UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO ESCOLA DE NUTRIÇÃO PROGRAMA DE PÓS GRADUAÇÃO EM SAÚDE E NUTRIÇÃO

Livre

0
0
59
1 year ago
Preview
Full text

  UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO

ESCOLA DE NUTRIđấO

PROGRAMA DE PốS GRADUAđấO EM SAÚDE E NUTRIđấO

  

PREVALÊNCIA DO CONSUMO DE TABACO ENTRE ESTUDANTES

RECÉM-INGRESSANTES EM UMA UNIVERSIDADE PÚBLICA DA

REGIÃO SUDESTE DO BRASIL

  

CÍCERO AUGUSTO ALVES ARAÚJO

  Ouro Preto 2016

  

CÍCERO AUGUSTO ALVES ARAÚJO

PREVALÊNCIA DO CONSUMO DE TABACO ENTRE ESTUDANTES

RECÉM-INGRESSANTES EM UMA UNIVERSIDADE PÚBLICA DA

  

REGIÃO SUDESTE DO BRASIL

  Dissertação de mestrado apresentada ao Programa de Pós Graduação em Saúde e Nutrição da Universidade Federal de Ouro Preto, como requisito parcial para obtenção do título de Mestre em Saúde e Nutrição.

  Área de concentração: Nutrição em Saúde

  coletiva

  Orientadora: Prof. Dra. Cláudia Aparecida

  Marliére de Lima

  Co-orientadora: Profa. Dra. Maria Arlene Fausto

  Ouro Preto 2016

  Este estudo foi desenvolvido na Universidade Federal de Ouro Preto e financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (APQ-00217-09).

  

Dedico o mestrado a Professora Maria Arlene Fausto pelo

aprendizado que algumas palavras ou mesmo o melhor produto formal dessa experiência seriam insuficientes para ilustrar. Meu sincero agradecimento pelas grandiosas

oportunidades criadas, pelos ensinamentos cuidadosos,

pela paciência e pela impaciência e,sobretudo, pelo imensurável apoio nos momentos difíceis.

  Dedico também a meus pais Socorro e João e á minha

Tia Conceição por terem semeado esta semente. À toda

minha família pela oportunidade e pelo suporte. À minha

afilhada Laura, pela existência incentivadora para necessidade de continuar.

  

Meus agradecimentos ao Programa de Pós-

Graduação em Saúde e Nutrição da Escola de

Nutrição da Universidade Federal de Ouro Preto, na

pessoa do professor Marcelo Eustáquio Silva,

Coordenador do programa, pelo apoio e incentivo.

  AGRADECIMENTOS

  À minha orientadora, Professora Cláudia Aparecida Marliére de Lima, pela empatia, pela oportunidade única e pela inspiração de comprometimento.

  À minha co-orientadora, Professora Maria Arlene Fausto, pelo suporte e apoio durante todos os momentos, mesmo durante sua licença.

  À Professora Maria Cristina Passos, pelo incentivo e receptividade. A todos meus memoráveis Professores, representado pelo Prof. Rodrigo Pastor Alves Pereira.

  Aos bolsistas de iniciação científica e voluntários, por auxiliarem na coleta e na digitação dos dados, tornando possível a execução deste trabalho.

  Ao Colégio São Francisco Xavier e á Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais por minha formação prévia.

  À Prefeitura Municipal de Ouro Preto pelas condiçoes maleáveis de trabalho necessárias as atividades do Mestrado e a todos colegas de trabalho.

  Aos amigos pelo apoio imprescindível, representados pelo Francisco, Toninho, Xis, Ivanilde, Débora, Humberto, Geyza, Alexandre, Bryan, Nathália, Miguel, Tatiany, Jhon, Raimunda, Fernanda. Aos colegas do Mestrado.

  À Universidade Federal de Ouro Preto, a Escola de Nutrição, ao Programa de Pós- Graduação em Saúde e Nutrição pela oportunidade de formação.

  À Pró Reitoria de Graduação da UFOP, pelo fornecimento das listas de matrículas dos alunos e dos dados socioeconômicos.

  À Fundaçao de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG) e à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) pela concessão de recursos financeiros.

     

  

RESUMO

Introdução: o uso do tabaco é um crescente problema de saúde pública entre os

  estudantes universitários, grupo de vulnerabilidade ao uso de drogas lícitas e ilícitas. Objetivo: Avaliar a prevalência do uso de tabaco em estudantes recém ingressantes de uma Universidade Pública do Sudeste do Brasil. Metodologia: Estudo transversal realizado com amostra aleatória de universitários que ingressaram no primeiro semestre de 2010 (n=252). Foram coletados dados sócio-demográficos, de atividade física e informações sobre o grau de dependência de tabaco (Teste de Fagerstrom). Para comparar proporções foram utilizados os Testes Qui-quadrado e Exato de Fisher. Resultados: Foram incluídos 252 alunos, 52% do sexo feminino. A mediana de idade foi 19,7 anos, sendo que aproximadamente 94% da amostra tinha idade superior a 18 anos. Cinquenta e seis por cento dos estudantes avaliados foram classificados como sedentários em relação à prática de atividade física. A maior parte da amostra foi composta por estudantes de ciências sociais aplicadas. A prevalência de tabagismo foi de 13,9%, com idade média de início do consumo de cigarros de 16,63±1,59 anos. A maior parte dos tabagistas (62,9%) começaram fumar com idade inferior a 18 anos. Entre os tabagistas (35), a maioria era do sexo masculino (62,86%), sem diferença significativa (p=0,06). Pela classificação do questionário de Fagerstrom, 90,9% dos alunos apresentação grau de dependência de nicotina muito baixo, com consumo inferior a 11 cigarros/dia. Além disso, 48,6% relataram terem começado fumar em festas e 22,9% com os amigos. Aproximadamente 46% dos fumantes relataram já terem tentado abandonar o vício, sendo o nervosismo o motivo mais relatado para abandono da abstinência (37,1%). Entre os tabagistas o hábito de consumir bebidas alcoólicas foi significativamente maior em relação aos não tabagistas ( 97,1% versus 73,2%; p=0,002). Além disso, em relação ao IMC, os alunos tabagistas aparentemente tiveram maior frequência de sobrepeso e obesidade (34,3% versus 24,9%); e menor frequência de eutróficos (60% versus 70,9%), em relação aos não tabagistas, porém sem significância estatística. Conclusão: Foi encontrada baixa prevalência de tabagismo entre os universitários recém ingressantes e muito baixo grau de dependência de nicotina entre os tabagistas.

  

Palavras-chave: Fumo; dependência de nicotina; epidemiologia; prevalência;

  estudo transversal; universitários; adulto jovem; cigarro; questionário de Fargestrom; nicotina.

  

ABSTRACT

Introduction: Tobacco use is a growing public health problem among college

  students, vulnerable group to drug use. Objective: Evaluate the prevalence of tobacco use in new freshmen students of a public university in the Southeast of Brazil. Methods: Cross-sectional study with a random sample of students who entered the first half of 2010 (n = 252). We collected socio-demographic data, physical activity and information on the degree of tobacco dependence (Fagerstrom test). To compare the proportions tests chi-square and Fisher exact tests were used. Results: We included 252 students, 52% female. The median age was 19.7 years, with approximately 94% under the age 18. Fifty-six percent of students assessed were classified as sedentary in relation to physical activity.

  Most of the sample consisted of students of applied social sciences. The prevalence of smoking was 13.9%, with an average age of onset of smoking of 16.63 ± 1.59 years. Most smokers (62.9%) started smoking under the age of 18. Among the smokers (35), most were male (62.86%), with no significant difference (p = 0.06). According to the Fagerstrom´s questionnaire, 90.9% of students show very low degree of nicotine dependence, with consumption of less than 11 cigarettes / day. In addition, 48.6% reported having started smoking at parties and 22.9% with friends. Approximately 46% of smokers reported having tried to quit, and the nervousness was the most reported reason for withdrawal of abandonment (37.1%). Among smokers the habit of consuming alcoholic drinks was significantly higher compared to non-smokers (97.1% versus 73.2%; p = 0.002). Furthermore, in relation to BMI, smokers students apparently had a higher frequency of overweight and obesity (34.3% versus 24.9%); and lower frequency of normal weight (60% versus 70.9%), compared to nonsmokers, but without statistical significance. Conclusion: We found low prevalence of smoking among college freshmen and new very low degree of nicotine dependence among smokers.

