UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA UDESC CENTRO DE CIÊNCIAS DA ADMINISTRAÇÃO ESAG CURSO DE MESTRADO EM ADMINISTRAÇÃO ÁREA DE CONCENTRAÇÃO GESTÃO ESTRATÉGICA DAS ORGANIZAÇÕES

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Full text

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UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA UDESC CENTRO DE CIÊNCIAS DA ADMINISTRAÇÃO ESAG

CURSO DE MESTRADO EM ADMINISTRAÇÃO ÁREA DE CONCENTRAÇÃO

GESTÃO ESTRATÉGICA DAS ORGANIZAÇÕES

EXPORTAÇÃO E COMPETITIVIDADE DE MICRO, PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS EM FUNÇÃO DAS INOVAÇÕES EM SANTA CATARINA CASO

PROGEX/FINEP E A SOCIESC

EDMILSON SABADINI PEREIRA

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EDMILSON SABADINI PEREIRA

EXPORTAÇÃO E COMPETITIVIDADE DE MICRO, PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS EM FUNÇÃO DAS INOVAÇÕES EM SANTA CATARINA CASO

PROGEX/FINEP E A SOCIESC

Dissertação de Mestrado submetida à Universidade do Estado de Santa Catarina UDESC como requisito para obtenção do Grau de Mestre em Administração de Empresas.

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Edmilson Sabadini Pereira

EXPORTAÇÃO E COMPETITIVIDADE DE MICRO, PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS EM FUNÇÃO DAS INOVAÇÕES EM SANTA CATARINA CASO

PROGEX/FINEP E A SOCIESC

Esta dissertação foi julgada adequada para a obtenção do título de Mestre em Administração (Gestão Estratégica das Organizações) e aprovada em sua forma final pelo Curso de Mestrado em Administração da Universidade do Estado de Santa Catarina UDESC - Centro de Ciências da Administração ESAG.

________________________________________ Prof. Mario César Barreto Moraes, Dr.

Coordenador do Mestrado

Apresentada à Comissão Examinadora, integrada pelos professores:

________________________________________ Prof. Sandro Murilo Santos, Dr.

Orientador

________________________________________ Carlos Alberto Marques Couto, Dr.

Co - orientador

________________________________________ Profº. Mario César Barreto Moraes, Dr.

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Dedico este trabalho à minha Preta e ao meu Gui;

A meu amado afilhado Lucas, que veio há pouquinho tempo ao mundo é já enche meu coração de alegria;

A minha Lê que é uma menina simplesmente, fantástica;

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AGRADECIMENTOS

Ao Professor Sandro Murilo Santos, por ser o grande incentivador deste trabalho e pela sua dedicação, carinho, humanismo e profissionalismo prestado como orientador desta dissertação;

Aos meus amigos de trabalho, Gustavo Domeneghetti, Airton da Silva Rosa, Robynson Molinari e Júlio Dias do Prado, que foram fantásticos no apoio da condução deste trabalho;

A todas as pessoas da minha área, Gestão Tecnológica, pelo carinho e compreensão, que de forma direta ou indireta possibilitaram que eu pudesse realizar este trabalho;

Ao Dr. Carlos Alberto Marques Couto, que é o grande condutor do PROGEX em nível nacional, e o faz com maestria, profissionalismo e acima de tudo com muito carinho, este programa inovador e de extrema relevância para o nosso País. Agradeço, também pela sua dedicação como co-orientador deste trabalho;

Ao Professor Mario César Barreto Moraes, pela colaboração e incentivo como membro da Banca Examinadora na Qualificação e defesa da dissertação;

À nossa Sociedade Educacional de Santa Catarina SOCIESC, principalmente pelo seu ambiente incentivador e exemplar na contínua capacitação dos seus colaboradores e que tem proporcionado um crescimento contínuo para o meu conhecimento;

Ao Edgard Rocca e à Eliane Cunha da FINEP, pela presteza e carinho que tratam o PROGEX junto à nós da SOCIESC, constituindo-se como propulsores para o sucesso do mesmo;

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SUMÁRIO

LISTA DE ILUSTRAÇÕES...8

LISTA DE TABELAS...10

LISTA DE SIGLAS...12

RESUMO...13

ABSTRACT...14

1 INTRODUÇÃO...15

1.1 Contextualização do Tema...15

1.2 Definição do Problema de Pesquisa...18

1.3 Objetivos...19

1.3.1 Objetivo Geral...19

1.3.2 Objetivos Específicos ...19

1.4 Justificativa e Relevância do Tema...20

1.5 Estrutura da Dissertação...22

2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA...24

2.1 Micro, Pequenas e Médias Empresas...24

2.1.1 Conceituação...24

2.1.2 Importância para a Economia Nacional e Internacional ...32

2.1.3 As MPMEs no Cenário Atual e as Medidas e Ferramentas Disponíveis para Auxiliar a Inserção no Mercado Internacional...33

2.2 Mercado...400

2.2.1 Mercado Externo e Internacional...41

2.2.2 Tendências do Mercado ...444

2.2.3 Impacto da Globalização e Internacionalização ...45

2.2.4 A Micro, Pequena e Média Empresa no Atual Ambiente Competitivo...46

2.2.5 Experiências de Outros Países ...496

2.3 Importação e Exportação...51

2.3.1 Tendências ...54

2.3.2 Exportações Brasileiras Comparadas com as Exportações Mundiais...58

2.3.3 Exportações Brasileiras e do Estado de Santa Catarina...611

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2.3.5 Destino das Exportações Brasileiras e do Estado de Santa Catarina ...71

2.4 A Organização e a Cultura Organizacional...77

2.4.1 Ambiente...79

2.4.2 Gestão ...81

2.4.3 Processo ...82

2.4.4 Tecnologia ...84

2.5 Produtividade e Competitividade...85

2.6 Inovação...87

2.6.1 Conceituação e a Importância da Inovação ...87

2.6.2 Classificação das Inovações...90

3 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS...94

3.1 Limitações da Pesquisa...97

4 ESTUDO DE CASO...99

4.1 FINEP...99

4.2 Caracterização da Sociesc e a da Área de Gestão Tecnológica que Atua com o PROGEX...101

4.2.1 SOCIESC ...101

4.2.2 A Área de Gestão Tecnológica na SOCIESC que atua com o PROGEX...104

4.3 PROGEX...106

4.3.1 Conceituação e Sistematização de Contratação do Projeto ...106

4.3.2 Etapas de Atendimento após Contratação do Projeto ...107

4.3.3 Áreas de Atuação e os Benefícios do Apoio do PROGEX na Empresa...108

4.3.4 Origem do PROGEX ...108

4.3.5 Implementação do PROGEX em Nível Nacional...111

4.4 Descrição, Análise e Interpretação dos Dados...112

4.4.1 Descrição dos Dados...112

4.4.2 Análise e Interpretação dos Dados...128

4.4.3 Consolidação dos Dados...140

5 CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES...144

5.1 Conclusão...144

5.2 Recomendações...147

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS...148

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LISTA DE ILUSTRAÇÕES

Gráfico 1: Participação % do Brasil nas Exportações e Importações Mundiais

(1950 a 2004) ... 60 Gráfico 2: Número de Empresas Brasileiras Exportadoras - Janeiro a Dezembro

2003 / 2004 ... 67 Gráfico 3: Número de Empresas Catarinense Exportadoras -Janeiro a Dezembro

2003 / 2004 ... 67 Gráfico 4: Exportação Brasileira por Porte de Empresa - Número de Empresas

2003 / 2004 ... 68 Gráfico 5: Exportação Catarinense por Porte de Empresa - Número de Empresas -

