UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA – UDESC

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  UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA – UDESC CENTRO DE CIÊNCIAS DA ADMINISTRAđấO Ố ESAG CURSO DE MESTRADO EM ADMINISTRAđấO ÁREA DE CONCENTRAđấO: GESTấO ESTRATÉGICA DAS ORGANIZAđỏES COM ÊNFASE EM GESTÃO TRIBUTÁRIA

O LANÇAMENTO DE OFÍCIO E O DESEMPENHO DO IPTU

  HÉLIA ALMERINDA DA SILVA ADRIANO

Florianópolis (SC)

2005

  UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA – UDESC CENTRO DE CIÊNCIAS DA ADMINISTRAđấO Ố ESAG CURSO DE MESTRADO EM ADMINISTRAđấO ÁREA DE CONCENTRAđấO: GESTấO ESTRATÉGICA DAS ORGANIZAđỏES COM ÊNFASE EM GESTÃO TRIBUTÁRIA

O LANÇAMENTO DE OFÍCIO E O DESEMPENHO DO IPTU

  HÉLIA ALMERINDA DA SILVA ADRIANO

  Dissertação submetida à Universidade do Estado de Santa Catarina – UDESC,

  Como requisito final à obtenção do título Mestre em Administração Tributária

  Orientador: Profª Clerilei Aparecida Bier, Drª

Florianópolis (SC)

2005

  Esta Dissertação foi julgada APTA para a obtenção do título de Mestre em Administração (Gestão Estratégica das Organizações com Ênfase em Gestão Tributária) e aprovada em sua forma final pela Coordenação do Curso de Mestrado em Administração da Universidade do Estado de Santa Catarina – UDESC.

  

Professor Mário César Barreto Moraes, Dr.

  Coordenador do Mestrado Apresentada à Banca Examinadora composta pelos Professores:

  

Profª Clerilei Aparecida Bier, Drª

  Orientadora

  

Profª Graziela Dias Alperstedt, Drª

  Membro

Prof. Carlos Araújo Leonetti, Dr.

  Membro Florianópolis (SC), 12 de dezembro de 2005.

  

AGRADECIMENTOS

  À Professora Doutora Clerilei Aparecida Bier, minha Orientadora que me honrou com sua inteligência, atenção, paciência e cordialidade, que permitiram a realização desta Dissertação.

  À FECAM, na pessoa do Senhor Zaqueu Rogerio Francez, Consultor Contábil, pela prestimosa colaboração na prestação de informações e documentos que auxiliaram na elaboração deste trabalho.

  Este trabalho dedico: A Deus, pela grandeza do amor que me sustentou em todos os momentos da minha vida.

  Aos meus pais, Pedro e Lealdina que, apesar de toda a dificuldade imposta pela vida, demonstraram que a perseverança é o caminho para a felicidade.

  Ao meu esposo, Paulo, minha filha Ana Paula, e minha sobrinha Karina pelo carinho, compreensão e sobretudo por terem assumido esse sonho ao meu lado.

  Aos meus irmãos, especialmente , Elóia e Eliana pelo apoio sempre presente.

  Edvi

RESUMO

  Esta dissertação foi concebida sob a perspectiva de analisar o lançamento de ofício como estratégia para o desempenho da arrecadação do IPTU. O IPTU tem duas funções importantes para os Municípios: sob o ponto de vista da função fiscal, se eficientemente administrado, o IPTU é uma importante fonte de receita; sob o ponto de vista da função extrafiscal, é um importante instrumento para implementação das políticas urbana e social dos Governos Municipais. Contudo, dados de pesquisa revelam um expressivo potencial inexplorado desse tributo. Partindo-se da hipótese de que a causa da ineficiência do desempenho do imposto está no atual critério utilizado no seu lançamento, feito de ofício pela autoridade administrativa com base no cadastro imobiliário e na planta de valores, cujos dados não oferecem condições seguras para determinar corretamente o valor do imposto, sobretudo pela impossibilidade de manter suas informações atualizadas, foram investigadas as principais estratégias utilizadas no lançamento do imposto pelos Municípios Catarinenses. Para essa finalidade, foi pesquisado o desempenho da arrecadação do IPTU dos 293 Municípios do Estado e também a situação do cadastro imobiliário e da planta de valores, no que se refere a sua atualização. Também foi pesquisado o sistema adotado para o gerenciamento e controle do lançamento e da arrecadação do imposto, bem como verificado se o imposto está sendo utilizado como instrumento de aplicação das políticas urbana e social local. A partir desse estudo ficou evidenciado que o lançamento de ofício não constitui uma estratégia eficaz para o desempenho do IPTU, sobretudo para os Municípios de maior porte demográfico, pelas dificuldades administrativas, operacionais e financeiras que têm estes Municípios para manter os cadastros e as plantas de valores permanentemente atualizados.

  

Palavras-chave: IPTU, função fiscal, função extrafiscal, lançamento de ofício,

cadastro imobiliário, planta de valores, estratégia eficaz.

ABSTRACT

  This dissertation was conceived with the perspective of analyzing the use of a direct registry strategy for the collection performance of the IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) (Urban Property and Land Tax). The IPTU plays two important roles for the Municipalities: if efficiently administered, the IPTU is an important source of revenue from a fiscal role point of view; from the extra-fiscal role point of view, it is an important tool for the implementation of Municipal Government urban and social policies. Notwithstanding, research data reveals that there is an expressive unexplored potential of this tax. The main strategies utilized by Catarinense Municipalities were investigated for the issue of the tax, based on the assumption that the cause of the inefficient performance of the tax is due to the current criterion used for its presentation through written notice by the administrative authority, based on the real estate registry and value plan, where the data does not offer reliable conditions to correctly determine the value of the tax and above all because of the impossibility of keeping the information up to date. In order to do this, the IPTU collection performances of the 293 Municipalities in the State were researched and also the real estate registry situation and value plans, with regard to their up to date status. The system adopted for the management and control of the issue and collection of the tax was also researched and furthermore, if the tax is being used as a means for applying local urban and social policies. It became evident from this study, that the use of direct registry did not constitute an efficient strategy for the performance of the IPTU, especially for the demographically larger Municipalities, due to administrative operational and financial difficulties, which these Municipalities have in maintaining the registers and value plans permanently updated.

  

Keywords: IPTU, fiscal role, extra-fiscal role, direct registry, real estate registry,

value plan, efficient strategy.

  

LISTA DE GRÁFICOS E QUADROS

Gráfico 1 Participação percentual dos governos na receita total das três 108

  esferas

  

Gráfico 2 Participação das receitas de transferências tributárias na 109

  composição dos orçamentos dos municípios em 2002

  

Gráfico 3 Composição da receita orçamentária dos municípios 113

  catarinenses em 2002, segundo as mesorregiões

  

Gráfico 4 Composição da receita tributária dos municípios catarinenses 115

  em 2002

  

Gráfico 5 Distribuição dos municípios catarinenses por tempo de 126

  atualização dos cadastros imobiliários, segundo os grupos de habitantes em 2002

  

Gráfico 6 Distribuição dos municípios catarinenses por tempo de 129

  atualização da planta de valores, segundo os grupos de habitantes em 2002

  

Quadro I Ordem de importância do IPTU em relação aos demais tributos 120

  na composição da receita tributária municipal, por grupo de habitantes

  

LISTA DE TABELAS

Tabela 1 Evolução urbana dos municípios catarinenses por faixa de ano 100

  de fundação.

  

Tabela 2 Distribuição dos municípios catarinenses segundo as 101

mesorregiões de Santa Catarina.

Tabela 3 Distribuição dos municípios catarinenses segundo o número de 102

  habitantes

  

Tabela 4 Distribuição dos municípios catarinenses por grupo de 103

  habitantes e por mesorregiões

  Tabela 5

  Evolução da arrecadação tributária das esferas de governo nos 105 dez anos pós-reforma tributária de 1988.

  Tabela 6

  106 Distribuição da participação percentual das esferas de governo na arrecadação total do país

  

Tabela 7 Participação da receita tributária na composição do orçamento 110

  municipal, por grupo de habitantes em 2002

  

Tabela 8 Participação da receita tributária na composição do orçamento 112

  dos municípios catarinenses, por mesorregião em 2002

  

Tabela 9 Composição da receita tributária municipal em 2002 114

Tabela 10 Composição da receita tributária municipal, por grupo de 116

  habitantes em 2002

  Tabela 11

  117 Composição da receita tributária municipal, por mesorregião em 2002

  

Tabela 12 Participação relativa do IPTU e demais tributos na composição 119

  da receita tributária municipal, por grupo de habitantes

  

Tabela 13 Comparativo da arrecadação do IPTU e do IPVA de alguns 122

  municípios catarinenses

  

Tabela 14 Demonstrativo da receita per capita do IPTU por grupo de 123

  habitantes

  

Tabela 15 Distribuição dos municípios por ano de atualização do cadastro 125

  imobiliário, segundo os grupos de habitantes

  

Tabela 16 Distribuição dos municípios por ano de atualização do cadastro 127

  imobiliário, segundo as mesorregiões

  

Tabela 17 Distribuição dos municípios por ano de atualização da planta de 128

  valores segundo os grupos de habitantes

  

Tabela 18 Distribuição dos municípios por ano de atualização da planta de 130

  valores, segundo as mesorregiões

  

Tabela 19 Municípios com informatização do IPTU e outros sistemas, por 131

  grupo de habitantes

  

Tabela 20 Municípios com informatização do IPTU e outros sistemas, por 132

  mesorregiões

  

Tabela 21 Municípios com plano diretor, por grupo de habitantes 134

Tabela 22 Municípios com plano diretor, por mesorregião 135

Tabela 23

  Municípios com progressividade do IPTU, por grupo de 136 habitantes

  Tabela 24

  137 Municípios com progressividade do IPTU, por mesorregião

  

LISTA DE SIGLAS

CF/88 Constituição Federal de 1988

  Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza 152

  STJ Superior Tribunal de Justiça

  75 STF Supremo Tribunal Federal 141

  LC Lei Complementar

  104

  14 IVVC Imposto sobre Vendas a Varejo de Combustíveis Líquidos e Gasosos

  ITR Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural

  152

  ITBI Imposto sobre a transmissão Onerosa de Bens Imóveis por Atos Inter- Vivos

  ISS

  36 COSIP Contribuição para o Custeio do Serviço de Iluminação Pública

  

IPVA Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores 146

  Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana 145

  IPTU

  

ICMS Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços 144

  

IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística 109

  

FPM Fundo de Participação dos Municípios 144

  66 FECAM Federação Catarinense de Municípios 100

  60 EC Emenda Constitucional

  56 CTN Código Tributário Nacional

  62

  SUMÁRIO

  

1 INTRODUđấO ..............................................................................................13

  

1.1 TEMA E PROBLEMA .....................................................................................13

  

1.2 OBJETIVOS ................................................................................................... 17

  1.2.1 Objetivo Geral ..............................................................................................17

  1.2.2 Objetivos Específicos ...................................................................................17

  

1.3 JUSTIFICATIVA DO ESTUDO ....................................................................... 18

  

1.4 ORGANIZAÇAO DO TRABALHO ................................................................. 18

  

1.5 METODOLOGIA DA PESQUISA ................................................................... 19

  1.5.1 Questões da Pesquisa .................................................................................20

  1.5.2 Tipo de Pesquisa, Definição da Área de Estudo, Técnicas de Coleta e Análise de Dados.................................................................................................20

  1.5.3 Limitações da Pesquisa ............................................................................... 22

  1.5.4 Definição dos Termos ..................................................................................23

  

2 FUNDAMENTAđấO TEốRICA ................................................................ 25

  

2.1 O ESTADO, A SOCIEDADE E O TRIBUTO .................................................. 25

  2.1.1 Estado Contemporâneo e Sua Função Social ............................................. 25

  2.1.2 A Tributação como Instrumento de Realização da Função Social do Estado ...................................................................................................................28

  2.1.3 Princípios Constitucionais e as Limitações ao Exercício do Poder de Tributar ..................................................................................................................29

  2.1.4 Tributo: Conceito e Espécies ....................................................................... 40

  2.2 OS MUNICễPIOS E A DISCRIMINAđấO DE COMPETÊNCIAS EM

MATÉRIA TRIBUTÁRIA .......................................................................................49

  2.2.1 Os Municípios na Federação Brasileira ....................................................... 49

  2.2.2 O Sistema Tributário na Constituição Federal ............................................. 50

  2.2.3 A Discriminação das Rendas no Atual Sistema Tributário Nacional ........... 51

  2.2.4 Tributos da Competência Municipal ............................................................ 53

  2.3 O IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE PREDIAL E TERRITORIAL

URBANA .............................................................................................................. 57

  2.3.1 Breves Considerações Sobre o Imposto Predial e Territorial Urbano –

  IPTU ......................................................................................................................57

  2.3.2 Aspectos Básicos da Incidência do IPTU .................................................... 60

  2.3.3 A Progressividade do IPTU ......................................................................... 64

  2.3.4 O IPTU e a Função Social da Propriedade ................................................. 70

  

2.4 LANÇAMENTO DO IPTU ...............................................................................77

  2.4.1 O Lançamento como Procedimento para Constituição do Crédito Tributário .............................................................................................................. 77

  2.4.2 Modalidades de Lançamento Tributário ...................................................... 82

  2.4.3 O Lançamento de Ofício e o IPTU .............................................................. 85

  2.4.4 Administração Pública e Estratégias na Administração do IPTU ................ 90

  

3 APRESENTAđấO E ANÁLISE DOS DADOS .................................... 97

  

3.1 A AUTONOMIA FINANCEIRA DOS MUNICÍPIOS CATARINENSES ......... 97

  3.1.1 Organização, Evolução Urbana e Distribuição Espacial dos Municípios Catarinenses ........................................................................................................ 97

  3.1.2 A Reforma Tributária de 1988 e a Autonomia Financeira dos Municípios .. 103

  3.1.3 Composição da Receita dos Orçamentos dos Municípios Catarinenses .... 109

  3.1.4 Composição e Desempenho da Receita Tributária Municipal ..................... 113

  3.2 A IMPORTÂNCIA DO IPTU NA COMPOSIđấO DA RECEITA TRIBUTÁRIA

MUNICIPAL ......................................................................................................... 119

  3.2.1 Participação do IPTU na Composição da Receita Tributária Municipal ...... 119

  3.2.2 O Potencial Tributário do IPTU .................................................................... 121

  3.3 INSTRUMENTOS DE DESEMPENHO DO LANÇAMENTO E

ARRECADAđấO DO IPTU ................................................................................. 124

  3.3.1 Atualização do Cadastro Imobiliário ............................................................ 124

  3.3.2 Atualização da Planta de Valores ................................................................ 128

  3.3.3 Informatização do IPTU ............................................................................... 131

  3.4 LEGISLAđấO URBANA E PROGRESSIVIDADE DO IPTU .......................... 133

  

3.5 DISCUSSÃO .................................................................................................. 137

CONSIDERAđỏES FINAIS ......................................................................... 150

REFERÊNCIA .................................................................................................. 160

ANEXOS ............................................................................................................ 164

  Dentre os impostos reservados pela Constituição Federal à competência tributária dos Municípios está o imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana, nacionalmente conhecido sob a sigla IPTU. Esse imposto tem duas funções importantes na tributação. A primeira é a função fiscal. Refere-se a sua importância para financiar os serviços públicos a cargo dos Municípios. Se eficientemente explorado, o IPTU pode gerar uma receita estável e suficiente para assegurar o equilíbrio financeiro dos governos municipais. A segunda função do IPTU é parafiscal. A Constituição Federal de 1988 admite o emprego do IPTU como instrumento de política urbana para assegurar que o imóvel cumpra a sua função social gerando benefícios à comunidade.

  Sob o ponto de vista da justiça fiscal, o IPTU constitui-se num importante instrumento de distribuição da carga tributária. Esse imposto tem a vantagem de possibilitar que as parcelas de contribuições individuais sejam proporcionais à capacidade econômica de cada contribuinte. Essa capacidade econômica se revela no valor da propriedade tributada. Eqüivale dizer que os proprietários que possuem melhores condições econômicas devem pagar, proporcionalmente, mais imposto e dessa forma contribuir para que sejam feitos mais investimentos nas áreas mais carentes.

  Dentre os impostos municipais, o IPTU é o segundo mais importante. Segundo dados desta pesquisa, no ano de 2002 esse imposto participou com 27,76% do total da receita arrecadada pelo conjunto dos Municípios catarinenses, contra 32,45% de participação do imposto sobre serviços de qualquer natureza (ISS).

  Diversos estudos revelam que o IPTU é ineficientemente explorado como fonte de receita. Essa realidade coloca a necessidade de que, no plano local, as administrações tributárias tenham clareza dos principais problemas limitadores do pleno exercício de suas atribuições e competências.

  É certo que as causas que afetam o desempenho das receitas municipais situam-se em vários campos e vão desde causas legais e administrativas até causas econômicas, sócio-culturais, políticas e outras. A identificação desses problemas é condição indispensável à obtenção de resultados nas ações voltadas ao aumento da arrecadação do IPTU. As soluções, algumas passíveis de apresentarem resultados no curto prazo, precisam ultrapassar o horizonte temporal imediato, e situar-se num contexto mais amplo de uma reforma de gestão da receita municipal, com iniciativas que devem envolver todos os procedimentos de tributação, ou seja, o lançamento, a fiscalização e o controle da arrecadação do imposto.

  O IPTU é um tributo que incide sobre a propriedade imóvel localizada na

  1

  zona urbana e alcança todos os tipos de imóveis. Portanto, é devido por todos os proprietários, possuidores a qualquer título e detentores do domínio útil, de imóveis urbanos. O cálculo e o lançamento do imposto são feitos de ofício pela autoridade administrativa, com base nos dados constantes do cadastro imobiliário fiscal e da planta genérica de valores. A determinação do valor do IPTU resulta do valor venal de cada imóvel multiplicado por uma alíquota. O valor venal é o valor de mercado. Conforme Cesare (2002, p. 6) “é o preço mais provável pelo qual um imóvel seria vendido em condições normais de negociação”. Significa afirmar, que a eficiência, a eficácia e a efetividade da tributação do IPTU dependem de uma base cadastral permanentemente atualizada como subsidio para a determinação do valor venal e a correta identificação do contribuinte.

  O cadastro imobiliário fiscal é o principal instrumento da tributação do imposto, por isso, deve conter o registro de todos os dados necessários para a correta identificação do contribuinte e do imóvel tributado. A existência no Município de um cadastro imobiliário completo e atualizado é requisito essencial para a efetividade da tributação do IPTU. Contudo, estudos sobre a situação dos cadastros municipais têm demonstrado que a quase totalidade das prefeituras não conseguem administrar seus cadastros imobiliários com o nível de eficiência requerido. Segundo o levantamento de dados realizado pela Fundação IBGE através da Pesquisa de Informações Básicas Municipais 2001, do conjunto dos Municípios brasileiros, 51,50% atualizaram o cadastro imobiliário fiscal através do recadastramento dos imóveis entre 1999 e 2001. Os restantes 48,50% dos Municípios atualizaram o cadastro há quatro anos ou mais.

  A planta genérica de valores fixa os valores médios unitários de metro 1 quadrado de terreno e de construção, para logradouros, quadras, zonas ou bairros,

  

Os imóveis localizados fora da zona urbana do Município estão sujeitos à incidência do ITR – da área alcançada pela tributação, para a finalidade de apurar a base de cálculo do imposto. Os valores de metro quadrado, fixados na planta genérica de valores variam em face do zoneamento e da ocorrência ou não de equipamentos urbanos e serviços públicos tais como: iluminação pública, rede de telefone, pavimentação, serviço de limpeza pública e coleta de lixo, transporte coletivo, e outros. A existência ou não desses fatores determina a valorização ou desvalorização dos imóveis e conseqüentemente o aumento ou diminuição da base de cálculo do imposto. Por esta razão, qualquer alteração desses elementos deve ser considerada para a atualização da planta genérica de valores.

  No que se refere à planta genérica de valores existem limitações tanto administrativas quanto constitucionais que devem ser consideradas na sua atualização. As de ordem administrativas estão relacionadas aos elevados custos administrativos e operacionais que envolvem as atividades de acompanhamento e controle das atualizações. As limitações de ordem constitucionais são mais complexas por não depender somente de ação ou decisão político-administrativa. As alterações na planta de valores que resultem aumento da base de cálculo do imposto sujeitam-se à observância dos princípios constitucionais tributários da legalidade e da anterioridade. Significa afirmar que, qualquer alteração na planta de valores só é possível mediante lei publicada no ano anterior ao do lançamento do imposto.

  Todas essas limitações têm contribuído para que grande número de Prefeituras efetue o lançamento do IPTU sobre uma base de dados desatualizada. No lançamento de ofício, cuja modalidade é adotada pela totalidade dos

  Municípios do País, a autoridade administrativa apura a base de calculo do imposto pelo valor médio, permitindo-lhe avaliar a propriedade imobiliária de milhares de contribuintes. De acordo com Baleeiro (2001), esse modo de executar a lei tributária que permite a aplicação da lei em massa é chamado pelos germânicos de modo de pensar tipificante. O princípio que o rege é o da praticidade, nome que designa, a totalidade das condições que garantem a execução da lei de forma eficiente e econômica.

  A legitimidade da técnica da praticidade no lançamento do IPTU divide a doutrina e a jurisprudência. Na doutrina, a corrente favorável à sua utilização defende, sobretudo, que a Fazenda Pública não dispõe de recursos, pessoal e mesmo assim tem o dever de aplicar a lei (ISENSEE, 1976 apud BALEEIRO; BALEEIRO, 200, p. 249). Contrariamente à prática da simplificação, Derzi (1988, p. 251), apresenta como objeções ao uso dessa técnica, a ofensa aos princípios constitucionais da igualdade e da capacidade contributiva.

  Na jurisprudência, a técnica de aplicação da lei em massa é analisada à luz dos princípios constitucionais tributários, sobretudo, o da legalidade e da anterioridade. O posicionamento dos tribunais superiores é no sentido de que qualquer modificação na base de cálculo do tributo só pode ser feita mediante lei, publicada no exercício anterior ao da sua aplicação. Admite-se, somente a atualização monetária do valor venal, com base em índice oficial de correção monetária. Sobre o posicionamento do Superior Tribunal Federal (STF), Baleeiro (2001) esclarece que a polêmica central enfocada pelos tribunais superiores apresenta-se quando a Fazenda Pública Municipal não procede à avaliação individual, conforme art. 142 do Código Tributário Nacional (CTN), passando as plantas de valores a atuar como presunções. Em lugar de servirem apenas de parâmetros e orientações para avaliação em cada caso isolado, tornam-se as planas de valores a única avaliação feita.

  Além da afronta a princípios constitucionais tributários como da igualdade, da capacidade contributiva e da justiça fiscal, a técnica da praticidade adotada no lançamento de ofício do IPTU, pode ser um dos fatores que contribuem para a não exploração total da capacidade contributiva dos Municípios, por diversas outras razões tais como: a impossibilidade da Fazenda Pública manter o cadastro imobiliário e a planta de valores permanentemente atualizados; os dados constantes do cadastro imobiliário são insuficientes por não refletirem as diferenças individuais relevantes que devem ser consideradas na apuração do valor venal, tais como: funcionalidade, conforto ambiental e projeto arquitetônico. Esses fatores, se não refletirem a realidade do imóvel ou forem ignorados no lançamento, importam prejuízo para a Fazenda Pública que deixa de exercer com efetividade o seu poder- dever de tributar.

  Ademais, a falta de atualização do cadastro imobiliário e da planta de valores, pode ocasionar erro na determinação do valor do imposto ou na identificação do sujeito passivo. Essas situações quando contrárias ao interesse do contribuinte ensejam a impugnação do lançamento, podendo ocasionar o

  Nesse contexto, a alternativa viável do ponto de vista estratégico para a tributação do IPTU, pode ser a alteração do critério de lançamento. Aliomar Baleeiro e Misabel Derzi corroboram esse entendimento esclarecendo que tributos cobrados em massa, que dependem da apuração complexa de valores, não podem depender de lançamento de ofício. Para os autores, o lançamento por declaração ou por homologação é uma alternativa para a aplicação da lei em massa.

  O lançamento por homologação também conhecido na doutrina como “autolançamento”, ocorre quando a legislação tributária atribui ao contribuinte o dever de apurar o valor do tributo e antecipar o seu pagamento para posterior exame e, se for o caso, homologação da autoridade administrativa. São muitas as vantagens dessa espécie de lançamento uma vez que a declaração do contribuinte supre e dispensa a necessidade de investigação do fato gerador por parte da fazenda municipal, cuja atuação fica adstrita a casos especiais quando em face de uma circunstância, se verifique a necessidade do levantamento das peculiaridades do caso individual.

  Este estudo se propõe a analisar o desempenho do IPTU e identificar as estratégias utilizadas pelas prefeituras no lançamento do imposto para responder a seguinte pergunta de pesquisa: o lançamento de ofício foi uma estratégia eficaz

  

para o desempenho da arrecadação do IPTU dos Municípios catarinenses no

ano de 2002?

  1.2.1 Objetivo Geral Verificar se o lançamento de ofício foi uma estratégia eficaz para o desempenho da arrecadação do IPTU dos Municípios catarinenses no ano de 2002.

  1.2.2 Objetivos Específicos

  a) analisar a autonomia financeira dos Municípios catarinenses em face dos efeitos da reforma tributária de 1988; b) avaliar a importância do IPTU na composição da receita tributária dos

  Municípios catarinenses; c) identificar possível existência de potencial inexplorado do IPTU dos Municípios catarinenses;

  d) verificar se os instrumentos de apoio ao lançamento do IPTU são permanentemente atualizados pelos Municípios catarinenses, para fins de lançamento do IPTU;

  e) verificar se os Municípios catarinenses utilizam o IPTU como instrumento de aplicação do princípio da função social da propriedade.

  1.3 JUSTIFICATIVA DO ESTUDO

  A grave situação financeira dos Municípios é matéria de interesse público que envolve a totalidade dos Municípios brasileiros. Hoje, no Brasil existem 5.561 Municípios (IBGE, 2001) que necessitam melhorar o desempenho de suas receitas para atender os anseios da sociedade contemporânea. Por esta razão, considera-se que a identificação da questão colocada como objeto de pesquisa poderá motivar o desenvolvimento de novos estudos para encontrar alternativas viáveis ao lançamento do IPTU, que podem estar relacionadas com a alteração da atual modalidade de lançamento.

  Muitas prefeituras ainda carecem de uma estrutura administrativa moderna e eficiente capaz de proporcionar a prestação de serviços de qualidade aos cidadãos contribuintes. No país existem diversos projetos destinados à prestação de apoio técnico e financeiro aos Municípios. Uma vez conhecida a causa da ineficiência do desempenho da arrecadação do IPTU, torna-se possível identificar a estratégia eficaz para melhorar o desempenho da receita municipal.

  1.4 ORGANIZAđấO DO TRABALHO

  Este estudo está estruturado em três capítulos. O primeiro capítulo compreende a introdução, a apresentação do tema e problema de pesquisa, os objetivos, a justificativa e a metodologia.

  No segundo capítulo são feitas breves referências ao Estado Contemporâneo e a sua função social que tem por finalidade precípua a justiça social, com uma abordagem sobre a importância da tributação como instrumento de aplicação da política social do Estado Contemporâneo e dos princípios constitucionais tributários como normas asseguradoras da proteção dos contribuintes contra eventuais excessos do Estado. Neste capítulo também são feitas considerações sobre a distribuição das rendas contextualizando os Municípios no sistema de distribuição das competências tributárias, com ênfase especial ao

  IPTU. Por ser este imposto o objeto deste estudo, procurou-se reunir todos os possíveis elementos para proporcionar ao leitor o máximo de informações sobre o mais tradicional dos impostos brasileiros. Sobre o IPTU são feitas considerações breves, porém importantes a respeito de sua origem, evolução histórica, e principais características. São abordados os aspectos da incidência do imposto com destaque para a base de cálculo e as alíquotas, notadamente quanto às alíquotas progressivas. Ainda neste capítulo são feitas importantes considerações sobre o lançamento do IPTU como atividade administrativa necessária para a constituição do crédito tributário. Faz-se uma breve incursão sobre as diferentes modalidades de lançamento para permitir a análise do lançamento de ofício do IPTU, que é o tema dessa pesquisa.

  No terceiro capítulo são apresentados o resultado e a análise da pesquisa sobre o lançamento de ofício e o desempenho do IPTU dos 293 Municípios catarinenses. No final do capítulo faz-se a discussão dos resultados da pesquisa.

  Após o terceiro capítulo são apresentadas as considerações finais, com críticas e sugestões com vistas ao aperfeiçoamento do atual critério de lançamento do IPTU, o qual segundo a pesquisa realizada não constitui uma estratégia eficaz para o bom desempenho do imposto.

  Finalmente são apresentadas as referências bibliográficas.

  A metodologia da pesquisa envolve a descrição do método ou delineamento da pesquisa; a definição da área de estudo; e as técnicas de coleta e análise de dados a considerar.

  Inicialmente, cuida-se da definição das questões da pesquisa que são colocadas a seguir.

  1.5.1 Questões da Pesquisa A presente pesquisa teve por objetivo o levantamento de dados para investigar o lançamento de ofício como estratégia eficaz de desempenho do IPTU.

  Para essa finalidade foram estabelecidas as seguintes questões de pesquisa:

  a) como ficou a autonomia financeira dos Municípios após a reforma tributária de 1988? b) qual a importância do IPTU na composição da receita tributária dos

  Municípios catarinenses?

  c) existe potencial inexplorado do IPTU cobrado pelos Municípios catarinenses? d) Os instrumentos de apoio ao lançamento do IPTU são permanentemente atualizados pelos Municípios catarinenses? e) Os Municípios catarinenses utilizam o IPTU como instrumento de aplicação do principio da função social da propriedade?

  1.5.2 Tipo de Pesquisa, Definição da Área de Estudo, Técnicas de Coleta e Análise de Dados.

  Este tópico apresenta a metodologia de pesquisa utilizada no desenvolvimento deste estudo e tem por finalidade evidenciar o delineamento da pesquisa, o tipo de pesquisa, a definição da área do estudo e a técnica de análise utilizada.

  Em face do propósito deste estudo que pretende avaliar o lançamento de ofício como estratégia utilizada pelos Municípios para constituir o crédito tributário do

  IPTU optou-se pelo método de pesquisa quantitativa, do tipo descritivo. Esse tipo de pesquisa é recomendado por Roesch (1999), se o propósito do projeto é obter informações sobre determinada população: por exemplo, contar quantos, ou em que proporção seus membros têm certa opinião ou característica, ou com que freqüência certos eventos estão associados entre si.

  O tema abordado nesse estudo é de interesse nacional, porquanto, envolve todos os Municípios brasileiros, cujo número atual é de 5.561. No entanto, o estudo foi realizado no âmbito do território do Estado de Santa Catarina e considerou todos os 293 Municípios catarinenses.

  Os dados e informações utilizados nesse tipo de pesquisa foram obtidos através de consulta às seguintes fontes: a) Federação Catarinense de Municípios (FECAM), através do Guia dos Municípios Catarinenses – Gestão 2005/2008; aos dados relativos à distribuição dos Municípios por mesorregião e respectivos anos da fundação; b) Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – Pesquisa de Informações Municipais - Gestão 2002, quanto aos seguintes dados: população estimada para 2004, distribuição da população segundo as áreas urbana e rural, dados das receitas orçamentária, corrente, tributária, de impostos e taxas dos Municípios catarinenses, relativos a 2002, e ainda, os dados relativos à existência e ou atualização de cadastros imobiliários, plantas de valores, informatização de sistemas de gestão dos tributos, mapas urbanos digitalizados, legislação urbana, progressividade do IPTU; c) Instituto Brasileiro de Administração Municipal, através do Periódico Série Estudos Especiais n° 18, dados relativos à evolução das receitas tributárias das esferas governamentais no período 1989/1998.

  As conclusões sobre os resultados deste estudo estão apoiadas nos fundamentos teóricos de doutrinadores tributários, administrativistas e pensadores estrategistas da Ciência da Administração, identificados no capítulo da Referência Bibliográfica.

  Segundo Roesch (1999), as principais técnicas de coleta de dados são a entrevista, o questionário, os testes e a observação. Porém afirma a autora que “também é possível trabalhar com dados existentes na forma de arquivos, banco de dados, índices ou relatórios. Estes não são “criados” pelo pesquisador e são normalmente denominados de dados secundários, em contraste com os dados

  

primários que são colhidos diretamente pelo pesquisador “. Portanto, nesta pesquisa

  foram utilizados dados secundários obtidos através de bancos de dados ou documentos.

  Os dados relativos aos Municípios, às receitas e aos cadastros fiscais, plantas de valores, informatização dos sistemas de administração dos tributos, progressividade do IPTU e legislação urbana foram obtidos individualizados por município. Esses dados foram obtidos junto ao IBGE – banco de dados Pesquisa de Informações Básicas Municipais 2002, via Internet, mediante pesquisa no site www.IBGE.gov.br. Esses dados foram relacionados por Município, inicialmente em ordem alfabética, constituindo uma relação para cada evento pesquisado, os quais,

  Os dados pesquisados foram submetidos a tratamento estatístico e com a ajuda de computador utilizando o Programa Windows Excel foram elaboradas as tabelas 1 a 24, e Quadro 1, que contém o resultado da pesquisa. De acordo com A. N. Oppenheim (OPPENHEIM apud ROESCH; ROESCH, 1999, p.149-150), na pesquisa de caráter quantitativo, o processo de análise de dados normalmente percorre os seguintes estágios: análise invariada; análise bivariada; análise multivariada; e estudos a respeitos de certos subgrupos.

  A análise univariada, de acordo com Roesch (1999), é a análise de freqüência de cada questão pesquisada. Através do uso dessa técnica foi possível, por exemplo, comparar a freqüência de cada questão pesquisada em um grupo de habitantes, com outros.

  A análise bivariada, que segundo Roesch (1999), inclui tabulações cruzadas e a possibilidade de calcular diferentes medidas de associação entre as variáveis, foi utilizada na análise das receitas, comparando-se a freqüência de comportamento de dois ou mais eventos com outros elementos como por exemplo, grupos de habitante ou mesorregião.

  Finalmente, a análise de subgrupos especiais foi utilizada para comparar situações como a ordem de importância do IPTU e demais tributos em relação aos grupos de habitantes. Essa análise, de acordo com Roesch (1999), surge após os principais resultados da pesquisa terem sido tabulados e digeridos, e quando se deseja levantar novas questões de pesquisa.

  Os resultados dos dados pesquisados são apresentados nas tabelas 1 a 24; gráficos 1 a 6 e quadro 1, com as respectivas descrições dos resultados apurados.

  1.5.3 Limitações da Pesquisa As causas que afetam o desempenho das receitas municipais situam-se em vários campos e vão desde causas legais e administrativas até causas econômicas, sócio-culturais, políticas e outras. A identificação dessas causas é condição indispensável à obtenção de resultados nas ações voltadas ao aumento da arrecadação do IPTU, notadamente nas cidades de maior porte demográfico. As soluções, algumas passíveis de apresentarem resultados no curto prazo, precisam ultrapassar o horizonte temporal imediato e situar-se num contexto mais amplo de todos os procedimentos de tributação, ou seja, o lançamento, a fiscalização e o controle da arrecadação do imposto.

  Este estudo está limitado à análise do lançamento do imposto por constituir etapa essencial à constituição do crédito tributário. As eventuais incorreções no lançamento ou quando este seja efetuado com vício formal de qualquer espécie são razões suficientes para comprometer o crédito tributário e conseqüentemente o desempenho da receita do tributo.

  1.5.4 Definição dos termos São apresentados algumas categorias consideradas importantes nesse estudo, com seus respectivos conceitos operacionais.

  Estado Contemporâneo: aquele que tem por finalidade precípua o

  compromisso com o Bem Comum e como característica básica o direito-dever de intervir nos domínios econômico e social da Sociedade para garantir valores constitucionais, como as garantias individuais, cidadania e a efetividade dos direitos humanos.

  Alíquota Progressiva: o percentual aplicado sobre a base de cálculo do

  imposto, segundo um critério legal utilizado, para aumentar a onerosidade do imposto segundo a capacidade econômica do contribuinte.

  Bem Comum: aqui entendido como o patrimônio social (cultura, tradição,

  caráter, anseios, valores, etc) da Sociedade, que determina a sua estrutura, o se conteúdo e ainda o seu objetivo.

  Cadastro Imobiliário: o conjunto de informações sistematizadas e

  ordenadas sobre o imóvel (terreno e prédio, e seu proprietário (nome, endereço etc), para a finalidade de instituir e arrecadar os tributos.

  Crédito Tributário: o direito do Estado exigir o tributo cujo lançamento tenha sido regularmente efetuado. Função Social: a Função Social do Estado Contemporâneo é aqui

  entendida como o dever do Estado perante à Sociedade na prestação de ações de interesse coletivo, envolvendo a participação de todos os seus integrantes na realização do Bem Comum, sobre o manto da Justiça Social.

  Justiça Social: aquela preconizada no Estado Contemporâneo, que envolve

  uma espécie de interação entre o indivíduo, a sociedade e o Estado, onde cada indivíduo contribui para o todo e o todo para cada um, não como uma dádiva paternalista, mas como um dever inalienável daquele que é parte do todo como provedor e beneficiário potencial e efetivo.

  Lançamento de Ofício: o lançamento tributário efetuado pela autoridade

  administrativa competente sempre que tomar conhecimento da ocorrência do fato gerador do tributo, seja mediante declaração do contribuinte, ou, quando se constata erro ou omissão no pagamento do tributo anteriormente efetuado, ou ainda, quando a lei assim o determine.

  Lançamento Tributário: o ato administrativo de concretização do crédito tributário. Planta de Valores: um instrumento de apoio ao lançamento dos tributos que

  têm por base de cálculo o valor venal do imóvel. A planta de valores fixa os valores médios unitários de metro quadrado de terreno e construção para logradouros, quadras, zonas ou bairros, da área alcançada pela tributação.

  Sociedade: a Sociedade é aqui considerada como aquela que é detentora

  de um patrimônio social específico, resultado da construção histórica de um conjunto de crenças, valores e informações, da humanidade que a compõe.

  Tributação: O tema tributação é entendido como uma atividade vinculada

  exercida pelo Estado, decorrente do seu direito-dever de intervir na sociedade com o objetivo de prover recursos para atendimento às demandas sociais de interesse coletivo e promover a Justiça Social.

  2.1.1 Estado Contemporâneo e sua Função Social O Estado Contemporâneo, criado pela vontade coletiva expressada na

  Assembléia Constituinte, é aqui entendido como aquele que tem por finalidade precípua o compromisso com a justiça social. Sua característica básica consiste no poder-dever de intervir nos domínios econômico e social da sociedade para assegurar condições dignas de vida à população através do atendimento à saúde, educação, saneamento básico e segurança, em observância a um dos fundamentos da República que é a dignidade da pessoa humana.

  Para aclarar essa idéia busca-se a conceituação dada por César Pasold ao Estado Contemporâneo.

  Conceitualmente propomos que: - O Estado Contemporâneo tenha e exerça uma Função Social que implique em ações que – por dever com a Sociedade – o Estado execute, respeitando, valorizando, e envolvendo o seu SUJEITO, atendendo o seu OBJETO e realizando os seus OBJETIVOS, sempre com a prevalência do social e privilegiando os valores fundamentais do ser humano (PASOLD, 1988, p.70).

  A intervenção do Estado na sociedade pode se dar de diferentes formas, dentre as quais cita-se a regulação econômica, a tributação, a exploração direta de atividades econômicas, a criação de monopólios e outras. Porém, de acordo com Pasold (1988, p.76), qualquer que seja a forma adotada será “sempre com a prevalência do social e privilegiando os valores fundamentais do ser humano”. Denota-se que a função social é, dentre todas, a que mais se identifica como característica do Estado Contemporâneo.

  Em estudo realizado em 2001, a autora e outros (ADRIANO et al., 2001, p.5) concluíram que:

  A Função Social é, dentre todas, a mais relevante do Estado Contemporâneo. De um certo modo, reúne todas as demais funções, podendo, de uma forma generalizada, ser entendida como a única função do Estado. O fundamento dessa assertiva está na própria razão de ser do Estado, cujo dever para com a Sociedade é o BEM COMUM. Todas as ações do Estado têm como destinatário final, a coletividade. O Estado age no interesse da coletividade, no interesse público. São nulos de pleno direito os atos e ações do Governo que não se revestem do interesse público.

  Na lição de César Luiz Pasold, o exercício da Função Social do Estado Contemporâneo envolve um direito-dever de intervenção nos domínios econômico e social da sociedade para, no interesse coletivo, realizar a justiça social.

  A Justiça Social preconizada no Estado Contemporâneo – do ponto de vista constitucional –, é melhor compreendida a partir da análise do raciocínio exercitado por Alceu de Amoroso Lima quando conceitua “Justiça” numa tríplice dimensão. Esta tríplice dimensão é assim interpretada a partir da análise feita por Pasold (1988, p.73), nos seguintes termos:

  3 receber, na segunda , cada um contribui para o todo, porque o indivíduo sempre se encontra inserido numa coletividade e, ao dar para o todo, deve omitir-se das exigências de retribuição; e, na terceira, ou seja, na JUSTIÇA SOCIAL, é o todo que contribui para cada um, não como uma dádiva generosa e paternalista, mas como um dever decorrente de sua condição inalienável de parte do todo, provedor e beneficiário potencial e efetivo.

  A forma adotada por Amoroso Lima para explicar a Justiça Social sintetiza com nitidez a interação que se verifica na relação entre o Estado e a Sociedade. Na tributação, essa tríplice dimensão se manifesta de forma clara e evidente. No primeiro caso, quando o Cidadão provoca o Estado para, em seu benefício ou por ato seu, prestar serviços ou realizar atividades, remunerando-lhe os custos despendidos em razão desses serviços.

  No segundo caso, o Estado, usando do seu poder de império, compulsoriamente, impõe a todos os cidadãos o dever de contribuir com uma parcela de seu patrimônio ou renda. Os recursos obtidos em razão dessa relação são administrados pelo Estado e devolvidos à Sociedade na forma de obras e serviços do interesse coletivo. Aqui, a contribuição é proporcional à riqueza de cada um. Equivale dizer que as pessoas que possuem melhores condições econômicas pagam mais impostos, para possibilitar que sejam feitos investimentos públicos nas áreas mais carentes de serviços.

  2 3 Justiça Comutativa

  Finalmente, o Estado é a instituição suprema criada pela Sociedade para, no interesse coletivo, manter a ordem pública, fomentar o Bem Comum e administrar os negócios públicos, em fim, exercer a sua Função Social.

  De acordo com o art. 1º da Constituição Federal, o Brasil é uma República Federativa constituída por um Estado Democrático de Direito, que tem por fundamentos a soberania, a cidadania, a dignidade da pessoa humana, os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa e o pluralismo político, com poder emanado do povo e em seu nome exercido, por meio de representantes. Este é o balizamento do texto constitucional a ser seguido pelo Estado e por toda a Sociedade. É este o princípio constitucional elementar que deve orientar o agir dos agentes públicos e políticos na condução da Administração Pública.

  Estas considerações dão conta que o Estado não existe sem uma Sociedade que lhe justifique; também não é um fim em si mesmo. A razão de ser do Estado é a própria Sociedade que, em última análise, é sua origem e seu fim.

  Para cumprir a Função Social que é a sua razão de ser, o Estado deve ter presente o compromisso de realizar os anseios da Sociedade. Para isso, necessita de recursos financeiros que são obtidos na própria Sociedade mediante o exercício do poder de tributar. Esse poder de tributar é outorgado ao Estado pela Constituição Federal, ou seja, é exercido pelo Estado por delegação do povo.

  Discorrendo sobre o tema, Sacha Calmon Navarro Coêlho faz algumas considerações sobre o poder de tributar do Estado, afirmando que:

  O poder de tributar, modernamente, é composto predileto de labor constituinte. A uma, porque o exercício da tributação é fundamental aos interesses do Estado, tanto para auferir as receitas necessárias à realização de seus fins, sempre crescentes, quanto para utilizar o tributo como instrumento extrafiscal, técnica em que o Estado intervencionista é pródigo. A duas porque tamanho poder há de ser disciplinado e contido em prol da segurança dos cidadãos (COÊLHO, 2001, p.37).

  Da lição do autor, constata-se que a tributação, além de ser uma das fontes de receita necessárias para custear os encargos financeiros, é também um instrumento extrafiscal de que se vale o Estado para realizar a sua função social.

  2.1.2 A Tributação como Instrumento de Realização da Função Social do Estado Claro está que o Estado, em princípio, não gera riquezas, conseqüentemente, não dispõe de recursos para o seu próprio custeio e atendimento às demandas da Sociedade. Esses encargos são custeados com recursos dos tributos instituídos e cobrados pelo Estado. Portanto, os tributos são imprescindíveis para a consecução da Função Social do Estado.

  A importância da participação dos tributos nas atividades do Estado é destacada pela professora Márcia Aguiar Arend.

  São os tributos que permitem a uniformidade do tecido social e a consolidação da civilização e da cidadania, cujo empreendimento e realização invejamos, nos países ditos do primeiro mundo. Para produzir civilidade e democracia os países precisam dos tributos e de gastá-los para tais fins. As nossas distâncias sociais, só poderão ser minimizadas com a redistribuição de renda que se opera através dos gastos públicos (AREND, 2001, p.37).

  Para a autora, a importância do tributo vai além do financiamento das atividades do Estado. O tributo é, sobretudo, um instrumento de que se vale o Estado para promover a redistribuição da renda e consolidar a cidadania. O prosseguimento desta análise requer o estabelecimento de um conceito operacional para tributação.

  O termo tributação neste estudo é entendido como uma atividade vinculada exercida pelo Estado, decorrente do seu direito-dever de intervir na sociedade com o objetivo de prover recursos para atendimento às demandas sociais de interesse coletivo e promover a justiça social. Este conceito acima mostra a importância da tributação como instrumento de consecução da função social do Estado.

  A tributação se constitui, simultaneamente, no exercício do poder e do dever de agir do Estado para obter os recursos financeiros necessários à realização dos seus fins. É um poder-dever, porque o Estado não pode optar entre tributar ou não tributar. Daí afirmar-se que a tributação é uma atividade vinculada, isto é, regrada, deve ser feita segundo a lei e nos estritos limites desta.

  Os encargos despendidos pelo Estado na prestação de serviços sociais são repassados à Sociedade na forma de tributação. A Sociedade é, ao mesmo tempo, beneficiária e provedora dos serviços do Estado. Contudo, essa não se constitui a única função do tributo, pois, além de assegurar recursos financeiros ao Estado e garantir a justiça fiscal, a tributação possui outra função fundamental de caráter social — a extrafiscalidade.

  A extrafiscalidade é a utilização dos tributos para fins outros que não os da simples arrecadação de recursos financeiros para o Estado. Na extrafiscalidade o tributo é instrumento de promoção de políticas econômicas, sociais, culturais etc.

  Por meio da tributação, o Estado pode restringir ou incentivar a prática de atos ou situações consideradas contrárias ou favoráveis ao interesse público, atendida a finalidade última que é o bem comum. Pode também, desestimular o latifúndio improdutivo, a especulação imobiliária à revelia do interesse comum e contrária à função social da propriedade e, de outro lado, estimular a iniciativa privada por meio de concessão de isenções e outros benefícios fiscais para incentivar o desenvolvimento econômico, as artes, a educação, a cultura, o esforço previdenciário particular (seguridade), e também, para atender situações sociais relevantes.

  A tributação pode ainda, orientar a ocupação do solo nas áreas urbana e rural e direcionar o Plano Diretor do Município, contribuindo para a implementação de políticas de planejamento e desenvolvimento sustentável do Município.

  2.1.3 Princípios Constitucionais e as Limitações ao Exercício do Poder de Tributar Se por um lado, o poder de tributar é vital para o Estado, por outro, a sua disciplinação e contenção são essenciais à sociedade civil (COÊLHO, 2001, p.37), quer dizer, a distribuição da carga tributária na sociedade deve ser feita de forma eqüitativa, justa, segundo os princípios constitucionais tributários.

  Outros autores também buscam entendimentos a esse respeito, como Elizabeth Nazar Carrazza, para quem a Constituição de um Estado é o conjunto de normas que indicam quem detém os poderes estatais, quais são estes poderes, como devem ser exercidos e quais os direitos e garantias que as pessoas têm em relação a eles. Ao contrário do Estado-Absoluto, em que não havia limites para os poderes do príncipe, o Estado Constitucional Contemporâneo defende os direitos das pessoas, mesmo diante do Poder Público (CARRAZZA, 2001, p.19-23), isto é

  4 conseguido, basicamente, com a separação dos Poderes.

  Os Poderes do Estado, Executivo, Legislativo e Judiciário são exercidos pelo Governo que tem por função a condução política dos negócios públicos. O Governo, por sua vez, desempenha suas funções através da Administração Pública. Pode-se afirmar então, que a Administração Pública é a atividade concreta do Estado, cujo objetivo é satisfazer as necessidades coletivas de forma direta, imediata e permanente. A Administração Pública atua por intermédio de seus órgãos e de seus agentes.

  A Administração Pública pode então ser conceituada como a gestão de bens e interesses qualificados da Sociedade no âmbito federal, estadual ou municipal, segundo os preceitos do Direito e da Moral, visando o Bem Comum. Sendo o Estado detentor do poder de tributar, a atividade tributária é exercida pela Administração Pública. Neste sentido, os poderes da administração tanto quanto os do Estado, são submetidos à obediência de princípios constitucionais que limitam o exercício do poder dos administradores públicos.

  A natureza da Administração Pública é a de um encargo de defesa, conservação e aprimoramento dos bens, serviços e interesses da coletividade. O administrador público tem a obrigação de cumprir fielmente os preceitos do Direito e da Moral administrativa que regem a sua atuação. Quando investido em função ou cargo público, o agente do poder assume com a coletividade o compromisso de bem servi-la, por que é esse o desejo do povo, como legítimo destinatário dos bens, serviços e interesses administrados pelo Estado.

  Na administração particular, o administrador recebe do proprietário as 4 ordens e instruções de como administrar as coisas que lhe são confiadas; na

  

“A Teoria da Separação dos Poderes também chamada Teoria da Tripartição do poder, embora já

conhecida, em suas linhas básicas, desde a Antiguidade Clássica (ARISTÓTELES a ela aludia, em

seu livro Da Política), encontrou em MONTESQUIEU seu mais completo expositor. De acordo com

este pensador, as pessoas que detém o poder, tendem a dele abusar. É sua a frase: “todo o poder

corrompe e o poder absoluto corrompe absolutamente”. A partir desta idéia, querendo acabar com o

poder absoluto dos governantes, tripartiu as funções de governo; a saber: a) legislativa (produz as

leis, que devem ser gerais, abstratas, iguais para todos, quer amigos, quer inimigos do governante);

  

b) a executiva (que aplica a lei, no interesse do Estado, aos casos concretos); e, c) a judiciária (que

aplica a lei com imparcialidade aos que invocam a proteção do Poder Judiciário, a fim de eliminar

conflitos entre as pessoas). Com esse engenhoso sistema, pretendia MONTESQUIEU que um Poder,

por assim dizer, controlasse o outro. Melhor dizendo, que o Poder Legislativo fizesse a lei, o Poder

Executivo aplicasse a lei, o Poder Judiciário julgasse de sua aplicação.” (CARRAZZA, 2001)

  Administração Pública, essas ordens e instruções estão contidas nas leis, regulamentos e atos especiais, dentro da moral da instituição.

  Os fins da Administração Pública se resumem num único objetivo: o bem comum da coletividade. Se o administrador se afasta desse objetivo, trai o mandato de que está investido. Todo ato praticado por administrador ou agente público que não for do interesse da coletividade, é considerado ilícito e imoral.

  As normas constitucionais não têm todas a mesma importância. Dentro da Constituição existem normas jurídicas mais importantes e menos importantes. As mais importantes se traduzem nos princípios constitucionais e como tais, têm supremacia sobre as demais.

  Para Roque Antonio Carrazza, princípio “é um enunciado lógico, implícito ou explícito, que por sua grande generalidade, ocupa posição de preeminência nos vastos quadrantes do Direito e, por isso mesmo, vincula, de modo inexorável, o entendimento e a aplicação nas normas jurídicas que com ele se conectam” (CARRAZZA, 2002, p.33).

  Os princípios, por seus fundamentos, traduzem as diretrizes balizadoras dos procedimentos que devem nortear as atividades das pessoas políticas dotadas de competência tributária para instituir e cobrar tributos.

  A função elementar do principio constitucional é estabelecer limites ao exercício da competência tributária, para assegurar aos cidadãos a garantia dos direitos fundamentais consubstanciados na capacidade, liberdade, dignidade humana, propriedade e igualdade, além de outros valores próprios do regime federal.

  Em matéria tributária, a Constituição Federal contempla um grande número de princípios que disciplinam a tributação e limitam o exercício do poder de tributar. São os princípios constitucionais tributários.

  Os princípios constitucionais tributários, na sua maioria, estão expressamente contidos no Capítulo do Sistema Tributário Nacional, e são considerados por Coêlho (2001, p.179-180) conexos aos direitos fundamentais. Os princípios constitucionais tributários podem ser resumidos da seguinte forma: a) princípio da legalidade formal e material da tributação (arts. 5°, II e 150, I); b) principio da irretroatividade da lei tributária e dos critérios ligados à sua aplicação administrativa e judicial (arts. 5°, XXXVI e 150, III, “a”); c) princípio da anterioridade da não-surpresa (art. 150, III, “b”); d) princípio da noventena da lei tributária instituidora ou majoradora de tributos (arts. 150, III, “c” e 195, § 6°); e) princípio da vedação ao estabelecimento de limitações ao tráfego de pessoas ou bens, por meio de tributos (art. 150, V); f) princípios da igualdade tributária, também chamado princípio da isonomia tributária (arts. 5°, I e 150, II); g) princípio da capacidade contributiva e da pessoalidade dos impostos (art. 145, § 1°); h) princípio do não- confisco (arts. 5° e 150, IV); i) princípios da generalidade, universalidade e progressividade do Imposto de Renda (art. 153, § 2°); j) princípio da progressividade dos impostos sobre a propriedade predial e territorial urbana e sobre a propriedade territorial rural (arts. 153, § 4°, e 156, § 1°); l) princípio da não cumulatividade do

  ICMS e do IPI (arts. 153, § 3°, II e 155, II).

  Também são limitações constitucionais em matéria tributária, alguns princípios constitucionais derivados do sistema jurídico da Constituição, os quais Coêlho (2001, p.180), assim enumera:

  a) princípio federativo da uniformidade da tributação federal; b) principio do tratamento fiscal privilegiado para regiões economicamente subdesenvolvidas e para as microempresas; c) princípio da unidade nacional e do mercado comum nacional; d) princípio da isonomia entre as pessoas políticas; e) princípio da anualidade orçamentária, influindo nos impostos periódicos; f) princípio do devido processo legal nas esferas administrativa e judicial, em matéria fiscal; g) princípio da inafastabilidade do controle jurisdicional da lei e do ato administrativo normativo de caráter fiscal; h) princípio do sigilo fiscal, bancário e profissional.

  Ainda em matéria tributária, considera-se relevante o princípio da efetividade do exercício da competência tributária, segundo a norma estabelecida no art. 11 da

Lei Complementar n° 101/2000, conhecida como Lei de Responsabilidade Fiscal

  A par desses princípios constitucionais aparecem os princípios da Administração Pública que devem ser observados pelos Administradores, sobretudo no que se refere às atividades tributárias, conforme adiante se verifica.

  Esses princípios constitucionais são garantias dos direitos fundamentais do cidadão, isto é, asseguram ao contribuinte, notadamente, liberdade, dignidade humana, igualdade, consubstanciados na segurança jurídica e na justiça fiscal e devem, obrigatoriamente, ser observados pelo Estado e, como tal, pela Administração Pública.

  Dentre os princípios constitucionais tributários, verifica-se que alguns são genéricos e outros específicos a determinados tributos. Considerando a finalidade deste estudo, cuja área está delimitada no campo da competência tributária municipal, importa o estudo dos princípios aplicáveis aos tributos municipais, e mais especificamente daqueles que são próprios ao Imposto Predial e Territorial Urbano.

  Princípio da legalidade. Um dos primeiros princípios constitucionais relativos

  aos direitos e garantias fundamentais do cidadão está consagrado no art. 5°, inciso II da Constituição Federal, segundo o qual, “ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei”.

  Em matéria tributária, contudo, esse mandamento se reveste de maior severidade a partir da norma prescrita no art. 150, inciso I: “Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: I – exigir ou aumentar tributos sem lei que o estabeleça.” Em outras palavras, nenhum tributo pode ser instituído ou majorado sem lei.

  A esse respeito, são importantes os estudos de Paulo de Barros Carvalho.

  O veículo introdutor da regra tributária no ordenamento há de ser sempre a lei (sentido lato), porém o princípio da estrita legalidade diz mais do que isso, estabelecendo a necessidade de que a lei adventícia traga no seu bojo os elementos descritores do fato jurídico e os dados prescritores da relação obrigacional (CARVALHO, 2002, p.154).

  5 Em outras palavras, qualquer uma das pessoas políticas detentoras da

  competência tributária somente poderá instituir novos tributos, ou aumentar os existentes, majorando as respectivas bases de cálculos ou alíquotas, mediante lei.

  Princípio da igualdade. A teor da norma consubstanciada no art. 150, II da

  Constituição Federal, é vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: “II – instituir tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem 5 em situação equivalente, proibida qualquer distinção em razão de ocupação

  

As pessoas políticas detentoras da competência tributária são aquelas que formam o Estado

Federal. Segundo disposição expressa no art. 1° da Constituição Federal o Brasil é uma República

Federativa “formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal”. A

principal característica do Estado Federal é a autonomia dos entes federados, entre si, porém cada

Estado-Membro está subordinado à Constituição Federal que os domina. A soberania é da Nação. A

União os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, entes federados, formam ordens jurídicas

parciais, e como tal, recebem diretamente da Constituição Federal o delineamento das suas profissional ou função por eles exercida independentemente da denominação jurídica dos rendimentos, títulos e ou direitos.” Considera-se que o princípio da igualdade, também denominado princípio da isonomia, é um dos que mais se conforma com a função social preconizada pelo Estado Contemporâneo. Sem igualdade não se pode falar em justiça social. É princípio constitucional que não admite derrogação ainda que através de lei.

  O princípio da igualdade é explicitado na lição de Francisco Campos nos seguintes termos:

  [...] A lei será igual para todos e a todos se aplicará com igualdade. É um direito incondicional ou absoluto. Não tolera limitações, não admite exceção, seja qual for o motivo invocado; lei alguma, nenhum poder, nenhuma autoridade poderá, direta ou indiretamente, de modo manifesto ou sub-reptício, mediante ação ou omissão, derrogar o princípio da igualdade (CAMPOS apud CARRAZZA; CARRAZZA, 2001, p.25).

  Segundo Coêlho (2001, p.244-245), o princípio da igualdade da tributação impõe ao legislador: a) discriminar adequadamente os desiguais, na medida de suas desigualdades; b) não discriminar entre iguais, que devem ser tratados igualmente.

  Conforme esclarece o autor, o legislador deve fazer isto atento à capacidade contributiva das pessoas naturais e jurídicas. Ressalta-se que o princípio da igualdade não se aplica aos casos derivados de extrafiscalidade e do exercício do poder de polícia.

  Princípio da capacidade contributiva. No passado, os impostos eram exigidos das classes menos favorecidas. A nobreza e o clero não pagavam tributos.

  Não havia a consciência da necessidade de todos contribuírem, com parte de seu patrimônio e rendas para que o Estado pudesse atuar no interesse da coletividade e, dessa forma, alcançar o bem comum. Com a consolidação do Estado Democrático de Direito, os encargos do Estado passaram a ser de responsabilidade de toda a Sociedade. Todos devem contribuir com os encargos sociais na medida justa de suas capacidades econômicas.

  Nesse sentido, a lição de José Souto Maior Borges a seguir transcrita:

  Todos devem contribuir, na medida de sua capacidade, para satisfação dos encargos públicos. Necessariamente a tributação deve obedecer a uma relação comutativa direta ou indireta com benefícios sociais. Discriminações tributárias, enquanto impliquem num tratamento privilegiado ou de favorecimento de determinadas pessoas, não as tolera o ordenamento constitucional brasileiro (BORGES, 1969 apud CARRAZZA; CARRAZZA, 2001, p.45). Portanto, para haver justiça fiscal é imprescindível que a tributação seja distribuída de forma eqüitativa, isto é, deve alcançar todos os cidadãos, proporcionalmente a sua capacidade contributiva. A esse respeito, a Constituição

Federal dispõe em seu art. 145, § 1° que “sempre que possível, os impostos terão caráter pessoal e serão graduados segundo a capacidade econômica do

  contribuinte, facultando à administração tributária, especialmente para conferir efetividade a esses objetivos, identificar, respeitados os direitos individuais e nos termos da lei, o patrimônio, os rendimentos e as atividades econômicas do contribuinte”.

  A partir da norma constitucional, infere-se que a atual Constituição Federal, numa demonstração inequívoca do seu compromisso com a justiça social, cita como fatos passiveis de tributação, via impostos, os que consideram fatos-signos presuntivos de riqueza: o patrimônio, a renda e as atividades econômicas dos contribuintes. Estes fatos são considerados manifestações da capacidade contributiva do cidadão.

  Ressalta-se, outrossim, que o texto constitucional fala em capacidade econômica e não capacidade financeira. Portanto, “não é a disponibilidade financeira para contribuir o dado relevante para que se possa aferir da existência ou da inexistência da capacidade contributiva. Tal escolha já foi feita pela Constituição ao eleger os fatos signos presuntivos de riqueza, passíveis de tributação” (CARRAZZA, 2001, p.49).

Segundo estabelece o art. 145, § 1° da Constituição Federal antes transcrito, em alguns impostos, a pessoalidade lhes é inerente. É o caso do imposto sobre a

  renda e proventos de qualquer natureza, da competência da União. Nele, a lei pode e deve considerar as características pessoais do contribuinte ao descrever os aspectos da hipótese de incidência tributária, dentre os quais, o fato gerador, a base de cálculo e as alíquotas. Ou seja a lei pode estabelecer critérios legais mais específicos para, tanto quanto possível, tornar mais individualizada a tributação.

  Porém, existem impostos em que a característica da pessoalidade não se aplica. Incluem-se nesse conceito, os impostos reais como os que gravam a propriedade. Caso, por exemplo, do Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU), de competência dos Municípios. A propriedade do imóvel tributado é que revela a capacidade contributiva do contribuinte. Nesse caso, são irrelevantes as características pessoais do contribuinte, como por exemplo, a renda ou a capacidade civil do proprietário do imóvel tributado.

  Dentre todos os princípios constitucionais tributários, considera-se que o princípio da capacidade contributiva e o principio da igualdade são os que mais se conformam com a justiça fiscal e conseqüentemente, mais se alinham à função social preconizada no Estado contemporâneo.

  Princípio da anterioridade. O princípio da anterioridade é também chamado

  de princípio da não-surpresa. Este princípio é explicado por Sacha Calmon Navarro Coelho, como sendo aquele que:

  (...) expressa a idéia de que a lei tributária seja conhecida com antecedência, de modo que os contribuintes, pessoas naturais ou jurídicas, saibam com certeza e segurança a que tipo de gravame estarão sujeitos no futuro imediato, podendo dessa forma organizar e planejar suas atividades (COÊLHO, 2001, p.195).

  Dessa forma, a instituição ou majoração de tributos, bem como a extinção ou redução de isenção ou incentivos fiscais, só podem ser feitas por lei publicada antes do início do exercício financeiro em que devem vigorar.

