2. Sistema X-10 - CAPÍTULO 03 PROTOCOLOS DE AUTOMAÇÃO

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  CAPễTULO 3 - PROTOCOLOS DE AUTOMAđấO

  1. Protocolos ou Sistemas de Automação Residencial

  Os sistemas de automação residencial promovem a integração e a comunicação dos dispositivos domóticos. Pode-se, por meio desses sistemas, interpretarem dados de um ou mais sensores e promover a gestão dos atuadores para atendimento das especificações programadas. Através da leitura de um sensor de luminosidade como exemplo, o sistema pode realizar o controle de uma cortina automatizada juntamente com um sistema de iluminação a fim de regular a luminosidade ambiente.

  Cabe, agora, o usuário juntamente com o responsável pela automação, este denominado integrador de sistema, avaliar quais sistemas irá implantar, levando em conta a situação financeira do proprietário e quais tipos de protocolos melhor atenderá às expectativas de projeto. Atualmente, existem disponíveis várias soluções comerciais. Podem ser utilizados sistemas inicialmente desenvolvidos nos Estados Unidos, como o CEBus (Consumer Electronics Bus), o SMART HOUSE e o LonWorks, ou sistemas inicialmente desenvolvidos na Europa, como o X10, o BatiBUS, o EIB (European Installation Bus) e o EHS (European Home Systems), dentre estes vamos abordar os protocolos tradicionais no mercado:

  • Padrão X-10; • EIB/KNX.
  • Padrão LonWorks;
  • Z-Wave;
  • Zig-Bee;

  2. Sistema X-10

  O X-10 foi desenvolvido entre 1976 e 1978 com o objetivo de transmitir dados em linhas elétricas de baixa tensão, baixa velocidade e muito baixo custo. É o protocolo mais antigo usados nas aplicações domóticas. Permite um controle remoto das aplicações elétricas. Usado em pequenos edifícios sobre a rede elétrica, "os módulos ligam-se às tomadas já existentes e enviam sinais pela rede elétrica, com um protocolo de comunicações próprio (X10)".

  Modelo de disposição de equipamentos com X-10 O protocolo de comunicação X-10 consiste no envio de sinais binários pela rede elétrica, usando uma portadora em amplitude (Amplitude Shift Keying – ASK) a 120 KHz. As transmissões X-10 são sincronizadas com a transição pelo zero da frequência da linha de potência AC (60Hz), uma vez que o ponto de passagem por zero possui menos ruído e está sujeito a menor interferência por parte de outros dispositivos ligados à rede elétrica. A presença de uma modulação em amplitude de 120KHz durante 1ms, na passagem por zero da onda senoidal, é usada para representar os símbolos binários que são transmitidos: o 1 e o 0. Cada bit "1" numa transmissão X-10 é um “burst” de 120KHz na origem do sinal AC, e cada bit "0" é a ausência deste “burst”

  ! ! ! ! " # $#%& '()* " & $& ()* " & $& ()* " # $#%& '()*

  

Modulação em amplitude de 120KHz na passagem

por zero da linha de potência AC de 60Hz.

  Qualquer passagem por zero pode ser utilizada, tanto no sentido positivo como no sentido negativo. A primeira passagem por zero pode ser uma transição positiva ou negativa e depende unicamente de quando ocorre a primeira modulação em amplitude no início da mensagem, uma vez que os receptores usam as primeiras modulações em amplitude para começar a contar os bits da mensagem. Devido às necessidades de potência por parte do equipamento comercial, são geralmente utilizados sistemas de distribuição de energia de três fases, pelo que cada onda AC corresponde a cada uma das fases do sistema de distribuição de energia. Assim, se o transmissor estiver numa fase e o receptor numa das outras duas, as mensagens não são recebidas por falta de sincronismo entre aqueles, no que diz respeito às passagens por zero. Para resolver este problema, a modulação em amplitude de 120KHz é transmitida três vezes, para coincidir com as três passagens por zero das três fases do sistema de distribuição de energia.

