SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DO RIO DE JANEIRO

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SECRETARIA MUNICIPAL DE

EDUCAđấO DO RIO DE JANEIRO

POESIA NA ESCOLA

PROFISSIONAIS

  

COLETÂNEA ANO 2017 PREFEITURA DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO Marcelo Crivella SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAđấO Cesar de Queiroz Benjamin

  SUBSECRETARIA MUNICIPAL DE ENSINO Maria de Nazareth Machado de Barros Vasconcellos

E/SUBE/CED Ố GERÊNCIA DE MễDIA-EDUCAđấO

  Simone Monteiro de Araujo EQUIPE DE COORDENAđấO DO PROJETO POESIA NA ESCOLA E/SUBE/CED/Gerência de Mídia-Educação Revisão: Alexandra Valéria Linhares Figueiredo de Andrade Santos, Ana Margarida Ferreira de Sant´ Ana Fernandes, Catharina Harriet Machado Vasconcellos Soares Baptista, Lucilia Helena Craveiro Soares.

  PROFISSIONAIS QUE COLABORARAM COM A SELEđấO DE POEMAS Alexandra Valéria Linhares Figueiredo de Andrade Santos, Ana Margarida Ferreira de Sant´ Ana Fernandes, Cassia Cilene das Chagas Moura, Fátima Regina dos Santos França, Luciane de Assis Almeida, Lucilia Helena Craveiro Soares, Mara Jane Felippe Oliveira de Carvalho, Marcia Romualdo da Silva Levy, Martha Maria Gomes, Martha Rocha Guimarães, Rita Cassia Lima Vaz.

  ILUSTRAđấO Rafael Carneiro Monteiro DESIGN GRÁFICO GITE

  • – Gerência de Inovação e Tecnologia Educacional
Prezado(a) Leitor(a), A Coletânea de Poemas dos Profissionais da Rede Municipal de Ensino do Rio de Janeiro chega, em 2017, a mais uma versão.

  Assim como o poeta Manoel de Barros, acreditamos que há muitas maneiras sérias de não dizer nada, mas só a poesia é verdadeira. Ler, escrever e falar sobre poesia é dar uma pausa na rotina, é pensar sobre o nosso lugar no mundo. E nada melhor do que refletir em meio à liberdade que as palavras poéticas proporcionam. Desejamos que a leitura das palavras das próximas páginas, desarrumadas da linguagem do cotidiano, expressem a sensibilidade necessária ao nosso olhar.

Que nossas escolas estejam repletas de educadores que estimulem os alunos, assim como o poeta sugeriu, a “transver o mundo” por meio da Literatura

  E viva a poesia! Parabéns a todos os profissionais que compõem essa obra!

  Sumário Profissionais 1ª CRE

  Alana Francisca Costa da Silva Revisita Alzidéa Santa Izabel Alves Águas da alma Eduardo Macedo Bons dias, moça menina Flávia do Nascimento Coração quente Laerte Cardoso Mourão Autoafirmação Laerte Cardoso Mourão

  Clara manhã Leila Barbosa Visco Vieira Cadê o tempo? Sabrina Guedes de Oliveira As facetas das nuvens Suzane Morais da Veiga A escola Umile Romano Orlando Junior Amor veneno

  2ª CRE

  Ana Cristina Machado Amorim Azul e amarelo Áurea Maria dos Santos Martins Música Claudia Valeria Lopes Porto Do amor mais puro Eder Neves Santos O que será, Benedito? Lauriene Silva Mól Dutra Amizade Luciana Angelim Martins Amor Maria Alice Goulart de Oliveira Capitu Maria Aparecida de Castro Souza Descoberta! Mônica Borges Menezes Paz Silvana Florentina da Cunha Saudade

  3ª CRE

  Ana Claudia dos Santos Leoni Paz - onde estás? Angela Regina de Freitas Tempo Carlos Mauricio da Cruz Reflexão Flávia Regina Dias Marinho de Oliveira A cor da saudade Idemburgo Perreira Frazão Félix Baleba Kenia Cristina dos Santos Mateus Coração Marilene Regina Calado Julianelli Antonella Marisa Alves Macedo De repente Sandra Moraes Rezende de Carvalho Complexa manhã Valéria Marcelino Ferreira Eu sou

  4ª CRE

  Ana Paula Cardoso Soares Escrever Claudia Bonavita de Oliveira Paz Claudia Correa dos Reis A vida no sertão Maralice Rocha de Oliveira Acorda gigante Michele Costa Matheus Corrêa Um Michel Figueiredo de Souza Tempo Mônica Limeira de Azeredo Sozinha Sandra Vieira da Costa Delação premiada Solange Simões Alves Filhas especiais Sheila Eloisa Coelho Tito da Costa Horizonte

  5ª CRE

  Barbara Greice Lins da Costa Verdadeiro amor Cintia Maria Ornellas da Fonseca Indomável Fábio de Jesus de Carvalho Lusitânia Fernanda Linhares Queiroz F-E-L-i-C-I-D-A-D-E Jocenir Imaculada de Abreu Pereira Saudade simplesmente Marcelo Ferreira de Assis Soneto do meio-dia Rosana de Souza Perreira Carvalho Que mundo é esse? Rosângela Sardou Canto Maria Ubiraci Marques Aragão Um "Buquê" de "Flores" cidades Vivian Ferreira Pandolpho Capim Dourado

  6ª CRE

  Alesandra Jacomo da Silva Gregorio Divagando sobre o tempo Clebenilton Assis de Oliveira Serei pai Ezimar Lisbôa Ser poeta Luciana Nascimento de Almeida O que é ser poesia? Luciano Viana Faria Infância Mirian dos Santos Emerick Quisera Nice Neves Bulta Afogado Osana Alcebíades Nazário do Carmo Gentileza Stefanio Tomaz da Silva Estações da linguagem Viviane Rodrigues Lima Cordeiro Uma carta de outono

  7ª CRE

  Aline Regina da Silva Escolhas Danielle Evelyn de Assis Vilela Acácia Erika Sather Rolhano Messias Curiosidades urbanas Fernanda Quaresma Ribeiro de Oliveira Olhar Fatima Cristina Dória Ramirez dos Santos Superação Mônica Maria Saraiva Pereira Nesse mundo Paulo Jorge dos Santos Fleury Dando tempo ao tempo...

  Renata Chagas Teixeira da Silva de Azeredo

  Janelas Ricardo Gomes Pereira Belíssimas construções vitais Silvia Regina dos Santos e Castro Coração de menino

  8ª CRE

  Claudinéia Lopes Moreira Família Cristina de Souza Ferreira da Silva Revoada Isabella Martins Dias Ferreira Ando por linhas tortas Luciana Ribeiro Leal A minha procura Márcia de Puga Camilo Scharf A janela Maria Tereza de Azevedo Gilabert Palavras que saem Mauricio Lima Carioca Noites, luas e sonhos...

  Neila Barsand de Leucas RenovAção Rosilane Luiza Silva Coelho Nova Sérgio de Barros Morgado Júnior Menino Esperança

  9ª CRE

  Adriana Barbosa da Silva Minha menina Denise Almeida da Silva Arquitetura das palavras Dilma Barrozo Ribeiro Lopes Escravidão Fabio Cardoso Marinho Mulher Olga Beatriz dos Santos Moreira O dia que Einstein temia Luci Nunes de Oliveira Liberdade alada Marcelo Alves do Amaral Poeta Maria Lucia Reis da Silva Gaspar De quem foi a ideia Marivalda de Souza Barcelos Planeta, nosso lar Susana Maria Ribeiro Prudencio Desafios do recomeço

  10ª CRE

  André Machado de Azevedo Escola da vida Angela Aparecida Pereira O Rio Celio dos Santos Fagundes Mais um dia normal Cristiano dos Santos Lemos Amor gritante! Deise dos Santos de Lima Quadro de esperança Denize Pereira dos Santos Morte e memória Ecyr Santos Carvalho Realidade Maria das Graças Pimenta Ribeiro Depois dos 40 Margarete Aparecida dos Santos Rodrigues

  Semeando Bandeira Ribeiro Nilza de Souza Motta Sala de aula I

  11ª CRE

  Bruno Silva de Souza A janela da direita Diego Knack Elegia da meia-noite Eduardo do Nascimento Borba dos Santos Papel e lápis Elizabeth Caldas de Almeida Naquela praia Fabio Baptista de Oliveira Traços e brechas Lidiane Cardoso Dantas Araújo Lugar de paz Luciene Ferreira Fernandes O amor Marcelo Carreiro Freire O fardo Maria Lucia de Oliveira Amaral Antônio Soraya Tavares Bahia da Rosa Existência

  CREJA

  Daniel Pereira de Oliveira Felicidade Neyla Maria Tafakgi A maturidade Solange Freitas da Mota Como o sol e o mar

  1ª CRE REVISITA

  Centelha de fogo Jorro de sangue Tropel de cavalos À beira-mar Homens Barcos Tróia Olhares naufragados Remam Içam velas Sobem mastros Símbolos exaltam a vitória Rebaixada nos porões Repletos de ouro E sangue tinto O sentimento de quando À vista Não é mais o mesmo Em terra Firme? Não mais! O chamado à guerra Afogou tear e brio Da estranha de si mesma Ítaca

  Alana Francisca Costa da Silva,

  CIEP 01.02.504 Avenida dos Desfiles Professor I de Língua Portuguesa

  ÁGUAS DA ALMA

  Escrevo versos Porque minha alma Não cabe no peito Ela transborda e Jorra sentimentos Que não reconheço Mas enxugo Com meu sopro Apressado Seco com meus lábios Entreabertos E me entrego E respingo Seu olhar longínquo Que atravessa Nuvens pesadas De chuvas de sonhos Alimentando o Vazio que não me cabe E impede o meu caminhar E bagunça a minha estrada

  Alzidéa Santa Izabel Alves

  CIEP 01.02.504 Avenida dos Desfiles

  BONS DIAS, MOÇA MENINA

  Menina moça, moça menina, Aos meus olhos, eterna doce menina O tempo não te alcança, apenas te espreita...

  Se te alcança, não consigo enxergar As marcas que ficam do impiedoso tempo Que na sua constância passa sem parar.

  Menina moça, moça menina, menina minha, O tempo, que ansioso te aguardo, me acriança e me faz menino Quando pelos cantos, por melódicos cantos Os meus tristes e umedecidos olhos, em desespero Põem-se a te procurar.

  Aflito, em conflito, absorto, me afundo Perdido no tempo que implacável passa Apenas te procuro... te procuro sem cansar No comungar da busca e da desesperança Que se misturam e se confabulam enquanto o Tempo passa tênue linha, segundo após segundo.

  Tal como o poeta que eterno fica, “Que tudo seja infinito enquanto dure

Que não seja imortal posto que é chama...”

  Mas que fiquem as outroras lembranças tuas Que aos poucos se esvaem e que o tempo perdido Pelo meu tempo, com certeza, não traz mais.

  Assim, me perco na razão do desencontro, No passar frio do tempo, que sem sentir

  O que no momento sinto, apenas sem sentido Te procuro... Te procuro enquanto o tempo Silencioso e desumano, inerte, me consome, menina...

  Moça,... menina moça,... moça minha...

  Eduardo Macedo

  E.M. 01.02.501 Tia Ciata Professor II

  CORAđấO QUENTE

  Tu és a responsável pelo meu brilho, brilho este herdado do teu ser, transferido para mim, todo amanhecer! Pode passar uma vida, mas em mim brilhará para sempre, todo amor latente, de dentro do seu ventre, que tem gostinho de banho quente e cheirinho de chuva corrente! Você, Mãe, me ensinou a ser gente, de coração quente, te amarei para sempre

  Flávia do Nascimento

  E.M. 01.023.002 Santa Catarina Agente Educador

  AUTOAFIRMAđấO

  Me sinto tão imerso nesse mar de Eus Que quase não sobra espaço pra Mim Há tantas vozes na imaginação Mas quase nenhuma me diz:

  • Sim! E assim, Vão me inscrevendo em palavras e em vida Me dizendo e me existindo vou... Tenho gosto por me sentir no controle Me move buscar saber quem sou Às vezes minúsculo, às vezes gigante... O que ora assinto, ora nego.

