Repositório UFAL: A Geografia literária de Lêdo Ivo: a cidade nos romances As alianças e Ninho de cobras.

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A GEOGRAFIA LITERÁRIA DE LÊDO IVO: a cidade nos romances As alianças e Ninho de cobras

  Tese apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Letras e Lingüística da Universidade Federal deAlagoas-UFAL, como requisito para obtenção do título de Doutor em Literatura Brasileira. A geografia literária de Lêdo Ivo : a cidade nos romances as alianças e ninho de cobras / Márcio Ferreira da Silva.

AGRADECIMENTOS

  RESUMO Este trabalho analisa a representação da cidade nos romances As alianças e Ninho de cobras, de Lêdo Ivo, discutindo como as relações de muitos estratos culturais se apresentam na composição dos romances e permitem que se estabeleça, também, um enfoque para a imagem da cidade, seus significados e desdobramentos nomundo contemporâneo. Utiliza, para tanto, a pesquisa bibliográfica e uma análise de natureza qualitativa, baseando-se, principalmente, nos estudos de base culturalrealizados por Candido (1972; 2000), Bosi (2002); Hall (1997a; 1997b), Rama (1985) e Gomes (1994; 2004a; 2004b) e por estudos sobre representação feitos por Lima(2003) e Danto (2005).

SUMÁRIO

  A cidade de Jandira: a cidade imensa............................................................87 3.2. O cemitério, o mar e o marinheiro ................................................................112 3.6.

INTRODUđấO

  Para Danto (2005, p. 52), Aprender a distinguir entre aparência e realidade é uma experiência de outra ordem, um pouco mais filosófica do que a de aprender adistinguir entre carne de porco e carne de vaca ou entre homem e mulher, e somos obrigados a fazer um esforço para esclarecer ascoisas, tanto mais que distinguir entre aparência e realidade tem muito a ver com aprender a diferença entre uma obra de arte e umobjeto real. Em Ninho de cobras, por exemplo, o narrador ora representa a rua estreita do bairro Jaraguá; os prédios públicos quedenunciavam a história empapuçada dos moradores da cidade; o mar lamacento; o vento que trazia o cheiro de podre; os trapiches que contaminavam a cidade com ocheiro secular de açúcar; ora é a palavra que cheirava a maresia; cheiro de carniça, de mijo – compondo o cenário artístico com tom negativo.

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