UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM AGRONOMIA JUSSARA MARIA FERRAZZA

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UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ

PROGRAMA DE PốS-GRADUAđấO EM AGRONOMIA

  

DINÂMICA DE PRODUđấO DE FORRAGEIRAS ANUAIS DE

  

INVERNO SEMEADAS EM DIFERENTES ÉPOCAS

DISSERTAđấO

  

UNIVERSIDADE TECNOLÓGICA FEDERAL DO PARANÁ

PROGRAMA DE PốS-GRADUAđấO EM AGRONOMIA

  

DINÂMICA DE PRODUđấO DE FORRAGEIRAS ANUAIS DE

  

INVERNO SEMEADAS EM DIFERENTES ÉPOCAS

DISSERTAđấO

  JUSSARA MARIA FERRAZZA

  DINÂMICA DE PRODUđấO DE FORRAGEIRAS ANUAIS DE

INVERNO SEMEADAS EM DIFERENTES ÉPOCAS

  Dissertação apresentada ao Programa de Pós- Graduação em Agronomia da Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Câmpus Pato Branco, como requisito parcial à obtenção do título de Mestre em Agronomia - Área de Concentração: Produção Vegetal (Integração Lavoura-Pecuária).

  Orientador: Dr. Thomas Newton Martin Co-Orientador:Dr. André Brugnara Soares Dr. Alceu Luiz Assmann

  PATO BRANCO 2011 F381d

  Ferrazza, Jussara Maria

Dinâmica de produção de forrageiras anuais de inverno semeadas em

diferentes épocas / Jussara Maria Ferrazza - 2011 69 f. : il. ; 30 cm Orientador: Prof. Dr. Thomas Newton Martin Co-orientador: Prof. Dr. André Brugnara Soares Co-orientador: Dr. Alceu Luiz Assmann

Dissertação (Mestrado) - Universidade Tecnológica Federal do Paraná.

Programa de Pós-Graduação em Agronomia. Pato Branco/PR, 2012. Bibliografia: f. 59 - 66

1. Avena sativa. 2. Avena strigosa. 3 Lolium multiforum. 4. Secale cereale. 5.

  

Triticosecale W. I. Martin, Thomas Newton, orient. II. Soares, André Brugnara,

co-orient . III Assmann, Alceu Luiz , co-orient. IV Universidade Tecnológica

Federal do Paraná. V. Programa de Pós-Graduação em Agronomia. VI. Título.

CDD(22. ED.) 630

  Ficha Catalográfica elaborada por Elda Lopes Lira CRB 9/1295 Biblioteca da UTFPR Câmpus Pato Branco

  Aos meus queridos pais, Antonio e Neiva, por acreditarem e conduzirem na realização dos meus sonhos. E a Deus , pela graça de ser escolhida para viver humanamente a vida.

  Dedico.

  

AGRADECIMENTOS

  A Deus pelo presente da vida e por colocar em minhas mãos tal oportunidade; Aos meus pais, Antonio Vilmar Ferrazza e Neiva Maria G. Ferrazza, pelos ensinamentos de vida, pelo amor incondicional, dedicação, exemplo de responsabilidade e pelo constante apoio para esta conquista;

  Aos meus irmãos; Ao Vinícius, namorado, companheiro, ajudante e conselheiro, por ter dividido comigo todas as alegrias e dificuldades nesta caminhada; A Universidade Tecnológica Federal do Paraná – Câmpus Pato Branco e ao Programa de Pós-graduação em Agronomia pela oportunidade de realização do

  Curso de Mestrado; Ao IAPAR de Pato Branco, em especial ao Dr. Alceu Luiz Assmann, pela oportunidade de realização deste trabalho e por toda ajuda recebida; A Fundação Araucária, pela bolsa de estudos; Aos meus orientadores, Dr. André Brugnara Soares e Thomas Newton

  Martin, pela excelente orientação, paciência, dedicação, pelos ensinamentos, conselhos e oportunidades, transmitindo respeito, amizade e confiança; Ao corpo docente do PPGA pelos conhecimentos proporcionados; Aos meus amigos, colegas e estagiários da área de agronomia, pela colaboração na execução deste experimento, pela companhia e amizade; E a todos que de alguma forma contribuíram para realização deste trabalho, meu muito obrigada.

  “Sonhe com aquilo que você quer ser, porque você possui apenas uma vida e nela só se tem uma chance de fazer aquilo que quer. Tenha felicidade bastante para fazê-la doce. Dificuldades para fazê-la forte.

  Tristeza para fazê-la humana. E esperança suficiente para fazê-la feliz.

  As pessoas mais felizes não tem as melhores coisas.

  Elas sabem fazer o melhor das oportunidades que aparecem em seus caminhos. A felicidade aparece para aqueles que choram.

  Para aqueles que se machucam. Para aqueles que buscam e tentam sempre.

  E para aqueles que reconhecem a importância das pessoas que passam por suas vidas.” Clarice Lispector

  

RESUMO

  FERRAZZA, Jussara Maria. Dinâmica de produção de forrageiras anuais de inverno semeadas em diferentes épocas. 69 f. Dissertação (Mestrado em Agronomia) – Programa de Pós-Graduação em Agronomia (Área de Concentração: Produção vegetal), Universidade Tecnológica Federal do Paraná. Pato Branco, 2011.

  A estacionalidade de produção de plantas forrageiras é um problema muito frequente no Sul do Brasil, devido principalmente às baixas temperaturas e geadas que ocorrem no período de inverno. Essas características limitam o crescimento das plantas, determinando períodos de falta de forragem para os rebanhos. O trabalho foi realizado no período de março a novembro de 2009 com objetivo de avaliar as características produtivas de cultivares de forrageiras anuais de inverno (Avena

  

strigosa Schereb, Lolium multiflorum Lam, Avena sativa, Triticum aestivum, Secale

cereale e Triticosecale Wittmack) em quatro épocas de semeadura (11 de março, 08

  de abril, 06 de maio e 03 de junho). O delineamento experimental empregado foi o de blocos ao acaso, com três repetições em parcelas subdivididas. Foram avaliados o número de dias para o primeiro corte, o número de cortes, dias de utilização da pastagem, a densidade de plantas e perfilhos, a produção total, a matéria seca residual, a produção por corte e a dinâmica produtiva (taxa de acúmulo diário mensal de MS). Houve interação significativa entre forrageiras e épocas de semeadura para todas as variáveis analisadas, indicando muitas combinações entre espécies forrageiras e data de semeadura de acordo com cada sistema. As aveias brancas, os azevéns, e a aveia preta IAPAR 61, apresentaram alta capacidade de produção e distribuição de forragem, especialmente se semeadas até início de maio. Para a variável taxa de acúmulo tiveram destaque às aveias brancas UTF Iguaçú e

  IPR 126, aveia preta IAPAR 61, os azevéns, e centeio, que apresentaram em média

  • 1

  produção diária de forragem de 51,4 kg ha após a primeira utilização, demonstrando possuírem elevada capacidade de produção e manutenção da produção, também se semeadas até início de maio.

  

Palavras-chave: Avena sativa, Avena strigosa, Lolium multiflorum, Secale cereale,

Triticosecale W., dinâmica de produção de forragem.

  

ABSTRACT

  FERRAZZA, Jussara Maria. Dynamics of winter annual grasses production sown on different dates. 69 f. Dissertation (Master’s in Agronomy) – Graduation program in Agronomy (Field of study: Vegetable Poduction), Federal Technologic University of Paraná (UTFPR). Pato Branco, 2011.

  Forage production seasonality is a great concern in southwestern Brazil. It occurs mainly due to the low temperatures and frost that occur during the winter. Those characteristics prevent forage plants growth, causing lack forage shortage to herds. The trial was carried out from March to November 2009 in order to evaluate productive characteristics of winter annual forage grasses (Avena strigosa Schereb,

  

Lolium multiflorum Lam, Avena sativa, Triticum aestivum, Secale cereale, and X

th th th

  

Triticosecale Wittmack) under four sowing dates: March 11 , April 8 , May 6 and

rd

  June 3 . Completely randomized blocks with three replications in a split plot design was used. It was evaluated number of days to first harvest, number of harvests, pasture utilization period, tiller and plant population densities, total herbage production, stubble mass, herbage production by harvest, and production dynamics (dry matter accumulation rate). There was significant interaction between grasses and sowing dates for all variables, indicating many combinations between forage species and sowing date according each system. White oats, ryegrasses and black oat cv. IAPAR 61 performed better in relation to forage production and forage production persistance, especially if sown until early May. In relation to accumulation rate, white oats UTF Iguaçú and IPR 126, black oat IAPAR 61, ryegrasses, and rye

  • 1

  presented better performance, which presented average of 51.4 kg DM ha after first cut, showing a great performance in terms of forage production and maintenance of their forage production, especially when sowed until beginning May.

  

Keywords: Avena sativa, Avena strigosa, Lolium multiflorum, Secale cereale,

Triticosecale W., forage production dynamic.

  

LISTA DE ILUSTRAđỏES

Figura 1 – Caracterização das temperaturas mínimas (T. mín), máximas (T. máx) e média (T. méd) e

precipitação do ano de 2009. Estação Meteorológica do Instituto Agronômico do Paraná

  (IAPAR). Pato Branco, 2009............................................................................................. 29

Figura 2 – Caracterização das horas de sol no 15º dia do mês. (Adaptado de Tubelis & Nascimento,

1992)................................................................................................................................. 30

  

LISTA DE TABELAS

Tabela 1 – Caracterização química do solo antes só início do experimento. Pato Branco, 2010.........28

Tabela 2 - Análise de variância (forrageiras de inverno x época de semeadura), com as respectivas

fontes de variação (FV), graus de liberdade (GL), quadrados médios (QM), estatística F calculada (F) e probabilidade α = P(F≥Fc), para as variáveis número de plantas por metro quadrado (NPL), densidade populacional de perfilhos (DPP), matéria seca residual (MSR, e produção total de matéria seca (PT), produção de forragem em cada um dos oito cortes (PFC1), (PFC2), (PFC3), (PFC4), (PFC5), (PFC6), (PFC7) e (PFC8). Pato Branco, 2010. .......................................................................................................................................... 32

Tabela 3 – Caracterização para os cortes e utilização das pastagens. Pato Branco, 2010.................34

  

Tabela 4 – Média dos caracteres avaliados nas diferentes forrageiras e épocas de semeadura. Pato

Branco, 2010..................................................................................................................... 38 Tabela 5 – Produção de forragem (kg MS ha -1 ) do primeiro ao quarto corte para as forrageiras nas épocas de semeadura. Pato Branco, 2010.......................................................................40

Tabela 6 – Média para a produção de forragem do quinto ao oitavo corte, conforme as forrageiras e

as épocas de semeadura. Pato Branco, 2010..................................................................42

Tabela 7 - Análise de variância bifatorial (forrageiras de inverno x época de semeadura), com as

respectivas fontes de variação (FV), graus de liberdade (GL),quadrados médios (QM), estatística F calculada (F) e probabilidade α = P(F≥Fc), para as variáveis Taxa de acúmulo diária de matéria seca nos meses em MSha-1dia-1: março (TAmar), abril (TAabr), maio (TAmai), junho (TAjun), julho (TAjul), agosto (TAago), setembro (TAset) e outubro (TAout). Pato Branco, 2010.................................................................................49

  Tabela 8 - Taxa de acúmulo diária de forragem no mês de março (TAmar, kg ha -1 dia -1 de MS), abril (TAabr, kg ha

  • -1 dia -1

  de MS), maio (TAmai, kg ha -1 dia -1 de MS) e junho (TAjun, kg ha -1 dia - 1 de MS) conforme as forrageiras e as épocas de semeadura. Pato Branco, 2010..........50 Tabela 9 - Taxa de acúmulo diária de forragem no mês de julho (TAjul, kg ha -1 dia -1 de MS), agosto (TAago, kg ha

  • -1 dia -1

  de MS), setembro (TAset, kg ha -1 dia -1 de MS) e outubro (TAout, kg ha

  • -1 dia -1 de MS) conforme as forrageiras e as épocas de semeadura. Pato Branco, 2010.

  .......................................................................................................................................... 53

  AB2 Aveia Branca FAPA 2 AB43 Aveia Branca FAPA 43 ABI Aveia Branca IPR 126 ABU Aveia Branca UTF Iguaçú AP61 Aveia Preta IAPAR 61 APAC Aveia Preta Agro-Coxilha APC Aveia Preta Comum APM Aveia Preta Moreninha APP Aveia Preta Agro-Planalto APZ Aveia Preta Agro-Zebu AZC Azevém Comum AZS Azevém São Gabriel CES Centeio Serrano DPP Densidade Populacional de Perfilhos FDN Fibra em Detergente Neutro MS Matéria Seca MSR Matéria Seca Residual NC Número de Cortes NDPC Número de Dias para o Primeiro Corte NDU Número de Dias de Utilização da Pastagem NPL Número de Plantas PFC1 Produção de Forragem no Primero Corte PFC2 Produção de Forragem no Segundo Corte PFC3 Produção de Forragem no Terceiro Corte PFC4 Produção de Forragem no Quarto Corte PFC5 Produção de Forragem no Quinto Corte PFC6 Produção de Forragem no Sexto Corte PFC7 Produção de Forragem no Sétimo Corte PFC8 Produção de Forragem no Oitavo Corte PT Produção Total de Matéria Seca T399 Triticale TCL 399 TA Taxa de Acúmulo TAabr Taxa de Acúmulo no mês de Abril TAago Taxa de Acúmulo no mês de Agosto TAjul Taxa de Acúmulo no mês de Julho TAjun Taxa de Acúmulo no mês de Junho TAmai Taxa de Acúmulo no mês de Maio TAmar Taxa de Acúmulo no mês de Março TAout Taxa de Acúmulo no mês de Outubro TAset Taxa de Acúmulo no mês de Setembro TBT Trigo BRS Tarumã TPO Triticale POLO 981

  

SUMÁRIO

  

1 INTRODUđấO.........................................................................................................13

  

2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA....................................................................................15

  2.1 ESTACIONALIDADE DE PRODUđấO DE FORRAGENS...................................15

  2.2 UTILIZAđấO DE PLANTAS FORRAGEIRAS ANUAIS DE INVERNO................17

  2.2.1 Aveia...................................................................................................................18

  2.2.2 Azevém anual.....................................................................................................19

  2.2.3 Centeio...............................................................................................................21

  2.2.4 Triticale...............................................................................................................22

  2.2.5 Trigo....................................................................................................................23

  3 PRODUđấO DE FORRAGEIRAS ANUAIS DE INVERNO SEMEADAS EM

DIFERENTES ÉPOCAS..............................................................................................25

  3.1 RESUMO ..............................................................................................................25

  3.2 ABSTRACT ..........................................................................................................25

  3.3 INTRODUđấO......................................................................................................26

  3.4 MATERIAL E MÉTODOS......................................................................................27

  3.5 RESULTADOS E DISCUSSÕES..........................................................................31

  3.6 CONCLUSÕES.....................................................................................................43

  3.7 CONSIDERAđỏES FINAIS..................................................................................43

  4 DINÂMICA DE PRODUđấO DE FORRAGEM DE GRAMễNEAS ANUAIS DE

  

INVERNO EM DIFERENTES ÉPOCAS DE SEMEADURA.......................................44

  4.1 RESUMO ..............................................................................................................44

  4.2 ABSTRACT...........................................................................................................44

  4.3 INTRODUđấO......................................................................................................45

  4.4 MATERIAL E MÉTODOS......................................................................................47

  4.5 RESULTADOS E DISCUSSÃO ...........................................................................49

  4.6 CONCLUSÃO........................................................................................................55

  

5 CONSIDERAđỏES FINAIS.....................................................................................57

REFERÊNCIAS...........................................................................................................59

APÊNDICES................................................................................................................67

  No Brasil, como na maioria das regiões do mundo, existe o problema da estacionalidade de produção das plantas forrageiras, devido principalmente, à não ocorrência de chuvas durante o ano todo em algumas regiões, e também as baixas temperaturas e geadas que ocorrem no período de inverno na região Sul do País. Essas características vêm limitando o crescimento das plantas forrageiras, alternado crescimentos vigorosos nos períodos quentes, com baixas taxas de crescimento e baixas produções nas épocas frias do ano, determinando períodos de safras e entressafras para a produção de alimentos.

