A representação binária do cérebro “feminino” e “masculino” na ciência e nos meios de comunicação

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Ensaio A representação binária do cérebro “feminino” e “masculino” na ciência e nos meios de comunicação

  Uma análise de Connor et al (2012) mostra que de 2000 a 2010 dobrou o número de artigos sobre temas de neurociên-cia na imprensa. Se é certoque exista um dimorfismo sexual associado à reprodução, é inválido inferir que esse dimorfismo desemboque - de for-ma nítida - na diferenciação entre um cérebro “masculino” e um “feminino”, da qual surjam características dicotômicasem termos de personalidade, cognição, emoção e comporta- mento.

Olga E. Rodríguez-Sierra

  Em-bora os resultados das pesquisas que tentam correlacionar a estrutura do cérebro com cognição e comportamento nãosejam consistentes (Bishop e Walhsen, 1997;. Sommer et al,2004), os meio de comunicação e artigos científicos tendem a ressaltar e amplificar a noção de que os cérebros vêm em doistipos de sabores: “feminino” e “masculino”. Antes de comenzar y como nota aclaratoria, en este ensayo se va a emplear el término sexo/género de forma in-distinta, aprovechando que el término sexo tradicionalmente se ha referido a la parte biológica e innata y género como eltérmino acoge la parte social y cultural de la identidad sexual.

La representación binaria del cerebro “femenino” y “masculino” en la ciencia y los medios de comunicación Olga E. Rodríguez-Sierra

  A pesar de que Broca sabía que el tamaño de los cerebros variaba entre los individuos de acuerdo a la edad yla masa corporal, no titubeó en inferir que esa diferencia pro- medio de 181 g demostraba que los cerebros entre hombresy mujeres eran significativamente diferentes y que reflejaban distintos niveles de inteligencia (Vidal, 2005). Estetipo de creencias se originan a partir de la teoría ortodoxa de diferenciación sexual del cerebro; que propone que la tes-tosterona determina funcional y estructuralmente el cerebro«masculino» de forma permanente en un periodo crítico du- rante el desarrollo fetal, y que en ausencia de testosterona elcerebro sigue la trayectoria base de diferenciación hacia un cerebro «femenino» (Jost, 1953).

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