RICARDO ESTEVES DE VASCONCELOS FILHO UMA ANÁLISE DOS INDICADORES DEMOGRÁFICOS DO ESTADO DE ALAGOAS

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UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ

FACULDADE DE ECONOMIA, ADMINISTRAđấO, ATUÁRIA E

CONTABILIDADE

DEPARTAMENTO DE ADMINISTRAđấO

  

CURSO DE CIÊNCIAS ATUARIAIS

RICARDO ESTEVES DE VASCONCELOS FILHO

  

UMA ANÁLISE DOS INDICADORES DEMOGRÁFICOS DO ESTADO DE

ALAGOAS

FORTALEZA

  RICARDO ESTEVES DE VASCONCELOS FILHO UMA ANÁLISE DOS INDICADORES DEMOGRÁFICOS DO ESTADO DE ALAGOAS

  Monografia apresentada à Faculdade de Economia, Administração, Atuária e Contabilidade, como requisito parcial para obtenção do grau de Bacharel em Ciências Atuariais.

  Orientador: Prof.ª Dra. Alane Siqueira Rocha FORTALEZA

  2016

  

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação

Universidade Federal do Ceará

Biblioteca Universitária

Gerada automaticamente pelo módulo Catalog, mediante os dados fornecidos pelo(a) autor(a)

  V541a Vasconcelos Filho, Ricardo Esteves de.

  

Uma análise dos indicadores demográficos do estado de Alagoas / Ricardo Esteves de

Vasconcelos Filho. - 2016. 35 f. : il. color. Trabalho de conclusão de curso (graduação) - Universidade Federal do Ceará, Faculdade de

Economia, Administração, Atuária e Contabilidade, Curso de Ciências Atuariais, Fortaleza, 2016.

Orientação: Prof. .Dra. Alane Siqueira Rocha.

1. Indicadores Demográficos. 2. População Alagoana. 3. Transição Demográfica. I. Título.

  CDD 368.01

  

RESUMO

  O processo de transição demográfica altera a estrutura etária de uma população, tendo consequências como o envelhecimento populacional, que pode trazer desafios e, assim, exige um melhor preparo da administração pública. No Brasil, as alterações dos níveis de fecundidade e mortalidade ocorrem em intensidades distintas por estado e região. Dessa forma, é importante analisar a transição demográfica especificamente para o estado de Alagoas, para que possam ser pensadas políticas públicas devidamente direcionadas ao cenário futuro da população do estado. Assim, o presente trabalho foi elaborado com o objetivo de apresentar dados demográficos do estado de Alagoas, analisando os aspectos do processo de transição demográfica da população alagoana, comparando-os com os aspectos do mesmo processo das populações nordestina e brasileira. Neste estudo estão contidas informações que permitem analisar alguns indicadores demográficos de envelhecimento, fecundidade e mortalidade ao longo do tempo e seus prováveis comportamentos futuros. Nesta análise, os indicadores demográficos foram elaborados a partir dos Censos Demográficos dos anos de 1980, 1991, 2000 e 2010 e das projeções populacionais para os anos de 2020 e 2030, ambos realizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. São notórias as mudanças estruturais na população alagoana, onde, a partir deste estudo, pode-se observar o envelhecimento da população e um cenário atual de desenvolvimento socioeconômico, com melhorias nas condições saúde.

  Palavras-chave: Indicadores Demográficos. População Alagoana. Transição Demográfica.

  

ABSTRACT

  The process of demographic transition changes the age structure of a population, with consequences such as population aging, which can bring challenges and, therefore, demands a better arrangement from public administration. In Brazil, the changes in fertility and mortality rates occur in distinct intensities by state and demographic region. In this manner, it is important to analyze the demographic transition specifically for the state of Alagoas, so that public policies can be properly planned to the future scenario of the state’s population. Therefore, the present work was elaborated aiming to present demographic data from Alagoas’ State, analyzing aspects of the demographic transition process of the population, comparing it to the same aspect of this process for Northeastern and Brazilian population’s. This study contains information that allows analyzing some demographic indicators for aging, fertility and mortality throughout time and its possible future behavior. Within this analysis, the demographic indicators were elaborated based on Demographic Census of 1980, 1991, 2000 and 2010 and the population projections for 2020 and 2030, both performed by the Brazilian Institute of Geography and Statistics (IBGE). The structural changes on Alagoan population are noteworthy, where, from this study, one can observe the aging process of the population and a current scenario of socioeconomic development, with improvements on health conditions.

  Keywords: Demographic Indicators. Alagoas population. Demographic Transition.

  

LISTA DE ILUSTRAđỏES

  Tabela 1 – População Total – Alagoas, Nordeste e Brasil – 1980 a 2030............................... 17 Gráfico 1 – Proporção da população alagoana no Nordeste e no Brasil – 1980 a 2030.......... 17 Gráfico 2 – Taxa de Crescimento da População – Alagoas, Nordeste e Brasil – 1980 a 2030......................................................................................................................................... 18 Figura 1 – Estrutura Etária de Alagoas, Nordeste e Brasil – 1980 a 2030............................... 19 Gráfico 3 – Participação dos grandes grupos etários – Alagoas – 1980 a 2030...................... 21 Figura 2 – Razão de dependência – Alagoas, Nordeste e Brasil – 1980 a 2030...................... 21 Gráfico 4 – Índice de Envelhecimento – Alagoas, Nordeste e Brasil – 1980 a 2030.............. 23 Gráfico 5 – Razão de sexo por Grandes Grupos Etários – Alagoas – 1980 a 2030................. 24 Gráfico 6 – Taxa Específica de Fecundidade – Alagoas – 1991 a 2030.................................. 26 Gráfico 7 – Taxa Bruta de Natalidade – Alagoas, Nordeste e Brasil – 1990 a 2030............... 27 Gráfico 8 – Taxa de Fecundidade Total – Alagoas, Nordeste e Brasil – 1990 a 2030............ 28 Gráfico 9 – Taxa Bruta de Mortalidade – Alagoas– 1991 a 2030........................................... 29 Gráfico 10 – Taxa de Mortalidade Infantil – Alagoas, Nordeste e Brasil – 1980 a 2030........ 30 Gráfico 11 – Esperança de Vida o Nascer – Alagoas, Nordeste e Brasil – 1980 a 2030......... 31

  

SUMÁRIO

  2.2.3.1 Taxa Bruta de Mortalidade ..................................................... 14

  4.1.1 Taxa Específica de Fecundidade ......................................................... 25

  4.1 Fecundidade ........................................................................................................ 25

  

4 EVOLUđấO DOS INDICADORES DE FECUNDIDADE E MORTALIDADE ...... 25

  3.4 Considerações ..................................................................................................... 24

  3.3 Composição por Sexo ......................................................................................... 23

  3.2.2 Razão de Dependência .......................................................................... 21 3.2.3 Índice de Envelhecimento .................................................................... 22