  As condições apresentadas pelo Brasil à exploração de sistemas de produção animal a base de pasto são bastante favoráveis. Entretanto, as diferenças edafoclimáticas das regiões implicam na utilização de forrageiras com mecanismos de adaptação bastante distintos, visando superar as pressões dos estresses ambientais e manter elevada produção e qualidade de forragem.

  Na Região Sul do Brasil, o período crítico causado pelas baixas temperaturas, está compreendido entre os meses de abril a setembro, caracterizado por baixa capacidade suporte devido à baixa disponibilidade de forragens nas pastagens (Bortolini et al., 2005; Costa et al., 2008; Restle et al., 2000) . Este fato gera redução da capacidade dos pecuaristas realizarem investimentos na modernização da atividade por não utilizarem nível tecnológico adequado para a obtenção de uma exploração pecuária eficiente. Esses fatores vêm contribuindo para a baixa produtividade animal, diminuindo drasticamente a produção de leite e ocasionando perda de peso nos animais de corte.

  Devido às pressões do mercado, os produtores vêm procurando obter aumento de produtividade com a intensificação do sistema produtivo, fato que já vem ocorrendo especialmente nas Regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. As dificuldades apresentadas para a obtenção de uma produção de forragem mais uniforme durante o ano podem ser superadas através da utilização de diversas tecnologias. Entre elas destaca-se a utilização de plantas forrageiras de inverno, que crescimento das forrageiras de verão. Esse procedimento provoca aumento tanto na quantidade, quanto na qualidade da forragem podendo alterar a distribuição de forragem durante o ano, com a redução da necessidade de alimentação suplementar, neste período.

  Existem muitas informações a respeito da produção de forrageiras anuais de inverno, principalmente relacionados às gramíneas como o azevém, aveia, centeio, triticale e trigo ou mesmo em consórcio com leguminosa como os trevos e as ervilhacas (Soares & Restle, 2002; Roso et al., 2000; Rocha et al., 2003).

  Os resultados de produção total não evidenciam a dinâmica da produção forrageira durante todo o período de estação fria, ou seja, como se distribuição no tempo essa produção de forragem, não demonstrando ao produtor qual o melhor material genético para épocas especificas de semeadura e o comportamento das cultivares ao longo dos meses de inverno. Uma distribuição de forragem mais uniforme durante esses períodos é de extrema importância, pois facilita o manejo das pastagens, diminui custos de produção pela redução da suplementação alimentar, etc. Portanto a época de semeadura e o material forrageiro é que definem a distribuição da produção indicando qual a taxa de acúmulo mensal de forragem, informação que é de extrema valia para fazer um planejamento forrageiro. O presente trabalho tem sua importância pela sua aplicabilidade às condições regionais e pela falta de pesquisas científicas locais. Testando diferentes espécies/genótipos em diferentes épocas de semeadura com o objetivo de antecipar e prolongar a disponibilidade de forragens na estação compreendida entre o outono, inverno e primavera, suprindo os chamados “vazios forrageiros”. Assim os produtores poderão verificar qual a cultivar que produz mais em cada época considerada, possibilitando o planejamento forrageiro mais adequado às reais situações da propriedade.

  Este trabalho baseia-se na hipótese de que existe interação entre época de semeadura e as espécies/cultivares de forrageiras anuais de inverno no que tange à produção de forragem e a dinâmica de produção de forragem. O objetivo do presente trabalho foi avaliar a dinâmica produtiva de forrageiras anuais

  2.1 ESTACIONALIDADE DE PRODUđấO DE FORRAGENS A pecuária brasileira tem como base as pastagens formadas por gramíneas. Na Região Sul do Brasil a produção de forragem é elevada na estação da primavera e do verão, decorrente da alta incidência de chuvas, temperatura elevada e alta luminosidade, o que não ocorre no inverno e no outono (Córdova, 2004). Em contrapartida os períodos de vazios são devido à baixa luminosidade, baixas temperaturas e muitas vezes ocorrência de geadas. Segundo Costa et al.

  (2008), independente do tipo de pastagem nativa ou cultivada, bem como o seu manejo, intensivo ou extensivo, a estacionalidade de produção de forragem, varia de 10 a 20% da produção anual, em razão das alterações climáticas durante o ano.

  É comum na Região Sul os produtores investirem em espécies forrageiras anuais de inverno como aveia e azevém. No entanto, a maior parte das áreas utilizadas com pastagens anuais de inverno são áreas destinadas às culturas anuais de verão, o que reforça ainda mais a situação conhecida como “vazio forrageiro”, períodos que ocorrem no início do outono (abril e maio) e no início da primavera (setembro), pois produtores que realizam safrinha de verão, atrasam a implantação das forrageiras de inverno, e além disso os que vão produzir milho no verão seguinte, acabam dessecando no mês de agosto as pastagens para a implantação dessa cultura (Hanisch & Gislon, 2010). Com isso, reforça-se a necessidade da produção de forragem em períodos de escassez por meio do cultivo de espécies anuais invernais, disponibilizando forragem para os animais, protegendo o solo nesse período, ampliando também a produção de palhada para o cultivo de grãos no verão, em sistema de integração lavoura-pecuária (Nicoloso et al., 2006).

  Existem várias alternativas para o vazio forrageiro, entre elas destacam-se a utilização de alimentos conservados e concentrados, de custo elevado, e a utilização de forrageiras hibernais como a aveia e o azevém que apresentam custos de produção mais baixos, facilidade de manejo e que são adaptadas à região (Assmann et al., 2006, Assmann et al., 2010).

  O sistema de integração lavoura-pecuária praticado no Sul do Brasil apresenta ótimos índices produtivos devido às condições climáticas e edáficas da região, supostamente quando acompanhado de um correto planejamento e manejo do sistema (Assmann et al., 2006; Assmann et al., 2010, Nicoloso et al., 2006). Segundo Oliveira (2002) esse sistema pode ser definido como sistema de produção, em que a exploração animal está geograficamente associada à produção de grãos, havendo alternância desta com a produção de forragem no mesmo ano agrícola. Na região sul, explora-se principalmente a produção de grãos (soja, milho e feijão) no período de verão e a produção animal (leite e carne) em pastejo de espécies forrageiras anuais de inverno (aveia, azevém, trigo duplo propósito, triticale, dentre outros) (Bortolini et al., 2004, Bortolini et al., 2005).

  Segundo Postiglioni (1982), próximo de 25% da produção do animal acumulada na primavera/verão/outono pode ser perdida no inverno/primavera, se não houver adequado planejamento forrageiro. Dentre os aspectos desejáveis à utilização de plantas forrageiras, a distribuição uniforme da produção de forragem durante o ano, parece ser um dos atributos mais objetivados pelos produtores.

  As plantas forrageiras de origem tropical e subtropical apresentam crescimento reduzido durante o período de inverno. Dessa forma, de abril a setembro, quando as temperaturas são baixas, ocorre diminuição na oferta de forragem nas pastagens (Gerdes, 2003).

  A disponibilidade de água é isoladamente o fator que mais limita a produção de forragem. A radiação solar é indispensável para a vida das plantas, pois regula a fotossíntese e o desenvolvimento da planta. A temperatura é um dos fatores importantes para a fase bioquímica de carboxilação e redução do dióxido de carbono da fotossíntese, alterando a velocidade das reações (Gomide, 2003).

  Segundo Pedreira et al. (1998), as plantas do grupo C3 necessitam entre 550 a 750 gramas (g) de água por g de matéria seca (MS) produzida, enquanto que as C4 necessitam 250 a 350g. Portanto, para cada tonelada (t) de MS produzida, as gramíneas de clima temperado exigem entre 55 a 75 mm de água, enquanto que gramíneas tropicais exigem entre 25 a 35 mm de água, respectivamente (Aguiar & Silva, 2002).

  A radiação fotossinteticamente ativa, compreendida na faixa de 400 a 700 mm e que corresponde a 50% do espectro solar, é interceptada pelas sucessivas camadas de folhas, sofrendo alterações na quantidade e qualidade à medida que penetra no dossel vegetal, condicionando a intensidade de sua fotossíntese (Gomide, 2003).

  As temperaturas cardeais para as forrageiras são mínima de 5ºC e máxima de 30ºC, para as plantas do grupo C3, e mínima de 15ºC e máxima de 40ºC para as do grupo C4 (Rodriguez et al.,1996)

  Segundo Gerdes (2003), o aparecimento de folhas, a senescência e a longevidade de folhas, além do desenvolvimento de gemas, respondem rapidamente a qualquer mudança de temperatura. Isso influenciará as características estruturais do dossel forrageiro como o tamanho da folha, densidade de perfilhos e número de folhas vivas por perfilho, além de influenciar na composição química da planta, ou seja, alterando a sua qualidade (Gomide et al., 1997; Gerdes, 2003).

  É destacada a importância de implantação de espécies que permitam maior produtividade do sistema, uma vez que os sistemas de produção em pastagem são os mais viáveis em propriedades leiteiras e de corte com poucos recursos para investimento. A utilização de gramíneas anuais de estação fria como pastagens constitui alternativa de produção de forragem em sistemas de rotação com culturas de verão, visando suprir a deficiência alimentar ocasionada por baixas temperaturas, geadas e pouca luminosidade no outono e inverno (Roso et al., 1999).

  2.2 UTILIZAđấO DE PLANTAS FORRAGEIRAS ANUAIS DE INVERNO O cultivo de plantas forrageiras hibernais é favorável na região sul do

  Brasil, sendo uma das melhores alternativas para diminuir a falta de alimento durante o período de inverno, pois os produtores lançam mão do uso de alimentos conservados e concentrados que elevam os custos da produção (Assmann et al., 2006). Segundo Moraes & Lustosa (1999), o crescimento ótimo de espécies de inverno se dá numa faixa de temperatura entre 18ºC e 23ºC e o aumento da taxa de acúmulo de massa seca dessas espécies hibernais tem alta correlação com o temperaturas mínimas de 11ºC e máximas de 19ºC, favorecendo o estabelecimento dessas espécies na região (IAPAR, 2009).

  Dentre as alternativas disponíveis para amenizar o déficit alimentar no inverno está o cultivo de aveia (Avena sp.), azevém (Lolium multiflorium Lam.), centeio (Secale cereale L), triticale ( X Triticosecale W.) e trigo (Triticum aestivum L.). Essas gramíneas além de serem cultivadas isoladas, podem ser cultivadas em consórcio com outras plantas forrageiras, tanto gramíneas quanto leguminosas.

  De acordo com Floss (1988) as razões do ótimo desempenho animal em pastagens de espécies forrageiras de ciclo hibernal estão na composição bromatológica da forragem produzida, que varia conforme o estádio de desenvolvimento das plantas. A qualidade destas forragens depende, dentre outros fatores, do manejo ao qual são submetidas na fase de produção, como, adubação, altura e intervalo entre cortes e condições de pastejo (Cecato et al. 1998; Alvim & Cóser, 2000; Restle, et al. 2000).

  2.2.1 Aveia As aveias (branca - Avena sativa L. e preta - Avena strigosa Schreb) ocupam o sétimo lugar, entre os cereais produzidos no mundo, sendo cultivadas para a produção de grãos (aveia branca) para uso destinado à alimentação humana ou animal (especialmente cavalos): forragem (pretas e brancas) na forma de pastejo, feno, silagem pré-secada, silagem de planta inteira, duplo propósito e, cobertura do solo e adubação verde (Alves et al. 2009). Essa cultura possui ampla adaptabilidade, sendo cultivada principalmente no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e Espírito Santo, onde a temperatura (20 - 25 ºC) favoreça o seu desenvolvimento vegetativo (Floss, 1988, Floss et al., 2008).

  As aveias apresentam hábito de crescimento cespitoso (touceiras) e o sistema radicular é fasciculado, sendo as raízes de aveia mais fibrosas, o que facilita a penetração no solo. Em condições favoráveis, produzem de 4 a 5 afilhos, muito importantes para a longevidade da pastagem. Os colmos são cilíndricos e eretos, compostos de nós e entrenós. As folhas possuem bainhas vilosa, lígula obtusa e

  (emergência a maturação), desde 120 até 200 dias. Essa variação depende entre outros fatores da cultivar, da época de semeadura, latitude, longitude e altitude. Existe uma considerável diversidade do gênero Avena em relação ao fotoperíodo, sendo considerado uma planta de dias longos.

  Na maioria das regiões a melhor época de semeadura das aveias é março/abril e a quantidade de semente recomendada é de 350 a 400 sementes

  • aptas m ². A semeadura preferencialmente deve ser realizada em fileiras e a profundidade deve ser de 2 a 4 cm (Alves et al., 2009). Segundo Monteiro & Moraes (1996) no sistema de pastejo rotativo, o início da utilização deve ser quando as plantas atingirem de 25 a 30 cm de altura deixando-se uma resteva de 5 a 7cm e no contínuo recomenda-se manter a pastagem entre 15 e 20 cm.

  Reis et al. (1993) mostraram que 95 % do material vegetal da aveia preta, com 60 dias de crescimento, era constituído por folhas, com teor médio de proteína bruta igual a 23%. Kichel & Miranda (2000), ressaltaram que a aveia forrageira possui crescimento padronizado e bom perfilhamento podendo chegar a

  • 1

  26% o nível de proteína bruta e 60 a 80% de digestibilidade, produzindo 2 a 6 t ha de MS. Maurílio (2006) indica o mês de abril e meados de maio para a semeadura de aveia que em sistema de corte propicia um rendimento de forragem de 4 – 6 t MS

  • 1 ha e um nível de proteína bruta de até 25%.

  Semeaduras realizadas em 25 de maio e 29 de junho, com quatro cultivares de aveia preta, resultaram em dois cortes na primeira época com 4,0 t MS

  • 1

  ha a mais do que na segunda época com um corte, todavia as cultivares não diferiram entre si nas características agronômicas de produtividade (Meira et al., 2004). Outro experimento com aveia IAPAR 61 com cinco épocas de semeadura a

  • partir de 02 de maio com intervalos de sete dias, com 250 plantas m ² de densid
  • 1

  teve a maior produção de forragem (3.475 kg MS ha ) na primeira época com pouca umidade inicial (Engel et al., 2002).

  2.2.2 Azevém anual O azevém anual (Lolium multiflorium) é originário da região

  Itália, América do Sul e Austrália (Monteiro et al, 1996). Para Moraes et al. (1995), o azevém anual consagrou-se como grande opção pela sua facilidade de ressemeadura natural, resistência a doenças, bom potencial de produção de sementes e versatilidade de uso em associações, na região sul do Brasil.

  O azevém é uma gramínea anual, possui hábito de crescimento cespitoso, e o sistema radicular é altamente ramificado e denso com muitas raízes adventícias e fibrosas. Os colmos vegetativos são cilíndricos e eretos, podendo-se tornar decumbentes, e podem atingir 100-120 cm (Balasko et al., 1995). As folhas do azevém anual são brilhantes e esta espécie pode ser facilmente diferenciada da aveia e de outros cereais de inverno observando-se as características morfológicas das lígulas e aurículas. De acordo com Floss (1988) é uma planta rústica e agressiva, que produz muitos perfilhos.

  O azevém anual é uma planta de dia longo, apresentando um ciclo de produção maior que o da aveia (Floss, 1988). Segundo Beevers & Cooper (1964) o azevém anual apresenta seu crescimento máximo em temperaturas diurnas de 25ºC e noturnas de 12ºC.

  Esta gramínea anual ocorre em muitos tipos de solos, indicando ampla adaptação. No que diz respeito à adubação nitrogenada, o azevém quando em mistura com a aveia mostra excelentes resultados. Lesama (1997), em um experimento de pastejo, estudou a produção de forragem da mistura aveia preta e

  • 1

  azevém adubada com 300 Kg de nitrogênio ha quantificando que a produção de

  • 1 forragem foi de 9691 Kg de MS ha .

  No trabalho realizado por Quadros (1984), constatou-se que o azevém quando consorciado apresenta uma complementaridade nas curvas de crescimento, ou seja, espécies como o centeio e aveia concentram suas produções de forragens nos meses de maio a agosto, ao passo que o azevém mostra maior produção de MS a partir do mês de setembro.

