Adit. ao Bol. da PM n.º 132 23JUL Inst. Norm. 033 Uso da Força na Policial Militar

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POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AJUDÂNCIA GERAL Rio de Janeiro, 23 de Julho de 2015. ADITAMENTO AO BOLETIM DA POLÍCIA MILITAR N.º 132 Para conhecimento desta Corporação e devida execução, torno público o seguinte: Governo do Estado do Rio de Janeiro Secretaria de Estado de Segurança Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro INSTRUÇÃO NORMATIVA PMERJ/EMG-PM/3 Nº 33 DE 03 DE JULHO DE 2015 PUBLICA O CADERNO DOUTRINÁRIO DO USO DA FORÇA NA PMERJ ATRAVÉS DOS ANEXOS -ANEXO I MANUAL DO MÉTODO DE DEFESA POLICIAL MILITAR –MDPM, ANEXO II –USO DE INSTRUMENTOS DE MENOR POTENCIAL OFENSIVO, ANEXO III –TIRO DE DEFESA. O COMANDANTE GERAL DA POLICIA MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, no uso de suas atribuições legais e regimentais, e CONSIDERANDO: A necessidade de padronizar o ensino do Uso da Força na Corporação; Que o Uso da Força contempla a atuação do policial militar com as mãos nuas, com o uso de instrumentos de menor potencial ofensivo, e com o uso de armas de fogo; Os preceitos da Lei 13.060 de 22 de Dezembro de 2014; RESOLVE: Art. 1º -Fica aprovado o CADERNO DOUTRINÁRIO DO USO DA FORÇA NA PMERJ através dos anexos Anexo I- Manual do Método de Defesa Policial Militar –MDPM, Anexo II –Uso de Instrumentos de Menor Potencial Ofensivo, Anexo III –Tiro de Defesa. Art 2º -Ficam instituídos os seguintes Conselhos Consultivos: a) Do Método de Defesa Policial Militar; b) Do Uso de Instrumentos de Menor Potencial Ofensivo; c) Do Tiro de Defesa. 1º -Os Conselhos Consultivos serão convocados pelo Comandante Geral, atendendo a proposta motivada pelos Comandantes/Chefes ou Diretores das unidades gestoras dos itens a),b) ou c),para deliberar sobre assunto de cunho estritamente técnico, colocado em pauta, conforme constar da publicação da convocação. 2º -São unidades gestoras dos itens a),b) e c) do caput deste artigo: a) O Centro de Educação Física e Desporto; b) O Batalhão de Polícia de Choque; c) O Centro Especializado em Armamento de Tiro. Página 1 de 308 Aj G –Adit ao Bol da PM n.º 132 -23 Jul 15 2 3º -Os Conselhos Consultivos serão formados pelos sete instrutores mais antigos, da ativa, conforme os preceitos hierárquicos da corporação, obrigatoriamente na seguinte proporção: três oficiais e quatro praças. Art 3º -No prazo de 90 (noventa dias) dessa publicação a DGEI deverá estruturar o curso de formação de Instrutores do Uso da Força, remetendo ao EMG a proposta para aprovação. Art 4 º -Revogue-se a publicação da Nota de Instrução Nº 007 de 1998, do Aditamento ao BOL PM 154 de 21 de agosto de 2007 –Manual do Método de Defesa Policial Militar, dos Programas para Curso de Formação de Soldados, públicos no BOL PM Nº 087 de 17 de maio de 2014, do Boletim de Instrução Policial de Nº. 02/08, público no BOL PM Nº. 198, de 19 de novembro de 2008, e demais prescrições em contrário. Rio de Janeiro, 03 de Julho de 2015. Alberto Pinheiro Neto –Cel PM Comandante-Geral da PMERJ Id 23839621 Página 2 de 308 Aj G –Adit ao Bol da PM n.º 132 -23 Jul 15 3 Governo do Estado do Rio de Janeiro Secretaria de Estado de Segurança Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro Anexo I –IN 33/PMERJ MANUAL DO MÉTODO DE DEFESA POLICIAL MILITAR RIO DE JANEIRO 2015 Página 3 de 308 4 Aj G –Adit ao Bol da PM n.º 132 -23 Jul 15 Comandante-Geral da PMERJ: CEL PM Alberto Pinheiro Neto Chefe do Estado-Maior Geral :CEL PM Robson Rodrigues da Silva Comissão de Conteúdo: TenCel PM RG 53.520 Mauro Cesar Maciel de Andrade Cap 66.795 Héliton Gomes Duarte Junior Cap 77.290 Diogo Ribeiro De Souza Ten 81.811 Leandro De Souza Goulart Ten 82.357 Fernando Alves Meires Ferreira Sten 42.003 Paulo Willian Vicente Chavez Sten 56.086 Marcelo José Da Silva Sten 66.775 Antonio Jorge Guimarães Sten 75.536 Isaias Lopes da Silva 1ºsgt 55.017 Marco Antônio Pereira Rosa 1ºsgt Rogério dos Santos Enes 2ºsgt 60.061 Wenderson De Jesus Rosa 2ºsgt 60.422 Adriano Costa Lopes 3ºsgt 66.366 Vinicíus Alves Alkaim 3ºsgt 72.193 Maurício Ferreira Perestrelo 3ºsgt 72.914 Paulo Roberto Pereira da Costa Júnior 3ºsgt 75.520 Rodrigo Ulber Da Motta 3ºsgt 75.947 Lenilson Rodrigues Tenório Cb 81.467 Job Kleber Melo Magalhães Cb 81.929 Caio Lucas Salvador Cb 81.966 Flávio Marques Moreira dos Santos Cb 82.133 Heverson Luiz dos Santos Oliveira Cb 82.912 Luciano Pereira Mendonça Cb 84.617 Sergio Luiz Pimenta de Oliveira Cb 85.263 Giovanny Soares Barreto De Oliveira Sd 92.823 Thiago Sarmento Dos Santos Sd 95.570 Thiago Schomaker Farias Sd 94.777 Julio César Gonçalves Da Silva Sd 96.137 Bruno Machado Roberto Sd 96.480 Gistayne Mathias Chavez RIO DE JANEIRO. Polícia Militar. Manual do Método de Defesa Policial Militar. Uso da Força. Rio de Janeiro. Instruções. 2. Manual Técnico. 3. Método de Defesa Policial Militar. Página 4 de 308 5 Aj G –Adit ao Bol da PM n.º 132 -23 Jul 15 IDENTIDADE ORGANIZACIONAL DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Missão Promover a segurança cidadã, servindo e protegendo a sociedade no Estado do Rio de Janeiro. Visão de futuro Implantar a Polícia de Proximidade em todo o Estado do Rio de Janeiro, sendo referência no Brasil no planejamento e gestão desta atividade até 2018. Princípios e Valores Hierarquia e Disciplina; Preservação da Vida e Dignidade Humana; Respeito ao Interesse Público, ao Policial e ao cidadão; Profissionalismo com Reconhecimento do Mérito; e, Transparência. Página 5 de 308 6 Aj G –Adit ao Bol da PM n.º 132 -23 Jul 15 MÉTODO DE DEFESA POLICIAL MILITAR CONTEÚDO: Apresentação.04 Identidade Organizacional da PMERJ.05 ANEXO I –Manual do Método de Defesa Policial Militar 1. Introdução.19 1.1 Objetivo do manual.19 1.2 Principologia do MDPM e parâmetros fundamentais utilizados na formatação do presente método.19 2. Aspectos Normativos sobre o Uso da Força.20 2.1 Código de conduta para encarregados de fazer cumprir a lei –CCEAL.21 2.2 Constituição da República Federativa do Brasil.21 2.3 Código de Processo Penal.22 2.4 Código de Processo Penal Militar.23 2.5 Código Penal.24 2.6 Poder de Policia –Código Tributário Nacional.24 2.7 Leis Esparsas que regulamentam o uso da força.25 2.8 Súmula 11 do STF e o uso de algemas.26 2.9 Edição da Portaria Interministerial 4226.27 2.10 Vigência da Lei 13.060.27 2.11 Princípios Essenciais do Uso da Força.28 3. Defesa Pessoal e Impessoal.31 3.1 Conceito de defesa pessoal e impessoal.31 3.2 Fatores a serem considerados na ação de intervenção policial.31 4. Regras para o treinamento seguro.32 5. Conteúdo das Aulas.35 5.1 Ginástica Policial.35 5.2 Técnicas de manutenção do Espaço de Segurança, Desvencilhamento e Soltura.35 5.2.1 –Manutenção do Espaço de Segurança.35 5.2.2 -Diagrama de defesa e movimentação.36 5.2.3 –Técnicas de Solturas sobre Pegadas.37 5.3 Técnicas de Amortecimento de quedas.38 5.4 Técnicas deRolamentos.40 5.5 Técnicas de movimentação no solo.44 5.6 Levantamento Tático.45 Página 6 de 308 Aj G –Adit ao Bol da PM n.