UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA CENTRO DE CIÊNCIAS DA ADMINISTRAÇÃO – ESAG CURSO DE MESTRADO EM ADMINISTRAÇÃO ÁREA DE CONCENTRAÇÃO GESTÃO ESTRATÉGICA DAS ORGANIZAÇÕES

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UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA

CENTRO DE CIÊNCIAS DA ADMINISTRAÇÃO – ESAG

CURSO DE MESTRADO EM ADMINISTRAÇÃO

ÁREA DE CONCENTRAÇÃO

GESTÃO ESTRATÉGICA DAS ORGANIZAÇÕES

UTILIZAÇÃO DE FERRAMENTAS DE INFORMÁTICA DE

REFINAMENTO E SIMULAÇÃO COM MODELOS MATEMÁTICOS

NA GESTÃO DE ESTOQUES

ADROALDO DE CÉSARO

Florianópolis

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ADROALDO DE CÉSARO

UTILIZAÇÃO DE FERRAMENTAS DE INFORMÁTICA DE

REFINAMENTO E SIMULAÇÃO COM MODELOS MATEMÁTICOS

NA GESTÃO DE ESTOQUES

Dissertação de mestrado submetida à Universidade Estadual de Santa Catarina - UDESC – como requisito para obtenção do Grau de Mestre em Administração de Empresas.

Florianópolis

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Adroaldo De Césaro

UTILIZAÇÃO DE FERRAMENTAS DE INFORMÁTICA DE

REFINAMENTO E SIMULAÇÃO COM MODELOS MATEMÁTICOS

NA GESTÃO DE ESTOQUES

Esta dissertação foi julgada adequada para a obtenção do Título de Mestre em Administração, na área de concentração Gestão Estratégica de Organizações, linha de pesquisa: Gestão Estratégica de Processos e Resultados, e aprovada em sua forma final pelo Curso de Mestrado em Administração da Universidade do Estado de Santa Catarina – UDESC – Centre de Ciências da Administração - ESAG.

Prof. Mário César Barreto de Moraes, Dr. Coordenador do Mestrado

Apresentação à Banca Examinadora, integrada pelos professores:

Prof. Sandro Murilo Santos, Dr.

Sociedade Educacional de Santa Catarina - SOCIESC Orientador

Prof. Mário César Barreto de Moraes, Dr. Universidade do Estado de Santa Catarina - UDESC

Membro

Prof. Wilson José Mafra, Dr.

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DEDICATÓRIA

Dedico primeiramente a Deus por toda minha vida, a força, o empenho, a dedicação que somente Ele pode nos conceder.

Dedico também à minha família:

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AGRADECIMENTOS

•Primeiramente agradeço a Deus pela oportunidade de estar aqui vivendo.

•Aos meus pais Getulio (in memoriam) e Josephina, que me incentivaram e mostraram o

caminho do bem e dos estudos.

•Ao meu orientador, Professor Dr. Sandro Murilo Santos, por ter aberto a trilha para que a

estrada desse conhecimento pudesse ser pavimentada.

•A Datasul, por permitir a utilização do software nesse trabalho de pesquisa.

•Aos colegas da Datasul Logística, em especial, ao Moacir Cardoso e Alan Koerbel, pelo

repasse de conhecimento e paciência referente ao objeto aqui estudado.

•Aos amigos da sala de aula e do grupo de estudo pelo apoio e incentivo.

•Finalmente, agradeço a todos os meus amigos que, mesmo não vivenciando minhas

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SUMÁRIO

LISTA DE ILUSTRAÇÕES ... 08

LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS... 09

RESUMO... 11

ABSTRACT... 12

1 INTRODUÇÃO... 13

1.1 DEFINIÇÃO DO PROBLEMA DE PESQUISA... 18

1.2 OBJETIVOS... 20

1.2.1 Geral ... 20

1.2.2 Específicos... 21

1.3 JUSTIFICATIVA E RELEVÂNCIA DO TEMA... 21

1.4 ESTRUTURA DO TRABALHO ... 22

2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA... 24

2.1 FUNDAMENTOS DA ADMINISTRAÇÃO DE ESTOQUES... 24

2.1.1 Administração estoque agregado... 25

2.1.2 Administração estoque item ... 25

2.2 SISTEMA ESTRATÉGIA E REORGANIZAÇÃO ... 26

2.2.1 Vantagem estratégica e Tecnologia da Informação (TI) ... 27

2.2.2 Forças competitivas de Porter e Tecnologia da Informação (TI) ... 28

2.3 SOFTWARE DE LOGÍSTICA ... 28

2.4 FUNÇÕES ESTOQUES ... 29

2.5 CUSTOS ESTOQUES ... 31

2.6 MÉTODOS DE PREVISÃO PARA ESTOQUES... 33

2.6.1 Método da média móvel ... 34

2.6.2 Método da média móvel ponderada... 35

2.6.3 Método da suavização exponencial ... 36

2.6.4 Método da sazonalidade ... 37

2.6.5 Rastreamento e erros de previsão (Desvio Absoluto Médio – DAM)... 37

2.7 SISTEMA ABC... 40

2.8 DEMONSTRAÇÃO FINANCEIRA ESTOQUE ... 43

2.9 SISTEMA PEDIDO DEMANDA INDEPENDENTE... 44

2.9.1 Determinação Ponto de Pedido... 44

2.9.2 Determinação Estoque Segurança ... 46

2.10 SIMULAÇÃO DE MODELOS GESTÃO ESTOQUE... 46

3 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS... 47

3.1 CARACTERÍSTICAS DA PESQUISA... 47

3.2 ESCOLHA DO MÉTODO... 49

3.3 TIPOS E COLETA DE DADOS... 50

3.4 ANÁLISE DE DADOS... 51

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4 APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS RESULTADOS... 53

4.1 HISTÓRICO DA EMPRESA CRIADORA DA FERRAMENTA DE INFORMÁTICA COM REFINAMENTO DE ESTOQUES... 53

4.2 COMO A FERRAMENTA DE INFORMÁTICA COM REFINAMENTO DE ESTOQUES FOI CONCEBIDA E DESENVOLVIDA ... 54

4.3 A EMPRESA ONDE A FERRAMENTA DE INFORMÁTICA COM REFINAMENTO DE ESTOQUES FOI APLICADA ... 58

4.4 A COLETA DE DADOS ... 59

4.5 ANÁLISE DOS DADOS ... 65

4.5.1 Descrição da análise ... 67

4.5.2 Demonstração do cálculo (Item MRO-1 Rolamento Esfera Angular) ... 72

4.5.2.1 Geração das necessidades via software de gestão de estoques inseridos em um software de ERP tradicional... 72

4.5.2.2 Geração necessidades via a ferramenta de informática com refinamento de estoques... 74

4.5.2.3 Seqüência matemática dos cálculos... 78

5 CONCLUSÃO... 80

6 REFERÊNCIAS ... 83

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LISTA DE ILUSTRAÇÕES

Figura 1 – Representação gráfica desvio padrão ... 38

Figura 2 - Representação gráfica curva ABC... 43

Figura 3 - Representação da reposição por ponto de pedido (com adaptações)... 45

Figura 4 – Manutenção dos atributos manuais ... 63

Figura 5 - Manutenção dos atributos manuais... 64

Figura 6 - Consumo anual de julho de 2005 a junho de 2006 do Item MRO-1 ... 65

Figura 7 - Consumo anual Item MRO-2... 67

Quadro 1 - Vendas Previstas e reais com viés... 40

Quadro 2 - Exemplo típico de classificação ABC... 42

Quadro 3 - Quadro de verificação movimentos dos itens ... 60

Quadro 4 - Parametrização dos itens em um software tradicional de ERP ... 61

Quadro 5 - Fatores de fatores de segurança e nível de serviço... 62

Quadro 6 - Comparativo necessidades geradas via ferramenta de informática com refinamento de estoques e pelo software de gestão de estoque de um ERP... 69

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LISTA DE SIGLAS E ABREVIATURAS

AA_ORCON Atributo Automático Ordem Compra AA_SLDDIS Atributo Automático Saldo Disponível AM_NS Atributo Manual Nível de Serviço

BI Business Inteligence

B2B Business to Business

CLT Consolidação das Leis do Trabalho CPM Consumo Previsto Mensal

CRM Customer Relationship Management ECR Executive Consumer Response EMS Enterprise Management Sistem ERP Enterprise Resource Planning

ES Estoque de Segurança

F_DVPCON Fórmula Desvio Padrão Consumo F_QT_CP: Fórmula da Quantidade a Comprar F_DVPRES Fórmula Desvio Padrão Ressuprimento

F_PE Fórmula do Ponto de Encomenda (ponto de pedido) F_TRT Fórmula Tempo Ressuprimento Total

FN_CONMED Função Consumo Médio

FN_DVCONA Função Desvio Padrão Consumo (em uma amostra) FN_DVRESA Função Desvio Padrão Ressuprimento (em uma amostra)

FO Ficha de Ocorrência

MAD Mean Absolut Deviation (Desvio Absoluto Médio) MRO Manutenção, Reparo e Operação.

