ANÁLISE DA RELAÇÃO ENTRE A ESTATURA E O PERÍMETRO ABDOMINAL EM INDIVÍDUOS PORTADORES DE PERCENTUAIS NORMAIS DE GORDURA Dissertação

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RICARDO WALLACE DAS CHAGAS LUCAS

ANÁLISE DA RELAÇÃO ENTRE A ESTATURA E O PERÍMETRO ABDOMINAL EM INDIVÍDUOS PORTADORES DE PERCENTUAIS NORMAIS DE GORDURA

Dissertação

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UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA CENTRO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE E DO ESPORTE

PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO STRICTU SENSU EM CIÊNCIAS DO MOVIMENTO HUMANO

RICARDO WALLACE DAS CHAGAS LUCAS

ANÁLISE DA RELAÇÃO ENTRE A ESTATURA E O PERÍMETRO ABDOMINAL EM INDIVÍDUOS PORTADORES DE PERCENTUAIS NORMAIS DE GORDURA.

Dissertação apresentada como requisito para obtenção do grau de mestre em Ciências do Movimento Humano, na Subárea Atividade Física e Saúde do Programa de Pós-graduação em Ciências do Movimento Humano da UDESC - Universidade do Estado de Santa Catarina.

Orientador: Prof. Dr. Walter Celso de Lima.

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RICARDO WALLACE DAS CHAGAS LUCAS

ANÁLISE DA RELAÇÃO ENTRE A ESTATURA E O PERÍMETRO ABDOMINAL EM INDIVÍDUOS PORTADORES DE PERCENTUAIS NORMAIS DE GORDURA.

Dissertação de mestrado aprovada como requisito parcial para a obtenção do grau de Mestre em Ciências do Movimento Humano, na área de concentração Atividade Física e Saúde, no Curso de Pós-Graduação em Ciências do Movimento Humano da Universidade do Estado de Santa Catarina.

Banca Examinadora:

Orientador: _______________________________________________ Dr. Walter Celso de Lima

Universidade do Estado de Santa Catarina - UDESC

Membro: _______________________________________________ Dr. Tales de Carvalho

Universidade do Estado de Santa Catarina – UDESC

Membro: _______________________________________________ Dr. Magnus Benetti

Universidade do Estado de Santa Catarina – UDESC

Membro: _______________________________________________ Dr. Marcos Leal Brioschi

Universidade Federal do Paraná – UFPR

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DEDICATÓRIA

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AGRADECIMENTOS

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“Aquilo do passado que fazemos no presente são pedaços do futuro, e o meu futuro já chegou. Então no futuro do futuro vou relembrar o meu passado que é agora”

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RESUMO

INTRODUÇÃO: Vários são os fatores que podem limitar valores preditivos de corte para medida da circunferência (perímetro) abdominal, para fins de análise de risco cardiometabólico. Dentre estes a etnia, a somatotipia e a faixa etária são citados como os mais importantes. Assim, pontos de cortes estabelecidos em 102 cm para homens e 88 cm para mulheres são apontados em diversos estudos como inadequado. A opção de se ter formas de medição da circunferência abdominal relacionadas com a população estudada, utilizando pontos de corte menos estandardizados, parece ser uma necessidade. OBJETIVOS: O objetivo do presente estudo foi analisar a existência de relação numérica comum entre a estatura e o perímetro (cintura) abdominal, em homens portadores de percentuais normais de gordura. METODOLOGIA: Foram selecionados de um banco de dados composto de análises de composição corporal, 380 sujeitos do sexo masculino, da faixa etária entre 18 e 45 anos. Desta população foram triados 174 indivíduos, da faixa etária entre 18 e 25 anos, possuidores de percentuais de gordura dentro da faixa de normalidade, de acordo com a tabela de Pollock (1993), ou seja, entre 4% e 16% de gordura. Para tratamento dos dados foi utilizado o programa estatístico do Excel, incluído no Software Microsoft 2007, que verificou as correlações existentes entre a relação cintura/estatura em percentual, e o percentual de gordura. RESULTADOS: Na amostra da população estudada houve correlação fortemente positiva, r de Pearson de 0,768, com r2 de 0,589, da medida do perímetro abdominal em relação ao percentual de gordura, e uma relação cintura/estatura em percentual com um valor compatível a esta correlação, equivalente a 0,43. A partir da amostra estudada, pode-se concluir que existe uma medida percentual comum para indivíduos portadores de percentual de gordura normal, e que a faixa limite de ação para os pontos de corte para a Razão Cintura-Estatura é representado pelo intevalo entre 0,43 e 0,50, que traduzido para a linguagem de percentual, seria entre 43% e 50% da estatura do indivíduo avaliado, guardando as devidas proporções de faixa etária e gênero.

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ABSTRACT

INTRODUCTION: There are several factors that may limit predictive values cut to measure belly circumference (perimeter), endoscopy for analyzing cardiac-metabolic risk purposes. Among these ethnic groups, somatotype and age are said to be the most important. Thus, the cutoff points set at 102 cm for men and 88 cm for women are reported in several studies as inadequate. The option of having several ways of measuring waist circumference related to the population studied, by using cutoff points less standardized, seems to be a must. OBJECTIVES: This study aims to analyze the existence of common numerical relationship between height and abdominal circumference (waist) in men with normal percentage of fat. METHODS: We selected from a database made of body composition analysis, 380 males, aged between 18 and 45 years. Of this population, 174 individuals were screened , aged between 18 and 25 years old, with normal range fat percentage , according to the scale of Pollock (1993), ie between 4% and 16% fat. For data processing, statistical program Excel, Microsoft included with the Software in 2007 was used, to find out the correlation between waist-height in percentages as well as fat percentage. RESULTS: In the sample of the population studied, there was a strongly positive correlation, r Pearson's of 0.768, with r2 of 0.589, the measure of waist circumference in relation to fat percentage and waist-height in percentage to a value consistent with this correlation, equivalent to 0.43. From this sample, the conclusion is that there is a percentage measure common for individuals with normal body fat percentage, and that the full action limit for the cutoff points for the waist-height is represented by the intervals between 0,43 and 0,50, which translated into the language of percentage would be between 43% and 50% of the stature of the individuals assessed, safeguarding the proper proportions of age and gender.

