FACULDADE DE ARQUITETURA E URBANISMO

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UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA

FACULDADE DE ARQUITETURA E URBANISMO

  

DEPARTAMENTO DE PROJETO, EXPRESSấO E REPRESENTAđấO EM ARQUITETURA E URBANISMO

PROFESSOR FREDERICO FLÓSCULO PINHEIRO BARRETO

  

BRASÍLIA (1998)

  4.1 PROFESSOR RESPONSÁVEL: ARQ. FREDERICO FLÓSCULO PINHEIRO BARRETO PARTE 4

  INSTRUMENTOS DA PRÁTICA PROFISSIONAL CONTRATO DE PRESTAđấO DE SERVIÇOS O contrato de prestação de serviços é desfecho dos contactos iniciados e mantidos com o cliente privado (pessoa física ou jurídica), formalizando a relação de trabalho profissional, explicitando e circunstanciando interesses, direitos, limites e oportunidades para ambas as partes contratantes. O roteiro esboçado pode ainda se aplicar, em situações muito simplificadas, à contratação com a Administração Pública, nos casos da adjudicação de objetos de licitação em que não houver exigências especiais para o contrato de profissional. Os termos de contratos elaborados pela Administração pública visando a formalização das relações de trabalho com profissionais autônomos ou pessoas jurídicas de direito privado não serão desenvolvidos no presente Roteiro As recomendações que desenvolvemos a seguir foram pensadas para o caso do contrato de prestação de serviços (notadamente os serviços de desenvolvimento de projeto arquitetônico da edificação) entre particulares: o arquiteto (pessoa física ou jurídica) e seu cliente (pessoa física ou jurídica). A apresentação do roteiro para a elaboração de contrato dá continuidade a uma seqüência pretendida pela disciplina, que pode ser explicitada, no seguinte diagrama:

  4.2 PROFESSOR RESPONSÁVEL: ARQ. FREDERICO FLÓSCULO PINHEIRO BARRETO ROTEIRO PARA A ELABORAđấO DO PROJETO ARQUITETÔNICO DA EDIFICAđấO

  , ...do Instituto de Arquitetos do Brasil (Direção Nacional), que descreve os produtos “básicos” associados à elaboração do projeto. Sua terminologia deve ser complementada pelos termos do Decreto 92.100, de 10 de dezembro de 1985 (do Poder Executivo Federal), caso se deseje relacionar as demais modalidades de projetos complementares - essa terminologia foi editada em nosso “Glossário”.

  TABELA DE HONORÁRIOS PROFISSIONAIS , ... do Instituto de Arquitetos do Brasil (Direção Nacional), que aplica o conjunto de “produtos” definidos e ordenados anteriormente, criando as bases para a cobrança criteriosa de honorários profissionais.

  ROTEIRO PARA A ELABORAđấO DE CONTRATO DE PRESTAđấO DE SERVIđOS , ... que é apresentado a seguir, elaborado para a disciplina “Prática Profissional”, e que utiliza a terminologia do “Roteiro” e as indicações da “Tabela” para coordenar informações básicas constantes de contrato profissional. Tanto o “Roteiro” quanto a “Tabela” têm como objetivo subsidiar exatamente a elaboração de “Contrato” de prestação de serviços. Contudo, há ainda mais um conjunto de elementos orientadores que deverá ser considerado:

  ROTEIRO PARA O GERENCIAMENTO DE SERVIÇOS PROFISSIONAIS EM ARQUITETURA E URBANISMO , ... que se pretende desenvolver no âmbito de outra disciplina (“Programação e Controle de Projeto e Obra”), do Curso de Graduação em Arquitetura e Urbanismo da UnB, articulando-se a partir do próprio Contrato de Prestação de Serviços, orientando o gerenciamento de todos os trabalhos contratados, do início à entrega (inclusive, e não menos importante, a fatal cobrança de honorários).

  4.3 PROFESSOR RESPONSÁVEL: ARQ. FREDERICO FLÓSCULO PINHEIRO BARRETO

  A realização de contrato para a prestação de quaisquer serviços profissionais é fundamental, pois: a) formaliza a relação de prestação de serviços, que não pode ser negada intempestivamente; b) fixa os termos da prestação de serviços, gerando direitos e obrigações de ambas as partes, garantindo a defesa dos respectivos interesses e objetivos; c) permite a comprovação da relação de prestação de serviços (no que tem de dimensão ética, quando se fala de que um profissional não deve se intrometer no trabalho de outro);

  d) assegura a adequada caracterização do produto, do processo de produção, resguardando os interesses do consumidor de serviços, bem como do prestador de serviços; (VER CÓDIGO DE DEFESA DOS DIREITOS DO CONSUMIDOR);

  e) permite (no mínimo dá elementos) a adequada fiscalização e averiguação de qualquer queixa, dúvida, acusação; f) caracteriza a relação de prestação de serviços efetivamente profissional. ANTECEDENTES DO CONTRATO DE PRESTAđấO DE SERVIđOS:

  ASPECTOS GERAIS A realização de Contrato de Prestação de Serviços pressupõe várias fases anteriores, do encaminhamento do trabalho até o contrato e a efetivação dos serviços, em que se deve considerar, em especial:

  

1) A forma pela qual o cliente contatou o profissional (ou que o profissional

“acessou” o serviço): aspecto efetivamente “antecedente”, é aspecto central do que

  denominamos o mapeamento do mercado de trabalho, na Parte 1 das Notas de Aula da disciplina.

  Há diferentes “nichos” no mercado de trabalho que se oferece aos arquitetos, diferentes estratégias de atuação associadas (ou sobrevivência nessa savana, se prosseguimos com a alegoria do ecossistema), em que diferentes objetos e situações de trabalho se enquadram - a princípio, esquematicamente.

  A contratação de serviços se conduz por encaminhamentos que podem ser significativamente diferentes caso o cliente (e seus interesses) sejam de caráter privado

  ou público, caso exijam conhecimentos e experiência mais ou menos especializada (o

  que deve ser conceituado de forma relativizada, pois o arquiteto é formado para ser uma espécie de especialista em generalidades, e há contextos de trabalho em que ocorre a pseudo-especialização pela ausência de competitividade e acumulação reduzida de conhecimentos dos demais “à volta” - não se ofenda, esse é o legítimo berço de todas

  as “especializações”, com chances de se tornarem consistentes pelo estudo e pela prática). O “nicho” que um determinado profissional ou firma ocupa no mercado de

  trabalho tem várias dimensões, e se transforma - a cidade se transforma, e também você e seu potencial de prestação de serviços.

  

A contratação de serviços é dinâmica nessa direção, refletindo o modo como o

profissional opera dentro de regras aceitas quanto aos referenciais técnico, ético, gerencial.

  O contrato de trabalho é instrumento de disputa no mercado de trabalho, de

  competitividade num mercado de trabalho competitivo. É na postura e conduta - não

  somente ética, mas também técnica e gerencial, repete-se, caracterizada pela auto-

  4.4 PROFESSOR RESPONSÁVEL: ARQ. FREDERICO FLÓSCULO PINHEIRO BARRETO

  preservação, auto-aprendizado, auto-aperfeiçoamento, e ainda pela socialização do conhecimento acumulado, pela retribuição ao coletivo pelos conhecimentos obtidos, pela responsabilidade para com a qualidade dos serviços que presta - que reside a

  anima, o que anima, dá sentido e faz reconhecido o campo de realizações dos profissionais e suas organizações de prestação de serviços.

  • OBS: Postura (os valores e plano de ação profissional aparentemente adotados) e conduta (a ação efetiva) refletem-se, sem dúvida, no modo pelo qual contrata e administra os próprios contratos de trabalho. E há determinadas posturas e condutas que parecem desde já determinar alguns dos problemas que se constata na contratação de serviços.

  Em primeiro lugar, deve-se considerar a inexperiência (ou outra postura / conduta) daqueles profissionais que simplesmente não realizam contratos quando

  prestam serviços; deve-se considerar um outro grupo, dentre os que celebram contratos

  • mesmo que para apenas pequena parte dos serviços que efetivamente prestam - e que

  não valoriza o contrato como instrumento de competitividade e gerenciamento do trabalho profissional. Nessas condutas, o contrato é mera formalidade, encarado como

  garantia mínima do recebimento dos pagamentos, forma extensa de nota promissória. Há situações tão generalizadamente rudimentares, que se chega a questionar se efetivamente se deveria perder tempo com o aperfeiçoamento da contratação.

  De um modo geral, a não-realização de contrato formal de trabalho gera a

  crítica sobre a atitude do profissional com relação às garantias que deve oferecer

  quanto à qualidade de seu trabalho. Essa conduta pode ser considerada lesiva aos interesses do cliente e “sonegadora” de informações quanto à responsabilidade técnica pelos serviços profissionais. Em processos éticos que sejam eventualmente movidos contra profissionais por seus clientes, a existência ou não de contrato de prestação de serviços é dado preliminar considerado pelas Câmaras profissionais dos CREAs - além dos próprios termos desses contratos.

  Em segundo lugar, num ponto menor, deve-se colocar algo que parece questão acessória, mas o contacto através de “anúncios de jornal” ou propaganda nas

  “páginas amarelas” das listas telefônicas é seguro indicador de freqüências elevadas

  de “primeiros contactos” entre completos desconhecidos, ou uma considerável probabilidade de expectativas em desencontro, a ajustar-se com cautela (esse tipo de contacto é significativamente correlacionado à ocorrência de reclamações de natureza ética junto aos CREAs); o contacto realizado desde o conhecimento, pelo futuro

  cliente, de obra realizada / serviço prestado é considerado um excelente fundamento para a contratação exitosa de serviços profissionais; o contacto realizado desde o

  círculo de relações profissionais (ou outros círculos mais fraternos) exige a manutenção do rigor profissional, como postura que não distingue pessoas e não diferencia a

  

  qualidade do serviço a ser prestado ; Recomenda-se ao jovem profissional a organização do seu trabalho desde o 1 contacto formalizado com o cliente, a valorização do portfolio e do rito profissional de

  Um colega arquiteto costuma dizer que deve-se ter cuidado redobrado ao prestar serviços para

  4.5 PROFESSOR RESPONSÁVEL: ARQ. FREDERICO FLÓSCULO PINHEIRO BARRETO

  abordagem, preparação e explicação dos serviços a prestar, como aspectos preliminares em si mesmos estratégicos para a prática profissional. O contrato, a programação e a produção de todos os aspectos dos serviços prestados têm chances de guardar coerência com a postura e conduta bem qualificada;

  2) O esclarecimento, pelo profissional ao cliente, de aspectos preliminares relacionados ao empreendimento, aos serviços que prestará, à sua Responsabilidade

  Técnica, à necessidade de formalização de Contrato de Prestação de Serviços Profissionais, aos recursos necessários, ao trâmite legal dos produtos dessa prestação de serviços (nos casos em que haja a obrigatoriedade de aprovação e fiscalização das atividades por organizações públicas), aos prazos necessários, entre outros pontos que devam merecer explanações preliminares;

  

3) O conhecimento e a caracterização das necessidades do cliente, adquiridos

  por meio de instrumentos de levantamento de informações (sobre o ciente e suas circunstâncias, sobre aspectos legais, programáticos e outros aspectos específicos do empreendimento) - embora a formulação de um Programa de Necessidades e estudos iniciais necessários à caracterização do problema de projeto e do empreendimento,

  

  possam (ou devam) ser incluídos no Contrato de Prestação de Serviços, e remunerados ;

  4) A definição e preparação cuidadosas de todos os aspectos preliminares importantes para o processo de prestação de serviços, em especial: a) a consideração

  dos riscos envolvidos; b) a consideração do tempo a ser empregado - ou, por outra, da

  dedicação necessária à plena consecução do que se pretende contratar; c) a consideração

  dos recursos a serem empregados - sobretudo nos casos em que se exigir o uso de

  

  recursos especializados ; d) a consideração da capacidade técnica necessária à plena consecução do que se pretende contratar.

