BALANÇO SOCIAL E A DEMONSTRAÇÃO DO VALOR ADICIONADO: “COMPROMISSO, SUSTENTABILIDADE E TRANSPARÊNCIA” MESTRADO EM CIÊNCIAS CONTÁBEIS E ATUARIAIS

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PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO NATANAEL CABRAL

  

BALANđO SOCIAL E A DEMONSTRAđấO DO VALOR

ADICIONADO: “COMPROMISSO, SUSTENTABILIDADE E

TRANSPARÊNCIA”

  NATANAEL CABRAL BALANđO SOCIAL E A DEMONSTRAđấO DO VALOR ADICIONADO: “COMPROMISSO, SUSTENTABILIDADE E TRANSPARÊNCIA” MESTRADO EM CIÊNCIAS CONTÁBEIS E ATUÁRIAS

  

_________________________________________

Prof. Dr. Roberto Fernandes dos Santos

  Orientador Pontifícia Universidade Católica de São Paulo

  • – PUC-SP

AGRADECIMENTOS

  Primeiramente a DEUS, pois ele nos concede, a cada dia, uma página de vida nova no livro do tempo. E aquilo que colocamos nela, corre por nossa conta (Chico Xavier). Assim, a DEUS, agradeço por ter me concedido a graça de poder realizar este trabalho.

  Ao Professor Doutor Roberto Fernandes dos Santos, coordenador do curso de estudos de Pós Graduação da PUC-SP e meu orientador que, com muita sabedoria e paciência me ajudou a realizar este trabalho. À Professora Doutora Neusa Maria Bastos F. Santos, pelas valiosas contribuições durante suas aulas de Metodologia da Pesquisa Científica e, ainda, pelas suas palavras de apoio.

  

RESUMO

  O presente estudo objetivou comparar a composição e demonstração dos dados do Balanço Social e Demonstrativo do Valor Adicionado, a fim de estabelecer uma discussão a respeito dos conteúdos que são apresentados nestes relatórios contábeis. Para isto, foi realizada uma comparação entre os demonstrativos financeiros, Balanço Social e Demonstração do Valor Adicionado de duas grandes empresas brasileiras − listadas no ranking das empresas de marcas mais valiosas da América Latina em 2011: o Itaú/Unibanco e a Petrobras

  − fazendo uma análise demonstrativa das informações contidas no Balanço Social destas empresas, no tocante à sua preocupação com a responsabilidade social e, ainda, demonstrar onde elas aplicam suas riquezas, dados estes, extraídos das Demonstrações do Valor Adicionado de cada uma delas, com o intuito de analisar e demonstrar a evolução ou não, tanto dos dados quanto dos feitos nos anos apresentados. Os dados pesquisados e utilizados para realização deste estudo foram extraídos de vasta literatura acadêmica e bibliográfica sobre o tema e dos sites oficiais das empresas estudadas. Por fim, observou-se, que ambas as empresas utilizam do modelo IBASE para a elaboração do Balanço Social, porém, na questão da Demonstração do Valor Adicionado não existe modelo seguido, bem como as informações e os enfoques contido nestes são diferenciados. Com base nestas evidências foram idealizadas as análises e críticas que envolvem o estudo apresentado.

ABSTRACT

  This study aims to compare the composition of the data and the demonstration of Social Balance and Statement of Value Added to establish a discussion about contents that are presented in these financial reports. Thus, we performed a comparison between these financial statements of two major Brazilian companies listed in the ranking of companies most valuable brands in Latin America in 2011: Itaú/Unibanco and Petrobras, making a demonstrative analysis of information contained in the Social Balance of these companies, regarding their concern with social responsibility, and also demonstrate how they apply their wealth — these data were extracted from Statement of Value Added of each one, in order to analyze and demonstrate the evolution or not as much data as made of the years presented. The analyzed and used datas for this study were gathered from extensive literature and academic literature on the subject and the official websites of the companies studied. Finally, it was noted that both companies use the IBASE model for preparation of the Social Balance, however, the issue of Statement of Value Added, there is no model followed, and the information contained in these approaches are differentiated.

  Based on this evidence, analyzes and critiques were developed involving the presented study. Keywords: Social Balance. Statement of Value Added. Environmental Balance.

LISTA DE FIGURAS Figura 1 Modelo Proposto de Balanço ........................................................

  44 Figura 2 Característica das Publicações nos Últimos Anos sobre DVA........

  57 Figura 3 Publicação por Setores...................................................................

  58 Figura 4 Balanço Social Petrobras 2009 e 2010...........................................

  74 Figura 5 Demonstração do Valor Adicionado................................................

  75 Figura 6 Demonstração do Valor Adicionado Petrobras 2009- 2010...........

  76 Figura 7 Demonstração do Valor Adicionado Itaú/Unibanco 2010................

  81

  

LISTA DE QUADROS

Quadro 1 Enfoque de apresentação do Balanço Social de acordo com países............................................................................................

  25 Quadro 2 Modelo de Balanço Social ............................................................ 45

  

Quadro 3 Apresentação Relatório DVA diversos.......................................... 53

Quadro 4 Exemplo de idealização de Demonstração do Valor Adicionado.

  54 Quadro 5 Distribuição do Valor Adicionado

  • – em % – 1999 a 2003............. 56

  

Quadro 6 Balanço Social Itaú/Unibanco, 2010.............................................. 79

Quadro 7 Descrição dos grupos de Balanço Social Modelo IBASE............. 84

  

LISTA DE TABELAS

Tabela 1 Exemplo DVA Adição.................................................................... 51

Tabela 2 Método de Subtração.................................................................... 52

  

LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS

ACHS Associación Chilena de Seguridad ADCE Associação dos Dirigentes Cristãos de Empresa BM& FBOVESPA

  Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo

  BNDES Banco Nacional de Desenvolvimento BOVESPA Bolsa de Valores de São Paulo BS Balanço Social CDB Certificado de Depósito Bancário CFC Conselho Federal de Contabilidade DRE Demonstração do Resultado do Exercício DVA Demonstração de Valor Adicionado GRI Global Reporting Initiative

  IBASE Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas

  ISE Índice de Sustentabilidade Empresarial ONG Organização Não Governamental ONU Organização das Nações Unidas

  

SUMÁRIO

  

1. INTRODUđấO................................................................................................. 13

FUNDAMENTAđấO TEốRICA........................................................................... 19

  

2. BALANÇO SOCIAL......................................................................................... 19

  2.1. Origem do Balanço Social............................................................................. 19

  2.2. O Que é o Balanço Social............................................................................. 24 2.3. Custo Benefício do Balanço Social...............................................................

  25

  2.4. Formas de Apresentar o Balanço Social....................................................... 26

  2.5. Custos Ambientais........................................................................................ 27

  2.6. Contabilidade e Recursos Humanos............................................................. 29

  2.7. O Balanço Social no Brasil............................................................................ 30

  2.8. Responsabilidade Social das Empresas....................................................... 32

  2.9. Balanço Ecológico e Contabilidade Ambiental.............................................. 39

  2.10. Expectativas dos Usuários da Informação.................................................. 43

  

3. DVA − DEMONSTRAđấO DO VALOR ADICIONADO................................. 46

  3.1. Valor Adicionado e sua Importância.............................................................. 46

  3.2. Como Elaborar a Demonstração do Valor Adicionado.................................. 50

  3.3. Demonstração do Valor Adicionado no Brasil............................................... 54

  Este capítulo aborda os aspectos introdutórios deste estudo demonstrando a delimitação do tema, problema de pesquisa, objetivo, justificativa, metodologias e, por fim, a estrutura em que o estudo apoiou-se para sua apresentação.

  Para a contextualização do estudo levou-se em consideração que o conceito de responsabilidade social por parte das empresas é bastante difundido na maioria dos países desenvolvidos. No Brasil, a preocupação dos empresários em contribuir para o bem-estar da sociedade é relativamente nova (METZNER et. al., 2008, p. 46- 55). No entanto, já se observa um movimento cada vez maior das empresas no sentido de arcar com as responsabilidades em ação a seus funcionários, clientes, fornecedores, acionistas, à comunidade onde atuam e, evidentemente, ao meio ambiente (MIRANDA; AMARAL, 2011, p.1069-1094). Começa a despertar a grande preocupação com a sustentabilidade, o pensamento e prática da permanência, a perpetuidade (COUTINHO et. al., 2006, p.75-96).

  O mundo globalizado está atento e preocupado com a continuidade da Este contexto do Balanço Social é o conjunto de informações com base técnico-contábil, gerencial e econômica, capaz de proporcionar uma visão da relação capital-trabalho no que diz respeito a seus diferentes aspectos econômico- sociais (COUTINHO et. al., 2006, p.763-787). O crescimento econômico, em muitos casos, é responsável pela deterioração urbana e do meio ambiente, pelas condições insalubres de trabalho, entre outros problemas sociais. É de extrema relevância que a Contabilidade se preocupe em gerar informações de origem social e ecológica com total transparência, visto que ela, comumente, limita-se às de ordem patrimonial, financeira e econômica. Deve-se considerar a possibilidade de formulação de indicadores sociais e ecológicos, específicos para operar um Balanço Social, isento de imperfeições, distorções ou vieses.

  A ética empresarial advém de um conjunto de valores e princípios, responsabilidade com o meio ambiente e com sua perpetuação, além de ser prova de sua consciência com relação à importância de seu papel desempenhado para a sociedade. A interação entre a empresa e a comunidade se torna cada vez mais intensa à medida que estas dão maior importância à sua atuação no campo social, e Identifica-se, então, neste processo de conscientização das empresas o que foi anteriormente constatado por Bufoni et. al. (2009, p.25) ao demonstrarem que, nos últimos 15 anos, as maiores empresas multinacionais aumentaram suas ações e demonstração do Balanço Social, acrescendo em mais de 50% as informações relacionadas ao desenvolvimento sustentável.

  Dentro de um sistema econômico globalizado capitalista, a empresa se tornou base da sociedade, geradora de lucros, empregos diretos e indiretos, implantação e difusão de culturas e valores e meio de sobrevivência para o indivíduo (OLIVEIRA, 2005, p. 2-19). Dentre muitos papéis que a empresa carrega dentro da atual conjuntura socioeconômica é o fato de esta ser grande pagadora de impostos de acordo com as leis, contribuindo, assim, para a estabilidade institucional e política, promovendo o progresso e o desenvolvimento. Dentro deste grande papel desempenhado pela empresa à sociedade e o reconhecimento fundamental de sua influência, muito se tem abordado nos últimos anos sobre a responsabilidade social destas (COUTINHO; MACEDO-SOARES, 2002, p.76-96).

  Em países considerados de primeiro mundo, as empresas são forçadas a Itaú/Unibanco com intuito de verificar se estes relatórios possuem uniformidade e consistência em suas informações.

  Os objetivos específicos principais desta dissertação são:

  a) Demonstrar os aspectos e conceitos do Balanço Social bem como sua evolução e aplicação, fazendo rapidamente uma avaliação do contexto nacional com outros países, por meio da literatura.

  b) Demonstrar os respectivos conceitos ora citados, dentro do contexto da Demonstração de Valor Adicionado.

  c) Comparar os relatórios financeiros das empresas objeto deste estudo.

  d) Analisar se as informações contidas nestes, bem como seu acesso possuem uniformidade, consistência e alcance imediato.

  Como Justificativas e Importância do Estudo tem-se que a preocupação com o meio ambiente − exigida pelo mundo globalizado e pelo modo como as empresas estão se comportando em seus papéis e responsabilidades − fez com que a Contabilidade se estruturasse para responder as exigências, ampliando seu campo Porto et. al. (2011, p. 2-26) esclarecem que no Brasil, em meados de 1997, o

IBASE − Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas e o sociólogo Betinho chamaram a atenção das empresas e da sociedade para a realização deste balanço

  através de um modelo único e simples.

  Nesse sentido, este trabalho justifica-se pela carência de materiais acadêmicos que mostrem de uma forma analítica e embasada os conteúdos que compõem os relatórios contábeis. Essa busca, pela análise do conteúdo de forma acadêmica poderá permitir que sejam propostos modelos de relatórios unificados.

  Dentro deste contexto Tinoco (2008, p.46) já ressaltava, em 2001, que este pode seria um dos grandes papéis para a exclusão social no Brasil. Para a metodologia, este trabalho foi desenvolvido em duas etapas: a primeira é de extensa revisão bibliográfica, cujo interesse foi obter subsídios para analisar e discutir o tema indicado. A segunda etapa foi a busca pelos relatórios contábeis das empresas estudadas, com o propósito de servir como objeto de análise deste estudo.

  São apresentadas as informações disponibilizadas nos relatórios financeiros,

  2) No segundo capítulo discorre-se sobre o Balanço Social buscando nas referências literárias e estudos científicos embasamentos para análise do objeto desta, fazendo um breve histórico, conceito, importância, bem como, todos os pontos relevantes do Balanço.

  3) O terceiro capítulo, também buscando base para a discussão e análise dos dados obtidos apresenta a revisão da literatura sobre o tema Demonstração do Valor Adicionado.

  4) No quarto capítulo está demonstrada a metodologia detalhada, utilizada para o desenvolvimento da pesquisa, desde a forma de coleta e seleção dos materiais bibliográficos, até a escolha das empresas e coleta dos dados.

  5) Na sequência, no quinto capitulo, ocorre a apresentação dos dados; é feita a análise e discussão dos resultados obtidos, com base no levantamento teórico efetuado na revisão da literatura.

  Por último, apresentam-se as referências, as considerações finais e os anexos.

  FUNDAMENTAđấO TEốRICA

  Através do referencial teórico é possível obter conhecimento de causa, utilizando-se de estudos já efetuados para embasamento da análise. Este capítulo apresenta os conceitos, definições e histórico do Balanço Social

  e, após sua exploração, torna-se possível analisar, de forma crítica, a situação e os conteúdos existentes em seu escopo.

  Para permear o universo da conceituação e da definição do Balanço Social vale fazer uma reflexão sobre o contexto em que o Balanço Social se encontra. Segundo Fagundes et al. (2008, p.1-15) o Balanço Social surgiu na Europa

  Moraes e Sousa (2008, p.1-30) retratam a experiência do Balanço Social no Exterior, mais especificamente nos mesmos países relacionados por Cunha e Ribeiro (2007, p.136-152).