  Construinte, constante, do meu Ego

  Laerte Cardoso Mourão

  E.M. 01.07.012 Gonzaga da Gama Filho Professor I de Espanhol

  CLARA MANHÃ

  Clara manhã de sol E um coração batendo Nuvens cinza vão Pra longe do azul, de mim Cara manhã de sol, A vida vale a pena! Pena é não poder Não ter mais fim...

  Ah,... nunca mais ter cansaço Na estrada um rumo seguir... Ah,... ver o sol como um abraço E a vida um eterno sim...

  Passam a manhã e o sol E a vida se fez plena Pena é não poder Não ter mais fim...

  Laerte Cardoso Mourão

  E.M. 01.07.012 Gonzaga da Gama Filho

  CADÊ O TEMPO? Não tenho tempo De ouvir, amar, sonhar Mas, cadê o tempo? Não o vi passar Foi-se como um raio Não o pude agarrar Fugiu não sei pra onde Para ninguém o encontrar Mas cadê o tempo? O vento levou? A onda afogou? Nem poeira levantou Voou...Ninguém te vê Mas te sente Nas rugas No cansaço Na lentidão do passo Foi com a criança Que velha está Levou a alma Os sonhos Sempre adiante está. Vai...

  Corre atrás do tempo que deixei escapar Sem perceber Perdi o tempo Agora é esperar o tempo Que o Criador Ainda vai me dar.

  Leila Barbosa Visco Vieira

  Professor II

  

  E.M. 01.02.007 Orlando Villas Boas No balanço das nuvens Vejo-te ondulada, arredondada A manifestar-se como arcos Que se entrelaçam No bater das brisas e tempestades.

  Trazes a mansidão dos sonhos E o arrebatamento Das paixões vorazes Encanta-nos!!! Assusta-nos!!! Serpenteiam nossas emoções Com as plurifacetadas Da alma humana.

  Veste-nos com a capa Pomposa do divino. Desce, inebria mentes e corpos. E num saltitar brejeiro Eleva-nos aos olhos do Criador.

  Sabrina Guedes de Oliveira

  E.M. 01.07.016 Josué de Souza Montello Professor II

  A ESCOLA Não falarei de flores.

  Nem de santos. Nem de amores. Falarei assim simplesmente: Pedra, porta, pão, piolho.

  Sequência errada. Tente outra vez: Pedro viu a uva verde vivo. Mas a mãe do Pedro não viu quando Pedro não foi à escola. E a professora insistiu, mas Pedro foi embora. E a diretora conversou, mas Pedro fugiu da escola. Ele não estava na escola. Ele não queria estar. Ele não queria. Ele, não! E caiu. E a mãe caiu. E a diretora caiu. E a professora caiu. E todos nós caímos nas mãos do tráfico. Mas a escola é dura. A escola resiste. A escola é assim: Pedra, porta, pão, piolho. E os professores resistem. Eles são duros. Eles suportam o massacre das horas com paciência de ferro. Eles resistem religiosamente à violência dos minutos. Todos os minutos de violência insuportável: Entre os alunos, entre as paredes, entre o certo e o errado, Entre a esperança e o abandono. Mas as cadeiras resistem. Elas são duras. Elas têm que ser firmes para o bem do João, do Pedro, Da Joana, da Kauany, do Mateus e do Felipe. E quando umas se vão, outras novas chegam no seu lugar Para o perfeito funcionamento da máquina. A máquina é assim:

  Pedra, porta, pão, piolho. Às 6h da manhã. Hora de acordar! Às 7h da manhã.

  Todos em suas salas! Portas, Pernas, Brigas, E olhos.

  Para que tantos olhos, meu Deus? Pergunta o meu coração. Os alunos não perguntam nada. Hora de tomar café. Hora de subir. Hora de comer. Hora de descer. Hora de brincar. E as crianças correm para todos os lados! Correm de quê? Desvairadas correm. Para todos os lados! Correm do colega, Da miséria, da polícia.

  Mas não adianta correr: ninguém viu Pedro. Soa a grande hora da partida. E a boca do gigante abre enchendo a rua da alegria Furiosa das crianças.

  E a máquina pode, por fim, descansar. Mas às sete da manhã Tudo volta ao seu lugar.

  Suzane Morais da Veiga

  E.M. 01.03.005 Mario Cláudio Professor I de Inglês Escoltou com mordaz ironia O definhar de um obtuso coração Que desprezou sem maviosidade, comoção Confessando sua incontrita covardia Deixaste vazio abissal em minha essência Purgou-me feito maléfica tosse De um peito que outrora habitava por posse E hoje resigno por malquista consciência Imputaste-me a ordem de esquecer-te Desesperado e humilhado a maldizer-te Fiz do nosso amor um ominoso alarde Colérico, professei moribundo Um tórax que antes admitia o mundo Agora traz ímpar ferida que ainda arde

  Umile Romano Orlando Junior

  E.M. 01.01.005 General Mitre Professor II

  2ª CRE AZUL E AMARELO

  Ao acordar e abrir meus olhos Pude perceber que algo mudou

  Onde o azul se misturava com o amarelo E o dia ficava tão belo

  E os contrastes refletiam o amor Hoje ao levantar meus olhos

  Só consigo enxergar a dor Pois o azul e o amarelo se acabaram

  E o lindo dia já não existe mais Os contrastes brigam entre si

  E o amor se esfriou Como resgatar a simplicidade?

  Como viver sem adversidade? Quero voltar à meninice

  E olhar com os olhos doces e puros Onde o mundo era todo colorido

  Sem extinção de cor Quero beijar o belo

  E agarrar o preto, o azul e o amarelo

  Ana Cristina Machado Amorim

  E.M 02.09.001.Benedito Ottoni Responsável

  MÚSICA

  Música é uma arte de sons Que combina com variações de altura Seus elementos são melodias Com ritmo e harmonia Onda sonora, fenômeno acústico Que vibra no ar como eco e o mar É a música que dá forma aos sons Como bater palmas e assobiar.

  Tanto faz as diferenças... São criadas notas musicais Dó, ré, mi, fá, sol, lá, si Pode ser grave, pode ser agudo, Com elas surgem as palavras Frases? Vem depois...

  Junto aos instrumentos, Caracterizando todo evento Ouvir, apreciar e cantar...

  Músicas que fazem parte do nosso bem estar.

  Áurea Maria dos Santos Martins

  E.M. 02.09.001 Benedito Ottoni Servente

  É ouro debruado em encantadora prata, São cascatas que percorrem a gente, Infinito contido em uma dimensão humana. É o suave murmúrio de anjos ao pé do ouvido, São as ondas de calor correndo livremente, Sonhos acordados, boca aberta num sorriso bobo. É o imaginar beijos nos momentos mais inusitados, São as lembranças do andar, do falar, do olhar, Conservar cada palavra em cristal nobre. É buscar incontáveis rimas e delicadas músicas, É sentir o rastro da chuva na terra desolada, Sentir crescer uma felicidade lenta e imensa. São mil pássaros cantando ao mesmo tempo, Uníssono coro de chilreios vários, Encaixando-se com destreza e redenção. É um roçar de pétalas contra a pele, Deliciosamente perfumadas e entontecedoras, Maravilhosamente macias e apaixonadas. São melodias feitas de carícias, Estremecendo o corpo em cada fibra mínima, Entrelaçando a alma ao universo de outro ser. É o deslumbramento com o bater de outro coração, É a doçura incrustada em cada pensamento, Mirar o mais escondido recanto. É banhar-se em seu mistério e movimento próprios, Admirações multiplicadas e acalantos nobres, Os braços tornando abraços a imensa sintonia. São dois seres que se aconchegam ávidos, A comunhão tornada realidade, A fusão transmutada em clara perfeição.

  Claudia Valeria Lopes Porto

  CIEP 02.04.501 Presidente Tancredo Neves

  O QUE SERÁ BENEDITO?

  B eleza está nos olhos de quem vê E ducação é a beleza do ser e do saber N enhuma pessoa deve E xperimentar as informações sem passar pelo crivo da razão D otado de faculdades, o indivíduo I nternaliza e age de acordo com a T ônica que mais lhe afiniza O ntem, no automatismo das sensações e hoje, O homem, através do auto esforço T rabalha para o melhor proceder e o bem viver T empo virá em que os alunos não se sentirão O brigados a estudar, porquanto o prazer N aturalmente fluirá nas consciências coletivas, resultando na I mportância da construção do novo SER

  Eder Neves Santos

  E.M. 02.09.001 Benedito Ottoni

  AMIZADE Ser amigo é...

  Ser verdadeiro em qualquer situação, Estar sempre junto e ter compreensão, Na alegria de ser quase um irmão! Amar constantemente, Perdoar-se mutuamente, Abraçar o outro quando precisa da gente! Ser fiel constante, Porque o amigo é importante, Cuidando e amando a cada instante!

  Lauriene Silva Mól Dutra

  CIEP 02.04.501 Presidente Tancredo Neves Professor II

  AMOR

  O que é amor? O que é amar? É andar ou voar? É o constante no pensamento, e inconstante nos atos? É o ridículo aos olhos alheios e ao mesmo tempo normal aos que amam quando se olham no espelho? O que seria esse sentimento mudo que transforma o mundo?

  Luciana Angelim Martins

  E.M. 02.08.004 Francisco Cabrita Secretária Escolar

  CAPITU

  (Para Machado de Assis...) Sonhei com vocês todas. Eram muitas: ciganas, bailarinas, mães, avós, amantes, amadas, sozinhas... Não eram mulheres de papel, rompiam os véus e vestiam a realidade. Mulheres de corações doces e aflitos. De seda, de ferro, de fel, de sol, de céu. De lírios, rosas, camélias, bromélias, de restos, de cacos da dor, de panos rasgados. Capitu

  • – menina de sonhos, hormônios, alvoroçada, sapeca, criança ainda. Capitu – moça, crescida, de seios erguidos, nariz espevitado, sacudia os quadris e pensava quero ser feliz... Capitu – mulher, decidida, mas carregando dentro de si a ferida da hipocrisia, do machismo, da traição. De tantos anos, tantos séculos de opressão. Seus olhos oblíquos, dissimulados, Fingiam tanta vontade de ser livre e despojada,

  Repleta de desejo... Seus olhos tristes choravam porque apontavam, e diziam: atirem a primeira pedra, naquela que não sucumbiu, e escolheu fugir, fugir, fugir, para longe dali! Capitu

  • – cabelos grisalhos, pele marcada pela luta, ainda por dentro cheia de vida. Querendo dançar, renascer, não capitular diante do tempo. Viver para sempre e ver um mundo novo, sem opressores, sem oprimidos, sem filhos partindo, morrendo... Capitu – seus olhos choram, ficam embaçados, como o mar em dias de ressaca, mal enxergam o fim do túnel, Capitu – capitolina – não sejas fraca, Sê de novo uma pessoa forte. Uma heroína,

  enfim, uma mulher madura e cristalina!

  Maria Alice Goulart de Oliveira

  Núcleo de Arte Copacabana 02.05.009-1

  DESCOBERTA!

  Ela sempre esteve ali, Foi pouco tarde quando percebi, Preparada para mim, até de seus espinhos se livrou “As palmas de minhas mãos não podiam ser feridas”, De repente, não mais que de repente, Percebi, de tudo que preciso sempre esteve tão perto de mim, As pétalas estavam caindo, juntando suas forças, As últimas que restavam da longa espera pelo meu despertar, A rosa foi ficando em caule e miolo, Revelando-me o seu amor, Propus-me, acreditando ou precisando, Que podia salvá-la, vigiando até a brisa, Para não levar o miolo, o caule, Fazendo do meu corpo uma campânula Sobre minha rosa e sem notar, Numa pequena distração, (achei melhor pensar assim naquele momento), a rosa secou Surpreendentemente hoje acordo e vejo que sou uma abelha E ao contato com minha não mais desprezada rosa, posso polinizar o meu “mundo”, Que pena, acho que a rosa chorou, Muitas vezes, Que glória, sua paciência, me aguardou, Que fascinante! A rosa sempre me amou! Ela me salvou!

  Maria Aparecida de Castro Souza

  CIEP 02.04.501 Presidente Tancredo Neves Professor II

  PAZ?

  Onde? Donde? Te quero...