  Em 31 de dezembro de 2003 foi publicada a Emenda Constitucional nº 42, que introduziu a alínea “c” ao inciso III do art. 150 da Constituição Federal de 1988, determinando que a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios não poderão cobrar tributos antes de decorridos noventa dias da data de publicação da lei que os instituiu ou aumentou, sem prejuízo da anterioridade já prevista na CF/88 e à exceção de alguns tributos expressamente indicados.

  Esta limitação constitucional não se aplica ao empréstimo compulsório instituído em casos de calamidade pública, de guerra ou sua iminência; ao imposto de importação (II); ao imposto de exportação (IE); ao imposto de renda (IR); ao imposto sobre operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativas a títulos ou valores mobiliários (IOF); e ao imposto extraordinário instituído no caso de guerra ou sua iminência. Além disso, a noventena não se aplica à determinação da base de cálculo do imposto sobre a propriedade de veículos automotores (IPVA) e do imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana (IPTU).

  Princípio da irretroatividade da lei tributária. Este princípio tem como

  pressuposto assegurar às pessoas a certeza quanto aos seus atos pretéritos em face da lei.

  A matéria relativa à vigência das leis em geral é disciplinada na Lei de

Introdução ao Código Civil, cujo art. 1° estabelece que “salvo disposição contrária, a lei começa a vigorar em todo o país quarenta e cinco dias depois de oficialmente

  publicada”. Desta forma, uma vez publicada a lei, ela passa a produzir efeitos quarenta e cinco dias após. Entretanto, o legislador pode estabelecer, expressamente, prazos maiores ou menores para a vigência da lei. Esse prazo pode ser até mesmo a partir da data de sua publicação, o que, via de regra, ocorre.

  Ressalta-se que a data de vigência da lei não determina a data em que se observam os seus efeitos. O período compreendido entre a data da publicação da lei e os seus efeitos, é denominado vacatio legis. A vacatio legis pode ser livremente fixada pelo legislador ou pode ser prescindida por ele.

  Contudo, quando se trata de matéria tributária é necessário que se observem algumas restrições, tanto em relação às leis quanto aos decretos e às

  6 normas complementares .

  Em primeiro lugar, as leis que instituam ou aumentam impostos, bem como as que venham a extinguir ou reduzir isenções, devem observar os princípios da anterioridade, da noventena e o da irretroatividade. Estas leis somente produzem efeitos no ano seguinte ao de sua publicação, considerado ainda a vacatio legis de noventa dias.

  Os atos complementares previstos no art. 100 do Código Tributário Nacional (CTN) entram em vigor na data da sua publicação; as decisões dos órgãos singulares ou coletivos de jurisdição administrativa, a que a lei atribua eficácia normativa, passam a vigorar 30 (trinta) dias após a data da sua publicação; os convênios celebrados entre a União, os Estados o Distrito Federal e os Municípios, têm sua vigência iniciada na data neles prevista.

  A lei tributária nova somente é aplicada aos atos e fatos passados quando dispuser de maneira mais favorável ao contribuinte.

  A efetividade do exercício da competência tributária. No ordenamento

  jurídico o princípio da efetividade do exercício da competência tributária encontra-se expresso no art. 11 da Lei Complementar n° 101/2000 – Lei de Responsabilidade Fiscal, segundo o qual, a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios devem exercer, com efetividade, a sua competência tributária. O efetivo exercício da competência tributária envolve, dentre outros deveres, a instituição, o lançamento, a arrecadação e a fiscalização de todos os tributos cuja competência tenha sido outorgada pela Constituição Federal.

  Percebe-se então que o administrador público não pode agir ao seu livre- arbítrio, antes, deve se comportar conforme o ordenamento pretendido pelo legislador. Segundo esclarece Seixas Filho (2001, p.3):

  O administrador fiscal, como todos os administradores públicos, tem o seu campo de ação perfeitamente delimitado pela lei, não podendo agir fora dos parâmetros fixados pelo legislador, porquanto sua função própria é a de aplicador das leis, é a de fazer as pessoas cumprirem as leis.

  Este princípio tributário se conforma com o princípio do poder-dever do Estado, segundo o qual o Fisco tem o dever legal de exigir que o contribuinte pague o tributo devido podendo, para o exercício dessa função, utilizar poderes que são derivados e próprios da norma jurídica. Nesse sentido é esclarecedora a lição de Celso Antonio Bandeira de Mello.

  A ordenação normativa propõe uma série de finalidades a serem alcançadas, as quais se apresentam para quaisquer agentes estatais como obrigatórias. A busca destas finalidades tem o caráter de dever (antes do que poder), caracterizando uma função, em sentido jurídico. Em Direito, esta voz função quer designar um tipo de situação jurídica em que existe, previamente assinalada por um comando normativo, uma finalidade a cumprir e que deve ser obrigatoriamente atendida por alguém, mas no interesse de outrem, sendo que, este sujeito – o obrigado – para desincumbir-se de tal dever, necessita manejar poderes indispensáveis à satisfação do interesse alheio que está a seu cargo prover. Daí uma distinção clara entre a função e a faculdade ou o direito que alguém exercita em seu prol. Na função o sujeito exercita um poder, porém o faz em proveito alheio, e o exercita não porque acaso queira ou não queira. Exercita-o porque é um dever (....) (BANDEIRA DE MELLO, 1992, p.13-14)

  Portanto, a Administração Pública, na medida em que tenha uma função determinada pelo legislador, com atribuições e deveres bem definidos para a realização do interesse coletivo, não tem liberdade para decidir se deve agir ou não agir, fazer ou não fazer, porque a sua atuação está adstrita ao dever legal. A ação dos administradores públicos deve pautar-se segundo o modelo legal, 6 consubstanciado nos princípios da Administração Pública.

  

As normas complementares das leis, dos tratados e das convenções internacionais e dos decretos,

  Os princípios básicos da Administração Pública estão consubstanciados em seis normas que devem ser observadas de forma permanente e obrigatória:

  

legalidade, moralidade, impessoalidade, razoabilidade, publicidade e eficiência. Por

esses padrões é que devem se pautar todos os atos administrativos.

  A legalidade, como princípio de administração significa que o administrador público está, em toda a sua atividade funcional, sujeito aos mandamentos da lei e às exigências do bem comum, e deles não se pode afastar ou desviar, sob pena de praticar ato inválido e expor-se à responsabilidade disciplinar, civil e criminal, conforme o caso.

  A moralidade administrativa constitui pressuposto de validade de todo ato da Administração Pública. Assim, cabe ao administrador público distinguir o bem do

  

mal, o honesto do desonesto. Ao atuar, o administrador público não poderá

  desprezar o elemento ético de sua conduta. Considerando o Direito e a Moral, o ato administrativo não deve obedecer somente à lei jurídica, mas também, à lei ética da própria instituição, por que nem tudo que é legal é honesto.

  O princípio da impessoalidade e finalidade impõe ao administrador público que só pratique o ato para o seu fim legal. E o fim legal é unicamente aquele que a norma de Direito indica expressa ou virtualmente como objetivo do ato, de forma impessoal.

  Esse princípio também deve ser entendido para excluir a promoção pessoal de autoridades ou servidores públicos sobre suas realizações administrativas. A finalidade terá sempre um objetivo certo e inafastável de qualquer ato administrativo: o interesse público. Todo ato que se afastar desse objetivo sujeitar-se-á à invalidação por desvio de finalidade. Portanto, o ato administrativo deve ter sempre a finalidade pública; não pode ser praticado no interesse próprio ou de terceiros.

  O princípio da razoabilidade é também chamado princípio da proibição do excesso. Objetiva compatibilizar os meios e os fins, de modo a evitar restrições desnecessárias ou abusivas por parte da Administração Pública, com lesão aos direitos fundamentais.

  O princípio da publicidade impõe a divulgação oficial do ato para conhecimento público e início de seus efeitos externos. Os atos que produzem conseqüências jurídicas externas para terem validade exigem publicidade. A publicidade é requisito de eficácia do ato.

  O princípio da eficiência exige que a atividade administrativa seja exercida com presteza, perfeição e rendimento funcional.

  2.1.4 Tributo: Conceito e Espécies Dependendo o contexto em que é utilizado, o vocábulo tributo pode ter diversos significados. Paulo de Barros Carvalho encontrou os seguintes significados para o vocábulo tributo:

  a) “tributo” como quantia em dinheiro; b) “tributo” como prestação

  7 correspondente ao dever jurídico do sujeito passivo ; c) “tributo”

  8 como direito subjetivo de que é titular o sujeito ativo ; d) “tributo” como sinônimo de relação jurídica tributária; e) “tributo” como norma jurídica tributária; f) “tributo” como norma, fato e relação jurídica.

  (CARVALHO, 2002, p.19)

  Dentre as proporções semânticas aludidas ao vocábulo tributo, a que o considera como uma quantia em dinheiro é considerada a mais vulgar. Nesse sentido, tributo significa uma quantidade de notas. Essa menção corriqueira não é encontrada somente entre os leigos, mas até mesmo nos textos de lei, como se verifica da redação do art. 166 do CTN, onde o termo tributo aparece como soma de dinheiro: a restituição de tributos que comportem (....).

  O termo tributo também pode significar a conduta de uma pessoa consubstanciada no pagamento de uma determinada quantia pecuniária para cumprir um dever jurídico. A ênfase, nesse caso, não é o dinheiro, mas o comportamento de alguém para solver um compromisso.

  Em sentido antagônico ao anterior, tributo pode significar o direito do Estado de exigir um comportamento das pessoas que lhe são submetidas. O real sentido do termo é apresentado por Rubens Gomes de Souza (SOUZA, 1954 apud CARVALHO; CARVALHO, 2002, p.21), para quem “tributo é a receita derivada que o Estado arrecada mediante o emprego da sua soberania, nos termos fixados em lei (...)”.

  Como relação jurídica tributária, o tributo não significa um conteúdo 7 patrimonial, nem um dever jurídico e tão pouco um direito subjetivo, mas, como uma

  

Em matéria tributária, considera-se sujeito passivo a pessoa obrigada ao pagamento de tributo ou 8 de penalidade pecuniária a ele correspondente. relação jurídica complexa que envolve as três grandezas: o objeto da prestação, o direito subjetivo e o dever jurídico.

  O termo tributo é considerado ainda uma regra de direito, um preceito normativo, ou ainda, uma instituição jurídica. Afirmando que o tributo é um plexo de normas, Carvalho (2002, p.23) preleciona:

  Quem der revista no texto constitucional irá encontrar, à farta, prescrições que aludem àquela realidade jurídica como norma ou plexo de normas, especialmente no capítulo destinado ao Sistema Tributário. [...] Que representa instituir, criar, decretar um tributo? esse instante, a fraseologia jurídica não admite digressões ou equivocidades: instituir um tributo é tarefa legislativa que se contém na edição de normas jurídicas, determinadas e peculiares, cuja estrutura ante- supõe a descrição de um fato a que o legislador associa o surgimento de um vínculo jurídico.

  Finalmente, tributo pode imprimir toda a fenomenologia da incidência que envolve a norma instituidora, o fato gerador da obrigação, o direito subjetivo e a obrigação jurídica. Esse é o conteúdo expresso no conceito estabelecido no art. 3° do CTN.

O CTN, em seu art. 3°, conceitua tributo como sendo “toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que não

  constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada”.

  De acordo com o CTN, o conceito legal de tributo expressa caráter compulsório que não se confunde com “sanção de ato ilícito”. A característica da compulsoriedade distingue os tributos das prestações de caráter contratual, como os preços.

  Segundo Coêlho (2001, p.392), o conceito de tributo no sistema brasileiro é dos mais perfeitos do mundo. A posição de Coêlho é confirmada na lição de Geraldo Ataliba, para quem “o Código Tributário Nacional conceitua tributo de forma excelente e completa” (ATALIBA, 1980 apud COÊLHO; COÊLHO, 2001, p.392).

  Ao comentar o conceito de tributo segundo a norma do CTN, Geraldo Ataliba surpreende o leitor com o grande entusiasmo que expressa, notadamente quando afirma (ATALIBA, 1980 apud COÊLHO; COÊLHO, 2001, p.392):

  É notável a cláusula ‘que não se constitua sanção de ato ilícito’ porque permite extremar o tributo das multas. Se não se fizesse a ressalva, o conceito ficaria ambíguo – e, pois cientificamente inútil – por excessivamente compreensivo, a ponto de abranger entidade tão distinta como é a multa de direito público.

  E prossegue o autor:

  Merece louvores a comissão elaborada do anteprojeto do código pela incorporação desta inovação, deixando completa e incensurável a noção de tributo, de modo a concorrer decisivamente para o aprimoramento das construções básicas da dogmática do direito tributário.

  O tributo nasce da concretização de um fato previsto na lei tributária. Na terminologia jurídica, a expressão fato gerador do tributo possui duplo sentido. O fato gerador em abstrato, revela uma hipótese de incidência. Quando a hipótese de incidência se concretiza, ocorre o fato gerador. Nesse momento, nasce o dever jurídico de pagar o tributo, isto e, a obrigação tributária.

  Denota-se então que o tributo não se enquadra no conceito de imposição do poder soberano. Antes, é uma obrigação legal e nasce da ocorrência de um fato antes previsto pelo legislador.

  A redação do art. 3° do CTN mostra que o legislador adotou a teoria segundo a qual o tributo se caracteriza pelo caráter compulsório, e, para distingui-lo das multas e penalidades, incluiu a cláusula “que não constitua sanção de ato ilícito”. O caráter compulsório afasta da definição de tributo, também as prestações de caráter contratual, como os preços, e outras obrigações heterônomas do Direito Privado, tais como: seguro obrigatório, obrigação alimentar, etc.

O conceito legal de tributo nos exatos termos do art. 3° do CTN sugere o detalhamento das diferentes cláusulas que o compõem

  a) Tributo é uma prestação pecuniária compulsória Prestação pecuniária compulsória quer dizer o cumprimento obrigatório de uma prestação em dinheiro. A norma legal impõe como regra que uma vez concretizado o fato previsto na lei, nasce o dever de uma prestação pecuniária.

  b) Em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir Considera-se que esta cláusula é prescindível no texto da norma definidora do termo em estudo, visto que redundante em relação à cláusula anterior, quando repete o caráter pecuniário da obrigação. Por outro lado, evidencia contradição quando acrescenta “ou cujo valor nela se possa exprimir”, pois a partir dessa disposição, ampliou a possibilidade de satisfazer a prestação, não somente mediante dinheiro, mas também de outras formas. É de se observar que quase todos os bens são passíveis de avaliação pecuniária.

  Com base nessa premissa, é comum encontrar nas leis tributárias de Estados e Municípios, a possibilidade de extinção do crédito tributário mediante dação em pagamento com bens imóveis. Releva considerar que o instituto da dação em pagamento de bens imóveis foi admitido como hipótese de extinção do crédito tributário pela Lei Complementar n° 104, de 10 de janeiro de 2001.

  c) Que não constitua sanção de ato ilícito A obrigação tributária é decorrente da concretização de um fato lícito, ou seja, da realização de uma situação definida na lei como necessária para o nascimento da obrigação tributária. Os acontecimentos ilícitos vêm sempre acompanhados de uma sanção. Pode ocorrer que o acontecimento ilícito seja relacionado com a falta do pagamento do tributo. Ainda assim, não se confunde com o tributo. O tributo decorre de uma obrigação principal, a penalidade, pelo não pagamento do tributo, uma obrigação acessória.

  d) instituída em lei Em que pese o caráter compulsório do tributo, somente há obrigação de pagar se esta for instituída em lei. “Ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa, senão em virtude da lei” – esta a diretriz sobre a qual repousa o princípio da legalidade inscrito no art. 5°, II da Constituição Federal.

  Esse mandamento constitucional é reiterado pela Constituição Federal no enunciado do art. 150, I, quando veda à União, aos Estados, ao Distrito Federal e os Municípios, sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, instituir ou aumentar tributo sem lei que o estabeleça. Esta é a norma balizadora do princípio da estrita legalidade.

  A lei que institui o tributo define também a relação jurídico-tributária que se estabelece entre o ente tributante e a pessoa sujeira ao pagamento da obrigação tributária. Portanto, o tributo ou a relação jurídico-tributária é decorrente de lei e nasce desde que ocorra um fato antes nela previsto. Na terminologia jurídica este fato é denominado fato gerador do tributo.

  e) cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada.

  A cláusula cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada expressa o caráter vinculado da atividade administrativa que tem por finalidade a constituição do crédito tributário. É vinculada porque há de ser desempenhada segundo a lei e nos seus estritos limites.

  O tributo pode ser compreendido também como obrigação. A noção de obrigação como dever jurídico é dada por Luciano Amaro da seguinte forma:

  Obrigação, porém, além de dever jurídico (a que fica jungida uma parte ou cada uma das partes numa relação jurídica) presta-se a designar a própria relação jurídica expressando o vínculo que enlaça duas (ou mais) pessoas, às quais se atribuem direitos e deveres correspectivos. Ressalta-se a idéia, presente na etimologia do vocábulo, de ligação ou liame, unindo pessoas (credor e devedor) que têm, respectivamente, o poder de exigir e o dever de prestar o objeto da obrigação (dar, fazer ou não fazer) (AMARO, 1999, p.227).

  A lição de Luciano Amaro é valorosa. O tributo é uma obrigação que decorre da lei e envolve pelo menos duas partes, as quais, na relação tributária, situam-se em pólos distintos e antagônicos. No pólo ativo, encontra-se o Estado como detentor do direito-dever de instituir/cobrar o tributo; no pólo passivo, está a pessoa que tem relação pessoal e direta com a situação definida na lei como necessária e suficiente para constituir o fato gerador da obrigação. Esta pessoa é designada contribuinte. A relação tributária comporta ainda uma terceira pessoa no pólo passivo. A lei pode incluir no pólo passivo, o responsável tributário que juntamente com o contribuinte, ou, no lugar dele, passa a responder pela obrigação tributária, embora não tenha relação pessoal e direta com o fato gerador.

  O tributo é uma obrigação legal subdividida em espécies. As espécies tributárias, segundo o art. 5° do CTN são: impostos, taxas e contribuição de melhoria e somente essas espécies são por ele conceituadas. Confrontando-se a norma do art. 5° do CTN com o art. 145 da Constituição Federal, verifica-se que a atual Constituição manteve as espécies tributárias do anterior Sistema Tributário e acrescentou-lhe novas espécies: o empréstimo compulsório (art. 148); as contribuições sociais, de intervenção no domínio econômico e de interesse das

  9

  categorias profissionais (art. 149) ; e a contribuição para o custeio do serviço de

  10 9 iluminação pública (art. 149-A) ;

As contribuições sociais, de intervenção no domínio econômico e de interesse das categorias

sociais embora já estivessem previstas na Constituição Federal anterior, foi somente nesta Carta

10 Constitucional que passaram a integrar o Capítulo do Sistema Tributário Nacional.

  

O art. 149-A foi acrescentado ao Capítulo do Sistema Tributário Nacional pela Emenda

  A natureza jurídica de cada uma das espécies tributárias é determinada pelo fato gerador da respectiva obrigação e não pela denominação do tributo ou destinação da sua arrecadação.

  O imposto é o tributo que uma vez instituído por lei, é devido independentemente de qualquer atividade estatal em relação ao contribuinte. Portanto, não está vinculado a nenhuma prestação específica do Estado ao sujeito passivo. o imposto é tributo não vinculado (ATALIBA, 1992, p.121) que se enquadra no conceito de obrigação unilateral, segundo a teoria de Coêlho (2001, p.394). O imposto incide sobre uma situação definida na lei como fato gerador do tributo. Ocorrendo o fato gerador, nasce a obrigação de pagar o tributo. Por exemplo, O imposto sobre serviços de qualquer natureza (ISS) tem como fato gerador a prestação de serviço constante da lista anexa à Lei Complementar n° 116/2003. A execução de obra de construção civil consta da lista de serviços como atividade sujeita à incidência do imposto municipal. Se alguém constrói um prédio, está prestando serviço sujeito à incidência do imposto. Portanto ocorre o fato gerador do

  ISS e o tributo é devido.

  Os impostos são de competência privativa dos entes federativos, na forma distribuída pela Constituição Federal. Os recursos provenientes da arrecadação dos impostos, em regra, não têm destinação específica, sendo, geralmente aplicados nos encargos gerais com educação, saúde, assistência social, saneamento básico e outros, todos de interesse coletivo.

  A taxa, diferentemente dos impostos, é tributo vinculado à atividade estatal. Isto é, somente será devida pelo contribuinte se houver contraprestação por parte do ente que a instituiu. Essa contraprestação que constitui o fato gerador da taxa, pode ser o exercício de atividade do poder de polícia administrativo, ou, a prestação de serviços públicos específicos e divisíveis.

  Para Aliomar Baleeiro “taxa é o tributo cobrado de alguém que se utiliza de serviço público especial e divisível, de caráter administrativo ou jurisdicional, ou o tem à sua disposição, e ainda quando provoca em seu benefício, ou por ato seu, despesa especial dos cofres públicos” (BALEEIRO, 1971, p.284).

  A taxa é de competência comum. Todos os entes federados podem cobrá-la desde que instituída por lei específica do ente tributante, mediante a ocorrência do fato gerador.

  Segundo se extrai do art. 78 do CTN, o poder de polícia é a atividade da Administração Pública que limita e disciplina direito, interesse ou liberdade, em razão do interesse público, concernente à segurança, à higiene, à ordem, aos costumes, à disciplina da produção e do mercado, à tranqüilidade pública ou ao respeito.à propriedade e aos direitos individuais ou coletivos. A taxa é cobrada para custear os encargos despendidos pela Administração Pública no exercício da atividade. Ë exemplo de atividade de poder de polícia, a concessão de licença para localização e funcionamento de estabelecimento no município. O exercício do poder de polícia ocorre quando a autoridade administrativa competente, no interesse público, fiscaliza o estabelecimento para verificar as condições gerais de localização e funcionamento.

  Considera-se prestado o serviço público quando utilizado pelo contribuinte, efetiva ou potencialmente. Sendo a taxa de natureza tributária, só pode ser cobrada em relação a serviço público efetivamente prestado ou colocado à disposição do contribuinte. Como exemplo de prestação de serviço público pode ser citado o serviço de limpeza pública e coleta de lixo quando prestado pela Administração Pública. Se prestado o serviço, ou colocado à disposição da população, ainda que determinada pessoa não aproveite o serviço, ainda assim, considera-se ocorrido o fato gerador e o tributo é devido.

  A contribuição de melhoria é espécie do gênero tributo, cuja característica é de ser cobrada em razão de obra pública da qual resulte valorização do imóvel. A contribuição de melhoria é um tributo que, ao contrário da taxa, não requer a contraprestação de um serviço público como esclarece Aliomar Baleeiro no trecho a seguir transcrito:

  A contribuição de melhoria oferece matiz próprio e específico: ela não é a contraprestação de um serviço público incorpóreo, mas a recuperação do enriquecimento ganho por um proprietário em virtude de obra pública concreta no local da situação do prédio. Daí a justificação do tributo pelo princípio do enriquecimento sem causa, peculiar ao Direito Privado. Se o Poder Público embora agindo no interesse da coletividade, emprega vultosos fundos desta em obras restritas a certo local, melhorando-o tanto que se observa elevação do valor dos imóveis aí situados, com exclusão de outras causas decorrentes da diligência do proprietário, impõe-se que este, por elementar princípio de justiça e de moralidade, restitua parte do benefício originado do dinheiro alheio (BALEEIRO, 1971, p.319). A contribuição de melhoria é de competência comum e, portanto, pode ser cobrada pelo ente federativo que realiza a obra pública da qual resulte valorização imobiliária.

  Conforme Fabretti (1998, p.67):

  Essa contribuição não tem alíquota ou base de cálculo. Como se destina a custear obra pública, o seu limite é o total da despesa realizada, que será rateada entre os beneficiários da valorização imobiliária, no limite individual do acréscimo de valor que dessa obra resultar para o seu imóvel.

  Os empréstimos compulsórios previstos no art. 148 da Constituição Federal são tributos restituíveis e não são permanentes. Em relação a essa espécie tributária, esclarece Coêlho que, (2001, p.428) “talvez fosse melhor falar em tributo causal, porque as suas causas podem ocorrer ou não: guerra externa ou sua iminência, calamidade pública, investimentos relevantes, urgentes, de interesse nacional.”

  Trata-se de uma espécie tributária que tem características especiais, visto que tanto pode ter fato gerador de taxa quanto de imposto. É o que se denota das experiências recentes quanto à instituição do empréstimo compulsório para: consumo de energia elétrica, aquisição de veículos, compra de combustíveis, obtenção de divisas para viagens ao exterior, compra de passagens aéreas internacionais etc.

  A esse respeito, é importante o que afirma Alfredo Augusto Becker:

  (...) nos chamados empréstimos compulsórios coexistem duas relações jurídicas contrapostas. A primeira é de cunho tributário. O sujeito ativo é o Estado, e o passivo, o contribuinte. A segunda decorre da promessa unilateral de restituição vocalizada legalmente na lei de instituição do imposto restituível. Esta relação, de cariz financeiro, tem por sujeito ativo o contribuinte e por sujeito passivo o Estado. Vencido o termo para a restituição, o credor exercerá o seu direito de cobrança mediante ação contra a Fazenda Pública, caso a dívida não seja espontaneamente cumprida, incidindo em mora (BECKER, 1972 apud COÊLHO; COÊLHO, 2001, p.428).

  Doutrinariamente tem sido sustentado que além dos impostos, das taxas e da contribuição de melhoria, também integram o Sistema Tributário Nacional as chamadas contribuições especiais ou contribuições parafiscais, como também são chamadas as contribuições citadas nos arts 149, 149-A e 195 da Constituição Federal de 1988.

  Dentre os que reconhecem as contribuições especiais como espécie do gênero tributos, encontra-se Ataliba (1992, p.168), para quem:

  A Constituição de 1988 resgatou a boa doutrina tradicional e restaurou a certeza quanto à inquestionabilidade do cunho tributário das contribuições (parafiscais ou não). Nesse plano, não pode desconhecer que toda exigência coativa de cunho patrimonial que o estado faça aos sujeitos à sua ordem jurídica se submete à disciplina constitucional. Se tal exigência traduz-se em dinheiro, então o regime que lhe aplica é o tributário.

  Após a edição do CTN em 1966, vários outros tributos da espécie contribuições foram criados sob os mais variados fundamentos, destinações e denominações. Neste estudo considera-se somente os que sobrevieram à Constituição Federal de 1988 e os criados a partir dela e de suas emendas. Também são referidos os que foram acrescentados ao art. 217 do CTN pelo Decreto-lei n° 27/1966.

  O fundamento da instituição dessas contribuições está consubstanciado nas

  11 normas dos arts 149 e 195 da Constituição Federal .

  No atual sistema tributário, as contribuições especiais são três e se destinam ao financiamento de encargos específicos do Estado, a saber: a da seguridade social (previdência, saúde e assistência social), a da intervenção no domínio econômico e social (portos, café, cinema, cultura etc.) e a da manutenção das entidades representativas das categorias econômicas e de seus órgãos de classe (contribuições corporativas: sindicatos, conselhos regionais, Ordem dos Advogados do Brasil, etc).

  A doutrina tem questionado a natureza jurídica das contribuições especiais em face de que somente em alguns casos o fato gerador implica uma atuação

  

domínio econômico e de interesse das categorias profissionais ou econômicas, como instrumento de

sua atuação nas respectivas áreas, observado o disposto nos arts 146, III, e 150, I e III, e sem

prejuízo do previsto no art. 195, § 6°, relativamente às contribuições a que alude o dispositivo.

Parágrafo único. Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão instituir contribuição,

cobrada de seus servidores, para o custeio, em benefício destes, de sistemas de previdência e

assistência social. (...)

Art. 195. A seguridade social será financiada por toda a Sociedade, de forma direta e indireta, nos

termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da União, dos Estados, do Distrito

Federal e dos Municípios, e das seguintes contribuições sociais: I – dos empregadores, incidente sobre a folha e salários, o faturamento e o lucro;

  II – dos trabalhadores; III – sobre a receita de concursos de prognósticos. estatal referida ao contribuinte. Para Sacha Calmon Navarro Coêlho somente as contribuições previdenciárias são as verdadeiras contribuições que podem ser incluídas na espécie dos tributos vinculados a uma atuação específica do Estado, as demais não. É do autor a seguinte assertiva:

  Dentre as sociais ressaltam as previdenciárias, pagas por todos os segurados proporcionalmente aos seus ganhos, para garantirem serviços médicos, auxílios diversos e aposentadorias. Estas são as verdadeiras contribuições que podem ser incluídas na espécie dos tributos vinculados a uma atuação específica do Estado relativamente à pessoa do contribuinte. os fatos geradores são prestações do Estado, eventuais (auxílios diversos, serviços médicos a qualquer momento e, por último, aposentadoria e pensões ad faturam). Para obter tais prestações do Estado, específicas e pessoais, os segurados obrigatórios pagam contribuições compulsórias ao mesmo . A facultatividade aqui é mínima e residual. A contribuição é, v.g., obrigatória para todos os empregados do setor privado e público (os estados e Municípios podem ter sistemas previdenciários próprios conforme o art. 149, parágrafo único, da CF/88). Nas contribuições previdenciárias, o caráter sinalagmático da relação jurídica é irrecusável. Nas demais contribuições, inclusive as sociais, este aspecto inexiste. São idênticas, estas últimas contribuições, aos impostos. São impostos afetados a fins determinados com o nome de contribuições (COÊLHO, 2001, p.404- 405).

  Segundo o critério adotado pelo Sistema Tributário da atual Constituição Federal, que classifica os tributos em impostos, taxas, contribuição de melhoria e contribuições especiais, nesse último grupo, a partir de 2002, foi incluída nova espécie de contribuição a ser cobrada pelos Municípios e o Distrito Federal para o custeio do serviço de iluminação pública por eles prestados à população. Trata-se pois de uma contribuição que reúne as características próprias dos tributos vinculados a uma atuação específica do Estado em favor do contribuinte.

  2.2.1 Os Municípios na Federação Brasileira

De acordo com o art. 1° da Constituição Federal, o Brasil é uma República

  Federativa formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e o Distrito Federal”. A atual Constituição inclui no pacto federativo os Municípios e o Distrito considerada por diversos autores, fato inusitado em face de que o federalismo clássico comporta somente a União dos Estados-Membros. Essa característica do Estado Federal Brasileiro confere aos Municípios e ao Distrito Federal dignidade constitucional, notadamente em matéria tributária.

Alguns autores sustentam que, diante do preceito constitucional que incluiu o Município como ente federativo (art. 1°, da CF/88), o problema estaria superado

  Nesta linha, encontram-se Sacha Calmon Navarro Coêlho (COÊLHO, 2001), Adilson Abreu Dallari (DALLARI, in RDP 97), Carlos Ari Sundfeld (SUNDFELD, in Rev. da RPGE/SP, vol. 34) e Fernanda Dias Menezes de Almeida (ALMEIDA, 1991), dentre outros. Tem posicionamento contrário José Afonso da Silva (SILVA, 1990), para quem não existe federação de Municípios. Esse entendimento está fundamentado no fato de os Municípios não possuírem representação no Congresso Nacional, onde os deputados representam o povo e os senadores os Estados. Ademais, os Municípios também não têm Poder Judiciário.

  2.2.2 O Sistema Tributário na Constituição Federal O Sistema Tributário Nacional é definido por Nogueira (1980, p.128) como sendo “o conjunto dos tributos existentes no Brasil, tendo em vista não só as relações e harmonia entre eles, mas também os efeitos que globalmente possam produzir sobre a vida econômica e social”.

  O Sistema Tributário no Brasil foi instituído em 1965 com a Emenda Constitucional n° 18 que promoveu a primeira reforma constitucional tributária no País. Segundo Nogueira (1980, p.128) a Comissão da Reforma Constitucional Tributária da Emenda Constitucional n° 18/65, esclareceu mesmo que para racionalizar o sistema partiu de duas premissas:

  1ª) Consolidação dos impostos de idêntica natureza em figuras unitárias, definidas por via de referência às suas bases econômicas, antes que uma das modalidades jurídicas que pudessem revestir; 2ª) Concepção do sistema tributário como integrado no plano econômico e jurídico nacional, em substituição ao critério histórico, de origem essencialmente política, da coexistência de três sistemas tributários autônomos, federal, estadual e municipal.

  O critério adotado pela Comissão da Reforma Constitucional teve por resultado a excessiva centralização do poder fiscal, que se refletiu na distribuição das rendas entre os entes políticos, pois a maioria dos impostos ficou na competência da União, embora do resultado da arrecadação de alguns, os Estados e Municípios tivessem um percentual de participação. Esse fato resultou também mais centralização do poder político na União.

  A estrutura tributária da reforma de 1965, foi praticamente preservada pela Constituição de 1988, com algumas poucas alterações no que se refere à distribuição das competências tributárias e também em relação à partilha direta e indireta do produto da arrecadação dos impostos entre as pessoas políticas da Federação (participação de uns na arrecadação dos outros), as quais não modificaram a base do sistema tributário na sua essência.

  2.2.3 A Discriminação das Rendas no Atual Sistema Tributário Nacional Ao dispor sobre o sistema tributário, o legislador constituinte adotou a técnica de descrever de modo exaustivo as áreas nas quais as pessoas políticas podem exercer a tributação. Ficou estabelecido na Constituição Federal um sistema rígido de distribuição de competências. O sistema rígido é definido por Carrazza (2001, p.81), como sendo “aquele que traça todos os contornos da atividade tributária. Fixa todas as regras de tributação, evitando, assim que surjam conflitos entre as pessoas tributantes”.

  Ressalta-se que a Constituição Federal quando estabeleceu o sistema rígido de discriminação de competências tributárias, conforme lembra Carrazza (2001, p.81-82), visou assegurar a observância dos princípios federativos e da autonomia municipal e distrital. Acrescenta-se também que a distribuição das competências, de forma rígida, privativa, para a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, é indispensável para o equilíbrio do sistema e o desenvolvimento da economia do País.

  A Constituição Federal dotou a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios de autonomia política, administrativa e financeira. No que respeita aos municípios, a autonomia política traduz-se na competência legislativa plena para editar suas leis orgânicas e eleger seus Governos – Executivo e Legislativo. A autonomia administrativa, refere-se à aptidão para o Município dispor sobre assuntos de interesse local. Já a autonomia financeira confere aos Municípios a competência constituição Federal. Dentro do sistema tributário a discriminação constitucional das rendas tributárias constitui um dos aspectos fundamentais do federalismo, que é, a autonomia dos entes federados.

  Na distribuição das rendas, a Constituição Federal de 1988, a exemplo do Sistema Tributário que lhe antecedeu, adota discriminação exaustiva e inflexível,

  12

  distribuindo a cada ente da federação uma competência privativa para instituir e cobrar tributos.

  A teor do art. 145 da Constituição Federal, “a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão instituir os seguintes tributos: impostos; taxas em razão do exercício regular do poder de polícia ou pela utilização, efetiva ou potencial, de serviços públicos específicos e divisíveis, prestados ao contribuinte ou postos a sua disposição; e, contribuição de melhoria, decorrente de obras públicas.

  As taxas e a contribuição de melhoria, são de competência comum, isto é, tanto a União quanto os Estados, o Distrito Federal e os Municípios podem instituir e cobrar taxas e contribuição de melhoria dentro do campo de atuação administrativa de cada um desses entes. Na distribuição das competências relativas aos impostos, a Constituição Federal considerou o critério econômico. Desta forma, os signos presuntivos de riqueza foram agrupados em quatro setores econômicos: patrimônio, produção e circulação, renda e especial.

  Recaem sobre o patrimônio, os seguintes impostos: sobre a propriedade territorial rural (competência da união); sobre a propriedade predial e territorial urbana, (competência dos Municípios); sobre a propriedade de veículos automotores (competência do estado); sobre a transmissão de bens imóveis e direitos a eles relativos - quando onerosa inter-vivos (competência dos Municípios), se doações ou

  causa mortis (competência dos estados).

  A produção e circulação envolvem a indústria (competência da União); a circulação de mercadorias e serviços (competência do Estado) e a circulação de serviços (competência dos Municípios). 12 A privatividade é uma das qualidades da competência tributária definidas por Roque Carrazza

  

(CARRAZZA, 2001, p 444). Contudo, Paulo de Barros Carvalho (CARVAHO, 2002, p. 216) tem se

posicionado no sentido de discordar sobre a privatividade da competência tributária dos Estados, dos

Municípios e do Distrito Federal. Para o autor, só a competência da União é privativa, já que ela está

credenciada a criar impostos estaduais e municipais para os territórios não divididos em Municípios,

impostos estaduais para os territórios divididos em Municípios e quaisquer impostos, na iminência ou

no caso de guerra externa, impostos extraordinários, compreendidos ou não em sua competência

tributária, os quais serão suprimidos, gradativamente, cessadas as causas de sua criação, conforme

  No que se refere à tributação da renda e outras espécies, foi, ainda, reservada competência à União para instituir e cobrar as contribuições econômicas, sociais e parafiscais.

  Sob o ponto de vista do resultado econômico da distribuição das competências tributárias, é fácil constatar que a União ficou não somente com a maioria dos impostos, como também reservou para si os impostos de maior expressão econômica, em detrimento dos Estados e, principalmente dos Municípios, que ficaram com a menor fatia do bolo tributário.

  Ao lado do critério de impostos privativos, a Constituição prevê o da participação dos Estados e Municípios no produto da arrecadação de certos impostos.

  Esta participação ocorre da seguinte forma: Pertencem aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, o produto da arrecadação do imposto sobre a renda , que de acordo com a lei federal, são obrigados a reter na fonte.

  Cabem aos Municípios 50% da arrecadação do imposto sobre a propriedade territorial rural incidente sobre os imóveis localizados em seus territórios; 25% da arrecadação do ICMS, que será rateado entre esses, segundo critério específico; 50% da arrecadação do imposto sobre a propriedade de veículos automotores.

  Foram criados o Fundo de Participação dos Estados (FPE) e o Fundo de Participação dos Municípios (FPM), constituídos por 47% da arrecadação do imposto sobre produtos industrializados e do imposto sobre a renda e proventos de qualquer natureza, dos quais: 21,5%, pertencem aos Municípios e 22,5% aos Estados.

  Do produto da arrecadação do imposto sobre produtos industrializados, a união entrega dez por cento aos Estados e ao Distrito Federal, proporcionalmente ao valor das respectivas exportações de produtos industrializados. Desse montante, os Estados entregam aos Municípios 25%, segundo critérios específicos.

  2.2.4 Tributos da Competência Municipal De acordo com o modelo constitucional vigente, a receita tributária municipal

  é proveniente das seguintes espécies tributárias: impostos, taxas e contribuição de melhoria.

  De acordo com o art. 156 da Constituição Federal de 1988, os Municípios territorial urbana; b) a transmissão inter vivos, a qualquer título, por ato oneroso de bens imóveis, por natureza ou acessão física, e de direitos reais sobre imóveis, exceto os de garantia, bem como cessão de direitos a sua aquisição; c) serviços de qualquer natureza, não compreendidos no art. 155, II, definidos em lei complementar.

  A competência tributária municipal se iniciou com a Constituição de 1934, vindo a ser reforçada no transcorrer dos anos. É relevante registrar que a Constituição de 1988, inicialmente, atribuiu aos

  Municípios competência para instituir o imposto sobre venda a varejo de combustíveis líquidos e gasosos, exceto o óleo diesel (IVVC). Entretanto, a Emenda Constitucional n° 3, de 1993, extinguiu o referido imposto a partir de janeiro de 1996.

  O imposto predial e territorial urbano é o mais tradicional dos impostos municipais, já chegou a pertencer aos Estados. Somente após a promulgação da

Constituição Federal de 1934 é que o IPTU passou para a competência municipal, em conformidade com o disposto no art. 13, § 2°, II. A partir daí, o IPTU foi mantido

  sob a competência municipal em todos as Cartas Constitucionais.

  O imposto sobre serviços de qualquer natureza surgiu com esta denominação a partir da Emenda Constitucional nº 18, de 1965, mantendo-se até os dias de hoje. Anteriormente, os serviços eram tributados por dois impostos: o imposto sobre indústrias e profissões e o imposto sobre diversões públicas. O imposto sobre indústrias e profissões surgiu na Constituição de 1891, sob competência estadual. Na Constituição de 1934 o imposto ainda era da competência estadual sendo, entretanto, repassado 50% do seu valor para os Municípios. Este mesmo critério foi considerado pela Constituição de 1937. A partir da Constituição de 1946, o imposto sobre indústrias e profissões passou à competência municipal, conforme indicado no seu artigo 29, inciso III.

  O imposto sobre diversões públicas surgiu na Constituição de 1934, sob competência municipal, assim permanecendo nos dispositivos legais seguintes, até a reforma tributária de 1965.

  A partir da Emenda Constitucional nº 18, de 1965, foi instituído o imposto sobre serviços de qualquer natureza (ISS) cuja competência foi atribuída aos Municípios.

  O imposto sobre a transmissão onerosa de bens imóveis por atos inter vivos, de imposto sobre a transmissão de bens Imóveis, incidindo sobre as transmissões onerosas entre vivos, inter vivos, nas transmissões de propriedades ocorridas por motivo de herança (causa mortis), e nas transmissões por doações.

  O ITBI, foi criado na Constituição de 1891 e destinado exclusivamente aos Estados. Em 1961, a Emenda Constitucional nº 5, de 1961, destinou o ITBI causa

  

mortis para os Estados e atribuiu o ITBI inter vivos para os Municípios. Pela primeira

vez, os Municípios ganhavam a competência tributária sobre o ITBI inter vivos.

  Entretanto, pouco depois, com a Emenda Constitucional nº 18, de 1965, o ITBI inter

  

vivos retornou para a competência estadual, assim permanecendo até a Constituição

de 1988, quando, foi novamente atribuído aos Municípios.

  No que se refere às taxas, a possibilidade de cobrança dessa espécie tributária sobre serviços municipais foi instituída na Constituição de 1934, em seu artigo 13, parágrafo 2º, inciso V, sendo complementada sua abrangência pelo Imposto sobre Licenças, contemplado no inciso I deste mesmo dispositivo.

  Na Constituição de 1937 foram mantidos estes mesmos dispositivos: as taxas no artigo 28, inciso IV; e o Imposto sobre Licenças no inciso I deste mesmo artigo.

  A Constituição de 1946 foi um pouco mais abrangente, em seu artigo 30, ao prever a cobrança de taxas ou rendas que pudessem provir do exercício das atribuições do Município (inciso II) e da utilização de seus bens e serviços (inciso III), mantendo o Imposto sobre Licenças em seu artigo 29, inciso II.

  A Emenda Constitucional nº 5, de 1961, ainda mantinha o Imposto sobre Licenças, em seu artigo 29, inciso IV. A Emenda Constitucional nº 18, de 1965, em seu artigo 18, deu maior precisão à abrangência das taxas. Elas passavam a ocorrer em função do exercício do poder de polícia ou pela utilização, efetiva ou potencial, de serviços públicos específicos e divisíveis, prestados aos contribuintes ou postos à sua disposição. A partir deste momento uma série de taxas anteriormente cobradas pelos Municípios, tais como a de iluminação pública, pavimentação de vias urbanas, limpeza das vias públicas e outras do gênero, passaram a ser inconstitucionais, dada à impossibilidade de se determinar sua divisibilidade, cujos efeitos práticos, entretanto, somente começaram a ser sentidos mais de duas décadas depois, quando findava a era dos regimes militares e se esgotavam as possibilidades de recursos judiciais. Durante o regime militar havia o receio de acionar judicialmente um ente governamental, sendo que a sociedade “aceitava” a imposição destas taxas.

  Este mesmo detalhamento das espécies de taxas aparece na Constituição de 1967, em seu artigo 19, inciso II; e na Emenda Constitucional nº 1, de 1969, em seu artigo 18, inciso I. Na Constituição de 1988, as taxas são especificadas no corpo do artigo 145, inciso II.

  Portanto, as taxas cobradas pelos Municípios podem ser em razão da utilização de serviços públicos e pelo exercício do poder de polícia. A contribuição de melhoria é cobrada quando da realização de obras públicas, das quais decorram valorização imobiliária. Destaca-se que a partir de 1º de janeiro de 2003 a Emenda Constitucional nº

  39, de 2002, permite que os Municípios venham a cobrar a contribuição sobre a iluminação pública (COSIP).

  A contribuição de melhoria é um tributo que foi introduzido através da Constituição de 1946, em seu artigo 30, inciso I. Naquela época era prevista a possibilidade de sua cobrança quando se verificasse a valorização do imóvel, em conseqüência da realização de obras públicas.

  A Emenda Constitucional nº 18, de 1965, mantinha em seu artigo 19 estes mesmos princípios, porém, acrescentava que o ressarcimento do custo da obra não poderia ultrapassar o limite da despesa total realizada e que haveria um limite individual de pagamento, regulado pelo acréscimo de valor que a obra resultasse para cada imóvel beneficiado.

  A Constituição de 1967, em seu artigo 19, inciso III, voltava a apresentar um texto mais genérico, em que a contribuição de melhoria seria cobrada dos proprietários dos imóveis valorizados pelas obras públicas que os beneficiassem.

  A Emenda Constitucional nº 1, de 1969, voltava a explicitar no texto legal, em seu artigo 18, inciso II, que o ressarcimento do custo da obra se balizaria dentro dos limites do valor total da obra e dos limites individuais de pagamento de cada contribuinte. Não resta dúvida que este formato praticamente inviabilizava a cobrança do tributo.

  A Emenda Constitucional nº 23, de 1983, introduzia nova modificação no texto referente à Contribuição de Melhoria, dizendo que esta seria arrecadada dos proprietários de imóveis beneficiados por obras públicas, e que teria como limite

  A Constituição de 1988, em seu artigo 145, inciso III, apresenta um texto bem enxuto, ao estilo daquele encontrado na Constituição de 1946, quando fala apenas de que a cobrança da contribuição de melhoria decorrerá de obras públicas.

  2.3.1 Breves Considerações Sobre o Imposto Predial e Territorial Urbano – IPTU Entre os tributos da competência dos Municípios está o imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana (IPTU), que constitui a segunda maior fonte de receita própria municipal. O IPTU é um tributo direto que incide sobre o patrimônio, isto é, grava a propriedade imobiliária que se destaca dentre os signos presuntivos de riqueza por sua expressão econômica e, também, por constituir uma alternativa de investimento com baixo risco.

  Em 2002, Cesare desenvolveu estudo sobre a tributação da propriedade imobiliária e concluiu que, em comparação com outras formas de tributação, existem diversas características que incentivam a instituição de um tributo sobre a propriedade imobiliária, dentre as quais destacou: a) alta visibilidade; b) universalidade do fato gerador, isto é, ampla incidência do tributo; c) geração de fluxo estável e previsível de receita, independentemente do ciclo econômico; d) capacidade de produzir níveis razoáveis de receita quando administrado eficientemente; e) capacidade de alocar a receita que cabe a cada município; f) possibilidade de usar o próprio imóvel como garantia para incentivar o pagamento; e g) dificuldade de sonegar.

  Acrescente-se a essas características também o fato de que o IPTU é tributo que se contrapõe aos impostos sobre o consumo. Enquanto estes tendem a absorver uma parcela cada vez maior da renda das classes menos favorecidas, o

  IPTU, tem a capacidade de impor uma carga tributária proporcional à capacidade econômica da população, exigindo mais de quem tem mais e menos de quem tem menos. Portanto, o IPTU tem a vantagem de possibilitar que a tributação seja proporcional à capacidade contributiva de cada proprietário. Com isso, a população que tem melhores condições econômicas paga mais imposto para financiar os serviços e investimentos públicos nas áreas mais carentes.

  Dissertando ainda sobre o IPTU, Cesare corroborando o pensamento de Youngman, (YOUNGMAN, 1997 apud CESARE; CESARE, 2002, p.3), acrescenta:

  Ao lado do grande número de vantagens na tributação do IPTU, existe um senso geral de insatisfação com o imposto por parte dos contribuintes. Uma das causas dessa insatisfação pode estar relacionada com o fato de que o tributo exige pagamento não acompanhado por qualquer movimentação financeira como a venda do imóvel ou a produção de renda. Outra fonte de insatisfação é a potencialidade do imposto para aumentos inesperados. Aumentos significativos nos preços imobiliários quando repassados para a base de cálculo do imposto, podem expor os contribuintes a uma carga tributária inesperada e sobre a qual os proprietários não exercem qualquer controle

  Essa necessidade de aumentos astronômicos, segundo Cesare (2002, p.3), “está muito mais relacionada à infrequência das avaliações do que a taxas de valorização extraordinárias no mercado de imóveis”. Portanto, se as avaliações para fins tributários fossem realizadas em curtos intervalos e de forma periódica, provavelmente os diferenciais no imposto em relação ao ano anterior seriam aceitáveis.

  Em que pese os fundamentos de todas essas considerações, na prática, verifica-se que a maior causa da insatisfação dos contribuintes em relação à tributação do IPTU, está muito mais relacionada é com os aspectos da gestão do imposto, conforme será demonstrado neste estudo.

  Para se fazer uma análise de qualquer tributo, o conhecimento de sua origem e de seu desenvolvimento através dos tempos se torna necessário. Com o auxílio da História, é possível entender melhor as instituições jurídico-tributárias dos dias atuais. A informação do passado, com seus acertos e erros constitui um instrumento imprescindível para o esclarecimento de eventuais problemas que poderão ser conhecidos no transcorrer de um estudo.

  Portanto, inicia-se este Capítulo apresentando o imposto objeto deste trabalho em seu ângulo histórico. Importa ressaltar que a escassez das fontes históricas em relação ao IPTU, não permitiu a reunião de muitos subsídios sobre o seu desenvolvimento histórico. A inexistência de dados e informações mais claras, faz lembrar a conhecida frase de Mandetta (s/d, p.2), dirigida para a origem dos impostos em geral: “A criação do imposto remonta às épocas mais antigas da história da humanidade; distancia-se e desaparece nas sombras incertas do passado mais longínquo”.

  Veja-se, assim, quais as principais manifestações do IPTU. O IPTU foi instituído no Brasil em 1799, pela Rainha Dona Maria, com o nome de “décima urbana” e tinha por finalidade tributar somente os imóveis edificados das cidades marítimas (BALEEIRO, 1971). Acredita-se que somente no fim do período colonial é que o nosso País estava em condições para estabelecer qualquer tipo de imposto. Antes, inexistiam condições econômicas e de organização fiscal. Os habitantes do Brasil eram gravados com onerosos e variados tributos, sem qualquer racionalidade ou sistema, recaindo os mesmos sempre sobre parte da extração ou produção e também sobre os “direitos”.

  Sobre a política tributária que vigorou no período colonial, Bernardo Ribeiro de Moraes esclarece que:

  Com a vinda da Corte Portuguesa para o Brasil em 29 de novembro de 1807, nosso País passou a ser, da noite para o dia, a capital do Reino, fato que acarretou muitas responsabilidades e inúmeras despesas. Como a única fonte de receita da época estava no tributo, recorria-se a ele toda vez que se necessitasse de recursos financeiros. Significa afirmar que os tributos eram criados ou aumentados sem critério algum, sem um real exame das verdadeiras necessidades da nossa Terra. (MORAES, 1984, p.4).

  Com relação à tributação do imposto pelos Municípios, segundo Baleeiro (1971, p.144), “o IPTU é velho na competência dos Municípios brasileiros”. Contudo, o imposto não pertenceu sempre aos Municípios. De acordo com Machado (1997, p.283), “na primeira Constituição republicana o IPTU pertencia aos Estados”. Para o autor, “somente a partir da Constituição de 1934 é que o IPTU passou à competência dos Municípios”. A partir daí o IPTU foi mantido sob a competência municipal em todas as Cartas Constitucionais.

  Na Constituição de 1937, o imposto era contemplado no art. 28, inciso II; na Constituição de 1946, no art. 29, inciso I; na Emenda Constitucional n° 5, de 1961, estava contido no art. 29, incisos I e II; na Emenda Constitucional, n° 18, de 1965, no art. 10; na Constituição de 1967, no art. 25, inciso I; na Emenda Constitucional n° 1, de 1969, no art. 24, inciso I; e, finalmente, na Constituição Federal de 1988, a competência dos Municípios em relação ao IPTU, está expressamente descrita no art. 156, inciso I.

  Portanto, de acordo com o art. 156, I da Constituição Federal de 1988, o

  IPTU é tributo da competência privativa dos Municípios. Com relação à competência impositiva do IPTU, deve ser considerado que o art. 147 da Constituição Federal de

  1988 confere à União competência para instituir o IPTU em território federal que não seja dividido em Municípios, assim também o Distrito Federal é detentor da competência em relação ao imposto municipal.

  Destaca-se que o exercício da competência tributária em relação ao imposto depende de lei local instituidora do tributo. As normas relativas à instituição e cobrança do IPTU são reguladas segundo as disposições dos arts. 32 a 34 do Código Tributário Nacional (CTN).

  2.3.2 Aspectos Básicos da Incidência do IPTU Os Municípios receberam diretamente da Constituição Federal competência para “instituir imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana”. Mas o Código

  Tributário Nacional (CTN) amplia o conceito de propriedade quando estabelece que o fato gerador do IPTU é a propriedade, o domínio útil ou a posse de bem imóvel por natureza ou acessão física, como definido na lei civil (Código Civil), localizado em zona urbana do Município. Baleeiro (2001, p. 244), defendendo a plena compatibilidade entre a norma constitucional e o CTN, afirma que a harmonização entre os preceitos da Carta vigente e o CTN tanto é possível em razão de argumentos econômicos, como jurídicos. Segundo o autor:

  Não se deve entender que o CTN tenha instituído impostos autônomos sobre o domínio útil e a posse. Ao contrário, o núcleo único e central, em torno do qual giram os demais, como manda a Constituição, é a propriedade. O domínio útil somente é tributável por ser uma quase-propriedade, e a posse, apenas quando é exteriorização da propriedade, que pode vir a se converter em propriedade. Não podem configurar fato gerador do IPTU a posse a qualquer título, a precária ou clandestina, ou a direta do comodatário, do locatário, do arrendatário, do detentor, do usuário e habitador, do usufrutuário, do administrador de bem de terceiro, etc. que jamais se tornarão propriedade. A posse há de ser a ostentação e a manifestação do domínio (BALEEIRO, 2001, p.244).

  Portanto, a Constituição Federal estabelece o balizamento da competência em relação ao imposto, mas o CTN, enquanto lei complementar, define qual o fato gerador do tributo. O fato gerador de um tributo só pode ser um signo presuntivo de riqueza que constitua a situação concreta do fato cuja competência tributária está delineada no texto constitucional.

  O CTN quando considerou no conceito de propriedade sujeita à incidência do IPTU, o domínio útil e a posse de bem imóvel, pretendeu incluir no campo de incidência do imposto todas as hipóteses nas quais a pessoa já é ou pode vir a ser proprietária do bem imóvel alcançado pela tributação.

  Dessa forma, o aspecto material do IPTU considera: a) a propriedade sobre imóveis, terrenos ou prédios urbanos; b) o domínio útil, como quase propriedade plena, inclusive o aforamento administrativo que, segundo Leonetti (1998), se dá sobre os terrenos de marinha; e c) a posse como exteriorização da propriedade ou , como assevera Baleeiro (2001) como condição de sua aquisição ad usucapionem.

  A zona urbana é definida em lei municipal, observado o requisito mínimo da existência de no mínimo dois dos seguintes melhoramentos prescritos no parágrafo 1° do CTN: I – meio-fio ou calçamento, com canalização de águas pluviais; II – abastecimento de água; III – sistema de esgotos sanitários; IV – rede de iluminação pública com ou sem posteamento para distribuição domiciliar; e V – escola primária ou posto de saúde a uma distância mínima de três quilômetros do imóvel considerado.

  Entretanto, o próprio Código Tributário Nacional estabelece que é permitido por lei municipal considerar urbanas as áreas urbanizáveis, ou de expansão urbana, constantes de loteamentos aprovados pelos órgãos competentes, destinados à habitação, à industria ou a comércio, ainda que localizados fora da área de abrangência da zona urbana. Contudo, o loteamento deve ser aprovado pelo órgão competente do município.

  No que se refere ao aspecto pessoal do IPTU, o art. 34 do CTN define o sujeito passivo do imposto como sendo o proprietário do imóvel, o titular do domínio útil ou o possuidor a qualquer título. É comum nos contratos de locação atribuir-se ao locatário a obrigação de pagar, além do aluguel, o IPTU. Esse contrato, contudo, é inoponível ao Fisco, pois segundo estabelece o CTN, os acordos e convenções particulares não podem alterar o conteúdo e os efeitos da lei tributária. Portanto, o locatário, embora considerado detentor da posse do imóvel, não é contribuinte do imposto.

  Nesse sentido tem se posicionado o Superior Tribunal de Justiça, conforme se observa da ementa extraída do Acórdão relativo no julgamento do Recurso Especial n. 172.522/SP:

  Tributário. Imposto Predial e Territorial Urbano. Contribuinte. Locatário. Há um só contribuinte do imposto predial e territorial urbano, que pode ser o proprietário do imóvel, o titular do domínio útil ou o possuidor, nesta ordem; embora possuidor, o locatário é estranho à relação jurídico-tributária, se o Município identificou o proprietário como contribuinte do imposto, e não tem, por isso, legitimidade para litigar a respeito. Recurso especial não conhecido (Ac. da 2ª T. do STJ no Resp. 172.522/SP, Rel. Min. Ari Pargendler, publicado no DJU de 28/06/99).

  É oportuno destacar que a Lei n° 10.257, de 10 de julho de 2001, que regulamenta os arts 182 e 183 da Constituição Federal de 1988, colocou no pólo passivo da relação jurídico-tributária a figura do “superficiário”, atribuindo-lhe a responsabilidade pelos tributos incidentes sobre a propriedade superficiária. A norma está expressamente contida no parágrafo 3° do art. 21 dessa Lei, nos seguintes termos: “§ 3° O superficiário responderá integralmente pelos encargos e tributos que incidirem sobre a propriedade superficiária, arcando, ainda, proporcionalmente à sua parcela de ocupação efetiva, com os encargos e tributos sobre a área objeto da concessão do direito de superfície, salvo disposição em contrário do contrato respectivo”.

  Segundo o art. 33 do CTN, a base de cálculo do IPTU é o valor venal do imóvel. O valor venal do imóvel para fins de incidência do imposto é “aquele que o imóvel alcançará para compra e venda à vista, segundo as condições usuais do mercado de imóveis” (BALEEIRO, 2001, p. 249). Acrescenta ainda Baleeiro, que “a base de cálculo deve ser aquela apurada de acordo com os dados da realidade – nem ficta, nem presumida”.

  A base de cálculo é apurada, via de regra, com base nos dados físicos e econômicos do imóvel, constantes do cadastro imobiliário fiscal e da planta genérica de valores que são mantidos pela Administração municipal para essa finalidade.

  O cadastro imobiliário fiscal é o principal instrumento da tributação do imposto, por isso, deve conter o registro de todos os dados necessários para a correta identificação do contribuinte e do imóvel tributado. A existência no município de um cadastro imobiliário completo e atualizado é requisito essencial para a efetividade da tributação do IPTU.

  A planta genérica de valores fixa os valores médios unitários de metro quadrado de terreno e de construção, para logradouros, quadras, zonas ou bairros, imposto. Os valores de metro quadrado fixados na planta genérica de valores variam em face do zoneamento e da ocorrência ou não de equipamentos urbanos e serviços públicos tais como: iluminação pública, rede de telefone, pavimentação, serviço de limpeza pública e coleta de lixo, transporte coletivo, e outros. A existência ou não desses fatores determina a valorização ou desvalorização dos imóveis e, conseqüentemente, o aumento ou diminuição da base de cálculo do imposto. Por esta razão, qualquer alteração desses elementos deve ser considerada para a atualização da planta genérica de valores.

  No que se refere à planta genérica de valores, existem limitações tanto administrativas quanto constitucionais que devem ser consideradas na sua atualização. As de ordem administrativas estão relacionadas aos elevados custos administrativos e operacionais que envolvem as atividades de acompanhamento e controle das atualizações. As limitações de ordem constitucionais são mais complexas por não depender somente de ação ou decisão político-administrativa. As alterações na planta de valores que resultem aumento da base de cálculo do imposto sujeitam-se à observância dos princípios constitucionais tributários da legalidade, anterioridade e da noventena. Significa afirmar que qualquer alteração na planta genérica de valores só é possível mediante lei publicada no ano anterior ao do lançamento do imposto.

  De acordo com Ferragut (2001, p.135), “as plantas fiscais de valores foram criadas pela lei, em virtude da impossibilidade fática do Fisco determinar, caso a caso, o valor venal dos imóveis, base de cálculo do IPTU, sujeito ao lançamento de ofício”.

  Ainda sobre a planta de valores esclarece a autora:

  (...) a jurisprudência não costuma discutir a validade da planta de valores fiscais como presunção, mas apenas a necessidade de sua veiculação por meio de lei, já que o princípio da legalidade não permite que nenhum dos critérios da regra-matriz de incidência do imposto seja fixado em veículo infralegal (FERRAGUT, 2001, p.135)

  Esse critério de que se vale a administração municipal para apurar a base de cálculo do imposto que permite avaliar a propriedade imobiliária de milhares de contribuintes, segundo Baleeiro (2001, p.249), “é chamado pelos germânicos de modo de pensar “tipificante”, como uma técnica que torna a lei exeqüível”. Observa o autor que “o princípio que rege essa técnica é o da praticidade, justamente porque propicia a aplicação em massa da lei, através da substituição do caso isolado concreto, tal como ele se apresenta na realidade, por um padrão médio”.

  Apurada a base de cálculo, o valor do imposto é determinado pela aplicação de uma alíquota sobre o valor venal do imóvel. A alíquota é o percentual que se aplica sobre o valor venal do imóvel para estabelecer o quanto de imposto deve ser pago em relação ao valor de mercado do imóvel. A fixação das alíquotas do imposto deve ser feita com critério, pois é por seu intermédio que o IPTU se define como instrumento de aplicação da política social do Estado, quer sob o ponto de vista da função fiscal, ou da função extrafiscal.

  2.3.3 A Progressividade do IPTU Quanto à sua onerosidade, os tributos podem ser regressivos ou progressivos. Leonetti (1998, p.19), estabeleceu com clareza a distinção entre esses institutos tributários:

  (...) o tributo é regressivo quando sua onerosidade relativa cresce na razão inversa da capacidade econômica (ou contributiva) do contribuinte. Já no tributo progressivo, sua onerosidade cresce na medida em que aumenta a capacidade contributiva do contribuinte.

  Depreende-se que na tributação regressiva, quanto mais pobre o contribuinte maior é o peso do tributo. Por outro lado, na progressividade os mais ricos pagam proporcionalmente mais do que os mais pobres.

  Conforme Leonetti (1998, p.19), “são regressivos todos os tributos indiretos dentre os quais, o IPI, o ICMS, o ISS, o COFINS e outros, e também a maioria dos tributos diretos, como o IPVA, o ITBI, e o próprio IPTU”.

  A regressividade e a progressividade são determinadas segundo o critério de fixação das alíquotas aplicadas no cálculo do imposto. O CTN, ao dispor sobre os aspectos de incidência do IPTU, não fixou as alíquotas do imposto deixando aos Municípios a competência para o estabelecimento de suas próprias alíquotas. Com relação à fixação das alíquotas do

  IPTU, ensina Leonetti (1998, p.19) que, “em princípio, o Município goza de liberdade para fazê-lo, condicionado, por óbvio, ao respeito aos princípios constitucionais tributários, sejam explícitos ou implícitos”.

  Dentre os princípios que devem ser considerados na tributação do IPTU, destaca-se o da capacidade contributiva previsto no art. 145, parágrafo 1° da

  Constituição de 1988, segundo o qual: “sempre que possível os impostos terão caráter pessoal e serão graduados segundo a capacidade econômica do contribuinte, facultando à administração tributária, especialmente para conferir efetividade a esses objetivos, identificar, respeitados os direitos individuais e nos termos da lei, o patrimônio, os rendimentos e as atividades econômicas do contribuinte”.