  Mattos et al. (2010, p.1-13) também fazem uma mesma relação. Pelo estudo desses três artigos são apresentadas as condições do Balanço

  Social nesses países de maneira dividida, por meio da visão, concordância e possíveis divergências entre eles.

  Holanda

  Cunha e Ribeiro (2007, p.136-152) e Moraes e Sousa (2008, p.1-30) afirmam que a Holanda foi o primeiro país do mundo a publicar seus Balanços Sociais, sendo seus modelos realizados por medidas qualitativas, com foco principalmente na empregabilidade, dispensando os valores econômicos. Mattos et al. (2010, p.1-13) complementam a informação de que este país tem se destacado no desenvolvimento do Balanço Social.

  Estados Unidos da América social, ecologia e condições de trabalho e, ainda que não se existam textos legais, algumas empresas tomam por iniciativa própria tal produção.

  De acordo com Cunha e Ribeiro (2007, p.140):

  Os principais temas abordados nos relatórios alemães são os custos dos salários e encargos sociais, as despesas sociais voluntárias, a formação profissional, os esforços de informação interna, o número de acidentes, e ações para controle da poluição ambiental.

  Bélgica

  De acordo com Cunha e Ribeiro (2007, p.141), na Bélgica, o Balanço Social é obrigatório em todas as empresas: “Faz parte das demonstrações anuais e foi instituído em 1996 por meio de um decreto real, tendo, para o governo, função decisória no que concerne à política de emprego". Já Moraes e Sousa (2008, p.1-30) afirmam que o decreto real exigia um relatório de Informações sociais da empresa e este foi instituído em 1973. Mattos et al. (2010, p.1-13) não comentam nenhuma informação sobre a Bélgica.

  Cunha e Ribeiro (2007, p. 141) ainda discursam sobre o modelo Belga: acionistas e outro para o pessoal. Estão reunidos, num mesmo documento, indicadores para julgamento tanto da situação econômica quanto dos dados sociais.

  Espanha

  Cunha e Ribeiro (2007, p.136-152) esclarecem que o balanço social é voluntário, sendo elaborado pelas empresas que julgam que devem ser transparentes, concordando com as considerações realizadas por Moraes e Sousa (2008 p.1-30). Já segundo Matos et al. (2010, p. 4):

  Na Espanha, apesar de não haver obrigatoriedade de elaboração e publicação do Balanço Social, há uma maior conscientização das empresas, que entendem que devem ser mais transparentes e fornecer informações não só aos acionistas, mas também aos empregados, aos sindicatos, entidades sem fins lucrativos, e à sociedade; por essa razão, elaboram seu Balanço Social.

  França

  De acordo com Mattos et al. (2010, p.1-13), foi na França, em 1972, que surgiu o primeiro Balanço Social (BS) propriamente dito, elaborado pela empresa

  As empresas que tenham pelo menos cem empregados são obrigadas, desde 1985 pela Lei n.º 141, a elaborarem o balanço social ao final do exercício social. Seu principal usuário é o Ministério do Emprego e da Seguridade Social, que envia cópias às associações, sindicatos dos empregados, e à Inspeção Geral do Trabalho. As empresas portuguesas devem, ainda, remeter o balanço social à comissão de trabalhadores e afixá-lo nos locais de trabalho [...]. Ele é composto de cinco capítulos, além de uma página inicial com a identificação da empresa e informações sobre o valor

adicionado, custos com pessoal, dentre outras.

  Nota-se que as informações repassadas aos profissionais e empresas de interesse procuram obedecer a uma sequência clara e objetiva na indicação dos dados que devem ser expostos.

  No capítulo 1 constam informações sobre o emprego, como o número de pessoas em serviço, de acordo com o tipo de contrato, as ausências verificadas, a estrutura etária e de habilitação do pessoal, além do nível de antiguidade, número de estrangeiros e deficientes. No capítulo 2 são especificados os custos com pessoal, seja com salário direto ou não. O capítulo 3 contém indicadores de higiene e segurança, dentre os quais, especificações sobre os acidentes de trabalhos, as ações de formação e sensibilização em matéria de segurança, e as atividades da medicina do trabalho. O capítulo 4 trata da formação profissional, com o número e o valor monetário das privada, sem fins lucrativos). Também é divulgado perante as mais altas autoridades governamentais do país, aos seus 3.700 trabalhadores, às cúpulas empresariais, às entidades acadêmicas e outras não governamentais, sindicatos e comitês paritários.

  Ao contrário de Portugal, o modelo Chileno não possui explicação baseada em modelo próprio, mas sim no modelo Francês; remonta, então, a preocupação na uniformidade dos relatórios que parecem não existir, assim como pressupõe Cunha e Ribeiro (2007, p. 136-144):

  Sua metodologia é baseada no modelo francês, mas para sua adaptação à legislação, à mentalidade e à idiossincrasia do Chile, tem-lhe sido feitas algumas alterações, desde o início. Os indicadores sociais constantes do balanço social da ACHS são priorizados pelos próprios trabalhadores, de forma voluntária e anônima. A cada um deles é atribuída uma pontuação que varia de 20 (equivalente à satisfação mínima) a 100 (equivalente à máxima satisfação). Os resultados são comparados com os do ano anterior, e calculados, então, o grau de avanço ou retrocesso nos índices dos indicadores sociais. O resultado é denominado de superávit ou déficit

  • – social, e é obtido pela diferença entre os ativos sociais representados pelo crescimento no grau de satisfação dos trabalhadores
  • – e os passivos sociais – representados pelo decréscimo no grau de satisfação.
das empresas com encargos sociais, a alimentação, saúde, educação, previdência privada entre outros benefícios trabalhistas, bem como a participação com impostos e investimentos na cidadania e no meio ambiente.

  Para Pinto e Ribeiro (2004, p.21):

  Esse instrumento, que vem sendo amplamente discutido, fornece dados aos usuários da informação contábil a respeito das políticas internas voltadas à promoção humana de seus empregados e à qualidade de vida nas organizações; sobre a formação e distribuição da riqueza; da postura das entidades em relação ao meio ambiente e quanto a contribuições espontâneas à comunidade.

  De Luca (1998) idealiza, então, um quadro que demonstra os principais pontos dos Balanços Sociais de alguns países:

  A empresa é um agente econômico cujo papel e lugar na sociedade são objetos de discussões por vezes acalorados entre os responsáveis econômicos e políticos. A empresa representa igualmente uma micro sociedade, com sua hierarquia, suas relações sociais e humanas. (KROETZ, 2000, p. 46).

  Quanto aos benefícios Trevisan (2002, p.4) ressalta que:

  Ao mesmo tempo, a empresa socialmente responsável tem o direito de mostrar ao público o que vem fazendo na área social e o que oferece de retorno à comunidade onde está instalada. Para divulgar essas ações, um dos melhores instrumentos é o Balanço Social; ele aproxima a organização da comunidade em que está instalada e com a qual compartilha o meio ambiente e as riquezas necessárias para sua operação.

  Oliveira (2005, p.3) demonstrando o nível de conscientização e relevância do Balanço Social nas organizações afirma que:

  Apesar de não existir uma definição consensual, responsabilidade social envolve uma gestão empresarial mais transparente e ética e a inserção de preocupações sociais e ambientais nas decisões e resultados das empresas. RSE diz respeito à maneira como as empresas agem, como impactam e como se relacionam com o meio ambiente e suas partes legitimamente interessadas (os chamados Não há dúvidas que o meio ambiente é essencial para a humanidade, bem como, não há dúvida que o mundo capitalista produziu uma nova base para a sociedade, onde as empresas são consideradas essa base para a sociedade, criando valores e agregando conhecimento. Porém, ainda é um grande desafio entender ou identificar o reflexo das empresas no ambiente em que o ser humano está inserido podendo, assim, identificar o custo ambiental.

  Na tentativa de conceituar o custo ambiental Grzebieluckas et al. (2011, p.2) relatam:

  O termo custo ambiental é de difícil conceituação, a literatura não apresenta uma definição clara e objetiva do que se considera como custo ambiental. A primeira dificuldade que se encontra ao trabalhar com os custos ambientais é o próprio fato de serem estes, em sua maioria, intangíveis.

  Na atualidade, mais do que em qualquer outro tempo, a sociedade de uma maneira generalizada, as empresas e os governos dos países passam a se

  Segundo Grzebieluckas et. al. (2011, p.3), esses autores:

  Apontam que os custos ambientais são um subconjunto dos custos operacionais das empresas. Por exemplo, quando substâncias são lançadas no ar, água ou solo, resultando poluição, estas deveriam ser consideradas um custo social, ou seja; uma externalidade. Os autores exemplificam algumas dessas externalidades ambientais, tais como exigências de investimentos adicionais em equipamentos de prevenção ou formação, e multas ou taxas decorrentes do descumprimento das normas ambientais. Quando essas externalidades ambientais se tornam internalizadas surgem novos custos, sendo que estes devem ser obtidos através do sistema de contabilização de custos, de modo suficientemente correto para facilitar tomadas de decisões sólidas, uma vez que na maioria das vezes estão ocultos nas despesas gerais e subestimados.

  A externalidade mencionada pelos autores está, portanto, ligada às ações das empresas que afetam a sociedade como um todo; o problema de poluição seja ela no ar, na terra ou na água provocam uma cadeia de malefícios que se estende, de maneira inigualável, trazendo graves prejuízos em todos os aspectos, envolvendo inclusive a saúde, a degradação do meio ambiente e o bem estar da sociedade.

  A existência de dificuldade para quantificar quaisquer custos De acordo com Iudícibus et al. (2007, p.30) pode até se afirmar que a contabilidade teve sua origem com a necessidade e criação do próprio sistema numérico: “O homem primitivo, ao inventariar o número de instrumentos de caça e pesca disponível, ao contar seus rebanhos, já estava praticando de forma rudimentar a

Contabilidad e”

  Com o advento da globalização houve a necessidade da construção de um novo caminho, no qual as interações entre homem/tecnologia/capital buscassem a harmonia entre si e o meio ambiente. Podem ser destacados os dados recentes exigidos pela Lei 11.638/2007, que reescreve a história da contabilidade dentro de um contexto atual tornando-a por força de lei um instrumento de informações financeiras, cuja leitura deve ter um único entendimento global, tal qual seu objetivo principal, ou seja, a transparência das informações contábeis registradas e/ou publicadas nos relatórios financeiros das empresas. Trevisan (2002) faz uma excelente pausa para ressaltar que não se pode confundir o Balanço Social com a política de recursos humanos interna, pois, segundo o autor:

  [...] Esta cuida apenas da relação da empresa com seus funcionários, enquanto que aquele se preocupa também com os feitos da empresa em relação à sociedade externa a ela, ou seja, desde investidores e fornecedores até o meio ambiente e Estado (TREVISAN, 2002, p.5).

  Desta feita, observa-se que, embora exista um paralelo entre a contabilidade de recursos humanos e o Balanço Social, deve-se considerar que o Balanço Social é uma demonstração contábil e, por isso, inexiste sem ela, porém, ainda que as políticas de Recursos Humanos se diferenciem do Balanço Social, ambas estão elencadas dentro da contabilidade.

  No Brasil, o Balanço Social iniciou-se na década de 60. Em 1965 foi apr ovada, pela Associação dos Dirigentes Cristãos de Empresa (ADCE), a “Carta de empregados. A RAIS brasileira lista informações sobre as empresas, os empregados, tais como: nomes, código do PIS, valores e tipos de salários contratuais, tipo de opção no FGTS, 13º salário, classificação brasileira de ocupação (CBO), vínculo empregatício, grau de instrução, contratações, desligamento, remunerações mensais, etc., sexo, cor, nacionalidade e naturalidade. (PEIXE, 2009, p. 62).

  Marteleto (2001, p.71) ressalta que:

  No Brasil, o início da discussão sobre a Responsabilidade Social nas empresas data dos anos 60, a partir da criação da Associação dos Dirigentes Cristãos de Empresas (ADCE) e do surgimento da lei 76.900/75, que obrigou as empresas a fornecer informações individuais sobre seus empregados. A crise do modelo econômico baseado no Estado, mais recentemente, fez com que os aspectos sociais, anteriormente relegados a um segundo plano, assumissem uma importância maior no modo como as empresas passaram a atuar e a serem avaliadas. Desta forma, surgem os chamados relatórios sociais, como forma de divulgar as ações sociais da organização e construir uma imagem positiva perante a sociedade.

  Nos anos 90 ocorreram duas campanhas idealizadas pelo sociólogo Herbert de Souza e pelo Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (IBASE): a “Campanha Contra a Fome e a Miséria” e a “Campanha pela Divulgação do Balanço

   Separa as ações e os benefícios obrigatórios, realizados de forma voluntária pelas empresas.  É basicamente quantitativo; se for corretamente preenchido pode permitir a comparação entre diferentes empresas e uma avaliação de uma mesma corporação, ao longo dos anos.

  Nota-se, então que, a partir da década de 1990, o Estado também passou a se preocupar criando dispositivos legais que pressionassem as empresas na responsabilidade dos Balanços Sociais e Demonstrações Financeiras, como observado no Projeto de Lei 3.116 de 1997 (anexo II) e Lei 11.638 de 2007 (Anexo

  III).

  Salienta-se que o interesse pela responsabilidade social nos últimos anos, quer como conceito ou prática, vem aumentando à medida que os problemas sociais suas vendas irão aumentar e a fidelidade dos clientes também. Porém, não carecem usar deste tipo de marketing, de forma oportunista, feita apenas para buscar um diferencial no mercado, aumentar vendas e fidelizar clientes (COUTINHO; MACEDO-SOARES, 2002, p.75-96).

