UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS INSTITUTO DE CIÊNCIAS ATMOSFÉRICAS COORDENAÇÃO DE PÓS-GRADUAÇÃO EM METEOROLOGIA MAPEAMENTO DA ESTIMATIVA DO SALDO DE RADIAÇÃO INSTANTÂNEA NO MÉDIO SÃO FRANCISCO COM BASE EM SENSORES REMOTOS E O

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UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS

  Maceió - ALFevereiro de 2010 Catalogação na fonte Universidade Federal de AlagoasBiblioteca Central Divisão de Tratamento Técnico Bibliotecária Responsável: Maria Auxiliadora G. Mapeamento da estimativa do saldo de radiação instantânea no Médio São Francisco com base em sensores remotos e o modelo de elevação digital /Romilson Ferreira da Silva, 2010.xii, 80 f.

ROMILSON FERREIRA DA SILVA

  Maceió - ALFevereiro de 2010 Catalogação na fonte Universidade Federal de AlagoasBiblioteca Central Divisão de Tratamento Técnico Bibliotecária Responsável: Maria Auxiliadora G. Mapeamento da estimativa do saldo de radiação instantânea no Médio São Francisco com base em sensores remotos e o modelo de elevação digital /Romilson Ferreira da Silva, 2010.xii, 80 f.

1. Saldo de radiação. 2. Modelo de elevação digital. 3. SEBAL. I. Título

  Foram obtidos maiores valores deÍndice de Área Foliar (IAF) quando considerado o Modelo de Elevação Digital, os valores máximos foram: 1,37; 1,73 e 1,45 para 17/01/1987, 17/10/1999 e 07/12/2006,respectivamente, valores estes obtidos com ouso do MED, quando não utilizado o MED os máximos estimados foram: 0,94; 1,55 e 1,38, para 17/01/1987, 17/10/1999 e 07/12/2006,respectivamente. Constataram-se grandes diferenças nos valores instantâneos do 2 2 saldo de radiação à superfície: 435,73 W/m e 822,08 W/m para o dia 17/01/1987; 384,19 2 2 2 2 W/m e 890,11 W/m para o dia 17/10/1999; 387,20 W/m e 899,59 W/m para o dia 07/12/2006, valores estes obtidos aplicando o MED.

1. INTRODUđấO

  Todo este desenvolvimento tecnológico tem aumentado o número de pesquisas empregando técnicas de sensoriamento remoto, algoritmos foram propostos para identificaçãode áreas de cultivo, bem como, na estimativa de parâmetros biofísicos a serem utilizados em modelos de crescimento, produtividade, balanço hídrico, etc. Di Pace (2004) ao estimar o balanço de radiação à superfície terrestre em região do semi-árido brasileiro fazendo o cômputo do algoritmo SEBAL, primeiramente com o Modelode Elevação Digital (MED) e depois sem o MED.

2. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

2.1 Sensoriamento Remoto

  Segundo Lillesand e Kiefer (1987) com o desenvolvimento de sistemas de sensores sofisticados, programas de processamento digital de imagens e plataformas de aquisição deimagens multiespectrais, o sensoriamento remoto tem-se voltado para o desenvolvimento da capacidade de aquisição de dados múltiplos de dados e de diferentes técnicas de análise dedados. Entretanto, quanto maior for o número de imagens e bandas, que o complementarem, maior será o volume de dados, tornando-se indispensável o uso de técnicas automáticas de análiseatravés de computadores, introduzindo diversas formas de abordagem de dados (Lillesand e Kiefer (1987).

2.2 A Meteorologia e o Sensoriamento Remoto

  Na meteorologia, o primeiro satélite a entrar em órbita foi o Tiros 1, lançado em 01 de abril de 1960. Desde então a meteorologia vem aperfeiçoando a aquisição de dados e o seuuso nas mais diversas finalidades, e isto se deve, além das pesquisas instrísecas na área, o que auxilia no refinamento de algoritmos e softwares, ao aperfeiçoamento dos sistemas sensores.

2.2.1 Série Landsat

  Osistema RBV fez parte apenas nos três primeiros satélites da série Landsat, já o sistema MSS foi e ainda é um dos sensores constituintes da carga útil de todos os satélites da série (Landsat1,2,3,4,5,6 e 7). Os satélites giravam numa órbita síncrona com o Sol, com ângulo de inclinação em relação ao equador de 99º 11´,fazendo com que a órbita fosse quase polar em torno da terra.