  O princípio da capacidade contributiva só se aplica aos impostos, pois somente esses tributos incidem sobre fatos econômicos independentes de qualquer atuação estatal. Este princípio não atua sozinho. O princípio da igualdade tributária previsto no art. 150, II, da CF, juntamente com outros, influi de maneira substancial no seu delineamento constitucional.

  Para Elizabeth Nazar Carrazza, “não existe igualdade tributária sem que se respeite a capacidade econômica do contribuinte. Os fatos-signos presuntivos de riqueza devem, o quanto possível, ser tributados de modo idêntico.” (CARRAZZA, 2001, p.55)

  Na mesma linha de entendimento, a lição de Roque Carrazza para quem o

  IPTU deve submeter-se ao princípio da capacidade contributiva, por meio da aplicação de alíquotas progressivas. Nesse sentido, a lição do autor:

  Exige obediência ao princípio da capacidade contributiva o IPTU (imposto predial e territorial urbano). Agora, com a vigência da nova Carta, o proprietário de amplo e luxuoso imóvel, situado em bairro residencial, deve proporcionalmente ser mais tributado, por via de

  IPTU, do que o proprietário de casa modesta, localizada em bairro fabril. Quando dizemos “deve proporcionalmente ser mais tributado”, queremos significar que deve ser submetido a uma alíquota maior. Assim, se o imóvel urbano de “A” vale 1.000 e o imóvel urbano de “B” vale 10.000 e o primeiro paga 1 e o outro, 10, ambos estarão pagando proporcionalmente o mesmo imposto, o que fere o princípio da capacidade contributiva (CARRAZZA, 2002, p.91).

  Na seqüência, esclarece o autor:

  A Constituição exige, in casu, que “A” pague 1 e “B” pague, por hipótese, 30, já que, só por ser proprietário do imóvel mais caro, revela possuir maior capacidade contributiva do que “A”. Se ambos forem tributados com alíquotas idênticas, estarão sendo tratados desigualmente, porque em desacordo com a capacidade contributiva de cada qual (CARRAZZA, 2002, p.91). Assim, o IPTU só atende ao princípio da capacidade contributiva, se aplicada a progressividade da alíquota. Quanto maior a base de cálculo, ou seja, o valor venal, maior deve ser a alíquota.

  Com relação a aplicação da progressividade da alíquota do IPTU, destaca- se que o CTN é silente quanto às alíquotas que podem ser consideradas pelos Municípios no cálculo do imposto. A Constituição de 1988, contudo, inovou ao prever a utilização de alíquotas progressivas para o imposto em duas situações: a) para observar o princípio da capacidade contributiva, previsto no art. 145, parágrafo 1°; e b) garantir o cumprimento da função social da propriedade.

  O critério para o estabelecimento das alíquotas do IPTU está definido no art. 156, § 1° da Constituição de 1988, segundo a redação dada pela EC n.° 29, de 13/09/2000. Antes da EC n.° 29/2000, a progressividade da alíquota do IPTU obedecia o critério estabelecido na redação original do mencionado dispositivo constitucional, nos seguintes termos: “O imposto previsto no inciso I (IPTU) poderá ser progressivo, nos termos de lei municipal, de forma a assegurar o cumprimento da função social da propriedade”.

  Pela redação original do § 1° do art. 156 da Constituição Federal de 1988, que disciplinou a matéria específica das alíquotas do IPTU, denota-se que a única progressividade antes permitida para o IPTU era aquela destinada a conferir eficácia ao princípio da função social da propriedade expressamente contido no art. 182, parágrafo 4° da Carta Constitucional de 1988.

  Quanto à progressividade da alíquota em razão da capacidade contributiva, o critério não foi expressamente considerado no dispositivo constitucional que disciplinou a matéria específica das alíquotas do imposto. A ausência desse disciplinamento levou a matéria ao campo da controvérsia, em face das divergências doutrinárias e jurisprudenciais que se levantaram quanto à possibilidade da aplicação do princípio da capacidade contributiva no IPTU.

  Na doutrina, muitos autores defendem a possibilidade da aplicação da progressividade do IPTU em relação à capacidade contributiva mesmo antes da alteração constitucional. Esses autores consideram que a norma constitucional prevista no § 1° do art. 156 deve ser interpretada de forma combinada com o § 1° art. 145, que dispõe sobre o principio da capacidade contributiva a ser observado na tributação. A esse respeito, Sacha Calmon Navarro Coêlho, assevera que no IPTU as alíquotas podem e devem ser progressivas, para realizar o princípio da capacidade contributiva (COÊLHO, 2001, p.517).

  Na linha de Sacha Calmon, também Carlos Araújo Leonetti, para quem não há razão para o IPTU ficar de fora do alcance da norma insculpida no parágrafo 1° do art. 145 da Constituição. Nesse sentido esclarece o autor:

  Mesmo que se entenda que a expressão sempre que possível se refira tanto ao caráter pessoal dos impostos, como ao respeito à capacidade contributiva (ou econômica) do contribuinte, não se vislumbra óbice a impedir que o Município utilize a progressividade, nas alíquotas do IPTU, a fim de graduar o tributo segundo a capacidade econômica do contribuinte, desde que se julgue apto a fazê-lo (LEONETTI, 1988, p.19).

  Elizabete Nazar Carrazza, comunga o mesmo entendimento quando afirma que “o IPTU – como todo e qualquer imposto – deve obedecer ao princípio da capacidade contributiva, que vem expresso no art. 145, § 1°, da Constituição Federal” (CARRAZZA, 2001, p.91).

  É da autora, ainda, a seguinte assertiva:

  O imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana incide sobre o direito de propriedade de imóvel urbano. Por incidir sobre o direito de propriedade, a capacidade contributiva a que alude a Constituição Federal – e que o legislador ordinário deverá levar em conta ao criar o imposto – é de natureza objetiva. Refere-se a uma manifestação objetiva de riqueza do contribuinte (ter um imóvel). Este o fato-signo presuntivo de riqueza, a que se refere Alfredo Augusto Becker (CARRAZZA, 2001, p.92).

  Contudo, o entendimento doutrinário que defende a aplicação da progressividade do IPTU com base no princípio da capacidade contributiva expresso no art. 145, parágrafo 1° da Constituição de 1988, não prevaleceu na jurisprudência.

  O Supremo Tribunal Federal (STF) em reiteradas vezes declarou inconstitucional o critério da tributação que leva em conta a capacidade contributiva no IPTU. A posição do STF foi fundamentada na classificação clássica do IPTU como imposto “real”, ou seja, que incide sobre o objeto da tributação. O STF considerou esta característica incompatível com a progressividade decorrente da capacidade contributiva do contribuinte. Adicionalmente, o Ministro do STF Celso de Mello, fazendo a leitura conjugada dos artigos 156 e 182 da Constituição Federal, entendeu que a progressividade do IPTU assumia exclusivamente a qualificação extrafiscal. Ou seja, como a Progressividade Fiscal não estava explicita no art. 156 da Constituição Federal como critério para a tributação do imposto municipal, o STF entendeu que alíquotas progressivas do IPTU só seriam cabíveis em caráter punitivo, isto é, para penalizar o não cumprimento da função social da propriedade.

  É o que se constata a partir do julgamento do Recurso Extraordinário n° 153.771/MG, quando o STF declarou inconstitucional dispositivo da legislação tributária do Município de Belo Horizonte que contemplava a aplicação da progressividade fiscal do IPTU, cuja ementa abaixo se transcreve:

  IPTU. Progressividade. - No sistema tributário nacional é o IPTU inequivocamente um imposto real. - Sob o império da atual Constituição, não é admitida a progressividade fiscal do IPTU, quer com base exclusivamente no seu artigo 145, § 1°, porque esse imposto tem caráter real que é incompatível com a progressividade decorrente da capacidade econômica do contribuinte, quer com arrimo na conjugação desse dispositivo constitucional (genérico) com o artigo 156, § 1° (específico). - A interpretação sistemática da Constituição conduz inequivocamente à conclusão de o IPTU com finalidade extrafiscal a que alude o inciso II do § 4° do artigo 182 é a explicitação especificada, inclusive com limitação temporal, do IPTU com finalidade extrafiscal aludido no art. 156, I, § 1°. - Portanto, é inconstitucional qualquer progressividade, em se tratando de IPTU, que não atenda exclusivamente ao disposto no artigo 156, § 1°, aplicado com as limitações expressamente constantes dos §§ 2° e 4° do art. 182, ambos da Constituição Federal. - Recurso Extraordinário conhecido e provido, declarando-se inconstitucional o subitem 2.2.3 do setor II da Tabela III da Lei 5.641, de 22/12/89, no Município de Belo Horizonte (STF, RE 153.771/MG, rel: Min. Moreira Alves, set/1999).

  Com esse entendimento que considera inconstitucional a norma legal que dispõe sobre progressividade diferentemente daquela que está contemplada no art. 182, § 4°, II da Constituição Federal, o STF julgou inúmeros outros Recursos, prevalecendo, assim o posicionamento do Poder Judiciário contrário ao entendimento doutrinário.

  Posteriormente, precisamente em 13 de setembro de 2000 foi editada a Emenda Constitucional n° 29 que alterou o parágrafo 1° do art. 156, emprestando- lhe nova redação que se expressa nos termos seguintes: § 1° Sem prejuízo da progressividade no tempo a que se refere o art. 182, § 4°, inciso II, o imposto previsto no inciso I poderá: I – ser progressivo em razão do valor do imóvel; II – ter alíquotas diferentes de acordo com a localização e o uso do imóvel.

  Leandro Paulsen, interpretando a nova redação do dispositivo constitucional, esclarece:

  Progressividade para fins fiscais. Vedada à luz da redação original da Constituição, tanto em função da natureza de imposto real de que se reveste o IPTU como em razão da interpretação do art. 145, § 1°, da CF, conforme extensa jurisprudência do STF, está agora admitida expressamente neste inciso acrescentado pela EC n° 29/2000 (PAULSEN, 2002, p.338).

  Destaca-se também, que a nova norma constitucional disciplinadora da progressividade do IPTU trata, em caráter específico, das diversas formas de aplicação da progressividade do imposto. Assim, além da progressividade extrafiscal, asseguradora do atendimento ao princípio da função social da propriedade, também admite a progressividade fiscal. Esta, por sua vez, comporta a progressividade em relação à capacidade contributiva e também a possibilidade do estabelecimento de alíquotas seletivas, isto é, diferenciadas em razão do uso do imóvel.

  Portanto, em relação à capacidade contributiva no IPTU, segundo afirma Paulsen (2002, p.339), agora expressamente autorizada, não há mais o que discutir. Em relação à progressividade do IPTU, a atual Constituição admite as seguintes espécies de progressividade: a) fiscal, em razão do valor do imóvel; e seletiva, em razão da localização e o uso do imóvel; b) extrafiscal, em atendimento ao princípio da função social da propriedade, a aplicação da progressividade no tempo.

  A progressividade no tempo, está prevista no parágrafo 4° do art. 182, da Constituição de 1988 e sua aplicação deve vincular-se às regras estabelecidas na Lei n° 10.257, de 10 de julho de 2001 que, dentre outras disposições, regulamenta a matéria.

  Sobre a obrigatoriedade da aplicação da progressividade fiscal ou extrafiscal, Carlos Araújo Leonetti deixa claro que tanto o art. 156, parágrafo 1°, como o art. 182, parágrafo 4°, inciso II, da Constituição prevêem uma faculdade aos Municípios que a adotarão ou não, em função de seus interesses e conveniências, à luz das realidades locais (LEONETTI, 1998, p.22).

  2.3.4 O IPTU e a Função Social da Propriedade As primeiras manifestações de caráter social para a tributação da propriedade imobiliária aparecem na Carta Constitucional de 1934, que, conforme lembra Leonetti (1998, p.23), “teve vida curta, ceifada pelo advento da Constituição de 1937, mediante a qual Getulio Vargas implantou o Estado Novo”.

  A necessidade do cumprimento da função social da propriedade volta ao texto constitucional na Carta de 1946, que no dizer de Leonetti (1998, p.23), “fora redigida sob os ventos da redemocratização, que se seguiu ao final da Segunda Grande Guerra”

  13 .

  Aliomar Baleeiro (s/d, p.2) dissertando sobre a Constituinte e a Constituição Federal de 1946, assevera:

  Na elaboração do projeto da Constituição Federal de 1946 prevaleceu uma tendência restauradora das linhas de 1981 com as inovações aproveitáveis de 1934 concernentes às disposições de proteção aos trabalhadores, à ordem econômica, à educação, à família, etc. Essa característica é explicada pela composição da Comissão do Projeto .

  Segundo Baleeiro (s/d, p.2), a “Grande Comissão”, como foi chamada a Constituinte de 1946, era constituída, em sua grande maioria, por modestos proprietários de imóveis. Na Grande Comissão, formada por 37 componentes, preponderavam homens de profissões liberais das classes médias, podendo se deduzir disso o espírito conservador da maioria deles.

  Sobre a composição da Comissão Constituinte de 1946, esclarece Aliomar Baleeiro:

  Juntaram-se ali 31 juristas, vários dos quais eram professores universitários, 2 médicos, 2 sacerdotes (1 dos quais protestantes), 1 militar e apenas 2 não tinham curso superior. (1 deles, Café Filho, veio a exercer a Presidência da República em 1954). (...) Em mais de 4/5 eram modestos proprietários de imóveis. Um era havido como rico. Alguns já haviam sofrido prisão por motivos políticos. No seio de toda a Constituinte, havia, talvez, duas dúzias de milionários, mas estes, pouco pesaram nas deliberações, que partiam em geral, de representantes das classes médias. A predominância, portanto, era de conservadores com tendências liberais e que faziam concessões ao proletariado, desejosos de soluções evolutivas ou por meios democráticos para a luta de classes (BALEEIRO, s/d, 2) 13 Os constituintes de 1946 partiam do princípio filosófico kantiano de que o Estado não é fim em si

mesmo mas meio para o fim. Este fim é sempre o homem. O Estado deveria fazer convergir seus

esforços, precipuamente para elevar social, física, moral e intelectualmente o homem (BALEEIRO, Alguns dispositivos da Constituição de 1946 evidenciam isso, a exemplo da norma contida no art. 147 segundo a qual “O uso da propriedade será condicionado ao bem-estar social.” A lei poderá, com observância do art. 141 § 16, (desapropriação) promover a justa distribuição da propriedade com igual oportunidade para todos.

  No período que antecedeu o CTN, na legislação dos Municípios também percebia-se uma tendência a incentivar a utilização do imóvel para fins residenciais. Tanto que o STF decidiu, à unanimidade, que “não é inconstitucional a lei local que concedeu redução de 50% do imposto predial ao proprietário que utiliza o imóvel para sua residência”. (Representação n° 646, GB, 18/11/65, Pleno, rel. Hahnemann, R.T.J., 35/501; Súmula n° 539).

  Com o transcorrer dos anos, essa tendência se fortaleceu tendo alcançado na atual Constituição Federal a sistematização de normas para assegurar que o imóvel cumpra a sua função social pela sua efetiva utilização desde que esta seja compatível com o Plano Diretor do município. A tributação da propriedade que até então tinha como principal característica a função fiscal, passa assim a ter uma nova finalidade: a função social.

  Pode-se afirmar que o IPTU é importante por duas razões. A primeira por se constituir numa importante fonte de receita para financiar as despesas do Governo Municipal provenientes da realização de obras públicas, prestação de serviços nas áreas da educação, saúde, saneamento básico, e tantas outras que são requeridas pela população. Apesar da sua ineficiente exploração como receita, o IPTU é a segunda maior fonte de recursos próprios dos Municípios brasileiros. Se eficientemente administrado, o IPTU pode gerar uma receita estável e suficiente capaz de garantir o equilíbrio financeiro das Prefeituras Municipais.

  Além da sua importância como fonte de financiamento das ações dos Governos Municipais, o IPTU destaca-se como importante instrumento de promoção da política social do Estado. A Constituição Federal de 1988 permitiu o emprego do

  IPTU como instrumento de política urbana para promover o uso racional da terra gerando benefícios sociais à população. Essa permissibilidade está consignada em diversos dispositivos da Carta constitucional, constituindo verdadeiros princípios fundamentais.

  A Constituição Federal, quando trata dos direitos e garantias fundamentais,

  

a sua Função Social. Denota-se que ao lado da sua finalidade fiscal, o IPTU possui

outra função de caráter ainda mais relevante vinculado à finalidades estrafiscais.

  Vale dizer, seus objetivos não são somente arrecadatórios, mas, também prestam- se a obrigar o proprietário a dar uma função social ao imóvel.

  O tema é bem esclarecido por Aliomar Baleeiro quando assevera:

  Costuma-se denominar de extrafiscal aquele tributo que não almeja, prioritariamente, prover o Estado dos meios financeiros adequados a seu custeio, mas antes visa a ordenar a propriedade de acordo com a sua Função Social ou a intervir em dados conjunturais (injetando ou absorvendo a moeda em circulação) ou estruturais da economia (BALLEIRO, 2001, p.233-234).

  A função social da propriedade é portanto um princípio constitucional que deve ser observado não somente pelos Municípios mas também pelos proprietários dos imóveis, no interesse da coletividade. Este princípio constitucional é explicado por Eros Roberto Grau, nos seguintes termos:

  O princípio da função social da propriedade impõe ao proprietário (...) o dever de exercê-lo em benefício de outrem e não, apenas, de não exercer em prejuízo de outrem. Isso significa que a função social da propriedade atua como fonte de imposição de comportamentos positivos – prestação de fazer, portando , e não, meramente, de não fazer – ao detentor do poder que deflui da propriedade... Em razão disso pontualizo é que justamente a sua função justifica e legitima essa propriedade (GRAU, 1990 apud BALEEIRO, 2001, p.235).

  O jurista lembra que a Constituição garante o direito de propriedade desde que esta atenda a sua função social. O art. 182, § 2° estabelece que a propriedade cumpre a sua função social quando atende as exigências fundamentais de ordenação da cidade expressas no Plano Diretor. O Plano Diretor, aprovado pela Câmara Municipal, é obrigatório para as cidades com mais de vinte mil habitantes e se constitui no instrumento básico da política de desenvolvimento e de expansão urbana (art. 182, § 1°). Por sua vez, o § 4° do art. 182, autoriza o Município a adotar medidas severas em relação às propriedades que não estão cumprindo a sua

  14 função social.

  A Constituição estabelece, assim, os critérios que devem nortear o legislador para ajustar a propriedade imobiliária à política adequada ao pleno exercício da sua função social. O IPTU é instrumento de aplicação desta política pela possibilidade da utilização de alíquotas progressivas na determinação quantitativa do imposto. Os critérios para a aplicação das alíquotas progressivas, são definidos no próprio texto constitucional: a progressividade no tempo (art. 182, § 4°, inciso II) e a progressividade em razão do valor do imóvel (art. 156, § 1°, inciso I). Além da progressividade, estabelece a Constituição Federal (art. 156, § 1°, inciso II), que a alíquota do imposto também pode ser diferente de acordo com a localização e o uso do imóvel.

  Os critérios para a aplicação da progressividade no tempo estão definidos na Lei Federal n° 10.257, de 10 de julho de 2001, que regulamenta os arts. 182 e 183 da Constituição Federal, estabelecendo diretrizes gerais da política urbana. Esta Lei, denominada Estatuto da Cidade estabelece as diretrizes para a execução da política urbana, mediante o ordenamento do desenvolvimento das funções sociais da cidade e da propriedade urbana. Na forma desta Lei, são instrumentos de promoção da política urbana, dentre outros, os institutos tributários e financeiros e os institutos jurídicos e políticos.

  14 Art. 182. (...)

§ 4° É facultado ao poder público municipal, mediante lei específica para área incluída no plano

diretor, exigir, nos termos da lei federal, do proprietário do solo urbano não edificado, subutilizado ou

não utilizado que promova seu adequado aproveitamento, sob pena, sucessivamente de: I – parcelamento ou edificação compulsórios;

  II – imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana progressivo no tempo;

  

III – desapropriação com pagamento mediante títulos da dívida pública de emissão previamente

aprovada pelo Senado Federal, com prazo de resgate de até dez anos, em parcelas anuais, iguais e

  Nesse contexto, o IPTU é utilizado como instrumento de promoção da política urbana, para assegurar o cumprimento da função social da propriedade,

  15 .

  segundo as disposições dos arts. 5° e 7°, da referida lei No que se refere à progressividade no tempo, o fundamento da sua aplicação está no princípio da função social da propriedade que assegura o direito de propriedade desde que esta cumpra a sua função social. Ou seja, a Constituição Federal ao mesmo tempo em que garante o direito de propriedade, exige que ela esteja voltada para o atendimento de uma função social. Deste modo, pelo texto constitucional, o proprietário do imóvel passou a sofrer limitações relativas ao seu uso. O imóvel cumpre sua função social quando adequadamente utilizado para os fins a que se destina: produção, habitação, comércio, indústria, prestação de serviços, ou seja, deve ser utilizado para atender às necessidades da população.

  Quando o imóvel não cumprir sua finalidade social, cabe ao Poder Público adotar medidas no sentido de desestimular tal comportamento por meio de uma tributação progressiva.

  Com esses esclarecimentos fica evidenciado que o IPTU é um instrumento de extrafiscalidade. Este imposto pode ser utilizado não somente para fins meramente fiscais, arrecadatórios, mas também, para fins ordinatórios. A alíquota do

  IPTU pode variar de acordo com o índice de aproveitamento do terreno, a destinação ou uso do imóvel e a sua localização. Esta progressividade, em quaisquer dessas hipóteses, é de natureza extrafiscal e decorre do princípio da função social da propriedade o qual, segundo Elizabeth Nazar Carrazza, não se 15 confunde com a que alude o art. 182, § 4°, da Constituição Federal:

  Art. 5º Lei municipal específica para área incluída no plano diretor poderá determinar o

parcelamento, a edificação ou a utilização compulsórios do solo urbano não edificado, subtilizado ou

não utilizado, devendo fixar as condições e os prazos para implementação da referida obrigação.

  ...............................................................................................................

  

Art. 7º Em caso de descumprimento das condições e dos prazos previstos na forma do caput do art.

  

5º desta Lei, ou não sendo cumpridas as etapas previstas no § 5º do art. 5º desta Lei, o Município

procederá à aplicação do imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana (IPTU) progressivo

no tempo, mediante a majoração da alíquota pelo prazo de cinco anos consecutivos.

§ 1º O valor da alíquota a ser aplicado a cada ano será fixado na lei específica a que se refere o

caput do art. 5º desta Lei e não excederá a duas vezes o valor referente ao ano anterior, respeitada a

alíquota máxima de quinze por cento.

§ 2º Caso a obrigação de parcelar, edificar ou utilizar não esteja atendida em cinco anos, o Município

manterá a cobrança pela alíquota máxima, até que se cumpra a referida obrigação, garantida a

prerrogativa prevista no art. 8º.

§ 3º É vedada a concessão de isenções ou de anistia relativas à tributação progressiva de que trata

  O que em verdade se pretende demonstrar é que a progressividade de natureza extrafiscal, de que ora se trata, tem finalidade meramente ordinatória, visando a aplicação do princípio supra mencionado, à luz do disposto no § 2°, do art. 182, da CF. Objetiva a adequação do uso da propriedade urbana aos interesses locais, delimitados expressamente no Plano Diretor. Do comportamento inadequado do contribuinte não decorre uma sanção, mas, apenas, um agravamento de alíquota, que não pode ser progressivo no tempo. Diferentemente, portanto, daquela (progressiva no tempo, prevista no § 4°, ao art. 182), não objetiva levar o contribuinte à prática, compulsória, de um determinado comportamento (CARRAZZA, 2001, p.97).

  A progressividade no tempo vem sendo aplicada no Município de Porto Alegre com a finalidade de regular o cumprimento da função social da propriedade.

A legislação municipal (LC n° 312/93 e 333/94), estimula o desenvolvimento de certas áreas estabelecendo prazos para a edificação ou parcelamento compulsórios

  compatibilização do uso dos imóveis com o Plano Diretor do Município, sob pena de aplicação da progressividade de alíquotas no tempo. Até a aprovação do Estatuto da Cidade (Lei Federal 10.257/2001), a constitucionalidade da lei municipal vinha sendo questionada nos tribunais. Entretanto, outras vantagens derivadas da experiência assegurou o sucesso da iniciativa que vem sendo utilizada também em diversos outros Municípios.

  Com efeito, pode-se afirmar que é lícita e legítima a progressividade do

  IPTU, nos termos da lei municipal, de modo a garantir o atendimento da função social da propriedade.

  Impende considerar que a progressividade das alíquotas tributárias pode ser de natureza fiscal ou extrafiscal, segundo o ensinamento de Geraldo Ataliba.

  A progressividade fiscal é aquela inerente ao próprio tributo, inserido dentro de uma sistema carregado de preocupação social, como é o nosso. A progressividade extrafiscal tem em vista a promoção de diversos valores constitucionalmente consagrados (dentre os quais, os de cunho social são mais relevantes (ATALIBA, 1991, p.54).

  A progressividade fiscal tem seu fundamento no princípio da capacidade contributiva, segundo o qual quem, em termos econômicos, tem muito, pague, proporcionalmente, mais imposto do que quem tem pouco. Em outras palavras, quem tem maior riqueza deve, em termos proporcionais pagar, mais imposto do que quem tem menor riqueza. No caso do IPTU, a capacidade contributiva do contribuinte se revela no valor da propriedade, ou seja, na base de cálculo do imposto. Para Ataliba (1991, p.54), “quanto maior a base, mais intensa a alíquota. Quer dizer: “quanto mais significativa a riqueza tributada, tanto maior a carga tributária.”

  A Constituição Federal ao estabelecer no art. 156, § 1°, inciso I, que o IPTU poderá ser progressivo em razão do valor do imóvel, cuidou para assegurar a justiça fiscal em respeito ao princípio da capacidade contributiva, de forma a assegurar a igualdade tributária. Defendendo a necessidade da aplicação de alíquotas proporcionais à capacidade contributiva do contribuinte, salienta Elizabeth Carrazza:

  Por outro lado, não há falar em proporcionalidade quando se cobra uma alíquota única de todos os contribuintes, uma vez que, nesta hipótese o mais pobre acabará por pagar mais tributo que o mais rico, apesar de em termos absolutamente numéricos tal não ocorrer. Até porque, “a proporcionalidade é princípio neutro que não objetiva atenuar as grandes disparidades econômicas advindas dos fatos” (CARRAZZA, 2001, p.57).

  Por progressividade entende-se a majoração da alíquota, à medida que cresce o valor da matéria tributável. Em uma iniciativa pioneira, o Município de Florianópolis vem aplicando desde 1989, a progressividade do IPTU pela diferenciação de alíquotas com base na área construída e na utilização do imóvel. Assim enquanto os terrenos com construção pagam o imposto com uma alíquota de 0,5%, os não construídos, sofrem a aplicação de alíquotas que variam entre 2,0 e 4,0%. No caso das construções, as alíquotas são diferenciadas em relação ao uso, e progressivas em relação à área construída. No caso, os imóveis utilizados para fins residências sofrem alíquotas proporcionalmente menores que os destinados ao uso não residencial. Os imóveis com áreas construídas menores, pagam o imposto com alíquotas inferiores. A alíquota do imposto vai aumentando por faixa de área construída. Ao estabelecer esse critério para a determinação das alíquotas do imposto, o Município pretendeu considerar dois princípios constitucionais tributários: o da capacidade contributiva e da justiça social. A capacidade contributiva se revela no valor da propriedade – quanto maior a área construída, maior o valor do imóvel; e no incentivo a destinação dos imóveis para fins residenciais.

  2.4.1 O Lançamento como Procedimento para Constituição do Crédito Tributário O crédito tributário é a expressão do direito do Estado de exigir o tributo decorrente de uma obrigação tributária principal do sujeito passivo. A obrigação tributária principal tem sua origem com a ocorrência do fato gerador. No momento em que ocorre o fato gerador, nasce a obrigação tributária e, conseqüentemente o dever jurídico de pagar o tributo ou penalidade pecuniária.

  O crédito tributário converte essa obrigação ilíquida em líquida e certa, exigível na data fixada na lei, mas, o crédito tributário só vem a surgir com o

  16

  lançamento, na dicção do art. 142 do CTN . A norma prescrita na cláusula inicial do referido artigo estabelecendo que compete privativamente à autoridade administrativa constituir o crédito tributário pelo lançamento, pode induzir a equívoco e levar o intérprete a atribuir ao lançamento caráter constitutivo e não declaratório em relação ao crédito tributário. Importa pois que se estabeleça a diferença entre ato

  

constitutivo e ato declaratório, para reconhecer a natureza jurídica do lançamento

tributário.

  A diferença entre esses atos é explicada por Baleeiro (2001, p. 782), nos seguintes termos:

  A noção de ato constitutivo se avizinha do conceito do art. 81 do CC; é todo ato lícito que tem por fim imediato adquirir, modificar ou extinguir direito. Realizados esses fins, os de criar, alterar ou abolir uma situação jurídica, constituindo-a, ele se projeta de sua data em diante, para o futuro (ex nunc). Já o ato declaratório não cria, não extingue, nem altera um direito. Ele apenas determina, faz certo, apura, ou reconhece um direito preexistente, espancando dúvidas e incertezas. Seus efeitos recuam até a data do ato ou fato por ele declarado ou reconhecido (ex tunc).

  No que se refere ao lançamento é consensual, no Direito Brasileiro, o entendimento no sentido do reconhecimento do seu caráter declaratório e não constitutivo. Significa então que o lançamento não constitui o crédito tributário,

  

lançamento, assim entendido o procedimento administrativo tendente a verificar a ocorrência do fato

gerador da obrigação correspondente, determinar a matéria tributável, calcular o montante do tributo somente declara-o. O conceito de lançamento é dado por Baleeiro nos seguintes termos:

  (...) ato, ou a série de atos, de competência vinculada, praticado por agente do Fisco, para verificar a realização do fato gerador em relação a determinado contribuinte, apurando qualitativa e quantitativamente o fato gerador da matéria tributável; segundo a base de cálculo, e, em conseqüência, liquidando o quantum do

tributo a ser cobrado (BALEEIRO, 2001, p.782).

  No momento em que o sujeito passivo realiza o fato gerador da obrigação tributária, o Poder Público tem o poder-dever de aplicar a lei exigindo o crédito tributário correspondente à obrigação. Para tanto, a obrigação do contribuinte e o respectivo direito do Estado devem ser documentados mediante a formalização de um ato administrativo declaratório do crédito tributário.

  Na prática, com a ocorrência do fato gerador do tributo, deve o contribuinte comunicar o evento à Fazenda Pública informando-a das condições em que o praticou, ou, quando a lei determinar, pagar o tributo para posterior homologação pelo Fisco. Qualquer que seja a situação cabe à Fazenda Pública examinar a matéria tributável declarada pelo contribuinte, investigar eventuais erros ou omissões, enquadrar os fatos na regra jurídica aplicável, calcular o valor do tributo devido e identificar o sujeito passivo da obrigação, se o contribuinte ou o responsável tributário. De acordo com o CTN, o ato da autoridade administrativa que realiza esses procedimentos denomina-se lançamento tributário.

  O valor do tributo liquidado pela autoridade administrativa é denominado crédito tributário. A lei instituidora do tributo define o fato gerador, o momento da sua ocorrência e a data em que o lançamento deve ser efetuado. O parágrafo único do art. 142 do CTN imprime expressamente o caráter

  “vinculado e obrigatório” do lançamento, “sob pena de responsabilidade funcional” da autoridade administrativa a quem a lei tenha atribuído tal competência. Significa que o lançamento deve ser feito segundo a lei e nos estritos limites desta. Portanto, não fica ao livre critério do agente público lançar ou não lançar o tributo ou escolher a oportunidade de fazê-lo.

  A função do lançamento tributário, portanto, é a de identificar o fato gerador ocorrido, aplicar a norma tributária enquadrável e determinar o valor do tributo que será exigido do contribuinte ou responsável tributário. Trata-se de uma sucessão de procedimentos administrativos desempenhados pela autoridade administrativa com vistas à efetivação do lançamento, cujo ato só se conclui com a notificação ao sujeito passivo. A notificação do lançamento é o ato formalizador do lançamento tributário.

  Denota-se então que o lançamento é o ato administrativo de aplicação da norma tributária material praticado por órgão da Administração Pública. Esse dever tributário que será cumprido pela autoridade administrativa competente, é explicado por Seixas Filho (2001, p.98) quando afirma:

  O fato da autoridade fiscal poder constituir, unilateralmente, um título jurídico com certeza e liquidez para exigir do contribuinte o cumprimento do seu dever tributário não é um privilégio legal, porém a atribuição ao órgão administrativo de uma competência ou função.

  Assim, cabe à autoridade administrativa, no lançamento, aplicar a lei tributária para individualizar o dever tributário de um determinado contribuinte, seguindo os princípios constitucionais tributários e também os princípios que regem a função administrativa, dentre os quais, o da legalidade, da formalidade, da proporcionalidade e o da impessoalidade.

  Segundo o CTN, o lançamento é imprescindível e obrigatório para constituir o crédito tributário e possibilitar o seu pagamento pelo sujeito passivo. Esse entendimento, porém, não é unânime na doutrina. Para muitos autores, porém, o lançamento não é indispensável, nem imprescindível e nem essencial.

  Carlos da Rocha Guimarães examinando o lançamento tributário para verificar se este seria um aspecto ontológico da relação jurídico-tributária, concluiu não ser o mesmo “indispensável, nem imprescindível nem insuprimível” (GUIMARÃES, 1988 apud SEIXAS FILHO; SEIXAS FILHO, 2001, p.100),

  Nessa mesma linha de entendimento, Paulo de Barros Carvalho defende a tese de que “o lançamento não é essencial” (CARVALHO, 1999 apud SEIXAS FILHO; SEIXAS FILHO, 2001, p.100-101).

  A posição desses e de outros tantos autores favoráveis à tese de que o lançamento tributário é prescindível, deve ser examinada com cuidado para não se incorrer em equívocos, sobretudo, em face da norma legal definidora do lançamento que o considera uma atividade administrativa vinculada e obrigatória.

  Nesse sentido, é esclarecedora a lição de Seixas Filho quando afirma:

  (...) o lançamento tributário só é imprescindível e insuprimível, quando o único dever imposto pela lei que deve ser cumprido pelo contribuinte, após a ocorrência do fato gerador é o de informar

  (declarar) à autoridade fiscal como se produziu o fato gerador e as suas condições fáticas. Nesta hipótese, prevista no art. 147 do Código Tributário Nacional, o tributo somente poderá ser pago após o contribuinte ser intimado e notificado do seu valor, liquidado pelo lançamento tributário. Quando o tributo é pago pelo contribuinte nas demais hipóteses em que o cumprimento do dever tributário independe de prévia notificação-intimação do lançamento tributário, cabe à autoridade fiscal o poder discricionário de escolher o momento oportuno e conveniente para conferir se o pagamento correspondeu aos ditames legais e produzir o lançamento tributário se descobrir irregularidade no pagamento (SEIXAS FILHO, 2001, p.101).

  O entendimento de Aurélio Pitanga Seixas Filho é respaldado por Souto Maior Borges, para quem:

  (...) um ato não deve ser necessariamente regrado ou discricionário na sua totalidade, mas pode ser regrado em alguns aspectos e discricionários noutros. Dado que o estabelecimento do tributo é reservado à lei, é obvio que a administração financeira não pode desfrutar jamais de um poder discricionário com referência aos elementos essenciais da obrigação (sujeitos passivos, individualização do pressuposto e critérios para a fixação da alíquota e parâmetro). Logo, com relação aos restantes aspectos (ex. modo e tempo de pagamento), pode existir, em virtude de silêncio legislativo, uma discricionariedade administrativa (BORGES apud SEIXAS FILHO; SEIXAS FILHO, 2001, p.101).

  Confrontando os argumentos dos autores que defendem a prescindibilidade do lançamento e a possibilidade da discricionariedade em relação a alguns dos seus aspectos que não tenham sido estabelecidos na lei instituidora do tributo, com as

  17

  normas prescritas nos arts 147, 149 e 150 do CTN , é possível concluir que cabe ao contribuinte o dever de informar à autoridade administrativa responsável pelo lançamento, a ocorrência do fato gerador e as suas condições fáticas. A lei pode ainda, atribuir ao sujeito passivo obrigado, o dever de antecipar o pagamento do tributo, para posterior homologação pela autoridade administrativa.

  Quando a lei determinar, ou ainda, quando a declaração não tenha sido apresentada pelo sujeito passivo nos prazos fixados pela legislação tributária, ou, quando a autoridade administrativa constatar irregularidades nas declarações prestadas pelo contribuinte ou terceiro obrigado, o lançamento deve ser efetuado e revisto de ofício pela autoridade administrativa.

  Nestes casos, e somente nesses casos, o lançamento é vinculado e obrigatório, isto é, tem que ser efetuado pela Autoridade Administrativa que o fará, nos estritos limites da lei.

  

quando um ou outro, na forma da legislação tributária, presta à autoridade administrativa informações

sobre matéria de fato, indispensáveis à sua efetivação. .............................................................................................................................

Art. 149. O lançamento é efetuado e revisto de ofício pela autoridade administrativa nos seguintes

casos: I – quando a lei assim o determine;

  

II – quando a declaração não seja prestada, por quem de direito, no prazo e na forma da legislação

tributária;

  

III – quando a pessoa legalmente obrigada, embora tenha prestado declaração nos termos do inciso

anterior, deixe de atender, no prazo e na forma da legislação tributária, o pedido de esclarecimento

formulado pela autoridade administrativa, recuse-se a prestá-lo, ou não o preste satisfatoriamente, a

juízo daquela autoridade;

  

IV – quando se comprove falsidade, erro ou omissão em relação a qualquer elemento definido na

legislação tributária como sendo de declaração obrigatória;

V – quando se comprove omissão ou inexatidão, por parte da pessoa legalmente obrigada, no

exercício da atividade a que se refere o artigo seguinte;

  

VI – quando se comprove ação ou omissão do sujeito passivo, ou de terceiro legalmente obrigado,

que dê lugar à aplicação de penalidade pecuniária;

  

VII – quando se comprove que o sujeito passivo, ou terceiro em benefício daquele, agiu com dolo,

fraude ou simulação;

  

VIII – quando deva ser apreciado fato não conhecido ou não provado por ocasião do lançamento

anterior;

  

IX – quando se comprove que, no lançamento anterior, ocorreu fraude ou falta funcional da

autoridade que o efetuou, ou omissão, pela mesma autoridade, de ato ou formalidade essencial. .............................................................................................................................

Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao

sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa;

opera-se pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento de atividade assim exercida

pelo obrigado, expressamente a homologa.

§ 1º O pagamento antecipado pelo obrigado, nos termos deste artigo, extingue o crédito sob condição

resolutória da ulterior homologação do lançamento

  2.4.2 Modalidades de Lançamento Tributário O CTN, nos artigos art. 147 a 150 faz menção a três modalidades de lançamento: lançamento por declaração, lançamento de ofício, e lançamento por homologação.

  O lançamento por declaração é aquele em que o sujeito passivo (ou o terceiro obrigado) informa à administração tributária toda a matéria fática necessária à realização do lançamento. Com base nessas informações, a autoridade administrativa competente verifica a incidência normativa, efetua os cálculos necessários para determinação do valor do tributo devido, e, finalmente, cientifica o contribuinte mediante a entrega da notificação do lançamento. Esse lançamento é típico do imposto sobre a transmissão onerosa de bens imóveis por atos inter vivos (ITBI), da competência dos Municípios.

  O lançamento de ofício é aquele em que a própria administração verifica os elementos fáticos e a constituição da relação jurídica tributária a partir da incidência normativa, determinando o cumprimento da prestação pelo devedor. O lançamento de ofício é efetuado com base nos dados cadastrais do contribuinte, ou em outros elementos que dispuser a Administração Pública, previstos em lei, quando a pessoa obrigada não tenha apresentado as declarações na forma, condições ou prazos fixados na lei, ou, quando constatar divergência entre o valor pago pelo contribuinte e o efetivamente devido. O lançamento de ofício é comumente aplicado em relação às taxas, à contribuição de melhoria, à contribuição para o custeio do serviço de iluminação pública, o imposto sobre serviços de qualquer natureza (ISS), devido por profissionais autônomos que prestam serviços na forma de trabalho pessoal do próprio contribuinte, hipótese em que têm direito ao pagamento do imposto em base fixa, e nos tributos lançados em massa, como é o caso do IPTU.

  O lançamento por homologação ocorre quando a lei atribui ao sujeito passivo o dever de, quando ocorrer o fato gerador do tributo, aplicar a incidência da norma, determinar o montante do tributo devido e efetuar o seu pagamento, independentemente de qualquer atuação da autoridade administrativa. O pagamento efetuado segundo essa modalidade de lançamento é sujeito a posterior homologação por parte do sujeito ativo, que se não ocorrer no prazo determinado na

  18

  lei tributária , será considerado homologado tacitamente. Essa modalidade de lançamento pode ser adotada para qualquer espécie de tributo, notadamente para aqueles que têm por base de cálculo o valor da renda (imposto de renda) ou do preço do serviço (ISS). Tem sido discutido na doutrina a possibilidade jurídica e administrativa de adotar o lançamento por homologação, também, para o IPTU.

  Segundo Baleeiro, (2001, p.827), alguns autores italianos como Cutera, A.

  D. Giannini e Pugliese, admitem três modalidades de lançamento:

  a) unilateral, isto é, da autoridade, sem intervenção ou cooperação do sujeito passivo; b) misto, isto é, da autoridade, com a intervenção do sujeito passivo ou colaboração de terceiro; c) espontâneo, Isto é, do sujeito passivo, ou autolançamento.

  A expressão autolançamento, talvez originária da Itália, é acolhida também por autores estrangeiros, dentre os quais, o argentino Giuliani Fonrouge. No Brasil, Rubens Gomes de Souza, Aliomar Baleeiro e Marcelo Arger, dentre outros, também adotam o conceito de autolançamento.

  Confrontando-se essas três modalidades com as normas do CTN, percebe- se que a legislação tributária brasileira adota o critério italiano no que respeita à distinção das diferentes modalidades de lançamento tributário, diferenciando-se tão somente no que se refere às suas denominações. Assim, o autolançamento dos italianos corresponde ao lançamento por homologação da lei brasileira. No autolançamento, como no lançamento por homologação, o próprio contribuinte apura o valor do tributo devido e efetua o seu pagamento, sem que haja um exame prévio por parte do órgão fiscal.

  O CTN não menciona o autolançamento. Prefere o conceito de lançamento por homologação que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, ressalvado o controle posterior desta. Segundo Guimarães (1985, p.142-143), homologar significa “dizer a mesma coisa, confirmar, ou reconhecer eficácia originária do ato”. Para Baleeiro (2001, p.828) “se a autoridade 18 administrativa homologa, isto é, ratifica e convalida o lançamento, este foi ato de

  

Sobre o prazo para homologação do pagamento antecipado do tributo, o § 4° do art. 150 do CTN

estabelece: “Se a lei não fixar prazo à homologação, será ele de cinco anos a contar da ocorrência do

fato gerador; expirado esse prazo sem que a Fazenda Pública se tenha pronunciado, considera-se

homologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de autoria do sujeito passivo, autolançamento, portanto”.

  Tem sido constatado nas três esferas de governo, Federal, Estadual e Municipal, que os tributos lançados por homologação são cada vez mais numerosos. A preferência do legislador por essa modalidade de lançamento que atribui ao sujeito passivo o dever de colaborar com a Administração Pública, transferindo-lhe as funções de apurar o tributo e antecipar o seu pagamento para depois ser homologado pela autoridade administrativa, tem sido justificada por diversos doutrinadores tributários, que se apóiam em razões de ordem econômica, política ou jurídica, como a falta de estrutura administrativa adequada para o eficiente desempenho das atividades de lançamento, administração e cobrança dos tributos, notadamente de alguns impostos mais importantes. O elevado custo dessas atividades, a impossibilidade de se conhecerem os dados próprios de cada contribuinte, para aplicação da justiça tributária e ainda a necessidade de criar mecanismos para dar celeridade ao processo de arrecadação, dentre outros, tem sido alguns dos fundamentos que justificam o lançamento por homologação.

  Estevão Horvath discorrendo sobre o tema em sua tese de doutorado defendida na Universidade Autônoma de Madrid, explica com muita propriedade, a aplicação do autolançamento:

  Já escrevia Blumenstein que o ‘autolançamento’ se aplica geralmente só naqueles impostos nos quais a intervenção administrativa seria inadequada à natureza das coisas (System des Steuerrechts, apud Ruiz Garcia. La liquidación ..., cit, p. 274, nota 20). Deveria ser esta a orientação seguida por todas as legislações que se ocupam do tema. Com efeito, o tipo de lançamento a ser aplicado a um tributo deve ter conexão com seu pressuposto fático, pois podem existir tributos nos quais o lançamento administrativo seja difícil de se efetivar por não dispor a administração dos dados necessários, assim como existirão outros nos quais o contribuinte sozinho não conseguiria obter o montante devido [...]. Acrescentamos a estas considerações aquela segundo a qual o princípio implícito da praticidade do ordenamento jurídico procura uma aplicação mais cômoda, simples, econômica e funcional da lei tributária. A professora brasileira Misabel Derzi define a praticidade com o nome que se dá a todos os meios e técnicas utilizáveis com o objetivo de simplificar e viabilizar a execução das leis (v. Direito Tributário, Direito Penal e Tipo, Ed. RT, São Paulo, 1988). Isso significa apenas que um tributo deve ser lançado da forma que seja mais compatível com sua natureza intrínseca, para que a lei tributária possa ser aplicada concretamente do modo mais econômico e eficaz. Não obstante, parece que os legisladores modernos acham que todos (ou quase todos) os tributos existentes são compatíveis com o lançamento por homologação, já que esta é a forma de lançamento prevista na imensa maioria dos tributos atualmente vigentes. Parece- nos que isso pode ser feito, sempre que se assegurem aos contribuintes formas de corrigir os erros por ele eventualmente cometidos em sua tarefa ‘lançadora’. (HORVATH, 1990 apud BALEEIRO; BALEEIRO, 2001, p.830-831)

  São válidos os argumentos de Horvarth quando afirma que os legisladores modernos defendem a compatibilidade de quase todos os tributos com o lançamento por homologação. Na prática, muitos dos tributos mais importantes dentre os quais, o imposto sobre a renda (IR), o imposto sobre produtos industrializados (IPI), o imposto sobre operações relativas a circulação de mercadorias e serviços de transportes interestaduais e intermunicipais e comunicações (ICMS), o imposto sobre a prestação de serviços de qualquer natureza (ISS) e as contribuições especiais, são autolançados e não apresentam qualquer dificuldade para o contribuinte ou para a administração tributária. Antes, esse critério aparece como um instrumento facilitador para a gestão desses tributos.

  2.4.3 O Lançamento de Ofício e o IPTU A Constituição Federal outorgou aos Municípios competência para instituir imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana. Contudo, para que o

  Município possa exercer essa competência, duas providências são fundamentais: a primeira está relacionada com a autorização legislativa para instituir o tributo, isto é, o imposto somente pode ser exigido dos contribuintes se previamente instituído em lei local; a segunda providência indispensável consiste na constituição do crédito tributário, ou seja, constituir as condições necessárias para provar o seu direito. A exata noção de crédito tributária é melhor compreendida a partir da lição de Fabretti (1998, p.117), que ao comentar o art. 142 do CTN, esclarece:

  Para que seja possível a cobrança do crédito tributário, é necessária a comprovação de sua existência. Todo aquele que é credor, que tem direito a receber uma obrigação, deve possuir provas da sua existência de seu direito. Geralmente, essa prova faz-se por meio de um título ou documento. Em relação ao crédito tributário, idêntica situação acontece com o Estado: a partir do momento em que o sujeito passivo realiza o fato gerador da obrigação tributária, o Poder Público aplica a lei exigindo o crédito correspondente à obrigação. Para tanto, a obrigação do contribuinte e o respectivo direito do Estado devem ser documentados. A documentação da existência da dívida tributária é realizada por um ato administrativo de constituição do crédito tributário denominado lançamento. Denota- se que para o Município exigir o IPTU dos proprietários, titulares do domínio útil e dos possuidores a qualquer título de imóveis localizados na sua zona urbana, deve ser efetuado o lançamento.

  Tradicionalmente, o lançamento do IPTU é feito de ofício pela Autoridade Administrativa, ou seja, a Administração Municipal verifica a ocorrência do fato gerador, identifica o contribuinte, calcula o montante do tributo devido e emite a notificação do lançamento, entregando-a ao contribuinte. O cálculo e o lançamento do imposto são feitos pela autoridade administrativa competente, com base nos dados constantes do cadastro imobiliário e da planta de valores. Portanto, no lançamento de ofício, o cadastro imobiliário e a planta de valores são considerados elementos essenciais para a constituição do crédito tributário do IPTU.

  O cadastro imobiliário contém o registro de todos os dados necessários para a correta identificação do contribuinte e do imóvel tributado. Assim, para atender a finalidade de lançamento do imposto, o cadastro imobiliário deve ser completo e permanentemente atualizado.

  A planta de valores fixa os valores médios unitários de metro quadrado de terreno e de construção, para logradouros, quadras, zonas ou bairros, da área alcançada pela tributação, para a finalidade de apurar a base de cálculo do imposto. Os valores de metro quadrado, fixados na planta de valores variam em face do zoneamento e da existência ou não de equipamentos urbanos e serviços públicos tais como: iluminação pública, rede de telefone, pavimentação, serviço de limpeza pública e coleta de lixo, transporte coletivo, etc. Esses fatores determinam a valorização ou desvalorização dos imóveis e consequentemente aumentam ou diminuem a base de cálculo do imposto. Por esta razão, sempre que houver alteração em quaisquer desses elementos a planta de valores deve ser atualizada. A planta de valores é fixada em lei e qualquer alteração nos seus elementos, que possam modificar a base de cálculo do imposto, só podem ser consideradas no lançamento com a prévia autorização da Câmara de Vereadores.

  Com base nos dados cadastrais do imóvel e na planta de valores, a autoridade administrativa apura a base de cálculo pelo valor médio, permitindo-lhe dessa forma, avaliar a propriedade imobiliária de milhares de contribuintes. De aplicação da lei em massa, é chamado pelos germânicos de modo de pensar tipificante, como uma técnica que torna a lei exeqüível. O princípio que a rege é o da praticidade, nome que designa, a totalidade das condições que garantem uma execução legal, eficiente e econômica.

  A legitimidade da técnica da praticidade no lançamento do IPTU divide a doutrina e a jurisprudência. Na doutrina, a corrente favorável à sua utilização defende, sobretudo, que “a Fazenda Pública não dispõe de recursos, pessoal e aparato necessário a uma exaustiva e esgotante investigação do caso isolado, mas mesmo assim tem o dever de aplicar a lei” (ISENSEE, 1976 apud BALEEIRO; BALEEIRO, 2001, p.249). Contrariamente à prática da simplificação, Derzi (1988) apresenta como objeções ao uso dessa técnica, a ofensa a princípios constitucionais tais como: princípio da igualdade e da capacidade contributiva.

  Na jurisprudência, a técnica de aplicação da lei em massa é analisada à luz dos princípios constitucionais tributários, sobretudo, o da legalidade e o da anterioridade, segundo os quais qualquer modificação na base de cálculo do tributo só pode ser feita mediante lei, publicada no exercício anterior ao da aplicação. Com esse entendimento em 1979, o Supremo Tribunal Federal julgou o Recurso Extraordinário n° 87.763-1, em que foi relator o Ministro Moreira Alves, e decidiu que as plantas e pautas de valores para fins do IPTU são contrárias à Constituição Federal, se não aprovadas por lei, admitindo somente a atualização monetária do valor venal, com base em índice oficial de correção monetária. o posicionamento do STF, é esclarecido por Aliomar Baleeiro quando assevera que:

  (...) a polêmica central enfocada pelos tribunais superiores apresenta-se quando a Fazenda Pública Municipal não procede à avaliação individual, conforme art. 142 do CTN, passando as plantas de valores a atuar como presunções. Em lugar de servirem apenas de parâmetros e orientações para avaliação em cada caso isolado, tornam-se as plantas de valores a única avaliação feita BALEEIRO, 2001, p.250)

  Além de afrontar princípios constitucionais tributários como o da igualdade, da capacidade contributiva e da justiça fiscal, a técnica da praticidade adotada no lançamento de ofício do IPTU, pode ser um dos fatores que contribuem para a não exploração total da capacidade contributiva dos municípios, por diversas razões, tais como: a impossibilidade da Fazenda Pública manter o cadastro imobiliário e a planta de valores permanentemente atualizados; os dados constantes do cadastro são insuficientes, por não refletirem as diferenças individuais relevantes que devem ser consideradas na apuração do valor venal, dentre as quais destaca-se a funcionalidade, o conforto ambiental e projeto arquitetônico. Esses fatores, se não refletirem a realidade do imóvel ou forem ignorados no lançamento, importam prejuízo para a Fazenda Pública que deixa de exercer com efetividade o seu poder- dever de tributar.

  Ademais, a falta de atualização do cadastro imobiliário e da planta de valores, invariavelmente, pode ocasionar erro na determinação do valor do imposto ou na identificação do sujeito passivo. Essas situações quando contrárias ao interesse do contribuinte ensejam a impugnação do lançamento, podendo resultar

  19 no cancelamento do crédito tributário por nulidade do ato administrativo.

  Nesse contexto, Baleeiro (2001, p.252) adverte que “os tributos cobrados em massa, que dependem da apuração complexa de valores, não podem depender de lançamento de ofício”. Misabel Derzi (1988) e Elizabeth Carrazza (2001) também defendem a alteração da modalidade do lançamento do IPTU e concordam que o lançamento do imposto pode ser feito por homologação. Destaca-se que essa modalidade de lançamento tem sido adotada pelo legislador para outros tributos como o imposto de renda, o imposto sobre circulação de mercadorias e serviços e imposto sobre serviços de qualquer natureza. Conforme anteriormente observado, o lançamento por homologação, conhecido na doutrina também como autolançamento, ocorre quando a legislação tributária atribui ao contribuinte o dever de apurar o valor do tributo e antecipar o seu pagamento, para posterior exame e, se for o caso, homologação da autoridade administrativa.

  No lançamento do IPTU, a administração municipal deve observar alguns preceitos e cuidados jurídicos para que o imposto possa atender sua dupla finalidade, como instrumento de aplicação da função social do Estado: garantir a função social da propriedade e assegurar os recursos necessários para que o governo municipal possa prestar os serviços públicos e demais encargos requeridos pela sociedade.

  A instituição e cobrança do referido tributo, embora possa parecer simples, 19 demanda cuidados que devem ser observados pela administração municipal para

  

Segundo Meirelles (1999), ato nulo é o que nasce afetado de vício insanável por ausência ou defeito substancial em seus elementos constitutivos ou no procedimento formativo. evitar vícios que propiciem impugnações judiciais anulatórias do lançamento do imposto ocasionando graves prejuízos na arrecadação tributária.

  Ressalta-se que qualquer alteração na base de cálculo do IPTU, além da simples atualização monetária, deve ser feita através de lei, seguindo-se o princípio constitucional da legalidade, consagrado no artigo 150 da Constituição Federal. Nesse sentido tem sido a orientação do STF, conforme se verifica:

  RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PREQUESTIONAMENTO – AUMENTO DE TRIBUTO – DECRETO. Mostra-se objeto de debate e decisão prévios, tema alusivo ao aumento de tributo via decreto quando conste do acórdão proferido a exigibilidade de lei. TRIBUTO

  • – REAJUSTE X AUMENTO – DECRETO X LEI. Se de um lado é certo assentar-se que simples atualização do tributo, tendo em conta a aspiral inflacionária, independe de lei, isto considerado o valor venal do imóvel (IPTU), de outro não menos correto é que, em se tratando de verdadeiro aumento, o decreto não é veículo próprio a implementá-lo. A teor do disposto no inciso I, do artigo 150 da Constituição Federal, a via própria ao aumento de tributo é a lei em sentido formal e material (STF, 2ª T, AGRRE-176.870/RS, Rel. Min. Marco Aurélio, 12/03/96).

  Nessa linha de entendimento do Supremo Tribunal Federal também segue o Superior Tribunal de Justiça (STJ) que em reiteradas decisões, tem se posicionado no sentido de que é vedado aos Municípios atualizarem o IPTU por decreto além dos parâmetros meramente inflacionários, conforme Súmula 160 daquela Corte Superior.

  No que se refere ao aumento da base de cálculo do imposto, há ainda que se observar o princípio da anterioridade, delineado no art. 150, inciso III, alínea “b” da Constituição Federal, sob pena de ser declarada a inconstitucionalidade do imposto. Nesse sentido tem se posicionado a Suprema Corte do Brasil:

  TRIBUTÁRIO. IPTU. AUMENTO DA RESPECTIVA BASE DE CÁLCULO MEDIANTE APLICAđấO DE ễNDICES GENÉRICOS DE

  VALORIZAđấO, APLICÁVEIS POR LOGRADOUROS, DITADOS POR LEI. – Caso em que o instrumento normativo não poderia ser aplicado no mesmo exercício em que foi publicado, sem ofensa ao princípio da anterioridade. Acórdão que, para contornar o óbice constitucional, entendeu haverem os referidos índices sido estabelecidos por meio de ato regulamentar, com o que não evitou o vício da inconstitucionalidade que, nesse caso, residiria em violação ao princípio da anterioridade. - Somente por via de lei, no sentido formal, publicada no exercício financeiro anterior, é permitido aumentar tributo, como tal, havendo de ser considerada a iniciativa de modificar a base de cálculo do IPTU, por meio de aplicação de tabelas genéricas de valorização de imóveis, relativamente a cada logradouro, que torna o tributo mais oneroso. Recurso extraordinário conhecido e provido (STF, !ª T., RE-182191/RJ, Rel. Min. Ilmar Galvão, 07/11/95). Portanto, o lançamento do IPTU, de ofício pela Administração Municipal requer a observância dos princípios constitucionais tributários. Contudo, a questão não é somente essa, pois as oscilações de ordem econômica e financeira que freqüentemente ocorrem no País refletem diretamente no valor dos imóveis, ou seja, no valor de mercado da propriedade, que, segundo o art. 33 do CTN é a base de cálculo do IPTU. A doutrina não diverge quanto à definição do valor venal do imóvel como sendo o valor de mercado para venda à vista. Para Baleeiro (2001, p.249), “o valor de mercado é aquele que o imóvel alcançará para a compra e venda à vista, segundo as condições usuais do mercado de imóveis”. Segundo Barreto (1998, p.242), “o valor venal do imóvel para efeitos de tributação é o ‘valor provável’ que o imóvel atingiria, diante de transação à vista e de mercado imobiliário estável”.

  Denota-se que para assegurar a efetividade do imposto e o seu real valor para efeitos de lançamento, os Municípios devem anualmente: a) promover a atualização do cadastro imobiliário fiscal, através do recadastramento imobiliário; e

  b) aprovar, através de lei, nova planta de valores com as alterações em razão da oscilação do mercado imobiliário e de outros fatores que, uma vez ocorridos, possam modificar o valor do metro quadrado dos imóveis.

  2.4.4 Administração Pública e Estratégias na Administração do IPTU A Administração Pública nos três níveis de governo — federal, estadual e municipal — foi, historicamente, considerada eminentemente burocrática por possuir um modelo de gestão caracterizado pela falta de planejamento, com uma organização verticalizada e evidentemente autoritarista, com suas estruturas piramidais dotadas de rotinas e processos de trabalho excessivamente regulamentados. Este modelo ainda sobrevive em muitas organizações estatais.

  O novo contexto econômico-social impõe às administrações públicas a adoção de um novo modelo de gestão mais flexível, condizente com as necessidades de um mundo em contínua transformação, presente nas novas tendências que vêm norteando a mudança nas organizações: a integração entre planejamento e execução em todos os níveis organizacionais; a implantação de estruturas mais horizontalizadas; liderança participativa; comunicação organizacional multidirecionada, estruturada e integrada em tempo real; ênfase no pensamento

  O desafio está em transpor a barreira existente entre os modelos de gestão burocrático e estratégico. Para muitos, ainda hoje, a Administração Pública é sinônimo de burocracia. Este preconceito em relação à Administração Pública se justifica em razão de alguns procedimentos que prevalecem na grande maioria das organizações públicas, característicos de uma administração excessivamente burocrática.

  Não se pode negar que muitos desses procedimentos são necessários e outros até inevitáveis, em função da vinculação dos atos dos administradores e demais agentes públicos às normas legais vigentes. São exemplos, a Lei nº 8.666/93, que dispõe sobre licitações e contratos na Administração Pública; e a Lei 4.320/64, que estabelece normas de contabilidade pública. No caso das leis fiscais, as regras disciplinadoras dos procedimentos administrativos são ainda mais rigorosas notadamente quando dispõem sobre a responsabilidade dos agentes administrativos na gestão tributária.

  A Lei de Responsabilidade Fiscal, em que pese seus objetivos, impõe uma série de comportamentos que podem contribuir para o engessamento da máquina administrativa. No entanto, existem regulamentos, normas e procedimentos totalmente desnecessários para o serviço público, e que permanecem em uso sem qualquer justificativa.

  Há um consenso quase generalizado no sentido de admitir que praticamente todos os cidadãos que necessitam dos serviços da Administração Pública já sentiram na pele os efeitos do excesso de burocracia quando buscam um serviço público em qualquer dos três níveis de governo.

  Mas os efeitos do excesso de burocracia não recaem somente sobre a sociedade. São sentidos ainda mais dentro da própria Administração Pública, cuja máquina burocrática, além de mostrar-se emperrada, pesada, dispendiosa, difícil de ser administrada, desgasta a imagem do órgão e do próprio administrador público. Em alguns casos, o quadro chega a ser desesperador.

  A solução para essa realidade está na modernização das administrações públicas para desburocratizar o serviço público. Numa administração preocupada com o respeito ao cidadão, o administrador público deve ter em mente a necessidade de desburocratizar a relação entre a

  Sociedade e o poder público, facilitando o acesso do cidadão às informações do seu

  Desburocratizar é, por tanto, contar com uma estrutura administrativa ágil, leve e flexível, onde as atribuições e as responsabilidades sejam claras e definidas, com rotinas mais simples e eficientes.

  Muitas prefeituras ainda utilizam os sistemas de planejamento e controles

  20

  eminentemente burocráticos, baseados em normas e regulamentos muitos dos quais editados há mais de 35 anos. Um exemplo típico é o Código Tributário Nacional, publicado em outubro de 1966, cujo diploma legal estabelece normas gerais de Direito Tributário que regulamentam o Sistema Tributário Nacional. É curioso, o fato de que o Sistema Tributário em vigor é de 1988, e a lei que lhe regulamenta é de 1966.

  Independente do fato de toda a sociedade estar vivendo os efeitos da era tecnológica, o modelo de gestão e os critérios de lançamento, arrecadação e fiscalização dos tributos adotados pela quase totalidade das prefeituras municipais, são praticamente os mesmos utilizados há mais de 30 anos. No caso do IPTU, o fenômeno é facilmente constatado. A prefeitura faz o recadastramento dos imóveis, elabora uma planta de valores, calcula os tributos, emite os carnes e entrega nos domicílios dos contribuintes. Por outro lado, os problemas também são praticamente os mesmos de três décadas atrás: excessivo número de imóveis cadastrados sem o nome do proprietário – comumente batizado de “proprietário desconhecido”; incorreções nos lançamentos e na identificação dos imóveis; elevados custos de administração do imposto, excessivo número de processos administrativos de reclamação do lançamento, e, o conseqüente retardamento na arrecadação do imposto.

