UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA – UDESC CENTRO DE ARTES – CEART PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ARTES VISUAIS ALESSANDRA KLUG

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ALESSANDRA KLUG

    O DESENHO

IMAGEM, CULTURA LÚDICA E SOCIALIZAđấO

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  FLORIANÓPOLIS - SC 2007

UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA – UDESC CENTRO DE ARTES – CEART PROGRAMA DE PốS-GRADUAđấO EM ARTES VISUAIS ALESSANDRA KLUG O DESENHO INFANTIL EM SEU COTIDIANO:

IMAGEM, CULTURA LÚDICA E SOCIALIZAđấO

  Dissertação de Mestrado elaborada junto ao Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais do CEART/UDESC, para obtenção de título de Mestre em Artes Visuais.

  Orientador: Prof. Dra. Maria Lúcia B. Duarte

  FLORIANÓPOLIS - SC 2007

  

ALESSANDRA KLUG

O DESENHO INFANTIL EM SEU COTIDIANO:

  

IMAGEM,

CULTURA LÚDICA

E

SOCIALIZAđấO

  Dissertação de Mestrado elaborada junto ao programa de Pós-Graduação em Artes Visuais do CEART/UDESC, para obtenção do título de Mestre em Artes Visuais, na linha de pesquisa Ensino das Artes Visuais.

  Banca examinadora:

Orientador:_________________________________________________

  Prof. Dra. Maria Lúcia B. Duarte (CEART/UDESC)

  Membro: ___________________________________________________

  Prof. Dra. Terezinha Sueli Franz (CEART/UDESC)

  Membro: ___________________________________________________

  Prof. Dra. Rejane Galvão Coutinho (UNESP)

  Para Malu

  

AGRADECIMENTOS

  À Enrico e L ily, meus amores, pelo pedacinho tão precioso de infância compartilhada. À Vera, mãe guerreira, por toda doação e apoio neste percurso. À Ivo que me emprestou suas asas. À Ricardo pela cumplicidade inabalável. À Prof. Dra. Maria Lúcia B. Duarte, professor a admirável, pesquisadora inspiradora, que me faz querer aprender sempre mais, por todos os ensinamentos de meu percurso. À Fabiana, Carmên ia e Neca, pelas estadas regadas a afeto. À Sandra F. Reis pela amizade e parceria. À Regina Melin, pelo incentivo acadêmico. À Sandra Lima, guardiã atenciosa, pelo auxílio e atenção cercada de amizade. Aos colegas e professores do Programa, por partilharem ensinamentos e vivências. Aos amigos de tantos lugares pelo carinho e apoio. companheirismo. À Bethânia e Luciano pelo À Iria e Ingrid por partilharem suas vivências e práticas de ensino tão generosamente. À Georges -Henri Luquet que legou em palavras parte do universo do desenhar

  O mundo não o é. O mundo está sendo. Como

subjetividade curiosa, inteligente, interferidora na

objetividade com que dialeticamente me relaciono, meu

papel no mundo não é só o de quem constata o que ocorre

mas também o de quem intervém como sujeito de

ocorrências. Não sou apenas objeto da História mas seu

sujeito igualmente. No mundo da História, da cultura, da

política, constato não para me adaptar mas para mudar.

  Paulo Freire

  