  3.2.1 Grandes Grupos Etários ....................................................................... 20

  3.2 Composição Etária .............................................................................................. 18

  3.1 Tamanho e Crescimento ..................................................................................... 16

  3 DINÂMICA DEMOGRÁFICA: ALAGOAS EM RELAđấO AO NORDESTE E AO

BRASIL ................................................................................................................................. 16

  2.2.3.3 Esperança de Vida ao Nascer ................................................. 15

  2.2.3.2 Taxa de Mortalidade Infantil .................................................. 14

  2.2.3 Indicadores de Mortalidade ................................................................... 14

  

1 INTRODđấO ....................................................................................................................... 7

  2.2.2.3 Taxa de Fecundidade Total ..................................................... 13

  2.2.2.2 Taxa Específica de Fecundidade ............................................. 13

  ........................................................ 12

  2.2.2.1 Taxa Bruta de Natalidade

  2.2.2 Indicadores de Fecundidade ................................................................. 12

  2.2.1.4 Razão de Dependência ............................................................ 11 2.2.1.5 Índice de Envelhecimento ........................................................ 12

  2.2.1.3 Razão de Sexo .......................................................................... 11

  2.2.1.2 Taxa de Crescimento da População ........................................ 10

  2.2.1.1 População total ........................................................................ 10

  2.2.1 Indicadores de Tamanho, Crescimento e Composição ........................ 10

  2.2 Indicadores demográficos ................................................................................... 10

  2.1 Projeções da população ......................................................................................... 9

  

2 NOTAS METODOLÓGICAS ............................................................................................ 9

  4.1.2 Taxa Bruta de Natalidade .................................................................... 26

  4.2 Mortalidade .......................................................................................................... 28

  4.2.1 Taxa Bruta de Mortalidade ................................................................... 28

  4.2.2 Taxa de Mortalidade Infantil ................................................................ 29

  4.2.3 Esperança de Vida ao Nascer ............................................................... 30

  

5 CONSIDERAđỏES FINAIS ............................................................................................ 32

REFERÊNCIAS .................................................................................................................... 33

1 INTRODUđấO

  A população mundial está passando por um fenômeno demográfico definido como

  1

  transição epidemiológica . As melhorias do sistema de saúde mundial possibilitaram o desenvolvimento e, consequentemente, o aumento da expectativa de vida em muitos países. A expectativa de vida mundial, que era de 46,81 anos na década de 1950, aumentou para 70,47 anos em 2010, segundo dados divulgados pelo Departamento de Questões Sociais e

2 Econômicas das Nações Unidas .

  No Brasil, a expectativa de vida, que hoje é de 74,05 anos, era de apenas 50,81 anos da década de 1950, segundo dados divulgados pelo Departamento de Questões Sociais e Econômicas das Nações Unidas. O país está passando por uma transição demográfica, caracterizada pela redução das taxas de fecundidade e mortalidade, que ocasiona o envelhecimento da população.

  O Brasil é um país de vasta extensão territorial e cada estado e região têm características demográficas próprias e podem estar em fases diferentes da transição demográfica. Dessa forma, embora as características singulares de cada região ou estado possam seguir a tendência do país como um todo, até mesmo dentro de uma determinada região, um estado pode apresentar características que não são representadas pelas características gerais daquela região.

  O estado de Alagoas é um estado pequeno que possui apenas cerca de 3 milhões de habitantes, segundo dados do Censo Demográfico de 2010. Esse número representa cerca de 1,64% da população total do Brasil, que, à época, era de aproximadamente 191 milhões de habitantes. O estado não é muito desenvolvido, diferente de outros estados da região nordeste do Brasil, como, por exemplo, Ceará e Pernambuco.

  Devido ao aumento da expectativa de vida e à diminuição da fecundidade, que vem ocasionando um estreitamento da base da estrutura etária e o aumento proporcional de adultos e idosos no Brasil, é importante verificar como está a transição demográfica especificamente para o estado de Alagoas, para que possam ser pensadas políticas públicas 1 direcionadas para um cenário futuro da população alagoana.

  

“A teoria da transição epidemiológica se concentra na mudança complexa nos padrões de saúde e doença e nas

interações entre esses padrões e seus determinantes e consequências demográficas, econômicas e sociológicas.

  

Uma transição epidemiológica tem em paralelo as transições demográficas e tecnológicas nos países agora

desenvolvidos do mundo e ainda está em curso em sociedades menos desenvolvidas.” (OMRAN, 1971,

  Nesse âmbito, o presente trabalho visa analisar os indicadores demográficos do estado de Alagoas, a fim de apresentar um panorama geral da população alagoana além de compará-lo com as populações nordestina e brasileira e contextualizar as perspectivas demográficas para os próximos anos em Alagoas.

  Como está a evolução das taxas de fecundidade e mortalidade quando comparadas às taxas encontradas para a população brasileira? E para a população nordestina? Será que a tendência que o país e/ou a região estão seguindo se refletem na tendência do estado de Alagoas?

  Esta monografia apresenta-se estruturada da seguinte forma: após esta introdução, apresenta-se o segundo capítulo, que traz uma explanação básica dos indicadores demográficos que serão utilizados para a análise citada anteriormente, divididos nas três categorias que constituíram este trabalho: tamanho, crescimento e composição, mortalidade e fecundidade.

  No terceiro capítulo será feita uma análise da primeira categoria de indicadores: os indicadores de tamanho, crescimento e composição da população. Os indicadores serão analisados ora separadamente para o estado de Alagoas e ora com a região Nordeste e com o Brasil como um todo.

  No quarto capítulo, serão analisadas as duas categorias restantes: indicadores de fecundidade e indicadores de mortalidade. Esses são indicadores responsáveis pelas alterações na composição demográfica da população alagoana e, por isso, foram analisados conjuntamente.

  No quinto e último capítulo serão apresentadas as considerações finais sobre o estudo realizado.

2 NOTAS METODOLÓGICAS

  Para que a análise realizada nos capítulos seguintes do presente trabalho seja entendida, é necessário fazer uma breve explanação da metodologia de cálculo dos indicadores demográficos utilizados. Os dados utilizados para a realização deste trabalho foram retirados de publicações que têm como base os Censos Demográficos de 1980, 1991, 2001 e 2010, além das projeções populacionais para os anos 2020 e 2030, realizadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE.

  A fim de realizar uma análise mais detalhada, os indicadores demográficos utilizados na análise foram agrupados em três classes: indicadores de tamanho, crescimento e composição, indicadores de fecundidade e indicadores de mortalidade.

  Os mesmos indicadores foram coletados para o estado de Alagoas, a Região Nordeste e o Brasil para uma comparação, com o intuito de identificar se a tendência que o estado está seguindo acompanha a tendência do país e da região em que o estado está inserido.

2.1 Projeção da População

  As projeções populacionais viabilizam uma análise de tendências futuras sobre o tamanho e a estrutura etária da população. Dessa forma, além de ser fundamental para o cálculo de indicadores demográficos, a população projetada é de fundamental importância para a previsão e implementação de políticas públicas.

  As projeções da população utilizadas neste trabalho são as disponibilizadas pelo

  IBGE e foram calculadas com base no Censo Demográfico 2010 e nas informações mais recentes dos registros de nascimentos e óbitos. Destaca-se a aplicação do método das componentes demográficas para projetar as Unidades da Federação (IBGE, 2013).