2.2.2 Imageador TM – Landsat 5

  2.4 Albedo da Superfície Um elemento de grande importância para a determinação do balanço de radiação é o albedo da superfície ou poder refletor da superfície, que tem sido definido atualmente como ocoeficiente de reflexão da superfície para a radiação de onda curta. Esse elemento varia com o tipo de superfície, condições de umidade do ar e do solo, cobertura de nuvens e ângulo de O albedo é definido como a fração da radiação incidente que é refletida por uma superfície.

2.6 Temperatura da Superfície

  A quantidade de energia disponível na superfície da Terra, Saldo de Radiação (Rn) é o resultado da diferença entre os fluxos de radiação incidentes, refletidos e/ou emitidos,incluindo ambas as radiações, de onda longa e onda curta à superfície da Terra (Albuquerque, 2003). Bastiaanssen (2000), utilizando imagens do Landsat 5 2 valores instantâneos de Rn para o momento da passagem do satélite, 374 W/m , para a cultura 2 do algodão, no dia 26 de junho de 1998 e 273 W/m para o dia 29 de agosto do mesmo ano.

2.8 Modelo de Elevação Digital (MED)

  Collins (1978) define um modelo digital do terreno (MDT) como um vetor de números que apresentam a distribuição espacial de um conjunto de propriedades do terreno. Di Pace (2004) cita que o SEBAL proporciona estimativas precisas da evapotranspiração de áreas agrícolas e de bacias hidrográficas, para superfícies relativamenteplanas.

3. MATERIAL E MÉTODOS

3.1 Materiais

  3.1.1 Área em Estudo A área em estudo corresponde a uma região entre os estados de Alagoas e Sergipe que contém a barragem de da Usina Hidrelétrica de Xingó, integrante da Companhia HidroElétrica do São Francisco As cenas estão localizadas no Semi-Árido do Nordeste brasileiro, numa região onde está inserida a barragem de Xingó. Figura 3.1 - Localização da área em estudo Efeitos da paisagem podem ser observados nas figuras 3.2a; 3.2b e 3.2c, 3.2d e 3.2e (a)(b) (c) (d) Figura 3.2 - Paisagem local, (a) parte da barragem da Usina Hidrelétrica de Xingó, (b) cânion a jusante da barragem, (c) e (d) mostram aspectos da Caatinga, (e) subestação da usina hidrelétrica de Xingó.

3.1.5 Dados Utilizados

  O total pluviométrico entre os dias 1 a17 de janeiro de 1987 foi de 6,9 mm, o acumulado entre 1 a 17 de outubro de 1999 foi 53,6 mm, no período de 1 a 7 de dezembro de 2006, o valor acumulado foi de 1,2 mm. De 1 a 17 de janeiro de 1987 a temperatura do ar variou entre 27,2 ºC a 29,0 ºC, de 1 a 17 de outubro de 1999 esta variação foi entre 25,8 ºC a 29,3 ºC, já de 1 a 7 de dezembro de 2006, os valores ficaram entre 27,3 ºC a 30,9 ºC.

3.1.5.1 Pré-Processamento das Imagens

Para o processamento das imagens, foram desenvolvidos modelos através da ferramenta Model Maker do software ERDAS Imagine 8.5, gentilmente cedido para odesenvolvimento desta pesquisa pela Universidade Federal de Campina Grande Foi realizada uma visita ao local de estudo e feita coletado pontos para localização de determinados pixels da cena original através de um Aparelho de Sistema de LocalizaçãoGlobal – GPS, conforme Figura 3.5. Figura 3.5 - Aparelho de Sistema de Localização Global

3.1.5.2 Modelo de Elevação Digital Dados Utilizados

  O Modelo de Elevação Digital utilizado foi adquirido junto à EMBRAPA (Brasil em relevo) com formato geotiff (16 bits) resolução espacial de 90 metros, unidade de altitude emmetros e sistema de coordenada geográfica datum: WGS-84. A Figura 3.7 representa o recorte efetuado do Modelo de Elevação Digital, com as mesmas coordenadas do recorte da área em estudo onde, a partir dele, foram geradas asimagens das Figuras 3.3 e 3.8 com o objetivo de mostrar a variação da elevação local (Z).