2003 / 2004 ... 68 Gráfico 6: Exportação Brasileira por Porte de Empresa - Participação % sobre

o Número de Empresas Exportadoras Brasileiras de 2004 ... 69 Gráfico 7: Exportação Brasileira por Porte de Empresa Participação % sobre

o Valor Brasileiro de Exportação de 2004 ... 69 Gráfico 8: Exportação Catarinense por Porte de Empresas - Participação % sobre

o Número de Empresas Catarinense Exportadoras de 2004 ... 70 Gráfico 9: Exportação Catarinense por Porte de Empresas - Participação % sobre

Valor de Exportação Catarinense de 2004 ... 70 Gráfico 10: Principais Mercados de Destino das Exportações Brasileiras

Participação % em2004 ... 71 Gráfico 11: Principais Blocos de Destino das Micro e Pequenas Empresas

em 2004 Participação % ... 73 Gráfico 12: Principais Blocos de Destino das Médias Empresas em 2004 -

Participação % ... 73 Gráfico 13: Principais Blocos de Destino das Grandes Empresas em 2004

Participação % ... 74 Gráfico 14: Principais Mercados de Destino das Exportações Catarinenses

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Gráfico 16: Perfil do corpo técnico-científico da SOCIESC ... 104

Gráfico 17: Distribuição dos projetos PROGEX por segmento no estado de SC ... 106

Gráfico 18: Porte das empresas atendidas (Critério MERCOSUL) ... 129

Gráfico 19: Distribuição quantitativa dos produtos em função dos objetivos do PROGEX ... 130

Gráfico 20: Mercados atendidos no exterior ... 132

Gráfico 21: Valores médios de impactos no faturamento bruto e no número de funcionários após o PROGEX ... 133

Gráfico 22: Variação do percentual de faturamento de exportação do produto ... 134

Gráfico 23: Aumento da produção específica para o produto ... 135

Gráfico 24: Aumento de produtividade ... 136

Gráfico 25: Variação no custo do produto ... 137

Gráfico 26: Quantidade de horas investidas pelas empresas para adequação do produto .... 138

Gráfico 27: Quantidade de pessoas envolvidas pelas empresas para adequação do produto ... 139

Quadro 1: Fases de Integração Econômica ... 44

Quadro 2: Condições da Competitividade ... 80

Quadro 3: Procedimentos metodológicos utilizados na pesquisa ... 97

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LISTA DE TABELAS

Tabela 1: Distinção entre micro, pequena e média empresa - Critérios para a indústria ... 27

Tabela 2: Distinção entre micro, pequena e média empresa - Critérios para comércio e serviços ... 27

Tabela 3: Critérios para classificação das MPMEs do Brasil ... 29

Tabela 4: Critérios para classificação das MPMEs da União Européia ... 30

Tabela 5: Classificação das MPMEs segundo o Banco Mundial e a Corporação Financeira Internacional ... 31

Tabela 6: Classificação dos Paises Exportadores de acordo com o volume do valor de exportação Valores em US$ Bilhões ... 61

Tabela 7: Balanço Comercial do Brasil de 1994 a 2004 - US$ 1.000 FOB ... 62

Tabela 8: Balanço Comercial de Santa Catarina de 1994 a 2004 - US$ 1.000 FOB ... 63

Tabela 9: Exportações Brasileiras X Exportações de Santa Catarina ... 63

Tabela 10: Exportação Brasileira - Distribuição por Porte de Empresa e Valor

2003/2004 ... 65

Tabela 11: Exportação Brasileira por Porte de Empresa e Valor - Distribuição por Unidade da Federação de Produção ... 66

Tabela 12: Principais Mercados de Destino das Exportações Brasileiras em 2004 e Variação (2004/2003) ... 71

Tabela 13: Principais Blocos de Destino das Exportações Brasileiras por Porte de Empresa Participação por Valor em 2003 e 2004 e Variações 2004/2003 ... 72

Tabela 14: Exportações de Santa Catarina Principais Países e Blocos Econômicos de Destino ... 75

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LISTA DE SIGLAS

AID: Associação Internacional de Desenvolvimento

AMGI: Organismo Multilateral de Garantia de Investimentos

ANPEI: Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento e Engenharia das Empresas Inovadoras

APEX: Agência de Promoção das Exportações

BIRD: Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento CAMEX: Câmara do Comércio Exterior

CETEC: Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais

CIADI: Centro Internacional para Acerto de Divergências relativas a Investimentos CNI: Confederação Nacional da Indústria

CIENTEC: Fundação de Ciência e Tecnologia - Estado do Rio Grande do Sul CIMATEC: Centro Integrado de Manufatura e Tecnologia - Estado da Bahia CSLL: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido

FUCAPI: Fundação Centro de Análise, Pesquisa e Inovação Tecnológica IBGE: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

IFC: Corporação Financeira Internacional IPI: Imposto sobre Produtos Industrializados INT: Instituto Nacional de Tecnologia

IPT: Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de S. Paulo S.A. ITAL: Instituto de Tecnologia de Alimentos - Estado de São Paulo ITEP: Instituto Tecnológico do Estado de Pernambuco

IR: Imposto de Renda

ICMS: Imposto sobre Contribuição de Mercadorias e Serviços FIESC: Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina

FINEP: Financiadora de Estudos e Projetos do Ministério da Ciência e Tecnologia MCT: Ministério da Ciência e Tecnologia

MERCOSUL: Mercado Comum do Sul

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MPEs: Micro e Pequenas Empresas

MPMEs: Micro, Pequenas e Médias Empresas

NUTEC: Fundação Núcleo de Tecnologia Industrial - Estado do Ceará OMC: Organização Mundial de Comércio

PAE: Programa de Apoio à Exportação

PGNI: Programa de Geração de Negócios Internacionais PIB: Produto Interno Bruto

PINTEC: Pesquisa Industrial de Inovação Tecnológica

PROEX: Programa de Apoio às Exportações Brasileiras PROGEX: Programa de Apoio Tecnológico à Exportação

SEBRAE: Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas SECEX: Secretaria de Comércio Exterior

SGI: Sistema Global de Inovação

SENAI: Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial

SIMPLES: Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte

SNI: Sistema Nacional de Inovação

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RESUMO

PEREIRA, Edmilson Sabadini. Exportação e competitividade de micro, pequenas e médias empresas em função das inovações em Santa Catarina Caso PROGEX/FINEP e a SOCIESC. Florianópolis, 2005, 158f. Dissertação (Mestrado em Administração Estratégica) Programa de Pós-graduação em Administração. Universidade do Estado de Santa Catarina, Florianópolis, 2005.

Com a mundialização, as fronteiras entre os países estão sendo atenuadas, os meios de comunicação abrem cada vez mais o mercado a novas idéias e a sociedade, de um modo em geral, é levada a gerar e absorver as inovações mais rapidamente que no passado. Neste contexto, vem ocorrendo um contínuo aperfeiçoamento nas relações de comércio internacional, exigindo das micro, pequenas e médias empresas maior capacitação competitiva. A capacidade de geração, difusão e utilização de novos conhecimentos tem sido o elemento propulsor do desenvolvimento tecnológico, sendo que a transmissão do conhecimento para este porte de empresas não é um processo linear. Assim, governo, institutos tecnológicos e empresas não têm capacidade, sozinhos ou em separado, para gerar, difundir e utilizar esses conhecimentos. O Programa de Apoio Tecnológico à Exportação - PROGEX proporciona exatamente a atuação nesta tríade, oferecendo apoio para inserção e/ou permanência destas empresas no mercado exterior. Esta dissertação tem o objetivo de determinar os impactos sobre a exportação e nos resultados percebidos pelas MPMEs em função do apoio do referido Programa. A investigação teve como foco o mercado, a evolução da balança comercial em Santa Catarina e no Brasil, processos estes que influenciam na questão da cultura organizacional, da competitividade e da inovação das MPMEs. Foi realizada uma pesquisa qualitativa, exploratória e descritiva, com estudo de múltiplos casos de produtos participantes do PROGEX e que tiveram seus projetos finalizados. Os resultados obtidos indicam que este Programa tem sido efetivo, uma vez que vem promovendo inovações em produtos e processos, causando impactos na exportação e na competitividade, aumentando significativamente a exportação do produto, em empresas já exportadoras, inserindo empresas/produtos no mercado de exportação e substituindo importações. Além disso, fortalece a empresa no mercado nacional com aumento da receita total, capacita a equipe técnica das MPMEs, aumenta o número de novos postos de trabalho, reduz a área útil ocupada, sensibiliza, internaliza e dissemina a cultura exportadora e destaca a importância da inovação para a real necessidade do aumento da competitividade para as empresas e empresários, possibilitando investimentos na inserção em outros países mais exigentes ou desconhecidos.

