ASPECTOS GENÉTICOS E MICROSCÓPICOS DOS TECIDOS

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APOSTILA

  

MICROSCÓPIO ÓPTICO

As estruturas de um microscópio óptico são divididas nas partes mecânica e óptica, como mostra a tabela abaixo.

  Parte Mecânica Parte Óptica

  • Pé ou base - Oculares - Tubo (encaixe das oculares) - Objetivas

    - Mesa com charriot - Condensador

    - Revólver (encaixe das objetivas)
  • Macrométrico e micrométrico

  ➢ OCULARES O microscópio que será utilizado é um microscópio binocular, ou seja, ele possui duas oculares que

são a parte do microscópio por onde se observa a imagem. Por isso, a maneira correta de se observar a

imagem neste tipo de microscópio é com os dois olhos abertos.

  As oculares possuem a capacidade de ampliar a imagem em 10 vezes e elas estão encaixadas numa estrutura denominada tubo ou canhão. As oculares podem se aproximar ou se distanciar e essa regulagem permite que você as posicione corretamente de acordo com a distância entre seus olhos.

Ễ LIMITE DE RESOLUđấO Além de ampliar, as objetivas possuem a função de aumentar a definição da imagem. Esta função se

  torna importante já que conforme se amplia uma imagem, ocorre uma perda de sua definição.

  Limite de resolução corresponde à menor distância existente entre dois pontos, que permite que eles

sejam observados individualmente. Por exemplo, dois pontos separados por 0,1 µm em um sistema óptico

com limite de resolução de 0,2 µm, serão vistos como um ponto único. Porém, se o sistema óptico possuir um

limite de resolução igual ou menor do que 0,1 µm, esses dois pontos serão vistos como pontos separados.

Portanto, quanto menor o limite de resolução, maior será a definição (riqueza em detalhes) da imagem

observada. O limite de resolução de uma objetiva é inversamente proporcional a sua abertura numérica, ou

seja, quanto maior a abertura numérica, menor o limite de resolução e consequentemente maior a definição

da imagem. Observe a fórmula a seguir.

  LR: limite de resolução. K: constante cujo valor é de 0,61. L: comprimento de onda da luz empregada, aproximadamente 0,55 µm. AN: abertura numérica.

  O limite de resolução da objetiva 100 é de 0,2 µm, o que permite a obtenção de imagens nítidas

aumentadas entre 1000 e 1500 vezes. Objetos menores que 0,2 µm não são vistos com nitidez no microscópio

  

pois, a ampliação provoca a diminuição da área observada e consequentemente da quantidade de luz que

chega aos olhos. O inverso também é verdadeiro, ou seja, na passagem da objetiva 40 para a objetiva 10 e

depois para a objetiva 4 ou na passagem da objetiva 100 para a objetiva 4 será necessário diminuir a

intensidade luminosa.

  

Por isso, somente na objetiva 100 é necessário utilizar o óleo de imersão. Este óleo tem a função de recuperar

a quantidade de luz perdida com a ampliação.

  3. Abaixo da mesa do microscópio existe um dispositivo metálico que regula a luz que atravessa o

condensador. Quando este dispositivo é colocado na extrema direita, o diafragma se fecha, a luz que sai do

condensador diminui e a imagem aparece com contraste máximo, ou seja, a imagem ganha em contorno,

mas perde sua cor interna. Em contrapartida, quando tal dispositivo é colocado na extrema esquerda, o

diafragma se abre, a luz que sai do condensador aumenta e a imagem perde em contorno, mas ganha na sua

coloração interna. Faça esse teste!

  4. Toda a vez que se quiser ampliar uma determinada estrutura será necessário centralizar esta

estrutura antes de posicionar a próxima objetiva. Por exemplo, se você encontrar uma célula na objetiva 4 e

quiser ampliá-la, você terá primeiro que colocá-la (movimentando o charriot) no centro do campo visual da

objetiva 4 e assim posicionar a objetiva 10. O mesmo procedimento terá que ser feito da objetiva 10 para a

  40.

  Como Utilizar a Objetiva 100 (de Imersão) 1.Deixar o microscópio na posição fundamental.

  2. Focalizar a estrutura a ser observada na objetiva 4 (panorâmica), como feito anteriormente.

  3. Colocar uma gota de óleo de imersão sobre o centro iluminado da lâmina.

  4. Virar em seguida o revólver em sentido anti-horário engatando diretamente a objetiva 100 (imersão).

  5. Observar pela ocular controlando cuidadosamente somente o micrométrico (nunca o macrométrico) e ajustando o foco.

  6. Não é permitido em hipótese alguma, após a colocação da gota de óleo, posicionar a objetiva 40, pois esta jamais poderá entrar em contato com o óleo.

  7. Antes de retirar a lâmina do microscópio, girar o revólver em sentido horário e alinhe novamente a objetiva 4.

  8. Abaixar a mesa do microscópio ao máximo, deixando o microscópio na posição fundamental.

  ➢ EXERCÍCIO Observe o esquema do microscópio abaixo e complete a legenda nomeando as estruturas indicadas por letras na figura. Compare a figura com o microscópio que será utilizado nas aulas práticas.

  LEGENDA

  

INTRODUđấO

PRÁTICA 01: INTERPRETAđấO DE CORTE HISTOLốGICO EM TÚBULOS

SEMINÍFEROS DO TESTÍCULO

Ễ INTRODUđấO

  Conforme o ângulo que uma determinada estrutura é cortada pelo micrótomo, a imagem dessa estrutura poderá ser observada de maneiras diferentes no microscópio. Assim, uma mesma estrutura poderá ser vista com formatos diferentes quando for cortada transversalmente, obliquamente e longitudinalmente (observe a figura a seguir). É o que acontece, por exemplo, quando observamos um testículo no microscópio. Como os túbulos seminíferos são túbulos extremamente contorcidos, eles são cortados sob diferentes ângulos pelo micrótomo durante a preparação da lâmina. Os túbulos seminíferos cortados transversalmente produzem imagem esférica, túbulos seminíferos cortados obliquamente produzem imagem elíptica e túbulos seminíferos cortados longitudinalmente produzem imagem extremamente alongada.

  

NÚCLEO CELULAR

PRÁTICA 02: CICLO CELULAR EM CÉLULAS DA RAIZ DA CEBOLA

  Ễ INTRODUđấO As células que se dividem ativamente passam por uma sequência definida de eventos conhecidos como o ciclo celular. Geralmente, o ciclo celular é dividido em interfase (com três fases) e mitose (com quatro fases). A interfase, a fase entre duas divisões mitóticas, já foi considerada como uma fase de repouso da célula. Nada poderia ser mais distante da verdade, já que este período é caracterizado por uma intensa atividade celular. A fase S é dividida em três períodos: G

  1 , S, e G 2 .