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SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO 10

1.1 CONTEXTUALIZAÇÃO DO PROBLEMA 10

1.2 JUSTICATIVA 11

1.3 DELIMITAÇÃO DO ESTUDO 12

1.4 OBJETIVOS 12

1.4.1 Objetivo Geral 12

1.4.2. Objetivos Específicos 12

1.5 HIPÓTESES DO ESTUDO 13

2 REVISÃO DE LITERATURA 13

2.1 MÉTODOS DE MEDIDA DA OBESIDADE VISCERAL 13

2.2 A RELAÇÃO CINTURA ESTATURA 16

3 MÉTODO 24

3.1 CARACTERIZAÇÃO DA PESQUISA 24

3.2 POPULAÇÃO E AMOSTRA 24

3.3 VARIÁVEIS DO ESTUDO 24

3.4 INSTRUMENTOS DE COLETA DE DADOS 25

3.5 PROCEDIMENTOS PARA COLETA DE DADOS 25

3.6 TRATAMENTO DOS DADOS COLETADOS 26

4 APRESENTAÇÃO E DOS RESULTADOS 27

4.1 RESULTADOS DA POPULAÇÃO 27

4.2 RESULTADOS DA AMOSTRA 29

4.2.1 RESULTADOS GERAIS 29

4.2.2 RESULTADOS POR ESTRATOS DA ESTATURA 30

5 DISCUSSÃO 32

6 CONCLUSÃO 33

7 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 34

ANEXO 1 48

ANEXO 2 49

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1 INTRODUÇÃO

1.1. CONTEXTUALIZAÇÃO DO PROBLEMA

Nas civilizações industrializadas do planeta, a obesidade é atualmente uma doença altamente prevalente e de elevada morbidade e mortalidade. Tais riscos são atribuídos às implicações cardiovasculares e metabólicas relacionadas, e efetivamente presentes em obesos que apresentam deposição de gordura em região visceral, conforme se demonstrou em alguns estudos longitudinais. Nestes, caracterizou-se que o perigo da obesidade visceral reside em sua associação direta com outros fatores de risco cardiometabólicos, entre eles a hipertensão, o diabetes e a dislipidemia. (REXRODE et. al, 1998; PEREIRA et. al, 1999; HO et. al, 2001; LERARIO et. al, 2002; OGDEN et. al, 2003 MELÉNDEZ et. al, 2002; MARTINS & MARINHO, 2003; ROSA et. al, 2005; PITANGA & LESSA, 2005 e 2007; TARASTCHUK et. al, 2008; BARBOSA et. al, 2009).

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Existe relativa aceitação nos estudos epidemiológicos, de utilização de medidas antropométrica fixas, para homens e para mulheres, em relação à cintura abdominal. Os limites de corte utilizados apresentam números absolutos, quando há uma tendência da aplicação de limites variados, que estarão em acordo com tipo de população avaliada (HAN et. al, 1995).

Dentre os dados levantados para compor as análises de risco cardiometabólico, a estatura do indivíduo, por ser relativamente imutável após idade adulta, e tem servido como base para a composição de medidas mais aplicáveis às diversas populações. (PITANGA & LESSA, 2006). Desta forma a pesquisa tem como objetivo principal, utilizar como parâmetro a razão cintura-estatura, para fornecer uma modalidade de medida da cintura (perímetro) abdominal mais flexível e aplicável, nos estudos epidemiológicos de Saúde Pública.

1.2. JUSTIFICATIVA

Em relação à medida do perímetro (cintura) abdominal, questiona-se a adequação do ponto de corte estabelecido em 102 cm para homens e 88 cm para mulheres (HAN et.al, 1995) para populações de diferentes etnias. Pois em alguns estudos, níveis mais baixos, tais como 94 cm para homens e 80 cm para mulheres, têm sido considerados mais apropriados (PITANGA & LESSA, 2005; OH JY et. al, 2004; FERREIRA et. al, 2006; BARBOSA et. al, 2006; VASQUEZ et. al, 2009). I Diretriz Brasileira de Diagnóstico e Tratamento da Síndrome Metabólica recomenda ainda uma monitorização mais freqüente dos fatores de risco para doenças coronarianas, para mulheres com circunferência (perímetro) de cintura abdominal entre 80-88 cm e para homens entre 94-102 cm.

Ainda é citado que diferentes etnias apresentam diferentes somatotipos, e consequentemente distribuições de gordura diversas, de modo que valores de corte preditivos de risco numa população podem não ser válidos para outras (LERARIO et. al, 2002).

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relacionada com uma população específica, demonstrando pontos de corte menos standardizados, como atualmente se apresentam. Para tanto, partimos do pressuposto que em corpos adultos saudáveis, existem proporções comuns entre as partes. Utilizando a estatura como a parte relativamente imutável, variações superiores ou inferiores, devem se diferenciar em relação ao gênero, somatotipo e faixa etária.

Desta forma, supõe-se que um indivíduo adulto que possua um percentual de gordura adequado para a sua faixa etária (homem ou mulher) e compatível à sua massa corporal, tenha um perímetro abdominal proporcional às suas outras partes, incluindo a estatura. Acreditamos que o perfil étnico esteja representado pelo somatotipo, e para tanto não haveria diferenciação quanto ao perímetro abdominal. (GUIZONI & LUCAS, 2006).

O método de mensuração proposto se baseia no pressuposto biológico de que todos os corpos mantêm proporções numéricas entre as partes, e estas são presumíveis, levando em consideração o estado saudável e funcional que o mesmo deve permanecer no decorrer da vida.