  Dentro deste contexto surge, então, o entendimento que a responsabilidade social corporativa ultrapassa as questões éticas, abrangendo questões legais, bem como é utilizada como ferramenta estratégica tanto para mercado quanto para a tomada de decisões. Para Moraes e Sousa (2008, p. 1-30) a responsabilidade social é uma postura ética constante das empresas no mercado de consumo e na sociedade. Observa-se, desse modo, que muito mais que ações sociais e filantropia, a responsabilidade social pode ser considerada o pressuposto e a base da atividade empresarial e do consumo. Sendo assim, engloba a preocupação e o compromisso com os impactos causados aos consumidores, meio ambiente e trabalhadores; os valores professados na ação prática cotidiana no mercado de consumo

  • – refletida na publicidade e nos produtos e serviços oferecidos; a postura da empresa em busca de soluções para eventuais problemas; e, também, a transparência nas relações

  É necessário investir no bem-estar dos seus funcionários e dependentes e num ambiente de trabalho saudável, além de promover comunicações transparentes, dar retorno aos acionistas, assegurar sinergia com seus parceiros e garantir a satisfação dos seus clientes e/ou consumidores. São estes os principais vetores da responsabilidade social de uma empresa, apoio ao desenvolvimento da comunidade onde atua preservação do meio ambiente, investimento no bem-estar dos funcionários e seus dependentes e num ambiente de trabalho agradável, comunicações transparentes, retorno aos acionistas; sinergia com os parceiros, satisfação dos clientes e/ou consumidores. Tais vetores direcionam o processo de gestão empresarial para o fortalecimento da dimensão social da empresa.

  Campbell et al. (1999, p.375-383) ressaltam a afirmativa anterior ao considerarem que a Responsabilidade Social Empresarial tornou-se um fator de competitividade para os negócios. Sendo assim, o que identificava uma empresa competitiva era fundamentalmente o preço de seus produtos. A seguir, veio à onda da qualidade, contudo, ainda com foco nos produtos e serviços. Ressalta-se que hoje as empresas precisam investir no permanente aperfeiçoamento de suas relações com todos os públicos dos quais dependem e com os quais se relacionam: substituído por uma visão de redes de relacionamento, desenvolvida a partir de padrões de conduta aplicáveis à totalidade das atividades da empresa, isto é, do planejamento e da implementação das atividades existentes inerentes ao negócio. A responsabilidade social associa-se a um conjunto de políticas, práticas, rotinas e programas gerenciais, que perpassa todos os níveis e operações do negócio e que facilita e estimula o diálogo e a participação permanentes com os stakeholders, de modo a corresponder com as expectativas dos mesmos. Ressalta-se que há interação entre os vários agentes sociais, abarcando os aspectos econômicos, como vêm acontecendo classicamente na administração, bem como, relações de confiança e normas éticas.

  De acordo com o Instituto Ethos (2000, p. 24):

  Em sentido amplo, observa-se que a ética é a base de sustentação da responsabilidade social e se expressa através dos princípios e valores adotados pela organização. Portanto, pode-se presumir e até mesmo concluir que não há a possibilidade de se implementar os critérios da responsabilidade social, sem que haja ética nos negócios. Faz-se necessário, portanto, que a organização busque, tenazmente, uma linha de coerência entre o discurso e a prática de suas ações. Percebe-se então que não adianta uma empresa, por entender que ela é, tão somente, uma parte do todo e, como não atua nas causas principais dos desequilíbrios sociais, tem seu poder limitado apenas à amenização dos sintomas desses desequilíbrios. Nota-se, então, que a responsabilidade social de uma organização envolve muito mais do que filantropia. E, antes mesmo da adoção de qualquer ação, inclusive filantrópica, a responsabilidade social passa obrigatoriamente pela identificação, reconhecimento e caracterização dos seus próprios aspectos sociais; pelas crenças e padrões de conduta que interagem com os meios de vida; pela organização social da comunidade na qual está inserida; pela avaliação e determinação do tipo e magnitude do grau de mudança causada por tais aspectos na qualidade de vida das pessoas e suas inter-relações; pelo estabelecimento e gerenciamento de planos de ação que promovem a melhoria nos padrões de desempenho social da organização (CARVALHO et al., 2000, p.43-52).

  Segundo Sucupira, em seu relatório IBASE (2002, p.26), cada vez mais as empresas estão se defrontando com a precisão de incorporar a responsabilidade social aos seus objetivos de lucro. Sendo assim, a ação socialmente responsável das empresas já superou o estágio de mera tendência para se transformar posição de responsabilidade, bem longe da tradicional perspectiva da mera preocupação com meios e fins econômicos (CARVALHO et al., 2000, p.43-52).

  Ibíde (2001), em entrevista ao Jornal Valor Econômico ressaltou que demonstrar comprometimento social deixou de ter uma conotação meramente filantrópica e ganhou dimensão estratégica para as empresas, uma espécie de garantia de sucesso econômico no longo prazo. Pode-se afirmar que atualmente, uma das condições para a empresa obter lucro e ser competitiva é relacionar sua marca a conceitos e valores éticos. Dessa forma, para conquistar o consumidor, que exerce com mais consciência a sua cidadania, as companhias precisam comprovar que adotam uma postura correta, tanto na relação com funcionários, consumidores, fornecedores e clientes, como no que diz respeito às leis, aos direitos humanos e ao meio ambiente. Salienta-se que as perdas empresariais oriundas dos casos de desastre ambiental apresentados aqui mostram o quanto as empresas estão pressionadas pelos stakeholders para agir com responsabilidade social. Faz-se necessário ressaltar, que as atuações sociais são atitudes louváveis e devem ser usadas para a valorização da empresa no mercado. No entanto, essa valorização impactos positivos na comunidade. As organizações empresariais têm como tendência financiar atividades, dando preferência àquelas relacionadas com os bens e serviços que produzem ou comercializam.

  Souza et al. (2004, p. 55) consideraram com bastante destreza que:

  Para ser socialmente responsável, qualquer atividade econômica precisa crescer e contribuir para o aumento do desenvolvimento socioeconômico, auxiliando na melhoria da qualidade de vida da comunidade e na preservação do meio ambiente local. Para tanto, deverá atender a critérios que levem em conta os aspectos econômicos, sociais, culturais e ambientais da atividade. Neste contexto, estão inseridas as organizações envolvidas com a atividade turística que, por sua vez, é desafiada a competir num ambiente de negócios cada vez mais complexo, no qual apenas o respeito às leis e o pagamento de impostos não são mais suficientes. É preciso que se desenvolva a consciência social e ecológica da sociedade, do governo e das organizações que pretendem incorporar essa orientação a suas estratégias.

  Segundo Srour (2000, p. 58), as ações socialmente responsáveis são conceituadas de formas diferentes: obrigação, filantropia, comportamento ético ou, simplesmente, o cumprimento das obrigações trabalhistas e relacionais com os incomparável a outros momentos da história, ainda se coloca com a mesma força e intensidade a questão de como tratar a diversidade.

  No decorrer deste trabalho é enfatizado que o Balanço Social deveria conter em suas informações conteúdos que demonstrassem a situação da empresa como um todo, de maneira sustentável, indo de encontro, portanto, ao Balanço Ambiental.

  O capitulo aqui desenvolvido faz uma exploração sobre os conceitos, definições e preocupações do Balanço Ecológico e sua relação com a contabilidade ambiental.

  Antes de se iniciar os aspectos conceituais que envolvem a contabilidade ambiental é relevante mencionar que as informações dispostas por essa contabilidade atendem três grandes níveis de usuários: 1) Governo, 2) Empresas, 3) Sociedade (COSTA; MARION, 2007, p.22-29).

  A contabilidade ambiental surge em meados de 1970, quando as empresas

  A importância à contabilidade ambiental atua diretamente quando a empresa possui:

  Passivos ambientais e estes não se encontram identificados, isto pode comprometer sua manutenção e provocar grande prejuízo aos demais envolvidos, pois estes não terão subsídios para uma correta e reais avaliações da situação da empresa e desta forma não poderão julgar a viabilidade de fazerem investimentos nela. (BERTOLI; RIBEIRO, 2006, p.121).

  Pode-se observar que a contabilidade tradicional pouco oferece em termos de qualidade no que condizem as informações ambientais necessárias para tomadas de decisões, as quais são consideradas necessárias, pois

  “possibilitam uma maior ênfase no acompanhamento dos resultados entre períodos e empresas, proporcionando informações de maior qualidade para o processo decisório” (COSTA; MARION, 2007, p.21).

  De acordo com Faroni et al. (2010, p.1120), a contabilidade ambiental tem se tornado uma ferramenta para obtenção das certificações de qualidade voltadas ao meio ambiente. Esse fator se torna tão explicito e importante na medida em que a consciência ambiental vem aumentando, fazendo com que esta preocupação saia Um exemplo dessa certificação é a ISO 14000, citado por Faroni et al. (2010, p.2-35), que compreende um conjunto de normas ambientais internacionais, não obrigatórias, que possibilitam a obtenção da Certificação Ambiental; porém, para que a empresa mantenha-se certificada é imprescindível que esta cumpra outra junção de normas dispostas na ISO 14001 como, por exemplo, ter o controle e recursos para a tomada de gestão ambiental.

  Assim:

  A contabilidade, enquanto instrumento de comunicação entre empresas e sociedade, poderá estar inserida na causa ambiental. A avaliação patrimonial, considerando os riscos e benefícios ambientais inerentes às peculiaridades de cada atividade econômica, bem como sua localização, poderá conscientizar os diversos segmentos de usuários das demonstrações contábeis sobre a conduta administrativa e operacional da empresa, no que tange ao empenho da empresa sobre a questão. Definida como o estudo do patrimônio ambiental (bens, direitos e obrigações ambientais) das entidades, a Contabilidade Ambiental apresenta como objetivo fornecer aos seus usuários, internos e externos, informações sobre os eventos ambientais que causam modificações na situação patrimonial, bem como realizar sua identificação, mensuração e evidenciação (BERTOLI; RIBEIRO, 2006, p.120). Kroetz (2000, p.43) enfatiza que os grandes responsáveis pela conscientização ambiental das organizações são os programas que estão sendo desenvolvidos em nível mundial, levando as organizações a aceitarem que a prosperidade da sociedade como um todo está diretamente ligada à prosperidade das “células sociais".

  O interesse pelo Balanço Social se tornou mais evidente quando as empresas passaram a tomar consciência que as questões sociais e ambientais se tornam cada vez mais importantes para o sucesso do negócio. Além disso, segundo Bufoni et al. (2009, p.25), a responsabilidade social corporativa deve expressar valores dentro de uma conduta, por procedimentos que induzam e/ou estimulem a preservação e melhoria da qualidade de vida e sustentabilidade da sociedade.

  No Brasil o avanço da contabilidade ambiental pode ser considerado ainda modesto, porém, mesmo com esse avanço lento desde sua criação na década de 70, em 2004 o Conselho Federal de Contabilidade (CFC) desenvolveu a norma NBC T 15 para registro e apuração de saldos relativos ao meio ambiente em seus balanços. A referida norma foi aprovada pela Resolução CFC n.º 1.003/04

  O Balanço Ambiental trabalha com os passivos ambientais, que segundo Souza e Ribeiro (2004, p. 56) são:

  Gastos capitalizados e amortizados nos períodos presente e futuro, que satisfazem aos critérios de reconhecimento como um ativo, o que ocorrerá quando houver controle de recursos aplicados por uma empresa como resultado de eventos passados e dos quais se espera benefícios econômicos futuros.

  É então vislumbrado que:

  Todos os ativos relacionados ao meio ambiente podem ser contabilizados separadamente, de forma a evidenciar à sociedade, quais os atos que a empresa vem praticando, no sentido de observar as normatizações internacionais sobre tais práticas (SOUZA; RIBEIRO, 2004, p. 56).

  Tinoco e Robles (2006, p. 1079) dentro deste contexto afirmam à importância da contabilidade ambiental dentro da gestão ambiental, referindo a essa, toda a atenção aqui proferida. Desta forma, evidencia-se que não há contabilidade ambiental sem que os gestores estejam idealizando uma gestão ambiental e vice- versa.

  O estudo de Costa e Marion (2007, p.20-33) realizou justamente uma análise da uniformidade na evidenciação das informações ambientais, entre os relatórios disponibilizados pela Bolsa de Valores de São Paulo (BOVESPA) referente ao setor de papel e celulose, comparando-as com as informações contidas em seus sites oficiais, identificando que há uma grande dificuldade em analisar as informações, devido, justamente, à falta de uniformidade em suas apresentações. Costa e Marion (2007) ainda evidenciaram que as práticas ambientais reais das empresas e os números que constam em seus relatórios devem ser repensados e melhor analisados.

  Segundo o ponto de vista de Pereira et al. (2009, p. 57), a composição ideal do Balanço Ambiental das organizações deve ser com informações contábeis mensuráveis, reais e oficiais para que seja possível a contabilização de seus supostos impactos ambientais, bem como a tomada de decisão por parte dos gestores, investidores e usuários. De acordo com a Figura 1, o modelo de Balanço Ambiental tomaria a mesma base do Balanço Social, ou seja, as informações dos ativos seguidos por sete tópicos e a demonstração dos passivos por dois tópicos.

  No Balanço Ambiental proposto por Pereira et al. (2009, p.58), como ativo ambiental seriam considerados: as compras de máquinas, equipamentos, manutenção, investimentos em preservação e exauríveis, pesquisa, desenvolvimento e estoques. Já como passivo ambiental: o pagamento de buscas ambientais, processos judiciais, custos com tratamento de resíduos, custos com recuperação do ecossistema. Esse modelo pode ser observado no Quadro 2.

  Paralelamente ao Balanço Social surgiu a Demonstração do Valor Adicionado na França e Alemanha, como forma de mensuração da participação da empresa no contexto social, evidenciando o valor agregado durante o seu processo produtivo e ampliando a forma de sua distribuição aos grupos de interesse (FAGUNDES et al. 2008, p.87-101). Porém, foi no Reino Unido, no período pós-guerra que a Demonstração do Valor Adicionado foi realizada, pensando na recuperação de sua economia. (MACHADO et al. 2009, p.116).

  Desta forma, segundo Tinoco e Moraes (2008, p.1) a Demonstração de Valor Adicionado ampliou, sobremaneira, o conceito de Balanço Social. Há algumas décadas, não muitas, o ser humano passou a notar os resultados de seus descomedidos e irracionais padrões de gastos, produção e atitude, quais sejam: inúmeros meios naturais, que já não mais contentam qualitativa ou

  Segundo De Luca (1998, p. 28):

  A Demonstração do Valor Adicionado é um conjunto de informações de natureza econômica. É um relatório contábil que visa demonstrar o valor da riqueza gerada pela empresa e a distribuição para os

elementos que contribuíram para sua geração.