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ABSTRACT

PEREIRA, Edmilson Sabatini. Export and competitiveness of micro, small and medium enterprises, in light of the innovations in Santa Catarina Case PROGEX/FINEP and SOCIESC. Florianopolis, 2005, 158f. Essay (Masters in Strategic Management), Post Graduation Program in Management, University of the Santa Catarina State, Florianopolis, 2005.

With the globalization, the borders are being eased, the communication means open the market ever more to new ideas, and the society is, in general, led to generate and absorb the innovations, quicker than in the past and to a continuous improvement in the international trade relations, requiring from micro, small and medium sized enterprises a higher competitive qualification. The capability to generate, broadcast and utilize new knowledge is behaving as the propelling element in the technological development, and transfer such knowledge to such group of companies is not a linear process. In this context, the government, technological institutes and companies do not have individually or separately capabilities to generate, broadcast and employ such knowledge, and the PROGEX precisely provides an efficient and efficacious action within this triad, offering support for the insertion and/or permanence of these companies in the overseas market. This essay aims at determining the impacts over exports and in the results perceived by the MSMEs in function of the support from such Program. The investigation focused on the market, on the evolution of the trade balance in Santa Catarina and Brazil, processes that influence the issues of organizational culture, competitiveness and innovation in MSMEs. A qualitative, exploratory and descriptive research has been carried out, with the study of multiple cases of companies taking part in the PROGEX and that have had their projects finalized. The results obtained indicate that PROGEX is being effective, where through innovations in products and processes, it impacts the exports and competitiveness, significantly increasing the product's overseas sales volume, in companies that already export, inserting companies and products into the exports market, and replacing imports. Apart from that, it has strengthened the company at the domestic market, increasing their total revenues, qualifying the technical teams of the MSMEs, increasing the number of new job openings, reduction of footprint, and creating sensitivity, internalization and dissemination of the exporting culture, and the relevance of innovation for the actual needs to increase competitiveness for companies and entrepreneurs, allowing investing in their insertion into other more demanding or unknown countries.

Key Words: PROGEX, innovation, micro and small and medium enterprises, export.

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1 INTRODUÇÃO

Este capítulo tem como finalidade principal descrever de forma geral os pontos fundamentais que serão desenvolvidos no decorrer do trabalho, tais como o tema e o problema de estudo, a relevância do tema (justificativa), objetivos, procedimentos metodológicos e organização da dissertação.

1.1 Contextualização do Tema

Com a globalização ou mundialização da economia, aumentou a velocidade com que os países intercambiam bens e serviços. Neste contexto, as empresas enfrentam grande competitividade para conquistarem um espaço no mercado internacional e até mesmo no mercado nacional.

O mercado externo exige altos padrões de qualidade gerando grandes dificuldades para inserção e permanência das empresas. Competir internacionalmente requer inteligência estratégica, passando necessariamente por uma análise de potencialidades e otimização da utilização das capacidades. A abertura econômica, a privatização e desregulamentação da economia, conforme Dias (2002, p. 73) impuseram às empresas a necessidade de aumentar a produtividade e a qualidade de seus produtos. As empresas que não são competitivas perdem espaço, sendo substituídas pelas mais eficientes ou pelo aumento das importações dos produtos em que o país é menos eficiente.

No caso das MPMEs, que apresentam em muitas situações dificuldades de mobilização de recursos financeiros, nível tecnológico insuficiente, e poucos canais de acesso aos mercados internacionais via exportação o desafio é ainda maior.

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Elas apresentam deficiências em todos os níveis (conhecimento, tecnologia, finanças, gestão, recursos humanos, produção, design, comercialização, distribuição, etc.). Ou se trabalha de forma sistêmica para elevar o padrão em todas essas áreas, ou não se conseguirá mudanças de efeito duradouro na MPMEs.

Isso significa que a eliminação dos gargalos tecnológicos é apenas uma parte da busca por soluções que promovam mudanças significativas no patamar competitivo destas empresas.

Dentre os problemas que mais afetam a capacidade de inovação das MPMEs, a Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento e Engenharia das Empresas Inovadoras (ANPEI, 2004) destaca o fato de que muitas empresas trabalham sem ter o conhecimento necessário sobre o mercado em que atuam, muitas vezes seguindo o que as empresas líderes ditam. Outras vezes falta-lhes a compreensão de que somente depois da escolha de seus mercados preferenciais e de terem viabilizado estratégias para a superação dos próprios problemas, que as impedem de crescer de forma sustentada nestes mercados é que estarão aptas a pôr em prática projetos de cooperação. Isso poderá ocorrer por meio de projetos voltados para a montagem de observatórios que as mantenham informadas sobre as tendências tecnológicas de mercado ou pela realização de pesquisas e desenvolvimentos tecnológicos conjuntos, dentre outras formas. Outro problema é que, as MPMEs muitas vezes se limitam a copiar o que as grandes fazem, sendo que institutos de pesquisa ou universidades têm a tendência de trabalhar para as grandes empresas. Há também as dificuldades encontradas para acessar financiamento, tais como a burocracia, a falta de garantias reais, os custos elevados dos financiamentos.

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Apesar do crescimento das exportações, o Estado de Santa Catarina apresenta índices ainda muito incipientes, se comparados a regiões da Europa, como Itália e Espanha e a regiões da Ásia, que apresentam uma forte participação de MPMEs e com um alto valor agregado a seus produtos. Neste contexto, vale enfatizar que, apesar do significativo crescimento de suas exportações e do fato das MPMEs, no ano de 2004, representarem 82,6% do total do número de empresas exportadoras catarinenses (enquanto as Grandes Empresas representam apenas 17,1%, as MPMEs), as Grandes têm uma participação maior (82,07%). Destaca-se, ainda, que 40% do total do valor exportado, em Santa Catarina, no período de janeiro a setembro de 2005, esteve concentrado em 7 grandes empresas, de acordo com o MDIC/SECEX e a FIESC (2005).

Diante deste quadro, a qualificação da mão-de-obra apta ao mercado produtivo, com visão sistêmica e focada para a vocação regional, torna-se condição indispensável para o desenvolvimento do potencial exportador.

O PROGEX é um programa de apoio tecnológico à exportação, implementado no final do ano 2000, pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT), o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e a Secretaria Executiva da Câmara de Comércio Exterior (CAMEX), em parceria com a Financiadora de Estudos e Projetos do Ministério da Ciência e Tecnologia (FINEP). O propósito fundamental deste programa é apoiar as micro, pequenas e médias empresas em sua inserção ou permanência no comércio internacional, mais especificamente quanto à exportação (MDIC, 2003).

A SOCIESC, atuando de forma integrada com suas competências e parcerias, de acordo com seus objetivos permanentes de criar mecanismos diferenciados de transferência de tecnologia para as empresas. e intensificar o relacionamento com empresas de forma global , proporciona soluções para as necessidades das empresas.

Desta forma, a organização credenciou-se em julho de 2003 como a única instituição a atuar com o programa PROGEX em Santa Catarina, disponibilizando profissionais nos mais diversos segmentos do mercado e recursos financeiros por meio da FINEP/MCT.

