UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA UDESC CENTRO DE CIÊNCIAS DA ADMINISTRAÇÃO ESAG CURSO DE MESTRADO EM ADMINISTRAÇÃO ÁREA DE CONCENTRAÇÃO GESTÃO ESTRATÉGICA DAS ORGANIZAÇÕES

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UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA UDESC

CENTRO DE CIÊNCIAS DA ADMINISTRAđấO ESAG

CURSO DE MESTRADO EM ADMINISTRAđấO

ÁREA DE CONCENTRAđấO

  GESTấO ESTRATÉGICA DAS ORGANIZAđỏES

EXPORTAđấO E COMPETITIVIDADE DE MICRO, PEQUENAS E MÉDIAS

EMPRESAS EM FUNđấO DAS INOVAđỏES EM SANTA CATARINA CASO

  

PROGEX/FINEP E A SOCIESC

EDMILSON SABADINI PEREIRA

EDMILSON SABADINI PEREIRA

  EXPORTAđấO E COMPETITIVIDADE DE MICRO, PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS EM FUNđấO DAS INOVAđỏES EM SANTA CATARINA CASO

PROGEX/FINEP E A SOCIESC

  Dissertação de Mestrado submetida à Universidade do Estado de Santa Catarina UDESC como requisito para obtenção do Grau de Mestre em Administração de Empresas.

  

Edmilson Sabadini Pereira

EXPORTAđấO E COMPETITIVIDADE DE MICRO, PEQUENAS E MÉDIAS

EMPRESAS EM FUNđấO DAS INOVAđỏES EM SANTA CATARINA CASO

PROGEX/FINEP E A SOCIESC

  Esta dissertação foi julgada adequada para a obtenção do título de Mestre em Administração

  

(Gestão Estratégica das Organizações) e aprovada em sua forma final pelo Curso de

Mestrado em Administração da Universidade do Estado de Santa Catarina UDESC -

Centro de Ciências da Administração ESAG.

  ________________________________________ Prof. Mario César Barreto Moraes, Dr.

  Coordenador do Mestrado Apresentada à Comissão Examinadora, integrada pelos professores:

  ________________________________________ Prof. Sandro Murilo Santos, Dr.

  Orientador ________________________________________ Carlos Alberto Marques Couto, Dr.

  Co - orientador

  Dedico este trabalho à minha Preta e ao meu Gui; A meu amado afilhado Lucas, que veio há pouquinho tempo ao mundo é já enche meu coração de alegria;

  

AGRADECIMENTOS

  Ao Professor Sandro Murilo Santos, por ser o grande incentivador deste trabalho e pela sua dedicação, carinho, humanismo e profissionalismo prestado como orientador desta dissertação;

  Aos meus amigos de trabalho, Gustavo Domeneghetti, Airton da Silva Rosa, Robynson Molinari e Júlio Dias do Prado, que foram fantásticos no apoio da condução deste trabalho;

  A todas as pessoas da minha área, Gestão Tecnológica, pelo carinho e compreensão, que de forma direta ou indireta possibilitaram que eu pudesse realizar este trabalho; Ao Dr. Carlos Alberto Marques Couto, que é o grande condutor do PROGEX em nível nacional, e o faz com maestria, profissionalismo e acima de tudo com muito carinho, este programa inovador e de extrema relevância para o nosso País. Agradeço, também pela sua dedicação como co-orientador deste trabalho;

  Ao Professor Mario César Barreto Moraes, pela colaboração e incentivo como membro da Banca Examinadora na Qualificação e defesa da dissertação; À nossa Sociedade Educacional de Santa Catarina SOCIESC, principalmente pelo seu ambiente incentivador e exemplar na contínua capacitação dos seus colaboradores e que tem proporcionado um crescimento contínuo para o meu conhecimento;

  Ao Edgard Rocca e à Eliane Cunha da FINEP, pela presteza e carinho que tratam o PROGEX junto à nós da SOCIESC, constituindo-se como propulsores para o sucesso do mesmo;

  Aos meus queridos amigos de turma, Dila, Maria, Sandra, Eliane, Fabiana, Romeu, Bublitz e Fossile.

  

SUMÁRIO

LISTA DE ILUSTRAđỏES ....................................................................................................8

LISTA DE TABELAS ............................................................................................................10

LISTA DE SIGLAS ................................................................................................................12

RESUMO.................................................................................................................................13

ABSTRACT.............................................................................................................................14

  

1 INTRODUđấO....................................................................................................................15

  

1.1 Contextualização do Tema...............................................................................................15

  

1.2 Definição do Problema de Pesquisa ................................................................................18

  

1.3 Objetivos ............................................................................................................................19

  1.3.1 Objetivo Geral..................................................................................................................19

  1.3.2 Objetivos Específicos ......................................................................................................19

  

1.4 Justificativa e Relevância do Tema .................................................................................20

  

1.5 Estrutura da Dissertação..................................................................................................22

  

2 FUNDAMENTAđấO TEốRICA ......................................................................................24

  

2.1 Micro, Pequenas e Médias Empresas..............................................................................24

  2.1.1 Conceituação....................................................................................................................24

  2.1.2 Importância para a Economia Nacional e Internacional ..................................................32

  2.1.3 As MPMEs no Cenário Atual e as Medidas e Ferramentas Disponíveis para Auxiliar a Inserção no Mercado Internacional...........................................................................................33

  

2.2 Mercado ...........................................................................................................................400

  2.2.1 Mercado Externo e Internacional.....................................................................................41

  2.2.2 Tendências do Mercado .................................................................................................444

  2.2.3 Impacto da Globalização e Internacionalização ..............................................................45

  2.3.5 Destino das Exportações Brasileiras e do Estado de Santa Catarina ...............................71

  

2.4 A Organização e a Cultura Organizacional ...................................................................77

  2.4.1 Ambiente..........................................................................................................................79

  2.4.2 Gestão ..............................................................................................................................81

  2.4.3 Processo ...........................................................................................................................82

  2.4.4 Tecnologia .......................................................................................................................84

  

2.5 Produtividade e Competitividade....................................................................................85

  

2.6 Inovação.............................................................................................................................87

  2.6.1 Conceituação e a Importância da Inovação .....................................................................87

  2.6.2 Classificação das Inovações.............................................................................................90

  

3 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS......................................................................94

  

3.1 Limitações da Pesquisa.....................................................................................................97

  

4 ESTUDO DE CASO ............................................................................................................99

  

4.1 FINEP ................................................................................................................................99

  4.2 Caracterização da Sociesc e a da Área de Gestão Tecnológica que Atua com o

PROGEX ...............................................................................................................................101

  4.2.1 SOCIESC .......................................................................................................................101

  4.2.2 A Área de Gestão Tecnológica na SOCIESC que atua com o PROGEX......................104

  

4.3 PROGEX .........................................................................................................................106

  4.3.1 Conceituação e Sistematização de Contratação do Projeto ...........................................106

  4.3.2 Etapas de Atendimento após Contratação do Projeto ....................................................107 4.3.3 Áreas de Atuação e os Benefícios do Apoio do PROGEX na Empresa........................108

  4.3.4 Origem do PROGEX .....................................................................................................108

  4.3.5 Implementação do PROGEX em Nível Nacional..........................................................111

  

4.4 Descrição, Análise e Interpretação dos Dados .............................................................112

  4.4.1 Descrição dos Dados......................................................................................................112

  4.4.2 Análise e Interpretação dos Dados.................................................................................128

  

LISTA DE ILUSTRAđỏES

  Gráfico 1: Participação % do Brasil nas Exportações e Importações Mundiais (1950 a 2004) ........................................................................................................ 60

  Gráfico 2: Número de Empresas Brasileiras Exportadoras - Janeiro a Dezembro 2003 / 2004 ............................................................................................................ 67 Gráfico 3: Número de Empresas Catarinense Exportadoras -Janeiro a Dezembro 2003 / 2004 ............................................................................................................ 67 Gráfico 4: Exportação Brasileira por Porte de Empresa - Número de Empresas 2003 / 2004 ............................................................................................................ 68 Gráfico 5: Exportação Catarinense por Porte de Empresa - Número de Empresas - 2003 / 2004 ............................................................................................................ 68 Gráfico 6: Exportação Brasileira por Porte de Empresa - Participação % sobre o Número de Empresas Exportadoras Brasileiras de 2004 ................................... 69 Gráfico 7: Exportação Brasileira por Porte de Empresa Participação % sobre o Valor Brasileiro de Exportação de 2004 ............................................................ 69 Gráfico 8: Exportação Catarinense por Porte de Empresas - Participação % sobre o Número de Empresas Catarinense Exportadoras de 2004 ................................. 70 Gráfico 9: Exportação Catarinense por Porte de Empresas - Participação % sobre

  Valor de Exportação Catarinense de 2004 ............................................................ 70 Gráfico 10: Principais Mercados de Destino das Exportações Brasileiras

  Participação % em 2004 ........................................................................................ 71 Gráfico 11: Principais Blocos de Destino das Micro e Pequenas Empresas em 2004 Participação % ..................................................................................... 73

  Gráfico 16: Perfil do corpo técnico-científico da SOCIESC ................................................ 104 Gráfico 17: Distribuição dos projetos PROGEX por segmento no estado de SC ................. 106 Gráfico 18: Porte das empresas atendidas (Critério MERCOSUL) ...................................... 129 Gráfico 19: Distribuição quantitativa dos produtos em função dos objetivos do PROGEX .......................................................................................................... 130 Gráfico 20: Mercados atendidos no exterior ......................................................................... 132 Gráfico 21: Valores médios de impactos no faturamento bruto e no número de funcionários após o PROGEX .......................................................................... 133 Gráfico 22: Variação do percentual de faturamento de exportação do produto ................... 134 Gráfico 23: Aumento da produção específica para o produto ............................................... 135 Gráfico 24: Aumento de produtividade ................................................................................. 136 Gráfico 25: Variação no custo do produto ............................................................................ 137 Gráfico 26: Quantidade de horas investidas pelas empresas para adequação do produto .... 138 Gráfico 27: Quantidade de pessoas envolvidas pelas empresas para adequação do produto ........................................................................................................ 139 Quadro 1: Fases de Integração Econômica ........................................................................... 44 Quadro 2: Condições da Competitividade ............................................................................. 80 Quadro 3: Procedimentos metodológicos utilizados na pesquisa ........................................... 97 Figura 1: Organograma da SOCIESC ................................................................................... 102

  

LISTA DE TABELAS

  Tabela 1: Distinção entre micro, pequena e média empresa - Critérios para a indústria ........ 27 Tabela 2: Distinção entre micro, pequena e média empresa - Critérios para comércio e serviços ................................................................................................ 27 Tabela 3: Critérios para classificação das MPMEs do Brasil ................................................. 29 Tabela 4: Critérios para classificação das MPMEs da União Européia .................................. 30 Tabela 5: Classificação das MPMEs segundo o Banco Mundial e a Corporação Financeira Internacional ......................................................................................... 31 Tabela 6: Classificação dos Paises Exportadores de acordo com o volume do valor de exportação Valores em US$ Bilhões ............................................................... 61 Tabela 7: Balanço Comercial do Brasil de 1994 a 2004 - US$ 1.000 FOB ............................ 62 Tabela 8: Balanço Comercial de Santa Catarina de 1994 a 2004 - US$ 1.000 FOB .............. 63 Tabela 9: Exportações Brasileiras X Exportações de Santa Catarina ..................................... 63 Tabela 10: Exportação Brasileira - Distribuição por Porte de Empresa e Valor 2003/2004 .............................................................................................................. 65 Tabela 11: Exportação Brasileira por Porte de Empresa e Valor - Distribuição por Unidade da Federação de Produção ..................................................................................... 66 Tabela 12: Principais Mercados de Destino das Exportações Brasileiras em 2004 e Variação (2004/2003) ........................................................................................... 71 Tabela 13: Principais Blocos de Destino das Exportações Brasileiras por Porte de Empresa Participação por Valor em 2003 e 2004 e Variações 2004/2003 ....... 72 Tabela 14: Exportações de Santa Catarina Principais Países e Blocos Econômicos de Destino ............................................................................................................ 75

LISTA DE SIGLAS

  AID: Associação Internacional de Desenvolvimento AMGI: Organismo Multilateral de Garantia de Investimentos ANPEI: Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento e Engenharia das Empresas

  Inovadoras APEX: Agência de Promoção das Exportações BIRD: Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento CAMEX: Câmara do Comércio Exterior CETEC: Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais CIADI: Centro Internacional para Acerto de Divergências relativas a Investimentos CNI: Confederação Nacional da Indústria CIENTEC: Fundação de Ciência e Tecnologia - Estado do Rio Grande do Sul CIMATEC: Centro Integrado de Manufatura e Tecnologia - Estado da Bahia CSLL: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido FUCAPI: Fundação Centro de Análise, Pesquisa e Inovação Tecnológica

  IBGE: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

  IFC: Corporação Financeira Internacional

  IPI: Imposto sobre Produtos Industrializados

  INT: Instituto Nacional de Tecnologia IPT: Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de S. Paulo S.A.

  ITAL: Instituto de Tecnologia de Alimentos - Estado de São Paulo

  ITEP: Instituto Tecnológico do Estado de Pernambuco

  IR: Imposto de Renda

  MPEs: Micro e Pequenas Empresas MPMEs: Micro, Pequenas e Médias Empresas NUTEC: Fundação Núcleo de Tecnologia Industrial - Estado do Ceará OMC: Organização Mundial de Comércio PAE: Programa de Apoio à Exportação PGNI: Programa de Geração de Negócios Internacionais PIB: Produto Interno Bruto

  PINTEC: Pesquisa Industrial de Inovação Tecnológica

  PROEX: Programa de Apoio às Exportações Brasileiras PROGEX: Programa de Apoio Tecnológico à Exportação SEBRAE: Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas SECEX: Secretaria de Comércio Exterior SGI: Sistema Global de Inovação SENAI: Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial SIMPLES: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte SNI: Sistema Nacional de Inovação SOCIESC: Sociedade Educacional de Santa Catarina TECPAR: Instituto de Tecnologia do Paraná

  

RESUMO

  PEREIRA, Edmilson Sabadini. Exportação e competitividade de micro, pequenas e

  médias empresas em função das inovações em Santa Catarina

  Caso PROGEX/FINEP e a SOCIESC. Florianópolis, 2005, 158f. Dissertação (Mestrado em Administração Estratégica) Programa de Pós-graduação em Administração. Universidade do Estado de Santa Catarina, Florianópolis, 2005.

  Com a mundialização, as fronteiras entre os países estão sendo atenuadas, os meios de comunicação abrem cada vez mais o mercado a novas idéias e a sociedade, de um modo em geral, é levada a gerar e absorver as inovações mais rapidamente que no passado. Neste contexto, vem ocorrendo um contínuo aperfeiçoamento nas relações de comércio internacional, exigindo das micro, pequenas e médias empresas maior capacitação competitiva. A capacidade de geração, difusão e utilização de novos conhecimentos tem sido o elemento propulsor do desenvolvimento tecnológico, sendo que a transmissão do conhecimento para este porte de empresas não é um processo linear. Assim, governo, institutos tecnológicos e empresas não têm capacidade, sozinhos ou em separado, para gerar, difundir e utilizar esses conhecimentos. O Programa de Apoio Tecnológico à Exportação - PROGEX proporciona exatamente a atuação nesta tríade, oferecendo apoio para inserção e/ou permanência destas empresas no mercado exterior. Esta dissertação tem o objetivo de determinar os impactos sobre a exportação e nos resultados percebidos pelas MPMEs em função do apoio do referido Programa. A investigação teve como foco o mercado, a evolução da balança comercial em Santa Catarina e no Brasil, processos estes que influenciam na questão da cultura organizacional, da competitividade e da inovação das MPMEs. Foi realizada uma pesquisa qualitativa, exploratória e descritiva, com estudo de múltiplos casos de produtos participantes do PROGEX e que tiveram seus projetos finalizados. Os resultados obtidos indicam que este Programa tem sido efetivo, uma vez que vem promovendo inovações em produtos e processos, causando impactos na exportação e na competitividade, aumentando significativamente a exportação do produto, em empresas já exportadoras, inserindo empresas/produtos no mercado de exportação e substituindo importações. Além disso, fortalece a empresa no mercado nacional com aumento da receita total, capacita a equipe técnica das MPMEs, aumenta o número de novos postos de trabalho, reduz a área útil

  

ABSTRACT

  PEREIRA, Edmilson Sabatini. Export and competitiveness of micro, small and medium

  

enterprises, in light of the innovations in Santa Catarina Case PROGEX/FINEP and

  SOCIESC. Florianopolis, 2005, 158f. Essay (Masters in Strategic Management), Post Graduation Program in Management, University of the Santa Catarina State, Florianopolis, 2005.

  With the globalization, the borders are being eased, the communication means open the market ever more to new ideas, and the society is, in general, led to generate and absorb the innovations, quicker than in the past and to a continuous improvement in the international trade relations, requiring from micro, small and medium sized enterprises a higher competitive qualification. The capability to generate, broadcast and utilize new knowledge is behaving as the propelling element in the technological development, and transfer such knowledge to such group of companies is not a linear process. In this context, the government, technological institutes and companies do not have individually or separately capabilities to generate, broadcast and employ such knowledge, and the PROGEX precisely provides an efficient and efficacious action within this triad, offering support for the insertion and/or permanence of these companies in the overseas market. This essay aims at determining the impacts over exports and in the results perceived by the MSMEs in function of the support from such Program. The investigation focused on the market, on the evolution of the trade balance in Santa Catarina and Brazil, processes that influence the issues of organizational culture, competitiveness and innovation in MSMEs. A qualitative, exploratory and descriptive research has been carried out, with the study of multiple cases of companies taking part in the PROGEX and that have had their projects finalized. The results obtained indicate that PROGEX is being effective, where through innovations in products and processes, it impacts the exports and competitiveness, significantly increasing the product's overseas sales volume, in companies that already export, inserting companies and products into the exports market, and replacing imports. Apart from that, it has strengthened the company at the domestic market, increasing their total revenues, qualifying the technical teams of the MSMEs, increasing the number of new job openings, reduction of footprint, and creating sensitivity,

1 INTRODUđấO

  Este capítulo tem como finalidade principal descrever de forma geral os pontos fundamentais que serão desenvolvidos no decorrer do trabalho, tais como o tema e o problema de estudo, a relevância do tema (justificativa), objetivos, procedimentos metodológicos e organização da dissertação.

1.1 Contextualização do Tema

  Com a globalização ou mundialização da economia, aumentou a velocidade com que os países intercambiam bens e serviços. Neste contexto, as empresas enfrentam grande competitividade para conquistarem um espaço no mercado internacional e até mesmo no mercado nacional.

  O mercado externo exige altos padrões de qualidade gerando grandes dificuldades para inserção e permanência das empresas. Competir internacionalmente requer inteligência estratégica, passando necessariamente por uma análise de potencialidades e otimização da utilização das capacidades. A abertura econômica, a privatização e desregulamentação da economia, conforme Dias (2002, p. 73) impuseram às empresas a necessidade de aumentar a produtividade e a qualidade de seus produtos. As empresas que não são competitivas perdem espaço, sendo substituídas pelas mais eficientes ou pelo aumento das importações dos produtos em que o país é menos eficiente.

  No caso das MPMEs, que apresentam em muitas situações dificuldades de

  Elas apresentam deficiências em todos os níveis (conhecimento, tecnologia, finanças, gestão, recursos humanos, produção, design, comercialização, distribuição, etc.). Ou se trabalha de forma sistêmica para elevar o padrão em todas essas áreas, ou não se conseguirá mudanças de efeito duradouro na MPMEs.

  Isso significa que a eliminação dos gargalos tecnológicos é apenas uma parte da busca por soluções que promovam mudanças significativas no patamar competitivo destas empresas. Dentre os problemas que mais afetam a capacidade de inovação das MPMEs, a

  Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento e Engenharia das Empresas Inovadoras (ANPEI, 2004) destaca o fato de que muitas empresas trabalham sem ter o conhecimento necessário sobre o mercado em que atuam, muitas vezes seguindo o que as empresas líderes ditam. Outras vezes falta-lhes a compreensão de que somente depois da escolha de seus mercados preferenciais e de terem viabilizado estratégias para a superação dos próprios problemas, que as impedem de crescer de forma sustentada nestes mercados é que estarão aptas a pôr em prática projetos de cooperação. Isso poderá ocorrer por meio de projetos voltados para a montagem de observatórios que as mantenham informadas sobre as tendências tecnológicas de mercado ou pela realização de pesquisas e desenvolvimentos tecnológicos conjuntos, dentre outras formas. Outro problema é que, as MPMEs muitas vezes se limitam a copiar o que as grandes fazem, sendo que institutos de pesquisa ou universidades têm a tendência de trabalhar para as grandes empresas. Há também as dificuldades encontradas para acessar financiamento, tais como a burocracia, a falta de garantias reais, os custos elevados dos financiamentos.

  O Estado de Santa Catarina vem se destacando pela construção de procedimentos que visam à internacionalização das empresas e à conseqüente identificação, como território de qualidade, no que se refere ao seu processo produtivo. O referido Estado conta com condições privilegiadas e vantagens competitivas, do ponto de vista de ambiente de negócios, disponibilidade de infra-estrutura e capital humano. No entanto, são ainda inúmeras as possibilidades de aproveitamento de oportunidades no campo internacional, sobretudo para o

  Apesar do crescimento das exportações, o Estado de Santa Catarina apresenta índices ainda muito incipientes, se comparados a regiões da Europa, como Itália e Espanha e a regiões da Ásia, que apresentam uma forte participação de MPMEs e com um alto valor agregado a seus produtos. Neste contexto, vale enfatizar que, apesar do significativo crescimento de suas exportações e do fato das MPMEs, no ano de 2004, representarem 82,6% do total do número de empresas exportadoras catarinenses (enquanto as Grandes Empresas representam apenas 17,1%, as MPMEs), as Grandes têm uma participação maior (82,07%). Destaca-se, ainda, que 40% do total do valor exportado, em Santa Catarina, no período de janeiro a setembro de 2005, esteve concentrado em 7 grandes empresas, de acordo com o MDIC/SECEX e a FIESC (2005).

  Diante deste quadro, a qualificação da mão-de-obra apta ao mercado produtivo, com visão sistêmica e focada para a vocação regional, torna-se condição indispensável para o desenvolvimento do potencial exportador.

  O PROGEX é um programa de apoio tecnológico à exportação, implementado no final do ano 2000, pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e a Secretaria Executiva da Câmara de Comércio Exterior (CAMEX), em parceria com a Financiadora de Estudos e Projetos do Ministério da Ciência e Tecnologia (FINEP). O propósito fundamental deste programa é apoiar as micro, pequenas e médias empresas em sua inserção ou permanência no comércio internacional, mais especificamente quanto à exportação (MDIC, 2003).

  A SOCIESC, atuando de forma integrada com suas competências e parcerias, de acordo com seus objetivos permanentes de criar mecanismos diferenciados de transferência de tecnologia para as empresas. e intensificar o relacionamento com empresas de forma global , proporciona soluções para as necessidades das empresas.

  Desta forma, a organização credenciou-se em julho de 2003 como a única instituição a atuar com o programa PROGEX em Santa Catarina, disponibilizando profissionais nos mais diversos segmentos do mercado e recursos financeiros por meio da FINEP/MCT.

1.2 Definição do Problema de Pesquisa

  Muitas empresas apresentam dificuldades em conciliar os custos para viabilização dos processos, que incluem normalmente o uso de tecnologias, a capacitação de bons funcionários e a necessidade de satisfação do cliente, fatores que por sua vez devem ser compensados com o lucro obtido. A avaliação dos resultados da empresa e a orientação para tomadas de decisão requerem o acompanhamento de outras dimensões da competitividade que não sejam apenas custos e eficiência técnica, como ocorria no passado.

  Por sua vez, a capacitação e a informação apresentam-se como fatores decisivos de sucesso, capazes de gerar as condições reais de competitividade e sustentabilidade. A flexibilidade e a agilidade das empresas em desenvolver soluções e produtos, representam fatores decisivos para a implantação de um sistema capaz de promover, cada vez mais, o desenvolvimento econômico e social dos municípios e pólos regionais, por meio de sua inserção no âmbito internacional.

  Estratégias de desenvolvimento e crescimento devem ser adotadas para garantir a sobrevivência das empresas, frente a este novo mercado globalizado e altamente competitivo. Com base nas recomendações do SEBRAE (2005) pode-se visualizar grandes desafios que as MPMEs devem enfrentar para ampliar suas oportunidades em um ambiente globalizado, tais como: inserção direta da empresa no comércio internacional; melhor preparação para enfrentar a concorrência estrangeira no mercado interno próprio; absorção de novas tecnologias e novos métodos gerenciais em busca de uma melhor qualidade e competitividade.

  As políticas direcionadas para as MPMEs, de acordo com a Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (ANPEI, 2004, p. 125):

  Devem estar calcadas, acima de tudo, em aspectos microeconômicos, de correção sistêmica e estrutural dos seus problemas. Para que produzam próprias das empresas catarinenses de micro, pequeno e médio porte. O desenvolvimento do Estado é fruto de um modelo, cujos agentes de ação sempre foram as MPMEs.

  Diante do exposto, surge o seguinte problema de pesquisa:

  Quais os impactos sobre a exportação e nos resultados percebidos pelas MPMEs em função do apoio do PROGEX?

1.3 Objetivos

  Para um melhor direcionamento do trabalho, foram definidos objetivos, sendo um geral e quatro específicos:

  1.3.1 Objetivo Geral Determinar os impactos sobre a exportação e nos resultados percebidos pelas MPMEs em função do apoio do PROGEX.

  1.3.2 Objetivos Específicos Levantar a classificação das micro, pequenas e médias empresas nas atividades industriais e a sua importância no mercado; Determinar a influência da inovação na exportação e na competitividade das

1.4 Justificativa e Relevância do Tema

  É importante determinar a capacidade competitiva das MPMEs em âmbito internacional, com base nas informações, inovações tecnológicas, nos processos de qualidade, formação de uma imagem sólida e de marca regional, que possa ser percebida adequadamente pelos stakeholders.

  Também é necessário que as MPMEs definam a sua participação no mercado internacional no planejamento estratégico e de marketing, estruturando um plano de ação criterioso e consistente, acreditando na exportação como uma alternativa fundamental para a expansão e diversificação dos seus negócios.

  Para tanto, é relevante conhecer as dificuldades que estas empresas enfrentam em sua inserção no comércio internacional e desenvolver ações que contribuam efetivamente para que tenham maiores probabilidades de sucesso neste processo. De acordo com Dias (2002, p. 20) o mercado internacional pode tornar-se uma importante alavanca para o desenvolvimento não só de empresas grandes, mas também de pequenas e médias. Para tal, a exportação e internacionalização precisam fazer parte da cultura das empresas e não serem tratadas de forma situacional, em função de ociosidade da produção ou variação cambial.

  A internacionalização das MPMEs está diretamente relacionada ao aumento da sua eficiência e qualidade de seus processos e produtos, que remetem ao fortalecimento da capacidade tecnológica. A sociedade produtiva moderna impõe a inovação como requisito fundamental para o desenvolvimento da capacidade competitiva das empresas e sua sobrevivência. Na visão de Caron (2003, p. 94)

  A inovação tecnológica pode ser compreendida como a batida do coração de uma economia. Sem as inovações as empresas não podem introduzir novos produtos, serviços ou processos. Sem a inovação, a capacidade de geração de lucro e capital de uma economia tende a se reduzir. Como conseqüência, as empresas tendem a desaparecer do mercado e o país perde Evidencia-se, assim, a importância de ações que venham a contribuir para a incorporação da inovação tecnológica nas MPMEs. A avaliação da capacitação tecnológica, a discussão sobre este assunto e as propostas de melhoria nesse processo são questões que merecem especial ênfase na agenda de debate sobre a inserção destas empresas no cenário internacional.

  Furtado (1994, p. 09) argumenta que a capacitação tecnológica representa um elemento importante para a competitividade de um setor ou da economia, embora não seja o único. Todavia, seu papel é fundamentalmente dinâmico.

  Sobre a capacitação para a inovação, Coutinho e Ferraz (1995) afirmam que a importância da inovação tecnológica para a competitividade é inequívoca. O progresso econômico da empresa está intimamente ligado à sua capacidade de gerar progresso técnico. No contexto internacional, empresas inovadoras não mais definem estratégias e competências visando exclusivamente o desenvolvimento de linhas de produtos. Visam crescentemente criar capacitação em áreas tecnológicas de onde exploram oportunidades para criar e ocupar mercados. O sucesso competitivo, passa, assim, a depender da criação e da renovação das vantagens competitivas por parte das empresas, em um processo em que cada produtor se esforça por obter peculiaridades que o distingam favoravelmente dos demais, como, por exemplo, custo e/ou preço mais baixo, melhor qualidade, maior habilidade de servir à clientela.

  A manutenção da competitividade por parte das organizações implica o desenvolvimento de estratégias, que têm o objetivo de tornar as empresas mais dinâmicas e flexíveis. Caron (2003, p. 29) enfatiza que:

  Os fatos econômicos, sociais e políticos da globalização mostram o crescimento da importância das interdependências empresariais na busca de alternativas de sobrevivência, crescimento e lucro. É possível, portanto, entender a globalização como um fenômeno impulsionado pelas estratégias e comportamento das empresas, que procuram melhoria de qualidade, de produtividade, a redução de desperdícios para melhor participação de mercado, isto é, competitividade a ampliação dos lucros. também, trabalhar buscando não apenas sua futura internacionalização, como também a contenção das importações.

  Diante das questões descritas, evidencia-se a necessidade do aprimoramento dos padrões de produção e do produto, a constante análise da sistematização do sistema de gestão empresarial, que figuram como um ponto essencial para o desenvolvimento dos países. Daí a importância de programas e ferramentas de suporte às atividades internacionais, com ênfase para as MPMEs.

  Questões importantes para a atuação das empresas no cenário internacional, mencionadas por Minervini (1997) são: o aumento do volume de negócios, as dificuldades de vendas no mercado interno, o melhor aproveitamento das estações, preços mais rentáveis, a oportunidade de aumento do ciclo de vida dos produtos, entre outros, determinantes nas estratégias de desenvolvimento das empresas.

