V EVENTO INSTITUCIONAL DO PIBID

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PROGRAMA DE INICIAđấO ầ DOCÊNCIA - PIBID: UM RELATO DE

EXPERIÊNCIA DOS BOLSISTAS NA EDUCAđấO INFANTIL

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  1 Amanda da Silva Lima (PIBID-UENP), Ana Clara Lima (PIBID-UENP),

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  1 Evelin Chaiane de Souza Cardoso (PIBID-UENP), Lariane Aparecida

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  1 Félix Coradini Camuss (PIBID-UENP), Mariane de Souza Silva (PIBID-

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  2 UENP), . Pâmela Cardoso Rodrigues (PIBID-UENP), Solange da Costa

  3 Lima Oliveira (PIBID-UENP), Patricia Cristina Formaggi Cavaleiro Navi

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  (Orientadora), e-mail: patricia.formaggi@uenp.edu.b r. Bolsista Pibid de

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  3 Iniciação a Docência. Bolsista Pibid de Supervisão. Bolsista Pibid Coordenação de área.

  Centro de Ciências Humanas e da Educação - Campus Jacarezinho - Universidade Estadual do Norte do Paraná

  Ensino, Subprojeto de Pedagogia Palavras-chave: PIBID, Planejamento, Formação. Introdução

  As atividades do PIBID iniciaram-se em março de 2016 com um Ciclo de Estudos, organizado pelas Coordenadoras de Área, docentes da UENP, e dirigido para as oito Supervisoras, docentes municipais atuantes na educação infantil, e para os trinta e sete Discentes, alunos do Curso de Pedagogia. O Ciclo de Estudos foi baseado no Livro Brinquedos e Brincadeira de Creche (BRASIL, 2012), onde contemplou temáticas sobre propostas de brinquedos, brincadeiras, ambientes e materiais para crianças pequenas de 0 a 3 anos e 11meses.

  Em 2017, o ciclo de estudo foi baseado nos artigos; Quietas e caladas: reflexões sobre as atividades de movimento com crianças na educação infantil (Iza e Mello, 2009); Educação musical: contribuições para o desenvolvimento do pensamento infantil, de Scherer (2013) e Desenvolvimento infantil: importância das atividades operacionais na educação infantil (DUARTE e BATISTA, 2015).

  Os estudos se deram por leitura, discussão, registro em caderno e elaboração de atividades práticas para o Plano de Aula. Além das atividades do Ciclo de Estudos, todos os discentes, divididos em grupos, acompanhados pelas Supervisoras, buscaram elaborar um trabalho nas escolas com atividades e muita observação.

  Na escola EMEI Sagrado Coração de Jesus a observação se pautou em aspectos previamente estipulados, tais como a composição da equipe escolar, a elaboração do Projeto Pedagógico, a organização do espaço e do tempo, em termos de estrutura física e de atendimento às pessoas, considerando-se número de alunos por turma e por docente, equipamentos e materiais disponíveis, nas práticas pedagógicas e avaliação.

  Revisão da Literatura Principais pontos observados na Escola Municipal Estrutura da escola

  A EMEI não possui estrutura física adequada para o desenvolvimento de todas as atividades planejadas sendo que não foi projetada para ser uma escola de educação infantil, mas trata-se de uma casa residencial alugada desde 2014.

  A escola atende 80 crianças com idade entre 1 a 4 anos. Possui seis turmas sendo; duas de Berçário, com 10 alunos cada de 1 ano e meio a 2 anos, duas turmas de Maternal atendendo um total de 30 crianças de 2 a 3 anos; duas turmas de Maternal I, atendendo um total de 26 crianças de 3 a 4 anos . Apenas duas turmas não são de tempo integral. A escola busca se enquadrar na Lei federal nº 12.796.

  A organização deve ser feita por faixa etária completada até o dia 31 de março. Nas turmas com crianças entre 0 a 1 ano, é permitido no máximo oito alunos e o atendimento deve ser feito por um professor pedagogo e um assistente fixo com formação em magistério. Na faixa etária seguinte, até 2 anos, o máximo permitido é de 10 alunos, com atendimento realizado por um professor. Nas turmas com crianças até 3 anos, o máximo é de 15 alunos e na faixa etária seguinte, entre 4 e 5 anos, as turmas devem ser de até 20 crianças, sem necessidade de assistente.

  O espaço físico da escola observada é muito pequeno, o que dificulta a realização de movimentos amplos pelas crianças. Há um pequeno parquinho com roda e escorregador e não existe quadra para esportes. O espaço externo é pequeno e calçado.

  É necessário que a professora coloque à disposição das crianças diversos materiais, possibilite interações com outras crianças e esteja atenta aos movimentos, pois a criança adquire inúmeros conhecimentos explorando não apenas o próprio corpo, mas também o ambiente e os objetos que a cercam. (IZA e MELLO, 2009, p. 287).

