V EVENTO INSTITUCIONAL DO PIBID

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  07-11-2017

  • – campus Jacarezinho - PR

  

A Prática Relativa ao Ensino dos Números na Educação Infantil,

Usando aLudicidade

  1 Ana Paula Aparecida Viana (PIBID-UENP) ,Marcella Garcia Guimarães

  (PIBID-UENP) ², JonisJeckNervis (Orientador) ³, Fernando Oliveira da Silva

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  1

  (Orientador) ,Tereza Yoriko Ueda Brito (Supervisor) . Bolsistade Iniciação à DocênciaPIBID/UENP, e-mail: anapaulabbgviana@hotmail.com²Bolsista de Iniciação à Docência, e-mail:marcella-guimaraes@hotmail.com, ³Professor-

  4 UENP, e-mail: jonisjn@uenp.edu.br. Professor-UENP, e-mail:

  

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  fernando.uenp@hotmail.com. Professor-Supervisor, e-mail: terezaueda@seed.pr.gov.br Universidade Estadual do Norte do Paraná/ Campus Jacarezinho/ Centro de Ciências Humanas e Educação.

  Ensino / Subprojeto de Matemática.

Palavras-chave: Lúdico, Aprendizagem na educação infantil, Conhecimento

matemático.

  Introdução

  Feijó (1992, p. 02) afirma que “o lúdico é uma necessidade básica da personalidade, do corpo e da mente, fazendo parte das atividades essenciais da dinâmica humana caracterizada por ser espontânea, funcional e satisfatória”. Já para Nascimento e Amaral (2004) a Educação Infantil é um período extremamente fértil em relação à construção de novos conhecimentos, sejam eles sociais, afetivos ou cognitivos, sendo a criança dessa faixa etária capaz de estabelecer relações complexas entre os elementos da realidade que se apresenta.

  Dentre os conhecimentos que serão construídos na Educação Infantil, a Matemática ocupa um lugar de destaque. Pesquisas apontam a relevância do trabalho com essa disciplina para as crianças pequenas, especialmente no que diz respeito à construção do conceito de número, além das noções ligadas às grandezas e medidas, bem como espaço e forma.

  A forma como elaborou-seeste artigo, demonstra a intencionalidade em considerar as atividades realizadas em sala de aula juntamente com a prática docente aplicadas na Educação Infantil, levando em consideração que maneira a Matemática é introduzida nessa pratica e como pode ser intencionalmente planejada em um contexto lúdico, favorecendo a construção de saberes relacionados aos números, as formas e as medidas.

  Revisão de Leitura

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  Segundo Priscila Monteiro (2010), consultora pedagógica da Fundação Victor Civita e da revista Nova Escola e coordenadora dos Programas Formar em Rede-Matemática e Além dos Números, do Instituto Avisala, é preciso buscar caminhos para gerar as melhores condições para que todas as crianças se apropriem de um tipo de prática, de um conjunto de conhecimentos e para que adquiram uma atitude de interesse e inquietude frente ao conhecimento. Partindo do pressuposto que sob certas condições todos podem aprender matemática.

  O lúdico é a brincadeira, é o jogo, é a diversão tornando o aprendizado de matemática mais atrativo e divertido. Ao utilizar o lúdico para o ensino da matemática o professor está mediando o aprendizado dos alunos que, a partir da zona de desenvolvimento proximal (ZDP) pode efetivamente adquirir um conhecimento, proporcionando alterações em sua estrutura cognitiva.

  Vygotsky (1998) explica que a zona de desenvolvimento proximal (ZDP) é o percurso que o ser humano faz até chegar a um nível de amadurecimento real, sendo chamado por ele de zona de desenvolvimento real (ZDR) que é a capacidade do ser humano realizar tarefas independentes.

  Segundo as suas teorias o ser humano se desenvolve a partir do aprendizado, que envolve a interferência direta ou indireta de outros seres humanos, sendo que a mediação faz a diferença, interferindo na relação de aprendizagem da criança, fazendo com que as funções psicológicas superiores se desenvolvam no ser humano.

  E ainda destaca que o jogo é um instrumento importante para esse desenvolvimento, sendo que os jogos e suas regras criam nos alunos uma zona de desenvolvimento proximal (ZDP), proporcionando desafios e estímulos para a busca de conquistas mais avançadas, ensinando também a separar objetos e significados.

  Um dos objetivos do ensino da matemática deve ser o de desenvolver a capacidade de dedução (raciocínio lógico) e não a habilidade para calcular mecanicamente. Embora a contagem seja importante para a compreensão do próprio conceito de número, aprender números é mais do que contar. Por isso, o conhecimento matemático não pode ser visto como uma simples memorização de fatos.O ensino da matemática deve ser desenvolvido de forma que o aprendizado seja significativo, com metodologias que estejam ligadas a vivencia dos alunos.

  Ausubel (2000, p.20) cita que “A aquisição e a retenção de conhecimentos são atividades profundas e de toda uma vida, essenciais para o desempenho competente, a gestão eficiente e o melhoramento das tarefas cotidianas”.

