UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS – UFAL INSTITUTO DE CIÊNCIAS SOCIAIS - ICS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM SOCIOLOGIA - PPGS SIDCLEY DA SILVA SANTOS

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UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS – UFAL

  INSTITUTO DE CIÊNCIAS SOCIAIS - ICS PROGRAMA DE PốS-GRADUAđấO EM SOCIOLOGIA - PPGS MILITARES EM ALAGOASMACEIÓ MILITARES EM ALAGOASDissertação apresentada ao Instituto de Ciências Sociais da UniversidadeFederal de Alagoas para obtenção do Título de Mestre em Sociologia. CDU: 316:355.02 Dedico esta Conquista:Aos meus familiares, aos companheiros de caserna especialmente aosintegrantes da turma aspirantes 2009; Aos meus professores que contribuíram para aminha formação moral e intelectual; Em especial a Margarida, companheira por toda avida.

AGRADECIMENTOS

  Primeiramente, não posso deixar de agradecer a Deus pela oportunidade que me deu de realizar mais um sonho e pelas forças para cumprir com zelo as atividades do curso. Aos professores do Instituto de Ciências Sociais, principalmente aqueles dos quais tive a oportunidade de ser aluno no decorrer do curso; ao Programa de Pós Graduação em Sociologia na pessoa de seu atual coordenador, o Professor João Vicente e do Secretário Gilnison.

RESUMO

ABSTRACT

O presente trabalho sintetiza o esforço em compreender as mudanças ocorridas nas duasúltimas décadas no campo da segurança pública no Brasil, sobretudo os aspectos relacionadosà formação policial, especialmente no Estado de Alagoas. A pesquisa é de natureza bibliográfica e qualitativa e foi instrumentalizada através de análise histórica em perspectivacomparada envolvendo o processo de recrutamento e formação da polícia em alguns países daEuropa Ocidental, Japão, Estados Unidos e Brasil, bem como de análise documental de registros institucionais relacionados à formação e aperfeiçoamento de Praças da PolíciaMilitar de Alagoas The present work summarizes the effort to comprehend the changes occurred in the two last decades in the field of the public security in Brazil, especially the aspects related to thepolicial training, especially in the state of Alagoas. This research has a qualitative and bibliographic nature and is was instrumentalized through historical analysis in a comparedperspective, involving the recruitment process and policial training to some countries of westEurope, Japan, United States and Brazil, as well as documental analyses of institutional registrations related to the training and improving of policeman of the military police ofAlagoas Communitary Policiamenty in Alagoas

LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS

SUMÁRIO

  Pude perceber naquela ocasião um aspecto que me chamou a atenção e se relacionavaà forma como a grande maioria dos policiais envolvidos no policiamento ostensivo, os“policiais de ruas”, viam com desconfiança e desdém uma filosofia de trabalho que procurava democratizar a relação estabelecida entre a polícia e a comunidade. Emgeral, a percepção da necessidade de se estabelecer controles externos sobre a atividade policial emerge quando as polícias estão de tal forma desacreditadas, quasesempre pelo alto nível de violência e de corrupção, que o estabelecimento de um controle externo é o único meio para tentar restaurar sua credibilidade(LEMGRUBER, MUSUMECI e CANO, 2003, p. 26).

A avaliação só se torna possível através de critérios de ação bem definidos, que devem ser internalizados pelos “alunos-policiais” no curso de formação, através de currículos que

  Nos Estados Unidos o critério definidor da atividade policial foi a O combate ao crime e a aplicação da lei passaram a ser as principais concepção criminal.demandas policiais e isso retirava um leque de responsabilidades das polícias, que outrora dificultavam a prestação de um serviço que pudesse ser fiscalizado e avaliado. Todas as comparações feitas nos ajudaram a compreender o processo de mudança que atingiu a policia nos Estados Unidos eque reverberaram de forma significativa em países como o Brasil, que aposta no policiamento comunitário como uma das estratégias importantes para resolver o problema da violência e dacriminalidade.

Zero é “limpar as ruas de ‘destroços’ humanos; como parte do processo de concomitante à emergência de uma sociedade com grande população marginalizada e empobrecida (...)”

  Evidentemente não cabe nesse momento analisar de forma aprofundada os fatores que levaram ao surgimento do policiamento comunitário nestacidade, tarefa que deixaremos para o próximo capítulo, todavia o que podemos adiantar é que esses fatores não diferem muito dos que se observaram nas cidades americanas do inícioda década de 1960. Chalom et al (2001, p. 8) ainda define o Kobancomo um O Sistema Koban é de grande importância para o nosso estudo sobre a formação policial, já que ele preconiza uma aproximação com a comunidade através da presença fixa.

Mais do que isso, o Koban se torna algo que fa z parte da comunidade, não é algo “estranho”

  Há também a Agencia Nacional dePolícia, que é considerada o alto escalão das ações de polícia, seja na formação dos quadros de comando, na segurança do imperador e de seus familiares e na condução das investigaçõescriminais. O policiamento comunitário se constitui como o resultado de um processo de racionalização institucional que ocorreu na Europa, aliado às transformações no seio dasociedade americana a partir da década de 1960, combinada com um policiamento milenar japonês estilo Koban.