  

Keywords: Smoke; nicotine dependence; epidemiology; prevalence; cross-

  sectional study; university; young adult; cigarette; questionnaire Fargestrom; nicotine.

  

LISTA DE TABELAS

  Tabela 1: Caracterização demográfica, distribuição por área de

  31 conhecimento, atividade física e Índice de Massa Corporal (IMC) de estudantes recém-ingressantes em uma Universidade Pública do Sudeste do Brasil, no primeiro semestre letivo de 2010 Tabela 2: Prevalência de tabagismo e grau de dependência nicotínica

  32 entre estudantes recém-ingressantes em uma Universidade Pública do Sudeste do Brasil, no primeiro semestre letivo de 2010 Tabela 3: Informações sobre o início do hábito de fumar entre estudantes

  33 recém-ingressantes em uma Universidade Pública do Sudeste do Brasil, no primeiro semestre letivo de 2010 Tabela 4: Descrição do Teste para Dependência Nicotínica de Fagerstrom

  35 dos estudantes recém-ingressantes em uma Universidade Pública do Sudeste do Brasil, no primeiro semestre letivo de 2010 Tabela 5: Informações sobre tentativas de parar de fumar entre os

  36 estudantes recém-ingressantes em uma Universidade Pública do Sudeste do Brasil, no primeiro semestre letivo de 2010 Tabela 6: Informações sobre etilismo, pratica de atividade física e IMC de

  37 estudantes recém-ingressantes em uma Universidade Pública do Sudeste do Brasil, no primeiro semestre letivo de 2010, de acordo com o hábito de fumar

LISTA DE QUADROS

  Quadro 1: Descrição da classificação do grau de dependência de nicotina

  26 segundo a pontuação do questionário de Fagerstrom Quadro 2: Critérios utilizados para a classificação do nível de atividade

  28 física

  

LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS

  CAAE – Certificado de Apresentação para Apreciação Ética CID10 - Classificação Internacional de Doenças

  et al. – colaboradores

  FAPEMIG - Fundação de Apoio à Pesquisa de Minas Gerais MG – Minas Gerais OMS – Organização Mundial de Saúde SPAs- Substâncias Psicoativas TCLE – Termo de Consentimento Livre e Esclarecido UFOP – Universidade Federal de Ouro Preto

  

SUMÁRIO

1.

  INTRODUđấO ................................................................................................... 18

  

2. JUSTIFICATIVA ................................................................................................. 22

  

3. OBJETIVOS ....................................................................................................... 23

  3.1. OBJETIVO GERAL ....................................................................................... 23

  3.2. OBJETIVOS ESPECÍFICOS ........................................................................ 23

  

4. METODOLOGIA ................................................................................................. 24

  4.1. Delineamento, Local e População do Estudo ............................................... 24

  4.2. Amostragem ................................................................................................. 24

  4.3. Estudo piloto ................................................................................................. 25

  4.4. Aspectos Éticos ............................................................................................ 26

  4.5. Coleta de dados ............................................................................................ 26

  4.5.1. Teste para Dependência Nicotínica de Fagerstrom ............................... 27

  4.5.2. Avaliação Antropométrica ...................................................................... 28

  4.5.3. Avaliação do Nível de Atividade Física .................................................. 29

  4.6. Construção e análise do banco de dados .................................................... 30

  

5. RESULTADOS ................................................................................................... 33

  

6. DISCUSSÃO ...................................................................................................... 42

  

7. CONCLUSÃO ..................................................................................................... 44

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ......................................................................... 46

  Anexo 1 – Carta de aprovação do Comitê de Ética ................................................... 53 Anexo 2 - Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) .............................. 54 Anexo 3 - Questionário Inicial .................................................................................... 56 Anexo 4 - Teste de Dependência de Nicotina de Fagerstrom ................................... 58

1. INTRODUđấO

    O Brasil possui cerca de 2.250 Instituições de Ensino Superior,

  (1)

  totalizando mais de 5,8 milhões de estudantes universitários . O ingresso na universidade inaugura um período de maior autonomia, possibilitando novas experiências, mas também, se constitui em um momento de maior fragilidade,

  (2)

  tornando-os mais vulneráveis ao uso de drogas e suas consequências . O termo “droga”, segundo a definição proposta pela Organização Mundial de Saúde

  (3)

  (OMS,2006) , abrange qualquer substância não produzida pelo organismo que tem a propriedade de atuar sobre um ou mais de seus sistemas, produzindo alterações em seu funcionamento.

  As substâncias psicoativas (SPAs) são drogas que, agindo no sistema

  (4)

  nervoso central, alteram o comportamento, o humor e a cognição . Quando utilizadas sem fins terapêuticos, as SPAs são denominadas como psicotrópicas

  (5)

  ou drogas de uso abusivo, que podem levar o usuário à dependência . Entre as substâncias psicoativas, o álcool e o tabaco merecem uma atenção especial, pois são drogas lícitas, socialmente aceitas, porém, com efeitos negativos à saúde,

  (6) similares aos acarretados pelas drogas ilícitas .

  O tabaco, alvo do presente estudo, é nocivo à saúde porque contém milhares de substâncias tóxicas. Além da nicotina, substância responsável pela dependência ao cigarro, já foram identificadas mais de 4.700 dessas substâncias

  (7)

  . O tabagismo é reconhecido como uma doença crônica gerada pela dependência à nicotina, estando por isso, inserido na Classificação Internacional de Doenças (CID10), da OMS. Está associado à alta morbimortalidade, sendo

  (8) responsável por aproximadamente cinco milhões de mortes ao ano .

  O tabagismo é considerado pela OMS a maior causa de morte evitável e

  (9)

  de maior crescimento no mundo , com estimativas de que, a partir de 2020, de cada 10 mortes atribuídas ao tabaco, sete acontecerão nos países em desenvolvimento, onde os problemas graves associados ao tabagismo dividirão o cenário com problemas básicos de saúde como desnutrição, deficiência de saneamento e de suprimento de água e doenças infectocontagiosas ainda não

  (10) controladas .

  Em âmbito mundial, estima-se que mais de um bilhão de pessoas façam

  (11)

  uso do tabaco e seus derivados . As estimativas também indicam que o consumo de cigarros tem decrescido na maioria dos países desenvolvidos.

  Entretanto, observou-se que, no período entre 1975 e 1996, o consumo de

  (12) cigarros aumentou em torno de 50% nos países em desenvolvimento .

  Estudos epidemiológicos transversais tem sido a metodologia de escolha para o levantamento de uso de drogas entre estudantes do ensino fundamental,

  (13)

  médio e superior no Brasil . As informações sobre uso de drogas em uma determinada população auxiliam e definem o tipo de intervenção que deve ser

  (14)

  realizada . Para que isso ocorra, há a necessidade do conhecimento específico da evolução do uso de determinadas substâncias em certos ambientes e como

  (15, 16) estão funcionando os programas de prevenção já existentes .

  A experimentação de cigarros, principalmente entre os jovens, tem crescido. Em pesquisa realizada nos anos de 2002 e 2003 com escolares de 12 capitais brasileiras encontrou-se prevalência da experimentação variando de 36 a

  3

  58%, no sexo masculino, e de 31 a 55%, no sexo feminino . Neste contexto, o tabaco representa a segunda droga mais consumida no mundo. Isso se dá pelas estratégias das indústrias do tabaco, que possuem os jovens como público-alvo, com intuito de garantir a manutenção dos consumidores. Estudos demonstram que 90% dos fumantes iniciam o hábito até os 19 anos e 50% dos que

  (17) experimentam um cigarro tornam-se fumantes na vida adulta .