2.1. Mensagens X-10

  Cada mensagem X-10 é constituída por 13 bits distribuídos por três campos: 4 correspondentes ao campo código de início (start code), 4 ao campo código de casa (house code) e 5 ao campo código de unidade (unit code) ou ao campo código de função (function code). A transmissão completa da mensagem X-10 inclui 11 ciclos de potência: os dois primeiros representam o código de início, os quatro seguintes, o código de casa e os 5 últimos, o código de unidade ou o código de função.

  A Figura seguinte mostra o formato da mensagem.

  O campo código de início, constituído por 4 bits, é usado para alertar os receptores de que está a chegar uma nova mensagem. Cada bit deste campo é transmitido num meio ciclo AC, constituindo uma exceção à transmissão padrão dos símbolos (um ciclo por bit). O campo código de casa possui o código da casa que varia de A a P. Por fim, o último campo da mensagem corresponde ao campo código de unidade ou ao campo código de função. A distinção entre estes dois campos é efetuada através do último bit, designado por bit de função (function bit). Se este estiver a 0, os 4 bits precedentes correspondem ao campo código de unidade e contêm o endereço do módulo X-10 a controlar. Se estiver a 1, os 4 bits precedentes correspondem ao campo código de função e contêm a função a ser executada pelo módulo X-10.

  Existem assim dois tipos de mensagens X-10, correspondentes às combinações código de casa/código de unidade e código de casa/código de função. Ao receber a primeira, o módulo X-10 fica apto a poder executar uma função que lhe será enviada para o mesmo código de casa da primeira mensagem. Esta função é transmitida na mensagem código de casa/código de função. É possível endereçar vários módulos, enviando uma mensagem código de casa/código de unidade correspondente a cada um dos módulos, tornando-os aptos a receber uma mensagem código de casa/código de função e a executar a respectiva função.

2.2. Pacotes X-10

  A mensagem X-10 é sempre transmitida duas vezes, aos pares, num pacote de 26 bits, sem intervalo de ciclos entre as mensagens. Ao transmitir a mensagem duas vezes, garante-se redundância na transmissão permitindo assim aos dispositivos receptores a possibilidade de comparar as duas mensagens do pacote. Estes dispositivos podem usar apenas uma das mensagens ou as duas. Entre a transmissão de cada pacote X-10 há um intervalo de três ciclos de potência.

  Cada bit "1" numa transmissão X-10 é um burst de 120KHz e cada bit "0" é a ausência deste . No protocolo X-10 cada bit é enviado com seu valor verdadeiro e complementado, e cada

  burst

  sequência de código é enviada duas vezes, assim garantindo segurança na transmissão. Todos os comandos devem iniciar com o header 1110. Seguido de 4 bits referentes ao Código da Casa (House Code), que sendo enviados junto com seus respectivos complementos, são na verdade 8 bits. E mais 5 bits (que leva 10 bits devido ao envio do valor verdadeiro e do complementar) referentes ao código da função. E por fim há uma pausa para a maioria das funções (algumas não exigem essa pausa).

  

Transmissão X-10. Fonte: http://albt.tripod.com/x10_ex.jpg Estes dispositivos podem usar apenas uma das mensagens ou as duas. Entre a transmissão de cada pacote X-10 há um intervalo de três ciclos de potência. O X-10 especifica um total de 256 endereços diferentes. Não há restrições para o uso de múltiplos transmissores, pois eles podem ser ajustados para códigos diferentes, na mesma fiação.

  

Códigos de comandos. Fonte: http://albt.tripod.com/x10_comm_codes.jpg

  Os receptores necessitam de um mínimo de três ciclos de potência para poderem receber o pacote seguinte. Os comandos BRIGHT e DIM constituem uma exceção, já que na sua transmissão não existem intervalos entre os pacotes X-10.

2.3. Comentários à tecnologia X-10

  Devido ao longo tempo de mercado e à tecnologia implementada, os produtos X-10 têm um preço mais competitivo, sendo líderes no mercado Norte-Americano, além dos equipamentos normalmente serem de fácil instalação, podendo ser realizadas até mesmo pelos próprios usuários.