  Para Monteiro (2010) destaca que as crianças, desde bem pequenas podem e devem utilizar os números em diferentes contextos. Ao propor diferentes tipos de problemas em que as crianças utilizem os conhecimentos

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  que possuem, o professor pode propiciar a difusão das experiências numéricasde cada criança e fazer circular informação para que todos avancem em suas aprendizagens.

  Nascimento e Amaral (2014) ressaltam que com analise dos resultados, pode-se considerar que a utilização do lúdico no processo de ensino e aprendizagem da matemática, é uma metodologia válida, tornando as aulas mais dinâmicas e diferenciadas, proporcionando também aos alunos, momentos de uma aprendizagem mais prazerosa e ao professor uma ferramenta a mais para o processo de ensino.

  Contudo o planejamento destas atividades deve ser flexível para mudanças que podem ser necessárias durante a sua aplicação e interação com os alunos, a sala de aula é um espaço que deve ser valorizado, organizado para que se torne um lugar estimulante, alegre e acolhedor, pois é onde os alunos interagem e desenvolvem sua aprendizagem.

  Para que as aulas lúdicas sejam eficazes, Nascimento e Amaral (2014) concluem dizendo que é necessário que os professores planejem suas aulas, buscando ter claros os objetivos que pretendem alcançar com o aluno durante a aplicação de determinada atividade.

  Ansiando que a aplicação de atividades lúdicas se torne mais frequente no ambiente escolar, estimulando e motivando os alunos a um aprendizado mais eficaz. Desse modo, infere-se que o ensino da matemática na Educação Infantil, deve oferecer oportunidade de situações significativas de aprendizagem e que os jogos e brincadeiras devem estar sempre presentes, auxiliando no ensino do conteúdo, proporcionando aquisição de habilidades e desenvolvendo capacidades motoras.

  Resultados e Discussão

  A Matemática é temida por muitos, por ser exata e necessitar de raciocínio lógico. NaEducação infantil não é muito trabalhada, por ser trabalhosa e exigir tempo e disposição, logo esta negação da matemática na faz com que as crianças cresçam com dificuldades na transição concreto/abstrato. A maior dificuldade encontrada é a compreensão do abstrato, como por exemplo: nas contas (adição, subtração, divisão e multiplicação), que deveriam ser trabalhadas concretamente, com objetos que as crianças possam pegar, ter o toque, possibilitando através do contato faz que memorizem as operações e sua aplicação.

  A pesquisa teve como público alvo crianças de 6 a 8 anos, em uma escola municipal, a atividade adotada foi: brincadeira 4: Galos Fujões , do livro Matemática no dia a dia da Educação Infantil (REAME, E. ; et. all, 2012).

  Desenvolvida da seguinte maneira: 1°-Recitando a parlenda em voz alta, todos juntos e depois fila por fila, 2°A leitura com exploração de

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  cadaaluno, e pedido para que pintassem os números escritos em algarismos. 3°Problematização sobre a parlenda: Quem fugiu pelo portão?; Quem você acha que era o patrão?; Quantos galos fugiram?; Em seguida foi solicitado que eles contassem até 10 sendo explorada da seguinte maneira: Foi entregue para cada criança um a papeleta com a Parlenda: galos fujões e algumas questões para serem resolvidas, como mostra figura 1.

  Depois de entregue a papeleta foi feita a leitura junto com os alunos da parlenda, após foi analisada a parlenda, deixando que os alunos se expressassem, estes que já perceberam que o objetivo da atividade era trabalhar os numerais e quantidade, em sequência solicitamos que circundassem os numerais escritos na papeleta e fomos interrogadas: “Tia é para circular todos? Ou só um? ”, respondemos que circulassem todos os numerais que apareciam na papeleta. Dando seguimento nas atividades foram feitas as questões: - Quem fugiu pelo portão? As respostas foram: “Os galos” e “o galo”, percebesse que alguns alunos analisaram a questão de plural, quantidade maior que 1, colocando o S no final das palavras; outros já fizeram sua resposta generalizando para o galo.

  A segunda questão trabalhada: - Quem você acha que era o patrão? Atingimos as seguintes respostas: “Um homem”, “o patrão do meu pai na fazenda”, alguns colocaram o nome dos amigos, e um aluno escreveu “Silvio Santos”, as respostas foram baseadas no conhecimento deles, no que vivenciam no seu dia a dia, e até influenciadas pela mídia.

A terceira questão trabalhada: - Quantos galos fugiram? E obtivemos as seguintes respostas: “10”, “10 galos”, “1,2,3,4,5,6,7,8,9,10”, “dez”, nesta

  questão analisamos que a quantidade total foi entendida, para que eles memorizassem a quantidade 10, foi solicitado que cada aluno pegasse 10 lápis de cor, para realizar esta atividade eles teriam de contar um por um assim estariam memorizando a quantidade, depois que pegaram foi contado junto todos os lápis, para verificar se ninguém havia errado, todos pegaram a quantidade certa. Desta forma eles perceberam a quantia 10.