  Alguns procedimentos importantes para a internacionalização das MPMEs podem estar voltados ao comprometimento destas com suas operações internacionais no sentido de construir caminhos para a inserção e permanência no mercado global. É possível identificar vários fatores críticos de sucesso para que a inserção competitiva das MPMEs no comércio internacional, sendo que todos estes fatores passarão pela escolha dos nichos de mercado com maior conteúdo tecnológico e dinamismo na corrente do comércio, pelo estabelecimento de alianças ou parcerias estratégicas, pelo apelo em qualidade e inovação, pela preocupação com a qualificação do capital humano, dentre outros aspectos.

1.5 Estrutura da Dissertação

  Esta Dissertação está estruturada em quatro capítulos, sendo que o primeiro é introdutório e apresenta uma visão geral sobre o trabalho desenvolvido, contextualizando o empreendimentos no cenário das exportações brasileiras e catarinenses, considerando que estão inseridos em um contexto globalizado.

  O terceiro capítulo centraliza-se no estudo de caso, descrevendo a FINEP e realizando uma contextualização sobre a conceituação e como se atua com o PROGEX e sua origem, implementação a nível nacional, direcionando posteriormente o foco para a implementação deste programa pela SOCIESC, com descrição, análise e interpretação dos dados obtidos na pesquisa.

  Após as abordagens teórica e prática são tecidas as considerações finais do trabalho desenvolvido, retomando os aspectos essenciais para verificação do alcance ou não dos objetivos propostos. São apresentadas sugestões para outros estudos relacionados ao tema, seguidas pelas referências consultadas na realização do trabalho e os anexos, que complementam explicações apresentadas no decorrer dos capítulos anteriores.

2 FUNDAMENTAđấO TEốRICA

  Este capítulo apresenta as concepções dos autores pesquisados, que serviram de suporte para as análises realizadas no estudo de caso. Além de conceitos fundamentais como o de micro, pequena e média empresa, mercado, importação e exportação, produtividade e competitividade, inovação, ambiente, gestão, processo e tecnologia, foram realizadas pesquisas sobre tendências do mercado, impactos da globalização, a distribuição das exportações do Brasil e de Santa Catarina por porte de empresa e valor, números do destino das exportações brasileiras e catarinenses, sempre procurando situar as micro, pequenas e médias empresas neste contexto.

2.1 Micro, Pequenas e Médias Empresas

  Os vários fatores presentes nas organizações empresariais e a multiplicidade de tarefas a elas solicitadas levam diversos autores a agrupá-las, classificando-as, na procura de denominadores comuns que auxiliem na difícil tarefa de melhor compreendê-las. A seguir, são apresentadas definições atribuídas às micro, pequenas e médias empresas, destacando sua relevância no cenário econômico.

  2.1.1 Conceituação

  O termo Micro e Pequenas Empresas MPEs é utilizado para diferenciar estas em relação às Médias e Grandes Empresas. Para apresentar as características de uma grande empresa há uma vasta literatura disponível. Contudo, a definição de micro, pequena e média empresa que, a primeira vista, aparenta ser simples, na realidade mostra que existem várias possibilidades.

  Geralmente a classificação é realizada em função do número de empregados, sendo que a maioria das entidades definidoras estabelece como microempresa aquela que tem até 10 empregados; pequena, até 100; média, até 500; e grande, acima de 500 empregados. Esta classificação poderia ser aceita, mas se mostra frágil em função da aplicação de mão-de-obra, no sentido do tipo de empreendimento a ser realizado. Por exemplo, uma empresa de construção civil poderá ter muitos empregados e não ter o equivalente em faturamento que a justifique como uma grande empresa. (SEBRAE, 2005)

  Portanto, é preciso considerar que o número de funcionários é apenas um dos critérios utilizados para definir este segmento e diferenciá-lo em relação à sua contribuição para com a economia brasileira. Outro critério é o do faturamento. A classificação estaria ligada ao volume de recursos obtidos durante o período de um ano.

  1 O Estatuto da Microempresa e Empresa de Pequeno Porte no art. 2, em conjunto com

  a lei da instituição do SIMPLES (Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e

  2 Contribuições das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte) , considera como

  microempresas aquelas cuja receita bruta anual seja igual ou inferior R$ 244.000,00 (duzentos e quarenta e quatro mil reais), e como empresas de pequeno porte, as que tenham receita bruta anual de até R$ 1.200.000,00 (um milhão e duzentos mil reais).

  Em virtude da grande contribuição que este segmento vem dando para o crescimento

  3

  econômico brasileiro, o Presidente do Brasil corrigiu os valores anteriormente citados , passando a vigorar da seguinte forma: Microempresa, pessoa jurídica e a firma mercantil individual que tiver receita bruta anual igual ou inferior a R$ 433.755,14 (quatrocentos e trinta e três mil, setecentos e cinqüenta e cinco reais e quatorze centavos) e Empresa de reais e quatorze centavos) e igual ou inferior a R$ 2.133.222,00 (dois milhões, cento e trinta e três mil, duzentos e vinte e dois reais).

  Entretanto, a classificação por faturamento pode variar em função dos setores examinados, compreendendo desde a extração e tratamento de minerais, passando pelos diversos tipos de empresas (metalurgia, de transporte, de mobiliário, de papelão, química, alimentar, gráfica etc., por exemplo). Este critério também é relativo e não permite uma generalização.

  Isso indica que é importante considerar, paralelamente, mais de um critério, no processo de classificação das empresas. Na definição do SEBRAE (2005), a estratificação das empresas segundo o tamanho tem adotado como critério o número de pessoas ocupadas e o valor da receita/faturamento. A opção entre essas variáveis tem refletido, em boa medida, o propósito da classificação. Esta metodologia toma como base a classificação do SEBRAE relativa às empresas industriais, que associa a micro empresa à faixa de 1 a 19 pessoas ocupadas, a pequena empresa à de 20 a 99 pessoas, a média empresa à de 100 a 499 e considera como grande empresa àquela com 500 ou mais pessoas ocupadas. Contudo, a simples observação da distribuição de freqüência das empresas exportadoras por faixa do valor das exportações revela que esse critério merece ser adotado de forma qualificada. De fato, das empresas classificadas como microempresas, por contarem com menos de 20 pessoas ocupadas, 5,5% apresentaram exportações anuais superiores a US$ 1 milhão em 2003; esses exportadores respondiam por 77% do valor das exportações das empresas consideradas como microempresas pelo corte de 1 a 19 pessoas ocupadas. Da mesma forma, 1,8% das empresas caracterizadas como pequenas, por terem de 20 a 99 pessoas ocupadas, realizaram exportações superiores a US$ 5 milhões naquele ano; tais empresas respondiam por 42% das vendas ao exterior dos exportadores naquela faixa de pessoas ocupadas.

  Dessa forma, o volume das exportações também precisa ser considerado. Assim, para não tornar as estatísticas equivocadas em relação à realidade do segmento, em virtude dos casos especiais, é necessário conferir um tratamento diferenciado às empresas que exportam Destaca-se, assim, a importância de um consenso e uma definição comum a ser aplicada no MERCOSUL, havendo também a necessidade de distinção entre Micro, Pequena e Média empresa e os setores produtivos, já que há diferenças substanciais entre eles, podendo se utilizados neste processo critérios quantitativos e qualitativos.

  a) Critério quantitativo Para os parâmetros de definição se aplicam dois critérios: pessoal empregado e nível de faturamento. Para os fins da classificação, conforme a Tabela 1, prevalecerá o nível de faturamento, o número de pessoas ocupadas será adotado como referência.

TAMANHO PESSOAL OCUPADO

  VENDAS ANUAIS U$S De até De - até

MICRO 1 10 1 - 400.000

PEQUENA 11 40 400.001 - 3.500.000

MEDIA 41 200 3.500.001 - 20.000.000 Tabela 1: Distinção entre micro, pequena e média empresa - Critérios para a Indústria

  Fonte: Resolução Mercosul GMC n. 59/98

  Para o comércio e serviços, de acordo com a Tabela 2, a seguir, os critérios apresentam redução, em relação à indústria, tanto no número de pessoal ocupado, quanto nas vendas anuais.

TAMANHO PESSOAL OCUPADO

  VENDAS ANUAIS U$S De até De - até MICRO 1 5 1 - 200.000 As MPMEs não deverão ser controladas por outra empresa ou pertencer a um grupo econômico que em seu conjunto supere os valores estabelecidos.

  Cláusula evolutiva: Deixarão de pertencer à condição de MPMEs, somente se durante dois anos consecutivos superarem os parâmetros estabelecidos. Esta cláusula tem por objetivo não desestimular o crescimento diante da eventualidade de superar os parâmetros quantitativos que caracterizam o estrato MPMEs.

  Por sua vez, dever-se-á contemplar a definição de empresas artesanais. Ainda que essas empresas se encontrem incluídas no estrato das micro empresas, as mesmas devem conter uma distinção especial onde se destaque, em primeiro lugar, o caráter de expressão cultural e artístico e baseado de maneira significativa no trabalho manual.

  A dificuldade de obter informações sobre a receita bruta da empresa recomendaria a adoção do valor anual das exportações como critério para essa graduação. O procedimento alternativo consistiria em introduzir uma diferenciação (subcategorias) no âmbito dos extratos das micro e pequenas empresas e discriminar, por exemplo, entre microempresas stricto sensu (cujo número de pessoas ocupadas e valor das exportações se situam dentro dos limites usualmente associados ao extrato correspondente) e microempresas especiais ou altamente exportadoras (cujo valor das exportações é superior aos limites usualmente aplicados à receita bruta da empresa de seu porte).

  O critério a ser adotado pode combinar, portanto, o número de pessoas ocupadas com o volume de exportação da empresa e tomar como referência para esse último conceito os limites de extratos previstos pela Lei 9.841/99 e Decreto 3.474/00 para fim de apoio creditício à exportação das microempresas e pequenas empresas industriais (receitas brutas anuais de R$ 900 mil reais e R$ 7.875 mil reais, respectivamente).

  Assim, tomando esses valores como referência, as duas principais normas que estabelecem classificações de empresas segundo o porte empresarial, a Resolução GMC nº 59/98 do MERCOSUL e o Estatuto da Microempresa e Empresa de Pequeno Porte (Lei 9.841/99) consideram: prevalecendo, assim, o critério de faturamento (implícito no valor de suas exportações) em detrimento do critério de número de empregados.

  No Brasil, além dos parâmetros Mercosul, utilizados para fins de apoio creditício à exportação, há ainda as definições do Estatuto da Microempresa e Empresa de Pequeno Porte (Lei nº 9.841/99) e do SIMPLES (Lei nº 9.317/96), que usam o critério da receita bruta anual, além dos critérios utilizados pela RAIS/MTE (Relação Anual de Informações Sociais) e pelo SEBRAE, nos quais o tamanho é definido pelo número de empregados:

  Microempresa Pequena Empresa Média Empresa ESTATUTO MPE

  • R$ 244.000,00 R$ 1.200.000,00 receita bruta anual

  SIMPLES

  • R$ 120.000,00 R$ 1.200.000,00 receita bruta anual

RAIS/MTE

  0 19 20 99 100 - 499 nº de empregados SEBRAE

  0 19 20 99 100 499 indústria SEBRAE

  0 9 10 49 50 - 99 comércio e serviços Tabela 3: Critérios para classificação das MPMEs do Brasil Fonte: PUGA (2003)

  Essencialmente um sistema de simplificação tributária, o SIMPLES prevê restrições à inclusão de inúmeros segmentos de MPEs, não se aplicando, pois, a todo o universo de MPEs do Brasil. Deve-se considerar este fato ao se trabalhar com as estatísticas obtidas por meio deste sistema.

  A Recomendação da Comissão Européia, de 3 de abril de 1996, dirigida aos Estados- membros, ao Banco Europeu de Investimento (BEI) e ao Fundo Europeu de Investimento (FEI), estabelece os limites máximos para definição de PMEs (descritos abaixo) a serem

  Microempresa Pequena Empresa Média Empresa 0 9 10 49 50 249

  Nº de Empregados Volume de Negócios Anual (annual turnover)

  • 7 milhões de euros 40 milhões de euros

  ou Balanço Anual Total

  • 5 milhões de euros 27 milhões de euros (annual balance sheet)

  Independência % do capital ou dos direitos

  • de voto detidos por uma ou 25% 25% várias empresas que não sejam PMEs

  Tabela 4: Critérios para classificação das MPMEs da União Européia

Fonte: 96/280/CE: Recomendação da Comissão, de 3.04.1996, relativo à definição de pequenas e

médias empresas

  No momento, as definições da União Européia estão em fase de alteração para: Microempresa: 2 milhões de euros para volume de negócios anual ou para balanço anual total; Pequena Empresa: 10 milhões de euros para volume de negócios anual ou para balanço anual total; Média Empresa: 50 milhões de euros para volume de negócios anual e 43 milhões para balanço anual total;

  Supressão do critério da independência. Mais de 99% dos 18 milhões de empresas existentes na UE nos vários setores de mercado, exceto o agrícola, são MPEs. Estas empresas empregam 66% da força de trabalho e geram 55% do volume de negócios total.

  Além destas tentativas de definições, conforme Cavalcanti et al. (1981, p. 15), pode-se observar:

  O Grupo Banco Mundial, fundado em 1994, compõe-se de cinco instituições afiliadas: Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD); Associação Internacional de Desenvolvimento (AID); Corporação Financeira Internacional (IFC); Organismo Multilateral de Garantia de Investimentos (AMGI); Centro Internacional para Acerto de Divergências relativas a Investimentos (CIADI).

  A Corporação Financeira Internacional (IFC) visa promover o investimento sustentável no setor privado dos países em desenvolvimento, sendo a maior fonte multilateral de empréstimo e financiamento para projetos do setor privado destes países. Normalmente opera de maneira independente, pois é legal e financeiramente autônoma.

  A seguir, são descritas as definições de MPMEs utilizadas por estas instituições (no mínimo duas das três características são consideradas para o enquadramento):

  Microempresa Pequena Empresa Média Empresa Nº de Empregados

  0-10 11-50 51-300

  Ativo Total (total assets) US$ 100 mil US$ 3 milhões US$ 15 milhões Faturamento Anual (total anual Sales)

  US$ 100 mil US$ 3 milhões US$ 15 milhões

  

Tabela 5: Classificação das MPMEs segundo o Banco Mundial e a Corporação Financeira

Internacional Fonte: Banco Mundial (2005)

  Pelo que foi exposto, verifica-se que existe um grande número de tentativas para se conceituar as micros, pequenas e médias empresas, que consideram o número de funcionários

  4

  indústria , tendo como critério o faturamento, que é o critério adotado para os atendimentos do PROGEX.

  2.1.2 Importância para a Economia Nacional e Internacional O segmento das MPMEs vem despertando interesse e contribuindo para o sistema produtivo brasileiro desde o início dos anos 80. O art. 179 da Constituição da República

  Federativa do Brasil de 1988, só veio comprovar o interesse por estas empresas e suas dificuldades, pois em sua essência, responsabiliza o Estado pelo incentivo e desenvolvimento destas. Surge assim, a Ementa Constitucional nº 6 alterando o art.170, no intuito de criar um sistema de tratamento favorecido, impondo ao Estado, como princípio constitucional, o dever de proporcionar ferramentas para implementá-lo. Para que isso aconteça, principalmente nos campos previdenciário, trabalhista, creditício, desenvolvimento empresarial, entre outros não abrangidos pela Lei do SIMPLES (Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte), foi criado o Estatuto da Microempresa e Empresa de Pequeno Porte, que vem formar um suporte legal para as atividades destas empresas (BRASIL, 1998).

  Estas questões estão relacionadas ao fato de que este segmento tem se apresentado como uma das alternativas mais viáveis em termos de empregabilidade para pessoas de baixa renda e sem capacitação profissional forte. As micro e pequenas empresas geram uma grande contribuição ao emprego agregado à produção e a economia dos países, principalmente na América Latina.

  Mais de 80% das empresas na América Latina e no Caribe têm dez ou menos empregados e contam com cerca da metade dos índices de emprego em muitos países. Estas microempresas já não podem considerar-se como marginais: são o centro da economia. A microempresa desafia definição. O O êxito progressivo dos programas de estabilização econômica e de reforma estrutural depende de uma interação forte com este segmento, uma vez que é por meio dele que serão ampliadas as políticas de distribuição dos benefícios, gerados a partir do crescimento econômico dos países latino-americanos e do aumento do fluxo de valores nos mercados internos, a partir da maior participação da população de baixo ingresso.

  A importância do segmento para a economia dos países, segundo Cáceres (2003), faz com que os governos interajam constantemente com o meio empresarial para garantir sua sobrevivência e crescimento. Desta forma, torna-se necessária a capacitação e profissionalização em termos de custos, tecnologia, promoção comercial, escala de produção, diferenciação, preço, entre outros, que garantam uma maior sobrevivência e competitividade na interação com o mercado internacional.

  São empresas caracterizadas pela forte iniciativa empreendedora, o que vem gerando resultados positivos na estrutura econômica dos países, principalmente na Itália, onde estas empresas diferenciam-se no segmento dos negócios devido ao forte apelo empreendedor e a rápida adequação as necessidades do mercado.

  No Brasil, as MPMEs vêm se destacando e aumentando sua participação em relação ao PIB. Isso ocorre principalmente pela necessidade do segmento em mostrar sua força e representatividade, objetivando novas políticas que o torne competitivo em relação às grandes empresas e ao mercado internacional.

  2.1.3 As MPMEs no Cenário Atual e as Medidas e Ferramentas Disponíveis para Auxiliar a Inserção no Mercado Internacional

  A inserção brasileira no mercado internacional deu-se de forma tardia e configurou-se política de comércio exterior ocorrida na década de 90, que expôs a indústria brasileira à livre concorrência mundial e incentivou as empresas nacionais a adotarem padrões internacionais de qualidade.

  A adoção de estratégias coerentes para o desenvolvimento do setor produtivo brasileiro e sua inserção internacional, passou a ser discutida com mais ênfase nos âmbitos local, regional e nacional. As entidades institucionais e o governo começam a focar as oportunidades da industria brasileira junto aos diversos mercados, adotando medidas pertinentes junto aos países parceiros e integrantes de Blocos Econômicos Regionais. As empresas começam a ter um maior envolvimento com o mercado externo, adotando suas exigências através da importação de insumos, maquinários e equipamentos, gerando produtos mais competitivos internacionalmente.

  O mercado internacional tornou-se uma ferramenta de agregação de valor a todos os segmentos, ou seja, as empresas que se inserem neste contexto, trazem consigo as características regionais, bem como, é por meio da adequação e do apelo internacional dado a um produto que o mercado conhece o profissionalismo e o padrão técnico da região em que o mesmo é desenvolvido. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (2003), a partir da adoção de políticas que criem condições para inserir na base exportadora as MPEs, criar-se-á uma melhor distribuição de renda e redução das desigualdades sociais. O segmento empresarial brasileiro, seguindo os mesmos padrões mundiais (principalmente dos países em desenvolvimento), é fortemente marcado pela presença atuante das MPEs nos principais índices de desenvolvimento nacional. Porém, a forma de atuação para com o segmento não é tão focada e desenvolvida como na Itália e Espanha, mas também não está tão frágil como no caso do México. Existem várias ações governamentais e institucionais que apóiam o segmento em relação a sua inserção internacional. No entanto, tratam-se de ações pulverizadas em vários locais distintos e sem coordenação conjunta entre eles.

  As ações brasileiras, de acordo com Farah (2001), são conseqüência das experiências necessário que os programas de apoio e as entidades participantes foquem-se nas realidades do setor produtivo para com as exigências dos mercados.

  Os Arranjos Produtivos Locais (APLs), conforme o Termo de Referência para a Política de Apoio e Desenvolvimento dos Arranjos Produtivos Locais (2006, p.1)deve caracterizar-se por:

  • Um número significativo de empreendimentos no território e de indivíduos que atuam em torno de uma atividade produtiva predominante e,
  • Que compartilhem formas percebidas de cooperação e algum mecanismo de governança. Pode incluir pequenas, médias e grandes empresas.

  No Brasil hoje, principalmente pelas MPEs serem grandes geradoras de postos de trabalho para a população de baixa renda, entre outros, existe uma variedade de programas de apoio distribuídos por vários Ministérios, ou por instituições que de alguma forma estão subordinadas a estes Órgãos.

  A busca de parcerias é essencial. O planejamento das atividades e a geração de ações conjuntas, além de aumentar o grau de competitividade entre as integrantes do grupo, cria uma nova dinâmica nos mercados, devido ao surgimento de novos espaços econômicos, bem como o aumento da competitividade e redução das importações em conseqüência da maior agregação de valor dos produtos locais.

  Sem uma maior integração e união que vise capacitar o empresariado local e adequá- lo aos padrões internacionais de produtividade e qualidade exigidos pelos mercados, as ações de apoio e promoção, tanto por parte do governo, como das demais instituições, terão um efeito muito lento. Neste sentido, estas ações devem priorizar a necessidade de união das empresas setorialmente, através do desenvolvimento de uma cultura exportadora, para num segundo momento poder desenvolver e visualizar todo o processo de exportação.

  Cáceres (2003), afirma que na nova política industrial brasileira, as MPEs foram apontadas como o segmento capaz de contribuir para o incremento das exportações, porém é necessário que estas empresas trabalhem associativamente. Como se trata de um segmento a. Programas voltados para o estimulo à competitividade por meio de modernização tecnológica; b. Programas voltados para a geração e identificação de negócios e mercados no exterior; c. Programas de apoio a Consórcios de Exportação;

  d. Programas de capacitação de agentes para comércio exterior;

  e. Programas para financiamentos à exportação f. Programas para seguros de crédito e cobertura de riscos políticos à exportação. A adoção de estratégias e ações, que venham a capacitar e viabilizar a estabilidade das empresas no mercado é vital para o desenvolvimento de um sistema de internacionalização. Porém fatores como falta de recursos, ações pulverizadas, sobreposições de programas, financiamentos restritos, falta de informação, entre outros, podem vir a inviabilizá-lo. De acordo com Szapiro e Andrade (2001), o processo de conscientização e formação de uma cultura exportadora no segmento de MPEs, é muito moroso e a pulverização das ações governamentais e institucionais deixa o empresariado desconfiado em relação à adoção de determinado projeto, fazendo com que muitas empresas deixem de exportar, não por não possuírem um perfil para isso, mas em virtude de não saber onde buscar informações suficientes para desenvolver o processo.

  Surgindo como complemento aos programas citados anteriormente, o governo brasileiro conta com uma série de ações e ferramentas de apoio ao exportador onde de acordo com Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (2003), destacam-se:

  a. Portal do Exportador Lançado em 2001 pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior MDIC, foi criado visando disponibilizar ao meio empresarial o maior número de informações possíveis, relacionadas ao Comércio Exterior. É uma ferramenta voltada principalmente para o segmento de MPEs, onde as mesmas podem encontrar informações sobre procedimentos administrativos na exportação, programas de apoio, feiras e eventos,

  Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - SENAI, atuando, com o objetivo de difundir a cultura exportadora e incentivar às MPMEs a ingressarem no mercado internacional;

  c. Aliceweb Sistema criado pela SECEX com o intuito de modernizar a disseminação dos dados estatísticos do Comércio Exterior Brasileiro. Através dele, o empresário tem acesso a balança comercial, além da identificação do destino dos produtos exportados, bem como as principais demandas de importação do país; d. Projeto Radar Comercial Também um programa desenvolvido pela SECEX, com o objetivo de aumentar as exportações brasileiras através da identificação de mercados e produtos que venham a incrementar a pauta exportadora. Trabalha cruzando os dados do Brasil e países foco, que representam praticamente 90% do comércio mundial. Os resultados das análises podem ser gerais, produtos prioritários no curto prazo, médio prazo, longo prazo e agregação setorial e dados sobre empresas exportadoras;

  e. CAMEX Câmara de Comércio Exterior, presidida pelo Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, sendo composta por mais seis ministérios (Casa Civil; Fazenda; Planejamento, Orçamento e Gestão; Relações Exteriores e Agricultura, Pecuária e Abastecimento). Além de ser o instrumento de dialogo junto ao setor produtivo, cabe à CAMEX coordenar políticas relativas ao comercio exterior de bens e serviços. Todas as ações da instituição visam à inserção competitiva do Brasil na economia internacional, através da coordenação da ação dos Órgãos que trabalham com o comércio exterior, alem da definição de normas e procedimentos, no âmbito das atividades de importação e exportação.

  f. Brasil Trade Net Sistema de Promoção Comercial do Ministério das Relações Exteriores que visa disseminar, pela Internet, informações comerciais e de investimentos. É um sistema capaz de oferecer ao empresariado brasileiro um canal de comunicação direto com importadores, interessados tanto pelos produtos, pesquisas de mercado; rodadas de negócios; informação comercial; e participação em feiras e seminários.

  h. Banco do Brasil Entidade financeira que trabalha visando auxiliar as empresas em seu acesso ao mercado internacional. Em sua estrutura de apoio encontra-se o Programa de Apoio às Exportações PAE, englobando consultorias em negócios internacionais, treinamentos, encontros e seminários, feiras e eventos. Outro programa desenvolvido pelo banco refere-se à geração de negócios internacionais

  PGNI, no qual o empresário recebe a consultoria de um gerente de negócios internacionais e conta com todos os instrumentos de apoio creditício às MPMEs. O banco também atua como agente financeiro do PROEX Programa de Apoio às Exportações Brasileiras. i. Exporta Fácil Ferramenta dos Correios que viabiliza uma solução logística baseada na simplificação do processo exportador brasileiro. Garantia de segurança, além de alternativa para as MPEs que não exportam grandes volumes; j. PROGEX Programa de Apoio Tecnológico à Exportação do Ministério da

  Ciência e Tecnologia MCT, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio MDIC, e da Secretaria Executiva da Câmara de Comércio Exterior

  CAMEX, em parceria com a Financiadora de Estudos e Projetos do Ministério da Ciência e Tecnologia FINEP, visando um aporte as MPMEs em relação aos serviços tecnológicos para alavancar as exportações. Atende a todos os setores, principalmente na adequação tecnológica dos produtos para o mercado externo e; k. PEIEx Programa Extensão Industrial Exportadora. O PEIEX é um sistema de resolução de problemas técnico-gerenciais e tecnológicos para o aumento da competitividade da micro e pequena empresa situada em arranjos produtivos locais (APLs), em parceria com SEBRAE e APEX-Brasil. O projeto nasceu da necessidade de dotar os APLs de uma ferramenta que eleve cada empresa a um nível de competitividade padrão, através da modernização e capacitação A maioria das empresas nacionais é de pequenas e médias, e suas dificuldades não se limitam ao ingresso na exportação (elas respondem por menos de 3% das exportações brasileiras, conforme MDIC/SECEX (2005). Elas lutam para sobreviver no próprio mercado interno diante do limitado acesso ao crédito para produzir, do custo elevado, da legislação tributária perversa, destorcida, onerosa e fortemente burocrática; da legislação trabalhista e social que impõe à empresa salários baixos e custos elevados; e, conseqüentemente, do crescente desvio entre custos internos crescentes e de mercadorias importadas similares, quase sempre subsidiadas ou com preços arrumados , amparados em financiamentos de condições vantajosas.

  Esse diferencial visível impede ou rompe a organização de cadeias produtivas no país. O mercado internacional pode tornar-se uma importante alavanca para o desenvolvimento não só de empresas grandes, mas também de pequenas e médias.

  As pequenas e médias empresas gozam de vantagens mais amplas que a maioria das grandes empresas, pois, em geral, são capazes de preservar melhor suas relações trabalhistas, dão um toque pessoal em suas operações, atendem a segmentos de mercados especializados e requerem menos investimento de capital.

  A pressão constante do mercado para que permaneçam competitivas também as estimula a serem mais intensivas, inovadoras e flexíveis em suas operações comerciais. Isto facilita que se ajustem rapidamente às condições econômicas mutáveis e às exigências do mercado.

  Segundo Pipkin (2003) as vendas externas, tanto no Brasil quanto em Santa Catarina, encontram-se concentradas nas mãos de poucas empresas, sendo urgente e necessária a ampliação da base exportadora. Para tanto, as empresas deverão ser incentivadas e preparadas a participarem de maneira adequada no cenário das trocas internacionais.

  A melhoria no desempenho das micro e pequenas empresas está relacionada a muitos fatores, como a capacitação tecnológica e o incentivo para a exportação. Tratando-se de importação e exportação, o Estatuto da Microempresa e Empresas de

  III - Não pagamento de encargos, exceto tributos, cobrados a título de expedição de certificados de produtos, vistos em documentos e autorizações para registro ou licenciamento, necessários às operações de exportação e importação.

  De acordo com a Medida Provisória de Desoneração Tributária e de Estímulo ao Desenvolvimento e ao Investimento, Medida Provisória Nº 255, as empresas com projetos preponderantemente exportadores terão regime especial de tributação. O Incentivo ao Investimento para Exportadoras (Recap) suspende, por um período de três anos, a incidência do PIS/Pasep e da Cofins nas vendas e na importação de máquinas e equipamentos novos quando adquiridos por empresas com exportação igual ou superior a 80% da sua receita. Para as empresas de software e TI foi criado o Repes. Por meio desse regime especial, as empresas do setor também incluídas no conceito de altamente exportadoras poderão adquirir bens e serviços com suspensão do PIS/Pasep e da Cofins pelo prazo de três anos. A MP traz três medidas de incentivo à aquisição de bens de capital: amplia o prazo, do final de 2005 para o final de 2006, para que as empresas tributadas com base no lucro real possam utilizar créditos relativos à Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) à razão de 25% sobre a depreciação contábil de máquinas e equipamentos; prorroga, por tempo indeterminado, o direito de aproveitamento em 24 meses de créditos do PIS/Cofins sobre a aquisição de bens de capital (antes esse benefício se encerraria no final de 2005) e reduz a zero as alíquotas de IPI incidentes sobre bens de capital, antecipando em 18 meses a sua eficácia, prevista inicialmente para vigorar no final de 2006. A renúncia fiscal, com essa medida, atinge a R$ 500 milhões em 2005 e a R$ 1 bilhão em 2006.

  A Medida Provisória Nº 255, contempla, ainda, medidas de incentivo ao investimento e desoneração tributária nas áreas de inclusão digital, construção civil, comercialização de imóveis residenciais e tributação sobre ganhos de capital.