  O refeitório é adaptado para as crianças e fica na área da casa. Os banheiros não são adaptados para crianças; há um banheiro com um vaso adulto e uma pia, outro com dois vasos de adultos e uma pia, e cada pia há uma torneira. A escola adaptou um degrau para as crianças alcançarem a torneira na pia. Há dois chuveiros no fraldário para o banho das crianças dos berçários. Não há adaptação para crianças com necessidades especiais. Nem banheiro exclusivo para adultos.

  O Manual de Orientação Pedagógica

  • – MEC (2012) sugere:
Sugerimos a seguinte relação do número de crianças por equipamento sanitário: um vaso sanitário para cada 20 crianças; um lavatório para cada 20 crianças; um chuveiro para cada 20 crianças. Devem ser previstos banheiros de uso exclusivo dos adultos. As bancadas dos lavatórios devem ter altura em torno de 60 cm.

  As salas só possuem um ambiente, onde as atividades são aplicadas e nesta mesma sala os colchões são colocados no chão no momento das crianças dormirem, cabendo às professoras e estagiárias, empurrarem os móveis das salas para acomodá-los, não há berços. O almoxarifado é improvisado. Nas salas do maternal A e B, as cadeiras não são adequadas para a idade das crianças, visto que, o pé da criança não toca no chão quando estão sentadas. Segundo Pereira (2005, p.15) pode-se afirmar que:

  Do ponto de vista biomecânico e fisiológico quando sentamos em um assento muito alto, ficando sem apoio dos pés no solo, provoca-se uma compressão da parte, posterior da coxa e região poplítea, ocasionando distúrbios de circulação e inervação para os membros inferiores com consequente amortecimento e dores nesta região, principalmente nos joelhos e pés.

  Com relação aos aspectos da ludicidade, brinquedos e brincadeiras, existem fatores que prejudicam a elaboração de atividades tais como poucos brinquedos às crianças e falta espaço para atividades, como jogos de bola, inclusive futebol, as crianças não brincam com água, nem areia, argila, pedrinhas, gravetos e outros elementos da natureza nem participam de algumas atividades na cozinha por não terem local adequado.

  As crianças constroem o conhecimento a partir das interações que estabelecem com as outras pessoas e com o meio em que vivem.

  O conhecimento não se constitui em cópia da realidade, mas sim, fruto de um intenso trabalho de criação, significação e ressignificação”. As interações que ocorrem dentro dos espaços são de grande influência no desenvolvimento e aprendizagem da criança. (BRASIL, 1998, p. 21-22).

  O Projeto Político Pedagógico da escola

  O trabalho do professor na Educação infantil é educar e cuidar. O cuidar refere-se a segurança, saúde, higiene, o bem-estar da criança. Já o educar refere-se a orientar, ensinar, possibilitar que se apropriem de conhecimentos.

  Na escola esse papel é bem executado pelas professoras e estagiárias que são bem atentas e orientadas a não dar as costas para as crianças, as aulas são elaboradas de forma que o cuidado esteja incluso no planejamento.

  A concepção de cuidado/educação adotada nos últimos anos na Educação Infantil se apóia no reconhecimento de que para a desenvolvendo-se, é necessário que, no seu processo de formação, a pessoa que trabalha com ela atue nas duas direções. (FARIA, 2012, p. 68)

  Sugestões de atividades possíveis no espaço externo da Escola

  Devido o pouco espaço externo que a escola possui, os planos de aulas são elaborados de maneira que as crianças do maternal passam muito tempo sentadas nas cadeiras com carteiras.

  As professoras parecem relacionar a habilidade de atenção com o Não-Movimento, ou seja, para que a criança aprenda que ela deva, necessariamente, estar sentada olhando para a professora e qualquer movimento fora disso pode ser um sinal de desatenção, culminando em uma repreensão. Parece haver uma intensa e cansativa luta contra o Não-Movimento por parte das crianças que são ativas, ansiosas por brincar, pular, gritar, conversar, cantar, etc (IZA E MELLO 2009, p. 297).

  O problema de estrutura física é um dos pontos fracos dessa EMEI, o espaço é pequeno e muitas das atividades pedagógicas, principalmente aquelas que demandam espaço externo, não são realizadas como deveriam. Sendo assim, o grupo buscou atividades lúdicas para trabalhar no lado externo, que não dependessem de muito espaço.

  A metodologia utilizada nesse trabalho foi a revisão bibliográfica sobre estudos realizados pelo grupo, direcionados por um cronograma organizado pela coordenação do PIBID, que foram realizados por meio de reuniões mensais para reflexão e aplicação nas atividades escolares.

  Após esses estudos, houve a pesquisa de campo, onde o grupo observou a necessidade dos alunos e dentro do espaço e tempo observados as pibidinas colocaram em prática as atividades planejadas no Plano de Aula.

  O Plano de Aula além de trazer a experiência docente de vivenciar o que foi aprendido, houve o momento do relatório que era realizado no mesmo dia, onde se observava as dificuldades e analisava o trabalho realizado. E essas experiências foram discutidas no grupo com as coordenadoras e também na graduação quando necessária.

