UNIVERSIDADE FEDERAL DOS VALES DO JEQUITINHONHA E MUCURI PRÓ-REITORIA DE EXTENSÃO E CULTURA

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PROGRAMA X PROJETO

1. Título

Ciência & Tudo. Jornal de Divulgação Científica do Bacharelado em Ciência e

Tecnologia.

2. Coordenador/a

Prof. André Covre

andre.covre@ufvjm.edu.br

3. Equipe

Prof. André Covre – Coordenador –Instituto de Ciência e Tecnologia

Prof. Arlindo Follador Neto – Colaborador –Instituto de Ciência e Tecnologia Prof. Juan Pedro Bretas Roa – Colaborador –Instituto de Ciência e Tecnologia Profa. Juliana Helena Gomes Leal – Colaboradora – Instituto de Humanidades

Discentes:

André Felipe Ferreira Silva –Bacharelado em Ciência e Tecnologia Fabiana Helen dos Santos –Bacharelado em Ciência e Tecnologia Fabiana Ribeiro dos Santos Reis –Bacharelado em Ciência e Tecnologia Gabriel Rodolpho Lima de Freitas –Bacharelado em Ciência e Tecnologia Glauber Henrique Freire Ferreira –Bacharelado em Ciência e Tecnologia

José Ernane Alves Diniz Junior–Bacharelado em Ciência e Tecnologia

Luan Alves Souza –Bacharelado em Ciência e Tecnologia Lucas Andrade e Silva –Bacharelado em Ciência e Tecnologia

Luiz Augusto Fernandes da Silva –Bacharelado em Ciência e Tecnologia Luiz Felipe Moreira Rocha –Bacharelado em Ciência e Tecnologia Raphael Esteves Marinho –Bacharelado em Ciência e Tecnologia Thalita Almeida –Bacharelado em Ciência e Tecnologia

Parcerias:

Prefeitura Municipal de Diamantina.

Associação Comercial e Industrial de Diamantina.

Projeto de Extensão Cine Mercúrio: movimentação de culturas e linguagens – Via

Programa de Extensão “Telas e textos: práticas de compreensão e produção”.

Projeto de Extensão “Dia de leitura: entre palavras, canções e imagens” – Via

Programa de Extensão “Telas e textos: práticas de compreensão e produção”.

Secretaria Municipal de Educação – Via Programa de Extensão “Telas e textos:

práticas de compreensão e produção”.

Escola Estadual Gabriel Mandacaru – Via Programa de Extensão “Telas e textos:

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4. Introdução

O Projeto de Extensão “Ciência & Tudo. Jornal de Divulgação Científica do Bacharelado em Ciência e Tecnologia” se insere na Linha de pesquisa e extensão registrada

do Instituto de Ciência e Tecnologia da UFVJM denominada “Divulgação científica e publicação acadêmica: panorama nacional e necessidades regionais”. A referida linha de pesquisa e extensão procura, em linhas gerais, desenvolver projetos de extensão e pesquisa que relacionem aspectos contemporâneos sobre a relação entre ciência, tecnologia e sociedade

no que tange à Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM). São

eles: produção de conhecimento na atualidade; linguagens e divulgação da ciência (a

compreensão sócio-interacionista de linguagem e suas implicações para a divulgação

científica e para o jornalismo científico); criação de uma Universidade Federal e de Bacharelados interdisciplinares nos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (aspectos sociais e

econômicos, acesso à cultura científica e mudanças na cultura geral de uma sociedade).

Segundo Castro (2009), “o número de revistas científicas nacionais indexadas na base

de dados internacional Web of Science-ISI (WoS) aumentou 205% entre 2002 e 2008”,

significando um aumento de visibilidade internacional das pesquisas brasileiras. Faz-se

necessário reconhecer que o universo acadêmico brasileiro tem assistido (ao mesmo tempo

em que promove) um aumento significativo de publicações científicas em todas as áreas de conhecimento e, paralelamente, tem procurado atender a uma demanda da sociedade por uma

divulgação científica mais eficiente.

Tanto a CAPES1 quanto a FAPEMIG2reconhecem, em seus “objetivos” e “missões” a importância do binômio produção científica/divulgação científica, mas ainda os

compreendem de forma um tanto dicotômicas. A literatura específica da área tem sido extremamente crítica quanto ao tratamento dado pela academia para a relação ciência/sociedade. Porque a divulgação científica tem sido apontada como uma atividade fulcral no interior dessa relação, a referida linha de pesquisa e extensão está centralizada

exatamente no ponto de tensão: conhecimento científico/divulgação científica.

Uma das compreensões mais importantes com relação a esse ponto de tensão é que,

mesmo com o aumento do número de revistas especializadas e indexadas, a produção de

conhecimento na Universidade e sua efetiva disseminação por meio de divulgação científica

clássica não implicam em uma relação produtiva entre Universidade e Sociedade,

possibilitando interações de mão dupla, do tipo que geralmente vemos em ações de extensão.