2.2 Mercado

  satisfeita por meio de uma troca. O número de pessoas que apresentam necessidades, dispõem de recursos e estão dispostas a realizar trocas determina o tamanho do mercado, que pode ser caracterizado como um espaço para trocas potenciais. Nesta perspectiva, se houver potencial para o comércio, haverá um mercado.

  Assim, o mercado requer que as empresas se organizem para executarem as tarefas da economia, conforme esclarece Dorfaman (2002) citando a distribuição dos bens e serviços requisitados pelos consumidores.

  Os mercados, conforme Passos e Nogami (2002, p. 228) estão estruturados de maneiras diferenciadas em função de dois fatores principais: número de firmas produtoras atuando e a homogeneidade ou diferenciação dos produtos da firma.

  2.2.1 Mercado Externo e Internacional Descrevendo as principais características do mercado internacional, Ratti (1999) explica que, do mesmo modo que o mercado interno, ele tem como objetivo principal o atendimento das necessidades das empresas e dos consumidores, envolvendo fatores como a troca de bens ou serviços, benefícios mútuos para as partes, políticas de produção e de vendas, faturamento. A diferença é que no mercado interno predominam os fatores de coesão (unidade de idioma, gostos, hábitos de comércio, etc.) enquanto que no mercado externo predomina a dispersão desses fatores.

  As relações de comércio internacional possibilitam intercâmbio de mercadorias, de serviços e/ou movimento de capitais entre os países envolvidos. Em muitas situações, essas relações promovem o crescimento das vendas, que resulta na redução dos preços fixos, na melhoria da qualidade dos produtos.

  A interdependência econômica dos países, como afirma Foschete (2001) é um mundo globalizado, não comporta mais economias fechadas. As economias modernas são abertas, isto é, exportam parte dos bens e serviços que produzem e importam partes dos bens e serviços que consomem. As economias abertas também emprestam e tomam empréstimos nos mercados financeiros mundiais, investem em outras economias e recebem investimentos de empresas de outros países.

  O comércio entre as nações também favorece o desenvolvimento das tecnologias, cria condições para que as melhorias tecnológicas desenvolvidas em um país sejam compartilhadas por outros países, seja pelo fato de que estas vêm embutidas nos bens de capital importados, seja porque aumentam a eficiência produtiva e a qualidade do produto nos setores de exportação de cada país.

  O livre comércio, de acordo com a FIESC (2005, p. 11) permite que os países exportem os bens e serviços que produzem eficientemente e importem os que produzem com menor eficiência em relação aos demais competidores internacionais .

  As relações de comércio internacional possibilitam intercâmbio de mercadorias, de serviços e/ou movimento de capitais entre os países envolvidos. Em muitas situações, essas relações promovem o crescimento das vendas, que resulta na redução dos preços fixos, na melhoria da qualidade dos produtos.

  De acordo com Maia (2001, p. 28) a exportação gera empregos . Por meio das exportações pode-se facilitar o crescimento das empresas nacionais o que gera maiores possibilidades de trabalho para a população e maior renda para o país.

  No caso do Brasil, o comércio internacional, na visão de Maia (2001) tem oferecido importantes contribuições para atenuar a crise econômica, durante períodos de extrema recessão, em que foram mantidas ativas muitas empresas que, não fossem as exportações, de muito já teriam encerrado suas atividades agravando ainda mais os problemas de desemprego e de miséria urbana. Sendo assim, o comércio internacional representa para as empresas brasileiras a diversidade de alternativas de mercado, o crescimento das vendas, que resulta na redução dos preços fixos, a isenção ou redução de tributos, a melhoria da qualidade dos nacionais para uma economia de um só mundo globalizado. Para facilitar esse processo, surgiram os blocos comerciais regionais.

  Segundo Maia (2001), os blocos econômicos têm o objetivo principal de desenvolver o comércio em determinada região, por meio de procedimentos como a eliminação das barreiras alfandegárias o que diminui o custo dos produtos.

  Entretanto, o processo de formação dos blocos econômicos não tem apresentado os efeitos esperados para muitos países. Apresentando algumas tendências contraditórias em relação a essa questão, Thurow (1999, p. 160) afirma que:

  Os blocos estão passando internamente para um comércio mais livre, mas ao mesmo tempo o comércio entre blocos está sujeito à gestão dos governos. Um índice de livre comércio mundial pode crescer (o aumento do livre comércio dentro dos blocos supera o comércio mais gerenciado entre blocos), ao mesmo tempo em que cresce um índice de comércio gerenciado.

  Especialmente após a Segunda Guerra Mundial, muitos organismos multinacionais (entre nações) vêm sendo articulados, com o objetivo de aumentar os mercados e os laços de cooperação econômica entre os países membros.

  Alguns exemplos de blocos econômicos citados por Medeiros (1998) são: CEAO (Comunidade Econômica da África Ocidental), formada por Benin, Costa do Marfim, Mali, Mauritânia, Níger, Senegal e Burkina Faso; AELC (Associação Européia de Livre Comércio), que reúne Islândia, Liechsntein, Noruega e Suiça ALADI (Associação Latino-Americana de Desenvolvimento e Intercâmbio), cujos membros são Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, México, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela. MERCOSUL (Mercado Comum do Sul) cujos membros são Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai.

  ASEAN: Brunei, Filipinas, Indonésia, Malásia, Singapura e Tailândia.

  As formas de cooperação em cada uma dessas organizações e a intensidade de relacionamento entre seus membros variam muito, seguindo normas estabelecidas entre as partes. Da cooperação caminha-se para a unificação. Os laços se estreitam em todos os níveis não só no econômico, mas também pode haver troca de conhecimentos culturais.

  Na atualidade, pode-se citar cinco fases de integração econômica entre países, conforme o Quadro 1:

  os países associados concordam em eliminar, progressiva e reciprocamente, os gravames e outros obstáculos incidentes sobres os produtos negociados entre eles. Cada

Zona de país-membro, porém, possui ampla liberdade no que se refere à sua política interna,

Livre bem como no tocante à política comercial com os países não associados. Assim, se os

  

Comércio países A, B e C instituírem uma zona de livre comércio entre eles, um produto

proveniente de um país estranho F poderá ser sujeito a três tratamentos aduaneiros distintos, conforme dirija-se ao país. A, ao país B ou ao país C; além da eliminação recíproca de gravames (como na zona de livre comércio), os Estados-Membros passam a adotar uma política comercial uniforme em relação aos

União países exteriores à união. Na união aduaneira vigora uma pauta aduaneira comum,

  

Aduaneira idêntica em todos os países associados, para as importações provenientes de terceiros

países. Assim, se os países A, B e C instituírem uma união aduaneira, um produto de um país estranho F estará sujeito ao mesmo tratamento aduaneiro, pouco importando se o seu destino for o país A, o B ou o C;

  

Mercado superada a fase da união aduaneira, atinge-se uma forma mais elevada de integração

Comum econômica, em que são abolidas não apenas as restrições sobre os produtos negociados,

mas também as restrições aos fatores produtivos (trabalho e capital); esta fase associa a supressão de restrições sobre movimentos de mercadorias e fatores com um certo grau de harmonização das políticas econômicas nacionais, de forma a

União abolir as discriminações resultantes de disparidades existentes entre essas políticas,

  Econômica tornando-as o mais semelhante possível; passa-se a adotar uma política monetária, fiscal, social e anticíclica uniforme, bem

Integração como delega-se a uma autoridade supranacional poderes para elaborar e aplicar essas

Econômica políticas. As decisões dessa autoridade devem ser acatadas por todos os Estados-

  Total Membros. Quadro 1: Fases de Integração Econômica Fonte: Balassa (1995 apud RATTI, 1999, p. 27)

  2.2.2 Tendências do Mercado

  A interdependência econômica dos países, como afirma Foschete (2001, p. 14) é um fenômeno que se torna cada vez mais presente . Em um contexto globalizado, as transações internacionais cada vez mais se acentuam, implicando em vínculos cada vez mais estreitos entre os países.

  Outra realidade cada vez mais evidente é a eliminação das barreiras ao livre comércio. Assim, como analisa Maia (2001, p. 69), dia-a-dia o mundo vai se transformando num só mercado, o mercado global .

  A grande tendência da economia internacional, de acordo com Maia (2001, p. 24) engloba as trocas, representadas pelas exportações e importações e também as prestações de serviços, movimentos de capitais, bem como as transferências unilaterais (donativos e de remessas de ou para imigrantes).

  Sendo assim, os países que investem no desenvolvimento tecnológico, são parceiros importantes nas relações comerciais internacionais, especialmente quando esses investimentos representam significativa melhoria dos produtos e serviços oferecidos e redução de custo. Conforme Araújo (2002, p. 07) a palavra-chave nas relações comerciais é a qualidade de serviço prestado, devidamente associado ao baixo custo .

  2.2.3 Impacto da Globalização e Internacionalização Nas últimas décadas a globalização vem impondo significativas mudanças no cenário econômico. Nesse novo contexto, as forças competitivas determinam novas regras para a permanência das empresas no mercado.

  Uma das conseqüências da internacionalização da economia, foi o aumento da comercialização das mercadorias. Isso facilita a execução de atividades em regiões do globo em que isso poderá ser feito a um custo menor e a possibilidade de venda dos produtos e estilhaçam, crescem os blocos comerciais regionais, a economia global torna-se cada vez mais interligada.

  No contexto econômico atual, a necessidade de promover melhoras nos produtos e nos serviços oferecidos parece tão evidente quanto a importância de diminuir os custos destes. A globalização ou mundialização da economia exigiu e continua exigindo das organizações, estratégias produtivas e financeiras que aumentem sua capacidade de competitividade frente às novas tecnologias e reorganização dos padrões de gestão, possibilitando assim, sua permanência no mercado e seu desenvolvimento.

  Por definição, segundo Thurow (1999, p. 217) a economia global é aquela em que os fatores de produção recursos naturais, capital, tecnologia e mão de obra bem como bem e serviços movimentam-se ao redor do mundo.

  O atual panorama econômico, segundo Kotler (1999) está sendo moldado por duas forças poderosas tecnologia e globalização. Isso significa que a utilização das novas tecnologias favorece para que o ritmo de mudanças se acelere cada vez mais nas organizações que visam a prosperidade, não podem mais confiar em práticas tradicionais de negócios. É preciso inovar continuamente, diante de um mercado globalmente competitivo, buscando novas formas de organização.

  Com a queda das barreiras comerciais, as empresas vêm sentindo cada vez mais a necessidade de oferecer bons produtos e/ou serviços. Neste contexto, nenhum país ou empresa pode ignorar as mudanças globais nos setores econômicos, político e tecnológico. Hoje, os avanços tecnológicos, comerciais e nos mercados financeiros ocorrem com muita rapidez e as empresas que não seguirem o mesmo ritmo ficarão para trás.

  Uma das tendências trazidas pelo processo de globalização é a das empresas que haviam diversificado seu campo de atuação abandonarem suas atividades secundárias e concentrarem-se naquelas que lhes asseguram um diferencial competitivo. MPMEs no atual ambiente competitivo é a falta de capacitação, como também a de outros instrumentos não financeiros para atender e dar o suporte necessário a esta demanda específica de mercado. Entre estes serviços, pode-se destacar: a comercialização, a capacitação em técnicas comerciais básicas como contabilidade e transferência de tecnologia e as ferramentas de planejamento de marketing para dar suporte mercadológico para a consolidação estratégica da marca da empresa.

  Assim, a melhora no desempenho das micro e pequenas e médias empresas está relacionada à capacitação em termos de gestão no seu amplo sentido, processos produtivos e inovações tecnológicas. Tendo em vista esta problemática, o Estatuto da Micro Empresa e Empresa de Pequeno Porte prevê que todos os recursos federais destinados à pesquisa, desenvolvimento e capacitação tecnológica, devem destinar um mínimo de 20% de todos os valores utilizados, para as MPEs. No que tange aos órgãos governamentais e às demais entidades de apoio a este segmento, principalmente as atuantes na área tecnológica, a legislação estabelece que devem-se:

  Criar mecanismos facilitando os serviços de metrologia e certificação; Promover capacitação de recursos humanos na gestão da qualidade e do aumento da produtividade; Desenvolver programas de fomento, articulados com operações de financiamento. O Estatuto da Microempresa e Empresa de Pequeno Porte também prevê a criação de

  Sociedades de Garantia Solidária, com o objetivo de conceder garantias de crédito, como fundo de aval para as empresas participantes que se habilitarem, por meio da celebração de contratos e taxa de remuneração.

  Após a identificação de MPMEs, e o mapeamento de sua importância pelas ferramentas governamentais que atuam no suporte das mesmas, pode-se constatar que devido ao grande espaço territorial brasileiro, cria-se a necessidade da formação de pólos econômicos regionais, principalmente para gerar desenvolvimento em regiões até então adormecidas.

  No que diz respeito ao acesso ao crédito, torna-se necessário o enfoque de duas novas tecnologias e do crescimento da competitividade internacional, torna-se necessário criar condições que sirvam de suporte a este desenvolvimento, como o uso mais produtivo dos recursos disponíveis e ociosos, como o do capital humano, a fim de criar um novo processo de modernização embasado no crescimento econômico sustentável.

  A competição e a concorrência tornam as micro e pequenas empresas mais intensivas, inovadoras e flexíveis, facilitando seu ajustamento de forma mais rápida às necessidades e exigências dos mercados. Por atenderem segmentos de mercados especializados, requerendo menos investimentos de capital e preservando melhor suas relações trabalhistas, ampliam suas vantagens em relação às grandes empresas (DIAS, 2002).

  Na busca pela competitividade, as estratégias utilizadas têm sido as mais diversificadas. Dentre elas, pode-se mencionar o associativismo. Por meio das associações, as micro e pequenas empresas têm expandido sua participação no mercado, buscando maior desenvolvimento de tecnologia e de práticas gerenciais, incorporando atividades, racionalizando custos, tendo maiores vantagens junto aos fornecedores.

  Esta estratégia, na concepção de Abreu (2001, p. 01) pode influenciar positivamente no poder de barganha com os fornecedores, na modernização do negócio e no aumento da competitividade .

  Puga (2003), identifica como vantagens que o associativismo vem viabilizar: a realização de determinados investimentos em capital fixo; contribuindo para a difusão de inovações; aumentando o poder de negociação com os fornecedores; reduzindo custos com relação ao estoque, comercialização e distribuição de mercadorias e permitindo atender grandes encomendas e aumentar a influência política das empresas. A atuação das MPMEs em forma de redes, além de gerar uma maior competitividade, contribui para o desenvolvimento tecnológico e o estabelecimento de instituições de apoio e treinamento de mão-de-obra, destacando por meio de seus produtos a região no cenário nacional e internacional.

  A associação entre estas empresas reduz problemas de assimilação de informações,

  2.2.5 Experiências de Outros Países Num mundo globalizado, em que as mudanças são contínuas destaca-se cada vez mais a importância de um planejamento com foco no processo gerencial visando adequar objetivos e oportunidades para que os produtos da empresa gerem os bons resultados. Em países como Itália e a Espanha, foi realizado um diagnóstico da relação ganha-ganha com o setor empresarial no desenvolvimento de suas políticas, sendo criados programas com finalidades específicas, principalmente focados no fortalecimento de suas empresas e inserção destas no mercado internacional.

  A sobrevivência e o crescimento das empresas, na concepção de Bassi (1997) exige o desenvolvimento de planos estratégicos de longo prazo, englobando o negócio e as atividades de produção, tecnologia e compras, pois todas influenciam na capacidade competitiva. O incremento das operações internacionais auxilia para tornar mais complexas as atividades de planejamento e controle, devido às particularidades de cada mercado e as distâncias entre as unidades internacionais e a corporação. O dinamismo da economia mundial, a evolução tecnológica e as incorporações e associações entre empresas requerem que as estratégias sejam continuamente reavaliadas e adequadas ao ambiente em que a empresa está inserida.

  Uma pesquisa realizada pelo Sebrae (2005) constatou que em países como a Espanha, o Japão e o México as micro e pequenas empresas mudaram o quadro econômico e social a partir do momento que os devidos governos resolveram investir nos seus pequenos empresários, por meio de linhas de crédito e suporte de instituições.

  Tanto no Brasil como nos demais países citados acima o grande problema também era a falta de capital de giro, por este motivo os respectivos governos criaram linhas especiais. Na Espanha foi adotado o sistema de garantias solidárias, no Japão foi criado o sistema de garantias de crédito, e no México foi desenvolvido o programa de desenvolvimento de provedores. privadas. O Plano de Internacionalização é uma iniciativa do Ministério da Economia que abrange as principais linhas de política, além dos instrumentos voltados para a internacionalização das empresas e para o aumento da participação espanhola no comércio exterior de bens e serviços. Há também as agências de desenvolvimento regional que desempenham o papel de entidades de apoio, principalmente ao sistema produtivo empresarial. O governo espanhol atua por meio de um órgão gestor dos principais programas de internacionalização, especialmente das micro, pequenas e médias empresas. O Instituto Espanhol de Comércio Exterior pertence à Secretaria de Comércio e Turismo no Ministério da Economia e conta com programas como Plano de Iniciação à Promoção Exterior, que estimula e apóia projetos novos e de expansão de empresas.

  No caso da experiência mexicana, Szapiro e Andrade (2001) afirma que o segmento de MPEs volta-se à sobrevivência e controle do mercado interno com alguns focos para exportação, devido principalmente à dependência deste país em relação aos Estados Unidos e Canadá. Há grande concentração da estrutura produtiva nas MPE s, planejadas com base em cadeias de valor agregado, onde existem as empresas consideradas de apoio com enfoque nacional e internacional e as indústrias locais, apoiadas diretamente pelos governos locais.

  Há ainda a experiência italiana, na qual todo o suporte para a internacionalização das micro, pequenas e médias empresas, conforme Szapiro e Andrade (2001), vem de uma série de instituições públicas e privadas como é o caso do Instituto Italiano para o Comércio Exterior

  ICE, que trabalha em função da promoção do incentivo aos produtos e serviços das empresas italianas, além de estar ligado diretamente ao Ministério Italiano de comércio Exterior. A estrutura italiana está desenvolvida sob a forma de redes de empresas voltadas para o desenvolvimento e a promoção de uma determinada região. É uma vantagem competitiva, pois aumenta as chances de sobrevivência e conseqüentemente as possibilidades de sucesso para o empreendimento.

  A forma como cada país implementa as suas políticas de apoio às MPMEs varia em função dos diferentes enfoques dados aos papéis dessas empresas e em função das condições mundial, gerando inovações. Assim, enquanto nos Estados Unidos busca-se garantir acesso ao crédito a todas as empresas que apresentem projetos rentáveis, na Itália, são incentivadas as regiões menos desenvolvidas do país e promovida a criação de empresas em tais regiões. Em Taiwan, sobressaem os esforços para transferir tecnologia para as MPMEs e o apoio à criação de parques científicos. A pesquisa mostra as experiências de Espanha, Japão e México, sendo enfocados os programas de crédito. O primeiro critério para escolha desses países foi cobrir experiências de apoio de três continentes. A opção pela Espanha, como representante europeu, está relacionada à maior importância das MPMEs espanholas no número de empregados em relação à Comunidade Européia. Também foi um fator decisivo na escolha a existência de esforços realizados pelo país para a redução do desemprego, entre os quais temos o apoio às empresas de menor porte. O Japão foi escolhido por ser a principal economia asiática e pela grande participação das MPMEs na economia do país. Já no caso do México, houve um forte interesse em analisar os recentes programas de integração entre MPMEs e grandes empresas.

2.3 Importação e Exportação

  Tendo em vista as desigualdades geográficas, as diferenças de clima e de solo, muitas vezes é mais vantajoso para os países estabelecer relações de trocas de produtos com outros países. Para Maia (2001) o comércio internacional se faz necessário porque nenhum país tem todos os recursos naturais para o seu sustento. A economia internacional engloba as trocas, representadas pelas exportações e importações e também as prestações de serviços, movimentos de capitais, bem como as transferências unilaterais (donativos e de remessas de ou para imigrantes).

  Quando o país vende, ele exporta. Sobre o conceito de exportação, Ratti (1999, p. 319) explica que é a remessa de bens de um país para outro. Em um sentido amplo, poderá nesses mercados, os sistemas de distribuição, os meios de transporte existentes e apropriados, a legislação específica sobre a entrada de produtos nesses mercados e uma disposição e organização especial da empresa que pretende exportar, para gerenciar eficazmente todos esses ingredientes.

  Segundo Maia (2001), se um país deixar de exportar para atender apenas o mercado interno, estará correndo o risco de perder os compradores, que poderão procurar outras fontes de abastecimento.

  Podem ser citadas, portanto, para que um país aumente suas exportações, uma vez que essa atividade, como afirma Vasquez (2001, p. 13) proporciona a abertura do país para o mundo. É uma forma de se confrontar com os demais parceiros e assimilar técnicas e conceitos que não estão presentes no mercado interno .

  Quanto à importação, conforme Ratti (1999, p. 319) é a entrada de mercadorias em um país provenientes do exterior . Neste sentido, por meio de políticas de comércio internacional são introduzidas ações com o objetivo de possibilitar o incremento ou a redução nas importações. Esse tipo de comércio tem influência significativa na geração de recursos aos governos, devido à geração de impostos.

  A política de importação brasileira, conforme Maluf (2000), é estabelecida em função dos seguintes fatores: momento político, momento econômico, mercado interno, situações de balança comercial e deficiências nacionais.

  Maluf (2000, p. 13) esclarece ainda o roteiro básico de importação, conforme segue: Pesquisa de Mercado Legislação Estudo de Viabilidade da Operação Negociação Preparação da Mercadoria Prontidão da Mercadoria até a emissão dos documentos. As micros e pequenas empresas, principalmente quando estão dando seus primeiros passos na exportação, dependem de terceiros.

  São duas as formas básicas que uma empresa pode usar para se iniciar na exportação, descritas por Garcia (1994, p. 32).

  a) Exportação direta: Consiste na operação em que o produto exportado é faturado pelo próprio produtor ao importador. Este tipo de operação exige da empresa o conhecimento do processo de exportação em toda a sua extensão. Cabe assinalar que a utilização de um agente comercial pela empresa produtora / exportadora não deixa de caracterizar a operação como exportação direta Nesta modalidade, o produto exportado é isento do IPI, e não ocorre a incidência do ICMS. Beneficia-se também dos créditos fiscais incidentes sobre os insumos utilizados no processo produtivo. No caso do ICMS, é recomendável consultar as autoridades fazendárias estaduais, sobretudo quando houver créditos a receber e insumos adquiridos em outros Estados.

  b) Exportação indireta: A venda do produto será feita para uma empresa aqui dentro do País. A empresa compradora, uma "comercial exportadora" ou uma "trading

  company",

  irá revender o produto no exterior. É como se a venda fosse feita no Brasil para uma empresa distribuidora. A diferença é que a empresa compradora revenderá o produto no exterior e a empresa vendedora (exportadora indireta) gozará dos incentivos fiscais, se houver. Essas empresas intermediadoras podem ser:

  Trading companies: a venda da mercadoria pela empresa produtora para uma trading

  que atua no mercado interno é equiparada a uma operação de exportação, em termos fiscais. Empresas comerciais exclusivamente exportadoras. Empresa comercial que opera no mercado interno e externo. Outro estabelecimento da empresa produtora - neste caso a venda a este tipo de

  (da comercial exclusivamente exportadora ou da trading company); preço obtido será mais baixo, pois a exportadora também terá uma fatia do lucro; adquire-se apenas superficialmente experiência de negociação internacional.

  Para empresas que estejam começando, talvez a forma mais fácil seja exportar indiretamente. Todavia, ao escolher uma comercial exclusivamente exportadora ou uma,

  trading company,

  convém observar com relação à empresa escolhida: os antecedentes; a área de atuação e a especialização da empresa com relação ao produto a ser vendido. Outra questão a ser lembrada são os consórcios de exportação que, apesar de bem sucedidos em vários países, ainda são pouco utilizados no Brasil. Trata-se de associações de empresas, juridicamente constituídas, que conjugam esforços e/ou estabelecem uma divisão interna de trabalho, com vistas à redução de custos, aumento da oferta de produtos destinados ao mercado externo e ampliação das exportações. Os consórcios podem ser formados por empresas que ofereçam produtos complementares ou mesmo concorrentes.

  Os tipos de consórcios de exportação mencionados por Granato (1994, p. 47) são:

  a) Consórcio de promoção de exportações: esta forma de consórcio é mais recomendável para empresas que já possuem experiência em comércio exterior. As vendas no mercado externo são realizadas diretamente pelas empresas que integram o consórcio. Sua finalidade é desenvolver atividades de promoção de negócios, capacitação e treinamento, e melhoria dos produtos a serem exportados.

  b) Consórcio de vendas: a formação deste tipo de consórcio é recomendada quando as empresas que dele pretendem participar não possuem experiência em comércio exterior. As exportações são realizadas pelo consórcio, por intermédio de uma empresa comercial exportadora.

  c) Consórcio de área ou país: reúne empresas que pretendem concentrar suas vendas em um único país ou em uma região determinada. O consórcio pode ser de promoção de exportações ou de vendas. Pode ainda ser monossetorial ou multissetorial, sendo que o monossetorial agrega empresas do mesmo setor e no

  No contexto atual, são vários os motivos que direcionam milhares de empresas para o mercado internacional, dentre os quais pode-se mencionar os pontos descritos a seguir: a) necessidade de operar em um mercado de volumes que garanta uma dimensão industrial da empresa (alcançando uma economia de escala que lhe dê competitividade);

  b) pedidos casuais de importadores, talvez conhecidos em uma feira internacional ou uma missão no exterior. (Muitas vezes não existe a dúvida se vale a pena aceitar pedidos sem que exista um plano de mercado.);

  c) dificuldades de vendas no mercado interno. Citando como exemplo, a empresa Natuzzi, dona da marca Divani e Divani , depois de anos de dificuldade procurando vender no mercado interno italiano, lutando contra os grandes competidores, identificou oportunidades de vendas nos Estados Unidos, começando, portanto, no mercado exterior. Hoje, é o maior fabricante mundial de sofás em pele;

  d) melhor aproveitamento das estações. Quem produz artigos de estação, como roupa de praia ou aquecedores, na baixa estação do mercado interno pode projetar-se para o mercado do hemisfério oposto;

  e) possibilidade de preços mais rentáveis. Há produtos que o mercado interno não valoriza de maneira suficiente. No exterior, os preços podem ser muito mais interessantes;

  f) melhor programação da produção. Por exemplo, os produtores de calçados ou acessórios de modo em geral, com a exportação, podem concentrar-se em poucos modelos e grandes quantidades. Normalmente acontece o contrário no mercado interno; g) prolongamento do ciclo de vida de um produto. Por exemplo, um produtor de artigos de moda, no hemisfério norte, quando muda a estação no mercado interno. h) para diversificar riscos. Quantas empresas fecham porque dependem exclusivamente do mercado interno? Há países em que há grande flutuação (por exemplo, em ocasião de mudança de governo) e as empresas são atingidas por completo. Colocar parte da produção no mercado externo amortiza os efeitos das periódicas ou eventuais crises; i) para equilibrar-se contra a entrada de competidores no mercado interno. Com a globalização da economia, é cada vez mais freqüente bater de frente com os competidores na porta de casa. A exportação reduz o impacto da presença dos concorrentes; j) para uma estratégia de desenvolvimento da empresa. Igualmente, se a exportação foi iniciada de maneira casual, como saída obrigatória derivada de uma crise no mercado interno, há empresas que encaram a exportação como uma meta estratégica para desenvolver-se. (redeagentes, 2005). São pelo menos 10 os pontos básicos indicados por autores como Minervini (1990) e

  Oliveira (1987, p. 57) para se obter sucesso na exportação, a saber: 1) Análise do mercado: é fundamental analisar detidamente o mercado para o qual se deseja exportar. Será que o produto e suas embalagens (tipo, qualidade, quantidade de produto por embalagem, usual, etc.), estão de acordo com os hábitos e preferências dos consumidores a que se destinam no exterior? Há exigências especiais para vender para o país visado? Que costumes e práticas de compra e de venda vigoram no país de destino?

  2) Padrão de qualidade: sempre há mercado para produto de qualquer padrão. No entanto, a qualidade a ser exportada é aquela que estiver de acordo com a exigência do mercado comprador. Aqui cabe repetir o chavão: vender é satisfazer desejos, necessidades. É importante que haja um padrão definido e constante. Características como cor, tamanho, formato, sabor, espessura, peso, capacidade, durabilidade, acabamento e até embalagem, representam um padrão único de valores inferiores a US$ 5,000.00. Esse volume de exportação tanto pode ser remetido em contêineres (caixas de ferro com capacidade de 33 metros cúbicos ou 66 metros cúbicos), via marítima, ou numa caixa de papelão. Via aérea, via correio, via rodoviária, até o local fronteiriço onde o próprio importador coleta a mercadoria na companhia transportadora. É comum acontecer que, após meses de negociação, o exportador receba um pedido em volume para o qual sua empresa não esteja preparada. Recomenda-se, neste caso. uma aliança com outras pequenas empresas para conseguir quantidade, competitividade e, conseqüentemente, o atendimento satisfatório ao importador. A junção de esforços, por meio de um consórcio de micro e pequenas empresas, constitui uma das estratégias mais importantes para enfrentar o mercado atual, além de significar maturidade empresarial. 4) Preços competitivos: numa economia globalizada e competitiva, é o mercado que determina o preço que está disposto a pagar pelo produto e a empresa, para viabilizar a venda, precisa ter a capacidade de administrar seus custos e o lucro pretendido. Se não, o concorrente mais produtivo ganha o negócio. 5) Manter-se ativo no mercado: a exportação não pode ser feita apenas com os excedentes de produção resultantes de crises no mercado interno. É preciso exportar sistemática e continuamente, pois o importador certamente programará negócios contando com as mercadorias vendidas; pelo exportador. Interromper acordos ou não cumprir contratos são obstáculos para qualquer retomada posterior. 6) Ética empresarial: é preciso levar muito a sério tudo o que for prometido, contratado, para se construir uma relação duradoura e se obter a confiança do importador. É fundamental cumprir rigorosamente os prazos de entrega e obedecer aos padrões do produto, aos preços e às condições combinadas. Não prometer nada que não se possa cumprir; saber dizer um não, antes, é tão importante quanto dizer sim.