  No método das componentes demográficas, as coortes são expostas aos padrões de fecundidade, mortalidade e migração ao longo do tempo. Conforme IBGE (2013):

  Em termos formais, o método das componentes demográficas pode ser representado pela equação de equilíbrio populacional. Esta equação mostra que as entradas em uma população dão ‐se apenas através dos nascimentos e da imigração, e as saídas através dos óbitos e da emigração.

2.2 Indicadores Demográficos

  Os indicadores demográficos são ferramentas que facilitam a análise da população de uma região como um todo, pois se utilizam de dados simples, como nascimentos, óbitos, população total, entre outros, para formar razões que tornam até mesmo regiões de dimensões distintas comparáveis entre si.

  Conforme mencionado anteriormente, no presente trabalho, os indicadores demográficos utilizados serão subdivididos em três categorias. Nesta seção, serão listados e brevemente explanados cada um dos indicadores que serão utilizados, bem como a fonte dos dados.

2.2.1 Indicadores de Tamanho, Crescimento e Composição

  Os indicadores desta categoria foram calculados a partir de dados disponibilizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Dados dos anos de 1980, 1991, 2000 e 2010 foram obtidos pelos censos realizados em cada um desses anos e se encontram disponíveis no site do DATASUS (Departamento de Informática do Sistema Único de

3 Saúde) . Já os dados dos anos de 2020 e 2030 foram retirados da Projeção da População do

  Brasil e das Unidades da Federação (IBGE, 2013b), que teve sua última revisão realizada em 2013.

  2.2.1.1 População Total

  Segundo Ripsa (2008, p.58), é o número total de pessoas residentes em determinado espaço geográfico no ano considerado. Este indicador expressa a magnitude do contingente demográfico.

  2.2.1.2 Taxa de Crescimento da População

  Percentual de incremento médio anual da população residentes em determinado 3 espaço geográfico, no ano considerado. Refere-se à medida anual obtida para um período de

TABNET DATASUS:

  anos compreendido entre dois momentos, em geral correspondentes aos censos demográficos (RIPSA, 2008).

  A Taxa de Crescimento da População serve para indicar o ritmo de crescimento populacional e é influenciada pela dinâmica de natalidade, da mortalidade e das migrações. É calculada da seguinte maneira:

  n

  Pt r = -1 * 100 P0

  Onde: r = Taxa de crescimento da população; n = Número de anos do período; Pt = População final; P0 = População inicial.

  2.2.1.3 Razão de Sexo

  Conforme Ripsa (2008, p. 60), a Razão de Sexo é o número de homens para cada grupo de 100 mulheres na população residente em determinado espaço geográfico no ano considerado. Quando este indicador é igual a 100, a população em análise possui a mesma quantidade de homens e mulheres. Quando é superior a 100, indica a predominância do sexo masculina. Quando inferior, a predominância é do sexo feminino. Este indicador é calculado da seguinte maneira:

  Número de residentes do sexo masculino

  • 100 =

  Número de residentes do sexo feminino

  2.2.1.4 Razão de Dependência

  De acordo com Ripsa (2008, p. 72), o referido indicador é a razão entre o segmento etário da população definido como economicamente dependente (os menos de 15 anos de idade e os de 60 anos e mais¹ de idade) e o segmento etário potencialmente ativo (entre 15 e 59 anos de idade), na população residente em determinado espaço geográfico, no ano considerado. O cálculo deste indicador é realizado da seguinte forma: Número de pessoas residentes de 0 a 14 anos e de 60 e mais anos de idade

  • 100 =

  Número de pessoas residentes de 15 a 59 anos Esta razão pode ser calculada, separadamente, para as duas faixas etárias identificadas como população dependente, resultando em outros dois indicadores: Razão de

  Dependência Jovem e a Razão de Dependência de Idosos, alternando o numerador para os jovens (menores de 15 anos) ou os idosos (60 anos e mais), respectivamente.

  2.2.1.5 Índice de Envelhecimento

  Equivale ao número de pessoas de 60 e mais¹ anos de idade, para cada 100 pessoas menores de 15 anos de idade, na população residente em determinado espaço geográfico, no ano considerado (RIPSA, 2008, p.70).

  É utilizado para acompanhar a evolução do ritmo de envelhecimento da população, comparativamente entre áreas geográficas e grupos sociais, subsidiar a formualção de políticas públicas nas áreas de saúde e de previdência social. É calculado conforme abaixo:

  Número de pessoas residentes de 60 anos e mais de idade 100

  = Número de pessoas residentes com menos de 15 anos de idade *

2.2.2 Indicadores de Fecundidade

  Os indicadores desta categoria foram retirados de diferentes publicações. Para os anos censitários (1991, 2000 e 2010), os dados foram retirados da área de informações do Ministério da Saúde (TABNET), no site do DATASUS. Já os dados projetados (2020 e 2030) foram retirados da Projeção da População do Brasil e das Unidades da Federação, elaborado por IBGE, (2013b).

2.2.2.1 Taxa Bruta de Natalidade

  Segundo Ripsa (2008, p. 78) é o número de nascidos vivos, por mil habitantes, na população residente em determinado espaço geográfico, no ano considerado e expressa a intensidade com a qual a natalidade atua sobre uma determinada população.

  É utilizado para análises de variações demográficas e temporais de natalidade. É

  Número total de nascidos vivos residentes

  • 1000 =

  População total residente

  2.2.2.2 Taxa Específica de Fecundidade

  Segundo Carvalho, Swayer e Rodrigues (1990), a Taxa de Fecundidade Específica (TEF) “refere-se ao quociente, em um determinado ano, entre o número de nascimentos vivos de mães em uma determinada idade ou grupo etário e o número de mulheres nesta mesma idade ou grupo etário”.

  Este indicador permite a análise da concentração da fecundidade nas faixas etárias do ciclo reprodutivo feminino. Seu cálculo é realizado da seguinte maneira: Número de filhos nascidos vivos de mães residentes, de determinada faixa etária

  = População total feminina residente, desta mesma faixa etária

  2.2.2.3 Taxa de Fecundidade Total

  A Taxa de Fecundidade Total (TFT)

  “[...] corresponde ao número médio de filhos que uma mulher teria ao terminar o período reprodutivo. Como a TEF refere-se ao número médio de filhos que uma mulher de uma determinada idade teria em um ano, vê-se que a TFT depende do conjunto de TEFs” (CARVALHO; SWAYER; RODRIGUES, 1990, p 22).

  É muito comum utilizar a TFT para comparar populações, tendo em vista que o comparativo por faixa etária (TEF) é mais difícil de trabalhar. Esta taxa é obtida pela soma das taxas de fecundidade específicas das mulheres entre 15 e 49 anos multiplicada pela amplitude do intervalo. Pode ser utilizada para realizar projeçõ0es da população e realizar estudos comparativos entre regiões e grupos sociais. É calculada desta forma:

  ,

  =n Σ Onde: TFT = Taxa de fecundidade total do ano j; n = amplitude do intervalo de idade;

  , = Taxa específica de fecundidade entre as idades x e x+n durante o ano j.