MRP Material Requirement Planning MRP II Manufacturing Resources Planning

PE Ponto de Encomenda

SAC Serviço de Atendimento ao Consumidor

TI Tecnologia da Informação

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TRADE-OFFS Balanço entre duas situações ou qualidades que se opõem a fim de produzir um resultado aceitável ou desejável.

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RESUMO

De Césaro, Adroaldo. A utilização de ferramentas de informáticas de simulação com modelos matemáticos na gestão de estoques: Um estudo de caso. 2007. 89 f. Dissertação. (Mestrado em Administração) – Programa de Pós-Graduação em Administração,

Universidade do Estado de Santa Catarina, Florianópolis, 2007.

As organizações estão atualmente, mais do que nunca, buscando formas e maneiras de melhorar seu processo, para obterem uma melhor utilização de seus recursos. Este trabalho apresenta como a utilização de ferramentas de informática com modelos matemáticos, pode auxiliar enormemente os gestores de materiais no aumento da produtividade e na redução de custo, permitindo assim um melhor aproveitamento dos recursos da organização, no que tange ao processo de aquisição. O mesmo mostra um estudo de caso no qual são apresentados os dados reais de uma organização no que diz respeito aos itens a qual ela mantém armazenados. Ele apresenta um comparativo de quais quantidades são necessárias para aquisição. Aquisição essa, gerada pela utilização de um software de gestão de estoques pertencentes á um software

de gestão empresarial (ERP - Enterprise Resource Planning) versus a utilização de uma

ferramenta de informática desenvolvida para a utilização de modelos estatísticos e matemáticos. Essa comparação é interessante uma vez que os resultados obtidos são favoráveis à organização, em virtude de que se verifica que há ganhos em determinados momentos para a organização, permitindo a mesma diminuir os níveis de em estoques mantendo ou elevando o seu nível de serviço.

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ABSTRACT

De Césaro, Adroaldo. The use of tools of simulation computer sciences with mathematical models in the administration of stocks: A case study. 2007. 89 f.

Dissertação. (Mestrado em Administração) – Programa de Pós-Graduação em Administração, Universidade do Estado de Santa Catarina, Florianópolis, 2007.

The organizations are now, more than never, looking for forms and ways of improving its process, for they obtain a better use of its resources. This work presents as the use of computer science tools with mathematical models it can aid the managers of materials vastly in the increase of the productivity and in the cost reduction, allowing like this a better use of the resources of the organization, in what plays to the acquisition process. The same exhibition a case study in which the data Real of an organization are presented in what says respect to the items which she maintains stored. He presents a comparative one of which amounts are necessary for acquisition. Acquisition that generated by the use of software of administration of belonging stocks software of managerial administration (ERP - Enterprise Resource Planning) versus the use of a computer science tool developed for the use of statistical and mathematical models. That comparison is interesting once the obtained results are favorable to the organization, by virtue of that is verified that there are gains in certain moments for the organization, allowing the same to decrease the levels of in stocks maintaining or elevating its service level.

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1 INTRODUÇÃO

Na Antigüidade, as mercadorias que as pessoas necessitavam, dificilmente estavam no local certo e no tempo desejado, principalmente em função dos transportes e comunicações.

Apesar das facilidades de transporte e comunicações abriram espaço para a competitividade, que nos dias de hoje está presente nas mais variadas formas de negociação, sejam políticas, religiosas, organizacionais e entre nações. A competitividade é um conceito composto, relativo e dinâmico. Embora se tenha uma noção corrente do que é ser ou não competitivo, é necessário esclarecer que a competitividade é a capacidade de uma determinada unidade (empresa, país, pessoa...) em ganhar pontos ou quotas do mercado em relação aos seus concorrentes. (KOTLER, 1997).

Porter (1989) coloca que a competitividade se tornou uma das grandes preocupações dos governos e das organizações praticamente em todos os países. Essa preocupação torna-se evidente quando se observa a disputa feroz entre os países, principalmente entre os emergentes, na atração de novas empresas para o seu território, oferecendo á elas grandes incentivos.

A competitividade de qualquer nação é na realidade um jeito compatível de fazer referência á produtividade de suas várias empresas e no ambiente de trabalho, para que o desempenho seja aceito, ele depende em grande parte da natureza das políticas macroeconômicas circundantes (KOTLER, 1997). Nota-se com isso que as nações, representadas por suas organizações estão a cada dia, mais inserida na economia global e estão aprendendo a competir em um mercado mundial cada vez mais acirrado. Krugmann (1997) afirma que a única forma de ser competitivo na nova economia global é traçar uma parceria entre empresas e governos.

Observa-se no mundo atual, grandes focos de desenvolvimento mercadológicos, a China com sua atuação nos ramos têxtil e de brinquedos, a Índia com sua forte indústria de

software, assim como a Irlanda, o Brasil com grande destaque na produção de grãos e no setor

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O comércio com os países emergentes e o seu desenvolvimento econômico, não deve ser visto pelos países desenvolvidos como concorrentes, pois o crescimento econômico dos emergentes é uma oportunidade á todos os países desenvolvidos, apesar de alguns verem esse comércio como uma forma de competição (KRUGMANN, 1997).

Conforme Porter (1989) o comércio internacional e o investimento estrangeiro, proporcionam a oportunidade de elevar o nível de produtividade nacional. O comércio internacional permite ao país aumentar sua produtividade, eliminando a necessidade de produzir todos os bens e serviços para ser revendido dentro do país.

Existem países que procuram melhores caminhos a fim de apresentar um nível de qualidade de vida a sua população. A principal meta de um país é produzir um padrão de vida elevado e ascendente para os seus cidadãos (PORTER, 1986). O atingimento desse objetivo depende da capacidade do país em ser mais competitivo na produção e utilização de seus recursos nacionais. Essa produtividade é o determinante principal do padrão de vida de um país no longo prazo.

Podem ser observados alguns caminhos para competitividade que as organizações podem utilizar para o seu objetivo principal. No entanto, como observado por Kaplan e Norton (1997), conduzir as organizações modernas em ambiente competitivo complexo, é no mínimo complicado. Como é possível dirigir uma organização em meio a toda essa complexidade de competição sem utilizar estratégia alguma? Porter (1986) menciona que o cerne para utilização de uma estratégia competitiva é relacionar a organização ao meio em que está inserida.

Ferreira (1994) observa que a habilidade competitiva de uma organização está fortemente relacionada à junção de gestão organizacional e informação tecnológica, devido às crescentes exigências do mercado tanto regional, nacional ou global com relação a novos produtos e serviços de alto conteúdo tecnológico. Á medida que ocorre o avanço da tecnologia digital, as organizações bem-sucedidas devem lidar de modo eficaz com uma intensa concorrência global, com um enfoque crescente no resultado final e com um ritmo de mudanças cada vez mais rápido. A fim de que uma organização se mantenha viva, ela deve executar suas tarefas de um modo mais eficiente.

