A (IN)VISIBILIDADE DOS TRABALHADORES DE LIMPEZA E CONSERVAÇÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS: IMAGENS REVELADAS E HISTÓRIAS REINVENTADAS

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Catalogação na fonte Universidade Federal de Alagoas Biblioteca Central Divisão de Tratamento Técnico

  A minha amiga Dayana e seu esposo Leandro, pelo apoio e recepção de quando fui ao Rio para participar de uma missão do PROCAD. A Rafa Calaça, Flavinha, Cindy, Neide, Fabi, Leila, Andressa, Karla,Patrícia, Simone(mãe de Day) e Nice (mãe de Leandro) pelas conversas de conforto e força, durante o mestrado.

Profª. Drª. Mailsa Passos que “abriu” as portas de suas aulas (tanto na graduação quanto na Pós-Graduação) e grupo de pesquisa, nos quais tive a

  oportunidade de participar e que de alguma forma tem contribuído com meu trabalho. RESUMO Esta dissertação parte da hipótese de que os trabalhadores terceirizados de limpeza e conservação, que desenvolvem suas atividades laborais numa universidadepública da região nordeste, são invisibilizados, enquanto sujeitos praticantes, dentro do contexto universitário.

Lembranças de Garanhuns – UFAL – CAETE, 2015... Agreste de Pernambuco – UFAL – CAETÉ, 2015........ Parceria – UFAL – MARA, 2015..................................... Tristeza do Descaso – UFAL – MARA, 2015................ Expressão Viva – UFAL – MARA, 2015......................... A porta de entrada na Vida acadêmica

  Foi preciso suspender a verdade e1 “desconfiar de tanta coisa”, pois, “quando menos se Ver o que diz Marta Koll (Jovens e adultos: sujeitos de conhecimento e aprendizagem, 1999.) e Tânia Moura (Uma busca de intervenção no combate ao analfabetismo no Estado de Alagoas: a Os percursos foram árduos, é preciso dizer. Explicando melhor, Em qualquer situação ou proximidade que esse Outro que contemplo possa estar em relação a mim, sempre verei e saberei algo que ele, da suaposição fora e diante de mim, não pode ver: a partes de seu corpo inacessíveis ao seu próprio olhar Levar em consideração esses conceitos me permitiu (re)ver minha atitude e as experiências vivenciadas com cada trabalhador.

Portanto, é a partir da “sociologia das ausências” que se busca dar

  7 8: um olhar (dis)traído pelos encantos do cotidianoAo nos dispor a realizar uma pesquisa sobre os trabalhadores que atuam no serviço de limpeza e conservação deuma universidade pública, estamos cientes deque é preciso, antes, permitir-nos ocupar a posição de um flâneur, passeando pelo campus para admirar a estética que ali se produz em virtude de tantas pessoas , p. Após mapear esse universo de trabalhadores (35), nosso critério de seleção do número de sujeitos com os quais manteríamos uma conversa mais efetiva foi baseado nos horários de trabalho (em compatibilidade com o horário do 10 contemplar uma variedade de faculdades ou/e unidades (e, consequentemente, cursos), que também desenvolvem ações de ensino, pesquisa e extensão.

Pernambuco e engoli “r” da palavra jardim...por isso, fui reprovada

  Para contracenar com esses diálogos, trazemos o que na verdade serviu como mote Talvez, para encontrar o Outro, se tenha de descarrilar destes tempos do possível e do previsível, desses tempos dominados pelos projetos e peloscálculos, para deixar-se compassar e embalar em um tempo de idade volta, um tempo elástico que se recusa ser medido e contabilizado (PLACER,2011, p.89). Assim o nomeamos, então, apelando quase para uma metáfora No dizer de Certeau (2009 ), seriam astúcias para manter-se, a guerreiramente, como “senhor da lança”, como sujeito praticante que se lança com destreza ao se expor(de todas as formas) em seus diálogos, isto é, “com tudo o que isso tem de vulnerabilidade e de risco” (LARROSA, 2004, p.161).

UTI das Plantas- UFAL – CAETE, 2015

  Possivelmente, paraUbirajara, o privilégio de usufruir da convivência com funcionários da área de saúde naquele espaçotempo de poder,no qual o setor médico, sobretudo num ambientecirúrgico, se vale de certa onipotência e de uma suposta ciência infalível, não deixa de ser também uma forma de exercer um lugar de domínio. Ao narrar o filme, a fala de Ubirajara mostra-se repleta de ambiguidades, pois ora parece que ele se vê na condição do negro, que o Doutor (aquele que temo saber) o considerava burro e por isso era humilhado, ora parece que ele vê o pesquisador como alguém que pode provar que não é burro, apesar de sua cornegra, tal como a da personagem do filme.

Num tem nós dois?”

  Certamente, é o lado moleque e a irreverência de Abayomi Ao escutar nosso diálogo,a posteriori, posso também compreender que os impasses para a colocação de uma determinada legenda, transitandoentre “fome” e “barriga cheia”, deveram-se ao fato de esses termos circularem por semânticas diferentes na minha voz e na voz de Abayomi. É impossível não considerar a profusão de imagens que a fotografia de Araci provoca: um sentido de coletividade e de pertencimento, por isso nos provoca olugar escolhido Assim, Araci procura revelar a sua rotina de trabalho a partir das fotografias.

Parceria! – UFAL- MARA, 2015

  Deslocados deste lugar de quem “tudo sabe” (geralmente uma crença que “encanta” o pesquisador), fomos alçados, também, à posição de narradorespraticantes Isso alerta, do ponto de vista teórico-metodológico, que a pesquisa com as práticas do cotidiano e os sujeitos praticantes não nos faz reféns de categoriasprévias. Ao contrário, ela nos afastar deste modelo cujos percursos assemelham-se [...] a uma viagem programada, guiada pela demonstração rígida de hipóteses de partida, a uma domesticação de itinerários que facultam aopesquisador a possibilidade de apenas ver o que os seus quadros teóricos lhe permitem ver ( PAIS, 2003, p.17).

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