  Paradoxalmente, o contribuinte do IPTU que padece toda a sorte de dificuldades junto à prefeitura é o mesmo que vivencia uma nova era marcada por revolucionárias e importantes transformações que se disseminam em todos os setores da vida humana: a chamada era tecnológica, ou ainda, era da informação e da comunicação, resultante da grandiosa onda de globalização, que vem se espalhando por todo o planeta e cuja influência se intensifica de maneira cada vez mais forte em nosso dia a dia.

  A internet possibilita o acesso rápido e irrestrito a qualquer material, serviço 20 ou informação; permite, ainda, que pessoas conectadas à rede mundial de computadores possam manter contato umas com as outras, em tempo real, independentemente da distância que exista entre elas.

  Através da rede aberta de tevê ou mesmo das tevês por assinatura, assiste

  • –se programas de toda parte do mundo, no exato momento em que são transmitidos. Muitas vezes, essa interatividade faz com que as pessoas que os assistem compartilhem emoções fortes, como se lá estivessem ou como se vivessem aquela realidade.

  O acesso rápido à informação, viabilizado pela comunicação em tempo real, torna o cidadão mais consciente e exigente em relação à qualidade e a velocidade da prestação dos serviços públicos.

  As administrações municipais, conscientes da necessidade de adequar-se a essa nova realidade, têm buscado alternativas para modernizar suas estruturas e melhorar o nível de eficiência e efetividade dos serviços prestados ao cidadão.

  As organizações públicas tanto quanto as empresas precisam ter capacidade para o aprendizado que ocorre quando os administradores questionam suas premissas e refletem sobre a teoria segundo a qual vinham operando coerente com as evidências, as observações e a experiência atuais. Ocasionalmente, precisam ser capazes de criar novas estratégias para aproveitar novas oportunidades, ou para neutralizar novas ameaças não previstas quando da elaboração do plano estratégico inicial.

  Mintzberg (1978), identificou os principais aspectos dessa visão emergente da estratégica: a) as estratégias são incrementais e surgem ao longo do tempo; b) as estratégias pretendidas podem ser superadas pela realidade; c) a formulação e a implementação da estratégia se confundem; d) as idéias estratégicas podem surgir em todos os setores da organização; e d) a estratégia é um processo.

  Na prática, a formulação e a implementação da estratégia coexistem, os que participam do dia-a-dia organizacional implementam os planos anteriormente formulados, precisando estar atentos às oportunidades que permitam aproveitar mudanças em clientes, mercado, tecnologia e concorrentes.

  A sobrevivência das organizações contemporâneas depende da capacidade de adaptar o seu modelo de gestão a um novo contexto econômico-social e tecnológico cada vez mais complexo e instável. As administrações públicas também estão sujeitas a esta mesma dinâmica, na medida em que a oferta dos serviços se percebida, a necessidade da mudança impõe a experimentação de novos instrumentos e modelos, inclusive na área tributária.

  Em relação à modernização da administração das prefeituras, em 1998 Afonso et. al. afirmaram que após a Constituição de 1988 houve um forte incremento da arrecadação própria municipal e muito já se investiu na melhoria da máquina fazendária, com soluções criativas e localizadas. As soluções implementadas pelas prefeituras, no dizer dos autores, referem-se à utilização de recursos modernos da informática como por exemplo, a cobrança de IPTU, taxas e até mesmo o ISS usando guias de recolhimento com código de barra e leitura ótica. Ainda assim, se comparadas as prefeituras brasileiras com as de outros países, entendem os autores que existe um enorme potencial para se elevar a arrecadação municipal e melhorar a qualidade do sistema tributário do país.

  Consciente do potencial de receita própria inexplorada pelos Municípios, o governo brasileiro tem contribuído com as administrações municipais criando soluções mediante a disponizabilização de recursos financeiros para investimento em tecnologia da informação das áreas fazendárias das prefeituras.

  Com o objetivo de promover a modernização da administração tributaria e a melhoria da qualidade do gasto público dentro de uma perspectiva de desenvolvimento local sustentado, visando proporcionar aos Municípios brasileiros possibilidades de atuar na obtenção de mais recursos estáveis e não inflacionários e na melhoria da qualidade e redução do custo praticado na prestação de serviços, o Banco Nacional de Desenvolvimento Social – BNDES, lançou em 1997, o Programa de Modernização da Administração Tributária e Gestão dos Setores Sociais Básicos (PMAT), para atender os Municípios mediante as seguintes ações: a) o fortalecimento das capacidades gerenciais, normativas, operacionais e tecnológicas da administração tributária e da gestão pública, dos serviços sociais básicos e demais ações de natureza fiscal ou racionalizadoras do uso de recursos públicos disponíveis nos governos locais; b) desenvolvimento e aperfeiçoamento dos sistemas de informações, serviços e processos voltados ao cumprimento das atribuições e competências municipais; c) acompanhamento das obrigações tributárias, maximização do uso de recursos ociosos, melhoria da qualidade e da oferta desses serviços a um menor custo, controle e gerenciamento da execução do gasto público; d) cooperação permanente das unidades da federação entre si, com

  Muitas prefeituras no Estado de Santa Catarina e no Brasil estão participando do programa de modernização tributária do BNDES e já implantaram ou estão implantando sistemas mais modernos na administração e controle dos tributos municipais e também na prestação de serviços e informações para cidadãos, fornecedores e servidores.

  No sentido de que as três esferas governamentais estão buscando alternativas para modernização da Administração Pública do país, Fernandes e Afonso, em 2001, afirmaram que vários estudos indicam que tanto o governo federal quanto os governos subnacionais já estão consideravelmente envolvidos com a aplicação das novas tecnologias da informação na Administração Pública.

  Portanto, é possível afirmar que em poucos anos praticamente todas as prefeituras brasileiras já contarão com algum tipo de melhoria na área da informática e da tecnologia da informação capaz de melhorar a qualidade dos serviços prestados à população.

  Contudo, grandes dificuldades ainda persistem nessa área. Segundo Fernandes e Afonso (2001), um desses problemas consiste no desafio da ampliação do acesso da população, inclusive de baixa renda, à internet no país. O outro, está relacionado à questão da baixa interoperatividade entre os diversos órgãos da Administração Pública da União, dos Estados e dos Municípios.

  Com relação ao primeiro problema, de acordo com Fernandes e Afonso (2001), o Ministério da Ciência e Tecnologia lançou, no final de 2000, o Livro Verde que tem como objetivo principal articular e coordenar o desenvolvimento e a utilização de produtos e serviços avançados de computação, comunicação e conteúdos, visando à universalização do acesso e à inclusão de todos os brasileiros na sociedade de Informação. Com relação ao segundo problema, os autores esclarecem que o aumento da interoperabilidade vem sendo perseguido de diversas maneiras. Linhas de financiamento foram criadas para fomentar a modernização administrativa de estados e Municípios, e acrescentam:

  (...) pode-se dizer que acesso universal e aumento da interoperabilidade vão de par com um outro aspecto fundamental do e-Governo, que diz respeito à transparência fiscal. O uso da internet na função pública cria possibilidades extraordinárias de ampliar o controle da gestão fiscal por parte da população, facilitando o exercício do que tem se convencionado chamar de accountability, isto é, a obrigatoriedade de prestação de contas ao cidadão (votante, consumidor e financiador dos bens públicos) (FERNANDES; AFONSO, 2001, p.3) Portanto, atualmente as prefeituras municipais de qualquer parte do país podem contar com o apoio de programas especiais patrocinados pelo governo federal para obter os recursos financeiros necessários investir em tecnologia e modernizar suas estruturas tributárias. Como resultado terão aumentadas suas receitas e estarão aptas para oferecer serviços de melhor qualidade aos seus contribuintes.

  3.1.1 Organização, Evolução Urbana e Distribuição Espacial dos Municípios Catarinenses

  Diversos fatores contribuem para a diversidade da realidade tributária dos Municípios dentre os quais destacam-se os aspectos políticos, administrativos, regionais, econômicos e sociais. Para analisar estes aspectos foram pesquisados dados e informações sobre a autonomia política, a organização administrativa, a evolução urbana, a distribuição espacial e a autonomia financeira dos Municípios catarinenses.

  Sobre a autonomia político-administrativa dos Municípios, HelY Lopes Meirelles ensina:

  Os Municípios catarinenses, assim como os demais Municípios brasileiros, são entidades estatais integrantes da Federação. Essa integração é uma peculiaridade nossa, pois em nenhum outro Estado Soberano se encontra o Município como peça de regime federativo constitucionalmente reconhecida. Dessa posição singular do nosso Município é que resulta sua autonomia político-administrativa, diversamente do que ocorre nas demais Federações, em que os Municípios são circunscrições territoriais meramente administrativas (MEIRELLES, 1999, p.696).

  Segundo Ribas Junior (2005, p.189), “o Município catarinense foi a primeira estrutura de poder, organizada no espaço geográfico – os portugueses organizavam o núcleo e mais tarde, ao elevarem-no à categoria de vila, implantavam solenemente o Pelourinho e a Câmara de Vereadores.” Para o autor, “o Pelourinho simbolizava a autoridade e a jurisdição de Portugal e a Câmara de Vereadores traduzia a organização política e o poder sobre a terra”. Mais tarde, já no Império, foram instituídas as Câmaras Municipais a quem competia exercer o governo econômico das cidades e vilas, contudo subordinadas politicamente aos presidentes das províncias.

  Ribas Junior assinala, ainda, que:

  A evolução da autonomia dos Municípios brasileiros começou em 1934, quando o constituinte, a teor do art. 13 da Carta Federal , admitiu como princípio constitucional a autonomia em tudo quanto respeite ao seu peculiar interesse, e especialmente, a eletividade do Prefeito e dos Vereadores, a decretação dos seus impostos e a organização

  (RIBAS JÚNIOR, 2005, p.189). Ainda discorrendo sobre a evolução da autonomia política dos Municípios, acrescenta o Salomão Ribas Júnior:

  Essa autonomia, contudo, foi reduzida em 1937 com o centralismo do Estado Novo, notadamente no que respeita à competência tributária, recuperando-se, em parte com a Constituição de 1946. A Carta de 1967 preservou o espírito centralizador que caracterizou a Constituição de 1946, embora, tenha assegurado a autonomia municipal, ainda que em termos mais restritos do que em 1946 (RIBAS JÚNIOR, 2005, p. 190).

  Em Santa Catarina, a evolução da autonomia municipal segundo Ribas Júnior (2005, p.190), começou a acentuar-se com o art. 97 da Constituição Estadual de 1891, “ao anunciar que o Estado continua a ter a divisão do seu território em Municípios, que serão autônomos quanto à administração dos interesses que lhe são peculiares.” A partir da Constituição Federal de 1988, os Municípios conquistaram a destacada posição de ente federal, com autonomia e dignidade constitucional.

  A autonomia dos Municípios assegurada pela atual Constituição Federal é explicada por Hely Lopes Meirelles:

  A autonomia do Município brasileiro está assegurada na Constituição da República para todos os assuntos de seu interesse local (art 30) e se expressa sob o tríplice aspecto político (composição eletiva do governo e edição das normas locais), administrativo (organização e execução dos serviços públicos locais) e financeiro (decretação, arrecadação e aplicação dos tributos municipais) (MEIRELLES, 1999, p.696).

  Em Santa Catarina, a Constituição do Estado de 1989 assegurou que o

  

Município é parte integrante do Estado, com autonomia política, administrativa e

financeira, nos termos da Constituição Federal e desta Constituição (art. 110).

  (RIBAS JUNIOR, 2005, p. 190). Portanto, cada Município catarinense é um ente autônomo. Tem a sua Lei Orgânica própria e exerce as competências asseguradas no art. 30 da CF, e nos arts 110 a 113 da CE.

  O Governo Municipal é exercido por dois poderes, o Executivo e o Legislativo. O Prefeito é o Chefe do Poder Executivo. O Poder Legislativo é exercido pelos vereadores (mínimo nove e máximo vinte e um, de acordo com o número de habitantes de cada Município).

  A administração municipal é realizada pela prefeitura, como órgão executivo e pela Câmara de Vereadores, como órgão legislativo. O Prefeito, o Vice-Prefeito e os Vereadores são agentes políticos, eleitos conjuntamente, por sufrágio universal, direto e secreto, para uma legislatura de quatro anos, podendo ser reeleito por igual período. As atividades da administração municipal são executadas segundo os princípios constitucionais e submetidas aos princípios gerais da Administração Pública.

  A finalidade do município é o bem comum que traduz o interesse coletivo, ou seja, todas as ações da administração municipal têm por finalidade atender o interesse da coletividade. Para isso, o Município tem os seus próprios tributos e o seu próprio orçamento, aprovado de acordo com as mesmas regras que se submetem os orçamentos estaduais e federais.

  Atualmente, são 293 Municípios em Santa Catarina, sendo a maioria de pequeno porte, de acordo com a distribuição espacial da população. Sob o ponto de vista da população, o porte demográfico dos Municípios varia entre 1.573 e 477.971 habitantes.

  O processo de urbanização aconteceu de forma lenta até a metade do século passado. Ribas Junior (2005, p.191) adverte que “isso se deu por efeito de uma economia agrícola, de mão-de-obra familiar e do regime da pequena propriedade rural”. Além disso, as dificuldades de transporte e das comunicações em geral também contribuíram para essa lentidão.

  As primeiras cidades em Santa Catarina foram São Francisco do Sul, fundada em 23/03/1658; Laguna, fundada em 29/07/1676; Nossa Senhora do Desterro, atual Florianópolis, fundada em 26/03/1726 e Lages, fundada em 1770. No final do Século XIX, o Estado contava com 19 cidades.

  Nos primeiros 50 anos do século passado, começaram a despontar as cidades-pólos do Estado, assim identificadas por Salomão Ribas Junior:

  1) Lages (planalto) polarizando a região de criação de gado; 2) Blumenau e Itajaí – a primeira como núcleo industrial e a segunda como porto da maior importância; 3) Joinville, igualmente centro industrial, dividindo a liderança com a antiga São Francisco do Sul, também uma cidade portuária; 4) Laguna liderava no Sul, como cidade portuária; Florianópolis como centro político-administrativo; e no oeste, Caçador, como centro madeireiro, e Cruzeiro (Joaçaba e

  Herval d’Oeste), como entroncamento rodo-ferroviário importante. (SALOMÃO RIBAS JUNIOR, 2005, p.191)

  A partir da segunda metade do século passado, o quadro da evolução urbana se modificou de forma lenta até o início dos anos 60 e mais acentuadamente nos anos 70 e 80. Os anos 60 foram marcados pelo surgimento da agroindústria; nessa década, o parque industrial consolidou-se, melhoraram as condições de transporte com reflexos significativos sobre o comércio. No final da década de 60, já existiam 198 Municípios.

  Nas décadas de 70 e 80 ocorreu um novo surto de emancipações políticas, de tal forma que no final dos anos 80 já existiam 219 Municípios no Estado. Hoje são 293 Municípios instalados no Estado. A evolução urbana dos Municípios catarinenses está demonstrada na tabela 1.

  

Tabela 1

  Evolução urbana dos Municípios catarinenses por faixa de ano de fundação

  

Ano da Fundação Acumulado

N° Até 1800

  4

  4

  2

  6 ÿ— 1850

  17

  23 ÿ— 1900

  8

  31 ÿ— 1920

  13

  44 ÿ— 1940 58 102 ÿ— 1960 96 198 ÿ— 1980 95 293 ÿ— 2000

  Fonte: FECAM. Guia dos Municípios catarinenses

  No que se refere à ocupação espacial, os 293 Municípios estão distribuídos em seis Mesorregiões: Grande Florianópolis, Norte Catarinense, Oeste Catarinense, Serrana, Sul Catarinense e Vale do Itajaí.

  A distribuição dos Municípios nas Mesorregiões de Santa Catarina e o correspondente total de habitantes registrados na tabela 2, demonstram que o Oeste Catarinense representa a Mesorregião com maior número de Municípios, porém não é a que possui o maior contingente populacional. A Grande Florianópolis, por outro lado, é a menor Mesorregião em número de Municípios e a terceira menor em número de habitantes. Já o Norte Catarinense é a segunda menor Mesorregião em número de Municípios e a terceira maior em contingente populacional.

  

Tabela 2

  Distribuição dos Municípios segundo as Mesorregiões de Santa Catarina

  Mesorregião População N° Grande Florianópolis 21 897.497 Norte Catarinense

  26 1.123.271 Oeste Catarinense 118 1.154.974 Serrana 30 413.650 Sul Catarinense

  44 882.063 Vale do Itajaí 54 1.309.950 TOTAL 293 5.781.405

  Fonte: FECAM. Guia dos Municípios catarinenses

  A Mesorregião da Grande Florianópolis é constituída por 21 Municípios e concentra um contingente populacional de 897.497 habitantes. Essa região possui comércio bastante desenvolvido, estações termais e lindas praias. A cultura predominante é açoriana, destacando-se na arquitetura e na culinária.

  A Mesorregião Norte Catarinense concentra 26 Municípios com um contingente populacional de 1.123.271 habitantes. As três cidades mais importantes economicamente estão localizadas nesta região, destacando-se Joinville, maior cidade do Estado e terceiro pólo industrial do sul do Brasil; Jaraguá do Sul, com suas malharias e fábricas de motores elétricos e São Bento do Sul, um dos mais importantes centros moveleiros do Brasil.

  A Mesorregião Oeste Catarinense apresenta o maior número de Municípios do Estado. São 118 Municípios com uma população total de 1.154.974 habitantes. O Oeste Catarinense foi colonizado no início do século XX por imigrantes italianos e colonos vindos do Rio Grande do Sul. Possui um grande potencial econômico na atividade agrícola, na extração da madeira e da erva-mate.

  A Mesorregião Serrana é formada por 30 Municípios, com um contingente populacional de 413.650 habitantes. Caracteriza-se como a região mais fria do Brasil. É o único lugar do país onde ocorre a precipitação de neve. A Serra Catarinense é ideal para o turismo rural. Lages é a maior cidade da mesorregião, com uma população de 165.068 habitantes. Nesta cidade está instalada a maior fábrica de cerveja da América Latina, além de indústrias de papel e celulose e usinas hidrelétricas. A atividade econômica da região é forte na agropecuária e na produção de frutas, como a maçã de São Joaquim.

  A Mesorregião Sul do Estado destaca-se como forte pólo industrial, turístico e cultural. Cidades como Criciúma, Tubarão e Araranguá estão entre as mais importantes de Santa Catarina. Esta região é formada por 44 Municípios, que concentram 882.063 habitantes.

  A Mesorregião do Vale do Itajaí também conhecida como Vale Europeu, devido à arquitetura, à culinária e aos costumes que lembram a Europa, é composta por 54 Municípios, que possuem juntos 1.309.950 habitantes. É uma das regiões mais ricas não só de Santa Catarina, mas também do país, devido ao parque industrial com mais de 4.700 indústrias, sendo considerada também o maior pólo têxtil da América Latina. As principais cidades são Blumenau e Brusque.

  As diferentes realidades dos Municípios não são explicadas exclusivamente pelas desigualdades regionais, mas também por desigualdades intrarregionais. Esses diferenciais são evidenciados pela distribuição dos Municípios segundo o número de habitantes. A distribuição dos Municípios catarinenses segundo o número de habitantes está demonstrada na tabela 3.

  

Tabela 3

  Distribuição dos Municípios catarinenses segundo o número de habitantes

  Grupo de habitantes Municípios % (por mil) Total

  23 100 Até 3

  49

  17

  55

  19 1Š

  77

  26 1Š

  58

  20 1Š

  31

  11 1Š

  13

  4 1Š

  7

  2 1Š 200 e mais

  3

  1 Fonte: FECAM. Guia dos Municípios catarinenses

  A distribuição dos Municípios segundo o número de habitantes mostra que 62% dos Municípios catarinenses possuem menos que 10 mil habitantes; 31% possuem população entre 10 mil e 50 mil habitantes; 4%, estão na faixa entre 50 mil e 100 mil habitantes e somente 3% possuem contingente populacional acima de 100 mil habitantes.

  Os Municípios catarinenses estão distribuídos por Mesorregião e por grupos de habitante segundo os dados da tabela 4.

  

Tabela 4

  Distribuição dos municípios por grupo de habitantes e por mesorregião Grupos de habitante

  Municípios Mesorregião (por mil)

  Total G.Fpolis Norte Oeste Serrana Sul V. Itajaí Total 293 21 26 118

  30

  44

  54 Até 3

  49

  2

  34

  7

  3

  3

  3

  55

  4

  29

  9

  4

  9 œè— 5

  5

  77

  6

  7

  29

  4

  14

  17 œ— 10

  10

  58

  4

  9

  14

  6

  13

  12 œèè— 20

  31

  1

  5

  9

  3

  6

  7

  20 œèè— 50

  13

  1

  3

  2

  3

  4 èœèè— 100

  7

  2

  1

  1

  1

  1

  1 èœèè— 200 200 e mais

  3

  1

  1

  1 Fonte: IBGE. Pesquisa de Informações Básicas Municipais 2002

  3.1.2 A Reforma Tributária de 1988 e a Autonomia Financeira dos Municípios A questão da autonomia financeira dos Municípios deve ser analisada à luz das transformações ocorridas no Sistema Tributário Nacional desde a promulgação da Constituição Federal de 1988. A partir daí, os Municípios tiveram reforçada a sua autonomia, passando a assumir um papel de maior importância na prestação de serviços de interesse local e também de serviços sociais de âmbito regional, sobretudo aqueles de maior porte demográfico.

  A reforma tributária implementada pela CF/88 fortaleceu financeiramente os Municípios. Sob o ponto de vista da autonomia financeira, os Municípios obtiveram um incremento nos seus recursos já a partir do ano seguinte à promulgação do novo texto constitucional.

  Dados de pesquisa sobre a arrecadação e a administração tributária dos Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) (AFONSO et al. 1998), mostram que o fortalecimento financeiro dos Municípios em face das novas regras tributárias implementadas pela nova Constituição se deu muito mais pelo aumento da sua participação nas transferências constitucionais, do que pela ampliação da sua capacidade tributária.

  A partir da promulgação da Constituição, os Municípios passaram a receber 25% do imposto sobre a circulação de mercadoria e serviços (ICMS), (antes recebiam 20% do imposto sobre circulação de mercadorias - ICM); o Fundo de Participação dos Municípios (FPM), passou de 17% para 20% a partir de outubro de 1988, sendo acrescido mais 0,5% a cada ano até alcançar em 1993, os atuais 22,5%.

  Quanto aos tributos próprios, os Municípios tiveram a sua competência ampliada com mais dois impostos: o imposto a varejo de combustíveis líquidos e gasosos (IVVC), que acabou sendo extinto pela Emenda Constitucional n° 3, de 1993, e o imposto sobre as transmissões onerosas de imóveis por atos inter-vivos (ITBI), que antes era partilhado com os Estados (muito embora perdessem sua participação na parcela referente às transmissões causa-mortis e doações, correspondente a 50% do produto de suas receitas)

  O resultado dos efeitos da reforma tributária de 1988 sobre as receitas municipais está demonstrado na tabela 5, que registra dados da evolução da arrecadação tributária das três esferas de governo, nos dez anos seguintes à edição da Constituição de 1988.

  Os dados da tabela 5 revelam nitidamente dois períodos cuja distinção merece ser analisada. O primeiro período compreende os cinco primeiros anos pós- reforma (1988 – 1993), no qual o montante de tributos recolhidos pela União evoluiu positivamente em 10%; o desempenho dos Estados foi de apenas 8%; e os Municípios registraram um crescimento real nas suas receitas, da ordem de 44%.

  No segundo período (1993 a 1997), o quadro é o seguinte: tendo por base o ano de 1993, o desempenho da receita total da União foi de 31%; os Estados 54% e os Municípios surpreenderam com um crescimento em termos reais, equivalente a 133%.

  

Tabela 5

Evolução da arrecadação tributária das esferas de governo

nos dez anos pós-reforma tributária de 1988

  R$ Milhões de 1997 Ano-base 1998 = 100 Anos União Estados Municípios União Estados Municípios

1988 116.764 42.955 4.733 100 100 100

1989 123.194 51.135 4.809 106 119 102

1990 141.574 55.955 6.173 121 130 130

1991 117.686 55.118 8.937 101 128 189

1992 117.739 50.269 7.657 101 117 162

1993 128.360 46.194 6.826 110 108 144

1994 142.118 57.297 7.332 122 133 155

1995 151.050 63.464 10.187 129 148 215

1996 159.631 70.046 13.447 137 163 284

1997 168.313 71.079 13.730 144 165 290

  Crescimento 1997/1988 Em R$ milhões

  51.549 28.123 8.997 Em % 44,1 65,5 190,1 Média anual 4,1 5,8 12,6

  Fonte: AFONSO, José Roberto R. e outros (1998) (*) Valores deflacionados pelo IGP-DI

  No período 1988 a 1997, a evolução dos recursos das três esferas apresentou o seguinte resultado: enquanto a receita total da União evoluiu, em termos reais 44%, os Estados tiveram um acréscimo em seus recursos de 65% e o acréscimo dos recursos dos Municípios foi quase três vezes superior, alcançando um crescimento de 190%.

  A média anual de evolução registra, para a União um crescimento de 4,1%; para os Estados este crescimento foi da ordem de 5,8% e para os Municípios, a evolução média anual representou 12,6%.

  Na tabela 6 são apresentados dados relativos à evolução da participação percentual das dos níveis de Governo no total dos recursos arrecadados pela União, pelos Estados e pelos Municípios.

  

Tabela 6

Distribuição da participação percentual das esferas de governo na arrecadação total do país

Participação % Ano Total

  União Estados Municípios

1988 100 71,00 26,12 2,88

1989 100 68,77 28,55 2,68

1990 100 69,50 27,47 3,03

1991 100 64,75 30,33 4,92

1992 100 67,02 28,62 4,36

1993 100 70,77 25,47 3,76

1994 100 68,74 27,71 3,55

1995 100 67,22 28,24 4,53

1996 100 65,66 28,81 5,53

1997 100 66,49 28,08 5,42

  Fonte: AFONSO, José Roberto R. e outros (1998)

  Os dados da tabela 6 mostram que somente depois de operadas as transferências de recursos constitucionais para os Municípios é que sua participação relativa no total dos recursos arrecadados pelas três esferas se elevou significativamente.

  Independente do resultado registrado na evolução dos recursos dos Municípios no período 1988 a 1997 e do aumento da sua participação no total dos recursos arrecadados no período, os Municípios passaram dos 2,7% em 1988 para 5,4% em 1997.

  Contudo, o fortalecimento financeiro em favor dos Municípios provocou uma redução dos recursos da União e dos Estados. Em conseqüência, estas esferas de Governo reagiram no sentido de repassar aos Municípios muitos de seus encargos, notadamente na área social.

  A reação da União e dos Estados em face dos efeitos da reforma tributária promovida pela Constituição de 1988, que fortaleceu financeiramente os Municípios é assim explicada por Bremaeker:

  Os Estados, pura e simplesmente, foram transferindo parte das suas competências para os Municípios, sem a correspondente transferência de recursos, enquanto a União, além de adotar este mesmo procedimento, ainda criou uma série de mecanismos financeiros que viriam a retirar recursos dos Estados e Municípios, tais como: a) a criação de novas contribuições e aumento de alíquotas daquelas existentes, já que elas não seriam compartilhadas; b) a adoção de uma farta renúncia fiscal com os impostos que constituem o FPM; c) a apropriação de importantes recursos através da criação do Fundo Social de Emergência (FSE), depois denominado Fundo de Estabilização Fiscal (FEF); d) a desoneração do ICMS sobre os produtos primários e semi- elaborados, a chamada Lei Kandir; e e) a intensificação do processo de cobrança das dívidas do passado (BREMAEKER, 2000, p.4).

  As medidas relativas a transferências de encargos para os Municípios, a definição de novas fontes alternativas de recursos próprios sem a participação dos Municípios nos seus resultados, e sobretudo, aquelas que importaram na retirada de recursos financeiros dos Municípios, tiveram repercussão imediata no resultado dos recursos arrecadados pelos três níveis de governo, registrando, para os Municípios uma acentuada queda na sua participação no total dos recursos arrecadados.

  Esse fato foi bem demonstrado por Vedana (2005) em palestra proferida no

  II Congresso Catarinense de Secretários Municipais e Contadores, realizado pela Federação Catarinense de Municípios (FECAM), na Cidade de Balneário Camboriú (SC), quando foram apresentados dados atuais da participação na arrecadação tributária dos três níveis de Governo. Esses dados são demonstrados no gráfico 1, cujos resultados evidenciam a evolução da participação relativa dos Municípios no total dos recursos arrecadados pelas três esferas de governo. Em 1988, os Municípios participaram com 2,7% do total dos recursos arrecadados no País; em 1997 essa participação foi elevada para 5,4%; em 2000 o nível de participação dos Municípios foi reduzido para 4,38%; e, em 2004, foi registrado o menor índice desde 1997. Como pode ser observado, a participação dos Municípios no total dos recursos arrecadados reduziu-se ao longo dos anos, a tal ponto que praticamente alcançou os níveis existentes antes da reforma tributária de 1988.

  

Gráfico 1

  Participação percentual dos níveis de governo na receita total das três esferas

  69,43% 69,72% 68,80% 66,50%

  70,00% 60,00% 50,00%

  União 40,00% 28,50% 28,10% 26,20%

  26,00% Estados 30,00%

  Municípios 20,00% 5,40% 4,38% 4,22%

  2,70% 10,00% 0,00%

  1988 1997 2003 2004 Fontes: Afonso e outros e (1998); Vedana (2005).

  Esses dados evidenciam o nível de dependência financeira dos Municípios ante às demais esferas de Governo. Para Bremaeker (2000, p.6), “essa dependência é provocada pelo fato de não ser dado aos Municípios a possibilidade de cobrar tributos de maior valor arrecadatório”. Os tributos típicos de governos locais, caso do IPTU e das taxas, são considerados por muitos autores os mais difíceis de administrar e explorar o seu potencial. Verifica-se que este entendimento também é corroborado por José Roberto Rodrigues Afonso e outros:

  No Brasil, o pouco conhecimento da realidade tributária e, mais ainda, de sua administração é bem mais acentuado no caso dos Municípios. Primeiro, há um certo preconceito em acreditar que todo governo, mesmo de menor escala, deveria se auto-sustentar, o que não ocorre mesmo nos países mais desenvolvidos. Segundo, os tributos típicos de governos locais – incidentes sobre o patrimônio e taxas – não são os mais fáceis para se administrar e explorar o seu potencial (AFONSO et all. 2000).

  Releva considerar também que o resultado financeiro positivo registrado pelos Municípios a partir de 1994, não decorreu somente dos efeitos da reforma tributária implementada pela CF/88. A partir desse período, muitos Municípios adotaram novas estratégias para administrar suas receitas. De acordo com Afonso e outros, (2000, p.2), “muito já se investiu na melhoria da máquina fazendária, com modernização da administração tributária e também pelo uso da informática e da tecnologia da informação. Conforme afirmam José Rodrigues Afonso e outros (1998, p.2) “muitos Municípios já cobram há muito tempo IPTU, taxas e até mesmo ISS usando guias de recolhimento com código de barras e leitura ótica, recursos modernos da informática que até hoje não são utilizados pela União”.

  Ainda sob o ponto de vista da autonomia financeira impende observar o nível de dependência dos Municípios em relação aos recursos de outras esferas.

  3.1.3 Composição da Receita dos Orçamentos dos Municípios Catarinenses Em 2002, os orçamentos dos Municípios catarinenses apresentaram, em média, a seguinte composição: a) Receita total: 4.590.842 mil reais; b)

  Transferências tributárias e outras: 3.955.546 mil reais; c) Receita tributária: 635.296 mil reais. A participação percentual das transferências na composição dos orçamentos dos Municípios catarinenses está demonstrada no Gráfico 2.

  

Gráfico 2

  Participação das receitas de transferências tributárias na composição dos orçamentos dos Municípios em 2002

  

14%

Receita Tributária Transf. Tributárias

  86% Fonte: IBGE – Pesquisa de Informações Básicas Municipais 2002

  Na composição da receita orçamentária dos Municípios catarinenses, a receita tributária participa com 14%, contra 86% das transferências tributárias recebidas da União e do Estado.

  A composição média da receita dos orçamentos municipais por grupo de habitantes demonstrada na tabela 7, permite que se façam algumas inferências sobre a participação das transferências tributárias no total das receitas dos Municípios catarinenses.

  

Tabela 7

  Participação da receita tributária na composição do orçamento municipal por grupo de habitantes em 2002

  Grupo Receita Receita Receita transferida

de corrente tributária e outras

habitantes (em R$ mil) valor % valor

  

Total 4.590.842 635.296 13,84 3.955.546 86,16

Até 3 432.766 11.266 2,60 421.501 97,40

512.039 15.111 2,95 476.713 97,05 3 — 5

  œ

  773.744 65.405 8,45 708.339 91,59 5 — 10

  œ

  378.250 42.220 11,16 336.030 88,84 10 — 20

  œ

  520.973 76.493 14,68 444.480 85,32 20 — 50

  œ

  353.300 52.178 14,77 301.123 85,23 50 —100

  œ

  702.225 122.120 17,39 580.105 82,61 100 —200

  œ

  

200 e mais 917.544 250.504 27,30 667.040 72,90

Fonte: IBGE. Pesquisa de Informações básicas municipais 2002

  Em primeiro lugar, observa-se que os níveis de dependência das receitas de transferências vão aumentando progressivamente na proporção inversa ao porte demográfico dos Municípios.

  De acordo com os dados da tabela 7, para os Municípios com população até dez mil habitantes, as transferências tributárias concorrem com percentuais que variam de 91,59% até 97,40%. Nessa faixa de população encontram-se 62% dos 293 Municípios do Estado.

  Os Municípios com população entre 10 mil e 50 mil habitantes, que representam 31% dos Municípios catarinenses, recebem entre 85% e 89% dos seus recursos, de outras esferas; para os Municípios com população entre 50 mil e 200 mil habitantes, mais de 80% dos seus recursos são de transferências tributárias.

  Os Municípios com população acima de 200 mil habitantes têm o menor índice de participação das transferências tributárias em seus orçamentos. Neste grupo, estão 03 Municípios: Joinville, com 477.971 habitantes; Florianópolis, com 386.913 habitantes; e Blumenau, com 287.350 habitantes.

  Sob o ponto de vista da capacidade arrecadatória, os dados da tabela 7 também evidenciam a participação da receita tributária na composição dos orçamentos dos Municípios catarinenses.

  Os Municípios com população inferior a 5 mil habitantes não conseguem arrecadar mais do que 2,60% de todos os recursos de que dispõem. Neste grupo estão 105 Municípios, que correspondem a 35,84% do total de Municípios do Estado.

  Os Municípios com população entre 5 mil e 10 mil habitantes arrecadam diretamente 8,45% dos recursos de que dispõem. Este grupo é composto de 77 Municípios, que correspondem a 26,28% do total de Municípios do Estado.

  Os Municípios com população entre 10 mil e 20 mil habitantes conseguem arrecadar tão-somente 11,16% dos recursos de que dispõem. Este grupo agrega 56 Municípios que correspondem a 19,11% do total de Municípios do Estado.

  Os Municípios com população entre 20 mil e 50 mil habitantes conseguem arrecadar tão-somente 14,68% dos recursos de que dispõem. Este grupo é constituído por 31 Municípios representando 10,58% do total de Municípios do Estado.

  Os Municípios com população entre 50 mil e 100 mil habitantes conseguem arrecadar tão-somente 14,77% dos recursos de que dispõem. Este grupo é representado por 13 Municípios que representam 10,58% do total de Municípios.

  Os Municípios com população entre 100 mil e 200 mil habitantes conseguem arrecadar tão-somente 17,89% dos recursos de que dispõem. Este grupo é formado por 7 Municípios que representam 2,39% do total de Municípios.

  Os Municípios com população acima de 200 mil habitantes conseguem arrecadar tão-somente 27,30% dos recursos de que dispõem. Este grupo agrega 3 Municípios que correspondem a 1,02% do total de Municípios do Estado.

  Verifica-se que dos 293 Municípios, somente 3 deles arrecadam mais de 20% dos seus recursos orçamentários. Os 290 Municípios restantes conseguem arrecadar menos de 20% dos recursos que necessitam.

  É relevante demonstrar, também, a participação da receita tributária no orçamento municipal por mesorregiões, tendo como parâmetro o exercício de 2002.

  

Tabela 8

  Participação da receita tributária no orçamento municipal por mesorregião em 2002

  

(em R$ 1,00)

Mesorregião Receita Receita Receita

Corrente Tributária Transferida e outras

Total 4.590.842 635.296 3.955.546

  

Grande Florianópolis 507.337 166.051 341.286

Norte Catarinense 758.376 126.596 631.780

Oeste Catarinense 1.011.139 69.810 941.328

Serrana 243.185 23.018 220.167

Sul Catarinense 411.674 44.553 363.120

Vale do Itajaí 1.659.131 201.268 1.457.863

  Fonte: IBGE. Pesquisa de Informações básicas municipais 2002

  Das seis mesorregiões do Estado, somente duas apresentam participação acima da média estadual, a Grande Florianópolis, com 32,73% e a Norte Catarinense, com 16,69%.

  As demais regiões tiveram participação abaixo da média estadual. As duas mesorregiões com melhor desempenho na arrecadação de suas receitas concentram 47 Municípios, que representam 16,04% do total de Municípios do Estado.

  Verifica-se, então, que mais de 83% dos Municípios catarinenses arrecadam menos que 13,86% de suas receitas tributárias. Esses resultados colocam os Municípios catarinenses em situação de vulnerabilidade financeira e comprometem a sua autonomia. A razão é simples. A grande maioria dos Municípios depende dos recursos repassados pela União e Estado para implementar seus planos de Governo. Esses recursos são provenientes de tributos, cuja competência tributária não é administrada pelos Municípios. Portanto, os Municípios ficam na dependência das ações políticas e administrativas dos demais entes para executar seus projetos e atender os interesses de suas comunas.

  A participação das receitas tributárias no total da receita dos Municípios, segundo as mesorregiões, está demonstrada no gráfico 3.

  

Gráfico 3

  Composição da receita orçamentária dos Municípios catarinenses em 2002 segundo as mesorregiões

  120% 90% Receita Tributária 60% Transf. Tributárias 30%

  0% Sul Norte

  Oeste Serrana Fonte: IBGE – Pesquisa de Informações Básicas Municipais 2002 .

  3.1.4 Composição e Desempenho da Receita Tributária Municipal A receita tributária dos Municípios é constituída pelas seguintes espécies tributárias: impostos, taxas pela prestação de serviços públicos, taxas pelo exercício do poder de polícia e contribuição de melhoria. A partir de 2003, os Municípios passaram a cobrar também a contribuição para o custeio do serviço de iluminação pública.

  O produto da arrecadação desses tributos constitui, basicamente, os recursos próprios dos Municípios. Em 2002, a receita tributária dos Municípios catarinenses teve a composição demonstrada na tabela 9.

  

Tabela 9

  Composição da receita tributária municipal em 2002

  Receita Valor % (R$ 1.000) Receita Tributária 635.296 100,00

  IPTU 176.359 27,76

  ISS 199.864 32,45

  ITBI 47.011 7,39 Taxas e outros 212.062 33,38 Fonte: IBGE. Pesquisa de Informações básicas municipais 2002

  Dos R$ 635.296 milhões arrecadados em 2002, o IPTU responde por 27,76%; o ISS participa com 32,45%; o ITBI com 7,39%; e as taxas e a contribuição de melhoria, juntas, contribuem com 33,38%.

  Dentre os impostos, o principal é o imposto sobre serviços de qualquer natureza (ISS), que sozinho responde por 32,45% do montante da receita tributária do conjunto dos Municípios. Porém, esse imposto não é a maior fonte de receita dos Municípios catarinenses, cujo montante arrecadado ainda é inferior à receita das taxas e da contribuição de melhoria. Basicamente das taxas, visto que o item contribuição de melhoria tem pouca expressão em termos de arrecadação tributária para os Municípios.

  O ITBI, por sua vez, aparece com uma participação na arrecadação de 7,39%, se constituindo no tributo de menor expressão arrecadatória. Este imposto tem uma relação direta com o IPTU, visto que os dois impostos se utilizam das mesmas bases para a determinação do montante do tributo. O valor venal, que serve de base para o IPTU também aproveita o ITBI e ambos, dependem da planta de valores, a qual deve estar permanentemente atualizada para evitar perda de receita.

  As taxas, somadas às contribuições de melhoria, representam o melhor desempenho da arrecadação tributária dos Municípios catarinenses, registrando 33,38% da arrecadação em 2002.

  Trata-se de uma situação atípica se comparada com a realidade nacional, onde o ISS tem despontado como o tributo de maior arrecadação, seguido do IPTU que na ordem de importância dos tributos municipais ocupa o segundo lugar, enquanto as taxas se enquadram no terceiro lugar e o ITBI em último.

  A composição da receita tributária dos Municípios de Santa Catarina está demonstrada no gráfico 4.

  

Gráfico 4

  Composição da receita tributária dos municípios catarinenses em 2002

  ISS Taxas e outras 32% 33%

  ITBI 7%

  IPTU 28% Fonte: IBGE – Pesquisa de Informações Básicas Municipais 2002.

  A receita das taxas é constituída, basicamente, por duas espécies: a taxa de coleta de lixo e a taxa de licença para localização de estabelecimentos, cobrada anualmente pela renovação da licença de estabelecimentos comerciais, industriais e prestadores de serviços instalados no Município.

  Em relação à taxa de coleta de lixo, observa-se que em muitos Municípios a receita desta taxa é maior que a do IPTU. Sua cobrança é feita na mesma guia do imposto o que torna o montante do lançamento elevado. Como conseqüência inibe a atualização do IPTU como forma de evitar reclamações.

  A taxa de licença para localização de estabelecimentos é cobrada em razão do exercício do poder de polícia. A sua finalidade é ressarcir o Município pelos custos administrativos decorrentes da atividade de poder de polícia. O seu valor deve, portanto, guardar relação com o valor despendido pela Administração Municipal na prestação do serviço. No entanto, observa-se que o critério utilizado para o cálculo desse tributo, em muitos Municípios, leva em conta a capacidade contributiva dos estabelecimentos. Desta forma algumas categorias de contribuintes que revelam maior capacidade econômica, pagam valores excessivamente elevados a título de taxa de licença para localização e funcionamento.

  Destaca-se, também, a composição da receita tributária municipal por grupo de habitantes, a qual está demonstrada na tabela 10.

  

Tabela 10

  Composição da receita tributária municipal por grupo de habitantes em 2002

  Receita Tributária (em R$ mil) Grupos de Taxas e habitantes Total

  IPTU

  ISS

  ITBI outras (por mil) Total 635.296 176.358 199.864 47.011 212.061 até 3 11.265 2.211 2.321 1.924 4.809 15.111 2.797 3.725 2.345 6.244 3 —5

  œ

  5 — 10 65.405 17.708 14.313 4.850 28.534

  œ

  42.220 16.844 8.503 3.965 12.908 10 — 20

  œ

  76.493 25.685 20.408 5.367 25.032 20 — 50

  œ

  52.178 16.143 15.181 2.886 17.967 50 — 100

  œ

  122.120 29.783 42.705 6.906 42.726 100 — 200

  œ

  200 e mais 250.504 65.187 92.708 18.768 73.841 Fonte: IBGE. Pesquisa de Informações Básicas Municipais 2002

  Os dados da receita tributária municipal por grupo de habitantes demonstram que o ISS é o tributo mais importante para os Municípios com população acima de 100 mil habitantes. As taxas constituem a maior fonte de receita própria para os Municípios com população entre 50 mil e 100 mil habitantes e até 10 mil habitantes. O IPTU é a fonte de receita mais importante para os Municípios com população entre 10 mil e 50 mil habitantes.

  O ITBI, com o percentual de participação total igual a 7,82%, constitui a menor fonte de receita tributária dos Municípios. A receita tributária municipal distribuída por grupo de habitantes tem a seguinte composição: até 3 mil habitantes, as taxas representam 42,69% da arrecadação tributária, o ISS participa com 20,61%, o IPTU com 19,63% e o ITBI com 17,08%.

  No grupo de Municípios com população entre 3 e 5 mil habitantes, as taxas participam com 41,32% na composição da receita tributária, seguidas do ISS, com 24,65%, do IPTU com 18,51% e do ITBI com 15,52%.

  Os Municípios com população entre 5 e 10 mil habitantes arrecadam de taxas e outras receitas, em média, 43,63%; de IPTU 27,07%; de ISS e 21,88%; e de

  ITBI 7,42%. No grupo de Municípios com população entre 10 e 20 mil habitantes, o

  IPTU responde por 39,90% da receita tributária, seguido das taxas e outras receitas com o percentual de 30,57%; o ISS com 20,14%; e o ITBI com 9,39%.

  Nos Municípios com população entre 20 e 50 mil habitantes, o IPTU participa com 33,58%; as taxas com 32,72%; o ISS com 26,68%; e o ITBI com 7,02. Nos Municípios com população entre 50 e 100 mil habitantes, as taxas respondem por 34,43%; o IPTU com 30,94%; o ISS com 29,10; e o ITBI com 5,53%.

  O grupo de Municípios com população entre 100 e 200 mil habitantes arrecada 34,99% de taxas; 34,97% de ISS; 24,39% e IPTU; e 5,65% de ITBI. Finalmente, os Municípios com população superior a 200 mil habitantes apresentam a seguinte composição da receita tributária: 29,48% correspondem a taxas e outras receitas; 37,01% de ISS; 26,02% se refere a IPTU; e 7,49% de ITBI.

  A composição da receita tributária municipal, por Mesorregião, está demonstrada na tabela 11.

  

Tabela 11

  Composição da receita tributária municipal por mesorregião em 2002

  Mesorregião Receita Tributária (em R$ mil) Total

  IPTU

  ISS

  ITBI Taxas e outras Total 635.296 176.358 199.864 47.011 212.061 Grande Florianópolis

  166.051 46.440 57.232 15.282 47.097 Norte Catarinense 126.596 38.621 43.565 7.204 38.889 Oeste Catarinense

  69.810 19.454 19.652 6.622 27.010 Serrana 23.018 5.028 10.390 1.936 5.664 Sul Catarinense 44.553 13.132 13.204 2.053 22.404 Vale do Itajaí

  201.268 53.683 55.823 13.915 70.998 Fonte: IBGE. Pesquisa de Informações Básicas Municipais 2002 Dos R$ 635 milhões arrecadados em 2002, 31,68% está concentrado na Mesorregião Vale do Itajaí; a Grande Florianópolis aparece em segundo plano com 26,14%, seguindo-se a Norte Catarinense com 19,93%, a Oeste Catarinense com 11% e bem abaixo encontram-se as mesorregiões Sul Catarinense com 7% e a Serrana com 3,62%.

  O principal item em importância na arrecadação municipal dos Municípios por Mesorregião é constituído pelas taxas e contribuição de melhoria, que somadas concentram 33,38% da arrecadação tributária de todos os Municípios do Estado.

  O ISS é a maior fonte de receita própria dos Municípios da Grande Florianópolis e Norte Catarinense. O IPTU é o terceiro tributo mais importante em todas as mesorregiões. O ITBI é o terceiro imposto mais importante e ocupa o último lugar entre os tributos dos Municípios em todas as mesorregiões. O principal item em importância na arrecadação municipal é constituído pelas taxas e contribuição de melhoria, que somadas concentram 33,38% da arrecadação tributária de todos os Municípios do Estado.

  Na distribuição da arrecadação tributária entre as mesorregiões, verifica-se que a Mesorregião Sul arrecadou tributos no montante de R$ 44,5 milhões. Desses, 44,11% correspondem a taxas e contribuição de melhoria; 26% de ISS; 25,85% de IPTU e 4% de ITBI.

  Os Municípios do Oeste Catarinense arrecadam 37,13% de taxas; 27,02% de ISS; 26,75% de IPTU e 9,10% de ITBI. Dos R$ 201 milhões arrecadados no ano de 2002 pela Mesorregião Vale do

  Itajaí, 36,52% referem-se a taxas e contribuição de melhoria; 28,71% de ISS; 27,61 de IPTU e 7,16% correspondente ao ITBI.

  A Mesorregião Norte Catarinense é a terceira mais importante em arrecadação tributária, tendo arrecadado em 2002 R$ 126,6 milhões, dos quais 33,96% de ISS; 30,32% de taxas; 30,11% de IPTU e 5,62% de ITBI.

  A Mesorregião Grande Florianópolis é a segunda arrecadação tributária do Estado. Em 2002, arrecadou R$ 166 milhões, dos quais 34,47% de ISS; 28,36% de taxas e contribuição de melhoria; 27,97% de IPTU e 9,20% de ITBI.

  Os Municípios da Mesorregião Serrana, em 2002, registraram a menor arrecadação tributária dos Municípios do Estado. Dos R$ 23 milhões arrecadados,

  45,14% referem-se a ISS; 24,61% de taxas e contribuição de melhoria; 21,85% de IPTU e 8,41% de ITBI.

  

3.2 A IMPORTÂNCIA DO IPTU NA COMPOSIđấO DA RECEITA TRIBUTÁRIA

MUNICIPAL

  3.2.1 Participação do IPTU na Composição da Receita Tributária Municipal O IPTU ocupa, em média, o segundo lugar como tributo de maior importância no âmbito dos Municípios brasileiros (BREMAEKER, 2002). Contudo no

  Estado de Santa Catarina, este imposto ocupa, em média, a terceira posição em relação aos demais tributos da competência municipal.

  Neste tópico são apresentados dados comparativos da participação relativa do IPTU e demais tributos na composição da receita tributária municipal, com destaque para a posição do imposto em relação aos demais tributos.

  O detalhamento da receita tributária, considerando a participação relativa do IPTU e demais tributos está demonstrado na tabela 12.

  

Tabela 12

  Participação relativa do IPTU e demais tributos na composição da receita tributária municipal, por grupos de habitantes

  Grupos de Receita Tributária % habitantes (em R$ mil)

  

IPTU

  ISS

  ITBI Taxas e (por mil) outras

Total 635.296 28,56 30,62 7,82 33,00

  

Até 3 11.265 19,63 20,61 17,08 42,69

15.111 18,51 24,65 15,52 41,32 3 — 5

  œ

  65.405 27,07 21,88 7,42 43,63 5 — 10

  œ

  42.220 39,90 20,14 9,39 30,57 10 — 20

  œ

  76.493 33,58 26,68 7,02 32,72 20 — 50

  œ

  52.178 30,94 29,10 5,53 34,43 50 — 100

  œ

  122.120 24,39 34,97 5,65 34,99 100 — 200

  œ

  

200 e mais 250.504 26,02 37,01 7,49 29,48

Fonte: IBGE. Pesquisa de Informações Básicas Municipais 2002

  De acordo com os dados da tabela 12, o IPTU participa, em média, com 28,56% da receita tributária municipal. Os dados revelam que nos Municípios com população até 10 mil habitantes e nos Municípios com população acima de 100 mil habitantes, a arrecadação do imposto fica abaixo da média estadual. Nos Municípios com população acima de 10 e até 100 mil habitantes, a receita do imposto é bem mais representativa ficando acima da média do Estado

  ITBI ÿ— 200 Taxas

  ITBI ÿ— 50

  IPTU Taxas

  ISS

  ITBI ÿ— 100 Taxas

  IPTU

  ISS

  ISS

  IPTU Taxas

  IPTU

  ITBI 200 e mais

  ISS Taxas

  IPTU

  ITBI Fonte: IBGE. Pesquisa de Informações Básicas Municipais 2002

  Os dados do quadro I evidenciam que o IPTU é o tributo mais importante apenas para os Municípios catarinenses com população acima de 10 mil e até 50 mil habitantes, nos quais ocupa o primeiro lugar.

  ISS

  10 ÿ— 20

  Os dados da tabela 12 são transformados em ordem de importância de cada tributo para permitir uma melhor análise da situação apresentada. Esses dados estão destacados no quadro I, de acordo com os grupos de habitantes.

  ITBI Até 3 Taxas

  Quadro I

  Ordem de importância do IPTU em relação aos demais tributos na composição da receita tributária municipal, por grupo de habitante, em 2002

  Grupos de habitante (por mil) 1° lugar 2° lugar 3° lugar 4° lugar

  Total Taxas

  ISS

  IPTU

  ISS

  ITBI

  IPTU

  ITBI ÿ— 5 Taxas

  ISS

  IPTU

  ITBI ÿ— 10 Taxas

  IPTU

  ISS

  Nos Municípios com população até 5 mil habitantes e acima de 100 mil habitantes, o IPTU ocupa o terceiro lugar em relação aos demais tributos; e nos Municípios com população entre 5 mil e 10 mil e com população acima de 50 mil e até 100 mil habitantes, o IPTU ocupa o segundo lugar dentre os tributos mais importantes dos Municípios .

  3.2.2 O Potencial Tributário do IPTU A capacidade dos Municípios gerarem recursos para o custeio de seus encargos está limitada à sua competência tributária definida pela Constituição

  Federal. Contudo, dentro desse limite, as Prefeituras podem obter um maior ou menor desempenho se suas receitas municipais, dependendo do potencial tributário do Município e da forma como administram as suas receitas.

  Há um consenso generalizado entre os pesquisadores das finanças municipais, no sentido de que os Municípios possuem uma capacidade tributária inexplorada, que pode se constituir em incremento das suas receitas próprias.

  O potencial tributário inexplorado dos Municípios é mencionado no estudo de José Rodrigues Afonso e outros:

  Reconhecendo o potencial de geração de receita própria inexplorada pelos Municípios, o BNDES lançou, em setembro do ano passado, o Programa para Modernização das Administrações Tributárias Municipais (PMAT) e, ao mesmo tempo, firmou um convênio de cooperação e difusão técnica com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e a Associação Brasileira de Secretarias de Fazendas dos Municípios das Capitais (ABRASF), que levou à criação de um site na internet, (...) para divulgar, com acesso universal, informações, estudos e experiências das finanças públicas do país, dando-lhes maior transparência e procurando estimular a melhoria da gestão fiscal (AFONSO et al. 1988, p.2).

  As investigações para conhecer o potencial tributário dos Municípios foram feitas em relação ao IPTU, em face de ser este tributo o objeto deste estudo. Neste sentido, optou-se por analisar dados reveladores da capacidade contributiva da população em relação ao IPTU e também o quanto este imposto representa em termos de valor despedido por habitante da zona urbana dos Municípios.

  Em relação à administração tributária e a capacidade contributiva da população, são apresentados os dados relacionados com o desempenho da receita do IPTU e do IPVA dos Municípios catarinenses. Esses dados são apresentados na tabela 13.

  Pelos dados registrados na tabela 13, constata-se que no Município de Urubici, para cada R$ 1,00 de IPTU o Município arrecada R$ 1,27 de IPVA. No Município de Sombrio, para cada R$ 1 real de IPTU, são arrecadados R$ 6,00 de IPVA. Em Tijucas, para cada R$ 1,00 de IPTU, arrecada-se R$ 4,7 de IPVA. Em Rio Negrinho, para cada R$ 1,00 de IPTU, o Município arrecada R$ 1,38 de IPVA.

  Tabela 13

  Comparativo da arrecadação do IPTU e do IPVA de alguns Municípios catarinenses

  Município População Urbana

  IPVA

  IPTU

  (Em R$1,00) (mil hab.) Urubici 10.252 130.647,92 103.023,00 1,27

  Sombrio 22.962 665.384,20 110.636,63 6,01 Tijucas 23.499 780.587,68 165.842,94 4,71 Rio Negrinho 37.707 909.803,74 658.724,94 1,38 Mafra 49.940 1.252.707,96 1.144.385,37 1,10 Araranguá 54.706 1.837.526,82 803.457,17 2,29 Palhoça 97.914 1.765.783,14 1.244.951,82 1,42 Lages 157.682 4.463.279,78 2.479.071,81 1,80 São José 175.559 5.094.012,92 5.378.545,59 0,94 Florianópolis 342.315 24.134.969,52 21.463.430,62 1,12

  Fonte: IBGE. Censo Demográfico 2000. Pesquisa de Informações Básicas Municipais 2001 Em Mafra, para cada R$ 1,00 de IPTU são arrecadados R$ 1,10 de IPVA.

  Em Araranguá, para cada R$ 1,00 de IPTU, registra-se R$ 2,29 de IPVA. Em palhoça, para cada R$ 1,00 de IPTU o Município arrecada R$ 1,42 de IPVA. Em Lages, para cada R$ 1,00 de IPTU arrecada-se R$ 1,80 de IPVA. Em Florianópolis, para cada R$ 1,00 de IPTU arrecada-se 1,12 de IPVA. Em São José, para cada R$ 1,00 de IPTU arrecada-se R$ 0,99 de IPVA.

  Em relação ao potencial tributário, é importante analisar a participação da população no recolhimento do IPTU, demonstrando o quanto, em espécie, representa o imposto cobrado em relação a cada contribuinte. Para esse fim foi calculada a receita per capita do IPTU, por grupos de habitante, cujos dados estão demonstrados na tabela 14.

  Conforme os dados da tabela 14, os Municípios catarinenses cobram, em média, R$ 43,15 de IPTU por ano e por habitante, que equivale a R$ 3,59 por mês.

  

Tabela 14

  Demonstrativo da receita per capita do IPTU por grupo de habitantes

  Grupo de População Arrecadação do IPTU

habitantes Urbana Total Per Capita

(por mil) (em R$ mil)

  Total 3.770.815 162.701 43,15 Até 3 157.984 5.567 35,24 108.619 2.106 19,39 3 —5

  œ

  270.311 12.449 46,05 5 —10

  œ

  372.272 11.702 31,43 10 — 20

  œ

  718.885 27.687 38,51 20 — 50

  œ

  399.241 14.452 36,20 50 — 100

  œ

  583.173 16.110 27,62 100 — 200

  œ

  200 e mais 1.160.330 72.628 62,59 Fonte: IBGE. IBGE. Pesquisa de Informações Básicas Municipais 2001

  Os Municípios com população urbana de até três mil habitantes cobram, anualmente, o equivalente a R$ 35,24 de IPTU por habitante, que representa a R$ 2,95 ao mês.

  Os Municípios com população entre 3 e 5 mil habitantes da zona urbana cobram, anualmente, R$ 19,39 de IPTU por habitante, que equivale a R$ 1,62 ao mês.

  Os Municípios com população urbana entre 5 e 10 mil habitantes cobram, anualmente, R$ 46,05 de IPTU por habitante da zona urbana, que corresponde a R$ 3,80 mensal.

  Os Municípios com população entre 10 e 20 mil habitantes arrecadam R$ 31,41 de IPTU por habitante da zona urbana, que corresponde a R$ 2,62 mensais. Os Municípios com população urbana entre 20 e 50 mil habitantes arrecadam, anualmente, R$ 38,51 de IPTU por habitante da zona urbana, que corresponde a R$ 3,20 ao mês.

  Os Municípios com população urbana entre 50 e 100 mil habitantes arrecadam, anualmente, R$ 36,20 de IPTU por habitante da zona urbana, que corresponde a cerca de R$ 3,00 ao mês.

  Os Municípios com população urbana entre 100 e 200 mil habitantes arrecadam, anualmente, R$ 27,62 de IPTU por habitante da zona urbana, que corresponde a cerca de R$ 2,31 ao mês.

  Os Municípios com população urbana acima de 200 mil habitantes arrecadam, anualmente, R$ 62,59 de IPTU por habitante da zona urbana, equivalente a R$ 5,21 ao mês.

  Segundo dados da Pesquisa de Informações Básicas Municipais 2002 do

  IBGE, os aspectos relacionados aos instrumentos que vão possibilitar um melhor desempenho da arrecadação do imposto predial e territorial urbano são: a) atualização e

  informatização do cadastro imobiliário fiscal; b) a atualização da planta de valores; c) a atualização e digitalização do mapa da área urbana e G D LQIRUPDWL]Doão do cadastro imobiliário e do controle da arrecadação do imposto.

  3.3.1 Atualização do Cadastro Imobiliário Neste item são apresentados dados sobre a atualização do cadastro imobiliário e da planta de valores, bem como sobre os sistemas de gerenciamento e controle do lançamento e da arrecadação do IPTU. Também são apresentados dados sobre a utilização do IPTU como instrumento de aplicação das políticas urbana e social local, pelos Municípios catarinenses.

  O cadastro imobiliário é o instrumento de que se vale a administração municipal para obter os elementos necessários ao lançamento dos tributos que gravam a propriedade. Entre os tributos que dependem do cadastro imobiliário estão o IPTU, o ITBI, as Taxas pela prestação de serviços públicos e a contribuição de melhoria.

  Os 293 Municípios do Estado foram pesquisados para identificar o ano da última atualização do cadastro imobiliário, para possibilitar a análise do desempenho do IPTU. O resultado da pesquisa está demonstrado na tabela 15.

  O cadastro imobiliário tem por finalidade manter o registro de todos os imóveis localizados no Município e também, dos dados necessários para a correta identificação dos proprietários, titulares do domínio útil e posseiros a qualquer título. Os dados que devem ser considerados no cadastro são todos aqueles definidos na legislação tributária do Município. Esses dados são fundamentais para a tributação, porquanto constituem os elementos caracterizadores da hipótese de incidência dos tributos. Sem esses dados, ou se existentes não estiverem atualizados, não há como efetuar o lançamento do tributo. Em vista disso, as Prefeituras devem manter os seus cadastros completos e atualizados, de forma a assegurar a eficácia do lançamento dos tributos.

  

Tabela 15

  Distribuição dos Municípios por ano de atualização do cadastro imobiliário, segundo os grupos de habitantes

  Ano da última atualização Grupo de Total de em em em sem habitantes Municípios 1984 a

  1999 2000 2001 2002 inform ação Total 293 155

  15

  49

  69

  5

  49

  20

  4

  14

  10

  1 Até 3

  55

  23

  4

  11

  14

  3 3 — 5

  œ

  77

  46

  4

  9

  17

  1 5 — 10

  œ

  58

  30

  3

  11

  14 10 —20

  œ

  31

  21

  3

  7 20 — 50

  œ

  13

  9

  1

  3 50 — 100

  œ

  7

  4

  3 100 — 200

  œ

  200 e mais

  3

  2

  1 Fonte: IBGE. Pesquisa de Informações Básicas Municipais 2002

  O cadastro imobiliário tem por finalidade manter o registro de todos os imóveis localizados no Município e também, dos dados necessários para a correta identificação dos proprietários, titulares do domínio útil e posseiros a qualquer título de imóveis no Município.

  Os dados que devem ser considerados no cadastro são todos aqueles definidos na legislação tributária do Município. Esses dados são fundamentais para a tributação, porquanto constituem os elementos caracterizadores da hipótese de atualizados, não há como efetuar o lançamento do tributo. Em vista disso, as Prefeituras devem manter os seus cadastros completos e atualizados, de forma a assegurar a eficácia do lançamento dos tributos.

  Em relação ao cadastro imobiliário percebe-se que dos 293 Municípios catarinenses, 155 fizeram a última atualização no período de 1984 a 1999; 15 Municípios atualizaram os seus cadastros no ano de 2000; 49 no ano de 2001; 69 Municípios atualizam no ano de 2002 e apenas 5 não informaram.

  Os dados revelam que a grande maioria dos Municípios (52,90%) não atualiza seu cadastro imobiliário desde o ano de 1999. Considerando o porte demográfico dos Municípios, denota-se que dentre os que não atualizam o cadastro imobiliário desde 1999, o maior percentual é representado pelos Municípios com população acima de 20 mil habitantes. Os Municípios com população inferior a 20 mil habitantes apresentam maior freqüência no índice de atualização a partir do ano de 2000. Esta situação é melhor demonstrada no gráfico 5.

  

Gráfico 5

  Distribuição dos Municípios catarinenses por tempo de atualização dos cadastros imobiliários, segundo os grupos de habitantes em 2002

  100% 80% 60% 40% 20% 0% até 5 mil de 5 a 10 de 10 a de 20 a de 50 a mais de mil 20 mil 50 mil 100 mil 100 mil até 1999 após 1999 Fonte: IBGE – Pesquisa de Informações Básicas Municipais 2002

  Denota-se que os Municípios com população acima de 20 mil habitantes representam o maior percentual daqueles que atualizaram os seus cadastros antes de 1999.