º 132 -23 Jul 15 7 5.7 Técnicas de Pontos de Pressão.47 5.8 Técnicas de Contenção e Condução a Mãos Livres.51 5.9 Técnicas de uso da Algema.56 5.10 Técnicas de busca pessoal.62 5.11 Técnicas com o bastão policial.64 5.12 Técnicas de uso da tonfa.73 5.13 Técnicas de cautela e defesa do armamento.79 5.14 Técnicas de desarme.81 5.15 Técnicas de defesa contra Armas Impróprias (facas).83 5.16 Técnicas de defesa contra cão.84 6. Avaliações.86 7. Histórico do MDPM.87 8. Prescrições.90 9. Bibliografia.91 ANEXO II –Uso de Instrumentos de Menos Potencial Ofensivo Capitulo I –Agentes químicos não letais 1. Introdução.96 Capitulo II –Espargidores de Agentes Quimicos 1. Espargidores.97 1.1 Espargidor de CS.97 1.2 Espargidor de OC.97 2. Tipos de Espargidores .98 2.1 Espargidores Tipo Aerossol.98 2.2 Espargidores Tipo Espuma e Gel.99 3. Modelos de Espargidores.99 3.1 Modelo Aerossol.99 3.2 Modelo Espuma.101 3.3 Recomendações.101 4. Estrutura dos Espargidores.102 5. Operação dos Espargidores.104 6. Recomendações.105 7. Treinamento.106 8. Descontaminação.107 9. Aspectos Legais.107 10. Considerações Finais.109 Capitulo III –Granadas Não Letais Página 7 de 308 Aj G –Adit ao Bol da PM n.º 132 -23 Jul 15 8 1. Quanto ao Emprego.110 1.1 Defensivas (letais).110 1.2 Ofensivas (não-letais).110 2. Quanto a Projeção.110 2.1 Granada de arremesso.110 2.2 Granada de lançamento.111 3. Armas de fogo e adaptadores utilizados em granadas não letais.111 3.1 Espingardas calibre 12.111 3.2 Adaptador de bocal de lançamento cal. 12 –BC 100.112 3.3 Bastão Lançador AM402 (Cal. 12).112 3.4 Lançador AM 600 (Cal. 37/38 e 38.1 mm).113 3.5 Lançador AM 640 (Cal. 40x46 mm).113 3.5.1 Adaptador de bocal de cal. 37/38 e 40 mmBC 101.114 4. Acionamento das granadas não letais.115 4.1 Forma de acionamento da EOT.115 4.2 Forma de acionamento do PSTM.116 4.3 Forma de acionamento por CP.116 5. Quanto ao Gênero das Granadas não letais.117 5.1 Granadas explosivas não-letais.117 5.2 Granadas de emissão não-letais.117 5.3 Emissão lacrimogênea.118 5.4 Emissão fumigena.118 6. Tipos e Modelos de Granadas Não-Letais.119 6.1 Granadas explosivas de arremesso.119 6.1.1 Granadas explosivas indoor.120 6.1.1.1 Distância mínima de segurança.120 6.1.1.2 Estrutura das granadas explosivas indoor.120 6.1.1.3 Operação das granadas explosivas indoor.121 6.1.1.4 Espécies de granadas explosivas indoor.122 6.1.1.4.1 Granada explosiva indoor de efeito moral –GB 704.122 6.1.1.4.2 Granada explosiva indoor lacrimogênea –GB 705.123 6.1.1.4.3 Granada explosiva in124door identificadora –GB 706.124 6.1.1.4.4 Granada explosiva indoor luz e som –GB 707.124 6.1.1.4.5 Granada explosiva indoor pimenta –GB 708.125 6.1.2 Granada de Adentramento.126 Página 8 de 308 9 Aj G –Adit ao Bol da PM n.º 132 -23 Jul 15 6.1.2.1 Distância mínima de segurança.126 6.1.2.2 Operação das granadas de adentramentos –GA 100.127 6.1.3 Granadas explosivas outdoor.129 6.1.3.1 Distância mínima de segurança.129 6.1.3.2 Estrutura das granadas explosivas outdoor.130 6.1.3.3 Operação das granadas explosivas outdoor.130 6.1.3.4 Espécies de granadas explosivas outdoor.131 6.1.4 6.1.3.4.1 Granada explosiva outdoor de efeito moral –GL 304.132 6.1.3.4.2 Granada explosi133va outdoor lacrimogênea –GL 305.132 6.1.3.4.3 Granada explosiva outdoor identificadora –GL 306.133 6.1.3.4.4 Granada explosiva outdoor luz e som –GL 307.133 6.1.3.4.5 Granada explosiva outdoor de pimenta –GL 308.134 Granada explosiva de impacto.134 6.1.4.1 Distância mínima de segurança.134 6.1.4.2 Estrutura das granadas explosivas de impacto.135 6.1.4.3 Operação das granadas explosivas de impacto.135 6.1.4.4 Espécie de granadas explosivas de impacto.136 6.1.4.4.1 Granada explosiva multi-impacto –GM 100.136 6.1.4.4.2 Granada multi-impacto lacrimogênea –GM 101.137 6.1.4.4.3 Granada multi-impacto pimenta –GM 102.138 6.2 Granada de emissão lacrimogênea.138 6.2.1 Distância mínima de segurança.139 6.2.2 Estrutura das granadas de emissão lacrimogênea.139 6.2.3 Operação das granadas de emissão lacrimogênea.140 6.2.4 Espécie de granadas de emissão lacrimogênea.143 6.2.4.1 Granada de emissão lacrimogênea tríplice –GL 300/T.143 6.2.4.2 Granada de emissão lacrimogênea tríplice hyper –GL 300/TH.144 6.2.4.3 Granada de emissão lacrimogênea “rubberball” GL 309.144 6.2.4.4 Granada de emissão lacrimogênea de movimentos aleatórios “Bailarina”–GL 310.146 6.2.4.5 Granada de emissão lacrimogênea (média emissão) GL 301.146 6.2.4.6 Granada emissão lacrimogênea (alta emissão) GL 302.147 6.2.4.7 Granada emissão lacrimogênea (baixa emissão) mini condor GL 303.148 6.3 Granada de emissão fumígena.148 6.3.1 Distância mínima de segurança.148 6.3.2 Estrutura das granadas de emissão fumígena.149 Página 9 de 308 10 Aj G –Adit ao Bol da PM n.º 132 -23 Jul 15 6.3.3 Operação das granadas de emissão fumígena.150 6.3.4 Espécie das granadas de emissão fumígena.153 6.3.4.1 Granada de emissão fumígena sinalizadora –SS 601.153 6.3.4.2 Granada de emissão fumigena de cobertura –MB 502.154 7. Armazenagem.155 8. Considerações finais.155 Capitulo IV –Munições não letais 1. Conceito de munições não letais.156 2. Objetivo das munições não letais.156 3. Armas de fogo e adaptadores utilizados em munições não letais.157 3.1 Espingarda calibre 12.157 3.1.1 Adaptador de bocal cal. 12, 37/38,1 mm e 40mm –BC 100, BC 100/A e BC 101.157 3.2 Bastão lançador AM 402 (cal. 12) 158 3.3 Lançador AM 600 (cal.37/38 e 38.1mm) 158 3.4 Lançador AM 640 (cal. 40x46 mm) 160 3.5 Arma de ar comprimido para munições de Bismuto –FN 303.160 4. Munições não letais de calibre 12.162 4.1 Conceito.162 4.2 Munições de Impacto Controlado.162 4.2.1 Munições cilíndricas de bote único –AM 403.162 4.2.2 Munições com 03 (três) balotes cilíndricos –AM 403/C.163 4.2.3 Munições com 03 (três) esferas –AM 403/A.164 4.2.4 Munição de impacto múltiplo –AM 403/M.164 4.2.5 Munições de corpo raiado ou de precisão –AM 403/P.165 4.2.6 Munições de corpo raiada/precisão de curta distância –AM 403/PSR (SHORT RANGE) 166 4.3 Munições químicas .167 4.3.1 Munição química de jato direto CSGL103.167 4.3.2 Munição química de jato direto OC-GL 104.167 4.4. Munições Explosivas.167 4.4.1 Munições Explosivas de carga inócua –GL 102.168 4.4.2 Munições Explosivas de carga lacrimogênea –GL 101.168 5. Munições Não Letais de Calibre 37/38 e 38.1 mm.168 5.1 Conceito.168 Página 10 de 308 Aj G –Adit ao Bol da PM n.