1

http://www.capes.gov.br/sobre-a-capes/historia-e-missao

2

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As compreensões de SANTOS (1987) e TOFFLER (1995) e as considerações de

estudiosos do campo atualmente denominado Ciência, Tecnologia e Sociedade (doravante CTS)

abarcam a crítica cada vez mais recorrente de que o saber teórico, instituído academicamente dentro de uma lógica disciplinar – em contraponto a uma lógica interdisciplinar emergente –,

não estaria “conseguindo interagir com as concepções construídas no cotidiano das relações sociais” (FREITAS, SOUZA, KRAMER, 2003, p.7-8), limitando a produzir tecnologias para

consumo, ainda em uma sistemática industrial perniciosa, distanciando a academia e a

sociedade daquilo que deveriam produzir em diálogo: conhecimento.

Além das críticas científicas embasadas, presenciamos o retorno, muitas vezes realizado

de forma geral e sem embasamento, de questionamentos gerais, tais como: qual o compromisso

social e político da pesquisa acadêmica? Até que ponto as pesquisas realizadas nas instituições acadêmicas estão voltadas para encontrar soluções para os problemas cotidianos, precisamente

os que dizem respeito aos modos de vida individuais e coletivos?

Em consonância com o Plano Pedagógico do Bacharelado em Ciência e Tecnologia da UFVJM (PP-BC&T), fundamentado nos parâmetros da interdisciplinaridade e flexibilidade ressaltados no contexto do REUNI, a necessidade exposta pelo campo de estudos CTS de um maior aprofundamento das reflexões sobre divulgação científica se adéqua, ao nosso ver, com a

procura de alternativas para deslocar os locais de prestígio dessa divulgação para localidades com

a região dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, até bem pouco tempo não pertencente à rota da produção e divulgação científica, um lugar ainda visto preconceituosamente como pobre e miserável, tanto sob o ponto de vista material quanto intelectual. É nesse contexto que

apresentamos as justificativas para o Projeto que aqui apresentamos.

5. Justificativas

5.1. Sociedade, Produção de Ciência e Tecnologia e Linguagem.

Desde as considerações de SNOW (1995) sobre o abismo crescente entre a cultura humanista (das ciências sociais e das artes) e a cultura das ciências “duras” (exatas e tecnológicas) na Inglaterra dos anos 50, até as pesquisas mais recentes que, como observam VOGT e POLINO (2004), ponderam que saber mais sobre ciência e tecnologia não implicará necessariamente em maior aceitação daquilo que vem delas, observamos que o pensamento sobre as relações entre as chamadas cultura científica e a cultura geral tem construído, paralelamente ao próprio desenvolvimento científico-tecnológico, um campo de reflexões

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Passando pelos conceitos de cultura científica (VOGT & POLINO, 2004) e o chamado "modelo déficit" (cujo objetivo seria uma espécie de alfabetização, ou seja, prover a população de conhecimentos que nem sempre lhe são necessários ou de seu interesse (IRWIN & WYNNE,

1996)); passando também pela discussão de Lévy-Leblond (2003) sobre a ineficácia de se tratar

não-cientistas como “leigos”, meros repositórios de informação que devem ser adestrados para

compreender a ciência, o campo CTS tem concentrado seus esforços no objetivo de contribuir para que a ciência se torne cada vez menos um elemento estranho, arredio ao cotidiano.

Da contribuição principal de KUHN (2006) sobre o avanço do conhecimento por meio de revoluções científicas (desmistificando o desenvolvimento linear cumulativo), passando pelas

considerações de POPPER (1975, p. 35) de que a ciência “não é um sistema de conceitos, mas antes, um sistema de enunciados”, o campo CTS direciona cada vez mais para a compreensão de que aquilo que é considerado científico estaria perpetuamente permeado por discursos, pelo domínio da linguagem, encontrando nela sua fundação e base sustentadora.

FUNTOWICZ e RAVETZ (1993), a partir do conceito de "ciência pós-normal" – em

relação à ciência normal ou estável sobre a qual fala Kuhn –, propõe que a ciência e a tecnologia

não devem ser discutidas e determinadas apenas no âmbito acadêmico, uma vez que apenas uma pequena parte delas envolve e interessa realmente a comunidade científica.

Tomam como princípio básico que a população não-especialista deveria ter papel ativo e,

em vários casos, deveria ser tão ouvida para opinar sobre o rumo ou qualidade de pesquisas quanto os próprios especialistas da área, formando uma espécie de “comunidade estendida de pares”. O jornalismo da Revista Piauí é um exemplo de espaços em que isso acontece e as

discussões envolvendo mudanças climáticas ou questões éticas no campo da genética são exemplos de temas que se abriram para a chamada “comunidade estendida de pares”.