  Machado et al. (2009, p.115) tratam o DVA como sendo uma vertente das quatro vertentes do Balanço Social (BS), que são: 1) o Balanço Ambiental 2) o Balanço de Recursos Humanos, 3) a Demonstração do Valor Adicionado e os Benefícios e 4) Contribuições a Sociedade em geral.

  Já de acordo com Cunha et al. (2005, p. 9):

  Conceitualmente, a Demonstração do Valor Adicionado (DVA) é uma das peças formadoras do Balanço Social, mas em muitos casos o que se vê é sua apresentação dissociada dele e em conjunto com as outras Demonstrações Contábeis usuais, ou ainda, como o próprio Balanço Social.

  Na concepção de Machado et al. (2009, p.115): “A principal característica da DVA é a evidenciação do valor da riqueza gerada pela empresa e sua distribuição aos stakeholders

  (empregados, Governo, financiadores e acionistas)”.

  Um importante componente do Balanço Social é justamente a Demonstração do Valor Adicionado, que tem como objetivo demonstrar o desempenho econômico da empresa e seu relacionamento com a sociedade. A Demonstração do Valor Adicionado evidencia o valor agregado durante o seu processo produtivo ampliando e a forma de sua distribuição aos grupos de interesse (FAGUNDES et al., 2008, p. 90).

  Cunha et al. (2005 p. 7) defendem que a importância do DVA está na sua capacidade de evidenciar aspectos econômicos e sociais, de forma a constituir uma rica demonstração para aferição de diversos dados.

  E ainda:

  Por meio da Demonstração do Valor Agregado é possível perceber a contribuição econômica da entidade para cada segmento com o qual ela se relaciona, constituindo-se no Produto Interno Bruto (PIB), produzido pela organização. Ou seja, a demonstração do valor adicionado evidencia a riqueza que foi gerada, individualmente, por uma entidade (CUNHA et al., 2005, p. 9).

  Contabilmente, a melhor forma de medir a geração e distribuição da riqueza oferecida aos stakeholders é através da DVA − Demonstração do Valor Adicionado

  − que se apresenta de forma muito mais interessante do que as tradicionais peças parte na riqueza criada, ou seja, do seu lucro. E a Demonstração do Valor Adicionado vem evidenciar, além do lucro dos investidores, a quem pertence o restante da riqueza criada pela empresa.

  Desta feita, identifica-se que uma das formas de se analisar o desempenho financeiro de uma empresa pode ser “pelo valor econômico que é agregado aos bens e serviços adquiridos”, denominado por Tinoco (2008, p. 64), de “valor adicionado ou valor agregado (DVA)".

  Esta demonstração indica, de forma clara e precisa, a parte da riqueza que pertence aos sócios ou acionistas, a que pertence aos demais capitalistas que financiam a entidade (capital de terceiros), a que pertence aos empregados e, finalmente, a parte que cabe ao governo. Na Demonstração do Resultado do Exercício (DRE), a parte de terceiros (capitalistas, empregados, governo) é considerada como despesas ou custos, porque, do ponto de vista dos proprietários, esses valores distribuídos representam redução do lucro e, consequentemente, redução da parcela que cabe a cada proprietário.

  Observa-se que a Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) e a Demonstração do Valor Adicionado (DVA) têm enfoques bem diferentes e objetivam

  A DVA é uma demonstração bastante útil, inclusive do ponto de vista macroeconômico, uma vez que, conceitualmente, o somatório dos valores adicionados (ou valores agregados) de um país representa, na verdade, o seu produto interno bruto - PIB. Existe, entretanto, uma diferença temporal entre o modelo econômico e modelo contábil de DVA. Enquanto o primeiro utiliza o conceito de produção, a demonstração contábil utiliza o conceito de vendas para obter o valor adicionado ou riqueza criada pela empresa.

  Para De Luca (1998) a fórmula de cálculo do PIB (Produto Interno Bruto) deve ser alterada passando-se a utilizar as Demonstrações do Valor Adicionado das organizações para esse cálculo.

  Muitos estudos abordam a forma de elaboração do Valor Adicionado, porém, um dos mais explicativos é considerado como sendo o de Cosenza (2003, p. 7-29) e tal cálculo pode ser utilizado sob duas óticas: a ótica contábil e a ótica econômica. Na ótica econômica, o conceito de riqueza gerada é obtido a partir do montante da

  • Parcela do valor adicionado distribuída aos financiadores
    • – remuneração pelos recursos emprestados.

  • Parcela do valor adicionado distribuída ao governo (federal estadual e municipal).
    • – Remuneração pela estrutura social, política e econômica que gera condições de operações no meio ambiente.

  • Parcela do valor adicionado distribuída aos acionistas
    • – remuneração pelo capital.

  Conforme Machado et al. (2009 p. 116):

  Os dados para elaboração da Demonstração do Valor Adicionado são extraídos da contabilidade, sobretudo da Demonstração do Resultado do Exercício (DRE), sem que se faca, entretanto, confusão entre a finalidade de ambas, tendo em vista que o maior propósito da DRE consiste em comunicar a composição dos resultados da empresa aos usuários da contabilidade.

  De acordo com Cosenza (2003, p.12) existem dois métodos para a determinação do cálculo do valor adicionado: o método da Adição e o método da Subtração.

  O método de Subtração ocorre de acordo com a Tabela 2.

  

Tabela 2 − Método de Subtração

  investimentos internacionais e aceitação das empresas brasileiras em nível global, a Lei 11.638/07 fez com que todas as empresas com ações e títulos negociados em bolsas de valores no Brasil passassem a elaborar e divulgar, de forma obrigatória, a Demonstração do Valor Adicionado, impulsionando, assim, o Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) a elaborar uma espécie de manual de como deve ser exposta uma Demonstração do Valor Adicionado com a chamada CPC 09 (Anexo V).

  A Lei das Sociedades Anônimas, Lei 6.404/76 foi alterada em 27 de dezembro de 2007, pelo Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, quando sancionou a Lei 11.638/07. Esta Lei, em seu artigo 176, estabelece que as

  • – empresas de capital aberto devem, obrigatoriamente, apresentar a DVA Demonstração do Valor Adicionado. Ainda, no artigo 188, inciso II, que deve constar da DVA, o valor da riqueza gerada pela empresa, a sua distribuição entre os elementos que contribuíram para a geração dessa riqueza, tais como empregados, financiadores, acionistas, governo e outros, bem como a parcela da riqueza não distribuída (TINOCO; MORAES, 2008, p. 13).
relatórios da contabilidade tradicional, são fortes direcionadoras de valor da moderna gestão das empresas. Os usuários da contabilidade devem ter condições de acessar essas estratégias, avaliando seus resultados e os impactos sobre o valor de mercado.

  De acordo com o IBASE (2002) as pesquisas relacionadas ao Balanço Social e à Demonstração do Valor Adicionado se tornaram evidentes a partir de 1997, impulsionadas pela ênfase dada ao tema pelo sociólogo Herbert de Souza e o próprio Instituto Brasileiro de Análise Sociais e Econômicas.

  Tinoco e Moraes (2008, p. 24), apresentam dados de uma pesquisa abrangente, realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras

  • – FIPECAFI – FEA/USP, que cobriu o período de 1999 a 2003, envolvendo 416 empresas, que vêm elaborando e divulgando a Demonstração do Valor Adicionado, no Brasil.

  Tinoco e Moraes (2008, p.25) demonstraram que: preocupação das Instituições, seja por cumprimento legal ou não. Como características e foco destas, nota-se que as pesquisas práticas focaram, basicamente, na análise da distribuição de valores da DVA de uma empresa ou realizaram comparações entre a DVA de diversas empresas, inclusive com setores diferentes. Somente 4 (quatro) artigos foram teóricos. Estes discutiram a forma de elaboração da DVA, a sua importância para o ambiente onde a empresa está inserida e de alguns conceitos referentes aos itens que compõem a distribuição da riqueza gerada, além de mencionarem a relevância de regulação, por legislação, deste demonstrativo, visando à auditoria destes dados, conforme demonstra a Figura 2.

Figura 3 − Publicação por setores

  

Fonte: Lorandi e Alexandre (2010)

  Lorandi e Alexandre (2010) enfatizam que a exigência global pela FEA/USP, em suas diversas discussões e elucidações sobre a importância destes para a transparência das empresas, visando atender as expectativas locais e tendências globais, foram fundamentais para que o governo tomasse um posicionamento efetivo e criasse a obrigatoriedade desta apresentação. (CUNHA et al. 2005).

  É notado na publicação de Lorandi e Alexandre (2010) que os autores reconhecem a Demonstração do Valor Adicionado como sendo parte do Balanço Social, acabando por confundir sua exemplificação quanto a sua formação e apresentação.

  Desta forma entende-se que:

  A DVA é um instrumento de transparência na relação entre empresa e sociedade, no Brasil ela é obrigatória para as empresas de capital aberto, mas, ela não se tornou obrigatória por determinação do International Accounting Standards Board (IASB), tanto que este órgão apenas incentiva a publicação da DVA, Braga e Almeida (2009, p. 8) comentam o International Accounting Standard (IAS) 1,

item 10. (LORANDI; ALEXANDRE, 2010, p.4). Este capítulo tem como objetivo apresentar, de maneira pormenorizada, a metodologia adotada para o desenvolvimento deste estudo.

  Demonstrando a preocupação com a relevância e qualidade científica, conforme abordado por Demo (2002, p.1-15), foram realizadas dois tipos de pesquisas para execução deste trabalho: pesquisa por meio de levantamento bibliográfico e pesquisa exploratória.

  De acordo com Silva e Menezes (2005), a revisão de literatura resulta do processo de levantamento e análise do que já foi publicado sobre o tema e o problema de pesquisa escolhidos. Permite um mapeamento de quem já escreveu e o que já foi escrito sobre o tema e/ou problema da pesquisa.

  A segunda etapa consiste na realização de uma análise dos dados das Essa característica é dada, pois ao se fazer uma observação sistemática dos relatórios contábeis das organizações Petrobras e Itaú/Unibanco foi analisada sistematicamente os dados comparando as informações encontradas de acordo com a literatura.

  Quanto aos procedimentos técnicos, segundo Gil (2002), foi realizado o levantamento documental, pois foi elaborada a partir de materiais que não receberam tratamento analítico, que é o caso do demonstrativo das duas instituições supracitadas.

  Ainda segundo Gil (2002), a pesquisa Expo-

Facto, é quando o “experimento” se realiza depois dos fatos, assim, ao considerar que este estudo analisou os

  relatórios já existentes, é possível considerar que esta pesquisa também pode ser considerada dentro desta metodologia.

  Foram escolhidas as empresas Petrobrás e Itaú/Unibanco por serem empresas sólidas de grande relevância no país, com contribuições importantes no contexto nacional. Além disso, possui suas marcas fortemente significativas no mercado de capitais.

  4.3. Organização dos Dados

  O levantamento bibliográfico foi catalogado e organizado de acordo com a ordem de revisão preestabelecida para que a leitura dos materiais fosse realizada de forma analítica, estando estas já contextualizadas de acordo com os objetivos aqui propostos.

  Os dados dos demonstrativos e balanços coletados nos websites das organizações foram salvos em documento em formato PDF (Padrão de Escrita em Informática), catalogados e separados de acordo com os anos. Em seguida foram lidos os relatórios e separadas as opções buscadas através da opção criar figura dentro do programa, fazendo, então, uma colocação por meio do recurso imagem neste documento.

  4.4. Técnicas de Análise de Dados

  Realizou-se uma análise sistemática dos dados, pois de acordo com Gil

  A Petrobras foi fundada no dia 3 de outubro de 1953, sendo sua instalação concluída apenas em 1954, pelo então presidente Getúlio Vargas, com o objetivo de executar as atividades do setor petrolífero no Brasil em nome da União. (PETROBRAS, 2012).

  A preocupação com o meio ambiente se inicia desde 1978 quando a Petrobras apresenta programas de controle de emissão de gás, reflorestamento em larga escala e treinamento de combate a emergências. Ao mesmo tempo em que a empresa alça o Brasil a produtor mundial, foca-se na ecologia. (PETROBRAS, 2012).

  Destaque também para a participação da companhia num projeto do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), que resultou na construção do primeiro Centro de Combate à Poluição do Mar no país e na importação de equipamentos para o combate a poluição do mar por óleo. (PETROBRAS, 2012).

  A imersão nos mares do país levou a Petrobras a cuidar mais intensamente da biodiversidade marinha, investindo em importantes projetos como o Tamar A Petrobras tem entre seus principais clientes, além do consumidor final, empresas dos mercados rodoviário, agropecuário, industrial, aéreo, aquaviário e ferroviário e, ainda, termelétricas. (PETROBRAS, 2012).

  Serviços e Produtos

  A Companhia produz aproximadamente 255 produtos, derivados de petróleo, para atender às mais diversas necessidades da sociedade brasileira. As principais classes de produtos da área de refino, classificados por segmento de negócio são: Rodoviário: gasolina automotiva, óleo diesel, Lubrax, gás natural veicular, biodiesel, etanol. (PETROBRAS, 2012).

  · Agropecuária: ureia; reforce N, amônia; · Industrial: gás natural industrial, produtos asfálticos, solventes, parafinas;

  Lubrax industrial; coque verde de petróleo; enxofre; óleos Básicos; gás Liquefeito de petróleo; óleos combustíveis e graxas; · Aquaviário: Bunker, Marbrax; · Ferroviário: óleo diesel; Ferbrax;

  Os principais serviços prestados diretamente pela Petrobras Distribuidora ou desenvolvidos pela subsidiária e colocados à disposição dos consumidores são relacionados a seguir:

  · Serviços automotivos: De Olho no Combustível, Lavamania, Lubrax+, Lubrax Center, Siga Bem;

  · Serviços para frotas: CAIS, CTF, Lubrificação, Análise de Lubrificantes, Abastecimento, Serviços de Fluidos e Análise da Combustão;

  · Serviços para aviação: BR Aviation Card, BR Aviation Facilities, BR Aviation Center, BR Aviation Club, Abastecimento, Destanqueio, Espaço BR Aviation;

  · Serviço de energia; · Serviços para indústrias e termelétricas; · Serviços para navios; · Serviços para locomotivas; · Serviços de conveniência.