3.2 Métodos

  Para obter a estimativa do balanço de radiação à superfície, foram empregados modelos com o auxílio da ferramenta Model MAker, disponível no ERDAS, onde foi possívelrealizar tarefas de programação. Figura 3.14 - Diagrama das etapas do processamento do Balanço de radiação à superfície do algoritmo SEBAL.

3.2.1 Cálculo do Balanço de Radiação à Superfície

As imagens do mapeador temático Landsat 5, são compostas por sete bandas espectrais cujas características estão na Tabela 3.3. Tabela 3.3 - Bandas de imagens do TM-Landsat 5, com os respectivos coeficientes de calibração (radiância mínima 2 1 1 Radiância Espectral, Lmáx e Lmín (W/m sr µm ) Data de ProcessamentoDe 01/03/1984 a A partir de Irradiância Espectral no Banda 2 1 04/05/2003 05/05/2003 TOA= K W/m µm ) λi( Lmín=a Lmáx=b Lmín=a Lmáx=b 1 (azul) -1,520 152,100 -1,520 193,000 19572 (verde) -2,840 296,810 -2,840 365,000 1826 3 (vermelho) -1,170 204,300 -1,170 264,000 15544 (IV 206,200 -1,510 221,000 1036 A seguir são apresentadas as etapas do algoritmo SEBAL para o cômputo do Balanço de Radiação.

3.2.1.1 Calibração Radiométrica – Etapa 1

A Etapa 1 constitui o cômputo da radiância espectral de cada banda ( L ), ou seja, λi efetivação da Calibração Radiométrica, em que o número digital (ND) de cada pixel da imagem é convertido em radiância espectral monocromática. Essas radiâncias representam aenergia solar refletida por cada pixel, por unidade de área, de tempo, de ângulo sólido e de comprimento de onda, medida ao nível do satélite Landsat, para as bandas 1, 2, 3, 4, 5 e 7;para a banda 6, essa radiância representa a energia emitida por cada pixel, e a calibração é efetivada segundo a equação (Markham & Baker, 1987): L  a  ND (3.1)λi i 255 Onde:  2  1  1 a e b - são as radiâncias espectrais mínima e máxima ( Wm sr ) conforme Tabela 3.3;μm ND - é a intensidade do pixel (número digital

3.2.1.2 Reflectividade – Etapa 2

  A Etapa 2 representa o cômputo da reflectância monocromática de cada banda ( ρ ) , λi definida como sendo a razão entre o fluxo de radiação refletida e o fluxo de radiação incidente que é obtida segundo a equação (Allen et al., 2002): . Seus valores variam de Para o cálculo do Índice de Vegetação Ajustado para os Efeitos do Solo (IVAS) que é um índice que busca amenizar os efeitos do “background” do solo, foi utilizada a expressão(Huete, 1988): (1 L)( )  ρ ρ IV V IVAS  (3.8)(L   ) ρ ρ IV V Onde:L - é constante, o seu valor mais freqüente é L = 0,5 (Huete &Warrick, 1990; Accioly et al., 2002; Boegh et al., 2002).

1 K 607,76 Wm sr e K 260,56 K são constantes de calibração da banda termal

  1 μm 2 do Landsat 5 –TM (Allen et al., 2002; Silva et al., 2005).

3.2.1.8 Radiação de Onda Longa Emitida – Etapa 8

  a Para o dia 17 de janeiro de 1987 obteve-se T = 302,15 K; para o dia 17 de outubro de a 1999 T = 302,05 K e para o dia 07 de dezembro de 2006 T = 304,05 K. 3.2.1.10 Radiação de Onda Curta Incidente – Etapa 10 2 A radiação de onda curta incidente R (Wm ) é o fluxo de radiação solar direta e s  difusa que atinge a superfície terrestre.

2 S - constante solar (1367 Wm ) ;

Z - ângulo zenital solar; d - inverso do quadrado da distância relativa Terra-Sol e;r τ - transmissividade atmosférica, obtida na etapa 4..sw

3.2.1.11 Balanço de Radiação à Superfície – Etapa 11

 2 O saldo de radiação à superfície Rn (Wm ) é computado utilizando-se a seguinte equação do balanço de radiação à superfície:( 1 ) Rn  R   R  R  R    R (3.16) s s L L L o     Onde: R s  - é o albedo corrigido de cada pixel;R - é a radiação de onda longa emitida pela atmosfera na direção de cada pixel; L R - é a radiação de onda longa emitida por cada pixel; L   - é a emissividade de cada pixel.o

3.3 Modificações no Balanço de Radiação

Novas etapas computacionais são necessárias visando corrigir os efeitos que a altitude, inclinação e aspecto de cada pixel causam na reflectância monocromática, e um possívelreflexo nos demais nos valores calculados.

