ORGANIZAÇÃO ESCOLAR EM CICLOS DE FORMAÇÃO E DESENVOLVIMENTO HUMANO COMO FATOR DE INCLUSÃO EDUCACIONAL EM GOIÂNIA

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Suelena de Moraes Aguiar

Suelena de Moraes Aguiar ORGANIZAđấO ESCOLAR EM CICLOS DE FORMAđấO E DESENVOLVIMENTO HUMANO COMO FATOR DE INCLUSÃO Universidade Católica de GoiásMestrado em Educação

EDUCACIONAL EM GOIÂNIA

Universidade Católica de GoiásMestrado em Educação Suelena de Moraes Aguiar

ORGANIZAđấO ESCOLAR EM CICLOS DE FORMAđấO E DESENVOLVIMENTO HUMANO COMO FATOR DE INCLUSÃO EDUCACIONAL EM GOIÂNIA

  Dissertação apresentada à Banca Examinadora do Mestrado em Educação da Universidade Católica deGoiás como requisito parcial para a obtenção do Titulo de Mestre em Educação, sob a orientação da ProfessoraDrª. Universidade Católica de GoiásMestrado em Educação Organização escolar em ciclos de formação e desenvolvimento humano como fator de inclusão educacionalem Goiânia / Suelena de Moraes Aguiar.

BANCA EXAMINADORA ................................................................................................................

  Maria Francisca de Sousa Carvalho BitesUCG (Presidenta) .............................................................................................. Lenita Maria Junqueira Schultz(Membro) ..............................................................................................

DEDICATÓRIA

  Aos meus pais, José Delgado de Moraes (In memorian) eAndrezina Pires de Moraes, que, como tantos outros, muito cedo foram excluídos da escola, mas que nãopermitiram que se excluíssem seus filhos. Ao Hamilton, meu esposo querido, que sempre acreditou que eu seria capaz, pelo companheirismo, incentivo ecumplicidade.

AGRADECIMENTOS

RESUMO

  Essapesquisa é intitulada “Organização Escolar em Ciclos de Formação e Desenvolvimento comoFator de Inclusão Educacional em Goiânia” e tem como campo de estudo a Rede Municipal de Educação de Goiânia onde atuamos como professora. No que se refere a inclusão na Rede, tendo por base os relatos colhidos nas entrevistas, os professores apesar dedemonstrarem conhecimento das Leis que asseguram a inclusão dos alunos, ainda não compreendem a proposta de Inclusão Educacional.

ABSTRACT

  This research isintitled “The School Organization in Formation Cycles and Development as a Factor ofEducational Inclusion in Goiânia” and it has as a study field the “Rede Municipal deEducação de Goiânia” where I work as a teacher. This research aims the analysis of the proposal of the Formation Cycles and the Human Development implemented in the “ RedeMunicipal de Goiânia” in 1998 as a factor of educational inclusion.

CAPÍTULO I – UM BREVE HISTÓRICO DOS CICLOS E O PROJETO ESCOLA PARA O SÉCULO XXI EM GOIÂNIA ....................................................

  26 1 Um pouco da Organização Escolar no Brasil e a Denominação Ciclos como 26 Etapas de Escolarização ........................................................................................ 3 O Distanciamento entre os Sujeitos que Propõem a Proposta dos que a 113 Recebem ..................................................................................................................

OS CICLOS DE FORMAđấO E DESENVOLVIMENTO HUMANO NA REDE

  118 MUNICIPAL DE EDUCAđấO DE GOIÂNIA: ầ GUISA DE CONCLUSấO ......126 REFERÊNCIAS ............................................................................................................. APÊNDICE I ..............................................................................................................