  FORMAS DE CONTRATAđấO

   A Associação Brasileira Dos Escritórios de Arquitetura - AsBEA enfatiza seis

  formas de contratação de serviços de arquitetura:

  a) Convite Direto: possível para pessoas físicas ou jurídicas de direito privado e para pessoas jurídicas de direito público, por indicação ou outra forma de abordagem direta (sujeita às restrições da Lei 8.666, de 21 de junho de 1993, ou a “Lei de Licitações”);

  b) Seleção Restrita: como a anterior, ocorre entre particulares e com órgãos públicos (sujeita às restrições da Lei 8.666, de 21 de junho de 1993, ou a “Lei de 2 Licitações”) em que há a pré-seleção de grupo de escritórios, que são entrevistados e

  Projetos de empreendimentos de médio a grande porte devem merecer estudo de viabilidade técnica e financeira; em empreendimentos que pretendem captar recursos para seu financiamento, esse estudo de 3 viabilidade é exigido na maior parte dos casos.

  Nos casos de empreendimentos que exijam a realização de estudos de impacto ambiental, ou que exijam a utilização de equipamento especializado de análise do solo, de estruturas, ou que exijam a contratação de especialistas em tecnologias e em outras áreas profissionais (do Direito, da Economia, da Segurança do 4 Trabalho, etc).

  No documento Manual de Contratação dos Serviços de Arquitetura Urbanismo, publicado pela

  4.6 PROFESSOR RESPONSÁVEL: ARQ. FREDERICO FLÓSCULO PINHEIRO BARRETO

  selecionados em função de, no dizer da AsBEA, apresentarem “maior sintonia com o projeto a ser elaborado e cujo método e experiência sejam os mais compatíveis com a forma de trabalho do cliente”;

  c) Apresentação de Propostas Técnicas em Seleção Restrita: como especificação da modalidade anterior, desta vez com menos sintonia e mais proposta técnica;

  d) Licitações: ocorre de acordo com a Lei 8.666, de 21 de junho de 1993, exigida para órgãos públicos (envolvendo as modalidades da concorrência, tomada de

  preços, convite e concurso - estando a última modalidade de licitação, o leilão, fora de

  cogitação). A AsBEA critica o critério fundamental do processo licitatório, na forma legal vigente, que enfatiza o menor preço para a escolha do prestador de serviços; e) Concursos: podem ser públicos ou privados. No caso dos concursos públicos, segundo a AsBEA, “nos moldes recomendados pelo IAB, somente se justificam em

  casos excepcionais, para projetos cujo dimensionamento ou interesse comprovem esse tipo de participação, representando uma contribuição da classe dos arquitetos ao debate dos assuntos de interesse público”; no caso dos concursos privados, “como forma de contratação só podem ser admitidos desde que o trabalho profissional desenvolvido seja plenamente remunerado para todos os participantes”; ainda

  segundo a AsBEA, os concursos podem ser realizados em duas modalidades: o

  concurso de idéias (desenhos sumários a nível de croquis), e o concurso de estudos preliminares ou anteprojetos, e ainda os que se dão “em uma ou duas fases”;

  f) Cadastro de Escritórios: procedimento adotado por alguns órgãos públicos (e empresas privadas) contumazes contratadores se serviços profissionais de Engenharia e Arquitetura; no caso dos órgãos públicos, a montagem desses cadastros deve obedecer a procedimentos previstos na Lei 8.666, de 21 de junho de 1993, evitando sobretudo formas de favorecimento e concorrência desleal. O cadastro pretende fornecer dados de consulta rápida para a classificação dos escritórios inscritos, que podem ser contratados para a prestação dos serviços (“escritórios cujo porte, tipo de trabalho e experiência

  seja o mais compatível com o projeto a ser executado, procedendo a seguir a uma contratação direta”, coloca a AsBEA).

  PROPOSTAS ESPECÍFICAS (PRELIMINARES) Determinados documentos são produzidos dentro do estágio preliminar da contratação de serviços, como procedimentos de ajuste dos termos que serão definidos em contratação. Apesar de serem encarados como procedimentos “de risco” (no sentido de o trabalho não estar ainda assegurado), recomenda-se que seja definida remuneração na categoria dos “estudos”, caso envolvam o empenho de horas técnicas definidas pelo profissional.

  A “tolerância” frente a consultas gratuitas quanto a preços e pautas de serviços, e o grau de dedicação a essas situações de risco são estratégias aceitas no mercado de trabalho competitivo - embora deva-se considerar o limbo ético a que se é arrastado quando outros profissionais concorrem e tomam conhecimento das demais propostas, em processos de oferta que podem se complicar inaceitavelmente (ocorrendo de o

   5 “futuro cliente” promover a cizânia, em busca de vantagens) .

  DEVE-SE RELEMBRAR QUE: A alteração da própria proposta, se conhecida a de outros profissionais

  4.7 PROFESSOR RESPONSÁVEL: ARQ. FREDERICO FLÓSCULO PINHEIRO BARRETO

  É inegável, contudo, a sua necessidade como documentos esclarecedores dos aspectos fundamentais para a prestação de serviços. São lembrados os seguintes:

  • PROPOSTA PRELIMINAR DE CONTRATO DE PRESTAđấO DE SERVIđOS : É prudente (e profissionalmente recomendado) que se elabore proposta preliminar de contrato de prestação de serviços, para a sua avaliação pelo cliente. O arquiteto deve dispor de modelo, em que oferece os dados gerais do contrato. Caso essa proposta seja solicitada para as conhecidas “concorrências privadas” de preços, cuidado. Deve ser exigido que o cliente não utilize a proposta para nenhuma outra finalidade, não a copie, devolva-a integralmente depois de tê-la conhecido, e não comunique a nenhum outro profissional os valores cobrados - assim como, de forma alguma, aceite “negociar” os valores de seus honorários a partir de qualquer referência às propostas de terceiros. Isso é infração ao Código de Ética Profissional. Essas exigências devem constar da apresentação da proposta. Ocorre não ser remunerada;
  • PROPOSTA FINANCEIRA ( REFERENTE A HONORÁRIOS ): É como geralmente se solicitam as propostas para as conhecidas “concorrências privadas” (que raramente buscam conhecer a qualificação dos serviços oferecidos): o cliente vai depressa ao que lhe interessa. Caso lhe seja solicitado esse tipo de proposta, proponha a esse cliente (caso considere adequado) o conhecimento de um quadro mais amplo de informações sobre os serviços a serem prestados, e as evidentes desvantagens de se contratar serviços profissionais tendo apenas o preço como critério. Recomenda-se não apresentar propostas desse tipo. Ocorre não ser remunerada;
  • PROPOSTA DE EXECUđấO : É uma forma de apresentar o contrato de prestação em versão preliminar, com todos os seus elementos básicos, mas enfatizando a descrição dos serviços a serem executados, materiais a serem empregados, equipamentos e mão de obra a utilizar. É recomendada como documento preliminar às contratações da execução de obras, de instalações etc. Ocorre não ser remunerada;
  • ANÁLISE PRELIMINAR DE VIABILIDADE TÉCNICA FÍSICA FINANCEIRA :

  / / Como documento preliminar à contratação, trata-se de uma exposição simplificada

  em que se analisa o problema proposto pelo cliente, à luz dos dados inicialmente fornecidos, da legislação aplicável, dos requisitos técnicos para o desenvolvimento e execução de obras, entre outros aspectos. É recomendado nos casos em que o empreendimento pretendido esteja em fase de definição, em que haja alternativas para a composição do objeto, e seja necessária uma primeira ponderação, ou consulta técnica, sobre o assunto. Pode dar passagem à contratação de serviço de Análise de

  A introdução de propostas para a realização dos serviços, sabendo-se que outros profissionais já estão encarregados dos serviços, é infração ética claramente definida pelo Código de Ética Profissional; A avaliação, perícia, auditoria ou outra forma de questionamento dos serviços realizados por outro profissional, estando esses em andamento ou concluídos, somente é admitida quando a convite do interessado ou por força de investigação por órgão policial, judicial ou de fiscalização do exercício profissional (ou ainda por solicitação do próprio profissional, que exige auditoria dos próprios trabalhos, ou ainda por solicitação do cliente, que deseja a auditoria do trabalho realizado) e quando é formalmente comunicada à outra parte, e em condições formalmente discriminadas, restringindo-se a essas condições

  • devendo-se, forçosamente, comunicar à outra parte a realização desses trabalhos, que caracterizamos como de “auditoria”; de outro modo, caracteriza-se a infração ao Código de Ética Profissional;

  4.8 PROFESSOR RESPONSÁVEL: ARQ. FREDERICO FLÓSCULO PINHEIRO BARRETO

  Viabilidade Técnica integral, com o recurso de métodos e técnicas específicos para a

   situação. Ocorre ser remunerada , como consulta.

  Ễ ATENđấO: Alguns contratos de trabalho são assinados nessas mesmas modalidades preliminares, sem maiores formalidades e detalhamentos - chegando mesmo a ser apresentados como “simples propostas”, mas com os campos de assinatura para o profissional e para o cliente. Se regularmente assinados, são plenamente válidos como contratos, devendo ser registrados no CREA.

  ANTECEDENTES DO CONTRATO DE PRESTAđấO DE SERVIđOS: ASPECTOS OPERACIONAIS

  Apesar do conjunto de fórmulas legais que devem comparecer obrigatoriamente em todo e qualquer contrato de prestação de serviços (como a identificação das partes contratantes, o objeto do contrato, sua validade, o foro que dirimirá pendências etc), os contratos são “artefatos”, não há fórmula que seja plenamente satisfatória para todos os casos, a qualquer tempo.

  Quer-se enfatizar o fato de que o contrato acaba por sintetizar procedimentos e experiências profissionais dificilmente transferíveis, sobretudo nos casos em que o profissional prestador de serviços desenvolve metodologias próprias (que podem ser melhor conceituadas, em certos casos, como estratégias de desenvolvimento de produtos profissionais), que empreende e aplica com eficiência.

  O profissional iniciante deve partir de modelos simples, mas deve estar atento para o modo como tem trabalhado, desde a preparação de propostas até a sua execução. O contrato refletirá o modo pelo qual o profissional organiza seu trabalho, e será, por outro lado, instrumento de organização do próprio trabalho profissional.

  É fundamental desenvolver as habilidades de administrador do conjunto de contratos de trabalho que vier a celebrar: pode ocorrer de vários contratos se encontrarem em execução simultaneamente, ou mesmo de um ou alguns poucos bastarem para consumir a disponibilidade de tempo e recursos de apoio ao desenvolvimento dos trabalhos contratados, num dado período de tempo.