  • G

  1 : nessa fase a célula acabou de passar pela mitose. É um período de intensa síntese proteica, pois a célula

  deve restaurar seu tamanho original e aumentar o número de suas organelas. Além disso, é a fase em que a célula realmente cumpre sua função para o tecido ou órgão.

  • S: nesse período ocorre a duplicação do material genético, uma fase preparatória para a realização da próxima mitose.
  • G : nesse período ocorre a formação de estruturas celulares diretamente relacionadas com a mitose que está

  2 preste a ocorrer.

  A mitose é dividida em quatro fases principais:

  • Prófase: condensação gradual do DNA, desaparecimento do nucléolo, desintegração do envoltório nuclear, migração dos centrossomos para os polos da célula e início da formação das fibras do fuso (microtúbulos) pelos centrossomos.
  • Metáfase: O DNA no seu grau máximo de condensação se apresenta na forma de cromossomos que migram para ocentro da célula (equador celular) guiados pelas fibras do fuso.
  • Anáfase: as fibras do fuso começam a se encurtar. Rompem-se os centrômeros de cada cromossomo duplicado

  

EPITÉLIOS E GLÂNDULAS

PRÁTICA 03: EPITÉLIO SIMPLES PAVIMENTOSO DA CÁPSULA DE BOWMAN E

EPITÉLIO CÚBICO SIMPLES DOS TÚBULOS CONTORCIDOS PROXIMAIS E DISTAIS

Ễ INTRODUđấO

  O túbulo urinífero é atualmente considerado a unidade funcional do rim sendo formado pelo néfron e pelo túbulo coletor ligado ao néfron. O túbulo coletor teve que ser considerado como parte da unidade funcional do rim, pois nele ainda ocorrem processos de reabsorção do filtrado. O túbulo urinífero está envolvido com dois processos básicos: filtração do sangue e reabsorção do filtrado. Cada rim possui cerca de 1 milhão de néfrons. Cada néfron consiste em duas partes: (1) o corpúsculo renal, onde o plasma sanguíneo é filtrado e (2) a parte tubular, onde o filtrado será transportado e gradualmente reabsorvido. O corpúsculo renal tem dois componentes: o glomérulo e a cápsula renal (ou de Bowman). Já a parte tubular do néfron é formada pelo túbulo contorcido proximal, parte reta do proximal, alça de Henle, parte reta do distal e túbulo contorcido distal.

  Os corpúsculos renais e os túbulos contorcidos proximais e distais são encontrados exclusivamente no corte renal, a região mais externa do rim. Na região medular, a porção mais interna do rim, estão os túbulos coletores em grande quantidade, alças de Henle e parte reta do túbulo distal.

  O glomérulo é uma rede de capilares entre a arteríola aferente e a arteríola eferente. A cápsula é uma bolsa revestida por uma única camada de células pavimentosas formando o epitélio simples pavimentoso que envolve o glomérulo. No processo de filtração, alguns componentes do plasma sanguíneo atravessam a parede dos capilares glomerulares, caem no espaço capsular e passam para a parte tubular do néfron onde grande parte desse filtrado será reabsorvida. Ao lado dos corpúsculos renais são encontrados os túbulos contorcidos proximais e distais ambos revestidos por uma única camada de células cúbicas formando o epitélio cúbico simples com a membrana plasmática apical das células cúbicas possuindo microvilosidades voltadas para o lúmen por onde passa o filtrado.

  

PRÁTICA 04: EPITÉLIO ESTRATIFICADO PAVIMENTOSO DO ESÔFAGO E

GLÂNDULAS MUCOSAS

Ễ INTRODUđấO

  O esôfago é um tubo muscular, medindo aproximadamente 25 cm de comprimento, que transporta o bolo alimentar da faringe ao estômago. Sua mucosa, formada por epitélio estratificado pavimentoso, apresenta-se com dobras que dão a impressão de seu lúmen estar obstruído. Entretanto, durante o processo de deglutição, o esôfago é distendido e as dobras desaparecem. No tecido conjuntivo (ou lâmina própria), existem vários ácinos mucosos que secretam muco e ductos que ligam os ácinos mucosos à superfície do epitélio por onde o muco será liberado. O muco lubrifica o epitélio protegendo-o contra o atrito do alimento durante o processo de deglutição.

  Na região do epitélio próxima à membrana basal existe grande quantidade de células, pois é o local de formação de novas células através mitoses. As células recém-formadas nessa região empurram as células que estão acima delas para cima e depois serão elas que serão empurradas pelas novas células que surgirão abaixo. Essas células, quando chegam na superfície do epitélio, aproximadamente 3 semanas após sua formação, já estão achatadas e ressecadas e, assim, descamam.

  • LÂMINA: ESÔFAGO (HE).
  • PROCEDIMENTO 1) Nas objetivas 04 e 10 observe o epitélio estratificado pavimentoso, um ducto e a grande quantidade de porções secretoras de glândulas mucosas localizadas no tecido conjuntivo denominado lâmina própria. 2) Faça um esquema da imagem produzida pela objetiva 10 e indique as estruturas observadas. 3) Na objetiva 40 observe o epitélio estratificado pavimentoso com as células pavimentosas na superfície e com grande quantidade de células na região do epitélio próxima a membrana basal.

  

PRÁTICA 05: EPITÉLIO PSEUDOESTRATIFICADO CILÍNDRICO CILIADO DA

TRAQUEIA E GLÂNDULAS SEROMUCOSAS

Ễ INTRODUđấO

  A traqueia é um tubo cuja parede é reforçada por cerca de 10 anéis de cartilagem em forma de ferradura cuja abertura está voltada para o esôfago. O epitélio pseudoestratificado cilíndrico ciliado, também chamado epitélio respiratório, contém células cilíndricas com cílios voltados para o lúmen e algumas células caliciforme produtoras de muco. No tecido conjuntivo (ou lâmina própria) são encontradas porções secretoras de glândulas seromucosas. Assim como acontece em outras regiões do trato respiratório, o epitélio pseudoestratificado cilíndrico ciliado e o muco liberado na superfície filtram o ar inspirado. Partículas de poeira ficam retidas no muco produzido pelas células caliciformes do epitélio e pelas glândulas seromucosas. O fluido seroso, produzido por essas glândulas, entra em contato com os cílios se colocando entre o muco e a membrana plasmática apical das células cilíndricas ciliadas. A movimentação dos cílios das células cilíndricas movimenta esse fluido que, por sua vez, provoca a movimentação do muco. A movimentação dos cílios das células cilíndricas movimenta o muco e as partículas aderidas a ele em direção à laringe, para serem posteriormente eliminadas.