3.3.1 Modificações no Balanço de Radiação (com o MED)

O Modelo de Elevação Digital possui três importantes informações acerca da área de estudo: elevação, inclinação e orientação (ou ângulo azimutal da normal à superfície de cada No MED o Cos Z é diferente para cada pixel dependendo da inclinação e do aspecto da superfície da área em estudo. O SEBAL utiliza a equação abaixo para computar o Cos Z(Duffie & Beckman, 1991) citados em Bastiaanssen (2002).cos Z = sen( δ)sen(φ)cos(s) - sen(δ)cos(φ)sen(s)cos(γ) + cos(δ)cos(φ)cos(s)cos(ω) + δ)sen(φ)sen(s)cos(γ)cos((ω)+cos(δ)sen(φ)sen(s)sen(ω)………………...………….(3.17) Onde: δ - é a declinação do Sol (em radianos); φ - é a latitude do pixel (em radianos);s γ – ângulo de aspecto da superfície (em radianos) ω – ângulo horário (em radianos). Uma vez calculo o ângulo zenital, foram recalculados as reflectâncias monocromáticas(Etapa 2), os albedos planetário (Etapa 3) e da superfície (Etapa 4), além dos índices de vegetação (Etapa 5), emissividade (Etapa 6), radiação solar incidente (Etapa 9) e o saldo deradiação (Etapa 11).

4. RESULTADOS E DISCUSSÕES

4.1 Características Gerais das Imagens

  As áreas em tom preto representam, na parte inferior da imagem, o Rio São Francisco e, ao longo da cena, pequenos lagos de corpos de água.Áreas com predominância azul claro passando ao branco são áreas urbanizadas ou com solo exposto. Figura 4.3 Tabela 4.1 - Valores da declinação solar, ângulo zenital, ângulo horário, distância relativa Terra-Sol, temperatura do ar próximo à superfície na data de passagem do satélite, para os dias 17/01/1987, 17/10/1999 e 07/12/2006.

4.2 Transmissividade e Emissividade

  Na Tabela 4.3 são apresentados os valores mínimos, máximos, médios, moda e desvio padrão da emissividade da superfície para os dias 17/01/1987, 17/10/1999 e 07/12/2006, daárea total em estudo, com e sem o MED, Verifica-se que os valores não apresentaram diferenças significativas quando utilizado ou não o Modelo de Elevação Digital. T4.3 - Valores estatísticos da emissividade da superfície para os dias 17/01/1987, 17/10/1999 e 07/12/2006, da área total em estudo, com e sem o MED.

4.3 Albedo da Superfície

  A Tabela 4.4 apresenta os valores mínimos, máximos, médios, moda e o desvio padrão para os albedos estimados para os dias 17/01/1987, 17/10/1999 e 07/12/2006, da área total emestudo, com e sem o MED. Os tons em verde aparecem em quase toda a cena, para ambos os casos aqui estudados, isto explica que o albedo ficou entre 10 % a 20 % e esta situação é coerente com asmédias estimadas: 15,23 % com o MED e 14,99 % sem o MED.

4.4.1 IVDN

  Valores Estatísticos IVDN Mínimo Máximo Média Moda Desvio Padrão Com o MED -0,36 0,78 0,42 0,38 0,12 17/01/1987 Sem o MED -0,36 0,79 0,42 0,38 0,12Com o MED -0,76 0,77 0,32 0,31 0,11 17/10/1999 Sem o MED -0,76 0,77 0,32 0,30 0,11Com o MED -0,60 0,76 0,30 0,23 0,11 07/12/2006 Sem o MED -0,60 0,76 0,30 0,21 0,11 Áreas com outros tons (vermelho a ouro) indicam IVDN intermediários, como solo exposto e áreas urbanas. Estes valores corroboram com estudos de Di Pace (2004) na região do PISNC, onde o pesquisador obteve valores de 0,198 para o solo exposto; 0,779 e 0,774 para área irrigada;0,494 e 0,492 para área cultivada, com e sem o MED, respectivamente, para o ano de 2000.