1.3. DELIMITAÇÃO DO ESTUDO

Limitou-se a investigar a existência de relação percentual comum, e estatisticamente confiável, entre a medida da cintura abdominal e a estatura de indivíduos possuidores de níveis normais de percentualde gordura, em relação a uma tabela de referência.

1.4. OBJETIVOS

1.4.1 OBJETIVOS GERAL

- Verificar a existência de uma Razão Cintura-Estatura comum em indivíduos masculinos, de 18 a 25 anos de idade, portadores de percentuais de gordura normais.

1.4.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS

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de acordo com tabela de referência (POLLOCK& WILMORE, 1993);

- Dividir a razão cintura-estatura em estratos secundários, de acordo com faixas de estatura;

- Apresentar as razões cintura-estatura como percentuais da estatura;

- Etabelecer um valor ideal para o perímetro abdominal, baseado no percentual da estatura;

1.5 HIPÓTESES DO ESTUDO

H1 – Existe uma relação percentual comum entre a estatura e o perímetro abdominal de indivíduos possuidores de percentuais de gordura normais.

H0 – Não existe uma relação percentual comum entre a estatura e o perímetro abdominal de indivíduos possuidores de percentuais de gordura normais.

2 REVISÃO DA LITERATURA 2.1 A OBESIDADE VISCERAL

Alguns estudos internacionais estabeleceram que a obesidade é um fator de risco de doença cardiovascular estatisticamente significativo, em basicamente todas as populações do mundo. O INTERHEART constituiu-se de um estudo caso-controle padronizado, com 262 centros participantes em 52 países da África, Ásia, Austrália, Europa, Oriente Médio, América do Norte e América do Sul, que trouxe como resultado um total de 15.152 casos incidentes de IAM (Infarto agudo do miocárdio) e 14.820 controles, pareados por idade (± 5 anos) e sexo, mas sem história de doença cardíaca. (YUSUF et.al, 2004).

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O estudo IDEA (Dia Internacional para Avaliação da Obesidade Abdominal, no original em inglês, International Day for the Evaluation of Abdominal Obesity), também

demonstrou que o perímetro abdominal é um melhor preditor de resultados das doenças cardiovasculares que o IMC. Os primeiros resultados deste estudo de mais de 170.000 pessoas indicam que a medida abdominal está associada às doenças cardiovasculares, independentemente da relação que o índice de massa corporal tenha com o risco de doença cardiovascular, sem considerar idade ou geografia.

Os dados do estudo IDEA foram apresentados na 55ª Sessão Científica Anual do Colégio Americano de Cardiologia realizada de 11 a 14 de março de 2006, em Atlanta, Geórgia. Segundo HAFFNER et. al (2006), o estudo IDEA - International Day for the

Evaluation of Abdominal Obesity confirma a importância de medir a circunferência

abdominal, junto com medidas atuais como o índice de massa corporal, pressão sanguínea, glicemia e níveis lipídicos, para identificar pacientes que estão sob crescente risco cardiometabólico em um cenário de cuidados primários.

O estudo IDEA envolveu 6.407 médicos clínicos gerais em 63 países (excluindo os Estados Unidos). Uma população não selecionada composta por 177.345 pacientes com idades de 18 a 80 anos que consultaram seu médico clínicas geral por qualquer razão em duas meias jornadas previamente estabelecidas foram incluídos no estudo entre maio e julho do ano de 2005. Além das medidas da circunferência abdominal, altura e massa corporal total (peso) corporal, foram recolhidos dados demográficos por gênero, idade e nível de instrução. A presença ou ausência de fatores de risco clássicos de doença cardiovascular (por exemplo, hipertensão, diabetes, dislipidemia e tabagismo) e os fatores de risco existentes (doença cardíaca coronariana, acidente vascular encefálico ou revascularização prévia) também foram registrados.

As características relevantes da população IDEA foram:

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 O predomínio de obesidade (índice de massa corporal ≥ 30 kg/m2) foi muito alto de maneira geral, tendo sido o mais alto no Canadá e nos países do Oriente Médio, e mais baixo na Ásia;

 A medida da circunferência abdominal tanto em homens quanto em mulheres foi mais baixa no Leste Asiático e mais alta na África do Sul, Oriente Médio e Leste Europeu.

A prevalência mundial de doença cardiovascular diagnosticada por médicos em homens no estudo foi de 16%, variando de 10% na América Latina a 26% no Leste Europeu. Nas mulheres, a prevalência mundial foi de 12,5%, variando de 7% na América do Norte a 23% no Leste Europeu.

A análise dos dados demonstrou que tanto o índice de massa corporal como o perímetro abdominal estavam associados, independentemente da presença de doença cardiovascular. Cada aumento na circunferência abdominal de 14 cm para os homens e 14,9 cm para as mulheres aumentava a probabilidade de uma pessoa apresentar uma doença cardiovascular entre 21% e 40%. Quando ajustada para o índice de massa corporal, a medida abdominal era um fator preditivo ainda mais forte de doença cardiovascular, particularmente nos homens.

As relações independentes com as doenças cardiovasculares para o perímetro abdominal e o índice de massa corporal foram vistos em todas as regiões geográficas, mesmo naquelas onde as pessoas eram magras, tais como no Leste Asiático. Entretanto, em 75% das regiões, a associação das doenças cardiovasculares com o perímetro abdominal foi mais forte que a associação com o índice de massa corporal.

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25,3 para os homens e 24,3 para as mulheres. Após o ajuste para o IMC, circunferência da cintura e relação cintura-quadril foram fortemente associados com o risco de morte. Riscos relativos entre os homens e mulheres apresentaram-se no quintil mais alto da circunferência da cintura. IMC permaneceu significativamente associado com o risco de morte nos modelos que incluíam a circunferência da cintura e relação cintura-quadril (P <0,001).

Os dados sugerem que tanto a adiposidade geral ea adiposidade abdominal estão associados com o risco de morte, assim deve-se apoiar a utilização de perímetros da cintura abdominal e da relação cintura-quadril, além de IMC na avaliação do risco de morte.(FORD et. al, 2008).