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1.2 Definição do Problema de Pesquisa

Muitas empresas apresentam dificuldades em conciliar os custos para viabilização dos processos, que incluem normalmente o uso de tecnologias, a capacitação de bons funcionários e a necessidade de satisfação do cliente, fatores que por sua vez devem ser compensados com o lucro obtido. A avaliação dos resultados da empresa e a orientação para tomadas de decisão requerem o acompanhamento de outras dimensões da competitividade que não sejam apenas custos e eficiência técnica, como ocorria no passado.

Por sua vez, a capacitação e a informação apresentam-se como fatores decisivos de sucesso, capazes de gerar as condições reais de competitividade e sustentabilidade. A flexibilidade e a agilidade das empresas em desenvolver soluções e produtos, representam fatores decisivos para a implantação de um sistema capaz de promover, cada vez mais, o desenvolvimento econômico e social dos municípios e pólos regionais, por meio de sua inserção no âmbito internacional.

Estratégias de desenvolvimento e crescimento devem ser adotadas para garantir a sobrevivência das empresas, frente a este novo mercado globalizado e altamente competitivo. Com base nas recomendações do SEBRAE (2005) pode-se visualizar grandes desafios que as MPMEs devem enfrentar para ampliar suas oportunidades em um ambiente globalizado, tais como: inserção direta da empresa no comércio internacional; melhor preparação para enfrentar a concorrência estrangeira no mercado interno próprio; absorção de novas tecnologias e novos métodos gerenciais em busca de uma melhor qualidade e competitividade.

As políticas direcionadas para as MPMEs, de acordo com a Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (ANPEI, 2004, p. 125):

Devem estar calcadas, acima de tudo, em aspectos microeconômicos, de correção sistêmica e estrutural dos seus problemas. Para que produzam resultados concretos, estas políticas deverão ser preferencialmente aplicadas em agrupamentos de empresas, como os arranjos produtivos locais e em cadeias produtivas. Porém, dentro desses arranjos e cadeias, é indispensável que sejam desenvolvidos projetos individualizados de prestação de assistência técnica direta, em ações de extensionismo industrial / tecnológico / mercadológico, realizadas com base nos planos estratégicos elaborados para cada empresa.

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próprias das empresas catarinenses de micro, pequeno e médio porte. O desenvolvimento do Estado é fruto de um modelo, cujos agentes de ação sempre foram as MPMEs.

Diante do exposto, surge o seguinte problema de pesquisa:

Quais os impactos sobre a exportação e nos resultados percebidos pelas MPMEs em função do apoio do PROGEX?

1.3 Objetivos

Para um melhor direcionamento do trabalho, foram definidos objetivos, sendo um geral e quatro específicos:

1.3.1 Objetivo Geral

Determinar os impactos sobre a exportação e nos resultados percebidos pelas MPMEs em função do apoio do PROGEX.

1.3.2 Objetivos Específicos

Levantar a classificação das micro, pequenas e médias empresas nas atividades industriais e a sua importância no mercado;

Determinar a influência da inovação na exportação e na competitividade das MPMEs;

Identificar quais os impactos na exportação das MPMEs;

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1.4 Justificativa e Relevância do Tema

É importante determinar a capacidade competitiva das MPMEs em âmbito internacional, com base nas informações, inovações tecnológicas, nos processos de qualidade, formação de uma imagem sólida e de marca regional, que possa ser percebida adequadamente pelos stakeholders.

Também é necessário que as MPMEs definam a sua participação no mercado internacional no planejamento estratégico e de marketing, estruturando um plano de ação criterioso e consistente, acreditando na exportação como uma alternativa fundamental para a expansão e diversificação dos seus negócios.

Para tanto, é relevante conhecer as dificuldades que estas empresas enfrentam em sua inserção no comércio internacional e desenvolver ações que contribuam efetivamente para que tenham maiores probabilidades de sucesso neste processo. De acordo com Dias (2002, p. 20) o mercado internacional pode tornar-se uma importante alavanca para o desenvolvimento não só de empresas grandes, mas também de pequenas e médias. Para tal, a exportação e internacionalização precisam fazer parte da cultura das empresas e não serem tratadas de forma situacional, em função de ociosidade da produção ou variação cambial.

A internacionalização das MPMEs está diretamente relacionada ao aumento da sua eficiência e qualidade de seus processos e produtos, que remetem ao fortalecimento da capacidade tecnológica. A sociedade produtiva moderna impõe a inovação como requisito fundamental para o desenvolvimento da capacidade competitiva das empresas e sua sobrevivência. Na visão de Caron (2003, p. 94)

A inovação tecnológica pode ser compreendida como a batida do coração de uma economia. Sem as inovações as empresas não podem introduzir novos produtos, serviços ou processos. Sem a inovação, a capacidade de geração de lucro e capital de uma economia tende a se reduzir. Como conseqüência, as empresas tendem a desaparecer do mercado e o país perde a dinâmica do desenvolvimento econômico.

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Evidencia-se, assim, a importância de ações que venham a contribuir para a incorporação da inovação tecnológica nas MPMEs. A avaliação da capacitação tecnológica, a discussão sobre este assunto e as propostas de melhoria nesse processo são questões que merecem especial ênfase na agenda de debate sobre a inserção destas empresas no cenário internacional.

Furtado (1994, p. 09) argumenta que a capacitação tecnológica representa um elemento importante para a competitividade de um setor ou da economia, embora não seja o único. Todavia, seu papel é fundamentalmente dinâmico.

Sobre a capacitação para a inovação, Coutinho e Ferraz (1995) afirmam que a importância da inovação tecnológica para a competitividade é inequívoca. O progresso econômico da empresa está intimamente ligado à sua capacidade de gerar progresso técnico. No contexto internacional, empresas inovadoras não mais definem estratégias e competências visando exclusivamente o desenvolvimento de linhas de produtos. Visam crescentemente criar capacitação em áreas tecnológicas de onde exploram oportunidades para criar e ocupar mercados. O sucesso competitivo, passa, assim, a depender da criação e da renovação das vantagens competitivas por parte das empresas, em um processo em que cada produtor se esforça por obter peculiaridades que o distingam favoravelmente dos demais, como, por exemplo, custo e/ou preço mais baixo, melhor qualidade, maior habilidade de servir à clientela.

A manutenção da competitividade por parte das organizações implica o desenvolvimento de estratégias, que têm o objetivo de tornar as empresas mais dinâmicas e flexíveis. Caron (2003, p. 29) enfatiza que:

Os fatos econômicos, sociais e políticos da globalização mostram o crescimento da importância das interdependências empresariais na busca de alternativas de sobrevivência, crescimento e lucro. É possível, portanto, entender a globalização como um fenômeno impulsionado pelas estratégias e comportamento das empresas, que procuram melhoria de qualidade, de produtividade, a redução de desperdícios para melhor participação de mercado, isto é, competitividade a ampliação dos lucros.

Neste contexto, as estratégias tradicionalmente utilizadas, sendo agora imprescindível a análise da lógica global e a implementação de ações relevantes na busca pela permanência e na abordagem das oportunidades de inserção dos mercados internacionais, tão necessárias para o desenvolvimento da empresa e do país.

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também, trabalhar buscando não apenas sua futura internacionalização, como também a contenção das importações.

Diante das questões descritas, evidencia-se a necessidade do aprimoramento dos padrões de produção e do produto, a constante análise da sistematização do sistema de gestão empresarial, que figuram como um ponto essencial para o desenvolvimento dos países. Daí a importância de programas e ferramentas de suporte às atividades internacionais, com ênfase para as MPMEs.

Questões importantes para a atuação das empresas no cenário internacional, mencionadas por Minervini (1997) são: o aumento do volume de negócios, as dificuldades de vendas no mercado interno, o melhor aproveitamento das estações, preços mais rentáveis, a oportunidade de aumento do ciclo de vida dos produtos, entre outros, determinantes nas estratégias de desenvolvimento das empresas.