LISTA DE SIGLAS

AI - Ambiente InformatizadoB M - Banco MundialBUA - Bloco Único de AlfabetizaçãoCBA - Ciclo Básico de AlfabetizaçãoCEFPE - Centro de Formação dos Profissionais de EducaçãoCEI - Centro de Educação InfantilCEPAL - Centro Popular de Abastecimento e LazerCMAI - Centro Municipal de Apoio a InclusãoCMEI - Centro Municipal de Educação InfantilCME - Conselho Municipal de EducaçãoDAE - Departamento de Administração EducacionalDEFIA - Divisão de Educação Fundamental da Infância e da adolescênciaDEPE - Departamento PedagógicoFMI - Fundo Monetário Internacional IE - Instituições Educacionais INEP - Instituto Nacional de Estudos e PesquisasLDB - Lei de Diretrizes e Bases da Educação NacionalMEC - Ministério de Educação e CulturaNE - Necessidades EspeciaisNEE - Necessidades Educacionais EspeciaisNTE - Núcleo de Tecnologia EducacionalPCN - Parâmetros Curriculares NacionaisPME - Plano Municipal de EducaçãoPPP - Projeto Político PedagógicoRME - Rede Municipal de EducaçãoSAEB - Sistema Educacional de Avaliação da Educação BásicaSEE - Secretaria de Estado de EducaçãoSEESP - Secretaria Nacional de Educação EspecialSME - Secretaria Municipal de EducaçãoEU - Unidade EducacionalUCG - Universidade Católica de Goiás UFG - Universidade Federal de GoiásUNESCO - Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciências e CulturaURE - Unidade Regional de Educação

INTRODUđấO

  Estudos, entre os quais o de Freitas (2003), mostram que essas propostas neoliberais de educação não condizem com a realidade de educação brasileira, nem podem oferecer umatendimento que garanta uma educação de qualidade para todos os sujeitos. Segundo Ferreira e Ferreira (2007, p. 24), apoiados no censo escolar de 2002, o Brasil ao aderir a Declaração de Salamanca, se compromete junto à Organização das Nações Unidaspara a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) e ao Banco Mundial (BM), a elevar osíndices nacionais da educação básica, priorizando os aspectos quantitativos do acesso à escola.

Trabalho coletivo

  O Trabalho Coletivo é entendido dentro da Proposta de Organização em Ciclos deFormação e Desenvolvimento Humano de Goiânia a partir do rompimento com a lógica da homogeneidade hegemônica na sociedade atual. Desse modo,o trabalho coletivo visa a garantir condições de superação dos desafios do cotidiano e das dificuldades de aprendizagem encontradas ao longo da formação dos alunos.

Horário de estudo e de outras atividades pedagógicas

  Com o objetivo de atender as reivindicações dos professores quanto ao curto tempo para planejar e avaliar suas atividades e se contar com um momento para atendimentoindividualizado aos alunos com maiores dificuldades de aprendizagem, é que foi proposto esse horário. Nesse sentido, foi ampliado o quantitativo de professores por turma e por ciclos, para atendimento a essa demanda.

Enturmação

  Os alunos são enturmados no início do ano, tendo como referência a idade. Os agrupamentos originados pela matrícula são mantidos de forma oficializada junto Cabe esclarecer, que a matrícula dos alunos por idade e a manutenção oficial do agrupamento de origem não inviabiliza ou nega o movimento dos alunos nas reenturmações enos novos reagrupamentos, que acontecem de forma temporária.

Reenturmação

  Na reenturmação, o aluno que necessita de atendimento diferenciado pode ser encaminhado a outro agrupamento do mesmo ciclo, em turma antecedente a que ele estáagrupado, participando das atividades desenvolvidas naquele agrupamento/turma. A proposta de reenturmação dentro do ciclo de formação deve acontecer de forma clara e bem planejada pelo coletivo de professores.

Reagrupamento

  Os reagrupamentos, como metodologia do trabalho pedagógico inserida na proposta de Ciclos de Formação e Desenvolvimento Humano, ampliam a recomendação daLDB 9394/96 no artigo 24, alínea “e”, que preconiza a necessidade das unidades educacionais atenderem aos educandos com baixo rendimento escolar, através de“recuperação paralela”. É nesse sentido que se propõe a organização de novos agrupamentos dentro do ciclo de formação, ao longo do ano letivo, e tendo como referência as diferenças, os interesses,estágios de aprendizagem, e o que o grupo de professores avaliarem como importante e necessário ao desenvolvimento do aluno.

