MORGAN LANZARIN CLAUDICAÇÃO INTERMITENTE E O RISCO DE QUEDAS: ANÁLISE DA FUNÇÃO MUSCULAR E DO CONTROLE POSTURAL

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MORGAN LANZARIN

  Além disso, os sujeitos com CI apresentam disfunção do nervo motor e sensorial das extremidades inferiores, o que pode levar adéficits de equilíbrio e um maior risco de quedas. Os resultados evidenciaram que ossujeitos portadores de CI apresentaram maior deslocamento e velocidade do COPap durante o deslocamento da plataforma para trás em médiaintensidade, bem como maior tempo de latência.

LISTA DE FIGURAS

  29Figura 2 - Teste de Organização Sensorial - Amplitude e velocidade doCOP nos sentidos ântero-posterior e médio-lateral. Pico de torque e potência muscular dos dorsiflexores e plantiflexores do tornozelo e flexores e extensores dojoelho de ambos os membros (direito e esquerdo)..

LISTA DE ABREVIATURAS

  25 2.1.1 Incidência, prevalência e fatores de risco ................................. 68 ANEXO A : QUESTIONÁRIO INTERNACIONAL DE ATIVIDADEFÍSICA (IPAQ) .....................................................................................

1. INTRODUđấO

1.1. Contextualização do problema

  A CI está associada à mudanças morfológicas na musculatura esquelética afetada, com um menor volume e quantidade de fibrasmusculares (REGENSTEINER et al., 1993; McGUIGAN et al., 2001), o que pode levar a diminuição da capacidade de gerar torque muscular. Dado que os atuais estudos acerca do tema “risco de quedas e claudicação intermitente” não evidenciam resultados consistentes ousatisfatórios que contribuam para a parte clínica e científica, torna-se pertinente responder a seguinte questão: sujeitos com claudicaçãointermitente possuem maior risco de cair do que sujeitos saudáveis?

1.2. Objetivos

  1.2.1. Objetivo Geral Avaliar o risco de quedas em sujeitos portadores de claudicação intermitente por meio da mensuração do equilíbriopostural estático e dinâmico e o desempenho muscular.

2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

2.1. Doença Arterial Obstrutiva Periférica e Claudicação Intermitente

  A CI compromete as atividades físicas diárias, afeta a qualidade de vida e compromete a capacidade de locomoção dos indivíduos, deforma que essa limitação é mais grave quanto maior a severidade da doença (ATKINS; GARDNER 2004). Estudos relatam que claudicantespossuem: déficits de distância total e diminuição da velocidade da marcha, diminuição do equilíbrio (MOCKFORD et al., 2011) e prejuízona capacidade de realizar tarefas funcionais (KUO; YU, 2008).

2.1.1. Incidência, prevalência e fatores de risco

  A dificuldade inerente à obtenção de dados sobre incidência e prevalência do sintoma da doença foi referida em váriosestudos (MEIJER et al., 1998; SCHMIEDER; COMEROTA, 2001;SELVIN; ERLINGER, 2004) que utilizaram uma combinação de questionários detalhados e métodos de diagnósticos objetivos comoentrevistas, avaliações clínicas e exames não-invasivos. A maioria dos estudos utilizou o índice tornozelo/braquial (ITB) para diagnosticar a DAOP (MEIJER et al., 1998; SELVIN; ERLINGER,2004; MAKDISSE; PEREIRA; 2008; MERINO et al., 2010) O ITB é um teste não invasivo e expressa a relação entre a pressão arterialsistólica no tornozelo em relação a pressão da artéria braquial.

2.2. Controle Postural

  As plataformas de força mensuram a interação do centro de massa doindivíduo e a oscilação do COP na determinação do equilíbrio postural durante a execução de uma determinada tarefa motora. Esteconceito é apoiado por numerosos estudos, que mostraram que quando existe uma redução das informações sensórias que contribuem para ocontrole postural, como a patologia ou o envelhecimento, a amplitude de movimento do COP, durante a postura vertical imóvel, tende a aumentar(SHUMWAY-COOK; WOOLLACOTT, 2003).

2.3. Controle Postural em Claudicantes

  Sujeitos portadores de DAOP e CI podem ser suscetíveis a déficits de equilíbrio e maior risco de quedas devido a disfunção donervo motor e sensorial das extremidades inferiores, associadas a incapacidade circulatória periférica (PASSINI et al., 1996; NUKADA etal., 1996). A maioria dos estudos que avaliaram o equilíbrio na população de claudicantes utilizou-se de testes subjetivos como: i) Unipedal Stance Time – tomada de tempo com o sujeito em posição unipodal (GARDNER; MONTGOMERY, 2001); ii) Standing Balance, que consiste em ficar nas posições side-by-side, semi-tandem e tandem stand Testes objetivos utilizando plataformas de equilíbrio computadorizadas são escassos.

2.4. Força Muscular em Claudicantes

  Por meiode um dinamômetro isométrico foi avaliado o pico de torque dos flexores e extensores do quadril, joelho e tornozelo, em ambos osmembros, de 31 sujeitos com claudicação e 15 sujeitos controles. A avaliação do desempenho muscular é de grande importância para fins diagnósticos, a fim de corrigir preventivamente déficitsespecíficos, avaliar resultados das intervenções e determinar se o indivíduo tem condições de retornar às suas atividades ocupacionais(AQUINO et al., 2007).

2.5. Risco de quedas: Associação entre controle postural e força muscular

  A queda é extremamente comum entre a população idosa e afeta um em cada três idosos com idade superior a 65 anos a cada ano Numerosos estudos têm mostrado que as pessoas mais velhas têm maior oscilação corporal do que os indivíduos mais jovens,especialmente em condições de inputs sensoriais reduzidas ou conflitantes (TEASDALE et al., 1991; WOLFSON et al., 1992). Aocorrência de perda de equilíbrio durante o teste de organização sensorial foi correlacionada com a diminuição da força na extremidadeinferior (Pearson = R - 0,36, p = 0,001), bem como no tornozelo, A força muscular dos membros inferiores é importante para gerar momentos articulares necessários durante o distúrbio para evitarquedas (PIJNAPPELS et al., 2007; NAGAI et al., 2013).

A: Biological Sciences and Medical Sciences, v. 68, n. 4, p. 441-446, 2013

  Prevalence of and risk factors for peripheral arterial disease in the united states results from the nationalhealth and nutrition examination survey, 1999 SKELTON, D. A risk model for the prediction of recurrent falls in community-dwelling elderly: a prospective cohort study.

3. ARTIGO CIENTÍFICO

  O presente estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética e Teste de CaminhadaFoi aplicado o teste de caminhada de 6 minutos (T6M) para avaliar a distância total de caminhada (DT) e a distância da claudicaçãoinicial (DCI). Foi mensurado o pico de torque, que representa o pico de maior produção de torque em toda aamplitude de movimento e a potência muscular, medida que representa a velocidade com que a musculatura é capaz de gerar trabalho [25].

4. CONCLUSÃO

  É evidente a diminuição na capacidade de caminhada dos sujeitos, com menores distâncias percorridas, hádecréscimo na função muscular com diminuição da capacidade de gerar torque e potência muscular e por fim, comprometimento na capacidadede recuperar o equilíbrio após uma perturbação inesperada. Os benefícios e vantagens em participar deste estudo serão a quantificação do seu controle postural, distância de caminhada e a forçamuscular que são clinicamente úteis para identificação dos problemas entre os sujeitos com claudicação intermitente, além de conduzir a estratégias de reabilitação nos sujeitos pesquisados.

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