  A tabela 16 contém dados sobre a atualização do cadastro imobiliário fiscal por mesorregião.

  Em relação à distribuição dos Municípios segundo as mesorregiões, registra- se que apesar do oeste catarinense apresentar, em número, maior quantidade de Municípios que fizeram a última atualização no ano de 2002, não é a região que apresenta o maior percentual de atualização recente de seu cadastro. Em termos percentuais, a região serrana ocupa o primeiro lugar, sendo que 33% de seus Municípios atualizaram o cadastro em 2002, seguida da mesorregião Vale do Itajaí com 27% e da Grande Florianópolis com 23,81%. A mesorregião Oeste Catarinense aparece somente em quarto lugar, com 22% dos Municípios enquanto o Norte Catarinense aparece em último lugar com 15,38%.

  

Tabela 16

  Distribuição dos Municípios por ano de atualização do cadastro imobiliário, segundo as mesorregiões

  Messorregião Total de Ano da última atualização Municípios 1984 a em em em sem 1999 2000 2000 2000 informação

  Total 293 155

  15

  50

  67

  6 Grande Florianópolis

  21

  12

  2

  1

  5

  1 Norte Catarinense

  26

  14

  2

  6

  4 Oeste Catarinense 118

  58

  8

  23

  27

  2 Serrana

  30

  11

  1

  8

  10 Sul Catarinense

  44

  32

  4

  6

  2 Vale do Itajaí

  54

  28

  2

  8

  15

  1 Fonte: IBGE. Pesquisa de Informações Básicas Municipais 2002

  Em relação à distribuição dos Municípios segundo as mesorregiões, registra- se que apesar do oeste catarinense apresentar, em número, maior quantidade de Municípios que fizeram a última atualização no ano de 2002, não é a região que apresenta o maior percentual de atualização recente de seu cadastro. Em termos percentuais, a região serrana ocupa o primeiro lugar, sendo que 33% de seus Municípios atualizaram o cadastro em 2002, seguida da mesorregião Vale do Itajaí com 27% e da Grande Florianópolis com 23,81%. A mesorregião Oeste Catarinense aparece somente em quarto lugar, com 22% dos Municípios enquanto o Norte Catarinense aparece em último lugar com 15,38%.

  3.3.2 Atualização da Planta de Valores A planta de valores permite fixar previamente os valores básicos unitários dos terrenos e das edificações, expressos por metro quadrado de área, o que, por sua vez, possibilita efetuar o lançamento em massa para todos os contribuintes que se encontram localizados no logradouro ou região, segundo o critério adotado na sua elaboração.

  Além da sua finalidade fiscal, a planta de valores quando atualizada, é um importante instrumento para o planejamento municipal, na medida em que reflete os índices de valorização imobiliária e propicia, portanto, a ação regularizadora do governo municipal quanto ao uso e ocupação do solo.

  Manter a planta de valores atualizada é fundamental para a administração tributária principalmente para o IPTU e o ITBI, pois dessa atualização depende a justiça fiscal em relação a esses impostos. Ademais, a planta de valores se constitui um importante instrumento para aumentar o desempenho do IPTU e do ITBI.

  A atualização da planta de valores dos Municípios, considerando os grupos de habitantes, é demonstrada na tabela 17.

  

Tabela 17

  Distribuição dos municípios catarinenses por ano de atualização da planta de valores segundo os grupos de habitantes

  Ano da última atualização Grupo de Total de em em em sem habitante Municípios 1984 a

  1999 2000 2001 2002 informação Total 293 122

  16 48 110

  7

  49

  11

  4

  14

  19

  1 Até 3

  55

  13

  5

  10

  24

  3 3 — 5

  œ

  77

  30

  2

  8

  34

  3 5 — 10

  œ

  58

  25

  5

  10

  18 10 — 20

  œ

  31

  18

  2

  11 20 — 50

  œ

  13

  10

  1

  2 50 — 100

  œ

  7

  4

  2

  1 100 — 200

  œ

  200 e mais

  3

  1

  1

  1 Fonte: IBGE. Pesquisa de Informações Básicas Municipais 2002

  Dos 293 Municípios catarinenses, 122 fizeram a última atualização da planta valores no período de 2000 a 2002, sendo que destes, 5,6% atualizaram no ano 2000; 16,38%, no ano de 2001 e 37,54% em 2002. Esses dados demonstram também que 41,64% dos Municípios catarinenses fizeram a última atualização da planta de valores entre 1984 e 1999, enquanto que 58,36% atualizaram a planta de valores no período entre o ano 2000 e 2002.

  Esses dados são melhor visualizados no gráfico 6.

  

Gráfico 6

  Distribuição dos Municípios catarinenses por tempo de atualização da planta de valores, segundo os grupos de habitantes em 2002

  100% 80% 60% 40% 20% 0% até 10 mil de 10 a de 20 a de 50 a de 100 a acima de hab. 20 mil 50 mil 100 mil 200 mil 200 mil hab. hab. hab. hab hab.

  até 1999 após 1999

  Fonte: IBGE – Pesquisa de Informações Básicas Municipais 2002

  Comparando a atualização da planta de valores nos períodos de 1984 a 1999 e 2000 a 2002 por grupo de habitantes, tem-se que nos Municípios com população de até 20 mil habitantes, o percentual de atualização recente da planta de valores é maior, ou seja, nos Municípios com até 10 habitantes, 43% atualizaram até 1999 e 57% fizeram atualização recente no período de 2000 a 2002. Nos Municípios com população entre 10 e 20 mil habitantes, 43% atualizaram a planta de valores no período de 1984 a 1999 e 57% fizeram atualização mais recente, no período de 2000 a 2002.

  Nos Municípios com população entre 20 e 50 mil, 58% atualizaram suas plantas de valores entre o período de 1984 a 1999 e 42% fizeram atualização recente no período de 2000 a 2002. Nos Municípios com população entre 50 mil e 100 mil, 76,92% atualizaram a planta de valores no período de 1984 a 1999 e

  23,08% fizeram atualização recente no período de 2000 a 2002. Nos Municípios com população de 100 mil a 200 mil habitantes, 57,14% atualizaram a planta de valores no período de 1984 a 1999 e 42,86% fizeram atualização recente no período de 2000 a 2002. Nos Municípios com população acima de 200 mil habitantes ocorre o inverso, ou seja, 33,33% (a minoria) atualizou a planta de valores no período de 1984 a 1999 e 66,67 (a maioria) efetuaram a atualização recente no período de 2000 a 2002.

  A atualização da planta de valores, tendo como parâmetro a distribuição dos Municípios por Mesorregião, é demonstrada na tabela 18.

  

Tabela 18

  Distribuição dos municípios por ano de atualização da planta de valores, segundo as mesorregiões

  Ano da última atualização Mesorregião Total de em em em sem Municípios 1984 a

  1999 2000 2001 2002 informação Total 293 112

  16 48 110

  7 Grande Fpolis

  21

  10

  5

  6 Norte Catarinense

  26

  12

  2

  10

  2 Oeste Catarinense 118

  31

  9

  23

  53

  2 Serrana

  30

  11

  2

  5

  12 Sul Catarinense

  44

  26

  4

  4

  10 Vale do Itajaí

  54

  22

  1

  9

  19

  3 Fonte: IBGE. Pesquisa de Informações Básicas Municipais 2002

  A distribuição dos Municípios por mesorregião mostra que o maior índice de atualização recente das plantas de valores é encontrado na mesorregião Oeste Catarinense, com 72,03% das atualizações feitas entre 2000 e 2002.

  A segunda posição é ocupada pela mesorregião Serrana com 63,33% das atualizações feitas no mesmo período, seguida da Vale do Itajaí com 73,70% e da Grande Florianópolis com 52,38%. As últimas posições são ocupadas pelas mesorregiões Norte Catarinense e Sul Catarinense com, respectivamente, 46,15% e 40,91% de atualização da planta de valores no período entre 2000 e 2002.

  3.3.3 Informatização do IPTU No que se refere ao gerenciamento e controle do lançamento e da arrecadação do IPTU, observa-se que o avanço da tecnologia da informação, nos

  últimos anos, fez com que as organizações públicas, a exemplo das privadas, reestruturassem os seus sistemas de gerenciamento e controle de informações para adequar-se à nova realidade que exige a prestação de serviços públicos eficientes e eficazes.

  Nesse particular deve ser destacado o fato de que a quase totalidade dos Municípios catarinenses possui sistemas informatizados para o IPTU e o ISS, além do gerenciamento do mapa urbano em meio digital.

  Utilizando os dados da tabela 19 é possível fazer a correlação entre os Municípios distribuídos por grupo de habitantes e a respectiva utilização de sistemas informatizados de IPTU, ISS e mapeamento digital.

  Do total de 293 Municípios, 273 ou 93% adotam sistemas informatizados de

  IPTU; 263 Municípios ou 89,76% possuem sistemas informatizados de ISS e 34 Municípios ou 11,60%, utilizam mapeamento digital.

  

Tabela 19

  Municípios com informatização do IPTU e outros sistemas, por grupo de habitantes Grupo de Informatização habitantes Municípios

  Mapeamento

  IPTU

  ISS (por mil) digital

  Total 293

  273 263

  34

  até 3

  49

  42

  43

  4

  3 |— 5

  55

  47

  43

  5 |— 10

  77

  73

  71

  3

  10 |— 20

  58

  57

  53

  6

  20 |— 50

  31

  31

  30

  7

  50 |— 100

  13

  13

  13

  6

  100 |— 200

  7

  7

  7

  5

  200 e mais

  3

  3

  3

  3 Fonte: IBGE. Pesquisa de Informações Básicas Municipais 2002 Distribuindo os dados por grupos de habitantes, pode-se observar que dos

  49 Municípios com até 3 mil habitantes, 85,71% instituíram sistemas informatizados de IPTU; 87,76% possuem sistemas informatizados de ISS e 8,16% possuem mapeamento digital. Dos 55 Municípios com população de 3 mil a 5 mil habitantes, 85,45% dos Municípios possuem sistemas informatizados de IPTU; 87,76% adotam sistemas informatizados de ISS e nenhum possui mapeamento digital. Dos 77 Municípios com população entre 5 mil e 10 mil habitantes, 94,81% trabalham com o

  IPTU informatizado; 92,21% instituíram sistema informatizado para o ISS e 3,90% utilizam mapeamento digital.

  Dos 58 Municípios com população entre 10 mil e 20 mil habitantes, 98,28% possuem sistema informatizado de IPTU; 91,38% adotam sistema informatizado para o ISS e 1,03% possuem mapeamento digital.

  Dos 31 Municípios com população entre 20 mil e 50 mil habitantes, 100% possuem o IPTU informatizado; 96,77% apresentam ISS informatizado e 22,58% adotam o mapeamento digital. Já em relação aos Municípios com população entre 50 e 100 mil habitantes, 100 mil e 200 mil habitantes e mais de 200 mil, 100% possuem sistemas informatizados de IPTU e ISS, ficando a diferença apenas em relação ao mapeamento digital cujos percentuais são os seguintes: de 50 mil a 100 mil habitantes, 46,15% possuem a tecnologia de mapeamento digital; de 100 mil a 200 mil habitantes, 71,43% dos Municípios possuem a mesma tecnologia; e dos Municípios com mais de 200 mil habitantes, 100% adotam o mapeamento digital.

  A tabela abaixo apresenta dados sobre os Municípios que utilizam o mapeamento digital, considerando a distribuição por Mesorregiões.

  

Tabela 20

  Municípios com informatização do IPTU e outros sistemas, por mesorregiões Informatização

  Mesorregião Municípios

  IPTU

  ISS Mapeamento digital

  Total 293

  273 263

  34 Grande Florianópolis

  21

  18

  19

  4 Norte Catarinense

  26

  26

  25

  5 Oeste Catarinense 118 109 103

  7 Serrana

  30

  29

  25

  1 Sul Catarinense

  44

  43

  41

  4 Vale do Itajaí

  54

  48

  50

  13 Em relação às Mesorregiões, a Grande Florianópolis apresenta 85,71% dos seus Municípios com IPTU informatizado; 90,48% com informatização do ISS e 19,05% com mapeamento digital. A Norte Catarinense apresenta 100% dos seus Municípios com IPTU informatizado; 96,15% com informatização do ISS e 19,23% com mapeamento digital. A Mesorregião Oeste Catarinense possui 92,37% dos seus Municípios com informatização do IPTU; 87,29% com ISS informatizado e 5,93% com tecnologia de mapeamento digital. A Serrana apresenta 96,67% dos seus Municípios com IPTU informatizado; 83,33% dos Municípios com ISS informatizado e apenas 3,33% dos Municípios possuem mapeamento digital. A Mesorregião Sul Catarinense utiliza IPTU informatizado em 97,73% dos Municípios que a compõem;

  ISS informatizado em 93,18%, e mapeamento digital em 9,09%. E por último, a Mesorregião do Vale do Itajaí possui 88,89% dos Municípios com IPTU informatizado; 92,59% com sistemas de ISS informatizado e 24,07% com mapeamento digital.

  O IPTU é um tributo que interessa duplamente para os Municípios: é uma das mais importantes fontes de receita e ainda se presta como instrumento viabilizador da Função Social do Estado Contemporâneo.

  Foi nesses termos que a Constituição Federal o considerou quando estabeleceu normas para assegurar o cumprimento da função social da propriedade utilizando o IPTU como instrumento viabilizador da política urbana e social.

  Essa função parafiscal pode ser conseguida pela aplicação da progressividade do IPTU, segundo os preceitos do art. 182, § 2° da CF/88 que dispõe sobre a progressividade do imposto no tempo.

  A progressividade no tempo, porém, não é a única admitida para o IPTU. A CF/88, a teor do seu art. 156, § 1°, permite a aplicação de alíquotas progressivas para o IPTU em relação ao valor venal da propriedade. Trata-se de critério que se harmoniza com o princípio da capacidade contributiva segundo o qual quem revela maior capacidade econômica deve pagar proporcionalmente mais imposto.

  Sob o ponto de vista fiscal, além da progressividade em razão da capacidade contributiva do proprietário, os Municípios também podem adotar alíquotas seletivas em razão do uso e da localização da propriedade.

  Nesta seção, são apresentados os dados pesquisados junto aos 293 Municípios catarinenses, relativos à utilização do IPTU em sua dupla função: fiscal e parafiscal.

  As tabelas abaixo reproduzem dados sobre os Municípios que possuem legislação sobre o Plano Diretor e a aplicação da progressividade do IPTU, em atendimento ao princípio da função social da propriedade, considerando a distribuição da população por grupos de habitantes e a distribuição dos Municípios por Mesorregiões.

  

Tabela 21

  Municípios com Plano Diretor, por grupo de habitantes Municípios

  Grupo de habitantes %

  (por mil) Total Planto diretor

  Total 293

  119 40,61

  até 3

  49

  7 14,29

  3 |— 5

  55

  8 14,55

  5 |— 10

  77

  27 35,06

  10 |— 20

  58

  30 51,72

  20 |— 50

  31

  24 77,42

  50 |— 100

  13

  13 100,00

  100 |— 200

  7

  7 100,00

  200 e mais

  3

  3 100,00

  Fonte: IBGE. Pesquisa de Informações Básicas Municipais 2002

  Dos 293 Municípios catarinense, 119 possuem Plano Diretor, o que corresponde a 40,61% do total. Dividindo a população por grupos de habitantes, tem-se que dos 104 Municípios com população até 5 mil habitantes, 15 possuem Plano Diretor, o que eqüivale a 14,42% da totalidade destes Municípios. Dos 77 Municípios com população de 5 mil a 10 mil habitantes, 27 possuem Plano Diretor, correspondendo a 35,06% dos Municípios pertencentes a este grupo. O quadro começa a inverter a partir dos Municípios com mais de 10 mil habitantes. Dos 58 Municípios com população entre 10 e 20 mil habitantes, 30 possuem Plano Diretor, ou seja, 51,72%. Dos 31 Municípios com população entre 20 e 50 mil habitantes, 24 possuem Plano Diretor, correspondendo a 77,42%. Todos os Municípios com população acima de 50 mil habitantes possuem Plano Diretor.

  A tabela abaixo apresenta dados sobre os Municípios que possuem Plano Diretor, considerando a distribuição por mesorregiões.

  

Tabela 22

  Municípios com Plano Diretor, por mesorregião Municípios

  Mesorregião %

  Total Planto diretor

  Total 293

  118 40,27

  Grande Florianópolis

  21

  11 52,38

  Norte Catarinense

  26

  14 53,85

  Oeste Catarinense 118

  42 35,59

  Serrana

  30

  11 36,67

  Sul Catarinense

  44

  15 34,09

  Vale do Itajaí

  54

  25 46,30

  Fonte: IBGE. Pesquisa de Informações Básicas Municipais 2002

  Observando a distribuição dos Municípios por mesorregião, tem-se que a Norte Catarinense apresenta o maior número de Municípios com Plano Diretor, correspondendo a 53,85% do total dos Municípios que a integram.

  A segunda posição é ocupada pela Grande Florianópolis com 52,38%, seguida da Vale do Itajaí com 46,30% e da Serrana com 36,67%. As últimas posições são ocupadas pelas mesorregiões Oeste Catarinense com 35,59% e Sul Catarinense com 34,09%. A seguir, apresenta-se dados sobre os Municípios que possuem legislação disciplinando a progressividade do IPTU, considerando os grupos de habitantes indicados na tabela 23.

  Dos 293 Municípios catarinenses, 69 instituíram a progressividade do IPTU, o que representa 23,55% do total de Municípios do Estado. Distribuindo a população em grupos de habitantes, tem-se que dos 49

  Municípios com população até 3 mil habitantes, 12 instituíram a progressividade do

  IPTU, o que equivale a 24,49% da totalidade destes Municípios. Dos 55 Municípios com população de 3 mil a 5 mil habitantes, 14 cobram IPTU progressivo, correspondendo a 25,45% dos Municípios pertencentes a este grupo. Percebe-se a mesma média percentual em relação aos 77 Municípios com população entre 5mil e 10 mil, dos quais 23 cobram o IPTU progressivo, correspondendo a 29,87%. A utilização da progressividade do IPTU sofre um decréscimo nos Municípios com 10 mil e 50 mil habitantes, onde do total de 89, apenas 15,73% Municípios instituíram a progressividade do IPTU.

  

Tabela 23

  Municípios com progressividade do IPTU por grupo de habitantes Grupo de Municípios

  % habitantes

  IPTU Total

  (por mil) progressivo

  Total 293

  69 23,55

  até 3

  49

  12 24,49

  3 |— 5

  55

  14 25,45

  5 |— 10

  77

  23 29,87

  10 |— 20

  58

  9 15,25

  20 |— 50

  31

  5 16,13

  50 |— 100

  13

  1 7,69

  100 |— 200

  7

  3 42,86

  200 e mais

  3

  2 66,67

  Fonte: IBGE. Pesquisa de Informações Básicas Municipais 2002

  A situação se acentua ainda mais em relação aos 13 Municípios com população entre 50 mil e 100 mil habitantes, onde somente 1 município adota a progressividade do IPTU para cobrança do imposto, reduzindo o percentual desse grupo para 7,69%. Nos Municípios com população a partir de 100 mil habitantes ocorre uma inversão no quadro, sendo que dos Municípios com população entre 100 mil e 200 mil habitantes, 42,86% adotam a progressividade do IPTU, e nos Municípios com população acima de 200 mil habitantes, a maioria representada por 66,67% dos Municípios utiliza o mesmo sistema de cobrança do imposto.

  A tabela 24 apresenta dados sobre os Municípios que utilizam a progressividade do IPTU, considerando a distribuição por Mesorregiões.

  Os dados sobre a instituição da progressividade do IPTU pelos Municípios catarinenses, considerando a distribuição destes por Mesorregião, são apresentados na tabela 24.

  Observa-se que a Mesorregião Oeste Catarinense apresenta o maior número de Municípios que adota a progressividade do IPTU, representando 29,66% do total dos Municípios que a compõem.

  

Tabela 24

  Municípios com progressividade do IPTU, por mesorregião Municípios

  % Mesorregião

  IPTU Total progressivo

  Total 293

  59 20,14

  Grande Florianópolis

  21

  5 23,81

  Norte Catarinense

  26

  6 23,08

  Oeste Catarinense 118

  35 29,66

  Serrana

  30

  5 16,67

  Sul Catarinense

  44

  6 13,64

  Vale do Itajaí

  54

  7 12,96

  Fonte: IBGE. Pesquisa de Informações Básicas Municipais 2002

  A segunda posição é ocupada pela Grande Florianópolis com 23,81%, seguida da Mesorregião Norte Catarinense com 23,08% e da Serrana com 16,67%. As últimas posições são ocupadas pelas Mesorregiões Sul Catarinense com

  13,64% e Vale do Itajaí com 12,96% dos Municípios que instituíram a progressividade do IPTU.

  O Estado Contemporâneo na concepção de renomados doutrinadores é aquele que tem por finalidade precípua o compromisso com a justiça social. Para promover a justiça social tem o Estado o poder-dever de buscar os meios necessários para a realização do bem comum. Esse poder-dever permite ao Estado intervir nos domínios econômico e social para assegurar condições dignas de vida à população.

  Nesse contexto, a tributação se presta às finalidades do Estado por duas razões. A primeira por constituir uma importante fonte de recursos financeiros necessários para financiar os serviços públicos e encargos diversos com educação, saúde, saneamento básico, segurança e outros. A segunda, como instrumento de aplicação da política urbana e social do Estado.

  Para essa finalidade a Constituição Federal de 1988 dotou os Municípios e demais entes federados de competência para instituir os tributos previstos no Sistema Tributário Nacional, distribuídos entre os respectivos entes políticos nos termos constitucionais.

Tributo, na definição do art. 3° do Código Tributário Nacional é “toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir

  que não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada”.

  O exercício da competência tributária na forma prevista pela Constituição Federal se constitui num poder-dever dos entes políticos que a receberam estando fora do campo da discricionariedade dos administradores públicos. A obrigatoriedade do exercício da competência tributária vem reforçada na Lei Complementar 101/2001 (Lei de Responsabilidade Fiscal), que consagra no seu art.

  11 o princípio da efetividade do exercício da competência. Esse princípio consiste no dever de instituir, prever (previsão orçamentária) e arrecadar todos os tributos da competência do ente político que a detém.

  Contudo, o exercício do poder tributário não é absoluto, sendo limitado pelos princípios constitucionais tributários cujas normas visam proteger o cidadão contra eventual abuso de poder. Dentre os princípios constitucionais tributários destacam- se o da legalidade, da anterioridade, da irretroatividade, da igualdade, da capacidade contributiva, e outros.

  Os Municípios receberam diretamente da Constituição Federal competência para instituir imposto sobre: a) a propriedade predial e territorial urbana; b) a transmissão de bens imóveis por ato oneroso inter vivos; e c) serviços de qualquer natureza. Também se inserem na competência municipal a instituição de taxas pelo exercício do poder de polícia e pela prestação de serviços públicos, contribuição de

  O imposto sobre serviços de qualquer natureza (IPTU) é o mais tradicional dos impostos cobrados no Brasil. A importância do IPTU como fonte de recursos financeiros para os Municípios tem sido destacada por estudiosos em virtude das características que lhe são inerentes, destacando-se a possibilidade de gerar receita em níveis razoáveis quando bem administrado, aliado ao fato de ser um tributo de base tributária estável, tendente a afastar a possibilidade de conflitos de competência na sua cobrança.

  Destaca-se que o IPTU é um dos poucos tributos que melhor se harmoniza com a dupla finalidade da tributação, tendo em vista possuir duas funções bem distintas: a fiscal e a extrafiscal. A função fiscal se revela na capacidade de produzir receita para financiar os encargos próprios do Governo no atendimento aos anseios da sociedade; a função extrafiscal, consagrada no texto constitucional que reconhece o IPTU como instrumento para assegurar o atendimento ao princípio da função social da propriedade, mediante a aplicação da progressividade das alíquotas no tempo.

  Dentre os aspectos da incidência do imposto destaca-se a base de cálculo que está definia no art. 33 do CTN como sendo o “valor venal do imóvel”. O valor venal do imóvel segundo a doutrina mais abalizada é o valor de mercado do imóvel para compra e venda à vista. Em obediência aos princípios da igualdade tributária e da justiça fiscal, o valor venal do imóvel deve ser apurado anualmente para refletir, tanto quanto possível, o seu preço real que será considerado na tributação.

  No que se refere às alíquotas do imposto, a Constituição Federal admite a aplicação de alíquotas progressivas e seletivas. As alíquotas progressivas podem ser atribuídas para duas finalidades: a) fiscal, em razão do valor do imóvel; e b) extrafiscal, em atendimento ao princípio da função social da propriedade. As alíquotas seletivas podem ser adotadas em razão da localização e do uso do imóvel.

  A alíquota progressiva em razão do valor venal do imóvel (fiscal) está em consonância com o princípio da capacidade contributiva, segundo o qual quem revela maior capacidade econômica deve pagar proporcionalmente mais imposto.

A alíquota extrafiscal pode ser progressiva no tempo segundo a norma constitucional expressa no art. 182, § 4°, regulamentada pela Lei n° 10.257/2001

  (Estatuto da Cidade).

  A constituição do crédito tributário do IPTU é feita segundo as regras constituição do crédito tributário é precedida do lançamento tributário, que consiste no procedimento administrativo destinado a verificar a ocorrência do fato gerador da obrigação tributária, bem como determinar a matéria tributável e calcular o montante do tributo devido. Pelo lançamento identifica-se o sujeito passivo e propõe-se a aplicação de penalidades, se for o caso.

  O CTN admite três modalidades de lançamento tributário: o lançamento por declaração; o lançamento de ofício e o lançamento por homologação. O lançamento por declaração é aquele em que o sujeito passivo informa à Administração Tributária toda a matéria fática necessária à realização do lançamento. O lançamento de ofício é aquele em que a própria Administração verifica os elementos fáticos e a constituição da relação jurídica-tributária, determinando o cumprimento da prestação pelo devedor. O lançamento por homologação ocorre quando a lei atribui ao sujeito passivo o dever de apurar o tributo devido efetuar o seu pagamento independentemente de qualquer atuação da autoridade administrativa que posteriormente o homologa.

  Em relação ao IPTU, os Municípios brasileiros adotam, por tradição, o lançamento de ofício que é feito anualmente para um exercício, pelo qual a autoridade administrativa municipal verifica a ocorrência do fato gerador, identifica o contribuinte, calcula o montante do tributo devido e emite a notificação do lançamento, entregando-a ao contribuinte. O cálculo e o lançamento do imposto são feitos com base nos dados constantes do cadastro imobiliário e da planta de valores. Portanto, no lançamento de ofício, esses dois instrumentos são considerados elementos essenciais para a constituição do crédito tributário do IPTU, haja vista que fornecem os dados e informações que serão utilizados para a determinação do valor do imposto e identificação do contribuinte.

  O cadastro imobiliário contém o registro de todos os dados necessários para a correta identificação do contribuinte e do imóvel tributado. Assim, para atender a finalidade de lançamento do imposto, o cadastro imobiliário deve ser completo e permanentemente atualizado.

  A planta de valores fixa os valores médios unitários de metro quadrado de terreno e de construção, para logradouros, quadras, zonas ou bairros, da área alcançada pela tributação, para a finalidade de apurar a base de cálculo do imposto. Os valores de metro quadrado, fixados na planta de valores variam em face do tais como: iluminação pública, rede de telefone, pavimentação, serviços de limpeza pública e coleta de lixo, transporte coletivo, etc. Esses fatores determinam a valorização ou desvalorização dos imóveis e conseqüentemente aumentam ou diminuem a base de cálculo do imposto. Por esta razão, sempre que houver alteração em quaisquer desses elementos a planta de valores deve ser atualizada. A planta de valores é fixada em lei e qualquer alteração nos seus elementos, que possam modificar a base de cálculo do imposto, só podem ser consideradas no lançamento com a prévia autorização da Câmara de Vereadores.

  Com base nos dados cadastrais do imóvel e na planta de valores, a autoridade administrativa apura a base de cálculo pelo valor médio, permitindo-lhe dessa forma, avaliar a propriedade imobiliária de milhares de contribuintes. Esse critério de avaliação em massa é conhecido pela doutrina como técnica da praticidade que assegura o lançamento do tributo de maneira eficiente e econômica.

  A legitimidade da técnica da praticidade no lançamento do IPTU divide a doutrina e a jurisprudência. Na doutrina, a corrente favorável à sua utilização defende, sobretudo, que a Fazenda Pública não dispõe de recursos, pessoal e aparato necessário a uma exaustiva e esgotante investigação do caso isolado, mas mesmo assim tem o dever de aplicar a lei (ISENSEE, 1976 apud BALEEIRO; BALEEIRO, 2001, p. 249). Contrariamente à prática da simplificação, Derzi (1988, p. 251-254), apresenta como objeções ao uso dessa técnica a ofensa a princípios constitucionais como o da igualdade e da capacidade contributiva.

  Na jurisprudência, a técnica de aplicação da lei em massa é analisada à luz dos princípios constitucionais tributários, sobretudo, o da legalidade e da anterioridade, segundo os quais qualquer modificação na base de cálculo do tributo só pode ser feita mediante lei publicada no exercício anterior ao da sua aplicação. Com esse entendimento em 1979, o Supremo Tribunal Federal julgou o Recurso Extraordinário n° 87.763-1, em que foi relator o Ministro Moreira Alves, e decidiu que as plantas e pautas de valores para fins do IPTU são contrárias à Constituição Federal, se não aprovadas por lei, admitindo somente a atualização monetária do valor venal com base em índice oficial de correção monetária. Sobre o posicionamento do STF, Baleeiro (2001) esclarece que a polêmica central enfocada pelos tribunais superiores apresenta-se quando a Fazenda Pública Municipal não procede à avaliação individual, conforme art. 142 do CTN, passando as plantas de orientações, para avaliação em cada caso isolado, tornam-se as plantas de valores a única avaliação feita.

  Além de afrontar princípios constitucionais tributários como o da igualdade, da capacidade contributiva e da justiça fiscal, a técnica da praticidade adotada no lançamento de ofício do IPTU, pode ser um dos fatores que contribuem para a não exploração total da capacidade contributiva dos Municípios, por diversas outras razões, destacando-se a impossibilidade da Fazenda Pública manter o cadastro imobiliário e a planta de valores permanentemente atualizados; insuficiência dos dados constantes do cadastro imobiliário por não refletirem as diferenças individuais relevantes que devem ser consideradas na apuração do valor venal, tais como a funcionalidade, o conforto ambiental e o projeto arquitetônico. Esses fatores, se não refletirem a realidade do imóvel ou forem ignorados no lançamento, importam prejuízo para a Fazenda Pública que deixa de exercer com efetividade o seu poder- dever de tributar.

  Ademais, a não atualização do cadastro imobiliário e da planta de valores, invariavelmente, ocasiona erro na determinação do valor do imposto ou na identificação do sujeito passivo. Essas situações quando contrárias ao interesse do contribuinte ensejam a impugnação do lançamento, podendo resultar no cancelamento do crédito tributário por nulidade do ato administrativo.

  Nesse contexto, conhecidos doutrinadores do Direito Tributário como Aliomar Baleeiro, Misabel Derzi, e Elizabeth Carrazza sustentam que tributos cobrados em massa que dependem da apuração complexa de valores, não podem depender de lançamento de ofício, defendendo como alternativa viável do ponto de vista estratégico para a tributação do IPTU, a alteração do lançamento de ofício do

  IPTU, para a modalidade do lançamento por homologação.

  No lançamento do IPTU, a Administração Municipal deve observar alguns preceitos e cuidados jurídicos para que o imposto possa atender sua dupla finalidade, como instrumento de aplicação da função social do Estado: garantir a função social da propriedade e assegurar os recursos necessários para que o Governo Municipal possa prestar os serviços públicos e demais encargos requeridos pela sociedade.

  A instituição do referido tributo, embora possa parecer simples, demanda cuidados que devem ser observados pela Administração Municipal para evitar vícios ocasionando graves prejuízos na arrecadação tributária. Ressalta-se, ainda, que qualquer alteração na base de cálculo do IPTU, além da simples atualização monetária, deve ser feita através de lei, seguindo-se o princípio constitucional da legalidade consagrado no artigo 150 da Constituição Federal. No que se refere ao aumento da base de cálculo do imposto, há ainda dois outros princípios a serem observados no lançamento do tributo o da anterioridade e da noventena, delineados, respectivamente, no art. 150, inciso III, alíneas “b” e “c” da Constituição Federal, sob pena de ser declarada a inconstitucionalidade do imposto.

  Com efeito, para assegurar a constitucionalidade do lançamento do imposto, os Municípios devem anualmente: a) promover a atualização do cadastro imobiliário fiscal, através do recadastramento imobiliário e b) aprovar, através de lei, nova planta de valores com as alterações em razão da oscilação do mercado imobiliário e de outros fatores que, uma vez ocorridos, possam modificar o valor do metro quadrado dos imóveis.

  Contudo, é sabido que, na prática, as Prefeituras não conseguem atender as determinações constitucionais relativas ao lançamento, por razões de ordem administrativa, financeira e política, assim resumidas: falta de pessoal qualificado em recadastramento imobiliário e avaliação de imóveis; falta de recursos financeiros para a contratação de empresas de consultoria técnica especializada em recadastramento imobiliário e planta de valores, cujos serviços, são de custos elevados; dificuldade para aprovação pelo Legislativo, de lei promovendo alterações na planta de valores que provoquem aumento da carga tributária dos contribuintes.

  Esses fatores, quando ocorrem certamente contribuem para que o lançamento do IPTU seja feito sobre bases desatualizadas que tanto podem induzir a erro na identificação do contribuinte como a determinação incorreta do montante do imposto devido. Essas e outras situações, quando ocorrem, prejudicam o interesse público, por interferir diretamente no resultado da arrecadação. Portanto, o lançamento efetuado com base num cadastro e planta de valores desatualizados é prejudicial ao interesse público, por impedir os Municípios de explorar eficientemente o potencial tributário do seu IPTU.

  Essas constatações motivaram o presente estudo que tem por objetivo analisar o lançamento de ofício para verificar se esta modalidade de lançamento constitui ou não uma estratégia eficaz para o desempenho da arrecadação do IPTU. catarinenses, mediante o levantamento de dados e informações que permitiram o conhecimento da real situação dos Municípios no que se refere aos instrumentos utilizados no lançamento do imposto.

  O resultado da pesquisa está demonstrado a partir do item 3.1; a sua discussão é feita na seqüência deste estudo, destacando-se os pontos mais relevantes diretamente relacionados com o tema da pesquisa.

  O primeiro aspecto a considerar está relacionado com a autonomia financeira dos Municípios ante o critério de distribuição das rendas nacionais. Em relação à atual situação financeira dos Municípios brasileiros, há um consenso generalizado na classe política favorável à alteração dos atuais critérios de distribuição das rendas que tem se mostrado prejudicial aos Municípios.

  O debate sobre a necessidade de reformulação desses critérios não é recente, tendo antecedido à promulgação da atual Constituição Federal. Conforme dados de pesquisa demonstrados na tabela 5 relativos à evolução da arrecadação tributária das esferas de governo nos dez anos pós-reforma tributária de 1988, ficou demonstrado que com a promulgação da atual Constituição, os Municípios obtiveram uma considerável elevação nos seus recursos, cujo montante que no final do período (1997) representou cerca de 190% de acréscimo nos seus recursos orçamentários. Contudo, esse acréscimo de recursos na receita dos Municípios não decorreu, necessariamente, da ampliação de suas competências tributárias. Foi muito mais em razão da elevação dos índices de participação na arrecadação do ICMS e do FPM. Em relação à participação no resultado da arrecadação do imposto do Estado, os Municípios tiveram um acréscimo de cinco pontos percentuais, aumentando de 20 para 25% a cota de participação na arrecadação do ICMS. Com relação ao FPM, a participação dos Municípios no produto da arrecadação do IPI e do Imposto sobre a Renda, passou de 17% para 22,5%.

  Conforme ficou demonstrado no gráfico 1, o incremento dos recursos municipais decorrentes da reforma tributária de 1988 proporcionou uma elevação no índice de participação dos Municípios no total de renda do País, que em 1988 era de 2,7%, passou para 5,4% em 1997.

  Contudo, o ganho financeiro dos Municípios decorrente da reforma constitucional significou perdas para as outras esferas de governo. E a que antes pertenciam à União e aos Estados. Além disso, a União adotou mecanismos de aumento de suas rendas com a criação de novas contribuições e aumento de alíquotas daquelas existentes; adoção de renúncia fiscal em relação aos impostos que constituem o FPM; criação do Fundo Social de Emergência, posteriormente denominado Fundo de Estabilização Fiscal, alocando a eles importantes recursos federais, e outros.

  Essa política adotada pelos Governos Federal e Estaduais provocou expressiva queda nos índices de participação dos Municípios nas rendas nacionais. Retornando ao gráfico 1, constata-se que o percentual de participação conquistado em 1997, de 5,4% caiu para 4,38% em 2003 e para 4,22% em 2004. Esse quadro coloca os Municípios em situação de instabilidade financeira.

  Especificamente em relação aos Municípios catarinenses, outro fato importante a ser considerado está relacionado com o nível de dependência desses em relação às transferências tributárias do Estado e da União.

  O gráfico 2 revela que 86% dos recursos dos Municípios provêm de transferências tributárias da União e do Estado. Os recursos próprios municipais representam, em média, apenas 14% da sua receita orçamentária.

  O gráfico 3 mostra que o elevado grau de dependência dos Municípios em relação às transferências tributárias da União e do Estado é verificado em todas as mesorregiões, sendo menos acentuado na Grande Florianópolis, cujo percentual é de 67% e o Norte Catarinense, com 83%.

  A realidade constatada a partir desses dados revela que os Municípios catarinenses estão empobrecendo financeiramente. A questão tem sido avaliada por estudiosos que advertem para o fato de que os problemas financeiros dos Municípios são mais de ordem administrativa do que resultantes do critério da distribuição de rendas do País.

  A composição da receita tributária dos Municípios catarinenses também foi pesquisada e o seu resultado revela uma situação considerada atípica onde as taxas arrecadadas superam os impostos. De acordo com os dados demonstrados na tabela 9, as taxas aparecem em primeiro lugar, seguidas do ISS e do IPTU. O ITBI, ocupa o último lugar.

  Esse quadro sugere que os Municípios catarinenses adotem mecanismos para melhor explorar o seu potencial tributário, notadamente em relação ao IPTU.

  A análise da importância e do desempenho do IPTU em relação aos demais tributos demonstrada na tabela 12 revela que o IPTU ocupa, em média, o 3° lugar a em relação aos demais tributos, somente superando o ITBI. Contudo, nos Municípios com população acima de 10 mil e até 50 mil habitantes, ocupara o 1° lugar no total das receitas tributárias. Observa-se que, em nível nacional, o IPTU ocupa o 2° lugar em relação aos demais tributos.

  A capacidade dos Municípios gerar recursos para custear os seus encargos está limitada à sua competência tributária definida pela Constituição Federal. Contudo, dentro desse limite, as Prefeituras podem obter um maior ou menor desempenho das receitas municipais, dependendo do potencial tributário do Município e da forma como administram as suas receitas.

  Na análise do potencial tributário do IPTU levou-se em consideração dados reveladores da capacidade contributiva da população em relação ao imposto e considerou-se, também, o quanto este imposto representa em termos de valor despendido por habitante da zona urbana dos Municípios.

  A análise do potencial tributário considerou dois aspectos relacionados com a arrecadação do IPTU: a relação do valor do imposto cobrado nos Municípios comparativamente ao do IPVA; e a receita per capita do IPTU nesses Municípios.

  Com objetivo de avaliar a relação entre os valores cobrados a titulo de IPTU como os valores arrecadados do IPVA no mesmo período, foram escolhidos, aleatoriamente, dez Municípios catarinenses, e comparados os valores cobrados desses tributos. Os resultados estão demonstrados na tabela 13 e revelam que invariavelmente o IPVA supera o IPTU, com exceção de um Município. Na média, do universo pesquisado, para cada R$ 1,00 (um real) arrecadado a título de IPTU, são cobrados R$ 2,20 (dois reais e vinte centavos) de IPVA.

  A distribuição do IPTU pelo número de habitantes da zona urbana, mostra que cada habitante paga, em média, R$ 43,15 de IPTU por ano, o equivalente a R$ 3,60 (três reais e sessenta centavos) ao mês. O valor mensal cobrado a titulo de

  IPTU, comparado com o valor do salário mínimo vigente no ano de 2002, equivalente a R$ 270,00, permite inferir que cada habitante compromete, em média, 1,33% do salário mínimo com o IPTU, para ter acesso à saúde, à educação, ao saneamento básico e outros serviços.

  Os resultados da análise comparativa do IPTU com o IPVA e da receita per

  

capita do IPTU, revelam a existência de potencial tributário em relação ao IPTU

ainda não explorado pelos Municípios.

  Por entender que as causas da ineficiência do IPTU podem estar relacionadas com os instrumentos utilizados pelas prefeituras na administração do imposto, foi pesquisada a situação dos cadastros imobiliários, das plantas de valores, dos sistemas de gerenciamento e controle do lançamento e da arrecadação do imposto, bem como a utilização da progressividade.

  O cadastro imobiliário mantém o registro de todos os imóveis e de seus respectivos proprietários. Sua finalidade é disponibilizar todos os dados físicos das propriedades para o cálculo do imposto, razão pela qual, deve estar permanentemente atualizado. Significa dizer que a eficiência do IPTU está diretamente relacionada ao nível de atualização do cadastro imobiliário.

  Os princípios da eficiência tributária da Administração Pública e da justiça fiscal impõem ao Município o dever de efetuar o lançamento dos tributos em bases atualizadas, para evitar a cobrança indevida do imposto que importe prejuízo para a fazenda pública ou para o contribuinte. Com o objetivo de identificar o nível de atualização dos cadastros imobiliários dos Municípios foi pesquisado o ano da última atualização pelas prefeituras, considerando como base o lançamento do imposto em 2002.

  De acordo com os dados da tabela 15, o resultado da pesquisa revela que mais de 50% dos Municípios mantém cadastros imobiliários desatualizados. Cerca de 67% dos Municípios com população acima de 20 mil não atualizam seus cadastros desde 1999. O maior índice de atualização dos cadastros imobiliários está nos Municípios com população até 20 mil habitantes.

  Esses dados revelam o comprometimento do lançamento do IPTU que vem sendo feito sobre base cadastral desatualizada. A planta de valores contém os valores médios do metro quadrado das propriedades para fins de lançamento do imposto. A base de cálculo do IPTU, definida no CTN é o valor venal do imóvel. Este, segundo Aliomar Baleeiro (2001), é o valor de mercado do imóvel, em condições de venda a vista. Portanto, no cálculo do imposto o Município deve considerar o valor do imóvel na data do lançamento. Isso exige que a planta de valores esteja permanentemente atualizada.

  No que se refere à planta de valores, foi pesquisado o ano de sua última atualização pelos Municípios de Santa Catarina e os resultados estão demonstrados na tabela 17. Esses dados revelam que em 2002, o IPTU dos 293 Municípios catarinenses foi lançado com base numa planta de valores cujo ano de atualização, segundo o resultado da pesquisa, foi o seguinte: em 122 Municípios, a última atualização da planta de valores ocorreu até 1999; em 16 Municípios, a atualização da planta de valores foi efetuada em 2000; 48 Municípios atualizaram em 2001; e para 110 Municípios, a atualização ocorreu em 2000. Do total dos Municípios catarinenses, somente 37,5% efetuou o lançamento do IPTU com a planta de valores atualizada.

  Outro dado importante a considerar com relação ao cadastro imobiliário e à planta de valores está relacionado à atualização tendo em vista a distribuição dos Municípios segundo os grupos de habitante. O resultado da pesquisa evidencia que o índice de atualização do cadastro e da planta de valores é maior no caso dos Municípios com população de até 20 mil habitantes.

  A pesquisa sobre a utilização de sistemas informatizados para o controle do imposto e gerenciamento do mapa urbano dos Municípios revelou que dos 293 Municípios existentes no Estado, 273 possuem sistema informatizado para a gestão do IPTU e 34 possui mapas urbanos digitalizados. Importante registrar que todos os Municípios com população acima de 20 mil habitantes possuem sistemas informatizados e aqueles com população acima de 50 mil possuem também mapas digitalizados.

  Nesta análise foram pesquisados dados relativos à situação dos Municípios catarinenses quanto à utilização do imposto como instrumento de aplicação do principio da função social da propriedade. Para essa finalidade, foram pesquisados dados relativos à existência de Plano Diretor para os Municípios legalmente obrigados, e também sobre a aplicação da progressividade do imposto.

  Segundo a legislação federal, os Municípios com população superior a 20 mil habitantes estão sujeitos à aprovação do Plano Diretor da cidade e devem criar mecanismos legais para obrigar os proprietários de móveis a adequarem suas propriedades de modo a cumprir a sua função social. Um dos instrumentos legais para estimular o cumprimento da função social da propriedade é a aplicação da progressividade do IPTU.

  Dentre os 293 Municípios do Estado, 54 possuem população acima de 20 mil habitantes, e portanto estão obrigados à aprovação da legislação urbana e devem criar mecanismos para aplicar a progressividade do IPTU.

  A pesquisa revelou que dentre os Municípios obrigados à adequação da legislação urbanística, 47 possuem Plano Diretor (tabela 21) e somente 5, aplicam a progressividade do imposto (tabela 23). Por outro lado, 239 Municípios possuem população inferior a 20 mil habitantes. Desses, 72 têm Plano Diretor, apesar de não estarem obrigados pela norma constitucional.

CONSIDERAđỏES FINAIS

  A maioria dos Municípios brasileiros não consegue alavancar os recursos que necessitam para realizar sua finalidade precípua que é o bem comum, assegurando a todos condições dignas de vida, pelo atendimento à saúde, educação, saneamento básico, segurança e outros serviços. Essa realidade financeira dos Municípios tem sido tema de discussão entre a classe política e a sociedade brasileira que têm considerado como causa o atual critério de distribuição de rendas do país que coloca os Municípios em situação de desvantagem em relação às demais esferas governamentais, em especial pela excessiva centralização dos recursos em nível federal.

  Neste estudo, a questão da autonomia financeira dos Municípios foi analisada à luz das transformações ocorridas no Sistema Tributário Nacional a partir da reforma tributária implementada pela Constituição Federal de 1988. Os efeitos práticos que ocorreram nos anos seguintes mostraram que os Muncípios tiveram um incremento nos seus recursos já a partir do ano seguinte à promulgação do novo texto constitucional. Com isso, os Municípios tiveram a sua autonomia reforçada, assumindo um papel de maior importância na prestação de serviços de interesse local.

  De acordo com os dados de pesquisa demonstrados no gráfico 1 deste estudo, em 1988, os Municípios brasileiros participavam com 2,7% no total dos recursos arrecadados pelas três esferas de Governo; em 1997, esse percentual foi elevado para 5,4%.

  Contudo, o incremento que se verificou nas finanças municipais foi muito mais em razão do crescimento na participação das transferências constitucionais do que pela ampliação da sua capacidade tributária. Em vista disso, os ganhos financeiros dos Municípios provocaram redução no montante dos recursos da União e do Estados. Em conseqüência, esses Governos reagiram no sentido de repassar parte de seus encargos para os Municípios sem a correspondente transferência de recursos. A União, além da transferência de parcela de suas responsabilidades para os Municípios, ainda criou uma série de mecanismos financeiros que consistiram na retirada de receita dos Estados e Municípios.

  Esses fatos, juntos, tiveram repercussão imediata sobre o resultado dos recursos arrecadados pelas três esferas de Governo. Se em 1997 a participação dos Municípios nas receitas disponíveis do país representava 5,4%, esta participação caiu para 4,38% em 2003 e 4,22% em 2004.

  Em relação à autonomia financeira dos Municípios catarinenses, um dado relevante é o que mostra o nível de dependência dos Municípios em relação às transferências tributárias provenientes da União e do Estado. A pesquisa revelou que os Municípios catarinenses arrecadam, em média somente 14% dos seus recursos orçamentários, sendo que os 86% restantes são provenientes de transferências tributárias das outras esferas de Governo. Ressalta-se ainda que dos 293 Municípios do Estado, 61,8%, arrecadam anualmente, em média, menos de 10% dos seus recursos orçamentários, e somente 3 Municípios arrecadam mais de 20% dos recursos que necessitam. Portanto, a maior parcela de recursos financeiros dos Municípios é proveniente de transferências tributárias da União e dos Estados, através do FPM – Fundo de Participação dos Municípios, da cota-parte do ICMS – imposto sobre circulação de mercadorias e serviços e da cota-parte do IPVA – imposto sobre veículos automotores.

  A distribuição destes recursos pelas mesorregiões mostra que das seis mesorregiões do Estado somente duas, a Grande Florianópolis, com 32,73% e a Norte Catarinense, com 16,69%, conseguem superar a média estadual na arrecadação dos seus recursos orçamentários. Essas duas mesorregiões concentram 47 Municípios que representam 16,04% do total do Estado. As demais mesorregiões tiveram participação abaixo da média estadual, ou seja, mais de 83% dos Municípios do Estado arrecadam menos de 14% dos seus recursos orçamentários.

  A distribuição destes recursos pelos grupos de habitantes mostra que os resultados médios são ultrapassados apenas pelos Municípios com população superior a 20 mil habitantes, que representam em torno de 18% do total de Municípios do Estado. Para os Municípios com população inferior a 10 mil habitantes

  • – 62% do total de Municípios – pelo menos 91,59% dos seus recursos são provenientes de transferências.

  Sem dúvida alguma esses resultados colocam os Municípios catarinenses em situação de vulnerabilidade financeira e comprometem a sua autonomia. cidades com maior número de habitantes e, especialmente nas regiões mais desenvolvidas não significa afirmar que para essas cidades esteja equacionado o problema da autonomia financeira; muito pelo contrário. Há uma tendência mundial à crise fiscal nas grandes cidades, à medida que se aproxima do esgotamento da exploração do potencial para geração local de receita em face da demanda crescente por gastos com infra-estrutura básica, com custos mais onerosos.

  Portanto, afastada a possibilidade de que a centralização dos recursos em nível federal constitui a única razão do empobrecimento dos Municípios, denota-se que essa quase total dependência dos recursos federais pode ter sua origem em problemas relacionados com a administração tributária. Essa possibilidade se mostra mais evidente quando são analisados os resultados da pesquisa sobre a composição e o desempenho da receita tributária municipal.

  A receita tributária municipal é constituída pelo produto da arrecadação do

  IPTU, do ISS, do ITBI, das taxas (pelo exercício do poder de polícia e pela prestação de serviços públicos) e da contribuição de melhoria. A partir de 2003, os Municípios passaram a cobrar também a contribuição para o custeio dos serviços de iluminação pública.

  Este estudo se propôs a avaliar a importância do IPTU na composição da receita tributária dos Municípios catarinenses. Para essa finalidade, uma análise mais detalhada será feita em relação a esse imposto.

  Em 2002, a receita tributária dos Municípios catarinenses teve a seguinte composição média: as taxas juntamente com a contribuição de melhoria contribuíram com 33%; o ISS com 32%; o IPTU com 28%; o ITBI com 7%. A partir desses dados, observa-se que dentre os impostos municipais o IPTU ocupa o segundo lugar e dentre todos os tributos é o terceiro em importância, superando apenas o ITBI.

  Apesar de ser o IPTU tradicionalmente um tributo mais afeto à esfera local de governo, este imposto não é o tributo mais importante para os Municípios catarinenses. Nas mesorregiões do Estado, a maior receita tributária arrecada é proveniente das taxas e da contribuição de melhoria. Seguem em importância o ISS, depois o IPTU e por último o ITBI. A distribuição desses recursos pelos grupos de habitantes mostra que o IPTU é o tributo mais importante somente para os Municípios com população entre 10 mil e 50 mil habitantes; é o segundo tributo mais

  50 mil e 100 mil habitantes. Para os Municípios com população até 5 mil habitantes e acima de 100 mil habitantes, é o terceiro tributo mais arrecadado.

  Em relação a esses dados destaca-se que o IPTU é um imposto urbano e por essa razão consegue ser melhor cobrado nos Municípios de maior porte demográfico. Como a maior parte dos Municípios catarinenses é de pequeno porte demográfico e tem sua economia baseada em atividades rurais, torna-se difícil arrecadar tributos urbanos, o que explica a pequena expressão desse imposto nos Municípios com população até 10 mil habitantes. Contudo, o resultado da arrecadação que coloca o IPTU em terceiro lugar para os Municípios com população acima de 100 mil habitantes é incompatível com a característica do imposto. A partir desses resultados denota-se que existe um grande potencial inexplorado do IPTU, notadamente nos Municípios com população acima de 100 mil habitantes.

  Retomando a questão da composição das receitas tributárias dos Municípios catarinenses em 2002, foi constatado que a arrecadação das taxas é superior a cada um dos impostos. Trata-se de uma situação atípica que merece ser melhor investigada. Contudo fica caracterizado que em relação aos impostos existe um considerável potencial a ser explorado pelos Municípios.

  No que se refere ao IPTU, a existência de potencial tributário inexplorado restou comprovada nesta pesquisa também a partir da análise comparativa da arrecadação do imposto com o IPVA, demonstrando que para cada R$ 1,00 cobrado de IPTU, arrecada-se, em média, R$ 2,20 de IPVA.

  Um exame mais detalhado da receita do IPTU arrecadado por Município, permite inferências muito interessantes. Foram escolhidos aleatoriamente um grupo de 10 Municípios. Foram calculadas as receitas do IPTU per capita em 2001 para cada um dos Municípios da amostra. O resultado da divisão do IPTU cobrado pelo número de habitantes da zona urbana, revela que em cada Município um habitante paga, em média, o equivalente a R$ 43,15 de IPTU por ano, que corresponde a R$ 3,60 ao mês. Com esse valor de contribuição o cidadão tem acesso à saúde, educação, saneamento básico, segurança e outros serviços prestados pela Administração Pública ao Município. Essa análise simples (que pode ser aprofundada por meio de tratamento estatístico mais elaborado) confirma o que foi apontado anteriormente quanto à existência de potencial inexplorado do imposto nos Municípios catarinenses.

  Esses dados revelam que o IPTU é ineficientemente explorado como fonte de receita. Essa realidade coloca a necessidade de que, no plano local, as administrações tributárias tenham clareza dos principais problemas limitadores do pleno exercício de suas atribuições e competências.

  É certo que as causas que afetam o desempenho das receitas municipais situam-se em vários campos e vão desde causas legais e administrativas até causas econômicas, sócio-culturais, políticas e outras. A identificação dessas causas é condição indispensável à obtenção de resultados nas ações voltadas ao aumento da arrecadação do IPTU, notadamente nas cidades de maior porte demográfico. As soluções, algumas passíveis de apresentarem resultados no curto prazo, precisam ultrapassar o horizonte temporal imediato e situar-se num contexto mais amplo de uma reforma de gestão da receita municipal, com iniciativas que devem envolver todos os procedimentos de tributação, ou seja, o lançamento, a fiscalização e o controle da arrecadação do imposto.

  O IPTU é um tributo que incide sobre a propriedade imóvel localizada na zona urbana e alcança todos os tipos de imóveis. Portanto, é devido por todos os proprietários, possuidores a qualquer título e detentores do domínio útil, de imóveis urbanos. O cálculo e o lançamento do imposto são feitos de ofício pela autoridade administrativa, com base nos dados constantes do cadastro imobiliário e da planta de valores. A determinação do valor do IPTU resulta do valor venal de cada imóvel multiplicado por uma alíquota. O valor venal é o valor de mercado. A doutrina considera que o valor venal é o preço mais provável pelo qual um imóvel seria vendido em condições normais de negociação. Significa afirmar, que a eficiência, a eficácia e a efetividade da tributação do IPTU dependem de uma base cadastral permanentemente atualizada como subsidio para a determinação do valor venal e a correta identificação do contribuinte. Além do cadastro imobiliário completo e atualizado e de uma planta de valores atualizada, o desempenho da arrecadação do imposto depende, também dos recursos da informática e da tecnologia da informação para permitir mais eficiência na administração e controle do imposto.

  Para verificar se os instrumentos de apoio ao lançamento de ofício do IPTU são permanentemente atualizados para assegurar a eficiência do lançamento do imposto, foram pesquisados dados sobre o ano da última atualização dos cadastros imobiliários e das plantas de valores, cujas bases foram utilizados no lançamento do IPTU de 2002. Também foi pesquisado se os Municípios catarinenses utilizam recursos da informática para a administração e controle do imposto.

  O resultado da pesquisa sobre a situação dos cadastros imobiliários e das plantas de valores, utilizados como instrumento para o lançamento do imposto, revelou que em relação ao lançamento de 2002, mais de 50% dos Municípios tinham efetuado a atualização dessas bases antes de 1999, ou seja, naquele ano, o lançamento do IPTU considerou dados desatualizados há mais de três anos. Esse fato, comprova que o lançamento do imposto tem sido efetuado sobre uma base desatualizada, conseqüentemente, com considerável perda de receita para os Municípios.

  Quanto aos sistemas de administração e controle do imposto, ficou comprovado que a quase totalidade dos Municípios dispõe de sistemas de informática específicos para a área tributária. Nessa área, os Municípios catarinenses têm acompanhado a média nacional, que possui algum tipo de sistema para o lançamento do tributo e o controle da sua arrecadação.

  O IPTU não é somente uma importante fonte de recursos financeiros para os Municípios. Neste estudo ficou demonstrado que este imposto é uma dos tributos que mais se presta como instrumento de aplicação da Função Social do Estado.

  Essa condição de instrumento viabilizador dos interesses do Estado está caracterizada na própria Constituição Federal ao estabelecer normas para a utilização do IPTU como instrumento de aplicação do principio social da propriedade. Essas normas, que devem ser observadas por todos os proprietários de imóveis e Municípios, considera que o imóvel cumpre a sua função social quando a sua utilização for compatível com as leis urbanísticas do Município. Para essa finalidade, todos os Municípios com população superior a 20 mil habitantes devem aprovar em lei os seus Planos Diretores e adotar medidas no sentido de obrigar os proprietários a dar a seus imóveis, utilização compatível com os interesses do Município.

  Uma dos instrumentos legais que devem ser utilizados pelos Municípios para assegurar o cumprimento do principio constitucional é a aplicação, no cálculo do

  IPTU, de alíquotas progressivas no tempo, quando o imóvel não estiver cumprindo a sua função social.

  Para a finalidade de verificar se os Municípios catarinenses utilizam o IPTU como instrumento de aplicação do princípio da função social da propriedade, foram catarinenses com mais de 20 mil habitantes possuem o Plano Diretor e aplicam a alíquotas progressivas no lançamento do IPTU dos imóveis que não cumprem a função social da propriedade.

  O resultado da pesquisa revelou que nem todos os Municípios do Estado com população superior a 20 mil habitantes possuem Plano Diretor aprovado na Câmara. Encontram-se nessa situação 7 Municípios com população entre 20 e 50 mil habitantes. Todos os Municípios com população acima de 50 mil habitantes possuem o Plano Diretor, porém nem todos os Municípios com Plano Diretor aplicam a progressividade do IPTU. Dentre os 293 Municípios catarinenses, 54 Municípios estão legalmente obrigados a observar as normas urbanísticas, destes somente 11 aplicam algum tipo de progressividade da alíquota do IPTU.

  Por contrariar o interesse público, a realidade tributária dos Municípios brasileiros, constatada a partir da análise do desempenho da receita do IPTU, impõe a revisão dos atuais critérios de lançamento e arrecadação do imposto para a finalidade de melhorar o desempenho da receita municipal.

  O IPTU é um tributo da competência impositiva dos Municípios, que incide sobre a propriedade imóvel localizada na zona urbana cuja base de cálculo é o valor venal do imóvel, apurado com base nos dados constantes do cadastro imobiliário e na planta de valores. O desempenho do imposto depende sobremaneira da atualização das bases cadastral e financeira, consubstanciadas no cadastro e na planta de valores.

  A pesquisa revelou que em média somente 24% dos Municípios mantém o cadastro atualizado e 38%, mantém suas plantas de valores atualizadas. A dificuldade que têm as Prefeituras para manter os cadastros e as plantas de valores atualizadas pode decorrer de diversas situações. Uma dessas causas pode ser explicada em face da falta de recursos (pessoal e financeiro), para realizar esse trabalho com o máximo de eficiência, o qual, exige especialização técnica e elevados investimentos. Ademais, os Municípios com maior contingente populacional, possuem cadastros com elevado número de imóveis, tornando praticamente impossível a revisão anual dos dados cadastrais. Especificamente em relação às plantas de valores deve ser considerado o fato de que essas, por constituírem elementos para a base de cálculo do imposto se submetem ao princípio da legalidade. Em outras palavras, somente podem ser alteradas mediante lei. políticas, têm dificuldades para obter junto às Câmaras de Vereadores, a aprovação de lei que altera a base de cálculo do IPTU.

  Essas dificuldades somadas contribuem para a ineficiência da arrecadação do imposto, aumento da inadimplência e sobretudo, para a elevação do potencial inexplorado do imposto, notadamente quanto aos Municípios de maior porte demográfico.

  O problema, no caso, pode estar no critério adotado para o lançamento do

  IPTU que é feito de ofício pela Administração Municipal, pois, conforme restou comprovado esta modalidade de lançamento utiliza bases de dados desatualizadas, pela impossibilidade que têm as Prefeituras de manter os dados do cadastro imobiliário e da planta de valores permanentemente atualizados. Ademais, o cálculo do imposto com base na planta de valores, considera a média de valores dos imóveis.

  Acrescente-se a isso, ainda, o fato de que esse critério de apuração da base de cálculo do imposto não atende aos princípios da igualdade e da capacidade contributiva, por não considerar as diferenças e as especificidades próprias de cada imóvel e de cada proprietário, inclusive no que se refere à capacidade econômica. Dentre os elementos que não são considerados no cálculo do imposto, por não constarem do cadastro ou da planta de valores, são exemplos, a funcionalidade, o conforto ambiental e o projeto arquitetônico, considerados relevantes para a apuração do valor venal do imóvel. A não utilização desses elementos na avaliação dos imóveis para fins de determinação da base de cálculo do IPTU, torna a tributação injusta sob o ponto de vista da justiça fiscal.

  Ademais, o lançamento feito sobre bases desatualizadas, pode resultar na determinação indevida do valor do imposto e, em muitos casos, ocasionar erro na identificação do sujeito passivo. Essas situações quando contrárias ao interesse do contribuinte ensejam a impugnação do lançamento, podendo resultar no cancelamento do crédito tributário por nulidade do ato administrativo.

  Nesse contexto, a alternativa viável do ponto de vista estratégico para a tributação do IPTU, pode ser a alteração da espécie de lançamento. Para Baleeiro (2001, p. 252), tributos cobrados em massa que dependem da apuração complexa de valores, não podem depender de lançamento de ofício. Como Aliomar Baleeiro, também Misabel Derzi, e Elizabeth Carrazza, defendem a alteração da modalidade homologação. Essa modalidade de lançamento tem sido adotada para outros tributos como o imposto de renda, o imposto sobre circulação de mercadorias e serviços e imposto sobre serviços de qualquer natureza. No lançamento por homologação, conhecido na doutrina também como “autolançamento”, a legislação tributária atribui ao contribuinte o dever de apurar o valor do tributo e antecipar o seu pagamento, para posterior exame e, se for o caso, homologação da autoridade administrativa.

  No lançamento por homologação o proprietário do imóvel fica obrigado, legalmente, a declarar, anualmente antes da data fixada para o pagamento do imposto, a situação factícia e jurídica do imóvel existente na data da ocorrência do fato gerador. Com base nesses dados, apura o valor do imposto, recolhendo-o à Fazenda Municipal na data fixada para o seu pagamento.