  Todas as consultas do importador devem ser respondidas, mantendo-se sempre aberto o diálogo. 9) Modernização: manter-se atualizado é exigência da globalização da economia, inclusive e sobretudo no comportamento empresarial, uma vez que o aumento da competição, dentro e fora do país, implica, necessariamente, em crescente modernização. 10) Especialistas: eventuais dúvidas, dificuldades, podem ser resolvidas por bons especialistas prestadores de serviços em todas as etapas da exportação. As exportações, conforme enfatizado pela FIESC (2005) são extremamente necessárias para equilibrar o balanço de pagamentos e gerar maior valor agregado local, contribuindo para a criação de empregos e a geração de renda. A maior participação do comércio externo na produção industrial e no mercado interno, assim como o aumento do conteúdo tecnológico e dos produtos exportados é essencial para a consolidação de um modelo de desenvolvimento de um país. Daí a importância de estimular as exportações e consolidar a política de liberação das importações. É preciso que haja harmonia entre a abertura da economia e as políticas de estímulo à competitividade, de tal maneira que a maior exposição à concorrência com produtos importados não afete negativamente a produção interna dos segmentos potencialmente competitivos. A política de comércio exterior é importante para assegurar a defesa contra as práticas desleais do comércio.

  2.3.2 Exportações Brasileiras Comparadas com as Exportações Mundiais Rápidas e significativas mudanças encontram-se em curso no cenário internacional, caracterizadas por alterações nas estruturas do poder político, pela expansão das fronteiras econômicas com a crescente interdependência e abertura da economia e do comércio, pela

  As inovações tecnológicas e a rápida propagação das informações, por meio de mecanismos inovadores como a Internet, permitem que os consumidores acompanhem o desenvolvimento comercial e produtivo em âmbito global. Isto faz com que suas exigências tornem-se padrões estratégicos para as empresas, que agora operam num universo bem maior, com padrões culturais específicos, mas com necessidades similares, fazendo com que as empresas passem a adotar produtos com foco no consumidor global.

  Aumenta a concorrência entre países e regiões e a possibilidade de escolhas estratégicas e locacionais para investimentos. As grandes empresas internacionais iniciam um processo de demarcação de territórios e estabelecimento de filiais, com o objetivo de coordenar e agilizar seus processos de atendimento, marketing, logística, pós-venda, entre outros, suprindo as necessidades de seus novos clientes de forma rápida e profissional. Isso gera um crescimento da circulação de produtos nos diversos mercados, aumentando a variedade e fazendo com que as empresas, tanto nacionais, como estrangeiras, passem a competir em função da qualidade, rapidez e profissionalismo com relação à oferta de seus produtos e à satisfação da demanda.

  As exportações brasileiras, assim como o surgimento de novos investimentos destacam-se num ambiente de competição internacional acirrado e de rápidas mudanças. A atuação internacional brasileira no contexto comercial vem melhorando gradativamente. Isso vem ocorrendo, devido ao crescente aumento das exportações, que exige uma maior circulação nos mercados, demonstrando que os produtos brasileiros estão conquistando novos consumidores.

  O aumento das exportações brasileiras causou um impacto positivo no mercado internacional, pois o Brasil elevou gradualmente sua participação nas exportações mundiais e conseqüentemente trabalha estratégias para continuar crescendo e alavancando suas empresas neste contexto.

  O crescimento das exportações brasileiras em relação ao contexto das exportações mundiais aumentou gradativamente, mesmo nos anos em que houve menor participação interno, conseqüência direta do desenvolvimento dos fatores anteriormente mencionados. (SECEX, 2005)

  Vários são os fatores que explicam o aumento das exportações brasileiras, dentre eles, os que causaram impactos mais significativos foram: O reaquecimento da economia Argentina que iniciou um processo de revitalização após um período de crise; O aumento significativo da produção agrícola brasileira, principalmente no segmento de grãos, dando um grande destaque para a soja;

  O Gráfico 1 apresenta a participação do Brasil nas exportações e importações mundiais de 1950 a 2004.

  0,0 0,2 0,4 0,6 0,8 1,0

  1,2 1,4 1,6 1,8

  2,0 2,2 2,4 2,6

  Exportação Im portação Gráfico 1: Participação % do Brasil nas Exportações e Importações Mundiais (1950 a 2004) Fonte : MDIC/SECEX/DEPLA (2005)

  A análise do Gráfico 1 permite constatar que a participação do Brasil no comércio Ordem Exportadores Valor Part % Variação 2004/2003 % Ordem Importadores Valor Part.% Variação

  2004/2003 %

  23

  23 Irlanda 104,3 1,1

  41

  22 Turquia 97,5 1,0

  21

  19 22 Áustria 117,4 1,3

  21 Suécia 99,3 1,0

  18

  21 Suíça 118,5 1,3

  26

  20 Malásia 105,3 1,1

  20

  20 Suécia 122,5 1,3

  19 Austrália 109,4 1,2

  37

  35

  19 Arábia Saudita 126,2 1,4

  16

  18 Suíça 111,6 1,2

  21

  18 Malásia 126,5 1,4

  18

  14 17 Áustria 117,8 1,2

  17 Espanha 178,6 2,0

  28

  16 Cingapura 163,9 1,7

  25

  12 23 Índia 97,3 1,0

  24 Tailândia 97,4 1,1

  32

  34

  Observa-se que o Brasil ocupa a 25ª posição, o que pode indicar a necessidade de aperfeiçoamento em várias áreas, tais como tecnológica, política, econômica, alfandegária, relação de mercado, planejamento, logística, integração, entre outras.

  13 Tabela 6: Classificação dos Paises Exportadores de acordo com o volume do valor de exportação Valores em US$ Bilhões Fonte: WTO World Trade Organization (2005)

  30 Irlanda 60,7 0,6

  32

  30 30 Índia 75,6 0,8

  29 Brasil 65,9 0,7

  15

  29 Dinamarca 76,8 0,8

  19

  28 Dinamarca 68,2 0,7

  21

  28 Noruega 81,8 0,9

  27 República Checa 69,5 0,7

  21

  23

  27 Emirados Árabes 82,8 0,9

  31

  26 Polônia 89,2 0,9

  21

  26 Austrália 86,4 0,9

  26

  25 Tailândia 95,4 1,0

  32

  25 Brasil 96,5 1,1

  27

  24 Rússia 96,3 1,0

  16 Cingapura 179,6 2,0

  15 Taiwan 168,4 1,8

  1 Alemanha 912,3 10,0

  4 França 465,5 4,9

  7 Itália 351,0 3,7

  17

  7 Itália 349,2 3,8

  19

  6 Japão 454,5 4,8

  21

  6 Países Baixos 358,2 3,9

  18

  5 Reino Unido 463,5 4,9

  14

  5 França 448,7 4,9

  17

  20

  8 Reino Unido 346,9 3,8

  4 Japão 565,8 6,2

  36

  3 China 561,2 5,9

  35

  3 China 593,3 6,5

  19

  2 Alemanha 716,9 7,6

  13

  2 Estados Unidos 818,8 8,9

  17

  1 Estados Unidos 1525,5 16,1

  21

  18

  13

  21

  12 Coréia 253,8 2,8

  15 Taiwan 182,4 2,0

  16

  14 México 206,4 2,2

  35

  14 Rússia 183,5 2,0

  26

  13 Coréia 224,5 2,4

  14

  13 México 189,1 2,1

  20

  12 Espanha 249,3 2,6

  31

  17

  8 Países Baixos 319,3 3,4

  11 Hong Kong 272,9 2,9

  16

  11 Hong Kong 265,5 2,9

  14

  10 Canadá 279,8 2,9

  20

  10 Bélgica 306,5 3,3

  22

  9 Bélgica 285,5 3,0

  16

  9 Canadá 316,5 3,5

  21

  2.3.3 Exportações Brasileiras e do Estado de Santa Catarina

  • 6.764.501
  • 3,32
  • 6.623.614
  • 6,12 49.294.639 -14,66 -1.283.195
  • 0,48 2.650.466
  • 9,74 1.334.612

  1999 48.011.444

  Tabela 7: Balanço Comercial do Brasil de 1994 a 2004 - US$ 1.000 FOB Fonte: MDIC/SECEX (2005)

  13.121.297 2003 73.084.140 21,08 48.291.040 2,22 24.793.100 2004 96.475.238 32,01 62.804.982 30,06 33.670.256

  2002 60.361.786 3,67 47.240.488 -14,99

  58.222.642 5,69 55.572.176

  13,28 -752.994 2001

  2000 55.085.595 14,73 55.838.590

  1998 51.139.862 -3,48 57.763.476

  

Ano Exportação Importação Saldo

Valor (A) Var % Valor (B) Var %

  12

  52.982.726 10,97 59.747.227

  47.746.728 2,67 53.345.767 6,75 -5.599.039 1997

  46.506.282 6,8 49.971.896 51,07 -3.465.614 1996

  43.545.149 --- 33.078.690 --- 10.466.459 1995

  (A) (B) 1994

  Nas exportações de Santa Catarina, conforme tabela 8, pode-se observar a mesma tendência de crescimento que apresentado nas exportações brasileiras, com aumento na ordem de 17,06% para o ano de 2003 e 31,33% para o ano de 2004.

  • 1,46 883.465 -30,74 1.683.899
  • 10,12 2.168.159

  8,34 1.754.570 2001

  EXPORTAđỏES JAN-DEZ/04 JAN-DEZ/03

  Na análise das Tabelas 7 e 8 pode-se constatar que de janeiro a dezembro do ano 2004, as exportações catarinenses alcançaram o valor acumulado de US$ 4.853.506.430, conforme resumido na Tabela 9, correspondendo a 5,03% das exportações brasileiras. O lugar ocupado é a sexta posição no ranking nacional neste período.

  Tabela 8: Balanço Comercial de Santa Catarina de 1994 a 2004 - US$ 1.000 FOB Fonte: MDIC/SECEX (2005)

  2.225.635 2003 3.695.786 17,06 993.727 6,69 2.702.060 2004 4.853.506 31,33 1.508.943 51,85 3.344.564

  2002 3.157.065 4,25 931.430 8,28

  3.028.399 11,68 860.240

  2000 2.711.703 5,62 957.133

  

Ano Exportação Importação Saldo

Valor (A) Var % Valor (B) Var %

  1999 2.567.364

  1998 2.605.306 -7,06 1.270.694

  2.803.152 6,29 1.407.807 12.71 1.395.345

  2.637.308 -0,55 1.249.005 4,21 1.388.303 1997

  2.652.025 10,29 1.198.541 36,52 1.453.484 1996

  2.404.689 166,49 877.909 98.21 1.526.781 1995

  (A) (B) 1994

  VARIAđấO Foi definido utilizar, para este trabalho, as estatísticas do ano de 2004, comparado-as ao ano de 2003, porque as estatísticas para o ano de 2005, mesmo considerando até o mês de julho, não estão detalhadamente disponíveis.

  Em termos gerais, a exportação Brasileira, comparando os meses de janeiro a outubro de 2004 ao mesmo período de 2005, aumentou 22,11%, enquanto para o mesmo período, em Santa Catarina, cresceu 16,10%. Este menor aumento, comparado à evolução de 2003 para 2004, é devido principalmente à taxa de câmbio desfavorável. (MDIC/SECEX, 2005).

  2.3.4 Perfil da Distribuição da Exportação do Brasil e de Santa Catarina por Porte da Empresa e Valor de Exportação A Tabela 10, abaixo, permite uma visualização sobre o aspecto da distribuição das exportações brasileiras em função do porte da empresa e do valor exportado em 2003 e 2004, e permite, também, uma análise da evolução dos números de 2004 comparados a 2003, enquanto a Tabela 11 permite a mesma situação, para o Estado de Santa Catarina. Desta forma, pode-se verificar o seguinte perfil de variação de exportação em valor para o Brasil: nas micro empresas o aumento foi de 37,12%, nas pequenas empresas o crescimento foi de 48,64%, nas médias empresas de 33,62% e nas grandes de 31,31%.

  Quanto ao perfil de Santa Catarina, também, em valor e considerando o mesmo período, verifica-se o seguinte: nas micro empresas um aumento de 32,37%, nas pequenas de 49,18%, nas médias de 40,51% e nas grandes de 29,13%.

  Considerando as MPMEs no Brasil, houve um aumento de 36,73% e em Santa Catarina um acréscimo de 42,34%, significando um valor expressivo de 5,61 pontos percentuais a mais.

  2004 (Jan-Dez) Porte do Operador TOTAL ANUAL

  INDÚSTRIA COMÉRCIO/SERVIÇOS Nº Nº Nº Operadores Valor US$ FOB Operadores Valor US$ FOB Operadores Valor US$ FOB

  Total

Geral 20.902 96.475.238.342 14.268 76.110.833.778 5.989 20.134.135.019

Micro

Empresa 4.957 302.138.945 184.826.659 117.312.286

  1 2.557 2.400 Pequena

  2 Empresa 5.833 2.252.835.408 3.907 1.582.481.162 1.926 670.354.246 Média

  3 Empresa 5.254 7.809.633.376 4.523 6.626.605.859 731 1.183.027.517 Grande

  4 Empresa 4.213 85.880.361.068 3.281 67.716.920.098 932 18.163.440.970 Pessoa

  5 Física 645 - - - 230.269.545 - 2003 (Jan-Dez) Porte do

  Operador TOTAL ANUAL

  INDÚSTRIA COMÉRCIO/SERVIÇOS Nº Nº Nº Operadores Valor US$ FOB Operadores Valor US$ FOB Operadores Valor US$ FOB

  Total

Geral 19.796 73.084.139.518 13.079 57.042.033.649 6.257 15.938.896.195

Micro

  1 Empresa 4.578 220.351.386 2.171 120.766.484 2.407 99.584.902 Pequena

  2 Empresa 4.901 1.515.654.545 3.438 1.034.363.584 1.463 481.290.961 Média

  3 Empresa 5.649 5.844.372.973 4.251 4.771.660.680 1.398 1.072.712.293 Grande

  4 Empresa 4.208 65.400.550.940 3.219 51.115.242.901 989 14.285.308.039 Pessoa

  5

  • Física 460 103.209.674 - -

  VARIAđấO ABSOLUTA 2004/2003 Porte do Operador TOTAL ANUAL

  INDÚSTRIA COMÉRCIO/SERVIÇOS Nº Nº Nº Operadores Valor US$ FOB Operadores Valor US$ FOB Operadores Valor US$ FOB

  Total

Geral 1.106 23.391.098.824 19.068.800.129 4.195.238.824

1.189 (268) Micro

  1 Empresa 379 81.787.559 386 64.060.175 (7) 17.727.384 Pequena

  2 Empresa 932 737.180.863 469 548.117.578 463 189.063.285 Média

  3 Empresa (395) 1.965.260.403 272 1.854.945.179 (667) 110.315.224 Grande

  4 Empresa 5 20.479.810.128 62 16.601.677.197 (57) 3.878.132.931 Pessoa

  

5 Física 185 127.059.871 - -

- - Tabela 10: Exportação Brasileira - Distribuição por Porte de Empresa e Valor - 2003/2004 Fonte: MDIC/SECEX (2005)

  2004 (Jan-Dez) 2003 (Jan-Dez) Variação 2004/2003 Nº de Empresas FOB (US$) Nº de Empresas FOB (US$) Nº de Empresas FOB (US$) Ordem UNIDADE DA FEDERAđấO Valor Part % Valor Part %

Valor

Part

  % Valor Part % Abs Rel Abs Rel T O T A L G E R A L 20.902 100,00 96.475.238.342 100,00 19.796 100,00 73.084.139.518 100,00 1.106 5,59 23.391.098 .824 32,01 MICRO- EMPRESASt 4.957 23,72 302.138.945 0,31 4.578 23,13 220.351.386 0,30 379 8,28 81.787.559 37,12

  

001 SAO PAULO 1.909 9,13 94.936.708 0,10 1.803 9,11 71.270.878 0,10 106 5,88 23.665.830 33,21

002 RIO GRANDE DO SUL

  860 4,11 44.862.269 0,05 755 3,81 30.664.305 0,04 105 13,91 14.197.964 46,30 003 SANTA CATARINA 493 2,36 28.697.174 0,03 450 2,27 21.680.275 0,03 43 9,56 7.016.899 32,37 004 MINAS GERAIS 512 2,45 25.857.077 0,03 432 2,18 17.572.704 0,02 80 18,52 8.284.373 47,14

PEQUENAS EMPRESAS 5.833 27,91 2.252.835.408 2,34 4.901 24,76 1.515.654.545 2,07 932 19,02 737.180.86

  3 48,64 001 SAO PAULO 2.570 12,30 696.565.527 0,72 2.188 11,05 458.813.902 0,63 382 17,46 237.751.62

  5 51,82

002 PARANA 668 3,20 232.935.108 0,24 551 2,78 140.333.012 0,19 117 21,23 92.602.096 65,99

003

  RIO GRANDE DO SUL 930 4,45 232.182.967 0,24 766 3,87 166.931.710 0,23 164 21,41 65.251.257 39,09

  004 SANTA CATARINA 726 3,47 222.558.155 0,23 623 3,15 149.191.359 0,20 103 16,53 73.366.796 49,18 005 MINAS GERAIS 544 2,60 162.127.481 0,17 479 2,42 111.464.480 0,15 65 13,57 50.663.001 45,45

  MÉDIAS EMPRESAS 5.254 25,14 7.809.633.376 8,09 5.649 28,54 5.844.372.973 8,00 -395 -6,99 1.965.260. 403 33,63 001 SAO PAULO 2.479 11,86 2.530.704.842 2,62 2.678 13,53 1.737.206.646 2,38 -199 -7,43 793.498.19

  6 45,68 002 RIO GRANDE

  DO SUL 841 4,02 1.071.777.537 1,11 833 4,21 733.770.280 1,00 8 0,96 338.007.25

  7 46,06 003 PARANA 543 2,60 783.966.225 0,81 593 3,00 618.641.716 0,85 -50 -8,43 165.324.50

  9 26,72 004 SANTA CATARINA 553 2,65 618.496.015 0,64 538 2,72 440.187.025 0,60 15 2,79 178.308.99 40,51 005 MINAS GERAIS 428 2,05 544.951.908 0,56 450 2,27 410.555.580 0,56 -22 -4,89 134.396.32

  8 32,74

GRANDES EMPRESAS 4.213 20,16 85.880.361.06

  

28,71 2.010 10,15

20.794.407.08 1 28,45 -91 -4,53

  6 25,31 PESSOAS FÍSICAS 645 3,09 230.269.545 0,24 460 2,32 103.209.674 0,14 185 40,22 127.059.87

  8

89,02 4.208 21,26

65.400.550.94

  2 Tabela 11: Exportação Brasileira por Porte de Empresa e Valor - Distribuição por Unidade da Federação de Produção

  9 008 SANTA CATARINA 6 0,03 601.366 0,00 8 0,04 137.954 0,00 -2 -25,00 463.412 335,9

  RIO GRANDE DO SUL 56 0,27 968.805 0,00 28 0,14 309.330 0,00 28 100,00 659.475 213,1

  DO SUL 22 0,11 4.803.877 0,00 14 0,07 6.995.192 0,01 8 57,14 -2.191.315 -31,33 007

  1 006 MATO GROSSO

  1 123,1

  5 29,13 007 BAHIA 184 0,88 3.743.591.484 3,88 182 0,92 2.987.555.688 4,09 2 1,10 756.035.79

  89,49 5 0,12 20.479.810 .128 31,31 001 SAO PAULO 1.919 9,18 27.699.123.17

  356 46,47 006 SANTA CATARINA 368 1,76 3.983.153.720 4,13 371 1,87 3.084.589.815 4,22 -3 -0,81 898.563.90

  JANEIRO 324 1,55 6.739.114.837 6,99 341 1,72 4.600.953.481 6,30 -17 -4,99 2.138.161.

  593 31,05 005 RIO DE

  025 20,44 004 PARANA 557 2,66 8.355.096.682 8,66 554 2,80 6.375.598.089 8,72 3 0,54 1.979.498.

  DO SUL 650 3,11 8.528.810.565 8,84 613 3,10 7.081.587.540 9,69 37 6,04 1.447.223.

  107 34,32 003 RIO GRANDE

  089 33,20 002 MINAS GERAIS 457 2,19 9.255.032.390 9,59 439 2,22 6.890.424.283 9,43 18 4,10 2.364.608.

  6.904.716.

  20.902 19.796 2003 2004 Gráfico 2: Número de Empresas Brasileiras Exportadoras -Janeiro a Dezembro - 2003 / 2004 Fonte: MDIC/SECEX (2005)

  Conforme observado no Gráfico 2, o número de empresas exportadoras no Brasil em 2004 cresceu em relação a 2003, alcançando 5,59%, enquanto em Santa Catarina foi de 7,84%, ou seja, expressivos 2,25 pontos percentuais, conforme constado no Gráfico 7, abaixo.

  É importante destacar que Santa Catarina representou, em 2004, 10,3% do total de empresas exportadoras do Brasil.

  

1.990 2.146

2003 2004

  Gráfico 3: Número de Empresas Catarinense Exportadoras -Janeiro a Dezembro 2003 / 2004 Fonte: MDIC/SECEX (2005)

  Conforme observado no Gráfico 4, o perfil de variação do número de empresas exportadoras no Brasil em 2004, comparado a 2003, é o seguinte: o número de micro empresas aumentou 8,28%, o de pequenas empresas aumentou 19,02%, o de média empresa reduziu em 6,99% e o de grande empresa praticamente ficou estagnado, crescendo apenas, 0,12%.

  4.000 5.000 4.578 6.000 7.000 4.957 4.901 5.833

5.649

5.254 4.208 4.213 2.000 3.000 - 1.000 Micro Empresa Pequena Média Grande Pessoa Física 460 645 Empresa Empresa Empresa

2003 2004

  Gráfico 4: Exportação Brasileira por Porte de Empresa - Número de Empresas - 2003 / 2004 Fonte: MDIC/SECEX (2005)

  No que se refere ao cenário do Estado de Santa Catarina, no Gráfico 5, pode-se constatar que o perfil é o seguinte: o número de micro empresas aumentou 9,56%, o de pequenas empresas aumentou 16,53%, o de média empresa aumentou em 2,79% e o de grande empresa praticamente ficou estagnado, reduzindo, 0,80%.

  Considerando as MPMEs, o número para o Brasil cresceu em 916 empresas exportadoras ou ainda 6,06%, enquanto para Santa Catarina, cresceu em 158 empresas, correspondendo a 10%, sendo expressivos 3,94% pontos percentuais a mais.

  Santa Catarina representou em 2004, 11,05% do total das MPMEs exportadoras do Brasil.

  726 800 623

538

553 600 450 493 371 368 400 200 8 6

  Pequena empresa Micro empresa 27,9% 23,7% Pessoa Física 3,1% Grande empresa Média empresa 20,2% 25,1%

Gráfico 6: Exportação Brasileira por Porte de Empresa - Participação % sobre o Número de Empresas

Exportadoras Brasileiras de 2004 Fonte: MDIC/SECEX(2005)

  O Gráfico 7 mostra que a Grande Empresa representa de forma expressiva o maior valor na totalidade das exportações, seguida pela Média, Pequena e apenas com 0,3% aparece a Micro Empresa. Constata-se ainda que as MPMEs, de acordo com o Gráfico 10, somam um total de 71,8% do total do número de empresas exportadoras, enquanto as Grandes representam apenas 20,2%, as MPMEs no valor total das exportações brasileiras representam apenas, 10,7%, enquanto as Grandes somam o valor de 89,0%.

  Grande empresa 89,0% Média empresa Pessoa Física 8,1% 0,2% Pequena empresa Micro empresa 2,3% 0,3%

Gráfico 7: Exportação Brasileira por Porte de Empresa Participação % sobre o Valor Brasileiro de

Exportação de 2004 Fonte: MDIC/SECEX (2005)

  Pequena empresa Micro empresa 33,8% 23,0% Pessoa Física 0,3% Grande empresa Média empresa 17,1% 25,8%

Gráfico 8: Exportação Catarinense por Porte de Empresas - Participação % sobre o Número de

Empresas Catarinense Exportadoras de 2004 Fonte: MDIC/FINEP (2005)

  O Gráfico 9 mostra que a Grande Empresa representa de forma expressiva o maior valor na totalidade das exportações, seguida da Média, Pequena e apenas com 0,59% aparece a Micro Empresa. Isto demonstra, também, da mesma forma que na análise do Brasil, o mesmo perfil para Santa Catarina

  Continuando a análise do Gráfico 9, constata-se, ainda que mesmo as MPMEs, de acordo com a Gráfico 12, somam um total de 82,6% do total do número de empresas exportadoras catarinenses, enquanto as Grandes representam apenas 17,1%, as MPMEs no valor total das exportações catarinenses representam 17,92%, enquanto as Grandes têm uma participação de 82,07%. Este perfil catarinense é semelhante ao do comportamento brasileiro.

  Grande empresa 82,07% Média empresa 12,74% Pequena empresa 4,59% Pessoa Física Micro empresa 0,01% 0,59%

  2.3.5 Destino das Exportações Brasileiras e do Estado de Santa Catarina No ano de 2004, como demonstram a Tabela 12 e o Gráfico 14, o principal bloco de destino das exportações brasileiras foi a União Européia, que representou 25,0% e valor de

  US$ 24,16 bilhões. Na ordem, seguiram-se Estados Unidos (21,1%, US$ 20,3 bilhões), Ásia (15,1%, US$ 14,6 bilhões), Aladi, exceto Mercosul (11,2%, US$ 10,8 bilhões), Mercosul (9,2%, US$ 8,9 bilhões), África (4,4%, US$ 4,2 bilhões), Oriente Médio (3,8%, US$ 3,7 bilhões) e Europa Oriental (2,6%, US$ 2,5 bilhões).

  Mercados de Destino Valor %

  (US$ 2004/03 Milhões)

  União Européia 24.160 30,9 Estados Unidos 20.341 20,4 Ásia 14.564 24,7

  MERCOSUL

  ALADI, excluído 10.787 48,8 MERCOSUL 8.912 57,1 África 4.245 48,4 Oriente Médio 3.687 31,4 Europa Oriental 2.488 22,7

  

Tabela 12: Principais Mercados de Destino das Exportações Brasileiras em 2004 e Variação

(2004/2003) Fonte: MDIC/SECEX(2005)

  União Européia 25,0 Estados Unidos 21,1 15,1

  Ásia Aladi, exc. Mercosul 11,2

9,2

  Mercosul África 4,4

  2004 (Jan-Dez) 2003 (Jan-Dez) Variação 2004/2003 Nº de Empresas FOB (US$) Nº de Empresas FOB (US$) Nº de Empresas FOB (US$) BLOCOS ECONÔMICOS Valor Part % Valor Part % Valor Part % Valor Part % Abs Rel Abs Rel

T O T A L G E R A L 20.902 100,00 96.475.238.342 100,00 19.796 100,00 73.084.139.518 100,00 1.106 5,59 23.391.098.824 32,0

MICRO E PEQUENAS EMPRESAS Europa Oriental 127 0,61 10.017.823 0,01 92 0,46 5.036.686 0,00 35 38,04 4.981.137 100,0 Oriente Médio 539 2,58 36.081.531 0,04 348 1,76 18.540.080 0,01 191 54,89 17.541.451 94,6 Aladi (excluído

  Mercosul) 3.311 15,84 334.353.260 0,35 2.774 14,01 202.543.374 0,04 537 19,36 131.809.886 65,1 Mercosul 3.793 18,15 360.633.549 0,37 3.128 15,80 222.495.852 0,06 665 21,26 138.137.697 62,1 África 788 3,77 85.882.820 0,09 591 2,99 59.890.785 0,01 197 33,33 25.992.035 43,4 União Européia 3.917 18,74 704.575.714 0,73 3.232 16,33 491.796.971 0,07 685 21,19 212.778.743 43,3 Estados Unidos 2.962 14,17 567.361.578 0,58 2.691 13,59 399.678.697 0,06 271 10,07 167.682.881 42,0 Ásia 1.518 7,26 279.596.438 0,29 1.304 6,59 214.215.991 0,03 214 16,41 65.380.447 30,5 MÉDIAS EMPRESAS África 910 4,35 342.682.970 0,36 718 3,63 165.955.549 0,23 192 26,74 176.727.421 106,5 Aladi (excluído Mercosul) 2.603 12,45 915.238.950 0,95 2.581 13,04 629.425.865 0,86 22 0,85 285.813.085 45,4 Mercosul 2.683 12,84 970.736.028 1,01 2.656 13,42 680.645.060 0,93 27 1,02 290.090.968 42,6 Ásia 1.188 5,68 938.170.850 0,97 1.156 5,84 673.952.967 0,92 32 2,77 264.217.883 39,2 Oriente Médio 623 2,98 147.376.655 0,15 491 2,48 111.731.224 0,15 132 26,88 35.645.431 31,9 Estados Unidos 2.061 9,86 1.962.098.098 2,03 2.145 10,84 1.555.526.179 2,13 -84 -3,92 406.571.919 26,1 União Européia 2.378 11,38 1.987.744.066 2,06 2.363 11,94 1.577.015.315 2,16 15 0,63 410.728.751 26,0 Europa Oriental 193 0,92 78.888.716 0,08 148 0,75 72.996.454 0,10 45 30,41 5.892.262 8,1

GRANDES EMPRESAS

  Mercosul 2.401 11,49 7.568.460.640 7,84 2.389 12,07 4.754.879.137 6,51 12 0,50 2.813.581.503 59,2 Aladi (excluído Mercosul) 2.381 11,39 9.531.573.270 9,88 2.373 11,99 6.414.317.211 8,78 8 0,34 3.117.256.059 48,6 África 1.422 6,80 3.813.100.059 3,95 1.284 6,49 2.633.587.286 3,60 138 10,75 1.179.512.773 44,8 Oriente Médio 1.047 5,01 3.502.947.506 3,63 901 4,55 2.674.415.166 3,66 146 16,20 828.532.340 31,0 União Européia 2.432 11,64 21.423.188.439 22,21 2.375 12,00 16.368.742.375 22,40 57 2,40 5.054.446.064 30,9 Europa Oriental 542 2,59 2.398.738.304 2,49 460 2,32 1.950.226.362 2,67 82 17,83 448.511.942 23,0 Ásia 1.739 8,32 13.198.504.436 13,68 1.616 8,16 10.735.762.236 14,69 123 7,61 2.462.742.200 22,9 Estados Unidos 2.088 9,99 17.801.786.240 18,45 2.119 10,70 14.937.036.383 20,44 -31 -1,46 2.864.749.857 19,2

  

Tabela 13: Principais Blocos de Destino das Exportações Brasileiras por Porte de Empresa

Participação por Valor em 2003 e 2004 e Variações 2004/2003 Fonte: MDIC/SECEX (2005)

  Aladi,excluído Mercosul (+65,1%). Convém destacar, também, a África com um crescimento de 43,4%.

