COMPORTAMENTO ALIMENTAR, PARÂMETROS HEMATOLÓGICOS E POPULAÇÃO DE CILIADOS RUMINAIS EM CORDEIROS DA RAÇA CRIOULA LANADA SERRANA

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LUCIANO ZACCA SCHMIDT

  Dr. Peter Johann BürgerCo-Orientador: Prof.

SCHMIDT, LUCIANO ZACCA

  Comportamento alimentar, Parâmetros Hematológicos e População de CiliadosRuminais em ovinos da raça Crioula Lanada Serrana. Dissertação (mestrado) - Centro de Ciências Agroveterinárias, 2006.

CRIOULA LANADA SERRANA

  Ao Professore Edison Martins e Professora Vera Maria Villamil Martins, que disponibilizaram sem medir esforços seu estabelecimento Pecuário, bem como umlote de cordeiros da Raça Crioula Lanada Serrana para a realização deste trabalho. Ao Professor Marcio Pacheco de Andrade, que com muita competência e conhecimento realizou os exames laboratoriais de hematologia veterinária.

LANADA SERRANA. RESUMO

  Foram colhidas amostras de 10 mL de sangue venoso da veia jugular, desta forma uma sub-amostras de 3 mL foram adicionado anticoagulanteEtileno-diamino-tetracéticodissódico – EDTA, na concentração de 10%, utilizando-se0,1mL em cada 5mL de sangue para os exames hematológicos e sub-amostras de 7 mL foram deixados para que coagulassem sendo o soro utilizado para as dosagensbioquímicas. 63 LISTA DE TABELAS CAPÍTULO ITabela 1 – Médias de tempos despendidos em Pastejo ao Sol, Pastejo a Sombra, Ruminação no Sol, Ruminação na Sombra, Ócio no Sol, Ócio naSombra e Atividades Diversas hora/dia em cordeiros da Raça Crioula Lanada Serrana segundo as idades e intervalos de tempos de observações......................

LISTA DE ABREVIATURAS

GliGOD GPOHbHCM HCT HDL K LDL AaADApATP BECa Mg Mg mg/dLµL mLmmODSOL ODSOM OPG OPSOL OPSOMmmHgNaNmOPG PPaCO 2 pHPaO

2 Pg

  4.3.1 Local e Clima................................................................................................... 5.4.2 Experimento II – População de ciliados ruminais............................................

1 INTRODUđấO

  Esta espécie vem contribuindo com 4,8% do total mundial de produção de carne e 3,4% de leite, sendo que 60% das ovelhas produtoras de leite, total ou Entre as raças ovinas no Planalto Serrano Catarinense encontra-se a raçaCrioula Lanada Serrana descendente do carneiro selvagem, do sudoeste asiático. O clima daregião, classificado como temperado, chuvoso, com verões brandos e invernos rigorosos com grandes incidências de geadas que se estendem de abril a novembro,e mudanças bruscas de temperatura em conseqüência das freqüentes entradas de massas polares.

2 REVISÃO DE LITERATURA

  Sendo o conhecimento da rotina alimentar dos animais de fundamental importância para garantir um desenvolvimento hígido, este estudo procuraaprofundar os conhecimentos a respeito do comportamento alimentar e da população de ciliados ruminais em cordeiros da raça Crioula Lanada Serrana, parafundamentar práticas de manejo aos produtores do Planalto Serrano Catarinense. Os animais foram continuamente mantidos em uma pastagem de 0,65 hectare de azevém perene (Lolium perenne L. cultivar “Parcour”), onde a altura dapastagem foi mantida entre cinco e seis centímetros e os resultados apontaram a existência de um padrão diário recorrente, com picos na atividade de ingestão acada oito horas.

3 REFERÊNCIAS

  (1999) que trabalharam com comportamento alimentar de cordeiros da raça Muzaffarnagari e cruzamento das raças Suffok e Dorset e Muzaffarnagarirelataram os tempos médios de alimentação diários de 7,0 horas, sendo duas horas de ruminação deitados e uma hora e ruminação de pé. Wolff (2005) relatou o tempo de ócio de cordeiros da raça Texel para as idades de 120 e 240 dias, de 1,04 e 0,47 horas/dia, inferiores às médiasencontradas neste ensaio de 2,73 e 1,11 horas/dia e o tempo despendido de 0,47 hora/dia para as idades de 180 dia, superior ao valor observado neste ensaio para amesma idade, de 0,26 hora/dia.

