Adit. ao Bol. da PM n.º 132 23JUL Inst. Norm. 033 Uso da Força na Policial Militar

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Full text

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POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

AJUDÂNCIA GERAL

Rio de Janeiro, 23 de Julho de 2015.

ADITAMENTO AO BOLETIM DA POLÍCIA MILITAR

N.º 132

Para conhecimento desta Corporação e devida execução, torno público o seguinte:

Governo do Estado do Rio de Janeiro Secretaria de Estado de Segurança

Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro INSTRUÇÃO NORMATIVA PMERJ/EMG-PM/3 Nº 33

DE 03 DE JULHO DE 2015

PUBLICA O CADERNO DOUTRINÁRIO DO USO DA FORÇA NA PMERJ ATRAVÉS DOS ANEXOS - ANEXO I - MANUAL DO MÉTODO DE DEFESA POLICIAL

MILITAR – MDPM, ANEXO II – USO DE

INSTRUMENTOS DE MENOR POTENCIAL OFENSIVO, ANEXO III – TIRO DE DEFESA.

O COMANDANTE GERAL DA POLICIA MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, no uso de suas atribuições legais e regimentais, e

CONSIDERANDO:

- A necessidade de padronizar o ensino do Uso da Força na Corporação;

- Que o Uso da Força contempla a atuação do policial militar com as mãos nuas, com o uso de instrumentos de me-nor potencial ofensivo, e com o uso de armas de fogo;

- Os preceitos da Lei 13.060 de 22 de Dezembro de 2014; RESOLVE:

Art. 1º - Fica aprovado o CADERNO DOUTRINÁRIO DO USO DA FORÇA NA PMERJ através dos anexos - Anexo I- Manual do Método de Defesa Policial Militar – MDPM, Anexo II – Uso de Instrumentos de Menor Potencial Ofensivo, Anexo III – Tiro de Defesa.

Art 2º - Ficam instituídos os seguintes Conselhos Consultivos: a) Do Método de Defesa Policial Militar;

b) Do Uso de Instrumentos de Menor Potencial Ofensivo; c) Do Tiro de Defesa.

§ 1º - Os Conselhos Consultivos serão convocados pelo Comandante Geral, atendendo a proposta motivada pelos Comandantes/Chefes ou Diretores das unidades gestoras dos itens a), b) ou c), para deliberar sobre assunto de cunho estritamente técnico, colocado em pauta, conforme constar da publicação da convocação.

§ 2º - São unidades gestoras dos itens a), b) e c) do caput deste artigo: a) O Centro de Educação Física e Desporto;

b) O Batalhão de Polícia de Choque;

c) O Centro Especializado em Armamento de Tiro.

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§3º - Os Conselhos Consultivos serão formados pelos sete instrutores mais antigos, da ativa, conforme os preceitos hierárquicos da corporação, obrigatoriamente na seguinte proporção: três oficiais e quatro praças.

Art 3º - No prazo de 90 (noventa dias) dessa publicação a DGEI deverá estruturar o curso de formação de Instrutores do Uso da Força, remetendo ao EMG a proposta para aprovação.

Art 4 º - Revogue-se a publicação da Nota de Instrução Nº 007 de 1998, do Aditamento ao BOL PM 154 de 21 de agosto de 2007 – Manual do Método de Defesa Policial Militar, dos Programas para Curso de Formação de Soldados, públicos no BOL PM Nº 087 de 17 de maio de 2014, do Boletim de Instrução Policial de Nº. 02/08, público no BOL PM Nº. 198, de 19 de novembro de 2008, e demais prescrições em contrário.

Rio de Janeiro, 03 de Julho de 2015. Alberto Pinheiro Neto – Cel PM

Comandante-Geral da PMERJ Id 23839621

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Governo do Estado do Rio de Janeiro Secretaria de Estado de Segurança Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro

Anexo I – IN 33/PMERJ

MANUAL DO MÉTODO DE DEFESA POLICIAL MILITAR

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Comandante-Geral da PMERJ: CEL PM Alberto Pinheiro Neto Chefe do Estado-Maior Geral : CEL PM Robson Rodrigues da Silva Comissão de Conteúdo:

TenCel PM RG 53.520 Mauro Cesar Maciel de Andrade Cap 66.795 Héliton Gomes Duarte Junior

Cap 77.290 Diogo Ribeiro De Souza Ten 81.811 Leandro De Souza Goulart Ten 82.357 Fernando Alves Meires Ferreira Sten 42.003 Paulo Willian Vicente Chavez Sten 56.086 Marcelo José Da Silva

Sten 66.775 Antonio Jorge Guimarães Sten 75.536 Isaias Lopes da Silva

1ºsgt 55.017 Marco Antônio Pereira Rosa 1ºsgt Rogério dos Santos Enes

2ºsgt 60.061 Wenderson De Jesus Rosa 2ºsgt 60.422 Adriano Costa Lopes 3ºsgt 66.366 Vinicíus Alves Alkaim 3ºsgt 72.193 Maurício Ferreira Perestrelo

3ºsgt 72.914 Paulo Roberto Pereira da Costa Júnior 3ºsgt 75.520 Rodrigo Ulber Da Motta

3ºsgt 75.947 Lenilson Rodrigues Tenório Cb 81.467 Job Kleber Melo Magalhães Cb 81.929 Caio Lucas Salvador

Cb 81.966 Flávio Marques Moreira dos Santos Cb 82.133 Heverson Luiz dos Santos Oliveira Cb 82.912 Luciano Pereira Mendonça

Cb 84.617 Sergio Luiz Pimenta de Oliveira Cb 85.263 Giovanny Soares Barreto De Oliveira Sd 92.823 Thiago Sarmento Dos Santos

Sd 95.570 Thiago Schomaker Farias Sd 94.777 Julio César Gonçalves Da Silva Sd 96.137 Bruno Machado Roberto Sd 96.480 Gistayne Mathias Chavez

RIO DE JANEIRO. Polícia Militar. - Manual do Método de Defesa Policial Militar. Uso da Força. Rio de Janeiro.

Instruções. 2. Manual Técnico. 3. Método de Defesa Policial Militar.

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IDENTIDADE ORGANIZACIONAL DA

POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

Missão

Promover a segurança cidadã, servindo e protegendo a sociedade no Estado do Rio de Janeiro.

Visão de futuro

Implantar a Polícia de Proximidade em todo o Estado do Rio de Janeiro, sendo referência no Brasil no planejamento e gestão desta atividade até 2018.

Princípios e Valores

Hierarquia e Disciplina; Preservação da Vida e Dignidade Humana; Respeito ao Interesse Público, ao Policial e ao cidadão; Profissionalismo com Reconhecimento do Mérito; e, Transparência.