  Liquigás: produto básico da Liquigás é o GLP, gás liquefeito de petróleo, distribuído em nove diferentes embalagens envasadas retornáveis (com O Banco Federal Itaú/Unibanco começou a funcionar com uma rede de 112 agências, estendendo-se por seis Estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Guanabara, Mato Grosso, Minas Gerais e Paraná. Com isso, passou a ocupar a 16ª posição no ranking dos bancos. (ITAÚ/UNIBANCO, 2012).

  Com a Lei da Reforma Bancária (1964), os bancos foram autorizados a criar bancos de investimento no Brasil. O Banco Federal Itaú/Unibanco foi o pioneiro nessa iniciativa, obtendo a primeira carta patente para um banco de investimentos do país, com a constituição do Banco Federal Itaú/Unibanco de Investimentos. Surgiu, então, a oportunidade de uma nova fusão, desta vez com o Banco Sul- Americano do Brasil S.A. Em 1969, nova fusão é realizada, com o objetivo de ampliar a participação no ranking dos bancos nacionais. Dessa vez, com o Banco da América S.A. Assim, o novo Banco Itaú/Unibanco América S.A. passava a contar com uma rede de 274 agências distribuídas pelos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Distrito Federal e Bahia. (ITAÚ/UNIBANCO 2012).

  Em fevereiro de 1970, ocorre nova ampliação, com a compra do Banco Ayre, reforça a atuação do Itaú/Unibanco no mercado argentino. No final do ano, o Banco lança a campanha Institucional: “Bem-vindo ao ano 2000”. (ITAÚ/UNIBANCO, 2012).

  Buscando titulo de banco sustentável o Itaú/Unibanco e o Itaú/Unibanco BBA realizaram o evento Diálogos Itaú/Unibanco sobre Sustentabilidade, direcionado às empresas clientes dos dois bancos. O objetivo foi estimular as discussões sobre o conceito e as práticas de sustentabilidade no meio empresarial. Para isso, foram convidadas três empresas Natura, Sadia e Duratex. Esse evento era apenas o primeiro de uma série de “diálogos” que o Itaú/Unibanco pretendia manter ao longo de 2007 sobre o tema da sustentabilidade, sempre buscando envolver as empresas clientes com o objetivo de contribuir para melhores práticas nessa área.

  Al Gore, ex-vice-presidente dos Estados Unidos no período de 1993 a 2001, esteve em São Paulo, em maio, a convite do Itaú/Unibanco, para dar palestra sobre mudanças climáticas. O objetivo do Banco foi dar continuidade ao debate e à reflexão sobre sustentabilidade e sensibilizar as lideranças empresariais e políticas do país sobre o tema. Em junho, filme institucional do Banco dá continuidade às sustentável em seus empreendimentos. Entre eles: gestão dos resíduos, usos de energias renováveis, economia de água e matérias-primas e programas de alfabetização no canteiro de obra. Estabeleceu parceria com a Dafra da Amazônia Indústria e Comércio de Motocicletas, do Grupo Itavema, para exclusividade no financiamento de motos Dafra e empréstimos às concessionárias para capital de giro. O acordo prevê, ainda, a oferta de produtos e serviços Itaú/Unibanco aos clientes dessas empresas.

  Em março do mesmo ano, o Itaú/Unibanco passou a oferecer serviços exclusivos no mercado brasileiro via celular. Assim, todos os clientes que possuem aparelhos celulares com a tecnologia 3G passaram a ter acesso a uma série de serviços, com muito mais velocidade, por meio do Itaú/Unibanco Mobile. Entre os serviços, está a TV Itaú/Unibanco trade, que exibe diariamente vídeos com as principais notícias sobre investimentos, a posição consolidada da carteira de fundos de investimentos por meio de gráficos, além do acesso a relatórios da Itaú/Unibanco Corretora, em formato PDF. Também em março, o Itaú/Unibanco lançou o portal de classificados iCarros, uma ferramenta prática cujo objetivo é facilitar a compra e a

  No primeiro trimestre de 2010, foi definida e divulgada a nova Visão do Itaú/Unibanco: Ser o banco líder em performance sustentável e em satisfação dos clientes. Em junho, foi apresentado o novo conceito de relacionamento com os clientes, mais focado na consultoria financeira e oferta educativa de produtos. O novo modelo inclui a readequação das agências, tornando‑as mais espaçosas e iluminadas, com maior segurança, mais tecnologia e praticidade, e preparadas para o atendimento das necessidades de diferentes perfis de clientes. Ainda como parte da estratégia de atendimento diferenciado a pessoas físicas, o Itaú/Unibanco tem agora três segmentos de atuação: Itaú/Unibanco, para os clientes do varejo das agências; Itaú/Unibanco Uniclass, com espaços específicos nas agências, aos clientes que têm necessidades diferenciadas e precisam de atendimento mais diversificado; e Itaú/Unibanco Personnalité, com sua própria rede de agências para um público de perfil mais investidor. Permeia todo esse novo conceito de relacionamento o Itaú/Unibanco 30 Horas, um serviço de conveniência para que os usuários possam usufruir de todos os diferenciais oferecidos pelo banco e realizar operações bancárias nos caixas eletrônicos, telefones, celulares, na internet e nas pelo 4º ano e a Redecard, empresa controlada pelo Itaú/Unibanco foi selecionada pelo 2º ano consecutivo.

  Em maio, o Bank of America Corporation (BAC) vendeu sua participação no capital social do Itaú/Unibanco, sendo que: 1) as ações preferenciais foram negociadas fora do Brasil junto a investidores qualificados, em uma oferta privada de

  

American Depositary Shares (ADS); 2) as ações ordinárias foram adquiridas pela

  Itaú/Unibancosa, que elevou sua participação direta e indireta no capital social do Itaú/Unibanco de 35,43% para 36,57%.

  Levantamento anual realizado pela Revista Exame, especializada em economia e negócios, apontou o Itaú/Unibanco no topo do ranking dos maiores bancos do Brasil, com base no patrimônio líquido e a Itaú/Unibanco aparece na primeira colocação no ranking dos maiores grupos empresariais do país por faturamento. As informações foram publ icadas na edição especial “Melhores & Maiores 2010”.

  Segundo a empresa Bloomberg, o Itaú/Unibanco figurou entre os dez maiores bancos do mundo em 2010, tendo como parâmetro o valor de mercado. O Balanço Social da Petrobras é exibido em dois anos conjunto, no caso aqui demonstrado os anos de 2009 e 2010 e seus números apresentados de maneira reduzida representando, então, milhões de reais (PETROBRAS, 2012).

  O Balanço Social da Petrobrás segue a indicação do modelo IBASE, ou seja, em sete grandes itens, que tem como objetivo prover e promover suas informações sociais enfatizando seu interesse e comportamento interno e externo. Porém, a companhia relata que seus relatórios são baseados nas diretrizes da Global

  

Reporting Initiative (GRI), versão G3. Com sede em Amsterdã, na Holanda, a rede

  reúne representantes de governos, empresas, ONGs e especialistas, com o objetivo de definir parâmetros e indicadores de gestão para a construção dos relatórios anuais e de sustentabilidade. (PETROBRAS, 2012).

  Para a elaboração do conteúdo do Relatório de Sustentabilidade 2010 foram Quando a base de empresas consideradas para o relato de indicadores de desempenho é diferente do escopo estabelecido para o relatório, essa informação é apresentada em trechos destacados no próprio texto, em notas de rodapé ou como observações nos respectivos gráficos e tabelas.

  As informações de anos anteriores, relativas aos indicadores de desempenho, mencionadas em séries históricas, em alguns casos, foram revisadas e, por isso, os valores diferem dos publicados em edições passadas do relatório. Nesses casos, a explicação sobre a atualização de dados ou eventuais mudanças nos métodos de cálculo de indicadores está relatada juntamente com a informação reformulada para facilitar o entendimento do leitor. O mesmo se dá em relação às técnicas empregadas no cálculo de determinado indicador

  • – quando necessário, elas são explicitadas junto ao indicador. (PETROBRAS, 2012).

  De acordo com o relatório da Petrobras 2010, não houve modificações significativas de escopo ou abrangência em relação ao relatório de sustentabilidade anterior da companhia.

  A Figura 4, que segue, apresenta o Balanço Social da Petrobras nos anos de

  A distribuição do valor adicionado da Petrobras alcançou, em 2010, R$ 158.683 milhões, representando um aumento de 14% em relação ao ano anterior, quando distribuiu R$ 139.234 milhões. (PETROBRAS, 2012).

  Examinaram-se, também, as demonstrações individuais e consolidadas do valor adicionado (DVA), da segmentação de negócios e as informações contábeis contidas no Balanço Social, referentes ao exercício findo em 31 de dezembro de 2010. Essas demonstrações foram submetidas aos mesmos procedimentos de auditoria descritos anteriormente e, em tese, estão adequadamente apresentadas, em todos os seus aspectos relevantes, em relação às demonstrações contábeis tomadas em conjunto. (PETROBRAS, 2012).

  As Demonstrações do Valor Adicionado (DVA) apresentam informações relativas à riqueza criada pela entidade e a forma como tais riquezas foram distribuídas. Essas demonstrações foram preparadas de acordo com o Comitê de Pronunciamentos Contábeis CPC 09

  • – Demonstração do Valor Adicionado e, para fins de IFRS
  • International Financial Reporting Standards, são apresentadas como informação adicional. Observa-se, na Figura 6 a demonstração do valor adicionado quando comparados os anos publicados, ou seja, de 2010 em relação a 2009, que houve crescimento das riquezas distribuídas, percentualmente demonstrados, nas siglas Acionistas, Terceiros, Pessoal e Valor Retido, mantendo-se o mesmo percentual da riqueza distribuída para a sigla governo, que se manteve 57% em 2009 e 2010. (PETROBRAS, 2012).

  De acordo com o Itaú/Unibanco, seus relatórios são idealizados numa forma de gestão que avalia os impactos da organização sobre uma visão mais sistêmica

  

Indicadores- Quadro Ibase Dezembro 2010

1- Base de Cálculo Valores em R$ mil Receita Liquida (RL) 53.936.781 Resultado Operacional (RO) 20.255.276 Folha de Pagamento Bruta (FPB) 13.058.737 2- Indicadores Sociais Internos Valor % s/ FPB % s/ RL Alimentação 793.340 6,08% 1,47% Encargos Sociais Compulsórios 1.915.290 14,67% 3,55% Previdência Privada 193.980 1,49% 0,36% Saúde 385.640 2,95% 0,71% Segurança e Medicina no Trabalho 14.256 0,11% 0,03% Educação 32.382 0,25% 0,06% Transporte 65.261 0,50% 0,12% Capacitação e desenvolvimento profissional 202.019 1,55% 0,37% Creches e auxílio-creche 38.119 0,29% 0,07% Participações nos lucros/resultados 2.048.052 15,68% 3,80% Outros Benefícios 77.569 0,59% 0,14% Total Indicadores 5.765.908 44,15% 10,69% 3- Indicadores Sociais Externos Valor % s/ RO % s/ RL Educação 66.810 0,33% 0,12% Cultura 59.266 0,29% 0,11%

  Exercício da Cidadania Empresarial Relação entre a maior e a menor remuneração

  Nd Nd na empresa Número total de acidentes de trabalho

  Nd 338 Os projetos sociais e ambientais desenvolvidos Direção e gerências pela Empresa foram definidos por:

  Os padrões de segurança e salubridade no Direção e gerências ambiente de trabalho foram definidos por:

  Quanto à liberdade sindical, ao direito de Segue as normas da negociação coletiva e à representação interna

  OIT dos trabalhadores, a empresa: Todos(as) A previdência privada contempla: empregados(as) A participação dos lucros ou resultados

  Todos(as) contempla: empregados(as) Na seleção dos fornecedores, os mesmos padrões éticos e de responsabilidade social e

  São exigidos ambiental adotados pela empresa: Quanto à participação de empregados(as) em Organiza e incentiva programas de trabalho voluntário, a empresa: Demonstração do Valor Adicionado (DVA) 2010 Valor adicionado - total a distribuir (em R$ mil) 39.099.984 Distribuição do Valor Adicionado (%) Governo 30,55%

  Colaboradores 30,83% Acionistas 11,46%

Reinvestimento 24,97% em outubro de 2010. As despesas de migração, incorridas em 2010 para esse fim, totalizaram R$ 835 milhões.

  Caso não fossem consideradas estas despesas, o lucro líquido recorrente de 2010 teria alcançado R$ 13.574 milhões. O ativo total em 31 de dezembro de 2010 alcançou R$ 755,1 bilhões, uma evolução de R$ 146,8 bilhões em relação a 2009.

  Destaca-se o aumento da Carteira de Crédito de 20,8% no ano, alcançando R$ 297,1 bilhões. Foi também importante o crescimento das Relações Interfinanceiras e Interdependências de R$ 72,0 bilhões no mesmo período, especialmente, em virtude do aumento da exigibilidade de depósito compulsório determinada pelo Banco Central a partir de dezembro de 2010.

  Finalmente, destaca-se o crescimento dos Títulos Mobiliários e Instrumentos Financeiros Derivativos, sobretudo, pelo investimento em títulos públicos financiados pelo mercado em operações compromissadas.

  Em 31 de dezembro de 2010, o saldo do patrimônio líquido da controladora totalizou R$ 60.879 milhões, com acréscimo de 20,1% em relação ao ano anterior, fazendo com que o retorno recorrente anualizado sobre o patrimônio líquido médio

  A margem financeira das operações realizadas com o mercado, que decorre basicamente das operações da tesouraria, somou R$ 4.029 milhões, uma redução de R$1.592 milhões, devido, especialmente, às condições de mercado, que não permitiram em 2010 os mesmos ganhos auferidos em 2009 (ITAÚ/UNIBANCO, 2012).

