UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA – UDESC CENTRO DE CIÊNCIAS DA ADMINISTRAÇÃO E SÓCIO- ECONÔMICAS – ESAG CURSO DE MESTRADO PROFISSIONAL EM ADMINISTRAÇÃO ÁREA DE CONCENTRAÇÃO: GESTÃO ESTRATÉGICA DAS ORGANIZAÇÕES MARCUS VINICIO FAGUNDES DE OLIVEIRA

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  UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA – UDESC

CENTRO DE CIÊNCIAS DA ADMINISTRAđấO E SốCIO-

ECONÔMICAS – ESAG

  

CURSO DE MESTRADO PROFISSIONAL EM

ADMINISTRAđấO

ÁREA DE CONCENTRAđấO: GESTấO ESTRATÉGICA DAS

ORGANIZAđỏES

MARCUS VINICIO FAGUNDES DE OLIVEIRA

  

INDICADORES FINANCEIROS E CONTÁBEIS

PRIVILEGIADOS PELAS EMPRESAS DE BASE

TECNOLÓGICA ASSOCIADAS AO MIDI - TECNOLÓGICO DE

SANTA CATARINA

  Dissertação apresentada ao Programa de Pós- Graduação em Administração da Universidade do Estado de Santa Catarina como requisito parcial para a obtenção do título de Mestre em Administração.

  Orientador: Prof. Dr. Mário César Barreto

  Moraes

  FLORIANÓPOLIS – SC

2013 X

  X X

  X X

  I. U niv er sid ad e d o E sta do d e S an ta C ata rin a.

  III . T ítu lo . C D D : 6

  58 .0

  46

  

Metodologia de indicadores e ferramentas financeiras e contábeis - Tabela de frequência de utilização

N Indicador e ferramenta Semanal Quinzenal Mensal Trimestral Semestral Anual

  1 Orçamento empresarial

  X X

  1.I nc ub ad or as d e e m pr es as . 2 . I nd ic ad or es fi na nc eir os . 3 . In dic ad or es c on tá be is.

  X X

  2 Fluxo de caixa

  X X

  X X

  X X

  3 Evolução de vendas

  X X

  I. Mo ra es , M ár io C és ar B ar re to . I

  01 3.

  12 5 p . : il. co lo r. ;

  a, M arc us Vini cio F ag un de s d e

  C ata rin

  3 D iss er ta çã o ( m es tra do ) – U niv er sid ad e d o E sta do d e S an ta

  12

  11 7-

  a: p.

  B ib lio gr afi

  2 1 c m O rie nta do r: Pr of . D r. M ár io C és ar B ar re to Mo ra es

  a, C en tro d e C iê nc ia s d a A dm in ist ra çã o e So cio ec on ôm ic as , P ro gr am a d e P ós

  Fi ch a e la bo ra da p ela B ib lio te ca C en tra l d a U D E SC O

  48 i O liv eir

  C ata rin a / M ar cu s V in ic io F ag un de s d e O liv eir a –

  In dic ad or es f in an ce ir os e c on tá be is pr iv il eg ia do s p ela s e m pr es as de b as e t ec no ló gic a a ss oc ia da s a o MI D I - T ec no ló gic o d e S an ta

  • G ra du aç ão e m A dm in ist ra çã o, Fl or ia nó po lis , 2

  2

  01 3.

  • – 2 0.e d.

MARCUS VINICIO FAGUNDES DE OLIVEIRA

  

INDICADORES FINANCEIROS E CONTÁBEIS

PRIVILEGIADOS PELAS EMPRESAS DE BASE

TECNOLÓGICA ASSOCIADAS AO MIDI - TECNOLÓGICO DE

SANTA CATARINA

  Dissertação apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Administração da Universidade do Estado de Santa Catarina como requisito parcial para a obtenção do título de Mestre em Administração.

  Banca Examinadora

  Orientador: _____________________________________ Prof. Mário César Barreto Moraes, Dr ESAG/UDESC

  Co-orientador: _____________________________________ Prof. Júlio da Silva Dias, Dr ESAG/UDESC

  Membro: _____________________________________ Prof. Marcus Vinicius Andrade de Lima, Dr CSE/UFSC Florianópolis, SC, 13 de junho de 2013.

  

(__) Não utilizamos indicadores próprios em nosso negócio.

  10. Dos indicadores aqui apresentados, tanto os previstos

  na pesquisa quanto os próprios de sua empresa, quais são os três mais importantes em seu negócio? Por favor ordene em escala

  de importância. (__) Indicador

1:_________________________________________________

(__) Indicador

2:_________________________________________________

(__) Indicador

3:_________________________________________________

  A UDESC, ESAG, ACATE e MIDI Tecnológico agradecem a sua participação.

  (__) Marketing Value Added (MVA): indicador que representa a

  diferença entre o valor de mercado de uma empresa, baseado no seu número de ações e o custo do capital utilizado.

  (__) Economic Value Added (EVA ou DVA): indicador que representa quanto valor se adiciona ao negócio anualmente. (__) Orçamento empresarial: Elemento auxiliar de previsão de

  receitas e despesas; compara as previsões de entrada e saídas com os resultados reais.

  (__) Alavancagem financeira e operacional: indicadores que

  contribuem para elevar o resultado operacional e líquido da empresa. Operacional: avalia a variação dos resultados da operação; Financeiro: avalia a endividamento, lucratividade e decisões de investimento.

  (__) Análise vertical e horizontal: análises que buscam comparar

  evoluções entre uma conta específica (vertical) ou entre períodos de tempo (horizontal).

  (__) Documentos contábeis obrigatórios segundo a Lei n° 11.638/07: DRE

  • – Demonstrativo do Resultado do Exercício, BP - Balanço Patrimonial, DFC – Demonstrativo dos Fluxos de Caixa.

  (__) Não utilizamos estes indicadores.

9. Seu negócio utiliza indicadores de gestão financeira

  e/ou contábil próprios, que não foram cobertos por esta pesquisa? Em caso afirmativo, quais são?

  (__) Indicador A: _____________________________________ (__) Indicador B: ______________________________________ Dedicatória (__) Indicador C: ______________________________________

  Este trabalho é dedicado para Roseli Regina

  (__) Indicador D: ______________________________________

  Gouveia, minha tia, mãe e amiga querida (1964-2013).

  (__) Giro de estoques:

  número de vezes que um produto “gira” ou é reposto durante um ano. Quando maior o giro, maior o volume de vendas. Aplicável à empresas que vendem mercadorias.

  

(__) Margem líquida: contribuição de cada real de venda para a

  geração de LL – Lucro líquido.

  

(__) Margem de contribuição: valor que cada venda contribui para

o pagamento dos custos fixos e para a geração de lucro do negócio.

  A margem de contribuição é representada pela diferença entre o PV

  • – Preço da venda e as deduções sobre esta venda, como impostos sobre vendas, devoluções, descontos e o custo direto da mercadoria vendida ou serviço prestado.

  

(__) Evolução de vendas: volume de vendas atual versus o volume

de vendas do período anterior respectivo. (__) Outros indicadores. Descrever:

  _____________________________________ (__) Não utilizamos indicadores de decisão de operação.

  8. O administrador e/ou executivo de finanças tem a sua

  disposição outras ferramentas de avaliação do desempenho organizacional. Essas ferramentas auxiliam a medição de resultados obtidos, a capacidade que o negócio tem de gerar riqueza e as decisões estratégicas do negócio. Por favor,

  assinale qual(is) indicador(es) representa(m) o ferramental

  utilizado pelo profissional em sua empresa. Obs: Cada indicador tem uma breve descrição do seu funcionamento.

  

(__) EBITDA: Earning Before Interests, Taxes, Depreciation and

Amortization

  ou Lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização, o EBITDA representa a capacidade que as atividades operacionais da empresa possuem para gerar caixa.

  • – Patrimônio Líquido.

  _____________________________________ (__) Não utilizamos indicadores de decisão de financiamento.

  Agradeço ao Professor Doutor Júlio da Silva Dias, por co- orientar este trabalho e por me permitir trabalhar na pesquisa de Racionalização da Atividade Cartorária. Que as boas recomendações de nosso trabalho de pesquisa possam auxiliar a Justiça a se tornar cada vez mais eficiente.

  pela disposição em ser o orientador desta pesquisa e pelas inúmeras recomendações valiosas que recebi tanto ao trabalho desenvolvido quanto a minha vida acadêmica e profissional.

  AGRADECIMENTOS Agradeço ao Professor Doutor Mário César Barreto Moraes

  Agradeço aos colegas que fiz neste período de estudos, em especial meu amigo e parceiro de trabalho Ricardo Alves Cavalheiro. Agradeço a minha mãe Ana Teresa de Oliveira pela vida e a minha irmã e amiga Grassiele Fagundes de Oliveira por tudo o que fizeram por mim. Amo vocês.

  (__) Capital próprio: retorno mínimo que os sócios acionistas exigem de seu capital investido na empresa. (__) Custo médio ponderado de capital (WACC): custo médio

  Agradeço a minha companheira e professora Dilceane Carraro, pelas oportunas intervenções e insistências no período de pesquisa, e pelo suporte recebido durante a dura batalha realizada em 2013. Amo você.

  (__) Outros indicadores. Descrever:

  Agradeço aos demais professores do programa de mestrado, bem como a equipe técnica que dá suporte ao bom andamento do programa.

  (__) Retorno sobre Patrimônio Líquido (ROE): relação entre o LL - lucro líquido e o PL

  saldar dívidas. São representados pelos indicadores de liquidez geral, corrente e seca.

  (__) Índices de liquidez: indicam a capacidade da empresa em

  quanto a empresa está endividada ou pode se endividar, como o nível de endividamento, de desconto de duplicatas e o endividamento de curto prazo (entenda-se aqui curto prazo como um prazo máximo de 12 meses).

  (__) Índices de endividamento: indicadores que representam o

  ponderado entre as fontes de financiamento disponíveis, a saber, o capital de terceiros e o capital próprio.

  Agradeço ao Professor Doutor Marcus Vinicius Andrade de Lima pelas recomendações a este trabalho e a minha vida acadêmica e profissional.

7. No caso das DECISỏES DE OPERAđấO, o

  operacional, como o prazo médio de recebimentos de vendas, de pagamento a fornecedores, prazo médio de compras, prazo médio de estocagem (quando aplicável), ciclo operacional do negócio e ciclo financeiro.

  administrador e/ou executivo de finanças pode utilizar indicadores que facilitem a execução de suas atividades. Por favor, assinale qual(is) indicador(es) representa(m) o ferramental utilizado pelo profissional em sua empresa. Obs: Cada indicador tem uma breve descrição do seu funcionamento.

  Agradeço aos meus demais familiares, em especial meu tio Benedito Gouveia e minha tia Roseli Regina Gouveia pela bela lição de vida e amor que me deram, em especial neste ano em que enfrentamos a mais difícil das batalhas.

  (__) Índices de atividade operacional: ligados à gestão favor, assinale qual(is) indicador(es) representa(m) o ferramental utilizado pelo profissional em sua empresa. Obs: Cada indicador tem uma breve descrição do seu funcionamento.

  

(__) Fluxo de caixa: medido de acordo com as entradas e saídas

previstas.

(__) Payback (simples ou descontado): consiste na determinação

  do tempo necessário para que o investimento inicial seja recuperado.

  

(__) Taxa interna de retorno (TIR): representa a taxa esperada no

investimento realizado.

(__) Valor presente líquido (VPL ou NPV): diferença entre o

  investimento realizado e os fluxos de caixa futuros que ele produzirá, baseados em uma determinada taxa interna de retorno.

  

(__) Lucratividade: relação entre o Valor presente líquido (VPL

ou NPV) e o desembolso que o projeto exigirá.

  • (__) Retorno sobre investimentos (ROI): relação ente o LL Lucro líquido obtido e o desembolso que o projeto exigirá. (__) Outros indicadores. Descrever:

  _____________________________________ (__) Não utilizamos indicadores de decisão de investimento.

  6. No caso das DECISÕES DE FINANCIAMENTO, o

  administrador e/ou executivo de finanças pode utilizar indicadores que facilitem a execução de suas atividades. Por favor, assinale qual(is) indicador(es) representa(m) o ferramental utilizado pelo profissional em sua empresa. Obs: Cada indicador tem uma breve descrição do seu funcionamento.

  

(__) Capital de terceiros: remuneração exigida pelos credores de

  dívidas da empresa, como bancos, financeiras, fundos e investidores. operando por meio da gestão de contas a pagar e receber, do fluxo de caixa disponível, da comparação do resultado obtido versus o orçamento planejado e de relatórios financeiros específicos do

  RESUMO negócio.

  (__) Não é possível determinar a atividade predominante.

  Incubadoras de negócios são ambientes desenvolvidos para dar suporte ao desenvolvimento bem sucedido de empresas empreendedoras por

  4. Independente do tipo de negócio, o administrador e/ou meio de um número amplo de serviços e recursos. Em Florianópolis, o

  executivo de finanças está envolvido com três tipos de decisões MIDI Tecnológico oferece infraestrutura, recursos e conhecimento para financeiras. Qual das opções abaixo representa o papel o desenvolvimento de novos negócios, mundo deles originados em

  spinoffs PREDOMINANTE do profissional em sua empresa?

  universitários. Esta dissertação busca identificar e entender quais indicadores financeiros e contábeis são privilegiados pelos

  (__) Decisões de investimento: derivam da análise dos resultados

  executivos. Os dados coletados com as empresas incubadas em terceiro (ou fluxos) de caixa, da avaliação econômica destes fluxos, do risco ano de incubação são analisados à luz da literatura de finanças e envolvido e a taxa de retorno esperada pelos proprietários do capital contabilidade. Este trabalho recomenda uma nova metodologia para (sócio acionista ou credores/bancos). acompanhamento do progresso das empresas incubadas.

  (__) Decisões de financiamento: escolha das opções de

  financiamento da atividade empresarial, como o capital dos sócios Palavras-chave: Incubadoras de empresas, indicadores financeiros, acionistas (denominado capital próprio) ou os recursos de bancos, indicadores contábeis. financeiras, investidores e fundos (denominado capital de terceiros).

  Prevê também a distribuição de lucros e/ou dividendos aos acionistas.

  (__) Decisões de operação: incluem a análise das atividades de

  suporte ao negócio, como as de crescimento em vendas, os prazos para cobrança e pagamento de fornecedores, o giro dos estoques e a margem de lucro operacional. Estão contidas nas decisões de operação a análise, planejamento e controles financeiros do negócio.

  (__) Não é possível determinar o papel predominante do administrador e/ou executivo de finanças.

  5. No caso das DECISÕES DE INVESTIMENTO, o

  administrador e/ou executivo de finanças pode utilizar indicadores que facilitem a execução de suas atividades. Por

  2. Quem é o profissional que atua como administrador

  financeiro ou executivo de finanças em sua empresa? (__) Sócio(s) Fundador(es); (__) Profissional contratado com vínculo empregatício; (__) Núcleo de apoio da associação de tecnologia (ACATE, MIDI, outras); (__) Empresa de consultoria específica em contabilidade e/ou finanças; (__) Não há profissional específico em finanças;

  3. A atividade do administrador ou executivo de finanças

  está ligada a duas grandes áreas: a área de controladoria (controller) e a de tesouraria (tesoureiro). Qual das opções abaixo descreve a atividade PREDOMINANTE do profissional de finanças em sua empresa?

  (__) Controladoria - Contabilidade de custos: organiza, analisa e

  interpreta os custos da prestação de serviços e/ou venda de produtos. Seu caráter é predominantemente interno.

  (__) Controladoria - Contabilidade financeira: organiza, analisa

  e publica os registros em documentos como DRE

  • – Demonstrativo do Resultado do Exercício, BP
  • – Balanço Patrimonial, DFC – Demonstrativo de Fluxo de Caixa e outros, dentro das normas contábeis vigentes em lei. Seu caráter é predominantemente externo.

  (__) Tesouraria - Planejamento financeiro: identifica metas e

  objetivos a alcançar; cria um plano de ação com controles específicos e cenários para atingir as metas; revisa o plano constantemente, ajustando-o por meio da revisão de metas e de planos de ação.

  (__) Tesouraria - Gestão de caixa: assegura que os recursos

  disponíveis serão usados para manter os negócios da empresa

  Setor de atuação do negócio

  (__)

  Educação

  (__)

  Indústria

  (__) Telecomunic

  ações

  (__)

  Energia

  (__) Infraestrutura de

  hardware e redes

  (__)

  Têxtil

  (__)

  Engenharia e construção

  Internet e serviços

  Outsourcing

  (__) Transportes

  e obras

  (__)

  Entretenimento

  (__)

  Mídia

  (__)

  OUTROS

  (__)

  para as decisões financeiras de sua empresa? (__) SIM (__) NÃO Em caso afirmativo, com que frequência? ________

  ABSTRACT

  Business incubators are programs designed to support the successful development of entrepreneurial companies through an array of business support resources and services. In Florianópolis, the MIDI Tecnológico offers infrastructure, resources and knowledge to develop new companies, some of them coming from spinoffs. This Master´s Thesis tries to identify and understand who’s financial and accountability indicators are favored by their executives. The data was collected from three year´s incubator resident companies through questionnaire and analyzed in the light of financial and accountability literature. This Thesis recommends a new methodology to follow financial incubator company’s progress.

  Keywords: Business incubators, financial indicators, accountability indicators.

  (__)

  (__) Software

  Agronegócio (__) Equipamentos eletrônicos/elétricos

  Segurança

  (__) Negócios

  eletrônicos

  (__)

  Área contábil

  (__)

  Games

  (__)

  Saúde

  (__)

  Área jurídica

  (__)

  Gestão Empresarial

  (__)

  (__)

  Governo

  Automação comercial

  (__)

  Gestão Pública

  (__) Sócio-

  ambiental

  (__)

  Aviação

  (__) Governança

  Corporativa

  (__) Software

  embarcado

  (__)

  Bancos e Financeiras

  (__)

1. Sua empresa utiliza a assessoria do MIDI Tecnológico

  UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA – UDESC

CENTRO DE CIÊNCIAS DA ADMINISTRAđấO E SốCIO-

ECONÔMICAS

  • – ESAG

  

CURSO DE MESTRADO PROFISSIONAL EM

ADMINISTRAđấO

Pesquisa: Indicadores financeiros e contábeis estratégicos das empresas

de base tecnológica associadas ao Midi - tecnológico de Santa Catarina. Pesquisador responsável: Mestrando Marcus Vinicio Fagundes de

  Oliveira

  

QUESTIONÁRIO

Grupo 1: Identificação do respondente

  Cargo e nível.