  Um estudo brasileiro que avaliou o uso de drogas em uma amostra da população de 12 a 65 anos nas 108 maiores cidades brasileiras mostrou que na faixa etária de 18 a 24 anos, 78,6% das pessoas haviam experimentado álcool,

  (18) 39,5% tabaco e 10,8% inalantes .

  No Brasil, estudos realizados com universitários estimam que 18,5 a

  (19) (20)

  52,1% são usuários de tabaco . Quanto à frequência do uso de tabaco no último ano, verificou-se que 56% dos universitários tabagistas afirmaram fumar todos os dias, 11%, 3 a 4 dias por semana, e 33%, 1 a 2 dias por semana. Ainda,

  

(17)

67% consumiam 11-20 cigarros por dia .

  Estudo comparativo sobre as condutas de saúde entre universitários no início e no final do curso mostrou que o uso do tabaco e o consumo de álcool foram altos entre os alunos, sobretudo aqueles que terminaram seus cursos, com diferença significativa em termos de consumo de tabaco, que foi maior entre os

  

(21) (22)

  estudantes do último ano . Entretanto, Pedrosa et al. verificaram que 27,8% dos estudantes utilizaram tabaco em algum momento da vida antes no início do curso.

  Wagner et al, em estudo realizado na Universidade de São Paulo (USP) verificou que 81,5% dos estudantes avaliados relataram o uso de drogas em 2009. Entre estes, 92,5% usaram álcool, 52,1% tabaco e 43,7% outras drogas. Nos 12 meses anteriores à pesquisa, 80,0% dos alunos usaram álcool, 23,6% tabaco e 25,5% outras drogas. Quanto ao mês anterior, 62,1% dos alunos usaram

  (19)

  álcool, 17,2% tabaco e 17,4% outras drogas . Em relação à mesma avaliação, porém realizada nos anos de 1996 e 2001, observou-se aumento de tabaco, alucinógenos, anfetaminas e tranquilizantes; com aumento do uso de anfetaminas

  (23) nos últimos 12 meses anteriores à pesquisa e diminuição do uso de álcool .

  A queima de um cigarro produz monóxido de carbono e outros produtos tóxicos responsáveis pela alteração da oxigenação dos tecidos. Libera nicotina, a substância responsável pela dependência do tabaco, uma amina terciária volátil capaz de estimular, deprimir ou perturbar o sistema nervoso central e todo o organismo, dependendo da dose e da frequência com que é utilizada. Cada cigarro contém 7-9 mg de nicotina, dos quais se estima que pouco mais de 1 mg seja absorvido pelo fumante. A nicotina é rapidamente absorvida pelos pulmões, atingindo o cérebro em dez segundos e sendo distribuída para todos os sistemas.

  A meia-vida de eliminação da nicotina é de aproximadamente duas horas. Sua metabolização ocorre principalmente no fígado. Apenas 5% da nicotina são

  (24)

  excretados em sua forma original pelos rins . Tragar um cigarro produz um rápido efeito estimulante no sistema nervoso central, semelhante àquele descrito

  (25)

  pelos usuários de cocaína/crack . Esse efeito, em contraposição aos sintomas desagradáveis da falta da substância no cérebro, pode contribuir para a dificuldade na manutenção da abstinência, pois, entre os fumantes que já

  (26) tentaram parar de usar o tabaco, cinco a sete tentativas são necessárias . A dependência da nicotina abrange três aspectos básicos: a dependência física, que é responsável por sintomas da síndrome de abstinência quando deixa de fumar; dependência psicológica responsável pela sensação de ter no cigarro um apoio a ser utilizado nos momentos de stress, solidão, ameaça, entre outros; e pelo condicionamento, atribuído às associações habituais do ato de fumar (fumar e beber café; fumar e trabalhar ou estudar; fumar e dirigir; fumar após as

  (27) refeições e outros) .

  As consequências do uso do tabaco incluem efeitos destrutivos em vários tecidos, produzindo desde doenças pulmonares simples até alterações celulares

  (28) que predispõem ao câncer, assim como alterações cardíacas e vasculares .

  Diante do contexto apresentado, são necessários estudos que avaliem a prevalência de tabagismo entre os estudantes universitários com o intuito de auxiliar na elaboração de ações preventivas para instruir os alunos a respeito dos malefícios do tabaco e seus derivados.

   

3. JUSTIFICATIVA

  O ingresso na universidade pode ser reconhecido como um período de

  (22, 29, 30)

  vulnerabilidade e modificações no estilo de vida. . Assim, devido a escassez de estudos que determinem as modificações ocorridas no estilo de vida de alunos recém ingressantes na universidade, são necessários dados a respeito desses estudantes para que possam ser definidas estratégias de promoção à saúde direcionadas a essa população específica.

4. OBJETIVOS

     

  4.1. OBJETIVO GERAL

  Avaliar a prevalência do uso de tabaco entre estudantes recém ingressantes em uma universidade pública do Sudeste do Brasil.

  4.2. OBJETIVOS ESPECÍFICOS

  Descrever o uso do tabaco em relação à idade, sexo, atividade física e • índice de massa corporal;

  Descrever o grau de dependência de nicotina entre os universitários; • Descrever as formas de tentativas de parar de fumar relatadas pelos • universitários.

5. METODOLOGIA

  5.1. DELINEAMENTO, LOCAL E POPULAđấO DO ESTUDO

    Trata-se de estudo transversal que faz parte de um projeto maior denominado “Monitoramento do estado nutricional e de estilo de vida de estudantes universitários em uma instituição pública de ensino em MG, Brasil”.

  A população foi constituída por estudantes que ingressaram nos cursos de graduação da UFOP no primeiro semestre letivo do ano de 2010. Segundo dados da Pró-Reitoria de Graduação da UFOP, ingressaram 1.168 alunos novos alunos nos campi de Mariana e Ouro Preto, no referido semestre.

     

  5.2. AMOSTRAGEM

  O cálculo da amostra para o projeto global (“Monitoramento do estado nutricional e de estilo de vida de estudantes universitários em uma instituição pública de ensino em MG, Brasil”) foi realizado a partir de dados a respeito do etilismo, que apresentou prevalência de 73,5% para consumo de álcool e 14%

  (29) para consumo de tabaco em alunos recém-ingressos em universidade pública .

  Para o cálculo utilizou-se os seguintes dados: (a) número total de estudantes recém-ingressos (N=1.168); (b) prevalência de 73,5% de etilismo em

  (29)

  alunos recém-ingressos em universidade pública ; (c) variação de 5%; (d) nível de confiança de 95%. Assim, a amostra mínima estimada foi igual a 236 alunos.

  O cálculo amostral para avaliação do consumo de tabaco foi realizado da seguinte maneira: (a) número total de estudantes recém ingressos (N=1.168); (b) prevalência de mínima 14,0% de tabagismo em alunos recém-ingressos em

  (29)

  universidade pública ; (c) variação de 5%; (d) nível de confiança de 95%. Assim, a amostra mínima estimada deveria ser de 160 alunos. Dessa maneira, a amostra real utilizada (n=236) engloba a demanda mínima estimada para avaliação do tabagismo.

  A partir da listagem de 1.168 alunos, foi realizada seleção probabilística, utilizando um plano de amostragem aleatório simples.

     

5.3. ESTUDO PILOTO

    O estudo piloto foi conduzido no segundo semestre letivo de 2009 com 60 estudantes recém-ingressantes da UFOP utilizando plano amostral e procedimentos que seriam utilizados no estudo, posteriormente.

  Através do estudo piloto foi possível detectar falhas na obtenção da lista de estudantes matriculados que comporiam a amostra, na organização das equipes de coleta, na busca dos alunos sorteados para a pesquisa, na logística de transporte para a cidade de Mariana. As dificuldades encontradas possibilitaram modificações na administração do trabalho de campo e viabilizaram sua execução.