  Há, nesse sentido, um primeiro, primaríssimo aspecto do gerenciamento do escritório ou dos recursos do arquiteto autônomo que deve ser aproximadamente calculada: O CONSUMO DE TEMPO E RECURSOS NECESSÁRIOS AO PLENO

  DESENVOLVIMENTO DO PROJETO . Vamos examinar a seguinte tabela:

6 Lamentavelmente, não temos muitos formatos de serviços para a cobrança “por consulta”. Contudo, é

  possível a realização de serviços de pequeno porte (assessoria a condomínios, orientação em reformas sem modificação dos espaços pré-existentes, ou mesmo na realização de análises preliminares das demandas de clientes “em potencial”, entre outras possibilidades), em que esse formato pode ser viabilizado. O arquiteto pode despender enorme quantidade de tempo em consultas improfícuas, tempo profissional não-remunerado proibitivo para outras profissões “liberais” (como os médicos, advogados

  4.9 PROFESSOR RESPONSÁVEL: ARQ. FREDERICO FLÓSCULO PINHEIRO BARRETO

   ABELA DE STIMATIVAS PARA O T E Estimativa SASP Estimativa da

   CÁLCULO DE HORAS TÉCNICO PARA / disciplina TRABALHOS PROFISSIONAIS EM ARQUITETURA

s/computador c/computador

Execução de Desenho técnico em 70 40 prancha A1 (prancha de detalhes, completa, inclui todas as fases de criação e especificação) Execução de Desenho técnico em 100 60 prancha A0 (prancha de detalhes, completa, inclui todas as fases de criação e especificação) Execução de Perspectiva (prancha A1)

  40

  20 Execução de Prancha (implantação e 35 30 cobertura / prancha A1) Execução de Prancha (Plantas / prancha 35 35 A1) Execução de Prancha (Cortes / prancha 30 25 A1) Execução de Prancha (Fachadas / 25 20 prancha A1) Documentos tamanho A4, por folha

  2

  2 Assistência técnica à obra (como autor - 40

   7 do projeto) A estimativa do Sindicato dos Arquitetos do Estado de São Paulo é da autoria do Arq. (Dr) Walter 8 Maffei, in MANUARQ - manual do exercício profissional do arquiteto, São Paulo 1987.

  Considerou-se um índice redutor aleatório, face à possibilidade (extremamente variável e contestável) de uso de banco de dados e de imagens eletrônicas, o que pode aumentar a produtividade (e reduzir o parâmetro do número de horas a ser empregado por cada técnico) drasticamente, em alguns trabalhos “padronizados”. Já no caso do item genérico “perspectiva”, há a considerar um grande número de produtos (imagens renderizadas e com processamentos especiais, inclusive com o recurso da animação) que tem ampliado esse tempo de forma variável. A média de horas por imagem considerada supõe etapas básicas de criação / importação, renderização e aplicação de efeitos, testes de impressão e acabamentos com processamento fotográfico simplificado - sem animação), num bom e velho pentium 133 (este texto 9 foi escrito em 1997).

  Deve-se diferenciar a “Assistência à Obra” preconizada pelo “Roteiro” do IAB, da administração da obra como Responsável Técnico por sua execução. A Assistência à Obra é serviço complementar ao projeto, envolvendo: “Visitas ao canteiro de obras e/ou participação em reuniões técnicas visando o esclarecimento de dúvidas sobre o projeto e/ou sua eventual complementação; Exame, para aprovação, de desenhos de fabricação, assentamento e/ou montagem de componentes manufaturados;Substituição de desenhos e especificações, em caso de necessidade: falta de produto no mercado, falência de fabricantes, retirada de produtos de linha ou outras situações excepcionais;Revisão do Projeto de Execução (apenas os desenhos gerais - plantas de situação, baixas e de cobertura, cortes e fachadas - excluído o detalhamento), conforme o executado (“as built” executivo), objetivando sua atualização arquitetônica para fins de cadastro e manutenção, ao término da construção, fabricação ou montagem da obra.” A estimativa é feita para uma obra com área de projeto de 400 m2 (ou o parâmetro aleatório de 1 hora de visita / 10 m2 de área projetada, para esse limite). Para uma obra que seja executada ao longo de 8 meses, resulta a média de 5 horas por mês ou duas visitas quinzenais, feitas pelo autor do projeto (quanto ao cálculo da hora

  4.10 PROFESSOR RESPONSÁVEL: ARQ. FREDERICO FLÓSCULO PINHEIRO BARRETO

  A tabela acima expõe estimativas acerca do consumo de horas por técnico (não diferencia se é o próprio arquiteto), para a completa execução dos principais documentos técnicos constituintes do projeto arquitetônico.

  Esse tipo de tabela tem seus “perigos”, pois induz ao cálculo de honorários a partir da produção documental (algo como os metros quadrados de papel-projeto, contra os metros quadrados de projeto-construção, que são a unidade para o cálculo dos

   honorários profissionais de projetos de arquitetura de edificação, segundo o IAB) .

  Mas, provisoriamente, suponhamos que você conclua que, para o desenvolvimento do projeto arquitetônico de uma residência unifamiliar deva empenhar 600 horas de trabalho técnico.

  

Um único técnico, trabalhando 8 horas diárias, levaria 75 dias corridos para

  completar todo o trabalho, segundo os parâmetros da tabela. Nada extraordinário, se considerarmos ser essa a média (mas em dias úteis) que alguns contratos de prestação

   de serviços prevêem para trabalhos desse porte - contando com pequenas equipes .

  Esse volume de horas a empregar no desenvolvimento de serviços também auxilia a formação do valor dos honorários: se um profissional aceita trabalhar por aproximadamente três meses no desenvolvimento de projeto arquitetônico, há a considerar o limite “mínimo” de TRÊS SALÁRIOS MÍNIMOS PROFISSIONAIS (ou 27 salários mínimos convencionais) como ingresso a título de “honorários” para que a prestação de serviços, como um todo, seja mantida.

  Como se trata de estimativa, outros parâmetros (e bases de cálculo) devem ser utilizadas, visando pré-dimensionar o esforço de trabalho, informando preliminarmente o processo de gerenciamento, tratado com detalhe em outra disciplina.

  ANTECEDENTES DO CONTRATO DE PRESTAđấO DE SERVIđOS: DE OLHO NO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR

  Podemos considerar contratos de diversos tipos, desde o mais comum (como o contrato de prestação de serviços para o desenvolvimento de projeto arquitetônico e projetos técnicos complementares para uma residência, entre o proprietário contratante e o arquiteto autônomo) até contratos extremamente elaborados, oriundos da adjudicação de objetos de licitação (como o contrato que visa a construção de um hospital público, ou de outras obras públicas de grande porte, entre setores da Administração Pública e consórcios de empresas, por exemplo).

  Vai nos interessar aqui a formulação de contratos de menor complexidade, embora seja necessário discutir sua organização de um modo ampliado, e de forma a

10 Embora o Grupo de Trabalho “de tabelas de remuneração da prestação de serviços profissionais”

  (criado pelo CONFEA, em sua Plenária de 17 de março de 1995 - Decisão PL - 236/95) cite tabelas criadas por entidades de classe que utilizam a “produção documental” como um dos critérios para a 11 cobrança de honorários.

  Não há (ou não se tem divulgado) estudo recente sobre a composição dos escritórios de arquitetura brasileiros, mas os contratos consultados no presente estudo eram desenvolvidos por equipe de um a dois arquitetos e dois a três desenhistas ouu estagiários, gerenciando uma média de três contratos

  4.11 PROFESSOR RESPONSÁVEL: ARQ. FREDERICO FLÓSCULO PINHEIRO BARRETO

  atender às situações correntes na área da Construção Civil, o que envolve um “modelo” comum a praticamente todos os contratos praticados.

  

Deve-se ter em mente a grande diferença entre a discussão acerca da

“estrutura” de contratos e a prática da administração de contratos.

  É notável que, no setor público, apesar de toda a legislação existente, a administração dos contratos pode abrigar lapsos, renegociações, pendências, problemas reais e soluções questionáveis, de ambas as partes contratantes, e em tal monta, que se torna difícil crer que sejam efetivamente “administrados”.

  A experiência acumulada pelos profissionais na administração de contratos de prestação de serviços ainda é (justamente) considerada mais valiosa que sua “letra morta”: afinal, a finalidade de toda contratação é (tautologicamente) atingir o objetivo do contrato. Há quem defenda simplificações radicais nesses documentos, que “só complicam”, afirmando que interessa realmente “fazer”, a execução, a coisa-na-prática, o resto é balela.

  

Tentaremos mostrar que, ao contrário, é exatamente a partir da experiência

acumulada com a administração de contratos que se aprende a bem contratar, e a fazer do contrato de prestação de serviços um instrumento de valorização profissional e de salvaguarda dos interesses envolvidos, do cliente, da comunidade, do profissional.

  Devemos ainda considerar que vivemos, neste momento, uma importante,

  quase-revolucionária etapa nas relações entre prestadores / fornecedores de bens e

  serviços e os consumidores desses bens e serviços: desde 1990, com a promulgação da Lei nº 8.078 (de 11 de setembro de 1990, também conhecida como o “CÓDIGO DE DEFESA DOS DIREITOS DO CONSUMIDOR”), os cidadãos passaram a ser explicitadamente amparados por princípios fundamentais, que asseguram o seu direito a bens e serviços de qualidade.

  O próprio conceito de “Responsabilidade Técnica” e os instrumentos de sua formalização nos CREAs anteciparam, há quase duas décadas, alguns desses princípios. Mas a situação criada com o Código de Defesa do Consumidor é diferente: o consumidor passa a ter papel ativo na fiscalização do processo de consumo, ao contrário dos conceitos anteriores que colocavam o profissional prestador de serviços na “tutela” da relação de consumo. O passivo consumidor não é mais.

  Pensa-se que os profissionais da arquitetura e da engenharia podem avançar nessa nova situação, ao organizar suas relações de prestação de serviços de um modo ainda mais qualificado: a garantia de qualidade de sua atividade profissional inicia-se com o contrato de prestação de serviços, que pode se tornar, em si, um produto diferenciador dentre as ofertas existente no mercado de trabalho profissional.

  4.12 PROFESSOR RESPONSÁVEL: ARQ. FREDERICO FLÓSCULO PINHEIRO BARRETO

  ELEMENTOS BÁSICOS DO CONTRATO DE PRESTAđấO DE SERVIđOS PROFISSIONAIS

  São elementos básicos do Contrato de Prestação de Serviços:

  a) a caracterização das partes contratantes e contratadas; suas responsabilidades e objetivos; b) o objeto dos serviços;

  c) o local dos serviços;

  d) o tempo dos serviços, data e condições de término;

  e) o método de produção / fiscalização;

  f) os honorários, valores do serviço, recursos necessários e as formas de desembolso / pagamento; f) condições impostas ao relacionamento entre as partes: destrato / recisões / desistências parciais, autoria, divergências, foro técnico / foro judicial.

  Trataremos de contratos de grande simplicidade, que cobrem boa parte das necessidades da prática profissional. A depender da complexidade do objeto do contrato - envolvendo diferentes contratantes e intevenientes, diferentes equipes técnicas, diferentes produtos / sub- produtos específicos -, da multiplicidade de locais de execução, da legislação incidente e do conjunto de instâncias / órgãos fiscalizadores, das exigências específicas do

  

  contratante e do contratado (e ainda de terceiros ), entre diversos outros condicionantes possíveis, o contrato pode se tornar extenso e detalhado - uma verdadeira “obra-em-si”.