  Grupo 2: Identificação da organização

  1 Localização

  2 Município

  3 Ano de fundação

  4 Setor de atuação

  5 Número de sócios

  6 Número de empregados

  LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS

  AC – Ativo Circulante ACATE

  • – Associação Catarinense de Empresas de Tecnologia ACTC
  • – Atividades Científicas e Técnicas Correlatas (ACTC>– Análise Horizontal ANPROTEC
  • – Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadore>– Ativo Permanente AV
  • – Análise Vertical >– Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social BP
  • – Balanço Patrimonia>– Capital Circulante CG
  • – Capital de Giro>– Capital Circulante Líquido CDF – Custos e Despesas Físicas CDV – Custos e Despesas Variáveis CFC – Conselho Federal de Contabilidade CGL
  • – Capital de Giro Líquido >– Custo Médio Ponderado de Capital CMV
  • – Custo da Mercadoria Vendida>– Confederação Nacional da Indústria CNPq
  • – Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico>– Custo de Fabricação dos Produtos Vendidos CVM
  • – Comissão de Valores Mobiliários C&a>– Ciência e Tecnologia DCF
  • – Discounted Cash Flow (Fluxo de Caixa Descontado) DF – Despesas Financeiras DFC – Demonstração do Fluxo de Caixa DLPA – Demonstração de Lucros e Prejuízos Acumulados >– Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido DOAR
  • – Demonstração de Origens e Aplicação de Recursos>– Demonstração do Resultado do Exercício DVA
  • – Demonstração do Valor Adicionado E – Estoques

  123 EBITDA

  • – Earning Before Interest, Taxes, Depreciation and Amortization (Lucro Antes dos Juros, Impostos, Depreciação e Amortização)

  APÊNDICE

  EBT’s – Empresas de Base Tecnológicas ELP

  • – Exigível a Longo Prazo EVA
  • – Economic Value Added (Valor Econômico Agregado>– Fluxo de Caixa FINEP
  • – Financiadora de Estudos e Projetos – MCTI
  • – Grau de Alavancagem Operacional GAF
  • – Grau de Alavancagem Financeira GAT – Grau de Alavancagem Total

  IR – Imposto de Renda JSCP – Juros sobre o Capital Próprio LA

  • – Liquidez Absoluta LAIR
  • – Lucro Antes do IR L>– Livro de Apuração do Lucro Real LC
  • – Liquidez Corrent>– Liquidez Geral LL
  • – Lucro Líquido >– Lucro Líquido do Exercício LOL
  • – Lucro Operacional Líquido LOP
  • – Lucro Operacional LPA
  • – Lucro por Ação LS – Liquidez Seca MCTI – Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação MIDI – Microdistritos Industriais>– Margem Operacional de Lucro MPE’s – Micro e Pequenas Empresas MVA
  • – Market Value Added (Valor Agregado pelo Mercado) >– Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico P – Passivo PC
  • – Passivo Circulante >– Primeiro que entra, primeiro que sai PL
  • – Patrimônio Líquido>– Índice Preço/Lucro PMC
  • – Prazo Médio de Cobrança PMDD – Prazo Médio de Desconto de Duplicatas PMC – Prazo Médio de Compra PME – Prazo Médio de Estocagem

  122 PMF

  • – Prazo Médio de Fabricação PMPD – Prazo Médio de Pagamento de Despesas PMPF – Prazo Médio de Pagamento de Fornecedores PMR – Prazo Médio de Recebimentos PMV
  • – Prazo Médio de Vendas>– Programa Nacional de Apoio às Incubadoras de Empresas e Parques Tecnológicos PV
  • – Present Value (Valor Presente) P&a>– Pesquisa e Desenvolvimento RL
  • – Receita Líquida>– Return on Equity (Retorno sobre o Patrimônio Líquido) ROI
  • – Return on Investment (Retorno sobre Investimento)>– Realizável a Longo Prazo RSPL
  • – Retorno sobre o Patrimônio Líquid>– Receita de Vendas SEBRAE
  • – Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas TJLP – Taxa de Juros de Longo Prazo

  121 SCHUMPETER, J.A. Teoria do desenvolvimento econômico. Editora Fundo de Cultura, Rio de Janeiro, 1961.

  VASCONCELOS, M.C.R.L.; FERREIRA, M.A.T. O processo de

  

aprendizagem e a gestão do conhecimento em empresas mineiras de

vanguarda. In: Encontro Nacional dos Programas de Pós-Graduação

  em Administração, Anais, 26, 2002, Salvador.

  VEDOVELLO, C. Perspectivas e limites da interação entre

  universidades e MPME’s de base tecnológica localizadas em

incubadoras de empresas. In: Revista do BNDES, v. 8, 2001, pp.281-

316.

  VEDOVELLO, C. & GODINHO, M. Business incubator as a

  technological infrastructur e for supporting small innovative firms’

activities. In: International Journal of Entrepreneurship and Innovation

Management, v. 3, nos 1-2, 2003, pp. 4-21.

  XAVIER, Mário. Pólo tecnológico de Florianópolis: origem e desenvolvimento: Editora Insular, Florianópolis, 2010.

  120 NDONZUAU, F. N.; PIRNAY, F.; SURLEMONT, B. A stage model of academic spinoff creation. Technovation. Vol. 22. 2002. p. 281-289.

  OCDE – Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico. Relatório anual 2005. Paris, França: OCDE. 2005.

  • – Balanço Patrimonial ............................................................ 34 Tabela 4
  • – DRE ..................................................................................... 36 Tabela 5
  • – Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados ........... 37 Tabela 6
  • – Demonstração de Fluxos de Caixa - DFC - Método Indireto ............................................................................................................... 40 Tabela 7
  • – Demonstração do Valor Adicionado – DVA ....................... 41 Tabela 8
  • – Liquidez corrente (LC) ........................................................ 48 Tabela 9 – Liquidez Seca (LS) .............................................................. 49 Tabela 10
  •   PADOVEZE, Clóvis Luís. Manual de contabilidade básica: contabilidade introdutória e intermediária. 7. ed. atual. São Paulo: Atlas, 2009. PETERS, L.; RICE, M.; SUNDARARAJAN, M. The role of

      incubators in the entrepreneurial process. Journal of Technology Transfer, v. 29, n. 1, p. 83-91, Jan. 2004.

      RAIS. Relação anual de informações sociais. Disponível em: <http://www.rais.gov.br/download.asp>. Acesso em: 19 mar. 2012. RICHARDSON, Roberto Jarry; PERES, José Augusto de Souza.

    • – Liquidez Geral (LG) .......................................................... 50 Tabela 11
    • – Participação do Capital de Terceiros (CT) ........................ 51 Tabela 12
    • – Endividamento Geral (EG) ................................................ 52 Tabela 13
    • – Endividamento Total (ET) ................................................. 53 Tabela 14
    • – Composição de Exigibilidades (CE) .................................. 54 Tabela 15
    • – Rentabilidade sobre Patrimônio Líquido = ROE (Return on Equity) ................................................................................................... 55 Tabela 16 – Margem operacional de lucro (MOL) ............................... 55 Tabela 17 – Margem líquida (ML) ........................................................ 56 Tabela 18 – Giro do Ativo (GA) ........................................................... 57 Tabela 19 - Rentabilidade sobre Investimentos ou Taxa de retorno (TIR)

      Pesquisa social: métodos e técnicas. 3. ed. rev. e ampl. São Paulo: Atlas, 2008.

      ROSS, Westerfiled, Jordan B.D. Administração Financeira. 8ª Ed. São Paulo: McGraw-Hill, 2013. SANTOS, Ariovaldo dos. Demonstração do valor adicionado: como elaborar e analisar a DVA. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2007. SÁ, Antônio Lopes de. Princípios fundamentais de contabilidade. 4. ed. rev. e ampl. São Paulo: Atlas, 2007. SÁ, Carlos Alexandre. Fluxo de caixa: a visão da tesouraria e da controladoria. 2. Ed. São Paulo: Atlas, 2008. SHANE, Scott Andrew. Academic entrepreneurship: university spinoffs and wealth creation. Chaeltenhan, UK. 2004. SEBRAE – Serviço Brasileiro de Apoio a Micro e Pequena Empresa. Taxa de Sobrevivência das Empresas no Brasil. Brasília: SEBRAE. 2011.

      LISTA DE TABELAS

      Tabela 1 – Usuários da informação contábil ......................................... 29 Tabela 2 – Demonstrações contábeis .................................................... 33 Tabela 3

      ou Return on Investment (ROI) ............................................................. 57 Tabela 20

    • – Índice de Kanitz ................................................................. 62 Tabela 21
    • – Dispêndios Anuais em Ciência e Tecnologia (C&T) ........ 80 Tabela 22
    • – Fundos setoriais: Ações de fomento e financiamento (1999- 2>– Em milhões de R$ .................................................................... 83 Tabela 23 – Questionário: perfil do respondente, da empresa, utilização do MIDI nas decisões financeiras e papel predominante do executivo de finanças. ................................................................................................ 91 Tabela 24
    • – Questionário: Pergunta 5: Ferramental para decisões de financiamento ........................................................................................ 94

      119 Tabela 25

    • – Questionário: Pergunta 6: Ferramental para decisões de

      MACEDO, P.P.D. Avaliação de empresas de base tecnológica investimentos ........................................................................................ 97

      candidatas à incubação

    • – O caso CELTA. 2003. Dissertação Tabela 26 – Questionário: Pergunta 7: Ferramental para decisões de (Mestrado em Engenharia de Produção), Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2003.

      operação .............................................................................................. 100 Tabela 27

    • – Questionário: Pergunta 8 – Indicadores e ferramentas

      MAEHLER, A.E. Interação e contribuição de incubadora e complementares .................................................................................. 103

      universidade no desenvolvimento de pequenas empresas. Dissertação

      Tabela 28

    • – Questionário: Perguntas 9 e 10: Indicadores próprios e mais

      (Mestrado em Administração), Universidade Federal de Santa Maria, importantes .......................................................................................... 107 Santa Maria, 2005. Tabela 29

    • – Indicadores e ferramentas comuns .................................. 109 Tabela 30

      MARION, José Carlos. Contabilidade básica. 10. ed. São Paulo: Atlas,

    • – Indicadores das EBT´s e recomendações da literatura .... 111 2009. __________________. Análise das demonstrações contábeis: contabilidade empresarial. 7 ed. São Paulo: Atlas, 2012. MARKOWITZ, H.M. Portfolio Selection. The Journal of Finance 7 (1):

      77 –91. Philadelphia: American Finance Association, 1952. MATARAZZO, Dante Carmine. Análise financeira de balanços. 6. ed. São Paulo (SP): Atlas, 2003. MARKUSEN, A.; HALL, P.; GLASMEIER, A. High tech America: the what, how, where and why of sunrise industries. Boston: Allen & Unwin, 1986. MCTI - Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação. Disponível em: <http://www.mcti.gov.br>. Acesso em: 19 maio 2013.

      MODIGLIANI, F.; MILLER, M.The Cost of Capital, Corporation

      Finance and the Theory of Investment. American Economic

      Review 48 (3): 261

    • –297. Pittsburgh : American Economic Association, 1958. MORANTE, Antonio Salvador. Análise das demonstrações

      financeiras: aspectos contábeis da demonstração de resultado e do balanço patrimonial. São Paulo: Atlas, 2007.

      118 FERGUSON, R; OLOFSSON, C. Science Parks and the development

      of NTBF´s

    • – Location, survival and growth. Journal of Technology

      LISTA DE FIGURAS Transfer, v. 29, p. 5-17, 2004. Figura 1

    • As Decisões Financeiras No Balanço Patrimonial .............. 44

      FONSECA, S.A.; KRUGLIANSKAS, I. Inovação em microempresas Figura 2 – Endividamento Geral (EG) .................................................. 52

      de setores tradicionais: estudo de casos em incubadoras brasileiras. In:

      Figura 3

    • – Endividamento Total (ET): .................................................. 53 SBRAGIA, R.; STAL, E. (Ed.). Tecnologia e inovação: experiências de

      Figura 4 gestão na micro e pequena empresa. São Paulo: PGT/USP, 2002.

    • – Prazo médio de compras (PMC) .......................................... 59 Figura 5
    • – Prazo médio de estoques ...................................................... 59 GIL, Antonio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 5. ed. São

      Figura 6

    • – Prazo Médio de Recebimento (PMR) .................................. 60 Paulo: Atlas, 2010.

      Figura 7

    • – Ciclo Financeiro ................................................................... 61 Figura 8
    • – Mapa estratégico MCT 2012-2015 ...................................... 78 GITMAN, Lawrence J. Princípios de Administração Financeira. 12ª

      Figura 9 - Porcentagem do gasto total em P&D realizado pelas empresas Ed. São Paulo: Pearson Education, 2012. Hackett, S. M. and Dilts, D. e pelo governo, em países selecionados ................................................ 79

      M. A Real Options-Driven Theory of Business Incubation. Journal of Figura 10 - Evolução do orçamento global do MCTI (outros custeios e Technology Transfer. 2004, Vol: 29, No: 1: 41-54. capitais, pessoal e outras fontes de crédito), de 2000 a 2012, em R$

      HAIR, Joseph F. Análise multivariada de dados. 6. ed. Porto Alegre: bilhões correntes .................................................................................... 82 Bookman, 2009.

      Figura 11

    • – Progressão de aumento nos investimentos em P&D após o apoio dos recursos de subvenção econômica e FNCDT ....................... 84

      IUDÍCIBUS, Sérgio de. Manual de contabilidade societária: aplicável a todas as sociedades. São Paulo: Atlas, 2010.

      IUDÍCIBUS, Sérgio de. Teoria da Contabilidade. São Paulo: Atlas, 2009. JACINTO, Roque. Contabilidade geral. São Paulo: Ática, 1990. LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade.

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      LALKAKA, R. Technology business incubator to assist an

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    Princípios de finanças corporativas. 8. ed. São Paulo: McGraw-Hill,

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    • – Perfil das empresas associadas em 2013 ................ 87 Gráfico 3 - MIDI
    • – Tempo estimado de graduação .............................. 89 BARNEY, J. B.; HESTERLY, W. S. Administração estratégica e vantagem competitiva. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2007. BERTÉ, E.C.O.P. Contribuições ao processo de formulação de

      estratégias de pequenas empresas de base tecnológica – PEBT´S.

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    • – Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade, Departamento de Administração, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2006. BRAGA, Roberto Silveira. Fundamentos e técnicas de administração financeira. São Paulo: Atlas, 1989. BRASIL. Lei nº 10.973, de 2 de dezembro de 2004. Lei da Inovação. Disponível em: <http://www.mct.gov.br/index.php/content/view/8477.html>. Acesso

      em: 19 mar. 2012. ______. Lei n° 6.404, de 15 de dezembro de 1976. Lei das S/A. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6404consol.htm>. Acesso em: 19 mar. 2012.

      ______. Lei n° 11.638, de 28 de dezembro de 2007. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007- 2010/2007/lei/l11638.htm>. Acesso em: 19 mar. 2012.

      ______. Lei n.º 11.196, de 21 de novembro de 2005. Lei do Bem. Disponível em: <http://www.mct.gov.br/index.php/content/view/8586.html>. Acesso em 19 mar. 2012.

      115

      REFERÊNCIAS

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      ADEGBITE, O. Business incubators and small enterprise development: the Nigerian experience. Small Business Economics, v. 17, n. 3, p. 157-166, Nov. 2001. AICPA - American Institute of Certified Public Accountants. Disponível em <http://www.aicpa.org>. Acesso em 19 de maio de 2013. AMATO NETO, J. Redes de cooperação produtiva e clusters regionais. São Paulo: Atlas, 2000.

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      ASSAF NETO, Alexandre; LIMA, Fabiano Guasti. Curso de administração financeira. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2011. 836 p. ASSAF NETO, Alexandre. Estrutura e análise de balanços: um

      114 indicadores recomendáveis à operação de qualquer empresa. A tabela 30 demonstrou a distância entre as recomendações da literatura e os indicadores e ferramentas utilizadas por esses empreendedores.

      2.3.6 Demais indicadores e ferramentas ....................................... 61

      4.3 Análise dos dados coletados........................................................ 90

      4.2 Setor de Tecnologia em Santa Catarina e Florianópolis ............. 85

      4.1 Apoiadores e Recursos para C&T no Brasil ............................... 77

      4 ANÁLISE DOS DADOS ................................................................... 77

      3.3.2 Análise e interpretação de dados .......................................... 75

      3.3.1 Coleta de dados .................................................................... 74

      3.3 Técnicas de Coleta e Análise de Dados ...................................... 73

      3.2 Definições da amostra da pesquisa.............................................. 72

      3.1 O Método de Investigação .......................................................... 71

      3 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS ....................................... 71

      2.5.1 Spin-Off, Incubadas e Graduadas ........................................ 69

      2.5 Empresa de Base Tecnológica – EBT ......................................... 67

      2.4 Incubadoras no Brasil .................................................................. 63

      2.3.7 Indicadores estratégicos ....................................................... 63

      2.3.5 Indicadores de Atividade ..................................................... 58

      O objetivo principal da pesquisa, de identificar os indicadores privilegiados pelas EBT´s, foi respondido, mas a resposta encontrada demonstrou a distância entre as ferramentas utilizadas por estes executivos e as recomendações de boas práticas em finanças e contabilidade.

      2.3.4 Indicadores de Rentabilidade ............................................... 54

      2.3.2 Composição de Exigibilidades (CE) .................................... 53

      2.3.1 Endividamento ..................................................................... 50

      2.3 Indicadores contábeis e financeiros ............................................ 46 2.3.1 Índices de Liquidez .............................................................. 48

      2.2.1 Finanças Corporativas .......................................................... 43

      2.2 Finanças ...................................................................................... 42

      2.1.1 Demonstrações Contábeis .................................................... 32

      2.1 Contabilidade .............................................................................. 29

      2 REVISÃO DA LITERATURA .......................................................... 29

      1.1.2 Objetivos Específicos ........................................................... 27

      1.1.1 Objetivo Geral ...................................................................... 27

      1.1 Objetivos da Pesquisa ................................................................. 27

      1 INTRODUđấO ................................................................................. 25

      Como recomendação deste trabalho, apresentamos no apêndice uma sugestão de metodologia, com indicadores e ferramentas de gestão financeira e contábil, que pode ser utilizado pelos executivos, bem como pelo MIDI Tecnológico. O objetivo da metodologia sugerida é criar condições das empresas acompanharem seu desenvolvimento ao longo do processo de incubação, permitindo a análise apurada de seu desempenho ao longo do tempo 23 SUMÁRIO

      5 CONSIDERAđỏES ......................................................................... 113 REFERÊNCIAS .................................................................................. 115 APÊNDICE ......................................................................................... 123

      113

      5 CONSIDERAđỏES

      O propósito desta pesquisa era identificar os indicadores financeiros e contábeis privilegiados pelas empresas de base tecnológica

    • – EBT’s associadas ao MIDI Tecnológico de Santa Catarina, segundo a perspectiva dos gestores. Como visto pelos resultados obtidos e análises realizadas, e corroborado pela tabela 29, o arcabouço utilizado está concentrado nas ferramentas mais básicas de administração financeira.

      A análise apresentou sim um conjunto de ferramentas utilizadas por estas empresas, auxiliares às demonstrações contábeis, como o fluxo de caixa, a avaliação de projetos, mas que não são necessariamente indicadores. Ademais, apenas nas questões 8 e 10 há realmente semelhança entre os indicadores e ferramentas usados pelas quatro empresas.

      Os objetivos específicos desta pesquisa eram:

    • Identificar os indicadores financeiros e contábeis comuns às empresas de base tecnológica
      • – EBT’s associadas ao MIDI Tecnológico: foram mapeados os indicadores e ferramentas utilizadas, e as tabelas do capítulo 4 apresentam os pontos em comum entre as empresas. O número de indicadores comuns em relação à literatura indica a ausência de um arcabouço teórico ou ferramentas de apoio financeiro, como apontados na tabela 30.

      Caracterizar quais indicadores sustentam a mudança de uma empresa de base tecnológica

    • – EBT’s da categoria incubada para graduada, segundo a perspectiva dos gestores: os dados coletados junto ao MIDI e nas entrevistas com os gestores não evidenciam um método baseado em indicadores de desempenho, financeiros que sustentem a mudança de status de uma empresa. Hoje, o modelo utilizado é do da antiguidade, ou ainda, o da participação nas verticais do próprio MIDI. A solicitação para expansão do período em incubação é feito em formulário próprio, pela empresa, e avaliado pela equipe do MIDI quanto à aderência e necessidade. O método utilizado hoje não leva em consideração o desempenho financeiro da organização.

      Comparar os indicadores financeiros e contábeis das EBT’s em relação às boas práticas recomendadas pela literatura: foram apresentadas dentro da literatura de contabilidade e finanças os

      112

      25 Como observado na tabela acima, as EBT´s possuem mínimos

      1 INTRODUđấO

      indicadores contábeis e financeiros, bem como ferramentas de gestão, recomendados pelos autores Assaf Neto (2011), Barney (2007) e Sá Desenvolver um novo negócio ou um novo produto é um dos

      (2008). Apesar de alguns dos indicadores serem recomendados pela papeis que o empreendedor representa. Segundo Schumpeter (1961), o literatura, seria desejável que as EBT´s possuíssem a maior parte deles empreendedor é aquele que reforma ou revoluciona um determinado em sua administração financeira. No apêndice desta dissertação, há a padrão de produção com uma nova invenção ou tecnologia, ou que recomendação do pesquisador para a administração financeira e contábil descobre novas maneiras de realizar serviços e produtos, e nesse ínterim, destas EBT´s. desenvolve um novo tipo de indústria.

      Essa capacidade de revolucionar ou criar novos tipos de indústria nunca foi tão evidente. Da máquina a vapor do século XVIII à tecnologia embarcada em componentes miniaturizados, o homem tem por meio de sua capacidade empreendedora, buscado melhorar o mundo que vive. Soluções outrora imagináveis apenas na ficção científica, como a chamada telefônica por imagem, a transferência de dados massivos em equipamentos cada vez menores e potentes e o acesso a uma quantidade imensa de informação em tempo real fazem parte de nosso dia a dia; estão presentes nos celulares e nas redes de transmissão de dados.