     

  5.4. ASPECTOS ÉTICOS

    O protocolo do estudo foi aprovado pelo comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos da UFOP (CAAE- 0003.0.238.000-09) (Anexo 1) e recebeu apoio financeiro da Fundação de Apoio a Pesquisa de Minas Gerais (FAPEMIG). Todos os estudantes que concordaram em participar do estudo assinaram consentimento livre e esclarecido, manifestado em termo próprio (Anexo 2), ficando cópia do mesmo com o universitário entrevistado e outra cópia arquivada pelo pesquisador responsável.

  5.5. COLETA DE DADOS

  Os dados foram coletados por meio de um formulário próprio (Anexo 3), contendo informações de identificação do aluno (nome, sexo, data de nascimento, endereço e curso de graduação) e dados sobre o estilo de vida (prática de atividade física e consumo de álcool e tabagismo). Após o preenchimento dos questionários foram coletados dados de peso e altura dos entrevistados.

  Os indivíduos que informaram fumar foram solicitados a responder o

  (31)

  Teste de Dependência de Nicotina de Fagerstrom (Anexo 4). Deste questionário foram extraídas informações relacionadas à frequência e quantidade de consumo/ e uso desta droga lícita.

  A coleta de dados foi realizada por voluntários previamente treinados; sendo realizada pouco tempo antes do horário previsto para início da aula, de acordo com cronograma fornecido pela Pró-reitoria de graduação para cada aluno que foi sorteado.

5.5.1. Teste para Dependência Nicotínica de Fagerstrom

   Para avaliação do tabagismo foi utilizado o Teste para Dependência

  (31) (31)

  Nicotínica de Fagerstrom . O questionário Fagerstrom (1978) foi validado no

  (32)

  Brasil por Carmo & Pueyo (2002) e utilizado com objetivo de descrever o grau

  (33) de dependência nicotínica dos indivíduos .

  O Teste para Dependência Nicotínica de Fagerstrom é um instrumento auto aplicável, não invasivo, rápido e de baixo custo. Originariamente constava de oito perguntas curtas, que posteriormente foram reduzidas para as seis atuais,

  (33) com revisão e ampliação das categorias de contagem nas perguntas 1 e 4 .

  Cada questão do Teste para Dependência Nicotínica de Fagerstrom equivale a um valor estabelecido por escores, com valor total na soma no final que variam de 0 a 10. Maiores pontuações indicam alta dependência do indivíduo

  (31) à nicotina .

  A classificação do grau de dependência à nicotina é apresentada no Quadro 1. O número de cigarros consumidos por dia e o tempo de uso de fumo, também foram avaliados por perguntas do questionário próprio.

  Quadro 1: Descrição da classificação do grau de dependência de nicotina segundo a pontuação do questionário de Fagerstrom

  Grau de Dependência Pontos

  Muito baixo 0-2 Baixo 3-4 Médio

  5 Elevado 6-7 Muito elevado 8-10 Fonte: Heatherton TF et al, 1991.

5.5.2. Avaliação Antropométrica

  A estatura foi determinada por um estadiômetro de plataforma portátil, marca Altura exata®, com variação de 0,1 cm. Os indivíduos foram colocados em posição ortostática, com os braços estendidos para baixo, os pés descalços e os calcanhares unidos.

  O peso foi aferido em uma balança digital portátil, marca Tanita® UM080, com capacidade máxima de 150kg e variação de 0,1kg. Os voluntários foram orientados a retirar sapatos e objetos metálicos que pudessem interferir na avaliação.

  O IMC foi calculado para todos os indivíduos. Constitui-se de índice simples definido como peso em quilogramas (kg) dividido pela altura ao quadrado em metros (m). Para a classificação do IMC em indivíduos com idade igual ou superior a 18 anos foram utilizados os pontos de corte da Organização Mundial da

  (34)

  Saúde ; para indivíduos com idade inferior a 18 anos foram utilizados os pontos

  (35) de corte de IMC para idade da Organização Mundial da Saúde .

5.5.3. Avaliação do Nível de Atividade Física

  Os indivíduos foram questionados quanto à realização, duração e frequência da atividade física, sendo classificados em sedentários, pouco ativo,

  (36) ativo e muito ativo conforme quadro abaixo (Quadro 2). Quadro 2: Critérios utilizados para a classificação do nível de atividade física.

  Classificação Nível de atividade física

  Sedentário Não realiza nenhuma atividade física Pouco ativo Realiza atividade física menos que 2 vezes/semana ou 3 vezes/semana por tempo <60 minutos ou 4-5vezes/semana por tempo <45 minutos

  Ativo Realiza atividade física 3 vezes/semana por tempo >60 minutos e <90 minutos ou 4-5 vezes/semana por tempo >45 minutos e <90 minutos ou >5 vezes/semana por tempo <45 minutos

  Muito ativo Realiza atividade física 3-5 vezes/semana por tempo >90 minutos ou >5 vezes/semana por tempo >45 minutos

  Fonte: Matsudo et al; 2001

5.6. Construção e análise do banco de dados

  O banco de dados foi construído no software Epidata, versão 3.1

  (37)

  e foi realizada a entrada dos dados com dupla digitação.

  Os dados foram analisados no software Stata versão 11.0

  34

  com um nível de confiança de 95%.

  Os resultados foram descritos por meio de frequências e porcentagens para as variáveis categóricas, de medidas de tendência central (médias) e de dispersão (desvio padrão) para as variáveis quantitativas de distribuição normal e mediana e intervalo interquartílico para variáveis de distribuição assimétrica. Foi utilizado o teste Shapiro-Wilk para normalidade dos dados.

  Empregou-se o teste qui-quadrado (χ2) ou teste exato de Fisher na comparação entre varáveis dicotômicas. O teste t para comparação de médias de variáveis de distribuição normal e o teste U de Mann-Whitney na comparação de variáveis de distribuição assimétrica.

6. RESULTADOS

  Foram incluídos no estudo 252 estudantes de Instituição Pública de Ensino Superior de Minas Gerais que ingressaram na universidade no primeiro semestre letivo de 2010. A Tabela 1 apresenta a caracterização demográfica, a distribuição por área de conhecimento, a classificação do padrão de atividade física e o Índice de Massa Corporal (IMC) desses universitários. Entre os alunos avaliados, 52% eram do sexo feminino. A mediana da idade era de 19,7 anos (P25;P75: 18.7; 21.4) e, aproximadamente, 94% da amostra possuía idade superior a 18 anos. Com relação à prática de atividade física, 56% dos estudantes foram classificados como sedentários. Os estudantes de ciências sociais aplicadas compuseram 30,5% da amostra, seguidos pelos alunos de engenharia, ciências da saúde, ciências humanas, letras e artes, ciências exatas e ciências agrarias. Em relação ao IMC, 69,4% da amostra foi classificada como eutrófica, 18,3% sobrepesados e 7,9% obesos.

  Tabela 1: Caracterização demográfica, distribuição por área de conhecimento, atividade física e classificação do IMC de estudantes recém-ingressantes em uma Universidade Pública do Sudeste do Brasil, no primeiro semestre letivo de 2010.

  Variáveis n % Sexo Masculino 121

  48 Feminino 131

  52 Faixa etária (anos) <18 16 6,3 ≥

  18 236 93,7 Matrícula por área de conhecimento Ciencias exatas e da terra 21 8,3 Engenharias

  69 27,4 Ciencias da saúde 26 10,3 Ciencias agrárias

  9 3,6 Ciências sociais aplicadas 77 30,6 Ciências humanas 26 10,3 Linguística, letras e artes 24 9,5

  Atividade Física Sedentário 141

  56 Pouco ativo 65 25,8 Ativo 25 9,9 Muito ativo 19 7,5 Não respondeu

  2 0,8 Classificação de IMC Baixo peso 11 4,4 Eutrófico 175 69,4 Sobrepeso 46 18,3 Obesidade

  20 7,9

  IMC: índice de massa corporal

  A prevalência de tabagismo entre os universitários recém ingressantes foi de 13,9%. Dentre os alunos que responderam a todas as perguntas do questionário de Fagerstrom (33/35), a maioria (90,9%) apresentou grau de dependência de nicotina muito baixo (Tabela 2). Em relação ao sexo, o percentual de fumantes foi de 18,18% entre os homens (22/121) e 9,92% entre as mulheres (13/131), sem diferença estatisticamente significativa entre os grupos (p=0,06).