RESUMO

  Este trabalho dedica-se ao estudo do desenho infantil sob o enfoque do cotidiano da criança, como parte de um processo de comunicação que tem como pressuposto seu cenário de produção. A investigação percorre o desenhar de Enrico, de oito anos, e de Lily, de dois anos, filhos da pesquisadora, no período entre agosto de 2005 a agosto de 2006. Busca-se como objetivo central delinear e investigar as inter-relações, atreladas à experiência gráfica cotidiana da criança, entre o desenhar, a imagem e a linguagem, partindo do contexto de interação social gerador do ato gráfico. A pesquisa é configurada metodologicamente nos moldes do estudo de caso e utiliza a pesquisa ação como técnica de pesquisa. O diálogo teórico é fundamentado nas margens estabelecidas pela Semiótica Cognitiva Dialógica segundo Darras (DARRAS, 2003-A), reunindo autores como Georges-Henri Luquet, Maria Lúcia Batezat Duarte, Brent Wilson, Lev Vigotski, António Damásio e Gilles Brougère. As propostas para análise de desenhos são estabelecidas a partir do aspecto lúdico e comunicacional observado no desenhar doméstico de Enrico e Lily. Partem das interligações entre linguagem, cultura visual, e socialização, estabelecidas no cenário de produção dos desenhos. Investigam-se a hipótese do exercício de cultura lúdica vinculada a este ato, questões estruturais do grafismo alusivos ao esquema gráfico, e as possíveis relações de troca e interação entre diferentes contextos geradores do ato gráfico. Estudar o cotidiano em que o desenhar da criança se desenvolve dá conta de sua participação como forte instrumento no seus processo de socialização. Aproxima este ato de uma concepção de metalinguagem, considerando que as pistas para esse desenhar encontram-se fora do campo do desenho, nos objetos e imagens de um cotidiano marcado pela presença de inter-relações pessoais e da mídia.

  Palavras-chave: Desenho infantil. Socialização.Cultura lúdica.

  

ABSTRACT

This study is based upon the research of the child’s drawing under the view of the child’s everyday life, as a part of a process of communication that

  presupposes its production cenary. The investigation covers the drawing of Enrico, 8 years old, and Lily, two years old, sun and daughter of this author, in the period between August 2005 and August 2006. It searches as main objective the inner-relations brought with the everyday graphic experience of the child, between the drawing, the image and the language, starting from the context of social interaction, generator of the graphic act. The theoretical dialogue is based on borders established by Semiotic Cognitive Dialogical according to Darras (DARRAS, 2003-A), and includes authors such as Georges-Henri Luquet, Maria Lúcia Batezat Duarte, Brent Wilson, Lev Vigotski, António Damásio e Gilles Brougère. The propositions of analysis of drawings are established from the communicational aspect observed in the domestic drawings of Enrico and Lily. It starts from the interconnections between language, visual culture and socialization, established at the cenary of the drawings production. It investigates the hypothesis of the exercise of cultura lúdica bonded to this act, structural aspects of the drawing, and the possible relations of exchange and interaction between different contexts generators of the graphic act. To study the “everyday” life where the child drawing develops shows the participation of it as a strong instrument on the child socializing process. It approaches the child drawing of a conception of “metalinguagem”, considering that the “clues” to this drawing are found outside the graphic field, in the objects and images of an everyday life, pointed by the presence of personal inter-relations and the media.

  Keywords: Child drawing. Cultura Lúdica. Socialization.

  

SUMÁRIO

  

INTRODUđấO............................................................................................. 11

CAPÍTULO I - O ATO GRÁFICO E SUAS CIRCUNSTÂNCIAS

GERADORAS – CAMINHOS E ESCOLHAS.............................................. 14

  I.1 O desenho em seus primórdios, lacunas e escolhas. Dois contextos geradores do ato gráfico ............................................................................ 15

  I.2 O desenho infantil na ótica contemporânea – novos ramos de investigações ...............................................................................................17

  I.3 Dois meninos e seus desenhos - o ato gráfico em seu ambiente gerador ......................................................................................................................18

  I.4. Mãe, educadora, pesquisadora. O fator ‘vida cotidiana’ no trabalho de campo – escolha e rigor metodológico no exercício da pesquisa ..............23

  I.4.1 Integrando metodologias - procedimentos de coleta de dados e instrumentos de pesquisa ............................................................................29

  I.4.1.1 Relatos e notas do processo gráfico..................................................32

  I.4.1.2 A ferramenta do vídeo.......................................................................33

  

CAPÍTULO II - DELINEANDO PASSAGENS - O DESENHO INFANTIL E

PESQUISA ................................................................................................. 35

II.1 Breve panorama da pesquisa do desenho infantil – origens e implicações...................................................................................................36