      Assim como mudaram os produtos e a tecnologia que utilizamos diariamente em relação há apenas poucos anos atrás, assim também mudaram as relações de trabalho. Empregos formais, relações de trabalho rígidas e duradouras atualmente são substituídas por empresas inovadoras, onde profissionais desejam mais de que uma função: procuram um propósito e com base nessas convicções, recriam o modelo de trabalho do homem atual (DE MASI, 2000).

      Pensando-se especificamente nas transformações no mundo do trabalho, tanto Drucker (1986) quanto De Masi (2000) apontam as implicações desta denominada Sociedade Pós-Industrial, em que cada vez menos se exigirá um modelo estável de emprego e renda, sendo substituído gradativamente por um modelo flexível de trabalho. Nesse aspecto, essas relações se tornam cada vez mais diversificadas, ampliando as possibilidades de trabalhos em tempo parcial ou o surgimento de novos empreendedores.

      De maneira análoga a estas transformações, surge inicialmente nos EUA, e posteriormente no Japão, Coreia do Sul e União Soviética núcleos empresariais que buscam transformar o conhecimento teórico em produtos e serviços inovadores. Segundo Chandra e Fealey (2009), esses negócios, originados de spin-offs de universidades, foram o início do que viemos a chamar de EBT´s, ou empresas de base tecnológica,

    • – Associação Catarinense de Empresas de Tecnologia. A ACATE é responsável por agrupar empresas ligadas à tecnologia e dar suporte à criação e manutenção das incubadoras de EBT´s.

      30 – I ndi cad ores d as EB T ´s e r ecom endaçõ es d a l it erat ura Cat eg or ia A B C D As saf Ne to (2011 ) B ar ne y (2007 ) Car lo s (2008 ) de c aix a S im S im S im S im Obr ig ató ri o R ec om en da do Obr ig ató ri o ck (s im pl es o u de sc ontado) S im Nã o S im Nã o R ec om en da do R ec om en da do R ec om en da do int er na de r etor no (T

      Font

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      11. 638/0

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      T abel a

      26 A questão de incubadoras no Brasil, segundo Vedovello e

      111

      Quais indicadores financeiros e contábeis são privilegiados pelas empresas de base tecnológica – EBT’s associadas ao MIDI Tecnológico de Santa Catarina, segundo a perspectiva dos gestores?

      Nesse ínterim, propõe-se um trabalho voltado ao estudo dos indicadores financeiros e contábeis estratégicos destas EBT´s. Portanto, esta pesquisa se propõe a responder a seguinte pergunta:

      Paralelamente a isto, temos o relatório anual do SEBRAE (2011), que aponta uma taxa de mortalidade de quase 27% às empresas nascentes até seu segundo ano de vida. Essa mortalidade nos anos iniciais de vida está ligada diretamente a fatores financeiros: falta de fluxo de caixa e estrutura de capital inadequada.

      Ademais, o MIDI oferece condições específicas, por meio das quais empreendedores podem desfrutar de instalações físicas, de ambiente instrucional e de suporte técnico e gerencial no início e durante as etapas de desenvolvimento do negócio. O MIDI possui ainda uma equipe permanente de consultores técnicos que acompanham estes negócios nascentes até a fase de graduação. Essa fase inicial até a graduação é de no máximo quatro anos, com um ano de prorrogação.

      Estudos da ACATE apontaram em 1997 a oportunidade de criação de Microdistritos Industriais – MIDI Tecnológico, específicos para incubação de EBT´s. Em funcionamento desde 1998, o MIDI Tecnológico de Santa Cantarina vem oferecendo conhecimentos, informações técnico-científicas e apoio no processo de desenvolvimento de pequenas empresas nascentes.

      No Brasil, segundo o relatório que o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação - MCTI (2013) há 2.640 empresas instaladas em 384 incubadoras, gerando 16.394 postos de trabalho. Em Santa Catarina, a principal representante de empresas de tecnologia é a ACATE

      Godinho (2003), iniciou-se nos anos 1980, e cresceu de maneira significativa nos anos 1990. Para a o OCDE (1997), as incubadoras desempenham um papel de desenvolvimento econômico, promoção e comercialização de novos negócios, de propriedade intelectual e fomento do empreendedorismo.

      e: A dapt ado de A ss af N et o ( 2011) , B ar ney ( 2007) e Sá ( 2008) . Ela bor ado p el o au tor

      27 110

      Por fim, identificamos os indicadores e ferramentas que se Identificar e entender quais indicadores financeiros e contábeis apresentaram comuns às empresas pesquisadas. Foram levados em são estratégicos nestas empresas poderá fornecer, tanto aos gestores consideração a presença em pelo 50% das empresas da amostra. destas empresas, quanto ao parque tecnológico que a suporta,

      Como se observa, não há nenhum indicador ou ferramenta de ferramental adicional para uma análise ainda mais criteriosa do apoio associada às decisões de financiamento. Ademais, dos seis itens programa de incubação. Além disso, esta pesquisa poderá fornecer aos comuns, quatro são ferramentas e não indicadores. gestores do parque tecnológico uma visão da maturidade financeira

      Com base nos resultados coletados e analisados, podemos destas EBT´s, em relação à sua evolução dentro do programa de afirmar que as empresas pesquisadas têm seus controles associados a incubação, os objetivos desejados para cada uma das empresas e as boas uma gestão de caixa, de curto prazo, focado nas operações diárias. práticas recomendada na literatura. Como visto na tabela anterior, o conjunto de ferramentas financeiras e indicadores financeiros e contábeis utilizados pelas EBT´s da amostra foi reduzido. Em termos comuns, apenas 6 elementos de

      1.1 Objetivos da Pesquisa administração financeira foram utilizados pelos entrevistados.

      A tabela abaixo compara as recomendações da literatura para empresas e as utilizadas

      1.1.1 Objetivo Geral

      O objetivo geral desta pesquisa é compreender os indicadores financeiros e contábeis privilegiados pelas empresas de base tecnológica

    • – EBT’s associadas ao MIDI Tecnológico de Santa Catarina, segundo a perspectiva dos gestores.

      1.1.2 Objetivos Específicos

      Os objetivos específicos desta pesquisa, que dão suporte ao desenvolvimento do trabalho, são: Identificar os indicadores financeiros e contábeis comuns às empresas de base tecnológica

    • – EBT’s associadas ao MIDI Tecnológico; Caracterizar quais indicadores sustentam a mudança de uma empresa de base tecnológica
    • – EBT’s da categoria incubada para graduada, segundo a perspectiva dos gestores;

      Comparar os indicadores financeiros e contábeis das EBT’s em relação às boas práticas recomendadas pela literatura.

      28 109

      A questão 9 solicita que o empresário indique se utiliza indicadores próprios em seu negócio, e enumere-os em escala de relevância. Nenhuma das empresas apontou indicadores próprios de gestão financeira, contábil ou operacional.

      A pergunta 10 solicitava que o respondente descrevesse os indicadores ou ferramentas numa escala de relevância. A empresa A, que na pergunta 3 é identificada como ligada ao planejamento financeiro, não elencou nenhum indicador. Haja vista a inconsistência das respostas nas questões 5, 6, 7, 8 e ausência da 10, parece que é necessária corrigir a questão 3, passando-a para a gestão do caixa.

      O fluxo de caixa foi a única ferramenta que se apresentou para as 3 demais empresas. Houve uma predominância em indicadores de rentabilidade para as empresas C e D, e de ferramentas para a empresa B.

      Tabela 29

    • – Indicadores e ferramentas comuns

      

    Categoria Indicador Tipo

      P5 - Ferramental para decisões de Fluxo de caixa Ferramenta investimento P5 - Ferramental para

      Retorno sobre Indicador de decisões de investimentos (ROI) rentabilidade investimento

      Indicador de estrutura, P7 - Ferramental para Índices de atividade rentabilidade e decisões de operação operacional ferramentas P7 - Ferramental para

      Evolução de vendas Ferramenta decisões de operação P8 - Indicadores e ferramentas Orçamento

      Ferramenta complementares de empresarial análise de desempenho P8 - Indicadores e Documentos ferramentas contábeis

      Ferramenta complementares de obrigatórios segundo análise de desempenho a Lei n° 11.638/07 Fonte: Dados primários. Elaborado pelo autor.

      Fonte: Iudícibus (2009).

      29

    • P10
    • I ndi cador
    • P10
    • I ndi cador
    • Font
      • – American Institute of Certified Public Accountants (2013), prover os usuários dos demonstrativos financeiros informações que suportem a tomada de decisão. Nesse caso, são encontrados diversos tipos de usuários de informações contábeis. São eles:
      • – Usuários da informação contábil

      Retorno sobre o ativo, retorno sobre o patrimônio líquido; situação de liquidez e endividamento confortáveis.

      Fluxo de caixa futuro capaz de assegurar bons aumentos ou manutenção dos salários, com segurança; liquidez. Média e alta administração

      Valor adicionado, produtividade, lucro tributável. Empregados em geral

      Geração de fluxos de caixa futuros suficientes para receber de volta o capital mais os juros, com segurança. Entidades governamentais

      Fluxo regular de dividendos, valor de mercado da ação, lucro por ação. Acionista preferencial Fluxo de dividendos mínimo ou fixos. Emprestadores em geral

      Acionista minoritário Fluxo regular de dividendos. Acionista majoritário

      Usuário da informação contábil Meta que desejaria maximizar ou tipo de informação mais importante.

      Tabela 1

      A contabilidade tem por finalidade, segundo a AICPA

      2.1 Contabilidade

      O objetivo deste capítulo é apresentar as definições de finanças e contabilidade, identificar dentro da literatura o que são indicadores e apresentar o significado do conceito de empresa de base tecnológica, spin-off, empresa incubada e graduada.

      2 REVISÃO DA LITERATURA

      )

    • Ev ol ução de v endas (f er ram ent
    • O rçam ent o em pr es ar i al (f er ram ent
    • Fl uxo de cai xa (f er ram ent

      e: Q ues tionár io. Ela bor ado pel o aut or .

      ) Ma rgem líqui da (I ndi cador de rent abi lidade

      a) Fl uxo de cai xa (f er ram ent a

      3

      a)

      Fl ux o de cai xa (f er ram ent

      (i ndi cador de rent abi lida de)

      a) R et or no sobr e inv es ti m ent os ( R O I)

      2

      a) Ma rgem de cont ri bui çã o (i ndi cador de rent abi lida de) L ucr at ivi dad e ( indi cador de rent abi lidade )

      1

      P10

      108

    • I ndi cador

    • P3
    • Q ual a at iv idade pr edom inant e do adm fi nancei ro ? Tesour ar ia
    • P4
    • Q ual a de ci sã o pr edom inant e do adm fi nancei ro ? N ão f oi poss ív el det er m inar D eci sõe s de oper ação D
    • P9
    • U til iza i ndi cador es pr ópr ios de ges tão cont ábi l/f inancei ra/ oper aci onal ? N ão N
    • P10
    • I ndi cador es m ai s im por tant es do negóci o
    • ges tão do cai xa

      D eci sõe s d e oper ação

      eci sõe s de oper ação

    • pl anej am ent o fi nancei ro Tesour ar i a
    • ges tão do cai xa Tesour ar ia
    • ges tão do cai xa Tesour ar ia
      • – Q ues tionár io: Per gunt as 9 e 10:

      C at eg ori a A B C D L it erat ur a C ar go D ir et or com er ci al D ir et or adm ini st ra tiv o D ir et or adm ini st rat iv o D ir et or ad m ini st rat iv o

      I ndi cador es pr ópr ios e m ai s i m por tant es

      28

      T abel a

      Postulado da Continuidade das Entidades: Para a Contabilidade, a Entidade é um organismo vivo que irá viver (operar) por um longo período de tempo (indeterminado) até que surjam fortes evidências em contrário. Como não é possível determinar o tempo de vida de uma organização, haja vista o ambiente incerto em que opera, Sá (2007) e Iudícibus (2009) explicam que o valor de uma organização é baseado no potencial que seus ativos tem de gerar benefícios futuros.

      107

      Postulado da Entidade Contábil: A Contabilidade é mantida para as Entidades; os sócios cotistas destas não se confundem, para efeito contábil, com aquelas. Em resumo o postulado apregoa a separação entre o ente pessoa física (sócios) e pessoa jurídica (empresa). Essa separação é essencial para a produção de documentos contábeis verossímeis, que representam a real situação da entidade jurídica.

      Princípios Fundamentais de Contabilidade são classificados em três categorias básicas, apresentados pela CVM (1986), a saber: Primeira categoria - Postulados ambientais da contabilidade: proposições ou observações sobre certa realidade, que não está sujeita a verificação; é axiomática. Para a contabilidade, os postulados são:

      Dessa maneira, foram instituídas orientações fundamentais, tr atadas como “lei” e que tem por objetivo unificar a linguagem contábil, facilitando o entendimento e interpretação dos usuários. Os

      Para que as demonstrações contábeis sigam uma padronização necessária e suficiente, de maneira a atender a legislação corrente e os diversos usuários destas demonstrações, no Brasil o CFC – Conselho Federal de Contabilidade (1993), no uso de suas atribuições, delimitou os princípios fundamentais da contabilidade.

      O que é meta principal de um usuário pode ser meta secundária ou terciária de outro. Nesse caso, Iudícibus (2009) e Marion (2009) revisam o dado de que boa parte dos usuários deseja com as informações contábeis serem capazes de predizer eventos ou tendências futuras. Sendo assim, o conjunto de informações contábeis disponíveis na empresa deveria ser tal que fosse capaz de captar, registrar, agregar, classificar e apresentar os dados em vários subconjuntos, conforme o interesse dos usuários.

      30 Segundo Iudícibus (2010), usuários são todos e quaisquer indivíduos que tenham interesse na avaliação da situação e do progresso de determinada entidade, seja tal entidade empresa, ente de finalidades não lucrativas, ou mesmo patrimônio familiar.

      ão N ão N ão

      31 106

      A questão 8 apresenta um grupo de indicadores e ferramentas A primeira categoria, a dos postulados, são segundo Marion avançadas de avaliação de empresa. Parece haver uma inconsistência

      (2009), Padoveze (2009), Sá (2007) e Iudícibus (2009) o alicerce sobre com as respostas da empresa A. Parece inconsistente o fato de a empresa o qual de baseiam os conceitos contábeis. É possível dizer que a medir o EBITDA e o MVA e não possuir nem mesmo um orçamento Contabilidade é mantida para entidades, distintas dos sócios, que se empresarial. Além do mais, parece ser mais correto possuir o DVA do espera que permaneçam ativas indefinidamente. que o MVA no contexto das respostas combinadas. As demais empresas

      A segunda categoria, a dos princípios contábeis propriamente utilizam o orçamento empresarial como ferramenta comum. A empresa ditos, pode ser definida em quatro grandes grupos:

      B apontou que não faz uso dos documentos contábeis previstos em lei e Princípio do custo como base de valor, segundo Iudícibus produzidos por seu contador. É mais uma resposta que parece

      (2010): “Custo de aquisição de um ativo ou dos insumos necessários incompleta, haja vista a obrigatoriedade da produção desses documentos para fabricá-lo e colocá-lo em condições de gerar benefícios para a por parte do contador e sua ligação com o orçamento empresarial. Entidade representa a base de valor para a Contabilidade, expresso em

      A pergunta 9 é aberta e busca identificar indicadores adicionais termos de moeda de poder aquisitivo constant e”. Para este princípio, de gestão financeira e contábil que não tenham sido cobertos pela dependente do postulado da continuidade, os ativos são incorporados pesquisa. A pergunta 10 é aberta e procura organizar por importância os pelo preço pago para adquiri-los ou fabricá-los mais todos os gastos indicadores que a organização utiliza. Os resultados obtidos foram, em necessários para colocar o ativo em condições de gerar benefícios para a relação às perguntas 3 e 4: empresa.

      Princípio do denominador comum monetário, segundo Padoveze (2009)

      : “As demonstrações contábeis, sem prejuízo dos registros detalhados de natureza qualitativa e física, serão expressas em termos de moeda nacional de poder aquisitivo da data do último Balaço Patrimonial ”. Para atender esse princípio, as demonstrações precisam ser homogêneas, por meio de um denominador monetário comum, a moeda corrente do país. Ainda, para Iudícibus (2009), o princípio do denominador comum é atendido quando se estabelece uma data-base para avaliar ativos e passivos e corrigi-los, quer em função de variação inflacionária, quer por correção monetária operacional.

      Princípio da realização da receita, segundo Marion (2009): “A receita é considerada realizada e, portanto, passível de registro pela

      Contabilidade, quando produtos ou serviços produzidos ou prestados pela Entidade são transferidos para outra Entidade ou pessoa física com anuência destas e mediante pagamento ou compromisso de pagamento especificado perante a entidade produtora”. Nesse caso, pode-se afirmar que o reconhecimento de uma receita se dá, e somente se dá, no momento da transferência para o cliente. Esse ponto é praticamente coincidente, muitas vezes, com o momento da venda. períodos contábeis, segundo a Iudícibus (2010):

      “Toda despesa diretamente delineável com as receitas reconhecidas em determinado período, com as mesmas deverá ser confrontada; os consumos ou

      32 sacrifícios de ativos (atuais e futuros), realizados em determinado período e que não puderem ser associados à receita nem às dos períodos futuros, deverão ser descarregados como despesa do período em que ocorrerem”. Nota-se por este princípio que a base do confronto não está relacionada ao montante de recursos efetivamente recebido em dinheiro ou pago, no período, mas às receitas reconhecidas (ganhas), nas bases já mencionadas, e às despesas incorridas (consumidas) no período.

      A terceira categoria é a das restrições aos princípios contábeis fundamentais, ou por assim dizer, convenções. Elas são assim categorizadas:

      Nessa categoria, a convenção do conservadorismo, segundo a Marion (2009 recomenda que no momento da avaliação patrimonial, a contabilidade deve escolher o menor valor para ativo e o menor para as obrigações. Em suma, esta convenção insta que os registros sejam escriturados de maneira conservadora, com o menor valor para ativo e maior para o passivo.

      Convenção da consistência, segundo a deliberação número 29, da CVM (1986): “A Contabilidade de uma entidade deverá ser mantida de forma tal que os usuários das demonstrações contábeis tenham possibilidade de delinear a tendência da mesma com o menor grau de dificuldade possível”. Esta convenção explica-se por si só: não mude os critérios. Salvo recomendações de auditoria e ajustes contábeis, as demonstrações devem apresentar sempre a mesma estrutura, para efeitos de comparação ao longo do tempo. É esta consistência e padronização que permitirão aos diversos usuários as necessárias avaliações das demonstrações contábeis.

    2.1.1 Demonstrações Contábeis

      É por meio das demonstrações que o trabalho dos contadores se evidencia. Segundo Marion (2009) estas demonstrações expõe concisa e ordenadamente a contabilidade do exercício, de maneira a que os diversos usuários tenham acesso aos eventos do período.

      São exigíveis, e outras opcionais, as seguintes demonstrações contábeis:

    • – Demonstrações contábeis

    • – DLPA

      O BP possui uma estrutura formada por plano de contas. Num documento finalizado pelo contador responsável, cada plano de contas poderá ter até quatro níveis adicionais, em geral, explicitando em detalhes o conteúdo de cada conta. Para efeitos gerenciais, temos o BP como se segue abaixo:

      Para Marion (2009), o Balanço Patrimonial – BP é o mais importante relatório gerado pela contabilidade. Por meio dele estão disponíveis dados que permitem a identificação da saúde financeira da empresa, a qualquer tempo. O BP é dividido em duas colunas: no lado esquerdo, a conta do ativo, e do lado direito passivo.

      São necessários alguns esclarecimentos sobre o significado de cada uma destas demonstrações. No capítulo destinado aos indicadores será possível entender a importância da produção de cada uma destas demonstrações.

      Não obrigatória Demonstração das Origens e Aplicações de Recursos – DOAR Fonte: Artigo 176 da Lei 6.404 (1976); Lei 11.638 (2007).