Na verdade, a forma como a cadeia envolvida na produção de conhecimento científico

é abordada nos meios de comunicação de massa ganha extrema importância, uma vez que, como agentes pautadores das discussões e da agenda social (cf. WOLF, 2006), o desnível

dado por eles aos diferentes discursos traria consequências para toda a cadeia. Nesse sentido,

a literatura do campo CTS traz à baila a divulgação científica (atividade primordial de que trata este projeto) e seus fatores mais importantes: os meios de comunicação e a linguagem como pontes entre ciência e sociedade.

Os processos históricos de desenvolvimento da linguagem, da história do desenvolvimento da escrita, passando por Gutenberg e chegando à Internet (GANDELMAN,

2007 - CHARTIER, 1999 - MANGUEL, 2004 – GERALDI; FICHTNER & BENITES, 2006)3, nos traz a compreensão de que o uso da linguagem na comunicação social de massa

3Com a escrita alfabética escrever não significava mais representar um objeto por meio de uma imagem (escrita

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(jornalismo)4, demandam investigações das linguagens empregadas na comunicação

científica, no que diz respeito aos domínios e interfaces com a análise dos textos e do

discurso, “por meio de pesquisas que investiguem a formulação, realização, disseminação e recepção de resultados da ciência formalizada, em articulação com saberes não institucionalizados” (HOFFMANN & MIOTELLO, 2008, p. 7).

Como os objetos desses campos utilizam como meio de expressão signos linguísticos e

estão embebidos em um contexto cultural e ideológico, tomamos como base as reflexões

realizadas no campo da Filosofia da Linguagem, em específico das teorias de Mikhail Bakhtin

sobre discurso, cultura e ideologia (BAKHTIN 1992; 1998; 2001; 2003; 2008a; 2008b) para ancorar este projeto em uma concepção de linguagem sociointeracionista, pragmática e

discursiva, portanto, não estruturalista5 .

Atentando para o direcionamento proposto pelos autores do campo CTS de que as

relações entre Ciência e Tecnologia precisam se alinhar com as demandas sociais, e para a compreensão de que a divulgação científica depreende uma compreensão dialógica de linguagem,

justifica-se, dentro desse arcabouço teórico, o desenvolvimento de projetos de extensão que

contribuam para a melhoria das discussões sobre os temas abarcados nesse tópico, entre eles, a

ampliação da divulgação científica da comunidade acadêmica da UFVJM e a abertura de espaços de diálogo, por meio de textos, entre as duas instâncias: Universidade e sociedade.

própria linguagem humana. O desenvolvimento da imprensa, por sua vez, além de um meio de divulgação quantitativa do conhecimento (uma tecnologia formal de comunicação, divulgação e assimilação de

informações), significou também, pela primeira vez, a possibilidade de representar todos os elementos de uma

tecnologia mental (por exemplo, os instrumentos dos astrônomos, dos navegadores, comerciantes, marinheiros etc.). Duas considerações gerais sobre esses dois momentos da história do desenvolvimento da linguagem são

importantes: a primeira diz respeito às formas de apropriação da escrita que, atravessadas pelas relações de

poder, elitizaram o uso de um artefato capaz de democratizar não só as informações, mas também as formas de sua produção; a segunda diz respeito à contribuição da imprensa para a autonomia do conhecimento, necessária em sua produção e em seu desenvolvimento, mas produtora também de uma sacralização e de uma desvalorização da experiência prática.

4O campo CTS passa pela comunicação midiática, criticando o modelo tradicional de jornalismo que encampa e

perpetua a chamada “mitologia dos resultados” (CASCAIS, 2003). Para maior aprofundamento, Habermas (1984) e o desenvolvimento da imprensa em três momentos: jornalismo artesanal, imprensa de informação e

imprensa como empreendimento capitalista; Cascais (2003) e Sousa (2004) e a crítica à já citada “mitologia dos resultados”; Latour (2000) e a defesa de que o “falar de ciência” traduz-se em uma preocupação com o modo

como é feita, seus métodos e processos, e não necessariamente os resultados oriundos deles.

5 Ressalto, como exemplo de trabalho nesse campo, a dissertação de mestrado de FOSSEY (2006), n

a qual a autora procurou caracterizar, a partir de uma perspectiva discursiva, dois modos distintos de divulgar ciência

para leigos em duas revistas de divulgação científica: a Superinteressante e a Pesquisa Fapesp. A pesquisa foi realizada com base nos preceitos teóricos da Análise do Discurso francesa, e mais especificamente a noção de semântica global (Maingueneau, 1984). Por meio de uma análise de indícios da superfície textual – como o

léxico característico e as formas de discurso relatado preferenciais –a autora mostrou ser possível identificar um

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5.2. Compreensão dialógica de linguagem e leitura como processo ativo.

É nesse ponto que pretendemos construir a compreensão de que o ato de ler é um ato ativo, na medida em que essa compreensão caracteriza o público leitor do jornal Ciência e

Tudo como comunidade externa ampla deste projeto de extensão. Ampla porque iremos, no

item Metas, descrever os diversos públicos-alvo que este projeto pretende atingir de forma específica, a partir dos diferentes espaços que o Jornal dispõe. Parece-nos necessário, nesse

momento, argumentar a favor de uma caracterização mais dialógica de leitura.