  Existem, porém, problemas relacionados a essa tecnologia como, por exemplo, em casas grandes em que o X-10 tem problemas para cobrir toda essa área, o que pode ser resolvido com amplificadores de sinais. Alguns aparelhos possuem filtros de alta frequência, o que acabaria filtrando algumas funções. Não possui outros meios físicos, tais como par-trançado (TP), cabo coaxial, infra-vermelho ou fibra óptica. A maioria dos dispositivos X-10 só se comunica em um sentido, não sendo possível saber se algumas funções enviadas foram recebidas pelo(s) devido(s) dispositivo(s).

3. EIB (European Installation Bus)

  Este protocolo foi desenvolvido pela European Instalation Bus Association (EIBA) e surgiu no mercado como a solução para integração de vários sistemas.

  Basicamente, requer os seguintes componentes: Sensores (botões de pressão, termostatos, medidores de velocidade do ar etc.)

  • que geram comandos como sendo telegramas Atuadores (relés interruptores para luzes, persianas etc.) que recebem os
  • >telegramas e executam determinadas ações O “bus” que conecta todos os sensores e Atuad
O sistema EIB consiste em dois circuitos: um circuito de potencia (220 VCA), o qual distribui alimentação dos receptores elétricos e o “bus” de dados (EIB), o qual transmite ordens de comando e informações entre os dispositivos envolvidos. As principais características da instalação elétrica com bus são permitir integrar varias funções e possibilitando a comunicação deles mesmo sendo automatizada independentemente, além de manter a flexibilidade de reconfiguração e utiliza uma tensão reduzida (29V) tornando a instalação segura no “bus” de dados (EIB).

  Esta separação deixa o sistema mais fácil de expandir e possibilita ser implementado em qualquer altura.

  3.1. “BUS” EIB

  A utilização de “bus” (barramento) é uma tecnologia largamente usada por transferir informação de um dispositivo para o outro de um sistema definido “inteligente”; nos Edifícios inteligentes o uso do “bus” dispensa um cabeamento para os comandos e as sinalizações, mas é suficiente fazer passar o “bus” (barramento) por todos os dispositivos.

  Sendo o “BUS” um sistema fechado (cabo dedicado) resulta mais seguro (imunidade ao ruído elétrico) que os sistemas de ondas de rádio. Até mesmo se o termo “BUS” tem bem outra origem podemos compará-lo aos “Ônibus” que transferindo pessoas. Sugerem a transferência de "telegramas" de uma estação para outro com uma velocidade bem definida (baud) e usam alguns caminhos (cabo ou cabo dúplex), têm problemas de tráfego e então usam alguns dispositivos de ajuste para regular o fluxo da informação (telegramas) de forma a evitar "bloqueios" que podem causar "acidentes" com perdas de informações. O “bus” nos edifícios inteligentes é instalado por aumentar os desempenhos dos sistemas tecnológicos sem complicar a instalação elétrica; em uma solução ““BUS” unificado” como EIBA, os dispositivo do projeto podem conversar entre eles: um botão pode fazer que uma lâmpada incandescente acenda e comunicar o seu estado de iluminação para o dispositivo de comando.

  Isto, em efeitos, é um exemplo banal, mas imaginemos este conceito estendido a todos os dispositivos tecnológicos do edifício como alarme, climatização, controle dos acessos e outros que possamos imaginar. Os dispositivos endereçáveis permitem ter um único ponto de supervisão de uma série de edifícios ou escritórios, em um computador pessoal, com o mesmo programa de supervisão, com o mesmo sinótico e com um modem tudo isto pode comandado a partir de qualquer parte do mundo.

  A seguir está representado um esquema geral de uma instalação moderna que usa um “bus” de transmissão para sinais e comandos.

  Lembramos que o EIB foi desenvolvido para realizar sistemas descentralizados nos quais o intercâmbio de sinais e comandos acontecem exclusivamente em nível de dispositivos operacionais (interruptores, sensores, dispositivo de iluminação, sinaleiros de alarme etc.), como mostrado na figura a seguir:

  Comando, Regulação, Medição, Vigilância e Informação.