      Não obrigatória Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido - DMPL (CVM 59/86)

      Obrigatória Demonstração do Valor Adicionado - DVA (para companhias abertas)

      Obrigatória Demonstração do Fluxo de Caixa - DFC (PL > R$ 2.000.000,00)

      Demonstração de Lucros e Prejuízos Acumulados

      Obrigatória Balanço Patrimonial – BP Obrigatória Demonstração do Resultado do Exercício - DRE Obrigatória

      Tipo Demonstrações contábeis

      Font

      e: Q ues tionár io. Ela bor ado pel o aut or . 33 Tabela 2

      cador es e fer ram ent as es pecí fi cas par a o negóci o

      07 Si m N ão Si m Si m Fer ra m ent a

      ra m ent a

      ra m ent a

      ra m ent a

      Indi cador de rent abi lidade

      V A ) N ão N ão N ão N ão

      V A

      104

    • Econom ic al ue A dd ed ( E
    • O rçam ent o pr es ar ial N ão Si m Si m Si m Fer
    • A lav ancage m nancei ra e aci onal N ão Si m N ão Si m Fer
    • A ná lise tical e hor izont al N ão N ão N ão N ão Fer
    • D ocum ent os ábei s igat ór ios gundo a L ei n°
    • O ut ros cador es N ão N ão N ão N ão Indi

    • – Balanço Patrimonial
      • Qu al a id ad e ed om in an o ad m an ceir o? T eso ur ar ia
      • Qu al a ed om in an o ad m an ceir o? Não f oi p os sí vel deter m in ar Decisõ es de op er ação Decisõ
      • – E B

    • gestão d o caix a T eso ur ar ia
    • plan ej am en to fin an ceir o T eso ur ar ia
      • – Q ues tionár io: Per gunt a 8
      • – I ndi cador es e f er ram ent as com pl em ent ar es

    • Ma rket ing al ue A dd ed A ) Si m N ão N

      Ca teg oria A B C D L it era tura ar go Dir eto r co m er ci al

      In dicad or d e ren tab ilid ad e

    • gestão do caix a
    • gestão do caix a T eso ur ar ia

      IT DA Sim Não Não Não

      I nd icad or es e ram en tas m plem en tar es de ális e d e pen ho

      es de op er ação Decisõ es de op er ação

      Dir eto r ad m in is tr ativ o

      Dir eto r ad m in is tr ativ o

      Dir eto r ad m in is tr ativ o

      T abel a

      27

      103

      Intangível Ajustes de avaliação patrimonial Fundo de comércio adquirido Lucros (prejuízos) acumulados Fonte: Lei n° 11.638(2007) e MP n°449 (2008).

      Ações de Empresa Ativo Imobilizado PATRIMÔNIO LÍQUIDO Terrenos, Prédios, Máquinas Capital social Móveis, veículos Reservas de capital

      Impostos diferidos Provisões para passivos eventuais Investimentos Receitas (-) Despesas

      BALANÇO PATRIMONIAL ATIVO PASSIVO CIRCULANTE CIRCULANTE Disponibilidades Contas a receber (clientes) Aplicações Financeiras Salários e encargos a pagar Contas a receber (clientes) Impostos a recolher Estoques Empréstimos e financiamentos Outros valores a realizar Dividendos a pagar Despesas do exercício seguinte NÃO CIRCULANTE NÃO CIRCULANTE Exigível a longo prazo Realizável a longo prazo Empréstimos e financiamentos Contas a receber (clientes) Impostos parcelados

      Tabela 3

      34

      ão N ão Indi cador de rent abi lidade

      35 102

      A pergunta 7 contempla uma categoria criada especificamente Sobre o BP, precisamos fazer algumas observações. Iudícibus para esta pesquisa, e que desejava demonstrar que as empresas possuem

      (2010), em seu Manual de Contabilidade das Sociedades por Ações, indicadores, mas eles estão ligados mais às atividades operacionais do descreve de maneira detalhada o conteúdo e subseções contidas em cada que ao planejamento do negócio. uma das possíveis contas do BP. Padoveze (2009) faz o mesmo,

      Como previsto, todas as empresas acompanham suas previsões apresentando com apêndice ao BP uma estrutura de plano de contas e evoluções de vendas. Apesar de ser uma ferramenta de básico para uma empresa comercial. O profissional de contabilidade acompanhamento e não um indicador propriamente dito, acompanhar pode construir o plano de contas junto com o empresário, respeitando-se vendas é uma maneira de garantir recursos para a organização. Os as normas, princípios e convenções contábeis, mas o adaptando (o nome demais indicadores e ferramentas não foram coincidentes, ficando a das contas) conforme a necessidade. O que não mudam são os tipos de empresa D com o maior número de indicadores possíveis. conta que fazem parte do BP. A pergunta 8 levanta indicadores e ferramentas adicionais para

      O BP é composto como visto por Ativo e Passivo. Para autores a gestão e avaliação organizacional: O administrador e/ou executivo de como Marion (2009) o Passivo deveria se denominar Passivo e finanças tem a sua disposição outras ferramentas, que auxiliam a Patrimônio Líquido, por representar as obrigações que a empresa tem medição de resultados obtidos, a capacidade que o negócio tem de gerar com terceiros (Passivo) e com os sócios (Patrimônio líquido). O Ativo riqueza e as decisões estratégicas. Os resultados obtidos estão na tabela representa todo e qualquer direito da empresa, e assim como o Passivo, abaixo: é organizado dentro de um princípio de liquidez ou realização: quanto mais líquida ou mais obrigatória, mais alta a conta se apresentará na estrutura.

      O conceito de circulante (curto prazo) e não circulante (longo prazo) seguem o conceito de ano fiscal: se a conta vencer no período de 365 dias em relação à publicação do BP, será classificada, segundo Padoveze (2009), como circulante; acima desse prazo, sempre não circulante.

      A Demonstração do Resultado do Exercício

    • – DRE é de caráter obrigatório, porém sua publicação é facultativa às empresas de capital fechado. Segundo Iudícibus (2010), é a apresentação resumida das operações da empresa dentro de um período. Para Marion (2009) a ela é um indicador de eficiência, representando o resultado dos investimentos dos sócios.

      O artigo 187 da Lei n° 11.638 (2007) afirma a necessidade de que as receitas serão computadas, independentemente da sua realização em moeda, e as respectivas despesas, custos, encargos e perdas, pagas ou incorridas, dessas receitas. É por causa disso que a receita sempre é contabilizada por ocasião da venda, e não do seu recebimento, e as despesas são registradas no seu mês de origem, e não quando são pagas. produzidos é aquele que melhor evidencia os ganhos e perdas da empresa, fornecendo aos usuários uma visão apurado do resultado organizacional. Além disso, segundo Iudícibus (2009), essas

      101

      36

      a o

      demonstrações são importantes para os usuários externos, em especial

      e a as de es o

      aqueles que desejam o fluxo regular de dividendos, valor de mercado da

      par ent ent lidade

      ação, lucro por ação.

      m cas cador ra abi cador fi ram

      A DRE sugerida por Iudícibus (2010) no Manual de

      negóci Fer fer

      Contabilidade tem a seguinte estrutura:

      Indi rent Indi pecí es

      Tabela 4

    • – DRE

      DEMONSTRATIVO DE RESULTADO DO EXERCÍCIO - DRE m m ão Si Si N

      ITEM DESCRIđấO

      RB RECEITA BRUTA AB ABATIMENTOS DE DEDUđỏES

      RL RECEITA LÍQUIDA

      m

      CMV CUSTO DOS SERVIÇOS E PRODUTOS

      ão ão N Si N

      MC MARGEM DE CONTRIBUIđấO DOP DESPESAS OPERACIONAIS A DESPESAS DE VENDAS B DESPESAS ADMINISTRATIVAS

      m ão ão

      C RESULTADO FINANCEIRO LÍQUIDO

      N Si N or

      DF DESPESAS FINANCEIRAS

      o aut

      RF RECEITAS FINANCEIRAS

      ado pel

      D OUTRAS RECEITAS E DESPESAS OPERACIONAIS

      m ão ão bor N Si N

      LOL LUCRO OPERACIONAL LÍQUIDO

      io. Ela

      E RESULTADOS NÃO OPERACIONAIS LAIR LUCRO ANTES DE IMPOSTO DE RENDA

      tionár

      F

      IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIđấO SOCIAL de

      ques

      e: ução de es ção

      LLEX LUCRO (OU PREJUÍZO) LÍQUIDO DO EXERCÍCIO

      ros rgem ol ut

      Font bui Fonte: Iudícibus (2010) ri cador

    • Ma - Ev - O P7 cont P7 vendas P7 indi
    • P7
    • Í ndi de at ivi dade oper aci onal : N ão N ão Si m Si

    • P3
    • P4
    • Q ual a de ci sã o pr edom inant e do adm f inancei ro ? N ão f oi p oss ív el det er m inar De ci sõe s d e oper ação D
    • P7

    • – DLPA é um demonstrativo obrigatório, que evidencia o saldo remanescente, indicando os valores adicionados ou deduzidos, da conta Lucros ou Prejuízos Acumulados. Todavia, segundo Marion (2009) ela pode ser substituída pela Demonstração das Mutações do Patrimônio Líquido. A DLPA mostra o saldo dos lucros acumulados já existentes, somados ao Lucro Líquido do Exercício, apurado pela DRE, demonstrando assim o total de lucros a disposição dos proprietários que será distribuído posteriormente. Segundo o §2º do art. 186 da Lei das S/A “a DLPA deverá indicar o montante do dividendo por ação do capital social”, ou seja, evidencia de forma clara aos sócios e acionistas o valor de seus dividendos.
      • ges tão do cai xa
      • ges tão do c ai xa Tesour ar ia
      • ges tão do cai xa Tesour ar ia

      Fonte: Assaf Neto (2010)

      SALDO INICIAL (+/-) Ajustes de exercícios anteriores (-) Parcelas de lucro incorporadas ao capital social (+) Reversões de reservas (+/-) Resultado líquido do exercício (-) PROPOSTA DE DESTINAđấO DO LUCRO Transferências para reservas Dividendos a distribuir Juros sobre o capital próprio (=) SALDO FINAL

      DEMONSTRAđấO DE LUCROS OU PREJUễZOS ACUMULADOS - DLPA

      Tabela 5

      Assaf Neto(2010) identifica o escopo da DLPA, relembrando que a legislação obriga a empresa a apresentar além dos saldos do início do período e os ajustes realizados, as reversões de reservas de lucro, o lucro líquido do exercício, os dividendos a distribuir e as parcelas de lucro incorporadas ao capital social. A estrutura básica da DLPA é:

      A Demonstração dos Lucros e Prejuízos Acumulados

      autor. Entre Iudícibus (2010), Marion (2009), Padoveze (2009) existem pequenas variações nos nomes usados, mas que em nada implicam no pressuposto da demonstração: evidenciar as receitas e despesas.

      cador de rent abi lidade 37 O nome dos planos de contas também pode variar, conforme o

      P7

      cador de rent abi lidade

      m Indi cador de es tr ut ur a, rent abi lidade e fer ram ent as

      P7

      D eci sõe s d e oper ação

      eci sõe s d e oper ação

      C at eg ori a A B C D L it erat ura C ar go D ir et or com er ci al D ir et or adm ini st rat iv o D ir et or adm ini st rat iv o D ir et or adm ini st rat iv o

      26

      T abel a

      100

    • – Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados

    • pl anej am ent o fi nancei ro Tesour ar ia

    • – Q ues tionár io: Per gunt a 7: F er ra m ent al par a deci sõe s de o per ação

    • Qu al a at ivi dade pr edom inant e do adm f inancei ro ? Tesour ar ia
    • Fer ra m ent al par a deci sõe s d e oper ação
    • G ir o de es toques N ão N ão N ão N ão Indi
    • Ma rgem líqui da N ão N ão N ão N ão Indi

      38

      99 A Lei das S/A 11.638(2007) classifica como ajustes de

      A pergunta 6 trata dos indicadores e ferramentas para decisões exercícios anteriores apenas os de caráter contábil, retificador, e que não de investimento. Novamente, é estranho que a empresa A, com uma

      àqueles atribuídos a fatos subsequentes. Ademais, não é necessário predominância nas atividades de planejamento financeiro, não possuir especificar as reversões de provisões, porque segundo Assaf Neto nenhum indicador para avaliação dos investimentos. Não há nenhum (2010), estas são mais bem consideradas quando do cálculo dos indicador comum às empresas. No entanto pode-se afirmar que as resultados do exercício. empresa B, C e D utilizam-se de indicadores de endividamento para

      A Demonstração do Fluxo de Caixa

    • – DFC é uma demonstração avaliarem suas operações. Assim como na pergunta 5, não há nenhum obrigatória desde a alteração da Lei das S/A, pela Lei 11.638/2007. Ela indicador específico das empresas para esta pergunta.

      é facultativa para companhias fechadas com patrimônio líquido, na data Na pergunta 7 são identificados os indicadores de operação da do balanço, inferior a R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais) conforme empresa e como o executivo de finanças os utiliza na execução de suas redação dada pelo §6º do artigo 176 da Lei 11.638/2007. Entretanto, o atividades.

      Ibracon recomenda sua apresentação em todos os casos.

      Marion (2009) define a DFC como um relatório que indica a origem de todos os recursos que entraram em caixa, bem como a aplicação destes recursos que saíram do caixa, evidenciando também o resultado do fluxo financeiro de determinado período. Para Gitman (2012), ela é a demonstração de todos os movimentos de entrada e saída em um determinado período.

      É importante salientar que a DFC não inclui a conta caixa e bancos e que, portanto, segundo Marion (2009) seu nome mais adequado deveria ser as demonstrações do fluxo disponível. A DFC proporciona um quadro dinâmico das mudanças no caixa na medida em que reúne os resultados operacionais atuais da empresa com as mudanças ocorridas no Balanço Patrimonial, ou seja, apresenta o resultado do conjunto de decisões tomadas durante determinado período de tempo que envolve todas saídas e entradas de caixa e mudanças na estrutura patrimonial da empresa.

      Estes movimentos podem ser realizados de maneira direta ou indireta. No método direto, segundo Marion (2009), são demonstrados todos os recebimentos e pagamentos que de alguma forma alteraram os valores constantes no disponível empresa. Este método inicia a demonstração com os valores realmente efetivados das vendas, em vez do lucro líquido que é usado no método indireto. Para Marion (2009), este método favorece o planejamento financeiro da empresa, mostrando com clareza suas operações para os usuários externos.

      Já o método indireto tem como ponto de partida o lucro líquido do exercício, que posteriormente vai sendo ajustado para que o demonstrativo mostre apenas as entradas e saídas efetivas do exercício. As companhias brasileiras são incentivadas a utilizar o método indireto.

      98

      cador de endi vi dam ent o

      ão N ão Fer ra m ent a

      cador de endi vi dam ent o

      cador de liqui dez

      E) N ão N ão N ão N ão Indi cador de rent abi lidade

      cador es e fer ram ent as es pecí fi cas par a o negóci o

      Font

      e: ques tionár io. Ela bor ado pel o aut or 39 Segundo a Lei das S/A 11.638(2007), devem estar evidenciados

      ao menos, três fluxos financeiros: o das operações, o dos investimentos e dos financiamentos. Assaf Neto (2010) resume o conteúdo de cada um desses fluxos financeiros, a saber:

      Fluxos financeiros operacionais: descrevem as transações registradas na DRE, fruto das operações de vendas e saídas de caixa, como o pagamento dos fornecedores, salários, contribuições e taxas.

      Fluxos financeiros de investimentos: representados pelas variações nos ativos não circulantes, ligados à atividade operacional de produção e vendas, como participações acionárias ou títulos de aplicação e saídas, como desembolso de compra de partes acionárias ou compra de bens a imobilizar.

      Fluxos financeiros de investimentos: ligados especificamente com operações credoras ou investidoras, como as captações por meio de emissão de títulos de dívidas ou integralização de cotas ou saídas, como o pagamento de dividendos, juros sobre capital próprio ou amortizações de empréstimos.

      Para Assaf Neto (2010), a DFC permite que se analise a capacidade da empresa em honrar seus compromissos. Abaixo o esquema da demonstração, pelo método indireto:

    • C api tal de cei ros N ão N ão N ão N ão Indi
    • C ust o m édi o ad o de c api tal C C ) N ão N ão N
    • Í ndi ces de vi dam ent o N ão Si m N ão Si m Indi
    • Í ndi ces de dez N ão N ão Si m N ão Indi
    • R et or no sobr e ri m ôni o l íqui do O
    • O ut ros cador es N ão N ão N ão N ão Indi

    • – Demonstração de Fluxos de Caixa - DFC - Método
      • Q uem r iza a ini st ração ra ? Sóci o ( o pr ópr io res pondent
      • Q ual a dade edom inant e do f inancei ro ? Tesou rar ia
      • C api tal pr ópr io N ão Si m N

      DEMONSTRAđấO DE FLUXOS DE CAIXA - DFC - MÉTODO

      97

      40

      Tabela 6

      Indireto

    • Q ual a de ci sã o edom inant e do f inancei ro ? N ão f oi p oss ív el det er m inar D
    • Fer ra m ent al a deci sõe e am ent o

    INDIRETO FLUXOS OPERACIONAIS

      Resultado líquido (+) Depreciação Aumento/redução de duplicatas a receber Aumento em duplicatas descontadas Aumento em provisão para créditos de liquidação duvidosa Aumento/redução em estoques Aumento/redução em fornecedores Redução de salários a pagar Outros

    • ges tão do cai xa
    • ges tão do c ai xa Tesour ar ia
    • ges tão do cai xa Tesour ar ia

      e) P rof iss ional cont rat ado com ví ncul o em pr egat íci o

      ão N ão Indi cador de endi vi dam ent o

      D eci sõe s d e oper ação D eci sõe s d e oper ação

      eci sõe s d e oper ação

      ópr io res pondent e)

      Sóci o ( o pr

    • pl anej am ent o fi nancei ro Tesour ar ia
      • – Q ues tionár io: Per gunt a 6: F er ra m ent al par a deci sõe s de inv es tim ent os

      C at eg ori a A B C D L it erat ura go D ir et or com er ci al D ir et or adm ini st rat iv o D ir et or adm ini st rat iv o D ir et or adm ini st rat iv o

      e) Sóci o ( o pr ópr io res pondent

      Caixa líquido das atividades FLUXOS DE INVESTIMENTOS

      25

      T abel a

      Integralização de aumento de capital Amortização de empréstimos e financiamentos Recebimento/pagamento de dividendos Novas captações de empréstimos e financiamentos Outros

      Caixa líquido de investimentos FLUXOS DE FINANCIAMENTOS

      Pagamento na compra do imobilizado Recebimento na venda do imobilizado Outros

      Caixa líquido de financiamentos AUMENTO/REDUđấO DE CAIXA SALDO INICIAL DE CAIXA SALDO FINAL DE CAIXA

    • – DVA é última das demonstrações obrigatórias da Lei das S/A, Lei 11.638 (2007), e preenche a lacuna apontada por Santos (2007) e Assaf Neto (2010), em relação às demais demonstrações contábeis: apresentar a geração de riqueza e sua respectiva distribuição. A DVA nada mais é do que a demonstração de toda a receita gerada menos os custos de aquisição com terceiros.
    • – Demonstração do Valor Adicionado – DVA

      Vendas de mercadorias, produtos e serviços

      6 Valor adicionado recebido em transferência

      5 (=) Valor adicionado líquido (3 - 4)

      Depreciações Amortizações Exaustões

      4 Retenções

      3 (=) Valor adicionado bruto

      Materiais consumidos Outros custos de produtos Energia Serviços de terceiros Outros

      2 (-) Insumos adquiridos de terceiros

      1 RECEITAS

      96 A tabela acima apresenta os primeiros indicadores e ferramentas comuns aos executivos das empresas incubadas. O fluxo de caixa é a

      ITE M CONTAS

      DEMONSTRAđấO DO VALOR ADICIONADO - DVA

      Tabela 7

      Apesar de se parecer um pouco com a DRE, que explica o que aconteceu no resultado de um determinado período, a DVA é o instrumento capaz de mensurar a riqueza gerada pelas entidades. O esquema abaixo apresenta a DVA:

      A pergunta 6 trata das decisões de financiamento na empresa: no caso das decisões de financiamento, o administrador e/ou executivo de finanças pode utilizar indicadores que facilitem a execução de suas atividades. A análise da pergunta 6 com as perguntas 2, 3 e 4 é a seguinte: 41 A Demonstração do Valor Adicionado

      A empresa A é a que apontou o maior número de indicadores e ferramentas, seguida pela empresa C e D. A empresa B é a que menos se utiliza de indicadores. Causa certa estranheza a ausência do indicador lucratividade na empresa A. O indicador sustentaria a resposta dada na pergunta 2, de que o papel predominante do executivo de finanças é o de planejamento financeiro: medir a lucratividade está diretamente ligada a esta descrição.

      única ferramenta utilizada por todas as empresas, o que conota, associada às perguntas 2 e 3, uma visão de curto prazo, de contas a pagar e a receber.

