PROPRIEDADES E EFEITOS DO RAIO X

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  INVISIBILIDADE

  Os raios X nada mais são do que um tipo de onda eletromagnética que não podemos ver, assim como acontece com a radiação infravermelha (IR) e radiação ultravioleta (UV) que são invisíveis também. Para cada tipo de radiação podemos associar uma quantidade de energia: a radiação infravermelha tem uma menor energia do que a luz visível; a luz visível tem menor energia que o ultravioleta; e o ultravioleta menor que os raios x. Esta propriedade dos raios x de ter maior energia do que a luz visível é que os torna interessante nas aplicações acima citadas e em muitas outras.

  Os raios X distinguem+se dos raios luminosos da parte visível do espectro e dos raios ultravioletas pelo fato de terem menor comprimento de onda. O seu comprimento de onda é tanto menor quanto maior for a energia dos elétrons que chocam com os obstáculos. A grande capacidade de penetração dos raios X e as suas outras particularidades estão ligadas ao fato de eles terem um comprimento de onda muito pequeno. Mas esta hipótese precisava de ser demonstrada e a sua demonstração só foi obtida 15 anos depois da descoberta do Röntgen.

EFEITO FOTOQUIMICO

  Da mesma forma que produz luz visível, a radiação ionizante afeta o filme fotográfico. Este (usualmente chamado de emulsão nuclear), consiste de uma dispersão de cristais (grãos) de Brometo de Prata (AgBr) em gelatina. A concentração desses grãos é de cerca de 5 x maior que a usada em filmes comuns. A absorção de energia no grão de AgBr, luz ou radiação ionizante, o sensibiliza e resulta na formação de um pequeno “Cluster” (aglomerado de uns poucos átomos) de prata metálica, pela ação de um banho revelador. Este Cluster é conhecido como imagem lactente. Quando o filme é revelado os clusters assistem a conversão de toda a prata de sua forma composta, AgBr, na prata metálica que se deposita na gelatina. Isto é uma ampliação de um processo que tem um rendimento de cerca de, 10 de acordo com a sensibilidade do filme. Após a revelação o filme é fixado, ou seja, é feita uma estabilização da prata pela lavagem com um banho de Tiosulfato

  Importante neste process esso controlar a quantidade do revelador, te , temperatura e o tempo do processo.

  PENETRAđấO

  Raios+X é um tipo de radi adiação eletromagnética e penetrante, semel elhante aos raios ultravioletas, sendo que e tem um menor cumprimento nas ondas das e uma maior energia e poder de penet netração. A penetração dos raios é dada de de acordo com a densidade do corpo a ser er atingido pelos raios. Quanto maior a dens ensidade menor a penetração e vice e vers ersa. A penetração do raio X é beneficiada ada pelo pequeno tamanho de suas ondas ( s (quanto menor a onda maior a penetraçã ção). No caso do radiodiagnóstico, o raio pe penetra no corpo e nas partes mais densas s ele não penetra totalmente (osso) assim r refletindo+as e nas partes menos densa ele ele passa por elas queimando o filme e deixa ixando de cor preta.

  INTERAđỏES COM A MA MATERIA

  Quando a radiação intera erage com a matéria, um certo número de e processos pode ocorrer, incluindo reflexão xão, espalhamento, absorção, fluorescência, ia, fosforescência, e reações fotoquímicas. Existem quatro principais is interações em nível atômico, dependendo d o da energia do fóton incidente:

  Efeito fotoelétrico rico Efeito compton ) Produção pares Espalhamento

  O EFEITO FOTOELÉTRICO:

  Neste processo o fóton transfere toda a sua energia para um elétron localizado em uma das camadas atômicas. O elétron sai do átomo com uma energia cinética igual à diferença entre a energia do fóton incidente e a sua energia de ligação. Este elétron cede sua energia ao meio produzindo a ionização e excitação dos seus átomos. A representação esquemática do efeito fotoelétrico é mostrada na figura ao lado. É importante notar que neste processo toda a energia do fóton incidente é cedida ao meio. O efeito fotoelétrico é predominante em baixas energias.