Avaliação

  O processo avaliativo nos Ciclos de formação e Desenvolvimento Humano, implica em revisão de conceitos estereotipados na sociedade e consequentemente na propostapedagógica da escola, nas intenções dos professores e na vivência do cotidiano escolar. Essa concepção é referencial para uma educação tratada como prática social e humanizadora que contribuirá para o planejamento e ressignificação das açõespedagógicas voltadas para o desenvolvimento global dos educandos (GOIÂNIA, SME, 2008, p. 50).

Função do professor dinamizador

  Na época de implantação dos ciclos foi oferecido aos professores do Ciclo I mais uma oportunidade de trabalhar com os alunos individualmente e com mais flexibilidade, para tantohouve a inserção do professor dinamizador, nessa fase. Tendo por baseo Projeto Político Pedagógico da escola o professor dinamizador juntamente com os demais professores preparavam atividades diferenciadas e necessárias para intervir no processo daaprendizagem ajudando a superar as dificuldades de todos os alunos.

Participação do professor coordenador

  Também se justifica em razão da importância desse trabalho organizado com ocoletivo de professores, a fim de que possa articular ações com legitimidade e confiança. Acompanhamento pedagógico A denominação “acompanhamento Pedagógico” refere-se ao trabalho das equipes que atuam nas Unidades Regionais de Educação (UREs), que sob orientação da equipe gestora da Esses acompanhamentos são realizados semanalmente por profissionais da educação lotados nas UREs denominados apoios pedagógicos.

Salas de apoio pedagógico - APE

  As Salas de Apoio Pedagógico foram implantadas na RME no ano de 1997 para atenderem: [...] a uma modalidade educativa que, de acordo com as determinações do MEC deve ser desenvolvida no ensino regular para alunos com dificuldades deaprendizagem, não portadores de deficiências ou condutas típicas para o ensino especial. Iniciou-se em caráter temporário, hoje já efetivado, no sentido de resolvera situação do aluno portador de tais dificuldades, evitando o seu encaminhamento para escolas de ensino especial e o conseqüente aumento da clientela destas,desnecessariamente.

XXI EM GOIÂNIA

  3.3 A Proposta de Ciclos de Formação em Porto AlegrePara falarmos sobre a Proposta de Ciclos de Formação implantada em Porto Alegre, nos referenciaremos em Krug (2002), que vê os Ciclos de Formação como uma novaconcepção de escola para o ensino fundamental, onde se valoriza o aprender dos alunos como direito de cidadania. Como podemos apreender, conforme as contribuições wallonianas, a escola organizada em Ciclos de Formação e Desenvolvimento Humano é estruturada de modo arespeitar a criança em suas fases de desenvolvimento e sua cultura garantindo a ela o pleno desenvolvimento de suas aptidões, possibilitando a aquisição de autonomia para proceder suaanálise intelectual de forma independente.

CAPÍTULO III OS CICLOS ESCOLARES E A INCLUSÃO EDUCACIONAL

  Para discutir a existência de conexões entre a educação inclusiva e os Ciclos deFormação, o autor propõe, em sua análise, alguns pontos de referência: a investigação, a formação de outros profissionais e as ações de assessoria oferecidas às equipes diretivas dasredes de ensino que discutem e implementam mudanças na organização curricular. Tratando da inclusão educacional, Bites (2005), retoma as idéias de Oliveira (2000), cujos estudos têm como base a teoria sociocultural de Vigotsky, e afirma que a escola e oprofessor são agentes preponderantes na formação humana reconhecendo que a construção do indivíduo perpassa pelo social e que é fundamental no processo de construção da realidadehumana.