  Todo dispositivo EIB está na realidade dotado com uma habilidade própria para elaborar informações que lhe permite introduzir e/o retirar sinalizações e comandos diretamente do “bus”.

3.2. Estrutura do sistema EIB

  No esquema seguinte é representada a estrutura de um sistema genérico EIB no qual são mostradas as várias seções que o constituem (Edifícios, andares, áreas, linhas e dispositivos): O direcionamento de cada elemento desta rede é realizada por dois bytes, os quais se referem a um “bus” e ao dispositivo neste “bus”. O primeiro byte pode ser dividido em duas partes: o primeiro indica a área dentro do domínio (ou seja, o barramento principal), e o segundo bus secundário (dentro da área). Por conseguinte, uma instalação pode ter 15 áreas, cada uma com 16 linhas de “bus” secundárias e dentro de cada linha de “bus” secundária pode ter 64 dispositivos, no total podem ser endereçados 14.400 dispositivos. Deve ser esclarecido que o de “bus tronco” (backbone line) é reservado o número 0. Por questão de alimentação dos dispositivos (29 Vdc), o limite de dispositivos suportados em cada “bus” é de 64 dispositivos; este inconveniente é contornado com introdução de fontes adicionais ampliando a capacidade do “bus” para 256 dispositivos e, considerando as 15 áreas, o total de dispositivos passam para 65.536.

  De fato todas as conexões do esquema, para qualquer nível (linha dorsal, linha principal, linhas secundárias), são realizadas com o “bus” EIB cujas características físicas e elétricas são oportunamente definidas no projeto o e permitem o dimensionamento (comprimento, número de dispositivos, etc..) e mostrados no mesmo esquema.

  O “bus” EIB é constituído de um cabo duplex usado para as sinalizações e para a alimentação dos dispositivos. Os diferentes níveis de conexão são bem identificáveis no esquema geral: da linha dorsal (Ex: um andar) partem as 15 linhas de áreas principais, cada uma através de um acoplador de área AC; a toda área principal pode ser conectado (pelos acopladores LC - Acoplador de Linha) até 12 linhas de zonas; cada zona pode receber 64 dispositivos. Toda linha possui uma fonte EIB (PSU: Power Supply Unit) de 29V e portanto está eletricamente isolada das outras; deste modo o sistema inteiro fica ativo até mesmo se uma linha estiver fora operação. A divisão do projeto de um sistema EIB em linhas de Áreas e zonas faz que a comunicação local para uma determinada linha ou zona, não influencie com os seus dados outras linhas ou zonas. As mensagens de uma determinada línea ou zona ficam bloqueadas para outros endereços de linhas ou zonas. Elas são bloqueadas pelos acopladores LC. Analogamente o acoplador de linha ignora mensagens que vêm de outras linhas ou zonas. Isto permite uma comunicação simultânea e independente em linhas diferentes. A arquitetura hierárquica do sistema facilita a instalação, o diagnóstico e a manutenção. A partir de uma única linha, há a possibilidade para estender o sistema passo a passo, assim que as aplicações aumentem na sua complexidade (ex: um grande número maior de dispositivos ou o aumento do comprimento do cabo do sistema ). Os dispositivos podem ser conectados em qualquer ponto do "“bus” EIB, em qualquer nível de conexão. Qualquer segmento de linha (também principal ou dorsal) que define uma seção do sistema , pode ter qualquer tipo de distribuição (linear, estrelar, a árvore, malha, ou uma combinação destas) contanto que os limites dimensionais (1000m. e 64 dispositivos) não sejam superados. Convêm lembrar a distancia máxima entre dispositivos: 700m entre dois quaisquer dispositivos, 350m entre uma fonte e qualquer dispositivo.

  Como a transmissão de sinais e comandos é efetuada pelo "“bus” EIB, a linha de alimentação a 220V para alimentação das cargas (motor, lâmpadas, condicionador, etc.) deve ser conectada diretamente nelas sem envolver os interruptores e os outros dispositivo de comando ou controle.