  II.2 O desenho infantil segundo Luquet: elementos, conceitos e aproximações............................................................................................... 38

  II.2.1 A intenção............................................................................................39

  II.2.1.1 Fatores de ação concorrente............................................................40

  II.2.1.2 Objetos sugestivos........................................................................... 43

  II.2.1.3 Associação de idéias........................................................................47

  II.2.1.5 Automatismo gráfico.........................................................................48

  II.2.2. A interpretação ...................................................................................49

  II.2.3. Tipo e modelo interno – a feição mental do desenho da criança ......51

  II.2.4. Apreciando..........................................................................................54

  

CAPÍTULO III - PERCORRENDO CAMINHOS: DESENHO INFANTIL,

MEMốRIA E SIGNIFICAđấO......................................................................55

  III.1 As meninas, princesas, bruxas... de Lily – o ato de conhecer através do desenho e da linguagem .............................................................................56

  III.2 Caminhos entre desenho e cognição....................................................59

  III.3 A imagem, o pensamento e o desenho de Luquet a Darras...........................................................................................................61

  III.4 Apreciando o caminho de Duarte..........................................................67

  

CAPÍTULO IV - O DESENHAR VIA PENSAMENTO E LINGUAGEM –

  

INTERCÂMBIOS PROCESSUAIS.. ............................................................69

  IV.1 Rastreando parte do percurso das imagens no mundo gráfico de Enrico............................................................................................................72

  IV.2 Notas sobre o pensamento – fluxos e conceitos frente ao seu meio de estruturação.................................................................................................74

  IV.3 O signo, o desenho e a criança – possibilidades de leitura ................76

  IV.4 O desenho segundo Vigotski – a pré-história da escrita......................77

  IV.4.1 Descortinando a fala no processo de linguagem ..............................79

  IV.4.2 A interespacialidade do signo visual - o gesto................................. 81

  IV. 5 Agregando conceitos – justaposições entre linguagem, pensamento e desenho.......................................................................................................82

  

CAPÍTULO V - ESBOÇANDO CAMINHOS À MÃO LIVRE - CULTURA

LÚDICA E DESENHO NO COTIDIANO DE ENRICO E LILY ....................84

  V.1 Agentes e contexto – configurando os elementos presentes na ação do desenhar das crianças................................................................................ 87

  V.2.1 Os elementos contextuais no espaço doméstico das crianças sob seu aspecto relacional ..............................................................................95

  V.2.2. Caminhos à mão livre de Enrico ....................................................98

  V.2.3 Caminhos à mão livre de Lily.........................................................101

  V.2.4 Esboçando caminhos no desenhar de Enrico e Lily......................106

  

CAPÍTULO VI-PEQUENO DIÁRIO DE LINGUAGENS - A EXPERIÊNCIA

GRÁFICA NA VIDA COTIDIANA DE LILY E ENRICO......................... 110

  VI. 1 Imagem e contexto na forma gráfica ..............................................112

  VI. 1.1 ...de Enrico ..................................................................................114

  VI. 1.2 ...de Lily........................................................................................118

  VI. 2 A experiência gráfica de Enrico e Lily contemplada... ...................124

  

CAPÍTULO VII - E A LINHA SAIU A PASSEAR... FOI PARA A ESCOLA,

  

VOLTOU PRA CASA E... Ố RE-CONFIGURAđỏES E RE-LOCAđỏES

NO CONTEXTO DA PRODUđấO GRÁFICA.........................................126

  VII. 1 O desenho em espaço de brincadeira na escola – o caderno de desenhos de Enrico na sala de aula de Ingrid........................................128

  VII. 2 Lily converte em experiência sua vivência escolar....................... 136

  VII. 3 Ampliando as fronteiras do desenhar - um cantinho de estrelas... 146

  

CONSIDERAđỏES FINAIS.................................................................... 152

REFERÊNCIAS....................................................................................... 157

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