      Resultado da equivalência patrimonial

      95

      m Indi cador de rent abi lidade

      42 Receitas financeiras

      7 Valor adicionado total a distribuir (5 – 6)

      8 Distribuição do valor adicionado

      Pessoal e encargos Impostos, taxas e contribuições Juros e aluguéis Juros sobre o capital próprio e dividendos Juros retidos e prejuízos do exercício Fonte: Assaf Neto (2010). Adaptado do Ofício CVM n° 01/00.

      Em conformidade com Assaf Neto (2010), o item 7 precisa obrigatoriamente ser igual ao item 8, em qualquer situação. O item 8 representa o item 7, ou seja, o valor adicionado a distribuir, em respectivas contas de distribuição.

      ão Indi cador de rent abi lidade

    2.2 Finanças

      A segunda delas é a Administrativa, ligada às práticas de funcionamento da empresa. Nela surgem os conceitos e estudos ligados a orçamentos, previsão de vendas, a necessidade de controles internos e de atividades rotineiras. estudos de Keynes ligados ao investimento agregado. Nele, se espera mais que o controle interno e o conhecimento das variáveis externas: agora o comportamento das variáveis econômicas, como taxas de juros,

    • L ucr at iv idade N ão N ão N ão Si
    • R et or no sobr e inv es ti m ent os ( R O I) Si m N ão Si m N

      P5

      V P L ou N PV ) Si m N ão N ão Si m Fer ra m ent a

      P5

      Archer, D’Ambrósio (1969) e Assaf Neto (2011) apontam três momentos marcantes no desenvolvimento das finanças. O primeiro é o Tradicional, direcionado aos eventos externos à empresa, como práticas monopolistas, comportamento da concorrência e formas de financiamento.

      P5

      As finanças das empresas evoluem de maneira conceitua e técnicas. Segundo Assaf Neto (2011), essas evoluções se ajustam às diversas mudanças da economia, quer pela necessidade de uma maior complexidade nos negócios, quer pelo desenvolvimento de uma sociedade baseada em conhecimento.

      O ut ros i ndi cad or es N ão N ão N ão N ão Indi cador es e fer ram ent as es pecí fi cas p ar a o negóci o

      Font

      e: Q ues tionár io. Ela bor ado pel o aut or

    • V al pr es ent e líqui do (
    • P3
    • Q ual a at ivi dade pr edom inant e do adm f inancei ro ? Tesour ar ia

    • P4
    • Q ual a de ci sã o pr edom inant e do adm f inancei ro ? N ão f oi p oss ív el det er m inar D eci sõe s d e oper ação D
    • P5
    • P5
    • ges tão do cai xa

    • ges tão do c ai xa Tesour ar ia
    • ges tão do cai xa Tesour ar ia

    • Q uem r eal iza a adm f inancei ra ? Sóci o Sóci o P rof iss ional cont rat ado Sóci
    • Fer ra m ent al par a deci sõe s d e inv es ti m ent o
    • Fl uxo de cai xa Si m Si m Si m Si
    • P ay (si m pl es des cont ado) Si m N ão Si m N
    • Taxa i nt er na d e ret or no ( TI R ) Si m N ão N

      P5

      Para Assaf Neto (2011), essas decisões estão devidamente apuradas e identificadas no Ativo (investimento) e no Passivo (financiamentos). São essas as decisões que permitem a empresa ter um mínimo de estabilidade e perspectiva de continuidade de atividade empresarial.

      As finanças corporativas se baseiam em decisões financeiras tomadas regularmente. Estas decisões são chamadas de decisões de financiamento, quando se captam os recursos necessários à atividade empresarial e decisões de investimento, quando ligadas à aplicação dos recursos levantados.

      Para Assaf Neto (2011), Matarazzo (2003), Barney (2007) e Sá (2008) a administração financeira, contida nas finanças corporativas, tem como objetivo assegurar um processo eficiente de captação de recursos e sua alocação na atividade empresarial. Portanto, ela lida diretamente com a escassez de recursos, em função da sua realidade operacional e amplitude.

      Para Modigliani e Miller (1958), não importa a forma como as organizações se financiam bem como sua estrutura de capital. Eles demonstraram a irrelevância da estrutura de capital e política de dividendos para medir o valor de uma empresa.

      Uma delas foi inaugurada por Modigliani e Miller (1958) e foi denominada de Finanças Corporativas. A outra foi iniciada por Markowitz (1952) e é ligada ao portfólio, risco e retorno de carteiras. O objeto desta pesquisa está situado no âmbito das Finanças Corporativas, ligadas às empresas.

      2.2.1 Finanças Corporativas São duas as correntes predominantes nas finanças modernas.

      inflação, poupança, crédito e renda nacional são essenciais para a determinação da taxa de retorno de investimentos e o custo do capital aplicado ao negócio.

      ão N ão Indi cador de rent abi lidade 43

    • pl anej am ent o fi nancei ro Tesour ar ia

      P5

      ão Fer ra m ent a

      m Fer ra m ent a

      D eci sõe s d e oper ação

      eci sõe s d e oper ação

      o

      C at eg ori a A B C D L it erat ura P2

      24 Q ues tionár io: Per gunt a 5: F er ra m ent al par a deci sõe s de f inan ci am ent o

      T abel a

      94

      Para atender a demanda por recursos, as empresa utilizam, segundo Sá (2008), Assaf Neto (2011) e Gitman (2012) fontes de recurso interno ou externo. Para atingir uma posição de equilíbrio, se faz necessário uma adequação entre a maturidade dos passivos e os fluxos de caixa da entidade. É nesse momento que devem ser estabelecidas a

      44

      93 taxa de atratividade do negócio e o retorno mínimo esperado pelo construção e revisão de seu plano de vendas, o que não significa que projeto. O esquema abaixo representa essas relações: haja uma procura estruturada por assessoria ou serviços complementares.

      Com relação à posição do executivo de finanças, salvo a

      Figura 1

    • As Decisões Financeiras No Balanço Patrimonial

      empresa C, que possui uma pessoa especificamente contratada para a posição, nas demais empresas o próprio respondente é o responsável pelas finanças. Olhando-se indiretamente a estrutura societária, a formação acadêmica desses sócios respondentes, é possível afirmar que nenhum deles tem formação em administração ou finanças.

      Com relação à pergunta 4, há coerência nas respostas das empresas B, C e D, em relação às respostas da pergunta 3. Todas apontaram na questão anterior terem como atividade predominante ações ligadas à gestão do caixa.

      Já a empresa A apontou na questão 3 ter como atividade predominante o planejamento e na 4, não soube responder qual a decisão predominante. Temos algumas hipóteses para isso: o respondente é diretor comercial, responde pelas finanças e pelo planejamento. Talvez isso possa conduzir a uma miscelânea de atividades que não deixa claro o papel do profissional na organização, ou ainda, a uma sobreposição de responsabilidades, já que essa empresa possui 3 sócios.

      Apesar da literatura, com Assaf Neto (2011), Matarazzo (2003), Barney (2007) e Sá (2008) apontar apenas duas decisões gerais, as de financiamento e de investimento, para conseguir mensurar o tipo de gestão utilizada, bem como o mix de indicadores utilizados, subcategorizamos essas duas decisões, incluindo uma terceira, a de operações.

      Fonte: Assaf Neto (2011). Adaptado do Ofício CVM n° 01/00.

      A pergunta 5 trata das decisões de investimento na empresa: no caso das decisões de investimento, o administrador e/ou executivo de Os recursos próprios são aqueles integralizados e investidos finanças pode utilizar indicadores que facilitem a execução de suas pelos sócios, enquanto que o capital de terceiros se originam nas fontes atividades. A análise da pergunta 5 com as perguntas 2, 3 e 4 é a externas, por meio de empréstimos bancários, debêntures, desconto de seguinte: duplicatas. Há ainda, segundo Assaf Neto (2010) os passivos de curso prazo, provenientes da atividade operacional da empresa, como os créditos concedidos por fornecedores e encargos sociais a recolher.

      Como demonstrado pela figura, esses recursos são investidos nos ativos da empresa, dando suporte ao ciclo operacional. O resultado desses recursos, agora transformados em itens de produção e vendas, é capaz de financiar os juros e a remuneração desejada pelos sócios.

      92 As empresas foram identificadas pelas letras A, B, C e D. As empresas A e B responderam seus questionários via email. As empresas

      C e D foram entrevistadas pelo pesquisador.

      Todas as empresas tem 3 anos de vida. A empresa B é de dezembro de 2009, o que acaba contabilizando para esta pesquisa uma organização com 3 anos de existência. Todas as empresas apontaram mais de um setor de atuação de negócio. Para o quadro acima foi considerado apenas o setor predominante no volume de negócios da empresa.

      Nenhuma das empresas atua no mesmo setor de predominância da outra. Excetuando-se a empresa C, todas as demais tem como respondente e responsável pela administração financeira o próprio respondente.

      A atividade de predominância é a de tesouraria – gestão do caixa. As descrições para os quatro possíveis papéis do executivo de finanças foram extraídas do rol de atividades do profissional de finanças apontado na CBO

    • – Classificação Brasileira de Ocupações. Os perfis de atividade base para o questionário foram as do controller (CBO 2522- 10), tesoureiro (CBO 3532-30) e administrador financeiro (CBO 2521- 05).

      Com esta descrição buscou-se identificar que tipo de atividade é a predominante para o administrador financeiro. Exceto a empresa B, para as demais as atividades do gestor financeiro são prioritariamente operacionais, de curto prazo. Pode-se afirmar que estas empresas tem um horizonte administrativo de curtíssimo prazo, ligado a gestão de contas a pagar e receber do período. Nas empresas entrevistadas, esse período é inferior a 15 dias. Quanto ao apontamento da empresa B, com as respostas obtidas nas questões subsequentes poderemos sustentar ou não a escolha apontada.

      É preciso notar também a baixa utilização do apoio do MIDI nas tomadas de decisões financeiras. Se o ambiente das incubadoras é, segundo Adegbite (2001), um facilitador no processo de criação de empresas inovadoras, e de assessoria e consultoria aos participantes, pode-se afirmar que essa estrutura está subutilizada pelos empresários.

      Nos empresários entrevistados, a análise desse contexto teve dois vieses: um deles é o de que o MIDI não dá o suporte desejado pelo empresário. No entanto, ele não soube dizer quando foi a última vez que buscou o auxílio do MIDI para suas operações. Já o outro, apesar da baixa utilização, usa a assessoria do MIDI, mais especificamente na 45

      É importante notar que o lucro por si só não é sinal de sucesso empresarial. Antes é essencial que o resultado da empresa seja tal que o retorno obtido da atividade seja suficiente para o pagamento dos juros e da remuneração desejada pelos sócios. Esses fatores de comparação entre o esperado e o obtido são a base para o conceito de indicadores.

      O retorno gerado deve ser tal que se possa cobrir o custo do capital investido. Nesse caso, segundo Gitman (2012) é possível concluir que a empresa se encontra bem em sua meta de maximizar a rentabilidade dos investimentos. Ademais, quanto maior for a diferença entre o resultado obtido versus o esperado, melhor é o desempenho econômico da empresa.

      Pensando-se especificamente em custo do capital empregado na atividade, é possível concordar com a premissa apontada por Assaf Neto (2010), em que o custo de capital dos sócios será superior ao de terceiros. Isso se dá basicamente pela possibilidade de se abater do capital de terceiros o imposto de renda a recolher, bem como uma função do próprio risco do negócio: independente de uma condição de escassez ou abundância, os compromissos firmados com terceiros sempre seguirão as regras estabelecidas no momento da captação. Já no caso dos sócios, em momentos de escassez, são os sócios os responsáveis por novas injeções financeiras, o que, associado ao um risco maior, acaba por tornar o capital próprio mais caro que o de terceiros.

      Decisões financeiras representam riscos, divididos em dois grandes grupos: o risco operacional ou econômico e o financeiro. O risco operacional deriva do ativo da empresa; é uma função de sua atividade. Está ligado também a sazonalidade dos negócios. Para Assaf Neto (2010) a estrutura de custos, concorrência e dependência tecnológica constituem-se elementos que interferem no risco operacional.

      O risco financeiro está ligado ao endividamento da empresa. Logo, para Marion (2012) quanto maior a relação do endividamento com capital de terceiros em relação ao próprio, maior o risco de insolvência ou retração da atividade.

      Assaf Neto (2010) e Favero (1997) levantam importantes de e dos objetivos específicos, inerentes a qualquer negócio, a empresa possui quatro grandes objetivos: crescimento, maximização de lucros, independência e competitividade. No caso de crescimento, estão ligados

    • Questionário: perfil do respondente, da empresa,

      Baixa (inferior a 1x por bimestre) Nunca

      2

      3

      8

      1 Setor (predominância) Negócio eletrônico

      Gestão pública Educação Telecomunicaçõ es P1 - Utiliza o suporte do MIDI para as decisões financeiras? Sim Não Sim Não P1a. Em caso afirmativo, com que frequência? Baixa

      (inferior a 1x por bimestre) Nunca

      P2 - Quem realiza a administração financeira?

      2

      Sócio (o próprio respondent

      e) Sócio (o próprio respondente)

      Profissional contratado com vínculo empregatício

      Sócio (o próprio respondente) P3 - Qual a atividade predominante do adm financeiro?

      Tesouraria

      predominante do adm financeiro? Não foi possível determinar operação operação operação Fonte: Questionário. Elaborado pelo autor.

      3 Empregados

      2

      91

      No contexto da administração financeira, Assaf Neto (2010), Gitman (2012), Brealey (2008), Braga (1989), Brigham (2006) e Ross (2013) apontam como objetivo da empresa a busca pela maximização de seu valor de mercado. No entanto, esse objetivo foi ajustado por um processo gradual de evolução. Na década de 1920 e 1930, baseados nos trabalhos de Taylor, Fayol e Ford, os objetivos estavam mais ligados ás necessidades internas, de atividades operacionais.

      Florianópolis Florianópolis Florianópolis Fundação 2010 2009 2010 2010 Sócios

      Superior Superior Localização Florianópo lis

      (escolaridade) Superior Pós- graduado

      Diretor administrativ o Diretor administrativo Nível

      Categoria A B C D Cargo Diretor comercial Diretor administrativ o

      utilização do MIDI nas decisões financeiras e papel predominante do executivo de finanças.

      Tabela 23

      3

      46 os parâmetros ou indicadores de receita e volume de vendas, lucratividade, rentabilidade. A maximização dos lucros está ligada à atividade empresarial. A independência ligada à capacidade de sobreviver quer em função do tamanho do grupo empresarial, quer por processos de fusão e aquisição. E o objetivo de competitividade está ligado ao conceito de atendimento de consumidores em mercados mais exigentes e eficientes.

      No entanto, como visto acima, a maximização da riqueza é um conceito que não se percebe de maneira absoluta; para verificá-lo, é necessário relacionar as diversas partes dos demonstrativos contábeis, de maneira a calculá-la. Nada mais justo dizer que há uma interdependência entre a contabilidade e as finanças de uma organização e que por isso, o uso de indicadores é uma ferramenta poderosa de avaliação do desempenho empresarial.

      , enunciando como importante para empresa e nações o valor agregado, muda essa situação, colocando ao centro da administração financeira a maximização da riqueza dos acionistas. Desse modo, um retorno inferior aos investimentos provocaria uma redução no valor da empresa, e uma deteriorização da riqueza dos acionistas. Já um retorno superior significaria agregação de valor, incremento de riqueza e como consequência, maior valor de mercado à empresa.

      keynesiana

      Assaf Neto (2010) e Gitman (2012) indicam que a teoria

    • planejame nto financeiro Tesouraria - gestão do caixa Tesouraria - gestão do caixa Tesouraria - gestão do caixa P4 - Qual a

    2.3 Indicadores contábeis e financeiros

      Assaf Neto (2010) e Marion (2012) sugerem que o desempenho da empresa seja avaliado em três níveis. Há uma diferença entre o tratamento dos autores em relação ao nível dessas análises. Optamos aqui pela metodologia de Marion (2012) de classificação, mas que em

      47

      90 No histórico atual, 47 das 69 empresas já graduadas, só nada difere da maneira de desenvolver os cálculos dos indicadores. É atingiram essa condição após o terceiro ano. A falta de indicadores de apenas uma questão de apresentação dos indicadores. operação, de investimento e financiamento destes negócios pode

      Para Marion (2012), no primeiro nível deles, denominado contribuir para o alongamento dos períodos de incubação, impedindo introdutório, são analisadas a liquidez (liquidez corrente, seca e geral). que novos empreendedores e spinoffs tenham acesso à estrutura de apoio

      No segundo nível, o intermediário, são aprofundadas as análises, do MIDI Tecnológico. utilizando um conjunto adicional de indicadores, como a alavancagem financeira, lucratividade, fluxo de caixa, índices de endividamento.

      No terceiro nível, considerado avançado, são combinados diversos indicadores que geram pontuações sobre o desempenho da

    4.3 Análise dos dados coletados

      empresa. Entre eles, podem ser encontrados a DVA, o MVA, as projeções das demonstrações contábeis, o dividendos a distribuir, o A seguir descremos a análise dos dados obtidos por meio dos EBITDA. questionários e entrevistas com os executivos, nos casos aplicáveis.

      Tanto Assaf Neto (2010) quanto Marion (2012) sugerem que para que seja possível realizar as análises, o executivo ou analista tenha em mãos as demonstrações contábeis exigidas por lei, assinadas pelo contador e auditadas, quando aplicável, por empresa externa.

      Ambos os autores recomendam iniciar as análises por estas demonstrações. Isso se dá porque como se seguem os próximos tópicos, os demais indicadores de desempenho econômico-financeiro são dependentes destas demonstrações.

      A alocação dos recursos da empresa se dá em função da sua atividade e é subsidiada, como visto no capítulo 2.1, pelas demonstrações contábeis exigidas por lei. A análise do desempenho financeiro, operacional e estratégico da empresa passa obrigatoriamente pelo cruzamento das informações de ordem financeira e contábil.

      Nesse ínterim, se faz necessário utilizar um conjunto de indicadores capazes de avaliar o desempenho da organização. Esses índices, ou indicadores são, segundo Marion (2012) significativamente relevantes porque estabelecem as relações entre duas grandezas, o que a observação do número absoluto, por si só não consegue realizar.

      Ao analisar a situação econômico-financeira de uma empresa, em termos de segurança, liquidez e rentabilidade, o analista deve valer- se de Demonstrativos Financeiros de pelo menos três exercícios sucessivos.

      O objetivo da análise definirá não só o tipo de Indicadores a estabelecem a relação entre contas e grupo de contas dos Demonstrativos Financeiros, visando evidenciar determinado aspecto da

      48

      89 situação econômico-financeira de uma empresa. Os índices, portanto,

      Gráfico 3 - MIDI

    • – Tempo estimado de graduação servem como termômetro na avaliação da saúde financeira da empresa.

      MIDI - Distribuição das empresas por tempo 2.3.1 Índices de Liquidez

      2

      4

      tual

      Os índices de Liquidez são, segundo Marion (2012) medidas de

      ir

      6

      3 V avaliação da capacidade financeira da empresa em satisfazer os

      en

      compromissos para com terceiros. Evidenciam quanto a empresa dispõe

      4

      3

      id te

      de bens e direitos em relação às obrigações assumidas no mesmo

      es

      2

      7 R período. Entre os índices de Liquidez mais conhecidos estão a Liquidez

      5

      1 Corrente, a Liquidez Seca e a Liquidez Geral. Cada um fornece

      28

      4 informações diferentes sobre a situação da empresa.

      a

      19

      3 A liquidez é pode indicar, por exemplo, se uma empresa que possui altos índices de liquidez, mas mantém mercadorias estocadas por

      raduad

      16

      2 períodos elevados, recebe com atraso suas vendas a prazo ou mantém G

      1

      3 duplicatas incobráveis na conta Clientes poderá ter problemas de liquidez, ou seja, poderá ter dificuldades para honrar seus compromissos

      2 nos vencimentos. A seguir descrevemos os indicadores contidos no tópico de

      5

      10

      15

      20

      25

      30 liquidez:

      Quantidade de empresas

    a) Liquidez corrente (LC) Fonte: MIDI Tecnológico (2013). Elaborado pelo autor.

      A liquidez corrente é o indicador que permite à empresa mensurar sua capacidade de pagamentos dentro de um determinado A antiguidade se resume à estadia da empresa na condição de contexto de curto prazo. Sua estrutura é a seguinte: incubada. Segundo o MIDI (2013), o desejável para atingir a graduação seriam dois anos. No entanto, hoje não há critérios objetivos para graduar empresas.