  Quanto a época de semeadura, na região sul do Brasil, esta vai de abril

  • 1

  a junho. A densidade de semeadura para o azevém é de 20-25 Kg de sementes ha ,

  • o que corresponde a 400-500 sementes aptas m ² (Alves et al., 2009).

  As pastagens de azevém caracterizam-se por apresentarem alto valor Muitos são os trabalhos em que foram avaliados os teores de proteína bruta (%PB) e a digestibilidade de matéria seca de pastagens de azevém. Alves Filho et al.

  • 1

  (2003) obtiveram rendimentos de fitomassa seca de 7.519 kg ha e teor proteico de 12,7% e FDN 54,4%, sendo que a maior concentração de forragem ocorreu em setembro e outubro (69,7%) . Em outras pesquisas pode haver a produção de 52% da produção no inverno e 42% na primavera, com 4.398 kg de MS/ha, 15,7% de PB e 53,0% de FDN (Gomes & Reis, 1999).

  2.2.3 Centeio O centeio (Secale cereale L.) é originário da Ásia Central, ocupa o oitavo lugar, entre os cereais no mundo e é cultivado especialmente no centro e no norte da Europa, em climas frios ou secos. Predominam cultivares de hábito invernal e a cultura destina-se à alimentação humana e animal e à adubação verde (FA0, 2007). O centeio é indicado para pastoreio, para forragem verde, fenação e silagem pré-secada ou de planta inteira. É uma espécie anual, de crescimento cespitoso, possui sistema radicular profundo e agressivo capaz de absorver nutrientes indisponíveis a outras espécies. Apresenta ciclo de produção mais reduzido que a aveia e o azevém, em geral é mais precoce, produzindo forragem mais cedo que estas espécies (Monteiro et al., 1996; Baier, 1994).

  O crescimento do centeio ocorre a partir dos 0 ºC, enquanto que o azevém necessita de 6,4 ºC. A temperatura ótima para o crescimento da planta é de 25ºC a 31 ºC. É em regiões mais elevadas e mais frias, ou em anos com inverno mais frios ou secos, que o centeio se destaca pela sua maior produção de massa e precocidade (Baier, 1994).

  Fontaneli et al. (1993) observaram que o centeio e o triticale foram precoces na produção de forragem no inverno, apresentando, todavia, acentuada redução na produção de grãos, em decorrência dos cortes. Na estação fria, apresenta taxa de crescimento mais acelerada que as demais gramíneas de inverno.

  Autores como Postiglioni (1982), também destacou a precocidade de centeio numa pastagem consorciada com aveia e azevém, avaliada de maio a e aveia produziu 60% de junho a julho, enquanto azevém, mais tardio, produziu 70% de agosto a setembro. Esse autor observou que a consorciação é importante para melhor distribuir a oferta de forragem durante o período em que há maior deficiência de alimento para bovinos.

  Para a formação de pastagens ou cobertura de solo no Sul do Brasil, centeio é semeado a partir de março. A densidade de semeadura, deve ser de 350- 400 sementes aptas por m², gastando-se para isso de 50-70 kg de semente por hectare (Monegat, 1991). O pastejo do centeio deve ser iniciado quando as plantas tiverem entre 15-25 cm de altura.

  2.2.4 Triticale O triticale ( X Triticosecale Wittmack) é o primeiro cereal desenvolvido pelo homem, sendo originado do cruzamento do trigo (Triticum aestivum L.) e do centeio (Secale cereale L.). As principais características apresentadas por este híbrido são: alto potencial de rendimento, grãos bem formados e de alto valor energético, capacidade de afilhamento, baixa estatura, resistência a doenças, tolerância ao frio e à seca, alta produção de biomassa, sistema radicular profundo, entre outras (Nascimento et al., 2004).

  Segundo Baier et al. (1994), o triticale tem demonstrado resultados promissores na produção de grãos e forragem em algumas regiões do Rio Grande do Sul e do Paraná, destacando-se pela sua rusticidade e produtividade. Atualmente, os genótipos de triticale disponíveis adaptam-se melhor, durante o perfilhamento, em regiões com altitudes superiores a 400m, e em temperaturas médias entre 12ºC e 14ºC (Felício et al., 2001). Apresenta hábito vegetativo semi- prostado. O florescimento ocorre de 65-68 dias de emergência da plântula. O ciclo de maturação é de 140 dias, a altura das plantas é 100-120 cm, dependendo da fertilidade do solo. Segundo Bruckner & Hanna (1990) em experimentos conduzidos no sul dos Estados Unidos, em locais sujeitos a danos por geadas, concluiu-se que a produção dos três cultivares de triticale utilizados foi comparável à do centeio. Esses autores observaram, também, que a temperatura mínima para início de crescimento foi de 0 ºC, para o centeio, entre 2,8ºC e 4,4ºC, para o trigo, e acima de 4,4ºC, para as aveias.

  O triticale apresenta uma ampla gama de usos potenciais, especialmente para as pequenas propriedade: forragem verde, silagem de plantas jovens, feno, silagem de planta adulta, silagem de grãos úmidos e grãos secos. A planta jovem pode ser pastoreada quando atinge altura entre 25 e 30 cm, e deixando um resíduo de 7 cm do solo (Alves et al., 2009). Segundo a CSBPT (2004) para fins forrageiros, o triticale pode ser semeado a partir de abril e a densidade de

  • semeadura a ser utilizada deve ser de 450 a 500 sementes m ².

  Trabalhos realizados por Restle et al. (1999), demonstram o grande potencial forrageiro desta espécie quando consorciado com azevém, ou com

  • 1

  azevém e aveia preta, obtendo produção de forragem de 9.696 e 8.041 kg ha , respectivamente, e ganhos médios diários de 693 e 665 g.

  2.2.5 Trigo O trigo tem papel fundamental na diversificação das culturas nas propriedades agropecuárias, como alternativa econômica no período de inverno. É utilizado na alimentação de animais na forma de forragem verde e feno, duplo propósito, além de cobertura vegetal, adubação verde e principalmente na alimentação humana na forma de grãos (Scheeren, 1984).

  Os cultivares de trigo que se diferenciam para o sistema de produção de duplo propósito devem ter como características principais: produção de massa verde, tolerância ao pastejo ou corte e produção de grãos (Del Duca et al, 2000). Desta maneira é produzido forragem no período de inverno e depois do corte ou pastejo ainda se produz grãos. Esta prática permite ampliar a oferta de forragem no inverno (Del Duca, 1995) e facilitar o manejo integrado com a pastagem de azevém, ao permitir a rotação de pastagens. Rebuffo (2001) salienta a importância de cultivares de duplo propósito em apresentar um rápido estabelecimento, alta capacidade de perfilhamento e hábito de crescimento semi-ereto. Estes cultivares devem ter um ciclo apropriado para o pastejo e colheita de grãos, com fase vegetativa longa e reprodutiva curta, ou seja, ciclo tardio-precoce (Del Duca et. al, 2000), podendo ser semeados antecipadamente à época normal.

  A época de semeadura mais indicada na região para fornecimento de forragem é abril e maio, sendo a densidade de semeadura recomendada de 350 a 400 sementes aptas por metro quadrado. A quantidade de semente por hectare pode variar de 90 a 110 kg e a distância entre fileiras não deve ser superior a 20 cm (Del Duca et al., 2000). Para a semeadura, normalmente é usado o espaçamento entre fileiras de 17 cm, sendo que este espaçamento é o mesmo recomendado para a semeadura de cereais de inverno para a produção de grãos nesta região.

  O trigo de duplo propósito pode ser cortado e utilizado na forma de silagem ou feno, ou ainda ser pastejado diretamente por bovinos e ovinos. O corte pode ser realizado quando as plantas estiverem próximas do início da elongação do colmo, com 25 a 40 cm de altura, podendo ser realizado um segundo corte após 30 dias. No caso de pastejo, deve-se limitar a altura de pastejo até 5 a 7 cm do solo e retirar os animais a partir da elongação do colmo (Del Duca et. al., 2000), pois o meristema apical fica exposto ao pastejo ou corte, podendo ser removido, o que reduz severamente a produtividade de grãos. Pastejos tardios resultam em menor produtividade de grãos por proporcionarem menor número de espigas por hectare, menor número de espiguetas por espiga e menor peso de grãos (Bortolini, 2004).

  Dentre as variedades de trigo produzido pela EMBRAPA para duplo propósito existe a BRS Figueira, BRS Guatambu, Umbu e BRS Tarumã (Wendt et al., 2006). Estes cereais de inverno são utilizados para pastagem, colheita de grãos, feno ou silagem e são alternativas para o preenchimento do chamado “vazio forrageiro outonal e primaveril”. Em experimento realizado por Meinerz (2009),

  • 1 -1 -1

  obteve-se produção de massa seca de 5.282 kg ha , 5.303 kg ha , 5.888 kg ha e

  • 1

  4.499 kg ha , para BRS 277, BRS Guatambu, BRS Tarumã e BRS Umbu, respectivamente.

  3.1 RESUMO O trabalho foi realizado com o objetivo de avaliar as características produtivas de forrageiras anuais de inverno (Avena strigosa Schereb, Lolium

  

multiflorum Lam, Avena sativa, Triticum aestivum, Secale cereale e X Triticosecale

  Wittmack) em quatro épocas de semeadura (11/3, 08/4, 06/5 e 03/6 de 2009). Foram avaliados o número de dias para o primeiro corte, o número de cortes, dias de utilização da pastagem, a densidade de plantas e perfilhos, a produção total, a matéria seca residual e a produção por corte. Houve interação significativa entre forrageiras e épocas de semeadura para todas as variáveis analisadas, o que possibilita alterar o planejamento forrageiro combinando cada forrageira dentro da melhor época de semeadura direcionando a produção de forragem com o objetivo de suprir os vazios forrageiros. Uma das opções é a semeadura de aveia preta no início de março suprindo mais convenientemente as forragens no outono aos animais, em relação a sua semeadura em abril, mesmo que esta apresentasse uma produção total de forragem maior. Porém, se a maior necessidade de forragem é na primavera, a melhor combinação seria azevém semeado em junho. As aveias brancas, os azevéns, e a aveia preta IAPAR 61, são materiais com alta capacidade de produção e distribuição de forragem, especialmente se semeadas até início de maio.

  Palavras-chave: Avena sativa, Avena strigosa, Lolium multiflorum, Secale cereale, Triticosecale Wittmack.

  3.2 ABSTRACT

  Forage production of winter annual grasses sown on different

dates

  This research evaluate productive characteristics of winter annual forage grasses th

Secale cereale, and X Triticosecale Wittmack) under four sowing dates: March 11 ,

th th rd

  April 8 , May 6 and June 3 . It was evaluated number of days to first harvest, number of harvests, period of pasture utilization, tiller and plant population densities, total herbage production, stubble residue and herbage production for each cut. There was significant interaction between grasses and sowing times for all variables, which enables you to change the combining each forage grasses in the best sowing time directing the production of fodder in order to fill the empty feed. One option is the planting of oats in early March more conveniently supplying fodder to the animals in the fall, for his sowing in April, even though it presented a higher total forage production. However, if the forage need is greater in the spring, the best combination would be ryegrass sown in June. White oats, ryegrasses and black oat IAPAR 61, are options which presented huge forage production and pretty even forage production distribution, mainly whether sowed up to beginning of May.

  Key- words: Avena sativa, Avena strigosa, Lolium multiflorum, Secale cereale, Triticosecale Wittmack.

  3.3 INTRODUđấO O cultivo de plantas forrageiras hibernais é favorável na região sul do

  Brasil. O crescimento ótimo de espécies de inverno ocorre em uma faixa de temperatura entre 18ºC e 23ºC e o aumento da taxa de acúmulo de massa seca dessas espécies hibernais tem alta correlação com o fotoperíodo (Moraes, 1995). O Estado do Paraná em especial, apresenta no período de inverno, temperaturas amenas, favorecendo o estabelecimento dessas espécies na região (IAPAR, 2009). Dessa forma, o Paraná possui condição para ampliar a utilização de hibernais, fazendo com que estudos dessa natureza sejam necessários, além de que 80% da área cultivada no Estado com culturas anuais de verão permanecem em pousio no inverno, sendo somente 20% da área utilizado para cultivo nesse período com aveia, azevém, centeio, trigo, triticale entre outros (Sá, 1995).

  Atualmente não apenas a produção total de forragem, mas também a distribuição de sua produção ao longo do tempo, deve ser considerada, pois é o que alimentar os animais com concentrado ou forragem conservada. As forrageiras anuais de inverno que vem sendo utilizadas para suprir esta necessidade alimentar são principalmente o azevém, aveia preta e branca, centeio, triticale e trigo (Nicoloso et al., 2006). No entanto, a cada ano são lançadas novas cultivares dessas espécies, que nem sempre vem acompanhado de um conhecimento sobre sua dinâmica de produção de forragem, sobretudo se relacionado aos distintos ambientes e épocas de semeadura.

  Devido aos avanços no melhoramento genético das diversas espécies forrageiras de inverno, e as variações climáticas ocorridas nos últimos anos, devem- se buscar novas informações a respeito do momento ideal de implantação destas forrageiras, produtividade, distribuição de produção ao longo do tempo, bem como seu valor nutritivo, sendo possível através destas informações indicar aos produtores qual a melhor forrageira para determinada época de semeadura e local. Além disso informações produzidas nesse trabalho poderão ser usadas na tomada de decisão sobre formulação de misturas e escalonamento de semeadura. Dessa forma, objetivou-se avaliar as características produtivas de forrageiras anuais de inverno em distintas épocas de semeaduras, baseando-se na hipótese de que há significativo efeito da forrageira, da época de semeadura e principalmente de sua interação.

  3.4 MATERIAL E MÉTODOS O experimento foi conduzido no período de março a novembro de

  2009, na área experimental do Instituto Agronômico do Paraná, Pato Branco, situado na região fisiográfica denominada Terceiro Planalto Paranaense, com coordenadas 26º07'S e 52º41'W, altitude de 700 m. O clima da região é o subtropical úmido do tipo (Cfa), conforme classificação de Köppen (Maack, 1968). A precipitação pluvial é de 1.800 mm distribuídos ao longo do ano. A caracterização meteorológica do período de estudo está apresentada na Figura 1 e 2. O solo predominante na área pertence a unidade de mapeamento LATOSSOLO VERMELHO distroférrico úmbrico (Bhering et al., 2008). A análise química está apresentada na Tabela 1.

  Tabela 1 – Caracterização química do solo antes só início do experimento. Pato Branco, 2010.

  • 3

  Prof. pH MO Al H+Al Ca Mg K P

  V

  • 3 -3 -3

  Cm CaCl g dm Cmol dm g dm %

  2 (c)

  0-20 5,1 40,21 0,00 4,28 7,1 3,1 0,50 13,44 71,52

  MO= Matéria orgânica, V= Saturação por bases

  A área experimental estava sendo utilizada no sistema plantio direto, com rotação de soja e milho no verão e no inverno aveia como cobertura ou trigo para produção agrícola. Após a colheita da soja, realizou-se a adubação de acordo com as recomendações técnicas da CQFS (2004). A adubação foi realizada concomitante à abertura dos sulcos por meio de uma semeadoura com espaçamento entre fileiras de 17cm, consistindo-se da adubação de base com 45 kg

  • 1
  • 1

  ha de P O . A adubação de cobertura constou de 100 kg ha de N, na forma de

  2

  5

  uréia, parcelada em duas aplicações iguais distribuídas a lanço 30 e 60 dias após cada época de semeadura.

  

Figura 1 – Caracterização das temperaturas mínimas (T. mín), máximas (T. máx) e média (T. méd) e

precipitação do ano de 2009. Estação Meteorológica do Instituto Agronômico do Paraná (IAPAR). Pato Branco, 2009.

  Figura 2 – Caracterização das horas de sol no 15º dia do mês.

  Fonte: Adaptado de Tubelis & Nascimento, 1992.

  O delineamento experimental utilizado foi o de blocos ao acaso com três repetições em parcelas subdivididas, utilizando quatro épocas de semeadura (parcela) e dezesseis forrageirais (subparcelas). As semeaduras foram realizadas nas datas de: 11 de março, 08 de abril, 06 de maio e 03 de junho de 2009. As subparcelas foram compostas por 11 fileiras com três metros de comprimento, com

  2 área útil de seis metros quadrados, totalizando 1600 m .