  O processo pelo qual são liberados elétrons de um material pela ação da radiação se denomina efeito fotoelétrico ou emissão fotoelétrica. Suas características essenciais são:

  Para cada substância existe uma freqüência mínima ou de corte da radiação eletromagnética abaixo da qual não são produzidos fotoelétrons por mais intensa que seja a radiação. A emissão eletrônica aumenta quando é aumentada a intensidade da radiação que incide sobre a superfície do metal, já que há mais energia disponível para liberar elétrons.

  No efeito Compton o fóton incidente é espalhado por um elétron das últimas camadas, isto é, fracamente ligado ao átomo, que recebe parte da energia do fóton. O fóton espalhado terá uma energia menor e uma direção diferente daquela do fóton incidente

  O Efeito Compton ou o Espalhamento de

  Compton, é a diminuição de energia (aumento

  de comprimento de onda ) de um fóton de raio+

  X ou de raio gama , quando ele interage com a matéria . O comprimento de onda aumentado no

  total é denominado

  variação de Compton Numa colisão, um fóton pode dar ao elétron toda a sua energia (efeito fotoelétrico) ou parte dela (efeito Compton). Entretanto, há um outro processo no qual os fótons perdem sua energia na interação com a matéria, que é o processo de produção de pares. A produção de pares é também um ótimo exemplo da conversão de energia radiante em massa de repouso e energia cinética. Nesse processo, um fóton de alta energia perde toda sua energia em uma colisão com um núcleo, criando um par elétron+pósitron, com uma certa energia cinética. O pósitron é produzido com uma energia cinética um pouco maior que a do elétron, porque a interação coulombiana do par com o núcleo positivamente carregado causa uma aceleração pósitron e uma desaceleração do elétron.

  Os princípios utilizados foram a conservação da energia total relativística, a conservação do momento e a conservação da carga. Destas leis de conservação, não é difícil mostrar que um fóton não pode simplesmente desaparecer no espaço vazio, criando um par. A presença do núcleo pesado é necessária para permitir que tanto a energia quanto o momento sejam conservados no processo.

  A produção de pares ocorre somente quando fótons de energia igual ou superior a 1,02 MeV passam próximos a núcleos de elevado número atômico. Nesse caso, a radiação X interage com o núcleo e desaparece, dando origem a um par elétron- pósitron com energia cinética em diferente proporção. O pósitron e o elétron perderão sua energia cinética pela ionização e excitação.

  As radiações eletromagnéticas podem ser classificadas em não ionizantes ou ionizantes segundo os efeitos de alteração estrutural que provoquem, ou não, em átomos ou moléculas da matéria sobre as quais elas incidam.

  As radiações ionizantes são aquelas que provocam uma ruptura na organização elétrica do átomo ou molécula, arrancando+lhe, com o choque na passagem, um ou mais elétrons de sua estrutura, tornando+o(a) um íon e quimicamente ativo(a). As radiações ionizantes encontram+se no extremo superior do espectro de freqüências, onde encontramos os raios)X, os raios γ e os raios cósmicos.

  As radiações não+ionizantes não provocam tais efeitos. As alterações provocadas são temporárias; os átomos e moléculas atingidos por radiações não+ ionizantes permanecem intactos na sua organização eletrônica, quando essas alterações desaparecem pelo retorno ao estado fundamental de energia mínima. As

  radiações não)ionizantes compreendem desde as ondas de rádio até as radiações ultravioletas.

  A

  energia associada aos fótons de cada radiação é que determinam o seu caráter ionizante ou não. Por exemplo, para o nosso corpo que é constituído

  principalmente de átomos de carbono, oxigênio, nitrogênio e hidrogênio, temos como limiar biológico uma energia da ordem de 13,6 eV, energia esta

  15

freqüência de aproximadamente 3,3.10 Hz e comprimento de onda na

faixa do ultravioleta, por volta de 909 Ǻ.

