O SABER DAS PARTEIRAS: UMA ARQUEOLOGIA NO ALTO PURUS

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PONTÍFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE GOÍAS

  A todos os amigos de Santa Rosa do Purus, em especial aqueles que me deram suporte operacional no momento da pesquisa de campo: Sérgio, que cedeu o motor; donaPenha, que emprestou a canoa; Normando (estendo o agradecimento à sua esposa Maria), que foi como guia e, por vezes, fotógrafo da equipe; meu primo Luiz, piloto daembarcação. Para tanto, discutiu-se oa partir de um percurso de leitura entre a história e a filosofia, objetivando saber compreender as influências da epistemologia francesa na arqueologia do saber (seu deslocamento) de Michel Foucault.

O SABER DAS PARTEIRAS: UMA ARQUEOLOGIA NO ALTO PURUS

  A todos os amigos de Santa Rosa do Purus, em especial aqueles que me deram suporte operacional no momento da pesquisa de campo: Sérgio, que cedeu o motor; donaPenha, que emprestou a canoa; Normando (estendo o agradecimento à sua esposa Maria), que foi como guia e, por vezes, fotógrafo da equipe; meu primo Luiz, piloto daembarcação. Para tanto, discutiu-se oa partir de um percurso de leitura entre a história e a filosofia, objetivando saber compreender as influências da epistemologia francesa na arqueologia do saber (seu deslocamento) de Michel Foucault.

ABSTRACT

  Foucault (1986, p.234) afirma: “em vez de traçar o plano de um edifício a ser construído, dediquei-me a fazer o esboço Roberto Machado explica que falar de método arqueológico não significa que devemos tomar essa expressão no sentido de um número determinado de procedimentosinvariáveis a serem empregados na produção de um conhecimento. Não se trata de abandonar o rigor teórico,mas de negar e superar a dicotomia teoria e prática, bem como para compreender que a“nossa modernidade” não mais precisa de interpretação, vale lembrar que Foucault se A partir do exposto, pergunto: o que é o método para Foucault senão a experiência do estudo, da pesquisa e do enfrentamento teórico?

Delaporte (2012, p. 250) faz crítica aos historiadores devido “à sua postura, que consiste em não esclarecer sua posição em relação ao presente”. Assim, ele entende que a

  Usavam essas urdes inauguradoras daobstetrícia e da ginecologia no Brasil, como emblema, uma cruz branca na porta de suas casas e juntavam quase sempre ao aspectoaparentemente honesto de sua atividade o outro clandestino de abortadoras e de enjeitadeiras, de feiticeiras e de bruxas, de alcoviteirase de alcofas dos amores coloniais e menos confessáveis dos velhos cariocas (NAVA, 2004, p. 152-153). Outro ponto de destaque é que não se observa maiores diferenças entre as falas das indígenas e não indígenas ou das parteiras que moram na zona urbana ou na zonarural bem como das que fizeram e das que não fizeram cursos de aperfeiçoamento de parteira tradicional em termos de demonstração de conhecimento quando o assunto épartejar.

Nietzsche “o dionisíaco constitui a força que rompe com toda fundamentação moral e se instaura como uma derradeira força de afirmação” (CASADO, 2010, p. 66). Mas essa

  Mas, uma vezdescobertos pelo gênio curioso das crianças, que inicialmente se admiram com as imagens e posteriormente se aventuram a ler as primeiras palavras e a conhecer o corpohumano, a parteira, geralmente, a mulher mais experiente da casa, toma as devidas providencias e seleciona silenciosamente sua aprendiz de parteira. Apolo, deus da razão e da racionalidade, da ordem, do cometimento, da consonância intelectual, da necessária alegria da imagem, do bom e do feliz; Dioniso,deus do espírito da vontade de viver espontaneamente a vida, apenas, da força que está presente no mundo, da ligação com a natureza, do trágico.

REFERÊNCIAS

  Michel Foucault e a Mona Lisa ou como escrever a história com um sorriso nos lábios. Bruxas, comadres ou parteiras: a obscura história das mulheres e a ciência; dos contornos do conflito parteiras e parteiros franceses.

Bachelard , Instituto de Filosofia – PUCCAMP, 1995, p. 69-80

  In: V Jornada Internacional de Políticas Públicas- Estado,desenvolvimento e crise do capital - de 23 a 26 de agosto de 2011. 2 Pontos de interrogação perdido : reunião de ensaios amazônicos; seleção e coordenação de Hildon Rocha, Brasília: Senado Federal/Conselho Editorial, 2000, p.

Bachelard , Instituto de Filosofia – PUCCAMP, 1995, p. 81-90

  Cadernos de educação \Fae/PPGE/UFPel/Pelotas [34]: 83 – 94, setembro de 2009. Foucault: seu pensamento, sua pessoa, tradução de Marcelo Jacques de Morais, Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2011.

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