2.2.3 Indicadores de Mortalidade

  Os indicadores desta categoria, assim como os da categoria anterior, foram retirados de diferentes publicações. Para os anos censitários (1991, 2000 e 2010), os dados foram retirados da área de informações do Ministério da Saúde (TABNET), no site do DATASUS. Os dados projetados (2020 e 2030) também foram retirados da Projeção da População do Brasil e das Unidades da Federação do IBGE (2013b).

  2.2.3.1 Taxa Bruta de Mortalidade

  É conceituada como o número total de óbitos, por mil habitantes, na população residente em determinado espaço geográfico, no ano considerado. Essa taxa expressa a intensidade com a qual a mortalidade atua sobre uma determinada população e é utilizada para analisar as variações demográficas e temporais de mortalidade.

  Para calculá-la, basta dividir o número total de óbitos de residentes pela população total residente e multiplicar por mil, conforme abaixo: Número total de óbitos de residentes

  • 1000 =

  População total residente Como a população muda ao longo do ano, a população total residente utilizada é a população do meio do ano, a fim de levar em consideração as pessoas que nascerão ao longo do ano e as pessoas que morrem ao longo do ano, supondo que os nascimentos e óbitos ocorram uniformemente no decorrer do ano (CARVALHO, SWAYER e RODRIGUES, 1990).

  2.2.3.2 Taxa de Mortalidade Infantil

  Também chamada de Coeficiente de Mortalidade Infantil, refere-se ao número de óbitos de menores de um ano de idade, por mil nascidos vivos, na população residente em determinado espaço geográfico, no ano considerado.

  Dentre suas utilizações, esta taxa contribui na avaliação dos níveis de saúde e de desenvolvimento socioeconômico da população. “Altas taxas de mortalidade infantil refletem, de maneira geral, baixos níveis de saúde, de desenvolvimento socioeconômico e de condições de vida. Taxas reduzidas também podem encobrir más condições de vida em segmentos

  4

  sociais específicos” (RIPSA, 2000) . É representada por: Número de óbitos residentes com menos de um ano de idade

  • 1000 =

  Número de nascidos vivos de mães residentes

2.2.3.3 Esperança de vida ao nascer

  Também chamada de Expectativa de Vida ao Nascer, em conformidade com Ripsa (2008), corresponde ao número médio de anos de vida esperados para um recém- nascido, mantido o padrão de mortalidade existente na população residente, em determinado espaço geográfico, no ano considerado.

  Em conjunto com outras informações e indicadores demográficos, a esperança de vida é utilizada para aferir os níveis de vida e de saúde da população, segundo Ripsa (2008). É calculada da seguinte maneira:

  A partir de tábuas de vida elaboradas para cada área geográfica, toma-se o número correspondente a uma geração inicial de nascimentos (l ) e determina-se o tempo cumulativo vivido por essa mesma geração (T ) até a idade limite. A esperança de vida ao nascer é o quociente da divisão de T por l . (RIPSA, 2008, p. 86)

3 DINÂMICA DEMOGRÁFICA: ALAGOAS EM RELAđấO AO NORDESTE E AO BRASIL

  Com base na análise dos indicadores de tamanho, crescimento e composição da estrtutura etária, o presente capítulo visa analisar a evolução populacional de Alagoas nas últimas décadas, avaliando as principais mudanças ocorridas na população do estado quando comparada às populações brasileira e nordestina.

  Os indicadores introduzidos anteriormente e agora utilizados na análise deste capítulo, permitem observar o efeito da transição demográfica na população alagoana, considerando-se que o processo de transição demográfica revela-se a partir das alterações nas taxas de crescimento e estrutura etária das populações.

  Segundo Vasconcelo e Gomes (2012), a transição demográfica de uma população é caracterizada por um período de pré-transição e duas fases com características próprias definidas desta forma:

  “No período pré-transição, quando as sociedades experimentam taxas de natalidade elevadas e quase estáveis e taxas de mortalidade elevadas e flutuantes, o crescimento vegetativo da população é baixo e sua estrutura etária é jovem. Na primeira fase da transição, os níveis de mortalidade caem e os de natalidade mantêm-se elevados; como consequência, o ritmo de crescimento é acelerado e a estrutura etária da população torna-se ainda mais jovem. Na segunda fase da transição, inicia-se a redução dos níveis de natalidade e persiste a queda dos níveis de mortalidade. As taxas de crescimento da população diminuem, e a estrutura etária começa sua grande transformação: inicia-se o processo de envelhecimento. Observa-se nesta fase, um aumento substantivo da população em idade ativa, reflexo dos níveis de natalidade elevados do passado. Por fim, os baixos níveis de natalidade e mortalidade aproximam-se e observa-se uma estagnação das taxas de crescimento. Diminui o peso da população em idade ativa e nota-se um envelhecimento significativo da estrutura etária. ” (VASCONCELOS E GOMES, 2012, p. 1)

  Durante o período analisado no presente trabalho, foi aferido que tanto o estado de Alagoas, quanto a região Nordeste, quanto o Brasil estão passando pela segunda fase da transição demográfica, o que será explanado no decorrer deste capítulo.

3.1 Tamanho e Crescimento

  De acordo com o último Censo Demigráfico realizado pelo IBGE, em 2010, o estado de Alagoas tinha um total de 3.120.494 habitantes residentes (Tabela 1), apresentando um aumento de 10,30%, em relação ao ano 2000. Quando comparado ao ano de 1991, o crescimento é de 24,10%. E, se comparado ao ano de 1980, o crescimento é de 57,86%. Tabela 1 – População Total – Alagoas, Nordeste e Brasil – 1980 a 2030.

  População 1980 1991 2000 2010 2020 2030 119.011.052 146.825.475 169.799.170 190.755.799 212.077.375 223.126.917

  BRASIL 34.815.439 42.497.540 47.741.711 53.081.950 58.174.912 60.319.784

  NORDESTE 1.976.788 2.514.100 2.829.441 3.120.494 3.419.689 3.514.114

  ALAGOAS

Fonte: Elaborado pelo autor com base nos dados do TABNET DATASUS – período: 1980 a 2010. Projeção da

População (IBGE, 2013b) – período: 2020 e 2030.

  O estado de Alagoas tornou-se, de 1980 até 2010, pouco mais representativo no Nordeste, passando de 5,68% para 5,88% da população nordestina, e menos reprensatitivo no Brasil, passando de 1,66% para 1,64% da população brasileira (GRÁFICO 1).

  Como essas variações são relativamente baixas, isto indica que Alagoas está em um ritmo de crescimento populacional condizente com o do restante país e de sua região geográfica, sendo que seu crescimento está levemente maior do que o da região e levemente menor que o crescimento do país como um todo.

  Gráfico 1 – Proporção da população alagoana no Nordeste e no Brasil – 1980 a 2030.