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MÉTODO DE DEFESA POLICIAL MILITAR

CONTEÚDO:

Apresentação... ...04

Identidade Organizacional da PMERJ...05

ANEXO I – Manual do Método de Defesa Policial Militar 1. Introdução... 19

1.1 Objetivo do manual... 19

1.2 Principologia do MDPM e parâmetros fundamentais utilizados na formatação do presente método...19

2. Aspectos Normativos sobre o Uso da Força...20

2.1 Código de conduta para encarregados de fazer cumprir a lei – CCEAL...21

2.2 Constituição da República Federativa do Brasil...21

2.3 Código de Processo Penal...22

2.4 Código de Processo Penal Militar...23

2.5 Código Penal...24

2.6 Poder de Policia – Código Tributário Nacional...24

2.7 Leis Esparsas que regulamentam o uso da força...25

2.8 Súmula 11 do STF e o uso de algemas...26

2.9 Edição da Portaria Interministerial 4226...27

2.10 Vigência da Lei 13.060...27

2.11 Princípios Essenciais do Uso da Força...28

3. Defesa Pessoal e Impessoal...31

3.1 Conceito de defesa pessoal e impessoal...31

3.2 Fatores a serem considerados na ação de intervenção policial...31

4. Regras para o treinamento seguro...32

5. Conteúdo das Aulas...35

5.1 Ginástica Policial...35

5.2 Técnicas de manutenção do Espaço de Segurança, Desvencilhamento e Soltura...35

5.2.1 – Manutenção do Espaço de Segurança...35

5.2.2 - Diagrama de defesa e movimentação...36

5.2.3 – Técnicas de Solturas sobre Pegadas...37

5.3 Técnicas de Amortecimento de quedas...38

5.4 Técnicas deRolamentos...40

5.5 Técnicas de movimentação no solo...44

5.6 Levantamento Tático...45

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5.7 Técnicas de Pontos de Pressão...47

5.8 Técnicas de Contenção e Condução a Mãos Livres...51

5.9 Técnicas de uso da Algema...56

5.10 Técnicas de busca pessoal...62

5.11 Técnicas com o bastão policial...64

5.12 Técnicas de uso da tonfa...73

5.13 Técnicas de cautela e defesa do armamento...79

5.14 Técnicas de desarme...81

5.15 Técnicas de defesa contra Armas Impróprias (facas)...83

5.16 Técnicas de defesa contra cão...84

6. Avaliações...86

7. Histórico do MDPM...87

8. Prescrições...90

9. Bibliografia...91

ANEXO II – Uso de Instrumentos de Menos Potencial Ofensivo Capitulo I – Agentes químicos não letais 1. Introdução...96

Capitulo II – Espargidores de Agentes Quimicos 1. Espargidores...97

1.1 Espargidor de CS...97

1.2 Espargidor de OC...97

2. Tipos de Espargidores ...98

2.1 Espargidores Tipo Aerossol...98

2.2 Espargidores Tipo Espuma e Gel...99

3. Modelos de Espargidores...99

3.1 Modelo Aerossol...99

3.2 Modelo Espuma...101

3.3 Recomendações...101

4. Estrutura dos Espargidores...102

5. Operação dos Espargidores...104

6. Recomendações...105

7. Treinamento...106

8. Descontaminação...107

9. Aspectos Legais...107

10. Considerações Finais...109

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1. Quanto ao Emprego...110

1.1 Defensivas (letais)...110

1.2 Ofensivas (não-letais)...110

2. Quanto a Projeção...110

2.1 Granada de arremesso...110

2.2 Granada de lançamento...111

3. Armas de fogo e adaptadores utilizados em granadas não letais...111

3.1 Espingardas calibre 12...111

3.2 Adaptador de bocal de lançamento cal. 12 – BC 100...112

3.3 Bastão Lançador AM402 (Cal. 12)...112

3.4 Lançador AM 600 (Cal. 37/38 e 38.1 mm)...113

3.5 Lançador AM 640 (Cal. 40x46 mm)...113

3.5.1 Adaptador de bocal de cal. 37/38 e 40 mmBC 101...114

4. Acionamento das granadas não letais...115

4.1 Forma de acionamento da EOT...115

4.2 Forma de acionamento do PSTM...116

4.3 Forma de acionamento por CP...116

5. Quanto ao Gênero das Granadas não letais...117

5.1 Granadas explosivas não-letais...117

5.2 Granadas de emissão não-letais...117

5.3 Emissão lacrimogênea...118

5.4 Emissão fumigena...118

6. Tipos e Modelos de Granadas Não-Letais...119

6.1 Granadas explosivas de arremesso...119

6.1.1 Granadas explosivas indoor...120

6.1.1.1Distância mínima de segurança...120

6.1.1.2Estrutura das granadas explosivas indoor...120

6.1.1.3Operação das granadas explosivas indoor...121

6.1.1.4Espécies de granadas explosivas indoor...122

6.1.1.4.1 Granada explosiva indoor de efeito moral – GB 704...122

6.1.1.4.2 Granada explosiva indoor lacrimogênea – GB 705...123

6.1.1.4.3 Granada explosiva in124door identificadora – GB 706...124

6.1.1.4.4 Granada explosiva indoor luz e som – GB 707...124

6.1.1.4.5 Granada explosiva indoor pimenta – GB 708...125

6.1.2 Granada de Adentramento...126

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6.1.2.1Distância mínima de segurança...126

6.1.2.2Operação das granadas de adentramentos – GA 100...127

6.1.3 Granadas explosivas outdoor...129

6.1.3.1Distância mínima de segurança...129

6.1.3.2Estrutura das granadas explosivas outdoor...130

6.1.3.3Operação das granadas explosivas outdoor...130

6.1.3.4Espécies de granadas explosivas outdoor...131

6.1.3.4.1 Granada explosiva outdoor de efeito moral – GL 304...132

6.1.3.4.2 Granada explosi133va outdoor lacrimogênea – GL 305...132

6.1.3.4.3 Granada explosiva outdoor identificadora – GL 306...133

6.1.3.4.4 Granada explosiva outdoor luz e som – GL 307...133

6.1.3.4.5 Granada explosiva outdoor de pimenta – GL 308...134

6.1.4 Granada explosiva de impacto...134

6.1.4.1Distância mínima de segurança...134

6.1.4.2Estrutura das granadas explosivas de impacto...135

6.1.4.3Operação das granadas explosivas de impacto...135

6.1.4.4Espécie de granadas explosivas de impacto...136

6.1.4.4.1 Granada explosiva multi-impacto – GM 100...136

6.1.4.4.2 Granada multi-impacto lacrimogênea – GM 101...137

6.1.4.4.3 Granada multi-impacto pimenta – GM 102...138

6.2 Granada de emissão lacrimogênea...138

6.2.1 Distância mínima de segurança...139

6.2.2 Estrutura das granadas de emissão lacrimogênea...139

6.2.3 Operação das granadas de emissão lacrimogênea...140

6.2.4 Espécie de granadas de emissão lacrimogênea...143

6.2.4.1Granada de emissão lacrimogênea tríplice – GL 300/T...143

6.2.4.2Granada de emissão lacrimogênea tríplice hyper – GL 300/TH...144

6.2.4.3Granada de emissão lacrimogênea “rubberball” – GL 309...144

6.2.4.4Granada de emissão lacrimogênea de movimentos aleatórios “Bailarina”– GL 310...146

6.2.4.5Granada de emissão lacrimogênea (média emissão) – GL 301...146

6.2.4.6Granada emissão lacrimogênea (alta emissão) – GL 302...147

6.2.4.7 Granada emissão lacrimogênea (baixa emissão) “mini condor GL 303....148

6.3 Granada de emissão fumígena...148

6.3.1 Distância mínima de segurança...148

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6.3.3 Operação das granadas de emissão fumígena...150

