Atividade Complementar 4 Recuperação Leitura Página 58

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13 Gerenciamento de projetos

  Discussão dos aspectos técnicos que levaram àruptura de cava de escavação e das prescriçõesque poderiam ter evitado o acidente 80 Pesquisa Aplicada IBRACONRua Julieta Espírito Santo Pinheiro, 68 – CEP 05542-120 – Jardim Olímpia – São Paulo – SP Tel. Jacintho, PUC-Campinas, Brasil Joaquim Figueiras, FEUP, Portugal Gráfica: Ipsis Gráfica e EditoraPreço: R$ 12,00 As idéias emitidas pelos entrevistados ou em artigos assinados são de responsabilidade de seus autores e não expressam,necessariamente, a opinião do Instituto.

ISSN 1809-7197

  “A Revista tem o objetivo de promover a difusão e a melhor compreensão do es-tado da arte da construção em concreto, tanto no que se refere a estruturas, comono que tange à tecnologia e aos materiais que compõem o concreto. Qualificada no sistema QUALIS, da CA- con v er se com o ibr acon PES, a RIEM é excelente veículo para a divulgação de trabalhos acadêmicos e depesquisas tecnológicas sobre o concreto e seus sistemas construtivos, uma vezque é dirigida a todos os profissionais dos variados segmentos da cadeia construtivado concreto, no Brasil e no mundo.

i BrACon

  Em 2003, a companhia adqui- riu 50% da Suwannee AmericanCement, na Flórida, e o con- trole da S&W Materials Inc.,concreteira na região de Jack- sonville (Flórida) e que, pos-teriormente, integrou-se ao Anderson Group e pas-sou a se chamar Trinity Materials. A Votorantim Cimentos está presente na América do Nor-te com 30% de participação de mercado na região dos Grandes Lagos e15% de participação de mercado no Es- tado da Flórida.i BrACon V otorAntim C imentos iniCiou seu ProCesso De internACionAlizAção ?

DE TONELADAS ADICIONAIS DE CIMENTO POR ANO

  O cimen- to está presente em pra-ticamente 100% de todas as construções existen-tes, seja de habitações, seja de infraestrutura.i BrACon uAis são os PArâmetros De quAliDADe e ProDutiViDADe DA or que o Cimento e o ConCreto DestACAm - se Como mAteriAis ConstrutiVos mAis lArgAmente emPregADos ? m ArCelo C hAmmA tem um centro técnico em Curitiba, com inúmeros técnicos, mestres e doutores,laboratórios de ponta que têm a finali- dade de cuidar da qualidade de produtose processos de fabricação do cimento.

CENTRAIS DOSADORAS DE CONCRETO

  Discussão dos aspectosoblemastécnicos contribuintes à ruptura de umaescavação a céu abertoeDuARDO Dell´AvANzI • ROBeRtO DAlleDONe MACHADO entro De stuDos em ngenhAriA iVil niVersiDADe eDerAl Do ArAná C e e C – u f P iretor De elAções Com o erCADo r m JOSÉ R. Todos esses fatores estão asso-de múltiplos subsolos que culminaram com ciados e não se pode admitir, atualmente,algum projeto que não contemple cada um o colapso da cava de escavação em três frentes de serviço.

2. DeSCRIçãO DO

  O primeiro caracteriza-se por empresas que possuem departamen-tos de engenharia consolidados e estes mesmos conduzem o gerenciamento dostrabalhos de arquitetura, de engenha- ria e de compatibilização dos projetoscomplementares com critérios técnicos e econômicos concisos e claros. Carecendo de corpo técni- co habilitado para tal fim, a empresa pro-prietária da obra conduziu conversações multilaterais visando contratar a execu-ção de quatro projetos distintos, quais sejam: de arquitetura, estrutura pré-moldada de concreto, estrutura metálica de cobertura e geotécnico (contenções efundações).

3. DeSCRIçãO DO ACIDeNte OCORRIDO

  A primeira linha detirantes, posicionada ao longo da viga de coroamento do paramento de conten-ção, era composta por tirantes com in- clinação de 45º, enquanto que a segundalinha de tirantes, localizada à altura da laje de piso do 1o subsolo, era compostapor tirantes com inclinação vertical de- finida a partir da horizontal igual a 10º. Como medida para contornar a questão, a empresa executora foi orientada a realizar solucionando pr oblemas uma segunda cortina de estacas com 50 cm de diâmetro a alguns metros para o lado defora da estrutura que rompeu, isto é, para o lado das vias de acesso.