      Tabela 8

    • Liquidez corrente (LC)

      O gráfico 3 apresenta um indício do que pode ser provado pela pesquisa: de que a falta de indicadores claros aos negócios incubados,

      

    Indicador Fórmula Descrição Interpretação em especial aos ligados ao desempenho econômico e financeiro, pode

      estar diretamente relacionado com a demora para que os negócios Mostra a capacidade atinjam a condição de incubados. O eixo Y representa os tipos de

      Liquidez de pagamento da Quanto maior, empresas associadas ao MIDI por categoria (graduada, residente,

      AC / PC

      Corrente empresa no curto melhor incubada) e o tempo que ela ficou ou está nessa condição. O eixo X a prazo (< 360 dias) quantidade de empresas por ano, em sua respectiva categoria.

      Fonte: Marion, 2012; Morante 2007.

      88 Dentro do contexto atual em Florianópolis, hoje estão associadas ao MIDI 88 empresas, sendo estas 11 incubadas do tipo residente, 8 incubadas do tipo virtual e 69 incubadas do tipo graduada. O termo residente descreve àquelas que estão instaladas fisicamente nas dependências do MIDI; às do tipo virtual recebem todo o apoio e assessoria da associação, mas estão instaladas em outros locais. As empresas incubadas do tipo graduada são organizações que passaram entre dois a quatro anos utilizando os serviços do MIDI e que agora chegaram a um nível de maturidade suficiente para se desligarem do programa.

      Ainda não existem estatísticas concretas sobre a graduação de empresas pelo MIDI. O critério atual, segundo o próprio MIDI (2013) é a antiguidade e participação nas verticais. Verticais são, segundo Fonseca e Krugliankas (2002), o agrupamento de empresas correlatas ou de setor similar que atuam em conjunto para complementar seus serviços e produtos e atuar em conjunto. Hoje a distribuição de empresas, graduadas, incubadas ou virtuais é esta: 49 Para Morante (2007) e Marion (2012), a liquidez corrente é um dos índices mais conhecidos e utilizados na análise de balanços. Indica quanto à empresa poderá dispor em recursos de curto prazo (disponibilidades, clientes, estoques, etc.) para pagar suas dívidas circulantes (fornecedores, empréstimos e financiamentos de curto prazo, contas a pagar etc.). Por exemplo, se uma determinada empresa tiver um LC = 0,90, isso significa dizer que para cada R$ 1,00 de compromissos de curto prazo (todo passivo circulante), há R$ 0,90 de ativo circulante para cobri-lo.

      b) Liquidez Seca (LS)

      A liquidez seca é o indicador que relaciona a capacidade de pagamentos dentro de um determinado contexto de curto prazo sem considerar estoques. Sua estrutura é a seguinte:

      Tabela 9

    • – Liquidez Seca (LS)

      Indicador Fórmula Descrição Interpretação

      Liquidez Seca (LS)

      (AC - E) / PC

      Mostra a capacidade de pagamento a curto prazo (<360 dias) sem estoques

      Quanto maior, melhor

      Fonte: Marion, 2012; Morante, 2007.

      A liquidez seca é para Marion (2012) e Morante (2007) a medida mais rigorosa para avaliação da liquidez da empresa. Ela indica o quanto à empresa poderá dispor de recursos circulantes, sem vender seus estoques, para fazer frente a suas obrigações de curto prazo. Nesse caso, uma análise de um LS>= 1indica que ela não precisa vender estoques para cumprir compromissos de curto prazo. Já um LS < 1: Dependência de venda de estoques para cumprir compromissos de curto prazo. No caso de uma empresa com LS = 0,90, significa dizer que para cada R$ 1,00 de compromissos de curto prazo (passivo circulante), há R$ 0,90 de ativo circulante, sem estoque, para cobri-lo.

      c) Liquidez Geral (LG)

      50

      87 O primeiro passo após o processo de chamada e escolha de

      Para Marion (2012) e Favero (1997), a liquidez geral - LG é novas empresas é a incubação. O MIDI Tecnológico possui dois tipos: a uma medida da capacidade de pagamento de todo o passivo exigível da residente e a virtual. Ambas tem acesso aos mesmos recursos: o relativo empresa. O índice indica o quanto à empresa poderá dispor de recursos baixo custo para acessar a infraestrutura física e administrativa, o acesso circulantes e de longo prazo para honrar todos os seus compromissos. aos intermediadores e agências de fomento à pesquisa e inovação;

      Tabela 10

    • – Liquidez Geral (LG)

      suporte gerencial e administrativo e a proximidade com centros de pesquisa, universidade e especialistas acadêmicos. A diferença é que as virtuais, em função do espaço físico limitado, estão alocadas em outros

      Indicador Fórmula Descrição Interpretação locais que não a sede do MIDI.

      Mostra a capacidade Após o início das atividades de empresas incubadas, elas de pagamento da Quanto maior, recebem acompanhamento técnico, e tem um prazo de dois anos,

      Liquidez Geral (AC + ARLP)

      / (PC + PNC) empresa no curto e melhor

      prorrogáveis por mais dois anos, para se graduarem. Uma empresa é longo prazo considerada graduada quando atinge um nível de maturidade de gestão e Fonte: Marion, 2012; Favero, 1997. volume de recursos suficientes para sair da estrutura local do MIDI, e seguir com suas atividades de maneira independente, sem auxílio

      Nesse caso, uma empresa com LG = 1,3: tem que possuir para administrativo da incubadora. Em 2013, o perfil dessas empresas no cada R$1,00 em compromissos de curto prazo (PC) e longo prazo

      MIDI está distribuído da seguinte forma: (PNC), R$ 1,30 para cobri-lo, somados os bens e direitos de curto prazo (PC) e o Ativo Realizável de Longo Prazo.

      É preciso recordar que com as alterações da Lei das S/A (2007),

      Gráfico 2 - MIDI – Perfil das empresas associadas em 2013

      o ARLP - Ativo Realizável de Longo Prazo agora representa os instrumentos financeiros de longo prazo, créditos junto a coligadas e

      MIDI - Perfil de empresas associadas - 2013

      controladas, crédito junto a sócios, diretores e outros, impostos a recuperar a longo prazo e estoques (de longa maturação).

      8; 9%

    2.3.1 Endividamento

      11; 13% Graduada

      O endividamento é uma atividade inerente ao funcionamento Residente das entidades. Por meio deles o administrador tem consciência da quantidade de recursos próprios e de terceiros são utilizados na atividade

      Virtual empresarial, e com isso, tem condições de decidir que fonte de 69; 78% financiamento optará. Para Morante (2007) e Jacinto (1990) esse indicador mostra a composição da dívida da empresa. A interpretação do índice mostra se o endividamento é sadio, de maneira a não comprometer compromissos Fonte: MIDI Tecnológico (2013). Elaborado pelo autor. assumidos, ou se é recorrente e tão somente para pagar outras dívidas, o que acaba por corroer a atividade empresarial e conduzi-la à insolvência ou falência.

      51

      86 no setor de TIC, distribuídos em empresas privadas e nos seguintes

      Uma análise apurada do indicador pode indicar excessos no espaços: endividamento de curto prazo, o que pode forçar uma liquidação

    • Centro Empresarial para Laboração de Tecnologias forçadas de estoques a qualquer preço, ou a perda de oportunidade de se

      Avançadas (Incubadora CELTA); optar por recursos de longo prazo para financiar a atividade (MARION,

    • Incubadora Midi Tecnológico (administrada pela ACATE e

      2012; ASSAF NETO, 2011). Em geral, financiamentos de longo prazo mantida pelo SEBRAE/SC); são menos onerosos.

    • Parque tecnológico Tec Alfa;

      A seguir descrevemos os indicadores contidos no tópico de

    • Parque Tecnológico ACATE;

      endividamento: - Sapiens Parque. Estudos da ACATE apontaram em 1997 a oportunidade de

      a) Participação do Capital de Terceiros (CT)

      criação de Microdistritos Industriais

    • – MIDI Tecnológico, específicos para incubação de Empreendimentos de Base Tecnológica (EBT).

      Tabela 11

    • – Participação do Capital de Terceiros (CT) Em funcionamento desde 1998, o MIDI Tecnológico de Santa Cantarina vem incubando EBT’s, oferecendo conhecimentos,

      Indicador Fórmula Descrição Interpretação

      informações técnico-científicas e apoio no processo de desenvolvimento Indica quanto a de pequenas empresas nascentes. Ademais, o MIDI oferece condições

      Participação do empresa tomou específicas, por meio das quais empreendedores podem desfrutar de

      (PC + PNC) / Quanto menor,

      Capital de emprestado em instalações físicas, de ambiente instrucional e de suporte técnico e

      PL melhor

      Terceiros relação aos recursos gerencial no início e durante as etapas de desenvolvimento do negócio. totais

      Durante o período de incubação, o MIDI Tecnológico oferece Fonte: Morante, 2007; Favero, 1997. às EBT’s o devido apoio para seu desenvolvimento, promovendo acesso às informações técnico-científicas, instalações físicas, ambiente

      Estabelece a relação percentual entre os recursos de terceiros instrucional e de suporte ao desenvolvimento do negócio. O MIDI (PC + PNC) e os recursos próprios (PL) aplicados na empresa. Por possui uma equipe permanente de consultores técnicos que exemplo, se uma determinada empresa tiver um CT = 0,90, isso acompanham estes negócios nascentes até a fase de graduação. significa dizer que para cada R$ 1,00 de capital próprio há R$ 0,90 em

      Setorialmente, em Santa Catarina temos a Fundação de dívidas. Nesse caso, há um indicativo que quanto menor for essa Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (FAPESC), relação, menor a exposição ao capital de terceiros (CT), e melhor é o entidade que tem por finalidade o fomento à pesquisa científica e desempenho financeiro. tecnológica. Por meio da FAPESC, EBT’s podem ter acesso a outros programas regionais, como o PRIME, Apoio à Infraestrutura de CT&I

      b) Endividamento Geral (EG):

      para Jovens Pesquisadores e o Programa Sinapse da Inovação, para citar alguns.

      O endividamento geral indica a relação entre responsabilidades Além disso, EBT’s têm acesso aos fundos de investimento de curto e longo prazo em relação ao total de ativos disponíveis. Para particulares, com dinheiro subsidiado ou a fundo perdido. Estes fundos, entendê-lo melhor, vejamos o esquema abaixo: compostos por investidores particulares ou bancos de investimento, injetam recursos nas empresas de base tecnológica, quer no momento da concepção do negócio ou numa fase de maior maturidade de gestão. Os recursos aportados voltam aos investidores em forma de participação acionária nestas organizações.

      52

      85

      Tabela 12

    • – Endividamento Geral (EG)

      Logo, é possível perceber que as EBT´s, em especial aquelas em início de operação, tem condições de ampliar em quase 4 vezes a

      Indicador Fórmula Descrição Interpretação

      capacidade de investir em P&D. Logo, o grande eixo temático do MCT, Endividamento (PC + PNC) Este índice revela o grau de de ao investir em empresas de base tecnológica, fazer com que elas

      Quanto menor, Geral / ATIVO endividamento total da próprias sejam capazes de investir seus recursos consegue ser atingido já melhor. empresa. no segundo ano.

      Fonte: Morante, 2007; Assaf Neto, 2011.

      Para o pesquisador Kruglianskas (2005), iniciativas como a de ambas as leis são um instrumento poderoso de apoio às políticas

      Figura 2

      públicas no Brasil ligadas à indústria e tecnologia, e são, por si só,

    • – Endividamento Geral (EG)

      fortalecedores das alianças entre empresas, universidades e institutos científicos e tecnológicos. Como esses recursos estão disponíveis por força de política expansionista, isso nos leva a induzir que estar preparado financeiramente para acessar esses recursos, com um conjunto de indicadores mínimo para o controle, gestão e análise de negócio subsidiam esses novos empreendedores à condição de elegibilidade às linhas de crédito.

      O uso racional dos recursos só é possível com o auxílio de ferramentas de gestão financeira que apresentem a situação da empresa e que permitam a construção de planos de negócios coerentes com a atividade empresarial e o cenário onde ela está inserida.

      Por tanto, esta pesquisa buscou apresentar por meio se seu questionário qual o ferramental utilizado por esses pequenos empreendedores, em seu terceiro ano de incubados. Como apresentado logo no capítulo 1, o objetivo é comparar as ferramentas utilizadas por estes administradores com as recomendadas pela literatura, e assim, identificar lacunas entre a literatura e a administração financeira destas empresas.

      Fonte: Marion, 2012; Assaf Neto, 2011; Morante, 2007. Adaptado pelo autor.

      Para que o empreendedor entenda melhor a relação entre capital

      4.2 Setor de Tecnologia em Santa Catarina e Florianópolis

      próprio e de terceiros, é preciso após o cálculo procurar os índices que são adequados a sua realidade empresarial. Esses índices médios podem Em Santa Catarina, a principal interlocutora desde 1986 entre as ser encontrados no site Economática (http://www.economatica.com) ou empresas catarinenses de tecnologia é a ACATE

    • – Associação em relatórios setoriais como o Fiesc (http://www2.fiescnet.com.br).

      Catarinense de Empresas de Tecnologia. Segundo Abreu (2008), Xavier (2010) e informações da RAIS (2008), existem hoje, apenas em

    c) Endividamento Total (ET):

      Florianópolis, 450 empresas de tecnologia, vendendo software, hardware e serviços. O endividamento total indica a relação entre o passivo – P e o

      Falando-se especificamente de Florianópolis, a ACATE e PMF total de ativos - A. Para entendê-lo melhor, vejamos o esquema abaixo: (2010) publicaram um relatório que aponta mais de 5.500 trabalhadores

      53

      84

      Tabela 13

    • – Endividamento Total (ET) A alocação de recursos de fomento cresceram 1830% no período 1999- 2009 e se retraíram 41% no triênio 2010-2012. No caso das linhas Indicador Fórmula Descrição Interpretação específicas a novos empreendedores, como os de subvenção econômica

      (P) / ATIVO

      Endividamento Revela o endividamento Quanto menor, e de recursos no FNDCT, não havia recursos no período 1999-2009, total total da empresa. melhor. enquanto que houve expansão significativa no período 2010-2012 nos Fonte: Marion, 2012; Assaf Neto, 2011, Morante, 2007. FNCDT e retração na subvenção econômica.

      Os fundos subvencionados, disponíveis no FINEP (2013) A figura abaixo representa os efeitos do endividamento: podem ser do tipo juro zero, sem reembolso ou com taxas específicas, dependendo do tipo de inovação proposta e a adequação da inovação às

      Figura 3

    • – Endividamento Total (ET): linhas disponíveis.

      Os fundos de recurso sob supervisão do FNCDT são similares aos de subvenção econômica, estando intimamente ligados às políticas desejadas pelo mapa estratégico do MCT.

      Segundo o IPEA/CEDEPLAR (2010), esse é o efeito dos investimentos realizados em empresas de base tecnológica, ao longo de quatro anos:

      Figura 11

    • – Progressão de aumento nos investimentos em P&D após o apoio dos recursos de subvenção econômica e FNCDT Fonte: Marion, 2012; Assaf Neto, 2011; Morante, 2007. Ao analisarmos a estrutura de endividamento, podemos entender que quanto menor o resultado de EG, mais recursos tem a empresa para arcar com suas responsabilidades perante terceiros. Assim sendo, quanto menor o endividamento geral, menor o risco da empresa.

      2.3.2 Composição de Exigibilidades (CE)

      Fonte: MCT (2012), consultado em 22/04/2013. Adaptado de

      IPEA/CEDEPLAR (2010), As responsabilidades com terceiros devem possuir uma relação de equilíbrio de curto ou longo prazo. A estrutura de exigibilidades é:

      83

      54

      Tabela 14

    • – Composição de Exigibilidades (CE)

      Indicador Fórmula Descrição Interpretação

      Compara o montante de

      PC / (PC

      Composição de dívidas no curto prazo Quanto menor,

    • + PNC)

      exigibilidades com o endividamento melhor total.

      Fonte: Marion, 2012; Assaf Neto, 2011, Favero, 1997. de R$

      O índice de CE é uma medida da qualidade do passivo da

      hões il

      empresa, em termos de prazos. Compara o montante de dívidas no curto

      m

      prazo com o endividamento total. Admite-se que, quanto mais curto o vencimento das parcelas exigíveis, maior será o risco oferecido pela Em

    • – empresa. Se uma empresa tem o CE = 0,88, significa dizer que para cada R$1 de dívidas de curto e longo prazo, R$0,88 são de curto prazo
      • 2012) (passivo circulante).

      or 1999 o (

    2.3.4 Indicadores de Rentabilidade

      o aut ent

      O terceiro grupo de indicadores não considera apenas o Balanço

      iam ado pel

      Patrimonial, mas também a Demonstração de Resultado do Exercício (DRE) (MARION, 2012; SÁ, 2007). Os índices de rentabilidade têm por

      bor inanc

      objetivo avaliar o desempenho final da empresa.

      Ela o e f

      A rentabilidade é o reflexo das políticas e das decisões adotadas

      ent

      pelos seus administradores, expressando objetivamente o nível de 2013.

      om

      eficiência e o grau do êxito econômico-financeiro atingido. Nos

      04/ e f

      indicadores de rentabilidade, quanto maior for o índice alcançado,

      d 22/ melhor.

      ções A

    a) Rentabilidade sobre Patrimônio Líquido = ROE (Return

      s: tado em on Equity) iai or nsul et , co 12)

      20 Fundos s (

    • 22 a

      MCT

      e:

    • – Rentabilidade sobre Patrimônio Líquido = ROE (Return on

      Indica quanto foi acrescentado em determinado período ao patrimônio dos sócios.

      às vendas líquidas Quanto maior, melhor.

      Indica a lucratividade operacional da empresa em relação

      MOL / RL

      Margem operacional de lucro

      Indicador Fórmula Descrição Interpretação

      Tabela 16

      Uma das maneiras de identificar se a composição de vendas da empresa gera lucro é a margem operacional. Ela relaciona as vendas do período e a lucratividade:

      b) Margem operacional de lucro (MOL)

      Em um exemplo de uma empresa com ROE = -0,04: Para cada R$ 1 de PL, foram reduzidos R$ 0,04 do capital próprio dos investidores. O valor obtido da relação LLEX / PL deve ser sempre positiva e crescente.

      Quanto maior, melhor Fonte: Marion, 2012; Assaf Neto, 2011, Favero, 1997. Este indicador mede a remuneração do capital próprio investido na empresa, ou seja, quanto foi acrescentado em determinado período ao patrimônio dos sócios. Do ponto de vista de quem investe numa empresa, este deve ser o índice mais importante.

      LLEX / PL

      Rentabilidade sobre Patrimônio Líquido

      Indicador Fórmula Descrição Interpretação

      Equity)

      A tabela abaixo mostra em detalhes estes dispêndios desde o ano de 1999, alocadas nos programas do FINEP (tipos CT) e demais ações transversais, de subvenção econômica e do FNDCT

      Observando-se o objetivo do planejamento MCT (2011), pode- se inferir que ao passo que as linhas de crédito disponíveis se expandem, mais empreendedores tendam a se candidatar a estar linhas.

      Como se observa, houve um crescimento significativo nos recursos do MCTI em 12 anos: um avanço de mais de R$ 10,4 bilhões, alocados em diversos programas. A figura 6 apresentou apenas os dispêndios em C&T do período; já a figura 7 apresenta a alocação total dos recursos em diversas linhas e programas.

      Fonte: MCT (2011).

      capitais, pessoal e outras fontes de crédito), de 2000 a 2012, em R$ bilhões correntes

      Figura 10 - Evolução do orçamento global do MCTI (outros custeios e

      82

    • – Margem operacional de lucro (MOL)
    • – Fundo Nacional de Ciência e Tecnologia.
    • 55 Tabela 15

        Fonte: Marion, 2012; Assaf Neto, 2011, Favero, 1997.