  • LÂMINA: TRAQUEIA (HE).
  • PROCEDIMENTO 1) Nas objetivas 04 e 10 observe o epitélio pseudoestratificado cilíndrico ciliado, as porções secretoras de glândulas seromucosas, o tecido conjuntivo denominado lâmina própria e a cartilagem hialina do anel cartilaginoso que sustenta a traqueia. 2) Nas objetivas 40 e 100 observe o epitélio pseudoestratificado cilíndrico ciliado, as porções secretoras de glândulas seromucosas na lâmina própria, a membrana basal que separa o epitélio da lâmina própria, os cílios das

  

PRÁTICA 06: EPITÉLIO ESTRATIFICADO DE TRANSIđấO DA BEXIGA E EPITÉLIO

SIMPLES PAVIMENTOSO DE VASO SANGUÍNEO

Ễ INTRODUđấO

  A bexiga urinária é essencialmente um órgão de armazenamento de urina. Sua mucosa apresenta numerosas pregas, que desaparecem quando a bexiga fica distendida pelo acúmulo de urina. As células do epitélio de transição se tornam maiores à medida que migram para a superfície adquirindo uma forma mais arredondada. Durante a distensão, a espessura do epitélio diminui e as células mudam de forma se tornando pavimentosas. A membrana plasmática dessas células epiteliais possui placas contendo uma substância lipídica impermeável que, na visão microscópica, se torna bem evidente na superfície do epitélio. Além disso, as células superficiais do epitélio de transição são unidas por junções oclusivas, que também contribuem para a impermeabilidade desse epitélio. Dessa forma, as células do epitélio de transição atuam como uma barreira que impede a urina de penetrar no tecido conjuntivo abaixo. Nesse tecido conjuntivo não são encontradas glândulas porém muitos vasos sanguíneos podem ser observados. O epitélio de revestimento dos vasos sanguíneos, denominado endotélio, é o simples pavimentoso.

  • LÂMINA: BEXIGA (HE).
  • PROCEDIMENTO 1) Nas objetivas 04 e 10 observe o epitélio estratificado de transição e o tecido conjuntivo abaixo denominado lâmina própria com ausência total de glândulas mas com muitos vasos sanguíneos. Observe também as pregas da mucosa. 2) Nas objetivas 40 e 100 observe o epitélio estratificado de transição, o local da membrana basal e a placa impermeável na superfície do epitélio. No tecido conjuntivo observe também um vaso sanguíneo e seu revestimento endotelial formado por uma única camada de células pavimentosas.

  ➢ PRÁTICA 07: EPITÉLIO SIMPLES CÚBICO DOS FOLÍCULOS TIREOIDIANOS

Ễ INTRODUđấO

  A glândula tireoide produz os hormônios T3 e T4, hormônios denominados hormônios tireoidianos, e ainda um outro denominado calcitonina. Os hormônios tireoidianos T3 e T4 são produzidos pelas células foliculares e a calcitonina é produzida pelas células parafoliculares, células situadas fora dos folículos. Os hormônios T3 e T4 estimulam a taxa de metabolismo do corpo. A calcitonina ajuda a diminuir os níveis de cálcio no sangue facilitando a entrada de cálcio nos ossos.

  Ao contrário da maioria das glândulas endócrinas, as quais armazenam seus hormônios dentro das próprias células secretoras, a glândula tireoide armazena seu produto de secreção no lúmen de centenas de bolsas denominadas folículos tireoidianos. Cada folículo tireoidiano é a unidade estrutural e funcional da glândula tireoide e sua parede é formada por um epitélio simples cúbico envolvendo um lúmen cujo interior se encontra uma solução proteica denominada coloide que contém certa quantidade de uma grande proteína chamada tireoglobulina (TGB). Os hormônios T3 e T4 são sintetizados a partir da TGB e cada folículo possui quantidade de coloide suficiente para atender as necessidades hormonais de várias semanas. Antes dos hormônios serem liberados na corrente sanguínea, a TGB é endocitada pelas células cúbicas da parede folicular e clivada por enzimas lisossômicas produzindo, dessa forma, os hormônios T3 e T4. O iodo é essencial para síntese dos hormônios tireoidianos (T3 e T4), pois ele deve se ligar à TGB antes dela ser endocitada pelas células cúbicas. Deste modo, as células foliculares secretam hormônios que devem antes ser iodados. Exatamente por isso a ANVISA aprovou um regulamento técnico que estabelece o teor de iodo no sal para consumo humano.

  • LÂMINA: TIREOIDE (HE).
  • PROCEDIMENTO

  ➢ PRÁTICA 08: GLÂNDULA SALIVAR SUBMANDIBULAR

Ễ INTRODUđấO

  A maior parte da saliva é secretada por três pares de glândulas salivares principais: as parótidas, as submandibulares e as sublinguais. Essas glândulas contêm porções secretoras, denominadas ácinos, responsáveis pela formação da saliva. Como a secreção salivar é formada tanto por uma parte mucosa como por uma parte serosa, existem dois tipos diferentes de ácinos: os ácinos mucosos, responsáveis pela secreção do muco salivar, e os ácinos serosos, responsáveis pela secreção da parte fluida da saliva. Ambos possuem lúmens estreitos, porém as células do ácino mucoso são brancas devido ao muco armazenado no seu citoplasma e seus núcleos achatados estão na base da célula. Já as células do ácino seroso não são claras e seus núcleos são redondos e localizados no centro da célula. Os ácinos estão diretamente ligados a pequenos ductos que se unem a outros ductos formando ductos cada vez maiores. Os menores ductos são chamados ductos intercalares. Os ductos intercalares se unem formando ductos maiores denominados ductos estriados. Vários ductos estriados se unem formando ductos denominados ductos excretores. Os maiores ductos são revestidos por epitélio cúbico estratificado.

  Como acontece com quase todos os órgãos, as glândulas salivares são revestidas por uma cápsula de tecido conjuntivo que envia septos para o interior da glândula, subdividindo-a em lóbulos. Finas lâminas de tecido conjuntivo penetram nos lóbulos, levando vasos sanguíneos e nervos para o interior da glândula.

  As glândulas parótidas estão localizadas abaixo e à frente das orelhas e secretam saliva na cavidade oral através dos ductos excretores que desembocam ao nível do segundo molar superior. As glândulas submandibulares são encontradas abaixo da base da língua e seus ductos excretores desembocam lateralmente ao frênulo da língua. As glândulas sublinguais estão acima das glândulas submandibulares e seus ductos excretores abrem-se no assoalho da boca.

  A glândula parótida contém apenas ácinos serosos, mas as glândulas submandibulares e glândulas sublinguais são consideradas glândulas mistas, pois contêm tanto ácinos serosos como ácinos mucosos. Alguns

  

PRÁTICA 09: EPITÉLIO ESTRATIFICADO PAVIMENTOSO QUERATINIZADO DA

EPIDERME

Ễ INTRODUđấO

  A pele é composta por duas camadas: uma externa, a epiderme, e uma camada mais profunda, a derme. A epiderme é composta por um epitélio estratificado pavimentoso queratinizado, derivado do ectoderma. Situada diretamente abaixo da epiderme está a derme constituída por um tecido conjuntivo denso não modelado.