  O seu detalhismo pode ser contraproducente, e somente devemos detalhar aspectos efetivamente relevantes para a situação dada. Contratos com o Poder Público são detalhados, por força da própria legislação (e dos detalhados Editais de Licitação de obras e serviços técnicos), que obriga a cobertura de todos os aspectos do contrato, visando resguardar o patrimônio e o interesse público: afinal, as obras públicas são pagas por todos os cidadãos e, em tese, são realizadas para

   beneficiar a todos os cidadãos .

  Na relação profissional privada, com particulares, geralmente é o próprio profissional que “propõe” os termos do contrato - daí que deve ser prudente com os termos que estabelece. Daí algumas advertências quanto às relações profissionais com o cliente - tanto as formalizadas por escrito quanto as “apenas ditas”:

  

Um contrato não contém “promessas”, mas compromissos objetivos. Não

cumpri-los pode implicar em graves penalizações para a parte descumpridora.

  As melhores promessas devem corresponder aos termos do contrato. Promessas extra-contratuais devem ser evitadas, bem como quaisquer ações dessa natureza. Façam- 12 se termos aditivos, sempre que necessário. Não se pode ser verbalmente generoso e,

  Como nos casos em que se necessita da aprovação da vizinhança para a autorização de determinadas mudanças de uso do solo - nas cidades cuja legislação urbanística porta esse instrumento de consulta - , 13 ou no caso de condições impostas ao “contratante” por agências de fomento / financiamento etc.

  Vamos estudar adiante os termos de contratos de projetos e obras com órgãos públicos, insertados em

  4.13 PROFESSOR RESPONSÁVEL: ARQ. FREDERICO FLÓSCULO PINHEIRO BARRETO

  depois, pretender arrepender-se formalmente da “generosidade”. Uma expectativa despertada é praticamente promessa e efetivamente dívida ou: da promessa à dívida é um passo. O cliente cobrará e com toda a razão, e o profissional se descredencia ao negar-se e corre o risco de complicar-se judicialmente. Se for generoso, seja generoso.

  

O contrato é Lei entre as partes que contratam, mas é ilegal se contrariar a

Lei.

  O jurista Clóvis Beviláqua ensinava o contrato como uma “categoria secular vinda do Direito Romano e pertencente à teoria geral, configurada sobre três ideais fundamentais: a) o livre acordo de vontades; b) a coordenação de interesses

  

  contrapostos , e; c) o império da autonomia da vontade quanto ao conteúdo normativo,

   que se representa como Lei Inter Partes” .

  As esses princípios ancestrais se somam outros, em especial: d) a supremacia da ordem pública, e; e) a obrigatoriedade do contrato. Chama-se a atenção para este último princípio, que implica no fiel cumprimento do que for contratado, ressalvadas as cláusulas de exceção dispostas no próprio contrato, as hipóteses excepcionas, bem como as “escusas de caso fortuito” e força maior. Nos casos específicos, apontados pela Lei e pela jurisprudência, os contratos podem ser revistos se se tornam desequilibradamente prejudiciais ou de impossível cumprimento por uma das partes.

  FốRMULAS CONTRATUAIS GERAIS PARA A PRESTAđấO DE SERVIÇOS DE ARQUITETURA E ENGENHARIA

  O Grupo de Trabalho “de tabelas de remuneração da prestação de serviços profissionais” (criado pelo CONFEA, em sua Plenária de 17 de março de 1995 - Decisão PL - 236/95) propôs o seguinte modelo de CONTRATO PADRÃO PARA A PRESTAđấO DE SERVIđOS TÉCNICOS: 1.

  IDENTIFICAđấO DAS PARTES :

  Pelo presente instrumento (NOME, IDENTIDADE, ENDEREÇO), doravante

  Contratante, e (NOME, IDENTIDADE, ENDEREÇO), doravante Contratado, acertam o presente Contrato de Prestação de Serviços Técnicos.

  2. OBJETO : O objeto do presente contrato é: ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ___________________________________________ 14

  3. PROGRAMA DE EXECUđấO : 15 Ou seja, que se complementam.

  4.14 PROFESSOR RESPONSÁVEL: ARQ. FREDERICO FLÓSCULO PINHEIRO BARRETO

  ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ___________________________________________

  4. PRAZOS E CRONOGRAMA : ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ___________________________________________

  5. PAGAMENTO / REAJUSTE / ATRASOS : ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ___________________________________________

  6. RESCISÃO /

  INTERRUPđấO :

  ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ___________________________________________

  7. FORO : ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ___________________________________________ E por estarem justos e contratados, assinam o presente instrumento em duas vias, na presença das testemunhas abaixo.

  ___________________________, ____/____/____

  LOCAL DATA

  _________________________ _________________________

  CONTRATANTE CONTRATADO

  TESTEMUNHAS: _____________________________________________

  NOME ,

  

IDENTIDADE , ASSINATURA , ENDEREÇO

  _____________________________________________ , , ,

  NOME

  

IDENTIDADE ASSINATURA ENDEREÇO

  4.15 PROFESSOR RESPONSÁVEL: ARQ. FREDERICO FLÓSCULO PINHEIRO BARRETO

  ANÁLISE DAS CLÁUSULAS CONTRATUAIS BÁSICAS 1.

  IDENTIFICAđấO DAS PARTES :

  ∗ Pode-se adotar, na redação da cláusula de identificação das partes contratantes, a fórmula do GT do CONFEA: “Pelo presente instrumento (NOME, IDENTIDADE, ENDEREÇO), doravante Contratante, e (NOME, IDENTIDADE, ENDEREÇO), doravante Contratado, acertam o presente Contrato de Prestação de Serviços Técnicos”;

  • Deve-se observar que a identificação do Arquiteto deve incluir seu número de

  registro no CREA-DF; o registro de profissionais diplomados inclui “/D” ao final do

  número, indicando ser “diplomado” (“nº de registro no CREA-DF: 123.456/D”);

  • Pode haver mais de um profissional identificado como “contratado”, assim como pode haver mais de uma pessoa física ou jurídica identificadas como “contratante”; seus papéis e responsabilidades podem ser circunstanciados e delimitados nas “obrigações” do contratado e/ou do contratante;
  • Recomenda-se a referência ao CPF do profissional autônomo ou ao CGG da firma individual ou empresa; recomenda-se a referência à inscrição na Secretaria da Fazenda (cadastro do ISS); recomenda-se a referência à inscrição previdenciária;
  • No caso de empresa (firma ou sociedade), deve-se referir ao seu nome de registro

  (razão social) e a seu endereço comercial; observa-se que é indevida a referência ao Responsável Técnico (empregado) da empresa caso esse não seja seu sócio - o nome

  do RT pode ser citado em outras cláusulas, como nas “obrigações do contratado”, no que diga respeito exclusivamente à Responsabilidade Técnica, ou no “programa

  de execução”, no que diga respeito exclusivamente aos trabalhos sob Responsabilidade Técnica de profissional empregado de empresa;

  • Mesmo que as informações identificadoras já constem de cabeçalho ou timbre aposto ao documento, recomenda-se a sua indicação nesse termo de abertura do contrato de prestação de serviços;
  • Essas referências são importantes para conferir um mínimo de formalidade na identificação do profissional;

  2. OBJETO :

  • Essa cláusula define exatamente o quê se vai fazer, que serviços o contratado vai prestar, por que produtos se responsabiliza;
  • A definição do “objeto” do contrato deve, necessariamente, ser integralmente coerente com as atribuições profissionais do contratado, bem como com o objetivo social da empresa (firma ou sociedade);
  • É ilegal que se coloque como “objeto” do contrato a prestação de serviço a que o

  profissional contratado não esteja habilitado por sua formação e registro profissional: o contrato se torna nulo e o profissional pode ser indiciado de várias

  formas (ética, criminal, administrativamente, a depender do objeto, entre outros

  • Havendo mais de um profissional contratado e sendo estes de modalidades profissionais diferentes (um é arquiteto, outro é engenheiro eletricista, por exemplo), deve ficar claro - no “programa de execução” e/ou nas “obrigações do contratado”, as suas diferentes atividades no âmbito de cada objeto assinalado;
  • A definição do objeto implicita o pleno esclarecimento pelo cliente de suas necessidades e, pelo profissional, de sua capacidade e disponibilidade; a descrição do objeto pode envolver várias classificações (categorias de serviços / atividades profissionais / produtos específicos) e níveis diversos de itemização (tipos de projetos, conteúdos dos projetos, especificação de determinados produtos), mas sempre “objetualmente”, de forma substantiva;
  • O documento “Roteiro para a Elaboração de Projeto de Arquitetura da

  • No caso específico de projetos de arquitetura de edificação, deve ser explicitada a
  • Deve ser claramente indicado o local de execução dos serviços, ou o local ao qual o
  • “O projeto contratado poderá ser executado somente para os fins e local indicados nos desenhos de projeto” (Documento “Tabela de Honorários do IAB/DN)
  • No caso específico da administração da obra pelo profissional, deve ficar claro o

  responsabilidades do contratante (nas “obrigações”); o mesmo se aplica à fiscalização sob contrato, às consultorias e aos demais serviços técnicos especializados (perícias, avaliações, produção técnica especializada); 16 Além do tempo e, eventualmente, recursos perdidos ou empregados de forma incorreta, na execução de

  conjunto de suas responsabilidades como contratado, bem como as

  ;

  

  “objeto” contratado se refere (o projeto desta residência, a avaliação deste imóvel, a perícia desta construção, etc);

  ); é comum o litígio em torno dos “ajustes posteriores”, geralmente estabelecidos informalmente, com o crescimento das áreas inicialmente acordadas;

  

  área física abrangida pelo projeto (área de construção, área urbanizada, área total,

  etc

  diferentes itens do “objeto de contratação” (e foi elaborado com essa finalidade), relacionados, claro, a projetos de arquitetura;

  Edificação”, do I.A.B. / DN é excelente guia para a definição detalhada dos

  ;

  

  aspectos), e de modo que ainda pode ser agravado pelo tipo de prejuízo acarretado ao contratante

  4.16

  PROFESSOR RESPONSÁVEL: ARQ. FREDERICO FLÓSCULO PINHEIRO BARRETO

  serviços que não seguem a boa técnica, há os danos morais, por induzir o contratante a aceitar os termos da contratação ilícita, entre outros desdobramentos que se deve conhecer. 17 Observa-se que esse informação (acerca da área de projeto e outras modalidades de área a ser considerada no serviço profissional) é parâmetro básico para o cálculo de honorários segundo a metodologia do I.A.B.; o arquiteto pode derivar dessa metodologia a sua própria, na medida em que trabalhe com outras categorias de área e parâmetros próprios de cobrança de honorários. Cada categoria de área incorporada ao projeto pode ser associada a parâmetro distinto de cobrança (o I.A.B. considera diferentes ponderações para os projetos classificados por sua complexidade e pela natureza do serviço técnico, como vimos). Ao citar a área de projeto no contrato, as alterações de área a ser projetada podem ser renegociadas com o contratante, pois geram alterações nos honorários. Recomenda-se, na prática, a determinação de grau de “tolerância” frente à solicitações do contratante: embora se contrate, digamos 350 m2 de área a ser construída, é razoável manter os honorários fixados para variações de C 5 % nessa área contratada (o projeto final poderia variar em área, no caso, desde 332,5 m2 até 367,5 m2, sem custos adicionais). O cuidado com a determinação das áreas é essencial, sobretudo nos casos amplamente praticados, de determinação dos honorários a partir da área a ser construída e suas sub-categorias. 18 Cabe aqui a observação de que todos os documentos (e obras, e quaisquer outras conseqüências diretas, inclusive a terceiros) produzidos por força de contrato de prestação de serviços, são a ele solidários,