  Estes últimos sendo alimentado pela tensão o a 29V SELV (Safety Extra Low Voltage) do “bus” EIB, garantem uma interface sem problemas entre o homem e sistema. Na linha de alimentação a 220V podem ser inseridas todas as proteções que o projetista achar mais oportuno (interruptores automáticos, diferencial, etc.) de modo completamente análogo a quanto acontece em uma instalação tradicional. Para suas características o "“bus” " EIB pode ser conduzido, sem qualquer problema, junto da linha de alimentação a 220V , nos mesmos tubos ou canalizações.

3.3. Unidade de acoplamento (BCU)

  A parte de acoplamento dos dispositivos faz o papel de gerentes do tráfico das informações (dados, sinais, comandos) que viajam entre o dispositivo e o "“bus” " de transmissão ( como também entre as diferentes zonas e seções do sistema EIB) mas separada fisicamente da parte operativa do dispositivo.

  O BCU é um microprocessador (que faz o papel de gerente de comunicação) e um transceptor (transformador para a conversão, transmissão e desacoplamento dos sinais lógicos da alimentação do “bus”).

  O gerente de comunicação contém, além do microprocessador, as memórias: ROM (software de sistema), EEPROM (parametrização), RAM (dados em processamento). Pela parametrização toda unidade BCU é predisposta para as funções que tem que desenvolver de acordo com o tipo de dispositivo acoplado.

  • na memória ROM é contido o software específico de sistema que não pode ser modificado pelo projetista/operador; • na memória RAM o microprocessador memoriza a informação corrente.
  • EEPROM o programa ETS® (Engineering Tool Software) memoriza os parâmetros para a função a desenvolver.

  A passagem das informações de uma seção ou área para outra do sistema sempre é controlada pelo microprocessador ( gerente do tráfico de informação) sendo que a informação passe da linha dorsal a uma linha principal usando o acoplador Bbc é o mesmo se dá entre a linha principal e as zonas com os acopladores LC e as funções de cada acoplador são definidas em nível de software. Particularmente todo acoplador Bbc ou LC é parametrizado para filtrar as informações da própria linha e remeter somente as informações destinadas a outras linhas bloqueando também as informações que, partindo de dispositivos pertencendo à própria linha, são destinados exclusivamente aos outros dispositivo desta mesma linha.

  Isto permite que toda linha trabalhe de modo autônomo em comparação a outras seções da instalação e reduz o tráfico de dados de tal maneira a melhorar a resposta do sistema .

3.4. Dispositivos EIB

  Os dispositivos EIB são divididos em duas categorias gerais: dispositivos de sistema e dispositivos dedicados à aplicação. Os dispositivos de sistema desenvolvem as operações básicas com acopladores e fontes que alimenta com baixa tensão o de segurança (SELV) os diferentes dispositivos conectados a o sistema . Os dispositivos dedicados são aqueles que permitem o controle de potência e comando da instalação. São dos tipos mais variados e são escolhido na fase de projeto o do sistema. Entre os mais comuns, temos: interruptores, atuadores, sensores de grandeza física (luminosidade, temperatura, vento etc.), dispositivos de sinalização etc..

  Em geral estes dispositivos do “bus” EIB são compostos de duas partes: uma dedicada à aplicação (ex.: interruptor) e outra de acoplamento ( BCU-”bus” Coupling Unit) ao “bus” EIB que permite o intercâmbio das informações entre a aplicação entre o modulo aplicativo e o restante do sistema.

  Em geral os dispositivos já são dotados do acoplador BCU ou podem ser combinados a eles. Também são disponíveis no mercado interfaces de entrada e saída genérico permitindo a conexão a o sistema de tipos diferentes de dispositivo de mercado (por exemplo, os interruptores e os relés geralmente usados nos sistemas tradicionais).

3.5. Telegramas e Endereços

  O intercâmbio de informação entre os dispositivos acontece por telegramas constituído por um conjunto de Bit´s dividido em campos. A codificação destes bits processa diferentes tipos de informações. Cada campo é característico de uma informação. Veja um exemplo de campos.