  Tabela 2: Prevalência de tabagismo e grau de dependência nicotínica entre estudantes recém-ingressantes em uma Universidade Pública do Sudeste do Brasil, no primeiro semestre letivo de 2010.

  Variáveis n % Você fuma? (n=252) Não 213 84,5 Sim

  35 13,9 Grau de dependência de Nicotina (Fagerstron) (n=33) Muito baixo 30 90,9 Baixo

  2 6,1 Médio 1 3,0 Elevado

  0,0 Muito elevado 0,0

  As informações sobre o início do hábito de fumar são apresentadas na Tabela 3. A mediana da idade do inicio do consumo de tabaco foi de 17 anos

  (P25; P75: 16,0; 17,5 anos), sendo que 62,9% começaram fumar com idade ≤ 17anos. Ao ingressar na Universidade, os fumantes apresentavam um tempo médio de tabagismo de 4,57 ± 2,7 anos. A mediana de idade do início do consumo de tabaco entre homens e mulheres foi 17 anos (P25; P75: 15,25 anos; 18anos) versus 17 anos (P25; P75: 16 anos; 17 anos), respectivamente (p=0,85).

  O tempo médio de tabagismo foi de 4,57 ± 2,7 anos; entre homens e mulheres foi de 4,31 ± 3,07 anos e 5,03 ± 2,02 anos, respectivamente (p=0,49).

  Em relação ao início do hábito de fumar, 53,12% dos respondentes (17/32) relataram terem começado fumar em festas e 25% (8/32) com os amigos.

  Tabela 3: Informações sobre o início do hábito de fumar entre estudantes recém-ingressantes em uma Universidade Pública do Sudeste do Brasil, no primeiro semestre letivo de 2010.

  Variáveis n % Idade em que começou a fumar (anos)

  14 3 8,6 15 a 17 19 54,3 ≥

  18 8 22,9 Não respondeu 5 14,2

  Início do tabagismo Com amigos 8 22,9 Em festas

  17 48,6 Por curiosidade 5 14,2 Não lembra 2 5,7 Não respondeu 3 8,6 A Tabela 4 apresenta a descrição das respostas do Teste para Dependência Nicotínica de Fagerstrom dos universitários. A maioria dos tabagistas (77,1%) fumam o primeiro cigarro do dia 1 hora ou mais após levantar, não sendo considerado difícil evitar fumar em local proibido (85,7%) e não consideram difícil evitar fumar quando estão doentes (94,2%). Os fumantes relataram consumo inferior a 11 cigarros por dia e outros dados que corroboram o grau de dependência de nicotina muito baixo.

Tabela 4: Descrição do Teste para Dependência Nicotínica de Fagerstrom dos estudantes recém-ingressantes em uma Universidade Pública do Sudeste do Brasil, no primeiro semestre letivo de 2010.

  Variável n % Quanto tempo depois de levantar da cama você fuma o seu primeiro cigarro? (minutos)

  <5 1 2,9 6-30 3 8,6 31-60 2 5,7 >60

  27 77,1 Não respondeu 2 5,7

  Você considera difícil evitar fumar em locais onde isto é proibido Sim

  4 11,4 Não 30 85,7 Não respondeu

  1 2,9 Qual cigarro é mais difícil resistir? Primeiro do dia

  5 14,3 Outro 27 77,1 Não respondeu

  3 8,6 Quantos cigarros você fuma por dia? <11

  31 88,6 11-20 2 5,7 21-30

  >30 Não respondeu 2 5,7

  Você fuma mais freqüentemente durante as primeiras horas depois de acordar do que durante o resto do dia? Sim

  1 2,9 Não 33 94,2 Não respondeu

  1 2,9 Você fuma se estiver doente a ponto de ficar de cama a maior parte do dia? Sim

  1 2,9 Não 33 94,2 Não respondeu 1 2,9

  A Tabela 5 apresenta informações sobre as tentativas de parar de fumar entre os universitários fumantes. Entre os fumantes, aproximadamente, 46% já tentaram parar de fumar em algum momento. A maior parte da amostra relata já ter conseguido parar de fumar por período de até 6 meses, sendo o nervosismo o motivo mais relatado para retorno ao tabagismo (37,1%).

  Tabela 5: Informações sobre tentativas de parar de fumar entre os estudantes recém-ingressantes em uma Universidade Pública do Sudeste do Brasil, no primeiro semestre letivo de 2010.

  Variáveis n % Já tentou parar de fumar?

  Sim 16 45,7 Não 18 51,4 Não respondeu

  1 2,9 Parou sozinho ou procurou ajuda de profissional? Sim

  12 34,3 Não 11 31,4 Não respondeu 12 34,3

  Período máximo que conseguiu ficar sem fumar 1 a 2 semanas

  9 25,8 1 a 6 meses 16 45,7 7 meses a 1 ano

  2 5,7 Superior a 1 ano 4 11,4 Não respondeu 4 11,4

  Motivo pelo qual não conseguiu parar Mal estar

  1 2,9 Nervosismo 13 37,1 Medo de engordar

  1 2,9 Tosse/pigarro 2 5,7 Desânimo 7 20,0 Não respondeu

  11 31,4

  A tabela 6 traz informações a respeito dos hábitos de vida quando comparamos indivíduos tabagistas e não tabagistas. O hábito de consumir bebidas alcoólicas foi significativamente maior entre os universitários tabagistas. Não foram observadas diferenças significativas em relação à prática de atividade física.

  A classificação de IMC dos estudantes em sobrepeso e obesidade foi somada devido à baixa frequência em cada categoria. Assim, em relação ao IMC, os alunos tabagistas tiveram maior frequência de sobrepeso e obesidade; e menor frequência de eutróficos, em relação aos não tabagistas, porém sem significância estatística.

  Tabela 6: Informações sobre etilismo, prática de atividade física e IMC de estudantes recém-ingressantes em uma Universidade Pública do Sudeste do Brasil, no primeiro semestre letivo de 2010, de acordo com o hábito de fumar.

  Variável Fuma (n=35) Não fuma (n=213) p Etilismo 0,002

  Sim 97,1% (34) 73,2% (156) Não 2,9% (1) 26,8% (57) Atividade física

  0,64 Sim 40% (14) 44,1% (94) Não 60% (21) 55,9% (119) Classificação do IMC

  0,43 Baixo peso 5,7% (2) 4,2% (9) Eutrófico 60% (21) 70,9% (151) Sobrepeso / Obesidade 34,3% (12) 24,9% (53)

  IMC: índice de massa corporal

7. DISCUSSÃO

    Os principais achados desse estudo transversal conduzido com estudantes recém ingressantes numa universidade pública do sudeste do Brasil foram os seguintes: (1) Prevalência de tabagismo de 13,9%, sendo que 90,9% dos fumantes respondentes apresentavam grau muito baixo de dependência nicotínica; (2) O tempo médio de tabagismo foi de 4,57 ± 2,7 anos; (3) A maioria (62,9%) foi exposto ao fumo com idade ≤17 anos; e (4) 71,5% dos fumantes começaram a fumar em festas ou com amigos.

  A prevalência de tabagismo observada nesse estudo é similar à

  (38) (39)

  observada nos estudos de Laranjeira et al (16,9% em adultos ), Ramis et al

  (40)

  (10,2% em universitários recém ingressantes), Malta et al (14,4% em alunos

  (41)

  da oitava série com 16 anos ou mais), Rosa et al (8,9% entre acadêmicos de uma universidade de Criciúma - SC) e dados da Pesquisa Especial de Tabagismo

  (42)

  do Instituto Nacional do Câncer (10,7% em estudantes de 15 a 24 anos). Os resultados deste estudo são diferentes do encontrado no estudo

  (11)

  Andrade et al ( 21,6% dos universitários fizeram uso de tabaco no mês

  (43)

  anterior à pesquisa) e Fiorini et al (24% dos acadêmicos de universidades de Alfenas-MG).