Alguns procedimentos importantes para a internacionalização das MPMEs podem estar voltados ao comprometimento destas com suas operações internacionais no sentido de construir caminhos para a inserção e permanência no mercado global. É possível identificar vários fatores críticos de sucesso para que a inserção competitiva das MPMEs no comércio internacional, sendo que todos estes fatores passarão pela escolha dos nichos de mercado com maior conteúdo tecnológico e dinamismo na corrente do comércio, pelo estabelecimento de alianças ou parcerias estratégicas, pelo apelo em qualidade e inovação, pela preocupação com a qualificação do capital humano, dentre outros aspectos.

1.5 Estrutura da Dissertação

Esta Dissertação está estruturada em quatro capítulos, sendo que o primeiro é introdutório e apresenta uma visão geral sobre o trabalho desenvolvido, contextualizando o tema, definindo o problema de pesquisa e os objetivos a serem alcançados, apresentando a relevância desta pesquisa e descrevendo os procedimentos metodológicos adotados.

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23

empreendimentos no cenário das exportações brasileiras e catarinenses, considerando que estão inseridos em um contexto globalizado.

O terceiro capítulo centraliza-se no estudo de caso, descrevendo a FINEP e realizando uma contextualização sobre a conceituação e como se atua com o PROGEX e sua origem, implementação a nível nacional, direcionando posteriormente o foco para a implementação deste programa pela SOCIESC, com descrição, análise e interpretação dos dados obtidos na pesquisa.

(24)

2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

Este capítulo apresenta as concepções dos autores pesquisados, que serviram de suporte para as análises realizadas no estudo de caso. Além de conceitos fundamentais como o de micro, pequena e média empresa, mercado, importação e exportação, produtividade e competitividade, inovação, ambiente, gestão, processo e tecnologia, foram realizadas pesquisas sobre tendências do mercado, impactos da globalização, a distribuição das exportações do Brasil e de Santa Catarina por porte de empresa e valor, números do destino das exportações brasileiras e catarinenses, sempre procurando situar as micro, pequenas e médias empresas neste contexto.

2.1 Micro, Pequenas e Médias Empresas

Os vários fatores presentes nas organizações empresariais e a multiplicidade de tarefas a elas solicitadas levam diversos autores a agrupá-las, classificando-as, na procura de denominadores comuns que auxiliem na difícil tarefa de melhor compreendê-las. A seguir, são apresentadas definições atribuídas às micro, pequenas e médias empresas, destacando sua relevância no cenário econômico.

2.1.1 Conceituação

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O termo Micro e Pequenas Empresas MPEs é utilizado para diferenciar estas em relação às Médias e Grandes Empresas. Para apresentar as características de uma grande empresa há uma vasta literatura disponível. Contudo, a definição de micro, pequena e média empresa que, a primeira vista, aparenta ser simples, na realidade mostra que existem várias possibilidades.

Geralmente a classificação é realizada em função do número de empregados, sendo que a maioria das entidades definidoras estabelece como microempresa aquela que tem até 10 empregados; pequena, até 100; média, até 500; e grande, acima de 500 empregados. Esta classificação poderia ser aceita, mas se mostra frágil em função da aplicação de mão-de-obra, no sentido do tipo de empreendimento a ser realizado. Por exemplo, uma empresa de construção civil poderá ter muitos empregados e não ter o equivalente em faturamento que a justifique como uma grande empresa. (SEBRAE, 2005)

Portanto, é preciso considerar que o número de funcionários é apenas um dos critérios utilizados para definir este segmento e diferenciá-lo em relação à sua contribuição para com a economia brasileira. Outro critério é o do faturamento. A classificação estaria ligada ao volume de recursos obtidos durante o período de um ano.

O Estatuto da Microempresa e Empresa de Pequeno Porte1 no art. 2, em conjunto com a lei da instituição do SIMPLES (Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte)2, considera como

microempresas aquelas cuja receita bruta anual seja igual ou inferior R$ 244.000,00 (duzentos e quarenta e quatro mil reais), e como empresas de pequeno porte, as que tenham receita bruta anual de até R$ 1.200.000,00 (um milhão e duzentos mil reais).

Em virtude da grande contribuição que este segmento vem dando para o crescimento econômico brasileiro, o Presidente do Brasil corrigiu os valores anteriormente citados3,

passando a vigorar da seguinte forma: Microempresa, pessoa jurídica e a firma mercantil individual que tiver receita bruta anual igual ou inferior a R$ 433.755,14 (quatrocentos e trinta e três mil, setecentos e cinqüenta e cinco reais e quatorze centavos) e Empresa de Pequeno Porte, a que não estando enquadrada como microempresa, tiver receita bruta anual superior a R$ 433.755,14 (quatrocentos e trinta e três mil, setecentos e cinqüenta e cinco

1 Lei n. 9.841/99, de 05 de outubro de 1999. Sua regulamentação ocorreu pelo Decreto n. 3.474 de 19 de maio

de 2000, sendo um importante marco na história das MPE.s brasileiras.

2 Lei 9.317/96.

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reais e quatorze centavos) e igual ou inferior a R$ 2.133.222,00 (dois milhões, cento e trinta e três mil, duzentos e vinte e dois reais).

Entretanto, a classificação por faturamento pode variar em função dos setores examinados, compreendendo desde a extração e tratamento de minerais, passando pelos diversos tipos de empresas (metalurgia, de transporte, de mobiliário, de papelão, química, alimentar, gráfica etc., por exemplo). Este critério também é relativo e não permite uma generalização.

Isso indica que é importante considerar, paralelamente, mais de um critério, no processo de classificação das empresas. Na definição do SEBRAE (2005), a estratificação das empresas segundo o tamanho tem adotado como critério o número de pessoas ocupadas e o valor da receita/faturamento. A opção entre essas variáveis tem refletido, em boa medida, o propósito da classificação. Esta metodologia toma como base a classificação do SEBRAE relativa às empresas industriais, que associa a micro empresa à faixa de 1 a 19 pessoas ocupadas, a pequena empresa à de 20 a 99 pessoas, a média empresa à de 100 a 499 e considera como grande empresa àquela com 500 ou mais pessoas ocupadas. Contudo, a simples observação da distribuição de freqüência das empresas exportadoras por faixa do valor das exportações revela que esse critério merece ser adotado de forma qualificada. De fato, das empresas classificadas como microempresas, por contarem com menos de 20 pessoas ocupadas, 5,5% apresentaram exportações anuais superiores a US$ 1 milhão em 2003; esses exportadores respondiam por 77% do valor das exportações das empresas consideradas como microempresas pelo corte de 1 a 19 pessoas ocupadas. Da mesma forma, 1,8% das empresas caracterizadas como pequenas, por terem de 20 a 99 pessoas ocupadas, realizaram exportações superiores a US$ 5 milhões naquele ano; tais empresas respondiam por 42% das vendas ao exterior dos exportadores naquela faixa de pessoas ocupadas.

Dessa forma, o volume das exportações também precisa ser considerado. Assim, para não tornar as estatísticas equivocadas em relação à realidade do segmento, em virtude dos casos especiais, é necessário conferir um tratamento diferenciado às empresas que exportam valores consideráveis, mas estão enquadradas como MPEs.

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Destaca-se, assim, a importância de um consenso e uma definição comum a ser aplicada no MERCOSUL, havendo também a necessidade de distinção entre Micro, Pequena e Média empresa e os setores produtivos, já que há diferenças substanciais entre eles, podendo se utilizados neste processo critérios quantitativos e qualitativos.

a) Critério quantitativo

Para os parâmetros de definição se aplicam dois critérios: pessoal empregado e nível de faturamento. Para os fins da classificação, conforme a Tabela 1, prevalecerá o nível de faturamento, o número de pessoas ocupadas será adotado como referência.