  A maior parte da pele humana é pele fina com exceção da pele das palmas das mãos e das plantas dos pés que é considerada pele espessa. Na pele espessa, mas não na pele fina, o contato entre a epiderme e a derme ocorre através de projeções do tecido conjuntivo da derme, as papilas dérmicas, que se interdigitam com invaginações da epiderme, as cristas epidérmicas. Independentemente do tipo de pele, seu epitélio é constituído por dois tipos principais de células: os queratinócitos e os melanócitos.

  Aproximadamente 90% das células da epiderme são queratinócitos que, além de produzirem queratina, produzem a vitamina D em reposta à radiação solar. A vitamina D estimula a absorção de cálcio no intestino delgado. Os queratinócitos estão continuamente sendo descamados na superfície da epiderme e, por isso, devem ser constantemente renovados. Esta renovação se dá através da atividade mitótica na região do epitélio próxima à membrana basal. Os queratinócitos entram em mitose à noite, e à medida que novos queratinócitos vão sendo formados, aqueles situados em posições superiores continuam sendo empurrados em direção à superfície. Ao longo de seu trajeto em direção à superfície, eles começam a acumular filamentos de queratina no seu citoplasma. Finalmente, à medida que se aproximam da superfície, eles morrem e são descamados liberando todo o conteúdo de queratina que produziram. Esse processo leva aproximadamente 30 dias.

  Os melanócitos estão localizados por entre os queratinócitos, são encontrados numa região próxima à membrana basal e possuem a função de produzir melanina, pigmento responsável pela cor da pele. Os melanócitos transferem a melanina aos queratinócitos. A melanina, ao entrar nos queratinócitos, forma um “guarda-chuva” de

  ➢ PRÁTICA 10: ANEXOS DA EPIDERME

Ễ INTRODUđấO

  As glândulas sudoríparas estão localizadas na pele da maior parte do corpo e são importantes órgãos de termorregulação. Sua porção secretora é enovelada e localizada profundamente na derme ou na hipoderme. A porção secretora de cada glândula desemboca num ducto estreito e tortuoso que atravessa a derme e se abre na superfície da epiderme através de um poro sudoríparo. As glândulas sudoríparas são écrinas (merócrinas) quanto ao modo de liberação de seu produto de secreção. No entanto, na puberdade, glândulas sudoríparas apócrinas são ativadas. As glândulas sudoríparas apócrinas estão localizadas em regiões específicas como, por exemplo, nas axilas, ao redor dos mamilos e na região anal e liberam uma secreção com odor característico.

  As glândulas sebáceas são encontradas na derme de todo o corpo, com exceção das palmas das mãos e plantas dos pés e são mais abundantes na face e no couro cabeludo. O produto de secreção das glândulas sebáceas, o sebo, é uma mistura oleosa, semelhante a uma cera, que facilita a manutenção da textura da pele e a flexibilidade dos pelos. As glândulas sebáceas são apêndices dos folículos pilosos e seus ductos se abrem no terço superior dos folículos pilosos, onde eles liberam seu produto de secreção de modo a recobrir as hastes dos pelos

  e, finalmente, a superfície da pele. Em relação ao modo de liberação de seu produto de secreção, as glândulas sebáceas são consideradas holócrinas.

  Os pelos são estruturas queratinizadas e pigmentadas por melanina que se projetam na superfície da pele. Os folículos pilosos são os órgãos formadores dos pelos e, como as glândulas, também originam de invaginações da epiderme que invadem a derme. A porção basal expandida do folículo piloso é denominada raiz que contém as células que se proliferam determinando o crescimento do pelo.

  • LÂMINA: PELE FINA (HE).

  ➢ PRÁTICA 11: TECIDO CONJUNTIVO DENSO MODELADO

Ễ INTRODUđấO

  O tecido conjuntivo denso possui predominância acentuada de fibras colágenas formadas por colágeno tipo I e, por isso, trata-se de um tecido muito resistente às forças de tração. O tecido conjuntivo denso modelado possui as fibras colágenas paralelas umas às outras. Trata-se de um conjuntivo que formou suas fibras colágenas em resposta a trações exercidas somente num determinado sentido. Os tendões, ligamentos e aponeuroses representam exemplos típicos de tecido denso modelado. Os tendões, por exemplo, são estruturas cilíndricas alongadas que ligam os músculos esqueléticos aos ossos. Devido à sua riqueza em fibras colágenas, são brancos e inextensíveis. São formados por feixes de fibras colágenas que se orientam no mesmo sentido das forças que lhe são aplicadas. Por entre os feixes de fibras colágenas existem fibroblastos, também denominados células tendinosas, e pequena quantidade de substância fundamental. O tendão é pouco vascularizado e possui baixa taxa metabólica, necessitando de um tempo maior para a síntese de colágeno, aumentando dessa forma o tempo de recuperação após a ocorrência de lesões.

  • LÂMINA: TENDÃO (HE).
  • PROCEDIMENTO 1) Nas objetivas 10 e 40 observar a grande quantidade de fibras colágenas dispostas paralelamente e os fibroblastos. 2) Faça um esquema da imagem produzida pela objetiva 40 e indique as estruturas observadas.

  ➢ PRÁTICA 12: TECIDO CONJUNTIVO DENSO NÃO MODELADO

  Ễ INTRODUđấO O tecido conjuntivo denso não modelado possui as fibras colágenas em feixes arranjados sem orientação fixa. Nesse tecido, as fibras colágenas formadas por colágeno tipo I formam uma trama tridimensional, o que confere ao tecido certa resistência às trações exercidas em qualquer direção. O conjuntivo denso não modelado é encontrado, por exemplo, na derme profunda da pele, nas cápsulas articulares, nas cápsulas que envolvem vários órgãos internos como o coração, os rins, o fígado, os testículos e os linfonodos, nas válvulas cardíacas e revestindo ossos e cartilagens.

  • MATERIAL 1) Lâmina: PELE FINA (HE). 2) Microscópio.
  • PROCEDIMENTO 1) Nas objetivas 10 e 40 observar a grande quantidade de fibras colágenas dispostas aleatoriamente e os fibroblastos. 2) Faça um esquema da imagem produzida pela objetiva 40 e indique as estruturas observadas. 3) Compare as observações realizadas em sala de aula com as fotomicrografias apresentadas no atlas.

  ➢ PRÁTICA 13: TECIDO CONJUNTIVO ELÁSTICO

  Ễ INTRODUđấO O tecido conjuntivo elástico é formado por feixes paralelos de fibras elásticas. A riqueza em fibras elásticas confere ao tecido elástico sua cor amarela típica e uma grande elasticidade. O tecido elástico é pouco frequente, sendo encontrado, por exemplo, nos pulmões e nas grandes artérias denominadas artérias elásticas.