A etimologia da palavra “ler” pode nos ajudar com algumas concepções de leitura que

fundamentam nossas ações na Universidade (Paulino et all, 2001). Legere significava, ao

menos, três noções: (1) contar-enumerar letras; (2) colher; (3) roubar. Ou seja, já na raiz, a

palavra ler compreende três maneiras não excludentes de se fazer a leitura: um primeiro estágio, o de contar e enumerar as letras, corresponderia ao estágio de alfabetização; já no segundo momento, o verbo colher implica a leitura como interpretação de um texto já pronto, com sentidos prontos para serem colhidos pelo leitor; em uma terceira instância, o verbo roubar traz a idéia de subversão. Não se rouba algo com conhecimento e autorização do proprietário, logo esse tipo de leitura do texto iria se construir à revelia de seu autor.

Autonomia de leitura e autoria são aspectos importantes para compreendermos as práticas de leitura. De Certeau e Humberto Eco sempre fizeram coro para um leitor que

constrói suas próprias trilhas ao percorrer o texto/bosque. Leitor como viajante, caminhantes, caçadores em campos que não escreveram/cultivaram.

Disso depreende-se também uma compreensão de texto como incompleto, no sentido

de que todo texto é uma máquina preguiçosa pedindo ao leitor que faça uma parte do seu trabalho. No entanto, criar suas próprias trilhas, não significa abandonar as marcas

geográficas, ou seja, os sinais do texto.

Para Barthes, em “O prazer do texto”, é a costura do texto que importa. A escritura é o

kama-sutra do texto, a maneira como o escritor demonstra que o texto que ele escreve deseja o

leitor. A importância sobre as estratégias de dizer se revela também importante para a leitura

que se deseja no ato de tecer um texto.

Do ponto de vista psicofisiológico, Frank Smith (1997) desmistifica a compreensão de

leitura como processo estrutural, realizado de forma mecânica, como simples captura de informações por meio da percepção física do objeto que se coloca a leitura. Esse autor defende que (a) o leitor aprende a confiar cada vez mais naquilo que já conhece e menos naquilo que vê;

(b) quanto mais tentamos memorizar um texto, menos probabilidade teremos de compreender e

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De um modo geral, os autores (principalmente na área dos estudos da linguagem) que

tratam da questão da leitura pós crítica ao estruturalismo, ou seja, aqueles que se formaram a partir de bases discursivas (Análise do Discurso após a década de 60) e/ou sócio-interacionistas (retomada dos estudos bakhtinianos nos anos 80), ou ainda sob a tentativa de repensar a alfabetização (por

conta da identificação da categoria do “analfabeto funcional”) a partir de novas noções, como a de letramento, por exemplo, concordariam, em linhas gerais, que a leitura é um processo interativo, que

envolve uma série de fatores internos e externos a tríade (autor-texto-leitor).

Nesse sentido, é interessante o acordo descrito por Ângela Kleiman (2000; 2001) entre

autores e leitores: um acordo de responsabilidade mútua. Considerando que a linguagem/língua não seja transparente, completamente clara, e que não seja possível que os sentidos de um texto sejam totalmente óbvios, esse acordo promove que tanto autor e leitor têm responsabilidades para com o processo de leitura, já que leitura, para essa autora, é um processo interativo, à distância, entre autor e leitor, por meio do texto.

O autor, por sua vez, que detém a palavra por um turno extenso, deve ser informativo, claro e relevante. Não necessariamente óbvio, mas deixar pistas suficientes no seu texto a fim

de possibilitar o leitor a reconstrução do caminho que ele percorreu.

O leitor, por seu turno, deve acreditar que o autor tem algo relevante a dizer, e que, para

isso, escolheu estratégias específicas. Assim, a partir de suas próprias estratégias, apelando para

seu conhecimento de mundo, lingüístico, textual, etc, pode caminhar conjuntamente com o

autor, sem que esse caminhar se torne um fardo imposto pelo autor, ou uma corrida anarquista e

totalmente autônoma do leitor: o texto apresenta diversos caminhos possíveis.

Dell‟isola (1997) segue na mesma linha defendendo que, assim como o texto não

apresenta um sentido único, imutável, a leitura também não é um produto, mas uma produção. Essa autora defende que o leitor é um indivíduo inserido no “paradigma humano”, pertencente a uma classe social, inserido em um contexto sócio-cultural. Ou seja, se ler é um fato cultural,

está enraizado no tempo e no espaço, numa vivência social. Por isso a leitura é prática constante de inferências, de vários níveis e tipos: lógicas, analógico-semânticas e pragmático-culturais.

Marcuschi sustenta, de modo geral, que a leitura é um processo de seleção que se dá

como um jogo, com avanço para predições, recuos para correções, não se faz linearmente,

progride em pequenos blocos ou fatias e não produz compreensões definitivas.