  De acordo com a literatura pode-se observar que não existe um instrumento de prestação de contas que reporte simultaneamente às performances financeiras, sociais e ambientais, assim como não existe um único padrão para cada um destes aspectos abordados. Dos modelos encontrados no decorrer do estudo foi observado que enquanto uns situam- se na esfera das aspirações empresariais − como as formulações de condutas, missão e valores a serem seguidos, que servem como mecanismos de orientação e monitoramento interno − outros definem as metas e políticas a serem seguidas para a obtenção dos resultados esperados. Destacam- se, nestes esforços, as grandes empresas de atuação global, com diversas linhas de produção e extensa cadeia de fornecedores espalhados pelo mundo e aquelas cujas atividades têm impacto significativo sobre o meio ambiente.

  O Balanço Social da Petrobras é composto por sete divisões em seus indicadores, enquanto o Balanço Social do Banco Itaú/Unibanco é dividido em seis indicadores; além disso, observa-se que as empresas apresentam seus relatórios de formas diferentes com relação aos exercícios publicados, sendo que a Petrobras apresenta dois exercícios, 2009 e 2010, como forma até mesmo de fazer um

  4- Indicadores Ambientais. 5- Indicadores do Corpo Funcional. 6- Informações relevantes quanto ao Exercício da Cidadania Empresarial. O IBASE (Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas) é uma instituição sem fins lucrativos, que tem como missão aprofundar a democracia, seguindo os princípios de igualdade, liberdade, participação cidadã, diversidade e solidariedade. Para o IBASE a definição de RSC − Responsabilidade Social Corporativa é reconhecer o caráter de patrimônio insubstituível das empresas como base da economia de uma sociedade que busca ser democrática, que valoriza sua cidadania e usa de forma sustentável a natureza, sem comprometer gerações futuras. (IBASE, 2012).

  O Balanço Social/IBASE apresenta algumas limitações, uma delas é a de que o mesmo não incorpora, por exemplo, uma matriz de ecoeficiência, com dados sobre a utilização de resíduos (sólidos, líquido, gasosos), reciclagem, utilização de energia e água. E, ainda, o fato dos indicadores serem quantificados e não especificados, com informações sobre cada programa, recursos e beneficiados; assim, educação ambiental e outros, seja com os empregados, comunidade externa ou sociedade; o grupo 5 é o dos indicadores do corpo funcional, como número de admissões, mulheres, negros e portadores de deficiência física; as informações relevantes quanto ao exercício da cidadania empresarial, como número de acidentes do trabalho e responsabilidade dos padrões de segurança e insalubridade existentes

  e, ainda, aquelas relativas ao valor adicionado

  • – total a distribuir e sua efetiva distribuição - estão definidos no grupo 6; e finalmente no grupo 7, a empresa declarará outras informações que julgar necessárias.

  Ou seja: conceito de transparência, pois, nesta, os dados estão evidentes e de fácil acesso, ao contrário do Itaú/Unibanco.

  Os modelos propostos de Balanço Social apresentam pequenas diferenças, contudo, possui em comum a abordagem de aspectos internos e externos à empresa. Resumidamente, estão previstas a divulgação das seguintes informações: ▪Faturamento.

  ▪Lucro. ▪Número de empregados e folha de pagamento bruta. ▪Valores gastos com encargos sociais e tributos. ▪Despesas com alimentação, treinamento, saúde e segurança do trabalhador. ▪Especificação dos benefícios concedidos, investimentos e doações voltados para a comunidade ou relativos ao meio ambiente e outras formas de participação social.

  Ambas as empresas em seus Balanços Sociais relacionam o número de portadores de necessidades especiais em seus relatórios, considerando a elaboração do Balanço Social de forma completa, divulgando o total de funcionários que se refere a toda a riqueza produzida pela empresa em determinado período, e o contábil, que segue os princípios da competência e da confrontação das receitas com as despesas.

  Na Demonstração do Valor Adicionado, a Petrobras apresenta um gráfico da distribuição, também se referindo aos anos de 2009 e 2010, sendo sequenciado pela tabela de dados informativos, enquanto o Itaú/Unibanco prefere sua apresentação apenas através da tabela; diferente do Balanço Social as apresentações dos demonstrativos seguem sequencia própria, na qual se observa grande diferença entre os dados de uma empresa e outra.

  Cunha et al. (2007, p. 7-23) defendem que a Demonstração do Valor adicionado se aplica, com excelência, para demonstrar o crescimento da riqueza das empresas trazendo informações, portanto, peculiaridade de valores, como assim é feito nos demonstrativo de ambas as empresas.

  Há concordância com a literatura quando se afirma que, do ponto de vista estratégico, tais empresas identificam nestas ações e condutas, diferenciais que se transformam em componente de sucesso para os negócios, criando condições

  Concorda-se com Cosenza (2003), que uma análise da literatura permite detectar certa divergência quanto ao melhor critério para se reconhecer o valor adicionado relativo à produção não vendida. Uma corrente defende que essa produção seja avaliada por seu valor de mercado, enquanto que a outra entende que se utilize seu custo de produção. Assim, uma vez calculado e conhecido o valor adicionado do período, este será repartido entre todos aqueles que ajudaram a gerá- lo, ou seja, é necessário associá-lo aos diversos participantes dele. Os critérios que servem como base para determinar a retribuição aos grupos que participam do valor adicionado são os mais distintos, variando segundo aspectos que são determinados pelo ambiente da entidade.

  De acordo com Cosenza (2003), em geral, os destinatários da partilha do valor adicionado são os empregados, o governo, os credores financeiros e os proprietários ou acionistas, ficando a parcela não distribuída e a depreciação destinada ao autofinanciamento da atividade econômica da empresa. A distribuição é realizada através do método aditivo e propõe-se o ordenamento apresentado, na sequência, pois, está baseado em um critério lógico de exigibilidade. elaborada no Brasil. De acordo com a Comissão de Valores Mobiliários (2012) o ponto de co nflito é o conceito econômico de valor adicionado − que se refere a toda riqueza produzida pela empresa, independentemente do fato de que a mesma tenha sido vendida ou não − apresentado voluntariamente por algumas empresas, umas com o intuito de apenas fornecer maiores informações aos seus usuários, outras com objetivos de marketing (CVM, 2012).

  Entretanto, o que se constatou foi que, nos outros países do mundo componentes desse estudo, Balanço Social ainda se restringe apenas a informações de recursos humanos. No Brasil, este perfil vem se alterando gradativamente, visto o número de empresas que apresentaram informações sobre meio ambiente e cidadania e o próprio modelo de Balanço Social do IBASE, que agora contém informações sobre valor adicionado.

  Com relação ao Balanço Ambiental e índices de sustentabilidade não se então, para análises contábeis que possam identificar a relação da entidade, tanto com os agentes internos, como os empregados, administradores, proprietários e acionistas, quanto com os agentes externos, representados pelo governo, sindicatos, financiadores e credores. Desta forma, evidencia-se que tanto no relatório da Petrobras quanto no relatório do Itaú/Unibanco há lacuna entre meio ambiente e sustentabilidade.

  Ao comparar a Demonstração de Valor Adicionado das empresas Itaú/Unibanco e da Petrobras observa-se que a empresa Itaú/Unibanco preocupa-se em fornecer maiores detalhes com relação aos investimentos em funcionários, fazendo também leve menção quanto aos números ambientais, mesmo que considerados insuficientes e inexatos, ao contrário da Petrobras que generalizou seus números. Os Balanços Sociais deveriam se espelhar nos exemplos fornecidos por Freire et al. (2006), apresentados no Anexo VII, pois acredita-se, com base no estudo aqui idealizado que seria a melhor opção disponível hoje no Brasil dentro deste contexto.

CONSIDERAđỏES FINAIS

  Observou-se no decorrer do desenvolvimento deste trabalho, que as preocupações com a questão do desenvolvimento sustentável, econômico, ambiental e social vêm sendo gradualmente incorporadas às demandas dos consumidores, aos códigos de condutas e valores empresariais e às rodadas de negociações comerciais internacionais. Concorda-se com o BNDES (2002) que, já se identifica, atualmente, a existência de investidores

  • – individuais ou de grandes instituições
  • – que buscam aliar aos objetivos de obter retornos financeiros, seus valores e preocupações sociais, escolhendo empresas por suas performances ética e social e pelas contribuições positivas, ou não, que trazem para o seu mundo futuro e o das próximas gerações.

  Dentro deste contexto, o Balanço Social e a Demonstração do Valor Adicionado passam a servir não apenas como demonstrativos legais e éticos da empresa, mas também, como forma de marketing e endomarketing, consagrando-se como poderosas ferramentas na construção da imagem e cultura da organização. Contabilidade que identifica, avalia e evidencia eventos econômico-financeiros que têm relação com a área ambiental, servindo de instrumentos de reporte e comunicação entre empresas e sociedade. Estes comentários evidenciam que cabe a empresa ainda maior dedicação à evidenciação desse processo.

  A Norma Brasileira de Contabilidade, em seu dispositivo T15 (Anexo VI), cria a responsabilidade dos profissionais de contabilidade quanto a demonstrações contábeis que ressaltem a demonstração com a preocupação social e ambiental das organizações. As informações que foram demonstradas no decorrer deste trabalho demonstraram a responsabilidade das organizações como parte do processo de desenvolvimento da sociedade, sendo responsável pela formação de cultura, ideologia e valores.

  As empresas devem assumir um novo papel frente à responsabilidade social, com a preservação do meio ambiente e com a qualidade de vida da sociedade; um novo paradigma no qual as empresas não visam apenas o lucro, mas também sua integração com as áreas sociais e ambientais. De acordo com Kraemer (2002, p.72):

  Este novo paradigma apresenta características importantes, introduz divulgados, além de serem avaliados por comissões compostas, em sua maior parte, por profissionais externos à Petrobras, como forma de garantir a transparência do processo.

  Acredita-se que as exigências do Balanço Social, Balanço Ambiental e Demonstrativo do Valor Adicionado sejam importantes ferramentas dentro desse processo. Embora algumas empresas venham desenvolvendo esforços, ou mesmo demonstrando interesse espontâneo, no sentido de levar aos usuários uma informação de melhor qualidade, através do aperfeiçoamento dos seus relatórios ou de informações mais completas, no tocante à Demonstração do Valor Adicionado, ainda existem muitas distorções em relação à classificação e evidenciação de algumas contas nessa demonstração, já que não há, por enquanto, uma padronização definida para a sua estruturação.

  O modelo de Balanço Social ainda pode incluir todas as informações, se tornando uma ferramenta ainda mais poderosa para a gestão da empresa, capaz de fornecer informações, de forma abrangente e contínua, que permitam à empresa criar uma relação com a sociedade, beneficiando-a por meio de projetos e aos distintos usuários, informações que eles possam transformar em algo eficaz para as suas tomadas de decisões objetivas, em cada um dos momentos e áreas em que delas necessitem.

  Portanto, a informação contábil deve estar cada vez mais orientada para satisfazer múltiplos e diferentes objetivos de informação e fornecer os dados necessários e corretos para cada situação concreta. Isso fará com que se caminhe na direção de um sistema contábil estruturado numa visão multidimensional, porque está relacionado com os princípios de contabilidade utilizados nas demais demonstrações contábeis tradicionais, mais especificamente na DRE, e, também, por permitir a sua reconciliação com essa demonstração, o que acarreta mais credibilidade para a Demonstração de Valor Adicionado (COSENZA, 2003, p.3).

  Pelos resultados obtidos neste estudo constatou-se, também, que a preocupação − de criação e unificação dos Balanços Sociais, Ambientais e

  Demonstrações de Valor Adicionado

  • – está, cada vez mais, implementada dentro das organizações.

  As organizações utilizam esses Demonstrativos como ferramentas para seu crescimento e sua imagem dentro da esfera de negócios e para sociedade. No que Valores Adicionados, tanto na empresa Itaú/Unibanco quanto na Petrobras, à distribuição do valor agregado estão direcionadas para os Impostos e Pessoal.

  Foi evidenciada a possibilidade de uma grande capacidade de expansão tratando-se de Balanço Social, Demonstração do Valor Adicionado e Balanço Ambiental, principalmente nas áreas de padronização e de auditoria.

  A contabilidade ambiental como um todo, ainda é pouco explorada pelos profissionais e pelas empresas, havendo necessidade de maior estudo e compreensão de seus vários relatórios.

  Foi constatado que a variável ambiental é um fator determinante no desenvolvimento social e econômico das nações, pois a degradação do meio ambiente, ocasionado pela atividade humana compromete não só a sobrevivência das populações presentes como também às futuras gerações, cabendo à contabilidade ambiental o papel de evidenciar seus demonstrativos e resultados dentro das ações organizacionais.

  Assaf Neto (2010), De Luca (1998), dentre outros autores, enfatizam que a Demonstração do Valor Adicionado faz parte do Balanço Social, porém, em sua No que tange à responsabilidade da contabilidade observa-se que esta não demonstra ainda uma postura ativa em relação ao meio ambiente, podendo, como consequência, ser substituída por outros setores da empresa.

  Do mesmo modo, que a contabilidade já possui hoje ferramentas que contribuem para a prestação de contas da empresa com a sociedade, faltando apenas a aplicabilidade de forma generalizada.

  Os relatórios e demonstrações contábeis são capazes de fornecer informações relevantes, oportunas, confiáveis e comparativas dentro de um contexto global. E, assim, prevendo o cumprimento de metas antes da maximização de seus resultados, com destaque à lógica financeira da organização.

  Ressalta-se, a conscientização das empresas na responsabilidade social, pela liberdade de associação e o efetivo direito de negociação, eliminação de preconceitos e discriminações, trabalhos escravos, responsabilidade quanto a programas preventivos do meio ambiente e incentivo de implantação de novas tecnologias (Anexos, II, III, IV, IV, V, VI). O controle dessas idealizações só é possível se demonstrado nas ferramentas de demonstrativos e relatórios existentes. Essa confusão não é identificada apenas na literatura, mas nas próprias normatizações que ora juntam os conceitos e ora separam, como pode ser observado na NBC T15 (Anexo VI) e NBC T 3.7 (Anexo VII).