  • MATERIAL 1) Lâmina: ARTÉRIA DE GRANDE CALIBRE (VERHOEFF). 2) Microscópio.
  • PROCEDIMENTO 1) Nas objetivas 10 e 40 observar a grande quantidade de lâminas elásticas e os fibroblastos. 2) Faça um esquema da imagem produzida pela objetiva 40 e indique as estruturas observadas. 3) Compare as observações realizadas em sala de aula com as fotomicrografias apresentadas no atlas.

  ➢ PRÁTICA 14: TECIDO CONJUNTIVO FROUXO

Ễ INTRODUđấO

  O tecido conjuntivo frouxo é um tecido conjuntivo muito comum. Ele preenche o espaço entre as fibras musculares, serve de apoio para os epitélios das membranas mucosas e serosas, forma uma camada em torno dos vasos sanguíneos e linfáticos e é encontrado na derme superficial. O tecido conjuntivo frouxo contém todos os elementos estruturais típicos do conjuntivo propriamente dito. As células mais comuns são os fibroblastos, macrófagos, mastócitos e plasmócitos. Não há predomínio acentuado de nenhum tipo de fibra, ou seja, fibras colágenas (formadas por colágeno do tipo I), fibras elásticas e fibras reticulares estão presentes em quantidades equivalentes. No entanto, as fibras reticulares não podem ser observadas pois são extremamente finas e devem receber uma coloração específica para a sua observação.

  O tecido conjuntivo frouxo é o tecido que se coloca abaixo dos epitélios dos tratos digestivo e respiratório, e é nesse tecido que o organismo ataca, em primeiro lugar, os antígenos, as bactérias e outros invasores. Deste modo, o tecido conjuntivo frouxo contém muitas células de defesa como os macrófagos que realizam fagocitose e os plasmócitos que produzem anticorpos. Também estão presentes células responsáveis pela reação alérgica e inflamatória como os mastócitos. Outras células, que originalmente circulam na corrente sanguínea, como os neutrófilos e os eosinófilos, penetram no tecido conjuntivo em resposta a uma agressão tecidual.

  O peritônio é uma membrana serosa do corpo e, portanto, formado por epitélio pavimentoso simples (mesotélio) e tecido conjuntivo frouxo abaixo. O peritônio é dividido em peritônio parietal e peritônio visceral. O peritônio parietal reveste a parede interna da cavidade abdominal. Já o peritônio visceral recobre alguns órgãos situados no interior da cavidade abdominal. O estreito espaço entre as partes parietal e visceral do peritônio, contendo um líquido seroso lubrificante, é chamado cavidade peritoneal. Ao contrário das outras membranas serosas, pericárdio e pleuras, que revestem de modo regular o coração e os pulmões, o peritônio contém grandes dobras que envolvem os órgãos internos e que formam o peritônio visceral. Essas dobras ligam os órgãos uns aos

  ➢ PRÁTICA 15: TECIDO ADIPOSO UNILOCULAR E MULTILOCULAR

Ễ INTRODUđấO

  As células do tecido adiposo unilocular (gordura branca ou amarela) são células grandes que armazenam gordura na forma de uma única e grande gota, que cresce tanto que empurra o citoplasma e o núcleo para a periferia, de encontro à membrana plasmática. O tecido adiposo unilocular é intensamente suprido com vasos sanguíneos que são conduzidos por septos de tecido conjuntivo que penetram no tecido envolvendo cada célula adiposa. O tecido adiposo unilocular é o maior depósito de energia do corpo. Localizado embaixo da pele, o tecido adiposo unilocular modela a superfície sendo, em parte, responsável pelas diferenças de contorno entre o corpo da mulher e do homem. Forma também coxins absorventes de choques, principalmente na planta dos pés e na palma das mãos. Como as gorduras são más condutoras de calor, o tecido adiposo contribui para o isolamento térmico do organismo. A coloração branca deste tipo de tecido adiposo se deve à gordura armazenada nas células, no entanto, se a dieta for especialmente rica em nutrientes contendo carotenoides, este tecido adiposo terá uma cor amarela. Praticamente todo o tecido adiposo presente no adulto é do tipo unilocular.

  As células adiposas do tecido adiposo multilocular (gordura parda) contrastam com as células do tecido adiposo unilocular uniloculares em vários aspectos. Primeiro, as células do tecido adiposo multilocular são menores e armazenarem gordura em muitas gotículas pequenas. Além disso, o núcleo da célula adiposa multilocular é esférico e não é empurrado contra a membrana plasmática, permanecendo no centro da célula. O tecido adiposo multilocular está associado com a produção de calor no corpo. As células multiloculares podem oxidar os ácidos graxos aumentando muito a produção de calor no corpo. A oxidação dos ácidos graxos leva à produção de calor (e não de ATP) devido a presença da termogenina, uma proteína transmembrana localizada na membrana interna das mitocôndrias das células adiposas multiloculares. O tecido adiposo multilocular possui uma coloração parda

  ➢ PRÁTICA 16: CARTILAGEM HIALINA

Ễ INTRODUđấO

  A cartilagem hialina é a cartilagem mais comum do corpo. Ela está localizada no nariz, na laringe, nos anéis da traqueia e dos brônquios oferecendo suporte a estes órgãos. Ocorre também nas extremidades ventrais das costelas onde se articulam com o esterno e nas cartilagens articulares das articulações sinoviais, onde absorve choques e evita desgaste ósseo. Forma o esqueleto fetal e constitui os discos epifisários dos ossos longos participando de seu crescimento.

  A nutrição da cartilagem hialina ocorre a partir dos vasos sanguíneos do pericôndrio, uma membrana formada por tecido conjuntivo denso não modelado que reveste quase todas as peças de cartilagem hialina. O pericôndrio também serve como fonte de novas células da cartilagem, participando do seu crescimento.

  Três tipos de células estão relacionados com a cartilagem: células condrogênicas, condroblastos e condrócitos. As células condrogênicas estão localizadas na camada celular do pericôndrio e são células ainda indiferenciadas podendo se multiplicar por mitoses e se diferenciar em condroblastos. Os condroblastos são células que sintetizam intensamente a matriz cartilaginosa e conforme sintetizam a matriz ficam aprisionados pela própria matriz que eles mesmos sintetizaram e neste momento passam a ser chamados de condrócitos. Os condrócitos não possuem grande atividade de síntese de matriz cartilaginosa e apenas mantém uma pequena atividade de síntese. Durante o processo de elaboração das lâminas histológicas os condrócitos sofrem retração, e como a matriz é um tecido rígido, eles ficam menores do que os espaços por eles ocupados na matriz. Assim, quando observados na microscopia, são referidos como condrócitos no interior de lacunas.