Acredito que uma boa maneira de pensar a leitura é como expõe Geraldi (2003, 259):

“talvez seja possível pensar a leitura como uma oferta de contrapalavras do leitor que, acompanhando os traços deixados no texto pelo autor, faz estes traços renascerem pelas significações que o encontro de palavras e contrapalavras produz.”

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grupos sociais, o desenvolvimento da cidadania, a ocupação de cargos de poder, estão todos atravessados pelas práticas de leitura e produção de textos por meio dos gêneros que as

diversas esferas sociais agrupam e valorizam.

Torna-se coerente, desse modo, pensar a leitura como interação, como negociações de

sentidos, como uma atividade marcada pela vida social dos indivíduos. Retomando Geraldi

(2003, 259), é preciso “ler para encontrar as palavras que se escondem. Ler para fazer

dialogarem palavras que se opõem. Ler sem a pressa do consumo, ler com o tempo, sabendo que o tempo passa e é inexorável.”

A questão da leitura rápida volta a tona com o tema das novas tecnologias. Por um

lado, baseando-se em alguns estudos estatísticos, alguns autores (SILVA) demonstram

preocupação com a leitura “superficial” que os textos nas telas provocariam, por conta da fragmentação hipertextual e da “quantidade exagerada” de informações. Por outro lado, outros

autores (XAVIER, 2003), defendem que essas condições não afetam nem a qualidade das

informações nem a qualidade da leitura. A defesa se baseia na idéia de que a quantidade de informações gera qualidade, e que este seria um temor tão antigo quanto a invenção da imprensa. Além disso, a quantidade de informações exigiria uma leitura mais cuidadosa, um

leitor melhor, mais atento, que pergunta. Um leitor que percorre os oceanos da internet com

questões, mais objetivo. A internet demandaria um leitor ativo!

Mais do que isso, a questão do texto na internet (que impõe novas problemáticas para a questão da leitura) Sonia Queiroz (2001) lembra que Levy não opõe o virtual ao real, mas ao atual. O virtual diz respeito a outras temporalidades. Um exemplo simples e cotidiano de como o virtual coloca os sujeitos em interação em novas temporalidades, por meio da linguagem, é a

interação por meio de recados na comunidade Orkut. Ao colocar um recado na página do Orkut

de um colega, o autor do recado aguarda uma resposta, antes disso uma leitura. Desse modo, o

virtual estende a relação temporal, a língua é viva, diferentemente nas produções escritas escolarizadas, onde se escreve para a correção, e não para uma interlocução concreta.

A interação via texto virtual pode, desse modo, ajudar na produção de atividades de

leitura e produção de texto mais concretas, contribuindo para a percepção, não somente da produção de texto como processo, mas também da leitura como diálogo.

Verificamos, portanto, que as questões postas pelo crescimento do campo CTS no contexto da crise do paradigma dominante6 abrem espaço para o desenvolvimento de projeto de

6 Ao mesmo tempo em que se verifica, na passagem do século XX para o século XXI, uma crescente crítica às

orientações epistemológicas calcadas no positivismo que reificam o método e a suposição da neutralidade nas áreas acadêmicas como requisito para garantir seu estatuto de cientificidade, verifica-se também a tentativa

constante de descobrir (desvelar, reconstruir, reinventar) novas orientações, novos modos de pensar. Santos

(1987), quinze anos antes do fim do século XX, enunciou que estávamos diante do fim de um paradigma, ainda

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extensão que aprofunde o pensar sobre a relação ciência-sociedade-linguagem e impulsione a

divulgação do conhecimento científico da UFVJM de maneira a melhorar a participação social e

diálogo de seus atores (docentes e discentes e moradores da região dos Vales do Jequitinhonha e

Mucuri).

Acreditamos que a efetivação de um jornal de divulgação científica pelo BC&T (não somente pelo ICT, seus professores e técnicos, mas pelos alunos do curso que o ICT oferece) pode abrir espaço para a reflexão sobre o porquê de se realizar a comunicação pública da ciência,

de maneira que os meios de comunicação cumpram seu papel de esfera pública e operem em um

modo polifônico em relação à ciência e tecnologia, permitindo, ao mesmo tempo, a exposição de

pontos de vista diferenciados, no intuito de pluralizar a agenda de discussões. Portanto, é fundamental o envolvimento dos alunos do BC&T com pesquisas e extensão nessa área, aproximando-os das necessidades concretas da região na qual a Universidade em que estudam se insere.

6. Objetivos

Objetivamos fomentar a Comunicação e a Divulgação de todos os processos abarcados pelo Instituto de Ciência e Tecnologia e pelo Bacharelado em Ciência e Tecnologia da

UFVJM. Objetivamos também construir um canal efetivo de comunicação entre as ações dessas duas instâncias da UFVJM com a sociedade do seu entorno.