  A prevalência de fumantes encontrada neste estudo (13,9%) ainda é muito alta considerando que o governo brasileiro tem desenvolvido ações de prevenção e controle do tabagismo, incluindo medidas educativas, preventivas e regulatórias, como a aprovação, no Congresso, da lei 9294/96, que proíbe o uso de cigarros em recinto de uso coletivo e que, a partir do ano de 2000, proibiu a publicidade, a promoção e o patrocínio de produtos do tabaco, restringindo-os aos

  (44)

  pontos de venda . Em 1995, foi implantado no país o Programa Nacional de Controle do Tabagismo, que vem coordenando essas ações através do Instituto

  (45)

  Nacional de Câncer . Em 1999, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária passou a regular, controlar e fiscalizar os produtos derivados do tabaco, por meio da regulamentação da embalagem, etiquetagem e cadastro de produtos do tabaco existentes no país, assim como pela fiscalização do cumprimento da

  (46)

  legislação . É importante destacar que o Brasil é parte legalmente vinculada da Convenção Quadro para o Controle do Tabaco e, dentre as medidas adotadas,

  (47)

  estão incluídos o monitoramento e a vigilância da prevalência do tabagismo

  (48) .

  O tempo médio de tabagismo, a idade precoce de exposição ao fumo e o alto percentual de recém ingressantes em que a exposição inicial ao fumo ocorreu em festas ou com amigos indicam que houve falha no processo de comercialização de cigarros, permitindo que adolescentes pudessem adquiri-los, e também falha na supervisão dos pais/familiares na prevenção de comportamentos considerados prejudiciais à saúde desses jovens.

  (38)

  Ainda em relação ao levantamento realizado em 2012 , a idade média de experimentação entre os homens foi 16,2±4,7 e entre as mulheres foi 16,7±5,9 anos; valores semelhantes ao encontrado no presente estudo com mediana de idade de 17 anos para experimentação de cigarros tanto para homens quanto em

  (49)

  mulheres. Rodrigues et al 2008 avaliaram 871 universitários e encontraram média de idade para primeira experiência tabagística igual à 17 anos, semelhante ao nosso resultado. Além disso, o estudo demonstrou através do questionário de Fagerstrom graus de dependência de nicotina muito baixo (68,2% da amostra) e baixo (20,6% da amostra), sendo que nosso estudo encontrou grau de dependência muito baixo em 90,9% da nossa amostra.

  Quando se observa a quantidade de cigarros fumados por dia, tanto os homens como as mulheres passaram a fumar mais em 2012, em relação a 2006, onde os homens fumavam em média 13,6 cigarros e as mulheres 12,3, já em 2012 esse número aumento para 14,5 cigarros fumados pelos homens e 13,1

  (38)

  pelas mulheres em média , já em nosso estudo a maior parte dos tabagistas fumavam menos de 10 cigarros por dia. Quando se observa a faixa etária dos

  (38)

  fumantes, o grupo entre 18 e 29 anos apresentava 13,3% de tabagistas , frequência semelhante ao que encontramos.

  Uma das limitações desse estudo é o viés de memória, ocorrência comum quando é necessário que o participante recorde a frequência e a quantidade de cigarros fumados.

  Outra limitação que se refere ao desenho do estudo que é do tipo transversal, não permitindo fazer inferências sobre causa e efeito.

8. CONCLUSÃO

  Observou uma prevalência media de tabagismo entre os universitários recém ingressantes, porém esse estudo avaliou apenas o hábito de consumir cigarros, não sendo abordados outros produtos do tabaco. Os tabagistas mostraram baixo grau de dependência de nicotina, sendo que a maioria costumava ingerir bebidas alcoólicas. Além disso, os fumantes apresentaram maior frequência de sedentarismo e de sobrepeso/obesidade.

9. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

  1. Andrade AG, Duarte PCAV, Oliveira LG. I Levantamento Nacional sobre Uso de Álcool, Tabaco e Outras Drogas entre Universitários das 27 Capitais Brasileiras. Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas; GREA/IPQ- HCFMUSP. 2010:284.

  2. Carlini-Cotrim B, Gazal-Carvalho C, Gouveia N. Health behavior among students of public and private schools in S. Paulo, Brazil. Rev Saude Publica.

  2000;34(6):636-45.

  3. World Health Organization, Brazil. Secretaria Nacional Antidrogas. Glossário de álcool e drogas. Brasília: World Health Organization: Secretaria Nacional Antidrogas, Gabinete de Segurança Institucional; 2006. 131 pages p.

  4. World Health Organization. Lexicon of alcohol and drug terms. Geneva: World Health Organization; 1994. 65 p. p.

  5. Edwards G, Arif A, Hadgson R. Nomenclature and classification of drug- and alcohol-related problems: a WHO Memorandum. Bulletin of the World Health Organization. 1981;59(2):225-42.

  6. Paduani GF, A. BG, Morais JCR, Pereira JCP, Almeida MF, Prado MM, et al. Consumo de álcool e fumo entre os estudantes da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Uberlândia. Revista Brasileira de Educação Médica. 2008;32(1):66-74.

  7. Seabra CR, Faria HMC, Santos FR. O tabagismo em uma perspectiva biopsicossocial: panorama atual e intervenções interdisciplinares. CES Revista. 2011;25:321-36.

  8. ANVISA. ANVISA na redução à exposição involuntária à fumaça do tabaco. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. 2009.

  9. Shrivastava SR, Shrivastava PS, Ramasamy J. World Health Organization: Do we have to intensify global tobacco control efforts? Journal of research in medical sciences : the official journal of Isfahan University of Medical Sciences. 2015;20(7):716-7.

  10. Cavalcante TM. O controle do tabagismo no Brasil: avanços e desafios. Rev Psiq Clin. 2005;32(5):283-300.

  11. Andrade AG, Duarte PCV, Barroso LP, Nishimura R, Alberghini DG, Oliveira LG. Use of alcohol and other drugs among Brazilian college students: effects of gender and age. Revista Brasileira de Psiquiatria. 2012;34(3):294- 305.

  12. Brasil. Ação global para controle do tabaco. Ministério da Saúde Instituto Nacional do Câncer. 2004.

  13. Galduroz JC, Caetano R. Epidemiology of alcohol use in Brazil. Rev Bras Psiquiatr. 2004;26 Suppl 1:S3-6.

  14. Wagner GA, Andrade AG. Uso de álcool, tabaco e outras drogas entre estudantes universitários brasileiros. Rev Psiq Clin. 2008;35(1):48-54.

  15. Silva LVER, Malbergier A, Stempliuk VA, Andrade AG. Fatores associados ao consumo de álcool e drogas entre estudantes universitários. Rev Saude Publica. 2006;40(2):280-8.

  16. Galduroz JC, Noto AR, Nappo SA, Carlini EA. Trends in drug use among students in Brazil: analysis of four surveys in 1987, 1989, 1993 and 1997.

  Braz J Med Biol Res. 2004;37(4):523-31.

  17. Rodrigues Júnior JC, Ferraz SMR, Bruno RX. Prevalência e perfil de tabagistas universitários ingressantes de uma instituição de ensino superior.

  Pulmao RJ. 2009;18(1):14-8.

  18. Galduróz JCF, Noto AR, Nappo SA, Carlini EA. Trends in drug use among students in Brazil: analysis of four surveys in 1987, 1989, 1993 and 1997.

  Braz J Med Biol Res. 2004;37(4):523-31.

  19. Wagner GA, Oliveira LG, Barroso LP, Nishimura R, Ishihara LM, Stempliuk Vde A, et al. Drug use in college students: a 13-year trend. Rev Saude Publica. 2012;46(3):497-504.

  20. Eckschmidt F, Andrade AG, Oliveira LG. Comparação do uso de drogas entre universitários brasileiros, norte-americanos e jovens da população geral brasileira. J Bras Psiquiat. 2013;62(3):199-207.