6.3.4 Espécie das granadas de emissão fumígena...153

6.3.4.1Granada de emissão fumígena sinalizadora – SS 601...153

6.3.4.2Granada de emissão fumigena de cobertura –MB 502...154

7. Armazenagem... ...155

8. Considerações finais... ...155

Capitulo IV – Munições não letais 1. Conceito de munições não letais...156

2. Objetivo das munições não letais...156

3. Armas de fogo e adaptadores utilizados em munições não letais...157

3.1 Espingarda calibre 12...157

3.1.1 Adaptador de bocal cal. 12, 37/38,1 mm e 40mm – BC 100, BC 100/A e BC 101...157

3.2 Bastão lançador AM 402 (cal. 12) ...158

3.3 Lançador AM 600 (cal.37/38 e 38.1mm) ...158

3.4 Lançador AM 640 (cal. 40x46 mm) ...160

3.5 Arma de ar comprimido para munições de Bismuto – FN 303...160

4. Munições não letais de calibre 12...162

4.1 Conceito... ...162

4.2 Munições de Impacto Controlado...162

4.2.1 Munições cilíndricas de bote único – AM 403...162

4.2.2 Munições com 03 (três) balotes cilíndricos – AM 403/C...163

4.2.3 Munições com 03 (três) esferas – AM 403/A...164

4.2.4 Munição de impacto múltiplo – AM 403/M...164

4.2.5 Munições de corpo raiado ou de precisão – AM 403/P...165

4.2.6 Munições de corpo raiada/precisão de curta distância – AM 403/PSR (SHORT RANGE) ...166

4.3 Munições químicas ...167

4.3.1 Munição química de jato direto CS-GL103...167

4.3.2 Munição química de jato direto OC-GL 104...167

4.4. Munições Explosivas...167

4.4.1 Munições Explosivas de carga inócua – GL 102...168

4.4.2 Munições Explosivas de carga lacrimogênea – GL 101...168

5. Munições Não Letais de Calibre 37/38 e 38.1 mm...168

5.1 Conceito...168

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5.2 Munições de Impacto Controlado...168

5.2.1 Munições de 03 (três ) esferas – AM 403...169

5.2.2 Munições de 12 (doze ) esferas – AM 404/12E...169

5.2.3 Munição expansível de impacto controlado – AM 470 (SOFTH PUNCH)...170

5.3 Munições Químicas...171

5.3.1 Munições químicas de lançamento de médio alcance...171

5.3.2 Munições químicas de lançamento de longo alcance...172

5.3.3 Munição química de jato direto CS – GL 103/A...172

5.3.4 Munição químicas de jato direto OC – GL 104/A...172

6. Munições Não Letais de Calibre 40x46mm...172

6.1 Conceito... ...172

6.2 Munições de impacto controlado/Espuma...173

6.2.1 Projetil de espuma – NT 901...173

6.2.2 Projetil de espuma lacrimogêneo – NT 901/CS...174

6.2.3 Projetil de espuma com gel marcador – NT 901/M...174

6.2.4 Projetil de espuma para treinamento – NT 900...175

6.3 Munições Explosivas...176

6.3.1 Munições Explosivas de luz e som por retardo – NT 907...176

6.3.2 Munições Explosivas de luz e som por impacto – NT 907/I...177

6.3.3 Munições Explosivas de luz e som por retardo lacrimogêneo – NT 907 CS...177

6.3.4 Munições Explosivas de luz e som por impacto lacrimogêneo – NT 907I/CS..178

6.4 Munições de emissão lacrimogênea...178

6.4.1 Munições de emissão lacrimogênea – NT 902...178

6.5 Munições Ilustrativas...179

6.5.1 Munições Ilustrativas com paraquedas – NT 906...179

7. Munições Não Letais de Calibre 17.5 mm – FN 303...179

7.1 Conceito...179

7.2 Munições de Bismuto...180

7.2.1 Munições de impacto/treinamento (branca)...181

7.2.2 Munições de impacto identificadora permanente (amarela)...181

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7.2.4 Munições de impacto com agente pimenta (laranja) ...183

8. Emprego da Munições Não Letais...183

8.1 Munições não letais calibre 12...183

8.1.1 Munições de impacto controlado...183

8.1.2 Munições jato direto...183

8.1.3 Munições explosivas...184

8.2 Munições não letais de calibre 37/38mm e 38,1 mm...184

8.2.1 Munições de impacto controlado...184

8.2.2 Munições jato direto...184

8.2.3 Munições fumígenas/emissão lacrimogênea médio alcance...184

8.2.4 Munições fumígenas/emissão lacrimogênea longo alcance...185

8.3 Muniçõe não letais de calibre 40x46 mm...185

8.3.1 Munições de impacto controlado...185

8.3.2 Munições fumígenas/emissão lacrimogênea...185

8.3.3 Munições explosivas...185

8.3.4 Munições iluminativas / sinalizadoras...185

8.4 Munições não letais de bismuto...186

9. Considerações finais...186

Capitulo V – Mascara Contra Gases 1. Modelo: Advantage 1000...188

1.1 Aplicação... ... ...189

1.2 Características...189

1.3 Pontos negativos da máscara...190

1.4 Componentes da máscara contra gases...190

1.5 Componentes principais das máscaras contra gases...191

1.6 Emprego das mascaras contra gases...192

1.6.1 Processo de colocação...192

1.6.1.1De baixo para cima... ...192

1.6.1.2 De cima para baixo... ...193

1.7 Ajuste dos tirantes ou “aranha elástica”...193

1.8 Ventilação da tensão, teste de eficiência ou teste de estanqueidade...194

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1.9 Verificação da limpeza ou teste de descontaminação...194

1.10 Processo de lavagem e secagem...195

1.11 Processo de desinfecção ou descontaminação...195

1.12 Armazenamento da máscara contra gases...196

1.13 Transporte da máscara contra gases...196

2. Filtros... ... ...196

2.1 Espécie de filtros... ...197

2.1.1 filtros contra gases... ...197

2.1.2 Filtros contra aerodispersóides...197

2.1.3 Filtros combinados...197

2.2 Tempo de uso e saturação do filtro...198

2.3 Armazenamento do filtro...198

Capitulo VI – Dispositivo elétrico incapacitante (Arma Taser M26 / Arma Spark – DSK 700) 1. Arma Taser M 26...199

1.1 Classificação da arma... ...199

1.2 Funcionamento...199

1.2.1 Condições Básicas de Funcionamento...201

1.3 Regras de segurança...202

1.4 Cuidados especiais... ...205

1.5 Dados técnicos da TASER M26... ...205

1.5.1 Comparação... ...206

1.5.2 Componentes da TASER – M26... ...207

1.5.3 Pilhas (destinada a Reserva Única de Armamento) ...209

1.5.4 Cartuchos...213

1.5.4.1Trava de Segurança dos Cartuchos...215

1.5.5 Visada, trajetória dos dardos e disparo...216

1.5.5.1Disparo a distancia entre 0 e 2 metros... ...217

1.5.5.2Disparo a distancias entre 2.5 e 4.5 metros...218

1.5.5.3Disparo a distancias entre 5.5 e 7.5 metros...219

1.5.5.4Conclusões finais sobre a distância ideal de disparo com cartucho...219

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1.5.7 Situação de Risco...220