Objetivos Específicos

Objetivamos promover a aproximação entre os moradores da região dos Vales e o conhecimento produzido na Universidade. A tentativa de aproximação entre esses dois mundos

pretende também desenvolver e aplicar a função social da Universidade, a partir da promoção do diálogo entre a cultura científica da Universidade e a cultura geral dos moradores da região7

.

Objetivamos também desenvolver um projeto de extensão vinculado ao ensino e a

pesquisa, na medida em que essa vinculação promove a formação dos alunos da

Universidade, principalmente do BC&T-Diamantina nos temas concernentes às linhas de pesquisas que este projeto abarca, tais como: Dimensões sociais da ciência e da tecnologia;

diálogos entre as áreas acadêmicas que hoje ainda compreendemos às vezes como antagônicas e às vezes como

estanques.

7“A Extensão Universitária é o processo educativo, cultural e científico que articula o Ensino e a Pesquisa de

forma indissociável e viabiliza a relação transformadora entre Universidade e Sociedade.” O conceito de extensão Universitária exposto entre aspas serviu como base para o Plano Nacional de Extensão da UFVJM e fundamenta a política de extensão expressa no “ANEXO DA RESOLUÇÃO Nº. 06-CONSEPE, DE 17 DE

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Linguagens, Comunicação e Ciências; Argumentação e Divulgação Científica; Jornalismo

Científico; Computação (Linguagens de Programação e Design voltado para a internet), etc.

7. Metas e Público-Alvo

O jornal possui as seguintes metas, as quais visam atingir os seguintes públicos:

1) Público interno:

Implementar e atualizar quinzenalmente um jornal online, vinculado ao ICT/UFVJM-Diamantina, que possibilite promover uma divulgação científica vinculada as

áreas do Instituto e do curso BC&T. A linha editorial e as pautas do jornal serão definidas

pelos próprios alunos, na medida em que serão eles os autores da maior parte das matérias e

sabem, melhor do que qualquer docente ou técnico, as demandas dos alunos do próprio curso. O público-alvo prioritário desta metaé interno a UFVJM e é formado pelos alunos do BC&T-Diamantina, e pelos professores e técnicos do ICT-Diamantina. Este Projeto também

poderá abarcar de forma variável os alunos, professores e técnicos de outros Institutos, Faculdades e Cursos da UFVJM, na medida em que a vinculação deste Projeto a um Programa de Extensão e sua ligação com outros Projetos de Extensão (tópico que será

aprofundado mais abaixo) possibilitem com que outros professores de outros cursos

participem da elaboração do jornal e envolvam os alunos dos cursos em que lecionam.

É preciso ressaltar que o jornal já se encontra online, tendo sua primeira edição publicada no dia 24 de março de 2011. De modo que a implementação e atualização são metas que já se encontram em desenvolvimento. O jornal pode ser visualizado em

<http://cienciaetudo.ict.ufvjm.edu.br>;

2) Público externo específico:

Abrir espaço para que a sociedade Diamantinense se insira textual-ideologicamente na Universidade.

Duas serão as estratégias utilizadas pelo Jornal Ciência e Tudo para dar conta dessa que é a sua meta mais importante, porque sem ela o projeto se distanciaria demais das características extensionistas que o Edital PIBEX pretende fomentar. Ambas as estratégias

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encarregará especificamente das tarefas concernentes a apenas essa Meta, implementando as

duas estratégias de inserção textual-ideológica da sociedade Diamantinense na Universidade.

A primeira delas é estabelecer reportagens e entrevistas vinculadas a sociedade Diamantinense, na tentativa explícita de trazer para dentro do jornal a voz dos moradores da

cidade de Diamantina. É importante informar que a coluna “A Voz do Vale” já está aberta no jornal e já traz as primeiras reportagens: <http://cienciaetudo.ict.ufvjm.edu.br/avozdovale>.

O público alvo prioritário dessa meta é formado pelos moradores da cidade de Diamantina. Ressalta-se que, para tornar viável a apreensão das opiniões dos moradores de

uma cidade, será preciso identificar os setores presentes nessa sociedade e realizar escolhas criteriosas dos atores-representativos desses setores.

A segunda delas diz respeito àvinculação do Projeto ao Programa de Extensão “Telas

e textos: práticas de compreensão e produção”. Tal Programa pretende “promover uma maior

integração nas práticas pedagógicas, nas ações culturais ou nas iniciativas de caráter

extensionistas, de pesquisa e de ensino do uso de telas (do computador, do cinema) e de textos

(literários, jornalísticos, cinematográficos, musicais, científicos, etc.) na busca pelo aperfeiçoamento das habilidades de compreensão (auditiva e leitora) e produção (oral e escrita)

em língua materna ou, ainda, em outros idiomas”8 .