  Raios X, radiação gama e raios cósmicos, são radiações ionizantes. Os raios cósmicos são as radiações de altíssima energia, da ordem de de 100 a 1000 trilhões de elétron+volts, que chegam à Terra, vindas do espaço. Os X e raios gama são ondas eletromagnéticas também muito energéticas, com energias entre 1000 eV a 200.000 eV, para os raios X, e maiores que 200.000 eV, para os raios gama. São extremamente penetrantes, e diferem um do outro quanto à origem, pois os raios gama se originam dentro do núcleo atômico, enquanto que os raios X têm origem fora do núcleo.

  

1)) Qual a diferença entre as radiações ionizantes e as radiações não+ionizantes?

  Dê um exemplo de cada uma delas 2) O efeito Compton é o efeito no qual a radiação transfere para um elétron orbitário parte de sua energia e, mudando de direção a radiação emerge com menor energia.

  O que ocorre com o comprimento de onda do fóton emergente?

3. O espalhamento dos raios X provoca o aparecimento de radiações secundárias indesejáveis. Esses raios são menos energéticos e se propagam aleatoriamente.

  Quando atingem a película radiográfica, produzem na chapa revelada um aspecto brumoso conhecido como véu ou fog.

  a) Identifique o fenômeno responsável por esse espalhamento.

  b) O que ocorre com o comprimento de onda do fóton espalhado?

  4) Com relação ao efeito fotoelétrico, afirma+se que:

  I. Qualquer que seja a freqüência da luz incidente, é possível que sejam arrancados elétrons de um metal.

  II. Quando elétrons são arrancados de um metal, quanto maior a freqüência da luz incidente, maior são as energias com que os elétrons abandonam o metal.

  III. Quanto maior a energia de um fóton, maior e o número de elétrons que ele pode arrancar de um metal. Das afirmativas acima a) somente I é correta.

  b) somente II é correta.

  c) somente I e II são corretas.

  d) somente I e III são corretas.

  e) I, II e III são corretas. 5) As foto+células são elementos que hoje em dia possuem grande presença em nossa vida cotidiana. Verifica o uso desses elementos em postes de iluminação pública, calculadoras, sistemas de alarme, acionamento de portas de elevadores, etc. Sobre essa situação, responda as seguintes perguntas: a) Em que se baseia o funcionamento dessas foto+células?

  b) Explique de forma sucinta em que consiste o fenômeno físico que você denominou no item anterior

6) Quanto as propriedades do Raio X, o que ha de errado na figura?

  PROPRIEDADES E EFEITOS DO RAIO X

Atenuação dos raios) X pela matéria É a capacidade da matéria de absorver ou

  desviar os raios+ X quando estes se chocam com ela

  LUMINESCENCIA – ECRANS

  Os fótons de raios X que formam a imagem radiográfica não podem ser vistos pelo olho humano. Então fez+se necessário usar receptores os quais convertam a radiação (informação) em imagem visível. Podemos usar dois métodos: 1) Uma película fotográfica pode ser exposta diretamente aos raios X.

  2) A energia dos raios X é convertida em luz visível para então serem convertidas em imagem (ou impulso elétrico ou exposição na chapa). Os raios X por terem um grande poder de penetração tornam+se difíceis de serem registrados. Uma folha de filme radiológico absorve de 1 à 2% apenas do feixe do raios X. Assim introduziu+se os ECRANS (os quais convertem os raios X em luz visível) que permitem reduzir a dose ao paciente bem como o tempo de exposição, minimizando o movimento do paciente.

  Ecrans Fluorescentes

  Os raios X tem a habilidade de fazer que certas substâncias (fósforos) emitam luz e radiação ultravioleta.

  

Luminescência: É definida como a habilidade de uma substância absorver

  radiação de comprimento onda curta, e converte+la em radiação de comprimento de onda mais larga no espectro visível, assim como no ultravioleta.