  Te espero! É preciso injetar paz Na alma das pessoas, Como um remédio, Solução da violência no mundo, imundo! É preciso buscar a paz Que habita em nós! Vamos nos remover Até a paz aparecer...

  Ela é necessária, Fundamental, Essencial, Para sobrevivência, é vital! Violência? Está em todo lugar...

  Nos bandidos armados Que roubam e matam

  Em políticos corruptos Que também roubam e matam Matam nos hospitais, matam de fome Matam! Matam os sonhos...

  Monica Borges Menezes

  E.M. 02.09.001 Benedito Ottoni Professora II

  SAUDADE

  Essa saudade é algo inconveniente! Ela fala de passado, impõe-se ao presente Sem a ele permitir estar livre de você! Para que esgueirar-se por entre os fatos do hoje? Qual o seu prazer? Lembrar o que se foi ou nem chegou a ser...

  Lembrar aquilo que não volta, que morreu antes de nascer. Para quê? Fora com este gosto amargo de bolor! Fora com a mágoa que azeda a alegria...

  Vá embora, saudade! Não me abrace com tentáculos de nuvens, nem me beije com estes lábios frios de cadáver.

  O brilho vítreo de seus olhos apenas enganam. Neles, pouco ou nada é vida. Vá embora, saudade! Sua visita aparentemente amiga deseja apenas pingar veneno no chá da tarde!

Eu que já fui sua amiga, tão iludida, agora lhe digo “Vá embora! Visite-me menos!. Será melhor. E, se vier, não se demore!”

  Vá embora, saudade! Já não quero sua presença, nem os seus presentes de antigamente. Não me deixe constrangida diante dos convivas que chegam logo mais. Eles trazem as flores, trazem o pão, às vezes alguma lágrima! Eles estão aqui para me dar o presente! Por isso, ouça-me: Vá embora! Saudade...

  Silvana Florentina da Cunha

  E.M. 02.09.025 Francisco Campos Professor I de Língua Portuguesa

  3ª CRE PAZ – ONDE ESTÁS?

  Procura-se a paz viva ou morta: Morta pela infinitude da estupidez humana que ambiciosa e cega provoca a guerra, o ódio, a destruição, mas...

  Procura-se a paz viva no sorriso da criança que, alheia à violência, brinca e dorme inocentemente ensinando o adulto a acreditar na urgência de um futuro melhor. Procura-se a paz viva nos versos do poeta sonhador que, em meio ao caos urbano, procura incansavelmente as palavras mais belas para continuar falando de amor. Procura-se a paz viva na harmonia assimétrica da Natureza: No movimento constante das ondas do mar, na imensidão de um céu azul que ao acender estrelas confirma a certeza de um novo amanhecer Procura-se a paz: nos calmantes? Negócios? Viagens? Religiões? Encontra-se a paz dentro de um coração misericordioso, humilde, solidário e Consciente de que na fila do pão e aos olhos de Deus Todos nós somos iguais.

  Ana Claudia dos Santos Leoni

  E.M. 03.12.032 Reverendo Álvaro Reis Professora de Ensino Fundamental de Inglês

  TEMPO

  Tic, tac, tic, tac Despertador, teto, Janela, hora: Vambora! Tic, tac, tic, tac.

  Banheiro, descarga, torneira, Espelho, olheira: Xô, preguiça e sujeira! Tic, tac, tic, tac.

  Cozinha, geladeira, Leite, pão. Café não. Deixa tudo na pia, Não tem jeito não! Tic, tac, tic, tac.

  Silêncio, freada, Sacode, tá cheio, não dorme, Sirene, chegada.

  Tic, tac, tic, tac. Bom dia! Mais dia! E ele não para ...

  Angela Regina de Freitas

  E.M. 03.12.008 Delfim Moreira Professor II

  REFLEXÃO

  Talvez eu, Narciso, tenha encontrado Em ti meu reflexo mais perfeito E já não é estranha em mim a alegria Ao saber que tu tremes de satisfação.

  Quando tua boca sorri e fala manso É nela que desejo mergulhar E me perder e me afogar E me bastar de tanto nós.

  Então eu durmo, e acordo, e estudo Pensando em teu melhor momento Que, de uma forma ou de outra, Há de ser meu também.

  Talvez este o meu destino: Morrer mergulhado nesse lago, Correndo ao encontro de teu abraço, Nestes braços que são meus.

  Carlos Mauricio da Cruz

  E.M. 03.12.042 Goiás Professor I de Língua Portuguesa

  A COR DA SAUDADE

  Alaranjada, como os marinhos cavalos Da canção que Renato fez para nós Preta, como o porta-retrato Que insisto em olhar Enquanto finjo escutar sua voz Vermelha, de infinito amor Que um neto nutre pelo amigo-avô Rosa, de tom bem clarinho E que invade o coração de mansinho Verde, de esperança De voltar a ser criança E te ter de volta ao meu lado...

  Marinho, da cor do sobrenome Que levo junto ao seu, no nome de casado...

  Branca, cor da paz Para que sendo a mistura das outras Não esqueçamos jamais que A cor de uma saudade Vem com a lembrança que ela nos traz.

  Flávia Regina Dias Marinho de Oliveira

  E.M. 03.12.024 Domingos Bebiano Professor II

  BALEBA

  bilosca, birosca, bolita, búrica, cabiçulinha, firo, peteca, pirosca, ximbra, berlinde, bute é a bola de gude Tentando decorar nomes que tem bola de gude. Pedrinha lisa faz parte de um jogo mobiliza, de vidro, quebra nunca. Pode brincar até com seu bisa.

  Idemburgo Pereira Frazão Félix

  03.13.055-2 Núcleo de Arte Nise da Silveira Professor I de Língua Portuguesa

  CORAđấO

  Um bate de desespero Outro bate de saudade O direito bate do avesso O esquerdo sente saudade Amo! Como quem nunca amou Amo a quem me desencantou Amo no limite da realidade Amo com a minha verdade Amo como quem faz arte Amo e amar... Ah! Te amar arde! Equilibra a tinta no pincel Tinge com firmeza a imagem no papel.

  A cor se espalha... Cor em tom de sutileza Revela-o... E você se veja! A cor... Em tom de certeza Revela em ti a tua beleza...

  Tenho dois corações... Um ama... O outro bate... Bate Bate Bate Bate Bate.

  Kenia Cristina dos Santos Mateus

  E.M. 03.12.005 D. João VI

  ANTONELLA

  Meu anjo de luz! Amor que reluz! Menina encantada! Princesa alada! Antonella! Tão linda! Tão bela! Amor de Jasmim! Flor de Alecrim! Antonella! A neta amada! Amor de ternura! Criança esperada! Tão linda assim! Um presente que Deus deu para mim!

  Marilene Regina Calado Julianelli E.M. 03.13.015 República do Peru

  Professor II Uma palavra Sem foco Um tapa Lançada ao vento Encontra o ouvido E o coração partido Daquele que não sou eu Tal qual uma flecha Que se arrependeu Triste trajetória Manchando a história Do que já foi meu Sou ser solitário Enfeitando o cenário Da vida que se perdeu De repente...

  Marisa Alves Macedo

  E.M. 03.12.006 Ministro Orosimbo Nonato Professor I de Língua Portuguesa

  COMPLEXA MANHÃ

  Complexa manhã No Alemão É faxineira Passadeira Pedreiro Verdureiro Gritando O seu quinhão Tem executivo E por que não? Tem secretária Professora Aluno E mestre de construção Policial de arma na mão Bandido Ladrão Tem o peixeiro arrematando o camarão Tem pastor Tem sacristão Torre de babel à brasileira Complexa Manhã no Alemão Todos Ganhando o dia Defendendo o pão Alguns jogados No chão Na complexa manhã no Alemão

  Sandra Moraes Rezende de Carvalho

  E.M. 03.12.011 Pernambuco Professor II Minhas loucuras nem sempre me curam Mas me deixam melhor Não temo o erro Me perco e me acho Nos meus sonhos e pesadelos me encaixo Freadas bruscas E buscas desenfreadas Corro todos os riscos Há estradas em meu corpo Há escadas em meu corpo Ando descalça sobre as pedras do caminho Amo a maresia e odeio marasmo Com pés, mãos e alma, Enfrento tempestades, Coleciono lembranças e esquecimentos.

  Não me entenda, não me aprenda, Não me prenda Não tenho paredes, nem padrões A liberdade é meu destino Tenho pressa de viver Sou dona da minha história Vasto mundo, sem portões

  Valéria Marcelino Ferreira

  E.M. 03.13.052 Maranhão Professor I de Língua Portuguesa

  4ª CRE ESCREVER

  Escrever é sonhar É poder transformar Momentos em histórias E a cada novo olhar Uma nova imagem Na imaginação desenhar...

  Escrever é concretizar É ver nosso desejo se realizar Com palavras e pensamentos Sentimentos e emoção É expressar para o outro O que se passa no nosso coração...

  Escrever é se despir É não ter medo e prosseguir É não se deixar calar É ter vontade de gritar Para o mundo inteiro E se fazer escutar! Escrever é assim...

  Tão importante pra mim. E a cada letra desenhada

  Uma palavra é formada Um verso é escrito Uma história é inventada E assim nossa essência Vai sendo escrita E vai ficando pra sempre Nas páginas de um livro E nas entrelinhas da vida!

  Ana Paula Cardoso Soares

  E.M. 04.11.006 Conde de Agrolongo Professor II

  PAZ

  Paz! Por ela guerreamos. Por ela clamamos. Dela necessitamos. Paz! A comunidade grita. As religiões pregam. O coração precisa. Paz! Responsabilidade de todos: Da família, Da escola E do povo.

  Paz! Quem tem não odeia, Quem quer a semeia, Para depois desfrutar.

  Paz! Não pode ser um ideal. Ela precisa ser real. Para poder transformar. Paz! Tem seus mensageiros: Dalai Lama e Mandela. Luther King e Gandhi. Paz! É tolerância. É amor. É esperança. Paz! Não tem idioma. Não tem raça. Não tem credo. Todos desejamos, Ter paz e amor!

  Claudia Bonavita de Oliveira

  E.M. 04.31.006 São João Batista Merendeira

  A VIDA NO SERTÃO No sertão a terra arde, Fazendo o povo chorar.

  A seca que castiga o gado, Também faz o homem orar...

  Orar para que tenha chuva, Orar para Deus olhar Para esse povo sofrido, Que vive de cultivar...

  Nem só de cacto vive o sertão, Nem só a seca tem lá.

  Tem o colorido do povo E tem festa de arraiá! Claudia Correa dos Reis

  E.M. 04.10.005 João Barbalho Professor I de Geografia

  ACORDA GIGANTE O mundo tem me feito pensar...

  Até que ponto devemos ir para triunfar, em nossa vida tão frenética tão patética? Qual o preço que estamos dispostos a pagar para coroar nossas cabeças, rechear nossos bolsos enquanto esvaziamos nossa alma? A dor de uma mãe, os gritos de um inocente? Pobres, pobres seres sem alcance ou fora do alcance daquilo que as vistas podem ver. Facilmente perdem-se no brilho da insensatez de nossas próprias verdades absolutas Sim, o outro não presta O outro tá errado O outro manipula O outro não ouve O outro me fere O outro gosta do poder O outro não tem coração O outro deixou de ser humano O outro é só o outro...

  Eu sou eu, não sou igual.

Esquecemos rapidamente e comodamente que “o outro” também é parte do eu, do tu, do nós!

  Estamos no mesmo território, no mesmo país, no mesmo planeta e frequentemente no mesmo espaço, a um passo na distância de uma mão de um abraço Todos então ficamos surdos e cegos? Quanta dor, quanta luta, quanto discurso, palavras de ordem desbotadas pelo tempo palavras de desordem, de descontentamento Em solo fértil pelos motivos errados... quem sabe até no alvo desavisado o gigante dorme! Enquanto isso, seguimos cada vez mais envoltos na névoa e presos nas raízes como o pé de feijão da história infantil, crescendo com suas sementes já comprometidas pela nossa omissão!