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Conforme definido por Turban et al. (2003), uma cadeia de suprimentos envolve todo

o fluxo de materiais, informações, pagamentos e serviços, desde fornecedores de matérias-primas até fábricas, depósitos e consumidores finais. O termo cadeia de suprimentos vem de uma figuração de como as empresas parceiras e colaboradoras estão interligadas. O gerenciamento eficaz dos estoques e da cadeia de suprimentos exige uma coordenação de todas as atividades relacionadas no processo de suprimentos.

Como observam Turban et al. (2003), as organizações reagem de várias maneiras às

pressões comerciais oriundas da concorrência na era da informação. As organizações procuram implementar sistemas e processos que possam impactar positivamente nas suas operações, garantindo o seu sucesso ou sobrevivência. Os sistemas estratégicos, que segundo Hajjar (2006), são sistemas de apoio e controle do planejamento estratégico e que monitoram os indicadores internos e externos da empresa oferecem vantagens ao atender os desejos organizacionais, auxiliando as organizações a manterem sua competitividade, para negociar com mais eficiência junto aos fornecedores ou impedir que a concorrência invada o seu mercado.

Para Turban et al. (2003) as organizações precisam construir infra-estruturas de

tecnologias de informação adequadas as suas necessidades e utilizar métodos eficazes para o armazenamento, recuperação e uso correto do grande volume de conhecimento e informação. Os sistemas de informação estratégicos são os que possibilitam um suporte ou formam a estratégia competitiva da organização. Esses sistemas de informação são caracterizados por permitirem a modificação significativa do modo de negociar.

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A administração da cadeia de suprimentos, vista de forma estendida, corresponde a uma integração de todos os membros da cadeia, sem verticalização, mas com a focalização de cada empresa em seu negócio principal. Desta forma, as barreiras existentes entre as empresas da cadeia são eliminadas.

Para que haja uma efetiva integração, existe a necessidade de utilização de sistemas de informação computadorizados. A tecnologia da informação possibilitou as soluções eficazes para o problema da cadeia de suprimentos. Turban et al. (2003) colocam que o conceito da

cadeia de suprimentos está inter-relacionado com a utilização de computadores, nas suas atividades e que evoluiu muito nas últimas cinco décadas. Pela dificuldade de criar uma empresa eficiente não é possível mais a utilização de tecnologias do passado, pois isso afeta em muito a competitividade e produtividade da empresa.

Existem alguns benefícios tangíveis e intangíveis da integração dos sistemas de informação. Conforme Turban et al. (2003) os benefícios tangíveis são proporcionados pela

redução dos estoques, pela redução de pessoal, por uma melhor gestão de pedidos, através da redução dos custos, inclusive de custos da tecnologia da informação, através da diminuição dos custos de transporte e logística, pela melhoria das entregas, entre outros. E os benefícios intangíveis, são proporcionados pela visibilidade das informações, novos processos, melhor relacionamento com o consumidor, padronização, flexibilidade e melhor desempenho nos negócios.

A integração dos segmentos de suprimentos foi facilitada pelo desejo e pela necessidade de dar agilidade e rapidez ao fluxo das operações com o intuito de atender à demanda dos consumidores com melhores produtos e serviços e com um custo mais baixo.

Turban et al. (2003) colocam como exemplo de integração da cadeia de suprimentos,

os sistemas de desenvolvimento de produtos, que permitem aos fornecedores ter acesso aos dados do cliente, baixando desenhos e especificações dos novos produtos, visualizando também vídeos do processo de fabricação.

Conforme mostram os estudos no atual ambiente competitivo, a eficácia e a eficiência da cadeia de suprimentos em grande parte das empresas são cruciais para a sua sobrevivência e dependem em muito da integração dos seus sistemas de informação.

Segundo Turban et al. (2003) o gerenciamento da cadeia de suprimentos é a

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informação, previsão de vendas, pesquisa e desenvolvimento, suprimentos, finanças e serviços.

As observações feitas por Turban et al. (2003) mostram que reações, como melhorias

da integração entre os departamentos de uma empresa, são facilitadas ou otimizadas pelas tecnologias da informação. A utilização da tecnologia da informação, no gerenciamento da cadeia de suprimentos, parte da idéia básica da utilização de um único pacote integrado em varias áreas funcionais. A utilização de software para o gerenciamento da cadeia de

suprimento é observada com uma evolução dos sistemas de MRP e MRP II.

O MRP é um método utilizado para evitar a falta de itens. Conforme López (2000, p. 70) o MRP é assim definido:

MRP é um procedimento utilizado na determinação de prazos de entrega, através da administração dos materiais, considerando o tempo específico da demanda por materiais para todos os níveis de manufatura. O MRP tem como objetivo definir quais os itens são fabricados e / ou comprados, definindo a quantidade e o momento. Atende o plano mestre de produção, através da demanda de produtos acabados.

O MRP II é um procedimento baseado no sistema de empurrar. O mesmo emprega o principio de interação em todos os níveis em que opera do nível mais alto (estratégico) até o mais baixo. Arnold (1999, p. 42) assim se refere ao MRP II com a utilização de softwares e

hardwares propícios ao seu melhor aproveitamento.

Por causa da grande quantidade de dados e do numero de cálculos necessários, o sistema de planejamento e controle de produção provavelmente terá de ser computadorizado. Se não for utilizado um computador, o tempo e a força de trabalho requerido para fazer os cálculos manualmente, por serem extensivos, forçam a empresa a fazer acordos. Em vez de programar a encomendas pelo sistema de planejamento, a empresa pode ter de estender seu leadtime e construir estoques para compensar a inabilidade de programar rapidamente o que é necessário e para quando.

Os softwares de gerenciamento da cadeia de suprimentos têm o objetivo de auxiliar as

organizações a fornecer um único ponto de acesso a informações para os planejadores de vendas, compras, produção, distribuição e transportes, para que diversas áreas da organização utilizem os mesmos dados.

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Na gestão de estoques, um objetivo principal é a determinação do que e quanto de cada material deve ser estocado. O custo do estoque excessivo pode ser muito dispendioso, assim como o estoque insuficiente pode levar as perdas de vendas, perdas de oportunidade de vendas e talvez a perda de clientes. Arnold (1999) considera que, como acontece com outros elementos de um sistema de distribuição, os objetivos dos depósitos são os de minimizar os custos e maximizar o atendimento ao cliente. Para se atingir esses objetivos, as operações de depósitos devem ser eficientes e desempenhar tarefas como manter um atendimento pontual aos clientes, manter um controle dos itens, minimizarem o esforço físico total e fornecer elos de comunicação com os clientes.

Conforme Wanke (2003) algumas transformações têm influenciado a gestão de estoques através do aumento da eficiência nas operações de produção e distribuição. Esse aumento significa muitas vezes reduzir os tempos de resposta e dar variabilidade aos custos fixos, permitindo operar com tamanhos de lotes menores sem afetar a disponibilidade de produtos ou incorrer em aumentos nos custos reais. Como os cenários de estoques podem ser muitos complexos e diversificados, existem nas organizações algumas variáveis de tipos de estoque, portanto no armazenamento os materiais devem ser submetidos à manutenção até a distribuição para aqueles que precisam dos mesmos. Para atender a estes requisitos recomenda-se o bom gerenciamento e planejamento do estoque, pois assim ele possibilita a otimização e a redução dos custos de manutenção de sistemas de transporte e a redução dos custos de aquisição de itens e conseqüentemente a obtenção de economia de escala.

1.1DEFINIÇÃO DO PROBLEMA DE PESQUISA

Atualmente muitas organizações administram estoques de diversos itens, principalmente os itens de demanda independente através da política de mínimos e máximos, Davis et al. (2001, p. 471) descrevem que “a distinção entre demanda dependente e

independente é que a demanda independente, as demandas por vários itens não se relacionam umas com as outras e, desta forma, as quantidades necessárias devem ser determinadas separada ou independentemente.”