  4.17 PROFESSOR RESPONSÁVEL: ARQ. FREDERICO FLÓSCULO PINHEIRO BARRETO

  • Mudanças no objeto do contrato devem ser objeto de termos aditivos ao contrato inicial (que são, por si, contratos com a mesma estrutura básica do inicial);
  • Cada contrato adicional deve ser objeto de nova Anotação de Responsabilidade Técnica;
  • É recomendável utilizar a terminologia empregada pela legislação incidente sobre a prática profissional (ver o “Glossário”, nesta parte das notas de aula), e pelas entidades de classe, em seus documentos oficiais, publicamente divulgados, quando da itemização de produtos e serviços nessa cláusula do “objeto” do contrato;
  • É fundamental que o profissional contratado busque total coerência entre o preconizado na tabela de honorários profissionais que adote, por categoria de “objeto” (obra / serviço), e o que adiante definirá como seus honorários: diferentes composições de serviços correspondem a diferentes composições de honorários;
  • A relação entre o quê é “objeto” do contrato de prestação de serviços e o quê é cobrado como honorários orienta o profissional na elaboração desse contrato: dos estudos e projetos à assistência à obra, das consultas e reuniões à manutenção predial, entre outros pontos, a descrição do objeto deve explicitar o exato escopo da prestação de serviços, sem dar margem a equívocos;
  • Essa explicitação deve conduzir à total transparência quanto à formação do valor dos

  honorários, item a item; isso é vantajoso para ambas as partes: o contratante sabe

  exatamente o quê está contratando, o quê receberá, pelo quê está pagando; o contratado tem condições de administrar todos os aspectos profissionais do que contrata, criando a fundamentação necessária para que renegocie eventuais propostas de alteração dos serviços;

  • Como princípio de coerência, deve-se ter cuidado com a compatibilização entre as

  “unidades de cálculo” dos honorários e as “unidades de cálculo” do volume de obras

  e serviços definidos como objeto do contrato: área, volume, horas, pranchas etc;

  • Como princípio de ética profissional, deve-se ter cuidado com a efetiva satisfação das necessidades do contratante dos serviços: este atingirá efetivamente seus objetivos pela realização do que determina este contrato ? O profissional tem efetivamente condições de cumprir totalmente os termos dos compromissos assumidos em contrato ?
  • Outro importante princípio, cuja inobservância tem implicações éticas, é o de não permitir a inclusão, na cláusula acerca do “objeto” do contrato, a garantia do alcance de objetivos que efetivamente independam do profissional: como exemplo lamentavelmente comum, cita-se a promessa de “aprovação dos projetos”, ou a “concessão de Carta de Habite-se”, como se o profissional tivesse poderes para isso: todo trabalho profissional deve, no mínimo, seguir as normas legais exigidas; com isso é certa a sua regularização junto às organizações públicas de direito, dentro dos prazos regulamentares; o compromisso do profissional é o de fornecer ao contratante todos os elementos e condições que, no seu âmbito de atuação, permitam a plena consecução dos objetivos do contrato de prestação de serviços;
  • Também se deve chamar a atenção para o fato de jamais se permitir a contratação de serviços que possam ser acusados de apresentar objetos ilícitos: por exemplo, em havendo profissionais contratados para a execução de projetos e obras nos

  4.18 PROFESSOR RESPONSÁVEL: ARQ. FREDERICO FLÓSCULO PINHEIRO BARRETO

  

  loteamentos irregulares do Distrito Federal, essa condição de irregularidade faz ilícitos os objetos dessas contratações.

  3 DAS OBRIGAđỏES : 3.1 - OBRIGAđỏES DO CONTRATANTE :

  • Pagamento dos honorários conforme a cláusula específica;
  • Pagamento parcial dos honorários, em caso de rescisão, conforme cláusula específica;

  

  ;

  • Pagamento de multa contratual em caso de rescisão, conforme cláusula específica
  • Pagamento das taxas e emolumentos necessários à aprovação do projeto, licenciamento da obra, alvarás, certidões e demais exigências dos órgãos governamentais incumbidos da aprovação, licenciamento e fiscalização de obras de edificações;
  • No caso de contratos de execução de obras por administração do profissional, deve ficar clara a modalidade de compras de materiais (pesquisa de preços em um número determinado de estabelecimentos / fornecedores definidos etc), a responsabilidade de realização dessas compras e de pagamento dos custos de transporte, a responsabilidade pela contratação da mão-de-obra e pelo pagamento de seus salários e encargos sociais, a responsabilidade por seguros (dos materiais, dos equipamentos, de acidentes, por transportes etc). Em obras de pequeno porte é comum que o proprietário fique diretamente responsável por todos esses itens; entre particulares também pratica-se o desembolso dos valores correspondentes a cada etapa (empreitada parcial) da obra, segundo cronograma físico-financeiro de execução técnica;
  • Caso o contratante decida por quaisquer mudanças relativas ao objeto do contrato

  (sua área, especificações, programa arquitetônico, entre os aspectos relacionados ao projeto de arquitetura da edificação), deverá comunicar por escrito ao contratado, iniciando-se a partir daí a confecção de contrato adicional a este contrato inicial;

  • Nenhuma mudança nas definições do objeto deste contrato inicial poderá ser exigida
  • 19 ao profissional, caso inexista contrato adicional específico;

      Os loteamentos irregulares no território do Distrito Federal ocorreram desde sua criação (desde as “invasões” pioneiras a partir do final da década de 50, nas áreas desapropriadas pela NOVACAP até os episódios ocorridos na década de 80, em que o Governo do Distrito Federal chegou a dar apoio indireto aos loteadores), mas a referência se dá pelo significativo volume de obras irregulares em período recente, e por sua qualidade de execução, em alguns dos casos mais gritantes, envolvendo grupos de média e alta 20 renda.

      O estabelecimento de MULTA CONTRATUAL, no caso das situações previstas na cláusula de rescisão, é considerado importante para a “moralização” do contrato: não se “abandona” impunemente o contrato, desidiosamente. Como veremos adiante, deve-se também prever multas para atrasos (tanto para o profissional, com referência ao programa de execução dos serviços, quanto para o contratante, no caso do atraso de pagamentos acertados). A colocação de cláusulas que implicam em multa por incorreções de alguma das partes é preventiva com respeito a seu zelo com respeito ao cumprimento do contrato. Há profissionais que de modo algum aceitam auto-impor-se multas contratuais, por preferir não correr seu risco, trabalhando na ausência (imaginada) da possibilidade de punição pelo descumprimento (ou algum grau de negligência) com relação ao contrato de prestação de serviços; há contratantes que, do mesmo modo, não desejam “correr o risco” (afinal, há o imprevisível, as coisas não são assim tão rígidas, etc). Ambos não são, nessas casos, exatamente dignos de confiança. Cuidado, portanto com os que

      4.19 PROFESSOR RESPONSÁVEL: ARQ. FREDERICO FLÓSCULO PINHEIRO BARRETO

    • A eventual desaprovação dos trabalhos de uma determinada etapa não desobriga o contratante do pagamento da etapa de trabalho correspondente, prevista no programa de execução, e obriga o profissional a refazê-la até atender a todos os pontos da

      comunicação de desaprovação feita pelo contratante;

    • A desaprovação parcial ou integral dos serviços deverá ser comunicada por escrito

      ao contratado, contendo todos os pontos considerados para a desaprovação, de forma

      objetiva, sendo considerados inválidos os pontos que contrariem a legislação vigente ou as Normas Técnicas Oficiais;

    • O contratante se reserva o direito de convidar profissional da mesma modalidade

      que o contratado para auxiliá-lo na análise e parecer sobre os pontos levantados na

      comunicação de desaprovação dos produtos da etapa de trabalho, sendo que esse profissional deverá assinar a comunicação de desaprovação conjuntamente com o contratante;

    • Toda e qualquer modificação nos termos do objeto do contrato deverá ser objeto de termo contratual aditivo específico assinado por ambas as partes, resguardando os interesses do contratante e a abrangência das responsabilidades do contratado;
    • Somente mediante autorização escrita assinada por ambas as partes pode permitir a

      transferência ou cessão de obrigações ou de direitos definidos neste contrato;

    • O contratante se obriga a fazer constar o nome (da firma, do profissional contratado, dos responsáveis técnicos por modalidade) em quaisquer propagandas que vier a fazer dos serviços e obras objeto do presente contrato;
    • O contratante se obriga ainda a submeter ao contratado os termos e a forma de

      propaganda que vier a fazer dos serviços e obras objeto do presente contrato, que

      poderá ou não autorizá-la, parcial ou integralmente;

      3.2. OBRIGAđỏES DO CONTRATADO :

    • O contratado se obriga a prestar todos os serviços estabelecidos na cláusula que define o “objeto” do contrato e a fornecer todos os documentos e explicações necessárias, a qualquer tempo, para o integral alcance desses objetivos;
    • Pagamento de multa contratual em caso de rescisão, conforme cláusula específica;
    • O contrato de prestação de serviços (por profissional autônomo, firma ou sociedade de arquitetos) não pressupõe vínculo de natureza empregatícia ou subordinação funcional / hierárquica;
    • O profissional poderá dar baixa da responsabilidade técnica por obra ou serviço junto ao CREA, nos casos previstos para a rescisão do contrato, ou no caso de o serviço apresentar atraso por motivos comprovadamente independentes de sua atuação, superando a vigência do contrato;
    • O profissional deverá emitir Nota Fiscal e Fatura de Serviços (no caso de pessoa jurídica) ou Recibo de Profissional Autônomo, relativa a cada pagamento realizado em conformidade com o disposto na cláusula sobre “pagamentos / reajustes / atrasos”;
    • O profissional é responsável técnico por todos as obras e serviços prestados, obrigando-se a refazer todos as obras ou serviços em que se constate erro ou

      insuficiência que comprometa a qualidade da obra ou serviço; ou: “O profissional responsabiliza-se pela correção de todo e qualquer omissão ou erro que venha a ser detectado nos produtos e serviços sob sua responsabilidade, assumindo os ônus

      4.20 PROFESSOR RESPONSÁVEL: ARQ. FREDERICO FLÓSCULO PINHEIRO BARRETO decorrentes, e ainda refazendo todas as partes que não corresponderem ao especificado nas discriminações deste contrato de prestação de serviços”;

    • O profissional se obriga a corrigir ou refazer todos os pontos relacionados na comunicação de desaprovação da etapa de trabalho, desde que não sejam contrários à legislação vigente ou às Normas Técnicas Oficiais;
    • O profissional se obriga ao completo sigilo acerca das informações obtidas ao longo

      

      do trabalho de prestação de serviços e que não tenham natureza técnica ;

      3. PROGRAMA DE EXECUđấO :

    • O programa de execução expõe todo o planejamento dos serviços, que pode exigir:

      a) a definição de etapas sucessivas / simultâneas em que diferentes trabalhos / equipes / recursos estão sendo desenvolvidos e empregados para o alcance do objetivo da etapa; b) a definição das providências eventualmente a cargo do cliente (informações, documentação, pagamentos, etc); c) a definição das providências a cargo de terceiros (aprovação de projetos, licenciamento da obra, financiamento, etc);