º 132 -23 Jul 15 11 5.2 Munições de Impacto Controlado.168 5.2.1 Munições de 03 (três )esferas –AM 403.169 5.2.2 Munições de 12 (doze )esferas –AM 404/12E.169 5.2.3 Munição expansível de impacto controlado –AM 470 (SOFTH PUNCH).170 5.3 Munições Químicas.171 5.3.1 Munições químicas de lançamento de médio alcance.171 5.3.2 Munições químicas de lançamento de longo alcance.172 5.3.3 Munição química de jato direto CS –GL 103/A.172 5.3.4 Munição químicas de jato direto OC –GL 104/A.172 6. Munições Não Letais de Calibre 40x46mm.172 6.1 Conceito.172 6.2 Munições de impacto controlado/Espuma.173 6.2.1 Projetil de espuma –NT 901.173 6.2.2 Projetil de espuma lacrimogêneo –NT 901/CS.174 6.2.3 Projetil de espuma com gel marcador –NT 901/M.174 6.2.4 Projetil de espuma para treinamento –NT 900.175 6.3 Munições Explosivas.176 6.3.1 Munições Explosivas de luz e som por retardo –NT 907.176 6.3.2 Munições Explosivas de luz e som por impacto –NT 907/I.177 6.3.3 Munições Explosivas de luz e som por retardo lacrimogêneo –NT 907 CS.177 6.3.4 Munições Explosivas de luz e som por impacto lacrimogêneo –NT 907I/CS.178 6.4 Munições de emissão lacrimogênea.178 6.4.1 Munições de emissão lacrimogênea –NT 902.178 6.5 Munições Ilustrativas.179 6.5.1 Munições Ilustrativas com paraquedas –NT 906.179 7. Munições Não Letais de Calibre 17.5 mm –FN 303.179 7.1 Conceito.179 7.2 Munições de Bismuto.180 7.2.1 Munições de impacto/treinamento (branca).181 7.2.2 Munições de impacto identificadora permanente (amarela).181 7.2.3 Munições de impacto identificadora/lavável (rosa).182 Página 11 de 308 Aj G –Adit ao Bol da PM n.º 132 -23 Jul 15 7.2.4 12 Munições de impacto com agente pimenta (laranja) 183 8. Emprego da Munições Não Letais.183 8.1 Munições não letais calibre 12.183 8.1.1 Munições de impacto controlado.183 8.1.2 Munições jato direto.183 8.1.3 Munições explosivas.184 8.2 Munições não letais de calibre 37/38mm e 38,1 mm.184 8.2.1 Munições de impacto controlado.184 8.2.2 Munições jato direto.184 8.2.3 Munições fumígenas/emissão lacrimogênea médio alcance.184 8.2.4 Munições fumígenas/emissão lacrimogênea longo alcance.185 8.3 Muniçõe não letais de calibre 40x46 mm.185 8.3.1 Munições de impacto controlado.185 8.3.2 Munições fumígenas/emissão lacrimogênea.185 8.3.3 Munições explosivas.185 8.3.4 Munições iluminativas /sinalizadoras.185 8.4 Munições não letais de bismuto.186 9. Considerações finais.186 Capitulo V –Mascara Contra Gases 1. Modelo: Advantage 1000.188 1.1 Aplicação.189 1.2 Características.189 1.3 Pontos negativos da máscara.190 1.4 Componentes da máscara contra gases.190 1.5 Componentes principais das máscaras contra gases.191 1.6 Emprego das mascaras contra gases.192 1.6.1 Processo de colocação.192 1.6.1.1 De baixo para cima.192 1.6.1.2 De cima para baixo.193 1.7 Ajuste dos tirantes ou “aranha elástica”.193 1.8 Ventilação da tensão, teste de eficiência ou teste de estanqueidade.194 Página 12 de 308 Aj G –Adit ao Bol da PM n.º 132 -23 Jul 15 13 1.9 Verificação da limpeza ou teste de descontaminação.194 1.10 Processo de lavagem e secagem.195 1.11 Processo de desinfecção ou descontaminação.195 1.12 Armazenamento da máscara contra gases.196 1.13 Transporte da máscara contra gases.196 2. Filtros.196 2.1 Espécie de filtros.197 2.1.1 filtros contra gases.197 2.1.2 Filtros contra aerodispersóides.197 2.1.3 Filtros combinados.197 2.2 Tempo de uso e saturação do filtro.198 2.3 Armazenamento do filtro.198 Capitulo VI –Dispositivo elétrico incapacitante (Arma Taser M26 /Arma Spark –DSK 700) 1. Arma Taser M 26.199 1.1 Classificação da arma.199 1.2 Funcionamento.199 1.2.1 Condições Básicas de Funcionamento.201 1.3 Regras de segurança.202 1.4 Cuidados especiais.205 1.5 Dados técnicos da TASER M26.205 1.5.1 Comparação.206 1.5.2 Componentes da TASER –M26.207 1.5.3 Pilhas (destinada a Reserva Única de Armamento) 209 1.5.4 Cartuchos.213 1.5.4.1 Trava de Segurança dos Cartuchos.215 1.5.5 Visada, trajetória dos dardos e disparo.216 1.5.5.1 Disparo a distancia entre 0 e 2 metros.217 1.5.5.2 Disparo a distancias entre 2.5 e 4.5 metros.218 1.5.5.3 Disparo a distancias entre 5.5 e 7.5 metros.219 1.5.5.4 Conclusões finais sobre a distância ideal de disparo com cartucho.219 1.5.6 Manutenção da TASER –M26.220 Página 13 de 308 Aj G –Adit ao Bol da PM n.º 132 -23 Jul 15 1.5.7 Situação de Risco.220 1.5.8 Auditoria.221 1.5.9 Rotina a ser adotada.222 14 1.6 Considerações finais.222 1.7 Parecer médico.223 2. Arma SPARK –DSK 700.225 2.1 Classificação da arma.225 2.2 Funcionamento.225 2.3 Características da Spark.226 2.4 Lesões secundárias da Spark.227 2.5 Características técnicas .227 2.6 Características elétricas .228 2.7 Informações complementares.229 2.8 Descrição dos componentes.231 2.9 Chave lida/desliga.232 2.10 Porta pilhas.233 2.11 Pilhas.233 2.12 Display indicador de energia.233 2.13 Mira.234 2.14 Lanterna.234 2.15 Eletrodos.235 2.16 Cartucho.235 2.17 Gatilho.236 2.18 LEDs auxiliares.237 2.19 Tecla ejetora.237 2.20 Chave neutralizadora.238 2.21 Data kit.238 2.22 Entrada USB.239 2.23 Recarregador de bateria.240 2.24 Coldre.240 2.25 Porta munição.240 Página 14 de 308 Aj G –Adit ao Bol da PM n.º 132 -23 Jul 15 2.26 Maleta de transporte.241 2.27 Instalando pilhas –Reserva Única de Material Belico.241 2.28 Carregando Cartucho.242 2.29 Dardos Lançados.244 2.30 Instruções operacionais.244 2.31 Choque Direto.245 2.32 Causas de ineficácia.246 2.33 Testando a Spark.246 2.34 Coletando Dados.247 2.35 Atualização de data e hora.247 15 3. Bibliografia.248 ANEXO III –TIRO DE DEFESA Capitulo I –Generalidades.255 1. Finalidade e Objetivo.256 Capitulo II –A Instrução do Tiro de Defesa.256 2. A Instrução do Tiro de Defesa.256 2.1 Definição.256 2.2 Instrução.256 2.2.1 Boletim de Instrução Policial n° 02/08.256 2.3 O instrutor.256 2.4 O Double Tap.257 2.4.1 Poder de parada ou Stopping Power .257 2.5 Classificação das instruções.257 2.6 Diretrizes para as instruções.257 2.7 A Instruções de Capacitação Continuada.257 2.8 A Disciplina Tiro de Defesa.258 2.9 Limpeza da arma e Manutenção da Primeiro Escalão.258 2.10 Documentos Obrigatórios.258 2.11 Fundamentos Básico do Disparo.258 2.12 Posicionamento da arma.259 Página 15 de 308 16 Aj G –Adit ao Bol da PM n.