INSTITUIđấO SINGULAR

  Acreditamos também que um dos elementos-chaves para a compreensãodesse problema seja a estreita e fluida relação entre o público e o privado no Brasil, sendo o autoritarismo e a violência elementos centrais no processo histórico de interação entre essasduas esferas. O autor confirma que as mudanças que ocorreram no campo das normas jurídicas, com a elaboração de um texto constitucional sofisticado, não foram suficientes para mudar aspráticas institucionais dos órgãos de segurança pública e salienta a expectativa frustrada de que as conquistas normativas tivessem o poder de solucionar os problemas dos abusos aosdireitos humanos.

Por outro lado foi constatado que os moradores de regiões nobres parecem concordar com uma ação violenta da polícia contra os “bandidos”, sendo admitida a força letal para o

  A defesa utilizou uma relação simples de causa e efeito: se o local é As conclusões de Maria Stela Grossi Porto é a de que há de fato uma representação social marcante sobre a violência da polícia, e que isso coloca em questão o longo processo deracionalização do Estado moderno. O Estado, através de seus funcionáriosespecializados, administra o uso da coação física e o esforço é feito no sentido de controlar o uso da força através de mecanismos como as corregedorias, já que uma das características dotrabalho policial é o seu caráter discricionário.

A autora observa que a “perda de origem” se deu quando a instituição policial foi inserida num projeto político-ideológico. A manutenção da ordem pública, a prevenção e a

  O fato da força policial ser monopólio do Estado e seu uso estar subordinado a decisões políticas, que envolve interesse de classes, nos leva a compreenderque no Brasil a violência policial faz parte de um passado autoritário e de um projeto político mais amplo. Mas, com a Proclamação da República, os desafios colocados para as elites republicanasnão irão limitar-se ao estabelecimento de novas formas de controle social, mas incluirão especialmente o problema ainda maior de como consolidar os ideais deigualdade política e social do novo regime ante as particularidades históricas e sociais da situação nacional.

Há no Brasi l uma cultura “bacharelesca” quando tratamos de temas como polícia e

  O urbano e o rural patriarcal passam a ser o ponto de tensão e o fio condutor da vida política no início destadécada, como bem argumenta Bastos (2008) a respeito do caminho interpretativo tomado pelo autor, que Aponta para as tensões entre as formas de sociabilidade que têm como eixo a família patriarcal e aquelas características do mundo moderno, que seriam a marca dacidade. Como a Matriz Curricular Nacional - MCN constitui um documento que estabelece Um dos primeiros aspectos que nos chama atenção na MCN é o discurso de mudança quanto às ações da polícia a partir da formação, que possibilite o policial desenvolver suasatividades de acordo com a realidade democrática do país, tendo os Direitos Humanos como tema central nesse processo.

Democrático de Direito (...)”. (MINISTÉRIO DA JUSTIÇA, 2009, p. 19)

  Porisso que este curso aconteceu aqui e é uma demonstração de nosso reconhecimento da boa atuação do Centro de Gerenciamento de Crises da PM daqui de Alagoas”,disse o ouvidor agrário nacional, que promoveu o evento em parceria com a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), a Força Nacional e o InstitutoNacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) (SOARES, 2009). Temos então os seguintes documentos: Plano de Curso de Formação de Praças 2010; 14 Regimento do Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças - CFAP ; Regulamento do CFAP; Regulamento Escolar do CFAP; Normas para o planejamento e conduta de ensino para o ano de 2010.

Estado de Alagoas que tem por missão formar, aperfeiçoar, habilitar e especializar graduados e soldados da Corporação através de cursos e estágios” (PMAL, 2004, p. 04). O CFAP está

  O CFAP é I VI Como pode ser observado, cabe a este órgão da Polícia Militar de Alagoas a responsabilidade em planejar, executar e selecionar professores e instrutores para a formaçãodas praças. Iremos analisar algumas competências que são pertinentes para a nossa pesquisa, que são elementos que se aproximam do processo deensino-aprendizagem orientado pela MCN, de acordo com o sofisticado processo de formação proposto pela SENASP.

Discente” (PMAL, 2004 A, p. 5). É importante notar que esse setor não é apenas responsável pela formação estritamente profissional, mas também a uma formação “moral e cívica”. A ele

  Como se evidenciou na exposição dos resultados da pesquisa teórica edocumental realizada, a discussão dessa temática impõe discutir também temas como a violência, a criminalidade e aspectos relacionados à história da instituição policial, de modo acaptar a complexidade e a pluralidade de caminhos teóricos e práticos constitutivos do campo de investigação. Nesse sentido, se o policial militar não dispuser de recursoscognitivos que lhes permita avaliar as complexas nuances da realidade social e que o coloquem em condições de mediar adequadamente os conflitos sociais, ele pode optar pelaredução da complexidade, utilizando mecanismos tradicionais de seletividade e criminalização e facilitar, assim, a reprodução de formas tradicionais de policiamento.

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  Criminologia e etnicidade: Culpa Categórica e Seletividade de Negros no SistemaJudiciário Brasileiro. Anais do II Seminário Nacional Movimentos Sociais, Participação e Democracia 25 a27 de abril de 2007, UFSC, Florianópolis, Brasil Núcleo de Pesquisa em Movimentos Sociais - NPMS (ISSN 1982-4602).

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