    • Rigorosamente, um “programa de execução” poderia ser restrito aos “eventos do serviço contratado” (no caso de projetos, a entrega e aprovação pelo cliente dos Estudos Preliminares, a entrega e aprovação pelo cliente do Anteprojeto, etc), mas pode apresentar todos os dados relevantes à contratação dos serviços, simplificando a definição do “objeto” do contrato (que seria detalhado nessa cláusula do “programa de execução”) e expondo todos os prazos a serem considerados (relacionados a produtos profissionais, pagamentos, eventos diversos relacionados ao trâmite do projeto e à execução da obra) - o que torna a cláusula relativa a “prazos / cronograma” dispensável ou disposta como um resumo dos eventos de maior importância para a execução dos serviços;
    • Para os contratos de maior simplicidade, como é o caso da contratação exclusiva de projetos arquitetônicos da edificação (e entre particulares), o próprio cronograma é programa de execução, ao explicitar os períodos ou as datas exatas de entrega de cada produto;
    • O documento “Roteiro para a Elaboração de Projeto de Arquitetura da

      Edificação”, do I.A.B. / DN é excelente guia para a elaboração de programa de

      execução específico, relacionado, claro, a projetos;

    • Para outros serviços, é fundamental que o profissional planeje cuidadosamente as etapas de execução e faça constar do seu contrato (ou de documentação anexa), o programa de execução específico (de consultoria, perícia, avaliação, fiscalização, execução de obras, etc); a experiência profissional acumulada pela associação de
    • 21 rotina de planejamento a know-how (ou, por outra, conhecimento e capacidade

        Há quem defenda o sigilo profissional relacionado exatamente às informações técnicas. Isso ocorre no trabalho com sistemas construtivos patenteados, ou ainda com instituições que, por sua natureza, exigem sigilo das informações obtidas ao longo do processo de prestação de serviços, sejam quais forem. O próprio contrato e seus termos podem ser objeto de sigilo profissional. Recomenda-se a cláusula do sigilo relacionado a informações que não tenham “natureza técnica” (informações pessoais, relativas ao contratante, ou secundárias com respeito ao objeto do contrato), visando situações correntes entre

      • É prudente que o profissional apresente cada etapa de trabalho (sobretudo no caso de projetos arquitetônicos) antes da data de entrega de cada etapa prevista no programa de execução, de modo a obter a categórica aprovação (ou desaprovação) do cliente, etapa-a-etapa.
      • Cada item do “objeto” do contrato deve ser reapresentado, indicando-se o prazo real
      • Não é recomendado, ao contrário, pode implicar em sérios problemas para o profissional, a previsão de prazos que subestimem o período de tempo necessário ao trâmite de projeto ou de documentação necessária à regularização do serviço;
      • O profissional deve prever, no mínimo, os prazos legais fixados para cada procedimento de análise e aprovação dos serviços, devendo incluir prazos de ajuste, caso considere a existência de complicadores - sobretudo nos casos em que o projeto ou a obra apresente características especiais

      • O contratante pagará ao contratado o seguinte valor global pela integral prestação dos serviços contratados: (VALOR);
      • Os honorários visam cobrir todas as despesas com mão-de-obra (diárias, salários, encargos sociais, etc), materiais e demais custos diretos e indiretos (impostos relacionados à prestação de serviço profissional), bem como a própria remuneração do profissional;
      • O pagamento pode se dar em parcelas, conforme o proposto pelo I.A.B. / DN

        h) 5% na aprovação do PE pelo cliente; i) 7,5% subdivididos em parcelas, ao longo da AE; j) 2,5% na entrega da revisão do PE conforme o executado. 22 Como a ocorrência de remembramento / desmembramento de lotes, a análise de estudo de impacto

        g) 45% na entrega do PE;

        f) 5% na aprovação do PA pelos órgãos públicos;

        e) 10% na entrega do PA;

        d) 5% na aprovação do AP pelo cliente;

        c) 10% na entrega do AP;

        b) 5% na aprovação do EP pelo cliente;

        (“Tabela de Honorários”, 1992):

        a) 5% na assinatura do contrato;

        5. PAGAMENTO / REAJUSTE / ATRASOS :

        

      .

        (datas fixadas) ou relativo (em dias / semanas / meses após a assinatura do contrato) para a sua entrega ou finalização; como vimos na cláusula do programa de execução, o planejamento integral do trabalho demonstra inegável grau de profissionalismo, e evidencia a experiência na condução dos serviços contratados (pelo menos formalmente) - e isso é uma rotina que deve ser adotada pelo profissional: ele deve efetivamente administrar os contratos que celebra;

        4. PRAZOS E CRONOGRAMA :

        técnica e executiva) desenvolvidos pelo próprio profissional, é seu aval e instrumento de trabalho;

        4.21

        PROFESSOR RESPONSÁVEL: ARQ. FREDERICO FLÓSCULO PINHEIRO BARRETO

        ambiental, a necessidade de alterações no uso do solo (ainda que mínimas, mas identificáveis), entre

      • O I.A.B. também recomenda uma outra composição mais simplificada:
        • 35% 50% 10% 95%
        • 35% 55% - 90%
        • 40% - - 40%
        • 60% - 60%

      • Recomenda-se definir tabela de pagamentos (caso se opte pelo parcelamento), em que cada etapa do programa de execução esteja claramente relacionada ao pagamento ajustado; deve-se definir datas exatas para os pagamentos e entrega dos trabalhos;
      • Deve-se considerar que outras formas de parcelamento são praticadas, tendo como referência, em termos gerais (e para o caso específico da contratação exclusiva de projeto arquitetônico)

        ∗

        profissionais. Também se pratica o pagamento “em duas vezes” (na assinatura do contrato e na entrega dos projetos, 30/70 %, ou 40/60 %, ou 50/50 %); são pouco comuns o pagamento “a vista”, na assinatura do contrato - ou o pagamento no recebimento de todos os trabalhos, embora seja assim que se comporta a Administração Pública tanto para contratos de pequena monta, sujeitos à licitação na modalidade do convite, quanto para o pagamento de cada etapa de obra ou serviço contratado (pagamento contra o

        valores (não se recomendando o uso de referência a moeda estrangeira, mas a índice

        ∗ c.1) APốS A APROVAđấO DO PROJETO, ou; c.2) APốS ỀnỂ DIAS (30 dias, por exemplo) DA ENTREGA DO PROJETO (10 a 40 %).

        SOLICITADAS PELO CLIENTE, ou; b.2) NA ENTREGA DO PROJETO ARQUITETÔNICO ỀPARA APROVAđấOỂ, e/ou; b.3) NA ENTREGA DO EXECUTIVO DE ARQUITETURA (40 a 60 %);

        b.1) NA ENTREGA DO ANTEPROJETO - E APÓS TODAS AS REVISÕES

        ∗

        a) NA ASSINATURA DO CONTRATO (20 a 30 %);

        :

        

        10% 30% 50% 10% 100% 10% 30% 55% - 95% 10% 35% - - 45% 15% - - - 15% Contratos de - - - 15% 15% Escopo Reduzido - - 55% 10% 65%

        Contrato Completo

        Serviço EP AP/PA PE AE Total

        Fases Contratadas %

        4.22

        PROFESSOR RESPONSÁVEL: ARQ. FREDERICO FLÓSCULO PINHEIRO BARRETO

      • Deve-se considerar ainda os parcelamentos que se assemelham a financiamentos” comerciais (entrada + “n” parcelas iguais ou reajustáveis, garantidas por notas promissórias, cheques pré-datados etc). As cooperativas habitacionais ou que empreendem edificações têm solicitado essa prática, considerada aceitável; essas parcelas podem ser mais ou menos independentes do programa de execução;
      • Em tempos de inflação, deve-se prever sub-cláusula específica de reajuste de

      23 Essa forma de receber “em três vezes” simplifica a sugestão do IAB e é muito praticada pelos

        4.23 PROFESSOR RESPONSÁVEL: ARQ. FREDERICO FLÓSCULO PINHEIRO BARRETO

        

        oficial de correção de preços, como o CUB - Custo Unitário Básico , os índices da evolução dos preços ao consumidor, ou ainda indexador que tenha aplicação

        

        consistente e legalmente fundamentada para o tipo de serviço contratado );

      • Recomenda-se a previsão de multa tanto pelo atraso de cada parcela prevista de pagamento de honorários quanto pelo atraso na execução dos serviços contratados;
      • As multas podem ser definidas: a) em termos de valor fixo ( R$ ); b) em termos de

        porcentagem fixa sobre o valor da parcela / etapa de execução (multa de n% sobre o

        valor da parcela devida); também se pode estabelecer uma porcentagem variável arbitrada: n % por dia de atraso; c) com a aplicação de indexador claramente indicado (para o cálculo de multas referentes a atrasos superiores a 30 dias, deve-se calcular ainda o valor da variação do indexador adotado na sub-cláusula referenciada anteriormente);

      • O pagamento de multa não implica na quitação da parcela devida pelo contratante, nem na desobrigação do contratado do providenciar os produtos referentes à etapa do programa de execução;

        RESCISÃO

        INTERRUPđấO

        6. / :

      • O presente contrato poderá ser rescindido unilateralmente e por qualquer das partes,

        não cabendo a aplicação de multa pecuniária ou qualquer outra forma de indenização ou reparação entre as partes, caso: a) seja o contratante obrigado a

        abdicar de seus objetivos por razão que comprovadamente impossibilite a sua execução; nesse caso o contratante se obriga ao pagamento de todas as etapas previstas e realizadas conforme a cláusula relativa ao “programa de execução”; b) seja o contratado obrigado a suspender a prestação de serviços por razão que comprovadamente impossibilite a sua continuidade; nesse caso o contatado deve entregar ao contratante todos os produtos da prestação de serviços realizados e pagos

        

        até o momento em que solicitar a rescisão contratual ; a parte impossibilitada deverá comunicar por escrito a intenção e os motivos e seu impedimento, que, comprovados, tornam rescindido o contrato 30 (trinta) após essa comunicação;

      • O presente contrato poderá ser rescindido bilateralmente, não cabendo a aplicação

        de multa pecuniária ou qualquer outra forma de indenização ou reparação entre as partes, caso seja comum e definitivo o acordo entre as partes acerca da rescisão

        contratual, em documento comumente firmado;

      • O presente contrato poderá ser rescindido unilateralmente e por qualquer das partes,

        cabendo a aplicação de multa pecuniária ou qualquer outra forma de indenização 24 ou reparação entre as partes, caso: a) não haja, por uma das partes, a continuação O CUB é calculado de acordo com a NB 140, da ABNT, sendo divulgado pelos Sindicatos da Indústria 25 da Construção Civil.

        Deve-se observar cuidadosamente a forma de aplicação “composta” de indexadores, pois acumulam distorções significativas em alguns casos. Outro grupo de indexadores é oferecido pela Fundação Getúlio Vargas (índices econômicos da Construção Civil); as associações de classe também sugerem indexadores alternativos, como é o caso da Federação Nacional dos Arquitetos, da Engenharia Consultiva, da Engenharia Estrutural, da Engenharia de Avaliações e Perícias, entre outras. Também vale a consulta a contador credenciado (que a firma prestadora de serviços deve contratar), quanto aos aspectos da 26 legislação.