º 132 -23 Jul 15 2.13 Fundamentos do Tiro de Defesa.259 2.14 Procedimentos de Alimentação, Carga e Recargas.262 2.15 O uso diferenciado da Força e as Instruções de Tiro de Defesa.263 2.16 O tiro de Defesa e a interdisciplinaridade.263 2.17 A Instrução Preparatória para o Tiro (IPT) 263 2.18 Poder e força.263 2.19 Direitos Humanos e o Tiro de Defesa.264 2.20 Conceito do Crime.265 2.21 Poder de POLÍCIA.265 2.22 A segurança Pública nos termos da Constituição Brasileira.265 2.23 Ordem Pública.265 2.24 Princípios Gerais em Procedimentos.266 Capitulo III -Processos de Ensino da Instrução de Tiro de Defesa 3.1 O Ensino e a Aprendizagem.267 3.2 A Didática, o Ensino e a Instrução.267 3.3 Níveis de aprendizado a serem considerados nas Instruções.267 3.3.1 Nível de Reflexo.267 3.3.2 Nível Cognitivo.268 3.4 Meios auxiliares da instrução.268 3.5 A instrução de tiro e a tecnologia.270 3.6 A Avaliação do Ensino e da Aprendizagem.272 Capitulo IV –A Instrução Para o Curso de Formação de Soldado 4.1 Instrução Preparatória Para o Tiro.274 4.2 Armamento e Tiro de Defesa I.274 4.3 Armamento e Tiro de Defesa II.274 4.4 Treinamento Fundamental.274 4.5 Pistas de Tiro.274 4.6 Avaliação de ensino e aprendizagem.275 4.7 Critérios da avaliação da Pista de Tiro.275 Capitulo V –A Instrução Para o Curso de Formação de Sargento (CFS) e Para o Curso de Formação de Cabos 5.1 Instrução Preparatória Para o Tiro.278 Página 16 de 308 17 Aj G –Adit ao Bol da PM n.º 132 -23 Jul 15 5.2 Armamento e Tiro de Defesa I.278 5.3 Armamento e Tiro de Defesa II.278 5.4 Padronização de Procedimento e Uniformização da Instrução.278 5.5 Avaliação do Ensino e Aprendizagem.279 5.6 Critérios da avaliação da Pista de Tiro.280 Capitulo VI –Instruções de Curso de Aperfeiçoamento e Especialização de Oficiais (CAO e CSP) e Curso de aperfeiçoamento de Sargentos (CAS) 6.1 Instrução Preparatória Para o Tiro.282 6.2 Armamento e Tiro de Defesa I.282 6.3 Armamento e Tiro de Defesa II.282 6.4 Padronização de Procedimento e Uniformização da Instrução e Grau de Adestramento.282 6.5 Avaliação do Ensino e Aprendizagem.282 Capitulo VII –A Instrução Para o Curso de Formação de Oficiais 7.1 1° Ano do CFO.286 7.2 Tiro de Defesa I.286 7.3 Tiro de Defesa II.286 7.4 A Instrução de Tiro de Defesa I.286 7.5 A Instrução do Tiro de Defesa II.286 7.6 É fundamental o Treinamento.287 7.7 A Pista de Tiro.287 7.8 A Avaliação do Ensino e Aprendizagem, Critério da avaliação.287 7.9 2° Ano do CFO.289 7.10 A Instrução de Tiro de Defesa I para o 2° Ano do CFO.289 7.11 A Instrução do Tiro de Defesa II para o 2° Ano do CFO.289 7.12 Avaliação do Ensino e Aprendizagem. Critério da Avaliação.289 7.13 Objetivos da Instrução de Tiro de Defesa I e II para o 3°Ano do CFO.292 7.14 É fundamental o Treinamento.292 7.15 Avaliação do Ensino e Aprendizagem. Critério da Avaliação.292 Capitulo VII –A Instrução de Capacitação Continuada 8.1 Instrução de Capacitação Continuada.295 8.2 A Capacitação e o desenvolvimento de competências.295 Página 17 de 308 18 Aj G –Adit ao Bol da PM n.º 132 -23 Jul 15 8.3 Objetivos da instrução –Desenvolver as seguintes competências .295 8.4 Critérios da avaliação.296 Capitulo IX –Dos Procedimentos de Segurança 9.1 Considerações.298 9.2 Procedimentos de manuseio para armas.298 9.3 Limpeza e manutenção do armamento.298 9.4 Porte ostensivo ou não de pistolas .298 9.5 Deslocamento em situações criticas.298 Capitulo X –Fundamentos Básicos para o Disparo 10.1 Fundamentos Básicos.299 10.2 Fundamentos do Disparo.299 Capitulo XI –A Preparação do policial Para o Tiro de Defesa 11.1 Aspectos a serem considerados nas instruções de Tiro de Defesa.305 11.2 O processo de tomada de decisão.305 11.3 O fogo Sob Stress “Stress Fire” 305 11.4 Fatores relevantes a serem desenvolvidos nas instruções.306 11.5 Referências Bibliográficas.307 Página 18 de 308 Aj G –Adit ao Bol da PM n.º 132 -23 Jul 15 19 1. Introdução 1.1 Objetivo do manual; O presente manual tem por objetivo servir como guia na formação, especialização e atualização dos policiais militares do Estado do Rio de Janeiro, na disciplina do Método de Defesa Policial Militar, que engloba os conhecimentos em Defesa Pessoal, Defesa Impessoal, Uso Diferenciado e Seletivo da Força, tendo como espectro de atuação as técnicas de Contenção a Mãos Livres ao emprego de Algemas Policiais. O presente manual trata do uso da força pelos policiais militares, conscientes, no entanto, de que não somente esse grupo de profissionais monopolizara seu uso, legítimo ou não, e considerando que, apesar dos avanços alcançados pela sociedade, o uso da força pelas forças de segurança publica ainda é considerado necessário. Destinado a servir como guia teórico e prático de estudo para policiais militares, as técnicas apresentadas são citadas e expostas de acordo com sua classificação. No entanto, não é aconselhado o uso autodidático, devendo quaisquer dúvidas serem sanadas juntos aos instrutores habilitados e autorizados pela Policia Militar do Estado do Rio de Janeiro. As instruções serão ministradas prioritariamente por esses mesmos instrutores. 1.2 Principologia do MDPM e parâmetros fundamentais utilizados na formatação do presente método Há inúmeras técnicas de defesa pessoal, inseridas ou não em outros inúmeros métodos de treinamento visando capacitar policiais a defenderem-se quando for necessário, porém, para a confecção do presente manual asseguramo-nos de perseguir os valores apontados pelo direcionamento estratégico da PMERJ como premissa fundamental, bem como alguns princípios elencados a partir das características que cercam os policiais militares, quais sejam: Parâmetros individuais: 1. Os PPMM têm necessidade de se defender e o dever de defender a outrem que se encontre em perigo; 2. Os PPMM quando se defendem ou defendem a outrem, devem evitar colocar em risco terceiros inocentes; 3. Os PPMM dispõem de pouco tempo para treinamento; 4. O treinamento para os PPMM deve considerar os equipamentos e uniforme usado pelos mesmos; 5. Cerca de 80 %das ocorrências atendidas pelos PPMM são de pequeno potencial ofensivo, demandando uso moderado da força; 6. A legislação a respeito do uso da força é muito recortada, gerando dúvidas aos policiais. Parâmetros logísticos e de cultura organizacional: 7. Persiste a ideia de força atribuída à Corporação, que agregada à atual febre de lutas com remuneração por rendimento individual, torna o aluno policial um grande desafio para a Instituição; 8. A vitimização dos policiais aponta que muitos deles receberam tiros de suas Página 19 de 308 Aj G –Adit ao Bol da PM n.