1.5.8 Auditoria...221

1.5.9 Rotina a ser adotada...222

1.6 Considerações finais...222

1.7 Parecer médico... ...223

2. Arma SPARK – DSK 700... ...225

2.1 Classificação da arma...225

2.2 Funcionamento...225

2.3 Características da Spark... ...226

2.4 Lesões secundárias da Spark...227

2.5 Características técnicas ...227

2.6 Características elétricas ...228

2.7 Informações complementares... ...229

2.8 Descrição dos componentes...231

2.9 Chave lida/desliga...232

2.10 Porta pilhas...233

2.11 Pilhas...233

2.12 Display indicador de energia... ...233

2.13 Mira...234

2.14 Lanterna...234

2.15 Eletrodos...235

2.16 Cartucho...235

2.17 Gatilho...236

2.18 LEDs auxiliares... 237

2.19 Tecla ejetora... ...237

2.20 Chave neutralizadora...238

2.21 Data kit...238

2.22 Entrada USB...239

2.23 Recarregador de bateria...240

2.24 Coldre...240

2.25 Porta munição... ...240

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2.26 Maleta de transporte...241

2.27 Instalando pilhas – Reserva Única de Material Belico...241

2.28 Carregando Cartucho...242

2.29 Dardos Lançados...244

2.30 Instruções operacionais...244

2.31 Choque Direto...245

2.32 Causas de ineficácia... ...246

2.33 Testando a Spark... ...246

2.34 Coletando Dados...247

2.35 Atualização de data e hora...247

3. Bibliografia...248

ANEXO III – TIRO DE DEFESA Capitulo I – Generalidades...255

1. Finalidade e Objetivo... ...256

Capitulo II – A Instrução do Tiro de Defesa...256

2. A Instrução do Tiro de Defesa...256

2.1 Definição...256

2.2 Instrução...256

2.2.1 Boletim de Instrução Policial n° 02/08...256

2.3 O instrutor...256

2.4 O Double Tap...257

2.4.1 Poder de parada ou Stopping Power...257

2.5 Classificação das instruções... ...257

2.6 Diretrizes para as instruções... ...257

2.7 A Instruções de Capacitação Continuada...257

2.8 A Disciplina Tiro de Defesa...258

2.9 Limpeza da arma e Manutenção da Primeiro Escalão...258

2.10 Documentos Obrigatórios... ...258

2.11 Fundamentos Básico do Disparo...258

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2.13 Fundamentos do Tiro de Defesa... ...259

2.14 Procedimentos de Alimentação, Carga e Recargas...262

2.15 O uso diferenciado da Força e as Instruções de Tiro de Defesa...263

2.16 O tiro de Defesa e a interdisciplinaridade...263

2.17 A Instrução Preparatória para o Tiro (IPT) ...263

2.18 Poder e força...263

2.19 Direitos Humanos e o Tiro de Defesa...264

2.20 Conceito do Crime...265

2.21 Poder de POLÍCIA... ...265

2.22 A segurança Pública nos termos da Constituição Brasileira...265

2.23 Ordem Pública... ... ...265

2.24 Princípios Gerais em Procedimentos... ...266

Capitulo III - Processos de Ensino da Instrução de Tiro de Defesa 3.1 O Ensino e a Aprendizagem...267

3.2 A Didática, o Ensino e a Instrução...267

3.3 Níveis de aprendizado a serem considerados nas Instruções...267

3.3.1 Nível de Reflexo... ...267

3.3.2 Nível Cognitivo... ...268

3.4 Meios auxiliares da instrução... ...268

3.5 A instrução de tiro e a tecnologia... ...270

3.6 A Avaliação do Ensino e da Aprendizagem... ...272

Capitulo IV – A Instrução Para o Curso de Formação de Soldado 4.1 Instrução Preparatória Para o Tiro...274

4.2 Armamento e Tiro de Defesa I...274

4.3 Armamento e Tiro de Defesa II...274

4.4 Treinamento Fundamental...274

4.5 Pistas de Tiro...274

4.6 Avaliação de ensino e aprendizagem...275

4.7 Critérios da avaliação da Pista de Tiro...275

Capitulo V – A Instrução Para o Curso de Formação de Sargento (CFS) e Para o Curso de Formação de Cabos 5.1 Instrução Preparatória Para o Tiro...278

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5.2 Armamento e Tiro de Defesa I...278

5.3 Armamento e Tiro de Defesa II...278

5.4 Padronização de Procedimento e Uniformização da Instrução...278

5.5 Avaliação do Ensino e Aprendizagem...279

5.6 Critérios da avaliação da Pista de Tiro...280

Capitulo VI – Instruções de Curso de Aperfeiçoamento e Especialização de Oficiais (CAO e CSP) e Curso de aperfeiçoamento de Sargentos (CAS) 6.1 Instrução Preparatória Para o Tiro...282

6.2 Armamento e Tiro de Defesa I...282

6.3 Armamento e Tiro de Defesa II...282

6.4 Padronização de Procedimento e Uniformização da Instrução e Grau de Adestramen-to...282

6.5 Avaliação do Ensino e Aprendizagem...282

Capitulo VII – A Instrução Para o Curso de Formação de Oficiais 7.1 1° Ano do CFO...286

7.2 Tiro de Defesa I...286

7.3 Tiro de Defesa II...286

7.4 A Instrução de Tiro de Defesa I... ...286

7.5 A Instrução do Tiro de Defesa II...286

7.6 É fundamental o Treinamento...287

7.7 A Pista de Tiro... ...287

7.8 A Avaliação do Ensino e Aprendizagem, Critério da avaliação...287

7.9 2° Ano do CFO...289

7.10 A Instrução de Tiro de Defesa I para o 2° Ano do CFO...289

7.11 A Instrução do Tiro de Defesa II para o 2° Ano do CFO...289

7.12 Avaliação do Ensino e Aprendizagem. Critério da Avaliação...289

7.13 Objetivos da Instrução de Tiro de Defesa I e II para o 3°Ano do CFO...292

7.14 É fundamental o Treinamento...292

7.15 Avaliação do Ensino e Aprendizagem. Critério da Avaliação...292

Capitulo VII – A Instrução de Capacitação Continuada 8.1 Instrução de Capacitação Continuada...295

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8.3 Objetivos da instrução – Desenvolver as seguintes competências ...295

8.4 Critérios da avaliação...296

Capitulo IX – Dos Procedimentos de Segurança 9.1 Considerações...298

9.2 Procedimentos de manuseio para armas...298

9.3 Limpeza e manutenção do armamento...298

9.4 Porte ostensivo ou não de pistolas ...298

9.5 Deslocamento em situações criticas...298

Capitulo X – Fundamentos Básicos para o Disparo 10.1 Fundamentos Básicos...299

10.2 Fundamentos do Disparo... ...299

Capitulo XI – A Preparação do policial Para o Tiro de Defesa 11.1 Aspectos a serem considerados nas instruções de Tiro de Defesa...305

11.2 O processo de tomada de decisão...305

11.3 O fogo Sob Stress “Stress Fire” ...305

11.4 Fatores relevantes a serem desenvolvidos nas instruções...306

11.5 Referências Bibliográficas...307

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1. Introdução

1.1 Objetivo do manual;

O presente manual tem por objetivo servir como guia na formação, especialização e atualização dos policiais militares do Estado do Rio de Janeiro, na disciplina do Método de Defesa Policial Militar, que engloba os conhecimentos em Defesa Pessoal, Defesa Impessoal, Uso Diferenciado e Seletivo da Força, tendo como espectro de atuação as técnicas de Contenção a Mãos Livres ao emprego de Algemas Policiais. O presente manual trata do uso da força pelos policiais militares, conscientes, no entanto, de que não somente esse grupo de profissionais monopolizara seu uso, legítimo ou não, e considerando que, apesar dos avanços alcançados pela sociedade, o uso da força pelas forças de segurança publica ainda é considerado necessário.