  Maralice Rocha de Oliveira Motta

  E.M. 04.31.010 Armando Fajardo Professor II

  UM

  Já tentei desvendar Fui adiante a procurar A cada passo a frente Pensamento pertinente Lendo, relendo Em busca de mim mesmo Meu contexto compreendendo Não há aqui, um mistério Tampouco um segredo Ora calmaria Ora desespero Algo, relativamente, comum Em meio a tanta gente Mesmo perto de nenhum Elevo o olhar e respiro Sou simplesmente um

  Michele Costa Matheus Corrêa

  E.M. 04.31.021 Heitor Beltrão

  TEMPO Passa o tempo em correria frenética E engole os meses, os dias, as horas. Corro atrás dele mundo afora Tentando alcançar sua velocidade internética.

  Na corrida obstinada, busco não sei o quê - e me perco de mim Enquanto navego entre vídeos, imagens, textos, contextos. Me vejo mesclado a fios e cabos, telas, sons e hipertextos Dividido entre fotos, postagens, gifs, mensagens e coisas afim.

  Me pergunto então, quando a bateria acaba, "O que faço aqui?" E olho pro tempo, olhar fixo, determinado, encarante. Ele devolve o olhar, me olha nos olhos e por fim: ri. Dá-me as costas, se afasta. Caminha. Mais rápido. Acelera. Fico pra trás, cada vez mais lento, mas ainda prossigo. Encontro nas perguntas, mais que nas respostas, meu abrigo.

   Michel Figueiredo de Souza

  E.M. 04.10.025 Aníbal Freire Professor I de Geografia

  SOZINHA Sozinha de novo.

  Você tenta, tenta, tenta... Mas continua sozinha. Tenta igual, igual, insiste! Tenta, tenta, tenta...

  E sozinha persiste.

  Tenta diferente, muda tudo, Erra muito, tenta mais...

  Mas ainda está sozinha. Experimenta, ensaia... Tenta, tenta, tenta... Mas sozinha sempre acaba.

  Tenta falar e fica sozinha, Tenta calar e fica sozinha.

  Tenta ser, agir, buscar... Mas sempre está sozinha. Tenta parar, congelar, anestesiar... E fica ainda mais sozinha.

  Tenta sorrir, pular, animar, Mesmo assim está sozinha.

  Tenta chorar, gritar, espernear... E até assim fica sozinha. Tenta unir, colar, juntar,

  Mas mesmo tentando, sente-se sozinha.

  Tenta acordar, mudar, entender...

  E, finalmente, descobre Que sozinha é o seu ser! Tenta junto e separado, Tenta sonhando e acordado.

  Tenta! Tenta sempre! Tenta tudo! Tudo sozinha! Sempre sozinha! Sozinha!

  Mônica Limeira de Azeredo

  E.M. 04.10.005 João Barbalho Professor II

  DELAđấO PREMIADA

  Sou ré e confesso: Sou culpada! Por todos Julgada Sem merecer Mas, suplico Não posso ser condenada.

  Entrego o esquema Não me jogue na prisão Meu coração corrompido Clama o benefício Da sua atenção Errei, Não fui fiel, Confesso e peço Ao menos conceda-me perdão Não errei sozinha Entreguei-me à paixão.

  Revelo os envolvidos As provas e gravações. Deixo minha petição São casos antigos Entrego-me nua Sou apenas sua Mesmo inocente Fui condenada Por mais que eu lamente Confesso sou culpada Cobicei o que não tinha Mas, conceda-me o benefício De ser única no seu coração.

  Sandra Vieira da Costa

  E.M. 04.30.003 Bahia Professora II Afilhadas, sobrinha ou nora, Belas crianças outrora.

  Ontem, lindas famílias formaram. Hoje, maravilhosas mães se tornaram.

  Iluminando as nossas vidas Trazendo ao mundo Levi e João Nossos tesouros, presente de Deus.

  Amanhã, juntos crescerão e amizades farão Muitos ensinamentos trarão, E homens brilhantes se tornarão!

  Solange Simões Alves

  E.M. 04.11.006 Conde de Agrolongo Professor II

  HORIZONTE

  Ah! Horizonte! Tão belo, tão sereno, Tão...distante.

  Mas ainda assim, posso alcançá-lo todas as vezes que admiro o nascer e o pôr do sol. Posso alcançá-lo quando anoitece e surge a lua dos apaixonados. Posso alcançá-lo quando à beira da praia, admiro o vai e vem das ondas e o barulho do mar, quando observo as estrelas no firmamento. Posso alcançá-lo todas as vezes que olho no fundo dos olhos da pessoa amada. A cada surgimento de uma nova vida, posso alcançá-lo. Ah! Horizonte! Teu limite é perfeito entre o céu e o mar. E ainda assim consigo alcançá-lo. A força do pensamento me faz viajar, me faz contemplar a sua imensidão. Ah! Horizonte! Tão belo, tão sereno, Tão... distante! Mas ainda assim, eu posso alcançá-lo.

  Sheila Eloisa Coelho Tito da Costa

  E.M. 04.11.001 Monsenhor Rocha Agente de Apoio à Educação Especial

  5ª CRE

  Amar exige respeito Ao outro na totalidade Momentos bons duram pouco Mas constroem a felicidade O ódio só encerra quando o amor impera A humildade é a estrada para essa nova era O esforço é necessário para bem viver E desnecessário é discutir e ofender O amor é decisão Não é um sentimento Bons pensamentos Frutificam nas pessoas Bons sentimentos Para amar devo entender Que só o amor nos faz sobreviver Por querer amar, por querer amor Para dar amor e poder amar Rego meu coração para poder me doar

  Barbara Greice Lins da Costa

  E.M. 05.15.021 Mozart Lago Professor I de Ciências

  INDOMÁVEL Sou como o vento... Ágil... Voraz... Intempestivo.

  Sou como o piscar dos olhos... Contínuo. Sou como a respiração... Vital. Sou como o pulsar de um coração... Ritmado... Compassado. Sou como o sincronismo dos dias e noites. Como a força de uma paixão. Como a própria vida que se propaga. Como os cinco sentidos do ser humano. Como a saudade infinita. Sou... Sou... Sou... Sem a minha presença... O mundo seria como uma bela pintura... Estática... Imóvel... Bela aos olhos, mas sem função ativa! Sou... Simplesmente... A IMAGINAđấO!

  Cintia Maria Ornellas da Fonseca

  E.M. 05.14.027 Sebastião de Lacerda Professora II

  LUSITÂNIA És estranha, profunda e difícil.

  Parece que a poucos revelas teus segredos. Eu sou simples mortal como tantos E por isso só sei de ti o básico.

  Meu vocabulário não é extenso... Gosto de ti de maneira simples. Simples mas não simplória! Minha semântica é diferente.

  Amo-te como a criança Que ama seu mais belo brinquedo. Tu és meu brinquedo... Um brinquedo que me ajuda a desbravar o mundo! (Brinco de poeta em tuas asas) Histórico e aventureiro Portugal...

  A ti nunca vi com meus olhos. Vi apenas com minha língua. Meu falar verde e amarelo É filho de florestas, savanas e caravelas.

  És formosa e, por vezes, esdrúxula. Alguns te chamam “língua”, outros “idioma”. Feminino, masculino...que importa? És parte constituinte do meu ser E ao longo do tempo também te refaço.

  Língua portuguesa: trazida pelo cantar de Camões e pelo rude Cabral.

  Fábio de Jesus de Carvalho

  E.M. Mendes Viana Professor I de História

  F-E-L-I-C-I-D-A-D-E Palavra para ser dita bem devagarinho...

  Degustar assim de mansinho Como se pudéssemos tocar E saborear cada letrinnha Com a devida maestria! Ah, a felicidade! De certo é algo ilusório e delicioso Como comer um chocolate Ou morrer de saudade...

  E dela devemos aproveitar, toda e qualquer oportunidade Ser feliz pode estar longe ou perto Pode ser algo vazio Ou repleto de possibilidades Onde cada sorriso esconde um grande mar Onde o deserto da infelicidade não deve alcançar Seja feliz! Se embriague, embarque nessa viagem A satisfação tem que vir das coisas desimportantes Que com o decorrer da vida deixamos de enxergar Muitas vezes deixamos a vida passar E a felicidade escapar! Gosto de inventar motivos para sorrir Gosto sim, de sentir a felicidade dentro de mim E em um mundo onde só importa a aparência A felicidade vem de dentro pra fora E a beleza vira só uma consequência!

  Fernanda Linhares Queiroz

  E.M. 05.15.040 Professor Souza da Silveira Professora de Ensino Fundamental Saudade, Sentimento que gera tristeza Afinal, Esvaziar-se de si mesmo, dói Sair da zona de conforto, dói Perder o que tinha, dói A dor do parto, dói! Dias difíceis, Um silêncio do qual não pedimos, Perceber vários passando pela sua vida e partindo Tempo de espera, Saudade, simplesmente E se não posso pedir a tristeza Para abandonar a saudade Sustento a lágrima que cai em forma de prece enquanto se vai. E as lembranças mais doces dos momentos mais lindos já sonhados e vividos No poder que há na saudade Serão eternos e jamais esquecidos.

  Jocenir Imaculada de Abreu Pereira E.M. 05.15.004 Luís de Camões Professor I de Língua portuguesa

  Água de pedra Café de estrada Sol da Manhã Vi no você Tal qual menina que corre Na beira do abismo Sem medo do risco Procurando: -

  “cadê”? Mais tarde, olha o Sol Fecha os olhos E vê estrelinhas Corre menina Sem medo do abismo Quase estrela em meio aos dias

  Marcelo Ferreira de Assis

  E.M. 05.15.038 França PEF

  QUE MUNDO É ESSE?

  O cenário é de horror Qualquer um se desespera, Mas ainda quero crer Que a esperança impera.

  Parece estar tudo ao contrário O carro sem direção, A vida sem rumo certo, As pessoas sem coração A família está falida, Os filhos mandam nos pais Com essa falta de limites Vamos ver quem manda mais Ninguém sabe o que fazer Como resolver o problema Com certeza não será Gritando ou fazendo cena.

  Vamos começar de novo, De maneira mais honesta? Assumindo nossos erros Mudando o que não presta.

  Pode demorar um pouco Parecer uma eternidade O tempo segue seu curso Rumo à felicidade!

  Rosana de Souza Pereira Carvalho

  E.M. 05.14.021 Nun’Álvares Pereira

  MARIA

  Maria, o nome que principia Mas se o princípio é o verbo Que verbo seria Maria? Iluminar é verbo de Maria Marias têm constelações nos olhos Delas toda luz se irradia Semear é verbo de Maria Marias têm terra na alma Nelas toda semente boa se cria Encantar é verbo de Maria Marias têm música na voz Delas se espalha toda melodia Perder e ganhar são verbos de Maria Perdi uma Maria, Thereza Como quase tudo se perde um dia Ganhei uma Maria, Clara Ganhei uma Maria, Cecília Será que duas eu merecia? É dádiva ter três Marias Ter na vida essa intangível magia Alegria, alegria, alegria Mas nenhum verbo traduz Maria Maria é mãe, Maria é filha Maria é simples e grandiosamente Maria

  Rosângela Sardou Canto

  E.M. 05.15.028 Evangelina Duarte Batista Professor I de Ciências

UM “BUQUÊ” DE “FLORES” CIDADES

  Desejo que seu ano inteiro seja um mar-de- “rosas”... Acredite, ninguém deve ser es”cravo” de nada... Mas que tenhas um “amor-perfeito” E que ele seja de verdade Um co”lírio” para os seus olhos...

  Afinal, você é uma pessoa muito especial... E merece todas as nossas “palmas”... Floridamente

  Ubiraci Marques Aragão

  E.M. 05.15.026 Paraguai Agente Educador II

  No centro do nosso Brasil há um paraíso natural de uma beleza única que ninguém jamais viu igual.

  Estado do Tocantins, lugar chamado Jalapão nasce um capim produtivo pros quilombolas da região.

  Uma haste muito fina vai brotando no caminho reluzindo igual à ouro de um valor muito infindo.

  Do capim nasce uma flor, da flor se faz a semente que vai germinando o solo pro sustento daquela gente.

  São várias as gerações reunidas a entrelaçar. Da avó passa pra neta essa arte singular.

  Levam dias, ali, tecendo, às vezes, semanas até. Entre uma cantoria e outra rodeada de muita fé.

  São bolsas, mandalas e cestos com capricho e paciência o capim vai tomando forma pra suprir tanta carência.

  Fazem também acessórios: pulseiras, colares, anéis para as filhas dos fazendeiros e esposas dos coronéis.