  Após a realização de estudos, observações e experiências, foram apresentadas possíveis soluções para um melhor desenvolvimento pedagógico na escola tais como apontamentos e sugestões de atividades cabíveis através das práticas do PIBID.

  Resultados e Discussão

  As atividades do PIBID iniciaram-se em março de 2016 com um Ciclo de Estudos, organizado pelas Coordenadoras de Área, docentes da UENP, e dirigido para as oito Supervisoras, docentes municipais atuantes na educação infantil, e para os trinta e sete Discentes, alunos do Curso de

  Pedagogia. O Ciclo de Estudos foi baseado no Livro Brinquedos e Brincadeira de Creche (BRASIL, 2012), onde contemplou temáticas sobre propostas de brinquedos, brincadeiras, ambientes e materiais para crianças pequenas de 0 a 3 anos e 11 meses. Os estudos se deram por leitura, discussão, registro em caderno e elaboração de atividades práticas para o Plano de Aula.

  Além das atividades do Ciclo de Estudos, todos os Discentes, divididos em grupos, acompanhados pelas Supervisoras, buscaram elaborar um trabalho nas escolas com atividades e muita observação na escola EMEI Sagrado Coração de Jesus.

  A observação se pautou em aspectos previamente estipulados, tais como a composição da equipe escolar, a elaboração do Projeto Pedagógico, a organização do espaço e do tempo, em termos de estrutura física e de atendimento às pessoas, considerando-se número de alunos por turma e por docente, equipamentos e materiais disponíveis para as práticas pedagógicas e avaliação.

  Com base nas leituras, orientações da supervisora, coordenadoras e observações realizadas nas EMEIs, foram realizados os planejamentos e iniciou-se a execução das atividades visando o atendimento das principais demandas levantadas.

  Conclusões

  Os diversos estudos realizados no grupo do PIBID mensalmente favoreceu um espaço para a pesquisa, discussão e reflexão sobre as atividades pedagógicas, bem como criatividade para aplicar atividades e um ambiente com pouco espaço, e poucos recursos. E nesse sentido que o trabalho fornece uma contribuição e um avanço na aprendizagem dos alunos da EMEI Sagrado Coração de Jesus através das práticas desenvolvidas, bem como formação docente profissional.

  Viver a teoria dentro da escola, é refletir cada detalhe que compõe uma escola, o ambiente, os alunos e cada um com seu jeito peculiar, as relações sociais, como se dá o aprendizado e a organização da escola.

  Os estudos das teorias realizadas no ambiente da Universidade trazem clareza ao olhar, uma sensibilidade, reflexão para ir além do que a rotina pode petrificar.

  A experiência vivida dentro da instituição é um dos fatores mais importantes no processo de aprendizagem que caminha para uma formação profissional ressignificada.

  Agradecimentos

  Agradecemos a oportunidade que o CAPES vem dando as alunas bolsistas do PIBID, viver a prática na escola, uma experiência enriquecedora para sua formação acadêmica.

  Agradecemos também a UENP que tem se engajado neste objetivo, abrindo espaço para reflexões dos grupos. As orientadoras pelo incentivo, companheirismo e profissionalismo.

  Referências

  BRASIL. Brinquedos e brincadeira de creche: manual de orientação pedagógica/ Ministério da Educação. Secretaria da Educação Básica.Brasília: MEC, SEB, 2009. BRASIL. Referencial curricular para a educação infantil. Brasília: MEC/SEI, 1998. v.1. p. 21-2.

  BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Lei número 9394, 20 de dezembro de 1996. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/seed/arquivos/pdf/tvescola/leis/lein. 9394.pdf> Acesso em 20 de marc de 2017.

  CHAVES, M. Práticas pedagógicas na educação infantil: contribuições da teoria histórico-cultural. Fractal: Revista de Psicologia, Maringá, v. 2, n. 1, p. 56- 60, jan-abr, 2015. DUARTE, B. S.; BATISTA, C. V. M. Desenvolvimento infantil: importância das atividades operacionais na educação infantil. In: SEMANA DA

EDUCAđấO ,15. 2015, Londrina. Anais... Londrina, 2015. p. 293 – 305

  FARIA, V.; SALLES, F. Currículo na educação infantil. Diálogo com os demais elementos da proposta Pedagógica. São Paulo: Ática, 2012.

  IZA, D. F. V.; MELLO, A. M. Quietas e caladas: reflexões sobre as atividades de movimento com crianças na educação infantil. Educação em Revista. Belo Horizonte, v.25, n.02, p.283-302, ago. 2009. PEREIRA, V. C. G.; FORNAZARI, L. P.; SEIBERT, S. N. O rastreamento de alterações posturais nas escolas como ferramenta ergonômica na prevenção de afecções da coluna vertebral. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE ERGONOMIA, 14. 2006. Anais... Curitiba, 2006.

  SCHERER , C. A.. Educação musical: contribuições para o desenvolvimento do pensamento infantil. Revista: Nuances: estudos sobre Educação, Presidente Prudente, v. 24, n. 1, p. 163 - 82, jan/abr 2013.

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