  As forrageiras e a quantidade de sementes utilizadas (número de

  • 2

  sementes viáveis m ) foram as seguintes: quatro cultivares de aveia branca (Avena

  

sativa L.): FAPA 2 (350), FUNDACEP FAPA 43 (350), IPR 126 (250) e UTF Iguaçú

  densidade (350); seis cultivares de aveia preta (Avena strigosa Schreb): Aveia Preta Comum (350), UPF 21-Moreninha (400), Agro Planalto (300), Agro Coxilha (300), Agro Zebu (300) e IAPAR 61 (300); duas cultivares de azevém (Lolium multiflorum Lam.): Azevém Comum (350) e São Gabriel (350); uma cultivar de centeio (Secale

  

cereale L.): Serrano (350); duas cultivares de triticale (X Triticosecale Wittmack):

  TCL 399 (350), POLO 981 (450) e um cultivar de trigo duplo-propósito BRS tarumã (Triticum aestivum L.) (350).

  Dentre os tratos culturais realizou-se à aplicação de herbicida de folha

  (limpeza manual) das plantas daninhas nas fases iniciais de crescimento (de 2 a 4 folhas). Os cortes foram realizados quando a média de altura das plantas atingia 30 cm para as aveias e triticales e 25 cm para os azevéns, centeio e trigo, correspondente a 95% de interceptação luminosa para essas espécies (Da Silva & Nascimento Jr, 2006). Todos as forrageiras foram cortadas a sete cm do nível do

  

2

  solo. Com o auxílio de um quadro de 0,4 m e de uma tesoura de corte, as amostras foram coletadas, identificadas, pesadas e colocadas em sacos de papel, secas em estufa de ventilação forçada a 60 °C até massa constante, posteriormente pesadas para obter o valor de matéria seca (MS) da amostra. Subsequente aos cortes amostrais, por meio de uma roçadeira costal as parcelas foram uniformizadas na altura residual padronizada.

  As variáveis avaliadas foram: número de dias para o primeiro corte (NDPC, dias), número médio de cortes (NC), número dias de utilização da pastagem

  • 2

  (NDU, dias), número de plantas (NPL, plantas m ), densidade populacional de

  • 2
  • 1

  perfilhos (DPP, perfilhos m ), produção total de matéria seca (PT, kg ha de MS),

  • 1

  matéria seca resídual (MSR, kg ha de MS), e produção de forragem em oito cortes

  • 1
  • 1

  seqüenciais, do primeiro (PFC1, kg ha de MS) ao oitavo corte (PFC8, kg ha de MS). O número de dias até o primeiro corte (NDPC) foi definido pelo somatório de dias entre a semeadura até a realização do primeiro corte. A média do número de cortes (NC) foi obtida pela somatória de todos os cortes efetuados em cada forrageira nas distintas épocas de semeadura. O número de dias de utilização da pastagem (NDU) foi o resultado do somatório dos dias entre o primeiro corte até o último corte em cada forrageira nas diferentes épocas de semeadura em relação aos tratamentos. A contagem do número de plantas (NPL) foi realizada 30 dias após a semeadura, em 60 centímetros da fileira, em dois pontos amostrais. Posteriormente

  • -2

  calculou-se o número médio de plantas m . A contagem da densidade populacional de perfilhos (DPP) foi realizada no primeiro corte de cada forrageira, por intermédio

  2 de um quadro de 0,16 m .

  A produção total de forragem foi obtida a partir do somatório da produção em cada corte realizado nas 16 forrageiras para as distintas épocas de

  • 1

  semeadura transformada em produção total de matéria seca (kg ha de MS). A remanescente no campo, que não entrou no cômputo da PT. Essa variável foi avaliada em todas as parcelas, ao mesmo tempo, estimando a quantidade de palhada que ficaria para um sistema de plantio direto. Usou-se um quadro amostral

  2

  de 0,4 m , onde a matéria vegetal foi cortada rente ao solo, submetida a secagem à estufa (60 ºC até massa constante) e determinação da quantidade de palhada em kg

  • 1

  MS ha . Os resultados obtidos foram submetidos à análise de variância e as análises complementares por meio do teste de Scott-Knott a 5% de probabilidade de erro.

  3.5 RESULTADOS E DISCUSSÕES A partir dos resultados obtidos verificou-se que houve interação significativa (p<0,05) entre as forrageiras e as épocas de semeadura (Tabela 2) para todas as variáveis avaliadas : número de plantas por metro quadrado (NPL), densidade populacional de perfilhos (DPP), matéria seca residual (MSR), produção total de forragem (PT), produção de forragem do primeiro (PFC1) ao oitavo corte (PFC8). Desta forma, confirma-se a hipótese do trabalho de que não se deve pensar unicamente em qual cultivar semear independente da época de semeadura e vice- versa, deve ser considerada a combinação entre época e cultivar.

  Verificou-se que a terceira época de semeadura proporcionou um menor número de dias para o primeiro corte, seguidos da segunda, quarta e primeira época de semeadura (Tabela 3). Como as características NDPC, NC e NDU apresentaram os mesmos resultados para as três repetições (não possuindo variação para a mesma forrageira), não foi possível realizar análise de variância.

  Observou-se que quando semeadas antecipadamente, em 11 de março (época 1), as plantas foram expostas a condições com temperaturas elevadas (Figura 1), promovendo um desenvolvimento inicial mais lento. Quando semeadas em abril e maio, todas as forrageiras apresentaram um menor número de dias para o primeiro corte, estando de acordo com as indicações para a semeadura nesta região, segundo Flaresso et al. (2001).

  

Tabela 2 - Análise de variância (forrageiras de inverno x época de semeadura), com as respectivas

fontes de variação (FV), graus de liberdade (GL), quadrados médios (QM), estatística F calculada (F) e probabilidade α = P(F≥Fc), para as variáveis número de plantas por metro quadrado (NPL), densidade populacional de perfilhos (DPP), matéria seca residual (MSR, e produção total de matéria seca (PT), produção de forragem em cada um dos oito cortes - (PFC1), (PFC2), (PFC3), (PFC4), (PFC5), (PFC6), (PFC7) e (PFC8). Pato Branco, 2010. -2
  • -1

  NPL (plantas m

) DPP (perfilhos m ²)

MSR (kg de MS ha )

  FV GL QM F P QM F F≥Fc QM F P Bloco 2 2439,08 0,75 0,47 18457,08 1,09 0,34 16471,16 0,240 0,787 Época(a) 3 560865,35 172,83 0,00 2133042,07 126,35 0,00 771319,49 11,255 0,000 Forrageiras( 15 154235,26 47,53 0,00 1536216,83 90,99 0,00 638955,35 9,323 0,000 d) a x d

  45 15968,59 4,92 0,00 190765,945 11,30 0,00 388970,47 5,675 0,000 Erro 126 3245,21 16881,945 68529,86 Média

  

367,94 1457,55 1137,34

CV*

15,48 8,91 23,02

-1 -1

-1

  PT (kg de MS ha ) PFC1 (kg de MS ha ) PFC2 (kg de MS ha ) Bloco 2 147366,92 0,57 0,57 74036,77 1,62 0,202 23475,35 0,89 0,41 Época(a) 3 46642771,83 180,39 0,00 189021,01 4,13 0,008 747255,10 28,47 0,00 Forrageiras( 15 22291810,73 86,22 0,00 240440,62 5,26 0,00 514114,77 19,59 0,00 d) a x d

  45 2405272,84 9,30 0,00 182903,68 4,01 0,00 250346,14 9,53 0,00 Erro 126 258554,01 45663,73 26242,72 Média

  

5935,33 1216,27 1190,29

CV

8,57 17,57 13,61

-1 -1 -1

  PFC3 (kg de MS ha ) PFC4 (kg de MS ha ) PFC5 (kg de MS ha ) Bloco 2 19115,88 0,4536 0,63 3883,61 0,16 0,85 27053,08 1,02 0,36 Época(a) 3 1375383,61 32,63 0,00 114176,15 4,70 0,004 87297,58 3,30 0,02 Forrageiras( 15 1010352,64 23,97 0,00 686086,60 28,21 0,00 616244,12 23,28 0,00 d) a x d

  44 283843,46 6,74 0,00 110464,34 4,54 0,00 116190,83 4,39 0,00 Erro 124 42144,63 24314,70 26468,94 Média

  

1089,59 865,24 859,60

CV

18,84 18,02 18,93

-1 -1 -1

  PFC7 (kg de MS ha ) PFC6 (kg de MS ha ) PFC8 (kg de MS ha ) Bloco 2 14322,10 0,46 0,63 5917,77 0,18 0,83 24517,98 0,93 0,41 Época(a) 3 383436,82 12,46 0,00 102112,84 3,12 0,056 30046,19 1,14 0,30 Forrageiras( 15 392924,83 12,77 0,00 455612,62 13,91 0,00 232641,59 8,86 0,00 d) a x d

  44 165470,25 5,38 0,00 151161,81 4,62 0,001 118012,64 4,50 0,043 Erro 124 30759,30 32746,58 26258,89 Média

  

935,73 928,64 876,26

CV

18,74 19,49 18,49

  Convém salientar que, na média das espécies, o primeiro corte na primeira época foi realizado 12 dias antes do primeiro corte na segunda época, representando uma grande vantagem econômica e logística dentro dos sistemas reais de produção, amenizando o vazio forrageiro outonal. Desde que a terra esteja desocupada (depois da colheita do cultivo de verão) valeria a pena semear a proporcionalmente maior à antecipação da semeadura. Obviamente que esse raciocínio deve também considerar as condições climáticas de cada região. Da segunda para terceira época houve somente quatro dias de atraso no NDPC, ou seja, antecipando 28 dias na semeadura, atrasar-se-ia somente quatro dias para o primeiro uso da pastagem. Neste caso fica evidente que, na média das cultivares, não seria vantajoso atrasar a semeadura para depois de 8 de abril, considerando-se a uniformidade no suprimento de forragem.

  Em todas as épocas de semeadura, o azevém Comum e o São Gabriel foram as forrageiras que tiveram seu desenvolvimento mais lento até atingir o primeiro corte, seguido dos triticales e do trigo. De acordo com Nelson et al. (1995) isso ocorre provavelmente por serem gramíneas que se desenvolvem favoravelmente em clima subtropical temperado. Verificou-se que o primeiro corte ocorreu 61 dias após a semeadura, sendo 10 dias mais atrasado em relação aos dados apresentados por Pereira et al. (2008), em semeaduras realizadas no início do mês de maio em regiões de clima subtropical úmido. As aveias pretas apresentaram um desenvolvimento inicial mais acelerado, podendo ser aproveitadas mais cedo, suprindo o vazio forrageiro de outono.

  Flaresso et al. (2001), verificaram que, em semeaduras em março, abril, maio e junho (Vale do Itajaí, SC), o primeiro corte para azevém foi aos 114, 85, 94 e 80 dias após a semeadura, respectivamente, e para aveia preta foi aos 52, 51, 68 e 64 dias após a semeadura, respectivamente.

  Resultados experimentais para o azevém comum, no Rio Grande do Sul indicaram que quando a cultura foi semeada em abril, o número de dias até o primeiro corte foi de 124 dias (Flores et al., 2008). Verificou-se que em semeaduras mais precoces houve um maior número de cortes, reduzindo-se em datas posteriores de semeadura (Tabela 3). Resultados similares foram obtidos por Flaresso et al. (2001), que semeando aveia preta comum e azevém comum em março e abril obtiveram maior número de cortes e maior período de utilização da pastagem que quando semeados em maio e junho. Considerando todas as cultivares, a média do número de cortes na primeira, segunda, terceira e quarta épocas foram respectivamente 7; 6,3; 5,7 e 4 cortes, sendo que o maior número de cortes foi obtido pela aveia branca UTF Iguaçú na primeira época, e o menor pelo triticale POLO 981 na quarta época de semeadura.

  Tabela 3 – Caracterização para os cortes e utilização das pastagens. Pato Branco, 2010.

  Sigla Forrageiras / Épocas* NDPC NC NDU

  1

  2

  3

  4

  1

  2

  3

  4

  1

  2

  3

  4 AZC Az. Comum 103

  75

  61

  78

  7

  8

  7 4 105 122 108

  63 AZS Az. São Gabriel 103

  75

  61

  69

  8

  8

  7 5 122 122 108

  72 AB2 AB FAPA 2

  62

  50

  55

  61

  7

  6

  5 4 132 147

  83

  80 AB43 AB FAPA 43

  62

  56

  55

  61

  6

  5

  5 3 132 110 101

  42 ABI AB IPR 126

  71

  62

  61

  69

  8

  7

  6 4 154 135

  95

  72 ABU AB UTF Iguaçú

  62

  56

  55

  61

  9

  8

  7 5 169 147 120

  86 APC AP Comum

  62

  50

  47

  54

  6

  5

  5 4 100

  84

  70

  56 APM AP Moreninha

  62

  50

  47

  54

  6

  6

  7 5 100 109 122

  74 APP AP Agro Planalto

  62

  56

  47

  54

  6

  5

  5 4 100

  85

  70

  56 APAC AP Agro Coxilha

  62

  56

  47

  54

  6

  6

  5 4 100 103

  70

  56 APZ AP Agro Zebu

  62

  50

  47

  54

  7

  6

  6 5 125 109

  91

  74 AP61 AP IAPAR 61

  62

  50

  55

  61

  7

  8

  6 5 163 153 120

  86 CES Centeio Serrano

  71

  56

  55

  61

  8

  6

  6 3 116 103

  76

  42 TBT Trigo BRS Tarumã

  71

  62

  61

  69

  8

  7

  5 4 116

  97

  70

  55 T399 Triticale TCL 399

  71

  62

  55

  69

  7

  5

  5 3 116

  83

  76

  41 TPO Triticale POLO 981

  71

  62

  61

  69

  6

  5

  5 2 102

  83

  70

  34 Média 69,9 58 54,3 62,4 7 6,3 5,7 4,1 122 112 90,6 61,8

  • Épocas de semeadura: Época 1 = 11/03/2009; Época 2 = 08/04/2009; Época 3 = 06/05/2009; Época 4 = 03/06/2009; Az. =

    azevém; AB = aveia branca; AP = aveia preta. Número de dias para o primeiro corte (NDPC), número de cortes (NC) e número

    de dias de utilização das pastagens (NDU), conforme as forrageiras e as épocas de semeadura.

  O atraso das épocas de semeadura ocasionou uma redução do período de utilização da pastagem (Tabela 3), devido provavelmente as diferenças de fotoperíodo e temperatura. Verificou-se que nas primeiras épocas, na fase intermediária de desenvolvimento as plantas estão expostas a temperaturas amenas e curto período de luminosidade, ao contrário do que é observado nas épocas subsequentes sendo induzidas ao final do ciclo vegetativo. No mesmo sentido, Flaresso et al. (2001) obtiveram duração do período de utilização da pastagem variando de 122 dias, quando semeada em março, a 48 dias quando semeada em junho, concluindo que é interessante realizar a semeadura precocemente no mês de abril, tendo desta forma uma maior duração da pastagem, além de diminuir os vazios forrageiros e promover maior tempo de cobertura vegetal sob o solo.

  Observou-se que para todas as forrageiras a terceira época de semeadura foi a que proporcionou uma maior densidade de plantas, ao contrário do que foi observado na primeira época (Tabela 4). A baixa densidade de plantas obtidas na primeira época provavelmente se deve às altas temperaturas ocorridas durante o mês de março, sendo este um fator desfavorável para a emergência e perfilhamento das forrageiras de inverno. Na primeira época de semeadura não houve diferença significativa (p<0,05) entre as cultivares para a variável número de plantas por metro quadrado. O contrário ocorreu nas demais épocas, sendo que na segunda, terceira e quarta épocas os azevéns apresentaram o maior número de plantas. Semeando aveia preta Comum em maio, Rosseto & Nakagava (2001) obtiveram uma média de 126 plantas por metro quadrado valores inferiores aos obtidos neste trabalho. Pin et al. (2011) obtiveram populações iniciais de 496 e 400 plantas por metro quadrado, respectivamente para a aveia e azevém, quando semeadas em quatro de abril, concluindo que o mês de abril é a melhor época para a implantação destas culturas.