  7,00% 5,92% 5,93% 5,88% 5,88% 5,83%

  5,68% 6,00% 5,00% 4,00%

  % 3,00% 1,71%

  1,66% 1,67% 2,00% 1,64% 1,61%

  1,57% 1,00% 0,00% 1980 1991 2000 2010 2020 2030

  

ANO

AL/BR AL/NE

  

Fonte: Elaborado pelo autor com base nos dados do TABNET DATASUS – período: 1980 a 2010. Projeção da

População (IBGE, 2013b) – período: 2020 e 2030.

  O Gráfico 2 apresenta a taxa média geométrica de crescimento anual das populações brasileira, nordestina e alagoana, avaliando uma perspectiva temporal de 1980 a 2030. Observa-se redução significativa nessa taxa de crescimento para as três populações analisadas.

  Destaca-se que o estado de Alagoas não possui o mesmo ritmo de crescimento crescimento mais alta de 1980 para 1991. Estima-se que apresentará a taxa de crescimento mais baixa de 2020 para 2030, dentre as três populações analisadas, situação já observada em 2010. A redução da taxa de crescimento está associado ao rápido declínio da fecundidade da população alagoana.

  Gráfico 2 – Taxa de Crescimento da População – Alagoas, Nordeste e Brasil – 1980 a 2030.

  2,50 2,21 1,93 2,00

  1,83 1,63 1,50 1,32

  1,30 1,17 1,07 1,07 0,98

  0,92 0,92 1,00

  0,51 0,50 0,36 0,27

  0,00 1980/1991 1991/2000 2000/2010 2010/2020 2020/2030

Brasil Nordeste Alagoas

  

Fonte: Elaborado pelo autor com base nos dados do TABNET DATASUS – período: 1980 a 2010. Projeção da

População (IBGE, 2013b) – período: 2020 e 2030.

3.2 Composição Etária

  Para analisar a composição etária de uma população, uma ferramenta bastante útil

  5

  é a pirâmide etária . Assim, no intuito de analisar a evolução no tempo da estrutura etária do estado de Alagoas, comparada as estruturas etárias do Nordeste e Brasil, são apresentadas na Figura 1 esses indicadores no período entre 1980 e 2030.

  O estreitamento das bases das pirâmides, que se pode observar ao longo do período analisado, é causado pela redução da natalidade, que é uma das características da segunda fase da transição demográfica.

  No ano de 1980 (Figura 1), a estrutura etária da Alagoas assemelha-se à do Nordeste, com uma maior representatividade das primeiras faixas etárias e menor proporção 5 das faixas intermediárias quando comparada a estrutura etária da população brasileira. Figura 1 – Estrutura Etária de Alagoas, Nordeste e Brasil – 1980 a 2030. 80 80

  1980 Homens 70 60 Mulheres Alagoas Alagoas Brasil Nordeste 1991 Homens 60 70 Mulheres Nordeste Brasil

  50 40 30 40 30 50 10

  20 10 20

8,0 7,0 6,0 5,0 4,0 3,0 2,0 1,0 0,0 1,0 2,0 3,0 4,0 5,0 6,0 7,0 8,0 8,0 7,0 6,0 5,0 4,0 3,0 2,0 1,0 0,0 1,0 2,0 3,0 4,0 5,0 6,0 7,0 8,0

80 80 2010 2000 Homens 60 70 Mulheres Mulheres Alagoas Nordeste Brasil Homens 70 60 Nordeste Brasil Alagoas 30 40

  50 30 40 50 10

  20 10 20

8,0 7,0 6,0 5,0 4,0 3,0 2,0 1,0 0,0 1,0 2,0 3,0 4,0 5,0 6,0 7,0 8,0 8,0 7,0 6,0 5,0 4,0 3,0 2,0 1,0 0,0 1,0 2,0 3,0 4,0 5,0 6,0 7,0 8,0

80 80 2030 2020 Homens 60 70 Mulheres Alagoas Brasil Nordeste Homens 60 70 Mulheres Alagoas Nordeste Brasil 30 40

  50 30 40 50 10

  20 10 20 8,0 7,0 6,0 5,0 4,0 3,0 2,0 1,0 0,0 1,0 2,0 3,0 4,0 5,0 6,0 7,0 8,0 8,0 7,0 6,0 5,0 4,0 3,0 2,0 1,0 0,0 1,0 2,0 3,0 4,0 5,0 6,0 7,0 8,0

Fonte: Elaborada pelo autor com base nos dados do TABNET DATASUS – período 1980 a 2010. Projeção da Com o passar do tempo, a composição etária das populações alagoana, nordestina e brasileira vão se tornando cada vez mais semelhantes e suas formas e ficam mais próximas em 2030 (FIGURA 1). Destaca-se, no período analisado, o envelhecimento das populações, caracterizado pelo estreitamento da base e alargamento do topo das estruturas etárias analisadas.

  As mudanças apresentadas na estrutura etária também podem ser analisadas a partir de alguns indicadores demográficos. São eles: Participação na População de Três Grandes Grupos Etários, Razão de Dependência e Índice de Envelhecimento.

3.2.1 Grandes Grupos Etários

  No Gráfico 3, são apresentadas as proporções, para os anos de 1980 à 2030, da população de Alagoas segundo três grandes grupos etários. Analisando essas participações, verifica-se uma mudança significativa na composição etária da população alagoana. O estado que, em 1980, possuía 44,8% da sua população concentrada em pessoas com idade entre 0 e 14 anos, tem agora, em 2010, apenas 25,0% da sua população no mesmo intervalo de idades.

  Em contrapartida, observa-se o aumento dos outros dois grandes grupos etários. A população com idade entre 15 e 59 anos representava, em 1980, 49,1%, enquanto, em 2010, representava 62,0% e representará, em 2030, 64,8%. Por fim, a população com idades superiores à 59 anos, mais que dobrará sua representatividade entre 1980 e 2030, passando de 6,1% para 14,9%.

  Entre os anos de 2020 e 2030, estima-se um aumento pequeno da representatividade da população em idade ativa (idades entre 15 e 59 anos), de apenas 0,4%, enquanto que a população idosa (idades superiores a 59 anos) tem aumento de representatividade mais significativo.

  Em futuras análises, é importante atentar a este ponto, pois um quadro de aumento da população idosa, combinado com a redução da população em idade ativa, pode ser desafiador para a gestão pública na elaboração de políticas públicas destinadas ao público idoso. Gráfico 3 – Participação dos grandes grupos etários – Alagoas – 1980 a 2030.

  70,0% 57,6% 62,0% 64,3% 64,8% 60,0% 49,1% 53,3% 50,0% 44,8% 40,3% 40,0% 35,1% % 29,2% 25,0%

  30,0% 20,3% 20,0% 6,1% 6,4% 7,3% 8,9% 10,7% 14,9% 10,0% 0,0% 0 a 14 anos 15 a 59 anos 60 anos e mais

  FAIXA ETÁRIA 1980 1991 2000 2010 2020 2030

  

Fonte: Elaborada pelo autor com base nos dados do TABNET DATASUS – período 1980 a 2010. Projeção da

população (IBGE, 2013b) – período: 2020 e 2030.