  21. Franca C, Colares V. Comparative study of health behavior among college students at the start and end of their courses. Rev Saude Publica.

  2008;42(3):420-7.

  22. Pedrosa AAS, Camacho LAB, Passos SRL, Oliveira RVC. Consumo de álcool entre estudantes universitarios. Cad Saude Publica. 2011;27(8):1611- 21.

  23. Stempliuk VA, Barroso LP, Andrade AG, Nicastri S, Malbergier A. Estudo comparativo entre 1996 e 2001 do uso de drogas por alunos da graduação da Universidade de São Paulo - Campus São Paulo. Rev Bras Psiquiatr. 2005;27(3):185-93.

  24. Hughes JR. Taking smoking cessation treatment seriously: the American Psychiatric Association's Practice Guideline for the Treatment of Patients with Nicotine Dependence. Addiction. 1998;93(4):469-70.

  25. Practice guideline for the treatment of patients with nicotine dependence.

  American Psychiatric Association. The American journal of psychiatry. 1996;153(10 Suppl):1-31.

  26. Franken RA, Nitrini G, Franken M, Fonseca AJ, Leite JCT. Nicotina. Ações e Interações. Arq Bras Cardiol. 1996;66(1):371-3.

  27. Silva AO, Sousa CMM, Gaspar MFM, Paredes MAS, Tura LFR, Jesuíno JC. Tabaco e saúde no olhar de estudantes universitários Rev Bras Enferm.

  2008;61(4):423-7.

  28. Marques ACPR, Campana A, Gigliotti AP, Lourenço MTC, Ferreira MP, Laranjeira R. Consenso sobre o tratamento da dependência de nicotina. Rev Bras Psiquiatr. 2001;23(4):200-14.

  29. Vieira VCR, Priore SE, Ribeiro SMR, Franceschini SCC, Almeida LP. Perfil socioeconômico, nutricional e de saúde de adolescentes recém-ingressos em uma universidade pública brasileira. Rev Nutr 2002;15(3):273-82.

  30. Cluskey M, Grobe D. College weight gain and behavior transitions: male and female differences. Journal of the American Dietetic Association.

  2009;109(2):325-9.

  31. Fagerstrom KO. Measuring degree of physical dependence to tobacco smoking with reference to individualization of treatment. Addictive behaviors.

  1978;3(3-4):235-41.

  32. Carmo JT, Pueyo AA. A adaptação ao português do Fagerström Test for Nicotine Dependence (FTND) para avaliar a dependência e tolerância à nicotina em fumantes brasileiros. Rev Bras Med. 2002;59:73-80.

  33. Heatherton TF, Kozlowski LT, Frecker RC, Fagerstrom KO. The Fagerstrom Test for Nicotine Dependence: a revision of the Fagerstrom Tolerance Questionnaire. British journal of addiction. 1991;86(9):1119-27.

  34. Obesity: preventing and managing the global epidemic. Report of a WHO consultation. World Health Organization technical report series. 2000;894:i-xii, 1-253. 35. de Onis M, Onyango AW, Borghi E, Siyam A, Nishida C, Siekmann J. Development of a WHO growth reference for school-aged children and adolescents. Bulletin of the World Health Organization. 2007;85(9):660-7.

  36. Matsudo S, Araújo T, Matsudo V, Andrade D, Andrade E, Oliveira LC, et al. Questionário Internacional de Atividade física (IPAQ): estudo de validade e reprodutibilidade no Brasil. Atividade Física e Saúde. 2001;6(2):5-18.

  37. Lauritsen JM, Bruus M. A comprehensive tool for validated entry and documentation of data: The EpiData Association. In: M LJB, editor. 2004.

  38. Laranjeira Rea. II Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (LENAD)- 2012. . Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia para Políticas Públicas de Álcool e Outras Drogas. 2014.

  39. Ramis TR, Mielke GI, Habeyche EC, Oliz MM, Azevedo MR, Hallal PC. Smoking and alcohol consumption among university students: prevalence and associated factors. Revista brasileira de epidemiologia = Brazilian journal of epidemiology. 2012;15(2):376-85.

  40. Malta DC, Porto DL, Melo FC, Monteiro RA, Sardinha LM, Lessa BH. Family and the protection from use of tobacco, alcohol, and drugs in adolescents, National School Health Survey. Revista brasileira de epidemiologia = Brazilian journal of epidemiology. 2011;14 Suppl 1:166-77.

  41. Rosa MI, Caciatori JFF, Panatto APR, Silva BR, Pandini JC, Freitas LBS, et al. Uso de tabaco e fatores associados entre alunos de uma universidade de Criciúma (SC). Cad Saúde Colet. 2014;22(1):25-31.

  42. Instituto Nacional de Câncer José de Alencar Gomes da Silva, Pan American Health Organization. Representação do Brasil. Pesquisa especial de tabagismo - PETab : relatório Brasil. Rio de Janeiro, RJ Brasília, DF, Brasil: Instituto Nacional do Câncer Organização Pan-Americana da Saúde - Representação Brasil; 2011. 199 pages p.

  43. Fiorini JE, Alves AL, Ferreira LR, Fiorini CM, Duraes SW, Santos RL, et al. Use of licit and illicit drugs at the University of Alfenas. Revista do Hospital das Clinicas. 2003;58(4):199-206.

  44. Malta DC, Moura EC, Silva SA, Oliveira PP, Silva VL. Prevalence of smoking among adults residing in the Federal District of Brasilia and in the state capitals of Brazil, 2008. Jornal brasileiro de pneumologia : publicacao oficial da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisilogia. 2010;36(1):75-83.

  45. Iglesias R, Jha P, Pinto M, Costa e Silva VL, Godinho J. Documento de discussão - saúde, nutrição e população (HPN). Controle do tabagismo no Brasil: resumo executivo. Epidemiol Serv Saúde. 2008;17(4):301-4.

  46. Brasil. Decreto n. 3.029 de 16 de abril de 1999. Brasília: Diário Oficial da União. 19 Abr 1999.

  47. Brasil. Ministério das Relações Exteriores. Brasília: Divisão de Atos Internacionais. Decreto nº 5.658 de 02 de janeiro de 2006.

  48. World Health Organization. Geneva: World Health Organization. WHO Framework Convention on Tobacco Control. 2010.

  49. Rodrigues ES, Cheik NC, Mayer AF. Level of physical activity and smoking in undergraduate students. Rev Saude Publica. 2008;42(4):672-8.

  Anexo 1 – Carta de aprovação do Comitê de Ética

  Anexo 2 - Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE)

  Venho convidá-lo (a) para participar como voluntário do projeto de pesquisa “Monitoramento do estado nutricional e de estilo de vida de estudantes universitários de uma instituição pública de ensino em Minas Gerais, Brasil” Este estudo tem como objetivo conhecer e monitorar o consumo de alimentos e bebidas alcoólicas por alunos recém-ingressos, regularmente matriculados em cursos de graduação da UFOP nos campus Morro do Cruzeiro e Mariana. Para tanto, serão feitas entrevistas com questionários objetivos onde o aluno voluntário deverá fornecer informações sócio-econômicas, de peso e altura, sobre seu estilo de vida e também relativas ao seu consumo de alimentos e bebidas alcoólicas. As medidas de peso e altura serão realizadas no Laboratório de Avaliação Nutricional da Escola de Nutrição. Para a realização dessas medidas, você deverá estar usando roupas leves e deverá retirar os sapatos. Se você concordar em participar deste estudo, você deverá fazer novas avaliações (preenchimento dos questionários e medição do peso e da altura) no primeiro e no segundo semestres letivos de 2010. As informações que você fornecer são confidenciais e serão mantidas em sigilo absoluto junto ao coordenador da pesquisa. Todas as informações serão digitadas num banco de dados no qual não constará qualquer informação que permita que você ou qualquer outro participante seja identificado. Antes de iniciar a digitação dos dados, informações confidenciais (nome, endereço e telefone) serão removidas da folha de rosto do questionário. Você passará a ser identificado por um número de código no banco de dados. Todos os procedimentos do estudo são isentos de custo. Não haverá pagamento em troca da participação no estudo ou mesmo indenização por algum eventual problema que venha surgir. Os participantes podem desistir, há qualquer momento, sem necessidade de comunicar o fato por escrito ou apresentar qualquer justificativa. Caso você aceite participar deste estudo, que será útil para a elaboração de estratégias de promoção à saúde dos alunos da UFOP, e assine este termo você estará manifestando sua livre e espontânea vontade em participar como voluntário, sendo este desejo manifestado em duas vias idênticas: uma para você e outra para a pesquisadora responsável pelo estudo (Profa. Dra. Maria Arlene Fausto). Havendo alguma dúvida, você poderá entrar em contato com a pesquisadora ou mesmo com o Comitê de Ética em Pesquisa da UFOP, os dados para contato seguem abaixo. De acordo:

  Prof

  a

  . Dr

  a

  . Maria Arlene Fausto Participante Ouro Preto,_____ de ___________ de 201__.