  A matriz extracelular da cartilagem hialina, como acontece no tecido conjuntivo propriamente dito, é constituída por substância fundamental e pelas fibras. A substância fundamental da cartilagem é também formada

  ➢ PRÁTICA 17: CARTILAGEM ELÁSTICA

Ễ INTRODUđấO

  Além de conter os componentes normais da matriz da cartilagem hialina, a matriz da cartilagem elástica contém uma densa rede de fibras elásticas ramificadas. A cartilagem elástica está localizada na orelha externa, nas tubas auditivas externa e interna e na

epiglote (cartilagem epiglótica). Em todas essas localizações, a cartilagem elástica é circundada por um

pericôndrio semelhante àquele encontrado ao redor das cartilagens hialinas. A cartilagem elástica também

possui as mesmas células encontradas na cartilagem hialina, sendo também encontrados os grupos isógenos,

porém os condrócitos da cartilagem elástica são mais numerosos e maiores e por isso, os grupos isógenos

são mais facilmente observados na microscopia. Além disso, a cartilagem elástica passa pelos mesmos

processos de crescimento da cartilagem hialina (aposicional e intersticial) e possui a mesma dificuldade de

regeneração em caso de lesões. Por outro lado, a cartilagem elástica está menos sujeita a processos

degenerativos e não sofre calcificação durante o processo de envelhecimento.

  ORELHA

  VERHOEFF

  ( )

  • LÂMINA:
  • PROCEDIMENTO 1) Nas objetivas 4 e 10 observar o pericôndrio, matriz extracelular da cartilagem elástica com vários condrócitos no interior de lacunas e fibras elásticas. 2) Na objetiva 40 observar o pericôndrio com células condrogênicas, condroblastos, condrócitos dentro de lacunas, grupos isógenos e fibras elásticas. 3) Faça um esquema da imagem produzida pelas objetivas 10 e 40 e indique as estruturas observadas. 4) Compare as observações realizadas em sala de aula com as fotomicrografias apresentadas no atlas.

  ➢ PRÁTICA 18: CARTILAGEM FIBROSA

Ễ INTRODUđấO

  A cartilagem fibrosa, ou fibrocartilagem, é uma combinação entre tecido conjuntivo denso modelado e cartilagem hialina tendo, além das fibras colágenas formadas por colágeno do tipo II comumente encontradas nas cartilagens, fibras colágenas formadas por colágeno do tipo I comumente encontradas no tecido conjuntivo propriamente dito. Os condrócitos estão localizados por entre as fibras colágenas isoladamente ou em fileiras. As cartilagens fibrosas não possuem pericôndrio e, por isso, só podem realizar o crescimento intersticial.

  A cartilagem fibrosa é encontrada nos discos intervertebrais, nos discos das articulações esterno-clavicular e temporo-mandibular (ATM), nos meniscos da articulação do joelho e na sínfise púbica. Essas cartilagens, como não são revestidas pelo pericôndrio, são nutridas pelo líquido sinovial. No caso da cartilagem fibrosa dos discos intervertebrais, que não é banhada pelo líquido sinovial, depende de um processo de difusão dos tecidos vizinhos, para receber substâncias nutritivas. A presença de cartilagem fibrosa nesses locais indica a importante função desse tecido de oferecer resistência às forças de compressão.

  LÂMINA:

  • MENISCO (HE).
  • PROCEDIMENTO 1) Nas objetivas 4 e 10 observar vários condrócitos no interior de lacunas e fibras colágenas na matriz extracelular. 2) Na objetiva 40 observar condrócitos dentro de lacunas, grupos isógenos, fibras colágenas na matriz extracelular e ausência de pericôndrio na superfície da cartilagem. 3) Faça um esquema da imagem produzida pelas objetivas 10 e 40 e indique as estruturas observadas. 4) Compare as observações realizadas em sala de aula com as fotomicrografias apresentadas no atlas.

  

TECIDO ÓSSEO

PRÁTICA 19: OSSIFICAđấO INTRAMEMBRANOSA

Ễ INTRODUđấO

  A maioria dos ossos planos do crânio é formada por ossificação intramembranosa que ocorre num tecido mesenquimal ricamente vascularizado. As células mesenquimais começam a sofrer uma série de divisões celulares, porém as células produzidas por essas divisões não são mais células mesenquimais e sim osteoblastos. Esses osteoblastos se colocam em posição formando uma membrana que delimita um espaço interno e iniciam a síntese de matriz óssea para o lado de dentro dessa membrana de osteoblastos, daí o nome ossificação intramembranosa. Essa região de formação óssea é um centro de ossificação. O osso primário inicialmente formado, denominado osteoide, sofre calcificação ao mesmo tempo em que alguns osteoblastos se tornam aprisionados pela matriz óssea e se transformam em osteócitos. A atividade mitótica contínua das células mesenquimais proporciona uma fonte constante de osteoblastos. Vários centros de ossificação são formados, que se fundem entre si para formar, no final do processo, um osso único. As fontanelas (moleiras) observadas entre os ossos frontal e parietal de um recém-nascido são regiões de mesênquima que ainda não sofreram ossificação.

  Ễ LÂMINA: OSSIFICAđấO INTRAMEMBRANOSA (HE).

  • PROCEDIMENTO 1) Nas objetivas 4 e 10 observar a cavidade nasal e o osso frontal em formação. 2) Na objetiva 40 observar osso primário com osteócitos no interior de lacunas dentro de lacunas, vasos sanguíneos e osteoblasto na superfície. No mesênquima observar também vasos sanguíneos e células mesenquimais. 3) Faça um esquema da imagem produzida pelas objetivas 10 e 40 e indique as estruturas observadas.

  ➢ PRÁTICA 20: OSSIFICAđấO ENDOCONDRAL

  Ễ INTRODUđấO O disco epifisário possui um papel chave no alongamento ósseo durante o crescimento com participação do hormônio de crescimento humano (hGH). Esse processo de crescimento ósseo inicia no lado epifisário do disco epifisário, com a atividade dos condrócitos. Sob influência do hGH, esses condrócitos se dividem por mitose formando a zona de cartilagem seriada e depois ainda aumentam de volume formando a zona de cartilagem hipertrófica provocando um aumento da largura do disco epifisário. A medida que nova cartilagem se forma no lado epifisário do disco epifisário, condrócitos no lado diafisário morrem formando a zona de cartilagem calcificada Osteoblastos e vasos sanguíneos invadem a zona de cartilagem calcificada formando a zona de ossificação onde a cartilagem calcificada será gradativamente substituída por ossso.

  Ễ LÂMINA: OSSIFICAđấO ENDOCONDRAL (TRICÔMICO DE MASSON).