4. AuDItORIA DO pROJetO ORIGINAl

  Já os comprimentos de ficha de embuti- mento ao longo do acesso B deveriam pos-suir comprimentos mínimos iguais a: n 11m na região da escavação com até 10m de profundidade; n 9m na região da escavação com até8m de profundidade; n 7m na região da escavação com até 6m de profundidade. A auditoria do projeto indicou que a definição de espaçamento entre estacas solucionando pr oblemas n O projeto de estabilização da cava envolveu soluções particulares de en-genharia, uma vez que a estrutura pré- moldada de concreto já tinha sido usi-nada desconsiderando-se a absorção dos esforços advindos do empuxo de terra dacontenção.

5. PROJETO DE eStABIlIzAçãO DA CAvA

  Devido às especifidades do projeto de estabilização, a sua implementação en-volveu, obrigatoriamente, a elaboração de um projeto de instrumentação paramonitoramento do desempenho real da estrutura de contenção e de um planode gerenciamento de risco. A s propostas de alteração da Nor- ma Brasileira ABNT NBR 15146 leira de Normas Técnicas – ABNT, Núcleo de Qualificação e Certificação de Pessoal Formada em fevereiro último, a Comis- são de Estudos de Controle Tecnológico doConcreto - Qualificação de Pessoal está em pleno processo de revisão da norma bra-sileira ABNt NBR 15146.

1. INtRODuçãO de impermeabilização são aplicados

  Pela sua carac- terística, deve ser feito durante a etapa decoordenação geral das atividades de proje- to e deve compor os documentos do proje-to básico de arquitetura, definido na NBR 13532 ou, na ausência desse, deve comporo projeto executivo de arquitetura.” Estanqueidade Em 10.1 – Generalidades. Asolicitação pode ocorrer de quatro formas distintas, conforme a seguir: Ainda, na NBR 9575, define-se, no itemSeleção, o seguinte: n “Projeto básico de impermeabilização elemento (ou de um conjunto de componentes) de impedir a penetraçãoou passagem de fluidos através de si.

2. INCuMBêNCIAS DOS

INteRveNIeNteS

2.1 P rojetistAs

  De acordo com oSindusCon-SP (Sindicato da Indústria daConstrução Civil do Estado de São Pau- lo) e FGV (Fundação Getulio Vargas),no acumulado até o mês de novembro, o setor apresentou um total de 2,35milhões de empregados, o que já re- presenta um crescimento de 12,8% emrelação ao número de empregados ao término de 2008. Governador Silvio Pedroza, Praia de Areia Preta,Via Costeira, possuium extensão de aproximadamente 240 m e encontra-se em contato direto e permanen-te com a água do mar e seus respingos, sen- do submetida a ciclos de molhagem e seca-gem constantes, estando inserida no nível de agressividade IV de acordo com a NB-1, ouseja, uma agressividade muito forte com risco de deterioração elevado(agressividade maissevera existente).

2. DeSCRIçãO

  viga, também corrida, chamada viga de bordo DA CORtINA A estrutura da cortina atirantada consiste com dimensões de (25 x 40 cm), que serveem uma cortina de 240 m de extensão e 4m de de apoio à laje do passeio. 3.4 P orosiDADe Foram extraídas amostras de concreto em sete pontos, sendo levadas ao labo-ratório da UFRN para análise, conforme a NBR-9778, apresentando resultadosinferiores a 10% indicando, conforme a norma, concreto de boa qualidade e bemcompacto (8,77%,7,33%,9,64%,9,32%,8,4 4%,8,33%,7,23%).

3. ANálISe eStRutuRAl

4. ReCupeRAçãO e ReFORçO eStRutuRAl

  n Nas vigas, também devido ao intenso desgaste das armaduras com corrosão comperda de seção quase total, optou-se pela ancoragem de novas armaduras principais eestribos (12.5 mm e 5.0) em toda extensão das peças, com adesivo estrutural com furosde 10 e 5 cm de profundidade, com brocas de 13 mm e 6 mm, respectivamente;e aplicação de uma tela de zinco grampeada nas vigas de concreto,anteriormente ao hidrojateamento. A partir da NBR 6118:2003 – Proje- tos de Estruturas de Concreto e da NBR14931:2003 – Execução de Estruturas deConcreto – Procedimento, a questão da durabilidade das estruturas passou a sertratada de maneira sistêmica, como ne- cessário, e deu ênfase a característicasdo concreto que possam assegurar a du- rabilidade das armaduras frente aos me-canismos de deterioração mais comuns.