  Contatos: Comitê de Ética em Pesquisa (UFOP): 31 3559 - 1368 Profa. Dra. Maria Arlene Fausto: mariaarlenefausto@hotmail.com; (31) 3559- 1844

  Anexo 3 - Questionário Inicial

  Nome: _______________________________________________________ Endereço: ____________________________________________________ Telefone para contato: ______________________

  Sexo: (0) Masculino (1) Feminino

Data de Nascimento: ___/___/_____ Data da Avaliação: ___/___/_____

Você pratica alguma atividade física? □ Sim □ Não Caso você a resposta anterior seja “sim”, preencha as questões abaixo.

  

Durante a semana, quantas vezes você pratica algum tipo de atividade

física

  □ Até 2 vezes □ 3 vezes □ 4-5 vezes □ Mais de 5 vezes

  Qual o tempo de atividade física por sessão?

  □ 0- 45 minutos □ 46 - 60 minutos □ 61 - 90 minutos □ Mais de 90 minutos

  Quantas horas por dia você assiste TV/vídeo ou joga “video game”?

  □ 0 - 1 hora □ Entre 1 e 2 horas □ Entre 2 e 3 horas □ Mais de 3 horas

  Quantas horas por dia você navega na internet?

  □ 0 - 1 hora □ Entre 1 e 2 horas □ Entre 2 e 3 horas □ Mais de 3 horas

  Você consome bebidas alcoólicas: □ Sim □ Não

  

Com quantos anos você começou

beber?________________________________

  Relate, brevemente, o momento que iniciou o consumo de bebidas e com quem? Você já dirigiu após consumir bebidas alcoólicas? □ Sim □ Não

  Por este motivo se envolveu em acidentes? □ Sim □ Não

  

Caso você consuma bebidas alcoólicas, mesmo que esporadicamente,

preencha o teste AUDIT Você fuma: □ Sim □ Não

Com quantos anos você começou a fumar?

  ______________________________________________________________ Relate, brevemente, o momento em começou a fumar e com quem?________________________________________________________

  

Caso você fume, mesmo que esporadicamente, por favor, preencha o

teste de dependência de nicotina.

  Número de Identificação:

  Anexo 4 - Teste de Dependência de Nicotina de Fagerstrom

  

1. Quanto tempo depois de levantar da cama você fuma o seu primeiro

cigarro?

  ( ) menos de cinco minutos (3 pontos) ( ) 6 a 30 minutos (2 pontos) ( ) 31 a 60 minutos (1 ponto) ( ) mais de 60 minutos (nenhum ponto)

2. Você considera difícil evitar fumar em locais onde isto é proibido (p.

  Ex. Igreja, biblioteca,cinema) ?

  ( ) Sim (1 ponto) ( ) Não (nenhum ponto)

3. Qual cigarro é mais difícil resistir?

  ( ) Primeiro do dia (1 ponto) ( ) Qualquer outro (nenhum ponto)

4. Quantos cigarros você fuma por dia?

  ( ) 10 ou menos (nenhum ponto) ( ) 11 a 20 (1 ponto) ( ) 21 a 30 (2 pontos) ( ) 31 ou mais (3 pontos)

  

5. Você fuma mais freqüentemente durante as primeiras horas depois de

acordar do que durante o resto do dia?

  ( ) Sim (1 ponto)

  ( ) Não (nenhum ponto)

  

6. Você fuma se estiver doente a ponto de ficar de cama a maior parte

do dia?

  ( ) Sim (1 ponto) ( ) Não (Nenhum ponto) Para acrescentar a avaliação, por favor, responda as seguintes questões:

a) Você já tentou parar de fumar? □ Sim □ Não

  

b) Você parou de fumar sozinho ou procurou ajuda de algum

profissional de saúde?

  □Sim □ Não

  c) Qual foi o período máximo que conseguiu ficar sem fumar ?_____

  

a) Assinale o principal motivo pelo qual não conseguiu manter a

abstinência ou que o desanima em tentar parar de fumar:

  □ mal estar □ nervosismo □ medo de engordar □ tosse/ pigarro □ desânimo □ diminuição na concentração □ falta de apoio familiar

Novo documento

Tags

Documento similar

UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO INSTITUTO DE CIÊNCIAS EXATAS E BIOLÓGICAS MESTRADO PROFISSIONAL EM ENSINO DE CIÊNCIAS
0
3
178
SUBESTRUTURAÇÃO DINÂMICA POR MEIO DO MÉTODO DE CRAIG- BAMPTON APLICADA A PÓRTICOS PLANOS
0
0
63
UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO Instituto de Ciências Exatas e Biológicas
0
2
142
UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO INSTITUTO DE CIÊNCIAS EXATAS E BIOLÓGICAS DEPARTAMENTO DE FÍSICA PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS – FÍSICA DE MATERIAIS
0
0
91
ISTEMASO RGÂNICOSA UTOCONSTRUÍDOS E SUA INTERAÇÃO COM MATERIAIS BIDIMENSIONAIS: UMA ABORDAGEM DE PRIMEIROS PRINCÍPIOS
0
0
61
UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS PROGRAMA DE PÓS GRADUAÇÃO EM ECONOMIA
0
0
96
UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO INSTITUTO DE CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM COMUNICAÇÃO Saulo Pedrosa da Fonseca Rios
0
0
139
SELEÇÃO DE FEATURES EM REPRESENTAÇÕES PROFUNDAS PARA A ÍRIS E A REGIÃO PERIOCULAR COMO MODALIDADES BIOMÉTRICAS
0
0
63
UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO NÚCLEO DE PESQUISAS EM CIÊNCIAS BIOLÓGICAS-NUPEB PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS BIOLÓGICAS
0
0
81
REPÚBLICA E IMPÉRIO EM SÊNECA
0
0
117
A PSEUDONÍMIA COMO DISFARCE IRÔNICO DAS FORMAS ESTÉTICAS DOS ESTÁDIOS ESTÉTICO E ÉTICO NA OBRA DIÁRIO DE UM SEDUTOR DE KIERKEGAARD
0
0
105
UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO INSTITUTO DE CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS - ICHS DEPARTAMENTO DE LETRAS - DELET MESTRADO EM LETRAS
0
0
84
PROJETO DE UMA REDE DE INTERNET DAS COISAS PARA MONITORAMENTO E ALERTA DE EMERGÊNCIA EM ÁREAS DE RISCO Leonardo Vidigal Meireles
0
4
136
UNIVERSIDADE FEDERAL DE OURO PRETO NÚCLEO DE PESQUISAS EM CIÊNCIAS BIOLÓGICAS PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM BIOTECNOLOGIA
0
0
112
A PRODUÇÃO DE CONHECIMENTO MATEMÁTICO ACERCA DE FUNÇÕES DE DUAS VARIÁVEIS EM UM COLETIVO DE SERES-HUMANOS-COM-MÍDIAS
0
2
196
Show more