  Campo de Controle:

  Se um dos participantes endereçados responde negativamente ao reconhecimento, a transmissão do telegrama é repetida com o bit D5 do campo de controle igual a “0”.

  Endereço de Origem O endereço de origem é o endereço individual do dispositivo que transmite.

  Quando enviado, o dispositivo fornece o endereço individual juntamente com o telegrama, de tal modo que este possa ser facilmente reconduzido à sua origem.

  Endereço de Destino

  O endereço de destino especifica qual dispositivo deve responder ao telegrama. O endereço de destino é normalmente um endereço de grupo, com o qual um grande número de participantes podem ser endereçados simultaneamente.

  Campo Contador e Comprimento (D/R/L)

  O telegrama transmitido pelo dispositivo contém um contador de voltas inicializado com o valor 6. Cada acoplador de linha (LC) decrementa o contador e transmite o telegrama enquanto o valor for positivo. As tabelas de filtragem são tidas sempre em linha de conta.

  Campo de Dados A maioria dos telegramas transmite apenas uma ordem de 1 bit.

  A ordem "escrever" corresponde ao último bit da direita. Coloca-se “1” para ativação ou “0” desativação. A informação útil tem 2 Bytes (Byte 0 e 1) de comprimento.

  Com a ordem "ler" é solicitado ao dispositivo que recebe o telegrama um aviso do seu estado. A informação pode ter um comprimento de 1 bit ou pode utilizar até 13 Bytes (Byte 2 a 15).

  Campo de Verificação

  O telegrama também possui um campo de verificação, que confirma se o telegrama chega corretamente ao seu destino ou não. Esta parte do telegrama comprova se as restantes "palavras" que o constituem estão bem construídas ou não. Verificação de Caracter - Para a confirmação da "palavra", a soma dos bits de dados (D7 a D0) mais o Pz deve ser de 0. Chama-se a isto confirmação por paridade par.

  Pz = + D7 D6 D5 D4 D3 D2 D1 D0

  Verificação de Telegrama - A posição dos bits de todos os caracteres do telegrama são verificadas por prioridade, isto é, o bit de verificação S7 recebe o valor “0” ou “1” para fazer a soma de todos os bits de dados D7 mais os bits de verificação S7 iguais a 1. A combinação da verificação dos caracteres e do telegrama é chamada Verificação Cruzada.

  Mediante a verificação do telegrama, o dispositivo receptor pode verificar a correta recepção do mesmo e enviar um aviso da confirmação correspondente.

3.6. Exemplo de definição dos endereços de grupo:

  Pelo endereçamento de grupo podem ser estabelecidas correlações funcionais muito complexas entre os dispositivos que operam em um sistema EIB. É também possível atribuir a um dispositivo mais que um endereço de grupo de tal modo que o mesmo dispositivo pode operar dentro de vários grupos de lógicas funcionais. Como exemplo, vamos estudar a função lógica seguinte.

  • As lâmpadas L1, L2, L3 são comandadas pelo interruptor S1 e são submetidos ao controle horário do interruptor C1.
  • A lâmpada L4 pode ser comandado com o interruptor S2 ou com o interruptor S3 e é submetida ao controle horário do interruptor C1.
  • Cada uma das persianas T1, T2, T3 tem comando próprio respectivamente nos dispositivo D1, D2, D3.
  • As persianas T4, T5 são comandadas pelo dispositivo D4 e são submetidos ao controle horário do interruptor C1.
A intercorrelação dos dispositivos acima foi explicitada na tabela a seguir sendo que cada combinação recebeu um endereço de grupo diferente (por conveniência foi utilizada uma numeração progressiva):

  • Grupo 0001: S1- L1, L2, L3
  • Grupo 0002: S2- S3, L4
  • Grupo 0003: C1- L1, L2, L3, T4, T5
  • Grupo 0004: D1- T1
  • Grupo 0005: D2- T2
  • Grupo 0006: D3- T3
  • Grupo 0007: D4- T4, T5 Nestas condições operacionais encontramos os mesmos dispositivos em mais que um endereço de grupo. As várias funções lógicas são visualizadas no diagrama seguinte.