4.4.2 IAF

  No dia 17/01/1987 o valor máximo com o MED foi 1,37 enquanto o valor estimado sem o MED foi 0,94; a estimativa com o MED ficou 45,74 % acima daquela sem o MED. Os valores máximos também foram superiores nos outros dias estudados onde em17/10/1999, o valor com o MED foi 1,73 e sem o MED 1,55; isto corresponde a 11,61 % superior com o MED, já no dia 07/12/2006, o máximo estimado com o MED foi 1,45 e sem oMED 1,38; ou seja, 5,07 % acima com o MED.

4.4.3 IVAS

  A Tabela 4.7 apresenta valor mínimo, máximo, média e o desvio padrão para o IVAS estimado dos dias 17/01/1987, 17/10/1999 e 07/12/2006, da área total em estudo, com e sem o MED. Tabela 4.7 - Valores estatísticos do IVAS: mínimo, máximo, média e desvio padrão dos dias 17/01/1987, 17/10/1999 e 07/12/2006, da área total em estudo, com e sem o MED.

4.5 Temperatura da Superfície (Ts)

  Tabela 4.8 - Valores estatísticos da Temperatura da Superfície (Ts): mínimo, máximo, média e desvio padrão dos dias 17/01/1987, 17/10/1999 e 07/12/2006, da área total em estudo, com e sem o MED. As Figuras 4.22 e 4.23 representam as imagens classificadas da temperatura da superfície para o dia 17/01/1987, da área total em estudo, com e sem o MED,respectivamente.

4.6 Radiação de Onda Curta e Onda Longa

4.6.1 Radiação de Onda Curta Incidente

  A Tabela 4.9 apresenta valores estatísticos da Radiação de Onda Curta Incidente 2 (R , para os dias 17/01/1987, 17/10/1999 e 07/12/2006, para a área total em estudo, S ↓) W/m estimados com e sem a aplicação do Modelo de Elevação Digital. 2 : mínimo, Tabela 4.9 - Valores estatísticos da Radiação de Onda Curta Incidente (R S ↓) W/m máximo, média e desvio padrão dos dias 17/01/1987, 17/10/1999 e 07/12/2006, da área totalem estudo, com e sem o MED.

2 MED 935,70 W/m

4.6.2 Radiação de Onda Longa Incidente

  Para o dia 17/01/1987, os valores mínimos estimados com o MED, variaram entre um 2 2 2 valor mínimo de 458,40 W/m a um valor máximo de 467,85 W/m , diferença de 9,45 W/m 2 entre os dois métodos. 2 2 Já para o dia 07/12/2006, o valor mínimo foi 468,19 W/m e o máximo 477,84 W/m , 2 2 9,65 W/m de diferença entre os dois métodos, com valor constante de 367,56 W/m quando não utilizado o MED.

4.6.3 Radiação de Onda Longa Emitida

  2 Tabela 4.11 - Valores estatísticos da Radiação de Onda Longa Emitida (R : mínimo, L ↑) W/m máximo, média e desvio padrão dos dias 17/01/1987, 17/10/1999 e 07/12/2006, da área total em estudo, com e sem o MED. 2 Tabela 4.12 - Valores estatísticos do Saldo de Radiação (Rn) W/m : mínimo, máximo, média e desvio padrão dos dias 17/01/1987, 17/10/1999 e 07/12/2006, da área total em estudo, com e sem o MED.

2 Rn (W/m ) Mínimo Máximo Média Desvio Padrão

  Com o MED 435,73 822,08 659,15 41,77 17/01/1987 Sem o MED 424,98 711,88 573,73 39,89Com o MED 384,19 890,11 680,14 52,56 17/10/1999 Sem o MED 402,10 795,58 618,47 49,47Com o MED 387,20 899,59 676,17 59,67 07/12/2006 Sem o MED 398,54 842,86 620,06 58,18 Figura 4.28 - Imagem classificada do saldo de radiação à superfície no momento da passagem do satélite para o dia 17/01/1987 com o MED. Quase todas as localidades que na classificação com o MED apareceram 2 2 em tom vermelho, apareceu em tons verdes, Rn entre 600 W/m a 700 W/m , as áreas que apareceram em amarelo ou ouro na imagem classificada com o MED, que foram os menos 2 2 valores para aquela cena, encontram-se com Rn entre 500 W/m a 600 W/m , agora foram 2 classificadas com tom azul, Rn abaixo de 500 W/m .