º 132 -23 Jul 15 20 Aj G –Adit ao Bol da PM n.º 132 -23 Jul 15 21 uso de força letal. 2.1 -Código de conduta para profissionais encarregados de fazer cumprir a lei. Promulgado pela Organização das Nações Unidas (ONU),através da resolução 34/169 da Assembleia Geral das Nações Unidas, de 17 de dezembro de 1979. Composto de por um total de dez artigos, seus artigos 2º, 3º, 5º e 6º se referem ao uso da força pelos funcionários encarregados de cumprir a lei. O presente código de conduta teve sua aceitação por diversos países, sendo adotado pela Policia Militar do Estado do Rio de Janeiro através da edição, pelo então Secretario de Estado da Policia Militar, Cel PM Carlos Magno Nazareth Cerqueira, da resolução SEPM nº 93, de 27 de setembro 1991, da antiga Secretaria de Estado de Polícia Militar. Art 2º- No desempenho de suas funções os funcionários encarregados de fazer cumprir a lei respeitarão e protegerão a dignidade humana e, manterão e defenderão os direitos humanos de todas as pessoas. Art 3º -Os funcionários encarregados de fazer cumprir a lei poderão usar a força apenas quando for estritamente necessário ou na medida em que o requeira o desempenho de suas tarefas. Art 5º- Nenhum funcionário encarregado de fazer cumprir a lei poderá infligir instigar, ou tolerar ato de tortura ou outros atos ou penas cruéis, desumanas ou degradantes, nem invocar a ordem de um superior ou circunstâncias especiais, como estado de guerra ou ameaça de guerra, ameaça à segurança nacional, instabilidade política interna ou qualquer outra emergência pública, como justificativa para tortura ou outros atos ou penas cruéis, desumanas ou degradantes. Art 6º- Os funcionários encarregados de fazer cumprir a lei assegurarão a plena proteção da saúde das pessoas sob sua custodia e, em particular, tomarão as medidas imediatas para proporcionar cuidados médicos para os necessitados. 2.2 Constituição da Republica Federativa do Brasil Editada em Outubro de 1988, a Constituição Federal, visando à garantia dos direitos civis, políticos e sociais teve influencia de diversos ordenamentos e tratados, inclusive dos princípios do Código de Conduta citado a cima, no que tange ao uso legal e legitimo da força. Art1º- A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, Página 21 de 308 22 Aj G –Adit ao Bol da PM n.º 132 -23 Jul 15 constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamento: I -II –A cidadania; III –A dignidade da pessoa humana; Art 4º -A República Federativa do Brasil rege-se, nas suas relações internacionais, pelos seguintes princípios: I -II –Prevalência dos direitos humanos; Art 5º -Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à segurança, e à propriedade, nos termos seguintes. I -II –ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei; III –ninguém será submetido à tortura nem a tratamento desumano ou degradante; XLIX –é assegurado aos presos o respeito à integridade física e moral. A Constituição Federal de 1988 estabelece, ainda, no artigo 5º, parágrafo 2º, o respeito aos tratados internacionais dos quais a Republica Federativa do Brasil fizer parte. A legislação infraconstitucional brasileira faz menção ao uso da força nos Códigos de Processo Penal e de Processo Penal Militar, especificamente. Todavia, alguns artigos do Código Penal fazem menção ao emprego de equipamentos pelos profissionais encarregados de cumprir a lei. Contudo, somente o CPPM faz menção direta ao uso de algemas e armas de fogo. ONU, Assembleia Geral das Nações Unidas, de 17 de Dezembro de 1979. Constituição da República Federativa do Brasil, do ano 1988. 2.3 Código de Processo Penal Art. 284. Não será permitido o emprego da força, salvo a indispensável no caso de resistência ou tentativa de fuga do preso. Art.292. Se houver, ainda que por parte de terceiros, resistência à prisão em flagrante ou à determinada por autoridade competente, o executor e as pessoas que o auxiliarem poderão usar dos meios necessários para defender-se ou para vencer a resistência, do que tudo se lavrará auto subscrito também por duas testemunhas. Página 22 de 308 Aj G –Adit ao Bol da PM n.º 132 -23 Jul 15 23 Art.293. Se executor do mandado verificar, com segurança, que o réu entrou ou se encontra em alguma casa, o morador será intimado a entregá-lo, à vista da ordem de prisão. Se não for obedecido imediatamente, o executor convocará duas testemunhas e, sendo dia, entrará à força na casa, arrombando as portas, se preciso; sendo noite, o executor, depois da intimação ao morador, se não for atendido, fará guardar todas as saídas, tomando a casa incomunicável e, logo que amanheça, arrombará as portas e efetuará a prisão. Art.474 -Quando do réu em julgamento” Texto inserido pela LEI Nº 11.689, de 09 de junho de 2008).3º Não se permitirá o uso de algemas no acusado durante o período em que permanecer no plenário do júri, salvo se absolutamente necessário à ordem dos trabalhos, à segurança das testemunhas ou à garantia da integridade física dos presentes. 2.4 Código de Processo Penal Militar Art.234. O emprego de força só é permitido quando indispensável, no caso de desobediência, resistência, ou tentativa de fuga. Se houver resistência por parte de terceiros, poderão ser usados os meios necessários para vencê-la ga consiste na repetição da Carga. TIPOS DE RECARGA: 1 -RECARGA TÁTICA: Ato de recarregar a arma durante uma ação real ou treinamento, para que o Policial dê continuidade aos disparos antes que as munições disponíveis na arma acabem. 