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estudos, mesmo que superficiais para análise entre as necessidades de compras relacionadas à quantidade a ser comprada. Os lotes de compras dificilmente são analisados pelas técnicas e fórmulas de Lotes Econômicos de Compras. Os volumes mínimos e máximos tipicamente são números definidos pela experiência dos profissionais que administram materiais, fazendo com que as empresas tenham um nível de dependência destas pessoas. As organizações praticamente não utilizam critérios científicos para definir quais materiais ter em estoque, quantas unidades a serem mantidas ou mesmo qual o tamanho do lote de compras, elas muitas vezes não encontram justificativas razoáveis para responder a estas perguntas.

Em largas condições, o serviço ao cliente é uma habilidade que as organizações possuem de satisfazer as necessidades dos mesmos. O gerenciamento dos estoques é um termo utilizado pelas organizações para descrever a disponibilidade de itens quando os mesmos são necessários e um meio de se medir a efetividade do estoque (ARNOLD e CHAPMAN, 2004, p.238).

Os estudos mostram que hoje em dia, os responsáveis pela gestão de estoque sofrem pressões de diferentes setores dentro de uma organização. Segundo Vries apud Santos e

Rodrigues (2006), é reconhecido atualmente pelas organizações que o desempenho dos sistemas de gestão de estoque não depende somente de como são planejados ou controlados, mas também da disposição organizacional. Em função disso, muitas com o intuito de melhorá-lo, implementam, simultaneamente, avançados sistemas informatizados com o uso de medidas organizacionais.

Atualmente, uma parte das empresas determina os seus estoques mínimos e máximos de forma empírica, baseando-se em critérios superficiais para determinar o seu estoque de segurança e seu lote de compras. Um grande problema encontrado é abordado por Dias (1993): é como descobrir fórmulas matemáticas que não comprometam o processo produtivo da organização e que não gere um aumento nos custos, pois esse é um grande desafio que os gestores de materiais se defrontam em períodos de escassez de recursos.

Para Zomerdijk e Vries apud Santos e Rodrigues (2006) sem a utilização de critérios

científicos para a definição de que materiais e quanto dos mesmos devem se ter em estoque, ou mesmo qual o tamanho do lote de compras, os gestores de materiais não encontram justificativas razoáveis para a determinação da melhor quantidade a ser mantida em estoque. Esses modelos e técnicas normalmente são baseados em modelagem matemática e são bons na determinação de parâmetros de estoques e planejamento de recursos.

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pedido ou de sempre manter um item em estoque. Para suportar a política de não manter peças de reposição, considera-se o universo de um ano e busca-se identificar o custo logístico total gerado em conseqüência de não manter nenhuma peça em estoque. Em função das dificuldades que os gestores de materiais passam no dia-a-dia, para que haja um efetivo gerenciamento dos estoques e para que a organização possa ter um nível de serviço conforme seus objetivos, a disseminação das tecnologias de informação e utilização de ferramentas de informática procura auxiliá-los proporcionando dados e informações mais precisos para a tomada de decisão.

Costa et al. (2005) colocam que gerir melhor este estoque é um grande desafio para a

empresa, podendo ser um diferencial competitivo quando se consegue garantir o nível de serviço desejado pelo cliente, gerenciando os riscos de ruptura de estoque e investindo o menor volume de recursos financeiros possíveis.

Em virtude da pouca utilização de ferramentas de informática para o refinamento de estoques, fica muito difícil se determinar quais os níveis ótimos de quantidade a serem estocadas.

Considerando-se os aspectos envolvidos no processo de gestão de estoque, o estudo em questão busca responder ao seguinte problema de pesquisa: O uso de softwares de

gerenciamento de estoques com ferramentas estatísticas e de refinamento possibilita ganhos diferenciais para as empresas?

1.2 OBJETIVOS

Os objetivos foram estruturados seguindo uma classificação geral e específica, tomando por referência a necessidade de responder a pergunta de pesquisa formulada.

1.2.1 Geral

Identificar a existência de ganhos quantitativos mensurados, com a utilização de ferramentas informáticas com modelos matemáticos e estatísticos no software de gestão de estoques.

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1.2.2 Específicos

• Avaliar o comportamento do controle, seguindo o uso de módulo específico de

controle de estoque pertencentes a um ERP;

• Levantar dados na empresa;

• Identificar os ganhos em valores monetários vindos da utilização de software; • Comparar a viabilidade no uso de software com e sem ferramenta de

informática de simulação;

• Verificar o comportamento dos níveis de estoques em uma empresa objeto de

estudo.

1.3 JUSTIFICATIVA E RELEVÂNCIA DO TEMA

Os estudos mostram que o tema abordado apresenta relevância, uma vez que, a gestão de estoque nas organizações pode ser otimizada e refinada. Conforme Hronec (1994) o controle de estoque pode ser verificado diariamente por medidas de desempenho que estão alinhavadas com as metas da organização, fornecendo subsídio aos administradores a tomarem medidas mais rápidas para os possíveis desvios de percurso, buscando sempre o melhor equilíbrio entre a quantidade do nível de estoque e a qualidade do nível de serviço.

Arnold (1999) diz que tradicionalmente há conflitos entre os objetivos da empresa e os objetivos de marketing, produção e finanças. A função da gestão de materiais é balancear esses objetivos conflitantes e direcionar o fluxo de material de modo que o serviço ao consumidor seja mantido e os recursos da organização sejam adequadamente empregados.

O começo da década de 1990 marca o surgimento da era da informação (tecnologia), conseqüência do impacto da globalização, provocando o desenvolvimento tecnológico.

É crescente a importância atribuída ao gerenciamento dos estoques como um dos quesitos principais para a redução e o controle dos recursos de materiais e melhoria nos níveis de serviços prestados pelas organizações, com a conseqüente redução dos custos de armazenagem. Ballou (1998) acredita que o custo anual de manutenção de um determinado item em estoque é na faixa de 20 a 40% do seu valor.

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Com isso as empresas freqüentemente devem questionar sobre o quanto representa em termos monetários um item em seu estoque, em relação ao valor do estoque e levando em consideração a sua forma de armazenagem.

A ajuda mais amplamente utilizada para controlar as atividades da gestão de estoque é o orçamento. Eles servem como um padrão no processo de controle e espera-se que eles assegurem a lucratividade da organização por meio do custo. Oposto a isso, são as metas de serviço (BALLOU, 2001).

Conforme Wanke (2003) um aumento na confiabilidade do atendimento das metas de serviço, na gestão de estoque pode proporcionar uma melhora na gestão financeira da organização sem comprometer o nível de atendimento, tema principal deste trabalho de pesquisa. O autor também considera que um dos principais elementos na definição da política de gestão de estoques é a visibilidade da demanda. Sob condições bastante específicas, reagir à demanda na produção e na distribuição e planejar a produção e a distribuição por meio da previsão de vendas pode ser uma política de gestão de estoques mais adequadas.

A política de reagir ou planejar na gestão de estoques também está muito relacionada a ponto de onde é gerada a informação para a tomada de decisão do que deve ser feito em relação à gestão dos estoques (WANKE, 2003).

Através desse ponto, considera-se que a utilização de ferramentas de softwares para a

gestão de estoques facilita a vida dos gestores de materiais. Essas ferramentas normalmente são sistemas de informação gerencial e fazem parte de um sistema de informação de suporte à decisão. Esses sistemas aliados aos conhecimentos dos gestores possibilitam um grande avanço e uma melhora da organização no que diz respeito à gestão de materiais. (TURBAN et

al,. 2003).

Outro ponto a ser considerado é que a possibilidade de redução dos estoques a níveis criteriosamente estudados e definidos, possibilita à organização, o emprego dos valores monetários, antes aplicados na manutenção do nível de estoque, em áreas da qual tem mais necessidade. Dias (1993) observa, portanto, que o objetivo é a otimização dos investimentos em estoques, com aumento eficiente do uso, com diminuição das necessidades do capital investido.