Destinado a servir como guia teórico e prático de estudo para policiais militares, as técnicas apresentadas são citadas e expostas de acordo com sua classificação. No entanto, não é aconselhado o uso autodidático, devendo quaisquer dúvidas serem sanadas juntos aos instrutores habilitados e autorizados pela Policia Militar do Estado do Rio de Janeiro. As instruções serão ministradas prioritariamente por esses mesmos instrutores.

1.2 Principologia do MDPM e parâmetros fundamentais utilizados na formatação do presente método Há inúmeras técnicas de defesa pessoal, inseridas ou não em outros inúmeros métodos de treinamento visando capacitar policiais a defenderem-se quando for necessário, porém, para a confecção do presente manual asseguramo-nos de perseguir os valores apontados pelo direcionamento estratégico da PMERJ como premissa fundamental, bem como alguns princípios elencados a partir das características que cercam os policiais militares, quais sejam:

Parâmetros individuais:

1. Os PPMM têm necessidade de se defender e o dever de defender a outrem que se encontre em perigo;

2. Os PPMM quando se defendem ou defendem a outrem, devem evitar colocar em risco terceiros inocentes;

3. Os PPMM dispõem de pouco tempo para treinamento;

4. O treinamento para os PPMM deve considerar os equipamentos e uniforme usado pelos mesmos;

5. Cerca de 80 % das ocorrências atendidas pelos PPMM são de pequeno potencial ofensivo, demandando uso moderado da força;

6. A legislação a respeito do uso da força é muito recortada, gerando dúvidas aos policiais. Parâmetros logísticos e de cultura organizacional:

7. Persiste a ideia de força atribuída à Corporação, que agregada à atual febre de lutas com remuneração por rendimento individual, torna o aluno policial um grande desafio para a Instituição;

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uso de força letal.

2.1 - Código de conduta para profissionais encarregados de fazer cumprir a lei. Promulgado pela Organização das Nações Unidas (ONU), através da resolução 34/169 da Assembleia Geral das Nações Unidas, de 17 de dezembro de 1979.

Composto de por um total de dez artigos, seus artigos 2º, 3º, 5º e 6º se referem ao uso da força pelos funcionários encarregados de cumprir a lei. O presente código de conduta teve sua aceitação por diversos países, sendo adotado pela Policia Militar do Estado do Rio de Janeiro através da edição, pelo então Secretario de Estado da Policia Militar, Cel PM Carlos Magno Nazareth Cerqueira, da resolução SEPM nº 93, de 27 de setembro 1991, da antiga Secretaria de Estado

de Polícia Militar.

Art 2º- No desempenho de suas funções os funcionários encarregados de fazer cumprir a lei respeitarão e protegerão a dignidade humana e, manterão e defenderão os direitos humanos de todas as pessoas.

Art 3º - Os funcionários encarregados de fazer cumprir a lei poderão usar a força apenas quando for estritamente necessário ou na medida em que o requeira o desempenho de suas tarefas.

Art 5º- Nenhum funcionário encarregado de fazer cumprir a lei poderá infligir instigar, ou tolerar ato de tortura ou outros atos ou penas cruéis, desumanas ou degradantes, nem invocar a ordem de um superior ou circunstâncias especiais, como estado de guerra ou ameaça de guerra, ameaça à segurança nacional, instabilidade política interna ou qualquer outra emergência pública, como justificativa para tortura ou outros atos ou penas cruéis, desumanas ou degradantes.

Art 6º- Os funcionários encarregados de fazer cumprir a lei assegurarão a plena proteção da saúde das pessoas sob sua custodia e, em particular, tomarão as medidas imediatas para proporcionar cuidados médicos para os necessitados.

2.2 Constituição da Republica Federativa do Brasil

Editada em Outubro de 1988, a Constituição Federal, visando à garantia dos direitos civis, políticos e sociais teve influencia de diversos ordenamentos e tratados, inclusive dos princípios do Código de Conduta citado a cima, no que tange ao uso legal e legitimo da força.

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constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamento:

I - ...

II – A cidadania;

III – A dignidade da pessoa humana;

Art 4º - A República Federativa do Brasil rege-se, nas suas relações internacionais, pelos seguintes princípios:

I - ...

II – Prevalência dos direitos humanos;

Art 5º - Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à segurança, e à propriedade, nos termos seguintes.

I - ...

II – ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei;

III – ninguém será submetido à tortura nem a tratamento desumano ou degradante; XLIX – é assegurado aos presos o respeito à integridade física e moral.

A Constituição Federal de 1988 estabelece, ainda, no artigo 5º, parágrafo 2º, o respeito aos tratados internacionais dos quais a Republica Federativa do Brasil fizer parte.

A legislação infraconstitucional brasileira faz menção ao uso da força nos Códigos de Processo Penal e de Processo Penal Militar, especificamente.

Todavia, alguns artigos do Código Penal fazem menção ao emprego de equipamentos pelos profissionais encarregados de cumprir a lei. Contudo, somente o CPPM faz menção direta ao uso de algemas e armas de fogo.

*ONU, Assembleia Geral das Nações Unidas, de 17 de Dezembro de 1979. *Constituição da República Federativa do Brasil, do ano 1988.

2.3 Código de Processo Penal

Art. 284. Não será permitido o emprego da força, salvo a indispensável no caso de resistência ou tentativa de fuga do preso.

Art.292. Se houver, ainda que por parte de terceiros, resistência à prisão em flagrante ou à determinada por autoridade competente, o executor e as pessoas que o auxiliarem poderão usar dos meios necessários para defender-se ou para vencer a resistência, do que tudo se lavrará auto subscrito também por duas testemunhas.

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Art.293. Se executor do mandado verificar, com segurança, que o réu entrou ou se encontra em alguma casa, o morador será intimado a entregá-lo, à vista da ordem de prisão. Se não for obedecido imediatamente, o executor convocará duas testemunhas e, sendo dia, entrará à força na casa, arrombando as portas, se preciso; sendo noite, o executor, depois da intimação ao morador, se não for atendido, fará guardar todas as saídas, tomando a casa incomunicável e, logo que amanheça, arrombará as portas e efetuará a prisão.

Art.474 - “Quando do réu em julgamento” (Texto inserido pela LEI Nº 11.689, de 09 de junho de 2008).

§ 3º Não se permitirá o uso de algemas no acusado durante o período em que permanecer no plenário do júri, salvo se absolutamente necessário à ordem dos trabalhos, à segurança das testemunhas ou à garantia da integridade física dos presentes.

2.4 Código de Processo Penal Militar

Art.234. O emprego de força só é permitido quando indispensável, no caso de desobediência, resistência, ou tentativa de fuga. Se houver resistência por parte de terceiros, poderão ser usados os meios necessários para vencê-la ou para defesa do executor e suas testemunhas.