3.7. Software de Programação e Planejamento ETS A configuração dos dispositivos KNX-EIBs se dá pelo uso do software ETS.

  Utilizando este software e as bibliotecas dos construtores de diferentes dispositivos, técnicos e integrador de sistema podem planejar a automação de edifícios inteligentes baseados n o sistema KNX-EIB. A tela do ETS se apresenta assim: A tela tem três janelas principais, o da direita “Buildings” onde constam as informações relativas aos vários edifícios e andares; a tela em alto a esquerda “Topology” onde constam as informações relativas aos dispositivos utilizados; a tela em baixo a esquerda “Group Addresses” onde constam as informações relativas aos grupos de funções.

  O programa ETS permite definir a estrutura hierárquica do edifício, a disposição dos dispositivos e a associação lógica relativa as funções necessitadas, tudo isso com uma única interface visto que independentemente do construtor, todos os dispositivos certificados Konnex podem se comunicar de modo standard dentro da instalação. A biblioteca de dispositivos EIB garante as interfaces entre dispositivos. Ao término da definição do projeto o programa ETS se encarrega de descarregar, nos vários dispositivos, a lógica de operação que deixará, o sistema funcionando com plena autonomia, mesmo do software ETS. Eventuais modificações da lógica do sistema serão implementadas n o software ETS ( no mesmo projeto o) e descarregadas na instalação que passa a operar sozinha.

  O programa ETS é distribuído em três versões diferentes: O tipo " TESTER” o tipo " STARTER" para quem quer entender o KNX e mais o tipo "Profissional" para os técnicos, engenheiros e instaladores ou seja para os profissionais desta tecnologia.

  O versão "Profissional" é aquela completa sem limitações no número de dispositivos e nas funções programáveis ( dentro dos limites imposto pelo padrão); permite administrar de modo detalhado endereçamento, associação e configuração dos dispositivos certificados KNX de qualquer produtor e oferece ferramentas poderosas de diagnóstico e de relatórios sobre a instalação o. Na seção relativa aos exercícios se fará referência à última versão do software (3.0) que utiliza os procedimentos bem semelhante às versões anteriores.

  3.8. Notas Sobre Download - Botão “Mode”

  Através do programa ETS se desenvolvem aplicações, simples ou sofisticadas que geram funções que uma vez descarregadas na instalação feita, ficam residentes nos diferentes dispositivos utilizados. O recebimento das informações por cada dispositivo depende não somente do programa desenvolvido, mas da aceitação por parte dos dispositivos e isso se dá PRESSIONANDO o botão

  

“MODE” existente nele mesmo. Durante esta operação se estabelece o endereço físico do

dispositivo.

  3.9. Conclusão

  O EIB é sem dúvida uma das mais promissoras tecnologias para a instalação de uma rede doméstica. Contando com o apoio dos maiores fabricantes europeus de dispositivos elétricos e eletrônicos existem já milhares de diferentes dispositivos que permitem implementar todas as funcionalidades necessárias para uma casa inteligente.

  O fato de cada dispositivo conter a sua própria "inteligência", através do uso de microprocessadores e memórias internas, torna esta tecnologia algo cara, onde o mais simples dispositivo, que obrigatoriamente tem de incluir um BCU, tem um custo algo elevado. Com o aumento da procura por parte dos consumidores e o aparecimento de equipamentos elétricos de linha branca (geladeiras, máquinas de lavar, etc.) e áudio/vídeo (televisores, som, etc.) já compatíveis com a norma EIB, o custo do equipamento tenderá a diminuir.

  Esta tecnologia não foi pensada para ser instalada e configurada pelo morador da residência. Neste campo a EIBA, desenvolveu uma rede de certificação que garante a qualidade nas instalações EIB. Sendo óbvio, esta qualidade acarreta um custo na instalação, obrigando a que esta seja efetuada na fase inicial da construção para não aumentar ainda mais o custo final.

  Referência: Manual Didático DeLorenzo

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