  A densidade populacional de perfilhos para as aveias preta Comum, Moreninha, Agro Planalto, Agro Coxilha, e triticale POLO 981 não diferiram significativamente entre as épocas de semeadura (Tabela 4). No entanto, isso não foi verificado para as demais forrageiras as quais apresentaram maior perfilhamento na terceira e quarta época de semeadura. Observou-se que os azevéns apresentaram a maior densidade populacional de perfilho em todas as épocas de semeadura, o que ocorreu devido ao maior número de plantas por metro quadrado e a maior capacidade de perfilhamento desta espécie, manifestando vantagem na produção de forragem (Tabela 4). Segundo Vargas et al. (2006) entre populações de azevém comum existe alta variabilidade genética onde a produção de perfilhos variam entre 17,44, 27,8 e 39,9 por planta, fundamentais para a produção de forragem e cobertura do solo. Em trabalho realizado por Pin et al. (2011) e Rosseto & Nakagava (2001) obteve-se produções de 3 a 6 perfilhos por planta em aveia preta, os quais determinam a longevidade da forrageira.

  Houve interação significativa (p<0,05) entre épocas de semeadura e forrageiras para produção total de matéria seca (PT) (Tabela 4). Essa informação significativa entre ambientes, cultivares e ciclo vegetativo de aveia branca, supondo que os índices de melhoramento e os resultados de produtividade obtidos estão intimamente relacionados aos efeitos de avaliação dos genótipos durantes vários anos e o meio em que foram cultivados.

  Observou-se que para a maioria das forrageiras as primeiras épocas de semeadura foram as que proporcionaram maior produção total de matéria seca, devido ao maior período vegetativo apresentado pelas plantas nestas épocas, indicando que atrasos na implantação das culturas acarretam em encurtamento do ciclo vegetativo, consequentemente perdas em produtividade (Flaresso et al. 2001). O encurtamento do período de produção de forragem quando semeada tardiamente, acontece, além dos fatores ligados ao clima, devido às caraterísticas de cada sistema de produção e planejamento de uso da terra. Considerando o sistema de integração lavoura-pecuária muito comum no sul do Brasil em que, por exemplo, o produtor planta soja no início de outubro, esse será o final do período de produção da pastagem, independente de sua condição e da data de semeadura. Alguns produtores dessecam a pastagem 10 a 20 dias antes da semeadura da cultura de verão, o que vem a diminuir mais ainda o tempo disponível para produção de forragem. Segundo a lei de VAN’T HOFF, a produção de forragem dobra a cada 10ºC de aumento na temperatura, sendo atribuído a isso o conceito da relação entre temperatura e taxa de desenvolvimento de uma planta, onde determinadas fases de desenvolvimento são antecipadas quando ocorrem aumentos progressivos de temperatura (Felício et al. 2001; Ferolla et al. 2007), como pode ser observado neste trabalho.

  Independente da época de semeadura observou-se que as maiores produtividades foram obtidas pelos azevéns e aveias brancas, e as menores pelas aveias pretas. Sendo que a maior produção de forragem obtida foi pelo azevém comum na segunda época e a menor pela aveia preta Agro Coxilha na terceira época de semeadura. Flaresso et al. (2001) trabalhando com aveia preta e azevém, durante três anos consecutivos na estação experimental de Ituporanga (SC), com quatro épocas de semeadura de março a junho, temperatura média de 15,7º C, obtiveram os melhores rendimentos e períodos de pastejo para as plantas acordo com eles os resultados obtidos neste trabalho. Em contrapartida Ferolla et al. (2007), em estudo com aveia preta e triticale em três épocas de semeadura, abril, maio e junho, na região de Campos dos Goytacazes – RJ, de clima Aw, quente e úmido, com temperatura média de 24ºC, concluíram que a melhor época de semeadura para triticale foi abril e para a aveia preta maio/junho.

  Os genótipos de azevém apresentaram altas produções quando semeados no início de abril e maio, corroborando com os dados obtidos por Pereira et al. (2008), que, testando 30 populações de azevém (Valença, RJ), semeados no

  • 1

  início de maio, obtiveram produções entre 3654 e 8554 kg ha de MS, demonstrando a variabilidade dos genótipos e diferenças entre ambientes. Segundo uma pesquisa realizada em uma região de clima Cfa, com diferentes forrageiras de inverno em três níveis de luminosidade, semeadas em abril, obteve produções de

  • 1

  matéria seca a céu aberto de 8191, 7815, 5147 e 4550 kg ha de MS, respectivamente para azevém, aveia-branca, trigo duplo-propósito e aveia preta (Kirchner et al., 2010), demonstrando o grande potencial de produção de azevém e aveia branca nesta região, similar aos resultados deste trabalho.

  Com relação a matéria seca residual (Tabela 4), observou-se uma grande amplitude entre os resultados, demonstrando a quantidade de matéria seca que ficaria sobre o solo para um subsequente plantio direto. Isso provavelmente ocorreu pela influência da temperatura, pois como as forrageiras respondem a soma térmica houve um encurtamento do ciclo, acarretando em menores números de cortes e consequentemente um maior número de perfilhos vivos que floresceram, promovendo um resíduo final maior. Outro fator que contribuiu para essa amplitude, foi que os corte para avaliar a matéria seca residual foram realizados ao mesmo tempo para todos os tratamentos, sendo assim, uma forrageira que foi cortada pela última vez há mais tempo, tem maior matéria seca residual que uma cortada há menos tempo. A mais alta produção de forragem residual foi obtida pelo centeio na terceira época de semeadura, e a menor produção pela aveia preta Agro Planalto na segunda época. De acordo com Derspch & Calegari (1992) devem ser adotados sistemas de rotação de culturas que deixem em média um resíduo de matéria seca

  • 1

  da cultura de inverno de 2000 kg ha na superfície do solo, pois nestas condições,

  

IPR126), ABU (Aveia Branca UTF Iguacú), APC (Aveia Preta Comumj), APM (Aveia Preta Moreninha), APP (Aveia Preta Agro-Planalto), APAC

(Aveia Preta Agro-Coxilha), APZ (Aveia Preta Agro-Zebu), AP61 (Aveia Preta IAPAR 61), CES (Centeio Serrano), TBT (Trigo BRS Tarumã), T399

  4 AZC 238 aC** 776 aA 836 aA 708 aB 1014 bD 2745 aB 3162 aA 2516 aC AZS 263 aB 726 aA 814 aA 752 aA 1465 aC 2556 aA 2354 bB 2631 aA AB2 246 aB 342 bB 466 bA 316 bB 911 bC 892 eC 1494 eA 1172 cB

  ), produção de forragem residual (MSR, kg ha

  • -1 ). AZC (Azevém Comum), AZS (Azevém São Gabriel), AB2 (Aveia Branca FAPA 2). AB43 (Aveia Branca FAPA 43), ABI (Aveia Branca

  T399 6413cA 5900dA 5606cA 3744B 898dB 1001aB 1028dB 1592aA TPO 7268bA 6470cA 5270cB 3667dC 876dB 1006aB 640dB 1596aA

  ABI 9391aA 8118bB 5696cC 4321cD 1056cB 807bB 1523cA 1209bA ABU 9424aA 8414bB 8179aB 5678bC 1179cA 633bB 1212cA 965bA APC 4952dA 4021eB 3885dB 3600dB 577dA 1028aA 909dA 1016bA APM 5097dB 4435eB 5842cA 4901bB 1537bA 1347aA 652dB 1100bA APP 4405dA 3831eA 3693dA 3709dA 1051cA 558bB 1218cA 936bA APAC 4605dA 4277eA 3585dB 3732dB 1364bB 565bC 1862bA 987bC APZ 6001cA 4111eB 4446dB 4614cB 777dB 1067aB 1444cA 819bB AP61 8230bA 7129cB 7022bB 5559bC 1008cA 819bA 1129cA 1051bA CES 7724bA 5882dB 5207cB 4327cC 1142cC 1276aC 2656aA 1772aB TBT 6736cA 5981dA 4393dB 4468cB 596dA 825bA 822dA 891bA

  TBT 228 aB 330 bA 400 cA 380 bA 1373 aC 1494 bC 2001 cA 1675 bB T399 215 aC 214 dC 455 bA 330 bB 990 bB 1079 dB 1393 eA 1394 cA TPO 221 aB 261 cB 457 bA 371 bA 1138 bA 1117 dA 1302 eA 1293 cA PT MSR AZC 5985cC 9545aA 8698aB 6536aC 1874aA 1502aB 1269cB 1273bB AZS 9160aA 8664bA 8120aA 5714bB 1834aA 1265aB 1156cB 1230bB AB2 7215bA 7519cA 5850cB 5233bB 1264cB 757bC 2030bA 688bC AB43 8905aA 7128cB 7087bB 4542cC 1173cA 1102aA 934dA 1411aA

  APAC 209 aB 293 cB 454 bA 364 bA 1298 aA 1496 bA 1364 eA 1359 cA APZ 247 aB 299 cB 402 cA 378 bA 1158 bC 1229 dC 1407 eB 1639 bA AP61 248 aB 349 bA 423 bA 360 bA 997 bC 1296 cB 1574 eA 1350 cB CES 170 aB 196 dB 324 dA 301 bA 1338 aB 1684 bA 1733 dA 1707 bA

  AB43 213 aC 393 bB 521 bA 348 bB 1194 bB 1296 cB 1456 eA 1448 cA ABI 125 aB 295 cA 292 dA 275 bA 1048 bB 1116 dB 1364 eA 1331 cA ABU 242 aB 432 bA 491 bA 399 bA 1024 bC 1338 cB 1717 dA 1435 cB APC 223 aC 395 bB 523 bA 447 bB 1132 bA 1339 cA 1286 eA 1410 cA APM 207 aB 315 cA 423 bA 360 bA 1190 bA 1416 cA 1282 eA 1242 cA APP 245 aB 292 cB 384 cA 346 bA 1304 aA 1328 cA 1389 eA 1407 cA

  3

  

Tabela 4 – Média dos caracteres avaliados nas diferentes forrageiras e épocas de semeadura. Pato

Branco, 2010.

  2

  1

  4

  3

  2

  1

  Forrageira NPL*** DPP Épocas

  • * Épocas 1, 2, 3 e 4 = 11/03/2009; 08/04/2009; 06/05/2009 e 03/06/2009, respectivamente; ** Médias seguidas pelas mesmas letras maiúsculas

    na horizontal e minúscula na vertical não diferem a 5% de probabilidade de erro pelo teste de Scott-Knott. ***Número de plantas por metro quadrado (NPL) e densidade populacional de perfilhos (DPP), produção total de matéria seca (PT, kg ha -1

e evaporação, promovendo absorção da água e de nutrientes armazenados no perfil do solo.

  Para a maioria das forrageiras, não houve diferença estatística entre as épocas de semeadura para a produção de forragem no primeiro corte (PFC1) (Tabela 5). A maior e a menor produção no primeiro corte foram obtidas pelo azevém comum, respectivamente na quarta e primeira época de semeadura.

  Trabalhos realizados na estação experimental da Embrapa Passo Fundo por

  • 1

  Fontaneli et al. (2009) obtiveram produções ao primeiro corte de 1051 e 570 kg ha de MS respectivamente para centeio Serrano e aveia preta Agro Zebu, quando semeados em abril.

  Segundo Flores et al. (2008), avaliando diversos germoplasmas de azevém semeados em abril, obtiveram produções ao primeiro corte variando de 374

  • 1

  a 1101 kg ha de MS, sendo o azevém comum o mais produtivo, estando os resultados deste trabalho de acordo com o trabalho dos referidos autores. Observa- se uma grande diferença de produção entre as aveias brancas e pretas. A baixa produção obtida pelas aveias pretas, exceto para a aveia IAPAR 61, é devido ao seu ciclo precoce e pelas características morfológicas, por possuir porte mais ereto e apresentarem um dossel forrageiro menos denso que as aveias brancas. Resultados superiores foram obtidos por Pin et al. (2011), que obtiveram rendimentos de 3040,

  • 1

  2440 e 3730 kg ha de MS, respectivamente para as aveia preta Comum, IAPAR 61 e aveia branca IPR 126 quando semeadas em quatro de abril.

  Observou-se que na quarta época de semeadura a maior produtividade ao primeiro corte foi alcançada pelo azevém Comum, que produziu 126% a mais que o centeio Serrano, o qual apresentou a menor produtividade, ao contrário do que foi observado na primeira época de semeadura. Isto se deve provavelmente pelo azevém ser uma cultura de ciclo mais tardio, o qual tem pico de produções no mês de agosto/setembro, ao contrário do centeio que é de ciclo precoce e tem pico de produção em maio/junho (Flaresso et al., 2001). Através deste resultado é possível fazer a indicação de uma mistura forrageira, centeio serrano e azevém, na qual teria-se primeiramente produção do centeio , seguida do azevém, tendo desta forma uma maior uniformidade e longevidade de produção de forragem. de MS). AZC

(Azevém Comum), AZS (Azevém São Gabriel), AB2 (Aveia Branca FAPA 2). AB43 (Aveia Branca FAPA 43), ABI (Aveia Branca IPR126), ABU

(Aveia Branca UTF Iguacú), APC (Aveia Preta Comumj), APM (Aveia Preta Moreninha), APP (Aveia Preta Agro-Planalto), APAC (Aveia Preta

  de MS), produção de forragem no segundo corte (PFC2, kg ha -1 de MS), produção de forragem no terceiro corte (PFC3, kg ha

  • -1 de MS) e produção de forragem no quarto corte (PFC4, kg ha -1

  4 AZC 623 bC 1316 aB 1091 bB 2133 aA 806 bC 971 cC 1416 aB 2265 aA

AZS 1153 bA 1095 bA 1217 bA 1210 bA 851 bB 891 cB 1403 aA 1398 bA

AB2 932 bC 1166 bC 1777 aA 1390 bB 1144 aB 1572 bA 847 bC 1339 bA

  

T399 1638 bA 1175 bB 892 cB 912 cB 674 bB 1014 cA 1085 bA 0 dC

TPO 1612 bA 1091 bB 960 cB 0 dC 901 bA 951 dA 878 bA 0 dB

  

APZ 765 dA 484 cB 862 cA 950cA 454 cB 493 eB 738 cA 714 bA

AP61 1504 bA 456 cB 1465 bA 1623 bA 923 bA 922 dA 898 bA 1011 aA

CES 827 cB 813 cB 738 cB 2016 aA 897 bA 851 dA 899 bA 0 dB

TBT 1185 cA 704 cB 578 cB 1238 cA 667 bB 723 eB 1000 bA 960 bA

  

APC 614 dB 569 cB 741 cB 1079 cA 582 cA 635 eA 628 cA 505 cA

APM 669 dB 513 cB 870 cB 1194 cA 507 cB 671 eB 697 cB 897 bA

APP 591 dB 485 cB 677 cB 1197 cA 462 cA 540 eA 643 cA 438 cA

APAC 942 cA 517 cB 697 cB 1027 cA 421 cA 440 eA 641 cA 527 cA

  

AB2 1595 bA 1272 bB 1119 bB 1204 cB 841 bB 1070 cB 1022 bB 1301aA

AB43 1696 bB 1417 aB 2035 aA 1922 aA 1467 aA 1566 aA 1284 aA 0 dB

ABI 1976 aA 1557 aB 1170 bC 1112 cC 1380 aA 897 dB 740 cB 796 bB

ABU 1877 aA 727 cC 1326 bB 1130 cB 764 bB 1159 cA 1200 aA 1107 aA

  

TBT 1401 aA 1491 aA 992 bB 1146 bB 1160 aB 1420 bA 1042 bB 1124 cB

T399 1131 bA 1397 aA 1286 bA 1466 bA 1030 bB 1351 cA 1318 aA 1365 bA

TPO 1655 aA 1587 aA 1518 aA 1246 bA 1298 aC 1918 aB 1032 bD 2421 aA

PFC3 PFC4

AZC 922 cA 1205 bA 1281 bA 1053 cA 413 cC 1331 bA 987 bB 1085, aB

AZS 857 cA 1065 bA 1121 bA 1132 cA 1482 aA 1308 bA 984 bB 846 bB

  

APAC 948 bA 987 bA 938 bA 1182 bA 1060 bA 1106 cA 796 bA 996 cA

APZ 1178 bA 980 bA 834 bA 1218 bA 1158 aA 1152 cA 787 bB 1028 cA

AP61 892 bB 1142 bB 1550 aA 1171 bB 1101 aA 1026 cA 1241 aA 1087 cA

CES 1457 aA 1118 bB 1454 aA 944 bB 1113 aB 1063 cB 808 bC 1367 bA

  

AB43 1261 aA 1226 bA 1493 aA 1198 bA 1301 aA 1466 bA 1507 aA 1422 bA

ABI 1383 aA 1260 bA 1124 bA 1362 bA 1463 aB 2073 aA 1196 aC 1051 cC

ABU 1103 bB 1425 aB 1752 aA 1231 bB 1221 aB 1134 cB 984 bB 1640 bA

APC 992 bA 1205 bA 965 bA 1044 bA 1151 aA 1028 cA 850bA 972 cA

APM 1010 bA 1022 bA 956 bA 1120 bA 1041 bA 875 Ac 994 bA 880 cA

APP 880 bA 1246 bA 998 bA 1175 bA 902 bA 1108 cA 754 bA 899 cA

  3

  Tabela 5 – Produção de forragem (kg MS ha -1 ) do primeiro ao quarto corte para as forrageiras nas épocas de semeadura. Pato Branco, 2010.