2 MED, foi 60,06 W/m

  (1998) aplicou o algoritmo SEBAL na área da bacia do Rio Heihe 2 2 (China), estimou Rn de 500 W/m para o oásis e 400 W/m no deserto. Em estudos realizados no Nordeste brasileiro, Silva et al.

2 Caatinga e 46,90 W/m para solo exposto para o dia 04/1/000, para o dia 04/10/001 os

  Para o dia 20/06/2003, 2 estimou saldo de radiação de 464,24 W/m considerando área plana, em condições de relevo 2 montanhoso foi de 825,91 W/m ; em outra cena estudada, a estimativa encontrada por 2 Menezes para valores de Rn em condições de relevo montanhoso foi de 621,23 W/m . Di Pace (2004) aplicando o algoritmo SEBAL com e sem o MED, estimou os 2 2 2 seguintes valores de Rn para o dia 04/12/2000; 127,69 W/m ; 728,68 W/m e 478,61 W/m , 2 2 mínimos, máximos e médios com a utilização do MED e 276,77 W/m ; 731,51 W/m e 2 2 560,80 W/m sem o MED.

4.7.1 Relação entre o Albedo e o Rn

  Figura 4.34 - Relação entre albedo e Rn, (a) imagem classificada do albedo da superfície com o MED para 17/01/1987 e (b) imagem classificada do saldo de radiação instantânea à superfície com o MED para 17/01/1987. As Figuras 4.34 e 4.35 identificam a relação entre os valores de albedo e o saldo de radiação instantânea, estimados com o algoritmo SEBAL para o dia 17/01/1987, com e sem oMED, respectivamente.

2 W/m a 700 W/m . Já para os altos valores de albedo presentes na cena, B e C, na Figura

  4.34a, estão relacionados os menores valores de saldo de radiação instantânea, conforme 2 indicados por B e C em 4.34b, onde os valores de Rn estão abaixo de 500 W/m . Os valores altos de albedo, C e E na Figura 4.35b, relacionam-se a aos baixos valores de Rn, C e E na Figura 4.35b, onde o saldo de radiação instantânea ficou 2 abaixo de 500 W/m .

4.7.2 Relação entre a Temperatura da Superfície (Ts) e Rn

  Figura 4.36 - Relação entre albedo e Rn, (a) imagem classificada do albedo da superfície com o MED para 17/01/1987 e (b) imagem classificada do saldo de radiação instantânea à superfície com o MED para 17/01/1987. Figura 4.37 - Relação entre albedo e Rn, (a) imagem classificada do albedo da superfície com o MED para 17/01/1987 e (b) imagem classificada do saldo de radiação instantânea à superfície com o MED para 17/01/1987.

5. CONCLUSÕES

  Foram obtidos maiores valores de Índice de Área Foliar (IAF) quando considerado oModelo de Elevação Digital, os valores máximos foram: 1,37; 1,73 e 1,45 para17/01/1987, 17/10/1999 e 07/12/2006, respectivamente, valores estes obtidos com o uso do MED, quando não utilizado o MED os máximos estimados foram: 0,94; 1,55 e1,38, para 17/01/1987, 17/10/1999 e 07/12/2006, respectivamente. Constatam-se grandes diferenças nos valores instantâneos do saldo de radiação à 2 2 2 superfície: 435,73 W/m e 822,08 W/m para o dia 17/01/1987; 384,19 W/m e 2 2 2 890,11 W/m para o dia 17/10/1999; 387,20 W/m e 899,59 W/m para o dia07/12/2006, valores estes obtidos aplicando o MED.

6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ACCIOLY, L. J. º, PACHECO, A., COSTA, T. C. C., LOPES, O. F.e OLIVEIRA, M. A. J

  Estimativa da evaporação real pelo emprego do algoritmo SEBAL e imagem Landsat 5-TM na Bacia do Acaraú remotos e dos efeitos atmosféricos na determinação de índices de vegetação. Mapeamento das estimativas de saldo de radiação e índices de vegetação em área do estado de Alagoas com base em sensores remotos.