        56

        81 A MOL é uma medida de lucratividade das vendas (lucro sobre 15 bilhões para mais R$ 60 bilhões no final da década. Também é as vendas). E representa a relação entre o Lucro Operacional Líquido interessante notar a razão dos investimentos, entre a iniciativa privada e (LOL) e a Receita Líquida de Vendas (RL). Caso uma empresa tenha a pública, sempre próximo dos 50% cada. um MOL = 0,20, significa dizer que para cada R$ 1 em vendas, R$ 0,20

        Para promover C&T no Brasil, a ANPROTEC (2012), aponta são gerados como lucro operacional. alguns destes agentes, como por exemplo o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas - SEBRAE, o Ministério da Ciência,

        c) Margem Líquida (ML)

        Tecnologia e Inovação - MCTI, a Financiadora de Estudos e Projetos - FINEP/ MCT, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e

        É possível determinar o quanto as vendas geram de lucro total à Tecnológico - CNPq/ MCT, o Banco Nacional de Desenvolvimento empresa. A MOL considerou apenas o lucro operacional advindo da Econômico e Social – BNDES e a Confederação Nacional da Indústria – atividade da empresa. A margem líquida

      • – ML leva em consideração CNI.

        toda a estrutura de receitas e despesas da organização. Seu cálculo segue Além disso, foram promulgadas nos últimos anos leis a seguinte estrutura: específicas para apoiar o desenvolvimento da ciência e tecnologia, como a Lei da Inovação (Lei n 10.973) e a Lei do Bem (Lei n 11.196). A Lei da Inovação foi regulamentada em 2005, e seu objetivo é acelerar a

        Tabela 17

      • – Margem líquida (ML)

        capacidade de competição das empresas brasileiras, por meio de incentivos à pesquisa tecnológica no ambiente produtivo. Já a Lei do

        Indicador Fórmula Descrição Interpretação

        Bem promulga incentivos fiscais, deduzindo dispêndios com pesquisa tecnológica ou inovações tecnológicas, além de acelerar a depreciação e Indica a lucratividade amortização dos investimentos. Margem total da empresa em Quanto maior,

        As leis apontadas acima, bem como as políticas do MCTI têm líquida (ML) LLEX / RL relação as vendas melhor colocado à disposição dos empreendedores de C&T linhas de crédito e líquidas recursos. Estas linhas de crédito são oferecidas aos empreendedores, Fonte: Marion, 2012; Assaf Neto, 2011, Favero, 1997. segundo o MCTI (2013), por meio da análise da aderência dos projetos, equipe técnica disponível para execução e a saúde financeira da

        A margem líquida (ML) é relação entre o Lucro Líquido organização. Desta maneira, é importante salientar que os projetos de (LLEx) e a Receita Líquida de Vendas (RL). Caso uma empresa tenha

        C&T são aprovados levando-se em consideração a estrutura de capital um ML = -0,05: Para cada R$ 1 de Vendas, R$ 0,05 são gerados como disponível, os indicadores de saúde financeira, como a liquidez, prejuízo. É possível que uma empresa apresente Margem Operacional de rentabilidade e lucratividade, e a capacidade de retorno dos Lucro (MOL) positiva e Margem Líquida (ML) negativa. investimentos nestas empresas.

        O quadro abaixo mostra a evolução desses dispêndios em C&T nos últimos 12 anos:

        d) Giro do Ativo (GA)

        A quantidade de vezes que uma organização vende seus ativos (serviços ou produtos) demonstra sua capacidade de girar a atividade, ou ainda, realizar sucessivas vendas dentro de um mesmo ano fiscal. Sua estrutura de análise é:

        Quanto maior, melhor

        Giro do ativo (GA)

        80 o número de pesquisadores alocados em empresas privadas são outros fatores apontados para o nosso desempenho global em P&D.

        Os dispêndios em tecnologia em países desenvolvidos são prioritariamente com recursos de terceiros, quer por subvenção, segundo o MCT (2011), que por linhas específicas para as áreas da inovação. No Brasil, apesar de ter crescido a participação pública no financiamento à P&D, 76% dos investimentos em P&D das empresas foram realizados com recursos próprios.

      • Giro do Ativo (GA) Indicador Fórmula Descrição Interpretação

        Indica quantas vezes a empresa consegue vender seus ativos

      RL/ AT

        IB (BI R$) úblico (MI R$) rivado (MI R$) otal C&T (MI R$) Público Público / PIB Privado Privado / PIB C&T / PIB 000 .179.482 .650 .639 5.289 6,6% ,7% 3,4% ,6% ,3% 001 .302.136 .553 .710 7.263 5,3% ,7% 4,7% ,6% ,3% 002 .477.822 .995 .282 9.277 1,9% ,7% 8,1% ,6% ,3% 003 .699.948 1.098 0.296 1.394 1,9% ,7% 8,1% ,6% ,3% 004 .941.498 2.589 1.452 4.040 2,4% ,6% 7,6% ,6% ,2% 005 .147.239 3.597 3.680 7.277 9,8% ,6% 0,2% ,6% ,3% 006 .369.484 5.759 4.860 0.619 1,5% ,7% 8,5% ,6% ,3% 007 .661.344 9.771 7.426 7.197 3,2% ,7% 6,8% ,7% ,4% 008 .032.203 3.113 0.986 4.098 2,4% ,8% 7,6% ,7% ,5% 009 .239.404 6.900 4.989 1.889 1,8% ,8% 8,2% ,8% ,6% 010 .770.085 2.779 8.121 0.899 3,8% ,9% 6,2% ,7% ,6% Fonte: MCT (2012), consultado em 22/04/2013.

        O MCT esclarece que considera como C&T as atividades de pesquisa e desenvolvimento (P&D), bem como as atividades científicas e técnicas correlatas (ACTC). É possível perceber uma evolução significativa nos últimos 10 anos, quando saltamos de pouco mais de R$ 57 Tabela 18

        no

        Tabela 21

        O quadro abaixo apresenta os dispêndios anuais em ciência e tecnologia (C&T) realizados no Brasil nos últimos anos:

        Fonte: Marion, 2012; Assaf Neto, 2011, Favero, 1997.

      • – Dispêndios Anuais em Ciência e Tecnologia (C&T)

        É a relação entre Receita Líquida de Vendas (RL) a o Ativo. Em outras palavras, comparando-se o faturamento do período com o investimento total, é possível indicar quantas vezes a empresa conseguiu “vender o seu Ativo”. Caso uma empresa tenha um GA = 2, conclui-se que 100% do capital imobilizado foram representados pelas vendas no período, o que equivaleria a dizer que o ativo “girou” duas vezes. Segundo Sá (2008), empresas que mantém giros de ativo altos necessitam de quantidades significativas de recursos para sustentar as vendas.

        e) Rentabilidade sobre Investimentos ou Taxa de retorno (TIR) ou Return on Investment (ROI)

        O retorno sobre investimento é o indicador que apresenta aos investidores o resultado da aplicação dos recursos na atividade da empresa em termos de lucro. Sua estrutura de análise é:

        Tabela 19 - Rentabilidade sobre Investimentos ou Taxa de retorno

        (TIR) ou Return on Investment (ROI)

        Indicador Fórmula Descrição Interpretação

        TIR ou ROI LLEX/ AT Indica quanto a empresa ganha com base em seus investimentos

        Quanto maior, melhor Fonte: Marion, 2012; Assaf Neto, 2011, Favero, 1997.

        58

        79

        Figura 9 - Porcentagem do gasto total em P&D realizado pelas

        É a relação entre o Lucro Líquido (LLEX) a o Ativo que indica empresas e pelo governo, em países selecionados se foi alcançada taxa interna de retorno desejada pelos investidores. Se o valor for igual ou superior ao esperado, a operação é desejável. Se o TIR ou ROI = 0,09, concluímos que para cada real investido na empresa, foram adicionados R$0,09 de riqueza. Ou ainda, que a Taxa de Retorno (TIR) ou ROI é de 9% (0,09 x 100). Se essa taxa for superior a TIR desejada inicialmente, pode-se concluir que o projeto atendeu as expectativas do ponto de vista da rentabilidade de investimentos.

      2.3.5 Indicadores de Atividade

        Os indicadores de Prazos Médios, também conhecidos como de atividade, indicam a dinâmica de algumas verbas do patrimônio, isto é, quantos dias elas levam para girar durante o período observado (MARION, 2012; ASSAF NETO, 2011). Não devem ser analisados individualmente, mas sempre em conjunto, e constituem importante instrumento para se conhecer a política de compra e venda adotada pela Fonte: MCT (2011). empresa.

        A partir dela pode-se constatar a eficiência com que os recursos Como se observa países com um nível maior de estão sendo administrados (Duplicatas a Receber, Estoques e desenvolvimento tem um maior percentual de gastos em P&D originado

        Fornecedores). Todos os indicadores de prazos médios pressupõem que nas empresas privadas, enquanto nos países menos desenvolvidos, os os valores utilizados como numerador (estoques, clientes e recursos prioritariamente são feitos pelos governos dos respectivos fornecedores) não sofrem grandes alterações durante o exercício. países. Assim, por exemplo, se a conta estoques apresenta o valor de Para o MCT (2011) a situação se agrava por alguns motivos. $300,00 no Balanço, pressupõe-se que a empresa mantenha um estoque

        Um deles é o fato que as inovações no setor produtivo estão ligadas às médio desse valor durante o exercício. inovações de processo, incrementais. Esse fato é percebido quando se

        Os prazos médios comumente utilizados são: observam as inovações entre os anos de 2005 a 2008: apesar de a taxa de

        a) Prazo Médio de Compras (PMC) inovação industrial, medida pelo Governo Federal, tenha alcançado

        b) Prazo Médio de Estoques (PME) 38,1%, apenas 4,1% de todo o parque industrial brasileiro desenvolveu

        c) Prazo Médio de Recebimentos (PMR) um produto efetivamente novo ou tecnologicamente modificado. Isso

        d) Ciclo Operacional (CO) está relacionado diretamente à baixa taxa de P&D observada nas

        e) Ciclo Financeiro (CF) indústrias brasileiras.

        Além disso, o baixo número de patentes registradas por

      a) Prazo Médio de Compras (PMC)

        empresas brasileiras em relação às empresas dos países desenvolvidos e

        78

        Figura 8 Mapa estratégico MCT 2012-2015 Fonte: MCT (2011).

      • Prazo médio de compras (PMC) Fonte: Marion, 2012; Assaf Neto, 2011; Favero, 1997.
      • – Estoque inicial
      • Prazo médio de estoques Fonte: Marion, 2012; Assaf Neto, 2011, Favero, 1997.

        Para o MCT (2011), fomentar C&T é essencial para o desenvolvimento social. Por isso, a agenda federal de tecnologia, alinhada aos muitos centros de tecnologia regional, como as incubadoras, são partes essenciais para a melhoria das condições de renda e de trabalho nas muitas regiões do Brasil. Alguns programas específicos de inclusão e melhoria das condições sociais podem ser observados no Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência e Viver sem Limite.

        Um desafio imposto ao Brasil, segundo o MCT (2011) é aumentar a capacidade das empresas de realizarem seus investimentos em C&T. Quando comparados os valores investidos no Brasil em outros países, temos as seguintes relações: 59 Figura 4

        O PMC exprime o prazo que a empresa vem obtendo de seus fornecedores para pagamentos das compras de matérias-primas e/ou mercadorias. Pode-se dizer que Prazo Médio de Compras é o número de dias que decorre, em média, entre a compra e o respectivo pagamento. Quanto maior for o PMC melhor será a situação da empresa, pois estará financiando o seu giro com recursos não onerosos. O PMC é calculado pela fórmula auxiliar: PMC = Custo da mercadoria vendida + Estoque final

        b) Prazo Médio de Estoques (PME) Figura 5

        O PME exprime o número de dias, em média, em que os estoques são renovados (ou vendidos), decorridos entre a compra e a venda ou, também, o número de dias, em média, em que os estoques ficam parados na empresa. Considera-se ideal que os estoques girem o mais rápido possível.

        c) Prazo Médio de Recebimentos (PMR)

        60

        77

        Figura 6

      • – Prazo Médio de Recebimento (PMR)

        4 ANÁLISE DOS DADOS

        4.1 Apoiadores e Recursos para C&T no Brasil

        As empresas podem, por meio de mudanças estruturais, desenvolver sua capacidade de inovação. Alguns dos fatores que, segundo o Relatório de Desenvolvimento do BID (2013), se relacionam Fonte: Assaf Neto, 2011, Morante, 2007; Favero, 1997. com a inovação de um país, é sua capacidade de investir em pesquisa e desenvolvimento, em registrar patentes, em publicar artigos científicos

        Expressa o prazo médio de recebimentos das vendas totais da de classe mundial e no nível de desenvolvimento de ciência e tecnologia empresa, indicando o tempo decorrido entre a venda de seus produtos e presentes. o efetivo ingresso de recursos. Deve-se ter em mente, também, que no

        Com relação às políticas de C&T, o MCT (2011) coloca como valor de Clientes deverão estar contidos os créditos de curto e longo atividades estruturantes para o período 2012 a 2015 reduzir a defasagem prazo. No caso da Receita Operacional Bruta, deverão ser descontados científica e tecnológica que ainda separa o Brasil das demais nações os valores referentes às Devoluções ocorridas no período. desenvolvidas, expandir e consolidar da liderança brasileira na economia do conhecimento, ampliar aas bases para a sustentabilidade

        d) Ciclo Operacional (CO = PME + PMR)

        ambiental e o desenvolvimento de uma economia de baixo carbono, consolidar o novo padrão de inserção internacional do Brasil e superar a Indica o tempo decorrido entre o momento em que a empresa pobreza e redução das desigualdades sociais e regionais. O mapa adquire as matérias-primas ou mercadorias e o momento em que recebe estratégico dessas ações para o período 2012-2015 é o dinheiro relativo às vendas (MARION, 2012; ASSAF NETO, 2011).

        e) Ciclo Financeiro (CF = CO – PMC ou CF = PME + PMR – PMC)

        É o tempo decorrido entre o instante do pagamento aos fornecedores pelas mercadorias adquiridas e o recebimento pelas vendas efetuadas. É o período em que a empresa necessita ou não de financiamento do seu ciclo operacional (MARION, 2012; ASSAF NETO, 2011).

        A diferença entre o Ciclo Operacional (PME + PMR) e o Prazo Médio de Compras (PMC) é o

        “Ciclo Financeiro” e corresponde ao período de tempo entre o pagamento ao fornecedor e o momento em que a empresa recebe do cliente o dinheiro das vendas. No caso de uma empresa com os seguintes dados (PME = 63 dias; PMR = 113 dias; PMC = 68 dias), teremos como ciclo financeiro:

        76 contábeis são estratégicos às empresas de base tecnológica

      • – EBT’s associadas ao MIDI Tecnológico de Santa Catarina, segundo a perspectiva dos gestores e, comparados a literatura da área, como Marion (2012) e Assaf Neto (2011).
      • Ciclo Financeiro Fonte: Assaf Neto, 2011, Morante, 2007; Favero, 1997.

        O resultado desta análise permite gerar contribuições significativos ao setor, como: (1) programas de capacitação administrativa específica aos gesto res das EBT’s em Santa Catarina; (2) formação de fundos setoriais para empresas que atuam em condições de maior risco ou fragilidade; (3) construção de políticas de governo para determinados setores de tecnologia e (4) expansão da atividade empresarial com o uso de tecnologia e metodologia em gestão organizacional. 61 Figura 7

        2.3.6 Demais indicadores e ferramentas

        Marion (2012) e Assaf Neto (2011) apresentam indicadores e ferramentas adicionais para a avaliação das operações da empresa. São eles:

      • Indicadores de alavancagem: indicadores de alavancagem financeira e operacional, que indicam como as variações no volume de vendas influenciam o lucro líquido.
      • Análise vertical e horizontal: análise utilizada para verificar a evolução de contas ao longo do tempo (horizontalmente) e em relação a uma determinada conta (verticalmente). Essa análise é utilizada com frequência com o balanço patrimonial, com as previsões orçamentárias e a capacidade de alavancagem das operações.
      • Fluxo de caixa, payback, taxa interna de retorno: utilizados como suporte para a tomada de decisão e escolha de projetos de investimento.
      • EBITDA: lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização, o EBITDA representa a capacidade que as atividades

        62

        75 operacionais da empresa possuem para gerar caixa. Indicador muito indicadores, comparando-os com as medianas de seus setores. No utilizado por empresas listadas em bolsa. entanto, a ausência de dados históricos, tanto nas empresas como pelo

      • Custo médio ponderado de capital (WACC): ferramenta próprio MIDI inviabilizou essa abordagem.

        auxiliar à análise do custo do endividamento da empresa. Seu cálculo O intuito do pesquisador, dado as dificuldades com o tempo e o permite uma avaliação e melhor alocação dos recursos disponíveis para próprio retorno dos questionários, foi marcar uma data e horário para financiamento. apresentação da pesquisa e destinação do tempo necessário para

      • Capital circulante líquido, necessidade de capital de giro: responder ao instrumental. Essa forma de organização permitiu ao valores absolutos, derivados do confrontamento entre ativo e passivos.

        pesquisador prestar as informações e os esclarecimentos devidos, Indicam a necessidade de captação de recursos para o funcionamento da prestados auxílio necessário aqueles que apresentavam dificuldades nas empresa. respostas.

      • Índice de Kanitz (ou insolvência): metodologia utilizada para

        Os dados primários, coletados seguiram a seguinte ordem: avaliar o risco de insolvência, falência ou continuidade do negócio.

      • Envio de email para o MIDI Tecnológico com: (a) carta descrevendo o que é a pesquisa, a quem se destina, o porquê de

        Tabela 20 Índice de Kanitz

        respondê-la, (b) a apresentação do programa de mestrado da ESAG/UDESC, (c) solicitação de autorização da diretoria do MIDI

        Prevê o risco de falência Tecnológico para a coleta dos dados. X1 + X2 + X3 - da empresa. Quanto mais

      • Encontro presencial no MIDI- Tecnológico com as empresas

        X X4 - X5 positivo, melhor. Quanto

        convidadas, nos casos aplicáveis. Nesse momento foram prestadas as

        mais negativo, pior

        informações sobre o objetivo do questionário. Os dados coletados estão

        Fator de protegidos, sendo que as empresas estão identificadas por códigos. Insolvência (X) (LLEx / PL ) * (Lucro Líquido /

        O universo desta pesquisa é composto pelas 4 empresas

        entre 0 e 7: FAIXA

        X1

        0,05 Patrimônio Líquido) * 0,05

        residentes, que possuem sede presencial no MIDI Tecnológico e que

        DE Solvência

        estão no terceiro ano de incubação. Para que a pesquisa seja viável, o questionário será enviado por email. Nos casos em que o empresário

        Fator de LG * 1,65

        X2 Liquidez Geral * 1,65 manifestou interesse, o pesquisador esteve no local das empresas

        Insolvência (X) conduzindo a entrevista. entre 0 e –3: Região DE

        X3 LS * 3,55 Liquidez Seca * 3,55

        PENUMBRA

        3.3.2 Análise e interpretação de dados Fator de Insolvência (X)

        A interpretação e análise de dados busca esclarecer a pergunta

        X4 LC * 1,06 Liquidez Corrente * 1,06

        entre –3 e –7:

        desta pesquisa e, de maneira a evitar a análise equivocada dos

        ZONA DE resultados, permitir a resposta às hipóteses e objetivos apresentados. Insolvência Desta maneira, esta pesquisa utilizará o método quanti-qualitativo.

        [(Passivo Circulante + Os dados tabulados permitem cruzamentos para melhor análise

        X5 [(PC + PNC) / Passivo Não Circulante) /

        PL] * 0,33

        da teoria e da prática. Por meio dessa metodologia de coleta, análise e Patrimônio Líquido] * 0,33 interpretação dos dados é que será alcançado o objetivo deste trabalho.

        Fonte: Marion, 2012; Assaf Neto, 2011 .

        Ao fim do processo, identificar-se-á quais indicadores financeiros e

        63

        74 necessário. Para a prorrogação, o MIDI analisa um requerimento encaminhado pela empresa, justificando o prazo adicional. Nesse

        O cálculo do índice de Kanitz permitirá uma avaliação contexto, o número de empresas participantes foi de quatro empresas. aprofundada da situação geral da empresa, em função dos vários

        O delineamento serve para planejar a pesquisa, o ambiente de cruzamentos realizados entre contas do balanço patrimonial e do coleta e controle das variáveis. Nesse caso, segundo Gil (2010), a demonstrativo de resultados do exercício. pesquisa pode ser dividida em dois grandes grupos: o primeiro,

        Ademais, é importante salientar que cada empresa deverá ter composto pela pesquisa bibliográfica e documental em artigos, livros e indicadores específicos do seu negócio, e que estão ligados a sua publicações sobre o tema. Um segundo, pela pesquisa experimental, que atividade, como giro de estoques, evolução de vendas, vendas por

        “consiste em determinar um objeto de estudo, selecionar as variáveis empregado, lucro por empregado, lucro por ação e assim por diante. que seriam capazes de influenciá-lo, definir as formas de controle e de observação dos efeitos que a variável produz no objeto” (GIL, 2010, p.