2 -RECARGA ADMINISTRATIVA: Ato de inserir carregador na arma fechada e carregada, sem acionar ou rebater o ferrolho; 3 -RECARGA EMERGENCIAL: Ato de realizar de forma efetiva a recarga da arma, em razão da munição disponível na arma acabar; Página 262 de 308 Aj G –Adit ao Bol da PM n.º 132 -23 Jul 15 263 2.15 –O Uso Diferenciado da Força e as Instruções de Tiro de Defesa O Manual de Defesa Pessoal e Uso Comedido da Força –MÉTODO DE DEFESA POLICIAL MILITAR (MDPM) preconiza que o treinamento deve ter uma estreita ligação com os aspectos legais relacionados ao uso da força. Comenta também a importância do aspecto psicológico nos treinamentos, enfatizando a importância do acompanhamento de psicólogos no desenvolvimento dos treinamentos. Sendo o Tiro de Defesa um método obediente à legalidade e à boa técnica regente de seus procedimentos, deve obedecer aos mesmos princípios norteadores do Uso da Força para a PMERJ: Legalidade; Oportunidade; Necessidade; Proporcionalidade e Ética. 2.16 -O Tiro de Defesa e a interdisciplinaridade O Tiro de Defesa é um método multidisciplinar. Para a elaboração e propostas de treinamentos e diretrizes, é fundamental a participação de profissionais especializados nas diversas disciplinas estudadas nos Cursos de Formação, sejam essas disciplinas jurídicas ou práticas. O acompanhamento e orientação de psicólogos através do estudo dos níveis de atenção, o estresse envolvido em situações onde o confronto com marginais seja inevitável, o preparo psicológico entre outros fatores estudados pela Psicologia são fundamentais para o planejamento das pistas de tiro. 2.17 -A Instrução Preparatória Para o Tiro (IPT) Obrigatoriamente, precede toda e qualquer instrução. Traz previsões sobre normas de segurança, características do armamento e munição utilizados, objetivos da instrução e o “ensaio” dos procedimentos a serem utilizados. Os alunos só executam disparos após treinamento em seco e com armas air soft. 2.18 -Poder e Força Poder está relacionado à Autoridade constituída, previsão legal. Diz-se também que poder é uma grande concentração de força, seja no sentido físico propriamente dito ou figurativo. O novo gerente recebeu plenos poderes para contratar e demitir”.Flávio Canto é considerado um judoca poderoso”.Neste Manual, tratamos Poder como um atributo legal do Estado, presente nos ordenamentos, no equilíbrio das relações entre o Estado e sociedade e a fiscalização do conjunto de normas reguladoras das relações sociais. Página 263 de 308 Aj G –Adit ao Bol da PM n.º 132 -23 Jul 15 264 Aj G –Adit ao Bol da PM n.º 132 -23 Jul 15 265 O aluno policial deve reconhecer desde sua primeira instrução os Direitos Humanos como instituto presente em cada pessoa. Deve defender o princípio de que ele, policial é acima de tudo, um cidadão e que em seu trabalho de proteção dos bens juridicamente tutelados, não pode agir da mesma forma que os bandidos, desprovidos da ética e do compromisso com a legalidade. A Declaração Universal dos Direitos Humanos preconiza que todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade. 2.20 -Conceito de Crime Fato típico, antijurídico e culpável do agente. 2.21 -Poder de POLÍCIA Hely Lopes Meirelles conceitua Poder de Polícia como a faculdade de que dispõe a Administração Pública para condicionar e restringir o uso, o gozo de bens, atividades e direitos individuais, em benefício da coletividade ou do próprio Estado. Está previsto no Art. 78 do Código Tributário Nacional. 2.22 -A Segurança Pública nos termos da Constituição Brasileira De acordo com o Art. 144, a Segurança Pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, através dos seguintes órgãos: I -polícia federal; II -polícia rodoviária federal; III -polícia ferroviária federal; IV -polícias civis; V -polícias militares e corpos de bombeiros militares. 2.23 -Ordem Pública Ordem Pública é a situação e o estado de legalidade normal, em que as autoridades exercem suas precípuas atribuições e os cidadãos as respeitam e acatam Página 265 de 308 Aj G –Adit ao Bol da PM n.º 132 -23 Jul 15 266 2.24 -Princípios Gerais em Procedimentos Para fins de estudo e aplicação dos assuntos tratados neste Manual e para as instruções, serão considerados os seguintes conceitos para os princípios gerais em procedimentos: Princípio da Eficácia: consiste no objetivo educativo a ser alcançado. Quando uma pessoa ou Organização atinge os objetivos previamente estabelecidos. Princípio da Eficiência: consiste na capacidade de uma pessoa ou organização aplicar da melhor forma os recursos de que dispõe para a realização de seus objetivos. Princípio da Efetividade: quando a pessoa ou organização realiza objetivos previamente estabelecidos, gerenciando seus recursos da melhor forma, produzindo efeitos eficazes e eficientes, simultaneamente. Página 266 de 308 Aj G –Adit ao Bol da PM n.º 132 -23 Jul 15 267 Aj G –Adit ao Bol da PM n.º 132 -23 Jul 15 268 ambiente. Esse nível, predominante na fase inicial de desenvolvimento das crianças, acompanha o ser humano durante toda a vida. Nas instruções de Tiro de Defesa, o entendimento desse nível se traduz na repetição de exercícios e o condicionamento para reforçar certos procedimentos, sobretudo a resolução de panes dos armamentos, onde o Policial adotará uma série de ações mecânicas rápidas, ou quando conduz uma viatura e precisa fazer um desvio emergencial, seja para se desviar de uma pessoa distraída ou um buraco na pista de rolamento, que outra pessoa consideraria procedimentos inconscientes. 3.3.2 -Nível Cognitivo: Relacionado ao aprendizado consciente, com a aprendizagem de determinados conhecimentos através da linguagem. 3.4 -Meios auxiliares da instrução: Meios auxiliares ou materiais auxiliares da instrução são objetos e recursos utilizados usados pelo instrutor para elaboração ou execução das instruções. O instrutor deve preparar suas atividades de forma que não seja totalmente dependente desses recursos, de forma que um fato inesperado anule totalmente sua instrução. Podemos citar como exemplo, o instrutor que prepara uma palestra para utilizar em projetor multimídia e vê seu planejamento anulado se o computador der uma pane ou se faltar energia elétrica. Alguns meios auxiliares utilizados em instruções de Tiro de Defesa: Lousa ou quadro: quando o instrutor empunha uma caneta-piloto ou giz para dar sua instrução, demonstra autoridade e conhecimento sobre o assunto do qual vai falar e essa impressão é facilmente percebida pelos instruendos. Lousa Interativa ou Lousa Digital: é um dispositivo de interface humana (HID) usado para comandar o computador diretamente do local de projeção, consistindo na transmissão de informações multimidia. Vídeos, DVD e Filmes: geralmente utilizados para estudos de casos de ocorrências policiais diversas, com objetivos variados. Um vídeo ou filme pode retratar procedimentos policiais bem sucedidos ou mesmo situações cujo resultado prejudicial ou danoso, exigem estudos e medidas preventivas a serem elaboradas e propostas durante treinamentos. Página 268 de 308 Aj G –Adit ao Bol da PM n.