ATRIBUTOS FÍSICOS COMO INDICADORES DA QUALIDADE DO SOLO EM SISTEMAS DE MANEJO NO ESTADO DE SANTA CATARINA

95 

Full text

(1)

T

ítu

lo

N om e d o A uto r

Pouco se conhece sobre atributos físicos como

indicadores de qualidade do solo relacionados a

diferentes usos no Estado de Santa Catarina. O

presente estudo objetivou determinar indicadores

de qualidade física dos solos sob diferentes

sistemas de uso e manejo representativos de doze

municípios do Estado de Santa Catarina, visando

avaliar os efeitos do uso sobre aspectos produtivos

do solo e de sua influência sobre a sustentabilidade

desses sistemas de produção.

Orientador: Álvaro Luiz M afra

Coorientador: Dilmar Baretta

Lages, 2013

DISSERTAÇÃO DE M ESTRADO

ATRIBUTOS FÍSICOS COM O

INDICADORES DA QUALIDADE DO

SOLO EM SISTEM AS DE M ANEJO

NO ESTADO DE SANTA CATARINA

ANO

2013

P A TR ÍC IA D A S IL V A P A U LIN O | A TR IB U TO S F ÍS IC O S C O M O IN D IC A D O R ES D A Q U A LID A D E D O SO LO E M S IS TE M A S D E M A N EJ O N O E ST A D O D E S A N TA C A TA R IN A

UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA – UDESC CENTRO DE CIÊNCIAS DA AGROVETERINÁRIAS – CAV M ESTRADO EM M ANEJO DO SOLO

PATRÍCIA DA SILVA PAULINO

(2)

ATRIBUTOS FÍSICOS COMO INDICADORES DA QUALIDADE DO SOLO EM SISTEMAS DE MANEJO NO ESTADO DE

SANTA CATARINA

Dissertação apresentada como

requisito parcial para obtenção do título de Mestre no Curso de Pós-Graduação em Manejo do Solo da Universidade do Estado de Santa Catarina –UDESC.

Orientador: Prof. Dr. Álvaro Luiz Mafra

(3)

P328a Paulino, Patrícia da Silva

Atributos físicos como indicadores da qualidade do solo em sistemas de manejo no Estado de Santa Catarina,

/ Patrícia da Silva Paulino.– 2013. 93 p. : il. ; 21 cm

Orientador: Álvaro Luiz Mafra Bibliografia: p. 79-93

Dissertação (mestrado) – Universidade do Estado de

Santa Catarina, Centro de Ciências

Agroveterinárias, Programa de Pós-Graduação em Manejo do Solo, Lages, 2013.

1. Agregação. 2. Compactação. 3. Estrutura. 4. Preparo do solo. I. Paulino, Patrícia da Silva. II. Mafra, Álvaro Luiz. III. Universidade do Estado de Santa Catarina. Programa de Pós-Graduação em Manejo do Solo. IV. Título

(4)

ATRIBUTOS FÍSICOS COMO INDICADORES DA QUALIDADE DO SOLO EM SISTEMAS DE MANEJO NO ESTADO DE

SANTA CATARINA

Dissertação apresentada como requisito parcial para obtenção do título de mestre no Curso de Pós-Graduação em Manejo do Solo da Universidade do Estado de Santa Catarina – UDESC.

Banca Examinadora:

Orientador:_____________________________________ Prof. Dr. Álvaro Luiz Mafra

UDESC/Lages – SC

Co-orientador: __________________________________ Prof. Dr. Dilmar Baretta

UDESC/Chapecó – SC

Membro:______________________________________ Profa. Dra. Luciane Costa de Oliveira IFSC/Lages - SC

(5)

Aos meus pais que me

proporcionaram mais esta

(6)

A Deus, o que seria de mim sem a fé que tenho nele.

Aos meus pais, Adilson e Angelina, que não mediram esforços para que eu concluísse mais essa etapa em minha vida.

Aos meus irmãos. Aos verdadeiros amigos.

Aos professores do CAV/UDESC, pelo convívio e conhecimentos transmitidos. De forma especial ao professor Álvaro Luiz Mafra pela dedicação e competência na orientação.

Ao Programa de Pós-Graduação em Ciências Agrárias pela oportunidade de realização do curso.

A CAPES pela concessão da bolsa.

À equipe do Projeto SisBiota Santa Catarina e aos colegas Laboratório de Física do Solo. Financiamento FAPESC (Processo 6.309/2011-6) e CNPq Edital 47/2010 (SisBiota Processo CNPq 563251/2010-7).

(7)

“Por sabedoria entendo a arte de tornar a vida o mais agradável e feliz possível.”

(8)

PAULINO, Patrícia da Silva. Atributos físicos como indicadores da qualidade do solo em sistemas de manejo no Estado de Santa Catarina, 2013. 93p. Dissertação (Mestrado em Manejo do Solo). Universidade do Estado de Santa Catarina -UDESC. Programa de Pós-Graduação em Ciências Agrárias, Lages, 3013

Pouco se conhece sobre atributos físicos como indicadores de qualidade do solo relacionados a diferentes usos no Estado de Santa Catarina. O presente estudo objetivou determinar indicadores de qualidade física dos solos sob diferentes sistemas de uso e manejo representativos de doze municípios do Estado de Santa Catarina, visando avaliar os efeitos do uso sobre aspectos produtivos do solo e de sua influência sobre a sustentabilidade desses sistemas de produção. O estudo foi realizado em delineamento amostral e em cada município foram selecionados cinco sistemas de manejo do solo, a saber: floresta nativa (FN), pastagem perene (PA), plantio direto (PD), reflorestamento com eucalipto (RE) e integração lavoura-pecuária (ILP). Os municípios são as réplicas verdadeiras dos sistemas de manejo estudados. Em cada parcela de 60 x 60 metros, na camada de 0,00-0,10 m, nove amostras de solo foram coletadas para determinar as seguintes propriedade físicas: densidade do solo (Ds), densidade de partículas (Dp), porosidade total (PT), microporosidade (MICRO), macroporosidade (MACRO), bioporos (BIO), resistência à penetração (RP), textura dos solo (teores de areia, argila e silte) e estabilidade de agregados (DMP). Os resultados foram submetidos à análise de variância pelo teste F e a comparação de médias pelo teste de Tukey a 5% de significância. A Ds teve relação positiva com RP e as variáveis foram influenciadas pelo tipo de solo, tráfego de máquinas e pelo tipo de cobertura do solo. Nenhum sistema de manejo apresentou densidade acima da crítica para cada tipo de solo. O aumento da Ds esteve associado com redução da PT e MACRO e aumento da MICRO e RP, propriedades das quais o crescimento e desenvolvimento dos vegetais são dependentes, e os sistemas de manejo de cultivo e as características do solo exerceram influencias sobre a agregação do solo e a estabilidade de agregados.

(9)

ABSTRACT

PAULINO, Patrícia da Silva. Physical attributes as indicators of soil

quality in handling systems in the Santa Catarina State, 2013. 93p. Dissertation (Master in Soil Management). Santa Catarina State University –UDESC. Agrarian Sciences Graduation Program, Lages.

Little is known about physical attributes as indicators of soil quality related to different uses in the State of Santa Catarina. The study presented has the objective of determining indicators of physical quality of soils under different methods of using and handling representatives of twelve cities in the state of Santa Catarina, aiming to evaluate the effects of the using on productive aspects of the soil and of its influence on the sustainability of these production systems. The study was performed in sample delineation and in each city five systems of soil handling were selected, namely: native forest (FN), native pasture (PA), no-till (PD), reforestation with eucalyptus (EUCA) and integration between agriculture (ILP). The cities are true replicas of the studied treatments. In each portion of 60 X 60 meters, in the layer of 0,00-0,10 m, nine samples of soil were collected to determine the following physical properties: bulk density (Ds), density of particles, total porosity (PT), microporosity (MICRO), macroporosity (MACRO), biopores (BIO), mechanical resistance (RP), soil textures (content of sand, clay and silt) and stability of the aggregated (DMP). The results were submitted to the variance analysis by the F test and the average comparison by the Turkey test at 5% of significance. The Ds had a positive relation with the RP and they were variants influenced by the type of soil, traffic of machines and by the type of soil surface. No handling system presented density above critical to each type of soil. The increase in the Ds was associated with the reduction of the PT and MACRO and the increase in MICRO and the mechanical dependent, and the handling systems of culture and the characteristics of the soil exerted influences over the soil aggregation and over the stability.