  Fluorescência:

  É a forma de luminescência na qual a luz que é emitida para tão logo quanto a radiação excitante deixa de se expor ao material. Fosforescência: É quando a emissão de luz continua, por um tempo, depois de se remover a radiação excitante. Nos ECRANS este é um efeito não desejado já que produz imagens múltiplas e até velar partes do filme. Existem impurezas (killers) que são introduzidas na estrutura do fósforo para controlar as áreas do cristal responsáveis pelo efeito fosforescente.

  FÓSFORO

  Específico aos ECRANS fósforo é um sólido cristalizado natural ou artificial que exibe a propriedade de luminescência quando exposto aos raios X. De acordo como o dicionário de ciências é uma substância que emite luz a temperaturas abaixo da temperatura na qual exibiria incandescência.

  Como trabalha um ECRAN

  Um ECRAN opera seguindo um processo de 3 passos:

  

1) Absorção: os fótons incidentes de raios X são absorvidos no fósforo pelo Efeito

  Comptom o que resulta na emissão de elétrons livres;

  

2) Conversão: a energia que se obtém deste elétron é então convertida em fótons

  de luz através do processo de Luminescência;

  

3) Emissão: os fótons produzidos pelo processo acima mencionado saem do

fósforo e expõe a película. Intensificação

  Quando um fósforo absorve um fóton de raios X, emitem um resplendor de luz, isto acontece aos milhões em cada milímetro quadrado da área do ECRAN. Dessa forma, quanto maior for a intensidade dos raios X, maior será a intensidade de luz imitida. Assim sobre a superfície inteira do ECRAN, as diferenças na intensidade dos raios X são convertidas em diferença na intensidade da luz, a qual a película é sensível.

  Os ECRANS intensificam o efeito fotográfico da radiação X porque conforme já cistos estes são mais grossos e absorvem mais que as películas e a absorção de um único fóton de raios X resulta em uma emissão de centenas de fótons de luz, os quais são facilmente absorvidos pela película. A combinação dos ECRANS com as películas permitem que a exposição seja reduzida por fatores 50 à 150 vezes menores, comparada a uma exposição direta sem ECRAN.

  Então podemos concluir que fator de intensificação é o coeficiente de uma exposição requerida sem ECRAN por uma requerida com.

  

Os ECRANS também contém: Uma capa fina entre o fósforo e o suporte. Pode

  ser uma capa para refletir ou absorver a luz; Pigmentos ou tinta na capa de fósforo, os quais incorporados à cola da capa de fósforo absorvem luz. Ele(s) reduz(em) a borrosidade da imagem na película, e por suposição, também reduzem a intensidade da luz.

  INTENSIFICAđấO DOS ECRANS

  Já sabemos que o ECRAN é capaz de converter os poucos fótons de raios X que são absorvidos, em muitos fótons de luz. A eficiência com que o fósforo executa esta conversão é chamada de eficiência intrínseca. Para o Tungstato de Cálcio este valor é cerca de 5%.

  Se a energia do fóton de raios X, o comprimento de onda da luz emitida e a eficiência intrínseca do material são conhecidas torna+se fácil conhecer o número de fótons de luz gerados. Os ECRANS são usados porque reduzem a dose de raios X a que é exposto o paciente e porque ele permitiu a redução do tempo de exposição, reduzem também a borrosidade produzida pelo movimento. O Tungstato de Cálcio era o fósforo mais usado na maioria dos ECRANS, devido a necessidade de reduzir a dose de radiação

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  1) O que é atenuação do raio X ? 2) O que são écrans e para que são usados? 3) O que é luminescência ? 4) Descreva o processo físico de operação de um Ecram? 5) O que é intensificação de ecram ?

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  freqüência superior àquela que o ouvido Ultra)som é uma onda sonora com uma do ser humano pode perceber, aproximadamente 20.000 Hz .

  Na natureza ele pode ser detectado por certos animais que tem a capacidade de emitir ondas desta natureza. Os morcegos, golfinhos, mariposas se locomovem, encontram alimentos e fogem do perigo através de ondas ultra+sônicas que eles próprios emitem.