º 132 -23 Jul 15 269 Álbum seriado ou Flipchart: Consiste num tipo de quadro para apresentação, onde um bloco de papéis é sustentado por uma estrutura de madeira ou metal, em formato de cavalete ou sustentado por tripé. É um meio auxiliar artesanal, mas muito prático, pois devido às suas reduzidas proporções e peso, pode ser deslocado facilmente para os estandes, apresentando durante as instruções práticas, informações para sua execução. Simulador de Treinamento: o equipamento é constituído por computador, projetores e tela, cujos programas simulam situações que imitam ocorrências policiais. O objetivo desta ferramenta é aproximar o treinamento de eventos com que o policial pode se deparar no dia a dia de suas atividades. Página 269 de 308 Aj G –Adit ao Bol da PM n.º 132 -23 Jul 15 270 O Simulador de Treinamento é parte integrante da Sala Virtual de Tomada de Instrução, que possui diretriz própria para treinamento de procedimentos policiais. 3.5 -A instrução de tiro e a tecnologia O instrutor deve saber utilizar os recursos tecnológicos, sabendo que nenhum os. Cada um desses itens será valiado como positivo (o instruendo faz jus a 5 pontos) ou negativo, onde o instruendo tem descontados 5 pontos: Dedo fora do gatilho (durante as verbalizações e procedimentos),Cano da arma voltado para direção segura, Recarga protegido, Deslocamento corretos e seguros (se efetuou deslocamentos com o dedo fora do gatilho),Proteger-se corretamente para atuar sobre alvos, Verbalização com clareza, Técnicas de fatiamento, Manuseio correto do armamento, Comunicação com a equipe, Correção de atitude com arma (se efetuou deslocamento com arma de forma correta. Será considerado falta se o policial deslocar-se com arma aberta).O segundo saldo corresponde aos impactos nos alvos. No alvo do tipo IPSC, há três zonas de pontuação, correspondendo a: 01 ponto; 0,6 e 0,2 pontos respectivamente. Em outros tipos de alvo, o instrutor deverá estabelecer junto aos alunos os critérios que irá utilizar. A pontuação final é dada através da soma desses dois saldos. Os policiais que pontuarem abaixo de cinquenta pontos, deverão realizar nova instrução. De acordo com os resultados obtidos, os alunos Receberão os seguintes graus: 0 a 49 pontos: insuficiente; 50 a 80 pontos: bom; Acima de 81 pontos: ótimo. Alunos com desempenho classificado como insuficiente deverão fazer Prova Final. Página 290 de 308 291 Aj G –Adit ao Bol da PM n.º 132 -23 Jul 15 OBJETIVOS DA INSTRUÇÃO DE TIRO DE DEFESA I e II PARA O 2º ANO DO CFO: COMPETÊNCIAS Conhecimentos Habilidades Atitudes Ampliar conhecimentos para: Desenvolver habilidades para: Fortalecer atitudes para: Definir os equipamentos de uso obrigatório nas instruções– EPI; Identificar tipos de munições; Aplicar corretamente os princípios do Uso Diferenciado da Força; Verbalizar de forma clara e efetiva; Defender o uso da verbalização no atendimento a Ocorrências Policiais. Conceituar princípios éticos e legais para o porte e uso de -Atuar em Ocorrências Policiais armas de fogo; utilizando procedimentos seguros, orientados para o Tiro de Defesa; Identificar procedimentos regulamentares para -Limitar o uso da força aos atendimento a Ocorrências preceitos éticos e legais Policiais norteadores da Atividade Policial. Manejar corretamente o fuzil -Classificar as armas quanto COLT cal. 5,56; ao tipo, funcionamento e finalidade; Limpar e fazer manutenção de armamentos. Conceituar os princípios de funcionamento das diferentes -Dominar técnicas de Tiro de armas de fogo; Defesa nas diversas situações em que será necessário defender sua Compreender efeitos vida ou de terceiros contra injustas balísticos agressões; Conceituar tipos de trancamento de ferrolhos e ação dos gases provenientes de disparos e sua ação sobre o ferrolho. Realizar procedimentos previstos nas Normas e Diretrizes de Segurança; Conferir materiais, e defendendo o uso dos EPI. Reconhecer os diversos tipos de armas de fogo, suas características e manejo; Desenvolver táticas e técnicas seguras para uso de armas de fogo. Agir de forma preventiva e eficaz nos procedimentos diários, seja em serviço ou na folga. Realizar a Pista de Aplicação. Página 291 de 308 292 Aj G –Adit ao Bol da PM n.º 132 -23 Jul 15 7.13 -OBJETIVOS DA INSTRUÇÃO DE TIRO DE DEFESA I e II PARA O 3º ANO DO CFO: 7.14 -É fundamental que o treinamento esteja próximo da realidade que o aluno encontrará no dia a dia de sua profissão, com resolução de panes simuladas com munições de manejo (munições inertes, próprias para treinamento),embarque e desembarque de viaturas, exercícios em local com baixa luminosidade e outros. As instruções de ARMAMENTO E TIRO DE DEFESA I e ARMAMENTO E TIRO DE DEFESA II tem suas previsões na diretriz para instruções do Curso de Formação de Oficiais. 7.15 -A avaliação do ensino e aprendizagem -Critérios da Avaliação 1 -Avaliação Escrita, com o conteúdo da ementa para o curso; 2 -Avaliação Prática- Fundamentos do Disparo: posição; empunhadura -visada -respiração e -acionamento da tecla do gatilho. 3 -Avaliação Prática: Pistas de Tiro. Considerando os impactos nos alvos, o resultado será obtido pela média entre dois saldos. O primeiro saldo corresponde a procedimentos de segurança e procedimentos operacionais, denominados PROCEDIMENTOS POSTURAIS, durante a execução dos exercícios propostos. Cada um desses itens será avaliado como positivo (o instruendo faz jus a 5 pontos) ou negativo, onde o instruendo tem descontados 5 pontos: Dedo fora do gatilho (durante as verbalizações e procedimentos),Cano da arma voltado para direção segura, Recarga protegido, Deslocamento corretos e seguros (se efetuou deslocamentos com o dedo fora do gatilho),Proteger-se corretamente para atuar sobre alvos, Verbalização com clareza, Página 292 de 308 Aj G –Adit ao Bol da PM n.