§ 1º - O emprego de algemas deve ser evitado, desde que não haja perigo de fuga ou de agressão da parte do preso, e de modo algum será permitido nos presos a que se refere o art. 242.

§ 2º - O recuso ao uso de armas só se justifica quando absolutamente necessário para vencer a resistência ou proteger a incolumidade do executor da prisão ou a de auxiliar seu.

Art.241. Impõe-se à autoridade responsável pela custódia o respeito à integridade física e moral do detento.

Art.242. Serão recolhidos a quartel ou a prisão especial, à disposição da autoridade competente, quando sujeitos a prisão, antes de condenação irrecorrível;

Os ministros de Estado;

Os governadores ou interventores de Estados, ou Territórios, o prefeito do Distrito Federal, seus respectivos secretários e chefe e Polícia;

Os membros do Congresso Nacional, dos Conselhos da União e das Assembleias Legislativas dos Estados;

a. Os cidadãos inscritos no Livro de Mérito das ordens militares ou

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civis reconhecidas em lei; b. Os magistrados;

c. Os oficiais das Forças Armadas, das Polícias e do Corpo de Bombeiros, Militares, inclusive os da reserva, remunerado ou não, e os reformados;

d. Os oficiais da Marinha Mercante Nacional;

e. Os diplomados por faculdade ou instituto superior de ensino nacional;

f. Os ministros do Tribunal de Contas; g. Os ministros de confissão religiosa;

*Código de Processo Penal, instituído através do Decreto Lei n° 3.689 de 3 de outubro de 1941.

2.5 Código penal

Exclusão de ilicitude

Art. 23. Não há crime quando o agente não pratica o fato I. Em estado de necessidade

II. Em legítima defesa

III.Em estrito cumprimento do dever legal ou no exercício regular de direito.

Parágrafo único. O agente, em qualquer das hipóteses deste artigo, responderá pelo excesso doloso ou culposo.

Art.24. Considera-se em estado de necessidade quem pratica o fato para salvar de perigo atual, que não provocou por sua vontade, nem podia de outro modo evitar, direito próprio ou alheio, cujo sacrifício, nas circunstâncias, não era razoável exigir- se.

§1º não pode alegar estado de necessidade quem tinha o dever legal de enfrentar o perigo

§2º embora seja razoável exigir-se o sacrifício do direito ameaçado, a pena poderá ser reduzida de um a dois terços.

Art.25. Entende-se em legítima defesa quem, usando moderadamente dos meios necessários, repele injusta agressão, atual ou iminente, a direito seu ou de outrem. * Código penal brasileiro, instituído através do decreto lei n° 2.848 de 7 de dezembro

2.6 Poder de Policia – Código Tributário Nacional

O código Tributário Nacional em seu artigo 78 traduzia o Poder de Polícia, conforme segue: Art. 78. Considera-se poder de polícia atividade da administração pública que, limitando ou disciplinando direito, interesse ou liberdade, regula a

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prática de ato ou abstenção de fato, em razão de interesse público concer-nente à segurança, à higiene, à ordem, aos costumes, à disciplina da produ-ção e do mercado, ao exercício de atividades econômicas dependentes de concessão ou autorização do Poder Público, à tranquilidade pública ou ao respeito à propriedade e aos direitos individuais ou coletivos. (Redação dada pelo Ato Complementar nº 31, de 28.12.1966)

Parágrafo único. Considera-se regular o exercício do poder de polícia quando desempenhado pelo órgão competente nos limites da lei aplicável, com observância do processo legal e, tratando-se de atividade que a lei te-nha como discricionária, sem abuso ou desvio de poder.

2.7 Leis esparsas que regulamentam o uso da força.

Havendo excessos por parte dos policiais militares, estes poderão cometer os crimes de abuso de autoridade e / ou tortura, conforme os respectivos textos:

 Lei nº 4.898/65 – crime de abuso de autoridade

Art 3º - constitui abuso de autoridade qualquer atentado a. À liberdade de locomoção;

b. À inviolabilidade de domicílio; c. À incolumidade física do indivíduo.

 Lei nº 9.455/97 – Crime de Tortura

Art. 1º. Constitui crime de tortura:

I – constranger alguém com emprego de violência ou grave ameaça, causando-lhe sofrimento físico ou mental:

a. Com o fim de obter informação, declaração ou confissão da vítima ou de terceira pessoa;

b. Para provocar ação ou omissão de natureza criminosa; c. Em razão de discriminação racial ou religiosa;

II – submeter alguém, sob sua guarda, poder ou autoridade, com emprego de violência ou grave ameaça, a intenso sofrimento físico ou mental, como a forma de aplicar castigo pessoal ou medida de caráter preventivo.

Pena – reclusão, de dois a oito anos.

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legal.

§2º Aquele que se omite em face dessas condutas, quando tinha o dever de evitá-las ou apurá-las, incorre na pena de detenção de um a quatro anos.

§3º Se resulta lesão corporal de natureza grave ou gravíssima a pena é de reclusão de quatro a dez anos; se resulta morte, a reclusão é de oito a dezesseis anos.

§4º aumenta-se a pena de um sexto até um terço: I – se o crime cometido por agente público;

III – se o crime é cometido contra criança, gestante, portador de deficiência, adolescentes e maior de 60 (sessenta) anos; (redação dada pela lei nº 10.741, de 2003);

IV – se o crime é cometido mediante sequestro.

§5º A condenação acarretará a perda do cargo, função ou emprego publico e a interdição para seu exercício pelo dolo do prazo da pena aplicada.

§6º o crime de tortura é inafiançável e insuscetível de graça ou anistia. §7º o condenado por crime previsto nesta lei, salvo a hipótese do §2º, iniciará, o cumprimento da pena em regime fechado.

Art. 2º o disposto nesta Lei aplica-se ainda quando o crime não tenha sido cometido em território nacional, sendo a vítima brasileira ou encontrando-se o agente em local sob jurisdição brasileira.

 Lei 9784/99 – Lei do Ato Administrativo

Art. 2o A Administração Pública obedecerá, dentre outros, aos princípios da legalidade, finalidade, motivação, razoabilidade, proporcionalidade, moralidade, ampla defesa, contraditório, segurança jurídica, interesse público e eficiência.

Inc VI - adequação entre meios e fins, vedada a imposição de obrigações, restrições e sanções em medida superior àquelas estritamente necessárias ao atendimento do interesse público;

2.8 Súmula 11 do STF e o uso de algemas

Só é licito o uso de algemas em caso de resistência e de fundado receio de fuga ou de perigo à integridade física própria ou alheia, por parte do preso ou de terceiros, justificada a excepcionalidade por escrito, sob pena de responsabilidade civil e penal do agente ou da autoridade e de nulidade da prisão ou do ato processual a que se

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refere, sem prejuízo da responsabilidade civil do Estado. 2.9 Edição da Portaria Interministerial 4226

A Portaria Interministerial envolvendo o Ministro de Estado da Justiça e o Ministro de Estado Chefe da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, de n° 4226, de 31 de dezembro de 2010 estabeleceram diretrizes sobre o Uso da Força pelos Agentes de Segurança Pública, e tem vigência nas Instituições Federais, Departamento de Polícia Federal, Departamento de Polícia Rodoviária Federal, pelo Departamento Penitenciário Nacional e na Força Nacional de Segurança Pública. Tal dispositivo trouxe novidades quanto ao uso da força, mas sua vigência é restrita aos órgãos elencados.