  Com a observação do procedimento desses animais desenvolveu+se a idéia do sonar, durante a Segunda Guerra Mundial. Com ele é possível detectar objetos sob a água, como submarinos, e também para avaliar a profundidade dos mares. Após a Segunda Guerra houve um aumento muito grande de aplicações do ultra+som nos mais diversos campos. Como o ultra+som está fora da faixa de freqüência audível ao homem, ele pode ser empregado com intensidade bastante alta.

  As aplicações do ultra+som de baixa intensidade têm, como propósito, transmitir a energia através de um meio e com isso obter informações do mesmo. Como exemplo dessas aplicações podemos citar: ensaio não destrutivo de materiais, medida das propriedades elásticas dos materiais e diagnose médica.

  As aplicações de alta intensidade têm como objetivo produzir alteração do meio através do qual a onda se propaga. Como exemplo citaremos a terapia médica, atomização de líquidos, limpeza por cavitação, ruptura de células biológicas, solda e homogeneização de materiais.

  O uso do ultra+som de baixa intensidade em medicina, para diagnóstico, se baseia na reflexão das ondas ultra+sônicas. O diagnóstico com ultra+som é mais seguro do que a radiação ionizante, como os raios+x e por isso é preferível em exames pré+ natais.

  As vantagens do diagnóstico com o ultra+som são sua segurança, sua conveniencia por ser não+invasivo e atraumático, além de sua capacidade em detectar fenômenos não perceptíveis pelos raios+x.

  Geração de ultra)som

  As ondas ultra+sônicas são geradas por transdutores ultra+sônicos, também chamados simplesmente de transdutores. De um modo geral, um transdutor é um dispositivo que converte um tipo de energia em outro. Os transdutores ultra+sônicos convertem energia elétrica em energia mecânica e vice+versa. Esses transdutores são feitos de materiais piezoelétricos que apresentam um fenômeno chamado . O efeito piezoelétrico foi descoberto por Pierre e Jacques Curie em 1880 e consiste na variação das dimensões físicas de certos materiais sujeitos a campos elétricos. O contrário também ocorre, ou seja, a aplicação de pressões. Por exemplo, pressões acústicas que causam variações nas dimensões de materiais piezoelétricos provocam o aparecimento de campos elétricos neles. Um outro método de gerar movimentos ultra+sônicos é pela passagem de eletricidade sobre metais especiais, criando vibrações e produzindo calor intenso durante o uso. Este efeito é chamado de magnetoestritivo. Ao se colocar um material piezoelétrico num campo elétrico, as cargas elétricas da rede cristalina interagem com o mesmo e produzem tensões mecânicas. O quartzo e a turmalina, cristais naturais, são piezoelétricos. O cristal, para ser usado como transdutor, deve ser cortado de forma que um campo elétrico alternado, quando nele aplicado, produza variações em sua espessura. Dessa variação resulta um movimento nas faces do cristal, originando as ondas sonoras. Cada transdutor possui uma freqüência de ressonância natural, tal que quanto menor a espessura do cristal, maior será a sua freqüência de vibração. O mesmo transdutor que emite o sinal ultra+sônico pode funcionar como detector, pois os ecos que voltam a ele produzem vibração no cristal, fazendo variar suas dimensões físicas que, por sua vez, acarretam o aparecimento de um campo elétrico. Esse campo gera sinais que podem ser amplificados e mostrados em um osciloscópio ou registrador.

  Efeitos biológicos do ultra)som

  O ultra+som quando atravessa um tecido é absorvido e pode elevar a temperatura local. As mudanças biológicas devidas a isso seriam as mesmas se a elevação fosse provocada por outro agente. A taxa de absorção do ultra+som aumenta com sua freqüência.