  2

  1

  

4

  3

  2

  1

  Forrageiras PFC1 PFC2 / Épocas

  • * Época 1 = 11/03/2009; Época 2 = 08/04/2009; Época 3 = 06/05/2009; Época 4 = 03/06/2009; Az. = azevém; AB = aveia branca; AP = aveia

    preta. **Médias seguidas pelas mesmas letras maiúsculas na horizontal e minúscula na vertical não diferem a 5% de probabilidade de erro pelo

    teste de Scott-Knott. ***Produção de forragem no primeiro corte (PFC1, kg ha -1

  Para a produção de forragem no segundo corte (Tabela 5) observou-se que semeaduras mais tardias proporcionaram maiores produções de forragem para os azevéns e triticales, não havendo diferença entre as épocas de semeadura para as aveias pretas. A maior produção foi obtida pelo azevém comum na quarta época e a menor pela aveia preta Agro Planalto na terceira época de semeadura. Já no terceiro corte não houve diferença significativa entre as épocas de semeadura para os azevéns. Para os triticales, observou-se que semeaduras antecipadas proporcionaram maiores produções de forragem e período vegetativo, sendo que para o triticale POLO 981 obtive-se somente dois cortes quando semeado em junho, o que acarretou em menores produções. No quarto corte observou-se que semeaduras intermediárias permitiram maiores produções para a maioria das forrageiras, sendo que a maior produção foi obtida pela aveia branca FAPA 2 na segunda época e menor pelo azevém comum na primeira época de semeadura.

  Observou-se que no quinto corte a segunda época de semeadura foi a que proporcionou maiores produções para todas as forrageiras, exceto para aveia preta Agro Zebu, que apresentou maior produção quando semeada em maio e junho (Tabela 6). Independente da época de semeadura, as maiores produções foram obtidas pelas aveias branca, azevéns e pela aveia preta IAPAR 61. Para produção de forragem no sexto corte, observou-se que a melhor época de semeadura foi a primeira, sendo que a maior produção foi obtida pelo azevém São Gabriel e pela aveia FAPA 43 na primeira época, e a menor produção pela aveia preta Agro Zebu na terceira época de semeadura. Pôde-se observar que poucas forrageiras permitiram sete cortes (Tabela 3 e 6), das quais a mais produtiva foi a aveia preta

  IAPAR 61, quando semeada em março, e a menos produtiva foi o Trigo BRS Tarumã quando semeado em abril. Somente algumas forrageiras atingiram o oitavo corte, o que ocorreu devido ao maior período vegetativo apresentado por estas forrageiras quando semeadas mais cedo (março e abril). Dentre elas observou-se que a mais produtiva foi o azevém São Gabriel na primeira época, e a menos produtiva a aveia branca UTF Iguaçú na segunda época de semeadura.

  

Tabela 6 – Média para a produção de forragem do quinto ao oitavo corte, conforme as forrageiras e

as épocas de semeadura. Pato Branco, 2010.

  Forrageiras PFC5 PFC6 / Época

  1

  2

  3

  4

  1

  2

  3

  4 AZC 1252 bA 1299 aA 1242 aA 0 cB 964 cB - 926 bB 1309 aA AZS 735 dB 1041 bA 969 aA 1129 aA 1623 aA 1155 aB - 1221 aB

  • AB2 1322 bA 1264 aA 1084 aA 0 cB 753 cB 1176 aA 0 dC

  AB43

  • 1625 aA 1455 aA 767 bB 0 cC 1555aA 0 dB 0 dB

  ABI

  • 1024 cA 958 bA 665 bB 0 cC 672 cA 532 cA 800 bA

  ABU 1012 cA 1256 aA

  • 1068 aA 570 bB 1200 bA 1361 aA 1161 aA

  APC 484 dA 584 cA

  • 701 bA 0 cB 1129 bA 0 dB 0 dB

  APM 654 dA 693 cA 818 bA 810 bA - 1216 bA 660 cB 642 bB APP 472 dA 452 cA 622 bA 0 cB 1100 bA - 0 dB 0 dB APAC 418 dA 484 cA 513 bA 0 cB 816 cA - 743 cA 0 dB APZ 477 dB 409 cB 813 bA 703 bA 1164 bA 593 cB - 412 cB

  • AP61 1007 cA 1098 bA 1147 aA 667 bB 1218 bA 685 cB 720 bB

  CES

  • 667 dB 1034 bA 721 bB 0 cC 870 cA 1003 bA 587 bB

  TBT

  • 573 dA 636 cA 781 bA 0 cB 593 cA 602 cA 0 dB

  T399 568 dB 963 bA

  • 1026 aA 0 cC 807 cA 0 dB 0 dB

  TPO 1021 cA 923 bA

  • 883 bA 0 cB 781 cA 0 dB 0 dB

  AZC 1005 cB 1411 aA

  • 1318 aA 0 dB 1086 aA

  AZS 1304 bA 1012 bB 1204 aA

  • 1155 aA 1097 aA -

  AB2 629 dA 0 dB - 0 cB

  • 0 dA 0 cA
  • AB43 0 eA 0 dA 0 cA 0 dA - - >ABI 587 dB 841 bA 0 cC 906 bA - - 0 cB
  • 917 bA 689 bB 836 bA 436 bB - - ABU 899 cA
  • APC 0 eA 0 dA 0 cA 0 dA 0 cA - -
  • APM 0 dB 865 bA 0 dA 0 cA
  • 0 eA 0 dA 0 cA 0 dA 0 cA - - APP

  APAC 0 eA 0 dA

  • 0 cA 0 dA 0 cA

  APZ 805 cA 0 dB 0 cB

  • 0 dA 0 cA -

  AP61 1585 aA 1062 bB - 0 cC

  • 0 dB 504 bA
  • CES 841 cA 0 dB 0 cB 1052 aA - - 0 cB
  • TBT 577 dA 404 cA 0 cB 581 cA - -
  • 0 dB 0 cB 0 dA 0 cA - - T399 565 dA
  • TPO 0, eA 0 dA 0 cA 0 dA 0 cA - -
    • * Época 1 = 11/03/2009; Época 2 = 08/04/2009; Época 3 = 06/05/2009; Época 4 = 03/06/2009; Az. = azevém; AB = aveia branca; AP = aveia

      preta. **Médias seguidas pelas mesmas letras maiúsculas na horizontal e minúscula na vertical não diferem a 5% de probabilidade de erro pelo

      -1 -1

      teste de Scott-Knott. *** Produção de forragem no quinto corte (PFC5, kg ha de MS), produção de forragem no sexto corte (PFC6 kg ha de

      -1 1 -1

      MS), produção de forragem no sétimo corte (PC7, kg ha de MS ) e produção de forragem no oitavo corte (PFC8, kg ha de MS). AZC (Azevém

      Comum), AZS (Azevém São Gabriel), AB2 (Aveia Branca FAPA 2). AB43 (Aveia Branca FAPA 43), ABI (Aveia Branca IPR126), ABU (Aveia

      Branca UTF Iguacú), APC (Aveia Preta Comumj), APM (Aveia Preta Moreninha), APP (Aveia Preta Agro-Planalto), APAC (Aveia Preta Agro-

  3.6 CONCLUSÕES Existe interação entre forrageira e época semeadura, indicando que deve ser avaliada a combinação entre os dois para a tomada de decisão sobre qual

  época e qual espécie.

  Semeaduras mais precoces tendem a promover maiores produções de forragem e duração do ciclo vegetativo e semeaduras mais tardias, maior densidade de plantas e perfilhos.

  Os azevéns, as aveias brancas e a aveia preta IAPAR 61 apresentaram maior produção de forragem e longevidade de ciclo, principalmente quando semeadas precocemente, demonstrando serem excelentes alternativas para o forrageamento de outono e inverno.

  3.7 CONSIDERAđỏES FINAIS A época de semeadura interfere fortemente nas características produtivas das forrageiras anuais de inverno. A interação observada entre época de semeadura e forrageira para todas as variáveis avaliadas, possibilita realizar o planejamento forrageiro combinando cada forrageira dentro da melhor época de semeadura direcionando a produção de forragem com o objetivo de suprir os vazios forrageiros inerentes de cada sistema de produção e região. Uma das opções para forrageamento dos animais no outono é semear aveia preta no início de março, em vez de abril, mesmo que esta apresentasse uma produção total de forragem maior.

  Porém, se a maior necessidade de forragem é na primavera, a melhor combinação seria azevém semeado em junho. Além disso, através desses dados pode-se sugerir indicações de possíveis misturas forrageiras, admitindo que o desempenho de uma forrageira sozinha seria o mesmo de quando misturado com outra, sendo que uma das melhores opções seria semear aveia preta IAPA 61 e azevém São Gabriel em março, obtendo altas produções de forragem do mês de maio a outubro, suprindo os vazios forrageiros de outono, inverno e primavera.

  INVERNO EM DIFERENTES ÉPOCAS DE SEMEADURA

  4.1 RESUMO A determinação da produção de forragem de cada planta forrageira em cada período do ciclo é importante, para que se possa orientar o planejamento forrageiro. O objetivo desse trabalho foi avaliar a taxa de acúmulo de matéria seca em diferentes forrageiras de inverno em épocas de semeadura distintas. O trabalho foi realizado no período de março a novembro de 2009, avaliando 16 forrageiras anuais de inverno (aveia, centeio, trigo e triticale) em quatro épocas de semeadura (11/3, 8/4, 6/5 e 3/6). As variáveis avaliadas foram produção de forragem por corte e taxa de acúmulo entre os cortes, sendo posteriormente realizada a ponderação das taxas de acúmulo diária de matéria seca dos meses de março a outubro. Verificou- se interação significativa entre forrageiras e épocas de semeadura para todas as variáveis avaliadas, indicando flexibilidade no planejamento de implantação das forrageiras. As culturas que tiveram destaque foram às aveias brancas UTF Iguaçú e

  IPR 126, aveia preta IAPAR 61, os azevéns, e centeio, que apresentaram em média

  • 1

  produção diária de forragem de 51,4 kg ha após a primeira utilização, demonstrando possuírem elevada capacidade de produção e manutenção da produção, especialmente se semeadas até início de maio.

  Palavras-chave: Avena sativa, Avena strigosa, Lolium multiflorum,

  Secale cereale, X Triticosecale Wittmack, vazio forrageiro

  4.2 ABSTRACT

  Forage production dynamic of cool-season annual grasses sowed

at different times

  Forage production evaluation according to forage species and period within growing cycle is important to adjust forage budget. The aim of this trail was to evaluate forage accumulation rate of cool-season annual grasses on four sowing fcoll-season forage grasses (Black oat, rye, wheat, and triticale) on four sowing

  th th th rd

  dates: March 11 , April 8 , May 6 , and June 3 . It was evaluated herbage production for each cut and accumulation rate between cuts and later held the balance of the daily accumulation rate of dry matter of months from March to October. Significant forage species vs sowing date interaction was verified for all variables analyzed, indicating several possible combinations between forage species and sowing date. Pronounced grasses were White oats UTF Iguaçú and IPR 126, black oat IAPAR 61, annual ryegrass cultivars and rye, which presented average of

  • 1

  51.4 kg DM ha after first cut, showing a great performance in terms of forage production and maintenance of their forage production, especially when sowed up to beginning May.

  Key words: Avena sativa, Avena strigosa, Lolium multiflorum, Secale

  cereale, X Triticosecale Wittmack, forage shortness

  4.3 INTRODUđấO A utilização de forrageiras anuais de inverno, constitui uma alternativa de produção de forragem em sistemas de integração lavoura-pecuária, visando suprir o déficit forrageiro que ocorre no outono e inverno na Região Sul do Brasil (Balbinot Junior et al., 2009). Esses períodos, em que as forrageiras de uma estação estão em final de ciclo e as próximas ainda não se encontram aptas para o pastejo, consistem em períodos críticos para a alimentação animal. Como alternativa, pode- se indicar a suplementação alimentar, uso de feno, silagem ou concentrados, acarretando aumento nos custos de produção (Rocha et al., 2003).

  Na Região Sul do Brasil, as espécies mais utilizadas como forrageiras de inverno em sistemas de produção animal são a aveia-preta e o azevém anual (Balbinot Junior et al., 2009), contudo, outras espécies como aveia-branca, centeio, triticale e trigo duplo-propósito apresentam resultados interessantes (Bortolini et al. 2004).

  A distribuição da produção de forragem no tempo, entendida como dinâmica de produção, é que define a magnitude dos vazios forrageiros, os custos necessidade de colocar e tirar animais para manter a condição da pastagem, e auxilia na tomada de decisão acerca do planejamento forrageiro. A maioria das informações apresentadas pelas pesquisa a respeito da produção de forrageiras hibernais são relativas a produção total deixando uma lacuna no que diz respeito à dinâmica de produção. Os resultados de produção total não demonstram o comportamento da produção de forragem durante o período de estação fria e, isoladamente, não fornece as informações necessárias para os técnicos de campo e produtores rurais tomarem as decisões de planejamento forrageiro ou de elaboração de misturas forrageiras. Desse modo, a avaliação da dinâmica de produção por meio da determinação da taxa de acúmulo diário mensal da forragem é uma alternativa para a comparação entre tratamentos dentro de um determinado mês, para planejar o orçamento forrageiro.

  Historicamente na avaliação de forrageiras em parcelas, ou sob cortes ou sob pastejo, o momento da desfolha era o mesmo para todas as parcelas, mesmo elas tendo taxas de crescimento e renovação de tecidos (filocronos) completamente distintas. Atualmente há um entendimento no meio científico e acadêmico que as plantas sejam cortadas baseado numa característica da planta, dependente das características morfofisiológicas, como por exemplo, interceptação de radiação, massa de lâminas foliares, senescência de folhas e altura da planta .

  No entanto, essa nova metodologia, respeitando a ecofisiologia das plantas, trouxe um novo problema, que é a dificuldade de comparação das espécies ou dos tratamentos numa mesma base de tempo. Ou seja, o corte/pastejo do tratamento “A” pode acontecer muito antes ou depois do corte/pastejo do tratamento “B”. Provavelmente devido a isso os pesquisadores tenham preferido reportar e discutir dados apenas sobre a produção total de forragem. O objetivo do presente trabalho foi avaliar a dinâmica de produção de forrageiras anuais de inverno em quatro épocas de semeadura através de uma nova metodologia, a de avaliação da taxa de acúmulo diária mensal de matéria seca como indicador da dinâmica de produção de forragem, baseando-se na hipótese de que há significativo efeito da forrageira, da época de semeadura e principalmente de sua interação.

  4.4 MATERIAL E MÉTODOS O experimento foi conduzido no período de março a novembro de

  2009, na área experimental do Instituto Agronômico do Paraná (IAPAR), Pato Branco, situado na região fisiográfica denominada Terceiro Planalto Paranaense, com coordenadas 26º07'S e 52º41'W, altitude de 700 m. O clima da região é o subtropical úmido do tipo (Cfa), conforme classificação de Köppen (Maack, 1968). A caracterização meteorológica do período de estudo está apresentada na Figura 1 e

  2. O solo predominante na área pertence a unidade de mapeamento LATOSSOLO

  VERMELHO Distroférrico úmbrico, textura argilosa, álico, fase floresta subtropical perenifólia, relevo ondulado (Bhering et al., 2008). A caracterização química do solo está apresentada na Tabela 1.