  • PROCEDIMENTO 1) Na objetiva 4 observar zona de ossificação do centro primário, disco epifisário, zona de ossifocação do centro secundário e cartilagem articular. 2) Na objetiva 40 observar no disco epifisário as quatro zonas de cartilagem: zona de cartilagem normal, zona de cartilagem seriada, zona de cartilagem hipertrófica e zona de cartilagem calcificada. 3) Na objetiva 100 observar na zona de ossificação do centro primário ou na zona de ossificação do centro secundário, osteoclasto, osteoblastos, cartilagem calcificada, osteoide, osso primário, osteócitos no interior do osso primário e glóbulos vermelhos no interior de vasos sanguíneos. 4) Faça um esquema da imagem produzida pelas objetivas 04, 40 e 100 e indique as estruturas observadas. 5) Compare as observações realizadas em sala de aula com as fotomicrografias apresentadas no atlas.

  ➢ PRÁTICA 21: SISTEMAS DE HAVERS EM OSSO SECUNDÁRIO

Ễ INTRODUđấO

  O osso secundário é um osso maduro constituído de lamelas. Os osteócitos, no interior de suas lacunas, estão localizados geralmente entre as lamelas. Além de ser mais calcificada, a matriz do osso secundário, diferentemente do que ocorre no osso primário, não possui as fibras colágenas distribuídas aleatoriamente. Dentro de uma mesma lamela, as fibras colágenas são todas paralelas entre si, porém são perpendiculares às fibras colágenas das lamelas vizinhas. Essa distribuição das fibras colágenas que se alternam em ângulo de 90 graus entre uma lamela e outra, aumenta a resistência do osso, lembrando a disposição das barras de aço incorporadas ao concreto reforçado de uma construção civil.

  Os sistemas de Havers são cilindros constituídos de lamelas concentricamente arrumadas ao redor de um canal chamado canal de Havers por onde passam vasos sanguíneos e nervos. Canais de Havers de sistemas de Havers vizinhos estão conectados um ao outro por canais de Volkmann que também possuem vasos sanguíneos e nervos e estão orientados perpendicularmente aos canais de Havers. Os canais de Volkmann também ligam os canais de Havers aos vasos sanguíneos do periósteo e aos vasos sanguíneos da cavidade medular.

  Um dos problemas de um tecido que possui uma matriz calcificada como é a matriz óssea é de não permitir a difusão de nutrientes. Dificilmente os nutrientes que circulam no interior dos vasos sanguíneos localizados nos canais de Havers e de Volkmann chegariam aos osteócitos se dependessem apenas de difusão pela matriz óssea. Assim, os osteócitos adquiriram prolongamentos citoplasmáticos e esses prolongamentos produzem na matriz óssea os chamados canalículos. Os prolongamentos dos osteócitos localizados próximos aos canais de Havers e de Volkmann atingem os vasos sanguíneos desses canais. Os prolongamentos de osteócitos mais distantes se comunicam por junções abertas com os prolongamentos de osteócitos mais próximos desses canais e assim os nutrientes podem atingir todos os osteócitos sem necessitar de difusão pela matriz.

  

TECIDO SANGUÍNEO

PRÁTICA 22: ELEMENTOS FIGURADOS DO SANGUE

Ễ INTRODUđấO

  O sangue é um fluido levemente alcalino (pH 7,4), é responsável por aproximadamente 8% do peso corporal tendo um volume total de aproximadamente 5 L em um adulto normal. O sangue é constituído pelo plasma e pelos elementos figurados representados pelas hemácias (ou eritrócitos), leucócitos e plaquetas.

  Os eritrócitos são as menores e as mais numerosas células do sangue (em torno de 5 milhões por µL de sangue) não possuindo núcleo e nem organelas e sendo responsáveis pelo transporte de oxigênio e dióxido de carbono.

  Os leucócitos são classificados em dois grupos: (1) os granulócitos (neutrófilos, eosinófilos e basófilos) os quais possuem grânulos específicos em seu citoplasma e (2) os agranulócitos (monócitos e linfócitos) os quais não possuem grânulos específicos em seu citoplasma. Tanto os granulócitos quanto os agranulócitos possuem grânulos inespecíficos que são seus lisossomas. O número de leucócitos é muito menor do que o de eritrócitos sendo encontrado entre 6.500 e 10.000 leucócitos por µL de sangue.

  Os neutrófilos compreendem aproximadamente 65% dos leucócitos e possuem núcleo dividido em vários lóbulos. Nas mulheres, o núcleo apresenta um apêndice característico em formato de baqueta de tambor, o qual contém o segundo cromossoma X, inativo e condensado denominado corpúsculo de Barr ou cromatina sexual, porém nem sempre se encontra evidente.

  Os eosinófilos constituem aproximadamente 3% do total de leucócitos do sangue e possuem um núcleo bilobulado. Os grânulos específicos se coram intensamente em tonalidade avermelhada pela coloração Rosenfeld. Os basófilos constituem aproximadamente 1% do total de leucócitos e possuem um núcleo em forma de S, o qual está frequentemente encoberto pelos grânulos que se coram com uma tonalidade que varia do azul-escuro

  ➢ PRÁTICA 23: MÚSCULO ESTRIADO ESQUELÉTICO

Ễ INTRODUđấO

  O músculo estriado esquelético está fixado aos ossos e é responsável pelo movimento do esqueleto e pela manutenção da posição e da postura do corpo. O músculo estriado visceral é histologicamente idêntico ao músculo estriado esquelético, porém está ligado a tecidos moles e não ao esqueleto como, por exemplo, os músculos da língua, da faringe, do diafragma, da porção superior do esôfago e de alguns esfíncteres como o esfíncter externo da uretra e o externo do ânus.

  O sarcoplasma da fibra muscular esquelética é repleto de miofibrilas facilmente observadas quando as fibras são cortadas transversalmente. As miofibrilas são formadas por sequência de sarcômero. Cada sarcômero, por sua vez, é constituído por conjuntos de filamentos finos e grossos que se distribuem de tal modo ao longo de todo o comprimento da fibra muscular que faz com que a fibra muscular, quando visualizada em corte longitudinal, apresente faixas claras e escuras dispostas alternadamente, denominadas estriações.

  Os tecidos conjuntivos relacionados ao músculo esquelético são o endomísio, o perimísio e o epimísio. O endomísio é uma camada delicada de tecido conjuntivo frouxo que circunda cada fibra muscular. Apenas vasos sanguíneos de pequeno diâmetro e axônios de neurônios estão presentes no endomísio correndo paralelamente com as fibras musculares. O perimísio é uma camada de tecido conjuntivo mais espessa que circunda um grupo de fibras musculares para formar um feixe ou fascículo. Vasos sanguíneos mais calibrosos e nervos seguem seu curso no perimísio. O epimísio é formado de tecido conjuntivo denso que circunda o músculo. O principal suprimento vascular e nervoso do músculo penetra nele pelo epimísio.

  ➢ PRÁTICA 24: MÚSCULO ESTRIADO CARDÍACO

Ễ INTRODUđấO

  O músculo estriado cardíaco difere do músculo estriado esquelético e do músculo liso por ter a capacidade de se contrair por si próprio e independente do sistema nervoso. Um sistema de células musculares cardíacas modificadas, denominadas células auto-rítmicas, é responsável pela contração do coração.