2.2 MÉTODOS DE MEDIDA DA OBESIDADE VISCERAL

Tendo em vista, que no estudo da conhecida Síndrome Metabólica ou Plurimetabólica, identificar a gordura visceral é extremamente relevante, muitos métodos de avaliação da distribuição da gordura corporal e medição da adiposidade intra-abdominal têm sido propostos.

2.2.1 O método considerado ―padrão ouro‖ para determinar a gordura visceral é a tomografia computadorizada (RÖSSNER et. al, 1990), possibilitando diferenciar a adiposidade visceral da subcutânea na região abdominal. A alta qualidade na reprodução e os coeficientes de correlação maiores que 0,90, são motivos para considerar a tomografia computadorizadao mais eficaz método de imagem com objetivo de avaliação dos componentes corporais. Assim a massa gorda mostrada através da imagem é comparada com a que realmente se encontra presente no corpo. (YOSHIZUMI, 1999). A tomografia permite calcular a razão entre a gordura subcutânea e a visceral, mostrando associação, de razão ≥ 0,4 ou de uma área de gordura intra-abdominal ≥ 130 cm2, com distúrbios do metabolismo glico-lipídico (WILLIAMS et. al, 1996).

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equipamento sofisticado, a importância de pessoal treinado e especializado que ficará exposto à radiação; restringem seu uso em estudos epidemiológicos e na rotina clínica.

2.2.2 A ressonância nuclear magnética por ser um método livre de radiação e não invasivo também possibilita quantificar a gordura visceral com boa acurácia, podendo ser usada no diagnóstico e acompanhamento de pacientes obesos com grande risco, porém a variabilidade de seu coeficiente é maior, e está mais sujeita a artefatos que a tomografia (KOOY & SEIDELL, 1993). Seu custo é mais elevado o que o torna em alguns casos inacessível na rotina clínica e nas pesquisas.

Assim, mais e mais meios alternativos são apresentados, para avaliação da disposição central da gordura corporal, com a finalidade de identificar com mais praticidade e alcance, indivíduos sensíveis à síndrome metabólica, obesos viscerais e com maior risco cardiovascular (KOOY & SEIDELL, 1993).

2.2.3 Mesmo sendo capaz de apresentar a quantidade de massa magra e gorda corporais(73), a bioimpedanciometria não possibilita identificar dados sobre a disposição do tecido adiposo. Isso quer dizer que, em pacientes com percentuais similares de gordura corporal não fornece subsídios para identificação dos que são ―obesos centrais‖ ou ―viscerais‖; os que possuem mais riscos dos que os outros para anormalidades metabólicas. Entretanto é útil no acompanhamento de programas de atividade física, para revelar aumento de massa magra sem alteração do peso corporal. (KOOY & SEIDELL, 1993 & ANDREOLI et. al, 2002).

2.2.4 Outro método muito utilizado para estimar a massa óssea e mensurar a densidade mineral óssea, mas limitado em seu uso pela exposição à radiação e necessidade de pessoal especializado é a DEXA (dual energy x-ray absorptiometry).

Um equipamento que apresenta meios de avaliar a adiposidade corporal total e por região, como abdômen ou tronco. Desta maneira, utiliza-se para localizar e medir a gordura abdominal com os dois componentes subcutâneo e visceral juntos, e para localizar pacientes de risco cardiovascular (PARADISI et. al, 1999).

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a) O IMC é utilizado para classificação dos graus de obesidade que, em estudos epidemiológicos, está associado ao risco crescente de morbi-mortalidade (OMS, 1997). Entretanto é incapaz de mensurar a disposição do tecido adiposo, não estabelece a distribuição dos componentes corporais e qual se encontra alterado (massa magra ou massa gorda). Através de vários estudos que mostram populações com alta suscetibilidade à síndrome metabólica, mas apresentando IMC baixo, apresenta-se a limitação e o questionamento do uso exclusivo desse índice de classificação do risco cardiovascular em obesos (EGGER, 1992; MATSUNAGA, 1997; FERREIRA et. al, 2002).

b) As pregas cutâneas, outro método antropométrico, se destacam na análise da disposição da gordura corporal. A soma das pregas cutâneas é utilizada usualmente para quantificar a gordura corporal (LOHMAN et.al, 1998), Calculando as razões entre as medidas das pregas cutâneas pode-se ter noção da distribuição da adiposidade, como exemplo a razão entre a prega triciptal e a subescapular apresenta parâmetro de disposição troncular da gordura (SEIDELL et. al, 1992).

c) Preferido entre alguns autores, está o cálculo do diâmetro sagital, entretando não parece existir vantagem desse método em relação ao cálculo do perímetro (circunferência) da cintura, apesar de haverem estudos estipulando pontos de corte (MOLARIUS et.al, 1998).

d) Dentre os métodos mais utilizados e mais comuns na literatura, para quantificar a adiposidade visceral, está o cálculo do perímetro (circunferência) da cintura. Os seguintes números: 88 cm para mulheres e 102 cm para homens, de circunferência de cintura, aliados ao risco cardiovascular elevado, são critérios do

National Cholesterol Education Program (NCEP-ATPIII). Contudo parecem existir

diferenças de acordo com a raça, na distribuição de gordura e sensibilidade à síndrome metabólica. Brancos e negros com a mesma avaliação e quantidade de gordura visceral podem possuir riscos metabólicos diferenciados. A International Diabetes Federation

apresentou valores de 80 cm para mulheres e 94 cm para homens de população

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e) A razão cintura-quadril faz parte dos critérios diagnósticos para a síndrome metabólica propostos pela Organização Mundial de Saúde; entretanto, vem perdendo espaço, segundo alguns autores, para a circunferência da cintura, que, por se tratar de uma única medida, estaria menos sujeita à variabilidade na mensuração e características raciais (MOLARIUS et.al, 1998).

f) O Índice de Conicidade (Índice C) foi proposto no início da década de 90, com o objetivo de se avaliar a obesidade regionalizada, levando em consideração a sua estreita relação com as doenças cardiometabólicas (VALDEZ, 1991 apud PITANGA & LESSA, 2006).