Aprofundando as relações entre textos e telas, especificamente os textos jornalísticos e a

tela do computador, este Projeto pretende atuar especificamente na colaboração com o Projeto de Extensão “Dia de leitura: entre palavras, canções e imagens”, também vinculado ao referido

Programa, na medida em colaborará com as ações para “a formação de leitores de telas e textos (literatura, música e cinema) no âmbito da educação básica pública”9

.

O jornal Ciência e Tudo pretende atuar de forma a dar publicidade ao produto

(principalmente escrito) produzido pelos alunos participantes do Projeto “Dia de leitura: entre

palavras, canções e imagens”, na medida em que abrirá espaço, em sua coluna “A Voz do

Vale” para a publicização dos referidos produtos escritos.

O público alvo prioritário desta meta são os alunos em idade escolar abarcados pelo Projeto “Dia de leitura: entre palavras, canções e imagens”.

Desse modo, mais do que um espaço para divulgação cientifica, onde a Universidade

divulga sua produção científico-tecnológica, o Jornal Ciência e Tudo abrirá espaço, por meio da

Coluna “A Voz do Vale”, para que a sociedade se expresse dentro da Universidade, para que

alunos em idade escolar publicizem suas produções e sintam-se valorizados10. Procura-se,

8Trecho retirado dos objetivos do Programa de Extensão “Telas e textos: práticas de compreensão e produção”

.

9Trecho retirado dos objetivos do Projeto de Extensão “Dia de leitura

: entre palavras, canções e imagens”.

10Toda a fundamentação sobre a importância de publicização dos textos produzi

dos por alunos em idade escolar,

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portanto, promover uma via de mão dupla entre o que se diz na Universidade e o que se diz na

Sociedade.

3) Público interno:

Vinculação do Projeto com Ensino e Pesquisa: Abrir espaço para que os alunos do

BC&T e de outros cursos da UFVJM, como o BHU, por exemplo, cumpram a carga horária de atividades complementares, desenvolvendo trabalhos relacionados com seus cursos, como: pesquisas de fatos científicos nas áreas de seus cursos, produção de textos por meio de matérias e reportagens, programação de páginas para internet, etc.

Nesse sentido, o Projeto vincula ensino, pesquisa e extensão, na medida em que muitas

são as disciplinas que podem usufruir de um veículo de divulgação científica online. Abaixo citamos alguns exemplos.

Atualmente, a implementação do jornal online depende necessariamente de pesquisa nas

áreas de programação e design voltado para internet, onde há atuação direta dos alunos das disciplinas de “Linguagens de Programação” e “Algoritmos e Programação”, abrindo espaço para

desenvolvimento de projetos de TCC e Iniciação Científica. O Prof. Arlindo Follador Neto,

colaborador do Projeto e um dos professores das referidas disciplinas, orientará trabalhos nessa área.

A disciplina de “Prática de Texto” é contemplada na medida em que muitas práticas desenvolvidas em sala de aula deverão ser vinculadas a publicização no jornal, provocando nos

alunos da disciplina maior responsabilidades com a produção de seus textos.A coluna “Você que manda” <http://cienciaetudo.ict.ufvjm.edu.br/vocequemanda> é um dos espaços abertos para que esses textos sejam publicados. O Prof. André Covre, coordenador do Proejto, ministra a

disciplina “Prática de Texto” no BC&T e desenvolverá trabalhos nessa área.

As disciplinas de Filosofia da Ciência e Metodologia de Pesquisa, do BC&T-Diamantina,

serão contempladas com o espaço aberto pela coluna Pensamento Filosófico < http://cienciaetudo.ict.ufvjm.edu.br/pensamentofilosofico>, tendo como responsável a professora das referidas disciplinas, Profa. Dra. Raquel Sapunaru, do ICT-Diamantina.

Os alunos do BHU (Bacharelado em Humanidades) serão contemplados pelo espaço “E por falar nisso” < http://cienciaetudo.ict.ufvjm.edu.br/eporfalarnisso>, coordenado pela Profa. Juliana Helena Gomes Leal, colaboradora do Projeto.

No que concerne a escolha dos atores-representativos dos moradores de Diamantina, o bolsista PIBEX, além de desenvolver os trabalhos extensionistas, trabalhará em pesquisa

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específica na área CTS, podendo resultar daí um trabalho de Conclusão de Curso ou mesmo, dependendo do aprofundamento, uma Iniciação Científica.

4) Público externo amplo:

Publicar bimestralmente uma versão impressa (que contenha conteúdos publicados

pela versão online, mas escolhidos especificamente para versão impressa) e distribuí-la na Cidade de Diamantina. A proposta aqui é tentar elaborar um boletim bimestral impresso que revele para Diamantina produção científica/tecnológica principalmente do ICT/BC&T-Diamantina, na tentativa de promover uma aproximação maior entre o que é produzido pelo ICT/BC&T e os moradores de Diamantina. O esforço aqui será distribuir o boletim para setores

específicos da sociedade, por meio de associações, escolas, prefeituras, empresas, etc, com o objetivo de tentar atingir o máximo depessoas com o mínimo de exemplares. O público alvo dessa meta se caracteriza prioritariamente pelos moradores da Cidade de Diamantina.

