SIMONE REGINA PERES DE ABREU TRANSIÇÃO DO ENSINO DE RURAL A URBANO: Um estudo na Escola Municipal Santa Terezinha em Goiânia

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RESUMO

  Esta dissertação busca compreender o processo de transição de escola rural para escola urbana, da Instituição de Ensino Municipal Santa Terezinha, daRede Municipal de Educação de Goiânia, em Goiás, no período de 1992 até2000. O trabalho procurou distinguir os conceitos de ensino rural e urbano; refletir sobre o andamento da educação no município de Goiânia nessesâmbitos e conceituar os termos história oral, memória, experiência, testemunho e narração, à luz da concepção de Walter Benjamin e de Maurice Halbwachs.

ABSTRACT

  The study sought to distinguish the concepts of urban and rural education; reflect on the progress ofeducation in the city of Goiania in these areas and conceptualize the terms oral history, memory, experience, testimony and narration, the conception of WalterBenjamin and Maurice Halbwachs . Armed with this conceptual foundation, the study culminated in the narratives of teachers, a mother and grandmother ofstudents of the institution, and the testimony of a researcher who worked on the Municipal Rural Education Coordinating this period witnessed the event.

LISTA DE TABELAS

LISTA DE FIGURAS

  Percentagem de analfabetos em relação ao número de pessoas de 5 anos ou mais, por situação de domicílio e por regiões, em1970 ............................................................................................................. Percentagem de matrículas no curso primário, em relação ao número de pessoas entre 5 e 14 anos, por situação de domicílio e porregiões, em 1970 ..........................................................................................

SUMÁRIO

  O rural e o urbano........................................................................... Transmissão da memória e a narração ..........................................

INTRODUđấO

  Halbwachs afirma que é para que a nossa memória se beneficie da memória das outras pessoas, não basta que elas nos tragam seustestemunhos apenas, para o autor, é necessário também uma relação de troca entre aquilo que o outro testemunha e aquilo que nós assimilamos, assim a amemória preservada é construída em bases comuns. Heródoto já recolhia dados de sua testemunhas; Michulet, Oscar Lewis e Fraser registraram fatos de revolução etc.” A opção por trabalhar com a testemunho das professoras rurais foi uma tentativa de trazer as verdadeiras impressões e fatos que aconteceram no processo de transição de escola rurala urbana de Escola Municipal Santa Terezinha.

CAPÍTULO I

  Em 1945, surgiu a política de ocupação e interiorização do país, sendo criada a Colônia Agrícola Nacional de Goiás (CANG), onde váriascidades foram criadas com a implantação de a distribuição de pequenos lotes de terras a famílias, para que vivessem e produzissem em suas propriedades,dando um impulso a chamada agricultura familiar. Encontramos nas entrevistas realizadas a certeza de que apesar das grandes dificuldades enfrentadas nas salas multisseriadas, a dedicação dasprofessoras e o desejo de aprender dos alunos contribuem para o desenvolvimento da aprendizagem e ainda, o contato com a natureza, a calmae a liberdade característica de ambientes rurais tornam-se fatos 12 compensadores .

CAPÍTULO II

  O testemunho representa a perda do real, do essencial, como afirmaSleigmann-Silva Se o testemunho apresenta a história de uma perda, o essencial não A riqueza da fonte oral dá-se pela rede de significados que o narrador expressa ao pesquisador através da sua forma de falar e de silenciar,de seu ritmo e de todo o conjunto de expressões que usa quando relata a sua história. Roure (2010, p. 4), compreende a preocupação de Benjamin com o declínio da experiência compartilhada e o fim da narrativa, afinal, ambos sãoconsiderados processos inseparáveis, pois um e outro, articulados, é o que possibilita a retomada do passado e o estabelecimento de “uma nova relaçãocom a vida, a morte e a finitude”.

CAPÍTULO III

  Quando a região se torna mais populosa e ocorre o aumento de procura por vagas na escola, a Secretaria Municipal de Educação do Municípiode Goiânia considera a escola como escola urbana, e se a demanda não acontece, a SME- Goiânia prefere fechar a escola pois o custo torna-se muitoalto, isto aconteceu com algumas escolas da Zona Rural de Goiânia . Ao buscar o testemunho das professoras rurais e da mãe e avó de alunos antigos e atuais, obtivemos a clareza da realidade por elas vivida,cientes de que, a riqueza da fonte oral dá-se pela rede de significados, sentimentos e emoções que o narrador expressa ao pesquisador através dasua forma de falar e de calar-se, de seu ritmo e de todo o conjunto de expressões usadas no decorrer das narrativas.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

  Como foi a transição de escola rural para escola urbana de periferia?5 - Como foi a transição de escola rural para escola urbana de periferia? Que diferença fez, na sua prática pedagógica, essa mudança de status — de escola rural para escola urbana de periferia?6 - Que diferença fez, na sua práticapedagógica, essa mudança de status — de escola rural para escola urbana de periferia?

ENTREVISTA ABERTA À MÃE E AVÓ DE ALUNOS DA ESCOLA, PARTICIPACÃO DA PROFESSORA B

  a famíliaPEQUISADORA : Tem diferença da escola assim, não da qualidade mais na forma de ser a escola da época zona rural da escola de hoje do tempo integral? Me parece que se separou só o primeiro ano , porque ela pegou uma sala onde era o almoxarifadoedesocupou e levou o terceiro ano pra lá que corresponde hoje o segundo ano, e deixou o primeiro e o segundo lá.

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