  Estados África Unidos Mercosul 3,6% 23,9% 15,2% Aladi (exclusive Mercosul) 14,1% Oriente Médio União 1,5% Europa Européia Ásia Oriental 29,6% 11,8% 0,4%

Gráfico 11: Principais Blocos de Destino das Micro e Pequenas Empresas em 2004 Participação %

Fonte: MDIC/SECEX(2005)

  Considerando a Tabela 13 e o Gráfico 12, é demonstrado que as médias empresas tiveram como principais mercados a União Européia (27,1%) e Estados Unidos (26,7%). Para as demais regiões, observou-se uma distribuição semelhante às micro e pequenas.

  Em relação a 2003, as exportações cresceram para todos esses blocos, com um destaque de crescimento relativo de 106,5% para a África, e também a ampliação das exportações para o Mercosul (+42,6%).

  Estados África Unidos 4,7%

Mercosul 26,7%

13,2%

  Aladi (exclusive Mercosul) 12,5% Na análise da Tabela 13 e do Gráfico 13, é constatado, que nas grandes empresas, quem deteve a liderança, em 2004, foi a União Européia, respondendo por 27% do total exportado por essas empresas e os Estados Unidos (22,5%).

  Numa comparação relativa ao ano de 2003, as exportações, em 2004, cresceram para todos esses blocos, sobressaindo o Mercosul (+59,2%), Aladi, exclusive Mercosul (+48,6%). E com um destaque para a África com um crescimento de 44,8%.

  Estados África Unidos Mercosul 4,8% 22,5% 9,6% Aladi (exclusive Mercosul) 12,0% Oriente Médio 4,4% União Européia Ásia Europa 27,0% 16,7% Oriental 3,0% Gráfico 13: Principais Blocos de Destino das Grandes Empresas em 2004 Participação % Fonte: MDIC/SECEX(2005)

  Conforme observado na Tabela 14, o Estado de Santa Catarina, no aspecto de destinos das exportações, tem comportamento semelhante às exportações brasileiras.

  Ordem Descrição 2004 (Jan/Dez) 2003 (Jan/Dez) Var% US$ F.O.B Part% US$ F.O.B. Part% 04/03

  

26 EMIRADOS ARABES UNIDOS................................ 32.265.625 0,66 25.465.551 0,69 26,70

  

20 PARAGUAI ................................................................ 59.253.232 1,22 38.265.679 1,04 54,85

  

21 CHINA................................................................................................ 56.214.578 1,16 40.318.562 1,09 39,43

  

22 VENEZUELA................................................................ 51.506.852 1,06 20.911.562 0,57 146,31

  

23 URUGUAI ................................................................ 48.917.623 1,01 33.918.004 0,92 44,22

  

24 PORTO RICO ................................................................ 36.213.778 0,75 30.396.215 0,82 19,14

  

25 AUSTRALIA ................................................................ 35.533.492 0,73 21.413.503 0,58 65,94

  

27 IRLANDA ................................................................ 28.926.670 0,60 20.977.010 0,57 37,90

  

18 UCRANIA................................................................ 60.801.822 1,25 10.422.094 0,28 483,39

  

28 PORTUGAL ................................................................ 28.315.220 0,58 17.305.537 0,47 63,62

  

29 BOLIVIA ................................................................................................ 26.806.446 0,55 16.626.852 0,45 61,22

  

30 COLOMBIA ................................................................ 26.662.161 0,55 13.375.776 0,36 99,33

  

31 DEMAIS PAÍSES ................................................................ 498.839.277 10,28 510.287.323 13,81 -2,24

PRINCIPAIS BLOCOS ECONÔMICOS

  

01 ESTADOS UNIDOS (INCLUSIVE PORTO RICO)................................ 1.341.204.447 27,63 1.046.573.627 28,32 28,15

  

02 UNIAO EUROPEIA EU ................................................................ 1.264.337.408 26,05 991.275.784 26,82 27,55

  

19 BELGICA ................................................................ 60.706.714 1,25 47.239.807 1,28 28,51

  

17 HONG KONG................................................................ 65.144.111 1,34 66.194.643 1,79 -1,59

  TOTAL DA ÁREA 4.853.506.430 100,00 3.695.786.428 100,00 31,33 TOTAL DOS PRINCIPAIS PAÍSES DE DESTINO 4.354.667.153 89,72 3.185.499.105 86,19 36,70

  

07 PAISES BAIXOS (HOLANDA) ................................ 197.770.654 4,07 181.284.320 4,91 9,09

  

01 ESTADOS UNIDOS ................................................................ 1.304.990.669 26,89 1.016.177.412 27,50 28,42

  

02 RUSSIA................................................................................................ 282.315.268 5,82 158.657.002 4,29 77,94

  

03 ARGENTINA ................................................................ 256.601.328 5,29 185.171.471 5,01 38,57

  

04 ALEMANHA ................................................................ 249.991.699 5,15 217.603.462 5,89 14,88

  

05 JAPAO ................................................................................................ 238.402.726 4,91 144.010.904 3,90 65,54

  

06 REINO UNIDO ................................................................ 201.744.112 4,16 151.815.910 4,11 32,89

  

08 FRANCA ................................................................................................ 159.070.955 3,28 123.380.069 3,34 28,93

  

16 CINGAPURA................................................................ 67.522.531 1,39 46.829.830 1,27 44,19

  

09 ITALIA................................................................................................ 144.679.775 2,98 101.131.156 2,74 43,06

  

10 MEXICO................................................................................................ 126.562.944 2,61 95.424.456 2,58 32,63

  

11 CHILE ................................................................................................ 122.592.188 2,53 88.825.835 2,40 38,01

  

12 AFRICA DO SUL................................................................ 122.413.075 2,52 60.785.493 1,64 101,39

  

13 ESPANHA................................................................ 111.894.064 2,31 77.357.092 2,09 44,65

  

14 ARABIA SAUDITA ................................................................ 77.931.990 1,61 76.492.169 2,07 1,88

  

15 CANADA ................................................................................................ 72.914.851 1,50 57.721.729 1,56 26,32

  

03 ASIA (EXCLUSIVE ORIENTE MEDIO) ................................ 493.967.665 10,18 372.492.269 10,08 32,61

  A Tabela 14 e o Gráfico 14 indicam que os mercados de destino das exportações catarinenses que se destacam na participação da totalidade das exportações são os Estados Unidos (27,63%) e na seqüência a União Européia (26,05%).

  Relativo ao crescimento comparando o ano de 2003 com 2004,é observado que o maior crescimento foi para a Europa Oriental (+86,83%), depois a Aladi, excluído o Mercosul, com um crescimento de 44,55%, o Mercosul (+41,74%), Ásia (+32,61%), Estados Unidos (+28,15%) e a União Européia (+27,5%).

  É importante destacar o crescimento das exportações para a Rússia, atingindo o patamar de 77,92%, e constituindo no segundo país mais comprador de Santa Catarina, sendo apenas ultrapassado pelos Estados Unidos. Também ressalta-se a alavancagem das exportações, de 2004 para 2005, para a África do Sul (+101,39%) e Ucrânia (+483,39%). Observa-se, então, mercados não tradicionais, fazendo parte da pauta de exportação do estado. Pode-se, vislumbrar, assim observado, novos mercados, novos horizontes, novas possibilidades, que não apenas os países tradicionais.

  Estados Demais Blocos Unidos 12,7% (inclusive Mercosul Porto Rico) 7,5% 27,6% Europa Oriental 7,8% Aladi (exclusive Mercosul) 8,2% União Ásia (exclusive Européia - UE Oriente Médio) 26,1% 10,2%

Gráfico 14: Principais Mercados de Destino das Exportações Catarinenses Participação % em 2004

Fonte: MDIC/SECEX (2005)

  Comparando a participação dos mercados de destino das exportações Brasileiras e ficou a Aladi, excluído o Mercosul, com 44,55% no aumento de exportações em 2004 relativo a 2003, para Santa Catarina e 48,8% para o Brasil.

  Em relação ao mercado de destino das exportações em Santa Catarina, quando estratificado em micro e pequena, média e grande, é avaliada de forma específica a participação de cada categoria com o mercado de destino em nível de participação deste mercado de destino em percentual e quanto ao crescimento deste mercado por porte de empresa. O resultado é semelhante à análise realizada para o Brasil.(MDIC/SECEX, 2005).

2.4 A Organização e a Cultura Organizacional

  A organização é uma entidade que possibilita aos integrantes de um grupo ou equipe trabalharem juntos, com mais eficácia do que poderiam fazer sozinhos, a fim de alcançar objetivos. Na concepção de Passos e Nogami (2002, p. 138):

  A empresa é a unidade básica de produção em um sistema econômico. Ela contrata recursos produtivos, transforma-os em bens e serviços e os coloca a disposição dos consumidores, no caso dos bens finais, ou a disposição de

outras empresas, no caso dos bens intermediários.

  O aprendizado e o crescimento organizacionais, conforme Francischini e Souza (2002) derivam três fontes principais: pessoas, sistemas e procedimentos organizacionais. Estas fontes são usadas para cobrir as lacunas que surgem entre os objetivos financeiros, os do cliente e os dos processos internos, e, portanto, são fundamentais para o alcance do desempenho inovador proposto.

  O perfil da organização, segundo a Fundação para o Prêmio Nacional de Qualidade (2005, p. 53) pode ser entendido como

  Nesta perspectiva, as diretrizes organizacionais, segundo a Fundação para o Prêmio Nacional de Qualidade (2005, p. 51) é o conjunto de orientações que a organização deve seguir, como, por exemplo, missão, visão, políticas e códigos de conduta.

  A organização não é um fim em si mesma, é um processo que acontece como uma forma de planejamento. Os conceitos básicos na atividade de organizar são analisar, identificar e definir o trabalho a ser feito para a consecução dos objetivos da empresa. É necessário desenvolver uma unidade de propósito, uma divisão do trabalho e um quadro de pessoal e estrutura organizacional.

  Em suas abordagens, Morgan (1999) mostra que é possível pensar nas organizações como se fossem organismos vivos, colocando-se as relações entre moléculas, células, organismos complexos, espécies e ecologia em paralelo com as relações que ocorrem entre indivíduos, grupos, organizações, populações de organizações e sua ecologia social. Assim, como na natureza, em que o ambiente de um organismo é composto de outros organismos, os ambientes organizacionais são, de forma ampla, compostos de outras organizações. Como os seres vivos, as empresas precisam evoluir e sobreviver. Nesta linha de pensamento, destaca-se a idéia de conciliar as necessidades individuais dos empregados e as necessidades organizacionais, para que os indivíduos sintam-se motivados para contribuir de maneira rica e diversificada nas atividades da organização. Esta visão, enfatiza que existem diferentes tipos de empresas e mostra a importância de que sejam administradas as necessidades organizacionais e as relações com o ambiente de trabalho, que deve garantir formas para que os empregados sejam recursos valiosos e desenvolvam seu potencial. Assim, a empresa terá melhores condições de ir ao encontro dos desafios e oportunidades colocados pelo ambiente. As organizações, também são tratadas pelo autor como culturas, isto é, como lugares onde residem idéias, valores, normas, rituais e crenças que sustentam estas organizações, como realidades socialmente construídas. As reputações que elas constroem, em relação à qualidade, confiabilidade, valor e serviço são muito importantes para o seu desenvolvimento. Por exemplo, as empresas japonesas são administradas a partir de princípios que as interesses divergentes, deve-se buscar meios para permitir aos indivíduos reconciliarem as suas diferenças por meio da negociação. Nos conflitos ou jogos de poder e nas intrigas inter- pessoais que provocam desvios no fluxo das atividades pessoais, nas relações entre especialistas, a política está presente. O grande desafio é buscar saídas democráticas para as divergências e as colisões de interesses.

  Existem fatores que influenciam as mudanças organizacionais, como o ambiente, a gestão, o processo e tecnologia, conforme descrito a seguir.

  2.4.1 Ambiente As organizações existem em um determinado mercado e, a forma como interagem, de acordo com Machado Filho e Zylbersztajn (2004, p. 242) são influenciadas pelo ambiente institucional. Mudanças nesse ambiente podem levar a mudanças na forma de conduta das organizações e ao surgimento de outras.

  O atual cenário de negócios impõe novo panorama para as organizações. Mudanças contínuas no ambiente competitivo fazem com que as organizações se preocupem com o lançamento de novos produtos, melhoria e diminuição de tempo de processos, redução do ciclo de vida dos produtos, novos mercados, novos concorrentes, mudanças culturais, novas formas de comunicação, dentre outras.

  Neste contexto, as empresas que realmente almejam serem competitivas, segundo Marques (1999, p. 22), devem estar atentas às condições expressas no Quadro 2, a seguir:

  1ª Não adianta produzir mais e melhores produtos se estes não são aqueles que as comunidades realmente almejam; 2ª Somente ganha espaço no mercado globalizado quem consegue fascinar o consumidor; 3ª Bens e serviços devem ser medidos pelos valores que representam e não pelos custos de produção; 4ª A integração com as comunidades internas e externas às organizações deixou de ser mais uma alternativa para se tornar uma necessidade de sobrevivência; 5ª O ser humano não mais pode ser considerado apenas como mão-de-obra ou consumidor, ele precisa ser encarado como um cidadão completo; 6ª Prioridade para os programas de educação e treinamento, pois em última instância, o domínio do conhecimento é que cria e desenvolve a produtividade.

  Quadro 2: Condições da Competitividade Fonte: Marques (1999, p. 22)

  Este quadro aborda questões que estão em evidência no cenário econômico atual, tais como a importância de que os produtos satisfaçam as necessidades da clientela. Para tanto, periodicamente eles precisam passar por um processo de inovação que, por sua vez, requer o trabalho de pessoas capacitadas, que dominem determinados conhecimentos.

  A abertura de mercados foi um fator decisivo para o aumento da competitividade internacional. Diante dessas circunstâncias, no caso do Brasil, segundo Costa e Arruda (1999, p. 15) o propósito é pensar estrategicamente o país. O fim é subsidiar ações concretas de médio e longo prazos, governamentais e empresariais que sustentem o aumento da competitividade nacional, consoante com o aumento do bem-estar social.

  É preciso considerar que, de tempos em tempos, como analisa Porter (1996) surgem novos setores em crescimento, novas tecnologias, novos fatores gerenciais. Tudo leva a crer que a otimização dos processos que leva à qualidade total é um dos segredos da competição, mas o teste final se dá sob a forma pela qual essas práticas afetam a rivalidade no setor, a posição de custo relativo da empresa ou sua capacidade de se diferenciar e cobrar bons preços

  2.4.2 Gestão O termo gestão, de acordo com Perez Júnior (1997, p. 11) deriva do latim gestione e significa gerir, gerência, administração. Administrar é planejar, organizar, dirigir e controlar recursos, visando atingir determinado objetivo.

  Nesta perspectiva, gerir significa fazer as coisas acontecerem e conduzir a organização para seus objetivos. As práticas de gestão, de acordo com a Fundação para o Prêmio Nacional de Qualidade (2005, p. 54) são as atividades executadas regularmente com a finalidade de gerir uma organização, de acordo com os padrões de trabalho. São também chamadas processos de gestão, métodos ou metodologias de gestão.

  O modelo de gestão busca identificar os conceitos relativos aos procedimentos de gestão de uma entidade. Conforme Catelli (1999), gestão é um processo que visa a tomada de decisões para a operacionalização de um negócio. O processo de gestão compreende o planejamento, execução e controle.

  O uso do conceito modelo de gestão, implica, segundo Fischer (2001) o reconhecimento de três aspectos fundamentais. O primeiro deles é de que a organização não pode criar unilateralmente uma única função ou sistema para orientar o comportamento humano no trabalho. Contudo, ela pode propor um modelo (conjunto de princípios, políticas, processos e procedimentos) que compreenda as expectativas sobre como o comportamento poderá ocorrer. Outra questão é que esse comportamento não pode ser gerado e sim estimulado e o terceiro ponto fundamental é que os colaboradores (pessoas capazes de produzir tais atitudes e comportamentos) devem ser valorizados como pessoas e não como recursos.

  A mundialização da economia tem imposto às empresas, a necessidade de elaboração de estratégias produtivas e financeiras que assegurem sua capacidade de competir frente às novas tecnologias e reorganização dos padrões de gestão e produção.

  No novo ambiente, faz-se cada vez mais necessária, de acordo com Allen (1995, p. 71):

  uma melhor avaliação do desempenho operacional de uma empresa necessita de um diversificado conjunto de indicadores que sejam capazes de refletir os vários aspectos do desempenho, tais como custo, dimensões, flexibilidade, tempo e inovação, denominados por dimensões competitivas, sendo que cada uma delas pode ser medida por vários indicadores operacionais.

  2.4.3 Processo Na definição da Fundação Prêmio Nacional da Qualidade (2005, p. 62),

  Processo é o conjunto de recursos e atividades inter-relacionados que transformam insumos (entradas) em produtos (saídas). Essa transformação deve agregar valor na percepção dos clientes do processo e exige certo conjunto de recursos.Estes podem incluir pessoal, finanças, instalações, equipamentos, métodos e técnicas, numa seqüência de etapas ou ações sistemáticas. O processo poderá exigir a documentação da seqüência de etapas por meio de especificações, procedimentos e instruções de trabalho, bem como a definição adequada das etapas de medição e controle.

  O desenvolvimento de processos faz parte das estratégias internas da empresa, sendo por meio destas ações que a empresa pode aperfeiçoar a qualidade dos seus produtos. Dentre os pontos fortes e fracos da concorrência, Porter (1996, p. 76) cita:

  a reputação dos produtos, do ponto de vista do consumidor, em cada segmento de mercado; amplitude e profundidade da linha de produtos; capacidade própria de pesquisa e desenvolvimento (pesquisa de produto, pesquisa de processo, pesquisa básica, desenvolvimento, imitação, etc); capacidade do pessoal de P&D em termos de criatividade, simplicidade, qualidade, confiabilidade.

  2) A substituição de um modelo por outro que cumpra a mesma finalidade básica, muitas vezes acrescida de outras complementares; 3) Introdução de novos produtos integrados verticalmente com os existentes, ou seja, fabricados a partir de um processo produtivo comum ou afim; 4) Introdução de novos produtos que exigem novas tecnologias para a empresa.

  Para que um processo tenha êxito, é necessário que o produto desenvolvido ou a nova forma de desenvolver um produto apresente alguns critérios básicos, dentre os quais pode-se citar, segundo Lovelock (1999, p. 131): confiabilidade: baixa probabilidade de mau funcionamento ou falha; durabilidade: quanto tempo o produto continua a ser útil; [...] qualidade percebida: imagem e reputação do produto e da empresa responsável por ele.

  É preciso considerar ainda que as organizações competem com indústrias que desenvolvem processos a fim de lançar no mercado produtos substitutos. Segundo Porter (1996, p. 39) os substitutos reduzem os retornos potenciais de uma indústria, colocando um teto nos preços que as empresas podem fixar com lucro. Quanto mais atrativa a alternativa de preço-desempenho oferecida pelos produtos substitutos, mais firme será a pressão sobre os lucros da indústria.

  Os produtos substitutos normalmente são identificados por pesquisas que localizam produtos capazes de desempenhar funções semelhantes aos da indústria. Todas essas questões precisam ser previstas pela empresa, sendo fundamental o planejamento de ações periodicamente avaliadas pela equipe que participa do desenvolvimento de processos. As estratégias adotadas pela empresa terão maiores condições de serem eficientes se forem acompanhadas pela preocupação em rever os rumos tomados em caso de necessidade.

  As vantagens competitivas, segundo Coutinho e Ferraz (1995, p. 18) usualmente requerem tempo para serem alcançadas. Essa característica é particularmente aplicável às vantagens associadas à inovação e, portanto, a análise da competitividade deve levar em conta a cumulatividade das vantagens competitivas adquiridas pelas empresas. os substitutos estão obtendo vantagem e, deste modo, irá favorecer direções para a ação de estratégia.

  Como resultados, pode-se obter, conforme Barbieri e Alves (2001, p. 09) lucratividade, crescimento, diversificação e outros objetivos empresariais. As dificuldades no processo de desenvolvimento de produtos aumentam ainda mais quando não há integração entre os setores da empresa. Lovelock (1995, p. 166) afirma que a maioria dos problemas é interidivisional: uma divisão cria um certo produto e passa-o adiante, para a divisão seguinte, cujos problemas freqüentemente se relacionam diretamente com aquilo que aconteceu anteriormente.

  O tempo também é um fator que interfere na implementação de novos processos. Há muitos casos, de acordo com Lovelock (1999, p. 141) em que

  demora muito tempo para implementar-se mudanças com novos processos e ainda mais tempo para tais mudanças terem um impacto mensurável na qualidade e mais tempo ainda até que essas mudanças na qualidade do produto sejam percebidas pelos clientes e comecem a influir na escolha da marca.

  2.4.4 Tecnologia As discussões sobre competitividade levam a outra questão, também bastante enfatizada, que é a qualidade dos produtos e serviços, que por sua vez, está intimamente relacionada com a utilização das novas tecnologias.

  A tecnologia, no entendimento de Barbieri e Alves (2001, p. 08) é o conjunto de conhecimentos necessários para se conceber, produzir e distribuir bens e serviços de forma competitiva.

  É por isso que o desenvolvimento tecnológico, como enfatizam Coutinho e Ferraz (1995, p. 25) deve se constituir num dos pilares centrais de qualquer modelo nacional de competitividade.

  A evolução tecnológica moderna impõe o uso mais efetivo do saber em todos os níveis da empresa. Educação, conhecimento e habilidade em manter o fluxo adequado de informações tornam-se os fatores primordiais no progresso empresarial. A organização hoje é mais complexa, facilmente fragmentável, e depende da comunicação intensiva para sua integração.

  No caso do brasileiro, por exemplo, como argumentam Costa e Arruda (1999, p. 10) a capacidade do Brasil de competir em uma economia cada vez mais globalizada depende da incorporação de inovações tecnológicas na produção e na prestação de serviços em cuja base está a pesquisa e o desenvolvimento.

  Com as inovações tecnológicas, o conhecimento aplicado na concepção, produção e distribuição de bens e serviços vêm adquirindo uma nova dinâmica. Conforme Barbieri e Alves (2001, p. 08) isso ocorre por meio da introdução de novos produtos, processos e serviços no mercado e inovação tecnológica é aquela na qual a introdução desses produtos, processos e serviços baseia-se em novas tecnologias.

2.5 Produtividade e Competitividade

  A literatura apresenta dois grupos de indicadores de produtividade mencionados por Villela e Silva (1994): os indicadores de produtividade parciais dos fatores (PPF), que consideram apenas um fator de produção; e os indicadores de produtividade total dos fatores (PTF), que envolvem, na análise, vários fatores de produção. Os indicadores de PPF são mais fáceis de serem calculados do que os de PTF. Dentre os mais utilizados do grupo dos

  Corrêa e Caon (2002) analisam o conceito de produtividade como sendo a relação entre o valor da produção resultante e o custo dos insumos utilizados em determinado processo. Para o autor, a medição da produtividade deve ser realizada segundo a adoção de alguns princípios básicos. O primeiro princípio sugere a medição do desempenho das atividades relevantes em termos de custos ou criticidade. O segundo princípio estabelece mensurações de ordem financeira e não financeira tais como, satisfação do cliente ou fornecedor e quantidade de horas trabalhadas. O terceiro e último princípio define que as mensurações devem ser coerentes com os objetivos da empresa e, portanto, com os critérios de avaliação do cliente.

  Ser competitivo é produzir com qualidade, atuar de forma ágil e eficiente no mercado. Sobre essa questão, Costa e Arruda (1999) esclarecem que a competitividade é decorrente da produtividade, que pode ser caracterizada como a relação (em unidades físicas e monetárias) na unidade de tempo, entre a medida do produto adicionado e a soma das medidas dos gastos dos fatores de produção que o geraram. A maior produtividade, é um meio para a obtenção de maior competitividade. A diferença é que a produtividade pode ser medida internamente, enquanto a competitividade deverá ser medida a partir de parâmetros externos.

  O aumento da produtividade, segundo Campos (1999, p. 5), somente é possível por meio de:

  Aporte de capital: Retorno baixo, inseguro e instável; Pode ser feito em um curto espaço de tempo, se tem-se dinheiro compra- se o que quiser, na hora que desejar;

Depende apenas da disponibilidade financeira Aporte de conhecimento Alto retorno sobre o investimento; Deve ser constante, considerando toda a vida do empregado;

Deve haver voluntariedade no aprendizado; Criar condições para retenção de talentos; É realizado em um grande espaço de tempo, pois o ser humano é limitado na sua velocidadde de aprendizado;

Resultado lento e gradual, porém definitivo. recaindo sobre o consumidor, ou seja, as técnicas adotadas a fim de aperfeiçoar o rendimento do trabalho industrial (foco principal nos últimos 50 anos), representam apenas um dos passos para se atingir a produtividade. Produtividade industrial deve focalizar a eficácia da relação entrada-saída ao longo do escopo integral da organização da empresa .

  Destaca-se, desta forma, a importância da produtividade para que as empresas alcancem a competitividade, uma vez que sem eficiência do processo produtivo, a tendência é de que a empresa não obtenha êxito no mercado.

2.6 Inovação

  2.6.1 Conceituação e a Importância da Inovação Os processos de inovação ao longo da história da humanidade sempre requereram a inteligência humana para transformação de um conhecimento prévio sobre materiais ou outros aspectos da natureza, objetivando a satisfação de determinadas necessidades do homem.

  Tofler (1980), em sua trilogia das ondas, que revolucionaram a civilização, reconhece três grandes momentos na trajetória do homem sobre a Terra. O primeiro, foi quando descobriu que podia adquirir alimento não somente por meio da caça incerta e perigosa ou da extração de alguns vegetais, mas também por meio de plantação, que lhe fornecia vegetais completos, podendo ser preparados novos alimentos. O segundo momento demorou em torno de quarenta séculos para efetivar-se. A Revolução Industrial chegava e introduzia um novo sistema de produção, com a introdução de máquinas em substituição ao trabalho artesanal. O terceiro momento levou apenas cem anos para surgir, tendo como marco fundamental a invenção do transistor, que revolucionou todo o mundo da eletrônica e da informática, bem

  Em sua teoria do Desenvolvimento Econômico, Schumpeter (apud Fiates, 1997, p.27) afirma que,

  num modelo de economia estacionário, onde todas as atividades se apresentam de maneira idêntica, repetindo-se continuamente, a figura do empresário inovador torna-se fundamental para o desenvolvimento da economia. Ele é o agente econômico que, por meio das mais eficientes combinações traz novos produtos para o mercado, quer pela aplicação prática de alguma invenção, quer por uma aplicação tecnológica, e os consumidores deverão ser educados para desejar novos produtos. Contudo, a figura do empresário, isoladamente, não é suficiente para criar todas as condições de desenvolvimento econômico. É preciso também que haja um crédito, baixa taxa de juros e capital abundante. Sob essas condições, a produção poderá aumentar no futuro ao mesmo nível que aumentou no passado, e todos os sonhos dos reformadores sociais serão realizados.

  Complementando , Castells (1999, p. 55), posiciona que a inovação tecnológica não é um processo isolado,

  Ela reflete um determinado estágio de conhecimento; um ambiente institucional e industrial específico; uma certa disponibilidade de talentos para definir um problema técnico e resolvê-lo; uma mentalidade econômica para dar a essa aplicação uma boa relação custo/benefício; e uma rede de fabricantes e usuários capazes de comunicar suas experiências de modo cumulativo e aprender usando e fazendo. As elites aprendem fazendo e com isso modificam as aplicações da tecnologia, enquanto a maior parte das pessoas aprende usando e, assim, permanecem dentro dos limites do pacote da tecnologia.

  Convém, ressaltar, conforme Kruglianskas (1996), que há uma distinção entre o conceito de invenção e inovação, já que muitas vezes são erroneamente confundidos como sinônimos. Invenção está associada à livre geração de idéias, ao conhecimento, podendo transformar-se num produto e/ou serviço ou não. A inovação está relacionada à capacidade de gerar produtos e/ou serviços a partir do conhecimento, seja ele científico ou empírico. Sendo assim, a invenção é considerada como uma idéia, limitando-se apenas ao campo do conhecimento, já a inovação caracteriza-se pela utilização desse conhecimento na prática.

  Essa inovação pode apresentar conotações diversificadas. Ela não se restringe ao lançamento de produtos, pois também abrange o aperfeiçoamento de produtos ou mesmo a identificação de novas funções para produtos já existentes.

  Como bem demonstram Quandt (1998) e Cassiolato e Lastres (1998), os investimentos em P&D e capacitação técnica para estimular a inovação e a difusão de tecnologias, além de inovações organizacionais e institucionais, podem conduzir a economia para um crescimento contínuo. Assim, cabe aos países criaram ambiente institucional capaz de propiciar a capacitação técnica, a inovação, a difusão e a incorporação de novas tecnologias. Para a formação deste ambiente, o arranjo institucional deverá favorecer: o relacionamento, ou melhor, a interdependência entre pesquisa básica e pesquisa aplicada, entre os pesquisadores e empresários; a inovação, a difusão e a incorporação das novas tecnologias dentro e fora dos limites regionais; e a crescente qualificação da mão-de-obra. Os arranjos que contemplam estes elementos são denominados de Sistemas Nacionais de Inovação (SNI).

  A importância do SNI é foco de grandes discussões fora e dentro da academia, pois se questiona a sua real contribuição ao crescimento em face de globalização, quer dizer, em face da existência de um Sistema Global de Inovação (SGI). O chamado SGI é um arranjo institucional mundial que visa acelerar e difundir a inovação tecnológica.