  Os dados declarados pelo sujeito passivo são confrontados pela autoridade administrativa, com as informações constantes do cadastro imobiliário e a planta de valores. Constatada divergência entre os valores declarados e os registrados no cadastro imobiliário, a autoridade administrativa promoverá as necessárias alterações, efetuando de ofício, se for o caso, o lançamento do imposto correspondente a diferença apurada, mediante notificação ao sujeito passivo. Não sendo constatada divergência no valor do imposto devido, o pagamento do crédito tributário efetuado pelo sujeito passivo é homologado pela autoridade administrativa.

  Considera-se que o lançamento do IPTU por homologação, pode trazer inúmeras vantagens para as Prefeituras, em relação ao lançamento de ofício. Dentre essas, destacam-se: a) atualização permanente dos dados do cadastro imobiliário e da planta de valores que passa a ser feita com base nos dados declarados pelos contribuintes; b) exploração máxima do potencial tributário do Município que contará com todos os dados para tributar as propriedades considerando a universalidade dos imóveis e as características próprias de cada uma das unidades sujeitas à incidência do imposto; c) redução dos custos administrativos e operacionais relacionados com o recadastramento de imóveis, atualização de plantas de valores, distribuição dos carnês; d) redução do número de processos de reclamação de lançamento; e) redução do número de proprietários desconhecidos; f) redução do número de unidades e montante de débitos inscritos na dívida ativa; e g) aumento expressivo na arrecadação do imposto.

  Há que se considerar, contudo que a eficácia, eficiência e efetividade do critério do lançamento do IPTU por homologação requer o uso de sistemas e tecnologia adequados para a administração e controle das informações físicas e financeiras relacionadas aos imóveis, proprietários e aos créditos tributários.

  Por outro lado, de acordo com os dados desta pesquisa restou comprovado que os Municípios de maior porte demográfico possuem maior potencial inexplorado do IPTU. Esses Municípios, em face da quantidade de imóveis que possuem, também demonstraram ser os que têm maiores dificuldades para manter os cadastros imobiliários e as plantas de valores atualizados. Por essas e outras razões é possível que o lançamento por homologação possa revelar-se mais adequado para os Municípios com população acima de 50 mil habitantes.

  Partindo-se desses aspectos e considerando que no Brasil existem, atualmente, 5.561 Municípios (IBGE, 2001), que necessitam melhorar o desempenho de suas receitas para atender os anseios da sociedade contemporânea, recomenda-se que o lançamento por homologação ou autolançamento seja estudado como estratégia eficaz para aumentar a eficiência do IPTU.

  RECOMENDACÕES PARA FUTUROS ESTUDOS Além das considerações apresentadas, a pesquisa suscitou a recomendação para possíveis estudos, das seguintes questões: a) investigação das causas do elevado nível de dependência dos Municípios catarinenses em relação às transferências tributárias da União e do Estado, para a composição dos seus recursos orçamentários, cujo percentual é superior à media nacional; b) investigação dos fatores que podem estar contribuindo para que as taxas cobradas pelos Municípios catarinenses sejam superiores ao valor de cada um dos impostos;

  c) investigação dos fatores que contribuem para que a receita do IPTU seja proporcionalmente inferior ao IPVA cobrado pela média dos Municípios catarinenses; d) investigação das razões pelas quais a maioria dos Municípios catarinenses não utiliza o IPTU como instrumento de aplicação do princípio da função social da propriedade.

  

REFERÊNCIAS

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  ANEXOS ANEXO I – Distribuição dos Municípios por Mesorregião, População e Ano de Fundação

  

DISTRIBUIđấO DOS MUNICễPIOS POR MESORREGIấO,

POPULAđấO E ANO DE FUNDAđấO Municipio Mesorregião Populaçao Ano da Total Urbana Fundação

  Abdon Batista Serrana 2.534 713 1989 Abelardo Luz Oeste Catarinense 18.154 7.228 1958 Agrolândia Vale do Itajaí 8.133 4.634 1962 Agronômica Vale do Itajaí 4.506 872 1964 Água Doce Oeste Catarinense 6.870 3.148 1958 Águas de Chapecó Oeste Catarinense 5.443 2.202 1962 Águas Frias Oeste Catarinense 2.186 517 1991 Águas Mornas Grande Florianópolis 5.790 1.715 1961 Alfredo Wagner Grande Florianópolis 8.376 2.473 1961 Alto Bela Vista Oeste Catarinense 1.913 522 1995 Anchieta Oeste Catarinense 6.049 2.443 1963 Angelina Grande Florianópolis 5.524 1.015 1961 Anita Garibaldi Serrana 10.077 4.188 1961 Anitápolis Grande Florianópolis 3.065 1.114 1961 Antônio Carlos Grande Florianópolis 6.855 1.760 1963 Apiúna Vale do Itajaí 8.925 3.606 1988 Arabutã Oeste Catarinense 4.204 971 1991 Araquari Norte Catarinense 20.242 22.000 1876 Araranguá Sul Catarinense 60.076 45.052 1880 Armazém Sul Catarinense 7.272 2.625 1958 Arroio Trinta Oeste Catarinense 3.570 2.097 1961 Arvoredo Oeste Catarinense 2.112 411 1992 Ascurra Vale do Itajaí 7.330 6.119 1963 Atalanta Vale do Itajaí 3.289 1.133 1964 Aurora Vale do Itajaí 5.170 1.482 1964 Balneário Arroio do Silva Sul Catarinense 7.001 5.876 1995 Balneário Barra do Sul Norte Catarinense 7.356 6.032 1992 Balneário Camboriú Vale do Itajaí 90.461 73.455 1964 Balneário Gaivota Sul Catarinense 6.298 2.977 1995 Balneário Piçarras Vale do Itajaí 12.438 8.615 1963 Bandeirante Oeste Catarinense 2.900 741 1995 Barra Bonita Oeste Catarinense 2.003 25.614 1995 Barra Velha Vale do Itajaí 18.095 14.566 1961 Bela Vista do Toldo Norte Catarinense 5.719 570 1994 Belmonte Oeste Catarinense 2.251 952 1992 Benedito Novo Vale do Itajaí 9.423 4.901 1961 Biguaçu Grande Florianópolis 55.267 42.907 1833 Blumenau Vale do Itajaí 287.350 241.943 1880 Bocaina do Sul Serrana 3.151 415 1994 Bom Jardim da Serra Serrana 4.041 2.123 1967 Bom Jesus Oeste Catarinense 2.069 989 1995 Bom Jesus do Oeste Oeste Catarinense 2.095 376 1995 Bom Restiro Serrana 8.397 5.336 1922 Bombinhas Vale do Itajaí 10.759 8.716 1992 Botuverá Vale do Itajaí 3.603 803 1962 Braço do norte Sul Catarinense 28.912 17.879 1955

  Braço do Trombudo Vale do Itajaí 3.531 1.622 1991 Brunópolis Serrana 3.281 707 1995 Brusque Vale do Itajaí 85.218 73.256 1881 Caçador Oeste Catarinense 69.767 55.542 1934 Caibí Oeste Catarinense 5.803 3.060 1965 Calmon Oeste Catarinense 3.885 1.392 1992 Camboriú Vale do Itajaí 49.469 39.427 1884 Campo Alegre Norte Catarinense 12.434 6.871 1896 Campo Belo do Sul Serrana 8.068 4.440 1961 Campo Erê Oeste Catarinense 8.962 5.756 1958 Campos Novos Serrana 28.842 22.556 1881 Canelinha Grande Florianópolis 9.434 4.292 1962 Canoinhas Norte Catarinense 52.647 37.904 1911 Capão Alto Serrana 3.110 604 1994 Capinzal Oeste Catarinense 23.167 15.460 1948 Capivari de Baixo Sul Catarinense 19.934 17.436 1992 Catanduvas Oeste Catarinense 9.192 5.304 1963 Caxambú do Sul Oeste Catarinense 4.902 2.054 1962 Celso Ramos Serrana 2.529 638 1989 Cerro Negro Serrana 3.553 394 1991 Chapadão do Lageado Vale do Itajaí 2.547 289 1995 Chapecó Oeste Catarinense 165.220 134.592 1917 Cocal do Sul Sul Catarinense 14.662 11.407 1991 Concórdia Oeste Catarinense 65.754 45.254 1934 Cordilheira Alta Oeste Catarinense 3.196 303 1992 Coronel Freitas Oeste Catarinense 10.597 4.494 1961 Coronel Martins Oeste Catarinense 1.905 458 1992 Correia Pinto Serrana 16.992 12.046 1982 Corupá Norte Catarinense 12.592 8.727 1958 Criciúma Sul Catarinense 182.785 153.049 1925 Cunha Porã Oeste Catarinense 9.948 5.287 1958 Cunhataí Oeste Catarinense 1.740 335 1995 Curitibanos Serrana 37.460 32.438 1869 Descanso Oeste Catarinense 8.356 3.885 1956 Dionísio Cerqueira Oeste Catarinense 14.522 8.610 1953 Dona Emma Vale do Itajaí 3.151 1.368 1962 Doutor Pedrinho Vale do Itajaí 3.126 1.669 1988 Entre Rios Oeste Catarinense 2.820 751 1995 Ermo Sul Catarinense 2.056 593 1993 Erval Velho Oeste Catarinense 4.086 2.160 1963 Faxinal dos Guedes Oeste Catarinense 11.537 7.044 1958 Flor do Sertão Oeste Catarinense 1.621 195 1995 Florianópolis Grande Florianópolis 386.913 332.185 1726 Formosa do Sul Oeste Catarinense 2.119 891 1992 Forquilhinha Sul Catarinense 20.549 14.556 1989 Fraiburgo Oeste Catarinense 36.180 27.623 1961 Frei Rogério Serrana 3.173 487 1995 Galvão Oeste Catarinense 4.004 2.494 1962 Gapar Vale do Itajaí 51.955 29.601 1961 Garopaba Sul Catarinense 14.829 10.722 1963 Garuva Norte Catarinense 12.716 8.256 1934 Governador Celso Ramos Grande Florianópolis 12.608 10.842 1963 Grão Pará Sul Catarinense 6.167 2.674 1958

  Gravatal Sul Catarinense 7.210 3.864 1961 Guabiruba Vale do Itajaí 14.552 12.048 1962 Guaraciaba Oeste Catarinense 10.393 4.365 1961 Guaramirim Norte Catarinense 28.944 19.012 1948 Guarujá do Sul Oeste Catarinense 4.655 2.271 1961 Guatambú Oeste Catarinense 4.728 983 1991 Hereval d'Oeste Oeste Catarinense 21.179 17.140 1953 Ibiam Oeste Catarinense 1.898 501 1995 Ibicaré Oeste Catarinense 3.408 1.240 1962 Ibirama Vale do Itajaí 16.923 13.115 1934 Içara Sul Catarinense 54.041 39.570 1961 Ilhota Vale do Itajaí 11.152 6.445 1958 Imaruí Sul Catarinense 12.364 3.909 1890 Imbituba Sul Catarinense 38.141 34.527 1958 Imbuia Vale do Itajaí 5.203 1.955 1962 Imorê Oeste Catarinense 2.660 683 1995 Indaial Vale do Itajaí 45.343 38.382 1934 Ipira Oeste Catarinense 5.228 2.214 1963 Iporã do Oeste Oeste Catarinense 7.695 2.851 1988 Ipuaçu Oeste Catarinense 6.275 967 1992 Ipumirim Oeste Catarinense 6.729 2.484 1963 Iraceminha Oeste Catarinense 4.010 1.222 1989 Irani Oeste Catarinense 9.287 5.058 1963 Irati Oeste Catarinense 2.069 412 1992 Irineópolis Norte Catarinense 9.720 1.964 1962 Itá Oeste Catarinense 6.829 3.422 1956 Itaiópolis Norte Catarinense 19.846 8.757 1918 Itajaí Vale do Itajaí 161.121 141.950 1859 Itapema Vale do Itajaí 32.894 24.781 1962 Itapiranga Oeste Catarinense 13.432 5.382 1953 Itapoá Norte Catarinense 11.318 8.191 1989 Ituporanga Vale do Itajaí 19.905 11.664 1948 Jaborá Oeste Catarinense 4.085 1.362 1963 Jacinto Machado Sul Catarinense 10.620 4.538 1958 Jaquaruna Sul Catarinense 15.608 10.238 1930 Jaraguá do Sul Norte Catarinense 124.661 96.320 1934 Jardinópolis Oeste Catarinense 1.867 815 1992 Joaçaba Oeste Catarinense 24.708 21.688 1917 Joinville Norte Catarinense 477.971 414.972 1866 José Boiteux Vale do Itajaí 4.634 1.466 1989 Jupiá Oeste Catarinense 2.136 671 1995 Lacerdópolis Oeste Catarinense 2.221 983 1963 Lages Serrana 165.068 153.582 1770 Laguna Sul Catarinense 48.956 37.284 1676 Lajeado Grande Oeste Catarinense 1.633 476 1991 Laurentino Vale do Itajaí 5.440 3.238 1962 Lauro Müller Sul Catarinense 13.434 9.923 1956 Lebon Régis Oeste Catarinense 12.132 6.980 1958 Leoberto Leal Grande Florianópolis 3.468 457 1962 Lindóia do Sul Oeste Catarinense 4.573 1.321 1989 Lontras Vale do Itajaí 8.793 5.309 1961 Luís Alves Vale do Itajaí 8.761 2.124 1958 Luzerna Oeste Catarinense 5.699 3.964 1995

  Macieira Oeste Catarinense 1.712 304 1992 Mafra Norte Catarinense 51.437 37.713 1917 Major Gercino Grande Florianópolis 2.814 977 1961 Major Vieira Norte Catarinense 6.691 2.199 1960 Maracajá Sul Catarinense 6.002 3.521 1967 Maravilha Oeste Catarinense 18.879 14.226 1958 Marema Oeste Catarinense 2.467 941 1988 Massaranduba Norte Catarinense 13.277 4.629 1961 Matos Costa Oeste Catarinense 3.646 1.250 1962 Meleiro Sul Catarinense 6.950 3.207 1961 Mirim Doce Vale do Itajaí 2.647 1.158 1991 Modelo Oeste Catarinense 3.781 2.201 1961 Mondaí Oeste Catarinense 8.432 4.049 1953 Monte Carlos Serrana 10.258 7.305 1991 Monte Castelo Norte Catarinense 8.222 4.573 1962 Morro da Fumaça Sul Catarinense 15.668 11.154 1962 Morro Grande Sul Catarinense 2.860 737 1992 Navegantes Vale do Itajaí 47.349 36.650 1962 Nova Erechim Oeste Catarinense 3.763 1.720 1964 Nova Itaberaba Oeste Catarinense 4.298 425 1991 Nova Trento Grande Florianópolis 10.227 6.673 1892 Nova Veneza Sul Catarinense 12.339 7.199 1958 Novo Horizonte Oeste Catarinense 7.772 723 1992 Orleans Sul Catarinense 20.026 12.813 1913 Otacílio Serrana 14.660 12.811 1982 Ouro Oeste Catarinense 7.772 4.165 1963 Ouro Verde Oeste Catarinense 2.154 625 1992 Paial Oeste Catarinense 2.001 259 1995 Painel Serrana 2.452 1.142 1994 Palhoça Grande Florianópolis 120.346 97.914 1894 Palma Sola Oeste Catarinense 7.872 3.192 1961 Palmeira Serrana 2.261 771 1995 Palmitos Oeste Catarinense 15.154 8.006 1953 Papanduva Norte Catarinense 17.125 7.953 1953 Paraíso Oeste Catarinense 4.179 1.302 1992 Passo de Torres Sul Catarinense 5.253 3.522 1991 Passos Maia Oeste Catarinense 5.552 748 1991 Paulo Lopoes Grande Florianópolis 6.126 3.554 1961 Pedras Grandes Sul Catarinense 4.849 865 1961 Penha Vale do Itajaí 20.023 15.993 1958 Peritiba Oeste Catarinense 3.251 1.317 1963 Petrolândia Vale do Itajaí 6.067 1.811 1962 Pinhalzinho Oeste Catarinense 13.219 9.313 1961 Pinheiro Preto Oeste Catarinense 2.911 1.141 1962 Piratuba Oeste Catarinense 6.275 2.710 1948 Planalto Alegre Oeste Catarinense 2.394 739 1991 Pomerode Vale do Itajaí 23.849 18.713 1958 Ponte Alta Serrana 5.381 3.783 1964 Ponte Alta do Norte Serrana 3.531 233 1992 Ponte Serrada Oeste Catarinense 11.344 7.230 1958 Porto Belo Vale do Itajaí 12.627 9.973 1925 Porto União Norte Catarinense 32.871 26.579 1917 Pouso Redondo Vale do Itajaí 12.607 6.368 1958

  Praia Grande Sul Catarinense 7.136 3.937 1958 Presidente Castelo Branco Oeste Catarinense 2.082 457 1963 Presidente Getúlio Vale do Itajaí 12.826 7.867 1953 Presidente Nereu Vale do Itajaí 2.064 776 1961 Princesa Oeste Catarinense 2.470 568 1985 Quilombo Oeste Catarinense 10.188 4.697 1961 Rancho Queimado Grande Florianópolis 2.780 1.103 1962 Rio das Antas Oeste Catarinense 6.322 2.226 1958 Rio do Campo Vale do Itajaí 6.335 2.288 1961 Rio do Oeste Vale do Itajaí 6.609 2.626 1958 Rio do Sul Vale do Itajaí 54.713 48.418 1930 Rio dos Cedros Vale do Itajaí 9.091 3.758 1961 Rio Fortuna Sul Catarinense 4.395 1.213 1958 Rio Negrinho Norte Catarinense 42.451 32.650 1953 Rio Rufino Serrana 2.032 553 1991 Riqueza Oeste Catarinense 4.594 1.277 1991 Rodeio Vale do Itajaí 10.898 8.866 1936 Romelândia Oeste Catarinense 5.137 2.120 1963 Salete Vale do Itajaí 7.136 4.583 1961 Saltinho Oeste Catarinense 3.449 899 1995 Salto Veloso Oeste Catarinense 4.115 2.834 1961 Sangão Sul Catarinense 9.347 3.624 1992 Santa Cecília Serrana 15.926 11.617 1958 Santa Helena Oeste Catarinense 2.393 740 1992 Santa Rosa de Lima Sul Catarinense 2.064 423 1962 Santa Rosa do Sul Sul Catarinense 8.109 3.042 1988 Santa Terezinha Norte Catarinense 8.945 8.945 1991 Santa Terezinha do Progresso Oeste Catarinense 3.076 426 1995 Santiago do Sul Oeste Catarinense 1.573 521 1994 Santo Amaro da Imperatriz Grande Florianópolis 16.896 12.536 1958 São Bento do Sul Norte Catarinense 73.189 61.826 1883 São Bernadino Oeste Catarinense 2.703 529 1995 São Bonifácio Grande Florianópolis 3.138 682 1962 São Carlos Oeste Catarinense 8.890 5.347 1953 São Cristovão do Sul Serrana 4.913 2.719 1992 São Domingos Oeste Catarinense 8.912 5.430 1962 São Francisco do Sul Norte Catarinense 36.743 29.930 1658 São João Batista Grande Florianópolis 15.936 11.273 1961 São João do Itaperiú Vale do Itajaí 3.398 1.454 1958 São João do Oeste Oeste Catarinense 5.344 1.494 1992 São João do Sul Sul Catarinense 15.936 1.143 1961 São Joaquim Serrana 23.114 16.129 1886 São José Grande Florianópolis 192.679 171.230 1833 São José do Cedro Oeste Catarinense 13.112 6.659 1958 São José do Cerrito Serrana 9.776 2.152 1961 São Lousenço do Oeste Oeste Catarinense 20.005 13.407 1958 São Ludgero Sul Catarinense 9.911 5.995 1962 São Martinho Sul Catarinense 3.221 888 1962 São Miguel da Boa Vista Oeste Catarinense 1.708 331 1992 São Miguel do Oeste Oeste Catarinense 32.928 27.392 1953 São Pedro de Alcântara Grande Florianópolis 3.781 2.092 1994 Saudades Oeste Catarinense 7.960 2.897 1961 Schroeder Norte Catarinense 10.975 9.402 1964

  Seara Oeste Catarinense 17.221 10.263 1953 Serra Alta Oeste Catarinense 3.058 1.201 1989 Siderópolis Sul Catarinense 12.776 9.103 1958 Sombrio Sul Catarinense 25.274 15.925 1953 Sul Brasil Oeste Catarinense 2.728 744 1991 Taió Vale do Itajaí 16.153 7.887 1948 Tangará Oeste Catarinense 8.234 4.233 1948 Tigrinhos Oeste Catarinense 1.919 213 1995 Tijucas Grande Florianópolis 25.474 18.711 1859 Timbé do Sul Sul Catarinense 5.193 1.683 1967 Timbó Vale do Itajaí 32.207 26.783 1934 Timbó Grande Norte Catarinense 7.292 2.775 1989 Três Barras Norte Catarinense 17.887 14.223 1960 Treviso Sul Catarinense 3.393 1.561 1995 Treze de Maio Sul Catarinense 6.980 1.764 1961 Treze Tílias Oeste Catarinense 5.257 2.907 1963 Trombudo Central Vale do Itajaí 5.755 3.154 1958 Tubarão Sul Catarinense 93.238 69.925 1870 Tunápolis Oeste Catarinense 4.416 1.217 1989 Turvo Sul Catarinense 11.118 5.637 1948 União do Oeste Oeste Catarinense 3.336 994 1988 Urubici Serrana 10.509 6.661 1956 Urupema Serrana 2.554 1.185 1988 Urussanga Sul Catarinense 19.110 10.650 1900 Vargeão Oeste Catarinense 3.489 1.380 1964 Vargem Serrana 3.203 651 1991 Vargem Bonita Oeste Catarinense 4.835 2.199 1992 Vidal Ramos Vale do Itajaí 5.975 1.497 1956 Videira Oeste Catarinense 45.699 35.787 1943 Vitor Meireles Vale do Itajaí 5.330 1.098 1989 Witmarsum Vale do Itajaí 3.091 612 1962 Xanxerê Oeste Catarinense 39.812 32.385 1953 Xavantina Oeste Catarinense 4.118 946 1963 Xaxim Oeste Catarinense 24.432 16.058 1953 Zortéa Serrana 2.804 2.053 1995 Fonte: FECAM - Guia dos Municípios Catarinenses

  ANEXO II – Distribuição das mesorregiões por Municípios e população

  DISTRIBUIđấO DAS MESORREGIỏES POR MUNICễPIOS E POPULAđấO Mesorregião Município População Total Urbana

  

Grande Florianópolis Águas Mornas 5.790 1.715

Grande Florianópolis Alfredo Wagner 8.376 2.473

Grande Florianópolis Angelina 5.524 1.015

Grande Florianópolis Anitápolis 3.065 1.114

Grande Florianópolis Antônio Carlos 6.855 1.760

Grande Florianópolis Biguaçu 55.267 42.907

Grande Florianópolis Canelinha 9.434 4.292

Grande Florianópolis Florianópolis 386.913 332.185

Grande Florianópolis Governador Celso Ramos 12.608 10.842

Grande Florianópolis Leoberto Leal 3.468 457

Grande Florianópolis Major Gercino 2.814 977

Grande Florianópolis Nova Trento 10.227 6.673

Grande Florianópolis Palhoça 120.346 97.914

Grande Florianópolis Paulo Lopoes 6.126 3.554

Grande Florianópolis Rancho Queimado 2.780 1.103

Grande Florianópolis Santo Amaro da Imperatriz 16.896 12.536

Grande Florianópolis São Bonifácio 3.138 682

Grande Florianópolis São João Batista 15.936 11.273

Grande Florianópolis São José 192.679 171.230

Grande Florianópolis São Pedro de Alcântara 3.781 2.092

Grande Florianópolis Tijucas 25.474 18.711

Norte Catarinense Araquari 20.242 22.000

  

Norte Catarinense Balneário Barra do Sul 7.356 6.032

Norte Catarinense Bela Vista do Toldo 5.719 570

Norte Catarinense Campo Alegre 12.434 6.871

Norte Catarinense Canoinhas 52.647 37.904

Norte Catarinense Corupá 12.592 8.727

Norte Catarinense Garuva 12.716 8.256

Norte Catarinense Guaramirim 28.944 19.012

Norte Catarinense Irineópolis 9.720 1.964

Norte Catarinense Itaiópolis 19.846 8.757

Norte Catarinense Itapoá 11.318 8.191

Norte Catarinense Jaraguá do Sul 124.661 96.320

Norte Catarinense Joinville 477.971 414.972

Norte Catarinense Mafra 51.437 37.713

Norte Catarinense Major Vieira 6.691 2.199

Norte Catarinense Massaranduba 13.277 4.629

Norte Catarinense Monte Castelo 8.222 4.573

Norte Catarinense Papanduva 17.125 7.953

Norte Catarinense Porto União 32.871 26.579

Norte Catarinense Rio Negrinho 42.451 32.650

Norte Catarinense Santa Terezinha 8.945 8.945

Norte Catarinense São Bento do Sul 73.189 61.826

Norte Catarinense São Francisco do Sul 36.743 29.930

Norte Catarinense Schroeder 10.975 9.402

Norte Catarinense Timbó Grande 7.292 2.775

Norte Catarinense Três Barras 17.887 14.223

Oeste Catarinense Abelardo Luz 18.154 7.228 Oeste Catarinense Água Doce 6.870 3.148 Oeste Catarinense Águas de Chapecó 5.443 2.202 Oeste Catarinense Águas Frias 2.186 517 Oeste Catarinense Alto Bela Vista 1.913 522 Oeste Catarinense Anchieta 6.049 2.443 Oeste Catarinense Arabutã 4.204 971 Oeste Catarinense Arroio Trinta 3.570 2.097 Oeste Catarinense Arvoredo 2.112 411 Oeste Catarinense Bandeirante 2.900 741 Oeste Catarinense Barra Bonita 2.003 25.614 Oeste Catarinense Belmonte 2.251 952 Oeste Catarinense Bom Jesus 2.069 989 Oeste Catarinense Bom Jesus do Oeste 2.095 376 Oeste Catarinense Caçador 69.767 55.542 Oeste Catarinense Caibí 5.803 3.060 Oeste Catarinense Calmon 3.885 1.392 Oeste Catarinense Campo Erê 8.962 5.756 Oeste Catarinense Capinzal 23.167 15.460 Oeste Catarinense Catanduvas 9.192 5.304 Oeste Catarinense Caxambú do Sul 4.902 2.054 Oeste Catarinense Chapecó 165.220 134.592 Oeste Catarinense Concórdia 65.754 45.254 Oeste Catarinense Cordilheira Alta 3.196 303 Oeste Catarinense Coronel Freitas 10.597 4.494 Oeste Catarinense Coronel Martins 1.905 458 Oeste Catarinense Cunha Porã 9.948 5.287 Oeste Catarinense Cunhataí 1.740 335 Oeste Catarinense Descanso 8.356 3.885 Oeste Catarinense Dionísio Cerqueira 14.522 8.610 Oeste Catarinense Entre Rios 2.820 751 Oeste Catarinense Erval Velho 4.086 2.160 Oeste Catarinense Faxinal dos Guedes 11.537 7.044 Oeste Catarinense Flor do Sertão 1.621 195 Oeste Catarinense Formosa do Sul 2.119 891 Oeste Catarinense Fraiburgo 36.180 27.623 Oeste Catarinense Galvão 4.004 2.494 Oeste Catarinense Guaraciaba 10.393 4.365 Oeste Catarinense Guarujá do Sul 4.655 2.271 Oeste Catarinense Guatambú 4.728 983 Oeste Catarinense Hereval d'Oeste 21.179 17.140 Oeste Catarinense Ibiam 1.898 501 Oeste Catarinense Ibicaré 3.408 1.240 Oeste Catarinense Imorê 2.660 683 Oeste Catarinense Ipira 5.228 2.214 Oeste Catarinense Iporã do Oeste 7.695 2.851 Oeste Catarinense Ipuaçu 6.275 967 Oeste Catarinense Ipumirim 6.729 2.484 Oeste Catarinense Iraceminha 4.010 1.222 Oeste Catarinense Irani 9.287 5.058 Oeste Catarinense Irati 2.069 412 Oeste Catarinense Itá 6.829 3.422 Oeste Catarinense Itapiranga 13.432 5.382 Oeste Catarinense Jaborá 4.085 1.362

  Oeste Catarinense Jardinópolis 1.867 815 Oeste Catarinense Joaçaba 24.708 21.688 Oeste Catarinense Jupiá 2.136 671 Oeste Catarinense Lacerdópolis 2.221 983 Oeste Catarinense Lajeado Grande 1.633 476 Oeste Catarinense Lebon Régis 12.132 6.980 Oeste Catarinense Lindóia do Sul 4.573 1.321 Oeste Catarinense Luzerna 5.699 3.964 Oeste Catarinense Macieira 1.712 304 Oeste Catarinense Maravilha 18.879 14.226 Oeste Catarinense Marema 2.467 941 Oeste Catarinense Matos Costa 3.646 1.250 Oeste Catarinense Modelo 3.781 2.201 Oeste Catarinense Mondaí 8.432 4.049 Oeste Catarinense Nova Erechim 3.763 1.720 Oeste Catarinense Nova Itaberaba 4.298 425 Oeste Catarinense Novo Horizonte 7.772 723 Oeste Catarinense Ouro 7.772 4.165 Oeste Catarinense Ouro Verde 2.154 625 Oeste Catarinense Paial 2.001 259 Oeste Catarinense Palma Sola 7.872 3.192 Oeste Catarinense Palmitos 15.154 8.006 Oeste Catarinense Paraíso 4.179 1.302 Oeste Catarinense Passos Maia 5.552 748 Oeste Catarinense Peritiba 3.251 1.317 Oeste Catarinense Pinhalzinho 13.219 9.313 Oeste Catarinense Pinheiro Preto 2.911 1.141 Oeste Catarinense Piratuba 6.275 2.710 Oeste Catarinense Planalto Alegre 2.394 739 Oeste Catarinense Ponte Serrada 11.344 7.230 Oeste Catarinense Presidente Castelo Branco 2.082 457 Oeste Catarinense Princesa 2.470 568 Oeste Catarinense Quilombo 10.188 4.697 Oeste Catarinense Rio das Antas 6.322 2.226 Oeste Catarinense Riqueza 4.594 1.277 Oeste Catarinense Romelândia 5.137 2.120 Oeste Catarinense Saltinho 3.449 899 Oeste Catarinense Salto Veloso 4.115 2.834 Oeste Catarinense Santa Helena 2.393 740 Oeste Catarinense Santa Terezinha do Progresso 3.076 426 Oeste Catarinense Santiago do Sul 1.573 521 Oeste Catarinense São Bernadino 2.703 529 Oeste Catarinense São Carlos 8.890 5.347 Oeste Catarinense São Domingos 8.912 5.430 Oeste Catarinense São João do Oeste 5.344 1.494 Oeste Catarinense São José do Cedro 13.112 6.659 Oeste Catarinense São Lousenço do Oeste 20.005 13.407 Oeste Catarinense São Miguel da Boa Vista 1.708 331 Oeste Catarinense São Miguel do Oeste 32.928 27.392 Oeste Catarinense Saudades 7.960 2.897 Oeste Catarinense Seara 17.221 10.263 Oeste Catarinense Serra Alta 3.058 1.201 Oeste Catarinense Sul Brasil 2.728 744

  Oeste Catarinense Tangará 8.234 4.233 Oeste Catarinense Tigrinhos 1.919 213 Oeste Catarinense Treze Tílias 5.257 2.907 Oeste Catarinense Tunápolis 4.416 1.217 Oeste Catarinense União do Oeste 3.336 994 Oeste Catarinense Vargeão 3.489 1.380 Oeste Catarinense Vargem Bonita 4.835 2.199 Oeste Catarinense Videira 45.699 35.787 Oeste Catarinense Xanxerê 39.812 32.385 Oeste Catarinense Xavantina 4.118 946 Oeste Catarinense Xaxim 24.432 16.058 Serrana Abdon Batista 2.534 713

  Serrana Anita Garibaldi 10.077 4.188 Serrana Bocaina do Sul 3.151 415 Serrana Bom Jardim da Serra 4.041 2.123 Serrana Bom Restiro 8.397 5.336 Serrana Brunópolis 3.281 707 Serrana Campo Belo do Sul 8.068 4.440 Serrana Campos Novos 28.842 22.556 Serrana Capão Alto 3.110 604 Serrana Celso Ramos 2.529 638 Serrana Cerro Negro 3.553 394 Serrana Correia Pinto 16.992 12.046 Serrana Curitibanos 37.460 32.438 Serrana Frei Rogério 3.173 487 Serrana Lages 165.068 153.582 Serrana Monte Carlos 10.258 7.305 Serrana Otacílio 14.660 12.811 Serrana Painel 2.452 1.142 Serrana Palmeira 2.261 771 Serrana Ponte Alta 5.381 3.783 Serrana Ponte Alta do Norte 3.531 233 Serrana Rio Rufino 2.032 553 Serrana Santa Cecília 15.926 11.617 Serrana São Cristovão do Sul 4.913 2.719 Serrana São Joaquim 23.114 16.129 Serrana São José do Cerrito 9.776 2.152 Serrana Urubici 10.509 6.661 Serrana Urupema 2.554 1.185 Serrana Vargem 3.203 651 Serrana Zortéa 2.804 2.053 Sul Catarinense Araranguá 60.076 45.052

  Sul Catarinense Armazém 7.272 2.625 Sul Catarinense Balneário Arroio do Silva 7.001 5.876 Sul Catarinense Balneário Gaivota 6.298 2.977 Sul Catarinense Braço do norte 28.912 17.879 Sul Catarinense Capivari de Baixo 19.934 17.436 Sul Catarinense Cocal do Sul 14.662 11.407 Sul Catarinense Criciúma 182.785 153.049 Sul Catarinense Ermo 2.056 593 Sul Catarinense Forquilhinha 20.549 14.556 Sul Catarinense Garopaba 14.829 10.722 Sul Catarinense Grão Pará 6.167 2.674

  Sul Catarinense Gravatal 7.210 3.864 Sul Catarinense Içara 54.041 39.570 Sul Catarinense Imaruí 12.364 3.909 Sul Catarinense Imbituba 38.141 34.527 Sul Catarinense Jacinto Machado 10.620 4.538 Sul Catarinense Jaquaruna 15.608 10.238 Sul Catarinense Laguna 48.956 37.284 Sul Catarinense Lauro Müller 13.434 9.923 Sul Catarinense Maracajá 6.002 3.521 Sul Catarinense Meleiro 6.950 3.207 Sul Catarinense Morro da Fumaça 15.668 11.154 Sul Catarinense Morro Grande 2.860 737 Sul Catarinense Nova Veneza 12.339 7.199 Sul Catarinense Orleans 20.026 12.813 Sul Catarinense Passo de Torres 5.253 3.522 Sul Catarinense Pedras Grandes 4.849 865 Sul Catarinense Praia Grande 7.136 3.937 Sul Catarinense Rio Fortuna 4.395 1.213 Sul Catarinense Sangão 9.347 3.624 Sul Catarinense Santa Rosa de Lima 2.064 423 Sul Catarinense Santa Rosa do Sul 8.109 3.042 Sul Catarinense São João do Sul 15.936 1.143 Sul Catarinense São Ludgero 9.911 5.995 Sul Catarinense São Martinho 3.221 888 Sul Catarinense Siderópolis 12.776 9.103 Sul Catarinense Sombrio 25.274 15.925 Sul Catarinense Timbé do Sul 5.193 1.683 Sul Catarinense Treviso 3.393 1.561 Sul Catarinense Treze de Maio 6.980 1.764 Sul Catarinense Tubarão 93.238 69.925 Sul Catarinense Turvo 11.118 5.637 Sul Catarinense Urussanga 19.110 10.650

  Vale do Itajaí Agrolândia 8.133 4.634 Vale do Itajaí Agronômica 4.506 872 Vale do Itajaí Apiúna 8.925 3.606 Vale do Itajaí Ascurra 7.330 6.119 Vale do Itajaí Atalanta 3.289 1.133 Vale do Itajaí Aurora 5.170 1.482 Vale do Itajaí Balneário Camboriú 90.461 73.455 Vale do Itajaí Balneário Piçarras 12.438 8.615 Vale do Itajaí Barra Velha 18.095 14.566 Vale do Itajaí Benedito Novo 9.423 4.901 Vale do Itajaí Blumenau 287.350 241.943 Vale do Itajaí Bombinhas 10.759 8.716 Vale do Itajaí Botuverá 3.603 803 Vale do Itajaí Braço do Trombudo 3.531 1.622 Vale do Itajaí Brusque 85.218 73.256 Vale do Itajaí Camboriú 49.469 39.427 Vale do Itajaí Chapadão do Lageado 2.547 289 Vale do Itajaí Dona Emma 3.151 1.368 Vale do Itajaí Doutor Pedrinho 3.126 1.669 Vale do Itajaí Gapar 51.955 29.601 Vale do Itajaí Guabiruba 14.552 12.048

  

Vale do Itajaí Ibirama 16.923 13.115

Vale do Itajaí Ilhota 11.152 6.445

Vale do Itajaí Imbuia 5.203 1.955

Vale do Itajaí Indaial 45.343 38.382

Vale do Itajaí Itajaí 161.121 141.950

Vale do Itajaí Itapema 32.894 24.781

Vale do Itajaí Ituporanga 19.905 11.664

Vale do Itajaí José Boiteux 4.634 1.466

Vale do Itajaí Laurentino 5.440 3.238

Vale do Itajaí Lontras 8.793 5.309

Vale do Itajaí Luís Alves 8.761 2.124

Vale do Itajaí Mirim Doce 2.647 1.158

Vale do Itajaí Navegantes 47.349 36.650

Vale do Itajaí Penha 20.023 15.993

Vale do Itajaí Petrolândia 6.067 1.811

Vale do Itajaí Pomerode 23.849 18.713

Vale do Itajaí Porto Belo 12.627 9.973

Vale do Itajaí Pouso Redondo 12.607 6.368

Vale do Itajaí Presidente Getúlio 12.826 7.867

Vale do Itajaí Presidente Nereu 2.064 776

Vale do Itajaí Rio do Campo 6.335 2.288

Vale do Itajaí Rio do Oeste 6.609 2.626

Vale do Itajaí Rio do Sul 54.713 48.418

Vale do Itajaí Rio dos Cedros 9.091 3.758

Vale do Itajaí Rodeio 10.898 8.866

Vale do Itajaí Salete 7.136 4.583

Vale do Itajaí São João do Itaperiú 3.398 1.454

Vale do Itajaí Taió 16.153 7.887

Vale do Itajaí Timbó 32.207 26.783

Vale do Itajaí Trombudo Central 5.755 3.154

Vale do Itajaí Vidal Ramos 5.975 1.497

Vale do Itajaí Vitor Meireles 5.330 1.098

Vale do Itajaí Witmarsum 3.091 612

  Fonte: FECAM - Guia dos municípios catarinenses

  ANEXO III – Composição da Receita Municipal

  

COMPOSIđấO DA RECEITA MUNICIPAL

Receita Município Mesorregião Corrente Tributária Transf. Tribut Outras Receitas

  Abdon Batista Serrana NI NI NI NI Abelardo Luz Oeste Catarinense NI NI NI NI

Agrolândia Vale do Itajaí 444.647.459,00 46.453.460,00 390.439.753,00 7.754.246,00

Agronômica Vale do Itajaí 335.257.507,00 9.155.532,00 316.340.625,00 9.761.350,00

Água Doce Oeste Catarinense 5.269.320,30 299.150,09 4.771.874,16 198.296,05

Águas de Chapecó Oeste Catarinense 3.634.655,00 130.079,00 3.410.094,00 94.482,00

Águas Frias Oeste Catarinense 300.869.684,00 8.489.267,00 287.648.887,00 4.731.530,00

Águas Mornas Grande Florianópolis NI NI NI NI

Alfredo Wagner Grande Florianópolis 5.767.804,27 271.434,03 4.999.135,47 497.234,77

Alto Bela Vista Oeste Catarinense 3.846.773,72 85.185,11 2.830.752,53 930.836,08

Anchieta Oeste Catarinense 4.786.248,97 309.137,39 4.354.177,05 122.934,53

Angelina Grande Florianópolis 3.678.808,00 186.790,00 3.233.632,00 258.386,00

Anita Garibaldi Serrana 5.342.040,95 978.865,01 4.298.447,26 64.728,68

Anitápolis Grande Florianópolis 3.548.841,58 73.089,97 3.157.976,56 317.775,05

Antônio Carlos Grande Florianópolis 5.523.633,06 291.481,68 4.681.601,57 550.549,81

Apiúna Vale do Itajaí 5.847.850,00 270.442,00 5.443.844,00 133.564,00

Arabutã Oeste Catarinense 3.843.023,98 89.373,48 3.529.003,12 224.647,38

Araquari Norte Catarinense 10.005.523,09 824.573,55 8.152.157,80 1.028.791,74

Araranguá Sul Catarinense NI NI NI NI Armazém Sul Catarinense NI NI NI NI

Arroio Trinta Oeste Catarinense 3.938.350,31 133.749,31 3.343.193,83 461.407,17

Arvoredo Oeste Catarinense 3.046.681,88 22.152,52 2.990.909,44 33.619,92

Ascurra Vale do Itajaí 4.241.991,51 330.807,80 3.847.937,33 63.246,38

Atalanta Vale do Itajaí 3.288.905,04 53.865,41 3.134.613,39 100.426,24

Aurora Vale do Itajaí 4.097.353,42 161.662,13 3.818.952,65 116.738,64

Balneário Arroio do Silva Sul Catarinense 4.687.619,42 975.325,56 3.126.275,73 586.018,13

Balneário Barra do Sul Norte Catarinense 6.557.993,75 923.730,24 5.027.636,55 606.626,96

Balneário Camboriú Vale do Itajaí NI NI NI NI

Balneário Gaivota Sul Catarinense 3.664.857,78 439.538,56 3.048.620,14 176.699,08

Balneário Piçarras Vale do Itajaí NI NI NI NI

Bandeirante Oeste Catarinense 3.339.261,68 77.001,80 3.243.285,00 18.974,88

Barra Bonita Oeste Catarinense 2.991.169,05 70.511,55 2.883.377,10 37.280,40

Barra Velha Vale do Itajaí 10.517.575,97 2.321.702,21 6.947.251,16 1.248.622,60

Bela Vista do Toldo Norte Catarinense 3.698.343,70 86.036,32 3.536.663,60 75.643,78

Belmonte Oeste Catarinense 2.806.983,83 46.947,69 2.652.565,20 107.470,94

Benedito Novo Vale do Itajaí 5.214.416,16 464.495,24 4.205.824,56 544.096,36

Biguaçu Grande Florianópolis NI NI NI NI

Blumenau Vale do Itajaí 266.024.898,24 49.532.922,27 148.881.466,51 67.610.509,46

Bocaina do Sul Serrana 3.329.702,84 103.932,19 3.192.666,35 33.104,30

Bom Jardim da Serra Serrana 3.319.107,47 109.421,80 3.126.921,60 82.764,07

Bom Jesus Oeste Catarinense 3.176.628,35 113.243,24 3.014.143,57 49.241,54

Bom Jesus do Oeste Oeste Catarinense 2.868.252,91 78.818,32 2.752.048,62 37.385,97

Bom Retiro Serrana 4.661.269,73 373.382,27 4.166.505,90 121.381,56

Bombinhas Vale do Itajaí 11.931.822,46 5.777.505,13 3.982.998,13 2.171.319,20

Botuverá Vale do Itajaí 3.322.685,54 96.748,89 2.986.575,73 239.360,92

Braço do norte Sul Catarinense 13.673.537,85 1.400.169,98 11.554.566,29 718.801,58

Braço do Trombudo Vale do Itajaí 3.805.662,00 243.880,00 3.440.239,00 121.543,00

Brunópolis Serrana 3.315.886,54 67.266,36 3.214.669,76 33.950,42

  

Brusque Vale do Itajaí 67.725.833,41 10.579.016,92 38.044.019,01 19.102.797,48

Caçador Oeste Catarinense NI NI NI NI Caibi Oeste Catarinense NI NI NI NI

Calmon Oeste Catarinense 3.729.775,79 49.993,18 3.679.782,61

Camboriú Vale do Itajaí 17.538.871,43 2.295.233,34 13.192.794,29 2.050.843,80

Campo Alegre Norte Catarinense 7.267.225,76 708.170,50 5.826.525,07 732.530,19

Campo Belo do Sul Serrana NI NI NI NI

Campo Erê Oeste Catarinense 6.821.828,41 542.254,41 5.942.714,35 336.859,65

Campos Novos Serrana 20.257.813,63 2.936.637,27 14.548.569,43 2.772.606,93

Canelinha Grande Florianópolis 4.476.596,07 335.656,36 3.899.133,01 241.806,70

Canoinhas Norte Catarinense 26.087.538,95 2.749.606,24 22.107.856,22 1.230.076,49

Capão Alto Serrana NI NI NI NI

Capinzal Oeste Catarinense 14.490.582,86 799.454,64 11.345.915,79 2.345.212,43

Capivari de Baixo Sul Catarinense 15.751.394,43 2.024.543,74 13.187.629,82 539.220,87

Catanduvas Oeste Catarinense 7.299.488,53 312.487,68 6.665.204,80 321.796,05

Caxambu do Sul Oeste Catarinense 4.118.091,99 138.526,69 3.884.412,05 95.153,25

Celso Ramos Serrana NI NI NI NI Cerro Negro Serrana NI NI NI NI

Chapadão do Lageado Vale do Itajaí 2.815.247,14 43.241,23 2.756.889,50 15.116,41

Chapecó Oeste Catarinense 102.527.498,22 20.617.390,36 71.188.869,60 10.721.238,26

Cocal do Sul Sul Catarinense NI NI NI NI

Concórdia Oeste Catarinense 48.468.398,40 5.513.596,73 36.702.161,66 6.252.640,01

Cordilheira Alta Oeste Catarinense 4.301.621,83 197.789,15 3.982.842,03 120.990,65

Coronel Freitas Oeste Catarinense NI NI NI NI

Coronel Martins Oeste Catarinense 3.133.466,93 93.505,42 2.879.464,84 160.496,67

Correia Pinto Serrana 14.892.930,16 871.781,03 13.361.421,94 659.727,19

Corupá Norte Catarinense NI NI NI NI

Criciúma Sul Catarinense 108.100.800,24 18.837.311,29 80.578.321,09 8.685.167,86

Cunha Porã Oeste Catarinense 5.375.397,02 401.366,18 4.581.991,27 392.039,57

Cunhataí Oeste Catarinense 2.916.687,86 74.183,72 2.753.047,98 89.456,16

Curitibanos Serrana 17.758.119,72 2.359.169,96 13.281.069,63 2.117.880,13

Descanso Oeste Catarinense 6.200.638,46 245.535,23 5.736.171,49 218.931,74

Dionísio Cerqueira Oeste Catarinense 7.042.132,61 479.860,61 616.783,18 5.945.488,82

Dona Emma Vale do Itajaí 3.170.767,65 184.621,29 2.805.653,34 180.493,02

Doutor Pedrinho Vale do Itajaí NI NI NI NI

Entre Rios Oeste Catarinense 3.459.350,73 58.802,68 3.356.116,31 44.431,74

Ermo Sul Catarinense 3.104.476,42 59.125,80 2.967.406,63 77.943,99

Erval Velho Oeste Catarinense 3.534.499,48 116.759,47 3.226.493,65 191.246,36

Faxinal dos Guedes Oeste Catarinense 7.097.378,89 233.119,86 6.738.592,15 125.666,88

Flor do Sertão Oeste Catarinense 2.731.367,02 61.964,08 2.631.701,68 37.701,26

Florianópolis Grande Florianópolis 282.899.758,94 128.878.824,03 118.973.451,06 35.047.483,85

Formosa do Sul Oeste Catarinense 3.157.359,56 82.486,34 3.012.330,76 62.542,46

Forquilhinha Sul Catarinense 14.578.805,37 830.615,20 12.611.120,00 1.137.070,17

Fraiburgo Oeste Catarinense 22.612.005,04 2.105.368,77 18.730.526,88 1.776.109,39

Frei Rogério Serrana 3.082.477,34 50.401,78 2.966.718,19 65.357,37

Galvão Oeste Catarinense 3.662.026,82 137.782,35 3.395.761,11 128.483,36

Garopaba Sul Catarinense 8.074.017,51 1.683.200,31 5.510.828,04 879.989,16

Garuva Norte Catarinense NI NI NI NI

Gapar Vale do Itajaí 27.409.081,48 3.922.670,24 16.827.076,71 6.659.334,53

Governador Celso Ramos Grande Florianópolis 6.689.759,49 1.382.505,56 4.605.943,62 701.310,31

Grão Pará Sul Catarinense 4.619.859,07 260.734,16 4.019.673,49 339.451,42

Gravatal Sul Catarinense NI NI NI NI

Guabiruba Vale do Itajaí 6.637.617,02 522.021,74 5.815.390,81 300.204,47

  

Guaraciaba Oeste Catarinense 5.571.910,70 270.462,48 4.930.078,26 371.369,96

Guaramirim Norte Catarinense 17.288.333,09 1.562.700,27 14.717.981,93 1.007.650,89

Guarujá do Sul Oeste Catarinense 3.451.700,18 165.294,75 3.138.792,71 147.612,72

Guatambú Oeste Catarinense 4.120.005,56 108.139,20 3.964.565,82 47.300,54

Hereval d'Oeste Oeste Catarinense 10.972.068,92 762.376,36 8.931.375,60 1.278.316,96

Ibiam Oeste Catarinense 3.092.185,00 47.207,00 2.966.538,00 78.440,00

Ibicaré Oeste Catarinense 3.332.707,97 127.640,23 3.151.511,89 53.555,85

Ibirama Vale do Itajaí 8.734.724,49 1.237.461,31 6.784.744,26 712.518,92

Içara Sul Catarinense 23.678.978,33 2.913.381,53 18.593.364,50 2.172.232,30

Ilhota Vale do Itajaí 7.490.951,27 274.625,79 7.016.674,66 199.650,82

Imaruí Sul Catarinense 6.287.571,30 172.239,68 5.412.023,04 703.308,58

Imbituba Sul Catarinense 16.161.903,96 2.105.220,49 13.015.425,65 1.041.257,82

Imbuia Vale do Itajaí 3.849.541,63 138.185,82 3.585.607,82 125.747,99

Indaial Vale do Itajaí 26.113.861,28 3.211.445,12 18.602.604,92 4.299.811,24

Imorê Oeste Catarinense 4.201.282,17 284.251,41 3.772.115,10 144.915,66

Ipira Oeste Catarinense 3.821.167,72 241.001,06 3.484.693,53 95.473,13

Iporã do Oeste Oeste Catarinense 4.986.980,56 412.959,92 4.404.289,04 169.731,60

Ipuaçu Oeste Catarinense 4.797.980,72 204.408,92 4.532.622,13 60.949,67

Ipumirim Oeste Catarinense 5.280.356,90 148.828,51 5.048.834,15 82.694,24

Iraceminha Oeste Catarinense 2.925.431,04 100.255,42 2.712.742,75 112.432,87

Irani Oeste Catarinense 5.512.697,28 390.903,02 4.985.691,73 136.102,53

Irati Oeste Catarinense 2.817.537,72 57.137,36 2.703.872,64 56.527,72

Irineópolis Norte Catarinense 4.658.590,62 220.575,21 4.341.960,21 96.055,20

Itá Oeste Catarinense 7.084.420,78 365.605,87 5.763.133,22 955.681,69

Itaiópolis Norte Catarinense 10.255.820,91 485.404,03 8.720.339,57 1.050.077,31

Itajaí Vale do Itajaí 145.717.383,80 24.792.285,19 86.807.147,77 34.117.950,84

Itapema Vale do Itajaí 25.004.440,36 10.491.453,86 11.311.653,72 3.201.332,78

Itapiranga Oeste Catarinense 10.088.927,46 533.909,02 8.449.710,74 1.105.307,70

Itapoá Norte Catarinense 11.921.921,00 3.566.226,00 4.087.481,00 4.268.214,00

Ituporanga Vale do Itajaí 9.014.445,02 1.142.667,06 7.589.739,38 282.038,58

Jaborá Oeste Catarinense 4.270.084,29 158.386,11 4.014.107,90 97.590,28

Jacinto Machado Sul Catarinense NI NI NI NI Jaquaruna Sul Catarinense NI NI NI NI

Jaraguá do Sul Norte Catarinense 114.190.755,24 16.397.043,34 67.924.714,16 29.868.997,74

Jardinópolis Oeste Catarinense NI NI NI NI

Joaçaba Oeste Catarinense 24.844.796,03 3.633.899,37 14.039.796,89 7.171.099,77

Joinville Norte Catarinense 368.619.374,14 72.091.888,48 224.046.530,73 72.480.954,93

José Boiteux Vale do Itajaí 3.329.376,41 102.826,58 3.153.395,59 73.154,24

Jupiá Oeste Catarinense 2.857.325,31 52.920,78 2.758.057,47 46.347,06

Lacerdópolis Oeste Catarinense 2.867.983,36 67.834,80 2.746.977,31 53.171,25

Lages Serrana 97.286.184,45 12.225.758,24 68.459.368,13 16.601.058,08

Laguna Sul Catarinense 18.101.008,36 2.902.884,24 13.224.150,94 1.973.973,18

Lajeado Grande Oeste Catarinense 3.016.105,88 108.350,43 2.833.927,67 73.827,78

Laurentino Vale do Itajaí 3.555.026,78 213.848,52 3.237.977,68 103.200,58

Lauro Müller Sul Catarinense 7.009.650,81 326.373,70 5.574.722,30 1.108.554,81

Lebon Régis Oeste Catarinense 6.548.494,57 189.008,65 6.215.790,25 143.695,67

Leoberto Leal Grande Florianópolis 3.436.691,86 82.085,15 3.100.890,57 253.716,14

Lindóia do Sul Oeste Catarinense 4.508.784,01 118.184,39 4.059.525,46 331.074,16

Lontras Vale do Itajaí 4.550.233,76 319.254,41 3.972.128,37 258.850,98

Luís Alves Vale do Itajaí NI NI NI NI

Luzerna Oeste Catarinense 4.404.083,82 446.896,68 3.854.633,41 102.553,73

Macieira Oeste Catarinense 2.896.086,99 57.816,75 2.825.088,90 13.181,34

Mafra Norte Catarinense 19.778.935,69 2.688.829,47 14.307.945,72 2.782.160,50

  

Major Gercino Grande Florianópolis 2.894.494,23 48.986,44 2.792.687,38 52.820,41

Major Vieira Norte Catarinense 4.221.347,71 121.777,89 3.552.375,08 547.194,74

Maracajá Sul Catarinense 4.456.952,68 188.775,99 3.936.995,53 331.181,16

Maravilha Oeste Catarinense NI NI NI NI

Marema Oeste Catarinense 3.678.333,37 74.101,36 3.497.843,89 106.388,12

Massaranduba Norte Catarinense 7.643.813,27 538.559,74 6.629.979,58 475.273,95

Matos Costa Oeste Catarinense 3.185.231,44 80.611,57 2.880.872,66 223.747,21

Meleiro Sul Catarinense 4.875.531,84 241.615,75 4.545.422,57 88.493,52

Mirim Doce Vale do Itajaí 3.095.738,26 54.478,10 2.952.270,07 88.990,09

Modelo Oeste Catarinense 3.596.357,68 209.109,92 3.325.775,61 61.472,15

Mondaí Oeste Catarinense 6.131.415,70 303.029,93 5.596.024,49 232.361,28

Monte Carlo Serrana NI NI NI NI

Monte Castelo Norte Catarinense 3.710.190,77 170.269,02 3.467.258,75 72.663,00

Morro da Fumaça Sul Catarinense 8.927.899,22 532.269,90 8.139.275,82 256.353,50

Morro Grande Sul Catarinense 3.360.794,74 71.829,04 3.213.080,58 75.885,12

Navegantes Vale do Itajaí 20.423.896,87 3.098.838,99 15.831.235,73 1.493.822,15

Nova Erechim Oeste Catarinense 3.842.771,52 172.658,55 3.522.074,45 148.038,52

Nova Itaberaba Oeste Catarinense NI NI NI NI

Nova Trento Grande Florianópolis 6.123.180,40 650.900,00 4.578.234,12 894.046,28

Nova Veneza Sul Catarinense NI NI NI NI

Novo Horizonte Oeste Catarinense 3.364.429,84 64.115,95 2.983.772,26 316.541,63

Orleans Sul Catarinense 11.666.236,94 816.432,37 9.592.003,26 1.257.801,31

Otacílio Costa Serrana 12.450.145,36 833.039,20 11.324.401,67 292.704,49

Ouro Oeste Catarinense 4.543.933,62 150.260,74 4.275.806,65 117.866,23

Ouro Verde Oeste Catarinense NI NI NI NI

Paial Oeste Catarinense 2.740.407,62 57.396,90 2.631.999,96 51.010,76

Painel Serrana 3.024.356,28 80.500,58 2.922.486,87 21.368,83

Palhoça Grande Florianópolis 37.190.350,95 7.748.834,72 22.741.361,40 6.700.154,83

Palma Sola Oeste Catarinense 4.959.054,04 163.650,72 4.644.544,96 150.858,36

Palmeira Serrana 2.657.230,88 48.312,24 2.563.727,92 45.190,72

Palmitos Oeste Catarinense 8.379.110,60 679.836,02 7.379.638,43 319.636,15

Papanduva Norte Catarinense 7.390.318,14 396.950,48 6.515.042,26 478.325,40

Paraíso Oeste Catarinense 3.407.044,29 116.335,95 3.193.734,79 96.973,55

Passo de Torres Sul Catarinense NI NI NI NI

Passos Maia Oeste Catarinense 4.020.352,96 119.393,87 3.643.007,67 257.951,42

Paulo Lopes Grande Florianópolis 3.969.233,07 203.465,19 3.495.504,95 270.262,93

Pedras Grandes Sul Catarinense 3.388.790,10 91.425,87 3.244.030,29 53.333,94

Penha Vale do Itajaí 12.004.894,88 3.017.186,49 7.578.941,57 1.408.766,82

Peritiba Oeste Catarinense 3.391.751,84 103.260,81 3.089.370,65 199.120,38

Petrolândia Vale do Itajaí 4.001.336,97 93.173,79 3.838.111,16 70.052,02

Piçarras Vale do Itajaí NI NI NI NI

Pinhalzinho Oeste Catarinense 8.158.284,43 1.153.803,13 6.522.709,13 481.772,17

Pinheiro Preto Oeste Catarinense 3.446.419,59 56.702,87 3.047.738,66 341.978,06

Piratuba Oeste Catarinense 4.745.840,44 723.142,89 3.400.303,47 622.394,08

Planalto Alegre Oeste Catarinense 3.077.896,58 109.484,98 2.888.293,76 80.117,84

Pomerode Vale do Itajaí 20.096.332,17 2.893.596,99 13.147.036,91 4.055.698,27

Ponte Alta Serrana 3.530.407,17 151.314,49 3.303.356,63 75.736,05

Ponte Alta do Norte Serrana 3.606.973,00 139.286,00 3.416.319,00 51.368,00

Ponte Serrada Oeste Catarinense 6.534.486,58 283.639,33 6.167.053,65 83.793,60

Porto Belo Vale do Itajaí 7.726.046,31 2.202.895,35 4.726.913,79 796.237,17

Porto União Norte Catarinense 15.141.169,43 3.018.767,25 9.584.563,82 2.537.838,36

Pouso Redondo Vale do Itajaí 6.177.250,49 342.758,49 5.553.181,14 281.310,86

Praia Grande Sul Catarinense 3.789.848,00 109.539,00 3.657.726,00 22.583,00

  

Presidente Castelo Branco Oeste Catarinense 3.538.879,96 33.352,79 3.429.172,11 76.355,06

Presidente Getúlio Vale do Itajaí 7.209.127,78 963.576,92 6.044.754,60 200.796,26

Presidente Nereu Vale do Itajaí 3.224.942,89 54.902,69 2.852.221,88 317.818,32

Princesa Oeste Catarinense NI NI NI NI

Quilombo Oeste Catarinense 8.498.359,38 357.411,83 7.972.818,62 168.128,93

Rancho Queimado Grande Florianópolis 3.010.804,46 139.947,97 2.590.470,65 280.385,84

Rio das Antas Oeste Catarinense 5.804.573,61 189.740,67 4.892.984,28 721.848,66

Rio do Campo Vale do Itajaí 3.883.913,83 136.789,33 3.534.971,60 212.152,90

Rio do Oeste Vale do Itajaí 4.437.709,58 299.524,68 3.992.187,74 145.997,16

Rio do Sul Vale do Itajaí 39.257.675,18 6.796.851,17 26.507.182,83 5.953.641,18

Rio dos Cedros Vale do Itajaí 5.304.900,75 429.022,90 4.457.246,31 418.631,54

Rio Fortuna Sul Catarinense 3.656.555,73 112.298,64 3.446.163,54 98.093,55

Rio Negrinho Norte Catarinense NI NI NI NI Rio Rufino Serrana NI NI NI NI

Riqueza Oeste Catarinense 3.835.666,84 97.237,22 3.624.112,84 114.316,78

Rodeio Vale do Itajaí 5.107.879,32 364.017,08 4.546.992,94 196.869,30

Romelândia Oeste Catarinense 3.719.898,25 120.908,04 3.532.874,16 66.116,05

Salete Vale do Itajaí 5.158.364,60 313.114,29 4.522.838,19 322.412,12

Saltinho Oeste Catarinense 3.208.223,78 62.532,38 3.054.604,12 91.087,28

Salto Veloso Oeste Catarinense 4.871.935,00 105.804,00 4.619.700,00 146.431,00

Sangão Sul Catarinense 4.023.633,00 148.863,03 3.796.475,95 78.294,02

Santa Cecília Serrana NI NI NI NI

Santa Helena Oeste Catarinense 3.019.087,86 66.265,96 2.865.447,90 87.374,00

Santa Rosa de Lima Sul Catarinense 3.052.787,73 37.975,23 2.930.026,76 84.785,74

Santa Rosa do Sul Sul Catarinense 4.244.946,99 141.635,21 3.778.011,31 325.300,47

Santa Terezinha Norte Catarinense 4.685.127,28 82.041,70 4.528.439,40 74.646,18

Santa Terezinha do Progresso Oeste Catarinense NI NI NI NI Santiago do Sul Oeste Catarinense NI NI NI NI

Santo Amaro da Imperatriz Grande Florianópolis 9.351.943,62 1.384.915,15 3.828.509,12 4.138.519,35

São Bento do Sul Norte Catarinense 58.388.318,81 9.392.981,88 35.649.675,63 13.345.661,30

São Bernardino Oeste Catarinense 3.186.580,95 71.164,70 2.970.431,41 144.984,84

São Bonifácio Grande Florianópolis 2.866.508,20 73.277,56 2.672.309,43 120.921,21

São Carlos Oeste Catarinense 5.398.075,00 282.234,00 4.912.941,00 202.900,00

São Cristovão do Sul Serrana 4.362.493,41 117.015,42 3.971.055,72 274.422,27

São Domingos Oeste Catarinense 6.176.776,19 498.779,48 5.352.055,57 325.941,14

São Francisco do Sul Norte Catarinense 46.909.886,88 9.913.864,65 20.644.193,56 16.351.828,67

São João Batista Grande Florianópolis 9.450.477,98 974.358,33 7.364.185,69 1.111.933,96

São João do Itaperiú Vale do Itajaí 3.162.731,33 68.948,46 3.061.107,73 32.675,14

São João do Oeste Oeste Catarinense 4.563.864,57 404.586,37 4.047.697,50 111.580,70