É determinado com as medidas do peso, da estatura e da circunferência da cintura. Parte do pressuposto que pessoas que acumulam gordura (adipócitos em hiperplasia ou hipertrofia) em volta da região central do tronco (visceral), têm a forma do corpo parecida com um duplo cone, ou seja, dois cones com uma base comum. Enquanto aquelas com menor quantidade de gordura na região central teriam a aparência de um cilindro. Desde a época em que este índice foi proposto, alguns estudos têm sido conduzidos na expectativa de confirmar a possível associação entre o índice C e variáveis consideradas como risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares. (BOSE & MASCIE-TAYLOR, 1998 & GHOSH et. al, 2003). Apesar de existirem algumas controvérsias, o índice C é reconhecido como um bom indicador de obesidade central: a maior limitação para o seu uso como preditor de doenças coronarianas é a inexistência de pontos de corte que possam discriminar alto risco coronariano.

O índice C foi determinado através das medidas de peso, estatura e circunferência da cintura utilizando-se a seguinte equação matemática (VALDEZ, 1991):

Índice C =

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denominador é o cilindro produzido pelo peso e estatura de determinado indivíduo. Desta forma, ao ser calculado o índice C, temos a seguinte interpretação: por exemplo, se a pessoa tem o índice C de 1,30, isto significa que a circunferência da sua cintura, já levando em consideração a sua estatura e peso, é 1,30 vezes maior do que a circunferência que a mesmo teria caso não houvesse gordura abdominal. (PITANGA & LESSA, 2006).

Alguns fatores contribuem para que os métodos antropométricos sejam considerados de baixa especificidade e sensibilidade para diagnóstico da obesidade visceral. O fato de não precisar de pessoal ou material especializado e ser de fácil execução, apresenta pontos positivos da antropometria, mas como negativos temos a incapacidade desses métodos de diferenciação de gordura visceral para subcutânea. Também a variável intra e inter examinador relativamente elevada. Os valores devem ser examinados levando-se em consideração a população em estudo, para poder se estabelecer os valores normais e de risco. (LOHMAN et.al,1998)

A antropometria tem, portanto, as vantagens de ser de fácil execução e de não necessitar de material ou pessoal especializado, e as desvantagens de ser incapaz de diferenciar a gordura visceral da subcutânea e da variabilidade intra e inter-examinador relativamente elevadas. Valores normais e de risco devem ser obtidos de acordo com a população em estudo (LOHMAN et.al, 1998). Estes fatos conferem aos métodos antropométricos uma boa sensibilidade e baixa especificidade para o diagnóstico da obesidade visceral.

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(ARMELLINI et.al, 1993). Analisando essas características, a ultra sonografia torna-se significativamente útil para análise e estudo da obesidade visceral de pacientes com alta suscetibilidade à síndrome metabólica. Foram identificados e associados como maior risco cardiovascular, os valores de 9 cm para homens 8 cm para mulheres (LEITE et.al, 2000). Com a ultra sonografia existe a possibilidade de selecionar pacientes obesas com maior risco cardiometabólico, apresentando grande correlação com a gordura visceral quantificada pela tomografia; propondo assim valor de 7 cm para diagnóstico de obesidade visceral em indivíduos do sexo feminino (RIBEIRO FILHO et.al, 2003).

2.3 A RELAÇÃO CINTURA ESTATURA

A medida do grau de distribuição de obesidade visceral parece ser importante para a detecção precoce de riscos para a saúde mesmo entre aqueles com massa corporal total (peso) normal. (RUDERMAN et.al, 1998 & HSIEH et.al, 2000). No entanto, autoridades médicas ainda não estabeleceram um padrão único e simples, que podem ser aplicados a homens e mulheres para identificar simultaneamente tanto aqueles que estão com sobrepeso, e aqueles com massa corporal total normal, mas que enfrentam maiores riscos metabólicos de distribuição de obesidade visceral.

Relação cintura-quadril foi durante muito tempo o índice mais utilizado para avaliar a obesidade central, no entanto, as variações nos níveis de medição, diferenças nos valores de corte entre homens e mulheres e entre diferentes grupos étnicos, e a possibilidade de constrangimento para os examinadores e os examinandos de sexos diferentes na medição da área do quadril limitaram a sua prevalência global. (VAGUE, 1956; LARSSON et.al, 1984; LAPIDUS et.al, 1984 & CROFT et.al, 1995).

Recentemente, várias organizações propuseram índices de perímetro abdominal para avaliar a obesidade central. Contudo, sua aplicação indiscriminada tem sido criticada por sua eficácia comparada com a classificação do IMC atual, pois pontos de corte diferem entre homens e mulheres e entre diferentes grupos étnicos. (OMS, 2000; MOLARIUS et.al, 1999; LITTLE P & BYRNE C.D, 2001).

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grupos étnicos. Em 2000, a Sociedade para o Estudo da Obesidade do Japão (JASSO) propôs que indivíduos possuidores de IMC maior que 25 kg / m2 devem ser considerados obesos, em se tratando destes possuirem perímetro da cintura (nível umbilical) maior que 85 cm (homens) ou 90 cm (mulheres). No entanto, não fez referência a indivíduos portadores de massa corporal normal que apresentassem aumento no perímetro abdominal.

