimental A partir disso foram feitas aplicações de 300 kg de NPK formulação 06-30-06 e uma tonelada de farelo de concha em fevereiro de 2010. Em março de 2010 foram aplicados 400kg de nitrato de amônio.

2 Bloco I 5,3 5,3 3,1 10,8

  Porém, devido a adversidades climáticas que ocorreram no município de Lages/SC durante o período Do mesmo modo, as severidades de desfolha empregadas foram embasadas em dados da literatura citada no item 1.4, sendo que a severidade de 70% foi escolhida para gerar umacondição de alta eficiência de colheita e também uma situação contrastante se comparada a desfolha de 50%. Multiplicava-se o número de diasdecorridos entre os ciclos de pastejo (mais o número de dias decorridos entre o dia final do rebaixamento do pasto até o dia da aplicação de N) do piquete a ser adubado por dois e apósrealizava-se a conversão para a quantidade de ureia a ser aplicada neste piquete.

2.9.1 Características morfogênicas e estruturais

  Para se avaliar as características morfogênicas foi aplicada a técnica dos perfilhos marcados, em todas as unidades experimentais e ao longo de todo o período de coleta dedados. As réguas, em número de duas por unidade experimental,foram colocadas em pontos representativos da condição do pasto, que apresentassem a altura A avaliação do fluxo de tecidos iniciava-se no pós-pastejo, e a cada novo ciclo, era feita uma nova marcação de perfilhos (aguardava-se no mínimo 3 dias pós-pastejo, com ointuito de que não fossem marcados perfilhos vasocondutores).

2.9.1.1 Medições realizadas nos perfilhos

  Várias informações sobre os perfilhos selecionados foram anotadas em planilhas de campo em intervalos de tempo que variaram de acordo com a época do ano. O comprimento do colmo maispseudocolmo era considerado do solo até a última lígula visível no caso de perfilhos basais e do ponto de inserção do perfilho (nó) até a última lígula expandida no caso de aéreos.

2.9.1.2 Quantificação das variáveis

  perfilho .dia )DMCP = Diferença na medição de colmo mais pseudocolmo entre duas avaliações (cm)ND = Número de dias entre duas avaliaçõesNPC = Número de perfilhos analisados por classe 2.9.1.2.2 Taxa de aparecimento de folhas A taxa de aparecimento de folhas indica o número de folhas que aparece por perfilho por dia. perfilho 1.dia )FN= folhas novas que surgiramNP = número de perfilhos avaliados 2.9.1.2.3 Número de folhas vivas e em expansão Para o cálculo do número de folhas vivas foram consideradas as folhas maduras e em expansão de cada perfilho: NFV = Ʃ nº de folhas maduras ou em expansão de cada perfilho / nº perfilhos avaliados (folhas.

2.9.1.2.4 Comprimento médio de colmo mais pseudocolmo

O CMP foi calculado da seguinte forma: CMCP = CCP / NP (6) Onde:CMCP = Comprimento médio de colmo mais pseudocolmo (cm)CCP = Comprimento dos colmos mais pseudocolmos de todos os perfilhos na última avaliação de cada terço (cm)NP = número de perfilhos avaliados Para todas as variáveis descritas acima, foi feita a média dos terços de rebrota das réguas, por classe de perfilho.

2.9.2 Densidade populacional e tipificação de perfilhos

  Os pastos submetidos a 90 cm de altura e severidade de desfolha de 50 e70% e os de 120 cm aliado a 50% de severidade de desfolha tiveram um ciclo de rebrota em mais de uma estação do ano (verão e outono). Assim, em função de ter sido considerado para análise estatística os dados coletados a campo de dois ciclos de rebrota para todos os tratamentos e de um ciclo de rebrotasomente para o tratamento 120/70, o ciclo de pastejo foi considerado como medida repetida no tempo, onde o resultado final dos dados avaliados das variáveis-resposta foram as médiasde cada tratamento submetidas à análise de variância.