(10)
(11)

LISTA DE TABELAS

Tabela 01 – Municípios de Santa Catarina e tipos de solos estudados, descrito com base nos aspectos morfológicos de campo...35 Tabela 02 – Histórico das áreas amostradas no Estado de Santa Catarina...36 Tabela 03 – Analise de variância, com valores de P>F, para efeito de sistema de manejo do solo nas quatro regiões amostradas no Estado de Santa Catarina...54 Tabela 04 – Valores de densidade do solo (Ds), porosidade total (PT),

(12)
(13)

SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO...13

2 REVISÃOBIBLIOGRÁFICA...16

2.1 QUALIDADE FÍSICA DO SOLO...17

2.2 INDICADORES FÍSICOS DA QUALIDADE DO SOLO...18

2.3 USO E MANEJO E EFEITOS SOBRE ATRIBUTOS FÍSICOS DO SOLO...22

2.4 SISTEMAS DE MANEJO DO SOLO...24

3 OBJETIVOS E HIPÓTESE...32

3.1 OBJETIVO GERAL...32

3.2 OBJETIVO ESPECÍFICO...32

3.3 HIPÓTESE...32

4 MATERIAL E MÉTODOS...33

4.1 LOCALIZAÇÃO DOS MUNICÍPIOS AMOSTRADOS...33

4.2 CLIMA...36

4.3 CARACTERÍSTICAS DOS TRATAMENTOS...36

4.4 HISTÓRICO DAS ÁREAS AMOSTRADAS...36

4.5 AMOSTRAGEM DO SOLO...49

4.6 ANÁLISES FÍSICAS...50

4.7 ANÁLISES QUÍMICAS...51

4.8 ANÁLISE ESTATÍSTICA...51

5 RESULTADOS E DISCUSSÃO...52

5.1 REGIÃO LESTE...52

5.1.1 Densidade do solo e teor de carbono orgânico...52

5.1.2 Porosidade do solo...56

5.1.3 Resistência do solo à penetração...57

5.1.4 Estabilidade de agregados...58

5.2 REGIÃO OESTE...60

5.2.1 Densidade do solo e teor de carbono orgânico...60

5.2.2 Porosidade do solo...61

5.2.3 Resistência do solo à penetração...64

5.2.4 Estabilidade de agregados...64

5.3 REGIÃO PLANALTO...66

5.3.1 Densidade do solo e teor de carbono orgânico...66

5.3.2 Porosidade do solo...67

5.3.3 Resistência do solo à penetração...68

5.3.4 Estabilidade de agregados...69

(14)

5.4.2 Porosidade do solo...74

5.4.3 Estabilidade de agregados...76

6 CONCLUSÃO...78

(15)

1 INTRODUÇÃO

O solo é um dos principais fatores que influencia o crescimento das plantas. Neste trabalho será dada ênfase aos atributos físicos do solo relacionados ao desenvolvimento vegetal, uma vez que se destacam pelo baixo custo, metodologias simples e rápidas e pela relação muitas vezes adequada com os demais atributos químicos e biológicos do solo, e com a resposta das plantas cultivadas.

Do ponto de vista físico o solo é um meio poroso e estes espaços permitem o movimento de água e gases, além de ambiente favorável ao crescimento das raízes (IMHOFF, 2000). Salienta-se que em condições naturais, o volume de solo explorado pelas raízes é relativamente grande. À medida que o solo é submetido ao uso agrícola, as propriedades físicas sofrem alterações, geralmente desfavoráveis ao desenvolvimento vegetal. Assim, as propriedades físicas do solo como, densidade, porosidade total, macroporosidade e microporosidade têm sido usadas para indicar restrições ao desenvolvimento de plantas (SPERA et al., 2004).

O manejo e uso da terra, sem previa avaliação dos seus potenciais e limitações, tem sido o motivo da degradação de recursos naturais, como o solo e a água, fundamentais para a sobrevivência do homem. Estima-se que 40% das terras agrícolas do mundo sofrem degradação (DUMANSKI e PIERI, 2000).

A utilização continuada de diferentes sistemas de manejo determina alterações em propriedades do solo, cuja intensidade depende do tempo de uso e das condições edafoclimáticas. As propriedades físicas são mais afetadas pelos sistemas de preparo, tendo respostas diferenciadas em termos de crescimento e produção de culturas. O preparo do solo constitui-se na prática de manejo que mais altera as propriedades físicas do solo e seu efeito depende do implemento utilizado, da intensidade de seu uso e da condição de umidade no momento das operações (VEIGA, 2005; SOUZA et al., 2001).

(16)

e secagem, degradação superficial do solo e impacto das gotas de chuva em solo descoberto (VEIGA, 2005).

As principais alterações são diminuição do volume de macroporos, tamanho de agregados, taxa de infiltração de água no solo e aumento da resistência à penetração de raízes e densidade do solo (CAVENAGE et al., 1999). Podem também ocorrer mudanças na porosidade total e disponibilidade de água às plantas, interferindo no crescimento vegetal (KLEIN et al., 1998).

Umas das principais causas da degradação em áreas cultivadas é a compactação do solo, causada pelo tráfego de máquinas, implementos agrícolas e pisoteio animal em áreas de integração lavoura-pecuária (ALBUQUERQUE et al., 2001). As determinações de densidade e de porosidade do solo são as avaliações mais comuns e difundidas para identificar camadas compactadas no solo, porém a resistência à penetração de raízes também está diretamente relacionada com o estado de compactação do solo (LANZANOVA et al., 2007).

Quando o solo está em condições de baixa umidade e sofre compactação, ele aumenta sua resistência à penetração de raízes, e quando úmido, reduz sua oxigenação. Sendo assim, o sistema radicular das culturas desse solo encontra-se próximo a superfície dos solos, onde as plantas ficam mais susceptíveis ao déficit hídrico com limitada capacidade de absorver nutrientes (GONÇALVES e STAPE, 2002)

Sistemas de manejo com menor revolvimento do solo e que proporcionam acúmulo de resíduos na superfície, em áreas anteriormente degradadas pelo preparo inadequado, estão possibilitando a recuperação das características físicas do solo (SOUZA et al., 2001).

A variação dos atributos, determinada pelo manejo e uso do solo, e sua avaliação são importantes para o melhor manejo visando à sustentabilidade do sistema. As avaliações destas alterações normalmente são feitas de forma comparativa, entre as condições do solo sob vegetação nativa e aquele submetido às explorações agrícolas, avaliando assim os efeitos do uso e manejo, e analisando suas propriedades físicas (BLAINSKI et al., 2008).

(17)

A principal premissa para avaliar a sustentabilidade de um sistema de manejo é que ele permita manter as propriedades físicas do solo o mais próximo das condições originais em que este se encontrava na natureza, na maior parte das vezes sob cobertura vegetal (LLANILLO et al., 2006).

(18)

2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

A intensa ocupação e utilização dos solos catarinenses, aliada à necessidade de exploração sustentável dos recursos naturais, destaca a importância do conhecimento pormenorizado das características básicas dos seus solos (BRIGHENTI et al., 2012).

Uma das principais metas da pesquisa em manejo do solo é identificar e desenvolver sistemas de manejo de solo adaptados às condições edafoclimáticas, sociais e culturais regionais. Do ponto de vista técnico, o sistema de manejo deve contribuir para a manutenção ou melhoria da qualidade do solo e o ambiente, bem como para a obtenção de adequadas produtividades das culturas a longo prazo (COSTA et al., 2003).

Destaca-se que as atividades agrícolas desenvolvidas até meados do século XX eram conduzidas com baixo uso de insumos químicos e máquinas com tração animal. O sistema agrícola era diversificado e havia integração entre agricultura e pecuária. Após esse período, a agricultura passou a se caracterizar pela dependência de indústrias, com predomínio de monocultivos (ROEL, 2002).