  A última questão apresentada foi: - Vamos imaginar que o patrão tivesse 20 galos. Vamos aumentar a parlenda e contar até 20? Nesta pergunta exploramos a escrita numérica, solicitando que as crianças escrevessem os numerais de 11 até 20, continuando a parlenda. Todos os alunos escreveram os numerais corretamente, também foi trabalhada a quantidade com lápis de cor e com grupos de crianças, foi formado um grupo com 10 crianças e foram interrogadas quantas crianças a mais teríamos que colocar para completar 20, depois para completar 30, completar 40 e 50, nesta idade já foi trabalhado até o numeral 100.

  Após a análise do material, foi possível observar que trabalhar quantidades de forma concreta com a utilização de diversos materiais como: lápis, imagens, alunos, carteiras, até mesmo os numerais, torna mais fácil

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  aabsorção e compreensão de quantia dos numerais e também a fixação dos mesmos. A Figura 1 apresenta a atividade proposta Galos Fujões O galo do patrão Que fugiu pelo portão Eram 1, eram 2, Eram 3, eram 4, Eram 5, eram 6, Eram 7, eram 8, Eram 9, eram 10 Responda: A)Quem fugiu pelo portão? ______________________________________________________ B)Quem você acha que era o patrão? ______________________________________________________ C)Quantos galos fugiram? ______________________________________________________ D)Vamos imaginar que o patrão tivesse 20 galos. Vamos aumentar a parlenda e contar até 20?

  

Figura 1- Atividade

Conclusões

  Na educação matemática o lúdico deve ser explorado no sentido do prazer, do novo, do crítico, ativo, reflexivo no processo de ensino aprendizagem. Ao escolher a atividade o professor deve saber como aplicá-la e ter seus objetivos claros em mente, para fazerem os alunos ultrapassarem os limites, o esperado, e se tornem maiores mentalmente.

  A metodologia deve ser analisada e escolhida a partir do pressuposto de que o professor se sinta confiante e a vontade com o conteúdo e com a atividade escolhida, esta que permita a exploração do potencial da prática lúdica no desenvolvimento das habilidades.

  Ao propor atividades lúdicas o professor deve ter estabelecido os objetivos a serem alcançados e ter conhecimento deles, analisar ametodologia de acordo com a faixa etária, podendo, se isso não ocorrer, que o jogo se torne algo memorativo, não tendo significado, assim a aprendizagem não ocorre. Ao utilizar o lúdico para o ensino de matemático o professor já ultrapassa a predisposição que terá de haver para estas aulas diversificadas, optando assim por um ensino com significado, contextualizado, e atrativo, sendo uma atividade desafiadora, levando os alunos a se dedicarem e atribuir o seu melhor.

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  A inserção de jogos no ensino matemático deve ser realizada dentro de um espaço escolar propositivo, no sentido de diversão, estando ligada aos objetivos a serem alcançados.

  O professor precisa ter conhecimento sobre as atividades lúdicas, estas apresentadas por equipe pedagógica ou em sua formação inicial, dando condições para utilizar esta ferramenta. O que é ensinar matemática, se não o ato de desenvolver o raciocínio lógico, estimulando o pensamento crítico, a criatividade e a capacidade de resolver problemas. O uso lúdico seria uma melhoria neste ensino, mostrando que podemos aprender brincando e se divertindo, deixando aquela taxa de matéria difícil, para a matéria prazerosa e encantadora.

  Agradecimentos

  Direcionamos aqui nossos agradecimentos ao professor Jonis por nos direcionar e apoiar em nosso tema, aos amigos que nos auxiliaram e a Deus que nos concede sabedoria e à Agência de Fomento CAPES pelo apoio dado à este trabalho.

  Referência

  AUSUBEL, D. P. The psychology of meaningful verbal learning.Nova Iorque: Grune&Stratton, 1963. FEIJÓ, O. G. Corpo e Movimento. Rio de Janeiro: Shape, 1992. MONTEIRO, P. As crianças e o conhecimento matemático: experiências

  

de exploração e ampliação de conceitos e relações matemáticas, 2010,

  P. 18, Consultora Pedagógica da Fundação Victor Civita e da revista Nova Escola e Coordenadora dos Programas Formar em Rede-Matemática e Além dos Números, do Instituto Avisalá, São Paulo, 2010.

  NASCIMENTO, D. S.; AMARAL, V. B. R.A matemática desenvolvida na

  educação infantil com crianças de 5 anos, 2014, P. 38 Centro

Universitário Católico Salesiano Auxilium, Lins –SP, 2014

  REAME, E. ; RANIERI, A. C. ;GOMES, L. ; MONTENEGRO, P. Matemática

no dia a dia da Educação Infantil _ rodas, cantos, brincadeiras e histórias.

São Paulo: saraiva e siciliano s. a. 2012.

  VYGOTSKYI, L. S. A formação social da mente. 6ª ed. São Paulo: Martins Fontes, 1998.

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