  O SGI é amplamente defendido pelos países desenvolvidos (centrais) por temerem uma legislação protecionista nos países periféricos e para ratificar, assim, sua supremacia e posição hegemônica. Porém, o SGI é incipiente, posto que quando se analisam as evidências empíricas percebe-se que a maior parte das inovações ocorridas no mundo acontece no âmbito nacional, ou seja, são desencadeadas pelo SNI de cada país.

  Conforme Cassiolato e Lastres (1998), observando alguns países desenvolvidos como os Estados Unidos da América e Japão, por exemplo, nota-se que, respectivamente, apenas 3,1% e 1,3% das inovações se deram em SGI, o restante (96,9% e 98,7%, respectivamente) ocorreu em seus SNIs. Na Europa, a situação é semelhante, pois na maioria dos países a inovação é concentrada em SNIs e o pouco das inovações internacionais ocorre técnica e a existência de trabalhadores qualificados e profissionais de alto nível técnico. As diferenças em configurações institucionais em diferentes locais, suas capacitações, vínculos e interações com o sistema produtivo traduzem-se em diferenças na capacidade de inovar e promover a difusão de tecnologia.

  2.6.2 Classificação das Inovações Higgins (1995), sugere a seguinte classificação para a inovação:

  Inovação do produto: resulta em novos produtos ou serviços ou em melhorias de produtos ou serviços existentes. A inovação em nível de produto pode ser assim subdividida: o o Kaizen, ou melhoria contínua; o Leaping, ou produção de novos produtos a partir de produtos velhos; e

  Big Bang, ou produção de um novo produto que corta, de forma radical, com o passado Inovação de processo: resulta em processos melhorados dentro da organização. Está centrada na melhoria da eficiência e da eficácia do processo produtivo; Inovação de marketing: resulta numa melhoria significativa em alguns dos elementos do marketing mix : produto, preço, promoção, distribuição e mercado. Pode basear-se na diferenciação (produto, promoção, distribuição e mercado) ou nos custos (preço); Inovação de gestão/organização: resulta em melhorias significativas na gestão da organização. É fundamental para as empresas que quiserem acompanhar os desafios estratégicos. Baseia-se em alguns campos de ação como: o o Planejamento: alianças estratégicas, técnicas de previsão; o Organização: reengenharia, redes de empresas;

  Liderança: empowerment, management by walking around; Sintéticas São aquelas que resultam em produtos e processos expressivamente novos, provenientes de uma combinação criativa dos conhecimentos existentes, da capacidade de produção, dos processos existentes e das estratégias de marketing; Descontínua São aquelas consideradas radicais. Acrescenta-se aqui o pensamento de Freeman (1990), que considera que esse tipo de inovação de produto resulta no lançamento de produtos e processos totalmente novos, exercendo um forte impacto em nível de mercado. De acordo com os autores acima, esse tipo de inovação representa um grande risco e incerteza, já que implica numa alteração total em termos de qualificação, processos e sistemas. Nadler e Tushman (1997) destacam a Inovação tecnológica de processo, que é a adoção de métodos de produção tecnologicamente novos ou significativamente aperfeiçoados, incluindo métodos de distribuição (logística), que podem compreender mudanças de um equipamento ou na organização da produção ou ainda uma combinação de ambos e podem ser derivados do uso de conhecimento novo. Esses métodos podem ser introduzidos com o propósito de produzir ou distribuir produtos tecnologicamente novos ou aperfeiçoados, que não possam ser produzidos ou distribuídos pela utilização de métodos convencionais, ou ainda podem ser introduzidos para aumentar a eficiência da produção ou distribuição dos produtos existentes.

  A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico -OECD, por meio do Manual de Oslo (2004), recomenda a seguinte conceituação das inovações: inovações tecnológicas e inovações não tecnológicas.

  As inovações tecnológicas, ou Inovação Tecnológica de Produtos e Processos (TPP), compreendem as implantações de produtos e processos tecnologicamente novos e substanciais melhorias tecnológicas em produtos e processos. Uma inovação TPP é considerada implantada se tiver sido introduzida no mercado (inovação de produto) ou usada no processo de produção (inovação de processo). Ela envolve uma série de atividades científicas, tecnológicas, organizacionais, financeiras e comerciais. Uma empresa inovadora em TPP é

  As inovações TPP podem ser discriminadas entre produtos e processos, e por grau de novidade da mudança introduzida em cada caso. A Inovação Tecnológica de Produto pode assumir duas formas abrangentes: produtos tecnologicamente novos e produtos tecnologicamente aprimorados.

  Um Produto Tecnologicamente Novo é um produto cujas características tecnológicas ou usos pretendidos diferem daqueles dos produtos produzidos anteriormente. Tais inovações podem envolver tecnologias radicalmente novas, podem basear-se na combinação de tecnologias existentes em novos usos, ou podem ser derivadas do uso de novo conhecimento. Um Produto Tecnologicamente Aprimorado é um produto existente cujo desempenho tenha sido significativamente aprimorado ou elevado. Um produto simples pode ser aprimorado (em termos de melhor desempenho ou menor custo) por meio de componentes ou materiais de desempenho melhor, ou um produto complexo que consista em vários subsistemas técnicos integrados pode ser . aprimorado por meio de modificações parciais em um dos subsistemas

  A Inovação de Processo Tecnológico é a adoção de métodos de produção novos ou significativamente melhorados, incluindo métodos de entrega dos produtos, que podem envolver mudanças no equipamento ou na organização da produção, ou ainda uma combinação dessas mudanças, e podem derivar do uso de novo conhecimento. Os métodos podem ter por objetivo produzir ou entregar produtos tecnologicamente novos ou aprimorados, que não possam ser produzidos ou entregues com os métodos convencionais de produção, ou pretender aumentar a produção ou eficiência na entrega de produtos existentes.

  A inovação não tecnológica cobre todas as atividades de inovação que são excluídas da inovação tecnológica. Isto significa que inclui todas as atividades de inovação das empresas que não estejam relacionadas com a introdução de um bem ou serviço tecnologicamente novo ou substancialmente modificado, ou ao uso de um processo tecnologicamente novo ou substancialmente alterado.

  Cabe aqui mencionar a Pesquisa Industrial de Inovação Tecnológica (PINTEC), realizada pelo IBGE com o apoio da Financiadora de Estudos e Projetos FINEP e do Ministério da Ciência e Tecnologia MCT, que traz a seguinte justificativa:

  Com vistas a atender à crescente e diversificada demanda por informações econômicas, o IBGE vem promovendo extenso programa de modernização de suas pesquisas de indústria, comércio e serviços. Na área da indústria, e contando com o apoio da FINEP e do MCT, o programa consolida a implantação da Pesquisa Industrial de Inovação Tecnológica PINTEC. Tendo por objetivo a construção de indicadores nacionais e regionais das atividades de inovação tecnológica nas empresas industriais brasileiras, compatíveis com as recomendações internacionais em termos conceituais e metodológicos. (PINTEC, 2004, p. 21).

  A PINTEC segue a recomendação do Manual de Oslo para a classificação das inovações, que será utilizada como referência para este trabalho.

3 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

  A pesquisa é desencadeada a partir do surgimento de um problema que requer uma análise. Conforme Gil (2002, p. 17) pode-se definir pesquisa como o procedimento racional e sistemático que tem como objetivo proporcionar respostas aos problemas que são propostos . Evidencia-se, assim, a importância da utilização de métodos, técnicas e outros procedimentos científicos no decorrer deste processo.

  Um dos aspectos que caracteriza a pesquisa é a sua natureza que, nesta dissertação, é qualitativa. De acordo com Menezes e Silva (2003) este tipo de pesquisa considera que há uma relação dinâmica entre o mundo real e o sujeito, ou seja, um vínculo indissociável entre o mundo objetivo e a subjetividade, que nem sempre pode ser traduzida em números, havendo espaço para a interpretação dos fenômenos e a atribuição de significados.

  Na definição de Godoy (1995, p. 21) a pesquisa qualitativa ocupa um reconhecido lugar entre as várias possibilidades de se estudar os fenômenos que envolvem os seres humanos e suas intrincadas relações sociais . Ela pode ser caracterizada como tentativa de uma compreensão detalhada dos significados e características situacionais apresentadas pelos participantes.

  No que se refere aos fins a serem alcançados, esta pesquisa se classifica como exploratória e descritiva. Este tipo de investigação, conforme Vergara (2004), tem uma natureza de sondagem, sendo que as hipóteses normalmente surgem não no início mas no decorrer do trabalho. A pesquisa descritiva, diz respeito às características de determinada população ou de determinado fenômeno. Pode também estabelecer correlações entre variáveis e definir sua natureza, servindo de base para explicar os fenômenos que descreve.

  A pesquisa é também bibliográfica devido à consulta em materiais publicados sobre o

  1) Um estudo de caso é uma investigação empírica que investiga um fenômeno contemporâneo dentro do seu contexto da vida real, especialmente quando os limites entre o fenômeno e o contexto não estão claramente definidos. 2) A investigação do estudo de caso enfrenta uma situação tecnicamente única em que haverá muito mais variáveis de interesse do que pontos de dados, e, como resultado baseia-se em várias fontes de evidência e beneficia-se do desenvolvimento prévio de proposições teóricas para

conduzir a coleta e a análise de dados.

  O grande valor do estudo de caso ou de vários casos, segundo Triviños (1997, p. 111) é fornecer o conhecimento aprofundado de uma realidade delimitada que os resultados atingidos podem permitir e formular hipóteses para o encaminhamento de outras pesquisas.

  Os estudos de caso podem ser constituídos tanto de um único como de múltiplos casos, como ocorre nesta dissertação. Para Gil (2002, p. 139)

  A utilização de múltiplos casos é a situação mais freqüente nas pesquisas sociais e apresenta vantagens e desvantagens. De modo geral, considera-se que a utilização de múltiplos casos proporciona evidências inseridas em diferentes contextos, concorrendo para a elaboração de uma pesquisa de melhor qualidade. Por outro lado, uma pesquisa com múltiplos casos requer mais tempo para coleta e análise dos dados, pois será necessário reaplicar as mesmas questões em todos os casos.

  O instrumento utilizado para a coleta de dados foi um questionário (Anexo 1), aplicado às empresas com o propósito de verificar os 50 produtos adequados para a exportação, com análise de 100% do total desta amostragem.

  A coleta dos dados também compreendeu uma investigação minuciosa, por meio de reuniões pessoais com o empresário responsável de cada empresa, durante e após a validação do projeto (aprovação final pela empresa), para que fosse possível atribuir credibilidade às informações apresentadas.

  De acordo com Triviños (1997), a análise de dados é um processo que exige criatividade que demanda rigor intelectual, uma grande quantidade de dificuldades e um trabalho criterioso e muito cuidadoso, afinal as pessoas têm maneiras diferentes de

  A apresentação dos resultados foi desenvolvida a partir da sistematização, análise e interpretação das informações fornecidas pelas empresas participantes da pesquisa, tendo como referência os produtos exportados ou que apresentam potencial de exportação.

  Com base nas respostas da pesquisa sobre os impactos na exportação e na competitividade de MPMEs em função das inovações derivadas da implementação do PROGEX em SC (Anexo 1), chegou-se a valores tabulados por produto apresentados em forma de tabela.

  É importante ressaltar que para esta análise e interpretação dos dados, foram considerados números relativos ao período do início do projeto com cada produto nas respectivas empresas até outubro de 2005, com a finalização do levantamento dos dados para este trabalho junto às empresas, da forma mais consistente possível.

  A duração dos projetos corresponde a uma variação de 6 a 19 meses, com exceção para uma empresa de produtos eletromédicos de altíssima complexidade, que teve duração de 24 meses, sendo que o término dos projetos ocorreu de setembro de 2004 a maio de 2005, havendo o caso de um produto cujo término ocorreu em setembro de 2005.

  Durante os 2 anos referentes ao primeiro convênio com a FINEP/MCT, para atuar com o PROGEX, houve período considerável de nucleação, ou seja, contratação de profissionais, capacitação e treinamento, análise e prospecção de mercado. Isto significa a tendência de redução de lead time nos projetos com o aumento do conhecimento na área. Quadro 3: Procedimentos metodológicos utilizados na pesquisa Fonte: Própria

  O Quadro 3 descreve os procedimentos metodológicos adotados na pesquisa, que se caracterizou como qualitativa e teve caráter exploratório, com estudo de múltiplos casos. Apresenta ainda a amostra os instrumentos utilizados na coleta de dados, a entrevista estruturada e a pesquisa bibliográfica. Indica também que a análise e interpretação de dados deu-se de forma comparativa e descritiva.

3.1 Limitações da Pesquisa

  No desenvolvimento de uma pesquisa, a apresentação de suas limitações consiste em algo essencial, pois estas norteiam as interpretações realizadas e contribuem para o favoreceram o acesso às informações e permitiram que as análises fossem enriquecidas significativamente pela experiência profissional do pesquisador.

  Por tratar-se de um assunto de grande abrangência, existiram dificuldades impostas pela necessidade de realizar um recorte do objeto de pesquisa devido à amplitude e à complexidade do assunto pesquisado. Soma-se a isso, a quantidade de dados que precisaram ser coletados e discutidos.

  Na visão de Goldenberg (1997) uma das dificuldades do estudo de caso ou de multi- casos decorre do fato de a totalidade pesquisada ser uma abstração científica construída em função do problema a ser investigado, sendo difícil traçar os limites do que deve ou não ser pesquisado já que não existe limite inerente ou intrínseco ao objeto.

  A necessidade de aprofundamento sobre o tema pode ter sido influenciadas pelo tempo disponível para o estudo, que tornou-se restrito, devido à necessidade de conciliar as atividades profissionais e acadêmicas. Contudo, pelo fato de ambas convergirem para o mesmo sentido, acabaram por completarem-se.

4 ESTUDO DE CASO Este capítulo se destina à descrição, análise e interpretação dos resultados da pesquisa.

  Antes porém, foi necessária uma apresentação sumarizada, da FINEP , da SOCIESC e sua área de Gestão Tecnológica que é a responsável pela gestão do PROGEX. Na seqüência, uma contextualização do PROGEX, apresentando seu percurso histórico, forma de funcionamento e implementação no Brasil.

  5

4.1 FINEP

  A Financiadora de Estudos e Projetos - FINEP é uma empresa pública vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia - MCT. Foi criada em 24 de julho de 1967, para institucionalizar o Fundo de Financiamento de Estudos de Projetos e Programas, criado em 1965. Posteriormente, a FINEP substituiu e ampliou o papel até então exercido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e seu Fundo de Desenvolvimento Técnico-Científico (FUNTEC), constituído em 1964 com a finalidade de financiar a implantação de programas de pós-graduação nas universidades brasileiras.

  Em 31 de julho de 1969, o Governo instituiu o Fundo Nacional de Desenvolvimento de Ciência e Tecnologia - FNDCT, destinado a financiar a expansão do sistema de C&T, tendo a FINEP como sua Secretaria Executiva a partir de 1971. Na década de 1970 a FINEP promoveu intensa mobilização na comunidade científica, ao financiar a implantação de novos grupos de pesquisa, a criação de programas temáticos, a expansão da infra-estrutura de C&T e financiamentos da FINEP, como, por exemplo: o desenvolvimento do avião Tucano da Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer), que abriu caminho para que os aviões da empresa se tornassem um importante item da pauta de exportações do País; um grande programa de formação de recursos humanos, no País e no exterior, assim como inúmeros projetos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e de universidades, que foram essenciais para o desenvolvimento tecnológico do sistema agropecuário brasileiro, tornando-o um dos mais competitivos do mundo; projetos de pesquisa e de formação de recursos humanos da Petrobras, em parceria com universidades, que contribuíram para o domínio da tecnologia de exploração de petróleo em águas profundas e que estão fazendo o País alcançar a auto-suficiência no setor.

  A capacidade de financiar todo o sistema de C,T&I, combinando recursos reembolsáveis e não-reembolsáveis, assim como outros instrumentos, proporciona à FINEP grande poder de indução de atividades de inovação, essenciais para o aumento da competitividade do setor empresarial.

  A FINEP tem como missão promover e financiar a inovação e a pesquisa científica e tecnológica em empresas, universidades, institutos tecnológicos, centros de pesquisa e outras instituições públicas ou privadas, mobilizando recursos financeiros e integrando instrumentos para o desenvolvimento econômico e social do País.

  A FINEP atua em consonância com a política do Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), em estreita articulação com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Enquanto o CNPq apóia prioritariamente pessoas físicas, por meio de bolsas e auxílios, a FINEP apóia ações de C,T&I de instituições públicas e privadas. Os financiamentos e ações da FINEP são voltados para as seguintes finalidades: ampliação do conhecimento e capacitação de recursos humanos do Sistema

  Nacional de C,T&I; realização de atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação de produtos e processos; valorização da capacidade científica e tecnológica instalada e dos recursos naturais do Brasil.

  

4.2 Caracterização da Sociesc e a da Área de Gestão Tecnológica que Atua com o

PROGEX

  4.2.1 SOCIESC A SOCIESC é uma organização privada de cunho filantrópico e de interesse público.

  A origem da instituição remonta a 1959 em Joinville, SC. Foi constituída por iniciativa da empresa Fundição Tupy, com a função de fornecer ensino técnico para seus funcionários e para a comunidade local, conforme Santos (2004). Além da sede da instituição em Joinville, ela conta com filiais em Florianópolis (SC), São Bentos do Sul (SC), Apucarana (PR) e Curitiba (PR).

  Desde a década de 1980 a SOCIESC trabalha para se tornar auto sustentável, tendo hoje uma participação quase nula em suas receitas de contribuições de empresas ou entidades governamentais conforme o Gráfico 15.

  1,5% 2,1% 0,9% 33,4% A SOCIESC tem uma estrutura organizacional divida em unidades estratégicas de negócios e um espectro de atividades variando desde o ensino fundamental e médio, passando pelo ensino técnico até o ensino superior. Complementando estas atividades, fornece ensino de pós-graduação lato senso, cursos de formação profissional e atua com uma unidade de serviços de engenharia.

  Segue na figura 1, o organograma da organização em questão:

  Figura 1: Organograma da SOCIESC Fonte: SOCIESC , DC 0010 (2005) entidade, validar o seu caminhar estratégico e compartilhar sua experiência corporativa para guiar a condução da SOCIESC.

  Toda a entidade é certificada com a norma ISO 9001:2000 e há algumas certificações específicas adicionais para algumas das unidades de negócios. Todos os projetos são tratados como negócios e como tal, devem apresentar uma previsão de retorno financeiro e de objetivos a serem conquistados.

  A prestação de serviços de engenharia para as empresas, inclusive do exterior, de forma sistemática e dentro da concepção estratégica da instituição é algo que a diferencia do restante das demais instituições de ensino e contribui para a organização, além do verificado nos demonstrativos contábeis. Esta contribuição se é significativa para o equilíbrio financeiro da empresa também de alguma forma contribui para a formação de ativos intangíveis da organização.

  Os serviços são comercializados a partir de departamentos que funcionam como unidades de negócios semi-autônomas, com estratégias de mercado e formas de atuação comercial independentes entre si a partir de um plano estratégico e um orçamento anual. Os tipos de serviços prestados são:

  O fornecimento de componentes fundidos em aço ou ferro, sob encomenda ou em pequenas séries; Tratamento térmico de componentes de máquinas, moldes, ferramentas e peças especiais, também em pequenas séries ou sob encomenda; Projeto e fabricação de moldes de injeção de plástico e alumínio; Usinagem de componentes aeronáuticos; Calibração e manutenção de instrumentos de medição; Serviços metrológicos; Análises químicas e físicas de materiais e efluentes; Gerenciamento e operação de laboratórios de processos e qualidade; Consultorias tecnológicas. permite que propostas façam parte de uma carteira de projetos do sistema de gestão de pesquisa, desenvolvimento e inovação. O corpo técnico é constituído por professores, engenheiros e consultores, técnicos e alunos estagiários dos cursos de graduação do IST Instituto Superior de Tecnologia - e ETT Escola Técnica Tupy. O perfil deste corpo técnico é apresentado no Gráfico 16.

  5,62 2,81 34,14 38,15

19,28

Técnico Superior Especialização Mestrado Doutorado

  Gráfico 16: Perfil do corpo técnico-científico da SOCIESC Fonte: SOCIESC (2005)

  5.2.2 A Área de Gestão Tecnológica na SOCIESC que atua com o PROGEX A área denominada de Gestão Tecnológica, que executa serviços de consultoria tecnológica, nasceu em janeiro de 2003, sendo a primeira entre as unidades de negócios de prestação de serviços a dispensar investimentos altos em ativos fixos, contando primordialmente com o conhecimento estrutural e pessoal qualificado. Igualmente surgiu como forma de suprir a necessidade da organização de ter atividades de extensionismo na vários segmentos industriais e com larga experiência fabril, e também de uma rede de consultores avulsos, atuando em atividades e segmentos como agronegócio, fundição, tecnologia da informação, manufatura, plásticos, automação, eletromecânico, eletromédico, entre muitos outros e atuando de forma totalmente ativa, buscando continuamente os seus clientes. É o único agente para Santa Catarina do programa PROGEX e do programa PRUMO, para atender as MPMEs da área de plásticos com um laboratório móvel, indo ao encontro do cliente para solucionar, principalmente, problemas de processo.

  A área de Gestão Tecnológica finalizou, de 2003 a setembro de 2005, a quantidade de 166 projetos de transferência de tecnologia e conhecimento junto às empresas, o que possibilita uma contribuição significativa para o aumento da competitividade das mesmas. Atualmente estão em andamento 41 projetos.

  Na atuação com o PROGEX no estado de Santa Catarina, apresenta um planejamento de gestão estratégica de marketing com objetivos e metas agressivas, assim como sua atuação com os outros serviços, tendo sempre as necessidades dos clientes no seu foco.

  A Figura 17 apresenta a distribuição das empresas por área de atuação considerando apenas os projetos inseridos no Programa PROGEX, com o término do seu primeiro convênio com a FINEP/MCT relativo ao PROGEX. Destaca-se, que houve a aprovação de um novo convênio em novembro de 2005, para a adequação de 150 produtos para exportação, o que considera um aumento de apoio às empresas de Santa Catarina, expressivo, considerando que o número de projetos, aprovados no novo convênio, foi 2,3 vezes superior ao número do convênio anterior. Gráfico 17: Distribuição dos Projetos PROGEX por segmento no estado de SC Fonte: SOCIESC (2005)

4.3 PROGEX

  4.3.1 Conceituação e Sistematização de Contratação do Projeto O Programa de Apoio Tecnológico à Exportação - PROGEX é uma ferramenta prática de apoio tecnológico à exportação e tem como objetivo central gerar novos exportadores ou ampliar a capacidade de exportação de micro, pequenas e médias empresas que já atuam ou que tenham intenção de atuar no mercado internacional, através da adequação técnica dos seus produtos às exigências de mercados específicos.

  Para apoiar as empresas na adequação tecnológica dos seus produtos aos requisitos do mercado internacional, o PROGEX conta com recursos financeiros, não reembolsáveis e é um programa ágil e desburocratizado, operando em todo o território nacional. A organização credenciada, no caso a SOCIESC para o Estado de Santa Catarina faz o contrato direto com a empresa, sem necessidade de qualquer intermediação governamental por parte da empresa em instituições executoras garantem sigilo total sobre as informações confidenciais às quais tiverem acesso nas empresas se as empresas solicitarem.

  De acordo com a FINEP e as Entidades Executoras, esta sistematização é considerada como um grande diferencial do PROGEX, destacando-o, como um projeto exemplar e diferenciado para atender da forma mais rápida possível, as necessidades das empresas, numa área que o exportador, além de apoio financeiro, tem a sua disposição uma mão-de-obra altamente qualificada, num elo da exportação que não existia até a criação do PROGEX, que é a atuação com foco tecnológico no produto.

  4.3.2 Etapas de Atendimento após Contratação do Projeto O apoio tecnológico é voltado a um produto específico a ser exportado para um determinado mercado alvo e é feito em duas etapas. A primeira etapa é denominada DTPEx - Diagnóstico Técnico de Produto para

  Exportação. Para realizar esta etapa do trabalho, profissionais das instituições executoras inicialmente visitam a empresa, donde o diagnóstico, o que poderá contemplar ações, tais como:

  Busca de normas, regulamentos e patentes; Realização de ensaios preliminares; Verificação de disponibilidade de laboratórios internos e externos à instituição executora para a condução dos ensaios necessários; Identificação de possíveis consultores; Avaliação da capacidade produtiva do cliente; Necessidade de certificação; Necessidade de inovação no design; Na condução desta etapa, são feitos ensaios, análises e testes do produto, e em função dos resultados os profissionais das instituições executoras, em conjunto com a empresa, implementam as soluções para os problemas diagnosticados.

  4.3.3 Áreas de Atuação e os Benefícios do Apoio do PROGEX na Empresa O PROGEX apóia as empresas auxiliando-as a adequar os seus produtos às exigências tecnológicas do mercado externo realizando trabalhos, por exemplo, nas seguintes áreas:

  Apoio para a certificação de produtos e obtenção de marcações, como a marcação CE, UL, FDA e outras; Melhoria da qualidade dos produtos; Melhoria do processo produtivo gerando produtos de qualidade diferenciada; Redução de desperdícios; Superação de barreiras técnicas;

  Como principais benefícios proporcionados pelo PROGEX, pode-se citar: Apoios tecnológicos às empresas, incentivando a exportação e possibilitando a inserção de produtos brasileiros em mercados internacionais; Adaptação dos produtos às exigências de cada país, relativas à qualidade, custo, embalagem, design, certificação e normas técnicas; Aprimoramento da qualidade dos produtos brasileiros; Aumento da competitividade das micro, pequenas e médias empresas no mercado internacional; Desenvolvimento estrutural e cultural da empresa com foco na exportação. empresas, uma voltada para produção de sinalizadores para caminhões e outra que fabricava rodas de alumínio para carros.

  Este trabalho realizado compreendia: toda a atividade de pesquisa de normas relacionadas ao produto; determinação / avaliação da qualidade e características dos produtos; o que necessitava ser feito para a melhoria dos mesmos. Este trabalho / processo abriu oportunidade para se aplicar os mesmos critérios, princípios e metodologia, ainda no momento resumida, para os produtos que devessem ser exportados e normalmente não estavam atendendo às características dos usuários / países de destino.

  O próximo passo foi apresentar o projeto para o Sebrae SP no final de 1997, após um ano de esclarecimentos e discussões, foi aprovado pelo Sebrae iniciando as atividades em 1999.

  A metodologia inicial consistia em: Fase 1:

  Definição do país de destino do produto, para que se pudesse levantar as exigências deste mercado para com o produto que se deseja exportar; Pesquisa de normas, regulamentos técnicos, diretivas, etc. que se apliquem ao produto em questão;

  Fase 2: Adequação do Produto propriamente dito. No início para alguns casos chegou-se a fazer uma pesquisa razoavelmente aprofundada do mercado em questão, e isso incluía: definição do universo comprador, volume consumido e importado por aquele país daquele produto, identificação dos principais fornecedores, barreiras tarifárias, níveis de qualidade dos produtos dos concorrentes, níveis de preços, eventuais práticas de comércio usuais.

  Após estudo realizado constatou-se que esta tarefa consumia muito tempo e com isso exportar seus produtos e também com um certo grau de segurança a posição de competitividade de seu produto com relação aos concorrentes no quesito preço.

  Após avaliações dos primeiros trabalhos o IPT juntamente com o SEBRAE foi decidido adequar as duas etapas do programa: Fase 1:

  Diagnóstico completo do produto após levantamento das exigências do mercado comprador; Viabilidade técnica econômica para avaliação dos custos totais do processo

  Fase 2: O trabalho na adequação propriamente dita do produto. Também foram levantados dados em outros países sobre programas similares ao

  PROGEX: No ano de 1998 através de visita aos EUA se constatou a existência de um programa similar, que continua sendo operacionalizado, denominado MEP (manufacturing extension

  

partnership ) esse programa procura capacitar pequenas empresas americanas a serem

  exportadoras e a resistirem a produtos importados. O Instituto responsável por este programa é o NIST ( National Institute of Standards and Technology).

  Já no ano de 2000, em visita na Coréia, foi constatada também a existência de programas similares, operacionalizado pelo CAITEC (Coreian Insituto of Industry

  Tecnologic ), desde 1990.

  Na operacionalização inicial do Programa PROGEX pelo IPT, as empresas eram indicadas pelo Sebrae SP, mas a dificuldade encontrada estava na estrutura das empresas, pois como o Sebrae trabalha principalmente com micro e pequenas empresas, estas não apresentavam condições para a concretização das exportações.

  Em segundo plano o processo de seleção das empresas passou a ser feito com foco nas indicações dos grandes compradores americanos, mas para estes o foco eram empresas de artesanatos e na maioria dos casos, empresas muito pequenas que não apresentavam uma

  4.3.5 Implementação do PROGEX em Nível Nacional Alinhada à sua missão, no final do ano 2000, a FINEP / MCT lançou em âmbito nacional o Programa de Apoio Tecnológico à Exportação PROGEX. Em 20 de setembro de

  2005, os Ministros de Estado da Ciência e Tecnologia e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, no uso de suas atribuições, resolvem por meio da Medida Interministerial Portaria Interministerial Nº 606:

  Art. 1º Institucionalizar o Programa Nacional de Apoio Tecnológico à Exportação - PROGEX, com o objetivo de promover ações de extensão tecnológica nas micro, pequenas e médias empresas exportadoras ou potencialmente exportadoras.

  Destaca-se que, atualmente, há 11 instituições credenciadas para atuação com o PROGEX: IPT - Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de S. Paulo S.A.

  Estado de São Paulo CETEC - Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais Estado de Minas Gerais FUCAPI - Fundação Centro de Análise, Pesquisa e Inovação Tecnológica Estado da Amazônia

  INT - Instituto Nacional de Tecnologia Estado do Rio de Janeiro

  ITEP - Instituto Tecnológico do Estado de Pernambuco Estado de Pernambuco TECPAR - Instituto de Tecnologia do Paraná - Estado do Paraná CIENTEC - Fundação de Ciência e Tecnologia - Estado do Rio Grande do Sul CIMATEC - Centro Integrado de Manufatura e Tecnologia - Estado da Bahia

  ITAL - Instituto de Tecnologia de Alimentos - Estado de São Paulo NUTEC - Fundação Núcleo de Tecnologia Industrial - Estado do Ceará SOCIESC Sociedade Educacional de Santa Catarina - Estado de Santa Catarina

4.4 Descrição, Análise e Interpretação dos Dados

  Este tópico do trabalho tem o propósito fundamental de apresentar os dados obtidos na pesquisa, descrevendo-os estatisticamente em tabelas e gráficos, além de registrar os comentários das empresas sobre os produtos.