A atual prática industrializada da agricultura busca maximizar a produção, com utilização de alta tecnologia, o que acarreta em altos custos de produção. A agricultura convencional utiliza variedades de alta resposta, e a produtividade é condicionada ao uso de insumos, com intensa mecanização agrícola (ROEL, 2002).

Entre os principais problemas desse modelo agrícola estão a perda da biodiversidade e a degradação dos solos, que iniciam com o desmatamento, para formação de pastos e áreas agricultáveis (ALTIERI e NAVARRO, 1998). Dessa maneira, o uso sustentável dos recursos naturais, como o solo e a água, tem-se constituído em tema de crescente relevância, devido ao aumento das atividades antrópicas. Com isso, cresce a preocupação com o uso sustentável e a qualidade desses recursos (ARAÚJO et al., 2007).

(19)

2.1 QUALIDADE FÍSICA DO SOLO

O conceito de qualidade física do solo é dinâmico e abrangente

e tem sido discutido desde 1990. A qualidade do solo pode ser definida

como a capacidade do mesmo de servir uma função dentro dos limites de um ecossistema e de interagir positivamente com o ambiente externo a ele (LARSON e PIERCE, 1994).

Segundo Karlen e Stott (1994), o solo para cumprir a sua função primária de meio para o crescimento de plantas e de animais deve oferecer mínima resistência à penetração de raízes; permitir a livre entrada e moderada retenção de água da chuva; apresentar boa aeração e permitir boa troca de gases com a atmosfera; apresentar mínima competição entre água e o ar na ocupação do seu espaço poroso; apresentar máxima resistência à erosão; facilitar a incorporação de plantas apara a adubação verde e resíduos orgânicos; promover a atividade biológica; promover tração estável para máquinas e implementos agrícolas.

Segundo Reichert et al. (2003), em física do solo, a qualidade está associada aquele solo que permite a infiltração, retenção e disponibilização de água às plantas, córregos e subsuperfície; responde ao manejo e resiste à degradação; permite as trocas de calor e de gases com a atmosfera e raízes de plantas; e permite o crescimento das raízes.

A maioria dos estudos em qualidade do solo está concentrada na identificação de um parâmetro capaz de servir como um indicador, tendo o intuito de avaliar o uso de praticas de manejo do solo, monitorando no tempo as mudanças nas propriedades e nos processos do solo, na sustentabilidade e na qualidade ambiental (DORAN e PARKIN, 1994). Segundo esses autores, entre as propriedades físicas propostas como indicadores básicos na avaliação da qualidade do solo incluem-se a densidade e a taxa de infiltração de água no solo. E os indicadores devem seguir os critérios de: envolver processos ocorrentes no ecossistema; integrar propriedades e processos físicos, químicos e biológicos; ser acessível e aplicável no campo; ser sensível a variações de manejo e de clima; e ser componente de banco de dados de solos, sempre que possível.

(20)

armazenamento de água disponível às plantas, para a infiltração e transmissão de água e para a aeração e não apresente resistência ao crescimento das raízes (OADES, 1984)

Segundo Ingaramo (2003), para avaliação da qualidade do solo, algumas das principais propriedades e fatores físicos considerados adequados para descrevê-la são: porosidade, distribuição do tamanho de poros, densidade do solo, resistência mecânica, condutividade hidráulica, distribuição de tamanhos de partículas e profundidade em que as raízes crescem. Stenberg (1999) enfatiza que nenhum indicador, individualmente, conseguirá descrever e quantificar todos os aspectos de qualidade do solo, pois deve haver relação entre todos os atributos do solo.

A infiltração de água é um dos fenômenos que melhor refletem as condições físicas internas do solo, pois uma boa qualidade estrutural leva a uma distribuição de tamanho de poros favorável ao crescimento de raízes e à capacidade de infiltração de água no solo (ALVES e CABEDA, 1999).

De acordo com Bolinder et al. (1999), a matéria orgânica influencia as propriedades físicas, químicas e biológicas do solo, sendo considerada uns dos mais importantes indicador da qualidade do solo. A extensão a qual a matéria orgânica contribui para a qualidade do solo depende da qualidade da matéria orgânica, da atividade da fauna do solo e condições do meio ambiente, em especial temperatura e umidade, a qual condições de mineralização se processa diretamente nos efeitos da atividade microbiana do solo (OUÉDRAOGO et al., 2001). Dentre os benefícios gerados pela matéria orgânica do solo, destacam-se a melhoria das condições físicas do solo e o fornecimento de energia para o crescimento microbiano (SILVA e RESCK, 1997).

A qualidade física do solo apresenta grande influencia sobre os processos químicos, físicos e biológicos do solo, sendo fundamental nos estudos sobre a qualidade dos solos (STRECK, 2007).

2.2 INDICADORES FÍSICOS DA QUALIDADE DO SOLO

(21)

ambiental e contribuir para a saúde das plantas, dos animais e do homem (DORAN e PARKIN, 1994).

A qualidade física do solo, como parte desses aspectos do solo e determinantes de suas funções, é fundamental para a sustentabilidade

global dos ecossistemas (MILLENNIUM ECOSYSTEM

ASSESSMENT, 2005). A avaliação da qualidade do solo tem sido proposta como um indicador integrado da qualidade do ambiente e da sustentabilidade da produção agrícola ou florestal. Para avaliar a qualidade física do solo devem ser selecionados indicadores sensíveis às mudanças e distúrbios causados pelo manejo. Uma vez que tenham sido definidos, esses indicadores podem ser monitorados de forma a avaliar o impacto do manejo adotado sobre a qualidade do solo em médio e longo prazo (CHAER e TÓTOLA, 2007). A qualidade física do solo é relacionada à capacidade do solo em promover ao sistema radicular condições físicas adequadas para o desenvolvimento das plantas (TORMENA et al., 1998). De acordo com Marchão et al. (2007) as propriedades físicas, químicas e biológicas dos solos são importantes componentes de sua produtividade, visto que as plantas necessitam de solos bem estruturados, sendo por isso, a seleção e a utilização adequada de cada tipo de solo de fundamental importância para a manutenção da qualidade e da produtividade do sistema.

As propriedades físicas do solo atuam direta ou indiretamente no crescimento das plantas. As com influência direta, estabelecem os processos fisiológicos e bioquímicos que controlam o crescimento das plantas, a disponibilidade de água, a difusão de oxigênio no solo e a resistência do solo à penetração radicular (LETEY, 1985). Já aquelas com influência indireta são a densidade do solo, a condutividade hidráulica e a agregação (GONÇALVES e STAPE, 2002). Assim, os atributos do solo, como a densidade, porosidade, condutividade hidráulica, curva característica de retenção de água, resistência do solo à penetração, são frequentemente utilizados como indicadores da qualidade física do solo, por ser de fácil determinação e baixo custo de obtenção dos resultados.

(22)

atributos do solo que regulam o crescimento e o desenvolvimento das plantas, a saber: a aeração, a condutividade de água, o calor, a disponibilidade de nutrientes e a resistência à penetração do solo (STONE e SILVEIRA, 2001).

O monitoramento da qualidade do solo deve ser direcionado para detectar tendências de mudanças especialmente de forma a indicar os primeiros estágios de alteração, sem que se haja degradação acentuada do solo. Esse monitoramento pode ser feito na propriedade agrícola ou em níveis mais abrangentes, como microbacia hidrográfica, região e outros. As práticas de manejo e conservação do solo e da água devem ser planejadas e executadas procurando-se manter ou mesmo melhorar seus atributos, de modo a aumentar a capacidade do solo em sustentar uma produtividade biológica competitiva, sem comprometer a qualidade da água (ARAÚJO et al., 2007). A quantificação e a compreensão do impacto das práticas de manejo sobre a qualidade física do solo são fundamentais no desenvolvimento de sistemas agrícolas sustentáveis (DEXTER e YOUNGS, 1992).