3.2.2 Razão de Dependência

  É possível notar que as razões de dependência total e de jovens apresentam tendência decrescente e a de dependência idosa apresenta tendência crescente (FIGURA 2). Tais comportamentos são explicados devido ao processo de transição demográfica. Conforme citado anteriormente, as três regiões em análise encontram-se na segunda fase da transição demográfica, a qual é caracterizada pela redução da fecundidade e o envelhecimento da população, conforme Vasconcelos e Gomes (2012).

  Figura 2 – Razão de dependência – Alagoas, Nordeste e Brasil – 1980 a 2030. % 45 65 55 75 85 Razão de Dependência de Jovens Razão de Dependência de Idosos % 20 25 30 25 35 1980 1990 2000 2010 2020 2030 1980 1990 2000 2010 2020 2030 Brasil Nordeste Alagoas Brasil Nordeste Alagoas ANO

  15 10 ANO % 100 120 40 60 80 Razão de Dependência Total -

  20 1980 1990 2000 2010 2020 2030 Brasil Nordeste Alagoas ANO Verifica-se que a Razão de Dependência Total – RD no estado de Alagoas

  T

  reduziu-se de 103,83 para 61,40 entre os anos de 1980 e 2010, representando uma diminuição relativa de 40,87%. Isto significa dizer que a proporção de dependentes, jovens mais idosos, em relação à população em idade ativa diminuiu. Estima-se que em 2030 a razão de dependência total de Alagoas seja inferior ao mesmo indicador para o Brasil e para o Nordeste.

  A Razão de Dependência de Jovens – RDj, que “refere-se, mais apropriadamente, à participação da população infantil na população ativa” (RIOS-NETO, 2005, p. 17), apresenta tendência de redução para a população de Alagoas. Estima-se que, a partir de 2020, a RDj alagoana torne-se mais próxima da RDj brasileira, tornando-se ainda mais próxima em 2030, apesar de manter-se superior em todo período analisado.

  Em contrapartida, a Razão de Dependência de Idosos – RDi para Alagoas, que registrou 12,50% em 1980, torna-se inferior à RDi do Brasil após 1991. Estima-se que a RDi da população alagoana atinja 22,95%, em 2030, frente a 29,19% da população brasileira, mostrando um maior avanço do Brasil no processo de envelhecimento.

  3.2.3 Índice de Envelhecimento

  Conforme citado nos tópicos anteriores, as três populações em análise estão passando por um processo de envelhecimento, isto é, um aumento proporcional da população idosa, com uma elevação no número absoluto de idosos. As pessoas com 60 anos e mais de idade, em 2010, somavam 277 mil no estado de Alagoas e estima-se que chegarão a 522 mil em 2030, um aumento de quase 85%.

  O índice de envelhecimento, que traz a representatividade da população idosa em relação à população jovem, apresenta uma tendência crescente, mas com intensidades distintas em todas as populações estudadas (GRÁFICO 4).

  O índice da população brasileira apresenta uma tendência crescente mais intensa, enquanto o índice da população alagoana apresenta uma tendência crescente mais suave que a brasileira. Gráfico 4 – Índice de Envelhecimento – Alagoas, Nordeste e Brasil – 1980 a 2030.

  120,00 105,82

  100,00 83,09

  80,00 66,10 73,11

  60,00 %

  44,83 50,62 40,00

  28,92 38,68 42,68 21,03

25,54

  15,90 20,00

  30,40 18,44 14,64 20,81

  15,93 13,69 0,00 1980 1985 1990 1995 2000 2005 2010 2015 2020 2025 2030

  ANO Brasil Nordeste Alagoas

Fonte: Elaborada pelo autor com base nos dados do TABNET DATASUS – período 1980 a 2010. Projeção da

população (IBGE, 2013b) – período: 2020 e 2030.

3.3 Composição por sexo

  Analisando a composição por sexo, verifica-se a razão ente homens mulheres para o estado de Alagoas, nos anos de 1980 a 2030 por grupos etários (0 a 14 anos, 15 a 59 anos e 60 anos e mais). Anteriormente, no segundo Capítulo do presente trabalho, foi comentado que, para valores da razão de sexo acima de 100, há predominância do sexo masculino.

  Analisando o Gráfico 5, observa-se que, no primeiro grupo etário (0 a 14 anos), há predominância do sexo feminino a partir de 1991 e que a razão de sexo apresenta uma tendência crescente.

  No segundo grupo etário (15 a 59 anos), o sexo predominante é o feminino. Durante o período analisado, este indicador apresentou uma oscilação muito baixa, assim, a razão de sexo, para este grupo etário, tem um comportamento estável.

  Por fim, no terceiro grupo etário (60 anos e mais), a predominância é do sexo feminino, assim como no segundo grupo etário, porém, neste caso, a razão de sexo apresenta tendência decrescente. Gráfico 5 – Razão de sexo por Grandes Grupos Etários – Alagoas – 1980 a 2030.

  120,00 105,62 102,81 100,16

  100,00 93,05 92,01 91,72 105,21

  88,74 100,26 99,54

  95,04 80,94

94,02

92,77 92,57

  75,13 80,00 80,24 76,47

  60,00 40,00 20,00 0,00

  0 a 14 anos 15 a 59 anos 60 anos e mais

1980 1991 2000 2010 2020 2030

Fonte: Elaborado pelo autor com base nos dados do TABNET DATASUS e Projeção da População (IBGE, 2013b).

  No ano de 2010, observa-se que a razão de sexo ao nascer é bem próxima de 100, e que vai diminuindo com a idade, isto pode ocorrer devido ao diferencial de mortalidade entre homens e mulheres. Outra possível causa seria a migração diferencial por sexo.

3.4 Considerações

  Pode-se concluir que a população alagoana tem desacelerado seu crescimento, alcançando um patamar equiparável com as populações brasileira e nordestina. Após as análises realizadas no decorrer deste capítulo, pode-se afirmar que a população de Alagoas é uma população com baixa representatividade, tanto no Nordeste quanto no Brasil, o estado está na segunda fase da transição demográfica, mas sua composição demográfica difere das populações brasileira e nordestina, pois apresenta menores índices de envelhecimento populacional.

  No quesito composição por sexo, o estado de Alagoas apresenta predominância feminina nas idades superiores a 14 anos, com maior destaque entre os idosos. No estado, há predominância do sexo feminino. Essa característica deve-se, sobretudo, ao diferencial de mortalidade entre os sexos; com as mulheres apresentando menores probabilidades de morte.

4 EVOLUđấO DOS INDICADORES DE FECUNDIDADE E MORTALIDADE

  As alterações na estrutura populacional sejam de Alagoas, do Nordeste ou do Brasil, comentadas até agora têm relação com as alterações nos padrões de fecundidade e mortalidade destas populações.

  Mudanças na fecundidade e na mortalidade têm raízes no desenvolvimento:

  Ao longo da história humana, as taxas de fecundidade eram altas para compensar as altas taxas de mortalidade. Porém, as taxas de mortalidade adulta e infantil começaram a cair com a melhoria das condições de alimentação, o avanço nos conhecimentos médicos e a melhoria nas condições sanitárias. (ALVES, 1994).