        A rescisão por mútuo acordo, ou em razão de cláusula previamente estipulada, é também chamada

        4.24 PROFESSOR RESPONSÁVEL: ARQ. FREDERICO FLÓSCULO PINHEIRO BARRETO do interesse na consecução de seu objeto, devendo a parte desinteressada comunicar

        à outra a sua intenção de rescindir o contrato com 30 (trinta) dias de antecedência, ao final dos quais haverá a plena quitação de todos os compromissos existentes entre as partes até a data de interrupção da vigência do contrato, inclusive a multa contratual;

        b) haja o comprovado descumprimento, por uma das partes, dos termos deste contrato, devendo a parte prejudicada comunicar à outra a sua intenção de rescindir o contrato com 5 (cinco) dias de antecedência, ao final dos quais haverá a plena quitação de todos os compromissos existentes entre as partes até a data de interrupção da vigência do contrato, inclusive a multa contratual;

      • A multa contratual fica estabelecida em 20 % (vinte por cento) da parcela do pagamento dos honorários, correspondente à etapa em trânsito no momento da

        

        comunicação, conforme a cláusula relativa ao “programa de execução” ;

      • Caso não haja a quitação dos compromissos estabelecidos nos prazos definidos neste contrato, a multa contratual será aplicada em dobro a cada 30 (trinta) dias corridos ou fração, contados a partir do primeiro dos prazos previstos para a respectiva quitação, sem prejuízo da aplicação da correção monetária correspondente, segundo a variação do C.U.B. - Custo Unitário Básico, divulgado pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal;
      • Uma vez iniciado o trabalho de cada uma das etapas do programa de execução,

        fica assegurado ao arquiteto o direito e terminá-la e receber a remuneração

        

        ;

        correspondente

      • A utilização não autorizada de Estudos Preliminares, Anteprojetos ou Projetos de

        Aprovação para a execução da obra é suscetível de aplicação de disposições legais relativas ao mau uso do projeto e obriga ao pagamento de indenização a ser fixada em contrato” (Documento “Tabela de Honorários”, do IAB/DN);

      • A remuneração pelos direitos autorais não implica na cessão destes” (Documento

        “Tabela de Honorários”, do IAB/DN); 7.

        VIGÊNCIA :

      • O presente contrato passa a viger na data de sua assinatura, sendo considerado válido pelas partes signatárias até (DATA);
      • Recomenda-se a definição dentro do prazo total assinalado na cláusula do

        “programa de execução”;

      • Deve haver sub-cláusula que permita a prorrogação do contrato, mediante acordo

        

        entre as partes - o que gera, necessariamente, um contrato adicional : “O presente contrato poderá ser prorrogado por acordo comum entre as partes, por prazo igual ou 27 inferior ao do contrato inicial” (sugestão);

        O IAB/DN, no documento “Tabela de Honorários”, recomenda multa rescisória na porcentagem de 20 % (vinte por cento) sobre o valor da fase subseqüente àquela em andamento. Contudo, não explicita se 28 essa multa deve ser aplicada também ao profissional que descumpra os termos do contrato celebrado.

        Essa é uma das “salvaguardas profissionais” preconizadas pelo IAB/DN no documento “Honorários 29 Profissionais”.

        A celebração de contrato adicional que tenha como objetivo (entre outros possíveis, relacionados às demais cláusulas do contrato inicial) a prorrogação do prazo de vigência do contrato inicial, deve ser celebrado e apresentar data de assinatura e de registro da respectiva A.R.T. anterior à expiração do contrato que prorroga. De outra maneira, o prazo de vigência do contrato inicial expirou, e trata-se agora

        4.25 PROFESSOR RESPONSÁVEL: ARQ. FREDERICO FLÓSCULO PINHEIRO BARRETO

        7. FORO :

      • A cláusula discrimina o “foro”, o tribunal onde as dissensões contratuais serão julgadas, se necessário. É cláusula obrigatória. Determina-se, em geral que o foro eleito seja o do local onde vai ser realizada a obra ou serviço técnico.

        8. DISPOSIđỏES GERAIS :

      • O IAB-DN faz recomendações intituladas “Salvaguardas Profissionais”, expostas no quadro abaixo, e que podem ser colocadas como “disposições gerais” – algumas das quais se discutiu anteriormente):
      • A utilização não autorizada de Estudos Preliminares, Anteprojetos ou

        

      Projetos de Aprovação para a execução da obra é suscetível de

      aplicação de disposições legais relativas ao mau uso do projeto e

      obriga ao pagamento de indenização a ser fixada em contrato.

      • Uma vez iniciado o trabalho de cada uma das fases de projeto, fica

        

      assegurado ao arquiteto o direito de terminá-la e receber a

      remuneração correspondente.

      • O cancelamento de parte dos trabalhos contratados obriga o cliente ao

        

      pagamento de multa rescisória a ser fixada em contrato. Recomenda-se

      20% sobre o valor da fase subseqüente àquela em andamento.

      • O projeto contratado poderá ser executado somente para os fins e local indicados nos desenhos de projeto.
      • A remuneração pelos direitos autorais não implica na cessão destes.
      • As disposições gerais podem fazer referências específicas a: a) garantias adicionais de qualidade dos serviços; b) condições para a renovação contratual após a vigências; c) identificação de representantes (fiscais ou procuradores) que não tenham sido discriminados nas cláusulas anteriores; d) garantias adicionais relativas ao cumprimento dos compromissos técnicos ou financeiros, entre outras possibilidades.

        MODELO DE CONTRATO UTILIZADO POR PROFISSIONAL O modelo a seguir foi cedido pelo arquiteto Durval Moniz Menna Barreto de Aragão, de Brasília-DF, como ilustração de modelo simples de contrato – que se apresenta como “proposta para a elaboração de projeto”. Efetivamente, para a maioria dos casos dos contratos entre particulares, a simplicidade pode ser caminho bem-sucedido: fica a lição de que o êxito da relação contratual depende do trabalho bem qualificado do profissional, mais do que da “engenharia de contratos”. A experiência do profissional

        4.26 PROFESSOR RESPONSÁVEL: ARQ. FREDERICO FLÓSCULO PINHEIRO BARRETO

        em cada “ambiente” do mercado de trabalho deve conduzi-lo a tomar precauções adicionais, em defesa de seus interesses e da sociedade, representada por seu cliente particular. Os modelos de contrato com o setor público são de maior complexidade e natureza. Não os estudaremos aqui.

        Brasília, __ de _____________ de 19__. Ref.: 086/96. A __________________________________ A/C Sr. ____________________________ Nesta, Prezado senhor, Vimos por meio desta, apresentar proposta para elaboração do projeto de Arquitetura para ___________________ para _________, situado no ____________________________________, conforme segue.

        CLÁUSULAS DO CONTRATO

        1. SERVIÇOS:

      Nos comprometemos a executar os projetos de arquitetura para o edifício em

        questão, dentro do mais alto padrão técnico, conforme expomos a seguir: 1.1. Projeto de arquitetura.

        1.2. Projeto de arquitetura de interiores.

        1.3. Projeto de paisagismo.

        1.4. Detalhes de esquadrias e paginação de pisos e detalhes gerais.

        1.5. Assistência arquitetônica a obra, (visitas quinzenais).

        1.6. Coordenação dos projetos complementares.

        2. PRAZOS: Os prazos para o desenvolvimento dos serviços constantes desta

        proposta serão os seguintes: 2.1. Estudo preliminar. - 15 (quinze) dias úteis.

        2.2. Projeto de Arquitetura - 30 (trinta) dias úteis.

        2.3. Especificações e Quantidades - Junto com o projeto.

        2.4. Análise do ante-projeto por parte do proprietário - 05 (cinco) dias úteis.

        4.27 PROFESSOR RESPONSÁVEL: ARQ. FREDERICO FLÓSCULO PINHEIRO BARRETO

        2.5. Entrada para aprovação do projeto no DLFO - até 30 (trinta) dias após a entrega dos projetos.

        2.6. Atendimento de exigências do DLFO por parte dos arquitetos - Imediata.

        2.7. Liberação de faturas por parte dos proprietários sem correção - 03 (três) dias úteis após emissão da fatura.

        3. HONORÁRIOS:

        3.1. Os nossos honorários para a execução dos serviços descritos no item 1. são de R$ __________________ (__________

        VALOR POR EXTENSO ___________ ).

        4. FORMA DE PAGAMENTO:

        4.1. Os honorários serão divididos em três parcelas conforme segue: - 30 % - Na aceitação desta proposta ou assinatura de contrato.

      • 50 % - Na entrega dos projetos de arquitetura.
      • 20 % - Trinta dias após a entrega dos projetos de arquitetura.

        4.2. Os preços acima são irreajustáveis, dentro do sistema monetário atual.

        Obs.: Na eventualidade de mudanças no sistema econômico do país, será adotado um índice de correção de comum acordo entre as partes.

        4.3. Os honorários serão pagos contra emissão de nota fiscal e dentro do prazo estabelecido no item 2.7.

        5. DIREITOS DO AUTOR E DO PROPRIETÁRIO:

        5.1. Os projetos contratados destinam-se exclusivamente ao local e lote constante desta proposta, das plantas e documentos do terreno, preservando-se os direitos a eles pelo proprietário e autores, não podendo o contratante reaplicar os projetos sem a prévia anuência dos autores.

        5.2. Nos termos dos Arts. 17 e 22 da Lei No 5.194, de 24 de dezembro de 1966, os direitos autorais dos projetos deste contrato são dos profissionais que os elaborou, ficando o contratante obrigado a obedecê-los na íntegra durante sua execução.

        5.3. Uma vez iniciado o trabalho de anteprojeto, ficará assegurado ao nosso escritório, o direito de desenvolvê-lo e receber integralmente a remuneração correspondente.

        4.28 PROFESSOR RESPONSÁVEL: ARQ. FREDERICO FLÓSCULO PINHEIRO BARRETO

        5.4. Se uma vez aprovado o anteprojeto, houver suspensão total ou parcial dos serviços combinados entre o contratante e os arquitetos, nos ficará assegurado o direito a uma indenização correspondente a 50% (cinquenta por cento) do valor a ser pago.

        5.5. O contratado se reserva ao direito de recusar o emprego, na obra, de material e profissionais que não satisfaçam as especificações do projeto.

      6. GENERALIDADES:

        6.1. As despesas relativas a cópias heliográficas dos projetos, plotagens, levantamentos topográficos, taxas para aprovação, e contratação de despachantes, correrão por conta do contratante.

        6.2. Não estão incluídas na nossa proposta perspectivas, maquetes, plantas humanizadas, viagens de assessoria ou consulta a outras praças, bem como qualquer outro serviço não especificado nesta proposta.

        6.3. Qualquer modificação nos projetos, uma vez aprovados por escrito os anteprojetos, será cobrado em separado, mediante ajuste prévio entre as partes e somente poderá ser feita no nosso escritório.

        6.4. Os desenhos originais das plantas e detalhes referentes a obra ficarão arquivadas em nosso escritório, estando a disposição do proprietário, construtores ou empreiteiros quando solicitados.

        6.5. Em qualquer publicidade, publicação ou reportagem que se refira ao empreendimento deverá constar o nome do autor ou autores do projeto.

        Obs.: No caso de aceite desta proposta, favor devolver um jogo de cópias assinadas e rubricadas, valendo estas como contrato.