2.10 Vigência da Lei 13.060

A Lei 13.060, promulgada em 22 de dezembro de 2014 e que disciplina o uso dos instrumentos de menor potencial ofensivo pelos agentes de segurança pública, em todo o território nacional, representa grande avanço no amparo do uso da força pelos profissionais de segurança. Possui apenas oito artigos, os quais citaram abaixo, tendo em vista sua relevância:

Art. 1º Esta Lei disciplina o uso dos instrumentos de menor potencial ofensivo pelos agentes de segurança pública em todo o território nacional.

Art. 2º Os órgãos de segurança pública deverão priorizar a utilização dos instrumentos de menor potencial ofensivo, desde que o seu uso não coloque em risco a integridade física ou psíquica dos policiais, e deverão obedecer aos seguintes princípios:

I - legalidade; II - necessidade;

III - razoabilidade e proporcionalidade.

Parágrafo único. Não é legítimo o uso de arma de fogo:

I - contra pessoa em fuga que esteja desarmada ou que não represente risco imediato de morte ou de lesão aos agentes de segurança pública ou a terceiros; e

II - contra veículo que desrespeite bloqueio policial em via pública, exceto quando o ato represente risco de morte ou lesão aos agentes de segurança pública ou a terceiros.

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Art. 4º Para os efeitos desta Lei consideram-se instrumentos de menor potencial ofensivo aqueles projetados especificamente para, com baixa probabilidade de causar mortes ou lesões permanentes, conter, debilitar ou incapacitar temporariamente pessoas.

Art. 5º O poder público tem o dever de fornecer a todo agente de segurança pública instrumentos de menor potencial ofensivo para o uso racional da força.

Art. 6º Sempre que do uso da força praticada pelos agentes de segurança pública decorrerem ferimentos em pessoas, deverá ser assegurada a imediata prestação de assistência e socorro médico aos feridos, bem como a comunicação do ocorrido à família ou à pessoa por eles indicada.

Art. 7º O Poder Executivo editará regulamento classificando e disciplinando a utilização dos instrumentos não letais.

Art. 8º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

2.11 - Princípios Essenciais Do Uso Da Força

Da análise dos documentos retro citados foram extraídos os princípios essenciais do uso da força pelos profissionais encarregados de fazer cumprir a Lei, que entendemos ser importantes para internalização dos policiais militares do estado do Rio de Janeiro.

Para facilitar a memorização de tais princípios utilizaremos o seguinte acróstico:

LEGALIDADE OPORTUNIDADE NECESSIDADE

PROPORCIONALIDADE ÉTICA

Legalidade - princípio básico que sustenta toda administração pública, significando que o administrador público está sujeito aos mandamentos da Lei e às exigências do bem comum, não podendo deles se afastar ou desviar, sob pena de praticar ato inválido e expor-se à responsabilidade disciplinar, civil e criminal, conforme o caso. Em resumo, o profissional encarregado de fazer cumprir a lei deverá/ poderá usar a força quando houver resistência à prisão (própria ou de terceiros), tentativa de fuga do preso ou em legítima defesa (própria ou de terceiros).

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Oportunidade - Nos casos em que é necessário utilizar a força convém esperar o melhor momento, tendo em mente que, na maioria das ocorrências, assim que há um conflito de interesses, a emoção estará em alta, e o raciocínio, em baixa, de forma que é melhor esperar a emoção diminuir e o raciocínio das partes aumentarem. Dessa forma os resultados tendem a ser mais positivos.

Necessidade - Devemos avaliar se é realmente necessário usar a força, pesando os prós e os contras.

Proporcionalidade - É um dos princípios mais importantes, e muitas vezes, será o diferencial entre o profissional ser considerado um “ herói” ou um “ violão” , tendo em vista que a força empregada deve ser proporcional à resistência encontrada. Para cumprir esse princípio, o profissional deve observar os seguintes itens antes de agir: intenção, comportamento, número e distância dos perpetradores, além do tipo de ameaça (mãos nuas, facas e arma de fogo). Havendo excesso, o profissional estará sujeito a responder por ele.

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Cada estágio do painel de alternativas para o uso gradual da força corresponde aos instrumentos fornecidos através do treinamento.

 Nível I - Esta categoria consiste de procedimentos através de verbalização.

 Nível II – Este nível inclui opções centradas em torno do ganho de controle, através de técnicas de persuasão e manipulação psicológica, e técnicas de controle de contato.

 Nível III – Devido à introdução de um componente físico na insubmissão do indivíduo, o policial deve agora valer-se das técnicas de contenção e neutralização, com ênfase às técnicas de submissão.

 Nível IV – Neste nível a atitude agressiva do indivíduo leva o policial a aplicar as técnicas defensivas não letais.

 Nível V – Neste nível as opções táticas dirigem-se para a sobrevivência e a auto-preservação do policial, sendo necessário, muitas vezes, que ele se defenda com força le-tal.

3. Defesa pessoal e impessoal

3.1 Conceito de defesa pessoal e impessoal

Conceituaremos defesa pessoal como toda e qualquer medida que vise a preservar a integridade física própria, ou seja, do individuo, mantendo sua capacidade de auto decidir. Defesa impessoal ocorre quando essas medidas são empregas para proteger um terceiro, algo extremamente comum no cotidiano policial.

3.2 Fatores a serem considerados na ação de intervenção policial

O policial militar, quando em uma ação de intervenção que pressuponha o contato físico, deverá sempre iniciar a ação com o máximo de cautela para que possa assegurar sua vantagem, no caso de a situação evoluir para uma ocorrência de maior gravidade. Para tanto, o policial deverá considerar os seguintes fatores em relação ao indivíduo ou grupo de indivíduos: a intenção, o comportamento, o número, a distância dos perpetradores e, principalmente, o tipo de ameaça (mãos nuas, ameaça com faca, ameaça com arma de fogo). Sendo assim, deveremos observar os seguintes princípios:

APROXIMAÇÃO – uma aproximação mal realizada poderá hostilizar o cidadão, provocando uma reação violenta. Deveremos sempre nos aproximar com o máximo cuidado para também não proporcionar ao cidadão abordado uma chance, ainda que pequena, de subjugar o policial militar, devendo esta aproximação ser feita com gestos estudados e calmos, e um posicionamento vantajoso para o policial.

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VERBALIZAÇÃO – a presença do policial militar poderá ser suficiente em alguns casos. Contudo, no momento da abordagem, o policial deverá emitir comandos verbais a serem seguidos pelo abordado. A voz de comando firme, clara e pausada deve orientar e conduzir o abordado, sem permitir ponderação ou dúvida.

LINGUAGEM CORPORAL - a postura e os gestos do policial militar complementam a verbalização. Devem transparecer, acima de tudo calma, firmeza e segurança. Devem ser evitados gestos hostis que possam ser entendidos como agressividade e violência.

A capacidade de utilizar a força se necessário deve estar implícita na linguagem corporal do agente. O policial militar deverá ser capaz de interpretar a linguagem corporal do cidadão abordado, a fim de identificar posturas e gestos agressivos, visando à antecipação de ataques finais.