Vários relatórios da Ásia indicam que a razão cintura-estatura, em se tratando de uma medida adimensional, se correlaciona melhor com o risco cárdiometabólico do que o IMC, circunferência da cintura, relação cintura-quadril, ou medidas de dobras cutâneas (com base em dados recolhidos em mais de 48 000 pessoas em todas as investigações relacionadas). Há também referências de que o ponto de corte de 0,5 para a razão cintura-estatura parece ser um índice satisfatório para a identificação de indivíduos com sobrepeso e massa corporal total normal, que enfrentam maiores riscos cardiometabólicos. Demonstrado na curva ROC (Receiver Operator Characteristics) ,quanto mais próximo desta razão maiores são os riscos cardiometabólicos. Desta forma a razão cintua-estatura pode representar uma ferramenta potencialmente útil para os cuidados de saúde preventiva.(HSIEH et.al, 1996).

A estatura é um parâmetro importante que deve ser considerado antes de adotar um índice de obesidade, uma vez que a altura possui relação com a distribuição ectoscópica do acúmulo de gordura (obesidade andróide ou ginóide). Em estudos em asiáticos, observou-se uma discrepância entre o aumento da massa corporal e a idade, quando se comparou homens e mulheres. Isto é permite se pensar na utilidade da relação com a estatura, já que é mais difícil de observar pelo IMC em homens que em mulheres (HSIEH et.al, 2000). As seguintes razões podem ser determinantes:

a) O aumento da quantidade de gordura com a idade pode ser menos pronunciada nos homens do que nas mulheres.

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reduzem mais a gordura subcutânea (FORBES, 1970; COHN, 1980; BORKAN, 1983; HSIEH et.al, 2000).

c) Os jovens podem ter IMCs elevados devido ao perfil mais anabólico que predispõe a uma taxa metabólica de repouso mais alta, e consequente massa magra maior.

Um aumento de gordura intra-abdominal pode ser compensado por uma diminuição da gordura subcutânea entre os homens mais velhos. Assim, o aumento da gordura intra-abdominal de meia-idade sobre podem ser difíceis de detectar pelo perímetro da cintura, sem ajustes de estatura. (BORKAN, 1983; HSIEH et.al, 2000).

O uso de um único índice da circunferência (perímetro) da cintura para a avaliação de riscos metabólicos, tanto para jovens e idosos, podem subestimar riscos aparentes entre os indivíduos mais velhos. Mesmo após ajuste para idade, pessoas mais baixas podem ainda enfrentar riscos metabólicos mais altos do que as pessoas com cinturas semelhantes. (HSIEH et.al, 1999).

Alguns estudos inferem que a razão cintura-estatura apresenta correlação negativa com doença arterial coronariana, que é válido após o ajuste para demais fatores de risco. Assim, este potencial perfil sobre a doença arterial coronariana, independentemente de idade e outros fatores de risco, constituem a razão cintura-estatura em um melhor índice para estudos prospectivos nesta área. (HEBERT, 1993; PARKER, 1998).

A razão cintura-estatura pode oferecer as seguintes vantagens sobre outros índices antropométricos, que consistem do perímetro da cintura isoladamente:

a) Adequação de valores entre homens e mulheres em todas as idades,

b) Monitoramento mais preciso da distribuição da gordura corporal e acúmulo de idade;

c) A correlação mais estreita com o índice de morbidade de fatores de risco coronariano;

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e) Simplicidade, em que uma regra única pode ser aplicado a homens e mulheres. (ASHWELL, 1996; COX, 1997; ASHWELL, 1997; SAVVA, 2000; HARA, 2001).

3. MÉTODO

3.1 CARACTERIZAÇÃO DA PESQUISA

Esta pesquisa de caracteriza como Descritiva Correlacional, onde o objeto de estudo é a verificação da existência de uma relação percentual comum de razão cintura-estatura em idivíduos portadores de percentuais de gordura normais. A pesquisa correlacional é descritiva no sentido em que explora as relações existentes entre as variáveis, e determina suas validades (THOMAS e NELSON, 2002)

3.2 POPULAÇÃO E AMOSTRA

A população deste estudo e composta por indivíduos sem identificação de doença instalada, aparentemente saudáveis, trabalhadores de linha de produção de empresas fabris, e consta do Banco de Dados do Ambulatório da Clínica Escola da empresa IBRATE – Instituto Brasileiro de Therapias e Ensino, sede de Curitiba/PR, com dados inclusos entre os anos de 2004 a 2008. Este banco de dados oferece dados de: Idade, Perímetro Abdominal e Estatura, Percentual de Gordura dos indivíduos. Foram selecionados de forma não-probabilística intencional 380 sujeitos do sexo masculino, da faixa etária entre 18 e 45 anos. Desta população foram triados 174 indivíduos, da faixa etária entre 18 e 25 anos, possuidores de percentuais de gordura dentro da faixa de normalidade, ou seja, entre 4% e 16% de gordura, conforme tabela (anexo 3).

3.3 VARIÁVEIS DO ESTUDO

Variáveis Indepentes: Sexo; Idade; Massa Corporal Total (Peso)

(25)

3.4 INSTRUMENTOS DE COLETA DE DADOS

O Banco de Dados possui o conjunto das variáveis coletadas, que foram mensuradas utilizando os seguintes instrumentos:

- Estatura – Através de Estadiômetro Portátilconstituído por escala métrica com resolução de 1mm.

- Massa Corporal Total - Balança digital Portátil calibrada, com capacidade para 150 kg, com margem de 100 g.

- Perímetro Abdominal – Através de fita métrica inextensível, com margem de 0,1 cm.

- Percentual de Gordura – Através do equipamento de Bioimpedância Bipolar da Marca OMRON, modelo HBF-306.

- IMC – Índice de Massa Corporal. Determinado pela razão da massa corporal total pela estatura elevada ao quadrado.

3.5 PROCEDIMENTOS PARA COLETA DE DADOS

Todos os dados foram transportados para planilha do Microsoft Excel 2007. Para a coleta dos dados da população pesquisada foram realizados os seguintes

procedimentos, em sequência:

- Estatura - Mensurada com indivíduo de pé e com pés descalços, trajando calção ou sunga. Foram recomendados aos indivíduos os seguintes procedimentos para o dia do exame: (1) não comer ou beber quatro horas antes do exame, (2) não fazer exercícios físicos não habituais 12 horas antes do exame, (3) urinar 30 minutos antes do exame, (4) não consumir álcool 48 horas antes do exame, (5) e não fazer uso de diuréticos sete dias antes do exame.