1.4 ESTRUTURA DO TRABALHO

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O capítulo 1 aborda a contextualização do tema, apresentando a introdução, a definição do problema, o objetivo geral e os objetivos específicos, a relevância do tema, as limitações do trabalho assim como a própria estrutura do mesmo.

O capítulo 2 apresenta a fundamentação teórica, buscando mostrar um aprofundamento no que diz respeito ao dimensionamento e controle de estoque, métodos de previsão para estoques, fundamentos da administração de estoque, sistema de demanda independente, as simulações de modelos de gestão de estoques, sistema de estratégia e reorganização, gerenciamento da cadeia de suprimentos baseado em computador e ao

software de logística.

Na seqüência, o capítulo 3 descreve como é apresentada a metodologia que se utilizou para o desenvolvimento desse trabalho.

O capítulo 4 demonstra os resultados e as análises que motivaram o desenvolvimento desse trabalho. São apresentados dos dados dos itens e como a ferramenta de refinamento possibilita uma melhor gestão de materiais.

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2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

2.1 FUNDAMENTOS DA ADMINISTRAÇÃO DE ESTOQUES

Uma das áreas mais antigas da gestão de operações e cujos modelos ainda são relativamente atuais, talvez até pelo pouco esforço de desenvolvimento de novos modelos que tem sido despendido por acadêmicos e práticos, é a Administração de Estoques. Os padrões gestão de estoque se distinguem pelo grau com que as variáveis analisadas representam à realidade. Os padrões mais sofisticados consideram conta detalhes como taxa de produção, de recebimento de materiais, incertezas na demanda e nos prazos, mudanças de preço e custo em relação da quantidade comprada e/ou produzida, quantidades de centros de distribuição, entre outros (CORREA; DIAS, 1998).

Os estoques, conforme Arnold (1999), são materiais ou suprimentos que uma organização mantém, seja para fornecer insumos ao processo produtivo ou para vender.

Com a finalidade de fazer com que o gestor de materiais trabalhe eficaz e eficientemente no gerenciamento da área de materiais, a organização, através da sua administração central deve, conforme disposto por Dias (1993), estabelecerem objetivos a serem atingidos, ou seja, estabelecer certos padrões que sirvam de orientação aos gestores de materiais. Esses objetivos, também chamados de políticas, abrangem:

• Metas de empresas quanto ao tempo de entrega dos produtos aos clientes; • Definição do número de depósitos e da lista de materiais a serem estocados; • Qual será o nível de flutuação dos estoques, a fim de atender uma alta ou baixa

venda ou a uma alteração brusca da programação;

• Até que ponto será permitido a especulação com estoques; • Definição da rotatividade dos estoques.

Outra política que pode ser definida, em relação à gestão de estoque, é o da visibilidade da demanda, conforme descrito por Wanke (2003), pois sobre condições bastante específicas, reagir à demanda na produção e na distribuição e planejar a produção e distribuição através de previsões de venda são políticas de gestão de estoque mais adequada para a organização.

(25)

Os estudos mostram que existem formas de administração de estoques, suas abordagens, funções, tipos de custos que os gestores se defrontam no dia-a-dia, pois uma formulação de políticas de estoques requer o conhecimento de marketing e produção. Bowersox e Closs (2001) colocam que para compreender e entender o grau de importância destinada ao estoque, se deve ter uma visão sistêmica da magnitude dos ativos neles investidos. Arnold (1999) descreve que a administração de estoque é responsável pelo processo de planejamento e controle, desde a matéria-prima, passando pelos produtos semi-acabados, por materiais de manutenção, reparo e operação (MRO), chegando até ao produto acabado. Por isso que uma ótima administração dos estoques é essencial.

Atualmente para o auxilio e melhora na gestão de estoque, ferramentas de informáticas trazem vantagens às empresas. As integrações entre empresas que são facilitadas pelo uso de ferramentas de informáticas possibilitam uma redução nos níveis de estoques. Conforme Schönsleben (2004) para que se possa reduzir o lead-time, por exemplo, é necessário que as informações sejam precisas e que o fornecedor tenha tecnologia suficiente para atender a essa necessidade.

Existem diversos fatores dos estoques que devem ser especificados e verificados antes de se proceder à construção de um sistema de controle de estoques. Com isso o gestor de estoques deve conciliar a melhor maneira de se administrar os estoques da organização.

2.1.1 Administração estoque agregado

A administração de estoque agregado, segundo Arnold (1999), lida com os estoque conforme a sua categorização e com função que os mesmos desempenham, e não com o nível de produtos finais. Arnold (1999) ainda coloca que esse tipo de estoque é financeiramente orientado, tendo uma relação com o custo e beneficio de se manter as diferentes categorizações de estoque. Segundo Dias (1993) os principais tipos de estoques encontrados em uma organização são os de pecas de reposição, produtos acabados, matérias primas, produtos em processo ou elaboração.

2.1.2 Administração estoque item

(26)

26

diretrizes de decisão concernentes aos estoques por item, a fim que de as pessoas responsáveis pelo controle possam realizar suas funções com mais assertividade. Dentro dessas diretrizes, situam-se o quanto pedir de cada vez, que itens devem ser mantidos em estoques, que tipo de controle deve possuir os itens individuais e quando emitir um pedido de compra.

Em virtude de que, as organizações industriais, estão buscando cada vez mais garantir certa quantidade de produtos com o mínimo possível de estoque, de acordo com Plossl e Wight (1967), elas têm com isso basicamente três objetivos: (1) manter o máximo de serviço ao cliente, (2) manter no mínimo investimento em estoques e (3) ter uma eficiente operação de fábrica (baixo-custo). De acordo com Correa e Dias (1998) os modelos básicos de administração de estoques utilizados atualmente são os mesmos de décadas atrás. E mesmo passados algumas décadas, os estudos demonstram que a maior dificuldade é a união dos três objetivos em virtude de estarem basicamente sempre em conflitos.

Dias (1993) coloca que uma das metas de uma organização é maximizar o lucro sobre o capital investido em fábricas, em financiamento de vendas, em reservas de caixa e estoque. A função administração de estoques, com isso, é justamente maximizar os valores monetários investidos nele, para que haja um perfeito ajuste entre as vendas e produção.

O objetivo, portanto, é maximizar e otimizar o dinheiro investido em estoque, possibilitando o aumento do uso eficiente dos meios internos da organização, minimizando assim a necessidade de capital investido (DIAS, 1993).

Arnold (1999) menciona que na produção por lotes, o propósito básico de se manter estoque é o de possibilitar a separação do suprimento da demanda. O estoque serve como um armazenamento, para que no aparecimento de qualquer problema de suprimentos, que poderia levar, por exemplo, a um atraso na entrega ao cliente, o mesmo seja anulado.

2.2 SISTEMA ESTRATÉGIA E REORGANIZAÇÃO

Os estudos mostram que as organizações como um todo, procuram determinar e manter sistemas estratégicos que possam causar impacto positivo em suas operações, tentando garantir assim o seu sucesso e conseqüentemente a sobrevivência. Atualmente percebe-se que as organizações reagem de vários modos às pressões dos concorrentes e as necessidades de seus clientes.

(27)

relevante na tomada de decisão é a existência de alternativas a serem consideradas.Em muitas organizações as alternativa e metas vão além de meramente aumentar lucros ou reduzir custos. Algumas empresas objetivam manter níveis de produção adequados para manter uma força de trabalho estável, reduzir ou evitar acidentes de trabalho, contribuir para a melhora da comunidade ou minimizar o impacto de seus processos de produção no meio ambiente.

2.2.1 Vantagem estratégica e Tecnologia da Informação (TI)

Davis et al. (2001) colocam que a tecnologia de informação reduz de maneira

significativa o tempo dos gestores no desenvolvimento de um trabalho braçal, possibilitando assim um tempo maior para a análise das informações para a tomada de decisão na organização. Entretanto, conforme Turban et al. (2003), os sistemas de informação eram

vistos apenas com um enfoque no uso externo, oferecendo novos serviços aos clientes e ou aos fornecedores, com o intuito específico de derrubar os concorrentes. Porém com o passar do tempo, os sistemas de estratégicos também começaram a ser utilizados internamente, voltados para a melhoria da posição estratégica da organização, aumentando a produtividade dos funcionários, melhorando o trabalho em equipe e conseqüentemente a comunicação.