        53).

        2.3.7 Indicadores estratégicos

        Os dados coletados podem ser classificados em primários e secundários. Hair (2009) explica que dados primários são a base de toda Como visto acima, há uma ampla gama de indicadores a pesquisa, e podem ser coletados por meio de entrevistas, questionários, recomendados na literatura. No entanto, alguns destes são observação, entre outros. Os dados secundários são elementos imprescindíveis e devem ser monitorados sempre. Sua utilização levantados com o objetivo de compreender melhor o objeto do estudo. constante dá suporte à tomada de decisão, e permite ajustes na operação

        Esta pesquisa seguirá o modelo proposto por Gil (2010) da organização (MARION, 2012; ASSAF NETO, 2011). Listamos aqui composto por: (a) pesquisa bibliográfica; (b) pesquisa documental; (c) os 5 grandes grupos de indicadores que toda empresa deveria utilizar, coleta de dados por meio de questionários enviados por email; (d) segundo a literatura: análise dos resultados; (e) interpretação; (f) conclusões.

      • Índices de liquidez: liquidez corrente, seca e geral.
      • Índices de endividamento (ou estrutura): participação do

      3.3.1 Coleta de dados capital de terceiros, endividamento geral, composição de exigibilidades.

      • Índices de rentabilidade: rentabilidade sobre patrimônio Neste momento, após o aprimoramento do instrumental de líquido, margem operacional de lucro, margem líquida, giro do ativo, pesquisa, procedeu-se o contato com o MIDI – Tecnológico para rentabilidade sobre investimentos.

        apresentação da pesquisa, objetivos e finalidades da utilização de sua

      • Índices de atividade: prazos médios, ciclo operacional e ciclo estrutura para compreensão dos indicadores dessas empresas. O contato financeiro.

        inicial foi realizado com a administração do MIDI, explicitando o - Índices de solvência: índice de Kanitz. objetivo do trabalho e a importância de mapear o ferramental de gestão destes empreendedores.

        2.4 Incubadoras no Brasil

        O MIDI tem uma política específica para a realização de pesquisas. No caso de trabalhos acadêmicos, não é possível o contato A inovação tecnológica é , segundo Vasconcellos (2002), um direto do pesquisador com as empresas a serem pesquisadas. O contato para a pesquisa é sempre feito pela administração do MIDI, que retorna agente de mudança de nosso mundo, e contribuidor para o desempenho aos pesquisadores o grupo de empresas que desejam ser participar. superior de organizações, pode-se inferir que inovar gera maior

        Originalmente, o objetivo desta pesquisa era, além de levantar competitividade, quer em produtos, quer em serviços. os indicadores utilizados pelos empresários, medir o desempenho desses

        64 A OCDE

      • – Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (2005), define a inovação como uma implantação de um bem ou serviço significantemente melhorado. Além disso, apresenta quatro tipos de inovação, distinguidas da seguinte maneira:
        • Produto: uma melhoria incremental em relação à características ou usos, com o uso de técnicas, materiais ou softwares superiores;
        • Processo: uma revisão significativa de método de produção ou prestação de serviço;
        • Marketing: mudanças específicas na promoção, posicionamento, preço ou projeto de produtos e serviços;
        • Organizacional: aplicação de novas e melhoradas práticas na condução dos negócios, em sua localização ou na forma de se relacionar com o mercado.
        • Primeira parte: identificação do respondente, da organização e do setor predominante da empresa;
        • Segunda parte: identificação do executivo de finanças e da utilização do apoio do MIDI Tecnológico para decisões financeiras;
        • Terceira parte: identificação do papel do executivo e do tipo de decisão tomada;
        • Quarta parte: identificação das decisões e indicadores financeiros e contábeis utilizados;
        • Quinta parte: identificação do uso de indicadores próprios, bem como da sua ordem e importância na organização.

        Schumpeter (1961) aponta diferenças entre as pequenas e grandes inovações em cinco casos específicos, como a adequação de novos métodos de produção, novos mercados, novos bens disponíveis aos consumidores, novos suprimentos, materiais e fornecedores e uma nova forma de organização empresarial.

        Essas inovações podem produzir, de acordo com a OCDE (2005), empresas inovadoras, que são capazes de implantar de maneira significativa alguma mudança. Para Drucker (1986), a organização inovadora é capaz de estimular e orientar mudanças em produtos, processos ou tecnologias, o que invariavelmente produziria contribuições tanto para ela, quando abandona práticas obsoletas ou ultrapassadas, quanto para os usuários de seus serviços e produtos.

        Falando-se especificamente da capacidade de empreender, é preciso apontar o esforço de universidades, sociedades de classe, empresários e governantes para se criar um ambiente favorável à inovação no Brasil. Segundo o relatório que o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação- MCTI (2013) há no Brasil 2.640 empresas instaladas em 384 incubadoras, gerando 16.394 postos de trabalho.

        O mesmo documento revela que as empresas incubadas faturaram em 2011 R$ 533 milhões. Quanto àquelas 2.509 empresas que já passaram por incubadoras, chamadas de graduadas, suas vendas alcançaram R$ 4,1 bilhões em 2011, com 29.205 trabalhadores ativos.

        De acordo com o balanço da Anprotec (2011), as incubadoras estão destinadas a amparar o desenvolvimento de negócios por meio de suporte estrutural, apoio administrativo e financeiro e um ambiente

        73 de vida. Essa mortalidade nos anos iniciais de vida está ligada diretamente a fatores financeiros: falta de fluxo de caixa e estrutura de capital inadequada.

        Ao utilizar uma pesquisa intencional, não é possível generalizar os resultados obtidos no universo pesquisado para as demais empresas. As empresas que detinham as características desejadas por esta pesquisa foram selecionadas, e o tamanho da amostra é de quatro empresas.

        3.3 Técnicas de Coleta e Análise de Dados

        Os questionários foram encaminhados eletronicamente aos executivos das EBT´s intencionalmente selecionados. Eles foram estruturados da seguinte maneira:

        Os questionários continham predominantemente questões fechadas, com escolhas simples ou múltiplas. No caso de questionários fechados, Richardson (2008) aponta como vantagens a facilidade na codificação das respostas, o preenchimento por parte do respondente e a rapidez. Como desvantagens são apontadas a incapacidade de inferir informações adicionais por parte do respondente ou o preenchimento incorreto e equivocado, em função da pressa em terminar o questionário.

        As perguntas finais do questionário foram abertas, de maneira a dar a liberdade ao respondente em escolher seus indicadores, As desvantagens do método, segundo Lakatos (2010), são a dificuldade de compreensão das respostas, de sua codificação e do tempo de resposta demandado.

        A escolha intencional das EBT´s se deu em função do próprio processo de incubação do MIDI Tecnológico. As empresas são incubadas por um período de dois anos, prorrogáveis por mais dois, se

        72 Para Marconi e Lakatos (2010), a pesquisa exploratória descritiva permite, por meio do emprego de procedimentos sistemáticos, descrições tanto quantitativas quanto qualitativas do objeto de estudo, de maneira que o investigador deve conceituar as inter-relações entre as propriedades do fenômeno, fato ou ambiente observado.

        Portanto, nesta pesquisa, optamos por um estudo multicaso que propicia uma maneira mais adequada de avaliar a situação encontrada, e desta forma, permitir uma resposta consensual que atenda a pergunta proposta.

      • – PNI, as incubadoras são uma importante iniciativa para a promoção do desenvolvimento tecnológico e da inovação nas micro e pequenas empresas. Segundo o SEBRAE (2011), quase 27% das empresas encerram suas atividades antes de dois anos de vida.

        Desta maneira, a pesquisa propõe-se a identificar os indicadores financeiros e contábeis privilegiados nas EBT´s, e para isso, concentrou- se em duas partes principais: a) pesquisa documental tendo em vista conhecer os dados sobre o setor de tecnologia, de incubadoras e o MIDI Tecnológico e; b) pesquisa do tipo estudo multicaso com dados obtidos por meio de questionário eletrônico e entrevista. Os resultados coletados foram transformados em índices e gráficos, possibilitando a compreensão do problema levantado e sua interpretação.

      • – PNI. Elas devem ser mecanismos de estímulo e apoio logístico, gerencial e tecnológico ao empreendedorismo inovador e intensivo em conhecimento, com o objetivo de facilitar a implantação de novas empresas que tenham como principal estratégia de negócios a inovação tecnológica.

        Para Marconi e Lakatos (2010), a população da pesquisa é definida como o conjunto de indivíduos que partilham de, pelo menos, uma característica em comum. O tipo da amostra foi a intencional, pois se buscou no universo pesquisado empresas incubadas no MIDI Tecnológico que detivessem as seguintes características comuns:

      • Todas são empresas de tecnologia da área de serviços;
      • Todas são empresas que estão no terceiro ano de incubação;
      • Todas as empresas participam das verticais de apoio da incubadora;
      • Todas as empresas são residentes físicas na incubadora; No entanto, segundo Richardson (2008), a amostra do tipo intencional dificilmente será representativa dentro de um universo, haja vista que para isso seria necessário um conhecimento prévio detalhado das características desta população.

        Ademais, a escolha intencional destas empresas encontra respaldo nas análises do SEBRAE (2011), que apontam uma taxa de mortalidade de quase 27% às empresas nascentes até seu segundo ano 65 favorável ao empreendedorismo. Existem aproximadamente 400 incubadoras de base tecnológica, apoiando 6.300 empresas que geram até 33 mil empregos diretos.

        Por definição da própria Anprotec (2011) e do MCTI (2013) por meio do Programa Nacional de Apoio às Incubadoras de Empresas e Parques Tecnológicos

        Segundo o MCTI (2013), as incubadoras tem um papel específico definido pelo Programa Nacional de Apoio às Incubadoras de Empresas e Parques Tecnológicos

        Para Maehler (2005) as incubadoras de base tecnológica, como por exemplo o MIDI Tecnológico, abrigam empreendimentos em que a tecnologia embarcada apresenta valor agregado, seja pelo seu grau de inovação, ou pelo uso sistemático de pesquisa científica. Os estudos de Lemos e Maculan (1998) apontam quatro razões pra que as EBTs busquem as incubadoras motivações essenciais: o relativo baixo custo para acessar a infraestrutura física e administrativa, o acesso aos intermediadores e agências de fomento à pesquisa e inovação; suporte gerencial e administrativo e a proximidade com centros de pesquisa, universidade e especialistas acadêmicos.

      3.2 Definições da amostra da pesquisa

        Atrasas et al (2003) descreve o processo de incubação constituído por três etapas: a seleção da empresa, a fase de crescimento e consolidação, suportada pela assessoria da incubadora e a fase de maturação, em que a EBT é graduada. O processo de incubação permite qualificar o empreendedor, fornecendo um ferramental de gestão desde a fase inicial até a consolidação de sua atividade comercial.

        Segundo o MCTI (2013) e seu Programa Nacional de Apoio às Incubadoras de Empresas e Parques Tecnológicos – PNI, as incubadoras

        Incubadora de Empresas dos Setores Tradicionais: abriga empresas ligadas aos setores tradicionais e consolidados da economia.

        Sua tecnologia está amplamente difundida e, portanto, buscam agregar

        66

        71 valor aos seus produtos e serviços por meio do desenvolvimento ou

        3 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS absorção de inovações tecnológicas. Incubadora de Empresas de Base Tecnológica: abriga

        empresas cujos produtos, processos ou serviços são gerados a partir de Neste capítulo apresenta-se a metodologia da pesquisa e a resultados de pesquisas aplicadas, e nos quais a tecnologia representa descrição dos procedimentos da investigação realizada, sendo descrita alto valor agregado. da seguinte maneira: (i) quanto ao método de investigação; (ii) quanto

        Incubadoras Mistas: é a incubadora que abriga empresas de ao procedimento de coleta e análise de dados.

        base tecnológica e empresas dos setores tradicionais.

        As incubadoras de empresas se iniciaram, de acordo com Hackett e Dilts (2004) no ano de 1959 nos Estados Unidos. Até 2008, o

        3.1 O Método de Investigação

        EUA possuíam aproximadamente 1.000 incubadores e segundo Chandra e Fealey (2009) o Brasil ocupava então a quarta posição mundial em A exposição do método de investigação bem como dos número de incubadoras. procedimentos de coleta e análise de dados a serem expostos no

        A questão de incubadoras no Brasil, segundo Vedovello e próximo subitem respondem a necessidade de clareza e legitimidade Godinho (2003), iniciou-se nos anos 1980, e cresceu de maneira científica da pesquisa. Tendo como referência o objetivo da pesquisa significativa nos anos 1990. Para a o OCDE (2005), as incubadoras científica que é descobrir a resposta para um problema específico ou desempenham um papel de desenvolvimento econômico, promoção e descrever um fenômeno da melhor forma possível (RICHARDSON, comercialização de novos negócios, de propriedade intelectual e

        2008), o caminho para tal tarefa é definido como o método de fomento do empreendedorismo. investigação.

        Desde que o nascimento da ciência moderna o método enquanto

        Gráfico 1 - Incubadoras no Brasil

        procedimento para se chegar a um objetivo começa a se consolidar, ele faz parte mesmo da própria identificação de um procedimento como científico. Para que a pesquisa seja científica, ou seja, um fenômeno

        Incubadoras no Brasil - 1995 a 2011

        sujeito a um método científico, exige-se a compreensão crítica por parte

        500

        de seu pesquisador, uma reflexão que descubra as conexões necessárias entre as ideias e as evidências empíricas encontradas.

        400

        Gil (2010) afirma que a ciência pode ser construída por meio de

        300

        pesquisa realizada com os conhecimentos disponíveis e a utilização dos métodos adequados. Esse procedimento científico conduz a formulação

        200 384 359

        do problema de pesquisa até a observação, coleta, análise e apresentação

        100 dos dados.

        183 135

      74 A opção para esta pesquisa qualitativa é a do estudo de caso,

        27

        pois segundo Gil (2010), é uma maneira de analisar um conjunto de

        1995 1998 2000 2002 2006 2011

        dados que descrevem uma fração ou a totalidade das relações internas e externas de uma unidade de estudo. Ademais, no contexto de pesquisas

        Incubadoras

        exploratórias, há a vantagem da multiplicidade da dimensão do Fonte: ANPROTEC (2012) e MCTI (2013). Elaborado pelo autor. problema de pesquisa originalmente proposto.

        67

        70 Esses elementos fomentadores de inovação realizam diversos papeis nas diferentes fases de incubação. Elas podem ser facilitadoras de negócios, criando redes de contatos para estes novos empreendedores, fornecendo estrutura tecnológica e administrativa para as novas empresas.

        Dependendo da incubadora, o acesso aos recursos financeiros e tecnológicos pode variar. As incubadoras estão vinculadas às universidades ou agências de fomento, o que provoca uma alteração na maneira das empresas acessarem recursos. Para Vedovello (2001), as incubadoras podem se constituir, por meio de seus arranjos em segmentos produtivos, em uma abordagem diferenciada de políticas públicas, provocando incrementos em inovação e competitividade organizacional.

        Para Amato Neto (2000), estas incubadoras tem um arranjo estrutural apropriado para facilitar o empreendedorismo, pois estão conectadas com agências de fomento e universidades, facilitando o acesso dos novos empreendedores à tecnologia, pesquisa e fontes alternativas de financiamento.

        Com acesso a novos recursos, alguns deles não reembolsáveis, as novas empresas podem acelerar seus projetos e com isso, diminuir o tempo de incubação. Ademais, com recursos que não são originados da atividade operacional, pode ser que alguns destes negócios sejam graduados sem as devidas condições, quer por um desempenho operacional inferior a quem não recebe ou capta recursos, quer por uma estrutura de custos inadequada à atividade empresarial.

        Os resultados desta pesquisa procuram sustentar a hipótese de quem as empresas que recebem recursos, em especial os não reembolsáveis, têm um conjunto de indicadores de gestão inferior àquelas que não acessaram os recursos. O capítulo 4 desta pesquisa analisa os resultados encontrados e procura sustentar ou refutar essa hipótese.

        2.5 Empresa de Base Tecnológica – EBT

        As empresas de base tecnológica – EBTs são organizações baseadas em diferenciais tecnológicos embarcados em produtos ou processos. Sua característica se difere um pouco das tradicionais MPE’s, pois são tipos de negócios de acelerado crescimento (MARKUSEN;

        68 HALL; GLASMEIER, 1986). Para Berté (2006), elas são de base tecnológica quando realizam pesquisa científica e a aplicam no desenvolvimento de novas tecnologias.

        Para Ferguson e Olofsson (2004), as EBT´s estão baseadas em independência, tecnologia e tamanho, cuja competência tecnológica está intimamente relacionada com o conhecimento de alto nível. Para a ANPROTEC (2012), a empresa de base tecnológica desenvolve produtos e serviços por meio da aplicação sistemática de conhecimento científico.

        É por causa dessa íntima relação entre conhecimento no estado da arte e produtos e serviços de valor agregado significativo que as EBT´s vêm sendo alavancadas por meio de programas de incubação e políticas públicas específicas.

        No caso dos spinoffs acadêmicos, as empresas são criadas para explorar a propriedade intelectual que é desenvolvida na academia (SHANE, 2004). Ainda sobre spinoff, Ndonzuau et al. (2002) os apresentam como organizações que são o resultado de pesquisas acadêmicas, transformadas em produtos e serviços. Para Gasse (2002), elas são resultado de quatro fases: (1) do esclarecimento de professores e alunos de que pesquisa pode e deve gerar valor; (2) processo de pré- incubação, com um estudo detalhado da ideia e consequente oportunidade de negócio; (3) a incubação propriamente dita, com a maturação do projeto e por fim (4) a graduação e consolidação no mercado.

        As EBTs são essencialmente inovadoras, pois estão na fronteira do conhecimento acadêmico, são formadas por profissionais técnicos, cientistas e pesquisadores e mantêm forte vínculo com universidades e centros de pesquisa e inovação (FONSECA; KRUGLIANSKAS, 2002). Macedo (2003) descreve as EBTs como organizações em que o principal insumo é o corpo técnico qualificado.

        As EBTs tem se estabelecido, segundo Adegbite (2001), por meio de incubadoras de empresas, que facilitam o processo de criação de empresas, integrando serviços, entre eles, área útil, assessoria, consultoria, financiamento ou capital de risco e treinamento. As incubadoras de empresas fornecem suporte na preparação dos novos negócios; favorecendo a disseminação de uma cultura empreendedora (LALKAKA, 2002).

        Andino (2004) demonstra que as incubadoras oferecem as EBTs uma possibilidade adicional de sobrevivência frente às exigências 69 mercadológicas, vinculando a indústria local aos centros de pesquisa, incentivando assim, o empreendedor ligado à tecnologia e inovação. As incubadoras buscam oferecer o ambiente favorável ao nascimento e crescimento de negócios inovadores, por meio de infraestrutura adequada, assessoria e assistência (BARBOZA, 2000; ABDUH et al., 2007; PETERS; RICE; SUNDADARAJAN, 2004).

        2.5.1 Spin-Off, Incubadas e Graduadas

        Para Shane (2004), o spinoff é a ideia ou potencial negócio que deriva de pesquisa e propriedade intelectual originada na academia. Segundo o MCT (2012), até o ano de 2004, boa parte dos recursos captados para pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias era direcionada para a academia. No ano de 2004 começa uma inversão de direcionamento de recursos: aumenta-se a oferta de fundos de subvenção econômica, via FINEP e fundações de amparo a pesquisa estaduais.

        Esses recursos, segundo o FINEP (2013) se destinam a muitos públicos, mas em especial, a empreendedores que reúnem equipes multidisciplinares capazes de transformar conhecimento e propriedade intelectual em produtos inovadores. Alguns destes fundos, como o CT- PETRO, CT-SAÚDE, CT-AERO e CT-BIOTEC estão abertos desde 2004, e vem sendo renovados constantemente, em função das políticas de avanço tecnológico dos governos federal e estaduais nessas respectivas áreas, quer pela demanda de recursos de fontes subvencionadas por parte dos empreendedores.

        Para realizar a alocação desses múltiplos recursos, humanos, tecnológicos e financeiros, os spinoffs vêm sendo organizados em incubadoras de tecnologia. Em Florianópolis, a principal incubadora é o MIDI Tecnológico. Anualmente ocorrem chamadas públicas para empreendedores, sendo que 100% destes estão ainda na universidade ou são formados a menos de 1 ano.

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