7. ANEXOS Anexo 1 - Parâmetros estimados

Os valores médios da área em estudo dos componentes do balanço de radiação, com e sem o Modelo de Elevação Digital, para o dia 17/01/1987, são apresentados na Tabela A.1. Tabela A.1 Parâmetros Unidades Com MED Sem Med 2 Radiância-B1 48,22 48,22 W/m .µm.sr 2 Radiância-B2 42,39 42,39 W/m .µm.sr 2 Radiância-B3 W/m .µm.sr 33,30 33,30 2 Radiância-B4 54,38 54,38 W/m .µm.sr 2 Radiância-B5 12,34 12,34 W/m .µm.sr 2 Radiância-B6 9,53 9,53 W/m 2 Radiância-B7 W/m .µm.sr 3,09 3,09 0,95 0,95Emissividade da Superfície (εo) Refletividade-B1 0,09 0,09 Refletividade-B3 0,08 0,08 Refletividade-B4 0,21 0,20Refletividade-B5 Refletividade-B7 0,153 0,15Albedo Planetário (TOA) Albedo da Superfície (α)15,23 14,97 % IVDN IVAS0,23 0,23 Transmissividade Atmosférica 2 Radiação de Onda Curta Incidente (RS ↓) 808,77 818,59 W/m 2 Radiação de Onda Longa Incidente (RL ↓) 458,90 358,46 W/m 2 Radiação de Onda Longa Emitida (RL ↑) 463,83 463,81 W/m Temperatura da Superfície (Ts)31,19 31,19 ºC 2 Saldo de Radiação (Rn)W/m 659,15 573,73 Tabela A.2 Parâmetros Unidades Com MED Sem Med 2 Radiância-B1 W/m .µm.sr 64,53 64,53 2 Radiância-B2 56,36 56,36 W/m .µm.sr 2 Radiância-B3 49,43 49,43 W/m .µm.sr 2 Radiância-B4 64,14 64,14 W/m .µm.sr 2 Radiância-B5 17,49 17,49 W/m .µm.sr 2 Radiância-B6 9,38 9,38 W/m 2 Radiância-B7 4,42 4,42 W/m .µm.sr 0,95 0,95Emissividade da Superfície (εo) - 0,12 0,11 Refletividade-B2 Refletividade-B4 0,23 0,22 Refletividade-B5 0,31 0,29Refletividade-B7 Albedo Planetário (TOA) Albedo da Superfície (α)20,69 18,88 % IVDN IVAS0,20 0,19 Transmissividade Atmosférica0,754 0,7541 Radiação de Onda Curta Incidente (R S ↓)870,52 904,89 W/m ↓) 2 Radiação de Onda Longa Incidente (RL W/m 468,61 357,99 2 Radiação de Onda Longa Emitida (RL ↑) 456,54 456,48 W/m Temperatura da Superfície (Ts)30,05 30,05 ºC 2 Saldo de Radiação (Rn) 680,14 618,47 W/m Tabela A.3 Parâmetros Unidades Com MED Sem Med 2 Radiância-B1 W/m .µm.sr 64,90 64,90 2 Radiância-B2 57,53 57,53 W/m .µm.sr 2 Radiância-B3 54,19 54,19 W/m .µm.sr 2 Radiância-B4 66,20 66,20 W/m .µm.sr 2 Radiância-B5 18,12 18,12 W/m .µm.sr 2 Radiância-B6 10,12 10,12 W/m 2 Radiância-B7 4,56 4,56 W/m .µm.sr 0,952 0,95Emissividade da Superfície (εo) - 0,12 0,11 Refletividade-B2 Refletividade-B4 0,23 0,22 Refletividade-B5 0,30 0,29Refletividade-B7 Albedo Planetário (TOA) Albedo da Superfície (α)20,01 19,02 % IVDN IVAS0,184 0,179 Transmissividade Atmosférica0,754 0,7541 Radiação de Onda Curta Incidente (R S ↓)901,18 935,70 W/m ↓) 2 Radiação de Onda Longa Incidente (RL W/m 468,56 367,56 2 Radiação de Onda Longa Emitida (RL ↑) 490,77 490,73 W/m Temperatura da Superfície (Ts)35,59 35,59 ºC 2 Saldo de Radiação (Rn) 676,17 620,06 W/m

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