POSTURA – Uma postura ofensiva pode intimidar o cidadão abordado, portanto, devemos adotar uma postura de proteção. No entanto, deveremos considerar os fatores de ameaça para tentarmos verificar se realmente se trata de um indivíduo hostil. Para uma postura defensiva, posicionaremos o corpo em um ângulo de 45 graus com relação ao abordado, utilizando a perna fraca à frente, fazendo com que o lado de porte da arma de fogo mantenha-se mais afastado e fora do alcance do abordado. As mãos deverão ser mantidas na altura do peito e abertas para não denotar agressividade, com os braços semi-flexionados e os cotovelos junto ao corpo. ESPAÇO DE SEGURANÇA – O policial militar deverá sempre evitar muita proximidade com o indivíduo ou grupo de indivíduos, mesmo quando em abordagem pessoal. A distância mínima que deverá a que permite o engajamento e o desengajamento. Esse mesmo perímetro deverá ser mantido em relação a outros obstáculos ou objetos móveis que possam interferir na ação do agente. Esse perímetro corresponde a uma área de cerca de 2 a 3 metros em volta do policial, podendo variar em função do ambiente.

SUPERIORIDADE – Existem dois tipos de superioridade a serem considerados: a superioridade numérica e a superioridade tática. Deveremos sempre priorizar a superioridade numérica, porém, em alguns casos, não será possível estabelecer essa superioridade, cabendo então recorrer à superioridade tática, que é assegurada pelo conhecimento e utilização de técnicas e equipamentos apropriados para a ocorrência.

RESOLUÇÃO PACÍFICA – Em algumas situações de confronto iminente, o policial militar deverá avaliar a validade e a viabilidade da ação de intervenção, considerando, ainda, os princípios essenciais elencados neste manual. Desta forma, a possibilidade de negociação, visando à resolução pacífica do conflito, deverá sempre ser considerada como um dos primeiros princípios a serem avaliados e, se possível, empregados como forma de evitar um desfecho inadequado.

4. Regras para o treinamento seguro

Durante o treinamento será preconizado que sua realização deve ser dentro de

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figura 52 figura 53

5.8 Técnicas de Contenção e Condução a Mãos Livres Posição 1

O policial segura a mão direita do agressor utilizando de sua mão esquerda (fig.54), em seguida com sua outra mão (direita) posiciona os dois polegares no dorso (zona das vértebras) da mão do agressor (fig.55), após puxá-la para baixo e girá-la para fora o policial leva o agressor ao solo (fig. 56 e 57).Colocando o agressor com o peito voltado para o chão girando a mão dominada no sentido contrário, passando por fora de sua cabeça (não devendo jamais passar sobre o agressor), podendo empurrar seu cotovelo com a mão direita (fig.58). Imobilizando-o posicionando seus joelhos nas costas, cabeça e dominando o cotovelo do agressor (fig.59).

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figura 57 figura 58 figura 59

Posição 2

O policial fica de frente para o suspeito, colocando a palma de sua mão esquerda no dorso da mão esquerda do agressor (fig.60), (observe o detalhe da apreensão da mão do agressor). Após a apreensão da mão, o policial gira o braço do suspeito no sentido horário, em direção ao seu peito de forma que ele possa ver a palma da mão do suspeito (fig.61). Após a torção, o policial trocará de mão, dominando o dorso da mão do suspeito (fig.62) em seguida, o policial deverá torcer o braço do suspeito de forma que o cotovelo deste fique direcionado para o alto (fig.63). Podendo assim, o suspeito ser conduzido com segurança.

Figura 60 figura 61

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figura 62 figura 63

Posição 3

A partir da posição 02 (fig.64), o policial prende os dedos do suspeito com a sua mão que está livre, dominando firmemente o cotovelo com a outra mão (fig.65), colocando-o sob sua axila, e em seguida, domina o ombro do suspeito (fig.66). Com sua mão esquerda o policial faz o domínio do rosto do suspeito envolvendo seu pescoço e usando o polegar juntamente com o dorso de sua mão para virar a cabeça do suspeito para o lado contrário da mão dominada (fig.67). Podendo então conduzido-lo em segurança.

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figura 66 figura 67

Variação da posição 3

Estando o suspeito com as mãos erguidas, o policial se aproxima,domina a palma da mão do mesmo lado do suspeito com a sua mão (fig.68 e 69) (ou seja, mão direita domina mão direita, mão esquerda domina mão esquerda). Dominando o cotovelo do agressor com a outra mão, e colocando-o sob sua axila, domina o ombro do suspeito com a mão que está livre (no caso das figuras abaixo, a mão esquerda), em seguida, com sua mão esquerda o policial faz o domínio do rosto do suspeito envolvendo seu pescoço e usando o polegar juntamente com o dorso de sua mão para virar a cabeça do suspeito para o lado contrário da mão dominada (fig.70 e 71).

figura 68 figura 69

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figura 70 figura 71

Posição 4

O policial se posiciona lateralmente ao suspeito dominando, simultaneamente, o cotovelo do suspeito com sua mão fraca e o punho com sua mão forte (fig.72 e 73), dobrando o braço cerca 90º, e aplicando uma torção no punho (fig.74 e 75), o policial coloca o cotovelo do suspeito sob sua axila e troca o apresamento do punho pela mão fraca (fig.76 e 77). Podendo então, o suspeito ser conduzido com segurança.

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figura 74 figura 75

figura 76 figura 77

f

5.9 Técnicas do uso de Algema Porte empunhadura e Saque Porte

Apesar de existirem diferentes modelos de porta algemas, o policial deverá prezar por aqueles que mantêm o equipamento protegido, preservado e bem acondicionado (fig.78). No posicionamento do equipamento, deve-se sempre priorizar a mobilidade e a acessibilidade

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(saque) do equipamento ao policial nos casos de necessidade de uso. Figura 78

Empunhadura e Saque

No MDPM, ao contrário de outras doutrinas, a algema ao ser sacada do coldre (fig.78) é empunhada tendo a parte móvel dos elos voltada para o operador (fig.79 e 80).

figura 79 figura 80

Emprego da algema sobre o cidadão abordado Partindo do cidadão de frente

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figura 85 figura 86

Técnicas de condução do cidadão algemado

Emprego da algema a partir da posição de imobilização com técnica de condução com domínio de braço e cabeça.

Partindo da posição de mãos livres , o policial com um joelho nas costas do infrator e o outro dominando sua cabeça, (fig.87), domina o primeiro punho vindo a algemá-lo (fig.88), em seguida busca o segundo braço e conclui a algemação (fig.89). Em seguida o policial põe o infrator sentado (fig.90 e 91) e com sua mão fraca domina a cabeça do individuo (fig.92). Após colocá-lo de pé controlando sua cabeça com a mão esquerda e esgrimando sua mão direita (fig.93 e 94), o policial faz a condução do infrator de forma que se desloque de costa (fig.95).

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Observação importante: O preso deve sempre ser algemado com as mãos para trás e com o dorso das mãos voltado um para o outro.

Condução de preso algemado por um policial com domínio de algema e ombro.

O policial com sua mão fraca domina o ombro do infrator e sua mão forte segura a dobradiça ou corrente da algema a fim de conduzi-lo em segurança (fig.96).

Figura 96

Condução de preso algemado por dois policiais com domínio dos ombros.

Após esgrimar os braços do infrator de ambos os lados, os policias o conduzem em segurança, protegendo sua integridade física (fig.97).

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