  Outro efeito possível numa aplicação ultra+sônica está associada à , termo usado para descrever a formação de cavidades ou bolhas no meio líquido, contendo quantidades variáveis de gás ou vapor. No caso de células biológicas ou macromoléculas em suspensão aquosa, o ultra+som pode alterá+las estruturalmente e/ou funcionalmente através da cavitação. A pressão negativa no tecido durante a rarefação pode fazer com que os gases dissolvidos ou capturados se juntem para formar bolhas. O colapso dessas bolhas libera energia que pode romper as ligações moleculares, provocando o

  aparecimento de radicais livres H e OH , altamente reativos e como conseqüência, causar mudanças químicas.

  Outro efeito biológico que pode ocorrer é devido às denominadas "forças de radiações" que podem deslocar, distorcer e/ou reorientar partículas intercelulares, ou mesmo células com relação às suas configurações normais. ULTRASSONOGRAFIA A ultra)sonografia, ou ecografia, é um método diagnóstico que aproveita o eco produzido pelo som para ver em tempo real as reflexões produzidas pelas estruturas e órgãos do organismo. Os aparelhos de ultra+som em geral utilizam uma freqüência variada dependendo do tipo de transdutor, desde 2 até 14 Mhz, emitindo através de uma fonte de cristal piezoelétrico que fica em contato com a pele e recebendo os ecos gerados, que são interpretados através da computação

  

gráfica . Quanto maior a frequência maior a resolução obtida. Conforme a densidade

  e composição das estruturas a atenuação e mudança de fase dos sinais emitidos varia, sendo possível a tradução em uma escala de cinza, que formará a imagem dos órgãos internos. A ultra+sonografia permite também, através do efeito doppler, se conhecer o sentido e a velocidade de fluxos sanguíneos. Por não utilizar radiação ionizante, como na radiografia e na tomografia computadorizada, é um método inócuo, barato e ideal para avaliar gestantes e mulheres em idade procriativa.

  O método ultra+sonográfico baseia+se no fenômeno de interação de som e tecidos , ou seja, a partir da transmissão de onda sonora pelo meio, observamos as propriedades mecânicas dos tecidos. Assim, torna+se necessário o conhecimentos dos fundamentos físicos e tecnológicos envolvidos na formação das imagens do modo pelo qual os sinais obtidos por essa técnica são detectados, caracterizados e analisados corretamente, propiciando uma interpretação diagnóstica correta.

  Além disso, o desenvolvimento contínuo de novas técnicas, a saber: o mapeamento Doppler, os meios de contraste, os sistemas de processamento de imagens em

  3D ,

  as imagens de harmônicas e a elastometria exigem um conhecimento ainda mais amplo dos fenômenos físicos.

  A criação de uma imagem digital a partir de som se dá em 3 etapas: produção da onda sonora , recepção do eco e interpretação do eco recebido.

  (a) Produção da onda sonora

  Uma onda sonora é produzida tipicamente por um transdutor piezoelétrico (algo como um microfone). Fortes e curtos pulsos elétricos originados no aparelho de ultrassom fazem com que o transdutor emita som em uma determinada frequência. A frequência pode ser ente 2 e 18MHz. O som é direcionado pelo formato do transdutor, um tipo de lente acoplada a ele ou por sistemas mais complexos de controle. O direcionamento produz uma onda sonora em forma de arco. A onda se move para dentro do corpo do paciente e atinge o foco em uma determinada profundidade. O som é parcialmente refletido (aí está o eco) pelas camadas formadas por diferentes tecidos do corpo. Especificamente, o som é refletido em qualquer lugar em que a densidade do corpo muda.

  (b) Recepção dos ecos

  O retorno da onda sonora ao transdutor resulta no mesmo processo que foi necessário para emitir o som, só que ao contrário. O retorno das ondas sonoras faz vibrar o transdutor, que transforma as vibrações em pulsos elétricos que se deslocam para o scanner de ultrassom. O scanner processa os pulsos elétricos e os transforma em uma imagem digital.

  (c) Formação da imagem

  O scanner sonográfico determina três informações de cada eco recebido: 1. Quanto tempo levou desde a transmissão até a recepção do eco.