O preparo do solo é utilizado para criar condições favoráveis ao crescimento e desenvolvimento das culturas, além de manejar plantas invasoras e manejar resíduos culturais, pode trazer implicações negativas no solo, como a perda da qualidade estrutural. Isso ocorre principalmente quando o preparo é executado com excessiva intensidade e em solo com condições inadequadas de umidade, levando à sua compactação (ALVES et al., 2007). A perda do solo por erosão, a redução da matéria orgânica e a compactação são alguns dos fatores que colaboram para a degradação física do solo, com consequente perda de uma ou mais destas funções (BLAINSKI et al., 2008).

Deve-se salientar que os aspectos estruturais do solo são influenciados por diversos fatores, como a natureza do solo, em especial sua granulometria e arranjo de poros, sendo também influenciada pela matéria orgânica e pela atividade biológica do solo, ou seja, pelas raízes e pelos animais da fauna do solo (GONÇALVES e STAPE, 2002).

(23)

A qualidade física do solo adequada ao crescimento das plantas, em termos de resistência do solo à penetração das raízes, pode ser obtida de duas formas: mediante práticas mecânicas para diminuir a densidade do solo e pela prática de irrigação, mantendo a umidade do solo acima do nível crítico determinado. Neste último caso, deve ser levado em consideração o nível de aeração requerido para o crescimento normal das plantas, sabendo que umidade e aeração são fatores do solo que são inversamente relacionados (IMHOFF et al., 2000).

Por ser o solo um sistema trifásico, a caracterização de sua porosidade total é de grande importância para adoção de um manejo adequado, pois este atributo está estreitamente ligado à dinâmica do armazenamento e do movimento de solutos e de circulação de gases no seu interior, essenciais aos processos bioquímicos das plantas, sobretudo aqueles relacionados com a produtividade vegetal (KIEHL, 1979). Segundo Tongnon (1991), a porosidade do solo interfere na aeração, condução e retenção de água, resistência à penetração e à ramificação das raízes no solo e, consequentemente, no aproveitamento de água e nutrientes disponíveis. O solo ideal deve apresentar um volume e dimensão dos poros adequados para a entrada, movimento e retenção de água e ar para atender às necessidades das culturas (HILLEL, 1980). Os microporos representam os poros responsáveis pela retenção da água no solo, enquanto os macroporos representam os poros responsáveis pela drenagem e aeração do solo. Sendo assim, a distribuição dos poros por seus tamanhos condiciona o comportamento físico-hídrico do solo, influenciando a potencialidade agrícola dos solos. De acordo com Lima et al. (2007) a porosidade do solo é referida como ideal quando se

apresentar com 0,50 m3 m-3 do seu volume total, no qual a

microporosidade variaria entre 0,25 e 0,33 m3 m-3, e a macroporosidade

ficaria entre 0,17 e 0,25 m3 m-3.

(24)

2.3 USO E MANEJO E EFEITOS SOBRE ATRIBUTOS FÍSICOS DO SOLO

O solo quando mantido em estado natural, sob vegetação nativa, geralmente apresenta características físicas, como densidade do solo, porosidade, permeabilidade e estrutura, adequadas ao desenvolvimento normal das plantas (ANDREOLA et al., 2000). Por outro lado, a conversão de florestas em áreas agrícola altera o equilíbrio natural existente, modificando as propriedades do solo (MULLER et al., 2001). O desenvolvimento de sistemas agrícolas em substituição às florestas desequilibra o ecossistema, modificando as propriedades do solo, cuja intensidade varia com as condições de clima, uso e manejos adotados e a natureza do solo (CENTURION et al., 2001).

O cultivo do solo altera suas propriedades físicas em relação ao solo não cultivado, tal como aquele encontrado em campos nativos. Essas alterações são mais evidentes nos sistemas convencionais de preparo do que nos conservacionistas, as quais se manifestam na densidade do solo, volume e distribuição de tamanho dos poros e estabilidade dos agregados, influenciando a infiltração da água, erosão hídrica e desenvolvimento das plantas (BERTOL et al., 2004).

O manejo do solo por determinado período de tempo altera negativamente algumas de suas características físicas, devido ao uso de mecanização agrícola, as quais podem indicar maior ou menor degradação do solo (BERTOL et al., 2010).

De acordo com o uso e manejo, os solos se diferenciam em seu estado de agregação, textura, teor de água, matéria orgânica e possíveis tensões que o solo recebeu no passado (LLANILLO et al., 2006). É fundamental a avaliação das características após a intervenção antrópica, devido ao fato de serem capazes de promover a perda da qualidade estrutural e aumentar a suscetibilidade à erosão (BERTOL et al., 2001), pois quando o solo é submetido a produtividade agrícola, as características físicas do solo sofrem alterações.

(25)

operações de colheita, baldeio e subsequente preparo do solo para rebrota ou plantio do ciclo seguinte. Essas atividades alteram a estrutura e os atributos físicos e hídricos do solo, dificultando o crescimento e a distribuição das raízes no solo e o desenvolvimento das florestas (DEDECEK e GAVA, 2005). Tais operações podem comprometer as propriedades físicas do solo, tendo como consequência redução da capacidade produtiva das terras e erosão pelo maior escoamento superficial, que acentua as perdas de solo e nutrientes além de poluir os cursos d’água por sedimentos (CAVICHIOLO et al., 2005).

O plantio direto é um sistema que vem sendo largamente utilizado em áreas agrícolas em Santa Catarina, por ser um sistema que preconiza o mínimo revolvimento do solo, além de manter o solo protegido e menos susceptível à erosão. No plantio direto ocorre menor tráfego, porém, ele não é revolvido, tendendo ao adensamento superficial do solo. O adensamento é verificado pela diminuição da porosidade total e principalmente, da macroporosidade, e pelo aumento da densidade do solo e da microporosidade (SIDIRAS et al., 1984).

O efeito do sistema de plantio direto sobre o solo está relacionado, além da menor intensidade de preparo do solo, com a rotação de culturas e a presença de palha para cobertura do solo. A falta de palha tem sido um dos problemas encontrados em alguns locais onde este sistema é usado. A menor quantidade de palha resulta em diminuição no teor de matéria orgânica, e favorece a compactação do solo (EMBRAPA, 2002). A camada que cobre a superfície do solo reduz o impacto das gotas de chuva sobre o solo e diminui o escoamento superficial da água, o que minimiza ou elimina a erosão. A palha protege a superfície do solo e mantém a estabilidade de agregados; diminui a taxa de evaporação, e permite maior infiltração e armazenamento de água no solo. Além disso, mantém a temperatura mais amena na camada superficial, favorecendo o desenvolvimento de plantas e organismos do solo.

(26)

deixados por raízes que apodrecem, favorecendo a infiltração de água (ASSIS e LANÇAS, 2005). O solo sob plantio direto apresenta, frequentemente, na camada superficial, após algum tempo, maior valor para densidade de solo e para microporosidade e menor valor para macroporosidade em razão do aumento do nível de matéria orgânica na camada superficial (ALBUQUERQUE et al., 2001).

Tem crescido o emprego de uma alternativa muito eficiente, porém mais complexa, de manter a produtividade agrícola e indiretamente promover a recuperação e renovação de pastagens, que é a integração entre lavoura e pecuária (SPERA et al., 2006). Imhoff et al. (2000) alertam que em sistemas de produção que envolvam pecuária, a degradação física do solo na forma de compactação, causada pelo pisoteio dos animais, pode comprometer a eficiência do sistema.

No Sul do Brasil, é muito utilizado o sistema integração lavoura-pecuária, caracterizado pelo cultivo de pastagens anuais de inverno, manejadas sob pastejo direto, em alternância com culturas para produção de grãos no verão (VEIGA et al., 2012).

A identificação de indicadores sensíveis a esse impacto é fundamental na comparação das diversas práticas de manejo sobre o comportamento do solo (MARCHÃO et al., 2007). Atenção especial se dá a aspectos de manejo, como preparo do solo, pisoteio animal e sequência de culturas adotadas.