  O Itaú/Bradesco e a Petrobras utilizam vários indicadores sociais para evidenciar os investimentos sociais, tais como: o valor adicionado aplicado dentro da organização e a distribuição de valor adicionado para os seus agentes beneficiados, e o balanço social conforme o modelo IBASE. Ambas as empresas fazem uso de recursos gráficos e tabelas para demonstrarem seus relatórios com maior efetividade o que, apesar de não ser uma norma padrão, facilita o entendimento dos interessados.

  Com relação às informações nos relatórios separadamente foram encontradas informações e ações voltadas ao corpo funcional através de dados quantitativos, durante o período estudado, com relação aos colaboradores, que são: os números no quadro funcional da organização, a faixa etária, o tempo de trabalho na instituição, o nível de escolaridade, dentre outros. Quanto às informações referentes ao valor adicionado foi demonstrado: o valor adicionado a distribuir em abstrata para esfera real, significando ética, transparência, respeito e valorização à dignidade do ser humano, importância social, preservação do meio ambiente e sustentabilidade (Anexo VII). Por fim, vale ressaltar que as informações ambientais apresentadas, em ambas as empresas, está aquém do que efetivamente deve conter nos relatórios, faltando números mais específicos e direcionados no que concerne aos impactos ambientais e sustentabilidade como um todo.

  Concorda- se com Tinoco e Kraemer (2004) quando afirmam: “Transparência na responsabilidade social da informação: apanágio para um mundo mais justo e sustentável”.

  Algumas limitações foram encontradas neste estudo, dentre elas uma merece destaque especial: a dificuldade do acesso à divulgação dos resultados pelas empresas, pois, incialmente, foram indicados quatro empresas para realização deste estudo, sendo que o critério inicial para escolha foram as quatro maiores empresas brasileiras de acordo com o ranking divulgado pela Millward Brown Optimor (inclui dados da BrandZ e da Bloomberg). Houve dificuldade no acesso às informações, bem como, na localização de pessoas informadas sobre o assunto na interessados em seu contexto e, com isso, sejam excluídos os relatórios de DVA e Balanço Ambiental, tornando-se apenas integrantes do Balanço Social.

  Dentro desta expectativa, tanto Tinoco (2008) quanto De Luca (1998, p.56) defendem que a Demonstração de Valor Adicionado (DVA) pode ser considerada um apêndice, geralmente sintético, do balanço contábil de uma empresa que visa demonstrar o valor da riqueza gerada, constituindo, inclusive, um dos componentes do Balanço Social.

  Salienta-se ainda, a necessidade de se detalhar os três relatórios contábeis, Balanço Social, Ambiental e Demonstração do Valor Adicionado em apenas um único relatório, uma vez que muitas das informações contidas nestes se repetem.

  Uma proposta para a integração num único relatório seria que o Conselho Federal de Contabilidade (CFC) e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) − atendendo as exigências impostas pela globalização, no que condiz à transparência das informações contidas no relatório da contabilidade brasileira, em atendimento a Lei 11.638/07, que trata especialmente das normas contábeis brasileiras adequando às normas internacionais da IFRS (

  International Financial Reporting Standards) −

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  43. ISSN 1808-057X

  ANEXOS Anexo I - Modelo de Balanço social anual/IBASE

ANEXO II Câmara dos Deputados PROJETO DE LEI Nº 3.116 DE 1997

  (Das Sras. Marta Suplicy, Maria da Conceição Tavares e Sandra Starling) Cria o balanço social para as empresas que menciona e dá outras providências.

  O CONGRESSO NACIONAL decreta: Art. 1º. Ficam obrigadas a elaborar, anualmente, o Balanço Social:

  I

  • – as empresas privadas que tiveram cem empregados ou mais no ano anterior à sua elaboração;
temporários; valor total da participação dos empregados no lucro da empresa; total da remuneração paga a qualquer título às mulheres na empresa; percentagem de mulheres em cargos de chefia em relação ao total de cargos de chefia da empresa; número total de horas-extras trabalhadas; valor total das horas-extras pagas;

  III

  • – valor dos encargos sociais pagos, especificando cada item;

  IV

  • – Valor dos tributos pagos, especificando cada item;

  V

  • – Alimentação do trabalhador: gastos com restaurante, tiquete-refeição, lanches, cestas básicas e outros gastos com a alimentação dos empregados, relacionando, em cada item, os valores dos respectivos benefícios fiscais eventualmente existentes;

  VI - Educação: valor dos gastos com treinamento profissional; programas de estágios (excluídos salários); reembolso de educação; bolsas escolares; assinaturas de revistas; gastos com biblioteca (excluído pessoal); outros gastos com educação e treinamento dos empregados, destacando os gastos com os empregados adolescentes; relacionando, em cada item, os valores dos respectivos benefícios fiscais eventualmente existentes;

  XII

  • – Investimentos em meio ambiente: reflorestamento; despoluição; gastos com introdução de métodos não-poluentes e outros gastos que visem à conservação ou melhoria do meio ambiente, relacionando, em cada item, os valores dos respectivos benefícios fiscais eventualmente existentes; Parágrafo Único: Os valores mencionados no Balanço Social deverão ser apresentados relacionando-se o percentual de cada item em relação à folha de pagamento e ao lucro operacional da empresa. Art. 4º. As empresas mencionadas no artigo 1º. deverão dar publicidade ao seu balanço social, na forma do artigo 7º e 8º. desta lei, até o dia 30 de abril de cada ano. Parágrafo Único: As empresas que são obrigadas a publicar balanço patrimonial e financeiro seguirão os prazos previstos na legislação específica, e farão publicar o Balanço Social juntamente com aquele. Art. 5º O Poder Executivo poderá utilizar-se das informações do Balanço social das empresas com vistas à formulação de políticas e programas de natureza econômico- social, em nível nacional e regional.
Parágrafo Único: O Poder Executivo deverá dar publicidade das empresas que não cumprirem o disposto no artigo 1º ao final de cada exercício.

  Art. 11 O Poder Executivo regulamentará esta lei no prazo de noventa dias a contar da sua publicação, dispondo sobre as medidas necessárias à sua plena eficácia, inclusive sobre os critérios de fiscalização e os órgãos competentes ao seu fiel cumprimento.

  Art. 12 Esta lei entra em vigor no exercício financeiro subsequente ao de sua publicação.

  Art. 13 Revogam-se as disposições em contrário.

  JUSTIFICATIVA

  Um dos consensos mundiais neste final de século, expressado inclusive na Cúpula do Desenvolvimento Humano de Copenhague/95, diz respeito ao compromisso das empresas de se emprenharem na promoção do desenvolvimento social.

  Acrescer a obrigatoriedade de elaboração do Balanço Social é responder a uma demanda de prestação de contas formal dos investimentos feitos na empresa.

  Registre-se que desde 1977 é obrigatória, na França, a elaboração do Balanço Social das empresas, com grande detalhamento dos padrões de atendimento aos trabalhadores.

  Trazendo o debate para o Brasil, este tema tem merecido a atenção de Herbert de Souza, o Betinho, que propôs que fossem incluídas no Balanço Social novas dimensões, incorporando os investimentos das empresas na comunidade externa à empresa (Folha de São Paulo, 26.03.97).

  Apresentá-los numa só peça demonstrativa contribuirá para identificar o perfil social

  das empresas. Não gera novos encargos, nem novas cláusulas sociais, apenas expões a realidade.

  Elaborar o Balanço Social é um estímulo à reflexão sobre as ações das empresas no campo social. O Balanço Social estimulará o controle social sobre o uso dos incentivos fiscais ou outros mecanismos de compensação de gastos com trabalhadores. Ajudará na identificação de políticas de recursos humanos e servirá como parâmetro de ações dos diferentes setores e instâncias da empresa, nos campos das políticas sociais.

  Presidência da República Casa Civil Subchefia para Assuntos Jurídicos

o

  Altera e revoga dispositivos da Lei n 6.404,

  o

  de 15 de dezembro de 1976, e da Lei n 6.385, de 7 de dezembro de 1976, e estende às sociedades de grande porte disposições relativas à elaboração e divulgação de demonstrações financeiras.

  O PRESIDENTE DA REPÚBLICA

   As disposições da lei tributária ou de legislação especial sobre atividade que constitui o objeto da companhia que conduzam à utilização de métodos ou critérios contábeis diferentes ou à elaboração de outras demonstrações não elidem a obrigação de elaborar, para todos os fins desta Lei, demonstrações financeiras em consonância com o disposto no caput deste artigo e deverão ser alternativamente observadas mediante registro:

  I

  • – em livros auxiliares, sem modificação da escrituração mercantil; ou

  II

  • – no caso da elaboração das demonstrações para fins tributários, na escrituração mercantil, desde que sejam efetuados em seguida lançamentos contábeis adicionais que assegurem a preparação e a divulgação de demonstrações financeiras com observância do disposto no caput deste artigo, devendo ser essas demonstrações auditadas por auditor independente registrado na Comissão de Valores Mobiliários. As normas expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários a que se refere o §

  o

  3 deste artigo deverão ser elaboradas em consonância com os padrões internacionais de contabilidade adotados nos principais mercados de valores d) patrimônio líquido, dividido em capital social, reservas de capital, ajustes de avaliação patrimonial, reservas de lucros, ações em tesouraria e prejuízos acumulados. .......................................................................” (NR) “Art. 179.........................................................................................................................

  

  • no ativo imobilizado: os direitos que tenham por objeto bens corpóreos destinados à manutenção das atividades da companhia ou da empresa ou exercidos com essa finalidade, inclusive os decorrentes de operações que transfiram à companhia os benefícios, riscos e controle desses bens;

  V

  • – no diferido: as despesas pré-operacionais e os gastos de reestruturação que contribuirão, efetivamente, para o aumento do resultado de mais de um exercício social e que não configurem tão-somente uma redução de custos ou acréscimo na eficiência operacional;

  VI

  • – no intangível: os direitos que tenham por objeto bens incorpóreos destinados à
o o

  (§ 5 do art. 177, inciso I do caput do art. 183 e § 3 do art. 226 desta Lei) e do passivo, em decorrência da sua avaliação a preço de mercado.

  .......................................................................” (NR) “Critérios de Avaliação do Ativo Art. 183........................................................................................................................

  as aplicações em instrumentos financeiros, inclusive derivativos, e em direitos e títulos de créditos, classificados no ativo circulante ou no realizável a longo prazo: a) pelo seu valor de mercado ou valor equivalente, quando se tratar de aplicações destinadas à negociação ou disponíveis para venda; e b) pelo valor de custo de aquisição ou valor de emissão, atualizado conforme disposições legais ou contratuais, ajustado ao valor provável de realização, quando este for inferior, no caso das demais aplicações e os direitos e títulos de crédito;.....................................

  3) o valor obtido por meio de modelos matemático-estatísticos de precificação de instrumentos financeiros.

  o

  § 2 A diminuição do valor dos elementos dos ativos imobilizado, intangível e diferido será registrada periodicamente nas contas de: A companhia deverá efetuar, periodicamente, análise sobre a recuperação dos valores registrados no imobilizado, no intangível e no diferido, a fim de que sejam:

  I

  • – registradas as perdas de valor do capital aplicado quando houver decisão de interromper os empreendimentos ou atividades a que se destinavam ou quando comprovado que não poderão produzir resultados suficientes para recuperação desse valor; ou

  II

  • – revisados e ajustados os critérios utilizados para determinação da vida útil econômica estimada e para cálculo da depreciação, exaustão e amortização........................................................” (NR) “Critérios de Avaliação do Passivo

   As demonstrações referidas nos incisos IV e V do caput do art. 176 desta Lei indicarão, no mínimo:

  I

  • – demonstração dos fluxos de caixa – as alterações ocorridas, durante o exercício, no saldo de caixa e equivalentes de caixa, segregando-se essas alterações em, no mínimo, 3 (três) fluxos:

  a) das operações;

  b) dos financiamentos; e

  c) dos investimentos;

  II

  • – demonstração do valor adicionado – o valor da riqueza gerada pela companhia, a sua distribuição entre os elementos que contribuíram para a geração dessa riqueza, tais como empregados, financiadores, acionistas, governo e outros, bem como a parcela da riqueza não distribuída.................................................. ”(NR)

  “Reserva de Lucros a Realizar

  Art. 226......................................................................................................................... Nas operações referidas no caput deste artigo, realizadas entre partes independentes e vinculadas à efetiva transferência de controle, os ativos e passivos da sociedade a ser incorporada ou decorrente de fusão ou cisão serão contabilizados pelo seu valor de mercado.” (NR) “Avaliação do Investimento em Coligadas e Controladas No balanço patrimonial da companhia, os investimentos em coligadas sobre cuja administração tenha influência significativa, ou de que participe com 20% (vinte por cento) ou mais do capital votante, em controladas e em outras sociedades que façam parte de um mesmo grupo ou estejam sob controle comum serão avaliados pelo método da equivalência patrimonial, de acordo com as seguintes normas:...................................................” (NR)

  o o

  Art. 2 A Lei n 6.404, de 15 de dezembro de 1976, passa a vigorar acrescida do seguinte art. 195-A: social anterior, ativo total superior a R$ 240.000.000,00 (duzentos e quarenta milhões de reais) ou receita bruta anual superior a R$ 300.000.000,00 (trezentos milhões de reais).

  o

  Art. 4 As normas de que tratam o poderão ser especificadas por categorias de companhias abertas e demais emissores de valores mobiliários em função do seu porte e das espécies e classes dos valores mobiliários por eles emitidos e negociados no mercado.

  o o

  Art. 5 A Lei n 6.385, de 7 de dezembro de 1976, passa a vigorar acrescida do seguinte art. 10-A: A Comissão de Valores Mobiliários, o Banco Central do Brasil e demais órgãos e agências reguladoras poderão celebrar convênio com entidade que tenha por objeto o estudo e a divulgação de princípios, normas e padrões de contabilidade e de auditoria, podendo, no exercício de suas atribuições regulamentares, adotar, no todo ou em parte, os pronunciamentos e demais orientações técnicas emitidas. o

  Art. 8 Os textos consolidados da e com todas as alterações nelas introduzidas pela legislação posterior, inclusive esta Lei, serão publicados no Diário Oficial da União pelo Poder Executivo.

  o

  Art. 9 Esta Lei entra em vigor no primeiro dia do exercício seguinte ao de sua publicação.