Slack et al. (1997) afirmam que o uso de qualquer tecnologia da informação que

manipule, processe, armazene e distribua a informação, possibilitam melhores ganhos às organizações.

Segundo Turban et al. (2003) a tecnologia da informação colabora para os sistemas

estratégicos, através da:

• criação de aplicações que oferecem vantagens estratégicas imediatas às

organizações,

• disponibilização do suporte para as mudanças estratégicas, como a otimização, • oferta de novidades tecnológicas ou da promoção da inovação

• oferta de inteligência competitiva, buscando e analisando os dados sobre

novidades do mercado, concorrentes e alterações ambientais.

Com o correto uso da tecnologia de informação e o uso da inteligência competitiva, as organizações podem aumentar o desempenho comercial, obtendo um maior conhecimento sobre os mercados e melhorando a qualidade do planejamento estratégico (TURBAN et al.

(28)

28

2.2.2 Forças competitivas de Porter e Tecnologia da Informação (TI)

A concorrência está na essência do sucesso ou do fracasso de uma organização. Turban et al. (2003) informam que uma das maneiras mais conhecidas para analisar a

competitividade é o modelo das forças competitivas de Porter. No modelo de Porter há o reconhecimento de cinco forças principais que podem colocar em risco a posição de uma empresa em determinado setor, que são: a ameaça de entrada de novos concorrentes, o poder de barganha dos fornecedores, o poder de barganha dos clientes, a ameaça dos produtos ou serviços substitutos e a rivalidade entre as empresas do setor.

A necessidade de identificar as forças competitivas vem, de que elas permitem que a organização desenvolva estratégias de atuação na definição de uma posição rentável e sustentável contra essas cinco forcas.

Porter (1986) desenvolveu três linhas de atuação para que as empresas possam atuar com o objetivo de reagir às forças competitivas, sendo elas:

•estratégia da liderança no preço: produzir produtos e serviços com os preços

mais baixos do setor;

•estratégia da diferenciação: ser exclusivo no setor, como fornecer produtos de

alta qualidade a um preço competitivo;

•estratégia no foco: selecionar um segmento de âmbito menos abrangente e

aplicar uma estratégia de liderança de preço ou diferenciação nesse segmento.

Essas estratégias podem estar inter-relacionadas, pois é onde que algumas inovações são alcançadas. O uso da tecnologia de informação possibilita o êxito na aplicação das estratégias, conforme definidas por Porter (1989), porém para que se tenha uma efetiva vantagem competitiva, é necessária a combinação entre o uso da tecnologia de informação e uma mudança estrutural.

2.3 SOFTWARE DE LOGÍSTICA

Conforme Schönsleben (2004) um software é usado para descrever informações de

maneira satisfatória. Um sistema de informação não pode ser auxiliado por computador sem que toda a informação do sistema seja clara e quantificada. Para Schönsleben (2004) um

software de logística, por computadores, é utilizado para planejar, controlar, suportar, a

(29)

dos processos logísticos. Os softwares de logística são sistemas de informação que

proporcionam aos gestores de materiais as informações mais acuradas, desde que os dados sejam inseridos corretamente, para que os mesmos tomem as decisões mais corretas possíveis.

Os softwares de gerenciamento da cadeia de suprimentos, do sistema de planejamento

avançado, são exemplos típicos de softwares de utilização logística.

Segundo Schönsleben (2004) originalmente os softwares foram desenvolvidos para a

modelagem de produtos e melhorias no processo produtivo e para a gestão dos pedidos. Hoje em dia, os pacotes de softwares estão sendo desenvolvidos nos mais diferentes caminhos,

como gestão de manutenção, gestão financeira, gestão de marketing entre outros, para as mais variadas e diferentes empresas.

Schönsleben (2004) diz ainda que uma das principais vantagens da utilização dos

softwares, principalmente quando integrados à Internet, é a possibilidade de ligação de uma

atividade com as demais em tempo real. As informações geradas ficam disponíveis a todos, internamente na empresa, aos fornecedores e aos clientes. Com o aumento da capacidade dos computadores e a sua diminuição de tamanho, as utilizações nas mais diversas áreas da organização, proporcionaram um aumento significativo da produtividade e conseqüentemente da competitividade da empresa, permitindo assim que ela concorra em qualquer parte do globo. O uso de software, através de sistemas de informações integrados, vem permitindo que

as organizações obtenham resultados mais expressivos em seus processos.

2.4 FUNÇÕES ESTOQUES

Uma política de estoque ideal seria aquela em que a organização consegue o desenvolvimento e fabricação de produtos conforme as descrições e especificações dos clientes, após a colocação dos pedidos pelos mesmos.

Bowersox e Closs (2001) entendem que em um sistema de produção e distribuição nem sempre é possível, então se deve ter o cuidado de considerar que o valor monetário investido em estoque deve ser avaliado e considerado junto com outros recursos logísticos. Existem diversas funções e necessidades para se manter determinado item ou produto em estoque, como, por exemplo, estoque de antecipação; estoque flutuante; tamanho do lote; estoque em trânsito e suprimentos para manutenção, reparo e operação (MRO).

(30)

30

• Estoque de antecipação: Conforme Arnold (1999) esses tipos de estoques são

feitos com a intenção da antecipação de uma demanda futura. Cita-se como exemplo, estoque que são criados antes do pico de vendas, como chocolates para a páscoa, ou para um programa de promoção, de férias coletivas. Segundo Arnold (1999) são criados com o intuito de nivelar a produção e diminuir os custos de mudanças das taxas de produção.

• Estoque Flutuante (estoque de segurança): Como uma parte do estoque médio

é composta pelo estoque de segurança, com a intenção de diminuir o impacto de incerteza, o estoque de segurança é usado somente no fim dos ciclos de ressuprimento, quando o consumo é mais alto do que o esperado, ou os tempos de ressuprimentos são maiores. Para Arnold (1999) o estoque flutuante ou estoque de segurança é feito para cobrir flutuações aleatórias e imprevistas do suprimento, da demanda ou do lead-time.

Para Ching (1999) os estoques de segurança devem ser definidos para os itens de demanda independente.

• Tamanho Lote: Arnold (1999) diz que os materiais comprados ou produzidos

em quantidades maiores do que a necessidade da organização cria estoque de tamanho do lote. Esse tipo de atitude é feito com o objetivo de se tirar vantagens nos descontos sobre as quantidades, a fim de reduzir custos com transportes, de preparação, administrativos, em situações em que é praticamente impossível a fabricação pela organização.

• Já conforme entendido em Bowersox e Closs (2001), se o desconto relacionado

a uma quantidade for suficiente para cobrir os custos adicionais de uma manutenção de estoque, menos a redução no custo de emissão e colocação do pedido, então o desconto oferece uma vantagem viável. Entretanto, isso não significa que a compra mais econômica será aquela de quantidade maior do que o lote econômico.

• Estoque em Trânsito: Nesse tipo de estoque, representam os itens que estão em

(31)

logístico, esse tipo de estoque introduz dois fatores de complexidade: o fato de que o estoque é pago, porém muitas vezes não está disponível e está associado normalmente ao alto grau de incerteza, pois em alguns casos não se dispõe de informações sobre onde está o material e a data e hora de sua chegada.

Bowersox e Closs (2001) complementam ainda que hoje em dia, esse tipo de estoque, está crescendo em relação ao estoque total, isso ocorre pela tendência de redução do tamanho do pedido e aumento da sua freqüência de entrega.