  Esse extrativismo sustentável abençoa muitas famílias. A avó ensina pra mãe e a mãe repassa pras filhas.

  Os homens também participam dessa arte secular ajudam a ganhar forma objetos pra se exportar.

  Quase um século depois, descoberto pelos índios Xerente, que começaram o ofício e passaram a arte à frente.

  Arte, hoje, aprendida pelos grandes jalapoeiros que seguem ganhando a vida exportando pro mundo inteiro! Que nunca falte essa flor miúda, mas valiosa. Vai semeando com amor uma vida esperançosa.

  Eta, capim abençoado e é danado de bom! Esse tal de capim dourado é o ouro do Jalapão!

  Vivian Ferreira Pandolpho

  E.M. 05.15.061 Aspirante Carlos Alfredo

  6ª CRE DIVAGANDO SOBRE O TEMPO

  Olhando a criança crescer Peguei-me pensando sobre o tempo. Hora passa rápido. Hora devagar Às vezes reclamo Às vezes agradeço E mais uma vez me ponho a pensar.

  O tempo é mocinho O tempo faz bem pra alma e para o coração Às vezes perdemos até a noção...

  O tempo é vilão Às vezes faz sofrer Traz a saudade Que faz o coração doer Qual não é minha surpresa: Esse mesmo tempo Ameniza a dor Trazendo de volta a esperança Que cresce... Como uma criança De forma inesperada Quando nos damos conta... Passou

  Alesandra Jácomo da Silva Gregório

  E.M. 06.22.025 Otávio Kelly Professor II Estou vendo, Não, acho que não! O que é? Dúvidas, incertezas Cheguei à conclusão: é um ser!!! Se parecer comigo, melhor será.

  Mas foi dito, por quem, não sei: “Nem tudo são flores” Um novo ciclo se inicia, vida e preocupações Andam juntas, como retas concorrentes Não tem como se dissociar Tudo é muito junto O que comprar, ou melhor, como comprar? Os ganhos são menores Grandes necessidades Sobre mim vêm as responsabilidades Sou provedor De quem sempre se espera Mais e mais ...

  Os pensamentos não param... Os sentimentos exalam: A alegria, satisfação e contentamento Um progenitor Sabido de que tudo é apenas o começo …

  Clebenilton Assis de Oliveira

  E.M. 06.25.019 Escultor Leão Velloso Professor I de Língua Portuguesa Os poetas se encantam em muitos versos e rimas deixando a mente viajar com sentimentos que o levam para outro lugar.

  Ser poeta não é só sofrimento, ele sente a emoção, a ilusão. Ser poeta é ter coração e deixar fluir o pensamento que nos traz alegria e encantamento. Ele escreve o que pensa, Expressa tudo que sente, mas ninguém o compreende. Ele deixa no papel tudo o que vê ao seu redor e que vem em sua mente.

  Ezimar Lisboa

  E.M. 06.22.005 Cyro Monteiro Merendeira

  O QUE É SER POESIA? Ler poesia...

  Fazer poesia... Ouvir poesia... Mas, o que é ser poesia? Ser poesia é acordar de manhã agradecendo por mais um dia, Pela chance de viver.

  Ser poesia é se apaixonar, Pelo trabalho, pelas pessoas, pelos sonhos e pela vida.

  Ser poesia é acreditar que, apesar de tudo, Vale a pena lutar, vale a pena seguir em frente, Que a vida sempre recompensa quem é resiliente.

  Ser poesia é viver, simplesmente... Corajosamente... Apaixonadamente...

  Luciana Nascimento de Almeida

  E.M. 06.25.030 Telêmaco Gonçalves Maia

  INFÂNCIA

  Pudera um dia Eu voltar a ser criança. Criança feliz, cheia de alegria, Saltitante a cantar As infantis músicas que ouvia Do universo da criança Que gente mais velha repetia. Pudera eu um dia voltar à plenitude Da liberdade sem relógio, sem compromisso, Só infância. Cantando, chorando, esperneando, Fazendo estripulias, brincando com terra, Correndo no campo, Com tempo, sem hora para acabar. Sonhar com algodão doce e pé de moleque! Símbolos da gostosa irresponsabilidade de uma época. Agora que adulto sou, sinto-me velho, Pois começo a pensar Nos tempos que jamais voltarão Tempos que aproveitei, Tempos que desperdicei. Hoje, mesmo, tantos anos passados, Tento despertar a criança que nas minhas entranhas existe Para reaver a felicidade e as alegrias Que me cobriram de luzes Aqueles saudosos dias.

  Luciano Viana Faria

  E.M. 06.22.024 Mário Piragibe Agente Educador ll

  QUISERA

  Quisera não me preocupar com os sentimentos Que tenho agora. Quisera nem pensar nas coisas Que penso agora. Tantos sofrimentos, tantas misérias geradas pela ambição e cobiça dos meus irmãos. Quisera que tudo o que vejo não fosse verdade. Tantas crianças peladas e desprovidas de suas necessidades. Quisera não ver tantas injustiças, tantos atropelos, tanta falta de respeito. Quisera eu nos meus sonhos sonhar com um mundo lindo. Cheio de crianças sorrindo, nossa gente feliz a festejar. A vitória da paz, da justiça e da união. O dia em que todos verdadeiramente Se amarão como irmãos. Quisera enfim, que esse sonho se tornasse real para que a vida fosse realmente vida terrena ao exemplo celestial. Quisera, Tão somente Quisera!

  Mirian dos Santos Emerick

  E.M. 06.25.015 Max Fleiuss Professor II

  AFOGADO

  Ah! Se a praia pudesse falar gritaria aos quatro ventos para que levassem aos continentes o seu apelo: que o mar traga apenas conchas e não o corpo de uma criança que ousou ter esperança. E afogada pela própria violência não teve direito à própria infância Fico me perguntando: ele já teria ido à praia? Montado castelos de areia? Brincado com conchas? Nunca saberei. As ondas sussurram que o sonho, a dignidade, a infância e a humanidade morreram na praia junto com aquele menino que não teve oportunidade de deixar a sua marca nas areias do tempo.

  Nice Neves Butta

  E.M. 06.25.015 Max Fleiuss Professor II

  “GENTILEZA”

  Gentileza gera gentileza Já dizia o grande “poeta”.

  Gentileza não cai do céu Nem é feita de papel.

  Gentileza é sentimento E atenção, é “movimento”.

  Gentileza gera gentileza Gera amor, gera vida.

  Um ato de gentileza Pod e curar uma “ferida”. Gentileza é ação

Praticada entre “irmãos” (fraternidade)

  Gentileza é respeito... À vida, ao meio ambiente

  E, a toda gente (humanidade) Gentileza é perseverança É a humanidade Voltando à sua essência!

  Osana Alcebíades Nazario do Carmo

  CIEP 06.25.503 Glauber Rocha Professor II

  ESTAđỏES DA LINGUAGEM

  Palavras que nos esquentam não só significam, mas ressignificam. Frases que de repente caem como frutos ganham novos sentidos. Textos que rapidamente escritos são passagens como o inverno, somente de ida, não ficam. Verbos e versos como as flores ficam no simbolismo das minhas sensações.

  Stefanio Tomaz da Silva

  E.M. 06.22.005 Cyro Monteiro Professor I de Língua Portuguesa Meu menino, por um momento quis te dar as estrelas... e quase consegui.

  A paixão é assim: arrebatadora, mas breve! Um estado de quase amor! Agora ando cabisbaixa, calada, sofrida, cheia de dúvidas, tentando entender por que me sinto sempre no "Quase"...

  É o Quase que me paralisa, que me faz tropeçar quando quero abraçar o mundo com as pernas.

  É o Quase que me assusta, me afasta, que traça um novo caminho, uma nova rota, É o Quase, que assim como em Veríssimo, me faz economizar Alma.

  Te leio em minutos... e me desconheço por horas a fio, Te tenho inteiro em minha madrugada e amanheço distante, parecendo buscar sempre um novo Sol.

  Imaturidade? Incerteza? Intemperança? Infidelidade? Não importa o substantivo se o substancial está no sentir.

  Sinto o amor escapando entre os dedos, mas teimo em ocultar o brilho no olhar, em driblar a mágica, conter o coração, reter o querer.

  Sei tão pouco sobre o Amor: terreno arenoso em que teimo e temo pisar. O que sei é que o amor dói. E a dor é tanta que me sinto incapaz de vivê-la, ou de sobreviver ao nobre sentimento.

  Covardia? Talvez! Aliás, o Talvez é primo irmão do Quase, sempre jogando-nos entre a clareza da questão e o vazio da resposta.

  Pensando assim, não quero e não posso ficar no "Talvez" com você, tampouco no "Quase".

  Mereces e necessitas de muito, muito mais! Se ainda não posso derramar o Amor que disfarço, dissimulo não existir, também não posso impedir que o seu transborde...

  Transbordar, rasgar, explodir, romper... faz parte do querer.

  Então me despeço! Por que o Amor que me ofereces não economiza Alma e deseja viver intensamente, para muito além do Quase.

  Sejas feliz por inteiro, meu menino, livre da minha covardia, do meu Quase Amor, da minha mania de viver eternamente no Outono...

  Viviane Rodrigues Lima Cordeiro

  E.M. 06.25.005 Charles Anderson Weaver Professor II

  7ª CRE ESCOLHAS

  Ao longo do caminho, No despontar da vida, na vinda ou na ida, na tempestade ou na brisa, Escolhas...

  Do olhar ao beijo, Do carinho ao desejo, Do vício ao prazer, Na construção do ser, Escolhas...

  Na certeza das incertezas, A beleza de provar o improvável, Na vastidão imensurável de...

  Escolhas Vida que se completa, Nas voltas incertas de um mundo repleto de Escolhas Da fartura à miséria na virtude séria de uma vida sentida do amor à partida Escolhas

  Vive se Vivendo a cada dia um momento, a cada noite um lamento, Num movimento incessante de...

  Escolhas...

  Aline Regina da Silva Macedo de Souza

  E.M. 07.16.501 Carlos Drummond de Andrade Professor II

  ACÁCIA

  Sob a luz matutina de um novembro ensolarado No caminho vacilante entre o ninho e o labor Deparo-me com um novo tom amarelado A reluzir entre a verde costumeira cor.

  Era a minha acácia debutando Em sua primeira exibição primaveril Trazendo ao meu recanto o encanto E ao meu espírito, um sopro ainda pueril.

  Danielle Evelyn de Assis Vilela

  E.M. 07.16.030 Juliano Moreira Professor I de Espanhol Experiências ímpares nos proporcionam Os elementos intrínsecos à rotina urbana Quase despercebidos passam as personagens Se você reparar Se você parar Se você ar Se.

  Se você entendesse a matemática da vida. Num ponto da reta veículos adrenalizados Cortam as ruas em noventa graus. Janelas cerradas, A histeria dos motores transpõe concretos Quinze centímetros de massa cinzenta Não conseguem impedir Vrummm, txiiii, biiiiiii Ponteiros adentram noite afora, Trezentos e sessenta graus de insônia. Pego um compasso, Arrisco-me num risco E numa semicircunferência Cento e oitenta graus de estranheza. Um mesmo perímetro Numericamente oposto Foi fracionado!

  Ssssfffuuuuu Vento ventando Árvores dobrando Folhas caindo Ssssfffuuuuu Aparece um conhecido, Alegremente me recebe, Bem-te-vi! Te vi! Soma-se a ele um esguio guardião, Quero-quero sua presença! Andorinhas tagarelas enfatizam ao ver-me passar Vejam, um mais um são cinco! Sanhaçu acrobático divide frutas. Eis que surge o beijador, Dois terços de cauda recortam o ar equacionando néctar.

  A noite adentrou É natural ou racional? Ouço o barulho do silêncio Sinto-me inteira Quanta mudança em um só traço Se você reparar Devaneio? Não! Noções elementares da vida cotidiana Curiosidades urbanas.

  Érika Satlher Rolhano Messias

  E.M. 07.16.056 Noel Nutels Professor I de Língua Portuguesa

  OLHAR

  Olhar que questiona, investiga, Avalia, instiga Aprecia.