  

  Art. 10. Ficam revogadas a

  o o Brasília, 28 de dezembro de 2007; 186 da Independência e 119 da República.

  LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA

  Arno Hugo Augustin Filho Este texto não substitui o publicado no DOU de 28.12.2007 - Edição extra.

  ONU Brasil

http://www.onu.org.br/declaracao-de-ban-ki-moon-a-assembleia-geral-da-onu-sobre-

os-resultados-da-rio20/

O Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, participou hoje (28/6) de

um encontro na Assembleia Geral, na sede de Nova York, para comentar os

resultados da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento

Sustentável (Rio+20). Leia abaixo a declaração de Ban Ki-moon na íntegra:

  “Obrigado por me convidarem a falar hoje. Voltei no sábado [23/6] da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20.

  Imediatamente antes, eu estava em Los Cabos, no México, para a Cúpula do G20. Em Los Cabos, encorajei os líderes a se concentrarem em reduzir a pobreza, criar

  Excelências, Deixe-me ser claro. A Rio+20 foi um sucesso.

  No Rio, vimos a evolução de um movimento global inegável para a mudança. Mais de 100 Chefes de Estado ou de Governo estiveram representados na Conferência. Muitos outros envolvidos diretamente a partir de suas capitais.

  E a sociedade civil e o setor privado tiveram um papel sem precedentes. O essencial da Rio+20 é o documento final. Isso fornece uma base sólida para construir um futuro sustentável.

  Há muitos destaques sobre O Futuro que Nós Queremos

  • – muitos para listar aqui – então deixe-me selecionar apenas sete. Primeiro – e mais importante –, a Rio+20 renovou e reforçou o compromisso político para o desenvolvimento sustentável. Equilibrou as visões de 193 Estados-Membros das Nações Unidas e reconheceu a pobreza como o maior desafio para o bem-estar econômico, social e ambiental.
Os governos permanecem no centro. Mas sabemos que os governos sozinhos não podem fazer o trabalho. Precisamos da participação ativa e apoio de todos os principais grupos da sociedade civil, incluindo o setor privado. Para o meu segundo mandato, identifiquei as parcerias como um meio central de alcançar nossos principais objetivos. Nossas parcerias sobre a saúde das mulheres e das crianças, segurança alimentar e nutricional, e Energia Sustentável para Todos estão tendo um impacto crescente.

  Em quinto lugar, o documento final concorda em fortalecer a arquitetura para apoiar ações internacionais para o desenvolvimento sustentável. Isto inclui o estabelecimento de um fórum político de alto nível sobre o desenvolvimento sustentável e do fortalecimento do Programa da ONU para o Meio Ambiente [PNUMA]. Em sexto lugar, a Rio+20 adotou um quadro de dez anos de Programas sobre o Consumo e a Produção Sustentáveis. Além disso, o documento final reconheceu a necessidade de ir além do produto

  Se o documento final é a base para a próxima fase da nossa jornada para o desenvolvimento sustentável, os compromissos anunciados no Rio são os tijolos e o cimento. Eles serão um legado concreto e duradouro da Rio+20. Eles nos ajudarão a implementar a nossa visão em todas as regiões. Mais de 700 compromissos foram registrados. Entre eles estão os compromissos em matéria de transporte sustentável de oito bancos multilaterais, liderados pelo Banco Asiático de Desenvolvimento.

  Outro grande destaque dos compromissos é a Energia Sustentável para Todos. Energia é o fio dourado que liga inclusão, desenvolvimento social e proteção ambiental.

  Mais de um bilhão de pessoas serão beneficiadas de compromissos públicos e privados para uma Energia Sustentável para Todos nas próximas duas décadas. Mais de 50 governos estão avançando, com outros se unindo todos os dias.

  O mundo está assistindo e manterá a todos nós como responsáveis perante os compromissos assumidos no Rio de Janeiro. Excelências, Imediatamente antes da Rio+20, o Governo do Brasil ajudou a organizar a Cúpula dos Povos. Eu conheci os seus representantes no último dia da Conferência, e escutei suas preocupações. A Cúpula dos Povos nos lembra que a Carta das Nações Unidas começa com as palavras “Nós os povos”. O desenvolvimento sustentável é sobre pessoas

  • – o bem-estar dos indivíduos, famílias, comunidades e nações. A Rio+20 nos deu uma nova chance. Não foi um fim, mas um novo começo – um marco em uma jornada essencial.

  A Rio+20 reafirmou princípios essenciais para o desenvolvimento sustentável.

ANEXO V

  http://www.portaldecontabilidade.com.br/tematicas/demonstracaodovalor.htm

  Modelo de DVA Demonstração do Valor Adicionado

  Cia. Produtiva

  em R$ mil

  20X1

  20X2

  DESCRIđấO 1-RECEITAS 1.1) Vendas de mercadoria, produtos e serviços 1.2) Provisão p/devedores duvidosos

  • – Reversão/(Constituição) 1.3) Não operacionais 2-INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS (inclui ICMS e IPI) 2.1) Matérias-Primas consumidas 2.2) Custos das mercadorias e serviços vendidos 2.3) Materiais, energia, serviços de terceiros e outros

  2.4) Perda/Recuperação de valores ativos

  

ANEXO VI

NORMAS BRASILEIRAS DE CONTABILIDADE

NBC T 15 - INFORMAđỏES DE NATUREZA SOCIAL E AMBIENTAL

  15.1 - CONCEITUAđấO E OBJETIVOS 15.1.1- Esta norma estabelece procedimentos para evidenciação de informações de natureza social e ambiental, com o objetivo de demonstrar à sociedade a participação e a responsabilidade social da entidade. 15.1.2 -Para fins desta norma, entende-se por informações de natureza social e ambiental: a) a geração e a distribuição de riqueza;

  b) os recursos humanos;

  15.2.1.1 - A riqueza gerada e distribuída pela entidade deve ser apresentada conforme a Demonstração do Valor Adicionado, definida na NBC T 3.

  15.2.2 - Recursos Humanos 15.2.2.1 - Devem constar dados referentes à remuneração, benefícios concedidos, composição do corpo funcional e as contingências e os passivos trabalhistas da entidade. 15.2.2.2 - Quanto à remuneração e benefícios concedidos aos empregados, administradores, terceirizados e autônomos, devem constar: a) remuneração bruta segregada por empregados, administradores, terceirizados e autônomos; b) relação entre a maior e a menor remuneração da entidade, considerando os empregados e os administradores; c) gastos com encargos sociais;

  15.2.2.3 - Estas informações devem ser expressas monetariamente pelo valor total do gasto com cada item e a quantidade de empregados, autônomos, terceirizados e administradores beneficiados. 15.2.2.4 - Nas informações relativas à composição dos recursos humanos, devem ser evidenciados: a) total de empregados no final do exercício;

  b) total de admissões;

  c) total de demissões;

  d) total de estagiários no final do exercício;

  e) total de empregados portadores de necessidades especiais no final do exercício;

  f) total de prestadores de serviços terceirizados no final do exercício;

  g) total de empregados por sexo; pós-graduados j) percentual de ocupantes de cargos de chefia, por sexo.

  15.2.2.5 - Nas informações relativas às ações trabalhistas movidas pelos empregados contra a entidade, devem ser evidenciados: a) número de processos trabalhistas movidos contra a entidade;

  b) número de processos trabalhistas julgados procedentes;

  c) número de processos trabalhistas julgados improcedentes; d) valor total de indenizações e multas pagas por determinação da justiça.

  15.2.2.6 - Para o fim desta informação, os processos providos parcialmente ou encerrados por acordo devem ser considerados procedentes.

  15.2.3 - Interação da Entidade com o Ambiente Externo a) número de reclamações recebidas diretamente na entidade;

  b) número de reclamações recebidas por meio dos órgãos de proteção e defesa do consumidor; c) número de reclamações recebidas por meio da Justiça;

  d) número das reclamações atendidas em cada instância arrolada;

  e) montante de multas e indenizações a clientes, determinadas por órgãos de proteção e defesa do consumidor ou pela Justiça; f) ações empreendidas pela entidade para sanar ou minimizar as causas das reclamações.

  15.2.3.4 - Nas informações relativas aos fornecedores, a entidade deve informar se utiliza critérios de responsabilidade social para a seleção de seus fornecedores.

  15.2.4 - Interação com o Meio Ambiente g) valor das multas e das indenizações relativas à matéria ambiental, determinadas administrativa e/ou judicialmente; h) passivos e contingências ambientais. 15.3 - DISPOSIđỏES FINAIS 15.3.1 - Além das informações contidas no item 15.2, a entidade pode acrescentar ou detalhar outras que julgar relevantes.

  15.3.2 - As informações contábeis, contidas na Demonstração de Informações de Natureza Social e Ambiental, são de responsabilidade técnica de contabilista registrado em Conselho Regional de Contabilidade, devendo ser indicadas aquelas cujos dados foram extraídos de fontes não-contábeis, evidenciando o critério e o controle utilizados para garantir a integridade da informação. A responsabilidade por informações não-contábeis pode ser compartilhada com especialistas.

  15.3.3 - A Demonstração de Informações de Natureza Social e Ambiental deve ser objeto de revisão por auditor independente, e ser publicada com o relatório deste,

  

ANEXO VII

NORMA BRASILEIRA DE CONTABILIDADE

NBC T 3.7 - DEMONSTRAđấO DO VALOR ADICIONADO

  3.7.1. CONCEITUAđấO E DISPOSIđỏES GERAIS

  3.7.1.1. Esta norma estabelece procedimentos para evidenciação de informações econômicas e financeiras, relacionadas ao valor adicionado pela entidade e sua distribuição.

  3.7.1.2. Demonstração do Valor Adicionado é a demonstração contábil destinada a evidenciar, de forma concisa, os dados e as informações do valor da riqueza gerada pela entidade em determinado período e sua distribuição.

  3.7.1.3. As informações devem ser extraídas da contabilidade e os valores informados devem ter como base o princípio contábil da competência. a) a receita bruta e as outras receitas;

  b) os insumos adquiridos de terceiros;

  c) os valores retidos pela entidade;

  d) os valores adicionados recebidos (dados) em transferência a outras entidades;

  e) valor total adicionado a distribuir; e f) distribuição do valor adicionado.

  3.7.2.4. No grupo de receita bruta e outras receitas, devem ser apresentados:

  a) as vendas de mercadorias, produtos e serviços, incluindo os valores dos tributos incidentes sobre essas receitas, ou seja, o valor correspondente à receita bruta, c) despesas operacionais incorridas com terceiros, tais como: materiais de consumo, telefone, água, serviços de terceiros, energia; d) valores relativos a perdas de ativos, como perdas na realização de estoques ou investimentos, etc.

  3.7.2.6. Nos valores constantes dos itens "a", "b" e "c" acima, devem ser considerados todos os tributos incluídos na aquisição, recuperáveis ou não.

  3.7.2.7. Os valores retidos pela entidade são representados pela depreciação, amortização e exaustão registrados no período.

  3.7.2.8. Os valores adicionados recebidos (dados) em referência a outras entidades correspondem: assemelhados. Fazem parte desse conjunto, também, os valores representativos de comissões, gratificações, participações, planos privados de aposentadoria e pensão, seguro de vida e acidentes pessoais.

  b) governo - devem ser incluídos impostos, taxas e contribuições, inclusive as contribuições devidas ao INSS, SESI, SESC, SENAI, SENAT, SENAC e outros assemelhados, imposto de renda, contribuição social, ISS, CPMF, todos os demais tributos, taxas e contribuições. Os valores relativos a ICMS, IPI, PIS, Cofins e outros assemelhados devem ser considerados os valores devidos ou já recolhidos aos cofres públicos, representando a diferença entre os impostos incidentes sobre as vendas e os valores considerados dentro do item "Insumos adquiridos de terceiros". Como os tributos são, normalmente, contabilizados no resultado como se devidos fossem, e os incentivos fiscais, quando reconhecidos em conta de reserva no patrimônio líquido, os tributos que não forem pagos em decorrência de incentivos fiscais devem ser apresentados na Demonstração do Valor Adicionado como item redutor do grupo de tributos. destinado às reservas de lucros e eventuais parcelas ainda sem destinação específica.

  3.7.3. DISPOSIđỏES FINAIS

  3.7.3.1. Além das informações contidas nos itens 3.7.2.4 a 3.7.2.9, a entidade deve acrescentar ou detalhar outras linhas na Demonstração do Valor Adicionado quando o montante e a natureza de um item ou o somatório de itens similares forem de tal magnitude que a apresentação em separado ajuda na apresentação mais adequada da Demonstração do Valor Adicionado.

  3.7.3.2. A Demonstração do Valor Adicionado deve ser consistente com a demonstração do resultado e conciliada em registros auxiliares mantidos pela entidade.

  3.7.3.3. A Demonstração do Valor Adicionado deve conter representação percentual

  1.2. Provisão para devedores duvidosos xxx xxx

  1.3. Resultados não-operacionais xxx xxx 2-INSUMOS ADQUIRIDOS DE TERCEIROS

  2.1. Materiais consumidos (xxx) (xxx)

  2.2. Outros custos de produtos e serviços vendidos (xxx) (xxx)

  2.3. Energia, serviços de terceiros e outras despesas operacionais (xxx) (xxx)

  2.4. Perda na realização de ativos (xxx) (xxx) 3 - RETENđỏES

  7 - DISTRIBUIđấO DO VALOR ADICIONADO

  7.1. Empregados Salários e encargos xxx Y% xxx Y% Comissões sobre vendas xxx Y% xxx Y% Honorários da diretoria xxx Y% xxx Y% Participação dos empregados nos lucros xxx Y% xxx Y% Planos de aposentadoria e pensão xxx Y% xxx Y%

  7.2. Tributos

ANEXO VIII PROPOSTA DE MODELO DE BALANÇO AMBIENTAL DE FREIRE, CRISÓSTOMO E ROCHA (2006)

  Indicadores de Balando Ambiental e Ecológico Indicadores de Consumo de energia

  Indicadores de algumas empresas brasileiras

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