  No presente capítulo, serão comentados os indicadores de fecundidade e mortalidade, pois impactam diretamente na estrutura da população e mostram a evolução da dinâmica demográfica da população alagoana, a qual será comparada às populações nordestina e brasileira.

4.1 Fecundidade

  Ao analisar fecundidade, estuda-se o aspecto reprodutivo de uma população, o que impacta o crescimento populacional e a estrutura etária da população. Segundo Souza (2015, p. 28): “a fecundidade pode ser considerada a componente mais significativa na transformação demográfica, dado o seu impacto no ritmo do crescimento populacional e sobre as mudanças na estrutura etária da população”.

  Conforme citado anteriormente, as populações alagoana, nordestina e brasileira estão na segunda fase da transição demográfica que, dentre suas características, observa-se a queda nas taxas de fecundidade.

4.1.1 Taxa Específica de Fecundidade

  O Gráfico 6 mostra as taxas específicas de fecundidade – TEF para o estado de Alagoas, no período de 1991 a 2030. Nota-se que, a cada censo, a queda na fecundidade continua sendo expressiva.

  Nos anos 2000 e 2010, observa-se uma queda mais brusca nas idades entre 20 e 29 anos. Nas idades mais jovens, entre 15 e 19 anos, essa queda foi observada no ano de

  Para as idades intermediárias e mais avançadas, entre 30 e 49 anos, a redução mais significativa é entre 1991 e 2000, tendo reduções mais suaves até 2010. Estima-se um aumento para 2020 e 2030. Gráfico 6 – Taxa Específica de Fecundidade – Alagoas – 1991 a 2030.

  0,2162 0,21

  0,1817 0,18 0,15

  0,131 0,1109 F

  0,12 0,0973

  TE 0,09

  0,052 0,0807 0,06

  0,0781 0,0607 0,0517 0,0163

  0,03 0,0321

  0,002 0,0152 1 5 - 1 9 2 0 - 2 4 2 5 - 2 9 3 0 - 3 4 3 5 - 3 9 4 0 - 4 4 4 5 - 4 9

  FAIXA ETÁRIA 1991 2000 2010 2020 2030 Fonte: Elaborado pelo autor, com base nos dados de Indicadores Sociodemográficos (IBGE, 2006), IDB (DATASUS, 2012) – período: 1991 a 2010. Projeção da População (IBGE, 2013b) – período: 2020 e 2030.

  É observável que há uma tendência das taxas específicas de fecundidade se concentrarem cada vez mais nas idades mais avançadas do período reprodutivo, tendo em vista que as quedas nessas taxas são mais acentuadas nas idades iniciais e menos nas idades mais avançadas. Estima-se que, até 2030, o maior valor registrado para TEF seja o das idades entre 30 e 34 anos.

4.1.2 Taxa Bruta de Natalidade

  A Taxa Bruta de Natalidade é definida como “a relação entre o número de crianças nascidas vivas durante um ano e a população total” (CARVALHO, SWAYER e RODRIGUES, 1990, p. 20). O Gráfico 7 apresenta a evolução das Taxas Brutas de Natalidade – TBN de Alagoas, do Nordeste e do Brasil de 1990 a 2030. Gráfico 7 – Taxa Bruta de Natalidade – Alagoas, Nordeste e Brasil – 1990 a 2030.

  30,52 30,10 31,00 28,00

  25,76 26,81 25,00 25,13

  21,71 23,39 22,61

  22,00 21,97

  ‰ 18,93 20,32

  

19,64

19,00

  16,98 17,47 17,28 15,04

  16,00

15,78

15,63 13,68

  12,69 14,16 14,04 13,00

  12,84 12,82 11,86 11,78

  10,92 10,00

  1 9 9 0 1 9 9 5 2 0 0 0 2 0 0 5 2 0 1 0 2 0 1 5 2 0 2 0 2 0 2 5 2 0 3 0 ANO BR NE AL

  

Fonte: Elaborado pelo autor, com base nos dados do IDB – (DATASUS, 2012) e Projeção da População (IBGE,

2013b).

  Observando o Gráfico 7, nota-se que, em 1991 o Alagoas apresentou TBN de 30,52‰. Nos anos seguintes a TBN de Alagoas manteve a tendência de redução. Para 2030, estima-se que a TBN atinja 12,69‰.

4.1.3 Taxa de Fecundidade Total

  Segundo Carvalho, Swayer e Rodrigues (1990), p. 22, a Taxa de Fecundidade Total – TFT “corresponde ao número médio de filhos que uma mulher teria ao terminar o período reprodutivo”. Este indicador apresenta o comportamento das mulheres em idade reprodutiva como um todo, diferente da TEF que analisa este comportamento por faixa etária.

  A TFT do estado alagoano é bem superior às taxas do Brasil, mas seu comportamento é semelhante à da TFT do Nordeste. No ano de 1980, a TFT do estado de Alagoas registrava 3,78 filhos por mulher, e caiu para 2,09 em 2010. Estima-se que esse indicador alcance a marca de 1,60 filhos por mulher até 2030.

  Nota-se que, no ano 2010, as populações nordestina e brasileira alcançaram TFTs

  6 inferiores a dois filhos por mulher, valor abaixo da taxa de reposição (GRÁFICO 8).

6 Para repor a população, a TFT deve alcançar o valor mínimo de 2,1, pois, desta forma, pois as duas crianças

  Gráfico 8 – Taxa de Fecundidade Total – Alagoas, Nordeste e Brasil – 1990 a 2030.

  

Fonte: Elaborado pelo autor, com base nos dados do IDB – (DATASUS, 2012) e Projeção da População (IBGE,

2013b).

  No ano de 2010, o estado de Alagoas também apresenta TFT inferior a taxa de reposição. Isto indica que o crescimento da população alagoana apresenta tendência decrescente.

  A mortalidade causa decréscimos de uma população e, assim, também impacta a estrutura etária das populações. As populações analisadas encontram-se na segunda fase da transição demográfica e, dentre suas características, poderemos observar a queda nas taxas de mortalidade.

  O Gráfico 9 mostra a evolução da Taxa Bruta de Moralidade (TBM) do estado de Alagoas de 1991 a 2030. Observa-se que este indicador apresenta tendência decrescente até o ano de 2010. Estima-se que esta tendência se mantenha até 2020, porém que seu valor aumente em 2030.

  2,73 2,29 1,82 1,61

  1,51 3,38 2,54

1,92

  1,69 1,57 3,78 2,87

  2,09 1,77 1,60

  1,00 1,50 2,00 2,50 3,00 3,50 4,00

  1 9 9 0 2 0 0 0 2 0 1 0 2 0 2 0 2 0 3 0 Q U A N TI D A D E D E FI LH O S

  ANO BR NE AL

4.2 Mortalidade

4.2.1 Taxa Bruta de Mortalidade

  Gráfico 9 – Taxa Bruta de Mortalidade – Alagoas– 1991 a 2030.