  Olhar de admiração, de sedução de subordinação. De espanto, surpresa. Olhar que imobiliza a presa, presa na própria armadilha do olhar Olhar que aquece, que acolhe Que tranquilo adormece Em agonia, padece. Olhar que consola, que compreende, que interroga, que responde. Que esconde e que revela... Que na busca descobre outro olhar. Olhar... Olhar de encontro, confronto... Olhar de criança que revela esperança. Olhar de amor... Olhar de dor... Não falo. No olhar me calo. Ou será que revelo, O que de mais secreto Existem em mim?

  Fernanda Quaresma Ribeiro de Oliveira

  E.M. 07.16.036 Lincoln Bicalho Roque Professor II

  SUPERAđấO

  Vou subindo a ladeira Vendo pássaros a cantar Contemplando o céu azul E nuvens a passear Vou subindo a ladeira Até não mais suportar Cada dia mais íngreme Músculos a se fatigar Vou subindo a ladeira Dia a dia sem cessar Sempre fica mais fácil Se alguém vem ajudar Vou subindo a ladeira Vejo gente a empurrar Um povo assim sofrido Para que violentar? Vou subindo a ladeira Aprendendo a esperar Entre presente e futuro Eu preciso acreditar Um dia a humanidade Todo o mal vai superar E assim o amor e a paz Juntos vamos alcançar

  Fátima Cristina Dória Ramirez dos Santos

  E.M. 07.16.041 Barão da Taquara Professor de Língua Portuguesa

  NESSE MUNDO Vivo num mundo do DES...

  DESrespeito, DESafeto, DESarmonia, DEScaso, DESilusão, DESconhecimento, DESinformação Eu DESafio e...

  Amo Respeito, Trabalho, Acredito, Persevero, Sonho, e REZO...

  Mônica Maria Saraiva Pereira

  E.M. 07.16.047 Governador Carlos Lacerda Professor II

DANDO TEMPO AO TEMPO Com o tempo, as coisas mudam..

  Com o tempo, o mundo deixa de ser o que havia sido... Seja o pequeno mundo, seja o mundo grande... Com o tempo, há que se relativizar as certezas... Há que se ponderar as verdades... Há que se duvidar das dúvidas... Com o tempo, há que se repensar os passados, os vividos e os que poderiam ter sido... Com o tempo, há que se reescrever futuros prováveis... E também, os improváveis... Com o tempo, há que se escutar o que não foi dito... Há que se calar para ser ouvido... Há que se temer os temores... Há que se amar os amores... Há que se burlar as dores... Com o tempo, o tempo muda...

Paulo Jorge dos Santos Fleury

  E.M. 07.16.031 General João Mendonça Lima Professor I de História

  JANELAS

  Algumas são grandes, outras pequenas.

  Há estreitas e largas, rústicas, modernas, Talhadas, simples... São imperceptíveis, inúteis, quando vistas de fora.

  São passagens, aberturas, quando vistas por dentro.

  Figura alegórica é.

  Há fases na vida, de ida e de vinda, nas quais nossas janelas, podem ser portas...

  Podem aprisionar ou libertar.

  Podem ser saídas, conduzir a um novo lugar ou abafar vidas...

  Janelas são como atitudes. O olhar direcionado a elas, muda comportamentos, sentimentos.

  Buscar entradas ou saídas por portas É comum, habitual.

  Encontrar a luz em uma janela não é usual, mas pode mudar uma perspectiva tradicional.

  Leia. Reflita. Acredite. Direcione. Busque. Toque. Abra. Veja. Descubra. Tenha uma nova visão de si, do outro, de todos.

  Renata Chagas Teixeira da Silva Azeredo

  E.M. 07.16.008 Mano Décio da Viola Professor II

  BELễSSIMAS CONSTRUđỏES VITAIS

  Amar a palavra mais branda e pura e que seja absorvida pelos seres amantes-em-flor ainda no escuro da vida e quando outras necessidades cruzarem as solidões, saibamos com coragem embelezar as nossas tentativas tresloucadas. Amar toda a irregularidade envolta nas indecisões do ”para-sempre-oprimido”, desfazendo o medo, as aflições, a rua que segue melancólica a tristeza de um “nunca-tentar” ainda aflito. Amar a tentativa ainda crua e absurda do querer mesmo em dias cinzentos e repletos de uma poeira ímpar do sofrer. Amar todas as imperfeições logo aqui lado a lado e transformá-las em belíssimas construções vitais.

  Ricardo Gomes Pereira

  E.M. 07.16.036 Lincoln Bicalho Roque

  CORAđấO DE MENINO Lá longe, a risada reverbera...

  Em trovoada, em revoada, lá vem eles, resfolegantes... E encontram respostas incríveis:

  • O maior aquecedor do mundo é o sol! - A água mais limpa do planeta é a água da chuva...
  • A árvore serve mesmo é pra ser casa de passarinho, teto pra quem tá na rua morar...
  • Sabe, nuvem? É igual ponte de pensamento: se vira naquilo que a gente imaginar... E os meninos nunca param: 1,2,3 é hora de buscar! Encontrar! Recomeçar... E lá vão eles, no pique, na vontade de descobrir! É por isso que todo menino sabe de cor a altura do Castelo, de que espécie de cristal são feitos os sapatos de Princesa, do porque das Cigarras não quererem trabalhar no verão, das infinitas possibilidades contidas numa caixa de papelão, da necessidade imperiosa de gritar! O mundo precisa de meninos... Meninos que não morem no porão e não tenham medo dos sabores. Que não se acostumem aos amores e tenham prazer inenarrável em procurar.

  Como no poema do Drummond ou na canção do Raul. Meninos inteiros, de olho vivo, Porque se o menino acorda, no coração do Homem, Este se eterniza em Baobá.

  E, se chega a hora do menino ir, Fácil, fácil, ele deixa plantado As sementes, os caminhos, as receitas de deixar menino vivo! E assim o mundo roda em girassol Como canção de passarinho No bico o caminho, o ninho.

  No voo a velocidade do fio de luz Que nos permite eternos: aqui e além.

  Silvia Regina dos Santos e Castro

  E.M. 07.16.053 Professora Dyla Sylvia de Sá Professor I de Língua Portuguesa

  8ª CRE FAMÍLIA

  Dádiva maior não existe Do que ter uma família Todas têm sua importância Pode ser sua ou minha Quer saber ainda mais? Família é essencial É dom de supremacia Por isso é especial Para fazer pare de uma Não precisa perfeição O que importa mesmo É ter muita afeição Problema pode haver Perfeito ninguém é A fórmula secreta é ter imensa fé Família grande ou pequena Calma ou agitada Isto não importa Necessário é ser amada Minha família não é a sua

  Nem a sua é a minha Mas todos fazem parte Da mesma cidadania Família aqui e ali Representa alguma cor Quer saber um pouco mais? Precisa mesmo é de amor.

  Claudinéia Lopes Moreira

  E.M. 08.17.037 Presidente Wilson Agente Educador II

  REVOADA

  É preciso destrancar gavetas!!! Eis que saíra de lá Um bando de poemas Asas coloridas, bruxas escondidas Gaivotas melancólicas Pássaros que moram dentro delas...

  Amontoando-se e convivendo Dias como predadores Dias de convívio pacífico.

  É preciso destrancar gavetas E permitir voz aos poetas Esquecidos, melindrados Sufocados, entorpecidos Fazer revoar rimas simples Que pousem em ombros amigos Ou saiam por aí Soltando torpedos em cabeças alienadas...

  É preciso! É urgente! Indispensável! Arrombar gavetas Revisar lembranças Inutilizar lacres...

  Jogar fora tudo que é gaiola, Cadeado cerca portão... Será possível então Ver identidades reveladas Poetas e suas vidas, violadas Para o prazer de quem Ousar ser poeta também, Arriscar voar mais além.

  Cristina de Souza Ferreira da Silva

  E.M. 08.17.080 Astrogildo Pereira Eu ando por linhas tortas Dessas que ninguém gosta de pisar A sua companhia me faz falta E eu corro para te encontrar Mas as linhas são tortas E me levam a tudo quanto é lugar Nos desencontros do caminho Eu aprendo a perdoar Fortaleza construída Com leveza para voar Apesar dos perigos Não desisto de amar Meu amor tem muitas vidas Todas elas a te buscar

  Isabella Martins Dias Ferreira

  E.M. 08.33.007 Rosa da Fonseca De você ficaram apenas os olhos À espreita Observando-me mudamente Tua covardia vai de encontro a minha angústia Minha espera muda pelo que não virá O desejo que em mim explode não encontra simetria Apenas o eco de uma solidão confusa A expectativa do sonho que se quer viver Mas que a realidade enclausura Você se esquiva, arredio gato Eu vivo o sonho do beijo roubado Das mãos sôfregas a procurar meu corpo Das pernas confundidas Sonho em ser o mar que vai te afogar Quero ser tuas ondas Teu momento de paz Tua tormenta Teu ato inconsequente Você me quer longe, inalcançável Como se um braço de distância ocultasse o que nos dilacera Eu sou a tua expectativa não vivida

Sou tuas possibilidades, uma infinidade de “ses”

  O prazer desconhecido Você vacila, eu daria o primeiro passo Teu sentimento é covardia e acomodação O meu é perspectiva e fogo No sonhado leito, tão desejado e distante Ardem a tua apatia e a minha solidão

  Luciana Ribeiro Leal

  E.M. 08.33.018 Presidente Humberto de Alencar Castelo Branco Professor I de Ciências

  A JANELA

  Pela janela cerrada, na vidraça transparente, havia sempre um olhar tristonho e inocente.

  Sentia e gritava, pela janela cerrada. mas, depois silenciosamente, aquela imagem sumia da vidraça transparente.

  E falava com o seu olhar. Vontade de ficar presente, ao lado daquela ausente, que tão constantemente, presente queria estar.

  Foi por amar, somente por amar, que não retribuí este olhar.

  E, friamente, para poder ter forças, seguia em frente sem muito pensar.

  Aquele mesmo olhar, inocente e tristonho, persistiu, sentindo e gritando, durante muitos anos, em seu secreto sonho.

  Agora, lembrança presente está, em minha memória guardada.

  Procuro o seu olhar, na vidraça transparente, daquela janela cerrada.

  Márcia de Puga Camilo Scharf

  E.M. 08.17.037 Presidente Wilson Professor II Há palavras que saem da boca Outras saem do coração No dia a dia vem e vão.

  São lançadas como flechas Transpassam a alma e a carne Por vezes, compõem uma linda canção.

  A palavra dita em um turbilhão de emoções Pode ou não espelhar o que se sente.

  Melhor calar... O tempo nos dá a noção.

  Maria Tereza de Azevedo Gilabert

  E.M. 08.17.035 Mário Fernandes Pinheiro Professor II

  NOITES, LUAS E SONHOS...

  Encantada Lua Senhora orgulhosa que tanto me fascina Ilumina esta cidade Dê a ela tua força Remodela esta realidade Vem e ensina Aos que de ti sentem falta Que não podemos adulterar tua essência.

  Brilha e erradia Pois a escuridão que habita em meus olhos Também permeia aos já tão sofridos homens e mulheres Sem esperanças no fim do dia E a todos aqueles que rogam por um amanhecer sereno Sem quaisquer trambolhos.

  Os estalos que ouvimos nas madrugadas Não são de brindes Os gritos que ecoam nos altos dos morros Não são de felicitações As ruas não são mais dos boêmios E nem o carnaval pode mais alegrar essa tão cansada cidade sem prêmios.

  Oh, Lua Lua que acompanha o Cristo Lua que invade majestosamente as águas dos mares

  Lua que confabula com o sonhador poeta Lua que espia de longe a tristeza infame desta cidade Arquiteta Acolhe-nos Protege-nos Dai-nos esperança Que tudo de ti a que conhecemos Desde criança Não fuja à pujança estrondosa.

  Lua, não temos mais autoconfiança Lua, não pensa em se despedir Pra nunca mais retornar.

  Fica. Anoiteça comigo... Sonha junto a mim Lua...

  Mauricio Lima Carioca

  E.M. 08.17.042 Thomé de Souza Professor I de Língua Portuguesa

  RENOVAđấO

  Na manhã de hoje Não percebo o que se foi. Preciso renovar minhas forças, Refazer meus passos, Recriar meus sonhos, Repensar meus atos,

Revisitar minh’alma, Investir na vida

  Porque o hoje Há de virar ontem.