  4.4.1 Descrição dos Dados A Tabela 15 apresenta a sistematização das respostas obtidas na pesquisa sobre os impactos na exportação e na competitividade de MPMEs em função das inovações derivadas da implementação do PROGEX em SC, com tabulação dos valores por produto.

  Produto

  1 Dados Gerais

  1 Segmento de atuação TI Pequena

  2 Porte da Empresa(CRITÉRIO MERCOSUL)

  3 Duração do Projeto 6 meses fev/05

  4 Término do projeto

  5 Variação do Faturamento Bruto Anual da Empresa após o PROGEX 31,43%

Impactos Percebidos sobre a Exportação após o PROGEX

  6 Variação do Faturamento de Exportação do Produto após o PROGEX 1,5%

  7 Tempo de existência do produto no mercado nacional 5 anos Sim

  8 O produto já era Exportado? Mercosul, América

  9 Qual mercado? Central, América do Sul, Europa.

  10 Há quanto tempo o produto é exportado? 5 anos

  • 11 Após a adequação o produto passou a ser exportado?
  • 12 Qual mercado?

  13 O produto concorre com produto importado? Sim

  14 Ocorreu substituição de Importação? Qual a economia do pais com essa Não substituição?

Resultados Percebidos após o PROGEX

  15 Variação do número de funcionários 18,18%

  16 Houve acesso a tecnologias com custos subsidiados para as MPMEs? Sim

  • 17 Economia de energia

  18 Diminuição dos índices de refugo

  • Sim

  19 Houve disseminação da cultura exportadora para a empresa?

  20 Houve melhoria do conhecimento técnico / operacional dos funcionário? -

  7

  21 Qual o número de pessoas envolvidas no projeto por parte da empresa?

  22 Qual o total de horas por parte da empresa envolvidas no projeto? 180

  23 Aumento da produção anual

  • 24 Variação no custo do produto
  • 25 Aumento da produtividade

  26 Houve melhoria da posição no mercado?

  27 Redução de custos operacionais / produção

  • 28 Liberação de espaço físico
  • 29 Liberação de mão de obra para outras atividades
  • 30 Houve melhoria na qualidade do produto/processo? Sim

  31 Houve adequação do produto às exigências do mercado nacional?

  • 32 Houve adequação do produto às exigências do mercado internacional? Sim

  33 Houve desenvolvimento de novo processo? -

  34 Houve desenvolvimento de novo produto? -

  • - 35 Houve reorganização fabril?
Continuação ...

  2

  3

  

4

  5

  6 Dados Gerais

  1 Eletromecânico Moveleiro Eletro-eletrônico TI Agronegócio

  2 Média Pequena Pequena Pequena Micro

  3 12 meses 7 meses 12 meses 13 meses 19 meses 4 mai/05 mai/05 abr/05 mai/05 mai/05

  Continuação ...

  5 -8,15% 33,33% 0,00% 78,95% 0,00% Impactos Percebidos Sobre a Exportação Após o PROGEX

  6 8% 30% 100% 0% 0% 7 11 anos 4 anos 9 anos 8 anos 3 anos

  8 Sim Sim Não Não Não Mercosul, América Central,

  9

  • América do Sul EUA e Europa

  10

  • 10 anos 4 anos

  11 Sim Não Não - -

  12 - -

  • Mercosul

  13 Sim Não Sim Sim Não

  14 Não Não Não Não Não Resultados Percebidos Após o PROGEX

  15 0,00% 25% 0% 0% 0%

  16 Sim Sim Sim Sim Sim

  17

  Sim

  18

  • - - - - -

  19 Sim Sim Sim Sim Sim

  20 Sim Sim Sim Sim Sim

  21

  2

  8

  

5

  30

  3

  22 200 370 1000 340 100

  23

  • 23,20% 25% 33% - 24 -3% 5%

  25

  • 20%

  26 - - Sim

  • Sim

  27

  • 10% 28 10% -
  • - - -

  29

  • 10%

  30 Sim Sim Sim Sim Sim

  31

  • - - -

  32 Sim Sim Sim - -

  33

  Sim Sim

  34

  Continuação ...

  7

  8

  

9

  10

  11 Dados Gerais

1 Moveleiro TI Eletromecânico TI Eletromecânico

  2 Média Micro Pequena Pequena Média 3 9 meses 12 meses 19 meses 6 meses 12 meses 4 jan/05 mai/05 set/04 fev/05 mai/05 22,22% 35,00% 8,36% 31,43% 4,41%

  5 Impactos Percebidos Sobre a Exportação Após o PROGEX 6 22% 0% 50% 1,5% 35% 7 13 anos 11 anos 10 anos 5 anos 25 anos

  8 Sim Não Sim Sim

Sim

Mercosul, América

Mercosul, América Mercosul, América

  

Central, Ásia,

  

9 Europa e EUA - Central, América Central, Ásia,

Europa, América

Do Sul, Europa. América do Sul.

do Sul.

Continuação ...

  • 10 13 anos 5 anos 5 anos 15 anos

  11

  • 12
  • Não

  13 Não Sim Sim Sim Sim

  14 Não R$ 8.100,00 Não Não Não Resultados Percebidos Após o PROGEX

  15 -5% 50,00% 20% 18,18% 0%

  16 Sim Sim Sim Sim Sim 17 15%

  • - - -

  • 18

  

5%

- - - -

  19 Sim Sim Sim Sim Sim

  20 Sim Sim - Sim Sim

  21

  15

  2

  

10

  7

  15 22 280 800 400 180 300 23 22% 20% 129%

- -

  • 24 -41% - -10% 4% 25 22% 10% -
  • >26 Sim Sim Sim Sim 27 30% 10% -
  • 28

  29

  30 Sim Sim Sim Sim Sim

  31 Sim - - - -

  32 Sim Sim Sim - -

  33

  • Sim - Sim Sim

  34

Continuação ...

  12

  13

  

14

  15

  16 Dados Gerais

1 Moveleiro TI TI Eletromecânico TI

  2 Pequena Micro Pequena Média Micro 3 7 meses 12 meses 6 meses 12 meses 12 meses 4 mai/05 mai/05 fev/05 mai/05 mai/05 5 33,33% 35,00% 31,43% -8,15% 35,00%

  Impactos Percebidos Sobre a Exportação Após o PROGEX 6 30% 0% 7,0% 7% 0% 7 4 anos 3 anos 7 anos 11 anos 11 anos

  8 Sim Não Sim Sim Não

Mercosul, América

Mercosul, América

  9 América Central, Central, América EUA e Europa do Sul.

Do Sul, Europa.

  10 - 4 anos

  • 5 anos 5 anos

  11 Não - -

Não -

  12

  13 Não Sim Sim Sim Sim

  14 Não R$ 8.100,00 Não Não R$ 8.100,00 Resultados Percebidos Após o PROGEX

  15 25% 50,00% 18,18% 0,00% 50,00%

  16 Sim Sim Sim Sim Sim

  17

  18

  • -

    19 Sim Sim Sim Sim Sim

  20 Sim Sim Sim Sim

-

  21

  8

  2

  

7

  2

  2 22 370 800 180 200 900 23 25% - - -1,50% - 24 -22% -3% -41%

  25

  • 20% - - -
  • -

    26 Sim
  • Sim

  Sim

  27

  10% 30%

  28 10% - - - -

  29 10% - - - -

  30 Sim Sim Sim Sim Sim 31 -

  32 Sim - - - -

  33 Sim - - Sim -

  34

  • - - -

  35 Sim Sim - - -

  • 36
  • Sim

  Sim Continuação ...

  17

  18

  

19

  20

  21 Dados Gerais

  1 TI Eletro-eletrônico Eletro-eletrônico Eletromecânico TI

  2 Pequena Pequena Pequena Média Pequena 3 7 meses 12 meses 15 meses 12 meses 6 meses 4 jan/05 abr/05 mai/05 mai/05 fev/05 5 5,68% 0,00% 49,70% -8,15% 31,43%

  Impactos Percebidos Sobre a Exportação Após o PROGEX 6 0% 100% 10% 7% 1,5% 7 5 anos 3 anos 8 anos 2 anos 4 anos

  8 Não Não Sim Sim Sim Argentina e Mercosul, América Mercosul, América

  

9 Paraguai Central, América Do

- - do Sul. sazonalmente. Sul, Europa. 10 1,5 anos 1 ano 4 anos - -

  11 Não

  • Sim

    Chile e

  12 Mercosul prospecção para a -

  • Europa

  13 Sim Sim Sim Sim Sim

  14 R$ 110.000,00 Não Não Não Não Resultados Percebidos Após o PROGEX

  15 23,53% 0% 15,38% 0,00% 18,18%

  16 Sim Sim Sim Sim Sim

  17

5%

- - - -

  • 18 10% -
  • - -

  19 Sim Sim Sim Sim Sim

  • 20 Sim Sim Sim Sim

  21

  60

  5

  

4

  2

  7 22 660 1000 145 200 180 23 25% 50% -17% - -

  24

  • 20% 5% 3% -7% Continuação ...

  25 33% 50% -

  • 26 Sim -

  27 5% 20% - - -

  28

  

50% -

  29 - -

  • 2,5% 50%

  30 Sim Sim Sim Sim Sim

  31 Sm -

  • Sim -
  • 32 Sim Sim Sim Sim
Continuação .

  ..

  22

  23

  

24

  25

  26 Dados Gerais

  1 Eletromédico TI Eletromédico TI TI

  2 Pequena Micro Pequena Pequena Pequena

  3

24 meses 12 meses 24 meses 6 meses 7 meses

4 mai/05 mai/05 mai/05 fev/05 jan/05 5 52,17% 35,00% 52,17% 31,43% 5,68%

  Impactos Percebidos Sobre a Exportação Após o PROGEX 6 100,0% 0% 100,0% 2,0% 0%

  7 Novo 11 anos 4 anos 7 anos 5 anos

  8 Não Não Não Sim Não Mercosul, América

  Central, América - Do Sul, Europa.

  • 9

  10 5 anos - - - -

  • 11 Sim Não Sim Não

  12

  • Europa Europa

  13 Sim Sim Sim Sim Sim

  

14 Não R$ 8.100,00 Não Não R$ 110.000,00

Resultados Percebidos Após o PROGEX

  15 30,77% 50,00% 30,77% 18,18% 23,53%

  16 Sim Sim Sim Sim Sim

  17

  • -

    18

  19 Sim Sim Sim Sim Sim

  • 20 Sim Sim Sim Sim

  21

  5

  2

  

5

  7

  60 22 950 1000 900 180 660 23 100% 122% -

- -

24 -41% 27% -20%

  25

  26 Sim Sim

  • Sim 27 30%

  28

  • 29

  30 Sim Sim Sim Sim Sim

  31

  • - -

  Sm

  • 32 Sim Sim Sim Sim

  33

  • Sim -

  Sim - Continuação ...

  34

  • Sim Sim
Continuação ...

  27

  28

  

29

  30

  31 Dados Gerais

1 TI Moveleiro Eletromecânico TI TI

  2 Pequena Pequena Pequena Pequena Pequena 3 13 meses 7 meses 19 meses 13 meses 6 meses 4

mai/05 mai/05 set/04 mai/05 fev/05

5 78,95% 33,33% 8,36% 78,95% 31,43%

  Impactos Percebidos Sobre a Exportação Após o PROGEX 6 0% 30% 50% 0% 1,5% 7 8 anos 4 anos 10 anos 8 anos 6 anos

  8 Não Sim Não Sim

Sim

Mercosul, América

Mercosul, América

  América Central, Central, Ásia, 9 - Central, América Do - EUA e Europa. Europa, América

  Sul, Europa.

do Sul.

  10 - 4 anos

  • 5 anos

    5 anos

  11 Não Não - - -

  12

  13 Sim Não Sim Sim Sim

  14 Não Não Não Não Não Resultados Percebidos Após o PROGEX

  15 0% 25% 25% 0% 18,18%

  16 Sim Sim Sim Sim Sim

  17

  5% -

  • - -

  • 18

  19 Sim Sim Sim Sim Sim

  20 Sim Sim Sim Sim -

  21

  30

  8

  

10

  30

  7 22 340 370 400 340 180 23 25% 20% - - - 24 -10%

  • 25 10%

  26 Sim Sim

  • Sim Sim 27 10%
  • -

    28

  29

  30 Sim Sim Sim Sim Sim

  • 31 Sim -
  • - -

Continuação...

  32

  33

  

34

  35

  36 Dados Gerais

1 TI TI TI Têxtil TI

  2 Pequena Pequena Pequena Pequena Pequena 3 13 meses 7 meses 13 meses 8 meses 6 meses 4

mai/05 jan/05 mai/05 mai/05 fev/05

5 78,95% 5,68% 78,95% 16,67% 31,43%

  Impactos Percebidos Sobre a Exportação Após o PROGEX 6 0% 0% 0% 0% 1,5% 7 8 anos 5 anos 8 anos 5 anos 5 anos

  8 Não Não Não Sim Sim Mercosul, América Mercosul e

  9 - - - Central, América Do Europa.

  Sul, Europa.

  10

  3 anos 5 anos

  • 11 Não Não Não -

  12

  13 Sim Sim Sim Sim Sim

  14 Não R$ 110.000,00 Não Não Não Resultados Percebidos Após o PROGEX

  15 0% 23,53% 0% 8% 18,18%

  16 Sim Sim Sim Sim Sim

  17

  18

  • -

    19 Sim Sim Sim Sim Sim -

  20 Sim Sim Sim Sim

  21

  30

  60

  

30

  20

  7 22 340 660 340 360 180

  23

  0% - 24 -20% -5%

  25

  26 Sim Sim - - -

  27

  • -

    28

  29 5% - - - -

  30 Sim Sim Sim Sim Sim

  31 Sm - - - -

  • 32 Sim Sim Sim Sim

  33 Sim Sim Sim - -

  34

Continuação...

  37

  38

  

39

  40

  41 Dados Gerais

1 Moveleiro Moveleiro TI Moveleiro TI

  2 Pequena Pequena Pequena Média Pequena 3 7 meses 7 meses 7 meses 9 meses 6 meses 4

mai/05 mai/05 jan/05 jan/05 fev/05

  Continuação ...

  5 33,33% 33,33% 5,68% 22,22% 31,43% Impactos Percebidos Sobre a Exportação Após o PROGEX

  6 30% 30% 0% 22% 1,5% 7 4 anos 4 anos 5 anos 13 anos 7 anos

  8 Sim Sim Não Sim Sim Mercosul, América América Central, América Central,

  • -

    9

  Europa e EUA. Central, América Do EUA e Europa. EUA e Europa.

  Sul, Europa. 10 4 anos - 4 anos 13 anos 5 anos

  11 Não - - - -

  12

  13 Não Não Sim Não Sim

  14 Não Não R$ 110.000,00 Não Não Resultados Percebidos Após o PROGEX

  15 25% 25% 23,53% -5% 18,18%

  16 Sim Sim Sim Sim Sim

  17 15% - - - -

  18 - - - - -

  19 Sim Sim Sim Sim Sim

  20 Sim Sim Sim Sim -

  21

  8

  8

  

60

  15

  7 22 370 370 660 280 180

  • -

    23 25% 25% 22% - 24 -20%
  • - -

  25

  • 22% - - -

  26 Sim - Sim

  • Sim

  27

  28

  

44% -

  • 29

  30 Sim Sim Sim Sim Sim

  Continuação ...

  42

  43

  

44

  45

  46 Dados Gerais

  

1 Moveleiro TI Têxtil TI Eletro-eletrônico

  2 Média Pequena Pequena Pequena micro 3 9 meses 7 meses 6 meses 6 meses 7 meses

  4 Jan/05 jan/05 fev/05 fev/05 jul/05 5 22,22% 5,68% 16,04% 31,43% 35,17% Impactos Percebidos Sobre a Exportação Após o PROGEX

  6 22% 0% 0% 9,0% 0% 7 13 anos 5 anos 9 anos 7 anos 9 anos

  8 Sim Não Não Sim Não Mercosul, América

  9 Europa e EUA. Central, América - - - Do Sul, Europa. 10 13 anos

  5 anos - - -

  11 Não Não Sim -

  • Argentina (prev.

  12

  2006)

  13 Não Sim Sim Sim Não

  14 Não R$ 110.000,00 Não Não Não Resultados Percebidos Após o PROGEX

  15 -5% 23,53% 17% 18,18% 8%

  16 Sim Sim Sim Sim Sim 17 15%

  • 18 -

  19 Sim Sim Sim Sim Sim

  • 20 Sim Sim Sim Sim

  21

  15

  60

  

15

  7

  3 22 280 660 360 180 40 23 22% 0% 233,33%

  • 24 -20% -14% 266%
  • 25 22%

  26 Sim - - - -

  27

  • 28 44% -

  29

  30 Sim Sim Sim Sim Sim

  31

  • Sm -
Continuação ...

  47

  48

  49

  50 Dados Gerais

  1 Eletromecânico Eletro-eletrônico TI Têxtil

  2 Média Pequena Pequena Micro 3 12 meses 17 meses 6 meses 4 meses 4 mai/05 set/05 fev/05 jan/05 5 -8,15% 25,00% 31,43% 187,72% Impactos Percebidos Sobre a Exportação Após o PROGEX 6 12% 20% 21,0% 20% 7 5 anos 5 anos 10 anos 5 anos

  8 Sim Sim Sim Sim Argentina, Perú, Mercosul, América Mercosul,

  9 México e Central, América Mercosul América do Sul.

  Espanha. Do Sul, Europa. 10 3 anos 3 anos 5 anos 5 anos

  11

  12

  13 Sim Sim Sim Sim

  14 Não Não Não Não Resultados Percebidos Após o PROGEX

  15 0,00% 0% 18,18% 11%

  16 Sim Sim Sim Sim

  17

  18 - -

  19 Sim Sim Sim Sim

  • 20 Sim Sim Sim

  21

  2

  3

  7

  20 22 200 330 180 360 23 -14,40%

  24

  • 3%
  • 12% 25

  26 Sim -

  • 27 10%
  • 28 10%

  29

  • 10%

  30 Sim Sim Sim Sim

  31

  • Sim -
A pesquisa permitiu de forma relevante, também, registrar alguns comentários percebidos e explicitados pelas empresas, descritos a seguir:

  Produto 4

  A adequação do produto registrador de perturbações para aplicação em hidrelétricas além de proporcionar o início das exportações para a empresa, fortaleceu o reconhecimento deste produto pelos clientes nacionais. Desenvolvimento por parte da empresa de um novo produto para a aplicação em hidrelétricas, além do adequado, objeto do projeto PROGEX, já preparado para a exportação, em função dos conhecimentos adquiridos por meio do processo de adequação tecnológica.

  Produto 6

  Importância do projeto que proporcionou subsídios para a viabilização por parte da empresa, na aquisição de uma nova tecnologia para a industria de cachaça. Com esta nova tecnologia ocorrerá a substituição de uma caldeira a lenha que gera vapor por meio de uma fornalha compacta de aquecimento de óleo térmico, gerando uma economia no consumo de lenha de 80%.

  Produto 10

  A adequação do produto software com localização permitiu a abertura na prospecção de novos mercados na Comunidade Européia, América Central, América do Sul e África.

  Produto 11

  Maior conscientização e conhecimento dos itens a serem melhorados com relação à segurança, qualidade e informações para o cliente.

  Produto 12

  Melhoria do gerenciamento administrativo e financeiro da empresa, melhor planejamento de produção, diminuição de estoque e pessoal sensibilizado a questão de qualidade. Implantação de sistema informatizado de controle de custos e financeiro na empresa.

  Produto 19

  Através das adequações realizadas houve melhora na qualidade e segurança do produto modem de alta velocidade, fortalecendo a empresa no mercado nacional e impediu importação de similares na ordem de 30 mil conexões. Com a adequação tecnológica do produto modem, baseado nos conceitos e conhecimento adquiridos pela empresa durante projeto, a mesma está realizando desenvolvimento de novos produtos, atendendo aos requisitos dos mercados alvo para exportação.

  Produto 22

  Houve ganhos no processo produtivo que possibilitaram absorver o aumento de custos do produto adequado, em função da necessidade de utilização de componentes com um grau de exigência e certificações maiores e conseqüentemente com custos superiores, mantendo os custos totais de produção praticamente inalterados. Os equipamentos fabricados apresentam um custo reduzido quando comparado aos equipamentos do segmento fabricados na Europa. Este fato animou os europeus que vislumbraram a possibilidade de oferecer em seu portofólio de produtos similares aos produzidos na Europa a um custo mais competitivo. Por ser uma empresa do segmento de eletromédicos, seus produtos passaram pelo processo de certificação através de organismo notificador, bem como se implementou e certificou o Sistema de Qualidade para produtos Médicos, norma ISO 13485.

  Produto 23

  Com a aplicação de novas tecnologias, o produto software tornou-se mais dinâmico, estável e mais fácil de ser comercializado, com sua utilização em várias plataformas como Windows, Linux, Solaris, entre outros. O produto foi desenvolvido para Modelos diferenciados de Comercialização, tornado- o mais amigável ao cliente final, com a implementação do suporte on-line. Estas facilidades permitiram a concorrência com produtos similares estrangeiros.

  Produto 27

  Metodologias de desenvolvimento de sistemas e de prestação de serviços unificadas, documentadas e aderentes às práticas do CMMi. Equipe capacitada à aplicação da metodologia definida pelo projeto. Produtos e serviços com maior qualidade e tempo de desenvolvimento e manutenção mais curto, com menor custo. Sistemas documentados. Produtos e metodologias de implantação e manutenção preparadas para atingir o mercado externo.

  Produto 35

  Controle mais efetivo sobre o consumo de matéria-prima, diminuição dos estoques de matérias-primas e uma diminuição do custo do produto vendido. A empresa passou a trabalhar em cima dos processos de produção implantados, gerando maior aproveitamento de seu RH e maquinário. Remanejamento de uma pessoa para gerenciar o PCP e o processo de produção, com autonomia para acompanhar todos os setores direcionados à produção. Desenvolvimento de novas planilhas para monitoramento da atividade de corte e acompanhamento informatizado dos processos da ordem de produção.

  Produto 37

  Produto 39

  A adequação através do PROGEX possibilitou com que o produto deslocasse um concorrente do Canadá, e concretização de uma negociação no valor de R$ 110.000,00 para 5 licenças. Destaca-se ainda, que o novo cliente é uma multinacional no segmento de bebidas. Internalização da nova MDS Metodologia de Desenvolvimento de Sistemas da Empresa, bem como seu nível de aderência ao modelo CMMI SW Nível 2 Staged. Melhoria nos processos de desenvolvimento de software da Empresa.

  Produto 40

  A implantação de nova filosofia de trabalho resultou em uma facilitação no processo de produção, economia no consumo de matéria-prima, aumento de produtividade, melhor aproveitamento do espaço físico, economia no desprendimento de energia para a produção, aumento de atividades e processos com o mesmo número de funcionários. A principal inovação se refere ao processo de produção, que hoje utiliza o sistema

  Kaizen

  , que resumidamente, proporcionou um novo lay-out para a produção peça-a- peça, pela aproximação das máquinas, eliminou os estoques intermediários de produto inacabado na área de produção e conseqüentemente exigiu uma otimização do estoque de matéria-prima, reduzindo o custo do mesmo e reduzindo os retrabalhos no produto de 35% para 3%.

  Produto 44

  Os trabalhos proporcionaram além da melhoria do lay-out e do processo produtivo uma mudança da cultura organizacional fornecendo subsídios para fortalecer a prospecção no mercado externo.

  Produto 46 produto, visando aumentar a escala de produção para assim conseguir uma redução de custos. A evolução tecnológica do produto trouxe-lhe maior valor agregado, pois propiciará a algumas distribuidoras de combustíveis, que têm contrato com transportadoras ou outras empresas que fazem abastecimento próprio, controlar o consumo de combustíveis destes, fidelizando-os, por meio da leitura de encerrantes eletrônicos , provenientes do produto de automação, por um equipamento portátil a ser conectado no produto em questão. As bombas mecânicas de abastecimento de combustíveis normalmente usadas em transportadoras para abastecimento próprio, não dispõem de encerrante (contador de litros abastecidos).

  Produto 47

  O ambiente de trabalho melhorou em função do fácil gerenciamento do fluxo de produção, transparência, facilidade de programação e profissionalização dos operadores. Alteração de layout, possibilitando com isso um fluxo mais rápido e eficiente à produção, podendo assim adequar a produção às necessidades do mercado. Ganhos de produtividade nas linhas de produção. Redução de área de 50 m2.

  Produto 50

  Todos os processos do PCP foram alterados ou implementados e conseqüentemente houve redução dos níveis de estoques de matéria prima. Conscientizando a necessidade da continuidade de melhorias dos processos implantados e aplicados. Melhoria geral nos processos internos por meio da implantação de nova tecnologia de gerenciamento de processos que resultaram num aumento de segurança e redução nos custos de produção. Implantação de sistema de controle informatizado para os custos, padronizando este processo e gerando subsídios para as definições estratégicas da empresa.

  O gráfico apresenta o porte das empresas atendidas (Critério MERCOSUL)

  17% 22% Micro Pequena Média 61% Gráfico 18: Porte das empresas atendidas (Critério MERCOSUL)

Fonte: Tabulação de Dados da Pesquisa de Impacto na Exportação e na Competitividade de MPMEs

em Função das Inovações Derivadas da Implementação do PROGEX em SC - por produto.

  Avaliando o universo das empresas atendidas, constata-se que há 18 empresas presentes no trabalho e 50 produtos sendo inovados, distribuídos entre as mesmas. Pode-se observar que 61% são de pequeno porte, que passaram a apresentar, após o PROGEX, seus produtos e/ou processos inovados e mais competitivos, tendo maior facilidade para se inserir no mercado internacional ou aumentar suas exportações, substituir ou impedir importações e além disso aumentar significativamente sua competitividade no mercado nacional.

  De acordo com a FIESC (2005) e MDIC/SECEX (2005), as exportações em valores estão concentradas nas grandes empresas, sendo que, no estado de Santa Catarina, de janeiro a setembro de 2005, 7 empresas grandes foram responsáveis por 40% do valor total das exportações. Pode-se dizer que o PROGEX de fato tem ampliado de forma prática esta base de pequenas empresas para inserir-se no mercado internacional, o que vem a ser fundamental

  58% 8% 16% 18% Produtos que a exportação foi fortalecida após atuação com o PROGEX Produtos que passaram a ser exportados após o PROGEX Produtos que não estão sendo exportados Produtos que estão substituindo ou impedindo importação

  Gráfico 19: Distribuição quantitativa dos produtos em função dos objetivos do PROGEX

Fonte: Tabulação de Dados da Pesquisa de Impacto na Exportação e na Competitividade de MPMEs

em Função das Inovações Derivadas da Implementação do PROGEX em SC - por produto.

  No gráfico 19 é possível visualizar que, no universo dos 50 produtos, 58% já eram exportados. O fato é que existe a necessidade de inovação para que as empresas possam permanecer exportando ou aumentem seu market share, inclusive possibilitando a abertura de mercados mais exigentes ou com requisitos diferentes do mercado atual, ou ainda, mais competitivos.

  É demonstrado também que 8% dos produtos após o PROGEX tiveram sua inserção no mercado externo e 18%, na sua grande maioria produtos da área de tecnologia da informação, mais especificamente softwares, evitaram importação ou substituíram importações.

  Destaca-se, ainda, que 16% dos produtos atendidos não foram exportados em função de algumas dificuldades das empresas, posicionamento do mercado e variação cambial, o que representa 08 produtos sendo: 01 produto na área de alimentos (cachaça) a empresa enfrenta dificuldades na

  01 produto no segmento de eletro-eletrônico, após inovado proporcionou para a empresa aumento de faturamento na ordem de 36% e com previsão de exportação para a Argentina. 01 produto na área têxtil, sendo que a empresa apresentou considerável aumento de competitividade, o que pode ser destacado pelo aumento de seu faturamento na ordem de 16% frente à redução de custos do produto na ordem de 14%. Um fator importante que se destaca é que a empresa tem previsão de exportações de R$ 288.000,00 para 2005, com crescimento a uma taxa de 20%. É importante destacar que os produtos do projeto atendido, no espectro acima, são na sua maioria com alto valor agregado (tecnologia de informação e bens de capital), como pode ser visto no Gráfico 17, referente ao perfil dos produtos atendidos pela SOCIESC, pelo PROGEX. As empresas em que se encontram estes produtos de alto valor agregado, como por exemplo as de produtos eletromédicos, estão mais preparadas, sendo que seus empresários apresentam um comportamento cultural em que a exportação está num processo com indícios da possibilidade de pertencer à gestão estratégica do negócio. Nestas empresas, o principal dificultador para o ingresso ou ampliação da sua participação no mercado de exportação é a falta da cultura exportadora internalizada nos empresários.

  Quanto a esta questão, o PROGEX é uma ferramenta que demonstra ser um grande facilitador, ou agente de sensibilização e de disseminação da cultura exportadora para as empresas e empresários. Constata-se que, pelo trabalho conjunto com as empresas, está sendo-lhes possibilitado o rompimento das barreiras técnicas, promovendo inovações e demonstrações de resultados práticos e mesuráveis. É a internalização da cultura exportadora, por meio do fazer e demonstrar resultados.

  Assim, pode-se dizer que o PROGEX promove o contágio da cultura exportadora e que pode influenciar de forma importante outros empresários, passando a se caracterizar como uma força propulsora para quebrar os receios de enfrentar um mercado desconhecido e muitas vezes considerado inatingível. Esta questão é de extrema importância, pois algumas empresas

  3% 8% 24% Mercosul União Européia

  19% ALADI (excluído México e Mercosul) ) América Central (Incluído México) EUA Asia

  27% 19% Gráfico 20: Mercados atendidos no exterior

Fonte: Tabulação de Dados da Pesquisa de Impacto na Exportação e na Competitividade de MPMEs

em Função das Inovações Derivadas da Implementação do PROGEX em SC - por produto.