TAMANHO PESSOAL OCUPADO

De até

VENDAS ANUAIS U$S De - até

MICRO 1 10 1 - 400.000

PEQUENA 11 40 400.001 - 3.500.000

MEDIA 41 200 3.500.001 - 20.000.000

Tabela 1: Distinção entre micro, pequena e média empresa - Critérios para a Indústria Fonte: Resolução Mercosul GMC n. 59/98

Para o comércio e serviços, de acordo com a Tabela 2, a seguir, os critérios apresentam redução, em relação à indústria, tanto no número de pessoal ocupado, quanto nas vendas anuais.

TAMANHO PESSOAL OCUPADO

De até

VENDAS ANUAIS U$S De - até

MICRO 1 5 1 - 200.000

PEQUENA 6 30 200.001 - 1.500.000

MEDIA 31 80 1.500.001 - 7.000.000

Tabela 2: Distinção entre micro, pequena e média empresa - Critérios para comércio e serviços Fonte: Resolução Mercosul GMC n. 59/98

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28

As MPMEs não deverão ser controladas por outra empresa ou pertencer a um grupo econômico que em seu conjunto supere os valores estabelecidos.

Cláusula evolutiva: Deixarão de pertencer à condição de MPMEs, somente se durante dois anos consecutivos superarem os parâmetros estabelecidos. Esta cláusula tem por objetivo não desestimular o crescimento diante da eventualidade de superar os parâmetros quantitativos que caracterizam o estrato MPMEs.

Por sua vez, dever-se-á contemplar a definição de empresas artesanais. Ainda que essas empresas se encontrem incluídas no estrato das micro empresas, as mesmas devem conter uma distinção especial onde se destaque, em primeiro lugar, o caráter de expressão cultural e artístico e baseado de maneira significativa no trabalho manual.

A dificuldade de obter informações sobre a receita bruta da empresa recomendaria a adoção do valor anual das exportações como critério para essa graduação. O procedimento alternativo consistiria em introduzir uma diferenciação (subcategorias) no âmbito dos extratos das micro e pequenas empresas e discriminar, por exemplo, entre microempresas stricto sensu

(cujo número de pessoas ocupadas e valor das exportações se situam dentro dos limites usualmente associados ao extrato correspondente) e microempresas especiais ou altamente exportadoras (cujo valor das exportações é superior aos limites usualmente aplicados à receita bruta da empresa de seu porte).

O critério a ser adotado pode combinar, portanto, o número de pessoas ocupadas com o volume de exportação da empresa e tomar como referência para esse último conceito os limites de extratos previstos pela Lei 9.841/99 e Decreto 3.474/00 para fim de apoio creditício à exportação das microempresas e pequenas empresas industriais (receitas brutas anuais de R$ 900 mil reais e R$ 7.875 mil reais, respectivamente).

Assim, tomando esses valores como referência, as duas principais normas que estabelecem classificações de empresas segundo o porte empresarial, a Resolução GMC nº 59/98 do MERCOSUL e o Estatuto da Microempresa e Empresa de Pequeno Porte (Lei 9.841/99) consideram:

(i) Como uma classe única à parte (micro e pequena empresa especial ), as empresa industriais com menos de 100 Pessoas ocupadas e exportações anuais superiores a US$ 2.500 mil;

(ii) Como microempresa, as empresas industriais com menos de 20 pessoas ocupadas e exportações anuais até US$ 300 mil;

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prevalecendo, assim, o critério de faturamento (implícito no valor de suas exportações) em detrimento do critério de número de empregados.

No Brasil, além dos parâmetros Mercosul, utilizados para fins de apoio creditício à exportação, há ainda as definições do Estatuto da Microempresa e Empresa de Pequeno Porte (Lei nº 9.841/99) e do SIMPLES (Lei nº 9.317/96), que usam o critério da receita bruta anual, além dos critérios utilizados pela RAIS/MTE (Relação Anual de Informações Sociais) e pelo SEBRAE, nos quais o tamanho é definido pelo número de empregados:

Microempresa Pequena Empresa Média Empresa

ESTATUTO MPE

receita bruta anual R$ 244.000,00 R$ 1.200.000,00 --

SIMPLES

receita bruta anual R$ 120.000,00 R$ 1.200.000,00 --

RAIS/MTE

nº de empregados 0 19 20 99 100 - 499

SEBRAE

indústria 0 19 20 99 100 499

SEBRAE

comércio e serviços 0 9 10 49 50 - 99

Tabela 3: Critérios para classificação das MPMEs do Brasil Fonte: PUGA (2003)

Essencialmente um sistema de simplificação tributária, o SIMPLES prevê restrições à inclusão de inúmeros segmentos de MPEs, não se aplicando, pois, a todo o universo de MPEs do Brasil. Deve-se considerar este fato ao se trabalhar com as estatísticas obtidas por meio deste sistema.

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Microempresa Pequena Empresa Média Empresa

Nº de Empregados 0 9 10 49 50 249

Volume de Negócios Anual (annual turnover)

ou

Balanço Anual Total (annual balance sheet)

--

--

7 milhões de euros

5 milhões de euros

40 milhões de euros

27 milhões de euros

Independência

% do capital ou dos direitos de voto detidos por uma ou várias empresas que não sejam PMEs

-- 25% 25%

Tabela 4: Critérios para classificação das MPMEs da União Européia

Fonte: 96/280/CE: Recomendação da Comissão, de 3.04.1996, relativo à definição de pequenas e médias empresas

No momento, as definições da União Européia estão em fase de alteração para:

Microempresa: 2 milhões de euros para volume de negócios anual ou para balanço anual total;

Pequena Empresa: 10 milhões de euros para volume de negócios anual ou para balanço anual total;

Média Empresa: 50 milhões de euros para volume de negócios anual e 43 milhões para balanço anual total;

Supressão do critério da independência.

Mais de 99% dos 18 milhões de empresas existentes na UE nos vários setores de mercado, exceto o agrícola, são MPEs. Estas empresas empregam 66% da força de trabalho e geram 55% do volume de negócios total.

Além destas tentativas de definições, conforme Cavalcanti et al. (1981, p. 15), pode-se observar:

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O Grupo Banco Mundial, fundado em 1994, compõe-se de cinco instituições afiliadas: Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD);

Associação Internacional de Desenvolvimento (AID); Corporação Financeira Internacional (IFC);

Organismo Multilateral de Garantia de Investimentos (AMGI);

Centro Internacional para Acerto de Divergências relativas a Investimentos (CIADI). A Corporação Financeira Internacional (IFC) visa promover o investimento sustentável no setor privado dos países em desenvolvimento, sendo a maior fonte multilateral de empréstimo e financiamento para projetos do setor privado destes países. Normalmente opera de maneira independente, pois é legal e financeiramente autônoma.

A seguir, são descritas as definições de MPMEs utilizadas por estas instituições (no mínimo duas das três características são consideradas para o enquadramento):

Microempresa Pequena Empresa Média Empresa

Nº de Empregados

0-10 11-50 51-300

Ativo Total

(total assets) US$ 100 mil US$ 3 milhões US$ 15 milhões Faturamento Anual

(total anual Sales) US$ 100 mil US$ 3 milhões US$ 15 milhões

Tabela 5: Classificação das MPMEs segundo o Banco Mundial e a Corporação Financeira Internacional

Fonte: Banco Mundial (2005)

Pelo que foi exposto, verifica-se que existe um grande número de tentativas para se conceituar as micros, pequenas e médias empresas, que consideram o número de funcionários e o critério de faturamento, mas nenhum deles satisfaz plenamente a necessidade de uma caracterização que considere as peculiaridades regionais, os ramos de negócios, o maior ou menor emprego de mão-de-obra e o alcance dessas empresas.

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indústria4, tendo como critério o faturamento, que é o critério adotado para os atendimentos do PROGEX.