São João do Sul Sul Catarinense 3.910.427,59 91.322,01 3.751.924,83 67.180,75

São Joaquim Serrana 12.383.510,91 939.811,98 9.709.358,48 1.734.340,45

São José Grande Florianópolis 97.211.745,19 21.501.313,25 65.137.472,54 10.572.959,40

São José do Cedro Oeste Catarinense 7.277.972,42 593.555,50 6.454.315,23 230.101,69

São José do Cerrito Serrana 5.254.373,38 128.361,28 5.026.143,50 99.868,60

São Lousenço do Oeste Oeste Catarinense 12.370.201,94 1.056.850,37 10.905.915,79 407.435,78

São Ludgero Sul Catarinense 6.267.319,19 333.233,24 5.780.257,17 153.828,78

São Martinho Sul Catarinense 2.925.374,00 64.950,00 2.840.142,00 20.282,00

São Miguel da Boa Vista Oeste Catarinense 2.760.463,91 51.864,40 2.670.893,03 37.706,48

São Miguel do Oeste Oeste Catarinense 15.491.113,13 2.481.492,78 11.243.735,33 1.765.885,02

São Pedro de Alcântara Grande Florianópolis 3.509.649,01 307.322,09 2.942.570,16 259.756,76

Saudades Oeste Catarinense 5.661.326,91 291.518,96 5.155.377,49 214.430,46

Schroeder Norte Catarinense 6.439.348,00 501.998,62 5.717.361,46 219.987,92

Seara Oeste Catarinense 12.740.354,69 657.175,72 11.863.967,60 219.211,37

  

Serra Alta Oeste Catarinense 3.243.860,39 141.685,05 2.926.684,11 175.491,23

Siderópolis Sul Catarinense 8.547.024,90 825.473,26 7.546.414,55 175.137,09

Sombrio Sul Catarinense 10.933.328,18 556.429,10 9.533.953,45 842.945,63

Sul Brasil Oeste Catarinense 3.219.298,87 76.364,90 2.987.009,81 155.924,16

Taió Vale do Itajaí 9.595.039,01 985.239,46 7.965.333,30 644.466,25

Tangará Oeste Catarinense 6.838.946,72 326.703,82 6.094.348,58 417.894,32

Tigrinhos Oeste Catarinense NI NI NI NI

Tijucas Grande Florianópolis 15.736.372,42 1.515.378,12 13.083.830,55 1.137.163,75

Timbé do Sul Sul Catarinense 3.964.788,00 74.244,00 3.696.104,00 194.440,00

Timbó Vale do Itajaí 22.680.472,46 4.111.190,00 14.095.891,77 4.473.390,69

Timbó Grande Norte Catarinense 3.516.560,00 154.147,00 3.294.979,00 67.434,00

Três Barras Norte Catarinense NI NI NI NI

Treviso Sul Catarinense 5.062.990,69 113.007,02 4.895.646,61 54.337,06

Treze de Maio Sul Catarinense 3.885.008,52 104.812,93 3.714.018,77 66.176,82

Treze Tílias Oeste Catarinense 5.043.255,77 325.979,11 4.606.780,69 110.495,97

Trombudo Central Vale do Itajaí 4.608.939,93 361.706,42 4.079.789,58 167.443,93

Tubarão Sul Catarinense 42.505.679,01 7.620.652,69 31.964.790,21 2.920.236,11

Tunápolis Oeste Catarinense 4.158.428,18 147.376,34 3.745.615,15 265.436,69

Turvo Sul Catarinense 6.967.130,02 462.431,25 6.248.163,77 256.535,00

União do Oeste Oeste Catarinense NI NI NI NI

Urubici Serrana 5.709.983,66 379.200,28 5.128.146,58 202.636,80

Urupema Serrana NI NI NI NI

Urussanga Sul Catarinense 13.766.018,57 883.239,40 11.268.031,30 1.614.747,87

Vargeão Oeste Catarinense 3.879.252,60 157.752,82 3.609.543,94 111.955,84

Vargem Serrana 3.194.468,81 124.606,90 3.020.261,91 49.600,00

Vargem Bonita Oeste Catarinense 5.889.710,43 365.109,67 5.270.220,48 254.380,28

Vidal Ramos Vale do Itajaí 3.948.928,93 137.197,54 3.736.974,79 74.756,60

Videira Oeste Catarinense NI NI NI NI

Vitor Meireles Vale do Itajaí 3.758.724,77 148.845,18 3.507.530,67 102.348,92

Witmarsum Vale do Itajaí 3.410.428,21 60.135,33 3.119.663,45 230.629,43

Xanxerê Oeste Catarinense 21.494.512,98 3.438.975,23 16.068.504,24 1.987.033,51

Xavantina Oeste Catarinense 4.437.904,46 113.762,67 4.197.958,84 126.182,95

Xaxim Oeste Catarinense 14.239.390,84 1.413.163,56 12.371.780,28 454.447,00

Zortéa Serrana NI NI NI NI

  Fonte: IBGE Pesquisa de Informações Básicas 2002

  ANEXO IV – Composição da Receita Tributária Municipal

  

COMPOSIđấO DA RECEITA TRIBUTÁRIA

Receita Tributária Municípios População

  IPTU

  ISS

  ITBI Outros TOTAL Abdon Batista NI NI NI NI NI NI Abelardo Luz NI NI NI NI NI NI

Agrolândia 8.133 11.827.240,00 10.800.835,00 2.801.604,00 21.023.781,00 46.453.460,00

Agronômica 4.506 1.512.102,00 2.310.984,00 1.683.303,00 3.649.143,00 9.155.532,00

Água Doce 6.870 51.456,59 22.443,80 81.797,23 143.452,47 299.150,09

Águas de Chapecó 5.443 23.844,00 18.822,00 13.800,00 73.613,00 130.079,00

Águas Frias 2.186 1.830.689,00 1.831.981,00 1.570.733,00 3.255.864,00 8.489.267,00

Águas Mornas NI NI NI NI NI NI

Alfredo Wagner 8.376 77.351,89 44.441,54 55.837,84 93.802,76 271.434,03

Alto Bela Vista 1.913 14.233,71 21.455,90 3.357,17 46.138,33 85.185,11

Anchieta 6.049 52.852,28 38.436,49 26.397,50 191.451,12 309.137,39

Angelina 5.524 29.347,00 21.708,00 20.653,00 115.082,00 186.790,00

Anita Garibaldi 10.077 43.965,42 770.066,78 94.138,78 70.694,03 978.865,01

Anitápolis 3.065 15.169,50 19.409,35 7.795,08 30.716,04 73.089,97

Antônio Carlos 6.855 72.549,07 121.079,08 21.944,88 75.908,65 291.481,68

Apiúna 8.925 82.571,00 37.248,00 22.143,00 128.480,00 270.442,00

Arabutã 4.204 34.284,32 14.709,77 8.735,40 31.643,99 89.373,48

Araquari 20.242 95.609,32 282.727,20 49.252,85 396.984,18 824.573,55

Araranguá NI NI NI NI NI NI Armazém NI NI NI NI NI NI

Arroio Trinta 3.570 37.070,84 11.178,86 8.357,57 77.142,04 133.749,31

Arvoredo 2.112 3.299,26 7.399,32 8.028,27 3.425,67 22.152,52

Ascurra 7.330 71.624,78 31.363,07 17.599,99 210.219,96 330.807,80

Atalanta 3.289 12.080,62 9.367,72 6.277,11 26.139,96 53.865,41

Aurora 5.170 10.883,41 15.801,02 73.306,51 61.671,19 161.662,13

Balneário Arroio do Silva 7.001 507.684,06 52.916,60 107.267,33 307.457,57 975.325,56

Balneário Barra do Sul 7.356 663.127,75 56.008,20 3.937,42 200.656,87 923.730,24

Balneário Camboriú NI NI NI NI NI NI

Balneário Gaivota 6.298 339.019,12 9.310,51 36.834,66 54.374,27 439.538,56

Balneário Piçarras NI NI NI NI NI NI

Bandeirante 2.900 6.228,37 20.882,89 12.568,37 37.322,17 77.001,80

Barra Bonita 2.003 4.842,12 14.864,74 4.976,87 45.827,82 70.511,55

Barra Velha 18.095 1.446.665,29 153.735,95 186.000,93 535.300,04 2.321.702,21

Bela Vista do Toldo 5.719 8.066,30 20.249,50 9.423,77 48.296,75 86.036,32

Belmonte 2.251 12.829,28 5.891,49 7.927,30 20.299,62 46.947,69

Benedito Novo 9.423 108.131,52 73.765,58 40.704,73 241.893,41 464.495,24

Biguaçu NI NI NI NI NI NI

Blumenau 287.350 10.991.982,09 19.438.895,01 2.819.804,96 16.282.240,21 49.532.922,27

Bocaina do Sul 3.151 6.762,08 35.917,04 20.532,93 40.720,14 103.932,19

Bom Jardim da Serra 4.041 41.891,16 19.444,68 11.885,71 36.200,25 109.421,80

Bom Jesus 2.069 13.029,94 11.271,67 695,90 88.245,73 113.243,24

Bom Jesus do Oeste 2.095 13.750,24 17.465,58 14.987,08 32.615,42 78.818,32

Bom Restiro 8.397 55.971,41 35.789,42 86.732,57 194.888,87 373.382,27

Bombinhas 10.759 3.159.911,62 608.159,84 775.468,71 1.233.964,96 5.777.505,13

Botuverá 3.603 18.872,16 18.872,16 9.234,74 49.769,83 96.748,89

Braço do norte 28.912 389.746,18 349.677,88 76.496,59 584.249,33 1.400.169,98

Braço do Trombudo 3.531 71.760,00 19.436,00 13.352,00 139.332,00 243.880,00

Brunópolis 3.281 2.865,30 22.851,24 8.492,63 33.057,19 67.266,36

  

Brusque 85.218 2.369.124,60 2.245.646,69 638.617,51 5.325.628,12 10.579.016,92

Caçador NI NI NI NI NI NI Caibí NI NI NI NI NI NI

Calmon 3.885 2.287,15 16.207,01 9.821,66 21.677,36 49.993,18

Camboriú 49.469 559.293,88 392.360,12 127.347,06 1.216.232,28 2.295.233,34

Campo Alegre 12.434 205.083,77 146.572,34 69.908,74 286.605,65 708.170,50

Campo Belo do Sul NI NI NI NI NI NI

Campo Erê 8.962 170.137,45 70.170,52 43.385,34 258.561,10 542.254,41

Campos Novos 28.842 350.683,74 1.871.364,02 131.095,05 583.494,46 2.936.637,27

Canelinha 9.434 84.302,56 53.262,41 23.986,02 174.105,37 335.656,36

Canoinhas 52.647 1.239.778,85 750.920,56 262.298,97 496.607,86 2.749.606,24

Capão Alto NI NI NI NI NI NI

Capinzal 23.167 358.725,85 144.473,14 84.975,94 211.279,71 799.454,64

Capivari de Baixo 19.934 441.536,92 1.194.131,85 65.811,63 323.063,34 2.024.543,74

Catanduvas 9.192 101.317,32 87.944,14 23.887,51 99.338,71 312.487,68

Caxambú do Sul 4.902 37.103,21 17.503,04 24.243,68 59.676,76 138.526,69

Celso Ramos NI NI NI NI NI NI Cerro Negro NI NI NI NI NI NI

Chapadão do Lageado 2.547 9.644,69 10.134,83 12.883,73 10.577,98 43.241,23

Chapecó 165.220 5.573.894,56 6.513.523,07 1.094.798,41 7.435.174,32 20.617.390,36

Cocal do Sul NI NI NI NI NI NI

Concórdia 65.754 1.638.520,57 2.074.428,35 359.760,32 1.440.887,49 5.513.596,73

Cordilheira Alta 3.196 33.168,08 73.328,54 13.664,06 77.628,47 197.789,15

Coronel Freitas NI NI NI NI NI NI

Coronel Martins 1.905 11.672,08 14.617,12 4.259,00 62.957,22 93.505,42

Correia Pinto 16.992 94.602,63 373.621,60 78.032,60 325.524,20 871.781,03

Corupá NI NI NI NI NI NI

Criciúma 182.785 2.449.422,68 3.875.156,03 140.096,30 12.372.636,28 18.837.311,29

Cunha Porã 9.948 154.808,36 66.525,26 59.107,02 120.925,54 401.366,18

Cunhataí 1.740 4.474,88 24.665,86 9.807,51 35.235,47 74.183,72

Curitibanos 37.460 649.478,29 503.405,86 345.547,93 860.737,88 2.359.169,96

Descanso 8.356 66.018,15 40.292,53 35.329,24 103.895,31 245.535,23

Dionísio Cerqueira 14.522 131.161,85 77.651,05 55.807,47 215.240,24 479.860,61

Dona Emma 3.151 42.555,57 49.754,63 12.325,23 79.985,86 184.621,29

Doutor Pedrinho NI NI NI NI NI NI

Entre Rios 2.820 6.056,15 8.575,28 1.582,32 42.588,93 58.802,68

Ermo 2.056 8.098,94 16.013,79 12.268,46 22.744,61 59.125,80

Erval Velho 4.086 25.030,58 15.895,90 15.670,09 60.162,90 116.759,47

Faxinal dos Guedes 11.537 53.025,49 77.032,49 13.259,92 89.801,96 233.119,86

Flor do Sertão 1.621 4.023,19 15.627,57 5.978,00 36.335,32 61.964,08

Florianópolis 386.913 34.916.093,88 47.250.795,56 11.956.162,43 34.755.772,16 128.878.824,03

Formosa do Sul 2.119 26.754,54 16.892,01 10.550,39 28.289,40 82.486,34

Forquilhinha 20.549 198.365,29 332.127,02 70.272,42 229.850,47 830.615,20

Fraiburgo 36.180 434.950,54 760.673,08 123.807,66 785.937,49 2.105.368,77

Frei Rogério 3.173 6.708,42 13.851,42 9.622,62 20.219,32 50.401,78

Galvão 4.004 16.827,06 23.084,83 28.124,74 69.745,72 137.782,35

Gapar 51.955 725.798,39 1.514.409,36 217.839,59 1.464.622,90 3.922.670,24

Garopaba 14.829 786.450,47 103.867,58 269.201,62 523.680,64 1.683.200,31

Garuva 12.716 NI NI NI NI NI

Governador Celso Ramos 12.608 867.329,60 117.032,77 150.847,70 247.295,49 1.382.505,56

Grão Pará 6.167 82.207,93 32.626,67 22.997,00 122.902,56 260.734,16

Gravatal NI NI NI NI NI NI

Guabiruba 14.552 227.269,97 29.314,78 31.148,10 234.288,89 522.021,74

  

Guaraciaba 10.393 96.511,97 47.335,90 31.482,87 99.131,74 270.462,48

Guaramirim 28.944 425.780,80 406.962,15 251.228,57 478.728,75 1.562.700,27

Guarujá do Sul 4.655 37.324,37 26.512,41 18.011,92 83.446,05 165.294,75

Guatambú 4.728 10.831,53 19.156,98 22.774,00 55.376,69 108.139,20

Hereval d'Oeste 21.179 140.092,68 85.826,90 55.980,98 480.475,80 762.376,36

Ibiam 1.898 11.506,00 12.009,00 6.567,00 17.125,00 47.207,00

Ibicaré 3.408 35.313,38 5.376,08 9.594,68 77.356,09 127.640,23

Ibirama 16.923 484.026,09 256.127,92 50.757,12 446.550,18 1.237.461,31

Içara 54.041 1.244.266,06 576.700,58 374.331,66 718.083,23 2.913.381,53

Ilhota 11.152 88.400,10 61.346,59 35.245,51 89.633,59 274.625,79

Imaruí 12.364 24.074,80 65.919,49 31.007,29 51.238,10 172.239,68

Imbituba 38.141 628.677,44 989.444,05 87.347,03 399.751,97 2.105.220,49

Imbuia 5.203 39.898,50 14.621,85 27.384,90 56.280,57 138.185,82

Imorê 2.660 11.392,52 36.243,08 8.751,98 227.863,83 284.251,41

Indaial 45.343 970.176,13 680.278,71 233.211,25 1.327.779,03 3.211.445,12

Iouaçu 6.275 18.852,62 68.602,07 47.358,88 69.595,35 204.408,92

Ipira 5.228 74.673,15 38.350,56 24.256,16 103.721,19 241.001,06

Iporã do Oeste 7.695 120.711,05 93.990,58 46.391,76 151.866,53 412.959,92

Ipumirim 6.729 55.027,84 26.616,62 20.313,36 46.870,69 148.828,51

Iraceminha 4.010 10.069,64 20.463,29 21.292,85 48.429,64 100.255,42

Irani 9.287 69.241,65 111.316,77 24.426,99 185.917,61 390.903,02

Irati 2.069 6.284,42 5.531,31 7.831,84 37.489,79 57.137,36

Irineópolis 9.720 65.941,61 30.513,89 31.509,77 92.609,94 220.575,21

Itá 6.829 57.394,43 191.831,21 12.356,90 104.023,33 365.605,87

Itaiópolis 19.846 235.320,38 47.186,60 53.571,92 149.325,13 485.404,03

Itajaí 161.121 5.120.989,00 12.745.607,52 1.481.064,16 5.444.625,51 24.792.285,19

Itapema 32.894 5.397.634,12 521.336,31 1.425.818,03 3.146.665,40 10.491.453,86

Itapiranga 13.432 150.079,09 137.426,19 64.846,36 181.557,38 533.909,02

Itapoá 11.318 2.366.402,00 85.347,00 297.232,00 817.245,00 3.566.226,00

Ituporanga 19.905 595.962,04 215.134,04 101.295,00 230.275,98 1.142.667,06

Jaborá 4.085 27.767,67 16.157,77 1.061,14 113.399,53 158.386,11

Jacinto Machado NI NI NI NI NI NI Jaquaruna NI NI NI NI NI NI

Jaraguá do Sul 124.661 4.366.044,28 5.550.208,69 790.923,36 5.689.867,01 16.397.043,34

Jardinópolis NI NI NI NI NI NI

Joaçaba 24.708 1.227.135,64 1.250.555,63 254.376,46 901.831,64 3.633.899,37

Joinville 477.971 19.279.203,38 26.018.357,25 3.991.680,20 22.802.647,65 72.091.888,48

José Boiteux 4.634 18.520,34 25.864,96 8.290,38 50.150,90 102.826,58

Jupiá 2.136 4.570,97 3.926,35 12.525,02 31.898,44 52.920,78

Lacerdópolis 2.221 19.438,02 3.408,35 2.900,66 42.087,77 67.834,80

Lages 165.068 2.965.824,81 5.868.651,20 801.936,44 2.589.345,79 12.225.758,24

Laguna 48.956 1.235.559,45 419.662,44 112.318,60 1.135.343,75 2.902.884,24

Lajeado Grande 1.633 12.470,67 7.862,68 6.891,90 81.125,18 108.350,43

Laurentino 5.440 56.535,29 39.827,83 13.121,69 104.363,71 213.848,52

Lauro Müller 13.434 136.288,64 75.679,20 7.055,78 107.350,08 326.373,70

Lebon Régis 12.132 9.192,69 15.931,52 106.736,23 57.148,21 189.008,65

Leoberto Leal 3.468 12.624,98 5.225,03 8.046,37 56.188,77 82.085,15

Lindóia do Sul 4.573 27.411,95 21.982,49 26.656,17 42.133,78 118.184,39

Lontras 8.793 66.052,07 38.948,89 22.529,79 191.723,66 319.254,41

Luís Alves NI NI NI NI NI NI

Luzerna 5.699 90.648,17 72.826,01 29.991,13 253.431,37 446.896,68

Macieira 1.712 4.228,17 13.339,19 15.680,17 24.569,22 57.816,75

Mafra 51.437 1.282.432,61 864.658,25 52.143,52 489.595,09 2.688.829,47

  

Major Gercino 2.814 3.581,37 3.359,20 9.069,75 32.976,12 48.986,44

Major Vieira 6.691 43.455,71 8.588,39 22.678,47 47.055,32 121.777,89

Marajá 6.002 35.733,13 27.258,20 29.695,78 96.088,88 188.775,99

Maravilha NI NI NI NI NI NI

Marema 2.467 7.107,51 7.989,70 7.800,92 51.203,23 74.101,36

Massaranduba 13.277 130.291,39 132.602,89 42.700,00 232.965,46 538.559,74

Matos Costa 3.646 15.434,98 15.246,53 7.881,16 42.048,90 80.611,57

Meleiro 6.950 89.646,84 66.431,46 51.083,43 34.454,02 241.615,75

Mirim Doce 2.647 26.855,04 4.899,69 1.518,06 21.205,31 54.478,10

Modelo 3.781 124.235,86 14.906,91 25.362,79 44.604,36 209.109,92

Mondaí 8.432 93.671,15 103.313,58 27.790,14 78.255,06 303.029,93

Monte Carlos NI NI NI NI NI NI

Monte Castelo 8.222 46.654,49 31.566,97 10.040,80 82.006,76 170.269,02

Morro da Fumaça 15.668 161.540,33 72.512,75 27.746,61 207.470,21 532.269,90

Morro Grande 2.860 10.767,91 34.320,65 6.754,13 19.986,35 71.829,04

Navegantes 47.349 1.077.793,96 547.404,10 0,00 1.473.640,93 3.098.838,99

Nova Erechim 3.763 48.413,48 20.294,78 17.442,20 86.508,09 172.658,55

Nova Itaberaba NI NI NI NI NI NI

Nova Trento 10.227 232.499,33 46.766,43 69.732,21 301.902,03 650.900,00

Nova Veneza NI NI NI NI NI NI

Novo Horizonte 7.772 9.077,04 7.866,77 21.783,32 25.388,82 64.115,95

Orleans 20.026 428.776,68 144.918,83 75.969,00 166.767,86 816.432,37

Otacílio 14.660 85.719,66 313.108,82 83.868,24 350.342,48 833.039,20

Ouro 7.772 45.965,37 22.346,46 18.273,84 63.675,07 150.260,74

Ouro Verde NI NI NI NI NI NI

Paial 2.001 5.973,51 12.331,73 5.918,00 33.173,66 57.396,90

Painel 2.452 9.720,20 13.179,82 15.429,63 42.170,93 80.500,58

Palhoça 120.346 1.866.259,55 1.194.279,32 638.722,82 4.049.573,03 7.748.834,72

Palma Sola 7.872 47.385,50 9.326,59 30.514,22 76.424,41 163.650,72

Palmeira 2.261 2.669,88 21.850,81 9.626,25 14.165,30 48.312,24

Palmitos 15.154 202.629,55 106.858,04 64.775,31 305.573,12 679.836,02

Papanduva 17.125 159.295,23 116.494,22 38.788,41 82.372,62 396.950,48

Paraíso 4.179 13.553,51 21.184,66 25.675,84 55.921,94 116.335,95

Passo de Torres NI NI NI NI NI NI

Passos Maia 5.552 16.581,82 20.663,96 33.881,01 48.267,08 119.393,87

Paulo Lopoes 6.126 29.601,00 129.789,67 8.174,00 35.900,52 203.465,19

Pedras Grandes 4.849 11.944,33 28.256,76 5.314,09 45.910,69 91.425,87

Penha 20.023 1.344.466,45 212.015,39 185.765,29 1.274.939,36 3.017.186,49

Peritiba 3.251 40.497,99 15.081,78 10.250,65 37.430,39 103.260,81

Petrolândia 6.067 40.543,19 15.766,13 13.048,77 23.815,70 93.173,79

Pinhalzinho 13.219 252.743,88 245.725,27 66.853,25 588.480,73 1.153.803,13

Pinheiro Preto 2.911 12.272,79 2.412,24 6.362,54 35.655,30 56.702,87

Piratuba 6.275 163.871,21 413.834,51 25.835,04 119.602,13 723.142,89

Planalto Alegre 2.394 12.325,12 3.375,12 9.385,30 84.399,44 109.484,98

Pomerode 23.849 822.851,33 819.664,00 83.542,10 1.167.539,56 2.893.596,99

Ponte Alta 5.381 45.678,86 37.531,75 31.392,96 36.710,92 151.314,49

Ponte Alta do Norte 3.531 30.379,00 47.492,00 19.098,00 42.317,00 139.286,00

Ponte Serrada 11.344 50.809,41 114.915,04 18.483,16 99.431,72 283.639,33

Porto Belo 12.627 996.549,21 120.116,10 196.704,97 889.525,07 2.202.895,35

Porto União 32.871 1.168.983,72 501.223,84 118.989,80 1.229.569,89 3.018.767,25

Pouso Redondo 12.607 127.524,15 47.063,93 48.293,53 119.876,88 342.758,49

Praia Grande 7.136 52.288,00 6.579,00 13.492,00 37.180,00 109.539,00

Presidente Castelo Branco 2.082 9.692,98 7.704,27 6.004,65 9.950,89 33.352,79

  

Presidente Getúlio 12.826 309.726,73 163.001,60 95.838,67 395.009,92 963.576,92

Presidente Nereu 2.064 10.687,44 14.366,91 6.238,75 23.609,59 54.902,69

Princesa NI NI NI NI NI NI

Quilombo 10.188 91.266,78 69.426,55 49.099,81 147.618,69 357.411,83

Rancho Queimado 2.780 28.802,82 18.988,40 49.919,45 42.237,30 139.947,97

Rio das Antas 6.322 52.722,62 29.425,79 22.055,61 85.539,65 189.740,67

Rio do Campo 6.335 45.232,73 15.443,82 21.676,62 54.439,16 136.789,33

Rio do Oeste 6.609 81.213,59 43.665,53 47.514,84 127.130,72 299.524,68

Rio do Sul 54.713 1.793.005,39 2.156.507,53 357.650,57 2.489.687,68 6.796.851,17

Rio dos Cedros 9.091 206.961,59 75.849,93 20.282,04 125.929,34 429.022,90

Rio Fortuna 4.395 48.593,97 8.062,66 11.225,31 44.416,70 112.298,64

Rio Negrinho NI NI NI NI NI NI Rio Rufino NI NI NI NI NI NI

Riqueza 4.594 25.172,49 8.684,34 13.520,51 49.859,88 97.237,22

Rodeio 10.898 140.223,38 57.054,55 26.951,61 139.787,54 364.017,08

Romelândia 5.137 11.100,55 22.363,35 17.939,41 69.504,73 120.908,04

Salete 7.136 46.094,51 61.424,50 20.401,68 185.193,60 313.114,29

Saltinho 3.449 7.978,14 23.078,94 9.328,90 22.146,40 62.532,38

Salto Veloso 4.115 37.594,00 27.602,00 8.373,00 32.235,00 105.804,00

Sangão 9.347 52.399,23 14.056,84 3.282,40 79.124,56 148.863,03

Santa Cecília NI NI NI NI NI NI

Santa Helena 2.393 3.986,72 21.781,51 9.260,60 31.237,13 66.265,96

Santa Rosa de Lima 2.064 6.555,24 8.103,74 5.483,89 17.832,36 37.975,23

Santa Rosa do Sul 8.109 49.227,33 31.472,59 14.011,37 46.923,92 141.635,21

Santa Terezinha 8.945 8.391,18 15.378,18 13.657,99 44.614,35 82.041,70

Santa Terezinha do Progresso NI NI NI NI NI NI Santiago do Sul NI NI NI NI NI NI

Santo Amaro da Imperatriz 16.896 166.701,57 605.089,02 91.493,24 521.631,32 1.384.915,15

São Bento do Sul 73.189 3.218.651,82 2.877.093,94 402.997,58 2.894.238,54 9.392.981,88

São Bernarinho 2.703 7.475,54 7.936,81 13.223,74 42.528,61 71.164,70

São Bonifácio 3.138 12.660,72 21.963,81 9.928,52 28.724,51 73.277,56

São Carlos 8.890 74.460,00 44.275,00 26.915,00 136.584,00 282.234,00

São Cristovão do Sul 4.913 32.387,06 26.763,35 10.766,27 47.098,74 117.015,42

São Domingos 8.912 150.576,96 89.346,90 124.254,91 134.600,71 498.779,48

São Francisco do Sul 36.743 2.567.230,68 5.386.130,57 343.968,10 1.616.535,30 9.913.864,65

São João Batista 15.936 224.045,69 139.871,19 104.810,32 505.631,13 974.358,33

São João do Itaperiú 3.398 6.887,01 8.175,44 9.817,02 44.068,99 68.948,46

São João do Oeste 5.344 38.845,41 26.572,76 22.446,65 316.721,55 404.586,37

São João do Sul 15.936 30.536,53 15.617,27 12.994,81 32.173,40 91.322,01

São Joaquim 23.114 445.563,83 220.974,82 95.100,41 178.172,92 939.811,98

São José 192.679 7.440.498,59 6.957.529,37 1.958.081,30 5.145.203,99 21.501.313,25

São José do Cedro 13.112 179.104,39 76.716,93 35.562,57 302.171,61 593.555,50

São José do Cerrito 9.776 13.420,06 53.116,77 18.553,20 43.271,25 128.361,28

São Lousenço do Oeste 20.005 338.075,14 132.609,57 135.527,90 450.637,76 1.056.850,37

São Ludgero 9.911 141.269,70 33.375,41 14.448,16 144.139,97 333.233,24

São Martinho 3.221 5.379,00 14.201,00 2.657,00 42.713,00 64.950,00

São Miguel da Boa Vista 1.708 5.019,27 6.800,99 13.518,98 26.525,16 51.864,40

São Miguel do Oeste 32.928 782.759,03 811.417,62 192.410,70 694.905,43 2.481.492,78

São Pedro de Alcântara 3.781 61.918,62 154.145,56 15.767,12 75.490,79 307.322,09

Saudades 7.960 42.505,99 47.736,93 32.439,89 168.836,15 291.518,96

Schroeder 10.975 234.624,63 97.908,19 40.292,74 129.173,06 501.998,62

Seara 17.221 198.201,38 193.201,38 51.310,33 214.462,63 657.175,72

Serra Alta 3.058 32.318,14 29.503,88 17.284,00 62.579,03 141.685,05

  

Siderópolis 12.776 71.170,90 582.919,46 36.109,80 135.273,10 825.473,26

Sombrio 25.274 210.904,07 124.868,65 48.951,30 171.705,08 556.429,10

Sul Brasil 2.728 8.517,97 11.829,34 6.505,21 49.512,38 76.364,90

Taió 16.153 412.531,97 183.845,34 56.720,79 332.141,36 985.239,46

Tangará 8.234 170.005,11 44.946,15 21.520,85 90.231,71 326.703,82

Tigrinhos NI NI NI NI NI NI

Tijucas 25.474 298.869,56 326.880,91 80.704,23 808.923,42 1.515.378,12

Timbé do Sul 5.193 18.760,00 20.452,00 8.796,00 26.236,00 74.244,00

Timbó 32.207 1.609.137,06 907.548,09 195.503,91 1.399.000,94 4.111.190,00

Timbó Grande 7.292 24.040,00 34.317,00 37.739,00 58.051,00 154.147,00

Três Barras NI NI NI NI NI NI

Treviso 3.393 26.699,63 31.484,30 11.946,88 42.876,21 113.007,02

Treze de Maio 6.980 32.281,75 33.300,54 7.437,43 31.793,21 104.812,93

Treze Tílias 5.257 158.268,76 40.228,88 19.614,12 107.867,35 325.979,11

Trombudo Central 5.755 111.747,42 113.493,11 24.603,74 111.862,15 361.706,42

Tubarão 93.238 2.631.677,66 2.121.046,78 220.416,50 2.647.511,75 7.620.652,69

Tunápolis 4.416 28.844,16 34.160,60 25.605,14 58.766,44 147.376,34

Turvo 11.118 172.277,51 81.704,54 20.770,81 187.678,39 462.431,25

União do Oeste NI NI NI NI NI NI

Urubici 10.509 137.932,52 63.123,95 53.819,75 124.324,06 379.200,28

Urupema NI NI NI NI NI NI

Urussanga 19.110 433.050,34 199.024,12 62.307,01 188.857,93 883.239,40

Vargeão 3.489 46.758,60 25.428,41 16.692,20 68.873,61 157.752,82

Vargem 3.203 6.245,50 77.783,16 9.843,09 30.735,15 124.606,90

Vargem Bonita 4.835 11.186,28 212.190,11 27.003,16 114.730,12 365.109,67

Vidal Ramos 5.975 36.277,00 27.614,90 33.199,53 40.106,11 137.197,54

Videira NI NI NI NI NI NI

Vitor Meireles 5.330 26.286,89 15.667,39 11.021,89 95.869,01 148.845,18

Witmarsum 3.091 9.120,24 11.335,66 13.282,11 26.397,32 60.135,33

Xanxerê 39.812 1.008.414,42 867.384,58 274.527,29 1.288.648,94 3.438.975,23

Xavantina 4.118 16.140,32 15.152,77 14.110,20 68.359,38 113.762,67

Xaxim 24.432 519.446,98 414.131,39 107.584,41 372.000,78 1.413.163,56

Zortéa NI NI NI NI NI NI Fonte: IBGE Pesquisa de Informações Básicas 2002

  ANEXO V – Receita IPU per capita

  População Receita Receita IPTU Município Mesorregião Total Urbana

  IPTU Per Capita Abdon Batista Serrana 2.534 NI NI NI Abelardo Luz Oeste Catarinense 18.154 NI NI NI Agrolândia Vale do Itajaí 8.133 NI NI NI Agronômica Vale do Itajaí 4.506 872 1.512.102,00 1.734,06 Água Doce Oeste Catarinense 6.870 3.148 51.456,59 16,35 Águas de Chapecó Oeste Catarinense 5.443 2.202 23.844,00 10,83 Águas Frias Oeste Catarinense 2.186 NI NI NI Águas Mornas Grande Florianópolis 5.790 NI NI NI Alfredo Wagner Grande Florianópolis 8.376 2.473 77.351,89 31,28 Alto Bela Vista Oeste Catarinense 1.913 522 14.233,71 27,27 Anchieta Oeste Catarinense 6.049 2.443 52.852,28 21,63 Angelina Grande Florianópolis 5.524 1.015 29.347,00 28,91 Anita Garibaldi Serrana 10.077 4.188 43.965,42 10,50 Anitápolis Grande Florianópolis 3.065 1.114 15.169,50 13,62 Antônio Carlos Grande Florianópolis 6.855 1.760 72.549,07 41,22 Apiúna Vale do Itajaí 8.925 3.606 82.571,00 22,90 Arabutã Oeste Catarinense 4.204 971 34.284,32 35,31 Araquari Norte Catarinense 23.645 22.000 95.609,32 4,35 Araranguá Sul Catarinense 60.076 NI NI NI Armazém Sul Catarinense 7.272 NI NI NI Arroio Trinta Oeste Catarinense 3.570 2.097 37.070,84 17,68 Arvoredo Oeste Catarinense 2.112 411 3.299,26 8,03 Ascurra Vale do Itajaí 7.330 6.119 71.624,78 11,71 Atalanta Vale do Itajaí 3.289 1.133 12.080,62 10,66 Aurora Vale do Itajaí 5.170 1.482 10.883,41 7,34 Balneário Arroio do Silva Sul Catarinense 7.001 5.876 507.684,06 86,40 Balneário Barra do Sul Norte Catarinense 7.356 6.032 663.127,75 109,93 Balneário Camboriú Vale do Itajaí 90.461 NI NI NI Balneário Gaivota Sul Catarinense 6.298 2.977 339.019,12 113,88 Balneário Piçarras Vale do Itajaí 12.438 NI NI NI Bandeirante Oeste Catarinense 2.900 741 6.228,37 8,41 Barra Bonita Oeste Catarinense 2.118 256 4.842,12 18,91 Barra Velha Vale do Itajaí 18.095 14.566 1.446.665,29 99,32 Bela Vista do Toldo Norte Catarinense 5.719 570 8.066,30 14,15 Belmonte Oeste Catarinense 2.251 952 12.829,28 13,48 Benedito Novo Vale do Itajaí 9.423 4.901 108.131,52 22,06 Biguaçu Grande Florianópolis 55.267 NI NI NI Blumenau Vale do Itajaí 287.350 241.943 10.991.982,09 45,43 Bocaina do Sul Serrana 3.151 415 6.762,08 16,29 Bom Jardim da Serra Serrana 4.041 2.123 41.891,16 19,73 Bom Jesus Oeste Catarinense 2.069 989 13.029,94 13,17 Bom Jesus do Oeste Oeste Catarinense 2.095 376 13.750,24 36,57 Bom Restiro Serrana 8.397 5.336 55.971,41 10,49 Bombinhas Vale do Itajaí 10.759 8.716 3.159.911,62 362,54 Botuverá Vale do Itajaí 3.603 803 18.872,16 23,50 Braço do norte Sul Catarinense 28.912 17.879 389.746,18 21,80 Braço do Trombudo Vale do Itajaí 3.531 1.622 71.760,00 44,24 Brunópolis Serrana 3.281 707 2.865,30 4,05 Brusque Vale do Itajaí 85.218 73.256 2.369.124,60 32,34 Caçador Oeste Catarinense 69.767 NI NI NI Caibí Oeste Catarinense 5.803 NI NI NI Calmon Oeste Catarinense 3.885 1.392 2.287,15 1,64 Camboriú Vale do Itajaí 49.469 39.427 559.293,88 14,19 Campo Alegre Norte Catarinense 12.434 6.871 205.083,77 29,85 Campo Belo do Sul Serrana 8.068 NI NI NI Campo Erê Oeste Catarinense 8.962 5.756 170.137,45 29,56 Campos Novos Serrana 28.842 22.556 350.683,74 15,55 Canelinha Grande Florianópolis 9.434 4.292 84.302,56 19,64 Canoinhas Norte Catarinense 52.647 37.904 1.239.778,85 32,71 Capão Alto Serrana 3.110 NI NI NI Capinzal Oeste Catarinense 23.167 15.460 358.725,85 23,20 Capivari de Baixo Sul Catarinense 19.934 17.436 441.536,92 25,32 Catanduvas Oeste Catarinense 9.192 5.304 101.317,32 19,10 Caxambú do Sul Oeste Catarinense 4.902 2.054 37.103,21 18,06 Celso Ramos Serrana 2.529 NI NI NI Cerro Negro Serrana 3.553 NI NI NI Chapadão do Lageado Vale do Itajaí 2.547 289 9.644,69 33,37 Chapecó Oeste Catarinense 165.220 134.592 5.573.894,56 41,41 Cocal do Sul Sul Catarinense 14.662 NI NI NI Concórdia Oeste Catarinense 65.754 45.254 1.638.520,57 36,21 Cordilheira Alta Oeste Catarinense 3.196 303 33.168,08 109,47 Coronel Freitas Oeste Catarinense 10.597 NI NI NI Coronel Martins Oeste Catarinense 1.905 458 11.672,08 25,48 Correia Pinto Serrana 16.992 12.046 94.602,63 7,85 Corupá Norte Catarinense 12.592 NI NI NI Criciúma Sul Catarinense 182.785 153.049 2.449.422,68 16,00 Cunha Porã Oeste Catarinense 9.948 5.287 154.808,36 29,28 Cunhataí Oeste Catarinense 1.740 335 4.474,88 13,36 Curitibanos Serrana 37.460 32.438 649.478,29 20,02 Descanso Oeste Catarinense 8.356 3.885 66.018,15 16,99 Dionísio Cerqueira Oeste Catarinense 14.522 8.610 131.161,85 15,23 Dona Emma Vale do Itajaí 3.151 1.368 42.555,57 31,11 Doutor Pedrinho Vale do Itajaí 3.126 NI NI NI Entre Rios Oeste Catarinense 2.820 751 6.056,15 8,06 Ermo Sul Catarinense 2.056 593 8.098,94 13,66 Erval Velho Oeste Catarinense 4.086 2.160 25.030,58 11,59 Faxinal dos Guedes Oeste Catarinense 11.537 7.044 53.025,49 7,53 Flor do Sertão Oeste Catarinense 1.621 195 4.023,19 20,63 Florianópolis Grande Florianópolis 386.913 332.185 34.916.093,88 105,11 Formosa do Sul Oeste Catarinense 2.119 891 26.754,54 30,03 Forquilhinha Sul Catarinense 20.549 14.556 198.365,29 13,63 Fraiburgo Oeste Catarinense 36.180 27.623 434.950,54 15,75 Frei Rogério Serrana 3.173 487 6.708,42 13,77 Galvão Oeste Catarinense 4.004 2.494 16.827,06 6,75 Gapar Vale do Itajaí 51.955 29.601 725.798,39 24,52 Garopaba Sul Catarinense 14.829 10.722 786.450,47 73,35 Garuva Norte Catarinense 12.716 NI NI NI Governador Celso Ramos Grande Florianópolis 12.608 10.842 867.329,60 80,00 Grão Pará Sul Catarinense 6.167 2.674 82.207,93 30,74 Gravatal Sul Catarinense 7.210 NI NI NI Guabiruba Vale do Itajaí 14.552 12.048 227.269,97 18,86

  Guaraciaba Oeste Catarinense 10.393 4.365 96.511,97 22,11 Guaramirim Norte Catarinense 28.944 19.012 425.780,80 22,40 Guarujá do Sul Oeste Catarinense 4.655 2.271 37.324,37 16,44 Guatambú Oeste Catarinense 4.728 983 10.831,53 11,02 Hereval d'Oeste Oeste Catarinense 21.179 17.140 140.092,68 8,17 Ibiam Oeste Catarinense 1.898 501 11.506,00 22,97 Ibicaré Oeste Catarinense 3.408 1.240 35.313,38 28,48 Ibirama Vale do Itajaí 16.923 13.115 484.026,09 36,91 Içara Sul Catarinense 54.041 39.570 1.244.266,06 31,44 Ilhota Vale do Itajaí 11.152 6.445 88.400,10 13,72 Imaruí Sul Catarinense 12.364 3.909 24.074,80 6,16 Imbituba Sul Catarinense 38.141 34.527 628.677,44 18,21 Imbuia Vale do Itajaí 5.203 1.955 39.898,50 20,41 Imorê Oeste Catarinense 2.660 683 11.392,52 16,68 Indaial Vale do Itajaí 45.343 38.382 970.176,13 25,28 Iouaçu Oeste Catarinense 6.275 967 18.852,62 19,50 Ipira Oeste Catarinense 5.228 2.214 74.673,15 33,73 Iporã do Oeste Oeste Catarinense 7.695 2.851 120.711,05 42,34 Ipumirim Oeste Catarinense 6.729 2.484 55.027,84 22,15 Iraceminha Oeste Catarinense 4.010 1.222 10.069,64 8,24 Irani Oeste Catarinense 9.287 5.058 69.241,65 13,69 Irati Oeste Catarinense 2.069 412 6.284,42 15,25 Irineópolis Norte Catarinense 9.720 1.964 65.941,61 33,58 Itá Oeste Catarinense 6.829 3.422 57.394,43 16,77 Itaiópolis Norte Catarinense 19.846 8.757 235.320,38 26,87 Itajaí Vale do Itajaí 161.121 141.950 5.120.989,00 36,08 Itapema Vale do Itajaí 32.894 24.781 5.397.634,12 217,81 Itapiranga Oeste Catarinense 13.432 5.382 150.079,09 27,89 Itapoá Norte Catarinense 11.318 8.191 2.366.402,00 288,90 Ituporanga Vale do Itajaí 19.905 11.664 595.962,04 51,09 Jaborá Oeste Catarinense 4.085 1.362 27.767,67 20,39 Jacinto Machado Sul Catarinense 10.620 NI NI NI Jaquaruna Sul Catarinense 15.608 NI NI NI Jaraguá do Sul Norte Catarinense 124.661 96.320 4.366.044,28 45,33 Jardinópolis Oeste Catarinense 1.867 NI NI NI Joaçaba Oeste Catarinense 24.708 21.688 1.227.135,64 56,58 Joinville Norte Catarinense 477.971 414.972 19.279.203,38 46,46 José Boiteux Vale do Itajaí 4.634 1.466 18.520,34 12,63 Jupiá Oeste Catarinense 2.136 671 4.570,97 6,81 Lacerdópolis Oeste Catarinense 2.221 983 19.438,02 19,77 Lages Serrana 165.068 153.582 2.965.824,81 19,31 Laguna Sul Catarinense 48.956 37.284 1.235.559,45 33,14 Lajeado Grande Oeste Catarinense 1.633 476 12.470,67 26,20 Laurentino Vale do Itajaí 5.440 3.238 56.535,29 17,46 Lauro Müller Sul Catarinense 13.434 9.923 136.288,64 13,73 Lebon Régis Oeste Catarinense 12.132 6.980 9.192,69 1,32 Leoberto Leal Grande Florianópolis 3.468 457 12.624,98 27,63 Lindóia do Sul Oeste Catarinense 4.573 1.321 27.411,95 20,75 Lontras Vale do Itajaí 8.793 5.309 66.052,07 12,44 Luís Alves Vale do Itajaí 8.761 NI NI NI Luzerna Oeste Catarinense 5.699 3.964 90.648,17 22,87 Macieira Oeste Catarinense 1.712 304 4.228,17 13,91 Mafra Norte Catarinense 51.437 37.713 1.282.432,61 34,01

  Major Gercino Grande Florianópolis 2.814 977 3.581,37 3,67 Major Vieira Norte Catarinense 6.691 2.199 43.455,71 19,76 Maracajá Sul Catarinense 6.002 3.521 35.733,13 10,15 Maravilha Oeste Catarinense 18.879 NI NI NI Marema Oeste Catarinense 2.467 941 7.107,51 7,55 Massaranduba Norte Catarinense 13.277 4.629 130.291,39 28,15 Matos Costa Oeste Catarinense 3.646 1.250 15.434,98 12,35 Meleiro Sul Catarinense 6.950 3.207 89.646,84 27,95 Mirim Doce Vale do Itajaí 2.647 1.158 26.855,04 23,19 Modelo Oeste Catarinense 3.781 2.201 124.235,86 56,45 Mondaí Oeste Catarinense 8.432 4.049 93.671,15 23,13 Monte Carlos Serrana 10.258 NI NI NI Monte Castelo Norte Catarinense 8.222 4.573 46.654,49 10,20 Morro da Fumaça Sul Catarinense 15.668 11.154 161.540,33 14,48 Morro Grande Sul Catarinense 2.860 737 10.767,91 14,61 Navegantes Vale do Itajaí 47.349 36.650 1.077.793,96 29,41 Nova Erechim Oeste Catarinense 3.763 1.720 48.413,48 28,15 Nova Itaberaba Oeste Catarinense 4.298 NI NI NI Nova Trento Grande Florianópolis 10.227 6.673 232.499,33 34,84 Nova Veneza Sul Catarinense 12.339 NI NI NI Novo Horizonte Oeste Catarinense 7.772 723 9.077,04 12,55 Orleans Sul Catarinense 20.026 12.813 428.776,68 33,46 Otacílio Serrana 14.660 12.811 85.719,66 6,69 Ouro Oeste Catarinense 7.772 4.165 45.965,37 11,04 Ouro Verde Oeste Catarinense 2.154 NI NI NI Paial Oeste Catarinense 2.001 259 5.973,51 23,06 Painel Serrana 2.452 1.142 9.720,20 8,51 Palhoça Grande Florianópolis 120.346 97.914 1.866.259,55 19,06 Palma Sola Oeste Catarinense 7.872 3.192 47.385,50 14,85 Palmeira Serrana 2.261 771 2.669,88 3,46 Palmitos Oeste Catarinense 15.154 8.006 202.629,55 25,31 Papanduva Norte Catarinense 17.125 7.953 159.295,23 20,03 Paraíso Oeste Catarinense 4.179 1.302 13.553,51 10,41 Passo de Torres Sul Catarinense 5.253 NI NI NI Passos Maia Oeste Catarinense 5.552 748 16.581,82 22,17 Paulo Lopoes Grande Florianópolis 6.126 3.554 29.601,00 8,33 Pedras Grandes Sul Catarinense 4.849 865 11.944,33 13,81 Penha Vale do Itajaí 20.023 15.993 1.344.466,45 84,07 Peritiba Oeste Catarinense 3.251 1.317 40.497,99 30,75 Petrolândia Vale do Itajaí 6.067 1.811 40.543,19 22,39 Pinhalzinho Oeste Catarinense 13.219 9.313 252.743,88 27,14 Pinheiro Preto Oeste Catarinense 2.911 1.141 12.272,79 10,76 Piratuba Oeste Catarinense 6.275 2.710 163.871,21 60,47 Planalto Alegre Oeste Catarinense 2.394 739 12.325,12 16,68 Pomerode Vale do Itajaí 23.849 18.713 822.851,33 43,97 Ponte Alta Serrana 5.381 3.783 45.678,86 12,07 Ponte Alta do Norte Serrana 3.531 233 30.379,00 130,38 Ponte Serrada Oeste Catarinense 11.344 7.230 50.809,41 7,03 Porto Belo Vale do Itajaí 12.627 9.973 996.549,21 99,92 Porto União Norte Catarinense 32.871 26.579 1.168.983,72 43,98 Pouso Redondo Vale do Itajaí 12.607 6.368 127.524,15 20,03 Praia Grande Sul Catarinense 7.136 3.937 52.288,00 13,28 Presidente Castelo Branco Oeste Catarinense 2.082 457 9.692,98 21,21

  Presidente Getúlio Vale do Itajaí 12.826 7.867 309.726,73 39,37 Presidente Nereu Vale do Itajaí 2.064 776 10.687,44 13,77 Princesa Oeste Catarinense 2.470 NI NI NI Quilombo Oeste Catarinense 10.188 4.697 91.266,78 19,43 Rancho Queimado Grande Florianópolis 2.780 1.103 28.802,82 26,11 Rio das Antas Oeste Catarinense 6.322 2.226 52.722,62 23,68 Rio do Campo Vale do Itajaí 6.335 2.288 45.232,73 19,77 Rio do Oeste Vale do Itajaí 6.609 2.626 81.213,59 30,93 Rio do Sul Vale do Itajaí 54.713 48.418 1.793.005,39 37,03 Rio dos Cedros Vale do Itajaí 9.091 3.758 206.961,59 55,07 Rio Fortuna Sul Catarinense 4.395 1.213 48.593,97 40,06 Rio Negrinho Norte Catarinense 42.451 NI NI NI Rio Rufino Serrana 2.032 NI NI NI Riqueza Oeste Catarinense 4.594 1.277 25.172,49 19,71 Rodeio Vale do Itajaí 10.898 8.866 140.223,38 15,82 Romelândia Oeste Catarinense 5.137 2.120 11.100,55 5,24 Salete Vale do Itajaí 7.136 4.583 46.094,51 10,06 Saltinho Oeste Catarinense 3.449 899 7.978,14 8,87 Salto Veloso Oeste Catarinense 4.115 2.834 37.594,00 13,27 Sangão Sul Catarinense 9.347 3.624 52.399,23 14,46 Santa Cecília Serrana 15.926 NI NI NI Santa Helena Oeste Catarinense 2.393 740 3.986,72 5,39 Santa Rosa de Lima Sul Catarinense 2.064 423 6.555,24 15,50 Santa Rosa do Sul Sul Catarinense 8.109 3.042 49.227,33 16,18 Santa Terezinha Norte Catarinense 8.945 8.945 8.391,18 0,94 Santa Terezinha do Progresso Oeste Catarinense 3.076 NI NI NI Santiago do Sul Oeste Catarinense 1.573 NI NI NI Santo Amaro da Imperatriz Grande Florianópolis 16.896 12.536 166.701,57 13,30 São Bento do Sul Norte Catarinense 73.189 61.826 3.218.651,82 52,06 São Bernarinho Oeste Catarinense 2.703 529 7.475,54 14,13 São Bonifácio Grande Florianópolis 3.138 682 12.660,72 18,56 São Carlos Oeste Catarinense 8.890 5.347 74.460,00 13,93 São Cristovão do Sul Serrana 4.913 2.719 32.387,06 11,91 São Domingos Oeste Catarinense 8.912 5.430 150.576,96 27,73 São Francisco do Sul Norte Catarinense 36.743 29.930 2.567.230,68 85,77 São João Batista Grande Florianópolis 15.936 11.273 224.045,69 19,87 São João do Itaperiú Vale do Itajaí 3.398 1.454 6.887,01 4,74 São João do Oeste Oeste Catarinense 5.344 1.494 38.845,41 26,00 São João do Sul Sul Catarinense 15.936 1.143 30.536,53 26,72 São Joaquim Serrana 23.114 16.129 445.563,83 27,63 São José Grande Florianópolis 192.679 171.230 7.440.498,59 43,45 São José do Cedro Oeste Catarinense 13.112 6.659 179.104,39 26,90 São José do Cerrito Serrana 9.776 2.152 13.420,06 6,24 São Lousenço do Oeste Oeste Catarinense 20.005 13.407 338.075,14 25,22 São Ludgero Sul Catarinense 9.911 5.995 141.269,70 23,56 São Martinho Sul Catarinense 3.221 888 5.379,00 6,06 São Miguel da Boa Vista Oeste Catarinense 1.708 331 5.019,27 15,16 São Miguel do Oeste Oeste Catarinense 32.928 27.392 782.759,03 28,58 São Pedro de Alcântara Grande Florianópolis 3.781 2.092 61.918,62 29,60 Saudades Oeste Catarinense 7.960 2.897 42.505,99 14,67 Schroeder Norte Catarinense 10.975 9.402 234.624,63 24,95 Seara Oeste Catarinense 17.221 10.263 198.201,38 19,31 Serra Alta Oeste Catarinense 3.058 1.201 32.318,14 26,91

  Siderópolis Sul Catarinense 12.776 9.103 71.170,90 7,82 Sombrio Sul Catarinense 25.274 15.925 210.904,07 13,24 Sul Brasil Oeste Catarinense 2.728 744 8.517,97 11,45 Taió Vale do Itajaí 16.153 7.887 412.531,97 52,31 Tangará Oeste Catarinense 8.234 4.233 170.005,11 40,16 Tigrinhos Oeste Catarinense 1.919 NI NI NI Tijucas Grande Florianópolis 25.474 18.711 298.869,56 15,97 Timbé do Sul Sul Catarinense 5.193 1.683 18.760,00 11,15 Timbó Vale do Itajaí 32.207 26.783 1.609.137,06 60,08 Timbó Grande Norte Catarinense 7.292 2.775 24.040,00 8,66 Três Barras Norte Catarinense 17.887 NI NI NI Treviso Sul Catarinense 3.393 1.561 26.699,63 17,10 Treze de Maio Sul Catarinense 6.980 1.764 32.281,75 18,30 Treze Tílias Oeste Catarinense 5.257 2.907 158.268,76 54,44 Trombudo Central Vale do Itajaí 5.755 3.154 111.747,42 35,43 Tubarão Sul Catarinense 93.238 69.925 2.631.677,66 37,64 Tunápolis Oeste Catarinense 4.416 1.217 28.844,16 23,70 Turvo Sul Catarinense 11.118 5.637 172.277,51 30,56 União do Oeste Oeste Catarinense 3.336 NI NI NI Urubici Serrana 10.509 6.661 137.932,52 20,71 Urupema Serrana 2.554 1.185 433.050,34 365,44 Urussanga Sul Catarinense 19.110 NI NI NI Vargeão Oeste Catarinense 3.489 1.380 46.758,60 33,88 Vargem Serrana 3.203 651 6.245,50 9,59 Vargem Bonita Oeste Catarinense 4.835 2.199 11.186,28 5,09 Vidal Ramos Vale do Itajaí 5.975 1.497 36.277,00 24,23 Videira Oeste Catarinense 45.699 NI NI NI Vitor Meireles Vale do Itajaí 5.330 1.098 26.286,89 23,94 Witmarsum Vale do Itajaí 3.091 612 9.120,24 14,90 Xanxerê Oeste Catarinense 39.812 32.385 1.008.414,42 31,14 Xavantina Oeste Catarinense 4.118 946 16.140,32 17,06 Xaxim Oeste Catarinense 24.432 16.058 519.446,98 32,35 Zortéa Serrana 2.804 NI NI NI Fonte: IBGE Pesquisa de Informações Básicas 2002

  VI – Ano de Atualização da Planta de Valores

  ANO DE ATUALIZAđấO DO CADASTRO IMOBILIÁRIO Município Mesorregião População Ano Atualização

  Abdon Batista Serrana 2.534 2001 Abelardo Luz Oeste Catarinense 18.154 2001 Agrolândia Vale do Itajaí 8.133 2002 Agronômica Vale do Itajaí 4.506 2002 Água Doce Oeste Catarinense 6.870 1992 Águas de Chapecó Oeste Catarinense 5.443 2002 Águas Frias Oeste Catarinense 2.186 2000 Águas Mornas Grande Florianópolis 5.790 1994 Alfredo Wagner Grande Florianópolis 8.376 1995 Alto Bela Vista Oeste Catarinense 1.913 2001 Anchieta Oeste Catarinense 6.049 1998 Angelina Grande Florianópolis 5.524 1998 Anita Garibaldi Serrana 10.077 1999 Anitápolis Grande Florianópolis 3.065 2002 Antônio Carlos Grande Florianópolis 6.855 1991 Apiúna Vale do Itajaí 8.925 1989 Arabutã Oeste Catarinense 4.204 1998 Araquari Norte Catarinense 20.242 1998 Araranguá Sul Catarinense 60.076 2002 Armazém Sul Catarinense 7.272 1995 Arroio Trinta Oeste Catarinense 3.570 1998 Arvoredo Oeste Catarinense 2.112 2002 Ascurra Vale do Itajaí 7.330 1998 Atalanta Vale do Itajaí 3.289 1983 Aurora Vale do Itajaí 5.170 1998 Balneário Arroio do Silva Sul Catarinense 7.001 1999 Balneário Barra do Sul Norte Catarinense 7.356 2001 Balneário Camboriú Vale do Itajaí 90.461 1997 Balneário Gaivota Sul Catarinense 6.298 1998 Balneário Piçarras Vale do Itajaí 12.438 2001 Bandeirante Oeste Catarinense 2.900 NI Barra Bonita Oeste Catarinense 2.003 1997 Barra Velha Vale do Itajaí 18.095 2002 Bela Vista do Toldo Norte Catarinense 5.719 1997 Belmonte Oeste Catarinense 2.251 1994 Benedito Novo Vale do Itajaí 9.423 1991 Biguaçu Grande Florianópolis 55.267 1999 Blumenau Vale do Itajaí 287.350 1998 Bocaina do Sul Serrana 3.151 1998 Bom Jardim da Serra Serrana 4.041 2001 Bom Jesus Oeste Catarinense 2.069 1998 Bom Jesus do Oeste Oeste Catarinense 2.095 2002 Bom Retiro Serrana 8.397 2002 Bombinhas Vale do Itajaí 10.759 2001 Botuverá Vale do Itajaí 3.603 1999 Braço do norte Sul Catarinense 28.912 1995 Braço do Trombudo Vale do Itajaí 3.531 2002 Brunópolis Serrana 3.281 1998

  Brusque Vale do Itajaí 85.218 1990 Caçador Oeste Catarinense 69.767 1996 Caibí Oeste Catarinense 5.803 2000 Calmon Oeste Catarinense 3.885 1993 Camboriú Vale do Itajaí 49.469 1997 Campo Alegre Norte Catarinense 12.434 2001 Campo Belo do Sul Serrana 8.068 2002 Campo Erê Oeste Catarinense 8.962 2002 Campos Novos Serrana 28.842 2001 Canelinha Grande Florianópolis 9.434 2000 Canoinhas Norte Catarinense 52.647 1990 Capão Alto Serrana 3.110 2002 Capinzal Oeste Catarinense 23.167 1999 Capivari de Baixo Sul Catarinense 19.934 1993 Catanduvas Oeste Catarinense 9.192 2002 Caxambú do Sul Oeste Catarinense 4.902 1998 Celso Ramos Serrana 2.529 1996 Cerro Negro Serrana 3.553 2001 Chapadão do Lageado Vale do Itajaí 2.547 2001 Chapecó Oeste Catarinense 165.220 1999 Cocal do Sul Sul Catarinense 14.662 1998 Concórdia Oeste Catarinense 65.754 1998 Cordilheira Alta Oeste Catarinense 3.196 1996 Coronel Freitas Oeste Catarinense 10.597 2001 Coronel Martins Oeste Catarinense 1.905 2002 Correia Pinto Serrana 16.992 1999 Corupá Norte Catarinense 12.592 2001 Criciúma Sul Catarinense 182.785 2002 Cunha Porã Oeste Catarinense 9.948 1985 Cunhataí Oeste Catarinense 1.740 2001 Curitibanos Serrana 37.460 2002 Descanso Oeste Catarinense 8.356 1991 Dionísio Cerqueira Oeste Catarinense 14.522 2002 Dona Emma Vale do Itajaí 3.151 2002 Doutor Pedrinho Vale do Itajaí 3.126 2002 Entre Rios Oeste Catarinense 2.820 2001 Ermo Sul Catarinense 2.056 1998 Erval Velho Oeste Catarinense 4.086 1991 Faxinal dos Guedes Oeste Catarinense 11.537 2002 Flor do Sertão Oeste Catarinense 1.621 2001 Florianópolis Grande Florianópolis 386.913 1998 Formosa do Sul Oeste Catarinense 2.119 2001 Forquilhinha Sul Catarinense 20.549 1997 Fraiburgo Oeste Catarinense 36.180 1998 Frei Rogério Serrana 3.173 2000 Galvão Oeste Catarinense 4.004 1992 Garopaba Sul Catarinense 14.829 1999 Garuva Norte Catarinense 12.716 2000 Gaspar Vale do Itajaí 51.955 2002 Governador Celso Ramos Grande Florianópolis 12.608 2002 Grão Pará Sul Catarinense 6.167 1989 Gravatal Sul Catarinense 7.210 2001 Guabiruba Vale do Itajaí 14.552 1994

  Guaraciaba Oeste Catarinense 10.393 1998 Guaramirim Norte Catarinense 28.944 2002 Guarujá do Sul Oeste Catarinense 4.655 2002 Guatambú Oeste Catarinense 4.728 1999 Hereval d'Oeste Oeste Catarinense 21.179 1998 Ibiam Oeste Catarinense 1.898 1998 Ibicaré Oeste Catarinense 3.408 1997 Ibirama Vale do Itajaí 16.923 1998 Içara Sul Catarinense 54.041 2001 Ilhota Vale do Itajaí 11.152 2000 Imaruí Sul Catarinense 12.364 1999 Imbituba Sul Catarinense 38.141 2001 Imbuia Vale do Itajaí 5.203 2002 Indaial Vale do Itajaí 45.343 1998 Iomerê Oeste Catarinense 2.660 1999 Ipira Oeste Catarinense 5.228 1993 Iporã do Oeste Oeste Catarinense 7.695 1998 Ipuaçu Oeste Catarinense 6.275 1997 Ipumirim Oeste Catarinense 6.729 2001 Iraceminha Oeste Catarinense 4.010 2001 Irani Oeste Catarinense 9.287 1998 Irati Oeste Catarinense 2.069 2002 Irineópolis Norte Catarinense 9.720 1998 Itá Oeste Catarinense 6.829 2002 Itaiópolis Norte Catarinense 19.846 2002 Itajaí Vale do Itajaí 161.121 2002 Itapema Vale do Itajaí 32.894 1997 Itapiranga Oeste Catarinense 13.432 2002 Itapoá Norte Catarinense 11.318 2001 Ituporanga Vale do Itajaí 19.905 1998 Jaborá Oeste Catarinense 4.085 1999 Jacinto Machado Sul Catarinense 10.620 1998 Jaguaruna Sul Catarinense 15.608 1990 Jaraguá do Sul Norte Catarinense 124.661 1999 Jardinópolis Oeste Catarinense 1.867 2001 Joaçaba Oeste Catarinense 24.708 199 Joinville Norte Catarinense 477.971 2002 José Boiteux Vale do Itajaí 4.634 1999 Jupiá Oeste Catarinense 2.136 2000 Lacerdópolis Oeste Catarinense 2.221 1994 Lages Serrana 165.068 1980 Laguna Sul Catarinense 48.956 1996 Lajeado Grande Oeste Catarinense 1.633 1998 Laurentino Vale do Itajaí 5.440 1998 Lauro Müller Sul Catarinense 13.434 1993 Lebon Régis Oeste Catarinense 12.132 1989 Leoberto Leal Grande Florianópolis 3.468 2000 Lindóia do Sul Oeste Catarinense 4.573 2001 Lontras Vale do Itajaí 8.793 1993 Luís Alves Vale do Itajaí 8.761 1998 Luzerna Oeste Catarinense 5.699 1999 Macieira Oeste Catarinense 1.712 2000 Mafra Norte Catarinense 51.437 1991

  Major Gercino Grande Florianópolis 2.814 1996 Major Vieira Norte Catarinense 6.691 1993 Maracajá Sul Catarinense 6.002 2002 Maravilha Oeste Catarinense 18.879 2000 Marema Oeste Catarinense 2.467 1998 Massaranduba Norte Catarinense 13.277 1994 Matos Costa Oeste Catarinense 3.646 2002 Meleiro Sul Catarinense 6.950 2001 Mirim Doce Vale do Itajaí 2.647 2001 Modelo Oeste Catarinense 3.781 NI Mondaí Oeste Catarinense 8.432 2002 Monte Carlo Serrana 10.258 1998 Monte Castelo Norte Catarinense 8.222 2000 Morro da Fumaça Sul Catarinense 15.668 1994 Morro Grande Sul Catarinense 2.860 1998 Navegantes Vale do Itajaí 47.349 2002 Nova Erechim Oeste Catarinense 3.763 2001 Nova Itaberaba Oeste Catarinense 4.298 2001 Nova Trento Grande Florianópolis 10.227 2002 Nova Veneza Sul Catarinense 12.339 2002 Novo Horizonte Oeste Catarinense 7.772 2000 Orleans Sul Catarinense 20.026 1995 Otacílio Costa Serrana 14.660 1993 Ouro Oeste Catarinense 7.772 1981 Ouro Verde Oeste Catarinense 2.154 1996 Paial Oeste Catarinense 2.001 1997 Painel Serrana 2.452 2002 Palhoça Grande Florianópolis 120.346 1998 Palma Sola Oeste Catarinense 7.872 1983 Palmeira Serrana 2.261 2002 Palmitos Oeste Catarinense 15.154 2002 Papanduva Norte Catarinense 17.125 2001 Paraíso Oeste Catarinense 4.179 2001 Passo de Torres Sul Catarinense 5.253 1998 Passos Maia Oeste Catarinense 5.552 1998 Paulo Lopoes Grande Florianópolis 6.126 NI Pedras Grandes Sul Catarinense 4.849 2002 Penha Vale do Itajaí 20.023 1994 Peritiba Oeste Catarinense 3.251 2000 Petrolândia Vale do Itajaí 6.067 2002 Pinhalzinho Oeste Catarinense 13.219 2001 Pinheiro Preto Oeste Catarinense 2.911 2001 Piratuba Oeste Catarinense 6.275 1998 Planalto Alegre Oeste Catarinense 2.394 1998 Pomerode Vale do Itajaí 23.849 2002 Ponte Alta Serrana 5.381 2001 Ponte Alta do Norte Serrana 3.531 2001 Ponte Serrada Oeste Catarinense 11.344 1990 Porto Belo Vale do Itajaí 12.627 1997 Porto União Norte Catarinense 32.871 1998 Pouso Redondo Vale do Itajaí 12.607 2002 Praia Grande Sul Catarinense 7.136 2002 Presidente Castelo Branco Oeste Catarinense 2.082 2001

  Presidente Getúlio Vale do Itajaí 12.826 1999 Presidente Nereu Vale do Itajaí 2.064 2000 Princesa Oeste Catarinense 2.470 1998 Quilombo Oeste Catarinense 10.188 2002 Rancho Queimado Grande Florianópolis 2.780 1999 Rio das Antas Oeste Catarinense 6.322 2002 Rio do Campo Vale do Itajaí 6.335 2001 Rio do Oeste Vale do Itajaí 6.609 1995 Rio do Sul Vale do Itajaí 54.713 1991 Rio dos Cedros Vale do Itajaí 9.091 2001 Rio Fortuna Sul Catarinense 4.395 1996 Rio Negrinho Norte Catarinense 42.451 1998 Rio Rufino Serrana 2.032 2002 Riqueza Oeste Catarinense 4.594 1999 Rodeio Vale do Itajaí 10.898 2001 Romelândia Oeste Catarinense 5.137 2002 Salete Vale do Itajaí 7.136 1999 Saltinho Oeste Catarinense 3.449 2002 Salto Veloso Oeste Catarinense 4.115 1998 Sangão Sul Catarinense 9.347 1995 Santa Cecília Serrana 15.926 2001 Santa Helena Oeste Catarinense 2.393 1999 Santa Rosa de Lima Sul Catarinense 2.064 1997 Santa Rosa do Sul Sul Catarinense 8.109 1999 Santa Terezinha Norte Catarinense 8.945 2001 Santa Terezinha do Progresso Oeste Catarinense 3.076 1999 Santiago do Sul Oeste Catarinense 1.573 2001 Santo Amaro da Imperatriz Grande Florianópolis 16.896 1995 São Bento do Sul Norte Catarinense 73.189 1994 São Bernarinho Oeste Catarinense 2.703 2002 São Bonifácio Grande Florianópolis 3.138 2002 São Carlos Oeste Catarinense 8.890 1995 São Cristovão do Sul Serrana 4.913 2001 São Domingos Oeste Catarinense 8.912 1995 São Francisco do Sul Norte Catarinense 36.743 1998 São João Batista Grande Florianópolis 15.936 1994 São João do Itaperiú Vale do Itajaí 3.398 1999 São João do Oeste Oeste Catarinense 5.344 1993 São João do Sul Sul Catarinense 15.936 2002 São Joaquim Serrana 23.114 1994 São José Grande Florianópolis 192.679 2002 São José do Cedro Oeste Catarinense 13.112 1991 São José do Cerrito Serrana 9.776 2002 São Lousenço do Oeste Oeste Catarinense 20.005 2002 São Ludgero Sul Catarinense 9.911 1999 São Martinho Sul Catarinense 3.221 1999 São Miguel da Boa Vista Oeste Catarinense 1.708 2002 São Miguel do Oeste Oeste Catarinense 32.928 2001 São Pedro de Alcântara Grande Florianópolis 3.781 2001 Saudades Oeste Catarinense 7.960 1999 Schroeder Norte Catarinense 10.975 2002 Seara Oeste Catarinense 17.221 1996 Serra Alta Oeste Catarinense 3.058 2001

  Siderópolis Sul Catarinense 12.776 1990 Sombrio Sul Catarinense 25.274 1990 Sul Brasil Oeste Catarinense 2.728 2001 Taió Vale do Itajaí 16.153 2002 Tangará Oeste Catarinense 8.234 1991 Tigrinhos Oeste Catarinense 1.919 2001 Tijucas Grande Florianópolis 25.474 1998 Timbé do Sul Sul Catarinense 5.193 1993 Timbó Vale do Itajaí 32.207 1991 Timbó Grande Norte Catarinense 7.292 1994 Três Barras Norte Catarinense 17.887 1998 Treviso Sul Catarinense 3.393 1998 Treze de Maio Sul Catarinense 6.980 1994 Treze Tílias Oeste Catarinense 5.257 2002 Trombudo Central Vale do Itajaí 5.755 2001 Tubarão Sul Catarinense 93.238 2002 Tunápolis Oeste Catarinense 4.416 NI Turvo Sul Catarinense 11.118 1993 União do Oeste Oeste Catarinense 3.336 2002 Urubici Serrana 10.509 1997 Urupema Serrana 2.554 2002 Urussanga Sul Catarinense 19.110 1989 Vargeão Oeste Catarinense 3.489 1997 Vargem Serrana 3.203 2002 Vargem Bonita Oeste Catarinense 4.835 2000 Vidal Ramos Vale do Itajaí 5.975 1992 Videira Oeste Catarinense 45.699 1998 Vitor Meireles Vale do Itajaí 5.330 2002 Witmarsum Vale do Itajaí 3.091 NI Xanxerê Oeste Catarinense 39.812 2002 Xavantina Oeste Catarinense 4.118 2002 Xaxim Oeste Catarinense 24.432 2002 Zortéa Serrana 2.804 1997 Fonte: IBGE Pesquisa de Informações Básicas 2002

  VII – Ano de Atualização da Planta de Valores

  ANO DE ATUALIZAđấO DA PLANTA DE VALORES Municipio Mesorregião Populaçao Ano da atual.