  A área experimental era conduzida no sistema plantio direto, com rotação de soja e milho no verão e no inverno aveia como cobertura ou trigo para produção agrícola. Após a colheita da soja, realizou-se a adubação de acordo com as recomendações técnicas da CQFS (2004). A adubação foi realizada concomitante à abertura dos sulcos por meio de uma semeadura com espaçamento

  • 1

  entre fileiras de 17 cm, consistindo a adubação de base com 45 kg ha de P

  2 O 5 . As

  sementes foram distribuídas manual e uniformemente em sulcos e incorporadas ao

  • 1

  solo a 2 cm de profundidade. Aplicou-se 100 kg de N ha em cobertura na forma de uréia, parcelada em duas vezes, distribuídas aos 30 e 60 dias após a semeadura.

  O delineamento experimental utilizado foi o de blocos ao acaso com três repetições em parcelas subdivididas, sendo os tratamentos distribuídos em um fatorial (4 x 16), utilizando-se épocas de semeadura (parcelas) e forrageiras (subparcelas). As semeaduras foram realizadas com intervalo de vinte e oito dias, correspondendo às seguintes datas: 11/03, 08/04, 06/05 e 03/06 de 2009. As subparcelas foram compostas por 11 fileiras com três metros de comprimento, com

  2 área útil de seis metros quadrados, totalizando 1600 m .

  As forrageiras e a quantidade de sementes utilizadas foram as seguintes, respectivamente: aveia branca (Avena sativa L.): FAPA 2 (350 sementes

  • 2
  • 2 -2

  m ), FUNDACEP FAPA 43 (350 sementes m ), IPR 126 (250 sementes m ) e UTF

  • 2

  Iguaçú (350 sementes m ); aveia preta (Avena strigosa Schreb): Aveia Preta

  • 2 -2 -2

  (300 sementes m ), Agro Coxilha (300 sementes m ), Agro Zebu (300 sementes m )

  • 2

  e IAPAR 61 (300 sementes m ); azevém (Lolium multiflorum Lam.) Azevém Comum

  • 2 -2

  (350 sementes m ) e São Gabriel (350 sementes m ); centeio (Secale cereale L.):

  • 2

  Serrano (350 sementes m ); triticale (X Triticosecale Wittmack): TCL 399 (450

  • 2 -2

  sementes m ), POLO 981 (450 sementes m ) e trigo duplo-propósito BRS tarumã

  • 2 (Triticum aestivum L.) (350 sementes m ).

  Os cortes foram realizados quando a média de altura das plantas atingia 30 cm para as aveias e triticales e 25 cm para os azevéns, centeio e trigo, correspondente a 95% de interceptação luminosa para essas espécies (Da Silva & Nascimento Jr, 2006). Todos as forrageiras foram cortadas a sete cm do nível do solo.

  2 Com o auxílio de um quadro de 0,4 m e de uma tesoura de esquila, as

  amostras foram coletadas, identificadas, pesadas e colocadas em sacos de papel, secas em estufa de ventilação forçada a 60°C até massa constante, posteriormente pesadas para a obtenção da matéria seca (MS) de cada amostra. Subsequente aos cortes das amostras, por meio de uma roçadeira costal as parcelas foram uniformizadas na altura residual padronizada.

  As variáveis avaliadas foram: produção de forragem por corte e taxa de acúmulo (TA) de forragem entre os cortes, estimando-se assim: taxa de acúmulo

  • 1 -1

  diária de forragem nos meses de março (TAmar, kg ha dia de MS), abril (TAabr,

  • -1 -1 -1 -1 -1 -1

  kg ha dia de MS), maio (TAmai, kg ha dia de MS) e junho (TAjun, kg ha dia de

  • 1 -1 -1 -1

  MS), julho (TAjul, kg ha dia de MS), agosto (TAago, kg ha dia de MS), setembro

  • 1 -1 -1 -1

  (TAset, kg ha dia de MS) e outubro (TAout, kg ha dia de MS). As TA foram calculadas primeiramente entre a semeadura e o primeiro corte, e posteriormente entre os cortes. Após fez-se a ponderação das TA referente a cada mês utilizando a seguinte equação:

  TA do mês i= [(TA entre os cortes x e x-1 * n. dias do mês i entre os cortes x e x-1)+(TA entre os cortes x e x+1 * n. dias do mês i entre os cortes x e x+1)+...]/n. dias do mês i.

  Os resultados obtidos foram submetidos à análise de variância e as análises complementares foram realizadas por meio do teste de Scott-Knott, ambos

  4.5 RESULTADOS E DISCUSSÃO A partir dos resultados obtidos verificou-se que houve interação significativa (p<0,05) entre as forrageiras e as épocas de semeadura para todas as variáveis avaliadas: TAmar, TAabr, TAmai, TAjun, TAjul, TAago, TAset e TAout (Tabela 7), confirmando a hipótese do trabalho.

  Para a variável TAmar (Tabela 8) obteve-se rendimentos de forragem somente para a primeira época de semeadura, pois somente havia sido realizada a primeira semeadura até o mês de março. Com relação às forrageiras, observou-se que a maior TA foi obtida pelo triticale POLO 981, que não diferiu estatisticamente

  

Tabela 7 - Análise de variância bifatorial (forrageiras de inverno x época de semeadura), com as

respectivas fontes de variação (FV), graus de liberdade (GL),quadrados médios (QM), estatística F calculada (F) e probabilidade α = P(F≥Fc), para as variáveis Taxa de -1 -1 acúmulo diária de matéria seca nos meses em MSha dia : março (TAmar), abril (TAabr), maio (TAmai), junho (TAjun), julho (TAjul), agosto (TAago), setembro (TAset) e outubro (TAout). Pato Branco, 2010.

  TAmar TAabr TAmai FV GL QM F F≥Fc QM F F≥Fc QM F F≥Fc Bloco 2 0,71 0,28 0,76 13,29 1,79 0,17 3,42 0,21 0,81 Época(a) 3 3279,55 1271,10 0,00 5937,62 802,64 0,00 13716,81 856,16 0,00 Forrageiras (d) 15 12,79 4,96 0,00 29,95 4,05 0,00 341,86 21,34 0,00 a x d 45 12,79 4,96 0,00 16,36 2,21 0,00 237,46 14,82 0,00 Erro 126 2,58 7,39 16,02 Média

4,13 9,47 21,40

CV

38,86 28,69 18,70

  TAjun TAjul TAago Bloco 2 56,33 1,83 0,16 1,45 0,05 0,95 11,38 0,26 0,77 Época(a) 3 9905,77 321,30 0,00 10569,91 382,22 0,00 3309,87 74,74 0,00 Forrageiras(d) 15 705,61 22,88 0,00 813,60 29,42 0,00 1175,71 26,55 0,00 a x d 45 403,61 13,09 0,00 205,65 7,45 0,00 201,43 4,55 0,00 Erro 126 30,83 27,65 44,28 Média

35,49 43,06 46,91

CV

15,64 12,21 14,18

  TAsetembro TAoutubro Bloco 2 39,06 1,67 0,19 3,63 0,17 0,84 Época(a) 3 4474,78 191,01 0,00 980,41 46,83 0,00 Forrageiras(d) 15 3469,41 148,09 0,00 6261,91 299.15 0,00 a x d 45 544,61 23,25 0,00 337,65 16,13 0,00 Erro 126 23,43 20,93 Média 34,27 18,44 CV 14,12 24,81

  37,83 dA 25, 59 aB 24,89 aB - 74,25 bA 71,61 aA 24,89 aB 18,06 aB

  79,55 aA 20,32 aB 18,43 bB - 88,95 aA 75,20 aB 18,43 bC 19,74 aC ABU

  CES 20,52 a - - - 20,52 aA 19,96 bA - -

  TBT 19,73 a - - - 19,73 aA 24,05 bA - - T399 15,93 b - - - 15,93 bB 22,53 aA - - TPO

  23,31 a - - - 23,31 aA 25,59 aA - - TAmai TAjun AZC

  6,05 eB 17,54 aA 17,88 bA - 19,78 eB 31,37 dA 17,88 bB 27,35 aA AZS

  11,19 eA 14,59 aA 19,95 bA - 24,42 eA 27,67 dA 19,95 bA 17,53 aA AB2

  48,76 cA 23,32 aC 32,30 aB - 46,92 dA 47,64 bA 32,30 aB 22,79 aC AB43

  63,18 bA 21,89 aB 27,15 aB - 62,45 cA 51,04 bB 27,15 aC 19,65 aC ABI

  53,38 cA 25,44 aB 31,86 aB - 55,19 cA 54,18 bA 31,86 aB 20,18 aC APC

  APZ 18,99 a - - - 18,99 aA 19,60 bA - -

  46,37 cA 24,10 aB 20,52 bB - 28,42 eB 41,01 cA 31,24 aB 19,33 aC APM

  43,19 cA 20,44 aB 20,34 bB - 28,53 eA 35,45 cA 33,86 aA 20,74 aB APP

  37,52 dA 22,25 aB 21, 24 bB - 25,47 eB 48,41 bA 29,93 aB 21,76 aB APAC

  44,80 cA 17,62 aB 19,96 bB - 34,59 eB 48,49 bA 29,80 aB 21,88 aC APZ

  48,51 cA 19,60 aB 17,75 bB - 30,22 eB 43,02 cA 28,01 aB 22,56 aB AP61

  46,79 cA 22,85 aB 28,19 aB - 44,75 dA 38,79 cA 28,19 aB 19,20 aB CES

  32,79 dA 19,96 aB 26,43 aA - 62,23 cA 52,90 bB 26,43 aC 15,47 aD TBT 33,05 dA 24,05 aB 16,27 bC - 57,81 cA 54,56 bA 16,27 bB 16,62 aB T399 28,27 dA 22,53 aA 23,38 bA - 70,85 bA 51,78 bB 23,38 bC 21,25 aC TPO

  AP61 14,39 b - - - 14,39 bB 22,85 aA - -

  APAC 15,30 b - - - 15,30 bA 17,62 bA - -

  Tabela 8 - Taxa de acúmulo diária de forragem no mês de março (TAmar, kg ha -1 dia -1 de MS), abril (TAabr, kg ha

  • -1 dia -1

  2

  de MS), maio (TAmai, kg ha -1 dia -1 de MS) e junho (TAjun, kg ha -1 dia - 1 de MS) conforme as forrageiras e as épocas de semeadura. Pato Branco, 2010.

  Forrageira* TAmar TAabr /Época*

  1

  2

  3

  4

  1

  3

  APP 14,18 b - - - 14,18 bB 22,25 aA - -

  4 AZC 6,05 c - - - 6,05 cB 17,54 bA - -

  AZS 11,19 c - - - 11,19 cA 14,59 bA - -

  AB2 15,03 b - - - 15,03 bB 23,32 aA - -

  AB43 20,34 a - - - 20,34 aA 21,89 aA - -

  ABI 19,48 a - - - 19,48 aA 20,32 bA - -

  ABU 17,78 a - - - 17,78 aB 25,44 aA - -

  APC 16,00 b - - - 16,00 bB 24,10 aA - -

  APM 16,28 b - - - 16,28 bA 20,44 bA - -

  • * Época 1 = 11/03/2009; Época 2 = 08/04/2009; Época 3 = 06/05/2009; Época 4 = 03/06/2009; Az. = azevém; AB = aveia branca; AP = aveia

    preta. Médias seguidas por letras distintas maiúsculas na horizontal e letras minúsculas na vertical constituem grupo estatisticamente

    homogêneo, dentro de cada mês. AZC (Azevém Comum), AZS (Azevém São Gabriel), AB2 (Aveia Branca FAPA 2). AB43 (Aveia Branca FAPA

    43), ABI (Aveia Branca IPR126), ABU (Aveia Branca UTF Iguacú), APC (Aveia Preta Comumj), APM (Aveia Preta Moreninha), APP (Aveia Preta

    Agro-Planalto), APAC (Aveia Preta Agro-Coxilha), APZ (Aveia Preta Agro-Zebu), AP61 (Aveia Preta IAPAR 61), CES (Centeio Serrano), TBT (Trigo BRS Tarumã), T399 (Triticale TCL 399), TPO (Triticale POLO 981).

do Centeio Serrano, das aveias branca FAPA 43, IPR 126 e UTF Iguaçú, do trigo BRS Tarumã, e da aveia preta Agro Zebu, demonstrando uma precocidade de produção dessas forrageiras. Ressalta-se aqui, que esse acúmulo de forragem é antes da realização do primeiro corte, não correspondendo a porção de forragem ainda colhível pelo animal. As menores TA obtidas pelos azevéns se deve à espécie necessitar de temperaturas mais baixas para um bom desenvolvimento inicial, fato não observado durante mês de março, o que levou a ocorrência do primeiro corte somente no mês de junho.

  Para TAabril (Tabela 8) observam-se os mesmos valores da primeira época de semeadura, devido ao primeiro corte ter ocorrido somente nos meses de maio e junho. Ao contrário do mês de março, obteve-se acúmulo de forragem para a segunda época de semeadura, a qual foi realizada no dia oito de abril. Observou-se que a segunda época proporcionou maiores TA de forragem para todas as forrageiras, indicando a mesma como a ideal para desenvolvimento mais acelerado da pastagem, mesmo que essa produção de forragem não pôde ser utilizada pelos animais nesse mês, pois as plantas ainda não estavam aptas ao corte. Na segunda época a maior TA também foi obtida pelo triticale POLO 981, não diferindo estatisticamente das aveias brancas FAPA 2, FAPA 43 e UTF Iguaçú, das aveias pretas Comum, Agro Planalto e IAPAR 61, e do triticale TCL 399. Semeando aveia+azevém, triticale+azevém e centeio+azevém em abril, Roso et al. (2000)

  • 1

  obtiveram respectivamente durante o mês de abril TA de 26,2, 25,5 e 36,2 kg ha dia

  1

  de MS, valores superiores aos obtidos neste trabalho, o que provavelmente ocorreu devido a densidade de semeadura utilizada por eles ter sido muito superior a utilizada neste trabalho, acarretando em maiores produções.

  Durante o mês de maio observa-se que a primeira época de semeadura proporcionou maiores TA para todas as forrageiras, ao contrário da segunda e terceira época de semeadura, nas quais as plantas estavam no início de desenvolvimento e ainda não havia ocorrido o primeiro corte como na primeira época de semeadura. Sabe-se que no mês de maio ocorre o grande déficit forrageiro no sul do País, pois as forrageiras de verão estão encerrando seu desenvolvimento e as de inverno ainda não estão aptas para pastejo (Rocha et al. branca IPR 126, quando semeada no mês de março, produção de forragem diária de

  • 1

  até 79,55 kg de MS ha , podendo suprir desta forma, o déficit forrageiro. Observou- se que os azevéns apresentaram menores TA diário de forragem no mês de maio quando semeadas em março, do que quando semeados em abril e maio, indicando que semeaduras mais precoces para este espécie não favorecem seu desenvolvimento. De acordo com Nelson et al. (1995), isso ocorre provavelmente por serem gramíneas que se desenvolvem favoravelmente em clima subtropical temperado.

  Observou-se que a primeira e a segunda épocas de semeadura proporcionaram TA diário de forragem, no mês de junho (Tabela 8), superiores em relação a terceira e quarta época de semeadura. Isso ocorre porque as plantas semeadas em março e abril, estavam no início da fase vegetativa, tendo desta forma maior taxa de acúmulo de matéria seca, ao contrário das da terceira e quarta época que ainda estavam em fase de estabelecimento. Deste modo, quando se deseja uma quantidade maior de forragem diária neste mês, preferencialmente a semeadura deve ser realizada em março ou abril. Porém, os azevéns mantiveram suas produções estáveis, independente da época de semeadura. A maior TA foi

  • 1 -1

  obtida pela aveia branca IPR 126 com 88,95 kg ha dia de MS na primeira época de

  • 1 -1

  semeadura e a menor pelo centeio Serrano com 15,47 kg ha dia de MS na quarta época, na qual não houve diferença significativa entre as forrageiras. Observa-se uma grande diferença de produtividade entre as aveias brancas e pretas. A baixa produtividade observada nas aveias pretas, exceto para a aveia IAPAR 61, é devido ao seu ciclo precoce e pelas características morfológicas, por possuir porte mais ereto e apresentarem um dossel forrageiro menos denso que as aveias brancas.