2. AGeNteS AGReSSIvOS

  SWAMMY et al. (1994) citado por MEIRA(2004) segmentaram o ambiente marinho em cinco zonas: zona submersa, zona deflutuação de maré, zona de respingo, zona de interface solo/respingo e zona de solo,como pode ser visto na Figura 1.

2.1 C loretos

  Porém, solucionando pr oblemas os cloretos combinados na forma de cloro-aluminatos e cloroferratos podem tornar-selivres, através de reações deletérias, como a carbonatação e a elevação da temperaturado concreto. eStuDO De CASO: píeR De AtRACAçãO tAMBAú Píer de atracação é uma estrutura construída à beira-mar e para dentro domesmo, com a finalidade de atracação das embarcações e também passeio públi-co.

3.1 D ADos DA estruturA

  O píer de atracação da cidade de JoãoPessoa foi construído sob os preceitos e re- comendações da antiga norma de projetosde estruturas de concreto a NBR 6118:1978, no que diz respeito à durabilidade da es-trutura (proteção às armaduras e especi- ficação da espessura de cobrimento). Ensaios comprobatórios de desempenho da durabilidade da estrutura frente ao tipoe nível de agressividade previsto em projeto devem estabelecer os parâmetros mínimos aserem atendidos no desenvolvimento de um projeto de uma estrutura de concreto arma-do.

3.3 C onCreto utilizADo nA exeCução DA estruturA

  3.4 i nsPeção e DiAgnóstiCo Em Dezembro de 2007, as vigas solucionando pr oblemas longitudinais e bi-apoiadas de dois mó- dulos da estrutura de concreto armadodo píer de atracação Tambaú ruíram no meio do vão, devido ao avançado estadode corrosão de suas armaduras e defor- mações nas vigas. Na Foto cia entre a armadu-11, pode ser visto parte da inspeção.ra e o concreto, as solucionando pr oblemas O CEB-FIP Model Code (1990) recomen- da a adoção das seguintes expressões paraa estimativa da resistência à compressão do concreto com o tempo.onde, cimento empregado, sendo adotado, para o caso em questão, o valor de 0,25 (cimen-to de pega normal).

G. B. BAlBINOt – A

  Esse procedimento, que alia a interpre- tação de valores de potencial de corrosãocom velocidade de corrosão, é atualmente o mais recomendável para o monitoramen-to da durabilidade das armaduras de estru- turas de concreto armado. Em geral, o que se observa nas medi- das de potencial de eletrodo em concretoé um fluxo que vai desde a armadura até o eletrodo de referência, com o fechamentodo circuito entre as duas partes ocorrendo de forma iônica através de uma interfacealtamente condutiva.

4. ReSultADOS v DifíCio 1 e

  DISCuSSãO DOS ReSultADOS A Figura 12 apresenta os dados globais de todas os quatro edifícios avaliados, in-dicando que 77% de todos os 120 pilares portante notar que, neste caso, o valoravaliados ao longo dos quatro trabalhos de potencial de corrosão na base do pi-de inspeção apresentam valores mais ne- lar é mais negativo do que a leitura rea-gativos de potencial de corrosão na base lizada a meia altura dos pilares em 100%dos pilares. O método de avaliação do potencial de corrosão se mostrou um importantemeio de detectar mudanças no estado do aço, ajudando a perceber quando aarmadura muda do estado passivo para o estado de corrosão ativa e vice-versa,reafirmando este método como uma fer- ramenta útil nos serviços de inspeção eavaliação da durabilidade de estruturas de concreto armado.

4. Sinergia entre 1, 2 e 3 – A influência

  Se o concreto da base dos pilares apresenta uma maiortendência a ser mais poroso pela segregação e dificuldade de adensamentodevido a alta concentração de armaduras, é fácil concluir que estaserá uma região com tendência a sofrer mais com a contaminaçãopor íons cloretos e pelo dióxido de carbono. c) instrumentar a obra para avaliar executar novas sondagens e/ou novos ensaios; Além de um bom projeto de fundações, a análise e previsão do comportamento estru-tural, principalmente quando as fundações estão apoiadas em solos distintos, deve serobjeto de estudo do projetista da estrutura, com o uso de técnicas adequadas.