• Suprimentos para Manutenção, Reparo e Operação (MRO): Os gestores devem

dar a mesma atenção a esse tipo de estoque em relação aos que dão aos estoques de matérias-primas, semi-acabados e produtos acabados. Dias (1993) argumenta que o custo de uma parada de produção é composto pelas despesas correspondentes à mão-de-obra e ao equipamento parado, ao prazo de entrega adiado e à própria perda de venda e até de um cliente. Com isso, percebe-se que o mesmo risco que se corre com a falta de uma matéria-prima, também pode ocorrer com a falta de peças de reposição.

2.5 CUSTOS ESTOQUES

Um outro fator importante dentro da gestão de materiais nas organizações e que possui uma importância fundamental é o custo despendido no estoque.

Para Ching (1999) existem algumas características que são comuns em todos os tipos e níveis de estoque, independentemente do tipo de matéria-prima, material auxiliar ou produto acabado que são os custos do estoque.

Já Arnold (1999) menciona a possibilidade de se verificar alguns tipos custos, nas decisões no que diz respeito à administração de estoques, que são os custos por item, custos de pedido, os custos de estocagem ou manutenção de estoque, e os custos da falta.

Tubino (1997) cita que para a definição de um estoque de segurança deve-se levar em consideração dois fatores e que os mesmos devem estar equilibrados: os custos decorrentes do consumo do item e os custos de se manter um estoque de segurança.

A fim de proporcionar um melhor entendimento, na seqüência são descritos alguns dos tipos de custos relacionados à gestão de estoques.

• Custo por Item: No custo por item, segundo Arnold (1999) pode ser

(32)

32

item e de qualquer outro custo direto associado ao mesmo até a entrega na fábrica, como frete, taxas, impostos e seguro. Em um item fabricado na própria empresa, o custo inclui material direto, mão-de-obra, e os gastos gerais de fabricação.

• Custos por pedido: Os custos dos pedidos são os que estão associados à

emissão de um pedido ou para a fábrica ou para um fornecedor, e o mesmo não depende da quantidade pedida. Arnold (1999) coloca que os custos para emissão de um pedido podem ser compreendidos em custo de controle da produção, custo de preparação e desmontagem, custo de capacidade perdida e custo de um pedido de compra.

• Custos de Estocagem ou Manutenção: A necessidade de se manter algum

material em estoque trará como conseqüência um custo. O custo de manutenção é o custo incorrido justamente para manter o material disponível. Esse custo é um componente importante na gestão de estoque e conforme Arnold (1999), o mesmo inclui todas as despesas que a organização têm em função da quantidade de estoque mantida. Conforme a variação da quantidade esses custos também podem variar.

• Custo de capital: É o aspecto mais controverso do custo de manutenção, pois

envolve a determinação da taxa de custo mais apropriada a ser aplicada ao capital investido. Conforme Arnold (1999) o dinheiro investido em estoque não está disponível para outras aplicações e por isso representa o custo de uma oportunidade perdida;

• Custo de Armazenagem: Conforme Bowersox e Closs (2001) esse custo é o

custo de permanência incorrido em instalações, sem considerar o custo de manuseio do produto.

• Custo de Risco: Esse tipo de categoria envolve o risco que a organização corre

quando o material está estocado e não é utilizado, risco, como os de obsolescência, pequenos furtos, danos e deterioração.

• Custo da Falta: Dias (1993) coloca que existem alguns componentes que não

(33)

reduzidas pela manutenção de estoque extra, para proteger a organização das ocasiões em que a demanda durante o tempo de ressuprimento exceder a previsão. Esse tipo de custo é de difícil obtenção, pois em alguns casos não é possível estimar com precisão quais foram os lucros perdidos pelo não atendimento ao cliente e também pela possibilidade de perda do cliente.

Segundo Dias (1993) existem duas grandes variáveis que aumentam os custos de estoque, que são as quantidades armazenadas dos itens e o tempo que esses itens permanecem em estoques. Por isso quando da tomada de decisão de quanto comprar a organização precisa identificar quais os custos que podem ser afetados por essa decisão.

2.6 MÉTODOS DE PREVISÃO PARA ESTOQUES

Todo o inicio do estudo dos estoques está baseado na previsão da demanda do material, pois isso, estabelece as estimativas futuras dos produtos acabados comercializados pela empresa.

Segundo Schönsleben (2004) a produção ou obtenção de um item tem que acontecer preferencialmente por meio de uma previsão de demanda, sempre que seu tempo de entrega cumulativo for mais longo do que o tempo de entrega requerido pelo cliente. A organização deve prever o máximo possível de quantidade pretendida pelo cliente para que possa ter um planejamento mais assertivo na sua programação de produção e conseqüentemente na gestão de materiais.

Slack et al. (1997) dizem que na grande parte das organizações, a previsão de

demanda ou vendas, é de responsabilidade da área de marketing ou vendas. É, portanto um insumo fundamental na entrada de dados na organização, para a tomada de decisão para o planejamento e controle da capacidade, que é normalmente um atributo da gerência de produção. Com isso, é importante que os gestores da produção, entendam essa lógica de entrada de dados do mercado, uma vez que a previsão de demanda afetará a previsão de estoques.

(34)

34

dentro do período desejado. As previsões, conforme Arnold (1999), possuem quatro características ou princípios fundamentais: as previsões geralmente não estão certas; cada previsão tem que incluir uma possibilidade de erro; as previsões são mais precisas para famílias ou grupos de itens e as previsões são mais precisas para períodos mais próximos.

Para Dias (1993) as informações que permitem decidir quais serão as dimensões e a distribuição no tempo da demanda dos produtos acabados podem ser classificadas em dois tipos quantitativas e qualitativas. Assim, para que os gestores de estoques possam melhor prever a demanda da organização, eles devem analisar os dados oriundos das áreas de marketing e vendas e, com base nos mesmos, devem prever qual a melhor quantidade necessária de materiais para atender a demanda prevista.

As metodologias de previsão em geral possuem detalhes e características comuns entre eles, ou seja, geralmente assumem que, as mesmas causas que no passado estiveram presentes determinando a demanda de itens, continuarão no presente e no futuro.

Existem vários modelos matemáticos que possibilitam aos gestores uma melhor tomada de decisão em relação à previsão, como: média móvel, média móvel exponencial, suavização exponencial, sazonalidade e rastreamento da previsão.

Neste trabalho de pesquisa, as análises foram realizadas com a média móvel, uma vez que a mesma é uma das metodologias mais utilizadas pelos gestores para o cálculo das previsões.

2.6.1 Método da média móvel

(35)

A equação 1 mostra a representação matemática de cálculo da média móvel.

(

(1)

Onde:

Cm = Consumo Médio.

C = Consumo nos períodos anteriores. N = Número de períodos (meses).

Dias (1993) coloca que para se obter o consumo médio variável, se toma como base os 12 últimos períodos e a cada novo período, adiciona o mesmo à soma e se despreza o mais antigo (13o período). Com isso tem-se o andamento dos valores na escala e decorrer do tempo.

2.6.2 Método da média móvel ponderada

Esse método, segundo Dias (1993), é uma variação do modelo da média móvel, em que os valores dos períodos mais próximos recebem um peso maior que os valores correspondentes aos períodos atuais. Considerando que a média móvel simples, conforme descrito por Davis et al. (2001), atribui peso igual para cada período da série de dados, a

média móvel ponderada, permite a cada período ser ponderado por um fator, onde a soma de todos os pesos é igual a um. Nesse método, a previsão do próximo período é obtida por meio da ponderação dada a cada período, sendo que o período mais próximo recebe peso maior e, reduz-se os pesos para os períodos mais distantes. O modelo tende a eliminar algumas das fragilidades apresentadas no modelo da média móvel. Para uma melhor compreensão e entendimento, a equação 2 mostra a representação matemática do cálculo.

N

Ci . Xi

X

i

=

i = 1

n (2)

Ci i = 1

Onde: Xi = Consumo mensal

Ci = peso dado ao i-nésimo valor.

Cm =

C1 + C2 + C3 + C4 +...+ Cn

(36)

36

Essa média possui uma vantagem em relação à média móvel, ela é capaz de variar os efeitos entre os períodos antigos e os mais recentes.