  Neila Barsand de Leucas E.M. 08.17.065 Pablo Picasso

  Professor II

  NOVA Fui me despedindo de mim, mas não sofri. Fui me perdendo do que acreditava ser. Me descobri num canto afastado de minh’alma, que ansiava ganhar o mundo, romper a barreira que me cercava, de conceitos e preconceitos. Me despedi do que acreditava pertencer a mim. Certezas equivocadas que me continham do lado de dentro Fui crescendo, me absorvendo até não caber mais em mim. Meus olhos de vidraça embaçados, empoeirados, rompidos pelo encanto de me ver e me reconhecer outra, única, nova. E hoje é só. Virou pó, a pessoa pequena doída, amargurada, que antes, me feria foi-se de mim.

  Rosilane Luiza Silva Coelho E.M. 08.17.022 Julio de Mesquita Agente de Administração

  MENINO ESPERANÇA

  Vai, menino perdido, Com olhos tristonhos E visa indecente Não perca seu brilho E siga em frente.

  Vai, menino sofrido, Que a vida reflete A sua aflição Passado sofrido Futuro em vão Va,i menino carente, Falta de carinho Não teve valor Sorriso sem graça Esconde sua dor Vai, menino esperança, Mudar essa história Que a vida lhe deu Provar para todos Que existe um Deus.

  Sérgio de Barros Morgado Júnior

  E.M. 08.33.042 Padre Leonel França Professor I de Educação Física

  9ª CRE MINHA MENINA

  O que tu queres minha menina? Deixa a mãe adivinhar...

  Queres um lindo presente Ou uma estrela alcançar? Talvez queira como os peixinhos Que nadam no fundo do mar, Dar um passeio tranquilo Como num sonho a navegar.

  Pode ser que como as aves Queiras no céu viajar...

  Ou seria superpoderes Que gostaria de ganhar? Com o teu lindo sorriso, Eu já vou adivinhar.

  No momento o que mais queres... É a mãezinha abraçar!

  Adriana Barbosa da Silva

  09.18.045 E. M. Visconde do Rio Branco Gari O trem conduz seus passageiros Que embalados pelo cansaço, Após mais um dia de labuta, Só pensam no final da viagem.

  Uma voz firme pede licença Por invadir o silêncio: Com arte e delicadeza Surge a imagem da artista.

  Rosto coberto pela coragem de se expor. Traz junto ao violão O desejo de compartilhar A arquitetura de suas palavras.

  Carrega consigo a incerteza do aplauso. Então, declama sua poesia. Algumas moedas surgem E feliz caminha em frente.

  A artista das palavras parte Levando consigo o sorriso dos passageiros E buscado outros campos Onde possa semear sua poesia.

  Denise Almeida da Silva

  E.M. 09.18.506 Raymundo Ottoni de Castro Maya Professor II

  ESCRAVIDÃO

  Que estranha essa minha alma de poeta que estranha quando estranha! Habituada a criar universos a percorrer espaços impalpáveis, tempos imemoriais, sofre ao se deparar com o mundo real... padece com o sofrimento vivo e vivido pena com a descoberta de um mundo não traduzido em verbo exposto em carne sangra minha alma ao detectar a meia palavra meio verdade meio mentira se esvai minha alma com a meia verdade de uma vida inteira!

  Dilma Barrozo Ribeiro Lopes

  E.M. 09.18.010 Barão de Santa Margarida Professor I de Língua Portuguesa

  MULHER

  Bancária Professora Esteticista Ajudadora Mãe Amiga Menina Protegida Cozinheira Executiva Líder Produtiva Feliz Acanhada Calma Alvoroçada Entendida Experiente Ingênua Inteligente De todas as flores merecedoras Para que vivem todo dia como lutadoras Qual homem aguentaria Ser mulher apenas por um dia? Por muito tempo foi calada e oprimida Mas hoje é notório o valor de sua vida.

  Na História há exemplos de mulheres virtuosas Hoje há evidências de mulheres vitoriosas Não porque pensam Que devam merecer Mas sim pelo que fazem E sempre com prazer.

  Muito se fala E pouco se faz Necessário é Valorizá-la mais.

  Fábio Cardoso Marinho

  E.M. 09.18.075 Ministro Alcides Carneiro Professor I de Matemática

  O DIA QUE EINSTEIN TEMIA Somos escravos da mídia.

  Vivemos debruçados nela noite e dia. Uma geração de idiotas, sem direção. Einstein temia o dia em que a tecnologia Nossa interação comprometeria.

  Vivemos o dia... o dia Que Einstein temia. A convivência humana ultrapassada Totalmente pela tecnologia...

  Os tablets, computadores, celulares Invadindo nossas mente, nossos lares! Exterminando a convivência, Gerando seres humanos sem paciência.

  O dia em que Albert Einstein temia. Ele chegou, trazendo agonia e dor. E nele, infelizmente a tecnologia A interação humana veio sobrepor.

  E toda atividade cotidiana, humana Parece da tecnologia precisar... E dela carece e se empobrece... E por ela irá se exterminar!

  Olga Beatriz dos Santos Moreira

  E.M. 09.18.506 Raymundo Ottoni de Castro Maya Professor II Voa Voa minha doce liberdade Traga de volta os sonhos Traga a nostalgia dos dias felizes Voa Voa minha doce liberdade Deixe-me ouvir os sons da pureza Da certeza de ser e estar feliz Voa Voa minha doce liberdade E me deixe romper os elos que me esforçam e me atrelam a insensatez social.

  Voa E me traga a chuva fina que inunda a alma e brandura e acalma a tormenta de voar, voar e buscar, buscar...

  Luci Nunes de Oliveira

  E.M. 09.18.009 Romulo Gallegos Professor II

  POETA

  Guardei minha poesia na gaveta Longe dos insensíveis Dos incultos, Dos ignorantes Que tratam a poesia sem carinho, Sem apreço.

  Às vezes, as procuro Como quem procura alimento, Equilíbrio ou sustento.

  Sem ela, não tenho vida, Palavra, semente no meu jardim, Não florescem flores.

  Sem ela, nada é sincero. O dia é triste, O futuro incerto, O mundo é duro, O céu escuro, O mar inerte.

  Tento voar e não consigo, Vivo na chuva Sem abrigo.

  Palavra, a vida não é certa. Não traço reta. Sem minha poesia, Não sou poeta!

  Marcelo Alves do Amaral

  E.M. 09.18.001 Alba Cañizares do Nascimento Professor de Língua Portuguesa

  DE QUE FOI A IDEIA?

  Transformaram o negro em escravo Jogaram fora o seu passado Não pediram sua opinião, E deram como presente a escravidão Muitos morreram de solidão Porque o branco achava que o negro Não era gente não.

  Então os maltratavam, Com as suas próprias mãos. Mãos deles é claro, Dos donos de escravos.

  Alguns lutaram E quilombos formaram, Até que um dia, Que ironia, livres ficaram Os pobres escravos.

  Cultura trouxeram E aqui deixaram Seus cantos, seus ritos Vivificaram.

  Hoje somos mestiços Muitos não querem aceitar Alguns sentem vergonha, Se a sua pele negra ficar.

  Negros, índios e brancos Somos todos iguais E a igualdade, Não devemos esquecer jamais.

  Se algum dia por acaso Acontecer discriminação, Lembre-se de que com certeza Negro não é mais escravo não.

  Maria Lucia Reis da Silva Gaspar

  E.M. 09.18.009 Romulo Gallegos Professor II O planeta se acabando Destruído por mim e você.

  É melhor irmos pensando No que podemos fazer.

  Humanos se maltratando, Divisões tão desleais.

  Eu fico só imaginando Se somos mesmo iguais.

  Rios e mares poluídos, Ameaça da água acabar.

  Será que ainda é possível Ver tudo isso mudar? A pobreza matando famílias, A arrogância causando dor.

  Devemos pensar mais no mundo. Devemos pregar o amor.

  Juntos somos bem fortes. Juntos podemos mudar. Vamos dizer não à morte Do Planeta, Nosso Lar.

  Marivalda de Souza Barcelos

  E.M. 09.18.506 Raymundo Ottoni de Castro Maya Responsável

  DESAFIOS DO RECOMEÇO

  1404, hoje quero agradecer Este encontro impetuoso Na esquina do saber Em tempos de recomeço Agitando meu viver.

  1404, desafios a superar No labirinto dos porquês Sem saber onde vai dar Muitas vezes perguntando: Tia, por que estudar? Oh, turminha agitada! Quais respostas devo dar? Meninos, estudem, estudem! Que um dia vão encontrar Respostas para tais perguntas Quando o amanhã chegar Oh, Turma de olhares inquietos! Como gostaria de ajudar! Encontrar este lugar distante Que estão a procurar Levando-os a um futuro brilhante Quando o amanhã chegar.

  Turminha, turminha, turminha Desejo para vocês Que encontrem nos livros Bons motivos para aprender Descobrindo as maravilhas Deste mundo do saber.

  Susana Maria Ribeiro Prudencio

  E.M. 09.18.069 Professor Jurema Peçanha Giraud Professor II

  10ª CRE ESCOLA DA VIDA

  Ensina-me a saborear o porvir, Sem precisar refutar os pés do presente que nos cerceia.

  Mostre-me o amor pelas letras contido nas poesias que recitas, a fim de aliviar o meu caminhar.

  Permita-me negar o que desejas que eu receba e ainda mais, permita-me arrepender de ter recusado aquilo que foi entregue para mim.

  Conceda-me a sorte de dividir ao dias vitoriosos e os demais também.

  Apoie-me quando as quedas forem inevitáveis e o destino incerto ficar.

  Torne-se um professor o longo de toda minha vida, sabendo que por diversas vezes serei eu a te ensinar.

  André Machado de Azevedo

  E.M. 10.26.007 professora Leocádia Torres Professor I de Geografia

O RIO

  O Rio desce com águas amargas, pelas cruzes fincadas no Cais do Valongo calado. Samba silenciado. Joelhos sangrados. Doce passado. Quando as balas eram de açúcar, que adoçavam crianças, e não as tornavam anjos precoces. Quem vai plantar a erva que adoça o Rio ? Quem vai embalar os que ficam? Os corredores escondem. Os ouvidos denunciam. Quem vai adoçar o Rio?

  Ângela Aparecida Pereira

  E.M. 10.19.076 Professora Eulália Rodrigues de Oliveira Vieira Professora I de Educação Física Ao som do despertador Abro os olhos, levanto sem desejar Mais um dia, correria Não posso me atrasar! Banho frio, café quente

Engole tudo, “um beijo amor, já vou!”

  O tic tac do relógio Deixa tudo sem sabor É pesado o dia a dia Trânsito, trabalho, rotina Stress, violência, covardia Corrupção, escravidão, família Eu penso: Como meus pais viviam? E concluo: Será que havia mais horas em um dia? Olha face, zap, instagram Curte, compartilha, ou só passa o olho então Na internet a vida alheia Sempre parece ter mais emoção Em todo lugar, tá todo mundo igual

  Queixo pra baixo, a digitar Não se conversa nem sorri Só com emoj, RS ou hahaha Foi-se o dia, que agonia! Nem vi direito ele passar Amor! Cheguei! Cadê vocês, me diz? Estão na sala, claro, hipnotizados com Netflix Sento junto, programa familiar A hora passa sem a gente perceber Já são onze, meia noite, vamos dormir...

  Mais um dia que passa sem a gente sentir.

  Célio dos Santos Fagundes

  E.M. 10.19.040 Gandhi Professor de Ensino Fundamental de Matemática Forte pressão no peito que preciso dar um jeito. Grito que me cala por esse amor perfeito.

  Olhei pro teu olhar, me encantei. O amor chegou a minha vida quando te encontrei.

  Linda morena, me deu calor. Sorriso lindo, me causou dor.

  Por não ser permitido provar seu amor. No peito o grito, grito de dor! Grito de amor!

  Cristiano dos Santos Lemos

  E.M. 10.19.047 Joaquim da Silva Gomes Professor II

  QUADRO DE ESPERANÇA

  Eu vi os olhos brilhando, bocas sorrindo Mãos afagando, mãos construindo Mentes produzindo, conquistando, avançando...

  Que quadro lindo, meu Deus! Um professor Entre os alunos seus! E fiquei pensando, analisando...