1 Sexo

  Os baixos valores médios de ganhos de peso obtidos, para machos e fêmeas, Similarmente aos dados observados na Tabela 2, também não apresentam diferenças (P>0,05) de ganho de peso diário entre sexos (SIQUEIRA et al., 1984;WOLFF, 2005). Os valores de coeficiente de variação (CV) foram, respectivamente, de 9,82%, para épocas de pesagem e 49,31% para sexo.

IDADES RESUMO

  A variação pode depender dotipo de alimentação, da distribuição geográfica e da competição entre certas Salvio (1999), avaliando o conteúdo ruminal, reticular e abomasal de bovinos abatidos em Minas Gerais, relatou que os ambientes no rúmen e no retículo são o bastante estáveis, com temperaturas médias entre 36 e 37 C e pH de 6,5. Para a obtenção dos resultados médios de hemograma, foram retiradas amostras de sangue venoso (por punção da veia jugular externa), em seringa de 10mL, sendo 3,0 mL transferidos imediatamente para tubo de ensaio com anticoagulante ácido etileno-diamino-tetracético (EDTA) a 10 %, na proporção de 0,1mL para cada 5 mL de sangue, para análise de concentrações.

2 SAT), em % e Constante de Dióxido de Carbono (ct CO ), em mmol/L

  Figura 2 –Amostra de conteúdo ruminal com formaldeido Para a contagem e identificação dos ciliados, à alíquota de 1,0 mL da amostra formalizada, se acrescentou 9,0 mL de solução de glicerol a 30% e três gotas deLugol, para coloração, 15 minutos antes da contagem. Para identificação das subfamílias de Ophryoscolecidae e dosgêneros Diplodiniinae, foram adotados os métodos propostos por Lubinsky em 1957, citado por D’Agosto e Guedes (2000), expressando os resultados da contagem pelonúmero de ciliados por mL de conteúdo ruminal.

1 Variável

  Os valores médios da concentração de leucócitos totais, eritrócitos e teor de hemoglobina são semelhantes aos relatados em ovinos por Blood et al. Tabela 2 – Média dos valores bioquímicos de hemograma de cordeiros da raça Crioula Lanada Serrana, em pastejo, segundo o sexo no período do desmame aos 240 dias de idade.

1 GLI (mg/dL) 78,3 73,6

  (2002) descreveu valores de magnésio, em ovinos, de 2,2 a 2,8 mg/dL semelhantes aos observados na Tabela 2. Gomide (2004) e Pugh (2005) relataram em ovinos, respectivamente, níveis séricos de fósforo, 7,03 mg/dL e 5,0 a 7,3 mg/dL, de glicose, de 50,0 a 80,0 mg/dL;cálcio, 11,25 mg/dL e 11,5 a 13,0 mg/dL; sódio, de 145 a 152 mEq/L; de potássio, de 3,9 a 5,4 mEq/L e magnésio de 1,88 mg/dL, similares aos descritos na Tabela 2.

1 Macho Fêmea

  Não houve efeito significativo dos fatores sexo e etapa e da interação sexo vs.etapa para todas as variáveis analisadas (P > 0,05). b) Ensaio de HemogasometriaOs valores hemogasométricos médios, de cordeiros da raça Crioula Lanada Serrana, segundo sexo são apresentados na Tabela 5.

3 CV

  Os valores médios de ciliados ruminais de cordeiros da raça Crioula LanadaSerrana, em pastejo, segundo a idade, apresentados na Tabela 7 demonstram que a concentração dos gêneros Entodinium e Eremoplastron podem variar de acordo coma idade. La Ingestión de forraje y de concentrado en ovejas de raza Assaf en relación con el nivel de producción de leche e la semana de lactación.

6 CONCLUSÕES

  Nas condições em que foram realizados os experimentos com os cordeiros da raça Crioula Lanada Serrana, nas diferentes faixas etárias 120, 180 e 240 dias deidade constatou-se que:Os fatores relacionados com os tempos despendidos com pastejo, ruminação e ócio não diferiram entre si (P>0,05) segundo a idade e o sexo. Os ciliados ruminais dos gêneros Eudiplodinium e Epidinium não foram influenciados (P>0,05) e o gênero Entodinium e Eremoplastrom diferiramestatisticamente (P<0,05) segundo a idade dos cordeiros e a concentração de ciliados ruminais dos gêneros Epidinium e Eremoplastrom não foi influenciada(P>0,05), diferindo estatisticamente (P<0,05) os gêneros Entodinium, Eudiplodinium, segundo o sexo dos cordeiros.

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