8. Metodologia

O jornal será escrito prioritariamente por alunos bolsistas-voluntários. Cada bolsista de

extensão ficará responsável por uma área. Essa divisão está descrita no item “9 Participação

de Estudantes”.

O Editorial é redigido pelo Editor do Ciência e Tudo, Prof. André Covre, e aprovado

pelo Co-Editor, o discente José Ernane, e pelo Conselho Editorial do Ciência e Tudo, formado por um professor membro da equipe, o Prof. Juan Pedro Bretas Roa, e por um discente membro da equipe, o discente Luan Alves.

As áreas destinadas para as reportagens e notícias do BC&T e de Ciência, Tecnologia e Sociedade (CTS), serão atualizadas via pesquisa dos próprios alunos bolsistas-voluntários,

que ficarão atentos aos movimentos, tanto do ICT/BC&T, quanto as diversas revistas especializadas na área CTS que atualmente estão sendo publicadas na internet.

A revisão dos textos será realizada pelo Editor e pela colaboradora Prof. Juliana Helena Gomes Leal.

(14)

Com relação ao trabalho vinculado ao Projeto de Extensão “Dia de leitura: entre

palavras, canções e imagens”, o bolsista acompanhará de perto os trabalhos do referido projeto. Desse modo, a metodologia de viabilização do espaço que o Jornal Ciência & Tudo

abrirá para veicular as produções textuais dos alunos será construída no decorrer do próprio projeto “Dia de leitura”.

9. Participação de Estudantes

A participação dos estudantes para o desenvolvimento do projeto é essencial, pois

cada bolsista-voluntárioficará responsável por uma das áreas do jornal, descritas abaixo:

Editorial

Prof. André Covre – Editor – Professor Coordenador

José Ernane - Co-Editor

Comissão Editorial

Prof. Juan Pedro Bretas Roa – Professor Colaborador

Luan Alves

Colunas:

O Eminente Cientista.

Prof. André Covre – Professor Coordenador

Sintonizando

Prof. Juan Pedro Bretas Roa – Professor Colaborador

Você que manda Fabiana Ribeiro

Coluna sobre filosofia

Prof. Raquel Sapunaru – Professora do ICT

E por falar nisso...

Prof. Juliana Leal – Professora Colaboradora

BC&T

Gabriel Rodolfo

CTS

Luiz Augusto Thalita Almeida

Centro Acadêmico Lucas Andrade

A voz do vale

José Ernane– Aluno pleiteante a bolsa PIBEX

Eventos Científicos Gabriel Rodolfo

Eventos Sociais Glauber Freire

Classificados

André Silva

10.Cronograma de Execução

(15)

08 09 10 11 12 01 02 03 04 05 06 07

Apresentação, construção e readequação do presente projeto junto à equipe.

X

Início das atividades do projeto

Ciência e Tudo, a partir das Metas descritas no Projeto para o Edital PIBEX.

X X X X X X X X X X

Implementação online.11 X X X X X X X X X X X X

Publicação de depoimentos de

leitura ou outros textos no site do

Jornal Ciência & Tudo do

BC&T/UFVJM – Vinculação

com o Projeto “Dia de leitura:

entre palavras, canções e imagens”

X X X X

Reuniões de Pauta e Atualizações

do jornal.

X X X X X X X X X X X

Publicação das versões impressas X X X X X

11. Orçamento

Material gráfico –versões impressas bimestrais.

Valor estimado: R$ 3000,00, divididos entre as 6 (seis) edições. Valor estimado por

edição: R$ 600,00.

12. Acompanhamento e Avaliação

Além dos relatórios do projeto e do bolsista, a serem entregues regularmente à PROEXC, haverá reuniões periódicas presenciais, para que sejam consideradas, no que

concerne a avaliação do bolsista, os seguintes critérios:

1. Assiduidade e pontualidade (folha de frequência e participação em reuniões com a coordenação);

2. Comprometimento e responsabilidade (apresentação mensal de relatório de

atividades realizadas);

11 Como a implementação online já ocorreu e o jornal já está disponível, os trabalhos de adequação serão

(16)

3. Autonomia, iniciativa e empreendedorismo (apresentação mensal de propostas que redefinam ou reorientem as ações promovidas pelo projeto, visando impulsionar seus impactos na comunidade externa e acadêmica).

A produção textual dos bolsistas-voluntários obedecerá aos mesmos critérios, com

algumas flexibilizações no que concerne a caracterização do trabalho voluntário. Realizaremos reuniões quinzenais para definição de pautas e tarefas.

O jornal será avaliado a partir de mecanismos de interação com o público leitor. Tais mecanismos, como contador de acessos, espaços para comentários nas áreas do jornal e e-mails para os responsáveis pelo jornal, serão implementados no decorrer do projeto.

13. Referências Bibliográficas

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