  Por que teimamos em não ver? A esperança que brota e cresce Em tantas salas de aula floresce Anônimas, desconhecidas Mas tão reais, tão cheias de vida! É preciso registrar, fazer aparecer.

  Ver, enxergar, que a Educação não está perdida. Tem muita gente comprometida, ousando ainda sonhar; Não com um futuro longínquo e promissor Mas com um presente rico e acolhedor De gente que faz a diferença Que marca vidas com sua presença Que é competente e acima de tudo: Educa com amor, com muito amor! Ah! Minha Pátria amada De gente sofrida, desacreditada...

  De meninos de rua, pés no chão.

  De cidades cheias de solidão! Abre tuas janelas, olha através delas e vê então: Teus filhos vão à luta.

  Não desistem, persistem Fazem brotar água e flores em pleno sertão! Desperta gigante adormecido Investe em Educação!

  Deise dos Santos de Lima

  E.M. 10.26.007 Professora Leocádia Torres Professor II

  MORTE E MEMÓRIA Morreu...

  Morreu? Pobre ser de uma rica mente Machado de Assis Grande autor de fantásticas realidades Morto está Mas suas marcas vivas estão: Seu legado de genialidade Seu corpo dorme Sua alma descansa presente em nosso meio Mas de cem anos se passaram Machado morto?! Não... seu corpo dorme...

  Sua memória está vivíssima Dentro do nosso presente, passado e futuro

  Denize Pereira dos Santos

  10.19.040 EM Gandhi Professor II

  REALIDADE

  Menino de rua Que dorme sob a lua Sonha com coca-cola Acorda, cheira cola Mas não vai para a escola.

  Menino sozinho Vagando sem rumo Perdido no mundo Queimando um fumo No sinal vermelho Janela fechada Ele pede um trocado Um rosto assustado Arranca com o carro Volta desolado Olhando pros lados Procurando seus pares É noite, Dorme na esquina Com medo da bala Que nunca é "perdida".

  Ecyr Santos Carvalho

  E.M. 10.26.025 Rivadávia Manoel Pinto Professor II Tudo passa; Vem a idade como furacão Chega menopausa sem pedir permissão.

  Olhamos para os obstáculos Como se não houvesse amanhã Temos liderança de um leão Em meio a tanta multidão.

  Somos o adulto da pessoa inocente Somos livres como adolescentes Levamos a vida como se estivéssemos Sob efeito de água ardente.

  Temos que viver no mundo Numa velocidade contra o tempo.

  Vem passando como vento Só deixa as lembranças Em nossos pensamentos.

  É, não adianta o choro, O lamento daquilo Que se deixou de viver.

  Maria das Graças Pimenta Ribeiro

  E.M. 10.26.025 Rivadávia Manoel Pinto Gari

  SEMEANDO

  Não venha balançar seus secos galhos Perdidos no imenso vento Retratando a incapacidade do florescer Ouça a voz que te diz Que é possível, mesmo na sequidão Que suas folhas apareçam Pois o orvalho vem todas as noites Não venha me dizer que nunca chorou Que nunca desta água bebeu Pois a tristeza vem para todos E no amanhecer renova sua alegria Não me diga que não quer ouvir Pois o canto dos pássaros Mesmo sem bateria Te convida à liberdade Diga, após florescer Após derramar lágrimas Após ouvir o canto dos pássaros Que você passou por aqui E que suas sementes jogadas ao tempo Florescerão para sempre.

  Margarete Aparecida dos Santos Rodrigues Bandeira Ribeiro

  EDI 10.26.803 Padre Carlos Henrique de Souza Professor II

  SALA DE AULA I

  Sala de aula é vida pulsando.

  Sala de sonhos de voos e planos.

  Sala que canta que fala e sorri.

  Sala criança que inventa e pergunta.

  Sala de histórias sonhadas, vividas.

  Sala que encanta e revela segredos.

  Sala repleta de vida que pulsa.

  Nilza de Souza Motta

  E.M. 10.26.007 Professora Leocádia Torres Professor de Ensino Fundamental

  11ª CRE A JANELA DA DIREITA Casas descascadas Brotam de outras, como plantas Sequência de Fibonacci Casas de exposta alvenaria Tingem de tijolo A luz do dia Porcos, de quase gracioso andar Engordam à boca do lixo E da Baía Adivinham o sustento por baixo da lataria queimada dos automóveis Chafurdam na imundície Junto aos cães e urubus Ao fundo Flor de Lótus Desponta a Fiocruz Dobram-se à Guanabara Como o Ingá de Tom Jobim Árvores que não sou capaz de reconhecer Uma escola Como uma fábrica (de escolas) Nasce ali no meio. No muro de metal estão escritas muitas senhas Alguém se lembrou de perguntar: "UPP pra quê?" No outro extremo, outras três letras formavam a palavra "CHE" Porcos, pessoas a cavalo, tratores, construção A cena toda evoca muitas épocas Dolorosa duração Não é um poema É a paisagem descrita da janela de um ônibus Cuja passagem custa o valor de uma refeição Mas outra janela se interpõe e oferece recorte distinto da mesma realidade Pessoas como sardinhas numa lotação Cuja tarifa, desgraça Bem daria pro café com pão! Paredão de "containers" vermelhos Arquitetura junto à curva da montanha Torre da antiga fábrica do Ufenol O Rio não cabe em cartão postal Nem sempre é mar Aquilo que se estende sob o sol

  Bruno Silva de Souza

  E.M. 11.20.015 Leonel Azevedo A pena pena e há penas por onde peno sofrimento primeiro fogo verdadeiro depena

  • todo poema Há chama na cena: brota alumia inflama a chama de tuas janelas castanhas irresistíveis abrem pra dentro (entro?) tantos terrenos povoados ruas dores praças por onde vago pífio miserável apelo pelo seu encontro (entro.) Entro enquanto a vitrola inconstante vadia viola insistente a intocada estante constrange a insensatez notívaga

  Nada tem senso pois decerto no seu imenso abraço cabem todas

  • – mas não muitas palavras Se na boemia a isso não permito é porque verto do cano torpe da boca um grito que não prende nas portas alvas dos dentes mas emperra a carne negra da alma De repente refém de todo silêncio sou areia do tempo a que não se agita ou acalma

  Diego Knack

  E.M. 11.20.501Anísio Teixeira

  PAPEL E LÁPIS

  Não existe acaso existem escolhas mesmo quando decido não escolher a escolha foi minha nada é necessário tudo é efêmero tudo passa mas o que fazer para me sentir completo? pego um lápis e deixo correr na folha e olho pro meu filho será que sentirá o doce sabor de rabiscar? será que saberá dos prazeres da textura, do papel, da pressão do lápis? sigo na labuta, na esperança que o passado não desapareça

  Eduardo do Nascimento Borba dos Santos

  11.20.031 Conjunto Praia da Bandeira Professor I de Artes Plásticas Naquela praia eu sentava sempre Dali eu olhava Contemplava Vi...ah! Eu sentia Naquela praia eu sentava e Vivia Olhar derramado no mar distante E no mar presente A praia ainda Meu mar agora Meus caminhos desde outrora...

  A praia que me traz o aconchego Reduz a saudade Aproxima o olhar Distante e tão perto

  Elizabeth Caldas de Almeida

  E.M. 11.20.021 Gurgel do Amaral

  traços e brechas

  o leve traço do grafite sobre a folha desbrava em aleatórias parábolas dispersas a poesia ainda à procura de forma

  Fabio Baptista de Oliveira E.M. 11.20.030 Tenente Antõnio João

  Professor I de Língua Portuguesa Para os meus dias nublados, o brilho do teu sorriso; Para as minhas noites frias, o aconchego do teu corpo; Para os quentes dias de verão, o refrescante sussurrar da tua voz; E aos momentos de maior loucura, a calmaria dos teus beijos.

  O teu doce abraço, guardado no infinito de um instante, meu lugar de paz particular, breve e suficiente para alegrar os meus dias mais difíceis.

  Lidiane Cardoso Dantas Araújo

  11.20.031 Conjunto Praia da Bandeira Secretário Escolar

  O AMOR

  O amor? Aaaaaaah... ele se esconde e se mostra Ele se curva e se ergue Ele se afoga e emerge Se esquece e relembra Resseca e floresce Congela e aquece Enlouquece e torna são Fere e cura Sufoca e salva Fracassa e vence Apaga e acende Morre e renasce Aaaaaah... o amor...

  Quando se vai é silêncio e quando volta é canção... Que bela canção, que em velha ou nova versão... sempre reconstrói o coração.

  Luciene Ferreira Fernandes

  E.M. 11.20.015 Leonel Azevedo Professor II

  O FARDO O corpo cansado arrasta antigos sonhos.

  Desterta amargo num dia errado. Onde estavam os sonhos sempre sonhados? Onde estão os amores nunca amados? A brisa traz o aroma com gosto datado, Os olhos buscam o brilho perdido.

  Ele se foi, e o vigor e o desejo O acompanham num mundo vazio. Os velhos guerreiros vencem antigas batalhas Constroem enormes castelos na beira do mar. Não sobra um resto pra quem fica na estrada Nem areia nem onda nem concha nem nada. As amazonas em seus cavalos macios Aguardam o tempo que parece nunca chegar. Veneram os deuses que tudo lhe tiram Na força no grito no tapa não dito No altar que falseia seu devido lugar. Presas em prendas que não querem pagar. Eu estou cansado de guerras, De moinhos e donzelas, De sonhar com a criança Que velha está a me olhar. Mais um dia se foi, Ok, eu desisto, É hora de acordar.

  Marcelo Carreiro Freire

  E.M. 11.20.032 Nelson Prudêncio Professor I de História

  ANTÔNIO

  Menino tristonho, diz-me teu nome.

  Qual o teu sonho? Conta pra mim.

  Senta ao meu lado. Sinta-se amado. Confia em mim.

  Meu nome é Antônio. Ler e escrever, meu sonho.

  Sentas tu ao meu lado para eu me sentir amado, e confiar em ti.

  Então escreverei uma linda poesia, para alegrar os meus dias, e os das crianças daqui.

  Maria Lucia de Oliveira Amaral

  11.20.031 Conjunto Praia da Bandeira Professor I de Espanhol

  EXISTÊNCIA

  Nascemos! O mundo se abre como cortina O crescer acontece num raio Enquanto corremos pela campina da vida Vivemos! Os sorrisos se abrem nas portas da experiência Sinceros!? Quantos deles norteiam os acertos E erros da existência As lágrimas escorrem Ignorando a vontade da mente Ardendo na alma e aquecendo a pele Extrapolando o vulcão do peito Morremos...

  Um pouco a cada dia Após a cortina, a campina, O sorriso, a lágrima...

  Até a escuridão Do até breve eterno

  Soraya Tavares Bahia da Rosa

  E.M. 11.20.032 Nelson Prudêncio Professor I de Educação Física A quem interessar possa, felicidade é mesmo aquilo sem peso e sem medida muito diferente de euforia É estado interno do ser que transborda os olhos.

  Daniel Pereira de Oliveira

  CREJA 12.02.701 Professor II

  A MATURIDADE

  Abro a janela no rosto, o ar o ar tem cheiro de vida nova. Coisas que estão por vir ...Expectativas,medos,desejos... Assusta A maturidade a minha frente, o brilho no olhar,não como antes, impulsivo,seguro e intenso. e sim,pesado e cauteloso, Mas desejoso de mergulhar,ousar como na adolescência. Hoje não mais tão jovem Me assusto com minha maturidade, faz refletir,racionalizar, rever valores,amores e histórias, contando fatos d' outros tempos. vivendo, Com medo da solidão? Talvez ... Mas essa maturidade, também me faz certa,decidida, Capaz de cuidar de mim Feliz pela experiência, pelo aprendizado E por ser dona de mim.

  Neyla Maria Tafakgi CREJA 12.02.701

  Professor II

  COMO O SOL E O MAR Antes ...

  Antes era só um, história sem outros personagens. Sem troca, sem acréscimo, sem vida ! Aguardava ansiosamente pelo momento da adição. E ela chegou... De mansinho, passo a passo. Outro ser para completar o meu próprio ser, sem ser metade, sem ser acréscimo... A história agora é de dois, é completa. Como o sol e o mar...

  Solange Freitas da Mota

  CREJA 12.02.701 Professor II

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