O sistema de integração lavoura e pecuária pode ser promissor para aumentar a capacidade produtiva do solo, sendo uma alternativa de recuperação de pastagens degradadas e agricultura anual, visando à produção de palha. Porém atenção especial deve ser dada às propriedades do solo, evitando sua degradação (SILVA et al., 2011).

A principal razão para o uso desse sistema é de ordem econômica, pela falta de opções de culturas comerciais para cultivo no outono/ inverno, ou pela redução da oferta de forragem nas pastagens perenes de verão (BALBINOT JUNIOR et al., 2009).

2.4 SISTEMAS DE MANEJO DO SOLO

(27)

Nos casos de cultivos agrícolas, tais operações e procedimentos são: a aplicação de corretivos e fertilizantes, os tratos culturais, a sistematização do terreno, o preparo mecânico, a semeadura, a colheita, o tratamento dos resíduos vegetais e a adoção de práticas de

conservação do solo (BERTOL et al., 2012). Uma das principais metas

da pesquisa em manejo de solos é identificar e desenvolver sistemas de manejo de solo adaptados às condições edafoclimáticas, sociais e culturais regionais. Do ponto de vista técnico, o sistema de manejo deve contribuir para a manutenção ou melhoria da qualidade do solo e do ambiente, bem como para a obtenção de adequadas produtividades das culturas a longo prazo (COSTA et al., 2003).

A história do manejo do solo pode ser dividida em duas fases. Na primeira, com lavouras anuais, predominou o sistema de cultivo de subsistência e na segunda, o cultivo comercial passou a predominar. Já a exploração florestal, foi primeiramente exercida sob extrativismo de matas nativas e secundariamente baseada em plantio e colheita de florestas com espécies exóticas com manejo intenso do solo (BERTOL et al., 2012).

As operações de manejo do solo nas lavouras de cultivo anual de subsistência eram efetuadas com energia animal e humana, com pouco ou nenhum produto agroquímico. Essas operações, no sistema intensificado, passaram a ser efetuadas com energia motomecanizada e com uso massivo de agroquímicos. Deste modo, a motomecanização e o calcário foram os fatores de divisão da intensificação de manejo do solo, de degradação dos atributos físicos do mesmo e do consequente aumento da erosão hídrica nas áreas de lavouras do Brasil (BERTOL et al., 2012).

(28)

a infiltração de água no solo era positivamente influenciada pela elevada rugosidade e porosidade superficial. A exploração florestal era pouco intensa, limitando-se a extração de madeiras nobres da mata nativa. Os restos dessas madeiras destinavam-se a atender a demanda de energia nas residências ou eram deixados na mata para que fossem decompostos ou eram queimados. Assim, essa forma de exploração da floresta teve baixo impacto em relação à conservação do solo (BERTOL et al., 2012). As práticas conservacionistas de solo constituíam-se, quando necessário, de terraços agrícolas nas lavouras. Nessas áreas, o cultivo em contorno fazia parte do sistema de manejo do solo, pois as operações de manejo, especialmente o preparo mecânico do solo e a semeadura, acompanhavam as curvas dos terraços. Mas, apesar do conhecimento do efeito da cobertura do solo na redução da erosão, essa prática não era comum no Brasil, devido, à adoção do preparo mecânico do solo com operações de arado e grade que incorporavam os resíduos vegetais ao solo e pela própria queima (BERTOL et al., 2012).

Nas áreas de pastagem, a pressão de pastejo era baixa. Assim, a pressão sobre o solo era menor e a superfície do mesmo era mantida com espessa cobertura, que a protegia do impacto dos cascos dos animais e das gotas de chuva. Portanto, a degradação do solo pelo pastejo era bem menos intensa do que é atualmente (BERTOL et al., 2012).

Os sistemas de exploração mais intensivos passaram a ser praticados nas áreas de lavoura no Brasil. A preparação do solo nas áreas de lavoura era feita eliminando-se a vegetação nativa. O preparo servia também para incorporar corretivos ao solo, especialmente calcário e adubos fosfatados. Após a colheita, os resíduos vegetais das culturas eram queimados. Nesse sistema de manejo, os principais fatores determinantes da degradação do solo eram a desagregação mecânica ocasionada pelos implementos de preparo e pela energia da chuva, além da compactação do solo abaixo da camada preparada. A eliminação da biomassa vegetal, além de deixar o solo descoberto, contribuía para a continuidade de diminuição do teor de matéria orgânica do solo (BERTOL et al., 2012).

(29)

caso, a infiltração de água no solo era negativamente influenciada pela pulverização do solo na sua superfície e pela compactação abaixo dela, com consequente diminuição da porosidade superficial, determinadas pelo intenso sistema de preparo do solo e pelo efeito do calcário. Nas áreas de exploração pecuária, a pressão de pastejo sobre os campos naturais já era mais intensa nessa época, o que resultava em baixa oferta de forragem, já que a carga animal em geral era mais alta do que antes. A superfície do solo era mantida com menos cobertura (BERTOL et al., 2012).

Nessa época era relativamente comum também o cultivo do solo para a semeadura de pastagens com espécies exóticas para atender a demanda dos animais por forragem. Esse sistema de cultivo quase que invariavelmente envolvia preparo mecânico do solo, com aplicação de corretivos como calcário e adubos fosfatados. Normalmente, a pressão de pastejo nas áreas de pastagem cultivada era alta, diferentemente dos campos naturais. Assim, a degradação física do solo foi potencializada também nessas áreas (BERTOL et al., 2012).

A partir de 1970, os sistemas tradicionais de manejo de solo nas lavouras que utilizavam arados e grades começaram a ser substituídos por sistemas com maior cobertura do solo por resíduos vegetais. Para isso, foi necessário, praticamente, eliminar o preparo do solo com arados, grades aradora, destorroadora e niveladora. Essa mudança teve efeito positivo redução dos custos das lavouras, comparado ao que acontecia com o preparo convencional. Passou-se a adotar o sistema de plantio direto. A maioria das vantagens desse sistema devia-se à redução da erosão e à diminuição dos custos de produção, enquanto, a maioria dos problemas, advinha do efeito residual no solo deixado pelos sistemas intensivos de preparo mecânico adotado anteriormente (DALLA ROSA, 1981).

(30)

O sistema de plantio direto no Brasil é adotado em 32 milhões de hectares, ou 70% das lavouras de grãos. A área com plantio direto corresponde a 70% das lavouras de grãos. O cultivo da soja é o principal, com 61%, seguido do milho 1ª safra (16,1%) e 2ª safra (14,3%) e do trigo, com 7% da área (CONAB, 2009). A região Centro-Sul com 80,5% ou 38,1 milhões de hectares da área total, apresenta crescimento de 0,5%, passando de 37,9 para 38,06 milhões de hectares, quando comparada com a safra anterior. As regiões Sul e Sudeste apresentam, respectivamente, redução de 1,9% e 1,5%. Essas reduções foram compensadas pelo crescimento da área de 4,1%, observado na região Centro-Oeste (CONAB, 2010).

A estimativa da área a ser cultivada com as principais culturas é de 3,6% maior que a cultivada na safra 2010/11, passando de 49,89 milhões para 51,68 milhões de hectares, representando um aumento de 1,79 milhão hectares. Dentre as principais culturas de verão, as de algodão, milho primeira e segunda safras e soja, apresentam crescimento, com destaque para o milho segunda safras, com acréscimo de 14,1% ou 833,3 mil hectares, seguido da soja, com ganho de 3,3% (791,2 mil hectares). As culturas de arroz e feijão apresentam redução na área. O feijão em função das dificuldades na comercialização e aos preços deprimidos, e o arroz pela falta de água nos reservatórios, aumento no custo de produção e preços pouco atrativos (CONAB, 2012).

(31)

solo foram reduzidas em até mais de 90% com o sistema de plantio direto (BERTOL et al., 2012).