  10,00 9,70

  9,50 9,00 8,59

  8,50 8,00 ‰

  7,50 7,28 7,18

  7,00 6,55

  6,50 6,00 5,50

  1 9 9 1 2 0 0 0 2 0 1 0 2 0 2 0 2 0 3 0 ANO Alagoas

  

Fonte: Elaborado pelo autor, com base nos dados de Albuquerque e Senna (2005), Tábuas Abreviadas de

Mortalidade 2010 (IBGE, 2013a) e Projeção da População (IBGE, 2013b).

4.2.2 Taxa de Mortalidade Infantil

  A Taxa de Mortalidade Infantil – TMI é considerada um dos indicadores de condições de saúde mais sensíveis, segundo Santos, Siqueira, Tejada e Jacinto (2006). Segundo pesquisa sobre os determinantes da mortalidade na infância realizada por

  Mendonça e Seroa da Motta (2005), usando dados dos estados do Brasil, no período de 1981 a 200l, a redução da taxa de mortalidade na infância, que estava ligada às doenças de veiculação hídrica, foi alcançada através da melhoria de saneamento e acesso a serviços de saúde e, também, de educação. Dessa forma, quanto maiores os valores desta taxa, piores são as condições de saúde e vida da população analisada.

  Verifica-se uma evolução das condições de vida e saúde da população alagoana, pois o estado que registrava uma TMI de 116,30 óbitos por mil nascidos vivos, registrou, em 2010, uma TMI de 30,20 mortos por mil nascidos vivos (GRÁFICO 10). Gráfico 10 – Taxa de Mortalidade Infantil – Alagoas, Nordeste e Brasil – 1980 a 2030.

  116,30 120,00

  98,50 100,00

  97,70 80,00

  63,80 71,60 ‰

  60,00 69,10 45,20

  30,20 40,00

  45,10 15,56 23,00 11,40

  20,00 30,10 11,08

  14,17 16,70 11,56 9,01

  0,00 1 9 8 0 1 9 9 1 2 0 0 0 2 0 1 0 2 0 2 0 2 0 3 0

  ANO Brasil Nordeste Alagoas Fonte: Elaborado pelo autor, com base nos dados de Albuquerque e Senna (2005), Tábuas Abreviadas de Mortalidade 2010 (IBGE, 2013a) e Projeção da População (IBGE, 2013b).

  Até o ano de 2010, as TMIs registradas para o estado de Alagoas são maiores que as do Nordeste, que, por sua vez, são maiores que as do Brasil. Estima-se que, a partir de 2020, o estado de Alagoas se encontre num patamar de condições de saúde e vida mais próxima dos patamares nordestino e brasileiro. Em 2030, estima-se TMIs por volta de 10‰.

4.2.3 Esperança de vida ao nascer

  Este indicador tem aumentado ao longo dos anos para o estado de Alagoas. Até o ano de 2010, seu valor é inferior aos valores do Nordeste e do Brasil, mas estima-se que até 2030, Alagoas alcance o patamar nordestino de esperança de vida ao nascer.

  Analisando este indicador, observa-se a influência direta da queda das taxas de mortalidade mostradas anteriormente neste capítulo. Estas impactam diretamente no aumento da esperança de vida ao nascer, seja para a população alagoana, nordestina ou brasileira. Gráfico 11 – Esperança de Vida o Nascer – Alagoas, Nordeste e Brasil – 1980 a 2030.

  78,64 80,00

  76,74 73,86 76,13

  75,00 74,13 75,65

  69,83 71,23 E

  72,98 70,00

  D 66,93 A 67,35

  ID 69,18

  E 65,00 62,52

  D S 62,83

  O 64,28

  N 60,00

  A 58,25 59,72

  55,00 55,69

  50,00 1 9 8 0 1 9 9 1 2 0 0 0 2 0 1 0 2 0 2 0 2 0 3 0

  ANO Brasil Nordeste Alagoas

Fonte: Elaborado pelo autor, com base nos dados de Albuquerque e Senna (2005), Tábuas Abreviadas de

Mortalidade 2010 (IBGE, 2013a) e Projeção da População (IBGE, 2013b).

  Analisando o Gráfico 11, pode-se observar que de 1980 para 2010, a população alagoana teve um ganho de 13,49 anos na expectativa de vida ao nascer. Até 2030, estima-se um ganho de 6,47 anos, quando comparado a 2010, totalizando um ganho de 19,96 anos em todo o período analisado, superior ao ganho no mesmo período do Nordeste, que teve um ganho de 17,88 anos, e do Brasil, que teve um ganho de 16,12 anos, o que permitiu a redução das diferenças.

5 CONSIDERAđỏES FINAIS

  A partir da análise dos indicadores de tamanho, crescimento e composição da população, pode-se notar uma relevante mudança no estado de Alagoas: o envelhecimento populacional. Essa mudança ocorre de forma um pouco mais lenta que na população nordestina que, por sua vez, ocorre de forma um pouco mais lenta que na população brasileira.

  A população alagoana, assim como as populações do Nordeste e do Brasil, está passando pela segunda fase da transição demográfica, caracterizada pelas reduções das taxas de mortalidade e fecundidade, que ficaram evidenciadas na análise dos índices de mortalidade e de fecundidade.

  Um fato que ficou evidenciado foi o envelhecimento populacional, que ocasiona um aumento da população idosa e que pode vir a se tornar um desafio no sentido de elaborar políticas direcionadas a este público, principalmente à longo prazo. Assim, torna-se necessária a disponibilização de serviços e benefícios que garantam qualidade de vida, o que depende principalmente da solidez das políticas de saúde, previdência e assistência social.

  Por outro lado, analisando os indicadores de mortalidade e de fecundidade, nota- se que o estado de Alagoas possui condições de saúde e vida inferiores tanto do Nordeste quanto do Brasil. O estado possui uma das piores situações socioeconômicas do país, segundo Santos, Siqueira, Tejada e Jacinto (2006).

  Do período inicial da análise, o ano de 1980, até o ano de 2010, o estado alagoano teve um grande avanço, no sentido de redução da mortalidade, o que revela melhoras sociais e econômicas, mas ainda são necessários investimentos em saneamento, saúde e educação, apontados nas pesquisas de Mendonça e Seroa da Motta (2005) como os fatores mais associados às causas de mortalidade e mortalidade infantil, para que o estado possa chegar ao mesmo patamar do Nordeste e, posteriormente, do Brasil.

  No presente trabalho, as migrações não foram consideradas, mas por terem um impacto populacional, sugere-se adicionar seus indicadores em trabalhos futuros.

  

REFERÊNCIAS

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  CARVALHO, J. A. M. de; SAWYER, D. O.; RODRIGUES, R. do N. Conceitos básicos e medidas em demografia. Belo Horizonte: CEDEPLAR/UFMG, 1990. 64p. FAUSTO, B.; CARVALHO, J. A. M.; BAENINGER, R. TURRA, C. M.; QUEIROZ, B. L. A

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  INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Indicadores

  

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