- Massa Corporal Total (Peso) – Mensurada com o indivíduo de pé e com pés descalços

(26)

meio da distância entre a crista ilíaca e o rebordo costal inferior, com o indivíduo de pé. (JANSEN, 2004).

- Percentual de Gordura. Os dados de Sexo, Idade, Massa Corporal Total e nível de condicionamento (ser ou não ser atleta) foram inseridos ano equipamento. Com o indivíduo de pé e calçado foi executado o procedimento no aparelho.

3.6 TRATAMENTO DOS DADOS COLETADOS

Para tratamento dos dados foi utilizado o programa estatístico do Excel, incluído no Software Microsoft 2007. Foram realizados os seguintes procedimentos com os dados, após adicioná-los em colunas no Excel 2007, dispondo na sequência de idade, Estatura, Perímetro Abdominal, Percentual de Gordura e Razão Cintura-Estatura:

1) Em todos os elementos da população estudada: 380 (trezentos e oitenta) indivíduos do sexo masculino, com faixa etária compreendida entre 18 e 45 anos, sem discriminação do Percentual de Gordura:

- Foi determinado Coeficiente de Correlação de Pearson (r) entre o Percentual de Gordura e o Perímetro Abdominal;

- Foi determinado Coeficiente de Correlação de Pearson (r) entre a Razão Cintura-Estatura e o Percentual de Gordura;

- Foi determinada a Média e o Desvio Padrão de todas as variáveis dispostas, e o Intervalo de Confiança para 95% para Média do perímetro abdominal.

- A Média da Razão Cintura-Estatura da população foi transcrita em percentual.

2) Na amostra da população estudada: 174 (cento e setenta e quatro) indivíduos do sexo masculino, com faixa etária compreendida entre 18 e 25 anos, com Percentural de Gordura compreendido entre 4 e 16%:

(27)

- Foi determinada a Média e o Desvio Padrão de todas as variáveis dispostas, e o Intervalo de Confiança para 95% para Média do Perímetro Abdominal.

- As Razões Cintura-Estatura da população foram transcritos em percentuais, e foram determinadas as Médias do Perímetro Abdominal.

3) A amostra foi dividida por estratos de estatura de 160 a 169 cm, 170 a 179 cm e de 180 a 189 cm, onde foi determinando:

- A Média e o Desvio Padrão de todas as variáveis dispostas, o Intervalo de Confiança para 95% para Média do Perímetro Abdominal, e as Razões Cintura-Estatura dos estratos por estatura da amostra foram transcritos em percentuais.

4 APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS 4.1 RESULTADOS DA POPULAÇÃO

Em todos os elementos da população estudada: 380 (trezentos e oitenta) indivíduos do sexo masculino, com faixa etária compreendida entre 18 e 45 anos, sem discriminação do Percentual de Gordura:

(28)

Tabela 1 - Coeficiente de Correlação de Pearson (r) entre o Percentual de Gordura e o Perímetro Abdominal:

Percentual de Gordura x Perímetro Abdominal n= 380

PEARSON r = 0,778 - r2 = 0,606

Interpretação Correlação Positiva Muito Forte

Gráfico 02.

Tabela 2 - Coeficiente de Correlação de Pearson (r) entre a Razão Cintura-Estatura e o Percentual de Gordura:

Razão Cintura Estatura x Percentual de Gordura n = 380 PEARSON r = 0,768 - r2 = 0,590

(29)

Tabela 3 - Média e o Desvio Padrão de todas as variáveis dispostas: IDADE ESTATURA PERÍMETRO

ABDOMINAL

% DE GORDURA

RAZÃO CINT/EST

MÉDIA 27,1 174,1 81 14,3 0,46

DESV. PAD. 7,2 6,9 9,6 6,0 0,054

Tabela 4 - O Intervalo de Confiança para 95% para Média do perímetro abdominal. alpha 0,05 - n = 380 - desvio padrão 9,6

Intervalo de confiança = 0.961

Tabela 5 - A Razão Cintura-Estatura trancrita em Percentual.

Razão Cintura-Estatura 0,46 Equivale a 46% da Estatura

4.2 RESULTADOS DA AMOSTRA 4.2.1 RESULTADOS GERAIS

Na amostra da população estudada: 174 (cento e setenta e quatro) indivíduos do sexo masculino, com faixa etária compreendida entre 18 e 25 anos, com Percentural de Gordura compreendido entre 4 e 16%:

Tabela 6 - Coeficiente de Correlação de Pearson (r) entre o Percentual de Gordura e o Perímetro Abdominal:

Percentual de Gordura x Perímetro Abdominal n= 174 PEARSON r = 0,373 - r2 = 0,139

(30)

Tabela 7 - Média e o Desvio Padrão de todas as variáveis dispostas: IDADE ESTATURA PERÍMETRO

ABDOMINAL

% DE GORDURA

RAZÃO CINT/EST

MÉDIA 21,1 174,3 75,5 10,8 0,43

DESV. PAD. 2,1 6,2 5,7 3,2 0,033

Tabela 8 - Intervalo de Confiança para 95% para Média do perímetro abdominal. alpha 0,05 - n = 174 - desvio padrão 5,7

Intervalo de confiança = 0.840

4.2.2 RESULTADOS POR ESTRATOS DA ESTATURA

A amostra foi dividida por estratos de estatura de 160 a 169 cm, 170 a 179 cm e de 180 a 189 cm, onde foi determinanda a Média e o Desvio Padrão de todas as variáveis dispostas, o Intervalo de Confiança para 95% para Média do Perímetro Abdominal, as Médias das Razões cintura-Estatura foram trancritas em percentual, e a Média Geral das Razões Cintura-Estatura da amostra foi transcrita em percentual.