  De acordo com o Gráfico 20, é possível observar que os produtos que estão sendo exportados têm como seu principal destino a União Européia, com uma participação de 27%, seguida pelo Mercosul (24%). Mas há uma expressiva participação da Aladi (excluídos o Mercosul e o México) e da América Central (incluído o México), ambos com 19%. Há um despertar, no âmbito dessas empresas, para mercados não tradicionais como é o caso do Asiático, que já aparece com 3%.

  Os Estados Unidos apresentam 8% de participação. Fazendo um paralelo entre as Gráficos 11 e 12, é possível verificar que nos mercados de destino mais importantes para as MPMEs, em nível de Brasil e Santa Catarina, destaca-se a União Européia (27%) em primeiro lugar, seguida pelos Estados Unidos (24%). O fato é que para os Estados Unidos as exigências de toda a natureza apresentam um grau elevado de impedimentos a este mercado, principalmente de adequação às suas normas, muitas vezes confusas, dúbias e com necessidades de investimentos altos para aprimorar o produto e o processo.

  14% 11,44%

  12% 10% 8,90% al

  8% tu n ce

  6% er P

  4% 2% 0% Aumento do Faturamento Bruto Total da Crescimento Número Funcionários

  Empresa Descrição

  

Gráfico 21: Valores médios de impactos no faturamento bruto e no número de funcionários após o

PROGEX

Fonte: Tabulação de Dados da Pesquisa de Impacto na Exportação e na Competitividade de MPMEs

em Função das Inovações Derivadas da Implementação do PROGEX em SC - por produto.

  Analisando o Gráfico 21, observa-se que no universo de 18 empresas há um impacto expressivo no faturamento bruto (que inclui exportação) das empresas (+11,44%). Considerando que 95% dos 50 produtos terminaram entre fevereiro e maio de 2005, ou seja, é muito recente o término dos mesmos e que a grande parcela do aumento do faturamento não é relativa ao aumento da exportação geral das empresas, entende-se que este impacto no faturamento não é exclusivo em função do aumento da exportação e da competitividade da empresa unicamente após o término do projeto PROGEX.. Desta forma, o modelo de trabalho do PROGEX pela SOCIESC inicia sua contribuição quanto aos resultados mesmo antes do término do projeto. O que é observado é que, em boa parte das empresas, a atuação no produto estende-se para o processo de fabricação e também tem início uma mudança de ambiente tecnológico e de gestão da organização, aumentando assim a sua competitividade, o que reflete no aumento de vendas das empresas.

  Ainda no Gráfico 21, percebe-se que o número de funcionários aumentou 8,9%, Ao mesmo tempo mostra que, em sua maioria, as MPMEs estão em uma situação privilegiada para despontar para o mercado nacional e de exportação, mas devido à falta de informações e o envolvimento com as atividades diárias da empresa, os empresários e suas equipes não estão abertos para essas oportunidades de crescimento e necessitam de ações de entidades e, principalmente, do Governo para esse passo inicial.

  100% 90% 80% 70% 60% al tu n

  50% ce er P

  40% 30% 20% 10%

  0% 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 Produto

  Gráfico 22: Variação do percentual de faturamento de exportação do produto

Fonte: Tabulação de Dados da Pesquisa de Impacto na Exportação e na Competitividade de MPMEs

em Função das Inovações Derivadas da Implementação do PROGEX em SC - por produto. Obs: Para os produtos que não eram exportados e passaram a ser foi considerado 100%.

  O gráfico 22 demonstra o resultado mais relevante para as empresas em função da atuação do PROGEX. As inovações promovidas pelo PROGEX impactam diretamente nas

  140% 233%

  120% 100% 80% al

  60% tu n ce er

  40% P

  20% 0% 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50

  • 20%
  • 40%

  Produto Gráfico 23: Aumento da produção específica para o produto

Fonte: Tabulação de Dados da Pesquisa de Impacto na Exportação e na Competitividade de MPMEs

em Função das Inovações Derivadas da Implementação do PROGEX em SC - por produto.

  Na abordagem do gráfico 23 pode-se observar que os trabalhos realizados em 34% dos produtos com o PROGEX proporcionaram um aumento de sua produção no período de análise, em função do aumento do volume de vendas. Estes resultados corroboram na demonstração da influência das inovações na competitividade das MPMEs e reforçam a análise realizada dos Gráficos 21 e22.

  0% 5% 10% 15% 20% 25% 30% 35% 40% 45% 50%

  1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 Produto P er ce n tu al

  Gráfico 24: Aumento de produtividade

Fonte: Tabulação de Dados da Pesquisa de Impacto na Exportação e na Competitividade de MPMEs

em Função das Inovações Derivadas da Implementação do PROGEX em SC - por produto.

  Na análise do Gráfico 24 pode-se constatar que 20% dos produtos tiveram significativas melhoras de produtividade percebidas pelos gestores das empresas, impactando diretamente em sua rentabilidade.

  As empresas em que se inserem esses produtos inovados pelo PROGEX, além do aumento de sua produtividade, tiveram uma redução na área útil ocupada, ou seja, passaram a produzir mais em um espaço menor, sendo que empresas que estavam prevendo investimentos em infra-estrutura (terrenos e prédios) passaram a direcionar esse foco para o desenvolvimento de novos produtos e principalmente, preocupação com expansão para novos mercados em função até mesmo do aumento de sua competitividade.

  40% 266%

  30% 20% 10% al

  0%

tu 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50

n ce er

  • 10%

  P

  • 20%
  • 30%
  • 40%
  • 50%

  Produto Gráfico 25: Variação no custo do produto

Fonte: Tabulação de Dados da Pesquisa de Impacto na Exportação e na Competitividade de MPMEs

em Função das Inovações Derivadas da Implementação do PROGEX em SC - por produto.

  Na análise e interpretação do Gráfico 25, destaca-se que, em geral, houve redução no custo dos produtos, sob a percepção dos gestores das empresas com os trabalhos de inovação realizados, proporcionando para as empresas diferenciais competitivos frente a seus concorrentes, com reduções de custo que chegaram a patamares de até 40%. É importante mencionar que a inovação pode, em grande parte das vezes, aumentar o custo direto do produto de forma isolada, mas as conseqüências de aumento na escala de venda, maior produtividade, redução de consumo de energia, reduções gerais nos gastos do processo de produção do produto, resultam num custo total do produto menor, o que é demonstrado no

  1000 800 s ra o

  600 H e d e ad d ti

  400 an u Q

  200 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 Produto

  Gráfico 26: Quantidade de horas investidas pelas empresas para adequação do produto

Fonte: Tabulação de Dados da Pesquisa de Impacto na Exportação e na Competitividade de MPMEs

em Função das Inovações Derivadas da Implementação do PROGEX em SC - por produto. 60

  70 as so e d P es

  50 40 N ú m er o 20 30

  10 significativa disponibilização de pessoal técnico e um elevado número de horas trabalhadas nos projetos. Os dados apresentados nestas duas figuras reforçam a análise apresentada a seguir.

  Analisando as 18 empresas participantes do programa PROGEX em Santa Catarina, chega-se a alguns resultados em comum obtidos e percebidos por todas as MPMEs participantes do projeto. A Tabela 15, que apresenta os dados sobre os impactos na exportação e na competitividade de MPMEs em função do PROGEX/SC por produto, possui uma sinalização positiva para as questões formuladas referente aos itens 16, 19 e 20 desta Tabela. Respectivamente são as seguintes questões: (i) Houve acesso a tecnologias com custos subsidiados para as MPMEs?; (ii) Houve disseminação da cultura exportadora para a empresa? e; (iii) Houve melhoria do conhecimento técnico / operacional dos funcionários?

  Com base nesses dados extremamente positivos percebidos pelas empresas, é possível afirmar que as inovações para o avanço tecnológico e para o aumento da competitividade das empresas catarinenses, por meio do PROGEX, com forte ênfase no modelo estruturado pela SOCIESC para atuar com o PROGEX, com a componente imprescindível de recursos governamentais disponibilizados pela FINEP/MCT (caracterizando a tríade: governo + instituto tecnológico + empresa), possibilitam a atuação de especialistas de diversos segmentos no produto para exportação em cada MPME participante do programa.

  É importante destacar que os profissionais que atuam no PROGEX/SC são, em grande parte, engenheiros altamente qualificados, com formação sólida, anos de experiência no mercado industrial e convivência em outros países, entre outros fatores positivos, como a capacidade de entender as dificuldades dessas empresas e a importância das mesmas no cenário nacional, conseqüentemente a importância do resultado do seu trabalho de forma interdependente com as mesmas durante todo o projeto (com a duração de 6 a 19 meses).

  As micro e pequenas empresas, principalmente, não conseguem viabilizar recursos para a contratação deste tipo de profissional, obstáculo que vem sendo superado com o PROGEX.

  A disseminação tecnológica para superação de barreiras técnicas promove a disseminação e a consolidação da cultura exportadora. Empresas de pequeno porte que possuem diversos obstáculos para o mercado externo passam a visualizar no PROGEX uma oportunidade para o fortalecimento e o crescimento da empresa, abrindo e conhecendo novos mercados. Os empresários destas empresas catarinenses passam a ter um padrão conceitual de internacionalização, o que possibilita mudanças no seu pensamento quanto ao desenvolvimento de novos produtos. Constata-se em algumas empresas um choque de cultura , paradigmas sendo quebrados e novos mercados sendo consolidados ou conquistados.

  5.4.3 Consolidação dos Dados Por meio do levantamento, da análise e da interpretação de dados, foi constatado o resultado da atuação do PROGEX em 50 produtos (num universo de 18 empresas), para introduzi-los no mercado internacional, para aumentar a sua competitividade nesse mercado ou para prepará-los, possibilitando a entrada no mercado internacional, ou ainda para a substituição de importações. Foi verificado que, do Gráfico 19 ao Gráfico 27, tem-se indicadores da evolução das MPMEs Catarinenses que tiveram a atuação do PROGEX.

  De forma sucinta, pode-se mencionar: das 18 empresas atendidas, 17% foram micro, 61% pequenas e 22% médias; dos 50 produtos que receberam inovações, 58% já eram exportados e tiveram esta atuação ampliada, 18% passaram a substituir importações ou impedir importações, 16% não tiveram suas exportações concretizadas, estando em processo de prospecção e/ou negociação e 8% tiveram sua inserção no mercado de exportação; os principais mercados de destino desses produtos exportados estão assim distribuídos: União Européia (27%) , Mercosul (24%), Aladi, excluindo o México a variação de aumento na exportação após o PROGEX para os produtos que já estavam inseridos no mercado internacional foi de + 1,5% a + 50%; 34% dos produtos após o PROGEX tiveram aumento de produção variando de

  • 20% a +233%, sendo que três produtos tiveram este volume de produção reduzido em aproximadamente -23%; 20% dos produtos tiveram, após o PROGEX, significativas melhoras de produtividade percebidas pelos gestores das empresas (variação de +10% a +50%), impactando em sua rentabilidade e, conseqüentemente, no aumento da competitividade; em 36% dos produtos após o PROGEX houve redução de custos, sob a percepção dos gestores das empresas, com os trabalhos de inovação realizados, proporcionando para as empresas diferenciais competitivos frente a seus concorrentes, chegando a patamares de até -40%. E 12% dos produtos tiveram seu custo total aumentado. É importante destacar que a inovação pode, em grande parte das vezes, aumentar o custo direto do produto de forma isolada, mas as conseqüências de aumento de escala de venda, maior produtividade, redução de consumo de energia, reduções gerais nos gastos do processo de produção do produto, resultam num custo total do produto menor. Quando a inovação é muito grande, o custo direto do produto não é compensado por ganhos indiretos e o custo aumenta; houve uma significativa disponibilização de pessoal técnico (variando de 2 a 60 pessoas/projeto-produto) e um elevado número de horas trabalhadas nos projetos por parte da empresa (variando de 40 a 1000 horas/projeto-produto); as empresas foram unânimes em perceber que tiveram acesso a tecnologias com custos subsidiados; todas as empresas tiveram a percepção de que houve disseminação da cultura exportadora para a empresa;
assim avançar limites, iniciando a prospecção em outros países mais exigentes ou criando estratégicas para penetrar em mercados desconhecidos, como é o caso do mercado Africano; desenvolvimento de maior conhecimento de seu próprio produto, podendo assim continuar a realizar inovações no produto e no seu processo de manufatura; caso de empresa que, com a evolução tecnológica de um dos seus produtos e com base nos conceitos e conhecimentos adquiridos durante o projeto, conseguiu realizar desenvolvimento de novos produtos, atendendo aos requisitos dos mercados alvo para exportação; casos em que o conhecimento adquirido durante a inovação tecnológica de um determinado produto permitiu que a empresa expandisse e aplicasse as competências adquiridas para um maior número de produtos de seu portofólio; sensibilização e conscientização de toda a empresa para com os aspectos da importância de inovar ou até fazer pequenas melhorias no aspecto tecnológico e comportamental, e seus resultados na competitividade; casos de mudança na gestão/cultura organizacional, sendo que alguns possibilitaram inovações gerenciais e organizacionais, que podem ser consideradas inovações tecnológicas, conforme conceitos contidos na PINTEC, que é baseado no Manual de Oslo; casos em que a inovação do produto, além de proporcionar o início das exportações para a empresa, fortaleceu o reconhecimento deste produto pelos clientes nacionais; Maior conhecimento e consciência da empresa sobre as exigências do mercado externo.

  Diante do trabalho realizado, percebe-se a necessidade de que o MDIC, a CAMEX e a FINEP/MCT realizem um estudo referente aos resultados e conseqüentes indicadores de

  (Pesquisa Industrial de Inovação Tecnológica), por meio dos seus resultados, significativamente fortalecidos pela relação direta no dia-a-dia entre os executores do PROGEX e as MPMEs, em uma relação extremamente prática e interdependente, enfrentando todos os problemas e conseqüentes soluções para introduzir, conjuntamente com as empresas, o seu produto no mercado internacional.

  Evidencia-se, também, a necessidade de haver uma definição única para a conceituação e classificação das MPMEs, com um viés para as exportadoras, por meio dos órgãos competentes para tal (MDIC/CAMEX). Atualmente, muitas vezes, os levantamentos estatísticos mostram-se distorcidos, em função dos vários conceitos e classificações existentes.

  Constata-se, ainda, a necessidade de que o MDIC/CAMEX, agora com o reforço da nova Portaria Interministerial nº 606, crie uma sistemática de coleta e acompanhamento das empresas atendidas pelo PROGEX, em nível de receita total de cada empresa e, especificamente, a receita do produto em que recebeu o apoio do PROGEX. Essas estatísticas são fundamentais para o acompanhamento do programa e sua ampliação.

  144

5 CONCLUSỏES E RECOMENDAđỏES

  Neste capítulo são apresentadas as conclusões sobre o problema da pesquisa, a partir dos resultados e impactos gerados pelos trabalhos realizados e expondo considerações sobre a relevância do projeto frente às necessidades das MPMEs, tendo como referência os objetivos propostos na introdução do trabalho.

  Também são apresentadas recomendações para a eventual continuidade do estudo, diante dos aspectos pontuados na análise e interpretação dos resultados da pesquisa.

5.1 Conclusão

  Considerando o problema tratado e com base nos resultados obtidos, é possível tecer algumas considerações, verificando a convergência destes resultados comparados aos dados em nível de Brasil e de Santa Catarina das MPEMs exportadoras.

  Essa questão remete aos estudos realizados por Pipkin (2003) quando esse autor afirma que atualmente há uma concentração das vendas externas em um número restrito de empresas, evidenciando a relevância da inserção das micro, pequenas e médias empresas brasileiras e catarinenses no comércio internacional, respondendo aos desafios e oportunidades que se apresentam neste cenário, havendo a necessidade destas se adaptarem às mudanças, por meio da inovação, para que possam permanecer neste mercado.

  Neste contexto, a exportação se apresenta como uma condição básica para os países e as empresas, para que haja equilíbrio competitivo nos mercados. As demandas setoriais têm exigido

  145 empresas e a possibilidade de compartilhar inovações tecnológicas, que poderão contribuir para satisfazer as necessidades de clientes cada vez mais perspicazes.

  Os resultados evidenciam a idéia de que a ampliação da oferta de exportação vem acompanhada pela maior inserção das micro, pequenas e médias empresas no processo exportador catarinense e conseqüentemente brasileiro. Esses ganhos trazem não só benefícios diretos ao setor externo do País, como também ao desenvolvimento regional e à geração de emprego e renda para a economia.

  Outro aspecto a ser destacado na pesquisa e determinante para o sucesso dos trabalhos foi que o aumento de competitividade proporcionado às empresas pelas inovações implementadas nos produtos e processos gerou diferenciais, ampliando a participação no mercado nacional, além das exportações.

  Isso ocorre, na opinião de Bassi (1997), porque quando se encontram em um mercado competitivo, as empresas são forçadas a inovar e se ajustar às peculiaridades de cada mercado. Isso acrescenta maior complexidade às atividades da empresa, promovendo a melhoria e o crescimento.

  As MPMEs precisam trabalhar com o enfoque no produto global, ocasionando, com isso, uma reestruturação em termos de profissionalização, adequação e certificação dos produtos e capacitação para atender as imposições específicas dos mercados estrangeiros.

  O processo de exportação de uma empresa diz respeito à adoção de uma filosofia, que está baseada principalmente na mudança de cultura e na competitividade, ou seja, na identificação de novos paradigmas, que tornem a empresa mais competitiva, a fim de atuar no mercado internacional.

  Sobre essa questão, Leonardo Júnior (2002, p. xviii) afirma que:

  Em decorrência do seu porte, as pequenas e médias empresas apresentam um certo complexo de inferioridade não se sentindo capazes de atuar sozinhas no

  146 fundamentais para que as empresas, após terem seus produtos inovados possam se inserir e permanecer no mercado internacional.

  Desta forma, o presente trabalho buscou demonstrar para o setor empresarial brasileiro, principalmente no que tange às MPMEs do estado de Santa Catarina, os importantes resultados no âmbito das exportações e do aumento de competitividade das empresas que as inovações nos produtos e processos podem proporcionar, havendo, para que esse processo se efetue, a condição de que as empresas estejam dispostas a assimilar a cultura exportadora e decididas a participar do mercado mundial.

  Além dos ganhos de aumento de competitividade, crescimento nas exportações, o PROGEX tem se apresentado como uma forte ferramenta que, como resultados diretos, promove a sensibilização, a internalização e a disseminação da cultura exportadora, evidenciando a importância da inovação no aspecto tecnológico e até organizacional para a real necessidade do aumento da competitividade para as empresas e os empresários.

  Como conseqüência do processo de interatividade entre institutos tecnológicos, governo e MPMEs, por meio da atuação do PROGEX, têm sido obtidos expressivos resultados sociais, culturais e ambientais, dentre os quais pode-se citar o aumento do número de novos postos de trabalho, a capacitação tecnológica da equipe técnica, a redução na área útil ocupada, a oportunidade de maior ousadia das empresas e empresários, iniciando a prospecção em outros países mais exigentes ao nível tecnológico ou possibilitando aos mesmos a criarem estratégias para adentrarem em mercados desconhecidos, como é o caso do africano, do asiático e da Europa Oriental.

  Na análise das 18 empresas integrantes do PROGEX, percebe-se que a maioria considera que tiveram acesso à tecnologia com custos subsidiados, havendo disseminação da cultura exportadora e melhoria no conhecimento técnico/operacional dos funcionários.

  É importante salientar que o momento atual ainda pode ser considerado prematuro para

  147 empresário a prospectar novos mercados simpatizantes com a marcação CE (conformidade européia), a exemplo de China, México, Turquia, entre outros, e incentiva ainda mais o empresário a realizar inovações nos seus produtos para outros mercados considerados mais complexos, a exemplo do mercado Norte Americano e do Canadense ou, ainda, para mercados desconhecidos ou não tradicionais.

5.2 Recomendações

  Este trabalho não teve a pretensão de esgotar todas as possibilidades de análise do tema em estudo, havendo, portanto, várias oportunidades de futuras pesquisas e recomendações que podem ser feitas:

  Uma recomendação é a constatação da necessidade de ser estudado um PROGEX AMPLIADO , que possa atender à necessidade de desenvolvimento de produtos e processos completamente novos, e que necessitam de recursos financeiros mais elevados. Atualmente muitos projetos encontram o seu limite de ampliação quando é necessário adquirir uma nova tecnologia, um novo ferramental detectado durante a condução do PROGEX, dentre outras necessidades. Há aqui um forte impedidor da inovação, do aumento da competitividade e da inserção das MPMEs no mercado internacional, corroborado por Cáceres (2003), quando afirma que a função governamental no momento da inserção das MPMEs na internacionalização é imprescindível.

  Sugere-se ainda que a SOCIESC reaplique o questionário, integral ou parcial, de forma interativa com as mesmas empresas, daqui a um ano, para acompanhar a evolução de cada uma

  148

  

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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  154

  ANEXOS

  155

  

ANEXO 1

PESQUISA DE IMPACTO NA EXPORTAđấO E NA COMPETITIVIDADE DE

MICRO, PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS EM FUNđấO DAS INOVAđỏES

DERIVADAS DA IMPLEMENTAđấO DO PROGEX EM SANTA CATARINA.

1. Empresa / Produto

  1.1 Razão social:

  1.2 Responsável pelo preenchimento:

  1.3 Data da Pesquisa:

  1.4 Início do Projeto: Término do Projeto: Duração: meses

  1.5 Período de Análise: Início do Projeto a Outubro de 2005

  1.6 Tempo de existência da empresa:

  1.7 Nome do Produto:

  1.8 Faturamento bruto anual da empresa (R$)

  a) Antes da atuação do PROGEX:

  b) Após a atuação do PROGEX:

1.9 Faturamento bruto anual com exportações da empresa (R$)

  a) Antes da atuação do PROGEX:

  b) Após a atuação do PROGEX:

1.10 Variação percentual do faturamento anual de exportação do produto: %

2. Mercado

  2.1 Tempo de Existência do Produto no mercado nacional:

  2.2 O Produto já era Exportado

  • Sim - Não Form a de export ação

  156

  2.4 O Produto concorre com produto importado

  • Sim - Não

  2.5 Ocorreu substituição de importação?

  • Sim - Não Qual a econom ia ( R$) do país com essa subst it uição:

3. Resumo dos resultados alcançados após atuação do PROGEX (além do aspecto exportação)

  3.1 Resultados Sociais: ( ) Núm ero de funcionários ant es _____ e pós ______ PROGEX ( ) Acesso á t ecnologias com cust os subsidiados para as MPME ( ) Melhoria na segurança e saúde no trabalho ( ) Melhoria das condições de trabalho ( ) Out ros: Com ent ários:

  3.2 Resultados Ambientais: ( ) Redução dos im pact os am bient ais ( ) Atendim ento de exigências de caráter am biental ( ) Econom ia de energia, de _____ % ( ) Melhoria no aproveit am ent o de m at éria prim a ( ) Dim inuição dos índices de refugo, em _____% ( ) Utilização de em balagem reciclável ( ) Out ros:

  157

  ( ) Dissem inação da cult ura export adora para a em presa ( ) Out ros: Com ent ários:

  3.4 Impactos Econômicos/Financeiros: ( ) Produção anual do produt o ant es __________ e pós __________ PROGEX ( ) Aum ent o no cust o do produt o após at uação do PROGEX, de ______% ( ) Redução no cust o do produt o após at uação do PROGEX, de ______% ( ) Aum ent o da produt ividade, de ______% ( ) Melhoria da posição no m ercado ( ) Redução de cust os operacionais / produção, de _____% ( ) Liberação de espaço físico, de _______ % ( ) Liberação de m ão de obra para out ras at ividades, de _____% ( ) Out ros: Com ent ários:

  3.5 Impactos Tecnológicos: ( ) Melhoria da qualidade do produt o ( ) Adequação do produt o às exigências do m ercado nacional ( ) Pré qualificação de produt o para cert ificação com o CE, UL, FDA, et c ( ) Desenvolvim ent o de novo processo ( ) Desenvolvim ent o de novo produt o ( ) Reorganização fabril ( ex: adequação de lay out ) ( ) Facilidade de uso do produt o ou m elhoria de perform ance ( ) Foram realizados novos invest im ent os na produção em virtude da atuação do PROGEX, na ordem de R$ ____________

  158

  Art. 4º A Presidência será exercida em sistema de rodízio, alternando-se, a cada seis meses, nessa função, os representantes do Ministério da Ciência e Tecnologia e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. § 1º Excepcionalmente, por indicação dos representantes do, Ministério da Ciência e Tecnologia e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, e aprovação de todos os demais membros do Comitê Gestor, uma terceira instituição componente do referido Comitê, poderá ocupar sua Presidência. § 2º O Ministério no exercício da presidência do Comitê Gestor será responsável pelo suporte necessário ao funcionamento do Comitê. Art. 5º O Comitê Gestor tem as seguintes atribuições: I - aprovar o Termo de Referência do Programa, o qual conterá as diretrizes políticas e as estratégias de implementação do PROGEX;

  IX - articular ações para inserir novos parceiros nacionais e internacionais com vistas a captação de recursos para o PROGEX; X - promover ações de divulgação do programa;

  VIII - promover a interação do PROGEX com outros programas afins, em diferentes esferas de governo;

  VII - estabelecer critérios e efetivar o credenciamento ou o descredenciamento dos Núcleos de Atendimento responsáveis pelas efetivas ações do Programa;

  VI - instituir sistema de acompanhamento e avaliação;

  IV - aprovar o plano anual de investimento com objetivos, metas, ações, prazos e alocação de recursos financeiros, materiais e humanos do PROGEX, a ser proposto pelo Grupo Técnico; V - definir conjunto de indicadores de desempenho;

  III - instituir Grupo Técnico de apoio ao Comitê Gestor, coordenado pela FINEP e composto por representantes dos Núcleos de Atendimento do PROGEX;

  II - articular ações que promovam o compromisso das instituições que compõem o Comitê Gestor no aporte de recursos anuais ao PROGEX;

  § 2º O mandato do representante dos Núcleos de Atendimento do Ministro de Estado do Desenvo., Indústria e Comércio Exterior.

  

ANEXO 2

Nº 186, terça-feira, 27 de setembro de 2005.

  IX - Representante dos Núcleos de Atendimento do PROGEX. § 1º Os membros titulares do Comitê Gestor deverão indicar um suplente.

  VIII - Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas - SEBRAE;

  VII - Banco do Brasil - BB, representado por sua Diretoria de Comércio Exterior;

  VI - Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES, representado por sua Diretoria de Comércio Exterior;

  IV - Agência de Promoção à Exportação - APEX - Brasil; V - Câmara de Comércio Exterior - CAMEX, representada por sua Secretaria-Executiva;

  III - Ministério do Desenvolvimento, da Indústria e Comércio Exterior - MDIC, por meio da Secretaria de Tecnologia Industrial;

  II - Financiadora de Estudos e Projetos - FINEP;

  GABINETE DO MINISTRO PORTARIA INTERMINISTERIAL Nº 606, DE 20 DE SETEMBRO DE 2005 Os Ministros de Estado da Ciência e Tecnologia e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, no uso de suas atribuições, resolvem: Art. 1º Institucionalizar o Programa Nacional de Apoio Tecnológico à Exportação - PROGEX, com o objetivo de promover ações de extensão tecnológica nas micro, pequenas e médias empresas exportadoras ou potencialmente exportadoras. § 1º Considera-se que Extensão Tecnológica, referida no caput, é o conjunto de ações que promovam a melhoria da qualidade de produtos e processos, a aplicação de tecnologias industriais básicas e a promoção da inovação tecnológica. § 2º Entende-se como Núcleo de Atendimento do PROGEX, as instituições tecnológicas credenciadas pelo Programa para promover as ações de extensão tecnológica junto as empresas. Art. 2º O Programa será conduzido por meio de um Comitê Gestor, composto por instituições de âmbito nacional, comprometidas com o desenvolvimento de políticas e fomento à inovação nas micro, pequenas e médias empresas. Art. 3º O Comitê Gestor será formado por um representante das seguintes instituições: I - Ministério da Ciência e Tecnologia - MCT, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação - SETEC;

  XI - deliberar sobre outras ações necessárias para o aprimoramento do Programa.

  

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UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA – UDESC CENTRO DE CIÊNCIAS DA ADMINISTRAÇÃO E SÓCIO-ECONÔMICAS – CCA ESAG MESTRADO PROFISSIONAL EM ADMINISTRAÇÃO
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UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA - UDESC CENTRO DE CIÊNCIAS DA ADMINISTRAÇÃO – ESAG CURSO DE MESTRADO EM ADMINISTRAÇÃO ÁREA DE CONCENTRAÇÃO: GESTÃO ESTRATÉGICA DAS ORGANIZAÇÕES
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UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA – UDESC CENTRO DE CIÊNCIAS DA ADMINISTRAÇÃO – ESAG CURSO DE MESTRADO PROFISSIONAL EM ADMINISTRAÇÃO LÉO FELIPE AMARAL SENGER
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UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA – UDESC CENTRO DE CIÊNCIAS DA ADMINISTRAÇÃO – ESAG CURSO DE MESTRADO PROFISSIONAL EM ADMINISTRAÇÃO LUISA COELHO CARDOSO
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UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA – UDESC CENTRO DE CIÊNCIAS DA ADMINISTRAÇÃO E SÓCIO- ECONÔMICAS – ESAG CURSO DE MESTRADO PROFISSIONAL EM ADMINISTRAÇÃO
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UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA - UDESC CENTRO DE CIÊNCIAS DA ADMINISTRAÇÃO - ESAG MESTRADO EM ADMINISTRAÇÃO
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UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA - UDESC CENTRO DE CIÊNCIAS DA ADMINSITRAÇÃO – ESAG CURSO DE MESTRADO EM ADMINISTRAÇÃO ÁREA DE CONCENTRAÇÃO: GESTÃO ESTRATÉGICA DAS ORGANIZAÇÕES
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UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA – UDESC CENTRO DE CIÊNCIAS DA ADMINISTRAÇÃO E SOCIOECÔNOMICAS – ESAG CURSO DE ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
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