  Comparadas às fibras musculares esqueléticas, as fibras musculares cardíacas têm menor comprimento, maior diâmetro e não são tão circulares na secção transversa. São ramificadas, o que dá, às fibras individuais, aparência de um Y. Cada célula muscular cardíaca possui um único e grande núcleo central de formato oval, embora algumas células possam apresentar dois núcleos.

  As células musculares cardíacas formam junções altamente especializadas, denominadas discos intercalares, que unem uma célula à outra através de suas extremidades. Os discos intercalares possuem grande quantidade de desmossomas que mantem unidas as fibras musculares cardíacas e de junções comunicantes (junções abertas ou gap junctions) que permitem um fluxo rápido de potenciais de ação de uma célula para outra.

  Ễ LÂMINA: CORAđấO Ố DISCO INTERCALAR (HEMATOXILINA FÉRRICA).

  • PROCEDIMENTO 1) Na objetiva 10 diferencie a região de corte transversal das fibras da região de corte longitudinal das fibras. 2) Nas objetivas 40 e 100 identifique, na região de corte longitudinal das fibras, o local de ramificação da fibra, as estriações, o núcleo das fibras musculares cardíacas, capilares sanguíneos e disco intercalares. 3) Faça um esquema da imagem produzida pelas objetivas 40 e 100 e indique as estruturas observadas. 4) Compare as observações realizadas em sala de aula com as fotomicrografias apresentadas no atlas.

  ➢ PRÁTICA 25: MÚSCULO LISO

Ễ INTRODUđấO

  O músculo liso é formado por feixes de células fusiformes com as extremidades afiladas. O músculo liso está presente nas paredes de vasos sanguíneos, na parede de vísceras ocas, como o estômago, intestinos, útero, bexiga urinária, no trato respiratório, no músculo eretor dos pelos, nos músculos da íris que ajustam o diâmetro pupilar e no corpo ciliar que ajusta o foco do cristalino.

  Igualmente às células musculares cardíacas, as células musculares lisas se conectam por junções comunicantes, permitindo que o impulso elétrico possa passar de uma célula para outra produzindo, desse modo, uma atividade de contração coordenada da musculatura lisa.

  A célula muscular lisa possui um único núcleo localizado no centro da célula. Quando a célula está contraída ele tem um aspecto de saca-rolha e quando a célula está relaxada, o núcleo é visto como uma estrutura alongada em corte longitudinal. Já em corte transversal, o núcleo é visto como uma estrutura de forma circular.

  • LÂMINA: INTESTINO DELGADO - DUODENO (HE).
  • PROCEDIMENTO 1) Nas objetivas 4 e 10 diferencie a região de corte transversal das fibras da região de corte longitudinal das fibras. 2) Na objetiva 40 identifique, na região de corte transversal das fibras o núcleo circular e, na região de corte longitudinal da fibra o núcleo alongado. 3) Faça um esquema da imagem produzida pela objetiva 40 e indique as estruturas observadas. 4) Compare as observações realizadas em sala de aula com as fotomicrografias apresentadas no atlas.

  ➢ PRÁTICA 26: MEDULA ESPINHAL

Ễ INTRODUđấO

  A medula espinhal localizada no canal vertebral é protegida pelas vértebras e é circundada por três membranas de tecido conjuntivo denominadas meninges, dura-máter, aracnoide e piamáter. A medula espinhal verdadeiramente flutua no líquido cefalorraquidiano (LCR) que ocupa o espaço entre as duas meninges internas denominado espaço subaracnoideo. No interior da medula espinhal, o LCR também circula no canal central.

  Em corte transversal, a medula espinhal exibe uma substância branca externa e uma substância cinzenta interna com forma da letra H. A substância branca é um agregado de axônios mielinizados de muitos neurônios, embora contenha também células da neuroglia e vasos sanguíneos, mas nunca corpo celular de neurônio. Esses axônios viajam de uma região a outra agrupados em feixes denominados tratos. A cor esbranquiçada da mielina dá à substância branca o seu nome. Já a substância cinzenta contém corpos celulares neuronais, dendritos, axônios, terminais axônicos, células da neuroglia e vasos sanguíneos. As sinapses ocorrem apenas nas regiões de substância cinzenta que tem essa cor por conter pouca ou nenhuma mielina.

  • LÂMINA: MEDULA ESPINHAL (NITRATO DE PRATA).
  • PROCEDIMENTO 1) Nas objetivas 4 e 10 observe as regiões de substância branca e de substância cinzenta, a dura-máter e a aracnoide fundidas, a pia-máter aderida no tecido nervoso da medula espinal, o espaço subaracnóideo, o canal central e a fissura mediana ventral. 2) Nas objetivas 40 e 100 observe na região de substância cinzenta, os corpos celulares de neurônios com dendritos e axônio e as células ependimárias que revestem o canal central. 3) Nas objetivas 40 e 100 observe na região de substância branca, os axônios envolvidos pela bainha de mielina

  ➢ PRÁTICA 27: GÂNGLIO NERVOSO

Ễ INTRODUđấO

  Aglomerados de corpos celulares de neurônios possuem denominações diferentes quando localizados no SNC ou no SNP. Aglomerado de corpos celulares de neurônios localizado no SNC sé denominado centro ou núcleo. Enquanto que aglomerado de corpos celulares de neurônios localizado no SNP (fora do SNC) é dominado gânglio nervoso. Os gânglios nervosos quando formados por corpos celulares de neurônios eferentes (ou motores) são denominados gânglios motores e quando formados por corpos celulares de neurônios aferentes (ou sensoriais) são denominados gânglios sensoriais.

  Os corpos celulares neuronais dos gânglios são circundados por uma camada de pequenas células aproximadamente cúbicas denominadas células-satélites. Embora elas formem uma camada completa em torno de cada corpo celular, apenas seus núcleos são visualizados na microscopia óptica. As células satélites ajudam a estabelecer e manter um ambiente adequado em torno do corpo celular do neurônio do gânglio e fornece uma via para trocas metabólicas.

  • LÂMINA: GÂNGLIO NERVOSO (HE).
  • PROCEDIMENTO 1) Nas objetivas 4 e 10 observe a cápsula de tecido conjuntivo que envolve o gânglio nervoso, as regiões onde estão localizados os corpos celulares dos neurônios e as regiões onde estão localizadas as fibras nervosas. 2) Nas objetivas 40 e 100 observe o núcleo do neurônio de localização central e o nucléolo bem evidente, os corpúsculos de Nissl no citoplasma e as células satélites envolvendo os corpos celulares. 3) Faça um esquema da imagem produzida pelas objetivas 40 e 100 e indique as estruturas observadas. 4) Compare as observações realizadas em sala de aula com as fotomicrografias apresentadas no atlas.

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