Nas áreas de pastagens cultivadas, principalmente no centro sul do Brasil, os solos, parte deles marginais do ponto de vista de aptidão para esse tipo de exploração intensiva, está verdadeiramente sucumbindo aos efeitos da degradação. Tal degradação tem origem na excessiva carga animal que consome demasiadamente a biomassa da parte aérea das pastagens e deixa o solo descoberto. A elevada pressão mecânica causada pelos animais pulveriza o solo na superfície e o compacta logo abaixo dela. Como consequência, a infiltração de água no solo é muito inferior à chuva, o que resulta em elevada erosão hídrica. Assim, criou-se um ciclo vicioso, em que o solo é degradado pela compactação e erosão, enquanto, a pastagem é degradada pela excessiva pressão de pastejo, o que acelera a degradação do solo. O solo cada vez mais degradado diminui sua capacidade de produzir biomassa de pastagem, tanto na parte aérea quanto nas raízes da mesma (BERTOL et al., 2012).

Na década de 1960, o reflorestamento era pouco expressivo, devido ao fato de que ainda havia grande quantidade de madeira sendo explorada nas matas nativas, atendendo a demanda por produtos florestais. Havia também um estimulo por parte do governo, para a derrubada de florestas, incorporando novas áreas no sistema produtivo (BERTOL et al., 2012).

Nos últimos anos, houve aumento expressivo da área cultivada com florestas, compostas por espécies exóticas, em especial o pinus e o eucalipto, na forma de reflorestamentos. Esses cultivos, apesar de perenes, apresentam problemas relacionados com a erosão hídrica e com a conservação do solo e da água, principalmente nas fases de plantio e colheita e também aparecem nas estradas internas utilizadas para escoamento da madeira (BERTOL et al., 2012). O Estado de Santa Catarina possui cerca de 10% das florestas plantadas do país. O Estado é o terceiro maior produtor de papel e celulose do país e foi o maior exportador de móveis em 2003 com cerca de 60% do volume exportado. Aproximadamente 10% desta produção no Estado é proveniente de plantações de eucalipto (CEPA/SC, 2004).

Santa Catarina foi o estado que mais suprimiu a vegetação nativa no bioma Mata Atlântica desde o ano 2000: cerca de 45.500ha (Fundação SOS Mata Atlântica e INPE, 2008).

(32)

valor das terras cobertas com florestas nativas, como consequência das restrições a possibilidade de usos dos seus recursos, tem exacerbado esse fato, e contribui fortemente para a substituição das áreas florestadas por outros usos. Apesar da área proporcionalmente grande desmatada no Estado, poucos estudos têm sido dedicados a compreender o processo de redução de florestas remanescentes. Assim, além dos dados de área, obtidos por análise de imagens de satélite, há pouca informação disponível (SIMINSKI e FANTINI, 2007).

A integração agricultura-pecuária para produção de grãos na primavera/verão e cultivo de pastagens para o gado no outono/inverno é uma prática comum no sul do Brasil. A semeadura das culturas de inverno e verão é realizada tanto no sistema de plantio direto como no sistema de preparo convencional. Na última década, a área utilizada com o sistema de integração agricultura-pecuária cresceu proporcionalmente à adoção do sistema de plantio direto, viabilizando a exploração de novas áreas agrícolas. De um total de 44 Mha em produção agrícola no país, ele é utilizado em 25,5 Mha, nas mais diversas regiões, tipos de

solos, clima, topografia e culturas (BACALTCHUK, 2005). O sistema

de integração lavoura-pecuária praticado no sul do Brasil e particularmente no Estado do Rio Grande do Sul caracteriza-se basicamente pela utilização de uma cultura anual de grãos no verão e o uso de pastagem de inverno composta predominantemente por gramíneas. Por razões de ordem econômica, a soja tem se constituído na principal cultura de verão, e a aveia e o azevém têm sido as forrageiras que predominantemente formam as pastagens de inverno. Portanto, visando à sustentabilidade do sistema produtivo, há necessidade de investigar sistemas de pastejo que proporcionem, no final do ciclo de utilização das pastagens, o aporte de uma quantidade satisfatória de fitomassa ao solo, possibilitando o estabelecimento e desenvolvimento das culturas de verão sob alta cobertura de solo. Ainda, a seleção de culturas de grãos de verão, com características para produzir grande quantidade de fitomassa, deve ser considerada nas áreas de integração lavoura-pecuária, a fim de compensar a retirada de resíduos durante o inverno para alimentação animal (NICOLOSO et al., 2008).

(33)
(34)

3 OBJETIVOS E HIPÓTESE

3.1 OBJETIVO GERAL

Determinar indicadores de qualidade física dos solos, em cinco diferentes sistemas de uso e manejo representativos de quatro regiões agrícolas do Estado de Santa Catarina.

3.2 OBJETIVO ESPECÍFICO

Obter indicadores físicos do solo, como indicadores da qualidade do solo, em diferentes sistemas de uso e manejo do solo, avaliando suas implicações sobre sua capacidade produtiva em diferentes ambientes do Estado de Santa Catarina, abrangendo condições edafoclimáticas diversas. Buscam-se identificar atributos relacionados à compactação do solo, de forma a evitar e minimizar a degradação dos solos agrícolas.

3.3 HIPÓTESES

(35)

4 MATERIAL E MÉTODOS

4.1 LOCALIZAÇÃO DOS MUNICÍPIOS AMOSTRADOS

O estudo foi realizado em doze municípios, englobando quatro regiões do estado de Santa Catarina. No Oeste foram selecionadas áreas nos municípios de São Miguel do Oeste (SMO), Chapecó (XAP) e Xanxerê (XAN), na região do Planalto, Santa Teresinha do Salto (STS) em Lages, Otacílio Costa (OTC) e Campo Belo do Sul (CBS). No Leste do Estado foram selecionadas áreas nos municípios de Joinville (JOI), Blumenau (BLU) e Timbó (TIM). No Sul do estado as áreas foram Siderópolis (SID), Orleans (ORL) e Lauro Müller (LAU) conforme Figura 1. Os municípios são as réplicas verdadeiras dos sistemas de manejo estudados.

No Leste os solos apresentaram teores de areia, argila e silte variando entre 390-660 g kg-1, 60-500 g kg-1 e 10-350 g kg-1, respectivamente.

Os solos da região oeste foram classificados como argilosos,

com valores de 340-440 g kg-1 de argila, 190-360 g kg-1 de areia e

190-350 g kg-1 de silte.

Os solos do Planalto Catarinense apresentaram maiores teores de argila, variando entre 440-670 g kg-1. A areia e o silte variaram entre 110-380 g kg-1 e 130-320 g kg-1 respectivamente.

No Sul do Estado de Santa Catarina, os solos apresentaram valores entre 340-770 g kg-1 de areia, 130-420 g kg-1 de argila e 70-290 g kg-1 de silte.

(36)
(37)

35 Font e: E M B R A PA ( 2006 b) . Si stem a B ras ilei

ro de C

las sif icação de Sol os

Município Tipo de Solo

Blumenau Argissolo Vermelho Amarelo. Derivado de rochas granitoides pré-cambrianas.

Joinville Gleissolo Háplico. Derivado de depósitos aluvionares atuais.

Timbó Cambissolo Háplico. Derivado de depósitos aluvionares atuais.

São Miguel do Oeste Latossolo Vermelho. Derivado de basalto. Formação Serra Geral.

Xanxerê Latossolo Vermelho. Derivado de basalto. Formação Serra Geral.

Chapecó Latossolo Vermelho. Derivado de basalto. Formação Serra Geral.

Campo Belo do Sul Nitossolo Bruno. Derivado de basalto. Formação Serra Geral.

Otacílio Costa Cambissolo Húmico. Derivado de siltito. Formação Rio do Rastro.

Lages Nitossolo Bruno. Derivado de basalto. Formação Serra Geral.

Lauro Müller Argissolo Vermelho Amarelo. Derivado de Siltito. Formação Rio Bonito.

Orleans Argissolo Vermelho Amarelo. Derivado de Granito. Suite intrusiva Subida.

Siderópolis Argissolo Vermelho Amarelo. Derivado de Siltito. Formação Rio Bonito.

(38)

4.2 CLIMA

O clima da região Planalto, segundo a classificação de Köppen é do tipo Cfb (mesotérmico úmido com verão ameno) e o clima nas demais regiões é do tipo Cfa (mesotérmico úmido, com verão quente) (EMBRAPA, 2004).