2.1.2 Importância para a Economia Nacional e Internacional

O segmento das MPMEs vem despertando interesse e contribuindo para o sistema produtivo brasileiro desde o início dos anos 80. O art. 179 da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, só veio comprovar o interesse por estas empresas e suas dificuldades, pois em sua essência, responsabiliza o Estado pelo incentivo e desenvolvimento destas. Surge assim, a Ementa Constitucional nº 6 alterando o art.170, no intuito de criar um sistema de tratamento favorecido, impondo ao Estado, como princípio constitucional, o dever de proporcionar ferramentas para implementá-lo. Para que isso aconteça, principalmente nos campos previdenciário, trabalhista, creditício, desenvolvimento empresarial, entre outros não abrangidos pela Lei do SIMPLES (Sistema Integrado de Pagamento de Impostos e Contribuições das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte), foi criado o Estatuto da Microempresa e Empresa de Pequeno Porte, que vem formar um suporte legal para as atividades destas empresas (BRASIL, 1998).

Estas questões estão relacionadas ao fato de que este segmento tem se apresentado como uma das alternativas mais viáveis em termos de empregabilidade para pessoas de baixa renda e sem capacitação profissional forte. As micro e pequenas empresas geram uma grande contribuição ao emprego agregado à produção e a economia dos países, principalmente na América Latina.

Mais de 80% das empresas na América Latina e no Caribe têm dez ou menos empregados e contam com cerca da metade dos índices de emprego em muitos países. Estas microempresas já não podem considerar-se como marginais: são o centro da economia. A microempresa desafia definição. O vendedor de rua, o carpinteiro, o reparador de máquinas, a costureira e o camponês, são todos microempresários e suas empresas são de tamanhos diferentes, tornando-se conseqüentemente uma gama de empresas que precisam de apoio diferenciado em virtude de suas características e similaridades. Dada a sua flexibilidade e adaptabilidade, as microempresas tem um conjunto de atividades muito importante no dinâmico ambiente econômico da região (BANCO INTERAMERICANO DE DESARROLLO, 1995 p. 43)

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33

O êxito progressivo dos programas de estabilização econômica e de reforma estrutural depende de uma interação forte com este segmento, uma vez que é por meio dele que serão ampliadas as políticas de distribuição dos benefícios, gerados a partir do crescimento econômico dos países latino-americanos e do aumento do fluxo de valores nos mercados internos, a partir da maior participação da população de baixo ingresso.

A importância do segmento para a economia dos países, segundo Cáceres (2003), faz com que os governos interajam constantemente com o meio empresarial para garantir sua sobrevivência e crescimento. Desta forma, torna-se necessária a capacitação e profissionalização em termos de custos, tecnologia, promoção comercial, escala de produção, diferenciação, preço, entre outros, que garantam uma maior sobrevivência e competitividade na interação com o mercado internacional.

São empresas caracterizadas pela forte iniciativa empreendedora, o que vem gerando resultados positivos na estrutura econômica dos países, principalmente na Itália, onde estas empresas diferenciam-se no segmento dos negócios devido ao forte apelo empreendedor e a rápida adequação as necessidades do mercado.

No Brasil, as MPMEs vêm se destacando e aumentando sua participação em relação ao PIB. Isso ocorre principalmente pela necessidade do segmento em mostrar sua força e representatividade, objetivando novas políticas que o torne competitivo em relação às grandes empresas e ao mercado internacional.

2.1.3 As MPMEs no Cenário Atual e as Medidas e Ferramentas Disponíveis para Auxiliar a Inserção no Mercado Internacional

A inserção brasileira no mercado internacional deu-se de forma tardia e configurou-se apenas como uma liberalização comercial. As empresas nacionais, despreparadas tanto para competir internacionalmente quanto para resguardar o mercado interno das grandes multinacionais num primeiro momento, tiveram que executar algumas ações que as capacitou para interagir neste novo panorama comercial.

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34

política de comércio exterior ocorrida na década de 90, que expôs a indústria brasileira à livre concorrência mundial e incentivou as empresas nacionais a adotarem padrões internacionais de qualidade.

A adoção de estratégias coerentes para o desenvolvimento do setor produtivo brasileiro e sua inserção internacional, passou a ser discutida com mais ênfase nos âmbitos local, regional e nacional. As entidades institucionais e o governo começam a focar as oportunidades da industria brasileira junto aos diversos mercados, adotando medidas pertinentes junto aos países parceiros e integrantes de Blocos Econômicos Regionais. As empresas começam a ter um maior envolvimento com o mercado externo, adotando suas exigências através da importação de insumos, maquinários e equipamentos, gerando produtos mais competitivos internacionalmente.

O mercado internacional tornou-se uma ferramenta de agregação de valor a todos os segmentos, ou seja, as empresas que se inserem neste contexto, trazem consigo as características regionais, bem como, é por meio da adequação e do apelo internacional dado a um produto que o mercado conhece o profissionalismo e o padrão técnico da região em que o mesmo é desenvolvido. De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (2003), a partir da adoção de políticas que criem condições para inserir na base exportadora as MPEs, criar-se-á uma melhor distribuição de renda e redução das desigualdades sociais. O segmento empresarial brasileiro, seguindo os mesmos padrões mundiais (principalmente dos países em desenvolvimento), é fortemente marcado pela presença atuante das MPEs nos principais índices de desenvolvimento nacional. Porém, a forma de atuação para com o segmento não é tão focada e desenvolvida como na Itália e Espanha, mas também não está tão frágil como no caso do México. Existem várias ações governamentais e institucionais que apóiam o segmento em relação a sua inserção internacional. No entanto, tratam-se de ações pulverizadas em vários locais distintos e sem coordenação conjunta entre eles.

As ações brasileiras, de acordo com Farah (2001), são conseqüência das experiências européias para o desenvolvimento local. Desta forma, os agentes públicos e privados executam suas tarefas no intuito de gerar como resultados uma melhor qualidade de vida para a região.

(35)

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necessário que os programas de apoio e as entidades participantes foquem-se nas realidades do setor produtivo para com as exigências dos mercados.

Os Arranjos Produtivos Locais (APLs), conforme o Termo de Referência para a Política de Apoio e Desenvolvimento dos Arranjos Produtivos Locais (2006, p.1)deve caracterizar-se por:

- Um número significativo de empreendimentos no território e de indivíduos que atuam em torno de uma atividade produtiva predominante e,

- Que compartilhem formas percebidas de cooperação e algum mecanismo de governança. Pode incluir pequenas, médias e grandes empresas.

No Brasil hoje, principalmente pelas MPEs serem grandes geradoras de postos de trabalho para a população de baixa renda, entre outros, existe uma variedade de programas de apoio distribuídos por vários Ministérios, ou por instituições que de alguma forma estão subordinadas a estes Órgãos.

A busca de parcerias é essencial. O planejamento das atividades e a geração de ações conjuntas, além de aumentar o grau de competitividade entre as integrantes do grupo, cria uma nova dinâmica nos mercados, devido ao surgimento de novos espaços econômicos, bem como o aumento da competitividade e redução das importações em conseqüência da maior agregação de valor dos produtos locais.

Sem uma maior integração e união que vise capacitar o empresariado local e adequá-lo aos padrões internacionais de produtividade e qualidade exigidos peadequá-los mercados, as ações de apoio e promoção, tanto por parte do governo, como das demais instituições, terão um efeito muito lento. Neste sentido, estas ações devem priorizar a necessidade de união das empresas setorialmente, através do desenvolvimento de uma cultura exportadora, para num segundo momento poder desenvolver e visualizar todo o processo de exportação.

Cáceres (2003), afirma que na nova política industrial brasileira, as MPEs foram apontadas como o segmento capaz de contribuir para o incremento das exportações, porém é necessário que estas empresas trabalhem associativamente. Como se trata de um segmento caracterizado pela sua heterogeneidade, torna-se um desafio na implementação de programas de internacionalização de MPEs, desenvolver uma cultura de cooperação, como também, uma cultura exportadora.