  2. A partir do intervalo de tempo, calcula a distância (profundidade) onde o foco se formou, possibilitando uma imagem nítida do eco na dada profundidade.

  3. Qual a intensidade do eco. Quando o scanner sonográfico determina estas 3 informações, ele pode alocar cada pixel da imagem em uma intensidade.

  A transformação do sinal recebido em uma imagem pode ser explicada usando uma planilha para uma analogia. Imagine o transdutor localizado na primeira linha, ocupando várias colunas. Ele manda pulsos para baixo, em cada coluna da planilha. Então espera para ver quanto tempo cada pulso leva para retornar (eco). Quando mais demorar, mais o sinal se deslocam para baixo na coluna correspondente. A intensidade do eco determina a cor que a célula vai ter (branco para um eco forte, preto para um muito fraco, e graduações de cinza para as intensidades intermediárias). Quando todos os ecos retornam e toda a informação é armazenada na planilha, a imagem está pronta.

  ! !! # $ %%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%%% 1) O ultra-som é uma onda sonora audivel 2) A freqüência do ultrassom ultrapassa os 20.000hz

3) O ultrassom não pode ser identificado na natureza a não ser quando produzido

por um equipamento 4) O ultra-som não pode ser empregado com intensidade bastante alta. 5) O ultra-som só pode ser utilizado para exames clínicos.

  

6) O uso do ultra-som de baixa intensidade em medicina, para diagnóstico, se

baseia na reflexão das ondas ultra-sônicas.

7) O exame diagnóstico com ultra-som é tão seguro quanto os exames elaborados

com os raios X.

8) As ondas ultra-sônicas são geradas por transdutores ltra-sônicos, também

chamados simplesmente de transdutores.

9) O funcionamento de um transdutor não esta relacionado com a conversão de

energia.

10) Nos transdutores ultra-sônicos a energia elétrica é convertida em energia

mecânica e vice-versa.

11) Materiais piezoelétricos são materiais que variam suas dimensões físicas

quando sujeitos as campos elétricos

12) Em um aparelho de ultra-som existem dois transdutores, um para envio de sinal

outro para sua recepção.

13) O cristal, para ser usado como transdutor, deve ser cortado de forma que um

campo elétrico alternado, quando nele aplicado, produza variações em sua espessura.

14) Dentre os efeitos biológicos do ultra-som podemos destacar o aumento do

metabolismo. 15) Nos exames de ultrassom é possível identificar a vasodilatação

16) Nos exames de ultrassom é possível a ocorrência da redução dos espasmos

musculares 17) Diminuição da viscosidade dos líquidos... 18) O ultrassom pode produzir calor. 19) Através de um ultrassom é possível indentificar o fluxo de corrente sanguinea