2.2 C

  Em presença erro, mas uma temeridade, foi o fato de ha- do projetista da estrutura, um breve diag-ver um grande número de pilares do corpo nóstico foi o de que essas fissuras muito solucionando pr oblemas provavelmente se deviam a recalques di- ferenciais nas fundações e que a constru-tora deveria efetuar o monitoramento das fissuras, para verificar se estavam ativas ese ocorreriam novas fissuras. Saliente-se que o escoramento da estrutura, iniciado logoapós o primeiro dia, mas somente comple- tado, de forma efetiva, no terceiro dia,pela dificuldade de mão-de-obra e mate- rial, em função de se tratar de feriado decarnaval.

4. ReCupeRAçãO DA FuNDAçãO e DA eStRutuRA

4.1 A nálise iniCiAl Do ProBlemA

  Observou-se que os custos do reforço de fundações de uma obra, muitas vezes,são maiores que o custo inicial das fun- dações da obra, ainda mais se conside-rados os custos indiretos não facilmente mensuráveis, tais como: depreciação dopreço de venda da obra; custos devido ao atraso da entrega da obra; e desgas-te da imagem das empresas envolvidas; entre outros. Este tra- balho apresenta a tentativa de desenvolvi-mento de um novo método de ensaio acele- rado denominado ABCPT (método aceleradobrasileiro de prismas de concreto), com o intuito de que este possa, de maneira confi-ável e em apenas trinta dias, analisar e clas- sificar agregados mediante a sua potencialreatividade em laboratório.

2. DeSeNvOlvIMeNtO De MÉtODOS ACeleRADOS De pRISMAS De CONCRetO

  n Baseando-se nos trabalhos previamente descritos, pôde-se perceber que a imersãode prismas de concreto em soluções extre- mamente alcalinas em altas temperaturaspode, em determinados casos, gerar re- O método ABCPT, proposto pelos auto- res deste trabalho, foi desenvolvido devidoà necessidade da análise e classificação da potencial reatividade de agregados em la-boratório de maneira rápida e eficiente. desenvolveram um ensaio acelerado a 80°C onde os corpos-de-provasão confeccionados de maneira similar aoCPT, (tendo um equivalente alcalino supe- rior - 1,35% de Na2 O e prismas de concreto imersos em água faz com que suas expansões sejammenores do que às dos prismas imersos em solução (tanto de NaOHquanto de NaCl) e dos prismas submetidos à 100% de umidade relativaem qualquer idade analisada.

4.1 A mostrAs

  4.2 e nsAios reAlizADos O calcário de Spratt foi escolhido devido ao danoso desempenho em campo demons-trado em obras de infra-estrutura (pontes, túneis, muro, barreiras de concreto, etc)na cidade de Quebec – Canadá, além de ser o agregado padrão, ou seja, de desempe-nho conhecido, utilizado na calibração de ensaios de laboratório daquele país. Tentando minimizar o problema da“agressividade ambiente” e da diluição dosíons alcalinos, o método ABCPT tem como conceito básico a não ocorrência, ou a me-nor ocorrência possível de difusão entre o meio interno e externo dos corpos-de-pro-va, e, sendo assim, o ensaio é acelerado basicamente pela temperatura (80ºC).

6. ANálISe pesquisa aplicada ção ao período de análise (1 ano). COMpARAtIvA

  Para a realização da análise compa- MétODO ABCPt rativa entre métodos, foi elaborado umA Figura 2 apresenta a expansão média gráfico de quatro quadrantes (onde o ao longo do tempo dos prismas confeccio- eixo das abscissas representa um primei-nados com os agregados em estudo através ro método e o eixo das ordenadas repre- do método ABCPT. senta um segundo método). n O coeficiente de correlação entre os mé todos ABCPT e CPT (respectivamente a1 ano e 28 dias) foi de 89% (0,89), o que pode ser considerado muito bom emse tratando de um ensaio acelerado; n potencial de agregados em laboratório e classificou todos os agregados testadosde maneira equivalente ao CPT (método mais confiável existente); 2008.