Correntes de pensamento sobre a inclusão educacional

  Na questão que tratamos a respeito da participação da equipe escolar, na implantação dos ciclos de formação, observamos nas respostas das gestoras que fizeram parte da equipeque implantou a proposta na Rede, conhecimento da proposta de criação dos ciclos e domínio de conteúdo, mas ao mesmo tempo mostraram-se inseguras quando supõem que a propostapoderia não dar certo “... Considerando a pergunta que o relatório de entrevista se refere a inclusão educacional nos primeiros anos de implantação dos ciclos em Goiânia e como é analisada a inclusão hojenas escolas da rede, observamos, na fala do grupo de gestoras, que a proposta de inclusão não foi contemplada no Projeto Escola para o Século XXI.

OS CICLOS DE FORMAđấO E DESENVOLVIMENTO HUMANO NA REDE MUNICIPAL DE EDUCAđấO DE GOIÂNIA: ầ GUISA DE CONCLUSấO

  A tentativa é de equacionar de forma mais Para Freitas (2003), sua prática o convence de que essas experiências inovadoras que pretendem enfrentar com radicalidade a cultura da exclusão e as estruturas seletivas de nossotradicional sistema seriado se tornam alternativas de intervenção radical no fracasso escolar. Os Ciclos de Formação e Desenvolvimento Humano na visão do materialismo dialético nos fez perceber na lei da transformação de quantidade em qualidade, que os ciclossurgiram dentro da visão quantitativa de educação com a ampliação de vagas na escola por meio da garantia legal do acesso de todos, sem discriminação.

ARROYO, Miguel G. Ciclos de desenvolvimento humano e formação de educadores. Revista Educação e Sociedade, ano XX. n. 68, dez. de 1999

  Ofício de mestre: imagens e auto-imagens. Ciclos de formação, educação especial e inclusão: frágeis conexões?

Cadernos de Pesquisa. São Paulo, n. 108, nov. de 1999. p. 27-48

  Análise das Necessidades formativas dos professores para a inclusão, no Ciclo I, do Ensino Fundamental, das escolas municipais de Goiânia. de Assis: Clientelismo e Cidadania na constituição de uma rede pública de ensino.

Caminhando e abrindo caminhos: trajetória de uma rede municipal de educação. Goiânia: Editora da UFG, 2004. p. 31-42

  Impactos das políticas de avaliação externa na configuração da docência. Políticas e práticas de educação inclusiva.

FERREIRA, Júlio Romero. Políticas Educacionais e educação especial. Texto apresentado na 23ª Reunião da Anped, 2000

  Ciclos ou séries: o que muda quando se altera a forma de organizar os tempos- espaços da escola? A crítica à modernidade, a educação e a didática: a contribuição deBoaventura de Sousa Santos.

GÓES, M. C. Rafael; LAPLANE. Adriana L. F. (Orgs.). Políticas e Práticas de Educação Inclusiva. Campinas, SP: Autores Associados, 2007

  Matrículas de crianças com necessidades educacionais especiais na rede de ensino regular: do que e de quem se fala? Ciclos de Formação e desenvolvimento humano: a proposta oficial e sua efetivação em duas escolas da rede municipal de ensino de Goiânia.

ROTEIRO DE ENTREVISTA

Em 1998, a SME reorganizou o sistema de ensino municipal com a implantação dos

  Eu acredito que essa proposta é a que melhor atende hoje a este requisito, essedireito de todos os cidadãos terem acesso ao conhecimento, portanto, na minha concepção, a escola de ciclos, quando organiza os sujeitos, a partir de sua faixa etária, ela propicia a eles aoportunidade de aprender, independente de já terem frequentado, ou não, a escola. As vezes nós temos crianças que têmdeficiências que nós não damos conta de resolver e o que acontece é que nós encaminhamos para o CMAI, este demora muito a chamar, porque a demanda é muito grande e esseproblema acaba virando uma bola de neve e a criança é a maior prejudicada.

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