  ' ' $ O Ecocardiograma estabeleceu-se como um dos exames complementares de maior capacidade informativa para o cardiologista. Na realidade, trata-se de um ultrassom do coração, permitindo assim, a geração de imagens. Em 1953, Hertz e Edler, na Suécia, começaram a trabalhar com um ultra- sonoscópio para examinar o coração, tornando-se mais tarde, a revolução diagnóstica da cardiologia. Esse exame é utilizado no diagnóstico, na avaliação de gravidade e no planejamento terapêutico de praticamente todas as doenças cardiovasculares. A ausência de complicações, o relativo baixo custo ,a facilidade de transporte e de manuseio (que permite a realização de exames à beira do leito, no centro cirúrgico ou ambulatorialmente, por exemplo) muito contribuíram para que o ecocardiograma tivesse hoje, o destaque que alcançou. Na prática, há três tipos de procedimentos: o ecocardiograma transtorácico (em repouso ou sob estresse), o transesofágico e o fetal. O ecocardiograma transtorácico em repouso, nos permite fazer uma avaliação da anatomia e funcionamento do coração. Através de um aparelho posicionado sobre o tórax, pode-se medir os diâmetros do coração, quantificar a função, promover a pesquisa de doenças que causam sopros cardíacos e avaliar doenças congênitas. Entretanto, não permite avaliar diretamente a anatomia das artérias coronárias, não podendo assim detectar obstruções. Porém, através da modalidade sob estresse farmacológico, pode-se obter informações valiosas sobre a possibilidade de doença coronariana. O termo “estresse” significa que o coração será submetido a um teste provocativo de isquemia, ou seja, terá que trabalhar com mais força e mais rapidez, como se o paciente estivesse fazendo um grande esforço físico. Para isso, utilizam-se medicações endovenosas específicas, que simulam o esforço físico. O paciente permanece em repouso e sob constante avaliação do ecocardiografista que obtém as imagens do coração em movimento durante a infusão dos medicamentos. Embora pareça agressivo, o exame é muito seguro e dura uma hora em média, não havendo necessidade de internação hospitalar. Existem algumas contra-indicações como hipertensão arterial descontrolada, arritmia e outras, ficando a decisão a critério do clínico. A sensibilidade para detecção de doença coronariana é superior a 80%, ou seja, se este teste for alterado, o paciente deverá ser submetido ao cateterismo cardíaco. Por este motivo, é utilizado para tirar eventuais dúvidas encontradas no teste ergométrico. Outra vantagem em relação ao teste ergométrico é a possibilidade de aplicá-lo em pacientes idosos ou com deficiências físicas, já que não há necessidade do esforço físico. Cabe ressaltar que as informações obtidas pelo ecocardiograma são completamente distintas daquelas obtidas pelo eletrocardiograma (que avalia a atividade elétrica do coração), motivo que faz com que esses dois exames se complementem no processo de investigação diagnóstica da patologia cardíaca. O ecocardiograma transesofágico é realizado através da introdução do transdutor de ultrassom através do esôfago, semelhante a uma endoscopia digestiva, mas que objetiva avaliar o coração com maior nitidez, pois o esôfago é muito próximo ao coração (mas não há contato direto com o coração!). O preparo é similar ao da endoscopia, com jejum de quatro horas, anestesia da orofaringe com spray anestésico e sedação leve. Ele complementa as informações obtidas pelo ecocardiograma transtorácico, sendo específico para pesquisa de coágulos, tumores e infecções intracardíacas, assim como permite estudar doenças da aorta torácica. Por fim, o ecocardiograma fetal é um recurso diagnóstico para pesquisa de cardiopatias congênitas, ainda na fase intra-útero e pode ser realizado a partir da décima oitava semana de gravidez, anteriores com malformações e outras). Não confere risco algum para mãe ou para o feto e a indicação será feita pelo obstetra que faz o pré-natal.

  Indicações do ecocardiograma?

  O funcionamento do coração, nomeadamente a função ventricular; o seu tamanho e a espessura das suas paredes. O estado das válvulas cardíacas e o seu funcionamento, particularmente o aperto (estenose) ou incompetência valvular, com a quantificação da fuga de sangue. O débito cardíaco, isto é, a quantidade de sangue expulso por cada ventrículo num minuto. Como cada ventrículo funciona separadamente é necessário avaliar o débito ventricular esquerdo e o débito ventricular direito. Outros diagnósticos que possíveis: cardiopatias congénitas (tais como a comunicação entre as cavidades esquerda e direita do coração); malformações dos grandes vasos do coração; cardiomiopatias; aneurismas; a presença de trombos intracardíacos e as alterações da membrana que reveste o coração (pericardio), podem ser diagnosticadas através deste exame.

  Realização do exame

  O doente fica em tronco nu, na posição de deitado, em geral virado para o lado esquerdo. Depois da aplicação de gel no tórax que se destina a facilitar a transmissão dos ultra-sons entre a sonda e apele do doente, obtêm-se várias imagens do coração através de uma sonda que emite e recebe os ultra-sons. Pode ter que mudar de posição ou pode ter que respirar lentamente ou mesmo suspender a respiração. Estas manobras destinam-se a obter imagens de melhor qualidade que são registradas em papel fotográfico.

7 A

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