4.3 CARACTERÍSTICAS DOS TRATAMENTOS

Nos municípios foram selecionados sistemas de uso e manejo do solo, abrangendo: reflorestamento com eucalipto (RE), floresta nativa (FN), plantio direto (PD), integração lavoura pecuária (ILP) e pastagem nativa (PA). Esses diferentes usos em cada localidade foram selecionadas áreas com maior uniformidade possível quanto a tipo de solo e relevo, de forma a evidenciar os efeitos do uso e manejo nas comparações realizadas. As áreas foram selecionadas “a priori” com auxilio de técnicos dos municípios, secretaria da agricultura, entre outros.

4.4 HISTÓRICO DAS ÁREAS AMOSTRADAS

Tabela 2 – Histórico das áreas amostras no Estado de Santa Catarina. Município Tratamento Histórico

Blumenau FN

RE

PA

Não há entrada de animais e a de pessoas se deu por conta da coleta de amostras.

Está sob reflorestamento há três anos e antes havia plantação de capim elefante (Pennisetum purpureum) durante num período de dez anos. A idade atual da plantação é de cinco anos. Há entrada de duas cabeças de gado na área.

(39)

Joinville

ILP

PD

FN

RE

PA

tipo de manejo para

recuperação da área.

Está há cinquenta anos sob esse sistema e o tipo de manejo do solo é o plantio convencional. Nos últimos cinco anos, no

verão plantou-se milho (Zea

mays) e no inverno serve de pastagem. Há presença de trinta cabeças de gado e não sofreu queimada. Todo ano se faz gradagem no solo, utiliza-se também arado e enxada rotativa.

Está sob esse sistema há oito anos. Nos últimos cinco anos, no verão plantou-se milho e no inverno o solo ficou em pousio. Aplica-se esterco como forma de manejo para recuperação da área. Utiliza-se arado rotativo como forma de manejo do solo. Não há entrada de animais e a entrada de pessoas é feita por trilhas. Há cinquenta anos havia um rio que passava sob a área.

Há entrada de duas cabeças de gado nos 23 hectare. A plantação atual tem seis anos,

não há manejo para

recuperação da área e nunca sofreu queimada.

(40)

Timbó

ILP

PD

FN

RE

PA

lavoura. Há entrada de animais.

Há vinte anos a área está sob esse sistema. O tipo de manejo do solo utilizado é o plantio direto. Nos últimos cinco anos, foi plantado milho no verão e

azevém (Lolium multiflorum)

no inverno. Há presença de 35 cabeças de gado. Não sofreu queima. É utilizado calagem e ureia como forma de manejo para recuperação da área. Utiliza-se arado de disco como manejo do solo.

Há vinte anos a área está sob plantio direto. Nos últimos cinco anos, plantou-se milho no verão e inverno cultivou-se milho. Utiliza-se gradagem como forma de preparo do solo.

Não há entrada de animais na área e a entrada de pessoas se dá de forma aleatória.

Há sete anos a área está sob reflorestamento e antes era utilizada para o cultivo de

mandioca (Manihot esculenta

Crantz). É feita aplicação de

esterco bovino em cova, utiliza-se adubo e calcário. Há entrada de animais e a área já sofreu queimada.

(41)

São Miguel do Oeste

ILP

PD

FN

RE

com lotação de 3,33 cabeças de gado por hectare. Nunca sofreu queima.

Observação: o terreno sofre enchentes a cada dois anos, ficando alagado por dois a três dias.

Há e está sob esse sistema há quinze anos. O tipo de manejo utilizado no solo é o plantio convencional. Nos últimos cinco anos cultivou-se milho

no verão e aveia (Avena sativa

L.) e azevém no inverno. Há presença de 20 cabeças de gado, não sofreu queimada. Faz-se uso de cobertura do solo com palhada de milho e também se usa ureia para recuperação da área. Há utilização de gradagem e eventualmente arado como forma de manejo do solo.

Nos últimos cinco anos

cultivou-se milho no verão e no inverno encontra-se em pousio.

Nunca houve entrada de animais.

(42)

Xanxerê PA

ILP

PD

FN RE

PA

A pastagem foi introduzida a mais de cinquenta anos. Já houve queimada e há entrada de animais.

Está sob esse sistema há dezoito anos. Utiliza-se o plantio direto há dez anos. Há a apresenta de 5 cabeças de gado por hectare. Em 2011 fez-se

descompactação com

implemento pé-de-pato, como forma de manejo do solo. Faz quatro anos que a área está sob esse sistema.

Não há entrada de animais. Está sob reflorestamento há aproximadamente quatro anos. Faz-se gradagem como forma de manejo para recuperação da área. Não sofreu queimada. Antes de a área ser utilizada

para reflorestamento, era

utilizada como pastagem

nativa.

A pastagem foi introduzida juntamente com a derrubada da mata há aproximadamente quinze anos. Há predominância

de grama jesuíta (Axonopus

jesuiticus). Utiliza-se dejeto

suíno como forma de manejo para recuperação da área. Há a presença de 2 cabeças de gado

por hectare. Não houve

(43)

Chapecó ILP

PD

FN

RE

PA

Há oito anos a área está sob esse sistema. O tipo de manejo do solo utilizado é o cultivo mínimo. Nunca sofreu queima.

Faz-se uso de adubo

(400kg/ha) na linha de plantio no verão. Faz-se gradagem para cobertura da semente no inverno. Nas faixas na lavoura é passado o implemento pé-de-pato, sendo as faixas pequenas e pouco significativas.

Há cinco anos foi feita calagem na área. Há uso de herbicida, inseticida e fungicida. Há presença de terraços.

A área possui mais de trinta anos. Há retirada de algumas espécies nativas para uso como lenha. Não há entrada de animais.

Área com 43 ha, sendo 10 ha de reserva legal. Há quinze anos a área está sob esse sistema e a plantação atual tem quinze anos. Antes de ser utilizada para reflorestamento era utilizada como pastagem. Faz-se adubação (esterco de aves) como forma de manejo para recuperar a área e não há entrada de animais. Em 2006 esta área sofreu queimada.

(44)

Campo Belo do Sul

ILP

PD

FN

RE

hectare. Não se faz manejo para recuperação da área e nunca houve queimada.

Há dez anos a área está sob esse sistema. O tipo de manejo do solo utilizado é o plantio direto. Nos últimos cinco anos se faz cultivo de soja e milho no verão e aveia e azevém no inverno. Há presença de três animais por hectare e nunca

sofreu queima. Utiliza-se

calcário dolomítico e adubo NPK como forma de manejo para recuperação da área. Há presença de terraços na área. Há dez anos está sob plantio direto. Nos últimos cinco anos cultiva-se soja (Glycine max) no verão e trigo (Triticum sp)

no inverno. Faz-se calagem todos os anos, com aplicação de NPK. Há presença de terraços na área.

Houve a entrada de bovinos na década de 1980 e 1990, onde eram feitas pastagens nas áreas próximas e esporadicamente entrava gado na área. Há

entrada aleatoriamente de

pessoas.

A área está sob reflorestamento há vinte anos. Houve a entrada de bovinos na década de 1980 e

1990, onde eram feitas

(45)

Otacílio Costa

PA

ILP

PD

FN

RE

Nunca sofreu queimada e antes

de ser utilizada para

reflorestamento a área era utilizada como campo natural para pastejo de bovinos. Está sob pastagem há dezenas de anos. Não houve manejo para a recuperação da área. Há entrada de bovinos, com lotação de 0,4 animais por hectare. Há queimadas bianuais como forma de limpeza do campo. Não houve conversão da área em lavoura.

Há vinte e cinco anos a área está sob esse sistema. Nessa área utiliza-se o manejo plantio direto. Há entrada de bovinos na pastagem com lotação de 2 animais por hectare. Nunca

sofreu queimada. Houve

aplicação de calcário com dose de 3 ton/ha em 2010.

(46)

Lages

PA

ILP

PD

FN

plantio do eucalipto, adubo N P K. Houve Queima antes da plantação de eucalipto.