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a. Programas voltados para o estimulo à competitividade por meio de modernização tecnológica;

b. Programas voltados para a geração e identificação de negócios e mercados no exterior;

c. Programas de apoio a Consórcios de Exportação;

d. Programas de capacitação de agentes para comércio exterior; e. Programas para financiamentos à exportação

f. Programas para seguros de crédito e cobertura de riscos políticos à exportação. A adoção de estratégias e ações, que venham a capacitar e viabilizar a estabilidade das empresas no mercado é vital para o desenvolvimento de um sistema de internacionalização. Porém fatores como falta de recursos, ações pulverizadas, sobreposições de programas, financiamentos restritos, falta de informação, entre outros, podem vir a inviabilizá-lo. De acordo com Szapiro e Andrade (2001), o processo de conscientização e formação de uma cultura exportadora no segmento de MPEs, é muito moroso e a pulverização das ações governamentais e institucionais deixa o empresariado desconfiado em relação à adoção de determinado projeto, fazendo com que muitas empresas deixem de exportar, não por não possuírem um perfil para isso, mas em virtude de não saber onde buscar informações suficientes para desenvolver o processo.

Surgindo como complemento aos programas citados anteriormente, o governo brasileiro conta com uma série de ações e ferramentas de apoio ao exportador onde de acordo com Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (2003), destacam-se:

a. Portal do Exportador Lançado em 2001 pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior MDIC, foi criado visando disponibilizar ao meio empresarial o maior número de informações possíveis, relacionadas ao Comércio Exterior. É uma ferramenta voltada principalmente para o segmento de MPEs, onde as mesmas podem encontrar informações sobre procedimentos administrativos na exportação, programas de apoio, feiras e eventos, oportunidades comerciais, financiamentos, seguros e crédito, entre outros elementos primordiais no processo de internacionalização destas empresas;

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Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial - SENAI, atuando, com o objetivo de difundir a cultura exportadora e incentivar às MPMEs a ingressarem no mercado internacional;

c. Aliceweb Sistema criado pela SECEX com o intuito de modernizar a disseminação dos dados estatísticos do Comércio Exterior Brasileiro. Através dele, o empresário tem acesso a balança comercial, além da identificação do destino dos produtos exportados, bem como as principais demandas de importação do país; d. Projeto Radar Comercial Também um programa desenvolvido pela SECEX,

com o objetivo de aumentar as exportações brasileiras através da identificação de mercados e produtos que venham a incrementar a pauta exportadora. Trabalha cruzando os dados do Brasil e países foco, que representam praticamente 90% do comércio mundial. Os resultados das análises podem ser gerais, produtos prioritários no curto prazo, médio prazo, longo prazo e agregação setorial e dados sobre empresas exportadoras;

e. CAMEX Câmara de Comércio Exterior, presidida pelo Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, sendo composta por mais seis ministérios (Casa Civil; Fazenda; Planejamento, Orçamento e Gestão; Relações Exteriores e Agricultura, Pecuária e Abastecimento). Além de ser o instrumento de dialogo junto ao setor produtivo, cabe à CAMEX coordenar políticas relativas ao comercio exterior de bens e serviços. Todas as ações da instituição visam à inserção competitiva do Brasil na economia internacional, através da coordenação da ação dos Órgãos que trabalham com o comércio exterior, alem da definição de normas e procedimentos, no âmbito das atividades de importação e exportação. f. Brasil Trade Net Sistema de Promoção Comercial do Ministério das Relações

Exteriores que visa disseminar, pela Internet, informações comerciais e de investimentos. É um sistema capaz de oferecer ao empresariado brasileiro um canal de comunicação direto com importadores, interessados tanto pelos produtos, como por demandas de investimento.

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pesquisas de mercado; rodadas de negócios; informação comercial; e participação em feiras e seminários.

h. Banco do Brasil Entidade financeira que trabalha visando auxiliar as empresas em seu acesso ao mercado internacional. Em sua estrutura de apoio encontra-se o Programa de Apoio às Exportações PAE, englobando consultorias em negócios internacionais, treinamentos, encontros e seminários, feiras e eventos. Outro programa desenvolvido pelo banco refere-se à geração de negócios internacionais PGNI, no qual o empresário recebe a consultoria de um gerente de negócios internacionais e conta com todos os instrumentos de apoio creditício às MPMEs. O banco também atua como agente financeiro do PROEX Programa de Apoio às Exportações Brasileiras.

i. Exporta Fácil Ferramenta dos Correios que viabiliza uma solução logística baseada na simplificação do processo exportador brasileiro. Garantia de segurança, além de alternativa para as MPEs que não exportam grandes volumes;

j. PROGEX Programa de Apoio Tecnológico à Exportação do Ministério da Ciência e Tecnologia MCT, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio MDIC, e da Secretaria Executiva da Câmara de Comércio Exterior CAMEX, em parceria com a Financiadora de Estudos e Projetos do Ministério da Ciência e Tecnologia FINEP, visando um aporte as MPMEs em relação aos serviços tecnológicos para alavancar as exportações. Atende a todos os setores, principalmente na adequação tecnológica dos produtos para o mercado externo e; k. PEIEx Programa Extensão Industrial Exportadora. O PEIEX é um sistema de

resolução de problemas técnico-gerenciais e tecnológicos para o aumento da competitividade da micro e pequena empresa situada em arranjos produtivos locais (APLs), em parceria com SEBRAE e APEX-Brasil. O projeto nasceu da necessidade de dotar os APLs de uma ferramenta que eleve cada empresa a um nível de competitividade padrão, através da modernização e capacitação empresarial, inovações técnicas, gerenciais e tecnológicas, que permitam um melhor desempenho nos mercados nacional e internacional;

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A maioria das empresas nacionais é de pequenas e médias, e suas dificuldades não se limitam ao ingresso na exportação (elas respondem por menos de 3% das exportações brasileiras, conforme MDIC/SECEX (2005). Elas lutam para sobreviver no próprio mercado interno diante do limitado acesso ao crédito para produzir, do custo elevado, da legislação tributária perversa, destorcida, onerosa e fortemente burocrática; da legislação trabalhista e social que impõe à empresa salários baixos e custos elevados; e, conseqüentemente, do crescente desvio entre custos internos crescentes e de mercadorias importadas similares, quase sempre subsidiadas ou com preços arrumados , amparados em financiamentos de condições vantajosas.

Esse diferencial visível impede ou rompe a organização de cadeias produtivas no país. O mercado internacional pode tornar-se uma importante alavanca para o desenvolvimento não só de empresas grandes, mas também de pequenas e médias.

As pequenas e médias empresas gozam de vantagens mais amplas que a maioria das grandes empresas, pois, em geral, são capazes de preservar melhor suas relações trabalhistas, dão um toque pessoal em suas operações, atendem a segmentos de mercados especializados e requerem menos investimento de capital.

A pressão constante do mercado para que permaneçam competitivas também as estimula a serem mais intensivas, inovadoras e flexíveis em suas operações comerciais. Isto facilita que se ajustem rapidamente às condições econômicas mutáveis e às exigências do mercado.

Segundo Pipkin (2003) as vendas externas, tanto no Brasil quanto em Santa Catarina, encontram-se concentradas nas mãos de poucas empresas, sendo urgente e necessária a ampliação da base exportadora. Para tanto, as empresas deverão ser incentivadas e preparadas a participarem de maneira adequada no cenário das trocas internacionais.

A melhoria no desempenho das micro e pequenas empresas está relacionada a muitos fatores, como a capacitação tecnológica e o incentivo para a exportação.

Tratando-se de importação e exportação, o Estatuto da Microempresa e Empresas de Pequeno Porte oferece às micro e pequenas empresas os seguintes benefícios:

I - Tratamento automático no Registro de Exportadores e Importadores; II - Liberação das mercadorias enquadradas no regime simplificado de

exportação nos prazos máximos abaixo indicados, salvo quando depender de providência a ser cumprida pelo exportador:

a) 48 horas, no caso de mercadoria sujeita a análise material ou emissão de certificados por parte dos órgãos anuentes;

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