º 132 -23 Jul 15 293 Técnicas de fatiamento, Manuseio correto do armamento, Comunicação com a equipe, Correção de atitude com arma (se efetuou deslocamento com arma de forma correta. Será considerada falta se o policial deslocar-se com arma aberta).O segundo saldo corresponde aos impactos nos alvos. No alvo do tipo IPSC, há três zonas de pontuação, correspondendo a: 01 ponto; 0,6 e 0,2 pontos respectivamente. Em outros tipos de alvo, o instrutor deverá estabelecer junto aos alunos os critérios que irá utilizar. A pontuação final é dada através da soma desses dois saldos. Os policiais que pontuarem abaixo de cinquenta pontos, deverão realizar nova instrução. De acordo com os resultados obtidos, os alunos Receberão os seguintes graus: 0 a 49 pontos: insuficiente; 50 a 80 pontos: bom; Acima de 81 pontos: ótimo. Alunos com desempenho classificado como insuficiente deverão fazer Prova Final. Página 293 de 308 294 Aj G –Adit ao Bol da PM n.º 132 -23 Jul 15 OBJETIVOS DA INSTRUÇÃO DE TIRO DE DEFESA I e II PARA O 3º ANO DO CFO: COMPETÊNCIAS Conhecimentos -Ampliar conhecimentos para: Definir os equipamentos de uso obrigatório nas instruções– EPI; Identificar tipos de munições; Conceituar princípios éticos e legais para o porte e uso de armas de fogo; Diretrizes para o Uso de Estande de Tiro na PMERJ; Classificar as armas quanto ao tipo, funcionamento e finalidade; Conceituar os princípios de funcionamento das diferentes armas de fogo; Compreender balísticos efeitos Habilidades Atitudes Desenvolver habilidades para: Aplicar corretamente os -Fortalecer atitudes para: princípios do Uso Diferenciado da Força; Defender o uso da verbalização no atendimento a Ocorrências -Atuar em Ocorrências Policiais Policiais. utilizando procedimentos seguros, orientados para o Tiro de Defesa; Realizar procedimentos previstos nas Normas e Diretrizes -Limitar o uso da força aos de Segurança; preceitos éticos e legais norteadores da Atividade Policial. Conferir materiais, e defendendo o uso dos EPI. Manejar corretamente as armas de fogo; Reconhecer os diversos tipos de armas de fogo, suas características -Limpar e fazer manutenção de e manejo; armamentos. Desenvolver táticas e técnicas -Dominar técnicas de Tiro de seguras para uso de armas de Defesa nas diversas situações em fogo. que será necessário defender sua vida ou de terceiros contra -Agir de forma preventiva e injustas agressões. eficaz nos procedimentos diários, seja em serviço ou na folga. Página 294 de 308 295 Aj G –Adit ao Bol da PM n.º 132 -23 Jul 15 CAPÍTULO VIII A INSTRUÇÃO DE CAPACITAÇÃO CONTINUADA 8.1 -A instrução para capacitação continuada é realizada para promover a manutenção do condicionamento técnico, físico e psicológico do efetivo para o Tiro de Defesa, aferir grau de adestramento, promover treinamentos diversos, desenvolver atividades relacionadas ao nivelamento em relação a armas adquiridas pela Corporação e das atividades que o Policial desenvolve nas suas variadas missões. É de fundamental importância que essas instruções sejam periódicas. Assim como em todas as instruções de Tiro de Defesa, cada instrução é precedida por uma Instrução Preparatória Para o Tiro. 8.2 -A capacitação e o desenvolvimento de competências: A instrução deverá ser preparada em torno de três eixos temáticos: Pré-Teste (a importância de aferir o grau de adestramento de cada policial);Treinamento em Trajes Civis (desenvolvendo habilidades para a defesa, em eventos diversos) Treinamento de Procedimentos Diversos. o instrutor deve realizar uma “pesquisa de campo” de preferência indo ao local de trabalho do policial e identificando a natureza de seu serviço, suas características e peculiaridades) 8.3 -Objetivos da instrução -desenvolver as seguintes competências: COGNITIVAS (saber):conhecer fundamentos básicos do disparo; identificar os fundamentos do tiro de defesa; reconhecer noções de uso diferenciado da força e noções de legislação básica para atividade policial. HABILIDADES (saber fazer):executar procedimentos de acordo com os preceitos legais e as normas de segurança; manejar corretamente o armamento; realizar efetivamente os fundamentos do tiro de defesa, como: necessidade de sacar a arma, saque rápido, controle do cano, manter contato visual com o agressor, controle das mãos de pessoas a serem abordadas, disparos duplos e treinamento constante. Página 295 de 308 296 Aj G –Adit ao Bol da PM n.º 132 -23 Jul 15 ATITUDINAIS (saber ser):ser capaz de agir efetivamente quando for necessário utilizar armas de fogo; ter atitude serena e confiante ao realizar procedimentos diversos, defender a verbalização no atendimento às ocorrências policiais; aplicar os fundamentos do tiro de defesa em consonância com os fundamentos básicos do disparo. 8.4 -Critérios de avaliação: 1 -Avaliação Escrita, com o conteúdo da ementa para o curso; 2 -Avaliação Prática- Fundamentos do Disparo: posição; empunhadura -visada -respiração e -acionamento da tecla do gatilho. 3 -Avaliação Prática: Pistas de Tiro. O primeiro saldo corresponde a procedimentos de segurança e procedimentos operacionais, denominados PROCEDIMENTOS POSTURAIS, durante a execução dos exercícios propostos. Cada um desses itens será avaliado como positivo (o instruendo faz jus a 5 pontos) ou negativo, onde o instruendo tem descontados 5 pontos: Dedo fora do gatilho (durante as verbalizações e procedimentos),Cano da arma voltado para direção segura, Recarga protegido, Deslocamento corretos e seguros (se efetuou deslocamentos com o dedo fora do gatilho),Proteger-se corretamente para atuar sobre alvos, Verbalização com clareza, Técnicas de fatiamento, Página 296 de 308 Aj G –Adit ao Bol da PM n.º 132 -23 Jul 15 297 Manuseio correto do armamento, Comunicação com a equipe, Correção de atitude com arma (se efetuou deslocamento com arma de forma correta. Será considerado falta se o policial deslocar-se com arma aberta).O segundo saldo corresponde aos impactos nos alvos. No alvo do tipo IPSC, há três zonas de pontuação, correspondendo a: 01 ponto; 0,6 e 0,2 pontos respectivamente. Em outros tipos de alvo, o instrutor deverá estabelecer junto aos alunos os critérios que irá utilizar. A pontuação final é dada através da soma desses dois saldos. Os policiais que pontuarem abaixo de cinquenta pontos, deverão realizar
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