2.6.3 Método da suavização exponencial

A suavização exponencial é um tipo de previsão, que é também denominada de média ponderada exponencial, (DAVIS et al., 2001).

Como nos tipos de previsões anteriormente apresentadas (média móvel e média móvel ponderada), necessitam que seja fornecida continuamente uma grande quantidade de dados dos períodos, a suavização exponencial possibilita um trabalho com dados mais recentes tendo assim uma maior assertividade na previsão. Dias (1993) considera que esse método elimina muitas desvantagens dos métodos apresentados anteriormente, pois além de valorizar mais os dados recentes, apresenta um menor manuseio das informações passadas.

Já para Arnold (1999) no método da suavização exponencial, não é necessário armazenar meses de histórico para obter a média móvel, pois a previsão anteriormente calculada, já considerou esses dados. Sendo assim, a previsão pode ser baseada na previsão calculada anteriormente e nos novos dados. A suavização exponencial fornece um método rotineiro para atualização regular de previsões de itens. Esse método é de grande funcionalidade quando se trabalha com itens estáveis e em geral para previsões de curtos períodos, entretanto ele não é satisfatório quando o item tem baixa demanda ou intermitente.

Nesse tipo de método, o fator peso, de cada período diminui na linha do tempo. Bowersox e Closs (2001) dizem que a principal vantagem da suavização exponencial é que esse método permite um cálculo rápido para a nova previsão. A nova previsão é obtida através da previsão anterior mais uma fração da diferença entre as demanda projetadas anteriormente e as respectivas demandas reais. A magnitude de ajuste é denominada de fator alfa ou constante de suavização. O fator alfa “α“, ou constante de suavização, sempre fica entre 0 e 1,

ou seja, 0 <= α >= 1.

A função matemática 3 expressa o conceito acima e é apresentada a seguir:

Nova previsão = αααα *(última demanda) + (1- αααα)*(previsão anterior) (3)

(37)

2.6.4 Método da sazonalidade

Conforme Saliby (1999) ao analisar uma série de dados de venda de um produto ou serviço, quase sempre se observa um movimento periódico desta série ao longo do tempo. Este movimento periódico, muitas vezes associado aos meses do ano, caracteriza o que se denomina sazonalidade. A sazonalidade tem como característica a ocorrência com variação para cima ou para baixo na demanda, com intervalos regulares numa serie temporal.

Como muitos produtos ou itens têm sua demanda sazonal, Arnold (1999) indica que uma maneira de se calcular a média de consumo é o índice sazonal. Utiliza-se esse método quando a demanda em um determinado período é maior ou menor do que a média de consumo do produto. O índice de sazonalidade é obtido através da divisão da demanda no período pela média no período. O período, dentro da serie temporal, pode ser diário, semanal, mensal, trimestral, anual. O volume de consumo sofre oscilações regulares com o passar do tempo, devido a fatores culturais e ambientais.

A função matemática 4 expressa o conceito acima e é apresentada a seguir:

Índice sazonal = Demanda média para o período (4) Demanda média para todos os períodos.

2.6.5 Rastreamento e erros de previsão (Desvio Absoluto Médio – DAM)

Arnold (1999) coloca que as previsões geralmente dão erradas, pois há inúmeros motivos para isso, como por exemplo, a variação brusca da economia e o envolvimento do ser humano, que por si só é imprevisível. Para a verificação dos erros dos métodos de previsões temporais, foi optado pelo Desvio Absoluto Médio (DAM) ou MAD – Mean Absolute

Deviation, o qual mede a dispersão em torno dos dados esperados. (DAVIS et al., 2001).

Com a finalidade de se manter a padronização literária, será utilizada nesse trabalho de pesquisa a abreviatura MAD.

Diante disso, Arnold (1999) coloca que o rastreamento da previsão é o procedimento que faz uma comparação entre a demanda real e a previsão. Esse acompanhamento pode ser verificado através de um método definido como Erros de Previsão. Para Bowersox e Closs

(2001) erros de previsão têm a possibilidade de serem medidos de forma absoluta ou relativa. O MAD (mean absolut deviation) é uma forma de abordagem muito usada para a avaliação

(38)

38

p. 249) os erros de previsão são: “as diferenças entre a demanda real e a prevista. Uma das maneiras de se medir o erro, a mais freqüentemente utilizada é a do desvio absoluto médio (MAD)”.

Davis et al. (2001) dizem que dessa forma, o desvio absoluto médio (MAD) é igual à

soma dos desvios absolutos dividido pelo número de dados. O MAD é o erro médio nas previsões, se utilizando os valores absolutos. Ele é de grande valor, pois como o desvio-padrão, ele mede a variação dos valores observados em torno da média. Normalmente a demanda real fica próxima à demanda prevista, entretanto em algumas situações isso não ocorre.

A função matemática 5 expressa o conceito acima e é apresentada a seguir:

MAD = (5)

Onde: N = Número total de período At = Demanda real para o período

Ft = Demanda prevista para o período

T = Número de período ou observações

| | = Em módulo, para desconsiderar os sinais de positivo e/ou negativos, indicando assim o valor absoluto.

A figura 1 mostra a representação gráfica da curva normal de distribuição, do MAD.

Figura 1 – Representação gráfica desvio padrão

Fonte: Arnold (1999, p.253)

t = 1

| At – Ft |

N

Σ

-3 -2 -1 0 +1 +2 +3

(39)

Dentro da análise dos erros de previsão, inserido no contexto do desvio absoluto médio (MAD), existe ainda o Sinal de rastreamento ou Sinal de acompanhamento. Para Davis

et al. (2001) o sinal de acompanhamento indica se a média prevista da demanda está se

mantendo, independentemente de qualquer mudança para cima ou para baixo da demanda. Enquanto que para Arnold (1999) o sinal de acompanhamento pode ser utilizado para monitorar a qualidade e, conseqüentemente a confiabilidade da previsão. Existem diversos procedimentos para se achar o sinal de acompanhamento, porém a mais simples e comumente utilizada é a que mostra a soma matemática dos erros de previsão divididos pelo desvio absoluto médio (MAD).

A função matemática 6 expressa o conceito acima e é apresentada a seguir:

SA = (6)

Onde: SA = Sinal de acompanhamento

RSFE = Soma acumulada dos erros de previsão MAD = Desvio absoluto médio.

Conforme Davis et al. (2001) existe uma maneira de se tornar o MAD mais sensível

aos períodos recentes, que seria a utilização de cálculo exponencial para o MAD.

Existem também outros modelos de previsão da demanda que possibilitam aos gestores uma melhor visibilidade da quantidade a vender e conseqüentemente do que é necessário comprar, porém esses métodos não fazem parte do escopo desse trabalho.

De maneira paralela, na verificação dos valores acumulados das previsões com os valores acumulados das demandas reais, aquele que ter uma diferença menor em relação à demanda acumulada, possui o menor erro por viés.

No quadro 1, como exemplo, pode-se verificar que se tem um desvio ordenado para cima e após 06 meses.

RSFE

(40)

40

Quadro 1 – Vendas Previstas e reais com viés

Período Vendas Prevista Vendas Real

Mensal Acumulada Mensal Acumulada

1 100 100 110 110

2 100 200 125 235

3 100 300 120 355

4 100 400 125 480

5 100 500 130 610

6 100 600 110 720

Total 600 600 720 720

Fonte: Arnold (1999, p. 249)

De acordo com Tubino (1997) quando o valor do desvio acumulado ultrapassar ao valor de 4 vezes o desvio padrão absoluto (MAD), o problema deve ser identificado e o modelo deve ser revisto.

2.7 SISTEMA ABC

Em qualquer organização que mantenha estoque de mais de um item observa-se que, alguns serão mais importantes do que outros. Alguns materiais podem ter uma taxa consumo muito alta devido a vendas elevadas durante todo o ano e caso esse material falte, poderia afetar seriamente o faturamento da organização. Slack et. Al. (1997) dizem que uma maneira

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