3 RESULTADOS

3.1 CARACTERÍSTICAS MORFOGÊNICAS

3.1.1 Taxa de alongamento foliar (TAF)

  Perfilhos basais apresentaram maior TAF (3,12 cm.perfilho .dia ± 0,074) do que aéreos (2,46 cm.perfilho .dia ± 0,075). Em relação aos terços de rebrota do pasto, houve redução da TAF ao longo do período de rebrota.

3.1.2 Taxa de senescência foliar (TSF)

  dia ) de perfilhos basais e aéreos em pastos de capim- Classe deAltura em pré-pastejo (cm) perfilho 90 120Basal 2,00 A a 2,30 A a (0,170) (0,250)Aéreo 1,30 B b 2,40 A a (0,170) (0,250) Letras distintas, maiúsculas nas colunas e minúsculas nas linhas diferem entre si, com probabilidade de 5%, pelo teste t de StudentFonte: Produção do próprio autor. No primeiro e segundo terços a TSF foi semelhante, independente da altura pré-pastejo e da severidade de desfolhação empregadas, porém difereno terceiro terço, sendo maior em pastos conduzidos a 120 cm de altura e 70% de severidade de desfolhação (TABELA 8).

3.1.3 Taxa de alongamento de colmo mais pseudocolmo (TACP)

  A análise dos dados de TACP indicou efeito de classe de perfilho e da interação de altura do pasto pré-pastejo x severidade de desfolha e altura do pasto pré-pastejo x terços de rebrotação. A TACP de perfilhos basais (2,50 cm.perfilho .dia ± 0,148) foi quase três vezes Destaca-se o valor da TACP em pastos submetidos a 120 cm de altura pré-pastejo, quando associada a 70% de severidade de desfolhação e no terceiro terço de rebrotação.

3.2.4 Densidade populacional de perfilhos basais (DPPB)

  Houve efeito da interação de severidade de desfolhação x altura pré-pastejo, terço de rebrotação x altura pré-pastejo e terço de rebrotação x severidade de desfolha. Até o segundo terço de rebrotação a DPPB foi semelhante entre as alturas de pré- pastejo de 90 e 120 cm, aumentando significativamente para ambas.

3.2.5 Densidade populacional de perfilhos aéreos (DPPA)

  Uma diferença significativa da DPPVC foi encontrada somente entre o primeiro e segundo terços, sendo que o primeiro 2 apresentou o maior valor (31 perfilhos vasocondutores/m ± 3,5) seguido por 21 perfilhos 22 vasocondutores/m ± 3,3 no segundo terço e 13 perfilhos vasocondutores/m ± 3,3 no terceiro. No primeiro terço de rebrotação observou-se 293 2 perfilhos/m ± 23,1, seguido de um aumento significativo e da maior DPPT no segundo terço 22 (420 perfilhos /m ± 21,1) e um decréscimo no terceiro (331 perfilhos /m ± 21,1).

4 DISCUSSÃO

  A condição de TApF tornou-se menor em pastos de 120 cm logo no segundo terço de rebrotação, devido às TSF Segundo Richards (1993), estudos com várias gramíneas forrageiras C3 e C4 demonstraram que o crescimento das raízes é interrompido após a remoção de 50% ou maisda parte aérea e a densidade de raízes depende do manejo do pastejo (GASTAL e DURAND,2000). Os eventos de TAF e TSF mostraram-se estáveis até o segundo terço de rebrotação(FIGURAS 18 e 19), e a partir deste momento, com as alturas pré-pastejo e severidades empregadas não faz sentido prosseguir com a rebrota em nenhum dos casos, pois a TSF eleva-se com o passar do tempo, podendo levar a uma baixa eficiência de utilização do pasto.

5 CONCLUSÕES

  Desta maneira, o manejo do pastejo teve impacto sobre os processos envolvidos na produção de forragem e da classe de perfilhos aéreos ebasais, de forma diferenciada, ao longo dos terços de rebrotação do capim-elefante cv. Pioneiro não devemser manejados com alturas superiores a 90 cm, indicando que esta altura já é um limite de manejo e que os pastos devem ser desfolhados com severidades de pastejo de 50% da alturade entrada.

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