Há o predomínio da gramínea

macega nativa (Saccharum

angustifolium). Não houve

manejo para a recuperação da área. Há entrada de gado e cavalo periodicamente. Há queimada na área, sendo a última realizada em 2010, mas

normalmente é feita

anualmente.

A área está sob plantio direto desde 2010. Nos últimos cinco anos, no verão foram plantadas as culturas de milho e soja e no inverno azevém e aveia. Há entrada de gado e cavalo. As queimadas foram realizadas anteriormente ao ano 2000. Há

utilização de calcário

anualmente como forma de manejo para recuperar a área. É

utilizada grade niveladora

superficial para incorporar aveia e azevém.

Há dez anos a área está sob esse sistema. No verão: soja (2011), milho (2012) e no

inverno: pousio. Calagem

superficial em 2012.

(47)

Lauro Müller

RE

PA

ILP

PD

FN

Há sete anos a área esta sob reflorestamento. A idade atual da plantação é de sete anos. Antes de ser utilizada para reflorestamento a área era utilizada como campo nativo, foi lavrado há dez anos para implantação de pasto perene de inverno. Antes do plantio das árvores a área tinha consorcio

de trevo branco (Trifolium

repens), trevo vermelho

(Trifolium pratense), cornichão

(Lotus corniculatus) e azevém.

Foi aplicado calcário e fosforita na área. Na época de plantio dos eucaliptos, a área foi adubada uma vez, após, não foi mais realizado adubação e não sofreu queima.

Sempre foi pastagem nativa. Há lotação de 0,17 animais por hectare. Nunca sofreu queima. A área está sob esse sistema há dez anos. Utiliza o plantio direto como manejo do solo. Há entrada de animais na área. Foi realizado calagem em 2008.

A área está sob plantio direto há sete anos. Há aplicação de calagem como forma de manejo para recuperar a área.

(48)

RE

PA

ILP

PD

gado por hectare. Há entrada aleatoriamente de pessoas na área.

Está há vinte anos sob reflorestamento, a idade atual da plantação é de sete anos. Não houve nenhum manejo para a recuperação da área, não há entrada de animais e não sofreu queimada. A área era utilizada como pastagem antes

de ser utilizada para

reflorestamento.

Sempre foi pastagem nativa.

Há predominância de

gramíneas folha larga. Há três anos foi utilizado esterco de aves como forma de manejo para recuperar a área. Há entrada de oito cabeças de gado.

Faz três anos que a área está sob esse sistema. Nos último cinco anos, plantou-se milho como cultura de verão e aveia e azevém como cultura de inverno. Há a entrada de 15 cabeças de gado por hectare. Não sofreu queimada. Para a

recuperação da área foi

utilizado 180 kg/ha de NPK. A área passou por subsolagem e gradagem.

(49)

Orleans FN

RE

PA

ILP

como cultura de verão e aveia como cultura de inverno. Para a

recuperação da área foi

utilizado 250 kg/ha de NPK. A área passou por gradagem. Não há entrada de animais e a entrada de pessoas é de forma aleatória.

Há doze anos a área está sob reflorestamento e a idade atual da plantação é de cinco anos. Antes de ser utilizada para reflorestamento a área estava sob floresta nativa. Não há entrada de animais na área. Há quatro anos sofreu queimada acidental.

Há oitenta anos está sob pastagem. Há o predomínio de gramíneas como folha larga (Pterocarpus Violaceus), jesuíta (Axonopus jesuiticus)e

braquiária (Brachiaria sp). Há entrada de 15 cabeças de gado e não houve queimada.

Está sob esse sistema há dois anos e o tipo de manejo do solo é o plantio convencional. Há entrada de 10 cabeças de gado por hactare. Utiliza-se

cama-de-aves e adubação nas

(50)

Siderópo-lis

PD

FN

RE

PA

Há três anos está sob plantio direto. Foi utilizado calcário na área (7 ton/ha) como forma de manejo para recuperação da área. Faz-se gradagem e subsolagem como forma de manejo do solo.

Nunca houve entrada de animais e a entrada de pessoas é de forma esporádica.

Está há nove anos sob reflorestamento. A plantação

passou por desbaste em

07/07/2012. Não houve

nenhum manejo para a

recuperação da área. Há entrada de 2 cabeças de gado por hectare. Nunca sofreu queima. Antes de ser utilizada para reflorestamento a área era utilizada para a plantação de milho.

A pastagem foi introduzida há trinta anos. É uma pastagem mista (jesuíta/manteiga). Não houve nenhum manejo para a recuperação da área. Há presença de 20 cabeças de gado e nunca sofreu queimada acidental. Já houve conversão da área em lavoura, com

plantio convencional de

(51)

ILP

PD

Há seis anos está sob esse sistema. O tipo de manejo do solo é o plantio convencional e há presença de 7,5 cabeças de gado por hectare.

Há três anos está sob plantio direto. Nos últimos cinco anos, no verão, foram plantados as culturas de milho e batata.

Houve manejo para a

recuperação da área, com calagem, fertilizante e ureia. Houve manejo do solo com escarificação nas cabeceiras.

4.5 AMOSTRAGEM DO SOLO

Para a coleta das amostras, em cada sistema de manejo, a área foi delimitada em 80 metros e estabelecido um grid de amostram (Figura 2). Foi utilizado delineamento amostral, com coleta de nove amostras em cada situação de uso e manejo, realizada de forma sistemática em transecto, com pontos espaçados de 30 metros entre si, evitando autocorrelação, deixando 20 metros de bordadura, na camada de 0-10 cm, mediante abertura de trincheira de 50 x 50 cm.

As coletas das amostras foram realizadas em julho de 2011 para as localidades das regiões do Oeste e Planalto e em fevereiro de 2012 para os municípios das regiões Leste e Sul.

(52)

Figura 2 – Esquema do grid de amostragem

.

Fonte: produção do próprio autor.

4.6 ANÁLISES FÍSICAS

A estabilidade de agregados foi determinada em amostras destorroadas e tamisadas entre as peneiras de 8 mm e 4,75 mm, de acordo com a metodologia de Kemper e Chepil (1965), e agitadas verticalmente em água, sendo o aparelho composto por quatro peneiras de 4,75; 2,00; 1,00 e 0,25 mm. A granulometria do solo foi determinada pelo método da pipeta (GEE e BAUDER 1986), utilizando-se solução de hidróxido de sódio como dispersante químico. A fração areia foi removida por tamisação em peneira de 0,053 mm. As frações silte e argila foram separadas por sedimentação e posterior pipetagem da argila em suspensão. As frações argila e areia foram calculadas após pesagem em estufa a 105 ⁰C, sendo o silte calculado por diferença.

A densidade de partículas (Dp) foi determinada pelo método do balão volumétrico, sendo a determinação do volume de álcool necessário para completar a capacidade do balão contendo solo previamente seco em estufa (EMBRAPA, 1997).

(53)

após saturação das amostras do solo e submetidas às tensões de 6 kPa em mesa de tensão de areia. O volume de macroporos foi obtido pela diferença entre o volume total de poros e o de microporos. A porosidade total (PT) foi calculada pela razão entre a densidade do solo e a densidade de partículas (Ds/Dp) (EMBRAPA, 1997).

A resistência do solo à penetração foi obtida nas amostras volumétricas, com umidade equilibrada na tensão correspondente a 10 kPa, utilizando-se um penetrômetro de bancada Marconi®, modelo

MA-933, dotado de cone com 4 mm de espessura, ângulo de ataque de 45⁰ e

velocidade de penetração de 1 mm/s. 4.7 ANÁLISES QUÍMICAS

As amostras para carbono orgânico total (COT) foram peneiradas a 2 mm, secas em estufa a 60ºC e moídas em gral de porcelana, onde o teor de carbono orgânico foi determinado no Autoanalisador de Carbono, Nitrogênio, Hidrogênio e Enxofre (CNHS), equipamento Elementar Vario EL Cube, na Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), Centro de Educação Superior do Oeste (CEO), Chapecó- SC.

4.8 ANÁLISE ESTATÍSTICA

Figure

Updating...

References

Updating...

Download now (95 pages)