        Sem mais Atenciosamente,

        _______________________________________ ARQUITETO.

        DE ACORDO: ____________________________ PROPRIETÁRIO

        4.29 PROFESSOR RESPONSÁVEL: ARQ. FREDERICO FLÓSCULO PINHEIRO BARRETO ME VÊ AÍ O NEUFERT, POR FAVOR !

        Mas encontra-se dados sobre contratos de trabalho em Arquitetura também no NEUFERT ? Não é possível.

        O “Neufer”, até hoje, é o “Aurélio” da arquitetura - sobretudo no raro sentido de ser livro conhecido pelo nome do autor. Seu título completo (enorme) em português é

        “ - ARTE DE PROJETAR EM ARQUITETURA PRINCÍPIOS , NORMAS E PRESCRIđỏES SOBRE CONSTRUđấO ,

        

      INSTALAđỏES , DISTRIBUIđấO E PROGRAMA E NECESSIDADES ; DIMENSÕES DE

      EDIFÍCIOS LOCAIS E UTENSÍLIOS ; CONSULTOR PARA ARQUITETOS , ENGENHEIROS , APARELHADORES , ESTUDANTES , CONSTRUTORES E PROPRIETÁRIOS , COM 4.711 FIGURAS ”.

        Orgulhoso da obra monumental, diz o autor, logo ao fim do prefácio:

        PROFESSOR RESPONSÁVEL: ARQ. FREDERICO FLÓSCULO PINHEIRO BARRETO

        4.30

        “C

      • SE REALIZAR O PROJETO COM TODA CONFIANÇA , RESPEITANDO - SE AS EXIGÊNCIAS CARACTERÍSTICAS DE CADA CASO TANTO EM QUANTO ầ FUNđấO DO EDIFễCIO COMO EM QUANTO AO SEU AMBIENTE E AO MODO DE VIDA EM GERAL ”.

        OM UM CONJUNTO TấO COMPLETO DE PRESCRIđỏES E INDICAđỏES PODE

        A maioria esmagadora de suas referências bibliográficas são publicações alemãs das décadas de 20 e 30 - embora se possa encontrar pelo menos duas preciosidades selecionadas pelo autor, ambas de 1854 (uma, da autoria de A. Zising, publicada em Leipzig, sobre as proporções humanas, e outro, da autoria de M. Halpaad, sobre a economia da construção). Há algumas obras da década de 60, mas como são todas impressas em Barcelona, sede da Gustavo Gilli (editora da versão em português), adivinho que são “inserções” autorizadas.

        Há um brasileiro, o arquiteto Henrique Mindlin, citado pela publicação, em Munique, datada de 1956, da obra Neues Bauen in Brasilien (esse livro é mais conhecido como Modern

        Architecture in Brazil , e teve um lançamento

        editorial arrojado, feito simultaneamente nos Estados Unidos,, Inglaterra, França, Holanda, Alemanha e, naturalmente, no Brasil, naquele ano).

        Ernst Neufert, Architekt und Verfasser einer bis heute meistbenutzten Entwurfslehre für Architekten und die, die es werden wollen – SE É QUE ME ENTENDEM !!! Finalmente revelado o que todo estudante de arquitetura sempre quis saber: Eis Herr Neufert.

        É surpreendente a longevidade do Neufert, e sua mansa popularidade entre quase três gerações de arquitetos brasileiros. É um livro que adverte seguidamente contra o perigo de congelamento das instalações hidro-sanitárias, dimensiona programas e exemplifica projetos de arquitetura de grandes edifícios de uso coletivo com enormes unidades de calefação, chaminés e aquecedores por toda a parte, tapando os desvãos com betume. Sua carta solar e suas lições de correta implantação dos edifícios são exatamente o contrário do que seria recomendado no Brasil, sua carta solar está “de cabeça para baixo” em todas as aplicações, mas, enfim, é o Neufert.

        Confesso que não resisti à consulta ao velho amigo alemão, e trouxe algumas recomendações que não surpreendem por sua atualidade - afinal, quem não dá uma olhadinha no Neufert ? -, com relação aos cuidados com os contratos de trabalho.

        “ CONTRATOS E CADERNOS DE CONDIđỏES

        

      Alguns homens de negócio trabalham e prosperam confiando na boa fé e

      evitando contratos exigentes demais; sistema possível, sempre que se tratem de negócios entre empresas do mesmo ramo, entre as quais não existem diferenças fundamentais de opinião.

        

      De qualquer maneira, um acordo de obrigações mútuas estabelecido por

      contrato é indispensável, especialmente se as partes contratantes negociam pela primeira vez ou, o que é mais importante, se se julgar que possa ser a última, ou ainda quando se tratar de obras especiais ou que se afastem das condições comerciais geralmente estipuladas.

        4.31 PROFESSOR RESPONSÁVEL: ARQ. FREDERICO FLÓSCULO PINHEIRO BARRETO

      Nestes casos particulares, as cláusulas dos contratos comuns não prevêm as

      possíveis diferenças e torna-se necessário: um estudo cuidadoso de cada caso ao se elaborar os artigos exigidos, o exame posterior do contrato redigido a fim de aperfeiçoá-lo, e a leitura cuidadosa do mesmo, considerando todas as conseqüências possíveis antes de o aceitar.

        

      Tanto o proprietário quanto o construtor, prudentes, não se limitam a arquivar

      os contratos uma vez assinados, pois tratam-se de documentos que devem estar sempre à mão, na mesa do escritório, pois ajudam a estudar as causas de qualquer contratempo ou diferença, e a remediá-los em contratos sucessivos. Com o tempo, chega-se a uma estrutura ou base de contrato inalterável, reforçada pela jurisprudência estabelecida.

        

      As grandes empresas dispõem, para estes trabalhos, de uma seção jurídica, e os

      pequenos empresários tomam exemplo dela para fixar suas condições de trabalho; por tal razão, não há hoje oferta, por mais insignificante que seja, que não se faça acompanhar de um caderno de condições.

        

      No que se refere à construção, na Alemanha, o regulamento para adjudicação

      de obras (Verdingungordnung für Bauleistungen) estabeleceu condições gerais fixas. Noutras nações costumam-se tomar como normas para as condições gerais os Cadernos da Direção Geral de Obras Públicas, das companhias ferroviárias e dos municípios das capitais importantes. A Association Royale des Architectes de Bruxelles, recompilou os cadernos de condições gerais e técnicas para a construção, redigindo uns Cahiers des Charges, muito interessantes.

        

      Se o proprietário considera que só poderá adjudicar a obra mediante condições

      particulares muito precisas, deve fazê-las constar especificadamente no caderno de condições especiais. O construtor, ao tomar conhecimento deste caderno poderá, de antemão, recusar-se à apresentação de sua oferta e evitar o estudo da obra, ou ainda solicitar os aumentos que considere justos para essas condições especiais.

        

      Legalmente não há, em realidade, nada contra esse sistema de adjudicação; não

      obstante, deve-se considerar se certas condições demasiado rígidas, impostas pelo proprietário e que sempre encarecem a obra e são, com freqüência, pouco razoáveis, oferecem efetivamente alguma vantagem comercial. No seu próprio interesse, o proprietário não deve exagerar as obrigações do construtor, procurando, pelo contrário, mantê-las dentro do estritamente necessário e num campo bem definido.

        

      Com o caderno de condições especiais trata-se de evitar qualquer discussão de

      preço e de indicar sobre quem recai a responsabilidade de qualquer defeito ou falsa indicação, bem como de poder tomar rapidamente uma decisão sobre qualquer questão, mesmo desagradável, que geralmente fica pendente, prejudicando durante muito tempo o entendimento e as boas relações entre as partes contratantes.

        

      Deve-se igualmente especificar no caderno de condições especiais quais são as

      obras ou trabalhos incluídos no contrato pois, embora se trate de trabalhos correntes, estes não coincidem sempre com o texto do notório “caderno de condições especiais” que consta em todas as ofertas.

        

      O caderno de condições especiais deve ser o mais conciso possível, para evitar

      toda repetição das cláusulas estabelecidas no caderno oficial de condições gerais e para seguir uma ordem análoga à deste último, com o fim de facilitar a comparação de um com o outro. Se o trabalho for assim preparado, será aceito e adjudicado sem maiores dificuldades. Comunicar-se-á esta decisão por simples carta, pois com a minuciosa preparação das bases para as ofertas, o construtor fica-lhes já submetido

        4.32 PROFESSOR RESPONSÁVEL: ARQ. FREDERICO FLÓSCULO PINHEIRO BARRETO antes ainda de receberem confirmação, desde que o proprietário se atenha aos cadernos de condições e não faça novas diligências. Nesta escritura de adjudicação, além de se indicar a estimativa total da obra, devem-se enumerar, concisamente, uma vez mais, as bases do contrato aceitas, completando-as com aqueles dados que não tenham ficado esclarecidos até a data da adjudicação, assim como a quantia que o proprietário está disposto a entregar, as datas do começo e do fim da obra, o montante dos pagamentos e respectivos prazos e vários trâmites que se seguirão para os recebimentos, liquidações, multas e prêmios.

        

      O processo do contrato deve ser o mesmo se se tratar de casas de preço fixo.

      Neste caso, o proprietário deve precaver-se contra as “condições de entrega adicionais” com as quais o construtor acompanha a oferta, pois, embora se chamem “casas a preço fixo”, o comprador acaba pagando a totalidade da liquidação definitiva, pois as condições de entrega nunca contribuirão a diminuí-lo.

        

      Mais que impor condições de trabalho a seu gosto, o construtor deve tomar

      medidas de segurança com respeito à pessoa para quem trabalha, memo que esta se mostre, já de antemão, de acordo em pagar os extras que se apresentem além do preço fixo.

        

      O leigo considera os cadernos de condições correntes muito desfavoráveis para

      o industrial, e tende a conceber outros mais “ideais”. Contudo, quem trabalha em obras sabe que, na prática, as condições de trabalho são, com freqüência, muito mais rígidas.

        

      Quatro documentos de contrato garantem os direitos e obrigações das partes

      contratantes:

        1. Contrato de arquiteto (entre o proprietário e o arquiteto);

        

      2. Contrato de construção (entre o proprietário e o seu arquiteto representante e

      os vários construtores - consórcio ou entidades construtoras);

        3. Contrato oficial das obras públicas (entre as autoridades e o construtor);

      4. Aceitação do orçamento (entre o proprietário e o construtor da obra geral).

      Todos estes documentos foram simplificados e tornaram-se supérfluos se a

      construção se efetuar de acordo com os tipos standard. Neste caso, conhecem-se de antemão as quantidades de material e de mão de obra, assim como os preços totais; facilita-se assim a liquidação.

        

      Mesmo se se quiser modificar ou amplificar, antes ou depois, não se é obrigado

      a calcular todo o orçamento e deduzir o aumento, pois basta apenas orçamentar o adicional e acrescentá-lo ao orçamento anterior para chegar à liquidação definitiva. O preço fixado para as construções tipo divide-se do seguinte modo:

        1) custo dos materiais; 2) custo da mão de obra de oficina; 3) custo de transporte e colocação na obra e; 4) impostos e benefícios. Consegue-se facilmente daí deduzir o preço de qualquer variante.”

        Ernst Neufer - “Arte de Projetar em Arquitetura”. Gustavo Gilli do Brasil, São Paulo, 1976. Pg. 41.

        PROFESSOR RESPONSÁVEL: ARQ. FREDERICO FLÓSCULO PINHEIRO BARRETO

        4.33

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