Tabela 9 - Faixa de 160 a 169 cm

IDADE ESTATURA PERÍMETRO ABDOMINAL

% DE GORDURA

RAZÃO CINT/EST

MÉDIA 21,1 166,7 75 11,3 0,45

DESV. PAD. 2,4 2,3 5,9 3,0 0,033

(31)

Tabela 10 - Faixa de 170 a 179 cm

IDADE ESTATURA PERÍMETRO ABDOMINAL

% DE GORDURA

RAZÃO CINT/EST

MÉDIA 21 174,5 74,8 10,6 0,42

DESV. PAD. 2,1 2,8 5,3 3,2 0,030

alpha 0,05 - n = 94 - desvio padrão 5,3 Intervalo de confiança = 1,061

Tabela 11 - Faixa de 180 a 190 cm

IDADE ESTATURA PERÍMETRO ABDOMINAL

% DE GORDURA

RAZÃO CINT/EST

MÉDIA 21,1 183,1 78,3 10,5 0,42

DESV. PAD. 1,8 3,2 5,7 3,3 0,031

alpha 0,05 - n = 36 - desvio padrão 5,7 Intervalo de confiança = 1,872

Tabela 12 - A Razão Cintura-Estatura dos Estratos de Estatura transcritos em Percentual.

Faixa de 160 a 169 cm Razão Cintura-Estatura 0,45 Equivale a 45% da Estatura

Faixa de 170 a 180 cm Razão Cintura-Estatura 0,42 Equivale a 42% da Estatura

(32)

Tabela 13 - A Média da Razão Cintura-Estatura da amostra transcrita em Percentual. TODAS AS FAIXAS Média 0,43 Equivale a 43% da Estatura

5 DISCUSSÃO

Reportando aos estudos de HSIEH et.al,1995) e de PITANGA & LESSA, 2006), que sugerem que o valor do perímetro abdominal, de forma prática, não deve exceder 50% da estatura, pois os valores da Razão Cintura-Estatura para este fim são em torno de 0,5, podemos inferir que o presente estudo apresentou concordância com os mesmos. A diferença é que este estudo apresentou um caminho inverso em relação aos pontos de corte que determinam o limite superior para a medida do perímetro abdominal, ou seja, se partiu do princípio que indivíduos portadores de percentuais de gordura normais, deveriam manter relações métricas comuns e homogêneas. Desta forma o ponto de corte buscado seria para os limites normais, e não anormais e desencadeadores de distúrbios cardiometabólicos

A correlação positiva muito forte (r de PEARSON = 0,778) entre o percentual de gordura e o perímetro abdominal, na população estudada, corrobora com a assertiva que quanto maior o percentual de gordura maior o perímetro da cintura referenciado por HAFFNER et.al (2006). E quando a correlação foi ajustada para o percentual de gordura e a Razão Cintura-Estatura também se verificou uma correlação positiva muito forte. Isto demonstra que na população heterogênea masculina estudada, a relação cintura-estatura pode um preditor de aumento ou diminuição de gordura abdominal (visceral), o que corresponde ao estudo de HSIEH et al (2000).

(33)

Realizando a comparação da média da Razão Cintura-Estatura da população total, com a amostra, observa-se um aumento percentual significativo no desvio-padrão, apesar de não se observar diretamente este aumento pelas diferenças absolutas das médias. A hipótese levantada para esta situação pode ser em função da diferença do “n”

amostral.

Dividindo a amostra por estratos de faixa de estatura, observa-se que não há diferença significativa entre as Razões Cintura-Estatura, e utilizando o Intervalo de Confiança de 95% da média amostral observa-se que a existência da amplitude maior de diferença está relacionada ao “n” já que o alpha é o mesmo e não há diferença

significativa entre os desvios-padrão. Desta forma, nesta população a utilização da média geral das Razões Cintura-Estatura apresenta-se como um parâmetro suficiente para se analisar o valor ideal da medida da cintura (perímetro) abdominal, sem levar em consideração a estatura dos indivíduos, valendo-se ainda do Intervalo de Confiança (IC – 0,840).

Como a soma total dos indivíduos da população estudada, assim como os indivíduos escolhida para compor a amostra, apresentaram um percentual de gordura médio baixo em relação à tabela de referência, e em conseqüência também uma baixa Razão Cintura-Estatura, pode-se inferir que a população e os indivíduos da amostra apresentam um baixo risco cardiometabólico. (HSIEH et.al, 1995). Assim, infere-se que quanto maior for o afastamento da medida da Razão Cintura-Estatura média, maiores serão as chances de desenvolvimento de distúrbios cardiometabólicos.

6 CONCLUSÃO

Foi encontrada na amostra estudada uma medida percentual estatística para a Razão Cintura-Estatura. Este valor é adimensional equivale a 0,43, que traduzindo para percentual equivale a 43% do valor da estatura.

Novos Estudos

(34)

envolvendo demais faixas etárias da tabela de referência e incluindo o gênero feminino, merecem ser realizados. Obedecendo a um padrão de evolução, a comparação com indivíduos portadores de riscos cardiometabólicos, poderá permitir uma validação deste índice relativo de determinação do perímetro abdominal.

7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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ANEXO 2

Termo de Autorização do Detentor do Banco de Dados para realização da pesquisa

Eu, NAUDIMAR DI PIETRO SIMÔES detentora do Banco de Dados da empresa IBRATE – INSTITUTO BRASILEIRO DE THERAPIAS E ENSINO, autorizo o pesquisador RICARDO WALLACE DAS CHAGAS LUCAS a acessar os dados deste banco, sem nominação dos indivíduos, para que possa desenvolver nesta instituição, o projeto de pesquisa com título ANÁLISE DA RELAÇÃO ENTRE A ESTATURA E O PERÍMETRO ABDOMINAL EM INDIVÍDUOS PORTADORES DE PERCENTUAIS NORMAIS DE GORDURA.

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Nome do Responsável pelo Banco de Dados

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