  Planta de Valores Abdon Batista Serrana 2.534 2001 Abelardo Luz Oeste Catarinense 18.154 2001 Agrolândia Vale do Itajaí 8.133 2001 Agronômica Vale do Itajaí 4.506 2002 Água Doce Oeste Catarinense 6.870 2002 Águas de Chapecó Oeste Catarinense 5.443 2002 Águas Frias Oeste Catarinense 2.186 2002 Águas Mornas Grande Florianópolis 5.790 1994 Alfredo Wagner Grande Florianópolis 8.376 1995 Alto Bela Vista Oeste Catarinense 1.913 2001 Anchieta Oeste Catarinense 6.049 1998 Angelina Grande Florianópolis 5.524 2002 Anita Garibaldi Serrana 10.077 1999 Anitápolis Grande Florianópolis 3.065 2001 Antônio Carlos Grande Florianópolis 6.855 2002 Apiúna Vale do Itajaí 8.925 1989 Arabutã Oeste Catarinense 4.204 1999 Araquari Norte Catarinense 20.242 1996 Araranguá Sul Catarinense 60.076 1997 Armazém Sul Catarinense 7.272 2002 Arroio Trinta Oeste Catarinense 3.570 2001 Arvoredo Oeste Catarinense 2.112 2002 Ascurra Vale do Itajaí 7.330 1998 Atalanta Vale do Itajaí 3.289 1994 Aurora Vale do Itajaí 5.170 2002 Balneário Arroio do Silva Sul Catarinense 7.001 1998 Balneário Barra do Sul Norte Catarinense 7.356 2001 Balneário Camboriú Vale do Itajaí 90.461 1998 Balneário Gaivota Sul Catarinense 6.298 1998 Balneário Piçarras Vale do Itajaí 12.438 1998 Bandeirante Oeste Catarinense 2.900 NI Barra Bonita Oeste Catarinense 2.003 2001 Barra Velha Vale do Itajaí 18.095 2002 Bela Vista do Toldo Norte Catarinense 5.719 1997 Belmonte Oeste Catarinense 2.251 2002 Benedito Novo Vale do Itajaí 9.423 1991 Biguaçu Grande Florianópolis 55.267 1999 Blumenau Vale do Itajaí 287.350 1990 Bocaina do Sul Serrana 3.151 2001 Bom Jardim da Serra Serrana 4.041 2001 Bom Jesus Oeste Catarinense 2.069 1998 Bom Jesus do Oeste Oeste Catarinense 2.095 2002 Bom Retiro Serrana 8.397 1998 Bombinhas Vale do Itajaí 10.759 2002 Botuverá Vale do Itajaí 3.603 NI Braço do norte Sul Catarinense 28.912 1994 Braço do Trombudo Vale do Itajaí 3.531 2002 Brunópolis Serrana 3.281 1998 Brusque Vale do Itajaí 85.218 1997 Caçador Oeste Catarinense 69.767 1997 Caibí Oeste Catarinense 5.803 1997 Calmon Oeste Catarinense 3.885 1999 Camboriú Vale do Itajaí 49.469 1997 Campo Alegre Norte Catarinense 12.434 2002 Campo Belo do Sul Serrana 8.068 2002 Campo Erê Oeste Catarinense 8.962 2002 Campos Novos Serrana 28.842 1993 Canelinha Grande Florianópolis 9.434 1999 Canoinhas Norte Catarinense 52.647 1999 Capão Alto Serrana 3.110 2002 Capinzal Oeste Catarinense 23.167 1998 Capivari de Baixo Sul Catarinense 19.934 2000 Catanduvas Oeste Catarinense 9.192 2002 Caxambú do Sul Oeste Catarinense 4.902 2001 Celso Ramos Serrana 2.529 1999 Cerro Negro Serrana 3.553 2002 Chapadão do Lageado Vale do Itajaí 2.547 2001 Chapecó Oeste Catarinense 165.220 1999 Cocal do Sul Sul Catarinense 14.662 2002 Concórdia Oeste Catarinense 65.754 1998 Cordilheira Alta Oeste Catarinense 3.196 2002 Coronel Freitas Oeste Catarinense 10.597 2002 Coronel Martins Oeste Catarinense 1.905 2002 Correia Pinto Serrana 16.992 1999 Corupá Norte Catarinense 12.592 2001 Criciúma Sul Catarinense 182.785 1995 Cunha Porã Oeste Catarinense 9.948 2000 Cunhataí Oeste Catarinense 1.740 2001 Curitibanos Serrana 37.460 2002 Descanso Oeste Catarinense 8.356 1994 Dionísio Cerqueira Oeste Catarinense 14.522 2001 Dona Emma Vale do Itajaí 3.151 2002 Doutor Pedrinho Vale do Itajaí 3.126 2002 Entre Rios Oeste Catarinense 2.820 2001 Ermo Sul Catarinense 2.056 1998 Erval Velho Oeste Catarinense 4.086 2002 Faxinal dos Guedes Oeste Catarinense 11.537 1999 Flor do Sertão Oeste Catarinense 1.621 2001 Florianópolis Grande Florianópolis 386.913 2001 Formosa do Sul Oeste Catarinense 2.119 2001 Forquilhinha Sul Catarinense 20.549 1997 Fraiburgo Oeste Catarinense 36.180 2002 Frei Rogério Serrana 3.173 2000 Galvão Oeste Catarinense 4.004 2002 Garopaba Sul Catarinense 14.829 2002 Garuva Norte Catarinense 12.716 2002 Gaspar Vale do Itajaí 51.955 1994 Governador Celso Ramos Grande Florianópolis 12.608 2002 Grão Pará Sul Catarinense 6.167 1989 Gravatal Sul Catarinense 7.210 2001 Guabiruba Vale do Itajaí 14.552 1994

  Guaraciaba Oeste Catarinense 10.393 2001 Guaramirim Norte Catarinense 28.944 2002 Guarujá do Sul Oeste Catarinense 4.655 2002 Guatambú Oeste Catarinense 4.728 1999 Hereval d'Oeste Oeste Catarinense 21.179 2002 Ibiam Oeste Catarinense 1.898 2002 Ibicaré Oeste Catarinense 3.408 2002 Ibirama Vale do Itajaí 16.923 2001 Içara Sul Catarinense 54.041 2001 Ilhota Vale do Itajaí 11.152 2000 Imaruí Sul Catarinense 12.364 1999 Imbituba Sul Catarinense 38.141 2001 Imbuia Vale do Itajaí 5.203 2002 Indaial Vale do Itajaí 45.343 1990 Iomerê Oeste Catarinense 2.660 1997 Ipira Oeste Catarinense 5.228 2002 Iporã do Oeste Oeste Catarinense 7.695 1998 Ipuaçu Oeste Catarinense 6.275 1997 Ipumirim Oeste Catarinense 6.729 2002 Iraceminha Oeste Catarinense 4.010 2001 Irani Oeste Catarinense 9.287 1998 Irati Oeste Catarinense 2.069 2002 Irineópolis Norte Catarinense 9.720 1999 Itá Oeste Catarinense 6.829 2001 Itaiópolis Norte Catarinense 19.846 2002 Itajaí Vale do Itajaí 161.121 2002 Itapema Vale do Itajaí 32.894 1998 Itapiranga Oeste Catarinense 13.432 2002 Itapoá Norte Catarinense 11.318 2002 Ituporanga Vale do Itajaí 19.905 2001 Jaborá Oeste Catarinense 4.085 2002 Jacinto Machado Sul Catarinense 10.620 1998 Jaguaruna Sul Catarinense 15.608 1990 Jaraguá do Sul Norte Catarinense 124.661 1994 Jardinópolis Oeste Catarinense 1.867 1998 Joaçaba Oeste Catarinense 24.708 2002 Joinville Norte Catarinense 477.971 2002 José Boiteux Vale do Itajaí 4.634 2002 Jupiá Oeste Catarinense 2.136 2002 Lacerdópolis Oeste Catarinense 2.221 2002 Lages Serrana 165.068 2001 Laguna Sul Catarinense 48.956 1998 Lajeado Grande Oeste Catarinense 1.633 1998 Laurentino Vale do Itajaí 5.440 1998 Lauro Müller Sul Catarinense 13.434 1998 Lebon Régis Oeste Catarinense 12.132 1992 Leoberto Leal Grande Florianópolis 3.468 1996 Lindóia do Sul Oeste Catarinense 4.573 2000 Lontras Vale do Itajaí 8.793 1993 Luís Alves Vale do Itajaí 8.761 1998 Luzerna Oeste Catarinense 5.699 2002 Macieira Oeste Catarinense 1.712 2000 Mafra Norte Catarinense 51.437 1998

  Major Gercino Grande Florianópolis 2.814 2001 Major Vieira Norte Catarinense 6.691 NI Maracajá Sul Catarinense 6.002 2002 Maravilha Oeste Catarinense 18.879 2000 Marema Oeste Catarinense 2.467 1997 Massaranduba Norte Catarinense 13.277 1994 Matos Costa Oeste Catarinense 3.646 2001 Meleiro Sul Catarinense 6.950 2002 Mirim Doce Vale do Itajaí 2.647 2001 Modelo Oeste Catarinense 3.781 NI Mondaí Oeste Catarinense 8.432 2002 Monte Carlo Serrana 10.258 1994 Monte Castelo Norte Catarinense 8.222 NI Morro da Fumaça Sul Catarinense 15.668 1994 Morro Grande Sul Catarinense 2.860 2000 Navegantes Vale do Itajaí 47.349 2001 Nova Erechim Oeste Catarinense 3.763 2001 Nova Itaberaba Oeste Catarinense 4.298 2002 Nova Trento Grande Florianópolis 10.227 1997 Nova Veneza Sul Catarinense 12.339 1997 Novo Horizonte Oeste Catarinense 7.772 2001 Orleans Sul Catarinense 20.026 2002 Otacílio Costa Serrana 14.660 1994 Ouro Oeste Catarinense 7.772 2002 Ouro Verde Oeste Catarinense 2.154 2002 Paial Oeste Catarinense 2.001 1997 Painel Serrana 2.452 2002 Palhoça Grande Florianópolis 120.346 2001 Palma Sola Oeste Catarinense 7.872 2002 Palmeira Serrana 2.261 2002 Palmitos Oeste Catarinense 15.154 2002 Papanduva Norte Catarinense 17.125 2002 Paraíso Oeste Catarinense 4.179 2001 Passo de Torres Sul Catarinense 5.253 1998 Passos Maia Oeste Catarinense 5.552 1999 Paulo Lopoes Grande Florianópolis 6.126 2002 Pedras Grandes Sul Catarinense 4.849 1994 Penha Vale do Itajaí 20.023 1997 Peritiba Oeste Catarinense 3.251 2000 Petrolândia Vale do Itajaí 6.067 2002 Pinhalzinho Oeste Catarinense 13.219 2001 Pinheiro Preto Oeste Catarinense 2.911 2001 Piratuba Oeste Catarinense 6.275 1998 Planalto Alegre Oeste Catarinense 2.394 2000 Pomerode Vale do Itajaí 23.849 1994 Ponte Alta Serrana 5.381 2002 Ponte Alta do Norte Serrana 3.531 2002 Ponte Serrada Oeste Catarinense 11.344 1994 Porto Belo Vale do Itajaí 12.627 1998 Porto União Norte Catarinense 32.871 2002 Pouso Redondo Vale do Itajaí 12.607 2002 Praia Grande Sul Catarinense 7.136 2002 Presidente Castelo Branco Oeste Catarinense 2.082 2001

  Presidente Getúlio Vale do Itajaí 12.826 2001 Presidente Nereu Vale do Itajaí 2.064 1998 Princesa Oeste Catarinense 2.470 2002 Quilombo Oeste Catarinense 10.188 2002 Rancho Queimado Grande Florianópolis 2.780 2002 Rio das Antas Oeste Catarinense 6.322 2002 Rio do Campo Vale do Itajaí 6.335 2001 Rio do Oeste Vale do Itajaí 6.609 NI Rio do Sul Vale do Itajaí 54.713 2002 Rio dos Cedros Vale do Itajaí 9.091 2002 Rio Fortuna Sul Catarinense 4.395 2000 Rio Negrinho Norte Catarinense 42.451 2002 Rio Rufino Serrana 2.032 2002 Riqueza Oeste Catarinense 4.594 2002 Rodeio Vale do Itajaí 10.898 2002 Romelândia Oeste Catarinense 5.137 2000 Salete Vale do Itajaí 7.136 2002 Saltinho Oeste Catarinense 3.449 2002 Salto Veloso Oeste Catarinense 4.115 1998 Sangão Sul Catarinense 9.347 1995 Santa Cecília Serrana 15.926 2000 Santa Helena Oeste Catarinense 2.393 2000 Santa Rosa de Lima Sul Catarinense 2.064 1999 Santa Rosa do Sul Sul Catarinense 8.109 2001 Santa Terezinha Norte Catarinense 8.945 1999 Santa Terezinha do Progresso Oeste Catarinense 3.076 1999 Santiago do Sul Oeste Catarinense 1.573 2001 Santo Amaro da Imperatriz Grande Florianópolis 16.896 1995 São Bento do Sul Norte Catarinense 73.189 1997 São Bernarinho Oeste Catarinense 2.703 2002 São Bonifácio Grande Florianópolis 3.138 2002 São Carlos Oeste Catarinense 8.890 2002 São Cristovão do Sul Serrana 4.913 1999 São Domingos Oeste Catarinense 8.912 2002 São Francisco do Sul Norte Catarinense 36.743 1999 São João Batista Grande Florianópolis 15.936 1994 São João do Itaperiú Vale do Itajaí 3.398 1998 São João do Oeste Oeste Catarinense 5.344 2002 São João do Sul Sul Catarinense 15.936 1993 São Joaquim Serrana 23.114 1994 São José Grande Florianópolis 192.679 1999 São José do Cedro Oeste Catarinense 13.112 2000 São José do Cerrito Serrana 9.776 2002 São Lousenço do Oeste Oeste Catarinense 20.005 2002 São Ludgero Sul Catarinense 9.911 2002 São Martinho Sul Catarinense 3.221 1995 São Miguel da Boa Vista Oeste Catarinense 1.708 2002 São Miguel do Oeste Oeste Catarinense 32.928 1997 São Pedro de Alcântara Grande Florianópolis 3.781 2001 Saudades Oeste Catarinense 7.960 1998 Schroeder Norte Catarinense 10.975 2002 Seara Oeste Catarinense 17.221 2001 Serra Alta Oeste Catarinense 3.058 2002

  Siderópolis Sul Catarinense 12.776 1990 Sombrio Sul Catarinense 25.274 1990 Sul Brasil Oeste Catarinense 2.728 2002 Taió Vale do Itajaí 16.153 2002 Tangará Oeste Catarinense 8.234 1998 Tigrinhos Oeste Catarinense 1.919 2001 Tijucas Grande Florianópolis 25.474 1999 Timbé do Sul Sul Catarinense 5.193 2002 Timbó Vale do Itajaí 32.207 1998 Timbó Grande Norte Catarinense 7.292 1998 Três Barras Norte Catarinense 17.887 1998 Treviso Sul Catarinense 3.393 2000 Treze de Maio Sul Catarinense 6.980 1994 Treze Tílias Oeste Catarinense 5.257 2002 Trombudo Central Vale do Itajaí 5.755 2001 Tubarão Sul Catarinense 93.238 2002 Tunápolis Oeste Catarinense 4.416 NI Turvo Sul Catarinense 11.118 1994 União do Oeste Oeste Catarinense 3.336 2002 Urubici Serrana 10.509 2001 Urupema Serrana 2.554 2002 Urussanga Sul Catarinense 19.110 1976 Vargeão Oeste Catarinense 3.489 1998 Vargem Serrana 3.203 2002 Vargem Bonita Oeste Catarinense 4.835 2002 Vidal Ramos Vale do Itajaí 5.975 2002 Videira Oeste Catarinense 45.699 1998 Vitor Meireles Vale do Itajaí 5.330 2002 Witmarsum Vale do Itajaí 3.091 NI Xanxerê Oeste Catarinense 39.812 2002 Xavantina Oeste Catarinense 4.118 2002 Xaxim Oeste Catarinense 24.432 2002 Zortéa Serrana 2.804 1997 Fonte: IBGE Pesquisa de Informações Básicas 2002

  VIII – Distribuição dos Municípios quanto a Existência de Plano Diretor,Lei de Zoneamento e Alíquota Progressiva do IPTU

  

DISTRIBUIđấO DOS MUNICễPIOS QUANTO A EXISTÊNCIA DE PLANO DIRETOR, LEI DE ZONEAMENTO E ALễQUOTA PROGRESSIVA DO IPTU

Municipio Mesorregião Populaçao Plano Diretor Lei de Zoneamento Alíquota Progressiva

  Abdon Batista Serrana 2.534 Não Não Não Abelardo Luz Oeste Catarinense 18.154 Sim Sim Não Agrolândia Vale do Itajaí 8.133 Sim Sim Não Agronômica Vale do Itajaí 4.506 Sim Sim Não Água Doce Oeste Catarinense 6.870 Não Não Sim Águas de Chapecó Oeste Catarinense 5.443 Não Sim Não Águas Frias Oeste Catarinense 2.186 Não Não Não Águas Mornas Grande Florianópolis 5.790 Não Não Não Alfredo Wagner Grande Florianópolis 8.376 Não Não Não Alto Bela Vista Oeste Catarinense 1.913 Não Não Não Anchieta Oeste Catarinense 6.049 Sim Sim Não Angelina Grande Florianópolis 5.524 Não Não Não Anita Garibaldi Serrana 10.077 Não Não Não Anitápolis Grande Florianópolis 3.065 Sim Não Sim Antônio Carlos Grande Florianópolis 6.855 Sim Sim Sim Apiúna Vale do Itajaí 8.925 Não Não Não Arabutã Oeste Catarinense 4.204 Não Não Não Araquari Norte Catarinense 20.242 Não Não Não Araranguá Sul Catarinense 60.076 Sim Sim Não Armazém Sul Catarinense 7.272 Não Não Não Arroio Trinta Oeste Catarinense 3.570 Não Não Não Arvoredo Oeste Catarinense 2.112 Não Não Sim Ascurra Vale do Itajaí 7.330 Não Não Não Atalanta Vale do Itajaí 3.289 Não Não Sim Aurora Vale do Itajaí 5.170 Não Não Não Balneário Arroio do Silva Sul Catarinense 7.001 Sim Sim Não Balneário Barra do Sul Norte Catarinense 7.356 Não Não Não Balneário Camboriú Vale do Itajaí 90.461 Sim Sim Não Balneário Gaivota Sul Catarinense 6.298 Não Não Não Balneário Piçarras Vale do Itajaí 12.438 Não Não Não Bandeirante Oeste Catarinense 2.900 Não Não Não Barra Bonita Oeste Catarinense 2.003 Não Não Não Barra Velha Vale do Itajaí 18.095 Não Não Não Bela Vista do Toldo Norte Catarinense 5.719 Não Não Não Belmonte Oeste Catarinense 2.251 Não Não Sim Benedito Novo Vale do Itajaí 9.423 Não Não Não Biguaçu Grande Florianópolis 55.267 Sim Sim Não Blumenau Vale do Itajaí 287.350 Sim Sim Sim Bocaina do Sul Serrana 3.151 Não Não Não Bom Jardim da Serra Serrana 4.041 Sim Não Não Bom Jesus Oeste Catarinense 2.069 Não Sim Não Bom Jesus do Oeste Oeste Catarinense 2.095 Não Não Sim Bom Retiro Serrana 8.397 Sim Sim Sim Bombinhas Vale do Itajaí 10.759 Sim Sim Não Botuverá Vale do Itajaí 3.603 Não Não Não Braço do norte Sul Catarinense 28.912 Sim Não Sim Braço do Trombudo Vale do Itajaí 3.531 Não Não Não

  Brunópolis Serrana 3.281 Não Não Não Brusque Vale do Itajaí 85.218 Sim Sim Não Caçador Oeste Catarinense 69.767 Sim Sim Não Caibí Oeste Catarinense 5.803 Não Não Sim Calmon Oeste Catarinense 3.885 Não Não Não Camboriú Vale do Itajaí 49.469 Não Não Não Campo Alegre Norte Catarinense 12.434 Sim Sim Não Campo Belo do Sul Serrana 8.068 Não Não Não Campo Erê Oeste Catarinense 8.962 Não Não Sim Campos Novos Serrana 28.842 Sim Sim Não Canelinha Grande Florianópolis 9.434 Sim Sim Não Canoinhas Norte Catarinense 52.647 Sim Sim Não Capão Alto Serrana 3.110 Não Não Não Capinzal Oeste Catarinense 23.167 Sim Sim Não Capivari de Baixo Sul Catarinense 19.934 Sim Sim Não Catanduvas Oeste Catarinense 9.192 Não Não Não Caxambú do Sul Oeste Catarinense 4.902 Não Não Sim Celso Ramos Serrana 2.529 Não Não Não Cerro Negro Serrana 3.553 Sim Não Não Chapadão do Lageado Vale do Itajaí 2.547 Sim Sim Não Chapecó Oeste Catarinense 165.220 Sim Sim Sim Cocal do Sul Sul Catarinense 14.662 Não Sim Não Concórdia Oeste Catarinense 65.754 Sim Sim Não Cordilheira Alta Oeste Catarinense 3.196 Não Sim Não Coronel Freitas Oeste Catarinense 10.597 Não Sim Não Coronel Martins Oeste Catarinense 1.905 Sim Sim Não Correia Pinto Serrana 16.992 Sim Sim Não Corupá Norte Catarinense 12.592 Sim Sim Não Criciúma Sul Catarinense 182.785 Sim Sim Não Cunha Porã Oeste Catarinense 9.948 Não Não Sim Cunhataí Oeste Catarinense 1.740 Não Não Não Curitibanos Serrana 37.460 Sim Sim Não Descanso Oeste Catarinense 8.356 Sim Sim Sim Dionísio Cerqueira Oeste Catarinense 14.522 Sim Sim Não Dona Emma Vale do Itajaí 3.151 Não Não Não Doutor Pedrinho Vale do Itajaí 3.126 Não Não Não Entre Rios Oeste Catarinense 2.820 Não Não Não Ermo Sul Catarinense 2.056 Não Não Não Erval Velho Oeste Catarinense 4.086 Não Não Sim Faxinal dos Guedes Oeste Catarinense 11.537 Sim Sim Não Flor do Sertão Oeste Catarinense 1.621 Não Não Não Florianópolis Grande Florianópolis 386.913 Sim Sim Sim Formosa do Sul Oeste Catarinense 2.119 Não Não Não Forquilhinha Sul Catarinense 20.549 Não Não Não Fraiburgo Oeste Catarinense 36.180 Sim Sim Sim Frei Rogério Serrana 3.173 Não Sim Não Galvão Oeste Catarinense 4.004 Não Sim Não Garopaba Sul Catarinense 14.829 Sim Sim Não Garuva Norte Catarinense 12.716 Sim Sim Sim Gaspar Vale do Itajaí 51.955 Sim Sim Não Governador Celso Ramos Grande Florianópolis 12.608 Sim Sim Não Grão Pará Sul Catarinense 6.167 Não Não Não Gravatal Sul Catarinense 7.210 Sim Sim Não

  Guabiruba Vale do Itajaí 14.552 Não Não Não Guaraciaba Oeste Catarinense 10.393 Sim Sim Sim Guaramirim Norte Catarinense 28.944 Sim Sim Não Guarujá do Sul Oeste Catarinense 4.655 Sim Sim Não Guatambú Oeste Catarinense 4.728 Não Não Não Hereval d'Oeste Oeste Catarinense 21.179 Sim Sim Não Ibiam Oeste Catarinense 1.898 Sim Sim Não Ibicaré Oeste Catarinense 3.408 Não Não Não Ibirama Vale do Itajaí 16.923 Sim Sim Não Içara Sul Catarinense 54.041 Sim Sim Não Ilhota Vale do Itajaí 11.152 Não Não Não Imaruí Sul Catarinense 12.364 Não Não Não Imbituba Sul Catarinense 38.141 Sim Sim Não Imbuia Vale do Itajaí 5.203 Não Não Sim Indaial Vale do Itajaí 45.343 Sim Sim Não Iomerê Oeste Catarinense 2.660 Sim Sim Não Ipira Oeste Catarinense 5.228 Não Não Não Iporã do Oeste Oeste Catarinense 7.695 Não Sim Não Ipuaçu Oeste Catarinense 6.275 Não Não Sim Ipumirim Oeste Catarinense 6.729 Sim Sim Não Iraceminha Oeste Catarinense 4.010 Não Não Sim Irani Oeste Catarinense 9.287 Sim Sim Sim Irati Oeste Catarinense 2.069 Não Não Não Irineópolis Norte Catarinense 9.720 Não Não Não Itá Oeste Catarinense 6.829 Sim Não Sim Itaiópolis Norte Catarinense 19.846 Não Sim Sim Itajaí Vale do Itajaí 161.121 Sim Sim Não Itapema Vale do Itajaí 32.894 Não Sim Não Itapiranga Oeste Catarinense 13.432 Sim Sim Não Itapoá Norte Catarinense 11.318 Não Não Sim Ituporanga Vale do Itajaí 19.905 Sim Sim Não Jaborá Oeste Catarinense 4.085 Não Não Sim Jacinto Machado Sul Catarinense 10.620 Não Não Não Jaguaruna Sul Catarinense 15.608 Não Não Não Jaraguá do Sul Norte Catarinense 124.661 Sim Sim Sim Jardinópolis Oeste Catarinense 1.867 Sim Não Sim Joaçaba Oeste Catarinense 24.708 Sim Sim Não Joinville Norte Catarinense 477.971 Sim Sim Não José Boiteux Vale do Itajaí 4.634 Não Não Não Jupiá Oeste Catarinense 2.136 Não Sim Sim Lacerdópolis Oeste Catarinense 2.221 Não Não Não Lages Serrana 165.068 Sim Sim Sim Laguna Sul Catarinense 48.956 Sim Sim Não Lajeado Grande Oeste Catarinense 1.633 Não Não Não Laurentino Vale do Itajaí 5.440 Não Não Não Lauro Müller Sul Catarinense 13.434 Não Não Não Lebon Régis Oeste Catarinense 12.132 Não Não Sim Leoberto Leal Grande Florianópolis 3.468 Não Não Não Lindóia do Sul Oeste Catarinense 4.573 Não Não Não Lontras Vale do Itajaí 8.793 Sim Sim Sim Luís Alves Vale do Itajaí 8.761 Não Não Não Luzerna Oeste Catarinense 5.699 Não Não Sim Macieira Oeste Catarinense 1.712 Não Não Sim

  Mafra Norte Catarinense 51.437 Sim Sim Sim Major Gercino Grande Florianópolis 2.814 Não Não Não Major Vieira Norte Catarinense 6.691 Sim Sim Não Maracajá Sul Catarinense 6.002 Não Não Não Maravilha Oeste Catarinense 18.879 Sim Sim Não Marema Oeste Catarinense 2.467 Não Sim Sim Massaranduba Norte Catarinense 13.277 Sim Sim Não Matos Costa Oeste Catarinense 3.646 Sim Sim Sim Meleiro Sul Catarinense 6.950 Não Não Sim Mirim Doce Vale do Itajaí 2.647 Não Não Não Modelo Oeste Catarinense 3.781 Sim Sim Sim Mondaí Oeste Catarinense 8.432 Sim Sim Não Monte Carlo Serrana 10.258 Não Não Não Monte Castelo Norte Catarinense 8.222 Não Não Não Morro da Fumaça Sul Catarinense 15.668 Sim Sim Sim Morro Grande Sul Catarinense 2.860 Não Não Não Navegantes Vale do Itajaí 47.349 Sim Sim Não Nova Erechim Oeste Catarinense 3.763 Não Não Não Nova Itaberaba Oeste Catarinense 4.298 Não Sim Não Nova Trento Grande Florianópolis 10.227 NI NI NI Nova Veneza Sul Catarinense 12.339 Sim Não Não Novo Horizonte Oeste Catarinense 7.772 Não Não Não Orleans Sul Catarinense 20.026 Sim Sim Não Otacílio Costa Serrana 14.660 Não Não Não Ouro Oeste Catarinense 7.772 Não Não Não Ouro Verde Oeste Catarinense 2.154 Não Não Sim Paial Oeste Catarinense 2.001 Não Não Não Painel Serrana 2.452 Não Não Sim Palhoça Grande Florianópolis 120.346 Sim Sim Não Palma Sola Oeste Catarinense 7.872 Não Não Não Palmeira Serrana 2.261 Não Não Não Palmitos Oeste Catarinense 15.154 Sim Sim Não Papanduva Norte Catarinense 17.125 Não Não Não Paraíso Oeste Catarinense 4.179 Não Não Sim Passo de Torres Sul Catarinense 5.253 Sim Sim Não Passos Maia Oeste Catarinense 5.552 Sim Sim Não Paulo Lopoes Grande Florianópolis 6.126 Não Não Não Pedras Grandes Sul Catarinense 4.849 Não Não Não Penha Vale do Itajaí 20.023 Sim Sim Não Peritiba Oeste Catarinense 3.251 Sim Sim Não Petrolândia Vale do Itajaí 6.067 Sim Sim Não Pinhalzinho Oeste Catarinense 13.219 Não Sim Não Pinheiro Preto Oeste Catarinense 2.911 Não Não Não Piratuba Oeste Catarinense 6.275 Sim Sim Não Planalto Alegre Oeste Catarinense 2.394 Não Não Não Pomerode Vale do Itajaí 23.849 Sim Sim Não Ponte Alta Serrana 5.381 Sim Sim Sim Ponte Alta do Norte Serrana 3.531 Não Não Não Ponte Serrada Oeste Catarinense 11.344 Não Não Não Porto Belo Vale do Itajaí 12.627 Sim Sim Sim Porto União Norte Catarinense 32.871 Sim Sim Não Pouso Redondo Vale do Itajaí 12.607 Sim Sim Sim Praia Grande Sul Catarinense 7.136 Sim Sim Sim

  Presidente Castelo Branco Oeste Catarinense 2.082 Não Não Não Presidente Getúlio Vale do Itajaí 12.826 Sim Sim Não Presidente Nereu Vale do Itajaí 2.064 Não Não Não Princesa Oeste Catarinense 2.470 Sim Sim Sim Quilombo Oeste Catarinense 10.188 Sim Sim Não Rancho Queimado Grande Florianópolis 2.780 Sim Sim Não Rio das Antas Oeste Catarinense 6.322 Sim Sim Sim Rio do Campo Vale do Itajaí 6.335 Não Não Não Rio do Oeste Vale do Itajaí 6.609 Não Não Não Rio do Sul Vale do Itajaí 54.713 Sim Sim Não Rio dos Cedros Vale do Itajaí 9.091 Sim Sim Não Rio Fortuna Sul Catarinense 4.395 Não Não Não Rio Negrinho Norte Catarinense 42.451 Não Não Não Rio Rufino Serrana 2.032 Não Não Não Riqueza Oeste Catarinense 4.594 Não Não Não Rodeio Vale do Itajaí 10.898 Não Sim Não Romelândia Oeste Catarinense 5.137 Não Não Sim Salete Vale do Itajaí 7.136 Não Sim Não Saltinho Oeste Catarinense 3.449 Não Não Não Salto Veloso Oeste Catarinense 4.115 Não Sim Não Sangão Sul Catarinense 9.347 Não Não Sim Santa Cecília Serrana 15.926 Não Não Não Santa Helena Oeste Catarinense 2.393 Não Não Não Santa Rosa de Lima Sul Catarinense 2.064 Não Não Não Santa Rosa do Sul Sul Catarinense 8.109 Não Não Sim Santa Terezinha Norte Catarinense 8.945 Não Não Não Santa Terezinha do Progresso Oeste Catarinense 3.076 Não Não Não Santiago do Sul Oeste Catarinense 1.573 Não Não Não Santo Amaro da Imperatriz Grande Florianópolis 16.896 Sim Não Não São Bento do Sul Norte Catarinense 73.189 Sim Sim Não São Bernarinho Oeste Catarinense 2.703 Não Sim Não São Bonifácio Grande Florianópolis 3.138 Não Não Sim São Carlos Oeste Catarinense 8.890 Sim Sim Não São Cristovão do Sul Serrana 4.913 Não Não Não São Domingos Oeste Catarinense 8.912 Sim Sim Não São Francisco do Sul Norte Catarinense 36.743 Sim Não Não São João Batista Grande Florianópolis 15.936 Não Não Não São João do Itaperiú Vale do Itajaí 3.398 Não Não Não São João do Oeste Oeste Catarinense 5.344 Não Sim Não São João do Sul Sul Catarinense 15.936 Não Não Não São Joaquim Serrana 23.114 Sim Não Não São José Grande Florianópolis 192.679 Sim Sim Não São José do Cedro Oeste Catarinense 13.112 Sim Sim Sim São José do Cerrito Serrana 9.776 Sim Sim Não São Lousenço do Oeste Oeste Catarinense 20.005 Sim Sim Não São Ludgero Sul Catarinense 9.911 Não Não Não São Martinho Sul Catarinense 3.221 Não Não Não São Miguel da Boa Vista Oeste Catarinense 1.708 Não Não Sim São Miguel do Oeste Oeste Catarinense 32.928 Sim Sim Sim São Pedro de Alcântara Grande Florianópolis 3.781 Não Não Não Saudades Oeste Catarinense 7.960 Não Sim Sim Schroeder Norte Catarinense 10.975 Sim Sim Não Seara Oeste Catarinense 17.221 Sim Sim Não

  Serra Alta Oeste Catarinense 3.058 Não Não Sim Siderópolis Sul Catarinense 12.776 Não Não Não Sombrio Sul Catarinense 25.274 Não Não Não Sul Brasil Oeste Catarinense 2.728 Não Não Não Taió Vale do Itajaí 16.153 Sim Sim Não Tangará Oeste Catarinense 8.234 Sim Sim Sim Tigrinhos Oeste Catarinense 1.919 Não Não Sim Tijucas Grande Florianópolis 25.474 Sim Sim Sim Timbé do Sul Sul Catarinense 5.193 Não Não Não Timbó Vale do Itajaí 32.207 Sim Sim Não Timbó Grande Norte Catarinense 7.292 Não Não Sim Três Barras Norte Catarinense 17.887 Não Não Não Treviso Sul Catarinense 3.393 Não Não Não Treze de Maio Sul Catarinense 6.980 Não Não Não Treze Tílias Oeste Catarinense 5.257 Não Não Não Trombudo Central Vale do Itajaí 5.755 Sim Sim Não Tubarão Sul Catarinense 93.238 Sim Sim Não Tunápolis Oeste Catarinense 4.416 Não Não Não Turvo Sul Catarinense 11.118 Não Não Não União do Oeste Oeste Catarinense 3.336 Não Não Não Urubici Serrana 10.509 Sim Sim Não Urupema Serrana 2.554 Não Não Não Urussanga Sul Catarinense 19.110 Não Não Não Vargeão Oeste Catarinense 3.489 Não Não Sim Vargem Serrana 3.203 Não Sim Sim Vargem Bonita Oeste Catarinense 4.835 Não Sim Não Vidal Ramos Vale do Itajaí 5.975 Não Não Não Videira Oeste Catarinense 45.699 Sim Sim Não Vitor Meireles Vale do Itajaí 5.330 Não Não Não Witmarsum Vale do Itajaí 3.091 Não Não Sim Xanxerê Oeste Catarinense 39.812 Não Sim Não Xavantina Oeste Catarinense 4.118 Não Não Não Xaxim Oeste Catarinense 24.432 Sim Sim Sim Zortéa Serrana 2.804 Não Não Não FONTE: IBGE Pesquisa de Informações Básicas 2002

  IX – Distribuição dos Municípios quanto a Existência de Sistemas Informatizados de

  IPTU, ISS e Mapeamento Digital

  

DISTRIBUIđấO DOS MUNICễPIOS QUANTO A EXISTÊNCIA DE SISTEMAS INFORMATIZADOS DE IPTU, ISS E MAPEAMENTO DIGITAL

Municipio Mesorregião Populaçao

  ISS

  IPTU Mapeamento Digital Abdon Batista Serrana 2.534 Sim Sim Não Abelardo Luz Oeste Catarinense 18.154 Sim Sim Não Agrolândia Vale do Itajaí 8.133 Sim Sim Não Agronômica Vale do Itajaí 4.506 Sim Não Não Água Doce Oeste Catarinense 6.870 Sim Sim Não Águas de Chapecó Oeste Catarinense 5.443 Sim Sim Não Águas Frias Oeste Catarinense 2.186 Sim Não Não Águas Mornas Grande Florianópolis 5.790 Sim Sim Não Alfredo Wagner Grande Florianópolis 8.376 Sim Sim Não Alto Bela Vista Oeste Catarinense 1.913 Sim Sim Não Anchieta Oeste Catarinense 6.049 Sim Sim Não Angelina Grande Florianópolis 5.524 Sim Sim Não Anita Garibaldi Serrana 10.077 Sim Sim Não Anitápolis Grande Florianópolis 3.065 Sim Sim Não Antônio Carlos Grande Florianópolis 6.855 Sim Sim Não Apiúna Vale do Itajaí 8.925 Sim Sim Não Arabutã Oeste Catarinense 4.204 Sim Sim Não Araquari Norte Catarinense 20.242 Sim Sim Não Araranguá Sul Catarinense 60.076 Sim Sim Não Armazém Sul Catarinense 7.272 Sim Sim Não Arroio Trinta Oeste Catarinense 3.570 Sim Sim Não Arvoredo Oeste Catarinense 2.112 Sim Sim Não Ascurra Vale do Itajaí 7.330 Não Não Não Atalanta Vale do Itajaí 3.289 Sim Sim Não Aurora Vale do Itajaí 5.170 Sim Sim Não Balneário Arroio do Silva Sul Catarinense 7.001 Sim Sim Não Balneário Barra do Sul Norte Catarinense 7.356 Sim Sim Não Balneário Camboriú Vale do Itajaí 90.461 Sim Sim Sim Balneário Gaivota Sul Catarinense 6.298 Sim Sim Não Balneário Piçarras Vale do Itajaí 12.438 Sim Sim Não Bandeirante Oeste Catarinense 2.900 Sim Não Não Barra Bonita Oeste Catarinense 2.003 Sim Sim Não Barra Velha Vale do Itajaí 18.095 Sim Sim Sim Bela Vista do Toldo Norte Catarinense 5.719 Sim Sim Não Belmonte Oeste Catarinense 2.251 Sim Sim Não Benedito Novo Vale do Itajaí 9.423 Sim Sim Não Biguaçu Grande Florianópolis 55.267 Sim Sim Não Blumenau Vale do Itajaí 287.350 Sim Sim Sim Bocaina do Sul Serrana 3.151 Sim Sim Não Bom Jardim da Serra Serrana 4.041 Sim Sim Não Bom Jesus Oeste Catarinense 2.069 Sim Sim Não Bom Jesus do Oeste Oeste Catarinense 2.095 Sim Sim Não Bom Retiro Serrana 8.397 Sim Sim Não Bombinhas Vale do Itajaí 10.759 Sim Sim Sim Botuverá Vale do Itajaí 3.603 Sim Sim Não Braço do norte Sul Catarinense 28.912 Sim Sim Não Braço do Trombudo Vale do Itajaí 3.531 Sim Sim Não Brunópolis Serrana 3.281 Não Sim Não Brusque Vale do Itajaí 85.218 Sim Sim Não Caçador Oeste Catarinense 69.767 Sim Sim Sim Caibí Oeste Catarinense 5.803 Sim Sim Não Calmon Oeste Catarinense 3.885 Não Sim Não Camboriú Vale do Itajaí 49.469 Sim Sim Não Campo Alegre Norte Catarinense 12.434 Sim Sim Não Campo Belo do Sul Serrana 8.068 Sim Sim Não Campo Erê Oeste Catarinense 8.962 Sim Sim Não Campos Novos Serrana 28.842 Não Sim Sim Canelinha Grande Florianópolis 9.434 Sim Sim Não Canoinhas Norte Catarinense 52.647 Sim Sim Não Capão Alto Serrana 3.110 Sim Sim Não Capinzal Oeste Catarinense 23.167 Sim Sim Sim Capivari de Baixo Sul Catarinense 19.934 Sim Sim Não Catanduvas Oeste Catarinense 9.192 Sim Sim Não Caxambú do Sul Oeste Catarinense 4.902 Sim Sim Não Celso Ramos Serrana 2.529 Não Não Não Cerro Negro Serrana 3.553 Sim Sim Não Chapadão do Lageado Vale do Itajaí 2.547 Sim Sim Não Chapecó Oeste Catarinense 165.220 Sim Sim Sim Cocal do Sul Sul Catarinense 14.662 Sim Sim Não Concórdia Oeste Catarinense 65.754 Sim Sim Sim Cordilheira Alta Oeste Catarinense 3.196 Sim Sim Não Coronel Freitas Oeste Catarinense 10.597 Sim Sim Não Coronel Martins Oeste Catarinense 1.905 Não Sim Não Correia Pinto Serrana 16.992 Sim Sim Não Corupá Norte Catarinense 12.592 Não Sim Não Criciúma Sul Catarinense 182.785 Sim Sim Sim Cunha Porã Oeste Catarinense 9.948 Sim Sim Não Cunhataí Oeste Catarinense 1.740 Sim Sim Não Curitibanos Serrana 37.460 Sim Sim Não Descanso Oeste Catarinense 8.356 Sim Sim Não Dionísio Cerqueira Oeste Catarinense 14.522 Sim Sim Não Dona Emma Vale do Itajaí 3.151 Sim Sim Não Doutor Pedrinho Vale do Itajaí 3.126 Sim Sim Não Entre Rios Oeste Catarinense 2.820 Sim Não Não Ermo Sul Catarinense 2.056 Não Não Não Erval Velho Oeste Catarinense 4.086 Sim Sim Não Faxinal dos Guedes Oeste Catarinense 11.537 Sim Sim Não Flor do Sertão Oeste Catarinense 1.621 Sim Sim Sim Florianópolis Grande Florianópolis 386.913 Sim Sim Sim Formosa do Sul Oeste Catarinense 2.119 Sim Sim Não Forquilhinha Sul Catarinense 20.549 Sim Sim Não Fraiburgo Oeste Catarinense 36.180 Sim Sim Não Frei Rogério Serrana 3.173 Sim Sim Não Galvão Oeste Catarinense 4.004 Sim Sim Não Garopaba Sul Catarinense 14.829 Sim Sim Não Garuva Norte Catarinense 12.716 Sim Sim Não Gaspar Vale do Itajaí 51.955 Sim Sim Sim

  Governador Celso Ramos Grande Florianópolis 12.608 Sim Sim Não Grão Pará Sul Catarinense 6.167 Sim Sim Sim Gravatal Sul Catarinense 7.210 Sim Sim Não Guabiruba Vale do Itajaí 14.552 Sim Sim Não Guaraciaba Oeste Catarinense 10.393 Sim Sim Não Guaramirim Norte Catarinense 28.944 Sim Sim Sim Guarujá do Sul Oeste Catarinense 4.655 Não Sim Não Guatambú Oeste Catarinense 4.728 Sim Sim Não Hereval d'Oeste Oeste Catarinense 21.179 Sim Sim Não Ibiam Oeste Catarinense 1.898 Sim Sim Não Ibicaré Oeste Catarinense 3.408 Não Não Não Ibirama Vale do Itajaí 16.923 Sim Sim Sim Içara Sul Catarinense 54.041 Sim Sim Sim Ilhota Vale do Itajaí 11.152 Sim Sim Sim Imaruí Sul Catarinense 12.364 Sim Sim Não Imbituba Sul Catarinense 38.141 Sim Sim Não Imbuia Vale do Itajaí 5.203 Sim Sim Não Indaial Vale do Itajaí 45.343 Sim Sim Sim Iomerê Oeste Catarinense 2.660 Sim Sim Sim Ipira Oeste Catarinense 5.228 Sim Sim Não Iporã do Oeste Oeste Catarinense 7.695 Sim Sim Não Ipuaçu Oeste Catarinense 6.275 Sim Sim Não Ipumirim Oeste Catarinense 6.729 Sim Sim Não Iraceminha Oeste Catarinense 4.010 Sim Sim Não Irani Oeste Catarinense 9.287 Sim Sim Não Irati Oeste Catarinense 2.069 Sim Sim Não Irineópolis Norte Catarinense 9.720 Sim Sim Não Itá Oeste Catarinense 6.829 Sim Sim Não Itaiópolis Norte Catarinense 19.846 Sim Sim Não Itajaí Vale do Itajaí 161.121 Sim Sim Não Itapema Vale do Itajaí 32.894 Sim Sim Sim Itapiranga Oeste Catarinense 13.432 Sim Sim Não Itapoá Norte Catarinense 11.318 Sim Sim Sim Ituporanga Vale do Itajaí 19.905 Sim Sim Não Jaborá Oeste Catarinense 4.085 Sim Sim Não Jacinto Machado Sul Catarinense 10.620 Sim Sim Não Jaguaruna Sul Catarinense 15.608 Sim Sim Não Jaraguá do Sul Norte Catarinense 124.661 Sim Sim Sim Jardinópolis Oeste Catarinense 1.867 Sim Sim Não Joaçaba Oeste Catarinense 24.708 Sim Sim Não Joinville Norte Catarinense 477.971 Sim Sim Sim José Boiteux Vale do Itajaí 4.634 Sim Sim Não Jupiá Oeste Catarinense 2.136 Sim Sim Não Lacerdópolis Oeste Catarinense 2.221 Sim Sim Não Lages Serrana 165.068 Sim Sim Não Laguna Sul Catarinense 48.956 Sim Sim Não Lajeado Grande Oeste Catarinense 1.633 Sim Sim Não Laurentino Vale do Itajaí 5.440 Sim Sim Não Lauro Müller Sul Catarinense 13.434 Sim Sim Não Lebon Régis Oeste Catarinense 12.132 Não Sim Não Leoberto Leal Grande Florianópolis 3.468 Sim Sim Não

  Lindóia do Sul Oeste Catarinense 4.573 Sim Sim Não Lontras Vale do Itajaí 8.793 Sim Sim Não Luís Alves Vale do Itajaí 8.761 Sim Sim Não Luzerna Oeste Catarinense 5.699 Sim Sim Não Macieira Oeste Catarinense 1.712 Não Sim Não Mafra Norte Catarinense 51.437 Sim Sim Não Major Gercino Grande Florianópolis 2.814 Sim Não Não Major Vieira Norte Catarinense 6.691 Sim Sim Não Maracajá Sul Catarinense 6.002 Sim Sim Não Maravilha Oeste Catarinense 18.879 Sim Sim Não Marema Oeste Catarinense 2.467 Sim Sim Não Massaranduba Norte Catarinense 13.277 Sim Sim Não Matos Costa Oeste Catarinense 3.646 Não Sim Não Meleiro Sul Catarinense 6.950 Sim Sim Sim Mirim Doce Vale do Itajaí 2.647 Sim Não Não Modelo Oeste Catarinense 3.781 Sim Sim Não Mondaí Oeste Catarinense 8.432 Não Não Não Monte Carlo Serrana 10.258 Sim Sim Não Monte Castelo Norte Catarinense 8.222 Sim Sim Não Morro da Fumaça Sul Catarinense 15.668 Sim Sim Não Morro Grande Sul Catarinense 2.860 Sim Sim Não Navegantes Vale do Itajaí 47.349 Sim Sim Não Nova Erechim Oeste Catarinense 3.763 Sim Sim Não Nova Itaberaba Oeste Catarinense 4.298 Sim Sim Não Nova Trento Grande Florianópolis 10.227 NI NI NI Nova Veneza Sul Catarinense 12.339 Sim Sim Não Novo Horizonte Oeste Catarinense 7.772 Sim Sim Não Orleans Sul Catarinense 20.026 Sim Sim Não Otacílio Costa Serrana 14.660 Sim Sim Não Ouro Oeste Catarinense 7.772 Sim Sim Não Ouro Verde Oeste Catarinense 2.154 Sim Sim Não Paial Oeste Catarinense 2.001 Sim Sim Não Painel Serrana 2.452 Sim Sim Não Palhoça Grande Florianópolis 120.346 Sim Sim Sim Palma Sola Oeste Catarinense 7.872 Sim Sim Não Palmeira Serrana 2.261 Sim Sim Não Palmitos Oeste Catarinense 15.154 Sim Sim Não Papanduva Norte Catarinense 17.125 Sim Sim Não Paraíso Oeste Catarinense 4.179 Sim Sim Não Passo de Torres Sul Catarinense 5.253 Sim Sim Não Passos Maia Oeste Catarinense 5.552 Sim Sim Não Paulo Lopoes Grande Florianópolis 6.126 Sim Sim Não Pedras Grandes Sul Catarinense 4.849 Sim Sim Não Penha Vale do Itajaí 20.023 Sim Sim Não Peritiba Oeste Catarinense 3.251 n Sim Não Petrolândia Vale do Itajaí 6.067 Sim Sim Não Pinhalzinho Oeste Catarinense 13.219 Sim Sim Não Pinheiro Preto Oeste Catarinense 2.911 Sim Sim Não Piratuba Oeste Catarinense 6.275 Sim Sim Não Planalto Alegre Oeste Catarinense 2.394 Sim Sim Não Pomerode Vale do Itajaí 23.849 Sim Sim Sim

  Ponte Alta Serrana 5.381 Sim Sim Não Ponte Alta do Norte Serrana 3.531 Sim Sim Não Ponte Serrada Oeste Catarinense 11.344 Sim Sim Não Porto Belo Vale do Itajaí 12.627 Não Sim Não Porto União Norte Catarinense 32.871 Sim Sim Não Pouso Redondo Vale do Itajaí 12.607 Sim Sim Não Praia Grande Sul Catarinense 7.136 Sim Sim Não Presidente Castelo Branco Oeste Catarinense 2.082 Não Sim Não Presidente Getúlio Vale do Itajaí 12.826 Sim Sim Sim Presidente Nereu Vale do Itajaí 2.064 Sim Sim Não Princesa Oeste Catarinense 2.470 Sim Sim Não Quilombo Oeste Catarinense 10.188 Sim Sim Não Rancho Queimado Grande Florianópolis 2.780 Sim Sim Sim Rio das Antas Oeste Catarinense 6.322 Sim Sim Não Rio do Campo Vale do Itajaí 6.335 Sim Sim Não Rio do Oeste Vale do Itajaí 6.609 Sim Sim Sim Rio do Sul Vale do Itajaí 54.713 Sim Sim Não Rio dos Cedros Vale do Itajaí 9.091 Sim Sim Não Rio Fortuna Sul Catarinense 4.395 Sim Sim Não Rio Negrinho Norte Catarinense 42.451 Sim Sim Não Rio Rufino Serrana 2.032 Sim Sim Não Riqueza Oeste Catarinense 4.594 Sim Sim Não Rodeio Vale do Itajaí 10.898 Sim Sim Não Romelândia Oeste Catarinense 5.137 Não Não Não Salete Vale do Itajaí 7.136 Sim Sim Não Saltinho Oeste Catarinense 3.449 Sim Não Não Salto Veloso Oeste Catarinense 4.115 Sim Sim Não Sangão Sul Catarinense 9.347 Sim Sim Não Santa Cecília Serrana 15.926 Sim Sim Não Santa Helena Oeste Catarinense 2.393 Sim Sim Não Santa Rosa de Lima Sul Catarinense 2.064 Sim Sim Não Santa Rosa do Sul Sul Catarinense 8.109 Sim Sim Não Santa Terezinha Norte Catarinense 8.945 Sim Sim Não Santa Terezinha do Progresso Oeste Catarinense 3.076 Sim Sim Não Santiago do Sul Oeste Catarinense 1.573 Sim Sim Não Santo Amaro da Imperatriz Grande Florianópolis 16.896 Sim Sim Não São Bento do Sul Norte Catarinense 73.189 Sim Sim Sim São Bernarinho Oeste Catarinense 2.703 Sim Sim Não São Bonifácio Grande Florianópolis 3.138 Não Não Não São Carlos Oeste Catarinense 8.890 Sim Sim Não São Cristovão do Sul Serrana 4.913 Sim Sim Não São Domingos Oeste Catarinense 8.912 Sim Sim Não São Francisco do Sul Norte Catarinense 36.743 Sim Sim Não São João Batista Grande Florianópolis 15.936 Sim Sim Não São João do Itaperiú Vale do Itajaí 3.398 Não Não Não São João do Oeste Oeste Catarinense 5.344 Não Sim Não São João do Sul Sul Catarinense 15.936 Sim Sim Não São Joaquim Serrana 23.114 Sim Sim Não São José Grande Florianópolis 192.679 Sim Sim Sim São José do Cedro Oeste Catarinense 13.112 Sim Sim Não São José do Cerrito Serrana 9.776 Sim Sim Não

  São Lousenço do Oeste Oeste Catarinense 20.005 Sim Sim Não São Ludgero Sul Catarinense 9.911 Sim Sim Não São Martinho Sul Catarinense 3.221 Não Sim Não São Miguel da Boa Vista Oeste Catarinense 1.708 Sim Sim Não São Miguel do Oeste Oeste Catarinense 32.928 Sim Sim Não São Pedro de Alcântara Grande Florianópolis 3.781 Sim Sim Não Saudades Oeste Catarinense 7.960 Sim Sim Não Schroeder Norte Catarinense 10.975 Sim Sim Não Seara Oeste Catarinense 17.221 Sim Sim Não Serra Alta Oeste Catarinense 3.058 Sim Sim Não Siderópolis Sul Catarinense 12.776 Não Sim Não Sombrio Sul Catarinense 25.274 Sim Sim Não Sul Brasil Oeste Catarinense 2.728 Sim Sim Não Taió Vale do Itajaí 16.153 Sim Sim Não Tangará Oeste Catarinense 8.234 Não Sim Não Tigrinhos Oeste Catarinense 1.919 Sim Sim Sim Tijucas Grande Florianópolis 25.474 Sim Sim Não Timbé do Sul Sul Catarinense 5.193 Sim Sim Não Timbó Vale do Itajaí 32.207 Sim Sim Sim Timbó Grande Norte Catarinense 7.292 Sim Sim Não Três Barras Norte Catarinense 17.887 Sim Sim Não Treviso Sul Catarinense 3.393 Sim Sim Não Treze de Maio Sul Catarinense 6.980 Sim Sim Não Treze Tílias Oeste Catarinense 5.257 Sim Sim Não Trombudo Central Vale do Itajaí 5.755 Sim Sim Não Tubarão Sul Catarinense 93.238 Sim Sim Não Tunápolis Oeste Catarinense 4.416 Não Não Não Turvo Sul Catarinense 11.118 Sim Sim Não União do Oeste Oeste Catarinense 3.336 Sim Sim Não Urubici Serrana 10.509 Sim Sim Não Urupema Serrana 2.554 Não Sim Não Urussanga Sul Catarinense 19.110 Sim Sim Não Vargeão Oeste Catarinense 3.489 Não Não Não Vargem Serrana 3.203 Não Sim Não Vargem Bonita Oeste Catarinense 4.835 Sim Sim Não Vidal Ramos Vale do Itajaí 5.975 Não Não Não Videira Oeste Catarinense 45.699 Sim Sim Não Vitor Meireles Vale do Itajaí 5.330 Sim Sim Não Witmarsum Vale do Itajaí 3.091 Sim Não Não Xanxerê Oeste Catarinense 39.812 Sim Sim Não Xavantina Oeste Catarinense 4.118 Sim Sim Não Xaxim Oeste Catarinense 24.432 Sim Sim Não Zortéa Serrana 2.804 Sim Sim Não Fonte: IBGE Pesquisa de Informações Básicas 2002

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