  • 1 -1

  Autores como Roso et al. (2000) obtiveram TA de 34,7, 40,8 e 28,63 kg ha dia de MS, respectivamente para as misturas triticale+azevém, aveia+azevém e centeio+azevém, quando semeados em abril, valores inferiores aos obtidos neste trabalho.

  Em relação à TAjul (Tabela 9) observou-se que a terceira época foi a que proporcionou maiores produções para todas as forrageiras. Observa-se que para os azevéns, trigo, triticale POLO 981 e aveia branca IPR 126 não houve

  0,00 eC 0,00 fC 49,03 bB 71,19 bA 0,00 dA 0,00 dA 0,00 eA 0,00 eA

  28,33 dB 25,88 dB 31,96 dB 38,83 eA 29,24 cB 27,14 cB 44,43 cA 25,69 dB ABU

  CES 47,95 cB 44,26 bB 57,61 bA 15,47 bC 41,16 bB 42,03 bB 48,74 bB 74,21 aA

  TBT 45,10 cA 51,49 bA 51,40 bA 16,62 bB 38,88 bB 38,84 bB 47,34 bA 51,02 bA T399 44,42 cB 54,28 bA 56,89 bA 21,25 bC 29,72 bB 47,42 bA 56,73 aA 51,57 bA TPO

  45,52 cA 50,55 bA 53,58 bA 18,06 bB 41,65 bA 45,10 bA 50,12 bA 52,34 bA TAset TAout AZC

  43,52 bC 59,84 aB 60,85 aB 69,01 bA 47,88 bC 64,63 aB 76,53 aA 60,72 aB AZS

  69,19 aA 55,63 aB 52,55 bB 50,83 dB 66,62 aA 60,82 aA 67,94 bA 66,40 aA AB2

  29,94 dA 33,85 cA 33,89 dA 40,72 eA 0,00 dB 30,94 cA 0,00 eB 34,24 cA AB43

  48,60 bB 45,46 bB 40,34 cB 76,87 aA 0,00 dA 0,00 dA 0,00 eA 0,00 eA ABI

  36,40 cB 44,96 bA 44,71 bA 44,70 eA 33,29 cA 27,35 cB 39,52 cA 34,58 cA APC

  APZ 34,99 dB 24,78 dB 50,59 bA 28,50 aB 35,65 bB 19,42 cC 38,13 cB 54,99 bA

  0,00 eB 0,00 fB 0,00 fB 24,04 fA 0,00 dA 0,00 dA 0,00 eA 0,00 eA APM

  0,00 eB 26,40 dB 29,79 dB 43,40 eA 0,00 dC 0,00 dC 27,91 dB 45,01 bA APP

  0,00 eB 0,00 fB 0,00 fB 20,87 fA 0,00 dA 0,00 dA 0,00 eA 0,00 eA APAC

  0,00 eB 29,74 dA 0,00 fB 25,12 fA 0,00 dA 0,00 dA 0,00 eA 0,00 eA APZ

  32,22 dA 23,73 dB 19,61 eB 35,51 eA 0,00 dB 0,00 dB 0,00 eB 39,05 bA AP61

  41,97 bB 36,88 cB 38,76 cB 52,36 dA 51,13 bA 45,29 bA 46,19 cA 41,88 bA CES

  75,13 aA 40,12 cB 32,60 dB 80,66 aA 0,00 dA 0,00 dA 0,00 eA 0,00 eA TBT 27,65 dB 19,23 eC 31,26 dB 56, 47 cA 0,00 dB 0,00 dB 0,00 eB 45,69 bA

T399 22,58 dC 0,00 fD 57,02 aA 43,45 eB 0,00 dA 0,00 dA 0,00 eA 0,00 eA

TPO

  AP61 41,31 cB 32,86 cC 56,81 bA 19,29 bD 34,46 bB 27,39 cB 40,46 cB 54,91 bA

  APAC 28,62 dB 23,94 dB 43,82 cA 27,62 aB 26,33 bB 23,57 cB 26,90 cB 56,68 bA

  Tabela 9 - Taxa de acúmulo diária de forragem no mês de julho (TAjul, kg ha -1 dia -1 de MS), agosto (TAago, kg ha

  • -1 dia -1

  2

  de MS), setembro (TAset, kg ha -1 dia -1 de MS) e outubro (TAout, kg ha

  • -1 dia -1 de MS) conforme as forrageiras e as épocas de semeadura. Pato Branco, 2010.

  Forrageira* TAjul TAago /Época

  1

  2

  3

  4

  1

  3

  APP 34,17 dA 25,99 dB 42,63 cA 26,69 aB 35,48 bB 14,58 cC 30,42 cB 59,88 bA

  4 AZC 67,02 aA 73,76 aA 69,79 aA 27,35 aB 56,93 aB 70,01 aA 65,87 aA 49,79 bB

  AZS 59,47 aA 67,79 aA 67,21 aA 17,53 bB 65,06 aA 62,96 aA 60,26 aA 59,43 bA

  AB2 53,59 bA 58,30 bA 58,30 bA 22,79 aB 40,46 bB 41,23 bB 50,14 bB 62,47 bA

  AB43 56,07 bB 54,13 bB 71,90 aA 19,65 bC 60,93 aB 58,22 aB 60,58 aB 75,06 aA

  ABI 61,03 aA 64,68 aA 61,04 aA 19,74 bB 38,20 bA 45,36 bA 46,17 bA 46,65 bA

  ABU 52,59 bB 54,19 bB 68,38 aA 20,18 bC 50,63 aB 53,09 bB 59,97 aB 70,89 aA

  APC 36,58 dB 31,47 cC 45,79 cA 25,21 aC 36,42 bB 24,33 cB 32,75 cB 57,82 bA

  APM 42,04 cB 32,47 cC 53,03 bA 25,63 aC 39,25 bB 28,01 cB 37,62 cB 59,34 bA

  • * Época 1 = 11/03/2009; Época 2 = 08/04/2009; Época 3 = 06/05/2009; Época 4 = 03/06/2009*Az. = azevém; AB = aveia branca; AP = aveia

    preta. Médias seguidas por letras distintas maiúsculas na horizontal e letras minúsculas na vertical constituem grupo estatisticamente

    homogêneo, dentro de cada mês. AZC (Azevém Comum), AZS (Azevém São Gabriel), AB2 (Aveia Branca FAPA 2). AB43 (Aveia Branca FAPA

    43), ABI (Aveia Branca IPR126), ABU (Aveia Branca UTF Iguacú), APC (Aveia Preta Comumj), APM (Aveia Preta Moreninha), APP (Aveia Preta

    Agro-Planalto), APAC (Aveia Preta Agro-Coxilha), APZ (Aveia Preta Agro-Zebu), AP61 (Aveia Preta IAPAR 61), CES (Centeio Serrano), TBT

semeando estas forrageiras em março, abril ou maio a TA diário de forragem no mêsde julho tende a ser a mesma. Mas se a falta de forragem para determinada situação é nos meses de junho e julho, a recomendação é utilizar as duas primeiras épocas de semeadura, porque deste modo o potencial genético destas forrageiras em condições climáticas favoráveis, exteriorizam maiores produções (Tabela 8 e Tabela 9). Em trabalho realizado por Aguinaga et al. (2008) com pastagens de aveia+azevém semeada em maio e manejada em diversas alturas, obtiveram em média, TA diária de forragem durante o período de 21 de julho a 22 de agosto de 89,14 kg, valores bastante superiores ao obtidos neste trabalho com culturas solteiras sobre regime de corte. Enquanto que Carvalho et al. (2010) em pastagem de aveia+azevém também implantada no mês de maio e manejada em quatro diferentes alturas, obteve na média durante o período de três de julho a cinco de

  • 1 -1

  agosto TA de 67,9 kg ha dia de MS, corroborando com os resultados deste trabalho.

  Observou-se que as maiores TA no mês de agosto (Tabela 9) foram obtidas quando as forrageiras foram semeadas em junho, exceto para o azevém Comum que teve maiores rendimentos diários quando semeado em abril e maio. Sendo que, para mês de agosto, o centeio Serrano semeado em junho foi a

  • 1 -1

  forrageira que apresentou a maior produção com 74,21 kg ha dia de MS, e a aveia

  • 1 -1 preta Agro Planalto a menor com 14,58 kg ha dia de MS quando semeada em abril.

  Aguinaga et al. (2008), obtiveram durante o período de 23 de agosto a 26 de

  • 1 -1 setembro taxa de acúmulo média de 65,68 kg ha dia de MS e Carvalho et al.
  • 1 -1

  (2010), obtiveram taxa de acúmulo diário de 63,85 kg ha dia de MS, durante o período de cinco de agosto a oito de setembro, médias obtidas de quatro alturas de manejo de pastagem de aveia-azevém, resultados semelhantes aos obtidos neste trabalho, porém com culturas solteiras.

  Para o mês de setembro observou-se que muitas forrageiras da primeira, segunda e terceira época de semeadura não estavam mais produzindo, pois já haviam encerrado seu estágio vegetativo (Tabela 9). A quarta época de semeadura foi a que proporcionou maiores TA diário para o mês de setembro para todas as forrageiras, exceto para o azevém São Gabriel e triticale TCL 399, que maio respectivamente. A maior TA foi obtida pelo centeio Serrano na quarta época

  • 1 -1 -1 -1

  com 80,66 kg ha dia de MS, 61, 43 kg ha dia de MS a mais que o trigo que obteve a menor produção quando semeado em abril, indicando que esta espécie apesar de ser considerada de ciclo precoce (Flaresso et al., 2001), quando semeada tardiamente é uma ótima alternativa para o forrageamento de primavera. Carvalho et

  • 1 -1

  al. (2010) obtiveram produções de 65,05 kg ha dia de MS, em pastagem de aveia+azevém, valores bastante semelhantes aos obtidos neste trabalho pelo azevém sob regime de cortes. Para o mês de outubro esses mesmos autores

  • 1 -1

  obtiveram 78,7 kg ha dia de MS em pastagem de aveia+azevém maneja a 20 cm de altura.

  No mês de outubro foram poucas as forrageiras que apresentaram acúmulo de forragem (Tabela 9). Observou- se que independente da época de semeadura, os azevéns, as aveias brancas IPR 126 e UTF Iguaçú, e a aveia preta Iapar 61 apresentaram valores de TA diário de forragem razoáveis durante este mês, devido a sua longevidade de período vegetativo, demonstrando serem ótimas alternativas para o forrageamento de primavera.

  Essas variações sobre acúmulo de forragem mostram a importância da definição das melhores datas de semeadura e forrageiras, além das possíveis misturas de forrageiras em concordância com a dinâmica da forrageira no decorrer do tempo. A dinâmica de produção torna possível dimensionar áreas para cada cultivar, bem como, fazer suposições sobre misturas destas com outras forrageiras para melhor uniformizar a produção de forragem no tempo.

  4.6 CONCLUSÃO Existe interação entre forrageira e época semeadura, indicando que deve ser avaliada a combinação entre os dois fatores para a tomada de decisão sobre qual a melhor época e espécie.

  Ocorrem diferenças na distribuição da produção de forragem no tempo de acordo com a forrageira utilizada e a época de sua implantação. Semeaduras mais precoces tendem a disponibilizar maiores quantidades de forragem durante o

  As aveias brancas IPR 126 e UTF Iguaçú, a aveia preta IAPAR 61, os azevéns e o centeio, destacaram-se em relação às demais tanto em produtividade como em longevidade de produção de forragem, mesmo quando semeadas em

  • 1

  março, apresentando em média produção diária de forragem de 51,4 kg ha após a primeira utilização.

  As épocas de semeadura interferem nas características produtivas das forrageiras anuais de inverno. As condições ambientais (fotoperíodo e temperatura) para o estabelecimento das plantas forrageiras, foram melhores na segunda época de semeadura em diante, pois estas promoveram maior densidade de plantas e perfilhos. Esse comportamento indica que, a primeira época de semeadura expõe as plantas, em estabelecimento e crescimento inicial à condições climáticas de temperatura elevada. Mas apesar disso, as semeaduras mais precoces apresentaram maior produtividade e duração do ciclo vegetativo, indicando que mesmo em condições de estabelecimento não favoráveis, valeria a pena semear a pastagem o quanto antes, pois desta forma teria-se forragem disponível mais cedo, em maior quantidade e durante mais tempo, desta forma suprindo os vazios forrageiros, de outono, inverno e primavera.

  As aveias brancas, os azevéns e a aveia preta IAPAR 61, são forrageiras que se destacam para alternativas de forrageamento de outono e inverno, pois mesmo semeadas precocemente apresentam altas produções de forragem e longevidade de ciclo, características muito visadas pelos pecuaristas. Ressalta-se aqui as aveias brancas, pois estas semeadas no inicio do mês de março, produzem forragem em meados de maio até a segunda quinzena de outubro.

  Hoje é imprescindível um planejamento forrageiro de cada propriedade, e para essa tomada de decisão, nem sempre se busca a máxima produção de forragem e sim a melhor distribuição possível da produção, ou a maior produção num determinado momento do ano. Por exemplo, semear uma aveia preta em início de março poderia ser muito mais conveniente em termos de suprimento de forragem no outono aos animais, do que uma semeada em abril, mesmo que esta apresentasse uma produção total de forragem maior. Pode ser constatado neste trabalho que ocorrem diferenças na distribuição de forragem no tempo de a cordo com a forrageira utilizada e a sua época de implantação, sendo que no geral semeaduras mais precoces disponibilizam forragem principalmente durante o outono e inverno, e semeaduras tardia durante o inverno e primavera, ficando desta forma implícita a escolha da forrageira e da época de semeadura de acordo com a necessidade de cada propriedade.

  Se considerarmos a forte interação entre forrageiras e época de semeadura para as variáveis avaliadas, seria possível pensar em realizar misturas de distintas espécies/cultivares com o objetivo de aumentar a produção, o período de utilização e consequentemente a produção animal. Um exemplo, de acordo com os resultados de produção de forragem seria aconselhável a semeadura conjunta entre o azevém São Gabriel com a aveia preta Moreninha ou com o centeio Serrano em março. Tendo desta forma a alta produção da aveia ou do centeio durante o outono e inverno, e do azevém São Gabriel durante o inverno e primavera, preenchendo desta forma os vazios forrageiros observados na região sudoeste do Paraná.

  A metodologia de cortes utilizada neste trabalho, em função da altura do dossel e do resíduo vegetal, ao invés de número de dias, permitiu o aproveitamento quantitativo e qualitativo das forrageiras. Sendo esta uma metodologia de manejo de pastagens a ser utilizada pelos produtores rurais.

  Um problema muito observado na região sudoeste do Paraná, com relação a implantação e utilização de forrageiras anuais de inverno é o uso de sementes com baixa qualidade e genética desconhecida, além da baixa utilização de fertilizantes nestas pastagens. Outro fator a ser relevado é que muitos produtores após colherem e comercializarem seus grãos, demoram muito tempo para implantarem as forrageiras de inverno, deixando a terra em desuso e estendendo os períodos de vazios forrageiros.

  Observa-se neste trabalho uma gama de espécies e cultivares de alta genética e potencial produtivo, mas que por sua vez não chegam nas mãos dos produtores, fazendo com que estes utilizem o que há no mercado ou mesmos sementes produzidas em suas propriedades, decaindo cada vez mais o potencial de produção das pastagens. Sendo desta forma, necessário um programa de produção e distribuição de sementes melhoradas aos produtores.

  

REFERÊNCIAS

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  AGUINAGA, A. A. Q.; CARVALHO, P.C.F.; ANGHINONI, I. et al. Componentes morfológicos e produção de forragem de pastagem de aveia e azevém manejada em diferentes alturas. Revista Brasileira de Zootecnia, v.37, n.9, p. 1523-1530, 2008.

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  APÊNDICES

  APÊNDICE A – Croqui do experimento...

  APÊNDICE B – Fotos do experimento...

  

A - Semeadura; B- Contagem de plantas por metro quadrado; C – Avaliação altura de plantas; D –

Avaliação de produção de forragem; E – Avaliação relação folha:colmo; F – Foto geral do

experimento.

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